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# 41//2010

DE NOVO É NATAL

A época mais gostosa do ano na Quinta da Baroneza

GOURMET Delícias especiais, por dois chefs renomados

FÉRIAS DOS PEQUENOS

Diversão e atenção de mãos dadas

A DAY IN THE LIFE

Um dia com os cavalos na Hípica


grande conquista

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Olhar \\ 5

Fotos: Luciano Trevisan (Fotomídia)

naBaroneza #41

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. Extraído do livro “Cadeira de Balanço” Carlos Drummond de Andrade


Rua Luiz Scavone, 711. Fones: 11 4524 5575 / 4538 5455. Itatiba.


Kitty Paranaguรก


Conselho Editorial: Eurico Villela, José Julio Aguiar de Cunto, Renata Alves Lima, Ricardo

Campos Caiuby Ariani e Sérgio Lulia Jacob Superintendência: Sociedade Residencial Quinta da Baroneza - Eduardo Eichenberger Produção e publicação: Fontpress Comunicação

Av. Pavão, 955, cj. 85, Moema – São Paulo, SP – CEP 04516-012 • Tel.: (11) 5044-2557 • E-mail: nabaroneza@fontpress.com.br • Jornalista responsável: Márcio Padula (MTB 30.164) • Editora-chefe: Luana Garcia (MTB 43.879) • Colaboradores: André Soares, Jeiel Delgado, Marco Ruberti e Welton Rodrigo

Alves • Reportagem: Paula Ignácio e Ricardo Coquet• Fotografia: dson Rodrigues Souza, Jamile Torso, Luciano Trevisan/Fotomídia, Márcia Almeida, Mariana L. Gatti, Paula Ignácio, Sérgio Shibuya, Tatyana Andrade, Vera Veiga • Direção de arte e editoração eletrônica: Wagner Ferreira • Diretora comercial: Angela Castilho • Executivos de negócios: Daniela Carile, Leandro Lima e Larissa Salgado • Impressão: Para anunciar:

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CARTA DO EDITOR \\ 9

Mais um ano

naBaroneza #40

A revista naBaroneza envia um agradecimento todo especial à paisagista Cecília Pedroso Berlinck, socioproprietária da Vento Verde, que nos cedeu a charmosa guirlanda retratada pelo fotógrafo Luciano Trevisan na Capa deste número

Foto: ©iStockphoto.com / Oriba

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uscamos sempre na revista naBaroneza mesclar matérias informativas que tragam algo de relevante aos nossos leitores, se possível com muita diversão. Esta edição, a última do ano, se transformou (diga-se de passagem, propositalmente) em um guia de ideias e informações. Por exemplo: na seção Clube Hípico, passamos um dia inteiro na Vila Hípica da Quinta da Baroneza para entendermos como é o dia-a-dia dos cavalos que lá vivem. Descrevemos a alimentação e os exercícios diários que fazem destes equinos animais de talento, força e beleza. Para as festas de final de ano, a seção Especial fala das “manias” e superstições natalinas, da passagem de ano – como a roupa certa (na cor certa) –, e ainda dos festejos em diversas localidades brasileiras. Aproveitando também as datas festivas, a seção Gourmet conta segredinhos de dois grands chefs de cuisine: Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia; e Carlos Siffert, do Tambor Cozinha – ambos de São Paulo –, que nos brindaram com receitas divinas e práticas. Para os presentes de Natal, que tal fugir do óbvio? É só dar uma olhada na seção Vitrine, com dicas de presentinhos e lembranças garimpados em lojas de museus paulistanos. Porém, como não só de festas vive o homem, a seção Férias vem com um recado para que tenhamos mais um período de férias escolares na Quinta da Baroneza com total segurança para pais, filhos, netos e amigos. Leiam e reflitam. É isso, caro leitor! Um Feliz Natal e um 2011 de muita alegria, paz e conquistas! Um grande abraço, Equipe naBaroneza

ÍNDICE

50 10 // Golfe clube

44 // Gourmet

14 // Clube Hípico

50 // Vitrine

20 // MEIO AMBIENTE

58 // Acontece

26 // infraestrutura

Clube Hípico Golfe Clube

32 // Férias

72// Cidadania

36 // Especial

74// Última Página


10 // golfe clube naBaroneza #41

Inovação, ciência e tecnologia no

golfe

Por Rui Raposo // Fotos: Tatyana Andrade

A ciência e tecnologia no golfe têm se mostrado importantíssimas para a evolução da modalidade. No entanto, chega a ser irônico como estas têm sido aplicadas em tantas áreas do esporte, sendo que o ensino da técnica no golfe, para muitos, continua sendo visto apenas como uma arte


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o mercado de golfe já existe todo tipo de ciência e tecnologia. Quer seja com monitores que registram a velocidade de saída da bola, ou outros que indicam ao pormenor as rotações por minuto que a bola efetua, medem

o grau de saída da mesma, e até aparelhos que seguem a trajetória descrita pela bola. Porém, até hoje nunca havíamos pensado que identificar e quantificar o movimento real do corpo do jogador também é algo extremamente necessário.


12 // golfe clube naBaroneza #41

Para o ensino, o professor de golfe já tem à sua disposição tecnologia que o ajuda a melhorar e acelerar a aprendizagem de seus alunos, seja por meio da análise de vídeo com slow motion, da aplicação de linhas coloridas que pretendem identificar erros no swing do golfista ou até comparando o aluno com um swing modelo de um jogador profissional. Tenta-se, contudo, com esse tipo de tecnologia, explicar, ensinar e “medir” os movimentos no swing de golfe. No entanto, a verdade exata do que acontece no swing de golfe torna-se complicada,

principalmente quando falamos em elementos essenciais e necessários para aquisição de “força” e “velocidade” por meio da sequência corporal correta (eficiência), da consistência das tacadas e da minimização do risco de lesão na modalidade. Segundo os fundamentos de Hogan, David Leadbetter disse: “a sequência cinemática do swing de golfe não poderá ser vista por vídeo, mas sim medidas as três dimensões”. Aqui, David Leadbetter faz referência ao timing e sequência do movimento corporal realizado desde o topo do backswing até ao impacto, sendo que a transição dos segmentos corporais para o

