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Jornal Regional • Periodicidade Mensal • Director: Miguel António Rodrigues • Edição nº 72 • 18 Abril 2019 • Preço 1 cêntimo

Valor Local

Região fica a ver passar os comboios no passe a 40 euros Destaque na 12, 13, 14 e 15

Município de Alenquer é dos melhores do país no tratamento dos lixos

Ambiente na 9

Benavente

Moradores à beira de um ataque de nervos por causa do ruído da Silvex

Sociedade na 5


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Terceira visita oficial de Marcelo a Azambuja

Presidente da República elogia confederação do setor social Miguel A. Rodrigues Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa apadrinhou, no passado dia 29 de março, o primeiro encontro da Confederação Portuguesa de Economia Social (CPES), cujo secretário-geral é Francisco João Silva, presidente do Crédito Agrícola de Azambuja. A iniciativa que decorreu no Centro Social e Paroquial de Azambuja, visou discutir o futuro da economia social, juntou ao longo do dia várias personalidades deste setor que abordaram as questões mais prementes da nossa sociedade. O encontro debateu os “Desafios da Economia Social” em Portugal e na Europa e a Estratégia 2030, com intervenções dos ministros da Segurança Social e do Planeamento, Vieira da Silva, e Nelson Souza, respetivamente. Ao longo de toda a tarde, foi possível auscultar a opinião dos principais intervenientes no setor social, bem com os representantes dos grupos parlamentares na Assembleia de República. Coube o encerramento ao Presidente

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No final, foram muitos os que quiseram confraternizar com Marcelo da República, Marcelo Rebelo de Sousa que sublinhou que “não há desenvolvimento económico sustentável sem haver maior coesão social”.

O chefe de Estado referiu a necessidade de “haver cada vez menos diferenças entre territórios, pessoas, atividades profissionais, setores da vida económi-

ca e social”, vincado a existência da “Lei de Bases da Economia Social” com aspetos que “têm de ser desenvolvidos, regulamentados e aprofundados”, frisando

que cabe a instituições como a CPES, um papel importante também na descentralização. Para Marcelo Rebelo de Sousa, as instituições de Economia Social foram o garante de oportunidades na sociedade nos anos de maior dificuldade como o ano de 2013. O presidente da República sublinhou que o seu trabalho junto das comunidades é importantíssimo. “Todos os dias recebem crianças, apoiam jovens e os menos jovens” frisou referindo que estas instituições “são uma força da democracia”. Para o Presidente da República, esta confederação é importante para discutir e defender o setor. Marcelo relembrou que não havia nenhuma confederação que juntasse o setor social como já são os casos das confederações sindicais ou patronais, pelo que em breve a CPES pode fazer parte da concertação social, algo que está na génese desta entidade recentemente formada. O presidente da República lamentou que o país tivesse de aguardar 45 anos (tendo em con-

ta o 25 de abril) “para termos esta confederação”. “E vejam como ela arrancou depressa”, tendo em conta que o processo de constituição e apresentação foi rápido. Com esta visita ao concelho de Azambuja, Marcelo Rebelo de Sousa marca a sua presença de forma oficial pela terceira vez. Já esteve na inauguração do monumento alusivo aos cem anos da Força Aérea em Vila Nova da Rainha, visitou a Cerci – Flor da Vida e agora, esteve presente nas primeiras jornadas da CPES. Marcelo é assim, o Presidente da República que, depois do 25 de abril, mais vezes visitou o concelho de Azambuja, desde os mandatos de Mário Soares em 1993. Jorge Sampaio, esteve em Azambuja apenas a propósito de uma visita à Opel Portugal, e não há memória de qualquer visita de Ramalho Eanes. No entanto, de forma particular, Marcelo Rebelo de Sousa é visita de casa da militante histórica do PSD, Virgínia Estorninho, visitando-a religiosamente aquando do seu aniversário e noutras ocasiões.


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Hospital de Vila Franca divulga conjunto de boas práticas na diabetes e infecciologia Hospital de Vila Franca de Xira, recebeu, no passado dia 12 de abril, a 18ª edição da iniciativa “Caminho dos Hospitais”. O evento que reuniu médicos, técnicos e administradores daquela unidade hospitalar, foi organizada pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e visou debater as “Boas Práticas na Prestação de Cuidados de Saúde”. Nesta iniciativa, partilharam-se boas práticas e novas soluções encontradas pelo Hospital de Vila Franca de Xira para minimizar o impacto nos doentes por exemplo, do uso “abusivo” dos antibióticos. José Neves, responsável do Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos e responsável pela Unidade de Infecciologia, traçou um quadro bastante completo do panorama presente e passado do hospital, recordando as taxas de sucesso que já conseguiu implantar, evitando o uso prolongado de certos antibióticos, que num futuro próximo, acabariam por encontrar resistência nos doentes,

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Profissionais de saúde deram a conhecer a sua experiência neste hospital lembrando a redução em cerca de 80 por cento: da utilização de alguns antibióticos no hospital. Entre os métodos avançados pelo clínico que esteve no Hospital de Santa Maria em Lisboa, antes de chegar a Vila Franca, o simples facto de se tomar banho com uma solução impregnada numa esponja, reduz as infeções no bloco operatório. E sendo esta apenas uma das etapas, acaba por ser

também um passo importante na reação à cirurgia, que é fornecida aos doentes através de um kit próprio. Simples ato de lavar as mãos é vital para se evitarem infeções hospitalares Para José Neves, outra das questões fundamentais, é a desinfeção das mãos. O infeciologista

considera esta uma matéria fundamental, e alerta para alguma resistência dos profissionais de saúde para esta medida. Para o responsável, há clínicos que ainda resistem a este simples ato. Existe, na opinião do médico, mais resistência nos médicos do que nos enfermeiros, mais cumpridores neste aspeto. Seguemse os auxiliares. Nos dois últimos lugares, estão os médicos e por

fim os técnicos de saúde. Por outro lado, e de modo a haver um tratamento mais eficaz, o clínico defende “unidades de saúde integradas com centros de saúde e hospitais como o caminho a seguir”. José Neves vinca que “temos de deixar de ter o hospital para um lado, e o centro de saúde para o outro”, sublinhando a integração de resultados como desejável, nomeadamente, através dos exames feitos nas diversas unidades de forma mais fácil para que todos os clínicos dos vários hospitais e centros de saúde possam ter acesso, algo que não acontece por exemplo com doentes que saem do Hospital de Santa Maria, onde o médico se queixa de não ter acesso aos resultados de microbiologia. A iniciativa versou também o programa da Diabetes Infantil, implantado no Hospital de Vila Franca de Xira. Coube a Patrícia Nascimento, Enfermeira Chefe do Serviço de Pediatria, explicar tudo o que foi feito até à data para diagnosticar e tratar os casos que aparecem nesta unidade hospitalar. A pedagogia, associada à

doença, é muitas vezes o caminho para tratar as crianças da área de referência do hospital. Pedro Bastos, Presidente da Comissão Executiva do Hospital, salientou a dificuldade em escolher os projetos para debater e mostrar à comunidade. O responsável vinca que a preocupação da administração são os utentes, num conjunto de cerca de 250 mil pessoas oriundas dos concelhos que a unidade hospitalar abrange. Pedro Bastos lembra que tanto o hospital com o ACES e as autarquias, têm como preocupação, prestar “os melhores cuidados de saúde possíveis”. Alexandre Lourenço, Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, aproveitou o momento para desafiar os profissionais do Hospital de Vila Franca de Xira a publicar os projetos agora apresentados na revista da associação “para todos conhecermos”. Aproveitando o momento, sugeriu que colegas de outros hospitais, pudessem aproveitar um pequeno estágio em Vila Franca, para apreenderem um pouco dos projetos ali implantados.

Pedro Santana Lopes relança Alverca como opção para aeroporto presidente do Partido Aliança, Pedro Santana Lopes, é da opinião de que Alverca poderá ser uma solução para o novo aeroporto de Lisboa. O responsável considera mesmo que não encontra razões para que “o Montijo seja preferível”. Santana Lopes esclarece que o aeroporto complementar ao de Lisboa deve ficar situado em Alverca, vincando que tal terá ganhos ambientais .

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Para o presidente do Aliança, “Alverca é a solução mais lógica e racional”, acrescentando que a cidade ribatejana “sempre foi reconhecida como uma excelente localização para um aeroporto pela sua proximidade a Lisboa”, lembrando também as boas acessibilidades àquela localidade do concelho de Vila Franca de Xira. Para Santana Lopes, a implementação da nova pista em Al-

verca preserva a hidrodinâmica fluvial e reduz as emissões poluentes sobre a população. O líder da Aliança salvaguardou que o partido não fará uma proposta nesse sentido, mas vai apelar ao Governo e Assembleia da República para que reveja a opção Montijo. Entretanto, o Governo através do secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Sou-

to Miranda, já alertou que esta solução avançada por Santana Lopes, seria “um grave atentado ambiental” e “um desastre financeiro”. O secretário de Estado lembra que a questão não é nova, e que o país a tem vindo a discutir há vários anos, desde o tempo em que a Ota era a solução apresentada pelos vários governos, e destaca que em termos ambien-

tais, no caso de o aeroporto ir para o Montijo “o impacto será muito mitigado”. No entanto esta é uma discussão que continua na ordem do dia. Em janeiro passado, Alberto Mesquita defendia ao Valor Local a utilização da pista da antiga base aérea de Alverca para aviação executiva, mesmo após o anúncio do novo aeroporto no Montijo. Sobre Alverca, o autarca revelou

que tem mantido a ideia de aproveitar a pista para a aviação executiva, nomeadamente, para quem tenha o seu próprio avião, e para “quem quer chegar a determinados locais sem as grandes dificuldades da Portela que já não consegue acolher estes voos”, que na opinião do autarca podem passar para Alverca que já tem alfândega e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras.


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Benavente

Moradores à beira de um ataque de nervos por causa do ruído da Silvex Sílvia Agostinho empresa do setor dos plásticos Silvex, localizada na Quinta da Brasileira em Benavente, está a deixar os vizinhos de nervos em franja, pelo menos é o que assegura Joaquim Duarte, residente na área em causa. O caso não é novo, e prende-se com os níveis de ruído produzidos pela fábrica, dia e noite, que “não deixam os cerca de 30 moradores -que habitam o mesmo bairro - ter sossego”. A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo já mediu o nível de intensidade de ruído. O problema é reconhecido pelos vários agentes, Câmara Municipal incluída, mas não há fim à vista para o incómodo provocado pela empresa, que na mesma medida que tem aumentado a sua área de produção, “tem vindo a causar cada vez mais transtorno à população”, segundo o morador. Numa das últimas reuniões de Câmara, o tom de angústia e de desespero por parte do munícipe que vive nas imediações da empresa, Joaquim Duarte, foi de tal ordem que este sugeriu a Carlos Coutinho, presidente da Câmara, que lhe comprasse a casa, para poder sair do local e refazer a vida noutras condições. Joaquim Duarte refere que a população da Quinta da Brasileira foi vítima de uma certa forma de estar do poder local que nos anos 90 deixou uma indústria daquele género instalar-se nas condições em

que ali vivem, sobretudo casais, estão a ter cada vez mais problemas.” O munícipe referiu ainda que os camiões que circulam no local provenientes da empresa têm destruído passeios e bermas impunemente. No entender do munícipe, o “descaramento” da empresa chega ao ponto de ter sugerido uma “medição do ruído” no dia de Natal. Face aos desabafos do morador, o vereador referiu que vai de imediato contactar a empresa para perceber quais os passos que já foram dados, e os que vão ser tomados para que a situação se resolva.

