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Teorema Menor 

Fabio Guadalupe 


Teorema: É um termo usado para significar "afirmação que pode ser provada". Originalmente do Grego, significava "Espetáculo" ou "Festa". Atualmente é mais comum deixar o termo "teorema" para apenas certas afirmações que podem ser provadas e de grande "importância matemática" o que torna a definição um tanto quanto subjetiva. Menor: 1 Comparativo de pequeno; mais pequeno. 2 Inferior em graduação. 3 Mínimo. 4 Nova designação para o "crack", que antes também era conhecida por "pedra". Este livro relata pequenos recortes cotidianos de situações que nos atormenta, experiências Nocivas que nos põe "a prova" de nosso condicionamento. Uma luta entre o instinto e o livre arbítrio e toda essa lavagem cerebral que ocorre sem agente dar conta. Esta Livro não é depressiva, pelo simples fato que objetos não possuírem sentimento, apenas seres vivos tem essa capacidade. Se você sentir desconforto com alguns versos, lembre-se, ele só existe na sua cabeça e nada mais. Não importa se ele esteja numa tela de computador ou já impresso em um livro idiota, não há uma maldição lirica ou mensagem secreta, são apenas versos livres correndo pelos seus Olhos.

Ass.:André Marques


I - Início da Teorização  Cade a nova ideia de conceitos e de Juventude Alzheimer!!! Temos medo de Sair e rasparam nossa cabeças. O vento Traz Fuligem com toda sua doença nojenta Para as minhas terras de caminhos (às vezes) absurdos, Mas eu preciso prosseguir, Eu devo prosseguir. Vejo Gênios se apagarem Pela Alienação Hipócrita e Boçal se você se identificou; não prossiga é melhor parar por aqui, para seu próprio bem.

II A mulher olha para o céu Que esta trovejando ela vê a cor da luzes tem medo da chuva e das pessoas felizes Ela tem medo de se divertir Ela tem medo Ela tem Ela


III Mexe a Boca, mas não consegue falar Abaixa a cabeça olhando de lado da um sorriso sem graça levanta cabeça me olha nos olhos Fecha o feixe e abaixa a cabeça.

IV Por que se sente sozinha? Tem medo de falar o que sente, Você tem medo de ser real? Se sorrir e se expressar, Tem medo de sentir amor, Gostar e sentir prazer. Eu te pergunto de novo Por que se sente sozinha?

V Rosa Bela Rosa de Espinhos Ela tem medo de Machucar Ela tem medo de vocês.


VI Um Mundo pode ser criado dentro de um quarto Enquanto outro é destruído fora dele Alguém se corta do lado dentro Alguém chora do lado de fora

VII Quem é o bobo que se engana Pela procura da perfeição Isso que procura não existe Procure ter mais percepção

VIII Me arrume um canto que eu possa dormir Uma canção é tudo, pra conseguir Algo que faça lembrar Do sonho de podermos coexistir.


IX Casa limpa casa arrumada (empoeirada) Vazio, ele é mal assombrado Ela ainda esta desalugada Imprinting nas paredes Mariposa morta ao chão.

X Os Jovens Admiram o fogo pela sua beleza E pelos seu poder Seu poder de Destruição. O Rei-Fogo também morre Morre de desgosto, Ele é temido e vive só.

XI "Amor de mais não cheira bem, é interesse" Quanta bobagem, O fato de não achar algo não significa que não existe Conselho: Procure Melhor!


XII Quem vive ou surge do nada Rugindo sua vontade de sumir Rosne, pois não é assim que funciona Não é assim que iremos vencer.

XIII Me esqueça e se esquente Abrace o que existe depois Para mim nada mais vale O agora pra mim já se foi.

XIV Vai, volta Vai de novo e nada fica em paz E quando volta Percebe que nada voltará mais.


XV Milorde o que desejas Eu lhe darei tudo, Tudo que estiver ao meu alcance.

XVI Vamos ficar acordados para ver o amanhecer Mas o amanhã não vem, Ao redor estão os nossos erros Padecemos e ao despertar já é tarde.

XVII (Vinheta para a Pose e o Erro)  Você e essa pose Estufa o peito e caminha Pra que essa pose? Esse seu orgulho, Isto é o erro!

XVIII Os vitrais de uma igreja Não dizem Muito Apenas quero que tudo exploda E que eu esteja dentro Dela.


XXIV Bulbo em erro fatal !!!Curto Circuito!!! #Congelado "Ele não me Ama" (Fabio Guadalupe- Teorema Menor)

XXV Quem de nós merece o paraíso? Tem gente tola que pensa ter a vaga garantida antes da Jornada. Eles fazem as malas, pegam as passagens e zarpam, Mas esquecem da Alfândega.

XXVI O Homem do Trombone esta deprimido, Ele não sabe que tem tudo, Tudo que você precisa.


XXVII Perderei (de propósito) o caminho Agarrarei minha Ânsia Conforme passa o dia as pegadas são apagadas. Escolherei meu caminho Conquistarei distopias. E não posso querer mais que isso.