downswing é iniciada pela parte inferior do corpo, passando para a parte superior e, posteriormente, para as mãos, que levarão a velocidade ao taco. Para que seja possível medir todo este movimento em três dimensões é necessário um equipamento como o da Golf BioDynamics, medindo em “6 graus de liberdade”. Ou seja, medindo os movimentos de “deslocação” (translação) das várias partes do corpo – para cima e para baixo, para a frente e para trás, para a esquerda e para a direita –, bem como as rotações sobre os três eixos. Tudo isso em tempo real. Associada a esta me-


dição precisa do movimento do swing do aluno, também devemos olhar para sua disponibilidade física. O ensino por parte dos profissionais na modalidade deve ser complementado pelo conhecimento das limitações físicas de seus alunos, de forma que possam maximizar a eficiência corporal no swing de golfe, bem como atuar na diminuição do risco de lesões. Uma tecnologia que também está disponível para o professor de golfe oferecer no trabalho com seus alunos para correção de várias posições e movimentos no swing de golfe é o biofeedback – tecnologia que se encontra cientificamente comprovada no acelerar da aprendizagem no golfe e está integrada no mesmo sistema. Por meio de um sinal “acústico”, imediatamente acionado quando o golfista se encontra na posição correta durante seu treino, o biofeedback permite o acelerar destas correções em tempo real. Para que se tenha uma ideia do impacto deste tipo de intervenção no ensino do golfe, nomes como Camilio Villegas, Nick Faldo, Angel Cabrera, Carlos

Franco, Rory McIlroy, dentre outros, já utilizaram este mesmo sistema de treinamento com a Golf BioDynamics. Estes serviços já se encontram disponíveis no Brasil e vêm, assim, auxiliar os professores de golfe, fornecendo informação complementar para serem utilizados nas suas lições. Isso além de ajudar seu fisioterapeuta ou preparador físico na prescrição de exercícios e planos de treino físico adequados às suas necessidades individuais.

Rui Raposo é diretor da Golf BioDynamics Brasil, coordenador do Projeto de Golfe do Instituto Vita e especialista em Análise Biomecânica 3D e Treino de Swing de Golfe por meio de Biofeedback. Formando no Programa de Qualificação da PGA do Brasil

Correção Diferentemente do informado na “Dica do Head Pro” (naBaroneza 40, seção “Acontece – Golfe Clube”, pág. 38), há no campo marcas coloridas que indicam as distâncias em jardas em relação ao green. A revista também lamenta ter grafado, de forma incorreta, o nome do head pro do QBGC, Marco Ruberti.


14 // Clube Hípico naBaroneza #41

Um dia com os cavalos POR MÁRCIO PADULA // FOTOS: LUCIANO TREVISAN (FOTOMÍDIA)

A égua Vida se exercita no piquete


Para um cavalo alcançar seu apogeu é preciso tempo, mimos e trabalho diário

E

specialistas dizem ainda que o melhor momento para promover a aproximação entre o cavalo e seu

treinador é durante a alimentação, que muitas vezes serve como recompensa. No Clube Hípico Quinta da Baroneza, cada

tratador cuida de sete cavalos – o ideal para um bom trabalho com os animais. Wilson Pereira de Almeida, encarregado da


16 // Clube Hípico naBaroneza #41

Acima, Fernando e Le Pilot; ao lado, cenoura como recompensa; na Vila Hípica da Quinta da Baroneza, Xivarry, cavalo da raça Puro Sangue Lusitano (PSL), de propriedade de Luciana, delicia-se com banho após cavalgada (foto em destaque)

Vila Hípica, explica que um cavalo sabe reconhecer muito bem quem é o seu dono e o seu tratador. “O tratador é de vital importância para o cavalo, com certeza a figura mais importante, mas ele sabe muito bem quem é o dono... aquele que vai mimá-lo. Tem um cavalo aqui conosco que não pode me ver nem de longe, pois comigo tem a rotina de exercícios. Já com o proprietário é o passear,


os mimos das pedras de açúcar ou cenouras.” Saiba como é o dia a dia de alguns cavalos que vivem na Vila Hípica da Quinta da Baroneza.

apenas não come alfafa. Os exercícios não fogem à regra. Vida segue a mesma rotina dos cavalos.

Le Pilot Vida Vida é uma égua Puro Sangue Lusitano (PSL) de nove anos de idade, de propriedade de Anderson. A égua tem o mesmo manejo de alimento dos cavalos,

Le Pilot é um macho da raça Sela Francesa, utilizado para passeio. Tem 19 anos e é de propriedade de Fernando. Sua alimentação consiste em cinco quilos da ração Omolene tradicional, divididos em

três refeições (às 7h, 12h e 16h), suplemento duas vezes ao dia, mais oito quilos de feno volumoso duas vezes ao dia e três quilos de alfafa de uma só vez. Todos os dias, sem exceção, o cavalo vai para o manejo de piquete, onde permanece de 45 minutos à uma hora. Também entre 40 minutos e uma hora, Le Pilot faz o trabalho de plano-passo, trote, galope, trabalhos laterais, de guia e exterior.


18 // Clube Hípico naBaroneza #41

Abaixo, Carlos e Acadino; e o porte e a beleza do animal

Acadino Acadino é um cavalo da raça alemã Holsteiner. Tem nove anos e é de propriedade de Carlos. É utilizado para passeio e também para salto. A alimentação é muito parecida com a de Le Pilot: consiste em cinco quilos de ração Equitage Laminada em três horários, suplemento apenas uma vez ao dia, mais dez quilos de feno volumoso duas vezes ao dia e um quilo de alfafa de uma só vez. Os exercícios são exatamente os mesmos de Le Pilot.


20 // meio ambiente naBaroneza #41

Mais saúde no jardim Conheça o “manejo integrado”, um jeito de combater as pragas sem prejudicar o meio ambiente Por Paula Ignacio // Fotos: Luciano Trevisan (Fotomídia)


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om a chegada do verão aumenta a proliferação e infestação de pragas de jardim. A “dedetização” resolve o problema, mas, em compensação, pode fazer mal à saúde dos homens e também dos animais. Hoje já existe uma série de produtos regulamentados pela aPraG (Associação dos Controladores de Pragas urbanas), pela aBnt (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), orgãos que fazem um rígido controle de qualidade das substâncias utilizadas pelas empresas desse mercado. É o chamado “manejo integrado”. “Um controle eficaz de pragas exige o conhecimento da biologia, dos hábitos e dos mecanismos que propiciam o

aumento das populações. Os produtos químicos devem ser utilizados apenas como uma medida complementar do processo e, em alguns casos, até como o último recurso”, afirma o engenheiro químico Oscar de Brito Neto, responsável técnico da BN Controle de Pragas – empresa que atua na Quinta da Baroneza. Há tipos específicos de pragas que se adaptam a diferentes climas e ambientes. São mais conhecidas as urbanas, tais como ratos, baratas, cupins, moscas e formigas, que infestam residências, hospitais, prédios e locais públicos. Da mesma maneira, pragas como o pulgão, lagarta, saúva e cochonilha podem aparecer e danificar plantas e jardins. Para cada espécie existe

