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Liderança Empresarial Sozinhos vamos mais rápido, mas unidos chegaremos mais longe.

CRICIÚMA | SC | Nº 39

Criciúma 2030 As ações das lideranças para redesenhar um novo município para as próximas décadas ECONOMIA

Como o modelo de Maringá pode ajudar para o futuro

INVESTIMENTO

Projeto da Ferrovia Litorânea em fase de construção

INFRAESTRUTURA

Prerrogativas sobre o Movimento Brasil Eficiente


Apresentação A Revista ACIC chega à sua edição 39 falando do planejamento. Em parceria com o município de Criciúma e seu Conselho de Desenvolvimento Econômico, a ACIC está trilhando novos rumos para Criciúma. Tendo como fonte o bem sucedido case da cidade de Maringá, Criciúma demarca os caminhos para as próximas décadas. Esta matéria, que tem destaque de capa e foi elaborada pelo jornalista João Pedro Alves, abre a edição com todas as informações dos trabalhos deste Comitê, e uma entrevista com a secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, Márcia Santin. Ainda sobre projetos e infraestrutura, a revista destaca os novos encaminhamentos da comissão pela ligação férrea entre o Sul e o restante do país. Confira os detalhes do projeto apresentados pelo Dnit e a repercussão junto à Ferrovia Tereza Cristina e entidades do Sul, o aeroporto de Jaguaruna e a Via Rápida. A revista traz ainda matéria falando da fundação da ACIC, que em 2014 completa seus 70 anos. Ao longo das próximas edições, fatos e situações históricas da entidade serão parte da pauta, contando como de uma pequena associação comercial, Criciúma ganhou uma das mais fortes entidades empresariais de Santa Catarina. A edição traz ainda cases empresariais, como da Artisan, da Blueberry e o jovem empresário Ramon Tessmann, empresas da região que investiram em e-commerce, artigos opinativos e muito conteúdo de interesse para o Sul de Santa Catarina. Boa leitura! Ana Sofia Schuster Editora

EXPEDIENTE | A revista Liderança Empresarial é uma publicação da ACIC - Associação Empresarial de Criciúma. Edição Ana Sofia Schuster | Assessoria de Imprensa ACIC. Projeto Gráfico Fernando Mangili. Editoração Cibele Córdova. Fotos Novo Texto Comunicação e Divulgação. Reportagens Ana Sofia Schuster, João Pedro Alves e Paula Darós Darolt. Contatos (48) 3461-0900 acicri@acicri.com.br Redação novotexto@agencianovotexto. com.br | (48) 3437-7267 | www. agencianovotexto.com.br Vendas Valdeci Seibert - (48) 3461-0903 | (48) 9917-5547 | Vilma Martinhago - (48) 9917-1413 Rua Eernesto Bianchini Góes, 91 - Próspera - CX Postal 73 - CEP 88815030 Criciúma - SC www.acicri.com.br | Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, sendo que a ACIC não se responsabiliza pelas opiniões por eles emitidas.


Sumário 12 | Idealizando o futuro A sociedade criciumense, através do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (CMDE), vai propor em conjunto o Plano Criciúma 2030

15 | ACIC e Fundação Dom Cabral ampliam estudos para elaboração de plano de desenvolvimento do município 16 | Terras férteis em desenvolvimento Secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Márcia Santin, em entrevista para a Liderança Empresarial

19 | Herança Portuguesa César Smielewski, vice-presidente da ACIC e presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Criciúma

20 | Observatório Social ganha espaço nas cidades brasileiras Estrutura permite total transparência para licitações públicas

22 | Promessa para 2014 Ao prosseguir com os trabalhos em prol da Ferrovia Litorânea, ACIC e Deputado Federal Ronaldo Benedet promoveram reunião com DNIT, empresários e entidades políticas

24 | Mais um prazo e novo adiamento A projeção da administradora do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortolluzi para 12 de outubro e início das operações não sai do papel

26 | Prioridade em ritmo acelerado ACIC acompanha obra que vai dar novo eixo de desenvolvimento

28 | Movimento Brasil Eficiente é apresentado na Associação Empresarial de Criciúma 30 | Vamos construir o desenvolvimento?

42 | Hospital Unimed celebra cinco anos de atuação em Criciúma Além da data festiva, plano de ação e projeto estrutural estão em análise junto à Anvisa para aprovação e encaminhamento das obras de ampliação

44 | Blueberry se destaca como agência especializada em mídias digitais Procurar e encontrar o que se procura numa simples busca do Google é uma das boas notícias de quem vive a era da internet

46 | Design Gráfico e Publicidade: fortalecendo a identidade e a comunicação das marcas 48 | Empresas da região desbravam o mundo virtual Resultados positivos vêm sendo obtidos por marcas da região Carbonífera. Saiba o que fazer para entrar nesse mercado sem errar

51 | Margem de contribuição Moair Barcelos, Graduado em Ciências Contábeis com Pós-Graduações em Controladoria, Direito Empresarial e Auditoria. É Certificado em English Business pela Kaplan International Center de San Francisco, CA, USA

52 | Tecnologia para a saúde Estudantes de Criciúma desenvolvem aplicativo que auxilia os diabéticos e está disponível para tablets e smartphones que possuem o Sistema Android

54 | Tradição e requinte Empresa de Criciúma se destaca no mercado nacional como indústria de estofados de Alta Decoração

56 | Jovens empreendedores reformulam Feirão do Imposto Edição de 2013 foi finalizada com evento em Criciúma

58 | Do usufruto e da dministração dos bens de filhos menores

Marli Maria de Aguiar, vice-presidente da ACIC

Débora May Pelegrim, Bacharel em Direito, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), colaboradora do Escritório Giovani Duarte Oliveira Advogados e Associados, na área de Direito de Família e Sucessões

32 | Badesc disponibiliza linha para investimentos em inovação

59 | Balanço positivo

Presidente da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina - Badesc, João Paulo Kleinübing fala sobre o produto e todos os detalhes para quem busca recursos para inovar

150 negócios foram fechados durante a Fenafashion. Próxima edição do evento já está confirmada para 2015

60 | IDB do Brasil Trading implanta melhorias 34 | 1944: movimento empresarial cria a Associação Comercial de Cresciúma

61 | Transportes Ouro Negro fatura Prêmio Top Transporte 2013

37 | Uma cultura da disciplina Heloísa Jeremias, Consultora de Marketing e professora do Curso de Publicidade e Propaganda da Unisul/Tubarão Graduada em Publicidade e Propaganda e Especialista em Gestão Empresarial

38 | ACIC prevê inauguração de auditório para novembro As obras de ampliação da sede com dois novos blocos já está em fase final

40 | Sicredi Sul SC celebra 14 anos e convida a Crescer e Pertencer No mês de aniversário, cooperativa iniciou encontros que buscam estimular os seus “donos” a participarem mais das decisões da instituição

62 | A advocacia preventiva e a saúde jurídica das empresas Miriam Pinto Schelp, sócia do escritório MPS – Schelp Advogados e Associados, especializada nas áreas Cível, Comercial e Bancária. Integrante da Câmara da Mulher Empresária de Criciúma – CME

64 | Paulo Bens viabiliza créditos financeiros para novos negócios Empresa firma parcerias e se torna referência como agente do desenvolvimento regional

66 | Mercado Sul | Por Joice Quadros


Editorial Todos na mesma direção Os movimentos e manifestações que o Brasil viveu nos últimos meses nos levam à reflexão sobre os rumos que o Brasil caminha. Estudantes e pessoas de todos os segmentos reunidas em busca de muitas causas, mas em comum, o pedido por mudanças. Disto tudo faz-se urgente uma análise sobre os rumos que o Brasil está tomando e a necessidade de mudança da rota atual. Contudo, passada a fase de protestos, observa-se pouca ação. Medidas paliativas, propostas que não colaram e o saldo é de que pouco ou nada mudou. Acreditamos que ainda há tempo e que o desafio das ruas é a oportunidade para ação. Esperamos do governo, do atual ou outro que o venha substituir, tenha o foco em motivar uma nova sociedade. Um Brasil onde as pessoas consigam, através do seu trabalho, suas conquistas pessoais, e não por conta das benéces do governo. Que tenha a força motivadora para focar em um país novo, com crescimento em níveis decentes, eficiente e com foco na inovação. Para que se consiga esta nova perspectiva, cabe ao governo reduzir sua estrutura, otimizar processos e punir corruptos. Buscamos um país onde o governo exerça a menor ingerência possível na sociedade, mas ao mesmo tempo seja extremamente eficiente onde realmente seja necessária a sua participação. Um governo que tenha o foco no incentivo à produção através de redução de impostos, que gere renda e postos de trabalho com redução dos encargos trabalhistas. O Brasil precisa de um estado eficiente que promova a inovação através do investimento e gestão da educação. Reafirmamos que a educação deve ser o balizador de tudo. A partir da educação vamos andar para frente, vamos obter resultados na luta contra a violência e contra a corrupção. É por meio da educação que vamos conseguir a resposta contra os atos de vandalismo e teremos lideranças sérias quando nossos jovens forem às ruas reivindicar. Mas, acredito, seriamente, que se o governo fizer o seu papel, nossas ruas não serão mais palco de cidadãos com cartazes.

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Liderança Empresarial

Olvacir José Bez Fontana Presidente da ACIC

Diretoria 2012 - 2013 Olvacir José Bez Fontana César Smielewski Nelcides José Damiani Iraide Piovesan Venício Neves Pereira Delir João Milanez Denizard Ferrão Ribeiro Diomicio Vidal Donato Zanatta Eduardo Zini Bertoli Flávio Spillere Junior Gilmar Menegon Hélcio Ramos de Jesus Julio César M. Wessler Lenir Dal Sasso Schambeck Luiz José Damázio Daniel Preve Marli Maria Aguiar Michel Alisson da Silva Rui Inocêncio Tito Lívio de Assis Góes Valcir José Zanette Diretora Executiva Maria Julita Volpato Gomes

Presidente 1º secretário 2º secretário 1º tesoureiro 2º secretário


Thiago Hockmüller | SDR

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Liderança Empresarial


Planejamento Há muito lideranças que atuam na diretoria da Associação Empresarial de Criciúma - ACIC e no setor empresarial do Sul catarinense vêm batendo na tecla de que o crescimento efetivo da região passa pelo investimento em inovação. Aliada à infraestrutura e à educação de qualidade, estes são o tripé do desenvolvimento. Ações começam a saírem do papel e a ACIC acompanha e participa deste processo de forma efetiva. Seja por meio dos projetos de parques tecnológicos ou em iniciativas de menor vulto, a região começa a galgar passos neste novo rumo, como demostram as páginas seguintes.

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Idealizando

o futuro

A sociedade criciumense, através do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (CMDE), vai propor em conjunto o Plano Criciúma 2030. ACIC posiciona-se na vanguarda do movimento João Pedro Alves | CRICIÚMA

A ausência de mobilização coletiva pelo propósito de lutar para o desenvolvimento da cidade integra os fatores decisivos para Criciúma ter deixado o posto de quinta economia de Santa Catarina, alcançado no século passado, e passar a ocupar a 10ª posição de retorno de ICMS, conforme dados divulgados em 2013 pela Secretaria de Estado da Fazenda. Alicerçados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (CMDE), os atores do desenvolvimento do município querem deixar os índices de decréscimo no passado e – unidos – pensarem um futuro próspero no Plano Criciúma 2030. O desafio estabelecido visa a elaboração de um planejamento contextualizado do desenvolvimento de médio e longo prazo de Criciúma. Poder público e a sociedade civil organizada participarão da construção das discussões. O plano determinará objetivos, diretrizes e estratégias para o crescimento da cidade. “As obras estruturantes requisitadas vão chegando ao fim e isso está criando um novo clima na cidade. A gente sente que efetivamente as coisas estão tomando um rumo positivo. Precisamos aproveitar

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esse momento e mobilizar a sociedade”, observa o presidente do CMDE e vice-presidente da ACIC, César Smielewski. Estudos, reuniões e o conhecimento de experiências bemsucedidas foram realizados antes de dar os primeiros passos efetivos. Um encontro na sede da ACIC, no dia 2 de agosto de 2013, consolidou o marco público inicial do projeto. O CMDE, liderando as entidades civis, e o Comitê Gestor do Governo do Município, pelo poder público, comandam os trabalhos na fase embrionária. “Desejamos o máximo de participação da sociedade. Gostar da cidade em que mora e colocar o pensamento além fronteiras à disposição dela são requisitos básicos”, ressalta o coordenador do Comitê Gestor do Município, Celito Cardoso. A idealização em conjunto confere credibilidade ao planejamento e o acompanhamento da sociedade será decisivo para a realização das metas estabelecidas, no entendimento do prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo,. “O município necessita de um planejamento e o acompanhamento das ações que transcendam as siglas partidárias. Na função de gestor público, tenho o


O processo desencadeado para a elaboração de um planejamento estratégico de longo prazo, unindo poder público e as entidades organizadas, vai conduzir Criciúma no sentido de acompanhar o avanço das regiões mais desenvolvidas

MARINGÁ

385.753 habitantes (2013)

ÁREA

487,052 km² Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM 2010)

0,808

DENSIDADE DEMOGRÁFICA

Cibele Córdova

733,14 hab/km²

compromisso de trabalhar pelos projetos da cidade como um todo”, salienta. O processo desencadeado para a elaboração de um planejamento estratégico de longo prazo, juntando poder público e as entidades organizadas, vai conduzir Criciúma no sentido de acompanhar o avanço das regiões mais desenvolvidas de Santa Catarina, acredita o presidente da ACIC, Olvacir Bez Fontana. “A cidade passou por um momento de descrédito, alimentado pela insegurança e desconfiança. Agora temos a oportunidade de programar o desenvolvimento. Para isso, precisamos de mais maestria e resultado. Mais luz, menos calor”, indica. A falta de engajamento da sociedade criciumense, para o coordenador regional Sul do Sebrae, Murilo Gelosa, travou a elevação dos índices econômicos, apesar da diversificação da economia e a grande quantidade de empresas de sucesso da cidade. “Devemos quebrar os paradigmas incrustados nas políticas do individualismo para o associativismo entre pessoas, entidades, instituições, municípios e regiões, e assim evoluir para taxas de crescimento condizente com o poder empreendedor que temos”, pontua. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Criciúma (CDL), Zalmir Casagrande, corrobora a posição de Gelosa ao enaltecer a necessidade das “forças que compõem a estrutura da decisão” estarem focadas no objetivo comum da sociedade. “As entidades poderão sim fazer o papel de fiscalizadores

R$

Produto Interno Bruto (PIB)

8,2 bilhões CRICIÚMA

202.395 habitantes (2013)

ÁREA

235,709 km² Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM 2010)

0,788

DENSIDADE DEMOGRÁFICA

815,87 hab/km²

R$

Produto Interno Bruto (PIB)

3,5 bilhões

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística www.acicri.com.br |

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Paula Darós Darolt

desse processo, mas é muito pouco. Precisamos buscar, através de uma educação de base, a inserção de pessoas voltadas ao compromisso amplo para com a cidade”, aponta.

Primeiros passos da caminhada Os líderes do Plano Criciúma 2030 visam entregar o documento à sociedade criciumense até o fim de 2013. As primeiras etapas idealizadas consistem na formação da equipe que vai construir o planejamento. Em princípio, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, entidades de classe, sindicatos patronais, instituições educacionais e outras organizações já incluídas ao rol do CMDE farão parte do projeto. A equipe de conselheiros deverá contar, segundo Smielewski, com a contribuição de um consultor de fora da cidade e um grupo de profissionais (técnicos) que fará parte do corpo

executivo. “Vamos diagnosticar nossas virtudes, reconhecer oportunidades e dificuldades e, em cima disso, fazer o planejamento”, acrescenta Fontana. A ampla gama de conhecimento dos atores do desenvolvimento de Criciúma, nas variadas áreas em que estão presentes, será aproveitada para debates para questões específicas. “Diante do conhecimento dessas pessoas, formaremos câmaras setoriais para os debates objetivando desenvolver

a economia como um todo”, expõe Smielewski. Temáticas plurais relacionadas ao desenvolvimento de Criciúma estarão incluídas nas discussões. Infraestrutura, atração de empresas, inovação, saneamento básico, mobilidade urbana, saúde, educação, turismo, cultura, meio ambiente, sustentabilidade, segurança pública e muito mais assuntos irão fazer parte do contexto de cidade pensado para 2030.

Experiência de Maringá norteia Criciúma Antes de iniciar de fato a busca pelos caminhos rumo ao desenvolvimento, Criciúma busca atalhos em Maringá. O município do Noroeste Paranaense ganhou notoriedade nacional por conta da mobilização da sociedade em torno do planejamento. Um pouco da história de sucesso do jovem município do Estado vizinho é contada nesta edição de Liderança Empresarial na entrevista especial com a secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Márcia Santin. O histórico relatado por Márcia em palestra proferida em Criciúma impressionou tanto que uma comitiva visitou Maringá para aprofundar o conhecimento do caso. César Smielewski, Olvacir Bez Fontana, Celito Cardoso e o assessor da presidência

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Liderança Empresarial

da ACIC, Mário Soratto Gaidzinski visitaram a cidade paranaense cerca de 20 dias após a palestra onde reforçaram a convicção sobre o projeto. A missão esteve na Associação Empresarial de Maringá (ACIM), onde também ocorrem as reuniões do Codem. “Conhecemos todos os mecanismos criados em 17 anos de trabalho (do Codem) sem interferência do poder público. E nós necessitamos justamente desses exemplos para encurtar o período do trabalho. Eles tiveram equívocos e acertos, mas nós não temos o direito de errar. Já perdemos muito tempo”, afirma Smielewski. O coordenador do Comitê Gestor do Município de Criciúma considera o planejamento da cidade paranaense completo. “Maringá tem um modelo impar por não estarem preocupados

unicamente com o desenvolvimento econômico. Eu vejo que eles trazem o desenvolvimento econômico sustentado pelas questões de meio ambiente, de cidadania e da cidade propriamente dita. Eu acho que é exatamente isso que nós estamos procurando aqui”, observa Cardoso. O grande propósito desta mobilização, de acordo com Smielewski, é conscientizar a comunidade a participar da vida da cidade e lutarem pelo bem coletivo. “As coisas acontecem na cidade, ela é a nossa grande casa, portanto devemos tratá-la com carinho e transparência para alcançarmos o objetivo final, o que todo mundo quer no fundo, que é a qualidade de vida. Isso que vai atrair as pessoas para cá”, reflete o presidente do CMDE.


