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Ano 5 nº 54 Julho / 2013

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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Minha pedra é ametista...

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Antonio C. Possebon

Editorial

+CANAL ABERTO 07 - Indignação

Boa leitura e até a próxima. Antonio Celso Possebon editor@sermaisrevista.com.br

ASSINATURA GRATUITA

www.sermaisrevista.com.br Administração - Ana Beatriz Possebon - Lucila Zelenski - Valdira S.Takiya Editoração \ Redação - Antonio Celso Possebon Arte \ Diagramação - Daniel Silva dos Santos - Caio César

+SAÚDE & CORPO 08 - Gripe Influenza A (H1N1) 10 - Para pensar…Medicina 12 - Disfunção Temporomandibular. 14 - Cultura e felicidade 16 - Fratura dentária, o que fazer? 18 - Carboxiterapia 20 - Tinta ou tonalizante... +INSPIRAÇÃO 22 - O remédio chamado consumo 24 - As férias estão chegando e só não...

Revisão - Shirley Terenciano

+CONSCIÊNCIA 26 - Maneiras de fazer... 28 - Crianças estão começando a...

Comercial - Ana Paula Possebon - Ariadna Ferreira Rego Leite - Camila Benevides dos Santos - Sibeli C. Salvestrini Napoli

+INOVAÇÃO 30 - Pintar ou envelopar? 32 - Ar condicionado x Defesas do...

Impressão - Gráfica Silvamarts Tiragem - 20.000 exemplares

+MATÉRIA DE CAPA 34 - Minha pedra é ametista... +CONSCIÊNCIA 36 - Animais que praticam a...

Distribuidores - Brudan Distribuidora - M.C. Distribuidora Ltda.

+CONEXÃO 38 - O futuro da profissão está em suas... 40 - Plutão 42 - Estamos preparados para algo novo?

Localidades de entrega - Arujá (Incluindo todos os seus condomínios). - Itaquaquecetuba \ Santa Isabel \ Guararema \ Guarulhos \ Mogi das Cruzes \ Suzano \ - Assinantes espalhados por todo território nacional.

+IDEIAS 44 - O poder no divã 46 - Por que algumas pessoas... 48 - Sempre é tempo de mudar 50 - Automação Residencial

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Sumário

POSSEBON EDITORA E ANÚNCIOS LTDA. ME.

Mês de julho, férias escolares, entretanto, o grande tópico do momento é a onda de protestos que assola o país, que nos leva à letra da música de Chico Buarque, que diz: -... ”Olha a gota que falta pro desfecho da festa / Por favor, deixe em paz meu coração / Que ele é um pote até aqui de mágoa / E qualquer desatenção, faça não / Pode ser a gota d’água”. Realmente, era a gota d’água que faltava: o aumento da passagem do ônibus metropolitano na cidade de São Paulo, para transbordar o pote de indignação de toda população brasileira quanto ao desrespeito com que a classe política a trata. Então, o gigante adormecido, de boa paz, cordato, se levanta do sono secular e passa a reivindicar o seu direito de participar das decisões, cuja conta a pagar sempre é apresentada a ele. E aí vem o político, independente da facção política em que ele esteja afiliado, dentro do cinismo peculiar que o caracteriza e com a única preocupação que o movimenta: ganhar a próxima eleição, sarcasticamente admirado com as reivindicações da população, acreditando que esta onda passará e que, mais uma vez, a massa esquecerá e o elegerá novamente, para tudo continuar como sempre foi. Sendo assim, é da crença geral que, desta vez, tudo será diferente, o povão, silencioso até então e chegando ao seu limite, descobriu a sua força e a capacidade de se unir exigindo mudanças. Convém lembrar que os vândalos não representam o povo brasileiro, eles são os mesmos que nos assaltam e nos matam nas ruas, nos escritórios, nas fábricas e em nossas casas. Convenhamos, analiticamente, que podemos comparar os corruptos que desviam milhões de dinheiro dos cofres públicos, seja lá quem for, com estes vândalos que depredam e saqueiam durante as passeatas. Por tudo isso, hoje, podemos afirmar com toda convicção o antigo chavão: -“O povo, unido, jamais será vencido” e, ainda, cantarolar a música de Ivan Lins, que diz: -... “Depende de nós / Se esse mundo ainda tem jeito / Apesar do que o homem tem feito / Se a vida sobreviverá...”

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Expediente

+MÃOS À OBRA 52 - Tratamento de piso +DIVERSÃO 54 - Barcelona / Espanha 56 - Lições de vida de uma viagem... +GASTRONOMIA 58 - Coisas de Comer: Só para Crianças 60 - Coisas de Comer +ATITUDE 62 / 64 - Acontecimentos & Dicas +PONTO FINAL 66 - Amor e Paixão


Os politícos

O fenômeno não é meramente brasileiro. Por todas as partes se elevam vozes indignadas contra o cinismo dos políticos e dos plutocratas. Aliados ou não, estes dominaram os espaços da cidadania. Não querem que esta se manifeste espontaneamente. Os norte-americanos invadiram Wall Street, em Nova York. Os espanhóis a Praça do Sol em Madrid. Os gregos as ruas centrais de Atenas. Os egípcios na Praça Tahir no Cairo. E, nos dias atuais, os turcos são agredidos em Istambul, na Praça Taksin. Em todos estes casos, que não esgotam a lista de presença popular, os jovens mantiveram-se acampados, de acordo com os seus costumes e hábitos.

A manifestação

Por aqui é diferente, a passeata faz parte de nossas tradições. Nos movimentos cívicos sempre se verificou o deslocamento dos manifestantes. Ora, o governante que não tem noção deste dado ou não quer ter, começa errando. Permita à comunidade se deslocar pelas ruas. Desvie o trânsito de veículos. Não dê pretexto para conflitos. É falsa a premissa de que a passeata impede a livre circulação de veículos e pessoas. É só reorientar os eixos do tráfego e tudo continuará normal. Só os autoritários não percebem esta verdade palmar. É preciso compreender o momento social que se vive. A sociedade está farta das atuais formas de participação. Esgotaram-se os subterfúgios para manter o povo inebriado. Desejaram substanciais mudanças nas estruturas sociais. Conseguiram. Só que as exigências, em razão da melhor educação, tornaram-se maiores. Estas não podem se obstadas por ações de contenção violentas. A revolta, em determinado momento, será geral. Todos se considerarão vítimas. Menos os de má índole e defensores da situação existente. Mudam-se as maneiras de participação ou os conflitos serão permanentes. Os governantes precisam, nesta situação, tomar cuidado com suas palavras. A defesa do confronto ou da violência nos levará ao caos. A indignação é geral. Só nos palácios há falsa paz propagada pelos áulicos. CLÁUDIO SALVADOR LEMBO ( São Paulo - Sp) Advogado / Professor Universitário / Político Brasileiro. Governador do Estado de São Paulo entre 31/03 a 31/12/ 2006.

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Só os ingênuos ou os maus intencionados não entendem o que está ocorrendo nas cidades brasileiras e, particularmente, em São Paulo, onde, nestes últimos anos, em política, tudo começou. Está nas ruas uma nova geração. Ela não participou dos acontecimentos marcantes do passado. A redemocratização. As diretas já. O impeachment de Collor. Deseja participar. Fazer ouvir sua voz. A mera democracia representativa, aquela que permite eleições de dois em dois anos, já não convence. É mero espetáculo vivido por terceiros, os políticos. Os jovens e mesmo os adultos querem ser ouvidos. Cansaram-se das exposições, sempre iguais, dos políticos tradicionais. Os partidos, encontrados às dúzias no mercado, já não representam a mais ninguém. São meras agremiações presididas por “donos de legendas” que pensam mais em si mesmos e menos na sociedade. As instituições que surgiram após 1988, ano da promulgação da Constituição, são meramente formais. Neste vazio, repleto de interesses pessoais e egoísticos, ninguém se sente representado. Todos se consideram meros contribuintes sem a contraprestação de serviços públicos. Os governantes, particularmente após a implantação da reeleição, só pensam no futuro mandato. Gastam verbas incomensuráveis em demonstrar grandes eventos. Estes, porém, não apresentam a magnitude exibida nas propagandas televisivas. Na realidade, são meras quimeras para enganar ingênuos. No começo deu certo, mas, o povo, que é sábio, aprendeu. Hoje todos estão fartos de ver propaganda oficial direta ou subliminar. Já percebe a verdade. Joga a mentira no lixo, sem direito a reciclagem.

CANAL ABERTO

O povo

Cláudio S. Lembo

Indignação

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Dra. Vanessa R. Oliveira

SAÚDE E CORPO

Gripe Influenza A (H1N1) A doença

A cada nova ameaça de H1N1 o fantasma de 1918 retorna. Em setembro de 1918, o mundo descobriu um inimigo mortífero. Além da Primeira Guerra Mundial, milhões de pessoas foram dizimadas por outra causa, a humanidade estava sendo atacada pela gripe espanhola — pelo menos um quinto da população mundial contraiu a doença. Os sintomas eram violentos. O doente sentia dor de cabeça e era tomado por calafrio tão intenso que o cobertor se tornava inútil. Depois começava a tossir sangue e os pés ficavam pretos. Quando os pulmões se enchiam de uma mistura de secreções, era o fim. E tudo isso ocorria com velocidade assustadora: da saúde ao óbito, passavam-se poucos dias ou mesmo horas. -“Pessoas saíam de manhã para trabalhar e não retornavam”, escreveu a jornalista americana Gina Kolata no livro: “Gripe - a História da Pandemia de 1918”. Sozinha, a gripe matou de 30 a 100 milhões de pessoas, mais que a Primeira Guerra que deixou 10 milhões de vítimas fatais.

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O vírus

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No século 19, já se conheciam as bactérias, mas, o vírus da influenza A seria isolado apenas em 1933, pelos cientistas Wilson Smith, Christopher Andrews e Patrick Laidlaw. A versão B foi identificada em 1939 e a versão C em 1950. Essas letras, A, B e C, foram criadas nos anos 1950 para identificar os três tipos que existem: a “C” é a comum, a “B” é a típica gripe de inverno, que ataca especialmente as crianças, e a “A” é selvagem. O habitat natural do vírus “A”, causador das grandes pandemias, como a espanhola e a gripe atual, é o mesmo dos patos e de outras aves aquáticas. Ele, também, pode viver em mamíferos como porcos, cavalos, baleias e leões-marinhos. Isso explica por que se costuma dizer que uma gripe é “suína” ou “aviária”. O subtipo do vírus “Influenza A H1N1” é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus da gripe aviária,

do vírus da gripe suína e do vírus humano da gripe. A influenza se transmite em qualquer época do ano, entretanto, é mais frequente no outono e no inverno. O período de incubação é de 1 a 4 dias. A transmissibilidade em adultos ocorre normalmente 24 horas antes do inicio dos sintomas e dura até 3 dias após o termino da febre.Nas crianças pode durar até 10 dias e em imunodeprimidos mais.

de acido acetilsalicílico prolongado, indivíduos com comorbidades como: pneumopatias (incluindo Asma), cardiovasculopatias (excluindo hipertensão artéria sistêmica), nefropatias, hepatopatias, doenças metabólicas (como diabetes), transtornos do desenvolvimento (como síndrome de Down, AVC) obesidade e imunossupremidos.

Os sintomas

O manejo clínico inclui além de sintomáticos e de hidratação, está indicado o fosfato de oseltamivir (Tamiflu*) de forma empírica (ou seja, não se deve aguardar a confirmação laboratorial) para todos os casos de síndrome gripal que tenham condições e fatores de risco para o desenvolvimento de complicações, independente de sua situação vacinal. Medidas de prevenção: a prevenção se dá evitando o contato com secreções respiratórias, partículas de saliva, tosse ou espirro. Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos. A vacinação anual contra influenza é uma das medidas utilizadas para se prevenir a doença, porque pode ser administrada antes da exposição ao vírus e dar imunidade durante o período sazonal do vírus.

Infecção aguda das vias aéreas que cursa com quadro febril (temperatura menor ou igual a 37,8º C) com curva térmica usualmente declinando após 2 a 3 dias e terminando cerca de 6 à 7 dias. Os demais sintomas são habitualmente de inicio súbito: calafrio, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia, prostração, rinorreia e tosse seca. Podem ainda estar presentes: vômito, diarreia, fadiga, rouquidão e hipermia conjuntival. A tosse, a fadiga e o mal estar, frequentemente, persistem por até 2 semanas após início dos sintomas, mas, há relatos de até 6 semanas. A evolução da gripe (influenza), geralmente, tem resolução espontânea, porém, alguns casos podem complicar como: pneumonias,sinusite, otite, desidratação, piora das comorbidades (Diabetes, hipertensão), pneumonia primária por influenza. São considerados pacientes de risco: grávidas, adultos maiores de 60 anos de idade, crianças menores de 2 anos de idade, população indígena aldeada, população menor de 19 anos em uso

O tratamento

DRA. VANESSA R. OLIVEIRA (Arujá \ SP) CRM 91519 Pediatra / Alergologista / Imunologista MATERNAL BABY CARE


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SAÚDE E CORPO

Dr. Caruso

Para pensar… Medicina, Espiritualidade e Energia A medicina

Praticamente, todos os textos antigos descrevem a cura como um processo divino no qual a cura do corpo primeiro requer a cura do espírito. Desde a metade do século XX, embora sem intenção por parte da comunidade científica, o respeito pelo poder de cura da oração, da fé e do amor diminuíram dramaticamente, enquanto a medicina química produzia mais e mais resultados físicos. O ser humano ficou reduzido tão somente às funções neuroquímicas do cérebro, destituído de qualquer elemento imaterial que animasse suas células. Para todos nós, tem se tornado mais evidente a cada dia que os temas deste milênio são: a cura através da busca do sagrado na vida como um todo e o poder da mente com seus significativos benefícios em nossa busca por saúde.

A espiritualidade

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Existem mais de cem genes em nosso corpo que são ativados por: pensamentos, sentimentos e experiências. Podemos, então, ter um dramático e positivo impacto sobre nossa saúde, simplesmente, através do controle de nossa consciência. -“...Da postura íntima (da pessoa) dependem seus estados enfermiços ou saudáveis, assim como a sua felicidade ou infelicidade”. (“Medicina da Alma” de Robson Pinheiro /Joseph Gleber). Cada vez mais, médicos passam a enxergar o ser humano integral, contemplando a união Mente/Corpo: a inteligência humana e a ciência se ampliam com o conhecimento e a moral humana se eleva, buscando a união entre Razão e Fé, Ciência e Religião, tendo em vista que é impossível compreender o mundo, o universo e o próprio ser humano, sem uma visão integral , “holística”. Hoje, já existem centenas de trabalhos publicados em revistas científicas internacionais prestigiadas, admitindo o valor da oração (do próprio paciente ou de terceiros), bem como do otimismo no sucesso de tratamentos de saúde.

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A energia

No Japão, Massaru Emoto, após 8 anos de investigação, publicou o livro: “ Messages from the Water (Mensagens da Água)”, mostrando como a água pode formar cristais perfeitos ou não, conforme a ação exercida sobre ela pelos pensamentos e sentimentos humanos. Daí pode-se concluir que os mesmos pensamentos podem atuar sobre o sangue e os tecidos humanos. Como negar os efeitos da Homeopatia (ciência já consagrada) e dos tratamentos com florais, onde são observados e tratados os estados mentais e emocionais, muito mais que os físicos e, também, da Acupuntura, que trata desbloqueando e revitalizando os canais de energia existentes em nosso corpo? O homem é um ser integrado ao universo e não apenas um agregado de células físicas. As escolhas que faz e as atitudes que apresenta determinam estados emocionais que tem impacto direto e concreto sobre a qualidade de nossas energias. Uma vez que nossa saúde física está intimamente ligada à nossa estrutura energética, conclui-se que nosso panorama emocional ajuda a determinar nossa saúde física. Pensamentos e ações elevados e nobres, sentimentos de satisfação e alegria influenciam diretamente a qualidade das energias que nos circundam e, consequentemente, a nossa qualidade de vida. Portanto, precisamos aprender a transformar nosso padrão mental, combatendo o pessimismo e educando nossas emoções e comportamentos. O seu corpo agradecerá e o planeta também. (Inspirado pelos livros: “Medicina da Alma” e “Energia”, de Robson Pinheiro/Joseph Gleber) DR. CARUSO – CRM.64.084 (Arujá / SP) Médico / Pós Graduado em Medicina Estética Capacitado em Blefaroplastia pela ASIME CESA- Centro Especializado em Saúde de Arujá


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Dra. Juliana Tosato

SAÚDE E CORPO

Disfunção Temporomandibular. Fique atento aos sintomas. O que é?

