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12.10-13 TUR

Um guia simples e rigoroso para visitar as cidades das artes, as cidades menores os parques naturais e as áreas arqueológicas Mapa geral da Toscana

TOSCANA

18 plantas de cidades

GUIA TURÍSTICO

www.turismo.intoscana.it VOGLIO VIVERE COSÌ

HISTÓRIA, ARTE, NATUREZA

Regione Toscana

Distribuição gratuita


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25-11-2013

Regione Toscana Giunta Regionale Primeira edição 1995 em colaboração com a Regione Toscana – Giunta Regionale Reedição 2013 em português em colaboração com Toscana Promozione – Agenzia di Promozione Economica della Toscana (Agência de Promoção Econômica da Toscana)

Edição promovida pelo Setor Iniciativas Especiais da Touring Editore Responsável: Luciano Mornacchi Corso Italia, 10 20122 Milano Tel. 02 8526509 Fax: 02 8526503 iniziative.speciali@touringclub.com Este guia foi realizado pela Direção Editorial da Touring Editore Cartografia: Serviço Cartográfico da Touring Editore Redação: Studio Angelo Ramella, Novara Tradução e paginação: Studio Queens srl, Milão - Paula Queiroz Foto da capa: Piazza del Campo, Siena Perseu (detalhe) de Benvenuto Cellini (Florença, Loggia dei Lanzi) Arquivo fotográfico Toscana Promozione Impressão: Giunti Industrie Grafiche, Iolo (Prato) © 2013 Touring Editore (Milão) Código H1887A Impressão concluída em Dezembro de 2013 Touring Club é uma marca registrada do Touring Club Italiano (corso Italia 10, Milão, www.touringclub.it) e concedido em licença por Touring Servizi srl à Touring Editore srl.

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Apresentação A Toscana possui uma autêntica vocação de equilíbrio que está na base de suas reconhecidas riquezas, inclusive no que diz respeito ao território e à população. O mesmo acontece na economia regional, constituindo o que já se convencionou chamar de “modelo toscano de desenvolvimento”. Essa vocação, desde muito tempo, é uma das realidades positivas mais reconhecidas tanto no panorama italiano, como no internacional. E esse equilíbrio se evidencia com firmeza também na gestão do turismo, que continua sendo o mais vigoroso recurso da região. É nesse setor que, de fato, se conjugam inteligência e capacidade, projetando a importância da atividade turística que até ultrapassa as fronteiras da região. Florença, Siena, Pisa, Lucca (para citar apenas algumas das mais celebradas cidades da Toscana) e os centros menores, que também são preciosos, como San Gimignano e Volterra, Pienza e Montepulciano, Cortona e Massa Marittima, além de muitas outras, estão incorporadas na cultura do mundo todo, tanto quanto a paisagem original que tanto contribui para criar um verdadeiro mito do vigor da Toscana. A questão, então, é preservar um patrimônio histórico, artístico e ambiental único no mundo. É evidente que aqui, mais do que em qualquer outra região, é preciso dedicar a máxima atenção visando salvaguardar a preciosa característica cultural que sempre identificou a atividade turística da Toscana. Este guia, fruto da colaboração entre a Região Toscana e o Touring Club Italiano, foi elaborado com a finalidade de dar uma pequena, mas significativa contribuição ao objetivo delineado neste trabalho. Escrito em segunda edição, está meticulosamente atualizado e ampliado com a colaboração da “Toscana Promozione”. Apresenta-se como um instrumento simples, meticuloso e fidedigno de convite para uma visita à Toscana, não demasiadamente aprofundada, nem acelerada e superficial, mas uma visita prazerosa e equilibrada.

NOTA No interior do guia as obras e os logradouros de maior interesse estão assinalados por um asterisco. As cidades e cidadezinhas descritas no guia encontram-se listadas em ordem alfabética. Para facilitar a busca, a maioria dos nomes de igrejas, paróquias e localidades é mantida em italiano. Este guia o ajudará a aproveitar ao máximo a sua visita à Toscana.


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3 000 (1 cm = 13 km) Toscana 1 : 1 300

Plantas de cidades Arezzo Carrara Colle di Val d’Elsa Cortona Fièsole Firenze (Florença) Grosseto Livorno Lucca Massa Massa Marittima Pisa Pistoia Prato San Gimignano Sansepolcro Siena Volterra

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Introdução É a quinta região italiana em extensão territorial. Ocupa uma parte da Itália central e faz divisa com a Ligúria e a Emília-Romanha ao norte, Marche e Úmbria a Leste, Lácio no sul. A oeste alcança o longo litoral do mar Tirreno. A imagem literária de uma região de prevalência agrícola, assim retratada na iconografia clássica que é mostrada nas paisagens de fundo dos quadros medievais e renascentistas, é parcialmente contrastada pela realidade moderna. Na verdade, a agricultura da região foi beneficiada pela recuperação do solo, realizada ao longo dos séculos, e pelas férteis áreas em que a agricultura local se especializou (vinhedos do Chianti e de Montepulciano, oliveiras da planície de Lucca, floricultura de Pistoia) e onde quase 40% da superfície é coberta por bosques. O modelo de desenvolvimento toscano caracterizou-se, de fato, pela proliferação de pequenas e médias empresas – com perfis tradicionais, ambientais e culturais bem marcados – ao lado de polos industriais bastante grandes, como a usina siderúrgica de Piombino, a petroquímica de Livorno, estabelecimentos mecânicos e fábricas de vidro em Valdarno Inferiore. Além disso, o artesanato é dos mais qualificados e prestigiosos do mundo, com produções de artes decorativas e prataria em Florença, ourivesaria em Arezzo, alabastros em Vol Terra e ferro batido em Siena e Pienza. Outras atividades também contribuem bastante para a economia da região, como a portuária (Livorno é o quinto porto italiano em movimento de mercadoria), a moda (nomes como Gucci e Ferragamo, para citar dois exemplos), o setor enogastronômico, bem como a indústria do turismo, dentre as mais importantes do país. A capital da região é Florença, as outras nove principais cidades, capitais de províncias, são: Arezzo, Grosseto, Livorno, Lucca, Massa-Carrara, Pisa, Pistoia, Prato, Siena.

História Centro da civilização etrusca, a Toscana oferecia «um quadro de extasiante beleza» (Plínio o Jovem, Governador Romano da província de Bitínia). A potência dos etruscos subsiste do século VIII aos séculos IV-III a.C., quando a Toscana também acaba sendo romanizada. O segundo momento histórico importante, fundamental na transformação física da região, ocorre a partir do ano 1000, a idade das comunas. A capacidade produtiva, a audácia nas trocas comerciais, a criatividade cultural e artística, o dinamismo social fizeram da Toscana um dos principais fatores do Renascimento italiano e europeu. As cidades toscanas, frequentemente em conflito entre si, dominavam os mercados da metade do mundo e os seus banqueiros emprestavam dinheiro a todos os reis da Europa. A prevalência de Florença foi lenta e combatida. No século XIV, a cidade já era uma potência econômica de dimensões europeias e, após as guerras que levaram, em 1569, à formação do grão-ducado de Toscana, a cidade passa sob o domínio da família Médicis. Hoje, em posição periférica em relação à Europa das Nações, a região continua e continuará a manter seu grande prestígio internacional pela arte e pela cultura que nela estão presentes. Em 1737, a dinastia dos Médicis desapareceu, deixando o grão-ducado sob o controle dos Duques de Lorena. Permaneceram excluídas Lucca (até 1847), Massa-Carrara, Senhoria dos Cybo-Malaspina, mais tarde sob o domínio da casa Este e de outros governantes. No século XIX, após as guerras napoleônicas (Elisa Bonaparte Baciocchi, irmã de Napoleão, torna-se grã-duquesa de Toscana), ocorrem grandes transformações como a restauração dos Lorena e a participação no nascimento do Estado italiano, com o plebiscito e a anexação do Reino da Itália, em 1860.


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Arte Por toda a região é possível observar achados etruscos: Fièsole, Cortona, Chiusi, Volterra, Populonia, Vetulonia, Sovana, portas, templos, muralhas e, sobretudo, necrópoles, com a presença de numerosos parques e museus arqueológicos. Muito interessantes também os vestígios da romanização da região: as áreas arqueológicas de Roselle, de Cosa e de Massaciuccoli; ruínas de termas em Pisa; anfiteatros em Lucca e Arezzo; teatro e termas em Volterra; templo, teatro e termas em Fièsole, centros de grande interesse arqueológico; palácios e mansões, na costa ou no campo, nas ilhas e no interior da sub-região Maremma; grandes propriedades na Toscana tirrênia. Além destes importantes testemunhos da antiguidade, acrescentam-se algumas descobertas de valor inestimável como aquelas do porto urbano de Pisa com suas embarcações e do centro etrusco de Gonfienti em Prato. A arte toscana nasceu por volta do ano 1000 e entre os séculos XIV, XV e XVI a mesma floresceu, criando no campo da pintura, escultura e arquitetura uma das mais extraordinárias épocas artísticas de todo o mundo e de todos os tempos. A arquitetura em estilo românico apresentou-se em toda a região, mas principalmente em Florença (S. Miniato) e em Pisa (Duomo). Cada cidade sofreu influências e enriqueceu o bom gosto: Lucca, Pistoia, Prato, Volterra, Carrara. Os edifícios religiosos góticos que surgiram em Florença e Lucca no século XIII são a expressão mais elegante e sóbria desse estilo. São estes os séculos que transformam a região, especialmente Pistoia, Pisa, San Gimignano, Volterra e Cortona. Giovanni e Nicola Pisano são os responsáveis por uma renovação na escultura que teria envolvido os mestres florentinos Arnolfo di Cambio, Andrea Pisano, Andrea Orcagna e, em Siena, Tino da Camaino. Na pintura, renova-se a rivalidade entre Florença, com Cimabue e Giotto, e Siena, com Duccio di Buoninsegna, Simone Martini, os irmãos Lorenzetti. No século XV, Florença prevalece também na política: o Renascimento é, sem exagero, uma criação florentina. Recordamos aqui somente os três mestres que, segundo todos os manuais de arte, deram «nova forma» (Vasari) à arte: Filippo Brunelleschi, Masaccio e Donatello. Mas também a província oferece um panorama de artistas excepcionais: de Siena, Jacopo della Quercia, Francesco di Giorgio, Baldassarre Peruzzi; de Sansepolcro, Piero della Francesca; de Cortona, Luca Signorelli; de Lucca, Matteo Civitali. As trocas entre Florença e toda a região são dinâmicas e fecundas. O resultado foi a transmissão daquele gosto renascentista, que assumiu diversas modulações, permanecendo, porém, fortemente unitário. Nascem, assim, criações renascentistas realizadas por diversos artistas, dentre os quais, Bernardo Rossellino, que projetou Pienza, Michelozzo, Antonio da Sangallo, Benedetto da Maiano e Filippo Lippi, Benozzo Gozzoli e, principalmente, Leonardo da Vinci e Michelangelo Buonarroti. No século XVI, Florença interrompe o domínio de Roma, mas a Toscana permanece como grande reserva de talentos e de movimentos: no século XVI, os maneiristas Rosso Fiorentino, Pontormo e Benvenuto Cellini, Beccafumi; após este período, nasce a pureza neoclássica; no século XX, chegam os impressionistas (Fattori, Lega) e, enfim, no nosso século, os mestres da arte moderna, Amedeo Modigliani, Gino Severini, Lorenzo Viani, Ottone Rosai.


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6 ABBAdIA SAN SALvATORe (Siena) O centro mais importante do Monte Amiata (veja a seguir) é uma das localidades mais aprazíveis para gozo de férias, com um passado minerador não muito antigo, que está registrado no Parco-Museo Minerario. O povoado surgiu ao redor da Abadia di S. Salvatore, documentada desde 762, em época Longobarda, tornando-se, na Idade Média, uma das mais potentes aldeias da Toscana, anteriormente pertencente à ordem religiosa de São Bento e, mais tarde, à ordem de São Bernardo. A igreja românica construída em 1036, modificada no século XVI, contém uma cripta do século VIII, sob 36 colunas, com capitéis esculpidos. Notável, nas proximidades da abadia, o burgo medieval* com casas góticas e renascentistas.

ABeTONe (Pistoia) Seu nome vem do abete colossal derrubado no século XVIII para a construção da estrada, que atravessa o grupo de montanhas chamadas Appennini, aspirada pelas famílias Este e Lorena. É o mais importante centro do Appennino pela oferta de esportes invernais. Na Foresta dell’Abetone* (floresta de 3700 hectares, altitude de 950 a 1930 m) com copiosas faias, abetos, lárix e bordos, encontra-se o horto botânico florestal, onde viceja a típica flora do Appennino.

AMIATA (MONTe) (Grosseto e Siena) É o pico mais alto da Toscana (1738 m) ao sul do rio Arno. Caracterizado por oliveiras, vinhas e trigo; a parte mais alta coberta por densa floresta de castanheirasportuguesas e faias. O passeio em volta do Monte Amiata cobre a Abbadia San Salvatore, Piancastagnaio, Santa Fiora, Arcidosso e Castel del Piano. O cume pode ser facilmente alcançado a pé a partir de Pianello (1669 m) e percorrendo uma distância de 13,5 km da Abbadia San Salvatore (veja).

ANgHIARI (Arezzo) Centro agrícola e industrial do alto do Val Tiberina, com um núcleo antigo fechado entre muralhas e caracterizado por casas medievais e palácios renascentistas. Célebre pela batalha em que, em 1440, os florentinos derrotaram o Duque de Milão, Filippo Maria Visconti. Notável a Parrocchiale di S. Maria delle Grazie, igreja paroquial do século XVIII e a antiquíssima Chiesa di Badia, com um curioso interior assimétrico. No Palazzo Taglieschi, renascentista, está sediado o Museo Statale di Palazzo Taglieschi, com obras de arte prove-

nientes da Val Tiberina. À margem da área habitada, surge a Chiesetta di S. Stefano, igrejinha com estruturas do período medieval (sécs. VII-VIII) de tipo bizantino. Nas proximidades (2 km em direção sudoeste) encontra-se a igreja paroquial românica Pieve di Sovara (sécs. IXX) e, na cidadezinha San Leo, a Chiesa di S. Maria a Corsano (séc. XIII). Em Monterchi (aprox. 10 km), um espaço expositivo dedicado ao célebre e sublime afresco da Nossa Senhora do Parto*, de Piero della Francesca (aprox. 1455).

ANSedONIA (Grosseto) Localidade turística sobre o mar Tirreno, próxima ao Argentário, que se estende pelos arredores das ruínas de Cosa*, colônia romana de 273 a.C., em declínio no século IV. Contexto ambiental sugestivo, com possante muralha que rodeia a cidade, acrópole com Capitolium de três celas sobre alto pódio, foro e bairro residencial. Os vestígios mais significativos estão expostos no museu que se encontra no interior da área arqueológica. Na base do promontório encontrava-se o Portus Cosanus (porto da antiga colônia) do qual é possível reconhecer, nas ruínas de uma villa da época imperial, a “Tagliata”, obra hidráulica de idade romana escavada na rocha para impedir o assoreamento. Nos arredores, a Riserva Naturale del Lago di Burano, de cerca 410 hectares, o primeiro entre os oásis do WWF e, a 18 km, Capalbio, cidade medieval.

APuANe (ALPI) (Lucca e Massa-Carrara) Alpi Apuane, é centro extrativista mais importante do mundo, era este o lugar de onde Michelangelo extraía o mármore (Vasari). Além dele, também Giambologna, Canova e muitos outros que exploravam estas montanhas para delas extrair o material. Fazem parte do Appennino setentrional, porém, por sua natureza geológica (em prevalência calcária de cristalização muito fina), apresenta um perfil “alpino”. O nome – usado pela primeira vez por Boccaccio – tem origem nos povos lígures: os Apuanos. O Parco Regionale delle Alpi Apuane, instituído em 1985 e com extensão de 20.598 hectares, tem salvaguardada sua flora e rica fauna de espécies endêmicas.

ARezzO Encontra-se na confluência dos quatro vales que compõem a Província: o Valdarno, a Valdichiana, o Val Tiberina e o Casentino. Por essa situação geográfica, foi ponto de encontro para civilizações e culturas diferentes. Arre-


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7 tium, da qual existem vestígios que remontam ao século IV a.C., foi talvez uma das 12 potentes lucumonias (antigas confederações etruscas). Tornou-se destacamento romano e afirmou-se na época de Augusto. No século I a.C. desenvolveu-se a indústria da “terra sigilada” que perdeu importância com o declínio da cidade no início do século II. A retomada econômica e urbana teve início no século XII, com o período das comunas. Em 1289, com a derrota de Campaldino, de memória dantesca, entra na órbita de influência de Florença, para a qual foi vendida uma primeira vez em 1337 e, definitivamente, em 1384, quando teve início o seu declínio, prejudicando sua autonomia artística e cultural. Um novo impulso para o desenvolvimento ocorreu após a Unificação da Itália e, sobretudo, depois da construção da ferrovia que liga Florença a Roma (1862-66).

A visita começa a partir da Piazza S. Francesco (B2), caracterizada pela Chiesa di S. Francesco, igreja gótica construída em 1200 e refeita entre 1318 e 1377 no estilo gótico umbro-toscano. A fachada permanece inacabada e o campanário é do século XVI. No grandioso e despojado interior gótico, com capelas trecentistas e renascentistas, impressionam os afrescos nas paredes, pintados entre os séculos XIV e XV; na contra fachada rosácea com maravilhoso vitral de Guillaume de Marcillat. O coral conserva uma das grandes obras da Renascença: o ciclo de afrescos da Lenda da Cruz verdadeira*, do artista Piero della Francesca, pintado entre 1453 e 1466, relatando a Lenda Áurea do beato Jacopo da Varagine. A última restauração evidenciou a extraordinária riqueza dos efeitos cromáticos e de luz que Piero della Francesca conseguia alcançar graças ao emprego de


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Pietro Lorenzetti, compartimento central do políptico da Pieve di S. Maria (Arezzo)

diferentes técnicas e à carga, profundamente inovadora, de sua concepção do espaço e da perspectiva. Suspenso no coral, o grande Crucifixo com São Francisco* do Mestre de São Francisco (séc. XIII). Relevante também a Cappella Guasconi, afrescada por Spinello Aretino (aprox. 1400) e a Cappella Tarlati, com obras do próprio Spinello e de Neri di Bicci e a bela Anunciação atribuída a Luca Signorelli ou a Bartolomeo della Gatta. A Chiesa di Badia (B2), igreja construída pelos Beneditinos no século XIII e ampliada na metade do século XVI por Vasari (o campanário é de 1650), conserva um Crucifixo* de Segna di Bonaventura e um altar monumental de Giorgio Vasari. No antigo mosteiro, situado à direita da igreja, encontra-se um elegante claustro de 1400. Ao longo do Corso Italia (B-C1-2), principal rua da cidade, com lojas antigas e elegantes, surgem a Chiesa di S. Michele, com campanário trecentista, o Palazzo Bacci e Palazzo Altucci, uma casa-torre do século XIII e o Palazzo CamaianiAlbergotti de 1300, com a Torre della Bigazza ao lado, de 1351, modificada durante o fascismo para ser usada como “torre do lictório”. Em frente à casa-torre, surge um dos mais célebres exemplos do estilo românico na Toscana, a Pieve di S. Maria*, igreja paroquial construída a partir de 1140, com acréscimos góticos que foram aos poucos introduzidos até o início do século XIV, modificada por Vasari no século XVI e radicalmente restaurada no final do século XIX. A belíssima fachada* é românica com influência pisano-lucchese (séc. XIII) com o portal central decorado por uma representação dos Meses* e a poderosa torre campanária (1330), também chamada torre das “cem aberturas” por sua estrutura bífore. No grandioso interior, pia batismal de Giovanni di Agostino e políptico* de Pietro Lorenzetti (1320-24). A Piazza grande (B2-3),

também chamada Piazza Vasari, é uma das mais cenográficas da Itália. No mês de Junho e Setembro, um carrossel, chamado Giostra del Saracino, é colocado na mesma, atraindo inúmeros visitantes. Além disso, a cada mês realiza-se ali uma famosíssima feira de antiguidades. Caracterizada por uma fonte pública do século XVI, pelo Palazzo del Tribunale e pelo elegante Palazzo della Fraternità dei Laici*, gótico no piso inferior e renascentista no superior, e pelo Palazzo delle Logge, projetado por Vasari em 1537. Na Via dei Pileati (B2), continuação do Corso Italia, encontram-se o monumental Palazzo Pretorio (sécs. XIV-XV) e a suposta Casa del Petrarca, sede da Academia Petrarca de Letras Artes e Ciências. Passando ao lado do Passeggio del Prato (B2-3), no meio das ruínas da Fortezza Medicea, chegase ao duomo (B2) iniciado no século XIII e concluído no início de 1500. No interior, a gótica Arca de São Donato, a Maria Madalena, afresco de Piero della Francesca, e o Cenotáfio do Bispo Guido Tarlati (1330). No Museo diocesano (B2), três Crucifixos* lígneos do século XIII, o extraordinário S. girolamo no deserto* de Bartolomeo della Gatta e joias preciosas. Nas proximidades, numa pequena praça arborizada, a Chiesa di S. domenico* (A2) em cujo interior encontra-se um grandioso Crucifixo*, obra de Cimabue, quando ainda jovem. Um lindo exemplo do maneirismo toscano é a Casa vasari* (A2), residência aretina de Giorgio Vasari, por ele mesmo projetada (1540-48). Em seguida, passando pela Chiesa di S. Maria in Gradi, dos séculos XI e XII (reconstruída em 1592 por Ammannati) chegase ao Museo d’Arte Medievale e Moderna* (A1-2) no Palazzo Bruni-Ciocchi ou Palazzo della Dogana, renascentista, do século XV, num monumental cruzamento composto por palácios trecentistas e renascentistas. O acervo do museu reúne coleções municipais e coleções vindas da Fraternità dei Laici, oferecendo uma exaustiva panorâmica da pintura aretina e toscana do século XIV ao século XIX. Encontram-se ali obras de Giorgio Vasari, Margarito d’Arezzo, Spinello Aretino, Luca Signorelli, Bartolomeo della Gatta, Ludovico Carracci, uma Nossa Senhora da Misericórdia de Parri di Spinello e também pinturas do século XVII (Grechetto, Pietro Benvenuti) ao século XIX, com os impressionistas Giovanni Fattori e Telemaco Signorini. Além disso, há um espaço dedicado à ourivesaria, pequenos bronzes, maiólicas* (uma das coleções mais importantes da Itália), armas, moedas e medalhas. Na antiga «Via Sacra», que circundava em semicírculo a cidade medieval, a Chiesa della SS. Annunziata (B1), igreja renascentista com fachada inacabada e um trifório de 1500; no interior, uma imagem de veneração da Virgem com o Menino de Michele da Firenze, em terracota (aprox. 1430).


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9 O Museo Archeologico Mecenate* (C2) foi sistematizado no antigo mosteiro de S. Bernardo, sobre as ruínas do anfiteatro romano (117-138 d.C.). Nele encontram-se peças provenientes de coleções privadas dos séculos XVIII e XIX, e peças encontradas durante recentes escavações. Além da seção etrusca e helenística, encontramse restos do território aretino (cratera em espiral de Euphronios*), dos vales da Valdichiana (ânfora* Ática) e do Casentino. Relevante, na seção romana, os vasos coralinos* (ou “terras sigiladas”), vasilhame de refeitório aretino em cerâmica coberta de esmalte vermelho; além disso, a copa Ática de Douris, vidros e preciosidades (retrato viril em crisografia), numismática, bronzes etruscos e romanos e as seções de pré-história e de paleontologia. No exterior do estabelecimento, no sítio da antiga “Fons Tecta” surge a Chiesa di S. Maria delle grazie (C2, f.p.). A igreja foi construída entre 1435-44 e apresenta formas góticas sóbrias; é precedida por um elegante pórtico com arcadas de Benedetto da Maiano. No interior, um altar maior em mármore e uma terracota esmaltada de Andrea della Robbia com um afresco de Parri di Spinello. Superando a localidade Alpe di Poti (a 18,5 km para o leste) encontra-se a Badia di S. veriano, igreja românica do século XI.

ASCIANO (Siena) É um burgo medieval no alto Vale do Ombrone, circundado por muralhas construídas pelos habitantes de Siena no século XIV. Na praça central encontra-se a Chiesa di S. Agata, basílica românica do século XI, mais tarde restaurada. O antigo Palazzo Corboli, no Corso Matteotti, acolhe o Museo Civico Archeologico e d’Arte Sacra, que reúne importantes pinturas* de artistas provenientes de Siena dos séculos XIV e XV e interessantes objetos provenientes da necrópole de Poggio Pinci, da estirpe votiva de Campo Muri e do túmulo gentilício de Molinello. O Museo Cassioli conserva obras do pintor impressionista Amos Cassioli e do filho Giuseppe. Do lado de fora das muralhas surge a Chiesa di S. Francesco, em estilo românico-gótico. Nos arredores vale a pena visitar as colinas argilosas chamadas Le Crete e a graciosa localidade termal Rapolano Terme.

BAgNI dI LuCCA (Lucca) Localidade que reúne aldeias dispersas entre castanheiras-portuguesas e faias, estradas de plátanos e ciprestes. Célebre por suas águas desde o século XI. Vale a pena visitar o Casinò Municipale, edifício de 1840 e primeiro cassino da Europa e, pouco distante, os lugarejos Bagni Caldi e La villa com palácios de interesse histórico.

BARgA (Lucca) Cidade da Garfagnana, de composição medieval rigorosamente conservada, caracterizada por palácios renascentistas e ruelas em degraus chamadas «carraie». Na grande e sugestiva praça arborizada, chamada Piazzale Arringo, com uma esplêndida vista para os Alpi Apuane e Appennini, encontra-se o duomo*, complexa construção que sofreu modificações do século IX ao século XIV, com um ambão em relevos do século XII. Vale a pena visitar também o Palazzo Pretorio, sede do Museo Civico com interessante seção arqueológica. Nos arredores, Castelvecchio Pascoli, com a casa e a sepultura de Giovanni Pascoli. Em Coreglia Antelminelli, vale a pena visitar a Chiesa di S. Michele, com restos que remontam ao ano de 1200, a Chiesa di S. Martino, românica do século IX e o Museo dell’Emigrazione e della Figurina di Gesso. No vale da torrente Tùrrite di Gallicano, a Grotta del Vento, cuja penetração dentro do monte chega a ultrapassar 4 km.

BIBBIeNA (Arezzo) É o maior centro do Casentino (veja). Vale a pena visitar a Chiesa di S. Lorenzo, do século XV, com belo interior renascentista e a Chiesa dei Ss. Ippolito e Donato, que remonta ao século XII, mas que foi várias vezes modificada no interior, com a Virgem e Anjos de Arcangelo di Cola. Outras atrações significativas: o Palazzo Dovizi, do século XVI e o Oratorio di S. Francesco de 1580. Nos arredores, o Santuario di S. Maria del Sasso, do período renascentista. O Museo Archeologico, em Pàrtina está incluído no sistema Ecomuseo del Casentino.

BORgO SAN LOReNzO (Florença) Fundado pelos romanos, antigo mercado agrícola, é o maior centro do Mugello (veja). No interior da românica Pieve di S. Lorenzo (paróquia, 1263) terracotas e quadros dos séculos XIV-XVII e o fragmento de um políptico, considerada uma das primeiras obras de Giotto. Localidades importantes nos arredores: em grezzano vale a pena visitar a Chiesa di S. Stefano (séc. XI) e o Museo della Civiltà Contadina. Em San Piero a Sieve, a Parrocchiale, paróquia do século XI, transformada no século XVIII, e a Fortezza di S. Martino, que domina o burgo. A pouca distância, o Convento del Bosco ai Frati, onde se encontra o Museo d’Arte Sacra com o Crucifixo* lígneo atribuído a Donatello. Em Scarperia, de destaque o Palazzo dei Vicari, de 1300, sede do Museo dei Ferri Taglienti, e a Cappella della Madonna di Piazza. A leste de Scarperìa, o Autodromo Internazionale del Mugello, autódromo usado sobretudo para corridas de motociclismo.


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10 Em Sant’Agata, a igreja paroquial* românica do séc. X é das mais importantes do Mugello. A leste encontra-se vicchio, pátria do Beato Angelico, a quem é dedicado o Museo d’Arte Sacra. Na localidade vespignano, a suposta casa natal de Giotto.

