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ISSN 2178-8413

Publicação da ANFARMAG – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. ANO 2 Nº 11 - MARÇO/ABRIL 2011

O DESAFIO DO SINAMM COM 800 FARMÁCIAS GANHANDO MAIS, O SISTEMA PRECISA CRESCER?

ANFARMAG, 25 ESPECIAL MOSTRA O QUE DEVE MUDAR NO SETOR NOS PRÓXIMOS 25 ANOS


36

Anfarmag Especial 25 anos

42 46 50

Farmacêuticos devem ampliar o controle de qualidade das preparações homeopáticas Projeto desenvolve ações educativas para setor regulado

CULTURA FARMACÊUTICA A farmácia como inspiração para a arte

57 52

Anfarmag é reconhecida por fornecedores internacionais Anfarmag integra grupo de discussão sobre substâncias críticas na Farmacopeia Americana

Saiba quais são os desafios e oportunidades do varejo farmacêutico nos próximos anos Países revisam modelo de saúde e de farmácia Especialistas avaliam caminhos possíveis para o setor magistral nos próximos 25 anos Anfarmag comemora 25 anos de existência

MUNDO ANFARMAG

ENDEREÇOS

carta do leitor

Maria do Carmo Garcez Presidente da Anfarmag Nacional

relação de anunciantes

Empreendedorismo Reconhecido

30

O desafio do SINAMM Anfarmag realiza processos seletivos e promove mudanças para aprimoramento do SINAMM 2011 Vigilâncias, consumidores e prescritores veem positivamente SINAMM Saiba como participar do SINAMM em 2011

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20 22

Boa Leitura

ECONOMIA E NEGÓCIOS

Saúde & Medicamento 24

ro agradecer aos que me antecederam nesta função de presidente da associação. Neste momento em que preparo a passagem de guarda para outro colega, quero agradecer a tantos quantos me apoiaram. Espero ter sido digna e merecedora da confiança em mim depositada.

Especial Sinamm 2011

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tender clara e objetivamente a importância de estarmos, juntos, capacitados para este novo momento. É disso que tratam as reportagens especiais que vocês podem ler nesta edição da Revista da Farmácia Magistral. Ao contrário do que muita gente pensa, o SINAMM não é um produto da entidade. Trata-se de um instrumento de ação política para dar ao segmento um norte sobre o nível destes embates. Sós e isolados, não teremos chance de enfrentar as adversidades do mercado. A instituição farmácia magistral é a maior rede do país, se assim quiser. Muitas etapas para estarmos prontos para este momento foram realizadas neste quarto de século. Por isso, recomendo a leitura das matérias em que várias das pessoas que ocuparam a presidência da entidade manifestam sua visão do futuro e apontam as contribuições das quais são responsáveis. Em nome de todos os associados que-

Farmácia Internacional

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sumário

Ao completar 25 anos de atividades a Anfarmag prepara-se para ampliar a sua influência junto ao setor farmacêutico nacional. Para isso, a partir deste ano, deverá aumentar os seus esforços para influenciar a criação de uma frente de atuação conjunta com médicos, conselhos de farmácia, associações e sindicatos e de entidades representativas do setor farmacêutico. Para esta grande frente de diálogo deverão ser convidados os integrantes do congresso nacional cujos trabalhos se alinham à defesa e desenvolvimento de maior acesso à população aos tratamentos de saúde e, em particular, da ciência e da farmácia nacional. Estes trabalhos visarão reduzir o atrito institucional que se encaminha diante do acirramento da disputa pelo mercado de saúde do país. A farmácia magistral pretende ter um papel de destaque neste mercado. E será missão das futuras gestões da entidade atuar no sentido de conscientizar todo o segmento para en-

editorial

Anfarmag, 25 anos

01 – SINAMM 02 – Anfarmag 09 – All Chemistry 11 – Quallita 13 – Labsynth 15 – Elyplast 19 – Ortofarma 21 – LED 27 – Pharmaceutical 33 – Quibasa 39 – Capsutec 41 – CT Online 43 – BSTec 45 – Anfarmag 55 – Intecq 59 – Alternate 60 – H&C


especial sinamm 2011

Por Cleinaldo Simões (*)

O desafio do SINAMM De programa de gestão e instrumento para enfrentar as ameaças da consulta pública que a ANVISA usou para impor nova regulamentação às farmácias, o sistema de qualidade e monitoramento desenvolvido pela ANFARMAG luta para ser o melhor instrumento para o setor reduzir custos, cumprir a avalanche de normas e enfrentar a concorrência crescente e acirrada do mercado de tratamentos de saúde, que deve atingir 112 bilhões de faturamento ao ano em 2020

O

quarto ciclo do SINAMM será o mais importante desafio da história da Anfarmag. Previsto para começar em maio, o sistema enfrenta a missão de aumentar dramaticamente a quantidade de participantes. A admissão desta necessidade pode ser uma contradição. Afinal, o SINAMM é apontado por especialistas como o programa de qualidade com maior índice de adesão entre entidades de classe, com quase 25% dos 3,5 mil associados. E os seus resultados não podem ser ignorados. Implantou as culturas de autorregulação e educação continuada técnica e gerencial no setor, a padronização de informações são levadas aos farmacêuticos e colaboradores por ministrantes selecionados e preparados. Propiciou redução significativa de problemas nas inspeções sanitárias, obteve ganhos financeiros para os seus participantes ao focar a orientação para o cumprimento dos itens obrigatórios. Contribuiu de forma importante para a fidelização de clientes. Estruturou uma estratégia básica de comunicação e de relacionamento ético com os prescritores, o que tornou mais eficazes as visitações. E com a modalidade de leilão

reverso foi além dos limites do sistema e pressionou a queda geral de preços dos laboratórios de análise em níveis sem precedentes, mantendo e mesmo ampliando os requisitos de qualidade para as análises. Assim, o SINAMM é um programa cujos benefícios estendem-se para o mercado. Em nosso país, os dados de análise de qualidade de matéria-prima e produtos acabados, entre outros, são recursos importantes para a estruturação de subsídios nas disputas regulatórias. No exterior, o SINAMM tornou a associação uma referência. O trabalho foi publicado na mais importante revista sobre farmácias de manipulação. A entidade foi convidada e passou a ter representante na US Pharmacopeia – que decide os destinos dos medicamentos no mundo. A visibilidade cresceu ao ponto de inspirar projeto semelhante de qualidade nos Estados Unidos. Para dirigentes da entidade, todos estes pontos positivos ainda não foram suficientes para sedimentar nas farmácias a importância de participar do SINAMM. Há uma clara insatisfação com o fato de ¾ dos associados estarem fora do sistema. Claro que a adesão de todos

(*) com reportagem da redação e Ana Carolina D’Angelis.

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Farmácia Magistral

os estabelecimentos é uma utopia. Mas preocupa à ANFARMAG ter ainda muita gente que não percebe os benefícios do programa e o quanto é vantajoso pagar por isso. Afinal, o valor do SINAMM é equivalente aos preços de mercado para cumprir as obrigações qualificadas como imprescindíveis da RDC 67/2007 da ANVISA, a bíblia legal das boas práticas de manipulação. Só que dentro do SINAMM encontra-se uma série de benefícios que podem ser vistos como vantagens. Destacam-se a auditoria preventiva, formas para desenvolver estratégias de marketing, dispensação ativa de medicamentos e os primeiros passos para a farmácia se comunicar melhor com os médicos, este, um tabu que começa a ser quebrado em centenas de farmácias. Se mantêm longe destas questões que preocupam as diretorias nacional, de regionais e sucursais os sinanzeiros fiéis, como são chamados internamente os participantes de todos os ciclos. Eles podem ser divididos em três perfis principais. Os adeptos incondicionais de tudo que transpire qualidade, para os quais os instrumentos fornecidos pelo SINAMM são meios fundamentais para a busca permanente pelo alto nível. Aque-


les que são atentos por oportunidades de otimizar recursos e ampliar lucros, pois compreenderam o sistema como forma de investir para gastar menos na operação das farmácias. E os profissionais que desejam estar antenados nos rumos do mercado e desenvolver estratégias que insiram seus negócios num padrão elevado conforme as demandas da cadeia produtiva. Este conjunto de empreendedores desenvolve um tipo de farmácia com qualidade chancelada anualmente pela entidade, adepta da autoinspeção constante, preparada para novos modelos de relacionamento com prescritores, forte na padronização de atendimento aos pacientes, capacitada para lidar com as cada vez mais frequentes inspeções sanitárias. Por isso, há um entendimento – controverso dentro do setor – de que estas farmácias estão construindo um novo modelo de farmácia no Brasil. De fato, o cuidado com o usuário do medicamento, o atendimento à prescrição médica

individualizada e a obediência às rígidas regras sanitárias do país vêm transformando o perfil dos quase oito mil estabelecimentos listados nos conselhos profissionais. Mas, se o Sistema Nacional de Aperfeiçoamento e Monitoramento Magistral (SINAMM) é uma etapa importante disto, porque a quantidade de certificações caiu de 1,3 mil farmácias do primeiro ciclo para cerca de 800 no último? Uma vErdadE inconvEniEntE A explicação pode estar na forma como o setor foi erguido, na resistência a mudanças de qualquer tipo e no perfil médio dos gestores. O dono de farmácia é antes de tudo um farmacêutico, quase sempre apaixonado pela ciência da manipulação de medicamentos, que abriu o negócio próprio para poder dedicar-se ao que sente capaz de fazer melhor. E isto não significa saber dirigir uma empresa. O choque ao se deparar com tantas obrigações de ser empresário foi

determinante para ajudá-los a enfrentar uma regra básica do mundo de negócios: crescer ou sucumbir. Muitos lidaram de modo brilhante com um ambiente hostil, praticamente dominado pela escala industrial. Souberam aproveitar as novas e sérias ondas para individualização dos tratamentos médicos dos anos 70 e resgatar a reputação da farmácia com manipulação. Durante a então nova idade de ouro do setor, um conjunto de empresas se sobressaiu, encontrou respaldo da indústria de matérias primas e fixou o setor como atividade econômica viável. Para isso, aprenderam como levar uma gama rica de opções para os médicos. Tais exemplos estimularam centenas de outros profissionais a ver o empreendedorismo na área como uma meta de vida. A liberdade para formular – garantida por lei, frise-se - começou a ser afetada no fim dos anos 90 quando o conceito de agência reguladora nacional ganhou corpo e, no mesmo período, a indústria farmacêutica reorganizou-se melhor po-

“Participamos do SINAMM por conta de muitas conquistas como a redução de custos das análises de controle de qualidade, auditorias realizadas por terceiros e a educação continuada e para estarmos atualizados em relação às novas técnicas e troca de informações úteis sobre qualidade de matérias-primas e produtos acabados e sobre procedimentos e exigências a serem cumpridas.”. NATAN lEVY, DA FARMáCIA MEDICATIVA, INSTAlADA EM SãO PAUlO (SP).

“A partir do SINAMM, foi possível apresentar aos médicos uma sistemática de como funciona a cadeia produtiva e, consequentemente, conquistar maior credibilidade junto à classe (prescritora).”. RENIlDO DA SIlVA FlORES, DA CENTRAlFARMA, DE IPATINGA (MG).

“A empresa se desenvolveu a partir do SINAMM por meio de auditorias, organizando toda a parte burocrática da farmácia, e também da organização dos laboratórios e acondicionamento das matérias-primas, entre outros itens. A Biomédica está buscando sempre se aperfeiçoar mais e oferecer o produto de melhor qualidade para nossos clientes”. ANGRA AlVARENGA PIMENTEl, DA FARMáCIA BIOMéDICA, DE VIlA VElHA (ES).

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EspEcial sinamm 2011 O desafio do SINAMM

liticamente para a defesa dos seus interesses. O país tornou-se mercado chave para os laboratórios farmacêuticos, diante da reorganização econômica a partir da estabilização da moeda e crescimento do PIB; da estruturação de uma nova política nacional de saúde fundamentada num sistema coordenado por uma agência reguladora com a missão de definir, normatizar, implantar e inspecionar toda a cadeia relacionada; da consolidação dos genéricos como medicamentos mais em conta; e pela judicialização crescente do mercado diante da disputa comercial. Forma-se neste contexto um maior repúdio às mudanças. Nascido neste ambiente, um misto de ojeriza e indiferença ao SINAMM cresce na mesma proporção em que é apoiado. A crise desencadeada pela consulta pública 31 em 2005 precipitou a implantação do SINAMM. O objetivo do

sistema era e permanece claro: mudar a realidade por meio da implantação de um padrão homogêneo de manipulação cujos resultados permitam derrubar os mitos contra o setor. Tais mitos são os sucessivos ataques à qualidade de insumos e a capacidade técnica. Ora, num ambiente normal, a execução do sistema já seria complexa. Da forma como foi iniciada e aplicada, gerou paixões e dividiu os formadores de opinião. O fato é que a construção do marco regulatório para as boas práticas de manipulação de medicamentos mudou para sempre a vida da farmácia magistral. A RDC 67/2007, suas complementações e normas relacionadas têm a capacidade de inserir a farmácia brasileira num patamar de controle único no mundo. Representantes da ISPhC (International Society of Pharmaceutical Compounding) afirmam que a farmácia de manipulação brasileira é a mais regulada entre todos os países membros da entidade.

Portanto, o SINAMM nasceu num período de ameaças concretas à sobrevivência do setor. Para a direção da entidade está aí a razão da quantidade maior de participantes nos ciclos iniciais. Nunca os níveis associativos foram tão altos. A presença e participação tão fortes. O primeiro ciclo do SINAMM combinava reuniões de grupos de associados para ver as transmissões via satélite da primeira versão da TV Farma. Eram também momentos políticos. A busca para reduzir os custos operacionais do sistema e das farmácias participantes determinou mudanças no formato. O aprimoramento tecnológico resolveu muitas dificuldades logísticas, mas enfraqueceu o sistema como instrumento de relacionamento humano. Via satélite, a discussão passou para dentro das salas de treinamento das participan-

“Desde o início, percebi que o SINAMM poderia auxiliar o meu trabalho, já que há tantos procedimentos a serem padronizados na farmácia. Realmente a ajuda continua e se faz necessária. A empresa passou por uma mudança. Fizemos adequações em relação a todos os itens da legislação e conseguimos nos organizar”. ElENIR GARCIA DE OlIVEIRA, DA EXATA, DE CARATINGA (MG).

As auditorias são fundamentais, pois tais procedimentos verificam se as farmácias cumprem a legislação e o SINAMM e dão diretrizes de como podemos melhorar no dia-a-dia. Participamos do SINAMM porque, além de acreditar nele, temos uma padronização de todo o processo através de um sistema único, feito somente para farmácias de manipulação. HElENA DE FáTIMA BAPTISTEllA DE NáPOlI, DA FARMáCIA PRODERMA, DE PIRACICABA (SP).

“Os treinamentos à distância oferecem a oportunidade de qualificação técnica e comercial de toda a empresa. Esperamos que a chancela reforce a credibilidade junto aos clientes e à classe prescritora”. JOSé CARlOS ANDRADE PEREIRA GOMES, DA FARMáCIA PlâNCTON, DE CABO FRIO (RJ).

6| Revista da

Farmácia Magistral

“O SINAMM transmite maior segurança aos colaboradores e confiança aos consumidores. A partir do Sistema, iniciamos uma organização desde o controle dos processos em conformidade e qualificação das matérias-primas e fornecedores”. ElIAS TEIXEIRA DE AlMEIDA, DA FARMáCIA FlORAl, DE BARRA DO PIRAÍ (RJ).


Não tínhamos uma metodologia para auditorias internas. Com o SINAMM, aprendemos a aplicar e obter melhorias contínuas. O processo de treinamentos foi extremamente facilitado a partir da transmissão via satélite e os funcionários ficaram interessados”. GRAzIElA TRITO BAllAN FIORAVANTI, DA lA PHARMACIA BAllAN, DE ORlâNDIA (SP).

“Sou participante do SINAMM desde 2006 e tudo que é dito ou abordado no sistema sempre é cumprido. Só tivemos pontos positivos com o SINAMM em todos os temas realizados até hoje”. GIVAlDO SANTOS, DA MANIPUlAR FÓRMUlA, INSTAlADA EM MACEIÓ (Al).

“Acho que o SINAMM nos deu as ferramentas que nos fez melhorar em nossas rotinas e processos foram as exigências regulamentares. Sem o apoio do SINAMM, acho que não conseguiríamos”. DAlIANA MIRANDA, DA FARMáCIA ARTE DE CURAR, DE TRêS RIOS (RJ).

