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N ร“ I S N U N L I G A F. S 1966-2017 51 anos Vila Invernada - SP


Todos os direitos reservados ao autor, conforme resgistro na Fundação Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro


SUMÁRIO

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Introdução Os Fundadores Participação especial na fundação

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Primeiros torcedores Primeiros torcedores

24 26 30 32

Local de fundação Local de fundação Um pouco da Vila Invernada O campinho da turma do sobradinho A Rua mais europeia da VILA INVERNADA

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O Símbolo O Símbolo

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43 44 46 47

Família de japoneses Outras famílias Outras ruas Rua Raimundo Correa e, ao fundo, a Rua José Martorano Sobrinho Rua Engenheiro Cestari

Símbolo oficial Nóis Nun Liga Cores da camisa Hino Nóis Nun Liga Meio de transporte dos jogadores

As fases do Nóis Nun Liga FS

51 Primeira fase 52 Segunda fase 53 Estatuto e registro 57 Renovação 62 Terceira fase 65 Quarta fase 72 Homenageados 75 Conselheiros 76 Medalha comemorativa 77 As comemorações 80 Término dos jogos 80 Relato dos jogadores 85 Torcida do Nóis Nun Liga 86 Lances de ataque 88 Curiosidades e dificuldades enfrentadas pelo time 89 Agradecimento especial pela guarda das traves 92 Outros times que tinham o nome Nóis Nun Liga 95 95 95 96 97 98 102 103 104 105

Reencontros da turma

Encontros da turma após vários anos Primeiro encontro Encontros nos anos de 2002 e 2003 Segundo encontro – novembro de 2002 Encontro - março de 2003 na quadra da fábrica Breda Fotos da confraternização Grupo Nóis Nun Liga no WhatsApp Finalizando com um agradecimento Acervo de fotos Autor e Colaboradores


Introdução


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m 1º de abril de 1966, quatro jovens resolveram fundar o primeiro time de futebol de salão da Vila Invernada, pertencente ao bairro Alto da Mooca, na cidade de São

Paulo, com um nome diferente para os padrões da época, e o nome escolhido foi

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O nome para a grafia portuguesa deveria ser Nós Não Ligamos, mas a ideia dos jovens era chamar atenção da comunidade criando uma marca, tanto é que desde a sua fundação até o encerramento das suas atividades, como time de futebol de salão, foi um nome muito forte, e incentivou outros times que vieram depois a colocar nomes sugestivos, como BOM MENINO, ESTRELA VERMELHA, OS DIFERENTES, SOSSEGO, BROTHERS, OLÍMPICO, MOBY DYCK, CARA DE PAU, ARCO ÍRIS, time fundado pelo Almir, irmão do Ademir Pivari, um dos fundadores do NÓIS NUN LIGA. Tinha outros times com nomes tradicionais, como o MANCHESTER, fundado pelo Beto e Spencer, jogadores desse time, da Rua Tenente Chantre, que jogavam aos sábados à tarde na quadra da Vila, e o SANTOS da Vila Ema, time formado por descendentes de japoneses, que jogavam também aos sábados.

Introdução

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Os Fundadores

Ademir Pivari

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demir Pivari, em 1962, veio da cidade de Anhumas, e foi morar em um sobrado recém-construído na Rua B, 44,

Vila Invernada. Na época muito jovem, começou a participar da vida da Vila, conhecendo o Waldir Perikas/Piricas, o Rene Gonçalves e o Henry Mizuno, o Edu, e em abril de 1966 fundaram o primeiro time de futebol de salão da Vila, o famoso Nóis Nun Liga.

Os fundadores

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Rene Gonçalves

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ene Gonçalves, por já morar na Vila Invernada, conheceu o Ademir e o Waldir Perikas/Piricas no Bar e Empório do Sr.

Eduardo, ponto de encontro dos jovens na época, e se juntou aos três colegas para a fundação do time.

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Os fundadores

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Waldir Marquez

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aldir Marquez (Perikas/Piricas) foi o maior incentivador da criação do time, e para que esse time tivesse continuidade,

em agosto de 1969, num sábado, convidou os colegas que estavam na esquina da rua Particular com a Raimundo Correa – Helio, Jarbas, Florisvado, Edson, Sergio, Morio, na época com idade entre 16 a 18 anos – para participar de um jogo treino naquele momento. Foram aprovados e convidados para dar continuidade ao time, e todos gostaram da ideia. Essa seria a nossa experiência de time, uma vez que antes éramos conhecidos como jogadores do famoso campinho da rua. O sentimento foi de que havíamos sido promovidos do amador para o profissional, o que foi bom para todos. Um pouco do Waldir (Perikas/Piricas) Os seus pais – Sr. Paschoal Marquez, filho de italianos, torcedor do Palmeiras, como o filho Pericas, e Dona Helena Seman Marquez, nascida na antiga Iugoslavia – foram os grandes incentivadores do filho no futebol. Os fundadores

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O Perikas/Piricas, nascido em São Paulo, sempre teve habilidade para o futebol, tanto é que jogou no Juventus entre 1963 e 1964, no sub-17, e depois na Portuguesa em 1965 no sub-20, sempre no gol. Em 1966, fundou o Nóis Nun Liga e deixou o gol para jogar na linha, pois tinha essa habilidade também. Waldir (Perikas/Piricas) é o da esquerda e, ao seu lado, o Osmar Betarello.

Quanto ao apelido Perikas/Piricas, como existe uma dúvida na forma de falar da maioria dos colegas, colocamos as duas opções de escrita e fala.

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Os fundadores


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Henry Mizuno

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enry Mizuno, conhecido como Edu, morou na Rua Tenente Chantre e jogava na defesa do time; participou só da pri-

meira fase, como um dos fundadores. Não temos foto desse fundador.

Os fundadores

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Participação especial na fundação

Toninho Bosnic

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oi o primeiro técnico do clube. Na época, o futebol de salão era uma modalidade nova no Brasil, pois o que dominava era

o futebol de campo, e, com sua experiência técnica nesse esporte, passou os primeiros passos aos nossos colegas fundadores. No seu período de atuação como técnico, as vitórias superaram as derrotas.

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Participação na fundação

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Sr. Gheorghe Tiagor

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ai do Zé Carlos e do Ricardo, foi o primeiro conselheiro e auxiliar técnico do Toninho Bosnic.

Participação na fundação

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José Carlos Tiagor Zé Carlos

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osé Carlos é conhecido como Zé Carlos.

O Zé Carlos participou do primeiro time, isto é, da primeira

fase do Nóis Nun Liga, como o integrante mais novo do time, na época com 15 anos. Por motivos particulares, se desligou do grupo na segunda fase, que se deu a partir de agosto de 1969. Voltou na terceira fase, no ano de 1972, e permaneceu até a quarta fase, que durou de 1977 a 1982, dando uma contribuição valiosa, passando a sua experiência aos demais, pois foi o único que participou de quase todos os períodos do time.

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Participação na fundação

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Laerte Lima

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aerte Lima nasceu em Tubarão, em Santa Catarina, e veio morar na Rua Engenheiro

Cestari, na Vila Invernada, com 12 anos, e logo a seguir se integrou ao grupo dos fundadores e se apresentou como o primeiro goleiro do time da primeira fase. Laerte é o da esquerda e ao seu lado está Morio Yoshimochi, que também participou como goleiro do segundo quadro do Nóis Nun Liga, na segunda fase.

