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Revista da

Unimed ANO 34 | Nº 167 | Trimestre 02 - 2010 | www.unimedvtrp.com.br Av. Benjamin Constant, 1058 - 5º andar - CEP 95900-000 - Lajeado/RS

Inverno itas de sopas Deliciosas rece pág. 4

Doações ariedade Um ato de solid pág. 10

Salve vidas eiros socorros Aprenda os prim pág. 14

ANS nº 30639-8

Mala Direta Postal 9912219372 - DR/RS UNIMED VALE DO TAQUARI

CORREIOS


Expediente Unimed - Cooperativa de Serviços de Saúde dos Vales do Taquari e Rio Pardo Ltda. Revista da Unimed - publicação que substitui o Jornal da Unimed, lançado em agosto de 1977 - circulação trimestral Fotos: Elise Bozzetto Modelos da capa: Irno Pedro Lenz, Francisco Ribeiro Heissler e Vinícius Diehl Projeto gráfico e diagramação: TaoS Comunicação e Marketing Redação: Daniel Silveira e Josiane Rotta Jornalistas responsáveis: Daniel Silveira (Mtb/RS 9758) e Josiane Rotta (Mtb/RS 11834) Equipe editorial: Dr. Paulo Roberto Jucá, Danielle Harth, Daniel Silveira e Josiane Rotta Impressão: Editora Gráficos Burti Tiragem: 29.000 exemplares Circulação dirigida: distribuição gratuita para cooperados, empresas conveniadas, clientes de planos familiares, serviços credenciados, co-irmãs, entidades médicas, entidades culturais. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião dos responsáveis por este jornal. E-mail: imprensa@unimedvtrp.com.br www.unimedvtrp.com.br SAC: 0800 051 1166

Leve a sério a autoestima

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No frio? Sopa!

Vacinação é estratégia de resistência contra a Gripe A

Visitantes indesejados

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Com a asma sob controle

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Um ato de solidariedade

Saiba como agir em situações de emergência

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Comercialização e Administração de Planos de Saúde Assistenciais. Comercialização de Programas de Saúde Ocupacional.

Conselho Federal de Medicina define atribuições da medicina ortomolecular

Lidando com as varizes

18 editorial

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Notícias Unimed

Bem-vindo à Revista da Unimed Cada vez mais imbuída pela sua missão – promover a saúde e a qualidade de vida de seus clientes, a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) vem, gradativamente, inserindo esse compromisso em seu dia-a-dia. Esse posicionamento, que engloba uma definição mais abrangente de promoção à saúde e qualidade de vida, acaba de se materializar nas páginas do principal veículo de comunicação da Unimed VTRP com seus clientes. Para atender a essa mudança, o Jornal da Unimed se transformou na Revista da Unimed. Além do novo layout e da utilização de papel certificado pelo Forest Stewardship Council (FSC), que assegura a procedência do produto e sua produção em condições socialmente e ambientalmente responsáveis, a publicação também passa de 12 para 20 páginas. No campo editorial, a revista amplia seu espectro, tratando não só de temas referentes à saúde, mas de questões relacionadas ao bem-estar dos indivíduos como um todo. Mas, antes de tudo isso, todas essas modificações buscam entregar aos leitores um material visualmente mais agradável e com conteúdo mais completo. Esperamos, ao longo das próximas edições, conseguimos alcançar esses objetivos. Boa leitura!


comportamento

Leve a sério a autoestima

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Cada indivíduo faz uma avaliação de si próprio, que pode ser negativa ou positiva, real ou distorcida. E é essa percepção que determina a autoestima – algo essencial para a saúde psíquica de qualquer pessoa. “Se não tivermos uma boa autoestima, viveremos envolvidos por sentimentos de inutilidade, de fracasso e de autorrejeição. Quando motivados por essas emoções, nossa vida passa a ser uma constante e fracassada tentativa de se autoafirmar”, explica o psiquiatra Alex Resende Terra. A autoestima é parte integrante da personalidade da pessoa e as experiências de vida e a qualidade das inter-relações são determinantes para o seu desenvolvimento. O período da infância é um dos mais decisivos para sua formação, sendo estabelecidas muitas características para o resto da vida. No entanto, ainda podem haver mudanças depois dessa fase, tanto na adolescência quanto na vida adulta. “Sabemos que temos uma boa autoestima quando conseguimos nos aceitar plenamente, com nossas virtudes e defeitos. O indivíduo tem liberdade total de experimentar os seus sentimentos (raiva, medo, desejos), sem que eles lhe pareçam ameaçadores ou que sejam provas incontestáveis de que ele é uma pessoa ruim (sempre é bom lembrar que aceitar bem os próprios sentimentos, sem culpas,

não é fazer livremente o que se tem vontade, sem pensar em consequências)”, esclarece Terra. Desta forma, o indivíduo consegue ter uma percepção mais realista de si mesmo, sem as distorções impostas pelos modelos de pessoa ideal que toda sociedade cria. Isso se traduz em uma atitude autoconfiante, ou seja, uma capacidade de confiar nas próprias capacidades, aceitando desafios que estão ao alcance de resolver e deixando de lado aqueles que sabe não poder assumir - sem que isso faça o indivíduo se sentir um fracassado. Mas autoconfiança não é a única característica de alguém com boa autoestima. Também é importante uma boa capacidade de ter relacionamentos sociais o que inclui saber lidar com os outros, ser flexível, ter empatia e saber regular a distância e a proximidade com outras pessoas. Segundo o psiquiatra, um indivíduo que percebe ter uma autoestima baixa deve fazer um trabalho de autoconhecimento, ou seja, de psicoterapia, que pode ser individual ou em grupo, onde precisa ser desenvolvida a capacidade de se auto perceber, aceitar, confiar e a capacidade de formar laços sociais, sendo esse um trabalho de amadurecimento da personalidade.

O perigo do exagero Apenas uma boa autoestima não é suficiente para uma vida plena de significado. Segundo o psiquiatra Alex Resende Terra, alguns estudos atuais mostram que pessoas agressivas, como autores de bullying (humilhações e agressões contra colega de escola) ou criminosos violentos, não possuem um autoconceito negativo, como se pensava, sendo até mesmo o contrário. O que ocorre, na verdade, é que eles possuem uma “autoestima” exagerada e injustificada, além de uma desconsideração pelos sentimentos dos outros, acarretando em condutas sociopáticas. “Para o desenvolvimento de uma personalidade madura e ética, precisamos sim de uma autoestima elevada, mas em conjunto com outras características também importantes, principalmente aquelas relacionadas ao convívio social, como empatia e cooperação”, comenta Terra. De nada adianta ser um indivíduo confiante em si mesmo e nas próprias capacidades, porém ter a convicção de que é mais importante do que os outros e que o mundo deve girar em torno de suas necessidades e caprichos. O cuidado e a valorização de si mesmo devem andar de mãos dadas com o cuidado e valorização do próximo.


alimentação saudável

No frio? N

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SoPa!

o inverno, o organismo gasta mais energia para se manter aquecido. A fome aumenta um pouco, mas temos que tentar nos alimentar fugindo dos alimentos muito gordurosos. Se as saladas não lhe apetecem por conta do frio, leve os legumes e as folhas para a sopa - o que a deixará mais nutritiva e com baixo valor calórico. Evite acrescentar óleos e temperos ricos em sal. Enriqueça sua sopa com as proteínas das carnes magras, frango sem pele, peixe, ou das leguminosas como a soja ou os feijões. Acrescente também fibras solúveis como o farelo de trigo ou aveia, que

Caldo de galinha magro Ingredientes 1 carcaça de frango sem gordura visível 3 litros de água 100g de carne bovina magra 3 dentes de alho picados 3 cebolas médias e cortadas em rodelas 3 tomates cortados em cubos 3 cenouras limpas e cortadas em rodelas 2 nabos pequenos limpos e cortados em pedaços médios Tempero verde (salsa e cebolinha) Louro Manjerona

ajudam a regular a função intestinal, mantém o colesterol em níveis saudáveis e promovem a sensação de saciedade. Quem não dispensa um pãozinho como acompanhamento, deve optar pelas versões light ou pão integral.

