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Edição 02 - Novembro 2015

A classe

quer viajar. E quem ganha é a indústria de tempo compartilhado.

Entrevista Presidente da ADIT Brasil, Felipe Cavalcante.

C

LASOS 2015 Os principais acontecimentos sobre o evento.


ÍNDICE Capa Empreendedores criam projetos de timeshare e fractional voltados para a classe C - páginas 6 e 7.

Entrevista Felipe Cavalcante - presidente da ADIT Brasil - páginas 4 e 5.

Debate Quais as principais vantagens que o vacation club traz para a hotelaria do resort? - página 8.

Fidelize Rio Quente Vacation Club promove eventos temáticos para emocionar clientes - página 9.

Compartilhe As notícias sobre a conferência sobre tempo compartilhado LASOS (Latin American Shared Ownership Summit), que ocorreu nos dias 20 a 23 de outubro, no Hard Rock Hotel Cancún - página 9.

Carreira Cássio Nardon - Bate Papo sobre Carreira - página 10.

Resort do Lago, Caldas Novas - GO

EDITORIAL Classe média é um ótimo target

Rua 2 Qd. B Lt. 1-RI Bairro Chácara Primavera Caldas Novas - GO CEP: 75690-000

Jornalista Responsável Fábio Mendonça (MTb 01.877)

Diagramação e Arte Thiago Menezes

Impressão Gráca Ipanema Tiragem - 3.000 exemplares Periodicidade - mensal

Telefones (64) 8157-6994 (64)9336-4553/ (64)9909-8792 redacao@turismocompartilhado.com.br comercial@turismocompartilhado.com.br contato@turismocompartilhado.com.br Visite nossa página no Facebook: www.facebook.com/turismocompartilhado

Nessa segunda edição da Revista Turismo Compartilhado vamos falar sobre a classe C. Um público que cresceu muito na última década e vem sendo responsável por movimentar o comércio no país, tanto que também é chamado de ''Nova Classe Média’’. Apesar de ter perdido um pouco do status com a recente crise, ainda é muito importante para economia brasileira.

R$ 1.064,00 a R$4.591,00. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) classica a classe C entre R$ 1.446,24 a R$2.409,01.

Pelo menos em algo os economistas concordam: essas classicações servem mais para estraticar a sociedade e ajudar empresas a estabelecerem estratégias de marketing. Mas não indicam poder de consumo real. Esse seria uma somatória da renda Com preços e condições de pagamen- familiar com outros fatores como: número de pessoas na família, utento atraentes, as pessoas da classe média hoje consomem quase os mes- sílios domésticos na casa, quantidade de carros, casa alugada ou prómos produtos da classe B. Eles têm pria, escola dos lhos, escolaridade smartphones, tablets e televisões de do marido e esposa, etc. última geração, carros, casa própria, viajam de avião e se hospedam em hotéis e, consequentemente, compram produtos de tempo compartilha- Além de falar sobre a importância da do. Veja os empreendimentos em classe C para o mercado de tempo Caldas Novas/GO, onde a ''Nova compartilhado, também trouxemos Classe Média’’ tem ajudado muito as muito mais histórias e informações relevantes sobre a indústria de vendas dos produtos de fractional. timeshare e fractional. Lembrando que sugestões e críticas são sempre bem-vindas! E nossa página no O que signica ser da classe C? Classes socioeconômicas não é unani- Facebook está esperando a sua visita! midade entre economistas. Cada instituto e universidade têm a sua própria classicação.Para a Boa leitura! Fundação Getúlio Vargas (FGV) uma família pode ser considerada de classe Fábio Mendonça Diretor de Jornalismo média quando a renda estiver entre 03


