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Edição 50

Se lá fora faz frio... Nos clubes Hípico e de Golfe, a programação é intensa em julho

PrataS da caSa Atletas residentes com muita história para contar em Olimpíadas

olhar atento àS aveS A prática do birdwatching na Quinta da Baroneza

o verde na janela de caSa Reserva da Baroneza chega com nova concepção de moradia

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Olhar » Edição 50 6 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

Na Baroneza, inverno é sinônimo de muita diversão ao ar livre!


inverno com jeito de verão Para começo de conversa, a equipe da revista naBaroneza agradece imensamente ao fotógrafo e artista Diogo Doria, residente do empreendimento, que nos concedeu o seu "olhar" para a abertura desta edição. Na foto que ilustra a capa, Doria captou com maestria um pouco do que é a vida na Quinta da Baroneza: os esportistas (de bicicleta ou a pé); ao fundo, a reserva – representando toda a natureza do local; e, em primeiro plano, o plátano – bem outonal – um dos símbolos do empreendimento. E não é só a capa que está especial. É importante lembrar que a revista chega à sua edição de número 50, publicação esta que teve início como um informativo e hoje é fruto de um trabalho conjunto de editores, diretores de arte, repórteres, fotógrafos, um conselho composto por moradores, a direção do empreendimento... além de você, caro leitor, que em cada nova edição participa, ora com sugestões de matéria, ora com efetiva ‘mão na massa’, em entrevistas, fotos em momentos de alegria na Baroneza, etc. Mas vamos parando com as comemorações. O que interessa em uma publicação é o seu conteúdo, seja literário, fotográfico ou gráfico. Nesta edição, destacamos a seção Especial sobre as ‘pratas da casa’, aproveitando a Olimpíada de Londres, na qual homenageamos dois de nossos esportistas que participaram de edições passadas dos Jogos: o tenista Luiz Mattar e o cavaleiro Doda Miranda. A matéria conta com um texto do nosso editor e conselheiro Paulo Cleto, que já participou de três olimpíadas como treinador da equipe de tênis brasileira. E já que julho é mês de férias escolares, a matéria de abertura da edição fala sobre as várias atividades programadas nos clubes para todas as idades – principalmente para a faixa de cinco a 15 anos. Tem escolinha de golfe, clínica de tênis, caiaque no lago das Palmeiras, ‘Festa Julhina’ e muito mais. Outros assuntos de interesse de todos são abordados, como o uso de inseticidas biológicos e naturais para cuidar dos jardins; e uma matéria muito interessante sobre as aves que refugiam-se nas nossas reservas ambientais e circulam pelas áreas comuns da Baroneza. Os amantes dos pássaros ainda tem à disposição um guia das aves que ‘frequentam ’ e vivem no empreendimento. Para finalizar, fomos à busca do homem que comanda o Le Troquet, restaurante francês referência em Campinas, mais precisamente no distrito de Sousas: o chef Henri Sauveur Hirigoyen, que há 37 anos lançou o conceito da alta gastronomia em nossa região. É isso (e mais um pouco), caro leitor. Um ótimo inverno e muitas alegrias na Quinta da Baroneza, o empreendimento mais completo e encantador do Brasil.

Conselho Editorial: Paulo Cleto, José Julio Aguiar de Cunto, José Roberto d’Affonseca Gusmão, Norberto Armando Jannuzzi Raffo e Sérgio Lulia Jacob Executivos: Clube Hípico Quinta da Baroneza – Francisco Camargo; e Quinta da Baroneza Golfe Clube – José Carlos Soares Superintendência: Sociedade Residencial Quinta da Baroneza – Eduardo Eichenberger

Diretoria: Luana Garcia e Márcio Padula Carile Produção e publicação: Fontpress Comunicação Av. Pavão, 955, cj. 85, Moema São Paulo, SP – CEP 04516-012 Tel.: (11) 5044-2557 E-mail: nabaroneza@fontpress.com.br Jornalista responsável: Márcio Padula Carile (MTB 30.164) Editora-chefe: Luana Garcia (MTB 43.879) Reportagem: Áurea Fortes, Luana Garcia e Márcio Padula Carile Fotografia: Chema Llanos, Edson Foto, Mariana L. Gatti e Sérgio Shibuya Colaboração: André Soares e Marco Ruberti Direção de arte e editoração eletrônica: Wagner Ferreira Secretária de redação: Michele Rodrigues Diretora executiva: Angela Castilho Diretor comercial: Paulo Zuppa Executivo de negócios: Alyne Calado Impressão: Para anunciar: Tels.: (11) 5044-2557 e 5041-4715 E-mail: nabaronezapubli@fontpress.com.br Publicação bimestral, custeada integralmente por anunciantes. É proibida sua reprodução total ou parcial, sem autorização por escrito da editora. A Fontpress Comunicação não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e mensagens publicitárias, bem como dos artigos assinados inclusos nesta edição.

Equipe naBaroneza

Veja a íntegra da revista naBaroneza no site: www.quintadabaroneza.com.br

Foto da capa: diogo doria Fotodoria.blogspot.com.br E-mail: Fotos.diogodoria@gmail.com


Índice

Edição 50 « www.QUINTADABARONEZA.com.br

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Meio Ambiente 38

Especial 28

Golfe Clube 50

Férias 10 Especial 18

Acontece 52

Última Página 90 Acontece

56 Clube Hípico 60 Golfe Clube

Bem Viver 74 Na Estrada 64

Paisagismo 88


Férias » Edição 50 10 » www.QUINTADABARONEZA.com.br


dias frios convidam a atividades que ativam o corpo e a mente. os clubes hípico e de Golfe trazem atrativos irresistíveis para todas as idades por ÁurEa FortEs

Baroneza é só lazer e diversão em julho

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Férias » Edição 50 12 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

curtir as férias de julho na Quinta da Baroneza é muito mais do que ver os dias passarem em meio a tudo de bom que a natureza oferece. O período tem uma programação intensa para agradar – e entreter – os proprietários, seus familiares e convidados, passando pelo Clube Hípico, Golfe Clube, até o Centro de Conveniência. Durante todo o mês de julho, o Clube Hípico oferece atividades pré-programadas para todas as faixas etárias, sobretudo entre cinco e 14 anos, das 10h às 22h, todos os dias da semana. Para tanto, dispõe de equipe de recreação e lazer voltada à prática de esportes e à promoção de oficinas temáticas, jogos e clínicas, como as de tênis. Este ano, a tradicional “Festa Julhina da Baroneza” está prevista para acontecer em um

“a Quinta da Baroneza favorece o contato das crianças e jovens com esportes variados, o que é bastante positivo”, opina a proprietária maria Paula Brasil

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sábado, dia 7 de julho. “Mas, durante todo o mês, teremos diversos outros eventos, dentre eles clínicas de tênis, jogos de paintball, torneios de arco e flecha, luau na prainha, o chamado Cine Baroneza – com exibição de filmes na Casa das Crianças –, partidas de futebol entre pais e filhos com churrasco, oficinas ecológicas, culinária compartilhada e trilhas monitoradas”, destaca a subgerente do Clube Hípico, Luciana Requião Galvanese. O Quinta da Baroneza Golfe Clube (QBGC), por sua vez, entretém baixinhos e grandinhos(de cinco a 15 anos) nas férias com sua Escolinhade Golfe – gratuita e realizada de terça a sábado,das 10h às 11h, no Driving Range. O clube fornecetacos e bolas, e um instrutor dá coordenadas do esporte aos alunos.

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Para atrair novos jogadores para o golfe, o clube também promove competições específicas para a faixa etária atendida pela Escolinha. É o caso do “II Torneio Juvenil sem Handicap”, previsto para julho, a partir das 14h. “Para este torneio, aceitamos participantes de cinco a 15 anos, e eles jogam de dois a quatro buracos, dependendo do nível técnico. Ao final, servimos um lanche no terraço da sede do Golfe Clube, onde ocorre a premiação. No ano passado, tivemos, em média, dez jogadores por etapa”, afirma Marco Ruberti, head pro do QBGC.

Lazer familiar A agenda do ano costuma ser intensa, e o período de férias é uma oportunidade para desacelerar os compromissos e valorizar, na Quinta da Baroneza, os momentos de descontração e convívio em família. A proprietária Fernanda Paiva conta que ela, o marido e os filhos sempre participam das atividades esportivas e recreativas propostas por ambos os clubes. “Recebo a agenda por e-mail e convido meus filhos. Eles sempre concordam, e assim já participaram da cavalgada noturna pelo empreendimento, jogaram paintball, andam sempre de bicicleta pelas alamedas, frequentam aulas de tênis e de golfe, e também adoram as clínicas de caiaque no Lago das Palmeiras”, diz a mãe de Pedro e João Paiva. No Golfe Clube, Elisabeth Rudelli, condômina e mãe de Sergio Andrea Rudelli, relata que o garoto de apenas seis anos já treina o esporte duas vezes por semana. Faz aulas aos sábados e, aos domingos, acompanha o pai, Rudelli Sergio Andrea, no campo. “Ele gosta de aprender, segue a própria agenda e mostra-se muito interessado. Também tem aulas na Vila Hípica com o professor Wilson. É uma criança esperta”, afirma a “mãe coruja”. “A Quinta da Baroneza favorece o contato das crianças e jovens com esportes variados, o que é bastante positivo. As atividades procuram desenvolver o gosto da criança com aulas abertas, que todos podem frequentar”, opina a

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proprietária Maria Paula Brasil, mãe de Pedro Fonseca, 12 anos. Pedro faz aulas particulares de hipismo e, aos finais de semana, joga nove buracos com o pai, Carlito Fonseca, no QBGC. Quando passa férias na Quinta da Baroneza, também participa de diversas atividades recreativas promovidas pelo Clube Hípico.

