Skip to main content

Revista GBC Brasil #8

Page 1

GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO 3 / Nº8 / 2016

EDIFÍCIO JACARANDÁ 1º LEED CS PLATINUM NA VERSÃO 3.0

CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO APRESENTAM SOLUÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO DIFERENCIADA 1º Registro na Certificação WELL no Brasil: Escritório Setri, em São Paulo Políticas públicas trazem ganho de escala às soluções em energia solar

DOSSIÊ ESPECIAL ENERGIAS RENOVÁVEIS APRESENTAM EXPANSÃO VIBEDITORA


índice

GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO 3 / Nº8 / 2016

EDITORIAL...............................................................> 3 COLUNA GBC..........................................................> 6

ESTUDO

WGBC TRENDS 2016.......................> 8

PROJETO DESTAQUE...........................> 16

LEED ACP..............................................................> 22

ESPECIAL

ENERGIA LIMPA

PANORAMA NO BRASIL............................................>

24

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA.....................> 28 ENOVA SOLAR.....................................................> 34 ENERGIA ZERO....................................................> 38 SOLUÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO EM ESTÁ ABERTO O CREDENCIAMENTO

DA PRINCIPAL FEIRA DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL DO BRASIL!

Futuro Mais Sustentável! CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO.....................................> Faça agora o seu credenciamento on line gratuito! www.informagroup.com.br/greenbuilding/credenciamento

Todos Conectados por um

09 a 11

2016

AGOSTO

2016

SP EXPO EXHIBITION & CONVENTION CENTER

SÃO PAULO - SP

PROGRAMA EDUCACIONAL...............................> 48 Você é nosso convidado especial para marcar presença na Greenbuilding Brasil. Faça a sua parte e construa um futuro sustentável!

44

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO EM SUAS MÃOS

Como fazer a diferença?

CERTIFICAÇÃO WELL NO BRASIL.............................> Faça parte deste movimento e venha fazer networking com os maiores especialistas do mercado mundial.

Você conectado com o que há de mais inovador e moderno no mundo da construção sustentável!

50

POLÍTICAS PÚBLICAS EM ENERGIA SOLAR.......> 54 Novidade desta edição: Espaço Referencial Casa para você visitar e conhecer estratégias e soluções de construção sustentável. A Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo pede o seu apoio para ampliar ainda mais este conceito no Brasil! Participe Conosco!

CPLUX: IDEIAS PARA SAIR DA CRISE..................> 60 Participe da feira Greenbuilding e saiba como utilizar práticas sustentáveis de forma estratégica. Você é uma peça chave para fazer a diferença!

Acesse o nosso site para mais informações:

AGENDA GBC ABR/MAI/JUN 2016.....................> 66 www.informagroup.com.br/greenbuilding

Garanta a oportunidade de expor sua marca para o melhor evento de sustentabilidade da América Latina!

PATROCÍNIO DIAMANTE

Nathalia Siqueira Email: nathalia.siqueira@informa.com Telefone: (+11) 3017-6892 Celular: (+11) 99177-8554

PATROCÍNIO PLATINA

PATROCÍNIO OURO

PATROCÍNIO PRATA

REALIZAÇÃO

4

mar-abr/16

PARCERIA ESTRATÉGICA

ORGANIZAÇÃO

EVENTO SIMULTÂNEO

rev/gbc/br


projeto em destaque

Fotos: Divulgação Hospital Oswaldo Cruz

©Cacá Bratke

LEED PLAT EM ARQU ARROJADA Edifício Jacarandá 16

mar-abr/16

Colégio Estadual Erich Walter Heine, rev/gbc/br Rio de Janeiro


projeto em destaque

INUM ITETURA C Aposta em arquitetura de alto estilo e estratégias sustentáveis garantem o LEED Platinum para empreendimento na zona sul de São Paulo

om um design marcante e imponente em sinergia com alto nível de sustentabilidade, o Edifício Jacarandá, localizado na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, região sul de São Paulo, conquistou em janeiro deste ano o mais alto nível da certificação internacional LEED. Trata-se do primeiro edifício comercial no Brasil a conquistar o nível Platinum na versão 3.0 do LEED dentro da categoria Core&Shell.

