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Jornal Regional • Periodicidade Mensal • Director: Miguel António Rodrigues • Edição nº 85 • 19 Março 2020 • Preço 1 cêntimo

Valor Local Covid-19 abala

Concurso Valor Local “Como posso poupar água e proteger o Ambiente, Reciclando”

a região

Sociedade na 5

Empresa de Benavente com contraordenação no caso do despejo de entulhos em Vila Nova da Rainha

Escola Básica de Pontével/Cartaxo

Destaque na 10, 11, 12

Ambiente na 16 PUB


2 Sociedade

Valor Local

Março 2020

Benavente

Vereador do PSD considera que história da não realização do festival do arroz está mal contada vereador do PSD na Câmara de Benavente, Ricardo Oliveira, acusou o executivo CDU de ter mentido aquando da discussão do Orçamento para 2020 ao alegar compromissos de tesouraria do município bem como a necessidade de não endividamento, para não levar por diante alguns projetos este ano, e mais concretamente uma nova edição do Festival do Arroz Carolino das Lezírias Ribatejanas, para agora e passados poucos meses ter efetuado um pedido de empréstimo à banca no valor de um milhão de euros, através de uma linha de crédito contratualizada para o efeito. Ricardo Oliveira considera que a Câmara ocultou deliberadamente as razões da não realização do festival ao alegar questões de índole financeira. O autarca do PSD lembrou que Carlos Coutinho, presidente da Câmara, argumentou com as restrições financeiras, em dezembro

O

passado, para assim cumprir com os seus compromissos na comparticipação de obras financiadas pelos fundos comunitários. Contudo “ao fim de três meses já não é assim”. “O senhor presidente enganou a Câmara Municipal e enganou os munícipes porque inclusivamente, fez sair um comunicado público (que ainda está nas redes sociais) a dizer que a suspensão do festival do arroz carolino se prendia com a necessidade de haver dinheiro para as obras e, atualmente, para poder fazer essas e outras obras, surpreendeu o executivo com aquele pedido de empréstimo.” Sendo assim “a estratégia turística do concelho falhou”. E quanto ao festival “algo de grave falhou, ainda está para se saber o que foi, porque de outro modo podia haver esse evento”. Em resposta, o presidente da Câmara, Carlos Coutinho, argumentou que quando construiu o orçamento para 2020, chegou à con-

clusão que para concretizar um conjunto “tão vasto de obras, era necessária muita contenção do lado da despesa, não estando, apenas, em causa a realização do festival do arroz carolino, mas, também, um corte na despesa corrente, com o objetivo de canalizar essas verbas para investimentos que a Câmara Municipal considera fundamentais.” Coutinho alegou, ainda, que no final do ano passado deixou expresso que se necessário fosse “recorreria ao crédito bancário, dado que a Câmara Municipal de Benavente tem o seu endividamento, praticamente, por esgotar.” O Festival do Arroz Carolino regressa em 2021, e terá lugar na zona ribeirinha de Benavente. O presidente da Câmara comunicou que está, também, a ser preparado um conjunto de ações que visam promover o arroz carolino das lezírias ribatejanas durante este ano. PUB

Coutinho volta a alegar razões financeiras para não realizar festival do arroz

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Marรงo 2020

Valor Local

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4 Sociedade

Valor Local

Março 2020

Silvino Lúcio assume-se como candidato à Câmara de Azambuja pelo PS atual presidente da comissão política concelhia do Partido Socialista (PS) e vereador na Câmara Municipal de Azambuja, Silvino Lúcio, deu conta da sua intenção de se candidatar aos destinos do município nas eleições de 2021. O anúncio foi realizado no dia seis de março durante a tomada de posse da concelhia socialista. Pela primeira vez o líder dos socialistas de Azambuja expressou publicamente essa ambição, dando a ideia ainda que contará com António José Matos e Sílvia Vítor,

O

atuais colegas de executivo, nesse desafio. Num discurso emocionado, Silvino Lúcio falou do momento “mobilizador”, nas suas palavras, que o PS local vive tendo em conta questões como o aterro de Azambuja ou a sinistralidade da Nacional 3. O Valor Local sabe que nos próximos meses serão conhecidas as listas do PS às autárquicas. Silvino Lúcio saudou ainda o trabalho de Luís Sousa, atual presidente da Câmara, ao ter conseguido “revitalizar as finanças da autarquia” durante o primeiro mandato e parte deste. Luís de

Sousa que assegurou logo nas autárquicas de 2017, em primeira mão, ao Valor Local, que não se recandidataria. Duarte Cordeiro incita os azambujenses a pedirem mais transparência à empresa do aterro Presente na cerimónia, o presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), Duarte Cordeiro, dirigiu-se aos socialistas de Azambuja e exortou os azambujenses e o PS a lutarem pela trans-

parência da atividade da empresa que gere o aterro de Azambuja, Triaza, participada do grupo SUMA-Mota-Engil. Duarte Cordeiro disse acreditar no trabalho dos deputados do PS eleitos na Assembleia da República, nomeadamente, a eleita Vera Braz, de Azambuja. Silvino Lúcio demonstrou ainda o seu desagrado face ao aumento do IVA nas touradas. O também secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares lamentou ainda a falta de disponibilidade da empresa para abrir as suas portas e fornecer informação.

Anúncio feito na tomada de posse da concelhia política

Câmara do Cartaxo cria bolsas de voluntariado área de Ação Social e Saúde do Município do Cartaxo criou uma Bolsa de Voluntariado com o objetivo de apoiar as instituições privadas de Solidariedade Social e outras instituições de apoio social, que atuam no concelho, assim como munícipes e famílias em situação de isolamento profilático que necessitem de aceder a medicamentos, alimentos ou outros bens de primeira necessidade. Numa primeira fase, a bolsa de Voluntários será constituída por

A

trabalhadores das instituições que constituem a Rede Social, que se voluntariem para a integrar. São três as ações contempladas: entrega de alimentos a famílias desfavorecidas que são apoiadas por grupos desaconselhados a continuar o seu trabalho uma vez que os seus voluntários estão sinalizados como grupos de risco; apoio a idosos e munícipes com fragilidades de saúde sem suporte familiar ou a famílias em quarentena, para deslocações necessárias à aquisição de bens de primeira

necessidade ou medicamentos; apoio a IPSS caso estejam em situação de rutura, no que respeita às suas próprias equipas de técnicos, ou voluntários habituais. O encerramento dos centros de dia, decretado pelo Governo com o objetivo de proteger os idosos, enquanto grupo de risco da COVID-19 – doença provocado pelo novo Coronavírus –, “obriga a um esforço redobrado para as IPSS no apoio a idosos que têm de se manter nas suas residências, alguns sem apoio familiar, passan-

do a estar em situação de isolamento durante largas horas”, refere Pedro Ribeiro, presidente da Câmara. Por outro lado, foram ainda identificadas outras situações, como por exemplo “muitos voluntários e voluntárias que, em diversas instituições, se dedicam ao apoio aos mais frágeis”, quer seja pela sua situação de doença, quer seja por não terem família próxima, ou outras, “são também pessoas de idade avançada que não podem continuar a prestar este

auxílio, porque no caso de contaminação pelo novo Coronavírus, pertencem a um grupo de risco”. O município apela a que “todos aqueles que sintam vontade de ajudar e que não integrem grupos de risco”, quer por serem portadores de doenças crónicas, quer por terem uma idade mais avançada, “contactem a área de Ação Social e Saúde para integrarem esta Bolsa de Voluntários”. O autarca destaca a importância de “nos organizarmos para ajudar os que precisam de apoio, mas

sempre garantindo a segurança dos voluntários, numa situação em que as incertezas ainda são muitas”. Acrescenta que o COVID-19 “vai colocar-nos à prova durante muito tempo. Para continuarmos juntos, enquanto comunidade, a enfrentar este desafio, devemos apoiar quem precisa de apoio, mas também manter uma defesa ativa da saúde de todas as nossas concidadãs e de todos os nossos concidadãos. Todos vamos ser necessários para garantir o nosso próprio futuro”.