“A partir do SINAMM, houve acentuada melhora na qualidade dos serviços e produtos e no atendimento prestado à população. A chancela possibilitou o marketing da qualidade da empresa e de seus colaboradores, pois, para obtê-la, toda a equipe teve que estar unida e afinada”. MÔNICA DE Sá HADDAD, DA FARMáCIA UNIãO MAGISTRAl, INSTAlADA EM CAMPOS DOS GOYTACAzES (RJ).

tes. O encontro entre pares virou rotina de trabalho. Importante, sem dúvida, mas ainda sim uma rotina. Para complicar, após pouco mais de três anos de briga intensa para minorar os efeitos da regulamentação, o setor entrou de cabeça na fase de atendimento das normas. Assim, nos últimos anos, instalou-se uma zona de conforto enquanto novas ameaças surgiram e constroem hoje um ambiente até mais ameaçador do que o vivido entre 2005 e 2007.

Está em disputa o bolo de dinheiro que sai do patamar de 56 para 112 bilhões de dólares que será investido pela sociedade no mercado de tratamento de saúde no Brasil até 2020. Vão ganhar mais os segmentos mais competentes na relação com o mercado e no jogo de pressão para impor interesses, mesmo que implique em desacreditar, cercear e proibir os avanços de concorrentes. Conscientes disso, a diretoria viu no sistema um dos meios disponíveis para enfrentar o futuro.

o proJEto político do sinamm A primeira grande tentativa de envolver todas as farmácias no SINAMM fracassou. Na primavera de 2009 os dirigentes da entidade começavam a enxergar claramente a vinda de um novo contexto de riscos que vão afetar o projeto de perenização da farmácia magistral, que é o ponto central da proposta vencedora das eleições em 2005. Para preparar mais e melhor o setor, aprovaram

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EspEcial sinamm 2011 O desafio do SINAMM

“Acredito que um dos pontos mais importantes do SINAMM seja a uniformização do setor. É claro que ainda temos diferenças imensas entre as farmácias, mas o básico, que é a qualidade, melhorou muito. Sabemos que ainda há muito a fazer, mas já demos alguns passos com o SINAMM.”. JOSé APARECIDO NOVAIS FIlHO, DA BOTICA MAGISTRAl, DE PRESIDENTE PRUDENTE (SP)

“Desde a implantação do sistema, temos evoluído bastante em relação à melhoria dos nossos procedimentos, mudança de cultura e preocupação com a manutenção e aprimoramento da qualidade. As evoluções estão acontecendo a cada ano”. maUricio dE carvalHo GERVAzONI, DA FARMáCIA MORAES, INSTAlADA EM SãO PAUlO (SP).

uma diretriz na qual todos os associados estavam automaticamente participando do sistema. Quem não quisesse, deveria manifestar o desejo de desligamento. O jurídico da entidade barrou a medida. Os esforços de marketing para capacitar regionais e sucursais como frentes vendedoras também foram praticamente infrutíferos. Entretanto, três decisões garantiram ao SINAMM a manutenção de sua importância e a adesão de um conjunto de farmácias, que participaram pela primeira vez do programa a partir do ciclo com monitoramento de 2010. Primeira, a integração ao sistema de programas estratégicos da entidade: a comunicação com os prescritores e a dispensação ativa de medicamentos. Segunda, o desenvolvimento de ações em sinergia com as

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Farmácia Magistral

farmácias de homeopatia, dando-lhes espaço no sistema e uma diretoria técnica específica. A terceira foi o enfrentamento aberto ao fator custos de laboratórios e auditorias. A partir daí, a ANFARMAG lidou com sucessivas crises surgidas do descontentamento do mercado com as modificações impostas pelo sistema. Enquanto para os participantes tais escaramuças eram contingências naturais, para os demais eram mais um motivo para ficar de fora. rEsUltados Em bUsca dE mais crEdibilidadE A produção desta matéria envolveu a solicitação de quase uma centena de depoimentos dos proprietários de farmá-

“Participamos do SINAMM porque queremos garantir a qualidade de todos os nossos processos, desde a aquisição dos insumos e embalagens até a dispensação dos produtos aos clientes. Com o sistema, aprimoramos os nossos POPs e a nossa gestão da qualidade. Em relação à nossa chancela, esperamos consolidar mais ainda nossos produtos e serviços junto à classe prescritora e clientes”. lUCIANA lIBERATO, DA FARMáCIA FORMUlE, INSTAlADA EM NATAl (RN).

cias que participam e que não estão no SINAMM. Para a ANFARMAG, os exemplos dos que estão obtendo sucesso com as vantagens competitivas propiciadas pelo sistema devem ser observados atentamente. Natan Levy, uma referência da farmácia com manipulação da cidade de São Paulo com sua Medicativa, enviou um depoimento que exprime com exatidão aonde se pode chegar com o SINAMM mesmo já tendo um porte e um nível de excelência. “Participamos do SINAMM por conta de muitas conquistas. Por exemplo, a redução de custos das análises de controle de qualidade, auditorias realizadas por terceiros e a educação continuada. Participamos para estar atualizados em relação às novas técnicas e para troca de informações úteis sobre a


qualidade de matérias-primas e produtos acabados e sobre procedimentos e exigências a serem cumpridas. A partir do SINAMM, treinamentos e preparação para a visitação médica guiaram a farmácia em direção a um marketing mais objetivo e um controle e acompanhamento mais criterioso dos visitadores. Fomos uma das primeiras farmácias que receberam a chancela, uma vez que não tivemos nenhuma não conformidade durante a auditoria externa. Esperamos ter mais credibilidade no setor”. De Ipatinga (MG), Renildo Flores, da Centralfarma, relata que a partir do SINAMM foi possível apresentar aos médicos uma sistemática de como funciona a cadeia produtiva e, consequentemente, conquistar maior credibilidade junto à classe prescritora. Ele diz que participa do sistema para buscar respaldo junto a um órgão independente, pois isso oferece maior credibilidade aos médicos. Para Helena de Fátima Baptistella de Nápoli, da farmácia Proderma, de Piracicaba (SP) “desde o início do sistema, em 2006, até o momento, os treinamentos oferecidos alcançaram todos os colaboradores, assegurando que toda

a equipe passasse a trabalhar de forma conjunta e visasse atender de maneira eficaz e gentil todos os clientes da farmácia em todas as etapas. Participamos do SINAMM porque, além de acreditar nele, temos uma padronização de todo o processo através de um sistema único, feito somente para farmácias de manipulação. Vamos continuar participando porque acreditamos que somente com treinamentos periódicos e contínuos podemos atingir a excelência em nosso trabalho”. “A partir do SINAMM, houve acentuada melhora na qualidade dos serviços e produtos e no atendimento prestado à população. A chancela possibilitou o marketing da qualidade da empresa e de seus colaboradores, pois, para obtê-la, toda a equipe teve que estar unida e afinada”, declara Mônica de Sá Haddad, da farmácia União Magistral, instalada em Campos dos Goytacazes (RJ). Já para Daliana Miranda, da farmácia Arte de Curar, de Três Rios (RJ) o SINAMM deu as ferramentas. “O que nos fez melhorar em nossas rotinas e processos foram as exigências regulamentares. Sem o apoio do SINAMM, acho que não conseguiría-

“Os treinamentos oferecidos pelo SINAMM possibilitam a atualização da equipe de forma padronizada, atendendo plenamente resoluções da Anvisa. Destaco a possibilidade de compartilhamento de informações referentes ao controle de qualidade e preços competitivos devido à negociação feita pela Anfarmag. As auditorias realizadas na farmácia contribuem muito para estarmos frequentemente revisando todos os processos da farmácia e para nos deixar preparados para receber com tranquilidade as inspeções da vigilância sanitária.” ANDRé lUIz COElHO, DA IMAFAR, DE VIlA VElHA (ES).

NOVO

Base EFERVESCENTE


EspEcial sinamm 2011

“A nossa empresa teria muita dificuldade em realizar educação continuada, controle de qualidade e auditorias se não fizesse parte do SINAMM. Participamos do SINAMM porque a excelência é fator determinante que vai assegurar a nossa presença no mercado, o qual é altamente competitivo e não permite erros e falta de qualidade.”. MARCO AURélIO FIGUEIREDO E KARINA DE OlIVEIRA FIGUEIREDO, DA FARMAVAlE, INSTAlADA EM QUATRO CIDADES PAUlISTAS.

O desafio do SINAMM

“O SINAMM foi um diferencial enorme para o Imafar em Linhares, já que é a única farmácia certificada pelo sistema. Percebemos a necessidade de oferecer e garantir aos nossos clientes produtos com mais qualidade, totalmente seguros e eficazes. Pretendemos continuar no SINAMM. O aperfeiçoamento deve ser uma busca contínua para os que desejam acompanhar as tendências do mercado magistral”. ANDRéIA NéSPOlI VIlAçA, IMAFAR, DE lINHARES (ES). “Com o SINAMM, minha farmácia melhorou muito. O sistema orienta a nossa caminhada rumo às melhorias na qualidade. Conseguimos ver melhor onde e como podemos evoluir”. ana maria d’ avila lins BRASIlINO, DA FARMADERM, DE MACEIÓ (Al).

mos”. “Participando do SINAMM, conseguimos colocar metas e diretrizes a serem seguidas e mostrar à equipe a importância do trabalho em conjunto e padronizado. Quando foi realizada a primeira auditoria, todos ficaram apavorados. Em 2010, a auditoria foi realizada tranquilamente dentro da nossa rotina de trabalho, como se o auditor não estivesse presente. Não tínhamos uma metodologia para auditorias internas. Com o SINAMM, aprendemos a aplicar e obter melhorias contínuas. O processo de treinamentos foi extremamente facilitado a partir da transmissão via satélite e os funcionários ficaram interessados”, relata Graziela Trito Ballan Fioravanti, da La

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Farmácia Magistral

“Médias e pequenas farmácias sofrem com os diversos gastos para o cumprimento das exigências da legislação vigente. Com o SINAMM, também há redução no custo dos treinamentos, pois o formato oferecido facilitou o acompanhamento pelos colaboradores. O SINAMM complementou a busca da empresa por melhorias e qualificação. Acreditamos desde sempre nas propostas oferecidas”. ANA PAUlA AlMEIDA GUIMARãES, DA MAGISTRAl FÓRMUlAS, DE CAçAPAVA (SP).

Pharmacia Ballan, de Orlândia (SP). Traduzindo tudo que está em cima para aquilo que importa: estão ganhando mais qualidade nos produtos e confiança dos clientes o que resulta em um bom retorno financeiro. Já as razões de quem não participa talvez possam ser resumidas em três declarações que apuramos e cujas fontes solicitaram que seus nomes não fossem divulgados. “Não participo do SINAMM devido a contenção de despesas. Foi necessária uma reforma na empresa ano passado e por isso cortamos os custos ao máximo para pagar o empréstimo.” “Não participo do SINAMM pela redução de custos e também porque não

tivemos mais escolha do laboratório no último ciclo. Então preferimos não continuar para ter a fidelização do que sempre usufruímos, apesar de achar o SINAMM muito bom não só para a minha, mas todas as farmácias de manipulação”. “Participamos do 1º e 2º ciclo do SINAMM, mas foi algo que deixou muito a desejar principalmente nas auditorias que eram feitas por pessoas inexperientes e recém formadas. Cheguei a conclusão de que não é porque não participamos do SINAMM que não vamos passar nas auditorias das vigilâncias porque sempre seguimos tudo a regra e atendemos a legislação independentemente do SINAMM. A questão da chancela agora


até que diferencia um pouco sobre as que têm qualidade e que não tem porque antigamente participar ou não, não significava ter ou não qualidade. A redução de custo e a minha experiência de 28 anos no mercado magistral fizeram com que eu não participasse. Tenho recebido os informes do SINAMM 2011, mas não estou por dentro porque não me interessa”. Por incrível que pareça, hoje, na enti-

dade, estas declarações doem muito. A alegria de ver quase mil empresas crescendo é menor do que a tristeza de ver outras duas mil e quinhentas (sem contar as farmácias que não são associadas) fora do sistema. Note-se que uma adesão em larga escala sufocaria de modo nunca enfrentado a capacidade de atendimento da associação. Mas, como dizem os dirigentes, este é o tipo de problema que se gostaria de enfrentar.

“Por meio do SINAMM, os colaboradores foram treinados e se tornaram aptos a exercer suas funções no laboratório. Também nos certificamos de que nossas bases galênicas estão sendo preparadas corretamente, evitando contaminação microbiológica, e de que o nosso processo de encapsulação está correto garantindo a uniformidade da dose, entre outros itens. O SINAMM representa um diferencial na qualidade em relação a outras farmácias que não participam do sistema”. TATIANA FAYAN E lIlIANA lOPES, DA OFICINAllIS PHARMA, DE JAÚ (SP).

Na minha avaliação, os pontos mais importantes do SINAMM são a auditoria e o controle de qualidade padronizado. A minha farmácia se desenvolveu bem mais depois do SINAMM, ficou mais e mais organizada e completamente adaptada à RDC 67. Os funcionários estão mais adaptados e motivados”. PATRÍCIA DOS SANTOS FARIA, DA FARMáCIA GAlIllEUS, DE RIBEIRãO PRETO (SP).

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EspEcial sinamm 2011

da rEdaÇão

Anfarmag realiza processos seletivos e promove mudanças para aprimoramento do SINAMM 2011 O investimento a ser feito por cada farmácia vai ser igual ou menor ao efetuado no último ciclo

A

partir de consultas com os participantes do recém encerrado ciclo do SINAMM, a Anfarmag estruturou uma série de mudanças para o programa neste ano, que deve começar em maio. Realizaram-se processos seletivos para escolha de empresas que vão prestar serviços e se promoveu mudanças em alguns dos programas. Para isto, a entidade levou em consideração índices de qualidade e também de valores, como sugerido pelos associados. Assim, a World Wide Consultoria

12| Revista da

Farmácia Magistral


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(WW) vai realizar as auditorias nas farmácias participantes da próxima edição do sistema. A Anfarmag fez um processo seletivo em que a empresa – que presta serviços ao programa de auditorias desde o primeiro ciclo -- foi selecionada, pois atendeu aos critérios de qualificação e valores. A entidade também consultou os participantes do sistema, que consideraram proveitosas, orientativas e completas as auditorias executadas pela WW no ciclo anterior. Conforme a pesquisa, mais de 90% dos participantes do “SINAMM 2010” aprovam as auditorias. O programa de auditorias oferecido pelo SINAMM é um dos mais elogiados. Na avaliação da farmacêutica Judith Barbagli, a auditoria realizada na farmácia dela foi rigorosa, mas não agressiva, permitiu a troca de ideias e apontou possibilidades de melhoria. No caso do programa de educação continuada, -- após ter pesquisado diversas possibilidades no mercado --, a Anfarmag realizou um processo seletivo para eleger a empresa que vai desenvolver uma plataforma de transmissão – via internet – dos treinamentos oferecidos pelo programa de educação continuada no “SINAMM Monitoramento 2011”. Em 2010, os treinamentos foram transmitidos via satélite. A empresa escolhida vai ter de atender uma série de especificações e necessidades. O processo seletivo demorou cerca de seis meses. Das oito empresas pesquisadas, três chegaram à etapa final, pois apresentaram as condições e características solicitadas. Das três, uma foi selecionada, considerando pontos como a oferta de uma plataforma moderna, a proposta de educação à distância, maior número de recursos e alta tecnologia. Os treinamentos a serem oferecidos neste ano vão ser definidos de acordo com dados coletados pelos coordenadores do SINAMM nas regionais e sucursais da entidade e outros retirados de auditorias realizadas nas farmácias na edição anterior do sistema, nas quais problemas e deficiências foram apontados.

