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GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO 3 / Nº8 / 2016

EDIFÍCIO JACARANDÁ 1º LEED CS PLATINUM NA VERSÃO 3.0

CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO APRESENTAM SOLUÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO DIFERENCIADA 1º Registro na Certificação WELL no Brasil: Escritório Setri, em São Paulo Políticas públicas trazem ganho de escala às soluções em energia solar

DOSSIÊ ESPECIAL ENERGIAS RENOVÁVEIS APRESENTAM EXPANSÃO VIBEDITORA


ESTÁ ABERTO O CREDENCIAMENTO

DA PRINCIPAL FEIRA DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL DO BRASIL!

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Todos Conectados por um Futuro Mais Sustentável!

09 a 11

2016 Você é nosso convidado especial para marcar presença na Greenbuilding Brasil. Faça a sua parte e construa um futuro sustentável!

Como fazer a diferença? Faça parte deste movimento e venha fazer networking com os maiores especialistas do mercado mundial. Você conectado com o que há de mais inovador e moderno no mundo da construção sustentável! Novidade desta edição: Espaço Referencial Casa para você visitar e conhecer estratégias e soluções de construção sustentável. A Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo pede o seu apoio para ampliar ainda mais este conceito no Brasil! Participe Conosco!

Participe da feira Greenbuilding e saiba como utilizar práticas sustentáveis de forma estratégica. Você é uma peça chave para fazer a diferença!

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PATROCÍNIO PLATINA

PATROCÍNIO OURO

PATROCÍNIO PRATA

REALIZAÇÃO

PARCERIA ESTRATÉGICA

ORGANIZAÇÃO

EVENTO SIMULTÂNEO

AGOSTO

2016

SP EXPO EXHIBITION & CONVENTION CENTER

SÃO PAULO - SP

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO EM SUAS MÃOS


Editorial

Brasil: Um país de grande potencial sustentável

Boa leitura!

LUIZ SAMPAIO DIRETOR EXECUTIVO VIB Editora

revistagbcbrasil.com.br

Convidada: Thassanee Wanick - Fundadora do GBC e Cônsul Geral da Tailândia no Brasil CONSELHO FISCAL Renato Alahmar - 3M Guido Petinelli DIRETOR GERENTE Felipe Faria

VIBEDITORA DIRETOR EXECUTIVO Luiz Sampaio lfsampaio@vibcom.com.br REDAÇÃO Bruna Dalto - MTb 72943 Patrícia Braga redacao@vibcom.com.br COMERCIAL comercial@vibcom.com.br FINANCEIRO adm@vibcom.com.br DESIGN GRÁFICO E EDITORIAL VIB EDITORA

© Bianca Wendhausen

Diante dos últimos acontecimentos relacionados à sustentabilidade a energia limpa e renovável vem ganhando um espaço cada vez mais expressivo. Assim como a preocupação mundial em relação às condições climáticas do planeta, as iniciativas desenvolvidas pelas empresas, organizações sustentáveis e governo vêm demarcando uma trajetória cada vez mais consolidada no Brasil. Levando em consideração essa demanda, esta edição da Revista GBC Brasil apresenta um conteúdo pertinente e alinhado ao mercado, com informações sobre o cenário das novas energias renováveis, tendências, bem como seu patamar em relação ao cenário internacional. Para isso trouxemos especialistas e líderes governamentais que irão abordar questões sobre o tema de energia limpa, em especial a energia solar fotovoltaica, dado o grande potencial que o Brasil possui para um crescimento em grande escala. Além disso, serão apresentadas no DOSSIÊ Soluções, novas tecnologias e soluções inovadoras que o mercado brasileiro já possui, bem como as tendências evolutivas do setor. Para o DOSSIÊ TIPOLOGIAS, traremos cases importantes que se destacaram no setor de Centro de Distribuição, bem como os desafios enfrentados e oportunidades geradas. Informações importantes sobre o mercado da construção sustentável bem como os avanços e tendências do setor, no Brasil e no Mundo, é na Revista GBC Brasil que você encontra.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO MEMBROS DO CONSELHO Manoel Gameiro - Trane - Presidente José Moulin Netto - Vice presidente José Cattel - Alcoa Celina Antunes - Cushman & Wakefield Mark Pitt - Sherwin Williams Hugo Rosa - Método Carmen Birindelli - WTorre

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO VIDA IMOBILIÁRIA BRASIL - VIB EDITORA Rua Roque Petrella, 46 - sala 501 Brooklin - São Paulo - SP CEP 04581-050 Tel/Fax: 11 5078 6109 www.vidaimobiliaria.com.br RESPONSÁVEL DO GBC Maíra Macedo ASSINATURAS E CONTATOS COM A REVISTA: Tel: 11 5078 6109 email: revistagbc@gbcbrasil.org.br

Capa: Edifício Jacarandá Foto: Cacá Bratke

mar-abr/16

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índice

GBC G R E E N

REVISTA

B U I L D I N G

C O U N C I L

BRASIL

C O N S T RU I N D O U M F U T U RO S U S T E N TÁV E L

ANO 3 / Nº8 / 2016

EDITORIAL...............................................................> 3 COLUNA GBC..........................................................> 6

ESTUDO

WGBC TRENDS 2016.......................> 8

PROJETO DESTAQUE...........................> 16

LEED ACP..............................................................> 22

ESPECIAL

ENERGIA LIMPA

PANORAMA NO BRASIL............................................>

24

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA.....................> 28 ENOVA SOLAR.....................................................> 34 ENERGIA ZERO....................................................> 38 SOLUÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO EM ESTÁ ABERTO O CREDENCIAMENTO

DA PRINCIPAL FEIRA DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL DO BRASIL!

Futuro Mais Sustentável! CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO.....................................> Faça agora o seu credenciamento on line gratuito! www.informagroup.com.br/greenbuilding/credenciamento

Todos Conectados por um

09 a 11

2016

AGOSTO

2016

SP EXPO EXHIBITION & CONVENTION CENTER

SÃO PAULO - SP

PROGRAMA EDUCACIONAL...............................> 48 Você é nosso convidado especial para marcar presença na Greenbuilding Brasil. Faça a sua parte e construa um futuro sustentável!

44

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO EM SUAS MÃOS

Como fazer a diferença?

CERTIFICAÇÃO WELL NO BRASIL.............................> Faça parte deste movimento e venha fazer networking com os maiores especialistas do mercado mundial.

Você conectado com o que há de mais inovador e moderno no mundo da construção sustentável!

50

POLÍTICAS PÚBLICAS EM ENERGIA SOLAR.......> 54 Novidade desta edição: Espaço Referencial Casa para você visitar e conhecer estratégias e soluções de construção sustentável. A Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo pede o seu apoio para ampliar ainda mais este conceito no Brasil! Participe Conosco!

CPLUX: IDEIAS PARA SAIR DA CRISE..................> 60 Participe da feira Greenbuilding e saiba como utilizar práticas sustentáveis de forma estratégica. Você é uma peça chave para fazer a diferença!

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AGENDA GBC ABR/MAI/JUN 2016.....................> 66 www.informagroup.com.br/greenbuilding

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PATROCÍNIO PLATINA

PATROCÍNIO OURO

PATROCÍNIO PRATA

REALIZAÇÃO

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mar-abr/16

PARCERIA ESTRATÉGICA

ORGANIZAÇÃO

EVENTO SIMULTÂNEO

rev/gbc/br


coluna gbc

Ótimo início de ano para a construção sustentável.

O

mercado da construção sustentável contraria toda e qualquer estimativa eventualmente negativa em face as consequências da crise política e econômica que enfrentamos. Uma das métricas que utilizamos para quantificar o atendimento de metas para objetivos descritos em nosso planejamento estratégico é o número de novos registros de projetos LEED por mês. No primeiro trimestre de 2016 tivemos 34 novos registros contra 24, 21 e 33, respectivamente referentes aos anos de 2015, 2014 e 2013. O começo de 2016 desponta como o segundo melhor ano da certificação LEED no Brasil, perdendo apenas para os 64 novos projetos registrados alcançados no primeiro trimestre de 2012. Adicionalmente, registramos 8 novos projetos no Referencial GBC Brasil Casa, dentre eles loteamentos e condomínios residenciais verticais que participarão do programa piloto. Em termos de educação foram 7 treinamentos capacitando 130 profissionais, sendo 5 na cidade de São Paulo e 2 no Rio de Janeiro. No mês de abril já estão confirmadas turmas em Goiânia e Recife. Os canais de comunicação do GBC Brasil com o mercado, diretório de membros, revista GBC Brasil, blog, mídias sociais e eventos crescem continuamente, contribuindo aos membros engajados, colherem ótimos proveitos no que tange a ideia de “member value”. Mais de 3000 profissionais visitam o nosso blog e o website do GBC Brasil possui cerca de 70000 visualizações, sendo que o tempo de permanência de visitantes únicos é de 5 minutos. O Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo de 2016 já possui o dobro de patrocinadores confirmados comparado ao ano de 2015, e o novo modelo de gestão em parceria com o Grupo Informa e High Design garantirá praticamente o dobro de profissionais visitantes. De fato, nós (leia-se GBC Brasil seus membros e parceiros) lideramos um movimento que há anos deixou de ser tendência, consolidando-se em uma transformação tida como unanimemente necessária. Cabe a nós trabalharmos para acelerá-la. A construção sustentável continua cres-

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mar-abr/16

cendo para setores diversos do mercado, assim como iniciativas do Poder Público em criar políticas de fomento ao movimento. Alinhado com as informações acima mencionadas, temos o Relatório Mundial do World Green Building Council sobre tendências do nosso setor para os próximos anos. Uma das curiosidades desta última pesquisa, que ocorre a cada 3 anos, aponta a grande diminuição no número de respondentes membros dos diferentes GBCs, de 76% para 33%, demonstrando que estamos penetrando setores diversos da indústria. E como resultado, destaca-se que os 36% dos profissionais e empresas no Brasil confirmaram que até 2018 mais de 60% dos seus projetos serão verdes. Na pesquisa anterior, divulgada em 2012, apenas 6% mencionaram referido comprometimento considerando o ano de 2015 como horizonte. Por diversos fatores, nosso movimento mantém otimismo e geração de oportunidades. Aos líderes não restam dúvidas que construção sustentável é o caminho, onde devemos investir a todo momento, e, através do Green Building Council Brasil nós encontraremos as respostas sobre onde e como investir. No mês de maio reativaremos nossos Comitês Técnicos para análise e discussão da certificação WELL com foco em saúde e bem-estar, bem como o Referencial GBC Brasil Casa para loteamentos e condomínios residenciais verticais. Também estamos contatando todas as 800 empresas associadas para apresentar os detalhes do nosso novo planejamento estratégico e discussão das atividades presentes e futuras, além de requerer que todas contatem o GBC para adiantarmos nossa conversa visando juntos, insuflar a acesa chama da indústria da construção sustentável pátria. Nós somos a força que rege este movimento. O poder da transformação está nas nossas mãos.

FELIPE FARIA, DIRETOR Green Building Council Brasil

rev/gbc/br


coluna gbc

revistagbcbrasil.com.br

dez/15-jan/16

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tendências

Construção verde mundial deve dobrar até 2018, diz estudo Construção verde no mundo deverá dobrar até 2018, de acordo com um novo estudo da Dodge, Data & Analytics e da United Technologies Corporation, em parceria com o World Green Building Council (WorldGBC).

O

estudo, “World Green Building Trends 2016 Mercados em Desenvolvimento Aceleram o Crescimento Global da Construção Verde”, considera que o percentual de empresas que pretendem ter mais de 60% dos seus projetos de construção verde certificados cresce para mais que o dobro até 2018, de 18% atualmente para 37%. O crescimento previsto será, em grande parte, impulsionado por países que ainda estão se desenvolvendo no mercado verde, com empresas do México, Brasil, Colômbia, Arábia Saudita, África do Sul, China e Índia relatando forte crescimento no percentual

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de seus projetos que pretendem certificar. O estudo, produzido em parceria com a United Technologies Corporation, um membro do Conselho Consultivo Empresarial do World GBC, e com o apoio adicional do USGBC, do GBC Brasil e da Saint-Gobain, também no Conselho Consultivo Empresarial do WorldGBC, apresenta os resultados de mais de 1.000 participantes da pesquisa em 69 países - incluindo os Green Building Councils locais e seus membros corporativos, desde arquitetos e empreiteiros, até os proprietários e engenheiros. "Este estudo nos mostra como o movimento de construção verde é globalmente forte e consisten-

rev/gbc/br


tendências

Nível de Atividade de Construção Verde (resultado global) Explorando (nenhum projeto ainda) 1% a 15% Projetos Verdes 16% a 30% Projetos Verdes 31% a 60% Projetos Verdes Mais de 60% Projetos Verdes

te. No Brasil, um dos nossos movimentos motores principais são as empresas membros do GBC Brasil que assumiram a liderança pró-ativa para levar a nossos ambientes construídos as melhores taxas de eficiência e criar ambientes amigáveis e saudáveis para os ocupantes. Para GBC Brasil não é uma surpresa saber que 36% das empresas esperam certificar a maioria dos seus projetos em 2018. Percebe-se este mesmo compromisso em nossos treinamentos, nas salas de conferências, nos comitês e em outras iniciativas. Estamos muito contentes e gratos por esse apoio”, diz Felipe Faria, Diretor Geral do GBC Brasil. Este estudo segue uma edição anterior de 2012, para o qual o

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52%

22%

26%

2015

61%

13% 8%

20%

2018

Green Building Council também contribuiu. Para aquele estudo, como neste, um projeto verde é identificado como aquele que é certificado ou construído visando à qualificação para a certificação no âmbito de um padrão sustentável reconhecido, como LEED, BREEAM e Green Star. Outras principais conclusões do relatório demonstram que a construção verde no mundo continua a duplicar a cada três anos. O Brasil, por exemplo, espera um crescimento de seis vezes no percentual de empresas que pretendem certificar a maioria dos seus projetos verdes (de 6% para 36%). Na China o crescimento previsto é de cinco vezes (de 5% para 28%). Um crescimento de quatro vezes

44%

39%

36%

21% 23%

2015 2018

37%

18%

12%

Porcentagem de entrevistados cuja empresa tem feito mais de 60% de projetos certificados (2015 e expectativa para 2018)

24%

21%

38% 27%

20%

18%

6% Brasil

28%

5% EUA

Mexico

Colômbia

África do Sul

China

Índia

“PARA GBC BRASIL NÃO É UMA SURPRESA SABER QUE 36% DAS EMPRESAS ESPERAM CERTIFICAR A MAIORIA DOS SEUS PROJETOS EM 2018” Felipe Faria, Diretor Geral GBC Brasil

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tendências

Benefícios de negócios esperados do investimento em edifícios verdes (Valores médios reportados em 2012 e 2015) 2015

2015

2012 Benefícios

2012 Construção Nova

Retrofit

8%

Redução dos custos de operação após 5 anos

15%

Aumento do valor do Edifício verde versus um projeto não verde

7%

8%

5%

7%

Aumento das taxas de ocupação

Aumento do valor patrimonial do Edifício verde versus um projeto não verde

5%

7%

4%

7%

Aumento da produtividade dos ocupantes

Payback para investimentos verdes

8 anos

8 anos

7 anos

7 anos

9%

14%

Para Terri Wills, CEO do WorldGBC, este estudo oferece evidência adicional sobre a força dos cases de negócios em construção verde. “Este crescimento é verdadeiramente um fenômeno global. O edifício verde está desempenhando um papel de extrema importância no desenvolvimento de muitas economias emergentes, particularmente naquelas cujas populações crescem e criam uma necessidade premente para que o ambiente construído seja sustentável e garanta uma elevada qualidade de vida”, e ainda complementa, "os Green Building Councils e seus membros em todo o mundo irão desempenhar um papel

mar-abr/16

9%

13%

57%

Redução dos custos de operação

Redução dos custos de operação após 1 ano

também é esperado na Arábia Saudita (de 8% a 32%).

10

Métricas usadas para medir os benefícios dos edifícios verdes (2012 e 2015)

9%

13%

fundamental na entrega deste crescimento projetado, e esta liderança e experiência será vital na percepção dos muitos benefícios sociais, econômicos e ambientais que os edifícios verdes oferecem." Proprietários dizem ter sentido um aumento médio de 7% no valor dos seus edifícios verdes em comparação com os edifícios tradicionais (um aumento consistente entre os novos edifícios verdes e em retrofits). Outro benefício amplo e globalmente relatado são os baixos custos operacionais. Mas cerca de 30% dos entrevistados também consideram que a documentação e certificação proporcionam garantia de qualidade,

52% 33%

Documentação e certificação que asseguram a qualidade

28% 22%

Aumento do valor de negociação

Aumento dos valores de locação

13% 18% 10% 17% 8% 15% 11%

Setores com planos para certificação nos próximos 3 anos Brasil | Média global New Construction

47%

46%

New Construction Institucional (escolas, hospitais, edifícios públicos)

33%

38%

Retrofit (Existing Building)

47%

37%

Comunidades

33%

21%

Commercial Interiors

22%

20%

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tendĂŞncias

revistagbcbrasil.com.br

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tendências

Participação média de projetos verdes na atividade de construção de edifícios (Brasil, Colômbia e 11 outros países da América do Sul e Caribe) Projetos verdes Projetos não verdes

Nível de Atividade de Construção Verde no Brasil (2015-expectativa 2018) Explorando (nenhum projeto ainda) 1% a 15% Projetos Verdes 16% a 30% Projetos Verdes 31% a 60% Projetos Verdes Mais de 60% Projetos Verdes

6%

73%

74%

29%

27%

26%

18%

Brasil

Colômbia

Outros 11 países

8%

O maior crescimento mundial de construção verde está o setor comercial onde quase metade (46%) de todos os entrevistados pretende desenvolver um projeto comercial verde nos próximos três anos. A redução no consumo de energia continua sendo a maior razão ambiental para a construção verde (selecionado como uma das duas principais razões por 66% de todos os entrevistados). A proteção dos recursos naturais ficou em segundo lugar a nível mundial (37%), e a redução do consumo de água em terceiro (31%).

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mar-abr/16

31%

71%

educação dos ocupantes sobre sustentabilidade que agrega valor de venda, considerados como benefícios adicionais importantes em seus mercados.

"Na Saint-Gobain, trabalhamos fortemente a cada dia para melhorar a vida das pessoas e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios globais de crescimento, eficiência energética e proteção ambiental. Há muito tempo estamos convencidos de que a sustentabilidade é uma grande tendência no mercado de construção. Esse estudo do WorldGBC 2016 está nos confortando, pois mostra que é um mercado que deve dobrar até 2018”, afirma Pascal Eveillard, Diretor da Saint-Gobain para o Habitat Sustentável.