Silvina Coelho, a idosa com 100 anos que todos os dias faz as suas tarefas domésticas ilvina Coelho é a jovem mais sénior de Azambuja. A idosa que goza de uma memória e forma física invejável completou no passado dia 27 de março 100 anos de vida. O evento foi celebrado no restaurante “O Cortiço” em Azambuja, onde Silvina esteve rodeada de amigos que a quiseram homenagear. Nascida em casa em Azambuja no longínquo ano de 1920, Silvina recorda os tempos que passou em Casais de Britos, onde o pai tinha terrenos agrícolas, e por isso garante nunca ter passado necessidades. A escola, frequentou-a em Azambuja, e diz ainda se lembrar das idas à vila a pé ou no carro de

S

Mais uma centenária a soprar as velas na região

bois. Casou-se e posteriormente foi morar para os Casais da Formiga, e mais recentemente para Azambuja, onde ainda reside e faz as suas tarefas domésticas normalmente. Aliás a idosa tem uma memória invejável e uma saúde física sem grandes mazelas. Refere apenas que recebe ajuda no que toca às refeições, embora diga que, ainda, teria autonomia para cozinhar. Durante 100 anos, Silvina Coelho diz não ter grandes mágoas ou nostalgias. Lamenta profundamente o falecimento prematuro de uma sobrinha, de quem ainda hoje não se esquece e já lá vão mais de 50 anos. Sem filhos, aposta tudo na restan-

te família. “Tenho sobrinhos muito bons graças a deus”, refere a idosa que recorda que já foi ao Canadá, mas que não gostou muito “porque aquilo era muito frio”. Mesmo sem o exame da quarta classe, Silvina Coelho refere não estar arrependida de não ter prosseguido os estudos. A professora ainda a chamou à escola para fazer os exames, mas Silvina não quis. “A professora dizia que eu era inteligente”, lembra-se. De bem com a vida, recorda que não foi das primeiras a ter televisão, mas lembra com emoção a primeira vez que teve o pequeno aparelho, quando ainda escasseavam na casa das pessoas. Já lá vão mais de 50 anos desde o

acontecimento que recorda com a memória muito viva. Aliás a chegada da televisão a cores também foi um evento importante, assim como a compra do primeiro carro, um mini que veio antes, ainda, da televisão. No dia a dia, Silvina Coelho vai fazendo a sua vida, sem ligar de resto, muita importância ao centenário, já que reconhece que a sua rotina diária que se situa entre a casa e o café, não deverá sofrer alterações. Para além das tarefas habituais, ainda cuida dos gatos e limpa “as pedras da rua com lixívia todos os dias”, refere a idosa que dá sinais de não parar a sua atividade e que faz ciúmes a outros bem mais jovens.

Câmara de Azambuja lança concurso para requalificação do Esteiro Câmara de Azambuja aprovou a abertura de concurso público para a requalificação da zona ribeirinha do esteiro de Azambuja. Este projeto prevê criar um espaço público de lazer reabilitando a zona adjacente à estação ferroviária. Serão criadas áreas de estacionamento, uma ciclovia, zonas de piquenique e equipamentos para ati-

A

vidade física ao ar livre. Serão igualmente instaladas estruturas de acesso ao esteiro para a prática de pesca desportiva, bem como a colocação de uma rampa para acesso de equipamentos náuticos. A intervenção contempla, ainda, a construção de um bar com esplanada para fruição de toda a beleza daquele espaço natural. O concur-

so público destina-se a celebrar um contrato de obra com um prazo de execução de 365 dias. O valor global estimado é de dois milhões e oitenta mil euros, acrescidos de IVA. O projeto de integração paisagística da vala do Esteiro já conheceu diversos contratempos. Numa primeira fase a Câmara teve de cor-

rigir questões relacionadas com o projeto e concurso, e mais recentemente a necessidade de remoção de lamas perigosas foi outra dor de cabeça, com a autarquia a equacionar a viabilidade do projeto. Contudo e após alguns estudos este objetivo prosseguiu. O custo de remoção das lamas deve atingir o milhão de euros. Já o desasso-

reamento do leito, a ir para a frente, permitirá o uso de pequenas embarcações fora do período de maré baixa. Nesta requalificação paisagística, está também previsto o desassoreamento e estabilização das margens do “esteiro” e do muro de suporte, bem como a instalação de um bar/esplanada e arranjo da respetiva envolvente.

Estas intervenções permitirão uma maior ligação da vila de Azambuja à frente ribeirinha que se prevê que no futuro seja um, ao mesmo tempo, um polo dinamizador do turismo no concelho. Este projeto surge no âmbito do “Alentejo 2020” e inicialmente estava estimado um custo total de um milhão 192 mil euros.


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Sociedade 5

Covid-19 abala a região mundo está a travar uma “guerra” sem precedentes na nossa história contemporânea. O combate contra o COVID-19 tem sido a prioridade dos sistemas de saúde em todo o mundo, sendo que o desconhecimento do comportamento deste novo vírus ainda é a grande preocupação. Aos poucos, os casos vão desacelerando na China, mas em Portugal, espera-se um pico para o final de abril. Contra isto, as mais diversas entidades estão a tomar medidas para tentar controlar a situação que afetam o dia a dia das pessoas e que afetam a nossa economia. Em poucas semanas, foram muitos os portugueses que se decidiram pela “quarentena” voluntária. Uns em teletrabalho, outros, sem hipótese disso, continuam a arriscar a sua vida. Neste grupo encontram-se elementos afetos ao funcionamento da nossa sociedade. bombeiros, socorristas da Cruz Vermelha Portuguesa, médicos, enfermeiros, polícias, farmacêuticos e até jornalistas que de tudo fazem, para que nesta hora de mais angústia e incerteza, não faltem os cuidados de saúde a segurança do país e até as notícias. A juntar a isto, estão alguns empresários que felizmente teimam em manter o país a funcionar, seja porque precisam, seja porque necessitam de alimentar as suas famílias, independentemente dos incentivos anunciados esta quarta feira pelo governo. Este é um cenário que se expande a todo o país e claro à nossa região, que já regista meia dúzia de casos: três em Vila Franca de Xira, um em Arruda dos Vinhos, e outro caso em Benavente. Um pouco por todo o lado, as autarquias colocaram medidas de restrição ao público. Até ao dia de hoje, funcionários das câmaras de Azambuja, Alenquer, Arruda, Cartaxo, Benavente, Vila Franca e Salvaterra, têm sido aconselhados ao teletrabalho sempre que possível, sendo que os serviços ao público se fazem apenas através de meios eletrónicos. Frequentar equipamentos municipais, espetáculos, conferências e outras iniciativas que possam significar uma maior concentração de

O

público é desaconselhado, o que já levou por exemplo à suspensão do Salão do Artesanato em Salvaterra de Magos, da Semana da Cultura Tauromáquica de Vila Franca de Xira e da Ávinho em Aveiras de Cima, sendo que está última já está reagendada para outubro. No entanto, há outras iniciativas suspensas, como foi o caso das Jornadas da Educação e da conferencia sobre as Alterações Climáticas em Arruda dos Vinhos, que implantou o “Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil” que na prática agiliza para já alguns procedimentos e coloca em alerta as forças da proteção civil municipal. Nos vários concelhos várias atividades e eventos estão a sofrer todo o tipo de condicionamentos. No concelho de Azambuja já entrou em funcionamento o plano de contingência do Covid 19. O Plano de Contingência da Câmara Municipal de Azambuja, foi desenvolvido com base nas orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS). A autarquia refere que está a acompanhar permanentemente todas as orientações das autoridades nacionais e as diversas fases previstas no plano serão ativadas em função das decisões que venham a ser tomadas pelas entidades competentes. Para já foram suspensas várias atividades. Também o município de Alenquer já tem o seu plano de contingência. Contudo e tendo por base a orientação da DGS, “estão adiados todos os eventos de maior dimensão programados a curto prazo pela autarquia”. Pedro Folgado, presidente da Câmara, acredita contudo que “não se justifica um encerramento generalizado de todas as atividades programadas”. No concelho de Vila Franca de Xira, a Câmara Municipal e as juntas de freguesia também já colocaram no terreno o seu plano de contingência. Neste caso, a autarquia e os s Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento têm em campo algumas ações de prevenção, acompanhamento, intervenção e recuperação associadas a este vírus. As autarquias querem assim “minimizar a sua transmissão e o seu impacto”, conforme as

recomendações da Direção Geral de Saúde. De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, os serviços prestados pela autarquia (Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Água e Saneamento), os quais são assegurados por um universo de cerca de 1.800 trabalhadores municipais, estão a ser adotadas medidas internas que visam “contribuir para a proteção da saúde pública e para a redução das situações individuais de infeção pelo vírus COVID-19” ao nível dos vários setores representados pela autarquia e com contato direto ao público. Num comunicado divulgado aos jornais, Alberto Mesquita, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira apela ainda a toda a população para “que encare este problema de saúde pública com serenidade e sentido de responsabilidade – individual e coletiva –, evitando alarmismos, e seguindo escrupulosamente as recomendações gerais emitidas pela Direção Geral de Saúde, que numa fase preventiva são essenciais para evitar a propagação do vírus”. Também a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira implantou o seu plano de contingência. João dos Santos presidente da junta, refere em comunicado que “a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira está comprometida com a proteção da saúde e a segurança dos seus utentes e colaboradores, tendo também, face à natureza do papel que desempenha na sociedade, um papel acrescido e importante a desempenhar na limitação do impacto negativo deste surto na comunidade”. Neste concelho, todas as juntas de freguesia têm planos em movimento, sendo que todos os serviços de acesso ao público e respetivos recintos estão encerrados. Cruz Vermelha de Aveiras de Cima na primeira linha no combate ao COVID-19 A CVP de Aveiras de Cima e do Carregado estão na primeira linha do combate ao vírus. As estruturas têm feito o transporte de doen-

tes suspeitos de contaminação da região. De acordo com Pedro Vieira, coordenador da CVP de Aveiras de Cima, os socorristas estão bem equipados e têm formação para lidar com a situação. O coordenador explicou ao Valor Local que de momento a CVP tem duas ambulâncias adstritas em exclusivo ao transporte de doentes suspeitos e que “após a utilização são sempre desinfetadas à saída do hospital”. Pedro Vieira salienta ainda que a CVP perdeu recentemente uma ambulância, mas que ainda assim está a trabalhar a 100 por cento, sublinhando a necessidade da formação a que os socorristas foram sujeitos pelo que todos os procedimentos de segurança são cumpridos. O responsável refere igualmente que a CVP foi acionada pela Direção Geral de Saúde para levar a cabo este trabalho e que nesta altura já tem uma das suas tendas no hospital de Santa Maria em Lisboa que serve para já para a triagem na primeira linha. Hospital de Vila Franca de Xira já recebe doentes infetados As recomendações da Direção Geral de Saúde já colocam no sistema os hospitais da área de referência. O hospital de Vila Franca de Xira, ainda gerido pelo Grupo Mello Saúde, já tem em marcha um plano para o pico que se espera entre o final de abril e início de maio. Junto às urgências, no parque habitualmente usado para as ambulâncias, já foram montados alguns contentores para dar resposta aos doentes de casos suspeitos referenciados pela linha de saúde 24. Segundo uma fonte do hospital, apenas serão atendidos doentes já triados pela linha saúde 24, sendo que as pessoas que cheguem ao serviço que não sejam referenciadas e sem sintomas, regressarão ao centro de saúde para uma triagem primária. Aliás o hospital de Vila Franca de Xira tem mesmo espaço para doentes em isolamento. São quartos especiais que já foram