Disfunção Temporomandibular (DTM) é qualquer alteração que envolva a articulação temporomandibular (articulação formada entre a mandíbula e o osso temporal), seus ligamentos, disco articular ou os músculos da mastigação. Sintomas: • Dor de cabeça • Dor de ouvido sem causa aparente • Dor atrás dos olhos • Estalos ao abrir, fechar ou lateralizar a boca • Dor ao bocejar ou abrir muito a boca • Dor ou cansaço muscular para mastigar • Luxação da articulação temporomandibular (“sai do lugar”) • Sensação de desarmonia entre os dentes • Dor da articulação temporomandibular

Causas

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A “DTM” pode aparecer de forma idiopática, por alterações articulares, alterações musculares, hábitos parafuncionais (morder caneta, roer unha, fumar), bruxismo (ranger ou apertar os dentes), problemas oclusais, estresse, traumas na região ou cirurgias.

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Diagnóstico

O diagnóstico da “DTM” começa de forma clínica, com análise do histórico dos sintomas, avaliação da articulação e seus movimentos, avaliação e testes do músculos da mastigação, avaliação de estruturas adjacentes. Após avaliação clínica, pode ser necessário a realização de exames complementares conforme a necessidade, tais como: Raio X, Tomografia, Ressonância, Eletromiografia, entre outros. Em alguns casos, pode ser necessário acompanhamento multidisciplinar para resolução do problema.

Tratamento

A “DTM” é multifatorial e pode apresentar quadro clínico muito variado de paciente para paciente e, por isso, o tratamento deve ser focado nas necessidades de cada caso. O importante é reconhecer os sintomas e procurar ajuda. Essa articulação, apesar de tão pequena, pode causar grandes transtornos que podem ao longo prazo ultrapassar os já citados. Pessoas com dor acabam se isolando socialmente; por poder apresentar dificuldade para mastigar pode aparecer problemas gástricos e assim por diante. Portanto, fique atento aos sinais que seu corpo mandar.

DRA. JULIANA DE PAIVA TOSATO (Arujá / SP) Crefito 3-72697-F Fisioterapeuta (Doutorada pela FOP/UNICAMP)


Palestra e Coquetel

07/08/2013 Aumente sua Autoestima! * Presença VIP * Dicas de Beleza * Palestra Motivacional * Dúvidas sobre Cirurgia Plástica e Saúde Clube União Arujaense Av. Amazonas, 100

Mais Informações:

Vera: 99648-5807 | 97682-7851 Carol: 97954-3932| 99857-5039

Patrocinadores e Pontos de Venda:

Salão Espaço VIP: Rua Silvina de Camargo, 68 - Centro - Arujá | 4653-5889

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Local:

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Maria O. Galbiatti

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Cultura e felicidade Mas, pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não (Vinicius de Moraes) Vladimir Safatle e Christian Dunker escrevem para a Revista Cult uma coluna chamada “Diálogos na Transversal”, onde discutem vários temas, entre eles morte e luto como processos de simbolização formadores de cultura. O diálogo fecundo entre esses dois pensadores, Safatle é filósofo e Dunker psicólogo, me lembrou do poeta afirmando que sem um bocado de tristeza não se faz um samba não! Vinicius afirmava que era preciso um grande amor e uma grande dor para produzir suas lindas canções. Então, cabe a pergunta: sem um bocado de tristeza é possível produzir cultura? Se a dor, a morte, o luto e a tristeza são protótipos sobre os quais se ergue a cultura, o que estamos produzindo hoje, se a todo e a qualquer momento alguém nos indica algo que possamos consumir para produzir a tal felicidade? Que tipo de cultura produzimos hoje, se somente desejamos a felicidade e pagamos qualquer preço para fugir da tristeza e da dor? Desde o início da civilização, o homem vem rompendo com o misticismo que cerca a sua presença no mundo e questionando o propósito da vida e, consequentemente, como obter felicidade na terra e poder vencer as tremendas forças da natureza que o ameaçavam, bem como tentar entender as forças irreversíveis do destino – as doenças e a morte. Freud analisou muito bem essa questão em seu livro “O Mal Estar na Civilização”, de 1930, onde ele sublinha a dúvida sobre porque é tão difícil para o homem, ainda hoje, ser feliz. Para ele, estruturada sobre a necessidade de obter proteção e amparo, a civilização obteve um modelo infantil de organização. Esse modelo infantil de organização social, porém, nas últimas décadas extrapolou a necessidade de proteção e amparo e construiu um novo panorama social ligado a atributos de beleza, perfeição e produtividade. Nesse novo século, verifica-se uma mutação compatível com a economia neoliberal desenfreada e uma subjetividade

que se crê liberada de toda dívida para com as gerações precedentes, produzindo um sujeito sem história e inseguro como afirma Bauman (2001): -“A educação de mercado exige sujeitos flexíveis, acríticos e adaptados ao catálogo que coloca à venda os signos de promessas de felicidade”. Há quem diga, porém, que esse papo de Freud está ultrapassado! Com tantas mudanças em um século, “Freud já era!”. Não partilho desse pensamento e Bauman, na mesma trilha de Freud, nos indica que as questões com a satisfação instantânea pode estar no cerne dos comportamentos autodestrutivos, portanto, subprodutos da pós-modernidade. Então, o que chamamos civilização é, também, responsável por grande parte do sofrimento humano. Portanto, para ser civilizado é preciso um bocado de tristeza sim! É a partir desta perspectiva que a psicanálise se coloca e, é com este olhar que realizo meu trabalho dentro e fora do consultório, pois, acredito que nem mesmo com todo progresso científico ou tecnológico conseguimos diminuir as condições adversas em que vive grande parte da humanidade; esse é o grande desafio atual da psicanálise: pensar esse sujeito que sofre, não por não ter escolhas, mas, ao contrário, por ter múltiplas escolhas, fica paralisado.Observo cada dia mais, nas queixas dos pacientes que, é a própria cultura do consumo que perpetua sua insatisfação, impondo a fantasia de que a satisfação completa está adiante, que ela será acessível, no momento seguinte. Mas, o objeto de desejo, depreciado tão logo obtido, revela-se um logro: um circuito completo de esperança, frustração e desapontamento, tudo realizado em alta velocidade, num instante. Portanto, o que se tornou comum hoje é a fragilização do laço social e a produção de um novo tipo de cultura, baseado no efêmero e na busca desenfreada pela felicidade momentânea. Dunker termina seu artigo na Cult com uma pergunta que merece uma reflexão mais profunda: -“Não restaria à cultura nos ensinar mais uma vez a sofrer”?

MARIA ODETE GALBIATTI - CRP. 06/103346 (Arujá / SP) Psicóloga / Psicanalista Especialista e Mestre em Psicanálise Telefone: 011 - 4653 - 6691 E-mail: maria.o.galbiatti@uol.com.br


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Dr. Fabrício J.Araujo

SAÚDE E CORPO

Fratura dentária, o que fazer? A experiência

Quem já passou ou teve um familiar ou amigo que já passou, sabe muito bem do que se trata. Situações de emergência envolvendo a boca e os dentes quase sempre se transformam em experiências dramáticas para a pessoa, para os pais e, principalmente, para as crianças. As estatísticas mostram que, cerca de 14% das crianças e adolescentes passam, de alguma forma, por essas situações de emergência. Discutiremos um pouco os traumatismos mais comuns e a melhor atitude a ser tomada, procurando assim responder questões como: - “Que devo fazer no caso de uma fratura dentária?” - “Pego ou não o fragmento do dente? Se pego, onde colocar?”

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Atitude

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Sendo assim vamos relatar as principais ocorrências: cortes, sangramentos e avulsões. Quando ocorre um traumatismo que provoca corte ou sangramento, a primeira coisa a se fazer é controlar o sangramento, deve-se colocar sobre o ferimento, uma compressa de gaze ou mesmo um pano limpo e pressionar bem, após esta medida consulte o dentista o mais rápido possível, pois, há ferimentos que necessitam de suturas para uma correta cicatrização do trauma. Os acidentes mais comuns ocorrem na dentição de leite envolvendo bebês e crianças que estão aprendendo a andar. Nestes traumas, o dente tanto pode só amolecer dentro do alvéolo como intrudir (deslocar para dentro da gengiva) ou mesmo extrair, quando desce de sua posição original, dificultando assim o fechamento da boca. Independente do ocorrido, o dentista deve ser consultado e uma avaliação criteriosa feita, após radiografia o dentista poderá orientar o que deve ser feito, os cuidados a serem tomados, bem como futuros problemas que poderão ou não comprometer os dentes permanentes.

A mudança de cor do dente

Frequentemente, dente que sofreu traumatismo pode apresentar uma mudança de cor em sua coroa e, quase sempre, está relacionada à perda de vitalidade, sendo que, neste caso, o tratamento de canal se faz necessário. A mudança de cor em dente de leite, nem sempre significa perda da vitalidade, em muitos casos a cor retorna ao seu normal, portanto, mais uma vez é bom lembrar que, o dentista deve ser consultado e um acompanhamento feito.

Perda ou fratura

Perda total ou apenas fratura dentária. Em nossa clínica, frequentemente se tem caso de paciente com fratura de um ou mais dente, em consequência de traumatismo, sendo as causas mais comuns: acidentes automobilísticos, esportivos e brigas. Em caso de apenas fratura de parte do dente, é importante que se encontre o fragmento do dente, pois, o mesmo poderá ser fixado. O dentista vai avaliar se há necessidade de se tratar o canal e, após o diagnostico, faz se então a fixação do fragmento, entretanto, caso não se encontre este fragmento a reconstituição poderá ser feita através de restaurações estéticas. Em determinadas circunstâncias, como impactos horizontais, é comum acontecer um deslocamento total do dente, quando isso ocorre, a conduta que deve ser tomada de imediato é: achar o dente, pegá-lo somente pela coroa, não tocar na raiz, qualquer resíduo que houver deve ser cuidadosamente retirado do dente com soro fisiológico ou leite morno, como dito não toque na raiz, nem pense em esfregar o dente, após a limpeza coloque o dente de volta no seu lugar (no alvéolo) e, então, vá ao dentista, se houver duvidas sobre que conduta tomar, apenas ache o dente recolha-o pela coroa sem tocar na raiz e coloque em um copo com soro fisiológico ou leite ou mesmo a saliva da própria pessoa e procure o mais rápido possível o dentista. Se o dente for de leite, a colocação deste de volta em seu lugar não é indicada; a probabilidade de sucesso é mínima, alem da possibilidade de se prejudicar o permanente. Experiência com um traumatismo dentário sempre deixa certa lembrança, porém, lembre-se, o mais importante neste momento é manter a calma, recolher o fragmento ou mesmo o dente todo e, se for o caso, acondicionar de maneira correta em soro, saliva ou leite e procurar o dentista o mais rápido possível. Se tomada a conduta correta, a chance de se salvar o dente aumenta consideravelmente. Lembre-se, para tudo há uma solução, se tudo fosse tão tranquilo de se resolver como uma fratura dentária, seria muito bom. Você esta vivo, corra atrás e volte a sorrir. Você merece Dr. FABRÍCIO JOSÉ ARAÚJO - CRO\SP.80665 (Arujá \ SP) Cirurgião Dentista \ Implantodontista Diretor Clínico Responsável Técnico de: FABRÍCIO IMPLANTES


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Dr. Cíntia Mitri

SAÚDE E CORPO

Carboxiterapia Como surgiu?

A Carboxiterapia é uma técnica recentemente introduzida na área da estética, mas, a história do uso terapêutico do anidro carbônico (gás carbônico ou CO2) teve início na década de 30, na França. Seu uso era feito através de banhos secos ou imersão em água carbonada para o tratamento de arteriopatias periféricas.

O que é?

Atualmente, a Carboxiterapia caracteriza-se num método de fácil execução e consiste na administração do CO2 pela via subcutânea(injeção) diretamente nas áreas afetadas. O CO2 não é tóxico, pois, nós o expiramos e a nossa fisiologia é totalmente capaz de eliminá-lo. Gás não embólico é comercializado como sendo um gás medicinal de altíssima pureza e é o mais utilizado na medicina em cirurgias, como: videolaparoscopias, histeroscopias e como contraste em arteriopatias e ventriculopatias. Dói? Possíveis efeitos colaterais limitam-se à dor durante o tratamento, sensação de queimação no local da aplicação e pequenos hematomas.

Quais indicações?

Na área da estética se destaca no tratamento de: celulite, flacidez cutânea, gorduras localizadas, estrias, rugas, cicatrizes, além de ser um tratamento complementar à lipoaspiração. Podendo ser aplicado em: abdômen, braços, pernas, glúteos, pescoço, facial e outros.

Os efeitos

O CO2 é um potente vasodilatador, ou seja, aumenta muito a circulação no local da aplicação, assim: mais sangue, mais oxigênio e mais nutrientes para a pele. A pele melhor oxigenada cicatriza melhor, produz mais colágeno e reduz o inchaço. Ocorre uma distensão do tecido quando introduzido o CO2, assim a pele retrai melhorando a flacidez. Há pouquíssimas contra indicações para a Carboxiterapia, apenas doenças graves do pulmão e do coração ou infecção no local da aplicação.

O tratamento

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Em média, a indicação é de 10 sessões, podendo ser maior número dependendo da avaliação, sendo realizadas de 1 a 2 vezes por semana. O fisioterapeuta devidamente treinado tem autorização legal para aplicação da técnica.

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DRA. CÍNTIA MITRI - Crefito 86755-F (Arujá / SP) Fisioterapeuta - Especialista em: Saúde da Mulher Climatério e Dermato Funcional EQUILIBRIUM CLÍNICA & ESTÉTICA


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Patrícia M. Guimarães

SAÚDE E CORPO

Tinta ou tonalizante, qual a melhor opção? Sabe aquele dia

Que você acorda, olha para você e percebe que algo não está bom? Toma um banho, põe uma roupa especial, se produz toda e, mesmo assim, não está se sentindo linda? E se pergunta o que posso mudar em meu visual? Talvez, você esteja precisando mudar a cor dos seus cabelos. Temos duas possibilidades nesse caso, podemos tonalizar ou pintar os cabelos. Para decidir qual o melhor tratamento para você, iremos abordar o tema.

A coloração é indicada para quem quer mudanças mais intensas e uma permanência maior da cor nos fios. Na coloração as possibilidades de tons são inúmeras devido à correta mistura das cores “base” com as varias “nuances” existentes. O tratamento é de longa duração, isso ocorre devido ao produto penetrar no interior da fibra capilar, na camada do córtex, interagindo com a cor natural. Para quem tem muito cabelo branco, essa é a opção mais recomendada.

Como escolher a cor?

Dicas:

Quando colorir?

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Como fazer?

