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NÚMERO 18

CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO • DOMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Presídios de Campos com superlotação preocupam Verdadeiros depósitos de presos, eles lembram uma bomba-relógio Ela nasceu em berço de ouro e conheceu de perto o poder. Sônia Ferreira, filha do deputado Alair Ferreira perdeu fortuna, mas não a alegria de viver.

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Club Terceira Via

Santo Amaro

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Com o secretariado montado já se pode rever a agenda do prefeito Rafael Diniz para saber o que a população pode cobrar dele.

CAPA

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A Cosatel encerrou suas atividades em Campos e a Unidrinks fecha as portas da fábrica Bela Joana, no limite com São Fidélis. PÁGINA 07 Janeiro Branco é um convite para que todos tratem da Saúde Mental. PÁGINA 10

Colocando o pedal na estrada em busca da boa forma e também de aventura. PÁGINA 15


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DOMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Política

O que cobrar de Rafael Diniz

Em duas semanas de governo já se pode refrescar a memória sobre o que o novo prefeito de Campos prometeu Marcos Curvello

Em meio a medidas para organizar a casa diante da série de problemas deixados pela administração anterior, o prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS), vai precisar lidar em breve com as expectativas dos 151.462 eleitores que lhe proporcionaram uma vitória histórica contra o grupo político comandado por Garotinho. Duas semanas após a posse, grande parte dos esforços do novo Executivo serviu para contornar crises mais imediatas ou lançar as fundações do combate a outras, que pedem soluções menos simples. Mas, diante das necessidades do município e das promessas feitas durante a campanha, há bastante o que esperar — e cobrar — do neto de Zezé Barbosa e de sua equipe nos próximos quatro anos. Veja: Dependência dos royalties Diante da finitude do petróleo, Rafael defendeu em diferentes ocasiões a necessidade de “reconstruir a cidade para além dos royalties”, valores pagos ao município pela exploração da commodity em seu território. A ideia batiza seu plano de governo, chamado “Campos Além dos Royalties”. Rafael apontou a gestão ineficiente deste recurso nos últimos oito anos e falou da importância de haver investimento em atividades que se tornem, elas próprias, geradoras sustentáveis de renda para o município em médio e longo prazos. Palavra do prefeito — “Já começamos a lutar pela independência do nosso município. Apostamos em pastas estratégicas, quadros técnicos e no diálogo permanente com universidades e instituições que irão nos auxiliar. Além disso, vamos captar recursos e lançar programas que serão importantes na diversificação da nossa economia. Nossa secretários e superintendentes estão em sintonia com diversas instituições relacionadas a ações desempenhadas por suas respectivas pastas, para preparar as ações que baseiam o nosso programa de governo. Estou participando de alguns espaços desses. Posso citar, por exemplo, o encontro com a prefeita de Quissamã para tratar do Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado e o encontro com a Autopista Fluminense”. Trabalho e renda Em uma cidade em que a crise atinge pelo menos há um ano os cofres da prefeitura, empregadora direta ou indireta de uma parcela importante da população, a geração de empregos e a criação de oportunidades profissionais estariam, invariavelmente, na pauta dos candidatos ao Executivo. Durante a campanha, Rafael destacou como alternativas em vídeos e entrevistas a criação de medidas capazes de aquecer os setores do comércio e da indústria, bem como valorizar economias alternativas, como a verde, a criativa e a do conhecimento, a fim de gerar emprego e renda para a população campista. Palavra do prefeito — “A Superintendência de Trabalho e Renda já vem realizando reuniões com entidades e empresas para tratar das ações relacionadas à capacitação e qualificação profissional. Estamos tratando com instituições específicas o planejamento da ação de qualificação em setores específicos que estão relacionados com o nosso programa”. Educação Uma das bandeiras levantadas por Rafael para a Educação antes das eleições foi a da eleição direta para diretores de escolas municipais. Segundo ele, isso garantiria “autonomia pedagógica, financeira e administrativa” para as unidades de ensino, deixando nas mãos da comunidade a escolha de quem ocuparia cargos que vêm sendo usados — em diversos tempos e lugares — como moeda de troca política. Outras propostas são a criação da escola em tempo integral, a escola bairro e a instalação de internet gratuita nas unidades de ensino, além da oferta de uma infraestrutura adequada ao trabalho dos profissionais da educação. Como saída para levar esses projetos adiante em um contexto de crise, o prefeito falou em usar a “criatividade”. A ideia seria integrar as escolas a vilas olímpicas, museus e clubes, como o Rio Branco. Saúde Alvo de denúncias constantes ao longo dos últimos anos, a Saúde de Campos foi encontrada pelo prefeito em situação precária. Faltavam remédios e insumos básicos para o trabalho, a infraestrutura das unidades está comprometida e mesmo o mobiliário e parte importante dos equipamentos estão deteriorados, já que não receberam manutenção. Neste ponto, a prefeitura já começou a agir e apresentou algumas medidas. Veja abaixo. Na campanha, Rafael prometeu apostar em prevenção e no fortalecimento da rede contratualizada para desafogar as unidades de Saúde voltadas à urgência e emergência, como o Hospital Ferreira Machado (HFM). Após visitar os hospitais da cidade em sua primeira semana de trabalho, o prefeito afirmou, também, que vai investir nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Programa Saúde da Família (PSF), com a mesma finalidade. Há expectativa, também, de contratação de mais médicos e de ampliação da oferta de exames e medicamentos. Mobilidade Urbana Além da manutenção do programa de subsídio à passagem municipal, que custa R$ 1, a criação de linhas circulares 24h e de bicicletários públicos, a implementação de calçadas acessíveis, com piso tátil e rampas para portadores de necessidades especiais, e a sincronização de semáforos, na chamada onda verde, são algumas das promessas para a área. Palavra do prefeito — “O superintendente do IMTT e o Secretário de Governo se reuniram há alguns dias com representantes do consórcio das empresas de ônibus para tratar da questão do transporte coletivo no município. As empresas irão encaminhar um relatório de sua situação e de seus empregados. Após a avaliação destes relatórios de cada empresa iremos fazer o levantamento de cada uma e a sua devida regularização. Estamos implementando um canal de diálogo e planejamento com as empresas de ônibus para garantir melhorias no atendimento a população. O IMTT está realizando também um projeto para adequação das ciclovias e ciclofaixas e de áreas de estacionamentos em vias perimetrais. Vamos iniciar o debate e a elaboração do Plano de Mobilidade, que irá nortear as ações relacionadas a mobilidade, como novas ciclovias, calçadas acessíveis, terminais de integração”. Diálogo Durante toda a campanha e o processo conturbado de transição — que nunca chegou a prover de informações válidas e completas a equipe do novo governo —, Rafael ressaltou a necessidade de diálogo com a Câmara, com a oposição e com a população. Espera-se, agora, abertura para a participação da sociedade civil organizada no desenvolvimento de políticas públicas que atendam aos mais diferentes setores. Palavra do prefeito — “Não há mais espaço para gestores centralizadores. A reconstrução da nossa cidade passa pelo diálogo permanente com todos os segmentos. Desde que vencemos as eleições, venho conversando com diversos setores e buscando soluções para os vários problemas. Agora, após assumir, não tem sido diferente. Haverá momentos em que vamos concordar, outros iremos discordar, mas o diálogo e a transparência deverão estar presentes sempre. Além disso, uma Câmara forte e independente nos ajudará muito neste processo de reconstrução da cidade. Com os vereadores que compõem o Legislativo, independente de partido ou bancada, pretendo construir uma relação de trabalho, harmonia e respeito”. Apoio técnico Por fim, foi defendida, durante a campanha, a aproximação do poder público com técnicos e instituições que produzem conhecimento no município e na região, de forma a trazer para perto da administração esses indivíduos e entidades geradoras de know-how e soluções tecnológicas, científicas e acadêmicas. Este repertório deverá ser empregado na criação de políticas públicas robustas e eficientes, que encontrem respaldo no estudo e não na mera vontade do gestor. Palavra do prefeito — “A interação com essas instituições é a nossa principal ação de planejamento. Temos em Campos diversos técnicos e instituições com expertise em diversas áreas. Nossa equipe já vem procurando cada uma das instituições presentes em Campos para tratar de projetos, como por exemplo, Fundenor, Uenf, IFF. Além das instituições de pesquisa estamos em constante relação também com o Banco do Brasil e a Caixa, para tratarmos de convênios, que possuem recursos nessas instituições. Estamos em processo de implantação do nosso Escritório de Projetos Estratégicos, que irá coordenar com nossos secretários e superintendentes dos nossos projetos, em parceria com esses técnicos e instituições”. Opinião

Cabeceira do silêncio

Assim como o grupo que o antecedeu não estava imune a críticas, o prefeito Rafael Diniz está sujeito a elas. Ele não pode cometer um erro maior que o grupo político que sucede e que se posicionava acima das críticas. O homem tropeça em pedras e não em montanhas. É preciso humildade para dar um passo atrás, pois muitas vezes o tropeço pode evitar um tombo. É uma conversa que ele tem que ter consigo ao lado da cabeceira.