Liberdade com segurança A equipe de recreação e lazer do Clube Hípico fica à disposição dos associados aos finais de semana, feriados e férias escolares, das 10h às 22h. É importante ressaltar que crianças menores de cinco anos só podem frequentar o clube acompanhadas dos pais e/ou responsáveis. “A regra é uma necessidade para manter a segurança e a tranquilidade de todos os sócios. Lembramos que a sede do Clube não tem cuidadores de crianças, e sim monitores de recreação”, afirma Luciana Requião. Sobretudo em um espaço vasto como a Quinta da Baroneza, é recomendável que pais e filhos se mantenham em contato no período de férias.

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No que diz respeito aos maiores de cinco anos, pais e responsáveis devem se manter cientes e atualizados sobre a localização e as atividades de seus filhos no interior do empreendimento. Vale monitorar pessoalmente, em intervalos de algumas horas, a ocupação das crianças e adolescentes. Ou manter uma “agenda do dia” dos pequenos em mãos, certificando-se de seu desempenho e comparecimento nas atividades. À noite, por razões de segurança, aconselhase que as crianças mantenham-se sempre na companhia dos pais e/ou responsáveis.

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Fotos: 1 E 7 – sérgio shibuia E 2, 3,4, 5, 6 E 8 – chEma llanos

Transporte noturno Os jovens têm à disposição, todos os dias da semana, o transporte noturno Quinta da Baroneza – entre 22 e 6 horas. Para requisitar o serviço, basta ligar para (11) 4892.2800, opção 1 (Portaria e Vigilância 24 horas).


Especial » Edição 50 18 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

PrataS da caSa a Partir de 27 de julho começam as Olimpíadas de Londres. Alguns dos residentes da Quinta da Baroneza acompanharão os jogos ao vivo, a maioria os “viverá” pela TV, raros ignorarão por completo a maior festa do esporte mundial. Não deixa de ser uma feliz coincidência que os dois atletas da história olímpica da Quinta da Baroneza, Doda Miranda e Luiz Mattar, sejam de esportes praticados no nosso condomínio – hipismo e tênis. NaBaroneza entrevistou ambos, para que contassem alguns detalhes de suas experiências olímpicas. O cavaleiro Doda Miranda com o pai, Ricardo Miranda, na Vila Hípica Quinta da Baroneza

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Clube Hípico

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O tenista Luiz Mattar, pedalando pelas alamedas do empreendimento

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Cresci em uma época onde os Jogos Olímpicos aconteciam em sua maior parte no imaginário da maioria dos mortais. Somente sonhávamos com os olímpicos e suas façanhas. As primeiras imagens, acanhadas, de TV ao vivo no Brasil, aconteceram a partir de 1972, em Munique, e foram marcadas pela tragédia. Só a partir de 1984, em Los Angeles, tivemos uma cobertura encorpada, oferecendo uma sensação mais real do que são as Olimpíadas. Associado ao esporte por toda minha vida, os Jogos Olímpicos se tornaram um objeto de desejo desde os tempos de menino, que tive o prazer de tornar realidade a partir de Seul, em 1988, ao participar como técnico do Tênis pela primeira vez – experiência repetida em

Barcelona, 1992, e Atlanta, 1996. São inúmeras as memórias que trago dessas três oportunidades, algumas delas compartilhadas por Luiz Mattar em sua entrevista. Os desfiles de abertura, a convivência com diferentes atletas, a busca por ingressos para assistir o maior numero de competições possível, a emoção de acompanhar os meus atletas competindo. E tive várias destas, já que em duas edições o Brasil ficou a um único set de conquistar, no mínimo, uma medalha de bronze. Hoje o tênis é uma excelente maneira de me exercitar, manter uma competitividade sadia e, em especial, congraçar com amigos e familiares. As quadras do Clube Hípico e as de amigos na Baroneza são locais perfeitos para isso.

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Paulo Cleto, editor da revista naBaroneza, foi técnico da equipe brasileira de tênis nas Olimpíadas de Seul, Atlanta e Barcelona, Capitão da Copa Davis por 18 anos, e Chefe-de-Equipe no Pan-Americano de Winnipeg.


Especial » Edição 50 20 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

Luiz Mattar na Vila Olímpica de Barcelona´92

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Luiz RoBeRto MattaR foi teNista profissional por dez anos. Disputou duas Olimpíadas – Seul e Barcelona – e liderou o Brasil a uma semifinal da Copa Davis. Com sete títulos na ATP Tour, é o segundo melhor brasileiro em títulos, após Gustavo Kuerten. Atualmente é acionista e presidente da empresa de tecnologia TIVIT. naBaroneza (nB): Qual momento olímpico te marcou em especial? Luiz Mattar (LM): O que mais me traz lembranças é o Desfile de Abertura. Estávamos em meio a uma multidão de atletas – eram mais de cinco mil, naquela época –, e pudemos nos organizar, tirar fotos, trocar os nossos pins e, ao final do desfile, até trocar nossos agasalhos com outros atletas para termos recordações de outros países. Por tudo isso, os Desfiles de Abertura foram, para mim, momentos únicos, que guardarei para sempre na memória. nB: Quais as suas melhores lembranças de Olimpíadas? LM: Os momentos mais gostosos que vivi em Olimpíadas foram dentro das Vilas Olímpicas. Por se tratar de um esporte individual, o tenista não congraça muito com outros atletas. Na Vila Olímpica, temos a oportunidade de utilizar os refeitórios que reúnem milhares de atletas, conversando, conhecendo outras culturas e, principalmente, observando os diferentes tipos de atletas – desde os jogadores de basquete, com dois metros e vinte, os lutadores greco-romanos, de um metro e sessenta, até aqueles que fazem halterofilismo, super fortes. Diversos biotipos e tipos de pessoas passam pela Vila Olímpica, o que consiste em uma experiência fantástica.

nB: Para você, que teve uma carreira de mais de dez anos, qual o diferencial de competir em uma Olimpíada, em comparação com outros torneios? LM: O tênis é um esporte individual, então você viaja, competindo por você mesmo, por cerca de quarenta semanas do ano. A Olimpíada é uma oportunidade única de conviver com atletas de outros países e também do Brasil. Eu me lembro que houve uma edição em que ficamos em apartamentos na Vila Olímpica com o pessoal da esgrima, em outra com a equipe do basquete, da natação. Interagíamos com outros esportistas e isso era divertido. Eu não tinha isso no tênis, então essa era uma diferença importante. Além do que, é claro, assim como na Taça Davis, eu estava defendendo o meu país. Uma coisa que eu sempre achei que faz falta no tênis em uma Olimpíada é ele poder se aproximar de uma “Taça Davis olímpica”. Ou seja, seria mais interessante para o jogador, e talvez para o espectador, poder torcer pelo país Brasil, e não pelo indivíduo Brasil. nB: Então, para você, o tênis nas Olimpíadas deveria ser mais uma competição coletiva do que individual? LM: Sim. Se eu tivesse algum poder de decisão nesse sentido, faria do meu esporte nas Olimpíadas

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Especial » Edição 50 22 » www.QUINTADABARONEZA.com.br uma competição entre países, ou seja, a equipe do Brasil contra equipes de outros países. Dessa disputa sairia uma equipe olímpica campeã, como acontece na Taça Davis. nB: Em sua opinião, o ambiente vibrante e até tumultuado da Vila Olímpica interfere na preparação e até no resultado dos atletas? Em caso afirmativo, como isso acontece? LM: Eu acredito que interfere sim, sem dúvida. Eu lembro que, em Seul, havia todo o movimento e agitação da Vila Olímpica. Você sempre tinha algum lugar para interagir com os atletas. Por conta disso, a concentração fica mais difícil. Ainda em Seul, havia um ambiente gigante só com jogos eletrônicos para a garotada de 20, 25 anos (que é a idade dos atletas), simuladores de voo e de gravidade... coisas totalmente distintas do que é o dia a dia de um atleta. Eu acho que tudo isso tira a concentração. Você realmente tem de saber lidar com esse ambiente, e se afastar um pouco um ou dois dias antes de competir. nB: Você se lembra de um jogo marcante nas Olimpíadas de Barcelona, de duplas contra os espanhóis, em que você e o Jaime Oncins foram derrotados por 8/6, no quinto set? LM: Lembro bem desta partida. Nós já havíamos Com o amigo Paulo Cleto, em Seul´88; abaixo, detalhe do Desfile de Abertura em Barcelona´92 5

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enfrentado essa dupla em outras duas oportunidades – uma vez ganhando e perdendo na outra –, então havia uma rixa nossa com eles, no bom sentido. Em Barcelona, eles estavam jogando em casa, com o estádio cheio e o público todo torcendo por eles. Nós jogamos bem, poderíamos ter ganhado – aliás, merecíamos ter ganhado. Mas, por uma daquelas razões que desconhecemos, não tivemos êxito. A torcida empurrou bastante os espanhóis; eles estavam perdendo e conseguiram virar. Ainda hoje lembro todos os bons e maus momentos desta derrota. nB: O que fica para você, como atleta e como pessoa, destas duas participações em Olimpíadas? LM: As Olimpíadas – assim como a Copa Davis – não têm preço. É uma grande conquista para um atleta. Poucos têm essa honra, e eu tive em duas ocasiões. É algo que fica registrado para sempre na memória, e que compartilharmos com familiares e amigos. Toda vez que vejo as Olimpíadas na televisão sinto aquela coisa de “puxa, já estive lá duas vezes e gostaria muito de estar lá novamente”. É um gostinho de “quero mais”. nB: Você costuma jogar tênis quando vem para a Quinta da Baroneza? Como é praticar o esporte no empreendimento? LM: Jogo sempre que posso, tanto no Clube Hípico quanto em casa. Jogo com meus filhos e com o meu grande amigo e parceiro Paulo Cleto. O tênis faz parte da minha vida na Baroneza, assim como outros esportes, como a corrida e o ciclismo – adoro andar de bicicleta pelas trilhas. A Baroneza é um lugar onde relaxo muito, e me exercito bastante.