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Silvex fala em apenas um queixoso Morador diz que população foi enganada pela Câmara de Benavente causa num loteamento pensado para “quintinhas com moradias unifamiliares”. Foi dito naquela altura que “a fábrica não traria qualquer punição para os moradores que já eram anteriores no local à Silvex”, mas o que se constata “é uma total falsidade face ao que foi transmitido à época”. “Se soubesse que a empresa atingiria aquele nível de desenvolvimento não teria ido para lá”. O morador diz mesmo que se a Câmara não tivesse alienado dois lotes a favor da instalação daquela indústria, não se estaria a falar deste prejuízo para as populações. “Já tive vi-

sitas em minha casa, e tivemos de sair para um pinhal porque toda a gente estava a sentir-se muito desconfortável”, ilustrou. Em reunião de Câmara, o vereador com o pelouro das obras, Hélio Justino referiu que a administração da Silvex está preocupada com o estado de coisas, e a estudar uma resolução para o caso, mas Joaquim Duarte argumentou que não há interesse nenhum da empresa, e que um dos administradores até o tratou mal. A empresa no seu entender não quer “colocar um ponto final no pesadelo dos moradores”, e diz mes-

mo que nas deslocações da CIMLT ao local, vezes houve em que a empresa desligou “ventiladores e máquinas”. “Não sei se isto é coincidência ou não, mas não deixa de ser estranho”. Por tudo isto “estamos todos defraudados com a Câmara Municipal de Benavente”. Recorde-se que a Silvex obteve a ampliação das suas instalações em 2017 através da alteração do PDM para aquela zona em 2015, com a promessa de criação de 28 novos postos de trabalho. “A fábrica está com um desenvolvimento brutal, desde 2017, e as pessoas

Contactada a Silvex, o diretor desta empresa, Paulo Azevedo, refere que tem tomado diversas medidas no sentido de minimizar os níveis de ruído, e que neste momento “esta questão encontra-se completamente sanada”. “Cumprimos rigorosamente os parâmetros indicados por lei”. O diretor da Silvex convida ainda a nossa reportagem “para que averiguem in loco que o ruído é mínimo, e que não faz qualquer sentido o que é apontado à Silvex”. Paulo Azevedo diz ainda que este problema é de apenas uma pessoa não tendo conhecimento de outros queixosos- “Possivelmente será uma pessoa mais sensível ao ruído.

Costureiras do Porto Alto vestem crianças desfavorecidas em África Diogo Ribeiro Mendonça aura Leal está à frente de um projeto de costura solidária, sediada no Porto Alto, para crianças desfavorecidas. Laura Leal integra a Organização Não Governamental (ONG) “Dress a Girld Around the World” que já conta com mais de 500 mil vestidos entregues em 81 países. Chegou a Portugal em julho de 2016 por via de Vanessa Campos que se juntou a outros voluntários que, em conjunto, trabalham exclusivamente para África, propondo assim a ideia a alguns ateliês de costura, um deles o de Laura Leal, que também recebeu todo o apoio da fundadora da causa no nosso país. Laura e um conjunto de amigas juntaram-se à ONG em fevereiro deste ano, e já possuem mais de 300 peças feitas. Serão encaminhadas para entrega dia 29

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de abril para, finalmente, serem doadas às crianças de países menos desenvolvidos. Quem não sabe costurar mas quer contribuir para este trabalho solidário pode fazê-lo através da doação de material de costura (linha, tecido de algodão, elásticos). Laura adianta que o grupo tem recebido diversos donativos. “Precisamos mesmo da ajuda das pessoas para continuar a fazer isto”. Apesar de a roupa do ateliê de costura do Porto Alto ainda não ter sido entregue em África, revela que ao ver fotografias de crianças, após terem recebido uma peça costurada – a tantos quilómetros de distância – a esboçarem um sorriso, a sensação com que fica é a de gratificação: “Este projeto só nos traz coisas boas”. As últimas peças enviadas foram para Moçambique, mais

precisamente para a fustigada região da Beira. “Seguiram 22 malas carregadas de vestidos e calções entregues diretamente”. O ateliê possui 19 costureiras, algumas já antes reunidas, outras que se juntaram, pela utilidade social do projeto. Reúnemse dois dias por semana e fazem as peças que são exclusivamente para doação. Laura Leal diz mesmo que a parceria vai continuar em frente, independentemente do trabalho e do tempo que se demora na execução de todas as peças de roupa, que são ainda acompanhadas do envio de roupa interior como cuecas e boxeurs. Tudo em prol desta causa que veste crianças desfavorecidas e lhes coloca um sorriso no rosto. Dia 25 de maio todas as costureiras do país pertencentes à organização vão estar reunidas, pela primeira vez, na vila da Murtosa.

Um trabalho de amor e muita solidariedade

Compreendemos. Mas essa pessoa terá necessariamente de ver a sua vida, porque não tenho conhecimento de outras queixas”. Assegura ainda que nunca maltratou “o indivíduo em causa”, que já “entrou pelas nossas instalações a ameaçar com queixas na Câmara”. “Está no seu direito”, sentencia. Sobre as medições no dia de Natal, refere que a empresa labora nos restantes dias do ano, e que para ter lugar essa ação “a Silvex, como qualquer outra empresa, teria de ser ressarcida por parar a produção, para que as entidades atendam às necessidades desse morador”. “É como seu eu agora fosse para o pé da Auto-Europa pedir para que deixassem de trabalhar porque me incomodam”. Paulo Azevedo diz ainda que a Silvex emprega 250 pessoas, que paga impostos no concelho, e que sempre tratou de “cumprir” as suas obrigações no sentido de “não perturbar a população”. Quanto ao facto de Joaquim Duarte falar em 30 pessoas continua a assegurar que só sabe do caso daquele morador – “Se são mais pessoas tem de apresentar uma procuração que ateste isso mesmo, porque nunca vi mais ninguém a não ser esse senhor, não tenho outras reclamações oficiais, se ele representa mais alguém é de forma oficiosa”. O responsável diz ainda que antes de o morador ter ido para a Quinta da Brasileira já a sua empresa lá estava.


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Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta quer dar impulso à sua atividade Diogo Ribeiro Mendonça Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta já conhece os novos corpos sociais para os próximos dois anos de atividades culturais, desportivas e recreativas que tomou posse na noite de 29 de março, e a celebração dos seus 100 anos de atividade já está a ser pensada pelos seus elementos. João Heitor, a entrar no seu terceiro ano enquanto presidente da direção, conta-nos que na génese da criação da sociedade esteve o projeto da banda filarmónica que manteve a sua continuidade ao longo dos anos. A coletividade conta também com a recuperação da orquestra que surgiu com o desenvolvimento da escola de música, no fim de 2018, tendo sido já apresentada em 2019, a qual fará o espetáculo de encerramento da Festa do Vinho, no Cartaxo, dia cinco de maio. O presidente da coletividade revela também que está a ser levado a cabo um “trabalho de captação” para que haja mais integrantes na escola de música. A coletividade conta ainda com um grupo coral, e uma escola de karaté que, João Heitor, ambiciona que continue a ganhar prémios. Todas estas vertentes da coletividade revelam uma diversidade de faixas etárias, que se reflete ainda na proveniência dos seus elementos, cerca de 400 associados. Apesar de muita população da freguesia de Vale da Pinta participar nas atividades, “há muitas pessoas que são de outras freguesias – Pontével, Cartaxo, Azambuja”. Afirma o presi-

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Banda filarmónica é um dos ex-libris da coletividade

dente da direção que “felizmente temos muita gente de fora de Vale da Pinta que se sente aqui bem e que participa diariamente”. A Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta tem comemorações já agendadas para os 45 anos do 25 de abril como uma caminhada aberta a todos os que queiram participar, e o início de um torneio de sueca

que se vai prolongar pelo mês de maio. No horizonte estão já as comemorações dos cem anos da coletividade. Há a vontade de que seja “uma festa digna, que valorize a sociedade cultural, e as pessoas que fizeram com que as coisas acontecessem”. Segundo João Heitor, os elementos desta associação vão trabalhar no que é a memória da

coletividade, com exposições sobre aquilo que foram os acontecimentos nos últimos cem anos, e faz um apelo à comunidade para que possa doar material que complemente o já existente como: fotos, indumentárias, e no fundo informação que se revele útil para este projeto do centenário. No que toca à condição financeira, o presidente diz que se en-

contra saudável, e explica porquê: “Periodicamente fazemos eventos com vista à recolha de fundos que nos permitem levar a cabo, à posteriori, os mais diversos projetos”, referindo ainda que seria “impensável depender apenas das quotas, até porque as despesas são bastantes”. João Heitor perspetiva para os próximos tempos a ambição de que a banda de música seja

uma referência “não só no concelho mas na zona envolvente”; a par da recuperação do grupo de teatro com vista à sua apresentação já no próximo ano; bem como a aposta na recuperação das instalações da chamada “Casa Velha”, a antiga sede da coletividade, de modo a que se dinamize esse espaço e que se dê uma “utilidade mais condizente com a sua história”.

Maior parque solar do país em Azambuja e Castanheira zambuja e Castanheira do Ribatejo vão receber o maior parque solar fotovoltaico com armazenamento do país. O projeto é da EDP e será implantado na Exide Technologies, antiga Tudor, fabricante global de baterias. Este projeto prevê a instalação de duas unidades de produção solar fotovoltaica, com uma ca-

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pacidade total de 3,8 MWp, para autoconsumo nas suas instalações em Castanheira do Ribatejo e Azambuja. O parque vai abranger 20 mil metros quadrados de terreno, sendo que as centrais vão ter mais de 10 mil painéis solares e estarão operacionais no primeiro trimestre de 2020. A energia produzida pelo siste-

ma será suficiente para abastecer mais de duas mil residências, cobrirá parte da eletricidade consumida pelas duas instalações da Exide, permitindo uma poupança anual significativa na conta de energia da empresa. Esta implantação evitará segundo a EDP “a emissão de 31 mil toneladas de dióxido de carbono”. As baterias usadas no parque

serão fabricadas pela Exide e carregadas pelos painéis solares, sendo que a energia excedente será armazenada e injetada na rede, principalmente, na altura do verão, quando o consumo de energia da central é menor. A EDP explica ainda que o investimento será integralmente coberto por esta empresa, que por

sua vez vai vender a energia solar produzida no local à Exide. O contrato tem a duração de 15 anos, sendo que cabe à EDP a manutenção e monitorização em tempo real da central. No fim do contrato a central tornar-se-á propriedade do cliente. A empresa de Energias de Portugal explica ainda que este tipo de sistema vai tornar possível a

conversão das renováveis, como vento ou solar, em fontes de energia mais estáveis e resilientes, e acrescenta que este será o primeiro projeto de eficiência energética levado a cabo pela Exide Technologies, que será implantado no local de fabrico, a fim de avaliar a replicação de projetos similares noutras instalações pelo mundo.


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Azambuja solidária com menino de Algueirão com doença rara Diogo Ribeiro Mendonça o dia 11 de maio, no Pavilhão do Centro Cultural e Recreativo dos Casais dos Britos, Azambuja, vai decorrer um evento solidário a favor de Santiago, uma criança de Algueirão, com uma doença rara e sem apoios. Os pais não conseguem cobrir os encargos face a todas as terapias necessárias. Neste momento, Patrícia Faria, a mãe, recebe um único apoio do Estado no valor de 60 euros mensais. Revela que o Santiago se integra no 4º escalão e que não chega sequer para pagar a terapia mais barata, a hipoterapia, que por mês custa 110 euros. A criança foi diagnosticada com síndrome da duplicação MECP2, que provoca atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo, entre outras complicações. Patrícia Santos, azambujense, que está na organização do evento, tomou conhecimento da situação deste menino através da página de facebook “Juntos Pelo Santiago”: “O caso dele despertou-me a atenção pois precisa de muitas ajudas, e de diversas terapias por mês, demasiado caras”. Já tinha contactado a mãe, em dezembro, para uma venda de Natal onde angariaram bens para que

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depois a verba revertesse a favor do Santiago. No entanto ficou indignada com a exigência do pagamento do aluguer do pavilhão para uma causa solidária, que, a juntar-se ao corte do apoio do Estado para a realização de uma terapia em Alcoitão, motivou Patrícia Santos a organizar este evento solidário. Patrícia Faria, a mãe, diz-nos que nem pensou duas vezes, “É uma ajuda bem-vinda. Ficámos muito aliviados”, pois as terapias podem ultrapassar os mil euros por mês. Cada sessão custa em média 40 euros por hora, sendo que “o Santiago no mínimo fará sempre duas horas, todos os dias úteis, das mais variadas terapias, fisioterapia, terapia da fala, entre outras”. Os pais de Santiago optaram por fazer o adiantamento da matrícula para que consiga ser um pouco mais autónomo, sendo que estão otimistas com a informação dos terapeutas, segundo a qual daqui a um ano já conseguirá andar. Para já, Santiago gatinha, o que já é uma evolução decorrente dos processos terapêuticos, pois à mãe, foi-lhe dito quando diagnosticado, que o menino ficaria em estado vegetativo. Há estudos a decorrer na França

Criança necessita de mais apoios para as suas terapias

e na Bélgica, mas o que se encontra mais avançado está a ser levado a cabo nos Estados Unidos da América, financiado por pais de crianças com este problema, mas seria necessário estudar mais

crianças para se registarem novas evoluções. Patrícia Faria gostaria de levar o Santiago aos Estados Unidos, mas ser-lhe-ia impossível pois, apesar de a TAP lhe ter chegado

Semana Floresta levou 1400 crianças de Alenquer e Cadaval à Serra de Montejunto História infantil prendeu as crianças presentes

inis Rato é o orgulhoso pescador de um Siluro com cerca de 18 quilos e um metro e cinquenta e três centímetros. A pescaria ocorreu entre Salvaterra de Magos e Benavente no rio Tejo e segundo Dinis Rato, demorou cerca de uma hora a “tirar o peixe da água porque deu muita luta”. O que valeu a Dinis, foi a ajuda dos amigos Dário Miguel, Alexandre Coelho, Leonardo Marra e Ricardo Baixito, que compuseram o “quinteto” responsável por esta captura à corda a 5 de abril passado. Este não é o primeiro siluro que Diniz e os amigos apanham no Tejo. Nos seus registos, Dinis já apanhou três outros siluros, que atingem em média um metro e meio e podem pesar até 20 quilos. O pescador refere que esta é uma espécie invasora, que tem vindo a descer o Tejo e alerta mesmo para a sua existência perto da praia doce em Salvaterra de Magos. O animal tem uma dimensão significativa, e garante Diniz Rato que o peixe agora pescado consegue até engolir um sapato de um homem. Agora, Diniz e os amigos vão preparar este peixe, sobretudo para “fazer filetes ou caldeirada”, algo bastante apreciado pelo grupo.