ACIC e Fundação Dom Cabral ampliam estudos para elaboração de plano de desenvolvimento do município

Cibele Córdova

Cibele Córdova | CRICIÚMA

No intuito de dar continuidade ao projeto de planejamento de Criciúma para os próximos anos e, consequentemente, influenciando o crescimento de toda a região Sul de Santa Catarina, lideranças empresariais e políticas reuniram-se no início de outubro para a elaboração de diretrizes referentes ao Criciúma 2030. O encontro foi motivado pela Associação Empresarial de Criciúma (ACIC) e envolveu agenda de compromissos na sede da entidade com a Fundação Dom Cabral, seguindo para uma reunião com técnicos no Paço Municipal e com o prefeito Márcio Búrigo. De acordo com o presidente da ACIC, Olvacir Bez Fontana, a intenção é unir forças para a elaboração de um plano estratégico de crescimento, em consonância com os trabalhos já apresentados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), em agosto deste ano. “Nossa intenção é externar a preocupação com os níveis de crescimento que o município vem atingindo em relação a outras cidades e de nos alinharmos em prol de um bem comum. A ACIC encara esse desafio como uma guardiã deste plano, um instrumento de novas ideias, o qual será implementado nos próximos anos”, ressalta Fontana.

O prefeito Márcio Búrigo enfatizou a existência de um interesse conjunto à classe empresarial e de uma sintonia com o governo municipal. “Vamos ser parceiros do movimento,

disponibilizando tudo o que for necessário, sem restrições, para a elaboração desse Plano. A Prefeitura está de portas abertas ao movimento, e que seja muito bem-vindo”, desta.

Parceria com a Fundação Dom Cabral A Fundação Dom Cabral está ranqueada entre as 20 melhores escolas de negócios no mundo e segundo o professor Michel Alfredo Abras, o objetivo é ouvir os profissionais de diversos setores e formatar uma proposta de gestão que estejam adaptadas aos anseios da região de Criciúma. “Neste primeiro encontro já conseguimos elaborar um diagrama com as principais ideias. Em síntese, desenhamos uma matriz SWOT com três eixos de raciocínio: físico, social e econômico, os quais são subdivididos em diversos outros pilares, como educação, clusters, fundiário, saúde, região metropolitana e setores públicos municipal, estadual e federal”, pontua o professor. O Plano será desenvolvido por equipes de diversos segmentos, selecionadas e integradas para viabilizarem os estudos e a metodologia de trabalho, em uma parceria com

a Fundação Dom Cabral para estruturação das bases conceituais. A apresentação da ideia envolveu ainda os vice-presidentes da ACIC, César Smielewski, Delir João Milanez e Donato Zanatta, o presidente do Comitê Gestor do Governo do Município de Criciúma, Celito Cardoso, representantes da Secretaria Municipal do Sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana e do Departamento de Planejamento Físico e Territorial (DPFT), arquitetos Giuliano Colossi e Tania Maria Barcelos Nazari, o fiscal de Tributos Próprios, Luiz Fernando Cascaes, e os empresários Sinésio Volpato e Édio Castanhel. “O objetivo desse planejamento é dobrar a renda per capita dos cidadãos de Criciúma, para que eles próprios sejam capazes de irem em busca de recursos e de gerirem sua saúde e educação”, finaliza Fontana. www.acicri.com.br |

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ENTREVISTA

Terras férteis em desenvolvimento Principal referência adotada por Criciúma, o jovem Município de Maringá (PR) prosperou sustentado em planejamento e cooperativismo. Um pouco dessa história e das ousadas inspirações dos atores do desenvolvimento local foram conhecidas em palestra proferida no auditório da ACIC pela secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Márcia Santin. A responsável pelo operacional do órgão concedeu entrevista à Liderança Empresarial João Pedro Alves | CRICIÚMA

Espírito de cooperação, ajuda mútua, empreendedorismo e planejamento estão arraigados na cidade de Maringá desde a chegada dos primeiros migrantes, em meados da década de 1930. A organização da venda de lotes das férteis terras, a organização territorial e a construção de estradas tinham a responsabilidade da Companhia de Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP), liderada por ingleses interessados em explorar o solo favorável ao plantio. A comunidade estabelecida oriunda de diversos lugares do país desde os primórdios se uniu e logo estabeleceu a organização através de entidades como a Associação Empresarial, fundada seis anos após a instituição do município. Um dos principais produtos bem sucedidos destas junções é a respeitada Cocamar Cooperativa Agroindustrial. O amadurecimento destas relações entre a comunidade e a vontade de crescer dos maringaenses estimularam o nascimento do Maringá 2030, projeto

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Liderança Empresarial

capitaneado pelo Codem. O extenso documento discute temas cruciais e aponta objetivos ousados para a cidade do Norte Paranaense, localizada a mais de 400km da capital Curitiba, que em 66 anos consolidou-se como a terceira maior cidade do Estado. Márcia Santin lidera o corpo técnico do Codem há cinco dos 16 anos da organização que congrega as principais entidades ligadas ao desenvolvimento da cidade. Os estudiosos, acompanhados de lideranças de diferentes setores, ajudam a pensar o futuro da cidade. Liderança Empresarial: Quantas associações e organizações compõem o Codem e como se dá sua manutenção? Márcia Santin: Compõem o conselho 40 entidades obrigatórias, mas algumas de nossas plenárias comportam mais de 100 grupos representados. Está vinculado ao Gabinete do Prefeito e possui recursos mesmo só para manter o quadro executivo, que contém apenas técnicos selecionados

por conselheiros. Nenhum funcionário está lá por indicação política. Se houver necessidade de executar algum projeto, encaminhamos para licitação através da Secretaria Municipal de Planejamento. Liderança Empresarial: Qual é a missão do Codem? Márcia Santin: Nosso objetivo é ser o guardião, o proponente e monitorador dos projetos de médio e longo prazo da cidade. O Conselho tem atuado no sentido de questionar, acordar o que é melhor para o poder público, auxiliar a prefeitura na atração de investimentos, recepção de comitivas. Não executamos projetos. Atuamos do momento em que surge a oportunidade, a demanda ou problema, ajudamos a entender tal problema, fazemos pesquisas, discutimos, formatamos ideias e vamos até o plano de viabilidade. Uma vez entendido e acatado, repassamos a responsabilidade da realização para quem é devida, podendo ser o Poder Executivo, a Associação Empresarial ou outro ente.


Secom

A responsabilidade de um projeto de médio e longo prazo pertence muito mais à sociedade do que ao poder público

Liderança Empresarial: Como surgiu o Maringá 2030? Márcia Santin: O processo, na realidade, começou antes. Apesar de a cidade ter nascido planejada, percebeuse o esgotamento do modelo e, em 1996, com o nascimento do Codem, fizemos a primeira mobilização da sociedade civil organizada em pensar os novos rumos da cidade, chamado Movimento Repensando Maringá. Como resultado surgiu o Maringá 2020, com proposições principalmente no âmbito socioeconômico e urbanístico. Em 2007 se percebeu que boa parte desses objetivos já haviam sido alcançados e então desenvolvemos o Maringá 2030, um projeto compilado a centenas de mãos da sociedade que estabelece uma visão do que se quer para a cidade em 2030, sob a qual estamos trabalhando. Liderança Empresarial: Quais temas compõem as principais preocupações desse plano?

Márcia Santin: Está prevista a expansão industrial e residencial que vai desencadear a chegada de mais 250 mil pessoas à cidade. Atualmente temos 360 mil habitantes, então uma das prioridades é como viabilizar esse processo de forma que a gente continue a manter a qualidade de vida, a sustentabilidade. O Codem tem se envolvido em questões como o Plano Diretor, a projeção de equipamentos urbanos como o centro de convenções e um megahospital, além de questões fundamentais como inovação, resíduos sólidos urbanos, temáticas de atração de investimentos, questões macro. Liderança Empresarial: Como assegurar o cumprimento desses objetivos na possibilidade de correntes partidárias opostas assumirem o comando da Prefeitura? Márcia Santin: Nesses 16 anos de Codem passaram partidos diferentes pela Prefeitura. Maringá tem um grande diferencial justamente no trabalho em conjunto, espírito de cooperativismo,

de compartilhamento que há entre a comunidade. Isso exerce sobre qualquer candidato que venha a se apresentar para as eleições um poder de barganha do que a sociedade civil e a população como um todo quer e praticamente compromete este futuro postulante a prefeito nas direções que deve tomar. A sociedade demonstra, através do que já se construiu, para onde quer caminhar. Liderança Empresarial: A atuação da sociedade, portanto, é fundamental. Márcia Santin: A responsabilidade de um projeto de médio e longo prazo pertence muito mais à sociedade do que ao poder público. Os cidadãos é que têm que comprar esse planejamento, porque esse plano vai perpassar várias administrações e ali seus filhos e netos vão crescer e seus negócios prosperar. Muitos projetos de longo prazo declinam porque quem abraçou a causa foi única e exclusivamente o poder público. www.acicri.com.br |

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Paula Darós Darolt

ENTREVISTA

Márcia Santin apresenta projeto durante palestra na ACIC

Liderança Empresarial: O que dará ao Codem a certeza ou a garantia de que o Executivo vão cumprir e continuar a realização dos planos traçados no Maringá 2030? Márcia Santin: O nosso acompanhamento. Teremos reuniões com prefeitos, nas comissões e câmaras. A equipe executiva vai monitorar e cobrar. Vai haver situações em que o Executivo vai explicar os motivos do eventual não andamento dos projetos, justificando o uso de verbas para outras questões mais urgentes,por exemplo. O Codem, nestes casos, opta por voltar a cobrar em um momento oportuno ou até pode pensar em alternativas, como se cotizar com outras empresas. Ninguém impõe, sempre existe conversação. Liderança Empresarial: Como ter a certeza de que os caminhos imaginados hoje serão corretos em 2030? Márcia Santin: Antes de pensar os direcionamentos, precisa-se reunir muitos dados e informações contextualizadas. Saber qual tipo de infraestrutura, capital intelectual, ferramentas a oferecer para o público investidor interessado para que ele possa se estabelecer. Estamos agora prioritariamente no Conselho trabalhando no planejamento socioeconômico e no plano de desenvolvimento urbano. Isso tudo a gente tem chamado de Master Plan, o qual estamos trabalhando em conjunto com quatro cidades da região conurbadas com Maringá (Sarandi, Paiçandu, Mandaguaçu Marialva, Mandaguari). Esse trabalho vai nos responder o que queremos efetivamente ser a médio e longo prazo, no que seremos bons. Seja por potencializar vocações que já tenhamos, ou despertando novas que tornem a região competitiva.

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Liderança Empresarial

Liderança Empresarial: Há o pensamento de ter esses planos executados por consultorias internacionais. Por que e quanto deve custar isso? Márcia Santin: Sim. Temos orçamentos com empresas respeitadas mundialmente. Com o aval de qualquer uma delas, teremos crédito internacionalmente e teremos esses materiais como ferramenta de atração de investimentos. Por exemplo, ao vender a cidade em uma feira na Ásia ou Europa, entramos desconhecidos, mas o respaldo de informações fornecidas consultorias conhecidas por todos eles proporciona a segurança exigida pelos potenciais investidores. Tanto o levantamento socioeconômico quanto o de desenvolvimento urbano devem reunir o montante de R$ 1 milhão.

que essas pessoas se fixem naquelas cidades que estão na região para que não haja um inchaço, um gargalo que notoriamente e naturalmente já se tem na cidade referência de uma região metropolitana.

Liderança Empresarial: O que motiva agregar os municípios vizinhos nesse plano? Márcia Santin: Nós temos todos os problemas que uma cidade polo tem. Todo o gargalo do equipamento público, principalmente na questão de saúde. Em princípio criamos o conselho para trabalhar em Maringá, mas já há um bom tempo todos nós estamos convencidos não adianta Maringá possuir excelentes índices, ser a grande cidade, se o entorno que se relaciona diretamente conosco não tiver os mesmos índices de crescimento sustentado. Isso gera uma situação de desequilíbrio em vários aspectos. Entendemos que eventuais indústrias, se não puderem se instalar em Maringá, trabalharemos para que essas empresas se estabeleçam nos outros municípios, desde que seja na região metropolitana. Assim você dá melhores condições e atratividade para

Liderança Empresarial: Atualmente quais são os setores considerados potencialidades de Maringá? Márcia Santin: Em nível estadual e nacional somos reconhecidos como pólo de agronegócio e metalmecânico, há a matriz de softwares evoluindo e a cidade destaca-se também pelo índice de universitários.

Liderança Empresarial: Há planos para buscar a instalação de uma indústria de grande porte? Márcia Santin: Essa é uma das respostas buscadas no plano socioeconômico. Diante das nossas vocações, a gente vai saber que perfil de negócio é benéfico e interessante para a cidade. É bem provável que talvez uma empresa que demande 3 mil funcionários não seja possível absorver, dada a quantidade de mão de obra disponível.

Liderança Empresarial: Além de Criciúma, outras cidades procuram conhecer melhor o trabalho do Codem e os passos para a realização do Maringá 2030? Márcia Santin: Recentemente fomos procurados por alguns municípios, como Palmas (TO), Patos de Minas (MG) e também por cidades do nosso estado, como Umuarama, Astorga, Campo Largo e Foz do Iguaçu. Tenho dado muitas palestras, como também o ex-prefeito Sílvio Barros II.


César Smielewski

Vice-presidente da ACIC e presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Criciúma

Herança Portuguesa Quando estive em Portugal alguns dias atrás, não pude deixar de ler alguns jornais locais, sendo que em um deles encontrei um artigo o qual julguei interessante, pois tem tudo a ver com nosso comportamento. O artigo foi escrito pelo articulista Rui Neves e chama-se “Sal grosso para apertar o bacalhau”. Segue o texto na íntegra:

Sal grosso para apertar o bacalhau Comportamento dos portugueses à mesa das negociações: “É comum o uso dos títulos acadêmicos ou dos cargos profissionais, conforme as circunstâncias, dizendo em seguida o nome próprio e o apelido – os portugueses utilizavam Dr. para determinadas profissões, sem ser a de médico. Noutros casos, nas profissões técnicas utiliza-se o ´ senhor ` antes do título acadêmico, como, por exemplo, ` senhor engenheiro ` ou ` senhor arquiteto`. O estatuto profissional é importante e muito considerado pelos empresários portugueses – é aconselhável que os interlocutores tenham o mesmo nível hierárquico e poder de decisão. O ritmo das negociações é lento e são freqüentemente necessárias várias reuniões até uma decisão final. As decisões são tomadas ao mais alto nível hierárquico. Resultam, na maior parte, da decisão conjunta de vários directivos.”

Comportamento dos noruegueses à mesa das negociações: “Os noruegueses são pragmáticos, francos e honestos, e isso reflecte-se em tudo o que fazem. Nos negócios são informais, sem serem descuidados, tratam os seus superiores pelo nome próprio e esperam dos empregados iniciativa e responsabilidade no que fazem. As propostas de apresentação devem ser práticas, fáceis de entender e sem floreados – propostas inacabadas ou com imprecisões são vistas como amadoras. Os noruegueses são breves e concisos nos

seus comentários e julgamentos – apreciam respostas simples às dúvidas. Quando não obtêm no momento, deduzem que o interlocutor não está confiante no que apresenta. Não apreciam a bajulação das qualidades pessoais e profissionais. O processo negocial corre a bom ritmo e quando têm intenção de fazer negócio não utilizam manobras dilatórias. O contrário também se passa, isto é, quando se desinteressam dizem ao potencial parceiro do negócio o motivo do abandono – não gostam de perder tempo, e tentam que o mesmo se passe com o seu interlocutor”. A Noruega lidera o índice de desenvolvimento humano medido pelas Nações Unidas, num “ranking” onde Portugal surge apenas 43.ª posição entre 187 países. Porque será?

Parece-me que o artigo acima encaixa-se perfeitamente no momento que nosso país vive, quando esperamos que o governo federal capitaneado pela Presidente Dilma, entenda o grito das ruas e de inicio a uma administração pragmática, tendo como foco a objetividade e deixando de lado a atual administração ideológica a qual é repleta de reuniões vazias e visa somente a manutenção do “status quo” atual. Precisamos ser mais noruegueses e menos portugueses, até porque o Brasil ocupa a posição de nº 85 no índice de desenvolvimento humano.

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Observatório Social ganha espaço nas cidades brasileiras Estrutura permite total transparência para licitações públicas Ana Sofia Schuster | CRICIÚMA A possibilidade de fiscalizar de forma técnica e monitorar compras públicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos tem feito com que muitas cidades catarinenses unam-se à rede do Observatório Social. Maringá é o município criador desta instância não governamental e desde 2006, a fim e acabar com um histórico de desvios de recursos públicos por administradores municipais. O caso virou notícia internacional e mostrou a força da comunidade no controle do dinheiro público. Políticos foram presos e o modelo de observatório social foi disseminado em pelo menos 10 estados. Em Santa Catarina 12 cidades têm o sistema implantado. Além do acompanhamento das licitações, o Observatório Social trabalha em várias outras ações junto à comunidade e aos órgãos públicos, como:

2

1 A educação fiscal, demonstrando a importância social e econômica dos tributos e a necessidade do cidadão acompanhar a aplicação dos recursos públicos gerados pelos impostos.

A inserção da micro e pequena empresa nos processos licitatórios, contribuindo para geração de emprego e redução da informalidade, bem como aumentando a concorrência e melhorando qualidade e preço nas compras públicas.

3 A construção de Indicadores da Gestão Pública, com base na execução orçamentária e nos indicadores sociais do município, fazendo o comparativo com outras cidades de mesmo porte. E a cada quatro meses realiza a prestação de contas do seu trabalho à sociedade.

O sistema hoje possui um órgão central, chamado Observatório Social do Brasil (OSB), com todas as informações sobre o que acontece nos observatórios pelo país e como montar este modelo.

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O trabalho dos observatórios começa com o monitoramento das licitações, desde a análise do edital até a entrega dos bens ou

a execução dos serviços licitados. Com o passar do tempo, poderão ser monitorados outros aspectos do gasto público.