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Especial » Edição 50 24 » www.QUINTADABARONEZA.com.br DoDa MiRaNDa é atuaLMeNte o BRasiLeiRo mais bem colocado no ranking da Federação Equestre Internacional, ocupando a vigésima posição. A temporada de 2011 foi a melhor de sua carreira. O cavaleiro foi o terceiro colocado no GCT, maior circuito hípico do mundo, e esteve no pódio de algumas das principais provas de hipismo, além de vencer 14 GP’s e figurar na lista dos dez melhores cavaleiros do mundo, em ranking da FEI divulgado em fevereiro de 2012 . Doda Miranda esteve presente na conquista da medalha de bronze por equipe nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e Sydney, em 2000. Além disso, coleciona mais três medalhas em Jogos Pan-Americanos (ouro por equipe em Winnipeg/1999, bronze por equipe em Santo Domingo/2003 e prata por equipe nos Jogos de Guadalajara, em 2011).

naBaroneza (nB): De quantas Olimpíadas você já participou? O Doda da primeira Olimpíada e o de agora são muito diferentes? Doda Miranda (DM): Fui convocado para todas as Olimpíadas que ocorreram a partir de Atlanta-96, quando tinha apenas 22 anos de idade. Na sequência, tive Sidney-00, Athenas-04 e Pequim-08, sendo que nesta última minha égua sofreu uma grave lesão já em Hong Kong (local das competições equestres), que infelizmente nos retirou da disputa. Quanto à minha diferença como atleta, hoje me sinto mais experiente e confiante de minhas possibilidades, embora a emoção seja a mesma – inclusive por conta da responsabilidade, sempre maior. nB: Qual sua expectativa em relação às Olimpíadas de Londres, e quais as chances do Brasil em seu esporte? DM: Estou muito confiante para esses jogos de Londres. Temos a nosso favor o fato da viagem ser curta, o que é excelente para os cavalos. Entretanto, é bem provável que o Brasil não esteja representaPreparando-se para entrevista coletiva em Atlanta'96 (Doda é o primeiro, da dir. p/ esq.) 6

do com seu melhor time devido às lesões sofridas por dois cavalos muito importantes, montados pelo Rodrigo Pessoa e Bernardo Alves. Eu também estou enfrentando problema semelhante com meu cavalo principal, o Dan (AD Ashleigh Drossel Dan), mas tudo indica que ele estará 100% em Londres, o que me dá muita esperança de um excelente resultado individual. De qualquer maneira, tenho uma segunda montaria como opção, o AD Bogeno, que vem se destacando muito apesar de nosso pouco entrosamento – estamos formando conjunto há apenas sete meses. nB: Como é a experiência de participar de uma Olimpíada? DM: É maravilhoso. De cada uma que participei, tenho claramente gravados em minha memória e no meu coração momentos incríveis! É bom demais representar o Brasil que tanto amo em um evento dessa dimensão. nB: Em Londres, você vai participar individualmente ou por equipe? DM: Participarei em ambos. Nas competições há uma contagem de pontos para a equipe e uma outra, paralela, para a medalha individual. nB: E como é estar presente no ambiente tumultuado e excitante dos jogos? Mexe com a preparação? Você vai ficar hospedado junto com a Delegação? DM: Mexe muito, mas de maneira muito positiva. Trocamos muitas informações com atletas de outras modalidades, inclusive dos outros países. É um ambiente que nos motiva a todos. Sim, ficarei hospedado na Vila Olímpica com meus companheiros.

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Especial » Edição 50 26 » www.QUINTADABARONEZA.com.br nB: Qual a diferença de participar das Olimpíadas e de qualquer outro grande evento? DM: É muito difícil explicar a magia de uma Olimpíada. Já participei de vários Jogos Panamericanos (Winnipeg-99, Santo Domingo-03 e Guadalajara-11), Mundiais (Roma-98, Jerez de La Frontera-02, Aachen-06, Kentucky-10) e Copas do Mundo (Genève-96, Gotemburgo-97), mas uma Olimpíada é diferente. É uma sensação inigualável, todo planeta envolvido no que acontece naquele ambiente, é impressionante. Todos que ali chegam são iguais, mas é Deus quem escolhe os vencedores. nB: No hipismo, as expectativas da imprensa, torcida, e mesmo as pessoais, podem influenciar para o bem ou para o mal? DM: No hipismo, assim como em qualquer esporte, isso realmente pode acontecer. O importante é a concentração, o foco no objetivo. O atleta não pode se deixar influenciar pelos fatores externos, nem pro “já ganhou” nem pro “já perdeu”. Se o atleta está ali é porque teve méritos pra isso, e deve dar o melhor de si. Essa é a diferença entre os medalhistas e os demais atletas: o poder de concentração. nB: Qual momento Olímpico te marcou em especial? Ainda em Atlanta'96: abraçando o pai, Ricardo Miranda, no paddock; e com Cel. Renyldo - seu professor de equitação nos tempos de "junior" 8

Fotos: 1 - mariana l. gatti; 2 - chEma llanos; E 3, 4, 5, 6, 7 E 8: - arquivo pEssoal

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DM: Sem dúvida foi ganhar minha primeira medalha olímpica pelo Brasil. Atlanta! Eu era o mais jovem do time, e ganhamos a de bronze por equipe! Uma medalha histórica! E ainda me classifiquei em oitavo lugar individual, o melhor resultado do Brasil nessa Olimpíada. nB: Você pretende participar das Olimpíadas no Brasil? Em caso afirmativo, o que você planeja e anseia nesse sentido? DM: É um dos meus maiores sonhos. Participar e vencer nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Se Deus quiser estarei lá. Vou me preparar e lutar muito por esse ideal para chegar em excelentes condições, como sempre. nB: Você monta quando vem à Quinta da Baroneza? DM: Muito menos do que gostaria. Raramente tenho a oportunidade de “montar pra relaxar”, pois venho sempre nos intervalos do calendário hípico e com muitos compromissos que me impedem. A Baroneza tem uma das áreas de exterior mais lindas do mundo para a prática da equitação, mantém instalações modernas e muito bem organizadas de cocheiras, além do novo picadeiro. Tanto é que eu recentemente mandei um cavalo de presente para meu pai se entusiasmar e voltar a montar. Qualquer dia quero montar com ele na Baroneza, relembrar minha infância, quando ele – que é, sem dúvida, a maior razão do meu sucesso – montava todo final de semana comigo pra me manter motivado. Meus pais e minha família, minha esposa e minha filha são o grande segredo dos meus resultados no esporte e da minha vida tão feliz.

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o verde na janela com residências compactas, de fácil manutenção e rodeadas pelas matas, reserva da Baroneza cria nova e exclusiva concepção de moradia no empreendimento

por luana garcia » Fotos: chEma llanos

o dia 19 de maio foi marcado pela apresentação de uma avant-première exclusiva para os proprietários da Quinta da Baroneza da Reserva da Baroneza, fase de residências que, além da localização privilegiada – elas estão encravadas em uma zona de mata nativa intacta –, destaca-se pela proposta inovadora de projeto e concepção. “Este lançamento vem ao encontro a uma demanda latente identificada pelos empreendedores da Quinta da Baroneza: jovens casais e famílias que buscam maior comodidade na construção e manutenção. As residências são assinadas por dois profissionais de renome em arquitetura e paisagismo – Gui Mattos e Isabel Duprat, respectivamente –, e o proprietário tem a vantagem de receber sua casa pronta, sem ter de se preocupar com projetos, construção ou acabamento. Além do que, um imóvel mais compacto é de fácil conservação, o que significa que a família não terá de se preocupar em manter uma equipe grande de funcionários – o mesmo jardineiro pode cuidar de todas as residências desta nova fase, por exemplo”, destaca Sergio Luiz dos Santos Vieira, diretor da ESPB (Espírito Santo Property Brasil), empresa à frente da Quinta da Baroneza.

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Especial

Edição 50 « www.QUINTADABARONEZA.com.br

de caSa

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Especial » Edição 50 30 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

A Reserva atende três perfis: residências com 429 e 507 metros quadrados, todas com quatro suítes, e 533 metros quadrados, estas com cinco suítes ou opção por quatro suítes e uma sala multiuso. Todas seguem o padrão de excelência Quinta da Baroneza – de total atenção aos detalhes e utilização dos melhores acabamentos – e serão entregues prontas, com piscina, deck, lareira, churrasqueira, living com pé-direito de 3,65 metros e suítes voltadas para os jardins. “O projeto nasceu da ideia de valorizar o verde e a paisagem em uma situação única, em meio à mata nativa. Em casas térreas, os ambientes são organizados de maneira linear, criando jardins planos e decks que propiciam a continuidade da sala e das suítes. Áreas íntimas e sociais que não se confrontam

e laterais sem portas ou janelas garantem total privacidade. A vegetação envolve toda a casa e valoriza a vista de onde quer que se olhe”, detalha o arquiteto Gui Mattos. O conforto e a sensação de refúgio característicos do local são favorecidos pelo projeto paisagístico de Isabel Duprat, uma atração à parte. “O projeto propõe a criação de uma mata, com espécies nativas que recebem e envolvem as edificações, ao mesmo tempo que garantem a privacidade entre elas. As árvores se esparramam pelo terreno em declive, povoando-o de flores e frutas que se alteram com as estações do ano. A arborização expressiva e os pontos de descanso transformam o caminhar pelas ruas em um agradável percurso”, explica a paisagista.

Nestas páginas, detalhes das maquetes em exibição no estande de vendas Quinta da Baroneza

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Especial » Edição 50 32 » www.QUINTADABARONEZA.com.br


“este lançamento vem ao encontro a uma demanda latente identificada pelos empreendedores da Quinta da Baroneza: jovens casais e famílias que buscam maior comodidade na construção e manutenção”, destaca Sergio luiz dos Santos vieira (acima, na foto)

Nesta fase de comercialização, a Espírito Santo Property Brasil privilegia o relacionamento com os proprietários e seus convidados, pessoas que já conhecem o empreendimento e têm interesse em investir. “Os preços são enxutos, e temos um número limitado de residências à venda. Além disso, em breve abriremos os negócios para o público em geral, por isso reforço o convite para que proprietários, familiares e amigos conheçam essa nova proposta de investimento e aproveitem esta oportunidade singular”, diz Sergio Vieira.