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ecorreu, entre 28 de março e 5 de abril, a 18ª Semana da Floresta, iniciativa que levou à Serra de Montejunto um total de 1400 participantes, designadamente crianças do pré-escolar e primeiro ciclo dos concelhos do Cadaval e de Alenquer. “Perdidos na Floresta – O Conto da Floresta Encantada” foi o tema de base desta 18ª edição da Semana da Floresta, uma vez mais promovida pelos dois municípios. A partir da adaptação do conhecido conto da tradição oral – “Hansel e Gretel” (recolhido pelos célebres irmãos Grimm), uma equipa de funcionários voltou a dinamizar e a teatralizar uma estória, em pleno meio florestal. Para Fátima Paz, vice-presidente da Câmara do Cadaval, a atividade foi do agrado de todos, sendo que o estado do tempo apenas inviabilizou a tarde do último dia. “Queremos que este espaço continue a ser o ex-libris natural do nosso concelho e também de Alenquer”, adiantou a autarca. “Há três anos, convidámos Alenquer porque sendo este espaço pertencente aos dois municípios, deveriam ambos estar envolvidos. A partir do momento em que aceitaram, estamos a trabalhar em conjunto”, observa.

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a oferecer as viagens, revela que “o problema é que o sistema de saúde deles não é igual ao nosso, mas cá em Portugal como é uma doença rara e não há estudo, nem os próprios médicos sabem como

lidar com isto”. A decorrer no pavilhão dos Casais de Britos, com grupos como as sevilhanas Las Hermosas, Kenpo, e até Maria Leal, entre outros participantes presentes no cartaz, o facto de se tratar de um espetáculo de solidariedade, segundo a organização, facilitou na organização. Patrícia Santos refere a comparticipação de artistas que não podem vir, como é o caso de Quim Barreiros, mas que enviou 50 CD’s para venda na Ávinho, e, consequentemente, o reverter das receitas para a causa do menino de Algueirão. Patrícia Santos diz que “todo o dinheiro reverte a 100 por cento para o Santiago”, que será reunido através do pagamento da entrada e da comida. A organizadora confessa que retira destas experiências “grandes lições de vida”. Patrícia Faria frisa que estes eventos são importantes pois ajudam à realização das terapias, que são fulcrais nesta idade pois consegue-se obter mais ganhos. O facto de o Santiago não sofrer regressões, com melhorias progressivas e visíveis, deixam a mãe esperançosa um futuro melhor e mais autónomo para o Santiago.

Azambuja entrega prémios do concurso literário Câmara de Azambuja vai realizar, no dia 25 de abril, a cerimónia de entrega de prémios do XII Concurso Literário de âmbito concelhio. O evento terá lugar pelas 15h30, no Auditório da Casa do Povo de Aveiras de Cima. Serão atribuídas perto de quatro dezenas de distinções, entre vencedores e menções honrosas nas várias categorias – poesia, conto, crónica e banda desenhada. Na ocasião, será, igualmente, distribuída aos participantes do concurso 2017/2018 a publicação com os trabalhos vencedores dessa edição. Além de celebrar a instauração da democracia em Portugal, com destaque para a conquista da Liberdade de Expressão, a Câmara Municipal de Azambuja pretende com este evento assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se comemora a 23 de abril. A cerimónia municipal associa-se, ainda, às comemorações do 25 de abril promovidas pela Junta de Freguesia de Aveiras de Cima e contará dois momentos musicais interpretados pela Orquestra da Filarmónica Recreativa de Aveiras de Cima. De referir que este concurso é dinamizado pela Rede de Bibliotecas Municipais de Azambuja em articulação com as bibliotecas dos 3 agrupamentos de escolas. Os objetivos passam por fomentar o gosto pela leitura, estimular o espírito de iniciativa, desenvolver e incentivar a escrita criativa e divulgar o que de bom se escreve em todo o Concelho de Azambuja. Entre os critérios avaliados pelo júri do concurso estiveram, nomeadamente, a qualidade literária e a criatividade, a correção linguística, a organização e a coerência do texto.

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Laboratório Irene Lisboa está a ser um sucesso entre os alunos do concelho funcionar no Centro Escolar de Arruda há cerca de um ano, como parte integrante de um projeto piloto a nível nacional, o laboratório de ciências vocacionado para os alunos do concelho até aos 10 anos, está a ser um sucesso. A componente prática e de descoberta têm entusiasmado os alunos que assim aprendem ainda mais depressa os temas relacionados com as ciências da natureza. No dia da nossa reportagem, estudava-se a permeabilidade dos solos. Por ser um concelho agrícola, a escola tenta introduzir temáticas que possam estar relacionadas com a agricultura. No dia da nossa reportagem, um grupo de alunos do terceiro ano da escola de Arranhó marcou presença no Laboratório Irene Lisboa a funcionar no Centro Escolar de Arruda dos Vinhos. Os pequenos estudantes observaram o comportamento do solo humífero, arenoso e argiloso após a rega e tentaram perceber qual o mais adequado para a agricultura. Recolheram as amostras e através da observação fizeram as suas próprias constatações. Elisabete Carvalho, professora de Ciências, refere que os alunos têm especial apetência por estas atividades práticas- “São curiosos, sabem sempre muita coisa, não sei se pelas vivên-

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Para os alunos da escola de Arranhó foi uma manhã diferente no laboratório cias, se por outros fatores, mas no fundo constituem-se para nós como um desafio”. O laboratório é uma “mais-valia”. Tubos de ensaio, microscópios, e líquidos efervescentes são agora uma

realidade destes cientistas de palmo e meio. O laboratório recebeu um investimento de 20 mil euros pelo município, sendo que mais recentemente foi doado novo material. Experiências so-

bre a cor, o som, e a alimentação têm feito parte do currículo dos mais jovens do concelho. Lourenço é um dos alunos da escola de Arranhó. “Gosto de fazer estas atividades, penso que

a resposta ao desafio é o argiloso”. A questão era qual o solo mais adequado para a agricultura. O Lourenço não acertou. Pensava que era o argiloso porque já viu aquele tipo de mate-

rial que faz lembrar o barro no sítio onde vive. A resposta certa era: o humífero, por ser o que tem mais nutrientes. Já a Melissa diz-se uma entusiasta destas aulas. “Até gostava de ser cientista!”, confessa- “Nestas aulas aprendemos mais, é muito engraçado, gosto bastante de fazer as experiências”. A componente da agricultura nestas experiências em laboratório é interessante para si, e conta que até tem uma horta e que gosta muito de comer vegetais. João Raposo, diretor do Centro Escolar de Arruda, faz um balanço positivo desta nova valência, em que “os alunos podem visualizar e experimentar”, traduzindo-se “numa riqueza em termos de aprendizagem”. O Laboratório Irene Lisboa será alvo de um debate nas Jornadas da Educação em que será dado a conhecer este projeto-piloto. Os próprios alunos têm sido cada vez mais exigentes no que toca às experiências neste laboratório. A assimilação dos conteúdos teóricos torna-se mais fácil, mas o laboratório propicia ainda uma transversalidade com outras disciplinas como o Português, e a Matemática. A professora da turma, Maria da Luz, enfatiza também esta componente prática. “O aspeto do laboratório, vir aqui para este contexto, proporciona logo outro entusiasmo”.

ACES Estuário do Tejo Unidade de Saúde Pública

Saúde Pública Pediculose À primeira vista, poderíamos pensar que “pediculose” se refere a alguma doença ou malformação dos pés, mas não. A pediculose é a infestação da pele, cabelos e pelos do corpo causada por piolhos. O “Pediculus humanus capitis” é responsável pelo tipo de pediculose mais frequente. Os piolhos da cabeça são insetos que se caracterizam pelas suas reduzidas dimensões, entre 1 a 4 mm de comprimento, e pela sua necessidade de parasitarem a pele humana para sobreviverem: picam a pele e alimentam-se do sangue que chupam, depositando os seus ovos nas raízes dos cabelos. Quando estes insetos picam a pele, introduzem uma substância irritante que origina um intenso prurido (comichão) e, caso estejam infetados por outros microrganismos, podem transmitir determinadas doenças infeciosas, como, por exemplo, o tifo. Os piolhos não voam nem saltam, pelo que tem de existir contacto direto para que ocorra contágio. A melhor maneira de descobrir os piolhos é pentear o cabelo molhado com um pente especial, uma boa luz e um fundo branco. O piolho adulto fêmea tem o tamanho de um grão de sésamo e é de cor negra ou castanha avermelhada. Os ovos são depositados sobretudo atrás das orelhas ou na zona posterior da cabeça. A pediculose é, infelizmente, um fenómeno que tem vindo a aumentar, em particular nas escolas e quando a temperatura aumenta. Alguns especialistas apontam como causa os mitos associados a esta situação, nomeadamente que a presença de piolhos é sinónimo de falta de higiene, o que não é verdade. Os piolhos não são esquisitos, gostam de cabeças e pronto! E não querem saber se estão limpas ou sujas (embora, curiosamente, existam estudos que apontam para uma maior suscetibilidade das “cabeças limpas”). É por vergonha que muitos pais não avisam as escolas da descoberta de piolhos nas cabeças dos filhos e cada dia que passa, sem combater o contágio, é mais um passo em frente rumo ao descontrolo da infestação. A infestação por piolhos é a doença mais frequente na infância a seguir à constipação, sendo inclusive mais frequente do que as restantes infeções da infância juntas. Apesar do piolho não ser um reconhecido vetor de doença, a sua infestação origina um grande desconforto físico e adicionalmente psicológico, dada a sua conotação negativa inerente ao problema social, resultante do potencial absentismo escolar e laboral. A prevenção passa por aconselhar as crianças a não partilhar objetos tais como pentes, escovas, ganchos, chapéus e peluches, pois os piolhos podem viver por mais de dois dias nesses objetos; inspecionar a cabeça das crianças com alguma regularidade e estar atento sobretudo às zonas mais húmidas e quentes, tais como a nuca e atrás das orelhas. O tratamento geralmente consiste em aplicar um produto antiparasitário apropriado, sendo aconselhável aplicar também nos restantes membros da família; Lavar a 60 °C escovas, pentes e todas as peças de roupa que estejam em contacto direto com a cabeça, tais como bonés, toalhas de banho, roupa de cama. Se o material não suportar esta temperatura, deve ser fechado num saco de plástico hermético durante 2 semanas (tempo necessário para os piolhos e/ou ovos morrerem). A Unidade de Saúde Pública vem deste modo pedir a colaboração de todos, nomeadamente aos pais, que estejam atentos e avisem as escolas, que todos façam o tratamento, de preferência em simultâneo, devendo as crianças permanecer em casa, sempre que possível, em prol da sua saúde e da comunidade que as rodeia.