Fila num dos supermercados de Azambuja

Fila nas farmácias fora das instalações

Fato de proteção especial da Cruz Vermelha usados por exemplo aquando da infeção por legionella em 2014. A unidade que está então equipada para os despistes necessários, encontra-se ainda a alterar algumas consultas presenciais das várias especialidades. Alguns doentes estão a receber mensagens via telemóvel referindo que o “o hospital está a analisar todas as marcações de forma a encontrar soluções” que evitem as consultas presidenciais “nesta fase da pandemia”. O Valor Local sabe que o hospital já fez na passada terça-feira, um teste com consultas via telefone. Segundo apurámos, o teste correu bem e poderá vir a ser implantado em situações em que não seja necessária a presença do doente. Quanto às receitas, estas poderão ser enviadas via email ou através de SMS, como já acontece nos centros de saúde. Lojas e serviços com acesso condicionado As diretivas da DGS dão conta da necessidade de existir um distanciamento social. Um metro a metro e meio é a distância mínima de segurança que se deve guardar. Nesse campo, muitas lojas, farmácias e outros serviços têm optado por impor algumas regras de segurança. Em muitos estabelecimentos de norte a sul do país são visíveis as filas à porta dos bancos, supermercados e farmácias. Dentro dos estabelecimentos apenas pode estar um número mínimo de clientes, o que leva a que no exterior se acumulem filas de pessoas. O anúncio das medidas que pode levar a uma quarentena, levou a que as pessoas entrassem em pânico e açabarcassem nos supermercados alguns produtos de primeira necessidade. Num supermercado do Carregado, o Valor Local soube junto de uma das funcionárias que não quis ser identificada que as vendas de uma semana superaram as vendas de natal, o que significa

que muitos foram os que acorreram em massa às superfícies comerciais. Mas este é apenas um de muitos exemplos. Há locais que só atendem pessoas por marcação, outros que aceitam clientes em número reduzido e outros que simplesmente encerram ao público. Atos litúrgicos suspensos Com o aproximar da celebração da Páscoa, a decisão de não realizar iniciativas religiosas tem sido genericamente bem aceite. Por exemplo as paróquias de Alenquer e de Azambuja, no caso das Festas do Espírito Santo ou da Procissão do Senhor dos Passos, decidiram à semelhança das outras paróquias de norte a sul do país, não levar a cabo estas manifestações. A juntar a isto, estão suspensas as missas em todas as paróquias, sendo que a igreja continua a transmitir pela televisão a habitual missa de domingo. No entanto a igreja está a transmitir na internet, tanto no Facebook como no Youtube missas diariamente e a várias horas, cujos horários podem ser conferidos no site do patriarcado de Lisboa. Na essência, a igreja transmite missas das suas mais variadas igrejas de norte a sul do país mas sem público, para evitar também o risco de contágio. Numa mensagem no site do patriarcado, o Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente, endereçou palavras de ânimo a todos os profissionais de saúde e também aos padres a quem agradece a “criatividade com que tantos sacerdotes, diáconos e outros agentes pastorais têm usado as possibilidades mediáticas para acompanhar o povo de Deus”. Numa altura em que os portugueses têm de ter fé, o cardeal patriarca de lisboa reforça ainda “com igual gratidão, como se multiplicam nas famílias e noutros pequenos grupos as iniciativas de oração biblicamente inspirada e de devoção quaresmal”.


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Valor Local

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Kenpo conquista cada vez mais praticantes na região Miguel A. Rodrigues hegado a Portugal nos anos 90, o Kenpo quase que imediatamente conquistou os portugueses. Pedro Porém, que é o responsável por várias escolas, mas também é sensei e presidente da Federação Portuguesa das Artes Marciais Havaianas, é o rosto mais visível desta “modalidade” que tem vindo a ganhar mais impulso nos últimos anos, e com o qual falámos no âmbito de um torneio “inter-estilos” decorrido em Azambuja. O Kenpo tem as suas origens no mesmo passado profundo que outros sistemas de luta de “mãos vazias”. Kenpo é a pronunciação japonesa dos ideogramas chineses que representam o Chuan – Fa ou “Lei do Punho”. As origens deste sistema datam à volta do ano 525 D.C., quando de acordo com a lenda, um monge indiano chamado Bodidharma ou (Daruma – em japonês) viajou da Índia para a China para expandir ou desenvolver o budismo. Hoje em dia movimenta milhares de pessoas das mais variadas profissões e extratos sociais, que encontram nesta arte marcial, um escape à rotina do dia a dia. Pedro Porém trouxe esta arte para Portugal em 1991. Primeiro em Arruda dos Vinhos, depois em Alhandra, seguiu-se a Póvoa de Santa Iria, e mais recentemente, há perto de 7 anos, para Azambuja. O sen-

“arma” essencial no combate ao sedentarismo e acaba por ser também um veículo de promoção intersocial. Pedro Porém lamenta o crescente isolamento em que vivem as crianças hoje em dia, com a ausência de outro tipo de valores e ironiza que atualmente “até é radical subir a uma árvore” algo que há alguns anos atrás “seria perfeitamente normal em gerações sem gadgets virtuais e eletrónicos.” Para o sensei, os vídeojogos e outro tipo de distrações, têm uma influência negativa na juventude de hoje, e é por isso que o Kenpo ajuda à concentração e à disciplina dos mais novos. Já nos mais velhos ajuda a libertar as energias acumuladas num dia de trabalho, evitando assim também o stress.

C

Torneio Inter estilos em Azambuja Responsáveis destacam o crescimento desta arte marcial

sei revela que é também responsável por algumas escolas em Inglaterra, Irlanda e São Tomé e Príncipe de onde regressou recentemente. Em São Tomé, o Kenpo tem uma missão especial: “Temos lá um projeto que se chama Kenpo Solidário” revela o sensei ao Valor Local. O objetivo é ajudar as crianças através das artes marciais, mas

acrescenta que esta iniciativa tem também um cariz mais humanitário. “Levamos roupas, material escolar, e outros materiais”, revela Pedro Porém que destaca este projeto como muito importante para a comunidade local santomense. No entanto, a modalidade não parece dar sinais de abrandar. O sensei revela que o Kenpo tem

atraído muitas pessoas de várias idades e por isso fez sentido criar um projeto paralelo como é o caso do “Kenpo Sénior” dirigido aos mais velhos. Neste caso, trata-se de um projeto “com jovens já na casa dos oitenta anos” e que está a decorrer em Arruda dos Vinhos, refere Pedro Porém, que enfatiza a crescente adesão a este projeto. O Kenpo tem sido de resto uma

A vila de Azambuja recebeu no passado dia 7 de março mais uma edição do “Torneio Inter-Estilos”. Esta iniciativa que congrega várias aulas de artes marciais, tem como objetivo mostrar os mais variados pontos em comum das diversas disciplinas. “Gosto de desafiar os meus alunos a praticar as mais variadas artes marciais para perceberem as diferenças”, refere Pedro Porém, que vinca esta iniciativa como uma mais valia para retirar os seus alunos da zona de

conforto, algo que o sensei aponta como vital para o crescimento dentro da modalidade. Nuno Gaspar, professor da escola de Kenpo de Azambuja, um dos responsáveis por esta iniciativa, salientou que o Kenpo de Azambuja, cuja sede se encontra nos bombeiros voluntários, foi bem recebido desde a primeira hora. Nuno Gaspar começou em Arruda dos Vinhos e há cerca de dez anos quando regressou para trabalhar em Azambuja decidiu então dar o primeiro impulso para a escola. O professor considerou a abertura da escola importante. “Há alguns anos que trabalho com crianças e jovens e pensei que seria importante ter na minha terra o Kenpo”. O projeto deu frutos e por isso revela mesmo - “Temos aqui pais e filhos a treinar e os avós vão lá ver também, o que é importante” salienta. Em Azambuja, treinam cerca de quarenta jovens e adultos. Um número que tem vindo a crescer. Segundo Nuno Gaspar, não tem sido difícil encontrar adeptos em Azambuja, “porque já cá existia um historial de 40 anos com o Grupo Desportivo de Azambuja” a dar o pontapé de saída. À época o Karaté e o Judo eram as artes marciais mais em relevo, tendo o GDA, conquistado diversos troféus.