Lugar especial Sejam próximos ao Lago das Palmeiras, ou voltados para o Campo de Golfe, cada lote da Baroneza tem o seu encanto, a sua vista particular. E na Reserva Baroneza não é diferente. Tratam-se de residências plenamente integradas aos mais de três milhões de metros quadrados de Reserva Particular do Patrimônio Natural da Baroneza – ou “plantadas em meio ao verde”, como bem define

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Especial » Edição 50 34 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

SERVIÇO Para mais informações sobre a Reserva da Baroneza, visite o estande de vendas Quinta da Baroneza. Tel.: (11) 4892.2766 www.quintadabaroneza.com.br

Sergio Vieira. “É um lugar especial. Convido todos os interessados a fazerem um exercício. Vão até o local para sentir o ambiente, o clima de lá e observar a vista, que é incrível. Sintam o local, vejam de perto a distância das casas, a topografia, se a casa ficará no alto, ‘enxergando’ por cima da mata, ou ‘na porta’ da floresta... isso fará toda a diferença na hora de fechar o negócio”, afirma Vieira. A nova fase também fica bem perto do novo clube Quinta da Baroneza – já em fase de construção. “Acreditamos que a proximidade com o novo clube favorecerá a criação de mais um pólo de encontro e confraternização dos proprietários no empreendimento. As crianças e adolescentes da Reserva poderão curtir o clube a pé ou de bicicleta...”, diz o diretor da ESPB. Mas, localização e demais diferenciais colocados à parte, a nova fase de terrenos representa uma oportunidade única de integrar a Sociedade Quinta da Baroneza, vivência que só quem desfruta pode descrever. “Fui até a Reserva Baroneza pela manhã, verificar a marcação dos terrenos, e tive a oportunidade de resgatar um micro beija flor que estava machucado. São experiências únicas que a Baroneza e a natureza que

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Especial » Edição 50 36 » www.QUINTADABARONEZA.com.br aqui temos e protegemos propiciam aos condôminos”, conta Sergio Vieira. “Considero que um empreendimento é um verdadeiro sucesso quando a engenharia consegue congregar, de forma inteligente, o projeto da residência com a vida e a natureza do entorno. E isso é uma realidade na Quinta da Baroneza. Os cuidados com cada detalhe saltam aos olhos. E aqui há uma relação sentimental dos proprietários para com o empreendimento, os vizinhos e as pessoas que aqui trabalham. É como antigamente. E entendemos que os projetos que são feitos com tamanho carinho só se valorizam com o passar do tempo”, conclui.

Espírito Santo Property Brasil A Espírito Santo Property Brasil (ESPB) é a empresa que resultou da união do Grupo Espírito Santo, um dos maiores conglomerados empresariais da Europa, e da OA Empreendimentos, com projetos que viraram referência no país. Os dois grupos já atuavam em parceria, há 20 anos, em empreendimentos que se tornaram ícones no Brasil e no exterior. Entre as inúmeras realizações, destacam-se residenciais de alto padrão, como Place des Vosges e Praça Villa-Lobos; edifícios comerciais na Berrini e Marginal Pinheiros e o Shopping Villa-Lobos, todos na cidade de São Paulo, além da Quinta da Baroneza, em Bragança Paulista. No mundo, a companhia assina o Espírito Santo Plaza, em Miami (Estados Unidos) e a Quinta do Patino, no Estoril, Lisboa.

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TaRdE muSICal No dia 6 de maio, o arquiteto italiano Piero Lissoni recebeu condôminos e convidados para um brunch no estande de vendas Quinta da Baroneza. Na ocasião, apresentou projeto residencial desenvolvido, com exclusividade, para o empreendimento. Amiga pessoal de Lissoni, a cantora Bebel Gilberto prestigiou o evento com um pocket show.


n達o aoS

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meio ambiente

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aGrotóxicoS inseticidas biológicos e naturais são os mais recomendados para a manutenção de jardins e áreas comuns. a aplicação dos mesmos, por sua vez, requer mão-de-obra qualificada

por ÁurEa FortEs

Quando se deseja viver em meio à natureza, há de se saber preservar e aproveitar tudo o que ela oferece de bom. A infestação de plantas por pragas pode ser comum quando não há um monitoramento adequado. Para tanto, é preciso contratar mão-de-obra qualificada, que faça o acompanhamento periódico dos jardins e demais áreas verdes residenciais. Esse trabalho preventivo, que confere saúde às plantas, e o uso de inseticidas biológicos ou naturais são mais do que bem-vindos. Ciro Antonio Dias, supervisor de Meio Ambiente da Quinta da Baroneza, atenta para a importância do equilíbrio da biodiversidade ser natural. Segundo ele, a interferência humana deve ocorrer apenas quando for notado que alguns fungos, insetos e outros oportunistas estão proliferando acima do normal. “Para detectar um desequilíbrio, além da observação de um técnico, em alguns casos são até necessárias análises laboratoriais”, alerta.

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“Para detectar um desequilíbrio, além da observação de um técnico, em alguns casos são até necessárias análises laboratoriais”, afirma o supervisor de meio ambiente da Quinta da Baroneza

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O engenheiro agrônomo Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto, arborista certificado pela International Society of Arbiculture e responsável-técnico da Quinta da Baroneza, conhece essas questões com afinco, e é um grande defensor de jardins com joaninhas, louva-deus e até alguns tipos de aranhas. Ele faz algumas recomendações primordiais aos condôminos da Baroneza. “As pragas e os insetos existem. O que tem de ser feito é o controle mecânico, com a remoção feita a partir de produtos compatíveis e utilizados por empresas especialistas no assunto”, orienta. A lei nº 7.802/89, regulamentada pelo Decreto 4.074, de 4 de Janeiro de 2002, diz que a compra de agrotóxicos só pode ocorrer com a apresentação do chamado receituário agronômico, que equivale a uma receita médica exigida para a compra de medicamentos tarjados. Este deve ser emitido por profissional legalmente habilitado, seja ele um engenheiro agrônomo, engenheiro florestal ou técnico agrícola. Porém, na prática, muitos acabam adquirindo o produto sem a nota-fiscal e orientação profissional. “A compra de agrotóxicos pode intoxicar e trazer efeitos colaterais a outras plantas”, alerta Cavalcanti. Para ele, a melhor alternativa é, definitivamente, fazer o monitoramento e, caso ocorra o surgimento de uma infestação, deve ser feito um controle daquele problema específico. “Esse controle pode

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meio ambiente

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ser realizado de forma mecânica, por exemplo com o corte de uma folha ou a remoção de um inseto de uma pequena árvore. Os inseticidas biológicos e naturais são comprados prontos, e não afetam o meio ambiente. Não são tóxicos”, diz o arborista.

Manejo integrado Em maio, a Quinta da Baroneza promoveu um curso de manejo de árvores e jardins, direcionado aos caseiros das residências. Ciro Antonio Dias explica que o manejo integrado de pragas e doenças é uma estratégia de controle múltiplo de infestações, que se fundamenta no controle ecológico e em fatores de mortalidade naturais. Em geral, procura-se desenvolver táticas de controle que diminuam as chances dos insetos ou doenças se adaptarem a uma prática defensiva em especial. “As empresas que oferecem o controle integrado de pragas utilizam vários métodos não para exterminar, mas para alcançar um equilíbrio das populações e, por sua vez, manter o equilíbrio dos diversos insetos e um auto-controle”, esclarece.

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meio ambiente » Edição 50 44 » www.QUINTADABARONEZA.com.br Por preservar características rurais, a Quinta da Baroneza apresenta uma grande variedade de insetos. Além das reservas com matas, há diversos lagos e o Rio Atibaia, que margeia o residencial. “Temos um ambiente propício para a propagação da biodiversidade, e os insetos se beneficiam desta situação favorável. A proliferação deles é combatida por diversos meios, do controle integrado de pragas ao próprio equilíbrio natural. Os peixes dos lagos, por exemplo, se alimentam das larvas dos mosquitos. E temos contrato com empresas especializadas e consultoria agronômica para nos indicar a solução mais adequada”, explica o supervisor de Meio Ambiente. Há diversos procedimentos de manejo, e eles variam com o grau de dificuldade encontrado para se fazer um controle integrado das pragas. “Quando moradores e caseiros tiverem dúvidas, devem entrar em contato com o Departamento de Meio Ambiente do empreendimento, que mantém parceria com empresas de prestação de serviços nesta área”, indica. É importante lembrar que todo produto utilizado para se combater pragas tem um grau de toxidade. O assunto é sério, e por isso requer conhecimento técnico. “Deve-se sempre consultar um profissional ou empresa especializada para fazer o controle”, destaca o supervisor de Meio Ambiente.

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Na mIRa da lEI A Constituição Federal de 1988 estabelece alguns princípios que se aplicam à questão dos agrotóxicos. O artigo 225 diz que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. E assegura que “é dever do poder público e da coletividade defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Um detalhamento do Artigo 225 estabelece ainda que “para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente”. Já o artigo 196 diz que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos”. A Constituição deve, portanto, ser lembrada ao se cobrar das autoridades medidas efetivas para proteger a população e o meio ambiente dos danos provocados pelos agrotóxicos. A lei dos agrotóxicos n.º 7.802 foi publicada em 1989, e é considerada avançada. A própria definição, na lei, dos venenos agrícolas por meio do termo “agrotóxico” representa uma vitória do movimento ambientalista e da agricultura alternativa contra toda a pressão da indústria pela adoção do suave termo ‘defensivos agrícolas’. Para fazer valer a lei, a venda dos agrotóxicos tem de ser controlada. A lei determina que, no prazo de até um ano a partir da compra, quem utilizou agrotóxicos é obrigado a devolver as embalagens vazias aos estabelecimentos comerciais onde foram comprados ou, quando possível, a um posto ou central

