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VIVA CIDADE

PEDRO SOUSA

Informação de Rio Tinto e Baguim do Monte

Mensal Ano 6 - nº 66

Quinta-Feira

22 Dezembro 2011

Director: Miguel Almeida Dir. Adjunto: Luís Morais Ferreira geral@vivacidade.org

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Estacionamento pago na Areosa em 2012

Página 17

Assinados apoios anuais da Câmara de Gondomar ao movimento associativo concelhio

Página 5

Página 4

O melhor do teatro amador e não só no Contactos’11 – mostras teatrais Página 21

Ana Castro e José Ribeiro conquistam medalhas no Campeonato da Europa de Natação

ÓpticaLisboa

RIO TINTO 224 893 329 BAGUIM DO MONTE 224 893 477 GONDOMAR 224 637 651 ERMESINDE 220 963 747

Acordos com: SAMS Quadros• Seguradoras • GNR • Caixa Geral Depósitos • ADM • Segurança Social • Associações Socorros Mútuos

Análises Clínicas Electrocardiogramas Podologia Consultas Médicas Medicina Dentária Rio Tinto: Rua da Lourinha, 513/517 (junto à estação) - Tel. 22 489 76 37 Baguim do Monte: Rua Dom António Castro Meireles, 745 (ao lado da farmácia)


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Vivacidade

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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Editorial

Alerte para o que está bem e denuncie o que está mal. Envie-nos as suas fotos para geral@vivacidade.org

José Ângelo Pinto

Administrador da Vivacidade, SA. Economista e Docente Universitário

Caros Leitores, A diferença de comportamento das pessoas em apenas um ano é brutal. Comparar o que as pessoas pensavam e diziam pelo final de 2010 com o que pensam e dizem no final de 2011 é impressionante e preocupante. Por trás das dificuldades estão oportunidades para aproveitarmos. Debaixo das pedras que temos que remover encontram-se minas que temos que ser capazes de explorar e de aproveitar. Apesar das contrariedades e dos problemas que temos que resolver, continua a ser Natal e brevemente novo ano e temos que acreditar que o ano que vem vai ser um ano diferente. E melhor. Mas as contrariedades estão aí e é preciso desafia-las. Para o fazer, na falta de soluções em Portugal, podemos ter que recorrer à emigração. Não tem mal nenhum. Não é um problema. Nos tempos do meu Avô, emigrar era muito diferente do que é hoje. Implicava muitas vezes nunca mais ver a família e os amigos. Implicava um custo diabólico em todos os níveis e sacrifícios que nós hoje nem sequer compreendemos; quanto mais conseguirmos lidar com eles. Emigrar hoje é bem diferente de emigrar há 60 anos. Emigrar hoje permite manter o contacto com os amigos e com a família. Mesmo em locais bem difíceis de aceder fisicamente, a Internet, os meios de comunicação modernos, os vídeofones e as chamadas a preços reduzidos – e até gratuitos – estão aí. Manter o contacto hoje é fácil. E os nossos emigrantes de hoje são bem diferentes dos emigrantes dos anos 50, 60 do século passado. São pessoas com alta preparação e com um enorme entendimento do mundo. São pessoas com competências sociais e profissionais muito mais evoluídas. São pessoas com uma capacidade de integração muito maior que a dos nossos antepassados. E que não encontram soluções de futuro aqui, pelo menos agora. Ou seja, são pessoas que entre dependerem da nossa Segurança Social e serem um fardo para o País, preferem procurar mais do que a sobrevivência, preferem arriscar e procurar melhorar a vida lá fora. As recentes declarações - polémicas - do nosso Primeiro-Ministro demonstram um reconhecimento ao papel que os nossos novos emigrantes têm no país que são de uma grande coragem, e, independentemente de concordarmos que os professores sem emprego devam ir lá para fora ou não, a verdade é que é urgente que os nossos políticos reconheçam o papel da emigração, especialmente num país que se quer afirmar como líder no conhecimento. Quero desejar a todos um Excelente ano de 2012. O melhor Natal do mundo para os nossos leitores, anunciantes, colaboradores e distribuidores. E para todos um ano de 2012 pleno de realizações, sucesso e saúde. 

Ficha Técnica Registo no ICS/ERC 124.920 Depósito Legal: 250931/06 Director: Augusto Miguel Silva Almeida Director-Adjunto: Luís Morais Ferreira (CP 7349) Edição, Redacção, Administração e Propriedade

A ‘nota mais’ deste mês vai para o jantar de beneficência promovido pela Confraria Gastropositivo... nómica dos Rojões e Papas de Sarrabulho de Baguim do Monte, em conjunto com a Semente - Associação de Voluntários da Lipor e o Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, cujos donativos reverteram para a já referida Semente. 

Este é o estado a que a autarquia deixou chegar o lavadouro público que está situado na rua Padre negativo... António Costa Leite, em Rio Tinto.  Leitor Vivacidade, António Joaquim Oliveira

Opinião Leitor - Augusto Couto e Joaquim Marinho

Uso e Abuso

Desta vez, escrevemos em conjunto – Augusto Couto e Joaquim Marinho, este outro face à ideia do primeiro, concluindo no que se segue. Escrevemos em duas partes. Nós, como rio tintenses puros, quando tivemos conhecimento de uma discriminação de um destes rio tintenses, tão puro como eu

Couto, não podíamos passar de alertar os bons de Rio Tinto do que se passou há oito anos. Houve um motivo de que um nome foi usado, indevidamente, e do que não foi tido nem achado, porque o nome de Joaquim Marinho (‘epitáfio’, salvo seja!!!) é que tinha sido tido para que dele o mesmo fosse colocado num das ruas. O presidente de então (Maio de 2003, pelo Pelouro da Junta de Freguesia de Rio Tinto, atribuiu o nome de Joaquim Marinho a uma artéria da cidade). Afinal houve uma atitude, nem tida nem achada, para que o seu nome não fosse afirmativamente tomado, salvo erro, pela Câmara Municipal de Gondomar (basta ler o conteúdo do seu ofício),

do título: Vivacidade, Sociedade de Comunicação Social, S.A. Administrador: José Ângelo da Costa Pinto Detentores com mais de 10% do capital social: Josorac SGPS, SA Sede de Redacção: Rua do Niassa, 133, Sala 3 4250331 Porto Telefone: 22 832 9259 Fax: 22 832 9266

Colaboradores: Alfredo Correia, Álvaro Gonçalves, Alzira Rocha, André Campos, António Costa, António de Sousa, Bruno Oliveira, Carlos Aires, Domingos Gomes, Fernando Nelson, Fernando Silva, Goreti Teixeira, Henrique de Villalva, Joaquim de Figueiredo, Joana Silva, José António Ferreira, Juliana Ferreira, Leandro Soares, Leonardo Júnior, Luís Alves, Luís Morais Ferreira, Luísa Sá Santos,

“Afinal houve uma atitude, nem tida nem achada, para que o seu nome não fosse afirmativamente tomado, salvo erro, pela Câmara Municipal de Gondomar”

com a afirmação do então presidente da Junta de Rio Tinto, que acabou por concordar (apesar de antes não ter concordado) da negação da Câmara no nome que lá está, isto é, no início da rua do Meiral. Por outro lado, em mais esta rua, foi colocado outro nome (de um indivíduo natural de Aveiro). Só para Janeiro de 2012 (?) remeterei, a fim de ser noticiada esta notícia perfeita e verdadeira, no admirável e certo Jornal Vivacidade. O conhecedor (Joaquim Marinho) do escrito que desta vez resolveu também escrevinhar em parte com a deferência do autor assinante, cumprimento-o e, espero, que pelos meus 81 anos a fazer em Janeiro ainda assistamos a este artigo!  Manuel de Matos, Manuel Oliveira, Manuel Teixeira, Mário Magalhães, Miguel Almeida, Pedro Costa, Ricardo Caldas, Rita Ferraz, Sandra Neves, Susana Ferreira e Zulmiro Barbosa. Impressão: Unipress Tiragem: 10 mil exemplares Sítio na Internet: www.vivacidade.org E-mail: geral@vivacidade.org


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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

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VIVA CIDADE Informação de Rio Tinto e Baguim do Monte

Desejamos a todos os nossos leitores um Feliz Natal e muitas felicidades para o próximo ano.

Próxima Edição

26 de Janeiro

VIVA CIDADE

NÃO PERCA

Informação de Rio Tinto e Baguim do Monte

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Contactos’11 – mostras teatrais No dia 10 de Dezembro ‘desceu o pano’ sobre o Contactos’11 – mostras teatrais, um certame cultural promovido pela Contracorrente – Fábrica Teatral que trouxe a Rio Tinto, mais concretamente, ao auditório da Secundária de Rio Tinto, o melhor do teatro amador e não só. Foram seis noites de espectáculos, com especial destaque para a actuação do conceituado Quarteto Zé Pedro Coelho, “um dos melhores agrupamentos de música jazz do país”, segundo o director artístico e encenador António Vieira, e para a representação, pelo grupo profissional GTeatro, da peça Auto da Barca do Inferno. As peças Está aí alguém? (Contracorrente - Fábrica Teatral); Café Teatro (Grupo de Teatro ‘As Lavradeiras do Vale do Sousa’); Um Auto das Índias (A Capoeira - Companhia de Teatro de Barcelos); Brincando aos Teatros (Companhia de Teatro ‘Almas da Lua’); A Peniqueira (Companhia Teatral de Ramalde); e um espectáculo musical (Contracorrente - Fábrica Musical) completou o cartaz diversificado do Contactos’11.

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Aplausos... o espectáculo terminou

Os muitos aplausos das centenas de espectadores, as interpretações das dezenas de actores e o trabalho desenvolvido pela organização contribuíram para o sucesso destas mostras teatrais que fizeram a junção de duas formas de expressão artística, o teatro e a música. Isto porque “não queríamos realizar um festival de teatro típico”, referiu, ao Vivacidade, o presidente da Direcção da Contracorrente – Fábrica Teatral, João Linhas.

Com a realização do Contactos’11 “pretendemos dar uma visão do teatro diferente daquela que a população de Rio Tinto está habituada”, explicou João Linhas. Ou seja, “ao nível cultural, estamos empenhados em trazer alguma qualidade e uma certa diferença cultural à cidade.” Além disso, “projectar também um pouco mais o nome do nosso grupo de teatro.” O dirigente associativo fez questão de salientar que estas mostras teatrais contaram com o apoio do Instituto Português da Juventude, Câmara de Gondomar e da Junta de Rio Tinto. Sem esquecer a Associação de Pais da Escola Secundária de Rio Tinto (APESRT), com a qual a Fábrica Teatral estabeleceu uma parceria. “Associamo-nos à Associação de Pais que considerou este festival de teatro muito interessante”, referiu João Linhas. Por sua vez, a presidente da Direcção da APESRT, Isabel Oliveira, explicou que “esta parceria surgiu pela necessidade do grupo Contracorrente ter um local para realizar este evento. E depois pela impossibilidade que as escolas, neste momento, também possuem de deli-

beradamente entregar os espaços que possuem a qualquer tipo de utilizador, o que até aqui era possível. A Parque Escolar limita agora essa utilização.” Por outro lado, “como achamos o projecto interessante, decidimos apoiá-lo.” Isabel Oliveira sublinhou ainda que “a Associação de Pais tenta envolver-se o máximo possível em actividades da comunidade, tendo já apoiado algumas iniciativas organizadas pela junta de freguesia e pela Secundária de Rio Tinto.” Quanto à edição de 2012 do Contactos, o presidente da Direcção da Contracorrente manifestou o desejo de voltar a organizar este certame. “Está dependente da questão dos apoios”, afirmou João Linhas. A Contracorrente – Fábrica Teatral foi formada no ano de 2002 e o grupo de teatro conta actualmente com cerca de 26 elementos. “Somos uma associação juvenil direccionada para o teatro”, referiu João Linhas, que lamentou o facto de a Fábrica Teatral ainda não possuir uma sede própria, o que tem colocado várias dificuldades ao grupo de teatro. “Achamos que a Contracorrente, para a produção que tem, só num país como Portugal, e principalmente numa Câmara como a de Gondomar, é que ainda não possui um espaço para representar. Não faz sentido...”, indigna-se, por seu turno, o encenador António Vieira. “Mais preocupados ficamos quando ouvimos algumas notícias que dizem que aquilo que era para ser o Fórum Cultural de Rio Tinto, um ‘ninho’ para a produção cultural nesta enorme cidade, não será construído. Nem queremos acreditar nisso porque o projecto da Fábrica Teatral, em termos de futuro, passa por utilizar aquele espaço cultural”, referiu ainda o encenador.  Luís Morais Ferreira

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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Sociedade O gesto de introduzir moedas nos parquímetros e colocar o respectivo recibo no interior do automóvel, num local bem visível, vai tornar-se um hábito para centenas e centenas de pessoas que circulam diariamente na Areosa, em Rio Tinto. A partir do próximo ano, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e ao sábado, das 8h às 13h, o estacionamento nesta zona será sujeito a pagamento. Questionado pelo Vivacidade, o vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira, não avançou com uma data concreta para a entrada em funcionamento destes equipamentos. “A colocação de parquímetros faz parte de uma empreitada única, resultante de um concurso público, no valor global de cerca de quatro milhões de euros”, explicou o vice-presidente da Câmara. “A obra, entregue ao consórcio ‘Opção Sublime’ e em fase de conclusão, incluiu também a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para cerca de 200 lugares, e a requalificação urbanística de toda aquela zona. No exterior, os espaços de estacionamento rondarão as três centenas”, acrescentou José Luís Oliveira. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins, a instalação destes equipamentos na Areosa “foi aprovada em Fevereiro de 2008, em Assembleia Municipal.” “Nessa altura fomos surpreendidos com esta decisão”, lembrou o autarca, referindo que “é a mesma empresa que vai explorar o parque subterrâneo do Mercado da Areosa (por 50 anos) e o estacionamento à superfície (por 20 anos) num raio de 250 metros em redor do mercado.” População e lojistas ‘contra’ parquímetros Indignação e revolta são os sentimentos dominantes dos moradores e comerciantes que a reportagem do Vivacidade abordou no emaranhado de ruas da Areosa. Logo após atravessar a

