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sumário N.º 30 | NOVEMBRO 2014

PROPRIEDADE E EDITORA TERRA DE LETRAS COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL LDA NPC508735246 CAPITAL SOCIAL 5000 € CRC CASCAIS SEDE, REDAÇÃO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAÇÃO AV. TOMÁS RIBEIRO 129, EDIFÍCIO QUINTA DO JAMOR, SALA 11, 2790-466 QUEIJAS TELEFONES 211 919 875/6/7/8 FAX 211 919 874 E-MAIL OFICINA@TURBO.PT DIRETOR CLÁUDIO DELICADO claudiodelicado@turbo.pt REDAÇÃO PAULO HOMEM paulohomem@turbo.pt ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES andrerodrigues@turbo.pt ANTÓNIO AMORIM antonioamorim@turbo.pt MIGUEL GOMES miguelgomes@turbo.pt RICARDO MACHADO ricardomachado@turbo.pt RESPONSÁVEL TÉCNICO MARCO ANTÓNIO marcoantonio@turbo.pt

dossier Como criar negócio na oficina P.42 Seis oradores apontaram caminhos para que as oficinas possam garantir mais negócio, chegar mais perto dos seus clientes. Boa parte das novas soluções passam pelas novas tecnologias. Leia a reportagem completa da 1ª Conferência Turbo Oficina

5 Radar

PROTAGONISTA

Novidades do mercado. P.12

Reportagem Expomecânica. P.50 Conferências e workshops Expomecânica. P.60 Encontros Associativos. P.62 Antevisão Mecânica - Batalha. P.64 Automotive Diamonds. P.66 Programa eXtra - Bosch. P.67 Encontro TT de Oeiras. P.68

ESPECIALISTA

REPARAÇÃO

Pedro de Jesus - Cometil. P.6

DIRETORA COMERCIAL ANABELA MACHADO anabelamachado@turbo.pt EDITOR DE ARTE E INFOGRAFIA RICARDO SANTOS ricardosantos@turbo.pt

REVISÃO

PAGINAÇÃO LÍGIA PINTO ligiapinto@turbo.pt FOTOGRAFIA JOSÉ BISPO josebispo@turbo.pt SECRETARIADO DE REDAÇÃO SUZY MARTINS suzymartins@turbo.pt COLABORADORES FERNANDO CARVALHO MIGUEL ASCENSÃO PARCERIAS CENTRO ZARAGOZA CESVIMAP DEKRA 4FLEET TTT - TECHNICAL TRAINING TEAM IMPRESSÃO JORGE FERNANDES, LDA RUA QUINTA CONDE DE MASCARENHAS, 9 2820-652 CHARNECA DA CAPARICA DISTRIBUIÇÃO VASP-MLP, MEDIA LOGISTICS PARK, QUINTA DO GRANJAL-VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM TEL. 214 337 000 contactcenter@vasp.pt

6 Novas tecnologias na reparação. P.70 TPMS. P.74 Escovas limpa para-brisas. P.76 Organização na oficina. P.80 Manutenção BMW Série 4. P.84 Controlo de qualidade de direções. P.86 Técnico Responde - Liqui Moly. P.90

Autodelta. P.24 ACP Oficinas. P.26 Entrevista Cromax. P.28 Sage. P.30 Convenção Newcar. P.32 Valorcar. P.34 Estudo DATA E. P.36

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PNEUS

RAIO X

Comercial do Mês - Fiat Ducato. P.38 Ensaio Longa Duração. P.40 Radiografia BMW i8. P.41

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GESTÃO DE ASSINATURAS VASP PREMIUM, TEL. 214 337 036, FAX 214 326 009, assinaturas@vasp.pt TIRAGEM 10 000 EXEMPLARES REGISTO NA ERC COM O N.º 126 195 DEPÓSITO LEGAL N.º 342282/12 ISSN N.º 2182-5777 INTERDITA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, DE TEXTOS, FOTOGRAFIAS OU ILUSTRAÇÕES SOB QUAISQUER MEIOS E PARA QUAISQUER FINS, INCLUSIVE COMERCIAIS

Uniroyal. P.92 Mega Mundi. P.94 Tiresur. P.96

OPINIÃO

Consultório jurídico. P.98 ESTA EDIÇÃO É OFERECIDA PELOS NOSSOS ANUNCIANTES

MONROE SELO DE CAPA SITE TURBO OFICINA RODAPÉ DE CAPA CONTINENTAL VERSO DE CAPA JAPANPARTS PÁGINA 5 TRW PÁGINA 11 ALPINE PÁGINA 13 MASTERSENSOR PÁGINA 15 KM PÁGINA 17

SWAG PÁGINA 19 FEBI PÁGINA 21 LIQUI MOLY PÁGINA 23 FUCHS PÁGINA 27 PETRONAS PÁGINA 31 MSMOTOR PÁGINA 35 BOSCH PÁGINA 37 GIRLING PÁGINA 49 JAPOPEÇAS PÁGINA 53

CROMAX PÁGINA 55 WD-40 PÁGINA 57 GALP PÁGINA 59 MANN PÁGINA 61 VALVOLINE PÁGINA 71 SPIESHECKER PÁGINA 73 RUBBERVULK PÁGINA 74/75 KRIOS PÁGINA 77 MEYLE PÁGINA 79

AUTODELTA PÁGINA 81 GLASURIT PÁGINA 83 CARF PÁGINA 85 CHAVECA&JANEIRA PÁGINA 89 CESVIMAP PÁGINA 91 EMMETEC PÁGINA 95 AMBIMOTORS PÁGINA 97 EUROMASTER VERSO CONTRA CAPA BOSCH PÁGINA 84

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EDITORIAL Cada vez mais próximos do mercado

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Expomecânica foi um marco importante para o setor mas também para a Turbo Oficina, que organizou a 1ª Conferência sob o tema “Como criar negócio na oficina”. O grande desafio (plenamente alcançado) foi convencer as oficinas, os seus gestores e os responsáveis de rede que esta era uma conferência para eles. Foram muitos anos em que as conferências falavam outra língua e, acima de tudo, não acrescentavam valor ao negócio do dia-a-dia na oficina. O que traçámos, desde o início, foi que esta era uma conferência para as oficinas, afinal, o nosso públicoalvo por excelência. Sentimos, das reações da centena de pessoas que participou, que não estávamos enganados neste rumo. Abre-se assim uma nova filosofia de conferências em Portugal, em que a oficina está no centro. A Turbo Oficina segue a sua estratégia de estar sempre junto do mercado e esse esforço tem sido recompensado pelo feedback que temos dos nossos leitores e players do mercado. Hoje o site da Turbo Oficina é já uma referência e o ponto de encontro de quem quer saber as notícias do aftermarket, a newsletter semanal está em constante crescimento, com assinantes ativos e a revista continua a cumprir o seu papel de informar e formar com o máximo rigor e independência. É esse o nosso compromisso e adiantamos-lhe a si, que nos lê, que estamos já a delinear a 2ª Conferência dedicada às oficinas, mas também a continuação dos Encontros do Aftermarket, uma iniciativa que junta alguns players do mercado numa mesa redonda com um tema de discussão e os Encontros Associativos, com o objetivo de dar voz às associações que, seguindo a sua missão, devem puxar e defender cada vez mais as oficinas. Temos outras ideias que serão comunicadas no tempo certo. Mas estamos a pensar em si e no seu negócio. Conte connosco!

Sentimos, das reações da centena de pessoas que participou, que não estávamos enganados neste rumo. Abre-se assim uma nova filosofia de conferências em Portugal, em que a oficina está no centro.

Cláudio Delicado DIRETOR claudiodelicado@turbo.pt

Um passo mais

A vida das publicações, como a das pessoas, é feita de etapas. Crescemos, consolidamos conhecimentos, trabalhamos todos os dias para ficarmos mais próximo daqueles que são os nossos objetivos primordiais. Embora jovem, a vida a Turbo Oficina é já rica em momentos que, afinal, têm contribuído para a afirmação de um projeto que, desde que nasceu, tem em mente assumir-se como ferramenta fundamental para aqueles que trabalham nos diferentes setores do aftermarket. Lançamo-nos à estrada sabendo que uma longa caminhada cumpre-se passo a passo. É o que temos feito; é o que vamos continuar a fazer: ouvindo permanentemente

aqueles com quem queremos trabalhar, pois só assim seremos relevantes. Uma publicação tem que aportar valor; conhecimento: é esse o princípio que nos norteia. É com tudo isto em mente que hoje damos mais um passo. Neste caso de passagem de testemunho. O Cláudio Delicado assume, formalmente, a direção da Turbo Oficina. Afinal, foi ele, primeiro, e, depois, com o contributo inestimável do Paulo Homem quem conduziu a Turbo Oficina até aqui. Tenho a certeza de que o projeto sai robustecido.

Júlio Santos DIRETOR GERAL

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Pedro de Jesus. “Com boa assistência e formação as vendas acontecem” 6

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É este o lema da Cometil, que é uma das empresas mais reconhecidas nos equipamentos oficinais em Portugal. Prestes a celebrar 30 anos no mercado, entra agora em força no mercado espanhol. TEXTO CLÁUDIO DELICADO FOTOS JOSÉ BISPO

Cometil é uma verdadeira empresa familiar e isso sente-se na relação que existe entre as pessoas e na imagem que tem no mercado. A média de permanência dos colaboradores, 30 em Portugal, já é de cerca de 15 anos e os passos sólidos que foi dando fez com que a empresa tenha hoje um grande desafio em mãos: conquistar o mercado espanhol. A empresa portuguesa está a fazer o caminho inverso ao que o mercado costuma ver, com empresas espanholas à conquista do mercado nacional. Em Maio do próximo ano a Cometil está de parabéns pelos seus 30 anos. Pedro de Jesus, presidente da Cometil, recebe-nos nas exemplares instalações em São Julião do Tojal, Loures, onde brilha o centro técnico e faz um balanço do passado, analisa o presente e antecipa o futuro. A Cometil faz 30 anos em 2015. Quais os pontos marcantes desta história? Tem sido uma evolução contínua e acabamos sempre por nos lembrar sempre dos que aconteceram há menos tempo, como a abertura das instalações em Santo Tirso, em 2003, mas também a inauguração destas novas instalações [em São Julião do Tojal, Loures], em 2009 e, este ano, a abertura da Cometil Espanha. Fomos crescendo sempre sustentados numa base sólida e conforme fomos crescendo fomos investindo. Foi sempre assim desde a fundação da empresa, pela mão do meu pai. Mas o investimento foi muito para além das instalações. Fomos sempre investido no que somos conhecidos: a formação e a assistência técnica, que continuam a ser as nossas principais prioridades. Ter comerciais fixos só aconteceu depois de 20 anos de empresa, porque o pós-venda sempre fez com que os clientes viessem aqui diretamente comprar, o que ainda hoje se passa. É essa a nossa diferença no mercado porque desde o início temos um carater mais técnico do que comercial. Investimos muito na nossa estrutura, num armazém com um grande stock de peças de substituição e no centro de formação. Há 30 anos que somos conhecidos por prestar assistência em 24 horas em todo o país, com a garantia da máquina reparada. Quando se investe num equipamento tem que se pensar no preço, na qualidade e na assistência que está por trás. As oficinas têm que ponderar muito bem e não pensar só no preço de compra, porque aí não temos vantagem. A nossa vantagem vem depois, com formação gratuita o resto da vida, disponibilizar o nosso centro técnico para resolver o problema de um carro de um cliente a custo zero, assistência pós-venda na vida do equipamento e assistência em 24 horas. Há equipamentos que produzem 300 ou 400 euros por dia e cada dia que o equipamento está parado é dinheiro que não entra. Por

isso é que boa parte dos nossos clientes diz que o nosso equipamento acaba por ser o mais barato. Isso faz com que tenhamos uma taxa de fidelização muito elevada. A melhor máquina do mundo que não tenha pós-venda deixa rapidamente de ser a melhor. Quais foram as grandes mudanças nos equipamentos nestes 30 anos? A evolução foi progressiva e é o automóvel que obriga à evolução de todas as empresas do setor porque a evolução tecnológica dos automóveis permite que as empresas evoluam. É assim que se têm criado oportunidades, em especial nos últimos 10 anos. No campo do diagnóstico a eletrónica mudou muito o setor, desde a obrigatoriedade do OBD em 2001 e hoje ninguém consegue fazer nada sem uma máquina de diagnóstico. O que representa hoje o diagnóstico para a Cometil? O preço de um equipamento de diagnóstico é, por vezes, 10% de um elevador. Mas hoje não se pode não ter um equipamento de diagnóstico. Há muitos no mercado, mas uma parte importante, e é aí que tiramos partido, é a formação e o apoio técnico. Como não há um equipamento multimarca que cubra 100% do parque é necessário ter mais do que uma máquina mas, acima de tudo, ter apoio técnico para aqueles casos mais complicados. A compra de um equipamento de diagnóstico é um investimento já bem pensado pelas oficinas hoje? Depende, há casas que chegam a ter 10 equipamentos de diagnóstico, o que é um exagero. Foram comprando com confiança de que ia resolver os problemas e a maioria das vezes não é a máquina, é não a saber usar e não conhecer bem o automóvel. Depois fica arrumada e compram outra a pensar que é a solução. Não são necessários mais do que dois equipamentos de diagnóstico. O parque de equipamentos que existe hoje nas oficinas envelheceu muito nos últimos anos? Sim, os números mostram isso. Quando a crise se instala e o negócio decresce nas oficinas a tendência é poupar e os equipamentos entram nessa equação. Só se compra quando é mesmo indispensável mas temos conseguido fazer números e soluções interessantes, apoiadas nos fabricantes que representamos, com equipamentos que ajudam a aumentar o negócio às oficinas porque, muitas vezes, as oportunidades estão lá, mas o que é preciso é conhecê-las e saber trabalhá-las. Aqui entra uma parte fundamental hoje no negócio, que é a gestão. Sem dúvida. Quando trabalhamos com a tecnologia automóvel sempre em evolução é fundamental colocar à frente dos gestores de oficinas as oportunidades que o automóvel nos dá e os novos tipos de manutenção e serviços. Os carros novos têm mais coisas para fazer e há mais oportunidades de

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negócio, mas é preciso abandonar aquela ideia de fazer igual ao que se fazia há 10 e 20 anos. Isso faz também com que a Cometil tenha hoje também um papel mais forte consultoria? O mercado foi-nos solicitando esse serviço, em resultado da formação teórico-prática que damos no âmbito da tecnologia automóvel. Sempre que há um caso difícil ligam-nos porque temos o nosso centro técnico sempre a funcionar. Inclusive, os nossos clientes podem trazer cá um carro de um cliente com um problema mais complicado que ajudamos a resolver com as máquinas de última geração. Somos cada vez mais consultores também. Muitas empresas acabaram também por fechar ou reduzir a estrutura. O que aconteceu a todos estes equipamentos que estas oficinas tinham? Uns não se sabe bem o seu paradeiro ou origem, outros foram leiloados e colocados novamente no mercado, o que prejudica, algumas vezes, a venda de equipamentos novos ou até mesmo usados. Mas mesmo quando estes equipamentos estão em condições, falta o suporte e assistência porque também algumas empresas do setor dos equipamentos fecharam e o cliente, que aparentemente fez um bom investimento, fica perdido. Há um mercado forte de equipamentos usados em Portugal? Hoje já não abrem oficinas novas em massa, abrem apenas alguns pontos de venda novos, há a reestruturação de outros ou o alargamento de instalações. É onde o equipamento se vende sem qualquer retoma mas hoje grande parte das vendas são substituições de equipamentos que já não estão em condições. Isso obriga-nos à retoma do equipamento usado. Depois temos que fazer uma revisão, uma pintura e um recondicionamento para os voltarmos a vender. Não é fácil, porque há muito equipamento e o cliente deste material são oficinas mais pequenas, que não querem fazer grandes investimentos e têm pouca rotação de veículos. Mas acontece também uma coisa curiosa, é que há muita gente a preferir equipamentos usados a equipamentos asiáticos. Houve uma invasão de equipamentos de origem asiática em que alguns investiram porque o preço era bom, mas rapidamente todo o mercado percebeu que não é o caminho certo. Além desta concorrência feroz como é que se lida, por exemplo, com a questão da concorrência desleal, da pirataria e da contrafação? A maioria das empresas do setor dos equipamentos, quando viu alguns clientes em dificuldades, decidiu manter a marca premium que tinha, mas apostar em segundas linhas apenas pelo fator preço. Quase todos o fizeram. Chegámos a ponderar esse caminho mas decidimos que não íamos

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por aí. Hoje temos a certeza absoluta que fizemos bem em não ir por esse caminho porque vimos os resultados no mercado de quem o fez. Em muitos casos, pôs mesmo em causa uma boa imagem que essas empresas de equipamentos tinham no mercado e que demorou anos a conseguir. Quando uma empresa credível vende um produto de baixa qualidade, o cliente acredita mais na empresa do que no produto e os problemas vêm depois. Felizmente temos ainda um mercado mais conservador e os responsáveis de oficina mais velhos ainda preferem ir pela segurança e qualidade. Os outros acabam por perceber o seu erro da pior forma. A crise fez com que as pessoas acabassem por ser obrigadas a decidir bem a compra de um equipamento e nós beneficiámos disso. Hoje

temos praticamente tudo a nível oficinal e fomos alargando a nossa oferta de produtos para a oficina e acabámos por não sentir muito a crise. O renting de equipamentos é uma solução com futuro? Já o fazemos, com empresas do setor e temos alguns bancos que suportam contratos de leasing mas agora também de renting. Trabalhamos também com a Grenke, com tradição de renting e recorremos a essas empresas para financiar os nossos clientes. Hoje é uma solução já com expressão em Portugal. É um caminho natural e a crise veio ajudar a limpar um pouco aquela imagem da facilidade dos pagamentos. O renting facilita o processo burocrático com os bancos e, no fundo, a oficina aluga o equipamento com


PERFIL Pedro de Jesus é um nome que se confunde com o da própria Cometil. Tinha 12 anos quando o pai fundou a empresa e desde então acompanhou todos os passos. Foi o seu primeiro e único trabalho e acabou por conciliar a vertente profissional na empresa com os estudos. Licenciado em Engenharia Mecânica, com especialização na área automóvel na Universidade Lusófona, agarrou-se desde o início à parte técnica, seguindo o exemplo do pai, que foi responsável da parte técnica e de formação Volkswagen. Deu assistência técnica às maquinas, ensinou as pessoas a trabalhar com os equipamentos e só depois veio a parte comercial. Mas gosta mesmo é da parte mais técnica e o centro técnico é um dos seus grandes feitos. Não esconde o orgulho nos ensinamentos que o pai lhe deixou e também no facto de ainda hoje a Cometil se manter uma empresa familiar. Pedro de Jesus tem hoje 41 anos e é casado.

possibilidade de ficar com ele no fim. Tem sido muito bem aceite. AS OFICINAS E A FORMAÇÃO A Cometil vai muito além da formação que dá no uso dos equipamentos. Porquê esse caminho? É uma filosofia nossa. Fazemo-lo porque achamos que é esse o ponto de partida e a formação é no automóvel porque todos os que vendem equipamentos explicam como funcionam. Essa parte vem das marcas e é dada com a instalação do equipamento. Mas depois, desenvolvemos vários cursos de tecnologia automóvel, que problemas existem e como os resolvemos, o que depois, naturalmente, requer equipamentos. Temos dois formadores fixos e mais dois polivalentes e seguimos a máxima de que a ensinar se aprende e a pessoa que hoje tudo sabe e ensina tudo a outro, quando acaba de ensinar sabe mais qualquer coisa. Não tem que ter medo de ensinar tudo. É um erro. Partilhamos toda a informação com os nossos clientes. Sempre foi assim, desde o tempo do meu pai, que fez toda a vida na parte técnica e de formação. Quais as principais dificuldades que as oficinas têm hoje e que percebem nas formações que dão? Nos cursos vêm por causa das inovações dos automóveis porque não têm muito quem

CURIOSAMENTE, HOJE HÁ MUITA GENTE A PREFERIR EQUIPAMENTOS USADOS A EQUIPAMENTOS ASIÁTICOS

lhes explique. Um concessionário oficinal de marca tem a fábrica e o importador por trás que lhe dá toda a formação. No caso da oficina multimarca ou têm uma rede por trás que já têm todos esses serviços e faz parcerias com outras empresas como a nossa, ou então estão praticamente sozinhas e tem que ser o gestor a procurar ajuda, normalmente apenas quando tem um problema. A formação é encarada pelas oficinas como fundamental mas quando chega à hora não há tempo para libertar uma pessoa da oficina durante dois dias. Mas temos conseguido contornar isso porque quem vem percebe a mais-valia que leva para a oficina. Se mais cursos tivéssemos, mais gente teríamos porque temos sempre muita gente interessada. O nosso caminho é sempre vender um equipamento que permita fazer mais tarefas e garantir uma maior fonte de receita às oficinas. E eles percebem que para conseguirem rentabilizar melhor o equipamento têm que saber fazer e vêm às formações. Na Hunter temos a maior quota de mercado no alinhamento de direções com a máquina mais cara, isso mostra que tem uma maior rentabilidade. Na Hunter há máquinas com 25 anos no mercado a trabalhar sem qualquer problema, com assistência e peças. Hoje já não há uma segmentação tão grande das oficinas e todas querem fazer um pouco de tudo. Isso representa uma oportunidade de negócio para vocês? As oficinas em rede estão a lutar pela sua evolução, sobrevivência e tem sido uma solução estar em rede. Entrar nessas redes obriga a estar de acordo com os padrões da rede e isso faz com que nós, como também somos parceiros da maioria delas, estamos lá dentro para poder ajudar os novos que entram. As casas de pneus que entraram nos serviços rápidos não têm ferramentas nem máquinas de diagnóstico, nem determinados equipamentos para fazer esses serviços e têm que comprar. Mas também acontece o inverso porque muitas oficinas de mecânica entraram no negócio do pneu e precisam de equipamentos específicos para fazer esse trabalho em torno da roda. Quais foram as principais inovações que viu nas oficinas nestes últimos anos? Nas oficinas, a grande evolução passou para caminhar para os serviços rápidos, a manutenção preventiva e de desgaste do automóvel. Antigamente viam-se as grandes oficinas de reparação de motores mas hoje já não se justifica financeiramente reparar motores. As oficinas tradicionais foram buscar então um pouco da manutenção. As oficinas de pneus viram que não chegava para alimentar a estrutura e caminharam para os serviços rápidos. Os próprios concessionários automóveis caminharam para serviços rápidos a preço fixo. Todos partilharam a mesma ideologia dos serviços rápidos, algo impulsionado pelas redes. Mas depois há sempre o especialista, que não desaparece

e faz muito negócio que não se consegue resolver em “clínica geral”. Estes que existem, se enaltecerem essa especialidade, são escolhidos e têm negócio, com uma margem maior. O especialista que alargou o seu negócio para outras áreas, nunca deve perder a sua imagem e capacidade de especialista porque é isso que o diferencia e valoriza. A Cometil está também muito ligada às redes. Estamos com todas e é uma área importante do nosso negócio. Estamos na formação e consultoria das oficinas. Não só a nível de equipamentos mas também nos processos de trabalho, instalações, avaliações. Uma parte do negócio para estarmos mais perto de todos foi poder auditá-los e aconselhá-los conhecendo bem o negócio deles. Foi algo que o mercado nos solicitou e, de facto, hoje os grupos que têm crescido são as redes. A OUTRA EMPRESA Porque decidiram criar a CAN – Cometil Automotive Network? Foi uma empresa que criamos aqui dentro, é uma empresa da Cometil que face à vertente crescente do diagnóstico queríamos separar as águas e ter algo mais especializado. Foi criada porque as máquinas de diagnóstico não há uma que dê para todos e é sempre necessário ter duas marcas de máquinas. Temos a Hella Guttman que é a nossa principal marca, mas temos que ter várias linhas de máquinas de diagnóstico porque não há nenhuma que cubra todo o parque. Temos também nesta empresa softwares de gestão de peças, orçamentação e dados técnicos, mas também formação nessa área e o tal trabalho de consultoria e auditoria. É a CAN que faz esse trabalho, com pessoas dedicadas. É uma empresa de diagnóstico e serviços de consultoria, que foi criada em 2009. Não implicou um investimento forte, mas é encarado pelo cliente como especialista nesta área, ficando a Cometil como especialista nos equipamentos. Qual o caminho que as oficinas devem seguir? A única forma de poderem manter e evoluir é aproveitar as novas tecnologias do automóvel nos dão. Mas é fundamental investir no atendimento personalizado, numa venda técnica, não apenas numa venda comercial. Mostrar ao cliente as capacidades que a oficina tem de prestar um serviço ao seu veiculo. É preciso trazer as pessoas para o serviço porque se formos apenas pelo preço ou é caro ou barato, é só um número. O problema de muitas oficinas é não mostrarem ao cliente o que sabem fazer de bom. A oficina tem que conseguir ir mais além e mostrar o que é necessário para cada carro e com provas, baseadas nas soluções rápidas de diagnóstico. Mostrar o que as falhas implicam em termos de riscos, de segurança, etc. O cliente, na maior parte dos casos, quando

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DE CORPO INTEIRO

De onde vem a sua paixão pelos automóveis? A paixão pelos automóveis vem desde miúdo, sempre vivi juntos deles. Visita com regularidade as oficinas? Bastante. Corro o país de lés a lés, é difícil haver um cliente de equipamentos que eu não conheça. Ainda hoje acompanho os comerciais ou vou eu direto. Comecei muito cedo no setor e sei que sentado à secretaria não se conhece o negócio. Costuma ser intuitivo nas decisões? A intuição vem também do background que tenho mas sou muito ponderado a tomar decisões. Costuma decidir sozinho? Gosto de partilhar com a equipa, com a minha irmã, com a minha mãe e com a equipa mais chegada e com mais poder de decisão. Muitas vezes tenho a minha decisão tomada mas quero ouvir opiniões e às vezes acabo por mudá-las. A liderança não se faz impondo. Temos que trazer sempre a equipa connosco. Considera-se viciado no trabalho? Não diria viciado mas sou forçado a ter que estar tempo demais na empresa para nunca dizer não a ninguém. Não tenho por hábito dizer que não consigo e que não sou capaz. As tecnologias fazem com que nunca desliguemos. Mas depois quando nos afastamos um pouco é quando surgem as melhores ideias e essa parte também é importante. Consegue ter uma rotina diária? Cada dia é diferente um do outro. Há uma rotina normal de estar aqui às 8h30 e assistir a uma reunião com o staff técnico, de armazém e controlador das folhas de obra, para partilhar o que foi feito para que todos tenhamos noção e para estabelecer objetivos. Aí tento estar sempre presente. O resto do dia é muito variado. Quantos quilómetros faz por ano? Já fiz mais, mas agora deve rondar os 60 mil por ano. Inclusive, quando tenho que ir a Espanha, se é até Madrid vou de carro. Mais do que isso já vou de avião. O que gosta de fazer nos tempos livres? Tudo o que tem a ver com automóveis. Faço pouco desporto automóvel mas gosto de karts e de estar em pista. Depois gosto daquelas coisas normais como passear, ir a um bom restaurante, música. Mas os automóveis são a paixão permanente no trabalho e fora dele. O que mais aprecia num colaborador? Valorizo muito a dedicação, profissionalismo e a lealdade.

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a oficina consegue mostrar os problemas e prová-los, o cliente acaba por comprar o serviço. Quem atende, o rececionista, devia ser a pessoa que mais sabe dentro da organização. As oficinas não podem cair no fator preço, porque aí não fidelizam os clientes e andam sempre atrás do concorrente e acabam por se destruir uns aos outros. Como está a correr o negócio em Espanha? Ainda é um bebé, começou a sério em junho. Está a correr muito bem para o pouco tempo de vida que tem. Há muito a fazer porque aqui temos 30 anos, mas lá poucos nos conhecem. O nosso staff é muito conhecido no mercado, já trabalham há muito nesta área e já trabalhavam com a Hunter, que foi quem nos fez ir para Espanha, ao assumirmos a distribuição exclusiva para o país todo. Temos tido um feedback excelente, mostrando às redes de cá com central ibérica o que fazemos em Portugal e que podemos fazer também em Espanha. O que nos dizem lá é que somos únicos porque lá quem vende equipamentos raramente oferece serviços associados a nível nacional. E nós oferecemos em Espanha tudo o que oferecemos aqui. Por exemplo, já estamos a prestar assistência aos equipamentos em 24 horas, como cá. Mas lá isto é uma novidade e disseram-nos que era impossível porque há empresas habituadas a esperar uma semana por assistência ou por uma peça. A empresa que trabalha melhor garante 72 horas. Curiosamente, na Hunter temos mais equipamentos em Portugal do que

OS CARROS NOVOS TÊM MAIS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO, MAS É PRECISO ABANDONAR A IDEIA DE FAZER IGUAL AO QUE SE FAZIA HÁ 20 ANOS

em todo o território espanhol e isso mostra que há uma grande oportunidade porque é um mercado cinco vezes maior. Há outras possibilidades de internacionalização? Angola foi um início, demos alguns passos e estamos a crescer, com investimentos muito reduzidos e bem controlados. Temos uma pessoa há mais de dois anos em Angola, um técnico, em permanência, que dá também formação. Avançámos para Angola pela mão de muitos clientes de Portugal que forma para lá tentar e quiseram o nosso apoio para irmos. Começamos a fornecer várias oficinas de Angola e tivemos necessidade de ter lá alguém. Pontualmente vendemos para Cabo Verde, Moçambique e até para o Gabão já vendemos. Com tanta experiência não pensam em apostar forte numa marca própria? Em determinadas ferramentas e utensílios pequenos sim e já existe, com a marca CAN. Por exemplo, no diagnóstico, até em Espanha é vendido com nome CAN, aquelas que têm que ser colmatadas à gama da Guttman. E determinados produtos, como um carrinho de apoio de desaperto de rodas ou focadores de faróis também já têm a nossa marca. Em equipamentos genéricos e material de baixo custo, se pudermos melhorar um produto, podemos colocar lá a nossa marca própria. Não como um grosso de volume de negócio mas para coisas pontuais. O que pode o mercado esperar da Cometil para os próximos tempos? Mantê-los satisfeitos com o que já têm, manter a linha de serviços que sempre prestou, tentando ir sempre buscar novos conceitos para dar mais ferramentas para trabalhar e soluções de negócio. Contratamos uma pessoa dedicada apenas a isso, à procura de novas soluções e negócio para a oficina. Mais cursos e áreas de formação, manter os níveis de assistência e dar a resposta que o cliente pretende e manter as marcas premium e com a qualidade que os clientes já conhecem.


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2 REVISÃO

REVISÃO

Nexus Automotive. Três empresas portuguesas a gigante da distribuição Bragalis, Krautli Portugal e Soulima são os três sócios do novo gigante da distribuição mundial. Os objetivos são ambiciosos mas, para já, nada muda para os clientes portugueses. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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Grupo IDAP, através do Grupo Serca, sócio fundador do Grupo Nexus Automotive International (N!) e responsável pelo mercado ibérico deste novo gigante da distribuição mundial, passou a incorporar três sócios portugueses, com efeitos desde 1 de julho. Bragalis, Krautli Portugal e Soulima confirmaram à TURBO OFICINA a entrada neste novo grupo, não adiantando para já estratégias e objetivos, uma vez que a entrada é muito recente. “Com a responsabilidade que temos do mercado português, a partir daí foram analisadas as diversas opções que tínhamos para crescer no mercado português e preparar uma estratégia que, permitindo a convivência de todos, permita situar a Nexus na liderança do mercado português. Foi o que fizemos com a escolha destes três parceiros”, explica uma fonte do Grupo Serca, que acescenta que

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desta forma estão em todos os patamares de distribuição em Portugal. Isto permite ao Grupo Serca, e ao Grupo Nexus, uma faturação de 4,5 milhões de euros por cada milhão de habitantes na Península Ibérica, procurando assim a liderança do setor no mercado de Portugal e Espanha. Em termos práticos as empresas portuguesas continuarão a funcionar da mesma forma do que até aqui, mas passam a ter acesso a um grupo e um know-how maior, enquanto o Grupo Serca se torna cada vez mais uma empresa ibérica, um dos objetivos conhecidos deste grupo espanhol, também com ramificações em França, com o Grupo S´Energie, com a criação do Grupo IDAP. “O novo grupo pretende realizar uma expansão dentro dos três próximos anos, sem restrições específicas nem de canais nem de território”, explica uma fonte do Grupo Serca à TURBO OFICINA. Já a Nexus Automotive International acrescenta que “a nova empresa de distribuição pretende conjugar os desafios

do mercado europeu com as oportunidades de negocio de países emergentes”. Além dos novos sócios o N! reforçou também a sua presenta em algunas zonas com a criação, por ejemplo, da Nexus Turquia, a primeira de uma série de organizações locais, seguida da Neus Itália, que reúne os grupos mais importantes de distribuição do país. Recorde-se que este é um novo grupo de distribuição mundial, criado em Janeiro deste ano, para oferecer serviços nos pósvenda automóvel a nível global. Com sede em Genebra, na Suíça, nasce da aliança entre diversas empresas líderes de distribuição de vários países como Reino Unido, Irlanda, França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Finlândia, Polónia, Turquia, Rússia, Jordânia, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Gana. O plano de expansão do Nexus Automotive International é muito ambicioso e procura liderar o mercado da distribuição de peças de aftermarket em todo o mundo.