36%

37%

2015

21%

32%

9% 2%

2018

“OS GREEN BUILDING COUNCILS E SEUS MEMBROS EM TODO O MUNDO IRÃO DESEMPENHAR UM PAPEL FUNDAMENTAL NA ENTREGA DESTE CRESCIMENTO PROJETADO” Terri Wills, CEO WorldGBC

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tendências

Principais motivos para futura atividade em construção verde no Brasil, Colômbia e outros 11 países da América do Sul e Caribe BRASIL COLÔMBIA 11 PAÍSES 19%

Demanda dos clientes

30% 12%

Demanda de mercado

22%

8%

33% 15% 29%

3% 15%

29% 26%

Fazer a coisa certa

41% 20%

Transformações de mercado

Diminuir custos de operação

Construção Nova

Benefícios

33%

Compromisso interno da empresa Aumento de ROI

Benefícios de negócios esperados do investimento em edifícios verdes na América do Sul e Caribe (Brasil, Colômbia e média dos outros 11 países)

29%

31%

Retrofit

Redução dos custos de operação após 1 ano

8%

12%

12%

6%

12%

12%

Redução dos custos de operação após 5 anos

20%

9%

12%

13%

13%

12%

Payback para investimentos verdes

4 anos

5 anos

8 anos

4 anos

4 anos

8 anos

Colômbia

Outros 11 países

Brasil

Brasil

22%

Colômbia Outros 11 países

27% 22% 22% 37% 31%

Legislação ambiental 19%

“HÁ MUITO TEMPO ESTAMOS CONVENCIDOS DE QUE A SUSTENTABILIDADE É UMA GRANDE TENDÊNCIA NO MERCADO DE CONSTRUÇÃO. ” Pascal Eveillard, Diretor da Saint-Gobain para o Habitat Sustentável

Razões sociais mais importantes para a construção verde Brasil | Média global

mar-abr/16

Brasil | Média global

53%

58%

Reduzir o consumo de energia

51%

66%

Criar um senso de Comunidade

26%

29%

Proteger os recursos naturais

47%

37%

Aumentar a produtividade no trabalho

34%

29%

Reduzir o consumo de água

47%

31%

Diminuição da emissão de gases de efeito estufa

15%

24%

29%

24%

Melhorar a qualidade interna do ar

17%

14%

17%

19%

Encorajar práticas de negócios sustentáveis

Ajudar na economia doméstica

Esteticamente agradável

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Razões ambientais mais importantes para a construção verde

rev/gbc/br


projeto em destaque

Fotos: Divulgação Hospital Oswaldo Cruz

©Cacá Bratke

LEED PLAT EM ARQU ARROJADA Edifício Jacarandá 16

mar-abr/16

Colégio Estadual Erich Walter Heine, rev/gbc/br Rio de Janeiro


projeto em destaque

INUM ITETURA C Aposta em arquitetura de alto estilo e estratégias sustentáveis garantem o LEED Platinum para empreendimento na zona sul de São Paulo

om um design marcante e imponente em sinergia com alto nível de sustentabilidade, o Edifício Jacarandá, localizado na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, região sul de São Paulo, conquistou em janeiro deste ano o mais alto nível da certificação internacional LEED. Trata-se do primeiro edifício comercial no Brasil a conquistar o nível Platinum na versão 3.0 do LEED dentro da categoria Core&Shell.

Impossível não impressionar-se com as curvas do edifício. Sua forma arredondada remete a uma percepção de leveza aos olhos, meio a um cenário envoltório de grandes edifícios e construções tradicionais. O que também chama muito a atenção é a robusta fachada composta por vidros com a mistura das cores levemente esverdeadas e amareladas unindo-se um tom acinzentado mais sóbrio, que permitem a absorção do calor e promovem maior conforto térmico nos ambientes internos, além da economia de energia. De acordo com o arquiteto responsável pelo projeto, Carlos Bratke, um dos aspectos de maior valorização do edifício é a sua forma, que conta com grandes espaços internos e vãos estruturais. “Este formato é interessante,

revistagbcbrasil.com.br

pois possui uma igualdade de distância entre o núcleo central e as extremidades. Caso contrário teria uma configuração muito pesada. A equidistância dos pontos centrais do edifício que deram margem para uma condição de imagem contínua”, afirma o arquiteto. Flávio Martins, sócio da Construtora Bratke Collet e engenheiro responsável pela obra, complementa ainda, que o formato do edifício foi desenvolvido devido à extensão do terreno, que possui aproximadamente 65 metros de comprimento, incluindo o terraço. “Uma fachada projetada de forma tradicional, reta, transporia a sensação de um bloco muito denso. Então, houve a criação deste movimento em um formato elíptico de tal forma que pôde suavizar este impacto visual da fachada, o que consequentemente também contribuiu para um melhor sombreamento do próprio prédio”, afirma. O edifício Jacarandá foi construído em um terreno de 5.839m², e conta com aproximadamente 27.927,89m² de área construída. A construção é composta por auditório, áreas de serviços específicas para o prédio, setor administrativo, segurança e vestiários. Toda a parte de instalações e serviços como elevadores, banheiros, escadas, shafts são dispostos na região central edifício a fim de maximizar o fluxo nas extremidades e otimizar a ocupação da fachada pelo usuário final.

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projeto em destaque

Para obtenção da certificação, o projeto contou com a experiência e now how da consultoria de sustentabilidade CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), além de planejado e construído pelas empresas Bratke Collet e Engeform. O empreendimento atingiu pontuações excelentes em todos os critérios exigidos para a certificação, atingindo os 81 pontos necessários para obtenção do nível Platinum do LEED. Inicialmente o objetivo era obter a certificação LEED Gold para o projeto, porém devido aos critérios exigidos pela certificação estarem significativamente avançados, com o emprego de equipamentos mais eficientes, tanto no ar condicionado quanto na iluminação e o desempenho energético de forma global tornaram-se fundamentais para a obtenção de pontos extras, garantindo assim o selo nível Platinum.

Segundo Flávio Martins, um dos diferenciais sustentáveis do projeto foi na parte energética. “Fizemos o uso de luminárias LED, que reduz significativamente o consumo de energia, tanto para as áreas privativas do escritório, sistema de ar condicionado da LG com o equipamento Multi-V4 com COP acima de 4.5, o que confere um nível de eficiência muito grande no uso de ar condicionado”, pontua Flávio. O sistema de iluminação interna e externa foi projetado com equipamentos de alta eficiência para reduzir o consumo de energia e a poluição luminosa. Os escritórios possuem uma densidade de iluminação de 9,84 W/m², as zonas próximas às fachadas possuem sensores de iluminação natural que irão dimerizar as luminárias quando não há necessidade do uso da iluminação artificial.

Projeto: Edifício Jacarandá (OPI 2) Localização: São Paulo - SP Certificação: 04/01/2016

Sistema e Nível da Certificação: LEED CS - Platinum

Arquitetura: Carlos Bratke Construtora: Bratke Collet e Engeform Consultoria de sustentabilidade: CTE Gerenciamento: Engeform Elétrica, Hidráulica e Automação:

O consumo de energia nas áreas comuns do edifício é monitorado e gravado pelo Sistema de Automação Predial, conhecido como BMS, para garantir a eficiência energética e otimizar o sistema operacional do edifício. O medidor do consumo de energia elétrica foi instalado de acordo a medição de uso final, como elevadores, bombas hidráulicas, iluminação e tomadas, sistema de exaustão e condicionamento de ar. Também foram instalados medidores de energia em cada conjunto.

Soeng Sistema de Ar Condicionado: Thermoplan

Luminotécnica: Mingrone

Esquadrias: Arqmate

Acústica: Erhardt

Vidros: Glassec Viracon

Fotos: ©Cacá Bratke

Além disso, segundo o arquiteto Carlos Bratke, o edifício possui outra característica marcante, que é a forma como o auditório foi projetado. “O edifício possui uma recepção e vãos livres bastante grandes, com a possibilidade de ter acesso independente ao auditório de forma que possa ser utilizado não somente pelos ocupantes internos, mas também para eventos externos em geral. Esta é uma característica importantíssima deste projeto”, observa o arquiteto.

Energia

Foram instalados sistema de ar de expansão direta VRF (Volume de Refrigerante Variável) com condensação a ar. As unidades externas foram instaladas na cobertura e as unidades internas, do tipo built-in instaladas no forro, foram distribuídas termicamente para as zonas das fachadas (devido fatores externos como temperatura do ar e radiação solar) e zonas internas, contribuindo assim com um menor consumo das evaporadoras e um maior conforto dos ocupantes. O sistema possui ciclo quente/frio, controlado pela evaporadora mestre, compressores inverter e controles remotos sem fio. A vazão de ar externo foi calculada atendendo a norma ABNT 16401-2008. O ar externo possui um sistema de recuperador de energia que irá trocar a energia de exaustão com a energia do ar externo, diminuindo a carga térmica do ar externo, assim diminuindo o consumo do ar condicionado.

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rev/gbc/br


projeto em destaque

DADOS TÉCNICOS (em %): ECONOMIA DE ENERGIA 22,18% ECONOMIA DE ÁGUA POTÁVEL EM DISPOSITIVOS

20,16%

ECONOMIA DE ÁGUA POTÁVEL NO PAISAGISMO

100,00%

RESÍDUOS DESVIADOS DE ATERRO

85,63%

MATERIAIS COM CONTEÚDO RECICLADO

21,08%

MATERIAIS REGIONAIS 34,55% MADEIRA CERTIFICADA FSC 100,00% ÁREAS VERDES (% em relação à área do terreno)

Outra estratégia que garantiu alta eficiência energética para o edifício foi a instalação de vidros semiopacos de alta performance na fachada. De acordo com o CTE (Centro Tecnológico de Edificações), a simulação energética apontou uma economia de energia de 22,18%, o que possibilitou 8 pontos da certificação, determinando o salto do nível Gold da certificação, inicialmente requerida, para o nível Platinum. As estratégias utilizadas para a redução no consumo foram baseadas nos parâmetros da norma ASHRAE 90.1-2007.

Água

As medidas implementadas relativas ao consumo racional da água resultaram em 100% de redução de água potável para irrigação e redução de 20,16% com a utilização de dispositivos economizadores. O edifício conta com tratamento e reaproveitamento de água pluviais, águas cinzas e também as provenientes do dreno do sistema de ar condicionado para fins não potáveis, como irrigação, descarga de bacias sanitárias e mictórios, reduzindo a demanda de água potável do empreendimento. revistagbcbrasil.com.br

36,82%

Complementando estas medidas, já comumente empregadas nos edifícios certificados, houve também a implantação de lajes ajardinadas e pavimentos permeáveis, onde foi possível reduzir o escoamento pluvial em mais de 25% onde, antes de entrar na rede pública de drenagem, passa por filtros Vortex capazes de remover mais de 80% do Total de Sólidos Suspensos (TSS), contribuindo para redução de alagamentos e enchentes na cidade. Além disso, o paisagismo conta com plantas regionais que se adaptam ao clima da região e que não necessitam de alta demanda de irrigação, resultando na redução do consumo de água, ocupando 1.925 m² do terreno.

Qualidade do ar

Visando um ambiente interno de qualidade foi desenvolvido um layout que permite acesso de visibilidade das paisagens externas em todos os ambientes, oferecendo ao ocupante o conforto e relaxamento visual que, consequentemente, contribui para uma melhora da produtividade e qualidade do ambiente interno. A preocupação com a qualidade do ar se

iniciou no período de obra, através da utilização de adesivos, selantes, tintas e revestimentos com baixa emissão de Compostos Orgânicos Voláteis (COV), além da instalação de equipamentos de controle de CO2 em todos os ambientes internos possibilitando o monitoramento e garantia de melhor qualidade do ar interno. Também houve a proibição de fumo em todas as áreas internas do edifício e em áreas externas a menos de 8 metros de entradas de ar, como portas, janelas e tomadas de ar externo.

Materiais

Na seleção dos materiais utilizados na obra foi priorizada a utilização de componentes regionais e com conteúdo reciclado bem como a opção por produtos de madeira com certificação FSC (Forest Stewardship Council). Houve ainda um Plano de Gestão de Resíduos e Coleta Seletiva, o que contribui para que 85,63% dos resíduos gerados em obra fossem desviados de aterros sanitários.

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projeto em destaque

©L. Braga

Relação com o entorno

A relação com o entorno também foi um dos pontos valorizados no projeto do edifício Jacarandá, que também contribuiu fortemente para a conquista da certificação. O empreendimento conta com bicicletário, vagas preferenciais para veículos com baixa emissão, proximidade com ciclovias e meios de transportes alternativos, como linhas de ônibus e metros que incentivam os usuários a não utilizarem veículos poluentes, além de fácil acesso a serviços básicos. Além disso, houve a minimização das ilhas de calor, pela instalação de 100% das vagas de estacionamentos nos subsolos, possibilitando a diminuição das áreas pavimentadas expostas e através da implementação de coberturas verdes e com materiais de alto índice de refletância solar. Reforçando o histórico e as premissas voltadas para a sustentabilidade, a Bratke foi responsável por outro empreendimento certificado pelo LEED, o edifício Jatobá, que garantiu o selo LEED NC nível Gold. Foi um projeto desenvolvido em parceria com a empresa Engeform. Ao longo de 30 anos grande parte dos edifícios localizados na Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini foram projetados por Carlos Bratke e construídos pela Bratke Construtora, inclusive atuando com processo de retrofit nos edifícios mais antigos. “O nosso principal objetivo é manter a região arborizada com qualidade de vida, os prédios em ordem, e com custos operacionais mais baixos. Isso é importante para nós, por isso a sustentabilidade tem tudo a ver com o que praticamos. Essa é uma grande preocupação que a gente tem hoje, o benefício ao longo prazo”, ressalta Flávio Martins. O arquiteto Carlos Bratke esclarece que as medidas sustentáveis adotadas em outros projetos não têm necessariamente a intenção de conquistar um selo ambiental, o importante é o fato de que usando métodos mais eficientes, com equipamentos mais avançados, sistemas de reuso de água entre outros já são muito importantes para se adquirir um benefício econômico e ambiental.

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Vista aérea do edifício

DIFERENCIAIS SUSTENTÁVEIS • Tratamento e reaproveitamento de água:bacias sanitárias em todo edifício; • Geradores que atendem a 100% das demandas do edifício: Inclusive as de condicionamento de ar das áreas comuns e privativas; • Vidros de alta performance: Controle da entrada de luz natural e design único do edifício, vidros com diferentes tonalidades ; • Sistema de ar condicionado: 8 evaporadores por conjunto e 32 por andar VRF quente/frio; • Pé direito de 2,95 metros: piso/teto; • CFTV/controle de acesso BMS: Elevadores integrados às catracas; • Piso elevado: 15 cm de altura com placas metálicas removíveis; • Luminárias LED com Sistema DALE: menor consumo/m², maior vida útil e possibilidade de integração com automação; • Alta eficiência energética; • Banheiros com sensores de presença; • Bicicletário com vestiários masculino e feminino.

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tendĂŞncias

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desempenho

LEED ACP Caminhos alternativos para os créditos do LEED

ACPs asseguram que a certificação LEED siga o mesmo nível de excelência em todo o mundo Por Bruna Dalto

O

s ACPs - AlternativeCompliance Paths (Caminhos Alternativos de Conformidade, em português) foram desenvolvidos para proporcionar maiores opções e um método mais flexível para empreendimentos de todo o mundo, possibilitando a conformidade com créditos do LEED, uma vez que alguns créditos utilizam normas e contem exigências de difícil cumprimento fora dos Estados Unidos. Os ACPCs for South America foram criados especificamente para atender as necessidades dos projetos LEED na América do Sul após o encontro de representantes do GBC Brasil, GBC Chile, GBC Argentina, GBC Colômbia, GBC Peru com o USGBC em Santiago em setembro de 2013. Segundo a arquiteta Marcia Picarelli Davis, LEED AP BD+C, O+M e diretora da Novva Solutions, o LEED 2009 BD&C ACPs for South America foi desenvolvido para os sistemas Building Design and Construction (Novas Construções e Reformas) para edifícios comerciais e edifícios institucionais, empreendimentos Core and Shell (Envelope e Áreas Comuns), e Schools (Escolas) especificamente para empreendimentos na América do Sul. “Os ACPs globais se aplicam a todos os empreendimentos, independentemente de sua localização, embora alguns só estejam disponíveis para aqueles fora dos EUA. Eles também podem ser aplicados de acordo com o empreendimento com base em sua viabilidade, não sendo obrigatórios para nenhum empreendimento”, afirma. Para que um ACP seja aprovado, ele passa pelo LEED International

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Roundtable (Mesa Redonda Internacional LEED), um grupo consultivo do Green Building Council que representa 40 países, que discute as barreiras técnicas encontradas em seus respectivos mercados, para assim propor a criação de ACPs. ”Nesse grupo são discutidas várias questões da Certificação LEED como a criação de ACPs ou a definição dos créditos de Prioridade Regional, dentre outros”, garante Marcia. Além disso, o trabalho tem o intuito de reforçar a orientação internacional da certificação LEED, visando tornar este sistema mais eficaz em nível global. De acordo com Felipe Faria, diretor do GBC Brasil, “a ideia é manter a consistência da ferramenta de certificação LEED presente em 153 países, sendo flexível através de normas técnicas locais, tornando-o ao mesmo tempo local, regional e global. O GBC Brasil lidera o número de ACPs criados graças à larga experiência e disposição dos profissionais voluntários”. “Concentrando-se em normas e soluções globais, estes caminhos alternativos de cumprimento fazem do LEED cada vez mais flexível e garantem uma linguagem comum para todos os greenbuildings.” Scott Horst, Vice Presidente, LEED, USGBC Após rigorosa análise técnica das normas e práticas locais, os seguintes créditos LEED receberam ACPs para empreendimentos na América do Sul:

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desempenho

“CONCENTRANDOSE EM NORMAS E SOLUÇÕES GLOBAIS, ESTES CAMINHOS ALTERNATIVOS DE CONFORMIDADE FAZEM DO LEED CADA VEZ MAIS FLEXÍVEL E GARANTEM UMA LINGUAGEM COMUM PARA TODOS OS GREENBUILDINGS.” Scott Horst, Vice Presidente, LEED, USGBC

SSc4.3 - Transporte Alternativo – Baixa Emissividade e Veículos de Combustível Eficiente Objetivo: Reduzir os impactos da poluição e de desenvolvimento da terra pelo uso do automóvel. Empreendimentos na América do Sul podem agora usar os programas governamentais brasileiros como o INMETRO e IBAMA para determinar se um veículo é classificado como de baixa emissão ou baixo consumo de combustível. Estes programas produziram uma lista de veículos classificados como sustentáveis, que representa de maneira mais precisa em termos de eficiência, emissividade e consumo dos veículos disponíveis na América do Sul em relação ao que era fornecido nas exigências do crédito original.