A base das sopas são os caldos, mas evite os prontos, pois são ricos em gorduras e sal. Prepare você mesmo e conserve em refrigeração ou congelado, para ir utilizando quando necessário. Confira a seguir três dicas de sopas e cremes e uma versão de caldo light, preparadas pelas nutricionistas do Espaço Vida Unimed.

Modo de preparo Coloque numa panela os pedaços da carcaça de frango, mais a carne bovina magra, o alho, as rodelas de cebola, as cenouras, os nabos e os tomates. Cubra com água fria (em quantidade suficiente para cozinhar bem a galinha, de acordo com o volume do caldo que desejar), acrescentado cheiro verde, louro e manjerona a gosto. Se quiser, acrescente outros vegetais de sua preferência. Quando ferver, deixe em fogo brando por, no mínimo, uma hora e meia. Com o caldo bem consistente, desligue o fogo e deixe esfriar. Quando esfriar, de preferência no freezer ou no refrigerador, retire toda a gordura que ficou na superfície, coe e está pronto para ser utilizado como base para sopas, molhos e pratos diversos. Dica: para preparar o caldo de carne, utilize, no lugar do frango, a carne de gado com osso (preferencialmente).


Creme de abóbora Ingredientes 300g de abóbora (tipo pescoço) 2 colheres (sopa) de margarina light 1 talo de salsão picado 1 cenoura pequena picada 1 cebola pequena 1 litro de caldo de frango light Sal e pimenta do reino Nós moscada

Sopa de espinafre à Italiana Ingredientes 4 dentes de alho amassados 1/2 cebola roxa picada 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 1 abobrinha picada em cubos 2 molhos de espinafre picados 2 xícaras (chá) de macarrão integral 3 claras sal e pimenta do reino 500ml de água Modo de preparo Em uma panela com azeite, refogue o alho e a cebola até que a cebola fique transparente. Junte o espinafre e a abobrinha. Acrescente água, deixe ferver, e, se necessário, coloque mais água. Ferva o macarrão em uma panela separada e, depois de quase pronto, junte o espinafre e a abobrinha. Para finalizar, junte as claras (sem bater) devagar, mexendo sempre para misturar bem. Coloque sal e pimenta a gosto.

Modo de preparo Corte a abóbora em cubos bem pequenos e reserve. Em uma panela coloque a margarina light e leve ao fogo. Quando estiver borbulhando, acrescente a cebola, a cenoura e o salsão picados. Refogue por 3 minutos e acrescente os cubos de abóbora. Refogue novamente por 2 ou 3 minutos e acrescente 1/2 concha do caldo de frango light à panela. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até que os cubos de abóbora estejam bem macios. Acrescente o caldo restante e cozinhe por 2 a 3 minutos. Transfira a sopa para o copo de um liquidificador e deixe esfriar um pouco. Bata em velocidade máxima, para obter um creme bem liso. Coloque novamente na panela e leve ao fogo temperando com sal e pimenta-do-reino. Sirva salpicando com um pouquinho de noz moscada ralada na hora. Você sabia? A abóbora contém grande quantidade de betacaroteno, assim como a cenoura. No organismo, essa substância se converte em vitamina A e é muito importante para a visão e a integridade das mucosas. A abóbora também contém os minerais cálcio e fósforo, que participam da formação de ossos, dentes e sangue, construção muscular e transmissão de impulsos nervosos.

Você sabia? O espinafre é rico em sais minerais como ferro, cálcio e fósforo, importantes para a formação dos ossos, dentes, contração muscular e formação do sangue. Possui também grande quantidade de vitaminas do complexo B, como ácido fólico, essencial na gestação para a formação do feto. A cebola, considerada a base de todos os temperos, contém vitaminas A e do complexo B e minerais como fósforo e potássio. Assim como o alho, auxilia o organismo na defesa contra infecções.

Sopa cremosa de beterraba Ingredientes 1/2 colher (sopa) de requeijão light 1 dente de alho amassado 1/2 xícara (chá)de cebola picada 250g de beterraba cozida com casca 1/2 xícara (chá) de suco de laranja tempero verde 1/2 litro de caldo de frango light Modo de preparo Coloque o requeijão numa panela, aqueça e junte o alho e a cebola, mexendo sempre até murcharem. Adicione a beterraba sem casca e passada pelo processador, o suco de laranja, o tempero verde e o caldo de frango. Misture e deixe em fogo alto até ferver. Diminua o fogo e cozinhe por 15 a 20 minutos, mexendo algumas vezes. Retire do fogo, espere esfriar um pouco e bata no liquidificador. Sirva quente ou frio. Salpique com tempero verde e salsa. Você sabia? A beterraba é rica em vitaminas e sais minerais, como vitamina A, do complexo B e C. Contém também cálcio, ferro e potássio, sendo excelente no controle da pressão arterial e no combate à anemia. O alho possui propriedades antibacterianas e é um poderoso antioxidante, protegendo contra diversos tipos de câncer. A laranja é rica em vitamina C - antioxidante que combate os radicais livres - e em minerais como o potássio, importante na manutenção das funções do organismo.


prevenção 06

Vacinação é estratégia de resistência contra a Gripe A

D

epois de ter causado pânico mundial durante o ano passado, a gripe A voltou ao centro das atenções em 2010. Governos de diversos países planejam ações para impedir que a doença se prolifere com a mesma força nesse ano. No Brasil, o Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde, realizou, de 08 de março a 21 de maio, a vacinação contra a doença. Conforme o infectologista Marcelo Carneiro, de Santa Cruz do Sul, foram vacinados nesse período os grupos identificados como os mais atingidos pela doença, a partir da análise da pandemia em 2009 – trabalhadores da saúde, indígenas, gestantes, idosos, pessoas de 20 a 39 anos, doentes crônicos e crianças de seis meses a menores de 2 anos. Àqueles que não se enquadram nesses grupos, o médico recomenda que busquem a vacinação na rede privada, em clínicas autorizadas. A gripe A é causada por uma variação do vírus H1N1, que teve seu primeiro caso confirmado em abril de 2009, no México. Ela é uma doença respiratória aguda que é transmitida de um indivíduo para outro, principalmente por tosse ou espirro e pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Marcelo Carneiro acredita que a campanha de vacinação ajude a diminuir a incidência da doença, com a consequente redução dos casos graves e óbitos. Entretanto, o infectologista salienta que é imprescindível que as medidas preventivas sejam mantidas – evitar ambientes fechados, não trabalhar