ENTREVISTA Felipe Cavalcante

"A indústria está muito mais madura" A ADIT Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil), com sede em Maceió/AL, é a principal entidade no país para se tratar sobre os assuntos da indústria de tempo compartilhado. E o presidente da ADIT Brasil, Felipe Cavalcante, é um grande incentivador desse setor. Nessa entrevista ele nos conta um pouco sobre a história da entidade, sua experiência à frente da ADIT e também seu empreendedorismo no mercado imobiliário e turístico, como diretor-presidente da empresa Vivendi Empreendimentos. Qual a sua formação? Como ingressou no Mercado imobiliário e turístico? Sou formado em Marketing e Administração de Empresas, com pós-graduação em Gestão Empresarial, pela FGV. Eu abri empresa de construção e obras públicas em 1995. Depois ingressei no setor de loteamentos e imobiliário. O primeiro grande empreendimento imobiliárioturístico que tivemos foi o Iloa (em Barra de São Miguel/AL), que é um complexo, possuindo componentes imobiliários e de resort, e também o timeshare.

Escandinávia. Então, a ADIT foi fundada pelas empresas que trabalhavam com esse segmento no nordeste, e rapidamente teve grande sucesso. O objetivo inicial era organizar esse mercado. E também para a gente se preservar e entender quem eram esses players internacionais que estavam aqui, bem como para fazer com que aqueles investidores sérios soubessem com quem estavam falando e tratando. Nós nos denominávamos de one stop shop, ou seja, em cada Estado do nordeste havia construtoras, incorporadoras, escritórios jurídicos, arquitetos e imobiliárias, que eram nossos associados. Então, rapidamente a pessoa já entrava Por que foi fundada a ADIT Brasil? Quais em contato com empresas sérias no Brasil. Passamos foram as diculdades no começo? E Quais a ser a entidade responsável pela atração de foram as principais conquistas da ADIT Brasil investimentos imobiliários e turísticos para o Brasil, desde a fundação até hoje? com forte apoio do Ministério do Turismo, Apex Brasil É uma longa história, completando dez anos. A (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e ADIT foi fundada no nordeste. Chamava-se ADIT Investimentos) e Itamaraty. Nordeste. Havia uma grande onda de investimentos estrangeiros no Brasil, no nordeste especicamente, por causa do Real desvalorizado, e do grande número de voos que tinham da Europa pra cá. Então, havia muitos estrangeiros querendo comprar grandes áreas para fazer grandes complexos imobiliário-turísticos, bem como um grande volume de vendas de apartamentos para os mesmos, principalmente da Inglaterra, Irlanda, Espanha, Portugal, Itália e

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Participamos de feiras e eventos em todos os conti- tributário já consolidados; os empreendimentos nentes, e organizamos seminários. E foi realmente que foram os primeiros formaram grande quantiuma grande história de sucesso, tanto que as pesso- dade de pessoas, de recursos humanos para o as começaram a sugerir e demandar que nós nos tor- setor, que estão espalhados por todo o Brasil hoje; nássemos uma entidade nacional, e não mais técnicas de vendas, que são fantásticas, pois é somente regional. Nós também tivemos uma gran- tudo muito denido e padronizado. Então, quando de participação nas discussões sobre dar mais segu- se juntou a técnica com o amadurecimento do rança jurídica para os empreendimentos, principal- setor, e do modelo de negócio, decidimos que estamente nas questões ambientais. va na hora de aplicar esse sistema nos nossos empreendimentos Um dos empreendimentos da Vivendi Empreendimentos, em que o senhor é diretor- Qual avaliação que o senhor faz do crescipresidente, o Iloa Resort, conta com o progra- mento do mercado de tempo compartilhado ma de timeshare. Por que a Vivendi Empreen- no Brasil? dimentos decidiu comercializar timeshare? E o Não tenho a menor dúvida que estamos iniciando que mudou no Iloa Resort desde que começou o uma fase de grande crescimento, isso já aconteceu em outros países, como no Caribe e EUA. Um fator vacation club? Não se trata apenas de vender ou não o timeshare, que é realmente determinante é a entrada de e sim, de acreditar em um novo modelo de negócio, grandes e sérios grupos no setor de timeshare. em que os hotéis de lazer aumentam muito a sua via-Nos últimos meses vários grandes grupos, resorts bilidade com o advento do vacation club. Aumenta- e redes hoteleiras iniciaram as operações, e outros se a delidade dos clientes e garante-se um uxo de analisando essa possibilidade. caixa inicial que pode fazer a diferença no empreen- A ADIT tem feito a sua parte através da educação dimento. E investindo esses recursos no próprio em- do mercado. Realizamos o ADIT Share, que é o principal evento de timeshare do Brasil, onde toda preendimento é um círculo virtuoso, aumenta-se a atratividade do mesmo. As sazonalidades semanais a indústria se encontra. Temos a publicação de também, ou seja, passa-se a ter pacotes de sete di- revista, estamos iniciando a publicação de livros as. Como presidente da ADIT, faz oito ou nove anos sobre o setor, cursos. Então, uma serie de ações que estimulo o timeshare no Brasil, e hoje, nós senti- que são necessárias para educar o mercado para mos seguros que a indústria está muito mais madu- fazer bem feito e de forma duradoura. ra: temos sistema de informática e planejamento