Escola Secundária de Azambuja recebe obras no valor de um 1 milhão 700 mil euros Câmara Municipal de Azambuja assinou um acordo com o ministério de Educação para que seja canalizado um pacote financeiro no valor de um milhão 700 mil euros face à necessidade de obras na escola secundária. A autarquia vai submeter uma candidatura com o apoio dos fundos comunitários. O edifício data de 1976 e há vários anos que grita por obras urgentes. A retirada

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das coberturas de amianto está em marcha, mas desde infiltrações nas salas, equipamentos elétricos desajustados, até à falta de um pavilhão para Educação Física várias são as carências apresentadas por este estabelecimento de ensino. Em reunião de Câmara, o presidente da autarquia, Luís de Sousa, informou que o projeto será executado pelo município para

um conjunto considerável de obras. Para além de todo o edifício, será, especialmente, beneficiado o espaço da biblioteca, embora não se enquadre no valor do protocolo assinado, mas que receberá uma verba de 20 mil euros para reparação do telhado, já que “chove lá dentro como na rua”, recordou o autarca. O edifício da escola secundária sofrerá obras a nível das pare-

des, canalizações, sistema elétrico, oficinas, recuperação de pavimentos. Na íntegra os fundos comunitários suportam 1 milhão 450 mil euros, ficando a Câmara e o ministério com o encargo repartido de mais 250 mil euros, perfazendo um total de um milhão 700 mil. O presidente da autarquia, durante uma visita de deputados do PSD à escola secundária em ju-

nho de 2019, prometeu, a construção de um pavilhão a expensas da autarquia para a escola secundária. Nesta altura, Luís de Sousa refere que a obra protocolada com o Estado prevê a remodelação das oficinas, que compreenderá a melhoria e a libertação de espaço suficiente para ali se “fazer um pavilhão de ginástica”. Em reunião de Câmara, o vereador do PSD, Rui Corça, dei-

xou a sugestão para que a obra possa compreender ainda uma cobertura do campo de jogos da Secundária. O autarca recebeu a garantia da CCDR- Alentejo para submeter a candidatura em abril, altura em que serão libertadas novas verbas, para que o montante fique à disposição no mais curto espaço de tempo ao serviço do município de Azambuja.

Junta de freguesia de Vila Franca implementa mais um programa de solidariedade Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira e os supermercados Aldi celebraram um protocolo tendo em vista diversas ações de solidariedade na área daquela autarquia. Trata-se do programa “Dar para Receber” que tem por bases a doação de artigos alimentares excedentes. Segundo uma nota da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, os supermercados cedem à junta

A

os bens excedentários que depois são encaminhados para as diferentes instituições de solidariedade social da freguesia (IPSS). A autarquia, liderada por João Rodrigues dos Santos, encaminha também bens alimentares para outras situações “consideradas socialmente de limite”. Estas abrangem as famílias e cidadãos, “que, no âmbito do processo de atendimento e acompanhamento

social integrado da freguesia, revelem necessidade urgente de alimentação”, salienta a autarquia em comunicado divulgado ao Valor Local. De acordo com a mesma nota, a recolha dos alimentos que já não podem ser vendidos, mas que ainda estão aptos para consumo, “será efetuada diariamente na loja do ‘ALDI Nord’ de Vila Franca de Xira”.

Será a Junta de Freguesia que encarregar-se-á depois de os distribuir pelas instituições de solidariedade social da freguesia. No entanto ao fim de semana, a recolha dos artigos é garantida pelos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, que “também se associam assim a este programa de índole social”. Joao Rodrigues dos Santos salienta “a importância vital que os

agentes privados da freguesia podem assumir socialmente” vincando que na sua opinião “o envolvimento social do grupo empresarial ‘ALDI Nord’ é disso exemplo”. Com esta iniciativa, refere o autarca “o ALDI contribuirá ativamente, do ponto de vista social, para a melhoria da qualidade de vida em Vila Franca de Xira” e como tal aproveita para agradecer à administração do ALDI o interesse pelo

projeto. Já o responsável pela cadeia de supermercados que assume estar em expansão no país, Elke Muranyi, assegura a continuidade das parcerias. Nomeadamente o reforço “do nosso compromisso social: através de numerosos projetos sociais e parcerias locais com as nossas doações de artigos alimentares chegam às populações”.


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Jovem pastor no Montejunto tem história de sucesso no fabrico de queijos de cabra um jovem de 27 anos que há meia dúzia de anos se iniciou no fabrico de queijo de cabra. Com regularidade pastoreia os seus animais na Serra de Montejunto, e simultaneamente vende o seu produto para restaurantes e supermercados. O queijo é produzido em exclusivo com leite de cabras que se alimentam na serra ou nas suas imediações. O Queijo Castiço, assim se chama este produto, alcançou recentemente o reconhecimento da marca “Natural. Pt” no âmbito da classificação do Montejunto como paisagem protegida. Uma distinção que diz ser bem-vinda. No início os amigos diziam que se estava a “meter” num sarilho e que não ia dar certo. Mas passados “cerca de sete anos, tenho o produto certificado e com cada vez mais encomendas”, conta Diogo Amaro. A história do produtor está ligada à freguesia de Vila Verde dos Francos e à Serra de Montejunto. O pai até o avisava quando era pequeno que se se portasse mal tinha de ir pastar o rebanho. Estava longe de imaginar que essa seria de facto a

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sua vida atualmente. Foi com cerca de 20 anos que se lembrou de “comprar umas cabras” e iniciar-se no negócio. Os avós também vendiam, antigamente, queijo de porta a porta. “Ainda há pouco tempo encontrei um documento muito giro de vendedor ambulante passado pela Câmara naquela altura aos meus avós”. Depois de oficializar a empresa de produção de queijos, Diogo Amaro lançou mãos à obra com a ajuda da avó que o ensinou a fazer os queijos. O jovem produ-

tor sempre esteve ligado ao trabalho no campo e na agricultura. “Ainda andei na escola agrícola, fui trabalhar para as uvas de mesa, mas já tinha os animais, depois foi uma questão de querer embarcar de facto nesta aventura, e ter um negócio por conta própria”. Recorda que teve sempre o apoio da família. Diogo Amaro faz ainda parte do grupo de forcados de Alcochete, e foi por aquela zona do país onde também tem cimentado o seu negócio vendendo queijo para res-

Uma aventura que começou há cerca de sete anos PUB

taurantes da Margem Sul, onde o produto tem sido um sucesso. “Tenho um leque de boa restauração tradicional a trabalhar comigo. Agora até recebi um contacto para enviar queijos para Holanda, para um português que tem lá um restaurante; e estou em negociações com dois supermercados Intermarché da região”. Confessa que este é um negócio pequeno pois não tem capacidade para fazer a produção em larga escala, mas isso não invalida que vá consolidando o produto com cada vez mais ambição. Um dos seus projetos passa por aproveitar as “excelentes ervas aromáticas da Serra de Montejunto”. “Em conjunto com alguns chefs juntar a flor de sal de Alcochete e criarmos uns temperos, fazer umas misturas giras, e não imagina as plantas extraordinárias que temos por aqui”. Diogo Amara concretiza: “No fundo quero continuar a trabalhar com coisas puras, naturais, mas sempre dentro daquilo que a lei permite, pois como sabe há muitas restrições quanto a trabalhar com queijos”.

É neste ambiente natural que tudo começa no fabrico dos queijos

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Lançamento do Catálogo das Cheias de 67 vem repor a história e a solidariedade vividas naqueles dias endo em conta a exposição “Cheias de 67” patente até cinco de abril no Celeiro da Patriarcal em Vila Franca de Xira, a Câmara Municipal deu agora a conhecer o catálogo alusivo a esta mostra numa sessão que contou com a presença de várias testemunhas, em primeira mão, daquele acontecimento, nomeadamente, do jornalista Joaquim Letria. O presidente da Câmara Alberto Mesquita informou que a exposição inaugurada em finais de novembro já foi visitada por 7042 pessoas. A menos de um mês do encerramento da exposição ficou patente a sensação de que o tempo da sua duração foi escasso, e como tal a autarquia assumiu o compromisso de a tornar itinerante o mais possível com deslocações às escolas, e quem sabe até para outros concelhos. O conhecido advogado e antigo dirigente político, Garcia Pereira, foi um dos convidados no lançamento do catálogo. Frequentador na altura do acontecimento do Liceu Camões, foi um dos jovens estudantes envolvidos no socorro

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junto das populações e das muitas campanhas de solidariedade que à época se fizeram. Saudou a exposição “porque consiste na demonstração daquilo que é a preservação da memória”, lembrando que o que aconteceu em Quintas foi também o reflexo da extrema pobreza do país, e do país rural em particular. “Foi no Estoril que choveu mais, mas lá não houve mortos”. “As pessoas do campo foram as mais devastadas”. Como tal “a exposição é um marco da reposição histórica e da solidariedade, e por isso apelo para que isto não caia no esquecimento”. Joaquim Letria, o curador e jornalista que chegou a Quintas no rescaldo da tragédia, em 1967, confessou que não consegue pensar na localidade da freguesia da Castanheira, sem se comover. O jornalista estranhou ainda que um acontecimento daquele género se encontre tão pouco estudado. “Durante estes 50 anos a coisa tem andado abafada, não é muito mostrada nem aparece muito”, à exceção de um estudo ou outro com mais divulgação lá fora do

Lançamento do catálogo com a presença do curador Joaquim Letria que cá dentro. Letria lamentou que não haja muitos mais dias para a exposição. “Será tudo desmanchado, é uma interatividade que se perderá neste lavar de cestos”, e deixou a sugestão para

que seja levada a outros concelhos também afetados naquela altura como Loures ou Odivelas. Já depois desta cerimónia, a Câmara de Vila Franca limitou/interditou o acesso a várias iniciativas

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de índole cultural devido ao Covid19. No fecho desta edição quisemos confirmar se a exposição seria ou não prolongada após o dia 5 de abril, data prevista para o encerramento desta mostra. A Câ-

mara de Vila Franca está a avaliar a programação das atividades do setor da Cultura, pelo que de momento ainda não há uma decisão quanto a esta exposição em concreto.