Vera Maximiano Enfermeira Especialista em Saúde Comunitária e Pública


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Ambiente 9

Município de Alenquer é dos melhores do país no tratamento dos lixos lenquer foi um dos quatro municípios do país distinguido com o “selo de qualidade do serviço de gestão de resíduos urbanos ao consumidor”, atribuído pela ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e pelo Jornal Água e Ambiente. A entrega dos galardões decorreu durante o 13º Fórum Nacional de Resíduos, realizado no passado dia 11 de abril, no Museu do Oriente, em Lisboa, e para além de Alenquer distinguiu ainda os municípios de Ílhavo, Lisboa e Santa Maria da Feira, e as entidades INOVA e SIMAR de Loures. Na categoria “Selo de qualidade do serviço de gestão de resíduos urbanos entre entidades” foram distinguidas a Valorsul – entidade que gere os resíduos urbanos nos 12 municípios da região Oeste e a Valorminho. A Valorsul acrescentou ainda o prémio de Excelência de Serviço enquanto entidade. A entrega destes galardões visa identificar, distinguir e divulgar casos portugueses de referência, relativos à prestação do serviço de abastecimento público de água, saneamento de águas residuais urbanas e gestão de resíduos urbanos, avaliada nos termos dos vários ciclos de regulação da ER-

A

Cerimónia de entrega dos galardões

SAR. Os prémios e selos pretendem igualmente evidenciar a existência de um rigoroso sistema de avaliação dos serviços prestados aos consumidores e entre entidades, que passam a conhecer os prestadores do melhor serviço, bem como sensibilizar as entidades gestoras para as questões da qua-

lidade nas suas operações. Esta iniciativa é realizada com a colaboração de um júri do qual fazem também parte várias entidades representativas do setor, designadamente a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB), a Asso-

ciação Portuguesa dos Recursos Hídricos (APRH), a Associação para a Gestão de Resíduos (ESGRA), a Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais (APEMETA) e a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO). Para receber esta distinção é necessário cumprir diversos requisi-

tos, entre os quais 100 por cento de avaliação dos indicadores de qualidades do serviço aplicáveis; e mais de 70,0 por cento de avaliação boa ou mediana na totalidade dos indicadores de qualidade do serviço aplicáveis. O município de Alenquer congratula-se pela “atribuição desta distinção, considerando-a um motivo de

Maus cheiros no Valverde causados por ligações clandestinas do saneamento s cheiros nauseabundos na ribeira do Valverde, em Azambuja continuam sem fim à vista. O problema relaciona-se com ligações clandestinas que despejam os esgotos sem qualquer controle no coletor das águas pluviais, que vai dar por sua vez à ribeira. Ao Valor Local, o vereador do Ambiente, Silvino Lúcio, refere que já se procedeu

O

a microfilmagens nas ligações do saneamento na antiga Socasa, zona da manga, onde se descobriu que o coletor dos esgotos está ligado ao das águas pluviais. O autarca refere que já foram corrigidas algumas ligações, mas que ainda não se conseguiu aplicar o mesmo às que estão na manga. “Temos batido todas as

caixas de esgoto, mas ainda não conseguimos apurar qual a proveniência exata daquele foco”. O problema é que em tempos aquando da construção da urbanização da Socasa, “foram feitos anexos com a colocação e casas de banho com ligação ao ralo das pluviais, e agora temos de ir porta a porta para tentar decifrar a causa”.

Um problema ambiental ainda sem fim à vista

orgulho, e o reconhecimento das políticas do município, e do seu investimento na área ambiental”. “Este resultado é também fruto do trabalho de proximidade efetuado junto da empresa prestadora de serviços que efetua a recolha, a RECOLTE, e do empenho e dedicação de todos os trabalhadores do município”, diz a autarquia.


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Cartoon Xira de 2019 está de regresso a Vila Franca de Xira té ao próximo dia 21 de julho, está patente no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira mais uma edição do “Car-

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toon Xira”. A edição de 2019 celebra 20 anos de existência e volta a mostrar os melhores cartoons de 2018 produzidos em

Portugal. Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira dedicada ao desenho humorísti-

co, e integra este ano o programa das comemorações dos 45 Anos do 25 de Abril do município.

Está de portas abertas mais uma edição da Cartoon Xira

Ao Valor Local, Alberto Mesquita, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, dá a conhecer que em 20 anos, participou em praticamente todas as edições. “Devo dizer que esta é provavelmente uma das melhores exposições que assistimos até aos dias de hoje ”, refere o autarca, destacando o trabalho do curador António Antunes, um cartoonista vilafranquense, que há duas décadas dá “voz” ao que de melhor se faz ao nível de cartoons nacionais e internacionais. Alberto Mesquita refere também, que tem vindo a acompanhar o crescimento deste certame que este ano tem como artista convidada Marlene Pohle, que apresentou um total de 100 desenhos realizados em Vila Franca de Xira, durante as Festas do Colete Encarnado no ano passado. A exposição “Ao Correr da Pena” é o resultado dessa presença e do trabalho realizado nesses dias, em que esta artista colocou nos seus cartoons as personagens e os sítios mais emblemáticos da cidade. Alberto Mesquita destacou o

trabalho de Marlene Pohle, sustentando que só as peças da artista “dariam uma outra exposição”. O presidente da autarquia refere igualmente que o trabalho da argentina Marlene Pohle, retrata algumas das pessoas mais carismáticas de Vila Franca de Xira “que a artista teve a generosidade de nos doar”. O autarca salienta que a edição deste ano é rica em cartoons, também porque o ano de 2018 “teve incidências tão vastas que deu oportunidade à criatividade dos cartoonistas presentes”. Nesta edição de 2019, voltam a estar presentes trabalhos realizados por dois cartoonistas vilafranquenses, António Antunes, que comissaria a exposição, e Vasco Gargalo, a que se juntam José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Cristina Sampaio, António Jorge Gonçalves, António Maia, Rodrigo Matos, Henrique Monteiro e Cristiano Salgado. A Cartoon Xira está patente até 21 de julho no renovado Celeiro da Patriarcal e é de entrada livre. Veja esta reportagem em vídeo em: www.valorlocal.pt


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12 Destaque

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Região fica a ver passar os comboios no passe a 40 euros Sílvia Agostinho a estação da CP de Azambuja, os utentes dos comboios com quem falámos estão indignados com o facto de não terem acesso ao passe a 40 euros. A solução passa nos dias que correm por tirar dois passes um até Castanheira e daí até Lisboa, tendo em conta que uma fatia considerável de utentes da CP viaja todos os dias até à capital para trabalhar ou estudar. A partir da Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, já se torna mais barato, e é aplicável a modalidade do passe a 40 euros. José Gaspar e Teresa Gaspar só viajam de comboio ocasionalmente. Carregaram o cartão com três euros cada um. Ou seja no final do dia terão gasto 12 euros para uma deslocação de ida e volta a Lisboa. Mesmo assim há vantagens por ser mais cómodo para as deslocações, na opinião destes utentes, apesar do preço. “Não compensa ir de automóvel tendo em conta sobretudo a questão do estacionamento”, refere José Gas-

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par. Já Maria Fernanda também passageira ocasional da CP é da opinião de que o serviço ferroviário “não funciona muito bem”. “Estamos bastante mal servidos, acho ótimo que facilitem os utentes no que respeita aos bilhetes, mas deveriam simplificar a venda dos títulos”. “Não consigo tirar bilhetes naquelas máquinas”, confessa. Estudante universitária, Jéssica Santos, refere que já usufrui de um desconto no passe, que fica nesta altura a 51 euros, mas se pudesse pagar apenas 40 não deixaria de ser “interessante”, segundo as suas palavras. A nova medida do Governo tem sido motivo de conversa entre si e os colegas, pois alguns chegam a pagar 70 euros, os quais também frequentam o ensino superior em Lisboa, vindos de Azambuja. Alla, cidadã estrangeira a residir em Azambuja, já sabe que terá de carregar o passe duas vezes, uma até Vala do Carregado e a partir daí até Lisboa, para conseguir pelo menos o passe a 40 euros

Para o autarca de Azambuja ainda há uma janela de esperança embora diminuta

numa parte considerável do trajeto. Se pudesse usufruir desde já dessa possibilidade do passe a 40 euros no local de embarque ou seja Azambuja, “seria um espetáculo para depois conseguir ir a outros locais como Cascais, para passear, ou Alfragide para fazer compras”. Depois de muitas negociações, a Câmara de Azambuja não conseguiu garantir a entrada do concelho na primeira fase do passe social, que segundo o Governo abrangeu 85 por cento da população portuguesa. A partir de maio, entra a segunda fase dos passes sociais tendo em conta as verbas canalizadas para as comunidades intermunicipais, que no caso da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) teve de repartir o bolo dos 15 milhões com outras regiões do país, cabendolhe no âmbito do Fundo Ambiental pouco mais de 1 milhão de euros. A Câmara de Azambuja ainda tenta encontrar um regime de excecionalidade no seio da AML mas as negociações não produziram

até à hora de fecho desta edição os frutos esperados. O Valor Local enviou à AML várias questões sobre o acesso dos municípios da região ao passe a 40 euros mas não obteve resposta. Depois de uma reunião de Câmara, em que Silvino Lúcio, vereador com o pelouro dos transportes, apontou o dedo à forma como alguns municípios da CIMLT estavam a lidar com esta questão, demonstrando pouca ou nenhuma solidariedade entre eles, Silvino Lúcio refere que a CIMLT se encontra na expetativa quanto ao que a região ainda poderá conseguir neste aspeto. Sendo certo que numa primeira fase foi contabilizado um número muito inferior de utentes da CP face ao real, o que obrigou a um atraso, e a um refazer de contas. Espera-se que tudo esteja pronto até maio para que depois se possa negociar. O vereador acredita que se consiga abrir uma janela de esperança, porque “não faz sentido que da Vala do Carregado até Lisboa, Sintra ou Cascais, se pague 40 euros para o universo de toda a área metropolitana, (18 conce-

lhos), e de Azambuja até à Vala do Carregado sejam 29 euros”. O autarca continua a depositar esperança em possíveis boas notícias, pese embora Azambuja ter perdido o comboio, se assim podemos dizer, nesta primeira fase dos passes sociais. Silvino Lúcio não quis revelar o que está em cima da mesa, e adiantou que com o seu desabafo “não pretendeu ferir suscetibilidades dos colegas da CIM”. O autarca diz que está à espera do resultado das últimas reuniões entre CIMLT e AML. “Se necessário falaremos com o secretário de estado adjunto do primeiro-ministro e secretário de Estado da Mobilidade dando a conhecer as nossas frustrações, os desabafos da população, e os abaixo-assinados”. Se as negociações se revelarem infrutíferas de todo, a Câmara estará disponível para proceder a uma forma que apure o número de cidadãos do concelho que todos os dias apanham comboio para os outros concelhos da AML com passe social, de forma a Câmara negociar diretamente com a CP, alocando uma verba municipal em

conjunto com o que lhe couber via CIMLT do bolo de um milhão de euros, desde que dê os 29 euros por pessoa. Essa estimativa ainda não existe, e a questão terá de passar por uma espécie de recenseamento. A CIMLT deverá entregar ao município de Azambuja uma verba de 9 euros por pessoa, ficam a faltar outros 20 euros. Numa fase inicial, falou-se numa verba de 400 mil euros por parte da Câmara, mas segundo Silvino Lúcio pode passar a metade, porque imaginando-se a simulação: “Poderemos financiar em 10 ou 20 euros, conforme o que se apurar quanto aos fluxos de passageiros”. A Câmara teria assim de financiar em 150 mil a 200 mil euros. Mas em anos vindouros, o esforço financeiro das comunidades intermunicipais terá de ser superior, pelo que para o ano “o Governo terá de fazer um esforço significativo face a esta desigualdade quanto à distribuição das verbas do Fundo Ambiental”. Em 2020, os municípios que este ano foram chamados a colocar dos seus orçamentos 2,5 por cento, para o ano terão de corresponder com 10

Alla é uma das utentes que gostaria de beneficiar dos descontos proporcionados pelo Navegante