1

É uma organização da sociedade civil

2

Baseia-se no trabalho voluntário

3

Não tem vinculação político-partidária

4

Não está vinculado a qualquer órgão público

5

Mas, pretende colaborar como o Poder Público em prol da gestão pública responsável

Os observatórios sociais podem desenvolver qualquer atividade, desde que inserida no objetivo de “controle do gasto público”. A experiência dos Observatórios

já instalados mostra que a atividade que proporciona resultados mais imediatos é o acompanhamento de licitações. O trabalho compreende três etapas:

Análise do edital de licitação

Acompanhamento do certame

Entrega da coisa licitada (é conveniente convidar os que perderam a licitação para estarem presentes)

- se atende às exigências legais; - se as especificações da coisa licitada são compatíveis com a utilização que lhe será dada; - se o preço de referência está de acordo com os preços de mercado

- se a coisa entregue atende às especificações de quantidade e qualidade estabelecidas no certame.

Existem aplicativos específicos para o acompanhamento de licitações que podem ser disponibilizados. À medida que o Observatório for ganhando experiência, as atividades poderão ser diversificadas, sempre na perspectiva

de controle do gasto público. Os observatórios também podem atuar em atividades culturais, voltadas para o exercício da cidadania e a discussão sobre a importância social dos tributos. Fonte: Observatório Social do Brasil


DESENVOLVIMENTO

Promessa para 2014

Diretor presidente da FTC, Benony Schmitz Filho afirma que esta é uma dívida que o governo federal tem com o país

Ao prosseguir com os trabalhos em prol da Ferrovia Litorânea, ACIC e Deputado Federal Ronaldo Benedet promoveram reunião com DNIT, empresários e entidades políticas

O projeto executivo da Ferrovia Litorânea ficará pronto em maio de 2014. Esta foi a informação transmitida pelos engenheiros das empresas que estão realizando os estudos, os quais detalharam o projeto em encontro realizado na Associação Empresarial de Criciúma – ACIC, em agosto. Atendendo a uma solicitação da comissão do modal ferroviário de Santa Catarina, integrado pelas associações empresariais de Criciúma, Tubarão e Imbituba e do deputado federal Ronaldo Benedet, os engenheiros dos Consórcios Magna/ Astep, Mogli Carlos Veiga e Vega/Prosul Osvaldo Koguri, apresentaram o projeto da Ferrovia Litorânea de Santa Catarina. A malha ferroviária que liga Imbituba a Araquari, possui aproximadamente 250 km de extensão. Para os técnicos, ela está sendo dividida em dois lotes: lote 01, compete a empresa Magna/Astep, com 128 km e vai de Imbituba a Rio Tijucas e o lote 02, da empresa Vega/Prosul, do Rio Tijucas a Araquari com 119 km. As autoridades e técnicos presentes reforçaram a necessidade de investimentos também em estruturas intermodais. Para o presidente da ACIC, Olvacir Bez Fontana, a malha ferroviária irá impulsionar o desenvolvimento no sul e baratear o escoamento dos produtos da região. “Precisamos recuperar o tempo perdido. Estamos preocupados, pois, o Sul está isolado, os recursos não chegam para nós. Ainda somos deficientes pelo porto, aeroporto, ferrovia e BR-101. É preciso interligar toda esta infraestrutura”, pontua. O deputado federal Ronaldo Benedet, também salientou a importância da ferrovia para o desenvolvimento do Sul do estado. “Precisamos nos unir e buscar alternativas para fomentar a economia da nossa região. Para isso acontecer, devemos investir em transportes alternativos que irão ligar o Sul ao norte do país”, assegura. De acordo com o engenheiro Mogli Carlos Veiga, o projeto ainda está em fase de estudos. O prazo contratual para o projeto executivo ser entregue refere-se a maio de 2014. “Se não tivermos impedimentos entregaremos o projeto base até dezembro deste ano”, garantiu. O valor da obra e prazo para abertura de licitações ainda não foram divulgados, conforme os técnicos, esta é uma etapa que será realizada após a conclusão dos projetos base e executivo, porém, eles acreditam que após a obra licitada, a execução tem um tempo aproximado de quatro anos. O evento também contou com a participação de deputados estaduais, representantes, vereadores, os secretários regionais de Criciúma e Tubarão, e demais empresários da região.

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Novo Texto Comunicação

Ana Sofia Schuster, Franciele Fernandes e Paula Darós Darolt | CRICIÚMA


Miriam Zomer | Agência AL

do projeto”, antecipou Trevisolo. Na oportunidade o deputado federal Ronaldo Benedet questionou sobre o transporte de passageiros e foi informado que o projeto não está previsto esse tipo de transporte, mas que é possível realizar um estudo de demanda. “Temos

que saber se vale ou não investir nesse tipo de transporte. Se o Estudo indicar que é viável poderemos sim, no futuro, investir em terminais e realizar esse tipo de operação”, disse o coordenador do DNIT. Benedet informou que irá solicitar ao DNIT este estudo.

“Para o Brasil crescer, é necessário investimento em logística com todos os modais interligados”, Benony Schmitz Filho diretor presidente da Ferrovia Tereza Cristina

Ferrovia Litorânea é a menina dos olhos do Dnit O coordenador de obras ferroviárias do Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), Gean Carlos Trevisolo, também esteve na ACIC explanando alguns dados da ferrovia litorânea. Ele confirmou o prazo para a entrega do projeto base da ferrovia para dezembro, e que a partir dele já será possível lançar o edital da obra. “Temos até maio de 2014 para finalizar o Projeto Executivo, mas a partir do projeto base, já teremos condições jurídicas para lançar o edital de licitação”, informa Gean Trevisolo. Ainda de acordo com o Coordenador, a Ferrovia Litorânea, que futuramente pode se ligar a Ferrovia do Frango, no Norte do Estado, é a “menina dos olhos” do DNIT. O presidente da ACIC fortaleceu ao representante do DNIT a fragilidade do Sul e questionou sobre o prazo de entrega pós licitação. “Após licitada e início das obras a ferrovia tem um prazo de quatro anos para ficar pronta. Porém, estes números também podem mudar até a conclusão

Questionado sobre os investimentos na Ferrovia Litorânea, o diretor presidente da Ferrovia Tereza Cristina, Benony Schmitz Filho afirma que esta é uma dívida que o governo federal tem com o país. “Não é uma dívida com a ferrovia e sim com o país. Nossa malha ferroviária é bem menor que a da Argentina, que tem um terço do nosso território. Os EUA possui 200 mil km de malha ferroviária enquanto nós temos 28 mil km. Para movimentar, escoar e exportar nossa produção, precisamos de todos os modais, uma logística interligada e bem estruturada”, afirma. Benony, que participou da apresentação do projeto na ACIC, reafirmou a importância da iniciativa da entidade junto às forças políticas. “Este é um projeto de grande relevância e que vai trazer uma nova configuração logística para a região Sul. A ferrovia é um meio de transporte com capacidade de transportar muito mais carga, junto ao porto de Imbituba, a ferrovia vai permitir que a região cresça como um todo”, comenta. Para o diretor, nenhum modal é isoladamente suficiente, com a integração, o sul dará um passo grande em produtividade. “Se você tem um modal que tem uma grande capacidade de carga, permite que a região produza mais pra transportar por este modal. Consequentemente, crescem todos, porque posteriormente

o transporte de carga rodoviário também terá que levar estes produtos aos destinos finais”, explica. A intermodalidade já vem sendo discutida no município de Içara, onde pretende-se construir o terminal intermodal. O diretor revela que a FTC já está participando dos estudos, juntamente com a coordenação em Içara. “Acho que é uma boa idéia, pois o projeto vai acabar alavancando Criciúma e Içara, trazendo pra cá as cargas que vão chegar no porto de Imbituba, Itajaí ou Rio Grande. Assim vai poder trazer as cargas pra cá, armazená-las e depois transportar para outras regiões. Esta integração de terminal e dos próprios modais que estão são a rodovia, ferrovia e aeroporto, são fundamentais para dar agilidade e capacidade de transporte para a região”, pontua. Sendo o Porto de Imbituba, o melhor em infraestrutura em Santa Catarina, Benony acredita que a cidade também dará um salto em crescimento. “Imbituba dará um salto indescritível. Se pudermos trazer soja e produtos manufaturados do Rio Grande do Sul para transportar pelo Porto, a cidade irá crescer muito. Este é o melhor porto que tem da região de Santos pra baixo. Não está sujeito a flutuações de vazões de rio, super bem estruturado. Precisa-se criar apenas infraestrutura necessária com canais de saída e entrada”, conclui.

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AEROPORTO REGIONAL

Mais um prazo e novo adiamento A projeção da administradora do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortolluzi para 12 de outubro e início das operações não sai do papel João Pedro Alves, com informações da Assessoria do Governo do Estado de SC | JAGUARUNA

James Tavares | SECOM

A incredulidade em toda a região quanto ao prazo de 12 de outubro para início das operações do aeroporto regional Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, foi confirmada. Ainda aguardando liberações burocráticas, a empresa administradora do aeroporto não conseguiu cumprir o prazo estipulado e o sul continua sem o tão esperado aeroporto regional. A homologação dos vôos pela ANAC continua a ser o principal entrave para que o aeroporto inicie as operações. No dia 9 de setembro o governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, participaram de audiência na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília onde mais uma vez pediram agilidade na vistoria de homologação do Aeroporto de Jaguaruna, no Sul do Estado. . “Mais uma vez o Governo de Santa Catarina reiterou a importância desse aeroporto para o Sul do Estado e pediu

Governador Raimundo Colombo e o secretário de Estado da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, participaram de audiência na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília, para pedir agilidade na vistoria de homologação do Aeroporto de Jaguaruna, no Sul do Estado

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agilidade no sentido de que a Anac faça a vistoria com a finalidade de homologação. Esse é um assunto absolutamente prioritário”, destacou Cobalchini. O governador Colombo ressaltou que o aeroporto é uma antiga reivindicação do Sul Catarinense e que o Governo está empenhado em atender essa demanda. Sem estipular uma data, mas ainda acreditando num curto prazo para a abertura do aeroporto, o secretário Cobalchini destacou que existe uma grande expectativa de que antes do início da temporada de verão já possam existir vôos. A empresa administradora abriu negociações com a Gol, TAM, Avianca e Azul. O avanço mais significativo está nas tratativas da primeira empresa. “Estivemos em São Paulo para apresentar todas as potencialidades turísticas, as demandas, a quantidade de empresários, enfim, os argumentos para atrair e a Gol demonstrou muito interesse. No entanto só podemos formalizar alguma situação após a homologação da Anac”, revela Silva Júnior. O estado tem o compromisso de aportar R$ 3 milões durante os dois anos para ajudar na viabilização da operação do aeroporto. A médio prazo, a empresa trabalha no sentido de possuir vôos regulares a São Paulo e prospecta linhas sazonais de acordo com os picos do turismo. “Jaguaruna está em um ponto estratégico e acreditamos ser viável um voo do Rio de Janeiro para o Aeroporto Regional Sul no verão com visitantes interessados no litoral, especialmente Garopaba, Imbituba e Laguna. No inverno a Serra pode ser um atrativo para linhas aéreas, sem esquecer das águas termais de Gravatal, um atrativo para outros períodos do ano”, elenca Silva Júnior. A estrutura do Aeroporto Regional Sul, conforme o gerente de processos da RDL Administradora de Aeroportos, comporta pousos e decolagens de qualquer avião dos aviões utilizados para as linhas “domésticas”. “Das aeronaves que circulam no Brasil em geral, somente as utilizadas em voos internacionais não desceriam em Jaguaruna”, garante.


ano 1

90 mil

ano 2

350 mil

ano 3

1 milhão

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Metas de movimentação de passageiros para os próximos anos

Projeção de movimentação As metas dos administradores do Aeroporto Regional Sul são ousadas. No primeiro ano de funcionamento, pretende-se atingir a movimentação de 90 mil pessoas, quantia superior ao do Aeroporto Diomício Freitas, onde 70 mil passageiros embarcam e desembarcam anualmente. Para o segundo ano, a expectativa salta para 350 mil pessoas e no terceiro ano 1 milhão. “É um número alto, mas possível de ser alcançado”, confia o gerente da RDL. As demandas reprimidas do Sul Catarinense, no entendimento do

presidente da Alesc, darão uma resposta significativa “Os aeroportos do país estão operando no limite ou acima da capacidade. O funcionamento do Aeroporto Regional Sul vai atender 900 mil habitantes de 48 municípios das regiões de Carbonífera, Extremo Sul e Amurel, contribuindo para melhorar os serviços na área da aviação comercial. É importante também para o desenvolvimento regional, pois faz parte de um sistema de infraestrutura, juntamente com porto de Imbituba, ferrovia e BR-101”, ressalta o deputado.

Testes e condições climáticas Antes de a primeira aeronave encostar o trem de pouso na pista de 2.500 m de comprimento por 45 m de largura, uma série de medições vai ser realizada pela Anac. Uma delas envolve um avião da Força Aérea Brasileira, porém do céu. “Este é um dos principais testes, no qual se verificam todos os equipamentos e a comunicação do aeroporto com o avião”, conta Silva Júnior. As condições climáticas causam

muitos transtornos em diversos aeroportos brasileiros, inclusive o Diomício Freitas, de Criciúma. Segundo o gerente de processos da RDL, as notícias de fechamento para pousos e decolagens serão raras. “A construção não se deu em Jaguaruna a toa. Praticamente não há registro de nevoeiros e o vento, que poderia ser fator agravante, é bastante regular, o que não atrapalha a aviação”, esclarece o gerente da RDL.

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VIA RÁPIDA

Prioridade em ritmo acelerado ACIC acompanha obra que vai dar novo eixo de desenvolvimento Paula Darós Darolt | CRICIÚMA

Nos últimos quatro anos, entre todas as bandeiras que a Associação Empresarial de Criciúma vem levantando, todas com foco no desenvolvimento, mostram o papel da entidade na parceria com a comunidade do sul de SC. Participando ativamente em todas as questões políticas que vão interferir neste desenvolvimento, a ACIC esteve à frente desde a idealização da Via Rápida. Agora a região faz a contagem regressiva para que este novo acesso seja concluído e permita o escoamento da produção até a BR-101, garantindo mais rapidez e competitividade às empresas da região. Para o presidente da ACIC, Olvacir Bez Fontana, a Via Rápida será a propulsora de uma grande mudança em Criciúma e região. “Esta obra não só vai solucionar os problemas de escoamento de produção, como também irá criar uma nova zona de desenvolvimento para Criciúma e Içara. Às margens da rodovia existe um

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excelente espaço para atrair investidores gerando, consequentemente, emprego e renda para os municípios”, comenta. A ACIC promoveu reuniões, estudos e até panfletagem para apresentar a obra à população. “Não é de hoje que lutamos por esta rodovia, sabemos que a obra é de grande importância e lutamos há muito tempo. A ACIC está presente nesta causa desde o início quando apresentamos para a população através de muitas reuniões, entrevistas, cartazes e panfletagem”, recorda. Mas a batalha ainda não chegou ao fim. A entidade continua participando das reuniões mensais da comissão que avalia e vistoria as obras da Via Rápida, que têm permitido um acompanhamento de perto e maior celeridade ao processo. A comissão é integrada por representantes de Criciúma e Içara, das prefeituras, Câmaras de Vereadores, Associações Empresariais e de Moradores e CDLs, Unesc e Polícia Militar Rodoviária.

Sobrevôo revela agilidade nas obras A luta, que começou há anos, mostra grandes sinais de avanço. As obras estão em ritmo acelerado, os viadutos e a base da estrada também já despontam em uma vista aérea da região. Para Fontana, a Via Rápida ficará pronta antes do término da BR-101. Em sua última visita ao Sul do estado para vistoria da obra, o vicegovernador Eduardo Pinho Moreira avaliou a Via Rápida como uma obra única no estado. “Suas características particulares tornam a Via Rápida uma rodovia pioneira no Estado, com grande capacidade estrutural, de qualidade e segurança, permitindo um limite de velocidade de 110 km/h”, destacou. A obra, avaliada em mais de R$ 80 milhões, tem sua maior parte, localizada


Daniel Búrigo | Jornal da Manhã

Daniel Búrigo | Jornal da Manhã

em área rural, contando com apenas um trecho no acesso urbano. Toda a extensão de 12 quilômetros será murada dos dois lados, evitando, assim, travessia de animais na pista. Com quatro pistas construídas estrategicamente e com um largo canteiro entre os sentidos, a rodovia estará pronta para futuras duplicações utilizando suas dimensões já estabelecidas. São 17 viadutos em seu trajeto e toda sua extensão será acompanhada de calçada e ciclovia. De acordo com o presidente do Deinfra, Paulo Meller, mais de 90% das desapropriações de terras já estão

concluídas, sendo que o restante que falta não interferirá no cronograma já estipulado. “Mesmo no período das chuvas, a obra não parou. Por isso, entregaremos o Anel de Contorno Viário em outubro de 2014 e a Via Rápida, prevista para 2015, poderá ter alguns trechos liberados para o tráfego também no final de 2014”, analisa. Na vistoria realizada em setembro, a comissão avaliou de forma positiva o andamento dos trabalhos. O lote 1, que compreende a área rural de competência da empresa Ivaí, possui 16% do valor do contrato, total de R$ 77.173.955,91 já

pago. As obras iniciaram no dia 20 de janeiro deste ano e estão com a previsão de entrega para 20 de janeiro de 2016. Já o segundo lote, que compreende a área urbana, ou acesso secundário, sob os trabalhos da Setep, está com 50,6% do valor do contrato R$ 15.754.854,20 também já pago. O prazo para término deste trecho é mais curto, as obras que iniciaram em janeiro deste ano, devem ser entregues em 29 de julho de 2014.

*Com informações da assessoria de imprensa do DEINFRA.


