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Editorial

200ª edição da Vilas Magazine

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Marco traz responsabilidade renovada

existência de imprensa local independente é um dos marcadores do desenvolvimento socioeconômico de uma cidade. E também um dos mais raros de se verificar, em especial nas pequenas e médias cidades da região Nordeste. Comuns no Sul do Brasil e nos países desenvolvidos, os pequenos jornais e revistas de circulação local são a verdadeira voz da comunidade. Para a grande imprensa de Salvador, mesmo aqui ao lado, Lauro de Freitas é assunto frequente nas páginas policiais, nos programas policialescos da televisão ou sempre que se trata de explorar a miséria humana. Espaço para a cobertura dos temas que realmente afetam a comunidade, só no veículo local. Pelo menos nesse sentido, Lauro de Freitas está no grupo das sociedades mais desenvolvidas da região. Há 200 meses, desde janeiro de 1999, a cidade conta com um veículo impresso independente do poder público, progressivamente construído à escala da comunidade, num projeto economicamente sustentável. De ponto de vista estritamente empresarial, o ramo editorial nunca foi dos mais simples, menos ainda dos mais lucrativos. Ao contrário: manter uma publicação local em circulação ininterrupta sem depender dos poderes públicos é um desafio como poucos. O comum é a subserviência vendida, manietando a grandeza do jornalismo. Por isso, editar uma revista local foi muito mais uma decisão vocacional que uma escolha comercial. E é com esse mesmo espírito que as edições da Vilas Magazine continuam a ser produzidas, há 16 anos ininterruptamente. O foco na missão de dar voz à comunidade é que fez da “revista de Lauro de Freitas” o veículo de comunicação respeitado que é hoje. O jornalismo profissional conquistou a credibilidade que garante leitura – e audiência ao material publicitário dos anunciantes. É dessa forma que a veiculação publicitária na revista Vilas Magazine, por sua vez, garante retorno em vendas aos anunciantes. A revista é o banco de informações de serviços da comunidade. É esse o ciclo virtuoso saudável, ético, responsável e qualificado que sustenta uma iniciativa editorial que agora chega à sua 200ª edição. Apesar do número redondo, a sugerir comemoração, o patamar agora atingido enseja mais responsabilidade do que festejos. Ao longo destes 16 anos de circulação, inúmeras coberturas do jornalismo da Vilas Magazine trouxeram a público temas e teias que de outra forma jamais teriam visto a luz do dia. Mais está por vir. Nada se publica que não se saiba ao certo, mas nem tudo o que se sabe acaba publicado. Pelo menos de imediato. Essa responsabilidade tem sido expressa, ao longo dos anos, em coberturas que contrariam interesses – alguns deles verdadeiramente poderosos, outros apenas pretensamente. Mas em todos os casos, interesses contrários aos da comunidade que um veículo de comunicação deve servir. O fato é que os governos passam e a sociedade permanece. Lauro de Freitas atravessa um período particularmente delicado frente ao que alguns chamam de “progresso” ou “desenvolvimento”. Trata-se, modo geral, de um processo em que interesses econômicos, quando não meramente patrimonialistas, são apresentados como positivos para a coletividade. Hoje e no futuro próximo, mais do que nunca, será papel da imprensa defender Carlos Accioli Ramos Diretor-editor os direitos da comunidade.

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Informativo mensal de serviços e facilidades, distribuído gratuitamente nos domicílios de Vilas do Atlântico e condomínios residenciais da Estrada do Coco e entornos (Lauro de Freitas, Ipitanga, Miragem, Buraquinho, Busca Vida, Abrantes, Jauá, Jacuípe, Guarajuba), Stella Maris, Praia do Flamengo e parte de Itapuã. Disponível também em pontos de distribuição criteriosamente selecionados na região. As opiniões expressas nos artigos publicados são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, as da Editora. É proibida a reprodução total ou parcial de matérias, gráficos e fotos publicadas nesta edição, por qualquer meio, sem autorização expressa, por escrito da Editora, de acordo com o que dispõe a Lei Nº 9.610, de 19/2/1998, sobre Direitos Autorais. A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Cabe ao leitor avaliar e buscar informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CONAR – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos produtos e serviços oferecidos pelos anunciantes, pela impossibilidade de se deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. No entanto, com o objetivo de zelar pela integridade e credibilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a Editora se reserva o direito de recusar ou suspender a veiculação de anúncios enganosos ou abusivos que causem constrangimentos ao consumidor ou a empresas. altura total. A revista Vilas Magazine utiliza conteúdo editorial fornecido pela Agência Folhapress (SP). Os títulos Vilas Magazine e Boa Dica – Facilidades e Serviços, constantes desta edição, são marcas registradas no INPI, de propriedade da EDITAR – Editora Accioli Ramos Ltda.

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Publicação mensal de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda. Rua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. Lauro de Freitas. Bahia. CEP 42700-000. Tels.: 0xx71/3379-2439 / 3379-2206 / 3379-4377. Diretor-Editor: Carlos Accioli Ramos accioliramos@vilasmagazine.com.br Diretora: Tânia Gazineo Accioli Ramos Gerente de Negócios: Álvaro Accioli Ramos alvaro@vilasmagazine.com.br Leandra da Cruz Almeida e Vanessa dos Santos e Silva (assistentes comerciais) Gerente de Produção: Thiago Accioli Ramos. Bruno Bizarri Nogueira (assistente). Adm./Financeiro: Miriã Morais Gazineo (gerente) financeiro@vilasmagazine.com.br Leda Beatriz Gazineo (assistente) comercial@vilasmagazine.com.br Distribuição: Álvaro Cézar Gazineo (responsável) Tratamento de imagens e finalização de arquivo para CTP: Diego Machado. Redação: Rogério Modelo 2: Borges (coordenador). Colaboradores: Gilka Bandeira, Alessandro Trindade Leite (charge), Jaime Ferreira. Tamanho mínimo de comercial@vilasmagazine.com.br 67,5 mm de largura e 32,5 mm DEPARTAMENTo CoMERCIAL: FALE CoM A REDAÇÃo: redacao@vilasmagazine.com.br TIRAGEM DESTA EDIÇÃo: 32 MIL EXEMPLARES 67,5 mm

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Registros & Notas

Zizi Possi, dia 18, no Teatro Castro Alves RAMA DE oLIVEIRA

A cantora Zizi Possi remonta sua trajetória de mais de 30 anos de sucesso em seu novo show, que apresenta no dia 18, às 21h, no Teatro Castro Alves. Originalmente produzido para o projeto “Sala de Estar”, do Sesc Pompeia em São Paulo, o show traz um repertório particular e inédito, em que Zizi costura lembranças e canções, com roteiro de seu irmão, o premiado diretor José Possi Neto. Ingressos estão à venda na bilheteria do teatro, nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista e no site compreingresso.com e custam R$120,00 / R$60,00 (filas A a P), R$100,00 / R$50,00 (filas Q a Z) e R$80,00 / R$40,00 (filas ZI a ZII).

Cacá Leão participa de audiência pública de telecomunicações O deputado federal Cacá Leão (ao centro, na foto) participou da reunião ordinária da Comissão Especial das Telecomunicações, na Câmara dos Deputados, na audiência pública realizada em 19 de agosto, para tratar de assuntos relacionados aos serviços de telefonia fixa, móvel e internet no Brasil. Presente na audiência, o ministro da Comunicação, Ricardo Berzoine. O deputado, que já foi titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia na Assembleia Legislativa da Bahia, acompanha de perto as questões relacionadas à prestação dos serviços de telefonia fixa, móvel e de internet no estado.

ACBEU celebra 74 anos e inaugura nova unidade em Vilas do Atlântico Integrando as celebrações pelos 74 anos de presença na Bahia, a Associação Cultural Brasil-Estados Unidos – ACBEU inaugurou em agosto sua nova unidade em Vilas do Atlântico, no 2º andar do Shopping VillaVerde Street Mall, onde ocupa todo o segundo andar exclusivo para os alunos. Na foto (a partir da esq.) Jorge Calmon Filho (presidente), Athiná Arcadinos Leite (superintendente) e Roberto Herrera (coordenador da unidade Vilas do Atlântico).

Personagem de Ziraldo, Pererê do Brasil, chega à Caixa Cultural Salvador A CAIXA Cultural Salvador apresenta, de 29 de setembro a 29 de novembro, a exposição inédita “Pererê do Brasil”, baseada no personagem das histórias em quadrinhos criadas por Ziraldo. A Turma do Pererê foi lançada em 1º de outubro de 1960, pelos Diários Associados, e publicada ininterruptamente ao longo de quatro anos, com a impressionante tiragem mensal de 120 mil exemplares. O personagem Pererê é uma das expressões mais legítimas do folclore brasileiro. Apesar de ter sido criado na década de 1960, suas histórias continuam atuais, pois valorizam o meio ambiente e a inclusão social. A exposição resgata as histórias do personagem e mostra como ele e sua eclética PAULA GUATIMoSIM turma surgiram. Entre os personagens estão o indiozinho Tininim e alguns animais típicos da fauna brasileira, como o macaco Alan, o jabuti Moacir, o tatu Pedro Vieira, o coelho Geraldinho e a onça Galileu, que, como nas fábulas, interagem com os humanos. Ziraldo Alves Pinto (dir.) inaugura a exposição no dia 29 e, no dia 1º de outubro, abre o mês das crianças recebendo alunos de escolas públicas para uma visita guiada. Visitação das 9h às 18h, com acesso gratuito, no espaço CAIXA Cultural Salvador, na Rua Carlos Gomes, 57, Salvador. Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 5

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Registros & Notas

Walter Pinheiro reeleito para mais um mandato na presidência da Associação Bahiana de Imprensa O jornalista Walter Pinheiro (dir.) foi reeleito para novo mandato – biênio 2015/16 – à frente da ABI - Associação Bahiana de Imprensa, que celebra este ano 85 anos de fundada. Com ânimos renovados, Walter Pinheiro salienta que a entidade se mostra “mais amadurecida, fortalecida e consciente da importância do seu papel histórico na defesa das liberdades de Imprensa e de expressão, fundamentais para a consolidação da democracia no país”, acrescentando que “teremos uma ABI mais voltada para ampliar o compromisso com a missão social que lhe é inerente”. Integrante da diretoria da entidade desde 1986, quando esteve à frente da Tesouraria até ser eleito para a presidência, em 2011, Walter Pinheiro, que também é presidente do jornal Tribuna da Bahia, assegura sua “permanente preocupação no combate a qualquer ato que comprometa censura ou possa caracterizar garroteamento aos profissionais em expressar suas opiniões”, enfatizando que o quadro da ABI funciona como um baluarte, tanto na defesa dos jornalistas quanto da cidadania e do Estado. “A ABI se mantém fiel aos objetivos de seus fundadores, de criar uma instituição que fosse independente e atendesse aos anseios da comunidade”.

Lançamento jurídico Priscilla Nascimento Ramos Rátis (dir.), graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador, com Mestrado em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa e Especialização em Direito Público pelo JusPodium/FABAC, lançou o livro “Dos Contratos de Trabalho Celebrados pela Administração Pública Brasileira”, obra jurídica na qual a autora procura auferir efeitos patrimoniais ao particular/contratado, quando da rescisão de um contrato de trabalho nulo firmado pela Administração Pública Brasileira.

O livro pode ser encontrado nas unidades da Livraria Cultura. Também pode ser adquirido na livraria jurídica virtual SAFE, pelo site www.fabriseditor.com. br por R$ 66,00

Aluno do Senac Bahia está entre os três melhores garçons do mundo Andeson de Almeida, aluno do Senac Bahia, conquistou a medalha de bronze na ocupação Serviço de Restaurante da 43ª WorldSkills, competição internacional de educação profissional, que pela primeira vez aconteceu no Brasil. O jovem de 22 anos participou de treinamento intensivo durante dois anos, no Restaurante Escola Senac Casa do Comércio, em Salvador, passou por uma série de seletivas, até ser selecionado a representar o Brasil na WorldSkills (WSI), entre alunos de 34 países que participaram da disputa na categoria. Andeson realizou com sucesso os módulos de Banquete, Jantar Fino, Bar, Coquetelaria e Jantar Casual. A delegação brasileira somou 11 medalhas de ouro, 10 de prata, 6 de bronze e 18 certificados de excelência (equivalem ao quarto lugar), entre as diversas categorias do comércio e indústria, levando o Brasil ao primeiro lugar geral. O presidente do Sistema Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, e a diretora regional do Senac, Marina Almeida, prestigiaram o evento, que ocorreu de 11 a 16 de agosto em São Paulo. “A WSI é um momento de aprendizado e visibilidade para o trabalho do Senac. Além do nosso vitorioso aluno, o Regional Bahia teve uma equipe presente no evento, formada por um expert em Serviço de Restaurante, quatro avaliadores nas áreas de Cozinha, Cabeleireiro, Estética e Enfermagem, um representante no Comitê de Ouvidoria, além de diretores e gerentes que acompanharam as provas”, declarou a diretora. Pela quarta vez consecutiva o Senac Nacional participou da Worldskills representando o setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Brasil em seis ocupações: Serviço de Restaurante (BA), Cabeleireiro (PE), Cozinha (RS), Florista, (SC) Cuidados de Saúde e Apoio Social (MG) e Estética e Bem Estar (CE). Para os participantes, a competição de educação profissional representa o reconhecimento, diferenciando-se no mercado de trabalho como os melhores em suas ocupações. Para o Senac, a WSI é uma oportunidade de mostrar ao mundo os resultados da qualificação profissional que a instituição oferece em todo o Brasil há quase 70 anos.

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nossa opinião

Gatos pingados

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Topera continua fazendo a festa no Armazém de Vilas Após oito anos no comando da Banda 5%, o cantor e músico Topera segue sua carreira solo tocando um novo projeto, batizado de Topera & Os Bira. Com grandes sucessos do axé, pagode, arrocha e músicas de sua autoria, como Papai Paga, Quinta Dose e Cara do Isopor, Topera nomeou seu repertório como MPB: Música Para Beber. Nos domingos de agosto ele ferveu a área verde do Armazém de Vilas. Recheado de gente bonita e muito alto astral, Topera recebeu ao longo das apresentações, artistas e amigos, como Márcio Vitor, do Pisrico; Dan Miranda, da Avenida Sete; Falcão, da Guig Ghetto; Banda Torres da Lapa e ainda contou com a participação da recém vencedora do concurso que elegeu a nova integrante do Balé do Faustão, Lorena Improta. Nos dias 13 e 27 deste mês, Topera & Os Bira continuam a animar as tardes/noite de domingo do Armazém Vilas, trazendo mais convidados, sempre esbanjando a mesma energia contagiante e simpatia de sempre. Um verdadeiro músico, que conquistou e alicerça seu espaço com humildade e muito talento.

episódio da “revolta dos gatos”, no município de Jacarezinho (PR) mostra que tanto há cidadãos dispostos a fazer valer a pressão popular, como há vereadores que conhecem os limites da paciência do eleitorado. Foi no mês passado que, via redes sociais, na página “Todo Poder Emana do Povo”, um grupo de populares encostou os legisladores locais na parede, impediu a criação de quatro novas vagas de vereador na cidade e ainda impôs uma redução no salário dos representantes do povo. O “erro de estratégia” dos excelentíssimos edis de Jacarezinho foi confrontar a opinião pública ao chamar o grupo de “gatos pingados”. Foi a senha para que apenas 14 pessoas motivassem milhares a subscrever um abaixo-assinado pedindo o rebaixamento do salário dos vereadores. Afinal, vereança não é profissão e os ganhos financeiros derivados da atividade de legislador não devem constituir atrativo para os carreiristas de plantão. Um mês depois do episódio inicial, os 14 “gatos pingados” já eram centenas e foram para a frente da Câmara Municipal de Jacarezinho, miando até que os vereadores cedessem às demandas do grupo. Resultado: nenhuma vaga nova foi criada e os salários dos edis ganharam um corte de 30%. Consta que até hoje os vereadores recebem mensagens de áudio via Whatsapp com miados de eleitores. O episódio do Paraná contou, claro, com uma opinião pública que não vê a “pulítica” como meio de vida, nem para os vereadores nem para os cidadãos. Não é o que se vê em muitos outros municípios, onde os eleitores acreditam que os eleitos lhes devem favores, empregos e até dinheiro. A tranquilidade com que se elegem os vereadores no Brasil trabalha contra a legitimidade da representação e reduz o poder da pressão popular. Numa cidade do porte de Lauro de Freitas, por exemplo, com mais de 112 mil eleitores, meros 800 votos podem eleger um vereador. Sob o pretexto de valorizar os partidos, a legislação eleitoral brasileira impõe uma complicada contabilidade de votos que acaba viabilizando distorções como essa. O mais triste é que os partidos que se pretende valorizar com esse sistema não valem o esforço. A grande maioria das siglas representa apenas um meio de eleger grupos que fazem da política uma profissão. Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 7

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cEna da cidadE n Fundada no século 16 pelos jesuítas, junto com a aldeia de São João, a igreja de Santo Amaro de Ypitanga é o mais importante monumento histórico da cidade de Lauro de Freitas. Acredita-se que o templo atual foi construído na segunda metade do século 17, com algumas alterações posteriores. Tem estrutura de paredes de alvenaria mista de pedra e tijolo, que sustentam tesouras de madeira do telhado. Possui duas capelas laterais. Na imaginária, merecem destaque as esculturas do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores. Os azulejos que revestem parte do interior são do século 18. O conjunto arquitetônico foi tombado pelo Iphan, em 1944. Aos domingos, quando ficam lotadas a nave e o atrium, fiéis assistem às missas do lado de fora.

q vai mal A rua Praia de Igarassu, em Vilas do Atlântico, continua a aguardar reparos no trecho que atravessa um córrego. A base da rua desabou nas últimas chuvas, meses atrás, e até hoje nada foi feito. Quase metade da rua é hoje um buraco que continua a aumentar. O córrego vai tomando conta do que já foi uma via pública, preocupando os moradores da área.

p vai bEm Na esquina das avenidas Praia de Itapoan e Copacabana, também em Vilas do Atlântico, as chuvas causaram estrago igual ao registrado na rua Praia de Igarassu, levando ao desabamento de parte do asfalto. Mas, nesse trecho, toda a infraestrutura de drenagem foi corrigida, evitando futuros danos ao pavimento e ao meio-fio, providência que a comunidade aprovou.