BuONCONveNTO (Siena) Burgo agrícola na Via Cassia, em parte cercado por muralhas do século XIV. A composição do centro histórico é tipicamente medieval. Vale a pena visitar a Parrocchiale dei Ss. Pietro e Paolo (séc. XII), igreja paroquial refeita em 1705, e o Museo d’Arte Sacra della val d’Arbia, com obras de Duccio di Buoninsegna, Pietro Lorenzetti e Sano di Pietro.

CALCI (Pisa) Localidade situada em uma baixada repleta de oliveiras da Valgraziosa. De destaque, o característico campanário da Pieve dei Ss. giovanni ed ermolao*, paróquia construída entre os séculos XI e XII, com fachada em mármores policromos. Pouco distante da cidadela, encontra-se o mosteiro Certosa di Pisa*, construído em 1366, reconstruído entre os séculos XVII e XVIII, atualmente sede do Museo di Storia Naturale e del Territorio da Universidade de Pisa.

CAMAIORe (Lucca) Pequena cidade da Versilia (veja), circundada por colinas entre os Alpi Apuane e o mar Tirreno. A igreja colegiada, de 1278 em estilo românico, possui um campanário de 1365. O Museo d’Arte Sacra abriga uma pequena e rica coleção de peças de grande valor. Às margens da cidadela, a Pieve dei Ss. Giovanni Battista e Stefano, igreja paroquial construída no século XII, com uma pia batismal executada a partir de um sarcófago romano do século II. Entre os pinheirais, de frente para o mar, encontra-se a praia Lido di Camaiore.

CAMàLdOLI (Arezzo) Localidade no interior de uma grandiosa floresta* do Appennino que se encontra na valada do Casentino. O Conde Maldolo de Arezzo ofereceu esse território ao Monge Romualdo que, no mesmo sítio, fundou o Monastero dei Camaldolesi. O mosteiro foi reconstruído no século XIII e aumentado sucessivamente; consta de partes que remontam a diferentes períodos: a foresteria (quarto dos hóspedes) com pátio e arcadas do século XI e o pequeno claustro do século

XV; a igreja barroca (séc. XVIII) com claustro adjacente, de 1543; a farmácia (1543) e o refeitório (1606). No interior da floresta, a 1104 m, encontra-se o eremo*, primeira sede da ordem de S. Romualdo em Camaldoli, fundada em 1012. Nas passagens adjacentes, 20 celas alinhadas (sécs. XI e XVII), habitadas pelos eremitas. Nos arredores, o Parco Nazionale delle Foreste Casentinesi, Monte Falterona e Campigna, instituído em 1993 e que se estende por 36.000 hectares.

CAMPIgLIA MARITTIMA (Livorno) Cidadezinha da Maremma (veja), de aspecto medieval. Do lado de fora da porta de entrada, no cemitério, encontra-se a Pieve di S. Giovanni, igreja românica do século XII. Pouco distante, uma fortificação chamada Rocca San Silvestro*, aldeia mineradora abandonada no século XIV, uma das maiores escavações de arqueologia medieval do Mediterrâneo, incluída no sistema Parchi della Val di Cornia, que reúne todos os parques da região. Vale a pena visitar também, nos arredores, as Terme di Caldana e o burgo Suvereto, parcialmente circundado por muralhas.

CAPRAIA (ILHA) (Livorno) Ilha do mar Tirreno prevalentemente montanhosa. O único centro habitado é Capraia Isola, dominado pela Fortezza di S. Giorgio, do início do século XV. Do pico do Monte Arpagna (410 m) vista do arquipélago e da Córsega. Foi colônia penal de 1873 a 1989, preservou características preciosas do ponto de vista da flora e da fauna, protegidas no âmbito do Parco Nazionale dell’Arcipelago Toscano (juntamente com as ilhas Elba, Pianosa, Giglio, Montecristo, Giannutri e Gorgona).

CAPReSe MICHeLANgeLO (Arezzo) Acastelado sobre uma colina que domina o Vale Singerna, vilarejo natal de Michelangelo (6 de Março de 1475). O castelo, construído no século XIV, é sede do Museo Michelangiolesco que compreende também a casa natal do mestre.

CARRARA (Massa-Carrara) É a cidade do mármore. Circundada por oliveiras com vista para os Alpi Apuane, produz meio milhão de toneladas por ano de mármore: estatuário, pardilho, roxo, flor do pêssego, apuano e breccia violeta. Sede de uma indústria bimilenária, a


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cidade foi mencionada pela primeira vez no ano 963; durante três séculos (1442-1741) constituiu, com Massa, o pequeno estado dos Malaspina, mais tarde Cybo Malaspina. O duomo* (A-B2), construção românico-gótica (sécs. XI-XIV), em mármore com listras brancas e cinzas, fachada do tipo pisano, circundada por arcadas do século XII, com portal românico esculpido, pequeno pórtico e rosácea gótica. Na lateral direita, abre-se um portal românico; de destaque, o campanário com muitas aberturas e a abside. O interior severo conserva mármores, afrescos do século XIV ao século XVI e valorosas estátuas de mármore. A Accademia di Belle Arti (B2) encontra-se no interior do Palazzo Cybo Malaspina, do século XVI, apoiado na torre do castelo medieval. Conserva esculturas e marcos romanos e, em particular, a ara romana conhecida como edicola dei Fantiscritti. Em 1982 foi criado o Museo Civico del Marmo (C1, f.p.) que documenta a cultura e a riqueza do mármore. Na cava de mármore de Colonnata, 523 m, ligada à Cava Museo dei Fantiscritti* por um túnel, é possível admirar imponentes complexos marmóreos. Em 1985, foi instituído o Parco Regionale delle Alpi Apuane, estendido em 20.598 hectares.

CASCIANA TeRMe (Pisa) A localidade, entre as colinas que se encontram ao sul de Pontedera (veja), tornouse um lugar muito procurado no século XVIII. Até os romanos já tinham conhecimentos a respeito das propriedades de suas águas e os pisanos construíram ali, em 1311, um “estabelecimento termal”. Nos arredores, vale a pena visitar Lari, com a Fortezza Medicea e a Chiesa di S. Maria Assunta, e Créspina, com a Chiesa di S. Michele (tábua* de Bernardo Daddi) e o oratório do século XVIII da Villa Belvedere.

CASeNTINO (Arezzo) Sub-região caracterizada pela presença de pequenos vilarejos encastrados entre colinas, castelos, muralhas, torres ou vestígios dos mesmos e por paisagens, como é comum na Toscana, cheias de história da pátria e da literatura. Em 1289, na planície de Campaldino, próximo a Poppi (veja), os guelfos florentinos, junto dos quais combatia Dante, venceram os Gibelinos aretinos: foi o episódio que marcou o domínio de Florença em toda a região. O Casentino é uma baixada que acompanha o curso do rio Arno (que nasce a 1358 m na vertente do Monte Falterona). Encerra-se entre a montanha do


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12 Pratomagno, a oeste, e os relevos apenínicos, a leste, que culminam no Alpe di Sera e Alpe di Catenaia, para além do qual se abre o Val Tiberina. No fundo do vale aluvial estendem-se campos agrícolas, com plantações de grãos, hortaliças, videiras e oliveiras; nos montes, encontram-se castanheiras-portuguesas, pastos e abetos, como aqueles de La Verna ou de Camaldoli, onde costumavam se encontrar Lourenço, o Magnífico, Leon Battista Alberti e outros humanistas. As localidades mais importantes são Bibbiena, Camaldoli, La Verna, Poppi e Stia (veja cada item).

CàSOLe d’eLSA (Siena) Estendida sobre uma colina, conserva muralhas medievais bastante danificadas. No centro encontra-se a igreja colegiada dedicada a S. Maria (séc. XII) que preserva o cenotáfio de Beltramo Aringhieri* de Marco Romano (séc. XIV). Na antiga residência paroquial encontrase o Museo Archeologico e della Collegiata. Nos arredores, vale a pena visitar as sugestivas cidadelas medievais de Mensano e Pievescola, com igreja paroquial do século XI.

CASTeLFIOReNTINO (Florença) Capital da Valdelsa, é um importante centro industrial, com uma parte mais moderna e, sobre um íngreme contraforte, um antigo assentamento. A Chiesa di S. Verdiana (séc. XVIII) é um dos maiores exemplos na Toscana de integração entre arquitetura e pintura barrocas do início de 1700. O BeGo (Museu «Benozzo Gozzoli»), expõe as sinopias e os afrescos do Tabernacolo della Madonna della Tosse e do Tabernacolo della Visitazione.

CASTeLLO dI BROLIO (Siena) O complexo construído no século XI, tornou-se propriedade da família Ricasoli a partir do século XII. Durante um longo período foi disputado entre florentinos e sienenses. No século XIX, o Barão Bettino Ricasoli mandou reconstruí-lo, transformando-o em sede de uma das mais importantes empresas agrícolas da região Chianti. No interior, na Cappella di S. Jacopo, encontram-se dois polípticos do século XV, da escola sienense e florentina.

CASTeLLO dI MeLeTO (Siena) É um exemplo de propriedade agrícola fortificada, cujas origens remontam ao século XII. Encontra-se no alto de uma colina, entre ciprestes exuberantes. Caracterizada por duas poderosas torres circulares. No interior, salas com afrescos, pórticos, pátios e um pequeno gracioso teatro do século XVIII.

CASTeLLO dI ROMeNA (Arezzo) No topo de uma colina do Casentino, o castelo foi construído por volta do ano 1000, pelos Condes Guidi. Das 14 torres iniciais, subsistem três torres e a superestrutura das três muralhas. Nas proximidades das muralhas encontra-se o Museo Archeologico e delle Armi. A Pieve di S. Pietro di Romena* (igreja paroquial de 1152, sobre os restos de uma igreja do séc. IX) é um dos mais sugestivos testemunhos da arte românica do Vale do Casentino.

CASTeLNuOvO dI gARFAgNANA (Lucca) A família Este di Ferrara tornou esta localidade capital Garfagnana (veja) e, em sua fortificação do século XII, ampliada sucessivamente, morou o então governador Ludovico Ariosto. O edifício é sede da Mostra Permanente Arqueológica «I Liguri apuani nell’alta valle del Serchio», onde está documentada a presença desse povo na antiga Garfagnana. O Duomo, que abriga uma terracota de Della Robbia, foi reconstruído no século XVI. Dirigindo-se para o nordeste, vale a pena visitar Castiglione di garfagnana, onde se encontram as seguintes igrejas: Chiesa di S. Michele (séc. XV) e Chiesa di S. Pietro, com fachada de 1200. Em San Pellegrino in Alpe, encontra-se o Santuario di S. Pellegrino, fundado, por tradição, no século VII, pelo Santo, e o Museo Etnografico Provinciale «Don L. Pellegrini». Do santuário chega-se rapidamente até a Foce delle Radici, passagem sobre a bacia hidrográfica apenínica (panorama). Ao norte, o Parco Nazionale dell’Appennino Tosco-emiliano, um parque que inclui uma parte da região Emília-Romanha e uma parte da região Toscana, onde, do lado toscano, encontram-se as três reservas naturais públicas de Lamarossa, Pania di Corfino e Orecchiella. A noroeste, em Camporgiano encontra-se uma fortificação com Museo Civico; prosseguindo, chega-se então à Foce dei Carpinelli, na cordilheira que une os Alpi Apuane e Appennino (panorama).

CASTIgLIONCeLLO (Livorno) Estância balnear de elegante tradição, entre pinhos e azinheiras no promontório em frente ao mar Tirreno, nas proximidades da Rua Aurelia. Vale a pena visitar o Museo Civico Archeologico no burgo vizinho chamado Rosignano Marittimo.

CASTIgLIONe deLLA PeSCAIA (Grosseto) Centro balneário renomado da sub-região da Maremma (veja). O porto é


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13 dominado pela Rocca Aragonese (sécs. XIVXV), fortificação no alto do morro com muralhas e torres. Vale a pena visitar Castiglione Castello, conhecido como burgo medieval, cujas muralhas equipadas de torres se ligam à fortificação, e a Pineta del Tòmbolo, um bosque de pinheiros que se estende ao longo do litoral por aproximadamente 10 km. Nos arredores, as famosas localidades balneares Riva del Sole e Punta Ala.

CASTIgLIONe d’ORCIA (Siena) Povoação que se encontra na descida do Monte Amiata, conserva as características de um antigo castelo dominado pelos restos de uma fortificação, a Rocca degli Aldobrandeschi. Chama a atenção a bela Piazza del Vecchietta e a Pieve dei Ss. Stefano e Degna, igreja paroquial de origem medieval. Nos arredores, o burgo medieval de Rocca d’Orcia com a Rocca a Tentennano* (fortificação).

CASTIgLION FIOReNTINO (Arezzo) Burgo medieval da Valdichiana (veja), antigo e florente centro etrusco, característico por suas muralhas e torres que circundam o centro histórico. A Collegiata di S. giuliano, igreja colegiada, fundada em 1853, sobre os restos de capelas precedentes, conserva notáveis obras de arte (Bartolomeo della Gatta, Lorenzo di Credi, Segna di Bonaventura). Continuando pelo caminho, chega-se na Vecchia Pieve (1451), igreja paroquial com afresco de Luca Signorelli. Na antiga Praça do Mercado, hoje Piazza del Municipio, contempla-se o pórtico e o palácio municipal, denominados Loggiato vasariano e Palazzo del Comune. No local da antiga acrópole surge o Cassero, fortificação dos séculos XI-XII, reforçada no século XIV, onde se encontra uma extraordinária esposizione archeologica do santuário etrusco* e de outras raras decorações arquitetônicas dos séculos V-IV a.C. aqui descobertas. O complexo inclui a Chiesa di S. Angelo, coração da Pinacoteca Civica, repleta de importantes quadros dos séculos XIII a XV (Bartolomeo della Gatta, Giovanni di Paolo, Taddeo Gaddi) e de peças medievais de ourivesaria*. Na Chiesa di S. Francesco (séc. XIII) encontra-se um Crucifixo de Giambologna. Nos arredores, extraordinário castelo medieval, denominado Castello di Montecchio vesponi (fechado para visitas), com amplas muralhas e torres.

CèCINA (Livorno) Moderno centro turístico e comercial na Rua Aurelia, construído após a obra

de recuperação da Maremma (veja). Na Marina di Cècina, em San Vincenzino, o Parco Archeologico Comunale contém restos de um grande palácio romano da época imperial com sugestiva cisterna arqueada. Na pequena localidade San Pietro in Palazzi, o palácio La Cinquantina que acolhe o Museo Civico Archeologico, com interessantes achados. Nos arredores, a região do poeta Carducci com a Cappella di S. guido, de onde começa a famosa rua de ciprestes* que vai até Bolgheri. Em Castagneto Carducci, a casa onde Carducci viveu e o Castello della Gherardesca de dantesca memória.

CeRTALdO (Florença) Pequena cidade da Valdelsa de origem etrusco-romana, constituída por um núcleo alto (Certaldo Alto ou Castello), mais antigo, e por uma parte na superfície plana (Certaldo Basso ou Borgo). O Rione Castello, bairro com evidente marca medieval, conta com a presença de importantes edifícios. A Casa del Boccaccio é o lugar onde se supõe tenha morrido o grande escritor (1375). Digna de nota, a singela Chiesa dei Ss. Jacopo e Filippo (séc. XIII) e o Palazzo Pretorio, construído sobre os restos do antigo castelo. Nas proximidades, na antiga igreja denominada Chiesa dei Ss. Tommaso e Prospero, ciclo de afrescos* de Benozzo Gozzoli (1466-67).

CHIANCIANO TeRMe (Siena) É uma das mais importantes estações termais da Europa. Há menções sobre a água de Sillene que remontam ao ano 1005. Certamente era já conhecida pelos etruscos e pelos romanos, como documenta o interessante Museo Civico Archeologico delle Acque, repleto de importantes achados provenientes do território. A zona termal, que se desenvolveu entre 1915 e 1929, é constituída por árvores, estabelecimentos, palácios distribuídos entre jardins e parques: Parco delle Fonti e Parco Fùcoli, ambos notáveis. No centro histórico, no Palazzo dell’Arcipretura, do século XVIII, encontra-se o Museo della Collegiata, com obras da escola florentina e sienense dos séculos XIV e XV. Vale a pena visitar a Collegiata di S. Giovanni Battista, igreja colegiada construída no século XIII e o Palazzo del Podestà, do mesmo século, com brasões dos séculos XV e XVI. Nos arredores encontra-se Sarteano, uma localidade termal cujo centro histórico é dominado pelo castelo (sécs. XV-XVI); destaca-se a igreja colegiada renascentista (1576). O Museo Civico Archeologico do Palazzo Gabrielli (observar a série de canopos) organiza visitas


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nas necrópoles etruscas próximas. Em Cetona, no Monte Cetona, localidade de origem etrusca, com restos de muralha, é possível visitar a igreja colegiada do século XIII onde estão presentes afrescos de 1400. No Museo Civico per la Preistoria del Monte Cetona, uma abundante documentação arqueológica que vai do período Paleolítico até a idade do Bronze. Vale a pena visitar também o Parco Archeologico Naturalistico di Belverde.

CHIANTI (Florença e Siena) Zona onde se produz um dos mais célebres vinhos do mundo, caracterizada por colinas suaves, campos cultivados, bosques, ciprestes altos, videiras e oliveiras numa paisagem que lembra as pinturas sienenses do século XV. Os vinhedos de sangiovese, canaiolo, malvasia e trebbiano – uvas que, combinadas, formam o famoso vinho Chianti – se alternam, em filas ordenadas, com as casas coloniais, os palácios, os castelos e os povoados repletos de torres, presentes ali desde os tempos dos grão-duques. Passou a ser chamada dessa maneira a partir do século XIII.

CHIuSI (Siena) A etrusca «Chamars» de Porsenna, que venceu os romanos, estende-se entre compactas oliveiras às margens meridionais da Valdichiana (veja). Cidade com arquitetura medieval e renascentista, de constituição etrusco-romana. Com a obra de recuperação do vale, a terra refloresceu no final do século XIX. O duomo, românico, do século VI, e refeito no século XII, foi radicalmente restaurado em 1887-94. Lateralmente surge o Museo della Cattedrale, que conserva uma preciosa coleção de livros corais* proveniente da abadia de Monte Oliveto Maggiore e um piso* em

mosaico do século V. O Labirinto di Porsenna* anexo é um emocionante percurso arqueológico nos cunículos inferiores. O Museo Archeologico Nazionale* possui um extraordinário conjunto de achados* etruscos e gregos. Possibilidade de organizar visitas do museu e das catacumbas. A necrópole etrusca* contém sepulturas (sécs. VI-V a.C.) escavadas na rocha e parcialmente pintadas.

COLLe dI vAL d’eLSA (Siena) Antigo e dinâmico centro manufatureiro caracterizado, em Colle Bassa, por seu engenhoso sistema de canalização da corrente de água que aciona a roda da azenha (moinho de roda), que remonta ao ano 1000 e que favoreceu o desenvolvimento da fiação, da fabricação de papel e sucessivamente da fabricação de vidros. Atualmente é um famoso centro de produção de cristal. Na superfície plana, em Colle Bassa, vale a pena visitar a Chiesa di S. Agostino (B4), igreja com fachada do século XIII e interior renascentista. Em Colle Alta*, de grande interesse, a via del Castello (A-B2-3), que atravessa o antigo Castello di Piticciano. O acesso ao castelo se dá pelo pórtico no Palazzo Campana (B2), esplêndido e inacabado exemplo de arquitetura maneirista (1539). Ao lado do Duomo (séc. XVII), o Palazzo Pretorio (A-B3), do século XIV, abriga o Museo Archeologico Bianchi Bandinelli, com extraordináros achados* etruscos. No antigo Palazzo dei Priori (A-B3) encontra-se o Museo Civico e d’Arte Sacra. No final da rua, a casa-torre de Arnolfo di Cambio (séc. XIII; A3) onde, segundo a tradição, nasceu o célebre escultor e arquiteto.

COLLOdI (Pistoia) Situado em Val di Nièvole, famoso sobretudo por ter dado o pseudônimo a Car-


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lo Lorenzini, o autor do famoso romance «As Aventuras de Pinocchio». O antigo burgo fica próximo à villa garzoni, construída entre 1633-62, circundada por um espetacular jardim*, um dos mais belos da Itália, de meados do século XVII. Do outro lado da torrente, o Parco di Pinocchio, criado entre 1956 e 1985.

CORTONA (Arezzo) Em posição panorâmica, sobre o contraforte da Alta di S. Egidio. Celebrada por Virgilio, foi lucumonia (antiga confederação etrusca), em seguida cidade romana, importante município medieval; em 1411, passou sob o domínio dos florentinos, seguindo seu destino. Ali trabalhou Beato Angelico e nasceram Luca Signorelli, Pietro da Cortona e o pintor futurista Gino Severini. A cidade, de modo geral, mantém uma forte atmosfera medieval: nas muralhas, nos edifícios, no tecido da cidade, nas ruelas de nomes pitorescos.

O ponto central é a Piazza della Repubblica (B1), dominada pelo Palazzo comunale, do século XIII, aumentada no século XVI; em frente, o Palazzo del Capitano del Popolo. Ao lado, na Piazza Signorelli (A1), o Palazzo Pretorio, antigamente chamado Casati, refeito no século XVII, mas com uma lateral original do século XIII, recoberta de brasões, onde está sediado o Museo dell’Accademia etrusca e della città di Cortona (MAeC)**, fundado em 1727, originário da Academia etrusca. É um museu pequeno e original, que abriga obras etruscas de grande interesse (grande lampadário* em bronze do séc. IV a.C), além de achados egípcios, moedas*, obras do século XIII e do Renascimento toscano e uma sala dedicada a Gino Severini. O Duomo (A1) foi reconstruído nos séculos XV-XVI sobre uma igreja paroquial românica: destaca-se, sob o pórtico do século XVI, o portal de Cristofanello. Em frente, o Museo diocesiano*, com obras de Pietro Lorenzetti, Luca Signorelli, Bartolomeo della Gatta, Giusto da Firenze e a celebríssima Anunciação* do Beato Angelico. Iniciada em 1245, pelo frade Elia Coppi, a Chiesa di S. Francesco (A-B2), modificada no século XVII, conserva o Relicário de Santa Cruz, relicário bizantino do século X. Pela Via Berrettini, uma das mais belas e características ruas da cidade, chega-se até a Chiesa di S. Nicolò (A2), do século XV, com o extraordinário estandarte e obras de Luca Signorelli. Em uma sugestiva esplanada encontra-se o neogótico Santuario di S. Margherita (A3); pouco acima, a Fortezza Medicea (1566), com esplêndido panorama. Do lado de fora das muralhas encontra-se a Chiesa di S. Domenico (B2) do período gótico tardio; restaurada no início do século XIX, a partir da qual tem início um passeio panorâmico ao longo do Viale Giardini Pubblici.


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16 Pouco distante do povoado, a Chiesa della Madonna del Calcinaio* (1483-1513; B2, f.p.), um dos mais belos exemplos de santuário renascentista, com vitrais de Guillaume de Marcillat nas janelas (séc. XVI) e uma imagem da Virgem Maria usada como objeto de veneração. Nas proximidades, a Tanella di Pitagora, um hipogeu etrusco do século II a.C. Ainda por fora das muralhas vale a pena visitar a Chiesa di S. Maria Nuova (A2, f.p.), iniciada em 1550, mas modificada por Vasari; outro lugar sugestivo é o Convento delle Celle (A2, f.p.), fundado por S. Francisco entre 1211 e 1221; e na localidade chamada Sodo, os túmulos etruscos, chamados “Meloni” (A1, f.p.), provavelmente dos séculos VI-III a.C.

CuTIgLIANO (Pistoia) Situado entre os bosques do Vale do Lima, a cidade conserva a forma mais antiga do Appennino Pistoiese. Na praça encontra-se o Palazzo Pretorio ou del Capitano del Popolo do século XIV (modificado); na igreja paroquial, pinturas dos séculos XVI-XVII. Nos arredores, vale a pena visitar Rivoreta e seu Museo della Gente dell’Appennino Pistoiese; a estação de esqui doganaccia, que pode ser alcançada também por teleférico, a partir do qual chega-se a pé ao refúgio Duca degli Abruzzi; e Pian di Novello, estação de esportes invernais.

eLBA (ILHA de) (Livorno) A ilha faz parte do arquipélago toscano, situado entre a Itália e a Córsega. O arquipélago é formado também pelas ilhas Gorgona, Capraia (veja), Pianosa, Giglio (veja), Montecristo, Giannutri e outras pequenas ilhas, originárias, acredita-se, de uma área continental que submergiu. Elba é terceira maior ilha italiana (223,5 km2). Apresenta um litoral bastante retalhado, intercalado por enseadas com praias não muito longas; o Monte Capanne (1018 m) é o pico mais alto. O subsolo é rico em minerais, dos quais se extrai ferro há mais de 3000 anos; a vegetação é tipicamente mediterrânica, com oliveiras, cáctus, medronheiros, castanheirasportuguesas e vinhas, que produzem vinhos preciosos, como o Aleatico e o Moscato. Provavelmente os primeiros habitantes foram os lígures. Os etruscos trabalhavam o ferro nas fornalhas de Populonia, os romanos transformaram-na em uma base naval; por suas riquezas e posição, sofreu interferências de Pisa, Genova, Lucca; pertenceu ao ducado de Piombino (dos Appiani), foi saqueada pelos turcos, mais tarde ocupada pela Espanha, França e Inglaterra. Em 1815, foi unificada ao grãoducado da Toscana. Napoleão, quando foi exilado, após a abdicação de Fontainebleu, residiu

nesta ilha (de 3 de Maio de 1814 a 26 de Fevereiro de 1815). A somente 13 km de Elba encontra-se a Ilha de Pianosa, que apresenta um ambiente natural intacto. Visita-se a antiga penitenciária e os restos de um palácio romano chamado Bagno di Agrippa, residência principesca no litoral oriental. A Ilha de Montecristo (39 km de Elba) é uma única massa granítica desabitada e inacessível. A fauna e a densa vegetação mediterrânica estão protegidas sob a responsabilidade do Parco Nazionale dell’Arcipelago Toscano (veja Capraia).

eMPOLI (Florença) Cidade situada na planície do Valdarno (veja), é um importante mercado e zona industrial (têxtil, vestuário, vidros). Na praça central, Farinata degli Uberti (que defendeu abertamente Florença após a vitória dos gibelinos em Montaperti) surge a Collegiata di S. Andrea, igreja colegiada construída em 1093, em estilo românico e modificada no século XVIII. O Museo della Collegiata acolhe quadros de Masolino da Panicale, uma pia batismal de Bernardo Rossellino e extraordinárias obras toscanas dos séculos XIV-XVII. A Chiesa di S. Stefano, do século XIV, radicalmente reestruturada no século XVI, abriga afrescos de Masolino da Panicale e uma Anunciação, escultura de Bernardo Rossellino. Nos arredores, vale a pena visitar a majestosa Villa Medicea de Cerreto guidi e o Palazzo del Podestà, do século XIV, em Montelupo Fiorentino, onde se encontra o Museo Archeologico e della Ceramica*, antiga especialidade desta cidadezinha.

FIèSOLe (Florença) Situada sobre a colina que se eleva acima dos vales dos rios Arno e Mugnone, domina a cidade de Florença. Dela se tem um espetacular panorama da cidade de Florença, sendo passeio obrigatório também pelas belezas paisagísticas, pelos vestígios arqueológicos e pelo patrimônio artístico ali presente. Originariamente etrusca, em seguida foi cidade romana, chamada «Faesulae», importante centro de toda a região. Fortificada em 1325, no século XV tornou-se localidade predileta da família Médicis, nos séculos XVIII e XIX enriqueceu-se de palácios e jardins, fazendo com que o lugar se transformasse numa das localidades preferidas por visitantes estrangeiros. Na Piazza Mino da Fièsole (A2), local onde surgia o antigo Foro, encontra-se o Palazzo Pretorio, do período trecentista, flanqueado pelo antigo Oratorio di S. Maria Primerana, Seminario, Palazzo Vescovile e duomo, construção românica ampliada nos séculos XIII e XIV,


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17 com fachada reconstruída no século XIX e característico campanário de 1213, refeito entre os séculos XVIII e XIX. No interior, além de obras de Giovanni della Robbia, Bicci di Lorenzo, Mino da Fiesole, a Cappella Salutati* com afrescos de Cosimo Rosselli (séc. XV). A área arqueológica* (A2) é particularmente fascinante pelo ambiente e pela paisagem em que se encontram as ruínas. O Teatro Romano, da época imperial, conserva a cávea (espaço reservado à plateia nos antigos teatros gregos e romanos), com capacidade para acolher 3000 pessoas. Fazem também parte do complexo as termas, um templo romano e um trecho de muralhas etruscas*. O Museo Archeologico inclui objetos provenientes das escavações urbanas que remontam à idade do Ferro, ao período etruscoromano (bronzes, pequenos bronzes votivos, terracotas arquitetônicas) e longobardo, além de extraordinárias coleções de cerâmicas gregas, magno gregas e etruscas. O Museo «Bandini» (A2) acolhe a coleção do erudito setecentista Angelo Maria Bandini, constituída por obras realizadas em tábuas, da escola toscana dos séculos XIII-XV. No topo da colina, onde se encontrava a antiga acrópole, surge a Chiesa di S. Francesco (A2), construída no século XIV, várias vezes modificada; ao lado de um gracioso claustro quatrocentista encontra-se o Museo Etnografico Missionario. A poucos quilômetros encontra-se a Badia Fiesolana (B1), catedral de Fièsole até 1028, reconstruída em 1456, com interior* projetado por Brunelleschi (1461-64) e o Convento di S. domenico (B1), com afrescos de Beato Angelico.