MASTERSENSOR. HEYNER COM GAMA PARA 2014/15

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escova híbrida da Heyner, que a Mastersensor caracteriza como sendo de altíssima qualidade, combina o design aerodinâmico de uma escova flat com o contacto perfeito com o vidro de uma escova tradicional, proporcionando excelentes resultados de limpeza. A escova híbrida da Heyner, que a Mastersesnor tem vindo a comercializar no mercado com excelentes resultados, conjuga o melhor desses dois mundos, sendo adequada à grande maioria dos veículos em circulação. A Heyner Híbrida é complementada por um sistema de adaptadores especiais, permitindo assim que, com um stock reduzido, se supram as necessidades de todo o parque automóvel nacional. O design elegante da proteção Hook One faz com que a escova Híbrida, se usada com o braço universal de gancho, fique perfeitamente moldada. Estas escovas são também adequadas ao inverno, graças à proteção de plástico à prova de água. O desempenho da borracha na limpeza, que é um dos seus argumentos, é constantemente testada pelos laboratórios dos EUA na Detroit Testing Laboratory, Inc. em 1.500.000 movimentos. O desempenho e a resistência da montagem é simples e fiável, tendo sido testada pela TÜV Rheinland. Outra característica é a maior durabilidade e flexibilidade da borracha, graças ao acabamento em Nano grafite. “Esta escova compete com as marcas de maior referência, mas a um preço extremamente atrativo. Há três anos que está em Portugal e está a conquistar o mercado”, refere Richard Carvalhais, da Mastersensor. A escova traseira está também disponível para todos os veículos, proporcionando uma pressão homogénea em toda a área do vidro, graças à barra de aço na parte posterior da escova. É de grande durabilidade, graças ao acabamento anti-corrosivo e à moldura de aço galvanizado. Para além de estar disponível para veículos ligeiros e comerciais ligeiros, a Mastersensor comercializa também estas escovas para camiões e autocarros.


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REVISÃO

RPL CLIMA. LANÇA COMPRESSORES RPL QUALITY

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RPL Clima acaba de apresentar e lançar no mercado uma nova gama de compressores alternativos de modo a ir ao encontro dos pedidos de muitos interessados em produtos de qualidade com preços mais convidativos face aos preços de origem. Desta forma, a RPL Clima acaba de lançar um produto (já registado) com a marca RPL Quality. “Temos a certeza que esta nova gama vai preencher algumas lacunas que tínhamos como líderes neste mercado”, refere Rui Lopes, da RPL Clima, afirmando que “os compressores originais dos quais somos representantes Denso, Sanden e Delphi continuam a ser a nossa bandeira como produtos de referência”.

OSRAM. APRESENTA O MAIS RECENTE CATÁLOGO DE LÂMPADAS AUTOMÓVEL

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Osram lançou o seu novo catálogo de lâmpadas automóvel. Este catálogo apresenta as últimas novidades ao nível da iluminação automóvel no aftermarket. Entre outros, destaca-se os novos produtos da gama Cool Blue Intense, a nova gama de lâmpadas para veículos de duas rodas e a nova gama de lâmpadas para Off-Road. Novidade é que tanto este Catálogo AM, como a tabela de preços aftermarket já se encontram também disponíveis no site www.osram.pt.

TRW. Apresenta pastilhas DTEC… com menos poeira

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TRW lançou recentemente a pastilha de travão DTEC. Significando “Dustreducing Technology” (tecnologia de redução de pó), a DTEC é uma pastilha de travão visualmente atrativa, que oferece menos 45% de poeira, que permite manter a performance nos 100% mas proporciona jantes mais limpas. Fabricadas pela TRW, através da utilização de uma formulação de fricção de primeira qualidade, desenvolvida internamente, as pastilhas de travão DTEC foram testadas exaustivamente, para cumprirem de forma exata as normas da indústria.

Concebida para ser esteticamente atrativa com um calço vermelho TRW, está também em conformidade com o foco principal da TRW: “Pensamento mais ecológico”. A gama inicial será constituída por um número referências para aplicações selecionadas que satisfazem as necessidades dos veículos de gama alta. Em linha com o objetivo da TRW de oferecer as peças mais seguras e acessíveis a um mercado global, o plano passa por fabricar, até 2015, com a formulação DTEC, as 150 pastilhas TRW de maior rotação, cobrindo 75% do parque automóvel europeu.

PETRONAS. VENCE COM A MERCEDES O MUNDIAL DE F1

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tecnologia Fluid Technology Solutions proporcionou, mais uma vez, uma vantagem competitiva na pista à equipa de Fórmula 1 Mercedes AMG Petronas assegurando a vitória no Campeonato Mundial de Construtores de Fórmula 1 da FIA de 2014. Em conjunto, a Petronas e a Equipa de Fórmula 1 Mercedes AMG Petronas passaram mais de três anos a trabalhar em estreita ligação de modo a criar uma nova classe de

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combustíveis e lubrificantes especiais que ajudam a fornecer uma vantagem competitiva em pista em 2014, e no futuro, levando a equipa ao pódio em todas as corridas deste ano. Os desafios foram ultrapassados graças à tecnologia Fluid Technology Solutions da Petronas – uma abordagem inteligente às necessidades em termos de lubrificantes que potencia o desempenho através de produtos criados à medida e serviços especializados.


ELRING. SITE ESTÁ AGORA TAMBÉM DISPONÍVEL EM PORTUGUÊS

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partir de agora, o site da Elring – www.elring.de – está acessível em 10 línguas, entre elas o português, um passo importante que a marca dá para estar mais perto dos seus clientes em território nacional. A partir de agora quem fala português em todo o mundo passa a ter acesso a uma ampla gama de informações sobre a empresa e seus produtos, bem como dicas dos especialistas (informação técnica e serviço pós-venda), juntamente com vídeos de instalação para as necessidades práticas dos usuários. A página inicial inclui características importantes, tais como o catálogo Elring on-line, um motor de busca de distribuidores, um formulário de inscrição no boletim informativo e uma ferramenta para solicitar material informativo.

BESA. APRESENTA PROCESSO DE REPARAÇÃO DE FARÓIS

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Besa lançou para o mercado de aftermarket um novo processo de reparação de faróis que permite conseguir uma reparação de alta durabilidade. Este novo processo apresenta numerosas vantagens para quem executa o trabalho. Em primeiro lugar oferece a maior durabilidade do mercado, segundo a Besa, já que se aplica um verniz HS de 2 componentes. Com uma simples lixagem do farol e uma aplicação do spray verniz BesaGlass HS, obtêm-se os resultados desejados. Um folheto explicativo disponível no site da Besa (www.besa.es), detalha todos os passos e os equipamentos necessários para a realização do trabalho de uma forma eficaz.


22 REVISÃO FOI NOTÍCIA QUE...

AutoCrew. Continuar a crescer

… a Pirelli foi reconhecida com o troféu de “melhor inovação em qualidade” da BMW, pela utilização da sua tecnologia denominada Real Dynamic Curing Technology, utilizada no processo de vulcanização dos pneus. … Também a Bridgestone recebeu um prémio como fornecedor para Inovação da BMW, na categoria “Efficient Dynamics”, em reconhecimento da sua tecnologia “ologic” desenvolvida para o pneu que equipa BMW i3. … a N Seguros fez um acordo com a Midas para reduzir preço das manutenções, mas também para promover um maior conforto e segurança auto, a preços reduzidos, para todos os clientes N Auto. … a Fonseca, Matos & Ferreira, representante das marcas Millers Oil e de outras representações ao nível dos equipamentos e ferramentas, acaba de lançar um novo website que está disponível em www.fmf-ferramentas.com. … a Osram lançou o primeiro produto baseado nos diodos orgânicos emissores de luz (OLEDs) para o interior do carro na forma de uma nova luz de leitura. A OLED Reading Light é muito superior às fontes de luz convencionais, como as lâmpadas incandescentes e de halogéneo, em termos de eficiência energética e vida útil da lâmpada. Esta luz de leitura de alta qualidade vem com uma garantia de cinco anos. … a eni acaba de lançar a versão mobile do seu website que funciona em qualquer smartphone como um browser de internet e não precisa de fazer download de qualquer aplicação adicional. Para aceder ao website basta colocar o link sintetica.enilubes.com. … a fim de melhorar a eficiência, o Grupo Volvo assinou um memorando de entendimento que permitirá ao grupo Nors assumir a operação de importação e retalho da Renault Trucks Portugal, Lda. As partes têm como objetivo conjunto fechar o negócio antes do final de 2014. A conclusão da transação está sujeita a determinadas condições, incluindo a aprovação das autoridades competentes. … a Reta acaba de estabelecer uma nova parceria para o serviço de pintura de pesados, no Centro de Assistência Técnica do Carregado. A Reta dispõe, no Centro de Assistência Técnica do Carregado, de duas estufas de pintura preparadas para a prestação deste serviço a todos os tipos de viaturas pesadas, em estrito cumprimento das normas ambientais e com a garantia de qualidade e durabilidade, permitindo às empresas uma imagem institucional cuidada na circulação das suas viaturas nas estradas nacionais e internacionais.

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ob o mote “Somos uma realidade”, a rede oficinal AutoCrew reuniu recentemente toda a sua rede, num evento que contou com 80 participantes. Mónica Alves, responsável pela AutoCrew em Portugal afirma ainda que “a nossa intenção é dotar a rede de diferentes mecanismos e ferramentas para o desenvolvimento e expansão do negócio, simultaneamente pretendemos alargar a rede a outras zonas

do país. Ninguém melhor do que a própria Bosch para ajudar os parceiros através de uma formação técnica, empresarial, assessoria de marketing e gestão de qualidade”, explica. Integrado numa estratégia de desenvolvimento e aproximação à marca Bosch, este evento permitiu ainda aos parceiros aderentes conhecer toda a estrutura das diferentes áreas que apoiam o negócio AutoCrew, alargar a sua rede de contactos, trocar experiências e, acima de tudo, fomentar o espirito de equipa. Com mais de 30 oficinas, a rede oficinal AutoCrew “está a fazer um percurso bastante positivo e pretendemos continuar a crescer por todo o país. Os nossos parceiros têm sido uma parte fundamental neste crescimento e queremos que saibam que, sem eles, não seria possível ir tão longe”, conclui Mónica Alves. Neste evento foram ainda eleitos os representantes regionais da rede AutoCrew, futuros interlocutores entre a rede e a Bosch.

METELLI. NOVO MANUAL TÉCNICO DE JUNTAS E EIXOS CARDÃS

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Metelli lançou um novo e atualizado manual técnico para juntas e eixos cardãs. Esta atualização recente está em perfeita sintonia com o projeto de reposicionamento da marca Metelli, que envolveu todos os meios de comunicação do grupo, incluindo a sua documentação comercial e institucional, novas campanhas publicitárias, assim como a página web, as embalagens e o vídeo da empresa.

CORCET. LANÇA ALINHAMENTO DE DIREÇÕES CORGHI R.E.M.O.

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Corcet acaba de apresentar um novo equipamento de alinhamento de direções com tecnologia exclusiva. A Corghi R.E.M.O. caracteriza-se pela total automatização das medições e ausência de componentes aplicados nas rodas. Isto resulta numa maior rapidez do processo, total exclusão de erros por parte do operador no que à medição diz respeito e um acréscimo de imagem que um equipamento deste tipo oferece a qualquer oficina especializada.

GLASSDRIVE. DINAMIZA CAMPANHA DE OFERTA DE ESCOVAS

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endo como preocupações essenciais a segurança e o conforto dos seus clientes, a Glassdrive desenvolveu uma campanha promocional. Segundo a Glassdrive trata-se de uma campanha promocional imperdível, na qual todos os clientes que efetuarem um serviço de reparação ou substituição do vidro automóvel, num dos 130 centros Glassdrive, recebem um jogo de escovas limpa vidros Bosch. Esta campanha é válida até 31 de Dezembro, estando limitada ao stock existente.


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REVISÃO

Roberlo. Apresenta ferramenta de comunicação para lojas de tinta

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SKF. NOVAS FERRAMENTAS PARA SUBSTITUIÇÃO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

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SKF expandiu agora a sua gama de ferramentas especializadas, de forma a incluir 10 novos kits de ferramentas para substituição de correias de distribuição. Aproximadamente 70 por cento de todos os motores de carros de passageiros são movidos pela correia de distribuição. Para garantir a sincronização adequada da cambota, árvore de cames e bomba de injeção de combustível, estes componentes têm de ser afixados na sua posição antes de qualquer parte do sistema de distribuição ser removida durante a manutenção. Não o fazendo (por exemplo se as ferramentas certas não estão disponíveis ou não são usadas devidamente) irá inevitavelmente resultar em danos dispendiosos no motor e podem tornar o carro inutilizável. As referências destes kits de ferramentas vão de VKN 1000 até VKN 1009 e consistem numa caixa dura e resistente, contendo todas as ferramentas necessárias. Combinadas, podem ser usadas com 90 SKF kits de reparação de sistema de distribuição SKF para aproximadamente 5,000 dos modelos de veículos mais populares.

DDS AUTO. LANÇA CAMPANHA DE ESCOVAS FLENNOR

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om a chegada da época das chuvas, a DDS Auto está a levar a efeito uma campanha de escovas com a sua representada Flennor. A campanha de escovas Flennor inclui as gamas Eco e Mega e permite obter descontos em função das quantidades adquiridas. Esta campanha entra em vigor dia 1 de outurbo e encerra a 31 de dezembro. Mais informações em www.ddsauto.pt

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randing Pack é o novo produto de merchandising da Roberlo idealizado para que lojas de tinta, importadores e distribuidores possam alinhar sua imagem com os produtos Roberlo que disponibilizam aos clientes. Deste modo, estes parceiros da marca poderão completar a decoração das suas lojas e espaços comerciais, que incentivarão a venda entre seus clientes habituais, acredita a Roberlo. A Roberlo criou este novo produto para responder a uma das tendências do mercado: “em muitos países a oficina está a voltar a comprar na loja apenas o que vai usar em cada reparação. Deste modo, a oficina

racionaliza o seu consumo de materiais e não acumula produto em seu armazém”, explica a marca em comunicado.

LIQUI MOLY. RENOVA CERA TEC E MOTOR PROTECT

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Liqui Moly está apostada não apenas em desenvolver novos produtos mas também em melhorar constantemente os produtos existentes. Como resultado destes esforços de desenvolvimento, a empresa alemã renovou os dois aditivos de

proteção contra desgaste mais importantes do seu portefólio: o Cera Tec e o Motor Protect. O Cera Tec que oferece uma proteção química e física, enquanto o Motor Protect protege quimicamente o motor contra o desgaste.

GATES. NOVA PLATAFORMA GATESTECHZONE PARA MELHORAR A COMPETÊNCIA DOS MECÂNICOS

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A Gates anunciou o lançamento de uma plataforma com o objetivo de garantir maior sucesso das oficinas no uso dos produtos da marca. Com o slogan “Greater Together”, Wim Goossens, Diretor de Marketing da EMEA da Gates, apresentou uma plataforma de Internet inovadora para oficinas: a “GatesTechZone”, disponível em www.gatestechzone.com.

A plataforma aberta de acesso livre para oficinas e mecânicos é concebida para ser uma comunidade fortemente orientada para a prática e as soluções e aposta na informação intensiva sobre novidades de produtos, conceitos e serviços, bem como no intercâmbio ativo de conhecimento. Tudo isto disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não é necessário efetuar um registo.

SHERWIN-WILLIAMS. TONERS DE MENOR ROTAÇÃO COM EMBALAGEM MAIS PEQUENA

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om o objetivo de garantir uma melhor gestão na prateleira dos toners de menor rotação, o formato para os diferentes toners ATX reduz-se para embalagens de 0,5 litros (duas latas por caixa). Isto vai acelerar o uso dos toners de menor rotação para que não fique demasiado tempo na prateleira. Outro benefício desta mudança é a redução do custo da instalação do sistema para os novos dispensadores ATX. Durante a transição as anteriores embalagens vão manter-se ativas até que se esgotem os stocks mas, a partir de agora, as embalagens de 0,5 litros serão as únicas disponíveis para encomenda.


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REVISÃO

Spies Hecker. Primário ajuda no tempo de reparação

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Spies Hecker apresenta o novo Permasolid HS Vario Primer-Surfacer 5340, um primário de alto teor em sólidos do Sistema Clássico da Spies Hecker é ideal para reparações de veículos onde o factor tempo é essencial. As propriedades de aplicação do Permasolid HS Vario Primer-Surfacer 5340 são impressionantes. A aplicação de molhadosobre-molhado numa oficina proporciona uma óptima absorção da pulverização seca.

RUPES. LIXADORA SKORPIO II JÁ DISPONÍVEL

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Rupes anunciou o lançamento da segunda geração da lixadora orbital pneumática, a Skorpio II, que está disponível em três versões: sem vácuo (sem capacidade de extração de poeiras); com aspiração central (configurado para sistemas de aspiração externa); e com autoaspiração (sistema de auto-aspiração de poeiras). O novo motor, de alto desempenho é projetado para fornecer a melhor relação potência-peso com um consumo de ar inferior. Desenvolvido para reduzir ruído e produzir um baixo nível de vibração, o novo motor reduz o atrito interno. Garante ainda uma manutenção simplificada e maior vida útil da ferramenta, garante a marca. A Rupes tem dedicado tempo e esforço significativos para criar uma ferramenta onde os componentes estejam perfeitamente equilibrados. O resultado é uma ferramenta de muito baixa vibração e

ideal para aplicações prolongadas, explica o comunicado da empresa.

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Cromax introduziu no mercado novas latas de 125 ml, mais práticas, para sete corantes de vernizes coloridos para cores de carros OEM. Os corantes, utilizados em cores especiais de carros OEM, como por exemplo a Renault com o efeito rouge flamme (AM55), a Ford comx o efeito candy blue (AM25) e a Alfa Romeo com o efeito rosso competizione (AM725), podem ser utilizados sobre qualquer qualidade de tinta, incluindo Base Bicamada Cromax e Base Bicamada Cromax Pro. Para obter mais informações sobre estes corantes envernizados basta aceder a www.cromax.com/eu. TURBO OFICINA

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BOLAS. DISPONIBILIZA NOVA GAMA DE REBARBADORAS METABO

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CROMAX. NOVAS LATAS PARA CORANTES DE VERNIZES COLORIDOS

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Isso é fundamental se se pretende alcançar acabamentos de alta qualidade. O novo produto destaca-se também pela sua óptima fluidez, pelas suas qualidades na lixagem e pela excelente aderência. Quer a escolha das oficinas seja a secagem ao ar, com estufa ou até infravermelhos, o Permasolid HS Vario Primer-Surfacer 5340 é o produto ideal para cada método de secagem, fazendo assim jus ao seu nome.

Matebo, através da Bolas, acaba de lançar no mercado as novas rebarbadoras, que definem, segundo este construtor, as novas tendências de produtividade e ergonomia. Dos novos modelos de rebarbadoras, o mais adequado para o setor automóvel é o WEV 10-125 Quick. Trata-se de uma máquina com 1000W que vem equipada com todas as características diferenciadoras da Metabo, quer ao nível da robustez e potência, quer ao nível da segurança. Além disso, é uma máquina com regulação de velocidade entre as 2.800 e 10.500 rpm, o que permite a utilização de um vasto leque de acessórios para o sector auto.

FACOM. COM WEBSITES MAIS INTUITIVOS

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Facom renovou os seus sites, seguindo a estratégia recente de renovação da marca. Este projeto engloba não só o site corporativo global - www.facom.com -, mas também o portal de acesso a 15 websites de diferentes países. Todos os usuários vão beneficiar da mesma interface e os clientes, funcionários, licenciados e jornalistas vão poder descobrir o novo mundo da Facom. O novo site da marca reforça a sua estratégia e o seu compromisso: “O Depois é Agora” e servirá de base para a progressão da sua estratégia digital. Os novos websites da Facom oferecem uma série de recursos avançados, com destaque para os conteúdos multimédia enriquecidos.


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REVISÃO

Meyle. Apresenta pastilhas de travão com novo resvestimento PHILIPS. NOVAS X-TREME VISION AUMENTAM SEGURANÇA

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A Philips escolheu o Outono para lançar uma nova linha de lâmpadas de halogéneo para ligeiros. Enquanto as tecnologias LED e xénon continuam a fazer o seu caminho, a maioria dos carros que circulam atualmente ainda conta com iluminação de halogéneo. Graças ao contínuo desenvolvimento destas linhas, a Philips lança agora uma lâmpada com o desempenho e estilo mais próximos do xénon – a X-treme Vision. Esta nova lâmpada garante uma melhor visibilidade de longo alcance, com 130% mais de brilho do que uma lâmpada de halogéneo convencional. Graças a esta inovação os condutores conseguem ver até 45 metros mais longe do que com lâmpadas de halogéneo “normais”. A uma velocidade de 80 km/h isto significa dois segundos de tempo extra para reconhecer obstáculos e adotar medidas para os evitar. A luz branca brilhante (3700 K) é até 20% mais branca do que as lâmpadas convencionais. A tecnologia Gradient Coating, patenteada pela Philips, produz uma luz mais potente. Assim pode desfrutar do desempenho de iluminação mais brilhante e de uma experiência de condução noturna extremamente confortável. As lâmpadas para faróis X-tremeVision estão disponíveis em H1, H4 e H7.

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Wulf Gaertner Autoparts, através da marca Meyle, disponibiliza agora pastilhas de travão com uma nova mistura de revestimento de fricção. A nova mistura de revestimento de fricção das pastilhas de travão da Meyle, cumpre assim os elevados esforços a que as mesmas estão sujeitas, através de veículos cada vez mais pesados, como veículos de topo de gama e carrinhas. As novas pastilhas de travão Meyle Platinum dispõem de placas anti-ruído em prata, que estão montados no lado traseiro do suporte

NORAUTO. 19º CENTRO-AUTO ABRE EM PORTIMÃO

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Norauto abriu em Portimão, próximo do Retail Center, o seu 19º centroauto reforçando assim a sua presença no mercado nacional. Este novo centro conta com uma área total de 950 m2 e terá ao dispor do cliente uma loja e uma oficina, funcionando 7 dias por semana no horário das 8.30h às 22.00h. A abertura em Portimão, permitiu à Norauto acrescentar 17 colaboradores aos seus efetivos, tendo os mesmos realizado um longo período de formação nos últimos meses. Atualmente a Norauto dispõe de 19 centros-auto abertos de norte a sul do país

BILSTEIN GROUP. 250 ANOS DE EXPERIÊNCIA

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ara o bilstein group e as suas reconhecidas marcas febi, SWAG e Blue Print, há muitos motivos para comemorar em 2014. Para além da comemoração do 170º aniversário da Ferdinand Bilstein GmbH + Co. KG, a marca SWAG (60 anos) e Blue Print (20 anos) também atingiram marcos importantes este ano. Para o bilstein group acumula-se um total combinado de 250 anos de experiência no aftermarket. Na Automechanika 2014, a empresa focou a atenção para os aniversários da empresa e das suas marcas. No âmbito desta feira líder no mercado das peças auto, a longa história do grupo e das suas marcas foi comemorada em grande estilo com 450 convidados no Kameha Suite, em Frankfurt. Para o Managing Director Karsten Schüßler-

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do calço de travão. Estas fornecem uma dissociação das vibrações e reduzem os ruídos da travagem, sendo assim mais amigas do ambiente. Os mecânicos encontram informações úteis para a desmontagem e montagem de pastilhas de travão num vídeo novo da série “Os mecânicos da Meyle”, no canal de YouTube “MEYLE TV”. Aqui é explicado, entre outros, porque o suporte da pinça do travão não deve ser limpo com uma massa que contenha cobre, mas com massa cerâmica.

empregando cerca de 440 colaboradores. Num momento de profunda contração económica, a Norauto tem conseguido contrariar esta tendência de crise através de investimentos em novas aberturas que permitem a criação de mais postos de trabalho. Até 2018, a Norauto irá investir mais de 10 milhões de euros em novos centros auto.

ATLANTIC CAR WASH. FRANCHISING EM CRESCIMENTO

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Bilstein, o evento também reforçou a filosofia da empresa: “As parcerias de negócios são um dos principais fatores para o sucesso do bilstein group, assim quissémos aproveitar esta celebração em particular como uma forma de expressar a nossa gratidão para com aos nossos parceiros. ”

Atlantic Car Wash, uma rede de centros de lavagem automóvel portuguesa, sem utilização de água, continua o seu processo de expansão, com a abertura de uma nova unidade no Hospital de Braga, que se junta às quatro móveis recentemente abertas na cidade de Lisboa. É objetivo da empresa abrir dez novos centros em Lisboa e um por capital de distrito, nos próximos dois anos. Pedro Novo, responsável da Atlantic Car Wash adianta que “a extensão deste novo conceito de lavagem automóvel ao resto do país, quer em centros fixos, quer móveis, passa pela aposta no franchising, captando novos parceiros para o negócio”.


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ESPECIALISTA

Auto Delta. Forte investimento em stock

Uma visita guiada às novas instalações da Auto Delta permite perceber o enorme investimento que a empresa fez para servir melhor e mais rapidamente os seus clientes.

TEXTO PAULO HOMEM

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um enorme chavão muito utilizado por empresas do ramo das peças, mas quando vemos a realidade do que é hoje a Auto Delta, percebemos melhor o alcance daquilo que a empresa pretende quando os seus responsáveis dizem que querem servir melhor e mais rapidamente os clientes. Bem ao lado das instalações onde tem estado nos últimos anos, a Auto Delta montou um eficiente armazém de peças, mas também escritórios e uma receção para atendimento aos clientes oficinais. Este novo armazém, que está a funcionar desde junho, permite que a Auto Delta triplique o espaço disponível até ao momento. Por outro lado, passou a ter duas zonas distintas de receção, aptas para dois tipos de clientes, isto é, nas novas instalações

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existem diversos pontos de atendimento personalizados destinados ao cliente profissional da mecânica e público em geral, enquanto nas instalações mais antigas funciona um outro balcão, este mais orientado para o retalho de peças. “Tudo nasceu de uma viagem à Alemanha, onde vi um espaço de atendimento ao público associado a uma casa de peças. Tinha como sonho implementar isso também na Auto Delta um dia e finalmente o sonho concretizou-se”, refere o fundador da Auto Delta, Armindo Romão. O novo espaço de atendimento não deixa de surpreender pela sua decoração, mas também pela funcionalidade, onde em vez de um balcão existem zonas de atendimento individuais onde o cliente e o caixeiro estão sentados. O atendimento é feito através de senhas, tendo o cliente uma zona de espera também ela com

muito conforto e onde poderá ver televisão e ler revistas como a TURBO OFICINA. “Tínhamos muitas dificuldades com o espaço disponível nas instalações mais antigas mas, por outro lado, tínhamos também que separar fisicamente os clientes do retalho dos restantes clientes, para fornecer a ambos uma melhor qualidade de serviço”, refere o mesmo responsável, acrescentado que “a nossa intenção era recompensar os clientes pela sua fidelidade, sendo que temos clientes que nos são fiéis desde 1977, altura em que foi fundada a Auto Delta”. Apesar desta “separação” dos clientes, cerca de 90% das vendas da Auto Delta são feitas aos retalhistas. A empresa assume que o seu crescimento aconteceu exatamente através das vendas como grossista a este tipo de cliente e que o investimento que foi feito passa também


“por crescer ainda mais juntos dos retalhistas, não só localmente, mas sobretudo a nível nacional”, afirma Armindo Romão. Só o novo armazém possui um espaço com 4.600 m2 (dois pisos), sendo que no inferior investiu-se muito na melhoria das condições logísticas para os transportadores e para a própria empresa, já que todo processo de descarga é feito através de dois cais, traduzindo-se isso em ganhos de produtividade e, acima de tudo, de tempo de operação. Nos armazéns também aconteceram algumas alterações, já que o material passou a estar localizado e diferenciado por marcas, facilitando dessa forma a operacionalidade interna, o que se traduz também numa maior rapidez, quer logística, quer de fornecimento aos diversos clientes. NOVOS DESAFIOS A especialidade da Auto Delta sempre foram os componentes de mecânica, mas com o crescimento da capacidade de stock novos horizontes se abrem.

“Um automóvel moderno tem uma forte componente eletrónica. Dessa forma, queremos reforçar ainda mais a nossa aposta em componentes eletrónicos, mas também na parte elétrica, com reforço das gamas de motores de arranque, alternadores, entre outros” refere Armindo Romão. Mas a Auto Delta quer ainda ir um pouco mais longe alargando horizontes na comercialização de peças e componentes para máquinas do setor agrícola e para outros veículos como os empilhadores. “Temos já muitos clientes que nos solicitam este tipo de material, e como temos agora condições logísticas para o fazer essa é uma das nossas apostas” refere o fundador da Auto Delta. Com uma equipa de 64 funcionários e presença física também em Castelo Branco, onde tem armazém e balcão de vendas (com 1.600 m2), a Auto Delta continua a apostar em três vendedores, embora também esteja em equação um reforço da sua equipa no terreno.

MERCADO Apesar de ter um armazém em Castelo Branco, que serve toda a região interior centro de Portugal, a estratégia da Auto Delta passou e passará pela concentração da sua atividade, ao contrário do que muitos concorrentes fizeram. “Um operador logístico vinha no passado duas vezes por semana à Auto Delta, mas atualmente vem duas vezes por dia. Esta enorme evolução logística evita que exista uma dispersão da nossa atividade com a abertura de vários armazéns”, refere Armindo Romão, concluindo que “preferimos investir em capacidade de stock e em dar serviço ao cliente, pois entendemos que os benefícios desta aposta são muito maiores”.