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Cidade

Prefeitura aplica lei de 22 anos e deixa de coletar lixo no pequeno comércio de Vilas do Atlântico

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s pequenas empresas de comércio e serviços de Vilas do Atlântico deixaram de ter o lixo recolhido pela prefeitura de Lauro de Freitas há cerca de dois meses, em alguns casos depois de terem sido notificadas, “com a finalidade de providenciar a contratação de empresa particular coletora de lixo” – de acordo com informações da assessoria jurídica do Shopping Canoas. Questionada pela reportagem, a prefeitura de Lauro de Freitas informou apenas que nada cobra do comércio, que “possui um contrato pela coleta de lixo domiciliar até 100 litros (característica do resíduo domiciliar)” e que “acima deste valor é con-

Notificação da prefeitura de Lauro de Freitas: fim da coleta de lixo. Ao lado, Nota Fiscal da coleta de lixo no Shopping Canoas em julho: média de 125 Kg/dia

siderado resíduo comercial e é de responsabilidade do estabelecimento comercial”. O fim do serviço público de coleta de lixo no comércio de pequeno porte está, na verdade, embasado na lei federal 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e prevê responsabilidade compartilhada entre o poder público e o empresariado, deixando a regulamentação

a cargo dos municípios. Em Lauro de Freitas, é uma lei de 22 anos atrás que estabelece o limite de 100 litros ou 500 kg para o que pode ser considerado “lixo domiciliar”. Qualquer coisa acima disso seria “responsabilidade do estabelecimento comercial”, não sendo a prefeitura obrigada a fazer a coleta – embora sempre a tenha realizado nos estabelecimentos de pequeno porte. Em Salvador, desde janeiro deste ano o limite para a coleta de lixo pela prefeitura no comércio é de 300 litros/dia. Produzindo lixo em volume abaixo desse, os lojistas não precisam contratar serviços privados. A decisão da prefeitura de Lauro de Freitas de deixar de coletar o lixo do pequeno comércio local não teria sido coordenada com a oferta de serviços por uma empresa privada, apesar de ter ocorrido na mesma época. De acordo com Márcia Dantas, da Amaral Coleta de Lixo, de Salvador, a empresa há muito tempo presta esse tipo de serviço em Lauro de Freitas. Não há informação a respeito do volume coletado pela empresa desde que a prefeitura deixou de prestar o serviço, em junho, mas contratos mostram que os u empresários vêm pagando R$ 0,20/

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Cidade

quilo de lixo. Só o Shopping Canoas, de pequeno porte, pagou em agosto R$ 754 pela coleta e descarte de 3,77 toneladas de lixo gerado em julho último – uma média de 125 Kg/ dia, volume que em Salvador seria recolhido pelo serviço público com folga. Pequenos lojistas como Thalita Cáceres, da empresa Mundo Verde, optaram por descartar por conta própria o lixo que geram. “A coleta de lixo agora se tornou um luxo para nós, comerciantes”, diz. “Ao que nos consta, Lauro de Freitas não possui grandes indústrias, não tem força no turismo, sendo o comércio, portanto, uma força motriz importante na economia da cidade, que gera muitos empregos diretos e indiretos”, verifica Cáceres. “Temos as taxas de IPTU, contas de água, luz, telefone, diferenciadas – leia-se mais caras –, taxas de alvarás de publicida-

Thalita Cáceres (acima): coleta e transporte por conta própria para não arcar com mais um custo. Luiz Miguel Julião (dir,) mostra o contrato assinado com a Amaral: sem opção de, de saúde, e em contrapartida, o que temos? Temos de pagar seguranças privados, ou nos alocarmos em shoppings ao custo de

A família rotariana, representada pelo Rotary Club Lauro de Freitas, Núcleo de Senhoras do Rotary e Rotaract Club Lauro de Freitas orgulha-se em parabenizar a revista VILAS MAGAZINE, pela circulação da sua 200ª edição, que representa 16 anos ininterruptos de excelente serviço prestado à comunidade de Lauro de Freitas e adjacências, marco jamais alcançado por qualquer veículo de comunicação nesta região. O trabalho desenvolvido pela revista VILAS MAGAZINE destacase pela honestidade, honradez, seriedade, qualidade, ética e compromisso com a comunidade, independente de vínculos político-partidário e religiosos, prestando serviços de comprovada utilidade aos moradores da região, inclusive aos mais necessitados. Também, somos honrados pela presença e participação ativa do casal Carlos Luiz Accioli Ramos e Tânia Maria Gazineo Accioli Ramos, diretores da revista VILAS MAGAZINE no nosso meio rotário. Nossos profundos agradecimentos. Lauro de Freitas, 1º de setembro de 2015. Companheiros Rotarianos

condomínios altíssimos para cobrir este e outros serviços”, reclama. Na Padaria Portuguesa, Luiz Miguel Julião apresenta os mesmos argumentos ao discordar do fim do serviço público. “Se estamos gerando imposto é justo que a cidade forneça o serviço”, diz. Pagar um IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) mais caro que o residencial justifica ter recolhida maior quantidade de lixo do que o doméstico, avalia. Mas gerar maior quantidade de resíduos nem é o caso da padaria. De acordo com ele, o lixo que o estabelecimento produz não atinge sequer o limite de 100 litros ou 500 Kg estabelecido em 1993, ficando em 60 Kg/dia, em média. Embora fale de “lixo doméstico”, a lei municipal aplica o limite a “resíduos produzidos pela ocupação de imóveis de qualquer natureza”. Julião conta que foi procurado pela Amaral na mesma época em que a prefeitura deixou de recolher o lixo. Julião ainda buscou alternativas, mas outras empresas afirmaram ser economicamente inviável fazer a coleta em pequena escala. Ele acabou assinando contrato com a única empresa disponível no mercado. Thalita Cáceres verifica a legalidade da medida, “apesar de discutível do ponto de vista da Constituição, segundo nossa assessoria jurídica”, mas o que tem incomodado os empresários é “a maneira como mais esta cobrança nos foi imposta”.

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Trabalhadores noturnos não tem transporte público após as 22h

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escassez de transporte público em Vilas do Atlântico após as 20 horas continua a ser um transtorno para trabalhadores que deixam o serviço a partir desse horário. Muitos dos que cumprem jornada até as 22h ou ainda mais tarde são obrigados a esperar pelo primeiro ônibus do dia seguinte, sempre depois das quatro da manhã. A maioria dos empresários que precisa manter os estabelecimentos abertos até essa hora ou depois dela acaba arcando com o transporte dos funcionários em veículo próprio ou contratado, até a residência de cada um. É o caso de padarias, bares e restaurantes. Para os trabalhadores, é preferível o transporte para casa a bordo de vans e taxis contratados pelos empregadores. Todos eles temem a falta de segurança no transporte público mesmo durante o dia, quanto mais à noite. Uma das pizzarias que faz entrega a domicílio no bairro conta com van própria apenas para levar os funcionários para casa. Um dos bares mais movimentados, com cerca de 40 funcionários de serviço até por volta das 3h da madrugada, contrata táxis para transportar todos no final da noite. Para Leôncio Ribeiro, gerente da maior casa do gênero em Vilas do Atlântico, só uma reivindicação conjunta dos comerciantes poderia levar a Agerba – autarquia do governo estadual que regula o transporte público – a estabelecer linhas noturnas em Vilas do Atlântico.

Trabalhadores noturnos em Vilas do Atlântico ficam sem transporte público após as 22 horas. Para Leôncio Ribeiro (acima.), gerente de casa noturna e assistente Mirela Santana: reivindicação conjunta seria mais forte e poderia dar resultados

A pequena demanda de passageiros depois das 22h pode explicar o desinteresse do poder público, mas a disponibilidade de transporte “é mais importante que os critérios econômicos de quem explora o serviço”, diz Ribamar Macedo, frequentador habitual de estabelecimentos comerciais noturnos de Vilas do Atlântico. A presença de grande frota de ônibus no bairro durante o dia é explicada pela grande demanda de passageiros na Estrada do Coco, Paralela e orla de Salvador, trajetos cumpridos pelas duas linhas que servem Vilas do Atlântico.

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obras na Priscila Dutra cancelam ‘rallye’ de protesto convocado por moradores

rua Priscila Dutra, principal acesso ao Miragem e à terceira entrada de Vilas do Atlântico começou a ser recuperada pela prefeitura no final do mês passado. A intervenção foi iniciada logo depois que milhares de moradores aderiram a um protesto programado via redes sociais para o dia 23 de agosto: o “Rallye de Lauro de Freitas”, com largada na Priscila Dutra. Diante das obras, a manifestação foi cancelada. Há alguns meses o resto de asfalto da Priscila Dutra vinha se deteriorando ao ponto de impedir a circulação de veículos em pelo menos dois pontos. A prefeitura aguardava o fim de obras da Embasa na via para então executar o recapeamento. De acordo com a prefeitura, todo o resto de asfalto antigo está sendo removido. O secretário de Infraestrutura André Carvalho estima a conclusão dos serviços para 14 de setembro. A recuperação da Priscila Dutra faz parte de um pacote de obras de pavimentação bancadas por um empréstimo de R$ 17 milhões, contraído pela prefeitura este ano. No entorno de Vilas do Atlântico, a avenida Luis Tarquínio também deverá ser recuperada. No bairro, apenas a avenida

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Praia de Itapoan estava incluída no conjunto de obras previstas. O reasfaltamento está sujeito à nova lei municipal que obriga a prefeitura de Lauro de Freitas a executar obras de pavimentação de acordo com normas técnicas da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas] e da secretaria estadual de Infraestrutura. A intenção é impedir o asfaltamento precário das ruas, com asfalto de baixa qualidade ou que não suporte o volume de tráfego previsto – o que resulta em buracos depois de apenas alguns meses. A prefeitura está obrigada também a instalar rede de drenagem e de abastecimento de água antes de asfaltar os trechos que ainda não contam com essa infraestrutura. Para fins de fiscalização, as diversas camadas de asfalto só podem ser aplicadas “após verificação do controle geotécnico e geométrico” da camada anterior.

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Máquinas removem o que restava de asfalto na Rua Priscila Dutra

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Cidade

Desapropriações da Via Metropolitana serão discutidas com a comunidade

Vereadora Naide Brito com o secretário Josias Gomes: eliminação de conflitos

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vereadora Naide Brito (PT) esteve com o secretário estadual de Relações Institucionais Josias Gomes para tratar das desapropriações de terras previstas no Quingoma – em território que poderá ser demarcado pelo Incra (Instituto

Nacional de Colonização e Reforma Agrária) como remanescente de Quilombo – no Parque São Paulo, em Itinga e no Capelão. As desapropriações fazem parte do projeto da Via Metropolitana, que vai ligar a Estrada do Coco, ainda em Camaçari, à BA-526 (CIA-

Aeroporto) num trecho de 11 Km, aliviando o tráfego dentro de Lauro de Freitas. “O objetivo é evitar conflitos, o que já está sendo avaliado e negociado”, disse Naide Brito. De acordo com Josias Gomes, o Estado está intermediando a relação entre as partes – que esteve bastante tensionada, motivando inclusive a intervenção da Defensoria Pública. A secretaria quer “a eliminação de possíveis conflitos de interesses e permitir que a Via Expressa seja construída sem interrupções em seu cronograma”. Naide Brito garante que a reunião foi “esclarecedora sobre os procedimentos adotados para as desapropriações e que isso seja feito com a participação das comunidades envolvidas”. Sérgio Barbosa, Coordenador de Projetos do Sistema de Informação Georeferenciada (SIG) da Concessionária Bahia Norte participou do encontro, juntamente com técnicos da Agerba. Em maio, moradores do Quingoma reivindicaram a simples interrupção das obras da Via Metropolitana. A estrada atravessa o território que a comunidade quer ver certificado como remanescente de Quilombo. A área ainda precisa passar por estudo antropológico antes de ser demarcada e oficializada pelo Incra. A comunidade se opõe à obra por considerar essencial a unidade do território. Para as lideranças do Quingoma, a comunidade deve ser tratada como território remanescente de Quilombo desde já. Legalmente, mesmo assim a estrada poderia ser construída, mas a Concessionária Bahia Norte (CBN), que executa a obra, propôs o estabelecimento de diálogo. O problema é que o território que a comunidade quer preservar não está demarcado. “Só se pode respeitar determinada área sabendo que área é essa, quais são os seus limites, que território é esse”, lembrou Francisco Ribeiro, da CBN. Conhecendo os limites, a CBN estaria disposta a “estudar alternativas de engenharia no sentido de contornar aquela área para evitar, se for possível, que a via passe naquele trecho e impacte diretamente a comunidade”, completou.

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Atlântico. Projetado para ser um condomínio fechado, com três portarias, o empreendimento nunca chegou a cumprir esse destino devido à legislação, que proíbe o fechamento do acesso às praias.

A beleza natural de Vilas do Atlântico continua a surpreendendo moradores e visitantes, depois de 35 anos de ocupação urbana

Vilas do Atlântico celebra 35 anos

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loteamento de Vilas do Atlântico completa 35 anos dia 29 de setembro, data em que a primeira etapa do empreendimento foi entregue pela Odebrecht, em 1980. Para marcar o aniversário, a Salva (Sociedade de Amigos do Loteamento de Vilas do Atlântico) programou uma corrida para o sábado, 26 de setembro, partindo às 9h da praça na entrada do Parque Ecológico, na avenida Praia de Itapoan. A chegada será no Villas Tênis Clube, onde haverá uma confraternização com distribuição de prêmios. Está programada também a participação da comunidade em atividades para as crianças, com um “festival de frutas” organizado pela Salva. Há 35 anos, Vilas do Atlântico era tão distante da rede urbana de Salvador como hoje é a mais distante praia do Litoral Norte. Ao longo dessas três décadas e meia surgiu no entorno um novo núcleo urbano originado do loteamento, que era originalmente uma fazenda com acesso à praia de Buraquinho – o verdadeiro nome da praia de Vilas do

Ataque de abelhas pode ter matado idosa em Vilas do Atlântico Eurodia Santos, de 69 anos, foi atacada por um enxame de abelhas numa residência de Vilas do Atlântico, na rua Praia de Saquarema, no mês passado, vindo a falecer após o ataque. A causa da morte ainda está sob investigação. O caso foi registrado na 23ª Delegacia, no Centro de Lauro de Freitas. É comum a ocorrência de enxames de abelhas em Vilas do Atlântico e já haviam sido registrados vários ataques antes. Apesar de tudo indicar que a morte foi causada pelo ataque das abelhas, apenas uma perícia, ainda não concluída, poderá confirmar o fato. Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 15

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Solidariedade

Projeto Crescer celebra 15 anos construindo histórias de vida

Marina Souza Araújo Freelancer para a Vilas Magazine

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está sendo de festas para o Projeto Crescer, que celebra 15 anos de fundação. Entidade sem fins lucrativos, nasceu com a finalidade de educar e desenvolver socialmente, crianças em situação de

risco, moradoras da comunidade da Lagoa dos Patos, em Lauro de Freitas. Desde a fundação a associação mantem a atenção voltada para as crianças daquela comunidade, com o propósito de minimizar, pela arte e educação, o contato dos jovens com as drogas, gravidez precoce e violência. Além dos aspectos educacionais formais

da escola, o Projeto Crescer trabalha a cultura artística, física e mudança de hábitos de alimentação e de higiene pessoal. Apoximadamente 200 crianças/adolescentes, entre 6 e 18 anos, são assistidas atualmente pela instituição, participando de oficinas de música (violão, pandeiro e percussão), artesanato, futsal, arteterapia, capoeira, dança, informática e reforço escolar, além de participarem de trabalhos de formação envolvendo temas relevantes, como sexualidade, direitos das crianças, diversidade cultural entre outros. Adolescentes a partir dos 15 anos de idade, participam do Grupo de Desenvolvimento Pessoal, quando lhes são ministradas as primeiras noções de como se preparar para o mercado de trabalho. Os que superam essa etapa, são encaminhados para cursos profissionalizantes e, posteriormente, inseridos para o primeiro emprego através do Programa Jovem Aprendiz. O Projeto Crescer fornece duas refeições diárias, uniforme completo e todo o material necessário para o desenvolvimento integral da criança. “Fazemos tudo com muito amor e dedicação. Temos uma equipe extremamente unida. Nossas crianças são nossa prioridade. Executamos o trabalho técnico sempre com altas porções de amor. Acredito ser esse o nosso diferencial”, declara Raimunda Araújo, uma das coordenadoras da instituição. APoIo A ToDA FAMÍLIA Crianças matriculadas em escolas municipais da rede de ensino de Lauro de Freitas frequentam normalmente suas aulas nos períodos inscritos e, no turno oposto, participam das aulas das oficinas do Projeto Crescer. Além do apoio à criança, a instituição olha também para a família. Psicólogos que dedicam parcerias voluntárias ao Projeto, atendem mães - muitas delas solteiras – a superarem as dificuldades do dia a dia. Pessoas que tenham grau de parentesco com alunos do Projeto, como tios, pai, primos, irmãos, também podem participar gratuitamente de aulas de informática, adquirindo conhecimento sobre o meio digital.

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“Repasse seu imposto para quem faz o bem”,

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ão muitas as dificuldades enfrentadas para dar continuidade ao trabalho realizado pelo Projeto Crescer. Elas vão desde a carência de materiais de estudo à verbas para custear os gastos diários da instituição, passando pela falta de profissionais qualificados que atendam voluntariamente pessoas assistidas pelo Crescer, que faz um trabalho de coleta porta-a-porta de doações. Atalmente, o Projeto Crescer é mantido graças à parcerias com empresas da região, que doam, alimentos e materiais de limpeza. A Prefeitura, através das secretarias de Educação e de Assistência Social e Cidadania, também contribui de forma significativa. “Não tem sido fácil, mas não podemos desanimar, afinal, temos um compromisso com as crianças e adolescentes que atendemos e pretendemos atender”, declara Iury Santiago, assistente de captação da instituição. Com a intenção de superar esses obstáculos diários, o Projeto Crescer, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, está promovendo a campanha “Repasse seu imposto para quem faz o bem”, pela qual, pessoas físicas e jurídicas podem colaborar com a manutenção da instituição sem mexer no orçamento anual. Parte do imposto de renda do contribuinte pode ser repassado para a conta do Fundo Estadual de Atendimento à Criança e ao Adolescente – Fé Criança, para então ser destinada ao Projeto Crescer. Pessoas físicas podem participar da campanha repassando 6% e pessoas jurídicas 1% do lucro real. Pessoas de outros municípios também podem participar. O depósito será formalizado no Fundo Estadual de Atendimento a Criança e ao Adolescente (órgão que vai emitir o comprovante para dedução do imposto de renda). Interessados encontram orientações completas no site www.ceca.ba.gov.br na opção fé criança. Mais informações sobre como ajudar: Tels.: (71) 3288-3503 / 8890-6503 E-mail: c_rescer@hotmail.com Para conhecer o trabalho do Projeto Crescer: u www.projetocrescer-ba.org.br

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Solidariedade

Toda forma de ajuda é bem-vinda

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tualmente o Projeto Crescer conta com uma equipe de 18 colaboradores fixos e cerca de 70 voluntários, incluindo pais de assistidos, que atuam em diversas áreas, além de parcerias de pessoas físicas e jurídicas que acompanham e acreditam no trabalho da entidade. Além de poder colaborar com a campanha “Repasse seu imposto para quem faz o bem”, qualquer cidadão pode também fazer a diferença no trabalho pela educação desses jovens laurofreitenses. Basta doar uma parcela do seu tempo livre ao Projeto fazendo trabalhos na sede, contando histórias para crianças, auxiliando nas atividades do reforço escolar, entre tantas outras atividades. Profissionais de categorias diversas também podem doar um tempo de suas atividades ao Projeto e assim contribuir para a melhoria na qualidade de vida dos meninos e meninas assistidas pelo Crescer. A instituição necessita hoje de ações que envolvam atendimentos mais especializados na área de psicologia e psicopedagogia. Algumas crianças apresentam dificuldades geradas pelo seu contexto e história de vida que ultrapassam o que o professor em sala de aula pode dar conta. A ajuda é fundamental para o sucesso das ações desenvolvidas e é uma carência real da instituição. A Vilas Magazine é uma das entidades que apoiam o trabalho do Projeto Crescer.