Ana Sofia Schuster

Movimento Brasil Eficiente é apresentado na ACIC Ana Sofia Schuster | CRICIÚMA

Uma organização que busca reduzir a distância entre os países desenvolvidos e o Brasil, via aumento da competitividade e propostas consistentes. Desta forma o Movimento Brasil Eficiente tem trabalhado, articulando várias frentes, como a coleta de 1,4 milhão de assinaturas que permitam encaminhar um projeto de iniciativa popular ao Congresso para redução da carga tributária. Também promove eventos que sensibilizem a comunidade para a necessidade de reformas. O trabalho do movimento foi apresentado em setembro na Associação Empresarial de Criciúma pelo empresário Carlos Rodolfo Schneider, coordenador do MBE em âmbito nacional. Na presença de lideranças empresariais e políticas, além de muitos estudantes e pessoas da comunidade, Schneider apresentou um completo diagnóstico de como o Brasil tem perdido competitividade. Um exemplo é o inchaço do Estado. “Na Alemanha existem 170 funcionários em cargos de confiança. No Reino Unido são 300 e no Brasil 22 mil”, observa. Na lista de erros um dos mais impactantes trata da política tributária que penaliza o setor empresarial e por conseqüência tem feito com que o Brasil cresça menos que os demais países em desenvolvimento. Schneider destacou ainda o problema do tamanho do Estado, que contribui significativamente para a perda de competitividade do país. “Algumas coisas vão evoluir. Estamos ganhando batalhas. Mas tudo vai depender da vontade da sociedade de fazer a mobilização para voltarmos à rota de crescimento”, observou Schneider. Para o movimento o Brasil precisa buscar uma meta de carga tributária que chegue pelo menos aos 30%, bem abaixo dos 36,3% praticados hoje. O país possui 88 impostos, taxas e contribuições em vigor. Dados apresentados na palestra demonstram que as empresas brasileiras gastam R$ 45 bilhões ao ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modificações da legislação.

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Sobre o Brasil Eficiente O Movimento Brasil Eficiente tem por objetivo sensibilizar a população, a classe política e, sobretudo, os governantes eleitos sobre a importância de diminuir o peso da carga tributária sobre o setor produtivo, simplificar e racionalizar a complicada estrutura fiscal, melhorando a gestão dos recursos públicos. Sem qualquer vinculação políticopartidária, o MBE reúne o setor produtivo nacional, federações empresariais, empresas de segmentos variados e a sociedade civil em torno de uma proposta de reformulação fiscal e tributária com base num estudo econômico batizado de Diagnóstico Fiscal Brasileiro. Esta análise traça um roteiro de ação capaz de conduzir o crescimento econômico e a geração de empregos à média decenal de 6% ao ano, desde que a massa de tributos decline para patamares de 30% do PIB ao fim da década.


O Movimento tem trabalhado para a coleta de 1,4 milhão de assinaturas que permitam encaminhar um projeto de iniciativa popular ao Congresso Nacional

O investimento em educação também precisa ser melhor gerido, explicou Schneider. Hoje o país gasta o equivalente ao que a Coreia investe, cerca de 5,8% do PIB. No entanto, estamos em 53º lugar, enquanto a Coreia, que gasta 4,8% do seu PIB, está em segundo lugar no desempenho de educação, conforme o Ranking do Desempenho dos Países (65 avaliados) na Educação em 2009PISA. A palestra de Schneider mostrou muitos outros indicadores de que o Estado investe, mas não tem retorno, porque gasta mal. O Brasil ocupa a incômoda 58º posição no ranking de eficiência no setor público. O peso dos impostos tem feito com que as empresas também tornem-se pouco competitivas. Aviltadas pelo custo Brasil, perdem o poder de competitividade porque não conseguem investir para modernizar e competir com a

concorrência. Países que há duas décadas tinham parque industrial menores que o Brasil hoje estão muito à frente. “Em 1980 o parque industrial brasileiro era equivalente a Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China somados. Em 2010 representou 8% da soma desses países.”, mostrou. Para o presidente da ACIC, Olvacir Bez Fontana, as entidades têm o poder de levar estes dados aos seus associados e comunidade, buscando mudar o quadro atual de desenvolvimento e geração de riqueza. “Esta decisão está nas nossas mãos, precisamos influenciar”, finalizou. O MBE também atua junto ao Congresso Nacional, trabalhando para encaminhar projetos para simplificação fiscal e para que o governo federal seja incluído na Lei de Responsabilidade Fiscal, a exemplo de estados e municípios. Até hoje a lei que inclui o governo federal não foi regulamentada. “O movimento tem sido crítico, mas não pessimista. temos um potencial inestimável. Mas isso não pode ser deixado para manhã”, finalizou Schneider.


Vamos construir o desenvolvimento?

Marli Maria de Aguiar

Vice-presidente da ACIC

Criciúma era a quinta cidade no ranking de arrecadação de ICMS e hoje está entre as últimas. Segundo o Tribunal de Contas do Estado, Criciúma encontra-se assim no ranking estadual, trazendo como consequências problemas sociais graves:

IPTU 20ª

posição

Obras estruturantes com o término da duplicação da BR 101, Via Rápida, Anel Viário, Aeroporto Regional de Jaguaruna, Porto de Imbituba e Ferrovia Litorânea, Criciúma e o Sul do estado deverão estar preparados para o boom do desenvolvimento. É necessário a preparação, qualificação dos profissionais, empreendedores e empresários para este novo tempo.

Educação o bem mais valioso neste novo milênio é o cérebro das pessoas e sua energia emocional (ideias conjugadas com ações).

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ICMS 15ª

posição

ISS 10ª

posição

FPM 15ª

posição

RECEITA PRÓPRIA

17ª

posição

RECEITA TOTAL

11ª

posição

O crescimento econômico só se faz através de indústrias, pois somente ela agrega valor trazendo dinheiro novo para a cidade. Precisamos urgentemente de políticas que incrementem as indústrias existentes e incentivem a implantação de novas. Uma cidade pode perfeitamente crescer com o respeito ao meioambiente. Desenvolvimento e qualidade de vida não são excludentes. Complementam-se. Por meio do Plano Diretor Participativo, Criciúma garantiu novas áreas industriais que serão de fundamental importância para alavancar o desenvolvimento de Criciúma e região. Qual a fórmula para o sucesso econômico? Boa governança, educação, infraestrutura e capacidade de globalização (visão global, ação local). Um país, estado, uma região, um município não é maior ou melhor do que as pessoas que o compõe. Nossa região conta com ótimos cérebros, basta conectá-los para objetivos específicos para o bem comum.

Mas é preciso audácia e coragem para tomar decisões necessárias, por mais duras que sejam, baseadas em suas ideias e valores.


Alemanha, Argentina, Austrália, Coreia, Chile, China, Espanha, Irlanda, Inglaterra e Tailândia são países em que os saltos educacionais acompanharam os saltos de desenvolvimento, a modelagem do sistema educacional estava profundamente atrelada ao projeto estratégico da nação assim como a infraestrutura, a tributação, as relações exteriores e muitas das demais áreas que são responsabilidade de governantes.

A educação não funciona autonomamente: ela se subordina a um projeto de país, estado, município.

O fato primordial que condiciona a sobrevida de uma organização é a gestão. A educação é o único caminho para criar uma sociedade mais empreendedora e de longa sobrevivência. Boas ideias são comuns a muitas pessoas. A diferença está naqueles que conseguem fazer as ideias transformarem-se em realidade, isto é, implementam as ideias. O empreendedor sabe ter foco e fica focado no que quer.

O empreendedor nunca se acha uma “vítima”, ele não fica parado, reclamando das coisas e acontecimentos. Ele age para modificar a realidade. O mundo precisa que sejamos a geração dos otimistas estratégicos, a geração com mais sonhos do que recordações, a geração que acorda cada manhã e não apenas imagina que as coisas podem ser melhores, mas que também trabalha, age com essa imaginação todos os dias.

CRICIÚMA PLANEJA 2030 Pensando em crescer de forma organizada, o governo de Criciúma, junto com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (CMDE), está planejando o município daqui a 17 anos. A cidade de Maringá, no Paraná, passou por diversas etapas até o fim da elaboração do documento “Maringá 2030”. Maringá é referência nacional em termos de desenvolvimento sustentável. Hoje estão planejando “Maringá 2047”. A sociedade civil organizada, por meio das entidades representantes de diversos setores, terá espaço na elaboração do projeto. Gostar da cidade em que mora e colocar o pensamento além das fronteiras à disposição dela são requisitos básicos. Gerar o planejamento com a participação da sociedade, criar mecanismos de execução e acompanhamento das diretrizes e metas, além de explicar à população, consistem os passos primordiais para o sucesso do “Criciúma 2030”. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (CMDE), que tem como presidente César Smielevski, vice-presidente secretário da ACIC, é constituído de 16 profissionais de variadas áreas específicas, todos da nossa cidade, e reúne um bom cabedal de informações para a administração municipal. A sociedade conhece as necessidades e a Prefeitura as atende, portanto não dá para envolver só o órgão público nesse projeto. O grande objetivo é alcançar o Desenvolvimento Sustentável e principalmente em um ritmo que acompanhe outras regiões do Estado, o que tem sido a grande dificuldade do Sul. A ACIC, através dos seus líderes/associados convida para a união, participação e o comprometimento de todos.


ENTREVISTA

Badesc disponibiliza linha para investimentos em inovação Confira a entrevista com o presidente da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina - Badesc, João Paulo Kleinübing, sobre este produto e todos os detalhes para quem busca recursos para inovar Ana Sofia Schuster | CRICIÚMA

Liderança Empresarial: Qual o perfil de empresas que o Badesc trabalha? João Paulo Kleinübing: A Agência de Fomento de Santa Catarina - Badesc é um grande parceiro dos empresários catarinenses. Oferecemos mais do que crédito. Trabalhamos para fomentar o desenvolvimento e a geração de emprego e renda no estado ao apoiar projetos que contribuem para o crescimento e a modernização das empresas. Oferecemos opções para atender diferentes necessidades de investimento, desde o empreendedor informal (neste caso por meio das instituições de microcrédito – Oscips, até o micro, pequeno, médio e grande empresário, independentemente do ramo de atuação. A instituição de microcrédito que atende Criciúma e região é a Credisol. Liderança Empresarial: Estando inserida neste perfil, quais as linhas de financiamento que o Banco disponibiliza? João Paulo Kleinübing: O Badesc

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trabalha com capital próprio e como repassador de recursos do BNDES. O setor empresarial encontra opções como o BNDES Automático, para investimentos em infraestrutura; o BNDES Revitaliza, para obras aquisição de máquinas, equipamentos, mobiliário e capital de giro; o BNDES Finame/PSI, que financia a compra de máquinas e equipamentos de fabricação nacional; o Badesc Fomento, que financia investimento fixo ou misto; o Badesc Inovacred Finep, para projetos inovadores na área de desenvolvimento de produtos, processos e serviços; o Badesc Fácil, que é uma linha de crédito disponibilizada pela internet; o Programa de Microcrédito, no qual está inserido o Programa Juro Zero (empréstimos de até R$ 3 mil sem juros para quem paga em dia), que aqui em Criciúma e região é atendido pela Credisol. Enquanto isso, as prefeituras catarinenses têm à disposição o Badesc Cidades Juro Zero, que financia obras de infraestrutura e de

melhorias para a comunidade, como pavimentação e construção de escolas, por exemplo. Neste caso, os juros são subsidiados pelo Governo do Estado, quando as parcelas são pagas em dia. Recentemente, o Agência de Fomento anunciou uma linha de crédito exclusiva para hospitais, o Badesc Saúde, com taxas e prazos mais atrativos. Liderança Empresarial: Existem recursos específicos para a área de inovação? Que áreas ou produtos específicos estão incluídos? João Paulo Kleinübing: Sim. O Badesc disponibiliza a linha de financiamento Badesc Inovacred. É um crédito para projetos na área de desenvolvimento de produtos, inovação de processos, marketing e implantação de novos métodos organizacionais. Financia, inclusive, mão de obra e equipamentos importados, mesmo os que tenham modelos nacionais similares. Os recursos são da Agência Brasileira da Inovação –


Inovação de Produto Logo que lançamos esta linha de crédito para inovação, constatamos uma grande demanda nas áreas de medicina, tecnologia e produtividade industrial automotiva. Os empresários catarinenses têm um perfil empreendedor muito forte e no Badesc eles encontram linhas de financiamento adequadas para cada necessidade. Nosso objetivo não é lucrar, mas, sim, fomentar o desenvolvimento. Fomos, inclusive, a única instituição financeira a aceitar o spread mínimo de 2% determinado pelo BNDES para repassar crédito aos hospitais (linha Badesc Saúde)

introdução de um bem ou serviço novo ou significativamente melhorado

INOVAÇÃO DE PROCESSO implementação de um método de produção ou distribuição novo ou significativamente melhorado

INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL implementação de um novo método organizacional nas práticas de negócio da empresa, organização de seu local de trabalho e/ou suas relações externas

INOVAÇÃO DE MARKETING implementação de um novo método de marketing com mudanças significativas na concepção, posicionamento, promoção ou fixação de preços do produto

João Paulo Kleinübing Presidente do Badesc

Finep. O crédito, de até R$ 10 milhões por empresa, contempla as micro, pequenas e médias com faturamento de até R$ 90 milhões por ano. A relação completa dos itens financiáveis está disponível em www.badesc.gov.br. Liderança Empresarial: Existe capital de giro para inovação? João Paulo Kleinübing: Não. Na linha Badesc Inovacred, o investimento precisa estar associado à um projeto. Liderança Empresarial: Quais taxas estão sendo aplicadas nestes casos e que tipo de projeto é necessário para obtenção destes recursos? João Paulo Kleinübing: No caso do Badesc Inovacred, é aplicada a Taxa de Juro a Longo Prazo (TJLP), que atualmente está fixada em 5%a.a., o equivalente a 0,41%a.m. Os projetos precisam estar associados a:

Liderança Empresarial: Quais os prazos de pagamento e as garantias necessárias? João Paulo Kleinübing: O Badesc Inovacred tem carência de até 24 meses e até 72 meses para pagamento, totalizando um prazo máximo de 96 meses. É preciso uma garantia real de 1,25 vez o valor do financiamento. Liderança Empresarial: Hoje as empresas que procuram inovar e necessitam de recursos estão bem

atendidas pelo setor financeiro? João Paulo Kleinübing: Com o Badesc Inovacred sim, pois há uma grande relação de itens financiáveis, inclusive de equipamentos importados e mão de obra. Esta é uma linha de financiamento que contribui não apenas para a geração de emprego e renda, mas também para aumentar o valor agregado dos produtos catarinenses, fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e gerar conhecimento.

Atendimento Facilitado Para descentralizar o atendimento, facilitar o acesso do empreendedor e garantir a orientação técnica do início ao final do projeto, Criciúma e os municípios da região contam com uma Gerência Regional do Badesc há mais de 30 anos. A unidade fica na Rua Leone Perassoli, 71, em Criciúma, sob a gerência de Wilson Westrupp. Além do atendimento presencial, mais informações podem ser obtidas pelo ger06@badesc.gov.br ou 3437-4833 | 9978-6162

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ACIC 69 ANOS capítulo 01 - A história

1944: movimento empresarial

cria a Associação Comercial

de Cresciúma Ana Sofia Schuster | CRICIÚMA

Junho de 1944. Criciúma acompanhava o final da segunda Guerra Mundial. Ao longo dos anos de conflito era da região que saia a produção de parte do carvão usado nos fornos da Companhia Siderúrgica Nacional. Dos fornos da CSN toneladas de aço abasteciam o mundo em guerra. Em Criciúma, parte do carvão tinha como origem a Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá. E Criciúma vivia este momento de forma intensa. Recebia investimentos estruturantes como a chegada do Banco da Indústria e Comércio de Santa Catarina, em 1938, e da Agência da Coletoria Federal, em 1940, a Comarca de Criciúma, em 1943, conforme registrou Mário Beloli, no livro Rubens Costa – Caminhando com a história criciumense. Em 1947 e 1943 a cidade ganharia mais dois bancos, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional do Comércio. Em 16 de outubro de 1940 a cidade havia ganhado um marco na sua história, chamado Grupo Escolar Professor Lapagesse, que teria a missão de ensinar as novas e futuras gerações da cidade, um marco definitivo para que Criciúma se consolidasse como a mais importante cidade do Sul de Santa Catarina. Em 1936, o município inaugurava o Hospital São José. É da década de 1940 também a inauguração do Cine Rovaris, ponto de encontro dos jovens e famílias de Criciúma. No dia 18 de junho de 1944 o Cine Rovaris, no entanto, não tinha uma agenda social comum, o encontro era entre

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empresários locais. O propósito era criar uma associação comercial. Criciúma seguia uma tendência nacional, de criar entidades que fortalecessem o comércio. Conforme registro histórico da CACB, Confederação das Associações Empresariais do Brasil, as primeiras entidades surgiram ainda no Brasil colonial. “Em 1811, enquanto a Bahia ainda se reerguia da crise gerada pela saída da capital da Colônia para o Rio de Janeiro, 48 anos antes, o Governador desta Capitania, D. Marcos de Noronha e Barro, oitavo Conde dos Arcos, recebia a autorização para construir a sede da Praça do Comércio e em 1816 a entregava pronta. Nasceu assim a Associação Comercial da Bahia.”, destaca o site da CACB. No ano de 1912 o Rio de Janeiro sediava um encontro de associações comerciais, que se proliferavam pelo Brasil. A Associação Comercial de Criciúma seguia estes moldes, reunindo os comerciantes e lideranças políticas da época. No dia 18 de junho pessoas assinaram uma ata de fundação, a qual consta o nome do empresário Rubens Costa. Com apenas 18 anos na época, Costa iniciava sua vida profissional e conta que assinou a ata por acaso. Ainda que seu futuro fosse selado pelo sucesso de seus empreendimentos, naquele momento a veia empresarial ainda não estava revelada. Mas Rubens Costa estava naquele momento histórico para Criciúma e hoje é o único sócio fundador ainda vivo.