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meio ambiente » Edição 50 46 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

de recolhimento de embalagens de agrotóxicos. Os fabricantes são, por sua vez, responsáveis pela destinação das embalagens vazias após a devolução por parte dos usuários. É importante saber que é obrigação das lojas receber as embalagens e encaminhá-las aos fabricantes ou centrais de recolhimento. Estabelecimentos comerciais que se recusarem a receber as embalagens, ou que as receberem, mas armazenarem fora das normas de segurança, ou não providenciar a destinação correta das mesmas, devem ser denunciados para a Secretaria Estadual de Agricultura e o Ministério Público Estadual. Neste caso, a denúncia pode ter ainda um papel pedagógico, estimulando os comerciantes a buscar soluções para o problema. O procedimento com os agrotóxicos vencidos é equivalente ao das embalagens vazias. Os produtos classificam-se em classes, e são identificados por

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cores. Assim, produtos da classe toxicológica I são extremamente tóxicos, e identificados com uma faixa vermelha; na classe toxicológica II, altamente tóxicos, e faixa amarela; na III, medianamente tóxicos, faixa azul; e, na IV, pouco tóxicos, faixa verde. Contudo, nem mesmo o produto de tarja verde está liberado de controle. O termo domissanitário é utilizado para identificar os saneantes destinados a uso domiciliar. Os saneantes são substâncias ou preparações destinadas à higienização, desinfecção ou desinfestação domiciliar. São exemplos de saneantes os detergentes, alvejantes, amaciantes de tecido, ceras, limpa-móveis, limpa-vidros, polidores de sapatos, removedores, sabões, saponáceos, desinfetantes, produtos para tratamento de água de piscina, água sanitária, inseticidas, raticidas, repelentes, entre outros. FontE: dEpartamEnto dE mEio ambiEntE quinta da baronEZa


meio ambiente » Edição 50 48 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

dESTINO CERTO O que fazer quando um enxame de abelhas é encontrado em um local indesejado, como o telhado - ou até a lavanderia - de uma residência? Na Quinta da Baroneza, o proprietário deve entrar em contato com o setor de atendimento, pelo telefone (11) 4892.2800 (ramal 211), fornecendo detalhes do local em que se encontra o enxame. A solicitação é então enviada, de imediato, ao Departamento de Bombeiros e Meio Ambiente da Baroneza, que avaliará a situação, indicando o

Fotos: 1, 3 E 4 - mariana l. gatti; 2 - arquivo FontprEss; 5 - sErgio shibuya; 6 - angEla castilho; E 7 - divulgação apacamE

SERVIÇO Apacame – www.apacame.org.br Curso Prático de Apicultura (20 horas de duração) Local: Sítio Tanquinho, Santana de Parnaíba Informações: (11) 3862.2163

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procedimento correto. Ciro Antonio Dias explica que o empreendimento mantém um convênio com um apiário que faz o manejo responsável das abelhas. “Em casos de emergência, o nosso bombeiro realiza alguns procedimentos, sempre quando há um risco iminente. Em alguns casos, se necessário, chamamos uma empresa de controle de pragas”, diz. “Em cada situação é aplicado um método específico de remoção. Os enxames de abelhas que produzem mel, por exemplo, são retirados em caixas próprias e enviados ao apiário”, esclarece Ciro.

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Golfe Clube » Edição 50 50 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

recomendo a leitura, no livro de regras, da seção “Etiqueta”, um guia prático para uma convivência sadia e agradável no golfe, com consideração pelos outros jogadores e cuidados com o campo. Este esporte muitas vezes é jogado sem a presença de um árbitro. Depende muito mais da integridade do indivíduo mostrar consideração pelos outros jogadores e pelas regras. Um dos aspectos que devemos observar é a segurança. Antes de qualquer movimento com o taco, deve-se observar se, nas proximidades, não há ninguém que possa ser atingido pelo taco, pela bola, ou mesmo por alguma pedra no chão. Não se deve jogar se o grupo à sua frente estiver muito perto. Se algum jogador bater uma bola na direção onde há risco de atingir alguém, ele deve imediatamente gritar um aviso. A palavra tradicional é “fore”. Pode ser também “bola”. Não faça barulho quando seu parceiro de grupo for jogar. Desligue o celular no driving range/ putting green. Nos jogos em que o marcador leva o cartão do jogador, é sempre aconselhável checar o resultado do buraco terminado. Os golfistas devem jogar sem demora. Quando perderem tempo, ou ficarem com o buraco à frente livre, devem permitir que o grupo de trás passe. Para não perder tempo, o participante deve estar pronto para jogar, tão logo seja a sua vez. Quem usa o carrinho, ao chegar no green, deve posicioná-lo próximo à saída para o tee seguinte, evitando ter de voltar após o termino do buraco. Use sempre a bola provisória em caso de dúvida. O prazo é de cinco minutos para a procura de bola perdida. Nestes casos, convide o grupo de trás a passar.

Foto: chEma llanos

etiQueta

O cuidado com o campo é fundamental. Bunkers devem ser rastelados, e divots devem ser completados com areia. Na saída para o campo, no starter, estão disponíveis saquinhos com areia, que devem acompanhar os jogadores em todo o campo. Piques de bolas nos greens devem ser consertados. Os sapatos nos greens também podem deixar marcas. Consertem-nas depois de finalizado o


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buraco, e antes de deixar o green. As normas de carrinhos também devem ser observadas. Não ande fora dos cart paths, nem perto demais dos greens. Ande sempre pelo rough, quando não houver cart paths. Em dias em que o campo estiver molhado, procure evitar as áreas baixas. Se os jogadores seguirem essas diretrizes, o

jogo será bem mais agradável para todos. Se algum golfista desrespeitar estas considerações por uma volta ou um período de tempo, este deverá sofrer medidas disciplinares. Em caso grave, de acordo com a Regra 33-7, poderá ser desclassificado. Bom jogo e bom divertimento!

* Marco Ruberti é jogador e treinador profissional, filiado à ABPG (Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe) e head pro do QBGC.


Por uma Boa cauSa o clube hípico reservou duas datas nos meses de abril e maio para ações beneficentes, envolvendo os condôminos da Quinta da Baroneza Fotos: Edson Foto E mariana l. gatti no dia 14 de abril, foi realizada uma exposição de artistas associados, seguida de jantar assinado pela chef Silvana Cintra. Adolfo Leiner, Diogo Doria, Martha Cardoso, Vera Giorgi e Vera Souto exibiram suas obras de arte na sede do clube, e parte da renda obtida no evento foi revertida para a APAE de Itatiba – organização sem fins lucrativos que promove o atendimento e inclusão de pessoas com deficiência intelectual. Já no dia 26 de maio, o chef português Vitor Sobral recebeu proprietários e familiares para um delicioso almoço – um tanto atrasado, vale ressaltar – no restaurante, em ação em benefício do Centro Pró-Autista. “Achei super simpática a ideia da Andrea Robortella de organizar uma exposição no clube com amigos, e agitar a Baroneza. Foi um sucesso, tanto que ela fará outras. O jantar beneficente, por sua vez, foi

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acontece

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SERVIÇO APAE ItAtIBA http://itatiba.apaebrasil.org.br/

CEntRo PRó-AutIStA http://centroproautista.org.br/portal/


acontece » Edição 50 54 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

uma delícia, e é muito bom ajudar a comunidade”, afirma a condômina e artista plástica Vera Souto. “Eu também gostei muito de expor minhas fotos na Baroneza. Foi uma noite muito especial, principalmente por ter sido junto com grandes artistas. E o fato de ter sido um jantar beneficente é, por si só, algo maravilhoso. Em momentos como este sentimos mais esperança no mundo e nas pessoas”, conclui o fotógrafo Diogo Doria, que assina a imagem de Capa desta edição da revista naBaroneza.

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acontece » Golfe Clube » Edição 50 56 » www.QUINTADABARONEZA.com.br


Dia de congraçamento Fotos: Mariana L. Gatti No dia 26 de maio, o Quinta da Baroneza Golfe Clube sediou a primeira etapa da “Taça Congraçamento”, em que a equipe de casa disputa ponto a ponto com o Itanhangá Golf Clube, do Rio de Janeiro. A Baroneza venceu esta etapa e, por conta disso, a taça permanecerá no QBGC pelos próximos seis meses – o próximo desafio com o Itanhangá está marcado para o feriado de 15 de novembro, no Rio. Veja alguns cliques.


acontece » Clube Hípico » Edição 50 58 » www.QUINTADABARONEZA.com.br


Caça às bolinhas na Páscoa Fotos: Diogo Doria Na Páscoa da Quinta da Baroneza, as bolinhas de tênis foram tão – ou mais – disputadas quanto os ovos de chocolate. Adultos e crianças se divertiram nas clínicas e torneios realizados pelo Clube Hípico no sábado do feriado. Entre uma disputa e outra, foram recebidos para um delicioso almoço com música ao vivo no restaurante da sede. Acompanhe alguns momentos!


acontece » Clube Hípico » Edição 50 60 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

FazENdO a dIFERENÇa Fotos: Edson Foto A disputa do ranking interno Quinta da Baroneza segue com força total. No dia 22 de abril, foi realizada a segunda etapa de 2012, no picadeiro central do Clube Hípico. Amigos e familiares deram aquela força na torcida – e a naBaroneza esteve lá para conferir.


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Na Estrada » Edição 50 64 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

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um cláSSico francÊS


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por luana garcia

um restaurante diferenciado, com um proprietário idem. assim é o le troquet, pérola da gastronomia a menos de meia hora de carro da Baroneza

referÊncia em camPinas – há 37 anos lançou, de forma pioneira, o conceito de alta gastronomia na cidade – o restaurante de culinária francesa Le Troquet conserva uma aura imponente, quase nostálgica. Desde a decoração peculiar, marcada pela iluminação soft de muitas velas e o conforto de cadeiras espaçosas, as cascatas d’água que correm por fora das inúmeras janelas de vidros a seus amplos salões. O menu clássico é mantido intacto, com raríssimas (e bem pensadas) atualizações, com certeza parte da sua fórmula de sucesso e longevidade. Mesmo “quarentão”, o restaurante segue eleito pela revista Veja Campinas (de maneira invicta, vale ressaltar) como o “melhor francês da cidade” – desde que o prêmio foi criado, em 2004, ele já acumula oito títulos. Fama que vai além dos domínios campineiros e se estende até a capital paulista: aos finais de semana, muitos deixam São Paulo só para desfrutar de uma refeição no Le Troquet. Para os proprietários da Baroneza, a “árdua tarefa” de visitar (e revisitar) o francês é ainda mais fácil. O restaurante fica a aproximadamente 25 minutos de carro do empreendimento. Sua clientela é bem exigente, e não se importa em pagar um pouco mais para apreciar delícias primorosamente executadas. Muitos pedem sempre o mesmo prato, mesmo diante de um cardápio extenso – são muitas as opções –, passando por carnes vermelhas, como o (famoso) cordeiro, peixes e frutos do mar. Clientes que frequentam o local há anos não abrem mão de suas receitas preferidas. É que, no Le Troquet, as pessoas têm quase que uma ligação afetiva com os pratos e o local.