CONTACTOS AUTO DELTA SÓCIO-GERENTE ARMINDO ROMÃO TELEFONE 244 830 070 E.MAIL geral@autodelta.pt WEBSITE www.autodelta.pt

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ACP. Incrementar a relação com o associado O maior clube português entrou também no negócio oficinal, lançando o conceito ACP Oficina, muito segmentado nos serviços rápidos de manutenção automóvel. TEXTO PAULO HOMEM

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m muitos casos a ligação de um associado com o ACP só acontece, grosso modo, quando o mesmo tem uma avaria no seu carro, altura em que solicita o serviço de assistência. O objetivo de lançar o ACP Oficina foi “o de replicar essa ligação que o associado tem com o ACP, propondo-lhe um serviço oficinal de pequenas manutenções, numa lógica de serviços rápidos, tendo em conta que já dispunhamos de quase todos os recursos para o fazermos”, começa por referir Bruno Gomes, responsável do ACP por este projeto desde o momento zero. Tudo começou com um projeto piloto em março 2013 só em Lisboa, que foi replicado no Porto no final do ano passado. O ACP já disponha de instalações, dos mecânicos, do know-how e de uma central de compras para as peças pelo que a opção foi desenvolver um serviço de assistência,

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perfeitamente tipificado como “fast fit puro”, mas com algumas particularidades. “O sócio pode utilizar este serviço as vezes que entender, mas o serviço é sempre agendado, através do número de assistência”, refere Bruno Gomes. Dessa forma existe uma calendarização de serviço, articulando o serviço dos mecânicos do ACP que prestam assistência na estrada com o serviço na oficina. Neste momento os serviços de oficina representam já mais de 10% do total dos

CONTACTOS ACP OFICINA ASSESSOR DE DIREÇÃO BRUNO GOMES TELEFONE 210 947 147 E.MAIL bruno.gomes@acp.pt WEBSITE www.acp.pt

serviços de desempanagem que o ACP presta aos sócios, num serviço que tem vindo a crescer exponencialmente devido à cada vez maior divulgação do mesmo. SERVIÇOS Assumindo que se trata de um “fast fit” puro, a tipologia de serviços abrange a tradicional mecânica (travões, pneus, climatização, óleos, escovas, travões, lavagens, filtros, alinhamento de direção, climatização, entre outros) como também o serviço de diagnóstico (muito virado para a análise do problema, não tanto para a resolução), e ainda a preparação para inspeção e levar o carro à inspeção. A calendarização dos serviços permite também ao ACP, num prazo de 24 a 48 horas, fornecer ao associado um pré-orçamento com o valor da manutenção, que inclui mão-de-obra e peças. “Logicamente que se


EXPANDIR O ACP OFICINA Atualmente o ACP Oficina funciona nas tradicionais instalações do ACP em Lisboa (Prior Velho) e Porto (Travessa da Prelada), mas o conceito pode vir a ser replicado no futuro a outras localizações. “Face ao nível de aceitação dos sócios a este serviço e face ao sucesso que o mesmo tem tido existe, de facto, um projeto de expansão deste conceito para outras localizações onde o ACP também está presente fisicamente, abrangendo dessa forma mais sócios”, revela Bruno Gomes, responsável pelo serviço ACP Oficina.

for diagnosticado que o carro do associado precisa de mais alguma peça ou, por exemplo, de pneus, o mesmo é informado disso previamente e o valor do orçamento ajustado”, refere Bruno Gomes. Os objetivos são proporcionar serviços de qualidade com peças de primeiro equipamento (peças originais ou de qualidade equivalente), com um posicionamento de serviço Premium ao nível do “fast fit”. O responsável do ACP Oficina diz que os valores de mão-de-obra e dos serviços estão alinhados por aquilo que é prática no mercado. “O que para nós é importante é dar garantia ao sócio de que as peças que colocamos no carro são de qualidade e que são cumpridas PUBLICIDADE

as especificações do fabricante do veículo, através de um serviço é de excelência” revela Bruno Gomes, anunciando que o ACP fez acordos com fornecedores de peças (Davasa / Bosch, Santogal, Mcoutinho Peças e Europeças), lubrificantes (Castrol) e de pneus (RS Contreras, Bridgestone e Continental). Apesar da relação que existe entre o serviço de desempanagem e a oficina, Bruno Gomes esclarece que a decisão de o sócio deixar o carro na oficina ACP (após o reboque do mesmo) é da sua exclusiva responsabilidade. O sócio tem sempre a possibilidade de aceder a um diagnóstico do seu carro e a um orçamento de manutenção (ambos são feitos de forma gratuita) para “depois decidir se quer levar o

carro para outra oficina ou deixar na oficina do ACP”, refere Bruno Gomes. ADAPTAÇÃO Para dinamizar os serviços rápidos nas suas oficinas de Lisboa e Porto (onde já era feita a manutenção da frota do ACP), as mesmas foram dotadas de equipamentos e meios mais de acordo com as necessidades do serviços que pratica. “Compramos equipamentos para pneus e para efetuar o serviço de inspeção, mas o restante já tínhamos nas nossas oficinas”, refere Bruno Gomes, que dispõe de uma equipa de 43 mecânicos / desempanadores (em três turnos), sendo que as oficinas estão abertas todos os dias das 8 às 24 horas.


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Cromax. “Queremos aumentar a produtividade das oficinas” Passou cerca de um ano desde que a Dupont Refinish deu lugar à Cromax, graças à aquisição da divisão de pintura da Dupont pela Axalta. Altura certa para fazermos o balanço da nova marca que entrou em força no mercado, com uma imagem muito forte e uma grande força de comunicação. Kim Clarke, gestora de marca para o mercado europeu, Médio Oriente e África, falou à TURBO OFICINA. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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oi uma oportunidade de ouro aproveitar a Automechanika para fazer uma apresentação da Cromax? Quando lançámos a nova marca, em cada um dos países, houve muitas mudanças, não foi só o logotipo. Desde as embalagens, a assinatura da marca e toda a

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vertente de marketing e imagem, mas o que era fundamental era também termos todas as pessoas que já trabalhavam connosco adaptadas à nova estratégia da marca. Foi fácil chegarem a um consenso sobre o nome Cromax para a nova marca? É sempre uma decisão difícil dar um novo

nome a uma marca. Queríamos que trouxesse confiança e que uniformizasse o negócio em todo o mundo porque antes a Dupont Refinish tinha uma imagem nos Estados Unidos e outra na Europa. Optámos por um nome que já era conhecido no mercado, em especial na Europa, porque tínhamos a base Cromax no mercado.


Foi por isso que avançámos com esse nome. Cada país decidiu como fazer as suas próprias iniciativas para lançar a marca, com ações com clientes, participação em feiras regionais, com o nosso apoio, mas numa vertente mais macro aproveitámos a oportunidade da Automechanika, onde não estávamos há 12 anos, para fazermos um grande lançamento, especialmente para a Europa. Passou um ano desde o lançamento da nova marca. Qual é o balanço que faz? Na perspetiva dos produtos é natural que ainda existam embalagens antigas com o nome Dupont Refinish, porque alguns produtos têm uma rotação mais lenta e alguns clientes ainda têm stock. Podíamos ter feito uma mudança total de imagem de um dia para o outro mas optámos por não o fazer. As pessoas, mesmo nas oficinas, têm que se habituar e preferimos fazer uma transição natural, com a substituição gradual dos produtos Dupont Refinish para Cromax. Não começámos com a nova imagem nos produtos de elevada rotação, mas sim com os de baixa rotação, porque são esses que têm mais tempo nas prateleiras. Qual é o vosso objetivo para terem a imagem completamente uniformizada? O nosso objetivo é ter todo o trabalho de mudança de imagem concluído em Fevereiro de 2015, até porque é também esse o compromisso que temos com a Dupont. Como é substituir uma marca tão reconhecida como a Dupont Refinish? Foi um ano muito intenso e é natural que o nome Dupont Refinish subsista por alguns anos na cabeça de quem se habituou durante anos a trabalhar com a marca. Mas a prova de que as coisas estão a ser bem feitas é que quando olhamos para as estatísticas de vendas deste ano, vemos que estamos a subir em toda a Europa. Isso mostra que a nova marca funcionou de forma positiva porque foi criada uma nova energia e uma imagem mais fresca. Quais as ideias por trás da imagem da Cromax? Um dos grandes desafios, para começar, foi ter uma imagem única para todo o mundo. A linha de produtos que tínhamos como global na Dupont Refinish era o Cromax Pro Basecoat, conhecido em todo o mundo. Tínhamos 10 mil nomes e depois de várias conferências globais e com a ajuda de profissionais nesta área de marketing, acabámos por ficar com 10 nomes que podiam ser usados de forma global. Ganhou o nome Cromax. Quanto tempo demorou o processo de escolha do nome Cromax? Foram 4 a 5 meses, mas a escolha do nome Cromax acabou por ser natural. Pensámos demais nessa questão, tivemos muitos receios, mas os próprios clientes mostraram-nos que Cromax era um nome natural para eles e foi muito bem aceite. Mas, naturalmente, implicou um grande esforço de comunicação da nova marca, porque o produto é o mesmo.

O NOSSO DESAFIO É AJUDAR AS OFICINAS A FAZEREM ESSAS CONTAS. O PREÇO É RAPIDAMENTE ESQUECIDO QUANDO A QUALIDADE É LEMBRADA

CONTACTOS IMPOESTE (IMPORTADOR CROMAX) TELEFONE 261 337 250 E-MAIL geral@impoeste.pt WEBSITE www.impoeste.pt

A Automechanika deste ano marcou também a apresentação dos primeiros produtos 100% Cromax. Com a nova empresa iniciámos também uma nova filosofia em que agimos de forma mais rápida, ouvindo cada vez mais a voz do cliente e, mais importante, reforçámos um dos serviços mais valorizados pelos nossos clientes: a produtividade dos nossos produtos e processos. Os primeiros produtos 100% Cromax são o verniz Ultra Performance Energy Clear CC 6700 e os novos primários NS2602 e NS2607. A Cromax acaba por ser uma marca mais focada no negócio da repintura. Como é que a Cromax olha para o mercado português? Temos um grande distribuidor em Portugal [Impoeste], mas diria que não olhamos para o mercado pelo seu tamanho, porque olhamos sempre para a oficina que é servida por nós.

Seja uma oficina grande ou pequena ou um mercado grande ou pequeno, têm a mesma importância para nós e colocamos ao dispor todas as nossas ferramentas. A Impoeste é muito forte na parte da formação em Portugal. É um ponto importante para a Cromax? É uma das coisas que apostamos muito forte e damos muita formação aos responsáveis de formação dos nossos importadores para que eles tenham todas as ferramentas para passar o conhecimento e ajudar as oficinas suas clientes. A formação garante o futuro da marca. Pelo menos duas vezes por ano a equipa de formação de cada importador passa uma semana connosco, na sede e depois estamos em comunicação o ano inteiro para responder a necessidades específicas ou pontuais. Vamos também lançar uma ferramenta de e-learning onde vamos preparar formações que podem ser feitas a qualquer hora pelo formando. Depois haverá sempre uma certificação prática desses conhecimentos porque não queremos dar apenas conhecimentos teóricos. Quais são os grandes desafios para uma oficina na área da repintura? Se formarmos bem as oficinas e explicarmos bem os processos, os resultados são bons. Os problemas das oficinas têm a ver com a produtividade. O nossos objetivo é sempre fazer da repintura uma atividade o mais simples, fácil e lucrativa para as oficinas. O desafio é poupar tempo e escolher bem os produtos e os processos com vista a uma maior produtividade. Temos várias ferramentas para medição de cor e plataformas online, como o novo Chromaweb, que estão à disposição de todos os clientes. Hoje o preço dos produtos tem mais peso do que tinha há uns anos? Aparentemente pode ter, mas é por isso que apostamos muito em explicar às oficinas que não devem analisar o custo de um produto através do preço por litro, mas através do custo do processo. A pintura é apenas uma parte do processo. Temos produtos que reduzem muito os consumos energéticos, por exemplo, e isso tem que ser contabilizado porque no final de contas, a oficina consegue, muitas vezes, poupar dinheiro. O nosso desafio é ajudar as oficinas a fazerem essas contas. O preço é rapidamente esquecido quando a qualidade é lembrada. Quais os grandes desafios nesta área para o futuro? Há tantas cores novas e especiais que os construtores automóveis estão a lançar para se diferenciarem que temos que ter uma resposta muito forte do nosso departamento de desenvolvimento para que não exista um fosso entre o que é lançado no primeiro equipamento, onde também estamos, com o que está disponível para o mercado de repintura. Mas o desafio é também apostar cada vez no fast repair para reparações rápidas de pequenos toques no trânsito.

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Sage. De acordo com as necessidades das oficinas Se mais de 90% das oficinas são pequenas e médias empresas, mais sentido faz a atividade da Sage nesta área de negócio propondo soluções de gestão adaptadas à realidade oficinal... e a preços muito concorrenciais. TEXTO PAULO HOMEM

A

Sage tem um modelo de negócio perfeitamente definido e muito bem segmentado. Desenvolve software de gestão tanto para micro-empresas e startups, como para pequenas, médias e até grandes empresas, com soluções gerais, tendo depois soluções e abordagens especificas a determinados sectores de atividade. É assim que dentro da solução Sage Retail surge uma solução específica para oficinas (existe também um solução para lojas de acessórios), especificamente desenvolvida para responder às necessidades de gestão diária de qualquer oficina de automóveis. “Estamos muito vocacionados para as pequenas e médias empresas, o que corresponde, aliás, ao tecido empresarial português”, refere Ana Teresa Ribeiro, SMB Business Unit Manager da Sage Portugal, dizendo que “temos a solução para qualquer negócio, com uma oferta escalonada que vai crescendo à medida que o negócio do cliente também vai crescendo. Como existem certos negócios com especificidades muito particulares a Sage desenvolveu soluções para segmentos específicos, como é o caso das oficinas”. A base tecnológica é semelhante a todas as soluções Sage, mas depois dentro do Sage Retail Oficinas existem funcionalidades específicas para este negócio que resultam, no entender de Ana Teresa Ribeiro “da nossa experiência do terreno, isto é, das necessidades que as oficinas foram tendo ao longo dos anos e que foram sendo incorporadas no software, que acabaram por levar a que atualmente existisse uma solução especifica para oficinas no software Sage”. A presença da Sage nas oficinas é bastante expressiva, segundo a própria empresa. “É uma solução simples, ágil e fácil de colocar a trabalhar”, refere Ana Teresa Ribeiro, explicando que se trata “de uma solução desktop que é instalada no computador da oficina e que em dois dias está a funcionar”. De momento já existem soluções híbridas, que funcionam através de browser, mas a responsável da Sage diz que “apesar dessa ser a tendência do mercado, no terreno o que verificamos é que a solução desktop é que é a usada”.

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SAGE TAMBÉM NAS PEÇAS E NOS PNEUS Para além do Sage Retail Oficinas, obviamente que as suas soluções Sage se podem adaptar, pela sua natureza, a quase todas as áreas de negócio. Existem muitas empresas de peças (retalhistas) e casas de pneus que utilizam o software Sage, mas Ana Teresa Ribeiro, SMB Business Unit Manager, refere que a empresa não tem para estes setores uma solução específica como existe no caso das oficinas. “Nós temos muitos clientes na área de retalho que têm um peso muito grande na Sage. O nosso know-how nesta área é enorme e sempre que temos muitos clientes numa área de negócio em concreto, como foi o caso das oficinas, acabamos por lançar um software específico para essa mesma área de negócio” diz Ana Teresa Ribeiro.


COMERCIALIZAÇÃO A Sage dispõe de uma rede de parceiros em todo o país que se dedica à comercialização do seu software. “Diria que são parceiros com um perfil técnico-comercial, pois não só vendem a solução Sage como garantem todo o acompanhamento técnico da mesma e desenvolvem as integrações necessárias solicitadas, neste caso, pelas oficinas”, refere Ana Teresa Ribeiro. A responsável revela ainda que a rede de parceiros é superior a 1.500 empresas em todo o país, que respeitam o preço de tabela do software Sage, mas em que a diferenciação será apenas feita pela qualidade do serviço. “Temos a rede distribuição que está muito próxima do cliente e que gera no mesmo uma relação de confiança que de outro modo não era possível. Por outro lado, é essa proximidade que nos permite estar constantemente a avaliar as necessidades dos utilizadores das soluções Sage e dessa forma podermos evoluir o software”, explica Ana Teresa Ribeiro, dizendo que “investimos muito nesta rede de distribuição, numa relação muito transparente, com um acompanhamento constante dessa rede e dos seus clientes”. De uma forma genérica, o Sage Retail Oficinas permite a optimização e especificidade do negócio oficinal, uma gestão avançada, um controlo eficaz, robustez e simplicidade, disponibilizando ainda módulos específicos para a fidelização dos clientes. Aliás, o tema da fidelização neste software assume importância fundamental, pois segundo Ana Teresa Ribeiro é uma “questão que é cada vez mais relevante neste segmento”. CAMPANHA A Sage lançou recente uma campanha de substituição de software (que dinamizou também através da sua rede de parceiros para as oficinas), com a intenção de “dar a conhecer ao mercado que temos soluções específicas, como é o caso do Sage Retail Oficinas, e que os clientes podem beneficiar muito do nosso know-how do terreno”, refere a responsável, garantindo que “os resultados desta campanha têm sido muito positivos”. Outra das vantagens desta campanha é a oferta de preço em subscrição, sem custos iniciais e por 24 euros / mês, que a responsável da Sage diz “que é muito interessante, pois evita que empresas investam um elevado montante inicialmente”. Para ficar a conhecer melhor o Sage Retail Oficinas, a Sage tem no seu website informação específica sobre esta solução e todas as suas funcionalidades.

CONTACTOS SAGE SMB BUSINESS UNIT MANAGER ANA TERESA RIBEIRO TELEFONE 221 202 400 E.MAIL apoioaocliente@sage.pt WEBSITE www.sage.pt


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Newcar. Aumentar a notoriedade marca

A NewCar juntou a sua rede para a 9ª Convenção. Foram dois dias de trabalho que serviram também para fortalecer relações, nos quais foi fortemente retratada a vontade apostar na notoriedade da marca NewCar. TEXTO PAULO HOMEM

A

Newcar organizou a sua Convenção de aderentes à rede em Fátima. Como é tradição nestes eventos, no início dos trabalhos acabaram por ser abordados temas gerais sobre o enquadramento do mercado. Ao contexto de menos carros a circular, que andam menos quilómetros e que circulam menos nas auto-estradas, junta-se uma concorrência cada vez maior. Mas existem também oportunidades,

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como afirma António Nunes, diretor-geral da NewCar, dizendo que “temos uma rede muito adaptada à realidade do mercado e dispersa geograficamente no país. Por outro lado, temos que perceber que por via da crise o cliente opta também por não ter a Quebra Isolada de Vidros, o que vai gerar mais oportunidades de negócio sempre que parta ao estale o vidro, nomeadamente quando ele tiver que levar o carro à inspeção”.

CRESCIMENTO Sem querer adiantar valores, António Nunes revela que “a Newcar teve um forte crescimento do negócio nos últimos dois anos. Em 2015 temos como meta chegar a um mínimo de 12% de quota de mercado, pois também apostamos no crescimento da própria rede”. Sem apontar datas, o mesmo responsável diz que ter cerca de 55 centros é o ideal para o mercado português, em termos de cobertura geográfica. Neste momento a rede tem 42


centros, dos quais 17 totalmente novos que entraram na rede nos dois últimos anos. A rede Newcar tem vindo a concentrar muito do seu negócio na área do vidro automóvel, mantendo ainda muitos centros a especialização noutros serviços na área auto. “Temos evoluído muito positivamente ao nível dos acordos com as seguradoras. Neste momento praticamente todas as seguradoras têm acordos com a rede NewCar, mas não queremos descurar o cliente particular que para nós tem muita importância”, argumenta o diretor-geral da NewCar. NOTORIEDADE Perante as mais de 70 pessoas que marcaram presença nesta Convenção, um dos aspetos mais focados pelos responsáveis da NewCar foi o tema da notoriedade da marca. Aliás, no segundo dia de trabalho, diversos grupos (divididos por regiões geográficas) trabalharam no sentido de trazer novas ideias de promoção e divulgação da rede para o grande público, o que levou António Nunes a comentar que “trabalhar a imagem de marca e dar a conhecer melhor a rede ao

mercado em geral, são neste momento os principais objetivos da rede. É um aspeto muito importante em que temos que apostar, divulgando o serviço de substituição e reparação de vidro, mas também o serviço móvel e outros serviços”. Dinamizar protocolos com diferentes entidades, potenciar a presença em feiras regionais, apoiar iniciativas locais, realizar acordos com oficinas, promover passatempos, entre muitas outras iniciativas vão ser dinamizadas pela rede com apoio do franchisador. Por último, foi também divulgado o forte investimento que foi feito numa plataforma informática que dinamiza todos os processos na relação da NewCar com as seguradoras, com os clientes e com a GestGlass, que servirá “para agilizar todo o processo da substituição ou da reparação do vidro, trazendo maior operacionalidade à rede”. A terminar os trabalhos, António Nunes reforçou a ideia de que existe “uma união cada vez maior na rede e isso é também muito importante quando os objetivos são aumentar a notoriedade e crescer no mercado”.

GESTGLASS RUI COSTA SÓCIO-GERENTE DA GEST GLASS A GestGlass faz parte da estratégia de crescimento da rede NewCar, já que é a empresa responsável pela importação e distribuição de vidros para automóveis. Uma das apresentações desta Convenção da NewCar foi de Rui Costa, que abordou precisamente o desenvolvimento da GestGlass nos três anos e meio que tem de mercado. “O balanço é bastante positivo pois temos tido crescimentos muito grandes num contexto difícil. O stock continua a crescer, por nossa opção, mais pela via da diversidade do que pela quantidade. Temos seguramente das melhores ofertas do mercado em Portugal em termos de diversidade e qualidade, o que nos tem permitido fidelizar clientes”, refere Rui Costa, argumentando “que resultou a aposta na qualidade”. O mesmo responsável diz que ao nível do vidro a GestGlass tem feito parcerias muito importantes, nomeadamente com a AGC que é maior produtor mundial de vidro. “A quota mundial da AGC no ramo automóvel supera os 30% e deverá crescer muito mais no futuro, nomeadamente na Europa, nos próximos anos, onde tem apostando muito forte no mercado OEM e no aftermarket, bem como na disponibilização imediata do vidro” afirma o mesmo responsável, dizendo que “temos também a NordGlass, que é um produtor independente europeu de vidro, que está perfeitamente adequado às necessidades do aftermarket”. A estratégia da GestGlass passou inicialmente pela potenciação do mercado dentro da rede NewCar, mas o passo agora passa precisamente por “potenciar o mercado fora da rede Newcar. A ideia para 2015 é diversificar e aumentar a rede de clientes, de modo a continuar a crescer a dois dígitos no mercado”, revela Rui Costa. Um dos novos projetos em que a GestGlass está envolvida é o recente investimento num novo software que permite integrar a rede NewCar, a própria GestGlass e outros clientes e parceiros, incluindo seguradoras. “Ao abrir uma obra numa oficina é agilizado o processo da encomenda do vidro à GestGlass, informação que também chega à NewCar e à seguradora”, explica Rui Costa que diz que este software estará a funcionar em pleno em 2015.

CONTACTOS NEWCAR DIRETOR-GERAL ANTÓNIO NUNES TELEFONE 253 300 340 E.MAIL info@newcar.pt WEBSITE www.newcar.pt

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Valorcar. 10 anos com novidades anunciadas A Valorcar realizou em Cascais o Seminário comemorativo dos seus 10 anos de atividade. Falou-se do passado mas também do futuro e dos novos desafios da empresa. TEXTO PAULO HOMEM

A

tualmente são 85 os centros de veículos que fazem parte da rede Valorcar. Em 10 anos foram reciclados 520.000 automóveis e cerca de 100.000 toneladas de baterias, tendo envolvido 230 recicladores. Há 10 anos tudo era diferente. Existiam apenas 3 empresas licenciadas para a gestão dos VFV, o setor estava obsoleto e com estruturas profundamente inadequadas, a reciclagem era reduzida e proliferavam os carros abandonados na rua. Após a diretiva comunitária sobre VFV, foi neste contexto que em 2004 nasceu a rede Valorcar para a gestão dos VFV (em 2009 estendeu às baterias), que congregava esforços dos importadores de automóveis, dos centros de abate e dos recicladores (agora licenciados), tendo em vista o correto reencaminhamento dos veículos em fim de vida.

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“Neste caminho de 10 anos destaca-se o programa de erradicação de sucatas, que foi decisivo e muito duro, passando-se a mensagem de que o crime não compensa”, realçou Ricardo Furtado, Director Geral da Valorcar, destacando ainda “a estruturação e credibilização do setor num trabalho, menos visível mas muito válido, desenvolvido por empresas que trabalham diariamente para cumprir as metas estabelecidas e que mais uma vez foram ultrapassadas em 2013”. A taxa de reutilização e valorização na rede Valorcar foi de 92,7% em 2013, que é um número “muito significativo que representa o tratamento de 60.000 veículos”, refere Ricardo Furtado, adiantando “que fizemos nestes 10 anos mais de 700 visitas não anunciadas aos centros, o que faz da Valorcar uma entidade que conhece melhor no terreno a sua realidade”.

Refira-se que a rede Valorcar tem ultrapassado todas as metas (definidas nas licenças) quer ao nível do número de centros, da taxa de recolha, da taxa de reutilização e reciclagem e da taxa de reutilização e valorização no que aos VFV diz respeito, o mesmo sucedendo em relação às baterias. PROBLEMAS Revelando que houve muito trabalho para se atingir essas metas, o Diretor-Geral da Valorcar fez questão de referir alguns problemas que terão que ser resolvidos neste setor, começando por referir “o excesso de operadores licenciados. São 85 na rede Valorcar e fora da rede deverão existir 150. Num mercado em que os VFV e baterias têm vindo a reduzir, isso leva a uma concorrência feroz no sector. No nosso entender não há


resíduos suficientes para tantos operadores licenciados”. Outro problema é o controlo administrativo. A rede Valorcar tem um sistema que controla o processo inerente aos VFV, mas “o Estado não acompanhou este processo, existindo um bloqueio administrativo com o IMT, que gera burocracia e que penaliza os centros da Valorcar e os cidadãos em geral”. O programa de incentivo ao abate, que chegou a representar 30% dos todos os VFV abatidos na rede Valorcar, deverá regressar em breve, no entender de Ricardo Furtado, pois “é uma medida que teria impactos muito positivos a diferentes níveis”, quer para esta atividade, quer para o ambiente quer para o comércio automóvel, como também para o próprio Estado. DESAFIOS O crescimento das metas de valorização é um dos desafios que a Valorcar vai ter que ultrapassar. “Vamos ter que crescer, já em 2015, dos atuais 85% de meta para os 95%, o que vai impor aos operadores uma responsabilidade acrescida, sendo das metas mais altas que vai existir na Europa. Isto vai obrigar a aproveitar materiais que não estamos a fazê-lo e que são mais complexos”, revela Ricardo Furtado, dizendo que a “gestão PUBLICIDADE

das BVU associados à mobilidade elétrica, que são baterias de desmantelamento muito complexo, vai criar novas dificuldades aos operadores quer de formação quer de segurança”. Nesta altura existem mais de 10.000 veículos híbridos e cerca de 300 elétricos, sendo que as baterias (de lítio) têm que ser levadas para recicladores fora da Europa, que têm custos de tratamento elevado. FUTURO Uma das novidades, que a TURBO OFICINA anunciou na edição passada na entrevista com Ricardo Furtado, é que a Valorcar pediu o licenciamento como entidade gestora de óleos usados. “Queremos oferecer um serviço global aos operadores que se associaram à Valorcar, que também trabalham com óleos, e que assim podem ter uma entidade gestora que lhes trata também desta área”, afirma Ricardo Furtado, concluindo que “temos um lastro de experiência de 10 anos e uma rede que já está espalhada pelo país e que em parte já trabalham em óleos usados, o que não é nada de novo para a Valorcar”. Refira-se que outras apresentações estiveram em destaque neste seminário dos 10 anos da Valorcar, que irão merecer em breve destaque nas páginas da TURBO OFICINA.

MELHOR CENTRO DO ANO Um dos momento deste seminário da Valorcar foi a entrega do prémio ao melhor centro de abate do ano de 2013. Ao longo de 2013 os diversos centros foram avaliados no que diz respeito ao número de VFV recebidos, à quantidade de materiais despoluídos/ VFV, à quantiade de materiais reutilizados/ VFV, à quantidade de materiais reciclados/VFV, à quantidade de baterias (BVU) recicladas e às não conformidades detetadas nas visitas não anunciadas. Dessa forma foram nomeados os centros Ecocar (Torres Vedras), Rduz (Vila do Conde) e Batistas (Carregado), tendo esta úlitma sido a vencedora (na foto), com direito a um troféu e uma bicicleta elétrica.


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Estudo DATA E. Oficinas independentes com maior índice de satisfação Estudo revela que os portugueses escolhem as oficinas independentes. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

CONTACTOS DATA E RESPONSÁVEL MARTA JACO TELEFONE 213 553 288 E.MAIL automotivedata@datae.pt INTERNET www.datae.pt

O

estudo Automotive Data, realizado pela DATA E, revela, no capítulo dedicado ao pós-venda, que as oficinas independentes são as mais usadas pelos portugueses, mas são também as que apresentam melhor índice de satisfação – 8,69, acima da média nacional de 8,45. E se assim é, este estudo deixa também uma nota para o futuro: o aspeto mais valorizado pelos inquiridos é a competência técnica da oficina (ideia partilhada por 61,1% dos inquiridos). “Estamos convictos que o Automotive Data será uma ferramenta para análise, prospeção e planeamento de novas oportunidades de negócio. Ou seja, é um estudo que em muito contribuirá para a tomada de decisão e para o sucesso das empresas do setor automóvel”, refere a DATA E. A amostra é constituída por 607 entrevistas, distribuídas por todo o território continental com base nos Censos 2011. A TURBO OFICINA revela, em primeira mão, algumas conclusões deste estudo que, na sua versão completa, tem um custo de 6910 euros (mais IVA). No entanto, pode ser adquirido por partes: Vendas (3980 euros), após-venda (1950 euros) e Seguro Automóvel (980 euros). Para mais informações basta aceder a www.datae.pt ou ligar 213 553 288.

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RESULTADOS OBTIDOS Grande

Grande

Litoral

Litoral

Interior

a última revisão/manutenção

Tipo de oficina onde fez

Nacional

Lisboa

Porto

Norte

Centro

Norte

Sul

Oficina da Marca

34,9

36,4

21,7

28,2

31,0

24,7

29,5

Oficina Autorizada pela Marca

4,2

4,3

6,4

2,7

4,0

1,9

8,5

Oficina Independente

56,0

51,4

51,4

67,7

49,5

60,3

52,5

Ainda não efectuou

4,2

5,2

3,1

4,5

6,0

3,6

1,6

O próprio

6,0

4,2

2,7

3,5

12,2

3,3

12,7

Base

4 422 160

990 834

475 983

828 350

714 810

871 875

540 310

Base: Totalidade dos inquiridos

Nível de Satisfação com oficina

Nacional

Oficina da Marca

Oficina Autorizada

Oficina Independente

pela Marca

8,45

8,07

7,99

Base

3 961 514

1 304 882

186 468

8,69 2 470 168

Base: Inquiridos que fizeram a revisão numa oficina da marca ou autorizada pela marca ou independente

Temas abordados para o Serviço de Após-Venda

Importância atribuída

Nível de satisfação

Competêcnia técnica

61,1

8.51

Capacidade em entender os problemas

16,9

8.38

Preços praticados

12,9

7.59

Explicação dos trabalhos

7,7

8.46

Explicação da factura

1,4

8.51

Base

3 831 726

8.37 (1)

Base: Inquiridos que fizeram a revisão numa oficina da marca ou autorizada pela marca ou independente (1) Índice de Satisfação ponderado pela importância atribuída a cada um do temas.


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RAIO X

Fiat Ducato. A tecnologia ao serviço do transporte Nova tecnologia nos motores, novo design, mas também muita tecnologia para aumentar o conforto e a segurança de quem passa horas ao volante. A gama está mais completa que nunca. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

FOTOS JOSÉ BISPO

A

renovação da gama Ducato é um ponto-chave para a estratégia de comerciais da Fiat. O grupo italiano mantém a parceria com a PSA (que deu origem também aos novos Citroën Jumper e Peugeot Boxer) e aposta num visual mais moderno e, em especial, na tecnologia disponível, num salto enorme face à geração anterior. A frente é totalmente nova, mais moderna e o para-choques é dividido em três partes com objetivo de tornar a reparação mais barata (os faróis estão numa zona menos acessível nos pequenos toques), uma vez que qualquer um dos módulos pode ser substituído em separado. Mas um dos pontos que mais marca a presença do novo Ducato são as luzes diurnas em LED. O interior é confortável, com bancos que permitem aguentar muitos quilómetros ao volante e, como se quer num carro destes, os espaços de arrumação são em grande número,

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com zonas de vários tamanhos e até uma mola para facilitar a tarefa de prender papéis. Mas as grandes ajudas e que tornam a condução mais descontraída vêm do lado eletrónico. O Ducato estreia uma série de novidades na gama de comerciais, que fazem dele um dos furgões mais modernos do mercado. Destaque para o que é hoje uma ferramenta de trabalho: o Rádio Uconnect Nav (custa 750 euros), um sistema multimédia com navegação TomTom comandado através do ecrã tátil LCD a cores de 5” que permite gerir as estações de rádio, as chamadas, os dispositivos externos e USB, a visão posterior do veículo durante as manobras através das imagens da câmara traseira de estacionamento, uma mais-valia para manter os para-choques sem mossas ou riscos. O sistema multimédia conta ainda com Bluetooth para gerir telefonemas e SMS recebidos, ouvir música e estações de rádio em streaming, sem que o condutor se distraia.

