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The Sound Of Silence Por W. V. Fochetto Junior

Grandes empresas, setores e pessoas de nossa sociedade seguem, com fanatismo religioso, aquela cartilha verbal da Filosofia: “a pergunta é mais importante que a resposta”. Pedis e obterás – o silêncio, meus Amigos. O silêncio. Ora, o essencial não é invisível aos olhos? Naturalmente, pois não. Pois não, Gente. Ora, ora... Da mesma (de)forma(ção), o essencial é inaudível aos ouvidos.

Ora, ora #2: se sabem que não vão te responder, não perguntem. Ou até perguntem – pra darem a entender que Vós também sois ceguidores (seguidores cegos) daquela cartilha secular, pomposa e concreta do “silêncio dos inocentes” (inocentes até que [re]provem o contrário, rá, rá, rá...).

Aê, Gente, S

I

L

Ê

N

C

I

O, hein? Não vão espalhar por aí, em

nenhuma rede (anti)social, que fui eu que disse isso, tá? Pega mal falar mal do silêncio – essa ferramenta tão branca e sideral que é usada a torto e a direito por todos nós.

Recordo-me, ora muito bem, de que, certa feita, numa daquelas revistas especializadas em rock, um jornalista dissera que, na ocasião do lançamento (outside, in USA) de “Ride The Ligthning” – “Paixão e fúria negra”, nas palavras do próprio jornalista, e eu curti demais esse rótulo (positivo, sim, pelo menos para mim) –, do Metallica (1984), o album fora recebido com silêncio. Será que era por que eles – a grande mídia – aguardavam pelo Chamado de Cthulhu, mas o dito cujo não apareceu na hora e horário (de)marcados?

Wellington Vinícius Fochetto Junior

(publicitário profissional, professor da rede estadual – ninguém é perfeito, tá? – e, para os ínfimos, “chato de plantão”)


The Sound Of Silence