EAc6 - Green Power Objetivo: Estimular o desenvolvimento e uso de fontes de energia com base líquida zero de poluição e tecnologias de energia renovável. Empreendimentos na América do Sul podem usar agora o Certificado de Energia Renovável brasileiro, uma iniciativa da ABBEólica – Associação brasileira de energia eólica, e da ABRAGEL – Associação brasileira de energia limpa, em parceria com o Instituto Totum. Este ACP permite a empreendimentos na América do Sul comprarem energia verde produzida localmente, ao invés de RECs (Renewable Energy Certificates) de energia verde produzida nos EUA. Isso estimula ainda mais o investimento em tecnologias de energia verde na América do Sul.

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O regulamento do Programa de Certificação em Energias Renováveis também prevê a possibilidade de comercializar e/ou transferir certificados aos consumidores da energia elétrica gerada por estas usinas certificadas. Deste modo, é possível adquirir o número determinado de selos de acordo com o consumo energético aferido da planta consumidora que pode ser representada por uma indústria, condomínio residencial, ou ainda prédio comercial. A primeira empresa no Brasil a buscar a certificação LEED, utilizando o Programa de Certificação em Energia Renovável foi o Citibank, com sua agência inteligente na avenida Nova Faria Lima, em São Paulo (SP), conhecida como Flagship Faria Lima, que adquiriu 244 certificados, equivalentes ao uso de 244 MWh de energia renovável certificada, o que equivale ao consumo energético da agência por dois anos. Segundo Elbia Ganoum, presidente da ABEEólica “entre os principais benefícios da utilização do Programa de Certificação estão incentivar as fontes renováveis complementares e obter uma acreditação que ateste que foram respeitados aspectos socioambientais relevantes nas etapas de construção e operação de um empreendimento. Assim, o gerador adquire a possibilidade de comercializar certificados para seus clientes (novo mercado de negócio) e também possibilita a diferenciação no mercado de um produto.

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DOSSIÊ SOLUÇÕES

DOSSIÊ ESPECIAL ENERGIA LIMPA

E

nergia limpa é um dos temas de maior relevância na atualidade brasileira. A necessidade em gerar energia através de fontes renováveis se tornou imprescindível para o suprimento das demandas energéticas. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME) as fontes renováveis contribuem para a diversificação da matriz elétrica, além de estarem usualmente relacionadas a projetos menos impactantes do ponto de vista ambiental. Grande parte das fontes renováveis é obtida sem a emissão de gases de efeito estufa, o que contribui com a estratégia brasileira para atingir as metas de redução de emissões desses gases, conforme a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE – 2024), ao final de 2015, as energias renováveis representavam 42,5% de

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toda a matriz energética brasileira, com destaque para o crescimento das fontes alternativas à geração hidrelétrica, como a eólica, solar e biomassa. “Em dez anos, esse tipo de energia renovável cresceu 30%, passando de 2,8% de toda a oferta de energia interna em 2004 para 4,1% em 2014”. Na matriz também incluem, por exemplo, o petróleo e seus derivados, como a gasolina, e o gás de cozinha. “Esse cenário faz parte da política do Ministério de diversificação da matriz energética brasileira, que considera uma forma mais eficiente do uso de recursos naturais do planeta”, explica o secretário de Planejamento Energético do MME, Altino Ventura. A diversificação da matriz energética brasileira é fundamental para as potenciais crises de energia que o país atravessa, diz w(Associação Brasileira de Energia Eólica). Segundo ela, nenhum país pode ter uma matriz energética baseada apenas em uma úni-

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©Vítor Brandão ©Divulgação

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BRASIL RUMO À ENERGIA LIMPA A expansão e a diversificação de fontes renováveis no Brasil crescem exponencialmente nos últimos anos e deverão representar 86% da geração de energia elétrica no país até 2024

ca fonte de recurso, pois se o recurso falha, o país entra em colapso de fornecimento de energia. “A solução de política energética é a complementação desta matriz a partir de outros recursos renováveis como a fonte eólica, fonte biomassa, fonte solar, e o Brasil já está seguindo nesta trajetória”, analisa. “O Brasil aprendeu que não pode ter uma fonte principal de energia. A hídrica continuará sendo a maior participante da matriz nos próximos anos, porém o ideal é que o Brasil expanda com a participação das complementares”, conclui. Na matriz de geração de energia elétrica, as renováveis deverão representar perto de 86% em 2024, com destaque para a energia eólica, que dos atuais 5,6% de participação na matriz de capacidade instalada de geração de energia (janeiro/2016) elétrica deverá passar a 8% em 2024.

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Capacidade de eólica instalada no Brasil cresceu 60% em 12 meses O número de usinas eólicas no Brasil nos últimos cinco anos, passou de 51 para 330 parques, representando uma expansão de 7.039 megawatts (MW) de capacidade instalada, que em janeiro de 2016 totalizou 7.968 MW, contra os 929 MW de janeiro de 2011. “Esse cenário demonstra que estes empreendimentos atingiram preços bastante competitivos e impulsionaram a instalação de uma indústria nacional de equipamentos para o atendimento deste mercado. Dessa forma, esta fonte, ainda com grande potencial a ser explorado, se consolida como um dos principais componentes para a expansão da matriz de energia elétrica do Brasil”, afirma o MME. O aumento expressivo dessas usinas no Brasil é resultado dos Leilões de Energia para a

fonte eólica, iniciados em 2009. Desde então, o nordeste representa o maior polo da energia eólica no Brasil, que responde atualmente por 5.699 MW da capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional – SIN, seguida pela região sul, com 1.730 MW e pela região sudeste, representando 28 MW. Segundo o MME, a capacidade eólica instalada cresceu 60% em 12 meses até janeiro de 2016. “Considerando toda a potência instalada no país, em todas as fontes, foram adicionados 7.676 MW, neste período, sendo 2.873 MW de geração de fonte hidráulica, 1.810 MW de fontes térmicas, 2.987 MW de fonte eólica e 6 MW de fonte solar”, complementa o MME. No Brasil o avanço do desenvolvimento de geração de energia elétrica através de fontes eólica vem se consolidando em ritmo acelerado. Os primeiros parques eólicos nesta modalidade começaram a entrar em operação em 2012. De acordo com Elbia Ganoum,

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ENERGIA LIMPA este é um cenário virtuoso de crescimento. “É um cenário favorável para o futuro, pois a fonte eólica é, atualmente, a segunda fonte de energia mais competitiva do país, é a fonte de energia mais abundante”, destaca. Considerando que o Brasil tem pouco potencial hidrelétrico para explorar, a fonte eólica se tornou a segunda fonte mais importante. Em 2014 o Brasil tornou-se o segundo país mais atrativo em geração de energias renováveis, ficando atrás somente da China. “Atualmente, o Brasil possui uma potência instalada de mais de 8 GW, representando quase 6% da geração de energia total da matriz brasileira. As outras fontes que possuem participação relevante são as hidrelétricas, que possui o primeiro lugar em geração de energia, com 65%, termelétricas com 9,9% e biomassa, representando 9,5% da geração de energia total da rede”, explica Elbia Ganoum. “Com o crescimento de instalação dos parques eólicos e leilões, a previsão é que a energia eólica seja a segunda maior fonte de geração de energia até 2020.” O foco de uma das conferências mais importantes do mundo é a redução de CO2 na atmosfera, que mobilizou centenas de países a se reunirem por um bem maior, a preservação do meio ambiente e condições climáticas drásticas em que o planeta se encontra. A energia eólica é uma aliada importante no processo de redução de emissões de CO2. Segundo informações da ABEEólica, a geração de energia eólica contribuiu para redução de 6 milhões de toneladas de CO2 em 2015, considerando os parques instalados no ano. Para cada GW instalado há uma redução de 1,8 milhões de CO2 evitados. “A perspectiva de instalação para o ano de 2016 é de 11 GW de potência, o que evitará cerca de 20 milhões de toneladas de CO2 lançados na atmosfera”, analisa a presidente da associação.

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Crescimento da energia solar através da geração distribuída A energia solar garante um potencial energético muito alto no Brasil, pois há uma grande incidência de luz solar durante a maior parte do ano, que atualmente se desenvolve também de uma forma sustentável, verifica-se este desenvolvimento através da utilização de placas fotovoltaicas nas construções atuais brasileira, cujo objetivo é, além da preservação do meio ambiente, evitando o uso de energia da matriz energética, mas também focando na economia e retorno financeiro para investidores desta tecnologia. A irradiação no Brasil é muito melhor do que em outros países. Pegando exemplo de países como Alemanha, Japão, Estados Unidos, China, que são os países que mais estão usando esta tecnologia, a irradiação solar é pelo menos 30% menor do que no Brasil, garante Márcio Takata, sócio-diretor da Enova Solar e professor do curso de Energias Renováveis do Green Building Council Brasil. Em dezembro de 2015, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), para ampliar e aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, com base nas fontes renováveis de energia (em especial a solar fotovoltaica). O Programa pode movimentar pouco mais de R$ 100 bilhões em investimentos, até 2030. “A geração distribuída traz benefícios para o consumidor e para o setor elétrico, o que reduz a necessidade de estrutura de transmissão elétrica e evita perdas. Até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residência, comércios, indústrias e no setor agrícola, o que pode resultar em 23.500 MW (48 TWh

produzidos) de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera”, afirma MME. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, instituído pela Resolução Normativa nº 482/2012, é um dos avanços no setor e tem crescido expressivamente desde as primeiras instalações, em 2012. Entre 2014 e 2016, os registros de adesões ao modelo de geração distribuída quadruplicaram, e com a revisão da norma, que simplificam procedimentos de registro, a estimativa é que até 2024 mais 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

Brasil em 1° lugar no grupo da BRICS com participação de energia renovável na matriz No cenário internacional, o Brasil tornou-se o 4º país no ranking mundial de expansão de potência na energia eólica em 2014, e subiu cinco posições no ranking mundial de capacidade instalada. Agora, ocupa o 10º lugar em geração, tendo sido o 15º em 2013. O Brasil também é o país com a maior participação de energia renovável na matriz de geração elétrica dentro do grupo conhecido como BRICS, que inclui também Rússia, Índia, China e África do Sul. De acordo com o relatório “Energia no Bloco dos BRICS” (agosto de 2015), as fontes renováveis representaram 73% da geração de energia elétrica do país, em 2014. Nos demais países do grupo, este percentual varia de 2% (no caso da África do Sul) a 22%, na China. Já em novembro de 2015, conforme apresen-

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©Divulgação ABEEólica

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Investimentos para energia solar fotovoltaica é o maior entre as fontes em 2015 De acordo com o MME, no ano passado, nos cinco leilões realizados para ampliação da capacidade de geração no país, foram contratados 1.789 MW nas diversas fontes, com investimentos previstos em R$ 13,3 bilhões. As energias renováveis tiveram destaque, com a contratação de energia eólica de 22 empreendimentos, 30 de solar e 13 de biomassa. Em energia contratada, considerando essas três fontes, foram contratados 665,4 MW médios. Os investimentos previstos para a energia solar fotovoltaica, para fornecer a energia contratada nos leilões de 2015 é o maior entre as fontes, de R$ 4,3 bilhões. 17 usinas hidrelétricas (pequenas e grandes) foram contratadas 900 MW, ou seja, praticamente a metade da energia contratada e 61% da capacidade a ser instalada.

Geração de emprego

Outro grande potencial que provêm da geração de energia renovável é o desenvolvimento social, através da geração de postos de trabalho, uma significativa evolução dado à atual situação econômica que o país atravessa. Este desenvolvimento é bastante relevante para os pequenos produtores, principalmente nas regiões com poucas oportunidades econômicas no país, tais como, o nordeste, o semiárido brasileiro, através do arrenda-

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mento de terras para construção de parques eólicos, o que gera renda de aluguel para o locador. “A fonte eólica além de gerar energia limpa, renovável e competitiva, contribui muito para o desenvolvimento socioeconômico nas regiões mais pobres do país”. Segundo Elbia Ganoum estes produtos recebem o arrendamento das terras por 20 anos. Além da geração de renda através do arrendamento de terras, para cada GW gerada através fonte eólica, cerca de 15 mil postos de trabalho são gerados ao longo da cadeia. Para o ano de 2016, a previsão é de criação de mais 50 mil empregos, uma vez que a expectativa é que a geração de energia ultrapasse dos 3 GW somente este ano.

Elbia Ganoum © Márcia Kalume/Agência Senado

tado no Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro (Janeiro/2016), publicação da Secretaria de Energia Elétrica/ MME, as fontes renováveis (hidráulica, solar, eólica e biomassa) representaram aproximadamente 79% da matriz de produção de energia elétrica no país.

©Divulgação ABEEólica

Taíba Wind Farm, Ceará

Aquecimento da cadeia produtiva

A Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEÓLICA, que representa o setor eólico no País, tem entre seus associados: 8 fabricantes de aerogeradores de grande porte, 16 empresas de engenharia, consultoria e construção, 14 fabricantes de peças e componentes e 3 fabricantes de pás eólicas. Isso caracteriza o quanto está consolidada a cadeia produtiva do setor eólico no Brasil. A energia eólica representa um dos mercados mais importantes para o setor de compósitos no País, com comercialização de mais de 90% de toda a resina epóxi produzidas no Brasil, que são utilizadas na fabricação das pás eólicas, segundo a ALMACO (Associação Latino Americana de Compósitos). Enfim, destacamos que o parque industrial da tecnologia eólica está em pleno desenvolvimento com novos investimentos sendo feitos, garantindo, assim, o atendimento do mercado interno e tornando o País um potencial exportador de equipamentos para a América Latina. Em relação ao setor solar, de acordo com Márcio Takata, no Brasil ainda existem poucos

Altino Ventura Filho

fabricantes de módulos fotovoltaicos. Márcio explica que atualmente 60% dos custos investidos em uma usina solar correspondem a produtos importados. “Isso ocorre devido ao país ainda estar iniciando seus passos rumo ao crescimento em grande escala. Trata-se de um mercado recente, porém para que o mercado cresça de forma sustentável, para que as empresas invistam precisam ter maior segurança de que o mercado é de fato um mercado, e não apenas uma promessa”, enfatiza. Márcio acrescenta que, atualmente, os módulos fotovoltaicos importados são equipamentos muito importantes para o crescimento do setor, e representa cerca de 15 a 30% dos investimentos total dos produtos importados, mas que há uma alta possibilidade da nacionalização destes produtos.

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ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: O Sol promovendo sustentabilidade e segurança energética para o Brasil

©Divulgação ABSOLAR

Geração distribuída e centralizada, leilões e incentivos fiscais contribuem para geração de energia solar fotovoltaica, além de fomentar o setor produtivo e promover o desenvolvimento social através de geração de emprego e renda

© Enova Solar

Rodrigo Lopes Sauaia

Márcio Takata

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sol é considerado uma das fontes renováveis de maior potencial para geração de energia elétrica no Brasil, e uma tecnologia promissora para este desenvolvimento é a fonte solar fotovoltaica, que vem se destacando dentro de dois grandes segmentos, a geração centralizada, que abrange a construção de grandes usinas solares, cujo foco é a distribuição de energia elétrica para matriz energética nacional, e a geração distribuída, outro grande segmento do setor solar fotovoltaico, que abrange a instalação de sistemas solares fotovoltaicos em telhados e fachadas de edifícios residenciais, comerciais, industriais e públicos e também vem crescendo de forma significativa na atualidade. O Brasil já é referência em geração de energia elétrica através de fontes renováveis, que atualmente representam mais de 80% de sua matriz. Porém a participação das fontes fósseis nos últimos anos aumentou como uma forma do governo complementar a geração de energia das hidrelétricas. No entanto, de acordo com Rodrigo Lopes Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), não só é possível como benéfico para o país buscar a diversificação da matriz elétrica do país atra-

vés das chamadas ‘fontes renováveis complementares’, tais como, biomassa, eólica e solar, que contribuem para garantir maior segurança energética, sustentabilidade ambiental, movimentação econômica e geração de empregos de qualidade ao Brasil. O setor solar fotovoltaico ganhou espaço no cenário de energia elétrica nacional a partir de 2013, quando houve a primeira inserção em grande escala de fonte solar na matriz elétrica, resultado de um leilão do governo do Estado de Pernambuco, no qual foram contratadas cinco usinas solares fotovoltaicas com capacidade de geração de 92 MW (Megawats). Das cinco usinas, duas já estão em operação, e fazem parte do primeiro parque híbrido do Brasil, que combina geração de energia solar fotovoltaica e eólica, onde 10 MW de potência são gerados por energia solar fotovoltaica. O ano de 2014 também teve grande volume de contratação de energia solar através de leilões, com a implantação de mais de 30 usinas da fonte, seguida por dois leilões adicionais em 2015, que contrataram por volta de 1000 MW de potência cada um. Atualmente são 99 usinas solares já contratadas, representando um total de 3.300 MW de energia solar fotovoltaica e mais de R$ 12,5 bilhões em investimentos, que entrarão em operação até o final de 2018.

