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Cidades
A TRIBUNA
Terça-feira 9
www.atribuna.com.br
julho de 2013
Vento. Velocidade. Esqui na água Em Guarujá, o kitesurf ganha adeptos. Não é um esporte tão barato para aprender e se equipar, mas internet tem opções em conta CLAUDIO VITOR VAZ
EDUARDO BRANDÃO DA REDAÇÃO
Véspera de feriado marcado por garoa insistente e ventocortante e frio capaz de espantar até o turista mais teimoso das praias de Guarujá. Apesar das condições desfavoráveis, é o cenário ideal para se aventurar na modalidade que promete ser a mais nova onda no inverno. Isso mesmo: a estação mais fria do ano reúne elementos propícios para o kitesurf (surfe com pipa, em livre tradução). Para quem não dispensa esportes que tenham contato com a natureza, a modalidade é opção certa. Após o stand-up paddle (em pé com remos, ao pé da letra), que invadiu as praias da região nos últimos verões, o kitesurf é um misto de surfe convencional com voo livre e esqui. O praticante desliza sobre a água com uma prancha e é puxado por um tipo de paraquedas atado à cintura. A novidade que, aos poucos, invade o mar guarujaense trouxe um colorido especial à cinza manhã de ontem no ponto final da Praia da Enseada – local conhecido como Morro do Tortuga. E tende a ser mais frequente nos meses em que a orla fica semideserta, e os ventos, mais fortes. O esporte aquático é próprio para pontos de águas calmas e lisas, ventania e livre de obstáculos. Adeptos afirmam que qualquer pessoa com mais de 40 quilos e que saiba nadar pode praticar a modalidade. No entanto, é indispensável o aprendizado com um instrutor capacitado. Devido à força dos ventos e à necessidade de precisão das manobras, o risco de acidentes torna-se alto. Tanto que, em algumas praias da região Nordeste do País, há re-
Impressão História Inventado em 1985 por dois irmãos franceses (Bruno e Dominique Legaignoux), tornou-se popular na Europa no fim da década de 1990. O nome resulta da junção de uma palavra e um verbo ingleses: kite (pipa) e to surf (navegar).
“Há a sensação de quase voar. As manobras são mais complexas e bonitas” Luiz Felipe Torres, surfista
PESA NO BOLSO
Na tradução literal, é surfe com pipa. Explicando melhor, trata-se de escorregar na água com uma prancha amarrada a um tipo de paraquedas
gras específicas para se aventurar sobre o mar com a pipa. MANOBRAS
Os frequentadores mais assíduos das praias de Guarujá não se assustam mais com a parafernália usada pelos praticantes da modalidade. “Alguns chegam a saltar maisde ummetro efazer manobras incríveis”, afirma João Fernandes Souza, atendente de um quiosque na praia do Enseada. “Eles (surfistas) chegam, demoram alguns minu-
Multicampeão Natural de Ilhabela, no Litoral paulista, Guilly Brandão, de 33 anos, alcançou o tricampeonato da categoria em 2010. Ele é considerado um dos maiores nomes da modalidade e acumula o pentacampeonato brasileiro de ondas e o tetracampeonato de freestyle (estilo livre).
tos montando os equipamentos e navegam”, continua. Recentementeadepto da modalidade, o surfista Luiz Felipe Torres explica que o esporte
surgiu do casamento entre surfe e windsurf (prancha à vela). A diferença, conforme afirma, está na liberdade que a pipa traz ao praticante.
“Há a sensação de quase voar. Como é o vento que nos move, as manobras são mais complexas e bonitas”, descreve Torres. E os bons ventos também afastam eventuais riscos de colisões com banhistas, salientam os praticantes. “O kitesurf encontra melhores condições em lugares (no mar) mais lisos. Então, ficamos distantes da arrebentação (local onde as ondas quebram), o contato com os banhistas é menor”, argumenta Pedro Moura.