Devo pintar os cabelos em um salão ou posso pintar em casa mesmo? Pintar em casa pode parecer uma opção interessante, porém na grande maioria dos casos a cor escolhida quase sempre fica diferente do resultado final. Exemplo: Se duas pessoas que possuem cabelos naturais de tons diferentes aplicarem o mesmo produto, o resultado será diferente para cada uma delas. Isso ocorre porque cada pessoa tem uma cor ou tom de cabelo diferente e quando aplicada a tinta nos fios, a cor do cabelo se mistura com a cor do produto, dessa forma a cor final nunca será a mesma. Já em um salão isso nunca acontece. Um bom profissional de colorimetria tem todo o conhecimento de química, sabe escolher as cores certas e manipular as tintas para que o resultado final fique exatamente como o desejado. Outra vantagem é que as tintas profissionais são elaboradas com maior quantidade de pigmentos, e por essa razão, tem uma durabilidade maior que as encontradas em farmácia. Vale ressaltar que pintar os seus cabelos com um profissional é a garantia de uma cor homogênea em todo o cabelo. Pintar os cabelos com um profissional não basta é importante também verificar a qualidade da tinta que ele utiliza, pois uma boa tinta possui em sua composição proteínas que são absorvidas pelos cabelos, tratando, dando brilho e maleabilidade.

Quando tonalizar?

Quem procura um tratamento suave, que não agride os cabelos, o tonalizante é o mais indicado. Isso ocorre por não conter amônia. É indicada também para quem quer experimentar uma nova nuance deixando que a cor anterior ou cor natural prevaleça, permite uma mudança mais sutil e temporária, muito utilizado para quem está com os primeiros fios brancos aparecendo. Também tem o objetivo de dar brilho e realçar as cores que desbotam facilmente, como os loiros, marrons e avermelhados. Esse tratamento é conhecido como coloração semi-permanente, porque tem uma característica de curta duração, por atuar na cutícula (superfície dos fios).

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Pra as Loiras os tons de bege e champagne são ótimas opções, para as morenas os tons de chocolate ou café e para as ruivas o castanho médio e o marrom. - Tom neutro: Se a cor de sua pele estiver entre as duas, seu tom é neutro. Neste caso você tem um maior poder de escolha, porque a maioria te cairá bem.

A escolha da cor perfeita está relacionada com o tom da sua pele, sua personalidade e seu estilo de vida. Para descobrir a cor que melhor combina com você, primeiro é preciso saber se o tom de sua pele é neutro, quente ou frio. Para isso faça o seguinte: Vista uma blusa branca e enrole seus cabelos em uma tolha também branca, fique de frente a um espelho bem iluminado e observe qual tom sobressai em seu rosto. - Tom quente: Se sua pele tem os tons pêssego, oliva (esverdeado) ou dourado as cores indicadas para a tintura são os tons com reflexos dourados e avermelhados. Para quem quer pintar de loiro a dica é mel ou cobre, caso queira ficar morena as melhores cores são marrom dourado ou castanho. - Tom frio: Caso o tom da sua pele puxe para o rosado ou avermelhado as melhores opções são os tons de cinza ou tons neutros.

Tintura não clareia tintura. Se você pintou o cabelo de uma cor mais escura e pretende clarear, não adianta aplicar outra tintura, o correto é fazer uma decapagem para retirar a cor indesejada, antes de aplicar a nova cor. Se você clareou o cabelo e não gostou do reflexo que aparece quando exposto a Luz do sol, (vermelho, laranja ou amarelo) o ideal é utilizar uma tinta que neutralize o tom indesejado. Depois de tingidos, é muito importante utilizar um shampoo para cabelos coloridos e fazer hidratação pelo menos uma vez por mês para manter os cabelos com brilho e sedosos. Se você tem relaxamento ou alisamento no cabelo, não utilize tinta, porque as químicas são incompatíveis e os fios podem quebrar. O ideal são os tonalizantes que não contém amônia. Lembre-se o importante é você se sentir sempre linda e feliz. PATRÍCIA MENDES GUIMARÃES (Arujá / SP) Empresária PATY HAIR


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Irlei Wiesel

O remédio chamado consumo

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INSPIRAÇÃO

O ser humano

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Pessoas correm para farmácia para aliviar sintomas e correm ao shopping para acalmar, o que nem o remédio conseguiu resolver. Sinal dos tempos. A busca do alívio no lugar errado. Sintomas que afloram por vários motivos. Normalmente, são questões pessoais tratadas com complexas bulas de laboratório. Por exemplo: - A relação amorosa que acabou / - O filho que brigou / - O peito apertou pelo negócio que não deu certo / - Dinheiro que sumiu / - A oportunidade que se perdeu / - A falta de opção profissional / - A briga com os pais / - A nota baixa no colégio / - O trânsito caótico / - A insônia / - O medo do amanhã / - A angústia inexplicável / - O projeto engavetado / - O corpo que engordou demais / - A pele que manchou / A celulite que se instalou / - O cabelo que estragou /- O filho que não se teve / - O filho que exige tempo / - A violência que engole nossa coragem / - O tempo que acabou / - A correria, a confusão, a desconsideração, o individualismo exagerado / - O carro que excedeu o orçamento / - A compra que detonou as finanças / - O cartão que estourou o limite / - O dinheiro, a saúde, a doença, a família, a profissão e a vida pessoal, familiar e profissional. Ufa! Cansei de citar tanta coisa, que sufoco! Chega a faltar o ar! Não dou conta de tanto e nem de tudo isso! Vou aliviar isso, preciso encontrar algo que me desfoque deste foco tão tenso. Já sei, vou ás compras! Vou ao shopping! Vou ser feliz, nem que seja só por algumas horas! Fui! Mulheres a beira de um ataque de nervos correm para a farmácia do consumo, homens abarrotados de compromissos correm para comprar um agrado, crianças cheias de compromissos e apelos feitos pela mídia já incorporam desde pequenas que o legal e moderno é desopilar num shopping. A compra é receita infalível que reduz em 100% os sintomas. O efeito do remédio pode durar até duas horas ou enquanto não se olhar o estrago no orçamento. Neste caso varia conforme o tempo que a pessoa leva para voltar ao mundo real. O mundo real é alicerçado no planejamento. Estratégias eficazes existem para quem quer seguir um tratamento com menos efeitos colaterais. O remédio chamado: “Consumo”, possui efeito colateral sabotador e que pode dominar o indivíduo a ponto de deixar sequelas permanentes. O remédio que provoca alívio momentâneo deixa dívidas severas e com solução nem a curto, médio e muito menos em longo prazo, ao contrário, o efeito do remédio destrói orçamento, aumenta as dívidas, cria uma ciranda perigosa, aumenta a necessidade por coisas materiais, afasta a possibilidade por remédios emocionais, aniquila a chance de olhar outras formas de eliminar a tensão, estraga o dia e a noite, o presente e o futuro. Quando atolamos em dívidas, perdemos o foco. A necessidade de aliviar tensões é uma regra geral. Mas, é preciso sa-

ber que o caminho divulgado em larga escala é o menos indicado. Ele é ilusão pura, efeito reduzido ao extremo, confusão elevada ao quadrado, vazio existencial na potência máxima, carência saltando aos olhos, necessidade de amor e reconhecimento doentio, discernimento zero, olhos vedados e passos sem saída. Apreciar a beleza de objetos de consumo é diferente de adquirí-los. Somos seres que identificamos o belo e o desejamos. Porém, podemos desejar e não comprar. A compra pode ser feita com planejamento e no momento certo. Quando isso acontece o resultado é apreciado com alívio e merecimento, do contrário vem com culpa e confusão financeira. Então, ao invés de um alívio experimentamos uma enorme dor de cabeça. Sendo assim, atentem-se ao descontrole financeiro: é fruto do consumo desenfreado do remédio da hora. O marketing da moda sugere a compra. Quem são as vítimas do remédio da hora? Pessoas com “mente criança”. Chamo de “mente criança” por elucidar melhor o que fizemos com a nossa carteira. Pergunta: -A criança ao ver um brinquedo, pensa: no dinheiro, no cheque ou no cartão de crédito? Resposta: -Em nenhum dos citados acima. Pergunta: - O adulto que está abarrotado de contas, ao fazer só mais uma, pensa: no saldo, no cartão ou no cheque? Resposta: -Nenhuma resposta acima. O que ele pensa imediatamente é: o quanto esse produto vai melhorar a aparência, o quanto dá para ficar mais moderno etc... O desequilíbrio financeiro não é assunto que se discuta com uma “mente criança”. A avalanche é inevitável, enquanto a neve inicia a descida morro abaixo, pessoas, com descontrole financeiro, simplesmente, fazem de conta que estão no controle. Nem sequer cogitam que estão na rota da avalanche. Quando for atingida, talvez, sobreviva e aprenda, talvez, sobreviva e faça o tipo: estou nem ai! Ou sobreviva e acuse o governo, os pais, os filhos (outros pela falta de dinheiro). Quem não quer ver, paciência. A vida segue dando dicas de realinhamento. A vida não se cansa em apostar em nós. Mas, nós, ocupados demasiadamente com o que iremos comprar logo a seguir, não vemos, nem ouvimos e, principalmente, fingimos não sentir. Sendo assim, cuidado com as soluções que estão sendo dadas aos sintomas humanos. Com letra ilegível está escrito na bula: comprar não cura a sua dor! Então, abra o olho, você pode estar sendo enganado! IRLEI WIESEL (Santa Maria / RS) Coach / Conferencista / Escritora / Psicoterapeuta www.irleiwiesel.com.br


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Alexandre K. Vasconcelos

As férias estão chegando e só não vai se divertir quem não quiser

INSPIRAÇÃO

O que fazer no seu tempo livre?

Bom, falando de esportes existe uma quantidade enorme de novas modalidades com palavras estranhas, que trouxeram novas maneiras de se divertir seja na terra, na água ou no ar. Qual a sua opção? Por exemplo, andar de skate já não diz muito, pois, você precisa especificar o equipamento: “skatinho” (aquele que você anda nas ruas e nas pistas fazendo manobras); “longboard” (aquele que você desce ladeiras em alta velocidade e passeia nos parques); “hangboard” (as manobras clássicas do surf dos anos 60, copiadas no asfalto); “carveboard” (o surf moderno no asfalto); “cruiser” (aquele pequenino colorido que parece de criança, mas, é pra gente grande) e “elétrico” (realizando o sonho de quem viu “De Volta para o Futuro” na década de 80 e sempre sonhou com skate parecido com aquele do Michael J. Fox). Tem, também, um novo equipamento no mercado chamado “Trike Drift”, que nada mais é um “carrinho de rolimã” misturado com um “velotrol”, como aquele que, talvez, você usava quando criança. Velocidades incríveis em descidas infinitas com manobras de giro proporcionam muita diversão para os pilotos. As bicicletas, também, evoluíram e hoje você pode ter na sua garagem uma coleção de bicicletas e cada uma com um propósito: “cross” (aquela pequena para manobras nas ruas e em pistas); “mountain bikes” (para passeios fora de estrada); “speed” (para treinos de velocidade em estradas e avenidas); “dobrável” (uma bike prática e de multiuso para guardar em qualquer lugar); “elétricas” (para te dar uma forcinha quando você quer apenas passear e curtir o visual sem muito esforço). Todas elas, ainda, possuem uma gama enorme de marcas, modelos e variações, eis que, comprar uma bicicleta deixou de ser uma tarefa simples.

Novos esportes

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Agora, se você não gosta de pedalar e quer meditar ou treinar sua concentração, um novo esporte está trazendo muitos fãs. Estamos falando do “slackline” ou, ao pé da letra, “corda bamba”. Esse esporte nasceu da arte do circo e do treino dos alpinistas para ganho de equilíbrio durante travessias difíceis. Agora praticado em: casa, academia, parque e praia, é um esporte fácil em que adultos e crianças podem praticar todos juntos com o mesmo equipamento. Até os famosos “patins in-line” ganharam novas versões e, agora, você tem o “Spinkix”, modelo elétrico lançada na Califórnia no inicio deste ano, que já está sendo considerado o menor veiculo elétrico do mundo. Através de um controle sem fio e com os pés posicionados um a frente do outro, você pode se locomover até 15 km/h. Fácil?! Não se engane: equilíbrio, coordenação e resistência são fundamentais para quem quiser aprender a patinar essa nova modalidade.

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Também, é muito legal de saber que agora você tem inúmeras opções de acessórios de qualidade, garantindo o seu conforto e proteção, assim como registro desses momentos com câmeras de alta resolução e grande abertura angular, especificas para gravar a emoção dos esportes de ação. Não podemos deixar de comentar dos “patinetes” que voltaram com toda força e hoje são inúmeras opções. Os modelos elétricos estão em alta, pois, servem muito bem como lazer para passeios, mas, também, utilidade no dia a dia para se movimentar dentro de condomínios e áreas extensas de uma forma rápida, ecológica e econômica para todas as idades. E, se apesar do inverno, lugar com água é o seu destino, os esportes aquáticos também são uma ótima opção para lazer nestas férias. Além dos tradicionais, a nova modalidade “stand up paddle”, ou seja, “surf com remo”, mais conhecido como “SUP”, é um esporte que está se tornando cada dia mais popular em todo mundo. Sendo ele de origem havaiana, é uma forma antiga de surfe e remada, ressurgindo como uma maneira dos instrutores de surf administrarem os seus grandes grupos de alunos, pelo fato de estar em pé na prancha lhes dar uma maior visibilidade. Quem começa não quer parar e o publico feminino vem praticando de igual para igual nas praias brasileiras. Melhora considerável do condicionamento físico e contato direto com a natureza cativam todos praticantes. A quem leve filhos e até cachorro na mesma prancha! Bom, com esse repertorio de novas modalidades até o “DOCTOR” de “De Volta para o Futuro” ficaria surpreso! Seja qual for seu esporte, aproveite suas férias para fazer algo novo! ALEXANDRE KALUP VASCONCELOS (São Paulo \ SP) Engenheiro \ Empresário Proprietário da marca ALL SPORTS Email: contato@eucurtoallsports.com.br Facebook.com/eucurtoallsports


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Guilherme Souza

CONSCIÊNCIA Jul ho 201 3 26

Maneiras de fazer seu filho cooperar com você A realidade

Pais, certamente, já passaram ou vão passar por momentos em que gostariam que seu filho, simplesmente, fizesse o que eles mandam, sem birra, sem questionamento e sem cara feia. Em artigo publicado, a professora de pré-escola e mãe Shelly Phillips, mostra que não é necessário ser um manipulador de mentes para conseguir um pouco de cooperação por parte da criança. Em primeiro lugar, ela lembra que ninguém gosta de ser obrigado a fazer algo (mesmo que seja a única opção) e, isso, pode ser especialmente verdadeiro para qualquer criança ou adolescente, que procura aprender justamente a agir por conta própria. Dito isso, ela apresenta 6 (seis) conselhos para o leitor: (1º) - Peça, não exija - Quando quiser que seu filho faça algo, pergunte-se se teria problema caso ele dissesse “não”. Se tiver, é uma exigência, não um pedido e exigências devem ser feitas, sem dúvida (em especial se for uma questão de saúde ou segurança), mas, é importante usá-las com moderação, pois: -“Quanto mais exigências você fizer a seu filho, menos cooperação real e internamente motivada você provavelmente vai conseguir”, avisa a professora. Isso não significa que seria bom não criar qualquer expectativa em relação ao seu filho. “Quando essas expectativas não são cumpridas, é útil enxergar nisso uma oportunidade de resolver o problema juntos, ao invés de uma desculpa para puni-lo e gerar submissão”. (2º) - Crie jogos e brincadeiras - Se algo for considerado divertido, há mais chances de uma criança fazer. Por exemplo: você precisa que seu filho saia do parque e entre no carro. Por que não simular que vocês são bombeiros que precisam entrar no caminhão para combater um incêndio ou apostar uma corrida até o carro ou oferecer uma carona nas costas, como se fosse um gigante? Lembra Shelly Phillips: -“Tornar as coisas mais divertidas não é apenas uma boa maneira de conseguir que seu filho coopere, é, também, uma forma de aproveitar ainda mais seu tempo com ele, quero dizer, o que você prefere: uma disputa de forças em que você luta para colocar seu filho contra a vontade no carro ou um jogo divertido em que ele sobe por vontade própria?”. Também, é recomendável criar jogos que tenham relação com o que desperta o interesse dos seus filhos, sejam robôs, cavaleiros, princesas, caubóis ou astronautas. Na dúvida, não custa perguntar. A maioria das crianças está mais do que pronta para sugerir um jogo ou atividade que você possa incluir na sua lista. (3º) - Não seja repetitivo - Em uma tentativa de descobrir “como o mundo funciona”, toda criança gosta de observar as reações das outras pessoas e, muitas vezes, testar o limite de paciência dos pais faz parte do jogo e, se você demons-

trar seus pontos fracos nessa hora, é possível que seu filho o aproveite em outras ocasiões. “Não caia nessa”, alerta Phillips. “Quando você consegue manter a calma e estabelecer limites claros, seu filho vai testar você mesmo assim, mas, depois de ter testado sem sucesso todas as suas teorias sobre como burlar as regras, ele vai procurar outras áreas, muito mais interessantes e emocionalmente ricas”. (4º) - Faça-se de esquecido - Se você pediu ou exigiu algo e seu filho não fez, ao invés de apenas repetir, finja que esqueceu e peça para ele lembrar. -“Espere, eu me esqueci, não acabei de te pedir algo? O que era? Acho que estávamos prontos para ir a algum lugar, mas, você pode me lembrar aonde?”. Essa estratégia, se for bem usada, dá ao filho a impressão de que, naquele momento, ele é mais esperto do que os adultos e aumenta as chances de ele cooperar – só tome cuidado para que essa impressão não seja permanente ou há o risco de a criança não lhe levar a sério em outras ocasiões. (5º) - Deixe-o no comando - Calma! A dica não é “deixe que ele faça o que quiser” e, sim, “dê a ele uma dose de responsabilidade”. Coisas do tipo: -“Vamos receber visitas e preciso que você esteja arrumado. Consegue cuidar disso?”. O desafio pode ser estimulante, uma oportunidade que a criança encontra para mostrar do que é capaz. (6º) - Coopere com ele - A regra do jogo é clara: pais orientam o filho e é importante que o filho coopere com eles. Contudo, há momentos em que o filho não está em condições de cooperar, seja por causa de uma doença ou de um esgotamento físico ou de um sentimento ruim (tristeza, apatia). -“Se nada mais funcionar, ofereça ajuda”, recomenda a professora e mãe. Se seu filho souber que pode contar com você, ele estará muito mais disposto a cooperar. GUILHERME DE SOUZA (Curitiba / PR) Jornalista / Ilustrador gsouzape.guilher@hiperciencia.com