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O “Fair Play” dos Pais e o Desporto Jovem á todos ouvimos comentários inapropriados de adultos durante uma partida de futebol infantil. Estes comentários são direcionados: aos filhos; a atletas da equipa adversária; a colegas da equipa dos filhos; a familiares e amigos adeptos da equipa dos filhos ou da equipa adversária; a professores/treinadores; a árbitros. Eu assisti a tudo isto, muito recentemente, quando acompanhei a participação dos meus dois filhos (8 e 10 anos) num torneio de futebol de dois dias. O nome do torneio: “Torneio Fair Play”. A organização do torneio previu medalhas para todas as crianças e troféus apenas para o melhor “Guarda-redes”, para o “Melhor Marcador” e para a equipa com “Mais Fair Play”. Uma das finais do “Torneio Fair Play” terminou empatada. Alguns pais presentes, no “Torneio Fair Play”, mostraram, então, de forma veemente, toda a sua indignação relativamente à circunstância de não haver um vencedor apenas. O exemplo anterior é apenas um dos vários exemplos de conduta reprovável de pais a que assisti durante os dois dias do torneio. Em que medida este tipo de comportamento influencia a experiência desportiva dos nossos filhos? Em que medida devem os pais estar envolvidos no processo ensino-aprendizagem de uma modalidade desportiva? A evidência científica na área da psicologia infantil revela que as crianças, quando percecionam o envolvimento dos pais no desporto como “positivo”, desfrutam

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erguntaram-lhe, então: “Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” Ele respondeu: “[…] Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.” Disse-lhes depois: “Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.» (Lc 21, 7-11) Para quem conhece os Evangelhos, certamente que agora, mais do que nunca, sente este passo de S. Lucas ecoar na sua mente… Trata-se de uma afirmação de Jesus, do seu famoso discur-

João Santos

e tiram maior proveito da sua experiência desportiva. Adquirem com mais eficácia algumas das importantes “competências” emocionais tipicamente apreendidas na fase infantil da vida dos seres humanos: Autoestima; Motivação; Inter-relacionamento pessoal; Colaboração; Gestão de conflitos; Felicidade. Estas valiosas competências adquiri-

contribuir para o desenvolvimento de “jogadores” de modo a que possam alcançar um padrão profissional. Infelizmente, esta lógica também influencia a postura de muitos pais no acompanhamento da vida desportiva dos seus filhos. Os objetivos específicos que decorrem da essência da prática desportiva são, em muitas ocasiões, secundariza-

zam as vitórias e desautorizam os professores/treinadores, criam um ambiente desportivo altamente stressante e contraproducente face aos objetivos mais abrangentes da prática desportiva. Relativamente ao acompanhamento dos pais, “prudência” é a palavra-chave para este grupo de investigadores. A partir do conhecimento que fui

2. Os meus filhos devem ser felizes e divertir-se nas competições. Se os meus filhos perceberem isto em mim, provavelmente estarão mais próximos de alcançar estes objetivos. 3. Se sentisse que não conseguia controlar as minhas emoções nas competições, não os acompanhava.

das com a prática desportiva beneficiam decisivamente o desempenho alcançado noutras dimensões da vida dos jovens. É disso exemplo a melhoria do desempenho escolar. A propósito ainda do tema deste artigo, estão na “moda” as academias de futebol. Esta configuração específica visa sobretudo

dos. Um grupo de investigadores do Departamento de Ciências do Desporto da Universidade do Norte da Carolina, nos Estados Unidos da América, explorou, a partir da perspetiva de jovens atletas, o papel do stress no desporto. A investigação concluiu que os pais, quando sobrevalori-

acumulando acerca deste tema, são estas as linhas que me orientam enquanto pai de dois praticantes de uma modalidade desportiva: 1. Ter sempre presentes as razões pelas quais os meus filhos praticam desporto (nenhuma delas está relacionada com resultados desportivos).

4. Antes das competições, jamais tento “treinar” os meus filhos; nada do que digo a este propósito vai ajudar. Não sou professor/”mister”. 5. Aqui está a mais difícil, particularmente para os adultos: Nunca, mas nunca, falo com os meus filhos sobre resultados. Sei que isso parece impossível, mas

so apocalíptico, no qual o Mestre anuncia os sinais que precederão a Sua vinda no final dos tempos. A vida dos Homens sempre conheceu momentos de grande crise, nos quais estes puderam sentir, mais claramente, a sua fragilidade e dependência… Na história da Humanidade, tais momentos aparecem condensados sob a forma de três grandes flagelos que, através dos milénios, acossaram a sociedade dos Homens: guerra, fome e peste. No contexto desta paragem “forçada”, que todos vivemos, o discípulo de Jesus sabe, tal como aprendeu de seu Mestre, que deve “ler” as circunstâncias não apenas como fruto de um mero acaso, mas como uma oportunidade de escutar, mais profunda-

mente, aquela Voz que ultrapassa a simples vibração do ar, e que o convida à esperança… O elenco de flagelos feito por Jesus certamente que não nos surpreende; aliás, eles são recorrentes na história humana. Porém, se Jesus os anuncia como sinais prenunciadores da Sua vinda, será, porventura, que estaremos prestes a viver o fim do mundo? Só Deus sabe! Creio, contudo, que mais do que uma profecia milenarista, Jesus quer mostrar a necessidade de que cada geração faça sua própria experiência de finalidade, como garantia “pedagógica” de encontro com o verdadeiro sentido para a existência. Neste tempo, que agora tem mais tempo, eis algumas lições

é rigorosamente verdade (embora – admito – exija uma tremenda disciplina da minha parte). Caso os meus filhos façam referência aos resultados, refiro-lhes que “os resultados não importam. O que importa é que vocês se esforçaram ao máximo e se divertiram.” Termino este artigo fazendo novamente referência ao “Torneio Fair Play”. Neste torneio, que acompanhei pela participação dos meus dois filhos, também vi pais com condutas irrepreensivelmente pedagógicas e exemplares. Mas o que mais impressionou no “Torneio Fair Play” foi o seguinte: participaram neste torneio alguns dos meninos mais bem-comportados e genuinamente respeitadores do próximo que alguma vez vi na vida. Eram órfãos e sem-abrigo. Integravam uma equipa de futebol orientada por um grande “treinador”. Nesta equipa de futebol, as crianças eram (são) todas órfãos, semabrigo e irrepreensivelmente comportadas. Parabéns ao mentor do projeto, que me merece a mais genuína das admirações. A partir deste exemplo que testemunhei, a pergunta final que deixo para reflexão é a seguinte: Que nível de envolvimento devem os pais ter no processo ensino-aprendizagem de uma modalidade desportiva?

Pe. Paulo Pires*

Mensagem de Esperança em tempo de Covid-19 «P

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que o discípulo de Jesus poderá revisitar: - Lição de silêncio e de interioridade: numa vida profundamente acelerada, onde tantas vezes vivemos “embriagados” pelo activismo, este tempo poderá ser um momento de redescoberta do silêncio, através do qual possamos viajar até ao mais profundo de nós mesmos, e aí tomarmos consciência de que existe um “eu interior” que também reclama atenção; - Lição de reencontro: ao longo da rotina diária, nem sempre realmente nos apercebemos da presença do outro, mesmo daquele que compartilha o nosso lar! Poder parar, estar mais por casa, ajudar-nos-á a redescobrir o outro enquanto pessoa, en-

quanto desafio, enquanto dom…; - Lição de sentido último e de abertura ao transcendente: a maior proximidade com a possibilidade do (nosso) fim, naturalmente que não deixa ninguém indiferente. Somos, assim, como que impelidos a fazer um ponto de situação da nossa vida, a ponderar os gestos e palavras já usados ou omitidos, no amor dado ou negado, a embater nos castelos de ilusões atrás dos quais corremos... Afinal de contas, não passamos de frágil barro que, mais cedo ou mais tarde, há-de voltar à terra donde foi tirado (cf. Gén. 3, 19). Abre-se-nos, assim, uma proposta de novo horizonte: um horizonte de vida, daquela vida verdadeira que supera

a fragilidade da natureza, porque marcada pelo selo na sobrenaturalidade. «Eu sou a Ressurreição e a Vida. (…) E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre.» (Jo 11, 25-26). Possa esta singela partilha, neste período de incerteza e de dúvida, ser motivo de alento e de esperança. * Pároco de Azambuja e Vila Nova da Rainha PS: Texto propositadamente escrito não seguindo o novo acordo ortográfico.