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Anfarmag realiza processos seletivos e promove mudanças para aprimoramento do SINAMM 2011

especial sinamm 2011

Os novos treinamentos Voltados para farmacêuticos, técnicos, atendentes, gestores e propagandistas – deverão somar 60 horas. O SINAMM exige o cumprimento obrigatório de parte dessas horas. As avaliações, as apostilas e os certificados continuarão sendo disponibilizados via webdesk da Anfarmag. Treinamentos apresentados em ciclos anteriores também vão ser disponibilizados, para os inscritos no SINAMM em 2011. Controle de qualidade Em 2010, atendendo às solicitações das suas regionais e sucursais, que representam as farmácias, a Anfarmag, em nível nacional, abriu um edital para seleção e contratação de laboratórios que pudessem prestar serviços em todo o país. O edital previa alguns requisitos, isto é, os laboratórios deveriam apresentar capacidade e qualidade analíticas e sistema de gestão de acordo com normas internacionais. Duas empresas encaminharam a documentação solicitada, conforme o padrão descrito no edital. Mas apenas um, o Proquimo, de Diadema (SP), cumpriu os requisitos, demonstrou capacidade para atender farmácias em todo o Brasil e foi aprovado na auditoria. No programa de controle de qualidade a ser executado no “SINAMM 2011”, houve aumento do número de substâncias disponíveis para análise em relação a 2010. Outra mudança permitirá a relação direta entre as partes envolvidas, já que as farmácias vão efetuar os pagamentos diretamente ao laboratório, sem intermédio da Anfarmag. Dispensação ativa No “SINAMM Monitoramento 2011”, o programa de dispensação ativa vai ser

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Farmácia Magistral

aprofundado a partir da avaliação feita pela Anfarmag sobre as fichas inseridas pelas farmácias na webdesk da entidade durante o ciclo anterior do sistema. A partir daí, os temas relevantes e de maior abrangência vão ser definidos. Em 2010, cerca de seis mil fichas foram preenchidas. Essas fichas demonstraram, por exemplo, a predominância de problemas relacionados a osteoporose entre os pacientes atendidos por farmácias participantes do SINAMM. Assim, no ciclo que vai começar neste ano, a ideia é oferecer treinamentos que possibilitem o acompanhamento mais efetivo – por parte das farmácias – dos pacientes. Estratégias No “SINAMM Monitoramento 2011”, a Anfarmag vai manter e aprofundar algumas estratégias às farmácias participantes. “A ideia é que as farmácias obtenham maior retorno (sobre os investimentos)”, diz Vagner Miguel, coordenador da área técnica da entidade. A primeira estratégia diz respeito à comunicação com prescritores. Além dos treinamentos oferecidos no programa de educação continuada, cursos presenciais deverão ser realizados pelas regionais e sucursais da associação. O desenvolvimento das atividades relacionadas à comunicação com prescritores ficará sob responsabilidade da empresa Focal Point, a exemplo do ano passado. Os treinamentos deverão aprofundar alguns pontos – por exemplo, sobre a contratação e acompanhamento do trabalho de propagandistas e o perfil dos gestores das farmácias. Outra estratégia diz respeito à comunicação com os clientes das farmácias participantes do SINAMM. Alguns materiais vão ser desenvolvidos para o aprimoramento do relacionamento entre farmácias e clientes.

A Anfarmag, por meio da sua assessoria de comunicação, também vai dar continuidade ao trabalho de divulgação do SINAMM (por exemplo, a importância do sistema e da chancela concedida pela associação) junto às mídias e, consequentemente, junto à opinião pública. Investimento O investimento a ser feito por cada farmácia interessada em participar do “SINAMM Monitoramento 2011” vai ser igual ou menor ao efetuado no último ciclo. No ano passado, por exemplo, uma farmácia (com apenas um estabelecimento e até nove colaboradores) que contratou análises de bases galênicas (mensal), cápsulas abaixo de 25mg (bimestral) e de hormônios, antibióticos (rodízio - trimestral) e oito horas de auditoria (na farmácia), além de ter tido acesso a carga horária total de mais de 90 horas de treinamentos, material didático, sistema de avaliações e emissão de certificados relativos aos 29 treinamentos, investiu ao todo somente R$ 570 por mês. A divulgação de um edital para seleção e contratação de laboratórios em todo o país permitiu uma nova redução de valor. No ano passado, a Anfarmag realizou um leilão reverso. “A entidade continuou preocupada em baixar os custos das análises terceirizadas pelo SINAMM, na comparação com o preço médio das análises praticado no mercado. Este ano não precisamos fazer o leilão, mesmo assim houve uma redução em cima da redução de valores, que foi possível pela utilização de análises via marcadores do processo adequadamente selecionado, trabalho num esquema de campanhas de análise e, claro, por estarmos contando novamente com um grande número de farmácias participantes”, disse Lucia Gonzaga, gerente do SINAMM.


EspEcial sinamm 2011

Vigilâncias, consumidores e prescritores veem positivamente SINAMM

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da rEdaÇão

o longo dos ciclos, o SINAMM vem oferecendo uma série de programas que contribui para que as farmácias alcancem mais êxito no cumprimento das exigências sanitárias e no relacionamento com os prescritores e consumidores, além dos negócios. As diferenças entre as farmácias que participam e aquelas que não participam do sistema são reconhecidas pelas vigilâncias sanitárias e por quem consome e prescreve medicamentos e produtos magistrais. “Vejo de uma forma muito positiva o trabalho que o SINAMM vem desenvolvendo no segmento magistral, capacitando os técnicos e procurando obedecer ao máximo às legislações. As farmácias que participam do sistema estão mais preparadas e organizadas, o que facilita as inspeções nesses estabelecimentos”, diz a farmacêutica Paula Lacerda, da vigilância sanitária de Maceió (AL), destacando o programa de auditorias oferecido pelo SINAMM. “As farmácias buscam sempre melhorar e assim oferecer um serviço de melhor qualidade”.

16| Revista da

Farmácia Magistral


Paula cita ainda os treinamentos, a organização e a adequação à legislação como aspectos mais positivos verificados em farmácias participantes do SINAMM. “Em relação aos aspectos negativos, não vejo nenhum”, pontua. Diretora da vigilância sanitária de Goiânia, Mirtes Barros Bezerra relata que, -- durante as fiscalizações efetuadas em 2009 e 2010 na capital goiana --, a equipe fiscalizadora percebeu que as farmácias magistrais que passaram a integrar o sistema de monitoramento teve uma melhora significativa em comparação com o período anterior à adesão. “Podemos avaliar o SINAMM como uma ferramenta de grande valia, criada pela Anfarmag, no sentido de auxiliar o setor magistral no cumprimento da legislação vigente”. Na avaliação da vigilância sanitária de Goiânia, os pontos que merecem destaque no cumprimento da legislação em vigor (RDC 67/2007) são 1) a capacitação e reciclagem de funcionários (educação à distância), 2) elaboração das fichas de especificação de matérias-primas, 3) auditorias realizadas pela equipe do SINAMM nos estabelecimentos magistrais e 4) auxílio na elaboração de procedimentos operacionais. consUmidorEs E prEscritorEs Consumidores declaram que preferem comprar medicamentos e produtos magistrais em farmácias participantes do SINAMM e chanceladas pela Anfarmag. É o caso de Kalyna Maria Campos Freire, do Rio Grande do Norte. “Opto por isso, pois a chancela é uma certificação, o que, para mim, é muito importante. É como empresas que têm ISO (certificações da Organização Internacional para a Padronização), saem na frente”. Na avaliação da consumidora, a princípio, as farmácias podem ser conside-

radas iguais, já que todas devem ter sido liberadas por órgãos responsáveis. Nessa situação, Kalyna diz que faz uma pesquisa de preços. No entanto, a chancela representa “algo a mais”. “Fico mais propensa a comprar em uma farmácia chancelada. Uma farmácia chancelada me dá segurança. Em se tratando de remédios, não se pode brincar”. Questionado se prefere comprar medicamentos e produtos em farmácias chanceladas, Nilson Sevald, de Santa Catarina, dispara: “com certeza!”. Ele destaca a “segurança, qualidade e melhor atendimento”. Cecília Moreno, de São Paulo, por exemplo, diz que a certificação gera mais satisfação. “Nunca tivemos problema referente à utilização de medicamentos e produtos manipulados. Ficamos ainda mais confiantes na farmácia (que participa do SINAMM e tem a chancela) e dispostos a continuar consumindo o que é manipulado no estabelecimento”, diz Cecília. Varandi Vendramini relata que já consome medicamentos e produtos magistrais com confiança, mas também ressalta o significado da chancela. “Tendo sua qualidade monitorada por uma entidade, melhora ainda mais. Acho que realmente deve existir uma chancela”. O ginecologista e obstetra Carlos Henrique de Lima Winck, de Santa Catarina, afirma que o sistema permite que os prescritores tenham maior confiança nas medicações prescritas aos pacientes. “A diferença (entre farmácias participantes e as não-participantes do SINAMM) é percebida através da eficácia das medicações utilizadas nas prescrições”, diz Winck. Ele ressalta ainda a importância da chancela concedida pela Anfarmag. “É de extrema importância, pois a chancela transmite maior confiança aos clientes e aos prescritores”.

Mirtes Barros Bezerra, Diretora da vigilância sanitária de Goiânia.

Paula lacerda, diretora da Vigilância Sanitária de Maceió, Alagoas.

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especial sinamm 2011

Saiba como participar do SINAMM em 2011

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DA REDAÇÃO

regra básica para as farmácias interessadas em participar do “SINAMM 2011” é que elas sejam associadas à Anfarmag. Para efetuar a inscrição, também devem apresentar a documentação descrita no site da entidade (www.anfarmag.org.br/ associe-se > adesão de empresas), especialmente de uma guia de recolhimento do FGTS e declaração à Previdência Social para comprovação do número de funcionários. A guia é necessária, pois a taxa administrativa do SINAMM é proporcional ao número de funcionários da empresa. Os interessados em participar do “SINAMM 2011” podem efetuar inscrições junto à Anfarmag no dia 4 de abril no site da entidade ou diretamente no hot site (http:// junto.com.br/Hotsite_SINAMM_2011/ HTML/sinamm.html). O hot site apresenta informações e a lista de farmácias chanceladas no último ciclo. As atividades do sistema vão ter início no dia 2 de maio. “A cada edição, o SINAMM prima pela melhoria do sistema de gestão da qualidade das farmácias e do relacionamento dos estabelecimentos com seus públicos. O sistema capacita as farmácias para o cumprimento das legislações vigentes, promove o reconhecimento das empresas participantes na sociedade em que estão inseridas e ajuda a aumentar a participação delas nos mercados locais”, pontua Lucia Gonzaga, gerente do SINAMM.

18| Revista da

Farmácia Magistral


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Farmácia intErnacional

Anfarmag é reconhecida por fornecedores internacionais

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Fagron e Medisca, empresas internacionais visitaram a sede da Anfarmag Nacional e se impressionam com o alto nível das farmácias brasileiras. O resultado da visita ocorrida ao fim do último inverno foi positivo e os representantes veem a Anfarmag como exemplo de representatividade e sentem falta em seus países de origem, de uma entidade com os mesmos princípios divulgados por nós, analisa Maria do Carmo Garcez, presidente nacional da Anfarmag. A Medisca, empresa norte americana fornece materiais específicos para a atividade magistral. Produtos como ingredientes, bases e óleos e serviços de treinamentos através de workshops e simpósios, embalagem e distribuição e atua nos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

20| Revista da

Farmácia Magistral

A Fagron é a única companhia multinacional que oferece produtos e serviços farmacêuticos na Europa para farmácias, hospitais, cosméticos e veterinários. Atualmente atende 16 países do continente como Reino Unido, Itália, França, Espanha, Dinamarca e Bélgica. Recentemente a Fagron adquiriu a empresa Gallipot dos Estados Unidos e passou a fornecer também naquele país. Essas duas empresas conheceram o trabalho da Anfarmag em dois eventos internacionais do setor. Um em Tampa, Flórida nos Estados Unidos em 2008 e outro em 2009 em Istambul, onde a atuação da Anfarmag foi apresentada aos participantes que acionaram a entidade para conhecerem o mercado magistral brasileiro. A Anfarmag transporta aos fornecedores de insumos internacionais a ideia de

POR ANA CAROlINA D’ANGElIS

uma entidade que efetivamente acompanha todo o segmento magistral, desde as questões de regulamentação ao monitoramento e qualificação das farmácias. Os programas mais destacados são os treinamentos e atividades desenvolvidas através da TV Farma, pela padronização que levam ao setor. Nos Estados Unidos e países europeus a legislação reguladora do setor não é tão rigorosa como a brasileira, por isso muitas empresas estrangeiras buscam conhecer nosso mercado por considerar importante ter uma entidade como a Anfarmag que é legítima representante do farmacêutico e farmácias magistrais, além de nos consultar sobre regulamentações e exigências nas pesquisas de campo, por exemplo a necessidade de análise de todos os insumos lote a lote entre outros itens.


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Farmácia Internacional

Por Ana Carolina D’Angelis

Anfarmag integra grupo de discussão sobre substâncias críticas na Farmacopeia Americana

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aria do Carmo Garcez, presidente nacional da Anfarmag, participou da primeira reunião da United States Phamacopeia, USP, a Farmacopeia Americana com especialistas da área magistral. O evento realizado na primavera na sede da entidade em Rockville nos Estados Unidos, foi o primeiro encontro de trabalho dos membros do Council Experts Comitee 2010-2015, comitê de especialistas em farmácias magistrais para revisão dos capítulos específicos da área magistral para nova edição da farmacopeia. Nestas reuniões de trabalho também há discussão de ideias e aprimoramentos para contribuição do desenvolvimento do setor farmacêutico magistral. Os membros voluntários do Council Experts Comitee foram divididos em subcomissões e definiram as formas de execução das tarefas até a próxima reunião presencial que deve acontecer em abril de 2011 no mesmo local além da definição dos critérios para escolhas de novos

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Farmácia Magistral

temas para monografias. Maria do Carmo está no grupo de substâncias críticas, pois segundo sua avaliação, é o subgrupo que mais tem a colaborar devido a itens como PCMSO, Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional e PPRA Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais que não são exigidos das farmácias magistrais americanas e contribuir com seus conhecimentos na gestão de resíduos. A acessibilidade da USP aos farmacêuticos, principalmente aos mais jovens, utilizando recursos virtuais também foi abordada. A reunião tem o objetivo de verificar resoluções propostas pelos membros para os próximos cinco anos, ou seja, são discussões benéficas para a farmácia magistral realizadas entre 2010 e 2015. Um dos fundamentos mais importantes é revisar os capítulos da Farmacopeia Americana destinados à atividade magistral e criar novas monografias sobre formulações mais utilizadas. Profissionais do FDA (Food and Drug

Administration) também estiveram presentes na reunião. Por mais que o órgão não fiscalize as farmácias, pois é uma função de órgãos estaduais, citaram a importância de um trabalho em conjunto para melhor desenvolvimento das questões expostas. Ao todo, 17 membros fazem parte do conselho de especialistas especificamente da área magistral. São profissionais que criaram ou fazem trabalhos importantes e destacados na área. Entre eles, três são donos de farmácias nos estados do Texas e Carolina do Norte, um é integrante do PCCA (Professional Compounding Center of America), uma profissional faz parte da equipe do hospital de câncer infantil, e outra de uma entidade acreditadora em saúde. Os demais são professores de farmácia e farmácia veterinária. Participaram também componentes da própria USP. Com exceção de Maria do Carmo que é brasileira, todos são norte-americanos. Isso mostra a importância da farmácia magistral brasileira, com des-


Membros do Comitê de Especialistas em Manipulação no Salão da Sede da USP em Rockville, Estados Unidos.

taque para o SINAMM, programa que sempre é elogiado por profissionais de outros países. A USP, Farmacopeia Americana aceitou o ingresso da Anfarmag representada por Maria do Carmo em junho do ano passado. “A importância da participação é atingir a meta de tornar o trabalho da farmácia magistral brasileira conhecido no mundo e ter uma série de atividades de referência que a apoiem”, comenta a presidente. A Farmacopeia Americana foi criada há mais de 200 anos por um grupo de cientistas para estabelecer os padrões de qualidade de medicamentos utilizados. A entidade que não tem ligações com o go-

verno norte-americano sobrevive por si própria, por isso tem uma independência maior nas decisões, sendo muito respeitada. Os trabalhos são realizados a partir de voluntários capacitados e habilitados para produzirem materiais de áreas diferenciadas. Os profissionais da USP estabeleceram que a Farmacopeia Americana deveria se internacionalizar, se globalizar, uma vez que os medicamentos são feitos em vários países do mundo por inúmeras questões. Na convenção de 2005, foi decidido globalizar os trabalhos realizados com abertura de escritórios na Suíça, China, Índia e no Brasil. A Anfarmag foi convida-

da a participar da USP desde a inauguração da entidade brasileira em 2006. Em outubro de 2009, Maria do Carmo representou a Anfarmag em reunião na qual várias entidades representativas do segmento farmacêutico foram convidadas a participar assim como o INMETRO, a Farmacopeia Brasileira, Universidade de São Paulo e outras instituições de ensino. Na ocasião, foi solicitada a participação de membros brasileiros na Farmacopeia Americana para atuação como voluntários em comissões respectivas. As candidaturas são individuais, é preciso ter especialidade na área e fluência em inglês.

