A seleção dos filmes do Cinema Urbana 2019 foi oficialmente anunciada em evento organizado pelo projeto em parceria com o Instituto Federal de Brasília e o Museu Vivo da Memória Candanga dia 16 de agosto, quando se comemorou o Dia Nacional do Patrimônio Histórico
Brasília, Cinema e Arquitetura - O cinema nasceu junto com Brasília, que foi filmada desde antes de sua inauguração. Nomes importantes do cinema nacional conviveram com importantes nomes das artes e da arquitetura: a cidade tem um curso de cinema pioneiro, e as mudanças que aconteceram na capital foram e continuam sendo exaustivamente documentadas pelos numerosos realizadores. Em mostras e Festivais, é possível acompanhar a produção local e verificar a pluralidade de paisagens que traduz a diversidade do território, na questão das paisagens periféricas, culturais, afetivas, que registram Brasília além do Plano Piloto e de sua arquitetura emblemática.
Equipe - Direção geral: Thay Limeira; Direção artística: Liz Sandoval; Produção executiva: Daniela Marinho; e Direção de produção: Bethania Maia.
Mais informações em cinemaurbana.com
Filmes selecionados
Comissão de curadoria: Liz Sandoval, Tania Montoro, Milene Migliano e Tadeu Brito
Abridged, India, Gaurav Puri, 2019, 20`14``
Afeto, Brasil, Gabriela Gaia Meirelles, Tainá Medina, 2019, 15` Água Mole, Portugal, Alexandra Ramires (Xá), 2017, 09`15``
Alis Ubbo, Portugal, Paulo Abreu, 2018, 60` - youtube.com/watch?v=bl5Q5TcmBbs
Aporia, Itália, Salvatore Insana, 2019, 13`20``
Ars Longa Vita Brevis, Itália, Riccardo Campagna, 2018, 39`32``
Astana, The City of The Future? França, Laurier Fourniau, 2019, 28`28``
Até Onde Pode Chegar Um Filme De Família, Brasil, Rodolfo Junqueira Fonseca, 2018, 75` - youtube.com/watch?v=Dk-drvqMZw0
Born and Raised in The Ghetto Kibera, Kenya, Johan Mottelson, 2018, 22`29``
Born and Raised in The Ghetto Makoko, Nigeria, Johan Mottelson, 2018, 22`29``
Born and Raised in The Ghetto Maxaquene, Mozambique, Johan Mottelson, 2018, 22`41``
Bug, Argentina, Joaquín Ortiz, 2018, 07`31``
Cabeça de Rua, Brasil, Angélica Lourenço, 14`37``
Cartas a un Gorrión, Colômbia, Andrés M. Rojas, Sebastián Motta, 2018, 10` - youtube.com/watch?v=sFRJ97laiy8
Casa dos Arcos, Brasil, Jean Bergerot, 2018, 4`
Central Bus Station, República Tcheca, Tomáš Elšík, 78`
Give Back the Silent Spring, Turquia, Zeynep Üstünipek, Burak Kum, 2018, 03`00``
I Don't See Deer, Grécia, Stella Mastorosteriou, Danai Tombrou, 2018, 06`08``
Iris, Líbano, Lea Najjar , 2018, 07`14``
Là est la Maison/Here Is The House, França, Lo Thivolle, Victor De Las Heras, 2017, 13`
La Mujer Nueva York, Chile, Martin Pizarro Veglia, 2018, 02`38``
La Questione Aretina - Storia di una Fortezza costruita contro una Città, Itália, Gaetano Maria Mastrocinque, 2018, 22`26`` - youtube.com/watch?v=0wzYO17dOtA
La Via Divina /The Divine Way, Alemanha, Ilaria Di Carlo, 2018, 15`
Le Case Che Eravamo/ The houses we were, Itália, Arianna Lodeserto, 2018, 18` Lugar Fósil, Argentina, Florencia Levy, 2019, 15`
Lupa, Alemanha, Aurelia Mihai, 2018, 18`46``
Niemeyer 4 Ever, Líbano, Nicolas Khoury, 2018, 30` - youtube.com/watch?v=RjUhFPsgxqE
No Caminho das Pedras, Brasil, Marco Antonio Pereira, 2019, 72 Permanências, Portugal, Ana Ruivo, Carolina Leal, Cristiano Alves, Esra Arslan, 2019, 6`
Petrichor, Turquia, Mehmet Yavuz Çakar, 2019, 04`
Planeta Fabrica, Brasil, Julia Zakia, 2019, 11`11
Primeiro de Novembro, Portugal, Yuri Pirondi, 2017, 06`36``
Reko City, Alemanha, Jörn Staeger, 2017, 14`03``
Sombras Envolventes, Equador, Michael Lojano, 2019, 15`
Still Turning, Canada, Jesse Pickett, 2017, 10`27``