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Parquímetros na Areosa em 2012

passadeira, Maria Conceição Sousa disse que não concordava com a colocação de parquímetros naquela zona, considerando que “a dificuldade em estacionar vai aumentar.” “Tirei o meu automóvel da garagem porque tinha que pagar o lugar. Agora não sei onde deixar o meu carro”, desabafou a rio tintense, que se mostrou ainda preocupada pelo facto da “Câmara de Gondomar não dar isenções. Segundo sei, até os moradores vão pagar o estacionamento.” Também Costa Martins partilha da opinião de Maria Conceição Sousa, opondo-se à introdução de parquímetros na Areosa. “Para muitos moradores o único estacionamento que têm é na rua, pois a maioria das habitações desta zona não possuem garagem.” Além disso, o arquitecto considera que esta medida “vai prejudicar muito o Comércio Local.” “A colocação de parquímetros terá um impacto negativo no comércio porque as pessoas terão que pagar o estacionamento para se deslocarem às lojas”, referiu também Ester Oliveira, proprietária de uma drogaria na rua das Oliveiras. Indignada com esta situação, a comerciante acusou “a Câmara de Gondomar de prejudicar os habitantes e lojistas da Areosa.” “Numa zona antiga, onde a maior parte das habitações não

tem garagem, como é possível instalar parquímetros?”, interrogou-se Ester Oliveira. A mesma espera ainda que sejam concedidas isenções aos moradores e comerciantes. No passado dia 15 de Dezembro, representantes de lojistas, moradores e clientes da zona comercial da Areosa entregaram um abaixo-assinado, que reuniu 1.250 assinaturas, na Câmara de Gondomar contra o pagamento do estacionamento na via pública. O porta-voz deste movimento, António Rocha, em declarações à Agência Lusa, avisou para “as graves consequências que advirão do pagamento do estacionamento nesta área da freguesia de Rio Tinto, numa altura de grande crise económica e de forte retracção da actividade comercial.” “A população está revoltada com esta situação porque não estão previstas excepções ao pagamento, nomeadamente para os moradores. Eles não têm alternativa: ou pagam ou deixam o carro a um ou dois quilómetros de casa, uma vez que se trata de uma zona habitacional antiga em que a maioria das habitações não possui garagem”, explicou António Rocha. Isenções para moradores e comerciantes? Sobre esta matéria, José Luís Oliveira

referiu que “o que a Câmara já fez, e fará sempre, é apelar à empresa concessionária que faça contratos especiais com os moradores, comerciantes e trabalhadores locais.” Nesse sentido, o autarca disponibilizou-se para ajudar a encontrar uma solução que agrade ao investidor e à população, definindo-se valores que terão, segundo José Luís Oliveira, que respeitar os regulamentos municipais já existentes. Neste ‘capítulo’, o autarca Marco Martins lembrou que na altura, em que a colocação de parquímetros na Areosa foi aprovada, a Junta de Rio Tinto apresentou uma proposta na Assembleia Municipal que solicitava a isenção dos moradores – “é uma zona residencial muito densa, onde existem vários prédios e poucas garagens. As habitações mais antigas nem garagem têm” - e o não-pagamento de estacionamento nos dias de feira “para evitar que as pessoas fossem ao centro comercial ou a outro local efectuarem as suas compras.” Esta moção seria rejeitada. Marco Martins afirmou, mais uma vez, que a melhor opção para aquela área teria sido reabilitar o antigo Mercado da Areosa. E assim “não teria havido necessidade de deslocar, ou de anular lugares, para vendedores”, concluiu. “A imposição do pagamento de estacionamento no exterior visa essencialmente ‘empurrar’ as viaturas para o parque de estacionamento subterrâneo, com a finalidade de rentabilizar o investimento na sua construção ou para outras superfícies comerciais que têm oferta de estacionamento a custo zero”, acusou, por sua vez, a CDU de Rio Tinto. Em comunicado, esta força política criticou ainda “a insensibilidade da Câmara de Gondomar para com os munícipes, face ao momento, mas também aos tempos que se avizinham, que serão ainda mais difíceis do que tivemos neste ano que se aproxima do fim.”  Luís Morais Ferreira


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vozes da assembleia da república

Abertura de concurso para remover resíduos perigosos PSD Margarida Almeida A população de S. Pedro da Cova vem, ao longo de mais de uma década, armazenando no seu território resíduos altamente perigosos provenientes da actividade da antiga fábrica da Siderurgia Nacional, na Maia, actualmente propriedade da Siderurgia Nacional - Empresa de Produtos Longos S.A, que tendo sido, já à data, inadvertidamente depositados nos seus próprios terrenos, motivou o lançamento de um concurso público internacional com vista a remover, transportar e depositar esses resíduos para aterro autorizado, a descontaminação dos terrenos adjacentes e da envolvente, assim como a reposição da cota inicial do terreno. A composição e quantificação desses resíduos, evidenciavam assim estar-se perante substâncias de elevada perigosidade, corrosivas e tóxicas, que obrigariam por um lado, a um tratamento prévio para atenuar a sua perigosidade e por outro a uma deposição, em aterro específico destinado a resíduos perigosos. Os resíduos foram assim depositados num local sem condições para o efeito, sem qualquer avaliação prévia do mesmo, por parte das entidades que tutelam a gestão de resíduos, aterrados a céu aberto, em solos não impermeabilizados, e sem meios para prevenir a potencial contaminação, e desprovido de qualquer tratamento prévio de redução de perigosidade. O local objecto da intervenção autorizada integra-se na área mineira de carvão de S. Pedro da Cova que se caracteriza, à semelhança de outras áreas mineiras abandonadas, pela existência de diversos impactes ambientais decorrentes do passivo ambiental deixado da sua exploração e abandono num tempo em que a regulamentação ambiental não acautelava devidamente a prevenção e correcção dos seus efeitos nocivos. Designadamente, as análises que foram efectuadas à qualidade da água na situação de referência (antes da deposição do resíduo) revelaram alguma contaminação decorrente de alguns valores elevados nos parâmetros físico-químicos, nomeadamente o pH, o crómio hexavalente e o cobre. Os impactes ambientais resultantes desta má prática de gestão de resíduos verificaram-se como era expectável, como muito graves, significativos e de forte magnitude. Provocaram um novo passivo ambiental, a contaminação dos solos, das águas superficiais e níveis freáticos, colocando em risco a saúde pública assim como a vida das populações. Neste contexto, os Grupos Parlamentares do CDS-PP e PSD preocupados com o desenvolvimento deste processo, questionaram ao longo das últimas legislaturas as várias entidades com jurisdição nesta matéria, designadamente o anterior Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, a CCDR Norte, Administração Regional de Saúde do Norte, Administração da Região Hidrográfica-Norte. Destas perguntas, obteve-se apenas a resposta do ex-Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território que referiu que “de acordo com as análises apresentadas pelo estudo da Tecninvest, os resíduos em causa eram inertes”, e que “na sequência das suspeitas veiculadas, a CCDR-N encetou, em articulação com a Administração Regional de Saúde e com a Administração da Região Hidrográfica-Norte, um conjunto de diligências para a averiguação da situação e para prevenir eventuais danos para a saúde pública”. A 22 de Junho de 2010, realizou-se também a Audição da Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova em sede de Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, na qual os autarcas reforçaram as preocupações com a contaminação dos solos sem o conhecimento da população que lá reside, em face da utilização de poços para abastecimento doméstico e utilização do rio Ferreira para banhos. Por considerarem que a resolução deste passivo ambiental deve ser prioridade das autoridades políticas e ambientais, PSD e CDS congratulam-se com as medidas que o actual Governo já tomou neste sentido, designadamente: a 13 de Setembro, a Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território emitiu ofício nº 673 no sentido de atribuir à CCDR-N a competência de substituir a empresa infractora, adoptando todos os procedimentos legais e diligências adequadas à realização da situação de desconformidade ambiental existente; a cabimentação na proposta de

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011 Orçamento de Estado de 2012 de um valor relevante para a CCDR-N para que seja executada a remoção total dos resíduos perigosos e assegurada a sua transferência, no âmbito de uma candidatura ao Programa Operacional Valorização do Território; a CCDR-N, em colaboração com o LNEC, tem concluído um caderno de encargos para a promoção de um concurso internacional para a remoção dos resíduos e respectiva transferência para centro de tratamento e valorização de resíduos perigosos; a CCDR-N irá realizar a monitorização da qualidade das águas superficiais e subterrâneas na área e envolvente do aterro de S. Pedro da Cova, num projecto desenvolvido em parceria com o LNEC e a Faculdade de Engenharia do Porto, e a participação da ARH-N. Numa resolução única, que substitui textos anteriormente apresentados por diversas bancadas, a Assembleia da República recomenda ao Governo a abertura de um concurso público internacional para remoção dos resíduos perigosos, pede a monitorização das águas subterrâneas de S. Pedro da Costa e defende medidas no sentido da resolução do passivo ambiental das antigas minas de carvão. Finalmente, ao fim de dez longos anos de luta e depois de em 2010 se ter determinado novas análises aos resíduos que aqui foram depositados, no passado dia 9 de Dezembro de 2011 foi aprovado, por unanimidade, um projecto de Resolução na Assembleia da República, quanto à necessidade da resolução do crime ambiental a que a população da freguesia de S Pedro da Cova foi vítima durante esta última década. Como deputada gondomarense, eleita pelo círculo do Porto, desejo a Todos um Santo Natal e um Ano de 2012 mais próspero! 

O Primado da Política

PS Isabel Santos Chegamos ao fim de um ano horribilis para as economias portuguesa e europeia, sem grandes perspectivas de encontrar uma saída. A cada cimeira dos líderes europeus seguese, invariavelmente, um irreprimível sentimento de frustração das expectativas depositadas no encontrar de uma resolução para a crise. Enquanto tal não acontece, os efeitos recessivos da aposta em políticas de austeridade severa, vão-se agudizando a cada dia que passa, impedindo qualquer sinal de crescimento. O desemprego e o empobrecimento surgem cada vez mais como uma espécie de destino inevitável, sem que lideranças fortes se imponham com soluções alternativas capazes de colocar um travão a esta deriva do eixo franco-alemão. Entretanto, são cada vez mais os teóricos da economia a vir a público manifestar as suas preocupações e a rever as teses de defesa do tipo de medidas adoptadas, dizendo que é necessário contrariar os níveis de recessão, contrabalançando as políticas de austeridade com a aposta em sectores-chave de crescimento. O que exige uma maior capacidade de intervenção das instâncias europeias, nomeadamente do Banco Central Europeu, na promoção de soluções para uma crise que não pode ser encarada como um problema individual dos diversos países, mas que face aos níveis de interdependência instalada na economia internacional são um problema global com repercussões sérias para todos. Por cá, como tenho vindo a afirmar, o persistir nesta tentação de querermos ser ‘bons alunos’, enveredando de uma forma acrítica e dogmática, pela via da austeridade, está a fazer-nos recuar de forma irreversível no tempo, num processo que nos torna cada vez menos competitivos. A receita da austeridade expansiva experimentada por alguns países, décadas atrás, mostra-se incapaz de resolver o problema europeu num quadro em que os países já não têm a possibilidade de jogar com a desvalorização das suas moedas. Mas afinal o que nos resta? Ainda haverá uma luz ao fundo do túnel? Entendo que sim. Um país com oitocentos anos de história, que já ultrapassou tantos momentos de verdadeiro infortúnio, que superou a sua pequenez, a sua fragilidade e foi capaz de dar novos mundos ao mundo, que construiu uma das primeira repúblicas e que, depois de 48 anos de uma ditadura musculada, foi capaz de fazer uma revolução sem derramamento de sangue e implantar um regime democrático moderno, fazer um processo de descolonização

do qual não restam outras marcas que não as da fraternidade entre os povos, não é um país qualquer. Não somos um povo qualquer e haveremos de ter sempre lugar na construção de uma Europa mais solidária e desenvolvida. Lamento que quem nos governa ainda não tenha interiorizado, se é que alguma vez vai interiorizar, a dimensão do povo que representa e se limite a cumprir ordens à espera de agradar aos mercados. Mário Soares publicou recentemente uma espécie de registo autobiográfico, que para além de ser uma interessante abordagem, na primeira pessoa, da nossa história contemporânea, possui um título que é um desafio para todos nós e um elogio à política como arte maior – ‘um político assume-se’, é o título cuja leitura deixo aqui como sugestão de fim de ano. É disto que precisamos e é aí que reside toda a minha esperança, que nos assumamos naquilo que é importante, sem tibiezas e sem submissões, honrando os compromissos assumidos mas sem esmagar os cidadãos. Aos Leitores e a toda a Equipa do VIVACIDADE deixo aqui os meus votos de Boas Festas acompanhados das mais fraternas saudações. 

Dívida: auditar e renegociar

BE Catarina Martins No dia 17 de Dezembro reuniu a Convenção para uma Auditoria Cidadão à Dívida Pública. Pessoas de diversos quadrantes políticos e com percursos profissionais e de vida distintos, uniram-se para conhecer a dívida pública portuguesa. Analisando os vários documentos disponíveis para perceber quanto devemos a quem, que juros pagamos pela dívida, em quanto tempo temos de a pagar e para que fim foi contraída a dívida. Um grupo técnico, constituído por economistas e outros técnicos, que faz parte desta iniciativa, já foi apresentando alguns dados. Sabemos já que as PPP (parcerias público privado) cobram, em juros, cerca de 12%. Que os grandes beneficiários são grupos financeiros, como o BES e o Mello, e grandes construtoras, como a Mota Engil ou a Soares da Costa. E que a grande parcela desta despesa são as auto-estradas. Também sabemos, dados internacionais, que a ajuda pública que os Estados, todos nós, foram chamados a dar à economia na sequência da crise financeira de 2008 foi quase toda entregue ao sector financeiro. Foi entregue à banca um apoio superior em mais de 43 vezes ao que foi entregue aos Estados. E 60% deste apoio entregue aos bancos ficou concentrado em 3 países: Irlanda, Reino Unido e Alemanha. Sobre o plano da Troika que está neste momento a ser implementado em Portugal, sabemos que dos 78 mil milhões de euros que a Troika empresta a Portugal, mais de 34 mil serão gastos a pagar os juros deste empréstimo. E sabemos também que todos os cortes impostos pelo Governo em todas as áreas e todo o aumento de impostos dará para pouco mais do que pagar os juros do empréstimo. E que quando esta “ajuda” acabar, Portugal terá mais dívida pública do que tem hoje. E mais desemprego. E menos serviços públicos. E mais desigualdade. Quando um Governo corta nos salários, nas pensões, nos serviços públicos, nas prestações sociais para pagar a dívida está a decidir que uns contratos são mais importantes que outros. E com base em quê é que toma essa decisão? Afinal, que contratos de dívida são esses que não podem ser tocados e em nome dos quais se rasga o contrato social? É mais legítimo cortar num salário de quem trabalha, ou na pensão de quem descontou toda uma vida, do que renegociar os juros de uma PPP para a construção de uma auto-estrada que ninguém pediu e onde circulam meia dúzia de carros? Porquê? É legítimo subir o IVA de bens essenciais para pagar juros a bancos que distribuem lucros entre os accionistas ao mesmo tempo que recebem dinheiro público para se recapitalizarem? Porquê? A auditoria à dívida pública é um instrumento de transparência e de democracia. De transparência porque nos dá a conhecer afinal, exactamente, o que é a tal dívida que tudo comanda. De democracia, porque, conhecendo, podemos optar. A evidência da necessidade de renegociação da dívida já é admitida por quase todos. Continuar a empobrecer e a ver a dívida a crescer não é solução. O caminho da democracia e da responsabilidade é o da auditoria e renegociação. 