Pela experiência do senhor na ADIT Brasil, qual a maior diculdade que os investidores encontram quando querem empreender na indústria de tempo compartilhado? Quais os maiores desaos dessa indústria hoje? A diculdade é a mesma que qualquer empresa encontra ao iniciar uma nova atividade. São pelo menos dois anos de aprendizagem, com erros e acertos. A questão é que muitas vezes ao iniciar os empreendedores estão focados na captação e vendas. Como os proprietários ainda não possuem um conhecimento profundo do segmento muitas vezes são geradas vendas sem qualidades, que não são sustentadas. Tudo tem que nascer muito redondo e não apenas a parte de vendas e marketing, mas pósvendas, telemarketing e administrativo-nanceiro. Os desaos da indústria hoje são: evitar que aventureiros entrem e queimem a imagem do produto; a regulamentação das cotas e fracionado, já que não há lei especica; e entender quem vai administrar e gerenciar esses empreendimentos fracionados quando carem prontos.

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REPORTAGEM A classe C sai de férias Empreendedores começam a olhar com mais atenção para a classe média, criando produtos de timeshare ou fractional especialmente para esses clientes, mas mantendo a qualidade do produto e obtendo lucro.

As salas de vendas dos empreendimentos que comercializam tempo compartilhado classicam os clientes em qualicados(Q) ou não-qualicados(NQ). Cada projeto avalia à sua maneira quem é Q ou NQ. Mas o que dizer de famílias com renda de R$ 3.000,00 ou até menos, talvez R$ 2.000,00? Esses clientes assistiriam a apresentação em seus projetos? Muitos diriam que não! E faz sentido! Por que perder tempo e dinheiro, através dos brindes, com pessoas que não têm o perl para comprar o produto? E essa adaptação envolveu alguns desaos. ''Produtos que se encaixassem nas realidades nanceiras e Pois, essas famílias fazem parte da classe C ou a famosa condições de pagamento exíveis, que não ''Nova Classe Média’’, que na última década melhoraram atrapalhassem as demais prioridades das famílias’’, suas rendas e passaram a consumir alguns produtos que conta Mansano. apenas as classes A e B costumavam ter. E isso inclui viajar! E consequentemente comprar um programa de timeshare ou Normalmente os produtos de fractional são de quatro fractional. semanas por ano para os clientes, com valores que podem variar de R$ 40.000,00 até R$ 60.000,00. O Logicamente, o programa deve ser desenhado especialResort do Lago também trabalha com esse tipo de mente para a classe C. E alguns empreendedores já produto, tanto para a classe A e B, mas esse mesmo perceberam o potencial desses consumidores, já lançaram produto de quatro semanas pode se transformar em projetos com produtos para essa classe socioeconômica e duas semanas, com valores e parcelas bem mais baixas, com sucesso de vendas! e também em uma semana, o que torna a fração muito atrativa para a classe C. O empreendimento Resort do Lago, em Caldas Novas/GO, Mansano destaca que que vende frações imobiliárias, atende famílias das classes além do valor, ter um A, B e C. ''Quando começamos, em 2014, já havia muitos apartamento escriturado outros projetos na cidade’’, conta o diretor comercial da em cartório também é New Time, a empresa de consultoria de timeshare e muito atraente. E o fractional responsável pela comercialização das frações, sucesso do Resort do João Paulo Mansano. A cidade de Caldas Novas foi a Lago se mostra em primeira cidade brasileira que houve uma explosão de números. Com um ano projetos de fractional, além dos já tradicionais programas de comercialização já de timeshare dos hotéis. Ou seja, havia uma concorrência foram vendidas 2.300 muito grande, principalmente em busca de clientes da frações imobiliárias. O classe B. complexo terá ao todo 621 apartamentos e será Mansano explica que o Resort do Lago não possui um entregue aos proprietáriparque ou hotel para captar clientes para assistir a os em três etapas, com a apresentação, além de que os pontos bons de captação na primeira em dezembro João Paulo Mansano, cidade já estarem sendo usados. ‘‘Tivemos que adaptar o de 2016. Diretor da New Time. produto para esse nicho, a classe C’’, diz.