Testa, Karl-Heinz Klopf, 18`
The Hive, Polônia, Jeremi Skrodzki, 2018, 09`15``
The Inhabitant, Argentina, Diego Mandelman, 2019, 05`20``
The Invisible Streets, Reino Unido, Joe Gilbert, 2017, 12`43``
The Pit, Turquia, Muhammed Furkan Altınkaynak, 2018, 11`10``
The Sea Swells, República Islâmica do Irã, Amir Gholami, 2018, 16`15``
There Was A Country, Turquia, Hebun Polat, 2018, 03`57``
Today Might Be the Last Day I See Your Face, Portugal, Vasco Mendes, 2019, 06` Tshweesh, Líbano, Feyrouz Serhal, 2017, 25`
Woodstock At Fifty: A Venue For The End Of The World, Australia, Aidan Prewett, 2019, 49`36`` - youtube.com/watch?v=JccZTTlLfJQ
FAC - Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, apresenta a segunda edição da Mostra
de Filmes de Arquitetura: Cinema Urbana
Mundialmente reconhecida por seu plano urbanístico e edificações modernistas, tombados pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, Brasília é sede de segunda edição brasiliense de mostra internacional de filmes de arquitetura.
Com o tema “Memórias em Construção”, Cinema Urbana, nesta edição, tem por objetivo promover o debate acerca da noção do patrimônio e dos processos de construção da memória na sociedade contemporânea. Fluxos migratórios, turismo em massa, aumento da população nos centros urbanos e novas formas de sociabilidades permeiam as narrativas dos filmes selecionados
O evento, que acontecerá de 8 a 12 de outubro de 2019, vai ocupar o Cine Drive-in, os Institutos Federais do Recanto das Emas e de Samambaia e, no Setor Comercial Sul, o Museu Correios, o Corredor Central e a CAL - Casa da Cultura da América Latina da UnB. Além da exibição de filmes, serão realizados painéis temáticos, palestras com pesquisadores [brasileiros e estrangeiros], e intervenções artística e urbana em espaços públicos, tudo com entrada franca
A escolha do Setor Comercial Sul, como área para a realização das principais atividades da programação, além de emprestar ao projeto uma identidade singular, “se deu por potencializar a reflexão sobre a cidade, ao possibilitar diferentes propostas e vivências da urbanidade brasiliense”, ressalta Liz Sandoval, diretora artística da mostra
Dos mais de 500 filmes inscritos, de 55 países além do Brasil, ficou a cargo da curadoria a escolha dos 63 longas e curtas-metragens a serem exibidos. “A quantidade e a qualidade surpreenderam os curadores e demonstram o interesse nessa interface entre arquitetura e cinema”, aponta Liz. A orientação curatorial quis trazer um repertório amplo do cenário urbano mundial.
Serão apresentados, entre convidados e selecionados, documentários, ficções e experimentais, filmes que falam sobre as sobrevivências de povos, lugares, memórias, desejos, formas de vida e de sonhos”, comenta Liz Dos selecionados, 57 participarão de sessões com caráter competitivo e os vencedores, anunciados no encerramento, receberão troféu cedido pela Fundação Athos Bulcão
Com a realização do projeto, detalha Liz: “afirmamos nossa crença na potência do cinema em apresentar as cidades em narrativas que compõe o imaginário e formam o conjunto de suas memórias”. Entre os selecionados para a mostra competitiva, convidados e homenageados, Cinema Urbana exibe paisagens que, no seu conjunto, apresentam a pluralidade dos espaços do mundo, lugares que pouco vemos e pouco sabemos a respeito”
Para estreia da programação da mostra, no Museu Correios, dia 8 de outubro, Cinema Urbana presta homenagem a um dos artistas ícones da Capital Federal, ao exibir o curta Athos. Com roteiro e direção de Sergio Moriconi, o documentário apresenta vida e obra do artista visual Athos Bulcão.