Participação na fundação

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Primeiros torcedores


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Primeiros torcedores

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uis Antonio Bucchi e Geninho foram os primeiros torcedores do time, em especial o Geninho, que apesar de cadeirante e com a sua dificuldade, sempre participou de todos os jogos do Nóis Nun

Liga, tendo o carinho de todos os jogadores fundadores, pelo seu esforço e pelo incentivo que ele dava. Depois disso, ajudou a fundar o time de futebol de salão Manchester, tornando-se técnico, conforme foto abaixo dele e do time. Foto fornecida pelo nosso colega João Fortunati (novembro de 1973, Atibaia)

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Primeiros torcedores


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Em pé, da esquerda para a direita: pai do Nelsinho, Mauricio, Nivaldo, desconhecido, Joãozinho, como goleiro, e ao seu lado o técnico Geninho. Agachados: Osmar Betarello, Careca, desconhecido e Nelsinho. O interessante do Manchester é que parte dos jogadores também participaram do Nóis Nun Liga, nas suas diversas fases. O pai do Nelson participou da comissão do Nóis Nun Liga na quarta fase; o goleiro Joãozinho, da terceira e quarta fases; o Geninho, na fundação do Nóis Nun Liga; o Osmar Betarello jogou na segunda fase; e o Nelson, conhecido como Nelsinho, da quarta fase.

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Local de fundação

Local de fundação

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Local de fundação

Foto de 2007 - Local: frente do ex-Bar e Empório do Sr. Eduardo Bucchi.

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Local de fundação

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local de fundação foi a Rua Tenente Chantre com a Rua Raimundo Correa, junto ao Bar e Empório do Sr. Eduardo Buc-

chi, assim começando o chamado time de esquina, propriamente dito, sem um local físico para as devidas reuniões. Estas aconteciam nas quadras onde iam jogar como visitantes. Em 1966, ano da fundação, não havia no bairro nenhuma quadra de futebol de salão, então os jogadores fundadores jogavam como visitantes e, com isso, criou-se junto aos adversários o respeito de um time organizado e forte, que dificilmente perdia um jogo. No começo, por causa de um futebol novo, o de salão, e por falta de entrosamento, alguns resultados foram decepcionantes, conforme relato de jogadores da época. Mas depois, com o entrosamento, os resultados vieram. As quadras usuais para o jogo eram o Quartel do Exército, no Ibirapuera, e também a Villares, no ABC quem arrumava os jogos nessa região era o auxiliar técnico Sr. Gheorghe Tiagor. Tiveram vários adversários, como o 7 de Setembro da Água Rasa; esse jogo foi de inauguração do Nóis Nun Liga, na comunidade invernadense.

Local de fundação

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Um pouco da Vila Invernada

Vila Invernada – Imagem: Google Maps. Dados do mapa 2017 Google

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texto abaixo foi ideia do Ademir Pivari, e ampliamos a sua ideia de comunidade, no caso a Vila Invernada, modelo para a época.

Vamos descrever parte da Vila Invernada, lugar em que moravam os participantes do Nóis Nun

Liga e onde o time foi fundado. Essa vila tinha um diferencial em relação a outras, pois lá tínhamos uma estrutura física que permitiu a integração dos fundadores e jogadores do time. Essa estrutura era composta pelo parque infantil, praça de esportes e um grupo escolar (hoje Ensino Fundamental até a quarta série), dentro da Praça Dom Pedro I, conforme foto acima, que os jogadores do time frequentavam. Entendemos que esse era um modelo inovador para a época.

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Um pouco da Vila Invernada


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Graças a essa estrutura, surgiu o Nóis Nun Liga, que permitiu manter nossa amizade até os dias de hoje, como bem lembrou nosso amigo e um dos fundadores do time Ademir Pivari, que em outubro de 1972 tornou-se presidente, tendo como vice Waldir Marquez, conhecido como Perikas/Piricas. Foto do grupo escolar Leonor Mendes de Barros e praça de esportes.

Grupo escolar Leonor Mendes de Barros.

Entrada da praça de esportes, onde jogávamos.

Um pouco da Vila Invernada

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Parque infantil – cerca de 1960. Nesta foto temos o Eduardo, Vitorio, Joãozinho e Ricardo, que depois fizeram parte do Nóis Nun Liga

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Foto tirada em setembro/2017 Configuração atual da quadra onde jogávamos. Na nossa época, as quadras eram descobertas, diferente de hoje.

Entrada do parque infantil

Um pouco da Vila Invernada

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O campinho da turma do sobradinho

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campinho – nome adotado por todos nós, moradores da Vila Invernada – ficava entre as ruas Raimundo Correa, Engenheiro Cestari e Rua Particular, depois Rua Marcos Zampieri, e hoje

José Martorano Sobrinho. Foi nele que todos os jogadores do Nóis Nun Liga aprenderam a jogar futebol quando criança. Nessa época, jogávamos todos descalços e a trave do campo era desenhada nos fundos da casa de uma família de lituanos, e isso os incomodava muito, pelas boladas na parede.

No terreno onde foi construído este prédio era o nosso campinho. Google Maps - captura de imagem jan/2015.

Jogamos lá até os 16 anos e, quando da inauguração das quadras em 1969, deixamos de jogar nesse espaço, que hoje não existe mais, pois no terreno foi construído um prédio. Não temos nenhuma foto desse campinho. Existia uma rixa entre nós e a chamada “turma do morro”, um grupo de garotos que achavam que éramos a elite da Vila.

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O campinho da turma do sobradinho


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Só para se ter uma ideia da rivalidade, quando tínhamos uns 9 anos, eu (Jarbas) e o Carlinhos passávamos por uma rua que cortava esse morro quando meninos desse grupo quiseram brigar conosco. Por sorte, uma senhora da rua onde passávamos acabou nos acolhendo, e eles foram embora, senão na certa iríamos apanhar, pois éramos dois contra uns dez. Lembro que teve uma briga feia com essa turma, quase em frente à casa do Ademir Pivari, por causa das famosas pipas, que chamávamos de quadrados. Nessa briga se envolveu o Toninho Bosnic, conhecido como Periquito, que mostrou

Carlos Alberto (Carlinhos) e Jarbas (Alemão)

o seu lado iugoslavo de que não leva desaforo para casa. Brigou com uns três ou quatro e, pelo que lembramos, saiu vitorioso. Ali existia um território; o nosso grupo não passava da Rua B, onde morava o Ademir, e eles não passavam dessa rua para o nosso campinho, que era a nossa base.

O campinho da turma do sobradinho

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A Rua mais europeia da VILA INVERNADA

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rua mais europeia da Vila Invernada foi de onde saiu a maioria dos jogadores do Nóis Nun Liga, em todas as suas fases. A atual rua José Martorano Sobrinho, na sua fundação, em 1958, chamou-se Rua Particular e, depois, Rua Marcos Zampieri.

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A rua mais europeia da Vila Invernada


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Fonte: Google Maps - captura de imagem jan/2015

Foto da Rua Particular, depois Rua Marcos Zampieri, e hoje José Martorano Sobrinho.