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Resort para a classe média

Cidade tem outros projetos A cidade de Caldas Novas recebe turistas de classes A, B e C. Para a classe A e , principalmente B, já existem vários empreendimentos de fractional ou resorts com timeshare. Sobrou a classe C, que além do Resort do Lago outros empreendimentos também já perceberam o poder de consumo.

Passeio de lancha, uma das atrações do Resort do Lago.

O diretor da New Time também aponta como desaos para desenvolver um produto para pessoas da classe C: ''Conseguir mostrar que férias de alta qualidade são sim para eles; ter um produto com elementos que atualmente não fazem parte da vida deles, para que assim o produto seja aspiracional o suciente para que tomem a decisão de ser proprietário de uma fração’’. Mansano destaca que o Resort do Lago é uma oportunidade da classe C se hospedar em um resort, com todo conforto que um complexo possui, às margens do Lago Corumbá, com direito a passeios de lancha, e com parque aquático diferenciado (com atrações como Sidewinder e Simulador de Surfe). Outras adaptações que Mansano conta serem necessárias para se trabalhar com a classe C são: ter um produto que se adeque aos hábitos de viagem dos clientes e também uma linguagem de speech para essa classe socioeconômica.

O primeiro projeto para a classe C em Caldas Novas foi o produto de timeshare CTC Travel, que é comercializado pela empresa Brazilian Sharing. ''Percebemos que havia um grande e promissor mercado de férias compartilhadas num segmento econômico que crescia a todo vapor no Brasil, a classe C começava a viajar internamente e Caldas Novas já tinha se solidicado nesse segmento’’, conta Cássio Nardon, sócio-proprietário da Brazilian Sharing. Com quatro anos de comercialização, o CTC Travel possui mais de 4.200 famílias ativas no programa. Nardon destaca como grande atrativo para os clientes, além do custo do produto, a hospedagem no hotel CTC, que é um dos mais antigos e tradicionais de Caldas Novas. ''A localização central, a hospitalidade de seus funcionários, a grande área de lazer, qualidade de sua gastronomia’’, diz Nardon. Além de delizar os clientes ao Hotel CTC, segundo o sócio-proprietário da Brazillian Sharing, o CTC Travel ''tem contribuído signicativamente para a melhoria do complexo CTC, tendo sido investidos mais de R$ 5,5 milhões nos últimos 3 anos’’.