Serviço BN Controle de Pragas Tel.: (011) 4032.4833

Bio Desin Controle de Pragas Tel.: (11) 4899.0517

Daniela Sedo Paisagismo Tel.: (11) 5505.3088


22 // meio ambiente naBaroneza #41

um programa de controle diferente. A compreensão de como funcionam os ciclos de vida desses animais pode ajudar a evitar o crescimento desordenado das populações. Por isso é tão importante a contratação de empresas especializadas. Thaís Proti Monteiro, administradora e especialista ambiental da Bio Desin, empresa que também opera no mercado de controle de pragas, conta que, hoje em dia, a maioria das empresas que for-

necem os produtos aplicados são extremamente conscientes. “Temos até mesmo biólogos ministrando palestras em condomínios residenciais e prédios comerciais, de forma que todas as dúvidas sejam sanadas”, diz Thaís. Segundo ela, é necessária uma análise minuciosa e correta do problema, uma vez que a utilização inadequada ou até mesmo incorreta de inseticidas pode agravar a infestação. Isso sem contar os riscos

de contaminação. “A constante exposição das pragas a produtos químicos gera mutações e pode fazer com que elas desenvolvam uma resistência maior a eles”, explica. No caso das pragas urbanas, como insetos e roedores, vale lembrar que elas exercem importante papel no meio ambiente, já que integram grupos de organismos deterioradores e polinizadores de plantas. Têm papel de destaque na reciclagem de matéria orgânica


e são fundamentais para o bom funcionamento da cadeia alimentar. Porém, algumas espécies acarretam enormes prejuízos, tais como transmissão de doenças e danos materiais. Por isso o controle bem feito é muito importante.

Evolução A BN Controle de Pragas mantém um banco de dados com o histórico de ocorrências de cada cliente. Esse registro permite analisar e recomendar tratamentos com mais segurança e precisão. “Hoje podemos dizer que essas medi-

Faça em casa Vasos internos e jardins demandam cuidados especiais além da poda e rega. Na Quinta da Baroneza há muita biodiversidade de flora, como orquídeas, plátanos, lírios, árvores frutíferas, gramíneas e plantas ornamentais. Todo cuidado é pouco para mantê-las saudáveis, já que plantas “estressadas” são um convite ao aparecimento de insetos e pragas. Plantas “estressadas” são aquelas que recebem poucas vitaminas, disputam o solo e território com outras espécies, ou são plantadas em solos inadequados. “A alternativa ecologicamente correta no cuidado com as plantas compreende a utilização de produtos de baixa toxicidade, tanto para o ser humano quanto para as plantas. Os agrobiocidas são

realmente eficientes contra insetos, fungos e outras patologias”, explica a agrônoma Roseli Barin, responsável pela parte ambiental dos projetos do escritório de paisagismo Daniela Sedo – que só utiliza agrobiocidas. “Bons exemplos são o Óleo de Neen e a Calda Bordaleza. É a volta das “receitinhas da vovó” à base de pimenta, cerveja, alho, erva de Santa Maria, fumo e coentro.” Há ótimas receitas caseiras com ingredientes naturais, fáceis de se fazer em casa, que ajudam a manter as plantas saudáveis sem prejuízos ao solo e ao meio ambiente. Misturas que levam ingredientes biodegradáveis podem ser aplicadas constantemente nas plantas, afim de evitar maiores transtornos.

Veja alguns exemplos:

Calda de sabão Para pulgões e cochonilhas – 10 g de sabão de coco em pedra, ralado – 1 litro de água Misture o sabão com a água e pulverize as plantas atacadas.

Calda de Cavalinha

Au menta a resi stência das plantas e evita a entrada de doenças fúngicas – 70 g de cavalinha – 22,5 litros de água Ferva a cavalinha durante 30 min., em 2,5 litros de água. Dilua a mistura nos 20 litros de água restantes e pulverize o jardim.


24 // meio ambiente naBaroneza #41

das são toxicologicamente seguras e ecologicamente corretas”, afirma Oscar de Brito Neto. Infelizmente, ainda não existem produtos 100% biodegradáveis – que se desfazem totalmente no meio ambiente –, apenas agentes menos nocivos. Mas algumas medidas simples são capazes de minimizar os riscos de infestação em residências, sem

maiores reflexos no meio ambiente: • Eliminação de frestas e fendas • Vedação de entradas • Remoção de lixo e entulho • Detecção e destruição dos criadouros de pragas • Eliminação de pontos de água parada Repelentes naturais também são bastante eficazes e ajudam a evitar o aparecimento indesejado

de alguns insetos. Para formigas, uma solução é distribuir punhados de cravos-da-índia, folhas de louro e cascas de limão, envoltos em gaze, nos locais onde pode haver maior circulação delas – como açucareiros, pias e armários. A hortelã e o alecrim, por sua vez, ajudam a repelir ratos, formigas e insetos quando plantados em bordas de canteiros internos de plantas.

Descarte correto Compostas de metais pesados altamente tóxicos e não-biodegradáveis, tais como cádmio, chumbo e mercúrio, as pilhas e baterias de celulares não podem, de maneira alguma, ser descartadas no lixo comum. Estas substâncias, altamente tóxicas, podem contaminar o solo, os cursos d’água e os lençóis freáticos, afetando a fauna e a flora das regiões circunvizinhas. Por meio da cadeia alimentar, acabam por atingir também os seres humanos. Para estimular o descarte correto de lixo eletrônico, a Quinta da Baroneza instalou caixas coletoras nas áreas comuns e no estande de vendas do empreendimento. Nestes locais é possível depositar pilhas usadas, baterias e celulares velhos, entre outros aparelhos de pequeno porte. A Sociedade, por sua vez, fica encarregada de encaminhar o conteúdo para reciclagem. Vale lembrar que as lâmpadas de baixo consumo e fluorescentes também são tóxicas. Portanto, não devem ir para o lixo comum. Se alguma delas se quebrar, evite inalar seu pó e evite o contato com a pele. Recolha os cacos com uma vassoura ou escova convencional, armazene em um saco lacrado e entregue na Administração da Quinta da Baroneza. O material será então direcionado ao serviço de descontaminação e reciclagem.