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DIMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Paiol de pavio curto

Pouco espaço e muito tempo ocioso, uma combinação que pode ser explosiva no sistema carcerário de Campos Foto: Carlos Grevi

Ulli Marques, Thiago Gomes e Girlane Rodrigues Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Essa foi uma das principais descobertas do matemático e físico grego Arquimedes de Siracusa, que viveu de 287 a.C. a 212 a.C.. Na época, ele não imaginava, no entanto, a atual situação do sistema penitenciário de Campos, que possui 2.854 detentos para 1.568 vagas. Essa equação nem o renomado matemático conseguiria resolver, já que a média é de 1,8 detento para cada vaga disponível. Além da superlotação, familiares dos presos e ONGs denunciam má qualidade da alimentação, falta de estrutura, problemas no cumprimento da Lei de Execuções Penais e ausência de programas efetivos de ressocialização. Isso mostra que Campos reúne condições para uma revolta nas unidades prisionais. De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), das três unidades de Campos, a situação mais crítica é a do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, cuja população interna é de 1.598 condenados para somente 842 vagas. Isso representa uma superlotação de 90%. A Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, com 500 vagas, abriga atualmente 919 detentos aguardando julgamento, ou seja, 80% a mais que sua capacidade. O presídio feminino Nilza da Silva Santos tem a posição mais confortável, com superlotação de 50%. São 337 mulheres para 226 vagas. Embora os menores infratores não sejam considerados parte da população carcerária, a situação no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) não é diferente. Lá estão alocados mais de 300 adolescentes em um espaço que cabem apenas 80. Esses números retratam a crise no sistema penitenciário brasileiro. Ainda segundo a Seap, os detentos dos dois presídios e da Casa de Custódia são oriundos de municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense. Em Campos, eles são separados de acordo com as facções criminosas as quais pertencem. No Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, os presos estão ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e aos Amigos dos Amigos (ADA). Familiares de detentos da Cadeia Pública informaram que há somente detentos do TCP no local; aqueles que estão envolvidos em outras facções seriam encaminhados para o Rio de Janeiro. No entanto, os internos não seriam divididos de acordo com os crimes praticados: assaltantes, traficantes, assassinos, entre outros, cumprem pena no mesmo espaço. Somente os estupradores, conhecidos como “jacks”, e pedófilos, são encaminhados aos presídios Ary Franco ou Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, chamados na gíria dos presos de “Cadeias de Seguro”, porque esses criminosos geralmente são ameaçados de morte pelos outros detentos. Em nota, a Seap se limitou a dizer que “todos os internos ingressam em uma unidade de triagem, onde são avaliados e transferidos para outra unidade de acordo com o perfil”. De volta ao crime — Dos quase 3 mil detentos em Campos, 48% são reincidentes, isto é, voltaram a cometer crimes após cumprir pena e foram presos novamente. Problemas sem fim Comida crua ou estragada, falta de água potável e carência de profissionais de saúde e programas de ressocialização, são outros problemas recorrentes na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro e no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca. A informação é dos familiares dos detentos que dizem estar receosos com a possibilidade de uma rebelião motivada pela precariedade: “Eles disseram que ‘o que está acontecendo lá em cima não demora a chegar aqui’”, disse C.M.B., mãe de um jovem de 28 anos, acusado de tráfico de drogas. Ela e outras mães, esposas e filhos reclamaram da forma “desumana” na qual os presos são tratados dentro das unidades. “É verdade que eles estão pagando por um crime, mas isso não significa

Longa espera de familiares na porta do presídio para o início da visitação que acontece de segunda a sexta-feira que eles precisam viver como cachorros leprosos”, afirmou G.K.L. Consequências da prisão Uma das mães entrevistadas pela equipe de Reportagem do Jornal Terceira Via disse que o filho emagreceu mais de 10 quilos em um mês. Ela suspeita que o homem de 35 anos esteja com tuberculose, doença que teria sido a causa da morte de pelo menos três detentos nos últimos meses de 2016. “Meu filho não foi consultado por nenhum médico porque não há profissionais de saúde na Cadeia Pública, mas dá para ver nas feições dele que há algo errado, está que é osso puro, parece uma alma penada. Ele me contou que procurou a enfermaria, mas deram um copo de água gelada e falaram para ele voltar para a cela”, contou R.M.S. Ela afirmou ainda que não há medicamentos nas unidades prisionais e que cabe a família a tarefa de levar esses remédios que, muitas vezes, não chegam aos detentos. “Meu filho fala o que está sentindo e eu vou até a farmácia para comprar algum remédio para esse tipo de sintoma, mas quando volto para saber se ele melhorou, ele me diz que não recebeu nada”, denunciou a mulher. “Só sei que, se meu filho morrer dentro dessa Cadeia, eu quero Justiça”, disse, chorando. O que essa mãe teme, outra viveu há seis meses. U.B.C.S, de 28 anos, morreu na Unidade de Pronto Atendimento Penitenciário (UPA), no Rio de Janeiro, em julho de 2016, após esperar quatro meses para ser socorrido. “Ele ficou doente em março, estava com pneumonia, mas não era atendido porque tinha que esperar transferência de presos para outras penitenciárias no Rio, o que só aconteceu em julho. Eu levava remédio para ele, mas não era entregue pelos funcionários. Desde que dois presos fugiram quando eram socorridos para o Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus, eles estão sendo levados para serem medicados no Rio”, informou uma das mães. U.B.C.S deixou três filhos de 6, 7 e 11 anos. Quanto à comida, a manicure G.K.L., esposa de um de-

Dia de visita-Quem pensa que existe alguma privacidade nas visitas dos familiares nos presídios e cadeia pública de Campos, está muito enganado. As visitas são liberadas nos cinco dias úteis, mas só podem ser feitas pelo mesmo visitante após sete dias corridos. Além disso, esses encontros acontecem nos pátios, debaixo do sol e qualquer ato de “intimidade” é punido com restrição das visitas por três meses. As famílias também criticam os preços na cantina. Segundo G.K.L., uma Coca-Cola de 1,5l custa R$ 10, mesmo preço de um pacote de batata palha. A água de 300ml custa R$ 3 e um salgado frito R$ 6. “A gente tenta comprar uma coisa ou outra para fazer um agrado, mas haja dinheiro! Eu sou de Miracema e só posso vir a cada 15 dias porque preciso juntar para conseguir pagar passagem e alimentação nos dias de visita”, contou. Programas de Ressocialização - Os familiares reclamam ainda da ociosidade dos detentos. Na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, por exemplo, não há atividades que colaborem para a ressocialização e/ou profissionalização desses homens. A única atividade executada por eles é artesanato com copos de plástico e a evangelização, promovida pela Pastoral Carcerária. Já no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou há uma previsão de cursos de maquiagem, cabeleireiro e jardinagem em março deste ano, oferecidos pelo Senac; no entanto, até o momento as presidiárias permanecem sem atividades. Enquanto isso, no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, a Seap afirmou que há uma igreja, um colégio e uma padaria-escola destinados aos presos, mas as famílias questionam a organização desses serviços. “Meu marido me contou que nada funciona direito lá dentro porque ninguém está interessado em ajudar os presos, só em afundá-los ainda mais”, lamentou a esposa de um detento do presídio.

tento acusado de formação de quadrilha, disse que o marido reclama do cheiro e da cor dos alimentos. “O fígado e a moela são verdes e cheiram muito mal. Ele chegou a ficar os cinco primeiros dias sem comer”, contou. Ela disse ainda que no Natal, os detentos precisaram pagar a quantia de R$ 60 para a ceia, mas o que receberam foi um “frango cru”.


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DOMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Especial Foto: César Ferreira

Contagem de presos no presídio Carlos Tinoco, ao final de uma rebelião em 2006

Quando presos passam a ser números sem rostos A criação de mais varas de execuções penais no Estado do Rio de Janeiro é apontada como uma das principais soluções para a superlotação nas unidades prisionais de Campos. A opinião é do presidente do Conselho da Comunidade da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do RJ (TJ-RJ), o advogado Luiz Celso Alves Gomes, que é responsável por fiscalizar as condições dos presídios e casas de custódia do interior do Estado. De acordo com Luiz Celso, o TJ-RJ possui somente uma vara de execuções penais para dar conta de todos os processos do Estado. Com isso, segundo o advogado, vários presos que teriam direito à progressão de regime de cumprimento de pena continuam atrás das grades. Em Campos, isso acontece com cerca de 100 detentos, que já deveriam estar em regime semiaberto ou até mesmo livres. Ainda na opinião do especialista no assunto, transferir condenados não está entre as soluções para o problema de superlotação, já que a maioria das unidades prisionais do Brasil possui a população carcerária maior que o número de vagas. “São raríssimos os casos de presídios no país que não estão superlotados. Sem contar que a transferência priva o detento do convívio familiar”, analisou Luiz Celso. Superlotação nos três presídos de Campos Embora a crise no sistema penitenciário brasileiro seja um problema considerado “enraizado” e bastante discutido no âmbito do Direito Penal, somente este ano, com os massacres de Manaus e Roraima, o assunto ganhou repercussão na mídia. As duas rebeliões deixaram um saldo de 99 mortos logo nos primeiros dias de ano e presídios de

todo o país estão em estado de alerta diante do risco de mais confrontos entre presidiários de facções criminosas rivais. O massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, deixou 64 mortos no dia 2 de janeiro, sendo a terceira maior matança da história em presídios brasileiros e a com o maior número de vítimas desde o episódio em Carandiru (SP), em 1992, com 111 mortos. De acordo com o Conselho Nacional de Segurança (CNS), o confronto teria sido motivado por uma ordem de ataque da facção Família do Norte aos membros da rival Primeiro Comando da Capital (PCC). O ataque lançou luz sobre outros problemas no Complexo Penitenciário como, por exemplo, a ausência de aparelhos para detectar a entrada de metais e para bloqueio de sinal de celular; a livre circulação de drogas como a cocaína; e, principalmente, a superlotação. De acordo com o Governo do Estado do Amazonas, 1.224 homens estão presos no Compaj, enquanto a capacidade máxima seria de 454 vagas. No dia 6 de janeiro, 33 homens foram encontrados mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista, em Roraima. Na ocasião, a assessoria de imprensa do Governo do Estado afirmou que o que houve também foi uma briga de facções envolvendo o Comando Vermelho (CV) e o PCC, que também é a facção mais numerosa na penitenciária. No local também foram registrados problemas estruturais e entre eles a superlotação: havia 1.474 presos antes do massacre sendo que a capacidade era para 750 detentos. Em ambos os massacres, as vítimas foram mortas de forma brutal: a maioria foi decapitada, muitos

foram mutilados e em pelo menos dois casos os corações foram arrancados e colocados ao lado do corpo. Com o objetivo de evitar novos massacres, o Ministério da Justiça autorizou o envio de ajuda federal para os Estados que atualmente vivem crises no setor penitenciário. Até o momento, as solicitações de Amazonas, Rondônia e Mato Grosso estão sendo atendidas. O auxilio deverá ser providenciado de acordo com a necessidade manifestada por cada Estado. No Amazonas, por exemplo, será enviado pessoal do Departamento Penitenciário Nacional para montar uma força integrada de atuação que auxiliará na gestão do sistema. O Ministério da Justiça informou ainda que estão previstos investimentos para modernizar e dotar as penitenciárias de Rondônia e Mato Grosso de equipamentos de monitoramento e segurança. Dados Nacionais O último levantamento realizado no Brasil sobre o assunto, divulgado em 2016, aponta que a população penitenciária brasileira chegou a 622.202 pessoas em dezembro de 2014. O perfil socioeconômico dos detentos mostra que 55% têm entre 18 e 29 anos, 61,6% são negros e 75,08% têm até o ensino fundamental completo. Esses resultados constam do último relatório do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Segundo o estudo, o Brasil conta com a quarta maior população penitenciária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos (2.217.000), China (1.657.812) e Rússia (644.237). Entre os detentos brasileiros, 40% são provisórios, ou seja, não tiveram condenação em primeiro grau de jurisdição.