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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

O desemprego aumenta e cresce a precariedade PEV José Luís Ferreira O Governo propôs e a maioria que o suporta na Assembleia da República aprovou uma proposta que permite a renovação extraordinária dos contratos a prazo. E os motivos que o Governo evoca para avançar com esta medida são um verdadeiro delírio, senão vejamos: Primeiro porque o Governo, constatando o aumento da taxa de desemprego, diz que se impõem medidas urgentes para travar esse flagelo. Pois impõem, é verdade. E que medidas é que o Governo apresenta aos portugueses para combater o desemprego? A possibilidade de renovação extraordinária dos contratos de trabalho a termo. Ou seja, o prolongamento da precariedade. E aqui impõe-se desde já uma pergunta: Então e depois dessa renovação extraordinária? Depois dos tais 18 meses? O Governo apresenta outra renovação extraordinária, para perpetuar a precariedade ou vai inventar outro truque? Depois o Governo apresenta esta proposta porque reconhece as dificuldades de entrada no mercado de trabalho para aqueles que estão à procura do primeiro emprego. Sucede que o Governo está a ver mal o filme, porque os destinatários desta medida extraordinária, portanto as pessoas que já estão a trabalhar com contratos a termo, não andam à procura do primeiro emprego, já o têm, ainda que precário. Logo esta proposta do Governo nada tem a ver com as pessoas que andam à procura do primeiro emprego. E, por fim, o Governo evoca a difícil situação económica do país para proceder a este prolongamento da precariedade. É que, com a conversa da crise já lá vão favores que chegue, aos patrões, este sim o verdadeiro e único motivo que leva o Governo a avançar com esta proposta, que curiosamente não conta da Exposição de Motivos. Mas se o Governo falasse verdade em vez de dizer as atrocidades que diz para justificar esta proposta, em vez de falar em combater o desemprego, em vez de dizer que pretende facilitar a entrada no mercado de trabalho das pessoas que estão à procura do primeiro emprego, em vez de evocar a crise, pouparia na imaginação e diria simplesmente: A pedido das entidades patronais, o Governo pretende prolongar a precariedade, permitindo a renovação dos contratos a prazo. De facto à boleia da crise já são muitos os favores aos Patrões. Aqui ficam alguns exemplos: Contratação colectiva enfraquecida. Esvaziamento do conteúdo do conceito de justa causa no despedimento. Redução do valor das indemnizações e eliminação da garantia de pagamento do mínimo de três meses de retribuição, em caso de despedimento. O vergonhoso aumento da duração do trabalho em duas horas e meia por semana. E agora esta medida que apenas pretende perpetuar a precariedade laboral. O Senhor Primeiro-Ministro diz que este Governo não é um Governo de classe, mas face ao que o Governo tem vindo a fazer, já toda a gente percebeu que de facto estamos diante dum Governo que tomou partido ou assumiu mesmo a defesa intransigente dos patrões. Para nós, um posto de trabalho para o qual foi celebrado um contrato de trabalho a termo, tendo atingido a duração máxima permitida, e que continua a justificar a necessidade de renovação por mais tempo, é de facto um posto de trabalho com natureza permanente e não temporária. 

vozes da assembleia da república / opinião

Europa dividida não assegura um bom futuro à moeda única 1- A cimeira da União Europeia, realizada no início do corrente mês, veio confirmar o que há muito se temia: não há entendimento possível entre os 27 países membros deste clube, sobretudo quando está em causa a chamada solidariedade financeira no que respeita às dívidas soberanas. Dito por outras palavras, e bem à moda portuguesa, “amigos amigos, contas à parte!” Ou seja, cada país terá de contar com as suas próprias forças quando se trata de pagar dívidas. E é claro que se todos metermos a mão na consciência, é muito difícil ser de outra forma, por muito que entre nós corram rios de prosa e horas de comentários televisivos a dizer que não há futuro para a Europa que não passe por mais federalismo e mais solidariedade. Se qualquer português se metesse na pele de um alemão, um holandês, austríaco ou finlandês, e tivesse de decidir o seu voto para umas eleições legislativas, acaso votaria num líder político que lhe prometesse subir os impostos para pagar as dívidas dos países aflitos do sul da Europa, fosse a Grécia, a Espanha, Portugal ou mesmo a Itália? Muito poucos ou nenhum de nós aceitaria fazer sacrifícios para pagar as dívidas de outros. Este é o nó górdio da questão. Não é a Chanceler Merkel, ou o Presidente Sarkozy que são antipáticos porque se recusam a assumir as dívidas que não são suas. O que se passa é que os eleitores dos países que ainda têm dinheiro ou crédito junto dos mercados, não estão dispostos a manter no poder ou eleger governantes que os obriguem a pagar mais impostos por causa do desgoverno de outros. 2- É, pois, neste quadro que devemos analisar as divergências da União Europeia. E não vale a pena ter ilusões, porque na hora da verdade, isto é, na hora de passar o cheque, haverá sempre uns tantos que dirão NÃO! Por mais que se apregoe que a Alemanha cresceu à custa das suas exportações para os seus parceiros da União Europeia; por mais que se grite que a factura das dívidas soberanas é ainda uma consequência da tragédia da Segunda Guerra Mundial; por mais que se clame que a Europa dos Direitos Humanos só pode prosseguir com a solidariedade de todos os seus membros; por mais que se vocifere contra o avanço de uma direita europeia radical e chauvinista, no fim da linha cada país terá de encontrar soluções para os seus problemas, com as suas próprias ferramentas e com os trunfos de que disponha. Portugal enfrenta hoje um dos maiores desafios des-

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Posto de Vigia Manuel Teixeira

de a fundação da República. E ou encontra um rumo, ou ficaremos durante muitos anos a pagar uma factura de tal modo pesada que fará de nós um dos países mais pobres do velho continente. É claro que a pobreza de hoje é muito diferente da pobreza de há meio século. Nos anos sessenta era pobre quem não tinha electricidade ou água canalizada, e hoje quase cem por cento das famílias dispõem destes bens nas suas casas. Era pobre quem não tinha um frigorífico ou uma televisão, e hoje são muito poucas as casas, por modestíssimas que sejam, onde não existem estes equipamentos. Mas isto não significa que, no curto prazo, mesmo dispondo destes bens, a maioria dos portugueses não possa voltar à condição de muito pobres… 3- Sejamos absolutamente claros na análise das nossas dificuldades. Os últimos vinte anos criaram enormes ilusões aos portugueses. O dinheiro barato e ao alcance de quase todos, por força do crédito bancário, associado a uma certa euforia de salários satisfatórios foi modelando os portugueses para uma ideia de abundância, conforto e bem-estar muito para além da nossa realidade económica. Ou seja, de facto, o País não criava riqueza correspondente a esta aparência de crescimento e desenvolvimento. O que se passou foi que os governos iam pedindo dinheiro ao estrangeiro sem dificuldades de o obter a baixo juro; as empresas iam pedindo dinheiro aos bancos, beneficiando de condições que até ali nunca tinham existido; as famílias iam também recorrendo a financiamentos bancários a juros muito reduzidos; e os bancos iam-se endividando no sistema interbancário e no exterior, sem grandes preocupações… É certo que outros países foram seguindo igual caminho, cada um à sua dimensão. Até que um gigantesco banco americano, o Lehman Brothers, entrou em colapso por excesso de endividamento, fazendo explodir a chamada crise do “sub prime”. A partir daí a crise foi-se alastrando, chegando à Europa. E é claro que quanto mais frágeis eram as economias dos países, mais dolorosa e violenta tem sido a crise. Poucos imaginariam que o terramoto financeiro chegaria à própria União Europeia, e, dentro desta, aos países da moeda única. Mas foi exactamente nestes que ela se tornou mais violenta, ao ponto de pôr em sério risco a sobrevivência do Euro. De tal sorte que, mesmo cumprindo as exigências da Troika, Portugal não está livre de colapsar. E, como diz o povo, “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.” Resta-nos o nosso próprio esforço, e a vontade de vencer!  Jornalista e Professor Universitário


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PS Alício Morais

Prendas de Natal do Governo para trabalhadores e reformados

Nesta quadra natalícia, os trabalhadores portugueses e reformados em vez de lhes serem transmitidas esperanças de uma vida melhorada, paz social, mais e melhor emprego, solidariedade com os mais desfavorecidos, têm sido bombardeados pelo actual governo com a complacência do Presidente da República com castigos injustos e por crimes económicos que não cometeram. Este governo de direita, com a complacência do Presidente da República, com as medidas já aprovadas e as anunciadas no que refere às alterações ao Código do Trabalho, parece apostado num ajuste de contas com os trabalhadores portugueses, aos quais não perdoa as conquistas do 25 de Abril. A pretexto das imposições da Troika, da situação económica e financeira do país, exigem grandes sacrifícios aos trabalhadores e reformados para além do que seria necessário se estes fossem distribuídos com equidade por toda a sociedade portuguesa. Entretanto, às recomendações da Troika, acerca das nomeações e substituições de gestores da Administração Pública, faz tábua-rasa e nomeia indiscriminadamente os seus rapazes. Os portugueses estão confrontados com um governo sem o mínimo de sensibilidade social. Assim, uma das prendas de Natal deste governo foi o aumento do IVA do gás e da electricidade de 6 para 23% e o corte de metade do subsídio de Natal. Entretanto, é anunciado que o défice da dívida pública ficará abaixo do compromisso com a Troika (5,9%) e um excedente de verba de Dois Mil Milhões de Euros. O subsídio de Natal retirado aos trabalhadores e reformados é mais ou menos equivalente a Oitocentos Mil Euros. Só uma grande falta de sensibilidade social leva este governo a retirar metade do subsídio deste Natal, que tornou mais triste e difícil a vida das famílias, aprofundando mais a crise económica. Entretanto, quem não se recorda da chegada do Ministro da Solidariedade Social à primeira reunião do Conselho de Ministros, de lambreta, agora é vê-lo a passear-se num automóvel de 86 mil euros. De acordo com a opinião especializada, o subsídio de Férias e de Natal são “inalienáveis e impenhoráveis”, assim o Presidente da República deverá suscitar a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado para 2012. Já ninguém duvida que o Orçamento de Estado para 2012 vai provocar uma catástrofe social sem precedentes na história da nossa Nação, nem no tempo da ditadura foi aplicado tamanho castigo à classe trabalhadora e reformados. O Orçamento de Estado prevê a aplicação de medidas para os trabalhadores e reformados, injustas, violentas, iníquas, ilegais e violadoras do princípio da equidade fiscal e discriminatórias dos portugueses. O actual governo PSD/CDS está numa corrida contra o tempo para colocar todos os seus rapazes na Administração Pública. Alguns dos gestores em exercício, cujos mandatos só terminavam em 2013, estão a ser exonerados para ser colocados militantes do PSD. Um dos exemplos é o Instituto do Emprego, cujo militante pertence à Distrital do PSD de Santarém, a mesma a

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

que pertence Miguel Relvas. O governo PSD/CDS fez aprovar uma lei que prevê que cargos a nomear para a Administração Pública sejam providas por uma espécie de simulacro de concurso e antes que a sua própria lei entre em vigor, estarem a apressar-se a nomear quantos rapazes puderem em tudo que é Estado. O mais recente caso foi na Administração Hospitalar e centros regionais da Segurança Social. Sem dúvida, que os portugueses estão confrontados com um governo e um Primeiro-Ministro arrogante e sem pudor no que refere à ocupação de todo o sector público pelos militantes do PSD e CDS. Aproveito a oportunidade para desejar a todos os leitores do Vivacidade um Feliz Natal e a esperança de um Bom Ano Novo. 

A reforma administrativa local CDS Pedro Moura Apesar de ter acontecido em Novembro último uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Gondomar (AM) subordinada ao tema “A reforma administrativa local”, a verdade é que daquelas que são as vertentes do correspondente “Livro Verde” se limitou aquela sessão a debater e a evidenciar as incidências da reforma na redução do número de freguesias no concelho. Efectivamente estando previstas as agregações de cinco das actuais freguesias do concelho não almejaram mais, os responsáveis políticos presentes, que aprovar uma moção crítica a tal consequência o que, para nós, se nos apresenta como resultado manifestamente redutor para tão ampla e fundamental reforma. Efectivamente e depois de ter ponderado não subscrever aquela moção considerando que a mesma deveria ser completada com um último parágrafo onde, pelo menos, se propusesse a criação de um grupo de trabalho com o propósito de poderem ser discernidos os critérios gerais considerados aceitáveis para que a reforma das freguesias se pudesse operar (sugestão não aceite), o CDS de Gondomar acabou por se associar às diversas forças políticas subscrevendo o documento, pois não quis deixar de demonstrar que independentemente de ser defensor do avanço da reforma, entende serem insuficientes, inadequados na forma como são apresentados e desviantes das diferentes realidades locais, os critérios propostos naquele “Livro Verde”. Ora o que é verdade é que uma sessão extraordinária da AM em que apenas tenha sido debatido o “umbigo” de alguns dos presentes, ou seja, as repercussões da reforma no número de freguesias no concelho, mais não representa, por muito importante que seja o tema, que uma oportunidade perdida de debate. Não questionamos as preocupações dos Srs. Presidentes de Junta, aliás legitimas. Deveria é ter havido mais. E não nos recordamos de algum membro eleito da actual maioria se ter sequer pronunciado sobre o que fosse na reunião em causa, facto elucidativo do estado do pensamento da mesma maioria quanto a matéria tão candente para o futuro do concelho. Apenas o Sr. Presidente da Câmara tomou posição, para dizer que não tomaria posição, quanto à eventual agregação das cinco freguesias e que aceitaria a posição que viesse a ser maioritária. Uma “discussão” sobre a reforma

do Poder Local não se pode cingir, claramente, a tão pouco (apesar de importante tal vertente no respectivo cômputo). Então e os “governos” municipais maioritários, não era importante debater? Nós entendemos que sim e defendemo-los. Então a presença de vereadores da oposição no orgão executivo, não era importante debater? Nós entendemos que sim e defendemos a sua desnecessidade. Então a delegação de competências, hoje tão em voga, dos municípios nas freguesias, não era importante debater? Nós achamos que sim e defendemos que se proíbam. Então a inerência dos Srs. Presidentes de Junta como membros com poder de intervenção e de voto nas AM não era importante debater? Nós achamos que sim e defendemos, pelo menos, que deixem de ter poder de voto. Estas são algumas das questões que estão “em cima da mesa”, mas que Gondomar prescindiu de discutir. Algumas, porque há muitas outras seja na área das finanças locais, na área das empresas municipais, na área da redefinição de competências etc., que o “Livro Verde” obrigará a reequacionar. Enfim, não pretendíamos nenhum tratado sobre o assunto, apenas que Gondomar se tivesse pronunciado, criticamente, sobre algumas destas vertentes essenciais, porque os representantes municipais também foram eleitos para isso. 

Vale a pena pensar…

PSD Carlos Aires Há cerca de um ano que funciona a Linha Azul em Baguim do Monte. Uma carreira que liga a EB 2,3 de Baguim do Monte, Rua das Cavadas, EB 2,3 de Rio Tinto, Modelo e Parque Nascente. Esta linha serve a cidade de Rio Tinto. Contudo, parece-nos que não tem tido o resultado esperado. Há muito pouca gente que utiliza esta linha. Pelo menos em Baguim do Monte, não tem tido muito sucesso. Será do seu percurso? Falta de publicidade ou conhecimento por parte da população? Outra situação para pensar é o Centro de Acolhimento para Crianças e Jovens, sito junto às piscinas de Baguim do Monte, na Rua 25 de Abril. Pensámos que seria inaugurado em 2009 pelas eleições, mas aquele investimento continua parado. Não percebemos as razões do investimento para continuar fechado. Em tempos, a obra até foi (ou continua) “amaldiçoada” pela sua localização. Mas já que está concretizada, é pena estar “às moscas”. Nos tempos que correm, seria de enorme ajuda ter em funcionamento aquele equipamento, mas não se sabe o que se passa com ele. Nesta época natalícia, gostava de recordar o Sr. Camilo Moreira (possui um imóvel cheio de luzes e de decoração de Natal) que ano após ano tem tido uma paciência enorme em enfeitar a sua casa. Mesmo com a subida do IVA na electricidade, não o impediu de um mais ano, de apresentar a sua casa não só à nossa população como começa a fazer furor nas notícias dos diversos órgãos da comunicação; e assim, levar bem longe o nome desta freguesia. Para terminar, queria desejar a todos um Santo e Feliz Natal e Um Óptimo Ano Novo. Até breve. 


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Finalmente o fim de 2011

PS Nuno Fonseca Chegamos ao fim do ano. 2011 foi um ano de imensa expectativa. Portugal iniciou o ano com uma previsão de crise política, agravada pela vontade e ansiedade de poder dos partidos da oposição, que sem qualquer tipo de preocupação social levaram o país para eleições e para a troca de governo. Esta situação obrigou o governo cessante a ‘deitar a toalha ao chão’ e a pedir apoio ao FMI e à União Europeia. As medidas e os custos sociais de tal decisão, que tanto foi adiada pelo anterior primeiro-ministro, cedo se fizeram sentir e levaram os cidadãos a perceber o erro político e estratégico assumido por uma oposição comenta de poder. A coligação PSD/CDS agora no poder, mostra diariamente e em cada medida uma vontade de mudança social que vai muito além das necessidades económicas que o país precisa. Está-se claramente a aproveitar a actual conjuntura para se justificaram algumas medidas que anteriormente não tinha havido coragem para assumir. As pessoas já perceberam o erro da alteração efectuada. Decisões políticas que contrariam tudo o que era

Unir para melhor servir!