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omeço por afirmar, desde logo, que sou um caso de alto risco face à nova pandemia Covid 19 que, nascida na China, donde normalmente têm partido as epidemias gripais que afligiram a humanidade no último século, rapidamente se estendeu ao mundo inteiro. Com setenta anos, insuficiência cardíaca, renal e pulmonar, sou seguramente um daqueles que, se apanha o “bicho”, não há mezinha – aliás ainda por inventar- nem ventilador que me valham. Não foi maioritariamente por esta razão que me resguardei e que tenho tomado as medidas aconselhadas pelos diversos especialistas, que nesta fase ainda apalpam soluções, preventivas e paliativas, que impeçam a progressão do vírus. Resguardei-me sim porque, sendo eu um sério candidato a constituir um reservatório de Covid, não quero que o meu sono seja atormentado pelos receios de poder ser eu a transmiti-lo ao meu semelhante. Passei a ter filhos virtuais, sobrinhos via Skype, amigos por teleconferência. Mas isso sou eu, que tive oportunidade de ir acompanhando o desenvolvimento das tecnologias de comunicação por forma a poder utilizá-las nesta contingência. Suponho, no entanto, que não serei um caso típico na minha faixa etária : a grande maioria dos portugueses com a minha idade não têm estes domínios tecnológicos para mitigar a solidão que uma quarentena acarreta. Só a ajuda do Estado e das Instituições e a solidariedade dos mais novos lhes poderá valer. E o despertar dum humanismo que

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Valor Local Joaquim António Ramos

tem estado tantas vezes arredado na nossa sociedade das “coisas” será talvez um dos poucos aspetos positivos desta crise mundial. E esta é uma primeira razão pela qual eu acho que são perigosos os radicalismos de fechar tudo e todos numa jaula asséptica na esperança de que o bicho não tenha hipótese de se transmitir. A China, como qualquer regime totalitário,

raculoso se passava na nossa fronteira que impedia que o vírus implicasse connosco e hoje é o que se vê. Até hoje parece não haver casos no Alentejo. Tenho muito pena, mas não durará muitos dias que Évora e Beja também não apareçam ponteados a vermelho. É inevitável. Depois, há uma ideia errada que se instalou subliminarmente na

fê-lo a vários milhões de habitantes, conseguiu conter a infeção – embora a gente não saiba, nem nunca se calhar venha a saber, quantas pessoas morreram por lá vítimas do coronavírus- mas não impediu que em dois meses ele se alastrasse a todo o Mundo. Era inevitável. Estas coisas são invisíveis e “viajam” onde menos se espera. Rejubilavam os portugueses, até fins de Fevereiro, que Portugal era aquele rectangoluzinho que aparecia nos mapas a branco, julgando que algo de mi-

cabeça de muitos de nós: a de que contaminado é equivalente a condenado, o que faz instalar o pânico generalizado. Devo dizer que os órgãos de comunicação social e os especialistas que vêm às televisões falar sobre a pandemia não têm desmistificado eficazmente esta ideia: a Covid 19 é, na verdade, uma doença de baixa mortalidade. Tanto quanto se sabe, mais de oitenta por cento dos infetados não apresentam nunca sintomas ou estes manifestam-se com tão pouca intensidade

ACES Estuário do Tejo Unidade de Saúde Pública

Saúde Pública

João Pedro Machado Coordenador da Unidade de Saúde Publica Aces Estuário do Tejo

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que as pessoas nem sabem que estão ou estiveram doentes. Na verdade, as taxas de mortalidade só começam a ultrapassar os dois dígitos em idades muito avançadas e, geralmente, em pessoas com outras doenças crónicas que lhes criam grandes fragilidades imunitárias. Não estou aqui a tentar minimizar a gravidade da pandemia. Estou apenas a referir que me parece haver um pânico excessivo e obsessivo sobre os seus efeitos. Ainda ontem, aliás, num conhecido programa semanal televisivo que se costuma pautar por alguma qualidade informativa, em meu entender foi prestado um mau serviço à sociedade, nomeadamente quando se caiu no ridículo das extrapolações matemáticas que levavam a que Portugal, em meados de Abril, tivesse mais infetados que habitantes…aí induziu-se a ideia de que todos nós vamos ser infetados e, como paira nalguns espíritos que infeção é equivalente a morte, acabou-se a raça lusitana. E não houve o cuidado de desmontar claramente esta situação por nenhum dos intervenientes, até talvez porque o grande (e legítimo) objetivo dos intervenientes foi, pareceu-me, encostar o Governos às boxes, isto é, pressionarem a tomada de medidas mais musculadas – particularmente em vésperas do Conse-

lho de Estado que pode decretar o estado de emergência. Confesso que não tenho uma posição concreta sobre a necessidade de medidas mais musculadas. Em primeiro lugar, porque eu acho que os portugueses, ao contrário do que aconteceu nos primeiros dias da pandemia, já interiorizaram que têm que adotar voluntariamente medidas de precaução que impeçam a proliferação do vírus. E isso já é visível na nossa terra e nas vilas e cidades que aparecem na televisão, quase transformadas em desertos. Em segundo lugar, porque receio que essas medidas, a serem tomadas, criem uma situação generalizada de pânico que, embora compreensível, seja desproporcionada face à gravidade da situação. No dia em que sair o Valor Local já se saberá se foi ou não declarado o estado de emergência e quais as suas condicionantes em termos da vida de todos nós. Uma coisa tenho como certa: é impossível manter um país fechado por muito tempo. No imediato, porque há sectores da economia e do sector produtivo que têm que continuar a trabalhar, sob pena de virmos todas a sentir carências graves de bens de primeira neces-

sidade indispensáveis ao dia-a-dia das pessoas. A mais longo prazo porque temos que nos preparar para a segunda fase da crise: a recessão económica. Estamos a enfrentar uma crise de saúde pública que é preciso vencer, monitorizando as situações e tomando progressivamente as medidas que se mostrem adequadas ao evoluir da situação. Algumas medidas, como o fecho parcial de fronteiras ou a declaração de estado de calamidade a nível local ou regional já foram tomadas e podem ser intensificadas. Mas ninguém duvide que iremos também enfrentar uma crise económica de enormes proporções e que tudo o que fizermos agora terá repercussões na dimensão e profundidade dessa crise e na eficácia das medidas que terão que ser inevitavelmente tomadas com sacrifícios enormes de todos nós. Cá por mim, vou ficando pela minha quarentena, à espera que o Corona não se lembre de mim…

Ficha técnica: Valor Local jornal de informação regional Propriedade e editor: Propriedade: Metáforas e Parábolas Lda – Comunicação Social e

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Infeção pelo novo coronavírus (COVID-19) Os Coronavírus são uma família de vírus responsáveis por infeções respiratórias em seres humanos. Em 7 de janeiro de 2020 foi identificado um novo coronavírus como a causa da doença COVID-19, cujos primeiros casos surgiram na cidade de Wuhan (China). Portugal, tal como outros países, aumentou a sua vigilância para diagnosticar rapidamente possíveis novos casos de COVID-19. Desde então, foram identificadas mais pessoas infetadas por esse vírus na China e noutros países, incluindo Portugal. As pessoas infetadas podem apresentar sinais e sintomas de infeção respiratória aguda como febre, tosse e dificuldade respiratória. A maior parte das pessoas (80%) recupera sem precisar de cuidados de saúde especiais. Nos restantes casos, principalmente em idosos e pessoas com determinadas doenças crónicas, pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventual morte (em cada 100 pessoas infetadas, 3 morrem). O tratamento para a infeção por este novo coronavírus é dirigido aos sinais e sintomas apresentados e deverá ser prescrito por Médico. Não existe ainda uma vacina contra este coronavírus. A infeção transmite-se pessoa-a-pessoa e a forma principal de transmissão são as gotículas respiratórias. Para evitar o contágio, deve-se evitar o contacto próximo com pessoas com infeção respiratória e estão recomendadas também as seguintes medidas de higiene e de etiqueta respiratória: * Lave frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos; * Reforce a lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos lhe pareçam sujas; * Pode também usar em alternativa, para higiene das mãos, uma solução à base de álcool; * Use lenços de papel (de utilização única) para se assoar; * Deite os lenços usados num caixote do lixo e lave de seguida as mãos;

* Tussa ou espirre para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos; * Evite tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias. As pessoas que recebem encomendas ou cartas da China não estão em risco de ser infetadas pelo novo coronavírus. Nas presentes circunstâncias, desaconselham-se viagens não essenciais a áreas afetadas pelo COVID-19 (veja em www.dgs.pt a lista atualizada das áreas afetadas). Se viajar para uma área afetada pelo COVID-19, deverá cumprir as recomendações das Autoridades de Saúde desse país. As pessoas regressadas de uma área afetada deverão cumprir as medidas atrás referidas e, nos 14 dias após o regresso: * Não permanecer em locais muito frequentados e fechados, sem absoluta necessidade; * Evitar cumprimentos com contacto físico; * Estar atento ao aparecimento de febre, tosse ou dificuldade respiratória; * Medir a temperatura corporal duas vezes por dia e registar os valores; * Verificar se alguma das pessoas com quem convive de perto, desenvolvem sintomas (febre, tosse ou dificuldade respiratória); * Caso apareça algum dos sintomas referidos (no próprio ou nos seus conviventes), não se deslocar de imediato aos serviços de saúde; * Telefonar antes para o SNS24 (808 24 24 24) e seguir as suas orientações; * Continuar a ir trabalhar ou ir para a escola, a não ser que haja uma orientação contrária do SNS24 ou das Autoridades de Saúde. Todas estas recomendações poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que deverá manter-se informado em www.dgs.pt. O SNS24 (808 24 24 24) está acessível para esclarecimento de dúvidas.