Bispo condena sistema e aponta as soluções Para o Bispo Diocesano de Campos, Dom Roberto Ferreria Paz, o trabalho executado pela Pastoral Carcerária é de fundamental importância para a ressocialização dos presidiários e detentos. De acordo com ele, “somente com o acompanhamento espiritual e reintegração de valores é possível que haja uma recuperação ética nesses indivíduos”. O bispo falou também sobre a “má aplicação” da Lei de Execução Penal (LEP) que, para ele, é uma lei “muito progressista” mas a superlotação e a falta de infraestrutura nas unidades prisionais dificultam o processo. Ainda quanto à superlotação, o bispo declarou que é necessário que haja uma análise mais precisa das penas a fim de observar os limites da população carcerária. “De que adianta encher as cadeias de homens se não há sequer uma medida para retirá-los dali?”, questionou. Segundo o bispo, a falta de motivação, educação, as carceragens desumanas e as facções criminosas incidem negativamente na ressocialização dos presos. “Eles são reféns das facções e não conseguem se libertar. Além disso, o ambiente mal estruturado também contribui para a revolta dessas pessoas que já possuem um histórico de dificuldades emocionais e sociais”. Para solucionar esse problema, Dom Roberto afirmou que a Associação

DIVULGAÇÃO

de Proteção e Assistência do Condenado (Apac) deveria realizar ações mais contundentes com os presidiários. “É testemunhal que há a necessidade de acompanhar o preso e, principalmente, a família dele porque essa é uma situação de muito sofrimento e que não cabe julgamentos por parte das pessoas. O que posso garantir é que continuaremos presentes nos presídios para auxiliar no que for necessário e manter a dignidade

desses homens e mulheres”, concluiu. Outra entidade que atua nas unidades prisionais da cidade é a Pastoral Carcerária da Diocese de Campos. O trabalho não possui cunho fiscalizatório e 12 pessoas se revezam entre a Casa de Custódia e os presídios feminino e masculino para aconselhar, sensibilizar e evangelizar os detentos. Uma das conselheiras da Pastoral, Ana Paula Madeira Cozendey Dias, explica que os missionários têm acesso apenas aos refeitórios, onde eles se reúnem com os condenados duas horas por semana. Às segundas e terças-feiras, das 14h às 16h, é dia de visita aos presos do Carlos Tinoco da Fonseca. Ana Paula explica que os conselheiros precisam ir à unidade duas vezes por semana por causa da divisão de facções. “Eles ficam em pavilhões separados”, disse. Às quartas, das 9h às 11, a visita acontece no Degase; às quintas, das 14h às 16, no presídio feminino; e às sextas-feiras, das 9h às 11h, na Casa de Custódia. Para ela, o principal problema dos presídios e cadeia pública de Campos é não oferecerem atividades para os detentos, que passam a maior parte do dia ociosos. A falta de perspectiva ao saírem da prisão, com poucas chances de retorno ao mercado de trabalho, é outro problema que fragiliza o sistema penitenciário no Brasil, segundo Ana Paula. “É como diz o ditado: mente vazia, oficina do diabo. Imagina só você ficar praticamente o dia inteiro sem fazer nada, preso a uma cela superlotada, por anos e anos? Sem contar que a sociedade exclui esses detentos assim que eles saem da prisão”, analisou Ana Paula.


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Opinião

DOMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Editorial Os equívocos do sistema carcerário brasileiro vêm de longo tempo, mas se intensificou com a tecnologia, onde poderosos chefões de uma estrutura mais organizada do que o próprio Estado baixam seus decretos de dentro das prisões. Há 15 dias o Brasil conta os mortos em rebeliões no Norte do país e estamos perdendo a conta, ou não nos dando conta de que o problema é grave. A fórmula da prisão é a falta de espaço contrapondo com excesso de tempo. Isso é um erro. O custo da hospedagem de um preso, mesmo

Encarcerados

em condições desumanas é caro para a sociedade. Existem experiências em outros países que deram certo com os presos produzindo, pagando seu próprio custo e enviando dinheiro para as suas famílias. Fizeram experiências destas por aqui, mas não deram certo porque tratavam o preso como mão-de-obra escrava e isso resultou em rebeliões. Existem presídios no Brasil, que empilham hoje mais de 600 mil pessoas e passaram a ser depósito de seres, que vão perdendo a humanidade em um sistema desumano, onde

o direito se resume ao banho de sol e visitas de parentes. Como aconteceu em Carandiru (SP), os presos são sempre massacrados pela tropa de plantão. Combata o fogo com fogo e tudo que restará serão cinzas. E foi isso que aconteceu em Manaus e em Roraima, onde presos perderam literalmente a cabeça e a tropa assistiu de camarote a carnificina. Neste contexto, olho por olho, todos vamos terminar cegos. No Brasil, já tentaram de tudo, como presídios em ilhas como a famosa Ilha

Simples complicado Relíquia

Essa história do pastor que foi atacado por um fiel à facadas e agora está querendo vender pedacinhos da roupa que usava, por considerá-la um escudo sagrado, está cheirando a picaretagem. Dá uma vontade danada de propor que ele venda uns pedacinhos da sua própria pele. Mas não vamos fazer isso.

As micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, e que foram desligadas desse regime de tributação em dezembro, têm até o dia 31 de janeiro para parcelarem os seus débitos e pedirem a reinclusão. Desde o início do mês, dos 299 mil pequenos negócios que perderam o direito ao Simples, 61 mil já aderiram ao parcelamento de até 120 meses, mas precisam fazer a opção novamente.

Feriados lucrativos

Projeção feita pelo Ministério do Turismo revela que as viagens nos fins de semana prolongados por feriados que caem na segunda, terça, quinta ou sexta-feira, injetarão R$ 21 bilhões a mais na economia do Brasil. O levantamento considerou um acréscimo de 22 dias de folga, quando 10,5 milhões de viagens deverão ser realizadas. Foram excluídos do cálculo o Carnaval, a Semana Santa, o Natal e o Réveillon, períodos tradicionais de alta movimentação nos aeroportos, rodoviárias e rodovias.

Em alta

Uma aposentada de 89 anos se queixa, com toda razão, que está há quatro meses sem receber do Estado do Rio de Janeiro. Alguém propõe que ela compre um rolo para massa de pastel e vá para o Palácio Guanabara bater na cabeça do governador Pezão. Ela reflete e concluí: - Bem que gostaria, mas eu não dou altura.

Essa foi cabeluda

O Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo divulgou uma carta aberta pedindo a renúncia do Ministro da Justiça Alexandre de Moraes. Segundo a carta, que é assinado por diversos advogados, juristas e estudantes, o ministro apresentou “postura omissa e inábil o que o torna absolutamente incompatível com a posição de Ministro da Justiça e, assim, reiteramos nosso repúdio por suas ações e pedimos que tenha a grandeza de renunciar ao cargo”. O atual Ministro da Justiça já foi aluno da Faculdade e é formado em Direito Constitucional.

Café com negócios

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campos (CDL) realizou quinta-feira (12) o evento “Café de Negócios e Parcerias CDL: Novas Perspectivas para a Atividade dos Contabilistas de Campos”. Ao abrir os trabalhos, o presidente da CDL, Joilson Barcelos, destacou que o objetivo da iniciativa é justamente intensificar e aprimorar as parcerias que estão em curso e estabelecer outras, com entidades que tenham objetivos afins ou correlatos. Um novo encontro será agendado, com a presença do advogado tributarista Carlos Alexandre para ser discutido o Código Tributário do município.

Uma mulher rude entre homens sensíveis Vitor Menezes Jornalista

Dilma Rousseff costumava dizer, entre assessores, que era uma presidente rude cercada de homens sensíveis, em referência irônica ao fato de que aquelas velhas figuras de Brasília estavam habituadas aos maus humores de governantes homens, mas ficavam subitamente melindrados com a rispidez de uma governante mulher. No dia em que, no gabinete presidencial, também entre assessores e ministros, ela recebeu a notificação para que se afastasse do cargo, tendo de deixar o Palácio do Planalto para que fosse iniciado o processo de impeachment, tudo o que disse ao emissário do Senado, o senador Vicentinho Alves (PR-GO), foi um “eu fico com uma cópia?”, em postura impávida, fazendo jus à máxima que também costumava repetir: “é preciso estar à altura do fim”. Talvez por isso, pela observância estrita do seu papel, pela consciência histórica do seu dever, tenha passado uma monumental reprimenda no então ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, nesta mesma circunstância. Após ela ter assinado, de pé, o docu-

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mento levado pelo senador, em um ambiente de silêncio e circunspecção, Rossetto bradou um inapropriado “Viva a democracia”, e ouviu da presidente: “Tá maluco?”. “É o nervosismo, presidente”, se desculpou. Fora um dia difícil, que começou com dissabores logo no caminho da presidente entre a residência oficial do Alvorada e o Palácio do Planalto. Uma operação da Polícia Militar do Distrito Federal fechou os acessos à Esplanada dos Ministérios, sob o pretexto de impedir manifestações violentas, e nem o comboio presidencial foi poupado: para espanto de Dilma, um policial ordenou que os veículos da Presidência parassem e tomassem outro caminho. Mesmo irritada, ela determinou aos seguranças que obedecesse, e não fez valer a força do cargo. Estes são alguns dos episódios contados em “À sobra do poder – Bastidores da crise que derrubou Dilma Rousseff”, editora Leya, do jornalista Rodrigo de Almeida, que foi assessor de imprensa da presidente até os instantes finais em que ela comandou o País.

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Antes da leitura, um raciocínio apressado poderá levar a crer que, por ser de autoria do assessor de imprensa, a obra seria laudatória e panfletária, o que se revela um engano logo nas primeiras páginas. O que não se tem é o oposto persecutório, como se viu na maior parte da grande imprensa durante todos os meses do segundo mandato encurtado da presidente. Almeida, como não poderia deixar de ser, não deixa de imprimir um enfoque que privilegia o ponto de vista de quem estava ao lado de Dilma naquele momento, mas nem por isso omite erros graves de avaliação política que contribuíram para a sua deposição. A se somar a tantos outros que serão produzidos sobre este período da vida nacional, o livro é um testemunho valoroso e de leitura instigante. Um detalhe curioso é o de que, ainda que o autor tenha sido assessor de Dilma, ela recebe dele o tratamento de “presidente”, e não de “presidenta”, o que talvez revele um distanciamento possível mesmo para quem está tão perto.