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saúdE & mEdicamEnto

da rEdaÇão

Farmacêuticos devem ampliar o controle de qualidade das preparações homeopáticas

Foto: © iStockphoto.com / Foxumon

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24| Revista da

Farmácia Magistral

riada em 2009 a partir de parceria técnico-científica entre a Anfarmag e a Associação Brasileira dos Farmacêuticos Homeopatas (ABFH), a diretoria técnica em homeopatia (DTH) vem discutindo sobre o controle de qualidade de medicamentos homeopáticos. Medicamentos homeopáticos são principalmente conhecidos pelo grau de diluição de suas preparações afinal são diluições infinitesimais. Contudo quando se conhece um pouco mais sobre eles se entende que diluições, apenas, não fazem desta classe de medicamentos produtos com ação dinâmica nos organismos vivos quando aplicado segundo a Lei dos Semelhantes. A agitação precisa ocorrer na sequência de cada diluição para que juntas produzam medicamentos ditos “dinamizados”. A dinamização, como


resultado do processo de diluir e agitar, transforma , modula e amplifica a atividade terapêutica das diluições. Antes, porém de dinamizar há a escolha da substância como ponto de partida e sua relação intrínseca com a qualidade dos sintomas que por ela poderão ser atendidos. Assim, é cabível explorar as diferentes possibilidades de realização de controle de qualidade em preparações homeopáticas considerando suas peculiaridades. “Estamos acostumados a acreditar que o controle de qualidade aplicável à homeopatia se restringe ao controle de qualidade dos insumos inertes utilizados (água purificada, álcool etílico, glicerina, sacarose e lactose)”, diz Márcia Gutierrez, presidente da ABFH e integrante da DTH. Márcia observa que os insumos inertes exercem papel importante no sucesso de preparações homeopáticas, pois participam do processo de transformação. O controle de qualidade dos insumos inertes empregados na farmacotécnica homeopática está descrito em farmacopéia, inclusive já há possibilidade de realização de análises físico-químicas nas farmácias por meio de kits que reproduzem a marcha analítica farmacopeica e permitem registros rápidos e seguros. Na avaliação da DTH, os farmacêuticos devem ampliar o controle de qualidade das preparações homeopáticas. “O controle de qualidade que melhor se aplica à homeopatia é aquele que garante a qualidade interna dos medicamentos homeopáticos”, diz Ivan da Gama Teixeira, coordenador da DTH e responsável pela área técnica da Anfarmag. O termo “qualidade interna”, -- sugerido e desenvolvido pelo farmacêutico austríaco F. Delmour --, engloba quatro

momentos considerados importantes das preparações e que também podem ser chamados de pontos críticos do processo de obtenção de medicamentos homeopáticos. São eles: material de origem, obtenção de matrizes, dinamização e forma farmacêutica. “Somente com a harmonização, padronização e monitoramento dessas etapas, podemos controlar, dar e garantir a qualidade dos medicamentos homeopáticos produzidos pelas farmácias magistrais ou nas indústrias”, reforça Teixeira. Material de origem Márcia Gutierrez afirma que é primordial que os farmacêuticos envolvidos com a homeopatia devem criar intimidade com os seus fundamentos. “Quando se experimenta uma substância e se observa o quadro sintomático desenvolvido, é lícito dizer que esse conjunto de sinais e sintomas pertence exclusivamente à substância experimentada. Repetidas experimentações ao longo de muito tempo permitiram a descrição detalhada de centenas de sinas e sintomas em um compêndio conhecido como ‘matéria médica homeopática’. Remetendo agora aos pacientes que se dirigem aos clínicos com suas queixas, sabemos que os relatos (dos pacientes) devem gerar um conjunto de sinais e sintomas que serão verificados em uma das milhares de matérias médicas descritas. Assim, o contato de um médico com a substância de origem se dá exclusivamente pelos relatos descritos na matéria médica. A substância utilizada no preparo do medicamento homeopático originado da investigação clínica necessita ter sido preparada exatamente com a mesma substância usada na experimentação, com o risco de ser atingida a tota-

lidade sintomática verificada na matéria médica”, explica Márcia. As farmácias devem adquirir o material utilizado como ponto de partida para as preparações de seu estoque ou na forma básica (tintura-mãe) ou na derivada (matrizes). “É neste momento que os conhecimentos sobre a substância de origem original precisam ser aplicados pelos farmacêuticos”, complementa Márcia. Diante da falta de acesso das farmácias aos conhecimentos registrados em farmacopeicas homeopáticas mais utilizadas no mundo, a ABFH e a DTH desenvolveram fichas de referências nas quais os farmacêuticos podem obter dados necessários aos processos de qualificação de fornecedores, compra de insumos, marcha analítica de insumos ativos utilizados em homeopatia, produção de matrizes e dispensação de medicamentos homeopáticos. A farmacopeia brasileira, -- apesar da ampliação do seu conteúdo --, reúne número reduzido de monografias. Dois modelos de fichas foram desenvolvidos pela associação e pela diretoria e visam sistematizar informações para as formas básicas (tinturas-mãe), sendo de origem vegetal ou animal, e para as formas farmacêuticas derivadas (matrizes), normalmente de origem química. As fichas estão disponíveis aos participantes do “SINAMM 2010” e aos associados à ABFH e Anfarmag (conforme acordo de cooperação entre as entidades) por preços diferenciados. Farmacêuticos em geral podem fazer o download por meio do site da ABFH. Obtenção de matrizes De acordo com Ivan e Márcia, os farmacêuticos devem estar seguros de

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saúdE & mEdicamEnto Farmacêuticos devem ampliar o controle de qualidade das preparações homeopáticas

que o material utilizado como ponto de partida coincide com o que resultou na matéria médica utilizada pelos clínicos como referência para os sintomas apresentados pelos pacientes. “Ainda devem estar seguros de que a transformação da substância de origem em forma farmacêutica derivada siga também as mesmas orientações da experimentação. Por exemplo, o enxofre que originará Sulphur em diferentes dinamizações. Prepará-lo por trituração ou solubilização pode resultar em medicamentos com qualidades diferentes já que a solubilidade pode não ser total. A preparação de uma tintura-mãe a partir de um vegetal deve seguir a alcoolatura indicada pela monografia, o que garantirá a seleção de constituintes possíveis de extração nessa condição”, detalha Márcia. Assim, as fichas de referência também auxiliam os farmacêuticos no controle.

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DINAMIzAçãO

26| Revista da

A dinamização está dividida em duas etapas fundamentais no preparo de medicamentos homeopáticos: a diluição e a agitação (sucussão, trituração e turbilhonamento). Métodos diferentes produzem medicamentos diferentes e com resultados que devem observar

Farmácia Magistral

tais diferenças. Atualmente, os métodos de dinamização estão padronizados pela farmacopeia homeopática brasileira e pelo “Manual de normas técnicas” (da ABFH). Os farmacêuticos devem criar estratégia para o monitoramento do processo. A utilização de um equipamento para realizar sucussões ou não, por exemplo, influencia no padrão final obtido. O “SINAMM 2010” inclui um monitoramento do estoque de matrizes com avaliação da qualidade microbiológica X teor alcoólico das matrizes. Os dados vão ser estudados ao final do sistema pela DTH. “Uma vez dinamizado e estocado em diferentes métodos, escalas e potência, resta preparar as formas farmacêuticas de dispensação”, conclui Márcia. “Uma não conformidade na escolha do material de origem e na obtenção de matrizes influencia na totalidade de sintomas que poderão ser atingidos pelo medicamento. Isso pode ser considerada influência química. E uma não conformidade no processo de dinamização e de preparação da forma farmacêutica influenciará na dinâmica do medicamento. Isso seria influência física”, pontua Teixeira. Conhecendo as influências físicas e químicas, diz Teixeira, “os farmacêuticos podem auxiliar os médicos a buscarem em cada medicamento o máximo de contribuição possível, investigando as qualidades químicas ou modulando as qualidades físicas da preparação”. Assim, na avaliação da DTH, o diálogo entre prescritores e farmacêuticos e a avaliação de resultados podem ser considerados mais uma etapa no controle de qualidade de preparações homeopáticas. E a agenda dos farmacêuticos passa a incluir a atenção farmacêutica e monitoramento dos pacientes consumidores de homeopatia.


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Saúde & Medicamento

Projeto desenvolve ações educativas para setor regulado

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gerência regional de Saúde de Juiz de Fora (MG) vem desenvolvendo desde 2009 o projeto Educafarma, que consiste na realização de ações educativas voltadas para o setor regulado – por exemplo, seminários direcionados para

Autoras do projeto: as farmacêuticas Sâmia Martins e Wanya Duarte

28| Revista da

Farmácia Magistral

DA REDAÇÃO

farmacêuticos. Autoras do Educafarma, as farmacêuticas Sâmia Martins e Wânya Duarte relatam que se propuseram a “ouvir” as necessidades do setor regulado. Segundo elas, o surgimento do projeto, -- que vinha sendo idealizado há vários anos --, está atrelado às diretrizes previstas no Plano Diretor de vigilância sanitária e à onda de irregularidades envolvendo medicamentos. A gerência atua em 37 municípios nos quais há 76 drogarias e nove farmácias magistrais. “O projeto surgiu como uma fonte de alerta para o setor farmacêutico e também para auxiliar o resgate do papel dos farmacêuticos junto à sociedade. A ideia é que o setor regulado deixe de encarar as ações da vigilância sanitária como meramente normativas, fiscalizadoras e punitivas, passando a considerá-las também como educativas e instrumentos visando a qualidade. Na nossa região, várias ações da vigilância em conjunto com a Polícia Federal culminaram na prisão de farmacêuticos responsáveis técnicos devido principalmente ao não controle de medicamentos previstos na portaria 344, existência de caixa dois de controlados, não adesão ao SNGPC, medicamentos falsificados e à falta de informações em geral. Nós percebemos a vulnerabilidade dos profissionais e abordamos (nos seminários) pontos críticos além do que


está preconizado nas legislações”, dizem Sâmia e Wânya. Segundo elas, trata-se de uma iniciativa pioneira. A definição dos temas dos seminários, apresentados em quatro horas pelas autoras do projeto, leva em consideração o contexto das políticas de saúde pública e visa o entendimento acerca da estrutura do Sistema Único de Saúde, da atuação das vigilâncias e da importância dos farmacêuticos. No total, oito seminários já foram realizados. O primeiro, em julho de 2009, discutiu assuntos regulatórios para farmácias e drogarias. Cento e vinte e cinco farmacêuticos participam do projeto. O ano de 2010 encerrou com um seminário sobre a atuação farmacêutica e o controle de antimicrobianos, em decorrência da RDC 44/ 2010. Em eventos excepcionais, -- quando há a presença de profissionais atuantes em Juiz de Fora, cujos estabelecimentos são inspecionados pela vigilância municipal, e convidados --, o número de participantes chega a 210. A implementação do modelo de educação e conhecimento em vigilância sanitária proposto pelo Educafarma está em fase inicial. “A complexidade das questões envolvidas e a dificuldade em produzir resultados imediatos fazem com que o projeto dispute um espaço na agenda de trabalho”, pontuam as responsáveis. Entretanto, elas apontam avanços significativos na consolidação da vigilância no campo da saúde e na modificação dos processos de trabalho. “O projeto foi idealizado para fomentar a aproximação e interlocução entre os componentes do sistema nacional de vigilância sanitária. Está se consolidando como espaço promotor de articulação e compartilhamento de experiências para fortalecer a vigilância e promover a importância da atuação dos profissionais farmacêuticos”.

Wânya acompanha parte prática de seminário: participantes do evento fazem reconhecimento de medicamento falsificado.

2011 As responsáveis pelo Educafarma pretendem neste ano envolver gestores de saúde e proprietários de drogarias e farmácias no projeto para fortalecer a importância dos farmacêuticos no SUS e no setor privado. Outro objetivo para 2011 é levar o Educafarma à população. “Acreditamos que sem a população informada e mobilizada é impossível fazer vigilância sanitária”. A programação também vai abordar o uso racional de medicamentos e atenção e assistência farmacêuticas, entre outros temas. Avanços Em relação às farmácias magistrais

que estão sob a jurisdição da gerência regional de Saúde, as responsáveis pelo projeto afirmam que houve avanço no que tange ao cumprimento das legislações vigentes e observam investimentos em capacitação e treinamento de funcionários e em terceirização do controle de qualidade. No entanto, avaliam que a falta de conscientização em relação a alguns pontos precisa ser enfrentada. Sâmia e Wânya também destacam as farmácias participantes do SINAMM. “Apresentam diferenças significativas desde a organização ao comprometimento com a qualidade dos produtos manipulados. A atuação diferenciada dos farmacêuticos que participam do SINAMM é perceptível durante a inspeção sanitária”.

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Economia e negócios

Por Ana Carolina D’Angelis

Empreendedorismo Reconhecido Farmácias Associadas à Anfarmag são premiadas pelo nível de qualidade dos serviços oferecidos à população

C

ada vez mais as farmácias se qualificam e aprimoram os processos magistrais e serviços oferecidos à sociedade.

Profissionais da Valfarma de Rondônia na premiação do MPE Brasil. A farmácia venceu na categoria comércio.

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Farmácia Magistral

Uma prova são os prêmios recebidos por diversas farmácias espalhadas pelo país que reconhecem o empenho e dedicação dos profissionais que fazem da empresa um verdadeiro estabelecimento de saúde. Na última edição do MPE Brasil em 2010, várias farmácias associadas a Anfarmag em diferentes categorias foram contempladas. A premiação é realizada anualmente para micro e pequenas empresas que reconhece a nível estadual e nacional àquelas que promovem a qualidade, produtividade e competitividade. Entre elas a Farmácia Valfarma de Rondônia, Artepharma do estado de Santa Catarina, a mineira Theriaga, Ao Pharmaceutico de Alagoas e Dilecta do Rio Grande do Norte. A seguir é possível conferir a história de algumas delas. A Farmácia Valfarma, de Porto Velho, Rondônia recebeu o prêmio na categoria comércio a nível estadual. Rosely Valéria Rodrigues inscreveu a farmácia na premiação por ser um comércio de produtos farmacêuticos com prestação de serviço individualizado. “Há tempos temos nos preocupado com a qualidade dos serviços prestados tanto para os clientes quanto para


a conscientização dos nossos colaboradores e um prêmio desta categoria seria um grande indicador se estávamos nos esforçando o suficiente”, esclarece. Segundo a farmacêutica e proprietária, os principais fatores que contribuíram para essa conquista foram os rígidos protocolos de produção. A partir dessa premissa, os colaboradores se envolveram para adequação direta do bom atendimento do cliente e satisfação do mesmo em obter um produto produzido pela Valfarma. Mas um dos grandes atributos foi a participação do SINAMM. “Ter participado do SINAMM bem como termos sido submetidos às auditorias nos auxiliou, tanto com os colaboradores, quanto com a gerência”, comenta. O prêmio consolidou o esforço dia a dia e trouxe motivação aos colaboradores que se sentiram recompensados. “Eles entenderam a importância dos protocolos, e para os clientes ficou a confirmação de que somos uma excelência em produtos manipulados o que aumenta a credibilidade da empresa junto ao público”, conclui. A farmácia Artepharma também foi premiada na categoria comércio. Localizada em Mafra, estado de Santa Catarina, a empresa é bicampeã na classe. Vencedores nos anos de 2007 e 2010, a participação no prêmio é um estímulo aos farmacêuticos e colaboradores. Rejane Ribas, proprietária da Artepharma, alega que o concurso é um desafio que busca melhorias na gestão da empresa. Os estabelecimentos participantes do MPE Brasil passam por cinco etapas. A primeira é a análise de documentos e relatórios enviados para a Comissão Técnica Nacional do SEBRAE, res-

Equipe da Artepharma comemora o segundo premio MPE Brasil na categoria comércio no Paraná.

ponsável pela premiação. Depois são agendadas as visitas para averiguar as informações e desempenho da gestão. O terceiro passo é a classificação das finalistas pela mesma comissão dos documentos. A quarta etapa é a seleção feita por juízes que selecionam as empresas vencedoras. E a última a entrega do prêmio. Todas as etapas são fundamentais, porém para Rejane a visita dos técnicos do SEBRAE foi fundamental para verificar os erros e acertos na gestão. “Recebemos um relatório de avaliação com os pontos fortes e oportunidades para melhoria. É estimulante e revelador receber uma avaliação externa sobre a condução da gestão”, explica.