26 // infraestrutura naBaroneza #41

Contagem regressiva


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Clube Hípico aposta na experiência dos anos anteriores para garantir o sucesso da festa de réveillon 2010 na Quinta da Baroneza. Mas, como inovar também é importante, algumas surpresas prometem encantar os convidados. Eliane Consentino, diretora social do Clube Hípico e organizadora da festa, antecipou alguns detalhes à revista naBaroneza. “A virada de 2011 na Quinta da Baroneza será ainda mais colorida. Tons quentes, como o laranja, o abóbora e o ocre, predominam na decoração dos ambientes, remetendo a um dos pontos altos do cotidiano na Quinta da Baroneza: o fantástico pôr-do-sol”, conta Eliana. Paula Mesquita segue assinando o serviço de buffet. Já a decoração fica sob responsabilidade da Flor e Forma. “É a primeira vez que a empresa participa da festa. Seu trabalho é de muito bom gosto e estamos com ótimas expectativas”, diz Eliane. O briefing do DJ, por sua vez, fica a cargo do casal Bettina e Fernando Quinteiro. A idéia é não deixar ninguém parado até as primeiras horas da manhã do dia 1º de janeiro. “Sempre buscamos novidades para o réveillon na Quinta da Baroneza. Temos certeza de que esta virada será ainda mais charmosa, alegre e colorida”, completa a organizadora da festa.


28 // infraestrutura naBaroneza #41

Em reforma P

ara manter o padrão de excelência Quinta da Baroneza e atender às novas demandas, duas importantes obras estão em andamento: a ampliação do fitness e a construção do picadeiro coberto. Em dez anos de existência, a população da Quinta da Baroneza aumentou consideravelmente. Isso fez crescer também a procura pela academia do Clube Hípico. “Com a reforma atual, o espaço dobrará de tamanho. Estamos investindo também na aquisição de equipamentos e modernização das instalações”, afirma Sergio Lulia Jacob, membro da diretoria do Clube Hípico Quinta da Baroneza. Aparelhos novos e de melhor qualidade estão sendo instalados, dentre eles o transport, esteiras e

Picadeiro coberto em construção

bicicletas. O fitness como um todo está sendo aprimorado. “A academia passará a contar com aparelhos de ar-condicionado e televisores, entre outras melhorias. Também temos um projeto de, em um futuro próximo, oferecer aulas monitoradas e variadas de ginástica aos frequentadores”, diz Jacob.

Palco O picadeiro coberto da Vila Hípica Quinta da Baroneza é outro grande projeto a ser inaugurado em breve. Em fase final de obras, o novo espaço terá piso de areia, dimensões de 25 X 70 metros quadrados e promete sediar eventos importantes já em 2011. Aguarde novidades nas próximas edições da naBaroneza.


Fotos: Luciano Trevisan (FotomĂ­dia)


30 // infraestrutura

Vista privilegiada

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par tir do ano que vem, os condôminos contarão com mais um espaço diferenciado para relaxar e desfrutar das paisagens únicas da Quinta da Baroneza. Trata-se de uma nova praça, localizada entre as fases 1 e 2, de frente para a Alameda das Castanheiras. Com área equivalente a um lote – cerca de três mil metros quadrados –, o local conta com visão privilegiada do campo de golfe, além do magnífico pôr-do-sol. “Trata-se de mais uma área de descanso para os moradores. Um local para relaxar e contemplar a vista. Seguindo essa proposta,

estão sendo instalados bancos e três pergolados”, explica Cecília Pedroso Berlinck, que assina o projeto paisagístico da nova praça. Para compor com a natureza exuberante, Cecília optou por espécies arbóreas nativas,

tais como ipê rosa, pau formiga, ipê branco, sapucaia, jequitibá rosa e oiti. “Futuramente, planejamos também a instalação de cinzeiros especiais no local, visando conquistar também os apreciadores de charutos”, conta Cecilia.

Fotos: Luciano Trevisan (Fotomídia)

naBaroneza #41


32 // Férias

naBaroneza #41

Liberdade vigiada Quando crianças e adolescentes circulam livremente em um espaço tão grandioso como a Quinta da Baroneza é preciso tomar alguns cuidados básicos


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om a chegada das férias de final de ano, o empreendimento receberá em suas dependências, no clube e nas áreas de lazer, muitas e muitas crianças.

É importante que os pais acompanhem, saibam onde estão seus filhos e o que eles estão fazendo. Nos lagos, na prainha, na piscina, nas trilhas e matas é preciso estar sempre atento.

A segurança do empreendimento é feita por homens treinados. Os monitores do Clube Hípico são colaboradores que exercem suas funções com extrema seriedade, os demais


34 // Férias

naBaroneza #41

funcionários e colaboradores idem, mas não podemos esquecer que, em uma área tão vasta, com matas, trilhas e lagos, devemos sempre ter atenção redobrada. Lembramos também que nos passeios a cavalo, bicicletas, skates, veículos motorizados, etc. é preciso utilizar equipamentos essenciais de segurança,

como capacetes, e roupas apropriadas para cada atividade. É preciso ainda alertar as babás e os filhos para que evitem a travessia pelo campo de golfe ou pelo picadeiro do Clube Hípico, de forma a se evitar acidentes mais sérios. Portanto, olho vivo! Desejamos a todos um período de férias com segurança e alegria!

Fotos: Mariana L. Gatti; Cavalos: Sérgio Shibuya


36 // Especial

naBaroneza #41

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da oferenda ao foguet贸rio Por Ricardo Coquet