XXVIII Venha boa nova me mostrar Sendo fértil a mente e a terra O que se colhe neste lugar Se trabalha muito e não se aferra (Fabio Guadalupe - Teorema Menor)

XXIX Ele já teve tudo Após a sentença, não Como outros culpados e inocentes

XXX PF pra barriga Você para a alma E um ruído que me motive a acabar


XXXI Numa das cavidades do inferno É para castigar a indiferença A prisão dos inocentes Será que é isso que eu necessito?

XXXII Mergulhe naqueles olhos Vá se perder Esqueça o cinto de segurança Marque o ponto mais cedo É hora de partir.

XXXIII Lá de cima me derrubaram Não foi poético Eu só não queria estar aqui

XXXIV Parece o fim do mundo Tá longe de ser Mas foi o fim de um Mundo É que dói tanto (...) por enquanto


XXXV Falou de ter mais dinheiro Relacionou com altruísmo e outras mentiras para se justificar Esse ciclo não se rompe Ele apenas corrompe.

XXXVI Noite e dia Apenas ciclos Hoje em pé no dia ensolarado Amanhã caído em uma noite fria.

XXXVII A terra envolve Engole Se alimenta do podre Deixando o caminho livre pra quem quiser germinar.

XXXVIII Pés descalços Rubras poças Onde termina o meu sangue, Onde começa o seu?


XXXIX Boteco da solidão Se procura uma resposta? Aqui?!?!?! Hmmm... não sei não.

XL Mesmo que der cupim em meu piano E o sax enferruje, Eu não temerei, Pois tenho garganta para o Grito.

XLI Perdi meus versos entre seus versos E não mais se fez estrofe.

XLII Pacote de Neosaldina amassado Laptop ao colo quase caindo Lista de tarefas riscadas Copo seco de café com cinzas de Cigarro “This is The End”


XLIII O poder pode querer O querer não pode poder Simplesmente viva! No final, é tudo igual. Por isso seja diferente, Mas não seja indiferente.

XLIV Faça a sonda usando o periscópio Perceba Falsos Profetas determinam os caminhos Reescreva Faça a sonda e use o caleidoscópio Perceba Você nunca olhou o mundo como ele merece.

XLV Fica assim não São apenas palavras Tente o modo Hard e aperte o play, Pois até mesmo Schrödinger tem alguma esperança.

XLVI Aqui era pra ter um poema de amor, Mas hoje não preciso mais deles, Superei meus próprios Versos Antes mesmo de serem publicados.


XLVII Se me permite a desculpa, no quadragésimo sétimo também não haverá verso Havia uma lacuna aqui Não sei se perdi o poema ou simplesmente esqueci de fazer Errar, é um direito e às vezes um dever.

XLVIII Pois se eu me mato Sei que tu se matas Então ele também. Mas nós só vivemos Plantamos sementes Somos de bem.

XLIX Garoto Ameba, já começou A energia se expande Queimando tudo pela frente Eu nunca quis ser cogumelo atômico, Mas algum dia todos nós. #em memória de Tetsuo


L Neste dia ensolarado onde sol queima a retina Os anjos de pedra me avisam que não há nada de especial Que nada (ainda) vale a pena. Por isso são apenas anjos de pedra.

LI Eis que estás o desejo disfarçado De mãos-lábios, maquiadas de calor Procurando no corpo, labor. E dentro do mesmo sentir o afago.

LII Silêncio, Inimigo mortal. Enlouquece quem espera resposta Da boca (esmagada) de alguém.

LIII Não, Espere Ela A boca mente Acredite apenas nos olhos e no cheiro que exala Na hora da resposta esperada que não sai.


LIV Do importante a Maldade O tolo e seu preconceito Mostram sua força Apenas naquele que é fraco.

LV É covardia negar o novo Em caso de dúvida, quebre o vidro Mas não ignore meu versos.

LVI (Para o B1) Ignore o choro alheio Mostre seu lado rude (Para o B2) Ele não é o seu esteio Não se ilude

LVII A ventania é o cântico Réquiem orgânico Pro meu canto ficar quieto Longe de qualquer radar.


LVIII Nem é depressão É apenas um estado de espírito Há também coisas bonitas Tenho falado de solidão Amanhã, outra coisa.

LIX (Parte A)  Quero uma vida nova É hora de me libertar Ninguém mais me aprova Daqui é melhor me mandar.

LIX (Parte B)  Tenho novos planos Adversos a destruição As teclas do Piano Me dão a motivação.

LX (Teorema Final)  É tão complexo um teorema sobre nós Fazemos tantas confusões Pare de acreditar no perfeito Deixe os pensamentos evaporarem E a última máscara cair.


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Produzido pela ​Na Cara e Coragem produções​ artísticas. nacaraecoragem@yahoo.com.br https://twitter.com/nacaraecoragem http://nacaraecoragem.blogspot.com.br/


Produções

Fabio Guadalupe - Teorema Menor  

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