Cumprir todos os critérios exigidos para funcionamento de uma farmácia isoladamente é difícil. Rejane relata que a Anfarmag e especialmente o SINAMM contribuiu para o cumprimento de importantes itens de pontuação máxima para a farmácia fundada em 1987 a qual tem nove funcionários e que desenvolve a sete anos programa de cunho sócio cultural na cidade. O recebimento do prêmio trouxe à Artepharma um reconhecimento público uma vez que os colaboradores entendem que a responsabilidade cresce cada vez mais. Com a farmácia em evidência, a expectativa e confiança dos clientes aumentam, pois a conquista de um prêmio baseado em princípios

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ECONOMIA E NEGÓCIOS Empreendedorismo Reconhecido

DICAS PARA FAzER DA SUA FARMáCIA UMA EMPRESA RECONHECIDA:  Primeiro se inscrever, pois a partir disto vemos nossas falhas e poderemos corrigi-las, e depois seguir os protocolos de exigências do SINAMM que se enquadra com maestria na rigidez dos critérios dessas premiações. – Rosely Valéria Rodrigues, Farmácia Valfarma.  O setor magistral tem se projetado neste tipo de premiações, várias farmácias magistrais Brasil afora têm se destacado. Isto mostra que estamos nos organizando na direção certa, buscando as ferramentas da qualidade. As farmácias associadas à ANFARMAG, participantes do SINAMM já terão grande vantagem competitiva. Vale a pena participar, a inscrição e o preenchimento do questionário de avaliação prévia podem ser feitas no site do SEBRAE do seu estado. Mesmo que você não seja classificado, valerá a pena, terá nas mãos um bom diagnóstico de seu empreendimento. – Rejane Ribas, Farmácia Artepharma.  A busca por melhorias, nos faz aperfeiçoar a todo instante, esta busca é constante. Procurar sempre a qualificação através de ensino de primeira linha. E na excelência em gestão contar sempre com apoio de pioneiros como Sebrae, Movimento Brasil Competitivo, Fundação Nacional de Qualidade e outros, que nos faz crescer como empresários. Na questão Responsabilidade Social, nunca esquecer que temos um contato direto com nossos clientes e isso nos faz mais responsáveis pela vida social da comunidade. Um simples gesto pode mudar a vida de muitas pessoas, basta querer. Sheila Boschi – Farmácia Theriaga  Utilizar as premiações sérias, não as que aparecem nos diversos lugares sendo vendidas, como instrumento ou ferramenta da gestão da qualidade. É um excelente diferencial, além de mostrar à sociedade e às autoridades que as farmácias magistrais possuem este atributo. – José Tadeu De Souza Barbosa – Farmácia Ao Pharmaceutico.

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Farmácia Magistral

de qualidade é positivo. “Recebemos como parte da premiação, cursos de aperfeiçoamento em gestão, espaço na mídia local e estadual pelo grupo RBS (jornal e TV) e ainda teremos pela frente vários espaços de divulgação nos principais jornais do grupo em nível estadual e regional”, comemora. Vencedora na categoria de responsabilidade social, A PHARMACIA THERIAGA de Pouso Alegre, Minas Gerais, foi inscrita na premiação para a avaliação da própria gestão. A Theriaga promove ações estruturadas através de projetos voltados para a preservação do meio ambiente e aos problemas sociais da comunidade. Tarefas executadas diariamente contribuíram para a aquisição do prêmio como reciclagem de materiais e coleta seletiva de resíduos e lixo gerados pela empresa com ações de conscientização dos colaboradores para economia de energia elétrica. As ações sociais são realizadas por meio de recurso obtido com a venda de material reciclável e revertido para a compra de alimentos. O projeto se chama “Conservar o meio ambiente é uma questão de atitude”. Além da campanha “Alimentando com o Coração” que incentiva os clientes a doarem, em troca de brindes da Pharmácia, alimentos não perecíveis, entregues a instituição Movimento Social de Promoção Humana, onde auxilia a alimentação de mais de 300 crianças. Para Sheila Monteiro Boschi, a conquista do Prêmio MPE Brasil é o reconhecimento de 21 anos de um trabalho sério e da busca por melhoria sempre. “Nossos colaboradores ficaram orgulhosos, pois são responsáveis diretos. Nossos clientes têm orgulho de serem nossos parceiros nesta conquista. Afinal somos uma empresa que se preocupa com o outro e com o meio ambiente”, relata Sheila que fundou a farmácia em 1989 com o empresário Marcelo


Boschi e atualmente conta com 16 colaboradores. A Pharmacia Theriaga divulgou a conquista através de folders o que fez aumentar a confiança já existente e conceito no ramo de farmácia de manipulação, perante os profissionais da saúde, acrescenta a proprietária da farmácia. E conclui que através do prêmio pôde estimular a mesma prática a demais empresas: “Somos micro e nos preocupamos com a desigualdade social e também com as dificuldades que a natureza enfrenta no mundo. Portanto ficamos orgulhosos de pertencer a Pharmacia Theriaga”. O Prêmio Estadual “Movimento Alagoas Competitiva” (MAC) foi implementado em 2004 com o objetivo de articu-

Marcelo Boschi e Sheila Boschi, proprietários da farmácia Theriaga de Pouso Alegre em Minas Gerais recebem MPE Brasil na categoria “Responsabilidade Social”.

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Empreendedorismo Reconhecido

Economia e Negócios

lar e mobilizar os agentes da sociedade em gestão e melhoria de processos produtivos que respeitem o meio ambiente e promovem o desenvolvimento sustentável, nas áreas econômica, social, ambiental e tecnológica através da utilização do Modelo de Excelência da Gestão. A Farmácia Ao Pharmaceutico de Maceió, Alagoas, foi contemplada com a premiação em 2010 que comprova a política de qualidade da empresa. Desde 1996, ano de fundação da Ao Pharmaceutico, valores como respeito, honestidade, ética e contínuo aprendizado, que são assumidos em nosso planejamento estratégico, são evidenciados à clientela e motivou a inscrição ao prêmio, comenta José Tadeu de Souza Barbosa. Barbosa, proprietário da farmácia,

Equipe da Farmácia Ao Pharmaceutico de Maceió comemora o prêmio Movimento Alagoas Competitiva.

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Farmácia Magistral

alega que o estímulo e a motivação ao trabalho por parte de toda equipe é o melhor resultado, tendo em seguida o aumento da visibilidade da marca no Estado de Alagoas. Mas para conquistar o MAC sempre busca a melhoria continua na prestação dos serviços aos usuários de medicamentos magistrais e investe na capacitação dos colaboradores. A farmácia Ao Pharmaceutico conta com 67 colaboradores distribuídos em seis unidades em diferentes estados. “Em atendimento ao nosso planejamento estratégico, percorremos um caminho criando em nossa equipe uma cultura onde se priorizava uma gestão com foco em qualidade e em decorrência disto fomos certificados com a ISO 9001. Logo em seguida, aderimos ao valoroso sistema SINAMM e, entendendo ainda que, o Movimento Alagoas Competitiva é uma grande ferramenta para ser usada como instrumento para a busca da excelência, nos inscrevemos para participar”, comenta. A Farmácia participou no nível “Compromisso com a Excelência” no qual os critérios avaliados são Liderança, Estratégias e Planos, Sociedade, Pessoas, Clientes, Informações e Conhecimento, Processos Internos e Resultados. Assim como o MPE Brasil, os participantes também recebem visitas de técnicos na seleção para comprovação da descrição feita no relatório enviado pela farmácia na inscrição. Na sede do Movimento Alagoas Competitiva, após a entrega dos resultados das avaliações dos auditores, ocorrem três reuniões com a banca de juízes onde são discutidas as evidências obtidas na visita frente ao que estava descrito no relatório da empresa. Caso a empresa alcance a pontuação exigida há a aprovação da premiação da empresa, que acontece junto com a do MPE.


ISSN 2178-8413

Publicação da ANFARMAG – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. ANO 2 Nº 11 - MARÇO/ABRIL 2011

ANFARMAG 25 ANOS NO VAREJO, FARMÁCIAS COMEÇAM A ENFRENTAR CINCO DESAFIOS ESPECIALISTAS FALAM SOBRE COMO SERÃO OS PRÓXIMOS 25 ANOS CONHEÇA AS CONTRIBUIÇÕES DE TODAS AS GESTÕES DA ANFARMAG


ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS

Saiba quais são os desafios e oportunidades do varejo farmacêutico nos próximos anos

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Farmácia Magistral

da rEdaÇão


Alguns fatores provocarão efeitos dramáticos no setor da saúde e, consequentemente, o segmento magistral deverá enfrentar ao menos cinco desafios nos pr��imos dez anos. Mas tamb�m poderá aproveitar cinco oportunidades, segundo Hugo Guedes de Souza, vice-presidente da Anfarmag

O

primeiro fator responsável pela inserção das farmácias magistrais em um novo contexto, de acordo com Souza, diz respeito ao crescimento demográfico do país e ao aumento de acesso e de gastos com saúde. Estudos apontam que o Brasil vai ser um dos cinco maiores mercados de medicamentos do mundo. Outro fator, segundo o vice-presidente da entidade, é o aumento dos níveis de concorrência no mercado brasileiro, em consequência da mudança da escala de consumo. Novas empresas estrangeiras estão sendo atraídas para o país, houve aumento de fusões e aquisições entre companhias e o controle da cadeia varejista de medicamentos passou a integrar a estratégia operacional de grandes grupos empresariais. Hugo Guedes de Souza afirma ainda que, com a regulamentação sanitária estabelecida sobre toda a cadeia de medicamentos, os participantes do setor formarão naturalmente uma frente de luta pela redução de impostos e a densidade da proposta atrairá o interesse público e apoio político. O provável início das primeiras aplicações da farmacogenômica nos tratamentos médicos, inclusive o avanço da farmacogenética, vai exigir que farmacêuticos tenham novos e mais profundos conhecimentos para o atendimento das prescrições. Diante desse quadro, Hugo Guedes de Souza avalia que as farmácias precisam aprender a defender e promover em conjunto a reputação do setor. Outros desafios são a diminuição do grau de abusos concorrenciais e o bloqueio da penetração do crime organizado. Ele pontua ainda a necessidade de fortalecimento do relacionamento institucional com todo o sistema nacional de vigilância sanitária e de implantação de um padrão de qualidade das farmácias magistrais a

ser mostrado para a sociedade. E outro desafio diz respeito ao desenvolvimento de um modelo de comunicação ética com os prescritores. “Quando algo negativo atinge a indústria, o esforço de comunicação junto aos públicos diretamente envolvidos e afetados busca circunscrever o fato a um lote, à marca ou ao princípio ativo de um medicamento ou ainda a uma empresa. Isso isola o problema. Esse exemplo não se aplica ao segmento magistral, pois, quando um fato negativo envolvendo uma única farmácia vem a público, todos somos atingidos, mesmo quando o nome da farmácia é citado. Há necessidade de ampliarmos o grau de cuidados com essa reputação coletiva”, diz Souza. Ele ressalta ainda que “as farmácias precisam se defender do assédio de organizações criminosas e ter a capacidade de discutir profundamente as práticas concorrenciais lesivas e estruturar uma rede de apoio mútuo”. Destaca também que o setor precisa ampliar o grau de respeito e confiança junto a todas as vigilâncias sanitárias. “O trabalho dos últimos anos proporcionou maior diálogo na Anvisa e em diversos estados e municípios. Mas ainda há muito o que fazer”. O vice-presidente da Anfarmag observa que o SINAMM sanou uma série de pontos criticados por setores concorrentes e por médicos. “Quebramos esse paradigma. Mas agora todas as farmácias precisariam entender o que é o SINAMM e definir se integrarão o sistema”, diz Souza, reforçando que o SINAMM contribuiu decisivamente para a construção do marco regulatório da atividade, iniciou forte padronização dos processos de qualidade magistral, reduziu os problemas de inspeções sanitárias, implantou a educação continuada em todo o território nacional, forneceu meios de treinamentos permanentes aos colaboradores e vem oferecendo capacitação para dispensação de

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ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS Saiba quais são os desafios e oportunidades do varejo farmacêutico nos próximos anos

medicamentos como meio de fidelização dos clientes. Ao decidir enfrentar com o devido discernimento os abusos concorrenciais, a Anfarmag entendeu que deveria assumir a responsabilidade de influenciar a gestão das farmácias. A partir daí, passou a oferecer instrumentos para a comunicação ética com os prescritores. oportUnidadEs Paralelamente aos desafios, há as oportunidades. Para Hugo Guedes de Souza, as farmácias poderão ser o modelo oficial de estabelecimento de saúde. “Cabe ao setor definir se quer ocupar o espaço, já cogitado pelo Ministério da Saúde, por conta de ações necessárias para dar suporte a grandes campanhas de saúde pública”. Souza vislumbra outra oportunidade: parceria com a indústria. Ele avalia que, se tiver oportunidade, a indústria entenderá as vantagens de ter farmácias magistrais como canais de vendas em um novo padrão de atendimento ao público. Isso ampliaria a base atual estimada em até 20% do setor que também comercializa industrializados. “A organização do comércio farmacêutico magistral em um novo patamar e o seu aumento de valor agregado será determinante para despertar o interesse de investidores. As lojas nos melhores pontos serão adquiridas também pelo seu conhecimento”, diz Souza. De acordo com ele, o crescimento do mercado desencadeará um movimento de fusões e

aquisições na cadeia de insumos para o setor magistral e isso deve alterar a relação de mercado de compra e venda de medicamentos. “A tendência é de privilégio a quem tiver maior escala. Para lidar com essa situação, as pequenas farmácias (80% do setor) vão precisar se unir. O trabalho conjunto vai além de uma central de compras. Deverá ser um modelo de central estratégica de negócios, que posicione centenas de farmácias como pólo relevante para o sucesso dos negócios dos fornecedores”. Souza também aponta como oportunidade a transformação das farmácias em extensão natural das consultas médicas, isto é, em um local para se reforçar a orientação de cuidados externados pelos médicos na prescrição e ainda um ponto para checagem de efeitos colaterais. “Isso acontecerá porque a quantidade gigantesca de pessoas que irão até hospitais e clínicas será muito superior à capacidade de formação de profissionais nas escolas de medicina”. Consultor da Anfarmag, José Almeida afirma que o caminho das farmácias magistrais está na prestação de serviços e não somente nos produtos. “O cenário atual pede ações do segmento no sentido de fortalecer a classe e de impedir, antever e se posicionar em rela-

ção a medidas normativas que reduzam ainda mais a limitada atuação das farmácias magistrais. O caminho deve estar em estabelecer diferenciais competitivos baseados no conhecimento e suporte técnico e, consequentemente, prestação de serviços diferenciados”. Almeida diz que o segmento magistral deve e pode se preparar para atuar no varejo farmacêutico nos próximos anos tendo maior participação nas áreas regulatórias, com ações preventivas e ativas na tomada de decisões; investindo em capacitação administrativa e de comunicação para transformar atuação técnica em vantagem competitiva; pesquisando oportunidades de atuação em oportunidades não atendidas pelo mercado; marcando uma

posição forte junto ao mercado e ao prescritores; profissionalizando a gestão das farmácias magistrais a partir da utilização de novas, modernas e inovadoras ferramentas de gestão, promoção e comunicação; e trabalhando regionalmente com as associações de prescritores.