38 // Especial

naBaroneza #41

Multidão se concentra em Copacabana para a festa da virada 2

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éveillon é tempo de festa e superstição em qualquer lugar do mundo, mas já tivemos momentos mais calmos da humanidade. O banho de mar e de rio, a oferenda aos santos e orixás deram, em grande parte, lugar aos fogos, música eletrônica e muito agito. O foguetório é defendido pelos ciganos como uma forma de espantar os maus espíritos. Mas há aqueles que não gostam. Muitos alegam que os filhotes de pássaros que ainda estão nos ninhos não sobrevivem ao barulho. E ainda outros acham que foguetório é cafona. Porém, quando soa a meia noite, os pedidos são os mesmos:

um ano melhor do que o passado, muito amor, dinheiro, paz e uma renovação da promessa de vida. O Ano Novo no dia 31 dezembro não é, entretanto, uma unanimidade. É sim uma festa da cristandade. A astrologia o coloca no dia 20 de março, primeiro grau do signo de Áries, quando muda a estação. Seja como for, Ano Novo faz parte de nossa cultura civilizada e é irreversível como data. Quem nunca comeu lentilha na ceia de réveillon ou guardou a rolha do champanhe depois da garrafa aberta? E os tradicionais três pulinhos exatamente no momento da virada? A roupa branca já virou

obrigação. É o branquinho básico, que significa a pureza e que é também a cor de Iemanjá, rainha do mar. Oxum, outra divindade do Ano Novo, governa as águas doces e também aceita oferendas. Mesmo quem está por fora das dicas de simpatias ou superstições acha que não custa nada tentar seguir algum ritual para atrair sorte. Para ter um ano com bastante dinheiro no bolso é preciso ficar atento para receitas bem simples. Acredite se quiser: chupar sete sementes de romã no momento da contagem regressiva e depois embrulhar num papel e guardar o


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40 // Especial

naBaroneza #41

pacotinho na carteira onde fica o dinheiro. Comer três uvas exatamente à meia noite, fazendo um pedido para cada uma delas ou ficar em cima de um banquinho durante a contagem e, logo depois, descer com o pé direito. O site Brasil Viagem recomenda para este ano a festa da virada no Rio de Janeiro, Fortaleza, Florianópolis e Recife. Mas a Serra Gaúcha tem seu próprio charme de inverno no verão brasileiro. E seu folclore de Ano Novo. O Rio de Janeiro ficou famoso por seu Carnaval e pela festa de

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réveillon que reúne milhares de turistas do Brasil e do Mundo. O palco principal é Copacabana, quatro quilômetros de extensão, com show pirotécnico e flores oferecidas a Iemanjá e outras divindades. Além dos fogos que brilham no céu em várias formas e sincronias, um show à parte são as cascatas brilhantes sobre a fachada dos principais hotéis da orla. A apresentação pirotécnica é ininterrupta e é atração da TV para todo o país. Além da beleza de ver fogos em formato de coração, palmeira, estrelas e muito mais, quem esco-

lhe Copacabana pra passar a virada de ano pode contar com a trilha musical vinda dos palcos montados especialmente para os shows. Tem música pra todo mundo. Mas não é só turismo: há muita religião e superstição pé na areia. Antes mesmo de começar a grande festa, grupos de Umbanda armam seus terreiros. As praias do Rio sempre foram points de candomblé e outras magias. E as praias da zona sul da cidade foram, durante muito tempo, o refúgio para essas práticas quando elas foram proibidas em outras praias, como a do Flamengo,


e quando não havia ainda a festa atual. E as flores brancas sempre lideraram as oferendas jogadas ao mar.

Outros ventos Quem conhece Fortaleza sabe. A energia da cidade fica mais positiva. Ali também é pé na areia: turistas lotam a festa no aterro da praia de Iracema e na Beira-Mar. Em três pontos da orla a festa rola igual à do Rio, mas ali também tem frevo e maracatu,

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ambos ligados aos festejos de Ano Novo. A virada do ano em Iracema começa às 20 horas. À meia noite, um espetáculo pirotécnico também ilumina o céu de Fortaleza, durante 15 minutos. Na sequência, o carnaval toma conta da praia. Como em outras cidades, vale tudo para atrair

Nestas páginas, show de águas durante ópera a céu aberto em Gramado


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Roupa certa para a virada Para quem quer atrair dinheiro, fartura e abundância, vale usar e abusar das peças amarelas; as brancas atraem paz e felicidade; vermelhas atraem grandes paixões; já as rosas são para quem deseja viver um grande amor. A roupa branca é um hábito relativamente recente, trazido para o Brasil com a popularização das religiões africanas. O branco representa luz, pureza, bondade. Por isso, muitas pessoas passam o ano novo com roupas claras. Outras cores que podem ser usadas Amarelo: representa o poder do

ouro e atrai dinheiro Azul: para quem quer ter esperança Vermelho: para quem precisa de sorte no amor Os orientais dizem que a energia entra no nosso corpo pelos pés e que devemos colocar uma nota de dinheiro dentro do sapato para atrair mais riquezas. Procure não usar roupas apertadas durante a passagem de ano para não ter dificuldades no ano que começa – como problemas financeiros, amorosos e familiares. Também não passe o Ano Novo com os bolsos vazios. Fonte: redação nominuto.com

sorte no ano que se inicia. A festa de Ano Novo em Florianópolis é também chamada de Réveillon Luz. A capital catarinense prepara um enfeite todo especial para o Natal, que acaba fazendo parte da festa de Ano Novo. O maior símbolo da cidade, a Ponte Hercílio Luz, fica totalmente coberta por microlâmpadas, além de apresentar um show com cascata na passagem do ano. Em Florianópolis, o foguetório leva o nome de show Piromusicado. É a sincronização dos fogos que tomam várias formas ao explodirem, com temas musicais especialmente compostos para a festa. São 15 minutos de luz e imagens. O melhor local para apreciar é entre o Trapiche Municipal e a Praça do Sesquicentenário. Mais de 20 bandas se apresentam sem interrupção após a virada. Mas há festas mais tranquilas. Nas praias de Jurerê ou Canasvieiras e na Lagoa da Conceição, o pé na areia não tem show pirotécnico. Tem muita MPB e muito despacho. Ali também vale tudo para atrair sorte no Ano Novo e o branco é sempre a cor dominante. Com trio elétrico e frevo, o réveillon em Recife começa um dia antes e termina um dia depois do momento da contagem regressiva. A festa ali rola em mais


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de um ponto da capital. Há dois palcos “oficiais” do réveillon: o da praia de Boa viagem e do marco Zero, onde atrações musicais mais conhecidas do grande público se apresentam, mas sem perder o espírito que marca a cultura local. tem ainda o Revolinda, festa de ano novo de olinda animada por grupos de frevo que tocam ao longo de toda a extensão da área reservada para o evento. no percurso, os comes e bebes são nas centenas de barraquinhas decoradas exclusivamente para a festa. o Revolinda conta ainda com a apresentação dos famosos bonecos gigantes e trios elétricos.