Mas o novo Ducato pode ainda contar com o Traction +, um sistema eletrónico de diferencial inteligente que garante guiabilidade e segurança mesmo em terrenos irregulares: em caso de arranques em pisos escorregadios, lama, areia, neve, retira binário à roda motriz que patina e transfere-o para aquela com maior aderência restabelecendo a tração. Funciona até aos 30 km/h. Conta ainda com Controlo de Descida Acentuada e Ajuda ao Arranque em Subida, que não deixa o veículo descair. Mas para quem faz muita autoestrada há também um bom aliado: o Lane Departure Warning System (390 euros). O sistema de assistência à condução capaz de determinar se o furgão está a sair da sua faixa de rodagem, mesmo em condições meteorológicas de fraca visibilidade. Funciona a partir dos 60 km/h e assim que o veículo se aproxima da linha de delimitação da faixa, um sinal acústico e uma luz


FICHA TÉCNICA FIAT DUCATO 33 LH2 DIMENSÕES C/L/A: 5,99/2,05/2,52 M DISTÂNCIA ENTRE-EIXOS: 4,03 M CARGA: 1975 KG VOLUME ÚTIL: 13 M3 MOTOR: 2.3 MULTIJET II 130 CV / 320 NM CILINDRADA: 2287 CC VELOCIDADE MÁXIMA: 150 KM/H Os grandes destaques vão para o novo design mais moderno e apelativo, mas especialmente para a muita tecnologia a bordo e para as inúmeras opções no que diz respeito à zona de carga

avisadora alertam o condutor para o possível risco iminente. CARGA À MEDIDA O vão de carga é perfeitamente reto, o que facilita o aproveitamento máximo do espaço. Por exemplo, as Europaletes de 120 cm carregam-se com toda a facilidade. O pavimento tem vários tipos de proteção, com diferentes materiais à medida do uso que cada empresa dá ao veículo. Também as laterais podem ser revestidas dos mais diversos materiais e para fixar e reter a carga estão disponíveis quatro ganchos de ancoragem na ilharga e inúmeros pontos de fixação no pavimento. A porta traseira tem uma altura de 1,80 metros

e podem ser abertas em dois ângulos diferentes: 180 ou 270 graus, para facilitar a operação de carga. Para ajudar, também a porta lateral deslizante pode ter três dimensões. A gama Ducato está disponível com 3 distâncias entre eixos, 4 comprimentos, 3 alturas e conta ainda com 8 volumetrias, de 8 a 17 m3 (o caso da unidade que ensaiámos tinha 13 m3). Quanto ao peso bruto, pode ir de 2800 a 4500 kg (3300 kg na unidade das fotos) e as capacidades úteis de 1000 a 2190 quilos. A carga máxima admitida no eixo anterior vai até 2100 kg e no eixo posterior chega aos 2500 kg. Há três opções de motores diesel Multijet II Euro 5+. A opção de entrada é o 2 litros de quatro cilindros de 115 CV, a segunda opção de motor é o 2.3 que tem versões com 130 CV

(usado na unidade ensaiada) ou 150 CV. O Ducato mais potente tem um motor 3 litros, de quatro cilindros e 180 CV e pode ainda ser adquirido na versão Gás Natural. Na versão 2.3 a utilização é muito equilibrada, com um consumo, em condução normal, de 8,8 l/100 km. O depósito de 90 litros permite percorrer 1000 quilómetros com um depósito. Destaque para a oferta de 4 anos de garantia ou 200 mil quilómetros. O preço da Ducato começa nos 20.920 euros para a versão mais pequena. A versão comprida que vê nas fotos, com 13 m3 e motor 2.3 Multijet tem um preço-base de 24.490 euros mais IVA. Depois é preciso juntar os muitos opcionais para que fique como a que vê nas fotos. Passe por www. fiatprofessional.pt e configure o seu Ducato. NOVEMBRO 2014

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RAIO X

Ensaio de longa duração. Sem problemas Passada a barreira dos 60 mil quilómetros e depois de ter feito a segunda grande revisão, o Clio Sport Tourer continua a sua maratona sem problemas. TEXTO MARCO ANTÓNIO FOTOS JOSÉ BISPO

A

s razões de prolongarmos o ensaio por mais 15 mil quilómetros já foi devidamente explicado na edição anterior. Ela prende-se em resumo com os bons resultados obtidos nos vários ensaios realizados por parceiros independentes mas também com desejo de ir o mais longe possível. Na revisão dos 60 mil quilómetros realizada no concessionário da marca francesa foram feitas as rotinas recomendadas pelo fabricante de que resultou a mudança das pastilhas dos travões dianteiros bem como os respetivos filtros de ar e de óleo. Este último foi acompanhado pela mudança de óleo da Galp. Como tem sido hábito nas mudanças anteriores foi recolhida uma amostra para posterior análise. No entanto, uma observação visual mostra uma coloração

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normal, dai presumirmos que o óleo tenha cumprido bem a sua função. Desta revisão resultou também uma vistoria a vários órgãos mecânicos como a suspensão, que não mostrou sintomas de desgaste. Nomeadamente os amortecedores, que continuam a filtrar com eficácia as vibrações, enquanto os pneus da Michelin apresentam um desgaste normal sendo de prever que cheguem ao fim sem terem de ser substituídos (lembramos que estes pneus foram substituídos a meio da maratona de 72 horas no Autódromo da Estoril). Entretanto, a segunda análise aos injetores prevista para os 60 mil quilómetros foi adiada para o final do teste. Nessa altura, teremos uma ideia mais exata de como a queima do combustível tem sido feita no

interior da câmara de combustão. Esse teste será realizado, como na primeira vez, nos laboratórios da ADAI em Coimbra. Tirando a caixa de velocidades automática que continua com o arrastamento detetado já há algum tempo e que tem vindo a acentuar-se, o motor continua a revelar uma grande destreza conforme podemos observar, quer no teste de potência onde registou 91,9 CV, quer nas medições feitas às várias prestações, como é o caso das acelerações e das recuperações. O registo do ruído tem sido também regular não havendo grandes desvios em relação os valores iniciais. Este registo comprova, aliás, o que sentimos diariamente, no entanto há já a registar algumas anomalias estruturais normais num carro que tem feito quase 290 quilómetros por dia.


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W AG urce: BM Image so

Nota: Se é um fornecedor e tem alguma questão ou quer a sua informação incluída nestas radiografias, contacte James Clark através do e-mail james.clark@ihs.com ou visite www.supplierbusiness.com

ILLUSTRATION: ANITA KAPOOR ILUSTRAÇÃO: ANITA KAPOOR

SUPPLIERBUSINESS

AIRBAGS DE CABEÇA DO LADO DO CONDUTOR TAKATA

BORRACHAS DOS BRAÇOS DA SUSPENSÃO TRELLEBORGVIBRACOUSTIC

VENTOINHA DE ARREFECIMENTO (ELETRÓNICA DE BORDO) SPAL AUTOMOTIVE

ELEMENTOS DE FIXAÇÃO DAS CABLAGENS (MOTOR E AGREGADOS) HELLERMANNTYTON

JUNTAS ESPECIAIS (SISTEMA DE ESCAPE) ELRINGKLINGER

FIXAÇÃO DA RODA EM ALUMÍNIO MAZZUCCONI

MÓDULO DE ARREFECIMENTO DO ÓLEO DA CAIXA MAHLE

UNIDADE DE CONTROLO DA BATERIA PREH, INC.

JUNTAS QUENTE/FRIO FEDERAL-MOGUL

AMORTECEDORES THYSSENKRUPP

COMPARTIMENTO ELÉTRICO NEMAK

ATUADORES DA GRELHA ATIVA BROSE

TRANCA DAS PORTAS LATERAIS MAGNA

PUXADORES DAS PORTAS HUF HÜLSBECK & FÜRST

FECHADURAS U-SHIN

ARTICULAÇÕES DA DIREÇÃO HIRSCHVOGEL

FIXAÇÃO DO MOTOR CONTITECH

GRELHA FRONTAL SOLE SPA

PILARES (A,B,C) INDUSTRIALESUD S.P.A.

ANTENA (TEJADILHO) DELPHI

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO IWIS

DISCOS DE EMBRAIAGEM BORGWARNER

PRIMÁRIO (PINTURA) PPG INDUSTRIES

LUZES AMBIENTE INTERIORES HELLA

MOLA A GÁS DO PORTÃO TRASEIRO STABILUS

ILUMINAÇÃO AMBIENTE DAS PORTAS GRUPO ANTOLIN CML

APOIOS DO MOTOR E CAIXA DE VELOCIDADES FÉMALK

MÓDULO DA VENTOINHA DO RADIADOR JOHNSON ELECTRIC

REGULADOR DOS VIDROS ELÉTRICOS (COM ANTI ENTALAMENTO) LAMES

UNIDADE DE CONTROLO DO MOTOR ELÉTRICO OMRON

BMW I8. QUEM FAZ O QUÊ?


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d dossier

dossier

COM O APOIO

Conferência Turbo Oficina. Como criar negócio na oficina TEXTO ANDRÉ BETTENCOURT RODRIGUES FOTOS JOSÉ BISPO

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Integrada na Expomecânica, que decorreu na Exponor, a primeira Conferência da Turbo Oficina focou-se no incremento de negócio das empresas que atuam no mercado oficinal. Fidelizar clientes, saber recebê-los, apostar no online e estar atento a novas tendências, como os cupões de descontos, estiveram no centro do debate que juntou uma centena de responsáveis oficinais.

O

principal objetivo de uma empresa é a sua rentabilidade. Ninguém sobrevive sem uma balança comercial equilibrada e ninguém pode oferecer o melhor de si para os seus clientes sem um plano estratégico que lhe permita crescer continuamente ao longo do tempo. Essa perspetivação não pode ser dissociada do serviço, do preço e da relação com o consumidor, e é por isso que a primeira Conferência da Turbo Oficina se centrou em temas que podem ajudar as oficinas a sobreviver num mercado cada vez mais profissional e competitivo. Não existem fórmula perfeitas, mas há algo que todos tomamos como certo: quem não estiver atento às tendências e não se souber reorganizar irá, inevitavelmente, ficar para trás.

OLHAR PARA O CLIENTE Subordinado ao tema “Potenciar negócio para a oficina”, Jorge Antunes, da Think4Action, falou da importância da inovação na criação de negócio, acrescentando que muitas empresas focam-se, por vezes, em aspetos que não são assim tão relevantes para o seu crescimento ou sobrevivência, fazendo com que percam tempo e recursos preciosos que podiam ser alocados ao que realmente importa: “Não existem negócios se não existirem fornecedores. Quando olhamos para dentro de uma oficina podemos encontrar termos como serviço, qualidade, a sua localização, marcas associadas a essa oficina ou mesmo o preço. E, claro, a tecnologia que cada vez é mais patente nas atividades que todos desenvolvemos. Mas podemos abandonar alguns destes aspetos e focarmo-nos na criação de negócio em si através da inovação, da criatividade e da

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d dossier “SE NÃO HOUVER DIFERENCIAÇÃO, O PREÇO TORNA-SE EFETIVAMENTE NO ÚNICO ARGUMENTO DE VENDA” JORGE ANTUNES, THINK4ACTION

que nos vão levar à inovação e à criatividade no desenvolvimento de novo negócio. O ser pequeno não impede que tenhamos um sentido de organização e de qualidade de uma empresa grande e que tentemos implementar campanhas que dêem inovação e criem inovação aproveitando a personalização de serviço que as grandes redes nunca vão conseguir. É aí que estas empresas podem crescer no serviço”.

introdução de novos conceitos”. Jorge Antunes explica que “o negócio envolve clientes, canais de venda e parcerias”, e que se as empresas se centrarem apenas nestes aspetos “já podem efetivamente desenvolver um conceito que é bastante lato e interessante de explorar”. Da mesma forma, “o negócio das oficinas pode ser resumido a relações com clientes, orçamentos, canais de vendas, parcerias, serviço e a qualidade”, explica. Deste modo, “criar negócio na oficina envolve inovação, criatividade e novos conceitos para clientes, canais de venda e parcerias” de forma a serem entregues “mais serviço, mais qualidade, mais relação com o cliente e mais preço. Tudo junto traduz-se em mais clientes, mais resultados e mais negócio”. O responsável da Think4Action refere que a variável serviço “não é um tema dos dias de hoje”, uma vez que existem parcerias e um conjunto de tecnologias de orçamentação e faturação que vieram facilitar este processo. O mesmo acontece com a qualidade, por isso, indica, “podemos dizer que o que não existe é efetivamente uma relação com o cliente, que, na verdade, é ainda uma relação com o consumidor”. A diferença, diz, está na informação recolhida: “Se não soubermos quem é o nosso cliente, não conseguiremos sustentar a inovação, a criatividade e os novos conceitos. A falta de conhecimento impedenos de lançar um conjunto de iniciativas, mais ativas e agressivas, e resulta numa dependência do cliente passante, que se encontra pouco fidelizado”. Jorge Antunes acrescenta que “se não houver diferenciação, o preço torna-se efetivamente no único argumento de venda”, resultando numa “maior exposição” aos fatores de mudança e numa atitude de seguidor: “Não inovamos em nada, seguimos o mercado para onde o mercado vai”. Defende, portanto, que existe uma “oportunidade” de conhecer o cliente, de “tirar partido da atitude que ele teve de

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levar a viatura à oficina. De tomar nota das suas necessidades, planos e perfil”. Com base nesta informação, o técnico poderá assim direcionar campanhas específicas para o cliente e trazê-lo de volta à oficina: “Se tomar nota, por exemplo, de que os pneus do cliente só aguentam mais 5.000 km, poderá ligarlhe alguns meses depois com uma promoção que seja do seu agrado” — uma atenção que poderá ser determinante para fidelizá-lo e até influenciar outros membros da família: “regra geral, uma família não tem apenas um carro. Tem duas, três, quatro viaturas. Então, tenho que pensar no que posso fazer para trazê-los até à minha oficina”, revela Jorge Antunes. O responsável da Think4Action acredita, assim, que a relação com o cliente é das áreas “mais interessantes” para desenvolver neste momento e que a dimensão das oficinas não limita este processo: “Com mais conhecimento iremos conseguir gerir novos canais de venda e novas parcerias

Jorge Antunes afirma que, para gerar mais negócio, é necessário respeitar três variáveis: a informação (o conhecimento do cliente é chave no desenvolvimento de novas ideias), a tecnologia (necessária para captar mais e melhor informação para gerar negócio para a oficina) e a metodologia (a forma como o fazemos que nos permite agrupar tudo da melhor forma e estar à frente da concorrência)

EM BUSCA DA FIDELIZAÇÃO Porque fidelizar clientes é uma preocupação de todos, Hugo Maciel, da Cartões & Soluções, refere os cartões de pontos e os cupões de descontos como uma forma de gerar mais negócio precisamente por intermédio da manutenção dos clientes. Responsável pelo desenvolvimento do Autocard, um software de fidelização automóvel, este profissional afirma que “existe uma grande confusão entre a fidelização e o processo de satisfação do cliente”, um pouco à imagem da distinção entre clientes e consumidores. Com um mercado em queda no volume e na margem desde 2009, Hugo Maciel refere a urgência de trabalhar a relação com o cliente e de deixar de vê-lo como “uma informação meramente contabilística”, até porque a atual conjuntura económica tem conduzido a uma diminuição do investimento na manutenção da viatura e do parque automóvel, mas também a um aumento da concorrência. Num setor às avessas com as mudanças tecnológicas e pressionado por uma legislação cada vez mais exigente, “o mercado oficinal tem que adotar um novo posicionamento quanto ao seu modelo de negócio e um novo modelo de relacionamento com o cliente”. A solução passa por “aumentar o valor de cada cliente” através do incremento do portfólio de produtos e serviços, diversificando, por um lado, a oferta, e apostando, por outro, na fidelização do cliente: “Conhecê-lo faz com que ele volte com maior frequência, resultando num maior valor para a oficina”, afirma. Hugo Maciel diz que a fidelização é um processo transversal, que exige uma atitude permanente e uma aposta forte no cliente por forma a construir uma verdadeira relação de confiança. Nesse sentido, “fidelizar um cliente é muito mais do que satisfazê-lo”. A satisfação, explica, pode esgotar-se numa única transação. É um encontro de expetativas e a sua satisfação não implica o conhecimento do cliente. A fidelização, pelo contrário, é exceder a expetativa. O responsável da Cartões & Soluções indica que “é possível ter clientes fidelizados


Hugo Maciel diz que a fidelização dos clientes às oficinas permite “aumentar a taxa de retenção, o valor médio de compra, o compromisso e a participação do cliente, e o número médio de clientes novos”

não-satisfeitos”, mas que a forma como as empresas reagem perante a reclamação é “absolutamente essencial” para sustentar esse compromisso de parte-a-parte. “É um processo que implica o conhecimento profundo do cliente, das suas características, necessidades e desejos. É um relacionamento de longo prazo, porque nos conhece, e é por nos conhecer que está disponível em manifestar a sua insatisfação em vez de se dirigir a um concorrente”, afirma. Nesse sentido, a fidelização dos clientes às oficinas permite aumentar a taxa de retenção, o valor médio de compra, o compromisso e a participação do cliente, e o número médio de clientes novos: “Na verdade, os clientes fiéis são cinco a sete vezes mais rentáveis do que os novos, não apenas porque recrutar novos clientes é dispendioso mas também porque o seu compromisso é superior, estando mais recetivos a efetuar reparações quando o clima é de confiança”. No entanto, para que se consiga fidelizar o cliente são antes necessárias duas coisas: “Um sistema de fidelização polarizado numa política de benefício, e daí o cartão de cliente, e uma política de recolha de informação assente na gestão da base de dados, numa lógica relacional e comunicacional”, avança. “Além de um tratamento de exclusividade, de personalização e de vantagens, o cartão de cliente é também uma política de benefício, sobretudo num setor em que o cliente está sempre à procura do melhor preço”. Associado ao cartão, refere, estão fatores racionais e emocionais: “Os racionais são os tangíveis. O benefício direto, os pontos, o dinheiro que o cliente pode acumular no seu respetivo cartão. Os emocionais, os intangíveis. As parcerias

que estabelecemos para beneficiar o cliente, o serviço preferenciado, fora de horas; o serviço que, do ponto de vista económico, não lhe atribui um valor fundamental, mas que do ponto de vista emocional é fundamental”. Hugo Maciel defende, assim, que as oficinas devem apostar no cartão-cliente, com serviço, porque este prova ao cliente que existe, da parte delas, “uma relação de intenção”. Lembra, no entanto, que é algo que requer um investimento contínuo ao longo do tempo e que deve ser acompanhado de sistemas de recolha e análise de dados que permitam ajustar o cartão às necessidades de cada cliente, seja em descontos e campanhas exclusivas de aniversário, seja em dinheiro em cartão que pode depois ser aplicado na própria oficina em serviços futuros: “O cartão-desconto como impulso de fidelização permite o aumento das oportunidades de venda, a redução temporal da repetição de compra e uma maior liquidez da tesouraria, mas também uma maior liberdade de escolha do cliente, outra prospeção da estrutura de preços, maior agressividade promocional, uma maior certeza do retorno promocional e uma melhor percepção do benefício da parte dele”, indica. “Se considerarmos que, em média, um cliente visita uma oficina 1,8 vezes/ano, perder uma oportunidade de venda corresponde, na maioria das vezes, a um prejuízo de 100 por cento/ano por cliente. Se a oficina investir numa base de dados que faça a gestão de 2000 clientes, sendo que cada cliente gasta em média 470 euros por visita à oficina, 10 por cento de eficiência (200 clientes) traduzir-seia numa receita de 94,000 euros”. RECEÇÃO ATIVA Do mesmo modo que os cartões-cliente podem ajudar as oficinas a fidelizar quem as visita, a implementação de um sistema de receção ativa pode contribuir igualmente para que estas empresas consigam aumentar

Júlio Arnaut, diretor da GT Motive, define a receção ativa como “um conjunto de procedimentos que promove a competitividade e sustentabilidade do meu negócio”. Para tal, é necessário um acompanhamento do cliente assim que ele entra na oficina e a máxima transparência, incluindo o preço

o seu negócio e taxa de sucesso. Como? Em primeiro lugar, pela análise das necessidades do cliente. Depois, pela resposta a estes desafios pela via da transparência. Esta é a opinião de Júlio Arnaut, diretor da GT Motive, que define a receção ativa como “um conjunto de procedimentos que promove a competitividade e sustentabilidade do negócio”. Tal acontece não só pelo investimento “em ferramentas físicas adequadas à evolução do mercado e depois em formação técnica e em equipamentos de análise”, mas também pela atenção que é dada a cada cliente, fazendo um esforço para conhecê-lo melhor. “A receção ativa assenta essencialmente em dois pressupostos muito importantes: funcionários que possam lidar diretamente com cada cliente por um período de 5 a 10 minutos, aproveitando esse tempo para fazer-lhe perguntas enquanto verificam o estado da viatura; uma política de frontalidade e de transparência que permita informá-lo imediatamente acerca

“FIDELIZAR UM CLIENTE É MUITO MAIS DO QUE SATISFAZÊ-LO” HUGO MACIEL, CARTÕES & SOLUÇÕES

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d dossier EMPRESAS THINK4ACTION RESPONSÁVEL JORGE ANTUNES TELEFONE 21 193 12 80 INTERNET www.think4action.com E.MAIL jorge.antunes@think4action.com

CARTÕES E SOLUÇÕES RESPONSÁVEL HUGO MACIEL TELEFONE 25 361 50 63 INTERNET www.cartoesesolucoes.com E.MAIL hugo.maciel@cartoesesolucoes.com

GT MOTIVE RESPONSÁVEL JÚLIO ARNAUT TELEFONE 21 723 07 34 INTERNET www.gtmotive.com E.MAIL julio.arnaut@gtmotive.pt

STANDVIRTUAL RESPONSÁVEL HUGO CRUZ TELEFONE 808 100 404 INTERNET www.standvirtual.com E.MAIL hugo.cruz@standvirtual.com

EBI AUTOMOTIVE RESPONSÁVEL PEDRO ROSADO TELEFONE 21 925 81 97 INTERNET www.ebiautomotive.com E.MAIL pedro@ebiautomotive.pt

TIPS4Y RESPONSÁVEL PEDRO BARROS TELEFONE 21 605 71 90 INTERNET www.tips4y.pt E.MAIL pedro.barros@tips4y.pt

do custo da reparação”. Afinal, “ninguém decide nenhuma compra sem saber quanto custa”, avisa. Para Júlio Arnaut, os motivos são simples. Por um lado, a comunicação, que cria confiança entre a oficina e o cliente: “É muito importante ele sentir que é bem recebido, sentir que é importante, tal como a sua viatura, e aproveitar cada um dos minutos que passa com ele para fazer-lhe mais perguntas — se o carro trava bem, se a direção não foge — e tentar aumentar a faturação. As respostas são oportunidades de venda de serviços adicionais”, indica. Por outro, dizer o preço: “Apenas referindo o preço é que eu posso provocar a decisão do cliente, aproveitando o facto de ele estar ali naquele momento. Depois de ele sair daquela porta, ele pode receber outra proposta do vizinho do lado e eu posso nunca mais o agarrar novamente”. Júlio Arnaut diz ainda que a dimensão das organizações e o número reduzido de funcionários não podem servir de desculpa para que este modelo não seja aplicado: “É tudo uma questão de organização interna. Só se consegue fazer receção ativa se a organização estiver efetivamente focada no cliente”. Para convencer o cliente a dar a tal voltinha ao carro que, ao mesmo tempo, abre a janela de oportunidade para o técnico lhe fazer algumas perguntas, o diretor da GT Motive aconselha os funcionários a referirem um procedimento interno ou questões de segurança relacionadas com o estado — riscos ou deformações na carroçaria — da viatura. Já para que o preço da reparação possa imediatamente ser transmitido ao cliente refere aplicações como a GT Motive Estimate ou outras que tenham multimarca e sugere que entreguem o preço na hora e respondam de imediato às necessidades do cliente: “É portátil, pode andar num tablet, permite integrações com ERP’s e DMS’s, e o resultado

“NINGUÉM DECIDE NENHUMA COMPRA SEM SABER QUANTO CUSTA” JÚLIO ARNAUT, GT MOTIVE

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“Se a oficina responder ao cliente nos primeiros cinco minutos pode imediatamente apanhar o cliente uma vez que ele provavelmente encontra-se junto ao PC ou ao telefone, com o contacto rápido a transmitir ainda a ideia que a empresa é muito eficiente. Isso cria muita confiança e transparência”, adianta Hugo Cruz, do Standvirtual, a propósito da forma como as empresas se devem posicionar online

é impresso em poucos segundos”, adianta. A receção ativa é, assim, “a otimização das decrescentes oportunidades de negócio, potenciação da comunicação com o cliente provocando a sua decisão ao informá-lo do preço, de modo a que a oficina possa faturar mais.” ESTRATÉGIA ONLINE Hugo Cruz, em representação do Standvirtual, falou da importância das oficinas terem uma presença online, aproveitando plataformas de pesquisa de automóveis para anunciarem o seu produto. Os dados recolhidos pelo maior portal português de pesquisa de comércio automóvel, com mais de 4,5 milhões de visistas mensais, indicam que existe cada vez menos pessoas a utilizar a televisão e a substituir esta fonte de informação pelos dispositivos móveis (smartphones e tablets) e pela internet. Hugo Cruz diz ainda que 63 por cento dos portugueses já se encontram ligados à internet e que “durante a noite as pessoas utilizam mais o mobile e, durante o dia, enquanto estão no escritório, o PC”. Sobre o novo serviço prestado pelo Stand Virtual, revela que a nova área dedicada às peças e às oficinas permite fazer uma pesquisa por distrito e concelho, permitindo ainda ao cliente o envio de um pedido de orçamentação. Nas informações que devem estar presentes, Hugo Cruz chama a atenção das empresas para a incorporação de fotografias, uma vez que “as pessoas querem imagens e se não as encontram saltam rapidamente para outra oficina”. Refere também a importância de se colocarem todos os contactos (morada, número de telefone, coordenadas de GPS) e uma pequena descrição dos serviços que oferece — chapa, mecânica ou pintura) e avisa que a resposta que é feita ao contacto inicial é determinante para o sucesso futuro: “Se a oficina responder ao cliente nos primeiros cinco minutos pode imediatamente agarrar


o cliente, uma vez que ele provavelmente encontra-se junto ao PC ou ao telefone. O contacto rápido transmite ainda a ideia de que a empresa é muito eficiente. Isso cria muita confiança e transparência”, adianta. Pelo contrário, no caso de a resposta acontecer uma hora após o contacto inicial, o cliente poderá já não estar disponível para ouvir a proposta: “Já terá contactado diversas oficinas e esquecido rapidamente os outros contactos que efetuou entretanto a partir da primeira resposta.” Hugo Cruz aconselha assim as empresas a responder rapidamente “com uma chamada telefónica ou um e-mail rápido personalizado, a pedir um agendamento, a fazer do acompanhamento dos contactos uma rotina diária, a organizá-los e a priorizá-los e a aumentar a base de dados”. Esta estratégia, refere, tem ainda como vantagens “a forte divulgação da marca em meios com muita audiência, o acompanhamento daquela que é uma tendência de mercado, a captação de

“AS PESSOAS QUEREM IMAGENS E SE NÃO AS ENCONTRAM SALTAM RAPIDAMENTE PARA OUTRO OFICINA” HUGO CRUZ, STANDVIRTUAL

novos clientes com um esforço reduzido e uma informação mais clara para o mercado”. Mas também existem pontos negativos como a “uniformização dos preços, a necessidade de haver disponibilidade para a internet, trabalhando o fluxo de informação que vai chegando com rapidez na resposta e seguimento dos pedidos, e o investimento na constituição de uma equipa online que esteja unicamente focada nesta área de negócio”. MARKETING DIGITAL Já se percebeu que a internet é cada vez mais uma área de negócio importantíssima para as empresas que operam no aftermarket. As redes de oficinas e oficinas independentes não fogem à regra, mas nem sempre o que é bom para uns pode ser aplicado a todos. Pedro Rosado, líder do Grupo EBI Automotive, é um defensor do marketing digital como uma forma de agregar um conjunto de mais valias que permitam às redes diferenciarem-se entre si. O dirigente do grupo detentor das redes Eco Oficina, Car Paint, Electric Auto, Pneu Rapid e Xenum Auto Center acredita que o marketing digital é hoje o maior canal de vendas do mundo, revelando dados que confirmam o seu enorme potencial em Portugal: “Os portugueses recorrem cada vez mais a compras em sites de descontos e este é um dos poucos setores a crescer no nosso País. Em 2012, a faturação dos sete principais sites representou 75 por cento do mercado e rendeu 24 milhões de euros, valor que subiu para 28,6 milhoes de euros em 2013”. Pedro Rosado refere que “o mercado é novo e está a crescer”,

adiantando que “57 por cento dos portugueses já utilizam sites de compras” e que “81 por cento pretende recorrer a eles”. Vivemos, assim, na era da adrenalina da poupança, com os consumidores a procurarem o maior desconto possível na aquisição dos seus produtos. Líder mundial deste negócio, com atividade em 48 países, a Groupon dá conta, no seu relatório de 2013, que 78 por cento dos clientes nunca teriam ido à empresa à qual adquiriram o seu produto se não tivessem tido acesso a ela mediante o site da Groupon. Assim se prova a importância dos cupões de desconto, determinantes para efetuar um primeiro contacto com uma empresa até então desconhecida. O líder do Grupo EBI diz que entre revisões, pintura, pneus, lavagens ou ar condicionado, “o principal critério é o preço”. Ou seja, “terão mais sucesso as lavagens se estas forem mais baratas do que as revisões mas, do mesmo modo, as revisões serão mais apetecíveis caso estas sejam mais baratas do que as lavagens”, adianta. Neste tipo de

Pedro Barros, da Tips4Y, defende que é necessário aumentar a taxa de conversão da orçamentação, aproveitando cada entrada para aumentar o valor da fatura: “Tenho que saber utilizar o orçamento para identificar outras ações que poderei fazer no futuro, mas revelando transparência com o cliente, essencial para transmitir confiança”.

promoções, em que as margens são apertadas (o valor proposto nos sites é praticamente o preço de custo, mas é ainda preciso contar com a subvenção — a margem do operador, normalmente de 50 por cento sobre o PVP), as redes poderão ter alguma vantagem, uma vez que “o tamanho permite distribuição geográfica e cobertura, o que é interessante para estes operadores”, indica Pedro Rosado. No entanto, avisa, “nem tudo o que reluz é ouro: não é um bom negócio para a oficina, mas é um bom negócio para o cliente final. Houve uma rede que fez campanhas de 57, 55 e 44 por cento de desconto e ainda oferecia um check-up gratuito. Quem conseguiu acompanhar pensou provavelmente que teria uma margem mais reduzida ou até mesmo nenhuma margem, até porque é preciso não esquecer que o preço inclui IVA, Ecovalor e montagem”. Pedro Rosado explica que, apesar dos preços, por vezes ridículos, dos sites de marketing digital, estas promoções têm de ser vistas numa lógica de investimento: “Nem a Groupon ou a Let’s Bonus são burros, nem estes sujeitos são burros. Agora, possivelmente esta não é uma solução para todas as empresas”. Qual é, então, o segredo? “Fizeram uma conta simples”, avança, “que não é mais do que quanto dinheiro é que terão de gastar em banners, folhetos e publicidade na rádio, televisão e imprensa.” O dirigente diz que, tal como o próprio Grupo EBI Automotive, estas empresas sabem que vão perder dinheiro. Só que este não se ganha na angariação. Investe-se: “Temos uma subvenção mais baixa porque, como temos rede, negociamos. E em vez de 50 por cento, a nossa subvenção baixa para 30 por cento. Se considerarmos o custo de angariação de um cliente é 1 euro e que, em cada campanha, vinte clientes custam 20 euros, então é lógico que iremos perder 20 euros. E que se quisermos angariar 100 clientes iremos gastar NOVEMBRO 2014

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d dossier “O PRINCIPAL CRITÉRIO É O PREÇO” PEDRO ROSADO, EBI AUTOMOTIVE