FIgLINe vALdARNO (Florença) Do ponto de vista urbano, um dos centros mais interessantes do território florentino, estende-se ao longo da margem esquerda do rio Arno. Hoje, é um importante centro industrial. A Piazza Marsilio Ficino, decorada com pórtico, é uma típica praça comercial do século XIII, onde é possível contemplar o antigo Ospedale Serristori e do lado oposto, a Collegiata di S. Maria, igreja colegiada do século XII, transformada em 1439 e modificada entre os séculos XVII e XVIII. No edifício anexo encontra-se o Museo della Collegiata. Saindo da praça encontra-se o Palazzo Pretorio, do século XIV. Vale a pena visitar também a Chiesa di S. Francesco, igreja de origem românica, refeita no século XV e sucessivamente renovada, e a Villa di S. Cerbone, transformada nos séculos XVI-XVII, onde, desde 1890 tem sede o hospital Serristori, em cuja farmácia* há uma coleção de vasos em maiólica. Nos arredores, em gaville, vale a pena visitar a Pieve di S. Romolo (igreja paroquial dos sécs. XII-XIII) onde é possível conhecer melhor a cultura agrícola do território documentada no Museo della Civiltà Contadina; em Incisa in val d’Arno, encontra-se a Torre del Castellano e, na parte alta denominada Castello, a casa onde viveu o poeta e humanista Francesco Petrarca quando criança.

FIReNze (FLOReNçA) Florença, capital da região, é uma das cidades da arte importantes da Itália e do mundo. Manifestou-se aqui, de modo intenso e


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18 animado, o fenômeno artístico que coincidiu com um momento do Renascimento da Europa: a potência de Florença e da família Médicis alcançou o seu ápice durante o período artístico mais fecundo e influente de todo o milênio. Situada às margens do rio Arno, além do patrimônio artístico e cultural, Florença goza de um fascínio, uma atmosfera, uma magia que nunca deixou de surpreender seus visitantes, desde os primeiros viajantes provenientes do norte da Europa, de Stendhal a Ruskin ou Berenson até as multidões de turistas que visitam a cidade nos dias de hoje. Os etruscos já povoavam a localidade denominada Fièsole. Florença, em latim «Florentia», nasceu como cidade romana. Ainda pouco influente no final da idade média (Lucca era a sede da região, denominada Tuscia, onde viviam os etruscos), a cidade começa a crescer e povoar-se novamente por volta do ano 1000, como atesta o batistério românico e as igrejas de S. Miniato e dei Ss.Apostoli. Após a morte da condessa Matilde, em 1115, os cidadãos conseguiram alcançar sua própria autonomia com o primeiro governo comunal dos doze cônsules. Deste modo, teve início sua expansão: inicialmente em prejuízo de Fièsole, depois, graças à aliança feita com Lucca, em prejuízo de Siena, Arezzo, Pistoia e Pisa. Esta última torna-se a adversária natural na constante busca por um ancoradouro no mar. A partir de 1193, uma autoridade estrangeira, na esperança de administrar melhor as disputas entre povo e nobreza, passa a governar a cidade. A partir do início do século XIII, as reivindicações políticas e territoriais identificam-se com as lutas entre os guelfos (partidários do Papado e dos Angioini) e os gibelinos (partidários do Império e da Casa da Suábia). O advento de Frederico II fará prevalecer os gibelinos. O povo expulsa os nobres. A derrota de Montaperti (1260) seria um episódio isolado: a escolha dos Angioini (Carlo d’Angiò permanece como autoridade por dez anos) por parte dos guelfos revela-se vencedora. A cidade, nas mãos dos mercantes e artesãos, consegue derrotar Siena em Colle di Val d’Elsa, no ano de 1269 e Arezzo, em Campaldino, no ano de 1289. Entretanto, Pisa é derrotada pelos genoveses na batalha de Meloria em 1284. Este predomínio está refletido nos primeiros e grandiosos edifícios góticos realizados: o Palazzo del Podestà (Bargello), S. Maria Novella, S. Croce, S. Maria del Fiore, Palazzo Vecchio, o campanário de Giotto e Orsanmichele. Trabalham na cidade os artistas Giotto, Cimabue, Arnolfo di Cambio, Andrea Pisano. A construção de muralhas

será útil para defender a cidade durante os cinco séculos seguintes. A retomada gibelina, chefiada no início do século XIV por Castruccio Castracani e Enrico VII, é efêmera. Florença domina grande parte da Toscana, apesar da crise bancária de 1342-45, da Peste Negra de 1348 e da batalha entre a aristocracia e os populares, que termina na revolta dos Ciompi (1378). No século XV, a República florentina, governada por uma oligarquia, transforma-se numa Senhoria de fato. Em 1434, Cosimo de Médicis (Cosimo o Velho), exilado como cidadão, volta à cidade como Fidalgo, mantendo em funcionamento, pelo menos formalmente, as instituições republicanas. Seu neto, Lourenço, o Magnífico, continua sua obra durante o governo de 1469 a 1492. Suas ideias coincidem com as do Renascimento e foram plenamente expressas por Brunelleschi, Leon Battista Alberti, Michelozzo, Benedetto da Maiano, Masaccio, Beato Angelico, Andrea del Castagno, Paolo Uccello, Botticelli, Ghirlandaio, Benozzo Gozzoli, Donatello, Verrocchio, Pollaiolo, Luca della Robbia, Ghiberti… A morte de Lourenço coincide com o fim de uma era: o equilíbrio político é rompido e as rivalidades acabam por dar espaço ao envolvimento de Carlos VIII de França. O exílio da casa Médicis foi interrompido por dois breves períodos (1494-1512 e 1527-30) com a ilusão de restaurar a república. Mas, em 1531, Alessandro de Médicis entra na cidade como primeiro Duque de Florença. Em 1569, Cosimo I torna-se Grão-Duque e, com ele, conclui-se o grande momento florentino. A cidade continuou tornando-se cada vez mais bela, mas Leonardo agora trabalha em Milão e França, Michelangelo, em 1534, deixa definitivamente Florença. Nos séculos XVII e XVIII ocorre o declínio econômico da cidade e o fim da dinastia da casa Médicis (1737). Em seguida, com Pietro Leopoldo (da casa Lorena, futuro imperador Leopoldo II), verifica-se uma parcial retomada. Napoleão, após a fuga dos Lorena, empossa Luís de Bourbon-Parma com o título de Rei da Etrúria. Em 1807, Florença é anexada ao império francês. De 1815 a 1860, ocorreu a volta da casa Lorena. Com o plebiscito de 1860, Florença, e toda a Toscana, passa a fazer parte do Reino da Itália, do qual foi capital entre 1865 e 1871. Foi a época da expansão e da tão debatida reestruturação da cidade oitocentista. No século XX, a retomada econômica e demográfica conduz à incorporação dos seguintes centros: Rifredi, Galluzzo e Rovezzano. Após os graves prejuízos sofridos durante a última guerra e a dramática inundação


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19 de 1966, a cidade continuou a crescer e a população, que no início de 1900 era de 200 mil habitantes, agora quase duplicou. O centro religioso. No centro da atual estrutura, a Piazza del duomo (C4-5), com a Chiesa di S. Maria del Fiore e a Piazza S. Giovanni, com o batistério, constituem o centro espiritual da cidade. Em poucos metros, é possível admirar uma vasta quantidade de obras-primas de Giotto, Brunelleschi, Ghiberti, Donatello, Andrea della Robbia, Benozzo Gozzoli, Michelangelo… O Battistero di S. giovanni* (C4), fulcro religioso da cidade, é um dos mais antigos edifícios de Florença. Caracterizado pela decoração em mármore verde e branco, planta octogonal; um ático do século XIII sustenta a pirâmide octogonal. Nos primeiros três portões encontram-se as célebres portas* de bronze, ordenadas segundo os pontos cardiais, representando uma espécie de Bíblia gigante. A porta do lado sul* é de Andrea Pisano (1330), a porta do lado norte*, no estilo gótico tardio, é de Lorenzo Ghiberti (1403-24), enquanto que do lado leste, de frente para o Duomo, a famosa porta do Paraíso*, como o próprio Michelangelo a chamou, na verdade uma cópia da obra-prima – do pleno Renascimento – de Lorenzo Ghiberti (1425-52): alguns painéis originais, danificados pelos agentes atmosféricos ou pela enchente de 1966, foram restaurados e encontram-se expostos no Museo dell’Opera del Duomo. O interior, com planta central, é coberto por uma cúpula com relevos luminosos de mosaicos* em estilo bizantino, do século XIII, obra de artistas venezianos e florentinos, dentre os quais, acredita-se, Cimabue. O piso* é em marchetaria marmórea. Na abside, outros mosaicos* em estilo bizantino de Jacopo da Torrita. O Túmulo do Antipapa João XXIII é atribuído a Donatello e Michelozzo. Em frente ao portão surge a Loggia del Bigallo (13521358; C4), onde eram expostas as crianças abandonadas. No interior do museu, um afresco de 1342, com a mais antiga reprodução de uma vista de Florença. Isolado, à direita da catedral, o elegante e distinto campanário de giotto*(C4). Iniciado em 1334 por Giotto e Andrea Pisano, foi terminado por Francesco Talenti em 1359. O pedestal é decorado com baixos-relevos de Andrea Pisano e sua escola, de Luca della Robbia e de Alberto Arnoldi. Acima, cópias de estátuas de Andrea Pisano, Donatello e Nanni di Bartolo. Os originais encontram-se no Museo dell’Opera del Duomo. Uma escadaria de 414 degraus conduz a um terraço do qual se goza um amplo panorama* sobre a cidade. O duomo* ou Basilica di S. Maria del Fiore (C4-5) proporciona, à primeira vista, uma

imagem unitária, mas na realidade trata-se do resultado de sucessivas intervenções. Iniciado por Arnolfo di Cambio, em 1296, para substituir a antiga catedral de S. Reparata; foi então retomado por Francesco Talenti, entre 1331 e 1357; a parte absidal foi completada em 1421 e, entre 1420 e 1436 foi realizada a cúpula de Brunelleschi, coroada em 1468 pela claraboia de Andrea del Verrocchio. A fachada, que substitui a original, de Arnolfo di Cambio, destruída em 1587, é uma obra do fim do século XIX. O interior, de severa suntuosidade, acolhe numerosas obras-primas, dentre as quais destacam-se os vitrais da contra fachada de Lorenzo Ghiberti, uma imagem de Giotto di Benedetto da Maiano, os afrescos de Vasari e de Federico Zuccari que decoram a imensa cúpula* de Brunelleschi (91 m), os vitrais de Donatello, Ghiberti, Paolo Uccello e Andrea del Castagno; o Crucifixo lígneo de Benedetto da Maiano do altarmor e obras de Luca della Robbia, uma arca com relíquias de S. Zenobi, obra-prima de Ghiberti e os monumentos equestres a Giovanni Acuto* e Niccolò da Tolentino, respectivamente de Paolo Uccello e Andrea del Castagno. Ainda no interior, escavações de 1966 trouxeram à luz os restos da antiga Cattedrale di S. Reparata, abatida em 1375. O Museo dell’Opera del duomo (C5) reúne importantes esculturas florentinas dos séculos XIV e XV, dentre as quais numerosos originais do batistério, do domo e do campanário de Giotto (painéis* de Ghiberti e de Andrea Pisano). De destaque também a Pietà*, inacabada, de Michelangelo e dois coros*, respectivamente de Donatello e Luca della Robbia. Pela graciosa Via de” Martelli (B-C4), ladeada pela Chiesa di S. Giovannino degli Scolopi, chega-se a um dos mais célebres exemplos da arquitetura do início do Renascimento: o Palazzo Medici-Riccardi* (B4), construído a partir de 1444 por Michelozzo a pedido de Cosimo o Velho; foi residência da família Médicis até Cosimo I. No interior, um lindo pátio interior* conduz até a Cappella dei Magi*, obra-prima de Michelozzo, com afrescos de Benozzo Gozzoli, e a galeria, com afrescos de Luca Giordano. A Piazza S. Lorenzo (B4), na qual se encontram os palácios nobres dos séculos XV e XVI e o monumento a Giovanni dalle Bande Nere, é dominada pela fachada da Chiesa di S. Lorenzo*, obra-prima da arquitetura religiosa do início do Renascimento e para sempre ligada à memória da família Médicis. Construída por Brunelleschi em 1442-46 e terminada por Antonio Manetti em 1461, possui um interior extraordinariamente harmônico, com obras de Rosso Fiorentino, Desiderio da Settignano e Filippo Lippi. Do transepto


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22 esquerdo, passa-se à Sagrestia vecchia*, preciosidade renascentista de Brunelleschi, decorada por Donatello. A partir do primeiro claustro* da basílica, chega-se à Biblioteca Medicea Laurenziana*, fundada por Cosimo o Velho; a biblioteca encontra-se em um edifício projetado por Michelangelo que, além do vestíbulo e da escadaria, que antecipam o estilo barroco, desenhou também o teto, o atril e os assentos. Na parte absidal da basílica encontram-se as Cappelle Medicee*, incluindo a capela barroca, chamada Cappella dei Principi*, que guarda os sarcófagos monumentais dos Grãos Duques da Toscana, e a Sagrestia Nuova*, projetada e iniciada por Michelangelo (152124) e concluída por Vasari e Bartolomeo Ammannati, protótipo reconhecido da arquitetura maneirista. Nela, encontram-se os dois extraordinários sepulcros que Michelangelo esculpiu de 1524 a 1533: o Monumento a Lorenzo duca d’urbino* e o Monumento a giuliano duca di Nemours*; outra obra do mestre, a Virgem com o Menino*. Piazza della Signoria e uffizi. Há séculos, essa área é o coração da vida social e política de Florença, refletindo as complexas relações entre arte e poder através da expressão de seus monumentos, em que o conceito de governo é manifestado segundo a ótica das «artes plásticas», da república ou da senhoria. O Duomo e a Piazza della Signoria estão ligados pela via dei Calzaiuoli (C-D4), onde se encontram diversas lojas elegantes e a igreja gótica, do século XIV, S. Carlo dei Lombardi. Ali encontra-se também o imponente edifício Orsanmichele* (D4), uma das mais interessantes plantas do século XIV. Construído em 1337 para ser um mercado, foi transformado em igreja no final do século XIV. No interior, os tabernáculos* com estátuas dos santos padroeiros das Artes, executadas pelos maiores artistas da cidade: Lorenzo Ghiberti, Andrea del Verrocchio, Donatello, Brunelleschi etc. No interior, encontra-se o célebre tabernáculo* de Andrea Orcagna, um dos mais encantadores exemplos do gótico florentino. Na rua do mesmo nome, o Palazzo dell’Arte della Lana (D4), de 1308. A Arte da Lã foi uma das mais ricas “Artes maiores” daquele tempo. Hoje abriga a Sociedade Dantesca Italiana e o Museo di Orsanmichele. A ampla e solene Piazza della Signoria* (D4), é uma das mais célebres e belas da Itália e desde a Idade Média foi o centro do poder e da vida civil da cidade. Dominada pelo Palazzo Vecchio e pelas arcadas góticas da Loggia della Signoria* (ou dei Lanzi, 1376-82), originariamente foi local para assembleias e cerimônias públicas, depois tornou-se laboratório e galeria de arte a céu aberto. Na praça encontra-se também o

Tribunale di Mercatanzia, do século XIV, o Palazzo Uguccioni, do século XVI, precedidos pela estátua de Cosimo I, de Giambologna, e pela grandiosa Fonte di Piazza de Bartolomeo Ammannati. Na escadaria do Palazzo Vecchio, cópia do Marzocco (original no museu Bargello), o leão símbolo de Florença, a Judite e Holofernes de Donatello (original no Palazzo Vecchio), o célebre david de Michelangelo (original na Galleria dell’Accademia), o controverso Hércules e Caco* de Baccio Bandinelli. Ao pé da Loggia della Signoria encontrase a estátua de bronze, Perseu*, obra-prima de Benvenuto Cellini e o Rapto das Sabinas*, de Giambologna. O Palazzo vecchio* é um dos mais belos palácios medievais da Itália. Projetado por Arnolfo di Cambio, em 1299, para ser o Palazzo dei Priori (palácio do prior), no século XV tornou-se Palazzo della Signoria e foi residência da família Médici, de 1540 a 1565. Entre 1865 e 1871 foi sede da Câmara dos Deputados do Reino da Itália. A partir de sua estrutura, compacta e protuberante, ergue-se uma torre* com parapeito de 1310 (94m), chamada torre d’Arnolfo. No interior do palácio encontra-se o grandioso Salone dei Cinquecento*, construído por Antonio da Sangallo (1495-96) para as reuniões do povo, tornou-se, com Cosimo I, sala para audiências; o amplo salão contém uma estátua da Vitória*, de Michelangelo. São também notáveis: o Studiolo di Francesco I, a Cappella di Eleonora, pintada por Bronzino, a Sala dell’Udienza, com teto de Giuliano da Maiano, a Sala dei Gigli, na qual se encontra o grupo de bronze Judite e Holofernes*, de Donatello. Destaca-se também a Donazione Loeser, que inclui obras da escola toscana dos séculos XIV a XVI, e o Museo dei Ragazzi. No miradouro encontra-se a Coleção de Arte Contemporânea «Alberto della Ragione», com 250 obras de artistas do século XX, do futurismo à década de 60. O sugestivo Piazzale degli uffizi* (E4), que se estende a partir da Piazza della Signoria, é circundado pelo genial e majestoso Palazzo degli uffizi, projetado por Vasari (1560-80) para ser a sede da administração do ducado. Nesse palácio encontra-se a célebre Galleria degli Uffizi. No fundo do Piazzale, o rio Arno, com vista para a Ponte Vecchio e a colina de S. Miniato. A galleria degli uffizi* abriga a mais famosa e importante coleção de pintura italiana e europeia dos séculos XII a XVIII e o mais antigo museu da Europa moderna. As obras mais relevantes são as toscanas, até o século XVI, as venetas, nórdicas, e a coleção de autorretratos; também notável a coleção de antiguidades (grupo dos Niobìdi*). Foi construída no final do século XVI para acolher as coleções do Grão-Duque


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23 Francesco I; o acervo foi constantemente ampliado graças ao interesse demonstrado pelos membros da casa Médicis. Inicialmente era uma espécie de galeria de arte florentina moderna (Vasari chamava “modernos” os artistas do século XVI), em seguida foi alargada com objetos de interesse científico e com obras de artistas vênetos e flamengos. As doações da família Lorena e a divisão e transferência da coleção científica, fez com que o museu permanecesse somente com um acervo de pinturas. Todavia, somente a partir do início do século XX, com a ampliação das seções dedicadas ao século XIV e XV, a Galeria passou a abrigar a mais importante coleção de pintura italiana do mundo. Estão expostas aproximadamente 2000 obras, e mais de 1800 encontram-se guardadas em depósito, à espera de uma colocação. Em 2006, foram iniciadas obras para reorganizar e ampliar radicalmente os espaços expositivos onde surgirá a nova Galeria “Uffizi”. Imenso acervo que contém obras de mestres cujos nomes escreveram a história da arte: obras de artistas toscanos dos séculos XIII e XIV com Duccio di Buoninsegna, Cimabue, Giotto, Simone Martini, Ambrogio e Pietro Lorenzetti, Bernardo Daddi, Taddeo Gaddi; e obras do Renascimento dos séculos XV e XVI, com Lorenzo Monaco, Gentile da Fabriano, Masaccio e Masolino, Beato Angelico, Paolo Uccello, Domenico Veneziano, Andrea del Castagno (Homens Ilustres*), Piero della Francesca, Alessio Baldovinetti, Filippo Lippi, Filippino Lippi, Antonio Pollaiolo, Piero Pollaiolo, Sandro Botticelli (O Nascimento de vênus e Primavera), Leonardo (A Adoração dos Magos), Verrocchio, Perugino, Luca Signorelli, Piero di Cosimo, Raffaello (Madona com Pintassilgo), Michelangelo (Tondo doni), Giovanni Bellini, Bartolomeo Vivarini, Cima da Conegliano, Giorgione, Vittore Carpaccio, Andrea Mantegna, Tiziano (A vênus de urbino), Andrea del Sarto, Pontormo, Bronzino, Parmigianino, Palma o Velho, Dosso Dossi, Lorenzo Lotto, Jacopo Bassano, Correggio, Paolo Veronese, Tintoretto, El Greco. Entre as obras-primas provenientes do norte da Europa, encontramse ali peças de Albrecht Dürer, Jan Brueghel o Velho, Lucas Cranach o Jovem, Albrecht Altdorfer, Hans Holbein. A seção dedicada aos séculos XVII e XVIII inclui obras de Pieter Paul Rubens, Antonie van Dyck, Justus Sustermans, Caravaggio, Annibale Carracci, Rembrandt, Giuseppe Maria Crespi, Canaletto, Francesco Guardi. O Corredor vasariano* (1565), realizado para ligar a Galleria degli Uffizi ao Palazzo Pitti através da Ponte Vecchio, abriga importantíssimas obras italianas e estrangeiras dos séculos XVII e XVIII.

Na Via Lambertesca, a Coleção Contini-Bonacossi* (E4) inclui obras de importantes artistas italianos e estrangeiros dos séculos XIII a XVIII (Cimabue, Andrea del Castagno, Bellini, Bernini, El Greco, Velásquez). No Palazzo Castellani (E4) encontra-se o Museo di Storia della Scienza*, que abriga a coleção iniciada por Cosimo o Velho, exposta até o século XVIII na Galleria degli Uffizi, e a coleção de instrumentos e aparatos didáticos e instrumentais da casa Lorena. Oltrarno. Em 1172, as muralhas alcançavam toda a área além do rio Arno. Até então, havia somente uma ponte, hoje chamada Ponte Vecchio e que, da Piazza della Repubblica conduzia, pelas margens do rio, até Palazzo Pitti, Chiesa di S. Spirito e Chiesa di S. Maria Del Carmine. A Piazza della Repubblica (C-D4) foi realizada no séuclo XIX, sobre os destroços de um antigo mercado medieval, infelizmente destruído. Nela encontram-se os cafés mais frequentados da cidade. Nas proximidades, o Palazzo davanzati* (D3), um edifício sóbrio do século XIV, com grande pórtico do século XVI. O palácio abriga o Museo della Casa Fiorentina Antica, reunindo belos exemplos de artes decorativas dos séculos XIV a XVIII. A Loggia del Mercato Nuovo (D4), construída no século XVI para a venda de tecidos valiosos, hoje um intenso mercado de artesanato, fica em frente à Fonte do Porcellino (na realidade trata-se de um javali), réplica de um original helenístico conservado na Galleria degli Uffizi. Atrás da Loggia do Mercado Novo encontra-se o Palazzo dei Capitani di Parte guelfa (D4), do século XIV, ampliado suces-

Raffaello, Madona do Grão-Duque (Florença, Palazzo Pitti)


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24 sivamente por Brunelleschi e Vasari, no qual é possível admirar uma magnífica sala de Brunelleschi com claraboia de Luca della Robbia e teto de Vasari. A Via Por S. Maria (E4), que apresenta duas torres medievais dos séculos XI e XIII, conduz à mais antiga e célebre ponte de Florença, chamada Ponte vecchio* (E3-4), construída em 1345 no mesmo local onde havia existido precedentemente uma outra ponte, presumivelmente de 996. Foi a única ponte da cidade que não foi destruída durante a retirada dos alemães em 1944. Inicialmente era ocupada por ferreiros, açougueiros e verdureiros, hoje por joalheiros e ourives. O Corredor Vasariano acompanha a ponte passando por cima das lojas. A ponte leva à Via de” Guicciardini (E-F3), que se abre em uma praça dominada pela Chiesa di S. Felicita. Deste ponto, chega-se ao palácio mais monumental da cidade, isto é, Palazzo Pitti* (F23), construído pelo banqueiro e mercador Pitti em meados do século XV, aumentado em 1558, assumindo a forma atual após o acréscimo de duas alas, chamadas rondó, em 1764 e em 1839. Com formas simples e grandiosas, o palácio abriga, com as construções anexas no jardim de Bodoli, alguns dos mais importantes museus florentinos. A galleria Palatina* recebe em suas esplêndidas salas afrescadas (sobretudo por Pietro da Cortona e Ciro Ferri) obras dos séculos XVI a XVII. Destacam-se As Três Idades do Homem, de Giorgione, a Madona da Poltrona e a Madona do Grão-Duque, de Raffaello, o Retrato de Júlio II de Tiziano, e a Vênus Itálica, de Giovanni Canova, além de obras-primas de Botticelli, Lippi, Signorelli, Beccafumi, Rosso Fiorentino, Andrea del Sarto, Dosso Dossi, Tintoretto, Veronese, Rubens, Van Dyck, Murillo, Perugino, Sustermans, Caravaggio, Salvator Rosa e outros. Os apartamentos reais são um conjunto de salas ricamente decoradas, que serviram de residência para a família Médicis, Lorena e Savoia. A galleria d’Arte Moderna oferece um panorama abrangente da pintura italiana do período neoclássico ao século XIX. Nas 30 salas estão presentes obras de Francesco Hayez, Giovanni Fattori, Gaetano Previati, Silvestro Lega, Medardo Rosso, Federico Zandomeneghi. O Museo degli Argenti* conserva um amplo acervo de objetos em metais preciosos e pedras semipreciosas, cristais e objetos de marfim. Particularmente notável, a coleção de Lourenço, o Magnífico. O Museo delle Carrozze reúne exemplares das cortes Lorena e Savoia. O Jardim de Boboli* (F3), ocupando uma área de 45000 m2, é um dos mais elegantes e grandiosos jardins tipicamente italianos;

projetado em meados do século XVI, deve sua aparência atual às modificações e acréscimos dos séculos XVIII e XIX. Os elementos mais conhecidos são: o Anfiteatro, a Fonte do Carciofo, a Gruta de Buontalenti, o Viveiro de Netuno, o Jardim do Cavaleiro e o Piazzale dell’Isolotto*, ilha artificial onde se encontra a Fonte do Oceano, de Giambologna. O Museo delle Porcellane* reúne porcelanas Ginori di Doccia, de Sévres, Chantilly, Viena, Berlim, Meissen e de outras manufaturas. No pequeno palácio em estilo neoclássico, denominado Palazzina della Meridiana, encontra-se a galleria del Costume, que documenta a evolução da moda e do vestuário dos séculos XVIII a XX. Saindo do Palazzo Pitti, antes de visitar a bela Via Maggio (E-F2-3), ladeada por palácios dos séculos XIV e XV, vale a pena visitar a Chiesa di S. Felice in Piazza (F2) e o Museo Zoologico «La Specola» (F2), no Palazzo Torrigiani. Trata-se de uma seção do Museu de História Natural da Universidade, com riquíssimas coleções, inclusive um conjunto de ceras anatômicas* dos séculos XVIII e XIX. Na Piazza S. Spirito (F2), precedida por um adro, predisposta com jardins e circundada por casas do século XV, onde se destaca o palácio renascentista denominado Palazzo guadagni, encontra-se a Chiesa di S. Spirito* (E2) que, com a igreja paroquial de S. Lorenzo, é um dos mais belos exemplos da arquitetura do início do Renascimento. Projetada por Brunelleschi em 1444, terminada em 1488, possui um interior elegante e refinado, onde estão abrigadas obras de Bernardo Rossellino, Andrea Sansovino, Filippino Lippi; destacam-se o vestíbulo e a sacristia. No exterior da igreja, um lindo campanário; à esquerda, o Cenáculo de S. Spirito, com um grandioso afresco de Andrea Orcagna. Chega-se à Chiesa di S. Maria del Carmine* (E1), de origem medieval, refeita em 1771, conhecida universalmente por sua Cappella Brancacci, que se encontra depois do claustro, do século XVII. Nela, encontra-se o ciclo de afrescos* de Masaccio e Masolino, realizado por Filippino Lippi. Próximo à sacristia, em estilo gótico, pinturas dos séculos XIV e XV. S. Trìnita e S. Maria Novella. Entra-se no bairro em direção a oeste, que começa pela Via de” Tornabuoni, limite extremo da cidade romana e da primeira muralha medieval. Partindo da Chiesa S. Maria Maggiore (C34), em estilo gótico, e atravessando a Piazza degli Antinori (C3), com o Palazzo Antinori, do século XV, e a Chiesa di S. Gaetano, barroca, chega-se à via de’ Tornabuoni* (C-D3), uma das mais elegantes da cidade, ladeada