Foto de 1960 do sobrado número 6 da ex Rua Particular, atual José Martorano Sobrinho. Os sobrados dessa rua todos tinham jardins, um padrão da época, diferente de hoje. Com o advento do carro, construiram-se garagens, o que mudou a característica da rua. A rua mais europeia da Vila Invernada

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Os moradores da Rua Particular, todos jovens, com os seus filhos na faixa de 3 até uns 10 anos, chegaram nessa rua no ano de 1958, e a maioria era estrangeira ou descendente de europeus, como veremos a seguir: Nr. 2 - Família Keller e Zornoff (Dona Nympha e Sr. Jarbas): de origem alemã, seus filhos Jarbas Fernando e Nympha Iara. Nr. 4 - Família Pasi (Dona Elza e Sr. Vitório): ela de origem italiana e ele italiano nato suas filhas Marisa e Hilda. Nr. 4 - No ano de 1967 o Sr. Vitorio Pasi foi morar em Campinas, alugando o seu sobrado para a família do nosso colega Edson, que jogou tanto na segunda fase como na quarta fase. Em 1972, o Edson mudou de bairro, mas, pela sua proximidade com o grupo, continuou jogando no time. Nr. 6 - Família Borges (Dona Rosa e Sr. Antonio): portugueses natos, a filha Dayse, nascida aqui no Brasil. Nr. 8 - Família Antonio (Dona Teresa e Sr. Salvador): de origem portuguesa, os filhos Suzana e Mauro. Nr. 12 - Albina e Justina: de origem lituana, seu filho Christian. Nr. 14 - Família Zold e Monteiro (Dona Barbara e Sr. Nelson): ela de origem alemã e ele de origem portuguesa, seus filhos Eduardo e Valéria. Nr. 16 - Família Graniero e Di Cicco (Dona Assunta e Sr. Giuseppe, italianos natos, seus filhos Antonieta, italiana nata, Vitorio e Ana Luiza, nascidos aqui no Brasil. Nr. 18 - Família Giorgio e Panica (Dona Ana e Sr. Miguel) de origem italiana, seus filhos Ivo, Irmã e Helio. Nr. 22 - Familia Tiagor (Dona Vilma e Sr. Gheorghe): ela de origem italiana e ele romeno nato, seus filhos José Carlos, Ricardo e Roseli. Nr. 26 - Família Harabagi (Dona Nita e Sr. Isidoro): ela de origem italiana e ele ucraniano nato, suas filhas Vera Lucia e Sandra. Nr. 28 - Família da Dona Joana e Sr.Francisco, espanhóis natos, seus filhos Manoel e Afonso, nascidos aqui no Brasil. Nr. 30 - Família Cano, de origem espanhola, os filhos Odair, Arthur e Djalma. Nr. 38 - Família da Dona Amélia e Sr. Romeu, de origem portuguesa, suas filhas Sonia e Sueli. Nr. 42 - Família Romeiro Dona Maria, de origem portuguesa, seus filhos Dorival e Nelson e Lilian. Nr. 46 - Família Mantovani, de origem italiana, o filho Wagner.

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A rua mais europeia da Vila Invernada


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Família de japoneses Fora do grupo europeu, temos a família de japoneses, que fez parte do primeiro grupo de moradores: Nr. 48 - Família Ueoka, Yoshimochi (Sr. Tohoni e Sra. Minoko), seus filhos Futaba (Regina), Missao (Emilia), Yoko, Eiko, Mitsuo (Renato), Yoshio, Tomoe, Morio e Sergio. Esses dois últimos foram jogadores do time. Nessa sequência temos a última moradora da rua: Nr.50 - Familia da Dona Luciana e Sr. Pascoal, os filhos Caetano e Wilson. (Curiosidade: ela era cabeleireira, dava aulas de pintura e gesso, e ele tinha um empório na Plácido de Castro).

Outras famílias As famílias abaixo faziam fundos com os sobrados, a saber: Família Breda e Silva (Dona Cleria e Sr. Adailton), seus filhos Rosani, Eliseo, Leila e Elias, de origem italiana por parte de mãe. Família da Dona Zilda e Sr. Ivanir, de origem italiana e portuguesa, com suas filhas Keila, Karen e Katia. Família da Dona Jovina e Sr. Sergio Lazari, seus filhos Sergio e Marquinhos, de origem italiana. Família Bosnic (Dona Catarina e Sr. Francisco), croatas natos (ex-Iugoslávia), com seus filhos Toninho, Catarina e Marcia. Família Mazzola (Sr. Mazzola), com seu filho Clovis.

Família de japoneses e outras famílias

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Nr. 37 - Família Gravanich (Dona Nair Jaime Gravanich e do Sr. Felipe João Gravanich), ela de origem espanhola e ele de origem croata, seus filhos Marli, Marcio e Mauricio. Família da Dona Mara Bacetic Ban e Sr. Clemente Simão, sua filha Eliane e seu esposo Odair. Dona Mara, de origem croata (ex-Iugoslávia). Nr. 45 - Família Marquez – No fim da rua, como já mencionamos no item Fundadores, essa família é Seman e Marquez, do Sr. Paschoal e Dona Helena, e seu filho Waldir Marquez (Perikas), ele de origem italiana e ela iugoslava nata. Também foram os primeiros moradores da rua e seus filhos participaram do Nóis Nun Liga, nas suas formações.

Outras ruas Rua B - Atual Rua José Peixoto Famílias Breda e Pivari, do Sr. Primo e Dona Aparecida, de origem italiana e seus filhos Ademir, Arlete e Almir.

Março/1969 Foto de março de 1969, tirada na casa do Marcos Lazari, conhecido como Marquinhos. Da esquerda para a direita: Marquinhos, Valeria e Karen.

Comentários da foto: Ademir Pivari: Conjunto de sobrados na antiga Rua B onde morei. Eduardo Monteiro: Nossa, que foto hein!!! Até o nosso campinho no fundo!!!

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Outras ruas


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Rua B - Atual Rua José Peixoto

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oradores da Rua Tenente Chantre e alguns jogadores

e torcedores do time 1 – Jogador 2 – Torcedor Familia Pomeli – do nosso amigo Carlos Pomeli (2) de origem italiana. Família Fortunati - Sr. João e Dona Isis, e seu filho Joãozinho (1), de origem italiana. Família Bucchi e Baroni, do Sr. Eduardo e Dona Geni, e seus filhos Luis Antonio (2) e Angela, de origem italiana. Família Mizuno – Edu (1) – de origem japonesa.

Foto tirada em setembro/2017.

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Rua Raimundo Correa e, ao fundo, a Rua José Martorano Sobrinho

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Carlos Alberto Colantonio, o Carlinhos, e sua irmã Marilena

conhecida como Deda, foram dois dos primeiros moradores da Rua Raimundo Correa. Hoje ele faz parte do nosso grupo, os seus pais são o Sr. Mario e a Dona Helena, de origem alemã e italiana.

Foto tirada em setembro/2017.

Foto do Carlos Alberto com 8 anos em seu sobrado, que dava de frente para o parque infantil.

Rua Raimundo Correa

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Rua Engenheiro Cestari

Fonte: Google Maps - captura de imagem jan/2015.

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esta rua saíram os jogadores Laerte Lima, Gilmar e Wilson. O interessante dessa rua é que todos eram goleiros, portanto podemos chamá-la de a rua dos goleiros.

Temos também o morador dessa rua Florisvaldo Campos, jogador da segunda fase, que jogava

na defesa. Dando continuidade, vamos falar sobre o time especificamente.

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Rua Engenheiro Cestari


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s fundadores resolveram adotar o símbolo dos anéis olímpicos, mas em posição invertida. Em cada anel colocaram uma parte do nome do time. Se o símbolo adotado fosse estritamente os

anéis olímpicos, o NÓIS ficaria na cor azul, o NUN na cor preta e o LIGA na cor vermelha. Nos anéis de baixo, o F, de Futebol, na cor amarela e o S, de Salão, na cor verde.