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Fotos: Divulgação

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Geração distribuída em edificações A geração distribuída se tornou um mercado competitivo para os grandes e adensados centros urbanos do país. O consumidor pode gerar sua própria energia através da utilização de sistemas solares fotovoltaicos nos telhados ou fachadas de edifícios, o que diminui sua demanda por eletricidade da rede de distribuição. A característica mais marcante deste tipo de geração é a possibilidade deste consumidor fornecer energia limpa e renovável para a matriz elétrica do país, ao mesmo tempo em que economiza dinheiro, incentiva a geração de novos empregos e negócios na sua região, ajuda na proteção ambiental e ainda contribui para o desenvolvimento sustentável do país rumo a uma economia de baixo carbono. A resolução normativa nº 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), instituída em abril de 2012, divide a geração distribuída em dois tipos, a micro e minigeração de energia. Com a revisão desta normativa através da resolução nº 687 da ANEEL, de novembro de 2015, as faixas de potência nominal foram ajustadas de 100 kW para 75 kW para microgeração, ao passo que a minigeração teve sua potência nominal ampliada

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para a partir de 75 kW e até 5 MW. A revisão, qualificada como histórica por especialistas do setor, deve promover uma ampliação exponencial no mercado de micro e minigeração ao longo dos próximos anos. Além disso, a revisão 687/2015, que entrou em efeito a partir de 1º de março de 2016, trouxe uma série de aprimoramentos estratégicos para incentivar a geração distribuída em residências e edifícios de todo o país. Ao final de 2012, o Brasil possuía apenas três sistemas de micro e minigeração instalados e em 2013 este número aumentou 25 vezes, chegando a um total de 75 sistemas instalados em todo país. No ano de 2014, os sistemas implantados deram um salto para 423 projetos. De 2014 para 2015 o crescimento de sistemas implantados foi de impressionantes 308% no segmento de micro e minigeração, atingindo a marca de 1731 sistemas. Atualmente são mais de 1.900 sistemas instalados no Brasil, segundo dados da ANEEL, sendo que mais de 96% de todos os sistemas são da fonte solar fotovoltaica, a maioria em residências e pequenos comércios. “Podemos dizer que a energia solar fotovoltaica é a tecnologia líder de mercado no segmento de micro e minigeração distribuída, em especial por ser a mais abundante do país, de fácil instalação e operação. A nossa

expectativa para o ano de 2016 é de que este segmento cresça ainda mais fortemente do que no ano de 2015. A resolução normativa 687/2015 incorporou uma série de aprimoramentos regulatórios favoráveis ao desenvolvimento da micro e minigeração do Brasil”, afirma Rodrigo Sauaia. “Essa resolução posicionou o país na vanguarda, como uma referência internacional na área de promoção à geração distribuída a partir de fontes renováveis”, complementa. De acordo com Rodrigo Sauaia, qualquer empresa ou residência pode se tornar uma geradora de energia limpa e renovável, bastando para isso possuir um telhado adequado para a instalação de um sistema solar fotovoltaico. Um exemplo exposto pelo presidente executivo da ABSOLAR são as empresas comerciais e de serviços que não operam aos finais de semana. Neste caso, a empresa gera energia diariamente com o sistema solar fotovoltaico, porém consome a energia apenas durante os dias úteis semana. Ainda assim, enquanto a unidade não está em operação, a energia gerada é injetada na rede de distribuição, ajudando a atender a demanda do bairro e da região. Este processo, além de contribuir com o meio ambiente, através da redução da demanda de eletricidade gerada por combustíveis fósseis, diminui as perdas do sistema elétrico nacional. No Brasil estas perdas chegam a representar quase 15% da demanda total de eletricidade, segundo dados oficiais EPE, e são ocasionadas pelo transporte da energia elétrica por milhares de quilômetros através das linhas de transmissão e na distribuição. “Podemos reduzir essas perdas quando geramos a energia de forma distribuída e próxima do ponto de consumo, o que aumenta a eficiência técnica e econômica da matriz elétrica nacional, reduzindo custos e aumentando a competitividade das empresas brasileiras”, explica.

Compensação de energia elétrica A resolução normativa nº 482/2012 da ANEEL estabeleceu também o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, que permite a geração de créditos pela unidade consumidora com micro ou minigeração. O mecanismo simplificou a conexão da geração distribuída à rede de distribuição de energia elétrica e

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Geração compartilhada Um novo modelo de geração de energia elétrica inovador segundo Rodrigo Sauaia e, que alavanca o desenvolvimento do setor é a chamada geração compartilhada, estabelecida pela resolução normativa nº 687/2015. Ela funciona como um tipo de “compra cole-

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Biomassa

Eólica

Hidráulica

Solar/Eólica

TOTAL

Número de conexões por fonte

Biogás

1.800 1.600 1.400 1.200 1.000 800 600 400 200 0

Solar fotovoltaica 1.675

6

1

33

2

14

1.731

Fonte ANEEL

Biomassa

Eólica

Hidráulica

Solar/Eólica

TOTAL

Potência Total Instalada (kW)

Biogás

18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0

Solar fotovoltaica

permitiu que a produção de energia excedente seja repassada à matriz, gerando “créditos de energia”, válidos por 60 meses. Estes créditos podem ser posteriormente utilizados para abater a demanda desta unidade consumidora, ou ainda de outras unidades consumidoras da mesma pessoa ou empresa. De acordo com Márcio Takata, sócio-diretor da Enova Solar e professor do curso de Energias Renováveis do Green Building Council Brasil, o sistema de compensação de energia é um avanço muito importante da normativa. “A geração de energia solar fotovoltaica em condomínios verticais é um grande desafio, pois geralmente na há área suficiente que permita geração de energia para todos os condôminos, geralmente a quantidade de energia gerada acaba atendendo somente as áreas comuns dos edifícios. Mas com a revisão da norma, abriram-se possibilidades para o setor, pois é possível instalar o sistema fotovoltaico em um local de maior área, maximizando a geração desta energia, além de proporcionar que esta energia seja utilizada em outro imóvel, desde que este seja do mesmo proprietário. Com isso o mercado de gerado de distribuída tende a cresce muito nos próximos anos”, destaca. O cliente pode usufruir deste benefício abatendo o seu consumo na proporção de 1 kWh de energia gerada para 1 kWh de energia consumida. Esse modelo é chamado de medição líquida e conhecido internacionalmente como net-metering. Com ele, evitam-se os custos de armazenamento a energia elétrica gerada, que é repassada à rede para consumo imediato e eficiente. Desta forma, o país otimiza a geração de energia para atender a demanda, pois o próprio consumidor contribui para a geração de parte da energia elétrica que o Brasil precisa, além de contribuir para a preservação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas.

Fotos: Divulgação

ENERGIA LIMPA

13.383

951

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Fonte ANEEL

tiva” de energia solar fotovoltaica. Este novo modelo, com potencial de geração de novas oportunidades de negócios, poderia ser utilizado também junto a certificações sustentáveis, qualidade construtiva, redução de impactos ambientais, mesmo em empreendimentos que não possuem espaços fisicamente projetados para comportar sistemas de geração de energia. Através da geração compartilhada, consumidores de todos os tipos podem se reunir e investir em conjunto em um sistema solar fotovoltaico único e de porte maior. Com isso, é possível reduzir custos com o ganho de escala, tornando a energia solar fotovoltaica mais barata aos consumidores. “A ideia deste novo modelo é dinamizar e criar novas oportunidades e modelos de negócios para a participação da população brasileira na geração distribuída a partir de fontes renováveis. A nossa expectativa é de que a energia solar fotovoltaica seja uma das principais fontes deste modelo, pelo interesse que a população tem. As análises de opinião públi-

ca apontam que mais de 80% da população brasileira apoia e se interessa por energia solar fotovoltaica, o que favorece a integração desta fonte na nossa sociedade”, destaca o presidente executivo da ABSOLAR.

Financiamentos e redução de impostos para a cadeia produtiva Atualmente existe uma série de linhas de financiamento destinados à instalação de sistemas solares fotovoltaicos em edificações. Alguns exemplos, incluem o BNB (Banco do Nordeste), que possui a linha de financiamento FNE Verde; o BNDES, que disponibiliza financiamentos para empresas com interesse em investir em projetos de sustentabilidade e podem ser utilizados tanto para eficiência energética quanto para geração de energia renovável, bem como oportunidades específicas de financiamento via agências e bancos estaduais, a exemplo dos Estados de São Paulo, Goiás e Pernambuco. Outros financiamentos voltados para o segmento são as linhas PROGER e PROGER Tu-

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ENERGIA LIMPA rismo, a primeira com foco em pequenas e médias empresa, e a segunda voltada para o segmento de construções hoteleiras, ambos os programas são oferecidos pelo Banco do Brasil. Nas linhas Producard e Construcard da Caixa Econômica Federal, foi também incorporada a energia solar fotovoltaica, a partir de 2014. A Caixa Econômica Federal também possui linha CAIXA BCD – Pessoa Jurídica – Eco Eficiência, que possui foco nas pequenas e médias empresas. Segundo Sauaia, ainda existem as linhas de financiamento através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que foca em equipamentos nacionalizados, bem como linhas através de bancos de fomento e fundos estaduais, além das várias oportunidades em bancos privados. “Já existem várias oportunidades disponíveis, incluindo bancos privados, que também investem em soluções no setor fotovoltaico” explica Rodrigo Sauaia. Apesar de diversas linhas de financiamento disponíveis para o segmento, Sauaia salienta que muitas opções ainda não estão alinhadas com as características de um projeto de longo prazo, como um sistema solar fotovoltaico. Para tanto, é necessário levar em consideração o baixo risco que um sistema como este traz ao longo dos anos. “Recomendamos aos entes financeiros que o produto financeiro em projetos deste tipo tenham entre oito e 12 anos de prazo de amortização, o que já é aplicado pelos bancos públicos. Além disso, deve-se levar em consideração que o sistema fotovoltaico é um equipamento de baixo risco, que opera robustamente por 25 anos e as taxas de financiamento precisam refletir esta característica. Isso ainda não está aparecendo, pois os juros são muito elevados”, destaca. Questões tributárias também são barreiras para o crescimento do setor solar fotovoltaico, devido aos impostos ainda elevados para este setor no Brasil, muito superior à carga tributária sobre equipamentos de outras fontes renováveis. De acordo com Sauaia, “a tributação faz toda a diferença. É uma forma de reduzir o preço médio da energia solar e aumentar sua competitividade de inserção na matriz elétrica brasileira. Buscamos igualdade, sem prejuízo às demais fontes”, diz. Nesse tem também avanços importantes,

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com a isenção de tributos federais, como PIS e COFINS, que não incidem mais sobre a micro e minigeração de energia. Com o aumento da tarifa de energia elétrica no país, combinado com a redução no custo da tecnologia, que teve uma queda de cerca de 70% e 80% nos últimos 10 anos no mundo, a energia solar fotovoltaica se tornou economicamente atrativa para os diferentes segmentos no país. “O benefício não fica só na geração de energia, mas também para as empresas que investem na obtenção de um selo, como o LEED do Green Building Council, pela sinalização junto à sua marca do reconhecimento e engajamento com temas ambientais e de sustentabilidade, além do impacto visual positivo trazido por um sistema solar fotovoltaico, além, é claro, da economia com a energia elétrica”, argumenta Sauaia.

Desenvolvimento social e capacitação profissional A expectativa do setor é que com o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica, o Brasil gere uma média de entre 25 a 30 empregos por MW instalado por ano. A previsão é que sejam instalados 3.300 MW de energia solar fotovoltaica até 2018, em uma média de pelo menos 1.000 MW por ano, o que corresponderia a cerca de 30 mil novos empregos gerados pelo setor. Outra área importante é a formação profissional. Segundo Sauaia, o Brasil já tem profissionais com níveis técnico e superior voltados para a área de engenharia elétrica, mas muitos ainda não conhecem as especificidades da energia solar fotovoltaica. Por isso, é preciso trabalhar essas especificidades através de cursos de formação, aprofundamentos e parcerias acadêmicas. “A capacitação é um tema importante para o avanço do setor, mas é um tipo de trabalho que uma associação não faz sozinha, mas com parceiros, com universidades, escolas técnicas, SENAI, centros de formação, agências e entidades do governo, entre outras”, conclui.

Perspectivas que vão além dos compromissos Um dos grandes acontecimentos em prol da sustentabilidade do planeta ocorreu em Pa-

ris, no final de 2015, com a COP21. As metas estabelecidas pelo Brasil em relação ao setor elétrico, são que o Brasil deverá gerar pelo menos 23% de sua demanda elétrica até 2030 a partir de fontes renováveis não-hídricas, como, biomassa, eólica e solar. A energia solar fotovoltaica é um eixo importante desta meta, com a perspectiva de representar mais de 7% da matriz elétrica nacional. Apesar destes objetivos oficiais, Sauaia ressalta que as expectativas do setor vão além dos compromissos firmados. “Acreditamos que o Brasil reúne as condições necessárias para não apenas atingir, como também superar estas metas, em especial devido ao enorme potencial de fontes renováveis que o país possui. Por isso, entendemos que o Brasil pode inclusive ousar mais, realizando um trabalho de aceleração do uso de suas renováveis não-hídricas, ajudando inclusive a substituir parte da demanda de termelétricas muito poluentes e com custos elevados”, afirma. Segundo ele, a sinalização do Ministério de Minas e Energia é de buscar substituir em torno 15 mil MW das termelétricas mais antigas e caras, localizadas nas regiões nordeste e norte do Brasil, por energias renováveis nos próximos anos. Para o presidente executivo da ABSOLAR, a COP21 foi um primeiro passo de um trabalho mais amplo e abrangente que deverá ser desenvolvido ao longo das próximas décadas. Sobretudo, foi uma sinalização muito importante por parte dos mais de 190 países que estiveram reunidos aprovando, em comum acordo, essa meta internacional de transição para uma economia de baixo carbono e para a mitigação dos efeitos mais adversos das mudanças climáticas. “Neste âmbito, expectativa do setor solar fotovoltaico é de contribuir com os governos ao redor do mundo na transformação da matriz energética global. A energia solar fotovoltaica é parte estratégica desta solução, contribuindo para atingirmos as nossas metas de redução de emissões de gases efeito estufa, trazendo geração de renda, empregos de qualidade, uso de tecnologias cada vez mais eficientes, bem como, geração de valor econômico com sustentabilidade e consciência ambiental”, finaliza.

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ENERGIA LIMPA ENOVA SOLAR: Compartilhando conhecimento e experiências

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Com um Know How impressionante no setor fotovoltaico, a Enova Solar contribui para o crescimento do setor solar fotovoltaico através de capacitação profissional

ando exemplo não somente através da teoria, a Enova Solar dissemina na prática o conceito e a importância do desenvolvimento de projetos solares fotovoltaicos para geração de energia limpa. A empresa especializada em soluções, serviços e capacitação na área de energia solar tem como premissa enraizada em seus valores ações como o compartilhamento de informações do setor através da capacitação profissional. Comprovando que o exemplo é um dos melhores meios de inserção do aprendizado na sociedade, a empresa tem instalado em sua sede o próprio sistema fotovoltaico que gera maior parte da energia consumida, e tem expectativa de começar a injetar o excedente de energia gerada na rede em um curto prazo. “Esse esquema de utilização de energia solar é muito interessante, que é o conceito de geração distribuída, na qual você pode gerar energia no seu próprio local, casa, empresa, injetar essa energia quando ocorre um excedente, além de utilizar este crédito”, afirma Márcio Takata, diretor da Enova Solar. Com o foco em consultoria e capacitação profissional, a Enova Solar, busca fornecer a seus parceiros as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de projetos solares através de treinamentos, workshop, cursos de capacitação alinhando conceitos teóricos e práticos. Além disso, a empresa oferece consultoria para o desenvolvimento de sistemas fotovoltaicos no segmento de geração distribuída e projetos de porte, como as usinas voltadas para o segmento de geração centralizada. Esta consultoria abrange estudos de viabilidade, levantamento de potencial de geração solar, estudos de conexão de rede, elaboração de projetos e comissionamento. De acordo com Márcio Takata, existe uma escassez de conhecimento muito grande no setor e precisa ser

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abastecida, por este motivo a empresa fornece o Know How necessário para o desenvolvimento do setor solar fotovoltaico. Márcio ressalta a importância da disseminação de conteúdo com transparência, apresentando ao mercado as novas tecnologias, operações dos projetos, informações sobre a evolução e cenário no setor através de cursos e treinamentos, ou seja, transmitir o conhecimento que as empresas e clientes precisam para desenvolverem seus próprios projetos. Só em 2015 a Enova Solar capacitou cerca de 580 profissionais, entre engenheiros, arquitetos e até mesmo empreendedores. Segundo ele, em 2016 as expectativas vão além, com pelo menos 750 profissionais capacitados presencialmente. “Ajudamos as empresas entenderem quais são os caminhos. Este é o nosso papel aqui, o compartilhamento de conhecimento. É um tema que tratamos com muito carinho”, enfatiza. Outra novidade e um avanço em relação à acessibilidade à capacitação profissional é a ferramenta de ensino a distancia oferecida pela empresa, com previsão para lançamento nos próximos dois meses, que contribuirá para alcançar o mercado em maior escala de profissionais. “Entendemos que este compartilhamento de conhecimento e experiências é algo muito significativo para o aquecimento do setor fotovoltaico, é o início de um relacionamento com os clientes e empresas iniciantes neste mercado”, esclarece Takata. Para o diretor da Enova Solar, entidades e associações de fomento são fundamentais para disseminar este conhecimento e potencializar os procedimentos adequados nos projetos de geração de energia renovável. Em especial, o GBC Brasil tem como base a educação e capacitação profissional, pilar fundamental na trajetória da entidade no país. Além do setor solar fotovoltaico, a Enova Solar vem trabalhando muito com a parte de capacitação profissional de uma nova tecnologia chamada CSP (Concentraited Solar Power), que gera energia solar

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Renovável não quer dizer sustentável

Treinamento e capacitação na Enova Solar Fotos: Divulgação Enova Solar

através de uma grande concentração de calor direcionada através de espelhos para um ponto central do sistema. “Formamos a primeira turma de capacitação no sistema CSP em fevereiro, no Brasil, foram 18 engenheiros que se especializaram nesta tecnologia. Importante ressaltar que esse Know How também vem do apoio de profissionais da Alemanha, país que possui vasta experiência em capacitação do pessoal para este tecnologia”.

A nossa matriz, embora renovável, devido a maior parte de geração de energia ser proveniente das hidrelétricas, não significa necessariamente que se trata de uma fonte sustentável de energia, segundo diretor da Enova Solar. Para ele é preciso, de fato, mudar a matriz energética brasileira e, de uma forma muito rápida diversificar os recursos. “A fonte hidrelétrica continuará sendo extremamente importante para o país. É uma característica que está em nosso DNA. Por outro lado, não se pode concentrar 70% da geração em uma única fonte, pois é só parar de chover um pouco que já começamos a ficar preocupado”, alerta. De acordo com Takata, a sociedade começa a entender a importância da geração distribuída da energia solar, e que esta diversificação dos recursos é fundamental para atingir maior grau de sustentabilidade e segurança para a matriz energética brasileira. Por isso, várias medidas que estão sendo tomadas, começou na Resolução Normativa n° 482/12, que definiu os critérios de conexão a rede, e vem se desenvolvendo ainda mais com a nova revisão da normativa.

Energia solar no Brasil e no mundo O Brasil possui um potencial muito favorável para geração de energia solar. Segundo Márcio Takata, o nível de irradiação em nosso país é no mínimo 30% melhor do que em outros países. Mas, apesar desses países possuírem pouco recurso solar, já estão muito à frente do Brasil em relação ao desenvolvimento da geração de energia solar fotovoltaica. O diretor da Enova Solar explica que o motivo pelo qual o mercado brasileiro ainda não avançou neste sentido, apesar de sua capacidade de alta irradiação em praticamente todo o país, é que o tema ainda e muito jovem. A Alemanha está neste mercado há mais de 20 anos, e vem trabalhando não somente a questão da energia solar, mas o conceito de geração distribuída. Outro país que se destaca em relação à energia solar é a China, que detém um quarto das instalações fotovoltaicas mundial, contando com as novas instalações. Japão e Estados Unidos também vêm crescendo fortemente no setor, pois são países que já trazem em sua cultura a ideia de gerar sua própria energia. “É uma tecnologia mais sustentável, epermite menores volumes de perdas devido à geração de energia ocorrer próximo ao local de consumo, isso representa uma maior independência de outras fontes, sobretudo nesses países, que a fonte de geração é fóssil, extremamente poluente. Então, são alguns fatores que fizeram eles começarem antes”, destaca. Apesar de um mercado ainda pequeno, o Brasil possui um potencial gigantesco, que atrai, mundialmente, o interesse de fabricantes e empresas do setor. Isso contribui para a geração e parceria de negócios entre empreendedores e corrobora cada vez mais para o aquecimento do setor fotovoltaico no país.