PSD Maria Guimarães

Ser social-democrata é ser reformista e a esta característica intrínseca ao nosso ser e ao nosso estar no mundo, associa-se uma maior responsabilidade. É no contexto da Reforma da Administração Local que apresento hoje uma reflexão crítica sobre o reduzir ou não o número de autarquias. Penso que, mais salutar que estar a discutir sobre se a minha freguesia deve ou não ser extinta ou anexada a outra: é promover o debate local pensando nas próximas décadas; é pensar organizar melhor o território, de forma a tornar mais profícuo o desempenho daqueles que sentem verdadeiramente os problemas das populações locais e os querem resolver; é criar competências específicas para se obter um maior equilíbrio na gestão das autarquias e consequente solução possível das necessidades dos cidadãos. Assim, a fusão das autarquias só fará sentido quando houver condições que a justifiquem. Não haverá perda de identidade das populações, haverá sim uma maior rentabilização dos recursos; haverá diminuição de competências delegadas e aumento de competências directas, pois, ser-se Grande permite alavancar projectos, permite aspirar-se a um Poder Local mais eficaz e mais efectivo. Vamos Unir/Juntar/Agregar para melhor trabalhar? Temos em Portugal um grande mosaico no que se refere à Administração Local, vamos reformar no sentido de servir melhor as populações, respeitando a sua identidade e a sua história pois elas são também a identidade e a história do nosso país. Estamos num tempo de estudo, de redefinição, de apresentação de propostas, negociação de uma maanteriormente dito. Lembram-se da recusa na aprova- triz orientadora, onde podemos questionar critérios e ção do chamado PEC 4, e agora medidas ainda mais mostrar caso a caso as especificidades que justificarão duras e injustas do que as que eram previstas. ou não a agregação. Participemos com afinco e olhar Neste momento, infelizmente nada nos leva a pensar no horizonte, não nos fechemos entre muros... que o próximo ano seja melhor do que este, pelo que O Secretário de Estado da Administração Local, Eng.º nesta altura de projectos de ano novo, as incertezas são Paulo Júlio e a sua equipa pretendem fomentar a dismuitas. Sinceramente, às vezes parece mesmo que o governo PSD também não sabe bem o que vai ser o próximo ano. Digo governo PSD porque inteligentemente o CDS e o Paulo Portas, parece que estão fora deste governo e desta trapalhada toda, não assumindo a responsabilidade das decisões tomadas. O corte nos subsídios, prejudicando os trabalhadores portugueses, especialmente os de menores recursos, porque mesmo que o governo considere retirar deste grupo os trabalhadores com vencimentos abaixo dos cussão nacional em torno desta questão da Reforma 600 euros, isso não é justiça social. Ter um vencimento do Poder Local para que se chegue a um resultado de mensal de 600, 750 ou 1.000 euros, não é classe média. reformas sustentáveis e consensuais, embora saibamos Nos tempos que correm e com as dificuldades que nos que toda e qualquer Mudança, suscita REACÇÃO e CONTROVÉRSIA pelo que teremos de nos unirmos aumentam cada vez são mais classe baixa. A introdução das portagens, o aumento do custo dos no sentido de um labor intenso, temos de sair do nosso transportes, sem falar do aumento dos custos na saú- pequeno ‘quintal’ não pelo abandono ou pelo desânide, são medidas demasiado duras para a maioria das mo mas pelo alargamento a outros maiores e ajudarfamílias portuguesas. Tudo isto é caso para se estar mos a redesenhar o mapa português. muito pessimista com o próximo ano e dizer adeus a Assim conseguiremos, certamente, uma melhor ges2011 e que chegue bem rápido 2013... Mas ainda em tão dos recursos e poderemos projectar uma melhor 2011 desejo a todos os leitores um óptimo natal e que política local, com proximidade aos cidadãos e sem perda de identidade...  o 2012 seja o melhor possível. 

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Medidas do Governo prejudicam Gondomar BE Rui Nóvoa Como se já não bastassem todas as medidas contra a maioria dos trabalhadores e reformados, com os cortes nos seus salários e pensões e o fim dos subsídios de Férias e de Natal por agora anunciado só para a Função Pública, veremos até onde vai a destruição do débil Estado Social. O salário médio da região (que já era mais baixo que noutras regiões do país) desceu 1,8% no último trimestre e apenas 45% dos mais de 250.000 desempregados da região Norte recebem subsídio de desemprego. O Orçamento do Estado para 2012, aprovado pela maioria de direita que apoia o Governo, é uma desgraça para o distrito do Porto e também para Gondomar: todos os principais investimentos já projectados para a região, são abandonados. A construção do Centro Materno Infantil do Porto que serviria a população do Grande Porto, a expansão da rede do Metro para o centro de Gondomar é adiada, sem nova data. Nos transportes públicos, rodoviários ou ferroviários, a regra é a redução de horários, carreiras e linhas, em simultâneo com o aumento das tarifas e o fim do passe social, preparando a privatização ou a concessão a privados. O primeiro passo é a anunciada fusão das empresas Metro do Porto e STCP e o seu primeiro resultado o despedimento de centenas de trabalhadores das empresas e a degradação do serviço aos passageiros. Mais austeridade e mais impostos, menos apoios sociais e piores serviços públicos, preços mais caros na saúde, na alimentação, no gás e na electricidade, é o que o Orçamento para 2012 tem para oferecer a quem vive do seu trabalho ou da sua pensão de reforma. O Orçamento para 2012 traz sacrifícios para quase todos e facilidades para muito poucos. E como não podia deixar de ser a Câmara de Gondomar, que tanto gosta de falar das pessoas que vivem com dificuldades, aproveita para dificultar ainda mais a vida dos seus munícipes: em nome da construção do novo Mercado da Areosa fez um contrato ruinoso com uma empresa, pagando-lhe com a concessão do estacionamento, não apenas no espaço do mercado, mas em toda a área adjacente, obrigando centenas de moradores a terem de pagar o estacionamento junto às suas residências. Também não foram tomadas nenhumas medidas para salvaguardar a situação dos comerciantes, que estão a atravessar grandes dificuldades e desta forma ainda vão ficar bem pior. Convém não esquecer que muito próximo há uma grande superfície comercial onde não é pago o estacionamento. É assim o desgoverno desta Câmara. Se em Rio Tinto é assim, a seguir será em S. Cosme com a criação de centenas de lugares pagos na via pública em nome da regulação do trânsito. O que não se vê são medidas a favor das populações de Gondomar, como, por exemplo, o que já defendi: a compra de casas que estão nos leilões a preços acessíveis e que permitiriam colocá-las no mercado a preços justos, deixando de ser negócio para a especulação imobiliária. Porque não são adquiridas pela Câmara, ajudando dessa forma muitas famílias. Já chega, não vale tudo, não podemos ficar calados. 


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A troika ataca na Areosa... e arredores! PCP Adérito Machado Desde a entrada em cena do governo de direita de Passos Coelho e Paulo Portas que os portugueses não têm tido sossego, uma vez que diariamente somos confrontados com novas medidas e o mais preocupante é que desde essa data, não temos a registar uma única medida, que possamos apelidar de positiva. Todas apontam na direcção da recessão, do desemprego, do empobrecimento e da dependência do estrangeiro. O memorando de entendimento assinado pelo PSD e CDS, com o qual o PS também se comprometeu, tem apenas um objectivo, o cumprimento do défice à custa de corte em todas as áreas, em que a maioria dos lesados serão as pessoas com menores posses, mas muitos outros milhares de portugueses também estão a sentir devido aos ataques levado a cabo na saúde, na educação, na cultura, nas alteração às leis laborais, nas autarquias, tanto na extinção e agregação de freguesias, como no corte ao seu financiamento, tudo isto é feito a troco de “tranches” que nos são envidas, conforme o grau de execução da pena a que estes senhores nos condenaram. PARCÓMETROS. Mas, os danos não são apenas causados a nível nacional, localmente e aproveitando a boleia da crise também aplicam a dose em Gondomar. Os parcómetros colocados na Areosa são exemplo disso mesmo, uma vez que com eles vem mais uma despesa a juntar às que já entraram em vigor e às que estão anunciadas para 2012. Até ao momento, apenas se sabe os preços que irão ser praticados, e que os moradores que ali estacionavam, há muitos anos, além de perderem o lugar, perdem também o direito ao descanso, porque ao fim-de-semana terão que “saltar” do seu leito, para introduzir a moeda... uma vez que ao sábado o estacionamento será pago entre a 8h00 e as 13h00. Mas... também os comerciantes, na generalidade, não sabem ao certo o que lhes vai acontecer a partir da entrada do seu funcionamento. A única “pessoa” que sabe o que lhe vai acontecer, será o proprietário/empreiteiro do parque, uma vez que não existindo alternativas, tem o rendimento do seu investimento garantido. Ao passo que, aqueles que ali habitam à dezenas de anos e os que arriscaram em investir, têm fracas garantias quanto ao futuro. A maioria Valentim Loureiro e PSD, são os obreiros desta iniciativa e convém lembrar que esta situação não fez parte do programa eleitoral de nenhuma destas forças politicas... mas por parte da Junta de Freguesia de Rio Tinto, também têm havido poucas iniciativas, no sentido de pressionar a autarquia gondomarense a alterar as regras até agora conhecidas. Aliás, os últimos anos serão para sempre lembrados – pela negativa – pelos moradores deste importante pólo comercial e habitacional de Rio Tinto. Neste ano de 2011 perderá a “liberdade” de estacionar... e já assistimos à deslocalização do quartel dos Bombeiros Voluntários da Areosa; para 2012 está previsto o encerramento do Posto da PSP e a entrada em funcionamento do novo “mercado”. Todas estas situações eram referências das suas gentes, embora seja compreensível a nova localização do quartel dos bombeiros, que no nosso entender será benéfica e eficaz em caso de emergência; o mesmo não poderemos dizer sobre o posto da PSP, que muita falta fará a todos, pelos motivos sobejamente conhecidos... Já sobre o novo mercado – que no entender da CDU – a remodelação e requalificação do antigo, teria sido a melhor opção e não iria trazer os dissabores do pagamento do estacionamento. O edifício que o substituirá – no nossa opinião e da maior parte daqueles que ali se deslocam semanalmente – não terá o sucesso anunciado, pelo facto de estar preparado para algo que não um mercado. A CDU tem tido várias iniciativas relacionadas com estas matérias. No que diz respeito ao posto da PSP, teve a visita do deputado Honório Novo; quanto ao mercado, apresen-

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011 tamos Propostas nos órgãos próprios e mais recentemente colaboramos na recolha de assinaturas contra os parcómetros, que foram entregues às várias entidades do Concelho de Gondomar. Fica a promessa que iremos continuar... TRANSPORTES. O ano de 2007 foi aquele em que se registaram grandes protestos em Rio Tinto, quando a STCP tentou fazer uma remodelação sem ouvir os verdadeiros interessados, que são os utentes. A população não o consentiu e a sua luta foi determinante para que os danos não fossem muito sentidos. No entanto e fruto do “pacto” que os “três da videirada” acordaram e assinaram, os transportes públicos irão sofrer um ataque sem precedentes, tanto financeiro, como na oferta. Os aumentos de preços anunciados, serão uma brutalidade e irão juntar-se aos já executados durante este ano. Há a assinalar a supressão de linhas e algumas alterações de que se destacam o 803 e o 805. O primeiro terá reduções ao fim-de-semana, o segundo, será suprimido à noite e terá reduções ao sábado de manhã. Para além disso a STCP deixará outras linhas que passarão para nas mãos dos privados. Na opinião da CDU, a entrega de linhas aos privados, trará uma perda de qualidade na oferta aos utentes, que assim terão pior serviço em troca de um preço super-inflaccionado. A isto chamaram “Plano Estratégico de Transportes”, mas a estratégia é a privatização, ou seja, destruir mais um serviço público essencial às populações, que penalizará ainda mais as famílias, uma vez que os reformados e estudantes irão perder o desconto de 50% que há muito tinham direito... 

Caducidade do Sistema

CDS António Pereira Os que pensam ter liberdade estão enganados, é uma falácia, os que dizem que há liberdade tem um instrumento justificativo. Com a implantação da 1ª República foi prometido aos portugueses, através do Demo-Liberalismo, sistema que traria os princípios fundamentais de um Estado de Direito, entre eles, a Liberdade. O Liberalismo tem sido uma heresia moderna disfarçada nos acenos traiçoeiros de um humanitarismo ridículo e pretensioso, enganando os seus seguidores mais não fazendo que opor lei a povo, desprezando o princípio comunitário que preside à formação da Nação e a uma ditadura dos homens da finança... Portugal tem sido governado pelos netos e bisnetos da 1ª República, uma feira de vaidades, de ilusionistas que ludibriam os seus cidadãos com promessas bacocas, acabando por serem legitimados para os seus objectivos: Representantes do Povo preocupando-se apenas com os seus interesses pessoais, tudo visa uma melhoria da situação pessoal quase sempre antagónica do interesse geral. Hoje quase todos que opinam nos media defendem intransigentemente um emagrecimento do Estado (necessário), uma redução de salários, despedimentos mais baratos, imposições do triunvirato é certo, mas todos aqueles ou quase todos, não passaram pelos altos cargos da Administração Pública? O que fizeram? Trataram do seu futuro e de seus familiares e amigos. E aqueles grandes empresários ou quase todos que gostam de mandar recados, como enriqueceram? E os grandes escritórios de advogados que mandam sempre um dos seus para o Parlamento, Porque será? E os autarcas deste País ou quase todos, que durante anos a fio esbanjaram em viagens, jantaradas, compadrios, Porquê? O voto popular legitima e vai daí, pão e circo à descrição… E a comunicação social ou quase toda não se move ao interesse dos grandes grupos económicos privados e públicos? E o Dr. Jorge Sampaio que dissolveu um governo com maioria parlamentar, vai explicar porque o fez? Os filhos recém-licenciados, são já altos cargos da PT… Aproveitando as reformas que aí vêm e à ‘boleia’, Porque não uma reforma do sistema político existente? E já agora, porque não uma lei fundamental que não seja possível mais do que uma interpretação? Para que serviria o Tribunal Constitucional e toda aquela ‘máquina’ paga principescamente? E

os homens dos pareceres? Carecemos de rumo, de norte, de uma nova filosofia que se demarque do passado socialista, mas também de um passado demo-liberal de capitalismo selvagem, mas é justamente neste tempo, que deparamos com uma sociedade apática que privilegia líderes incapazes de decidir, que promove gente sem escrúpulos que só pensa em dinheiro e poder, que mais importam a necessidade de lutar de verdade por uma sociedade mais justa e mais solidária. Espero que o CDS esteja à altura destes desafios. 