com tosse e febre, higienizar as mãos frequentemente, especialmente após espirros e contato com nariz e boca. A nova gripe começa com febre alta, em geral acima de 38ºC, por cerca de três dias. O enfermo também sofre dores musculares, na garganta e de cabeça, além de apresentar tosse seca. Os sintomas respiratórios tendem a piorar e duram cerca de três a quatro dias após o fim da febre. Apesar de, por muitas vezes, os sintomas da gripe A se parecem com os do resfriado – congestão nasal, tosse, rouquidão, febre e dor de cabeça – Marcelo Carneiro enfatiza que medidas como a ingestão de vitamina C não surtem efeito sobre a Influenza H1N1. “Quanto à morbidade e mortalidade, a gripe A é mais agressiva, o que torna crucial as pessoas realizarem a vacinação”, afirma. O médico também reforça a importância da frequente higienização das mãos, uso de lenços de papel para a higiene do nariz e ao espirrar ou tossir, além de evitar lugares fechados e aglomerações de pessoas quando estiver com sintomas respiratórios. O infectologista tranquiliza a comunidade com relação à eficácia da vacina contra a gripe A e adverte a população sobre a circulação de informações incorretas – principalmente e-mails – que desaconselham o uso do medicamento. “Estes e-mails não possuem nexo causal e são fracamente embasados nas evidências científicas, o que significa uma brincadeira de mau gosto que atrapalha e até pode acarretar em prejuízos à saúde”, alerta. Conforme o médico, o histórico mundial da prevenção de doenças e do aumento de


sobrevida das pessoas demonstra como as vacinas foram eficazes e diminuíram a mortalidade e morbidade. A vacina pode provocar reações adversas em pessoas alérgicas à proteína do ovo, usada em sua fabricação. Mas essa hipótese é considerada rara pelo infectologista. Nesse caso, Marcelo Carneiro recomenda que o paciente que necessita da imunização converse com seu médico e verifique a estratégia a ser adotada. “Dependendo do grau de alergia, o uso de antialérgicos antes da vacinação pode ser indicado se a pessoa tiver um grande risco e necessitar de vacina”, explica.

Se a vacina é uma alternativa preventiva, medicamentos como o Tamiflu – ao menos outros dois antivirais já estão no mercado – são utilizados para o tratamento de quem contraiu a doença. Entretanto, Marcelo Carneiro afirma que o remédio só deve ser usado sob orientação médica. “A indicação possui critérios clínicos e tempo para o melhor uso, é por isso que as pessoas suspeitas não devem demorar a procurar assistência médica especializada”, orienta.

u duas vezes na hora de en, 61 anos, não penso eis Th a a ari M y c e L da a crônica, ela seguiu A aposenta adora de uma doenç rt Po . A e nta ip Sa gr de da ra a u n it i e f fazer a vac talado pela pre co e foi até o posto ins nos recomendação do médi berfest. “É importante O d, no Parque da kto me i Un a s ca na l ta. Su n Cruz do por vir”, come gripe violenta que está prevenirmos contra essa entre os colegas Arte de Viver, ela nota de ida ra i e c r e t e d po de enfermagem, Integrante do gru cina. Lecy, ex-auxiliar va a r a ur c pro em e ss as no combate à um grande intere das medidas preventiv ia nc rtâ po im da e c e qu giene”, alerta. também não es ecer das medidas de hi qu es s o em od p o nã m gripe A.“També


piolhos

Visitantes indesejados

S 08

eu filho já tomou banho e lavou os cabelos direitinho, mas continua coçando a cabeça sem parar. Uma análise mais apurada pode revelar o mal que está afligindo o guri: os famigerados piolhos. Esses bichinhos, que se alimentam do sangue do couro cabeludo, são parasitas que adoram se embrenhar entre os cabelos – um ambiente que fornece calor e umidade suficientes para sua proliferação. O contágio por piolhos, também chamado de pediculose, não está diretamente relacionado à falta de higiene. O contato pessoal e direto entre um indivíduo infestado e uma pessoa que não tenha piolhos, além do uso coletivo de pentes, travesseiros, chapéus, bonés, bandanas e almofadas, dentre outros utensílios, pode ser o que eles precisavam para invadir a cabeleira alheia. Uma vez na cabeça, os piolhos fêmeas depositam seus ovos nos cabelos – cada uma delas pode pôr, em média, cerca de 200 ovos (as lêndeas) que, dentro de uma semana, começam a descascar, dando origem a mais piolhos. Engana-se quem pensa que a comichão é o único agravante provocado por esses indesejados inquilinos. A coceira pode provocar feridas no couro cabeludo que servem como acesso para infecções e bactérias no organismo, comenta o dermatologista Kauê Marcolin Duro, de São Jerônimo. “Estas lesões escoriadas constituem-se em entradas para infecções bacterianas, incluindo bactérias trazidas pelas próprias fezes do piolho. Em alguns casos pode ocorrer o aparecimento de ínguas no pescoço e, em situações mais graves, até anemia”, explica o médico. Além disso, a pessoa com piolho pode se sentir constrangida entre outros indivíduos, com prejuízo ao convívio social e ao desempenho na escola – no caso das crianças. Uma forma de evitar a convivência com tão desagradável visitante é examinar a cabeça periodicamente ou sempre que aquelas coceiras suspeitas se manifestarem. O uso de pente fino nos cabelos diariamente ajuda a verificar a presença do invasor. Bastante importante também é evitar o

compartilhamento de acessórios de uso individual como os citados anteriormente, atitude que colabora para a disseminação do parasita. Porém, depois que a presença de piolhos é constatada, é possível adotar algumas medidas para o extermínio dessa praga. Em primeiro lugar, descarte o uso de inseticidas e outros produtos não recomendados, como o querosene. Mesmo a aplicação de produtos farmacêuticos autorizados contra piolhos deve seguir recomendações médicas, pois muitos deles possuem substâncias tóxicas. “Ainda hoje existem métodos populares indevidos, comprovadamente improdutivos na eliminação dos piolhos, e que trazem risco ao ser humano. O uso de querosene e inseticidas, por exemplo, podem levar a intoxicação e/ou dermatite, incluindo formas severas”, alerta o médico. Conforme o dermatologista, as medidas para evitar o contágio devem levar em conta o tratamento da pessoa infectada e daqueles com quem ela convive, para que não ocorra uma nova infestação. O médico recomenda o uso de xampus ou loções, com repetição da ação após a primeira semana, ou o tratamento via oral. Mas salienta: “Tanto o tratamento tópico como o oral matam os piolhos, mas não matam seus ovos. Assim, se as lêndeas continuarem nos cabelos após o tratamento, a pessoa voltará a ter piolhos”, esclarece. Por isso, diz Kauê Duro, o tratamento medicamentoso deve ser associado a outras medidas. Além do uso de pente fino, medidas como desinfetar roupas e utensílios que possam estar infestados com água quente, não compartilhar objetos pessoais, manter os cabelos curtos ou presos, passar aspirador de pó em poltronas, tapetes, almofadas e bichos de pelúcia também são importantes. Como forma de exterminar as lêndeas, o dermatologista indica um método caseiro, reconhecido pelo Ministério da Saúde. Para começar a higienização, penteie os cabelos sobre um pano. Depois, deixe os piolhos e lêndeas que caíram no tecido por 30 minutos num recipiente com vinagre diluído em água (na proporção de 1/1) – essa mistura é letal para os parasitas. Feito isso, selecione uns poucos fios de cabelo e envolva-os em um pedaço de algodão embebido na mesma solução, puxando os fios da base até a ponta para remover as lêndeas deixando-as, depois, “de molho” na mistura de vinagre e água, repetindo a operação até estar certo de que revisou todo o cabelo. A eliminação dos ovos do piolho interrompe seu ciclo de reprodução, pondo fim à infestação.


alívio

Com a ASMA sob controle

R

espirar fundo, sentir o ar invadir os pulmões, expirar e relaxar. Esse não é um privilégio para todos e em qualquer momento. Que o diga uma pessoa com asma. Mas apesar dos episódios de crise, com tratamento adequado e alguns cuidados, esses pacientes podem manter a doença sob controle e ter qualidade de vida.