A assembleia de fundação da associação foi presidida por Elias Angeloni, prefeito de Criciúma. O motivo do encontro dos comerciantes da cidade nas dependências do Cine Rovaris era fundar uma associação que os representasse, a Associação Comercial de Cresciúma. Empresários e lideranças locais como Dr. Francisco José Rodrigues de Oliveira, Antonio Roque Junior, Ernesto Lacombe Filho e Lino de Bona Castelan, Balthasar Gomes. Heriberto Hülse, Carlos O. Leara, Abílio Paulo, também marcaram presença no evento, que reuniu cerca de 100 pessoas. Consumada e votada a criação da ACIC, a notícia devia ser repassada para todo o Estado, conforme registrou a ata de fundação, “Pediu a palavra o Sr. Heriberto Hülse que apresentou uma moção de solidariedade aos poderes constituídos e propôs que fossem passados telegramas dando notícia desta instalação ao Dr. Interventor Federal do Estado, ao Sr. Secretário da Fazenda do Estado e à Associação Comercial de Florianópolis”. As atividades da Associação contavam no início apenas com envio de relatórios sobre a cidade, para Florianópolis e Porto Alegre, com o intuito de atrair para o município lojas maiores e até mesmo um banco. O primeiro presidente da Associação foi Antônio Roque Júnior, que permaneceu no posto até 1951. Faziam parte da primeira diretoria da Entidade lideranças empresariais, que contribuíram fortemente para a sua instalação, incluindo-se a designação Industrial no nome da Associação no final dessa gestão. No início da década de 1950, o setor carbonífero se consolidava como a principal atividade econômica, assim como outros setores produtivos que já davam os primeiros passos rumo ao desenvolvimento na próxima década. Em sintonia com a época, as lideranças locais se mobilizaram, fazendo com que a antiga Associação Comercial de Criciúma

desse lugar à Associação Comercial e Industrial de Criciúma, no dia 21 de janeiro de 1952. Assim que foi criada, a ACIC tinha como atividade o envio de relatórios sobre a cidade, para Florianópolis e Porto Alegre, com o intuito de atrair para o município lojas maiores e até mesmo um banco. O crescimento da Entidade e a inclusão em seu quadro associativo de empresas prestadoras de serviços, hoje mais de um terço do seu quadro, levou a Assembléia Geral Extraordinária de 31 de maior de 2001, a alterar o nome para ACIC - Associação Empresarial de Criciúma.

O primeiro presidente da Associação foi Antônio Roque Júnior, que permaneceu no posto até 1951. Faziam parte da primeira diretoria da Entidade lideranças empresariais, que contribuíram fortemente para a sua instalação, incluindo-se a designação industrial no nome da Associação no final dessa gestão

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Rubens Costa testemunhou a fundação da ACIC

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Instituto Universal Brasileiro. Trabalhou em uma padaria, antes dos 18 anos, depois foi trabalhar no antigo armazém da CBCA, passando também pelo escritório da Companhia Brasileira Carbonífera Araranguá, onde ficou até 1947. Naquele ano estava sendo inaugurada a Caixa Econômica Federal, onde foi convidado para trabalhar. Da CEF passou para a Cesaca, que fabricava louças sanitárias e onde seu pai foi fundador, sócio e diretor. Anos mais tarde a sociedade acabou desfeita e a empresa ficou sob a

na construção da nova sede campestre. “Eu participei sempre destas coisas e me dediquei muito ao asilo são Vicente de Paula, da obra do Padre Agenor, em Urussanga, e da fundação da cooperativa de água do Rincão.” Em seus 87 anos Rubens Costa foi testemunha do desenvolvimento de Criciúma, incluindo aí a criação da ACIC. Viu o nascimento da indústria cerâmica, o auge da indústria de alimentos dos Bortoluzzi, em Nova Veneza. Rubens conta que Nova Veneza e outras cidades, como

propriedade de Jorge Cechinel, a partir de 1957. Em 1960, Rubens Costa iniciou trajetória no cartório fundado por seu sogro, o qual atuou e levou seu nome até 1990, quando foi aposentado. Em 1967, adquiriu em sociedade a antiga Willis e, mais tarde, fundou a Forauto. Na sociedade criciumense Rubens Costa fundou vários clubes, iniciando com o Olímpico, de basquete e vôlei. Em 1961 foi eleito vice-presidente do Criciúma Clube, onde iniciou a construção da sede, inaugurada em 1964. No Mampituba atuou

Araranguá e Urussanga, mais antigas que Criciúma acabaram deixando de crescer, enquanto Criciúma, por conta do carvão, crescia e se desenvolvia. Como testemunha da história empresarial de Criciúma, Rubens Costa avalia que na parte social se sente gratificado por ter dado sua contribuição de graça. Eu participei muito de tudo, “Estou com quase 88 anos e quando penso em tudo que a gente fez, da forma como fazíamos, sem estrutura, sinto realmente o valor de tudo que fizemos pela cidade”, conclui.

Divulgação

O empresário Rubens Costa tem seu nome na ata de fundação da Associação Comercial de Cresciúma. Aos 18 anos, testemunhou a assembleia de fundação da ACIC, realizada no Cine Rovaris, onde a movimentação agitava o centro da cidade. Criciúma possuía poucas lojas, alguns bares, lojas de calçados, enfim, um comércio incipiente. Genro do exprefeito Elias Angeloni, Rubens Costa recorda daquela época como o início de tudo na cidade. Foi a partir da década de 40 que a cidade começou a viver um novo momento econômico, por conta da segunda guerra mundial e da necessidade de carvão que ela geraria. Ele recorda que o centro da cidade vivia dias de calma e chão batido. “O movimento era muito pouco, em 1944 era contado a dedo o número de automóveis. Quando fundamos o Criciúma Clube eu fiz uma estatística para ver quantos automóveis havia, porque todos diziam que o futuro clube era muito longe. Mas constatamos que a quantidade não chegava a 10% dos moradores.”, recorda ele, que ainda assim liderou a construção do clube, no bairro Cruzeiro do Sul. Rubens Costa, que mais tarde viraria sinônimo de cartório na cidade, acabou se distanciando do associativismo empresarial. O que não arrefeceu o seu ímpeto de empreendedor, tendo participado de várias sociedades, e destacando-se pelo trabalho junto aos clubes sociais de Criciúma. “Meu pai tinha uma loja ao lado do local onde hoje está o shopping Della. Uma loja onde eram sócios, Faraco e Costa. Neste dia eu participei da reunião e assinei a ata. Eu estive lá e no início foi uma associação comercial e depois passou para indústria. Mas na parte desta associação do comércio eu pouco militei. Na realidade eu nunca acompanhei muito” recorda. Mas Rubens Costa nunca deixou de ser um empreendedor. Conta que começou a trabalhar cedo, após concluir o quarto ano de grupo, no antigo Lapagesse. Também fez o curso de guarda livros pelo


GESTÃO | ARTIGO

Uma Cultura da Disciplina!

Heloísa Jeremias

F

ácil de entender, mas difícil de implantar na empresa. Talvez uma das coisas mais importantes durante o processo de crescimento de uma empresa é ter a disciplina necessária para chegar aonde deseja. Em cada gesto no dia a dia do trabalho, em cada projeto a ser executado, a disciplina é fundamental para o sucesso final. Em um dos melhores livros que já li - “Empresas Feitas para Vencer” - o autor Jim Collins fala sobre a cultura da disciplina. Extraordinário! A caminhada em direção ao sucesso não é fácil mesmo, ou alguém falou que é? Mas com disciplina ele chega, e chega de uma forma duradoura.

Consultora de Marketing e Professora do Curso de Publicidade e Propaganda da Unisul/Tubarão Graduada em Publicidade e Propaganda e Especialista em Gestão Empresarial contato@heloisajeremias.com.br www.heloisajeremias.com.br

Todas as empresas têm uma cultura e algumas empresas têm disciplina, mas poucas empresas têm uma cultura da disciplina. Quando você tem pessoas disciplinadas, não precisa de hierarquia. Quando tem um pensamento disciplinado, não precisa de burocracia. Quando tem ação disciplinada, não precisa de controles excessivos Jim Collins

Muitas pessoas acreditam que disciplina é algo chato e trabalhoso, quando na verdade ela nos traz mais liberdade, mais tempo e mais conquistas. Ter a disciplina de poupar dinheiro para comprar algo que desejamos. Ter a disciplina necessária para chegar ao peso dos nossos sonhos ou para finalizar um projeto no tempo e qualidade certos. Disciplina para termos tempo de fazer tudo bem feito e ainda termos tempo para o lazer, para a família. Uma cultura da disciplina. Cultura do latim colere, significa cultivar. Cultivar = cuidar, dedicar-se. Dedicar-se em algo muito importante: a disciplina. Na agricultura, cultivar significa preparar e cuidar da terra para que ela produza. Por fim, implantar uma cultura da disciplina para que a empresa cresça, e cresça bem forte! Disciplina é difícil, dá trabalho? Difícil é refazer trabalhos ou não alcançar nossos objetivos. Como disse o Bernardinho, técnico da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei: “a distância entre o sonho e a realidade chama-se disciplina.” Disciplina nos traz muitas alegrias! Pense nisso.

Dica de Leitura!

Este livro sugere ao leitor descobrir o que é necessário para transformar o bom em ótimo e fala de como transformar uma boa organização numa organização que gera excelentes resultados sustentáveis.

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NDA Arquitetura | ARQ Vision

ACIC prevê inauguração de auditório para novembro

Paula Darós Darolt | CRICIÚMA

De acordo com os responsáveis pela obra, o bloco C está em processo de finalização com a colocação das divisórias acústicas e também o piso “carpet”. Após a parte de infraestrutura estiver concluída, os armários que servirão de depósito para guardar as cadeiras da plateia também já serão colocados e concluídos até final de outubro. Nos últimos meses, a evolução da obra é intensa, seguindo em ritmo acelerado desde o início em setembro de 2012. Ao final de setembro e início de outubro deste ano, foram concluídos o tratamento acústico, forro de gesso, placas acústicas, insuflamento de ar e climatização. A próxima etapa, que dará o acabamento final exterior também já começou. O paisagismo, com nivelamento e aterro do entorno da obra e a finalização com os vidros e aberturas dará o um toque de modernidade e requinte ao novo ambiente.

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Liderança Empresarial

Vision NDA Arquitetura | ARQ

Em pouco mais de um ano, o centro empresarial de Criciúma, sede da ACIC, tornou-se um gigante na região da grande próspera. As obras de ampliação da sede com dois novos blocos já está na sua maioria em fase final, o bloco C, que corresponde ao novo auditório deverá ser inaugurado até final de novembro. Já o bloco D, que conta com três pavimentos e espaço para salas e locações ficará pronto em 2014


Em breve, o Sul terá um novo espaço para promover encontros empresariais e grandes eventos em geral. O bloco C, terá um auditório modular de 939,46 m² com capacidade para 540 lugares. Porém, a capacidade não é só o que chama atenção uma vez que este será um auditório único na região Sul, sendo uma referência em tecnologia de qualidade de som e imagem. De acordo com o presidente da ACIC, Olvacir Bez Fontana, todos os detalhes foram pensados e planejados para que o auditório se torne uma referencia no Sul do estado. O projeto acústico irá proporcionar conforto e qualidade do som e imagem do auditório. Além disso, o auditório será todo ele automatizado com controle de som e imagem tanto pelo palestrante quanto pela equipe de apoio quando necessário.

NDA Arquitetura | ARQ Vision

Auditório modular da ACIC será referência no Sul

Também serão instalados telões nas laterais do palco para melhor visualização dos expectadores mais afastados do palco. Conforme os responsáveis pela obra, o projeto de climatização em paralelo com o sistema de cobertura com telhas isolantes darão um conforto térmico muito grande para a plateia. Mensalmente, mais de 300 eventos

comerciais, de qualificação, entre outros, são realizados nos 11 auditórios da ACIC. A partir da ampliação, a entidade vai receber mais três mil metros quadrados de área construída. As obras contam com recursos do Funturismo, com o apoio também da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e do Governo de Estado de Santa Catarina.


Divulgação

Sicredi Sul SC celebra 14 anos e convida a Crescer e Pertencer No mês de aniversário, cooperativa iniciou encontros que buscam estimular os seus “donos” a participarem mais das decisões da instituição Com o objetivo de aumentar o poder de decisão do associado, qualificar a participação e garantir a sustentabilidade da instituição financeira cooperativa, a Sicredi Sul SC implementou no segundo semestre de 2013, os programas de relacionamento “Crescer” e “Pertencer”. Os encontros aconteceram em julho, quando a cooperativa completou 14

anos de existência. O Crescer e o Pertencer evoluíram de uma ação que já foi praticada no sistema, denominada “Organização do Quadro Social (OQS)”. A partir do OQS, percebeu-se a necessidade de oferecer ao associado formação e informação e estas duas demandas são atendidas com os programas. O Crescer forma e o

Pertencer abre os espaços necessários para a troca de informações. “O associado precisa entender que ele é dono do negócio. Sempre é válido lembrar aquela frase popular ‘o olho do dono faz o negócio crescer’. E quando a cooperativa cresce, todos crescem”, salienta o presidente da Sicredi Sul SC, Aloísio Westrup.

Programas Crescer e Pertencer Em cinco anos, o Crescer já formou mais de 55 mil associados nas cooperativas integrantes do Sistema Sicredi. Na prática, o Crescer acontecerá em dois encontros de formação realizados com associados nas Unidades de Atendimento da Sicredi Sul SC. Nos encontros, eles buscarão compreender juntos o funcionamento das sociedades cooperativas, especialmente as cooperativas de crédito integrantes do Sicredi.

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O Pertencer está baseado na premissa de que quanto maior a participação do associado, melhores os resultados. Essa participação acontecerá por meio de reuniões, assembleias de núcleo, assembleias gerais e eventos criados ao longo do ano pela Cooperativa, além do relacionamento diário na unidade de atendimento. Uma das principais novidades do Pertencer será a implementação do modelo de assembleias de núcleo.


Sicredi Sul SC forma primeira turma de associados no Programa Crescer participantes passaram a se sentir mais qualificados para acompanhar, ajudar no planejamento e decidir os rumos deste empreendimento coletivo”, destaca Westrup. Após a cerimônia de entrega dos certificados foi servido um jantar. Quem também marcou presença foi o Diretor Executivo da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld, que falou sobre o “Desafio para a sustentabilidade cooperativa”. A primeira etapa chegou ao fim, mas as formações seguem. A Sicredi Sul SC planeja para 2014, a qualificação de mais turmas de associados no Crescer. “Quanto mais “associadosdonos” conscientes do seu papel, mais sustentável será a cooperativa, que poderá continuar agregando renda e melhorando a qualidade de vida das comunidades onde está inserida”, finaliza o presidente. Divulgação

A cooperativa Sicredi Sul SC formou em setembro, no Próspera Clube Recreativo em Criciúma, a sua primeira turma de associados no Programa de Formação Cooperativa Crescer. O objetivo do Programa é levar aos participantes o conhecimento que os ajude a entender o funcionamento da sua cooperativa de crédito e formar novas lideranças para o processo de difusão das sociedades cooperativas. Na prática, o Crescer acontece em dois encontros, realizados com turmas de associados constituídas pelas nove Unidades de Atendimento da Cooperativa. O Presidente da Sicredi Sul SC, Aloísio Westrup, classifica o Crescer como um momento único de troca de conhecimento e valorização do relacionamento. “Estou certo de que após o Crescer, os associados

Associados das Unidades de Atendimento Centro de Criciúma e Próspera que concluíram a formação

Sobre o Sicredi Com mais de 2,4 milhões de associados, o Sistema de Crédito Cooperativo - Sicredi opera com 107 cooperativas de crédito em 10 Estados - * Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás – e mais de 1,2 mil pontos de atendimento em 905 municípios brasileiros. As cooperativas estão organizadas em quatro Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo. A Central Sicredi Sul reúne 49 cooperativas e 606 pontos

de atendimento em municípios gaúchos e catarinenses. No Rio Grande do Sul, o Sistema está presente em 90% dos municípios e é a instituição financeira com a maior rede de atendimento do Estado. Os ativos totais administrados pelo Sicredi atingem R$ 35,3 bilhões, e o patrimônio líquido total soma R$ 5,2 bilhões. Nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a instituição atinge cerca de R$ 18 bilhões em ativos, enquanto que o patrimônio líquido soma mais de R$ 2,6 bilhões.


Hospital Unimed celebra cinco anos de atuação em Criciúma Além da data festiva, plano de ação e projeto estrutural estão em análise junto à Anvisa para aprovação e encaminhamento das obras de ampliação Em parceria com a Revista Época Negócios, o Grupo Troiano de Branding classificou a Unimed no ranking das 100 empresas de maior prestígio no Brasil. E o pioneirismo e calor humano que marcam a história da instituição estão também presentes no Hospital Unimed Criciúma, referência no Sul de Santa Catarina e modelo nacional de gestão. Em setembro, a Unimed Criciúma manteve uma programação para comemorar os cinco anos do hospital no município, contemplando ainda a cerimônia estadual de entrega do 12° Prêmio Unimed de Jornalismo. O evento

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festivo reuniu colaboradores, médicos, autoridades e presidentes das Unimed’s de Santa Catarina. O presidente da Unimed Criciúma, Walter Ney Junqueira aponta diversos aspectos que demonstram o acerto da cooperativa ao investir em um serviço próprio hospitalar. “Temos cinco anos e estamos pequenos. Acertamos porque criamos uma instituição hospitalar totalmente diferente do que tínhamos na região e estamos comemorando porque temos orgulho da nossa obra”. O Hospital é pioneiro em vários serviços e diferenciais, como o serviço de

acolhimento prévio com orientações ao paciente, curso de gestantes, projeto cirurgia segura e certificações de esterilização, por exemplo. O ex-secretário de Saúde de SC, Dalmo Claro de Oliveira, destaca a importância do hospital próprio como fator de consolidação do cooperativismo médico e de fortalecimento do plano de saúde. “A Unimed é jovem e o Hospital é muito mais jovem ainda. Mesmo com apenas cinco anos, já há uma necessidade premente de uma ampliação e sei que vão encarar este desafio, porque o hospital cresceu e vai


Jéssica Pereira

continuar crescendo, por conta da boa gestão desta diretoria”, observou. Para 2013 ainda deve ser analisado o projeto de ampliação da estrutura do Hospital Unimed pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa e a aprovação do Plano de Ação pela Assembleia, para o início das obras. “Somos uma instituição de saúde completa, tendo o dever de ampliar seu papel no mundo e sua participação nas transformações sociais. Por isso, crescer e manter um nível máximo de qualidade não é o nosso objetivo, é o nosso compromisso”, pontua Dr. Walter Ney.