Agravamento do IVA na restauração PEV Miguel Martins As medidas de austeridade, quer dizer de… confiscalidade a granel aplicadas de forma drástica e dramática desde o Governo de semi-coligação PS/PSD/CDS (2009/2011), e reforçadas pelo actual Governo (PSD/CDS), tornaram-se o pão nosso de cada dia, ou melhor dito, na falta de pão, no dia-a-dia de muitas famílias portuguesas. Do pacote das 365 medidas de… confiscalidade para 2012, se não forem mais, irei abordar mais uma para corresponder a 366, já que o ano é bissexto: o aumento do IVA na restauração. O Governo criou a expectativa de aumentar a receita pela via do agravamento do IVA na restauração de 13% para 23%, um agravamento da taxa em 77%, podendo corresponder a um aumento real de 10%. Ou seja, por exemplo por cada refeição diária de 5 euros, com o aumento do IVA poderá custar mais 50 cêntimos. Com a taxa actual, a situação na restauração já é muito preocupante. Há quebras acentuadas ao nível da restauração, sobretudo em virtude do poder de compra que foi perdido ou imposto, designadamente por este Governo, e também pelo corte dos subsídios de férias e de Natal. Ora, com o agravamento da taxa naturalmente que se adivinha uma situação ainda mais preocupante, ou seja, mais casas de restauração a encerrar e, portanto, mais falências de micro, pequenas e médias empresas e mais despedimentos. Aliás, há um estudo da associação do sector que estima que, no próximo ano, em virtude da proposta do Governo de aumento do IVA na restauração de 13% para 23%, encerrem 21 000 casas de restauração e que se extingam 47 000 postos de trabalho. Portanto, para além do encerramento e da falência de micro, pequenas e médias empresas e do despedimento, com o agravamento da taxa do IVA na restauração, o Governo vai conseguir a generalização absoluta da ‘marmita da Troika’, visto que a solução encontrada por muitos portugueses para fazer face às dificuldades, poupando alguns euros, é levar o almoço de casa. Nesse sentido, o PEV propôs que o IVA na restauração se mantivesse na taxa intermédia, evitando assim, a golpada final no sector da restauração e o engrossar de desempregados que têm inundado o país. O Governo, pelos vistos, abandonou completamente o combate ao desemprego. A aplicação destas opções políticas sem a devida ponderação, dos impactos que lhe estão inerentes poderá ‘virar o feitiço contra o feiticeiro’. Ou seja, em 2012 face ao aumento do IVA na restauração, em vez do Ministério das Finanças alcançar mais impostos por esta via, poderá no final de contas… arrecadar menos impostos do que em 2011 pela retracção do consumo. Por outro lado, o encerramento previsível de muitos estabelecimentos, em consequência ao aumento do IVA, da electricidade, do gás, etc, poderá acarretar mais encargos para o Estado, nomeadamente com o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego ou o rendimento social de inserção. As opções políticas do PSD/CDS-PP têm sido de tal forma, injustas e irracionais, que economistas apoiantes deste governo, como Bagão Félix por exemplo, consideram que existem medidas que ignoram critérios técnicos e sociais relevantes, lamentando “a obsessão fiscal do executivo que se está a tornar num raciocínio quase totalitário”, dando exemplo o aumento do IVA na restauração. 


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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Manter o equilíbrio financeiro

Banda de Rio Tinto A demissão da maior parte dos elementos da Direcção liderada por José Carlos Sousa obrigou à marcação de eleições antecipadas na Banda de Rio Tinto (BRT). Um grupo de músicos desta banda filarmónica decidiu avançar com uma lista encabeçada por Daniel Ribeiro, que seria eleita pelos sócios. No final de Outubro, a nova Direcção tomou posse para o Triénio 2011-2014. Em entrevista ao Vivacidade, o novo líder da BRT, Daniel Ribeiro, explicou que “aceitei o convite para me candidatar à Direcção da Banda porque entendi que, face à situação que se vivia na colectividade, podia ser um ‘ponto de equilíbrio’.” Logo após a tomada de posse, Daniel Ribeiro ficou a conhecer o ‘estado das contas’ desta associação que em Janeiro próximo comemora 75 anos de existência. “Verificou-se que a situação financeira não era a melhor”, revelou o dirigente associativo. Face a este cenário, uma das prioridades do mandato será “manter o equilíbrio financeiro, apesar das dificuldades com que se debate a Banda devido aos apoios financeiros

serem muito escassos.” No que diz respeito à Escola de Música, que conta actualmente com cerca de 30 alunos, dos cinco aos 15 anos, o objectivo “é dar-lhe um grande impulso.” Tendo como Director Pedagógico o maestro António Ventura, a Escola tem como finalidade “divulgar o ensino da música e incentivar os mais jovens e os menos jovens à mais bela arte do mundo.” Por outro lado, a nova Direcção pretende fomentar a participação desta banda filarmónica num elevado número de eventos musicais em vários pontos do país. Actualmente, a BRT integra

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cerca de 60 músicos, com uma média de idades de 23 anos. A Direcção Artística está a cargo do já referido maestro António Ventura. Além de dar seguimento à organização de um Encontro de Bandas da cidade de Rio Tinto, o presidente da Direcção deseja também “recuperar e preservar as nossas memórias, evitando a degradação de partituras já em arquivo, assim como efectuar a manutenção dos instrumentos em uso e, se possível, adquirir algum novo instrumento.” A BRT tem ainda como objectivos para o Triénio 2011-2014 a recuperação

das instalações da sede, renovação do fardamento dos músicos, revisão dos estatutos da associação, aproximação dos sócios à colectividade, informatização da gestão da associação e afirmação da banda no meio filarmónico. No mês de Janeiro de 2012, esta colectividade assinala as ‘Bodas de Diamante’. “É uma data com uma importância imensa para a Banda”, sublinhou Daniel Ribeiro, acrescentando que está a ser preparado um vasto programa para comemorar o 75º aniversário desta histórica colectividade rio tintense. A concluir a entrevista com o Vivacidade, o presidente da Direcção salientou que “o trabalho desenvolvido pela Banda de Rio Tinto ao longo destes anos é o reflexo positivo da expressão musical de qualidade junto das populações.” E “tenho total confiança no esforço e dedicação da minha equipa, no trabalho do nosso maestro António Ventura e do papel dos ‘meus’ músicos, principalmente, porque sem músicos não há bandas e sem estes não teríamos chegado onde estamos agora.”  Luís Morais Ferreira

Valorizar as margens do rio Tinto Na sequência da visita efectuada no dia 5 de Novembro às estruturas construídas ao longo do rio Tinto (moinhos e núcleo habitacional, entre outros), o Movimento em Defesa do Rio Tinto decidiu constituir um grupo de trabalho, que terá como objectivos fundamentais: proceder ao levantamento, tanto quanto possível exaustivo, das construções exis-

que permita documentar o interesse patrimonial – cultural e ambiental – a fim de, junto das entidades competentes, promover a sua recuperação e classificação, com vista à valorização e dinamização do espaço das margens do rio. Aproveitando a boa notícia da Agenda 21 ao nível local, todo este processo poderá ganhar importância se amplamente

tentes na bacia do rio Tinto; apresentar a sua localização topográfica; fazer o enquadramento histórico-cultural dos mesmos (nomeadamente no que conRua 25 de Abril,94 Lj.12 4420 Gondomar cerne à História Local); elaborar a meTelef.: 220 964 417 • jcsports@live.com.pt mória descritiva; organizar um dossier

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Reportagem agente de seguros Ernesto Augusto Há cerca de um ano, o reputado agente de seguros Ernesto Augusto decidiu apostar num novo projecto na área da mediação de seguros. Abriu um novo estabelecimento no número 323 da Avenida da Carvalha, em Fânzeres, e tornou-se representante exclusivo da histórica companhia de seguros Macif, que foi criada na década de 60 do século passado. Qual o balanço do primeiro ano como agente exclusivo Macif? “O saldo é francamente positivo. O número de clientes e de prestação de serviços aumentaram, com a nossa visibilidade a ser ampliada dentro e fora do concelho de Gondomar. Desencadeamos algumas acções comerciais na Área Metropolitana do Porto e também o resultado tem sido bastante favorável”, afirmou Ernesto Augusto. Na opinião do mediador, “estão criadas todas as condições para que os próximos anos continuem a ser positivos para a Macif e para nós. Neste momento, estamos a cimentar a nossa posição no mercado da área da mediação de seguros.” “A Macif, que se caracteriza pelo profissionalismo, qualidade e rigor, está vocacionada para a captação do peque-

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Trabalho reconhecido pelos clientes

no cliente, disponibilizando uma vasta gama de produtos, com preços bastante competitivos e compatíveis com o actual poder de compra, que satisfazem o consumidor português”, referiu Ernesto Augusto. Entre eles, os seguros Automóvel, Multiriscos Habitação e de Caça e Pesca. Este agente exclusivo Macif, que funciona num horário alargado (de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h30; aos sábados fecha às 19h), está a promover nesta quadra natalícia uma campanha especial, a preços muito atractivos, nas

Mais de mil espectadores

Festival de Teatro de Rio Tinto Primeira fila: gargalhadas. Segunda fila: gargalhadas. Todas as filas: gargalhadas. Ao som de fortes aplausos e de risos descontrolados decorreu mais uma edição do Festival de Teatro da Cidade de Rio Tinto, promovido pelo Grupo Dramático Beneficente de Rio Tinto. Entrada gratuita, como sempre. Mais de mil espectadores, segundo a organização, assistiram aos sete espectáculos levados a palco por outros tantos grupos de teatro. Entre eles, o Dramático de Rio Tinto. “Para teatro amador são números admiráveis”, sublinhou, com enorme satisfação, o presidente da Direcção da colectividade rio tintense, Alberto Mendes. Neste 12º Festival de Teatro, o Dramático decidiu apostar num formato ligeiramente diferente do habitual. O certame decorreu durante dois meses (Outubro e Novembro) e as revistas à portuguesa tiveram como palco, além da sala do Dramático de Rio Tinto, os salões paroquiais de Corim e de Baguim do Monte. Cerca de 30 pessoas (montagem de cenários, luzes, som e música ao vivo com a Banda Atlantis) estiveram

áreas dos seguros Automóvel e do Multiriscos Habitação (ao nível do recheio). E é só até ao final deste mês. Ernesto Augusto é agente de seguros há 28 anos. O trabalho que tem desenvolvido ao longo da sua carreira profissional é reconhecido pelos clientes. Adão Neves e Agostinho Rocha são dois desses exemplos. O primeiro é cliente de Ernesto Augusto há cerca de 15 anos. Adão Neves mostrou-se bastante satisfeito com o serviço que é prestado por este agente de seguros. “A

todas as minhas solicitações respondeu com rapidez e profissionalismo”, frisou este funcionário público de 48 anos. E recomenda este mediador? “Claro que sim. Já indiquei este agente de seguros a outras pessoas”, revelou. Por sua vez, Agostinho Rocha é cliente de Ernesto Augusto desde os 14 anos, “desde que comecei a andar de mota.” Este mecânico de motociclos, hoje com 42 anos, não tem “nada a apontar ao serviço prestado por este mediador.” Por isso “já o recomendei, e continuarei a recomendá-lo, a outras pessoas”, sublinhou, a terminar, Agostinho Rocha. Perspectivas para o próximo ano. Neste ‘capítulo’, o agente de seguros foi muito claro: “O nosso crescimento em 2012 está directamente associado à situação do país. Se ficarmos pelos mesmos valores, se crescermos 3%, seria já muito bom.” Na recta final da entrevista, Ernesto Augusto fez questão de deixar uma “mensagem de esperança para todas as famílias.” “As pessoas não devem deixar de lutar e de se empenhar no trabalho”, referiu ainda o mediador de seguros.  Luís Morais Ferreira

envolvidas na organização. “As alterações introduzidas no festival de teatro revelaram-se um sucesso. Os espectáculos sempre com casa cheia”, afirmou o dirigente associativo, acrescentando que o objectivo inicial de “incentivar a população a interessasse um pouco mais pela cultura e pelo teatro” foi amplamente atingido. Face ao sucesso deste novo figurino, o presidente da Direcção adiantou que no próximo ano este certame, onde o ‘actor principal’ é o teatro de revista, decorrerá nos mesmos moldes.

No final do 12º Festival de Teatro da Cidade de Rio Tinto - que encerrou com a revista à portuguesa ‘É só Promessas’, representada pelo grupo de teatro do Dramático de Rio Tinto e da autoria de Lopes de Almeida, com encenação de Francisco Nogueira -, o presidente da Direcção da colectividade subiu ao palco para agradecer a presença do muito público que assistiu aos vários espectáculos e às entidades que apoiaram esta iniciativa (Câmara Municipal de Gondomar, juntas de freguesia de Rio Tinto e Baguim do Monte, e empresas locais).

E deixou ainda um agradecimento especial ao Vivacidade. Também de cima do palco da sala de espectáculos do Dramático, o secretário da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Sá Reis, salientou que “Rio Tinto possui uma enorme actividade cultural”, sendo disso exemplo este festival de teatro. Antes de concluir a intervenção, Sá Reis elogiou ainda o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por esta associação. No fecho deste certame esteve também presente João Marques Maria, em representação da Federação das Colectividades do Concelho de Gondomar. À margem da cerimónia, o presidente da Direcção revelou que o grupo de teatro do Dramático já “tem uma nova peça preparada.” Sem querer desvendar pormenores sobre a nova revista, Alberto Mendes adiantou apenas que a estreia está prevista para Abril/Maio. O dirigente aproveitou ainda a ocasião para deixar uma mensagem: “Peço a alguns sócios que colaborem mais com a colectividade e falem ‘olhos nos olhos’ com a Direcção.”  Luís Morais Ferreira


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Gabinete do Contribuinte de Artur Santos Apoio Fiscal e Outros Serviços

Resolução de todos os assuntos relacionados com: IRS

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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

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Autarquia não diminui apoio na área social

Programa de Apoio ao Associativismo Recentemente, o Auditório Municipal de Gondomar foi palco da assinatura formal dos apoios anuais da Câmara Municipal ao movimento associativo, numa cerimónia em que estiveram presentes mais de duas centenas de dirigentes e os vereadores Fernando Paulo e Castro Neves. O edil Valentim Loureiro esteve ausente por “motivos familiares”, explicou Fernando Paulo. O Programa de Apoio ao Associativismo Cultural, Recreativo, Desportivo e Social significa um investimento da parte da autarquia próximo dos 900 mil euros. Isto sem contar com os apoios institucionais a organismos concelhios, como a Federação das Colectividades do Concelho de Gondomar e a Federação das Associações de Pais do Concelho de Gondomar. No total são 162 as associações abrangidas, representando 197 protocolos. O associativismo cultural e recreativo recebe da Câmara Municipal 251.625 euros. À área social são destinados 156.079,80 euros enquanto a vertente desportiva é contemplada com 486.957,50 euros. Por outras palavras, um apoio ao movimento associativo na ordem dos 936 mil euros, o que significa uma diminuição relativamente a 2010 (o ano passado foram atribuídos cerca de um milhão de euros). “As condicionantes económicas na-

cionais e internacionais obrigaram, de uma forma ainda mais premente, a que a Câmara Municipal de Gondomar fizesse uma análise criteriosa das várias

orçamentais impostas, é fundamental continuarmos a apoiar as associações locais pelos relevantes serviços de promoção e desenvolvimento da cultura,

centenas de candidaturas apresentadas”, referiu anteriormente Valentim Loureiro. E sublinhou: “Não obstante as actuais dificuldades financeiras e as restrições

do desporto e da acção social.” “Devido à diminuição da verba global, no que respeita aos Programas de Apoio à Cultura e ao Desporto, optou-

Médico Especialista em Ortopedia e Traumatologia Mestre em Medicina Desportiva Docente da Faculdade de Ciências da Saúde - UFP Coordenador do Grupo de Ortopedia do Instituto CUF Apoio Médico aos Clubes de Rio Tinto - Fisioterapia Acordo com:Medis, Advancecare, Multicare, Saúde Prime e Allianz Cirurgia Ortopédica • Artroscopia Joelho e Tornozelo Fisioterapia ao Domícilio

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-se por ajudar o desenvolvimento regular de actividades e a manutenção da organização de eventos, bem como as escolas de formação já existentes, não tendo sido concedido qualquer apoio para obras, aquisição de viaturas e equipamentos ou fardamentos. Na área social manteve-se o mesmo nível de apoio”, explicou, por sua vez, o vereador Fernando Paulo durante a assinatura dos protocolos com as colectividades. Segundo o vereador, “no próximo ano, a autarquia não tem verba disponível para apoiar novos projectos.” No entanto, “no Plano e Orçamento para 2012 da Câmara Municipal de Gondomar está previsto a continuação dos apoios ao movimento associativo.” A terminar a intervenção, Fernando Paulo elogiou ainda o trabalho que tem sido desenvolvido pelas colectividades gondomarenses. “A autarquia não se limita a apoiar monetariamente. Nas verbas concedidas, no âmbito deste programa que data de Março de 1995, não se quantificam situações como as de utilização das estruturas desportivas, disponibilização de recursos humanos, cedência de transportes e até o pagamento de inscrições e seguros de atletas, que representa um investimento de cerca de 60 mil euros por ano”, concluiu o edil Valentim Loureiro.  Luís Morais Ferreira