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Natasha Romanzoti

CONSCIÊNCIA

Crianças estão começando a usar palavrões cada vez mais cedo Xingar

É um fenômeno comum na fala de muitos adultos diariamente. Pesquisas sugerem que entre 0,3 e 0,7% da nossa fala cotidiana sejam palavrões. Eles, também, estão se tornando mais comum entre as celebridades, o que pode influenciar as pessoas. Agora, um novo estudo descobriu que as crianças estão falando mais palavrões do que algumas décadas atrás, bem como aprendendo a falá-los mais cedo. As crianças não parecem estar usando palavrões piores do que no passado, apenas palavrões comuns com mais frequência. Nos EUA, por exemplo, 10 palavrões usados com bastante frequência representam mais de 80% dos xingamentos.

As pesquisas

Segundo os pesquisadores, esse aumento entre as crianças não é surpreendente, dado o aumento generalizado do uso de palavrões entre adultos no mesmo período. Os pesquisadores afirmaram que as crianças começam a falar palavrões entre três e quatro anos e, isso pode ser uma consequência do tempo que elas passam assistindo televisão. Segundo eles, os pais, às vezes, não sabem ajudar, pois, podem ser hipócritas quando se trata de xingamentos. Quase dois terços dos adultos, no estudo, que impunham aos filhos regras de não falar palavrões dentro em casa, quebravam suas próprias regras regularmente. Isso envia uma mensagem confusa às crianças. A pesquisa, também, mostrou que os homens falam palavrões com mais frequência e usam mais palavras ofensivas em público do que as mulheres. Tanto homens como mulheres usam palavrões mais frequentemente na presença de um grupo constituído apenas de seu próprio gênero, do que na presença de um grupo misto.

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Os estudos

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Os cientistas dizem que as pessoas xingam não só em reação a algo doloroso ou desagradável, mas, também, como uma forma de reduzir o sentimento de dor. A frequência de falar palavrões, tradicionalmente, atinge seu pico em torno da adolescência de uma pessoa, declinando em seguida. No entanto, os novos dados apresentados sugerem que, como as crianças estão usando os palavrões em uma idade mais jovem, o pico, também, pode passar para as crianças menores ao longo do tempo. Os pesquisadores alertam que, esse quadro pode ser preocupante. O palavrão não é uma questão trivial. Pesquisas anteriores mostraram que eles têm um impacto significativo com: problemas em casa, na escola e no trabalho, portanto, é bom ficar atento. NATASHA ROMANZOTI (23 anos) – (Curitiba \ PR) Jornalista / Escritora (nas horas vagas) natromanzotinat@hiperciencia.com


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Daniel S. Santos

Pintar ou envelopar?

INOVAÇÃO

Porque envelopar?

Hoje ficou muito mais fácil customizar o seu carro sem comprometer a pintura e a depreciação do seu veículo, com a aplicação de uma película polimérica adesiva de altíssima qualidade, um adesivo acrílico permanente especial, indicado para uso interno e externo de automóveis. Esse adesivo tem facilidade no corte e possui maleabilidade em superfícies lisas e curvas. É de fácil aplicação e protege seu carro contra riscos, pequenos impactos, manchas e raios U.V. Possui uma rica diversidade de cores e opções entre padrões: Fibra de Carbono, Titânio, Couro, Fosco, Metal Escovados, Perolizado e Camaleão. Além de customizar e proteger acessórios automotivos internos e externos, é ideal para aplicações em notebooks, celulares, tablets e tudo mais que você quiser.

Se o envelopamento do veículo for de cor diferente da original e ultrapassar mais do que 50% da cor é preciso alterar na documentação.

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Sticker bombs

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Na personalização o céu é o limite e a riqueza estão nos detalhes. É possível customizar o seu carro com desenho personalizado, feito por um profissional gráfico que vai montar uma diversa gama de imagens de acordo com a personalidade de cada um, tendo uma variedade de cores sobrepostas que da um efeito bacana no carro.

Tendência que chegou para ficar.

O preto fosco e o teto black piano já é o adesivo preferido mas são inumeras as possibilidades. Já faz parte da nossa realidade ver os veículos customizados saindo diretamente das montadoras. Essa tendência fez com que os veículos ficassem mais atraentes e personalizados, como o: Chevrolet Camaro SS.

Cuidados: Conservação - Não aplicar o adesivo onde a pintura do veiculo não for original, pois na remoção ele pode arrancar o verniz da pintura. Limpeza - Não utilizar ceras ou abrasivos de “nenhuma espécie”; - Não utilizar escovas com cerdas grossas ou mecânicas para evitar riscos; - Atenção aos jatos de alta pressão. Eles podem comprometer a durabilidade do adesivo se utilizados de forma incorreta e com muita frequência; -Inicie a limpeza pela parte superior do veículo, para evitar retrabalho caso a sujeira caia sobre as outras partes do carro; - É recomendado utilizar o jato de pressão mantendo um ângulo do bico de 90º a 65º em relação a superfície - A temperatura da água deve ser entre 20º C a 25ºC - Não expor o jato por muito tempo na mesma área; - Não direcione o jato nas bordas do adesivo. (Isso poderá provocar o seu levantamento). - Evite deixar a sujeira no veículo por muito tempo, isso poderá trazer diculdade na limpeza, fazendo com que seja permanente. Use a sua criatividade com o envelopamento e dê ao seu carro a sua cara. DANIEL SILVA DOS SANTOS - 25 anos (Itaquaquecetuba - SP) Publicitário e Designer Gráfico E-mail: daniel@directorarts.com


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Carlos E. Santos

Ar condicionado x Defesas do organismo

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INOVAÇÃO

O que acontece...

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O resfriamento provocado pelo aparelho de ar-condicionado deixa o ar mais frio e mais seco, diminuindo naturalmente as defesas do aparelho respiratório. Saiba como: os brônquios – que produzem o muco pulmonar e estão presentes dentro dos pulmões - contêm cílios que se movimentam 24 horas por dia, independente da respiração. Estes cílios são responsáveis por expulsar do pulmão poeira e partículas que podem ser prejudiciais ao nosso corpo. Nesse processo contínuo de proteção, o ar-condicionado é considerado um vilão: com o ar seco, o muco fica ressecado e pode grudar nas paredes do pulmão. Com o frio, os cílios perdem sua mobilidade e afetam a defesa do organismo. Outro risco com o aumento brusco da utilização do ar-condicionado no verão são as infecções respiratórias. Se os tubos do aparelho ou do sistema de ar-condicionado do seu carro estiverem contaminados por bactérias e fungos (o que é bastante comum), por exemplo, ao inalar esses micro-organismos o ser humano aumenta suas chances de contaminação infecciosa. Não é que as pessoas devam deixar de usar aparelhos de arcondicionado no calor excessivo ou, até mesmo, no inverno, mas, a higienização e a manutenção adequadas são importantíssimas para manter o ambiente saudável. Os portadores de doenças pulmonares, respiratórias, alérgicas e crônicas, são mais sensíveis às alterações que o ar-condicionado provoca no organismo, os quais precisam ficar ainda mais atentos à higienização do aparelho. Hoje temos duas formas de higienização: uma seria em spray, aplicado diretamente aos dutos de ventilação e na caixa evaporadora, uma maneira pratica e rápida, porém, sem perder a eficiência e a outra seria um sistema ultra-sônico, que produz uma névoa do produto que age facilmente em todos os lugares. Ambas eliminam os odores desagradáveis, tem ação prolongada e são aprovadas pelo Ministério da Saúde (certificação garantida no combate de microorganismos causadores de doenças - registrado na ANVISA sob Nº 31975.0028/002-4).

Filtro de cabine

O filtro de cabine purifica o ar no interior do veículo, onde há concentração de até 6 vezes mais impurezas, partículas e resíduos cancerígenos derivados da combustão. O filtro de cabine se faz necessário devido ao crescimento de doenças respiratórias, reações alérgicas e proteção das peças do sistema de ar condicionado. Devido a isto, a maioria dos veículos modernos montados em série é equipado com este filtro. Mesmo os carros sem ar-condicionado possuem o filtro, que tem a função principal de cuidar da saúde dos ocupantes do veículo, filtrando e purificando o ar que se respira em seu interior. A manutenção com o elemento filtrante, geralmente, só é lembrada quando se usa muito o ar condicionado, isto é, no verão. Se os usuários fizerem um reparo nos aparelhos no inverno poderão ver as condições absurdas de sujeira e contaminação, tendo ainda que realizar a higienização para matar e eliminar os microorganismos do sistema de ar. A falta da periodicidade da manutenção acumula poluentes e sujeiras no filtro, impedindo a passagem do ar, dando a sensação de falta de ar ou de ar saturado, além de mau cheiro. Entre as sujeiras podem-se encontrar fungos e bactérias que contaminam o sistema de ar, graças a ajuda da temperatura e umidade, proveniente do frio e do alimento ali encontrado. Com esses obstáculos, o ar força o sistema, podendo assim danificá-lo. Nos casos dos veículos, além da saúde dos ocupantes, o filtro tem, também, a função de proteger as peças do sistema de ventilação e ar condicionado. Para prevenção estima-se realizar a revisão periódica do filtro, verificando o grau de sujeira. A recomendação é trocar de 6 em 6 meses, de 10 a 12 mil km ou, ás vezes, em menos tempo, dependendo do lugar de uso do veículo. CARLOS EDUARDO SANTOS (Arujá \ SP) Empresário MIAMI AUTO CENTER


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Elaine F. Martins

MATÉRIA DE CAPA

Minha pedra é ametista... O medo

Sob vários disfarces, leva o homem a buscar formas de prever tudo o que puder, a fim de defender-se do negativo e otimizar o positivo.Talvez, os maiores monstros estejam escondidos em seu próprio armário. E, se for mesmo assim, com que energia você tem alimentado seus monstrinhos de estimação? Em 1977/78 a voz de João Bosco declarava em todas as rádios brasileiras: -“Minha pedra é Ametista, minha cor o amarelo...” O Astro, de Janete Claire, fez crescer ainda mais a natural curiosidade do povo brasileiro em relação ao misticismo/esoterismo, ainda que sem qualquer discernimento. Evitando julgamentos éticos a respeito dos personagens, convenhamos: a Astrologia tem estado na moda desde a antiga Babilônia e Suméria! E, lado a lado, caminha com outras ferramentas de suporte que promete nos ajudar a lidar com o futuro, com os perigos do desconhecido e as oportunidades que tentamos antecipar: a pedra e a cor do signo, o dia da semana, os números mais favoráveis, os banhos, as bendições e as cartas, só para citar algumas. Cristais e cores são usados desde a época da Atlântida e, entre verdades e superstições, sobrevivem vibrantes e intrigantes no imaginário coletivo. O desejo de prever o futuro, de cercar-se de ‘boa sorte’, de proteger-se do mal, da inveja, do olho gordo, de defender-se dos inimigos ocultos e dos revelados. Necessidades que desenvolvemos para combater o medo ancestral que habita a humanidade: o medo do futuro, o medo do desconhecido, o medo do novo, o medo da falta, o medo de fracassar, o medo de errar, o medo da doença, o medo de amar, o medo da morte, o medo da vida...! Medo. Ele mesmo, talvez, seja a pior das doenças: uma doença da alma! Uma emoção que parece ser a raiz mais profunda de todas as doenças humanas, então, serão todos os outros males meros sintomas dela? Uma disfunção renal, um problema no fígado, o mau funcionamento do pâncreas, a depressão etc.. É grande a lista de desequilíbrios físicos, mentais e emocionais, pois, são tantos os possíveis medos! O medo, em sua essência, tem uma função positiva, sim. Pense só: como teria o homem primitivo, nas cavernas, sobrevivido à hostilidade do ambiente externo (clima e animais selvagens) se o ‘instinto de sobrevivência’ não tivesse tornado seus passos cuidadosos?

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As limitações

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Mas, afinal, como é que o saudável e necessário instinto de sobrevivência expandiu-se a ponto de tornar-se tão limitante? Pelo exagero desse mesmo instinto, pela exacerbação da necessidade de autopreservação. O medo, portanto, ao invés de nos proteger, tornou-se uma emoção que nos limita. Limita o amor que damos, pois, tememos não ser correspondidos. Limita nosso progresso profissional, pois, tememos arriscar maiores vôos. Limita a felicidade. Limita a entrada do novo. Limita a realização. Limita a espontaneidade. E, de tanto limitar, acaba por afetar nosso metabolismo, nossos órgãos, nossa saúde física, mental e emocional, limitando, por fim, a nossa qualidade de vida. Como canta Belchior: - “O medo anda por dentro do teu coração... / Faca de ponta e meu punhal que corta / E o fantasma escondido no porão”. E quantos são os monstros que nos metem tanto medo, que alimentamos dentro do armário do quarto? Monstros que fazem barulhos horríveis quando vamos dormir! É como se eles esperassem o momento e, aí, mal colocamos a cabeça no travesseiro, eles começam a agir: pancadas na porta, passos, gritos, urros, uivos... Traduzindo o que eles dizem: lembranças incômodas, pensamentos repetitivos, julgamentos, autocrítica, diálogos internos, criação de diálogos que não realizamos e que gostaríamos de ter desenvolvido com alguém, tantos ruídos! Esses monstros tiram nosso sono, transformam sonhos em pesadelos, nos levam a fantasiar sequências pessimistas em relação ao futuro, ativam o nível mais baixo de nossa imaginação conectando-nos com toda sorte de pensamentos negativos.


