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UBC no mundo

MARCELO CASTELLO BRANCO, À FRENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CISAC

Eleito na última assembleia geral da Cisac, em Tóquio, presidente do Conselho de Administração da entidade, o diretor-executivo da UBC, Marcelo Castello Branco, já tem diversos desafios à frente. E talvez o principal deles seja debater soluções para diminuir o chamado value gap, ou abismo de valor, que é a concentração distorcida da maior parte dos ganhos não entre os que criam músicas e outros conteúdos artísticos, mas entre os que os oferecem ao público (plataformas de streaming). Essa é uma das bandeiras do presidente da Cisac, Jean-Michel Jarre, que deverá ser encampada por Castello Branco. “O time global da Cisac está comprometido em ajudar as 238 sociedades do mundo inteiro a elevar suas arrecadações e distribuições e modernizar o panorama legal para milhares de criadores. Além disso, trabalha incansavelmente no lobby dos interesses da economia criativa, (abordando) questões como a mais justa transferência de valores no mundo digital e uma remuneração justa para o setor audiovisual”, define o novo presidente, primeiro latinoamericano a ocupar o cargo desde a criação da Cisac, em 1942.

Além de Marcelo Castello Branco, foram eleitos outros 19 membros de diferentes sociedades, representando diretamente nações tão variadas como México e Argélia, Coreia do Sul e Estados Unidos, África do Sul e Suécia. Os dois novos vice-presidentes são Asaishi Michio, da japonesa Jasrac, e Patrick Raude, da francesa SACD.

MAIS BRASILEIRO NA CISAC

Em julho, durante reunião em Buenos Aires, foi eleito o novo Comitê Jurídico da Cisac. A presidente eleita é Caroline Bonin, da sociedade francesa Sacem. E o vice-presidente é o assessor jurídico da UBC, Sydney Sanches.

O mandato do novo comitê já teve início e vai até 2022.

LEIA MAIS | Uma entrevista completa com Marcelo Castello Branco sobre os desafios da Cisac e da música global: ubc.vc/MCBCisac

4 MAIORES DO STREAMING TÊM 220 MILHÕES DE PAGANTES

A Amazon Music, terceira do ranking do streaming musical, divulgou em julho um crescimento anual de 70% na sua base de assinantes pagos,totalizando 32 milhões. A líder Spotify (+32% em um ano) soma 100 milhões, e a Apple Music (+50%em 14 meses), 60 milhões. A quarta, a chinesa Tencent, conta com 28,4 milhões. Com isso, as quatro juntas passam de 220 milhões.

LEIA MAIS | A partir da página 28, um raio-x sobre o mercado chinês

SPOTIFY DESISTE DE ATUAR COMO DISTRIBUIDOR

Menos de um ano. Foi essa a duração de um projeto piloto do Spotify que deu a algumas centenas de músicos alternativos americanos pré-selecionados a chance de subir suas músicas de forma direta, sem precisar de distribuidores digitais. Sem explicar exatamente por quê, a empresa sueca, que em 2018 comprou uma participação acionária na distribuidora DistroKid, cancelou o projeto.

EUA JÁ TÊM ENTIDADE DE LICENÇA MECÂNICA

Após a aprovação do Music Modernization Act (MMA), no ano passado, os EUA criaram, em julho, duas novas entidades: o Mechanical License Collective (gestão coletiva de licenças mecânicas, em tradução livre) e o Digital License Coordinator (coordenador de licenças digitais). Sob supervisão da segunda, a primeira, que tem participação da indústria fonográfica, cuidará do licenciamento de direitos mecânicos, incluindo as licenças-cobertor (em larga escala) para o streaming.