100 euros. No entanto, existe alguma loja onde eu possa angariar 100 clientes por 100 euros?” Pedro Rosado dá o exemplo da EBI Automotive para fundamentar a sua análise: “Há uns tempos investimos 12 mil euros nos canais tradicionais e 500 euros no facebook, em anúncios de marketing digital. No final da campanha conseguimos angariar 12 vouchers nos canais tradicionais. Ou seja, cada voucher custou-nos mil euros. No outro canal angariamos 700 vales com 500 euros. Agora façam as contas”. O responsável refere que, para tomar este tipo de decisões, sabendo conscientemente que se está a perder dinheiro, é necessário ter capacidade e coragem de investir na própria empresa. Os resultados estão à vista: “Estamos com taxas de retenção superiores a 70 por cento. Em cada dez, três vão e sete ficam no pós-venda”. No entanto, esta também é uma área que requer alguns cuidados: “Além da subvenção, é preciso ter em conta a remissão — o processo que tenta colmatar o problema destes canais que são as burlas, com pessoas a imprimirem o e-mail de desconto e depois a entregarem-no aos amigos”. Daí que a recolha e sistematização da informação seja tão importante, até para fazer o acompanhamento e garantir que ele volta à oficina sem a promoção: “Ligamos ao cliente, sabemos se é homem ou mulher, a sua morada, e os seus hábitos de consumo, e mandamos um inquérito para saber se ficou ou não satisfeito”. ORÇAMENTAÇÃO COMO FERRAMENTA Todas as soluções até aqui apresentadas provam que, mais do que tudo, o principal fator de incremento de negócio das oficinas

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Pedro Rosado explica que, apesar dos preços, por vezes ridículos, dos sites de marketing digital, estas promoções têm de ser vistas numa lógica de investimento: “Possivelmente esta não é uma solução para todas as empresas”. Qual é, então, o segredo? “Fizeram uma conta simples”, avança, “que não é mais do que quanto dinheiro é que terão de gastar em banners, folhetos e publicidade na rádio, televisão e imprensa.” Este profissional diz que, tal como o próprio Grupo EBI, estas empresas sabem que vão perder dinheiro. Só que este não se ganha na angariação. Investe-se

passa pelo aumento da frequência da visita. Pedro Barros, da Tips4Y, refere que, em primeiro lugar, os dirigentes têm que começar a questionar o motivo para existirem. “Se o fizerem poderão ser mais assertivos no caminho a seguir”, defende. O líder da Tips4Y diz que, à luz do quadro atual, os automóveis já não são um artigo de luxo e sim um meio de transporte: “As pessoas que os compram fazem-no em busca de uma solução de mobilidade. Nesse sentido, o reparador deverá ter como principal objetivo garantir a mobilidade dos seus clientes”. Com cada vez menos visitas e um sentimento de confiança mais abalado, o cliente tem alterado o seu comportamento em relação às oficinas. Para voltar a estabelecer esse elo de ligação, Pedro Barros defende que a oficina tem que antecipar a visita por intermédio de ações proativas que chamem o cliente até si: “As empresas não podem esperar que ele entre na oficina. Têm de ter ao seu dispor algumas plataformas que consigam atraí-lo”. O responsável da Tips4Y defende ainda que é necessário aumentar a taxa de conversão da orçamentação, aproveitando cada entrada para aumentar o valor da fatura: “Tenho que saber utilizar o orçamento para identificar outras ações que poderei fazer no futuro, mas revelando transparência com o cliente, essencial para transmitir confiança”. Assim, as empresas têm de tirar o máximo das ferramentas que se encontram à sua disposição, sejam CRM’s, cupões, portais do condutor e soluções de dados técnicos: “O orçamento tem de se tornar numa ferramenta comercial que capte a atenção do cliente, permitindo-me perceber se posso adicionar algum outro serviço preconizado pelo próprio fabricante”. Pedro Barros acrescenta

que, no meio deste processo, pode surgir a necessidade de se utilizarem ferramentas especiais: “Quem não as tiver pode perder vários negócios ou ter complicações que o impeçam de realizar o serviço no tempo estimado”, alerta, chamando a atenção para os portais do condutor, “soluções excelentes de reencaminhamento”, e para plataformas como o CRM Fidelitè — uma solução ainda indisponível em Portugal, mas que já se encontra presente em mais de 3000 oficinas. “É um serviço que conjuga os dados técnicos com o ERP, o sistema de gestão oficinal da oficina, fazendo a correspondência dos dados técnicos com a informação das peças e do cliente. Permite que a empresa perceba quando é que foi a última vez que o cliente visitou as suas instalações, o que veio fazer, quanto gastou e se a vida útil dos componentes entretanto instalados já foi ultrapassada”. Com base nessa informação, a empresa pode antecipar-se e requerer imediatamente as ferramentas que irá necessitar para operações futuras ou requisitar os serviços de outras plataformas que permitem, precisamente, o aluguer de ferramentas especiais: “Em resumo, as plataformas ajudam-nos a aumentar o negócio, rencaminhando clientes para a oficina, e permitem ainda a redução do tempo de imobilização da viatura, que deve ser uma preocupação cada vez mais importante para a entidade reparadora. Tal conseguese através de serviços de orçamentação e classificando corretamente as peças, de modo a evitar devoluções desnecessárias que são prejudiciais para a empresa e para o cliente. Tudo junto permite aumentar o sentimento de confiança no cliente”.

“O REPARADOR DEVE TER COMO PRINCIPAL OBJETIVO A MOBILIDADE DOS SEUS CLIENTES” PEDRO BARROS, TIPS4Y


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RADAR

Vá a este link: http://goo.gl/ KOOEY2 e veja todas a s fotos da Expomecân ica

Expomecânica. Uma oficina para mais de 11.000 profissionais

A primeira edição da Expomecânica contou com 11.194 visitantes profissionais ligados ao setor oficinal. Este número marca o sucesso do evento onde a Turbo Oficina desenvolveu várias ações. Em 2015 há mais. TEXTOS PAULO HOMEM e CLÁUDIO DELICADO

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Expomecânica, salão de equipamentos, serviços e peças auto, que teve lugar de 3 a 5 de outubro, levou à Exponor 11.194 visitantes profissionais. O sucesso superou largamente as estimativas da organização, que apontava inicialmente para 5000 visitantes. Graças a um inquérito feito por uma empresa independente aos 105 expositores que

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estiveram presentes (9 deles de Espanha e 1 de Itália), 79% deles considerou o perfil do visitante bom ou excelente, 73% dos expositores considerou a promoção boa ou excelente e 55% dos expositores inquiridos tiveram contactos com visitantes estrangeiros e com potencial de exportação. Além disso, 93% dos presentes afirma que o salão os ajudou a promover o negócio e 51%

realizaram mesmo negócios na feira. Dos mais de 100 expositores que ocuparam uma área de 7884 m2, no pavilhão 6 da Exponor, 91% diz ter atingido os objetivos a que se propunham, 76% tiveram satisfação global com a feira e, mais importante, 93,6% afirmar que quer participar na próxima edição da foi um sucesso maior do que as melhores previsões da organização.


EXPOSITORES JAO A empresa de S. Félix da Marinha é especializada no recondicionamento de componentes com tecnologia própria, nomeadamente na área dos turbos. Uma das apostas da empresa é a componente técnica e de formação que proporciona às oficinas. Q&F Especialista em material para competição e performance, a Q&F alargou os horizontes a outra gama de produtos. É o caso do ATEQ VT56 da Alcar, um produto para as oficinas que também trabalham pneus, que permite programar as válvulas com sensor de pressão nos pneus das viaturas. ANECRA No Stand da Anecra o destaque foi para o Portal do Automóvel (já online), uma nova plataforma com as moradas das oficinas na qual se podem, por exemplo, marcar revisões, e que esta Associação tem vindo a promover. JVR Especialista em soluções Car Audio e infotainment, a empresa do Porto representante do material Kenwood, mostrava os sistemas de audio multimarca da Dynavin, disponíveis para entrega imediata. CEPRA Os cursos que o CEPRA dinamiza para o setor da reparação automóvel estavam em destaque no seu stand, onde se dava a conhecer também os meios tecnológicos que tem ao seu dispor em Lisboa e Porto. MASTERSENSOR

RODRIBENCH Habitual presença nas feiras de aftermarket em Portugal, a Rodribench apostou novamente no seu “Miracle System” um equipamento para reparação de chapa. GONDOCHAVES Representante da marca Elme Tools, a empresa de Gondomar mostrou toda a sua gama de equipamentos para a programação de chaves automóvel, clonagem de transponders, comandos e leitura de códigos PIN e leituras de eeprom´s (extraindo informação do imobilizador), que permite efetuar qualquer tipo de chave para automóvel. MAXOLIT A Maxolit passou a ter uma nova ferramenta para comunicar co os seus clientes, através do lançamento do Jornal Técnico (com grande incidência nos produtos da KS Tools). Na sua representa Govoni (ferramente especial) destaque para o novo modelo saca injetor sem desmonstar o injetor. HC CONSULTORES Não sendo uma consultora 100% dedicada ao setor oficinal, esta empresa do norte desenvolve a sua atividade em diversas áreas, com meios próprios, destacando-se a sua intervenção ao nível da gestão de resíduos. TECNIAMPER / DOM CARRO Da sua vasta gama de produtos de climatização de veículos, o destaque na Expomecânica foi dado às peças para ar condicionado e componentes universais (compressores, condensadores, evaporadores, válvulas de pressão, etc), como para o serviço de pósvenda e técnico da Webasto Diavia para ajudar a oficina a resolver problemas. VIAMORIM A empresa de Vila do Conde é especializada em todo o tipo de material, novo e usado, para veículos Mercedes possuindo um enorme stock de peças, motores, caixas e componentes.

Vinda de Aveiro, a Mastersensor apostou em algumas das suas gamas de produtos, mas o destaque foi para as escovas híbridas da Heyner, que com um pequeno conjunto de adaptadores permite a sua aplicação em quase todos os veículos. Destaque ainda para as escovas Alca, para aplicações nos vidros traseiros. JF EQUIPAMENTOS A empresa de Nogueira da Regedoura focou os serviços de assistência pós-venda a todo o tipo de equipamentos oficinais. Não menos importante para a empresa são as formações que fornece em diagnóstico automóvel através de parcerias com diversas empresas do ramo.

FERROL 2 Com incidência na área dos equipamentos a Ferrol 2 dava a conhecer o novo equipamento de ultrassons (para limpeza de peças) A8J Tecno. FASEBA Procurando distribuidores para Portugal, a empresa espanhola mostrou a sua gama de acessórios para automóvel essencialmente direcionados para a venda em estações de serviço, quer de marca própria Faseba quer das marcas Mafra, Lampa, HTC Move, Tassotti entre outras. FEIRAMAQ Dos diversos produtos que comercializa, o destaque foi para o novo alicate multifunções

A Turbo Oficina teve uma ajuda preciosa para distribuir a revista na Expomecânica

da marca alemã Knipex que, fruto da tecnologia usada nas pontas do mesmo, apresenta uma enorme capacidade de aperto (devido ao aperto de freio). Destaque também para a chave joker da marca alemã Wera, com capacidade de aperto invulgar. RODAPEÇAS Especialista em peças reutilizáveis (usadas e reconstruídas com garantia), mas dispondo de um portfólio de produtos que se estende às peças novas (de aftermarket e originais) a Rodapeças destacava a Loja Online onde comercializa também pneus. GTA SOLUTION No stand da empresa de Santarém eram promovidas sessões de esclarecimento sobre a nova plataforma de orçamentação que a GTA Solution acabou de lançar no mercado. EXPRESS GLASS Sendo uma das maiores redes de vidro em Portugal, a Express Glass mostrou um pouco do seu negócio neste certame, bem como da empresa AXIAL, responsável pela importação do vidro (de diversas marcas) que esta rede monta nos carros dos clientes. EQUIASSISTE A empresa nortenha apresentou na Expomecânica uma nova estufa para pintura auto, com a característica de ser… móvel. O Paint Trotter pode deslocar-se dentro da oficina para pequenas intervenções. Diz a Equiassiste que esta estufa reduz o consumo energético em 60% face a uma estufa tradicional. TOPCAR / ONEDRIVE A rede de oficinas TopCar e a rede de retalho de peças ONEDRIVE, ambas do grupo Nors, aproveitaram este salão para dinamizar

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acima de tudo a imagem de marca de ambas as operações.

disponibilização da nova solução web do Autodata Online em português.

TUGA PNEUS A empresa do Porto é grossista de pneus e comercializa mais de 18 marcas, destacandose as marcas premium, mas também algumas marcas quality e budget. Com cerca de 14.000 pneus em stock esta empresa vai lançar em dezembro uma nova marca de pneus em Portugal.

RSF EQUIPAMENTOS Apesar de ser uma empresa espanhola (tendo comerciais em Portugal) a RSF Equipment dava destaque aos seus equipamentos oficinais de marca própria. Um dos seus pontos fortes é a enorme disponibilidade de stock, permitindo à empresa entregas rápidas.

TACOFROTA Numa fase de alargamento da sua gama de produtos, a Tacofrota dava destaque às peças e componentes de climatização. Os produtos de frio da Dometic também estavam em destaque neste stand, assim como alguns produtos Hella (escovas e lâmpadas).

JESUS & BATISTA A empresa de Santa Maria da Feira tinha em exposição alguns motores usados para comercialização. Porém, o destaque foi para a enorme diversidade motores e caixas e velocidades que a empresa tem em stock. SPARKES & SPARKES Sempre fiel ao seu modelo de negócio, a Sparkes & Sparkes continua a apostar na sua especialização na reconstrução de caixas de velocidades manuais para veículos ligeiros e comerciais.

TIPS4Y

Representante em Portugal do TecDoc, a TIPS4Y aproveitou este salão para apresentar uma solução inovadora que permite aos reparadores fazer um orçamento em 4 cliques e 4 segundos. A solução incorpora um cálculo inteligente para avançar diretamente para a próxima revisão através da introdução da matrícula. PNEURAMA Este grossista de pneus destacava as suas marcas exclusivas Marangoni, Lassa, Avon, Cooper, Roadstone e Vee Rubber, numa forte aposta nos segmentos quality e budget.

A.VEIRA A empresa grossista de peças de Guimarães foi, pela primeira vez, a um salão de aftermarket em Portugal como expositor. O objetivo da empresa foi o de mostrar a sua extensa gama de marcas e peças produtos, tendo em conta a sua forte aposta em marcas de qualidade equivalente. INTERMACO Sempre dedicada à demonstração dos seus equipamentos, a Intermaco tinha neste certame algumas das suas representadas, com destaque para os equipamentos de diagnóstico multimarca da Jaltest, e o equipamento OEM Genisys Touch D750 da OTC (tablet baseado em PC com dispositivo de Reprogramação/ Reflash J2534) com ligação ao Vivid. COMETIL

MASTERGÁS A empresa de Gaia continua fortemente apostada em dinamizar os equipamentos GPL para motores a gasóleo, com os quais diz conseguir obter uma poupança de 10% em combustível. SIMECOR Através de meios próprios, a Simecor é uma empresa especializada no tratamento de superfícies e lavagem de peças, tendo desenvolvido um processo novo e eficaz na regeneração dos filtros de partículas dos automóveis e camiões. A empresa comercializa também equipamentos para lavagem de peças e componentes. INFORTRÓNICA Representante do Autodata para Portugal, a novidade no stand da Infotrónica foi a

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O destaque da Cometil foi para a máquina de alinhamento de direções Hunter Hawkeye Elite que é, ao mesmo tempo, uma verificadora de alinhamento na receção (verificação em 1 min.). Uma grande vantagem deste equipamento é trazer ainda mais rentabilidade às oficinas. No diagnóstico Gutmann a novidade foi CSC, um sistema de calibração de radares e câmaras existente hoje nos veículos para assistência à condução.

COPEROL

A melhor forma da Coperol marcar presença neste certame foi através da exposição de um enorme sortido de produto das suas diversas representações (Sachs, ZF, Haldex, SAF, entre outras). Para além das peças foram também dinamizadas as três oficinas de pesados que a empresa dispõe e a sua rede de retalho a nível nacional. FEREXEL A empresa do Seixal é especialista em ferramentas, disponibilizando uma série de marcas nesta área de negócio. Um dos destaques da feira foi a dinamização do site www.ferramentas.pt que permite a aquisição online dos equipamentos, ferramentas e produtos desta empresa. IBEROESTE Com sede na Maia, a Iberoeste é uma empresa especializada em tudo o que seja equipamentos de lavagem. Na Expomecânica o destaque foi para os equipamentos de lavagem da Cleanfix (com diversos modelos aplicáveis ao setor automóvel), da qual é representante exclusivo em Portugal. SOUSA DOS RADIADORES Empresa especializada em radiadores para todo o tipo de aplicações na área auto, a Sousa Radiadores mostrava também a sua gama (recentemente reforçada) para refrigeração /ar condicionado. LEATRONIC No seu stand a Leatronic mostrava o Alert Road, um sistema que permite avisar da presença de radares e dessa forma evitar as multas de trânsito. Este sistema dispõe de um display mas pode também interagir com o telemóvel Android através de uma APP. ARAN Muito ativa neste certame, a ARAN divulgou no seus espaço, entre outras coisas, o diretório de oficinas, que esta associação já disponibiliza há mais de um ano. ECOPARTS Uma das mais ativas empresas na Expomecânica, mostrava o novo conceito Ecoparts. É não só uma gama de produtos testados e/ou recondicionados (bombas injetoras, turbos, filtros de partículas, compressores AC, motores de arranque,


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alternadores, entre outros) bem como um conceito de distribuição e comercialização, com suporte técnico.

equipamento, que tem agora a funcionalidade de poder trocar as rodas (de frente para trás e vice-versa) corrigindo a informação da nova posição da roda.

EUROTYRE CONVERSA DE MÃOS A empresa de Valadares tinha em destaque os equipamentos da sua representada exclusiva HPA/FAIP, onde sobressaía a nova máquina de equilibrar B345, bem como a nova máquina de desmontar M824 2V FS LL com unha “leverless”, equipamento aprovado pelas marcas de pneus premium.

Um dos maiores grossitas de pneus nacionais, destacou na Expomecãnica o Euro Protect. Trata-se de uma garantia EuroTyre (seguro) de proteção para furos ou rebentamentos disponível nas marcas que representa em exclusivo no nosso país (Infinity, Interstate, Marshal e Viking). COM TT Especializada em material para todo-oterreno o grande destaque foi para a marca australiana ARB (que representa em Portugal há vários anos) de equipamentos e acessórios. LABELPOR A empresa de Santo Tirso é especializada em tecnologias de identificação, codificação, etiquetagem e embalagem. Comercializa etiquetas e afins, mas também pode disponibilizar os equipamentos e produtos necessários para esse fim. GRUPO SALCO / GALUSAL Fruto da sua estratégia de abordagem ao mercado português, o Grupo Salco mostrava na Expomecânica uma nova marca de pneus que está a lançar também no nosso mercado. Denominada PACE, esta marca está disponível em diversas medidas apenas para o segmento de veículos comerciais e ligeiros (incluindo os SUV’s). Destaque também para os lubrificantes Gulf e equipamentos Aguado Automoción. RUBBER VULK

MOTORBUS Especialista em peças para veículos pesados a Motorbus decidiu dar um maior ênfase à sua representada Hella com destaque para o recente reforço na gama de alternadores, motores de arranque, escovas e baterias. ETICADATA Tendo como objetivo estreitar a relação da Eticadata com as empresas do setor automóvel, foi dinamizado o ERPv13 que inclui uma gama completa de soluções de software de gestão que permite minimizar o trabalho do gestor. O Autogest Oficinas também esteve em destaque, sendo uma solução que visa a gestão de todas as áreas da oficina. LUSILECTRA A Lusilectra aproveitou para mostrar um pouco da sua gama de ferramentas Jonnesway e de equipamentos da Maha. O destaque foi para as novas versões da nova gama Eco recentemente introduzida. CARTÕES & SOLUÇÕES O Autocard mereceu todo o destaque neste expositor. Este serviço / produto é uma solução de fidelização, que associa um software especificamente desenvolvido para a fidelização de clientes a um cartão cliente. NEOCOM Desde há vários anos que a Necom apostou em peças e componentes reconstruídos com marca própria, nomeadamente direções assistidas, bombas hidráulicas/eléctricas, transmissões e juntas homocinéticas para automóveis. CETRUS A Cetrus expôs no seu espaço um pouco da sua gama de equipamentos para oficinas das marcas Verta (pintura), Spanesi e Space (mecânica), Metalcoop (estruturas de armazenagem), entre outras.

A solução klone para sensores dos sistemas de TPMS (monitorização da pressão dos pneus) estava em destaque neste stand. A Rubber Vulk disponibiliza o equipamento programador All-In-One, que não necessita estar ligado a nenhum computador ou outro

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ESCAPE FORTE A empresa da Maia mostrou o resultado da tecnologia que usa em matéria de manutenção e reparação de filtros de partículas. No seu espaço a empresa dinamizou parcerias com outras empresas que permitam alargar o leque

de serviços que disponibiliza aos seus clientes através da reparação e reconstrução de filtros de partículas e catalisadores. WÜRTH A presença na Expomecânica foi principalmente orientada para a divulgação da gama WOW de Diagnóstico Automóvel. A empresa aproveitou para fazer uma série de demonstrações deste equipamento que tem cerca de um ano de comercialização em Portugal. GAMOBAR PEÇAS As peças originais da Peugeot, Opel, Chevrolet, BMW, Mini, Fiat, Alfa Romeo, Lancia e Renault estiveram em destaque neste expositor. As entregas bi-diárias (na região do Porto) foram também destacadas. VIEIRA & FREITAS A Vieira & Freitas apresentou na Expomecânica os Micro Start. São boosters muito portáteis com baterias de alta tecnologia de Lítio, que servem como fonte de energia e apoio nas mais variadas situações. Tem capacidade de dar arranque a automóveis, barcos, motociclos, entre outros veículos, como carregar equipamentos (telemóveis) ou mesmo reforçar a duração de baterias de computadores. SOFRAPA

A Sofrapa reuniu no seu espaço a diversidade de produtos que vende e de parceiros com quem trabalha. Os produtos da Liqui Moly estavam em destaque neste stand, assim como as peças de aftermarkert e originais que a Sofrapa comercializa. MGM Na Manuel Guedes Martins o destaque é sempre os serviços de reparação e manutenção de equipamentos oficinais. Nesta área de negócio onde é especialista, a MGM dispõe também de um enorme stock de peças para reparação dos equipamentos, num serviço que dinamiza em todo o país. HÉLDER MÁQUINAS A empresa de Leiria apostou neste salão para mostrar os equipamentos de autodiagnóstico da BrainBee, com destaque para as unidades F-Touch (unidade multimarca para ligação a um PC) e B-Touch (unidade multimarca portátil), embora a novidade tenha sido a X-Touch (tablet portátil com wireless).


BOSCH

A Bosch Eletronic Service lançou na Expomecânica um novo serviço de reparação de peças eletrónicas. Autorrádios, sistemas de navegação, componentes eletrónicos dos ABS e EHB, centralinas e quadrantes (painéis de instrumentos) são os principais alvos deste novo serviço. DOMINGOS & MORGADO A Domingos & Morgado apostou forte na inovação das novas máquinas John Bean. As novidades em destaque foram a máquina de Alinhar Direções modelo 2300 AC-400 (nova máquina – novo software – novas garras), a máquina de Alinhar Direções, Modelo 3400 AC-400 (sistema único no mercado), a máquina de Equilibrar Rodas da Série B 600 e BFH2000 e a máquina de Desmontar Pneus modelo CENTAUR (máquina sem garras e de aperto central).

PINTO DA COSTA & COSTA A empresa de Vila Nova de Famalicão levou à Exponor alguns dos mais recentes equipamentos que comercializa, na área da mecânica, pneus, ambiente, pintura e colisão, representando algumas importantes marcas internacionais como a Ecotechnics, Ravaglioli, Saima, Beta, entre outras. Destaque para o novo logotipo e a renovação do site. BOMBÓLEO A Bombóleo aproveitou para divulgar a marca de lubrificantes Morris, que passou a representar exclusivamente para Portugal, Angola e Moçambique. Destaque também para os turbos Garrett Reman (recondicionado original), com uma nova aplicação para o motor 1.6 HDi do Grupo PSA. Para além destas duas marcas os produtos Bosch estiveram em destaque. A Bombóleo apostou também em workshops para os visitantes. IH NAVI A IH Navi é uma emrpesa espanhola especialziada em produtos eletrónicos para o setor automóvel, que escolheu a Expomecânica para se dar a conhecer ao mercado português e para procurar distribuidores para as suas marcas IH Navi e IH Lux. Os produtos com mais destaque são os sistemas de navegação específicos, produtos eletrónicos e de entretenimento,

OFICINA EM MOVIMENTO BY TURBO OFICINA A Turbo Oficina associou-se ao projeto mais emblemático da Expomecânica, provando mais uma vez a sua proatividade no decorrer deste evento, no qual as empresas poderiam fazer demonstrações dos seus produtos. Trata-se de um excelente projeto, dinamizado pelo CEPRA, com muito para se desenvolver no futuro e que a Turbo Oficina vai sempre apoiar. Um agradecimento especial à Rectificadora Guimarães, Alidata, Altaroda, ASG, Bombóleo, Cetrus, Cometil, Domingos & Morgado, Eni, Eticadata, Euro Tyre, Express-Glass, Feiramaq, Gonçalteam, Inforap, Infortrónica, Labelpor, leatronic, Lusiletra, Polibaterias, RPL Clima, Rubber Vulk, Sparkes & Sparkes, Tecnoverca, Tips4y e Wurth, por terem dado o seu contributo à Oficina em Movimento by Turbo Oficina.

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e peças de reposição de iluminação para o setor automóvel. POLIBATERIAS

A Polibaterias incidiu a sua presença numa vertente técnica de mostrar vários tipos de avarias relacionadas com as baterias e a demonstração dos produtos de teste, análise e carga de baterias da Electromem bem como algumas gamas específicas de baterias, nomeadamente a gama Fiamm e Eurocell. EUROTRANSMISSÃO A Eurotransmissão é especializada na reconstrução de caixas de velocidades automáticas, servindo este salão para dinamizar este negócio. A empresa disponibiliza também um enorme stock de peças a manutenção e reconstrução de caixas automáticas.

RECTIFICADORA GUIMARÃES A empresa de Guimarães tem feito um forte investimento em equipamento de topo para trabalhar cabeças de motor. Um dos mais recentes investimentos foi o banco de fluxos para medir o caudal nas condutas. Neste salão a empresa dava a conhecer alguns trabalhos e o nível tecnológico que hoje dispõe.

FUSELCAR Um dos objetivos foi mostrar os serviços da empresa aos potenciais clientes da zona norte de Portugal. Uma das novidades mais importantes foi o equipamento diesel, já se pode incrementar uma quantidade de GPL num motor diesel, em especial num camião, com consumos mais baixos.

INFORAP Em destaque neste certame estava a plataforma tecnológica Inforap para o setor Auto e Aftermarket, que disponibiliza serviços de gestão, orçamentação, comércio eletrónico, catálogos eletrónicos e múltiplos interfaces com os fabricantes de automóveis. Foi dado especial destaque à solução de orçamentação integrada com a gestão de oficinas Inforap, em parceria com a GTMotive.

MINITOOLS A empresa italiana foi ao Porto mostrar as suas ferramentas e peças eletrónicas para automóveis, nomeadamente a gama de relés e dispositivos eletrónicos para painéis, aparelhos de teste para sensores de direção ou displays de LCD para velocímetros e painéis de instrumentos.

ALTARODA A Altaroda foi à Expomecânica para estreitar relações comerciais e mostrar os produtos fora do espaço habitual onde o cliente opera. Uma das estrelas da empresa de equipamentos foi o Mini Lift, mas também o sistema TPMS da TECH esteve em destaque. A Mondolfo Ferro estava também bem representada no stand e presença notada foi o carro oficina, que se desloca a “casa” dos clientes.

CAETANO PARTS Agora com novas instalações no Porto, a Caetano Parts disponibiliza uma extensa gama de peças originais de mais de 20 marcas de automóveis. Neste certame a empresa divulga essa gama como os serviços associados à distribuição de peças. AUTOMATIC CHOICE O especialista em caixas automáticas aposta forte na componente técnica e, além de trabalhar com as principais marcas e

PRÉMIOS TURBO OFICINA / EXPOMECÂNICA

Os três troféus que foram entregues através da escolha dos visitantes da Expomecânica

Empresa mais inovadora - Domingos & Morgado

Stand com melhor imagem - Sofrapa

Stand mais dinâmico - Cometil

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disponibilizar todos os componentes para caixas automáticas, produz cursos e manuais de formação para os seus clientes, porque o segredo está em ter oficinas bem preparadas. Exemplo disso é a 1ª rede de especialistas em caixas automáticas criada em Espanha pela empresa. MOTORTOOL A Motortool (www.motortool.pt) é uma loja online de ferramentas para a área automóvel e das motos, que veio apresentar-se ao mercado português apesar de já fazer vendas para o território nacional. A empresa é especializada em ferramentas técnicas para motor, mas também em todo o tipo de ferramentas e equipamentos. ALIDATA A Alidata, empresa especializada no desenvolvimento e implementação de soluções tecnológicas para o setor automóvel, apresentou as mais recentes soluções para a gestão de oficinas, nomeadamente soluções de mobilidade, que permitem a colaboradores, dentro ou fora da oficina, através de equipamentos móveis, o registo de serviços, tempos, materiais, mas também de identificação e localização de viaturas e peças. Destaque também para o Portalweb. IMPLEMENTOS O grande destaque desta empresa espanhola, que procura distribuição em Portugal, são os produtos da marca americana Warn, especialista em equipamentos e todo o tipo de acessórios de resgate, muito utilizada também pelos amantes do todo-o-terreno. ZAPOS EUROPA A Zapos arrancou oficialmente no mercado português na Expomecânica, mostrando aos visitantes profissionais a sua oferta nas baterias e nos filtros, tanto para ligeiros, pesados como para máquinas industriais. A empresa espanhola está à procura de distribuição em Portugal. RPL CLIMA

A RPL Clima mostrou a todos os visitantes o website www.avariasarcondicionadoauto. com, para ajudar a resolver problemas com ares condicionados nas oficinas. Uma outra novidade foi a exposição de máquina de lavar

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circuitos de ar condicionado que é utilizada tanto no setor automóvel como no industrial. JAPOPEÇAS

O destaque no stand da empresa portuguesa foram as marcas AISIN (Embraiagens, Bombas água e de travão, etc), FBK (Travagem: Maxilas, pastilhas, Cintas) e a NKS Parts como marca própria Japopeças que engloba uma gama extensa de items (Suspensão, Distribuição, Motor, Diversos). Destaque também o desenvolvimento da nova plataforma B2B com interface TecDoc e um conjunto de inovações em desenvolvimento. AMKAL A Amkal é especialista em aditivos e soluções para carros, camiões e máquinas. Tem no seu catálogo mais de 30 produtos e durante a Expomecânica demonstrou os seus produtos, como tratamentos anti-fricção, limpeza de injetores ou de filtros de partículas. A empresa está à procura de distribuidores em Portugal. EUROTAX A Eurotax Portugal, uma multinacional de origem alemã, teve em destaque o mais recente software de reparação automóvel: o Repair Estimate G2G. A Eurotax aproveitou a sua presença para estar mais próxima dos seus clientes e obter novos contactos para a sua atividade comercial, sobretudo na região Norte. GONÇALTEAM No stand da Gonçalteam esteve em destaque o novo Duomatic, em equipamento Haweka, que se distingue de todos os sistemas de equilíbrio por não utilizar os tradicionais sistemas de cone. Também em destaque a nova representação Dino Paoli, líder mundial em pistolas de aperto pneumático em ambiente desportivo. KIYUATO O grande foco desta marca asiática na Expomecânica foram os motores de arranque e alternadores, além de estar presente também a restante gama, como filtros de ar ou pastilhas de travão, tanto para ligeiros como para pesados. A empresa quer crescer em vendas em território nacional. IVEPEÇAS Marcando presença pela primeira vez numa feira, a Ivepeças aproveitou para apresentar

a sua nova imagem, que coincide com os 25 anos da empresa especialista dedicada à importação, exportação e distribuição de peças para camiões, autocarros e reboques. MOURAUTO A empresa mostrou a sua especialização em produtos diesel reconstruídos. A insígnia MGK contempla bombas injetoras e injetores reconstruídos a partir do material usado. O fator de distinção reside na relação preçoqualidade dos produtos. Destaque ainda para a apresentação dos serviços de mecânica especializada em reparações e reconstruções de motores e caixas de velocidade. TELEPEÇAS Um pedido de peças a cada 2 minutos é uma das últimas marcas que a Telepeças regista nos serviços disponibilizados através da Internet. A empresa está no mercado da compra e venda de peças usadas para automóveis que opera através de uma plataforma online. ASG/SAGE A ASG esteve presente em parceria com o software Sage para oficinas e concessionários automóveis. A empresa aproveitou para dar o conhecer esta plataforma e fazer novos contactos. ROSETE Especialista em tacógrafos, a empresa apresentou os serviços do seu Centro de Peritagem Técnica de Dados Tacográficos, mas mostrou também a sua forte vertente de formação, com uma ação durante o salão, além de um seminário sobre como evitar multas nos tacógrafos. ACI /AVESA Os especialistas espanhóis em injeção diesel e gasolina e em turbocompressores vieram ao Porto apresentar os seus serviços e o catálogo de componentes originais para reparações. Destaque também para o novo banco de injeção diesel Rabotti da empresa. INSTITUTO POLITÉCNICO DE LEIRIA O Politécnico esteve presente na Expomecânica. No âmbito de várias ações de prevenção e segurança rodoviária, o curso de Engenharia Automóvel realizou simulações estáticas de atropelamento e a sua reconstituição científica em filme real, para além da visualização de “crash tests”. TECNIVERCA Um ano de muitas novidades em equipamentos para a Tecniverca, com aposta na Expomecânica na linha de produtos da Cormach. Mas a estrela do salão foi o novo saca injetores para tirar injetores diesel, uma ferramenta nova, patenteada que suscitou muito interesse. Destaque ainda para o indutor de calor.