As defesas

E, para nos proteger de tantos, tão poderosos e assustadores monstros: erguemos muralhas e barreiras; escondemo-nos atrás de escudos (couraças musculares); armamo-nos até os dentes; afiamos garras e palavras ou amolecemos como gelatina; assumimos posturas corporais de defesa; nossa audição se torna seletiva e passamos a ouvir o que nos convém dentro dessa realidade paralela que criamos. E o que menos queremos, afinal, é encarar esses monstros! De pertinho, então... afff! Nem no pior dos mundos! Muitas vezes, essa situação nos leva a gastar um tempo precioso na tentativa de adivinhar de onde eles vêm e quem os mandou para nos assustar? E outro tanto de tempo, gastamos na busca de ferramentas de defesa e prevenção contra o que vem de fora. De fora? Mas, os monstros, afinal, estão dentro, no nosso armário! Fico pensando, pensando e arrisco uma saída: uma boa faxina nesse armário, retirando o que serve de alimento aos monstros, talvez, os fizesse partir. Talvez, então, isso pudesse ser mais eficiente do que um escudo de “laser” para impedir a entrada do inimigo. Afinal, se o perigo já está dentro, isso faz sentido, não é mesmo? Como cantou Raul Seixas: -“Queira! Basta ser sincero e desejar profundo!”

As energias

Quando se lida com energia, é importante respeitar uma regra básica que diz: a energia está onde está nossa atenção. Experimente você mesmo! É fácil! Observe um exemplo bem simples. Quando estamos com alguma dor tendemos a ficar sentindo a dor, pensando na dor e, com isso, focamos nela nossa atenção e, assim, a alimentamos e ela se fortalece, aumenta, intensifica. Se decidirmos mudar o foco, por exemplo: ler um livro, ouvir uma música, conversar com alguém sobre outras coisas, pronto, já teremos ficado alguns momentos sem percebê-la. Ela, a dor, ainda está lá, mas, não a alimentamos durante aqueles instantes em que escolhemos deslocar a atenção. Então, um bom primeiro passo nessa jornada para aprendermos a lidar com os monstros pode ser começar a limpeza, tirando do armário o principal sustento deles: “a nossa atenção”. Tirando a atenção, paramos de energizá-los. E isso nos dará uma merecida pausa, um período no qual a nossa energia poderá ser concentrada em nós mesmos e usada na busca de soluções reais. Se não me engano, é tibetano o ditado que diz: -“Se um problema não tem solução, não preciso pensar nele. Se um problema tem solução, não preciso pensar nele”. Num ou noutro caso, está resolvido! Isso é bem diferente de ignorar as questões da vida. Tem a ver com evitar (pré)ocupação. Confiar que tudo será encaminhado da melhor forma e no melhor momento é uma maneira de fortalecer a decisão de tirar a atenção de uma dor específica. Se você sabe que está fazendo o melhor que pode numa situação qualquer, ou seja, se já está medicado, confie e libere o tema, libere as pessoas envolvidas, libere a dor! Ocupe sua mente com outra tarefa.

Focar na confiança ao invés de focar no medo pode fazer toda a diferença! Experimente! Tente! Negar o medo não o elimina, mas, variar o foco enfraquecerá os monstros que assustam! E sabe o que acontecerá? Esses monstros terão que aprender a se alimentar de otimismo, de alegria e de confiança. E, vão ter que fazer fila indiana – cada um em seu momento será cuidado, abraçado e encaminhado. Amanhã cedo, lembre-se de consultar o que dizem os astros sobre seu dia. Entretanto, atenção: os astros apontam, alertam, mas, não determinam. E as cores e os cristais têm energias muito benéficas que podem começar a nutrir seus monstros com esse novo tipo de alimento. Quer exemplos de ingredientes para começar a praticar a sua nova culinária? O cristal, conhecido como Ametista, transmuta energia negativa em positiva. O amarelo, seja pela vibração da cor, ou seja, pelo uso de uma gema chamada Citrino, energiza o plexo solar e fortalece o poder pessoal e a autoconfiança. Vamos lá! O que impede você de experimentar a alegria agora? Mudar a dieta desses barulhentos e assustadores seres só depende de você e, isso, vai fazer melhorar, como num passe de mágica, a qualidade de muitas áreas de sua vida. Ainda vamos detalhar muito a composição dessa dieta em outras conversas... Até lá, coloque seus monstros de regime!

ELAINE FERREIRA MARTINS (São Paulo / SP) Jornalista / Publicitária / Self Coach /Terapeuta Integrativa Practitioner em PNL e Transformação Essencial

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A diferença

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Cesar Grossmann

SAÚDE ANIMAL Jul ho 2013 36

Animais que praticam a homossexualidade A realidade

Durante muito tempo, os biólogos fizeram de conta que não estavam vendo, mas, agora, não dá mais para esconder: o comportamento homossexual é bastante comum na natureza e não é restrito aos mamíferos, pois, aves e insetos, também, o apresentam.Mais além, não se tratam de relações fortuitas, pois, alguns animais realmente formam casais homossexuais que passam juntos a vida toda, chegando a criar filhotes, às vezes doados por casais heterossexuais, às vezes resultado de uma “escapada” de uma das fêmeas. Alguns exemplos de animais que praticam a homossexualidade: - Carneiros - Às vezes, contamos carneirinhos para dormir, mas, a tendência natural do carneiro tem tirado o sono dos cientistas. O carneiro doméstico está, estatisticamente, entre os mamíferos, o mais gay que existe. Estudos científicos mostraram que a proporção de carneiro macho que forma par com outro macho e nunca mais tem contato com fêmea, chega a incríveis 8%. Os casais do mesmo sexo não reproduzem, mas, agem como um par em todos os outros aspectos de suas vidas. Os rebanhos homossexuais se destacam como um exemplo do status do relacionamento diversificado entre os animais, entretanto, não fazem muito sucesso com os fazendeiros, que estão interessados em conseguir o maior número de filhotes possível.

- Leões africanos - são, normalmente, símbolos de liderança tradicionais, principalmente em sociedades patriarcais que envolvem haréns de fêmeas. Entretanto, uma certa porcentagem de leões africanos machos abandonam as fêmeas disponíveis para formar seus próprios grupos homossexuais. Leões machos já foram documentados montando outros machos e se envolvendo em uma variedade de comportamentos que, normalmente, são reservados a casais de animais do tipo macho-fêmea. Apesar de muitas sociedades animais serem estruturadas de forma a favorecer casais do mesmo sexo, a razão para as associações entre leões machos é desconhecida. Os leões são os felinos com o maior desejo sexual, o que pode significar que estes encontros sejam mais “significativos” que as interações homossexuais entre carneiros ou aves.

- Golfinhos - Em termos de inteligência, os golfinhos estão entre a nata dos animais. Em capacidades cognitivas e sociais, eles são comparáveis aos chipanzés e humanos. Dentro da sociedade dos golfinhos, também, existe grande diversidade e numerosas relações do mesmo sexo já foram identificadas. Em um caso inacreditável, um par de golfinhos gays mantiveram um relacionamento por 17 anos e pesquisadores identificaram um bando inteiro de golfinhos composto apenas de machos. Ficou claro que os relacionamentos entre os golfinhos são fortes, não importando a orientação sexual dos mamíferos marinhos envolvidos. Também, foram identificados golfinhos bissexuais, que mantinham contatos apaixonados com membros do mesmo sexo e do sexo oposto.

- Girafas - jovens girafas machos, antes de terem algum contato sexual com uma fêmea, às vezes, têm alguns encontros homossexuais e alianças temporárias. As atividades dos casais gays incluem beijo de língua, massagem de pescoço e “abraços”, bom como contato corporal total e aninhamento. Acredita-se que o objetivo dos contatos com elementos do mesmo sexo é desenvolver alguma familiaridade com as técnicas de acasalamento, antes de usá-las com uma girafa fêmea. Na pequena comunidade que é um bando de girafas, parece que a ideia é chegar bem nas meninas logo de cara, e, para isto, eles treinam com meninos antes. CESAR GROSSMANN (Curitiba \ PR) Engenheiro Elétrico \ Funcionário Público cesarakgcesar@hiperciencia.com


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José Augusto V. Neto

O futuro da profissão está em suas mãos

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CONEXÃO

Corretor de imóveis

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Muito se fala a respeito do futuro da profissão do Corretor de imóveis. A cada solenidade para a entrega de carteiras a novos profissionais, o CRECI.SP fornece todas as orientações e esclarecimentos necessários para que os que estiverem ingressando na carreira estejam cientes de seus deveres e, também, de seus direitos. De tudo o que já foi dito, seja por analistas, sociólogos ou estudiosos do assunto, houve até quem afirmasse que, ao início do século XXI, a atividade de corretor imobiliário estaria extinta, frente às novas exigências e características dos consumidores e do mercado. No entanto, o que constatamos, especialmente em nosso País, foi a grata satisfação de, a partir do ano de 2000,iniciar um período muito promissor à categoria que, cada vez mais, desperta o interesse de um número maior de profissionais e conta, atualmente, com 80% de inscritos vindos de outras áreas e com formação universitária. Também, se questiona no momento, se haverá novas e boas oportunidades, tanto para os ingressantes quanto para os veteranos que atuam na categoria. O Brasil conta com um déficit habitacional de seis milhões de unidades, número que permanece nesse patamar há anos, pois, não se consegue produzir o necessário para sanar ou ao menos minimizar essa carência crônica de imóveis às famílias do País. Especialmente no segmento de imóveis populares, onde a balança se desequilibra entre custos de produção e faixas de lucratividade, o déficit vai se eternizando, de maneira simultânea ao aumento do interesse de construtoras e incorporadoras pela classe média e média alta. Produzimos cerca de 1 milhão e meio de unidades ao ano e constatamos que a margem de crescimento ainda é enorme. Além disso, no que tange aos financiamentos, bancos públicos e privados fecharam 2012 com um montante que atingiu cerca de R$ 178 bilhões em contratos imobiliários. Por outro lado, se a profissão tem todos os requisitos necessários e um amplo campo a ser trabalhado, ela não é das mais expressivas no que diz respeito a oferecer boas possibilidades de renda a quem a exerce. O que se visualiza são corretores e imobiliárias que não participam do sucesso do mercado na mesma proporção em que os negócios são realizados. Profissionais se submetem a reduzir os percentuais de seus honorários até por uma questão de sobrevivência no mercado, mesmo tendo um histórico de bons trabalhos prestados e de clientes satisfeitos. É preciso considerar que o futuro da profissão está nas mãos dos próprios corretores, que devem assumir essa responsabilidade através de seu comportamento. Depende de cada um para que se possa chegar ao ponto de os clientes optarem por comprar através de um corretor de imóveis, pela tranquilidade que somente ele poderá oferecer a esse negócio.

E, quando há pessoas que agem de forma a desabonar os outros colegas de profissão, esse momento de confiança do cliente fica mais distante da realidade do profissional. Os que têm uma formação ética, de seriedade e respeito ao cliente, vão ser os que se destacarão no mercado, permanecendo na atividade em detrimento daqueles que não assumirem essa conduta. As dificuldades para ser corretor de imóveis poucos conhecem e, acreditam que é uma profissão que se limita apenas à apresentação de propriedades e ponto final. No entanto, a responsabilidade objetiva nas transações, a partir do novo Código Civil, passou a ser um diferencial importante para a categoria. A partir do momento que o corretor trabalhar sempre visando o interesse do cliente, o bom resultado e a satisfação será recomendado e, sem dúvida, terá um futuro cada vez mais esplendoroso. Em contrapartida, a maioria imediatista que não pensar no pós-venda e visualizar somente a comissão, dificilmente permanecerá na atividade. O corretor não trabalha para vender o imóvel. Ele não está ali para convencer o cliente a fechar o negócio, mas, sim, para resolver o seu problema, para atendê-lo de forma plena e deixar que a decisão seja sua. Quando atinge essa maturidade e se conscientiza de sua responsabilidade, colocando as questões éticas em primeiro lugar, o corretor está agindo para a consolidação de sua atividade e para seu sucesso profissional. JOSÉ AUGUSTO VIANA NETO (São Paulo / SP) Presidente do CRECI.SP


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Elisabeth Cavalcante

Plutão

CONEXÃO

A palavra do mestre Osho

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Como uma onda...

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Temos assistido nos últimos dias uma inimaginável onda de protestos varrerem o país. De repente, é como se o inconsciente coletivo tivesse sido sacudido por uma intensa maré de lucidez que há tanto tempo muitos clamavam por ver despertar. Impossível não associar tais acontecimentos à chamada ascensão, uma nova dimensão no padrão de consciência da humanidade, que teve início a partir do final de 2012. As configurações planetárias, também, se relacionam com estas circunstâncias. A presença de Plutão em Capricórnio, de Saturno em Escorpião e de Urano em Áries, tem trazido para nossa vida a força de energias poderosas e, inevitavelmente, relacionadas a transformações, mudanças e revoluções. Tais energias influenciam a humanidade, tanto no plano coletivo como no individual e, se você já obteve sua carta astrológica natal, veja em que áreas da sua vida estes planetas em trânsito se localizam e poderá entender muitas das circunstâncias que a existência tem trazido a você: tsunamis emocionais, desestabilização financeira, insatisfação profunda com a vida profissional, reavaliação das escolhas afetivas, são alguns dos sintomas mais comuns que muitos têm sido obrigados a enfrentar. Ao mesmo tempo em que traz à tona o que se esconde nas profundezas, sob falsas fachadas de honradez e responsabilidade, a energia de Plutão em Capricórnio exacerba a luta pela sobrevivência do sistema, através do recurso à repressão e à violência. O anseio por segurança e estabilidade, típico de Capricórnio, se vê de repente sacudido pela força de Plutão e, por maior que seja a resistência a princípio, nada permanecerá como antes. A casa onde temos Capricórnio no mapa é onde a rigidez e a resistência às mudanças mais se apresenta. Agora, no entanto, é lá que precisamos mudar profundamente, transcendendo nossas limitações, quebrando paradigmas e potencializando nossas realizações. A questão é que uma renovação tão profunda não se faz da noite para o dia e, até que ela finalmente se consolide, a transição exigirá, inevitavelmente, uma fase em que a insegurança e a falta de estabilidade estarão presentes. Persistência, determinação e, principalmente, uma fé inabalável em nosso poder, serão mais do que nunca necessários. Se conseguirmos nos manter firmemente conscientes de que este processo tem como objetivo único nosso crescimento interior, poderemos, ao final, descobrir em nós potenciais que nem sequer imaginávamos possuir.

“As estações mudam. Às vezes é inverno, às vezes é verão. Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado. Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo. Chamo a isso de maturidade. Você precisa gostar daquilo que já está presente. A imaturidade é ficar vivendo no “poderia” e no “deveria” e nunca vivendo naquilo que “é” - aquilo que “é” é o caso e o “deveria” é apenas um sonho. Tudo o que for o caso, é bom. Ame isso, goste disso e relaxe nisso. Quando, algumas vezes, vier a intensidade, ame-a. Quando ela for embora, despeça-se dela. As coisas mudam... A vida é um fluxo. Nada permanece o mesmo. Às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover. Mas, as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência. Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for. É isso que está acontecendo agora. Amanhã poderá mudar, então, desfrute aquilo. Depois de amanhã algo mais poderá acontecer. Desfrute-o. Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras. Viva o momento. Às vezes é quente, às vezes é muito frio, mas, ambos são necessários. De outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades. ELISABETH CAVALCANTE (São Paulo/SP) Taróloga / Astróloga Consultora de I Ching / Terapeuta Floral. Contato: elisabeth.cavalcante@gmail.com


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Roberto F. Vieira

CONEXÃO

Estamos preparados para algo novo? O primeiro trimestre do ano já passou, estamos no final do semestre de 2013, me parece que o tempo passa cada vez mais rápido, às vezes penso que o dia não tem mais 24 horas e sim 12, por isso temos que saber aproveitar o tempo e as oportunidades que temos para trabalhar e colocar os planos de crescimento de nossas empresas em ação, na torcida da realização de bons negócios e rápido, também, seguem as novidades, pois, quem diria que veríamos um computador que vira tablet e um tablet que vira celular.Soluções novas aparecem todos dias. Tudo anda e se realiza muito depressa e, se não tiver atento, se perde grandes oportunidades de conquista. Algumas pessoas, quando são apresentadas a algo novo, ficam como de olhos fechados. Elas olham, mas, não enxergam realmente, não se questionam. A visão é presente, mas, o perceber é ausente! Li esta semana num artigo que, numa tarde, o famoso escritor e humorista norte-americano Mark Twain, recebeu a visita de um homem em busca de investidores, era um inventor carregando debaixo do braço uma engenhoca de aparência estranha. Ansioso e com bastante convicção, o homem explicou o seu invento ao escritor, que o ouviu com muita atenção, mas, no final, disse que teria que recusar e não arriscar seu dinheiro. -‘’Mas não estou pedindo que o senhor invista uma fortuna, pode ter a participação que desejar, até por 500 dólares’’ o visitante alegou. Ainda assim, Mark Twain sacudiu a cabeça. Não estava disposto a arriscar em algo que não fazia sentido para ele naquele momento. Quando o inventor resolveu ir embora, o escritor perguntou: -“Qual o seu nome?” O inventor respondeu, com um traço de tristeza: -“Alexander Graham Bell.” (Graham Bell projetou um piano que podia transmitir música a certa distância por meio de eletricidade, inventou o telefone e criou o Cia.Telefônica Bell, entre outras façanhas).Por isso dei o titulo deste texto com esta pergunta: -“Estamos preparados para algo novo?” Estamos de olhos abertos e disponíveis para perceber e aproveitar as oportunidades, vivemos uma década de oportunidades por minuto e certas oportunidades só batem uma vez na sua porta e algumas coisas precisamos acreditar para que sejam vistas!