CRIANÇA ESPERANÇA Além dos 15 anos de história, o Projeto Crescer também comemora sua terceira participação consecutiva no programa Criança Esperança, da Rede Globo. A entidade está entre as 30 instituições do país, que será beneficiada em 2016/17. Segundo a coordenadora Raimunda Araujo, a

Participo do projeto há dois anos. Não imagino minha vida mais sem ele. Com certeza seria mais complicada do que já é. Descobri aqui habilidades que nem sabia que tinha. Participo de quase todas as oficinas” Danilo Dias dos Santos, 16 anos

Para marcar os 30 anos do Projeto Crescer, a Rede Globo convidou, este ano, apenas 30 entidades no Brasil, sendo duas da Bahia: o Projeto Axé e o Projeto Crescer. A coordenadora Raimunda Araújo e o aluno Jeferson Oliveira Batista viajaram para o Rio de Janeiro, para participar das gravações do programa. Na foto abaixo o ator Fábio Assumção com os representantes de Lauro de Freitas

participação no programa Criança Esperança só certifica a qualidade do serviço prestado pelo Projeto. “Na Bahia, apenas duas instituições foram contempladas. É um enorme prazer levar o nome de Lauro de Freitas para o Brasil e o mundo através do nosso trabalho, que é feito de forma muito séria.”, conclui a coordenadora. A verba proveniente do programa é investida em melhorias na estrutura física da sede do Crescer e também utilizada para pagar profissionais da equipe. Com o dinheiro já recebido, foram instalados aparelhos de ar condicionado nas salas de aula e construídas divisórias no espaço. E, além disso, com esse investimento é possível aumentar o número de pessoas atendidas pelo Projeto. “Já estamos pensando nas melhorias que iremos realizar com os recursos

que virão através do Criança Esperança 2015. Vamos terminar as obras da quadra, colocar isolamento acústico na sala de música, trocar o refeitório de lugar e fazer um anexo da cozinha. Estamos também com a expectativa de poder atender 100 crianças a mais, totalizando 300. Quando a parceria começou com o Criança Esperança, em 2011, atendíamos apenas 100”, afirma Raimunda. Em agosto o aluno Jeferson Oliveira Batista viajou com a coordenadora para o Rio de Janeiro, e ambos participaram das gravações do programa. Além de viver a emoção de viajar pela primeira vez de avião, o garoto conheceu de perto alguns artistas da Rede Globo, nos três dias de gravação no Projac. Segundo Raimunda, foi uma experiência inexplicável. “Os olhos de Jeferson brilhavam a todo momento”, disse.

o projeto me ajuda muito na escola. Minhas notas só melhoraram depois que comecei a participar das aulas. Os professores daqui me ajudam muito na resolução das atividades de casa. O Projeto Crescer é essencial pra mim.” Adrieli Romão, 14 anos

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Região

Instituto Imbassaí realiza limpeza na praia com escola da região

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Instituto Imbassaí – entidade sem fins lucrativos voltada à execução de ações que integram a sustentabilidade turística da localidade que lhe dá nome, e com especial foco na capacitação, geração de renda e cultura local – realizou em agosto mais uma limpeza da Praia de Imbassaí. Nesta quarta edição, ao lado de alunos e professores do Colégio Estadual Alaor Coutinho, do município de Mata de São João, de funcionários do hotel Grand Palladium Imbassaí e de turistas, foram recolhidos 20 quilos de lixo em um trecho de 1,5 quilômetros. InstItuto IMbassaí O Instituto Imbassaí existe desde 2005. Com a chegada do Grand Palladium Imbassaí na localidade, o hotel passou a trabalhar em parceria com o Instituto, entre outras funções, com a missão de catalogar plantas e animais nativos, atuando ativamente nessa parceria, contribuindo, não apenas financeiramente, mas no desenvolvimento de projetos e ações voltadas para a comunidade. Hoje, o Instituto Imbassaí é reconhecido e parceiro de órgãos como Senac e Sindicato dos Hotéis e está plenamente envolvido com a comunidade, oferecendo aulas em igrejas e escolas, atingindo pessoas de todas as idades. Entre as atividades, estão ações como Jovem Aprendiz, que orienta e direciona os jovens ao mercado de trabalho local, cursos de capacitação profissional na área hoteleira, aulas de artesanato, alfabetização de adultos e o Projeto Bem Viver Imbassaí, que oferece atividades físicas para a terceira idade. O Grand Palladium Imbassaí Resort & SPA trabalha com o padrão internacional da Palladium Hotel Group, que administra cerca de 50 hotéis em destinos como Espanha, Itália, México, República Dominicana, Jamaica e no Brasil, sendo detentora também das bandeiras The Royal Suites by Palladium, Ayre Hoteles, Mallorca Rocks Hotel e Ushuaïa Ibiza Beach Hotel, entre outras.

Adeptos do Candomblé passam a garantir renda com bordados em Richelieu

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ordados tradicionais inspirados em orixás foram exibidos durante o desfile que marcou o encerramento do projeto “Richelieu e Bordados Ancestrais”, em 20 de agosto, no Instituto Goethe, em Salvador. As vestimentas, coloridas e ricas em detalhes, foram confeccionadas por representes de terreiros de candomblé, que passaram por capacitação ao longo dos mais de seis meses de projeto. A confecção foi feita utilizando o Richelieu – uma técnica francesa que garantiu a sobrevivência de ex-escravas após a abolição. Pouco conhecida entre os baianos, a técnica consiste em, manualmente, cortar espaços vazios do tecido e, entre eles, construir bordados, vazando áreas estratégicas e garantindo a formação das estampas. A tradição foi resgatada por meio do projeto, desenvolvido com apoio da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado (Setre), que tem como objetivo estimular a economia solidária no estado. O projeto foi um dos 54 classificados pelo Edital de

Apoio aos Empreendimentos de Economia Solidária de Matriz Africana, lançado em 2014 pelo Governo da Bahia. Ao todo, mais de 60 pessoas foram capacitadas a bordar utilizando o Richelieu. Uma das beneficiadas foi dona Raimunda Valdete, de 64 anos. Ela sofre de problemas de articulações, mas ao lutar por uma nova profissão melhorou os movimentos. “Sou cozinheira aposentada e agora tenho uma nova profissão. Nunca tinha bordado e me apaixonei. Melhorou até os movimentos das minhas mãos. Me sinto bem para fazer bordados com Richelieu até o fim da vida”, afirma. O projeto foi implementado em uma rede de seis terreiros de candomblé, capitaneados pelo Ilê Axé Ya Onira, formando o núcleo produtivo, e os núcleos comerciais com os outros terreiros. O desfile com peças produzidas ao longo de um ano do projeto foi uma oportunidade para o público ver o resultado do trabalho e entender como uma antiga tradição francesa vem sendo resgatada, por meio das comunidades afrodescendentes baianas.

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Educação

ENEM: Visão oficial de qualidade de ensino coloca escola baiana no topo do ranking

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colégio Sartre COC, de ensino privado, aparece no primeiro lugar entre as escolas mais bem pontuadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado em Lauro de Freitas. No ranking nacional, entretanto, aquela que é a melhor escola local está na 725ª colocação, com 612,95 pontos na média das provas objetivas – excluída a redação. O melhor do país seria o Objetivo Colégio Integrado, de São Paulo, outra instituição privada, com 742,96 pontos de média. A pior média foi registrada em Rio Branco, no Acre: 408,47 pontos. O ranking foi calculado a partir dos dados de cada escola, divulgados no mês passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) como resultado preliminar do Enem de 2014. A divulgação das notas finais estava programada para o dia 27 de agosto. O próprio Inep, contudo, deixou de elaborar um ranking de escolas pela média das notas

das provas objetivas. O presidente do Inep Chico Soares explicou que não vale comparar realidades diferentes numa mesma categoria. “Reunir as escolas em um único grupo para qualquer tipo de análise é uma opção muito limitada, que gera sínteses equivocadas”, afirmou. “As escolas de ensino médio brasileiras formam um conjunto muito heterogêneo, principalmente em relação às características socioeconômicas de seus estudantes e esses fatores precisam ser levados em consideração”, completou Chico Soares. Além disso, há escolas que recrutam alunos de melhor desempenho nos anos finais do ensino médio para melhorar a média das provas do Enem, distorcendo a avaliação de qualidade de ensino. Por isso, a lista agora é divulgada com um “indicador de permanência na escola”: quanto mais tempo os estudantes ficaram naquela instituição, maior a probabilidade de que a MARCEllO CASAl JR – ABR

nota seja mesmo reflexo da sua qualidade. Esse indicador mostra se, em média, o estudante cursou total ou parcialmente o ensino médio no mesmo estabelecimento de ensino. “Essa informação é importante para que a sociedade conheça quais são as escolas que realmente ajudam seus alunos a melhorarem, que oferecem educação de qualidade durante todo o ensino médio, e quais são aquelas que, simplesmente, selecionam alguns para cursarem apenas o 3º ano”, destacou Chico Soares. No caso do Sartre COC, o índice de permanência é de 60% a 80%, igual do Colégio Perfil, que tem a segunda melhor média da cidade (610,49) e ao do Colégio Apoio, quarto colocado (584,92), Colégio Pirâmide, quinto (584,87) – e outros, mas maior que o do Colégio Mendel, terceiro melhor (603,27), com 40% a 60%. E há diversas escolas privadas entre as mais bem pontuadas de Lauro de Freitas com baixos índices de permanência, inclusive abaixo de 20%. Os dados podem ser consultados no site do Inep. Na tentativa de relativizar um ranking que não pode ser tomado como absoluto, o Ministério da Educação ofereceu um ranking diferenciado do desempenho das escolas avaliadas em 2014. Pelos novos indicadores desse ranking alternativo, a melhor escola instituição particular do Brasil é Escola Família Agrícola de Caculé – no interior da Bahia, a mais de 600 Km de Lauro de Freitas. Já a Escola Padre João Bosco de Lima, do Ceará, foi a instituição pública que atingiu a maior média nacional. Em comum elas têm um índice de permanência de mais de 90% e indicador sócio-economico baixo ou O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro e o presidente do Inep Chico Soares (dir): Caculé no topo

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muito baixo. “Pela primeira vez estamos propondo ranking alternativo aos óbvios, porque a primeira da lista pode não ser a melhor, porque têm fatores externos que podem determinar isso”, afirmou o ministro da Educação, Renato Janine. “Queremos aproximar esse resultado do mundo real e, sobretudo, ver a contribuição efetiva da escola”, acrescentou. Para colocar a escola baiana e a cearense no topo do ranking, o Inep considerou dados como formação dos docentes que trabalham na escola, o tempo de permanência dos alunos na escola, o porte da instituição e um Indicador de Nível Socioeconômico. “Temos que considerar fatores externos que não dependem da escola, mas que têm impacto sobre a escola, como o nível socioeconômico dos alunos”, defende Janine. “Uma escola com alunos mais pobres vai ter uma nota inferior”, diz ele. “Mas essa escola pode fazer um trabalho educativo importante porque ela pode melhorar mais este aluno”, completou o ministro. O indicador de nível socioeconômico foi conseguido por meio de informações disponibilizadas pelos estudantes no momento da inscrição no Enem. Separados por grupos, os alunos que obtiveram nota 611 têm um índice muito alto, enquanto os que têm níveis mais baixos chegam à média 429. O porte da escola também tem influência, uma vez que, quanto menor a escola – com apenas uma turma de 30 pessoas, por exemplo – melhor é o desempenho. O terceiro indicador aponta a proporção de professores de cada escola que leciona no ensino médio e possui a formação adequada, nos termos da lei, a partir dos dados do Censo Escolar da Educação Básica. A formação do professor está diretamente relacionada ao desempenho escolar. As maiores médias foram apresentadas pelos estudantes cujos professores têm formação acadêmica específica nas disciplinas que lecionam. Outra inovação é que as taxas de rendimento (aprovação, reprovação e abandono), levantadas pelo Censo Escolar da Educação Básica e já disponibilizadas no portal do Inep, foram incluídas no sistema de divulgação, para facilitar a consulta. Para ter a nota divulgada, é exigido que pelo menos dez alunos tenham participado da edição do Enem em 2014 e que no mínimo 50% de todos os estudantes tenham feito o exame. Foram considerados os alunos matriculados na 3ª série do ensino médio regular. Desses, foram levados em conta os alunos que fizeram as quatro provas objetivas e a prova de redação, desde que não tenham tirado nota zero nas provas objetivas. Ao todo, tiveram resultados divulgados 15.640 escolas, nas quais 1.295.954 estudantes fizeram o Enem. Houve uma melhoria na média das escolas de forma geral no comparativo entre 2013 e 2014: a nota da prova de Linguagem e seus códigos passou de 508 para 528. Em Ciências da Natureza passou de 492 para 507 e em Humanas de 537 para 565. Porém, houve uma queda na nota da prova de Matemática, passando de 544 para 511. A nota de Redação, embora também tenha caído, não é comparável, segundo o Ministério da Educação, porque dependendo do tema há maior ou menor facilidade para os alunos.

“Me deixe ficar velha” Plástica, botox, e até “tratamentos mágicos” são usados para fazer a mulher parecer mais jovem Mirian Goldenberg

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á reparou a dificuldade feminina para saber o que se pode (ou não) fazer depois de uma determinada idade? Devo ou não pintar o cabelo? Posso deixar o cabelo comprido? É ridículo ter franja ou fazer rabo de cavalo? Qual é o comprimento adequado da saia? E o tamanho do biquíni? Uma arquiteta de 57 anos disse: “Parei de pintar o cabelo. Sofri um verdadeiro massacre das minhas amigas. Dizem que estou parecendo uma velha, que desisti da minha vida sexual, que deixei de ser mulher. Os homens até gostam, me acham diferente. Só as mulheres me criticam”. Uma professora de 60 anos contou:”Adoro ir à praia. Sempre fui de biquíni. Agora parece que sou uma velha ridícula, caquética, pelancuda, que não obedece à regra de usar maiô ou até mesmo de não ir mais à praia. Recebo muitos olhares de censura e comentários violentos de algumas amigas. Elas parecem policiais perseguindo as mulheres que querem envelhecer naturalmente”. Ela mostra que as amigas podem ser a maior fonte de pressão e de preconceito com relação ao envelhecimento feminino. “Todas as minhas amigas já fizeram plástica ou colocaram botox. Minha melhor amiga fez correção nos olhos, colocou botox, preenchimento ao redor dos lábios e ainda operou o nariz. Virou outra pessoa. Cada vez que ela me encontra insiste que eu tenho que fazer plástica, que estou com as pálpebras muito caídas, que vou ficar muito mais jovem. Ver o rosto dela tão plastificado me fez decidir não mexer em nada. Sinceramente, eu me acho mais bonita e mais jovem do que ela”. Muitas não resistem à pressão e acabam fazendo um dos “tratamentos mágicos”, como uma advogada de 47 anos:”Tenho uma amiga que faz de tudo para parecer mais jovem. Ela me convenceu a fazer um tratamento mágico que prometia rejuvenescer minha pele. Gastei uma fortuna e não teve qualquer resultado. Tem tanta promessa no mercado do tipo “pareça dez anos mais jovem” que nós acabamos fazendo loucuras. Muitas mulheres ficam deformadas”. Ela pergunta: “Será que não está na hora de parar com essa obsessão pela aparência jovem e aceitar a beleza de todas as fases da vida? Dá vontade de gritar: ‘Por favor, me deixa em paz, basta de tantas cobranças e loucuras. Me deixa ficar velha!’”. MIRIAN GOlDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de “A Bela Velhice” (Ed. Record). www.miriangoldenberg@uol.com.br

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Decoração

Paisagismo revitaliza a área da piscina

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Com o passar do tempo, as pedras naturais, geralmente usadas no jardim e ao redor da piscina, também começam a desgastar e fazer parecer que o local está abandonado. Analu aconselha que sejam trocadas as pedras naturais por porcelanato com aparência de madeira, fazendo o local parecer com um deck. “Na hora da escolha do porcelanato, só é necessário cuidados pensando se o mesmo é

ANAlU GUIMARãES / ARqUIVO PESSOAl

e você está cansado do visual de seu jardim e acha que a área da piscina está abandonada, há soluções simples e baratas que podem transformar completamente o local. Usar do paisagismo para revitalizar a área da piscina garante não só economia, como também conforto. Abusar de plantas e colorido, além de transformar o visual do local, também o torna mais agradável. Segundo a paisagista Analu Guimarães, dar ênfase no verde pode ser a melhor opção. “Decorar o ambiente usando muitas plantas é sempre uma alternativa barata que gera um grande efeito estético”, explica. O cuidado deve estar só no tipo de planta que você usará no local. Ainda segundo a profissional, é necessário cuidado, sobretudo, com o tipo de ambiente em que as plantas vivem melhor. “Se você não tem muito tempo para cuidar do jardim, o ideal é que escolha plantas que precisem de menos cuidados ou que vivam bem no tipo de jardim que você possui. Bate muito sol nele? É preciso observar esses detalhes”, conta a paisagista. A também paisagista Nadia Bentz, quetrabalha há 20anos no segmento, afirma que plantas perenes, do tipo suculentas, são as ideias. “Elas dão cor ao ambiente com suas flores sem precisar de muita manutenção”. E cor é o que o ambiente mais precisa, se você deseja dar a ele uma nova cara. Investir em almofadas coloridas, por exemplo, é uma opção barata e que garante um ar novo ao ambiente sempre que você quiser. “As almofadas tornam o ambiente mais confortável visualmente, e é muito fácil de mudar quando a pessoa quiser”, afirma Nadia.

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OPçÕES PARA DEIXAR O ESPAçO COM CARA NOVA DEtAlHES Almofadas e outros detalhes na decoração fazem grande diferença. Invista em cores e mude tudo quando quiser PlANtAS Abusar do verde é a maneira mais fácil e barata de transformar um local. Se não possui muito espaço, pensar em um jardim vertical talvez seja uma alternativa PORCElANAtO Substituir pedras naturais, que desgastam com facilidade e precisam de muita manutenção, por porcelanato é uma opção mais barata para quem deseja mudar os arredores da piscina

Além de plantas e flores, soluções simples, como móveis coloridos, dão uma cara nova para o ambiente de lazer ideal para estar próximo a uma piscina. Por exemplo, se o piso for escorregadio, poderá causar acidentes”, explica a paisagista. Um dos outros detalhes que podem ajudar a dar um novo clima para o jardim é a iluminação. Nadia explica que o uso de luminárias tanto dentro da piscina, quanto

fora dá beleza ao jardim também durante a noite. “Invista em luminárias de cor âmbar, ou mais amareladas, por exemplo. Dão um clima mais familiar ao local”, explica. Naiane Aline / Ag. A tarde.

IlUMINAçãO A luz transforma o ambiente mais do que se imagina. Recomenda-se o uso de luzes mais quentes, amareladas, que garantem conforto ao usuário

Esq,: Em projeto da paisagista Nadia Bentz, o verde é um destaque na área da piscina: “As plantas suculentas são as ideais. Elas dão cor ao ambiente”. Abaixo, a partir da esquerda: Plantas coloridas tornam o ambiente da piscina mais agradável. Objetos e móveis despojados ajudam a compor a decoração. Analu Guimarães optou por um jardim vertical em uma das paredes.

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Decoração

tijolo aparente é o destaque da linha Brick da ViaRosa Os tijolinhos foram os grandes protagonistas das construções industriais, e hoje ditam tendência na decoração. Esse atemporal e singelo material, serviu de referência para a criação do Brick, da ViaRosa Porcelanato. O modelo possui aspecto rústico e tons envelhecidos, que transmitem autenticidade e aconchego aos ambientes. Indicado para paredes de áreas externa e interna, o modelo oferece rápida instalação e tem manutenção simples e prática. O destaque fica para textura e relevo acentuado, que criam um efeito sensorial, que proporciona a impressão de ser uma peça só. Disponível na medida 45x90 é retificado e não sofre variações nas peças.

Kit Porta de Correr oferece versatilidade aos projetos Sistema possibilita o melhor aproveitamento do espaço e funcionalidade ao ambiente A porta de correr é uma ótima solução para quem precisa de espaço. Prática, funcional e com sua abertura na horizontal, ela permite a otimização de um cômodo pequeno, pois economiza um metro quadrado que a porta convencional ocupa quando é aberta. É uma opção também para quem deseja integrar dois ou mais ambientes, pois possibilita a comunicação entre os espaços, deixando tudo mais amplo e arejado. Sem falar que, em residências pequenas, elas substituem as paredes, deixando a decoração mais leve e dinâmica. A empresa Pormade desenvolveu o Kit Porta Pronta de Correr composto de porta, batentes, guarnições para os dois lados, fechadura (opcional) e dobradiças. Tudo já vem pronto, com as opções de pintura primer, branco final ou verniz. Com o batente e as guarnições reguláveis é possível uma economia de dois a sete centímetros na largura do batente. Além disso, a utilização da base em poliuretano (resistente à umidade) ou composto de madeira e PVC (à prova d’água) aumenta a durabilidade da porta.