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Na Estrada

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À esq., adega climatizada com mais de 240 rótulos; nesta pág., detalhe do Bar Unique, cujas paredes lembram uma caverna de gelo

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Do vasto menu aos peculiares elementos decorativos dos salões, tudo é fruto da mente inquieta e fascinante de Henri Sauveur Hirigoyen, natural de Saint-Étienne-de-Baïgorry, no sul da França, mas que se considera brasileiro (e campineiro) de coração. Avesso a entrevistas e ao contato pessoal com os clientes, Henri carrega uma injusta fama de "antissocial", que cai por terra já no primeiro contato com a reportagem da revista naBaroneza. Marcamos uma conversa informal ao final do almoço de uma segunda-feira comum do mês de maio. Mesmo ocupadíssimo chefiando os serviços, ele faz questão de mostrar detalhes dos ambientes, suas cores, enfeites e propostas com uma paixão e brilho no olhar bastante peculiares. "Quando abri o restaurante, pensei na ideia da harmonia, do belo. Alguns acham que eu me inspirei em Gaudí (arquiteto catalão), o que é uma grande injustiça. Tudo isso veio como inspiração, saiu da minha cabeça", garante. Henri fundou o restaurante em 1975, em parceria com um amigo francês. Vinha de um período conturbado nos Estados Unidos e, na época, não tinha pretensão alguma de se estabelecer no Brasil. "Para mim, o país remetia a futebol, samba, Carnaval e florestas", recorda. Uma vez aqui, encontrou um campo fértil de liberdade e expressão artística, que o encantou de imediato. "Eu sempre convivi com a prepotência do chamado Primeiro Mundo. E, quando cheguei aqui, vi

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Na Estrada » Edição 50 68 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

Filet au Poivre: há anos, o campeão em pedidos no Le Troquet

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que o Brasil era muito mais do que eu pensava.” Em plena década de 70, o Le Troquet antecipou o potencial da alta gastronomia em Campinas e, posteriormente, no distrito de Souzas, investindo em um serviço de altíssima qualidade e requinte. Seu sucesso foi imediato. "Quase me perdi nessa fase da vida. Mas o próprio restaurante me trouxe de volta, me salvou.” Os salões são hoje decorados com lembranças curiosas (como máscaras africanas, por exemplo) de viagens de Henri pelo mundo. As mesas, por sua vez, são espaçosas e confortáveis, e a iluminação é propositalmente escassa, conferindo privacidade e acolhimento. São ambientes versáteis, que comportam bem desde refeições românticas, encontros animados com amigos até reuniões de negócios. No cardápio, criado pelo próprio chef Henri, com contribuição do chef Gerard Jeranno (que também auxilia o proprietário no dia-a-dia do Le Troquet), receitas tradicionais francesas, com pitadas mediterrâneas e um temperinho bem brasileiro. Tudo é preparado a la minute, valorizando o cozimento de cada ingrediente. Os anos passam, mas o Filet au Poivre (veja na foto) – generoso filet acompanhado de purê de espinafre, cenouras e batatas confit – segue como o campeão de pedidos. Mas podem provar também o Confit de Canard – coxa de pato cozida em sua própria gordura, guarnecida de arroz, creme de espinafre e cenoura, o Badejo à la Maison, peixe com

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molho à base de azeite, alho e camarão e, favorito de muitos, o Sole Le Troquet, linguado com molho de maracujá e camarões, ou as apetitosas costelinhas de carneiro. Delícias harmonizadas com ótimos vinhos – o francês mantém uma rica adega climatizada de vinhos brasileiros e internacionais (são cerca de 240 rótulos), representando, segundo Henri Hirigoyen "diferentes regiões e vinícolas do novo e do velho mundo". E não esqueçam de reservar espaço para a sobremesa, como os profiteroles de chocolate.

Música e diversão

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A gastronomia exemplar não é o único ingrediente da receita de sucesso do melhor francês de Campinas. Anexo ao restaurante, funciona o Bar Unique do Le Troquet, composto por bar e pista de dança. As paredes do local – bem brancas e irregulares – remetem à uma grande caverna de gelo, mas passam longe de sua frieza característica. São permeadas por furos que acomodam pequenas velas acesas todas as noites e criam uma atmosfera aconchegante e etérea. "Considero o clima do bar especial, encantado. É um lugar de paz e relaxamento, tem quase que uma conotação mística. É muito raro presenciar uma discussão aqui, ao contrário. Só vejo amigos confraternizando, casais namorando", narra o chef e proprietário, Henri Hirigoyen. O clima romântico e acolhedor do Unique se estende à pista de dança, cuja decoração é inspirada na Tailândia e onde o bate-estaca que impera em muitas baladas de Campinas definitivamente não tem vez. Na seleção do DJ, a nova e velha guarda da música nacional e internacional, além do melhor da dance music, black, house, jazz, entre outros hits que marcaram diferentes épocas e gerações.

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O proprietário Henri no ateliê de sua residência, em Joaquim Egídio: a pintura e a escrita têm disputado a atenção do chef nos últimos anos


Na Estrada » Edição 50 72 » www.QUINTADABARONEZA.com.br E não pense que os doces autofalantes do Le Troquet afastam o público, ao contrário. Aos finais de semana, os ambientes descontraídos do bar e da pista são tomados por casais e grupos de amigos. Burburinho este, importante ressaltar, confortavelmente mantido à parte do restaurante. No caminho que leva à pista de dança, Henri nos indica uma pequena passagem que leva à uma saleta com diversos quadros de sua autoria, um mix de cores e tamanhos. A pintura, assim como a escrita, têm disputado a atenção de Henri nos últimos anos. É autor de sucesso na área da Psicologia, e assina três livros "Princípio de uma Transformação", "Hamaal, a Universidade do Deserto" e "Brasil, Território da Transformação" - este último prestes a ser lançado na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty). Apenas dois meses por ano se põe integralmente à frente da cozinha do Le Troquet. "É quando eu respiro e coloco as coisas nos eixos por aqui. Ministrar palestras e escrever é uma delícia, mas cozinhar me conserva os dois pés no chão." Em meio às tantas - e distintas atividades do chef francês no Brasil, o restaurante exerce um papel fundamental em sua vida. "Para mim, o Le Troquet é quase uma entidade. É ele que me mantém firme, e me liberta financeiramente para tocar meus projetos pessoais e profissionais. Cada vez que começo a perder um pouco o equilíbrio, ele me chama de volta à realidade. Os livros me jogam lá em cima, e o Le Troquet me puxa de volta. Além do que,

a comunicação na cozinha do restaurante funciona como um exercício de humildade pra mim", afirma. No dia-a-dia, o chef não gosta de responder a e-mails, nem de falar ao telefone. É enfático sobre a sua personalidade. "Não quero que as pessoas venham até o Le Troquet para me conhecer, falar comigo. Tenho outras formas de me comunicar com as pessoas e uma delas é pela minha comida. Quero que venham pelo restaurante em si. Até porque, quando eu me afastar daqui, quero que o negócio continue, que siga sem mim." E ele certamente continuará.

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SaIBa maIS www.letroquet.com.br Livros Henri Sauveur Hirigoyen www.confrariadolivro.com.br

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O chef Henri Hirigoyen, pilotando a cozinha do Le Troquet

Fotos: 1, 3, 6, 7, 8, 9, 10 E 11 – chEma llanos; 2, 4 E 5 – divulgação

atenÇão redoBrada noS PaSSeioS de fÉriaS durante todo o mÊs de julho, o tráfego de veículos nas rodovias que dão acesso à Quinta da Baroneza aumenta consideravelmente. Isso exige uma atenção redobrada por parte dos motoristas, que devem respeitar os limites de velocidade, utilizar assentos próprios para crianças, além do cinto de segurança em todas as pessoas acomodadas no automóvel, inclusive nos bancos traseiros. Paradas ao longo do trajeto devem, por sua vez, ser evitadas, já que estas facilitam abordagens indesejadas por parte de estranhos. Do lado de fora do veículo, os cuidados não são menos importantes. Destinos turísticos voltados às famílias são alvos frequentes de ações criminosas. Por isso, adote uma postura cautelosa: opte por locais seguros e movimentados, e mantenha-se atento à movimentação nos arredores. A equipe de segurança da Quinta da Baroneza está de prontidão, 24 horas, para atender emergências e demais solicitações por parte dos condôminos, no telefone (11) 4032.3535.

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olhar atento àS aveS Quinta da Baroneza atrai pássaros que passeiam com tranquilidade pelas áreas comuns e se refugiam nas reservas ambientais do empreendimento. com tanta beleza nessa exposição natural, o convite à observação é praticamente irrecusável por ÁurEa FortEs

a Prática conhecida como birdwatching surgiu nos Estados Unidos e na Inglaterra, mas é impossível determinar desde quando o ato de observar pássaros atrai e encanta os fãs da natureza. Com um pouco de sensibilidade e traquejo é possível encher os olhos com aves raras ou não. Todas têm suas peculiaridades, e encantam por suas cores, pela delicadeza e até mesmo pelo comportamento, seja ele irrequieto ou mais moroso. As aves frequentemente observadas na Quinta da Baroneza são a Corujaburaqueira (Athene cunicularia), a Seriema (Cariama cristata), as Garças (Butorides striata e Ardea alba), os Jacus (Penelope obscura) e o Quero-quero (Vanellus chilensis). O Jacu é uma atração à parte, já que, mesmo ameaçado de extinção no Estado de São Paulo, é bastante comum na Quinta da Baroneza. Contudo, há outras espécies, como o Tucano do bico verde (Ramphastos dicolorus), que podem ser observadas com uma frequência ainda maior. A bióloga Adriana Akemi Kuniy, coordenadora de fauna na Quinta da Baroneza, explica que, no mundo das aves, registram-se diversos tipos de migração. Algumas espécies se deslocam para outro hemisférios, tais como os e.g Scolopacídeos, e outras fazem uma migração local, como o Tesourinha (Tyrannus savana). Este último se dirige para a Amazônia de fevereiro a julho, e pode ser observado na Quinta da Baroneza de julho a dezembro. O mês de setembro corresponde ao período de nidificação, quando a ave faz seu ninho.