Uma segunda personalidade das artes, também homenageada, e que, igualmente ao anterior, faz do centro urbano de Brasília um museu ao céu aberto é Burle Marx. Para ele, a mostra reservou uma sessão especial dia 10 de outubro (quinta-feira), às 21h, no Cine Drive-In - parceiro desta edição da Mostra e por ela reverenciado - quando será exibido o documentário “Filme Paisagem - Um Olhar Sobre Roberto Burle Marx”, de João Vargas Penna. O médiametragem faz passeio pela arte e personalidade do paisagista, pintor e escultor Roberto Burle
Marx, que apresenta suas ideias e lembranças numa sucessão de paisagens sensoriais. O filme ficará em cartaz por uma semana no Drive-In.
“Ao lançar o tema e provocar a discussão a respeito do patrimônio e da memória, fomos, de fato, surpreendidos pela urgência do tema da sobrevivência. Na programação, há exemplos de vários modos de sobrevivência. The Hive (Polônia, Jeremi Skrodzki, 2018) mostra uma comunidade que vive da terra e de seu cultivo numa área verde que resiste no centro de Varsóvia. As reconstruções e os novos usos dados aos edifícios abandonados ou destruídos aparecem em Reko City (Alemanha, Jörn Staeger, 2017) e em Dreaming Squares (Irlanda, Paddy Cahill, Shane O'Toole, 2018).
A sobrevivência é a tática para superar as precariedades das condições de vida em cidades imensas, mostrada na série Born and Raised in the Ghetto (Johan Mottelson, 2018) e na Índia, em Abridged (India, Gaurav Puri, 2019), que nos mostra como a população ocupa e vive os espaços sob as pontes e viadutos. Sobrevivências também são um modo de imaginar ficções nos gestos cotidianos, vistos em Cabeça de Rua (Brasil, Angélica Lourenço).
A necessidade cada vez mais crescente no mundo contemporâneo de uma tomada de partido, as escolhas limitando-se a somente duas opções, num apagamento da sutileza e da hesitação, é trazida em Aporia (Itália, Salvatore Insana, 2019), filme experimental que investiga o momento da hesitação, e seu reflexo no corpo inserido num espaço genérico.
Para dar luz à produção em linguagem experimental, mais relacionado à vídeo-arte, o projeto realiza a Cabine Urbana na Galeria de Bolso da Cal/UnB. Exibidas em looping, sessões acontecem das 14h às 19h, todos os dias da mostra, em uma estrutura distinta da sala de cinema “A intenção é provocar outros modos de ver cinema, de maneira a transformar a fruição do espectador”, sugere a diretora artística.
Cinema Urbana, em seu escopo geral, traz o debate sobre valorização da memória na construção de uma identidade coletiva e que estimule a preservação do patrimônio [arquitetônico e cultural] e da cidadania. Com isso, e após análise do material recebido, a organização chegou a quatro painéis temáticos de debates, sendo: Esquecimentos e afloramentos das ruínas nas cidades, Im/Ex-pressões do corpo urbano, Memórias que se constroem para lembrar ou para exibir; e Deslocamento e pertencimento, no vazio ou no caos
Concomitante aos debates, acontecem apresentações de 25 trabalhos, entre projetos de arquitetura e artigos científicos, dos mais de 50 submetidos à seleção de um comitê científico. Este formado por professores-pesquisadores da UnB, UFRJ, UFRB e da FAUP (Universidade do Porto, em Portugal). A intenção é "ampliar o acesso ao saber arquitetônico e urbanístico, usualmente tão restrito às salas de aulas", explica Liz.
Ainda, atrelada à vasta programação dedicada à produção cinematográfica e vertentes, o Coletivo Transverso traz para Cinema Urbana sua Visita Sonora Uma experiência imersiva por ruas, becos e praças do Setor Comercial Sul. Participantes, guiados por um mapa, transitam pelo local e são surpreendidos por áudios, transmitidos via fone de ouvido, enquanto são levados a observar detalhes da paisagem urbana, por muitos pouquíssimo explorada. A visita acontece em um horário não comercial, portanto, quando o SCS está vazio de sua habitual agitação cotidiana. Patrícia Del Rey, integrante do Transverso, arrisca dizer que se trata de um “cinema urbano imersivo onde a personagem, no caso o participante, está presencialmente inserida na cena”.