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por cento, e em 2021, 20 por cento. Silvino Lúcio refere que os 2,5 por cento significam 2 mil 230 euros. “Mesmo assim não será fácil igualar os passes a 40 euros, terá de haver muitas cedências e negociações”. A poucos meses das eleições legislativas, esta questão está a causar sério mal-estar entre as hostes socialistas concelhias. O presidente da secção do PS local, José Braz, escreveu na página oficial de facebook do PS um texto dirigido ao primeiro-ministro António Costa, no qual refere que as pessoas do concelho se sentem discriminadas, e que esta medida não se enquadra dentro dos princípios da igualdade e da liberdade: “Por que razão pode uma pessoa de Sintra ir comer uns chocos a Setúbal, uma de Setúbal ir comer um gelado a Cascais, tudo por 40 euros mensais e uma pessoa de Azambuja, no mínimo, e para ir trabalhar tem de pagar 69,90 euros.” E vai mais longe para se manifestar quanto à solidariedade ou falta dela por parte dos municípios: “Igualdade verificamos que não existe, a fraternidade, ou de outra forma próxima, a solidariedade para connosco também não existe, não fomos integrados e estão a resistir à nossa integração nos novos passes sociais”. Numa das últimas reuniões de Câmara, o vereador da CDU, David Mendes, reforçou que o esforço financeiro deverá ser obtido no conjunto dos concelhos que compõem a CIMLT, e não o município de per si. Já o vereador do PSD, Rui Corça, sublinhou que a Câmara pode quando muito assumir o custo dos passes para os passageiros que viajam entre Virtudes e Vila Nova da Rainha, e lançou ainda: “O Governo PS deixou de raciocinar com a cabeça nesta matéria quando chegou ao ponto de pensar que todos os concelhos devem pagar

esta fatura pela decisão da não privatização da Carris”. Benavente com 500 pessoas fora do passe social a 40 euros O concelho de Benavente, a par do de Azambuja, é o que no seio da CIMLT aglutina os maiores fluxos de passageiros, neste caso através da rodovia. Numa das paragens de autocarros de Samora Correia fomos encontrar às 10h00 da manhã alguns passageiros que aguardavam pelo autocarro para Vila Franca de Xira. Ficámos a saber que o bilhete de ida e volta

para Lisboa custa 4 euros 15 cêntimos. E que o bilhete de ida e volta para Vila Franca de Xira custa 2 euros e 40. Lúcia Magalhães e Angelina Simões não são utentes das carreiras diariamente, mas têm queixas- “Quando precisamos há sempre muitos atrasos”. Na mesma paragem de autocarros, Maria Cardoso desloca-se todos os dias para Vila Franca de Xira e confessa que o passe social a 40 euros podia dar jeito. Paga 50 euros e 50 cêntimos, mas um desconto de 10 euros até era bemvindo. “Conheço pessoas que apanham o autocarro que vêm de mais longe, e que pagam 100 e tal euros, que provavelmente gostariam de usufruir desse passe a 40 euros”. Por isso considera uma “injustiça” o estado de coisas. Já para não falar nas condições de conforto- “A Ribatejana não é lá muito viável nesse aspeto, tenho viajado de pé em muitas ocasiões”, para além disso “os autocarros são poucos e chegam atrasados”. “Já cheguei a estar 40 minutos à espera de um autocarro às dez e meia da noite que nem sequer apareceu. Tive de ligar a uma pessoa para me ir buscar a Vila Franca”, relata o transtorno, dando a conhecer, ainda, que já chegou atrasada ao trabalho “porque estava a contar com o autocarro que nesse dia não cumpriu o serviço”. Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente, relata que compreende o sentimento dos munícipes, mas que a CIMLT tem desenvolvido “um conjunto de esforços para que também na nossa comunidade possamos proporcionar o acesso ao transporte público em condições mais favoráveis”. A Autoridade Metropolitana não conseguiu até à data financiar o passe

Destaque 13

Maria Cardoso considera mau o serviço para a verba que paga social a 40 euros para outras regiões do país, pelo que Coutinho afirma-se mais taxativo do que Silvino – “Terá de ser a CIMLT a fazer esse esforço”. Contar com a AML nesta altura do campeonato já será carta fora do baralho. A comunidade intermunicipal encontrase a ultimar as contas tendo em vista a canalização de verbas para este desiderato que passa por baixar o valor dos passes até onde for possível com as operadoras, depois de a matemática ter falhado numa primeira fase porque não se dispunha de dados corretos para o transporte ferroviário. Depois cada município de per si será convidado a alocar uma verba segundo o critério do número de população. A CIMLT tem esperança

de que em maio esses descontos possam ser uma realidade. Atualmente um munícipe do concelho de Benavente que se desloque todos os dias para Lisboa, com o passe mensal paga 150 euros, só na modalidade simples. Esse esforço pode chegar aos 180 nos passes combinados, ou seja, muito acima daquilo que é pago pelas pessoas que vivem num dos 18 concelhos da AML. Por estes dias, a solução passa por “os nossos munícipes tirarem o passe até Vila Franca e daí até Lisboa, o navegante”, o que equivale ao passe a 40 euros, o que já proporciona uma poupança. Coutinho refuta ainda que tenha existido “falta de solidariedade” entre os concelhos que compõem a

CIMLT ao contrário dos desabafos produzidos pelo seu colega autarca, Silvino Lúcio, vereador na Câmara de Azambuja. “O critério que vamos utilizar é tão só o de divisão deste encargo pelo número de população de cada um dos concelhos”. E exemplifica ainda – “Falta de solidariedade era se um presidente de Câmara quisesse alocar apenas em função do número de pessoas que andam de transporte público, e não vai ser dessa forma”, conclui. A verba ainda não é conhecida e as negociações decorrem com as empresas transportadoras. O presidente da Câmara não vê esta medida como feita à pressa em ano de eleições, mas algo com “grande alcance” e com um “sentido extraordinário”


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14 Destaque que neste momento pecará por ainda não se ter alargado a todo o país. “Será importante consolidarse para que não haja retrocessos, e nós enquanto comunidade continuaremos a lutar para conseguirmos as mesmas condições de igualdade”. Concelho de Vila Franca de Xira à espera de um desfecho para os passes rodoviários Apesar de beneficiar do passe a 40 euros, há algumas arestas para limar quanto ao valor que este título de transporte acarreta no que se refere a alguns serviços prestados pelos autocarros, já que as empresas transportadoras, neste caso, a Boa Viagem ainda não chegaram

a acordo com a Área Metropolitana de Lisboa para as carreiras provenientes de concelhos que fazem parte da Oestecim. É que no concelho de Vila Franca há quem apanhe autocarros na Castanheira, Vila Franca, Alhandra, Alverca, entre outras localidades, que partem de Alenquer rumo a Lisboa, e que não conseguem beneficiar do passe a 40 euros. Alberto Mesquita, presidente da Câmara de Vila Franca, refere ao Valor Local que esta é uma matéria ainda em estudo no seio da Área Metropolitana de Lisboa. “A informação que tenho é a de que vamos conseguir abarcar também esses utentes das carreiras inter-regionais, mas o trabalho está a ser desenvolvido pela comissão executiva da AML”.

O autarca concorda que seja “injusto e caricato” poder existir dois pesos e duas medidas para os passes sociais no mesmo concelho. “Mas também quero dizer que continuamos a trabalhar neste aspeto”. O município de Vila Franca já investiu dois milhões de euros no Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos. Quando questionado acerca do possível eleitoralismo desta medida, Mesquita refere que o “importante é o concretizar deste sonho, desta reforma para as pessoas, se coincide ou não com as eleições não me preocupa, os cidadãos ajuizarão da medida”. “Fico satisfeito por em tempo recorde termos realizado uma medida desta amplitude em Portugal”.

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Administrador da Boa Viagem fala em grande pressão e enorme desafio margem da assinatura de protocolos, no dia um de abril, para a redução do passe social entre os municípios que fazem parte da Comunidade Intermunicipal do Oeste (Oestecim) e as empresas de transporte rodoviário que operam na região, nomeadamente, o grupo Barraqueiro, o nosso jornal entrevistou o seu administrador delegado. O grupo Barraqueiro tem na sua esfera a empresa Boa Viagem com carreiras nos concelhos de Alenquer, Vila Franca de Xira, Arruda dos Vinhos, entre outros. As negociações com a Oestecim terminaram a contento das duas partes. Martinho Santos Costa, administrador do grupo Barraqueiro, coloca em evidência as dificuldades que a medida do Governo António Costa está a acarretar quanto à diminuição do valor dos passes sociais. Este é um desafio muito grande e uma pressão a que as empresas estão a tentar adaptar-se. A reação da procura vai ser no futuro o fiel da balança, pelo que a expetativa é crescente. O empresário para já não fala em investimentos e melhorias a fazer no transporte rodoviário. Por outro lado, o concelho de Vila Franca de Xira naturalmente abrangido pela medida dos passes a 40 euros, por fazer parte da Área Metropolitana de Lisboa está a enfrentar alguns entraves tendo em conta as carreiras com partida de Alenquer com destino a Lisboa, em que a AML desconsidera para efeitos de passe a 40 euros os transportes que partem fora da coroa, como é o caso dos autocarros provenientes de concelhos que integram a Oestecim, nomeadamente, o alenquerense. Segundo Martinho Santos Costa, a questão terá de ser negociada entre a AML e a Oestecim. As negociações nesse âmbito ainda estão a decorrer, segundo as palavras de Alberto Mesquita ao nosso jornal, conforme já explicitado atrás.

À

Em Samora Correia, utentes queixam-se do serviço da Rodoviária

Administrador da Boa Viagem espera que a AML consiga chegar a bom porto para o caso de Vila Franca de Xira


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Autarcas da Oestecim querem mais verbas para 2020 desproporcionalidade na distribuição das verbas do PART deixou, por outro lado, muito desconfortáveis autarcas da região Oeste, e durante a conferência de imprensa promovida, no dia 01 de abril pela Oestecim, nas suas instalações nas Caldas da Rainha, era visível o sentimento de “menino caído nos braços” por parte dos autarcas, que viram ainda diminuída a verba, por parte do Instituto de Mobilidade Terrestre (IMT), no que concerne à subsidiação do passe para jovens. Aquela entidade que antes comparticipava os passes “sub 23” e o “4-18” em 25 por cento do custo total, agora apenas se dispõe a pagar 25 por cento de 70 por cento da verba total. A comunidade intermunicipal mostrou-se disponível para arcar com esta despesa até final do ano letivo, mas no ano que vem, anunciou que terá de colocar novamente as cartas na mesa, pois a continuar assim a Oestecim teria de comparticipar com verbas irrealistas a medida dos passes sociais. No próximo ano, e de acordo com o presidente da Oestecim, e presidente da Câmara de Alenquer, Pedro

A

Assinatura de protocolo entre o presidente da Oestecim e o administrador da Boa Viagem para as reduções dos passes sociais na região

Folgado, ao Valor Local, o Governo terá necessariamente de alocar mais verba às CIMS sob

pena de os valores atingirem custos demasiado incomportáveis para estas estruturas. Neste

ano, o Governo anunciou 104 milhões através do Fundo Ambiental: 73 milhões de euros só

para a Área Metropolitana de Lisboa; A Área Metropolitana do Porto fica com 15,08 milhões; e

o resto do país, Oestecim incluída, 15,9 milhões. Em declarações ao nosso jornal, o presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, André Rijo, fala numa pequena vitória, até tendo em conta que a Comunidade Intermunicipal do Oeste conseguiu reunir um conjunto de solidariedades entre os seus autarcas, que “não foi fácil”, para conseguir entrar a um de abril, com uma série de descontos nos passes sociais, embora ainda não em pé de igualdade com os municípios da Área Metropolitana de Lisboa. O autarca fala de uma medida que ainda tem muito para caminhar e que significa o início de uma nova era a nível da mobilidade e da sustentabilidade. “Acreditava-se que a privatização seria o caminho, com necessidade de o utilizador ter de pagar e assegurar a sobrevivência do sistema de transportes, sem, que existisse o incentivo por parte das políticas públicas, provou-se que poderia ser diferente”. André Rijo saúda a medida porque permitirá “mais rendimento disponível para as famílias e menos emissões poluentes”.


16 Política

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PSD

Duarte Marquesem Azambuja apelou ao voto nas eleições europeias PSD de Azambuja deu início a um ciclo de conferências sobre a Europa. O pontapé de saída deu-se na passada terça feira, dia 16 de abril, em Aveiras de Cima, com a presença do deputado Duarte Marques, que lançou algumas críticas ao Governo de António Costa e ao executivo socialista da Câmara de Azambuja. A noite foi para falar da Europa, tendo em vista as eleições que se avizinham, e o mote “Europa para quê?” foi amplamente discutido pela cerca de centena e meia de militantes, sobretudo oriundos de Aveiras de Cima, que questionaram o deputado sobre as posições tomadas pelo Governo e até pelo próprio partido, face a situações simples como os fundos comunitários, ou o Brexit. Duarte Marques, que pertence atualmente à Comissão dos Assuntos Europeus, assume-se como um “europeísta”, tendo também assumido o cargo de Chefe de Gabinete da delegação Portuguesa do Parlamento Europeu.

O

Para Duarte Marques, ainda há muito por explorar no que toca aos fundos europeus. O deputado salientou que os programas Portugal 2020 ou 2030 são meros instrumentos para acelerar os financiamentos de projetos específicos, e por isso considera que muitas das entidades públicas, como as autarquias, não têm mais investimentos financiados porque não aproveitaram as oportunidades em devida altura. O deputado referiu que a “Europa traz responsabilidade e oportunidade”, mas é preciso saber aproveitar da melhor forma essas possibilidades. Sobre Azambuja, Duarte Marques considerou que as pessoas do concelho provavelmente “não gostam da Europa porque não têm uma realidade local favorável, muito por culpa da Câmara de Azambuja que também não aproveitou quase nada daquilo que teria à sua disposição, e isso é responsabilidade dos que cá estão”. “Não é da Europa e não será dos alemães, ou dos franceses. A responsabilidade é da Câmara de Azambuja” referiu.