09

A asma não tem cura. É uma inflamação crônica que provoca estreitamento reversível dos brônquios e se manifesta por episódios recorrentes de falta de ar, tosse, aperto e “chiado” (sibilância) no peito, principalmente à noite e pela manhã, ao despertar. Segundo o pneumologista Pedro Paulo de Andrade, a doença melhora espontaneamente ou com o uso de medicamentos à base de broncodilatadores e anti-inflamatórios (corticoides), atualmente usados sob a forma de spray inalatório (bombinha). Muitas vezes a asma é acompanhada de rinite alérgica, que também deve ser tratada concomitantemente. Há outros medicamentos adicionais para casos especiais, como os leucotrienos. Quanto à bombinha, o pneumologista recomenda seu uso com um espaçador adequado, vendido junto com o

medicamento ou em separado. É importante usar o espaçador para que o jato da bombinha não fique na garganta e chegue até os pulmões. Em caso de necessidade, ele até pode ser feito em casa, artesanalmente. Pegue duas garrafas pet, de água mineral, corte o fundo delas e as emende com esparadrapo. O tamanho final dever ser de mais ou menos um palmo. Dilate uma extremidade com água quente e adapte ao bocal da bombinha. Agite todo o conjunto (duas a três sacudidas). “Coloque o bocal da bombinha numa das extremidades do espaçador e a boca na outra extremidade. Dê três a quatro jatos, não esqueça de fechar o nariz e aspirar pela boca”, explica o pneumologista. Se o paciente estiver sem a medicação, como medida paliativa ele pode tomar duas xícaras de café ou chá da Índia, que contém substâncias com propriedades broncodilatadoras. “Outra dica muito importante é atacar a crise desde o início, porque começa com estreitamento dos brônquios e depois vem a inflamação e secreção de muco (catarro) que agravam ainda mais o quadro. Logo, muita atenção: qualquer sintoma deve ser tratado desde o início”, completa Andrade.

Se você é asmático: · Não fume ou fique exposto à fumaça de cigarro; · Mantenha sua casa e seu ambiente de trabalho ou lazer sem poeira. Evite contato com tapetes e cortinas. Evite sacudir roupa de cama. Ao invés de varrer a casa e levantar poeira, passe um pano úmido. Evite animais dentro de casa; · Pratique exercícios ao ar livre. Natação é um exercício muito adequado; · Consulte regularmente seu médico e siga seu tratamento. Às vezes um telefonema e uma orientação na hora certa podem ser uma boa solução; · Procure participar de grupos de educação para asma; · Conheça seu inimigo! Você nasceu com uma via aérea irritável, aprenda a lidar com ela. Um site com informações sobre a doença é o www.asmabronquica.com.br/paciente/index.html.


doações 10

Um at o de

solidari edade D iariamente, o destino de milhares de seres humanos ao redor do mundo é selado pela decisão de outros indivíduos que nem os conhecem, mas que, apesar disso, são capazes de se importar. Num gesto de altruísmo, eles têm a generosidade de dizer sim e tornarem-se doadores – de medula, de órgãos, sangue. Dessa forma, passam a integrar uma rede de solidariedade e gratidão e permitem que outras pessoas prossigam suas vidas.

As doações de órgãos (coração, pulmão, rim, pâncreas e fígado) e tecidos (medula óssea, ossos, córneas...) possibilitam a realização do transplante, procedimento cirúrgico

que pode salvar o paciente que corre risco de morte ou melhorar sua qualidade de vida. Para se tornar um doador de órgãos e tecidos, o primeiro passo a ser dado é informar à sua família a sua vontade. Uma única pessoa pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de ao menos outros 25 indivíduos. Antes de efetivar o transplante, são feitos testes laboratoriais para verificar a compatibilidade entre doador e receptores. Uma triagem, que leva em consideração critérios como tempo de espera e urgência do receptor, define quem receberá os órgãos. Apenas no caso de doação em vida o doador poderá indicar quem receberá o órgão.

Unimed VTRP dá atenção especial à doação de medula óssea A Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) tem buscado dar visibilidade à importância da doação. A Cooperativa já desenvolveu duas campanhas para cadastrar doadores de medula óssea. A primeira ocorreu em novembro de 2009, em Lajeado, com a parceria do Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs), de Porto Alegre, e do Hemovale, de Lajeado, e cadastrou 326 voluntários. A segunda ação foi realizada em Santa Cruz do Sul, com o apoio do Hemorgs Regional Santa Maria, em 08 de abril desse ano, e totalizou 300

para salvar + vidas

só falta você.

cadastrados. No município do Vale do Rio Pardo, a campanha de cadastro de doadores foi realizada dentro da programação do Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril. Para ser doador de medula óssea, basta ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado geral de saúde. Depois da coleta de uma pequena quantidade de sangue (5ml) e do preenchimento de uma ficha com informações pessoais, a amostra do

voluntário é tipificada por exame de histocompatibilidade (HLA), teste de laboratório que identifica as características genéticas que podem influenciar no transplante. As pessoas cadastradas passam a integrar o banco brasileiro de doadores, chamado de Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Os dados dos doadores são cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Em caso de compatibilidade com algum paciente, outros exames de sangue são necessários. Se a compatibilidade for confirmada, o voluntário é consultado para confirmar se deseja realizar a doação. A chance de encontrar uma medula ideal é, em média, de uma em cem mil. A doação de medula óssea é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Não deixe faltar sangue O sangue é um instrumento indispensável na rotineira luta pela vida dentro dos hospitais. Todos os dias, vítimas de acidentes e violência e pessoas que passam por problemas de saúde necessitam deste elemento vital. Apesar disso, os bancos de sangue vivem em constante mobilização para que seus estoques mantenham-se ao menos em níveis mínimos para atender à demanda. Para doar, o interessado deve dirigir-se ao banco de sangue, munido de documento de identidade com foto. Além de estar em bom estado de saúde, deve estar entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50Kg. Também é importante não estar em jejum no momento da coleta do sangue, apenas evitando consumir

alimentos gordurosos quatro horas antes de fazer a doação. Existem ainda situações em que as pessoas devem se abster de doar sangue como nos casos de febre, gripe, resfriado e gravidez (mulheres que tiveram parto normal podem doar sangue após 90 dias e aquelas que passaram por cesariana devem aguardar 180 dias). Outras situações, como pessoas sob tratamento medicamentoso, que foram submetidas a cirurgias ou que receberam alguma vacina, devem ser analisadas pelo médico responsável. Pessoas que passaram por transfusão de sangue ou fizeram tatuagem devem aguardar 1 ano para doarem sangue. Porém, existem casos em que a pessoa

fica definitivamente impedida de se tornar doadora de sangue. São eles: - Hepatite após os 10 anos de idade; - Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids, doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas; - Uso de drogas ilícitas injetáveis; - Malária; - Pessoas com comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis.