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ROBERTO FELIX VIEIRA (Arujá / SP) Analista de Suporte Técnico \ Gestor de Treinamento. ACTOS Suporte em Informática e Treinamento

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Flávio l. G. Bastos

O poder no divã “O poder é a doença que mais se apega”.(Crescenzo)

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IDEIAS

É só o começo...

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Tudo começou com a primavera árabe, onde o poder foi sacudido por intensas manifestações públicas de insatisfação contra um “estado de coisas” que insistia em perpetuar o seu domínio sobre tudo e todos. Atualmente, a Turquia e o Brasil encontram-se envolvidos por protestos e manifestações de rua. Reivindicações distintas, que revelam nos seus bastidores um descontentamento com as estruturas do poder, independentemente de siglas partidárias. No Brasil, questiona-se por que investir rios de dinheiro na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, se o país encontra-se com seríssimas dificuldades em solucionar problemas internos ligados à saúde, à educação e à segurança. A primavera árabe sopra a sua brisa de renovação para outros continentes, cujos povos começam a questionar o caráter de seus representantes e a demonstrar a sua força de reação diante de situações consideradas injustas e opressoras. No âmbito do poder mundial, já não interessam as ideologias de direita, de esquerda ou de centro. Os partidos políticos perdem a sua representatividade junto às massas populares que se voltam para interesses que contemplem o bem comum. O povo, cansado de ser ludibriado e explorado, sai às ruas para protestar contra aquilo que está sendo sonegado e que é muito mais valioso que um estádio de futebol, ou seja, a qualidade de vida. A quem interessa a construção de mega estádios ou o aumento de passagens de ônibus ou de impostos? É claro, aos grandes construtores e suas equipes, aos empresários de grandes frotas de ônibus e ao sistema que recolhe as taxas pagas pelos contribuintes. Portanto, a inquietação mundial nada mais é que o sopro de renovação da Nova Era, que iniciou nos países árabes e alcançou a Europa, a Ásia e a América do Sul. É o “sacudir de poeira” de um poder com íntimas ligações a egos inflados e interesses escusos que não servem mais como modelo na construção de sociedades que caminham para a Era de Cristal. Sinal dos tempos de transformações previstas para o homem que passa por questionamentos, dúvidas e decisões a respeito de si mesmo inserido no contexto planetário e universal.

O poder no “divã”

O poder constituído por interesses mesquinhos que facilita o surgimento de mecanismos perversos ligados à corrupção, ao cerceamento da liberdade individual e ao egoísmo que satisfaz uma ínfima minoria em detrimento de uma maioria de pessoas, é o que representam as comemorações e protestos de rua que unem neste momento Irã, Turquia e Brasil com um mesmo objetivo: o progresso da humanidade. O poder do homem, historicamente construído a ferro, fogo e sangue, entra em colapso provocado pelo alvorecer da Era da Sensibilidade que, com a sua luz, ilumina o novo caminho a ser percorrido pela humanidade. Caminho que faz o indivíduo dotado de inteligência reavaliar escolhas e atitudes a partir de um significado maior para a sua vida: o bem comum. O poder no “divã” clama por reciclagem, pois, começa a sentir a pressão dos novos tempos de transparência que abre caminhos para o acesso de valores esquecidos, não bem entendidos ou desconhecidos de uma maioria de humanos ainda cativos de processos obsessivos ligados ao materialismo. É a maioria de jovens - o que não poderia ser diferente - que estão dando os primeiros passos rumo à quebra de paradigma que acompanha as sociedades mundiais desde há muito tempo. Cultura que reproduz geração após geração um estado de coisas que passa a ser questionado neste início de milênio. Condicionamentos que alimentam as velhas engrenagens do poder fundamentado no ego e seus principais “derivados”: egocentrismo, egoísmo e orgulho. Neste contexto, as novas gerações clamam por dignidade dos governantes e transparência de seus atos em prol do bem coletivo. A mensagem das ruas é clara neste sentido e acompanha a tendência do século vinte e um que é: transparecer o que está camuflado no obscurantismo dos fatos não revelados à luz da verdade. Desta forma, a Nova Era depura, através de mentes e corações humanos, os resquícios da perversidade que atingiu o seu auge na Idade Média e, cujos valores, se mantêm nos dias atuais, disseminados pela cultura materialista impregnada de segundas e terceiras intenções. Fase de transição que vivenciamos e que não será fácil ou tranquila para as sociedades mundiais porque, toda mudança estrutural traz na sua esteira o seu preço, que é: a reflexão, a dúvida, o empenho, a escolha, a ação e a luta por dias melhores para o homem e o seu lindo planeta. Definitivamente, o poder dos homens está no divã, à espera de um tratamento que o faça conscientizar-se de que a verdade faz bem à saúde e à democracia. FLÁVIO LUIZ GOMES BASTOS (Porto Alegre / RS) Psicanalista Clínico / criador da Psicoterapia Interdimensional (PI) flaviolgb@terra.com.br


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Rosana Braga

Por que algumas pessoas só dão valor quando perdem?

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IDEIAS

Pelo amor ou pela dor

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Não sei o que é pior: já ter conhecido alguém que só dá valor ao que tem depois de perder ou ser alguém assim. Não estou julgando. Não se trata de valores morais ou avaliações do tipo “certo” ou “errado”. O que quero dizer é que é mesmo lamentável só conseguir se dar conta de algo ou alguém quando já é tarde demais! Sei que, aos mais céticos parece conversinha inútil. Mas, tenho visto, ouvido e até acompanhado algumas histórias de dar pena. Triste mesmo! De gente que parece estar contra si mesmo. De homens e mulheres botando a perder o que têm de melhor e de mais importante em suas vidas, simplesmente por não conseguirem enxergar o belo, o bom, o que, aos seus olhos fechados, parece pouco... Muito já se repetiu que temos dois caminhos para aprender qualquer lição nesta vida: pelo amor ou pela dor. Em geral, infelizmente, escolhemos o segundo caminho. Claro, inconscientemente. Mas, isso não nos torna vítimas ou inocentes. Nem culpados ou algozes, no entanto. Trata-se, sobretudo, de uma constatação que deve, sim, servir para nos tornar mais atentos. É fato que já passou da hora de muitos de nós tomarmos uma boa sacudidela. Um susto, suficientemente grande, para nos fazer acordar e manter os olhos bem abertos!

E, agora...

Por todos os lados, vemos pessoas sendo amadas sem sequer notar, quiçá valorizar ou retribuir! Pessoas recebendo oportunidades incríveis, vivendo com familiares e amigos maravilhosos, estando em lugares imperdíveis e nada!! Só reclamando, só se lamentando, só desperdiçando. Pecando a vida! Acreditam que a fonte nunca seca. Apostam que podem ignorar, disfarçar e adiar o amor à seu bel prazer que nada vai mudar. E pior: acham que, se mudarem, nada vão perder, nada vão sentir, nada vão sofrer. Mas, quando chega o tal dia em que o outro se cansa e vai embora, ahhh, quando chega esse dia, é inacreditável o que já vi acontecer! Alguns, primeiro dão de ombros, como se nem se importassem, mas, com mais ou menos dias, para quase todos o desespero bate! A lucidez chega e a impressão que dá é que, após curto-circuito, suas luzes se acenderam! Mas, e agora? Agora acabou. Finito. O outro não quer mais. Cansou de tentar. Cansou não de sua perfeição, porque isso não existe. Cada qual tem sua parte no enredo vivido. Mas, sim, cansou de se relacionar no escuro do outro! E, assim, diante da falta, do suposto abandono, arregalam os olhos! A reação é como se estivesse surpreso! -“Como assim?!? -O que houve?!?” E a fim de tentar reverter a situação, tornam-se tudo o que poderiam ter sido, mas nunca se dispuseram a ser! Flores, cartas, galanteios e declarações. Lágrimas, pedido de perdão, reconhecimentos e elogios. As certezas até então inexistentes, brotam de um não sei onde, baseadas num não sei o que, recheadas de propostas tão aguardadas, mas, que jamais foram feitas. Onde estava esse desejo? Onde estava essa pessoa? Onde estava esse coração? Preso em sua própria armadilha! Certamente escondido, defendido, entorpecido de falsas verdades, crenças distorcidas e enganos, tristes enganos. Sim, estou certa de que sua dor é mesmo real agora. Talvez tenha mesmo acordado. Mas, talvez, seja só a dor do vazio, da perda. Talvez, seja a frustrante constatação de sua incapacidade de se entrelaçar. Talvez... Quem pode saber o que se passa?

Eu não posso!

Quem esperou por atitudes durante tanto tempo, também não tem como saber. Sem garantias. Sem certezas. Só quem pode descobrir qual a real disponibilidade, quais são os sentimentos pelos quais está pronto para viver é quem, de fato, acordou! Portanto, se você é quem se cansou de esperar e foi embora ou se você é quem, enfim, se deu conta de que estava dormindo, minha sugestão é que se aquiete, pare, respire, medite... Dê tempo ao tempo. Dê tempo ao outro e a si mesmo. Tente ser o mais honesto possível com seu próprio coração. A resposta virá de dentro. Da sua essência e não da sua tormenta. E, por fim, se você nunca passou por isso, esteja atento ao seu amor para evitar as armadilhas. Porque não me restam dúvidas de que sucumbir a elas dói. Dói demais! E não há analgésico que faça passar. ROSANA BRAGA (Florianópolis \ SC) Jornalista \ Psicóloga \ Consultora em Relacionamentos \ Palestrante \ Escritora \ Autora dos livros: • O Poder da Gentileza - Ed. Minuano. • Gigantes da Motivação - Ed. Venda Mais. • Faça o Amor Valer a Pena – Ed. Gente. • Alma Gêmea – Segredos de um Encontro – Ed. Alaúde. • Amor - sem regras para viver – Ed. Alaúde.


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Maria Silvia Orlovas

Sempre é tempo de mudar

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IDEIAS

Faz parte...

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Vendo os recentes acontecimentos que envolvem o Brasil e a onda de comoção que tornou os brasileiros atentos e patriotas, o que me vem em mente agora, é que sempre é tempo de mudar. Tanto uma mudança externa, política, patriótica, como uma mudança pessoal, familiar, íntima. A vida não vem pronta, vamos a cada dia construindo nosso destino, abrindonos para algumas coisas e, ao mesmo tempo, fechando-nos para muitas outras. Às vezes, por conta de experiências tristes e certo comodismo, muita gente deixa de lado os sonhos, as ideias que tinham para si mesmas e vão empurrando a sua história com a barriga. Claro que sou a favor da paz, do bom senso, da harmonia e das relações duradouras, porque é somente num ambiente pacífico que coisas boas se desenvolvem. A revolta, assim como a raiva, não produz bons resultados, pois, de uma raiz ruim como brotarão coisas boas? Mas, em alguns momentos, o movimento é necessário... E, desgosto, desagrado, faz parte disso. Não podemos aceitar tudo em nome da paz, da harmonia, do equilíbrio pessoal, da vida familiar ou mesmo social. Em algumas ocasiões temos que dizer não, colocar limite, mostrar nossa indignação. Faz parte da vida, expor seus pensamentos e suas ideias. Faz parte mudar.

Uma história...

E, justamente nessa semana, com tantas histórias corajosas, cheias de emoções e conquistas da sociedade, atendi Raquel, uma bem-sucedida executiva na área de recursos humanos, sofrendo de uma forte alergia. Apesar de uma terapia alternativa como é Vidas Passadas, caso como o dela, que a medicina não encontra um caminho de cura, acaba podendo ser uma luz. Assim, ela chegou com vários diagnósticos desencontrados e muita ansiedade em ficar livre do mal-estar. Expliquei que este processo não pode ser totalmente direcionado e que, muitas vezes, as causas de uma doença como a dela: uma forte alergia, pode estar associada a vários fatores, desde: alimentação, estados emocionais, conflitos etc... Então, sugeri que ela cuidasse de todas as formas, inclusive, tomando os medicamentos adequados. Mas, quando acessamos os registros do corpo emocional (energias do inconsciente) ela começou chorar copiosamente. Sua alma estava presa aos seus próprios padrões e amarras. Ela tinha medo de mudar, de dizer o que sentia, aprendeu desde cedo na convivência com um pai autoritário e uma mãe omissa, a ser uma pessoa sociável, gentil e mentirosa. A sessão de Vidas Passadas terminou de delinear o retrato de uma mulher muito infeliz, fazendo de conta que era feliz. Porém, a época era outra, ela era uma mulher de um fazendeiro rico da época do império, seu marido envolvido com a política, fazia muitas viagens e tinha várias mulheres, era autoritário e mal-educado na intimidade, porém, quando chegavam pessoas para jantar ou almoçar em sua casa, ele se transformava num homem gentil e atencioso. Assim, além dos conceitos da época serem rígidos e não permitirem uma separação, ele fazia todos acreditarem que era um doce de pessoa. Ainda em lágrimas, no final da sessão, ela confidenciou que hoje vivia algo muito semelhante, porque o marido era exatamente igual, mas, ninguém sabia, porque ela não queria expor sua vida íntima. Com isso, os abusos foram crescendo e se tornando insuportáveis, como a alergia que estava tomando conta de parte do seu rosto e pescoço.

A mudança

Pois é, amigo leitor, num tempo em que as pessoas estão acordando para o movimento social, ainda existe muita gente tendo que despertar para tomar atitudes na vida particular. Não é o caso apenas de tomar ações impulsivas e se separar, é aprender a dizer o que pensa, a vencer o orgulho e se expor um pouco. Afinal, qual o problema de revelar suas falhas, de mostrar que errou? Quem é que tem uma vida perfeita? Raquel chegou a me dizer que, apesar de bem arrumada e aparentemente jovem, ela já estava com quarenta e oito anos, tinha medo de perder o emprego e de precisar da ajuda do marido. Observando-a, ficava nítido que mais do que perder algo da posição social, ela estava com medo da mudança, porém, seu corpo estava deixando claro que ela não podia continuar se maltratando. Separar ou não se separar não era a tônica da questão. O ponto principal era se expor, mostrar seu desagrado e ver o que aconteceria. Meio parecido com a atitude que todos nós brasileiros temos que ter nesse momento. Já mostramos nosso desagrado e agora precisamos permanecer atentos para ver o que acontece. E não podemos deixar de lado as conquistas, porque cada um de nós tem um papel na sociedade e somente fazendo nossa parte é que a mudança para melhor se concretizará. Vejo que os valores espirituais, como Mahatma Gandhi ensinou, são para ser praticados: -”Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo!” Muita luz para todos! MARIA SILVIA ORLOVAS (São Paulo / SP) Terapeuta de Vidas Passadas / Pesquisadora / Sensitiva / Escritora morlovas@terra.com.br


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Felipe Varago

Automação Residencial

IDEIAS

No passado

A experiência com automóveis, há alguns anos atrás, era bem diferente do que observamos hoje. Na grande maioria dos modelos não havia direção hidráulica, freios ABS, injeção eletrônica, vidros, travas e espelhos elétricos. É interessante lembrar que abríamos o nosso carro com a chave e não com um controle remoto. À época, estes itens eram tidos como “sofisticação ou supérfluo”. De fato, estes acessórios não eram baratos e suas vendas eram impulsionadas por argumentos como conforto, segurança e, muitas vezes, status! Com o passar dos anos, todos estes recursos ficaram cada vez mais acessíveis e indispensáveis, que passaram a equipar os carros populares.