Um dos destaques da edição 2018 e que “não poderia deixar de voltar neste ano”, assume Thay Limeira, diretora geral do projeto, é a sessão ao ar livre que desta vez ocupa o Corredor Central da quadra 04 do Setor Comercial Sul, lugar de grande movimentação popular Para a realização desta sessão, ações de mobilização estão sendo feitas em parceria com Coletivo MOB e No Setor, criando diálogo com a comunidade local
Essa ocupação prevê a construção de mobiliário urbano, na parceria com o IFB campus Samambaia, para compor a sala de cinema ao ar livre. A sessão exibirá uma programação de curtas-metragens e acontece na sexta-feira, 11 de outubro, a partir das 19h, com entrada livre.
Brasília, Cinema e Arquitetura - O cinema nasceu junto com Brasília, que foi filmada desde antes de sua inauguração. Nomes importantes do cinema nacional conviveram com importantes nomes das artes e da arquitetura: a cidade tem um curso de cinema pioneiro, e as mudanças que aconteceram na capital foram e continuam sendo exaustivamente documentadas pelos numerosos realizadores. Em mostras e Festivais, é possível acompanhar a produção local e verificar a pluralidade de paisagens que traduz a diversidade do território, na questão das paisagens periféricas, culturais, afetivas, que registram Brasília além do Plano Piloto e de sua arquitetura emblemática.
Equipe - Direção geral: Thay Limeira; Direção artística: Liz Sandoval; Produção executiva: Daniela Marinho; e Direção de produção: Bethania Maia. Comissão de curadoria: Liz Sandoval, Tania Montoro, Milene Migliano e Tadeu Brito
Imagens em still para divulgação: bit.ly/StillsCinemaUrbana
Programação COMPLETA e mais INFORMAÇÕES cinemaurbana.com
Trailers de alguns filmes da programação:
Woodstock At Fifty: A Venue For The End Of The World, Australia, Aidan Prewett, 2019youtube.com/watch?v=JccZTTlLfJQ
Exibição: Terça-feira, dia 08 de outubro, às 17h, no Museu Correios
Até Onde Pode Chegar Um Filme De Família, Brasil, Rodolfo Junqueira Fonseca, 2018youtube.com/watch?v=Dk-drvqMZw0
Exibição: Quarta-feira, dia 09 de outubro, às 17h, no Museu Correios
Cinema Urbana convida para vivência por ruas, becos e praças do Setor
Comercial Sul em:
Visita Sonora
Uma cocriação entre Cinema Urbana e Coletivo Transverso
A partir de uma provocação e a convite da direção artística do Cinema Urbana, o Coletivo Transverso criou uma experiência imersiva por ruas, becos e praças do Setor Comercial Sul. Na Visita Sonora, participantes, guiados por um mapa, transitam pelo local e são surpreendidos por áudios, transmitidos via fone de ouvido, além de detalhes da paisagem urbana, por muitos pouquíssimo explorada. Associados da AADV (Associação dos Amigos do Deficiente Visual), irão participar da vivência.
A ambientação sonora traz poemas, textos além de ruídos gravados em horários de grande movimentação, já a paisagem conduz o olhar do passeante por lambelambes e interferências urbanas criadas pelo Coletivo. Detalhe, a visita acontece em um horário não comercial, portanto, quando o SCS está vazio de sua habitual agitação cotidiana. Patrícia Del Rey, integrante do Transverso, arrisca dizer que se trata de um “cinema imersivo onde a personagem, no caso o participante, está presencialmente inserida na cena”.
Quando o olhar sobre a rua se "des-insensibiliza" diante do poema imprevisto na calçada, cada esquina passa a representar a oportunidade do acaso, a chance de encontrar uma dramaturgia, de descobrir novos sentidos, de formular novas cenas cotidianas. Visita Sonora é um convite a passear pela cidade não mais contando os minutos que escorrem de nossos pulsos, mas procurando a poesia viva nos espaços compartilhados.
O Coletivo Transverso foi criado em 2011 com o propósito de pesquisar, desenvolver e realizar intervenções poéticas no espaço público. Desde então trabalha com arte urbana e poesia, a partir de técnicas como o estêncil, o lambe-lambe, o grafite, a projeção, a performance, a criação de monumentos, entre outras.
Com o tema “Memórias em Construção”, Cinema Urbana, nesta edição de 2019, tem por objetivo promover o debate acerca da noção do patrimônio e dos processos de construção da memória na sociedade contemporânea. Fluxos migratórios, turismo em massa, aumento da população nos centros urbanos e novas formas de sociabilidades permeiam as narrativas dos filmes selecionados.