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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Solidariedade ‘verde e branca’

Núcleo Sportinguista de Gondomar Hoje, dia 22 de Dezembro, a Direcção e alguns sócios do Núcleo Sportinguista do Concelho de Gondomar (NSCG) vão assumir o papel de Pais-Natal, oferecendo a 20 pessoas desfavorecidas do concelho de Gondomar uma Ceia de Natal. Cidadãos estes referenciados pelo Projecto Prevenir, Intervir e Reinserir com ARTE(S), explica, ao Vivacidade, o presidente da Direcção do NSCG, Manuel Silva, acompanhado nesta ocasião pelo vice-presidente, José Teles, e pelo líder da Assembleia-geral, João Moreira. “Como o Núcleo Sportinguista não é só Desporto, decidimos organizar na sede da associação um jantar natalício para os mais necessitados e onde não faltará o bacalhau cozido com batata, hortaliça, cebola e ovo. Queremos dar-lhes algum conforto”, frisa Manuel Silva, acrescentando que, em paralelo, decorre uma campanha de recolha de alimentos, roupas, brinquedos e outros bens essenciais para serem distribuídos pelas famílias carenciadas. Também o presidente da Assembleia-geral, João Moreira, destaca a importância desta iniciativa, que de-

monstra a preocupação que o universo sportinguista tem ao nível social. “O nosso desejo era que esta Ceia de Natal abrangesse um maior número de pessoas carenciadas”, refere ainda o presidente da Assembleia-geral. O envolvimento do NSCG em acções de carácter social não se resume a este jantar. Ainda recentemente, no passado dia 3 de Dezembro, o Núcleo apoiou uma colheita de sangue organizada pela Associação de Dadores de Sangue de Gondomar, que teve lugar na

Reduzir os resíduos na Europa

Ambiente Usar sacos reutilizáveis. Evitar o desperdício alimentar. Beber água da torneira. Usar pilhas recarregáveis. São alguns dos pequenos gestos quotidianos que contribuem para a diminuição da produção de resíduos. Estes conselhos foram transmitidos a milhares e milhares de consumidores durante a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos 2011, que teve lugar no final do mês de Novembro. A Lipor aderiu mais uma vez a esta iniciativa que conta com o apoio do Programa LIFE+ da Comissão Europeia até 2011. Nos oito municípios associados do Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto foram desenvolvidas 190 acções dirigidas à co-

Escola Secundária de Rio Tinto. Estas colheitas, que são efectuadas em todas as freguesias do concelho, contam com o apoio do Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Gondomar. Passando da vertente social para a associativa, João Moreira faz questão de garantir que a maioria das promessas anunciadas aquando da tomada de posse da nova Direcção do NSCG, em 31 de Julho deste ano, estão cumpridas. Ou seja, remodelar e adaptar a sede, criar novas iniciativas para os sócios aos ní-

veis cultural e desportivo, potenciar patrocínios e apoios, estabelecer uma política de comunicação com os associados e participar em acções de cariz social no concelho de Gondomar. O presidente da Assembleia-geral refere, por outro lado, que a criação dos departamentos desportivo e de marketing e relações públicas, e a potenciação de sinergias entre o NSCG, o Sporting e outros núcleos são projectos que estão em preparação. Quase a arrancar está a Loja do Cidadão Sportinguista, onde será possível tratar de assuntos de interesse para os sócios e simpatizantes deste clube (inscrições, venda de bilhetes para os jogos, entre outros serviços). “Este é um Núcleo de trabalho, de competência e de uma profunda relação entre uma gestão rigorosa e o sucesso”, resume João Moreira. O presidente da Direcção anuncia ainda que, no próximo mês de Janeiro, o NSCG comemora o 10º aniversário, estando prevista a presença do presidente do Sporting Clube de Portugal, Luiz Godinho Lopes.  Luís Morais Ferreira

munidade escolar, juntas de freguesia, câmaras municipais, organizações não-governamentais, entre outras instituições. Comparando com 2010, registou-se uma ligeira quebra no número de actividades promovidas no âmbito da Semana da Prevenção de Resíduos (menos 25 acções). E, novamente, a Lipor, a Câmara Municipal de Gondomar e as juntas de freguesia de Baguim do Monte e Rio Tinto associaram-se a esta iniciativa de cariz ambiental que envolveu vários países europeus. Cursos de culinária e de compostagem caseira; troca de termómetros de mercúrio por digitais; Ciclo de Debates ‘Conversas Sustentáveis à 5ª’, subordinado ao tema ‘Como prevenir a pro-

dução de resíduos? Faça você mesmo’; apresentação de resultados do projecto ‘Dose Certa’; e assinatura do protocolo de colaboração entre a Lipor e a Reciol para a recolha de copos de plástico com cera para valorização. Foram apenas algumas das actividades organizadas pelo Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto. “Preocupada com a mudança de atitude dos gondomarenses face à produção de resíduos, a Câmara de Gondomar promoveu um total de seis projectos, no âmbito da Semana da Prevenção, que incentivaram o cidadão a aceder a informação que conduza à redução dos resíduos gerados, que passa logicamente por optimizar as regras de consumo.

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Na última edição, no artigo ‘Gondomar sobre rodas’, por lapso, não foi referido que a atleta Daniela Marques, que também participou na Taça da Europa de Patinagem Artística, ficou em 5º lugar na categoria de Solo Dance, no escalão de Infantis. Ao visado e aos leitores, as nossas mais sinceras desculpas.

Estas acções foram dinamizadas pelo Gabinete de Educação Ambiental em parceria com os estabelecimentos de ensino locais”, referiu, em comunicado, a autarquia. O leque de acções organizadas pela Câmara incluiu, entre outras, uma exposição sobre prevenção da produção de resíduos, uma campanha de compostagem caseira e uma ‘Feirinha de Usados’, dirigida à comunidade escolar, que incentivou a troca por troca e a aquisição simbólica de produtos reutilizados. A Semana Europeia da Prevenção da Produção de Resíduos teve como finalidade promover acções sustentáveis de redução de resíduos por toda a Europa.  Luís Morais Ferreira


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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Sonho: uma nova sede

Aniversário ARCUCRA Mais um aniversário, a mesma reivindicação. Na sessão solene comemorativa dos três anos de existência da Associação Recreativa e Cultural da Urbanização do Crasto (ARCUCRA), o presidente da Direcção, José Pinto, voltou a declarar que “a actual sede, que está instalada num apartamento do conjunto habitacional, não é a mais apropriada para desenvolveremos as nossas actividades.” Segundo o dirigente, “o novo espaço proporcionaria melhores condições aos associados e aos moradores, e possibilitaria, por intermédio da exploração do bar, a angariação de verbas para as iniciativas desportivas e culturais da ARCUCRA.” José Pinto pediu aos sócios e aos moradores do agrupamento habitacional para que se unam e “exijam junto da Câmara Municipal de Gondomar a construção, dentro da Urbanização do Crasto, de uma sede mais digna para esta associação.” Num aniversário onde não estiveram presentes quaisquer representantes da Câmara de Gondomar e da Junta de Freguesia de Baguim do Monte, o

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presidente da Direcção da ARCUCRA anunciou aos sócios que, a partir de Janeiro de 2012, a colectividade contará com um grupo de dança mais numeroso, com cerca de 12 elementos. À margem da cerimónia, José Pinto, em declarações ao Vivacidade, adiantou que a associação vai continuar a promover o passeio das crianças e dos idosos, e a organizar o Mini Torneio de Futsal Sub13, que tem como palco o Polidesporti-

vo do Crasto. Um evento desportivo que atrai muito público. Por outro lado, a ARCUCRA assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Gondomar. Mediante esse acordo, esta colectividade baguinense fica responsável pela manutenção dos jardins da Urbanização do Crasto. Segundo o dirigente, os subsídios atribuídos pela Câmara e pela Junta de Baguim do Monte foram aplicados na compra

de adubos e na máquina de corte. Ou seja, a aquisição de todo o material necessário para o cumprimento deste protocolo, que era há muito reivindicado por esta associação. Além destas actividades, a ARCUCRA continua a dinamizar a secção de Trabalhos Manuais, que conta actualmente com a criatividade de sete crianças, com idades compreendidas entre os cinco e os 13 anos. Recorrendo a materiais reciclados, estes jovens criam verdadeiras ‘obras-de-arte’. Sem esquecer ainda o Futsal, uma modalidade representada na colectividade com duas equipas. Uma na categoria Sub13 e outra no escalão de Seniores, que marca presença no Torneio de Futsal de Baguim – na edição deste ano ficou em segundo lugar. A ARCUCRA foi fundada em 26 de Novembro de 2008, tendo como objectivos prioritários defender os interesses dos sócios e dos moradores na Urbanização do Crasto, e desenvolver actividades aos níveis desportivo, cultural e recreativo.  Luís Morais Ferreira


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Vivacidade

opinião

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Viva Saúde Paulo Amado

Torres de 11 andares no ex-mercado de Rio Tinto? E o Aleixo?

Estimados leitores, está na ordem do dia a notícia que estaria a ser proposto um plano de construção de quatro torres de 11 andares nos terrenos do ex-mercado de Rio Tinto, onde supostamente seria construído um Centro Cívico e Cultural, situação essa que fui contra no inicio, pois infelizmente a situação económica do país não o permite, mas isso há muito tempo e não é de agora, mas parece que muitos políticos só agora o descobriram, sendo no fim a “factura” paga por outros. Essa notícia parece ser negada categoricamente por quem de direito, mas diz o povo “não há fumo que não tenha fogo”... Não consigo deixar de pensar que nesse mesmo local poderia ter sido construído um hospital, o mesmo que agora está quase concluído noutro local do concelho, mas porque na altura esses terrenos estavam destinados para um Centro Cívico, segundo os mesmos, foi negado a hipótese de ser construído um excelente hospital e ainda por cima sem custos para o Estado. Bem,

resta saber que essa obra fantástica está quase concluída, sendo uma mais-valia para todos os gondomarenses e não só, pois os equipamentos projectados bem como os acordos já firmados com instituições de renome internacional, levam a antever, que será um centro de referência internacional em várias áreas da Medicina. No entanto, não nos vamos desviar do tema de hoje, as torres de habitação, em Rio Tinto, se por um lado uns projectam a sua construção, o Dr. Rui Rio deita abaixo as torres do Aleixo. Caro Dr. Rui Rio, NÃO POSSO ESTAR MAIS DE ACORDO, PARABÉNS PELA SUA DECISÃO. Estimados leitores, a propósito do Aleixo, vou vos contar uma história. Tinha eu finalizado o curso de Medicina e encontrava-me a iniciar a minha carreira de médico, na altura de clínico geral, quando um dia me pediram para ver uma doente com dificuldade respiratória no Bairro do Aleixo, numa das torres num 7º ou 8º andar, não me lembro. Cheguei ao local seriam umas 23 horas e logo deparei com a degradação enorme do local propício a todo o tipo de negócios ilícitos, como a venda de droga, realizada por indivíduos de aspecto duvidoso. Procurei o único elevador a funcionar, que aquela hora da noite não tinha iluminação, pois todas as lâmpadas tinham sido roubadas. Lá entrei numa espécie de “monta-cargas” e quando a porta se fechou tudo ficou numa escuridão absoluta, apenas com o som dos cabos do elevador, com falta de óleo e manutenção, que provavelmente nunca tiveram. De repente sen-

ti uma respiração ofegante que acabou numa espécie de suspiro para não mais ouvir nada. Jurava que estava sozinho naquele elevador, mas era óbvio que mais alguém se encontrava lá. Nunca fumei na vida, mas por coincidência um delegado de informação médica tinha-me dado um isqueiro que fazia referencia ao “Voltaren”. Nunca me foi tão útil este medicamento como naquele momento. Acendi o isqueiro e uma ténue luz iluminou aquele escuro elevador. Qual o meu espanto quando verifiquei que afinal não era o único ser humano naquele local, pois um jovem deitado naquele elevador, encontrava-se com uma seringa introduzida numa veia e o tal suspiro que eu tinha ouvido, não foi mais que a paragem respiratória daquele jovem com uma overdose de droga. Iniciei manobras básicas de reanimação e quando o elevador parou, o filho da doente que me esperava com ansiedade para lhe valer à sua mãe fez uma expressão de enorme surpresa com aquela cena, que certamente não esquecerei. De imediato foi telefonar para os bombeiros (na altura quem tinha as ambulâncias) para chamar por socorro. Quando chegou a ambulância demorou um tempo infinito a subir no mesmo elevador, pois não havia outro e quando lá chegaram, levaram o jovem em dificuldade respiratória ainda. Soube que lá se consegui reanimar o jovem no hospital e o mesmo retomou a sua vida, sabe-se lá até outra paragem respiratória com outra dose de heroína, ou talvez não, e eu lá fui fazer a minha consulta à doente cujo destino me levou aquela

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torre do Aleixo. Caros leitores, nesta história verdadeira, que guardo nas minhas memórias, não existem heróis e se existe um herói, foi aquele isqueiro “Voltaren” que deu a luz que possibilitou que eu visse aquele jovem em paragem respiratória vítima da droga, que pairava naquela torre do Aleixo. Ainda hoje odeio o ser “superior” que idealizou aquelas torres, um qualquer político, arquitecto, sei lá, de uma coisa tenho a certeza, foi de alguém que nada sabe da vida e como o ambiente é importante na felicidade das pessoas. Quase me assustei, quando ouvi na rádio os nossos mais famosos arquitectos do Porto e felizmente são vários e do melhor que há no mundo, como Souto Moura, Siza Vieira e outros a referirem que concordam com a destruição daquelas torres do Aleixo, pois alguns referiam que no início até foram contra a decisão da Câmara do Porto. Estimados arquitectos, nunca mais façam algo idêntico, pensem nas pessoas que lá irão morar, porque se as casas existem são para as pessoas viverem e não para qualquer idiota que nem lá reside, achar que fez uma grande obra. Assim como é possível uns destruírem um erro do passado e outros quererem construir um erro.... Será que o Centro Cívico de Rio de Tinto vira nas torres do Aleixo de Rio Tinto??? Até breve, estimados leitores. 