Grande no Estado do Rio de Janeiro. Já foi proposta a construção de presídios espetados em alto-mar, como plataformas de petróleo. O custo seria bem mais caro e a reinserção do preso na sociedade ficaria comprometida. Em Campos, a situação carcerária é crítica e existe um histórico de rebeliões regado a sangue e mortes. Com três presídios, sendo dois com presos acima de sua capacidade, e outro com capacidade ociosa dos detentos, concluímos que existe um paiol de pólvora com o pavio ficando cada vez mais curto.

2 016/2017 festa pelo que sai... e pelo que entra Odilon Martins Ex-presidente da CDL - Campos Há mais de 35 anos, seguidamente, passamos a virada do ano em Atafona - praia que apreciamos e recomendamos (ainda) por seu sossego, boa estrutura, relativa segurança, 40 km de Campos e, especialmente, por seu quase permanente nordeste refrescante. 35 oportunidades de, em família e em casa, festejamos, à nossa moda, cada virada. São quase todas mais ou menos parecidas: nos reunimos numa roda, conversamos um pouco, apreciamos as notícias que a televisão nos oferece e ao aproximar a meia noite fazemos nossa oração de agradecimentos por termos merecido mais esse ano, assistimos o show pirotécnico, nos abraçamos festivamente. Sempre houve foguetório em nosso entorno. No passado fazíamos o nosso também, até levarmos um susto. Decidimos, então, que não mais correríamos risco de eventual acidente num momento de festa. Passamos a apreciar a beleza dos fogos dos vizinhos. Sempre muita alegria, muita luz e cor! Este ano, entretanto, fomos surpreendidos por um longo, variado e mais bonito espetáculo. Muito maior que todos os anteriores vividos e participados. Nos perguntamos: Que teria havido este ano? Já que foi um ano de severa crise, com crescimento zero ou negativo, desemprego grande e crescente, com governantes sendo presos por roubalheiras e desgoverno, com todo tipo de maus exemplos que nos envergonharam mundo a fora. Tudo fazia crer que as manifestações seriam bem mais modestas. Mas, víamos e ouvíamos exatamente o contrário: fantástico foguetório, exagerado, bonito! Então o que houve? A crise é choradeira ou a festa era, sim, pelo fim de 2 016 - ruim e cruel! Ou seria pelo “sepultamento” político de Neco em São João da Barra e da longa e sempre questionada “dinastia garotista”, em Campos. Ou, quem sabe, por uma grande expectativa positiva para 2 017, contrariando a maioria das perspectivas para o novo ano. Preferimos ficar com a primeira hipótese, sobretudo no caso de Campos. Ficar livre dos “pirralhos” é sonho de muita gente e bênção há muito pedida! Nunca Campos conviveu, desde que nos entendemos por gente, com tanta insignificância política, tanta incompetência, tanta mentira e perseguição! Rafael está assumindo uma herança maldita: futuro comprometido, receita declinante, inúmeros malfeitos a serem investigados, atos de final de governo a serem anulados ou verificados, um monte de arapucas a serem desarmadas, um quadro de pessoal contaminado a ser desmontado ou imunizado. Uma cidade, ou melhor: um município a ser reorganizado!... Esperamos que, por sua juventude, formação e boa origem, ele seja bom ouvinte, prudente, sábio, independente e seletivo na composição de sua equipe e não tenha afobamento. Campos merece o seu melhor! O exagerado foguetório visto em Atafona, por cerca de 15 minutos, na virado do ano refletiu, a nosso ver, o somatório de quatro coisas: o alívio de nos livrarmos de um 2 016 que nos envergonhou a todos, nacionalmente; da queda de uma dinastia medíocre e duvidosa, já com quase 30 anos a nível municipal e estadual, de muita confiança na onda de moralização política em 2 017, forçada pala Lava Jato e de uma esperança grande, muito grande esperança no novo prefeito de Campos, que pode retornar o município ao rumo de sua brilhante e gloriosa história! Bom e Feliz Ano Novo para todos nós!

Expediente: Fundador Herbert Sidney Neves - Direção Executiva Martha Henriques - Diretor Geral Fábio Paes Diretor de Jornalismo Aloysio Balbi - Editor Executivo Claudio Carneiro - Chefe de Reportagem - Roberta Barcelos - Projeto Gráfico Estúdio Ideia - Diagramação Liberato Verdile Jr. - Departamento Comercial (22) 2738-2700 Rua Gov. Theotonio Ferreira de Araújo, 36 - Centro - Campos dos Goytacazes - RJ


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Campos

Lá se vão mais duas empresas A Cosatel encerrou suas atividades em Campos e a Unidrinks fecha as portas da fábrica Bela Joana na divisa com São Fidélis

Fotos: Carlos Grevi

Patricias Barreto

Maria tem dívidas na padaria, na farmácia e na loja de roupas e calçados. A empresa onde Maria trabalhava teve que fechar as portas por causa da crise e, agora, não emprega ninguém. Esse círculo, que começa com as reduções no preço do petróleo, na produção industrial e nas vendas do comércio, é o sintoma claro de uma falência múltipla que paralisou, dia após dia, os municípios de todo o país. Em Campos, fábricas de setores variados se tornaram verdadeiros cemitérios. Algumas buscam alternativas para voltar a operar, como é o caso da Cosatel Construções Saneamento e Energia Ltda.  Outras, como a fábrica de sucos Bela Joana,  ainda esperam compradores.   Localizada entre o limite dos municípios de Campos e São Fidélis, a fábrica de sucos foi inaugurada pelo grupo MPE, em 2000. A indústria gerou uma grande expectativa no ramo de negócios com a fruticultura na região, além de gerar empregos.  Mas, posteriormente, foi desativada. Em abril de 2013, o Grupo Arbor Brasil, - agora Unidrinks - comprou do grupo MPE a sede da antiga Bela Joana, de quem já havia arrendado o empreendimento no final de 2011.  Hoje, o local está completamente abandonado. Mora- O local onde funcionava a fábrica de sucos Bela Joana está completamente abandonado à espera de novos empreendedores dores do entorno não sabem dizer os motivos pelos quais a fábrica foi desativada meses depois da reinauguração. Aparelhos de ar-condicionado instalados deterioram com o tempo. Na entrada, cinco tambores metálicos são usados para bloquear uma possível invasão ao espaço que chegou a gerar 300 empregos diretos.  À época, o diretor do grupo MPE, Renato Abreu, declarou que o seu ramo de negócios era a Engenharia. No entanto, se sentia muito feliz por ter plantado a semente, e que com o grupo MPE à frente, o negócio tinha tudo para alavancar. O Grupo Arbor foi criado em 1969 e hoje é o segundo colocado no seu perfil de produção. Com sede em Teresópolis, também tem braços no Rio Grande do Sul, onde produz uvas para vinhos. A unidade da região Serrana do Rio de Janeiro produz cervejas especiais, energéticos, chás, entre uma série de outros produtos sofisticados, como suíços 100% naturais e abacaxi com hortelã. Não houve anúncio oficial de encerramento de atividades. Além disso, nenhum representante da empresa foi localizado para comentar sobre o assunto. Cosatel No dia 2 de dezembro do ano passado, a Cosatel Construções Saneamento e Energia Ltda comunicou – por meio de um jornal impresso – aos fornecedores e ex-funcionários que encerrou as atividades no município de Campos. A empresa prestava serviços à Furnas Centrais Elétricas. O comunicado informava ainda que para o recebimento de correspondências extrajudiciais, judiciais ou outros fins, o interessado devia procurar a sede da empresa que fica na cidade de São José, em Santa Catarina.  O Jornal Terceira Via entrou em contato com a empresa. Um funcionário que se identificou como Ronilson disse que o contrato com a Furnas foi encerrado em novembro do ano passado. Ele afirmou, ainda, que todos os empregados receberam os direitos trabalhistas.   José Azevedo é morador do Cidade Luz, em Guarus, e trabalhou na Cosatel. Ele disse que o contrato com a Furnas acabou. Os funcionários foram informados e o que era de direito foi recebido em dia.   “Os encarregados disseram que provavelmente o contrato será feito novamente este ano. Estamos aguardando. Emprego está difícil”, ressaltou José. 

Furnas, que continua em pleno funcionamento, já não conta mais com os serviços da Cosatel, que encerrou as atividades

Firjan fala em esvaziamento econômico De acordo com o presidente da Representação Regional Norte Fluminense da Firjan, Fernando Aguiar, o Estado do Rio vem tendo um esvaziamento econômico. A questão dos incentivos fiscais tem que ser olhada de forma madura, assim como a redução da carga tributária e a atualização das leis trabalhistas. Tudo isso, ainda de acordo com Aguiar, tem o poder de colocar o estado e as empresas do Brasil de volta em ascensão. As medidas que o governo vem tomando, como a recente redução da taxa de juros, também podem ajudar nessa retomada. “Esse momento é resultado de uma conjunção de fatores. O setor do petróleo que é importantíssimo na nossa região – significa um terço do PIB do estado – sofreu com a queda do preço no mercado internacional, provocando baixa na arrecadação de vários municípios, o que também impactou nesse cenário adverso”.

E Aguiar completa: “Realmente algumas empresas fecharam na região. Muitas estão passando por dificuldades. Mas justamente para vencer esse momento difícil, para ultrapassar essa fase e retomar o desenvolvimento, é que a Firjan tem feito propostas ao governo para que se retorne ao estado de desenvolvimento anterior. Por isso, criamos o Mapa do Desenvolvimento, que reúne as percepções dos empresários e sugestões de ações para os próximos 10 anos”.  O presidente da Representação Regional Norte Fluminense reconhece que a região sofreu muito com o fechamento de inúmeras fábricas. “A indústria canavieira, por exemplo, passou por maus momentos e este ano está vendo uma pequena melhora. Temos também o Porto do Açu com investimentos significativos. Precisamos acelerar as reformas que vão melhorar o ambiente de competitividade do Estado do Rio e do Brasil”, finaliza. 