A Europa está presente em muito mais do que pensamos, e deu como exemplo o setor social, como são os casos de financiamento comunitário aos lares de terceira idade, ou nas áreas da deficiência e saúde. Para Duarte Marques, há muitos mitos associados à Europa que têm de ser desmitificados. As restrições da União Europeia são efetivamente muitas, mas a transposição de diretivas para a legislação nacional, é executada de forma “cega”. O deputado dá como exemplo que “não foi a Europa que proibiu a produção de queijo nas queijarias tradicionais, ou os galheteiros, mas sim Portugal, porque transpôs diretivas comunitárias de forma muito restritiva”, explicando por exemplo que a “na União Europeia se serve azeite num galheteiro”. Este ciclo de conferências do PSD de Azambuja, terminará dias antes das eleições marcadas para 10 de maio próximo. Os futuros encontros estão marcados para Azambuja e Alcoentre.

Europeísta confesso, Duarte Marques esteve em Aveiras de Cima para dar a conhecer o seu ponto de vista


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Política 17

Mulheres socialistas debateram a Europa em Vila Franca auditório do Museu do NeoRealismo encheu, na passada sexta-feira, dia 12 de abril, para ouvir falar de direitos e igualdades para as mulheres. O convite partiu da comissão política local do Partido Socialista e juntou mais de 200 mulheres a discutir a Europa e a Igualdade. Coube a Maria da Luz Rosinha, antiga presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, moderar o debate com Ana Catarina Mendes, Secretária-Geral Adjunta do Partido Socialista, Maria Manuel Leitão Marques, candidata do PS às Eleições Europeias, e Elza Pais, Presidente das Mulheres Socialistas, numa noite bastante animada em que não faltaram perguntas delas, mas algumas deles, que embora em minoria na sala, não quiseram deixar de participar num debate, que entre outras questões também versou a violência doméstica. A iniciativa que se inseriu no ciclo de debates “Conversas Sobre a Europa”, mostrou o rumo que se vai seguir no programa do PS para as Europeias, nomeadamente, no que toca à discussão sobre os direitos das mulheres. Maria da Luz Rosinha destacou a presença de muitas mulheres nesta iniciativa, vincando a importância deste debate sobre a Europa. Alias a este propósito, a antiga autarca e agora deputada

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do PS na Assembleia da República, frisou que sem os fundos europeus não teria sido possível investir em algumas obras no concelho de Vila Franca de Xira, como foi “o caso do edifício do Museu do Neo-Realismo”, entre muitos outros, “de Vialonga à Castanheira do Ribatejo”. A deputada salientou que a “Europa” é algo que diz respeito a todos os portugueses, apelando a um bom resultado, para garantir que “a Europa é solidária e que se preocupa com a causa e defende todos, desde logo os mais necessitados”. Maria da Luz Rosinha sustentou a necessidade da existência de “politicas que ajudem a mudar o futuro, em que a igualdade de oportunidades e a defesa dos interesses daqueles que hoje têm menos atenção esteja garantida”, vincando que esse será o compromisso do PS. Elza Pais, Presidente das Mulheres Socialistas, defendeu políticas de igualdade entre os sexos, vincando que Portugal está muito adiantado face a outros países da União Europeia. Há, no entanto, ainda um caminho por percorrer na Europa, tendo em conta a existência de cenários de perseguição às mulheres na vida social, e das empresas, algo que o PS diz querer acabar. Porém “existe uma onda de populismo que nos quer fazer recuar” referiu

Debate contou com casa cheia

a responsável, salientado, por exemplo, que nos tempos de crise, existiu um afastamento da observação dos valores anteriormente conseguidos pelas mulheres. “É contra esta onda de populismo que nos temos de afastar”, referiu Elsa Pais, vincando o atraso de alguns países da Europa, como o caso da Hungria. Já no que toca à violência doméstica, Elsa Pais, diz que Portugal já possui leis “absolutamente inovadoras”, alertando para a

falta de respeito por parte dos homens sobre as 13 mulheres que “morreram nos dois primeiros meses deste ano que nos envergonham como país”. Maria Manuel Leitão Marques, a número dois de Pedro Marques ao Parlamento Europeu, aproveitou o momento para traçar a linha daquilo que será o programa do PS para a Europa, lembrou o trabalho que o Governo desenvolveu nestes últimos anos, apelando ao voto nas Europeias

“porque a Europa é hoje muito mais importante em Portugal do que aquilo que nos damos conta”. A antiga ministra da Modernização vincou a importância da democratização das tecnologias em Portugal, destacando que 20 por cento de mulheres e homens nunca tiveram acesso, por exemplo à internet: “Coisas básicas que fazemos todos os dias, mas que muitos nunca beneficiaram”. A número dois à Europa salien-

tou que a UE tem um papel importante “nesta inclusão social, e não só nas grande obras”. Maria Manuel Leitão Marques frisou também a importância da relevância de Portugal no mundo, dado que a inclusão no projeto europeu é uma mais valia. Sendo que as eleições europeias, são as menos participadas pelos portugueses, atingindo níveis de abstenção bastante elevados, o PS, apelou à mobilização no dia das eleições.

“Poder Local - O Outro Lado da Política” Entrevista a João Rodrigues dos Santos, Presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira No ano em que a Revolução dos Cravos celebra 45 anos, o Valor Local vai dar “voz” aos autarcas que pela proximidade da população, refletem eles muitas vezes, as vontades e os desejos de um povo. Nesta primeira edição, entrevistamos para a rubrica “Poder Local” o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, João Rodrigues dos Santos. O autarca, eleito em 2017, salientou ao nosso jornal que se fosse hoje, voltaria a aceitar o convite do Partido Socialista para se candidatar àquela autarquia, no entanto, prefere não se comprometer com mais uma candidatura para já, pois salienta que tal processo mexe com as dinâmicas pessoais e familiares de cada um, e que o exercício do Poder Local coloca na balança muitas vezes, a família e as obrigações enquanto presidente da junta de freguesia. Para João Rodrigues dos Santos, o maior desafio do poder local “é estar perto da população”. Para o autarca um presidente da junta deve saber comunicar com as pessoas, deve estar junto das forças vivas, porque só dessa forma consegue auscultar os problemas que interferem com o desenvolvimento normal do território da freguesia. Mas ser presidente de junta “é muito mais” para João Rodrigues dos Santos. Um autarca “é também um confidente, porque acolhe problemas de natureza territorial e da esfera da administração pública, mas também ouve muitos munícipes que têm apenas a necessidade de ter um ombro amigo para colocar questões, que nem sempre são para ser resolvidas no âmbito do poder local, mas só o facto do presidente de junta o ouvir já significa que é importante”. No entanto há desabafos da esfera privada dos fregueses a que um presidente de junta não pode ficar indiferente, sejam problemas mais complicados ou simples desavenças conjugais. João dos Santos recorda o caso de uma freguesa que tropeçou numa pedra e que o esposo “lhe tinha dito que aquele problema era responsabilidade, dela e por isso já há muito tempo que não dormiam juntos”. A munícipe teve mesmo um problema sério no pé e isso motivou uma questão familiar complicada, no entanto o autarca referiu à senhora que os seguros da junta de freguesia não contemplavam a situação. Nos 45 anos do 25 de abril, João Rodrigues dos Santos considera que as redes sociais são o maior desafio. As fake news estão na ordem do dia e refere que mesmo ele já foi vítima de situações lançadas no Facebook e que transtornaram a sua vida pessoal. Veja a entrevista completa em www.valorlocal.pt


18 Dossier: Águas

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PCP Cartaxo denuncia níveis anormais de cloro na água da rede PCP do Cartaxo denuncia os valores de cloro na água da rede, serviço fornecido pela concessionária Cartágua, e já escreveu uma carta à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) a expor o caso, da qual espera uma ação face ao caso. A Organização Mundial de Saúde refere que os valores do cloro na água para consumo humano, devem estar entre os 0,2 mg/lt e os 0,5 mg/lt. Por outro lado, de acordo com a lei portuguesa, recomenda-se que os valores estejam entre os 0,2 mg/lt e os 0,6 mg/lt. Sendo que referentes ao ano de 2018, estão disponíveis no site da Cartágua, 77 relatórios de ensaios, destes: - 75 relatórios têm enunciados os valores de cloro. Com valores no limite, abaixo ou superiores aos valores recomendados pela O.M.S., contabilizamse 25 análises, o que corresponde a um terço do total das análises. Com valores no limite, abaixo ou superiores aos valores recomendados pela legislação portuguesa, contabilizam-se nove aná-

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lises, o que segundo o PCP corresponde a mais de dez por cento do total das análises efetuadas. Aquela força partidária refere que vem alertando a Câmara Municipal do Cartaxo, para a necessidade de se interceder junto das entidades competentes com o objetivo de que estas analisem a situação e informem o município, se os resultados registados, devem ser ou não, corrigidos. “Foi inclusive proposto, que nos casos em que os valores estivessem desconformes com o recomendado, se deveriam multiplicar o número de análises.” Por parte do executivo camarário, foi respondido em diversas reuniões públicas, que não havia lugar a preocupação e que não havia necessidade de solicitar diligências adicionais. O excesso de cloro na água, entre outras complicações, pode levar a problemas de pele irritada, comichão, eczema, maior risco de desenvolvimento de bronquite e asma sobretudo em banhos de água quente, irritações respiratórias graves, maior sensação de náuseas e indigestão.

Cloro em excesso dá azo a comichões no corpo

Azambuja

Regulamento de Serviços praticamente negociado entre Câmara e ADAZ epois do recuo que sofreu em reunião da assembleia municipal, o regulamento de serviços de águas e resíduos, obrigatório por lei, concretizado entre a Câmara de Azambuja e a concessionária “Águas da Azambuja”, foi alvo de algumas atualizações. As negociações têm sido prolongadas, tendo em conta que já passaram alguns meses. De acordo com Silvino Lúcio, vereador com o pelouro das águas e saneamento, a Câmara e a ADAZ preparam-se para incorporar no documento uma medida inédita a nível nacional com o pressuposto de beneficiar à partida o consumidor. A própria co-

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missão de acompanhamento composta, entre outros, por Miguel Carrinho, presidente da estrutura, e António Nobre, eleito da CDU na Assembleia Municipal “foi bastante simpática perante as medidas incorporadas” que “vão ainda mais além daquilo que a lei obriga”. Nomeadamente, “se uma rotura demorar mais de quatro horas a ser resolvida, a compensação ao consumidor será de um dia baseada na taxa de disponibilidade do serviço, conforme está na lei”. No final do ano, o regulamento recebeu forte oposição em sede de assembleia municipal, a proposta visava uma compensação com base na tarifa de

disponibilidade, de cerca 0,15 cêntimos, mais 50 por cento desse valor, ou seja cerca de 0,21 cêntimos. A nova proposta incorpora ainda mais 100 litros não faturados (correspondentes ao debitar de ar nos contadores sempre que a água volta a correr depois de uma rotura) o que grosso modo dá cerca de 33 cêntimos por dia a menos na conta da água, no caso de uma rotura que vá além das quatro horas. O executivo camarário não conseguiu, contudo, e para já, que as compensações sejam automáticas, para isso o cliente da Águas da Azambuja tem de reclamar primeiro para ter direito ao valor em causa.