Para os umbandistas, a padroeira de recife é oxum, uma das divindades do ano novo. além dos rios e lagos, ela governa as fontes e os regatos. “Senhora bendita”, na letra de Johnny alf, devoto também de Xangô. “É falange do rei do trovão que eu quero saudar”, diz outra letra dele. Todos os finais de ano, Gramado, a principal cidade da serra Gaúcha, se transforma num imenso presépio iluminado por milhões de luzinhas que se misturam ao encanto da arquitetura típica deixada pelos imigrantes alemães e italianos. É o Natal Luz de Gramado,

que atravessa a passagem de ano novo e segue até 16 de janeiro. o evento principal é a apresentação do Nativitaten, uma ópera a céu aberto à beira do Lago Joaquina rita Bier, com shows de águas. na serra Gaúcha, ano novo é uma grande desculpa para o circuito do vinho na região de Bento Gonçalves. regiões serranas têm muitas cachoeiras e muitas montanhas, domínios de Xangô e oxum. “Quem rola pedra na pedreira é Xangô”, diz o ponto. e oxum, que é também interpretada como deusa ninfeta, gosta de bonecas. também para o gaúcho, comer uva e romã no ano novo traz sucesso.

Fotos: 1 © istockPHoto.com / nikada; 2 © istockPHoto.com / madeLaide; 3 e 4 cLeiton tHieLe/serraPress; e 5 © istockPHoto.com / knaPe

infOrme PublicitáriO

Conheça a arte da caligrafia o computador é sem dúvida uma máquina maravilhosa, no entanto, a caligrafia artística imprime mais vida e espelha com fidelidade a maneira de ser de quem a executa, valorizando ainda mais o trabalho. organize sua cerimônia contratando um calígrafo de grande experiência, mais de 30 anos de prática e curso avançado na itália. Personalize seu convite de casamento, boda, diploma, pergaminho, etc..

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Muito bem acompanhados Por Ricardo Coquet // Fotos: Luciano Trevisan (Fotomídia)

Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia, e sua costela suína assada em cachaça e mel


O

s festejos natalinos e o réveillon com um prato tradicional e uma receita diferente, harmonizados com uma cerveja ou um vinho? Deliciem-se com as opções de dois chefs conceituados de São Paulo, que preparam delícias exclusivas para a revista naBaroneza. Chef revelação de 2008 pela

revista Veja, Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia, sugere o inusitado para o almoço do Natal e primeiro dia do ano: sua costela suína assada em baixa temperatura com cachaça e mel, acompanhada por cuscuz marroquino e chutney de morango. Segundo ele, trata-se de um prato que harmoniza bem com cerveja forte e encorpada. A sugestão é a

Strong Golden Ale da Eisenbahn, ou a Belgian Ale da DaDo Bier. Para os curiosos, vai à receita: a costela se prepara com 12 ripas de costela, 500 mg de cachaça, 200 mg de mel de laranjeiras, flor de sal cimsal e uma pimenta dedo de moça. A carne deve marinar por 24 horas nestes ingredientes e, em seguida, assar no forno por 4 horas,


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em 130ºC. O chutney: uma bandeja de morango, açúcar, canela e cravo a gosto, 50 ml de vinagre e 15 gramas de gengibre. Junte os ingredientes, cozinhe por 10 minutos, bata no liquidificador, retire a espuma e deixe reduzir até ficar um creme grosso. O cuscuz: 400 gramas de cuscuz, duas cenouras, duas abobrinhas, duas berinjelas, 20 gramas de uvas passas pretas e brancas, 5 gramas de hortelã, um dente de alho, 1/2 cebola, 5 gramas de salsa, Tabasco e óleo de canola para refogar. Hidrate o cuscuz com 400 ml de caldo de legumes ou de frango, durante 5 minutos. Pique a salsa e a hortelã. Idem os legumes, em cubinhos de 1 cm, aproximadamente, e refogue na cebola e alho primeiro a berinjela, depois a abobrinha e, por último, a cenoura. Misture o cuscuz, o Tabasco, a salsa e a hortelã. Ao final, as uvas passas. A naBaroneza pediu também a opinião do chef Carlos Siffert, do Tambor Cozinha, e ele indica o que não poderia ser mais Natal e Ano Novo: tender com molho de romãs, acompanhado de lentilhas guisadas. Justamente os ingredientes máAcima, costela muito bem acompanhada por cerveja forte e encorpada da Eisenbahn; abaixo, tender com molho de romãs assinados pelo chef Carlos Siffert


Cerveja com status de vinho A cerveja não é mais a mesma. Ela deixou de ser apenas a bebida popular brasileira no churrasco ou à beira da piscina para reclamar seu espaço nas festas sofisticadas de Natal e Ano Novo. Não é mais a mesma também em relação à sua potência etílica. Hoje, podemos saborear algumas com graduação de 8,5% de álcool, com ingredientes especiais importados, cores que vão do âmbar ao vermelho, muito encorpadas e absolutamente sem conservantes. A Eisenbahn tem a sua Strong Golden Ale e a DaDo Bier, a Belgian Ale, ambas com

8,5% de álcool e especiais para harmonizar com algumas iguarias fortes das festas, como carnes vermelhas e queijos picantes. Não são as únicas, mas as que apresentam custo benefício mais atraente, podendo mesmo ser classificadas como “de baixo preço”. A dourada da Eisenbahn, com 330 mg, e a âmbar da DaDo Bier, com 475 mg, custam em torno de R$ 5 nos supermercados. Para alguns “entendidos”, as cervejas fortes devem ser as últimas a serem servidas, vindo antes – se for o caso – as

fraquinhas. É assunto polêmico. Há também aqueles que afirmam categoricamente que: primeiros as fortes e depois, para esticar, as suaves. E ainda há quem defenda que cerveja tem mesmo que ser fraca para estimular o convívio. Por fim, uma curiosidade: os tchecos têm seus próprios vinhos, mas o país é imbatível no consumo de cerveja – cada tcheco bebe, em média, 160 litros por ano, bem à frente de irlandeses (130 litros) e alemães (115). Para se ter ideia, no Brasil o número é próximo de 60 litros.


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gicos das festas de final de ano. Harmoniza com uma cerveja de teor mais fraco.

E a sobremesa... Para a iguaria doce da noite de Natal, torta de maçã verde com massa de castanha do Brasil, nozes e creme inglês, outra dica do chef Henrique Fogaça (confira a receita na sequência). Agora é a vez da bebida. O chef recomenda harmonizar com um vinho de sobremesa, como um Chateau Ramon, safra 2006. Mas mesmo aí, segundo ele, vai bem uma cerveja. Harmonize com uma bem fraquinha, tipo sparkling, e estique a festa.