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Expomecânica. Conferências, workshop’s e formações da responsabilidade de Dário Afonso e Jorge Cancella de Abreu. Neste encontro foram também abordados assuntos mais ligados às empresas (as três dimensões das empresas), a geolocalização, novos conceitos híbridos de mobilidade, o “Sharing Economy” (novos conceitos / novos modelos negócio), entre outros.

ROSETE A Rosete realizou na Expomecânica dois eventos. Um seminário subordinado ao tema “Como evitar multas de tacógrafos?” e outro uma formação em Tacógrafos. Análise técnica de infrações nos aparelhos de controlo e procedimento para evitar as mesmas, casos práticos sobre a multa da falta de 28 dias de dados tacográficos, problemas de comutação do aparelho de controlo, problemas de amplitudes, dados tacográficos desconhecidos, mudanças de viaturas, repouso semanal e tripulação múltipla foram alguns dos temas abordados no seminário.

BOMBÓLEO A Bombóleo fez duas formações para oficinas sobre produtos de travagem Bosch. Estas formações essencialmente técnicas foram dadas por responsáveis da Bosch, alertando para pormenores como montagem, problemas frequentes e outros aspetos relacionados com os produtos que a Bosch comercializa ao nível da travagem. RODAPEÇAS Os parceiros que a Rodapeças levou à Expomecânica tiveram oportunidade de assistir a um Workshop onde se falou do futuro do automóvel, das peças e do negócio,

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POLIBATERIAS No Espaço Demonstração da Expomecânica a Polibaterias dinamizou pequenos wokshops, ensaios e testes de baterias com a utilização dos equipamentos de teste e análise da Electromem e da Ferve. ARAN O futuro de pós-venda do setor automóvel, segundo a visão da ARAN, foi um dos principais temas deste wokshop. A Gipa, através de Guilhermo de Llera, apresentou dados estatísticos sobre a realidade de pósvenda para que os participantes pudessem ter enquadramento na situação atual. A situação atual do setor, criação de negócio para nichos de mercado, o conceito Oficina Certa (franchising low cost da ARAN) e outros temas mais gerais com intervenção do CASA e do CEPRA foram também abordados. ECOPARTS Os convidados da Ecoparts tiveram oportunidade de assistir a uma palestra virada para o futuro. Dário Afonso apresentou temas como a revolução tecnológica, abordando a condução autónoma, car networking, condução assistida e as viaturas eficientes (híbridas e elétricas). A ligação da viatura à Cloud e a telemática automóvel vão mudar a forma como nos relacionamos com os fornecedores. Foram ainda abordadas as tendências ao nível das peças e do aftermarket, mas também ao nível do

consumidor, que está cada vez mais ligado à internet.

INFORTRÓNICA A apresentação do novo Autodata Online permitiu aos convidados da Infortrónica ficar a conhecer esta nova plataforma, que agora já está disponível em português. O Autodata Online tem um novo visual adaptado a diversas plataformas (computador, tablet, telemóvel, etc), apresentando uma série de novas funcionalidades (sessão sempre aberta, escolha do veículos em dois clicks, histórico de pesquisa sempre disponível, equivalência de códigos EOBD com códigos da marca, etc). DOMINGOS & MORGADO A Domingos & Morgado 2, em colaboração com a John Bean, organizou uma palestra sobre os conceitos de alinhamento em 3 dimensões. O orador, José Manuel Diaz, responsável técnico Europa da John Bean, explicou os conceitos básicos que permitem o alinhamento de direções em 3 dimensões, focando-se nas mais-valias da tecnologia de alinhamento da John Bean.


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Encontros Associativos Turbo Oficina. A economia paralela no setor oficinal A TURBO OFICINA juntou, pela primeira vez no aftermarket em Portugal, as três associações mais representativas do setor (ACAP, ANECRA e ARAN) para um debate sobre a economia paralela no setor oficinal.

TEXTO PAULO HOMEM

O

ficinas ilegais, piratas, biscateiros, vão de escada, paralelas ou de portas fechadas. São vários os nomes que se podem atribuir aquelas oficinas que operam à margem das leis vigentes. Não faturam os serviços e as peças, pagam a trabalhadores sem recibo, fogem aos descontos à segurança social, estão em constante incumprimento ambiental, entre muitas outras situações, gerando uma forte concorrência desleal (nomeadamente no preço dos serviços) em relação às restantes oficinas. Joaquim Candeias, da Divisão de Peças e Acessórios Independentes da Associação Automóvel de Portugal (ACAP / DPAI),

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Alexandre Ferreira da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA) e Teixeira Lopes da Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) debateram este tema nos “Encontros Associativos” dando início a este ciclo de iniciativas, que a TURBO OFICINA promoveu pela primeira vez, neste caso no âmbito da Expomecânica. BOAS PRÁTICAS “Existe uma questão que é muito importante neste setor oficinal, que são as boas práticas e isso é uma questão de mentalidade e é necessário trabalhá-la no sentido correto”, começa por referir Joaquim Candeias,

dizendo que à medida que se vai baixando na cadeia de distribuição no aftermarket, isto é, do fabricante de peças até ao reparador, mais frequentemente existem empresas com práticas menos boas. A verdade é que a necessidade de subsistência, motivada pelas dificuldades económicas, potencia essa situação, mas o aparecimento das oficinas abandeiradas pertencentes a grupos têm vindo a inverter essa situação, trabalhando as boas práticas, pois isso leva à dignificação do setor”. No entender de Alexandre Ferreira “o que está por trás de uma concorrência desleal é existirem, por um lado, empresas que adotem conscientemente uma prática legal


e, por outro, existirem consumidores que acham que quem lhes presta esse serviço tem que ter essa caracterização. Portanto, só existem oficinas ilegais porque também existem clientes que procuram esse tipo de oficinas. É uma realidade com décadas, que não terminará pois existem oficinas que optarão por trabalhar de forma legal ou ilegal e consumidores que se adaptarão a cada um desses casos”. Não gostando do termo oficinas ilegais, preferindo usar oficinais não legais, António Teixeira Lopes começa por dizer que “consideramos que 20% das oficinas que existem neste país estão legais. Provavelmente só 30% das oficinas de automóveis existentes em Portugal é que estão licenciadas e só um terço dos nossos associados é que preenche os mapas do SIRAPA. Só por estes dados podemos dizer que estarão quase todos ilegais! A oficina não legal tem uma enorme vantagem financeira, pois chega a ser quase 50% inferior o valor da reparação, mas tem ainda a vantagem de não se sujeitar às coimas, pois as autoridades não fiscalizam fora de horas”. Segundo dados de 2012 (da Segurança Social) revelados pelo responsável da ARAN, existem 7.226 oficinas legais (que pagam segurança social), mais 2.500 oficinas não legais, isto é cerca de 27% não são cumpridoras, estimando esta associação que este valor seja atualmente de cerca de 30% (cerca de 6.700 oficinas legais atualmente). Porém, estima a mesma associação, 20% dos clientes que vão às oficinas legais não pedem fatura. EMPRESÁRIO Joaquim Candeias discorda um pouco destes números, afirmando que cerca de metade das 6.700 oficinas não devem estar legais, mas argumenta que “muitas vezes o problema que existe é que quando se abre uma oficina não temos à frente dessa oficina um empresário. A maioria dos problemas começam exatamente a partir daí, pois a

maioria não sabe minimamente gerir uma empresa”. O responsável da ACAP / DPAI, diz ainda que “a fiscalização que é feita no nosso país é realizada, infelizmente, às oficinas cumpridoras. Entendo que a fiscalização devia ser feita às outras, não de um modo repressivo mas trazendo-as para a legalidade”. Na perspetiva da ANECRA, sem tirar relevância aos dados, embora concorde que 50% das oficinais estarão não legais, o importante é “existir uma estratégia que coloque legalmente os ilegais”, diz Alexandre Ferreira, revelando que “em muitos anos de inquéritos de conjuntura realizados pela ANECRA junto dos seus associados, é a primeira vez que o primeiro lugar das preocupações é a economia paralela. É isto que nos tem que orientar de modo a resolver este problema. Trata-se de um problema antigo e muita coisa foi feita mas não resultou. Por isso, o que temos que fazer terá que ser seguramente diferente”. É convicção de António Teixeira Lopes que 40% da atividade oficinal passe “por baixo da mesa, o que me leva a concluir que cerca de 1.000 milhões de euros é o valor da economia paralela neste setor. Tenho a sensação que a maioria das vezes que as autoridades vão ao terreno fiscalizar é por denúncia. Queria também dizer que a ação de muitas seguradoras é escandalosa e levam também o serviço para os não legais”. SOLUÇÕES Para a ANECRA, a forma de ultrapassar este problema da economia paralela é a montante, isto é, “através de medidas e de legislação. Digo que ANECRA cansou-

“40% DA ATIVIDADE OFICINAL PASSA POR BAIXO DA MESA, OU SEJA, A ECONOMIA PARALELA NO SETOR VALE 1.000 MILHÕES DE EUROS”, REFERE TEIXEIRA LOPES

se de partir pedra junto das entidades públicas e dos Governos, que continuam a ter uma enorme falta de respeito pelas associações. As nossas propostas, resumemse a duas: a obrigatoriedade de apresentação nos centros de inspeção das faturas da revisão que correspondam aos planos de manutenção preconizados pelas marcas; a obrigatoriedade do vendedor de peças, acessórios e componentes colocar o número de contribuinte na fatura”. Para o representante da ACAP / DPAI, “a atitude para mudar esta situação terá que ser, acima de tudo, pela pedagogia e de forma construtiva. A campanha Right to Repair que envolve 80 fabricantes de peças visa dar mais confiança ao reparador. O dossier de telemática que irá comprometer o futuro dos reparadores independentes é também uma área em que estamos a trabalhar. Estas são as duas grandes ações em que estamos a trabalhar visando a que o aftermarket independente tenha continuidade no futuro”. De parte da ARAN, António Teixeira Lopes deixou algumas medidas (cerca de 20) que a sua associação preconiza para se tentar resolver este problema. Obrigatoriedade das oficinas se inscreverem nas associações, incremento das fiscalização aos ilegais, medidas de controlo fiscal, resolver o licenciamento das oficinas, controlo do ambiente e recolha de resíduos, controlo da venda das peças a profissionais e não profissionais, proibição da venda de baterias e lubrificantes em supermercados e controlo das peças usadas, são algumas dessas medidas. “Tenho a certeza que muitas destas não serão difíceis de executar e que são partilhadas pelas outras associações, mas é necessário também que as entidades públicas e os organismos do Estado possam ouvir mais vezes as associações”, reconhece António Teixeira Lopes. Muitos temas ficaram em aberto para futuros “Encontros Associativos” que irão ser abordados aqui na TURBO OFICINA. NOVEMBRO 2014

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Mecânica. Reencontro com o aftermarket A ExpoSalão promove de 30 de Outubro a 2 de Novembro de 2014 a 4.ª edição da Mecânica – Salão Profissional de Equipamento Oficinal, Peças, Mecânica, Componentes e Acessórios para Veículos Ligeiros e Pesados. Mais uma vez as empresas do setor voltarão a marcar presença, como se comprova pelo elevado número de expositores presentes, o que revela que o aftermarket continua a dar excelentes sinais de vitalidade. MECÂNICA

PAVILHÃO 1, 2 E 3 | EXPOSALÃO | BATALHA 30 DE OUTUBRO A 2 DE NOVEMBRO 2014

HORÁRIO 30 OUTUBRO – DAS 14 ÀS 23 HORAS 31 OUTUBRO – DAS 14 ÀS 23 HORAS 01 NOVEMBRO – DAS 14 ÀS 23 HORAS 02 NOVEMBRO - DAS 14 ÀS 20 HORAS

CONTACTOS 244 769 480 info@exposalao.pt www.exposalao.pt

AD PORTUGAL www.adportugal.com Peças

ARAN www.aran.pt Associação

ATWOO www.atwoo.pt Consumíveis

AUTOMATIC CHOICE www.automaticchoice.es Caixas de velocidades

BOLAS www.bolas.pt Equipamentos

AGUESPORT www.aguesport.com Pneus

ASG www.asginfo.com Software

AUTO DELTA www.autodelta.pt Peças

BEST STOCK www.ride-on.com.pt Lubrificantes

CARF www.carfnet.com Distribuição de peças

ALTARODA www.altaroda.pt Equipamentos

ATEC www.atec.pt Formação

AUTODIAG www.autodiag.pt Autodiagnóstico

BOMCAR www.bomcar.pt Peças

CEPRA www.cepra.pt Formação

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CLAUDIOCAR www.claudiocar.com Peças COMSOFTWEB www.comsoftweb.pt Software CORCET www.corcet.pt Equipamentos CORREIA & CORREIA www.correia-correia.com Gestão de resíduos COSTA, NUNES & COSTA www.mikfil.com Filtros CRPB www.crpb.pt Tintas CUCO AUTOGAS www.cuco.pt Equipamentos de gás para automóveis DINGIPEÇAS www.dingipecas.pt Peças DISTRILUBE www.distrilube.pt Lubrificantes DOMINGOS & MORGADO 2 www.domingos-morgado.pt Equipamentos oficinais DPP www.dppportugal.com Lubrificantes EUROTRANSMISSÃO www.eurotransmissao.pt Caixas de velocidades EUROTYRE www.eurotyre.pt Pneus EVO PARTS www.recambiosraf.com Peças EXTRASECURITY www.cargift.eu Equipamentos de segurança automóvel e car audio FAREN INDUSTRIAS QUIMICAS www.faren.com

FERROL 2 www.ferrol2.pt Equipamentos e ferramentas FONSECA, MATOS E FERREIRA www. fmf-ferramentas.com Lubrificantes e ferramentas GLOBALUBE www.globalube.com Lubrificantes GONÇALTEAM www.goncalteam.pt Equipamentos oficinais GRIPEN WHEELS IBERIA www.gripenwheels.com Pneus GSVI, SA www.gsvi.pt Peças GUTMANN MESSTECHNIK www. hella-gutmann.com Equipamentos diagnóstico HÉLDER-MAQUINAS www.heldermaquinas.com Equipamentos oficinais HUMBERTO CORREIA, LDA www.hcconsultores.pt Consultoria INFORTRONICA www.infor.com.pt Dados técnicos INST. POLI. DE LEIRIA www.ipleiria.pt Ensino superior INTERESCAPE www.interescape.com Escapes INTERMACO www.intermaco.pt Equipamentos oficinais IRIHER AUTOMOTIVE www.ihnavi.com / www.ihlux. com Navegação, multimédia e iluminação auto JAO- J A OLIVEIRA www.componentesusados.com Componentes recondicionados

JAPOPEÇAS www.japopecas.pt Peças JBM CAMPLLONG www.jmbcamp.com Ferramentas JESUS & BAPTISTA, LDA www.jesusbaptista.pt Motores e caixas de velocidades LIQUI MOLY PORTUGAL www.liqui-moly.pt Lubrificantes LOCAL UNICO, LDA / K-APEX PORTUGAL 229 026 460 Químicos MANUEL GUEDES MARTINS www.mgm.com.pt Assistência a equipamentos oficinais MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA www. sousadosradiadores.pt Radiadores MARLUPIN www.atwoo.pt Tintas MASTERSENSOR www.mastersensor.com Acessórios segurança automóvel MAXOLIT www.maxolit.com Ferramentas especiais para automóveis MESTO PORTUGAL www.mesto.pt Pulverizadores para limpeza e manutenção automóvel MUNDIALUB www.faher.com Produtos anti-fricção NELSON TRIPA www.nelsontripa.pt Peças PBS PORTUGAL BATERIA SERVIÇO www.portugalbateriaservico.pt Baterias

PROFITAWARD www.sefportugal.eu Ferramentas e equipamentos Q&F www.qf-lda.pt Componentes auto RADIADORES CONFRARIA www.radiadoresconfraria. com Radiadores RIERA SAN FERNANDO www.rsf-maquinaria.com Equipamentos RODAPEÇAS www.rodapecas.com Peças e pneus RODRIBENCH www.rodribench.pt Equipamentos para chapa RODRIGUES & BASTOS,LDA www.nissens-portugal.com Radiadores RPL CLIMA, LDA. www.rplclima.com Peças climatização auto SARRAIPA, S.A. www.sarraipa.pt Equipamentos SEPITRA www.sepitra.pt Equipamentos SIMECOR www.simecor.pt Peças recondicionadas

SOPELICULAS www.sopeliculas.pt películas auto SOPNEUS www.sopneus.com Pneus SPARKES E SPARKES,LDA www.sparkes.pt Caixas de velocidades STAR EXTRAS LINE,LDA www.starextrasline.pt Acessórios Auto TECNIAMPER,LDA www.tecniamper.pt Equipamentos e peças TELEPEÇAS www.telepecas.com Gestão de peças usadas TRIPLEMAQUI www.triplemaqui.pt Equipamentos de limpeza TRIU, S.A. www.triu.pt Gestão de resíduos VIAMORIM www.viamorim.com Peças usadas e novas VICENCAR www.vicencar.pt Oficina WD-40 COMPANY www.wd40.pt Consumíveis auto

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radar MARCAS ADERENTES AO PROGRAMA EM PORTUGAL FRAM Purflux CoopersFiaam Sogefi Pro TRW Automotive Girling Gates

TRW. Programa Automotive Diamonds com novos parceiros O programa de fidelização inclui agora seis marcas, quatro delas disponíveis em Portugal, com as quais as oficinas podem ganhar pontos e convertê-los em prémios. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

O

“Automotive Diamonds”, o programa de fidelização para oficinas do mercado independente de pós-venda (IAM), está em franco crescimento e acaba de anunciar três novos parceiros, também fornecedores de peças com qualidade equivalente ao Equipamento Original (OE) nos principais mercados europeus: a Gates, o Sogefi Group (com as suas marcas Purflux, CoopersFiaam, FRAM e Sogefi Pro) e a Philips. Porém esta última ainda não faz parte do programa em Portugal. Estas empresas juntam-se assim ao

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membro fundador, a TRW, e aos parceiros subsequentes: a Denso e a Girling, que se juntaram ao programa, em 2014, apenas em alguns países. Esta notícia reforça o objetivo principal do programa: possibilitar o crescimento e a sustentabilidade do mercado pós-venda, recompensando as oficinas pela

sua fidelidade a diversas marcas líderes a nível global. Em conjunto, todas as marcas representam um interessante portfólio de produtos, que permitem às oficinas colecionarem valiosos “Diamonds”: sistemas de transmissão por correias da Gates ou filtros do Sogefi Group. Estes produtos ficarão lado a lado com o “Corner Module” da TRW, constituído por produtos de travagem, direção e suspensão. Os produtos de ignição, térmicos e elétricos da Denso não estão, para já, disponíveis para a Península Ibérica no contexto deste programa de fidelização. Alexander Knorn, Diretor de Comunicação para as Oficinas da TRW, afirmou: “São excelentes notícias para a indústria no seu todo. Todos os parceiros oferecem produtos que se complementam na perfeição. Num mercado altamente competitivo e num contexto global em mudança permanente, é reconfortante termos como parceiros aqueles que partilham das nossas visões de segurança, qualidade e excelência ao serviço do cliente.” Lançado há apenas três anos sob o nome de “TRW-Diamonds”, e renomeado de “Automotive Diamonds” no início de 2014 para refletir a entrada das marcas Denso e Girling, o programa continua de vento em popa, ganhando dinamismo à medida que atrai mais parceiros. As oficinas ganham pontos ou “Diamonds” com os produtos, que adquiriram às marcas aderentes ao programa no seu país e que depois podem ser trocados por prémios à escolha. Promoções regulares geram mais tráfego no programa, permitindo que este beneficie um número cada vez maior de participantes e que tenha um impacto positivo comprovado nas vendas. Poderá encontrar todos os detalhes em www.automotivediamonds.com. A página web está disponível em sete idiomas europeus, incluindo o português.


Bosch. Novo programa eXtra para as oficinas O objetivo, entre Portugal e Espanha, é chegar a 3000 oficinas e premiá-las por comprarem produtos Bosch, através de pontos que revertem em prémios. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

A

Bosch lançou na Península Ibérica o eXtra, um programa de fidelização para todas as oficinas de Portugal e Espanha. Este projeto, criado pela divisão central de Automotive Aftermarket da Bosch e já implantado com sucesso em muitos países europeus, procura aumentar e premiar a fidelização das oficinas. Para tal, esta nova plataforma dá a oportunidade às oficinas aderentes ao programa de receberem brindes por comprarem produtos aos seus distribuidores, com as condições comerciais habituais. “Como Grupo em expansão a nível global e ibérico, acreditamos que este tipo de atividade e negócio poderá ter um impacto positivo nas nossas vendas e não só. A rotatividade dos produtos Bosch irá aumentar também, apoiando desta forma a melhoria da nossa performance num dos setores mais importantes para a empresa”, explica Nines Garcia, diretora de comunicação de Automotive Aftermarket Iberia da Bosch. Este projeto premeia a fidelização da oficina e constitui um apoio para os distribuidores na venda de produtos Bosch. Para a oficina, o processo é muito simples. Basta fazer o registo na página web (www.extra-premios. pt) através de três simples passos. Uma vez feito o registo, a oficina recebe um kit de boas-vindas que inclui envelope préfranquiado que só terá de completar com o respetivo NIF e colocar os códigos de barras recortados das embalagens dos produtos Bosch. Uma vez recebidos os códigos de barras, estes serão transformados em pontos que ficarão disponíveis na conta de cada oficina. A partir deste momento, a oficina terá acesso ao saldo de pontos disponível a partir do website. “A Bosch desenvolveu este programa já a pensar em condições especiais para todas as oficinas, incluindo parceiros Bosch que, tendo em conta as nossas campanhas de promoção, serão dos primeiros a ter acesso e a conhecer o programa extra”, no entanto, acrescenta a mesma responsável, “qualquer oficina pode ter acesso ao programa extra”. No entanto, apenas o proprietário da oficina se poderá registar na plataforma, onde

pode encontrar os produtos Bosch através dos quais se obtêm pontos, ter acesso às respostas a dúvidas mais frequentes, bem como ao catálogo de ofertas - mais de 100 ofertas para utilização profissional e pessoal. Depois de escolher o prémio e trocar os pontos a oficina recebe o seu prémio em apenas 7 dias úteis para Portugal continental e arquipélagos. Quanto aos distribuidores, Nines Garcia sublinha que estes “são uma peça-chave para o programa eXtra. O seu apoio na divulgação e promoção do programa de fidelização é essencial, visto que estão

em permanente contacto com a oficina. Neste sentido, a Bosch desenvolveu um conjunto de vantagens acessíveis aos nossos distribuidores, tais como facilidade de utilização; redução de custos, uma vez que o distribuidor não está envolvido no armazenamento, entrega e distribuição das ofertas; redução de incidências, já que a oficina irá entrar em contacto diretamente junto da Bosch (ao fornecedor logístico); aumento da rotatividade de produtos Bosch, uma vez que as oficinas serão premiadas pela compra de produtos Bosch; e informação regular e em primeira mão sobre todas as campanhas e ações de comunicação planificadas. O projeto conta com uma hotline, que funciona das 9h às 18h00, através da qual as oficinas poderão esclarecer todas as dúvidas a respeito do programa eXtra. NOVEMBRO 2014

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Clube TT Oeiras. Aftermarket também no TT O sucesso do Encontro Nacional de TT de Oeiras, organizado pelo Clube TT de Oeiras e com o apoio editorial da Turbo Oficina, fica bem patente pelos números finais divulgados. O aftermarket também esteve presente. TEXTO CLÁUDIO DELICADO E PAULO HOMEM

N

o encontro Nacional de TT estiveram presentes 49 expositores, muitos dos quais operam no aftermarket no setor do todo-o-terreno. Entre sócios e público em geral, marcaram presença 2.694 pessoas e um total de 612 viaturas de todo o terreno que não fugiram aos desafios das pistas preparadas pela organização. Em comparação com o Encontro realizado no ano passado, estiveram presentes 3 vezes mais

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expositores, o número de viaturas duplicou e o número de visitantes mais do que duplicou. A ação decorreu em Vila Fria, Oeiras, num terreno com cerca de 18 mil metros quadrados, onde foram preparadas três pistas com diferentes graus de dificuldade, à disposição dos participantes. A direção do Clube TT de Oeiras, que contou com o apoio da Liqui Moly, sublinhou durante o evento de encerramento deste

Encontro Nacional o objetivo de “fazer mais e melhor. Para que isso seja possível estamos já a trabalhar no próximo encontro em 2015 e contamos com todos os que estiveram presentes este ano para nos apoiarem nesta tarefa”. O convite ficou feito aos presentes e a todos os amantes do TT, bem como para todas as empresas que vendem peças, componentes e acessórios para veículos todo-o-terreno.


LOCATIS Comercializa todo o tipo de sistemas de montagem

AUTO GRANJO Esta oficina disponibiliza serviços de

FADER MOTORSPORT A gama de produtos desta empresa

e suportes (para jipes, automóveis, etc) para GPS, telemóveis,

reparação e manutenção automóvel (TopCar), mas também de

inclui uma série de componentes e peças para motores,

smartphone e câmaras de video

reparação e substituição de vidro (Express Glass)

suspensões, etc

AUTOPAZ Importa para Portugal diversos acessórios para os

POSITIVO E FASCINANTE Este operador é responsável

TAUBENREUTHER É vasto o leque de produtos, acessórios

Toyota Land Cruiser BJ/FJ 40 da marca Terrain Tamer 4WD, bem

pela comercialização dos produtos antifricção da Faher e das

e componentes que esta empresa comercializa para veículos

como uma série de componentes para outros todo-o-terreno

ferramentas Jonnesway

todo-o-terreno

MOTORMAQUINA Disponibiliza peças para todo o tipo de jipes

VISUAL 4X4 Esta empresa comercializa uma série de

RMS Muito úteis no todo-o-terreno são as radiocomunicações,

(novas, usadas e recondicionadas), comercializa a marca Blue Print

acessórios para veículos todo-o-terreno (cintas, guinchos,

área de negócio em que esta empresa de Queluz é especializada

e dispõe de especialização em peças para Land Rover

molas, hard top, etc) das marcas Mad, Al-ko, T-max, entre outros

AMERICAN MUSCLE Especialista na preparação e

CARGA DE TRABALHOS Equipamentos Storevan para

VULCANIZADORA FRAGOSO E FILHOS Este

manutenção dos veículos da Jeep, esta empresa representa os

transformação de veículos comerciais e revenda de pneus

retalhista de pneus tinha em exposição uma completa gama de

produtos da Lancar, AmsOil, ARB, entre outros

(marca Maxxis) são algumas das atividades desta empresa

pneus para TT com destaque para a marca Fedima

WORKFIX Os serviços de assistência técnica desta empresa estão também disponíveis para produtos Car Audio de origem, auto-rádios, sistema multimédia e de navegação

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6 REPARAÇÃO

Equipamentos. A tecnologia ao serviço da reparação A incorporação de novas tecnologias nos equipamentos de reparação das oficinas de automóveis permite novos equipamentos de diagnóstico e reparações mais precisas e rápidas. Neste artigo trataremos os novos equipamentos que apareceram nos últimos tempos e os que utilizam tecnologias novas e facilitam a reparação. Em alguns casos o elevado custo económico da tecnologia leva a que os equipamentos não cheguem às oficinas e sejam apenas utilizados nas fábricas por terem aí maior rentabilidade (soldadura a laser, equipamentos de decapagem a laser, MPA laser, etc.).

A

TEXTO LUÍS CASAJÚS

utilização de aços cada vez com maior resistência nas peças de carroçaria atuais leva a que se utilizem brocas também com maior resistência para que sejam capazes de separar os pontos de soldadura. Concretamente, o uso de aços de ultra alta resistência estampados a quente, obriga a que na reparação se utilizem novas brocas, com

PARCERIA

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mais superfícies de corte, até quatro e de ligas resistentes para poder separar os pontos de soldadura por resistência. Na montagem destas peças também é necessário o uso de equipamentos de soldadura por resistência inverter com intensidades muito maiores e pinças de soldadura com mais força de aperto. O equipamento de aquecimento por indução


substituiu o equipamento oxiacetilénico como forma de aquecer as peças. Este é o caso, por exemplo, de um parafuso gripado, que graças a este equipamento pode ser aquecido de forma localizada e rápida para se poder desbloquear. Assim, este equipamento também pode ser utilizado para extrair molduras, adesivos e anagramas de forma fácil e rápida, permitindo até desmontar vidros. O corte por plasma já está há algum tempo no mercado no setor automóvel, mas não atingiu um auge, tendência que mudará com a chegada gradual dos aços estampados a quente, sobretudo para realizar cortes prévios. Facilita bastante o corte de aços especiais embora tenha o inconveniente de projetar grande quantidade de faíscas. Os novos equipamentos de soldadura por resistência que apareceram nos últimos anos são do tipo inverter com a caraterística de muitos deles permitirem aços de ultra alta resistência, por terem intensidades de solda muito elevadas e pinças de soldadura com valores de pressão de aperto muito elevados. Destaca-se sobretudo a possibilidade de realizar os pontos de soldadura com um ajuste automático, ou seja, o próprio equipamento consegue detetar o tipo de aço e a espessura das peças a soldar, verificando previamente a resistência elétrica da união e ajustando os parâmetros em conformidade, indicando ainda, uma vez realizado o ponto, se este foi feito da forma correta, com os valores de resistência mínimos. Para além disso, incorporam uma entrada USB que permite atualizar o software do equipamento ou incorporar novos programas de soldadura. Finalmente, também pode incorporar ligações para equipamento de reparação por tração. Neste caso, a técnica de batida de painéis com martelo com acesso por ambos os lados é menos utilizado, dando lugar a reparações por sistemas de tração com acesso a um só lado, sendo necessárias menos desmontagens para levar a cabo a reparação. PUBLICIDADE

O equipamento de corte por plasma para oficinas de automóveis


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reparação Equipamento de descarga de condensadores para a soldadura de pernos em alumínio

Equipamento inverter de soldadura MIG com tecnologia de duplo arco

Em relação aos trabalhos de desamassar carroçarias de alumínio, o aparecimento de equipamentos de descarga de condensadores permite soldar pernos em painéis de alumínio para os utilizar como pontos de tração e assim devolver o formato original à peça com martelo de inércia, já que as propriedades do alumínio não permitiriam soldar por resistência elétrica como acontece com o aço. Os novos equipamentos inverter de soldadura por arco elétrico com gás de proteção MIG, com tecnologia de duplo arco pulsado, permitem soldar peças de alumínio de pequena espessura, com grande qualidade, sem afetar termicamente a chapa de alumínio e com um bom acabamento e uma estética semelhante à dos cordões de soldadura TIG. As máscaras inactínicas de proteção de soldadura com obscurecimento automático atingiram um auge importante nos últimos tempos devido, sobretudo, à redução do seu custo de aquisição. Facilitam bastante a realização e visualização do processo de soldadura MIG/MAG nas reparações de carroçaria. No caso dos medidores eletrónicos de verificação das cotas da carroçaria ou para reparação em bancada, estes dispõem cada vez de mais funções, podendo imprimir uma informação do estado do veículo, visualizar fotos dos pontos a controlar no ecrã do

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computador, facilitando assim a localização. Em alguns casos o próprio medidor permite visualizar diretamente ou via móvel (iPhone, iPad ou dispositivos iOs) e a sua aplicação correspondente (app: handEye) tal como acontece com o car-o-tronic da car-o-liner. Por outro lado, o reparador também pode dispor de um compasso de varas digital que, graças ao seu display digital, facilita a leitura da medição de diagonais. O equipamento de deteção de ultra-sons já existe há algum tempo, mas é importante destacá-lo porque permite ao reparador localizar zonas onde haja perda de estanquicidade no habitáculo, que poderiam produzir ruídos ou entrada de água, e que sem este equipamento seriam muito difíceis de localizar. Um emissor no interior do

AS NOVAS TECNOLOGIAS NOS EQUIPAMENTOS DE REPARAÇÃO PERMITEM HOJE REPARAÇÕES MAIS PRECISAS E RÁPIDAS PARA AS OFICINAS

habitáculo e com o emissor colocado fora da carroçaria vão-se detetando as zonas onde pode haver perda de estanquicidade. Quanto mais perto se está dessas zonas, maior é o sinal recebido pelo recetor, que avisa mediante leds ou som. Outra tecnologia é a do equipamento de desamassar por magnetismo, Magnetic Dent Remover, que permite devolver a forma às peças em aço pintadas e com danos médios ou ligeiros, sem danificar a pintura. A força de tração é criada por intermédio da ação de um campo magnético. Os sistemas de peritagem também progrediram ultimamente, podendo ser manipulados através de um tablet ou de um dispositivo tátil. Em alguns casos permitem visualizar as peças em três dimensões e até rodá-las para se poder observar a parte posterior das mesmas. O facto de os manuais de reparação se encontrarem há algum tempo disponíveis em formato digital em vez de impresso permite ao técnico reparador uma consulta fácil no computador, com atualização permanente e sem que ocupem espaço. Como pudemos constatar neste artigo, pelo facto de incorporarem novas tecnologias, os equipamentos de reparação da oficina tornam agora possíveis reparações que eram impensáveis há apenas alguns anos.