Águas do Ribatejo com lucro de 1 milhão 600 mil euros Águas do Ribatejo (AR) terminou o exercício de 2018 com um resultado líquido (lucros) de 1 milhão 676 mil euros. De acordo com nota de imprensa da empresa intermunicipal, “os proveitos serão aplicados em investimentos e na melhoria do tarifário para famílias numerosas e carenciadas.” Pedro Ribeiro, presidente da Assembleia Geral da AR, congratu-

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lou-se com os resultados obtidos. “Este relatório mostra que a AR foi uma excelente opção e continua no bom caminho para garantir a sustentabilidade económicofinanceira assegurando serviços de qualidade aos clientes, consumidores e utilizadores”, referiu o presidente da Câmara de Almeirim. No ano de 2018, a AR subiu o nú-

mero de clientes do serviço de abastecimento e saneamento. Atualmente a AR terminou o exercício com 75630 clientes mais 391 que no ano anterior, contrariando uma tendência para a redução de clientes. De acordo com a empresa, o investimento será aplicado em em operações nos sistemas de tratamento de águas residuais e nos

sistemas de abastecimento de água. As intervenções para construção de novos equipamentos e infraestruturas serão financiadas pelo programa europeu POSEUR PORTUGAL 2020, com recurso ainda à banca e a capitais próprios. Todavia, algumas intervenções de ampliação e requalificação de sistemas serão realizadas apenas

com capitais da AR. Na Assembleia Geral ficou vincada a necessidade de sensibilizar os clientes para se ligarem às redes de saneamento de modo a não comprometer o funcionamento das infraestruturas e equipamentos construídos e a garantir a sustentabilidade dos sistemas. Foi ainda manifestada preocupação em relação à anunciada seca

no período de Verão que vai exigir o reforço das campanhas de informação e sensibilização para o uso eficiente da água e combate ao desperdício. A AR vincou o compromisso de reduzir as perdas de água, que no final de 2018 eram de 32 por cento, valor abaixo da média nacional, mas ainda longe do objetivo dos 20 por cento.


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A Liberdade de Imprensa no 25 de Abril o ano em que a Revolução dos Cravos celebra 45 anos, a imprensa dita livre tem assumido um papel cada vez mais importante na investigação e esclarecimento da opinião pública. Goste-se ou não se goste de determinado jornal, certo é que casos como o “Processo Casa Pia”, “Sócrates” ou mais recentemente os escândalos da IURD, têm saltado para as primeiras páginas dos jornais e aos poucos desvendado verdades que cada um de nós sabia, mas sempre duvidou no seu íntimo. O que é certo é que a imprensa livre, tem tido um papel fundamental no “rasgar” de certas mentalidades e “medos” que amordaçam, embora de forma inconsciente, a população à volta de temas mais ou menos fraturantes. Foram mais de 50 anos amordaçados a um medo que ainda hoje está patente nas mesas de café, em casa, e nos locais públicos, nomeadamente, junto das populações mais velhas que sofreram na pele os medos e a repressão de um regime que terminou a 25

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de abril do ano de 1974. As novas gerações são mais destemidas. Usam outros meios para comunicar, embora muitas

das vezes não saibam os limites da verdadeira democracia. A nossa liberdade começa onde acaba a do outro e vice-versa, mas esta

parece ser uma situação desconhecida para muitos que usam as redes sociais sem pensar nas consequências das acusações que fazem a outros cidadãos. Este será no futuro o desafio para as populações. As redes sociais disseminam-se pelo mundo, e embora tenham também aspetos positivos, são elas também muitas vezes nocivas à sociedade. Aprender a lidar com este fenómeno e apelar à autorregulação de cada um será no futuro, algo que terá de passar pela consciência de todos. Não sendo eu adepto de que se criem leis para limitar a liberdade de expressão, concluo que tal fenómeno só acabará quando das duas uma: Existir uma consciência na sociedade de que certas acusações necessitam de fundamento, ou, as plataformas possam criar mecanismos de validação. Algo que me parece impossível para já num futuro próximo, em que a tecnologia ficou ao preço da chuva, e onde todos podem ter uma página de Facebook, um site, ou simplesmente acesso a fóruns te-

Entrevista: Apenas um bom salário? Não, Obrigado uando nos encontramos no mercado de trabalho à procura de emprego, é indispensável que não nos atinemos exclusivamente na oferta de um bom salário. A curto prazo, é impactante nas nossas vidas, mas... não é tudo! Se não relevarmos outras premissas; essa lacuna, poderá constituir, a breve trecho, um handicap (desvantagem). Pressupondo que, não se trata da primeira candidatura a um emprego de “longa duração”, é importante que tenha em linha de conta as premissas, não menos primordiais, que são referidas ao longo deste artigo, e que poderão condicionar ou não, o seu comprometimento organizacional e o seu bem-estar e felicidade no seio da organização. Assim, e para que potencialmente seja bem sucedido, atente nos seguintes conselhos: (A) Antes da entrevista. (1) Reconsidere se tem, efetivamente, o perfil de candidato que é requerido. (2) Se sim, prepare-se então para a entrevista de forma proativa, contrastando os princípios éticos e valores morais e sociais que suportam os seus traços de personalidade e a sua idiossincracia, com os da cultura nacional da empresa (e.g.: multinacional), através da obtenção de informações (redes sociais, contacto com

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trabalhadores da empresa ou, por outras fontes) sobre a missão, visão, valores e cultura organizacional da empresa em todas as suas variáveis, e particularmente sobre as políticas/práticas da empresa em formação profissional, tipos de liderança, acolhimento e socialização de novos colaboradores; e a forma como potencia a criatividade e a autonomia dos seus profissionais (delegação) do envolvimento dos trabalhadores (comunicação interna/partilha de informação), e do trabalho em equipa; e também da atratividade, promoção e retenção de talentos e, se pugna por uma política meritocrática, i.e., pela igualdade de oportunidades, pela equidade salarial, pela igualdade de género, e pela não discriminação, etc.; e ainda, quais os valores, que a suportam, nomeadamente no que concerne à sua RSE - responsabilidade social da empresa (política ambiental, política integrativa -:e.g.: emprego a deficientes e apoio a organizações de economia social, entre outras políticas e ações de RSE). NOTA: Só com um conhecimento abrangente, tanto quanto possível, da empresa, poderá “sobressair” na entrevista. (B) Durante a entrevista: (1) Estabeleça uma forte empatia com o seu interlocutor, ouvindo-o

atentamente e esteja em “alerta” permanente para os sinais transmitidos pela sua expressão facial e linguagem gestual (e.g.: de desacordo, de enfado ou de assentimento). Demonstre, com naturalidade, a sua humildade e mantenha uma postura pró-ativa mas respeitadora e responda a todas as questões de forma assertiva e não reiterada. Verbalize de acordo com a tipologia da empresa. (2) Pragmatize as suas competências, quer técnicas (hard skillls), quer comportamentais/atitudinais (soft skills) e enfatize as mais-valias que julga possuir (as diversas experiências profissionais, inter-relacionais e eventualmente de liderança e em que contextos), prospectivando um excelente desempenho, sublinhando o que o diferencia; mas não exorbite. Seja intelectualmente honesto! (3) Disponibilizese para se deslocar, incluindo a expatriação (missão no estrangeiro). (4) Assuma de forma enfática, o conhecimento que possui da empresa e sublinhe (ou releve a posição da empresa) a sua visão sobre uma cultura de formação profissional ao longo da vida (ALV), necessária, sistemática, eficaz e futurista, tendo em conta os fatores de competitividade e de produtividade numa economia global e, sobretudo, evidencie grande curiosidade

sobre a importância que a empresa dá ao empreendedorismo e inovação e a parcerias com universidades, politécnicos ou outras. (5) Mostre-se particularmente curioso sobre quais os objetivos/metas que a empresa tem no curto/médio prazo e de como se compromete (com entusiasmo) a contribuir para o seu alcance, com sucesso. (6) E, deixe para o último ponto, a discussão salarial, antes procure saber do potencial de progressão na carreira e se a empresa, tem uma política de compensações variáveis ou benefícios. NOTAS: (1). Estes conselhos/premissas em concomitância com as competências comprovadas, constituirão potenciais “fatores críticos de sucesso” na entrevista. (2) As mesmas, servem idealmente para qualquer candidatura, naturalmente, com adaptações dependentes dos contextos.(3) Os candidatos a primeiro emprego, devem relevar todas as premissas constantes, à

Opinião 19 Miguel António Rodrigues

levisivos ou radiofónicos, sem qualquer filtro prévio. Por cá fazemos a nossa parte na denúncia dos problemas que nos aparecem. Foi assim com a reportagem com a cidadã britânica a residir em Aveiras de Cima, em 2018, foi assim noutros casos em que demos a voz à população sem nunca perder o foco de ouvir ambas as partes na mesma notícia. Dar a cara por um problema que nos afeta nem sempre é fácil para o cidadão, que não quer implicar outros poderes ou vozes maiores, por medo, por receio de perda de um posto de trabalho, por medo de represálias ou exclusão social. Sendo esse medo, um fator que torna ainda mais difícil o nosso trabalho. Falta fazer um pouco de 25 de abril nesse aspeto. Aliás este é o nosso propósito. O Valor Local não é um jornal sensacionalista, e observa sempre os dois lados da questão. Talvez por isso, seja muitas vezes pressionado a não editar certos conteúdos, porque ao contrário de outros pseudoprojectos não temos uma agenda escondida.

Assim, fazemos jus à nossa liberdade de imprensa. Mantendo-nos livres de qualquer pressão, venha ela de onde vier, preferindo perder algum imediatismo, a publicá-las sem observar todos os aspetos da mesma. Sobre este propósito, cabe-me esclarecer também que o Valor Local não tem o Facebook como fonte. É certo que a rede social é um bom instrumento de trabalho, mas nem sempre é possível identificar a origem da conta. No futuro é importante selecionar as fontes. Só assim podemos livrar-nos das notícias falsas ou das falsas notícias, que inundam a nossa imprensa, fazendo com que o dia 1 de abril seja todos os dias, manipulando assim os jornais e os leitores. Por tudo isto e muito mais, o 25 de abril foi importante. Os lápis azuis acabaram. Já existe forma de dar a volta a isso.

Augusto Moita*

excepção da experiência profissional, porque naturalmente, não a possuem. Em contrapartida, devem valorizar eventuais estágios académicos/formativos, empregos em part-time, ações de voluntariado e/ou outras atividades, e sobretudo, serem parcimoniosos nas reivindicações salariais e outras retribuições (não estão em posição para...). (C) Depois da entrevista: (1) Faça uma análise objetiva e responsável sobre como decorreu a entrevista, i.e., se correu bem ou, menos bem, e depois:.a) Se correu menos bem, procure perceber se a sua performance, foi ou não assertiva por competente, honesta, empática, entusiástica e cativante ou, pelo contrário, houve fatores que a condicionaram. Pondere o que deverá melhorar no futuro! b) Se correu bem e correspondeu às suas expectativas, ótimo! Se não correspondeu, apesar de a

entrevista ter corrido bem, avalie com a “razão” se a empresa, mesmo não correspondendo integralmente às suas expectativas (o que não será surpreendente, dadas as disfunções gestionárias, pelo facto de a maioria – 70% a 80% - serem PME’s!), vê nela algum potencial, i.e., se a ponderação dos prós e dos contras promoverá um acordo contratual. Mas, sobretudo, nunca desista! Com autoconfiança, competências, conhecimento, resiliência e persistência, alcançará os seus objetivos. E, interiorize: eu mereço o melhor! *Licenciado em Gestão de Recursos Humanos

Ficha técnica: Valor Local jornal de informação regional Propriedade e editor: Propriedade: Metáforas e Parábolas Lda –

Comunicação Social e Publicidade • Gestão da empresa com 100 por cento de capital: Sílvia Alexandra Nunes Agostinho; NIPC 514 207 426 Sede, Redação e Administração: Rua Alexandre Vieira nº 8, 1º andar, 2050-318 Azambuja Telefones: 263 048 895 - 96 197 13 23 Correio eletrónico: valorlocal@valorlocal.pt; comercial@valorlocal.pt Site: www.valorlocal.pt Diretor: Miguel António Rodrigues • CP 2273A • miguelrodrigues@valorlocal.pt Redação: Miguel António Rodrigues • CP 2273 A • miguelrodrigues@valorlocal.pt • 961 97 13 23; Sílvia Agostinho • CP 6524 A • silvia-agostinho@valorlocal.pt • 934 09 67 83 Multimédia e projetos especiais: Nuno Filipe Vicente multimédia@valorlocal.pt Colunistas: Rui Alves Veloso, Augusto Moita, Acácio Vasconcelos, José João Canavilhas, António Salema “El Salamanca” Paginação, Grafismo e Montagem: Milton Almeida • paginacao@valorlocal.pt Cartoons: Bruno Libano Departamento comercial: Rui Ramos • comercial@valorlocal.pt Serviços administrativos: Metaforas e Parabolas Lda - Comunicação Social e Publicidade N.º de Registo ERC: 126362 Depósito legal: 359672/13 Impressão: Gráfica do Minho, Rua Cidade do Porto –Complexo Industrial Grunding, bloco 5, fracção D, 4710-306 Braga Tiragem média: 8000 exemplares Estatuto Editorial encontra-se disponível na página da internet www.valorlocal.pt


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Os conteúdos são da exclusiva responsabilidade da Associação, Comércio, Indústria e Serviços do Município de Azambuja

FEIRA DE MAIO 2019 - INSCRIÇÕES PARA O PAVILHÃO DE ARTESANATO,TURISMO E ATIVIDADES ECONÓMICAS Entrega de inscrições para o setor Artesanato e Turismo: POSTO DE TURISMO AZAMBUJA tel.263 400 476 | turismo@cma-azambuja.pt

Entrega de inscrições para o setor das Atividades Económicas: ACISMA-Gabinete de Apoio às Empresas e Empreendedorismo - tel. 938 309 664 | geral.gaee@acisma.org

Aberto concurso no âmbito do Desenvolvimento Urbano e Sustentável O ALENTEJO 2020 abriu concurso ALT20-16-2019-21, Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável (PEDU), no domínio da sustentabilidade e eficiência no uso de recursos. A prioridade de investimento (6.5) é a adoção de medidas destinadas a melhorar o ambiente urbano, a revitalizar as cidades, recuperar e descontaminar zonas industriais abandonadas, incluindo zonas de reconversão, a reduzir a poluição do ar e a promover medidas de redução do ruído. O objetivo específico é promover a qualidade ambiental, urbanística e paisagística do território enquanto fator distintivo.