Torta de maçã verde com creme inglês Por Henrique Fogaça Rendimento: 12 porções

Torta - 8 maçãs verdes - 70 gramas de uvas passas - 50 ml de vinho branco - 2 ramos de alecrim - 200 gramas de açúcar - 200 ml de limão - 2 colheres de chá de sal - 250 gramas de farinha de trigo - 250 gramas de açúcar cristal - 200 gramas de manteiga - 200 gramas de castanha de caju - 50 gramas de castanha do pará

Creme inglês - 1 litro de creme de leite - 300 gramas de açúcar - 1 fava de baunilha - 10 gramas de cardamomo - 8 gemas de ovo

Como fazer Cortes as maçãs com casca em meia lua, misture o açúcar, limão, as uvas passas, o vinho e o alecrim e cozinhe por aproximadamente 10 minutos. Enquanto isso, misture os secos para fazer a massa. Na sequência, disponha as maçãs na assadeira e cubra com a massa. Asse por 14 minutos a 180ºC, retire do forno e espere esfriar. Para o creme inglês: misture o creme de leite com a fava, açúcar e o cardamomo, e deixe em fogo brando até reduzir e ficar levemente grosso. Desligue e acrescente as gemas. Bata no liquidificador para aromatizar com o cardamomo. Ponha na geladeira para resfriar. Quando for servir, corte a torta em pedaços e aqueça por 4 minutos no forno, com o creme inglês na base de um prato fundo.


Ao lado, esculturas assinadas por Evelyn Tanus; “Fusca Amarelo”, peça numerada do artista italiano Forchinno; Abaixo, Atelier de Papel feito pela estilista Isabelle de Borchgrave, um convite à criação de moda; e na página ao lado, Echarpe “Pauta Musical” com cortes a laser por Renata Meirelles

F

ácil acesso, atendimento personalizado e, de quebra, a oportunidade de um programa rico e divertido para toda a família. A cada ano, as lojas de museus oferecem uma diversidade maior de presentes e se reafirmam como uma ótima opção fora do eixo badalado das grandes lojas e shopping centers. Uma ótima pedida para presentes natalinos de

última hora. Nas prateleiras, peças numeradas de grandes designers e artistas, itens diversos de decoração e até mesmo artigos de moda, como roupas e jóias criadas por estilistas renomados. O Museu de Arte Moderna de São Paulo é a primeira dica. Localizado em um dos cartões postais mais bonitos da cidade, atualmente conta com ex-

posições dos artistas Ernesto Neto, Raimundo Colares e Rochelle Costi que, por si só, já valem a visita. No MAM-SHOP estão expostos produtos que levam a assinatura da loja: bolsas desenhadas especialmente para o MAM pelos Irmãos Campana, cadernos, blocos de notas, canecas e agendas, além de catálogos das exposições. Ali, chamam a atenção de-


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licadas cerâmicas com sobreposições de figuras e queimas do artista argentino Osvaldo Perez. Ele utiliza em seus vasos uma técnica japonesa de queima rápida, chamada de “Haku”, criada originalmente pelo mestre ceramista Chojiro, em 1580. Mas há opções de presentes para gostos e idades variados, tais como os lápis com

figuras nas pontas, esculpidas em madeira, que se transformam em brinquedos. Também são bastante convidativos os presépios de ferro cortados a laser pela escultora Eleonora Hoshino. E é impossível não se encantar pelos móbiles de madeira da Priscila Móbiles que, além de originais, transformam qualquer ambiente.

alternativa

Rota

Tranquilas e aconchegantes, as lojas de museus reúnem idéias chiques e diferentes para o Natal

Texto e fotos: Paula Ignacio


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Ao lado, presépio de ferro, trabalho da escultora Eleonora Hoshino; abaixo, “Homem Sentado”, por Vera Macedo, e reproduções dos robôs que fizeram sucesso nos anos 70

Acima, peças de papier marchè pintadas à mão relembram os antigos cartazes franceses; ao lado, vasos de porcelana pintados à mão

com projeto assinado pelo arquiteto ruy ohtake, o instituto tomie ohtake, localizado no alto de Pinheiros, possui duas das melhores lojas de museus da cidade, a it e a Livraria Gaudí. atualmente, abriga uma exposição em homenagem aos

10 anos do instituto, com uma nova série de pinturas da artista que dá nome ao local. a loja it é espaçosa, aconchegante e muito bem frequentada. enquanto visitávamos o local, tivemos a oportunidade de encontrar artistas, produtores


Serviço mam-shop

loja it

Parque do Ibirapuera, Portão 3 Acesso pelo Museu de Arte Moderna Aberta de 3ª a Domingo, das 10h às 18h. Tel. (11) 5085.1300

(11) 3554-0737

instituto tomie ohtaKe

loja mab (Faap)

Av. Faria Lima, 201 Entrada pela Rua Coropés Pinheiros – São Paulo Aberto de 3ª a Domingo, das 11h às 20h. Tel: (11) 2245.1915

Rua Alagoas, 903, Prédio 1 Higienópolis – São Paulo Horário de funcionamento: de 3ª a 6ª feira, das 11h às 17h. Sábados, Domingos e Feriados, das 13h às 17h. Tel: (11) 3662.7197

livraria Gaudí (11) 3031-0837

Ao lado, “Bromélias”, da ceramista Kimi Nii; e abaixo, vaso de cerâmica do artista argentino Osvaldo Perez

culturais e ruy ohtake em pessoa, que foi bastante simpático e aproveitou para conferir de perto os itens expostos ali. tudo é muito organizado e o ambiente, descontraído. Há tantos bons presentes que algumas das pessoas que visitavam a loja quise-

ram contribuir com a reportagem da naBaroneza. a publicitária carioca alícia orborne fez questão de dizer que quando vem a são Paulo gosta de visitar o instituto cultural. “Fiquei bastante impressionada com uma echarpe de cortes a laser criada pela artista renata meirelles – inti-

tulada ‘Pauta musical’”, conta. Já a produtora cultural erika nakamura, também frequentadora assídua da loja, admira as peças criadas pela ceramista kimi nii. “as ‘Bromélias’ são autênticas e elegantes, uma ótima dica para presentear pessoas muito refinadas”, opina.