Impossível não impressionar-se com as curvas do edifício. Sua forma arredondada remete a uma percepção de leveza aos olhos, meio a um cenário envoltório de grandes edifícios e construções tradicionais. O que também chama muito a atenção é a robusta fachada composta por vidros com a mistura das cores levemente esverdeadas e amareladas unindo-se um tom acinzentado mais sóbrio, que permitem a absorção do calor e promovem maior conforto térmico nos ambientes internos, além da economia de energia. De acordo com o arquiteto responsável pelo projeto, Carlos Bratke, um dos aspectos de maior valorização do edifício é a sua forma, que conta com grandes espaços internos e vãos estruturais. “Este formato é interessante,

revistagbcbrasil.com.br

pois possui uma igualdade de distância entre o núcleo central e as extremidades. Caso contrário teria uma configuração muito pesada. A equidistância dos pontos centrais do edifício que deram margem para uma condição de imagem contínua”, afirma o arquiteto. Flávio Martins, sócio da Construtora Bratke Collet e engenheiro responsável pela obra, complementa ainda, que o formato do edifício foi desenvolvido devido à extensão do terreno, que possui aproximadamente 65 metros de comprimento, incluindo o terraço. “Uma fachada projetada de forma tradicional, reta, transporia a sensação de um bloco muito denso. Então, houve a criação deste movimento em um formato elíptico de tal forma que pôde suavizar este impacto visual da fachada, o que consequentemente também contribuiu para um melhor sombreamento do próprio prédio”, afirma. O edifício Jacarandá foi construído em um terreno de 5.839m², e conta com aproximadamente 27.927,89m² de área construída. A construção é composta por auditório, áreas de serviços específicas para o prédio, setor administrativo, segurança e vestiários. Toda a parte de instalações e serviços como elevadores, banheiros, escadas, shafts são dispostos na região central edifício a fim de maximizar o fluxo nas extremidades e otimizar a ocupação da fachada pelo usuário final.

mar-abr/16

17


DOSSIÊ SOLUÇÕES

ENERGIA LIMPA rismo, a primeira com foco em pequenas e médias empresa, e a segunda voltada para o segmento de construções hoteleiras, ambos os programas são oferecidos pelo Banco do Brasil. Nas linhas Producard e Construcard da Caixa Econômica Federal, foi também incorporada a energia solar fotovoltaica, a partir de 2014. A Caixa Econômica Federal também possui linha CAIXA BCD – Pessoa Jurídica – Eco Eficiência, que possui foco nas pequenas e médias empresas. Segundo Sauaia, ainda existem as linhas de financiamento através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que foca em equipamentos nacionalizados, bem como linhas através de bancos de fomento e fundos estaduais, além das várias oportunidades em bancos privados. “Já existem várias oportunidades disponíveis, incluindo bancos privados, que também investem em soluções no setor fotovoltaico” explica Rodrigo Sauaia. Apesar de diversas linhas de financiamento disponíveis para o segmento, Sauaia salienta que muitas opções ainda não estão alinhadas com as características de um projeto de longo prazo, como um sistema solar fotovoltaico. Para tanto, é necessário levar em consideração o baixo risco que um sistema como este traz ao longo dos anos. “Recomendamos aos entes financeiros que o produto financeiro em projetos deste tipo tenham entre oito e 12 anos de prazo de amortização, o que já é aplicado pelos bancos públicos. Além disso, deve-se levar em consideração que o sistema fotovoltaico é um equipamento de baixo risco, que opera robustamente por 25 anos e as taxas de financiamento precisam refletir esta característica. Isso ainda não está aparecendo, pois os juros são muito elevados”, destaca. Questões tributárias também são barreiras para o crescimento do setor solar fotovoltaico, devido aos impostos ainda elevados para este setor no Brasil, muito superior à carga tributária sobre equipamentos de outras fontes renováveis. De acordo com Sauaia, “a tributação faz toda a diferença. É uma forma de reduzir o preço médio da energia solar e aumentar sua competitividade de inserção na matriz elétrica brasileira. Buscamos igualdade, sem prejuízo às demais fontes”, diz. Nesse tem também avanços importantes,