Além das noções essenciais para se manter na prancha e se movimentar com a ajuda da pipa, o praticante precisa ter conhecimento das regras da modalidade e noções de segurança. O custo é salgado: aulas técnicas e práticas não saem por menos de R$ 1 mil – embora na internet seja possível encontrar cursos mais baratos. O conjunto mínimo para a prática – prancha especial, o kite (paraquedas) e trapézio (cinta) – varia de R$ 8,5 mil a R$ 12 mil. Também na internet, podem-se achar objetos usados pela metade do valor. Para os esportistas, trata-se de um investimento. “Não tem nenhuma outra modalidade (de surfe) que se assemelhe. É uma sensação única. Mas toda e qualquer segurança nunca é demais”, argumenta Moura. Em sete horas, ele estava preparado para velejar sobre as ondas – tempo que varia de aluno para aluno. O obstáculo para aqueles quesentem vontadede experimentar a nova vedete das praias recai mesmo no alto custo dos equipamentos.
JOSÉ CINTRA BAPTISTA
‘Através das Lentes’ abre inscrições GINO PASQUATO
DA REDAÇÃO
Quem gosta de registrar momentos do cotidiano em fotos já pode se inscrever no VIII Prêmio Baixada Santista Através das Lentes. O prazo termina no dia 28. Este ano, o prêmio tem quatrocategorias diferentes. O concurso, em sua oitava edição, vem com uma novidade: quem gosta de fotografar usando o Instagram, rede social que virou febre, também pode concorrer. Fotógrafos profissionais e amadores podem participar do Lentes. Basta acessar www.atribuna.com.br/premiolentes e se cadastrar. Feito isso, os participantes deverão enviar até quatro fotos de sua autoria, sendo permitida apenas uma para cada categoria. Para a categoria Instagram, é necessário, além do envio, validar a participação compartilhando a imagem escolhida no próprio aplicativo, inserindo na legenda da foto a hashtag (palavra-chave) #premiolentes. Para Renata Santini Cypriano, diretora de marketing de A Tribuna, o grande objetivo do prêmio é estimular a paixão pelas lentes. “Nossa intenção é incentivar os talentos da fotografia da nossa região. A nova categoria,Instagram, foi pensada para aproximar ainda mais os participantes do concurso”. Todos os participantes devem ser maiores de 18 anos, residentes e domiciliados no Brasil. A premiação e o regulamento completo do concurso podem ser conferidos em www. atribuna.com.br/premiolen tes. O VIII Prêmio Baixada Santista Através das Lentes é uma
No ano passado, houve premiação para as categorias Profisisonal (acima) e Amador (ao lado). Agora, são...
Categorias Arquitetura
Imagens que retratam edificações, vistas de diferentes ângulos e perspectivas ou a beleza de sua geometria e sua alvenaria na Baixada Santista.
Pessoas
Imagens que tenham como assunto principal as pessoas, seus gestos e atitudes, de forma espontânea, representando a simplicidade do momento ou até mesmo compondo uma história. Não serão consideradas nesta
categoria fotos posadas, como usualmente no universo da moda e dos cosméticos.
Natureza e Paisagem
Imagens que apresentam a vida natural, a flora e a fauna em capturas originais, ângulos inusitados, belas cores, luz e composição. As possibilidades da fotografia de paisagens não têm limites, podendo ser urbanas ou rurais. O fotógrafo deverá se restringir a registrar apenas as imagens obtidas na Baixada Santista, que compreende nove municípios
(Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Guarujá, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe).
Com tema livre (dentro do propósito do concurso, na Baixada Santista), através do aplicativo Instagram para smartphones ou tablets, o participante deverá usar a câmera do telefone celular/tablet de uma forma particularmente criativa, podendo ainda aplicar os efeitos e recursos disponíveis no aplicativo.
... quatro modalidades para as quais candidatos podem fazer fotos
Prazo
28
de julho
é o último dia para se inscrever na oitava edição do concurso
iniciativa de A Tribuna, com patrocínio da Marimex Inteligência Portuária e apoio da Nascimento Turismo.
ESCOLHA
A Comissão Julgadora escolherá cinco fotos de cada categoria (Natureza e Paisagem, Pessoas e Arquitetura). Entre as cinco finalistas, uma será escolhida a melhor. Na categoria Instagram, a escolha será feita pelo Facebook. Todas as fotos dessa categoria serão postadas na página do prêmio (www.facebook. com/PremioLentes). As cinco mais curtidas serão finalistas, e a vencedora será escolhida também pela Comissão Julgadora.