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©Divulgação Enova Solar

©Divulgação Helenium Services

ENERGIA LIMPA “A FONTE HIDRELÉTRICA CONTINUARÁ SENDO EXTREMAMENTE IMPORTANTE PARA

©Helenium Services

CASE: Templo Budista Kaidozan Shoboji

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Um case interessante entre os projetos da Enova Solar é o Templo Budista Kaidozan Shoboji localizado na Vila Mariana. O Elena Yakovenca templo, que foi inaugurado em 2005, possui um sistema solar fotovoltaico que entrou em funcionamento em maio de 2015. O sistema foi desenvolvido pela empresa Helenium Services, empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto inicial, e teve o apoio da Enova Solar para um processo de consultoria, que viabilizou a adaptação e acompanhamento do sistema para a nova legislação bem como o processo de conexão com a rede elétrica adotando o conceito de geração distribuída. Outra organização que teve papel importante na implementação do projeto foi a empresa Quality Air Climatização, que executou grande parte da obra civil e elétrica, tais como, instalação de estrutura metálica, módulos, inversores, quadros, fiação e alvenaria.

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O PAÍS. É UMA CARACTERÍSTICA QUE O sistema solar fotovoltaico do templo budista conta com 42 módulos fotovoltaicos instalados em uma área de 70 metros quadrados na área térrea do empreendimento. De acordo com Elena Yakovenco, diretora da Helenium Services, o sistema possui capacidade de gerar 235 kw/h através de cada módulo, resultando em uma geração de aproximadamente 10 kw/h de energia ao todo. “O consumo de energia do edifício reduziu aproximadamente em 10 vezes, chegando a economizar até 100% da energia fornecida pela distribuidora”, afirma Elena Yakovenco. “Desde o início o sistema foi planejado como planta conectada à rede elétrica e, consequentemente, a instalação do equipamento net metering, que calcula o excesso de energia gerada na rede”, complementa. Foram investidos entre R$ 120 mil e R$ 130 mil reais para a implantação do sistema fotovoltaico no templo. A expectativa para o retorno do investimento, segundo Elena Yakovenca, é de cerca de 10 anos. Porém, ela relembra que, o custo dos equipamentos adquiridos há quatro anos eram maiores, visto estar diante a um mercado jovem bem como a necessidade da importação de alguns equipamentos que não eram produzidos no Brasil. “O investimento para esta instalação hoje seria menor, o que resultaria em um prazo menor de retorno de investimento”, conclui.

ESTÁ EM NOSSO DNA. POR OUTRO LADO, NÃO SE PODE CONCENTRAR 70% DA GERAÇÃO EM UMA ÚNICA FONTE, POIS É SÓ PARAR DE CHOVER UM POUCO QUE JÁ COMEÇAMOS A FICAR PREOCUPADO”

Márcio Takata Enova Solar

Templo Budista Kaidozan Shoboji, Rua Luís Góis, 504 - Vila Mariana, São Paulo • Potencia instalada de 9.87 kWp • 42 módulos monocristalinos Bosch 235 kWp • 3 inversores SMA Sunny Boy 3000HF-30 • Sistema de medição ambiental, monitoramento remoto da planta • Conexão a rede em Maio de 2015 • Redução em aprox. 10 vezes o consumo de energia

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Fontes de energias renováveis em alta GBC Brasil oferece capacitação para utilização de energias renováveis em edifícios sustentáveis

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capacitação profissional qualificada vem se tornando requisito cada vez mais forte quando se fala em sustentabilidade. O diferencial do profissional que possui qualificações específicas para construção de edifícios verdes é cada vez mais valorizado pelas empresas investidoras no setor da construção civil. Profissionais do setor estão atentos a esta demanda e procuram se especializar assumindo o compromisso de projetar e construir cada vez melhor e com maior eficiência. Um dos temas que vem se evidenciando no setor da construção civil brasileira é a utilização de geração de energia através de fontes renováveis, que deixou de ser uma solução para o futuro, tornando-se uma das principais alternativas para a questão energética nas construções. A mais comum encontrada nas construções de edifícios é a geração de energia solar - normalmente gerada através de placas fotovoltaicas. Outras fontes de energia são: energia eólica – que utiliza o regime de ventos -, além da geração de energia através de sistemas dos próprios edifícios – tais como cogeração que produz energia através de gás natural -, regenerativa – que utiliza o calor gerado nos sistema de elevadores-, entre outras.

veis. O curso é destinado aos profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, incorporadores, empreiteiros, representantes de entidades de classe, bem como profissionais da área de meio ambiente. O conteúdo do curso contempla os seguintes temas: Panorama da Energia no Brasil; Sustentabilidade e Energias Renováveis; Energias Renováveis no processo de certificação de Prédios Sustentáveis; Tecnologias; Energia Solar Térmica; Energia Solar Fotovoltáica; Energia Eólica; PCHs; Geotérmica; Solar Cooling; Cálculo de Demanda e Dimensionamento; Estudos de Casos; Debates finais. A metodologia de ensino é feita através exposição dialogada áudio/ visual, aulas práticas, além de fornecerem o material para o curso.

Para mais informações sobre o curso acesse: gbcbrasil.org.br/cursos.php.

O GBC Brasil vem fazendo um trabalho forte, dentro do quesito capacitação, nos últimos anos. Entre os diversos cursos que a organização oferece existe o de Energias Renováveis em Edifícios Sustentá-

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ENERGIA ZERO: O FUTURO DA CONSTRUÇÃO CIVIL 38

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©Leonardo Finotti

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Por Bruna Dalto

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autossuficiência energética tem ganhado destaque nos debates sobre sustentabilidade devido ao aumento do preço da conta de energia, atenção com o aquecimento global e os atuais problemas climáticos. Uma proposta bastante atrativa sobre este tema são os edifícios de energia zero, mais conhecidos como ZEBs (zero energybuildings), aqueles que produzem, ao longo do ano, uma quantidade de energia maior ao que consomem. Além disso, diminuem os gastos com energia e ao usar recursos alternativos, também diminuem as emissões de gases do efeito estufa. Eles vêm sendo introduzidos no planejamento energético de diversos países do mundo, como Alemanha, Noruega e Estados Unidos. A Califórnia, por exemplo, determinou recentemente, que os edifícios residenciais tenham energia zero até 2020 e os comerciais até 2030.

Principais fontes alternativas de energia:

Energia solar – por meio de painel fotovoltaico, que podem ser instalados nos telhados; ou aquecimento de água, através de coletores solares que aquecem a água. Segundo o Boletim de Tendência, do Sebrae Inteligência Setorial, uma das tendências energéticas atuais no Brasil é a utilização de placas solares em fachadas e janelas, que captam energia solar e possibilitam a micro e mini geração de energia. Energia eólica - é gerada pela força dos ventos e possui custo competitivo quando comparado ao das termoelétricas, nucleares e hidrelétricas. Um levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica, feito em 2014, considera o Rio Grande do Norte é o Estado que mais produz energia eólica no país. Em 2013, uma Norma Resolutiva (482/2012) da Aneel - Agencia Nacional de Energia Elétrica estabeleceu regras para a micro e a mini produção de energia, de até 100 kW e entre 100 kW e 1.000 kW, respectivamente, permitindo aos consumidores a geração de sua própria energia. Ainda segundo a Aneel, até junho de 2015, já havia 725 sistemas de energia renovável implantados no Brasil, sendo 681 fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico e 27 eólicos.

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©Rodrigo Lima

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No Brasil este conceito já vem sendo discutido e implantado, conforme veremos a seguir.

Mineirão O estádio Governador Magalhães Pinto, o famoso Mineirão, recebeu a Usina Solar Fotovoltaica (USF) em maio de 2013, com potência instalada de 1,42 MWp e cerca de 6.000 módulos fotovoltaicos. A Usina foi construída pela Cemig - Companhia Energética de Minas Gerais, em parceria com a Minas Arena (empresa responsável pela administração do estádio) e o banco alemão KfW e toda a sua energia gerada é mandada à rede de distribuição da Cemig, porém 10% dessa energia deve retornar para ser utilizada dentro do Estádio. A área utilizada para a instalação dos painéis fotovoltaicos é de cerca de 9.500 m² na cobertura do estádio. E em apenas dois meses de funcionamento, a USF gerou mais de 300 MWh, o suficiente para abastecer, em média, 1200 residências durante esse período; o que tornou a unidade a maior usina em cobertura do país e uma das maiores instaladas em arenas esportivas do mundo. Também foi adotada na estratégia de eficiência energética sistemas

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eficientes de ar condicionado (Central de água gelada e VRF), além das baixas densidades de potência e iluminação, o que permite uma redução de 45,83% no custo de energia em relação ao baseline. O gás utilizado nos sistemas de condicionamento de ar foi selecionado cuidadosamente para minimizar o impacto na camada de ozônio e no aquecimento global. O projeto também contém medidores de energia capazes de monitorar o seu consumo de acordo com o uso final dos sistemas prediais. Esses medidores estão conectados numa central de automação para que a equipe de operação possa monitorar o consumo de energia em tempo real e tomar ações corretivas no sistema. A obra conquistou a pontuação máxima da certificação LEED NC, nível Platinum.

ECB Bayer Considerado o primeiro edifício a gerar 100% da sua demanda de energia, o EcoCommercialBuilding da Bayer possui um sistema energético controlado por uma célula que mede em tempo real a geração e a utilização dessa energia, devolvendo o excedente para a rede na utilização em outros edifícios.

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Fotos:©Leonardo Finotti

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“O ECB É O EXEMPLO DE COMO UM EDIFÍCIO URBANO PODE TER SUSTENTABILIDADE SEM ABRIR MÃO DA SOFISTICAÇÃO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS” Em sua construção, foram escolhidos materiais de alta performance. As coberturas e as fachadas são feitas com chapas de policarbonato. O material permite que a luz natural seja aproveitada, retendo até 50% do calor. Painéis com núcleo de poliuretano (PU) garantem o isolamento térmico do edifício, reduzindo até 90% o calor transmitido por coberturas e paredes. Além disso, a tecnologia diminui significativamente a espessura de isolamento e possibilita grande velocidade de execução. Também possui isolamento térmico em spray de secagem rápida, no qual o material é aplicado em coberturas e fachadas existentes para garantir maior conforto térmico e menor consumo de energia, sem interromper a operação do edifício. Os sistemas de automação e controle funcionam em tempo real, a fim de garantir menor consumo de energia, melhor aproveitamento de luz e ventilação natural. Além de tecnologia para utilização de energia solar. Segundo João Vieira, Gerente Sênior de Construção e Sustentabilidade da Cushman&Wakefield, Consultoria responsável pelo processo de certificação LEED, as técnicas construtivas utilizadas foram de estrutura modular. “Ou seja, o edifício pode sofrer manutenção e reforma sem grandes esforços, além de contar com materiais leves e baratos, se comparados ao custo de demolições e nova construção de estrutura”.

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João Vieira, Gerente Sênior de Construção e Sustentabilidade da Cushman&Wakefield

CatuçabaEcovila Devido à sua localização, numa altitude 1.500m, em uma pequena aldeia a 150 km de São Paulo, a casa não está conectada à rede elétrica, o que torna necessário ter a produção e armazenamento de energia no local. O Studio MK27, então, desenvolveu-a 100% autossuficiente emgeração de energia, água e tratamento de esgoto, ou seja, totalmentesustentável. A análise climática foi o ponto inicial para alcançar tal objetivo, devido ainfluência no comportamento térmico das habitaçõese o potencial energético que representa. A forte relação com a natureza local, os ventos, as chuvas e o sol, abundante na maior parte do ano, é o que permite a autonomia na geração de energia.

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Esquema de produção de armazenamento de energia

Fotos:©Studio MK27

Segundo o estudo "Integração de Sistemas de Energia Renovável com Arquitetura Contemporânea em uma Residência Zero Energia no Sudeste Brasileiro"*, o sistema de produção e armazenamento de eletricidade proposto é constituído por um painel fotovoltaico, um gerador de energia eólica e um banco de baterias. Já o sistema de água quente sanitária conta com painéis solares, um tanque de armazenamento de água quente e um aquecedor de água de condensação a gás. O sistema solar térmico foi dimensionado de acordo com a regulação térmica brasileira de edifícios (Inmetro, 2012) e os dados de radiação foram obtidos a partir do banco de dados de radiação solar brasileira (CRESESB, 2014).

*Produzido por Ana Filipa Silva1, Maria M. Lerer2, Lair Reis3 e Guilherme Carrilho da Graça1 1 Instituto Dom Luiz, Universidade de Lisboa, Portugal 2 NaturalWorks, Portugal 3 Studio MK27, São Paulo, Brasil

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Melhores estratégias de otimização energética, segundo o Masterplan energético assinado pelo engenheiro Guilherme Carrilho da Graça, da Natural Works: Inverno: promover o aproveitamento da radiação solar de forma a reduzir as necessidades deaquecimento e iluminação artificial; isolar termicamente a envolvente térmica para limitar as perdas decalor; promover a estabilidade da temperatura interior através da inércia térmica. Verão: sombrear adequadamente os vãos durante o período de incidência solar; combinar a ventilaçãonatural com a inércia térmica para tirar partido da capacidade de arrefecimento noturno; assegurar umforte isolamento térmico da cobertura, que é a superfície opaca em que a incidência solar é mais penalizadora.

Asau – Arquitetura e Urbanismo Projetos que atendem suas necessidades: Comercial, Residencial e Industrial. Temos como Missão, criarmos um habitat mais integrado com o ser humano, através da prestação de serviços diferenciados nos mercados da construção e desenvolvimento imobiliário.

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Arquitetura e Urbanismo desenvolve um trabalho criterioso voltado a busca contínua da qualidade, atendendo prazos e custos propostos. A Natureza destas atividades vai desde a Pesquisa e Análise de Restrições, Programação, Pré-Dimensionamento e Planejamento Físico, ao Projeto Arquitetônico Completo, o Projeto de Reforma, o Projeto de Arquitetura de Interiores, Planos Urbanísticos e de Paisagismo, a Coordenação de Projetos Complementares, Fiscalização e Acompanhamento da Obra e Desenhos de Apresentação.

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desempenho

CLIMATIZAÇÃO EM CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO

Prologis CCP Dutra

NEWSET: Investimentos em ações sustentáveis tomadas na concepção e instalação de sistemas de ar condicionado e ventilação mecânica em centros de distribuição

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ensando em sustentabilidade no planejamento de um Centro de Distribuição, a princípio a primeira grande diferença entre as construções sustentáveis e convencionais é a dimensão e extensão da área que se deve ser analisada, projetada e, consequentemente executado. No caso do investimento em soluções sustentáveis, especificamente nas áreas de climatização, tais como, instalação de sistemas de ar condicionado, ventilação mecânica, en-

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tre outros, se tornou um desafio ainda maior dependendo da complexidade do projeto. De acordo com o diretor da Newset, Eduardo Rodovalho “Nos centros de distribuição como em qualquer projeto, os cuidados com a operação adequada e eficiente, levando o conforto aos usuários traduzindo em um aumento de produtividade dos funcionários, alinhado a um projeto explorando ao máximo os recursos e as soluções naturais, agrega ao projeto um grande diferencial e destaque junto a concorrência.”

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Fotos: Divulgação Prologis CCP

desempenho

Os CDs (Centros de Distribuição) GR Hortolândia e Rodoanel, Prologis CCP – Dutra São Paulo (Arujá) e outros, cujas instalações de climatização foram realizadas pela Newset, tratam-se de grandes polos industriais que conquistaram a certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo Green Building Council, organização que mantém filial no Brasil há cerca 10 anos. Já o Centro de Distribuição Leroy Merlin, localizado em São Bernardo do Campo, apesar de não ser projetado com o objetivo de obter uma certificação, possui em suas características a sustentabilidade executado dentro dos padrões AQUA. Tais projetos, além de apresentar estratégias sustentáveis tais como, controle de resíduos, estratégias para redução no consumo de água e eficiência energética, fluxos logísticos adequados, bem com a preocupação com a sustentabilidade de forma geral, possui sistemas de climatização e soluções tecnológicas eficientes e inovadoras que promovem economia de energia, garantem o conforto ambiental e qualidade do ar nos ambientes, o que também é fundamental para a saúde dos colaboradores, e não menos importante redução de custos financeiros, que se apresentam no payback dos investimentos, em curto e médio prazo. Segundo Eduardo Rodovalho, os projetos de climatização de Centros de Distribuição desenvolvidos com foco na sustentabilidade, tem suas definições alicerçadas em 3 pilares - econômico, social e ambiental. São utilizados equipamentos com alta eficiência e gás

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ecológico, bem como materiais sem emissão de VOC (componentes orgânicos voláteis). Todo o processo de instalação é realizado de forma a reduzir os resíduos de obra e seu descarte é feito sempre de forma consciente - objetivando a reciclagem. “São tomadas algumas ações simples que também contribuem para a redução de energia como, por exemplo, o intertravamento de sistemas de exaustão dedicados com interruptores de iluminação e programação horária para acionamento de sistemas de exaustão/ ventilação de grandes vestiários e sanitários. São tomadas também medidas de conforto para os profissionais que trabalham nas áreas de cozinha, através da implantação de sistemas de ventilação conjugados com os sistemas de exaustão de coifas. Estas ações, mesmo que representando um investimento inicial maior, acabam refletindo em ganho significativo operacional e de manutenção”, afirma Maria Luiza Palinkas – Gerente de Contratos da Newset. Além das ações sustentáveis declaradas acima, diversos empreendimentos se utilizam da possibilidade de aproveitamento da luz natural e captação de água de chuva para reuso – devido à construção horizontal dos mesmos, e a participação da Newset em obras de Centros de Distribuição tem sido ascendente nos últimos anos. “Percebemos que é tendência do mercado a utilização destas estruturas para a armazenagem ou somente para colocação de produtos em movimento - para rápida distribuição. Atualmente, os Centros de Distribuição agregam

©Divulgação Newset

Prologis CCP Dutra

“ATUALMENTE, OS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO AGREGAM COMPETITIVIDADE A OPERAÇÃO DE LOGÍSTICA, POSSIBILITANDO A DISPONIBILIDADE IMEDIATA DE PRODUTOS, REDUÇÃO DE DISTANCIAS E PRAZOS DE ENTREGA E ELIMINANDO DESPERDÍCIOS. ”

Maria Luiza Palinkas Newset

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GR Hortolândia

competitividade a operação de logística, possibilitando a disponibilidade imediata de produtos, redução de distancias e prazos de entrega e eliminando desperdícios. Em paralelo a esta necessidade do mercado, as construções sustentáveis têm ganho cada vez mais espaço em todos os seguimentos que trabalhamos, incluindo os Centros de Distribuição. Sendo assim, a Newset tem boas perspectivas para o setor de climatização neste seguimento para os próximos anos” ,afirma Maria Luiza Palinkas.