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reparação

TPMS. Uma nova oportunidade de negócio TEXTO CLÁUDIO DELICADO

Com a obrigatoriedade de instalação de sensores se controlo de pressão dos pneus em todos os carros novos desde 1 de novembro deste ano, as oficinas que não se prepararem vão perder negócio.

A

sigla TPMS (Tire Pressure Monitoring System), que em português significa Sistema de Monitorização da Pressão dos Pneus, é um elemento de segurança ativa que, embora simples, evita problemas uma vez que lembra os condutores da importância da pressão dos pneus. Em si, a função do sistema é avisar o condutor de uma perda de pressão de ar nos pneus, através de um sinal visual (no painel de instrumentos) e acústico. O pneu foi concebido para funcionar com uma determinada pressão, a qual é indicada pelo fabricante. Com uma pressão de ar inadequada, aumenta o consumo de combustível, o desgaste do piso do pneu é irregular, o veículo perde aderência ao solo – principalmente com piso molhado – aumentando a distância de travagem, correndo o risco de perder a estabilidade e, inclusivamente, em casos extremos, existe o perigo de que a roda salte da jante e o pneu rebente. O TPMS corta pela raiz todos esses problemas. A partir do dia 1 de novembro de 2014, os sistemas de pressão de pneus passaram a ser obrigatórios em todos os automóveis novos matriculados a partir dessa data. E se muitas marcas já instalavam esse mecanismo nos seus automóveis, a partir de agora é obrigatório e isso traz uma oportunidade para a oficina. A questão passa por saber quem pretende estar preparado para dar assistência a este novo mercado, porque vai exigir abertura para o conhecimento e investimento também em equipamentos obrigatórios para fazer este tipo de serviço rápido que se pode tornar muito rentável pelo volume que vai representar de forma crescente, nos próximos anos. No mercado estão disponíveis kits completos de substituição para sensores, entre dispositivos originais mas também multimarca que podem ser programados

para qualquer marca. A oficina vai cobrar por cuidar do sensor da roda do carro do cliente o que já fazia com a válvula, mas agora incluindo o kit de substituição do sensor, com margens de lucro superiores. Um dos papéis da oficina passa por explicar ao seu cliente qual a importância do TPMS e o porquê de ser fundamental circular com a pressão correta em todos os pneus. COMO FUNCIONA? Cada sensor tem uma pilha interna que dura, em média, cinco anos ou 100 mil quilómetros. Quando a pilha acaba, o sensor tem que ser substituído. Como o sistema tem uma unidade central de processamento eletrónica (ECU), o novo sensor tem que ser instalado nessa


Relatórios europeus mostram que os pneus com pressão insuficiente provocam: um aumento de 2% do consumo de combustível uma diminuição de 25% da vida útil do pneu 20 milhões de litros de combustível gastos desnecessariamente 2 milhões de toneladas de CO2 largados para a atmosfera 200 milhões de pneus gastos prematuramente a nível global

unidade, introduzindo os respetivos dados na memória do software. Se isso não for efetuado, o sistema não funciona, porque a ECU não reconhece o novo sensor. Essa operação exige um equipamento de diagnóstico e um técnico especializado. Estes sensores podem medir a pressão e a temperatura do pneu, para além de informar o sistema, através de ondas de baixa frequência, da sua posição no carro e do estado da sua bateria. Mesmo quando se trocam apenas os pneus do eixo dianteiro para o traseiro (ou vice-versa) torna-se necessário voltar a calibrar os sensores para evitar problemas de medição. Atualmente, a maior parte do negócio está centrado na substituição de sensores diretos e são várias as ferramentas e equipamentos disponíveis para fazer essa operação na oficina, com as principais marcas do mercado a terem oferta alargada para esta operação. Um sistema interessante no aftermarket

passa por recodificar um sensor “virgem“, com o código do sensor substituído. Desse modo, não há qualquer alteração no sistema eletrónico do módulo TPMS. A grande vantagem desta solução é permitir cobrir todo o mercado com um único sensor e já não ser necessário um sensor para cada veículo. TRABALHAR COM CUIDADO Quando falamos de sensores diretos, o técnico deve trabalhar com cuidado. Isto porque o sensor, que é fixado à válvula, pode ser danificado se não forem seguidos os procedimentos corretos. A força excessiva pode danificar irremediavelmente a haste da válvula ou do sensor. Depois de a porca ter sido desaparafusada, o sensor pode ser removido a partir do aro. Quando um sensor for removido, todas as peças de reposição devem ser substituídas. Estas partes incluem a porca hexagonal, todos os elementos de vedação, o núcleo da válvula e da tampa da válvula.


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reparação

Escovas. A importância da visibilidade É um elemento de segurança, fundamental para a boa visibilidade. É também uma das peças de desgaste sazonal e é nesta altura que os clientes estão mais predispostos para investir em novas escovas. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

A

s escovas limpa para-brisas são, em conjunto com outros dispositivos como o ABS, o airbag ou os pneus, um elemento de segurança decisivo. A importância do diagnóstico dos sintomas de escovas limpa vidros gastas e a consequente substituição das mesmas, é imprescindível para um maior conforto e segurança durante a condução. Este é um serviço adicional que as oficinas podem e devem sugerir aos seus clientes e explicar porque devem ter muita atenção às escovas, em especial numa altura em que começa a época das chuvas. O sistema de “limpa vidros” tem como principal objetivo manter o para-brisas ou o óculo traseiro limpos, nomeadamente durante a condução com chuva. É, portanto, um sistema que, para além de ter importância no capítulo do conforto, contribui para uma condução segura em situações de chuva ou percursos poeirentos ou enlameados. O sistema é constituído por um pequeno motor elétrico, uma transmissão mecânica e pelas escovas. Estas últimas deslocam-se sobre o vidro, retirando desta forma a água ou outros resíduos, garantindo uma boa visibilidade. O varrimento das escovas dos limpa vidros pode ser efetuada de diversas formas. Estes sistemas baseiam-se nas prescrições legais relativas à área de visão: Remover água e neve; Remover sujidade (mineral, orgânica ou biológica); Funcionar com temperaturas compreendidas entre – 30º e + 80º; Resistir à corrosão provocada por ácidos, lixívias, sais e ozono; Funcionar durante um elevado número de ciclos (1,5 x 106). Os limpa vidros atuais utilizam motores com maior potência, devido ao facto de as áreas a limpar serem cada vez maiores e ainda porque os para-brisas não são planos, o que exige a aplicação de uma força das escovas sobre ele. Perceber quando as escovas apresentam sinais de desgaste para a sua substituição no mais curto espaço de tempo é uma tarefa que depende do conhecimento dos sinais de desgaste. Ficam aqui os sinais de alarme: Efeito Véu Defeitos no braço ou longos períodos de

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A SUBSTITUIÇÃO DEVE OCORRER SEMPRE QUE SURJAM ANOMALIAS DE FUNCIONAMENTO, SENDO NO MÍNIMO CONVENIENTE EFETUAR UMA VISTORIA TOTAL A CADA ANO

imobilização podem deformar a borracha, causando o efeito de véu ao longo do vidro. O risco de fraca visibilidade é maior no escuro ao cruzar com outros veículos. Linhas A borracha da escova pode danificar-se pela idade ou devido à sujidade. O resultado são linhas finas de água semi-circulares no vidro. Bandas A borracha da escova pode endurecer ou danificar-se com a idade. O resultado são bandas largas de água deixadas no vidro. Vibração Escova deformada, o adaptador errado ou envelhecimento e desgaste da borracha e ligações podem resultar em movimentos do braço da escova aos solavancos e, por vezes, ruidoso. PUBLICIDADE

Chiar Escovas ruidosas podem ser um sinal de que a borracha da escova está deformada ou endurecida, ou que a estrutura da escova está gasta. Varredura aos Saltos Elemento da escova deformado, ligação da escova deteriorada ou uma mudança das características do braço da escova podem causar as escovas limpa pára-brisas de fazer a varredura aos solavancos ao longo do vidro, deixando atrás raias radiais. Zonas sem limpar Zonas não limpas que aparecem geralmente nos extremos da superfície do vidro coberta pela escova devido a deterioração das características do braço da escova ou a uma

má colocação da escova no braço. Elevação da Escova Se velocidades elevadas causarem persistentemente a falha de contacto da escova em partes do vidro, a escova ou o braço devem ser substituídos. É preferível optar por uma escova com spoiler. MANUTENÇÃO DAS ESCOVAS Manter as escovas em bom estado e assegurar que elas realizem o trabalho para que foram concebidas de forma eficaz, é uma tarefa fácil de realizar e que não deve ser descurada. É um produto de baixo valor para o qual o cliente da oficina está, normalmente, sensível e o mau estado destes elementos pode merecer nota na visita à inspeção.


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reparação

PRINCIPAIS MARCAS VENDIDAS EM PORTUGAL AD / Bosch / Champion / Denso / Doga / Dyna Flennor / Hella / Heyner / Lucas / Magneti Marelli Paul Journeé / SWF / Synkra / Tecauto / Trico Valeo / NWB / Berner / Wurth / Nipparts Blue Print / Kavo / Yada / Rainy Day / Cargo Comline

CONCEITOS A conceção dos sistemas de limpa parabrisas estabilizou ao longo das últimas 5 décadas, baseando-se em motores elétricos, os quais acionam, sucessivamente, tirantes, alavancas e escovas. Estas podem ser simples ou duplas e estão implantadas em braços duplos ou monobraço, com diversos estilos de varrimento. Os últimos avanços dos sistemas têm-se centrado nas escovas (materiais e design), nos comandos eletrónicos automatizados e em dispositivos de proteção das escovas. A evolução das escovas tem sido progressiva, com destaque para o aparecimento de materiais mais flexíveis e fiáveis, que têm vindo a substituir outros de menor qualidade. No desenho, tenta-se criar um efeito aerodinâmico que contrarie a tendência das escovas para levantar do vidro a altas velocidades. Quanto às borrachas, o esforço principal tem sido concentrado nas formulações, tendo em vista o compromisso flexibilidade/resistência ao desgaste. A borracha natural continua a ser um dos materiais básicos, mas cada vez mais outros materiais vêm em seu auxílio para compensar algumas exigências mais críticas. Os inimigos das escovas são inúmeros, começando pela grande amplitude térmica a que estão sujeitas. O sol, em especial os raios ultravioletas, bem como o ozono e alguns elementos ácidos presentes no ambiente fazem o que podem para as deteriorar. Para completar o “assédio” resta o implacável atrito, potenciado por pós, areias e restos de insetos. O sal também deteriora precocemente as lâminas das escovas. Convém não esquecer que as escovas operam a ritmos que podem atingir as 90 passagens por minuto. A limpeza dos vidros e das escovas é uma tarefa inesgotável, mas a manutenção traz os seus frutos. Pensa-se que num automóvel que é usado pontualmente e passa muito tempo em garagens, as escovas possam durar, teoricamente, cerca de 3 anos. Se a utilização for mais intensiva e a exposição aos elementos mais frequente, a necessidade de substituição das escovas oscila entre os 6 meses e os 2 anos, consoante a quilometragem e o estilo de manutenção efetuados. Em qualquer dos casos, a substituição deve ocorrer sempre que surjam anomalias de funcionamento, sendo

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no mínimo conveniente efetuar uma vistoria total a cada ano. As máquinas de lavagem automática, embora sejam muito práticas, podem danificar os braços e as escovas, sendo importante protegê-los antes de cada lavagem. SISTEMAS INTELIGENTES A generalização da eletrónica veio permitir o desenvolvimento de sistemas de comando automatizado, baseados num sensor colocado na base interior do pára-brisas. Esse sensor reage às mudanças de visibilidade, incluindo de noite, acionando automaticamente os limpa pára-brisas. Além disso, a intensidade da chuva e o grau de sujidade do vidro promovem automaticamente a aceleração do mecanismo de limpeza, bastando o condutor colocar a alavanca de comando na função intermitente. Este tipo de soluções são já comuns mesmo nos carros utilitários e nos modelos mais vendidos, sendo um item de conforto valorizado pelos utilizadores. Outro aspeto importante é a solução que vários construtores usam em que as escovas estão mais protegidas na base do capot quando não

A EVOLUÇÃO DAS ESCOVAS TEM SIDO PROGRESSIVA, COM DESTAQUE PARA O APARECIMENTO DE MATERIAIS MAIS FLEXÍVEIS E FIÁVEIS

estão operacionais, promovendo a sua boa conservação. Comuns são também os indicadores de desgaste de uma escova, que alertam o condutor para a necessidade de trocar as escovas. Os lava vidros com esguichos incorporados nas escovas são outra inovação que começa a generalizar-se no mercado, tanto no primeiro equipamento como também no mercado de reposição. Relativamente às marcas mais fortes que se encontram presentes no mercado, qualquer delas possui uma gama praticamente completa de produtos, que cobre mais de 95% de todo o parque automóvel em circulação. Com a tecnologia flat-blade, a nova escova difere dos modelos convencionais pelo desenho, sem os arcos e hastes. A peça é metálica, produzida em material leve e revestida por um compósito que a protege das intempéries. Além disso, possui curvatura com estrutura flexível de metal especial, que se adapta à superfície do vidro do veículo. Independente do desenho ou formato do pára-brisas, a nova escova distribui de forma equilibrada a pressão da borracha sobre o vidro. A lâmina, produzida com a combinação de borracha sintética e natural, tem dimensão e peso menores em relação às convencionais e uma estrutura mais estreita, além de oferecer um revestimento de formulação específica, que garante menor coeficiente de atrito. A gama de escovas flat-blade apresenta já um programa bastante vasto.


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reparação

Gestão. Tudo em ordem na oficina

PARCERIA

A organização do trabalho é um dos principais pilares do funcionamento eficiente da oficina. O método seguido na empresa vai definir a direção da missão, do trabalho de equipa assim como o grau de aproveitamento dos recursos técnicos da oficina.

TEXTO RAMÓN HURTADO SÁNCHEZ

H

oje é imprescindível levar a cabo um exercício de reflexão contínua sobre a organização do trabalho na oficina para nos assegurarmos da sua idoneidade às circunstâncias da sua atividade e, no seu caso, realizar ajustes que permitam otimizar o uso de todos os recursos disponíveis. Nesta reflexão devem-se ter presentes os vários métodos de organização aplicáveis nas oficinas de reparação, assim como as indicações e contraindicações de cada um deles.

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MÉTODO TRADICIONAL O método mais usado é o da organização tradicional, que consiste em atribuir uma ordem de trabalho a cada produtivo, sendo o responsável por realizar, do início ao fim, todas as tarefas da ordem de trabalho relativas à sua área, quer seja mecânica, carroçaria ou pintura. Este método é adequado para oficinas com poucos operários, exigindo de cada um deles, para o correto funcionamento da oficina, uma alta qualificação, já que devem saber realizar

com eficácia todas as tarefas. A organização tradicional permite um fácil controlo dos tempos de trabalho individuais e dos materiais consumidos pelos operários mas, por outro lado, não favorece o trabalho em equipa e dificulta a transmissão do conhecimento entre os profissionais da oficina. EM EQUIPA Quando nem todos os produtivos da oficina contam com alta qualificação pode recorrer-se ao


A ORGANIZAÇÃO TEM COMO FINALIDADE A OTIMIZAÇÃO DOS RECURSOS DISPONÍVEIS PARA A MELHORIA DA EFICIÊNCIA DA OFICINA método de organização com equipas de trabalho: vários operários formam uma equipa que atua coordenadamente para realizar, em conjunto, as ordens de trabalho que lhes são atribuídas. Em cada equipa deve existir um líder, que poderá responsabilizar-se pela atribuição, supervisão e conclusão das tarefas desenvolvidas por cada membro da equipa, entre outros aspetos, pelo que deverá dispor de uma qualificação e características de acordo com essa responsabilidade. EM CADEIA Em oficinas médias ou grandes pode ser interessante a implementação, total ou parcial, de um método de organização do trabalho em cadeia. Neste método organizativo, o processo geral de reparação do veículo, ou ciclo produtivo, divide-se em componentes ou passos de uma cadeia, e atribuem-se operários à realização dos trabalhos de cada um destes passos. Como norma geral, é possível estabelecer o seguinte ciclo produtivo, que dá lugar às ligações onde deve ser implementado um passo da cadeia: mecânica, desmontagem de acessórios, reparação de chapa, preparação de superfícies e aplicação de pinturas de preparação, aplicação de pinturas de acabamento, para concluir com as montagens de chapa, acessórios e de mecânica. ESPECIALIZAÇÃO E POLIVALÊNCIA Perante este método procura-se uma alta especialização dos produtivos, que beneficie a eficácia com que são realizadas as tarefas. Deve prestar-se particular atenção à cadência, ou velocidade de produção, em cada um dos passos estabelecidos, procurando um constante equilíbrio entre eles neste parâmetro. Caso contrário, existem riscos de formação de estrangulamentos nos passos com velocidade mais lenta, que vão atrasar a produção global da oficina. PUBLICIDADE

Trabalho em equipa

Planificação de reparações

Um dos principais problemas a que a organização da oficina tem que responder é a alta variabilidade na frequência nas entradas, assim como no tipo de intervenções que os clientes procuram. Isto faz com que a carga de trabalho em cada um dos elos da cadeia sejam também variáveis, podendo acontecer aumentos

ou diminuições consideráveis na cadeia, que acabam por afetar a eficiência da oficina. Uma das ferramentas mais utilizadas para fazer frente a esta variação constante é, precisamente, o conceito oposto à especialização: a polivalência. Ou seja, dispor de operários com a capacidade de realizar


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reparação A ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DE CADA OFICINA DETERMINARÁ A FORMULAÇÃO IDEAL PARA OBTER MELHORES RESULTADOS de preparação de superfície e, especialmente a cabina/forno, que se usa na totalidade das intervenções e cuja falta de disponibilidade origina frequentes paralisações ou atrasos nas reparações e paragem dos operários. TRABALHAR POR TURNOS Estes casos podem ser colmatados com um horário mais alargado do equipamento disponível, implementando um turno mais longo ou horas extra que consiste, por exemplo, em antecipar ou atrasar o início da jornada de trabalho de uma parte dos pintores, de tal forma que, durante uma franja horária do dia, não coincidam todos os pintores da oficina. Graças a esta ação, será possível reduzir, em grande medida, os problemas de disponibilidade dos equipamentos.

Trabalho especializado

as diferentes tarefas do ciclo produtivo, atribuindo-lhes a cada momento aquelas em que exista uma sobrecarga de trabalho. Desta forma, é assegurada a capacidade de produção global da oficina, ao reduzir o risco de formação dos estrangulamentos no processo de trabalho. Logicamente, não se poderá esperar dos operários polivalentes a mesma eficácia e rigor na realização de tarefas de maior dificuldade em relação aos operários especializados. Nos casos em que a limitação da capacidade produtiva não se deve ao pessoal disponível, mas sim aos recursos técnicos da oficina, tais como equipamento ou estações de trabalho, surge a necessidade de considerar qual seria a oferta adequada, com o objetivo de reforçar aqueles elementos onde se detetam carências ou debilidades. Pode acontecer que a implementação de equipamentos, ferramentas ou postos de trabalho que são necessários não sejam técnica ou economicamente viáveis pela área ou superfície que seria necessária ou pela magnitude do investimento. Esta costuma ser a questão da área de pintura; ou seja, os postos

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Controlo de ordens de trabalho

Organização física da oficina

TURNOS DE TRABALHO Quando o que se procura é um aumento global da capacidade de produção da oficina, em todas as suas áreas e sem ampliar as instalações, é necessário um método de organização por turnos de trabalho. As dimensões dos grupos de operários para cada turno não têm que ser idênticas mas, pelo menos, deve procurar-se que a cadência de produção de cada um deles esteja equilibrada. Além disso, recomenda-se a existência de um tempo de sobreposição, em que coincidem todos os operários nas instalações da oficina, com o objetivo de garantir a continuidade das reparações em curso. Todos estes métodos e conceitos de organização têm como finalidade a otimização dos recursos disponíveis, tanto humanos como técnicos e a sua combinação dá lugar a um intervalo de variantes onde é possível encontrar possibilidades para a melhoria da eficiência da oficina. A análise das características e circunstâncias próprias de cada oficina determinará a formulação ideal para obter esse mesmo fim. Por isso, o êxito só pode ser garantido se é levada a cabo uma correta implementação, uma coordenação e planificação da oficina adequadas ao modelo escolhido, e um controlo e seguimento dos resultados que se vão obtendo. Nesse sentido, é recomendável recorrer ao conselho externo de serviços de consultoria que podem garantir conhecimento e experiência nesta área. Para isso, também o Cesvimap tem à disposição das oficinas o produto Promass, um conjunto de soluções que visam a rentabilidade.


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reparação PLANO DE MANUTENÇÃO PROGRAMADA MARCA, MODELO E VERSÃO PRAZO/ QUILOMETRAGEM CARACTERÍSTICAS VEÍCULO POTÊNCIA (CV)

BMW4SE0037A: BMW 4 SERIES F36 GRAN COUPÉ 420D 184 5P 48/120000 184

CILINDRADA (CC)

1995

EURONCAP CO2 124 TRANSMISSÃO MANUAL CAIXA DE VELOCIDADES

6 VELOCIDADES

CARROÇARIA BERLINA

Manutenção. BMW Série 4 Gran Coupé A Série 4 ficou reservada para os coupés da Série 3, mas além do coupé e do cabrio, a BMW incluiu também um Gran Coupé, mais exclusivo e diferenciador. PARCERIA

O

alargamento das gamas que a BMW tem levado a cabo ajudou a que surgissem conceitos novos, bem aceites, como é o caso deste Série 4 mais espaçoso e familiar, que mantém os ares de coupé. O motor escolhido é o mais conhecido, o 20d, com 184 CV. Analisamos o valor da manutenção programada definida pela BMW para 48 meses ou 120 mil quilómetros. Num carro deste estatuto acabam por ser os pneus a ficar com a maior fatia no que diz respeito à manutenção. No total, para esta parcela é necessário reservar 2448,84 euros. Deste valor, 2306,74 euros dizem respeito a 10 pneus na medida 225/50R17W. Depois, é preciso acrescentar 76,60 euros das 10 equilibragens, 45 euros dos três alinhamentos de direção e 25 euros das 10 válvulas. Logo a seguir vem todo o material de desgaste, com 1629,83 euros. Se dividirmos este valor pelas parcelas, as pastilhas da frente são o componente mais oneroso

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(757,07€), seguidas pelos discos dianteiros (204,69€), pelas escovas limpa para-brisas dianteiras (201,57€), pelas pastilhas traseiras (194,13€) e pelos discos traseiros (172,37€). É necessário somar ainda 100 euros para o carregamento do ar condicionado. As revisões têm um peso de 1401,81 euros. O óleo representa a parcela mais cara, com 558,06 euros, para quatro trocas, cada uma delas com um gasto de 5,2 litros de óleo especial. Os filtros de óleo respetivos (4) têm um custo total de 70,32 euros. Já os filtros de combustível (2) custam 344,04 euros, enquanto os filtros de pólen (4) representam 165,28 euros na fatura e os dois filtros de ar têm um preço de 73,10 euros. A mão de obra para todas estas operações vale 191,01 euros, o que corresponde a 4,36 horas de trabalho. Contas feitas, a manutenção do BMW Série 4 Gran Coupé tem um custo total de 6146,35 euros durante os 48 meses ou 120 mil quilómetros. Ou seja, por cada 100 quilómetros percorridos a manutenção tem um custo de 5,12 euros.

VALOR N.º SUBSTITUIÇÕES

REVISÕES

1.401,81 €

MÃO-DE-OBRA

191,01 €

ÓLEO

558,06 €

CAPACIDADE DO CARTER (LITROS)

5,2

[4,36] [4]

TIPO DE ÓLEO

ESPECIAL

FILTRO DE ÓLEO

70,32 €

FILTRO DE AR

73,10 €

[2]

FILTRO DE PÓLEN

165,28 €

[4]

FILTRO DE COMBUSTÍVEL

344,04 €

[2]

VELAS

- €

[0]

[4]

DESGASTE

1.629,83 €

ESCOVAS LIMPA PARA BRISAS FRENTE

201,57 €

[4]

ESCOVAS LIMPA PARA BRISAS TRAS

- €

[0]

PASTILHAS FRENTE

757,07 €

[4]

PASTILHAS TRAS

194,13 €

[2]

DISCOS FRENTE

204,69 €

[1]

DISCOS TRAS

172,37 €

[1]

LIQUIDO DE TRAVÃO

- €

[0]

EMBRAIAGEM

- €

[1]

CARGA AR CONDICIONADO

100,00 €

[1]

ESCAPE

- €

[0] [0]

BATERIA

- €

AMORTECEDOR FRENTE

- €

[0]

AMORTECEDOR TRAS

- €

[0]

BOMBA AGUA

- €

[0]

FILTRO PARTICULAS

- €

[0] [0]

TAREFAS EXTRA

- €

AVARIAS

- €

[0]

ELÉCTRICAS

- €

[0] [0]

TOTAL

- €

PNEUS

2.448,84 €

PNEUS FRENTE

225/50R17W

PNEUS TRÁS

225/50R17W

PNEUS

2.306,74 €

ALINHAMENTO DE DIRECÇÃO

45,00 €

[10] [3]

EQUILIBRAGEM

76,60 €

[10]

VÁLVULA

25,00 €

[10]

OUTROS

665,87 €

IPO

27,00 €

INFLAÇÃO

638,87 €

AJUSTES

- €

CUSTOS DE MANUTENÇÃO TOTAL

6.146,35 €

/100 KMS

5,12 €

COMBUSTÍVEL * VALORES SEM IVA


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reparação

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36

O testador EMMETEC Z-15000 permite verificar a eficiência dos retentores a baixa pressão, simulando em poucos segundos o que pode ocorrer quando o veículo fica parado durante horas. Como o teste é feito com ar comprimido, que não suja, em caso de problemas a direção pode desmontar-se rapidamente, o que não seria possível se se trabalhasse com óleo.

O Torciómetro Z-10000 é particularmente leve, prático, exato e barato, sendo por isso ideal para quem realiza este trabalho.

Direções. Controlo de qualidade Ferramentas e metodologia para o controlo de qualidade das direções hidráulicas recondicionadas. TEXTO CARLOS PANZIERI

O retentor é um componente elástico, o que significa que, segundo a pressão a que está submetido, sofre maior ou menor deformação. O retentor tem que vedar, tanto a altas como a baixas pressões, e mesmo quando não há pressão. Com efeito, pode acontecer (e ocorre com frequência, não só com as direções hidráulicas como bem sabe quem trabalha em mecânica), que os retentores deixem de trabalhar precisamente quando o carro está parado. Para evitar que uma direção possa sair da oficina com este problema, o EMMETEC desenvolveu a ferramenta de teste Z-15000 (imagem 35) que introduz ar a baixa pressão na direção e, através de um manómetro de alta sensibilidade, mede eventuais fugas. Se após 30 segundos a pressão do sistema não tiver baixado, a direção pode passar ao teste seguinte. Caso contrário deve voltar à oficina sem provocar perdas de tempo para o cliente. CONTROLO DO FUNCIONAMENTO MECÂNICO DA DIREÇÃO Aumentar ao máximo a pré-carga do casquilho deslizante da cremalheira, depois

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desenroscar um quarto de volta e verificar que a haste desliza sem prender. De início pode fazer-se o teste puxando a haste com a mão ou girando o perne do distribuidor

com uma manivela ou um volante. Assim se podem identificar as direções com problemas mais graves. É essencial realizar testes objetivos com um

PROBLEMAS, CAUSAS E SOLUÇÕES PROBLEMAS Ruídos da direção em estradas de mau piso

CAUSAS A Na maior parte dos casos é o casquilho deslizante da cremalheira que está ovalizado B Noutros casos podem ser as rótulas da direção que têm folga

SOLUÇÕES A Subatituir o casquilho. Se não houver peça de substituição há que fazer no torno um o-ring que elimine essa folga radial B Substituir os braços. Prensar os cabeçotes é uma solução apenas provisória

Perda de óleo

Os retentores podem estar: A Danificados B Mal montados

Substituir os retentores por novos, colocando-os com os instrumentos adequados para não danificar os lábios e assegurando-se de que estão na posição correta

O volante oferece a resistência certa, mas em certos pontos fica demasiado pesado e dá a sensação de dar pancadas

O piston não veda a carcaça porque: A A carcaça está ovalizada B O segmento de teflon não veda

A Se a carcaça está ovalizada não há nada a fazer B Verificar se a tórica tensiona o segmento e que este último veda a carcaça. caso contrário, substituir por outros mais adequados

O volante tem o peso certo quando é rodado para um lado mas fica demasiado pesado quando se roda para o outro

A Um segmento do distribuidor está partido e este A Substituir todos os segmentos do distribuidor só funciona numa direção B Substituir a tórica e o segmento do piston B O segmento do piston está deformado de tal modo que quando o óleo lá chega, veda numa direção mas não na outra

A direção está tão leve que o volante quase gira sozinho

A cavilha do distribuidor tem folga

Substituir o distribuidor inteiro


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38

O banco de testes serve para verificar a qualidade do produto final, encontrar defeitos e aprender com os próprios erros. Quem realiza reparações pode conformar-se com o Z-27000 mas há modelos muito mais complexos para a produção em série. O principal é conseguir-se executar o teste de esforço comprovando a pressão e o fluxo de óleo

torciómetro como o Z-10000, na imagem 36, que permite comprovar que a fricção inicial de um lado seja a correta e igual ao outro lado e que, durante todo o curso da haste, não haja bloqueios. Assim, ficamos com a certeza de que a haste está direita, a caixa da direção não está ovalizada, o segmento do piston sela corretamente, etc. CONTROLO COM ÓLEO A ALTA PRESSÃO Um banco de testes de direções hidráulicas como o EMMETEC Z-27000 é composto por: Um banco de trabalho possivelmente em aço inoxidável; Um piston pneumático para simular o esforço a que é submetida a direção hidráulica durante uma manobra de estacionamento (imagem 38) que a EMMETEC oferece também em separado (Z-16000); Um depósito de óleo e uma bomba; Um manómetro que mede a pressão do sistema (imagem 39); Um medidor de fluxo de óleo; Um sistema de regulação que permite variar a pressão e fluxo do óleo. 1 - Teste de vedação a) Instalar a direção no banco; b) ligá-la ao circuito hidráulico e regular (por exemplo) a pressão a 70bar e o fluxo a 6l/ min; c) ligar o banco e deixá-lo aquecer (o óleo frio pode provocar vibrações que impedem a avaliação correta do funcionamento da direção); d) adicionar o piston ao banco de testes que trava a direção, simulando o esforço da

O útil Z-16000 permite simular uma manobra de parqueamento e se tudo funciona bem, incluindo nas condições de maior esforço. O Z-16000 faz parte do banco completo Z-27000 mas vende-se também em separado, para a instalação noutros bancos de teste

39 Detalhe do Z-16000: á esquerda o regulador de pressão do ar; o manómetro e o acionador que dirige o piston. Ao centro o piston que move a haste. à direita a direção da mesma

40 O Z-16001 é a evolução do Z-16000 pois permite testar direções particularmente grandes e desmontar a carcaça quando é composta por várias partes de aço e alumínio como nos últimos modelos da ZF

41 Detalhe da carcaça em alumínio e aço das últimas direções ZF: as peças em aço são as que estão submetidas a fricção e duram muito mais que as de alumínio

SE QUEM REPARA PRETENDE VENDER A OUTRAS OFICINAS, ENTÃO O PRODUTO FINAL DEVE SER PERFEITO E NÃO CRIAR PROBLEMAS NOVEMBRO 2014

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reparação O RESPONSÁVEL PELA QUALIDADE DO RECONDICIONAMENTO DA DIREÇÃO É O OPERADOR, MAS O RESPONSÁVEL PELA MONTAGEM DA MESMA NO VEÍCULO É A OFICINA

elétrica como a Z-19003 (imagem 40), utilizando um código que identifique o operador e a data de produção. 2 - utilizar uma ficha como a da imagem 41, indicando todos os dados da peça, do cliente, do operador e o resultado de cada teste, ponto por ponto. Refira-se que, abaixo da assinatura do operador, há três espaços referentes à limpeza do sistema, à distribuição de óleo e filtro, e que a oficina que recebe a direção recondicionada tem de atestar depois de ter feito cada uma destas operações. Desta forma, fica claro que o responsável pela qualidade do recondicionamento da direção é o operador, mas o responsável pela montagem da mesma no veículo é a oficina. Assim, se deixa um sistema sujo e com óleo de dez anos cheio de lamas, a garantia termina imediatamente.