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Valor Local

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Empresa de Benavente com contraordenação no caso do despejo de entulhos em Vila Nova da Rainha Entulhos deixados no local

Provas deixadas no local incriminam a empresa que agora terá de se defender nos meios judiciais empresa Cabena-Cabinas de Benavente Lda foi alvo de uma contraordenação no caso do despejo de entulhos em Vila Nova da Rainha. A confirmação foi dada ao Valor Local por fonte da GNR. Recorde-se que o Valor Local denunciou o caso em janeiro onde já na altura pudemos constatar um cenário de vários rótulos com o nome Cabena espalhados pelo local. Numa zona de mato, num terreno particular, têm sido deixados ao longo dos anos restos de construção civil, telhas de amianto, papelão, sacos, louças sanitárias, restos de madeira, e até o que resta

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de eletrodomésticos. Mais recentemente o cenário foi detetado por municípes e pela junta de freguesia que deu conta do caso junto da Câmara de Azambuja, e posteriormente no Serviço de Proteção e Natureza (SEPNA) da GNR. O alto de Vila Nova da Rainha é um dos locais do concelho que mais sofre com este tipo de condutas. O terreno em questão apresenta entulhos que terão sido deixados ao longo do tempo, com maior e menor deterioração. A remoção do amianto do local não será fácil dada a posição em que as telhas foram deixadas, no sítio de uma escarpa.

Recentemente deputados na Assembleia da República do PSD estiveram em Vila Nova da Rainha onde puderam constatar in loco o despejo destes entulhos. Em reunião de Câmara, o presidente da autarquia, Luís de Sousa informou que o SEPNA afirmou que o proprietário do terreno é que deve atuar em conformidade. Luís de Sousa assume que há um descartar de responsabilidades da GNR neste caso, como de resto aconteceu numa das deslocações ao aterro de Azambuja a fim de ser feita uma vistoria ao local, na sequência das notícias que davam conta da labora-

ção da unidade ao sábado. Em reunião de Câmara, o vereador do PSD, Rui Corça, exortou o executivo a tomar medidas, dado que numa outra zona contígua no alto de Vila Nova da Rainha foi colocada uma barreira de betão que impede o acesso ao local. Corça pediu também para que a Câmara dê conta da atitude da GNR de Azambuja junto do comando-geral da guarda face ao estado de coisas. Em declarações ao Valor Local, o vereador do Ambiente, Silvino Lúcio, dava conta na nossa edição de janeiro de que a Câmara iria alertar o proprietário para efetuar uma ve-

dação do terreno, mas isso ainda não se verificou. Marco Pinheiro, comandante do destacamento da GNR de Alenquer, confrontado com as críticas dos autarcas de Azambuja diz que são do seu conhecimento mas que não comenta, adiantando contudo que a guarda fez o seu papel ao passar o auto de contraordenação. Quanto ao facto de não ter comparecido numa das deslocações à unidade da Triaza, refere que a GNR não se tem descartado de qualquer tipo de procedimento comunicado por via oficial e que esteja dentro daquilo que é a sua responsabilida-

de. Adianta ainda que dentro do que é possível fiscalizar pela GNR, a empresa possui as licenças e as autorizações necessárias- “Outro tipo de fiscalização mais técnica será com outras entidades” como a Agência Portuguesa do Ambiente ou a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território”. O Valor Local contactou a Cabena que referiu ser este um assunto interno. A gerência desta empresa diz não ter conhecimento da contraordenação, pelo que de momento não está disponível para prestar declarações.

Comissão de Ambiente da Assembleia da República analisa aterro de Azambuja situação do aterro de Azambuja vai ser analisada na comissão de ambiente da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada pelos deputados do PSD do distrito de Lisboa que visitaram, no dia nove de março, o concelho de Azambuja, e puderam constatar in loco a realidade do aterro. O PSD quer assim ouvir todos os intervenientes no processo, como são os casos da Triaza, empresa que gere a unidade, que vai assim ter de prestar declarações públicas sobre o tema, assim como todos os políticos envolvidos, habitantes, e diversas entidades.

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Mais concretamente e numa nota enviada à comunicação social, o PSD anuncia que quer ouvir “as explicações do Presidente da Câmara de Azambuja, CCDRLVT, Agência Portuguesa do Ambiente, Comissão Técnica do Amianto e também os representantes do MOAA – Movimento de Oposição ao Aterro de Azambuja”. Na mesma nota, o PSD que continua a defender o encerramento do aterro, refere que com estas audições pretende dar a conhecer “de viva voz todas as razões que justificam o encerramento imediato do aterro conforme reivindica o PSD de Azambuja” que considera

estar a funcionar ilegalmente. “Esta iniciativa é o resultado das visitas e reuniões ocorridas ontem, em que os nossos deputados tiveram ocasião de verificar no local a montanha de lixo que cresce em Azambuja, bem como o cheiro nauseabundo que se sente em resultado do depósito de resíduos orgânicos” acrescenta em comunicado. O PSD acusa o executivo socialista liderado por Luís de Sousa e o Estado de abandonar as questões ambientais no concelho anuncia “o recurso às entidades europeias” que considera “ perfeitamente legítimo”.

A iniciativa é do PSD, no entanto, ainda não existe data para as audições


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Deputados do PSD preocupados com a atividade do aterro de Azambuja s deputados do PSD na Assembleia da República, Carlos Silva, Sandra Pereira e Filipa Roseta, estão preocupados com a realidade do aterro localizado a menos de 500 metros da vila de Azambuja, e alegam que muito mais podia ter sido feito quer pela autarquia, quer pelo Estado face ao problema ambiental. A convite do PSD local, este grupo esteve nas imediações do aterro, mas também em Vila Nova da Rainha no local onde decorreu um despejo ilegal de telhas de amianto noticiado pelo Valor Local, e na ribeira do Valverde a contas, há vários anos, com as descargas das pecuárias existentes nas áreas limítrofes de Azambuja. Em conferência de imprensa, Rui Corça, vereador na autarquia e presidente da concelhia laranja, assegurou que o partido na Assembleia da República vai apoiar as várias iniciativas parlamentares e apresentar os seus próprios projetos no que respeita à atividade do aterro local. Carlos Silva, deputado, deu conta da apresentação de um projeto-lei

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para a limitação da atividade ao máximo do aterro de Valongo no qual também será incluído o caso de Azambuja. “Estamos verdadeiramente preocupados porque mais do que as palavras, não há como ver in loco quer o aterro (o PSD optou por não pedir autorização à Triaza, preferindo a via da observação num local de mato já fora das instalações , onde dá para ter uma boa visão do aterro), quer o que se passa nas outras localizações, como a descarga das telhas de amianto em Vila Nova da Rainha, e a situação da ribeira do Valverde. São ilegalidades que vamos levar daqui para a Assembleia da República”. O deputado salientou “a falta de cuidado com o ambiente por parte das entidades municipais”, mas também do próprio Estado “que recebeu milhares de euros da União Europeia para regularizar os aterros sanitários a céu aberto, e agora temos este tipo de situações”. “Os aterros de Valongo e Azambuja estão desenquadrados face à lei vigente”, concluiu. O PSD vai recomendar

Comitiva deu conta ainda das descargas na Ribeira do Valverde e dos despejos ilegais de telhas de amianto em Vila Nova da Rainha

a tomada de medidas na Assembleia da República, e considera que a Câmara deve agir tendo em vista a realização de um estudo de impacte ambiental, (não obrigatório na altura do licenciamento), bem como fiscalização em conformidade das entidades do Estado, que têm estado debaixo de fogo nos últimos tem-

pos, como a Agência Portuguesa do Ambiente, Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Para além de se terem reunido com o presidente da Câmara, os deputados reuniram-se ainda

com o Movimento de Oposição ao Aterro de Azambuja. Para este grupo de pessoas, a maioria vive a escassos metros da unidade da Triaza, “a vinda dos deputados é positiva e tudo o que possa ajudar nesta causa é ótimo, porque a nossa qualidade de vida está comprometida”. “Fomos abandonados pelo Estado!”,

revela Margarida Dotti daquele movimento. Os habitantes estão agora empenhados em conseguir quatro mil assinaturas para que o tema suba a discussão na Assembleia da República. Para já foram recolhidas 1300 online e por escrito. O grupo exorta a população a participar massivamente neste objetivo.