GR Hortolândia e Rodoanel Entregue em outubro de 2015, o Centro de Distribuição GR Hortolândia projetado em uma área de quase 65 mil metros quadrados e uma área construída de cerca de 37 mil metros quadrados busca a selo LEED CS (Core & Shell) O projeto possui sistema de ar condicionado tipo VRF (volume de refrigerante variável) com 44HP – Samsung e sistema de suprimento de ar externo com 9.514m³/h. O empreendimento foi projetado para climatização e ventilação mecânica em cinco blocos distintos, 100, 200, 300, 400 e 500 sendo os dois primeiros blocos correspondentes a galpões com previsão de climatização (infraestrutura de drenagem e elétrica) apenas no mezanino, bloco 300 caracterizado como administrativo, bloco 400 caracterizado como guarita e 500 caracterizado como lixo, dotado de sistema de climatização para controle de odor . Para o bloco 300 foi previsto sistema do tipo

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©Fernanda Degrecci

©João Luiz dos Anjos

desempenho

VRF, expansão direta, com evaporadores do tipo cassete 4 vias e filtragem G4. No bloco 400, foi previsto sistema de climatização do tipo Mini VRF, expansão direta, com evaporadoras do tipo cassete 4 vias. Para o bloco 500 foi previsto um sistema split inverter com evaporadora tipo high-wall. A renovação de ar é realizada através de caixas de ventilação e micro ventiladores com filtragem G4+F5. Além disso, foi projetado sistema de ventilação/exaustão conjugados para cozinha, e exaustão para sanitários referentes ao bloco 300, 400 e 500. Já para o CD GR Rodoanel as capacidades instaladas em sistemas de climatização foram sistema de ar condicionado tipo VRF (volume de refrigerante variável) com 78HP – DAIKIN, Sistema de Suprimento de Ar Externo com 8.995m³/h, Sistemas de Exaustão de Sanitários com 10.670m³/h, Sistemas de Ventilação e Exaustão para área de Cozinha com 22.300m³/h. O empreendimento, que conquistou a certificação LEED CS (Core & Shell) nível Certified que foi entregue em outubro de 2014, foi projetado para climatização e ventilação mecânica em três blocos distintos, 100, 200 e 300 sendo os dois primeiros blocos correspondentes a galpões com previsão de climatização (infraestrutura de drenagem e elétrica) apenas no mezanino e o bloco 300 caracterizado como administrativo. Para o bloco 300 foi previsto sistema do tipo VRF, expansão direta, com evaporadores do tipo cassete 4 vias e built in – com filtragem G4.

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desempenho

GR Hortolândia

A renovação de ar é realizada através de caixas de ventilação Weger e micro ventiladores com filtragem G4+F5. Também foi projetado sistema de ventilação/exaustão conjugados para cozinha, e exaustão para sanitários. O projeto situado no município de Carapicuíba, foi desenvolvido em um terreno de cerca de 53 mil metros quadrados, e conta com quase 34 mil metros quadrados de área construída.

Prologis CCP – Dutra São Paulo (Arujá) Outro projeto de Centro de Distribuição de destaque da Newset é o Prologis CCP – Dutra São Paulo, localizado em Arujá, concluído em janeiro de 2014, que conta com uma área de 55 mil metros quadrados. O empreendimento conta com sistemas de Ventilação/Exaustão de sanitários e vestiários com 42.368 m³/h e sistemas de ventilação para Salas de Geradores com 42.000 m³/h. Este projeto foi concebido com ventilação e exaustão mecânica em dois blocos - 100 e 200. Os sanitários e vestiários são atendidos por sistemas de ventilação e exaustão conjugados, através de gabinetes de ventilação Weger com filtragem no insuflamento. As salas de geradores são atendidas por sistemas de exaustão mecânica, através de ventiladores centrífugos axiais Projelmec. As implementações dos sistemas de ventilação e exaustão, as quais possuem equipamentos eficientes e de tecnologia de ponta contribuíram para a conquista da certificação LEED.

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O Centro de Distribuição Leroy Merlin, um importante projeto, entregue em 2010, também está lá lista dos cases sustentáveis da Newset. O empreendimento possui uma infinidade de ambientes climatizados. “Os sistemas utilizados no projeto de climatização foram tipo split-system” e “multi-split inverter com 89TR; sistema de suprimento de ar externo com 4.206m³/h; sistema de exaustão de sala de baterias com 12.600m³/h; sistemas de exaustão de sanitários com 2.320m³/h; e sistemas de ventilação / exaustão para área de cozinha com 27.750m³/h. Para este empreendimento, os processos sustentáveis foram desenvolvidos de acordo com a certificação ambiental AQUA (Alta Qualidade Ambiental). O sistema de ar condicionado foi projetado e instalado visando manter condições de conforto térmico dos ocupantes e renovar o ar das áreas administrativas, sendo adotados condicionadores de ar do tipo “split-system” e “multi-split”, com condensadores localizados na cobertura – tecnologia inverter e gás ecológico. Sistemas de ventilação compostos por uma caixa de ventilação com filtro G + F5, providos de dutos e grelhas de ventilação provêm a renovação de ar dessas salas. Seu acionamento (liga/desliga) é efetuado através de intertravamento elétrico com os condicionadores de ar. Os sanitários PNE são dotados de sistema de exaustão, bem como o espaço de Baterias (atendido por exaustor axial). A cozinha do refeitório é dotada de sistema de ventilação conjugado com exaustão - composto por coifa em aço inox e precipitador hidrodinâmico.

©Divulgação Newset

CD Leroy Merlin – São Bernardo do Campo

“NOS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO COMO EM QUALQUER PROJETO, OS CUIDADOS COM A OPERAÇÃO ADEQUADA E EFICIENTE, LEVANDO O CONFORTO AOS USUÁRIOS TRADUZINDO EM UM AUMENTO DE PRODUTIVIDADE DOS FUNCIONÁRIOS, ALINHADO A UM PROJETO EXPLORANDO AO MÁXIMO OS RECURSOS E AS SOLUÇÕES NATURAIS, AGREGA AO PROJETO UM GRANDE DIFERENCIAL E DESTAQUE JUNTO A CONCORRÊNCIA.”

Eduardo Rodovalho Newset

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água

PROGRAMA EDUCACIONAL

Second Day - Wedne

2016

7h00 - 9h00

Room 1

09 a 11

O PODER DA TRANSFORMAÇÃO EM SUAS MÃOS

Women in Gr

8h30 - 9h30

AGOSTO

9h30 - 11h30

2016 SP EXPO EXHIBITION & CONVENTION CENTER

SÃO PAULO - SP

Coffee and D01: The Six Source Secret to Create Sustainability Program Wins.

D02: Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono no Brasil.

PALESTRANTES: Julie Honeywell, PALADINO AND COMPANY Donna McIntire-Byrd, US DEPARTMENT OF STATE

PALESTRANTES: Maria Carolina Fujihara, GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL Igor Albuquerque, ICLEI - GOVERNOS LOCAIS PELA SUSTENTABILIDADE Maurício Guerra, PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE Roberto Strumpf, PANGEA CAPITAL

First Day - Tuesday / August 9th 8h

Registration and Reception

9h30 - 11h30

Opening

Room 1

Room 2

11h30 - 14h30 14h30 - 15h30

Room 3

A01: NRDC’s Cutting Edge Sustainable Operations.

A02: À confirmar.

A03: À confirmar.

B01: À confirmar.

B02: Why choose Green Infrastructure? A new vision for Water.

C01: Museu do Amanhã – O piloto do LEED EBO&M + LEED Dynamic Plaque como ACP.

C02: Promoção de Serviços Ambientais: a floresta urbana e a produção de água.

PALESTRANTES: Rosana Correa, CASA DO FUTURO Gautami Palanki, U.S. GREEN BUILDING COUNCIL

PALESTRANTES: Miriam Falotico, SVMA/UMAPAZ

18h30 - 20h

PATROCÍNIO DIAMANTE

dez/14

A04: Eficiência Energética nas Novas Edificaçoes do Grupo Saint Gobain.

B03: Menos energia, mais calorias: desenhando cidades mais ativas.

B04: Caso de sucesso do GPA: Eficiência energética em Hipermercado.

PALESTRANTES: Gabriela Callejas, CIDADE ATIVA

PALESTRANTES: Cintia Sanches, HONEYWELL Pierre-Yves Mourgue, GREENYELLOW BRASIL

C03: Facility management: zeroing the waste.

C04: Design based on integrated performance.

PALESTRANTES: Thiago Branquinho, LIX0

Exhibit Hall visit

Sessão de 120 minutos

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11h30 - 14h30 14h30 - 15h30

16h - 17h

E01: Efficiency Sweet Spot: Business and Social Benefits in Manufacturing.

E02: À confirmar.

F01: À confirmar.

F02: WALKABILITY, UM GRANDE PASSO PARA A SUSTENTABILIDADE URBANA. PALESTRANTES: Myriam Francisco, CTE Benedito Abbud, BENEDITO ABBUD PAISAGISMO PLANEJAMENTO E PROJETOS LTDA

17h30 - 18h30

PALESTRANTES: João Costa, ETRIA André McDade, INACOUSTICS

G01: Retorno Financeiro Vs. Produtividade - Primeiro Case WELL do Brasil.

G02: APIS: prototyping Emergency bathrooms for rain related disasters.

PALESTRANTES: Luiza Junqueira, STRAUBJUNQUEIRA Eduardo Straub, STRAUBJUNQUEIRA Marcos Bensousan, SETRI Megan Sparks, GREEN BUSINESS CERTIFICATION INC.

PALESTRANTES: Marina Lima Medeiros, UNIVERSITY IBIRAPUERA Lara de Senne, FAU USP

18h30 - 20h

Exhibit H

Acesse o nosso site para mais informações:

Tradução simultânea

PATROCÍNIO PLATINA

Lunch Time and

PALESTRANTES: Mary Frances Stotler, THE DENNIS GROUP

PALESTRANTES: Andressa Silveira Baldi, SAINT-GOBAIN Marcelo Martins Meira, SAINT-GOBAIN Rodrigo Luis Campanhã, SAINT-GOBAIN

PALESTRANTES: Marcelo Vassalo, OFICINA DA PAISAGEM Cauê Abreu, PHYTORESTORE BRASIL

17h30 - 18h30

Room 4

Lunch Time and Exhibit Hall visit

PALESTRANTES: Ryan Meinke, RM SUSTAINABILITY Anthony Guerrero, NATURAL RESOURCES DEFENSE COUNCIL Eileen Quigley, NATURAL RESOURCES DEFENSE COUNCIL

16h - 17h

Room 2

PATROCÍNIO OURO

rev/gbc/br


água

esday / August 10th

Third Day - Thursday / August 11th

reen Breakfast

Room 3

Room 4

Room 1

Room 2

H01: Supply Chain Optimization: Lessons from the Road.

H02: Cidades Verdes de 3 Gerações: Como a vegetação pode mudar nossas cidades.

H03: Brickworks: The Living Building Challenge applied to a shopping mall.

H04: Controle integrado entre sistemas de AVAC, iluminação e persianas.

PALESTRANTES: Sara Cederberg, U.S. GREEN BUILDING COUNCIL

PALESTRANTES: Ricardo Cardim, RICARDO CARDIM PAISAGISMO SUSTENTÁVEL

PALESTRANTES: Roberto Padovani, R&P GREEN SOLUTIONS Eric Corey Freed, ORGANICARCHITECT Rodrigo Mindlin Loeb, MLD ARQUITETURA

PALESTRANTES: Antonio Oliveira, SOMFY Javier Díaz Valdivia, SUSTENTECH

I01: Good building is a marketing problem.

I02: À confirmar.

I03: Primeiros resultados da pesquisa: saúde e bemestar em edifícios e espaços corporativos.

I04: O primeiro Edifício certificado na Construção, Ocupação e Operação.

8h30 - 9h30

d reception D03: Biomimética, como a Natureza pode inspirar inovações na Construção.

D04: À confirmar.

9h30 - 11h30

PALESTRANTES: Alessandra Araujo, GCP ARQUITETOS Sérgio Coelho, GCP ARQUITETURA & URBANISMO 11h00 - 12h00

Room 3

Coffee and reception

PALESTRANTES: Matthew Cutler-Welsh, HOME STYLE GREEN

PALESTRANTES: Maíra Macedo, GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL José Modica, PETROBRAS S/A Eleonora Zioni, ASCLEPIO CONSULTORIA

12h00 - 14h30

Exhibit Hall visit E03: Redução do consumo de água em hospital e Logística Reversa de louça sanitária. PALESTRANTES: Osvaldo Oliveira Junior, DECA

F03: Engaging Stakeholders in Pursuit of Healthier Building Materials.

E04: 4 passos fundamentais para obtenção de uma real eficiência energética.

14h30 - 15h30

PALESTRANTES: Igor Nakamura, HONEYWELL Leonilton Tomaz Cleto, YAWATZ ENGENHARIA LTDA Jayme Spinola Castro Neto, SI 2 - SOLUÇÕES INTELIGENTES INTEGRADAS LTDA

F04: À confirmar.

16h - 17h

G03: À confirmar.

G04: Low-Slope Roofing Systems in Sustainable Buildings: Warm Climates.

17h30 - 18h30

Lunch Time and Exhibit Hall visit J02: Incentivando Construções Sustentáveis - A Proposta Paulistana.

J03: Casa No.V.A.- Digital collaboration to create the home of the future.

J04: ACV para Edificação – Estudo de Caso Loja Riachuelo Ipanema.

PALESTRANTES: Chris Earley, GREENING URBAN LLC

PALESTRANTES: Helia Pereira, SECRETARIA DO VERDE E MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (SVMA) Paulo Mantey, PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Bruno Borges, CONSULTOR INDEPENDENTE

PALESTRANTES: Tiago Silva, ETRIA Flávio Martins, ENEL BRASIL

PALESTRANTES: Cinthia Kawano, SUSTENTECH Pamella Kahn, SUSTENTECH Karine Ferro, LOJAS RIACHUELO S/A

K01: Interface LEED ND + Design Guidelines.

K02: Primeiras lojas certificadas LEED PLATINUM no Brasil.

K03: Madeira certificada FSC® nas obras: além da legalidade.

K04: À confirmar.

PALESTRANTES: André Belloni, PETINELLI Leandro Fischer, PETINELLI

PALESTRANTES: Aline Tristão, FSC BRASIL

L02: PLANETÁRIO SUSTENTÁVEL: ESTRATÉGIA DE BAIXO CARBONO E O PBE EDIFICA.

L03: Net Zero Energy: Da Concepção a Operação de Edifícios Autosuficientes.

L04: Mitos e Verdades sobre o retrofit de iluminação com a tecnologia LED.

PALESTRANTES: Rafael Sabetzki, PETINELLI Ricardo Cansian,RAC ENGENHARIA

PALESTRANTES: Patrizia Di Trapano, UFRJ / LOGGIA ARQUITETURA LTDA Igor Nobrega, PHILIPS LIGHTING BRAZIL Alexandre Gois, INTEGRATTA CONSULTORIA

L01: Project-based learning for catalyzing change in Latinamerica. PALESTRANTES: David Dominguez, EDMONDS INTERNATIONAL Hector Miranda, RED REGENERATIVA Mauricio Ramirez, LENDLEASE

PALESTRANTES: Virginia Pezzolo, PROASSP ASSESSORIA E PROJETOS LTDA Igor Zotti, SOPREMA DO BRASIL Marcus Bianchi, OWENS CORNING

PALESTRANTES: Myrthes Marcele Santos, EQUALIZE CONSULTORIA TÉCNICA LTDA. Carlos Augusto Góes, FUNDAÇÃO PLANETÁRIO DO RIO DE JANEIRO Antonio Raad, LIGHT SESA

18h30 - 20h

Hall visit

PALESTRANTES: Wagner Oliveira, CTE Leandro Alves, QUALICORP Omar Maksoud Filho, OMAR MAKSOUD

J01: Inovative Stormwater Management in Washington DC and Honduras.

PALESTRANTES: Renato Conde, PERKINS+WILL

PALESTRANTES: Karen Burbano, GOOGLE INC. Adriana Hansen, CTE Leonardo Caion-Demaestri, GENSLER

Room 4

Exhibit Hall visit

www.informagroup.com.br/greenbuilding PATROCÍNIO PRATA

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REALIZAÇÃO

PARCERIA ESTRATÉGICA

ORGANIZAÇÃO

EVENTO SIMULTÂNEO

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W

ELL

desempenho

L

ançada pelo IWBI - International WELL Building Institute após sete anos de pesquisas feitas por profissionais das áreas de medicina, ciência e da indústria. A certificação WELL Building Standard tem como propósito colocar as pessoas em 1º lugar.

Certificação WELL e o caso SETRI

Fotos: Divulgação Setri

Por Bruna Dalto

Escritório da Setri

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Ambientes que promovam saúde e bem estar tem se tornado fatores decisivos no âmbito da construção civil e a certificação WELL veio para atender estes requisitos. Aliada à sustentabilidade ambiental, ela é baseada no monitoramento dos impactos dos empreendimentos no que diz respeito à por qualidade de vida, saúde, bem estar e produtividade dos usuários. A administração da certificação é feita em parceria com o GBCI - Green Building Certification Institute, órgão certificador responsável pela certificação LEED. Essa integração proporciona uma melhor oferta ao mercado, resultados mais positivos aos empreendimentos e um desenvolvimento mais sustentável.

Caso Setri A Setri é uma empresa especializada na identificação e diagnóstico de riscos com o objetivo de minimizar e gerenciar os riscos provenientes do uso da água em Edificações e Indústrias. Por isso, para Marcos Bensoussan, sócio da Setri, a certificação WELL está diretamente ligada ao objetivo da empresa e uma ótima oportunidade de demonstrar sua preocupação com o tema “Vimos no WELL o nosso próprio trabalho: foco na saúde”. A Setri sempre foi pioneira em suas ações e ao conhecer o WELL e saber que o mesmo tem a filosofia do escritório foi fácil aderir a este processo. “Vários requisitos do WELL são parte do nosso trabalho, como as questões da água para a saúde das pessoas e da questão da bactéria Legionella onde somos especialistas.”, garante Marcos. rev/gbc/br


L

desempenho

LEED Foco na sustentabilidade Utilização de recursos Categorias: terreno sustentável, eficiência da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, inovação e prioridades regionais.

A certificação do escritório de 50m2 encontra-se em processo de conclusão da fase de auditoria documental. Concluída esta etapa, o processo deve seguir para a etapa final, chamada pelo WELL de verificação de desempenho , em que um auditor autorizado, designado WELL Assessor deverá realizar presencialmente uma série de testes de desempenho, verificação visual, medições de ruído e iluminação e coletar amostras para a realização de testes de qualidade do ar e da água, a serem enviados para análise de laboratório de terceira parte. Verificar as instalações e coletar amostras para a realização de testes de qualidade do ar e água.