44 Exemplo de ficha de controlo de qualidade. Primeiro há que identificar o cliente e a direção. A seguir faz-se uma lista dos controlos dos componentes, de cada passo da reparação e dos controlos. Assim, o operador fica responsável pelo seu trabalho e o cliente, antes de se queixar de qualquer coisa, pensa duas vezes e de caminho lembra-se que tem de limpar o circuito, mudar-lhe o óleo e o filtro

roda ao estacionar, e verificar que no final do curso a pressão aumenta até aos 70bar e que o fluxo de óleo desce até 9 com uma tolerância de 0,57/min. caso contrário, significa que alguma anilha de teflon (do piston ou do distribuidor) não veda corretamente. esta operação deve realizar-se com um torciómetro como o Z-10000 que nos indicará os dados objetivos. 2 - Centro hidráulico a) utilizando os ancoramentos especiais, bloqueia-se a direção a meio do seu curso. b) baixar a pressão a 8bar.

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c) mover o volante do torciómetro para um lado e para o outro até que a pressão do óleo chegue a 10bar e verificar que o esforço medido é igual em ambas as direções. 3 - Verificar se no final do teste não ocorreu a mínima fuga de óleo. FICHA DE CONTROLO DE QUALIDADE O controlo de qualidade tem como objetivo garantir tecnicamente o produto aos clientes e proteger a empresa em caso de queixas indevidas. Com este objetivo, aconselha-se: 1 - numerar cada carcaça com uma caneta

CONTROLAR A QUALIDADE ATÉ QUE PONTO? Controlar a qualidade implica tempo e instrumentos, representando um custo. Até que ponto convém fazê-la? Antes de mais, importa lembrar que todos aprendemos cometendo erros. Verificar o nosso próprio trabalho é a melhor forma de aprender a fazê-lo bem feito e a tirar partido dele. Caso contrário, perde-se dinheiro em transportes e dias de trabalho e os clientes perdem-se em vez de se fidelizarem. Em resumo: quando a oficina que repara a direção é a mesma que a monta no carro e trabalha mais ou menos uma direção por dia, então pode poupar algum dinheiro em equipamento, omitir algum controlo de qualidade e caso surjam problemas ser muito amável com o cliente. Mas se quem repara pretende vender a outras oficinas, então o produto final deve ser perfeito e não criar problemas. O controlo de qualidade deve ser completo e rigoroso e deve investir-se em trabalho e máquinas, investimento esse que acabará por dar frutos fidelizando os clientes. Quem recondiciona direções hidráulicas precisa de um banco Z-27000 (também existem em segunda mão), um torciómetro, injetores de aço para os retentores e freios, injetores machos e fêmeas para segmentos de teflon, injetores e retentores da carcaça, injetores ultrafinos para a cremalheira,


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Painel de controlo do banco Z-27000. Da esquerda para a direita; o fluxímetro, o manípulo para vazar a direção ao finalizar o teste; o regulador de fluxo de óleo; as mangueiras de saída e retorno do óleo; o manómetro e o regulador de pressão do sistema. Os valores standard de teste são de 6 litros por minuto e 70 bar de pressão. Quando a direção chega ao final do curso o piston deve fechar o circuito (tolerância máxima de 0,5l/minuto), interromper o fluxo de óleo e aumentar a pressão para 70 bar. Se o óleo continuar a passar, a pressão não sobe tanto, o que significa que certamente os segmentos do piston ou do distribuidor não cumprem a sua função

Bolígrafo elétrico Z-19003 para identificar e assinar as direções

extratores de retentores da carcaça desde 20 a 40mm, comparadores cónicos de diâmetros e um armazém cheio de retentores, segmentos e casquilhos. Por outro lado, quem deseja realizar uma pequena produção em

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série, então deve dispor também de machos para fazer roscas, extrator de retentores do distribuidor, testador de ar comprimido e, sobretudo, de todo o tipo de peças de substituição.

Para mais informações sobre bancos de teste (incluindo em segunda mão), ferramentas, peças de substituição e truques do ofício, visite o sítio www.emmetec.com


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reparação

O remédio para o radiador

Q

uanto mais calor está no exterior, mais importante é evitar que as temperaturas no motor subam demasiado. O mau funcionamento do radiador pode dar origem a sérios problemas no motor. Em vez de substituir o radiador, é possível prescrever um remédio pouco dispendioso que tornará a pô-lo nas melhores condições. O condutor fica satisfeito com o dinheiro que poupou e recomenda a oficina a outras pessoas. A Liqui Moly tem esse remédio, que assume a forma de dois aditivos. O primeiro é o Liqui Moly Kühler Reiniger. Basta adicioná-lo ao líquido de refrigeração e deixar o motor trabalhar entre 10 a 30 minutos, dependendo do nível de sujidade. Durante esse intervalo, as substâncias do produto dissolvem a sujidade com resíduos de calcário e óleo, que são eliminados juntamente com o líquido de refrigeração usado. Depois, é apenas necessário enxaguar o radiador com água e enchê-lo novamente. Os sedimentos no sistema de refrigeração impedem a troca de calor e podem obstruir as válvulas do

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termóstato. O Liqui Moly Kühler Reiniger dissolve eficazmente esses sedimentos. No entanto, não afeta a qualidade dos materiais: não contém ácidos ou soluções agressivos, neutraliza a acidez, é compatível com borrachas e plásticos e não agride os materiais do radiador. Além disso, pode ser utilizado preventivamente nas inspeções para eliminar os sedimentos antes que possam dar origem a problemas. O segundo aditivo é o Liqui Moly Kühler Dichter. Trata-se de um produto que elimina pequenas fugas no radiador de forma rápida e fiável. Para isso, basta adicioná-lo no radiador. Contém partículas de plástico especialmente desenvolvidas, que se aglomeram junto a pequenas fissuras e as vedam quando o radiador se encontra sob pressão. Quando o radiador atinge a temperatura de serviço, as partículas de plástico fundem-se entre si e selam permanentemente a fissura. Este processo evita a dispendiosa deteção de pequenos pontos de fuga. O Liqui

Moly Kühler Dichter é compatível com radiadores de alumínio e radiadores com filtro de água. À semelhança do Kühler Reiniger, também pode ser utilizado preventivamente. Dessa forma, as partículas de plástico estão sempre prontas a entrar em ação: por exemplo, se surgir uma pequena fissura devido ao impacto de uma pedra, esta é imediatamente selada. Não ocorrem fugas de líquido de refrigeração e o condutor nem se apercebe do problema. Com os aditivos para radiadores da Liqui Moly, a oficina ganha pontos junto dos clientes graças à poupança que lhes é oferecida. É também graças aos custos reduzidos que pode aumentar a carteira de clientes que consideram demasiado cara a reparação ou substituição do radiador.


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Uniroyal. O novo tubarão chegou às estradas RainExpert 3 é o nome do novo pneu de chuva da marca da Continental, que traz novas e sofisticadas tecnologias, com uma ampla variedade de medidas. TEXTO CLÁUDIO DELICADO

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ão podia haver melhor local para fazer a apresentação do novo RainExpert 3 do que o Oceanário de Lisboa. Tudo porque o tubarão é a nova coqueluche da Uniroyal, marca Quality do universo Continental. A pele de tubarão é conhecida por diminuir significativamente o deslocamento deste predador marinho. Inspirados no desenho da pele de tubarão, os engenheiros da Uniroyal desenvolveram uma estrutura de superfície com cortes finos nas saliências dos sulcos semelhantes à pele deste predador. Tendo como prioridade o excelente desempenho em piso molhado, premissa base a todos os produtos da marca Uniroyal, o RainExpert3 foi concebido tendo em vista a melhoria da performance em piso seco, a redução dos níveis de ruído, um desgaste uniforme ao longo de toda a vida útil do pneu e menor resistência ao rolamento. Em situações meteorológicas adversas os pneus assumem um papel preponderante na segurança dos condutores e no desempenho

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global do veículo. Em piso molhado o desenho do piso do pneu é o fator mais importante. É aqui que a Uniroyal aposta na inovação com os seus desenhos de piso que otimizam o fluxo da água. Os engenheiros da Uniroyal tinham como principal desafio no desenvolvimento do RainExpert 3 conceber um pneu com a melhor performance em piso molhado, mas que garantisse os mesmos níveis de desempenho em piso seco. O RainExpert3, explica Ricardo Martins, da Continental, foi desenvolvido recorrendo à mais moderna tecnologia com vista ao alcance de três objetivos específicos: travagem em piso molhado versus aquaplanagem; desempenho em piso seco versus desempenho em piso molhado; e abrasão, ruído, resistência ao rolamento versus desempenho em piso molhado. Assim, o RainExpert 3, com o seu padrão assimétrico desenvolvido a partir de um composto otimizado para piso molhado,

garante um melhor desempenho ao nível da travagem, minimizando os riscos de aquaplanagem. Além disso, o recurso à Shark Skin Technology (SST) diminuiu a resistência ao deslocamento e acelera o desvio da água da superfície de contacto do pneu. A nova geração de padrões assimétricos do piso combina as vantagens da assimetria clássica (piso seco) com as dos padrões que otimizam o fluxo de desvio das águas de forma a evitar o risco de aquaplanagem, garantindo semelhante desempenho em piso seco e em piso molhado. A introdução deste novo modelo Uniroyal garante uma cobertura da marca ao mercado nacional nas dimensões de jante igual ou inferior a 16’’ de cerca de 97 por cento e de 84 por cento nas dimensões de jante igual ou superior a 17’’, uma vez que a gama contempla ainda, nos pneus de verão, o Rain Max 2, o RainSport3 e o Rallye 4x4 street.


3 PONTOS-CHAVE DO RAINEXPERT 3 Surgiram três possíveis conflitos de interesses no desenvolvimento deste pneu. O primeiro diz respeito à travagem em piso molhado e aquaplanagem. A solução passou por usar um padrão assimétrico do piso com um composto otimizado para aderência em piso molhado de forma a melhorar a travagem nessas condições. A Shark Skin Technology (SST) é utilizada como compensação. Esta tecnologia possui uma estrutura de sulcos otimizada e AquaSipes para manter o nível de aquaplanagem. Por outro lado, como compatibilizar o desempenho em piso molhado e em piso seco? A solução encontrada passou por uma nova geração de padrões assimétricos do piso que combinam as vantagens da assimetria clássica (comportamento em piso seco) com as dos padrões que otimizam o fluxo (aquaplanagem). Por último, a questão do conforto, do ruído, resistência ao rolamento e como isso afeta o desempenho em piso molhado. A Uniroyal usou um padrão assimétrico do piso que melhora as condições de desgaste e o ruído. Ao mesmo tempo, o nível de aquaplanagem é mantido graças à estrutura de sulcos que otimiza o fluxo, a Shark Skin Technology (SST) e as AquaSipes. Além disso, o composto do pneu de chuva reduz a resistência ao rolamento sem produzir nenhum efeito negativo nas propriedades de travagem em piso molhado ou seco. SHARK SKIN TECNOLOGY

ULTIMATE FLOW STRUCTURE

No RainExpert 3, a estrutura da pele de tubarão é transferida para os sulcos longitudinais do padrão do piso, que tem por vantagem expelir a água de forma muito mais rápida, graças à menor turbulência da água. O pneu RainExpert 3 apresenta como característica a estrutura de superfície com cortes finos nas saliências dos sulcos como na pele de um tubarão. Desta forma, a turbulência da água na superfície dos sulcos é minimizada e o pneu permite uma elevada segurança em termos de aquaplanagem.

A estrutura do padrão do piso otimiza o fluxo e promove um rápido deslocamento volumétrico, o que confere uma elevada segurança em termos de aquaplanagem. A Ultimate Flow Structure garante ao RainExpert 3 um padrão do piso com sulcos acentuados e longos com elevado volume, que otimiza o fluxo e promove um rápido deslocamento volumétrico. Tal como a tecnologia pele de tubarão, a Ultimate Flow Structure apresenta como benefício uma elevada segurança no que respeita à aquaplanagem.

AQUASIPE O efeito de otimização do fluxo também é utilizado pelas AquaSipes. Estas apresentam como vantagem um deslocamento mais rápido nos sulcos laterais através do efeito de aspiração, em pneus novos. Em pneus com um desgaste de 50%, a tecnologia AquaSipes permite um alargamento da secção transversal a fim de contrariar a menor proteção contra a aquaplanagem provocada pelo desgaste.

DISTRIBUIÇÃO OTIMIZADA DA RIGIDEZ DOS BLOCOS Esta tecnologia possibilita a redução da inclinação dos blocos e a consequente utilização otimizada da área de contacto com o solo, dando origem a distâncias de travagem mais curtas em piso seco e baixa resistência ao rolamento.

GENTLE SOUND CONFIGURATION A tecnologia Gentle Sound Configuration permite um baixo ruído interior ao longo da vida útil do pneu graças a uma excitação reduzida e uniforme em todas as frequências e um desgaste regular.

DISTRIBUIÇÃO REFORÇADA A Uniroyal, marca do segmento Quality da Continental, vai também reforçar a sua distribuição a nível nacional, com a diversificação dos canais de distribuição. Mantém a sua forte relação com a Garland na distribuição dos pneus da marca Uniroyal, mas vai também passar a apostar numa estratégia de distribuição direta aos agentes recomendados da Continental, refere Ricardo Martins, diretor de marketing da Continental. Este mesmo responsável refere ainda que a Uniroyal tem espaço para crescer no mercado e algumas das medidas do novo pneu RainExpert 3 serão produzidas na fábrica portuguesa. A produção começou no final de Outubro e a totalidade das medidas estará disponível no mercado durante o primeiro trimestre de 2015. Quanto ao preço dos pneus da Uniroyal, Ricardo Martins refere que, em média, são pneus 10% mais baratos do que os Continental equivalentes.

RAIN TYRE COMPOUND A tecnologia Rain Tyre Compound permite a transferência de forças de travagem elevadas devido a um maior amortecimento do composto do piso, o que proporciona curtas distâncias de travagem em piso molhado. A Rain Tyre Compound possui também cadeias de polímeros mais estáveis que reduzem as perdas de atrito. Isto significa que esta tecnologia tem como benefício distâncias de travagem curtas em piso seco e baixa resistência ao rolamento.

CONTACTOS UNIROYAL RESPONSÁVEL RICARDO MARTINS TELEFONE 252 499 234 WEBSITE www.uniroyal.pt

MEDIDAS DO RAINEXPERT 3 165/70R14 81T TL 175/65R14 82T TL 195/65R15 91H TL 185/65R15 88T TL 195/60R15 88H TL 185/60R14 82H TL 185/60R15 84H TL 185/65R15 88H TL 195/65R15 91V TL 155/80R13 79T TL 155/70R13 75T TL 155/65R14 75T TL

165/70R13 79T TL 165/65R14 79T TL 185/65R14 86T TL 205/60R16 92H TL 185/60R15 88H TL XL 175/70R13 82T TL 175/70R14 84T TL 175/65R15 84T TL 155/65R13 73T TL 215/60R16 99H TL XL 195/60R15 88V TL 195/65R15 91T TL

175/65R13 80T TL 205/65R15 94H TL 165/65R15 81T TL 195/65R15 95T TL XL 215/65R15 96H TL 175/70R14 88T TL XL 145/70R13 71T TL 185/65R14 86H TL 175/80R14 88T TL 195/70R14 91T TL 165/70R14 85T TL XL 135/80R13 70T TL

165/65R13 77T TL 205/60R15 91V TL 175/65R14 86T TL XL 185/70R14 88T TL 165/60R14 75H TL 185/60R14 82T TL 145/80R13 75T TL 205/60R15 91H TL 165/60R14 75T TL 175/65R15 84H TL 195/65R14 89T TL 175/65R14 82H TL

205/60R16 92V TL 225/60R15 96Y TL 205/65R15 94V TL 185/70R13 86T TL 225/60R15 96V TL 165/80R13 87T TL XL 215/60R16 99V TL XL 225/60R16 98Y TL 205/60R16 96V TL XL 205/60R16 96Y TL XL 215/65R16 98H TL SUV 235/60R16 100V TL SUV

235/65R17 108V TL XL FR SUV 235/70R16 106H TL SUV 245/70R16 111H TL XL SUV 205/70R15 96H TL SUV 205/80R16 104T TL XL SUV 215/70R16 100V TL SUV 225/70R16 103V TL SUV 265/70R16 112H TL SUV 265/65R17 112V TL FR SUV 165/80R13 87T TL XL

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pneus

Mega Mundi. Inaugura centro de formação Duas das mais antigas pretensões da rede Mega Mundi foram finalmente concretizadas com a inauguração do Mega Point, um espaço que funciona como centro de formação e como casa de pneus com serviços rápidos. TEXTO PAULO HOMEM

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êm sido boas as notícias da Mega Mundi em 2014. Primeiro foi o anúncio da parceria com a PointS no início do ano, depois a recente inauguração do primeiro centro de formação e posto de pneus pertencentes à própria Mega Mundi, dando corpo a uma antiga pretensão dos seus acionistas. “Em 1999 tinha sido aprovada internamente a criação de dois pontos da Mega Mundi, um em Lisboa e outro no Porto”, começa por relembrar Jorge Correia, da direção da Mega Mundi. Não se concretizou entretanto, mas como os tempos são outros e existem imposições legais a cumprir (ao nível da formação), além

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da forte pressão do mercado, da concorrência e dos clientes em matéria de qualidade de serviço, estes fatores acabaram por levar os responsáveis da Mega Mundi a criar o seu primeiro centro de formação (inaugurado em outubro), num projeto pensado em duas fases. “A primeira fase é criar dentro da rede

É A PRIMEIRA VEZ QUE A MEGA MUNDI INVESTE, JUNTAMENTE COM ALGUNS PARCEIROS, NUM POSTO PRÓPRIO DE ASSISTÊNCIA A PNEUS

disponibilidade de formação para todos os trabalhadores, cumprindo também as exigências legais de formação e, numa segunda fase, criar protocolos com entidades da tutela, como o IEFP e outros, proporcionando formação e estágios para quem vier a integrar alguns dos acionistas”, refere Jorge Correia. Mas os objetivos deste centro de formação não ficam por aqui, já que a ideia é também ajudar e apoiar no recrutamento de pessoal técnico para os acionistas (neste caso mais do sul), que posteriormente é colocado na casa de pneus de um acionista com outro nível de conhecimento e de experiência.


“Com o desemprego que existe e com os apoios que vão existindo à contratação por parte do Estado, existem oportunidades de recrutamento, que nos permitem formar profissionais com melhor qualificação para os acionistas da Mega Mundi”, explica o mesmo responsável. Antes do início de 2015 vai existir um plano de formação anual que vai ser proposto a todos os acionistas, com datas e em áreas técnicas (alinhamentos, equilíbrios, mecânica rápida, equilibrios, etc) e não técnicas (atendimento ao cliente, gestão, etc). Numa terceira fase é intenção da Mega Mundi dinamizar protocolos com os fabricantes de pneus e com os fornecedores de equipamentos, disponibilizando o espaço para eles próprios dinamizarem a formação (ou outras iniciativas) para os seus clientes, mesmo que estes não pertençam à rede Mega Mundi. POSTO DE RETALHO A segunda componente deste projeto Mega Point passa pelo atendimento direto ao público. É a primeira vez que a Mega Mundi investe, juntamente com alguns parceiros, num posto próprio de assistência a pneus, que permitiu também a esta rede estar presente numa área geográfica onde não tinha representação. PUBLICIDADE

“Queremos que este espaço sirva, acima de tudo, como modelo para todos os que trabalham e venham a trabalhar na Mega Mundi”, refere Jorge Correia, explicando que foi também por isso que este não é exclusivamente um posto de pneus pois os serviços rápidos também estão presentes. “Mas fomos ainda mais além, pois alguns serviços que não temos aqui, como as lavagens, é feito por alguns parceiros, mas não queremos entrar na mecânica mais pesada”, explica o mesmo responsável, revelando que “sendo um centro modelo serve também para mostrar aos acionistas o caminho que um negócio destes na atualidade deve percorrer”. O primeiro Mega Point tem uma localização privilegiada, pois está junto ao Estádio da Luz, em Lisboa, mas a escolha deste espaço deve-se acima de tudo ao facto “de nos proporcionar juntar nas mesmas instalações o centro de formação e o posto de pneus”. A sua localização será também muito importante para dinamizar o negócio como potenciar a imagem e os serviços Mega Mundi. Com quatro baias de serviço viradas para o exterior, uma delas para serviços rápidos separada das restantes, o Mega Point possui um salão de formação teórica, um espaço de recepção orientado para o cliente e um pequeno armazém de apoio com pneus e peças.

TAMBÉM NO PORTO O objetivo da Mega Mundi é replicar este mesmo conceito no Porto com a maior brevidade possível, porém, “nada disto se faz sem investimento e para desenvolvermos este conceito contámos com excelentes parceiros que acreditaram também neste projeto”, afirma Jorge Correia. Continental, Pirelli, Dispnal, Garland e PointS integraram este projeto Mega Point, que visa, acima de tudo, “fidelizar parceiros que estejam connosco e fazer um trabalho em conjunto de modo a qualificar pessoas que tragam mais-valias para a rede Mega Mundi” explica o mesmo responsável.

CONTACTOS MEGA POINT RESPONSÁVEL JORGE CORREIA TELEFONE 219 898 110 E.MAIL global@megamundi.pt WEBSITE www.megamundi.pt


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pneus

Tiresur. Melhor logística, melhor serviço Prosseguindo a sua política de crescimento no mercado português, a Tiresur mudou-se há quatro meses para um novo armazém. O significado desta mudança vai muito mais além de uma alteração física. TEXTO PAULO HOMEM

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s números podem ajudar a compreender um pouco mais o que mudou na Tiresur: 3.200 m2 de área, capacidade máxima de 60.000 pneus e stock atual de 40.000 pneus (nas antigas instalações dificilmente passava dos 20.000 pneus) são dados que têm um significado muito especial para Aldo Machado, Country Manager da Tiresur que diz claramente que “esta é uma nova etapa da empresa em Portugal. Devido às condições que tínhamos anteriormente já não era possível prestar um serviço consonante com os pergaminhos da Tiresur”. O mesmo responsável revela que com este novo armazém a Tiresur “consegue

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prestar um serviço muito melhor do que fazia antes” até porque foram feitos em simultâneo outros investimentos. Um desses investimentos foi um sistema totalmente informatizado de picking que “reduz praticamente a zero os erros de envio, mas que também nos leva a sentir muito mais confiança no trabalho que fazemos e a ter uma confiança acrescida na informação que damos ao cliente”, revela Aldo Machado, acrescentado que “o cliente também sente muito mais confiança no stock que visualiza no B2B, pois tem acesso ao mesmo em tempo real, sabe o que está disponível na realidade e acaba por receber aquilo que, de facto, encomendou”. Pouco antes de mudar de instalações, já a Tiresur tinha contratado um quarto

comercial, que veio reforçar a presença da empresa em termos de cobertura geográfica nacional. Uma diferença face à anterior fase da Tiresur é que todos os recursos humanos são da própria empresa, tendo a mesma alargado também o quadro administrativo, estando neste momento com uma equipa de 16 pessoas. Neste processo de melhoria contínua “onde o crescimento é feito de forma sustentada e não desmesurada, sentimos que o mercado já não pedia, mas exigia estas alterações”, refere Aldo Machado. 3A: UMA NOVA MARCA Uma das novidades que a empresa vai ter para breve é o lançamento de uma nova marca de pneus, com um posicionamento


“low budget”, isto é, um produto totalmente focado no preço, posicionado na base da oferta da Tiresur. Esta nova marca, designada 3A, estará disponível nas medidas standard do mercado de pneus para veículos ligeiros, incluindo os SUV, numa aposta “que nos permitirá fechar o leque de oferta em todos os segmentos de preço, já que até ao momento não tínhamos produto de combate em termos de preço” refere Aldo Machado. Representante oficial da GT Radial e da Ovation, marcas que representam o grosso da faturação da empresa, a introdução de uma nova marca como a 3A poderá “criar um incremento de volume que poderá vir a representar cerca de 5% da faturação”, refere Aldo Machado. LOGÍSTICA Maioritariamente a Tiresur trabalha com a CARF em termos logísticos, existindo PUBLICIDADE

também acordos com a Seur (Espanha), Rangel e Transportes Serejo (acordo local), que permitem que este grossista de pneus tenha entregas em Lisboa quatro vezes ao dia. A recente expansão da atividade da CARF no Algarve e mais recentemente no Porto, foram também excelentes notícias para a Tiresur (já com resultados evidentes no sul) e, dessa forma, poderá geograficamente expandir-se ainda mais no nosso país. Para além dos 40.000 pneus que tem em stock, a Tiresur tem ainda o apoio do armazém sede em Granada com 100.000 pneus e um novo armazém em Madrid com mais 70.000 pneus, que garantem todo o apoio ao negócio em Portugal. “A excelente localização das novas instalações também é muito importante para o desenvolvimento do negócio da Tiresur”, conclui Aldo Machado.

CONTACTOS TIRESUR COUNTRY MANAGER ALDO MACHADO TELEFONE 219 938 120 E.MAIL amachado@tiresur.com WEBSITE www.tiresur.com

OVATION “ATACA” OS SUV É já em novembro que a marca asiática Ovation, representada em Portugal pela Tiresur, vai lançar um novo modelo na gama SUV (Sport Utility Vehicles), reforçando a gama para este segmento de veículos. Este novo modelo, denominado VI-286 HT, estará disponível em 8 medidas compreendidas entre jantes 16” e 17” prometendo, segundo a Tiresur, elevados níveis de rendimento, controlo e conforto nas diversas condições climatéricas. Deste modo, a Ovation reforça a sua presença na gama SUV (onde já contava com o modelo VI186 HT, disponível em 4 medidas entre jantes 15” e 16”) com um produto inovador, confortável e com elevada performance, propondo uma escolha com excelente relação preço/qualidade num segmento de mercado extremamente competitivo. Em simultâneo, a Ovation alargou a oferta no modelo de altas prestações VI388 com mais 4 medidas compreendidas entre jantes 16” e 18”, tendo realizado um pequeno ajustamento na gama para veículos comerciais V-02 com a introdução de 2 medidas em jantes 13” e 14”. Com mais estas novidades, a Ovation passa a disponibilizar para o mercado português mais de 100 medidas entre as suas gamas de ligeiros, comerciais, SUV e camião.


O opinião

Seguros de responsabilidade civil Prescreve o Art. 150º n.º 1 do Código da Estrada que “Os veículos a motor e seus reboques só podem transitar na via pública desde que seja efectuado, nos termos de legislação especial, seguro da responsabilidade civil que possa resultar da sua utilização.”. Nos termos do n.º 2 do mesmo artigo quem não respeitar aquela obrigação “… é sancionado com coima de € 500 a € 2500, se o veículo for um motociclo ou um automóvel, ou de € 250 a € 1250, se for outro veículo a motor.” A circulação de veículo sem o necessário Seguro de Responsabilidade Civil, constitui uma contra ordenação grave (145º do Código da Estrada). MIGUEL RAMOS ASCENÇÃO ADVOGADO

H

Todos os meses abordaremos neste espaço assuntos de natureza jurídica que julgamos relevantes para a atividade da reparação e manutenção. Se tiver dúvidas ou situações específicas, por favor envie-nos um email para: oficina@turbo.pt indicando que se trata de um pedido de esclarecimento de natureza jurídica.

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avendo a obrigatoriedade de ter e manter um seguro de responsabilidade civil automóvel como requisito de circulação, a generalidade dos condutores tem-no apenas e só para dar cumprimento a essa obrigação legal. O contrato de seguro é aquele que, sendo celebrado entre uma seguradora e o tomador, sendo este quem celebra o contrato e fica responsável pelo pagamento do prémio respetivo. O contrato de seguro tem por objeto a transferência temporária da responsabilidade civil que possa emergir de qualquer acidente ou sinistro gerador de direitos em terceiros ou no próprio segurado, nos casos em que o contrato de seguro cubra também danos próprios. Durante o período em que o seguro vigore, verificando-se um sinistro com o veículo segurado que gere um direito a indemnização a terceiro decorrente do sinistro, a seguradora que assumiu por via do contrato de seguro a responsabilidade pelo risco, substitui o condutor ou o dono do automóvel na obrigação de indemnizar. Assim, foi para proteger os interesses dos

lesados que se criou a obrigação do seguro de responsabilidade civil dos veículos terrestres a motor e seus reboques, já que os lesados têm direito a que os seus prejuízos sejam pagos, independentemente do responsável pelo acidente ter ou não condições financeiras para o fazer. Um veículo para o qual não foi contratado seguro de responsabilidade civil encontra-se numa situação ilegal. Além das coimas acima referidas que serão da responsabilidade do condutor, o veículo pode ser apreendido até que se faça prova da existência de seguro em vigor. Por outro lado, em caso de sinistro, e na falta de seguro o condutor ou proprietário do veículo podem ser responsabilizados pelo pagamento das indemnizações devidas aos lesados. Convém ter presente que a falta atempada de pagamento do prémio do seguro no momento da sua contratação ou em qualquer das suas renovações, implica a resolução automática e imediata do contrato de seguro, verificandose essa resolução na data em que o pagamento do prémio inicial ou referente à renovação era devido.


Turbo Oficina 030  

O destaque deste mês vai para uma das maiores preocupações das oficinas: Como criar negócio. Trazemos-lhe também a reportagem mais completa...

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