32

mar-abr/16

com a isenção de tributos federais, como PIS e COFINS, que não incidem mais sobre a micro e minigeração de energia. Com o aumento da tarifa de energia elétrica no país, combinado com a redução no custo da tecnologia, que teve uma queda de cerca de 70% e 80% nos últimos 10 anos no mundo, a energia solar fotovoltaica se tornou economicamente atrativa para os diferentes segmentos no país. “O benefício não fica só na geração de energia, mas também para as empresas que investem na obtenção de um selo, como o LEED do Green Building Council, pela sinalização junto à sua marca do reconhecimento e engajamento com temas ambientais e de sustentabilidade, além do impacto visual positivo trazido por um sistema solar fotovoltaico, além, é claro, da economia com a energia elétrica”, argumenta Sauaia.

Desenvolvimento social e capacitação profissional A expectativa do setor é que com o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica, o Brasil gere uma média de entre 25 a 30 empregos por MW instalado por ano. A previsão é que sejam instalados 3.300 MW de energia solar fotovoltaica até 2018, em uma média de pelo menos 1.000 MW por ano, o que corresponderia a cerca de 30 mil novos empregos gerados pelo setor. Outra área importante é a formação profissional. Segundo Sauaia, o Brasil já tem profissionais com níveis técnico e superior voltados para a área de engenharia elétrica, mas muitos ainda não conhecem as especificidades da energia solar fotovoltaica. Por isso, é preciso trabalhar essas especificidades através de cursos de formação, aprofundamentos e parcerias acadêmicas. “A capacitação é um tema importante para o avanço do setor, mas é um tipo de trabalho que uma associação não faz sozinha, mas com parceiros, com universidades, escolas técnicas, SENAI, centros de formação, agências e entidades do governo, entre outras”, conclui.

Perspectivas que vão além dos compromissos Um dos grandes acontecimentos em prol da sustentabilidade do planeta ocorreu em Pa-

ris, no final de 2015, com a COP21. As metas estabelecidas pelo Brasil em relação ao setor elétrico, são que o Brasil deverá gerar pelo menos 23% de sua demanda elétrica até 2030 a partir de fontes renováveis não-hídricas, como, biomassa, eólica e solar. A energia solar fotovoltaica é um eixo importante desta meta, com a perspectiva de representar mais de 7% da matriz elétrica nacional. Apesar destes objetivos oficiais, Sauaia ressalta que as expectativas do setor vão além dos compromissos firmados. “Acreditamos que o Brasil reúne as condições necessárias para não apenas atingir, como também superar estas metas, em especial devido ao enorme potencial de fontes renováveis que o país possui. Por isso, entendemos que o Brasil pode inclusive ousar mais, realizando um trabalho de aceleração do uso de suas renováveis não-hídricas, ajudando inclusive a substituir parte da demanda de termelétricas muito poluentes e com custos elevados”, afirma. Segundo ele, a sinalização do Ministério de Minas e Energia é de buscar substituir em torno 15 mil MW das termelétricas mais antigas e caras, localizadas nas regiões nordeste e norte do Brasil, por energias renováveis nos próximos anos. Para o presidente executivo da ABSOLAR, a COP21 foi um primeiro passo de um trabalho mais amplo e abrangente que deverá ser desenvolvido ao longo das próximas décadas. Sobretudo, foi uma sinalização muito importante por parte dos mais de 190 países que estiveram reunidos aprovando, em comum acordo, essa meta internacional de transição para uma economia de baixo carbono e para a mitigação dos efeitos mais adversos das mudanças climáticas. “Neste âmbito, expectativa do setor solar fotovoltaico é de contribuir com os governos ao redor do mundo na transformação da matriz energética global. A energia solar fotovoltaica é parte estratégica desta solução, contribuindo para atingirmos as nossas metas de redução de emissões de gases efeito estufa, trazendo geração de renda, empregos de qualidade, uso de tecnologias cada vez mais eficientes, bem como, geração de valor econômico com sustentabilidade e consciência ambiental”, finaliza.

rev/gbc/br


DOSSIÊ SOLUÇÕES

revistagbcbrasil.com.br

mar-abr/16

33


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista GBC Brasil #8 by Luiz Sampaio - Issuu