No presente

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Com nossas residências, escritórios e empreendimentos, este processo não está sendo diferente. A “Automação Residencial” ou “Domótica” está cada vez mais presente em nossas residências, sendo uma tendência natural para os próximos anos. A Automação Predial e Residencial é uma tecnologia que permite a gestão de todos os recursos da residência, escritório ou empreendimento, surgindo como uma forma de simplificar a vida diária das pessoas, de forma a satisfazer as suas necessidades de conforto, mobilidade, segurança e economia de recursos.

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Apesar de ainda ser pouco conhecida e divulgada, a automação residencial já é uma realidade no mercado brasileiro e está cada vez mais ganhando força, com tecnologias que, além de simplificar os comandos da residência, proporcionam conforto e comodidade ao morador. Por meio deste sistema, utilizam-se dispositivos para controlar as rotinas e tarefas de uma casa. Normalmente, são feitos controles de temperatura ambiente, iluminação e som, distinguindo-se dos controles convencionais por possuir um comando central, podendo ser acionados via tablet, smartphone ou por um interruptor inteligente. O projeto de automação prevê a integração dos pontos de comunicação (internet, rede sem fio e telefonia), dos pontos de áudio (som ambiente e home theater), das cargas que deverão ser controladas (luzes, cortinas, ar-condicionado), da posição de todos os quadros de automação, da posição de todas as tomadas e da central de aspiração, entre muitos outros itens que são estabelecidos com base na pesquisa de interesses realizada com sua família e com o arquiteto antes da execução do projeto. A segurança de sua residência, também, poderá ser ampliada com a substituição das fechaduras convencionais por sistemas inteligentes com biometria, que podem inclusive ser integrados a câmeras IP, capturando imagens e enviando para um endereço de email, conforme parâmetros definidos. É possível ainda verificar se uma porta ou gaveta foi aberta e receber um SMS com um aviso. Dentre as vantagens do sistema de automação, pode-se ainda citar a economia de recursos energéticos e hídricos. O sistema de irrigação é acionado levando em consideração a previsão de chuva para os próximos dias, evitando desperdícios. A iluminação é acionada gradativamente (dimerizada) conforme a incidência de luz natural, economizando energia elétrica e poupando os recursos do planeta. A Automação surge para tornar a vida mais confortável, mais segura e até mais divertida. Permite que as tarefas mais rotineiras e cansativas sejam executadas de forma simples e automática. A programação do sistema poderá ser feita de acordo com as suas próprias necessidades. As possibilidades de agregar inteligência à sua residência ou ao seu escritório são ilimitadas. As casas totalmente inteligentes, antes observadas somente em desenhos e filmes de ficção, passam a ser uma realidade. FELIPE VARAGO (Arujá / SP) Engenheiro da Computação Empresário AUTOBRAS AUTOMAÇÃO (vide anúncio na contra capa)


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Tratamento de piso MÃOS A OBRA

O tratar

O tratamento de piso é uma arte. São tantas as situações diferentes e tantos os desafios que o profissional dessa área, além de muito conhecimento, também, precisa de criatividade e inspiração. Naturalmente quando o piso se encontra sem brilho, riscado e com manchas, a primeira opção que vem a mente é a troca do mesmo e não o seu tratamento. Por que, do ponto de vista técnico, o tratamento do piso seria uma limpeza, finalizada com uma aplicação de cera ou resina, porém, saiba que o tratamento do piso abrange muito mais que isso. Conforme mencionado no inicio, a primeira opção que vem a mente é trocar o piso, certo? Saiba que o quebra-quebra não é a única solução para seus problemas, segue aqui os serviços que o mercado oferece: Limpeza técnica: Este tratamento é sugerido para remover a sujidade da superfície, quando o piso não apresenta riscos ou desgaste aparente em função do tempo de uso. Muito comum no pós -obra, após o assentamento do piso. Polimento de brilho natural: Este tratamento é sugerido quando o piso de mármore ou granito se encontra sem brilho e, às vezes, já com buracos em função do desgaste natural pelo tempo de uso. O processo nivela, recupera o brilho natural e protege o material de infiltração de água e óleo, evitando manchas e aumentando a vida útil.

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Polimento de brilho artificial: Chamamos de brilho artificial o processo de restauração, seguido de aplicação de resina à base de água ou à base de solvente (áreas externas) ou, ainda, poliuretano como fator de proteção do piso. Normalmente é aplicado em: granilite, paviflex, ardósia, entre outros pisos.

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Revitalização: Mais utilizado em mármores, granitos, porcelanatos e cerâmicas, sem alto grau de desgaste. Este tratamento recupera o brilho, sem a necessidade do uso de abrasivos. É um processo físico químico, usando pasta abrasiva. Aplicação de ceras e resinas: Muito utilizado em superfícies de: granilite, ardósia e outras pedras ornamentais. Inicialmente efetua a limpeza técnica e, em seguida, aplica uma base seladora acrílica, no intuito de dar ancoragem à cera acrílica. Remoção de manchas: São aplicados produtos específicos para remover manchas superficiais, principalmente às causadas por oxidação e por manchas de ferrugem. Impermeabilização: No caso de mármore e granito, entre outras pedras ornamentais, são aplicados os produtos hidro óleo repelentes, que não alteram as características originais das rochas e tem, como princípio, protegê-las contra a água, o óleo e a incrustação de sujidade. ARTIGONAL (São Paulo / SP)


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Barcelona / Espanha DIVERSÃO

A cidade

As feições de Barcelona são tão marcantes e únicas que encantam ao primeiro encontro. Boa parte dessa impressão poderosa é fruto da criatividade e ousadia de arquitetos como Gaudí e Domènech i Montaner, autores de ícones extravagantes como a Casa Milá e o Palau de La Música Catalana, respectivamente. Nada, porém, tem o poder atemporal da Sagrada Família, o inacabado templo católico, que transcende a religião para se tornar um símbolo da cidade, impresso no gênio de Gaudí e nos muitos artistas que ali deixaram sua marca. No bem preservado Bairro Gótico, ruelas estreitas e escuras são cheias de vida, ao passo que no amplo Eixample os padronizados quarteirões exalam charme e vanguarda cultural.

Gastronomia

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A orla e o esporte

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Negligenciada por décadas, a orla marítima surpreende hoje com agradáveis praias e as múltiplas opções culturais de Port Vell. Outro polo de lazer é Montjuïc, que abriga museus, o castelo e várias instalações olímpicas dos Jogos de 1992, como o belo estádio e o Palau San Jordi. Falando em esporte, nada como assistir a um jogo do Barcelona, o Barça, símbolo do orgulho e da criatividade catalã, de seu espírito altivo e do amor por sua terra.

Sistema de transporte

Barcelona possui um excelente sistema de transporte integrado. A combinação de metrô e ônibus faz o turista chegar a, praticamente, todas as principais atrações turísticas com velocidade e muita praticidade. São oito linhas de subterrâneos, cem linhas de ônibus e as linhas de teleférico e funicular de Montjuic. Para compreender o sistema, mapas estão disponíveis em todas as linhas de metrô, mas, você mesmo pode traçar sua rota.

Barcelona segue forte com um destino onde se come bem e de tudo. Esparramada sobre o Mar Mediterrâneo, a via que lhe trouxe as influências: francesas, italianas, gregas e árabes - a base de sua gastronomia aproveita-se bem de pescados. Mas, não é só isso. Aqui estão, também, símbolos da cozinha espanhola como as tapas e a paella, doces despudoradamente tentadores como: “tocino del cielo” e “crema catalana”, alguns bons vinhos como os cavas e uma bebidinha doce que agrada as crianças a “orchata de chufa”, feita com uma espécie de amêndoa. Enquanto que os restaurantes mais requintados exigem reservas com antecedência (alguns, inclusive, de alguns meses) os estabelecimentos mais simples não requerem muita cerimônia, oferecendo cardápios completos e com preços razoáveis. De um bar de tapas a um charmoso café nas Ramblas, com certeza, você não terá problemas à mesa por Barcelona.


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Antonio de Andrade

Lições de vida de uma viagem ao sul do país

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DIVERSÃO

Região do sul

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Uma criança de 5 anos, educada em pré-escola catarinense, visitando os avós em uma cidade paulista, após chupar um picolé, tinha em suas mãos o invólucro e o pauzinho do que sobrou do picolé. Ficou angustiada por não encontrar uma lixeira na praça, onde passeava com seus pais. Não jogou na calçada, mas, levou esse lixo nas mãos até chegar na casa de seus avós e, com alegria, colocou-o na lixeira. A força da educação para agir com cidadania, em ação, ainda no nível de pré-escola, que as escolas do sul do país dão às crianças. E, por extensão, pode-se deduzir que as pessoas adultas agem com essa mesma educação, como cidadãos responsáveis, não jogando lixo no chão das ruas ou praças. Atitude civilizada, muito encontrada em cidades do sul do país. Esta e outras realidades são constatadas quando se realiza uma viagem turística a algumas cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Compare, caro leitor, as constatações feitas com a realidade da cidade onde você reside, em outras regiões do país. As pessoas das cidades do sul do Brasil, com sua cultura e educação, são bem diferentes das pessoas que vivem em cidades de outras regiões. Não é o que você também percebe? A primeira coisa que salta aos olhos é o cuidado que as administrações públicas das cidades do sul dão aos logradouros públicos. Ruas, avenidas e praças bem cuidadas, asfalto sem buracos ou sem calombos de remendos mal feitos, faixas de pedestres pintadas bem visíveis, ruas e direções bem sinalizadas. A limpeza primorosa é geral nas ruas, nas beiradas das calçadas (sem mato crescendo, como se constata em outras cidades mal administradas). Dentro desse aspecto há outro, muito agradável aos olhos, dando um aspecto diferente às cidades: é a existência de canteiros de flores multicoloridas, por toda parte, não só nas cidades turísticas como Blumenau e Brusque, em Santa Catarina, ou Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, mas, é um aspecto também encontrado em pequenas cidades como, por exemplo, as cidades na Rota do Sol, que vai de Canela para o litoral gaúcho. Flores nas rotatórias dos entroncamentos de ruas e avenidas (no sul chamadas de “rótulas”), em canteiros pelas calçadas, nos beirais de janelas de prédios ou residências e até em jardins públicos. Situação multicolorida difícil de encontrar em outras cidades fora do sul, com raras exceções, como a cidade de Campos de Jordão, SP.

Por quê?

Os administradores das cidades do sul cuidam bem de suas cidades, mas, por que essa mesma atitude não é encontrada em administradores de outros municípios? Em sua cidade, caro leitor, você vê alguma flor ou vegetação verde? Os responsáveis dessas cidades sem flores nunca pensaram em alegrar o ambiente como ocorre no sul? Ou nunca se sentiram constrangidos por não cuidarem melhor da limpeza, do calçamento ou do asfalto das ruas e logradouros públicos? Uma melhoria visual do ambiente certamente afetaria positivamente as pessoas, deixando-as mais alegres e felizes. No sul é comum encontrar muitas pessoas sorrindo, alegres e entusiastas (é claro, que há também algumas carrancudas e de cenho franzido). Em cidades de outras regiões do país, observa-se que há muitas pessoas com “cara fechada ou amarrada”, com profundos vincos no rosto, ao lado do nariz até a boca. Onde está o sorriso destas pessoas, tão raro de encontrar? Por que não ter pessoas assim também em outras cidades do país? Numa viagem ao sul a maior lição de cidadania é dada pelos motoristas, uma lição de responsabilidade cívica e de cumprimento do que estabelece o Código de Trânsito em seu artigo 70 (“Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre faixas delimitadas terão prioridade...”), aspecto que todo motorista em cidades de outras regiões deveria, obrigatoriamente, cumprir. Em avenidas e ruas movimentadas das cidades do sul (a maior parte delas, com poucos semáforos), os motoristas (todos sem exceção) param quando um ou mais pedestres pisam nas faixas pintadas no chão para travessia. Note bem, basta uma pessoa pisar na faixa e os carros param. Impressionante essa realidade, raramente encontrada em outros locais. Em outras cidades fora do sul, se você parar para um pedestre atravessar a faixa, é provável que o motorista atrás de você irá buzinar ou xingar. Questão de educação, ou melhor, de falta de educação dos motoristas? Estas e outras lições aprendidas na cultura diferente do povo do sul do Brasil, podem, também, serem aplicadas em outras cidades do país. É preciso começar a agir com mais responsabilidade e cidadania, no relacionamento coletivo, aprendendo com nossos irmãos das cidades do sul. Que tal, caro leitor, começar a agir em sua cidade como os motoristas do sul agem, cumprindo a lei do trânsito, dando preferência aos pedestres atravessarem nas faixas? Cada um mudando a atitude, aprendendo estas e outras lições positivas de vida coletiva, poderá também desenvolver um melhor ambiente, mais civilizado, para se viver nas cidades. E que tal começar a pressionar os administradores públicos para melhor realizarem suas obrigações, cuidando melhor das cidades? Todos, certamente, desejam viver em cidades com um melhor aspecto, seja nas ruas, praças, e por que não, cidades mais alegres com flores? ANTONIO DE ANDRADE (Lorena\SP) Adm. Empresa \ Psicólogo \ Filósofo \ Jornalista \ Escritor


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Isabelle e Bruna

Coisas de Comer: Só para Crianças

GASTRONOMIA

A tradição

Essa é uma receita que vem de gerações, pois, a Bisavó Noêmia fazia todos os anos no dia de São João, o que se seguiu com a Vó Izabel e, depois, com a nossa mãe, que executava esta receita para deleite de toda a família. Espero que todos que fizerem essa receita, a saboreie como a minha família.

Canjica da Bisavó

Ingredientes: - 500 gramas de canjica branca - 1litro de leite - 1litro de água - 1 lata de leite condensado - 1 caixa de creme de leite - 4 canelas em pau - 300 gramas de açúcar - 200 gramas de leite em pó - canela em pó para polvilhar a gosto

Modo de preparo:

- Coloque a canjica e a água em uma tigela com 100 gramas de açúcar e deixe de molho por 2 horas, depois coloque na panela de pressão por 30 minutos. - Tire da panela de pressão e coloque em outra panela, juntando: o leite, o restante do açúcar, o leite condensado e a canela em pau. - Deixe tudo em fogo brando por 30 minutos e, logo em seguida, coloque o creme de leite e o leite em pó, deixando por mais 20 minutos. - Pronto, agora e só polvilhar com canela em pó e servir.

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ISABELLE DE PAULA MENDONÇA - 8 anos (Arujá / SP) BRUNA DE PAULA MENDONÇA - 5anos (Arujá / SP) Estudantes – Colégio Ideal / Arujá Pais: Fabiana de Paula / Janes Mendonça Jr.

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Giuliana L. Fabroni

Coisas de Comer

GASTRONOMIA

Uma história italiana...