Anéis Olímpicos originais

Formato de inspiração para o símbolo do Nóis Nun Liga

Símbolo oficial Nóis Nun Liga

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Cores da camisa

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oi resolvido que as cores da camisa seriam branco e azul para o primeiro quadro, com distintivo, e ama-

relo para o segundo quadro. Optou-se pelo amarelo da seleção brasileira, por essa camisa ser mais simples e barata, pois os recursos dos fundadores estavam escassos para uma camisa com mais qualidade. Para decidir as cores do novo time, sugeriram os times da capital de São Paulo, e surgiu a ideia do Ademir Pivari de utilizar o azul e branco, as cores da Argentina. O azul não estava no Palmeiras, em que prevalece o verde, nem no São Paulo, que tem as cores vermelho, preto e branco, e o Corinthians, com sua cor preta.

Camisas utilizadas pelo time. Foto da camisa do Ricardo Tiagor. Comentário do Maurício:

“Encontrei esta camisa hoje em meu armário, guardada com muito carinho, e vai ficar assim por muito tempo, por gerações.” Santos, 20/11/2017

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Cores da camisa

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Foto fornecida pelo Helio Panica. A amarela foi a última usada pelo time.

Cores da camisa

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time era um dos รบnicos na vila a ter hino. A letra contรฉm frases fortes enaltecendo as vitรณrias, que foram muitas.

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Autores Dorival Romeiro e Waldir Perikas NUN

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Meio de transporte dos jogadores

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ara não depender de ônibus para os jogos fora da Vila Invernada, os jogadores utilizavam os veículos mencionados abaixo, pois como o time tinha poucos integrantes, esses veículos atendiam

a demanda.

Foto do fundador Ademir Pivari, no volante do Jeep, e ao seu lado o Luis Antonio Bucchi, filho do Sr. Eduardo e da Dona Geni; Atrás, o Tata, primo do Rene, e o Almir, irmão caçula do Ademir.

Foto de 1969 do Jeep, tirada na Rua Tenente Chantre, ao lado do parque infantil da Vila Invernada.

Meio de transporte dos jogadores

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Este Jeep, de propriedade do Tata, era uma espécie de carro reserva, pois os carros que usavam normalmente eram o Aero Willys do Ademir (foto abaixo) e o carro cor preta, um GM do Sr. Gheorghe.

Foto tirada em 1966. Observem que nesse ano a rua não tinha calçamento, era conhecida como rua de terra.

A

ero Willys do Ademir Pivari, em frente ao seu sobrado na Rua B número 44, Vila Invernada. Era com este carro que o Ademir transportava parte dos jogadores para os jogos fora da Vila. Em primeiro plano, o seu amigo Luis Carlos, da cidade de Anhumas, que foi jogador profissio-

nal do Palmeiras. Ao seu lado o Sr. Primo, pai do Ademir, sua prima, e, encostado ao portão, o Ademir Pivari.

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Meio de transporte dos jogadores


As fases do Nรณis Nun Liga FS


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As fases do Nรณis Nun Liga

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Primeira fase

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primeira fase deu-se de 1º de abril de 1966 até agosto de 1969. Os integrantes conseguiram jogar três anos, com o mesmo time, e a dificuldade maior era não ter uma quadra para levar os jogos

em casa e mostrar para a comunidade invernadense o potencial do time. Com isso tinha que se deslocar para as quadras adversárias. Os integrantes desse time jogavam com camisas azuis, com distintivo das Olimpíadas, com os dizeres Nóis Nun Liga. Goleiro: Laerte Lima Defesa: Pedrinho e Rene No meio de campo: Perikas e Ademir Pivari Atacante: Zé Carlos e Henry

Pedrinho Ademir Henry Laerte

Perikas

Rene

Zé Carlos

Demonstração de posições dos jogadores. Apesar do quadro acima estar com sete jogadores, oficialmente jogam apenas cinco jogadores, sendo quatro na linha e um no gol.

Primeira fase

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Segunda fase

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segunda fase iniciou-se em meados de 1969 e foi a mais promissora, pois, com o encerramento do campo de futebol na Vila Invernada, a prefeitura resolveu fazer duas quadras de futebol de

salão, que chamaram de CD Vila Invernada. O primeiro time a jogar aos domingos de manhã foi o Nóis Nun Liga, e, aos sábados à tarde, o time Bom Menino, que tinha o melhor jogador, conhecido como Marola. Esses dois times nunca se enfrentaram, talvez pelos dias e horários diferentes um do outro, e eram considerados os melhores da Vila Invernada da época, . Existia um acordo informal entre os times de que aqueles que estivessem ocupando as quadras há mais tempo seriam mantidos em seus dias e horários habituais. Acordo quebrado Passados alguns anos, a prefeitura exigiu que os times tivessem registro na Secretaria de Esportes, com sede no Ibirapuera, e, como nosso time não ficou sabendo em tempo da exigência, acabamos perdendo o horário, que era das 10h às 12h horas aos domingos. Isso criou um clima ruim entre nós e o adversário, que acabou ocupando nosso horário. Tivemos várias reuniões na Secretaria de Esportes, explicando a situação do acordo entre os times, e de repente, sem aviso nenhum, o nosso adversário da época, que teve a informação privilegiada, achou por bem registrar o time deles na nossa quadra, pois entendiam que onde jogavam estava em péssimas condições. Não tiveram respeito ao nosso acordo verbal. Questionamos a Secretaria do porquê de não ter reunido os times envolvidos e informado do prazo para o registro, evitando assim informação privilegiada e prejuízo aos demais, que perderam os dias e horários em que estavam acostumados a jogar. Como não houve acordo com a Secretaria, a solução foi alterarmos nosso horário, que passou a ser das 8h às 10h, o que foi muito prejudicial, pois nesse horário ficava difícil conseguirmos adversários. E, para continuarmos jogando na quadra, a Secretaria exigiu que fizéssemos um estatuto registrado no

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Segunda fase


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Registro de Títulos e Documentos. Depois nos dariam uma autorização para o devido uso da quadra, o que de fato aconteceu.

Estatuto e registro A seguir, o estatuto do Nóis Nun Liga FS, registrado em 2 de outubro de 1972, no 3º cartório de Registro de Títulos e Documentos desta cidade.

Estatuto e registro

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Estatuto e registro

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Estatuto e registro

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Estatuto e registro

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Publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, pg. 8, em 11/10/1972.

Renovação

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om a renovação dos jogadores da primeira fase, entraram no time os jovens (vide pp. 58-61), sendo a maioria da

ex Rua Particular (depois Rua Marcos Zampieri, e atual José Martorano Sobrinho) e outros das ruas Engenheiro Cestari e Tenente Chantre.

Renovação

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Segundo quadro jogava com camisas amarelas sem distintivo Goleiro (Morio) jogava com camisa preta tradicional Defesa: Florisvaldo Campos e Sergio Tamio Meio de campo: Helio Panica Atacante: Edson e o técnico Nelson

Em pé, da esquerda para a direita: Laerte, Sergio e Nelson Agachados: Florisvaldo e, o da direita, desconhecido

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Em pé da esquerda para a direita: Mauro e Laerte Agachados: Ademir Pivari e Morio Mauro depois jogou na terceira e quarta fases do time Primeiro quadro: jogava com camisas azuis com distintivo Goleiro (Wandinho) jogava com camisa preta tradicional Defesa: Waldir Perikas/Piricas Meio de campo: Jarbas (Alemão) e Osmar Betarello Atacante: Edson e Ademir Pivari Sem técnico

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1º quadro

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2º quadro

Em pé da esquerda para a direita: desconhecido,

Em pé: Florisvaldo, Sergio e Morio

Perikas/Piricas e goleiro Wandinho

Agachados: Edson e Helio, o do meio desconhe-

Agachados: Edson, Jarbas e Osmar

cido

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Renovação


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Atrás Edson e, ao fundo, Luis Antonio, nosso primeiro torcedor Agachados: só identificado o Wandinho, como goleiro.

