com ideias para adiar o fim do mundo, de ailton krenak, refletimos o presente projeto como escancaro do "desastre socioambiental da nossa era, o chamado Antropoceno"; para onde voar? trabalha essa reflexão a partir da tentativa sutil de gerar empatia, colocando humano e pássaro lado a lado, como iguais, contando a história infeliz de como esse e milhares de outros pássaros morrem dia a dia e a percepção meticulosa daqueles que se permitem ver; enxergar o que há no chão, enxergar detalhes da cidade, olhar dentro de si mesmo e da sua própria humanidade.
o projeto também critica a hiperurbanização dos centros das cidades, assim como krenak, quando escreve que "Os grandes centros, as grandes metrópoles do mundo são uma reprodução uns dos outros. Se você for para Tóquio, Berlim, Nova York, Lisboa ou São Paulo, verá o mesmo entusiasmo em fazer torres incríveis, elevadores espiroquetas, veículos espaciais... [...]".
já quase não há água, para onde voar quando se acabarem os céus?