Assim como muitas receitas italianas, o “ravióli” não tem sua origem confirmada ou comprovada, mas, a lenda diz que no século XII, uma família da cidade de Gavi (região de Genova), que servia almoço para os viajantes da época, começou a servir a massa fresca com ovos, recheada de carnes e verduras, coisa que, rapidamente, virou sucesso e fez com que essa família virasse muito famosa. O sobrenome da família era Raviolo. A primeira aparição escrita desta massa foi em 1182, em um documento que relata um camponês de Genova que preparou um banquete para seu patrão, com: pão, vinho, carne e ravióli. Mas, a técnica de rechear massas é utilizada em diversas localidades, como: Egito, Grécia, Babilônia, China, Japão, entre outros. As massas recebem o nome de acordo com seu formato, o ravióli é uma massa recheada, cortada em quadrado ou retângulo. Outras formas famosas são: o capeletti, o tortello, a mezza luna, porém, é possível achar milhões de formatos diferentes com nomes diferentes ou, até mesmo, o mesmo formato, com nomes diferentes dependendo da região da Itália. A massa fresca é feita com ovo, cuja receita tradicional é de 100 gramas de farinha para cada ovo, porém, pode ser mu-

dada de acordo com a necessidade, se desejar que a massa fique mais resistente (“al dente”) utilizar 50 gramas de farinha de trigo e 50 gramas de farinha de sêmola (ou de grão duro), essa receita é ideal para quem vai preparar o ravióli em um dia e cozinhar só no outro, pois, por ter o grão duro é mais difícil de umedecer a massa com o recheio. O recheio pode ser feito do que desejar, não existe um recheio certo para cada tipo de massa, mas, os mais utilizados são: o de carne e o de ricota com espinafre. O importante é ter a umidade justa no recheio, que não pode ser muito líquido, se não “molha” a massa e quando se coloca o ravióli pra cozinhar se rompe e, nem muito seco, para ser agradável ao paladar. Para acertar o ponto fazer uma bolinha e, ao fazer, uma leve pressão não pode sair nenhum liquido, mas, também, deve estar macia. O personagem principal do prato deve ser o recheio, então, o molho não pode roubar a cena e, sim, deve ajudar o prato a ser perfeito. O segredo é utilizar um molho que contraste com o recheio, por exemplo, se o ravióli é recheado com carne e temperos fortes, o molho deve ser delicado como, por exemplo: um molho de tomates frescos com manjericão, mas, se o recheio é delicado, como o de ricota e espinafre, um molho como o “Ragu a Bolognesa” é a combinação perfeita.

Receita: “Ravióli”

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Recheio de carne - 100 gramas de lagarto assado - 1 coxa de frango assada - 3 costelinhas de porco assada - 100 gramas de mortadela - 2 ovos - 50 gramas de queijo ralado - 50 gramas de farinha de rosca - noz moscada, pimenta do reino e sal

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Massa - 100 gramas de farinha de trigo - 100 gramas de farinha de sêmola - 2 ovos - Pitada de sal Preparo: Trabalhar a massa até ficar bem lisa. Deixar descansar por 1 hora e abrir bem fina (2mm de espessura)

Preparo: Passar todas as carnes no moedor (se não tiver, utilize o processador), lembrando de tirar bem todos os ossos de todas as carnes. Misturar todos os ingredientes deixando por último a farinha de rosca, que deve ser acrescentada aos poucos de acordo com a necessidade, até adquirir a consistência desejada.

Molho - 30 ml. de azeite extra virgem - 1 caixinha de tomate cereja - 1 dente de alho - 15 folhas de manjericão - Sal e pimenta a gosto Preparo: Cortar os tomatinhos na metade. Aquecer o azeite e colocar o dente de alho inteiro. Deixar dourar um pouco e acrescentar os tomates com as folhas de manjericão e, quando o tomate começar a soltar líquido, desligue e retire o dente de alho. Servir em cima do ravióli.

“Buon appetito!”

GIULIANA LIPTAC FABRONI (Toscana / Itália) Formação: Téc. Gastronomia – SENAC / São Paulo Especialização: Scuola Internacionale di Cucina Italiana di Lucca


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ARQUITETTÁ - CASA DESIGN Inaugura loja no Mogi Shopping

GUADALUPE MEXICAN FOOD Inaugura restaurante em Arujá

E.M.“PROFªHERMÍNIA ARAKI” Apresenta a Praça das Artes

Aconteceu em: Junho/2013

Aconteceu em: 04/Junho/2013

Aconteceu em: 28/Junho/2013

O Grupo TC Móveis, inovando sempre, lança sua nova marca: “Arquitettá - Casa Design” Focada em atender consumidores e profissionais da área de arquitetura, design e decoração que buscam soluções completas para ambientes internos e externos da casa, com muito bom gosto e conforto, inaugurando a loja no Mogi Shopping, que conta com 1.000 metros quadrados de área e um showroom renovado para um novo conceito de mix de produtos e atendimento, seguindo as tendências do setor mobiliário e preparados para comercializar móveis aos mais diversos estilos de vida e decoração. Além da grande linha de móveis e acessórios para salas, quartos, cozinhas, home e jardim, traz, também, inovação, originalidade e refinamento na linha de mobília e projetos planejados. Arquitettá oferece a personalização de uma marcenaria contemporânea aliada a moderno sistema e padrão tecnológico. A sua equipe de atendimento e vendas foi especializada para orientar não somente sobre os produtos, mas, também, sobre todos os detalhes do projeto de decoração, mantendo no setor de móveis planejados um arquiteto /decorador de plantão para orientar e elaborar um projeto 3D personalizado para as necessidades do cliente.

O Guadalupe Mexican Food nasceu da ideia de difundir as misturas da cultura e da culinária mexicana, através de suas texturas e temperos. Em forma de homenagem foi utilizado o nome da padroeira mexicana Nossa Senhora de Guadalupe. Com unidade em Mogi das Cruzes e, agora, em Arujá o Guadalupe Mexican Food oferece diversas opções de pratos a “La Carte” e no sistema “Rodízio”. Além do atendimento nos salões é possível encontrar opções de buffet e estrutura para realização de todos os tipos de eventos. Os destaques da casas são, sem dúvida, a decoração que veio toda do México e o “Rodízio” que oferece boa parte dos tradicionais mexicanos. Pra quem acredita que a comida mexicana é muito apimentada, o Guadalupe Mexican Food quebra este mito, uma vez que 80% de seu cardápio é sem pimenta e, para os que gostam de algo mais picante, são servidas as salsas mexicanas apimentadas a parte.

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Acontecimentos & Dicas

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A Escola Municipal “Professora Hermínia Araki”, localizada no Parque Rodrigo Barreto, na presença de autoridades, educadores, alunos e pais, lançou um espaço chamado “Praça das Artes”, que é voltado ao desenvolvimento de atividades artísticas e recreativas, aonde abriga: bancos, cadeiras e mesas para a confecção de artesanato e pintura, além da prática de dama e xadrez. A diretora Maria Cândida Possebon, afirmou: -“A intenção é estimular o interesse dos alunos pelas artes, que fujam da rotina de ficarem presos à sala de aula e incentivá-los a desenvolver atividades em um ambiente descontraído e dinâmico”. Na ocasião, também, lançou um “Concurso de Grafismo”, que permitirá aos moradores da comunidade grafitar os muros internos do prédio escolar, cujos autores dos melhores trabalhos serão premiados. Os interessados devem procurar a secretaria da unidade.


Acontecimentos & Dicas ECO BOX Reinauguração da Loja

Q CHIQUE BRECHÓ Brechó convida para evento

MATRIOSKA Completa um ano de atividade

Dica para Julho/2013

Dica para: 13/Julho/2013

Dica para 28/Julho/2013

Compre muito e gaste pouco. Comprar é ótimo, gastar pouco é melhor ainda! O brechó “Q chique” te convida para um evento muito especial que reunirá as melhores marcas de roupas, óculos, acessórios e cosméticos. Venha tomar um café com as amigas e confira você mesma. As maiores ofertas já estão com presença confirmada, peças a partir de 5 reais. Sorteios e brindes foram preparados com muito carinho e pensando na sua satisfação. Venha fazer parte do nosso primeiro encontro. Você sairá, já pensando no próximo. Esperamos por você das 10 às 17 hs. - Rua Adhemar de Barros, 95 - Sobreloja – Centro –Arujá (ACE)

Matrioska – Arte e Mimos apagará a sua primeira velinha. Com uma variedade de lembranças especiais, objetos de decoração e acessórios, ela fica na rua Major Benjamin Franco – rua do antigo cartório de Arujá, que vem passando por uma revitalização, com novos comércios cheios de charme e bons negócios. “Dentre todos os nossos produtos, as “matrioskas e kokeshis” são as nossas mascotes. Símbolos de felicidade, amizade e amor eternos, é um presente inesquecível que agrada a todos”, garante Gislene Alves de Oliveira, proprietária da loja. E neste mês de aniversário, a loja está ainda mais recheada de novidades e com surpresas incríveis para os seus clientes. Não deixe de conferir!

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A Ecobox Papelaria e Presentes, com quase três anos desde sua abertura, acaba de reinaugurar a sua loja, totalmente reformulada, com nova decoração e nova linha de produtos. Só no setor de Presentes, atualmente, ela conta com mais de dois mil itens, que vão desde pequenas lembranças até presentes inesquecíveis e diferenciados. Na linha de Papelaria, além dos já tradicionais materiais e listas escolares, a loja está preparada, também, para atender a demanda das empresas e comércios de Arujá, oferecendo valores especiais aos clientes de pessoa jurídica. Não deixe de visitar as novas instalações e desfrute do bom gosto e das ótimas opções de compra que a eficiente equipe da Ecobox Papelaria e Presentes oferece aos seus clientes.

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Acontecimentos & Dicas

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BAILE DE ANIVERSÁRIO O marco das festividades

FESTIVIDADES DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE Atraiu 150 mil pessoas em dez dias

Aconteceu em: 22/Junho/2013

Aconteceu de: 14 a 23/Junho/2013

Organizado pelo Fundo Social de Solidariedade, mais de 400 pessoas prestigiaram o Baile de Aniversário de Arujá, realizado no salão de festas do Nippon Country Clube, a festividade foi prestigiada por autoridades estaduais e municipais, por empresários e pela sociedade em geral. A festa contou com uma estátua viva que animou na recepção do evento, além da Banda São Paulo Show que, mais uma vez, envolveu a plateia com repertório diversificado e levou dezenas de convidados à pista de dança. A Sra. Flora Regina Franco Larini, presidente do Fundo Social, assim se expressou: -“Agradeço a todos os que, de forma direta ou indireta, participaram desta iniciativa, pois, contamos com uma cooperação muito grande, principalmente do meio empresarial e o resultado é esta grande confraternização, que marca o aniversário de nossa cidade”.

A programação comemorativa dos 54 anos de Arujá que, nestes dez dias de festa, atraiu cerca de 150 mil pessoas, foi prestigiada com as apresentações que aconteceram no Centro Residencial e na Praça Benedito Ferreira Franco (Coreto). Os shows com artistas consagrados, os shows com bandas e artistas da cidade, as atrações variadas e as barracas de culinárias típicas no Encontro das Nações na Praça do Coreto, formaram o conjunto de atividades que animou a ordeira população arujaense que participou das comemorações deste ano de 2013: Destacamos os artistas consagrados que se apresentaram: - as duplas: Zé Henrique & Gabriel / Thaeme e Thiago / Victor & Léo / Ulisses & Moisés / Marcos & Belutti / Rio Negro & Solimões / Gian & Giovani - os grupos: Art Popular / Pixote / Katinguelê + artista Bruna Garcia. E, agora, vamos destacar as atrações variadas: - Exposição de carros antigos / apresentação dos Campeões do Ringue / a Banda Marcial e Sinfônica / a peça “História de um homem mau”, apresentada pelos alunos de teatro do pólo cultural do União / o espetáculo de Dança do Ventre do Studio Kalil. Enfim, a festa deste ano foi um grande sucesso. Parabéns Arujá


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Flávio Gikovate

PONTO FINAL Junho 2 013 66

Amor e Paixão Definições

Tenho ouvido muitas definições sobre amor e paixão, como: -“Amor é legal, paixão é doença” \ -“Paixão é imaturidade, coisa de adolescente, mas, amor é sentimento maduro” \ -“Amor é o que sobra depois que acaba a paixão”. Costumo definir o amor como: “-Um instinto, separado do sexual, que busca a sua realização por meio do estabelecimento de uma relação estável com outra pessoa”. Ou seja, o amor é paz e harmonia ao lado de alguém especial, com o qual voltamos a nos sentir completos, talvez, como estivemos um dia, no útero ou no colo de nossa mãe. Quanto mais qualidade esse escolhido tem, mais forte fica nosso sentimento por ele. Quanto mais defeitos, mais forças surgirão para nos afastar desta criatura. Todos nós ou quase todos, temos o sonho romântico de mergulhar por inteiro numa relação desarmada com outra pessoa e, de certa forma, reconstruirmos a simbiose uterina, porém, ao mesmo tempo, morremos de medo desta diluição, desta perda de limite e de individualidade na relação com o outro. Esse temor não é uma emoção ilógica e covarde. Nossa individualidade fica efetivamente ameaçada na fusão romântica – o medo reflete este perigo real. E, o que fazem as pessoas? Costumam se encantar por alguém com certa quantidade de qualidades – fatores de atração – e, também, certa dose de defeitos – fatores de repulsão. Desse modo se compõe um equilíbrio estável, onde os defeitos são tão necessários quanto as qualidades! Sim, porque eles nos afastam e garantem nossa identidade, nossa individualidade. A afirmação de que o amor é o que sobra quando acaba a paixão tem sido na seguinte situação: uma pessoa se encanta por outra e fica tão deslumbrada por ela que só vê suas qualidades. A emoção cresce e, com ela, o medo de perder a individualidade. Esta forte emoção se chama paixão.

A vida...

Porém, com o convívio, a pessoa vai deixando de ser tão cega e passa a ver os defeitos do amado. Aí diminui a emoção e o medo da fusão com o outro. Acabou a paixão e sobrou – quando “sobra” – o amor. Vamos supor agora uma situação diferente. Não é nada incomum que uma pessoa conheça e se encante por outra que efetivamente quase não apresente defeitos (é claro que estou aqui chamando de defeito as coisas que aborrecem, desagradam, irritam e subtraem a confiança da outra pessoa), surgindo o encantamento forte e, ele, tende a crescer cada vez mais, uma vez que não existe problema para agir como força contrária ao amor. O sentimento é fortíssimo e o medo é brutal, porque parece que estamos sendo sugados pela pessoa amada. Isto é paixão: a mistura de um amor de intensidade máxima com um enorme medo. O coração não bate de amor, bate de pavor! Vivemos um estado de alarme, quase de guerra. Acordamos de madrugada já pensando nisto, não conseguimos nos alimentar e pensamos obsessivamente no amado. Tememos perder nossa individualidade e, também, o amado que, sabemos, vive pânico igual ao nosso e pode não suportar a ameaça do amor e decidir romper a relação. Na paixão não se suporta ficar junto nem separado! Ao estar junto, falta o ar. Ao se afastar, falta o sentido da vida. Não é à toa que as pessoas se apaixonam mais facilmente quando há obstáculos externos: distância geográfica, pessoa que seja casada etc... Eles garantem certo espaço de afastamento e, portanto, de exercício da individualidade. Não é sem razão que a maioria das paixões não se transforma em relação estável. Na ausência de defeitos, o amor não diminui, nem o medo. Este último acaba por predominar e, sob vários pretextos, as pessoas acabam se afastando dos seus amados. Não é sem razão, também, que a maioria das pessoas se casa com parceiros cheios de defeitos e com os quais se irritam bastante. É para que o sentimento que os une não seja forte o suficiente para perturbar a individualidade. Palavras como: imaturidade, doença e outras, que se usa para definir a paixão devem, também, ser estendidas para o amor! Ainda temos muito que aprender sobre este assunto. FLÁVIO GIKOVATE (São Paulo \ SP) Médico-Psiquiatra \ Psicoterapeuta Conferencista / Escritor. Apresenta o programa “No divã do Gikovate”, na rádio C.B.N.



Minha pedra é ametista...