Jarbas, e atrás, o goleiro Wandinho

Jarbas e Osmar Betarello

Waldir Perikas/Piricas em lance de defesa

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Terceira fase

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Terceira fase deu-se no período de 1972 a 1976. Nesta fase, aconteceram algumas alterações de jogadores e também mudança de uniformes. O

segundo quadro ficou com a cor azul e o primeiro quadro ficou com camisas listradas de branco e azul e o distintivo também no meio da camisa, com o símbolo das Olimpíadas e com a inscrição Nóis Nun Liga FS. Jogadores que saíram: Florisvaldo, Osmar Betarello e Wandinho (goleiro) Entraram: Eduardo, Ricardo, Joãozinho (goleiro) e Mauro Retorno: Zé Carlos, que havia jogado no grupo da primeira fase Jogadores segundo quadro: Goleiro: Morio Defesa: Sergio Tamio e Ricardo Tiagor Meio de campo: Ademir Pivari Atacante: Eduardo Monteiro e Mauro

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Terceira fase


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Segundo quadro: em pé, da esquerda para a direita: Eduardo, desconhecido, Sergio, Ricardo e Morio. Primeiro quadro: agachados, da esquerda para a direita: Jarbas (Alemão), Joãozinho, Helio e Zé Carlos. Foto tirada em 1972, na quadra da Vila Invernada.

D

este grupo, todos foram moradores da Rua Particular, depois Marcos Zampieri, atual José Martorano Sobrinho, com exceção do goleiro Joãozinho, que morou na Rua Tenente Chantre.

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Joãozinho (goleiro) jogava com camisa amarela Defesa: Helio Panica e Perikas Meio de campo: Jarbas (Alemão) Atacante: Zé Carlos

Da esquerda para a direita: Joãozinho (goleiro) e Eduardo Monteiro.

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Terceira fase

Joãozinho goleiro

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Quarta fase

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uarta fase, de 1977 a 1982. (a mais importante do time). Essa fase teve uma importância grande, pois o time contratou o técnico Ivo Panica, irmão

do Hélio, que deu uma nova roupagem, tanto na mentalidade de gerir o time com mais profissionalismo, como na alteração de todo o uniforme, dando um ar mais moderno para a época. Houve também alteração do time, saindo alguns jogadores e entrando outros mais novos, tanto do primeiro como do segundo quadros. Foi também marcante a participação maior dos pais dos jogadores, como o Sr. Gheorghe Tiagor, pai do Ricardo e do José Carlos; o Sr. Mazzola, pai do Clovis; Sr. João, pai do goleiro Joãozinho, que acompanhavam todos os passos do time, além de dar apoio logístico. O time, com essa nova mentalidade, começou a jogar fora dos seus domínios; em outros bairros e outras cidades, como Atibaia. A presença das mães e namoradas dos jogadores trazia um novo incentivo. Esse grupo foi praticamente o último a continuar o time Nóis Nun Liga, pois, ao término dessa fase, que ocorreu em 1982, e por falta de renovação, o time encerrou suas atividades. Entretanto os participantes das várias fases continuam a ter contato até hoje. Jogadores da quarta fase Ivo Panica (técnico) Edson Pereira Lima Mauricio Mauro Augusto Antonio Helio Panica Sergio Tamio Yoshimochi Zé Carlos Tiagor Clovis Zezinho Nelsinho (primo do Clovis) Ademir (goleiro) Wagner Mantovani Marco Antonio (primo do Ricardo e Zé Carlos) Quarta fase

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e 15 jogadores desta foto, incluindo o técnico Ivo e os dois mascotes, 13 eram moradores da ex. Rua Particular, atual José Martorano Sobrinho. Conseguiram manter a formação do time, pois,

como confirma a foto, os jogadores dessa rua, desde a segunda até a quarta fase, contribuíram em muito para a continuidade do time. Em pé, da esquerda para a direita: Ivo, Edson, Mauricio, Mauro, Carlinhos, Helio, Sergio, Zé Carlos e Clóvis Agachados: Mascotes Marquinho, filho do Sr. Sergio e da Dona Jovina, Marcio e irmão do Mauricio, e os jogadores Zézinho, desconhecido, Ademir e Wagner Mantovani.

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Quarta fase


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Jogadores do primeiro quadro: Em pé, da esquerda para a direita: Hélio, Ademir e Zé Carlos. Agachados: Mauro e Edson

Mauro Augusto

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Em primeiro plano: Zé Carlos, Sergio, Mauro, Mauricio e Clovis Agachado: Zezinho.

Ivo Panica, técnico, e os atletas Edson (de costas), à sua frente, Zé Carlos, Ademir, Hélio e Mauro.

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Quarta fase


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Em pé, da esquerda para a direita: Helio, Mauricio, Zé Carlos e Wagner. Agachados: goleiro Ademir e, ao seu lado, Mauro.

Em pé, da esquerda para a direita: Mauro, Sergio, Mauricio, Wagner, Carlinhos. Agachados, da esquerda para a direita: Clovis e Zezinho.

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No vestiário, Eduardo, Mauricio e Wagner.

Ivo (técnico) dando instruções ao Clóvis, Mauricio, Marco Antonio, Ricardo e Nelson.

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Quarta fase


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Primeiro quadro: goleiro Ademir, Helio, Ivo, Gerson, Mauro, Eduardo e Zé Carlos.

Mascotes do Nóis Nun Liga

Em pé: o primeiro da esquerda, Marquinho, filho do Sr. Sergio e Dona Jovina, sendo preparado para ser um goleiro. O último agachado com a camisa preta de goleiro: Marcio irmão, do Mauricio Gravanich. Quarta fase

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Homenageados

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amos mostrar homenagens do time ao Senhor Gheorghe Tiagor, pai do José Carlos e do Ricardo; Sr. Mazzola, pai do Clóvis; Sr. João, pai do goleiro Joãozinho; e ao Sr. Nelson Monteiro,

pai do Eduardo. As homenagens foram ideia do técnico Ivo Panica, irmão do Hélio, e consistiam em presenteá-los uma camisa branca com o símbolo Nóis Nun Liga. Foi a forma de demonstrarmos nossa gratidão a essas pessoas que sempre incentivaram o time. Os homenageados: a partir da esquerda, Sr. Gheorghe, Sr. Mazzola, Sr. Nelson e Sr, João, uma homenagem especial ao Sr. Francisco, nosso torcedor sênior

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Homenageados


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Sr. João, pai do nosso goleiro Joãozinho, homenageado com a camisa branca de colaborador.

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Sr. Francisco, cidadão espanhol, morador da Rua Particular, era o nosso torcedor sênior e também recebeu uma camisa branca de colaborador, com a inscrição Nóis Nun Liga.

O técnico Ivo Panica também foi homenageado com uma camisa branca, e o seu padrinho foi o Mauro.