Cerimônia estadual de entrega do 12º Prêmio Unimed de Jornalismo aconteceu pela primeira vez em Criciúma, também em comemoração ao aniversário da entidade

Números que marcam a trajetória Atualmente com 415 colaboradores e 361 médicos cooperados,o Hospital Unimed Criciúma conta com 81 leitos distribuídos nas Unidades de Internação I, II e III; Unidade de Terapia Intensiva (UTI); Recuperação Pós-Anestesia; Centro Cirúrgico e Centro Cirúrgico da Mulher

32 mil

1.201

cirurgias

nascimentos em 2012

realizadas desde a sua inauguração em 25 de julho de 2008

Isso se deve pela instituição possuir um Centro Cirúrgico especializado na saúde da mulher, que conta ainda com profissionais especializados em Obstetrícia e Pediatria

8.403 mil 6.345 mil cirurgias em 2012 incluindo-se Centro Cirúrgico e Centro Cirúrgico da Mulher, o que representa um crescimento de 5,83% em relação ao ano 2011 emde2012

atendimentos/mês em 2012

Além de 9.645 admitidos (internados) pacientes durante o mesmo ano


PERFIL

Blueberry se destaca como agência especializada em mídias digitais Procurar e encontrar o que se procura numa simples busca do Google é uma das boas notícias de quem vive a era da internet. A ferramenta de busca serve para tudo: procurar pessoas, lugares, endereços e empresas. Aparecer nos resultados da maior ferramenta de busca da web é uma necessidade. Mas como fazer para que as pessoas que buscam os serviços e produtos na web encontrem exatamente o seu? Ana Sofia Schuster | CRICIÚMA

Foi pensando nesta pergunta e tentando dar respostas que um jovem de Criciúma decidiu empreender e criar a sua agência de marketing digital. Em 2010 Ramon Tessmann criou a Blueberry e desde então não para de conquistar clientes, os quais vende essencialmente um serviço: posicionamento nas buscas do oráculo do século XXI, também conhecido como Google. É nele que todos enviam suas perguntas e, na grande maioria das vezes, obtém as respostas para suas demandas. Ao chegar aos mais de 120 clientes, em menos de um ano, foi a vez da Blueberry ser vista pelo Google. Ao perceberem o potencial da empresa, receberam proposta de parceria e foram incluídos no programa Gold Agency, passando a ser indicados e cada vez mais próximos do Google. Por méritos próprios e este empurrãozinho da empresa mais valiosa do mundo a Blueberry chegou aos 700 clientes e continua a crescer. Hoje a agência se destaca nacionalmente quando se fala neste tipo de empresa. Sua sede fica no Bairro Pio Corrêa, em Criciúma. Foi na casa da família que Ramon instalou empresa, que tem toda a cara do Google, desde a logomarca colorida até a decoração. Mas a Blueberry não vive só do estilo

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descolado, seu maior trunfo está nos resultados que vem proporcionando a quem a procura nos seus três anos de vida. Resultados que permitiram à empresa saltar de quatro para 17 colaboradores, que atuam nas diversas

O nosso negócio é que ele não é nosso cliente, ele é nosso amigo. Se ele fosse nosso amigo eu gostaria que ele perdesse dinheiro? áreas do marketing digital. Incluemse aí vídeos para o youtube, layouts e atualização das redes sociais. A empresa oferece muitas ideias para as empresas que buscam investir em marketing e que até pouco tempo eram obrigadas a arcar

com as caras campanhas publicitárias para serem vistas no mercado. Na era da busca online os tempos são outros. Valores nada parecidos com as verbas usadas nas mídias tradicionais e uma visão mais voltada ao cliente. Ramon Tessmann explica que sua filosofia de trabalho tem foco no cliente e como fazer para que seu dinheiro seja usado e efetivamente obtenha retorno. Conta que já recusou clientes, já percebendo que o plano de negócio era duvidoso do ponto de vista de retorno. Outro diferencial que o mundo virtual proporciona, conforme Ramon, é a possibilidade de baixos investimentos para sentir se o produto está mesmo de acordo com o que o mercado busca. “No mundo físico a empresa é obrigada a gastar para testar o seu produto ou serviço, diferente da web”. Ele conta que apostou em muitas empresas para mostrar a capacidade da Blueberry, e os resultados apareceram. “Nossa ideia é que a empresa esteja com agente somente até quando estiver tendo retorno e assim a gente foi conquistando a confiança das pessoas”, destaca. Apostando nesta nova filosofia de trabalho a Blueberry tem se destacado e a cada dia pesquisa novas ferramentas para um mercado ávido por mais novidades.


Um jovem ícone da web Falar da Blueberry é preciso abrir um capítulo a parte para destacar o seu fundador e diretor, Ramon Tessmann, 33 anos. Uma primeira busca no Google apresenta 135 mil resultados para o nome do diretor da Blueberry, mostrando que hoje este jovem CEO já é uma marca. Natural de Criciúma, formado em administração de empresas, também é músico e foi deste hobby que Ramon se aproximou definitivamente da internet. Na verdade a web sempre foi uma paixão, montava sites por lazer e estudou e ainda pesquisa tudo que existe sobre a rede de dados. “Sou um autodidata”, explica. Tanto que em por volta de 2001 criava sites por conta própria, criando páginas de vários tipos e segmentos. E foi na web que Ramon, em 2007 iniciou um novo projeto de vida. Como professor de música dava dicas online, via youtube. A ideia foi recebia muito bem e por incentivo dos próprios internautas começou a gravar DVDs com suas aulas. O passo seguinte foi vendê-los no site www.aprendapiano.com. Aos poucos os pedidos começaram a cair na sua caixa postal e a empresa foi ganhando novas dimensões. DVDs de aulas eram enviados para todo o mundo o e aprendapiano.com tornou-se um negócio rentável. Foi desta primeira experiência, bem sucedida, que nasceu a ideia de estudar como fazer para que o site fosse visto nas buscas online. A resposta veio de muito estudo, que virava prática no site e dava resultado. Esta experiência serviu para que Ramon Tessmann gerisse uma nova empresa, a Blueberry. Sua proposta era permitir que seus clientes que daria os caminhos para que outras empresas fossem vistos no Google. Esta empresa é tocada ao lado do irmão e do cunhado. Hoje, em paralelo aos trabalho de CEO da Blueberry, Ramon Tessmann dá palestras e é escritor. Em 2013 lançou o livro “Arrase nas redes sociais”. Também é articulista de jornais e tem blog na internet onde dá dicas sobre negócios online. Qual é o diferencial da Blueberry? “É a preocupação com o dinheiro do cliente. É isso que causa toda a qualidade. A gente fica tão obstinado pela qualidade para que o cliente não gaste desnecessariamente. O nosso negócio é que ele não é nosso cliente, ele é nosso amigo. Se ele fosse nosso amigo eu gostaria que ele perdesse dinheiro? Não. Por trás de todo negócio tem uma pessoa e por trás de cada pessoa tem uma família que é sustentada pro esta pessoa e por este negócio. Quando estamos falando de negócios estamos falando de famílias. Quem é que não quer cuidar bem da sua família?” www.acicri.com.br |

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& por Diego Piovesan Medeiros Coordenador do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc diego.medeiros@portalsatc.com

Imagine a situação: você está em um supermercado com o objetivo de comprar um produto. Quando você chega à sessão do item desejado se depara com uma dezena de variações do mesmo produto. Cada um deles com uma marca, uma embalagem, um preço, uma história, uma publicidade de TV diferente. Talvez até encontre um brinde para uma compra maior ou um atendente especializado distribuindo amostras deste produto ou apoio explicativo. Você precisa de apenas um exemplar deste produto, o que motiva você a escolher apenas um? Qualquer um dos motivos que o ajude nesta escolha está atrelado ao Design Gráfico ou à Publicidade. Mas na maioria das vezes envolverá ambos. Se você sentiu falta do Marketing, trataremos sobre ele em uma próxima oportunidade. É comum que no meio empresarial algumas pessoas confundam Design Gráfico com Publicidade. Estas duas áreas se complementam e, por caminharem juntas, suas atividades são frequentemente confundidas. Este artigo pretende esclarecer diferenças e acima de tudo apresen-

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Liderança Empresarial

tar o quanto ambas, trabalhando juntas, podem fortalecer uma marca e impulsionar as vendas de um produto ou serviço. O Design Gráfico objetiva projetar e gerir o DNA de uma marca. Sua identidade, seus produtos e como eles se apresentam no mercado. O DNA é o código único das marcas, a impressão digital, aquilo que fortalece uma única e objetiva apresentação daquela marca. O Design Gráfico, especificamente, possui competências no desenvolvimento do logotipo, da escolha e definição visual, da gestão dessa marca por meio do branding, ao desenvolvimento da embalagem que irá apresentar o produto ao seu consumidor, criando valores estéticos, funcionais e simbólicos. Cabe à Publicidade divulgar e promover essa marca, utilizando recursos de mídia como ponto de venda, rádio, jornal, TV e web. Vale lembrar que sua função não se limita a divulgação, engloba também a aproximação do consumidor em relação à marca. Como os valores do consumidor mudam com o passar do tempo, a Publici-


dade é remodelada com frequência para continuar “conversando” com o consumidor. Definimos separadamente um e outro, mas como isso funciona na prática se dissemos que Design Gráfico e Publicidade trabalham juntos? Vamos voltar ao supermercado e exemplificar com a marca Coca-Cola. Seu logotipo e a garrafa tiveram pouquíssimas modificações nesses mais de 120 anos de existência. Isso é Design, possuindo uma identidade de marca tão forte que praticamente não mudou desde sua fundação, projetando embalagens que ficam na memória coletiva dos consumidores. A Publicidade, por sua vez, gera posicionamentos que se alteram praticamente a cada ano. Tente recordar quantos slogans a Coca-Cola já lançou, quantas campanhas diferentes de Natal e demais datas. Isso é Publicidade.

A Publicidade na marca Coca-Cola fez e faz com que ela converse com gerações diferentes durante estes anos e de formas e posicionamentos diferentes. Já o Design Gráfico fez e faz com que ela se apresente com a mesma identidade, o mesmo nome, as mesmas digitais sempre nestas conversas. Mas atenção, o que a Publicidade muda é a forma do produto conversar com o consumidor, e nunca mudar o que ele quer dizer. A Publicidade se abastece da identidade criada pelo Design Gráfico para gerar essa conversa com o consumidor. Essa integração de Design Gráfico com Publicidade potencializa uma marca, unindo as competências de ambas, gerando identidades fortes e presentes na lembrança e no coração de seus consumidores.

ilustração: Jan Raphael Reuter Braun

diagramação: Laboratório de Orientação em Design

A Publicidade se abastece da identidade criada pelo Design *UiÀFRSDUDJHUDUHVVDFRQYHUVD com o consumidor.

revisão: Cláudio José Toldo (SC0640JP)

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Empresas

desbravam Resultados positivos vêm sendo obtidos por marcas da região carbonífera. Saiba o que fazer para entrar nesse mercado sem errar

João Pedro Alves | CRICIÚMA

Website Giassi Supermercados

Website Gisdany

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As oportunidades oferecidas pelo mundo virtual promovem o crescimento exponencial das vendas online em todo o planeta. Levantamentos divulgados pela Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico apontam o aumento de consumo pela internet superior a 20% nos últimos anos. Só no Brasil o mercado movimentou R$ 22 bilhões em 2012. Números como estes, aliados à possibilidade de expandir o alcance de público, agregar valor à marca e manter um canal para disponibilizar os produtos 24 horas por dia vêm atraindo empresas de Criciúma e região a investir no chamado e-commerce. Pela rede mundial de computadores podem-se encontrar exemplos variados de modelos de negócio. Em síntese, o e-commerce - do inglês eletronic commerce (comércio eletrônico) - configura o formato de transação comercial feita por meio de um dispositivo eletrônico, como um computador, tablet ou smartphone, por exemplo. Os teóricos separam esta modalidade em duas vertentes: o b2b (business to business) e b2c (business to consumer). A primeira contempla as vendas de empresa para empresa (focado no atacado) e a segunda agrega o modelo mais comum, a compra do usuário nas lojas virtuais. O consumo mediado pela internet rompeu, além das barreiras geográficas, as restrições a alguns nichos de mercado. “Inicialmente setores o vestuário e o calçadista tinham muita dificuldade de deslanchar as vendas online, mas atualmente isso praticamente deixou de existir entre o público que compra pela internet. Os clientes querem encontrar o que procuram e a variedade infinita disponível no mundo virtual atrai cada vez mais as pessoas”, diz o sócio proprietário da agência de criação de websites Neurodigital, Alessandro “Mano” Dal Ponte. Os interesses dos compradores virtuais não diferem dos que procuram o comércio tradicional. A possibilidade de interagir diretamente com o público-alvo promovida pela internet, sem a necessidade de representantes e vendedores, condiciona a empresa a oferecer preços melhores, segundo observa o webdesigner Thales Duarte. “O e-commerce hoje em dia se tornou a solução para o anseio que muitos comerciantes têm. O simples fato de poder vender em todo território nacional já amplifica consideravelmente o potencial de venda de seus produtos”, avalia.


da região

o mundo

virtual

A aproximação com o público consumidor e de expansão da marca estimularam o Criciúma Esporte Clube a abrir a versão virtual da loja oficial Tigre Maníacos, em dezembro de 2012. Os tricolores espalhados pelo Brasil têm acesso a 95% dos 600 produtos licenciados através do site www. tigremaniacos.com.br. “Desenvolvemos a loja virtual com o

Website Locativa

objetivo principal de atender nossos torcedores que moram em outras cidades e que encontravam dificuldades de ter acesso aos produtos com a marca do Criciúma no comércio físico e também em lojas virtuais especializadas em artigos esportivos”, conta a gerente comercial do clube, Viviani Olímpio.

Requisitos básicos para uma boa loja virtual A aproximação com o público consumidor estimularam o time de Criciúma a abrir a versão virtual da loja oficial

A inserção no mercado online requer uma série de precauções e investimentos, conforme os especialistas. Em princípio, de acordo com Dal Ponte, estabelecer um planejamento e organizar a empresa para trabalhar com o comércio virtual compõem os primeiros passos após a tomada da decisão de vender pela internet. “É comum as pessoas se iludirem que uma loja virtual é algo simples de ser gerenciado. A presença virtual de uma marca requer cuidados tão grandes quanto qualquer campanha de comunicação e exige mão de obra qualificada para seu gerenciamento”, orienta. Uma boa loja virtual, no entendimento de Duarte, deve ter um layout bem feito, ou seja, um visual atrativo, que facilite o acesso do comprador aos produtos de interesse e tenha velocidade. “A usabilidade e a apresentação gráfica são fundamentais para garantir uma boa experiência do usuário e dar confiabilidade à empresa. Além disso existem diversos outros fatores como:

diversas opções de pagamento, um bom sistema de segurança dos dados, checkout (carrinho de compras) inteligente, suporte ao cliente, entre outros”, pontua. Em média o desenvolvimento de uma plataforma de comércio eletrônico leva de dois a seis meses e o investimento oscila entre R$ 30 mil e R$ 80 mil, dependendo da complexidade do projeto gráfico e dos padrões de programação e integrações. “A conexão da loja virtual com o sistema da empresa agiliza os processos e facilita o gerenciamento como um todo, fatores determinantes para o sucesso do negócio. Os principais portais de vendas online, ao ter a venda concluída pelo cliente, automaticamente têm a baixa dada no estoque e a nota fiscal emitida”, conta Dal Ponte. Dar visibilidade ao comércio virtual deve estar na lista de ações a serem implementadas por uma empresa ao enveredar para o meio virtual. Duarte ressalta a importância de investir em propaganda e marcar presença nas redes sociais. “Existem muitas ferramentas que podem ser utilizadas, desde a otimização do site para o Google (através de mecanismos que elevem a página como as primeiras referências de busca ao usuário), compra de links patrocinados (também no Google), o trabalho com mídias sociais (Facebook, Youtube, Twitter, etc.) e anúncios. É preciso saber usar essas ferramentas para garantir que o investimento traga o retorno esperado. O resultado depende do público, do mercado e da marca. Algumas empresas, por exemplo, obtém mais resultado através do Facebook do que do Google, enquanto com outras é o inverso. O ideal portanto é que os dados gerados pela loja virtual sejam acompanhados com freqüência”, explica. www.acicri.com.br |

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Estrutura logística, um ponto primordial Nada é mais frustrante para o “consumidor virtual” do que receber um produto com defeito ou ter o prazo de entrega descumprido. Dos cuidados exigidos ao empresário interessado em investir na internet, o delineamento dos processos logísticos provavelmente seja o mais complexo e delicado. “Imagine ir para casa sem nenhum pedido e amanhecer com 5 mil vendas produtos para serem entregues”, provoca Mano Dal Ponte. Situações como essa estão passíveis de acontecer no comércio virtual e o empreendedor não pode deixar de imaginá-las. “O gerenciamento logístico de um comércio virtual é muito complexo e requer a profissionalização do negócio. O entendimento dos diferentes tipos de transporte e o controle do processo de entrega deve ser uma prioridade”, salienta. O respeito aos períodos de entrega prometidos, segundo Thales Duarte, deve ser encarado como prioridade absoluta. “Um cliente que compra um produto para chegar em 10 dias e a aparece em 25 não volta a procurar o site. E pior: conta para todos os amigos”, adverte o webdesigner ao estabelecer a relação do consumidor da internet com as redes sociais. A maioria das empresas efetua o envio das vendas

Website Criciúma Esporte Clube pelos Correios, opção adotada pela Tigre Maníacos virtual. Os profissionais da loja física, que tem o estoque interligado ao da versão online, levam no máximo 24 horas para despachar os artigos comprados pelos torcedores. “É apenas o tempo de receber o pedido, separar a mercadoria, tirar a nota fiscal, embalar e esperar o Correio fazer a coleta, que é diária”, relata Viviani Olímpio.

Loja virtual abre portas do mercado internacional para a Lança Perfume

Website Lança Perfume

A criação de um canal virtual partiu da necessidade de dar sustentação ao crescimento da marca Lança Perfume. A www. lpb2b.com.br surgiu em 2011 para disponibilizar aos lojistas os saldos de peças das coleções e oferecer agilidade na reposição dos estoques. Em menos de um ano, o e-commerce destinado exclusivamente aos comerciantes teve o investimento retornado para a indústria sul catarinense.

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Para acessar a LP B2B, os clientes precisam estar cadastrados na empresa. Todas as peças restantes das coleções anteriores podem ser adquiridas pelos varejistas, que fazem um processo similar ao de uma compra comum em um site como Americanas e Submarino, colocando a quantidade de peças. Segundo Mano Dal Ponte, sistemas b2b admitem a inserção de bonificações e descontos, comuns nas negociações convencionais do atacado. “O B2B é totalmente personalizável às necessidades de negociações dos clientes e pode ser integrado por completo aos sistemas de gerenciamento administrativos, contábeis, financeiros ou comerciais das organizações, propiciando que as vendas e a alimentação das informações sejam controladas de forma prática e objetiva”, elucida. A consolidação da loja virtual, conforme a supervisora do E-Commerce da Lança Perfume, Juliana Damiani Destro, ocorreu a partir do segundo ano da página. Atualmente a LP B2B registra em média 1500 visitantes únicos por mês. “Temos uma política onde só tem acesso ao nosso portal os lojistas que compram a coleção vigente, entretanto conseguimos ampliar, por meio da internet, nossa atuação para mercados internacionais em que não possuímos representação. Prevemos que neste ano o site represente 3% do faturamento total da companhia. Ao todo 7% dos pedidos da loja virtual são do exterior”, revela.