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25 por importantes palácios dos séculos XV a XIX, dentre os quais destaca-se o Palazzo Strozzi* (D3), com o Palazzo Medici-Riccardi, o mais célebre exemplo de construção renascentista florentina; iniciado em 1489, por Benedetto da Maiano e continuado por Cronaca, permanecendo incompletos um lado e parte da cornija. Na antiga Chiesa di S. Pancrazio (C-D3) encontra-se o Museo «Marino Marini», com um importante núcleo de obras do artista Marino Marini, Adjacentemente, encontra-se a Cappella Rucellai, estrutura do século XIV que contém o Tempietto di S. Sepolcro, elegante obra de L.B. Alberti. Palazzo Rucellai* (D3), precedido pela bela Loggia Rucellai, é uma obra-prima do Renascimento, construída na segunda metade do século XV a partir de um desenho de L.B. Alberti. Na Piazza S. Trìnita (D3), com a Coluna da Justiça ao centro, proveniente das termas de Caracalla, surgem o Palazzo Bartolini-Salimbeni, o Palazzo Spini-Feroni e a Chiesa di S. Trìnita*, uma das mais antigas de Florença (séc. XI), reconstruída em estilo gótico no século XIV, com fachada barroca de 1594. O interior bastante austero é um dos primeiros exemplos da arquitetura gótica em Florença. Abriga obras de Lorenzo Monaco, Domenico Ghirlandaio, Luca della Robbia e Desiderio da Settignano. A Chiesa dei Ss. Apostoli (séc. XI), na aconchegante Piazza del Limbo, fica ao lado do Borgo Ss. Apostoli (D-E3), rua medieval característica com casas e torres do século XIII, onde se encontra o Palazzo Rosselli del Turco, de Baccio d’Agnolo. A ponte S. Trìnita* (E3), com três arcadas, passa majestosamente sobre o rio Arno; obraprima de Bartolomeo Ammannati (1608), destruída em 1944, foi reconstruída em suas formas originais. Ao longo do rio (Lungarno Corsini) surge o Palazzo Corsini (D2-3), um dos melhores exemplos do barroco florentino. A galleria Corsini é uma das mais belas coleções privadas da Itália, com pinturas florentinas dos séculos XV e XVI e obras de artistas italianos e estrangeiros dos séculos XVII e XVIII. Na praça do mesmo nome surge a Chiesa di Ognissanti (C1-2), fundada em 1251 e sucessivamente modificada, com fachada barroca. No interior, afrescos de Domenico Ghirlandaio, Sandro Botticelli e Taddeo Gaddi; anexo encontra-se o refeitório com afrescos de Domenico Ghirlandaio. Piazza S. Maria Novella* (C2-3) é um dos lugares mais encantadores da cidade. Do lado oposto à igreja, encontra-se a Loggia di S. Paolo, do século XV, com dez elegantes arcadas e, entre os arcos, 9 medalhões de Andrea della Robbia, autor da claraboia sob o pórtico. No centro da praça, dois obeliscos

de mármore indicavam as metas do palio dei Cocchi, a tradicional corrida com carruagens. A Chiesa di S. Maria Novella* (B2-3) é uma obra-prima da arte gótica, construída por arquitetos dominicanos a partir de 1278. A fachada* do século XIV foi reconfigurada por L.B. Alberti. No interior, lindas e harmoniosas obras de Nino Pisano, Nardo di Cione, dei Rossellino, Desiderio da Settignano, Ghiberti, Filippino Lippi, Giambologna, um Crucifixo* de Giotto, o célebre ciclo de afrescos* de Domenico Ghirlandaio, um afresco* de Masaccio, um precioso Crucifixo* de Brunelleschi. À esquerda da igreja, o Museo di S. Maria Novella* que ocupa uma parte dos claustros do convento. Stazione Centrale di S. Maria Novella (A-B2), ferrovia e perfeito exemplo de arquitetura racionalista. Não muito longe, o antigo Convento delle Monache di Foligno (A3), que abriga um afresco pintado por colaboradores de Perugino, além de outros afrescos realizados por Bicci di Lorenzo. Bairro de S. Marco e de SS. Annunziata. Área que se encontra ao norte do Duomo, tendo como ponto central a Piazza S. Marco, com a Galleria dell’Accademia e o convento onde viveu o Beato Angelico, e a Piazza dell’Annunziata, com o Ospedale degli Innocenti e o Museo Archeologico. O Cenacolo di S. Apollonia* (A4-5), cenáculo do antigo mosteiro de freiras beneditinas de S. Apollonia, está decorado com importantes afrescos* de Andrea del Castagno. Do mosteiro pode-se ver o claustro grande, do século XV, pertencente à Universidade, que dá para a ampla e arborizada Piazza S. Marco. Nesta mesma praça, encontrase, também a Chiesa di S. Marco (A5), do século XIV, reformada por Michelozzo (143743) e várias vezes modificada, com fachada barroca. À direita da igreja, o Museo di S. Marco* (A5) ocupa ambientes sugestivos do convento dominicano que, no século XV, era um importante centro cultural. O museu é famoso especialmente pelas obras de Beato Angelico, que ali viveu e trabalhou. Dentre as várias pinturas que ali se encontram, destacam-se: a Deposição de Cristo*, o Tabernáculo dos Linaiuoli* (os tecelões de linho), Crucificação* e uma Anunciação*. O Chiostro dello Scalzo, é um pequeno claustro com pórtico monocromo afrescado por Andrea del Sarto juntamente com Franciabigio. O Museo di Storia Naturale (A5-6) é composto por três seções: Museo di Mineralogia e Litologia; Museo di Geologia e Paleontologia e Museo Botanico, com horto botânico anexo, antigo Giardino dei Semplici (jardim dos simples), fundado em 1550.


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26 A galleria dell’Accademia* (A5) tornou-se célebre pelo grupo de esculturas Prigioni*, pela obra inacabada de S. Mateus, e sobretudo pelo david* de Michelangelo. A Galeria abriga também outras pinturas da escola florentina dos séculos XIII a XVI. O Museo dell’Opificio delle Pietre dure está anexado ao instituto, fundado em 1588, onde se realiza uma importante atividade de restauração de obras de arte italianas. A Piazza della SS. Annunziata (B6) apresenta uma elegante planta circundada de pórticos; no centro, uma estátua de Fernando I de Giambologna, e duas fontes barrocas; à esquerda, o Loggiato dei Serviti (galeria dos servidos). À direita da basílica, o Ospedale degli Innocenti*, um dos mais significativos exemplos da civilização humanista florentina e um dos mais formosos testemunhos do Renascimento. O hospital fica na praça, com colunata* de nove arcadas e oito tondos de Andrea della Robbia. É sede de uma Pinacoteca que acolhe um pequeno núcleo de obras de altíssimo valor. A Basilica della SS. Annunziata* (A6) abriga uma pintura venerada da Anunciação. A igreja foi fundada em 1250 pela Ordem dos Servitas (ou Servos de Maria), sucessivamente refeita no século XV e várias vezes modificada. É precedida por um pórtico do século XVII através do qual se tem acesso a um pequeno claustro chamado Chiostrino dei Voti, em cujas paredes encontram-se alguns dos afrescos* mais célebres da história da arte florentina dos séculos XV e XVI, obra de Rosso Fiorentino, Jacopo Pontormo, Franciabigio, Andrea del Sarto; dentre eles, um baixo-relevo de Michelozzo. No interior barroco, vale a pena visitar a Cappella dell’Annunziata, em cujo altar se encontra o afresco, do século XIV, da Anunciação, muito venerado pelos florentinos. O Museo Archeologico* (A-B6) está instalado no Palazzo della Crocetta; trata-se de um dos mais importantes da Itália, especialmente pela rica coleção de arte etrusca e egípcia. A seção dedicada à arte estrusca* reúne soberbas obras estatuárias que foram encontradas nas Termas de Chianciano (a Mater Matuta, o sarcófago de Larthia Seianti) e uma célebre coleção de bronzes (Quimera de Arezzo, o Discursador). Também de extraordinário valor, a coleção de cerâmicas antigas* de produção ateniense, na qual destaca-se o Vaso François, com figuras pintadas de preto. Entre os bronzes romanos, o Idolino de Pesaro. No Museo egizio*, segunda maior reunião de peças egípcias na Itália, logo atrás do acervo do Museu Egípcio de Turim, são particularmente interessantes o retrato feminino de Fayyum, o relevo com os escribas, o carro de

guerra ou de caça e os tecidos coptas. O Arcispedale di S. Maria Nuova (C5-6), o mais antigo hospital de Florença, foi fundado em 1288 por Folco Portinari e reestruturado no século XVI por Buontalenti. O Museo Fiorentino di Preistoria (C5), que conserva preciosas coleções pre-históricas, está instalado no antigo Convento das Oblatas, onde também se encontra o Museo Firenze Com’era, que ilustra a transformação da cidade e abriga doze célebres Imagens das Vilas Mediceias de Giusto Utens. Precedida por um lindo claustro com pórtico, a Chiesa di S. Maria Maddalena de’ Pazzi (de 1257, reconstruída em 1479) abriga o afresco Crucificação*, de Perugino. Bairro S. Croce. É o bairro onde se encontra a Chiesa di S. Croce, igreja afrescada por Giotto, que guarda túmulos de florentinos famosos, e o Bargello, museu onde estão conservadas as mais belas esculturas de Donatello e Michelangelo. Em cada ângulo do bairro é possível encontrar elementos artísticos e históricos. Na Via del Proconsolo (C-D5), uma das mais antigas da cidade, encontra-se o Palazzo Nonfinito, que abriga o Museo Nazionale di Antropologia ed Etnologia fundado por Paolo Mantegazza, em 1869. À esquerda, no Burgo degli Albizi* surgem o Palazzo Ramirez de Montalvo, Palazzo Altoviti e a Casa e o Palazzo degli Albizi. Na mesma rua encontra-se também o Palazzo Pazzi* (D5), do século XV, também chamado palácio «della Congiura». Na Via Santa Margherita, o Museo Casa di Dante (D5), que abriga documentação do sumo poeta. A Badia Fiorentina* (D5) é uma antiga igreja do século XIII, ampliada por Arnolfo di Cambio e modificada nos séculos XIV e XVII. O campanário hexagonal com cúspide é do século XIV. No austero Palazzo del Podestà encontra-se o Museo del Bargello* (D5), um dos mais importantes do mundo, com soberba coleção de esculturas e objetos de arte, principalmente do Renascimento, e objetos medievais franceses, em marfim. Nele estão conservadas obras de Michelangelo (davi Apolo*, o Busto de Brutus*), de Donatello (davi*, S. giorgio*), Brunelleschi, Michelozzo, Luca della Robbia, Giovanni e Andrea della Robbia, Verrocchio, Francesco Laurana, Giambologna, Cellini, além de objetos de arte decorativa de toda a bacia do mar Mediterrâneo. Na homônima praça, em frente ao Palazzo gondi* (D5), uma das mais belas habitações senhoris do século XV, encontra-se o Palazzo di S. Firenze (D5), interessante testemunho do barroco tardio florentino. A Casa Buonarroti (D6) é uma casa transformada em museu, dedicado à preservação da memória


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27 da obra de Michelangelo. Foi criado por seu sobrinho-neto, Michelangelo, o Jovem, no lugar onde havia uma casa de propriedade do artista, tornando-se um célebre testemunho artístico do século XVII; destacam-se a galeria e o escritório, onde se encontram as coleções da família, dentre as quais algumas obras de Michelangelo. Ponto de encontro no século XIV e durante todo o Renascimento, além de campo de futebol florentino, a Piazza di S. Croce (E6) é circundada pela basílica e por característicos palácios florentinos, dentre os quais o Palazzo Cocchi Serristori e o Palazzo dell’Antella. A Basilica di S. Croce* (E6), obra-prima da arquitetura gótica, é o Panteon de italianos ilustres. Obra de Arnolfo di Cambio (1295), completada no final do século XIV; a fachada e o campanário são do século XIX. O interior é simples e grandioso, acolhe obras-primas de Benedetto da Maiano, Agnolo Daddi, Giovanni da Milano, Donatello, um soberbo ciclo de afrescos de Giotto, tumbas de Leonardo Bruni (obra-prima de Rossellino), Michelangelo, Niccolò Machiavelli, Ugo Foscolo, um sepulcro de Gioacchino Rossini e monumentos dedicados a Vittorio Alfieri e Antonio Canova. O Museo dell’Opera di S. Croce foi organizado no convento, nos espaços anexos à igreja; nele encontra-se a célebre Cappella Pazzi*, obra-prima de Filippo Brunelleschi. Passando através do claustro, chega-se ao refeitório, onde se encontra o soberbo Crucifixo* de Cimabue e o S. Ludovico* de Donatello. Atravessando um rico portal, chega-se ao elegante segundo claustro, provavelmente obra de Bernardo Rossellino. Na Via Magliabechi encontra-se a Biblioteca Nazionale Centrale (E6), a mais importante da Itália. Na Via de’ Benci encontra-se o Museo della Fondazione Horne (E5), um importante acervo de pinturas, esculturas, maiólicas, vidros e moedas dos séculos XIV e XVI. Através da Ponte alle Grazie, reconstruída em 1957, chega-se ao Museo Bardini* (F5), que reúne uma bela coleção de pinturas, móveis e cerâmicas, doada ao município em 1922 pelo colecionador Stefano Bardini. A colina e os bairros externos. Não se pode considerar a visita à cidade de Florença completa sem incluir um passeio pela arborizada colina, pelos bairros que ficam fora do anel viário e, naturalmente, pelos arredores da cidade. Um passeio pelo viale dei Colli é uma das mais belas experiências na cidade. Prosseguindo pelas ruas que ficam além do rio Arno, chega-se até o Piazzale Michelangelo*, do qual se tem uma vista magnífica da cidade. Continuando até o final de uma

escadaria, chega-se à Chiesa di S. Salvatore al Monte (1499). Sobre a colina, encontrase S. Miniato al Monte*, obra-prima da arquitetura românica, construída entre 1018 e 1207. O interior, onde se encontra um belíssimo piso de mármore*, abriga obras de Michelozzo, Agnolo Gaddi, Taddeo Gaddi, Luca della Robbia, Antonio Rossellino, Alessio Baldovinetti. À direita da igreja encontrase o Palazzo dei Vescovi, do século XIV. Pela Via S. Leonardo, logo antes da Porta S. Giorgio, chega-se ao Forte di Belvedere* (159095), que se une às muralhas da cidade. Funcionava como fortaleza e residência suburbana. Ligado, através do Jardim de Boboli, Palazzo Pitti e Corredor Vasariano, ao Palazzo Vecchio, é dominado pela elegante Palazzina di Belvedere, onde são realizadas exposições temporárias. O último trecho do Viale dei Colli é chamado Viale Machiavelli, que termina na Porta Romana, robusta torre defensiva com aldravas originais de madeira. Na margem direita do Arno, a oeste da cidade, surge o Parco delle Cascine*, pulmão verde de Florença e lugar predileto dos florentinos para passeios. Nos bairros ao norte, encontra-se o Museo Stibbert*, um dos mais importantes do mundo pela coleção de armas antigas e pelo extraordinário acervo de objetos de arte aplicada de todas as épocas e provenientes de todos os países. Na Chiesa di S. Michele a Salvi encontra-se o Museo del Cenacolo di Andrea del Sarto, com cenáculo, afrescado por Andrea del Sarto em 1526-27, obra-prima da pintura do século XVI. O Museo del Tempio Israelitico abriga antigos códigos, pergaminhos e objetos de culto judaico. Nos arredores, além de Fièsole (veja), vale a pena visitar Sieci, com antiga Pieve di S. Giovanni Battista a Rèmole, e Castello com a Villa Medicea di Castello*, sede da Accademia della Crusca. Pouco mais distante, encontram-se Villa Medicea della Petraia*, com um lindo jardim, e Villa Corsini, que abriga as coleções de escultura e epigrafia antiga do Museo Archeologico Nazionale. Em Pratolino encontra-se o imenso parque Villa Demidoff, do século XVI, com a imponente Fonte do Appennino de Giambologna. Enfim, sobre uma colina entre oliveiras e ciprestes, encontra-se a Certosa del galluzzo*, precedida pelo Palazzo Gotico degli Studi, que abriga uma Pinacoteca, fundada em 1342 por Niccolò Acciaioli, inclui a Chiesa di S. Lorenzo, o Mosteiro, o pequeno claustro dos Monges, o claustro grande com 66 bustos em terracota, de Della Robbia, o refeitório e o pequeno claustro, do século XV, dos Conversi.


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28 FIvIzzANO

FOSdINOvO

(Massa-Carrara) Burgo comercial da Lunigiana (veja), circundado por muralhas construídas pelos florentinos no século XVI. Piazza Medicea, expressiva, com grande fonte do século XVII, palácios renascentistas e Chiesa dei Ss. Jacopo e Antonio, de 1377, ampliada no século XVI. Nas vizinhanças encontra-se o Castello della Verrùcola, refeito no século XIV. Em direção à Càsola in Lunigiana, onde surge o Museo del Territorio dell’Alta Valle Aulella, encontra-se a protorromânica paróquia Pieve di Codiponte, com esculturas de longobardos e carolíngios. Vale a pena visitar também equi Terme e as grutas de Equi.

(Massa-Carrara) Vilarejo de antigos encantos sobre uma colina, extrema ramificação dos Alpi Apuane, dominado pelo castelo do século XIV, onde Dante, em 1306, teria transcorrido algum tempo. Na igreja paroquial, sepultura de mármore de Galeotto Malaspina (1367 m).

FOIANO deLLA CHIANA (Arezzo) Colocado sobre uma colina, o burgo domina a Chiana e a torrente Esse. De destaque, a Collegiata di S. Martino, igreja colegiada de 1512-1796, e a Chiesa di S. Michele Arcangelo, também chamada S. Domenico. A Chiesa di S. Maria della Fraternita, do final do século XVI, abriga o Museo Civico. Às margens do vilarejo, na Chiesa di S. Francesco, grande peça de altar de Andrea della Robbia. Após ultrapassar a Chiana, chega-se à Abbazia di Farneta, do século IX ou X, da qual se conserva a igreja e a cripta, sede de um Antiquário.

FOLLÒNICA (Grosseto) Centro industrial e balneário da Maremma (veja), pouco mais que um burgo no século passado, cresceu após a obra de recuperação e drenagem realizada na região e após o florescer da indústria da fundição (que já existia desde o século XVI). Vale a pena visitar o Museo del Ferro e della Ghisa e a Pinacoteca Modigliani. Muito curiosa a Chiesa di S. Leopoldo, exemplo raro de «arqueologia industrial sacra», em grande parte construída em ferro-gusa. Nos arredores, é interessante ver também, em Scarlino, a igreja paroquial, os restos do castelo de onde foram retirados os materiais do Centro di Documentazione del Territorio e as Miniere di Gavorrano.

FORTe deI MARMI (Lucca) O forte, construído para Leopoldo I em 1788, é o centro da praça. Era um porto para embarcação de mármores provenientes dos Alpi Apuane, que se estendem além do pinheiral. A cidade foi redescoberta por artistas e intelectuais no século XIX. Caracterizase pela presença de belas Vilas que tornaram a cidade uma das estações balneárias mais elegantes e frequentadas da Versilia (veja).

gARFAgNANA (Lucca) As fronteiras atuais da Garfagnana não são bem definidas. Pode-se considerar como Garfagnana toda a zona que se encontra nos arredores de Castelnuovo, dominada historicamente pela casa Este, que, duas vezes, confiou o governo a poetas: Ariosto (1522-25) e Fulvio Testi (1640-42), o rimador barroco. É delimitada ao norte pelos Alpi Apuane e Apenini: montanhas irregulares e pontiagudas as primeiras, suaves e verdejantes, as segundas. Banhada pelo rio Serchio, de origem apuana (Serchio di Gramolazzo) e appenninica (Serchio di Soraggio). As peculiaridades desta terra de fronteira, no meio das montanhas e longe das grandes redes de comunicação, fizeram com que a localidade se tornasse um lugar característico, tanto do ponto de vista da linguagem, quanto da alimentação e da cultura.

gIgLIO (ILHA de) (Grosseto) A segunda ilha do arquipélago toscano, completamente montanhosa e com típica vegetação mediterrânica. Vive da rivalidade entre dois centros: giglio Porto, cidadezinha que se concentra na área do porto e giglio Castello, fechado em muralhas medievais e dominado pela fortificação. A outra cidadezinha, chamada Campese, fica nos arredores de uma esplêndida praia. A poucos quilômetros encontra-se a ilha privada de giannutri, que faz parte do Parco Nazionale dell’Arcipelago Toscano (veja Capraia).

gReve IN CHIANTI (Florença) Localizada entre a antiga Via Chiantigiana e o Valdarno Superiore, é um importante centro da região Chianti. Na Piazza Giovanni da Verrazzano*, onde a cada ano se realiza uma importante feira e mercado agrícola, encontra-se a Parrocchiale di S. Croce, igreja paroquial reconstruída em estilo neoclássico; no interior, tríptico de Bicci di Lorenzo. A localidade chamada Montefioralle conserva trechos da muralha e torres do antigo castelo. Nas vizinhanças, a soberba Villa Corsini, do século XVI.


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gROSSeTO Capital da Maremma (veja) e próspero mercado agrícola. Antiga localidade etrusca, a cidade foi fundada no ano 935, após a devastação sarracena. Ficou sob o domínio de Siena, a partir de 1336, e da casa Médicis, a partir de 1559. Seu destino seguiu alternando bons e maus momentos, os bons, após a recuperação e drenagem do território e os

maus, após os surtos de malária, definitivamente erradicada no século XIX. A Piazza Fratelli Rosselli (B2) é considerada o centro da cidade moderna onde se encontram o Palazzo del Governo, neoclássico, e o Palazzo delle Poste (1930), moderno. Pouco mais adiante, através da Porta Nuova chega-se ao centro histórico, fechado no hexágono das muralhas* que os Médicis mandaram reconstruir (1564-93), transformadas no sécu-


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30 lo XIX em percurso para passeio. O duomo (C2-3), construído entre 1294 e 1302 sobre o edifício preexistente do século XII, foi várias vezes restaurado; a fachada branca e rosa, é uma reconstrução neorromânica de 184045. No interior, pia patismal de Antonio Ghini (1470) e uma mesa* de Matteo di Giovanni do século XV. O Museo Archeologico e d’Arte della Maremma* (C2-3) abriga uma coleção de grande importância (fundada em 1865 e renovada em 1999) que reconstrói a sucessão das diferentes culturas no território maremmano, desde os achados arqueológicos e pre-históricos até as preciosas coleções do antigo Museu Diocesano. A Seção Arqueológica concentra-se nos restos da antiga cidade de Roselle (ciclos estatuários* romanos, célebre alfabetário etrusco em marfim) e nas obras de arte sacra de Guido da Siena, Segna di Bonaventura, Sassetta. A Chiesa di S. Francesco (B3) abriga um Crucifixo* atribuído ao primeiro período do pintor Duccio di Buoninsegna. Nos arredores de Marina di grosseto há uma linda praia entre o pinheiral do Tòmbolo, que se estende em direção ao sul, chegando a Principina a Mare, onde começa o Parco Naturale della Maremma*. Instituído em 1975, inclui a área pantanosa da foz do rio Ombrone, os Monti dell’uccellina e a área litorânea que, ao norte, alcança a praia do Paludetto. Chega-se em Alberese ou Talamone (veja). Ao longo da costa encontram-se as torres do antigo sistema de vigilância. Nas proximidades da Torre dell’Uccellina, as ruínas da antiga Abbazia di S. Rabano (séc. XI). Perto de Nomadelfia, sede da instituição de solidariedade fundada por Don Zeno Saltini, encontram-se as ruínas de Roselle*, cidade etrusca e mais tarde romana, onde é possível admirar as ruínas* da muralha. As escavações trouxeram à luz ruínas da cidade romana e da estrutura urbana do período arcaico tardio.

IMPRuNeTA (Florença) Nesta localidade, «in pruinetis», isto é, no meio do mato, alguns fugitivos cristãos buscaram proteção venerando uma pintura da Virgem Maria realizada por São Lucas. A história da cidadezinha está ligada a esse culto e à Basílica que, em seguida foi ali construída. Na praça central surge a Basilica di S. Maria dell’Impruneta*, uma igreja paroquial em estilo românico (1060), renovada no século XV, com pórtico do século XVII e torre com campanário do século XIII. O interior renascentista, foi restaurado após os bombardeios da última guerra; nele encontra-se a Cappella della Madon-

na*, onde a venerada imagem, provavelmente medieval, mas pintada novamente em 1758, está conservada. O Museo del Tesoro conserva pratarias, códigos ilustrados com iluminuras e um baixo-relevo, representando A Descoberta da Imagem da Madona, atribuído a Michelozzo ou a Filarete ou a Luca della Robbia.

LARdeReLLO (Pisa) Em 1818, um francês chamado De Larderel começou a extrair ácido bórico dos gêiseres (fontes quentes com erupções periódicas) de Montecerboli e, em 1846, foi criada em Larderello a primeira usina de extração. Hoje é um centro de produção de energia elétrica. Vale a pena visitar a igreja do Renascimento tardio, chamada Chiesa dela Madonna di Montenero e, na usina da ENEL, o Museo della Geotermia, onde se encontra um gêiser coberto e uma fonte termal. Em Sasso Pisano, perto de Castelnuovo di val di Cècina, burgo com uma área medieval, uma renascentista e outra moderna, algumas escavações arqueológicas revelaram a presença de edifícios etruscos (sécs. III-I a.C.). Em Pomarance, burgo de aspecto medieval, a igreja paroquial conserva um presépio em terracota policromo do século XVI. Entre a Maremma (veja) e o interior encontram-se deslocadas, aqui e ali, as Colinas Metallifere, montes vulcânicos nos quais se manifestam vários gêiseres: emissões violentas de vapor aquoso a alta temperatura.

LA veRNA (Arezzo) Cume calcário, característico do Casentino (veja), entre o rio Tibre e o Arno, foi doado pelo Conde Orlando Cattani da Chiusi a Francisco de Assis que, com alguns companheiros, construiu ali algumas casas. Em Setembro de 1224, o Santo recebeu os estigmas de Cristo e, desde então, o lugar tornou-se um importante santuário. O Convento da verna surge pouco abaixo do topo do monte onde se encontram a pequena igreja chamada S. Maria degli Angeli, a Chiesa Maggiore (Igreja Maior) ou Basilica dos séculos XIV e XV, com terracotas de Andrea della Robbia, e a Cappella delle Stimmate, que remonta a 1263 e em cujo piso se encontra uma pedra indicando o lugar onde o Santo recebeu os estigmas. Vale a pena visitar também a gruta de São Francisco e Sasso Spicco, uma enorme rocha saliente com dois metros da mesma apoiados em outra rocha. Através de uma antiga floresta de faias e abetos, chega-se ao Monte Penna, do qual se tem uma vista espetacular dos vales entre o rio Tibre e o rio Arno.