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Homenageados


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Conselheiros

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time em sua quarta fase modernizou-se, criando os conselheiros do Nóis Nun Liga, uma forma moderna de ajudar a administração do time.

Esses conselheiros apoiavam em todos os sentidos, inclusive participando das decisões da

administração.

Sr. Gheorghe, pai do Ricardo e do Zé Carlos; Sr. Nelson, pai do Eduardo; João, primo do Ricardo; Dudu, pai do Nelsinho; Theodoro, irmão do Sr. Gheorghe; Não sabemos o nome da pessoa ao seu lado, mas a particularidade dele é que gostava de apitar os nossos jogos; e o último, Sr. Mazzola, pai do Clóvis. Agachados: Nelsinho, filho do Sr. Dudu e primo do Clóvis, o segundo não temos o nome, o terceiro é o Marco Antonio, primo do Ricardo e do Zé Carlos, Clóvis, Ricardo Tiagor e Ivo Panica, como técnico. Conselheiros

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Medalha comemorativa

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uando dos 13 anos de vida do time, precisamente no dia 1Âş de abril de 1979, foi dada aos jogadores participantes daquele ano uma medalha comemorativa, a qual mostramos a seguir (medalha

cedida pelo Wagner Mantovani).

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Medalha comemorativa


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As comemorações

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erminados os jogos, os jogadores e os torcedores se reuniam para descontrair e comentar a atuação do time. Essas primeiras comemorações, na fase dos fundadores, aconteciam no Bar do Sr.

Eduardo Bucchi, na Rua Tenente Chantre, com cerveja. Nas outras fases, as comemorações se davam na nossa ex Rua Particular, atual José Martorano Sobrinho, às vezes na própria rua ou no sobrado de algum integrante do time, também regadas a cerveja. A seguir fotos das comemorações na nossa rua.

Helio e o seu irmão, Ivo Panica, no fundo da casa do Clóvis e do Sr. Mazzola. Da esquerda para a direita: desconhecido, Mauricio, Wagner, desconhecido, Sergio, Mauro, Hélio e Jarbas (comemoração em frente ao sobrado do Helio e do Ivo Panica).

As comemorações

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Da esquerda para a direita: Dudu, Marco Antonio, Ricardo e o goleiro Ademir (de verde), Eduardo, Mauricio, João e Gerson. Agachados: Helio e nosso goleiro Joãozinho.

Ricardo, Helio. De costa Sr. Mazzola, Mauro e, ao fundo, Sr. Nelson, pai do Eduardo.

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As comemorações


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Da esquerda para a direita, em primeiro plano: Helio, Mauricio, Marco Antonio, João, Ricardo, Mauro e Sr. Mazzola. Atrás: Dudu, Gerson, Eduardo e Ademir.

Da esquerda para a direita: Ricardo, Mauro e Eduardo.

As comemorações

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Término dos jogos

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o término dos jogos, sempre fazíamos uma avaliação da atuação do time. Talvez por nos conhecermos desde criança,

tínhamos a liberdade de falarmos o que quiséssemos uns com os outros – diferente de outros times, que juntavam pessoas que não

eram da mesma rua e não tinham essa liberdade uns com os outros.

Relato dos jogadores Relato do Ademir Pivari, do Perikas/Piricas e do Jarbas sobre um dos primeiros jogos do time (confirmado pelo Rene, da foto a seguir):

“Foi marcado por uma jogada em que o nosso jogador Rene (da foto) mandou o adversário para fora do gradil quando este tentava passar pelo nosso defensor.” Este relato foi confirmado em uma conversa agradável que tive com Rene, em 19 de agosto de 2017. Esse jogo foi realizado na quadra da Igreja da Santa Luzia, vizinha da nossa Vila. Essa história correu a Vila Invernada e, depois disso, o Nóis Nun Liga era um time respeitado, pois os adversários tinham medo da nossa defesa.

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Término dos jogos - Relato dos jogadores


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Relato do Laerte Lima – o primeiro goleiro do Nóis Nun Liga Laerte Lima foi do primeiro grupo e participou da fundação do time: Em 28 de abril de 2017 ele passou o seu relato bem-humorado.

“Minha lembrança é que no primeiro jogo, acho que na quadra do 7 de Setembro, tomamos um baile daqueles. Acho que joguei no gol. Franguei muito. Na defesa jogou o Pedrinho, que morava na rua do bar do Eduardo Bucci. Foi nosso primeiro jogo, pois todos estavam muito nervosos e totalmente desentrosados. Me senti um dos culpados pela derrota. Não esqueçamos que os adversários eram show de bola. Jogavam muito. O que faltava a nós sobrava a eles. Eram um timaço. Uns dois anos atrás, visitei o Perikas/Piricas, falei dos gritos dele nos jogos, senti que hoje ele tem mágoa de si mesmo devido a tais gritos, então disse a ele ‘não se culpe, era tudo uma brincadeira nossa’.”

Término dos jogos - Relato dos jogadores

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Relato do Eduardo Monteiro

“O Marola jogador do Bom Menino era um canhotinho realmente acima da curva! Quem conhecia bem e até acho que jogou lá é o Zé Carlos!!!” Jogo no 1º de Maio no Tatuapé

“Quem estava naquele jogo na quadra do 1º de Maio, no Tatuapé, onde começamos ganhando do time da casa no domingo e fechou a maior briga? Tivemos que escalar os muros e fugir!!! E envergaram uma bomba de encher bola na minha cabeça!!! Quem sempre começava a confusão era o Mauro ou o Clovis!!!” Segundo relato - 29/04/2017 Muitos juízes não queriam apitar o nosso jogo, por causa dos desentendimentos entre nós, que sobravam para o juiz também.

“Ninguém mais queria apitar o nosso jogo! Vocês se lembram de um gordinho de cabelo claro, que a gente sempre pedia para ele apitar?! E xingávamos ele todo jogo!!! (Risos) Esse gordinho acabou sendo o nosso torcedor como conselheiro.”

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Término dos jogos - Relato dos jogadores


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Relato do Zé Carlos Tiagor – 29/04/2017.

“Iniciei junto com os fundadores em abril de 66. A camisa azul foi ideia do Ademir, as cores da seleção argentina. No jogo do 1º de Maio, eu, o Mauro, o Eduardo, o Ricardo, meu pai, o Marcos, meu primo e meu tio Teodoro estávamos jogando e ganhávamos até a briga começar. Batemos em retirada até um vizinho do clube, que chamou a polícia.”

Término dos jogos - Relato dos jogadores

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Relato do Helio Panica sobre o jogo realizado na cidade de Atibaia /SP Relato 14 de maio 2017, dia das mães.

