Page 1


se tudo fosse o quanto pode ser, o que seria, se talvez n達o fosse? mas se fosse, seria a certeza de ser o que quero que seja.


dedicado Ă todos os seres


VIDA LEVE VIVA LEVE ELE

LEVE VIDA LEVE VELA ELA


gosto de gatas, mas também gosto de ratas, de maduras, novas e fartas. das que pisam no chão, das que voam alto sem permissão, de teco-teco à avião. das que ninguém quer e das que fogem do padrão. e pras que soltas são ofereço meu pão, meu ódio, meu amor e meu falo na sua mão.


O tombo do malandro Caiu no samba igual uma pedra no chão. Tudo rodou, ficou louco e um tapa levou. O malandro tombou, caiu no primeiro refrão da canção e o coração vomitou tudo de ruim e se purificou. O malandro chorou na batalha do sofrer, pra no fundo bater e se reerguer, se invadir dele próprio e viver. O malandro voltou.


Nascemos uma corda esticada, lisa, reta e nova; tinindo e tremendo de frio; tudo é novidade de novo à partir do momento que nossos olhos são tocados pela luz e o mundo nasce para nos dar nós. Durante a vida fazemos laços, uns bonitos e outros tortos, mas prefiro nós, daqueles bem apertados e firmes. Não vejo firmeza, se não nos nós, sendo nó em uma corda sinuosa, somos nós.


adoro seu jeito seu cheiro sua cor adoro quando diz que me ama que ta com saudade e me taca um beijo adoro quando me infla meu ego quando puxa sardinha e etc e tal adoro quando me olha, quando me suga não sei o que lá lá lá adoro seu jeito de ser de viver e quando não perde tempo pra responder adoro quando vc vem de longe pra me ver adoro quando abre as pernas pra eu meter me olha nos olhos e me garante o prazer.


Tem do preto e do branco! gritou o vapor. 5 gramas de alegria para o seu pavor; bota tudo para dentro feito aspirador; o mundo, chega vira filme de terror; DĂĄ mais uma grama, mano, por favor! perdi tudo que tinha pro inalador; pra ganhar felicidade e acabar com a dor. tenho essa televisĂŁo, me dĂĄ mais, vapor!


acordou de mau humor? acalma amor se a despresença que te afeta e causa dor calma amor um não são dois, deixa isso pra depois.


selvagem cheio de curvas, embolado muito louco sem química, disfarce ou mentiras; do jeito que veio, do jeito que é; sem ferro quente sem personalidade ausente, que não tem medo de água satisfaz a gente. cabelo tem que sê-lo, é o selo da autenticidade sem apelo.


e o mar de janeiro continua vindo, o mar de janeiro de dezembro à março; alô, alô seu prefeiro, que esculaxo, alô, alô presidenta, apressa o passo. alô praça da bandeira, cano e barco; alô moça da favela, fortalece o braço alô cama indo embora, aquele abraço, aquele abraaaaaço.


as vezes vejo vocĂŞ voando em volta de mim


Difísilência veja a cegueira de quem enxerga; ouça a surdez de quem escuta; diga a mudez de quem fala; sinta o sangue de quem não sangra.


venha como uma carreta, quente, rapida, balançando carros, fazendo barulho… posso ouvir daqui; posso sentir a terra tremer venha como uma carreta estou esperando no meio da rodovia pra ser atropelado e me fundir a você, invada minha carne; esfole cada célula do meu corpo me morde o pescoço me arranca a alma num gemido me mata de prazer venha… como uma carreta, trazendo novidades mostrando caminhos q já percorreu que também vou mostrar os meus.


tem gente que vale tudo para uns e nada para outros; também tem gente que tenta ser. que finge ser e que não é; e pra cada uma existem várias. o mundo é grande e pequeno ao mesmo tempo; grande para preguiça e pequeno para os encontros.


renego, agrego nego, afirmo e destruo amo e odeio somo e subtraio traio mato, morro e vejo morrer ando, nado, corro sofro e vejo sofrer. sou referĂŞncia, sou referido mocinho e bandido banido expulso e bem vindo espirito, carne e osso com gosto e insosso.


pelos pêlos dos pelados pelos pra que tê-los pelos que se vão pelos que vem pelos que nem sei quem pelo amor de deus apareça alguém que não seja ninguém pelo mal e pelo bem pelo tudo e pelo nada pelo sim, pelo não, pelo mais e pelo menos pra mim que seja assim.


confuso estรก muito verso esse estรก longe cabeรงa minha cerrados olhos meus embora sono foi aguardando estou selvagem e em mim causar DEORSDEM.