Vidas que seguem boa vontade e solidariedade entre as A doação de órgãos e tecidos continua sendo um gesto de r normalmente. Mas não é só isso que pessoas, através do qual muita gente consegue voltar a vive ça na forma como esses indivíduos passam acontece: a experiência também promove uma forte mudan ia. A seguir, conheça a história de três egr l a e é f a enxergar a vida, com mais generosidade, esperança, s. plante s tran pessoas que tiveram suas vidas transformadas pelos

Durante os tempos de faculdade, o engenheiro eletricista Irno Pedro Lenz, 47 anos, era um habitual praticante de esportes: jogava bola, fazia canoagem e chegava a ir de bicicleta de Lajeado a Porto Alegre, onde estudava. Por isso, o diagnóstico de que sofria de miocardiopatia dilatada o pegou de surpresa. A doença foi detectada em 1997 e já chegou impondo restrições: subir uma pequena elevação de sua residência se tornou uma tarefa complicada. Aos poucos, o problema cardíaco também foi limitando a atividade profissional do engenheiro. Mesmo após colocar um marca-passo, em 2001, as coisas seguiam piorando. “Cheguei a um ponto em que nada funcionava mais”, recorda. Lenz não conseguia mais caminhar ou se alimentar sozinho. O transplante de coração tornou-se imprescindível para que pudesse retomar a própria vida, o que ocorreu no dia 10 de janeiro de 2002. Como se encontrava bastante debilitado, Lenz ficou até o final de março hospitalizado em Porto Alegre. Nesse período, o apoio da família – esposa e irmãos, principalmente – e dos amigos foi fundamental. O engenheiro racional e lógico também viu a fé despertar em si. “Quando se passa por uma situação dessas, se dá mais valor ao lado espiritual”, comenta.

Irno

“M a i s v alo r a o l a do esp irit ual ”

Plenamente recuperado, Lenz hoje trabalha normalmente e mantém a caminhada e a natação como atividades físicas. Em relação à própria saúde, afirma tomar os cuidados que qualquer pessoa deveria adotar. Mas ele tem os próprios parâmetros para medir o quanto sua qualidade de vida melhorou: “Há dez anos atrás, eu não conseguia pegar minha filha de dois anos no colo. Hoje, vou de bicicleta de Lajeado a Colinas, junto com ela”, conclui.

“Vo l te i a ter um a v id a nor m al ” O bancário aposentado Francisco Ribeiro Heissler, 54 anos, foi a terceira pessoa em sua família obrigada a receber um transplante por causa de uma doença hereditária. No dia 19 de maio de 2002, depois de três tentativas frustradas por causa da incompatibilidade, finalmente conseguiu receber um rim. “Esse é o dia do meu outro aniversário. Tenho essa data bem guardada na memória, porque voltei a ter uma vida normal”, relembra.

Heissler descobriu a sua doença – glomerulonefrite membranosa, conhecida como rins policísticos - aos 22 anos. Além dele, dois irmãos, um neto e alguns primos sofrem da enfermidade. Até os 44 anos, o aposentado levava uma vida bastante regrada, mas sem maiores sobressaltos. Entretanto, nesse período, seus rins foram deixando de funcionar gradativamente, o que o obrigou a adotar a hemodiálise, no que considera o pior momento de sua vida.


Eram três sessões semanais com duração entre 3 e 4 horas cada. “Eu sofri muito. Tinha queda de pressão e dores de cabeça horríveis, e que, muitas vezes, me obrigavam a ficar no hospital”, recorda, salientando que, ainda assim, foi a hemodiálise que o manteve vivo durante aquela época. Além do cansaço provocado pela extenuante jornada e do desânimo causado pela sua condição, a falência dos rins impedia o aposentado de urinar. O novo rim permitiu a Heissler e a sua família levarem uma vida normal novamente. “A coisa mais importante nessas horas é termos com quem contar e eu tive a minha esposa e os meus dois filhos”, diz.

Francisco

“A sol i d ari ed ad e f oi mu i to ma rc a n te ”

Vinícius

A Copa do Mundo de 2002 é uma época marcante na vida do dentista Vinícius Diehl, 23 anos. No mesmo período em que a Seleção Brasileira conquistava o pentacampeonato de futebol, o jovem travava uma batalha de vida ou morte contra a leucemia. Os primeiros sintomas da doença manifestaram-se em janeiro daquele ano. Vinícius teve que interromper os estudos do 1º ano do Ensino Médio e buscar tratamento em Curitiba. Foram 28 dias internado para a quimioterapia (venosa e oral) e o transplante de medula óssea. O jovem teve a sorte de encontrar um doador compatível dentro

da própria família: recebeu a medula do irmão. Após essa etapa, ainda permaneceu por mais dois meses na capital paranaense. Vinícius considera que a inexperiência da idade o ajudou a encarar a situação com mais tranquilidade. “Como eu era jovem, não tinha a real magnitude do meu problema”, avalia. Vinícius lembra ainda o apoio que recebeu de familiares e amigos, que incluiu até ajuda financeira para arcar com as despesas do tratamento e da longa estada em Curitiba. “A solidariedade foi muito marcante, algo bom no meio de uma tempestade”, recorda. O jovem considera que a fé foi crucial para a sua recuperação. “Hoje acredito muito mais em Deus, não só pelas coisas boas que aconteceram em relação à doença, mas também por causa da minha família e do meu trabalho”, analisa. Toda essa experiência acabou se refletindo positivamente na vida do jovem: ele se considera uma pessoa melhor depois de ter passado pela doença. “Tem vezes que até esqueço que estive doente, porque me sinto bem. Mas não esqueço dos valores que adquiri durante esse período, que são um aprendizado para o resto da vida”, completa.


Sa

primeiros socorros

m

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omo agir c a e b i

situações de

emergência

O

s primeiros socorros às vezes podem fazer a diferença entre a vida e a morte de uma vítima de acidente, queimadura ou outra situação de emergência. Mas não basta a solidariedade e a vontade de ajudar. É preciso ter calma e noções básicas de como agir nesses casos. “É muito importante que haja um atendimento adequado, para que não ocorra um agravo das lesões”, alerta o médico André Berner, coordenador do SOS Unimed.

Primeiro, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você, para que não sejam feitas mais vítimas. E tão importante quanto os primeiros socorros é providenciar o atendimento médico. Não hesite em chamar assistência especializada. Confira a seguir as orientações para alguns dos casos mais comuns. Ao prestar os primeiros socorros a uma vítima: 1. Mantenha a calma. 2. Solicite a presença da equipe de resgate (ligue 192 ou 193). 3. Antes de prestar ajuda, verifique se há riscos à sua segurança no local do atendimento. 4. Mantenha os curiosos afastados da vítima. 5. Evite atitudes intempestivas – não seja imprudente nem aja com pressa. 6. Seja um socorrista, não um herói.

Como ajudar em casos de: Desmaio

Convulsão

É a perda repentina e completa dos sentidos. Pode ser causado por distúrbios emocionais, cansaço e fome. Os sintomas são palidez, sudorese, diálogo dificultado, pele fria, náuseas e tontura. Deite a vítima de costas e com as pernas elevadas para melhorar a circulação de sangue no cérebro, desaperte as roupas e agasalhe-a.

Caracteriza-se por contrações musculares involuntárias e anormais, causadas por descargas elétricas no cérebro. A pessoa apresenta perda da consciência, cai, contrai a musculatura, saliva bastante, elimina fezes e urina. O que fazer? Coloque a vítima em local seguro e confortável, deite-a de lado para evitar


aspiração, deixe-a se debater livremente, mas proteja-a de acidentes - retire óculos, pulseiras, relógios e objetos que possam machucar - e mantenha-a em repouso após cessar a convulsão.

Choque elétrico O choque elétrico é a passagem de uma corrente elétrica através do corpo, utilizando-o como um condutor. Esta passagem de corrente pode não causar nenhuma consequência mais grave além de um susto, porém, também pode causar queimaduras, parada cardíaca ou até mesmo a morte. Não toque na vítima antes de desligar a chave geral do local onde ocorreu o acidente.