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Economia

Paraísos em crise fiscal Com a crise financeira cada dia mais acirrada, prefeituras de vários municípios estão decretando estado de calamidade financeira. A medida mostra que as cidades não têm recursos para honrar compromissos e permite aos gestores adotar medidas de exceção - como suspender pagamentos a fornecedores, cortar cargos e fazer compras em caráter emergencial, sem licitação - para reorganizar as contas públicas e manter serviços essenciais à população. Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, anunciou a decisão no último dia 4. O prazo é de 90 dias, podendo ser prorrogado. Segundo o município, a ação foi tomada devido ao atraso de serviços básicos há seis meses, como o de coleta de lixo. Já em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, a emergência financeira foi decretada segunda-feira, dia 2. O objetivo do decreto é de desburocratizar processos, como a compra de materiais básicos para os hospitais públicos. Na Prefeitura de Rio das Ostras as dívidas atuais giram em torno de R$ 200 milhões. O prefeito formou um Gabinete de Gerenciamento de Crise que irá durar, inicialmente, por 120 dias. O objetivo é acompanhar as ações de redução de gastos que serão efetuadas pelos órgãos da ad-

ministração municipal. Mas não é só a Região dos Lagos que sofre com a falta de dinheiro. Outros municípios do Estado do Rio de Janeiro também decretaram estado de emergência. A medida foi publicada em decretos nos diários oficiais das cidades de Angra dos Reis, Mesquita, Nova Iguaçu, Petrópolis e São Gonçalo. O primeiro prefeito a reconhecer que não têm recursos suficientes para cumprir com as obrigações do governo foi o de Angra dos Reis. Fernando Jordão (PMDB) decretou calamidade financeira no início do ano, logo após a posse, e vai fazer uma auditoria nas contas do município, na tentativa de renegociar contratos com fornecedores, definir cortes no orçamento e melhorar o atendimento na área da saúde. As cidades de Mesquita e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, também vivem uma situação complicada. Salários atrasados e falta de serviços básicos, como coleta de lixo, são alguns dos problemas. O mesmo se repete em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A sede da prefeitura teve a energia cortada por falta de pagamento. Em Petrópolis, contratos estão sendo suspensos e alguns funcionários foram dispensados

Arte: Liberato Verdile jr.

Cidades turísticas como Cabo Frio, Rio das Ostras, Arraial do Cabo, Angra, Petrópolis e SJB decretam calamidade financeira

Em pleno verão municípios turísticos do Rio de Janeiro decretam calamidade financeira e reduzem ações de entretenimento


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EMPRESÁRIA SÔNIA FERREIRA

Criada entre o poder e o dinheiro Ela morava na av. Atlântica, o mais nobre endereço do país, e hoje a vista é o avanço do mar de Atafona sobre a sua casa Aloysio Balbi que o dinheiro se esvaiu. Da Av. Atlântica, o endereço mais nobre do país, ela foi direto para a beira-mar de Atafona, em São João da Barra, onde o oceano está lambendo a sua bela casa. Falou da relação com o único irmão, Alair Ferreira Filho, que morreu recentemente e também mostrou alguma mágoa pelo fato de que praticamente retiraram a única homenagem que Campos fez para o pai. “ Não cobramos homenagem a ninguém mas, se fizeram, por que retiraram”? Perdeu fortuna, mas nunca a classe. Sônia é uma querida entre todos que a cercam. Confessa que nunca deu uma entrevista de peito aberto e, no final, disse que até gostou. Foto: Carlos Grevi

Ela é filha de um dos políticos mais influentes da história de Campos e, sem dúvida, o mais influente da época da ditadura militar. Sônia Ferreira, filha do deputado Alair Ferreira, cuja morte está completando três décadas, falou de sua convivência com o poder, tanto político quanto econômico. Conheceu todos os presidentes militares, sendo de mais de perto o general Figueiredo. Fez algumas revelações, como a amizade do pai com o deputado de esquerda Ulysses Guimarães. Laços que os historiadores poderiam considerar improváveis. Sônia Ferreira contou que soube da morte do pai, ocorrida em Brasília, quando estava no seu apartamento na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Admitiu que herdou fortuna e

Meu pai nunca levou política para casa. Era um grande pai e grande avó. Como foi ser filha de um dos mais poderosos políticos do país, na época do regime militar, o lendário deputado Alair Ferreira? A carreira política dele não influenciou em nada na família. Tenho o maior orgulho do meu pai, não necessariamente como político, mas como pai mesmo, avô e tudo que ele representava para a família. Ele não levava a política para casa. Quando estava com os netos era o avô.

Fortunas são como as ondas do mar, umas vêm e outras vão. Sou uma mulher feliz.

Sim. O deputado Ulysses Guimarães era um grande amigo. Papai afirmava que tinha adversários e não inimigos. Que os adversários eram passageiros. Ulysses era sim, amigo de papai.

Espero que isso seja feito. Sônia, você optou por morar em Atafona e recentemente respondia pelo Palácio da Cultural de São João da Barra. Você acha que SJB tem uma cultura própria ou é a mesma de Campos? São João da Barra tem uma cultura própria. Tem festas tradicionais que nunca terminam. O carnaval de SJB é o melhor carnaval de rua da região. Tem uma história maravilhosa. Não quero comparar São João da Barra a Campos. Sou campista, mas tenho cidadania sanjoanense.

Como era o seu relacionamento com Alair Ferreira Filho, seu irmão? Era ótimo. Muita gente achava que não. Mas eu e meu irmão nos víamos todos os sábados. Erámos amigos e não somente irmãos. Teve uma época que ele morou Quem de importante, neste período de uma política no Rio e andava com gente como Ricardo Amaral e conturbada, você conheceu? personalidades conhecidas. Eu me preocupava com O Presidente general João Figueiredo, foi o que mais aquela vida noturna e dava conselhos, mas ele não Como você se sente, vendo os pilares da primeira conheci, embora tenha conhecido todos os outros escutava. No mais, a relação sempre foi muito boa. ponte que iria ligar Gargaú a São João da Barra que presidentes. Conheci todos os militares. O ministro foram feitos por seu pai? Mário Andrezza era íntimo de papai, talvez o mais. Jarbas E a notícia da morte do seu irmão, como desembarcou Isso para mim é muito triste. Acho que a outra ponte Passarinho e o José Sarney , entre outros. em você? não deveria ser construída. Os pilares da primeira Seu pai morreu sem aviso prévio fazendo barba no Foi muito dura. Esses dias estava conversando com ponte foram vistoriados e não foram condenados. apartamento dele em Brasília. Como a notícia chegou a mulher dele, Luzimar sobre isso. Ela é testemunha Se a ponte que papai começou, em 1984, tivesse de que, apesar de pequena, tínhamos formado uma ficado pronta, São Francisco não iria se separar de a você? São João da Barra. Foi horrível. Um infarto fulminante. Eu soube no Rio, grande família. no apartamento da Avenida Atlântica. Iríamos almoçar juntos. Ele estava vindo para o Rio sem saber que es- Sônia, você foi, digamos assim, uma mulher muito Já vão fazer três décadas que o deputado Alair Fertava fazendo sua última barba. rica. Morou de frente para o mar na Avenida Atlântica, reira faleceu. Você acha que Campos foi grata com o endereço mais nobre do país. Como é hoje, ter muito ele, ou é preciso uma reparação? Soube que Sarney, que era o Presidente da República, menos dinheiro e ver o mar de Atafona quase Acho que o povo não esquece papai de jeito foi muito gentil com vocês nesta hora ? nenhum. Eu acho que alguns políticos tentam tomando sua casa? Ele era o presidente e colocou o avião presidencial a A questão de ter muito dinheiro foi bom, foi um grande apagar a memória do meu pai. Em 1988 deram o nome do meu pai a parte da Avenida 28 de nossa disposição. O corpo de papai veio no avião esforço do meu pai. Sinceramente, o dinheiro foi Março. Papai mereceu uma pequena placa dizendo presidencial. Foi um gesto de grandeza. embora assim como o vai, veio forte. que parte da avenida tinha seu nome. Depois Falando dos bastidores da vida do seu pai, muitos E Atafona e a Atlântica? fizeram uma pirâmide invertida em homenagem a o definiam como um político de direita, mas ele se O mar de Copacabana tem uma vista linda, mas em ele próximo à avenida. Em seguida, tiraram e relacionava bem com todos, inclusive como os da Atafona eu também tenho uma vista linda. O avanço do nunca mais colocaram nada no lugar. Nunca coesquerda. É verdade que ele e o deputado Ulysses mar me preocupa sim. Mas ainda espero que uma obra bramos homenagem ao meu pai, mas se fizeram por Guimarães eram amigos? de contenção seja feita como os espigões de Marataízes. que desfizeram? Nunca entendi isso


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Saúde

Janeiro Branco na cabeça Um mês ligado à Saúde Mental para meditar e refletir sobre os outros 11 que virão ao longo do ano de 2017

Foto: Carlos Grevi

Com a chegada do fim do ano começamos a pensar nos próximos doze meses. Nesses pensamentos vem o que deixou de ser feito, promessas, fé, conquistas, desejos para se realizarem, viagens a fazer, novas rotas a seguir, pensar no que deu certo e também no que deu errado.  É exatamente isso que a Campanha Janeiro Branco propõe, mostrar às pessoas que elas podem se comprometer com a construção de uma vida mais feliz para si próprio e se dar oportunidade de viver novas  experiências. O Janeiro Branco está ligado à Saúde Mental e ao bem estar mental. É o início de um marco para que a pessoa reflita, debata e planeje ações em prol da mente. A Ccmpanha já está na sua quarta edição, e foi idealizada por um psicólogo da cidade de Uberlândia, Leonardo Abraão. Hoje, o Janeiro Branco tomou tamanho, adesão nas redes sociais e alcançou territórios internacionais.  Quem cuida da mente, cuida da vida! Essa é justamente a proposta. Segundo a psicóloga Nílvia Coutinho o primeiro mês do ano não foi escolhido de forma aleatória. “Começo do ano, é quando fazemos uma série de promessas, próximas perspectivas, o que errou e não quer repetir, momento que paro e penso que não estou muito satisfeito com a vida. E a famosa cor BRANCA escolhida na Campanha é exatamente por conter todas as cores dentro dela, e na verdade nós contemos dentro de nós todos os aspectos que irá nos fazer felizes, basta sabermos lidar com essas emoções. A campanha é a desmistificação do que é estar bem, do que é saúde mental, estar com a saúde em dia, equilibrado para viver socialmente. Antigamente, as pessoas que eram apontadas como loucas eram separadas e internadas, pois não estavam aptas para conviver em sociedade. A medicina vem evoluindo, no senso comum, nós psicólogos somos pessoas que tratam dos loucos, isso é um tabu que precisa ser quebrado. A saúde mental necessita ser vista de forma ampla, estar em equilíbrio biopsicossocial”, disse Nílvia. Que tal você reorganizar sua mente? A psicóloga dá dicas de como trabalhar essas funções interiores, numa autoavaliação. “Aprendo a olhar para mim, ver quem eu sou como eu funciono, e como eu vou funcionar com meu exterior”. Uma tela em branco pode ser uma ótima opção para começar a re-escrever a sua história. “O branco da tela, diz ser algo novo, escrever o que eu quiser, a partir deste novo, poderei criar infinitas possibilidades na minha vida”. Um ano sempre passa com várias circunstâncias razoáveis de mobilização afetiva ao longo dos seus dias, mas sempre se encerra com uma avalanche de possibilidades emocionais ligadas à raiz de nossas condições psíquicas. Porém, segundo Nílvia existem pessoas que já nascem com a chamada pré-disposição a doen- ç a s mentais. “quando a pessoa já tem uma pré-disposição, o correto é procurar um terapeuta. Dependendo da situação é preciso um trabalho conjunto tanto médico, de um psicólogo, psiquiatra e o esforço do paciente. Estudos comprovam que remédios para a depressão sem psicoterapia não funcionam. E quem vai ao psicólogo é alguém corajoso e com total controle da sua vida. É alguém

Arte: Liberato Verdile Jr

Taissa Assis


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Campos

Em fevereiro tem ou não tem carnaval?