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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Campeões rio tintenses

Natação Adaptada Os jovens nadadores Ana Castro e José Ribeiro estiveram em destaque no 1º Campeonato da Europa de Natação DSISO (para atletas com Síndrome de Down), que se realizou recentemente no Complexo Desportivo Rui Abreu, em Coimbra. Nesta competição, organizada pela Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual e pela Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, a Selecção Nacional conquistou 35 medalhas (13 de ouro, 14 de prata e oito de bronze). A atleta Ana Castro sagrou-se campeã da Europa na prova de 200 metros Costas. Além deste título, a atleta do Clube de Natação da Maia (CNM) foi vice-campeã em 100 e 200 metros Mariposa, tendo estabelecido dois novos recordes nacionais. Ana Castro subiu ao lugar mais baixo do pódio na prova de 50 metros Costas e ficou ainda em 4.º lugar em 400 metros Livres e 100 metros Costas. Estreante em competições internacionais, José Ribeiro, também nadador do CNM, sagrou-se vice-campeão da Europa nas Estafetas 4x50 metros livres e 4x50 metros estilos e alcançou a 5ª posição na prova de 200 metros Costas. O atleta participou ainda na final dos 50

metros Costas, tendo ao longo do Campeonato da Europa melhorado todos os seus recordes pessoais. A treinadora Ana Querido considera que a participação dos dois nadadores nesta competição europeia foi bastante positiva. “Eles têm pouca experiência competitiva a nível internacional. O José Ribeiro estreou-se neste tipo de provas enquanto Ana Castro já possui um pouco mais de experiência internacional porque participou no ano passado nos

campeonatos do mundo, em Taiwan”, referiu a técnica dos dois atletas. Na opinião de Ana Querido, “os nadadores, ambos com 19 anos, podem progredir muito mais visto que estão na prática competitiva há relativamente pouco tempo. A Ana pratica natação há três anos e o José há quatro.” Também os dois nadadores ficaram bastante satisfeitos com os resultados. Ana Castro mostrou-se “muito feliz” com a obtenção de várias medalhas

e é muito mais rentável a estes lobbys, manterem as pessoas doentes, do que as curar dos males de que padecem. Não estou de forma alguma a negar a importância dos médicos ou farmacêuticos, são duas das profissões que mais respeito e são a meu ver profissões nobres, no entanto, e devido a todo este sistema que foi criado, vejo com muita pena milhares de profissionais esquecerem-se do juramento que fizeram na altura em que terminam a licenciatura (juramento de Hipócrates). No entanto, ainda existem excelentes profissionais, que fiéis a este juramento, trabalham todos os dias em beneficio daqueles que estão doentes e esforçam-se no sentido de os curar e não apenas mascarar sintomas. Mais uma vez digo, a natureza, na sua enorme complexidade é no fim de tudo muito simples e nós como parte deste universo que no rodeia, somos mais uma peça e estamos dotados de todo o conhecimento que nos é necessário para evoluirmos com espécie e para podermos usufruir de uma vida longa e plena!

enquanto José Ribeiro ficou “muito contente” por ter batido recordes pessoais e conquistado as suas primeiras medalhas. Os nadadores fizeram ainda questão de dedicar os títulos aos pais, aos amigos, à claque e ao clube que os acolhe. José Ribeiro treina cinco vezes por semana e Ana Castro seis. Debatendo-se com a falta de apoios, que impede a participação dos atletas num maior número de provas internacionais, o CNM movimenta 12 jovens na Natação Adaptada, que está dividida em duas vertentes: as aulas individuais e de grupo, “para um nível um pouco mais avançado, onde eles já participam em competições.” Segundo a treinadora, “o nosso desejo era conseguir alargar este grupo de nadadores porque estes jovens têm a oportunidade, trabalhando bem e conseguindo alcançar bons resultados, de viajar e de conhecer outras culturas. E, dessa forma, ganharem muita autonomia.” A terminar, a técnica Ana Querido destacou o papel dos pais destes atletas, que através do seu apoio e incentivo contribuem para o sucesso desportivo de nadadores como Ana Castro e José Ribeiro.  Luís Morais Ferreira

Crónica Musculação João Carvalho

Treino e populações especiais Ainda existem alguns tabus no que diz respeito ao treino e pessoas com problemas, mais ou menos graves, em questões de saúde. Li em tempos um estudo, que demonstrava que cerca de 70% das doenças que existem hoje, deixariam de ser tão acentuadas, pelo simples facto de termos populações fisicamente mais activas e com melhores hábitos alimentares. Sou um defensor, de que a natureza nos deu as ferramentas necessárias para, com o devido conhecimento e intuição termos ao nosso alcance e de uma forma simples, tudo aquilo que necessitamos para gozarmos de longevidade e saúde. Hoje, a medicina e a indústria farmacêutica são negócios de biliões de euros

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Doenças como a obesidade, diabetes, problemas cardíacos, epilepsia e tantos outros que infelizmente têm degradado a qualidade de vida das pessoas, poderão ser eliminados ou atenuados, com uma simples mudança na sua vida. Pode parecer simples e na verdade é! Ainda recentemente um cliente meu me disse a seguinte frase: “A dificuldade que as pessoas têm hoje é serem simples.” Concordo plenamente! Vejo isto todos os dias no meu local de trabalho, na rua e até em casa… A simplicidade hoje é algo difícil de se conseguir e as pessoas complicam algo que não o tem que ser. Mude a sua vida e volte a tomar o controlo da sua saúde, comece com um programa de actividade física. Se acha que está limitada, informe-se com um profissional e verá que por muito simples que seja o seu programa inicial, certamente que lhe trará enormes benefícios e em pouco tempo o seu nível de condicionamento físico será outro e estará pronto para passar para um nível mais avançado.

Se tem alguém, seja médico, familiar, amigo que lhe diga que por causa de algum problema de saúde não pode praticar exercício físico, não se deixe limitar pelas opiniões e procure ajuda com um Personal Trainer. Temos sempre uma forma de lhe devolver a tão esperada boa saúde através de programas de treino específicos e adaptados a todo o tipo de doenças. Vejo muitas vezes no ginásio em que trabalho pessoas, que não conformadas com as suas limitações, se lançam à descoberta do seu verdadeiro potencial e iniciam programas de treino. Vejo pessoas com problemas oncológicos, paraplégicos, doentes cardíacos, pessoas com problemas de epilepsia, obesos mórbidos e estes são os grandes exemplos que podemos seguir, porque eles conseguem, apesar das contrariedades, descobrir o seu verdadeiro potencial, descobrirem-se a si próprios e serem os donos da sua própria vida e da sua saúde. Bons treinos!  Personal Trainer Certificado Treinador pessoal de Krav Maga


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desporto

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

20 anos de Taekwondo em Rio Tinto

Artes marciais A Academia Taekwondo ABC comemorou no mês passado o vigésimo aniversário de actividade desportiva. Foi esse o mote dado ao Vivacidade para entrevistar o presidente, Ilídio Bernardo, que relembrou os 20 anos que já passaram e perspectivou os próximos 20. “Foi pela mão de Hirondina Bernardo que nasceu a Academia. A Obra ABC construiu um ginásio e foi proposto ao então Director da Obra, o Padre Luís, que fosse criada uma associação dedicada a esta modalidade”, explica o responsável. Foi desta ‘aliança’ que surgiu a Academia que adoptou o ABC - Amici Boni Consilii, expressão que vem do latim e que significa ‘amigos do bom conselho’ - da Obra rio tintense que acolhe menores com problemas familiares. A Academia Taekwondo ABC nascia, assim, em 16 de Novembro de 1991. Duas décadas depois, Ilídio Bernardo relembra os primeiros tempos de adaptação à cidade e aos rio tintenses. “Não havia nada do género. Inaugurámos a modalidade nesta zona e isso

foi uma mais-valia porque através do Taekwondo que tem vantagens, quer ao nível físico, quer ao nível psicológico, contribuímos para formar pessoas equilibradas e, com isso, uma sociedade melhor”. Logo nos primeiros anos de actividade, a Academia mostrou o seu potencial na “equipa forte” que construiu e nos resultados que alcançou. “Os palmarés que fomos conseguindo ao longo do tempo foram muito positivos”, realça Ilídio Bernardo. Entre eles, destacam-se a presença de um atleta da Academia no Campeonato do Mundo de Combate, em 2004; terem, entre a equipa, sete campeões nacionais na vertente Combate e quatro na vertente Técnica e dez vice-campeões nacionais; um vice-campeão nacional por Equipas Júnior, em 2000; dois primeiros lugares e quatro terceiros no 20º Open Internacional de Antony, realizado em França; várias participações no Open Internacional de Miranda de Ebro-Espanha; e ainda a organização, por parte da Academia, de oito Open’s de Rio Tinto e a colaboração em quatro open’s internacionais no con-

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celho de Gondomar. Apesar dos resultados, Ilídio Bernardo opta por destacar o papel da Academia: “Por diversas vezes, os encarregados da educação, os professores e os directores pedagógicos dos estabelecimentos de ensino frequentados pelos nossos atletas relataram-nos que tinham notado um melhoria significativa no comportamento e no aproveitamento escolar dos jovens. Para nós, isso é por si só, uma vitória”. No percurso da Academia, desde a sua fundação até aos dias de hoje, não foram apenas as vitórias e os bons momentos que estiveram presentes. Também as dificuldades, comuns a muitas outras colectividades, bateram à porta. “Tivemos momentos difíceis, essencialmente por falta de apoios, mas isso não nos fez esmorecer. Nunca baixamos os braços e tivemos a capacidade de união que nos permitiu ultrapassar os obstáculos”. Para além do espírito de entreajuda, Ilídio Bernardo destaca algumas entidades que foram uma bússola no caminho da Academia Taekwondo ABC: “A Direcção da Obra, a Junta de Freguesia de Rio Tinto e a Câmara Municipal

Corpo técnico da academia Mestre Ilídio Bernardo 6 Dan Treinador de Nível II Arbitro Nacional Mestre Hirondina Bernardo 5 Dan Treinador nível I Arbitro Nacional Ricardo Niz 3 Dan Paulo Silva 1 Dan de Gondomar foram muito importantes”. A terminar, o responsável pela associação congratula-se pelo facto de “estarem a atravessar um bom momento, de crescimento, com um grupo de qualidade.” Quanto à previsão para os próximos 20 anos, Ilídio Bernardo pede apenas “que sejam tão bons como foram estes 20”.  Luís Alves

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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Cooperativa Arco do Bojo Com esta ideia em mente, há 13 anos foi criada por um grupo de amigos a Cooperativa Cultural Arco do Bojo, que está sediada em Baguim do Monte. Como forma de assinalar o aniversário, no passado dia 8 de Dezembro, o auditório da Lipor foi o local escolhido para a entrega dos prémios de participação no I Encontro de Cascatas e Cascateiros da Cidade de Rio Tinto, promovido pela Cooperativa do Arco do Bojo, e para um Sarau Musical protagonizado pelos alunos de viola da Escola de Música ComCordas, que comemorou nesta ocasião um ano de existência. Com cerca de 30 ‘discípulos’, com idades entre os sete e os 70 anos, esta Escola está também sob a alçada do Arco do Bojo. Após realçar a importância de assinalar o 13º aniversário da Cooperativa Arco do Bojo, o presidente da Direcção desta colectividade, Paulo Araújo, referiu que “as cascatas, uma tradição muito portuguesa, têm um papel social e proporcionam momentos de confraternização.” Mais: “São um trabalho pedagógico, pois dizem aos mais jovens o que eram antigamente estas ‘obras-de-arte’, que reflectem o nosso dia-a-dia.” Segundo Paulo Araújo, esta iniciativa,

Promover a música tradicional portuguesa que anteriormente se designava Concurso de Cascatas Sanjoaninas, “tem sido um sucesso.” Nesta ocasião, o dirigente associativo destacou o apoio que a Câmara Municipal de Gondomar e as juntas de freguesia de Baguim do Monte e Rio Tinto têm concedido a esta actividade organizada pelo Arco do Bojo. A terminar, o presidente da Direcção ‘desafiou’ o autarca Nuno Coelho a autorizar a construção de uma cascata nas instalações da Junta de Baguim do Monte. Repto que foi imediatamente aceite pelo presidente de junta. No tempo reservado aos discursos oficiais, o secretário da Junta de Rio Tinto, Sá Reis, lançou um desafio à Cooperativa Arco do Bojo: alargar o Encontro de Cascatas e Cascateiros aos estabelecimentos de ensino. Por outro lado, o responsável autárquico salientou a importância desta iniciativa que “junta as pessoas de Rio Tinto.” O secretário da Junta de Rio Tinto destacou ainda, pela positiva, o facto deste concurso de cascatas sanjoaninas ter passado a um encontro. “A Cooperativa Arco do Bojo é uma colectividade que muito tem feito pela cultura em Baguim do Monte, no concelho

e até no país”, afirmou, por sua vez, o autarca Nuno Coelho. Após aplaudir esta associação baguinense pela organização do Encontro de Cascatas e Cascateiros, “que junta as duas freguesias da cidade”, o presidente de junta elogiou o esforço de todos participantes na construção das ‘obras-de-arte’. No final da intervenção, o autarca entregou ao Arco do Bojo uma medalha comemorativa do 25º aniversário da freguesia de Baguim do Monte. “É o nosso reconhecimento pelo trabalho que esta colectividade tem desenvolvido na pro-

é notório o agravamento deste negro quadro, com centenas de lâmpadas simplesmente apagadas. Ou seja, a um sistema de iluminação pública já de si paupérrimo, junta-se o desmazelo e a falta de assistência para substituição das lâmpadas fundidas. O “Bisturi” desconhece se a obrigação de s u b s t itu i ç ã o de lâmpadas e reparação de avarias é da directa responsabilidade da EDP, ou se compete ao município. Mas ainda que tais obrigações sejam da fornecedora da energia, é evidente que a Câmara Municipal não poderá nunca esquivar-se à sua própria responsabilidade. À autarquia compete zelar pelo conforto dos seus munícipes. E se é o

moção da cultura portuguesa”, concluiu Nuno Coelho. O vereador Fernando Paulo encerrou os discursos. “Mais do que um grupo de música tradicional portuguesa, é uma associação que tem procurado promover a cultura e as tradições de Baguim do Monte, envolvendo a população nas várias iniciativas que promove ao longo do ano”, considera o vereador. “A cultura continua a ser importante para qualificar as pessoas”, finalizou Fernando Paulo.  Luís Morais Ferreira

Bisturi Henrique de Villalva

Cada vez mais às escuras... A iluminação pública do nosso concelho nunca foi famosa. Mesmo nos locais mais centrais das nossas duas cidades – Gondomar e Rio Tinto – as luminárias são muito pouco eficientes, e em número comprovadamente insuficiente. Fora das zonas mais centrais e movimentadas, a linha dominante é a penumbra, para não dizer a escuridão. Pe rc or re r durante a noite ruas, praças e jardins do resto do concelho é uma aventura, que só por necessidade absoluta se pode fazer a pé. Os riscos são de vária ordem, mas quanto mais não seja, há os riscos de quedas por falta de visibilidade mínima. Se este é o cenário dominante por todo o concelho, nos últimos tempos

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município que paga a energia consumida, tem de competir ao município a vigilância pela prestação dos serviços. Qualquer pessoa que se dê ao trabalho, enquanto circula, de contar os candeeiros que encontra desligados, acabará por concluir que a percentagem dos apagados é vergonhosamente excessiva. É certo que, em nome da crise, há mesmo autarquias que decidiram já

reduzir a iluminação pública. E pode até fazer sentido, em alguns casos, seguir este caminho. Mas uma coisa é um plano racional, devidamente estudado, e aplicado por razões de economia, e outra bem diferente é deixar a rede ao abandono, como quem não quer a coisa, ou não vê as consequências. Aqui fica o alerta, na esperança de que se venha a vislumbrar uma estratégia sobre a matéria… 


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Assembleia Municipal Extraordinária No passado dia 29 de Novembro realizou-se uma Assembleia Municipal Extraordinária. Com um único ponto na agenda, esta reunião visava discutir e analisar a anunciada Reforma da Administração Local. No final foi aprovada, por unanimidade, uma moção que apresenta a “total discordância em relação à matriz de critérios” definida no Livro Verde.

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Aprovada moção ‘contra’ Livro Verde Expressos na moção ficam os motivos pelos quais “Gondomar não deveria merecer a aplicabilidade das reduções ou fusões de freguesias.” Densidade populacional, realidades territoriais distintas, tradição histórica das freguesias e existência de equipamentos e serviços são algumas das justificações para os critérios do Livro Verde serem considerados, no caso de Gondomar, como “totalmente incoerentes.” Além disso, na moção aprovada ficou ainda indicado o facto de a eventual agregação de cinco freguesias não gerar poupança. E ficou, também, a crítica por continuar, em Portugal, a ser contrariada “uma política de descentralização há muito reclamada.” No final do documento, e anexo à moção, elencaram-se as características e especificidades de cada uma das freguesias consideradas para agregação (Covelo, Lomba, Medas, S. Pedro da Cova e Valbom). Na opinião do presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Valentim Loureiro, para além dos critérios definidos, também deveriam ser considerados factores como a história e a identidade

locais. Destacando, durante a Assembleia Municipal, que pensa “não ter havido um verdadeiro esclarecimento [à Troika] no que respeita à organização administrativa das autarquias (juntas de freguesia e câmaras municipais)”, Valentim Loureiro voltou a frisar que estará “ao lado daquilo que as populações quiserem!” No entender do edil, “se duas ou três freguesias acharem que podem constituir-se em associação, porque, daí, haverá melhoria da gestão e os meios se-

rão melhor aplicados, acho que devem ter a liberdade de o fazer.” Mas criticou os critérios do Livro Verde que falam de áreas, de habitantes e de distâncias, “mas não falam da história nem da identidade das populações.” Valentim Loureiro disse ainda acreditar que “foi com boa intenção” que foi elaborado tal documento, mas “houve uma má percepção, uma má leitura e um mau estudo do que são, realmente, as freguesias e os municípios em Portugal.” 