Queimadura É toda lesão decorrente da ação do calor sobre o organismo. Pode ser de primeiro grau - lesão das camadas superficiais da pele; segundo grau lesão de camadas mais profundas da pele; ou terceiro grau - lesão de todas as camadas, podendo atingir até o osso. Queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau podem apresentar-se no mesmo acidentado. O risco de morte (gravidade do caso) não está no grau da queimadura, e sim na extensão da superfície atingida e da localização da lesão. Quanto maior a área queimada, maior a gravidade do caso. O que fazer? Afaste a vítima da origem da queimadura; retire as vestes, se a peça for de fácil remoção. Caso contrário, abafe o fogo envolvendo-a em cobertor, colcha ou casaco. O que não fazer? Não aplique unguentos, graxas ou pasta de dente, não retire corpos estranhos das lesões e não fure bolhas.

Hemorragia É a perda de sangue circulante devido ao rompimento de vasos sanguíneos, veia ou artéria, alterando o fluxo normal da circulação. Pode ser:

- Hemorragia interna: ocorre quando há rompimento de vasos dentro do corpo ou de órgãos importantes como o fígado ou o baço, devido a um ferimento ou uma

colisão, um choque com objeto pesado. Como o sangramento não é aparente, preste atenção a alguns sinais externos, para poder diagnosticar e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque. Os sinais são pulso rápido e fraco; pele fria, pálida e as mucosas dos olhos e da boca brancas; mãos e dedos (extremidades) ficam arroxeados pela diminuição da circulação sanguínea; suor excessivo. O que fazer? Deite a vítima; verifique a respiração, circulação e consciência; se não houver contra-indicação, eleve as pernas; observe-a rigorosamente para evitar parada cardíaca e respiratória; providencie auxílio médico.

- Hemorragia externa: o sangue extravasa para fora do corpo através de um ferimento. O que fazer? 1. Deite a vítima imediatamente; 2. Coloque sobre a ferida um curativo de gaze ou pano limpo e pressione; 3. Levante o membro ferido (braço ou perna) e deixe assim o maior tempo possível; 4. Amarre um pano ou atadura por cima do curativo; 5. Se continuar sangrando, faça compressão na artéria mais próxima da região; O que não fazer? Não dê bebida alcoólica, nem líquidos e alimentos sólidos. - Hemorragia nasal: é a mais comum. Causada pelo rompimento dos vasos sanguíneos do nariz devido a esforços físicos, excesso de sol, trabalhos expostos a altas temperaturas, diminuição de pressão atmosférica ou ainda em consequência de algumas doenças, o que requer uma investigação imediata. O que fazer? 1. Tranquilize a vítima; 2. Afrouxe a roupa que esteja comprimindo o pescoço e o tórax dela; 3. Sente a vítima em local arejado, verificando o pulso (se estiver cheio e forte, deixe sair uma certa quantidade de sangue); 4. Comprima com os dedos a narina que estiver sangrando (5 a 10 minutos); 5. Use um chumaço de algodão para

tampar a narina que estiver sangrando; 6. Coloque compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz, testa e nuca; 7. Se não cessar desta forma, encaminhe a vítima imediatamente ao médico. Recomendações: Peça a vítima que respire pela boca e não deixe que assoe o nariz.

Mordeduras e picadas - Mordida de cão ou gato Nesses casos, lave a ferida com água e sabão; não feche a ferida com curativos; encaminhe a vítima ao hospital para avaliação da necessidade de vacinação anti-rábica e antitetânica. A lambedura por cães e/ou gatos doentes em tecidos abertos também é considerada uma situação de risco. Mantenha a posse do animal durante 10 dias após o acidente, para avaliação clínica dele. Para isso, procure um veterinário.

- Picadas de insetos, aranha, escorpião e cobra Se ocorrerem, lave o local com água e sabão. Não tente retirar o veneno do local, chupando, cortando, espremendo ou garroteando o membro. Conduza o paciente o mais rápido possível ao hospital, pois há risco potencial de choque anafilático e ação direta do veneno.

Insolação É uma perturbação decorrente da exposição direta e prolongada do organismo aos raios solares. Se manifesta pela pele seca, quente e avermelhada; pulso rápido e forte; dor de cabeça acentuada; sede intensa; temperatura do corpo elevada; dificuldade respiratória; inconsciência. Como proceder? - Remova a vítima para um lugar fresco e arejado e afrouxe as suas vestes; - Mantenha-a em repouso e recostada; - Aplique compressas geladas ou banho frio, se possível; - Procure o hospital mais próximo.


alerta

Conselho Federal de Medicina define atribuições da medicina ortomolecular os

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vitaminas

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proteína

U

ma proposta de tratamento tem chamado bastante atenção dos meios de comunicação nos últimos anos e atraído milhares de adeptos com a promessa de prevenir o câncer, retardar o envelhecimento e evitar doenças degenerativas. Conhecida como medicina ortomolecular, ela não é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e a eficiência terapêutica de suas práticas ainda carece de comprovação científica.

Para deixar claro para a comunidade essas questões e delimitar as condições em que os procedimentos aplicados na medicina ortomolecular podem ser usados, o CFM publicou a resolução nº 1.938/2010. A medicina ortomolecular prega o consumo de grandes doses de vitaminas, sais minerais, enzimas, aminoácidos, gliconutrientes e ácidos graxos na prevenção e no tratamento de doenças, e também no combate aos radicais livres (substâncias tóxicas produzidas pelo organismo que provocam desde o envelhecimento das células e câncer até doenças degenerativas). Dentro dessa proposta, há ainda a dieta ortomolecular, prescrita como forma eficiente para perder peso. Entretanto, os órgãos e entidades representativas da classe médica, com base na falta de evidências científicas, contestam os efeitos alardeados por essa tendência. De acordo com eles, as práticas da medicina ortomolecular carecem de comprovação. Não há estudos consistentes que indiquem que ela atue na prevenção de doenças e garanta um emagrecimento sustentado. E, pelo contrário, o uso de superdoses pode acarretar em problemas para a saúde. Por

exemplo, o uso excessivo de vitamina E pode provocar a redução do bom colesterol (HDL) no organismo. sais minerais

A medicina convencional reconhece os prejuízos que os radicais livres causam ao organismo e aceita a prescrição de suplementos para o tratamento de determinadas doenças. Porém, rejeita o uso das superdoses na prevenção de enfermidades e como receita para emagrecer. A resolução do CFM traçou as diretrizes do que é reconhecido e deve ser recomendado por todos os profissionais médicos, juntamente com as diretrizes que devem ser respeitadas para a aplicação dessa técnica. Esta não é a primeira vez que o Conselho Federal de Medicina contesta as práticas da medicina ortomolecular. A entidade já havia emitido uma resolução em agosto de 1998 restringindo a utilização dessa proposta, pela falta de comprovação científica. A nova resolução do CFM destaca que a adoção de medidas de higiene, dietas e de estilo de vida jamais devem ser substituídas por qualquer tratamento medicamentoso, suplemento de vitaminas, sais minerais, ácidos graxos e aminoácidos. O documento veta, com veemência, o uso e a divulgação no exercício da medicina de diversos procedimentos, dentre eles, a prescrição de megadoses de vitaminas, proteínas, sais minerais e lipídios na prevenção de doenças. É vedado o uso rotineiro da análise capilar, sendo essa prática indicada somente quando houver suspeita clínica de alguma contaminação por metais tóxicos. Além disso, terapias antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou contra doenças crônicas degenerativas só podem ser aplicadas em casos de deficiências diagnosticadas cuja reposição demonstre evidências de melhorias cientificamente comprovadas.