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Inteligência Emocional: o caminho para o sucesso pessoal, social e profissional AUGUStO CURy

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omo tenho alertado em meus livros e palestras, estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância e da juventude em todas as nações modernas. Temos saturado nossos filhos e alunos de atividades, jogos, cursos, computadores, internet, videogames, celulares e horas a fio de televisão. É uma geração que não tem tempo para brincar, se aventurar, se interiorizar e muito menos para lidar com frustrações e elaborar suas experiências. Não é sem razão que estamos diante da geração mais triste que pisou nesta terra, embora ela tenha acesso à mais poderosa indústria do entretenimento. O sistema educacional mundial está doente, embora os educadores sejam os profissionais mais relevantes do teatro social. Por quê? Porque ele enfoca as funções cognitivas, como memória, raciocínio, habilidades técnicas, mas pouco trabalha as habilidades socioemocionais, enfim, as importantíssimas “funções não cognitivas” que são vitais para o futuro dos nossos jovens, como: proteger a emoção, gerir os pensamentos, a capacidade de colocar-se no lugar do outro, de expor e não impor suas ideias, de trabalhar perdas e frustrações, de ser proativo, de construir relações saudáveis. Abarrotamos o córtex cerebral de nossos filhos e alunos com milhões de informações de Matemática, Química, Biologia, competências técnicas e outras matérias, para que eles conheçam o mundo exterior e atuem nele. E isso é,

sem dúvida, muito importante. Mas são as “funções não cognitivas” que determinarão o sucesso profissional, social e emocional dos nossos filhos e alunos. Sem desenvolver as funções da inteligência socioemocional, o sucesso afetivo, social e profissional pode estar seriamente comprometido. Questione seriamente as escolas que supervalorizam apenas as notas escolares, pois mesmo os alunos com os melhores rendimentos podem estar apresentando asfixia das habilidades fundamentais para serem saudáveis, livres, inventivos, resilientes. O incrível é que, quando ensinamos as funções “não cognitivas”, como proteger a emoção, colocar-se no lugar do outro e pensar antes de reagir, melhoram-se muito as funções cognitivas, como memória, raciocínio, concentração. Por quê? Porque quando melhoramos a autoestima e fortalecemos o Eu como gestor da mente humana, os alunos se concentram e aprendem mais, desenvolvem o debate de ideias, a intepretação de textos. Todavia, onde estão as escolas que ensinam seus alunos a proteger a emoção e a gerenciar a ansiedade? Onde estão as escolas que os ensinam a ter autocontrole e a filtrar estímulos estressantes que eles vivenciam diariamente dentro e fora da própria escola? Há, sim, centenas de escolas ensinando essas importantíssimas habilidades socioemocionais, por meio do Programa Escola da Inteligência (E.I.) e dos personagens da Turma da Floresta Viva. Eu, Augusto Cury, psiquiatra, pesquisador e escritor, desenvolvi o Programa E.I. para apoiar o processo educacional dos pais e das escolas dos mais diversos países.Ele entra na grade curricular do ensino infantil, fundamental e médio, com uma aula por se-

Augusto Cury é psiquiatr a e escritor com publicações em 70 países

mana, e trabalha sistematicamente e de maneira inteligente e agradável todas as funções socioemocionais comentadas. Por ser lúdico, os alunos costumam amar tanto as aulas do Programa que ficam contando os dias para assisti-las. O programa Escola da Inteligência diminui muito a violência, o bullying, expande a solidariedade, o altruísmo, a segurança, a autonomia. Todos ficam comovidos ao ver os resultados, com crianças de sete anos dizendo para seus pais “Papai, você perdeu o autocontrole.”, ou uma de oito anos alertando: “Mamãe, você está reagindo sem pensar.”. Queremos contribuir, pelo menos com o que está ao nosso alcance, para uma humanidade melhor, mais inteligente e emocionalmente saudável. Atualmente temos mais de 200 mil alunos e há dezenas de países querendo importar o Programa. Por isso, gostaria de me dirigir diretamente aos pais: se o que eu lhes disse faz sentido, se vocês enxergam que as habilidades socioemocionais são vitais para seus filhos, procurem uma escola que tenha o Programa Escola da Inteligência. Se você quiser saber mais sobre o Programa Escola da Inteligência, acesse o site escoladainteligencia.com.br Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 25

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PRIMEIRA INFâNCIA

SéRIE ESPECIAl

EDIçÕES DE SEtEMBRO / OUtUBRO / NOVEMBRO

PAI é qUEM CRIA? O envolvimento paterno nos cuidados com o filho desde o primeiro ano de vida pode fazer toda a diferença no desenvolvimento intelectual e emocional da criança, mostram pesquisas atuais.

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PRIMEIRA INFâNCIA O termo define o período que vai da gestação aos seis anos, tema desta série que a revista Vilas Magazine publica (sob licenciamento da Agência Folhapress) nesta e nas próximas edições, de outubro (Elas e as telas) e novembro (Hora da Escola). É a fase em que há maior expansão de conexões neuronais, base do aprendizado do raciocínio e da capacidade de criar bons relacionamentos ao longo da vida. As conexões se multiplicam se a criança tem vínculos afetivos fortes com adultos e recebe os estímulos certos. E podem ser lesadas em casos de estresse prolongado, como negligência ou violência.

licença paterna tem custo baixo e alto benefício

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esquisas mostrando vantagens do envolvimento do pai nos cuidados com o bebê impulsionaram o debate sobre o aumento do tempo da licençapaternidade no país. Proposta que eleva de cinco para 20 o número de dias remunerados concedidos ao pai na época do nascimento do filho foi aprovada neste ano pela Câmara. Agora, a mudança é analisada no Senado, dentro do projeto de lei com políticas para a primeira infância. Trabalho inédito feito por professores da FEA-USP (faculdade de economia da USP) em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal mostra que essa ampliação custaria o equivalente a 0,009% u Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 27

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PRIMEIRA INFâNCIA / Série Especial da arrecadação federal (R$ 99 milhões) por ano. Antecipada à Folha, a pesquisa diz que os benefícios esperados com a medida são “suficientes para mais do que compensar seus custos”, considerados “muito baixos”. Segundo o estudo, a extensão da licença paterna pode ajudar a aumentar o período de amamentação, já que a mãe contará com mais apoio, e também o vínculo do pai com a criança, além de reduzir a desigualdade de gênero, ao envolver o homem em tarefas domésticas. No caso da administração pública e de empresas privadas com regime tributário de lucro real, os gastos com a extensão da licença seriam absorvidos pela União. Quase 65% dos trabalhadores do país estão nesse perfil. A pesquisa sobre aumento dos dias remunerados cruzou dados oficiais do mercado e projeções populacionais. Os R$ 99 milhões do resultado consideram a média atual de pedidos de licença. Num cenário em que todos os pais tirassem os 20 dias de afastamento, o gasto da União subiria para R$ 1,3 bilhão/ano (0,1% da arrecadação). São valores que não quebram o país, diz o autor do projeto, deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS). “E o aumento reduziria a desvantagem do Brasil em relação a países com bons índices de desenvolvimento humano”. Com 20 dias de licença-paternidade, o Brasil estaria igual a Portugal. Os países campeões no benefício aos pais são Islândia e Eslovênia, com 90 dias. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a licença-paternidade “é importante”, mas são necessárias ainda “discussões profundas sobre a duração adequada e o pagamento do período de afastamento”. Para a entidade, é “importante avaliar o impacto da perda de produtividade nas empresas pelo afastamento de profissionais qualificados, uma das grandes dificuldades atuais do Brasil”. Fábio takahashi / Folhapress.

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NãO é A MAMãE

m pai presente não apenas alivia a sobrecarga da mulher. Ele também Criança que conta com a presença aumenta as possibilidades de a criança alcançar melhores resulativa do pai no primeiro ano tados cognitivos e emocionais de vida chega à pré-escola com ao longo do tempo, indicam mais habilidades de leitura e pesquisas recentes. matemática, sugerem estudos O problema é que muitos pais não estão tão presentes, também mostram pesquisas. Nos últimos anos, a ciência passou a estudar mais o impacto do envolvimento paterno no desenvolvimento infantil. Até a década passada, o interesse esteve mais presente na relação mãe-filho. Crianças no Reino Unido com pais participativos no primeiro ano de vida apresentaram mais vocabulário aos dois e três anos do que aquelas que não contaram com os cuidados paternos mais diretos quando bebês. Essa foi a conclusão de um amplo estudo de 2013 realizado pela OCDE (organização dos países desenvolvidos), que acompanhou 20 mil crianças. Nos Estados Unidos, crianças que chegaram à pré-escola com mais habilidades de leitura e matemática eram as que contaram com pais participativos no primeiro ano de vida, identificou a mesma pesquisa, que acompanhou por seis anos o desenvolvimento

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ROCK E BAlé O interesse dos pesquisadores pelo impacto do envolvimento paterno no desenvolvimento da criança cresceu depois de as mulheres se consolidarem no mercado de trabalho – forçando os maridos a participar mais da vida dos filhos do casal. A divisão de atividades é feita, por exemplo, na casa do designer Juca Orlandi, 37, sócio da mulher. Com mais flexibilidade em suas funções na empresa, sobrou para Juca levar Alice, 4, ao balé. O que não é tão simples para um exintegrante de banda de rock de garagem. “As roupas que escolho para ela às vezes são sem noção. O penteado é um caso à parte. O coque teve de ser refeito pela professora na aula”. Outras funções não são tão desafiadoras. Ele está presente também nas brincadeiras diárias com Alice e na leitura na hora de dor-

RAqUEl CUNHA / FOlHAPRESS

das crianças. O trabalho da OCDE apontou que os ganhos foram mais robustos quando os pais, além de se envolverem em atividades como trocar fralda, leram para os filhos e fizeram brincadeiras com eles. Trabalho da Universidade de Montreal, de 2012, que revisou pesquisas sobre o tema, lembra o papel do pai para explicar os resultados sempre positivos nesses estudos. Segundo o texto, o pai incentiva o filho a “se abrir ao mundo”, a se aventurar e a se “levantar sozinho”. “O homem mostra à criança valores e visão diferentes dos da mulher”, diz a professora de psicologia social Elizabeth Barham, da Universidade Federal de São Carlos (SP). “Os ganhos ocorrem quando o pai complementa, e não substitui a mãe”. Pesquisa feita por Barham com cem famílias no interior paulista sugere que crianças com pai presente no cotidiano têm menos problemas de comportamento na escola. Do ponto de vista da psicanálise, afirma o professor da PUC-Rio Cesar Ibrahim, a função paterna é impor limites. “Não pode cuspir na vovó, não pode assistir TV o dia todo. O responsável pela função paterna deve mostrar isso. Sem a delimitação, haverá recusa às regras e à aprendizagem quando a criança crescer”, diz o psicanalista. Ibrahim pondera que essa função pode ser exercida pelo pai ou por outra pessoa do convívio da criança. O designer Juca Orlandi prepara a filha Alice, 4, para a aula de balé mir. “Tenho medo de ser pai que não faz ideia do que se passa na cabeça dos filhos”. Coordenador do núcleo de desenvolvimento infantil da Universidade Federal de Santa Catarina, Mauro Luis Vieira afirma que “o envolvimento paterno cresce, mas o caminho ainda é longo”. Segundo ele, há pais que continuam vendo a criação do filho como coisa de mãe, “e outros se retraem, por não saberem como agir ou por serem inibidos pela mãe”. Levantamento nacional realizado com mais de duas mil pessoas pelo Ibope e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal identificou no tema uma contradição entre a situação ideal e a real. Enquanto 92% dos pesquisados concordaram com a afirmação de que o pai deve participar ativamente da criação dos filhos, apenas 47% das mães disseram que eles estavam sempre presentes. A discrepância é semelhante nas diferentes classes sociais. Fábio takahashi / Folhapress.

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tODO MUNDO FOI NENéM MAURICIO DE SOUSA, O PAI DA MÔNICA

Os primeiros anos de vida do criador de Mônica (nas fotos, aos 6, e hoje) estão nos seus gibis. “Fui o Chico Bento”, diz Mauricio de Sousa, que brincava “com a turminha” numa rua de terra em Mogi das Cruzes (SP). Passava o dia jogando pega-pega, bolinhas de gude, ou nadando no rio. “A família toda morava em dois quarteirões. Duas avós, duas tias, primas, padrinho”. Com as casas sempre abertas, a criançada entrava na mais próxima para fazer um lanche. A rua era também uma ‘ONU‘, dava aula de convivência: tinha o armazém do turco (na verdade, um libanês) e as casas do espanhol e do japonês. Sousa prendeu a ler com livros do pai e, claro, com o seu primeiro gibi (O Guri). Só entrou na escola aos seis anos, na capital: foi a primeira vez que usou sapatos. Ricardo Bunduky / Folhapress)

PAUl ZAlOOM, O PROFESSOR BEAKMAN O primeiro contato de Paul Zaloom (nas fotos aos 6, e nos anos 90) com o teatro foi quando seus pais o levaram à Broadway, em Nova York. “Gostava muito de ’Oliver’ [adaptação de ’Oliver Twist’, de Charles Dickens], morria de inveja das crianças que atuavam. Na escola, participava de todas as peças”. A diversão virou profissão, e Paul se formou como ator. A maior parte da carreira foi manipulando marionetes, outra paixão, mas seu papel mais marcante foi no ‘Mundo de Beakman’, programa de TV que ensinou ciência para crianças de 90 países. (Bruno Fávero / Folhapress)

WENDEl BEZERRA, A VOZ DO BOB ESPONJA Dono da voz brasileira de Bob Esponja, Wendel Bezerra (aos 6, e hoje) começou a trabalhar cedo seu instrumento mais precioso: aos quatro anos, já tinha duas falas na peça ‘Gota D’Água‘, na qual entrou de carona com o irmão e contracenou com a atriz Bibi Ferreira. “Ela me ‘adotou’, me enchia de presentes”. Mas a infância ao lado dos quatro irmãos não foi nada glamourosa. “A gente era muito pobre, vivia mudando de casa”. Seguindo os passos de dois dos manos, cresceu em bastidores de teatro e estúdios de TV, gravando comerciais. O pai, motorista, foi ausente. A mãe, nordestina, criou a prole com rigidez e ditados como “quem com porcos se mistura farelos vem a comer”, que ele usa até hoje. (Ricardo Bunduky / Folhapress)

PRIMEIRA INFâNCIA / Série Especial ENtREVIStA JACK SHONKOFF

Relação com os pais é essencial no aprendizado

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DIVUlGAçãO

s palavras do pediatra Jack Shonkoff (dir.), da Universidade Harvard (EUA), podem surpreender famílias que gastam pequenas fortunas com cursos e brinquedos para crianças de até seis anos. Para o pesquisador, bastam interação com adultos e poucos utensílios para garantir bom desenvolvimento infantil. Shonkoff é diretor de um centro em Harvard que pesquisa o tema e que defende que a boa estruturação cerebral na primeira infância depende da qualidade da atenção dada pelos adultos. Quando as crianças recebem respostas para suas demandas, conexões neuronais são ativadas, se integram às outras e se fortalecem. E são elas que formarão a base para a boa aprendizagem na escola e as habilidades de se relacionar bem com os outros. “Nada disso exige brinquedos ou cursos”, disse Shonkoff, por telefone. Outro ponto que o pesquisador defende é que os pais não devem ficar se culpando por eventuais erros. “Mesmo os melhores pais do mundo cometem erros todos os dias. Criar filhos é muito mais uma arte do que uma ciência”. Leia trechos da entrevista. O que os pais podem fazer para realmente ajudar no desenvolvimento dos filhos? Jack Shonkoff - Na gravidez, garantir que o bebê e a mãe estejam em boas condições de saúde. Ter bom atendimento médico. E dormir bastante antes de o bebê nascer, porque depois... (risos). Logo após o nascimento, o mais importante é construir forte conexão com a criança. Estar atento às demandas dela e respondê-las. Como num pingue-pongue, se a criança sorri ou aponta para algo, é importante que o adulto sorria de volta, converse. É o que constrói a relação, que são os tijolos necessários para todo o desenvolvimento que virá. Outro ponto é dar à criança a oportunidade de explorar o ambiente,

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aprender. E protegê-la do alto nível de estresse. Dizem, por exemplo, que é importante ler para o filho, o que é correto. Mas se a criança não quer ficar sentada, se você precisa brigar, segurá-la, ela vai chorar, se estressar. Tem de ser prazeroso. é interessante colocar crianças de até seis anos em aulas como música, artes, línguas? Com a preocupação de estimular as crianças, há pais superestimulando os filhos. É importante ter equilíbrio, e um modo de encontrá-lo é apenas deixar a criança ser criança. A melhor forma de ela aprender é brincando, imaginando coisas. Um monte de atividades impostas pode gerar estresse. Aulas de música ou natação não podem ser importantes? É maravilhoso se os pais tiverem condições de oferecer essas experiências. Mas só se for divertido para a criança. Se ela chora por causa da atividade, é melhor recuar. qual o risco do superestímulo? Se você força a criança a aprender algo, reforça a ideia de que aprender é desprazeroso. A criança pode se tornar resistente à aprendizagem. Se os pais não conseguem oferecer estímulos à criança na idade adequada, o que fazer? O mais importante para o desenvolvimento é o bom relacionamento da criança com os pais. E você sempre pode melhorar as coisas. O que posso dizer é que mesmo os melhores pais do mundo cometem erros todos os dias. Criar filhos é muito mais uma arte do que uma ciência. Crianças não são tão frágeis. Há várias formas de ser bom pai ou mãe. O problema Desenvolvimento mesmo é quando a criança é maltratada ou abandonada. depende mais da

atenção dos adultos e das brincadeiras do que de aulas cheias de estímulo, afirma pesquisador de Havard

qual a opinião do sr. sobre o uso de tablets ou celulares? A criança precisa da interação com pessoas, demandas e respostas. Quando você é mais velho, pode aprender por meio de vídeos, de tablets. Um bebê, não. Não há evidência de que seja prejudicial o uso de tablet por uma criança de dois anos, se ela usa por algum tempo no dia para brincar com ícones animados, mover figuras ou ver o resultado de suas próprias ações. Mas se os pais entendem que o tablet pode substituí-los, e a criança o usa por muito tempo diariamente, não é bom. Em qualquer idade. u Fábio takahashi / Folhapress.

Mulher é a primeira a excluir o pai do jogo

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m pai que ajuda nos cuidados com o filho é valorizado por pediatras, psiquiatras, publicitários. E, supõe-se, pelas mães. Só que a realidade é menos óbvia e mais complicada do que mostram campanhas publicitárias ou fotos da cria tiradas por “pais de selfie” e postadas na rede. “Mesmo com a revolução sexual e o feminismo, o instinto maternal é enaltecido como sempre foi. E muitas mulheres abusam desse instinto. Falam que o pai tem que participar, mas não deixam se não for do jeito delas”, afirma a psicóloga Lucia Rosenberg, coordenadora dos grupos de estudo intitulados “Em busca da intimidade familiar”. Na sua experiência em consultório, Rosenberg ouve muitas reclamações masculinas. “Eles dizem que são tratados feito idiotas, que as mães agem como se ninguém mais soubesse criar o Mães se filho e manifestam isso com desdém, chegam a humilhar o outro”. queixam, mas Essa atitude bem comum tem querem origem no que Rosenberg chama de que eles façam arquétipos culturais, “da mãe leoa tudo do jeito que tem um ciúme sem limites da cria à ‘mater dolorosa’, que se desdelas dobra em dez para cuidar do filho”. O nó começa a ser feito ainda antes do nascimento, segundo a neuropsicóloga infantil Ana Olmos. Se, durante a gravidez, a mulher não se sente acolhida pelo marido, sua tendência é a de afastá-lo do bebê. Enquanto muitos homens não entendem essa expectativa da grávida, muitas mulheres querem se sentir “como princesas com o bebê na barriga” afirma a terapeuta de família Tai Castilho. Esse desencontro pode gerar um monstro de mágoas e ressentimentos que vai resultar em uma mãe que cobra o pai e o exclui da relação com o filho. Vira um jogo de poder, especialmente nesta época em que filhos são vistos como símbolo do sucesso dos pais. “Tudo o que o pai faz ou deixa de fazer entra no ‘livro-caixa da família’. É uma competição para mostrar quem comanda a relação, e o filho vira a fatura”, diz Castilho. E há as mães que não apoiam o pai porque pressentem que uma das funções dele é justamente a de separá-la de seu filho. O que é bom. “É o pai quem ajuda o bebê a passar da relação simbiótica com a mãe e se perceber como um ser único”, afirma Olmos. Não é fácil para nenhuma mãe aceitar ‘o lobo mau que vai lhe tirar a criança‘, diz Castilho. Mas ela tem que confiar no homem, deixá-lo acertar e errar. ‘E poucos erros são fatais‘, diz Rosenberg. Iara Biderman / Folhapress.