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31 LIvORNO (Planta p. 32) Cidade ideal do Renascimento tardio, fundada pelo Grão-Duque Francesco I de Médicis; além de desempenhar funções portuárias, o desenvolvimento foi caracterizado pela “constituição”, aprovada em 1593, que estimulava a imigração, protegendo a liberdade dos que ali desembarcavam e favorecendo assim a instalação de diversas comunidades. A cidade apresenta dois polos distintos: a área denominada “cidade ideal”, desejada pelos Médici, e a área onde houve maior expansão, no século XIX, graças à família Lorena. Apesar de ter sido bastante danificada durante os bombardeios da segunda guerra mundial, ainda são visíveis os restos da planta urbana da cidade desenhada por Bernardo Buontalenti. A Piazza grande (B2), circundada por palácios com pórticos, constitui o centro da cidade. O Duomo é a reconstrução de um edifício gótico tardio devastado pelos bombardeios. A Piazza della Repubblica (B2) cobre um trecho do Fosso Reale, antigo fosso que servia para a defesa da cidade. Nos lados menores, duas grandes estátuas representando Fernando III e Leopoldo II. Mais adiante, depois do fosso, surge a Fortezza Nuova (A-B2), desenhada por Buontalenti. Atrás, o bairro popular de Venezia Nuova*, construído por trabalhadores venezianos, mantendo características do projeto original, com uma densa rede de canais, pontes, estradas estreitas e armazéns. No mesmo bairro encontra-se a Chiesa di S. Caterina, de planta octogonal. Os Bottini dell’Olio foram construídos em 1705 para servir como depósitos para conservar azeite. Pouco adiante encontra-se a Chiesa di S. Ferdinando. A Fortezza vecchia (B1), uma construção fortificada imponente construída entre 1521-34 a partir de um projeto elaborado por Antonio da Sangallo, o Velho, inclui o Mastro da Condessa Matilde, maciça torre do século IX, circundada por uma fortificação construída em 1377. Na Piazza Micheli, encontra-se o célebre Monumento aos Quatro Mouros* (B2), construído para o Grão-Duque Fernando I. O nome foi escolhido por causa das figuras em bronze, realizadas por Pietro Tacca, em 1626. A praça fica em frente à Vecchia Darsena, para além da qual encontra-se o Porto Mediceo. Através da Via Grande (B2), a principal rua da cidade, chega-se à Piazza Grande, além da qual surgem a Chiesa della SS. Annunziata ou dos Greci Uniti (1601), a Chiesa della Madonna (1607) e a fachada da Chiesa di S. Gregorio degli Armeni. Ao fim da rua, encontra-se o Cisternino, em estilo neoclássico, edificado em 1837-42 para a distribuição de água. Em seguida, chega-se à Piazza del Cisternone (B3),

cujo nome deriva do grande reservatório construído na primeira metade do século XIX. Através da Via De Larderel, chega-se ao majestoso Palazzo De Larderel, edifício neoclássico do século XIX. A expansão dos séculos XIX e XX caracterizou-se pela presença cada vez maior de mansões elegantes e de hotéis, estimulada pelo boom turístico que alcançou seu auge entre o final do século XIX e o início do século XX. Na arborizada Piazza della Vittoria (C2-3), a Chiesa di S. Maria del Soccorso foi erigida em 1835, após uma epidemia de cólera. Villa Maria (C3), circundada por um parque secular, é a sede do Centro di Documentazione e Ricerca Visiva, que reúne testemunhos da história da cidade. Nas proximidades, o castelo, do século XIX, que abriga o Museo Mascagnano. Na Villa Fabbricotti (D3), do século XVII, encontra-se a Biblioteca Labronica, segunda biblioteca mais importante da Toscana. Na Villa Mimbelli (D2), do século XIX, encontra-se o Museo Civico «g. Fattori», com obras* do pintor natural de Livorno, e telas dos impressionistas e pós impressionistas. A Villa Henderson (D2) abriga o Museo di Storia Naturale del Mediterraneo. O caminho ao longo do mar chega até viale Italia* (B-F1-2) que, dos Estaleiros Navais Orlando conduz até o Terrazza Mascagni, que dá para o mar, onde se encontra o Acquario Comunale «d. Cestoni». Pouco mais adiante, a Chiesa di S. Jacopo in Acquaviva, onde se encontra a entrada da famosa Accademia Navale (E2). Depois do Hipódromo encontra-se Ardenza (F3), núcleo residencial que surgiu em volta de um grupo de mansões construídas em estilo neoclássico. Nos arredores, encontra-se também o Santuario di Montenero, edificado no século XIV, reconstruído e ampliado em 1575 e 1721, onde se conserva uma preciosa coleção de ex-votos. Da praça goza-se de um lindo panorama*.

LORO CIuFFeNNA (Arezzo) Localidade característica do Pratomagno (veja) às margens do rio Ciuffenna. Na Chiesa di S. Maria Assunta encontra-se um tríptico de Lorenzo di Bicci e outras obras do século XVI. Nos arredores, em gròpina, acha-se a igreja paroquial românica de S. Pietro*, com capitéis originais e escavações arqueológicas abaixo da igreja. Em Castelfranco di Sopra, circundado por muralhas em forma de torres, encontra-se a Chiesa di S. Tommaso, do século XI, e o Palazzo Comunale, do século XIV; nas proximidades do povoado, encontra-se a antiga Badia di Soffena. Em Pian di Sco encontra-se uma igreja paroquial românica dos séculos XII e XIII.


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33 LuCCA Povoado de origem romana, surgiu a partir de um aglomerado de habitantes lígures, sucessivamente ocupado pelos godos e bizantinos; foi sede de um ducado longobardo, tornando-se sucessivamente capital da Tuscia. Por volta do ano 1000, após um período de grande vigor econômico e demográfico, foi construída uma nova muralha. A riqueza econômica era determinada pela atividade bancária e pelo trabalho da seda, mas também pela associação ao partido do imperador na questão das investiduras ou nomeações, circunstância que contribuiu para a abertura dos mercados europeus. Os contrastes com Pisa e as graves lutas civis do século XIV, determinaram o fortalecimento das senhorias, como as de Castruccio Castracani e Uguccione della Faggiuola. Em 1369, Lucca recupera a independência e, com exceção do período da senhoria de Paolo Guinigi (140030), torna-se uma espécie de cidade-estado em forma de república oligárquica. Na metade do século XVI, Lucca, estado autônomo, mas sufocado pelos domínios extensos da família Médicis, dota-se de uma terceira cintura de muralhas que nunca foram usadas para a defesa, mas transformadas, no século XIX, em sítio de passeio. Após o breve período da república democrática de 1799, torna-se um principado sob o comando da irmã de Napoleão, Elisa. Durante a restauração, torna-se ducado, sob o comando de Maria Luigia di Borbone. Mais tarde foi cedida, pelo filho de Maria Luigia di Borbone, Carlo Lodovico, a Leopoldo II de Lorena (1847). Trata-se de um período de importantes transformações urbanas: a criação da Piazza del Mercato, o passeio das muralhas e a construção da estação ferroviária. Após a Unidade da Itália, não se verificam transformações relevantes, mas a população de Lucca, como disse o escritor Mario Tobino, «fez a coisa mais extraordinária que já ocorreu na Itália: conservou sua cidade. Lucca é sempre a mesma». Contemporaneamente à realização das ruas arborizadas da cidade, foi aberta, nos bastiões, uma ampla e sombreada Piazza Napoleone (C2), adornada com monumento neoclássico dedicado a Maria Luigia di Borbone; a praça é delimitada a oeste pelo Palazzo della Provincia, antigo Palazzo della Signoria, iniciado por Ammannati, em 1578, e ampliado nos séculos XVIII e XIX. A esplêndida Chiesa dei Ss. giovanni e Reparata* (C3), edificada no século XII e parcialmente reconstruída no século XVII, conserva o portal original de 1187. Adjacente, encontra-se o batistério com planta quadrada e bela cúpula gótica de 1393. A área arqueológica* inferior contém


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as instalações primitivas (paleocristãs e medievais) da antiga Cattedrale di S. Reparata e do batistério, além de estratificações romanas e antigas. Um sugestivo cenário medieval é oferecido pela Piazza Antelminelli (C3) e contígua Piazza di S. Martino, onde surge o Palazzo Bernardi, obra de Ammannati. A área é dominada pelo duomo*, construído em formas românicas nos séculos XI e XII, mas reformado nos séculos XV e XVI. A fachada, assimétrica, é de 1204, com um pórtico abaixo no qual se encontram alguns relevos* de 1233 e um relevo da Deposição, atribuído a Nicola Pisano. No interior, o venerado volto Santo (ou Sagrada Face), grande crucifixo lígneo de arte oriental, o renomado Monumento Fúnebre dedicado a Ilaria del Carretto*, de Jacopo della Quercia e S. Martinho a Cavalo e o Mendigo*, obra-prima da escultura do sécu-

lo XIII. O Museo della Cattedrale, é uma construção realizada entre os séculos XIII e XIV que reúne preciosos adornos sacros e obras de arte. via guinigi* (B-C3) é uma das mais sugestivas da cidade; encontram-se ali as casas dos guinigi*, núcleo de palácios e torres do século XIV, dentre as quais, uma copada de azinheiras, da qual se tem uma belíssima vista. Nesta mesma Via Guinigi encontra-se também a Chiesa dei Ss. Simone e Giuda, do século XIII e, na Via S. Andrea, a Chiesa di S. Andrea do século XII e a Casa Gentili, posteriormente chamada Caselli, do final do século XIV. Trata-se de um exemplo típico de casa comercial da cidade de Lucca. Na Piazza del Salvatore (B2), adornada pela fonte neoclássica de Lorenzo Nottolini, encontramse a Torre del Veglio e a Chiesa del Salvatore ou della Misericordia.


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Na Piazza S. Michele* (C2), situada no típico e animado centro da cidade, encontram-se o Palazzo del Podestà ou Pretório, de 1492, ampliado no século XVI, e a Chiesa di S. Michele in Foro*, um dos exemplos mais característicos da arquitetura de Pisa e Lucca. A fachada apresenta quatro ordens de arcadas abertas ricamente decoradas, destacando-se no topo uma enorme estátua de São Miguel e Anjos, em estilo românico; no canto direito do corpo da igreja, robustas arcadas do século XIV e, no fundo, o campanário. No interior, uma peça de terracota esmaltada, de Andrea della Robbia e uma mesa de Filippino Lippi. O único exemplo de arquitetura renascentista existente em Lucca é a Chiesa di S. Paolino (C2), construída em 1522 numa área onde existia um amplo edifício romano. Palazzo Mansi* (B2), construído no século XVII e

sede da Pinacoteca Nacional, conserva parte da decoração original: o soberbo Salão da Música e uma suntuosa Sala da Alcova*. A coleção da Pinacoteca conta com pinturas que vão do Renascimento até a primeira metade do século XVIII. Além disso, pretende-se também reconstruir a coleção doada à cidade por Loepoldo II. S. Romano (C2) é uma igreja dominicana reconstruída no século XIII a partir dos restos de um primitivo oratório. A Chiesa di S. Alessandro (sécs. XI e XII; C2) é um notável exemplo de arquitetura românica primitiva, com uma sóbria fachada em mármore e, no interior, colunas com capitéis dos séculos III e IV. De S. giusto (C2), edifício românico do século XII, através da sugestiva Via del Battistero, chega-se à via Fillungo* (B-C3), principal eixo do centro histórico, com antigas casas e torres que a ladeiam e onde se encontram o Palazzo Cenami, do início do século XVI, a Chiesa di S. Cristoforo (C3), em estilo gótico-pisano, a Casa Barletti Baroni, do século XIII e a Torre delle Ore que, em 1471, foi dotada de um relógio mecânico. Pela tortuosa e sugestiva Via C. Battisti (B2-3), ladeada por belos palácios dos séculos XVII e XVIII, dentre os quais o Palazzo ControniPfanner, chega-se à Chiesa di S. Frediano* (B3), construída em 1112-47 e modificada no século XIII. A fachada, simples e elegante, possui uma arcada arquitravada com um mosaico em estilo bizantino acima. No interior, uma fonte lustral* românica, piso em mosaico cosmatesco e capela dos Trenta, que abriga relevos* de Jacopo della Quercia. Ao lado da igreja encontram-se os restos do cemitério de S. Caterina. Muito próximo à Via Fillungo, na área do anfiteatro romano, foi aberta, em 1830, a Piazza Anfiteatro* (B3): uma série de construções medievais sobrepostas que fecham a praça em círculo, criando um sugestivo quadro arquitetônico. No interior da villa guinigi* (B4-5), do século XV, encontra-se o Museo Nazionale, que reúne obras produzidas para a cidade por artistas locais e estrangeiros. Nele, é possível repercorrer a história artística de Lucca através dos séculos. Inclui também um setor arqueológico e obras que vão da idade média até a metade do século XVIII. Na Via del Fosso (A-C4), que deve o nome ao fosso que protegia as muralhas do século XIII, surge a Villa Buonvisi, com um lindo jardim e o Jardim Botânico, instituído em 1820. A igreja S. Maria Forisportam (C3-4), em estilo românico de tipo pisano (séc. XIII) está situada na praça de mesmo nome, onde se encontra uma antiga coluna romana em granito, lugar onde se realizam corridas de cavalos. No trecho central da Via S. Croce (C3-4), entre casas medie-


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36 vais e nobres palácios, surge o Palazzo Bernardini. Na Piazza del Suffragio, a Chiesa del Suffragio, do século XVII, e o Oratorio de S. Giulia (sécs. XIII e XIV). As muralhas*, do século XVI, usadas como caminho para passeio, são consideradas entre as mais significativas obras militares da Toscana. Nos arredores, entre as numerosas villas luccheses, construídas depois do Renascimento, destacam-se: a antiga villa Reale*, agora chamada Villa Pecci-Blunt, com um magnífico parque, a villa Mansi, do final do século XVI, e villa Torrigiani, do século XVII. Vale a pena visitar também a igreja paroquial românica, ou Pieve di Bràncoli* e Borgo a Mozzano com a Parrocchiale di S. Jacopo e o Oratorio do Crucifixo.

LuCIgNANO (Arezzo) Surge, na altura da Valdichiana (veja), peculiar exemplo de urbanização em forma de elipse, com a Collegiata di S. Michele no centro. O Museo Civico reúne obras dos séculos XIV e XV, uma Madonna de Luca Signorelli e um relicário de cobre dourado; iniciada em 1350 e concluída em 1471, a Arvore de ouro*, que é o símbolo da cidade. À direita do Palazzo Comunale encontra-se a Chiesa di S. Francesco, do século XIII, com portal gótico. Em frente a Porta S. Giusto, a fortaleza mediceia e o Santuario della Madonna delle Querce, supostamente desenhado por Vasari.

LuNIgIANA (Massa-Carrara) Extremidade da Toscana, entre a Ligúria e Emília-Romanha. Seu nome deriva do antigo porto romano de Luni, hoje sítio arqueológico, localizado na foz do rio Magra. Terra de trânsito por excelência, liga a planície padana e a Itália central, caracterizada pela presença de 160 castelos, burgos fortificados e hospedarias para viajantes. Dominada pela cor cinzenta do arenito; as estradas e fileiras de casas construídas em declive, usando inclinações íngremes, dão ao território e à colina toscana uma forma ímpar. O patrimônio linguístico e as tradições ali presentes, fazem desta área da Toscana uma ilha dentro da região: terra diferente, com profunda identidade. Uma parte do território lígure alcança Sarzana, e uma parte do território toscano alcança os centros mais importantes como Pontrèmoli, Fosdinovo e Fivizzano (veja).

MAgLIANO IN TOSCANA (Grosseto) O burgo encontra-se no lugar onde há um tempo existiu a etrusca «Heba», mais tarde romana. Conserva, entre as muralhas,

vestígios do século XV e reminiscências Aldobrandescas de S. Fiora. Vale a pena visitar a Chiesa di S. Giovanni Battista, a igreja românica-gótica de S. Martino e, ao longo do Corso Garibaldi, o Palazzo dei Priori e o Palazzo di Checco il Bello, gótico tardio. As muralhas*, do século XV, apresentam um trecho de época aldobrandesca (séc. XIII). Nas proximidades, as espetaculares ruínas da Chiesa di S. Bruzio, iniciada por volta do ano 1000.

MARCIANA (Livorno) Localidade da Ilha de Elba (veja), circundada por castanheiras-portuguesas e dominada pelas ruínas da fortaleza dos Appiani, do século XV. O Museo Archeologico reúne objetos pre-históricos, etruscos e romanos. Um caminho leva até o Santuario della Madonna del Monte (40 minutos), com um dormitório onde Napoleão viveu algum tempo. Um teleférico leva até as grandes rochas de granito do Monte Capanne. Em Marciana Marina, porto turístico, há uma torre do século XII.

MAReMMA (Livorno e Grosseto) Estende-se ao longo do mar Tirreno, da foz do Cècina até depois de Tarquinia. Uma costa prevalentemente plana, interrompida pelo promontório de Piombino, por Punta Ala, pelos Montes da Uccellina e do Argentario e pelas Colinas Metalíferas. A estagnação dos rios, pela elevação dos bancos de areia do litoral, tornou a área pantanosa, causando o despovoamento da região; assim, após um período próspero etrusco e romano, a área assumiu uma importância mais militar do que econômica, atestada pela presença de fortificações construídas pelos espanhóis no século XVI, constituindo assim o Stato dei Presidi (estado da defesa). No início do século XX, a recuperação territorial e a erradicação da malária deram novo vigor econômico à região que, atualmente, tem na indústria turística sua mais importante fonte de renda. A parte toscana divide-se entre Maremma Pisana, ao norte de Piombino (porém ainda província de Livorno) e a mais vasta Maremma Grossetana. Veja também Ansedonia, Campiglia Marittima, Castiglione della Pescaia, Cècina, Follònica, Grosseto, Larderello, Magliano in Toscana, Massa Marittima, Monte Argentario, Orbetello, Piombino, Populonia, Talamone e Vetulonia.

MARINA dI CAMPO (Livorno) Localidade animada que se encontra num promontório do Golfo di Campo,


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nas margens meridionais da Ilha de Elba (veja), dominada pela Torre della Marina (mediceia). Nos arredores, as praias de Càvoli, Fetovaia e Lacona, a cidadezinha Pomonte, entre os vales do Monte Capanne e o burgo de origem romana, denominado San Piero in Campo, com a igreja românica de S. Nicolò.

MARINA dI PIeTRASANTA (Lucca) Cidadezinha alegre da Versilia (veja) com uma paisagem de fundo emoldurada pelos picos dos Alpi Apuane. Ao longo da praia, entre Forte dei Marmi e Lido di Camaiore (veja), pegadas uma na outra, as localidades turísticas Fiumetto, Tònfano, Motrone, Focette.

MASSA Capital do Estado Malaspina – sucessivamente Cybo Malaspina – de 1442 a 1741, em seguida unida ao ducado de Modena; em 1806, Massa e Carrara foram agregadas ao principado de Lucca e em 1859 unidas ao Reino da Sardenha. Possui um núcleo medieval, com fortificação, parcialmente malaspiniana e parcialmente do século XVI. A cidade moderna tem crescido e alcança cada vez mais o litoral. O centro da cidade antiga encontra-se na Piazza degli Aranci (A-B2), na qual domina a bela fachada do Palazzo Cybo Malaspina (sécs. XVI e XVII) com pátio interno e pórticos. O duomo (A2), de 1389, mas várias vezes modificado,


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apresenta uma fachada de 1936 em mármore de Carrara. No interior, o pequeno sepulcro de Cybo Malaspina e dos Bispos, um afresco de Pinturicchio, um tríptico atribuído a Filippo Lippi e 6 candelabros em bronze de Pietro Tacca. No antigo palácio episcopal encontra-se a nova sede do Museo diocesano. Na alta colina, a Rocca* (B-C3), fortificação que inclui um núcleo medieval e um palácio renascentista. No interior, o Museo del Castello conserva material arqueológico. O Museo etnologico delle Apuane (A1, f.p.) é um dos mais completos do seu gênero e reúne testemunhos da vida rural. Nos arredores, a localidade termal San Carlo Terme, no meio do campo, ao pé do Monte Càrchio, a localidade Pasquilio, mais adiante, Antona, onde vale a pena visitar a igreja paroquial e no Parco Naturale delle Alpi Apuane, Pian della Fioba com o horto botânico «Pietro Pellegrini».

MASSA MARITTIMA (Grosseto) A “cidade velha”, concentrada ao redor do Duomo, apresenta intensas características medievais, com valor artístico inestimável; a “cidade nova” é uma expansão da cidade velha, projetada em 1228. «Maritima Regio» é a continuação de Massa Marittima

ao longo do mar. Toda a região litorânea circundante passou a ser chamada Maritima Regio, a partir do século IX. As minas de prata e de cobre foram exploradas até o século XIV; o declínio econômico, causado pela malária, que foi debelada após as obras de recuperação e drenagem do território, contribuiu para preservar algumas características sugestivas da cidade. O centro monumental da “cidade velha” é a Piazza garibaldi* (B-C1), fechada em pódio e degraus onde se destaca o Duomo. À esquerda, além do Palazzo Vescovile, encontra-se também o edifício da Fonte do Abbondanza (C12), do século XIII. Na mesma praça, o Palazzo Pretorio, a Casa dei Conti di Biserno, do século XIII, a Torre dei Biserno e o Palazzo Comunale*, edifício românico dos séculos XIII e XIV. Em frente, as Logge del Comune, reconstruídas no século XIX. Atrás, o Palazzetto della Zecca, medieval. O duomo* (C1), obra-prima da arquitetura em estilo românico gótico-pisano, foi construído no século XI e ampliado entre 1287 e 1304. O campanário foi reconstruído por volta do ano 1920. No interior, uma pia batismal de 1267, a Nossa Senhora das Graças, atribuída a Duccio di Buoninsegna, e a Arca de S. Cerbone*, patrono de Massa Marittima a


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39 quem a igreja é dedicada, obra-prima do artista sienense Goro di Gregorio. Em frente ao Duomo encontra-se o o Palazzo Pretorio (B-C1), residência das autoridades, sede dos museus cívicos, que compreendem o Museo Archeologico, com materiais do período neolítico e etrusco, e a Pinacoteca, com obras de Sano di Pietro, Sassetta, Ambrogio Lorenzetti e Sebastiano Folli. Sob a “cidade velha”, um conjunto de galerias usadas como refúgio durante a segunda guerra mundial, transformadas em Museo della Miniera (museu da mineração), onde estão documentadas as técnicas de escavação e exploração mineradora. Atravessando Porta alle Silici, entra-se na “cidade nova”, com Piazza Matteotti* (B2) e no centro a Torre del Candeliere (torre do castiçal) ou do Orologio (relógio). A praça é circundada por casas antigas e por uma seção de muralhas da Fortezza dei Senesi. No Palazzo delle Armi, em estilo renascentista, encontra-se o Museo di Storia e Arte delle Miniere (história e arte da mineração), que reúne minerais, equipamentos e uma documentação cartográfica (com o famoso Codice Minerario Massetano). Na Piazza Beccucci encontra-se uma exposição permanente de cultura rural; na Via Populonia uma antiga prensa do século XVIII. S. Agostino (B2) é uma igreja em estilo gótico com imponente portal fachada nua e abside poligonal, de 1348. Nas proximidades, o interessante Parco Archeologico del Lago dell’Accesa.

MONSuMMANO TeRMe (Pistoia) Localidade termal da Valdinièvole, onde nasceu Giuseppe Giusti. Fundada no século XVII, ao redor do Santuario di S. Maria di Fontenuova. No Museo anexo, encontra-se um Crucifixo de marfim atribuído a Giambologna. Na Casa Giusti, onde em 1809 nasceu o poeta, está sediado o Museo di Casa Giusti. Do estabelecimento termal, em cuja praça encontra-se um pequeno museu geológico, chega-se à gruta Giusti, dividida em vãos, chamados Paraíso, Purgatório e Inferno, saturados de vapor. A gruta Parlanti é uma caverna artificial. Nos arredores é possível visitar Monsummano Alto, pequeno burgo medieval circundado por muralhas, no qual se encontra a igreja paroquial românica de S. Nicolao do século XII.

MONTALCINO (Siena) A cidade assenta sobre uma colina coberta de oliveiras e de vinhedos que produzem o famoso Brunello, entre os vales do Ombrone e do Asso. Em 1555, quando Siena rendeu-se aos imperiais, 650 famílias refugiaram-se na fortificação de Montalcino (costruí-

da em 1361) resistindo até 1559. O Palazzo Comunale, construído entre os séculos XIII e XIV, com evidente marca sienense, possui um amplo pórtico onde, no fundo, encontra-se a estátua de Cosimo I de Médicis, e uma torre alta. Em frente, um pórtico construído entre os séculos XIV e XV. Atrás do palácio, a Chiesa di S. Egidio, construção despojada em estilo românicogótico. No antigo convento ao lado da Chiesa di S. Agostino (séc. XIV), encontra-se o Museo Civico e diocesano d’Arte Sacra, que reúne importantes obras de mestres sienenses dos séculos XIV e XV. Na farmácia da Hospedaria S. Maria, afrescos de Vincenzo Tamagni. A Rocca* (fortificação) domina a cidade por sua grande dimensão em forma de pentágono; no interior há uma adega de vinhos locais.

MONTe ARgeNTARIO (Grosseto) É um promontório (talvez uma antiga ilha), ligado à praia pelos bancos de areia que fecham a laguna de Orbetello. O nome deriva, talvez, da atividade dos banqueiros romanos Domizi que controlavam o promontório. Em 1555 fazia parte do Stato dei Presidi (estado da defesa) dos espanhóis e, em 1815, passou a fazer parte do grão-ducado de Toscana. Porto Santo Stefano, antigo porto de pescadores e hoje localidade balneária famosa, conserva uma fortaleza espanhola. Deste ponto partem os ferryboats para a Ilha de Giglio. Porto ercole foi outro burgo de pescadores, dominado por uma fortificação e por três fortes espanhóis. Nesta praia morreu Caravaggio, seguido pelos sicários dos Cavaleiros de Malta. Nos arredores, passeio até o Monte Telegrafo, o cume mais alto do promontório, de onde se tem uma vista* espetacular do arquipélago toscano e da Maremma (veja).

MONTeCATINI TeRMe (Pistoia) A fundação da cidade, na Valdinièvole está ligada à iniciativa de Pietro Leopoldo I (1765-90) que desejava modernizar a localidade que, desde o século XV, tinha em suas águas uma fonte de renda. Hoje é um dos lugares mais bem equipados e elegantes da Europa, uma cidade onde tudo gira em torno da água, por isso também chamada «ville d’eaux», ou cidade das águas. No coração da cidade encontra-se o Parco delle Terme*, um grande parque onde se encontram os seguintes estabelecimentos termais: Tettuccio (1927), excelsior (1915), em estilo liberty, com partes modernas que foram sucessivamente acrescentadas, Terme Leopoldine (1775), renovada em 1927. Na sede da Accademia «dino Scalabrino», o Museo d’Arte Contemporanea acolhe obras de artistas italianos e estrangeiros do final de 1800 a hoje. A montante, no parque


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40 das termas, estende-se o Parco delle Panteraie, do qual se tem um belo panorama. Montecatini Alto, onde se chega por meio de uma funicular ou por uma estrada panorâmica que passa ao lado da gruta Maona, conserva os restos da fortificação medieval, a Prepositurale com um museu e, na praça, uma pequena capela com afresco do século XIV. Nos arredores, entre os bosques, agradáveis localidades onde passar férias: Marliana, que conserva uma porta castelã, restos da muralha e a Chiesa di S. Niccolò; Panicàgliora; Sierra Pistoiese, com a Pieve di S. Leonardo, igreja paroquial em estilo românico, e os restos de um castelo; e Femminamorta, em um planalto arborizado e ondulado.

MONTe OLIveTO MAggIORe (ABBAzIA dI) (Siena) Célebre monumento de arte numa área solitária e cheia de ciprestes com gredas no fundo, o Vale do Ombrone e o Monte Amiata. Foi fundada pelo sienense Bernardo Tolomei em 1313. A abadia é composta por uma série de edifícios dos séculos XIV a XVIII, precedida por um pequeno palácio medieval, edificado em 1393. Através de uma rua chega-se ao mosteiro, ao lado da Chiesa Abbaziale com campanário gótico. Pelo átrio entra-se no claustro grande, em cujas paredes encontra-se uma das obras-primas da arte renascentista, o ciclo de afrescos da vida de S. Benedito* de Luca Signorelli e Sodoma. No interior da igreja encontra-se um esplêndido coral* lígneo de Fra’ Giovanni da Verona (1503). O convento de clausura compreende o claustro do meio, o refeitório, o claustro pequeno, a rica biblioteca*, com 40000 volumes, o Definitório (lugar onde a congregação de definidores se reúne), a antiga Farmácia e um importante laboratório de restauro de pergaminhos e livros antigos.