passo cola na cama quando um corpo me encanta; passo cola na cama quando a gente se ama; passo cola na cama quando o dia n達o me chama, quando n達o tem cronograma. passo cola na cama pra aliviar minha alma humana; mas tiro a cola da cama pra acabar com esse drama.


sou grato por tudo que me aconteceu; sou grato pelas coisas boas; e principalmente pelas coisas ruins; agradeço ao filho da puta que passou no meu caminho; agradeço a toda raiva depositada nas pessoas; agradeço a toda hipocrisia, todo roubo e toda a indiferença; agradeço aos ladrões, pixadores e prostitutas; e a todos os NÃOs que eu tomei; obrigado por existirem! Agradeço a falsidade. não deixem de existir, senão quem some sou eu.


Indio não importa a descida se é de asfalto ou liquida; há sempre uma maneira de estar. até no ar onde renascemos, crescemos e revigoremos. quando nossa amada nos rasga as tripas, nos fortalece no sangue, na alma e nas preces; o que aquece a vermelhidão do sangue é o não desistir, seguir com sabedoria e evoluir.


viva a vitória dos conscientes da vida, viva o vivo, o tocado e apreciado, viva o gosto na boca, o suor no corpo, o símbolo maior, o cálice sagrado, a porta da vida. viva a quentura da caverna úmida da humanidade no meio do vale das suas pernas.


as vezes exagero, falo o que quero pensando que não quero; as vezes me pego olhando pro vazio da exitência, mergulho de cabeça e quebro o pescoço me aprofundo em superficies, caio nas entranhas da ignorância e nado no lago podre da hipocrisia; me afogo. no fundo pego impulso e começo tudo de novo; invento uma desculpa, crio um ciclo pra dizer que tudo volta pro lugar; dou conforto a esperança e tudo fica bem outra vez; maqueio os fatos. coloco pedras no travesseiro e durmo o sonho da indiferença.


Glaucoma apagaram meus olhos da noite pro dia; acordei no breu sem enxergar o semblante seu; uma dor lascivante me renasce num instante; um novo olhar vem adiante virou meus olhos pra dentro nesse momento, novos sentidos em desenvolvimento ascendem meus olhos do dia pra noite e sem perguntar, apenas foi se. exergo pra dentro com minha vis達o de vento e coloca pra fora o que a luz me ignora.


é pau, é pedra é o início do caminho; é o resto de lixo; é o porco faminto; é um pensamento mesquinho; é a vida que vive; é o esgoto aberto; é o consumo de certo; é o fim da limpeza; é o começo do fim; são as águas de março virando lixão e a culpa é minha, do empregado e patrão. é uma ave no céu, urubu no chão; uma garrafa pet; fonte poluição; é um pedaço de pão; é o fundo do poço, é o fim do caminho no rosto um desgosto, não é um porco sozinho. são as águas de março fechando o verão é o boicote que resolve e não o aperto de mão.


é porco, mico, tubarão e ovelha; na revolução dos bichos sempre tem um com a razão quando todos não; o burro por ser maioria é o que engole a hipocrisia; o porco faz a sujeira e o mico a gargalhada, a ovelha obedece o tubarão dessa fanfarra; mas o leão devora sua carne facilitada e no meio da bicharada sempre tem pedra afiada onde batem a cabeça no final dessa jornada.


meu convívio com você é, de certa forma, bom; mas não durmo com seu som, quando fecho os olhos você abre os seus e começa seu apogeu; balança minha cama, reclama mas não me engana, é na sede do prazer que encontra em mim a vontade de viver. calma. entendo que seu vento é de alento contento em saber que nada pode fazer a não ser, se for do meu querer. será que a eternidade vai te satisfazer? querer não é poder; viver é ser próprio e sem tranca, sai da minha cama alma profana.


me distâncio quando quero aproximar meu espirito; fecho os olhos para abrir o dentro que se perde fora; sou agora o imediato, que não erra. um pedaço de carne que apodrece para alimentar a terra, sou a paz, sou a guerra.


aids continua acontecendo coisas que achamos que nunca vai acontecer ĂŠ preciso ver de novo pra crer e ceder que a novidade velha pode proceder a qualquer momento do dia ao anoitecer. continua acontecendo coisas que achamos que nunca vai acontecer continua nua e contĂ­nua.


são, porque toda essa ganância e ambição? são o que acontece se nada te apatece? te entristece! não porque dizer sim se o não me leva ao são? pergunto pra mim porque tu é assim se eu achava que não.


filosofar 茅 s贸 falar abrir a boca para o ar xingar, berrar, gritar! encher o peito respirar todo mundo precisa de ar acabei de cagar.