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Farmácia Magistral


ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS

Países revisam modelo de saúde e de farmácia

Q

ue modelo de farmácia é ideal para o Brasil? Para muitos especialistas é preciso considerar que se trata de um país diferente; por isso, copiar modelos aplicados em outros países pode não ser tão interessante, embora seja necessário conhecê-los. Anos atrás nos Estados Unidos, o Walmart inovou na área de saúde criando -- dentro dos estabelecimentos -- clínicas que atendem pequenos problemas de saúde (por exemplo: febre, acne, aferição de pressão e testes de sangue). Redes de drogarias responderam a essa ofensiva. Lojas de departamentos têm suas pró-

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Farmácia Magistral

prias farmácias. Em alguns países, produtos de conveniência são vendidos em farmácias, atendendo eventuais necessidades dos consumidores detectadas em pesquisas de mercado. Essas farmácias têm setores de prescrição e áreas de dispensação de medicamentos. Quinze anos atrás na Europa, somente farmacêuticos poderiam se tornar proprietários de farmácia. Atualmente, a Europa está revisando o seu modelo de farmácia, inclusive derrubando barreiras por conta dos altos custos, falta de perspectivas e mau atendimento das cidades. Alguns países também consideram facilitar o acesso a medicamentos que não são sujeitos a receitas. Um dos desafios a ser enfrentado no mundo inteiro é a ampliação do acesso das pessoas à saúde e, consequentemente, aos medicamentos e prescrições. O modelo em discussão

da rEdaÇão

ou já utilizado em outros lugares também prevê a parceria entre os setores público e privado. “Farmácia é, sim, um estabelecimento de saúde, mas também é um local de conveniência, onde o cidadão médio mais vai. E há uma grande realidade: dá acesso. E quando eu falo que há acesso, o governo tem um política forte de parceria com o privado. E onde o cidadão tem base da sua relação com a assistência farmacêutica. Isso quer dizer que ele sai do médico e vai à farmácia, ele não precisa pagar integralmente pelo produto. No mundo inteiro, esse é o modelo que está previsto. Algumas pessoas me perguntam: por que se vende sem receita no Brasil? Não é que nós queiramos vender sem receita no Brasil, mas, o cidadão que não tem acesso ao médico vai na farmácia e infelizmente e muitas vezes compra um tratamento, muitas vezes sem receita médica. Então pra gente falar de receita, a gente tem que falar de acesso”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, em palestra ministrada no final do ano passado. Ele pontuou que “a realidade que nós temos hoje aqui no Brasil é de um serviço público de má qualidade”. Citou a necessidade de financiadores para o sistema e redução da carga tributária.


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ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS

da rEdaÇão

Especialistas avaliam caminhos possíveis para o setor magistral nos próximos 25 anos Certamente ningu�m tem bola de cristal para saber como vai ser o futuro da farmácia magistral, mas talvez seja possível concluir que as ações desenvolvidas atualmente podem determiná-lo

C Foto: © iStockphoto.com / Gerard

onsiderando a personalização de medicamentos como uma tendência e que o segmento poderá estar mais enxuto nos próximos 25 anos, as farmácias devem se atentar para diversos aspectos técnicos e comerciais, aproveitando e explorando eventuais oportunidades. Gerente de inteligência competitiva da fundação Bio-Rio, Flávia Ranna avalia que a maior parte das farmácias que permanecerem no setor vai ter um alto nível de qualificação em níveis técnico e comercial. “A Anvisa tem 12 anos, é jovem e tem um longo trabalho a fazer. Depois de arrumar a casa, a situação tenderá a estabelecer um novo equilíbrio, restando somente os melhores, aqueles que se prepararam, foram mais empreendedores e que

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Farmácia Magistral


tiveram sensibilidade e competência para criar diferenciais em seus negócios. Se a Anvisa não fechar as portas dos despreparados e ilegais, os consumidores, cada vez mais bem informados, críticos e cientes de seus direitos, farão isso”, diz Flávia. Rafael Padilla, gerente da Fagron, elenca três pontos para que os medicamentos magistrais sejam mundialmente reconhecidos nos próximos 25 anos como uma das opções mais importantes na terapêutica. “O primeiro ponto diz respeito ao nome, que passará a ser ‘medicamento individualizado’ e não ‘manipulado’. A importância do nome é a percepção, porque o futuro da farmácia magistral é ter um rol de liderança na terapia individualizada que seja apreciado por médicos, pacientes e órgãos reguladores. O segundo é uma reflexão de Loyd Alen, presidente da sociedade internacional de farmacêuticos magistrais (ISPhC, na sigla em inglês). Ele sempre dá importância para que os padrões da qualidade sejam mantidos em todas as esferas, sem fissura. O terceiro e mais importante ponto se refere ao nível técnico-científico que os atuantes no setor magistral necessitam desenvolver, especialmente nas áreas da nanofarmácia e genofarmácia, que já estão recebendo grandes investimentos e se relacionando com o segmento nos Estados Unidos”. “O futuro do segmento magistral depende das ações que forem implantadas hoje. Se continuar no caminho dos ‘modismos’ e das ‘novidades’, não consigo vislumbrar um bom futuro. Na maioria dos casos, o aspecto científico é deixado de lado, em função de maior lucro, infelizmente”, pontua Liane Schneider, diretora do Instituto Magistral. Ex-presidente da Anfarmag, o farmacêutico Elpídio Zanchet cita que o setor encolheu significativamente nos

últimos dez anos e ressalta a necessidade de ações políticas fortes e coesas para modificar esse quadro. Também ex-presidente da entidade, o farmacêutico Marco Perino destaca que os farmacêuticos já trabalham com o conceito de personalização. “Daqui a 25 anos teremos o que construirmos ou não durante este período. Acredito que a cada dia, com nossas ações e participação, podemos construir um futuro melhor. Acho que a personalização será o futuro e nós já trabalhamos com esse conceito. Temos de saber nos ajustar e explorar as novas tendências. Os farmacêuticos têm essa habilidade”. oportUnidadEs E possibilidadEs As oportunidades não aparecem de forma sistemática ou quando as pessoas querem. Por isso, Flávia Ranna diz que é fundamental estar com o “radar ligado”. “As oportunidades estão relacionadas a tempo. Se deixar passar, perdeu. As verdadeiras oportunidades estão presentes na comunidade local de cada farmácia. Por exemplo, se uma farmácia faz cadastro de clientes para captar o maior número de informações sobre eles e observa que 40% dos pacientes são hipertensos, trata-se de uma bela oportunidade para se desenvolver um programa ou serviço que agregue valor a esse público. O paciente hipertenso dessa farmácia precisa identificar um diferencial não apenas na formulação, mas também no atendimento, nos recursos de comunicação, nos serviços agregados e nas orientações que as demais empresas não fazem. Aquilo que todos estão fazendo deixa de ser diferencial. Uma oportunidade que todo mundo sabe deixa de ser oportunidade. Algumas medidas trazem um fôlego,


ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS Especialistas avaliam caminhos possíveis para o setor magistral nos próximos 25 anos

mas a questão é sustentabilidade. A empresa precisa conseguir aumentar percepção de valor sobre sua farmácia para o paciente”, diz Flávia. A gerente da Bio-Rio lembra que “farmacêuticos/ empresários” entendem de legislação e de desenvolvimento farmacotécnico. “E quem entende do marketing e da gestão das pessoas?”, questiona Flávia. Liane Schneider avalia que, nos próximos anos, o segmento magistral deve focar na personalização dos medicamentos, cosméticos, nutracêuticos e fitoterápicos, entre outros, ao invés de continuar oferecendo o que já existe na forma industrializada. “As farmácias devem cobrar o preço justo e não baterem na ‘velha tecla’ de que o manipulado é mais barato”. A diretora do Instituto Magistral afirma que o setor poderá aproveitar eventuais oportunidades “por meio da união entre as farmácias, em prol de objetivos comuns, e por meio de uma entidade forte que foque em qualidade e respaldo científico e que lute por uma legislação que não ‘engesse’

Elpídio zanchet

44| Revista da

Farmácia Magistral

o segmento”. Segundo ela, os melhores caminhos para o setor magistral estão ligados à autovalorização dos farmacêuticos. “O principal é não nos colocarmos abaixo dos prescritores. Quem entende das formulações (ou deve entender) são os farmacêuticos, que devem orientar os médicos nas prescrições”. Elpídio Zanchet também reforça que os farmacêuticos precisam se unir, discutir e principalmente participar. “Só assim surgirão novos líderes e novas ideias e teremos mais força. Devemos lutar para não ficarmos submissos ao capricho de normas e regulamentos criados, muitas vezes, no calor das emoções e por indivíduos que nunca atuaram na atividade”, diz Zanchet, defendendo que os profissionais da área devem buscar qualificação profissional, agir com ética e valorizar a atividade. Para Marco Perino, os melhores caminhos são a qualificação e a participação. “Refiro-me à qualificação não apenas na área técnica, mas também na gestão das farmácias. Há farmacêu-

liane Schneider

ticos que estão sempre reclamando das restrições, mas nunca participou de nenhuma discussão do segmento. Precisamos ser menos expectadores e mais protagonistas. Com profissionais qualificados e participativos vejo um setor magistral forte e com grande futuro”. Para Rafael Padilla, a partir do controle, dos investimentos e do gerenciamento da técnica e da terapêutica, as oportunidades vão ser exploradas e aproveitadas por meio de uma relação muito próxima com os prescritores. “As inovações na parte técnica e o valor agregado na parte terapêutica devem ser transmitidas com clareza aos prescritores. O Brasil é referência no relacionamento de paciente-farmacêutico-médico, assim, temos uma vantagem competitiva muito boa. Um movimento global a favor dos manipulados -- não somente por parte dos farmacêuticos, mas também de médicos e pacientes -- está aflorando rapidamente e tudo porque o medicamento individualizado é o futuro”, conclui Padilla.

Marco Perino


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ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS

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Anfarmag comemora 25 anos de existência

A

Anfarmag completa 25 anos em abril deste ano. Ao longo desse primeiro quarto de século, a associação – que surgiu a partir do engajamento de alguns farmacêuticos (proprietários de farmácias magistrais) interessados em resgatar a manipulação -- acompanhou sistematicamente o processo de crescimento do país e defendeu as necessidades do setor magistral, obtendo êxito. Em reunião na União Farmacêutica de São Paulo, eles decidiram criar uma entidade que colaborasse com o processo de revalorização da “instituição farmacêutica”, especialmente junto aos representantes dos governos federal e estadual (SP) e junto aos prescritores. Um dos idealistas do projeto, Paulo Queiroz Marques presidiu a Anfarmag de 1986 até 1988. Na gestão dele, a associação teve a missão de unir o setor, redescobrindo novos valores e buscando líderes em cada estado, o que fortaleceu as bases da entidade. Naquele período, as farmácias de manipulação eram consideradas “coisas do passado” e não havia normas referentes aos procedimentos, nem fiscalização e nem interesse das autoridades pelo tema. No início, a Anfarmag contava com 13 associados, proprietários de farmácias de manipulação. Júlio César Sousa Lima ficou à frente da Anfarmag por dois mandatos seguidos (de 1988 a 1990 e de 1990 a 1992). Essa gestão apresentou a missão e os objetivos da entidade aos políticos, órgãos de saúde e aos administradores do

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Farmácia Magistral

Ministério da Saúde. Registrou um crescimento de associados, atraindo inclusive farmácias de outros estados. O momento considerado mais importante da gestão de Lima foi a tentativa de implantação de um selo semelhante ao que a indústria do café possuía, mas a Justiça bloqueou a iniciativa. Sousa Lima ajudou a mostrar a viabili-

dade da farmácia magistral como opção válida, com fortalecimento dos farmacêuticos, que passaram a se orgulhar da profissão. No entanto, apesar de todo empenho junto à vigilância sanitária para a melhoria da legislação, havia resistência das autoridades. A gestão seguinte, comandada por Rogério Tokarski de 1992 a 1994, foi marcada

GESTãO 1986-1988

GESTãO 1988-1990

Presidente: Paulo Queiroz Primeiro vice-presidente: Rogério Tokarski Secretário-geral: Michel Kfouri Filho Tesoureiro-geral: Francisco Schwartzman Conselho fiscal: Rudolf Suppa

Presidente: Julio de Souza Lima Primeiro vice-presidente: Rogério Tokarski Secretário-geral: Yukiko Eto Tesoureiro-geral: Luiz Carlos Gomes Conselho fiscal: Elpídio Zanchet, Paulo Queiroz, Rudolf Suppa, Francisco Schwartzman, Masayuki Itaya e Paula Abdo.


por fortes pressões para que as farmácias deixassem de manipular medicamentos e produtos. Porém, a diretoria da Anfarmag naquele período venceu a batalha sobre a manipulação de produtos controlados e obteve, por meio de liminar, a revogação de portarias que proibiam a manipulação de substâncias que atuavam no sistema nervoso central. A Anfarmag participou do “II Congresso Mundial de Farmacêuticos de Expressão Portuguesa” e, logo em seguida, promoveu o “I Congresso Brasileiro de Manipulação Brasileira”, em parceria com o Conselho Federal de Farmácia. Posteriormente aos eventos, surgiu a primeira edição da “Revista da Anfarmag”, que ajudou a propagar as ações da associação e criar o elo que faltava com a comunidade farmacêutica e com a socie-

dade em geral. Já a gestão de Elpídio Nereu Zanchet, de 1995 a 1997, revisou e aprovou o novo estatuto social da Anfarmag e a transformou em uma associação de farmacêuticos magistrais, liberando o acesso a todos os farmacêuticos ligados ao setor magistral e não somente aos proprietários de farmácias. O número de associados pulou de 225 para 800. Além de aumentar o número de associados, o novo estatuto contribuiu para a criação das primeiras regionais da Anfarmag: Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Minas Gerais. Buscando a autorregulamentação, a diretoria elaborou o “Manual de recomendações para o aviamento de fórmulas magistrais”. A associação desenvolveu o convênio com

a Labservice (laboratório da faculdade Oswaldo Cruz) para executar o controle de qualidade de matérias-primas e, em seguida, a parceria se estendeu a outros estados além do de São Paulo. A Anfarmag travou uma batalha contra o secretário de vigilância sanitária Elisaldo Carline, que durante três anos não concedeu nenhuma autorização especial para as farmácias e editou uma portaria cancelando a licença de todos os estabelecimentos que já tinham a autorização. Porém, a atuação da entidade junto a parlamentares e autoridades governamentais reverteu a situação. A última gestão da primeira década de existência da Anfarmag foi administrada por Manoel Figueiredo, de 1997 a 1999, quando mais três regionais foram criadas

GESTãO 1990-1992

GESTãO 1992-1994

GESTãO 1995-1997

Presidente: Julio de Souza Lima Primeiro vice-presidente: Rogério Tokarski Secretário-geral: Yukiko Eto Segundo secretário: Elpídio Zanchet Tesoureiro-geral: Francisco Schwartzman Segundo-tesoureiro: Aldo D’Onofrio Conselho fiscal: Masayuki Itaya, Rudolf Suppa Paula Abdo, Carlos Pineda, Marco Perino e Beatriz Rocha.

Presidente: Rogério Tokarski Primeiro vice-presidente: Elpídio Zanchet Secretário-geral: Masayuki Itaya Segundo secretário: Maria Oliveira Tesoureiro-geral: Francisco Schwartzman Segundo-tesoureiro: Aldo D´Onofrio Conselho fiscal: Paula Abdo, José de Lima Neto, Marli Yajima, Rozelis Lopes, Marcos Ramponi e Wilson Alano.

Presidente: Elpídio Zanchet Primeiro vice-presidente: Michel Kfouri Filho Segundo vice-presidente: Rogério Tokarski Terceiro vice-presidente: Victor Rosa Secretário-geral: Carlos Neves Segundo secretário: Jacqueline Maricourt Tesoureiro-geral: Francisco Schwartzman Segundo-tesoureiro: Natan Levy Conselho fiscal: Marco Perino, Geny Oskman, Yukiko Eto, Luiz Gomes, Eduardo Colombo e Viriato Correia.

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ANFARMAG ESPECIAl 25 ANOS Anfarmag comemora 25 anos de existência

(Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo). A diretoria criou o título de especialista em manipulação magistral alopática. Reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia, o título passou a ser mais uma opção de aperfeiçoamento para os farmacêuticos interessados em se tornar profissionais diferenciados e mais capacitados. A pedido de Paulo Queiroz, foi criado também o conselho dos ex-presidentes.

De 1999 a 2001, a gestão comandada por Marco Perino deu continuidade aos trabalhos desenvolvidos anteriormente, possibilitando crescimento e

consolidação. Adepta à política de descentralização e no intuito de levar a associação para mais perto dos associados, a diretoria implantou a regional na Bahia, englobando Sergipe, e sucursais no Pará, Distrito Federal e Ceará/ Rio Grande do Norte. Criou-se o “Manual de equivalência”. À época, dois fatos marcantes mobilizaram a associação: a CPI dos medicamentos e a elaboração e publicação da RDC 33. A diretoria participou ativamente de negociações com a Anvisa – que havia sido criada recentemente -- para a adequação da resolução à realidade do setor magistral, elaborando um novo texto, mais equilibrado para o segmento publicado no início de janeiro de 2001.