MONTePuLCIANO (Siena) Cidade renascentista de altíssimo valor arquitetônico, que domina a Valdichiana (veja). Entre seus construtores incluem-se Michelozzo, Antonio da Sangallo, o Velho, Baldassarre Peruzzi, Vignola. É a terra natal do poeta Agnolo Ambrogini, ou Poliziano (durante a Idade Média a localidade era conhecida por «Mons Politianus»). Precedida pelo Giardino di Poggiofanti, do século XIX, a entrada para o centro histórico se faz através da Porta al Prato, edificada no século XIII e restaurada no século XVI, ligada às muralhas. A via di gracciano nel Corso*, eixo do “burgo” de Gracciano, é ladeada por palácios do século XVI: Palazzo Avignonesi, com a cópia da Colonna del Marzocco, do século XIX; Palazzo Tarugi; Palazzo Cocconi, atribuído a

Antonio da Sangallo, o Velho; Palazzo Bucelli, seguido pela Chiesa di S. Agostino, do século XV, com fachada de Michelozzo, em cujo interior encontra-se um Crucifixo lígneo pintado por Antonio da Sangallo, o Velho e obras de Giovanni di Paolo, Pollaiolo e Lorenzo di Credi. Em frente, encontra-se a Torre di Pulcinella (1524), encimada por um autômato de madeira revestido de metal, representando Polichinelo que bate as horas; depois do Palazzo Venturi e do Arco della Cavina, chega-se à Piazza delle Erbe, em frente às arcadas da Loggia del Grano, do final do século XVI, atribuída a Vignola. O segundo trecho do “corso” chama-se via di voltaia nel Corso, também ladeada por palácios do século XVI: Palazzo Cervini*, Palazzo Bruschi, do século XIX, onde se encontram o Caffè Poliziano e o Palazzo Gagnoni Grugni, seguido pelo Collegio dei Gesuiti, do século XVII, e pela igreja barroca chamada Chiesa del Gesù. O segmento terminal do “corso” é a Via dell’Opio nel Corso, que prossegue pela Via del Poliziano, onde se encontra a casa natal de Poliziano; na Via del Teatro encontra-se o Teatro Poliziano, do século XVIII, modificado em 1881. Piazza grande* é o centro monumental da cidade, onde se encontra o Palazzo NobiliTarugi, atribuído a Antonio da Sangallo, o Velho, ladeado pelo Pozzo de’ grifi e de’ Leoni, do século XVI, pelo Palazzo del Capitano del Popolo e pelo Palazzo Contucci, renascentista. O Palazzo Comunale*, edificado entre os séculos XIV e XV, possui fachada de Michelozzo e lembra o Palazzo della Signoria, de Florença. O duomo* é uma ampla construção renascentista com fachada incompleta e campanário do século XV. No soberbo interior, a estátua de Bartolomeo Aragazzi de Michelozzo, o tríptico da Assunção, de Taddeo di Bartolo e uma Virgem com o Menino, de Sano di Pietro. Na Via Ricci, nos ambientes do Palazzo Neri-Orselli, em estilo gótico, encontrase o Museo Civico Pinacoteca Crociani, com obras de Margarito d’Arezzo, Bicci di Lorenzo, Maestro di Badia a Isola, Girolamo di Benvenuto, Andrea della Robbia e outros. Depois da Via del Poggiolo, ladeada, como a Via Ricci, por edifícios medievais e renascentistas, encontra-se a Chiesa di S. Lucia, edificação que conjuga o maneirismo com o início do período barroco e, no interior, uma Virgem da Misericórdia de Luca Signorelli. Nos arredores, destaca-se a Chiesa di S. Biagio*, significativa criação do Renascimento, obra-prima de Antonio da Sangallo, o Velho, a Chiesa di S. Maria dei Servi (séc. XIV) com Madona* atribuída a Duccio di Buoninsegna e a Chiesa di S. Maria delle grazie, com uma linda fachada em estilo maneirista, que acolhe um raro órgão renascentista e uma terracota de Andrea della Robbia.


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41 MONTeRIggIONI

MugeLLO

(Siena) O burgo localizado na delicada paisagem entre as colinas sienenses é um raro exemplo de arquitetura militar da Idade Média. Suas características conservam quase a mesma descrição feita por Dante Alighieri: «Monte Reggion de torres se coroa»: as muralhas*, construídas entre 1212-19 e 126070, possuem 14 torres quadrilaterais. A Pieve di S. Giovanni Battista é um exemplo do estilo românico e gótico. Nas proximidades, a Abbadia Isola, pequena aldeia que surgiu em volta da Abbazia di S. Salvatore, do século XI.

(Florença) Foi na zona de Mugello que Cimabue encontrou o jovem Giotto; em Vicchio, nasceu Beato Angelico e, nas proximidades de Dicomano, ao longo do vale do rio Sieve, numa cidadezinha que hoje se chama Castagno di Andrea, nasceu o pintor Andrea del Castagno. Ao longo da estrada que de Florença leva ao Passo della Futa, encontram-se duas das mais sugestivas obras de Michelozzo, realizadas para Cosimo de Médicis: o Castello di Trebbio e a Villa di Cafaggiolo, que teria sido um dos lugares prediletos de Lourenço, o Magnífico. Trata-se de um vale verde, entre colinas e montes, por onde passa o rio Sieve. O fundo do vale é cheio de cultivos, vinhas e pomares, numa paisagem variadíssima entre pequenos vales e torrentes. Na Idade Média era uma passagem estratégica em direção à Emília Romanha. Na alta Idade Média o vale era dominado pela poderosa família dos Ubaldini, que ali construiu numerosos castelos, na maior parte destruídos; sucessivamente surgiram ali igrejas paroquiais e abadias mais bem conservadas. Quando foi conquistada por Florença, construíram-se as chamadas «terras muradas» – Firenzuola, Vicchio, Scarperìa – que serviam para garantir o comércio com o Vale Padana. Ao lado dessas localidades, surgiram centros comerciais como San Piero a Sieve e Borgo San Lorenzo (veja). A sudeste, o amplo território do Pratomagno (veja), coberto por bosques seculares, onde surge a famosa abadia de Vallombrosa (veja).

MONTe SAN SAvINO (Arezzo) Encontra-se na colina repleta de oliveiras, na qual surge dominante o Vale Esse. O burgo, que está cheio de sugestões medievais e renascentistas, foi a terra natal do arquiteto e escultor Andrea Contucci, também chamado de Sansovino, a quem é atribuída a Loggia dei Mercanti*. Em frente ao pórtico, encontra-se o Palazzo Comunale de Antonio da Sangallo, o Velho. A Chiesa di S. Agostino, do século XIV, ampliada no século XVI, talvez pelo próprio Sansovino, e novamente no século XVIII, possui um portal gótico e um lindo claustro. Na Piazza Jalta, encontram-se o Cassero (fortificação) de 1383 e a Chiesetta di S. Chiara, igrejinha do século XVII. Nos arredores, o Santuario di S. Maria delle Vertighe, fundado no século XII; no interior a Cappella della Madonna, legendariamente metaforizada por Asciano, em 1100; no convento encontra-se um precioso tríptico de Margarito d’Arezzo. Em direção a Siena, um minúsculo burgo castelão de gargonza, atualmente centro de congressos e férias, que hospedou Dante no início do seu exílio.

MONTevARCHI (Arezzo) Cidade do Valdarno Superiore, conta com importante comércio de alimentos e de vinho, além de ser também um centro de indústria têxtil. É pontilhada por interessantes Villas e edifícios em estilo liberty e decô. O Museo di Arte sacra, ao lado da Collegiata di S. Lorenzo, reúne obras dos séculos XIV e XV e uma coleção de obras de Giovanni della Robbia, dentre as quais um pequeno templo. O Museo Paleontologico, no antigo Convento di S. Ludovico, onde também tem sede a Accademia Valdarnese del Poggio, acolhe fósseis do Plioceno. Nos arredores, Cennina*, um interessante burgo medieval com casas do século XV e ruínas do Cassero (fortificação).

ORBeTeLLO (Grosseto) Entre a costa maremmana e o Monte Argentario, dois bancos de areia baixos chamados «tòmboli», delimitam a Laguna di Orbetello. Esta antiquíssima cidade foi, a cada tempo, dominada por bizantinos e longobardos, em seguida pelos Aldobrandeschi, Orsini e sienenses, mas sua arquitetura foi caracterizada na confluência do Stato dei Presidi (estado de defesa) dos espanhóis, do qual foi capital, no século XVI. Exemplos disso são as imponentes muralhas que circundam o centro histórico, com as notáveis Porta a Terra, Porta Medina Coeli, Porta del Soccorso e a Polveriera Guzman, edifício este que servia como depósito para explosivos. O duomo (1376, refeito no século XVII) possui uma graciosa fachada gótica e conserva uma frontaleira (tela para revestir o frontal dos altares) do período pré-românico. O antigo Convento delle Orsoline acolhe uma biblioteca. Nele está exposto o frontão do templo de Talamone*, obra etrusca do período helenístico.


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42 PeSCIA (Pistoia) Cidade medieval, capital da Valdinièvole (veja), cujos distritos são chamados «quinti». Renomada hoje pela floricultura e comércio de flores. O duomo, refeito em 1693, possui um lindo campanário de 1306. Na Biblioteca Capitolare, esculturas e obras dos séculos XV e XVI. Na Chiesa di S. Francesco, de origem gótica, há uma capela atribuída a Andrea Cavalcanti e afrescos atribuídos a Bicci di Lorenzo. Ao lado, na Chiesa di S. Antonio Abate, do século XIV, afrescos supostamente de Bicci di Lorenzo e um grupo lígneo do século XIII. A característica Piazza Mazzini é o Centro da vida civil, onde se encontram o Oratorio della Madonna di Piè di Piazza, com formas brunelesquianas, e o Palazzo del Vicario (sécs. XIII e XIV). O Museo Civico abriga obras da escola toscana dos séculos XIV a XVI; no Palazzo del Podestà, do século XIII, encontra-se a gipsoteca (galeria de esculturas em gesso calcinado) do escultor Libero Andreotti. A história do território está ilustrada no Museo Civico di Scienze Naturali e Archeologia della Valdinièvole. Nos arredores, destaca-se o povoado chamado uzzano, a Pieve di Castelvecchio (igreja paroquial dos séculos XI e XII), restaurada no século XIX, Montecarlo, onde se produz o valoroso vinho com o mesmo nome e Altopascio, com um notável centro histórico, que surgiu ao redor de uma Hospedaria de Caridade e respectiva ordem de cavalaria.

PIeNzA (Siena) Antes do nascimento de Enea Silvio Piccolomini, futuro Papa Pio II, era um pequeno burgo conhecido como Corsignano. A cidade foi construída sobre o antigo burgo, nesta colina solitária, para satisfazer o desejo do papa humanista de fundar uma cidade ideal renascentista. Foi planejada pelo arquiteto Bernardo Rossellino. A morte do papa e do arquiteto, em 1464, deixou a obra incompleta. No ponto mais alto da colina encontrase a obra-prima do projeto: Piazza Pio II*, de forma trapezoidal, inspirada nos princípios arquitetônicos de Leon Battista Alberti. Na praça encontra-se o Palazzo vescovile, antigamente palácio Borgia, o Palazzo Pubblico, Palazzo Ammannati e a Cattedrale*, cujo interior luminoso inspira-se nas igrejas alemãs que o papa havia visitado; possui um coral* lígneo de 1462, obras de Vecchietta, Sano di Pietro, Matteo di Giovanni, uma pia batismal* de Rossellino. À direita da catedral, precedido por um poço, encontra-se o grandioso Palazzo Piccolomini*, também projetado por Rossellino, de formas renascentistas rigorosas inspiradas no Palazzo Rucellai de

Florença. Restaurado aproximadamente nos anos 30, século XX, possui um elegante pátio interno que dá acesso a um jardim pênsil*, no qual surge o célebre pórtico*. O Museo diocesano* contém móveis, peças de ourivesaria, paramentos sacros (veste sacerdotal de Pio II*) e pinturas da escola sienense. O Corso Rossellino é o eixo principal do burgo, onde se encontram a gótica Chiesa di S. Francesco e Palazzo Jouffroy, construído como o dos Borgia, Ammannati e Gonzaga, a pedido de Pio II. O Museo della Città e del Territorio, no antigo conservatório de S. Carlo Borromeo, expõe cerâmicas neolíticas e a importante coleção etrusca Landi Newton. Nas proximidades encontra-se a Pieve di S. Vito, igreja paroquial dos séculos XI e XII. Nos arredores, o mosteiro olivetano de S. Anna in Camprena, afrescos* de Sodoma; em Castelmuzio encontra-se a Pieve di S. Stefano in Cennano, igreja paroquial de origem paleocristã e, no oratório da Congregação SS. Trinità e S. Bernardino, está organizado um pequeno Museo d’Arte Sacra. O burgo medieval de Monticchiello é conhecido pela exibição anual de Teatro Popular.

PIeTRASANTA (Lucca) Cidade da Versilia (veja), fundada em 1255, ao longo da Via Francigena. Sua riqueza está ligada à atividade do mármore e do bronze, atraindo escultores e artesãos que produzem esculturas para as galerias do mundo todo. O duomo* é de meados do século XIII, ampliado em 1330. A fachada apresenta três portais com relevos da escola pisana e uma rosácea de Lorenzo Riccomanni (séc. XV). O campanário, dos séculos XV e XVI, não foi concluído; nas proximidades encontra-se o batistério, restaurado no século XVIII. O Museo Archeologico Versiliese (fechado para restauro; a sede provisória encontra-se à via Marconi 5) documenta as civilizações prehistóricas etrusca, lígure e romana. O Museo dei Bozzetti reúne modelos de escultores contemporâneos. A Chiesa di S. Agostino (séc. XIV) abriga no interior o Altar da Anunciação, atribuído a Stagio Stagi. Nos arredores, passando pela Pieve dei Ss. Giovanni e Felicita (igreja paroquial dos séculos XIII e XV), chega-se a valdicastello Carducci, onde se encontra a casa natal de Giosuè Carducci (1835-1907).

PIOMBINO (Livorno) Na extremidade do promontório de Piombino encontra-se um importante centro portuário e siderúrgico. No centro do núcleo antigo encontra-se a a Parrocchiale di S. Antimo, igreja do século XIV, com um lindo claustro


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43 renascentista ao lado. No final do Corso Vittorio Emanuele II, com o Palazzo Comunale, restaurado em formas quatrocentistas, encontra-se a Piazza Verdi, dominada pelo revelim ligado a uma torre de 1213. Na praça da Cidadela, fortificada em 1465-70, encontra-se o Museo Archeologico del Territorio di Populonia*, com objetos manufaturados pre-históricos, bens tumulares das necrópoles etruscas de Populonia e materiais do período romano e antigo (uma peça espetacular é a ânfora prateada de Baratti*). O Istituto di Biologia ed Ecologia Marina possui um interessante Aquário Mediterrânico.

PISA Colocada nos meandros do rio Arno, Pisa fica distante dez quilômetros do mar, aproximadamente, ainda que tenha sido o mar a determinar o esplendor e o declínio de sua história. Cidade próspera nos tempos dos romanos, com marinha desenvolvida nos períodos gótico, longobardo e carolíngio. No século XI a frota era suficientemente poderosa para desalojar os árabes que, juntamente com os genoveses, ocupavam a Sardenha e para apoiar os normandos na tomada de Palermo. O grande período da república marinara foi o século XII, com o apoio dado à primeira cruzada, a guerra contra os sarracenos, nas ilhas Baleares, e a derrota de Amalfi. Obteve de Barbarossa a Sardenha como feudo, e a possessão da costa tirrênia, desde Portovenere até Civitavecchia. Foram também os anos do grande esplendor artístico: ao lado do Duomo foram construídos o batistério e a célebre torre. Mas Pisa, partidária dos Gibelinos, começou a suscitar rivalidade de outras comunas: Lucca, Florença e Gênova. Após vencer Gênova (1241 e 1258) e Florença, em Montaperti (1260), Pisa seguiu o destino das cidades gibelinas após o fim do domínio da casa da Suábia: luccheses e florentinos foram derrotados e, na batalha de Meloria, em 1284, a frota é destruída pelos genoveses. No século XIV começou o declínio e é dissolvido o império colonial. Porém, a arte continuou a prosperar. Constrói-se o campo-santo, a Universidade ressurge, edifica-se a Igreja de S. Maria della Spina ao longo do rio Arno. Em 1406, Pisa caiu definitivamente sob o domínio florentino; o porto foi assoreado, a área agora tornou-se um pântano e a população decresceu, reduzindo-se a 8000 habitantes. Com o ducado e, sucessivamente, grão-ducado dos Médicis a situação melhorou. A universidade foi reforçada, com a fundação do primeiro horto botânico da Europa e Cosimo I instituiu a Ordem dos Cavaleiros de S. Stefano, que deu novo prestígio naval à cidade,

fazendo com que assumisse cada vez mais aquele aspecto grão-ducal da família Médicis que até os nossos dias é sua característica. O antigo centro da cidade republicana foi transformado, durante o domínio dos Médicis, na Piazza dei Cavalieri* (B4) para acolher o Palazzo dei Cavalieri* ou Palazzo della Carovana, reconstrução vasariana do Palazzo degli Anziani, da Idade Média, sede da Ordem dos Cavaleiros de S. Stefano. Atualmente é sede de uma escola (Scuola Normale Superiore), istituída por Napoleão em 1810, a partir do modelo das universidades que ficavam do outro lado dos Alpi. Defronte, a estátua de Cosimo I e uma fonte de 1596. Encerram a praça a Chiesa di S. Stefano dei Cavalieri* e o Palazzo dell’Orologio, adaptação também vasariana de edifícios mais antigos. No Borgo Stretto (C4), uma das principais ruas da cidade, encontra-se a Chiesa di S. Michele in Borgo* (C4-5), com fachada em estilo românico-gótico. Na Via Corsica encontra-se a Chiesa di S. Sisto (séc. XI; B4) em estilo românico. Na via S. Maria (B-C3), talvez a mais característica da cidade, na qual se encontram edifícios dos séculos XVII e XVIII, situa-se a Domus Galilaeana, a Casa de Antonio Pacinotti, uma casa-torre do século XIII e, ao lado da Chiesa di S. Giorgio dei Tedeschi, está o Ospizio dei Trovatelli, do século XV. Na Via Ghini encontra-se a entrada do horto botânico. A Piazza del duomo* (A3), conhecida por Campo dei Miracoli, acolhe, em um ambiente gramado, os mais belos exemplos da arte românica-pisana: o campanário*, conhecido por Torre Pendente, uma das mais belas e famosas do mundo; iniciada em 1173, teve a sua construção interrompida por causa do afundamento do terreno causando sua inclinação. Sua construção foi recomeçada em 1275 e terminada no século XIV; no topo da torre (54 m), Galileu realizou experimentações da gravidade; o duomo*, iniciado em 1064 e concluído no século XII, possui, no seu interior, uma das mais belas obras-primas da arte gótica italiana: o púlpito* de mármore de Giovanni Pisano; o batistério* é um edifício românico majestoso, com planta circular, em cujo interior há um belíssimo púlpito* de Nicola Pisano; mais adiante encontra-se o camposanto*, iniciado em 1277, edifício retangular, com arcadas cegas e uma belíssima colunata; do século XV em diante foram ali colocados monumentos fúnebres, dentre os quais uma coleção de sarcófagos romanos*. Durante as restaurações, iniciadas após os graves danos causados na segunda guerra mundial, foram encontrados importantes desenhos preliminares, chamados sinopie, que hoje estão no Museo delle Sinopie* (A3), nos ambientes do Spedale Nuovo della Misericordia. O Museo dell’Ope-


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46 ra del duomo* (A3-4) reúne materiais antigos e obras de arte provenientes do Campo dei Miracoli, sobretudo esculturas dos séculos XI a XVI. Na Piazza dell’Arcivescovado (A-B4), encontra-se o Palazzo Arcivescovile, obra florentina do século XV. A Chiesa di S. Caterina* (B5) foi construída pelos Dominicanos entre 1251 e o início do século XIV; ao lado da mesma encontra-se um campanário em tijolo queimado, decorado com vasos de cerâmica. A Chiesa di S. Francesco* (B-C5), iniciada em 1211 e concluída na metade do século XIV, tem um bela fachada de 1603 e no interior, afrescos de Taddeo Gaddi. Pouco distante encontra-se a Chiesetta S. Cecilia (igrejinha românica C5) e a Chiesa di S. Paolo all’Orto. Outra Chiesa românica é S. Pierino (C5), com um piso em mosaico do século XIII. O Museo Nazionale di S. Matteo* (D5-6) está instalado numa dependência do Convento das Beneditinas de São Mateus. No acervo do museu destacam-se as preciosas coleções de escultura pisana, cerâmicas* medievais pisanas e islâmicas e obras da escola toscana dos séculos XII a XV, dentre as quais um busto* de Donatello e um políptico* de Simone Martini. No Lungarno Mediceo encontram-se o Palazzo dei Medici (D5) e o Palazzo Toscanelli (D5) do século XVI. Do Lungarno Pacinotti (C3-4), no qual estão o Palazzo Agostini e o Palazzo Upezzinghi, também conhecido por «Alla Giornata», chega-se ao Palazzo Reale (C3), iniciado por Cosimo I de Médicis em 1559 e, sucessivamente ampliado. O Museo Nazionale di Palazzo Reale expõe obras de arte provenientes das coleções Médicis, Lorena e Savoia. Atrás do Palazzo Reale, encontra-se a característica Chiesa di S. Nicola (séc. XIII; C3). O Museo delle Navi* (D2), que se encontra na antiga sede dos Arsenais dos Cavaleiros de S. Stefano, no Lungarno Simonelli, expõe os destroços dos navios e outros materiais recuperados entre 1998 e 2000, no porto antigo de Pisa, descoberta que representou um dos episódios mais importantes da arqueologia italiana do final do século XX. Tais destroços são de valor excepcional, não somente pelo seu estado de conservação, mas também pela formidável relevância que apresentam para a reconstrução dos tráfegos mediterrânicos do século V a.C. ao século V da era cristã. Do outro lado do Arno, encontra-se uma preciosidade da arte em estilo românico-gótico, a Chiesa di S. Maria della Spina* (D3), em cujo luminoso interior estão estátuas de Tommaso Pisano. Proseguindo pelo Lungarno Sonnino, chega-se a S. Paolo a Ripa d’Arno* (D3), bela construção em estilo românico-pisano dos séculos XI e XII. No interior, atrás da abside, encontra-se a Cappella di S. Agata*,

pequena construção octogonal do século XII. Na praça do mesmo nome surge a Chiesa di S. Antonio (E4) e à sua esquerda a Domus Mazziniana, que acolhe uma biblioteca especializada em história da Unificação da Itália. O Corso Italia (D-E4) é uma rua para pedestres, bastante animada, na qual se encontram a pequena Chiesa di S. Domenico e a Chiesa di S. Maria del Carmine; em seguida estão as Logge di Banchi, do século XVII. Ao longo do Lungarno Galilei há uma igreja peculiar chamada Chiesa di S. Sepolcro* (D5), com planta octogonal. Passando pela Via S. Martino, chega-se ao Bastião Sangallo (E5), o que sobrou da Cidadela Nova, construída pelos florentinos em 1468. Nas proximidades encontra-se o grande Jardim Scotto, hoje parque público. Nos arredores, em direção a Marina di Pisa, acha-se a Chiesa di S. Piero a Grado*, basílica românica com um ciclo interno de afrescos do século XIV; perto, estão os restos de uma basí-


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47 lica paleocristã. San giuliano Terme é uma localidade termal aos pés do Monte Pisano. Ao longo do litoral, entre Viareggio e Livorno (veja), estende-se o Parco Naturale di Migliarino, S. Rossore, Massaciùccoli, instituído em 1979. No interior encontra-se a Tenuta di S. Rossore*, propriedade que pertenceu inicialmente ao império, depois, no século XI, à Chiesa Primaziale, sucessivamente, à casa Médicis, à casa Lorena, à casa Savoia e, atualmente, à Presidência da República.

PISTOIA A romana «Pistoria», foi provavelmente um posto avançado que servia de ligação entre o norte e o centro, além de ter sido também uma importante cidade longobarda. Após se tornar uma comuna, alcançou seu apogeu no século XIII, quando os banqueiros de Pistoia emprestavam dinheiro a reis e príncipes fran-

ceses. Em 1306 foi vencida por Lucca e Florença, que eram aliadas, e em1329 caiu, definitivamente, sob o domínio florentino. Começa assim um lento e inexorável declínio, interrompido, no final do século XVIII, pela ondada reformadora do bispo jansenista Scipione de’ Ricci. Somente a partir da metade do século passado, o desenvolvimento industrial, artesanal e agrícola determinou a expansão da cidade além das muralhas trecentistas. O centro histórico e artístico da cidade é a Piazza del duomo* (B4), que reúne num sugestivo panorama, os monumentos do poder religioso, civil e judiciário. O duomo* é um edifício românico de tipo pisano construído entre os séculos XII e XIII; em meados do século XIV foi acrescentada uma colunata marmórea; no interior está conservado o dossale di S. Iacopo*, obra monumental de ourives provenientes de Siena, Florença e Pistoia, iniciado em 1287 e terminado no século


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48 XIV. Ao lado o poderoso campanário, um dos mais belos da Itália, com pórticos de tipo pisano e cúspides renascentistas. O batistério* (1338-59) apresenta uma agradável arquitetura gótica em forma octogonal. O Palazzo dei vescovi, importante edifício medieval, acolhe o Museo Capitolare com valorosas decorações sacras, ligado ao sugestivo Percurso Arqueológico do subsolo, que documenta a estrutura da cidade a partir do período romano. No Palazzo del Podestà, edifício austero do século XIV, ampliado em meados do século XIX, encontra-se o «banco dos juízes», restaurado em 1507, com mesa de juiz e banco de réus. O Palazzo del Comune* é uma majestosa construção de 1294, refeita e ampliada em 1334-85; acolhe o Museo Civico, que expõe obras dos séculos XIII a XX. Uma seção é dedicada à coleção Puccini, que reúne pinturas antigas e neoclássicas, móveis e objetos do século XIX. A Basilica della Madonna dell’umiltà* (B3) é um importante testemunho do Renascimento (1492-1522). No interior encontra-se uma bela cúpula vasariana. A Chiesa di S. Francesco (B3), do século XIV, mas com alterações e acréscimos do período barroco, abriga notáveis afrescos do século XIV. A Chiesa di S. Andrea* (séc. XII; A3), com fachada românica, abriga uma das obrasprimas da escultura gótica: um púlpito* de Giovanni Pisano, inspirado no púlpito da catedral de Pisa, realizado por seu pai, Nicola Pisano. Fundado no século XIII ou XIV, o Ospedale del Ceppo* (hospital do cepo) (AB4), assim chamado pelo tronco de árvore onde se depositavam esmolas, é precedido por pórtico florentino decorado com um lindo friso* em terracota policroma de Giovanni della Robbia e Santi Buglioni (1525-26). Outros edifícios que merecem atenção são a Chiesa di S. Bartolomeo in Pantano (B4-5), em estilo românico, com um púlpito* no interior de Guido da Como (1250); Palazzo Rospigliosi (B4), que acolhe o Museo «Clemente Rospigliosi» e o Museo Diocesano; a Fortezza di S. Barbara (C5), notável exemplo de arquitetura militar do século XVI. A Chiesa di S. Antonio del Tau (B4) é um raro exemplo de arquitetura medieval em pedra forte, foi assim chamada pela letra «tau» (t do alfabeto grego) azul-celeste que seus frades levavam em seus mantos. No interior encontra-se uma rica e ininterrupta decoração* a fresco do século XIV e século XV, obra de diversos artistas. A sede da Fondazione Marino Marini encontra-se no antigo convento da ordem hospitaleira de S. Antônio, restaurado em 1987. Uma das maiores da cidade, a Chiesa di S. giovanni Fuorcivitas* (B4), construída em formas pisanas no século XII, foi termindada no século XIV por mestres comacinos. No interior, púlpito* de

Fra’ Guglielmo da Pisa, políptico* de Taddeo Gaddi e grupo em terracota* esmaltada da escola robbiana.

PITIgLIANO (Grosseto) Durante séculos foi condado da família Orsini É um burgo medieval com suplementos do período renascentista. Na praça principal, acessível costeando as arcadas do aqueduto do século XVI, encontra-se o Palazzo Orsini, originalmente do século XIV, aumentado e modificado nos dois séculos sucessivos. O Museo di Palazzo Orsini acolhe objetos sacros e obras de arte; o Museo Civico Archeologico, no mesmo edifício, expõe bens tumulares das necrópoles etruscas do território. Depois do Duomo, em estilo barroco, estende-se o burgo medieval*, onde se encontra a Chiesetta S. Maria, igrejinha do século XVI. No rochedo íngreme de tufo surge uma sinagoga do século XVIII.