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Abaixo, lápis sortidos que se transformam em brinquedos de madeira

As esculturas da artista Evelyn Tanus, por sua vez, são indicadas para presentear amigos e parentes de personalidade. As peças são únicas e remetem à representação de crenças populares e motivos religiosos. Ainda no Instituto Tomie Ohtake, podemos apreciar os títulos de filmes e livros de arte encontrados na Livraria Gaudí. O proprietário Jorge Fernandez é grande conhecedor e admirador das artes e colecionador de brinquedos antigos, também à venda no local. Há reproduções de brinquedos importadas de países como Austrália, França, Alemanha, Estados Unidos e Itália. Seus “xodós” são os robôs que fizeram sucesso nos anos 70, as miniaturas “Fusca Amarelo” e “Jaguar”, do artista

Na Web Navegue pelas lojas virtuais dos principais museus do mundo:

italiano Forchinno, e os cofres de ferro americanos dos anos 30, que contém um mecanismo que faz com que as figuras se movimentem a cada vez que uma moeda é colocada.

Peças lúdicas www.boutiquesdemusees.fr www.britishmuseum.shoponline.org www.momastore.org www.vangoghmuseumshop.com www.metmuseum.org/store www.tate.org.uk/shop

Já a Loja MAB, do Museu de Artes Brasileiras – localizado dentro da Faculdade Antônio Álvares Penteado, a FAAP, em São Paulo –, tem como foco peças assinadas por novos artistas

que vêm conquistando espaço em galerias dentro e fora do Brasil. Além de lindos, os vasos de porcelana pintados à mão são incrivelmente delicados – uma ótima sugestão de presente. Também encontramos uma caixa de papel que pode ser aberta em três partes, formando uma miniatura de atelier de estilismo. “Ela foi confeccionada pela estilista belga Isabelle de Borchgrave, que trabalha somente com papel em suas criações. A ideia é que a pessoa também faça o mesmo, já que a peça vêm com pequenos rolos de diferentes tipos de papel, tesoura, cola, caneta, todas as ferramentas necessárias para se trabalhar o processo criativo”, explica Ana Lúcia, artista plástica e responsável pela loja. A argentina Juliana Bollini é mais uma artista que conta com trabalhos expostos na Loja MAB. São todos feitos de papier marchè e pintados à mão, com lindos desenhos e cores alegres. Ela trabalha traços finos que lembram figuras fantásticas de fábulas infantis e cartazes franceses do início do século XX. Itens que fazem muito sucesso entre os jovens da Faculdade de Artes da FAAP.


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Natal com arte Outras alternativas interessantes e divertidas para as compras de final de ano Fotos: PauLa iGnテ…io

Duendes em resina, da coletivo amor de madre, no instituto tomie ohtake

Jarros em decoupage; Loja maB

Gato japonテェs releitura feita por Juliana Bollini; Loja maB


Miniatura aviĂŁo importado dos estados unidos; na Livraria GaudĂ­

Pesos para porta javali, pitbull e elefante; da ibruger, no instituto tomie ohtake

Frasqueira de javali, na Loja maB


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Baforadas de charme Exposição de charutos cubanos e nacionais, e a chance de conferir um exemplar sendo enrolado ao vivo por um profissional. Helcio Barroquello, da Caffè Cultura, em parceria com a República do Charuto, de São José dos Campos, atraíram amantes do hobby ao Centro de Conveniência, em outubro Fotos: Jamile Torso


60 // acontece

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Em ascensão O ranking interno do Clube Hípico chegou à quarta etapa no dia 25 de outubro. A revista naBaroneza novamente estava lá para conferir Fotos: Jamile Torso


Clube HĂ­pico acontece naBaroneza #41

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64 // acontece Clube HĂ­pico naBaroneza #41


66 // acontece Clube Hípico naBaroneza #41

Doces e travessuras Como manda a tradição, na Quinta da Baroneza a chamada “Festa das Bruxas”, no último dia de outubro, é marcada por muita cor e alegria Fotos: Vera Veiga


68 // golfe clube Field Day naBaroneza #41

Data marcante A naBaroneza antecipa alguns cliques do Field Day, principal evento do calendário do QBGC. Não deixe de conferir encarte especial sobre a festa na primeira edição da revista em 2011 Fotos: Tatyana Andrade


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72 // cidadania

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desejos para 2011 “Renova-te. Renasce em ti mesmo. Multiplica os teus olhos, para verem mais. Multiplica-se os teus braços para semeares tudo. Destrói os olhos que tiverem visto. Cria outros, para as visões novas. Destrói os braços que tiverem semeado, para se esquecerem de colher. Sê sempre o mesmo. Sempre outro. Mas sempre alto. Sempre longe. E dentro de tudo.” Cecília Meireles, Cântico XIII Veja as imagens da festa de confraternização para funcionários, realizada no dia 7 de dezembro:

Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Comissão de Cidadania comissaodecidadania@quintadabaroneza.com.br


74 // Última Página naBaroneza #41

Trabalho e realizações

C

omo todos os anos, sempre em dezembro, é hora de concluir projetos e pensar no futuro. Estamos particularmente felizes, pois chegamos ao fim de dois longos processos: o acordo com a Fazenda Santa Helena, vizinha da Quinta da Baroneza, e o projeto de implantação de uma nova rede de transmissão de voz e dados. Foram meses de pesquisa, análise e negociações que

culminaram com a aprovação das duas propostas, na última Assembléia Geral, realizada dia 9 de dezembro. O acordo com a Fazenda Santa Helena prevê a concessão de uma servidão de passagem com garantias de preservação ambiental e restrição ao tráfego pesado. A proposta da nova rede de telecomunicações – uma alternativa ao serviço já existente – vai trazer para o

empreendimento o “estado da arte” do mercado. Um avanço importante que certamente irá beneficiar todos os condôminos. Nas próximas edições abordaremos com mais profundidade esse segundo tema. Decisões importantes como essas merecem um brinde: Feliz Natal e um 2011 repleto de realizações para todos! Conselho Deliberativo

Membros do Conselho Deliberativo da Sociedade Residencial Quinta da Baroneza e Clube Hípico Quinta da Baroneza: Ricardo Campos Caiuby Ariani (Presidente); José Julio Aguiar de Cunto (Vice-Presidente); Alberto Jacobsberg; Almir José Meireles; Carlos Mario Siffert de Paula e Silva; José Roberto D’Affonseca Gusmão; Michael Jorge Alexander; Rafael Marques Canto Porto; Ricardo Uchoa Alves de Lima e Roberto Prado Kujawski


naBaroneza - Edição 41  

Revista pertencente ao condomínio Quinta da Baroneza

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