A gestão seguinte inaugurou a nova sede, conquistada como última ação da presidência anterior, apoiada pelo CFF. Evandro Tokarski, presidente da associação de 2001 a 2003, aproveitou o crescimento acelerado do setor magistral naquele momento e lançou o “I Congresso Internacional da Farmácia Magistral” (Farmag). A segunda edição do Temma foi realizada, mas, pela primeira vez, com provas escritas e comprovação de qualificação curricular, dando mais credibilidade ao título. A diretoria do biênio 2003-2005 foi presidida por Vania Regina de Sá, cuja atuação focou estratégias de trabalho visando a padronização técnica do setor, com a publicação de diversos manuais

GESTãO 1997-1999

GESTãO 1999-2001

GESTãO 2001-2003

Presidente: Manoel Figueiredo Primeiro vice-presidente: Rogério Tokarski Segundo vice-presidente: Elpídio Zanchet Terceiro vice-presidente: Nazareno Abreu Secretário-geral: Eduardo Colombo Segundo secretário: Yukiko Eto Tesoureiro-geral: Natan Levy Segundo-tesoureiro: Marco Perino Conselho fiscal: Viriato Correia, Dirce Akamine, Luciano Fagliari, Fábio de Carvalho, Maria Alícia Teixeira e Rudolf Suppa.

Presidente: Marco Perino Primeiro vice-presidente: Rogério Tokarski Segundo vice-presidente: Elpídio Zanchet Terceiro vice-presidente: Nazareno Abreu Secretário-geral: Eduardo Colombo Segundo secretário: Yukiko Eto Tesoureiro-geral: Natan Levy Segundo-tesoureiro: David Knobel Conselho fiscal: Viriato Correia, Rosely Rozato e Jaqueline Hernandez.

Presidente: Evandro Tokarski Primeiro vice-presidente: Gerson Appel Segundo vice-presidente: Marco Perino Terceiro vice-presidente: Luiz Carlos Gomes Secretário-geral: Vânia Regina de Sá Segundo secretário: Jaqueline Hernandez Tesoureiro-geral: Natan Levy Segundo-tesoureiro: Eduardo Colombo Conselho fiscal: David Knobel, José Batistuzzo e Aline Napp.

SéCUlO 21

48| Revista da

Farmácia Magistral


(por exemplo, “Manual de incompatibilidade farmacotécnica em preparações de uso tópico”, o livro “Fitoterapia magistral” e o “Estudo sobre perfil de dissolução de substâncias de baixo índice terapêutico”. A segunda e a terceira edições do Farmag e do Temma, respectivamente, ocorreram nessa gestão, que desenvolveu ainda a campanha “Adote um paciente portador de psoríase”. Atual vice-presidente da associação, Hugo Guedes de Souza presidiu a Anfarmag por duas gestões, de 2005 a 2009, período marcado pela profunda reforma na regulamentação do setor. Ao assumir, a nova diretoria teve que lidar com a consulta pública 31, que inviabilizaria a atividade magistral caso o texto original

fosse mantido. Para enfrentar esse desafio, estratégias de relacionamento institucional com os órgãos regulatórios, de comunicação interna e de relacionamento com a imprensa foram desenvolvidas. A diretoria buscou apoio de integrantes do Congresso Nacional e alinhamento com entidades de classe congêneres e o estabelecimento de diálogo com instituições do setor industrial. O grupo coordenado por ele implantou o SINAMM (Sistema Nacional de Aperfeiçoamento e Monitoramento Magistral), programa responsável por inovações importantes como a educação continuada técnica e gerencial via TV Farma, que em breve passará a ser uma WebTV. O SINAMM – que em maio entra

em seu quarto ciclo - é reconhecido como o programa de autorregulamentação e qualidade com maior índice percentual de adesão dentro de uma entidade, com a participação de 30% dos associados pessoas jurídicas. No mesmo período, a câmara técnica da entidade foi formada, reunindo professores oriundos de importantes universidades brasileiras e especialistas do setor magistral. A Anfarmag foi convidada a participar de congresso nos Estados Unidos, no simpósio “Compounding around the world”, no qual o SINAMM foi apresentado. Na sequência, a entidade publicou artigo sobre o SINAMM na revista IJPhC, levando a atividade magistral brasileira a ser cada vez mais conhecida e respeitada fora do país.

GESTãO 2003-2005

GESTãO 2005-2007

GESTãO 2007-2009

Presidente: Vânia Regina de Sá Primeiro vice-presidente: Evandro Tokarski Segundo vice-presidente: José Gonçalves Terceiro vice-presidente: Eduardo Colombo Secretário-geral: Silmara Spinelli Segundo secretário: Nádja Carvalho Tesoureiro-geral: Moisés Duarte Segundo-tesoureiro: Lina Nasrallah Conselho fiscal: Glacys Cardon, José Borges, Natan Levy e Sérgio de Almeida.

Presidente: Hugo Guedes de Souza Primeiro vice-presidente: Gerson Appel Segundo vice-presidente: Alba Lívia Andrade Pereira Terceiro vice-presidente: Ademir Valério Silva Secretário-geral: Simone de Souza Aguiar Segundo secretário: Rosemere de Moura Tesoureiro-geral: Alvaro Favaro Junior Segundo-tesoureiro: Luiz Carlos Gomes Conselho fiscal: Antonio Geraldo Ribeiro Junior e José Tadeu Barbosa.

Presidente: Hugo Guedes de Souza Primeiro vice-presidente: Alvaro Favaro Junior Segundo vice-presidente: Alba Lívia Andrade Pereira Terceiro vice-presidente: Ademir Valério Silva Secretário-geral: Simone de Souza Aguiar Segundo secretário: Cleunice Fidalski Tesoureiro-geral: Adolfo Cabral Filho Segundo-tesoureiro: Antonio Geraldo Ribeiro Junior Conselho fiscal: José Tadeu Barbosa, Andréa Kamizaki e Luiz Carlos Gomes.

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Cultura Farmacêutica

Por Laís Cavassana

A farmácia como inspiração para a arte Viviane Araújo de Lima e Lee Kauê. Uma pessoa, duas vidas, um caminho em comum

50| Revista da

Farmácia Magistral

N

ascida na cidade de Campos Gerais, sul de Minas, desde criança o passatempo predileto de Viviane era brincar de laboratório com o irmão. As ervas plantadas no quintal se transformavam em emplastos que eram dados aos cachorros da família. Quando completou doze anos, em um passeio com

a escola, visitou a Universidade Federal de Alfenas para conhecer os cursos então oferecidos: Enfermagem, Odontologia e Farmácia. Foi assim que Viviane Araújo de Lima encontrou o seu caminho ao se apaixonar pelas vidrarias do curso de Farmácia - Tubo de Ensaio, Almofariz com Pistilo, Balão Volumétrico, Becker, Bureta, Cadinho, Erlenmeyer,


Kitassato, Pipeta e Proveta. Já a artista plástica Lee Kauê ganhou forma somente mais tarde, quando Viviane já havia ingressado na faculdade e foi necessário usar um pseudônimo para participar de um concurso de poesias. Apesar de ter dado os primeiros sinais ainda na infância quando começou a escrever os primeiros poemas incentivada pela professora Sílvia de Cássia dos Santos Paulo. “E quando pintei minhas primeiras telas, ao invés de usar meu nome Viviane Araújo de Lima, usei Lee Kauê para separar a vida de Farmacêutica que sonhava ter, da vida de Artista Plástica. Está dando certo.” Criadora da técnica drupismo (desenho que surge a partir dos fios de nanquim escorridos no papel que se entrelaçam, e preenchido com desenhos ora engraçados, ora medonhos, ora traços e riscos comuns), Viviane encontrou na arte uma maneira de equilibrar o seu “lado bonzinho e mauzinho”. “Como fazemos esse duelo o tempo todo, o tempo todo tenho material para estar poeta e estar artista plástica, mesmo na Prática Farmacêutica”, explica. Exemplo é a exposição “Dores de Viver - Fase Amarela da técnica drupismo”, em que usou como fonte de inspiração parte de sua trajetória de vida. Como quando resolveu deixar a cidade de Araputanga, Mato Grosso e ir para Presidente Prudente, São Paulo, atrás da oportunidade de viver uma história de amor. A decepção na área sentimental em contraposição com o sucesso profissional foram retratadas nos desenhos e poemas de “Dores de Viver”. Formada em Farmácia Industrial desde 2003, Viviane está finalizando a Fase Verde da técnica drupismo. Que consiste em um retrato do amadurecer em meio a um “pool” formado por tintas, pincéis, palavras, poemas, Manuais, Controle de Qualidade, Legislações Farmacêuticas,

treinamentos, cursos de atualizações, cápsulas e “curas”. “É uma necessidade minha: estar Farmacêutica! Além de poder patrocinar meus trabalhos artísticos e minha vida de cidadã que honra com seus compromissos, a Farmácia também me é fonte de inspiração. Preciso dessa mistura do real (farmacêutica) com o abstrato (artes plásticas e poesia), para viver minhas plenitudes e minhas inquietações”, define. Não à toa, suas dedicações rotineiras são o aperfeiçoamento da técnica do drupismo e a carreira farmacêutica. Ao fazer uma análise desta, Viviane entende que a profissão passou por várias transições, mas que a maioria delas foram benéficas. “Tive o privilégio de estar farmacêutica em quatro estados (Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo), e constatar que em quase toda Drogaria, por menor que ela seja, existe o profissional farmacêutico. Lembro-me de uma palestra em que o Dr. Jaldo de Souza Santos dizia – anunciava - que não existiria mais essa coisa da Farmácia não ter Farmacêutico, pois lugar de Farmacêutico é na Farmácia. E hoje vivemos essa realidade”. Ainda há um longo caminho a ser percorrido como por exemplo o equilíbrio de remuneração entre os Estados, mas “por acreditar nos esforços de que ainda podemos mais e melhor, vejo a profissão com os mesmos olhos de quando aceitei ser farmacêutica: olhos infantis, dóceis e respeitosos”. De 1998 a 2011, o currículo de Viviane como Lee Kauê conta com mais de 25 exposições. Publicação dos livros de poesias: “Retratos de um Pensar”, em 2000, e “Jujubas, whisky, sexo e rusgas”, em 2010. Criação e execução de Projetos Culturais na cidade de Alfenas-MG (“Tempestades de Idéias”, “Unifenas também faz Arte!”, “Crescendo com Arte”, “Arte Artesanato”). E a exposição das Fases “Preto e Branco”, “Vermelha”, “Amarela” e futuramente “Verde” da técnica drupismo.

Cara de Azedo Às vezes bate a porta aquela vontade de ter feito diferente mas só foi possível fazer como foi feito errar como foi errado sofrer como foi sofrido e assim a moita de discernimento vai crescendo como bambu reestruturando um novo elaborar pois se ganhamos limão fazemos caipirosca para comemorar o presente que é a melhor hipótese de viver a vida Lee Kauê

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mundo anfarmag

Anfarmag SC faz homenagem a farmacêuticos do estado A Anfarmag Regional Santa Catarina homenageou farmacêuticos do estado durante o 67º Encontro de Farmacêuticos Magistrais de Santa Catarina realizado em novembro de 2010. Hortência Tierling, presidente do CRF/SC, Carolina Junkes da Silva, presidente do SINDFAR, Raquel Ribeiro Bittencourt, diretora da VISA da Secretaria Estadual de Santa Catarina e Gerson Appel, dirigente magistral, receberam a homenagem pela parceria e desempenho em prol do setor. O encontro foi o último evento da Anfarmag/SC em 2010. Entre os dias 27 e 28 de novembro, diversas palestras

Raquel Ribeiro Bittencourt, Carolina Junkes da Silva, Maria do Carmo Garcez, Gerson Appel, Hortência Tierling, Daniela Gordin, primeira secretária Regional SC e Ana Claudia Scherer, presidente da Regional SC.

foram apresentadas aos associados. A diretoria da Anfarmag/SC faz um agradecimento especial aos patrocinadores do evento: JRHidro,

JSM, Harmonie Aromaterapia, Gotas do infinicto, Controller, Prismafive, Prontolab, Embrafarma, Biotec e Ideal Equipamentos.

Curso da Regional GO/TO tem avaliação satisfatória A Anfarmag Regional Goiás/Tocantins realizou curso sobre Manipulação de Transdérmicos com resultado satisfatório, segundo avaliação respondida pelos participantes após a aplicação dos conceitos. Ao todo, 39 farmacêuticos, gestores e colaboradores estiveram presentes representando 35 farmácias e considera-

ram o curso interessante e esclarecedor, pois possibilitou sanar dúvidas sobre o assunto. O evento aconteceu dia 4 de dezembro no Hotel Blue Tree Towers, em Goiânia, Goiás. O ministrante, Dr. Luis Antonio Paludetti, qualificou os profissionais de modo a entender como funciona a ação e a ab-

sorção de medicamentos através da pele e da via bucal, o que garante formas farmacêuticas efetivas e solucionar as dúvidas frequentes sobre as respectivas formas farmacêuticas. Com mais de 20 anos de experiência na área magistral, Paludetti recebeu a nota de excelência por ter Domínio de Conteúdo com nota (9,7). A abordagem do tema serviu para 45,46% dos presentes como Novos Conhecimentos e para 54,54% como Atualização do Assunto. E pontuaram a Organização do Curso com a nota (9,2), Conteúdo Programático (9,1), Material Didático (8,9), Conforto da Sala e Equipamentos Utilizados (9,3). Cem por cento das pessoas que participaram da avaliação informaram que indicariam o curso para amigos. Foram sugeridos ainda para ano que vem cursos sobre Mercados Veterinário e Odontológico e Legislações.

Dr, Luis Antônio Paludetti ministra o curso para associados de Goiás.

52| Revista da

Farmácia Magistral


III Fórum Magistral de Debates destaca a função de gestor do farmacêutico Um novo farmacêutico, que também atua como gestor do seu negócio, foi a tônica do III Fórum Magistral de Debates – O Futuro do Segmento Magistral: Desafios e Oportunidades, realizado 4 de dezembro, em Porto Alegre, RS. Promovido pela Anfarmag Regional RS, o encontro reuniu a presidente e o vice-presidente nacionais da Anfarmag, Maria do Carmo Garcez e Hugo Guedes de Souza, a representante da Fenafar e presidente do Sindifars, Débora Mellechi, o farmacêutico e fiscal do CRF–RS, Éverton Borges, o consultor da Brum Consulting/ Coaches Associados, Luiz Fernando Brum, e o coordenador do curso de Farmácia da Univates, Luís César de Castro. Mediado pelo coordenador do SINAMM no RS, Eduardo Aranovich de Abreu, o

fórum recebeu cerca de 50 participantes que interagiram com os debatedores ao longo de 5 horas. Hugo Guedes de Souza, vice-presidente nacional da entidade, afirmou que “existe um mercado interno imenso que ainda não foi atendido. Temos que lembrar que, além de farmacêuticos, somos empresários”. Entre as oportunidades oferecidas por esse mercado, destacou-se os serviços e a indicação farmacêutica, as drogas vegetais, as plantas medicinais e fitoterápicos de venda livre, a prestação de assistência farmacêutica domiciliar e a decisão sobre a manipulação, dispensação e comercialização de medicamentos de uso contínuo. Para Luiz Fernando Brum, as legislações, muitas

vezes, são proibitivas, não devem ser encaradas como restrições, de forma não reativa. “Atualmente, as legislações são muito mais favoráveis do que desfavoráveis”, sustentou. Segundo ele, o que falta, às vezes, é conhecimento para agir corretamente. “Nosso empenho é para que o conceito de medicamento magistral seja o mesmo em todos os âmbitos, como na vida real, adequado ao restante do mundo”, salientou Maria do Carmo Garcez. Dentre os diversos desafios, Everton Borges assinalou a busca constante do CRF–RS pelo cumprimento da proibição da captação de receitas contendo prescrições magistrais/oficinais por outros estabelecimentos, bem como a evolução do conceito de indicação farmacêutica.


mundo anfarmag

Concurso Cultural “Ser SINAMM é...” apresenta os vencedores A Anfarmag elaborou uma iniciativa dirigida a todos às farmácias participantes do SINAMM 2010 com o objetivo de ilustrar como o sistema melhora o cotidiano das farmácias e/ou o dia-a-dia dos colaboradores. Para participar do concurso era preci-

so completar a frase “Ser SINAMM é...” com até 150 caracteres e enviá-la por meio de um formulário eletrônico disponível no site da Anfarmag dentro do período de participação. As frases foram escolhidas pelos próprios participantes através de uma enquete no portal da An-

farmag: www.anfarmag.org.br. Nas três melhores frases eleitas foram usados como critério: 1) Adequação ao tema proposto, 2) Criatividade e 3) originalidade. Cada vencedor foi premiado com um Ipod Shuffle de 2 gb.