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PRIMEIRA INFâNCIA / Série Especial tIRA-tEIMA

tEStE DE PAtERNIDADE 1. é verdade que, ainda na barriga da mãe, já se começa a construir as bases para a aprendizagem da criança? Sim, a multiplicação dos neurônios e a formação dos circuitos neuronais já começa dentro do útero, a partir de determinação genética e de ações hormonais. A organização neurobiológica servirá de alicerce para outras funções que futuramente participarão de aprendizados. A ação de hormônios (como o cortisol), produzidos normalmente pela mãe, ajudam no processo. 2. De que forma o estresse da mãe pode prejudicar o desenvolvimento da criança? O estresse na gestação libera hormônios, como cortisol e adrenalina, que podem atravessar a barreira placentária. Essas substâncias chegarão aos neurônios fetais, lesionando-os, o que futuramente poderá levar a prejuízos intelectuais e motores. 3. O bebê gosta mesmo de música e de conversa ainda na barriga da mãe? Sim. O aparelho auditivo já se encontra RAqUEl CUNHA / FOlHAPRESS

Bernardo Morais, 1 ano e 9 meses

bastante desenvolvido na criança desde a 25ª semana de gestação. O bebê pode ouvir sons como os ruídos intestinais e batimentos cardíacos da mãe, além de sons do ambiente, como conversas. Certamente não terá compreensão, mas perceberá se existe expressão carinhosa ou rude, o que poderá influenciar no desenvolvimento emocional. Também começa a identificar fonemas da língua e a formar uma memória da sintaxe. Além disso, ao ouvir a voz dos pais, ele vai criando vínculo com eles. Pronunciar mais calmamente as palavras, sorrir, brincar, fazer expressões de surpresa ou de alegria colaboram com as formações neuronais que mais tarde levarão o bebê à fala. ‘Dá para descrever coisas do dia a dia, contar histórias, cantar. Os adultos devem ser cronistas do cotidiano, contando o que está acontecendo na vida do bebê e na família‘, afirma Lino de Macedo, pedagogo. 4. A ingestão de bebida alcoólica pela mãe de fato prejudica o bebê? Em qualquer dose? O álcool interfere no desenvolvimento do sistema nervoso durante a gestação, produzindo malformações cerebrais que prejudicarão o crescimento futuro. Tratase de uma das causas mais importantes de retardo mental em crianças. Não há qualquer comprovação de quantidade segura de bebida alcoólica que possa ser ingerida. 5. Se tenho pouco tempo para ficar com meu filho, qual a melhor forma de aproveitá-lo? Conversar, cantarolar e dar contato físico afetuoso são ações fundamentais para bebês com menos de seis meses. Nesse período, a criança é extremamente dependente.

RAqUEl CUNHA / FOlHAPRESS

Veja como ajudar no desenvolvimento cognitivo de seu filho a partir de algumas das principais dúvidas de pais e mães de crianças na faixa de zero a dois anos, resolvidas por especialistas

A repetição dessas ações produz sensação de proteção. Para os que têm entre 6 e 8 meses, já vale fazer brincadeiras simples usando livrinhos próprios para a idade, com figuras de animais. Nessa fase, as percepções do bebê estão mais evoluídas, e ele se interessa por objetos, cores e pela fala dos pais. Entre 1 e 2 anos, já dá para brincar com carrinhos, bonecos, brinquedos de bichinhos, panelinhas. A criança já tem melhores condições visuais e auditivas, que favorecem a interação. 6. é melhor a criança ficar em casa ou ir para a escola? O preferível é que fique em casa, principalmente se os pais estiverem disponíveis. Os pais são os grandes moldadores do desenvolvimento nesse período. Quando ambos trabalham, a creche ou a escola é uma boa opção. 7. Devo brincar o tempo todo com a criança? O importante é oferecer uma relação de

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laura, 2 meses, com o pai, o designer Vitor Goerschm 32

9. Meu filho se interessa por letras, palavras e números. Devo incentivar? Sim, mas sem excessos. Esse interesse não reflete uma genialidade; mais adiante haverá uma fase de vida mais adiante em que esse incentivo será de maior utilidade. 10. Brincar com celular, tablet e computador é prejudicial para a criança pequena? Não há grande proveito em usar essas tecnologias nos dois primeiros anos de vida. O importante aqui é o contato com pessoas, não com telas. Será por meio da interação com adultos que a criança vai estabelecer o contato afetivo e iniciar o desenvolvimento da linguagem e a convivência com regras, lidando com o que pode ou não pode. 11. Devo ensinar outras línguas para meu filho nessa fase? As opiniões são diversas. O mais recomendado é que a criança aprenda bem uma língua, para que, depois, uma segundo seja incluída. Mas há crianças capazes de dar conta de dois idiomas. Outras ficam confusas, e podem até apresentar dificuldades na aquisição da linguagem. Nesses casos, é indicada a busca de um profissional para avaliar a melhor conduta.

boa qualidade com o tempo disponível. Isso não quer dizer que se deve estimular o filho o tempo todo. A brincadeira com os pais pode durar de 15 a 20 minutos; depois, a criança pode se distrair com seus brinquedos. A interação pode retornar depois de algum tempo. 8. Devo dar o máximo possível de brinquedos para a criança? Não se deve exagerar. É mais interessante a criança explorar cada brinquedo. Muitos estímulos concomitantes podem gerar mais ansiedade do que benefícios. RAqUEl CUNHA / FOlHAPRESS

angelina Martins, 1 ano e 9 meses

12. que tipo de atividade os pais devem fazer com bebês? O ideal é que o bebê tenha contato com a natureza: no início, em passeios de carrinho (entre as 9h e as 11h ou entre as 15h e as 16h) e, mais tarde, em parquinhos e locais onde possa ver animais (aquário, ‘fazendinhas‘). Quando a criança for brincar em tanque de areia, os pais deverão verificar se a areia está limpa e se os brinquedos ao redor não oferecem risco com lascas, pontas etc. A criança leva tudo à boca; por isso, o olhar permanente do adulto e a adequação do entorno são essenciais. A criança precisa de estímulos, mas sem exageros. Por isso não é adequado o ambiente de shopping centers e outros lugares barulhentos e lotados, que deixam os bebês irritados. Espaços de convivência menores, seguros

e sem barulho demais são os melhores. 13. quais são os indícios de que o bebê recebeu excesso de estimulação? Irritação, choro, cansaço, agressividade, passividade e problemas para pegar no sono são alguns sinais dados pelas crianças quando há excesso de estimulação. O excesso ocorre, muitas vezes, quando o bebê é exposto a atividades inadequadas para seu estágio de desenvolvimento, como a exposição ao computador. ‘O bebê até dois anos está em fase sensório-motora. Precisa de estimulação sensorial e de afeto‘, diz Adriana Fóz, especialista em neuropsicologia.A criança deve entrar em contato com diversos materiais e explorálos pegando, cheirando, levando à boca. Também é bom estimular o bebê com brincadeiras, músicas e caretas, sempre prestando atenção à resposta. 14. De que adianta contar histórias? Com base em pesquisas, a Academia de Pediatria Americana recomenda que pais leiam para os filhos desde o nascimento, porque o ato contribui para aquisição de linguagem no futuro e o estreitamento das relações entre bebês e pais. 15. Dá para fazer uma divisão de tarefas entre pai e mãe que seja mais benéfica para a criança? O melhor é pensar mais em incluir do que dividir. Isso significa a mãe envolver o pai nos momentos em que, aparentemente, ele está de fora, como na hora de amamentar. Nessa tarefa, o pai ajuda a mãe levantandose à noite para pegar o bebê e levar até a mãe na cama (nos primeiros meses, dois minutos a mais de sono fazem diferença) e o coloca no berço depois. O mesmo pode ser feito com as trocas de fraldas à noite. É bom que a divisão de tarefas dê chance de o pai ficar sozinho cuidando do bebê, como dar banho, por exemplo, enquanto a mãe vai às compras. Isso ajuda a ultrapassar a relação simbiótica mãe/bebê em direção a uma relação a três: mãe, pai e filho.

NA EDIçãO DE OUtUBRO o suplemento vai circular trazendo a discussão sobre a relação entre a criança e a tecnologia. Aguarde.

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Turismo

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e for viajar para o Irã, é melhor não fazer o sinal de positivo como aqui no Brasil. Por lá, levantar o dedão tem o mesmo significado que mostrar o dedo do meio por aqui. Na Rússia, não presenteie alguém com flores em vasos ou em números pares, pois são coisa de cemitério. Conhecer costumes do lugar para onde se planeja viajar pode tirar o turista de situações desconfortáveis e evitar grandes micos. Para a consultora de etiqueta e pesquisadora de cultura japonesa Lumi Toyoda, é importante estudar antes de embarcar. “Quanto mais o turista conhecer sobre a cultura para a qual está indo, melhor será a experiência.” Na Argentina, por exemplo, os homens se cumprimentam com um beijo no rosto. “Pode ser constrangedor para um turista desavisado”, afirma Gian Carlo Perez, responsável pelo serviço de recepção da CVC no país. Além dos costumes, é bom também ter algum conhecimento do idioma local. A estudante Victória Almeida, 18, lembra que estava na Argentina com sua mãe quando ela resolveu pedir “la contita” no restaurante. “Então, o garçom veio explicar que ‘contita’ soa como ‘conchita’, um dos jeitos de chamar o órgão sexual feminino em espanhol”, conta. Pesquisar sobre o destino, porém, não significa seguir normas rígidas. Turistas são identificados facilmente – e qualquer gafe costuma ser tratada com mais tolerância. “Além disso, tenho a sensação de que normas e regras que eram rígidas há algumas décadas estão se diluindo cada vez mais”, afirma Elisabetta Santoro, professora de italiano da Universidade de São Paulo. “Principalmente porque hoje temos mais contato com outras culturas e viajamos mais.” No caso dos jovens, a etiqueta tradicional já estaria obsoleta, segundo Toyoda. “Mesmo assim, pouquíssimos casais de namorados andam abraçados hoje no Japão.” Seguindo o ditado que diz ser melhor prevenir do que remediar, falamos com professores, consultores de etiqueta e profissionais do turismo para separar 35 dicas de 12 países que ajudam a evitar saias justas nas viagens. Isabel Seta / Folhapress. JulIana a. Saad / FolhaPrESS

Banca do Marché les halles Paul Bocuse, em lyon

Turista com noção Posso deixar comida no prato? E mostrar a sola do sapato? Saiba como evitar gafes ao viajar por diferentes países

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o português falado em Portugal, “bicha” é fila, “cueca” é calcinha, e “rapariga” é menina. Já em espanhol, “vaso” é copo, “copa” é taça, e “taza” é xícara. Confuso? Os “falsos amigos” (palavras que têm pronúncia igual, mas significado diferente em determinada língua) podem causar grandes confusões em viagens. Em países de idioma espanhol, a proximidade da língua pode complicar em vez de facilitar. Mas, apesar dos problemas, Gian Carlo Perez, que vive há 12 anos em Buenos Aires, diz que argentinos não costumam se ofender com as tentativas de brasileiros falar em espanhol. “Ao contrário, eles adoram tentar o ‘portunhol’ também”, conta. Para Perez, quem visita o país vizinho não precisa se preocupar em estudar espanhol. “As gafes são perdoadas e, na volta, resultam em boas histórias de viagem”, explica ele. Para aqueles que vão à França, também não é preciso estudar muito o francês diz Silvia Helena, chefe da equipe de recepção da CVC no país e autora do site Brasileiros em Paris. “Conta mais a educação do que o conhecimento do idioma. Um ‘bonjour’ (bom-dia, em francês) sempre ajuda”, explica ela. Em janeiro, por exemplo, uma dupla de comediantes americanos publicou em seu canal no YouTube um vídeo que satiriza o comportamento de brasileiros na Disney. O curta viralizou na internet mostrando supostas reações dos turistas do Brasil. Para não passar vergonha, mais importante que se atentar à língua é observar e ter bom senso, explica Silvia Helena. “O velho ditado que diz: ‘Em Roma, faça como os romanos’, vale para o mundo inteiro”, diz. Principalmente em ambientes mais formais. Erick Schulz, diretor do Instituto Naradeva Shala, de cultura hindu, ressalta que muitas u gafes costumam ocorrer nos templos Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 35

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Turismo e lugares sagrados de diversas partes da Índia. No país, é preciso entrar descalço nesses locais, e não é de bom tom cumprimentar pessoas ou comer com a mão esquerda, por exemplo (veja exemplos de outros países nesta página). Para não pagar mico, Schulz diz ser preciso “prestar atenção em como os moradores locais fazem certas coisas e depois copiá-los.” A estudante de moda Isabel Alves segue à risca a dica e também costuma pesquisar sobre essas particularidades na internet antes de viajar. “Fico preocupada em não ofender a cultura local, principalmente em países que são muito diferentes do Brasil”, diz.

CuMPrIMEnToS u Na Rússia, não cumprimente ninguém na soleira da porta, pois dizem que isso traz má sorte. u Um aperto de mão com o braço esticado está de bom tamanho na China. nada de abraços ou beijinhos. u O contato físico também deve ser evitado no Japão. O cumprimento normal no país é a reverência, quando as pessoas abaixam as cabeças em sinal de respeito mútuo. u Na Índia, não abraçe nem beije ninguém. Usar a mão esquerda na hora de cumprimentar nem pensar. u Na Argentina, a saudação é sempre com um beijo no rosto – seja em homem ou mulher.

rEFEIÇÕES u Quando chegar a um jantar formal na China, sempre espere o anfitrião apontar seu lugar à mesa. u No Chile, evite servir vinho com a mão esquerda, pois é considerado sinal de má sorte. u Na Turquia, não deixe comida no prato ao acabar de comer, pois pensarão que você não gostou do banquete. u Por outro lado, na China, deixe um pouco de comida no prato quando estiver satisfeito; caso contrário, os chineses vão achar que você ainda não acabou a refeição.

na rua u Se precisar pedir informação nos Estados Unidos, não cutuque ninguém. O mais educado é se aproximar e dizer ‘excuse me’ (com licença, em inglês). u Na França, é considerado mal educado conversar com as mãos no bolso e mascar chicletes em público. u Evite entregar dinheiro na mão das pessoas no Japão. Em estabelecimentos comerciais, o costume é colocar o dinheiro no balcão ou em uma bandeja. u Também evite assoviar nas ruas no Japão. Acredita-se que isso possa atrair fantasmas, cobras e maus agouros. u No Líbano e em outros países árabes, não aponte a sola do pé para ninguém – a atitude é considerada uma afronta. Portanto, procure nunca sentar apoiando o calcanhar no joelho. u Outros cuidados com os pés, desta vez na Índia: não dirija jamais a sola para um mestre, um guru ou um altar sagrado. u No Japão, além de tirar o sapato para entrar em casa, é preciso fazer o mesmo ao entrar nos provadores das loja. Portanto, preste atenção nas meias que estiver usando, pois elas precisam estar em bom estado. u Se estiver na casa de um russo e for viajar, não se surpreenda se a família sentar-se por alguns minutos em silêncio; em certos lugares, é um costume antes de viagens longas.

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CoSTuMES u No Japão, chegue sempre com a l g u n s m i n u to s de antecedência a qualquer compromisso; o menor atraso já é motivo para que a outra pessoa vá embora. u Na China, não é costume dar gorjeta em restaurantes. u Na França, jamais chame a atenção do garçom levantando a mão; o correto é esperar o contato visual para ser atendido ou fazer qualquer pedido. u Chamar alguém de gato pode ser um elogio no Brasil; na Argentina, porém, a palavra é relacionada ao universo da prostituição.

PrESEnTES u Na Rússia, flores são presentes comuns – mas sempre em número ímpar e em formato de buquê. Flores em vasos e em número par são apenas para cemitérios e velórios. u Na China e no Japão, não é costume abrir o presente na frente dos convidados, portanto não fique ofendido se o seu pacote for guardado para ser aberto depois. u Se for convidado para jantar na casa de um francês, leve sempre algum presente: flores, vinho ou alguma sobremesa. u Procure não presentear chineses com objetos que foram fabricados na China. Evite dar chapéus e bonés verdes para os homens, pois dá a entender que ele é traído pela esposa. u Nunca dê uma bolsa vazia para um russo; o costume é colocar uma moedinha dentro. Também nunca presenteie bebês antes do nascimento, pois isso é sinal de má sorte.

GESToS u No Irã, não faça o sinal de positivo que estamos acostumados (aquele com o dedão levantado); no país, o gesto é uma ofensa equivalente a levantar o dedo do meio no Brasil. u Não estale os dedos para chamar a atenção de alguém na França: o gesto é só para cachorros. u A Itália tem um grande repertório de gestos, mas nosso sinal de positivo também pode não ser entendido no país. Procure evitá-lo. u No Japão, seja sóbrio: Evite gestual exagerado, risadas escandalosas e fixar o olhar no interlocutor enquanto conversa com a pessoa. Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 37

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Cultura | Livros

Temos de parar de culpar o cônjuge por não sermos felizes o outro não tem culpa se somos incapazes de amar, diz psicólogo que virou guru espiritual

Como um psicólogo foi encontrar respostas na religião? Quando a psicologia vai fundo, esbarra na esfera espiritual. Por que as pessoas têm tanta dificuldade para se relacionar? Por que precisam sofrer mesmo amando? Tentei encontrar respostas no catolicismo, no kardecismo, no budismo, na umbanda. Cheguei a um beco sem saída, com direito a síndrome do pânico, depressão, ceticismo. Quando encontrei meu guia espiritual [Maharajji, mestre que ele encontrou em uma comunidade espiritual em Rishikesh, na Índia], me sentia em uma floresta escura,

mas já não estava só. Encontrou a resposta? É conseguir amar sem querer nada em troca. Todos carregamos esse poder. Só que nos distanciamos disso devido a traumas, condicionamentos, humilhação, exclusão e dores. o senhor foi casado três vezes. o que aprendeu? Todas as relações foram maravilhosos instrumentos de aprendizado. Eu ainda culpava o outro pelas minhas dificuldades e pela incapacidade de amar e de ser feliz. Fui descobrindo que tinha aprendido a ser ciumento, possessivo, inseguro. Criança nasce amando, confiando. Aprende o contrário em casa. Temos que interromper esse ciclo vicioso. recomenda o casamento? Fui casado, namorei um monte. Agora, estou sozinho. Sinto que já vivi o que tinha para viver nessa área. Tirando todo o romantismo, relacionamento é universidade. Você só tira o diploma quando consegue deixar o outro livre até para não te amar se ele não puder ou não quiser. Qual a consequência de não assumirmos responsabilidades? Aí está uma das raízes da guerra. É o que faz com que uma pessoa acuse a outra, uma cidade acuse a outra, um país acuse o outro. Ninguém assume a responsabilidade. Por que tanta gente usa antidepressivo e medicamentos para dormir? Li numa pesquisa que o segundo medicamento mais vendido no mundo é remédio

KarIME XaVIEr / FolhaPrESS

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restes a fazer 50 anos, Sri Prem Baba, guru brasileiro que conquistou seguidores em vários países, acaba de lançar o livro “Amar e Ser Livre” (ed. Agir, 131 págs.), no qual tenta entender as dificuldade dos seres humanos em construir relações saudáveis. Além de dar palestras, ele ministra cursos da sua Escola do Coração, que tem unidades em São Paulo e Brasília, e lidera o Instituto Awaken Love Action, que ajuda a divulgar seu pensamento. O psicólogo paulistano, nascido no bairro da Aclimação como Janderson Fernandes de Oliveira, entende que todos os problemas existenciais e da humanidade têm origem no fato de o ser humano sempre se colocar como vítima. “Todas as crises têm origem em nós mesmos”, afirma. Ele diz ter descoberto isso na Índia, pelos ensinamentos de um mestre espiritual que conheceu em uma comunidade na cidade de Rishikesh. A seguir, os principais trechos da entrevista.

para dormir. O primeiro, pílula anticoncepcional. Curiosíssimo. Isso nos faz perceber o grau de sofrimento e dor do ser humano, que lhe impede de ter sono. As pessoas não desligam mais. Estão o tempo todo buscando saídas. Estamos fugindo do luto? Exatamente. Um dos caminhos para atravessar esse vale escuro, de sair de um velho para um novo casamento, é a disponibilidade de sentir, inclusive frustração e tristeza, sem tentar amortecer isso. A crise básica que permeia a vida humana é acreditar que a felicidade vem do outro. Se estamos sem dinheiro, trabalho, sozinhos, a culpa é do outro, de Deus, do karma ou da macumba. Sempre fora de nós. Por isso, o autoconhecimento é chave para