“Olá família NNLFS. É com alegria que parabenizo todas as mamães por mais essa data querida e também as ausentes que no céu estão, sempre torcendo pelos seus entes queridos. Aproveito o ensejo para enviar mais fotos, que achei no fundo do baú, e a permissão para narrar em rápidas pinceladas um episódio vivido pelos atletas durante a realização de partida de futsal em Atibaia/SP. Naquele dia, contando com o apoio de familiares presentes no meio de nossa torcida (vide algumas fotos), onde era possível notar a presença dessa galera – pais, tios, irmãos, filhos e algumas namoradas –, enfrentamos a equipe local na quadra da Associação Atlética. O tão aguardado jogo começou num clima amistoso de igualdade e alto nível, que teve seu brilho ofuscado por erro de arbitragem. O juiz Banana, indicado pela equipe, mostrou-se, despreparado e cometeu uma sucessão de erros – inversão de faltas – que irritaram nossos atletas. Tentamos, mas fomos impedidos em nosso intento. Por outro, a quadra começou a ser invadida por torcedores rivais que, em defesa do pseudo juiz, passaram a nos provocar com atitudes grosseiras. Percebendo que o semblante dos mesmos não era nada amistoso, decidimos deixar aquele local, pensando única e exclusivamente no bem-estar de nossos atletas e torcida presentes. Já do lado de fora, enquanto aguardávamos o melhor momento para sair daquela cidade, alguém chegou a comentar que o juiz que atuara naquele jogo era uma pessoa honesta, mas com problema de saúde, abalado e sofrendo por ser deficiente auditivo e mudo. Ora, isso não passa de desculpa esfarrapada e de balela tentando encobrir os erros do juiz e o tratamento hostil que nos foi dispensado. Para os nossos anfitriões, fica a seguinte mensagem: acolha todos os que visitam a sua casa com muito respeito e dignidade.”

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Término dos jogos - Relato dos jogadores


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Torcida do Nóis Nun Liga

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esde a sua fundação, o time teve uma torcida pequena. Com o passar dos anos de atuação, a torcida foi aumentando, tanto é que, na quarta fase do time, tornou-se uma torcida organizada,

com camisas; havia também a torcida feminina, composta pelas mães, esposas e namoradas dos jogadores. A seguir, fotos dessas torcidas.

Na torcida do Nóis Nun Liga, vemos os conselheiros com alguns colegas que jogaram na segunda fase (no caso, o Florisvaldo).

Torcida do Nóis Nun Liga

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Torcida feminina em jogo do Nóis Nun Liga X Atibaiense, na cidade de Atibaia – um jogo tumultuado, conforme relato do Helio Panica.

Lances de ataque

Clóvis em ação e, ao fundo, o Zezinho.

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Lances de ataque


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De costas: Zé Carlos e, de frente, o Edson e o Mauro. E fundo, o Helio e o goleiro Ademir.

Ademir com suas duas filhas. Nesta foto, o fotógrafo teve a felicidade de fotografar a bola no ar. Lances de ataque

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Curiosidades e dificuldades enfrentadas pelo time

O

maior adversário dos jogadores eram as traves, e não o outro time.

Quando da inauguração das quadras, em

meados de 1969, a prefeitura as entregou sem traves e redes e, por esse motivo, os times tiveram que fazer as suas próprias traves; e Aqueles times que não as tinham, como o Nóis Nun Liga, alugavam. Mas, na quarta fase do time, os colegas resolveram ter as suas próprias traves e, ao fazê-las, havia um outro problema: onde guardá-las. Na época o Waldir Pericas/Piricas, teve a gentileza de emprestar o fundo da casa dos seus pais, o Sr. Pascoal e a Dona Helena, para a guarda das famosas traves. O trajeto do carregamento dessas traves contava com o empenho de todos os jogadores, pois as traves ficavam no fim da Rua José Martorano Sobrinho e, desse ponto até as quadras, precisávamos de quatro jogadores para o carregamento.

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Curiosidades e dificuldades enfrentadas pelo time


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Agradecimento especial pela guarda das traves

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or esse motivo, o Helio e o seu irmão Ivo Panica, em agradecimento, resolveram dar uma camisa comemorativa de cor branca com a inscrição NÓIS NUN LIGA FS ao Sr. Pascoal, pai do Waldir

Piricas, e um agradecimento especial a sua mãe, Dona Helena, pela paciência de todos os domingos abrir a sua casa para a retirada das traves.

Sra. Helena e Sr. Pascoal Marquez recebendo a homenagem com a camisa branca Nóis Nun Liga. Ao fundo, Mauro, Ivo e Helio Panica e Mauricio.

Agradecimento especial pela guarda das traves

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Temos um relato do Elias, primo do Ademir, sobre o carregamento das traves.

“Nunca tive o prazer de jogar no time! Mas ajudava a carregar as traves ali pela vilinha!!!!”

Segundo relato de Marcio Gravanich sobre as traves – 19/11/2017

Domingo era dia de jogo do Nóis Nun Liga da Vila Invernada. Pegar as traves na casa do Seu Pascoal, pai do Pirica... Eu me lembro disso com 8 anos de idade, em 1976. Entre 07h35 e 07h40 era hora de pegar as traves na casa do Pirika. Eu tinha uns 8 anos de idade nessa época, mas me recordo como hoje... As traves ficavam em cima da lage e o muro tinha cacos de vidro e tinha que ter cuidado para não se machucar ao passar as traves pelo muro. Chamávamos o Seu Pascoal ou a Dona Helena, os pais do Pirika... O Seu Pascoal fazia lindos brinquedos de madeira. E minha infância na Vila Invernada, na Rua Marcos Zampieri, hoje José Martorano Sobrinho. Chego a ficar com lágrimas nos olhos; Apesar de o meu irmão Maurício ter jogado no Nóis... eu era pequeno mas participei disso!!! Saudades !!!

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Agradecimento especial pela guarda das traves


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Local onde ficavam as traves Foto tirada em setembro de 2017.

Resposta de agradecimento do Waldir Perikas/Piricas, agradecendo a Deus pelos pais que recebeu e também por todos os amigos, conforme seu texto abaixo.

Nada na vida é mais importante Oremos na União de nosso grupo Indo em busca do ontem, hoje é o amanhã, Seguindo os passos da vida. Nenhum amigo é esquecido Uma turma é sempre unida Mais que tudo nesta vida. Luzes eu peço para nossos amigos Invocando calma de tudo nosso Deus Gerando a paz e a alegria. A todos que fazem parte desta euforia. Este é uma acróstico do “Nóis Nun Liga”

Agradecimento especial pela guarda das traves

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Ana Luiza Dicco, comentando o texto do Pirica:

Pirica inspiradíssimo, tirando lágrimas de emoção... Também era pequena, e meus irmãos eram meus super-heróis, lembro de cada detalhe! Aliás, cresci vendo a união de vocês! Muito amor envolvido... Viva o Nóis Nun Liga e a Vila Invernada Outros times que tinham o nome Nóis Nun Liga

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osso colega Helio lembrou que, em meados da década de 70, um time da Penha informava no jornal Gazeta Esportiva que eles eram o primeiro time a ter o nome Nóis Nun Liga.

Na época contestamos a informação e foi nos dado direito de resposta, no mesmo jornal, de que

o nosso time era o primeiro a ter esse nome, acabando com a polêmica. Recentemente fomos até o arquivo do antigo jornal Gazeta Esportiva solicitar uma cópia dessa matéria, mas não foi possível, pois o arquivo ainda não tem as matérias digitalizadas.

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Outros times que tinham o nome Nóis Nun Liga


Reencontros da turma


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Reencontros da turma

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Encontros da turma após vários anos

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pós vários anos resolvemos, nos encontrar marcamos um churrasco com jogo de futebol. Em alguns encontros, leva-

mos nossos filhos.

Primeiro encontro

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ão temos nenhuma foto do primeiro encontro da turma do NÓIS NUN LIGA, que se deu em 1988, na chácara da famí-

lia Breda e da família do Perikas, em Indaiatuba. Compareceram nesse encontro: Almir, Eduardo, Jarbas, Mauro com seus filhos, Dona Vilma e o Sr. Gheorghe, pais do Ricardo e do Zé Carlos, Wagner Mantovani, Henri, o Edu, além do Waldir Perikas e do Ademir, os organizadores.