Faltando pouco mais de um mês para a maior festa popular do país a pergunta continua sem a devida resposta

Ainda no início da terceira semana de governo, o prefeito Rafael Diniz encontra inúmeros desafios em Campos. Alguns deles são nas áreas da cultura e entretenimento, mais especificamente, o Carnaval fora de época e os shows e trios elétricos do Farol. Por enquanto, a praia do Farol não tem nenhuma atração musical confirmada. O carnaval também ainda é motivo de dúvidas e não está garantido de acontecer neste ano. Enquanto o governo municipal busca apoio da iniciativa privada, os carnavalescos já se organizam e se reunirão nesta semana para discutir e encaminhar suas opiniões e cobranças à prefeitura. Em entrevista a O Jornal Terceira Via, em novembro do ano passado, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Cristina Lima, confirmou o compromisso da gestão Rafael Diniz com a programação do verão 2017 e falou sobre o Carnaval fora de época. “É imprescindível debater o carnaval de Campos. A primeira coisa que faremos é ouvir o seguimento. O que já sabemos, e que estaria até documentado e entregue ao prefeito eleito, é que os carnavalescos desejam que o evento retorne para a data tradicional. Nós vamos ouvir a classe”, esclarece. Procurado pela reportagem, o vice-presidente da FCJOL, Vinícius Soares, garantiu que prevalecerá o diálogo entre o poder público e as escolas de samba locais para entendimento sobre os anseios dos grupos representantes e posterior decisão das questões pertinentes ao carnaval. “Nesta segunda semana de governo estamos em fase de levantamento de dados. Estamos dispostos a conversar com todos, até mesmo para buscar informações. Porém, primeiro temos que terminar esse levantamento para termos noção da real situação, que parece ser crítica. Só assim vamos começar a traçar o planejamento do próximo carnaval”, afirmou Vinícius Soares. Além do Carnaval, outras festas também podem deixar de acontecer neste ano. Tradição na única praia campista, o Farol de São Tomé, os shows e trios elétricos que arrastam multidões ainda não estão garantidos neste verão. O motivo pode ser a crise financeira enfrentada pelo município e a falta de parceria com o poder público. Embora ainda não haja uma confirmação oficial sobre os shows, a Prefeitura de Campos garante já estar tomando medidas para promover atrações musicais na praia. “Nosso governo já está fazendo um chamamento público para que empresas da iniciativa privada possam contribuir e a gente promova shows na praia do Farol. Já estamos em contato com algumas empresas privadas e em breve a gente deve ter novidades”, afirmou o superintendente de Entretenimento e Lazer, Helio Montezano. Carnavalescos compreendem dificuldade econômica O presidente da Associação dos Bois Pintadinhos de Campos, Marciano da Hora, afirmou que o ideal era que o evento fosse mantido em 2017, mas entende a complexidade da atual situação econômica do município e que há a intenção de buscar parcerias com a iniciativa privada para que a festa aconteça. De acordo com ele, seja para confirmar ou cancelar o evento, as escolas, blocos e bois pintadinhos de Campos precisam ter uma posição oficial do governo para que haja o mínimo de organização. “Com ou sem carnaval, é importante destacar que quereremos manter o diálogo com a Prefeitura para movimentar os barracões com oficinas e outros eventos durante o ano. Não é porque não temos verba de sobra que temos que deixar o espírito carnavalesco morrer. Sabemos que o prefeito tem outras prio-

ridades, mas ainda não haja os desfiles das escolas de samba, deve haver, no mínimo, alguma atividade ligada ao Carnaval para que a data não passe em branco”, destacou. Marciano lembrou que, em setembro do ano passado, os candidatos à prefeitura se reuniram com os carnavalescos e presidentes das escolas, blocos e bois pintadinhos e que Rafael Diniz se comprometeu com o carnaval de Campos. Quanto à data da realização do evento, Marciano disse que há uma discussão entre os envolvidos com a festa para decidir qual seria o melhor período. Segundo ele, esse tema será discutido na reunião nos próximos dias. “O governo já sinalizou a intenção de voltar o carnaval para fevereiro, mas ainda há um grupo que prefere o carnaval fora de época. A ideia é ampliar o debate e atender a decisão da maioria”, concluiu. Já para o carnavalesco e vice-presidente do bloco de samba Teimoso do IPS, Cidinho Ramos, o carnaval precisa passar por uma “reformulação”. Segundo ele, caso a prefeitura opte por não fazer o Carnaval em 2017, essa pode ser uma boa opção. “Ficar um ano sem carnaval pode ser a saída para fazer um trabalho mais bonito e profissional no próximo ano. Se for para trabalhar com uma verba pequena e em um curto período, eu, particularmente, prefiro que não tenha festa. carnaval é um evento importante culturalmente e é necessário que haja planejamento. Temos que corrigir todos os problemas que enfrentamos nos anos anteriores, parar de bagunça, interagir mais com a comunidade e fazer, de fato, um carnaval para a população sentir orgulho”, afirmou. Foto: Silvana Rust

Priscilla Alves e Ulli Marques

Está quase chegando a hora e ainda não se sabe que as escolas de samba vão passar


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Campos

No abandono em busca de um dono

Aumenta em Campos o número de cães e gatos abandonados que chegam a morrer de fome nas ruas

Patricia Barreto A gatinha Cherrye foi o presente de casamento dado a um casal, em 2015. Um dia, o bichano fugiu e foi atropelado. Ficou paralítico e passou a precisar de cuidados especiais. Ela virou um problema para a família.  A solução encontrada pelos donos foi se desfazer do felino. Mas, de que forma? Levaram para um pet shop sob a justificativa de banho e nunca mais voltaram para buscar.  Em novembro do ano passado, alguém abandonou um filhote (com menos de 30 dias) na calçada de Rosana Medeiros. Junto com o marido e os filhos ela cuidou do pet. Um dia depois do Natal o entregaram para adoção. A casa da família Medeiros fica em Itaperuna e já abriga cinco cães – dois comprados e três adotados.  Na maioria das vezes, os tutores (pessoas responsáveis pelos bichanos) despejam os amigos de quatro patas à própria sorte em qualquer lugar.  Não existem estatísticas oficiais a respeito do assunto, pois contabilizar a população de animais desamparados configura tarefa bastante difícil. O que se sabe, por causa do número de animais que são vistos perambulando pelas ruas das cidades é que, diariamente, centenas deles são desamparados. Ainda que seja crime previsto por Lei Federal, as pessoas ainda se desfazem dos seus animais. De acordo com a presidente da Organização Não Governamental (ONG)Protetores de Anjo em Itaperuna, Cléa Marcia Pereira, a época das férias escolares é o momento mais crítico do quadro de abandono.  “Férias e fim de ano registram recordes de abandono, pois as famílias saem para viajar por dias prolongados, não têm com quem deixar os animais de estimação ou mesmo não querem gastar com os locais apropriados ao abrigo dos bichinhos e optam pelo descarte. É inimaginável, mas acontece”, destaca Cléa.  Uma pesquisa recente mostrou que o brasileiro procura animal de estimação baseado em modismos de raça e tem baixa propensão a tentar manter o animal, diante de mudanças no estilo de vida. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que haja ao menos um cão em 30 milhões de domicílios no país, ou 44,3% do total. No país,  52,2 milhões de pets. No entanto, donos não se preocupam em castrar os animais. Esse é um dos comportamentos que levam à proliferação descuidada desses bichos, o consequente abandono, vulnerabilidade a maus-tratos e sofrimento desnecessário. Além disso, a multiplicação descontrolada dos animais aumenta o risco de difusão de doenças entre eles e para seres humanos. “Não são somente os mascotes sem raça definida que acabam rejeitados. Às vezes, as pessoas compram os pets com pedigree por impulso ou porque está na moda. Aí, por causa de algum desvio de comportamento, gestação, doença ou idade avançada, os bichinhos são