saúde e beleza 17

Lidando com as varizes Há quem pense que o tratamento para varizes é uma mera questão estética. Mas descuidar desse problema pode representar sérios danos à saúde. Conforme o angiologista Edson Gassen, de Santa Cruz do Sul, varizes são veias superficiais dilatadas que ocorrem nos membros inferiores e que são incapazes de realizar sua função principal, que é fazer o sangue que é levado para os membros inferiores pelas artérias voltar ao coração. “Isto causa um acúmulo de líquidos nas pernas, provocando os sintomas mais comuns de dor, cansaço, peso e inchaço, que ocorrem abaixo do joelho e, mais frequentemente, durante longos períodos em pé ou sentado e especialmente durante os dias muito quentes”, explica. O sangue chega aos membros inferiores pelas artérias, bombeado pelo coração. Uma vez lá embaixo, ele precisa subir novamente pelas veias, completando o circuito da circulação sanguínea. Mas para voltar até o coração, o sangue precisa enfrentar um grande adversário – a força da gravidade. As veias dos membros inferiores possuem as válvulas venosas, responsáveis por essa árdua e contínua tarefa. Em indivíduos saudáveis, a válvula abre para o sangue subir e fecha para impedi-lo de descer, o que ocorre mais facilmente quando se está deitado ou com as pernas elevadas em relação ao resto do corpo. O ato de caminhar dá uma importante contribuição ao processo de envio do sangue dos membros inferiores, pelas veias, ao coração. A cada vez que pisamos o chão, o sangue dos pés é impulsionado para cima e a contração dos músculos da panturrilha também ajuda no retorno venoso. Com o passar dos anos e devido à influência

de fatores diversos, as veias podem sofrer dilatação e as válvulas passam a não se fechar adequadamente. Isso faz com que o sangue retorne e fique parado nas veias, o que aumenta a dilatação e o refluxo sanguíneo, o que provoca o surgimento das varizes. Quando ocorrem, as varizes tornam as veias dilatadas, tortuosas e bastante visíveis quando o indivíduo está em pé. Além disso, elas provocam uma série de sintomas bastante desconfortáveis: sensação de queimação nas pernas e planta dos pés; inchaço, especialmente nos tornozelos, ao final do dia; coceira; cansaço ou sensação de fadiga nas pernas; e cãibras, muitos deles atenuados quando a pessoa deita ou eleva as pernas. Conforme o angiologista, os grandes agentes de risco para que uma veia normal se torne varicosa são os genéticos (tendência familiar), os profissionais (atividades que exigem muito tempo parado em pé ou sentado), o sobrepeso e o excesso de força muscular, a gestação e os fatores hormonais (motivo pelos quais as mulheres frequentemente apresentam mais varizes, numa proporção que chega a ser de três mulheres para cada homem). As varizes que aparecem por essas causas são a grande maioria, sendo chamadas de primárias. O sangue que retorna pelas veias ao coração é bastante pobre em nutrientes e oxigênio pois, em seu trajeto, já alimentou todas as células do corpo. Quando ocorrem as varizes, esse sangue fica retido nas pernas. Com o passar do tempo, os tecidos das pernas tornam-se menos oxigenados e nutridos, o que pode gerar uma série de complicações como eczemas, dermatites, flebite (inflamação da veia), trombose (coágulo formado pelo sangue retido pelas varizes e que pode causar embolia pulmonar), hemorragias e úlceras. As varizes são uma doença crônica e que tende a acompanhar seus portadores por toda a vida. “Infelizmente não se pode fugir da tendência genética a se ter varizes. Porém, existem tratamentos para evitar a sua progressão, para a melhora dos sintomas e para prevenção das complicações”, tranquiliza Edson Gassen. Ele divide o tratamento em três etapas básicas: o uso de medicações específicas para melhora do retorno venoso, cuja principal função é atenuar os sintomas e reduzir o edema; a aplicação de medidas mecânicas como exercícios aeróbicos, a perda de peso e o uso de meias elásticas – que, além da melhora sintomática, previnem da piora do grau das varizes e do aparecimento das complicações; e, finalmente, o tratamento definitivo, que muitas vezes consiste na remoção das varizes através de cirurgia, escleroterapia (secagem) ou de outras técnicas alternativas que vem surgindo nos últimos anos.


notícias Unimed

Na hora da consulta É desagradável chegar para a consulta médica no horário marcado e ser informado que seu atendimento irá atrasar. Infelizmente, isso pode acontecer às vezes. Mas o médico não se atrasa propositalmente. Existem diversas razões para a sua consulta ocorrer depois do horário previsto: o médico pode ter sido chamado para um atendimento de emergência; a consulta anterior demorou mais do que previsto; cirurgias que demoraram mais que o esperado... São situações imprevisíveis, que podem ocorrer a qualquer momento. Nessas horas, é importante se colocar no lugar dos outros: e se o médico estivesse prestando

atendimento a você ou algum familiar seu? E se fosse a sua consulta que levasse mais tempo do que o estimado e atrasasse as demais? Mas o próprio paciente pode, com medidas simples, diminuir o impacto do atraso da consulta na sua programação. Uma dica para quem não tem muita paciência para aguardar ou não pode deixar o trabalho por muito tempo é sempre ligar para a secretária, alguns minutos antes do horário agendado, para saber se os atendimentos estão sendo realizados conforme o previsto e evitar agendar compromissos importantes próximo ao horário da consulta.

Unimed VTRP é recertificada pela ISO 9001 versão 2008

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O empenho da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) em aumentar cada vez mais a satisfação de seus clientes garantiu à Cooperativa a recertificação ISO 9001, versão 2008. Esse reconhecimento por meio da ISO sigla em inglês para Organização Internacional em prol da Padronização (International Organization for Standardization) – visa a manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade, adotado há 16 anos pela empresa. A Unimed VTRP conseguiu migrar da versão 2000 para a 2008 porque, em auditoria realizada no mês de março, comprovou a competência em aumentar a satisfação do cliente, especificamente nos processos relacionados à comercialização e administração de planos de saúde assistenciais e ocupacionais. Um exemplo disso é o tratamento que a Cooperativa dá às reclamações dos clientes. Além de serem disponibilizados diversos canais para contato,

todas as opiniões são registradas e apontadas possíveis soluções, com retorno sobre o assunto. A auditoria de recertificação da ISO foi realizada de 15 a 17 de março por dois auditores e um especialista, que fizeram entrevistas com os colaboradores e a diretoria, coletando dados e informações. Além da relação com o cliente, auditaram processos internos, para conferir se os serviços contratados atendem de forma consistente às necessidades dos clientes, aos estatutos da Cooperativa e aos regulamentos legais aplicáveis. Como não foram registradas nãoconformidades – todos os requisitos avaliados foram atendidos – a Unimed VTRP recebeu a recertificação ISO, que é validada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e é fornecida pela empresa Bureau Veritas Certification Brasil.

Campanha alia paixão pelo futebol à preservação ambiental Mostre que você também ama o Brasil, como a Olívia e toda a família dela.

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Brindes ecológicos para você e todos os dependentes

Está em vigor até o dia 31 de julho a campanha de venda de planos familiares da Unimed VTRP. Com o tema “Verde de paixão pelo Brasil”, ela alia o amor dos brasileiros por futebol, já que 2010 é ano de Copa do Mundo, a uma ação de responsabilidade ambiental – além de distribuir brindes ecologicamente corretos, a cada plano comprado, a Unimed plantará uma árvore. O titular de cada contrato fechado recebe uma bolsa de lona reutililzável e ele e cada um dos dependentes ganham uma camiseta, confeccionada com 50% de fio feito de embalagens pet.