Entrega de diplomas Recentemente teve lugar, no Auditório I da Escola Secundária de Rio Tinto, a cerimónia de entrega de diplomas aos adultos certificados pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Rio Tinto para os níveis básico e secundário. Este evento contou com a presença de mais de uma centena de adultos que efectuaram o seu processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências-Chave no Centro Novas Oportunidades, conseguindo alcançar a tão desejada meta da certificação escolar. Estiveram também presentes nesta cerimónia a Directora do Centro, Luísa Pereira, a presidente do Conselho Geral da Secundária de Rio Tinto, Gabriela Carvalho, a Directora do Instituto do Emprego e Formação Profissional de Gondomar, Anabela Sousa, o presidente da Junta de Rio Tinto, Marco Martins, o Coordenador do Centro Novas oportunidades, Alberto Figueiredo, e, por fim, em representação do Vereador da Educação e da Cultura e da presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Carla Ramos, técnica da Câmara Municipal de Gondomar.

Foi um momento muito importante na vida do Centro e dos adultos que receberam o seu diploma de certificação escolar, já que além da participação de muitas pessoas da comunidade local, foi destacado o papel da Iniciativa Novas Oportunidades na qualificação de aproximadamente quatro mil rio tintenses, a importância da formação e da aprendizagem ao longo da vida para a população adulta, nesta época de crise económica e financeira que estamos a atravessar. A qualificação neste contexto assume assim relevo num processo de consciencialização, para uma mudança a nível pessoal e profissional na vida de cada um de nós, constituindo um direito e também um dever individual e colectivo. Esta cerimónia contou ainda com o apoio dos alunos da escola dos Cursos Profissionais de Turismo na recepção e no acolhimento aos convidados e do Curso Profissional de Multimédia na cobertura audiovisual da entrega de diplomas.  Centro Novas Oportunidades da Secundária de Rio Tinto


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Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Alunos Solidários

Colégio Paulo VI Numa iniciativa conjunta entre o Colégio Paulo VI e os Serviços de Acção Social da Câmara Municipal de Gondomar, foram entregues cabazes de Natal a duas dezenas de famílias carenciadas do concelho. A acção, dinamizada pelos jovens estudantes do 4.º ano do Colégio Paulo VI, para além do acto de solidariedade, também visa proporcionar um melhor Natal a um total de 75 pessoas que se encontram em situação social mais precária. O aumento das dificuldades económicas dos agregados familiares terá,

à adopção de medidas extraordinárias de solidariedade. Essa foi, precisamente, uma das ideias defendidas pelo presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Valentim Loureiro, no acto de entrega dos cabazes de Natal a algumas famílias em situação de carência. “Infelizmente, e cada vez mais, há famílias que precisam de apoio”, afirmou Valentim Loureiro. Destacando o facto de a Câmara de Gondomar “tentar, de forma constante, minorar essas carências”, o edil não deixou de elogiar a ati-

nesta época natalícia, implicações ainda mais notórias. E, tal facto, obrigará

tude dos alunos do Colégio Paulo VI. “Além de ser relevante, pelo apoio pres-

tado, é igualmente importante para os jovens, porque os sensibiliza, de forma especial, a serem ainda mais solidários”, realçou ainda Valentim Loureiro. Este cabaz foi atribuído a famílias que, de acordo com os critérios definidos pelo Serviço da Acção Social da Câmara, estejam em situação de carência. E que, também por tal, já sejam abrangidas pelo “Programa DÁ – Directo Apoio a Famílias Carenciadas”, desenvolvido pela autarquia. Os cabazes integram os alimentos mais necessários para a ceia natalícia, incluindo produtos como o bacalhau, azeite e óleo, leite, ar-

Direito de Resposta Estrelas de Fânzeres Exmo. Sr. Director do Jornal “Vivacidade” Na última edição do jornal que V. Exa. superiormente dirige, tivemos oportunidade de ler um texto, de opinião, assinado por Zulmiro Barbosa – no qual, entre outros assuntos, aborda um tema relacionado com o “Estrelas Futebol Clube de Fânzeres”. Assim, e para que seja reposta a Verdade, vimos, por este meio, solicitar a publicação da seguinte nota: Na edição de Novembro do “Vivacidade”, a página 9, tivemos o ingrato “prazer” de ler um texto de opinião assinado pelo senhor Zulmiro Barbosa. Sem querer analisar o teor das suas palavras, temos, não obstante, que reagir a algumas referências que fez ao nosso clube. Somos uma instituição respeitável, com história e, principalmente, com sentido de responsabilidade. Temos, por isso, que contestar, de forma veemente, as referências que fez ao “Estrelas de Fânzeres”. Não me lembro – e fiz um esforço para isso! – de ter emitido ao senhor Zulmiro Barbosa uma procuração para que falasse em nome do nosso clube. Aliás, é evidente, o senhor Zulmiro Barbosa não conhece a nossa actividade. Não sabe qual é o nosso passado. Desconhece o que queremos fazer no futuro... As afirmações que proferiu – “...clube que por sinal nem estará em actividade...” – são disparatadas e inconsequentes. Houve, da parte da Câmara, um compromisso para que o próximo sintético do Concelho fosse no nosso clube. E a Câmara,

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com Valentim Loureiro na sua Presidência, sempre tem concretizado os seus compromissos. O nosso projecto, para que V. Exa. saiba, está em crescendo. Temos todos os escalões de futebol em actividade – envolvendo mais de 240 atletas. Fizemos um forte investimento nos balneários e salas de apoio, aplicando, de verbas nossas, perto de 169 mil euros. Assim, em reunião de Direcção de 28 de Novembro, decidimos apresentar este claro desagrado e, principalmente, perplexidade pelas palavras de um “opinador” que, em teoria, deveria ser pessoa bem (in)formada. Louvamos a postura do Vereador camarário Fernando Paulo, assim como do Presidente da Junta Marco Martins. Na cerimónia em que o senhor Zulmiro Barbosa decidiu exceder-se, eles souberam ter uma atitude condigna, respeitadora e educada. Pode, quando o quiser, o senhor Zulmiro Barbosa “puxar a brasa para a sua sardinha”. Convém é que, para tal, que o faça sem denegrir o trabalho dos outros. Fica o convite para, quando V. Exa. assim o pretender, vir conhecer o “tal” clube de Fânzeres que, como mal imagina, “nem estará em actividade”... Terá, da nossa parte, um tratamento de respeito. Algo que, pelos vistos, V. Exa. não sabe ter.  António Sousa Presidente da Direcção do “Estrelas Futebol Clube de Fânzeres”

roz, massas variadas, salsichas e atum, feijão e grão, cereais, farinha, açúcar, queijo, bolachas, batatas e ovos. Na cerimónia, para além das famílias beneficiadas, compareceram o vereador do Pelouro da Acção Social da Câmara, Fernando Paulo, Dulce Machado e Rui Castro (responsáveis pelo Colégio Paulo VI), assim como alunos e professores deste estabelecimento de ensino. Esta iniciativa surge na sequência do projecto “Fechar a porta à indiferença”, no qual, em 2010, os alunos do Colégio Paulo VI já haviam dinamizado semelhante acção de solidariedade. 

COLÉGIO PAULO VI

UMA ESCOLA DE VALORES

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Creche Ensino Pré-escolar 1º, 2º e 3º ciclos (Autonomia Pedagógica) Ensino Secundário: Cursos de Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades (Autonomia Pedagógica) Informações: Dias úteis, das 08h30 às 17h30 Av. Gen. Humberto Delgado, 201 - 4420-155 Gondomar Tlf. 22 4646027 / 96 2044244 / 91 2301989 Fax 22 464 58 54 Email: geral.colegiopaulovi@gmail.com http://www.colegiopaulovi.com

Desejamos a todos os alunos e respectiva família, professores e funcionários um Feliz Natal


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Vivacidade

informação

Quinta-feira, 22 de Dezembro 2011

Memórias do Nosso Passado Paulo Santos Silva

Frei Manuel de Santa Inês: o Bispo Em 24 de Agosto de 1820 iniciou-se um levantamento no Porto, o qual viria a resultar na Revolução de 1820, de cariz liberal. Influenciados pelo decorrer dos acontecimentos, vários religiosos de diversas Ordens e Congregações abraçaram a causa e muitos dos ideais liberais enquanto muitos outros religiosos se mantiveram fiéis aos ideais do absolutismo. Um dos que abraçaria a causa e o ideário liberal foi Frei Manuel de Santa Inês. Em 1828, D. Miguel assume o trono e restaura o absolutismo. Começam as perseguições a todo aquele que defendesse ou manifestasse qualquer simpatia pelo liberalismo. Foi numa conjuntura de querelas e rixas políticas acesas entre os religiosos que Frei Manuel de Santa Inês saiu do Colégio de S. Lourenço (Porto) e transferiu-se para o Convento de Santa Rita (Ermesinde), tendo lá permanecido até ao desembarque liberal em 1832. Em 9 de

Julho desse ano, D. Pedro, irmão de D. Miguel, entra no Porto à frente de um exército de 7.500 homens, todos eles defensores do ideário liberal. Perante isto, as mais altas autoridades civis, religiosas e militares, apoiantes de D. Miguel, fogem da cidade, dando-se início ao episódio do Cerco do Porto. O então bispo D. João de Magalhães e Avelar deixou a cidade e refugiou-se numa casa que tinha em Arneiros (Lamego). D. Pedro, então nomeia por decreto de 18 de Julho de 1832 Frei Manuel de Santa Inês como Governador do Bispado do Porto, tendo também agregado o governo espiritual do Arcebispado de Braga. Frei Manuel de Santa Inês ainda estava nessa altura no Convento de Santa Rita. Dois dias depois, o próprio D. Pedro, através de portaria, praticamente obriga o Vigário Geral, cónego José Dias de Oliveira, a reunir o Cabido ou o clero para eleger Santa Inês como Vigário Capitular. Esta eleição realizou-se a 26 e Santa Inês foi eleito por voto secreto, obtendo 40 votos a favor do total de 42. Em 15 de Agosto de 1833, como reconhecimento dos seus méritos e

serviços prestados, D. Pedro elege em nome de D. Maria II Frei Manuel de Santa Inês como Bispo do Porto. No entanto, a confusão da luta entre liberais e absolutistas punha em cena questões de legitimidade, o que resultou na inusitada situação do Porto ter neste período não um mas dois bispos. Se para os liberais o bispo legítimo do Porto era Frei Manuel de Santa Inês, para os absolutistas e para a Igreja o bispo legítimo era José de França Castro e Moura, eleito pelo Cabido da Sé de Braga em finais de 1833 e confirmado pelo núncio apostólico e alguns cónegos da Sé do Porto então reunidos em Penafiel, centro do poder miguelista. Este último, após a vitória liberal em 1834, exerceu secretamente as funções de Bispo do Porto até à sua morte em Outubro de 1839. Frei Manuel de Santa Inês exerceria as funções de bispo até à sua morte em 24 de Janeiro de 1840. Na qualidade de bispo, e no decurso da extinção das ordens religiosas, Frei Manuel de Santa Inês conseguiu que o governo concedesse o Convento e Igreja de S. Lourenço (Porto) para

seminário diocesano, substituindo o antigo seminário na zona das Fontainhas. Também enriqueceu o espólio da Sé com paramentos e alfaias religiosas, entre as quais, o Pontifical do Mosteiro de Tibães e a custódia que pertenceu ao Mosteiro de Alpendurada. Também está envolvido na questão da Quinta do Prado. Nesta questão, o bispo Santa Inês havia conseguido por portaria o usufruto das quintas do Prado e de Santa Cruz, mas a Câmara do Porto tinha outras ideias. Em Março de 1838, a mesma quis tornar o terreno da Quinta do Prado num cemitério público. Santa Inês opôs-se ferozmente a esta iniciativa, mas o conflito com a Câmara não foi muito longe, dado que em Outubro desse ano, Santa Inês assinava o acordo de cedência com a Câmara. Aquando da cerimónia de bênção do referido cemitério, em 1 de Dezembro de 1839, o bispo Santa Inês adoece gravemente devido à exposição ao mau tempo. Em 24 de Janeiro de 1840 falecia uma das grandes figuras históricas da nossa terra.  Professor, Historiador e Escritor

Um exemplo a seguir

Maria Fátima Silva Ferreira Compro Ouro Usado NA APRESENTAÇÃO DESTE Cautelas de Penhor ANUNCIO PAGAMOS MAIS 1€URO EM GRAMA OURO Relógios de Ouro Jóias HORÁRIO Pratas Segunda a Sábado Pagamento A Dinheiro 08:30 às 12:30 h 14:00 às 19:00 h Cubro Todas As Propostas Rua dos Afonsos, 70 • 4435-610 Baguim do Monte • Telm. 916 847 208 Rua S. Roque da Lameira, 547 • 4350-309 Porto • Telm. 910 559 557 Rua Godinho de Faria, 279-Lj F • 4465-155 S. Mamede de Infesta • Telm. 929 192 525

Recentemente, no salão nobre da Junta de Freguesia de Rio Tinto, decorreu a tomada de posse das Associações de Pais e Encarregados de Educação (APEE) do Agrupamento Vertical de Escolas de Rio Tinto (AVERT). No seguimento do sucesso do ano transato foi reforçado o desejo deste acto que tanto dignifica os seus membros e reforça a articulação das instituições. As sete APEE’s do AVERT assumiram este desafio na ‘esteira’ do trabalho que têm vindo a desenvolver em conjunto noutras iniciativas e na participação nos órgãos de Gestão do AVERT. De facto, é convicção das APEE’s deste agrupamento de que o trabalho feito em cooperação se torna mais fácil pela motivação que mutuamente vamos incutindo uns nos outros. Também nesta sessão solene assim foi! Com motivação colectiva foram capazes de envolver toda a comunidade: alunos, famílias, professores, AOP, autarquias e APEE de outras escolas. Foi pois, para os membros que tomavam posse, significativo sentirem o apoio de tantos que com certeza tinham também outras actividades, mas que não quiseram deixar de estar presentes e desta forma darem o seu incentivo para o exercício de um bom mandato. Este Auto de Posse envolveu cerca de uma centena de participantes, com destaque para as presenças do Vereador da

Educação, Fernando Paulo, o presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins, de Aurora Vieira da Direcção do AVERT e de Isabel Pinto, presidente do Conselho-Geral do AVERT. Também estiveram presentes coordenadores das escolas básicas do 1º ciclo, professores e ainda representantes de outras APEE do concelho, bem como mães, pais, alunos, e tantos outros cidadãos a quem estamos gratos pelo carinho com que envolveram aqueles que se dispõem a investir muitas horas das suas famílias em prol de todas as crianças das suas escolas. Foi uma cerimónia simples, mas plena de intensidade, na qual ficou a mensagem de exigência, de rigor e consideração mútua e ainda de muita esperança num trabalho de cooperação entre todos os que têm responsabilidades na educação e nas nossas escolas. Todos perceberam que o objectivo comum, assumido por todos, não será possível alcançar sem o entendimento e respeito pelas funções que cada um assume nas suas responsabilidades. A relação escola-família, sobretudo esta, é cada vez mais fundamental para o sucesso educativo das nossas crianças e bem como para o sucesso do nosso futuro, que acontece já hoje.  Associações de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Vertical de Escolas de Rio Tinto


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Vivacidade ed. 66 - Dezembro 2011  

Vivacidade ed. 66 - Dezembro 2011