deixados de lado”, ressalta a presidente da ONG. Assim como em Itaperuna, Campos também tem uma ONG que é amiga dos animais. A Protetores Amigos de Todos os Animais  (PATA) não é um abrigo. Os voluntários cuidam, castram e encaminham os bichanos para a adoção responsável.  Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) O abrigo do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de Campos não recebe qualquer animal. Apenas os sem dono que representam grande risco à sociedade ou se encontram em estado terminal. Ou seja, caso algum cidadão não queira mais cuidar do seu bichano, dependerá de alguém adotá-lo ou da disposição das ONGs, que, normalmente, estão sempre superlotadas. Esta é uma burocracia que incentiva o crescimento da população de rua. “O ideal seria que a prefeitura mantivesse um programa de controle populacional dos bichos de quatro patas. Além disso, se a população carente pudesse castrar seus animais de graça, inúmeras ninhadas abandonadas não estariam nas ruas, procriando e agravando o problema cada vez mais”, afirma Cléa.  Adoção responsável Além da castração, Cléa acredita que, a educação sobre posse responsável, aparece como aspecto fundamental para atenuar a situação dos animais abandonados. “Ao adotar um animal, o tutor deve ter consciência de que os animais têm necessidades, provocam gastos, trazem comportamento imprevisível e vivem por muitos anos. Em uma primeira conversa, eu identifico qual a intenção da pessoa e qual o animal adequado para ela. Além disso, fazemos acompanhamento da adoção como o calendário de vacinas e, se for cadela, se o dono já providenciou a castração. Existe um termo de adoção onde o adotante se compromete com todas as ‘exigências’ de uma adoção”, afirma a presidente da ONG de Itaperuna. Dificuldades das ONGs As ONGs de Campos e Itaperuna não são abrigos. Tampouco recebem auxílio do poder público. Essas instituições, normalmente, têm parceria com veterinários que prestam atendimento aos animais e, em seguida, eles ficam abrigados nas casas dos voluntários até que sejam adotados.  “Ao resgatar os animais abandonados, nossa intenção é devolver a dignidade e saúde a esses bichinhos que trazem tanta alegria a tanta gente de bem. Nosso trabalho é totalmente voluntário e feito somente pela fé. Em um mundo que se acostumou com a presença de crianças nas ruas, como avançar na questão dos bichos?”, finaliza Cléa.  Sem nenhum tipo de apoio financeiro do governo, a maior dificuldade das ONGs é com ração, especificamente de filhote. Quem quiser colaborar com a “Protetores de Anjo”, de Itaperuna, pode entrar em contato com a presidente pelo telefone (22) 9 97411179.  Já quem pretende adotar um dos inúmeros bichanos que aguardam um novo lar, a feira de adoção acontece todos os sábados de 8h ao meio dia, no Centro de Itaperuna. 


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DOMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Esporte

Pedal na estrada As “magrelas” que realmente fazem emagrecer e que nunca estiveram tão em alta Patricia barreto O campista está andando mais de bicicleta. A prova está nas ciclovias e ruas da cidade onde o número de adeptos à bike aumenta a cada dia. Ela veio para facilitar a vida do homem. Mas pode ter funções muito mais importantes. Pensando nos inúmeros benefícios da “magrela”, um grupo de amigos se reúne duas vezes por semana para pedalar. Uns por hobby. Outros, com o foco em competições.   Às terças, quintas-feiras e fins de semana, o grupo se encontra sempre às 19h, no final da Avenida Arthur Bernardes. O personal trainer e nutricionista Enoque Júnior faz parte da confraria e também pratica ciclismo de estrada. “Pedalar exige pouca capacidade coordenativa e não necessita de muito condicionamento, então é ideal para quem está começando”, afirma o profissional.  O número de participantes não é fixo. Mas, o perfil é de pessoas que trabalham no horário comercial e aproveitam a noite para pedalar. “Há meses praticamos bike de forma ininterrupta. Alguns adeptos usam os passeios para ganhar condicionamento para as competições estaduais. Outros, pedalam por prazer e percebem uma melhora na saúde”, comenta Enoque. O autônomo José Henrique Barreto admira quem usa a bicicleta como meio de transporte ou para melhorar o condicionamento físico, mas admite que tem receio de pedalar na rua, por exemplo. O personal trainer Enoque enumera os pós e contras da atividade. “Pedalar na rua é muito mais agradável e divertido. O exercício também é mais completo do que na bicicleta e rgo m ét r i ca ou nas aulas de spinning, por exemplo. Pedalando ao ar livre, o cidadão estimula as capacidades motoras e de coordenação, como destreza, equilíbrio, reação e ritmo”. No entanto, é importante lembrar que a rua também envolve riscos. “Existem os ciclistas que já caíram e os que vão cair. E tombo no asfalto não é brincadeira. Por esse motivo, é preciso pedalar equipado, atento aos itens de segurança”, reforça Enoque.  “É importante é não exagerar na intensidade dos exercícios, para evitar o risco de lesões e mal-estar. A melhor maneira de se exercitar é de forma leve a moderada”, alerta o personal trainer.

Aliada da saúde A bicicleta, inventada há mais de 500 anos, ainda é uma das grandes aliadas da saúde humana. De acordo com o personal trainer e nutricionista Enoque Júnior, pedalar melhora o condicionamento físico, ajuda a combater o estresse e previne doenças como hipertensão, colesterol alto, enfarte, entre outras. O exercício também é o mais recomendado para quem não tem condicionamento físico.  Foi depois de um infarto, que o professor de Química Alexandre Fontoura, adotou a bicicleta como sua “melhor companhia”. “Eu era completamente sedentário. Além de ter uma alimentação completamente desregrada por causa dos horários das aulas. Até um dia em que o coração não aguentou. Depois de quinze dias internado, decidi que mudaria de vida. Procurei especialistas, reorganizei meu cotidiano e entendi que a correria do dia a dia, rotina e estresse só nos leva mais cedo à morte”.    O treinador de corrida e ciclismo, André Correia, faz coro à dica do personal trainer Enoque. “Com as facilidades da vida moderna, o sedentarismo ganha cada vez mais espaço no dia a dia, gerando ou agravando problemas de saúde. Andar de bicicleta traz benefícios físicos e emocionais, contribuindo muito para a qualidade de vida. Como atividade aeróbica, gera perda de peso, ajuda a equilibrar a pressão e os níveis de triglicérides. Também trabalha equilíbrio e confiança, além de relaxar e combater o estresse. Praticada com bom senso e na medida da forma física de cada um, a atividade quase não tem restrições”, completa. Bicicleta como meio de transporte

A vendedora Jeysiane Ramos vai se casar no ano que vem. Economizando em todos os setores da vida para realizar o grande sonho, ela viu na bicicleta uma alternativa de locomoção. “Muitas amigas vêm para o serviço de bicicleta e relatam os benefícios. Além da economia, existe o fator bem-estar. Depois que comecei a andar de bike, passei a ter mais disposição e já emagreci. Isso é ótimo. Aliei dois fatores positivos e estou muito feliz”, confirma a vendedora. Jeysiane ressalta ainda que nunca teve problemas ou discussão com motoristas no trânsito. “Ao que me parece, o campista está respeitando mais o ciclista”, elogia.

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Amanda Barreto O maratonista Jhon Boechat e suas 6 medalhas conquistadas no Desafio Dunga 78km, na Disney.

O lutador de Jiu Jitsu, Vinicius Orelha, está se preparando para o Campeonato Europeu que começa dia 17 de janeiro, em Lisboa. Fica registrada a nossa torcida.


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DOMINGO, 15 DE JANEIRO DE 2017

Club Terceira Via

SANTO AMARO A fé não costuma falhar

Letícia Nunes Dizem que a fé move montanhas e para os devotos de Santo Amaro essa frase faz todo o sentido. Há mais de dois séculos, na madrugada do dia 14 para o dia 15 de janeiro, milhares de romeiros, vindos de diversos municípios do país, percorrem um trajeto de 39 quilômetros de extensão, para agradecer as graças alcançadas por intercessão daquele que se tornou o padroeiro da Baixada Campista. O caminho de Santo Amaro é o único circuito religioso do Estado do Rio do Janeiro e começa no Centro da cidade de Campos dos Goytacazes, seguindo até o distrito, que leva o nome do padroeiro. Em 2017, a festa completou 284 anos de fé e devoção ao santo. Segundo a historiadora Graziela Escocard, a tradição começou com a chegada dos portugueses, que trouxeram para o Brasil a religião católica. “A fé em Santo Amaro veio com os monges beneditinos e se tornou essa memória religiosa da Baixada Campista. Além da região fluminense, no Brasil, existe em São Paulo um local chamado Santo Amaro. Ambos têm a presença da imagem do santo. Os devotos possuem essa grande adoração e isso é a principal motivação da festa. Em Campos, já é uma tradição esse momento de agradecimento e fé, quando os romeiros vão caminhando até a localidade”, afirma. A maior parte do caminho atravessa a RJ-216, rodovia de grande movimento em Campos. Em demonstração de fé, os católicos seguem o trajeto da forma que podem, a pé, de bicicleta, a cavalo, de ônibus ou até mesmo de carro. Al-

guns romeiros vão caminhando de joelhos e agradecendo a Santo Amaro em oração pelas graças alcançadas. Não há um prazo para cumprir o percurso, mas sim a devoção ao padroeiro. No caminho, há pontos de hidratação, onde voluntários oferecem água e frutas aos devotos. Além de uma celebração de fé, é um ritual de solidariedade. A imagem de Santo Amaro, exibida na igreja da localidade, faz parte do inventário do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e é considerada uma das obras da arte sacra do município. A escultura foi feita pelo artista beneditino Frei Domingos da Conceição Silva. Ex-votos Outra marca da tradição de Santo Amaro são os ex-votos. Considerado um santo milagroso, os fiéis entregam ao padroeiro objetos para agradecer pelas graças alcançadas. “O ato do ex-voto é quando se faz um pedido ao santo, geralmente a cura de uma doença, e há a entrega de objeto representativo da parte do corpo onde a enfermidade atingiu, como braços, pernas, cabeças e troncos. Estes itens são guardados na sala de devotos, na igreja de Santo Amaro. Trata-se de uma demonstração de fé de forte expressão”, explica a historiadora. A dona de casa Grasiela Barreto é devota do padroeiro e todos os anos visita a Baixada Campista para agradecer pela cura de uma doença na garganta. “Aos doze de idade, eu tive um sério problema e graças às orações dos meus pais a Santo Amaro, fiquei curada. A partir daquela época, todos os anos eu venho até a localidade para agradecer pela inter-

cessão do padroeiro ”, conta. Somente no dia de Santo Amaro, a Baixada Campista recebe cerca de 15 mil fiéis, que visitam o distrito para participar da programação festiva, que inclui a celebração de missas durante todo o dia, desfile de bandeiras e a tradicional Cavalhada. Cavalhada de Santo Amaro A representação da luta medieval entre cristãos e mouros é a uma das principais atrações da festa religiosa. Por sua grande importância cultural e histórica, a Cavalhada de Santo Amaro é considerada patrimônio imaterial do município, sendo tombada pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (COPPAM) pela Resolução nº 001/2011. Na disputa, os vinte e quatro cavaleiros, a maioria deles moradores da Baixada Campista, divididos em duas equipes, os Cristãos vestidos de azul e os Mouros de vermelho, devem destruir jarros de barros ou capturar o maior número de argolas de metal, simulando um campo de batalha. Os cavalos têm as patas pintadas e são enfeitados de acordo com a cor que representam. Após a luta simbólica, os cavaleiros se reúnem para uma grande confraternização. Na história tradicional de mais de 1500 anos, o Rei Mouro era apaixonado pela filha do Rei Cristão, que aceitava que a jovem se casasse com um homem que não tivesse a fé cristã. Nesse combate, os Cristãos saíram vencedores e conquistaram a mão da princesa. Já na Cavalhada de Santo Amaro, os campeões recebem troféus e medalhas. A tradição já dura mais de 100 anos e passada entre as gerações.