EMPRESAS | ARTIGO

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: nem todo empreendedor nasce sabendo

Moair Barcelos

A expressão Margem de Contribuição pode soar estranha aos ouvidos, mas entender seu significado ajudará muito no dia-a-dia de sua empresa

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omo nem todo empreendedor nasce sabendo, vamos ao sentido dos termos: Margem significa a diferença entre o valor do preço de venda e os valores dos custos e das despesas variáveis. Contribuição porque representa em quanto esse resultado contribui para o pagamento das despesas fixas e também para gerar lucro ao negócio. Lembre-se que o conceito de variável não faz referência à mudança de valor do desembolso entre os meses, mas sim a sua relação direta à variação das vendas. Se uma empresa precisa comprar o que vende e também pagar despesas que só ocorrem quando a venda acontece, como impostos sobre vendas e comissões dos vendedores, quanto sobra para o pagamento das despesas fixas e para o lucro? É essa sobra que consideramos ser a Margem de Contribuição. Em qualquer que seja o segmento, Agronegócio, Indústria, Comércio, ou Serviços, é perfeitamente possível apurar o valor e o percentual respectivo da Margem de Contribuição. A Margem de Contribuição é igual ao valor total das vendas menos o valor dos custos variáveis e das despesas variáveis. Esse cálculo representa a margem de contribuição total da empresa, ou seja, uma média entre tudo aquilo que é vendido. Empresas de um produto só são raras. Empresas têm produtos com preços, custos e despesas diferentes uns dos outros. Por isso, é importante apurar a margem de contribuição unitária para que você possa tomar decisões mais seguras com relação ao seu negócio. O raciocínio para o cálculo é exatamente o mesmo. Seu cuidado deverá estar na análise individual dos

Graduado em Ciências Contábeis com Pós-Graduações em Controladoria, Direito Empresarial e Auditoria. É Certificado em English Business pela Kaplan International Center de San Francisco, CA, USA. Já atuou como Contador, Auditor, Controller e Professor. Atualmente é Executivo e Consultor em Gestão Empresarial. diretoria@olivosa.com.br

resultados. Nenhum produto deve apresentar margem que não contribui, ou seja, não pode ter seu valor de preço de venda inferior à soma dos valores das despesas variáveis e dos custos variáveis. Esse resultado aponta que o produto não gera lucro e não contribui para o pagamento das despesas fixas, ou seja, não agrega benefícios ao seu negócio. Apenas uma estratégia promocional de vendas com total ciência do gestor pode aceitar tal resultado. Mesmo assim, avalie se as vendas de outros produtos, agregados ou não à promoção, apresentam margens que compensem essa Margem de Contribuição negativa. Se isso não acontecer, sua empresa pode estar remando contra a corrente e você nem está percebendo. Por isso, conhecer a Margem de Contribuição é fundamental para o planejamento da sua empresa. Considere que ela pode, inclusive, ser fixada no momento da definição do preço de venda dos produtos bem como do lucro que você espera ter. Definir seu preço de venda apenas em função da pressão da concorrência, sem avaliar a Margem de Contribuição e os reflexos que isso provocará no volume necessário de vendas pode levá-lo a vender muito, mas ainda assim ter prejuízo. O uso correto dos conceitos de Margem de Contribuição pode auxiliá-lo na decisão sobre possíveis campanhas promocionais, no aumento da produção de determinados itens ou na decisão sobre qual produto sua empresa pode intensificar as vendas e até mesmo, deixar de comercializar. (Adaptado da Série “Nem todo empreendedor nasce sabendo” publicado em O Diário Empresarial de 20/01/2011 por Ana Maria Magni Colelho).

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Inovação

Tecnologia para a saúde Estudantes de Criciúma desenvolvem aplicativo que auxilia os diabéticos e está disponível para tablets e smartphones que possuem o Sistema Android

Principais opções

Com a tarefa de desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso voltado para a área da saúde, os estudantes Felipe da Rosa e Felipe Orige foram além do esperado pelos professores. Formandos em sistemas de informação, os acadêmicos conquistaram a nota 10 ao criar um aplicativo para auxiliar na vida dos diabéticos. Em menos de 60 dias, o app já conta com mais de 500 downloads no Brasil e no mundo. Para desenvolver este projeto intitulado “DMcontrol: protótipo de um aplicativo baseado na tecnologia móvel objetivando auxiliar o tratamento de diabetes”, os alunos da Faculdade Esucri de Criciúma, dedicaram um ano para a pesquisa cientifica. “A tarefa era aliar o conhecimento de uma nova tecnologia e poder ajudar as pessoas. Depois de optar

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1 Cadastro dos níveis de glicose aferidos com classificação através de cores

Liderança Empresarial

Paula Darós Darolt | CRICIÚMA

pela diabetes, levamos um ano para estudar a doença e todas as suas características”, explica da Rosa. O DMcontrol Diabetes foi lançado oficialmente no Google Play no dia 25 de julho e já alcançou um número bastante expressivo em downloads. “Agora estamos partindo para uma divulgação maior fora da cidade, queremos difundir o aplicativo e levar este projeto adiante”, complementa. Disponível em português e com tradução também em inglês, o DMcontrol já teve downloads em países do mundo todo como: Alemanha, emirados árabes, polinésia e entre outros. O aplicativo é compatível apenas para o sistema android e possui 10 dias de uso na versão free, depois podese baixar a versão Premium que custa R$ 4,50 no Brasil.

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Programação de aviso para a realização de aferições

Agendamento de alarmes para aviso de remédios e/ou consultas médicas


O DM Control desenvolvido por Felipe da Rosa (esq) e Felipe Orige (dir) já obteve downloads de países como Brasil, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Chile, Líbia, México, Panamá, Polinésia Francesa, Portugal, Estados Unidos e Colômbia

A ideia de trabalhar com a saúde surgiu da necessidade de aplicativos nesta área. “Queríamos muito fazer um aplicativo para Android e vimos que a área da saúde tem um grande apelo e então resolvemos fazer algo que pudesse ajudar as pessoas nos cuidados com a doença da diabetes”, conta o estudante.

Ampliação do Conteúdo Já com novas ideias para aprimorar o projeto, os estudantes planejam adicionar hipertensão no aplicativo. “Nosso pensamento é participar de fóruns e congressos para divulgar

4 Gráficos para acompanhar o tratamento

o aplicativo, sempre desenvolvendo novas funcionalidades. O apelo pela área da saúde é grande e não queremos parar”, pontua. O designer de 33 anos, Jorge Dias descobriu a doença aos 15 anos e desde então divide as tarefas diárias entre normais e aferições da doença. Desde o dia 20 de julho, por indicação de uma colega através do Facebook, Jorge conheceu o aplicativo, baixou e não dispensa o programa no dia-a-dia. “O app me auxilia fornecendo uma visão dos resultados muito mais fácil. Antes eu tinha que utilizar uma tabela e gravar os dados no computador, porém, nem sempre estou próximo à máquina, já o celular está sempre comigo”, explica.

5 Relatórios e envio das aferições ao médico por e-mail


Divulgação

Empresa de Criciúma se destaca no mercado nacional como indústria de estofados de Alta Decoração

requinte

Tradição e

Paula Darós Darolt | CRICIÚMA

As peças são conhecidas pelo requinte e bom gosto, já foram escolhidas para decorar cenários de novelas da Rede Globo e estão entre os itens vendidos em lojas de alta decoração de todas as capitais brasileiras. Estamos falando da Artisan, uma indústria moveleira que nasceu em Criciúma e hoje, com uma fábrica de mil metros quadrados em Siderópolis e uma produção mensal de 120 unidades, prima pela qualidade, originalidade e sofisticação. Fundada em 1999 pelo empresário Edson Ávila e o sócio Marcelo Klippel, a Artisan é um braço da já então existente loja de alta decoração em Criciúma, fundada por Ávila e a esposa Karen em 1993. Com a experiência adquirida na antiga fábrica de estofados do avô, Edson trouxe consigo o conhecimento e o sonho para produzir móveis estofados de alto padrão. “Depois de abrirmos a loja, resolvi levar adiante a tradição que eu tinha de família. Juntei o conhecimento adquirido por anos de trabalho com o meu pai e meu avô e um sonho de ter a minha própria fábrica de estofados”, conta. Desde o início, a equipe da Artisan foi audaciosa e buscou trabalhar e oferecer o que existe de melhor a seus clientes. O start para o sucesso veio em uma das primeiras feiras de alta

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decoração, uma chaise atraiu o olhar de um arquiteto que em uma de suas palestras comentou o nome e a peça da Artisan. “Foi em uma das principais feiras de alta decoração do país em 2001, em Gramado – RS, que ganhamos o principal impulso para o sucesso. Levamos algumas peças da fábrica e fomos elogiados por um arquiteto conhecido e ganhamos a atenção dos participantes da feira”, lembra Edson. A trajetória da fábrica foi escalonada, de degrau em degrau, a Artisan cresceu, apareceu e se firmou no mercado. “Desde a fundação fomos alcançando patamares cada vez mais altos. Não crescemos tanto em número de funcionários e passamos para uma mega produção em série, mas fomos conquistando grandes espaços no mercado da alta decoração”, relata. Com uma produção inicial de 30 peças mês e com cinco colaboradores, Edson revela que hoje são 15 funcionários que fazem toda a diferença no produto final. “Acho que o sucesso da empresa atribui-se muito ao modo de trabalho. Tentamos passar aos nossos colaboradores aquilo que aprendi com meu avô, seriedade, qualidade e comprometimento com o cliente”, pontua o proprietário.


Em 2003, a Artisan entrou como sócia fundadora na Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração. Com sede em São Paulo, a Abimad já conta com mais de 180 empresas associadas em todo o Brasil. A Artisan é a única representante do Sul do estado nesta importante instituição que promove duas vezes ao ano a Feira Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração. A cada edição, a Feira recebe 500 lojistas Vips nacionais, 150 importadores e chega a um total de 15 mil visitantes. Realizada exclusivamente para negócios, Edson comenta que mais de 90% das vendas da fábrica é resultado das feiras anuais. “Não trabalhamos com representantes, mostramos nosso produto na feira e ali mesmo fechamos o negócio. A feira nos da todo o semestre seguinte para produção”, explica.

Divulgação

Artisan participa da fundação da Abimad

No Brasil, 80% da produção de móveis de alto padrão está em SC e RS

500

lojistas Vips com tudo pago para participar da feira

150

importadores

Mais de

180 sócios

12 15 a mil visitantes

O diferencial que faz sucesso Luxo, requinte, sofisticação entre outros adjetivos é o que o cliente já espera de uma peça da Artisan. Em 2007, a empresa foi homologada como a 1ª loja de móveis a usar os cristais Swarovski, dando mais glamour e credibilidade no móvel que decora salas e diferentes ambientes. Em umas das feiras, a Artisan agradou os olhares dos arquitetos da Rede Globo, que apostaram na empresa criciumense e firmaram contrato com diversas peças que fizeram sucesso após as novelas, como a poltrona de corações, que fazia parte do cenário da novela viver a vida. “Esta foi só uma de nossas peças que ganhou um grande impulso devido a esta “propaganda indireta” feita pela emissora”, comenta. A poltrona também é uma produção com apelo social, onde parte da fabricação foi produzida com sobras de tecidos e costuradas pelas mulheres da Abadeus em Criciúma. A cada coleção, a equipe mostra novidades de encher os olhos, porém sem perder a marca da Artisan. Edson Ávila revela que a peça que mais faz sucesso em vendas ainda é o segundo modelo fabricado. “Já fidelizamos a cara da Artisan, as pessoas procuram um estilo com as nossas peças, tanto que a campeã de vendas ainda é o segundo modelo fabricado”, finaliza. www.acicri.com.br |

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Jovens empreendedores reformulam Feirão do Imposto Edição de 2013 foi finalizada com evento em Criciúma Felipe Godoy Costa Pinto | CRICIÚMA Você sabia que o contribuinte brasileiro trabalhou até o dia 30 de maio só para pagar impostos neste ano? De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro paga em média o equivalente ao que ganhou durante 150 dias de trabalho. São impostos da esfera Federal, Estadual e Municipal e incluem contribuições previdenciárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, dentre outros. O estudo do IBPT revela que os 150 dias trabalhados pelo brasileiro ultrapassam países como o México (91 dias), Chile (92 dias), Argentina (97 dias), Estados Unidos (102 dias) e Espanha (137 dias). O Feirão do Imposto foi criado em 2003,

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na cidade de Joinville, Santa Catarina, pelo Núcleo de Jovens Empresários da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ). Um projeto legitimamente dos jovens empreendedores e empresários do Brasil, lidados a Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje). O Feirão do Imposto veio para informar, de forma transparente, a população acerca da alta carga de impostos pagos sobre todos os serviços e bens de consumo. “Nossa meta foi atingida com a validação em junho da Lei 12.741 cuja finalidade é determinar os tributos incidentes sobre os produtos e serviços explicitados na nota fiscal”, ratifica o presidente da AJE de Criciúma, Eduardo Zini. Neste momento, entende-se que a conscientização ainda é necessária,

portanto, optou-se por uma parceria com o Movimento Brasil Eficiente na busca de um volume considerável de assinaturas. O MBE tem por objetivo sensibilizar a população, a classe política e, sobretudo, os governantes eleitos sobre a importância de diminuir o peso da carga tributária sobre o setor produtivo, simplificar e racionalizar a complicada estrutura fiscal, melhorando a gestão dos recursos públicos. Para tanto, este ano o evento em todo o Estado iniciou com a campanha viral pelas redes sociais como Facebook, Twitter, Youtube e pelo site www. osegredodacaixa.com.br. Os internautas tiveram até o final de setembro para descobrir um mistério.


Dias trabalhados para pagamento de impostos Brasil

México

Chile

Argentina

EUA

Espanha

150

91

92

97

102

137

dias

dias

dias

dias

dias

dias

AJE

Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT)

Criciúma promove evento de conscientização

SAC Sicredi - 0800 724 7220 / Deficientes Auditivos ou de Fala - 0800 724 0525. Ouvidoria Sicredi - 0800 646 2519.

O evento foi finalizado no no dia 28 de setembro com uma demonstração e apresentação do grande peso dos impostos no dia-dia dos consumidores. A iniciativa ocorreu no hall do Giassi Santa Bárbara. “Chamamos a atenção das pessoas pela alta carga tributária que todo cidadão brasileiro paga diariamente. Mas o mais importante, depois de movimentos como “Vem pra rua!” é o engajamento e a conscientização de que é preciso mudar”, finaliza o vice-presidente da AJE Criciúma e Coordenador do Feirão do Imposto, Rafael Antunes.

Até mesmo a vida da sua empresa. Já pensou se uma das maiores instituições financeiras do País oferecesse um atendimento personalizado para a sua empresa? No Sicredi é assim. Aqui sua empresa é associada e conta com soluções financeiras adequadas às suas necessidades. E isso com a força de uma instituição financeira cooperativa presente em 10 estados brasileiros, que movimenta R$ 28 bilhões em ativos e cresce 25% ao ano. Um parceiro de porte, cooperando para a sua empresa crescer. Porque o Sicredi sabe que isso também gera emprego e renda e ajuda a desenvolver toda a comunidade. Venha para o Sicredi.

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JURÍDICO | ARTIGO

Do usufruto e da dministração dos bens de filhos menores

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onceitua-se usufruto (do latim usus fructus, uso dos frutos), é um direito real de gozo ou desfruto de uma coisa alheia, enquanto temporariamente destacado da propriedade. Pode recair em um ou mais bens, móveis ou imóveis, abrangendo-lhe, no todo ou em parte, os frutos e utilidades. O usufruto de imóveis deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis. O usufruto e a administração dos pais perduram até a maioridade dos filhos que é 18 anos ou até a data da emancipação. Na qualidade de usufrutuários, os genitores tem o direito à posse, administração, gozo, uso e percepção dos frutos dos bens dos filhos, enquanto perdurar a menoridade. Até aos 16 anos de idade, o exercício das titularidades previstas na lei, é exclusivo dos pais. A partir dos 16 anos, usufruto e a administração são compartilhados com o menor, em regime de assistência, até este atingir a maioridade, como dispõe o artigo 1.690 do Código Civil Brasileiro. Se o filho menor tiver sido emancipado aos 16 anos, cessa assim o poder parental e igualmente, a aludida assistência. A representação ou assistência parental é exercida em conjunto por ambos os genitores. Nesse sentido a lei: os pais devem decidir em comum as questões relativas aos filhos. A ideia perseguida pela lei é a de que a atuação conjunta assegura o melhor interesse do menor. Logo, ocorrendo divergência é o Juiz quem decidirá, sempre em favor do melhor interesse do menor. O poder de administração dos pais não é ilimitado, os genitores não podem alienar ou gravar de ônus real os imóveis dos filhos, nem contrair em nome deles obrigações que ultrapassem os limites da administração. É a regra geral do artigo 1.691 do Código Civil que, de imediato abre exceção, quando presente necessidade ou evidente interesse da prole,

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Débora May Pelegrim Bacharel em Direito, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), colaboradora do Escritório Giovani Duarte Oliveira Advogados e Associados, na área de Direito de Família e Sucessões

sempre mediante autorização judicial. Um artigo anteriormente citado estabelece quanto à administração dos bens dos filhos é que três atos dependem de autorização judicial:

Alienação de Imóveis

A contratação de obrigações que ultrapassam os limites da simples administração

A instituição de ônus reais sobre os imóveis

Praticados quaisquer dos atos sem autorização judicial, serão considerados nulos. A arguição da nulidade, diz o paragrafo único do artigo citado, compete aos filhos, aos herdeiros ou ao representante legal. Convém ressaltar, se se tratar de filho menor nomear-se-á curador especial para defesa de seus interesses como define o artigo 1.692 do Código Civil Brasileiro, permanecendo os pais no exercício do poder parental já que a intervenção do curador limita-se à defesa dos interesses do filho, nas matérias objeto de conflito.