Triaza não deixa técnicos da Câmara de Azambuja meterem os pés no aterro comissão de vistoria do aterro que amiúde se deslocava à unidade da Triaza, em Azambuja, para dar conta daquilo que era depositado desde que entrou em

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funcionamento em 2017, já não consegue cumprir ali o seu trabalho. Tem sido negada, pela empresa, a entrada desta comissão - composta por vários técnicos da

Relação entre o município com a empresa que gere a denominada lixeira cada vez mais deteriorada

Câmara das áreas da engenharia do ambiente, arquitetura e equipa de fiscalização camarária - e o direito de exercer a atividade para a qual foi constituída. Recorde-se

que a empresa nunca obstaculizou a criação desta comissão, nem a sua tarefa, até ter entrado em rutura com o município. Em declarações ao Valor Local, o presidente da Câmara, Luís de Sousa, conta que em outras alturas “bastava um telefonema e estava tudo bem, podiam lá ir quando queriam”, contudo “neste momento e depois de termos feito uma guia por escrito impediram o acesso”. Esta informação foi transmitida também no dia 9 de março a uma comitiva de deputados do PSD que estiveram de visita ao concelho, onde tomaram

pulso à problemática do aterro, entre outras. O presidente da Câmara refere que a explicação da Triaza para este novo estado de coisas deriva da deterioração da relação do município com a participada da SUMA/Mota-Engil. “Disseram que andamos a difamar o bom nome da empresa e como tal não nos deixam lá entrar”. Luís de Sousa refere que já encaminhou juridicamente este facto para o gabinete de advogados liderado pelo mediático advogado Rogério Alves contratado pelo município para gerir a crise do aterro e os

possíveis processos em tribunal que a empresa possa vir a colocar contra a Câmara. “Desde que não obtiveram autorização para alterar o calendário de abertura da segunda célula, que a relação tem vindo a descambar”, enfatiza. O autarca diz que continua a aguardar pela decisão do tribunal face à decisão da Câmara em não dar luz verde à alteração de calendário pedida pela empresa, bem como pela conclusão da investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária ao processo de licenciamento do aterro.

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Marรงo 2020 PUB


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Março 2020

Dossier: Águas 19

Águas de Alenquer apresenta pedido de aumento de 53 por cento nas tarifas empresa que gere o abastecimento de água em baixa no município de Alenquer apresentou no final do ano passado um novo pedido de reequilíbrio financeiro. Sabe-se agora que esse aumento ronda os 53 por cento. A Águas de Alenquer gerida pelo consórcio Aquapor, Pragosa Ambiente e AGS remeteu um primeiro pedido de reequilíbrio em 2016 para aumento nas tarifas na ordem dos 54 por cento, depois e na ausência de resposta às pretensões deste grupo, foi apresentado um pedido em 2018 que previa um aumento de 46 por cento. A informação sobre o novo pedido de reequilíbrio é remetido à comunicação social pela Coligação Juntos pelo Concelho, na sequência de um pedido de esclarecimentos feito ao executivo socialista. A oposição de centro-direita elenca, ainda, que a Águas de Alenquer re-

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clama um pagamento no valor de 3,6 milhões de euros referente a custos com o calcário até à data e também tendo em conta os que se seguem até ao fim da concessão, em 2033. Os restantes 592 mil euros (dos quais 208 mil euros são juros) referem-se à compensação pelo atraso no funcionamento de uma ETAR. A empresa diz que esta compensação foi acordada no segundo aditamento ao contrato (2011). Já o aumento do tarifário pretendido (52,9%) reflete um consumo de água muito inferior ao previsto nos últimos anos bem como o que se espera até ao final da concessão. Segundo os dados fornecidos, desde 2013 que o consumo está mais de 20% abaixo do previsto no contrato, sendo este o limite que dá direito ao reequilíbrio financeiro, sustenta a empresa. Houve uma recuperação do consumo

ente 2014 e 2018, mas em 2018 voltou a cair segundo a empresa, o que explica no seu entender o pedido de reequilíbrio com um valor superior ao anteriormente apresentado. Tendo em conta o estado de coisas, a Coligação Juntos pelo Concelho prevê que a situação financeira do município face ao quadro de compensações pedido pela empresa possa estar em perigo ou pelo menos seriamente comprometida, nomeadamente, e tendo em conta a estimativa de 80 milhões de euros de investimento em redes; as dezenas de obras atrasadas, nos mais diversos setores, que se repetem nos sucessivos orçamentos, e com uma enorme fatia da despesa dedicada ao pessoal (45% da despesa total em 2018, a 10ª mais alta entre os 308 municípios portugueses). Tiago Carvalho, responsável da

Empresa garante que já cumpriu com a sua parte no contrato

Águas de Alenquer, em declarações à imprensa à margem da inauguração da nova conduta da EPAL em Alenquer, refere que aquilo que está em cima da mesa

é o que se encontra previsto no contrato. A empresa refere que em 2008 cumpriu com tudo o que estava escrito quanto a investimentos contratualizados, e reitera que

o objetivo “é chegar a uma situação de reequilíbrio confortável para todos”, descartando para já a possibilidade de recurso a um tribunal arbitral.

Águas do Ribatejo está a terminar a obra da nova ETAR de Samora Correia stá em fase de conclusão a obra de uma das maiores Estações de Tratamento de Águas Residuais da região. A nova ETAR de Samora Correia, construída na Herdade de Palhavã, em Porto Alto, entrou na reta final. A empreitada de quase 5 milhões de euros incluiu a construção do emissário com cerca de 10 quilómetros de condutas e três estações elevatórias para encaminhar o “esgoto” para a ETAR. As novas estações intermédias estão a ser implantadas nos locais onde existiam as ETAR de Quinta dos Gatos, Bordalo Pinheiro e Pendente 2 (Porto Alto) em final de vida útil. A obra representa o maior investimento de sempre feito com capitais próprios da ÁGUAS DO RIBATEJO EIM, uma vez que a empresa intermunicipal assumiu cerca de 4 milhões de euros numa decisão que contou com a solidariedade dos seis municípios acionistas que integram a AR com Be-

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Trata-se de um dos maiores investimentos de sempre na história da empresa intermunicipal navente. O Fundo de coesão por via do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos POSEUR POR-

TUGAL 2020 garantiu 850 mil 377 euros. Na freguesia de Samora Correia existem atualmente cinco esta-

ções de tratamento de águas residuais: Esteveira (construída em 2009), Murteira (requalificada em 2019), Quinta dos Gatos, Bordalo

Alenquer passa a ter abastecimento a partir de Castelo do Bode oi inaugurada a nova conduta adutora que vai passar a fazer o abastecimento a Alenquer e das freguesias a norte do concelho até Pereiro de Palhacana via Castelo do Bode, uma nova origem que passa a constituir-se como uma mais-valia pela qualidade do abastecimento que permite. Na inauguração, o presidente da Câmara Pedro Folgado saudou o investimento que chega com 30 anos de atraso. Permite ainda maior redundância do sistema, já que no caso de uma falha no abastecimento, Alenquer passa agora a dispor, com este novo ponto, de duas origens para fazer chegar a água às torneiras dos consumidores.

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Novo ponto de abastecimento inaugurado

Pinheiro e Pendente II. Com a entrada em funcionamento ficarão três ETAR que garantem um tratamento eficaz e seguro dos efluentes produzidos por cerca de 19 mil utilizadores domésticos e centenas de empresas e espaços comerciais. O novo Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Samora Correia tem um horizonte temporal de 30 anos e capacidade para receber o efluente doméstico dos aglomerados populacionais de Arados, Porto Alto e Samora Correia. Até 2022, a Águas do Ribatejo prevê investir cerca de 20 milhões de nos sistemas de tratamento de águas residuais e de abastecimento de água dos sete concelhos que serve. Algumas das intervenções de ampliação e requalificação de sistemas serão realizadas apenas com capitais da AR. “Teremos de suportar, quer com recursos próprios, quer com finan-

ciamento bancário, cerca de 13,4 milhões de euros”, explica o presidente do conselho de administração da AR, Francisco Oliveira, que preside igualmente à Câmara de Coruche. A AR destaca, no abastecimento, a construção de uma nova estação de tratamento de água (ETA) em Fazendas de Almeirim e as ampliações das de Almeirim e de Alpiarça, bem como a ampliação e requalificação do reservatório do Cerejal, que abastece a cidade de Torres Novas e será alvo de “uma profunda intervenção”. No saneamento, “onde já foram investidos mais de 80 milhões de euros”. Estão concluídas as ETAR da Malhada Alta (Coruche), Lapas/Ribeira Branca e Fungalvaz (Torres Novas). Em fase de conclusão estão as empreitadas de Samora Correia (Benavente), Chancelaria/Pedrógão, Lamarosa e Rexaldia, todas em Torres Novas.


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Jornal Valor Local - Edição de Março 2020  

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