POggIBONSI (Siena) É o maior centro industrial e comercial do Valdelsa. A Chiesa di S. Lorenzo, do século XIV, reconstruída depois da guerra, conserva um Crucifixo lígneo do século XIV. Passando pela fonte das fadas (séc. XIII) chega-se ao Convento di S. Lucchese, que inclui a igreja do século XIII, a sacristia e um refeitório. Barberino val d’elsa é um burgo medieval circundado por muralhas. Castellina in Chianti é um burgo renascentista com, ao redor, numerosas casas coloniais do grão-ducado. Staggia, burgo com restos de fortificações do Século XIV, possui um pequeno museu com objetos sacros e pinturas, dentre as quais a Assunção de Santa Maria Madalena de Antonio Pollaiolo.

PONTedeRA (Pisa) Cidade industrial na planície onde o rio Era conflui com o rio Arno. Da fábrica da Piaggio (com pequeno museu) saíram as fabulosas lambretas “Vespa”. É interessante visitar a Chiesa dei Ss. Jacopo e Filippo, do século XVII com restos românicos.

PONTRèMOLI (Massa-Carrara) “Capital” da Lunigiana (veja), era considerada por Frederico II «porta de uma só chave» na passagem do norte ao sul (é aqui que começa a subida do passo da Cisa). É uma cidade comercial, que sempre teve vocação mercantil, também conhecida como cidade do livro, e por esta razão, é sede do prestigioso prêmio Bancarella (banca de livros). Conserva notáveis construções, dentre as quais Catedral, bar-


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49 roca, com fachada neoclássica; a Chiesa di S. Francesco, com campanário românico e, no interior, uma obra de Agostino di Duccio (séc. XV); o Oratorio della Madonna del Ponte ou Nostra Donna é um raro e belo exemplo de arquitetura rococó. O Museo delle Statuestele della Lunigiana*, no sugestivo castelo Piagnaro, reúne os enigmáticos menires (monolitos de origem pre-histórica em arenito) e outro material arqueológico. Pouco fora do povoado encontra-se a notável Chiesa della SS. Annunziata, com no interior um pequeno templo do século XVI. Ao lado, no antigo convento dos Augustinianos, dois claustros do século XV. Nos arredores encontra-se villafranca in Lunigiana com restos do Castello Malaspina e o Museo Etnografico della Lunigiana. Em Aulla encontra-se a Fortezza della Brunella, do século XVI, onde está colocado o Museo di Storia Naturale della Lunigiana.

POPPI (Arezzo) Burgo no coração do Vale do Casentino (veja), no topo de uma colina, circundado por muralhas e torres. O Castello dei Conti guidi*, do século XIII, abriga a Biblioteca Comunale Rilliana, que conserva mais de 800 incunábulos (primeiros livros impressos); notável capela com afrescos de Taddeo Gaddi. Na Via Cavour decorada com pórticos, encontra-se a Chiesa S. Fedele do século XIII, reformada no início do século XX, cujo campanário foi colocado numa torre das muralhas. Nas proximidades, perto da Ponte a Poppi, encontra-se a Chiesa di Certomondo, românica, construída em 1262 para recordar a vitória dos guibelinos na batalha de Montaperti. Pouco distante, em Piano di Campaldino, uma coluna comemora a batalha de 1289 entre aretinos e florentinos, em cujas fileiras militava Dante.

POPuLONIA (Livorno) Este fascinante burgo maremmano nasceu como porto e centro comercial e metalúrgico de primária importância na Etrúria setentrional. O núcleo medieval é dominado pela fortificação, abaixo da qual se estende a antiga acrópole circundada por muralhas. Ali encontra-se o Museo Archeologico Gasparri, com achados etruscos. As necrópoles e as estruturas industriais da antiga cidade etrusca Populonia, no golfo de Baratti, podem ser visitadas no Parco Archeologico di Baratti e Populonia*, que apresenta três percursos: Necropoli di S. Cerbone e del Casone*, Via del Ferro, Via delle Cave*. É interessante ver, nos arredores, o Parco Costiero di Rimigliano e San vincenzo, centro balneário com torre do século XIV.

PORTO AzzuRRO (Livorno) Centro balneário da Ilha de Elba (veja), dominado pela fortaleza estelar, atualmente penitenciária, que Filippo II fez construir como resposta espanhola à fortificação da família Médicis em Portoferraio. Na estrada para Rio nell’elba encontra-e o Santuario della Madonna di Monserrato. Em Rio Marina, no Palazzo Comunale, encontra-se o Museo del Parco Minerario. Do morro que se encontra em Capoliveri, tem-se uma belíssima vista.

PORTOFeRRAIO (Livorno) Capital da Ilha de Elba (veja), conhecida desde o período romano, foi transformada por Cosimo I de Médicis, que mandou fortificá-la, chamando-a «Cosmopolis» (cidade de Cosimo, mas também cidade da harmonia). A cidade é dominada pelo Forte del Falcone, do século XVI, através do qual se chega à Casa de Napoleão, que viveu neste lugar durante o exílio de 1814-15. Numa sala da casa encontra-se um teatro do século XVII, onde Paolina Bonaparte, irmã de Napoleão, recitou. Outras fortalezas presentes: Forte Stella e Forte de Laugier, que abriga a Pinacoteca Foresiana com pinturas dos séculos XVI a XIX. A Chiesa della Misericordia conserva relíquias napoleônicas. O Museo Civico Archeologico, na Fortezza della Linguella, contém achados etruscos e restos marinhos. Ao lado, a Villa Romana della Linguella. Nos arredores, Villa Napoleone, residência de verão do imperador. Em Procchio, está presente uma torre do século XII, chamada Medicea ou Saracena. Na direção de volterraio, fortificação pisana construída numa necrópole etrusca, encontram-se as Terme di San Giovanni e, em Le grotte, os restos de uma Villa Romana do período imperial.

PRATO Localizada a poucos quilômetros de Florença, é uma cidade de extraordinária operosidade, onde arte e economia historicamente caminham lado a lado de maneira singular. A partir de 1992, tornou-se capital de província. Recentes achados atestam a que a localidade foi habitada por etuscos, desenvolveu-se no período longobardo em volta do Borgo al Cornio e da Pieve di S. Stefano (atual Duomo); na antiga localidade de Prato os Alberti, feudatários da terra de Prato, construíram sua casa de campo sobre a qual Frederico II edificou um castelo. Em volta dele, surgiu um povoado que acabou absorvendo o primeiro. No século XII, ao se tornar Comuna livre, acabará sob a influência de Florença (meados séc. XIV). Importante cidade na Idade Média pelo comér-


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cio, sobretudo de tecidos. Após um período de decadência, após a perda de independência, volta a renascer no final do século XVIII, seguindo sua vocação para o setor têxtil, ainda hoje em expansão. O duomo* (B2) da igreja paroquial do século X foi reconstruído nos séculos XII e XIII em estilo românico. A fachada em mármore com listras brancas e verdes apresenta uma claraboia esmaltada de Andrea della Robbia e, no ângulo direito, um lindo púlpito do Sacro Cíngulo* de Michelozzo e Donatello. Também do lado direito encontra-se o campanário gótico (sécs. XII a XIV). No interior há obras de Michelozzo, Mino da Fièsole, importantes afrescos* de Filippo Lippi (abside), Agnolo Gaddi (Capela

do Sacro Cíngulo) e Paolo Uccello e uma estatua* do século XIV atribuída a Giovanni Pisano. O Museo dell’Opera del duomo* (B2) conserva, no Palazzo Vescovile (sécs. XII a XVII), preciosos relevos, a dança dos Cupidos* de Donatello, pinturas, ourivesaria e parâmentos sacros. Deste ponto tem-se acesso às abóbadas, construções góticas do Duomo, afrescadas nos séculos XIV e XV. Na Via Garibaldi (B23), em frente às Torri dei Buonconti, encontra-se o Oratorio della Madonna del Buon Consiglio (B3), com estrutura do século XV. A rua dá para uma ampla praça chamada Piazza Mercatale (B-C3), localidade tradicionalmente destinada a mercado com, nas proximidades, a Porta Mercatale (B3) e a Chiesa di S. Bartolomeo


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(C3). Na Piazza del Comune (B2), no coração do centro histórico, surge o Palazzo Comunale com a Quadreria Comunale (coleção de pinturas). O Museo del Tessuto, com preciosos tecidos do século XV a hoje é atualmente sediado no interior de uma ex fábrica do século XIX na Via S. Chiara. O Palazzo Pretorio, construção medieval, abriga o importante Museo Civico*. Parte das obras deste Museo dell’Opera do Duomo estão expostas temporariamente no Museo di Pittura Murale* no S. Domenico (B2), complexo gótico renovado do período barroco: encontram-se ali obras-primas da arte toscana como pinturas de Paolo Uccello, Agnolo Gaddi, Bernardo Daddi, Giovanni da Milano,

Lorenzo Monaco, Filippo e Filippino Lippi, Luca Signorelli. Precioso exemplo de arquitetura renascentista é a Chiesa di S. Maria delle Carceri*, de Giuliano da Sangallo; no interior, com formas brunelleschianas, uma decoração em terracota esmaltada de Andrea della Robbia. O Castello dell’Imperatore* (C2-3), ou Fortezza di S. Barbara, construído por Frederico II seguindo o modelo dos castelos suábios da Sicília e Puglia, conserva possantes muralhas providas de parapeito e torres externas. Na Piazza S. Marco (C3), escultura de Henry Moore. A Chiesa di S. Francesco (C2), do século XIII, completada por um tímpano renascentista, possui um claustro do século XV através do qual se chega até a sala capitular, decorada com afrescos de Nicolò di Pietro Gerini (1395 aprox.). O Palazzo Datini (B2) é um peculiar exemplo de habitação pré renascentista; conserva o Arquivo do Estado. O Palazzo Alberti (B2) abriga a Galleria di Palazzo Alberti (fechada). No importante complexo do século XVIII do Convitto Cicognini (C1-2) encontra-se a Chiesa dello Spirito Santo (C2). A Chiesa di S. Agostino (A2), do século XIII e reformada nos séculos XIV e XV, conserva no interior obras dos séculos XV a XVII. Na periferia, encontra-se o Museo d’Arte contemporanea «Luigi Pecci» (D5, f.p.), sediado num grande complexo concebido para ser um ponto de referência e reflexão sobre a arte da última década. Nos arredores, em Poggio a Caiano, encontra-se a Villa Medicea* que Lourenço, o Magnífico, mandou construir a partir de um projeto de Giuliano da Sangallo; possui na sala central um ciclo de afrescos celebradores das glórias da casa Médicis, do século XVI; ao redor da Villa um grande parque do século XIX. Em Comeana encontra-se a sepultura etrusca de Montefortini* e, pouco distante, a Ferdinanda*, villa da família Médicis construída por Buontalenti, que abriga o Museo Archeologico Comunale, com achados das necrópoles, dentre os quais um incensório* com inscrição em alfabeto etrusco. No burgo medieval chamado Artimino, encontrase a Pieve di S. Leonardo* igreja paroquial em estilo românico, com estátuas lígneas no interior, dos séculos XIV e XV.

PRATOMAgNO (Arezzo e Florença) O Pratomagno é um grupo de montanhas maciças que partem de Loro Ciuffenna, com formas arredondadas recobertas de relvas e bosques. Do lado do Vale do Casentino (veja), estendem-se enormes castanheiras-portuguesas, do lado do Valdarno (veja), oliveiras e vinhedos. O ponto mais alto é Croce di Pratomagno (1591 m).


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52 PuNTA ALA (Grosseto) Elegante localidade balneária, imersa na vegetação mediterrânica que, à esquerda, fecha o golfo de Follònica.

RAdICÒFANI (Siena) Cidade característica situada ao pé de um pequeno forte que Papa Adriano IV mandou construir; serviu como refúgio de Ghino di Tacco, «o bandido bom», descrito por Boccaccio, no seu «Decamerão». No centro, encontra-se a Chiesa di S. Pietro, românica, restaurada no pós-guerra, com terracotas robbianas. Em frente, a Chiesa di S. Agata, do século XV. Na cidadezinha encontra-se também o Palazzo La Posta, uma villa da família Médicis em estilo maneirista onde estiveram os escritores Chateaubriand, Montaigne e Dickens. A fortificação é do século XIII mas foi reconstruída em 1565 e 1929; conserva ainda hoje sua torre principal e parte das muralhas; panorama circular. Nos arredores encontra-se a localidade termal Bagni San Filippo. Nas proximidades encontra-se também a antiga estação termal San Casciano dei Bagni, cidadezinha circundada por muralhas onde se encontra um Palazzo Comunale do período renascentista e a Chiesa della SS. Concezione, do século XVI, com uma pintura de Pomarancio.

SAN CASCIANO IN vAL dI PeSA (Florença) É um dos centros da região Chianti (veja) mais importantes pela produção vinícola. Na Chiesa di S. Maria del Prato encontrase o Museo della Misericordia, que conserva um rico patrimônio artístico dentre o qual um púlpito* de Giovanni di Balduccio e um Crucifixo* em tábua de Simone Martini. O Museo d’Arte Sacra conserva obras florentinas dos séculos XIII e XIV, dentre as quais uma Virgem com o Menino* de Ambrogio Lorenzetti. Nos arredores, a Pieve di S. Andrea a Luiano, igrejinha românica do século XII; a Pieve di S. Stefano a Càmpoli, conhecida desde 903 e restaurada no século XVII e a Pieve di S. Giovanni in Sugana, igreja paroquial em estilo românico tardio, modificada no século XVI, com claustro do século XVI.

S. gALgANO (ABBAzIA dI) (Siena) Situada no silêncio campestre sienense e em grande parte demolida, a abadia foi fundada em homenagem a S. Galgano. Seu máximo esplendor foi alcançado no século XIII; no século XV começa o declínio e no século seguinte a desenfreada ruína. A Chiesa Abbaziale* é uma ampla construção gótica,

renovada no século XVI. O interior grandioso, desprovido de teto, reduzido às paredes e muros, é particularmente sugestivo. Do mosteiro anexo restam a sala capitular, a sala dos monges e um claustro. A igrejinha românica de S. galgano all’eremo di Monte Siepi*. Sob a abóboda encontra-se a rocha na qual Galgano Guidotti teria fincado a espada (visível) como sinal de renúncia à vida secular. Na capela, afrescos* de Ambrogio Lorenzetti.

SAN gIMIgNANO (Siena) Edificada sobre uma colina que domina a Valdelsa, numa zona certamente habitada durante o período etrusco. Trata-se de um testemunho excepcional de urbanismo medieval toscano. Era um importante mercado no século X, cruzamento de eixos viários importantes. No século XIII as 72 torres que ali existiam expressavam a riqueza da cidade. O novo traçado da Via Francigena e consequente desenvolvimento de Poggibonsi e Colle foram causa determinante para o seu declínio econômico, circunstância que favoreceu a conservação intacta da cidade medieval toscana. Atravessando a muralha* medieval que ainda circunda a cidade, através da Porta S. giovanni (C2), do século XIII, que se abre com um característico arco rebaixado sienense. Na via S. giovanni (B-C2) estão presentes numerosos edifícios dos séculos XIII e XIV, dentre os quais os restos da fachada da Chiesa di S. Francesco (C2). O Palazzo Pratellesi (B2) abriga a Biblioteca Comunale, que conta com um patrimônio de mais de 10 mil manuscritos. Mais adiante, a Torre Cugnanesi e o Arco dei Becci (B2), ao lado da Torre dei Becci, do século XIII. Na via Quercecchio (B1-2), no Oratorio di S. Francesco encontra-se o Museo Ornitologico. Uma escadaria conduz até a Rocca di Montestaffoli (B1), fortificação de 1353, desmantelada por Cosimo I em 1558; da única torre ainda existente tem-se uma linda vista sobre as torres da cidade. A Piazza della Cisterna* (B2), centro do burgo desde o século XIII, está ligada à Piazza del Duomo por uma passagem. Nela encontram-se a Casa Razzi, a Casa Salvestrini, o Palazzo Tortoli-Treccani, do século XIV, O Palazzo dei Cortesi com a alta torre “do Diabo”; na passagem para a Piazza del Duomo, encontram-se as Torri Ardinghelli, justapostas o pórtico do Palazzo del Popolo. Na Piazza del duomo* (B2) surge o Palazzo del Podestà*, dominado pela possante Torre della Rognosa; ao lado, a Torre Chigi e as gêmeas Torri dei Salvucci. Numa alta escadaria, a igreja colegiada* é um edifício românico do século XII; no interior, obras de Taddeo di Bartolo, Benozzo Gozzoli, Jacopo della Quercia, Bartolo di Fredi; na Cappella di S.


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Fina*, uma das mais significativas criações do Renascimento, um dossel* de Benedetto da Maiano e afrescos de Domenico del Ghirlandaio; à esquerda, o Chiostrino di S. Giovanni, pequeno claustro do século XIV. O Museo d’Arte Sacra (B2) expõe pinturas, corais com iluminuras e objetos litúrgicos decorativos. À esquerda da igreja colegiada, o Palazzo del Popolo*, dominado pela Torre Grossa*, que abriga o Museo Civico*, com pinturas da escola toscana dos séculos XIII e XV e uma coleção de cerâmicas; na grandiosa sala de Dante encontra-se uma Majestade* de Lippo Memmi. Do alto, vista panorâmica; nos dias límpidos é possível ver as montanhas pistoienses e os Alpes Apuanos. No pátio interno, do século XIV, encontra-se uma cisterna de 1361; embaixo do pequeno pórtico, um afresco de Sodoma. via S. Matteo (A-B1-2), trecho setentrional da Via Francigena, é ladeada por casas e palá-

cios medievais: o Palazzo e a Torre Pettini, o arco e o Palazzo della Cancelleria, a Chiesa di S. Bartolo, a Casa-torre Pesciolini, a Casa Francardelli, o Palazzo Tinacci, o Palazzo Bonaccorsi e, no fundo, a Porta S. Matteo. Na Piazza S. Agostino (A1-2), depois da igrejinha românica Chiesetta di S. Pietro, encontra-se a Chiesa di S. Agostino*, majestosa construção em estilo românico-gótico de 1280-98. No interior, Coroação da Virgem*, obra-prima de Piero del Pollaiolo e um ciclo de afrescos sobre a vida de S. Agostino*, obra-prima de Benozzo Gozzoli. Na Via Folgore da S. Gimignano (A2-3), o antigo convento de S. Chiara (sucessivamente transformado em conservatório) sedia o il Museo Archeologico, com achados etruscos e romanos; a Spezieria di S. Fina conserva a coleção de vasos e cerâmicas de Farmacia, ativa desde 1253; a galleria di Arte Moderna e Contemporanea acolhe obras de Raffaele De Grada e de outros mestres dos séculos XIX e XX.


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54 Nos arredores, a Pieve di Cèllole, uma isolada igreja paroquial românica. O Convento di S. vivaldo (sécs. XIV-XVI) compreende uma igrejinha e 18 capelas distribuídas no bosque.

SAN gIOvANNI vALdARNO (Arezzo) Estendida ao longo do vale dó rio Arno, foi a mais importante entre as «terras novas» costruídas pelos florentinos no século XIII. Talvez projetada por Arnolfo di Cambio, é a cidade natal de Masaccio. O centro da cidade encontra-se na Piazza Masaccio na qual surgem a Chiesa di S. Lorenzo, originária do século XIV, o Palazzaccio, edifício renascentista tardio, a Basilica di S. Maria delle grazie do século XV, com fachada neoclássica (1840). O Museo della Basilica conserva importantes obras sobretudo do século XV florentino, dentre as queis uma Anunciação* de Beato Angelico. O Palazzo Pretorio ou Palazzo d’Arnolfo, com estrutura medieval, apresenta na fachada brasões dos séculos XV e XVI. Nos arredores, o convento di Montecarlo é um solitário complexo renascentista com um grande claustro. A igreja anexa de S. Francesco teria sido fundada por S. Bernardino da Siena, em 1424. A poucos quilômetros, o Parco Naturale di Cavriglia que se estende por 600 hectares e é habitado por numerosos animais, dentre os quais, corços, veados e muflões.

SAN MARCeLLO PISTOIeSe (Pistoia) Localidade muito frequentada do Appennino, situada entre Pistoia e Abetone (veja). A poucos quilômetros encontra-se a ponte suspensa, passarela em ferro, de 220 m de comprimento sobre a torrente Lima. Em gavinana, célebre pela defesa contra o império, oposta pelas milícias da república de Florença comandadas por Francesco Ferrucci (que morreu neste sítio a 3 de Agosto de 1530), encontra-se o Museo Ferrucciano e uma igreja paroquial, com baixos-relevos de Luca della Robbia. Maresca é uma localidade para férias às margens da Foresta del Teso.

SAN MINIATO (Pisa) Cidade com aspecto medieval, domina a planície por onde passa o rio Arno, entre Florença e Pisa (veja). Um dos maiores centros da Toscana, alcançou o apogeu no século XIV, caindo, em seguida, sob o poder florentino. Hoje é um próspero centro industrial, importante pela produção de couro. Na Piazza del Popolo encontra-se a Chiesa di S. domenico, construída em 1330, com fachada inacabada e, no interior, pinturas e afrescos da escola florentina. O duomo, do século XIII, foi várias vezes modificado, possui um sólido campanário, é conhecido também por “Torre di Matilde”. Ao lado, o Museo Diocesano d’Arte Sacra, que conserva obras dos séculos XVI e XIX, de Filippo Lippi, Neri


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55 di Bicci, Andrea del Verrocchio e outros. O Palazzo del Municipio, do século XIV, incorpora o pequeno Oratorio della Madonna di Loreto, também conhecido por Loretino.

SAN QuìRICO d’ORCIA (Siena) Antigo centro entre o Monte Amiata e a Valdichiana (veja), é rico de testemunhos medievais. No núcleo antigo encontra-se a belíssima Collegiata*, igreja colegiada românica, com dois portais, um de 1080, outro do século XIII; no interior, vê-se o tríptico* de Sano di Pietro. Ao lado da Porta Nuova, construção medieval, está o Horti Leonini, jardim tipicamente italiano, do século XVI. Nos arredores, Bagno vignoni é uma fascinante localidade termal com uma curiosa praça com tanque. O cineasta Andrei Tarkovsky escolheu este local como set para o seu famoso filme Nostalghia.

SANSePOLCRO (Arezzo) Pequena e fascinante cidade de arte, terra natal de Piero della Francesca, onde Cosimo I fez construir uma fortificação, repleta de edifícios renascentistas. No centro, Piazza Torre di Berta (A2), cujo nome recorda uma torre destruída durante a última guerra. Encontram-se ali antigos palácios, dentre os quais o valioso Palazzo Pichi. O duomo (A2) apresenta uma complexa arquitetura românico-gótica, várias vezes restaurada; o interior conserva o volto Santo* ou a Sagrada Face, crucifixo lígneo do século X, protótipo do que se encontra em Lucca. O Museo Civico* (A2), importante, sobretudo pelas preciosas obras de Piero della Francesca, dentre as quais a Ressureição*, obra-prima realizada quando sua arte atingiu a maturidade; além disso, obras de Santi di Tito, Luca Signorelli, Pontormo e outros. A Chiesa di S. Francesco (A2), do final do século XIII, possui um lindo claustro com portal gótico. Defronte encontra-se a Chiesetta Madonna delle Grazie, igrejinha do século XVI. A Casa di Piero della Francesca (A2) é um belo edifício renascentista, cujo projeto teve a participação do próprio artista. A Fortezza Medicea (A3) é um exemplo de arquitetura militar do século XVI. A Chiesa di S. Lorenzo (1556; A2), igreja desconsagrada, abriga, no altar maior, uma maravilhosa Deposição* de Rosso Fiorentino. Nos arredores, através do Passo di viamaggio, chega-se à localidade de recreação e férias denominada Badia Tedalda.

SANTA FIORA (Grosseto) Cidade na encosta meridional do Monte Amiata (veja), foi um antigo feudo

da família Aldobrandeschi e da família Sforza. A antiga Pieve delle Ss. Fiora e Lucilla conserva um conjunto de obras robbianas. Próximo, encontra-se a entrada do parque com viveiro de peixes do século XVIII, onde nasce o rio Fiora. Nos arredores, a localidade termal Bàgnore; Arcidosso, dominada pela fortificação da família Aldobrandeschi, com Biblioteca e Centro Studi «D. Lazzaretti», o profeta de Monte Amiata. Não muito longe, a Pieve ad Lamulas, do século XII; Castel del Piano, com a fração comunal Prato delle Macinaie, um platô frequentado para esportes invernais. No Parco Faunistico del Monte Amiata podem ser observadas, em liberdade, várias espécies de animais, como veados, corças, cervos, carneiros selvagens; uma área é reservada aos lobos do Appennini e aos asnos cinzas.

S. àNTIMO (ABBAzIA dI) (Siena) Fundada, segundo a legenda, por Carlos Magno, foi uma potente abadia beneditina; entrou em decadência a partir do século XIV; foi restaurada no início do século XX e abriga novamente uma comunidade religiosa. A Chiesa Abbaziale* é um dos mais interessantes exemplos de arquitetura monástica românica. No interior, afrescos monocromos do século XV. À direita da igreja, os restos de um mosteiro, parcialmente reconstruído.

SATuRNIA (Grosseto) Considerada pelos antigos a primeira cidade edificada na península. É um burgo no Vale Albegna. As muralhas foram construídas pelos sienenses no século XIV, sobre os restos, ainda visíveis, de edificações etruscas. Pouco distante, encontram-se as Terme di Saturnia. Em Montemerano, localidade circundada por muralhas do século XV, encontra-se a Chiesa di S. Giorgio dos séculos XIV e XV. Em Manciano, cidadezinha parcialmente medieval, com uma fortificação do século XV, encontra-se o Museo di Preistoria e Protostoria della Valle del Fiora.

SeSTO FIOReNTINO (Florença) Cidade industrial entre Florença e Prato (veja). Na propriedade de Doccia, em 1737, o marquês Ginori deu início à produção de porcelana dura, tomando como exemplo Meissen; o Museo Richard ginori della Manifattura di doccia documenta a história da produção local. Em Quinto encontra-se a Tomba della Montagnola*, soberbo monumento sepulcral etrusco do século VII a.C. Nas proximidades encontra-se a Tomba della Mula, também etrusca.


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57 Nos arredores, em Calenzano, vale a pena visitar a Pieve di S. Niccolò com campanário do século XIV e o Museo del Soldatino e della Figurina Storica.

SIeNA «O único modelo ainda existente de cidade medieval», como definiu o arqueólogo Ranuccio Bianchi Bandinelli, é a mais homogênea das cidades toscanas, suas formas atuais são quase as mesmas do século XIV, o grande século em que a arte e a economia da cidade tornaram-se uma alternativa à arte e à economia florentina. De origem etrusca, foi colônia romana, em Siena floresceram fortunas, quando a Via Francigena, na época longobarda, tornouse uma alternativa às estradas consulares, promovendo o crescimento do comércio e o fortalecimento da economia na região. As instituições começaram a fortalecerem-se no início do século XII e a cidade cresceu, entrando, inevitavelmente, em conflito com Florença que, em 1145, já dominava Poggibonsi e Montepulciano. Siena tornou-se um dos centros da liga gibelina. Em 1260, na batalha de Montaperti, venceu Florença, mas o triunfo durou pouco tempo: apenas nove anos depois, em Colle di Val d’Elsa, Carlo d’Angiò e os florentinos derrotaram-na duramente. Nasceu, assim, o Conselho dos Nove, grupo guelfo e aliado de Florença, que passou a governar a cidade até 1355. É o período de ouro para o comércio e a cidade assume o aspecto atual, com a construção da Torre del Mangia, do Duomo, interrompido em 1339 e do Duomo Nuovo, do batistério e das igrejas S. Domenico e S. Francesco. Mas a peste de 1348 infligiria um duro golpe à cidade, reduzindo sua população quase que pela metade; Siena entregou-se em 1399, a Gian Galeazzo Visconti, o Duque de Milão. Após a morte do Duque, as lutas internas recomeçaram. Em 1487, Pandolfo Petrucci tomou o poder e governou até sua morte (1512). Siena caiu sob tutela imperial e, em 1531, os espanhóis ocuparam a cidade; uma insurreição contra os espanhóis proporcionou a Cosimo I de Médicis a oportunidade de atacar e assediar a cidade. Reduzida ao extremo, no dia 17 de Abril de 1555, ela rendeu-se. Começou um declínio desenfreado e somente com a casa Lorena a situação tomou outro rumo. Hoje, é uma cidade próspera e um prestigioso centro universitário e cultural. O Campo e o “terzo” di S. Martino. A cidade está subdividida em “terzi”, ou terços, no interior dos quais estão inseridos os vários bairros, chamados “Contrada”. O “terzo” di S. Martino estende-se a partir da Piazza del Campo em direção ao oriente.