FEIRA DE NEGÓCIOS

BALANÇO POSITIVO 150 negócios foram fechados durante a Fenafashion. Próxima edição do evento já está confirmada para 2015

Solange Pierdoná | CRICIÚMA

ção Fotos: Divulga

Balanço da Feira Nacional para Indústria da Moda (Fenafashion) realizada em julho em Criciúma confirmou o saldo positivo da primeira edição do evento. Foram contabilizados 150 negócios fechados durante os quatro dias de feira, com público de 10.800 visitantes qualificados. Além dos negócios firmados no próprio evento, o levantamento mostra que mais de 50 negociações devem ser concluídas em até três meses. A coordenadora da Fenafashion, Fabíola Taraskevicius, ressalta que o índice de aprovação e renovação de espaços para a próxima edição, prevista para julho de 2015, ultrapassa 90%. “Saldo positivo para novos mercados, negócios e projeção do setor de artigos de confecção do vestuário”, afirma a coordenadora. A empresa TotalTex é uma das expositoras que já garantiu participação na próxima Fenafashion. Para o diretor da empresa em Santa Catarina, Juliano Luiz Bilau, a feira superou a expectativa. “A Fama Feiras nos passou muita confiança e a feira teve qualidade e bom desempenho. Por isso já confirmamos presença na edição de 2015 e vamos expor em um estande com o dobro do tamanho”, afirma o diretor. Outra empresa que teve um resultado expressivo foi a Beckhauser Malhas, de Tubarão, que conseguiu fazer vários contatos e saiu da feira com uma nova e positiva lista de clientes. “Foram quatro dias gratificantes em que foi possível receber clientes em um ambiente personalizado, totalmente voltado a inspirá-los para a estação inverno 2014”, ressalta a responsável pelo departamento de marketing e criação da Beckhauser Malhas, Bruna Barbosa. www.acicri.com.br |

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Divulgação

IDB do Brasil Trading implanta melhorias A IDB do Brasil Trading implantou, em 2013, uma série de mudanças que trouxe benefícios claros para colaboradores e clientes. É o que demonstra o diretor da empresa, Érick Marques Isoppo. “Nosso crescimento é agressivo e sustentável ao mesmo tempo”, afirma. Ele explica que, desde agosto, a companhia está numa sede nova, mais ampla e confortável. Além disso, já está em operação o sistema próprio de gestão de comércio exterior. O projeto vai tornar ainda mais eficiente o controle dos processos. “Outro aspecto importante que precisa ser ressaltado são os cursos que a IDB promove. O objetivo é democratizar a informação com os importadores e com a sociedade em geral. Para 2014, está prevista a divulgação de um calendário com diversos treinamentos gratuitos”. A empresa nasceu em Araranguá, em 2006. No final de 2011, mudou-se para Criciúma para acompanhar o crescimento da cartela de clientes. Ficar na principal cidade do Sul do Estado faz com que a companhia esteja mais próxima de todos. Ao lado, missão, visão e valores da empresa:

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Missão Oferecer a solução completa em comércio exterior, da origem ao destino, e contribuir com o crescimento sustentável dos nossos clientes.

Visão Ser sinônimo de solução completa em comércio exterior.

Valores Nenhum cliente é tão pequeno que não possa importar. Interesse genuíno no cliente e atenção total ao trabalho, independente do tamanho e da remuneração. Foco em construir relações permanentes de confiança. O sucesso dos nossos clientes é o nosso maior sucesso.


Paula Darós Darolt Divulgação

Transportes Ouro Negro fatura Prêmio Top Transporte 2013 Pelo quarto ano consecutivo, a empresa criciumense foi indicada e trouxe para o município o Prêmio Paula Darós Darolt | CRICIÚMA

Entre uma pesquisa com quatro mil contratantes de serviços de transporte, a Ouro Negro foi lembrada entre as melhores empresas em dois segmentos, químico/petroquímico e têxtil. O Projeto Top do Transporte é uma iniciativa conjunta da Editora Frota e da Editora Logweb que, tem como objetivo promover uma maior integração da cadeia produtiva do Transporte e Logística, envolvendo embarcadores de cargas e seus fornecedores de serviços de transportes. O evento de entrega do prêmio aconteceu em São Paulo, reunindo 200 empresas de transporte de todo o Brasil. Para a sócia-proprietária da Transportes Ouro Negro, Priscila Zanette, o título só vem agregar credibilidade ao trabalho desenvolvido pela empresa há mais de dez anos no mercado. “Isso significa que nossa empresa conquistou a preferência

nacional dos contratantes de frete, é um resultado do trabalho de toda a equipe Ouro Negro”, afirma. A Ouro Negro já conquista o título há quatro anos, em 2010, foi vencedora entre as melhores transportadoras de

eletroeletrônico; em 2011 a empresa foi lembrada pela indústria têxtil; já em 2012, a transportadora destacou-se na categoria química/petroquímica. Neste ano, a Ouro Negro aparece novamente em duas categorias.

Referência em cargas fracionadas A Ouro Negro é hoje uma referência em transporte de cargas fracionadas em Santa Catarina. Com sede em Criciúma tem 21 filiais espalhadas pelo país, 216 veículos e 270 colaboradores diretos. Esta estrutura tem o suporte de pessoas treinadas, sistemas informatizados, centros de carga e descarga planejados e construídos especificamente para o atendimento de cargas fracionadas, bem como um sistema logístico diferenciado dão agilidade a todo o processo de coleta e entrega. Das toneladas transportadas, a Transportes Ouro Negro foca nas cargas fracionadas, sempre garantindo o compromisso de entrega em 24 horas, uma marca da Ouro Negro. Toda a operação realizada, pode ser monitorada pelo próprio cliente através do site da empresa, no link de acompanhamento

online de cargas. Desde o sonho de empreeder do empresário Amilton Zanette até os dias de hoje, a Transportes Ouro Negro mantém sua missão de oferecer soluções em transporte e serviços no setor em que atua, atendendo o cliente com excelência, respeitando o meio ambiente e garantindo a continuidade da empresa. Para tanto, investe em qualificação de pessoas e na sua estrutura, com foco na inovação constante. Mantém certificação SASSMAQ para transporte de cargas químicas. Com tudo isso, a Transportes Ouro Negro é destaque entre as maiores transportadoras do país, constando anualmente no ranking das empresas Top Transporte, em pesquisa apontada pelos próprios clientes dos diversos setores onde atua.

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A advocacia preventiva e a saúde jurídica das empresas As rápidas alterações mercadológicas impostas pelo mundo moderno exigem uma alteração comportamental dos empresários. O empresário inserido neste contexto deve começar a enxergar sua empresa pelos mais variados ângulos ampliando sua atenção, passando a observar não apenas a saúde financeira, mas também a saúde jurídica do seu negócio.

É de extrema importância, para que se desenvolvam relações negociais saudáveis, tanto com o segundo setor (empresas privadas com fins lucrativos), quanto com o primeiro setor (administração pública) que se crie a conscientização da necessidade de orientação legal constante por intermédio da advocacia, de maneira preventiva O mercado exige cada vez mais a participação do advogado como parceiro das empresas, tanto como viabilizador do negócio, auxiliando o executivo a negociar o contrato, como agente consultivo, através do qual o cliente receberá direcionamentos sobre os caminhos a seguir em uma negociação e os riscos impostos a este.

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Miriam Pinto Schelp Sócia do escritório MPS – Schelp Advogados e Associados, especializada nas áreas Cível, Comercial e Bancária. Integrante da Câmara da Mulher Empresária de Criciúma – CME

Comumente as empresas que participam de licitações enfrentam problemas quanto à sua regularidade jurídica, fazendo com que percam oportunidades comerciais de extrema importância. Por vezes os problemas estão relacionados a questões trabalhistas, fiscais, e até ambientais. Já nas relações comerciais entre setor privado, vê-se contratos mal entabulados, negociações realizadas com elevados riscos jurídicos, sem garantias de adimplemento contratual, que por inúmeras vezes causam prejuízos aos quais as empresas demorarão até anos para recuperarem-se. A assistência jurídica deve ser percebida pelo empresário não como despesa, mas sim como investimento. O empresário deve alargar o campo de relacionamento com sua assessoria jurídica, não ficando restrito apenas à atuação em juízo, mas agindo também de forma preventiva e consultiva. Em todos os tempos nunca se fez tanto uso da máxima “melhor prevenir que remediar” quanto nos dias atuais. O processo é um instrumento cada vez mais caro em nosso país, e recorrer ao Judiciário impõe gastos com custas processuais e perda de tempo. Sendo que na atual conjuntura do mercado, o tempo é fundamental tanto na realização de negócios, quanto na solução de conflitos. A antiga forma de contratação de uma assessoria jurídica importava em altos custos, pois era necessário que se mantivesse um advogado remunerado para que ele atuasse em apenas um processo por todo o tempo que este perdurasse, porém hoje se sabe que este advogado poderia estar atuando em diversas outras formas de assessoria à empresa, tornando seu tempo de atuação mais rentável à empresa cliente.


A função da assessoria jurídica é criar soluções ainda que, para o problema apresentado, não se encontrem caminhos viáveis pela existência de óbice de natureza legal intransponível Nestes casos, porém, caberá à assessoria orientar o seu cliente a buscar outro negócio, posto ser também de sua função a busca pela maximização dos lucros da empresa. A advocacia preventiva divide-se em um panorama consultivo, diligente e negocial. Ao executivo, na fase consultiva, será propiciada a formulação de pareceres pertinentes à análise de contratos e riscos das negociações. Na fase de diligência, serão criados os contratos de forma a cercar o cliente de todas as garantias contratuais e acompanhá-lo por todo o trajeto das negociações, de forma a garantir segurança jurídica nas decisões do empresário. E por fim, na fase negocial, o advogado atuará com o intuito de promover a conciliação como forma de resolução dos conflitos possivelmente existentes, garantindo a continuidade de relação entre as partes e o elevado custo de ingresso no Judiciário. Estando bem assessorada juridicamente, a empresa terá plenas condições de adquirir uma plena saúde jurídica, podendo então o empresário dedicar-se às demais atividades que seu negócio necessita, poupandolhe tempo e gastos desnecessários.

Panoramas da advocacia preventiva CONSULTORIA Pareceres Análise de contratos Análise de riscos DILIGÊNCIA Elaboração de contratos Garantias contratuais Acompanhamento das negociações

NEGOCIAÇÃO Resolução dos conflitos Minimização de custos Continuidade das relações comerciais

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Informe Publicitário

Paulo Bens viabiliza créditos financeiros para novos negócios Empresa firma parcerias e se torna referência como agente do desenvolvimento regional

Mais de dez mil empregos diretos gerados em diversos segmentos, a partir de uma carteira que ultrapassa a marca de 100 clientes e cerca de 500 milhões de créditos liberados por meio do sistema de créditos financeiros imobiliários. No intuito de auxiliar os empresários do Sul de Santa Catarina para a realização de seus projetos, construção de novas indústrias, empresas e pavilhões comerciais, a Paulo Bens completou 12 anos de atuação como único representante autorizado da Rodobens Créditos Financeiros no Sul de Santa Catarina. De acordo com o bacharel em Direito e empresário Paulo Bens, as parcerias acontecem a partir dos esforços em oferecer as melhores opções de créditos financeiros e taxas cada vez mais competitivas. “Buscamos parceiros sólidos e que também estejam comprometidos, principalmente, com o município de Criciúma. Assim, nossa participação vai do começo ao fim, viabilizando desde o projeto de construção de um empreendimento, por meio da legalização da documentação e dos aportes financeiros, até a efetiva construção do pavilhão industrial”, destaca Paulo. Para o advogado e agente da Propriedade Industrial credenciado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Silvio Caetano, a parceria com o Paulo Bens /Rodobens foi fundamental para que o projeto da nova sede da Anel Marcas e Patentes e Virtualiza Agência Interativa saísse do

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papel. “Até então tínhamos apenas um projeto e o desejo de realizar esta obra que representará um grande passo no nosso crescimento. Diante de todas as opções de crédito disponíveis no mercado, foi o Paulo Bens quem nos ofereceu a melhor consultoria, com taxas realmente atrativas, além de uma vantajosa agilidade em todo o processo para a obtenção do financiamento”, destaca Silvio. Silvio complementa que é importante que as empresas da região conheçam os serviços da Paulo Bens, pois trata-se de um facilitador para o desenvolvimento da economia do Sul. “O Paulo Bens é um profissional que conhece muito bem o mercado, e isso é um grande diferencial, pois pode oferecer soluções que se ajustem perfeitamente às necessidades das empresas do sul do Estado. O comprometimento e seriedade com que lidou com o nosso projeto foi determinante para que a parceria fosse firmada com êxito”, explica.

Um novo momento para ampliar atuação Cada vez mais preocupada com a valorização da qualidade de suas estruturas, a fim de garantir a excelência de produtos e serviços e bem estar no ambiente de trabalho, a Pedecril Solid Surfaces está construindo uma nova fábrica, com entrega prevista para 2014. A

localização estratégica, no Anel Viário de Criciúma, bairro Linha Batista, irá facilitar a logística da empresa, contando com novos maquinários, ampliação da produção e redução do tempo de conclusão dos pedidos. De acordo com o fundador da Pedecril, Célio Brogni, “a parceria com a Paulo Bens/ Rodobens chegou junto ao novo momento da empresa, compartilhando com todas as possibilidades de crescimento. Paulo Bens é um grande empreendedor com visão que tem acompanhado o crescimento de nossa cidade e região”, destaca. O novo layout da Pedecril conta ainda com circulação interna e externa planejadas para deduzir o trajeto dentro da empresa, conforto acústico com redução de ruídos, e soluções sustentáveis como tratamento e reutilização de toda a água utilizada na produção.


A parceria com a Paulo Bens foi de grande importância, uma forma de financiar meu empreendimento de uma maneira rápida e justa em que minha empresa pudesse honrar. A maior prova disso é minha obra com 4402 m² feita em apenas 11 meses, sendo que já estamos negociando outro empreendimento de grande porte. Fernando Serafim Marcello proprietário Sisos Hall

Parceiros para o crescimento A La Moda, produtora da grife Lança Perfume, foi uma das centenas de empresas beneficiadas. “A participação da Rodobens foi importante para compor o capital para investimento do novo parque. Consideramos a Rodobens um excelente parceiro para investimentos em imóveis e que a região tem muito a ganhar com as linhas de créditos imobiliários oferecidas por esta empresa. Destacamos o impecável serviço prestado pelo Paulo Bens e equipe, que estiveram sempre presentes desde o início da relação até à inauguração da obra”, destaca o gerente de controladoria da La Moda”, Adair Moro. Outros beneficiados foram os empresários responsáveis em criar um dos melhores hotéis da região Sul de Santa Catarina, o Bormon. “A Rodobens teve importância fundamental para a concretização do empreendimento. Se não fosse o crédito Rodobens, não existiria o Hotel Bormon. Um sonho foi realizado”, explica o proprietário Nirlan Luiz Bortolotto. Ele investiu R$ 3,2 milhões por acreditar que Nova Veneza, a cidade mais italiana do Brasil, merecia este presente. “Foi com a segurança transmitida pela Rodobens que o Hotel Bormon conseguiu antecipar sua concretização. Ao que parecia uma grande construção e com prazo para execução de quatro anos, sua finalização se deu com um ano e oito meses”. Para o empresário, trabalhar com a Rodobens é sinônimo de tranquilidade e segurança. “O crédito financeiro Rodobens foi a base para a concretização do hotel. Os juros da Rodobens são os menores, assim facilita a concretização de um novo empreendimento. Para Bortolotto, quando se pensa em investir logo se analisam as condições de pagamento, taxas, juros. “Foi com a Rodobens que encontramos a facilidade e a tranquilidade no pagamento”. www.acicri.com.br |

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Joice Quadros

joicedequadros@hotmail.com

Mercado Sul O desafio de reduzir a carga tributária

Disseram “O Brasil está preso na armadilha de baixo crescimento. Este modelo de alto gasto esgotou. Precisa agora de altos investimentos” Carlos Rodolfo Schneider, coordenador do Movimento Brasil Eficiente

Com propostas consistentes e mobilização da sociedade civil, os líderes do Movimento Brasil Eficiente (MBE) acreditam que em 10 anos será possível reduzir em 30% a carga tributária no Brasil. Esta foi a principal mensagem da palestra proferida pelo empresário Carlos Rodolfo Schneider, dia 23 de setembro, na ACIC. “O Brasil arrecada muito e gasta mal”, avalia o empresário, considerando que o país convive com

uma alta e confusa carga tributária, um dos gargalos para o crescimento do país. O MBE foi fundado em julho de 2010 e seu lançamento aconteceu na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. Carlos Schneider, expresidente da Associação Empresarial de Joinville, é um dos organizadores deste movimento, que já conta com mais de 130 instituições associadas em todo o país.

Mais atenção ao Caravaggio Com um crescimento médio de 8% ao ano nos últimos três anos e geração de 2000 empregos diretos, o setor metalmecânico do Caravaggio pede mais atenção. “Respondemos por 33% da arrecadação de Nova Veneza e não temos estradas e ruas calçadas”, lamenta o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Caravaggio

(SIMEC), empresário Rogério Mendes. O distrito sofre com falta de infraestrutura adequada para o escoamento da produção e trânsito de carros e motos, principal veículo de transporte dos trabalhadores. “Nosso distrito é mal assistido pela administração pública”, enfatiza Mendes, destacando que estão se organizando para exigir as providências necessárias.

“O Brasil precisa se desenvolver e vivemos no pleno emprego. Este é o desafio. Precisamos aumentar a produtividade, investir em infraestrutura e reduzir o custo Brasil” Olvacir Fontana, presidente da ACIC

Número

R$ 45 bilhões por ano são gastos pelas empresas com pessoas, equipamentos e sistemas para darem conta do pagamento das inúmeras taxas e tributos que são cobradas pelo poder público.

SC na área de Libra Todo o litoral norte catarinense está na área de Libra, que tem leilão previsto para o dia 21 de outubro. Três consórcios já estão disputando esta área, com potencial estimado entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo. A área de Libra está sob uma formação de rochas chamada

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de camada pré-sal, que vai do Espírito Santo até Santa Catarina. A questão de dois anos, a então senadora Ideli Salvatti falou aos empresários catarinenses na FIESC, alertando para este novo mercado que vai abrir oportunidades para o estado.

Meio & Mídia Jornal da Manhã completou em setembro 30 anos de atividades em Criciúma. É o jornal com maior tempo de permanência no mercado editorial criciumense com o mesmo nome.


Revista acic 39  
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