Os beneficiários do presente Aviso, e nos termos do mesmo, são: Entidades da Administração Publica Central; Autarquias Locais e suas associações; Entidades do setor empresarial do Estado; Entidades do setor empresarial local; Outras entidades. A área geográfica tem aplicação na NUT II da Região Alentejo, especificamente nas áreas de intervenção definidas nos PEDU e respetivo PARU. O período de candidaturas termina a 20 de dezembro de 2019. Fonte: Alentejo 2020

Aberto concurso no âmbito da Qualificação das PME Está aberto concurso SI-53-2019-07, Sistema de Incentivos Qualificação das PME – QUALIFICAÇÃO DAS PME, no domínio da Competitividade e Internacionalização. O objetivo do presente Aviso consiste em selecionar projetos que visem ações de qualificação de PME em domínios imateriais com o objetivo de promover a competitividade das PME e a sua capacidade de resposta no mercado global. São suscetíveis de apoio projetos que, nos termos do presente Aviso, contribuam para os seguintes domínios imateriais de competitividade: Inovação organizacional e gestão; Economia digital e tecnologias de informação e comunicação

(TIC); Criação de marcas e design; Desenvolvimento e engenharia de produtos, serviços e processos; Proteção de propriedade industrial; Qualidade;Transferência de conhecimento; Distribuição e logística; Eco- inovação. Os beneficiários dos apoios previstos são as empresas PME, nos termos do presente Aviso. Este Aviso tem aplicação em todas as regiões NUT II do Continente (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve). O prazo para apresentação de candidaturas decorre até ao dia 31 de maio de 2019 (19 horas). Fonte: Alentejo 2020

Aberto concurso no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas - Internacionalização O ALENTEJO 2020 abriu o concurso ALT20-52-2019-20 "Sistema de Apoio a Ações Coletivas - Internacionalização”, no domínio da Competitividade e Internacionalização. A prioridade de investimento é o desenvolvimento e aplicação de novos modelos empresariais para as PME, especialmente no que respeita à internacionalização. O objetivo específico é reforçar a capacitação empresarial para a internacionalização, promovendo o aumento das exportações e a visibilidade internacional da Região Alentejo, sendo a tipologia de intervenção a Internacionalização das PME. Os beneficiários são, nos termos do aviso: as Associações Empresariais; as Agências e entidades públicas, incluindo as de natureza associativa, com competências nos domínios do

desenvolvimento empresarial, da internacionalização e do território; as Entidades privadas sem fins lucrativos, que prossigam objetivos de interesse público, e que tenham estabelecido com as entidades do ponto anterior parcerias para prossecução de políticas públicas de carater empresarial; outras entidades sem fins lucrativos quando participem em projetos de copromoção com uma das entidades referidas nas alíneas anteriores, desde que justificadas face à natureza do projeto. A área geográfica de aplicação deste AAC tem aplicação na NUI II do Alentejo. A data do termo da apresentação de candidaturas é até dia 31 de maio de 2019, até às 18horas. Fonte: Alentejo 2020


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Câmara instada pelo tecido empresarial a desenvolver o concelho

Há vagas para todo o tipo de trabalho mas não aparecem candidatos á oportunidades de emprego no concelho de Alenquer. O difícil é encontrar candidatos. A opinião foi deixada por cerca de uma dezena de empresários que participaram no I Fórum Industrial do concelho de Alenquer, promovido pelo município, no dia 10 de abril. Neste leque encontram-se os quadros médios, os quadros superiores, mas também os operários. Na opinião do tecido empresarial, o município também tem de lutar por oferecer melhores condições de vida, com mais oferta a nível de habitação, escolas, entre outros fatores de atratividade. Nuno Correia, em representação da Interaves, até deu como exemplo a recente alavancagem da exportação de carne de suíno para a China, em virtude de um acordo assinado entre o Estado português e aquele país asiático para a venda daquele produto. A empresa de Marés, ilustrou com a recente aposta numa unidade de produção em Reguengos de Monsaraz em que de 15 postos de trabalho se passou para 150 com necessidade até de reabilitação de uma unidade de alojamento. “O projeto que temos para Alenquer neste domínio da agropecuária enfrentará essa dificuldade acrescida de se encontrar alojamento para o operariado que venha a trabalhar no local”. Por isso deixou o acento tónico –

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“Temos de dar qualidade de vida às pessoas, fornecendo alojamento, e não temos muito tempo, porque isto anda tudo muito depressa”, deixou no ar. Ricardo Nunes da JACL-Produção de Componentes Automóveis também evidenciou a necessidade de atração de “talento”, através de “profissionais altamente qualificados a nível da engenharia”. O diretor da empresa evidenciou que o talento não tem de ir todo lá para fora, mas acrescentou que não é no concelho de Alenquer que tem encontrado esses quadros superiores, relatando que em 100 candidatos para uma vaga de emprego recente apenas um era do concelho. Em setores chave onde há emprego em empresas localizadas na capital e arredores, “como é que vamos conseguir atrair essas pessoas para cá?”, deixou a interrogação, prosseguindo- “Ou temos consciência disto ou não vai ser fácil”. Por isso sentenciou – “Ou Alenquer torna-se um concelho mais atrativo, ou vamos perder o barco”, e referiu ainda que também a nível de quadros médios o recrutamento não é fácil. Jorge Simões, dos Transportes Luís Simões, também afinou em parte pelo mesmo diapasão – “O desemprego é cada vez menor e temos mais dificuldades em conseguir arranjar pessoas para trabalhar”. O empresário é da opinião

Empresários fazem depender o crescimento das suas empresas da capacidade de atração de pessoas por parte do município

de que a autarquia deveria definir que políticas de habitação quer implementar. No setor dos vinhos, o preenchimento de vagas não se afigura como mais fácil. José Oliveira e Silva, da Casa Santos Lima, referiu que Alenquer é um concelho a duas velocidades, Tem dificuldades em contratar pessoal qualificado, mas também trabalhadores rurais, sobretudo estrangeiros que começam a encontrar melhores condições noutras paragens eu-

ropeias. António Dias Martins da Caetano Coatings deu a achega de que se houvesse outro desenvolvimento a nível de transportes também se poderia mudar um pouco o figurino – “Podia ser fácil para uma pessoa que vivesse no Barreiro, vir todos os dias trabalhar para Alenquer, mas não é isso que acontece”. José Miguel Medeiros, da MCG, aludiu ainda que até entre os empresários do concelho o espírito deveria ser outro, e ilus-

trou- “Nunca se troca cartões com outras empresas do concelho, há que criar uma rede entre nós, por exemplo”. Face aos recados, o vereador com o pelouro do Empreendedorismo, Paulo Franco, mostrou a sua disponibilidade para melhorar naquilo que esteja ao alcance do município, sendo que há áreas onde a Câmara não tem jurisdição, que pertence ao poder central. A lei da transferência de competências poderá ser um

bom augúrio, no seu entender, mas há outras que não dependem da Câmara. O autarca elencou alguns contributos do município, nomeadamente, as parcerias com a AITEC, entre outras, no domínio da formação profissional. De como exemplo ainda a existência de mais escolas, e de mais médicos a trabalhar nos centros de saúde do concelho, como algumas conquistas recentes do executivo para maior atração de população.

sável pela formação da Nersant nesta área, Luís Roque, deixou ainda em cima da mesa uma reflexão que se prende com a criação de um dispositivo de “descriminação positiva das empresas que apostam na formação-ação, com contratualização de objetivos” e ainda a introdução da formação em modelo “e-learning”. António Campos, presidente da Comissão Executiva da Nersant, justificou a aposta no Melhor Turismo 2020: “Uma região competitiva tem de enquadrar todos os setores de atividade. O turismo tem vindo a assumir cada vez mais importância na economia nacional e alavanca todas as outras áreas de negócio no mercado”, disse, acrescentando que “quem não acompanha a modernidade, quem não se atualiza, vai perder espaço em relação ao parceiro”. O presidente da Comissão Executiva concordou com a majoração positiva das empre-

sas participantes no Melhor Turismo e foi ainda mais longe, ao afirmar que “as empresas que concluem a formação-ação, para além de um selo, devem ter uma majoração de 5 por cento no acesso a fundos comunitários do Portugal 2020.” Anunciou ainda que a Nersant vai continuar a apoiar as empresas do setor do turismo, estando já a preparar uma nova candidatura ao novo projeto de formação e consultoria Melhor Turismo 2020. Na sessão de balanço e encerramento do Melhor Turismo 2020, foram ainda atribuídos os diplomas às empresas participantes no projeto. De referir que o projeto Melhor Turismo 2020 é um programa de formação-ação desenvolvido pela Nersant em parceria com a Confederação de Turismo Português. É financiado a 90 por cento pelo Compete 2020, no âmbito do Fundo Social Europeu.

Nersant aposta na formação na área do Turismo às empresas Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém vai avançar com uma nova candidatura ao Melhor Turismo 2020,

A

agora que terminou a primeira edição deste programa com a apresentação recentemente dos resultados na Startup Santarém.

Apresentação dos resultados deste programa

“O Melhor Turismo 2020 trata-se de um projeto que combina formação e consultoria individualizada nas empresas para este setor

de atividade – que ministrou 5.024 horas de formação e consultoria em 40 empresas, envolvendo 147 formandos”. O respon-


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Abril 2019


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Abril 2019

Tauromaquia Azambujense Ana Rita

António Salema “El Salamanca”

cavaleira do Concelho de Azambuja, comemorou no passado dia 22 de março mais um aniversário. São 30 anos. Os nossos parabéns. Para este ano, Ana Rita espera uma temporada cheia de êxitos. É também esse o desejo deste crítico. No mesmo dia 22, na Quinta do Açude, no Cartaxo, teve lugar uma apresentação e venda de cavalos a alguns cavaleiros já retirados das lides, mas que continuam a ter uma paixão pela arte equestre. Para comemorar o aniversário de Ana Rita, houve no mercado municipal do Cartaxo um típico e bem servido almoço taurino. Aficionados e toureiros, alguns já retirados, falaram da festa brava. Cavalos e toiros dominaram as conversas daquela festa onde se falou também da alternativa de Ana Rita como rojoneadora. Essa alternativa está prevista para 17 de agosto em Ciudad Real e terá como padrinhos Cartagena e Alexandre Fernandes. Os toiros serão de Luís Terron.

A

Manuel Oliveira jovem cavaleiro praticante Manuel Oliveira, tem um novo autocarro para transporte de cavalos. A viatura muito moderna e bonita ostenta o ferro da ganadaria da família fundada pelos seus avós, Oliveira Martins. A Manuel Oliveira que Deus lhe dê sorte para ser uma figura do toureio como foi o seu pai, Manuel Jorge de Oliveira.

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Parreirita Cigano jovem cavaleiro de alternativa continua a aguardar por um apoderado quer em Portugal quer em Espanha. Que seja rápido, queremos mais Parreirita. Olé.

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Intermaché de Abrigada, concelho de Alenquer, entregou aos bombeiros de Alenquer cinco novos equipamentos especiais. São fatos de proteção individual destinados ao combate aos incêndios florestais, sendo que cada conjunto é composto por botas, calças, dólmen, luvas, cógula e capacete. A entrega faz parte do plano anual daquela superfície comercial. Foram cinco equipamentos individuais completos, a que os bombeiros locais já agradeceram nas redes sociais. A entrega destes equipamentos aconteceu no mesmo fim de semana em que o Inter de Abrigada completou 20 anos de existência. A festa foi para os clientes, com a entrega de vales em compras e muita animação para os mais pequenos.

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