Cooperativa incentiva a doação de sangue Na semana em que foi comemorado o Dia Mundial da Saúde (07 de abril), a Unimed VTRP surpreendeu quem passou pelos principais cruzamentos de cinco municípios da região: Charqueadas, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Encantado. Na maior da parte das cidades, a ação aconteceu em sinaleiras. Ao fechar o sinal para os veículos, atores do grupo Espaço Camarim, de Santa Cruz do Sul, posicionavam-se na faixa de segurança fazendo uma encenação que incentivava a doação de sangue. Primeiro, passava um ator maquiado e vestido de branco, caracterizando a imagem de alguém doente. Na sequência, uma dupla aparecia carregando uma faixa com a mensagem: “Deixe a vida de alguém mais colorida. Doe sangue. Doe vida”. Após a passagem da faixa, surgia uma atriz com roupas coloridas, carregando flores e sugerindo ser uma pessoa cheia de vida. A ação chamou a atenção de motoristas e pedestres, que elogiaram a iniciativa e pediram informações. Houve até quem passou pelos atores e aplaudiu a encenação ou mostrou, cheio de orgulho, a carteirinha de doador de sangue. “Só não fui doar sangue porque não posso, por problemas de saúde. Se não, teria ido. Esse tipo de atitude é muito importante”, comentou Liane Petry, sensibilizada com a campanha. Ela acompanhou a ação em Lajeado, na

sinaleira da Avenida Senador Alberto Pasqualini esquina com Rua Júlio de Castilhos, no centro da cidade. Também durante a semana do Dia Mundial da Saúde, a Cooperativa divulgou um hotsite que incentivava todo o tipo de doação: roupas, mantimentos, leite materno, órgãos e tecidos, medula e até mesmo tempo – para o voluntariado. Além disso, essa campanha de sensibilização ainda reforçou a divulgação da Campanha de Cadastramento de Doadores de Medula Óssea, que foi realizada no dia 08 de abril, em Santa Cruz do Sul, no Espaço Vida Unimed (Leia matéria sobre a Campanha na página 10 desta edição).

Ação envolvendo atores foi realizada em sinaleira da Avenida Senador Alberto Pasqualini, em Lajeado

Unimed VTRP oficializa investimento em Lajeado Representantes da Unimed VTRP estiveram no dia 28 de abril no gabinete da prefeita de Lajeado, Carmen Regina Pereira Cardoso, para comunicar a oficialização da compra de uma área de terras no bairro São Cristóvão. No terreno, de aproximadamente três hectares, será construída uma nova sede administrativa para a Cooperativa. “A Unimed VTRP está investindo em Lajeado com a visão de um crescimento futuro, geração de novos empregos, oportunidades de negócios na região e em toda a sua área de atuação, que compreende 59 municípios dos vales do Taquari e do Rio Pardo e região do Jacuí”, disse o presidente da Cooperativa, Carlos Antonio da Luz Rech. Assim como Rech, outros dois médicos participaram da reunião: o vice-presidente Aldo Pricladnitzki e o assessor de projetos Jorge Guilherme Robinson, além da gerente de Operações, Rosilene Knebel. Também esteve presente Dirceu Henkes, representante da empresa proprietária da área, Marjan Negócios Imobiliários, de Mato Leitão; secretários e assessores do Executivo Municipal.

Prefeita (c) em reunião com representantes da Unimed (d), Rech, Pricladnitzki, Rosilene e Robinson

Crescimento A compra do terreno já havia sido aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada pela Cooperativa em 23 de novembro do ano passado. Além de uma nova sede administrativa, a área poderá ser utilizada para instalação de serviços como SOS Unimed, Promoção à Saúde, Saúde Ocupacional e outros que possam surgir no futuro. A necessidade de construir instalações maiores decorre da dificuldade de espaços e da logística complicada na sede atual, em razão do crescimento da Cooperativa nos últimos anos.


pílulas médicas

Dor e febre são um aviso A dor e a febre são um mecanismo de proteção, um alerta de que algo nocivo pode estar acontecendo em nosso corpo. Se a pessoa não sabe identificar a origem de seu mal-estar, é hora de procurar um médico para examinar seu caso. Além disso, evite a automedicação. Só um profissional de medicina poderá identificar seu problema e definir o tratamento adequado para a sua situação.

Crescendo sempre Não se assuste se, ao olhar uma velha foto sua, seu nariz e suas orelhas parecerem menores do que são atualmente. O que ocorre é que o tecido cartilaginoso que forma essas duas partes do corpo não pára de crescer nem mesmo quando a pessoa torna-se adulta. Isso fica evidente no rosto de um indivíduo idoso, que apresenta orelhas e nariz maiores do que tinha na juventude. O próprio rosto também diminui porque os músculos da mastigação se atrofiam com a perda dos dentes.

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Um hóspede (indesejável) para toda a vida

Especialidade Médica

Muita gente carrega o vírus do herpes consigo sem saber. E só percebe que está abrigando esse hóspede quando o sistema imune fica em baixa e ele se manifesta, provocando coceira, bolhas, dor e o embaraço de apresentar aquela incômoda feridinha nos lábios ou nos genitais por aproximadamente sete dias.

Gastroenterologia A Gastroenterologia é a especialidade que trata das doenças do aparelho digestivo. O gastroenterologista presta atendimento para aqueles que apresentam "dor no estômago" (síndrome dispéptica), azia, dificuldade de engolir (disfagia), constipação (prisão de ventre), diarréia, hemorragia digestiva, icterícia (cor amarelada na esclerótica dos olhos e na pele e mucosas), hepatites, cirrose hepática, pancreatite, tumores do esôfago, do estômago, do intestino grosso, do fígado e do pâncreas, entre outras situações clínicas. Além de propor tratamento para doenças já estabelecidas, a gastroenterologia vem assumindo progressivamente maior contribuição na prevenção de enfermidades, como a orientação dietética mais saudável, o uso de vacinas – como contra a hepatite B – e a prevenção de tumores, como os tumores do intestino grosso. A gastroenterologia alia-se ao restante das especialidades médicas na campanha contra o tabagismo divulgando a forte relação entre o hábito de fumar e a maior freqüência do tumor de esôfago, e, em menor escala, com o câncer de pâncreas e as doenças inflamatórias intestinais.

Dúvidas do leitor Quais cidades possuem plantões credenciados para atendimento de urgência na área de atuação da Unimed VTRP? Os estabelecimentos com plantão credenciado para atendimento de urgência 24 horas são os hospitais Bruno Born (Lajeado), Estrela (Estrela), Santa Terezinha (Encantado), São Sebastião Mártir (Venâncio Aires), Santa Cruz e Ana Nery (Santa Cruz do Sul), São Jerônimo (São Jerônimo) e Instituto de Saúde e Educação Vida (Taquari). O plantão pediátrico é oferecido em duas instituições. No Bruno Born o horário de atendimento diário é das 19h30min às 7h30min e, aos finais de semana e feriados, é 24 horas. No Hospital Santa Cruz o atendimento diário é das 19h às 7h e, aos finais de semana e feriados, o funcionamento também é 24 horas. Nos horários em que não houver disponibilidade do plantão pediátrico, o atendimento é realizado em consultórios de pediatras cooperados. Como solicitar a 2ª via de boleto/carnê no caso de extravio? A solicitação poderá ser através do Call Center 24h - 0800 051 11 66, pelo e-mail sac@unimedvtrp.com.br ou pessoalmente, em nossos pontos de atendimento. O prazo para envio é de cinco dias úteis a partir da solicitação. Por isso, é importante que o contato seja feito antes do vencimento.


Revista Unimed 2° Trimestre 2010