Encontros nos anos de 2002 e 2003

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m novembro de 2002 e março de 2003, realizamos o nosso encontro, na quadra da fábrica da Breda, com a participação dos

ex-colegas do time, com seus filhos e os pais dos atletas.

Reencontros da turma

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Segundo encontro – novembro de 2002

Em pé, da esquerda para a direita: de verde, da família do Laerte, Ademir, Laerte, Vitorio, Ricardo, Silvio, Luiz Antonio, Ivo e Eduardo Jr. Agachados, de branco, da família do Ademir, filho do Laerte, Morio, Felipe, Helio, Clóvis, Mauro, Eduardo e o filho do Mauro.

Em pé, da esquerda para a direita: Laerte, Vitorio, Ricardo, Silvio, Ivo, Perikas e Luis Antonio Bucci (nosso primeiro torcedor) Agachados: Morio, Jarbas, Helio, Clóvis, Mauro e Eduardo.

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Segundo encontro


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Encontro - março de 2003 na quadra da fábrica Breda

Sem camisa, à esquerda, o Ademir, o segundo de costas o Jarbas; o terceiro de costas o Helio e o quarto em frente a trave o Gerson. Ao fundo, com a bola e de camisa preta, o Eduardo.

Sem camisa: de costas, com a bola, o Jarbas; à direita, o Helio; e de frente, o Ademir, como atacante.

Encontro - março 2003

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Fotos da confraternização

De costas, Ricardo; à sua frente, Ademir; do lado direito o Sr. Gheorghe e, ao fundo, o Gerson.

Da esquerda para a direita: Laerte, Morio e Helio

De costas Laerte e, de frente o Morio. De frente sem camisa, o Jarbas, e, de azul, o Pirikas.

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Fotos da confraternização


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Ademir à esquerda e, a sua frente, o Jarbas.

De costas sem camisa, o Gerson; ao seu lado, o Clovis, de azul o Perikas, e, a sua frente, o Ricardo.

De frente, Jarbas, Helio, Ricardo e, ao fundo, sem camisa, o Clóvis.

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Sem camisa, o Gerson; e o Fernando Klaus, filho do Jarbas.

Da esquerda para a direita: Eduardo; seu filho Eduardo; sem camisa, Ademir; em pé, de camisa branca, o Gerson; a sua frente, o Helio; e, ao seu lado, o Sr. Gheorghe; e, de azul o Perikas discursando; de costas, o Fernando Klaus, filho do Jarbas.

De azul, o Perikas; na sua frente, o Helio; sem camisa, o Ademir; e, ao fundo, o Fernando Klaus.

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Fotos da confraternização

Ricardo e seu pai, Sr. Gheorghe Tiagor.

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Gerson e sua filha. Do lado direito, Ricardo, Sr. Gheorghe, Helio e o Fernando Klaus, filho do Jarbas.

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Grupo Nóis Nun Liga no WhatsApp

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o dia 10 de março de 2017, criamos um grupo no WhatsApp com o mesmo nome Nóis Nun Liga, e, além dos participantes desse time, incluímos as nossas colegas, que participam ativa-

mente do nosso grupo – a saber: Ana Luiza Dicco e Antonieta, irmãs do saudoso Vitorio Dicco; Arlete Pivari, Eliane Bacetic Ban Simão, Karen, Marcia Bosnic, Roseli Tiagor, irmã do Ricardo e do José Carlos Tiagor; Sandra Harabagi; Sonia, Sueli, Suzana e Valéria Monteiro, irmã do Eduardo Monteiro; e Vera Lucia Harabagi. Elas deram um diferencial para esse grupo, com muita história que viveram na nossa infância na Rua Particular. Temos também o colega Carlos Alberto, o Carlinhos. Depois de 50 anos que saiu da nossa rua, para morar em Santos – e apesar de não ter participado do time, mas ter sido colega da maioria dos jogadores do Nóis Nun Liga – conseguimos localizá-lo, e o incluímos no nosso WhatsApp. Temos também a agradecer a participação no WhatsApp dos colegas de infância, a saber: Ademir Pivari, Almir Pivari, Carlos Alberto Colantonio, já citado acima, Eduardo Monteiro, Elias Breda, Gerson, Helio Panica, Joãozinho, Laerte Lima, Marco Antonio Tiagor, Marcio Gravanich, Mauricio Gravanich, Marquinhos, Morio Yoshimochi, Odair, Ricardo Tiagor, Sergio Lazari, Sergio Tamio Yoshimochi, Wagner Mantovani, Waldir Perikas, Zé Carlos Tiagor e Zezinho. Além da participação do autor, Jarbas Fernando Zornoff.

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Grupo Nóis Nun Liga no WhatsApp


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Finalizando com um agradecimento Queríamos agradecer a todos os colegas que participaram, nos ajudando tanto nos relatos como no fornecimento de fotos para dar uma forma e conclusão a este livro. Um especial agradecimento aos colegas Ademir Pivari e Waldir Perikas, pois, naquele sábado de agosto de 1969, no ponto de encontro da nossa turma em frente à casa do Sr. Luis, esquina da nossa Rua Particular, depois Marcos Zampieri, quando nos convidaram, talvez não imaginassem que o Nóis Nun Liga nos traria uma amizade até o momento, criando um vínculo difícil de ocorrer em outros times. Um agradecimento especial ao saudoso Ivo Panica, que assumiu o time na quarta fase e deu a ele um diferencial de modernidade, dando mais visibilidade ao time na Vila Invernada.

“Viva o campeão NÓIS NUN LIGA”

Finalizando com um agradecimento

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Acervo de fotos 1.

Ademir Pivari – pp 09, 47, 48, 101

2.

Carlos Alberto Colantonio – pp 24, 39

3.

Eduardo Monteiro – pg 82

4.

Elias Breda – pg 90

5.

Helio Panica – pp 66-79, 84-89, 105

6.

Jarbas Fernando Zornoff – pp 11, 12, 27, 29, 31, 33, 37-39, 60, 61, 91, 96-101, 105

7.

João Fortunati (Joãozinho) – pp 16, 20, 28, 63, 64

8.

Laerte Lima / Morio Yoshimochi – pp 17, 58, 59, 81

9.

Marcia Bosnic – pg 14

10.

Marcio Gravanic – pg 90

11.

Marcos Lazari (Marquinhos) – pg 36

12.

Rene Gonçalves – pp 10, 80

13.

Ricardo Tiagor – pp 15, 83

Fontes da internet

Imagens do Google Maps – pp 26, 30, 33, 40 Fontes dos mapas – vide página 32 Fotos do banco de imagens www.pixabay.com – pp 01, 05, 23, 41, 49, 51

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Acervo de fotos

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Autor

Jarbas F. Zornoff Jarbas nasceu em São Paulo, formado em comércio exterior na Faculdade de Administração de São Paulo (FASP). Morador da Rua José Martorano Sobrinho,Vila Invernada, São Paulo, desde pequeno e integrante do time Nóis Nun Liga F.S, em 2017 resolveu registrar a história do time neste livro.

Colaboradores

Fernando Klaus Zornoff Designer - Capa

Willian dos Santos Geógrafo - Mapas

Revisão Ortográfica de Maitê Casacchi

Welvis Rodrigues Designer Gráfico Diagramação

Este Livro foi composto com a Família de fonte Minion Pro para o corpo do texto e subtítulos, American Typewriter para os título de capitulos e Sign Painter para citações e comentários.

Autor e colaboradores

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