O evento, que acontecerá de 8 a 12 de outubro de 2019, vai ocupar o Cine Drive-in, os Institutos Federais do Recanto das Emas e de Samambaia e, no Setor Comercial Sul, o Museu Correios, o Corredor Central e a CAL - Casa da Cultura da América Latina da UnB. Além da exibição de filmes, serão realizados painéis temáticos, palestras com pesquisadores [brasileiros e estrangeiros], e intervenções artística e urbana em espaços públicos, tudo com entrada franca.
A ação acontece em parceria com a Associação dos Amigos do Deficiente VisualAADV. Pessoas com baixa visão ou cegas, associadas à AADV e/ou interessadas, contarão com assistência para participar da Visita Sonora.
Serviço:
Visita Sonora, do Coletivo Transverso, em Cinema Urbana
Dia e horários: Sábado, 12 outubro, às 10h e às 11h (sendo este segundo horário para cegos ou pessoas com baixa visão)
Ponto de encontro: CAL - Casa da Cultura da América Latina
Endereço: SCS Quadra, 4 - Edifício Anápolis
Entrada franca, retirada de ingressos em sympla.com.br/visita-sonora 10h__658156
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
O público deve levar fone de ouvido
Programação completa e mais informações de Cinema Urbana: cinemaurbana.com/
Mostra Cinema Urbana e Coletivo MOB irão transformar área pública no SCS em uma sala de cinema
Se de um lado, no campo de visão do MOB está a transformação de um espaço público por meio da criação de mobiliário urbano e da interação entre os usuários, na perspectiva do coletivo Cinema Urbana está o diálogo entre cinema e arquitetura. E deste encontro surgiu a ideia de criar, em uma área de grande circulação no miolo do Setor Comercial Sul, uma sala de cinema para exibição gratuita de filmes da Mostra. Para todos os envolvidos, há um viés de experiência profissional diante de um processo emergente de economia criativa.
A proposta teve origem na primeira edição da Mostra, em 2018, quando foram desenhadas cadeiras ergonômicas para a escadaria em frente à CAL/UnB, também no SCS, com o igual objetivo de transformar a rua em um cinema ao ar livre. O Setor Comercial Sul, apesar de sua degradação “é hoje um lugar que atrai eventos e ocupações culturais de diferentes tamanhos que vêm ampliando a dinâmica econômica e social”, ressalta Liz.
Nesta edição, Cinema Urbana ocupa o Corredor Central, da Quadra 04, com uma grande tela de cinema e deixa como legado o mobiliário criando áreas de convivência, que poderá ser utilizada em outros eventos e por todos os usuários do Setor. A sessão, que acontece na sexta-feira, 11 de outubro, a partir das 19h, com entrada livre, exibirá quatro curtas-metragens brasilienses e um da Bahia.
O professor Frederico Hudson, responsável pelas atividades no IFB, conta que oficinas têm sido realizadas para a produção dos móveis e, “esperamos surpreender o público com o resultado”, aposta. Liz Sandoval, diretora artística da Mostra e também arquiteta, é a responsável por ministrar o workshop de construção de mobiliário urbano no Instituto Federal de Brasília. Os participantes são estudantes do curso de Produção de Móveis do Campus Samambaia do IFB.
Com o tema “Memórias em Construção”, Cinema Urbana [2019] tem por objetivo promover o debate acerca da noção do patrimônio e dos processos de construção da memória na sociedade contemporânea. Fluxos migratórios, turismo em massa, aumento da população nos centros urbanos e novas formas de sociabilidades permeiam as narrativas dos filmes selecionados.
Imagens de divulgação: bit.ly/CinemaSCS
Serviço:
Cinema Urbana - Mostra de Filmes de Arquitetura, de 8 a 12 de outubro de 2019
Locais: Cine Drive-In, CAL, Museu Correios, Corredor Central e IFBs de Samambaia e Recanto das Emas
Atividades: Exibição de filmes, painéis temáticos, palestras com pesquisadores [brasileiros e estrangeiros], e intervenções artística e urbana em espaços públicos
Sessão especial - Corredor Central do SCS, Quadra 4, dia 11/10, às 19h
Casa de Praia - Brasília, Dir. Duda Affonso, 2018, 16' Riscados pela Memória - Brasília, Dir. Alex Vidigal, 2018, 20' À Margem do Universo - Brasília, Dir. Tiago Esmeraldo, 2017, 18' O Corpo e a Cidade Modernista - Brasília, Dir. Pedro Rodolpho, 2018, 39' Afeto - Bahia, Dir. Gabriela Gaia Meirelles, Tainá Medina, 2019, 15' Entrada franca
Programação, classificação indicativa e mais informações: cinemaurbana.com
Mostra internacional de filmes de arquitetura Cinema Urbana
Preparou uma programação dedicada à toda a família para a tarde do Dia das Crianças, 12 de outubro (sábado)
De curtas-metragens internacionais a oficina de produção de cinema, em Stop Motion, pais, mães e a criançada poderão se entreter com a exibição de histórias divertidas e ainda, a várias mãos, criar um roteiro exclusivo para rodar seus próprios curtas-metragens.