Arquivo pessoal

“Ter compromisso com a qualidade dos serviços e a busca pela melhoria e qualificação nos processos magistrais.”Altemir Almeida Da Silva da Sandrini Farmácia Magistral, localizada em Pomerode/SC. Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Confira as frases vencedoras:

“Estar atualizado com tudo o que há de mais novo no setor magistral levando até o paciente a qualidade, eficácia, segurança e confiança magistral.” – Angra Alvarenga Pimentel da Farmácia Biomédica de Vila Velha/ES.

Anfarmag-RS faz ação sobre uso correto de medicamentos Em comemoração ao Dia Nacional do Farmacêutico, dia 20 de janeiro, a Anfarmag no Rio Grande do Sul realizou um evento, dia 30, no parque Farroupilha, Redenção, em Porto Alegre (RS) para reforçar o papel dos farmacêuticos como agentes de saúde e esclarecer a população sobre a importância do uso correto de medicamentos. Em um estande, profissionais prestaram orientações sobre os riscos da automedicação, diferentes formas farmacêuticas, diferença entre medicamentos magistrais e industrializados, dados que devem constar de receitas e nos rótulos das embalagens e sobre o auxílio dos farmacêuticos para que o tratamento seja cumprido conforme prescrito. Além disso, os interessados receberam gratuitamente o “Manual do Consumidor da Farmácia Magistral”. A ação também contou com o apoio do Conselho Regional de Farmácia do RS, do sindicato e da associação dos farmacêuticos do estado e da Psorisul (Associação Nacional dos Portadores de Psoríase).

54| Revista da

Farmácia Magistral

“Ser comprometido com o reconhecimento e desenvolvimento do setor magistral, buscando melhoria continua para se atingir a qualidade total dos serviços.” Anna Paula S. Guimarães da Farmácia Flor da Pele da cidade de Niterói/RJ.

Sucursal de Ribeirão Preto realiza encontro com Visa A sucursal da Anfarmag em Ribeirão Preto, localizada no interior de São Paulo realizou um encontro entre a vigilância sanitária e as farmácias magistrais instaladas na cidade. O objetivo é melhorar o entendimento e aplicabilidade da legislação em vigor. O evento realizado dia 8 de fevereiro discutiu itens imprescindíveis em uma farmácia magistral como cálculo de perdas em processo para produtos controlados; destinação de resíduos químicos; antibióticos (como proceder em relação ao SNGPC); contratos terceirizados e controle de qualidade terceirizado (prós e contras).


Anfarmag Paraná é homenageada pelo CRF local A regional da Anfarmag no Paraná foi homenageada no Jantar em comemoração ao dia do Farmacêutico pelo CRF-PR realizado dia 27 de janeiro no restaurante Madalosso, na cidade de Santa Felicidade. Na ocasião, entidades foram homenageadas por auxiliarem o trabalho produzido pelo CRF/PR: a Anfarmag, o Sindicato dos Farmacêuticos e Associação de Aná-

lises Clínicas. Entre os 650 convidados, estavam presentes ex-presidentes do CRF/PR, Jaldo de Souza, Presidente do CFF, Michele Caputo Neto, atual Secretário de Saúde do Paraná, autoridades da área da saúde e da vigilância sanitária. Em discurso, Marisol Dominguez Muro, Presidente do CRF/PR, falou so-

bre a Anfarmag, da luta da entidade em defesa aos medicamentos magistrais, importância das questões que a associação precisa conversar e ser ouvida nos órgãos regulatórios. Marina Hashimoto, presidente da Regional, acredita que a homenagem foi muito importante pelo reconhecimento do trabalho da entidade no Paraná. “Todos com quem conversei, desde o Michele Caputo Neto, Secretário de Saúde do estado, que elogiou a Anfarmag pelas suas lutas, até a vigilância sanitária nos disseram que estarão com as portas abertas para nos ouvir e discutir. Foi muito bom”, comemora.

Marina Hashimoto, presidente da Regional Paraná, Jaldo de Souza, presidente do CFF, Cleonice Fidalski, vice-presidente da regional Paraná, Michele Caputo, Secretário de Saude do Paraná, e as diretoras da Anfarmag Regional Paraná: Cleângela Busanello e Sabrina G. Barreto.

RDC 44/10 em MG é discutida entre Anfarmag e CRF em MG

Divulgação

O vice-presidente da Anfarmag, Ademir Valério da Silva, participou de uma mesa redonda sobre o impacto da RDC 44/ 2010 nas práticas farmacêuticas. O evento, organizado pelo Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais foi

realizado dia 12 de fevereiro. O fórum discutiu, com os setores e profissionais envolvidos, as implicações, os requisitos e consequências da resolução para a sociedade. Um documento contendo as proposições discutidas deverá ser encaminhado à Anvisa. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello,esteve presente no evento, além de Danilo Caser (presidente da Federação Interestadual dos Farmacêuticos) e Walter Jorge da Silva João (vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia) que também ministraram sobre o tema.

ERRAMOS: • O nome da farmácia ARTESANI de São Paulo foi publicado incorretamente no quadro da matéria “Anfarmag aprimora SINAMM para 2011”, publicada na edição passada, dos meses Janeiro e Fevereiro. • Na edição número 10, a Seção Cultura Farmacêutica retratou a ligação de Carlos Drummond de Andrade com a farmácia. Na página 34 foi publicada a imagem da cédula em homenagem a Mário de Andrade e não de Drummond como citado. Abaixo a imagem correta.

Luciano Rena, presidente do CRF/MG e Ademir Valério, vice-presidente nacional da Anfarmag participam da mesa redonda que discutiu a RDC 44/10 sobre o uso de antibióticos.

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SPU1 Art Design Gladstone Barreto e Wagner Ferreira e-mail: contato@spu1.com.br / site www.spu1.com.br IMAGENS DAS CAPAS © iStockphoto.com / Wagner Ferreira comErcial Mobyle Promocional (11) 3942.6122 mobyle@anfarmag.org.br imprEssão Copypress www.copypress.com.br Coordenação Geral

Revista destinada aos farmacêuticos magistrais, dirigentes e funcionários de farmácias de manipulação e de laboratórios; prestadores de serviços e fornecedores do segmento; médicos e outros profissionais de saúde; entidades de classe de todo o território nacional; parlamentares e autoridades da área de saúde dos governos federal, estadual e municipal. Artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Anfarmag. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados. É EXPRESSAMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DOS TEXTOS DA REVISTA DO FARMACÊUTICO MAGISTRAL Periocidade: Bimestral Circulação: Nacional Tiragem: 5.000 exemplares Distribuição dirigida

carta do lEitor

Revista da Farmácia Magistral - Órgão Oficial da Anfarmag Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais

“A essência do farmacêutico”

Adorei a matéria A essência do farmacêutico publicada na última edição da revista. Foi muito bom ver o trabalho de farmacêuticos em pequenas cidades ser homenageado nas páginas da revista. Susana Ribeiro, proprietária da Formulart de Santana do Ipanema, Alagoas. (Via MSN)

Consulta pública sobre Anorexígenos

A Anfarmag recebeu diversas mensagens sobre a posição da entidade em relação a possível proibição dos anorexígenos pela Anvisa através do SAA, Serviço de Atendimento ao Associado. Confira algumas delas: Parabéns pela iniciativa! Caso haja outra forma de apoiar, nos comunique. Por exemplo, algum deputado que possa defender o ponto de vista da classe farmacêutica e médica, seria interessante a Anfarmag criar um modelo de Carta, e todos os farmacêuticos enviarmos via e-mail para o tal deputado. Obrigada, Eidy Blanes - Naturália Farmácia Homeopática e de Manipulação – Jaboticabal/SP A pandemia de obesidade já é uma realidade de nossos tempos. O quê fazer? Mudanças de hábitos? Sem dúvidas. Porém, grande parcela da população tem vários outros déficits que precisam ser corrigidos. O uso racional de anorexígenos tem seu espaço. O que discordo é o uso abusivo, sem critério. Essa é minha opinião. Deve prevalecer o bom senso e não interesses de grupos. Fábio César dos Santos - Diretor Médico da Clínica Saúde Plena – Medicina Integrativa

CARO lEITOR, A Revista da Farmácia Magistral é dedicada a todos aqueles que participam do setor magistral, e está aberta à sua colaboração. Faça uso deste canal, enviando sugestões, comentários e críticas à nossa equipe. Sua opinião é de extrema importância para nós! NOSSOS ENDEREçOS (REDAçãO): Por e-mail: simoes@cleinaldosimoes.com.br Via correio: Rua Antônio Gebara, 511, Planalto Paulista, São Paulo (SP), CEP 04071-020 Também não hesite em nos procurar, caso tenha sugestões de artigos e demais colaborações para a Revista. Aguardamos o seu contato!


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Rua Vergueiro, 1855 - 12° andar São Paulo - SP CEP: 04101-000 Tel.: (11) 2199-3499 Fax.: (11) 5572-0132 www.anfarmag.org.br anfarmag@anfarmag.org.br

Diretoria Nacional Gestão 2009-2011

Presidente Maria do Carmo Garcez - RS

1° Vice-Presidente Hugo Guedes de Souza - ES

2° Vice-Presidente Ademir Valério da Silva - SP

3° Vice-Presidente Marco Antonio Costa de Oliveira - MG

Secretário Geral Ivan da Gama Teixeira - SP

2° Secretária Rejane Alves Gue Hoffmann - PR

Tesoureiro Antônio Geraldo Ribeiro dos Santos Jr. - SP

2° Tesoureiro Adolfo Cabral Filho - SC

Conselho Fiscal Maria Cristina Ferreira Silva - RJ Juracy Regina Sonagli - SC José Tadeu de Souza Barbosa - AL

58| Revista da

Farmácia Magistral

REGIONAL DF Presidente: Carlos Alberto P. Oliveira Endereço: SIG - Quadra 04 - Lote 25 - Sala 09 Empresarial Barão de Mauá – Brasília – DF CEP: 70.610-440 Telefone/Fax: (61) 3344-4152 E-mail: regional.df@anfarmag.org.br REGIONAL ES Presidente: Denise de Almeida M. Oliveira Endereço: - Av. Nossa Senhora da Penha, nº 1495 sala 608 - Torre BT - Edifício Corporate Center - Santa Lúcia – Vitória - ES – CEP: 29056-245 Telefone: (27) 3235-7401 E-mail: regional.es@anfarmag.org.br REGIONAL GO/TO Presidente: Gilmar Silva Dias Endereço: Rua 7-A, Nº 189, Edifício Marilena Sala 201, Setor Aeroporto, Goiânia – GO CEP.: 74075-230. Telefone: (62) 3225-5582/ FAX (62) 3224-2114 E-mail: regional.goto@anfarmag.org.br REGIONAL MG Presidente: Soraia Moura T. de Almeida Endereço: Avenida do Contorno, 2646 - sala 1102 e 1104 - Floresta - Belo Horizonte – MG CEP: 30.110-080 Telefone: (31) 2555-6875 e (31) 2555-2955 E-mail: regional.mg@anfarmag.org.br REGIONAL MS Presidente: Ana Paula Busato Zandavalli Endereço: Av. Rodolfo José Pinho Nº 66 - Jardim São Bento – Campo Grande – MS CEP: 79004-690 Telefone: (67) 3026-4655 E-mail: regional.ms@anfarmag.org.br REGIONAL MT Presidente: Ivete Souza Peaguda Endereço: Rua Brigadeiro Eduardo Gomes nº 37 Bairro: Goiabeiras – Cuiabá – MT CEP: 78045-350 Telefone: (65) 3027-6321 E-mail: regional.mt@anfarmag.org.br REGIONAL PR Presidente: Marina Sayuri M. Hashimoto Endereço: Rua Silveira Peixoto n° 1040, 9° andar, sala 901 –Curitiba – PR – CEP: 80240-120 Telefone: (41) 3343-0893 - Fax: (41) 3343-7659 E-mail: regional.pr@anfarmag.org.pr REGIONAL RJ Presidente: Luciana Ferreira M. Colli Endereço: Rua Conde de Bonfim, 255 sala 912 Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20.520-051 Telefone: (021) 2569-3897 E-mail: regional.rj@anfarmag.org.br REGIONAL PB/RN Presidente: Célia Buzzo Endereço: Av. Camilo de Holanda, 500 – Centro João Pessoa – PB – CEP: 58013.360 Telefone: (83) 3218-2600 - Fax: (83) 3222-4634 E-mail: regional.rnpb@anfarmag.org.br

REGIONAL RS Presidente: Eliane Aranovich Endereço: Av. Mauá, 2011 - Sala 607 Porto Alegre – RS – CEP: 90030-080 Telefone: (51) – 3225-9709 E-mail: regional.rs@anfarmag.org.br REGIONAL SC Presidente: Ana Claudia Scherer Monteiro Endereço: .Rua Ledio Joao Martins, 435 Kobrasol – São José – SC – CEP: 88102-000 Telefone : (48) 3247-3631 E-mail: regional.sc@anfarmag.org.br

Sucursais SUCURSAL RIBEIRÃO PRETO Diretora: Alice Carneiro Soares Telefone: (16) 2101- 5497 E-mail: sucursal.rp@anfarmag.org.br SUCURSAL VALE DO PARAÍBA Diretora: Ana Helena Cunha Telefone: (12) 3942-9736 E-mail: sucursal.vp@anfarmag.org.br SUCURSAL RIO PRETO Diretora: Creusa Manzalli de Toledo Telefone: (17) 3216-9500 E-mail: sucursal.riop@anfarmag.org.br SUCURSAL MARÍLIA/PRESIDENTE PRUDENTE Diretora: Nádia Alvim Telefone: (18) 9129-1848 E-mail: sucursal.mrpp@anfarmag.org.br SUCURSAL MACEIÓ Diretora: Tânia Bernadete P. Gomes Telefone: (82) 3035-2806 E-mail: sucursal.al@anfarmag.org.br SUCURSAL FORTALEZA Diretor: Francisco Carlos L.Andrade Telefone: (85) 9981- 3789 E-mail: sucursal.ce@anfarmag.org.br SUCURSAL AC/RO Diretora: Êrika Fernandes Rosas C. da Silva Telefone: (68) 3901- 6314 E-mail: sucursal.acro@anfarmag.org.br SUCURSAL BELÉM Diretor: Marcelo Brasil do Couto Telefone: (91) 3244-2625 E-mail: sucursal.pa@anfarmag.org.br Sucursal Juiz de Fora Diretor: Rômulo Augusto Modesto email: regional.mg@anfarmag.org.br Telefone: (31)2555-6875 e (31)2555-2955 Sucursal Uberlândia Diretor: Hélio Batista Júnior email: regional.mg@anfarmag.org.br Telefone: (31)2555-6875 e (31)2555-2955 Sucursal Varginha Diretor: Leonardo José da Silva email: regional.mg@anfarmag.org.br Telefone: (31)2555-6875 e (31)2555-2955


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5.6

    

importação da nota fiscal eletrônica Atualização automática de preços (ABCFarma, Guia da Farmácia e Santa Cruz) Ranking de vendas Gerenciamento e configuração de promoções Programa de fidelidade totalmente configurável Dezenas de relatórios gerenciais

Boas Práticas de Manipulação  Controle de qualidade  Emissão de bulas e ficha de orientação  Fichas de especificação técnica da Ortofarma  Marchas analíticas  Fichas de especificação técnica da ABFH  Peso médio  Fichas de perfil de dissolução  Escolha automática de excipiente  Rastreabilidade de lotes  Pesagem monitorada

 PCP — controle e monitoramento de cada etapa da produção até a entrega Serviços Farmacêuticos  Atenção farmacêutica e monitoramento do paciente  Reposição automática de medicamentos via mensagem SMS  Impressão de bula personalizada e alertas  Dispensação ativa de medicamentos  Interações medicamentosas e alimentares via Monografias Zanini.Oga Visitação Médica  Fornecimento de material para visitação — MagistralInfo  Registros, controles, agenda de visitação médica usando dispositivos móveis  Inúmeros relatórios gerenciais para avaliação de performance

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Revista Farmácia Magistral - edição 11