Economista aponta importância de planejar férias. No atual cenário econômico do Brasil, quem mais sofre é a classe C ou média, pois perde parte do poder de consumo que havia ganhado nos últimos anos. ''A baixa classe média (e sobretudo a média classe média) tem sido progressivamente afetada pelo rebaixamento social, sobretudo por meio da perda de rendimento provocada por demissão e admissão com salário inferior’’, arma o economista da Fundação Getúlio Vargas, Waldir Quadros. Segundo o economista, no atual momento, as férias das famílias podem ser afetadas, por isso planejar viagens se torna muito mais importante. ''Com a queda dos rendimentos familiares, sem dúvida se impõe um cuidadoso planejamento dos gastos com esta modalidade de lazer’’, naliza.

Simulador de Surf, uma das atrações do Resort do Lago.

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DEBATE Quais as principais vantagens que o vacation club traz para a hotelaria do resort? A decisão de implantar produtos de tempo compartilhado em um resort requer um planejamento minucioso e acurado, por isso a Revista Turismo Compartilhado convidou dois executivos de hotéis para dizerem o que o timeshare traz de benefícios para os seus complexos. Um resort que já possui o vacation ownership há algum tempo. E outro que comercializa timeshare há menos de um ano. A diretora administrativa e nanceira do Enotel Convention & Spa Porto de Galinhas,Laura Neves, aponta como principal vantagem de adotar o modelo de timeshare para um resort a delização dos clientes. ''No nosso caso, delização dos clientes ao Enotel Porto de Galinhas e consequentemente à marca Enotel’’, diz. Outro ponto favorável, segundo Laura, é a ocupação do resort na baixa temporada, evitando as quedas causadas pela sazonalidade. ''O programa de férias incentiva o cliente a viajar, a visitar o seu hotel, a sua casa de praia’’, arma. ''Na alta temporada não existem diculdades para vender o hotel’’, naliza.

O Enotel passou em 2014 por uma ampliação da sua estrutura passando de 348 para 715 apartamentos. E o programa de timeshare, de acordo com a diretora do resort, é responsável por cerca de 25% da ocupação do hotel. A ocupação média anual do Enotel gira em torno de 75%. ''Graças a duas áreas em crescimento: setor de Eventos e o Enotel Vacation Club’’. Laura conta que outra vantagem do timeshare é a possibilidade dos associados intercambiarem suas férias, ''permitindo que nossos clientes possam usufruir outros resorts e destinos, mas principalmente permitindo que outra família associada venha conhecer o Enotel e Porto de Galinhas’’.

O diretor do Costa do Sauípe Vacation Club, Marco Antunes, em Mata de São João/BA, diz que mesmo com o pouco tempo de operação de timeshare no resort, iniciou-se em dezembro de 2014, o desempenho vem surpreendendo. Ele aponta como principal vantagem do vacation club combater a queda de ocupação por causa da sazonalidade. ''É uma ferramenta essencial para geração de caixa e ocupação ao longo dos próximos anos da operação da Costa do Sauípe’’, arma. Antunes conta que nesses quase 10 meses de operação, o programa já conta com mais de 500 associados ativos e obteve um faturamento acumulado superior a R$ 8 milhões. Ele diz que outro atrativo do vacation club é o potencial de delização de clientes. Lembrando que o complexo Costa do Sauípe conta com 1.564 apartamentos, divididos em três tipos de acomodações (Sauípe Premium, Sauípe Resorts e Sauípe Pousadas), com mais de 120 mil clientes se hospedando por ano no empreendimento.Para o futuro o clima é de total otimismo para o diretor do Costa do Sauípe Vacation Club. ''Projetamos para 2016 um crescimento de 12% ’’, conta.