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58 Extraordinário exemplo de arquitetura medieval e coração da cidade, o Campo* (D3), que tem forma de leque, é o lugar onde se realiza o famosíssimo Palio de Siena. No centro, encontra-se a Fonte gaia, obra de Jacopo della Quercia (1419). As águas que alimentam a fonte já para ali confluíam desde 1342, graças a uma formidável rede de canais subterrâneos construídos muito antes. À direita, o Palazzo Sansedoni, do século XVIII; à esquerda, Palazzo d’elci, que conserva seu aspecto medieval. O Palazzo Pubblico*, símbolo da independência e do poder econômico da oligarquia sienense, é um dos mais significativos exemplos de arquitetura civil gótica italiana. Foi construído entre 1284 e 1310 e ampliado em 1680. Na parte esquerda, surge a Torre del Mangia* (1325-48), com a Cappella di Piazza, edificada para cumprir um voto feito durante a epidemia de peste de 1348. A parte superior apresenta formas renascentistas. O Museo Civico* está sediado no Palazzo Pubblico e abriga um importante conjunto de pinturas dos séculos XIV a XVIII. Entre as inúmeras obras ali expostas, destacam-se a Maestà* (majestade) de Simone Martini, o Assédio do Castelo de Montemassi por parte de Guidoriccio da Fogliano*, tradicionalmente atribuído a Simone Martini, a Alegoria do Bom e do Mau governo* de Ambrogio Lorenzetti. No antigo Convento di S. Vigilio (D3) encontra-se a Università degli Studi, uma das mais antigas universidades da Europa. Na Via S. Vigilio, encontra-se o Castellare degli Ugurgieri (D3), típica casa-fortaleza medieval; atrás, palácios renascentists da família Bandini Piccolomini. Exemplo do Renascimento florentino maduro, o Palazzo Piccolomini* (D3) abriga o Archivio di Stato e o Museo dell’Archivio di Stato*, onde se destaca a coleção Biccherne*, 103 tábuas de madeira pintada, realizadas entre 1258 e 1682 pelos grandes artistas da época; usadas como capas de

livros dos Condes da magistratura. À direita das Logge del Papa, de elegantes formas renascentistas, encontra-se a Chiesa di S. Martino (D3), uma das mais antigas da cidade, de onde tem origem o nome do bairro ou “terzo”. A Basilica dei Servi* (E4) possui uma fachada do século XV, incompleta, e um campanário do século XIV; no interior, ostenta obras de Coppo di Marcovaldo, Pietro Lorenzetti, Taddeo di Bartolo e outros. No fundo encontra-se o Oratorio della SS. Trinità (E4-5), fundado no século XIV e transformado no século XVI com formas maneiristas. Na sacristia da Chiesa del Santuccio (E5) dois ambientes acolhem o Museo della Società di Esecutori di Pie Disposizioni, com obras de pintores sienenses dos séculos XIV a XVI. Passando pela Porta Romana* (F5), a maior muralha do século XIV, encontra-se uma igreja do século XV denominada Chiesa di S. Maria degli Angeli in Valli. A Chiesa di S. Spirito (D4), renascentista, está situada na praça do mesmo nome, onde se destaca a fonte do século XVI, conhecida por “Fontana dei Pìspini”; nas proximidades, está a Chiesa di S. giorgio (D4), de origem medieval, mas refeita no século XVIII, onde se encontram preciosos estuques monocromos, no interior. Na Contrada del Leocorno, encontrase a Chiesa di S. Giovannino della Staffa (D3), do século XIII, mas reconstruída em 1563. O “terzo di città”. Bairro mais antigo de Siena, destaca-se pela cúpula do Duomo e pelo campanário. No antigo «Triventum», a atual Croce del Travaglio, ponto de encontro das estradas originárias da cidade, surge a Loggia della Mercanzia* (D3), elegante arcada gótico-renascentista. Na via di Città*, eixo principal deste setor, de aparência medieval, surge o Palazzo ChigiSaracini* (E3), sede da prestigiosa Accademia Musicale Chigiana, que abriga uma das mais importantes coleções privadas italianas de arte. Em frente, encontra-se o Palazzo Piccolomi-

Duccio, Maestà (Siena, Museo dell’Opera Metropolitana)


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59 ni*, ou Palazzo delle Papesse (palácio das papisas) e, mais adiante, o Palazzo Marsili, do século XV. A casa-torre medieval, denominada Forteguerri, domina a Piazza Postierla (E2) na qual surgem o Palazzo Chigi Piccolomini alla Postierla e o Palazzo del Capitano del Popolo; no centro da praça, uma coluna do século XV. Na Piazza del duomo* (E2) encontram-se o Palazzo Arcivescovile, construído com formas góticas no século XVIII, o Palazzo del Governatore dei Medici e o duomo* (D-E2), uma das mais belas criações de arte românico-gótica italiana. A fachada é, em grande parte, de Giovanni Pisano; na claraboia da porta do Perdão, baixo-relevo de Donatello (original no Museo dell’Opera); o campanário*, de estrutura românica, apresenta listras espessas brancas e pretas, com seis ordens de janelas. No interior, o belíssimo piso* em mosaico florentino, de mármore colorido e esgrafiado, subdividido em 56 painéis, com cenas sacras e profanas realizadas no século XIV. No transepto direito encontra-se a Cappella del Voto, construção barroca atribuída a G.L. Bernini, com duas estátuas* nas laterais da entrada e obras de Mattia Preti, Vecchietta, Beccafumi. No transepto esquerdo encontra-se o púlpito* de Nicola Pisano, obra-prima da escultura gótica italiana, além de obras de Donatello, Tino da Camaino, Francesco Vanni. Na extremidade da nave esquerda, a entrada para a Libreria Piccolomini*, criação renascentista com afrescos de Pinturicchio. Ainda na praça onde está o Duomo, encontra-se o Spedale di S. Maria della Scala*, ampla hospedaria medieval com célebre Pellegrinaio* afrescado no século XV. Ali está colocado o Museo Archeologico Nazionale, que reúne materiais do período pré-histórico, etrusco e romano; esplêndidas terracotas arquitetônicas* provenientes de uma residência principesca de Murlo. O Museo dell’Opera Metropolitana* (E2) está sediado na construção que teria sido a nave direita do Duomo Nuovo, do século XV; reúne obras provenientes do acervo decorativo do Duomo. Destaca-se a Maestà* (majestade) de Duccio di Buoninsegna e obras dentre outros, de Pietro Lorenzetti, Domenico Beccafumi, Jacopo della Quercia, Donatello e Giovanni Pisano. A Chiesa di S. giovanni Battista (D2) é, na prática, o batistério de Siena, com belo portal* do século XIV; no interior, a pia batismal*, obra-prima renascentista atribuída a Jacopo della Quercia, com estátuas de Donatello, Turino di Sano, Giovanni di Turino, Lorenzo Ghiberti. Ainda na Piazza S. Giovanni, ergue-se o Palazzo del Magnifico (D2), que foi residência do rico aristocrático de Siena (1487-1512), chamado Pandolfo Petrucci. A Pinacoteca Nazionale* (E3), colocada no Palazzo Buonsignori e Palazzo Brigidi, constitui um ponto de referência fundamental para a compreensão do desen-

volvimento da pintura sienense dos séculos XIV a XVII. Além das obras-primas de Duccio, Niccolò Segna, Ambrogio e Pietro Lorenzetti, Sassetta, Domenico Beccafumi, Sodoma e muitos outros, o museu abriga a coleção Spannocchi, com pinturas da Itália setentrional e da Europa Central (Dürer, Lotto, Quentin Massys). Em Prato S. Agostino encontra-se a Chiesa di S. Agostino (E3), do século XIII, renovada por Vanvitelli, com obras de Perugino, Ambrogio Lorenzetti e Sodoma. Em frente, no antigo Convento dei Camaldolesi, encontra-se a Accademia dei Fisiocritici (F3), prestigiosa instituição consagrada às ciências, que abriga o interessante Museo di Storia Naturale; Em Piano dei Mantellini encontra-se a Chiesa di S. Niccolò al Carmine (F2); no interior, grande tábua* de Beccafumi e uma Ascensão*, obra-prima de Girolamo del Pacchia. O “terzo” di Camollìa e S. domenico. Bairro do setor setentrional da cidade, com edifícios dos séculos XIX e XX e memória de dois grandes santos sienenses: S. Bernardino e S. Caterina. A pedra angular do “terzo” di Camollìa é a via Banchi di Sopra (D3), com a Piazza Tolomei onde se encontra o Palácio do mesmo nome, do século XIII. Em frente, encontra-se a Chiesa di S. Cristoforo, através da qual se chega a um pequeno claustro de 1100. Uma das primeiras realizações, depois da conquista dos Médici, foi a majestosa Basilica di S. Maria di Provenzano (C-D3), construída entre 1595 e 1604. No ângulo, a Chiesa di S. Pietro a Ovile. Na grande Piazza S. Francesco, encontra-se a imponente Basilica di S. Francesco (C3), do século XIV, com fachada neogótica. No interior, obras* de Sassetta, Pietro e Ambrogio Lorenzetti e Lippo Vanni. O Convento di S. Francesco (adjacente), que atualmente é ocupado quase que na totalidade pelas faculdades universitárias, reúne um grande claustro renascentista de onde é possível chegar à Cripta di S. Francesco. Ao lado, o Oratorio di S. Bernardino* (C3), construído no século XV, onde o Santo costumava pregar. Inclui o Oratorio Inferiore, com delicado relevo * de Giovanni di Agostino, e o Oratorio Superiore, cerne do Museo Diocesano d’Arte Sacra, com obras de artistas sienenses do século XIII a XVII, dentre os quais Sano di Pietro, o Mestre da Observância, Jacopo della Quercia, o “Vecchietta”, Pietro e Ambrogio Lorenzetti, Domenico Beccafumi, o “Sodoma”. De S. Francesco chega-se à Porta Ovile (C3) (porta ovil), do século XIII, que conduz à fonte do Ovile (C3) e ao Oratorio S. Rocco, com obras de mestres sienenses dos séculos XIV a XVI. Atrás, encontra-se a Fonte Nova do Ovile, um dos mais significativos exemplos de síntese medieval, pelas funções práticas e harmonia artística. Mais adiante, a Chiesa di S. Michele al Monte di S. donato (C3) que abri-


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60 ga uma Pietà lígnea de Vecchietta. Na Piazza Salimbeni (C2-3), do século XIX, surge o Palazzo Salimbeni e o Palazzo Spannocchia. S. Maria delle Nevi (C2) é um pequeno oratório, construído em 1471; no interior, peça de altar* de Matteo di Giovanni. Na Via della Sapienza, junto à “Casa della Sapienza” – o núcleo originário do Studio sienense - está colocada a prestigiosa Biblioteca Comunale degli Intronati (D2), que conta com mais de 550 mil volumes, dentre os quais iluminuras dos maiores artistas sienenses dos séculos XIII e XVI. Do Pórtico dei Comuni d’Italia (1941) chega-se ao Santuario della Casa di S. Caterina (D2), edificado ao redor da casa natal de Caterina Benin – conhecida como Santa Caterina, canonizada em 1461 e proclamada copadroeira da Itália em 1939. Um átrio com arcadas conduz à Chiesa del Crocifisso, que conserva o Crucifixo do século XIII em frente ao qual a Santa teria recebido os estigmas de Cristo. O santuário inclui também o Oratorio Superiore com tábua* de Bernardino Fungai, o Oratorio della Camera, o Oratorio di S. Caterina in Fontebranda, que no interior abriga a estátua da Santa, de Neroccio di Bartolomeo. No final da Via S. Caterina, encontra-se a mais célebre fonte sienense, a Fonte Branda*, dominada pela grande Chiesa di S. domenico* (D2), imponente basílica em estilo gótico, construída pelos Dominicanos entre 1226 e 1262-65. Desprovida de fachada, possui um campanário lateral do século XV; no interior encontra-se a Cappella di S. Caterina com afrescos* de Sodoma; o tabernáculo conserva o relicário com a cabeça de S. Caterina. A Fortezza di S. Barbara ou Medicea (C1), é uma fortaleza construída por Cosimo I de Médicis. No interior encontra-se uma adega de vinhos, denominada Enoteca Italiana. Adjacente, o jardim público do centro histórico de Siena: Giardini della Lizza. A Porta di Camollìa (B1), reconstrução do século XVII da antiga porta do século XIV, traz a inscrição que comemora a entrada de Fernando I de Médicis na cidade, tendo a mesma se tornado o símbolo da hospitalidade sienense: «Cor magis tibi Sena pandit» (Siena te abre o coração mais que a sua porta). Nos arredores, sobre a colina da Capriola, surge o Convento dell’Osservanza*, fundado por S. Bernardino, de onde se contempla um vastíssimo panorama* sobre a cidade. Semidestruído pelos bombardeios aéreos de 23 de Janeiro de 1944, o convento foi reconstruído com o próprio material que sobrou da destruição. A igreja (1476-90) abriga obras de Sano di Pietro, Andrea della Robbia, Giacomo Cozzarelli e outros. Adjacente, encontra-se o pequeno Museo Aurelio Castelli, que reúne obras provenientes do convento. O eremo di Lecceto, antiquíssimo ermo conservado, com aspecto de fortificação, do século XV, possui um claustro interno do século XIII e outro do século XV.

A localidade termal de Bagni di Petriolo é circundada por muralhas do século XV. Murlo é um burgo medieval onde se encontra o Antiquarium di Poggio Civitate*, que reúne os materiais provenientes da área arqueológica etrusca de Poggio Civitate, dentre os quais as formidáveis figuras humanas sentadas* em terracota.

SIgNA (Florença) A parte alta, conhecida por Castello, é uma colina onde se encontram restos das antigas muralhas; a parte baixa estendese ao longo da margem do Arno. A Chiesa di S. Giovanni Battista, ou Pieve della Beata, conserva uma pia batismal de 1480. Na Piazza Cavour, encontra-se um antiquarium com achados etruscos e romanos. No Oratorio di S. Lorenzo, do século IX, refeito no século XII, afrescos do século XIV e um belo púlpito* do século XII. Nos arredores encontra-se Lastra a Signa, um burgo que conserva sua estrutura original e as muralhas construídas em 1377 pela Republica Florentina.

SINALuNgA (Siena) Cidade de tradições agrícolas e atualmente também industriais, encontra-se numa posição alta, dominando a planície da Valdichiana (veja). Vale a pena visitar a igreja colegiada, que reúne obras de Girolamo del Pacchia, Benvenuto di Giovanni e Sodoma. Ao pé da cidadezinha encontra-se a Chiesa di S. Bernardino, do século XV.

SOvANA (Grosseto) Lugar sugestivo, povoado solitário, parcialmente abandonado, onde se entrelaçam lembranças etruscas, romanas, medievais. «Soana» foi pátria do Rei longobardo Ildebrando e do Papa Gregório VII. A solitária Cattedrale dei Ss. Pietro e Paolo*, construção em estilo românico, foi renovada no século XIV; a cúpula é do século X, de ascendência lombobarda. Na Piazza Pretorio*, onde surgem o Palazzo Pretorio, o Palazzo dell’Archivio e o Palazzo Bourbon del Monte, renascentista, encontra-se também a Chiesa di S. Maria, que conserva um esplêndido cibório pré-românico (sécs. VII-IX). Nos arredores, o Parco Archeologico Città del Tufo*, que tem como fulcro a extraordinária necrópole etrusca, com a célebre Tomba Ildebranda*, significativo monumento funerário. É também interessante visitar Sorano*, burgo medieval dominado pela Fortificação Orsini do século XV, sede do Museo del Medioevo e del Rinascimento.


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61 STIA (Arezzo) No Cosentino (veja), ao pé do Monte Falterona, encontra-se um burgo medieval, importante pela indústria da lã, cuja memória está documentada no Museo dell’Arte della Lana. Na Piazza Tanucci, do período medieval, surge a Chiesa di S. Maria Assunta, que conserva obras da escola de Cimabue, Bicci di Lorenzo e Andrea della Robbia. No Palagio Fiorentino, palácio em estilo medieval do início do século XX, encontra-se o Museo Civico d’Arte Contemporanea com obras de Fiume, Cascella, Maccari e outros. Nos arredores, em Pratovecchio, encontra-se o Palazzo Vigiani, do século XVII. Pouco adiante está o Castello di Romena (veja), construído por volta do ano 1000. Nas proximidades, a Pieve di Romena*, igreja paroquial do século XII. Através do Passo La Calla chega-se à Foresta di Campigna*.

TALAMONe (Grosseto) Alegre burgo, fica situado em um promontório, na extremidade do Monte dell’Uccellina, na parte baixa da Maremma (veja), dominado por uma imponente fortificação. De interesse naturalístico, o Acquario della Laguna di Orbetello, dedicado ao ecossistema da área. Numa colina próxima, há restos de um templo romano onde foi encontrado um importante frontão triangular grego-romano, atualmente exposto em Orbetello (veja).

TIRReNIA (Pisa) Localidade balneária no meio de um bosque repleto de Pinheiros, ao longo do litoral, entre a foz do rio Arno e Livorno (veja). Nos arredores encontra-se a Tenuta di Tòmbolo, propriedade que faz parte do Parco Naturale di Migliarino, San Rossore, Massaciùccoli (veja Pisa). Na propriedade adjacente, Tenuta di Coltano, encontra-se uma Villa Medicea, casa que pertenceu à família Médici e onde está colocado o Centro Visitatori (Centro para visitantes do parque).

ca: Figline, Signa, Lastra a Signa, Montelupo, Émpoli e Fucecchio (veja). No século XIX, especialmente no Valdarno Superiore, que anteriormente foi reserva agrícola de Florença, a presença de estabelecimentos industriais começa a multiplicar-se, alterando o aspecto da região. Atualmente, o fascínio daquele antigo equilíbrio é ainda conservado sobretudo nas colinas limítrofes.

vALdICHIANA (Arezzo e Siena) Atualmente é uma zona muito verde, bem cultivada, que se estende de Arezzo até Chiusi, circundada por colinas e montes repletos de oliveiras com tonalidades prateadas. Nos primeiros anos do século XVI, Leonardo da Vinci traçou um mapa que mostra a presença de um grande lago na área. Hoje, deste grande lago sobraram o lago de Chiusi e o lago de Montepulciano. Foram realizadas ali muitas obras hidráulicas, iniciadas desde a época dos romanos. O mapa de Leonardo da Vinci mostra uma primeira tentativa de arranjo hidráulico, após a deterioração sofrida na região durante a Idade Média. A obra de recuperação e drenagem e a obtenção de novos terrenos agrícolas continuou até o nosso século. Dos declives e espinhaços surgem esplêndidas e notáveis cidades de arte e história que permaneceram praticamente intactas: Castiglion Fiorentino, Chianciano Terme, Chiusi, Cortona, Foiano della Chiana, Lucignano, Montepulciano, Monte San Savino e Sinalunga.

vALdINIèvOLe (Pistoia) Pequeno vale ao longo da bacia da torrente Nièvole, entre Pistoia e Lucchesìa. É uma zona agrícola e industrial (sobretudo no setor têxtil e de calçados). Os principais centros são: Collodi, Montecatini Terme, Monsummano Terme e Pescia (veja). Às margens da torrente, estende-se a Riserva Naturale del Padule di Fucecchio, zona úmida de grande interesse.

vALdARNO

vALLOMBROSA

(Florença) O vale do rio Arno divide-se em quatro zonas: a montante, em relação a Florença, a zona do Valdarno Superiore (à direita do rio) e a zona de Pian di Rìpoli, que ocupa o território entre o rio e as colinas do Chianti; a jusante, a planície florentina dividida entre Valdarno Inferior e o desfiladeiro de Golfolina. Este é o território onde os florentinos, nos séculos XIII e XIV, fundaram uma série de «terras muradas», burgos fortificados para defender as vias do tráfico comercial da épo-

(Florença) Localidade do Pratomagno (veja), às margens da antiga floresta de abetos, onde em 1051, S. Giovanni Gualberto fundou a congregação vallombrosana, em que os ideais eremíticos conjugavam-se com o cenobitismo beneditino. A abadia* sofreu consideráveis variações e o aspecto atual é uma reconstrução do século XVII. A igreja, refeita no século XVII, possui um campanário do século XIII. A jusante, passando pelo bosque, encontram-se algumas capelas e chega-


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62 se ao Eremo delle Celle, ermo chamado também Paradisino (pequeno paraíso), de onde se goza de um lindo panorama. A Riserva Naturale Biogenetica di Vallombrosa estende-se por 1270 hectares ao redor da abadia.

veRSILIA (Lucca) Estende-se ao longo do litoral, entre Forte dei Marmi e Viareggio (veja), um dos litorais mais extensos de toda a costa italiana e a cadeia dos Alpi Apuane: como escrevia Mario Tobino, o fascínio da Versilia está na «vizinhança de dois obstáculos opostos, o mar e a montanha». Encontram-se ali cidades que todos conhecem por serem localidades turísticas das mais frequentadas e elegantes da Itália: Camaiore, Forte dei Marmi, Pietrasanta e Viareggio (veja).

veTuLONIA (Grosseto) O burgo medieval, na Maremma (veja), surge ao longo da acrópole de uma das mais importantes cidades da Etrúria. Da antiga Vetulonia, visita-se a necrópole etrusca* de Via dei Sepolcri (vale a pena ver as tumbas de Pietrera, o Diavolino II e da Fibula d’Oro), as importantes ruínas do povoado etruscoromano e, na cidade, as muralhas, conhecidas por Mura dell’Arce (séc. VI a.C.). O Museo Civico Archeologico «Isidoro Falchi» ilustra, através de achados, a história do povoado etrusco.

vIAReggIO (Lucca) Principal centro da costa versiliana, porto marítimo já no século XII, cidade de pescadores, marinheiros e calafates que, no final do século XIX, adquire popularidade na Europa, tornando-se um importante centro turístico. Em meados do século XX, tornase uma das localidades balneárias mais conhecidas e frequentadas da Itália, graças também aos desfiles de carros alegóricos durante o carnaval e ao prêmio literário Viareggio. O Lungomare, avenida florida ao longo da orla marítima, é delimitado por dois bosques cheios de pinheiros. Na Villa que pertenceu a Paolina Borghese Bonaparte estão colocados os Musei Civici, com uma seção destinada à arqueologia préhistórica (Sezione di Archeologia Preistorica) e a importante Pinacoteca Viani, de arte contemporânea. Seguindo para o interior, encontra-se o lago de Massaciùccoli, onde está situado o Museo-villa Puccini, com a sepultura do compositor. Na Area Archeologica di Massaciùccoli, restos de uma grande Villa romana de onde foi retirado do piso o mosaico* que atualmente está exposto no Antiquarium.

vICOPISANO (Pisa) Encontra-se entre o Monte Pisano e o Canal Imperial. Trata-se de um burgo medieval com torres e restos de fortificações restauradas por Brunelleschi. O núcleo habitado


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63 é caracterizado pela Torre delle Quattro Porte* e pelo Palazzo Pretorio. Fora do núcleo habitado, encontram-se a igreja paroquial românico-pisano (sécs. XI-XII), que conserva esculturas lígneas dos séculos XII a XIV e as duas igrejas românicas Chiesa S. Jacopo a Lupeta e Chiesa S. Andrea a Lupeta.

vINCI (Florença) Desenvolveu-se entre os vinhedos e as oliveiras, nas encostas do Monte Albano, ao redor do Castelo dos Condes Guidi. É terra natal de Leonardo da Vinci. No interior do castelo (séc. XIII) encontra-se o Museo Leonardiano, que reúne modelos e mecanismos inspirados nos desenhos de Leonardo. O Museo Ideale Leonardo da Vinci expõe peças originais antigas, gravuras e peças inspiradas no mestre. Em Anchiano, não distante dali, encontrase a casa natal de Leonardo.

vOLTeRRA (Pisa) Fundada pelos etruscos, situada numa colina íngreme dos vales de Cècina e Era. Chamava-se «Velathri», foi uma das doze lucumonias (antigas confederações etruscas), era circundada por muralhas ciclópicas, das quais ainda restam as ruínas, dominava Elba e Córsega e, com seus 25 mil habitantes, era um próspero centro para o comércio de metais e para a produção de madeira, grãos e alabastro. A romana «Volaterrae» decai rapidamente devido a abertura da estrada Pisa-Tortona, que atravessa os Appennini. No século V, torna-se sede de um Bispado e um condado; o poder episcopal, após o ano 1000, torna-se privilégio da família Pannocchieschi, mas, a partir do século XIII, é substituído pela Comuna. Em 1361, entra na esfera de ação de Florença, rebelando-se contra a mesma durante o período de Lourenço, o Magnífico. A “guerra de Volterra” e sucessivo saque serão determinantes para seu definitivo declínio. Hoje, é centro industrial, agrícola e turístico, além de centro para a transformação de alabastro. A Piazza dei Priori* (B2), uma das mais interessantes praças medievais da Itália e sede de um mercado desde o século IX, está circundada por palácios austeros: Palazzo Vescovile, Palazzo Pretorio, com a Torre del Podestà incorporada, abside do Duomo e, ao lado, Palazzo dei Priori* (B2), construído em 1208-54. No interior encontra-se a Sala del Consiglio com afresco do século XIV e a Sala della Giunta. O duomo* (B1) é uma construção românica dos séculos XII e XIII. À esquerda, ao lado da Cappella dell’Addolorata, um campanário do século XV. No interior, um púlpito*, recomposto no século XVI, com esculturas do século XIII; um grupo lígneo* policromo do século XIII; um

cibório* de Mino da Fiesole; um afresco* de Benozzo Gozzoli. Em frente, o batistério (séc. XIII) com pia batismal* de Andrea Sansovino. O Museo Diocesano di Arte Sacra (B1) reúne esculturas provenientes do Duomo e pinturas (Madona e Santos* de Rosso Fiorentino). No Quadrivio dei Buonparenti* (A-B1), de estilo medieval, encontram-se típicas casas-torres do século XIII, dentre as quais, a casa-torre Buonparenti, unida por uma passagem à Torre Buonaguidi. Na Piazza Inghirami surge a Chiesa di S. Francesco (A1) do século XIII; no interior, a Cappella della Croce di Giorno, sala gótica revestida com afrescos de Cenni di Francesco di Cenni (1410). No Palazzo Solaini (restaurado) encontra-se a Pinacoteca* e o Museo Civico (A2). Ali se encontram obras de artistas florentinos, sienenses e volterranos dos séculos XIV a XVII, dentre os quais, Domenico Ghirlandaio, Luca Signorelli e Rosso Fiorentino (Deposição*). O Palazzo Incontri-Viti (A2), do século XVI, abriga notáveis coleções de porcelana, objetos orientais e alabastros* volterranos. Na pequena Piazzetta S. Michele Arcangelo, dominada pela casa-torre Toscano, encontra-se a Chiesa di S. Michele Arcangelo (A2), com uma bela fachada românica de tipo pisano. A Area archeologica di vallebuona (A1-2) compreende as ruínas do Teatro* romano do período de Augusto e ruínas de um edifício termal século IV. Na extremidade dos bastiões ocidentais da Rocca* (fortificação B2-3), hoje penitenciária, estende-se o Parco Archeologico «enrico Fiumi», com restos da acrópole etrusco-romana. O Museo etrusco «Mario guarnacci»* (B2-3) reúne materiais arqueológicos da pré-história até o período do império romano, esculturas (Sombra da Noite, escultura votiva etrusca em bronze do séc. III a.C.), uma vasta coleção* de urnas funerárias etruscas em tufo, alabastro e terracota, dentre as quais, a extraordinária Urna dos Esposos* (séc. I a.C.), e uma coleção numismática*. A característica via Matteotti* (B2) e a sucessiva Via Porta dell’Arco, onde se encontram numerosos ateliês de artesãos que trabalham o alabastro, conduzem à Porta dell’Arco* (B1), antigamente parte da muralha etrusca dos séculos IV-III a.C. Nos arredores, vale a pena visitar os precipícios*, impressionante deslizamento de terra que formou uma ribanceira, após um desabamento de terra. Nas proximidades, encontra-se uma abadia fundada em 1030 pelos Camaldoleses. A poucos quilômetros de distância, encontra-se um burgo medieval, chamado Montecatini val di Cècina, com uma torre de 1100, um único resto de uma fortificação, o Palazzo Pretorio e uma igreja paroquial românico-gótica.


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Simbolos convencionais Rodovia, estrada de cruzamento Rua principal Outras ruas Rampa de pedestres Ferrovia e estação Teleférico Funicular Área de pedestres Monumento de grande interesse Monumento muito interessante Monumento interessante Igreja Repartição pública Hospital Centros de informação turística Estacionamentos principais Jardim, parque Fora da planta


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