o que é vindo? é o fim do infinito; da inconstância do fogo que mesmo do calor brota a mais fria dor; o sangue ferve e até esquece que já foi amor; e a marca fica dá aquela dica que por ali passou; lembrete apenas a dor amena o que o mar levou.


voltei do tudo onde o nada faz parte onde o silĂŞncio me faz ouvir e onde a falta me preenche.


nenhum louco anda só. imagine só: se em cada existe um universo, se o uni é unico e o que escrevo é um verso inverso no verso. nenhum louco anda só. são dez em cada ouvido, cinco em cada boca mil em cada olho; nenhum louco anda só. a interpretação é de cada não tenha dó; do inicio da vida até o fim do pó; e nenhum louco anda só. cercado de objetos que falam de paredes que abraçam e do chão que flutua de bichos que andam de paletó e gravata do rio de esmeralda a pedra taiada onde nenhum louco anda só de onde veio, o que tem feito e pra onde vai da hora que estala o olho até a hora que o corpo cai.


me abro uma porta Ê o que realmente importa as vezes fico dentro de mim de mim mesmo, assim errado. me observo, viro meus olhos e pareço cego pra quem de fora vê. me olho, me vejo me sinto e me desejo procuro dentro o que não acho fora e quando encontro me desviro do avesso e atravesso essa porta mas dessa vez para fora.


Um Pano que cobre as nuvens do céu Carona se pega nas curvas do véu Passagem comprou, com a vida pagou Enfim se quitou e o vento levou A jura do tempo ao fim chegou Momentos intensos, o oceano é imenso Que rasga a terra, somos filhos da guerra Que no corte é forte A morte é um norte Apenas um pingo, uma letra, um cisco. Então, perto assim Parte do seu corpo Faz parte de mim Eterno é o que fica na estrada da vida A luz que ascende na hora da saída O sentido é um só Da carne ao pó de volta ao natural O que é normal Semente é um sinal De que nada é mortal Apenas um ciclo do vivo, afinal.


bate no baço tira a roupa sou bom no que faço amarra no poste taca fogo talvez vc goste mas dá um sacode aplica os golpe chama o bope passa a faca na língua aperta a ingua tem gente que vibra mas pega com força vale o esforço não tenha desgosto joga no esgoto toda a sua raiva use a cabeça antes que se esqueça não enlouqueça


pau buceta cú fio terra me mira mas me erra piroca toba e xeroca essa última é muito sapeca cacete botão xoxota o último que sair fecha a porta caralho, ximbica anel é festa no bordel.


O mar. Quando se dobra sobre meu olhar de tudo esqueço e me lembro quem sou realmente. Faço parte do planeta. Uma célula; Uma peça da engrenagem. O teto azul q me cobre faz o tempo ficar mais lento e o turbilhao de espuma com sua força energiza o corpo, a mente e os sentidos; Um momento de intimidade, afinidade, respeito e sincronia e as forças do natural me colocam em harmonia. Quando enxergo a luz branca no final do salão vejo um inicio e o sopro do oceano me faz renascer, e dele sou filho, sou instinto sou água e sou infinito.


não se empolgue mulher... porque hoje logo se tornará amanhã pq o sonho que se acorda não é um sueter de lã é feito de um tecido opaco, vezes áspero, feito o afã não se empolgue mulher espere um pouco mais deite aqui e mostre-me do que é capaz seja a puta de alcatraz mas não se empolgue mulher pois tua beleza vai passar tuas maos agora finas e macias secarão teu olho brilhante, turvará lágrima não se empolgue não


sua vulva murchará e dela sairá uma água, cujo cheiro te enojará já não mais serás aquela com a tez amarela serás a de hj, o que de ontem foi a mais bela a tiririca antes bela a velha antes donzela a louca antes sã da margarida a ultima pétala cujo caule marrom em nada lembra o que houve de bom quando antes de nascer ainda seiva apenas era vida em formulação por isso contenha a sua empolgação

Por Wolmin Dahgrota e Fabiano Martins


ĂŠ certo de que quando encontro o errado ele diz que fiz o certo


mundo em tons de cinza... Meu mundo estรก em tons de cinza, antes tinha um pensamento em aquarela, todos os tons, agora me resumo num estojo de canetinha falhada e seca, as vezes pingo um pouco de alcool pra ver se voltas cores, principalmente nos finais de semana quando vejo alguem especial ou algum conheรงido mais intimo, mas como alcool evapora, evapora tambem minhas cores, e continuo no meu mundo em tons de cinza...


Preposições Prepotentes por Wolmin Dahgrota  

Alucinações e realizações do fruto imaginativo incidental.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you