Entrosamento A prática de observar pássaros é simples, e pode contribuir, de maneira bastante positiva, na relação pai e filho. Ao sair de casa, os pais podem incentivar os pequenos a observarem as aves nos jardins, nos arredores do Lago das Palmeiras, e com o tempo, nas trilhas que recortam as RPPN’s

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Bem Viver

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(Reservas Particulares do Patrimônio Natural), onde é mais complexa a observação. Juntos, podem analisar e anotar as características das aves, bem como diferenças nos cantos e nos comportamentos das mesmas. O iniciante deve começar identificando as espécies mais fáceis. Em primeiro lugar, observe o tamanho, a cor do bico, as penas e o tipo de vôo. “Repare, por exemplo, no tipo de vôo do Pica-pau, que difere do da Andorinha, que é em círculos”, indica a bióloga Adriana. Para ajudar na identificação, recomenda que se consulte bons guias de aves (veja algumas indicações na pág. 78). Quem já tem um pouco mais de prática em birdwatching, deve visitar o interior das RPPN’s. Lá podem ser observados bandos mistos de aves, nada mais do que diversas espécies agregadas com o objetivo de se obter alimentos. “É muito interessante essa observação, porque a presença desse bando mostra que a área comporta espécies sensíveis, e apresenta um bom grau de conservação ambiental”, explica Adriana. Ainda nas trilhas, os condôminos podem conferir espécies florestais de pequeno porte e que são sensíveis às alterações ambientais, tais como os representantes da famílias Dendrocolaptidae, Formicaridae, Thamnophilidae, entre outros. O que pode parecer conversa de especialista, com um pouco de informação e prática ganha força no bate-papo entre pais, filhos e interessados na observação de pássaros.

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Fotos: 1 - chEma llanos; 2 E 3 - sErgio shibuya

dICaS  Tenha paciência e não faça barulho, pois qualquer ruído espantará as aves mais sensíveis;  Acorde bem cedo (por volta de 5h30), já que as aves são mais ativas no período da manhã;  Ao percorrer as trilhas das RPPN’s na Baroneza, perceba que os pássaros cantam mais no início da manhã – entre 5h30 e 7 horas aproximadamente;  É recomendado que se tenha em mãos binóculos, caderno de anotações e um bom guia de campo – que pode ser um livro ou um guia de bolso;  Caminhe devagar e calmamente, observando os cantos e o dossel (parte superior) das árvores;  É possível fazer essa observação em qualquer época do ano, mas na primavera as aves ficam mais conspícuas, ou seja, tornam-se mais visíveis;  Não existe uma idade ideal para uma criança fazer a observação, mas se ela tiver muito interesse por animais, a prática pode ter início aos seis anos.


Bem Viver » Edição 50 78 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

EQuIPE-SE PaRa a OBSERVaÇÃO dE PáSSaROS LEICA uLtRAVID 8X42 HD Imagens com excelente contraste, em um equipamento de design ergonômico. Essa é a proposta dos binóculos deste modelo. O capricho está no revestimento, ideal para quem vai ao campo, expondo-se à água e terra. Preço aproximado: R$ 10.500

GuIA DE CAMPo toDAS AS AVES Do BRASIL Quase uma edição de colecionador, o guia de campo “Todas as aves do Brasil”, da Editora Dall, de Deodato Souza com colaboração de Osmar Borges, foi lançado em 1998, teve uma segunda edição em 2004 e, dois anos depois, conquistou a “terra da rainha”. A versão em inglês foi publicada pela Subbuteo Natural History Books, da Inglaterra. Todas essas edições estão esgotadas e, para ter acesso ao bom conteúdo, só mesmo pesquisando na Internet.

GuIA DE CAMPo AVES DA GRAnDE SÃo PAuLo A primeira edição do ”Guia de Campo Aves da Grande São Paulo”, da Editora Aves e Fotos, foi idealizada pelo biólogo Pedro Develey e pelo fotógrafo Edson Endrigo, e lançada em 2004. A segunda edição foi revisada e ampliada, com a inclusão de outras 37 espécies – totalizando 310 aves ilustradas em fotografias, textos sobre a biologia das espécies e as principias características que auxiliam na identificação, em português e inglês. Este guia é de grande utilidade não só na cidade de São Paulo, mas também em outras cidades e áreas de Mata Atlântica, como a Quinta da Baroneza. Preço aproximado: R$ 50

LEntE PoDERoSA Teleobjetiva com zoom, modelo EF 75-300mm f/4-5.6 III. Lente ideal para imagens externas, com zoom e foco automático. Distância focal e abertura máxima de 75 a 300 mm 1:4-5.6. Ajuste do foco com sistema de extensão giratório do grupo frontal com micromotor. Preço aproximado: R$ 900

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Bem Viver » Edição 50 80 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

GuIa dE CamPO NaBaRONEza Tucano toco (Ramphastos toco) Típico representante da família dos tucanos. É uma espécie onívora, ou seja, alimenta-se de frutos, sementes e até de filhotes de aves. Considerado o maior dos tucanos, é uma das espécies-símbolo da região do Cerrado. Ao contrário de outros tucanos brasileiros (temos mais três tucanos), habita áreas abertas. Vive em casais ou em bandos, e pode ser facilmente identificado pelo tamanho, coloração e o tipo de voo. A vocalização da espécie é um resmungo grave.

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João-de-barro (Furnarius rufus) Tipicamente conhecido pelo ninho que constrói, é frequentemente visto na Baroneza. Há uma lenda que o macho, por medo de ser traído pela fêmea, a manteria fechada na casinha durante o período reprodutivo. Mas isso não passa de história, já que as espécies de aves não apresentam esse tipo de comportamento. É avistado em áreas abertas, como o Campo de Golfe e jardins da Baroneza. Não apresenta dimorfismo sexual, como o Pica pau do campo – ou seja, não é possível diferenciar facilmente o macho da fêmea. A identificação é dada pela coloração marrom ferrugíneo por cima, e a garganta mais clara. A espécie caminha decidida pelo solo, e outras aves acabam utilizando os ninhos abandonados pelo João-de-barro.

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Tucano do bico verde (Ramphastos dicolorus) O Tucano do bico verde costuma ser menos visto, e é menor do que o Tucano toco. É um predador que alimenta-se de insetos e invertebrados. É dispersor de sementes, e ocupa áreas florestadas. Forma casal e por vezes mantém grupos. É territorialista. Não tem o chamado dimorfismo sexual.

Coruja-buraqueira (Athene cunicularia) Representante da família das corujas, tem hábitos diurnos. É muito comum encontrá-la em áreas abertas e perto dos lagos da Quinta da Baroneza. Os pais constroem as tocas e criam seus filhotes ali, alimentando-nos com insetos e pequenos vertebrados.

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Bem Viver » Edição 50 82 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

Anu-branco (Guira guira) Espécie facilmente detectada na Quinta da Baroneza, em áreas com interferência antrópica, ou seja, feita pelo homem. As penas da cabeça estão sempre eriçadas, e apresentam coloração branco-amarelada. Alimenta-se de insetos, tais como formigas, lagartas, grilos, baratas, entre outros. Vive em bandos de dez, no geral. No inverno, as aves do bando se aconchegam umas às outras, e pernoitam juntas. Pode parasitar os ninhos do anu preto. Há casos em que os ovos são chocados de uma só vez – como no caso do Chopim (Molothrus bonariensis).

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Biguá (Phalacrocorax brasilianus) Ave mediana, observada frequentemente perto do Lago das Palmeiras. Considerada uma boa nadadora, mergulha com facilidade e consegue pescar os peixes. A espécie, ao nadar, lembra um pato. É vista em lugares em que há peixes, e parece ser nômade. Costuma pousar sobre troncos de árvores, de asas abertas, secando ao sol, principalmente depois de se alimentar.

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Jacuaçu (Penelope obscura) O jacu parece uma “galinhona”. Anda em bandos, e ajuda na dispersão das sementes na Quinta da Baroneza. Alimenta-se de sementes e alguns insetos. Está ameaçado de extinção no Estado de São Paulo. Vocaliza para manter o território, e é possível ouvir seu ruído a um quilômetro de distância. Os predadores conseguem localizar a ave a partir dos sons que ela emite. Tem hábitos florestais e, por este motivo, gosta da borda e do interior da floresta da Baroneza.

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Canário-da-terra (Sicalis f laveola) Espécie muito admirada pelo canto e visada para fins de domesticação, se alimenta principalmente de sementes e insetos encontrados no chão. Vive em campos secos, de cultura e Caatinga, bordas de matas, áreas de Cerrado, campos naturais, pastagens abandonadas, plantações e jardins gramados. Na Baroneza, pode ser encontrada em áreas abertas e na borda da floresta. Costuma ser identificada pela coloração amarelo ouro nos machos – já a fêmea apresenta um tom mais desbotado.

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Seriema (Cariama cristata) Único representante da família Cariamidae, tem um canto forte e estridente, que pode ser ouvido a um quilômetro de distância. No período reprodutivo, inicia o canto antes de clarear, e é vista em casais ou pequenos bandos. Alimenta-se de insetos e pequenos vertebrados. Ao se sentir ameaçada por um automóvel, por exemplo, pode atingir a velocidade de 40 a 70 quilômetros por hora.