A tarde de atividades, dedicadas à toda família, tem início às 15h30, com um programa pra lá de especial. Três curtas-metragens da Argentina, Turquia e Portugal, convidam a meninada a rirem e se emocionarem com personagens caricaturescos, a relação do homem com a natureza e os habitantes de uma pequena aldeia. Os filmes contarão com tradução em Libras e legendagem descritiva (closed caption)
O encantamento da produção de um filme original, poderá ser experimentado na Oficina de Animação de Recorte. Ministrada pela animadora, diretora e educadora Raquel Piantino, a oficina ensina, na prática, a técnica de animação em Stop Motion. De forma lúdica e interativa, os participantes terão a chance de se tornarem realizadores de suas próprias películas através dos princípios da animação tradicional, com o recorte de papéis coloridos, revistas ou fotografias.
Serviço:
Local: Museu Correios
Endereço: Setor Comercial Sul, Qd. 4, Bl. A, Ed. Apolo
Dia e horário: 12 de outubro, sábado, a partir das 15h30
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Programação de Curtas-Metragens:
*Bug - Argentina, Joaquín Ortiz, 2018, 07`31``
Em uma cidade futurística tridimensional e monocromática, vivem seres caricaturescos bidimensionais, que marcham sob a vigilância de câmeras e drones. Um deles, “Bug”, procurará superar todos os obstáculos a fim encontrar uma descoberta transcendental. “Bug” é um curta-metragem que, sem dizer uma única palavra, fala sobre realidade e virtualidade, poder e poesia, uniformidade e imaginação, atravessando as múltiplas dimensões da vida contemporânea.
*Give Back the Silent Spring - Turquia, Zeynep Üstünipek, Burak Kum, 2018, 03`00``
"Ainda falamos em termos de conquista. Ainda não estamos maduros o suficiente para pensar em nós mesmos como apenas uma pequena parte de um universo vasto e incrível. A atitude do homem em relação à natureza é hoje de importância crucial, simplesmente porque agora adquirimos um poder fatídico para alterar e destruí-la. Mas o homem faz parte da natureza, e sua guerra contra ela é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo", Rachel Carson, ativista ambiental e heroína.
*Água Mole - Portugal, Alexandra Ramires (Xá), 2017, 09`15``
Os últimos habitantes de uma aldeia não se deixam submergir no esquecimento, em um mundo onde a ideia de progresso parece estar acima de tudo.
*Os filmes também integram a Mostra Competitiva de Cinema Urbana
Dia e horário: 12 de outubro, sábado, a partir das 16h
Público: crianças de 6 a 13 anos
Inscrições: bit.ly/33cKmpT
Facilitadora: Raquel Piantino - Animadora, diretora e educadora, tem como pesquisa e produção a animação tradicional. É autora de curtas metragens, animações experimentais e comercias. Além de trabalhos digitais, a artista desenvolve animações mecânicas com Flipbooks e outros brinquedos óticos. Realizou, em 2019, o curta metragem “Claudia e o Crocodilo” e o vídeo clipe “Depois do Samba”, para o qual exerceu as funções de diretora e animadora.
Exemplos de animação: youtu.be/CeYnjIlz4U8 e youtu.be/xxXT_Q9Ryrc Fotos de divulgação: bit.ly/FotosAnimacaodeRecorte
Cinema Urbana acontece até 12 de outubro no Cine Drive-in, Institutos Federais do Recanto das Emas e de Samambaia, Setor Comercial Sul, Museu Correios, Corredor Central e a CALCasa da Cultura da América Latina da UnB. Além da exibição de filmes, serão realizados painéis temáticos, palestras com pesquisadores [brasileiros e estrangeiros], e intervenções artística e urbana emespaços públicos, tudo com entrada franca. Mais informações em cinemaurbana.com