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de perto ninguém é normal a tal normalidade é um conceito enganoso: não existe uma pessoa que seja média em tudo Suzana herculano-houzel

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superar sofrimento e vícios destrutivos das relações. Qual é o propósito da nossa alma? Esse planeta não é um shopping. Não é um lugar para ficar três dias, comprar coisas, casar, ter filho e ir embora. A razão de estar aqui é nos amarmos sem nos machucar nem machucar o outro. O senhor se definiu como uma pessoa simples. Por que chegou aqui para esta entrevista em um utilitário da Mercedes-Benz? Não é minha. Hoje, a pessoa que estava disponível para me trazer tem uma Mercedes. Mas já vim de Palio, Gol, Fox. Ou a pé. Amada, faço questão de responder essas questões. Sou sincero e transparente. Na Índia, moro num quarto. Assim como fico hospedado em palácio, fico em uma cabana. Eliane Trindade / Folhapress.

izem que o cérebro humano é o sistema mais complexo do universo, aquele cuja definição requer a maior quantidade de informações. Parte dessa complexidade – a que cabe em combinações variadas de uns 10 a 20 mil genes, não mais – é definida geneticamente; outra parte, enorme e impossível de se quantificar, é definida ao longo da vida, ao sabor da construção autorregulada do cérebro e do seu próprio uso. Em termos biológicos, é espantoso que mais coisas não deem errado mais vezes. É tão maravilhoso que um sistema tão complexo funcione tão bem na maioria dos casos, e na maior parte do tempo, que seguimos alheios à multiplicidade de bombas por explodir em nossos corpos, acreditando na normalidade da vida. A tal normalidade é um conceito enganoso. Em português comum, ser “normal” significa ser saudável, perfeito. Matematicamente, contudo, “normal” é apenas aquele que cai no centro da distribuição estatística de um parâmetro. E dada a complexidade do cérebro, dificilmente alguém matematicamente normal é também perfeitamente saudável. Duvida? Vejamos. De acordo com as estatísticas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, ao menos 30% dos adultos sofrem, sofreram ou vão sofrer de um transtorno de ansiedade em algum momento da vida; mais de 20%, de depressão, mania ou bipolaridade; quase 20%, de enxaquecas. Dos idosos com mais de 65 anos, 13% tem doença de Alzheimer, e dentre aqueles com mais de 85 anos, 45%. Cerca de 9% dos adolescentes sofrem de algum grau de distúrbio de déficit de atenção, cerca de 9% das crianças e adultos tem algum distúrbio de personalidade (borderline, evitante ou antissocial). Cerca de 4% das pessoas sofrem ao menos um ataque epiléptico ao longo da vida, e 3% sofre ao menos um AVC. Dos jovens adultos, 2% tem transtorno obsessivo-compulsivo; cerca de 1% da população tem algum grau de autismo (ou síndrome de Asperger); outro 1% sofre de esquizofrenia. E um número enorme ainda escolhe destruir o próprio cérebro com drogas variadas. Assim como a pessoa “média” não existe – aquela com exatamente a altura média, o peso médio, a distância entre os olhos, a frequência cardíaca média da população –, a chance de alguém ser normal a vida toda, sem qualquer transtorno neurológico, é ínfima. De perto, ninguém é normal. Nem deveria ser: porque normal, afinal, é não ser normal. Ainda bem que a medicina está aí para isso.

SUZANA HERCULANO-HOUZEL é neurocientista, professora da UFRJ e autora do livro “Pílulas de neurociência para uma Vida Melhor” (ed. Sextante) e autora do blog www.suzanaherculanohouzel.com

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Comportamento

‘acabou’, dizia a mensagem que Mariana recebeu após quatro anos denamoro – ela nunca mais o viu. Na era da paquera no Tinder, o fim também é virtual

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quela conversa chata de término de namoro – acompanhada de desculpas do tipo “não é você, sou eu”– está sendo substituída por mensagens em redes sociais ou aplicativos de celular. Afinal, se o romance hoje começa no Tinder, por que não poderia terminar por WhatsApp? Assim pensa a estudante Bruna Fragas de Oliveira, 22, que já terminou por mensagem de texto duas vezes. “Virtualmente tenho mais liberdade e mais segurança para falar o que penso. Consigo ser sincera e medir as palavras para não machucar o outro”, diz. A intenção pode até ter sido boa, mas os ex-namorados não gostaram muito. “Ficaram com raiva, falaram com a minha mãe. Mas não me arrependo.” Dar foras a distância está tão na moda que tem até empresa especialista nisso. A australiana “Sorry, it’s over” (algo como “sinto muito, mas acabou”), criada neste ano, oferece várias opções para o cliente colocar o ponto final em uma relação, entre elas mensagem de texto e telefonema (eles fazem a ligação). “Não me parece uma boa ideia de ne-

nhum jeito”, diz a escritora Laura Conrado, 30. Ela foi vítima de um término virtual no ano passado. “Estávamos ficando há dois meses e, numa sexta-feira, ele me mandou uma mensagem dizendo que não queria mais nada. Não me chamou para uma conversa, simplesmente comunicou a decisão que tinha tomado. Depois de um mês voltou a falar comigo, mas eu não dei bola”, conta. O assunto rendeu tanto que seu novo livro, “Quando Saturno Voltar” (Globo Livros, 248 págs.), fala sobre a dificuldade de terminar um relacionamento. “As pessoas querem fugir do confronto e optam pelo mais fácil”, opina. Para a psicóloga Dora Sampaio Góes, a popularização dos términos virtuais é um sinal de que o uso da tecnologia está mudando as relações humanas. “Estamos perdendo a habilidade de escutar o outro, deixando de desenvolver empatia e a capacidade de lidar com as próprias emoções. Se fugirmos dos términos, não vamos aprender isso nunca. Não podemos resolver tudo por WhatsApp”, afirma. Para quem leva o fora, fica uma sensação de impotência. “A pessoa se sente

inferior ao outro, não tem a oportunidade de saber sobre seus erros”, diz Góes. Foi o que aconteceu com a estudante Marina Borelli, 23. Dois dias depois de completar quatro anos de relacionamento, ela deu de cara com uma mensagem do namorado no celular dizendo “ACABOU!”, assim, em letras maiúsculas. “Eu surtei. Pedi explicações, fui à casa dele, liguei. Ele não atendeu meus telefonemas, não me recebeu em casa e me bloqueou no WhatsApp. Nunca mais nos esbarramos.” Foi tão traumático que ela entrou em depressão e fez terapia. “O pior é que não tive explicação. Preferiria ter ouvido uma desculpa esfarrapada do que ter acabado assim.” Hoje, quando o atual pretendente não responde uma mensagem na hora, ela já fica preocupada. “Acho que já vem bomba”. E se pensa no “ex”, logo se lembra da mensagem final e sente raiva. “Pelo menos me ajudou a esquecer mais rápido.” MElhor QuE nada Por isso a psicóloga Ana Luiza Mano, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC/SP, vê um lado bom nos tér-

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Virtualmente consigo ser mais sincera e medir as palavras para não machucar o outro. Bruna de Oliveira, 22, que terminou virtualmente com o namorado

minos a distância. Pode ajudar se o rejeitado usar o acontecimento para superar a fossa. Ou então se a pessoa só conseguir falar o que pensa dessa forma. “É melhor que a pessoa simplesmente sumir ou não terminar e ficar enrolando”, afirma ela. Márcia Stengel, psicóloga e professora da PUC Minas, lembra que sempre existiram meios virtuais de se terminar uma relação. “Antes as pessoas faziam isso por telefone. A internet não inventou nada, só deixou mais fácil.” Isso não quer dizer que o método não envolva riscos. Os principais seriam agir por impulso e se arrepender ou então ser mal entendido. “Seja pessoal ou virtualmente, devemos pensar nas consequências do término para nós e para o outro”, diz Ana. “Não dá para fugir da chateação sempre. É preciso dar ao outro a chance de ela falar”, completa Márcia.

Eu surtei. o pior é que não tive explicação. Preferiria ter ouvido uma desculpa esfarrapada. Marina Borelli, 23, com quem o namorado terminou virtualmente

Juliana Vines / Folhapress. alEXandrE rEZEndE / FolhaPrESS

laura Conrado, que também levou um “pé na bunda” virtual

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Comportamento

ame-o ou descarte-o Guru da arrumação, japonesa escreve best-seller defendendo jogar fora tudo que não gera mais apego e cria fãs – que aplicam método até aos seus casamentos

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o manual de Marie Kondo, a japonesa de 30 anos que se tornou “guru” mundial da organização, a regra é clara: nunca, jamais, enrole suas meias como bolas na hora de guardá-las. “As meias na gaveta estão de férias. Levam uma surra no trabalho do dia a dia, aguentando a pressão e a fricção para proteger seus preciosos pés. O tempo que passam no armário é a única chance que elas têm de descansar”, afirma Kondo no best-seller “A Mágica da Arrumação” (ed. Sextante, R$ 24,90), lançado em maio no Brasil. O método de Kondo, cuja publicação já vendeu dois milhões de cópias ao redor do mundo, vai, é claro, muito além das meias. Mas baseia-se no mesmo princípio: criar uma conexão emocional com seus pertences, mantendo apenas aquilo que “traz alegria” e descartando, educadamente, o resto. “Poucas pessoas pensam se um par de meias pode lhes dar alegria ou se as meias podem ficar confortáveis quando estão guardadas. Mas eu acho que é importante pensar sobre as pequenas coisas”, diz Kondo. “Se você faz isso, percebe que até mesmo um par de meias está o ajudando em sua vida – e começa a dar valor para tudo.”

BElEZa orGanIZada Ela recebeu a reportagem em um quarto de hotel em Nova York. De roupa e cabelo impecáveis e voz baixa, é – não por acaso – o retrato perfeito do que quer vender: a ideia de beleza organizada. O interesse pela arrumação surgiu ainda criança, quando lia “todas as revistas sobre assuntos domésticos” compradas pela mãe.

Aos 15, começou a desenvolver a técnica que a alçou ao status de celebridade, a KonMari. “Comecei a praticar todos os dias, no meu quarto, no dos meus irmãos, meus amigos. Essa era a minha vida”, diz Kondo. Em abril, ela foi eleita pela revista norteamericana “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Responsável por escrever um texto sobre Kondo para a publicação, a atriz Jamie Lee Curtis decretou: “Se um dia fizer uma tatuagem, ela dirá ‘Spark Joy!’ [Traga Alegria]” Como um culto, “A Mágica da Arrumação” atrai seguidores ao redor do mundo. Nas redes sociais, há grupos para compartilhar as vitórias do dia a dia da organização e trocar ideias sobre como aperfeiçoar as técnicas. “Kondo” virou até verbo, utilizado ao empregar a técnica da japonesa – ”Kondei minha estante de livros hoje”, escreve uma blogueira. Marie Kondo atribui seu sucesso à efetividade do método que criou. “Ele realmente funciona. Então quem o pratica, acaba falando para os amigos, espalhando a ideia”, diz. “Além disso, a técnica não é só sobre arrumação, mas sobre como melhorar o seu estado mental.” No livro, ela cita casos de clientes que

largaram o emprego ou um casamento ruim depois de aplicarem o método KonMari em suas vidas. “Quando você põe a casa em ordem, também organiza suas questões e seu passado. A consequência é que você passa a distinguir com mais clareza o que é essencial e o que é inútil, assim como o que deve e o que não deve fazer.” Mesmo com toda confiança em sua técnica, a autora admite que se surpreendeu com o sucesso de seu livro fora do Japão, onde foi lançado em 2011. “O conceito de trazer alegria e a ideia de ver um objeto como um ser humano são bastante específicos da cultura japonesa.” Com a fama, Kondo parou de aceitar novos clientes para consultorias pessoais – a lista de espera para uma delas chegava a três meses. Mas nem tudo está perdido para os novos fãs: agora, ela treina outras pessoas no KonMari para ampliar o número de aulas dadas com base no método. “Esse é o meu objetivo, que todos no mundo tenham um estilo de vida que lhes traga alegria”, afirma. Mas, se conseguir, de fato, dominar o mundo com sua beleza organizada, o que vem depois? Para essa pergunta, Marie Kondo não tem a resposta na ponta da língua: “Nunca me perguntaram isso”, sorri. “Eu não faço ideia.” Giuliana Vallone / Folhapress (de nova York). dIVulGaÇão

a guru da arrumação em ação, na casa de uma cliente

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Saúde

Bahia recebe r$ 1,6 milhão para enfrentar tríplice epidemia

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Ministério da Saúde repassou R$ 1,6 milhão para ações emergenciais de controle e prevenção da dengue, chikungunia e zika vírus na Bahia. A portaria que encaminha os recursos para o Fundo Estadual de Saúde do estado foi publicada no mês passado. As três doenças ocorrem simultaneamente e são tratadas como tríplice epidemia. Dados do último boletim da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia mostram os registros de 53,5 mil casos suspeitos de dengue, 41,6 mil de zika vírus e 11,7 mil de chikungunya entre janeiro e o começo de agosto. No caso da dengue, houve aumento de 177% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado e a incidência é de 354 casos para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde considera que níveis de incidência acima de 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes revelam situação de epidemia. Segundo o boletim, a incidência de zika vírus está em 275 casos para cada 100 mil habitantes. Segundo a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde Ita de Cácia, o repasse de recursos foi em resposta a uma solicitação do governo estadual, a partir da necessidade de melhorar as ações de enfrentamento à doença. Ao todo, foram solicitados ao Ministério da Saúde R$ 15 milhões para realizar ações que incluem

compra de teste rápido para detecção da febre chikungunya e de material para o controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças.

Para Ita, uma das ações emergenciais necessárias é promover a capacitação de profissionais de controle de endemias e profissionais de saúde dos municípios para que casos graves sejam imediatamente identificados e tratados. “Esses recursos são necessários não só por conta da dengue, mas pelas outras duas epidemias que estão em curso. Se fossemos somar os casos das três, que são transmitidas pelo mesmo vetor, daria um número muito grande. Nós não conhecemos bem ainda como a chikungunya e a zika vírus vão se comportar. Tanto que, em relação à zika, logo no início, achamos que seria uma virose mais branda. Foi quando começaram a aparecer os casos de complicações neurológicas”, explica a superintendente, referindo-se aos casos da Síndrome de Guillain-Barré que surgiram principalmente entre pessoas que tiveram antes sintomas de doenças causadas pelos vírus. Até o momento, a Secretarida da Saúde da Bahia notificou 57 casos da síndrome.

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Saúde & Bem-Estar

Barriga grande pode causar riscos para o coração e o fígado

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ara reduzir a gordura abdominal é importante pegar leve com alimentos muito calóricos e manter uma boa rotina de exercícios que façam o sujeito transpirar para valer. Supervisor do Setor de Emergências do Incor (Instituto do Coração), o cardiologista Alexandre Soeiro afirma que a falta de exercícios físicos, aliada a uma alimentação desregrada, rica em gorduras, é o caminho natural para aumentar a circunferência da barriga. “A deposição de gordura abdominal é uma consequência da ingestão elevada

de gorduras, principalmente as de origem animal e açúcares. Junta-se a isso o sedentarismo como outro fator”, explica. Endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Paulo Rosembaum afirma que a gordura abdominal se quebra facilmente, entra na corrente sanguínea e chega a órgãos vitais, como o coração. “Favorece que a pessoa tenha um infarto”. As artérias do coração vão se entupir. Em alguém com 50 anos e outros fatores de risco, como pai ou mãe que já tiveram doenças cardíacas, pode ocorrer um evento súbito, uma parada cardíaca, diz.

a barriguinha de chope pode condenar o dono dela a riscos cardíacos e à morte súbita, de acordo com especialistas. ouTroS órGãoS Não só o coração é afetado pela excesso de gordura abdominal. Outros órgãos, como o fígado e o pâncreas, também ficam sobrecarregados. “Isso aumenta o nível de ácidos graxos [um tipo de gordura] livres na circulação próxima ao fígado e leva à resistência à insulina. Com isso, para manter normal a glicose do indivíduo, o pâncreas é obrigado a produzir insulina em excesso. Esse processo pode conduzir ao diabetes”, diz o coordenador da Área Técnica de Cardiologia da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Amaury Zatorre Amaral.

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Corrida e pedaladas são bons exercícios Para surtir efeito na perda de gordura abdominal, o exercício físico tem que ser aeróbico, como corridas e pedaladas, para forçar o coração. Atividades localizadas não surtem efeito. “Uma caminhada parando, com cachorro pequeno, não vai adiantar nada. Tem que ser atividade contínua, com velocidade maior. Tem que suar, senão não terá esse benefício”, diz o endocrinologista Paulo Rosembaum. William Cardoso / Folhapress.

Fontes: Alexandre Soeiro, cardiologista e supervisor do Setor de Emergência do Incor (Instituto do Coração de São Paulo), Amaury Zatorre Amaral, coordenador da área técnica de cardiologia da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Paulo Rosembaum, endocrinologista do Hospital Albert Einstein (SP).

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Vida Saudável

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uitas vezes deixadas de lado no prato do brasileiro, as sementes têm um papel importante no funcionamento do organismo e na manutenção da saúde. As mais conhecidas e mais fáceis de encontrar, como as de abóbora, girassol, linhaça, chia e gergelim, são ricas em fibras (fundamentais para o bom funcionamento dos intestinos) e vitaminas (que ajudam a proteger o organismo de doenças e a combater o envelhecimento). Segundo a nutricionista Alessandra Stivaletti, algumas sementes (como a de linhaça) têm ômega-3, que ajuda a diminuir o colesterol ruim (LDL). “Nesse caso, o interessante é usá-la triturada para aproveitar melhor o ômega-3, porque o organismo não consegue quebrar a linhaça”, explica. “É importante mencionar que, no caso do consumo das sementes trituradas, o ideal é fazer esse processo no momento do consumo”, diz a nutricionista Maria Fernanda

Sementes na refeição previnem doenças e facilitam a digestão Elias, da Câmara Técnica do CRN-3 (Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região). Segundo ela, isso evita a perda dos nutrientes. Outra vantagem de incluir as sementes na refeição é que elas ajudam a controlar a vontade de comer. Nada impede, por exemplo, que a pessoa coma sementes de abóbora no lanche da tarde, por exemplo, para substituir salgadinhos ou outras guloseimas. “Quando se coloca semente na refeição, ela terá mais fibra, que ajuda a controlar o apetite da pessoa”, afirma Alessandra. Mas é preciso ficar atento e obedecer à recomendação de consumir apenas uma porção por dia, o que corresponde a cerca de 10 gramas ou uma colher de sopa.

“Quando consumidas no contexto de uma alimentação equilibrada, ou seja, sem exageros, as sementes não levam ao aumento de peso”, destaca Maria Fernanda. Bárbara Souza / Folhapress.

Sem água, efeito pode ser contrário Quem quer incluir sementes na dieta não pode se esquecer de manter o corpo hidratado. Senão, o seu consumo pode resultar em efeito contrário e prender o intestino, alerta a nutricionista Alessandra Stivaletti. “Para manter o equilíbrio é necessário que a pessoa consuma diariamente de 30 ml a 35 ml de líquido (água, chá, suco natural) para cada quilo do peso do seu corpo”.

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JulIa ChEQuEr / FolhaPrESS

Moda & Beleza

A empresária Milena Fagundes mostra as unhas com efeito degradê, que dão mais charme ás mãos.

Efeito degradê Manicures mostram um passo a passo simples para pintar as unhas em degradê; coleção de esmaltes promete mesmo efeito

com uma cor, esperar secar, esmaltar com a outra tonalidade e seguir, então, o mesmo procedimento na terceira cor. O melhor é testar, para checar a melhor forma para cada pessoa”, diz ela. De acordo com as manicures con-

sultadas, as combinações que mais fazem sucesso com o efeito degradê são roxo, verde e azul. Soraya indica os tons metálicos. “Eles têm brilho, o que faz com que a unha chame ainda u mais atenção.”