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Lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta) Espécie facilmente identificada por sua coloração branca e preta. É visualizada próximo a ambientes aquáticos. O casal constrói seus ninhos, e tem ovos brancos e machados de marrom. Alimenta-se de insetos, e apresenta um canto característico. É conhecida como lavadeira mascarada por conta da “máscara” preta no olho, e por estar sempre próximo a ambientes com influência aluvial.

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Pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) Constitui pequenos bandos e procura seu alimento – formigas e cupins – no solo, entre as pedras, e até em estradas de terra. Há diferenças entre o macho e a fêmea, sendo que o macho apresenta a “bochecha” vermelha. Nidifica em tocas escavadas em troncos, postes e cupinzeiros, e sua vocalização lembra um “chãchãchã” – daí vem o nome popular de “pica pau chanchã”. Pode ser visualizado em áreas abertas e na região do Cerrado. Na Baroneza, é encontrado em jardins e nas bordas das RPPN’s.

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Periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalma) Ave pertencente à mesma família dos papagaios. Forma grandes bandos, e alimenta-se de sementes e frutos. É considerada uma espécie monogâmica, ou seja, escolhe um parceiro para a vida toda. A visualização desta espécie ocorre, geralmente, no dossel dos remanescentes florestais da Baroneza. Quando pousada, a espécie vocaliza fortemente, sendo rapidamente identificada. Porém, ao pousar em galhos com muitas folhas, fica mimetizada, sendo difícil sua visualização. Infelizmente, esta ave é muito visada para fins de domesticação. Ela lembra muito um papagaio (do gênero Amazona), mas não tem a capacidade de imitar o som humano como ele. 12

Tesourinha (Tyrannus savana) Uma das únicas espécies de aves da Quinta da Baroneza com migrações para a região Norte do Brasil. Pertence à mesma família do Bem-te-vi (Tyrannidae), e pode ser identificado pela cauda em formato de tesoura – daí a origem do nome popular. Alimenta-se principalmente de frutos em época de migração, podendo ingerir insetos. Habita principalmente locais abertos, como o Cerrado, pastagens, áreas de cultura, mas também pode ocupar áreas de mata e até mesmo cidades.

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Fontes: Adriana Akemi e Priscila Machion Leonis

Fotos: 1, 5, 6, 7, 9, 10, 11 E 12 - priscila machion lEonis; 2 - FlÁvio ubaid; 3 - KlEbEr rodriguEs; 4, 8 E 13 - sérgio shibuya


Foto: divulgação ZooparquE itatiba

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aVIáRIO GIGaNTE Em ITaTIBa Colocar os turistas em contato bem próximo com as aves é a proposta do Zooparque Itatiba. No Aviário da Alegria, os visitantes entram em um espaço próprio para visualizar os pássaros, que convivem bem com os curiosos. Para preservar as espécies, a área leva uma tela que forma um grande viveiro neste walkthrough com 1.400 metros quadrados. A proteção chega a oito metros de altura, indo além das árvores e dando mais liberdade aos pássaros. Com a exposição de cerca de mil aves, o Zooparque Itatiba começou suas atividades em 1994, sob o nome de Paraíso das Aves. Na época, eram expostos apenas pássaros. Hoje, são

SERVIÇO ZooPARquE ItAtIBA Sítio Paraíso das Aves, sem número Rodovia Dom Pedro I, km 95 Bairro Paraíso das Aves, Itatiba - SP www.zooparque.com.br Tel.: (11) 3323.6216

aproximadamente 70 espécies de animais diversos. Dentre os ameaçados de extinção, estão o Guará vermelho, o Colhereiro e o Anhuma. Algumas dessas espécies já chegaram a se reproduzir no local. Também estão no aviário o Ibis sagrado, Curicaca, Pernilongo (conhecido como ave pernalta) e vários tipos de marrecos e gansos. O administrador Hans Ulrich Furrer destaca que é importante que o visitante tenha em mente que está na casa dos animais. “Não se deve interferir em nada. Não é permitido alimentar, correr, fazer barulho ou espantar as aves”, afirma. Para conhecer melhor o aviário, recomenda-se a realização de uma visita monitorada, que deve ser agendada e contratada com antecedência na bilheteria do Zooparque. De maneira geral, o local conta com monitores que fiscalizam a ação do público e zelam pelos animais. Ainda de acordo com Furrer, o Aviario da Alegria é o maior aviario de voo livre (walkthrough) do Brasil, e o local já foi patrocinado pela apresentadora Eliana e pela Ambev. O espaço fica aberto todos os dias, das 9 às 17 horas. O valor do ingresso para adulto é de R$ 24. Crianças de 3 a 12 anos e maiores de 60 anos pagam R$ 15.

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Paisagismo » Edição 50 88 » www.QUINTADABARONEZA.com.br

vem cheGando o inverno... com o início da estação mais fria do ano, as plantas reagem às baixas temperaturas das mais diferentes formas, assim como nós. Umas, em meio à paisagem triste, liberam aos montes suas folhas (espécies caducifólias), enquanto que outras formam uma explosão de flores, quebrando a monotonia do inverno com suas cores e perfumes. Muitas espécies com bulbos necessitam da ação do frio como estímulo para iniciarem o processo de produção de flores. As baixas temperaturas também controlam, por sua vez, a proliferação de pragas e doenças. Algumas espécies entram em hibernação e praticamente param seus processos vegetativos, reservando energia para a chegada da primavera. Mesmo assim, não podemos fugir dos cuidados básicos no jardim. Aproveite para dar uma “geral” no gramado.

Corte a grama e varra bem na sequência, retirando não somente a grama aparada, mas os restos de aparas antigas que acabam por formar uma camada espessa que, nesta época do ano, favorece o surgimento de fungos. Depois desta retirada, o ideal é arejar o solo, perfurando-o com garfos ou ferramentas próprias para esta tarefa. Ao abrir furos no solo, permitimos a entrada de oxigênio, favorecendo a saúde das raízes. Faça uma leve cobertura com substratos específicos – desde que não seja uma camada muito espessa, que pode prejudicar o desenvolvimento do gramado. Aconselho uma camada de dois centímetros. A adubação deve ser feita com produtos orgânicos, que liberam os nutrientes mais lentamente – o que é muito bom, uma vez que as plantas também reagem de forma mais lenta no inverno. Melhor ainda é usar adubos líquidos, sejam eles aplicados por irrigação ou pulverização. O aproveitamento destes produtos é mais eficiente e mais rápido nesta época do ano, por se tratarem de macromoléculas (é como se o adubo já viesse “mastigado” para as plantas). Realize a poda de arbustos e trepadeiras que não estejam em florada, retirando galhos e folhas mortas. Essa limpeza, associada à pulverização geral do jardim com sulfato de cobre, é muito favorável. Não deixe de fazer a irrigação, mas sem exageros para não apodrecer as plantas. Em suma, curta a paisagem. Um bom vinho à mesa, na companhia dos familiares e amigos, e em meio a uma explosão de azaleias, gardênias, entre outras espécies características da estação, vão aquecer os seus dias!

Mauro Contesini é paisagista - www.maurocontesini.com.br / www.thegardener.com.br


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Foto: luciano trEvisan

PrudÊncia e reSPonSaBilidade ao volante aPesar das orientaçÕes transmitidas periodicamente aos associados e seus convidados, através da revista naBaroneza, impressos entregues nas portarias, envio de circulares, entre outros meios, tem-se percebido um sensível aumento na incidência de jovens, menores de idade, na condução de veículos automotores no Residencial Quinta da Baroneza. Com o intuito de resguardar a segurança dos jovens e da comunidade em geral dos riscos a que ficam expostos, reiteramos os pedidos de atenção e cumprimento às regras do loteamento embasadas pelo Código Nacional de Trânsito. Determina o regulamento interno da Baroneza que qualquer veículo automotor - até mesmo as bicicletas - trafegue a uma velocidade máxima de 30 km/h em qualquer área do loteamento. A preferência sempre é dos pedestres, cavaleiros e ciclistas. Conforme também disposto, os veículos automotores, inclusive os não convencionais, tais como carrinhos de golfe, motonetas, buggies, quadriciclos, etc., devem ser conduzidos ou manobrados somente por motoristas maiores de 18 anos, devidamente habilitados. Mesmo estando na companhia dos pais ou responsáveis, não é admitida a condução de veículos motorizados por menores de idade. Para facilitar o deslocamento seguro dos

jovens pelo empreendimento, a Sociedade Residencial coloca à disposição um serviço de transporte noturno, gratuito. Para solicitálo, recomenda-se agendar, com pelo menos uma hora de antecedência, pelo telefone: (11) 4892.2800 – opção 1. Por determinação do Conselho Deliberativo, o corpo de segurança intensificará sua atuação no loteamento, conferindo também o cumprimento das regras de trânsito, tendo o auxílio de radares portáteis, lombadas eletrônicas instaladas em pontos estratégicos e máquinas fotográficas. O descumprimento do regulamento interno por parte dos associados, seus familiares, bem como de seus colaboradores e convidados, caracteriza infração e, por consequência, acarreta ao associado titular a aplicação de advertência ou multa, conforme o caso. Vale lembrar que as ruas da Baroneza são públicas, da cidade de Bragança Paulista, e portanto sujeitas à legislação de trânsito do país. Certos da compreensão e colaboração de todos em resguardar a qualidade de vida, tranquilidade e segurança na Quinta da Baroneza, subscrevemo-nos. Cordialmente, Eduardo Eichenberger Diretor-superintendente

Membros do Conselho Deliberativo da Sociedade Residencial quinta da Baroneza e Clube Hípico quinta da Baroneza: José Roberto D´Affonseca Gusmão (Presidente); Carlos Jorge Loureiro (Vice-Presidente); Alberto Jacobsberg; Andre Pinheiro de Lara Resende; Carlos Mario Siffert de Paula e Silva; Eliane Consentino; Fernanda Zocchio Semeoni; Rafael Marques Canto Porto; Renato Velloso Dias Cardoso; Ricardo Ermírio de Moraes; Ricardo Uchoa Alves de Lima e Silvio Steinberg


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