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COMPARTILHE LASOS aponta criatividade e inovação para crescimento da indústria

A conferência LASOS (The Latin America Shared Ownership Summit), evento organizado pela RCI, aconteceu de 20 a 23 de outubro, no Hard Rock Hotel Cancún, no México, e contou com mais de 300 líderes e especialistas da indústria de tempo compartilhado da América Latina. Alguns executivos da RCI Brasil também estiveram presentes, juntamente com outras lideranças brasileiras, que atuam no mercado de timeshare ou fractional. Na abertura do evento o presidente da RCI América Latina, Ricardo Mountadon, destacou que a indústria de vacation ownership cresce 4% ao ano no mundo. Ele também falou que o evento era uma oportunidade de todos capitalizarem novos negócios, além de conhecerem e analisarem os avanços, inovações e tendências do segmento. “A indústria à qual pertencemos tem tido uma constante de mudança ao longo dos anos. Em alguns casos, o mercado levou-nos a evoluir para continuar a crescer e aproveitar as oportunidades, mas em muitos outros, a inovação e a criatividade têm confrontado paradigmas, criando conceitos e produtos que têm impulsionado o turismo nos últimos anos’’, disse Mountadon. Vários temas pertinentes para a indústria foram abordados, como estrutura para comercialização, pósvendas, revenue management, marketing, amenidades, novas tecnologias, inovação e criatividade. No encerramento do LASOS houve a palestra com o mundialmente renomado master couch, Jurgen Klaric, sobre os princípios do neuromarketing e neuro vendas, “Antes vender era uma técnica, hoje é uma ciência’’. Em que o palestrante explicou a importância de usar conhecimentos cientifícos para fechar negócios, já que a maior parte das decisões de compra é feita pelo subconsciente.

FIDELIZE RQVC cativa com eventos

Evento MiniChef - Priscila

Chef Fred Tibau e minichef Diogo

O Rio Quente Vacation Club (RQVC), um dos mais tradicionais programas de timeshare do país, utiliza eventos culturais para cativar os clientes RQVC. Quase todos os meses há pelo menos um evento como esse. O vacation club aproveita os feriados como Dia das Mães, Dia dos Pais, Carnaval, Páscoa. Mesmo quando não há feriados o RQVC não deixa de fazer algo para os clientes. Normalmente são jantares, sempre com música ao vivo. ''O que vai fazer eles quererem vir para o nosso resort?’’, questiona a supervisora de experiência relacionamento com o cliente, Juliana Carvalho. Ela explica que quando o cliente vai há um evento assim, especialmente preparado para ele, e sem custo algum, se sente especial. E, além disso, após o jantar, o chef vai às mesas e interage com as pessoas, perguntando a opinião sobre os pratos servidos. Quando se pensa em vacation club, se lembra de famílias e crianças. A supervisora explica que os pais levam os lhos, pois há atividades para os pequenos também. E quando a data comemorativa são para os lhos, logicamente, eles são as estrelas do evento. Para o Dia das Crianças, o RQVC preparou uma semana especial Minichef, nos dias 12, 13 e 14 de outubro, em que a garotada aprendeu a fazer cupcake, brownie, pizza e hambúrguer, sob a supervisão do chef do programa Estrelas, da Rede Globo, Fred Tibau. Ah, e claro, todos vestidos devidamente a caráter, com avental e gorro de cozinheiro. Outros eventos de sucesso, conta Juliana, foram o de degustação de vinhos e degustação de cervejas especiais. Os clientes aprenderam a degustar as bebidas, devidamente explicadas, pelos sommeliers de vinho e cerveja, e também qual tipo de carne é ideal para se comer com a respectiva bebida.

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CARREIRA Bate Papo sobre CARREIRA Ao ser convidado para falar um pouco sobre Carreira, logo me veio à cabeça uma reexão que faço já há algum tempo, sobre o pensar induzido, repetitivo, muitas vezes encontrado também nos prossionais de Time Share e Fractional. Essa não é uma crítica, apenas uma constatação, convivendo com tantos prossionais do setor, independente de sua região de atuação. Quantos meetings de captação são iguais? Quantos “os melhores do Brasil UHA!” vemos nos Projetos? #sóostops #amelhorequipedoBrasil #osdonosdarua ... e por aí vai.