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ara quem se cansou de passar sempre as mesmas cores de esmaltes nas unhas, o efeito degradê é uma forma de inovar. A técnica combina três tonalidades de uma mesma cor, como explica a manicure Cleide Cruz. “O legal é escolher tonalidades bem diferentes, para que o efeito fique mais nítido. Um esmalte mais claro, outro escuro para as extremidades e um de tonalidade média para fazer a transição”, explica ela. Para facilitar a aplicação, utilize uma esponja de manicure ou uma de cozinha, que ainda não tenha sido usada para lavar louça. “Para começar, faço sempre um risco fino com cada uma”, diz Cleide (veja Passo a Passo). Segundo ela, é necessário um pouco de prática, mas não é difícil de fazer. “O segredo mesmo são as batidinhas e não deixar o esmalte secar na esponja.” A manicure Soraya das Neves diz que, no começo, pode ser mais difícil chegar ao resultado se a unha estiver muito curta, já que a área de trabalho é menor. “É preciso ser suave, para não borrar”, explica. Além da técnica da esponja, ela diz que algumas pessoas preferem esmaltar a unha inteira somente

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Julia Couto / Folhapress.

Yasmin Brunet que está na trama “Verdades Secretas”, faz hidratação em casa

ZanonE FraISSaT / FolhaPrESS

lanÇaMEnTo A atriz Bruna Marquezine lançou em julho uma coleção de esmaltes em parceria com a marca Ludurana, que promete facilitar a vida de quem gosta do efeito degradê. São, ao todo, dez opções de cores. O produto vem com um ímã na tampa. Logo após passar o esmalte na unha, a indicação é que se coloque a ponta do dedo na tampa. Assim, o esmalte vai escurecendo gradativamente. “Para o efeito ser o desejado, orientamos que o dedo fique posicionado no ímã da tampa por 20 segundos a cada aplicação.É importante esclarecer que a esmaltação é diferente da tradicional. O processo completo deve ser feita em uma unha por vez, usando duas camadas de esmalte. Ou seja, ao terminar a primeira camada, imediatamente já finalize a segunda”, explica o presidente da marca, Francisco Silva. A novidade fez sucesso a ponto de esgotar os estoques nas lojas. Segundo a marca, localizada no Pará, houve um problema em relação a uma das matérias-primas, mas a empresa diz que pretende fazer a reposição do produto.” A estudante Paula Rebouças, 18 anos, gostou da novidade. “Realmente é mais complicado do que fazer uma unha normal, mas fica bonito.”

F

o segredo da hidratação

alta de brilho, fraqueza coco. Curto usar produtos e pontas duplas são naturais e vejo que para mim algumas das queixas é o que mais funciona.” femininas quando o assunto Segundo Ariele Mendes, são os cabelos. Uma boa técnica nacional da Mutari hidratação costuma resolver Cosméticos, o óleo de coco Ela ajuda a deixar os fios o problema. “Todos os cabeé realmente eficaz. “Ele é rico macios e mais brilhantes; los precisam ser hidratados, em vitamina E e ácidos graxos. além das opções disponíveis pois ações como escovar, Seu uso puro traz muitos nos salões, o óleo de coco fazer chapinha, colorir e alisar benefícios para os cabelos, pode ser usado em casa causam danos. Porém, cada pois é um dos poucos óleos cabelo precisa de um compovegetais que penetram pronente hidratante diferente”, diz a cabeleireira fundamente na cutícula do fio”, diz ela. Meire Pinheiro. Ter uma boa alimentação também ajuda. Além dos tratamentos oferecidos nos sa“Quanto mais saudável, mais benefícios aos cabelões, existem alguns métodos caseiros, como los e à pele. Opte por alimentos ricos em vitaminas usar óleo de coco, azeite e babosa. A atriz A, B, D e E para ter mais resultado”, diz Daniele Yasmin Brunet é adepta da hidratação caseira. Nascimento, técnica da Embelleze. “Faço de 15 em 15 dias, uso azeite e óleo de Julia Couto / Folhapress.

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Janelas Abertas Gilka Bandeira

À

Galinha na cozinha

s vezes a tristeza ronda, ronda, mas só ronda, porque não pode atracar onde há luz e cor, ainda que veladas pela cortina das lágrimas. E luz e cor não faltam nesta terra “abençoada por Deus”, “bonita por natureza”, “onde se plantando tudo dá”, inclusive a esperança de continuar tendo esperanças, mesmo com todos os desencontros e absurdos desta vida. Absurdos criminosos como a predatória pesca a bomba, que prossegue em Itaparica, conforme não deixam dúvidas os estrondos de dinamite no mar, acabado de ser escutados pela cidade inteira, menos pela colônia de pescadores, menos pelas autoridades competentes, menos por quem tinha obrigação de fiscalizar e coibir. De desatinos a desatinos semelhantes, a esperança fraqueja e a tristeza ousa abeirar-se. Mas, há os brilhos e as cores e além do mais, a primavera se avizinha apaziguando os ventos, embora, por ora, haja muito vento solto, pois que agosto ainda não terminou e, no seu mês, São Lourenço não deixa de atender aos pedidos dos velejadores e dos empinadores de arraias. E ainda há um friozinho nas madrugadas a pedir aconchegos de corpos quentes ou alentadores cobertores, enquanto o sol remancha a aparecer e esquentar. No entanto, as chuvas vão espaçando, borboletinhas amarelas fazem visitas de reconhecimento ao jardim e já se espalha no ar o aroma dos botões prestes a desabrochar e mesmo de algumas flores temporãs. Logo as noites da Ilha estarão bem perfumadas e os dias mais azuis. Sim, a primavera vem vindo, prometendo estear as esperanças por mais um tempo e há uma galinha na cozinha pintando o caneco. Explico a entrada da galinha neste

imbróglio. A cerca de um mês, o caseiro do vizinho ofereceu umas galinhas. “É bom”, ele disse. “Elas tiram os matos. Não vai precisar mandar capinar e ainda tem uns ovos frescos para comer.” E logo se prontificou a trazer duas galinhas e um galo. Disse-lhe que não tinha dinheiro pra comprar galinhas e que não queria ter mais trabalho, embora a ideia de ter um galo cantando ao amanhecer não fosse de tudo má e não seria nada desprezível ter ovos de quintal. Ele insistiu, não ia vender, apenas deixar aqui. Só restava aceitar a oferta. Assim que chegaram se puseram a ciscar e limpar o quintal. Depois da dificuldade de achar quem capinasse, era uma bênção. O dia passou sem novidades, estavam tão ocupados, com a fartura encontrada no terreno sem capinagem há mais de mês, que nada mais fizeram. No fim da tarde, os galináceos sumiram. Sabia que teriam de improvisar poleiro, porque aqui não há galinheiro, nem como os que minha mãe fazia, com cerca de pau a pique e varas suspensas horizontalmente do chão. Não entraram no canil vazio, nem subiram na casinha da bomba nem nos galhos da mangueira. Desapareceram simplesmente no quintal murado e de portões laterais fechados. Paciência, no escuro as buscas tiveram de cessar. No dia seguinteLúcia acordou a tempo de ver os penados descendo do alto da mangueira. Tinham se encarapitado quase no olho da árvore de cerca de 20 metros de altura, por isto não os achamos. Frustação foi não ouvir o canto do galo. Além de não cantar, apanhava das galinhas. Que galo era este?... Porém dias depois, enfim cantou roufenho. O bichinho era um frango e a gente fazendo mal juízo... Em seguida foi a vez dos

ovos, pequenos, bonitinhos, saudáveis, uma alegria. Maravilha se não fosse o local do ninho escolhido pela marronzinha e o estardalhaço que faz antes, ao se ajeitar e após, ao proclamar seu feito aos quatros ventos, fazendo estrondosa propaganda, igual a de certas lojas de eletrodomésticos. A pretinha, discretamente fez o ninho na varanda do fundo, e tem vozinha melodiosa. Mas a outra adotou a cozinha e pula pela alta janela para entrar, salta na mesinha, derruba coisas, cacareja por horas a fio, ensurdecedoramente, a ponto de impedir conversas e de se intrometer na crônica. Desconfio que o galo despertador e estes ovos estejam saindo muito caros. Rasparam o quintal de matos, mas também atacaram as plantas. As folhas de chás praticamente acabaram e nem as jovens bananeiras nem a acerola escapam. E ainda tem o gasto com os milhos e o escarcéu da marronzinha na cozinha. No entanto, o cocoricar do galo de manhãzinha conclama para um novo dia. Então, abro a janela e vendo a pitangueira reluzente, me ponho a cantar a canção Estrada do Sol, letra de Dolores Duran musicada por Tom Jobim: “É de manhã/ Vem o sol/ Mas os pingos da chuva / Que ontem caíram/ Ainda estão a brilhar/ Ainda estão a dançar/ Ao vento alegre/ Que me traz esta canção// Quero que você/ Me dê a mão/ Vamos sair por aí/ Sem pensar/ No que foi que sonhei/ Que chorei, que sofri/ Pois a nova manhã/Já me fez esquecer/ Me dê a mão/ Vamos sair pra ver o sol. E ainda que as mãos não se entrelacem, ainda que ninguém aceite o convite, irei por aí em boa companhia, na minha própria e nas que a saudade teimam em manter por perto. Irei por aí e verei o sol. Verei o sol de cada dia que faz possível a vida neste planetinha azul; verei o sol a revelar as cores e os brilhos que sustêm a tristeza ao largo por mais algum tempo.

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AVISOS & EDITAIS

NOTA PÚBLICA A AMERICAN TOWER DO BRASIL – CESSÃO DE INFRA-ESTRUTURAS LTDA empresa de sociedade devidamente constituída, inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.052.108/0001-89 e Inscrição Estadual da Bahia nº 116.204.394.118 vem muito respeitosamente informar que esta entrando com a regularização Ambiental e Urbanística da ERB - Estação Radio Base denominada como LDF005AT, na Rua Caramuru nº 62, Loteamento Portal Norte Center, Bairro de Buraquinho – Lauro de Freitas, Bahia. Comunicamos que o empreendimento possui Análise de Orientação Prévia com Viabilidade Permitida. Análise de Orientação Previa Processo Nº PR – PMLF – 6026/2015

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Seção Classificados Boa Dica destaca mais um segmento na sua grade A partir desta edição, a seção Classificados Boa Dica da revista Vilas Magazine, a mais consultada pelos moradores da região que buscam serviços, facilidades e profissionais, agrega um novo segmento na sua grade: Casa & Decoração. Esse destaque se justifica pela crescente oferta de utilidades, serviços profissionais e produtos voltados para ambientes residenciais e corporativos. Antes integrando a grade de Serviços, essas ofertas ganharam espaço próprio atendendo sugestões de leitores, que consultam as edições mensais da revista Vilas Magazine na busca por serviços e profissionais. Ordenados alfabeticamente pela suas especificidades, como nos demais segmentos da seção, clientes anunciantes tem suas mensagens profissionais disponíveis em 32 mil residências da região (se levarmos em conta a tiragem total mensal da revista) com a possibilidade de mais de cem mil consultas por edição. Essa projeção credencia a Vilas Magazine como um qualificado e eficiente divulgador de serviços de utilidades para os moradores da região. Traduzindo: se tomarmos como exemplo o mais econômico formato na seção, que custa R$120,00 por edição, o anunciante tem sua mensagem publicitária disponível aos consumidores ao custo final de R$ 0,0012. Um custo de difícil atingimento por outro meio. São números assim que fazem da revista Vilas Magazine um projeto consolidado, merecedor da confiança da comunidade, como atesta a circulação desta edição, a 200ª em duzentos meses ininterruptos em 16 anos de vida. São números que nos incentivam e fortalecem a renovar a coragem para enfrentar turbulências, como as que saculejam o Brasil atualmente, alicerçados pelos ensinamentos do mestre Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Boa leitura e boas consultas. Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 51

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Especialista fala sobre benefícios da caminhada

“O

ser humano é, por excelência e por natureza, um andarilho”. A frase do patologista neuromuscular, Beny Schmidt, chefe e fundador do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), demonstra o quanto ele considera a caminhada fundamental à saúde humana. “Caminhar é a opção mais certeira para todos aqueles que procuram uma vida saudável e plena”, afirma o médico. Para Schmidt, uma das vantagens da caminhada é conseguir atuar como uma aliada da boa saúde em lutas contra os mais

diversos tipos de doença. “As indicações da caminhada vão desde a prevenção de derrames e infartos, até o combate à depressão, à osteoporose e à diabetes”, explica. BOA FORMA E DIABETES O mais conhecido benefício da caminhada talvez esteja na luta para manter a boa forma. “A caminhada na esteira é um exercício físico com maior gasto de calorias porque nós temos a tendência de variar a intensidade dos passos quando caminhamos na rua. No entanto, mesmo com menor queima calórica, caminhar ao ar livre é extremamente prazeroso, principalmente se for à beira do mar ou

em um parque”, comenta Schmidt. Para o médico, o tempo ideal de caminhada varia de indivíduo para indivíduo e também de acordo com a faixa etária. “Mas, de uma maneira geral, podemos dizer que uma pessoa que caminha uma hora e meia por dia já atinge um ótimo índice de atividade física diária”. Para Schmidt, caminhar se tornou um hábito mais saudável que correr, pois gera menor atrito nas articulações e, consequentemente, menor número de lesões musculares. A caminhada também vem se re- u Continua na página 89

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Escondidinho de carne de panela INGREDIENTES (para duas porções) l 300 g de músculo bovino cortado em cubos pequenos; l 2 garrafas de 355 ml de cerveja preta; l 2 cebolas pequenas bem picadas; l 3 dentes de alho amassados; l 4 colheres (sopa) de azeite; l 3 batatas médias; l Alecrim, tomilho, sal e pimenta-do-reino a gosto.

j

k

l

PASSO 1 Cozinhe as batatas e tire a casca. Depois, passe as batatas ainda quentes em um espremedor, repetindo o processo por duas vezes para obter um purê lisinho e sem pedaços. Coloque o purê em uma panela e aqueça lentamente, colocando o sal e a pimenta-do-reino a gosto. Use um batedor para incorporar um pouco de ar à mistura. Reserve-o aquecido, até o momento de montar o prato. PASSO 2 Em uma frigideira, aqueça o azeite, adicione a cebola e frite por alguns minutos. Junte o alho também até que ele fique dourado. Então, acrescente a carne selando-a até que todos os pedaços fiquem com uma leve crosta caramelizada. PASSO 3 Quando a carne atingir esse ponto, coloque a cerveja e as ervas aromáticas. Cozinhe em fogo médio, de 10 a 15 minutos, até a carne ficar macia e o molho reduzir de volume, ganhando uma textura aveludada, cor escura e perfume

m

n intenso.

camada generosa de purê de batatas.

PASSO 4 Usando uma cumbuquinha individual de louça ou ferro, faça um camada generosa de purê de batatas na base, cobrindo com uma camada da carne de panela e seguida por mais uma

PASSO 5 Complete cobrindo tudo com queijo meia cura ralado e gratine em um forno preaquecido a 200 ºC por cinco minutos ou até que fique bem dourado e crocante.

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Sabor vitaminado Reconhecida como uma boa fonte de vitamina C, a laranja faz sucesso por trazer outros benefícios à saúde e agradar aos mais diversos paladares Docinha ou com sabor mais cítrico, a laranja faz sucesso em diversos lugares do mundo. Sua origem é contraditória, mas há relatos de sua utilização em forma de sucos cítricos, ricos em vitamina C, desde a época das grandes navegações, sendo considerada, inclusive, uma das maiores descobertas médicas do período na prevenção e cura do escorbuto, causado pela falta dessa vitamina. Mesmo com a grande evolução da medicina, os benefícios da laranja continuam fazendo sucesso. “A laranja tem, em média, 70 mg de vitamina C, um antioxidante que protege contra danos causados às células pelos radicais livres (produzidos no organismo com a queima de oxigênio) e ajuda a reduzir o risco de alguns tipos de câncer, doenças cardíacas, derrames cerebrais e outras doenças. Além disso, essa vitamina está associada ao reparo da imunidade e auxílio do emagrecimento”, diz Helouse Odebrecht, nutricionista funcional. A nutróloga Rita de Cássia Leite Novais destaca ainda que a fruta tem uma boa quantidade de vitaminas A, do complexo B e carotenóides, sendo ainda uma fruta pouco calórica, possuindo aproximadamente 40 calorias por 100 gramas. Ou seja, ideal para quem está de dieta. Mariana Sewaybricker / Folhapress.

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Trufas crocantes de laranja INGREDIENTES: Massa: 1/2 embalagem de biscoito maizena; 500 g de cobertura de chocolate meio amargo picada; 1 e 1/2 xícara (chá) de creme de leite sem o soro; Raspas de 1 laranja; 4 colheres (sopa) de licor Cointreau. MODO DE PREPARO: Em um refratário bem seco, coloque o chocolate e leve ao micro-ondas em potência média por 3 minutos. Depois, junte o creme de leite e mexa com uma espátula até formar um creme liso e reserve. Leve ao processador o biscoito maizena e bata até obter uma farofa. Junte ao creme de chocolate a farofa de biscoito, as raspas da laranja, o licor e misture bem. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por cerca de 4 horas. Modele as trufas e passe-as no restante da farofa de biscoito. Coloque-as em forminhas de papel e sirva a seguir.

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Pudim de laranja e coco INGREDIENTES Calda: 1 xícara (chá) de açúcar Pudim: 1 lata de leite condensado; Meia medida (lata) de suco de laranja; Meio vidro de leite de coco (100 ml); 1 pacote de coco ralado pequeno; 4 ovos MODO DE PREPARO Calda: Em uma panela de fundo largo, derreta o açúcar até que ele fique dourado. Junte meia xícara (chá) de água quente e mexa com uma colher de cabo longo. Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar. Forre com a calda uma fôrma com furo central (19 cm de diâmetro) e reserve. Pudim: Em um liquidificador, bata os ingredientes e despeje na forma reservada. Asse em banho-maria, em forno médio (180ºC), preaquecido, por cerca de 1h30. Depois de frio, leve para gelar por cerca de 6 horas. Desenforme e sirva.