WELL Foco nas pessoas Qualidade dos recursos Categorias: ar, água, nutrição, iluminação, condicionamento físico, conforto e mente

Segundo Luiza Junqueira, sócia da Consultoria StraubJunqueira, responsável pela certificação, o projeto da Setri atende a todas as precondições, que são obrigatórias para atendimento mínimo do WELL, além de uma série de otimizações, que, segundo ela, caso aprovadas resultarão em uma classificação ouro. Para adaptar o escritório, uma série de mudanças foram incorporadas: • Instalação de filtros mais eficientes no sistema de ar condicionado, associado a equipamentos que monitoram os níveis de umidade relativa do ar e acionam dispositivos que

garantem a correção para níveis adequados de conforto, ora umidificando, ora fazendo a desumidificação; • Substituição de todas as lâmpadas, visando atender uma coloração mais confortável para o desenvolvimento de tarefas dentro de um escritório e para favorecer o ritmo circadiano, responsável pelo relógio interno existente em humanos e animais e sincronizar as funções fisiológicas no ciclo de 24 horas; • Instalação de iluminação de tarefa e ventiladores de mesa que proporcionam conforto e autonomia a cada um dos usuários; • Instalação de equipamentos que monitoram os níveis de qualidade do ar e iluminação; • Substituição de todos os produtos e equipamentos de limpeza e higiene pessoal, bem como treinamento dos ocupantes e equipe de limpeza para novos procedimentos de manipulação e uso desses produtos. A importância de treinar os ocupantes, bem como formalizar essas informações em políticas do escritório, garante que a informação perdure no projeto e não vá embora com as pessoas; • Instalação de novo mobiliário e adaptação do mobiliário existente para garantir melhor ergonomia e conforto além de mobiliário que garanta maior flexibilidade e movimentos físicos aos usuários como estações para trabalhos para tarefas de pé e pequenas bicicletas ergométricas embaixo das mesas; • Instalação de vegetação para maior contato do usuário com a natureza, incorporando os conceitos de biofilia; • Implantação de uma série de políticas que visam a mudança de hábitos de alimentação para padrões mais saudáveis, o incentivo a prática de atividades físicas e ao bem-estar,

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Escritório da Setri

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desempenho

Fotos: Divulgação Setri

“O WELL SEM DÚVIDAS É, EM MINHA OPINIÃO, UMA CERTIFICAÇÃO QUE CHEGOU E VAI FICAR. ELA ATENDE AS PESSOAS EM SUA VIDA E PODEMOS SENTIR OS EFEITOS“

Marcos Bensoussan Sócio da Setri

políticas de transporte alternativo, incentivo a práticas altruístas, a implantação de novos procedimentos de compras e descarte dos resíduos, entre outras.

Projeto:

Contudo, uma das principais barreiras hoje para a viabilização desta certificação no Brasil são os altos custos das taxas de registro, certificação e comissionamento pagas ao IWBI. De acordo com Luíza, essas taxas são proporcionalmente mais atrativas de acordo com a metragem construída, ou seja, quanto maior o projeto, mais barato por m2. “Como o projeto da Setri é particularmente pequeno, as taxas ficaram consideravelmente elevadas. Uma sugestão da StraubJunqueira para que a certificação seja mais acessível em termos de custo para os padrões brasileiros é a de que os testes possam ser realizados nos mesmos laboratórios indicados pelo WELL e aceitos pela certificação sem a necessidade de se “importar” um profissional para realização desta tarefa”.

Cliente/proprietário:

Além disso, o quanto antes o Brasil contar com profissionais capacitados para realizar esta tarefa de comissionamento, certamente este mercado se desenvolverá mais rápido. “Vale ressaltar que nenhuma dessas barreiras é um impeditivo real para a viabilização da certificação WELL no Brasil, e, se for implantada em um projeto certificado LEED ou que tenha sido construído seguindo práticas da construção sustentável, mais fácil será sua obtenção”, garante.

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Escritório Setri Localização: São Paulo - SP Setri Consultoria WELL: StraubJunqueira Verificação e adequação dos sistemas mecânicos:

Aparelhos de medição ambiental

Anthares Produtos de limpeza: Diversey Equipamentos de qualidade do ar: Ecoquest Teste de radônio: IPEN Testes laboratoriais de qualidade do ar: Conforlab Testes laboratoriais de qualidade da água: NSF Equipamento de desumidificação do ambiente: 4Pool Equipamentos de monitoramento do ar: MaxiTrack

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políticas públicas

Geração de energia solar vem ganhando escala no Brasil através de políticas públicas Incentivos fiscais para geração de energia solar fotovoltaica nos edifícios e redução nos impostos de importação para componentes são medidas que aumentam a sustentabilidade no país

N

ão é novidade que o desenvolvimento sustentável é um tema de urgência a ser tratado, dado à atual situação climática que o Brasil se encontra. Apesar de ser um tema tratado como relativamente novo, já existem meios de acelerar a busca pela sustentabilidade no país. Exemplo disso se dá através das políticas de incentivos fiscais que vem sendo desenvolvidas para o setor da construção civil, bem como a cadeia de fornecedores. Como o IPTU Verde, projeto de lei que prevê desconto do IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana), já instituído em diversos municípios brasileiros, começam a surgir outras medidas governamentais para alavancar o desenvolvimento da sustentabilidade nas construções brasileiras. Recentemente foi aprovado através de um substitutivo do projeto de Lei 5733/09, que estabelece incentivos fiscais à implantação de sistemas para aquecimento de água com

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a utilização de energia solar ou de outras fontes alternativas consideradas limpas. Enquadram-se ao direito de obter estes benefícios edificações públicas e privadas, localizadas tanto em território urbano quanto rural, que promovam estratégias de conservação e uso racional da água e energia. Tais incentivos são destinados aos usos habitacionais, agropecuários, industriais, comerciais e de serviços, além de contemplar construções com foco em interesse social. De acordo com o relator do projeto de Lei, deputado Silvio Torres, os incentivos previstos pela proposta são benefícios às tributações sobre imóveis urbanos, serviços públicos urbanos bem como a concessão de crédito nos bancos estatais. “Os critérios para o direito ao benefício serão estabelecidos na legislação do ente público responsável pelos incentivos fiscais, em função da contribuição do imóvel para medidas de uso racional da água, bem como produção de geração de energia renovável”, afirma o relator. Silvio Torres, explica que o substitutivo bus-

cou consolidar em apenas um texto propostas apresentadas em nove projetos de lei, de diversos autores, a fim de garantir o máximo de aproveitamento de cada proposta. Desta forma, há uma simplificação que garantirá maior objetividade no PL. “Como parlamentares, precisamos apresentar propostas positivas, que visem benefícios à sociedade e ao meio ambiente. Os incentivos nada mais são uma maneira de animar a que as pessoas invistam no que poderá trazer, inclusive, economia, no futuro”, afirma o Deputado e relator do projeto Silvio Torres.

Concessão de financiamentos A aprovação do projeto determinou como obrigatória a utilização de sistemas de geração de energias alternativas em construções com aportes do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Além das exigências relacionadas aos recursos do SFH, a aprovação de financiamento para a construção de novas edificações urbanas, com recursos do Fun-

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Dep. Arnaldo Jordy

do Nacional de Habitação de Interesse Social – FNHIS, dependerá da incorporação, nos projetos da obra, de I – individualização dos hidrômetros e bacias sanitárias economizadoras de água; II – sistema de captação de água de chuva para uso nas áreas externas, para fins secundários, nos empreendimentos acima de 100 unidades habitacionais em edificações de uso multifamiliar, observada a viabilidade técnica, sanitária e financeira da implantação e uso da tecnologia; e III -– sistema de aquecimento de água a partir de fonte solar ou de fonte limpa e igualmente autônoma, com produção independente do Sistema Interligado Nacional. Com abrangência nacional, o PL foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados em 25 de novembro de 2015. Atualmente, encontra-se em tramitação na Comissão de Finanças e Tributação. Tratando-se de uma do Senado Federal, o projeto, após tramitação na Câmara, retornará ao Senado.

Redução de impostos para componentes importados

cutida na Conferência do Clima em Paris, no final de 2015. A geração de energia solar fotovoltaica tem pouca representatividade em nossa matriz, apesar das condições climáticas e geográficas invejáveis, com praticamente todo o território nacional submetido a uma insolação permanente, com extensão territorial extremamente vantajosa. “A Alemanha que é um país insolação bem abaixo do que no Brasil, hoje possui quase 8% da sua matriz energética oriunda de energia solar, nós precisamos avançar nisso de forma mais acelerada”. Arnaldo Jordy explica que a iniciativa deste projeto é estimular e favorecer a escala dessa energia limpa no Brasil através da redução e facilitação da importação de componentes de módulos fotovoltaicos, desde que não possuem produção semelhante no Brasil. “À medida que os custos reduzem, aumenta os investidores que possuem um poder maior para lidar com este mercado, com isso, é possível ofertar para a população e para a sociedade produtos com custos mais acessíveis do que é hoje, assim começamos a ganhar escala”, afirma.

©Alexssandro Loyola

©Robson Gonçalves

políticas públicas

Dep. Silvio Torres

Outro vertente importante que o PL prevê é a utiliza de parte do FGTS (Fundo Garantidor por Tempo de Serviço) dando oportunidade ao cidadão, como pessoa física, adquirir essa fonte de energia no seu consumo. “O cidadão poderá dispor do seu FGTS para adquirir esta modalidade, o que é realmente vantajoso para todos. Esta é uma forma de aquecer este mercado, permitindo com que mais empresas possam olhar com bons olhos o setor fotovoltaico”, afirma Arnaldo Jordy. Segundo o deputado, o projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Minas e Energia, dado a real viabilidade e potencial desenvolvedor da proposta. No momento, o PL encontra-se na Comissão de Finanças e Tributação, e posteriormente passará pela comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, para a promulgação da presidência. A previsão para a conclusão do processo seja concluído dentro dos próximos seis meses.

Outro exemplo de incentivo governamental é a apresentação do Projeto de Lei 8322/14, que tem por objetivo a isenção dos impostos sobre importação de equipamentos e componentes utilizados para geração de energia solar fotovoltaica, em casos quando não houver produto ou equipamento similar produzido nacionalmente. O projeto, cuja relatoria é do Deputado Arnaldo Jordy. De acordo com o Arnaldo Jordy, trata-se de um substitutivo de um debate que ocorre já algum tempo, em função do cenário de desafios dos países produzirem energia cada vez mais limpa e consequentemente com menos emissão de carbono, pauta fortemente dis-

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Fotos: Divulgação Danfoss

MATERIAIS & TECNOLOGIA

Edifício FL 3500 reduz 30% do consumo de energia Localizado na avenida Faria Lima, em São Paulo, o edifício FL 3500 é ocupado exclusivamente por colaboradores do Banco Itaú. Com 24 mil m² de área útil, o empreendimento tem projeto arquitetônico diferenciado, simulando um diamante lapidado. O FL 3500 tem um sistema de ar-condicionado do tipo expansão indireta com anel hidráulico único de vazão de água gelada variável e unidades de resfriamento de água de alto desempenho, ligadas em série no conceito fluxo e contra fluxo – é o primeiro edifício comercial a receber este conceito no Brasil. Dotado de equipamentos de alta performance e de última geração, o edifício atende às normas para certificação LEED Gold. O empreendimento tinha como meta reduzir em 12% o consumo de energia. Para alcançar esse objetivo, a Teknika - projetista da 1ª fase da obra - e o instalador Star Center optaram pelos conversores de frequência da linha VLT® HVAC Drive FC 100 da Danfoss. A solução da Danfoss foi aplicada em bombas de água gelada, bombas de água de condensação, torres de resfriamento, ventiladores de ar exterior, ventiladores de exaustão e ventiladores dos condicionadores de ar. “A

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economia de energia foi da ordem de 30% quando comparado a não utilização de variadores de frequência”, acrescenta Raul José de Almeida, da Teknika e engenheiro responsável pelo projeto de ar condicionado do edifício. O engenheiro Lúcio Sekine, da Star Center, explica que foram utilizados os conversores de frequência da Danfoss nas bombas de água gelada devido ao sistema de fluxo variável. Os ambientes atendidos pelo sistema de ar-condicionado possuem fluxo de ar variável comandado por caixas de volume variável (VAV). “Os fancoils são providos de conversores de frequência da Danfoss para equilibrar a vazão de ar consumida com a produzida”, acrescenta Sekine. Esse conjunto de soluções proporciona conforto aos colaboradores do Itaú com controle de temperatura por zonas. As torres de resfriamento do FL 3500 foram dimensionadas para atender o sistema 24 horas. O papel da solução da Danfoss em seus ventiladores é equilibrar a velocidade de rotação em função da temperatura da água em sua saída. Por fim, no caso dos ventiladores do sistema de

pressurização de escadas, os conversores de frequência VLT® HVAC Drive FC 100 da Danfoss foram utilizados para manter a pressão, independente da quantidade de portas abertas. “A Star Center optou pelos conversores de frequência da Danfoss por ser um produto de alta qualidade e confiabilidade, além de utilizarmos o seu drive para o sistema de automação, diminuindo a quantidade de CLP”, acrescenta Sekine.

Danfoss do Brasil Rua Américo Vespúcio, 85 - Osasco - SP Tel.: 11 2135-5424 www.danfoss.com.br

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certificações

SANITRIT:

Solução para banheiros em qualquer local Instalar novos banheiros em uma construção existente nem sempre e uma tarefa fácil, em especial quando o ramal de esgoto está acima ou longe do ponto desejado. Mas a solução SANITRIT pode resolver o problema em apenas um dia, sem grandes obras. O sistema consiste em uma bomba alojada em um reservatório que recolhe e tritura os residuos do banheiro e os conduz ao sistema de esgoto existente por um tubo de 32 mm por até 5 metros na vertical ou 100 metros na horizontal. Fácil de esconder dentro de uma parede, o sistema antigravitacional de evacuação de esgoto da SANITRIT é a solução ideal para instalar banheiros em qualquer sala corporativa sem necessidade de quebrar o piso. Sanitrit é silencioso (50 dB). A alimentação do motor de 0,5 CV é feita em 220 V. Não há emissão de odor, devido ao revestimento com filtro de carvão ativado. O sistema pode ser montado na maioria das bacias sanitárias comercializadas no mercado, desde que tenham saída horizontal. Como os resíduos são liquefeitos, os tu-

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bos podem ser de pequeno diâmetro (32 mm), permitindo a instalação dentro de paredes, do forro ou do piso elevado. Segundo Xavier Desrousseaux, Diretor da Sanitrit Brasil, o sistema tem resolvido problemas até mesmo em obras novas, recém-entregues pela construtora. Foi o que aconteceu na nova sede da Advocacia Felsberg, em São Paulo. O diretor do escritório havia solicitado um banheiro ao lado de sua sala, mas a canalização principal de esgoto ficava longe. “A solução foi o triturador sanitário da Sanitrit. O projeto foi realizado em tempo recorde, sem desperdício de materiais e com menor mão de obra”. O sistema Sanitrit foi desenvolvido na França há mais de 58 anos. Hoje são 8 milhões de sistemas instalados no mundo.

Sanitrit Tel: +55 (11) 3052-2292 www.sanitrit.com.br

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MATERIAIS & TECNOLOGIA

POUPALUZ Eco Smart® Ecologicamente correto, economicamente viável

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A finalidade do sistema POUPALUZ ECO SMART® é melhorar a qualidade da energia elétrica da rede onde está instalado, reduzindo os efeitos causados por distorção de frequência, surtos de tensão e corrente, ruídos de qualquer espécie que circulem pela rede, inclusive redução de transients gerados pelas cargas e comutações de potência proporcionalmente elevada.

Economia de 5% a 43% no consumo de energia elétrica para residência, comércio e indústrias

A redução destes fenômenos proporcionarão os seguintes benefícios - Maior eficiência energática; - Melhoria da qualidade de energia consumida; - Redução do consume em kWh/mês na Ponta e Fora de Ponta; - Maior proteção e aumento da vida útil de motores, lâmpadas, sistemas eletrônicos, CI’s, placas eletrônicas, etc; - Grande atenuação de picos de tensão e corrente que podem eliminar as causas indesejadas dos distúrbios de energia; - Redução de aquecimentos anormais nos sistemas de potência e desarmamentos de disjuntores sem motivos aparentes, causados por correntes parasitas.

A instalação do dispositivo POUPALUZ ECO SMART® não conflita com as normas em vigor junto às concessionárias de energia elétrica, artigo 8 e 9 da portaria ANEEL n° 466 de 12/11/97 e resolução n° 456 de 29/11/2000, atendendo as normas de instalação NBR 5410 e IEC 6143-1.

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certificações

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A Solução Sustentável, Mobilidade Tendo em vista que o mercado de construção Produtiva e Inovadora, civil exige flexibilidade e mobilidade durante sua execução, no quesito mobilidade somos espeque estava faltando cialistas, realizando montagem de sistema padrão em apenas 1 dia, bem como sua troca de em sua obra! local dentro do empreendimento ou empresa. Até 95% de Reaproveitamento de Água, Móvel e Totalmente Automático Fabricado pela TECHNOSS EQUIPAMENTOS, o equipamento Lava Rodas traz, em seu conceito, a Sustentabilidade na limpeza de veículos em diversos segmentos, entre eles, a construção civil. Como diferencial na parceria, oferecemos a opção de aquisição ou locação.

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Atendimento Nacional Atualmente atendemos todo território brasileiro e nos próximos meses estaremos atendendo grande parte da América Latina através de exportações.

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CPLUX: Ideias inovadoras como uma saída para a crise

©Divulgação CPLUX

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“NOSSO GRUPO TEM COMO PRINCÍPIO, SE ESFORÇAR PARA BUSCAR SINERGIAS COM NOSSOS CLIENTES, POIS ENTENDEMOS QUE O RISCO DE

Com foco em Eficiência Energética, empresa aposta em projeto pioneiro para driblar as atuais crises financeira e energética no Brasil, e expande para o mercado internacional.

CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS OU PRODUTOS EM MOMENTO DE CRISE É MUITO MAIOR, E NECESSARIAMENTE É MAIS CONFORTÁVEL PARA NOSSO CLIENTE, INVESTIR EM ALGUÉM

A

recente crise econômica brasileira tem afetado negativamente diversas empresas e organizações, independente do setor em que atuam. O cenário pessimista tomou conta do mercado em geral, causando uma retração na economia e consequentemente, forçando estas empresas à reverem seus custos e previsões de investimentos de modo que possam sobreviver ao período conturbado e recessivo. Apesar dos contratempos, uma empresa tem mostrado que é possível ir na

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QUE ELE JÁ CONHECE contramão da crise e atingir resultados positivos através de ideias inovadoras e eficazes. A CPLUX tem uma estratégia que pode a princípio parecer óbvia: tratar os pontos de consumo dos clientes com o emprego de engenharia e tecnologias de vanguarda focados em eficiência e sustentabilidade. O diferencial está em como a CPLUX oferta e implementa estas soluções no cliente. A CPLUX é uma empresa especializada em gestão de eficiência energética e, embora tenha sido criada há 3 anos, com o objetivo desenvolver projetos de sustentabilidade econômica e ambiental focados na redução do consumo

E QUE SABE DA SUA ESTRUTURA E DA SUA INTEGRIDADE PROFISSIONAL, PARA ASSEGURAR O MELHOR INVESTIMENTO PELO PREÇO JUSTO.”

Wendell Jeveaux Sócio-Fundador Presidente Grupo ACQUA

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de energia elétrica, a empresa faz parte de um grupo de empresas com mais de 20 anos de atuação no mercado brasileiro – o GRUPO ACQUA. Este grupo, cuja empresa principal é a CPCON, tem atuado desde 1995 com foco em gestão patrimonial, o que contribui para adquirir conhecimentos aprofundados dos negócios dos seus clientes, permitindo a identificação de oportunidades e a elaboração de soluções customizáveis para atendimento às necessidades destes clientes. O GRUPO ACQUA possui mais de 1200 clientes nas mais diversificadas áreas de atuação, tais como: indústrias, hospitais, universidades, redes de varejo, redes de TV, empresas de telecomunicação, siderurgias, bancos, órgãos governamentais entre outros. Esta diversidade estimula a criação de ideias com soluções corporativas abrangentes, mas ao mesmo tempo facilmente customizáveis. E foi desta forma que o GRUPO ACQUA foi se dividindo em novas empresas, com novas propostas de serviços e produtos. Nestas novas atividades foi desenvolvida a prestação de serviços de Facilities, onde se enquadram a manutenção predial (elétrica, hidráulica, civil, refrigeração, etc) e foi através dos serviços de manutenção que o grupo identificou uma grande oportunidade de negócio: o outsourcing em eficiência energética. “Nós temos em nosso DNA a vontade de inovar e de buscar

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sinergias, que permitam auferir o maior retorno sobre o capital investido pelo nosso Cliente. Entendemos que os bons recursos de nossos Clientes, não podem sucumbir a desastrosa contratação de produtos e serviços que de alguma forma os decepcione. Assim, podemos garantir, não só foco e resultado na contratação dos nossos Serviços Globais, mas o alinhamento da parceria onde nós cuidamos da obtenção do resultado e dividimos parte do lucro com nosso Cliente. Entendemos que em qualquer mercado que atuamos, quer seja no Segmento de Consultoria de Patrimônio, onde somos líderes, em Eficiência Energética, onde somos inovadores, ou Facilities, onde somos integradores de soluções, nosso Cliente quer ter a segurança de saber que seu parceiro de negócios está focado na solução dos seus problemas, não somente na geração do seu lucro. Assim, terceirizamos não só o seu resultado, mas também o seu risco!!! Nosso Grupo tem como princípio, se esforçar para buscar sinergias com nossos Clientes, pois entendemos que o risco de contratação de serviços ou produtos em momento de crise é muito maior, e necessariamente é mais confortável para nosso Cliente, investir em alguém que ele já conhece e que sabe da sua estrutura e da sua integridade profissional, para assegurar o melhor investimento pelo preço justo. Ainda assim,

temos crescido nossa base de Clientes em quase 5% todo ano, o que mostra que estamos no caminho certo!!!” Diz o Sócio-Fundador e Presidente do GRUPO ACQUA, Sr. Wendell Jeveaux. Foi no momento crucial de crescimento do Grupo ACQUA que nasceu a CPLUX: da capacidade de enxergar soluções eficientes em meio às adversidades. Através de um processo do mapeamento de sistemas elétricos e seus componentes, a empresa desenvolveu e adaptou soluções que permitem trazer redução de custos para seus clientes. De acordo com O Eng. Gerson Guimarães, Sócio e Diretor Técnico do GRUPO ACQUA, responsável pela operação da CPLUX, foi criado um núcleo de elaboração e gerenciamento de projetos, composto de engenheiros e arquitetos especificamente para entender, estudar e desenvolver soluções de eficiência energética. “Nós já tínhamos uma divisão voltada à elaboração de projetos de arquitetura e engenharia direcionados à obras civis, além de também prestarmos serviços de acompanhamento e gestão destas obras garantindo a eficácia na execução do projeto e corrigindo divergências que, eventualmente, poderiam ocorrer durante o processo de obra. A equipe foi então redimensionada, acrescentando componentes com experiência em projetos de sistemas elétricos, luminotécnicos e de refrigeração. Isso melhorou

não somente o desenvolvimento dos projetos, mas também os estudos sobre soluções em eficiência energética e sustentabilidade aplicada à construção civil em geral.”, explica. Inicialmente, devido aos seus trabalhos nas áreas de facilities, a empresa apresentava aos clientes relatórios sobre a adequação de sistemas elétricos (iluminação, refrigeração, motores, etc) com oportunidades de melhoria através de investimentos em novos equipamentos, melhorias em instalações entre outras ações para melhoria de rendimento dos sistemas e maior eficiência no consumo de energia. Estes relatórios vinham acompanhados de estudos de payback, ou seja, municiando o cliente para a tomada de decisões sobre tais investimentos. Entretanto, nem sempre os clientes dispunham de capital ou ainda facilidade de captação de recursos para viabilizarem os investimentos. “Por atuarmos na prestação de serviços de manutenção especializada, usamos nosso conhecimento e experiência para realizar estudos de melhoria nos sistemas e apresentar aos clientes. Alguns adotavam os estudos, mas outros não dispunham de recursos para realizar os investimentos necessários. Como acreditávamos nas análises realizadas e retorno destes investimentos ao cliente, nos sentíamos frustrados, especialmente por sabermos que o principal motivo de não optarem por investir – a

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indisponibilidade de recursos financeiros – seria facilmente superada com a economia gerada em um período relativamente curto. Foi aí que enxergamos uma grande oportunidade”, afirma Gerson Guimarães. A partir daí a CPLUX se estruturou para este nicho de mercado: investir em projetos de eficiência energética que remunerassem, com a economia gerada, tanto a CPLUX quanto seu cliente. “Nós trouxemos esta ideia para dentro da empresa, amadurecemos e começamos a pesquisar as áreas nas quais que poderíamos atuar. Definimos inicialmente atuar em melhorias de sistemas de iluminação, por trazerem resultados mais rápidos aos clientes, mas não nos limitamos à esta área, abrangendo ainda sistemas de refrigeração, automação, controle e estabilização de correntes elétricas (muito eficazes para redução de consumo em motores), além de projetos de co-geração de energia através de fontes renováveis como a solar e eólica”, afirma Gerson Guimarães. “Começamos a pesquisar produtos, estudar metodologias de contrato e como faríamos os cálculos para que o projeto fosse rentável e atrativo para ambos. Viajamos para vários países como França, Alemanha, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e China com o objetivo de conhecer novas tecnologias e homologar produtos e fornecedores”, complementa. A metodologia da CPLUX consiste em analisar as instalações do cliente fazendo um “raio X” de seus sistemas elétricos, englobando componentes e instalações. Após esta análise, pro-

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movem estudos de alternativas e soluções que possam melhorar o sistema através da substituição de equipamentos, revisão de instalações, implementação de sistemas de automação e controle, enfim, todas as ações de redução de consumo até atingirem o que chamam de “ponto de decisão” para implementação de sistemas de co-geração de energia elétrica. O modelo de contrato aliás prevê a constante busca pela CPLUX de melhorias no sistema de seus clientes, mesmo que já tenham concluído o projeto inicialmente contratado, a fim de promoverem constantemente a redução de consumo de energia elétrica e melhoria da sustentabilidade ambiental e econômica daqueles. “Estamos atentos a tudo que acontece no mercado e no mundo em termos de inovação tecnológica para área de sustentabilidade e redução no consumo de energia”, enfatiza. Para a implantação do projeto não é necessário que a empresa seja um cliente atual ou contrate um serviço de manutenção. O projeto de eficiência energética da CPLUX é independente de qualquer outro tipo de prestação de serviço. O tempo médio de um contrato fica entre 5 e 7 anos de duração, neste caso para os projetos em iluminação, podendo ser maior conforme o valor investido pela CPLUX na melhoria dos sistemas do cliente. A CPLUX tem atendido grandes clientes, tendo gerado, somente no primeiro ano de operação, mais de 18 milhões de KWh em economia e um saving total de mais de R$ 6 milhões. Atualmente são mais de R$ 1 bilhão

de reais em propostas apresentadas aos mais diversos tipos de clientes. Além do Brasil, o GRUPO ACQUA se expandiu para o mercado norte americano, criando em 2015 a GROUP ACQUA USA, e sua subsidiária CPLUX USA, localizada em Orlando, no estado da Flórida. Atualmente os projetos internacionais estão em fase de prospecção e estudos. De acordo com Wendell Jeveaux, o mercado norte americano é bem amplo e mais maduro do que o brasileiro. “não precisamos explicar as vantagens das Energias Renováveis ou outros meios de redução no consumo. Os americanos já estão bem familiarizados com o tema. Eles demonstram muito interesse nos benefícios indiretos tais como a redução do custo de manutenção, valorização do imóvel, aumento de produtividade dos funcionários, melhoria dos ambientes de trabalho, percepção da empresa pelo mercado como uma empresa sustentável entre outros” Salienta.

Crescimento em meio à crise Segundo Gerson, os dois grandes momentos chaves para o desenvolvimento e crescimento da CPLUX foram as crises energética - quando do aumento das tarifas e criação das bandeiras tarifárias - e a crise econômica atual. Ele explica que, como empresário, estas foram oportunidades que tornaram a empresa um diferencial no mercado. Num primeiro momento, com a crise energética, houve a necessidade dos consumidores

©Divulgação CPLUX

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“NÓS JÁ TÍNHAMOS UMA DIVISÃO VOLTADA À ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA DIRECIONADOS À OBRAS CIVIS, ALÉM DE TAMBÉM PRESTARMOS SERVIÇOS DE ACOMPANHAMENTO E GESTÃO DESTAS OBRAS GARANTINDO A EFICÁCIA NA EXECUÇÃO DO PROJETO E CORRIGINDO DIVERGÊNCIAS QUE, EVENTUALMENTE, PODERIAM OCORRER DURANTE O PROCESSO DE OBRA.”

Gerson Guimarães Sócio CPLUX

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reduzirem o consumo de energia, o que garantiu um mercado amplo para investir em soluções eficientes. No segundo momento com o agravamento da crise econômica, as empresas se viram obrigadas a reduzir custos de operação de uma forma global, mas sem dispor de recursos para investir naqueles projetos que gerassem redução de custo com retorno a médio e longo prazo. Diante disto, a CPLUX passou a investir em equipamentos e sistemas sem que o cliente tenha a necessidade de fazer aportes iniciais impactando seu fluxo de caixa ou reservas. “Criamos um diferencial no momento em que o mercado precisava. Logicamente foi muito importante termos excelentes clientes que sempre acreditaram no GRUPO ACQUA e abraçaram a ideia do nosso modelo de projeto, hoje colhendo seus frutos através da economia proporcionada. Através do exemplo de sucesso destes clientes, a CPLUX se consolidou e vem atraindo cada vez mais interessados em suas soluções de eficiência energética. Acreditamos que mesmo após passarmos pelas crises que atravessamos, o projeto continuará em alta pois economia nunca é demais e sustentabilidade ambiental é a chave para nosso futuro.”, destaca. Gerson esclarece que um dos grandes resultados deste modelo de negócios é a fidelização do cliente. “A implementação do projeto é uma relação que vai além de simplesmente gerar economia ao cliente. Nós acreditamos no cliente ao investir em suas instalações ao mesmo tempo em que ele acredita na CPLUX

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para gerar os resultados que ele precisa para crescer. Damos a oportunidade para o cliente se desenvolver e focar em seu próprio negócio, pois ele não vai precisar investir em projetos para geração de economia futura. A economia proporcionada gera recursos para o caixa do cliente que ele não podia contar, já no primeiro mês após a instalação. Isto além de outras economias indiretas como redução de custo operacional, o que é muito importante, principalmente neste momento do país”.

Parcerias e desenvolvimento de produtos No desenvolvimento de soluções e busca pelas melhores tecnologias, as parcerias estratégicas são fundamentais. Neste caso, a CPLUX conta com a empresa KAI COMPANY, uma empresa com origem e fortes laços com o mercado asiático , especialmente China, Japão e Coréia. A parceria com a KAI COMPANY vai além da relação de trading e transportes intermodais, especialidades da empresa, mas avança pela identificação dos melhores produtos e fornecedores no mercado internacional, culminando com o estabelecimento de sociedades no desenvolvimento e fabricação de produtos voltados à iluminação com uso da tecnologia LED e sistemas de geração de energia através de fontes renováveis. “A demanda da CPLUX sempre foi por produtos de excelente qualidade e rendimento uma vez que seus projetos têm como um dos principais pilares a manutenção

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“A SUSTENTABILIDADE ALMEJADA PELOS PROJETOS DA CPLUX VAI ALÉM DOS BENEFÍCIOS OBTIDOS COM A REDUÇÃO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA. ELA TAMBÉM DEVE ESTAR PRESENTE NA PRODUÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, COM UTILIZAÇÃO DE PROCESSOS E COMPONENTES AMBIENTALMENTE MAIS CORRETOS, EMPREGO DE MATERIAIS RECICLÁVEIS, OTIMIZAÇÃO DE TRANSPORTES, ENTRE OUTROS.”

Kyra Marini Hsia Presidente KAI COMPANY

da garantia dos equipamentos durante todo o período contratual com seus clientes. O desafio imposto à KAI COMPANY então foi de identificar quais os melhores produtos no mercado ou, quando inexistentes, desenvolver fornecedores para que pudessem produzi-los” destaca a Drª Kyra Marini Hsia, presidente da KAI COMPANY. “A qualidade dos produtos se reflete em sua durabilidade mecânica e eletrônica, com a utilização de componentes que prolonguem a vida útil dos equipamentos, e seu rendimento é medido na capacidade de gerar maior iluminação com menor consumo de energia, medidos em lumens por watt, tornando-os assim, mais eficientes” complementa Kyra. Além da durabilidade e eficiência, outro foco no desenvolvimento dos produtos é a sua cadeia produtiva. “A sustentabilidade almejada pelos projetos da CPLUX vai além dos benefícios obtidos com a redução do consumo de energia elétrica. Ela também deve estar presente na produção dos equipamentos, com utilização de processos e componentes ambientalmente mais corretos, emprego de materiais recicláveis, otimização de transportes, entre outros. Esta também é uma diretriz da KAI COMPANY” lembra Kyra.

Garantia dos equipamentos Após a instalação, os equipamentos entram em garantia pelo prazo do contrato. Para isso, a CPLUX mantém um estoque de equipamentos necessários para

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suprir essas necessidades. “A maioria dos fornecedores determinam as garantias em horas, mas para o cliente é muito difícil determinar a quantidade de horas que determinado equipamento funcionou até apresentar o defeito e ele acaba ficando com o ônus da comprovação do uso, o que julgamos ser incorreto. A CPLUX promove os estudos antes das instalações e determina o regime de utilização dos equipamentos, sempre validados em conjunto com o cliente, para que sejam oferecidas as garantias sobre os produtos instalados durante todo o período contratual, ou seja, se o contrato for, por exemplo, de sete anos, a garantia sobre os equipamentos será de sete anos. Por isso temos a necessidade também de empregarmos produtos de excelente qualidade, mitigando os riscos de defeitos ou falhas durante o período contratual. Além disto, mantemos estoque compatível com os projetos instalados de modo à garantir a rápida reposição de equipamentos que por ventura apresentarem defeitos”, destaca Gerson.

A importância de uma legislação e incentivo Para Gerson Guimarães, a legislação e o incentivo governamentais precisam caminhar juntos. Ele defende que é preciso ter uma legislação que garanta as adequações necessárias para o avanço do setor de eficiência energética bem como a primazia pela produção de equipamentos de qualidade. Legislações específicas, como por exemplo,

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para estabelecimento de parcerias público-privadas (PPP) com finalidade de ampliação de programas de eficiência energética e sustentabilidade econômica e ambiental em escolas, hospitais, vias e logradouros públicos deveriam ter atenção especial dos governantes. “O Brasil poderia ganhar muito com o estabelecimento deste tipo de PPP, onde haveria a promoção da redução dos custos públicos com iluminação, manutenção, compra de equipamentos, descarte, etc” Além disso, é preciso também incentivar as empresas que apostam neste mercado, não somente por contribuírem com o desenvolvimento econômico, mas também com os desenvolvimentos sociais e ambientais “Algum tipo de incentivo contundente tem que haver para que as pessoas e empresas saiam do lugar comum, saiam de sua zona de conforto e para que elas sejam motivadas a fazer alguma coisa diferente, pois se fizermos sempre igual, teremos os mesmos resultados de sempre. Acredito que a meritocracia, individual ou empresarial, é um forte impulsor. A normatização acaba por nivelar todos por baixo e a busca por ser e entregar mais deveria, de alguma forma, ser melhor incentivada neste mercado de eficiência energética e sustentabilidade”, conclui Gerson. Além disso, Gerson entende que o papel de um empresário é contribuir para a sociedade. “O papel de um empresário, empreendedor, vai muito além de sua satisfação financeira. O empresário deve se conscientizar de seu papel e assumir um

comprometimento social e meio ambiente. Deve lembrar que seu negócio movimenta uma cadeia com funcionários, fornecedores, clientes... Ser empresário é acreditar que, através da sua contribuição à esta cadeia social, seus objetivos, inclusive os financeiros, serão alcançados. Para tanto, deve se cobrar à fazer sempre o melhor e incentivar que todos em sua cadeia também façam o seu melhor. A CPLUX é isso: fazemos o nosso melhor pois incentivamos nossos funcionários e fornecedores a fazerem o seu melhor para que estimulemos o nosso cliente à também fazer o melhor” . “Temos que preparar nossas gerações futuras para um consumo consciente aliando boa gestão de recursos naturais e financeiros, com vistas ao desenvolvimento pessoal e profissional. Acreditamos que podemos contribuir para o meio ambiente e toda Sociedade, com uso de nossas atribuições, com ética , respeito aos nossos Clientes, ao mercado que atuamos. Devemos usar e abusar de tecnologias , e não só focar no nosso lucro, mas também numa forma de relacionamento leve, sincero e duradouro com nossos Clientes e toda cadeia de produtos e serviços que desenvolvemos” complementa Wendell.

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