E o outro que tem conhecimento, é super gente boa, amigo de todos, mas não toma a atitude? Aquele permissivo demais...

Enm, o grande desao de todo prossional é a busca do melhor equilíbrio entre competências, habilidades e atitudes. Esse é o prossional que toda empresa procura.

“Pense como um homem que age, aja como um homem que pensa” Henry Bergson. Pratique o “pensar fora da caixa”, não é simplesmente porque algo dá certo em outro Projeto, que no atual Quando me perguntam o motivo de não darmos certiisso se repetirá. Temos que analisar as características cados de TOP Consultor e TOP Captador mensalmente, de cada um, suas realidades físicas, geográcas, ecosempre respondo que, na minha opinião (não querennômicas, relação oferta x demanda, entre tantos outros do ser o dono da verdade) o que é muito dado, é pouco fatores. valorizado. Quando fazemos essas premiações semestralmente, por exemplo, o valor disso é innitamente Sou grande incentivador da experimentação, por que maior. Só para terem uma ideia, entrevistei um candidato que tinha nada menos que 35 certicados de TOP não tentar fazer diferente? Sendo responsável pelos resultados, claro. Mas quantos estão dispostos a arrisalguma coisa... 35? Sim, é como se ele fosse TOP por car? Você está? quase 3 anos direto. Com muitos anos trabalhando com educação prossional, aprendi a valorizar o que chamávamos de Itinerário Formativo. E o que seria isso? É o caminho que tenho que percorrer para me tornar um verdadeiro prossional. Por exemplo, para me tornar Líder de Sala quais as Competências que tenho que adquirir? Que conhecimento técnico é necessário? Quais ferramentas de Gestão preciso conhecer e implementar no meu dia a dia? Muitos já devem ter ouvido falar do CHA – Competências, Habilidades e Atitudes, que posso exemplicar de uma maneira simples como: A Competência para pintar um quadro é formada das técnicas estudadas, cursos feitos, teorias, saber que tinta usar para aquela tela. A Habilidade é a maneira com que faço esse quadro, como manejo as “ferramentas”, os pincéis, sem erros, em um tempo aceitável, chegando a um produto nal de qualidade. Já a Atitude é o que me move, a ação, é o FAZER. Conhecem algum líder que quer fazer bem feito, tem o conhecimento, mas não tem a habilidade de lidar com as pessoas da equipe?

Na esfera pessoal, prossional, minha dica é: estude mais, conheça mais, sempre, anal temos visto muitas lideranças sofrendo pelo desconhecimento das ferramentas de gestão, sem a aptidão necessária para gerir conitos, lidar com suas equipes, seus egos, muitos até não conseguem fazer a “passagem”, como brinco ao falar que ao assumir um cargo de liderança, de conança, o pensamento tem que se modicar, sair do pensar de captador, ou consultor e assumir o de líder, o pensar como empresa, como empreendedor, como investidor. Só assim teremos uma relação saudável, com uma visão geral do todo, holística, preocupada com o futuro, perene. Os empreendedores procuram prossionais que se destaquem, que lutem pelas oportunidades, que se preparem para esse momento, que agarrem com unhas e dentes e nunca se esqueçam de agradecer... Gratidão é algo que está em falta ultimamente. E que venham muitos milagres! “Minha carreira foi um milagre de determinação, de força de vontade e de desejo de vencer.” Bidu Sayão, cantora

E aquele que é hábil com as pessoas, tem atitude, se esforça, mas falta conhecimento técnico?

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Cássio Nardon é graduado em Hotelaria com Pós em Ecoturismo, Educação, Interpretação Ambiental e Gestão de Negócios. Sócio da Leifheit e Nardon Soluções Corporativas e da BRAZILIAN SHARING Consultoria em Time Share e Fractional.


criando oportunidades


Edição novembro 2015  

Revista Turismo Compartilhado - edição novembro 2015

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