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MESAS & CADEIRAS

MESAS & CADEIRAS

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PERSONALIZAÇãO

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Especialista fala sobre benefícios da caminhada

velando uma importante aliada dos diabéticos. “Juntamente com o controle da dieta, promove a diminuição da obesidade e favorece o controle da glicemia pelo consumo de energia, além do efeito psicológico favorável por conta do prazer que proporciona”. DEPRESSãO E QUALIDADE DE VIDA A liberação de endorfina pelo sistema nervoso central durante a caminhada é responsável pelas sensações de alegria, relaxamento e bem-estar, armas poderosas no combate à depressão. Além disso, a endorfina deixa o atleta mais disposto durante o dia e com uma melhor qualidade do sono à noite. E, segundo o especialista, outro fator importante é o aumento dos estímulos cerebrais provocado pelo exercício, que contribui ativamente para manter a saúde do órgão. CIRCULAÇãO E PREVENÇãO Movimentar-se é fundamental para melhorar a circulação sanguínea. “A caminhada faz com que a musculatura da parede dos vasos sanguíneos ajude a impulsionar o sangue até as

extremidades. Além disso, as atividades físicas são importantíssimas para fazer com que a velocidade e a pressão sanguínea possam ser bem administradas pelo corpo”, explica Schmidt. Uma consequência direta da melhora da circulação é a prevenção de doenças cardíacas. “A caminhada é uma arma fundamental para evitar derrames e infartos, pois ajuda o miocárdio a bombar o sangue no início da circulação”. OSTEOPOROSE E PULMãO Segundo Beny Schmidt, junto com a exposição solar, a caminhada se destaca como o melhor investimento contra a osteoporose. “Usar os ossos é a melhor forma de cuidar deles”, explica. Já a respiração é outra grande beneficiada pelas caminhadas. “Andar melhora a capacidade vital, o VO2 máximo e tanto a inspiração quanto a expiração pulmonar. Além disso, por manter a saúde do corpo, inibe inflamações oportunistas. Tudo isso sem contar o quanto faz bem para os pulmões a qualidade do ar inspirado quando se faz uma caminhada em um parque, por exemplo”, finaliza o médico. Setembro de 2015 | Vilas Magazine | 89

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DANÇA

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ESCOLA

ESPORTES

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IDIOMAS

IDIOMAS

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IDIOMAS

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MÚSICA

PÓS GRADUAÇÃO

REFORÇO ESCOLAR

REFORÇO ESCOLAR

45% dos inadimplentes não têm condições de pagar suas dívidas nos próximos três meses, revela pesquisa do SPC

“D

evo, não nego. Pago quando puder”. A famosa expressão descreve bem como muitos brasileiros se encontram atualmente. Diante do agravamento da crise econômica, mais consumidores têm enfrentado dificuldades para colocar a vida financeira em ordem. Um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais revela que quatro em cada dez (45%) brasileiros inadimplentes não têm condições financeiras de pagar suas dívidas atrasadas em um intervalo de até três meses. O levantamento mostra também que a perspectiva de continuar inadimplente é mais frequente nas classes C, D e E (46%) do que nas classes A e B (32%). Além disso, 44% dos devedores ouvidos pelo SPC Brasil afirmaram que a situação financeira atual deles está pior se comparada ao ano passado. Quando indagados sobre os principais empecilhos para realizarem o pagamento dos débitos, a maioria dos consumidores (52%) justifica que a dívida contraída é muito supe-

rior aos seus ganhos mensais, mas há também aqueles que relutam em incorporar hábitos de economia no dia a dia, como deixar de consumir produtos que gostam (23%). “A resistência em cortar despesas e em mudar o padrão de consumo, abrindo mão de pequenos prazeres, são alguns dos erros mais comuns para quem precisa sair do vermelho. O dado revela um comportamento imprudente e de alto risco para as finanças”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Brasileiro deve duas vezes e meia a própria renda A dívida do brasileiro está mais cara. Na comparação entre 2014 e 2015, o valor médio das dívidas em atraso passou de aproximadamente R$ 4 mil para R$ 5,4 mil, o que representa um aumento real, já descontada a inflação, de 23%. Ao cruzar os valores médios dos compromissos pendentes e a renda média dos entrevistados, a pesquisa verificou que o montante das obrigações financeiras representa duas vezes e meia o valor da renda familiar mensal no país. Considerando, por

exemplo, as famílias que têm uma remuneração de um a dois salários mínimos (entre R$ 789 e R$ 1.576,00), a dívida equivale a quase quatro vezes o valor da renda (R$ 4,4 mil). O mau uso do chamado ‘dinheiro de plástico’ é o principal responsável pela inadimplência do consumidor brasileiro. As parcelas a pagar no cartão de crédito, citadas por 42% dos inadimplentes, ao lado das parcelas no cartão de lojas (41%), são as contas que mais resultaram na inclusão do nome em instituições de proteção ao crédito. “Para quem sabe utilizar com prudência, o cartão de crédito pode ser um grande aliado porque traz conveniência e segurança. O grande erro é não quitar o valor integral da fatura e cair no efeito bola de neve do rotativo”, afirma a economista Marcela Kawauti. Os empréstimos junto aos bancos e financeiras (25%), as contas de telefone (11%), a utilização do cheque especial (10%) e as parcelas a pagar no carnê, boleto ou cheque pré-datado (10%) completam o ranking dos atrasos u Continua na página 107

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VIDRAÇARIA

VIDRAÇARIA Continuação da página 94

45% dos inadimplentes não têm condições de pagar .... que motivaram a inadimplência. Para as mulheres, o atraso das faturas do cartão de loja é o que mais se destaca na comparação com os homens (46% contra 33%), enquanto entre a parcela masculina de entrevistados, o destaque é o não pagamento de empréstimos em bancos e financeiras (32% contra 20% das mulheres).

VIDRAÇARIA

VIDRAÇARIA

Desemprego vira o principal vilão O levantamento concluiu também que o desemprego ultrapassou a falta de planejamento financeiro como o principal motivo da inadimplência. Neste ano, 33% dos consumidores com contas em atraso citaram a perda do emprego como causa dos atrasos – no ano passado eram 24%. O descontrole financeiro e a falta de planejamento no orçamento vêm em segundo lugar entre as justificativas mais recorrentes para a inadimplência: 21% em 2015, contra 33% em 2014. A diminuição da renda (11%), o empréstimo do nome para terceiros (8%) e estar com o salário atrasado (5%) também são citados como razões que impossibilitaram o pagamento da dívida que está em aberto. “Mesmo que o desemprego seja um acontecimento alheio à própria vontade, ao qual todos estão expostos, sobretudo quando o país se encontra em crise, o consumidor deve estar prevenido e contar com uma reserva financeira emergencial para manter as despesas sob controle”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli. O estudo sugere, também, que problemas de ordem financeira podem agravar ainda mais o endividamento. Mais da metade da amostra (56%) disse que estava passando por problemas financeiros quando fez a dívida que resultou na inadimplência. A ansiedade (28%), a baixa  Continua na página 122

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Continuação da página 107

45% dos inadimplentes .... autoestima com a própria aparência (11%), a insatisfação com o trabalho (10%), a perda de um ente querido (7%) e o término de um relacionamento (6%) também são apontados como aspectos emocionais que motivaram o atraso das contas. 47% já ficaram com o nome sujo mais de duas vezes O estudo revela que as mulheres representam 60% dos inadimplentes entrevistados. Dentre os que possuem contas em atraso, a faixa que mais se destaca é a de pessoas com idade entre 25 e 34 anos (37%) e 79% possuem no máximo o ensino médio completo. Além disso, 47% são reincidentes. Ou seja, já

estiveram com o ‘nome sujo’ pelo menos duas vezes nos últimos cinco anos. Já em relação à classe social, a pesquisa de 2015 mostrou uma diferença significativa com a do ano passado. Em 2014, as pessoas da classe C representavam 86% dos inadimplentes brasileiros, hoje eles são 90% do total de devedores. Estratégias para renegociar a dívida Dentre os consumidores que reúnem condições para o pagamento da dívida atrasada (52%), a estratégia mais comum é o acordo junto aos credores (37%), segundo apurou a pesquisa. Em seguida aparecem os cortes no orçamento (11%) e as atividades extras para geração de renda, como o famoso ‘bico’ (9%). Dentre os entrevistados que pretendem economizar para deixar a inadimplência, 60% dizem que vão cortar despesas de lazer, mas também são mencionados os cortes

nos gastos com vestuário e calçados (45%), alimentação fora de casa (34%) e produtos de beleza (23%). Para Marcela Kawauti, ao propor um acordo com o credor, é possível reduzir o tamanho das prestações, obter juros menores e prazos mais alongados para a quitação do débito. “Se a intenção for pagar a dívida à vista, é possível até pedir um desconto no valor total. O devedor precisa demonstrar interesse em regularizar a dívida e oferecer uma contraproposta dentro de suas possibilidades. Além disso, é necessário que o consumidor mantenha a disciplina, fazendo cortes de gastos desnecessários do orçamento e não realize novas compras enquanto estiver pagando as prestações”, orienta a economista. Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia clicando em “baixar arquivos” no link www. spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

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Com cabines maiores, sedãs compactos se aproximam dos modelos médios

C

umprida a missão de oferecer espaço interno de mansão por preço de quarto e sala, Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Grand Siena querem se sofisticar. Nas versões especiais Graphite, Unique e Sublime, o interior desses sedãs compactos beira a ostentação. Bancos e volante de couro, tapetes de carpete, detalhes de acabamento escurecidos e soleiras nas portas tentam aproximá-los dos modelos médios. Eles buscam um público de perfil mais racional, que deseja um carro bem equipado e precisa u de espaço para a família,

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mas não quer gastar cerca de R$ 70 mil em carros como o Toyota Corolla ou o SUV Honda HR-V. RECHEADO Dos três carros avaliados no teste Folha-Mauá, o Versa é o que oferece o pacote mais interessante. Quem investe R$ 54.990 na configuração Unique leva ar-condicionado digital, retrovisores externos com repetidores de seta, câmera de ré, GPS e, exclusividade na categoria, sistema de fixação de cadeiras infantis (Isofix). O Fiat Grand Siena Sublime (R$ 54.640) tem uma cabine bem trabalhada, com apoio de braço central entre os bancos dianteiros e revestimento interno em dois tons de couro, marrom e bege. Porém, é menos equipado que o concorrente da Nissan. Embora o Chevrolet Cobalt Graphite seja o mais caro do

CÂMBIO AUTOMÁTICO Contudo, é o Chevrolet que melhor atende aos anseios de quem quer se aproximar de segmentos superiores. A começar pelo porte: é mais largo e tem entre-eixos maior que Versa e

Grand Siena. O porta-malas de 563 litros do Cobalt não é só o campeão entre os modelos compactos: ele supera também o de todos os sedãs médios. E enquanto o Grand Siena

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trio, o preço de R$ 61.150 também não inclui uma lista tão generosa. O sistema de entretenimento MyLink, as rodas de liga leve e os tapetes macios são pouco perto do que o Versa entrega.

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recorre a um câmbio automatizado para substituir as trocas manuais, o Cobalt pode ser equipado com uma caixa automática de seis marchas, que oferece funcionamento bem mais eficiente. Por enquanto, o Versa só oferece transmissão manual. Em resumo, o Cobalt está mais próximo do Cruze do que o Versa está do Sentra ou o Siena do Linea. Mas, para quem prioriza os equipamentos, o pacote Unique do modelo Nissan é imbatível. Rodrigo Mora / Folhapress.

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l Confira sempre a qualidade do serviço antes de contratá-lo. l Certifique-se de que o anunciante possua referências confiáveis. l Requeira sempre nota fiscal do serviço contratado, é um direito seu. l Os textos e responsabilidades de fornecimento desses serviços são única e exclusivamente do anunciante.

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Tribuna do Leitor

Caji pede socorro à Prefeitura

Paróquia São João evangelista de Vilas do atlântico festeja padroeiro “A família que serve a Cristo anuncia o evangelho e constrói a paz”

Solicitamos ajuda da revista Vilas Magazine no sentido de fazer chegar ao prefeito Márcio Paiva nosso pedido de providências urgentes para a travessa Gerino de Souza Filho, no Caji (entre a fábrica da Jauense e a igreja adventista). Na época da eleição o prefeito Márcio Paiva veio até aqui, andou na rua, viu a situação e prometeu solução e até agora nada aconteceu. Não estamos mais conseguindo viver nestas condições, não há mais asfalto, as crianças ficam doentes, muita água empoçada, muita lama, cachorros na rua, lixo, e muito mais. Só nos resta apelar para a Vilas Magazine, o veículo de comunicação da comunidade de Lauro de Freitas. Pagamos nossos impostos e não temos retorno. Na nossa rua existe uma grande número de casas residenciais, além de galpões comerciais. Pedimos atenção e respeito. Não aguentamos mais conviver com esta situação. Por favor, façam algo por nós. Giselle Cardoso.

agressão ambiental continua em ipitanga Sou morador da Rua Rua Viviane Vieira Pedreira na Praia de Ipitanga e denunciei na edição 176, setembro de 2013, da revista Vilas Magazine, o despejo de esgoto a céu aberto praticado pela Pousada Novo Tempo. Após a denúncia, a prefeitura esteve no local, solicitou intervenção por parte do proprietário/responsável, de nome Cristiano, mas, como mostra a foto abaixo (tirada em 19 de agosto), a agressão não foi solucionada e continua transformando a rua em córrego do seu esgoto. Na tentativa de ludibriar os orgãos de fiscalização, a atitude do proprietário foi simplesmente despejar parte deste esgoto no terreno baldio ao lado da pousada (de outro proprietário, não morador) e restante na rua. Diversos apelos já foram feitos pelos moradores da rua, mas o proprietário parece não se importar, mesmo sendo uma rua residencial, usada por moradores e até mesmo hóspedes da pousada. Novamente estou acionando a Vigilância Sanitária de Lauro de Freitas, bem como a Prefeitura Municipal, e divulgando fatos nas redes sociais, inclusive as que tem como participantes turistas em busca de pousadas/hotéis na região, privando-os de se depararem com esse esgoto quando chegarem de viagem. Enquanto isso, a fedentina e o risco de doenças, da agressão ambiental, continuam na pacata rua Viviane Vieira Pedreira. Luis fernando.

ProGraMação: Dia 12, sábaDo: Mutirão de visitas, às 9h. Dia 13, DoMinGo: Missa Solene de abertura da festa. Dia 14, 2ª-feira: Terço Bíblico nas residências, às 19h30. Dia 15, 3ª-feira: Terço Bíblico nas residências, às 19h30. D i a: 16, 4ª-f e i r a: Missa às 19h e palestra com o tema: “A vivência da palavra de Deus nos leva a nos deixar conduzir pelo Espírito Santo” (Gal.5,22-25). Animação da noite: Pastoral Apostolado da Oração, Terço dos Homens, Oficina de Oração, Mãe Rainha 3x Admirável, RCC e Pastoral Social da 3ª idade. Homenageados: Comunidade de Portão e Condomínio Parque Encontro das Águas. Após a missa, confraternização com vendagem de doces e salgados. Dia 17, 5ª-feira: Missa às 19h e palestra com o tema: “Unidos a Cristo videira, vivamos a alegria de evangelizar na força do Espírito Santo”. Animação da noite: Catequese, Infância Missionária, Catequistas, Colégios da Comunidade e Professores. Homenageados: Comunidades dos bairros Buraquinho, Miragem e Pitangueiras. Após a missa, confraternização com vendagem de doces e salgados. Dia 18, 6ª-feira: Missa às 19h e palestra com o tema: “Todo cristão é convidado a renovar o seu encontro pessoal com Cristo para assumir a vocação de servir”. Animação da noite (Noite da Juventude): Escalada, Crisma, Pastoral da Juventude e Oblatos da Fraternidade das Missionárias do Evangelho. Homenageados: Comunidade da Praia de Ipitanga. Após a missa, confraternização com vendagem de doces e salgados. Dia 19, sábaDo: Missa às 8h30 para os idosos e enfermos (com Sacramento da Unção). Animação: Ministros e Ministras da Comunhão. Às 18h30, Missa e palestra com o tema: “Com nossa Senhora, Mãe e Rainha, queremos proclamar as maravilhas do amor misericordioso do Senhor”. Animação da noite: Pastoral Familiar - ECC - Encontro Matrimonial Mundial. Homenageados: Famílias da comunidade, Salva e Rotary Clube Lauro de Freitas. Após a missa, quermesse animada pelos casais. Dia 20, DoMinGo: Dia da Festa 7h30, Missa; 9h., Celebração das Crianças; 10h., Batizados. 19h., Missa Festiva do Padroeiro e encerramento da festa solene, presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Gilson Andrade da Silva. Animação: Grupos bíblicos, Ministros(as) da Comunhão e Pastoral do Dízimo.

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Jaime de Moura Ferreira administrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. E-mail: jamoufer@atarde.com.br

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Competência profissional

ompetência profissional pode ser definida pela capacidade das pessoas em gerir uma organização, atingindo a eficiência e a eficácia. Este texto é aplicável a todos os líderes de qualquer organização, sejam empresariais, educativas, políticas, esportivas, sociais, etc. O modelo é constituído pelo somatório de diversos fatores comportamentais, técnicos e espirituais de uma pessoa, aplicados em perfeita sinergia, em seus ambientes profissionais e nas relações interpessoais. Sem preocupação com a ordem de importância apresenta-se, em ordem alfabética, os principais requisitos que constituem a competência profissional: Compatibilidade entre o discurso e ação: Esse requisito é extremamente importante para as pessoas que ocupam cargos gerenciais. Existem muitos dirigentes fascinantes em seus discursos e decepcionantes em suas ações. Quando se assume a presidência de uma empresa, uma diretoria, uma superintendência, a gerência de um órgão qualquer, ou participa de um grupo social, todos passarão a observar essa pessoa, atentamente, ou para confirmar o que já sabem, ou para verificar se vai trazer ou produzir alguma novidade. Sábios são os que mostram os resultados do seu trabalho, para avaliação dos demais. Comportamento Pessoal no Trabalho: O ser humano deve, sempre, preocupar-se com seu modo de agir, de se apresentar e de suas atitudes, de acordo com o ambiente onde se encontra. No trabalho é necessário que o profissional desenvolva um estilo comportamental compatível com o ambiente, notadamente aqueles que ocupam cargos gerenciais e de lideranças, sem excessos para mais ou para menos, mas que lhe permita ser diferenciado. Os principais atributos para um comportamento diferenciado são: humildade, educação doméstica, simpatia, capacidade de ouvir, discernimento para

responder às pessoas, maneira de se vestir (simples, porém adequada à situação), compreensão, tranquilidade e percepção geral. Comunicação: A pessoa que deseja conseguir sucesso profissional tem que se dedicar bastante à arte da comunicação. Para isso é necessário que se conheça o mercado onde atua e as diversas regras e normas que determinam o que, quando, onde, para quem, como e o quanto se comunicar. Porém, é muito importante que essa comunicação seja desenvolvida de forma espontânea, com muita sinceridade e honestidade, sob pena do profissional ser desmascarado e entrar em irreversível processo de desgaste. Conhecimento e Respeito à Organização e suas normas: É necessário o profissional conhecer a fundo os estatutos, regulamentos, normas e instruções operacionais e culturais da organização, bem como criar, para si próprio, um nível de respeito e admiração para com essa entidade. No entanto, caso não concorde com as diretrizes da organização e não tenha condições de mudá-las, restam duas alternativas: adaptar-se a essas diretrizes e respeitá-las, ou transferir-se para outra organização. Disciplina, organização e planejamento: São três atributos fundamentais para qualquer profissional. A disciplina determina a ordem racional para o atingimento de objetivos, com harmonia. A pessoa pode possuir o melhor embasamento técnico do seu grupo, em qualquer atividade, mas se não for disciplinado, poderá até atingir a objetivos, individualmente, mas, dificilmente terá sucesso reconhecido pelo grupo. A organização, que aqui se aborda, não se confunde com arrumação física, mas refere-se à “organização mental”. Sábias são as pessoas que possuem extraordinária capacidade de organizar as diversas ações de sua vida, quer pessoal, familiar, social, empresarial, etc. de forma estreitamente interconectada, sem permitir, todavia, que a execução de uma possa atrapalhar a realização da outra. É muito difícil existir um ser humano de sucesso sem o respaldo de um planejamento bem elaborado. O que é o planejamento?

Nada mais do que a definição do futuro e a identificação das melhores condições para alcançá-lo. O planejamento do seu destino dependerá, exclusivamente, da sua tomada de decisão, a qual deverá contemplar “o que focalizar”, “quais as coisas que pretende alcançar e o seu significado” e “o que fazer para criar os resultados almejados”. Dispensar bom tratamento aos pares e subordinados: Para que o profissional ganhe confiança e respeito dos seus pares e subordinados é necessário que lhes dispense tratamento civilizado, atencioso e honesto. Procurar ser o mais uniforme possível, não deixando transparecer qualquer discriminação, entre os componentes da equipe. Evitar formação de “grupos de interesse”. Incentivar ações que integrem as pessoas. Parabenizar e premiar aqueles que, efetivamente, merecem ser ressaltados, informando a todos sobre suas ações meritórias. Ter coragem de criticar, diretamente, os que ainda não alcançaram os padrões desejados. Porém não se faz essas críticas na frente dos outros e sim, particularmente. Embasamento técnico: O profissional deverá absorver, permanentemente, conhecimentos técnicos diversos, não só de sua área de atuação, quer seja especialista ou generalista. A cada dia, em razão das necessidades diversas, essa carga de aprendizado fica mais pesada e mais complexa, principalmente em razão do avanço tecnológico. Quanto mais se aprende, mais assunto surgirá para ser absorvido. iniciativa: Significa “fazer acontecer”, assumir a responsabilidade para a execução, e transformar idéias em ação. Muitas pessoas são boas de discursos, têm ideias brilhantes, mas falta-lhes a força mental para executá-las. Respeito aos superiores hierárquicos: O profissional competente demonstra, acima de tudo, respeito pelos seus superiores hierárquicos, sem, contudo, confundir com subserviência. O primeiro é uma virtude; e a segunda, uma deformação de caráter. Mas, é bom lembrar: nem sempre os resultados lhes serão favoráveis. No entanto, não encarar os resultados negativos como fracasso, mas, sabiamente, como referência para tomadas de melhores decisões, no futuro e, acima de tudo, uma grande lição que a vida lhe oferece.

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Vilas Magazine | Ed 200 | Setembro de 2015 | 32 mil exemplares  

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