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Prazer, Beni.

Trançou de vez Elas são diferentes, elegantes e muito charmosas. A trança espinha de peixe veio pra ficar e não é a toa que há várias estações, sejam elas verões e invernos, este modelo continua sendo o queridinho das mulheres. Ao contrário da trança tradicional com três pontas trabalhadas, a espinha de peixe trabalha somente com duas pontas, realizando um trançado visualmente incrível. A imaginação fica por conta de quem faz, podendo trançar em coques, rabos de cavalo, inclusive apenas em forma de detalhe na lateral da cabeça. Ouse e lance pra ontem a sua espinha de peixe.

Recente em Campos, a Beni é uma obra incrível da Maíra Matos, estilista e proprietária que (graças a Deus) decidiu nos presentear com uma loja feminina tão linda e cheia de bom gosto. Maíra se formou em moda na UCAM e partiu para o Rio com sede de mais conhecimento e novas experiências, e lá se foram 11 anos. Fez sua primeira pós em Moda e Cultura Brasileira e um MBA em gestão e negócios de Moda e começou a trabalhar na Andarella como Assistente de Estilo e não demorou muito para se tornar estilista Sênior na área de sapatos e couro. Nesse período, também fez o curso de extensão em Desing de Sapatos e acessórios em couro, e toda esta jornada durou 4 anos. Depois coordenou o estilo da Empresa City Shoes, também especializada em sapatos e acessórios por mais tres anos, e só aí decidiu voltar para Campos. Sorte a nossa, não é mesmo ?! A Beni nasceu da vontade de ter algo relacionado a moda atendendo a um público que ela acreditasse, como uma mulher jovem e antenada, que quer sim ter informação de moda, mas sem ser caricato. Manter a elegância, sabe? Maíra acredita no poder de uma mulher bem vestida; mas não necessariamente para isso ela precisa está montada dos pés à cabeça. “Eu falo que a Beni é para uma doce mulher sofisticada que consegue está elegante em todos os ambientes.” Ressalta Maíra A escolha do nome (lindo, por sinal) nem foi da Maíra, acreditam ? Em uma viagem maravilhosa com suas primas, uma virou e disse: “Estamos tendo dias tão bons tão abençoados que já escolhi o nome da sua loja: Beni” O nome é francês e significa abençoada. Não é a toa que Maíra sempre fica toda arrepiada ao contar este fato. Sucesso, Maíra. Este é apenas o começo da Beni que promete causar ainda mais na proxima coleção.

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It Bag A nova It Bag responde como capinha de celular e foi lançada pelo Louis Vuitton na sua ultima coleção de verão 2017. De cara se tornou desejo imediato, e quem sentava na primeira fila já ficou contando quais modelos e cores iriam adquirir. A Petite Malle, um dos maiores hits da LV nos últimos anos, foi o ponto de partida para o acessório tech! O design que remete aos clássicos baús da marca apareceu tanto na versão com monograma quanto dourada, croco, coloridas.. Impossível querer uma só!

Verão e calor x Unhas impecáveis

No verão, alguns cuidados devem ser redobrados e com as unhas não é diferente. O calor pode deixá-las mais fracas e quebradiças e o esmalte também costuma durar menos ou ficar opaco. A ideia é curtir o verão sem se preocupar com as unhas e para isso, existem alguns hábitos que podem ajudar. Sendo assim, a Dra Paula Marsicano, falou sobre como cuidar das unhas e manter o esmalte por mais tempo, mesmo na viagem de férias e longe dos salões. As unhas precisam de cuidados especiais, por isso, é importante hidratá-las com produtos específicos para unhas e cutículas, usar base recuperadora rica em queratina ou uma combinação de base e esmaltes com princípios ativos, como D-Pantenol e o Óleo de Macadâmia, que reestabelecem a estrutura das unhas, aumentando a elasticidade e resistência. Às adoradoras das unhas pintadas, um aviso: deixe-as sem esmalte uma semana por mês, no mínimo. O uso ininterrupto de esmalte causa ressecamento e enfraquecimento das unhas e (deve haver um descanso entre a utilização do produto). Durante o período intervalo, deve haver a aplicação de hidratantes próprios para evitar o ressecamento e a cutícula não deve ser retirada, pois esta é uma proteção natural das unhas. Pois a remoção da mesma, facilita a entrada de fungos e bactérias. É preferível o uso de removedores de esmaltes, porque a acetona tem uma composição química muito forte e pode desidratar as unhas. Lembrando que: Uma alimentação saudável também é imprescindível para a saúde das unhas. Sol, praia e piscina interferem na durabilidade do esmalte? Não interferem. O que pode comprometer a durabilidade do esmalte nas unhas é o uso do protetor solar, porém o mesmo é indispensável para a saúde seja no inverno ou verão. Então devemos usar o protetor e adotar alguns cuidados após um dia de praia para manutenção do esmalte, como o uso de um verniz extra brilho, que recupera o brilho e deixa a cor com a mesma vivacidade de quando você acaba de pintar as unhas. Como evitar ou disfarçar as pontas descascadas? Manter as unhas lixadas, sem pontas quebradas ajuda muito. Retocar as pontinhas e usar o extra brilho em seguida é infalível.

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DOMINGO,15 DE JANEIRO DE 2017

herminiasepulveda@yahoo.com.br Três coisas para você manter em segredo: Sua vida amorosa, seu faturamento e seus próximos passos.

TALENTO Quem visitou a belíssima casa de Marluci Sardenberg no período natalino, ficou encantado com o seu bom gosto também na decoração. Parabéns pra ela, porque estava linda demais. IT’S A BOY Valéria e Luiz Alberto Pupe estavam em Búzios comemorando o niver dele esta semana, quando receberam a notícia, vinda lá de Fortaleza, de que em junho irão ser avós outra vez e desta vez de um menino. Parabéns para Bárbara e Eduardo Furlani, a família toda está em festa com a boa nova. A irmãzinha Isabela também está muito alegre com a novidade. GRAVIDEZ Parabéns também para Rafaela Desteffani Marins e Luiz Marins, que serão papais de primeira viagem. Que Deus continue abençoando essa linda família. TARDE GOSTOSA EM ATAFONA: Renata e Ariuza Kury Izar com Carol Aguiar

COMEMORANDO Adriana Queiroz abriu a sua bela casa no Condomínio Palm Springs na semana passada para receber as amigas de Renata Machado pelo aniversário dela. Foi servido um jantar dos deuses e teve muita animação ao redor da piscina. FESTA DE SANTO AMARO A cantora católica Aline Brasil, que nasceu em Italva, vai se apresentar hoje às 19h, na Festa de Santo Amaro, padroeiro da Baixada Campista. A Prefeitura, mesmo sem verbas, disponibilizou para a festa ambulâncias, banheiros químicos e o palco. DICA Sobrou café? Congela. Depois bate no liquidificador com leite, chocolate, canela e pronto. Um delicioso Cappuccino gelado para o calor! NOITE DE GALA NO RJ A nossa conterrânea Comendadora Sol Figueiredo estará no dia 21 de janeiro na Noite de Gala, que acontecerá na Casa das Beiras, Tijuca, quando tomará Posse Acadêmica no Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa. O evento terá a cobertura de 3 Jornais luso-brasileiros além da Band TV. A Noite contará com a presença do ator português Ricardo Pereira e da Secretária de Igualdade Racial, a desembargadora Luislinda Valois e do Presidente da Instituição em Portugal o Sr. Antònio Palhinha, além de celebridades lusófonas de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique.

BELA E RADIANTE: Maria Luiza Schulz com um look bem verão

MUITO BOM O SESI Campos inaugurou um novo espaço para atendimento dos trabalhadores da indústria e comunidade. O espaço Pilates vai funcionar de 2ª a 6ª feira das 7h às 12h e 15h às 21h com aulas de 2 e 3 vezes por semana. A nova instalação vai permitir a ampliação da oferta de serviços, com a abertura de 22 turmas. NIVER Os parabéns de hoje vão para Fernanda Rangel, Karla Ferreira, Hugo Ramos, Gilson Braz, Douglas Quintanilha, Josane Monteiro, Camila Maya e Renata Soares. Segunda-feira para Edilson Ribeiro, Pamela Santos, Leandro Cruz e Vinícius Alcântara Cunha Lima. Terça-feira para Isabel Aguiar, Ana Carolina Ramos, Ricardo Bóvio, Luiz Fernando Santos Amaral, Leonardo França, Juliana Rangel e Nicoly Ribeiro. Quarta-feira para Karen M. Vieira, Paula Albernaz Duarte, Luis Felipe Barcelos, Glayce Mendes, Dirlei Silva Rosa, João Luis Mothe Paes, Emilson Anselme, Amarinho de Buena. Quinta-feira para Cristina Salgado, Alvaro Manhães, Odisséia Pinto de Carvalho, Renata Berriel e Cinthia Rios. Sexta-feira para Isadora Paes, Denise Rangel, Carlos Batista, Sheila Santos, Antonio Arthur Tamega Soares, Aparecida Gesteira, Sthephani Cruz e Millena Miranda. Sábado para Alice Leite Klein, Lara Machado, Valéria Pedra, Fabio Fiuza, Anallu Guerra e Marcelo Moreno. Da coluna os votos de muita saúde e felicidades para todos. BAPHO O filme “Cinquenta Tons Mais Escuros” que estreia dia 9 de fevereiro nos cinemas brasileiros, teve um novo trailer liberado ao som do hit “I Don’t Wanna Live Forever”. O vídeo traz cenas inéditas e quentes de Christian Grey (Jamie Dornan) que vai tentar trazer a amada Anastasia (Dakota Johnson) de volta para seu mundo e será surpreendido por um acordo proposto por ela. Ao tentarem construir um novo relacionamento, alguns “fantasmas” do passado vão retornar e atrapalhar o romance do casal. No elenco: Kim Basinger, Bella Heathcote, Marcia Gay Harden, Tyler Hoechlin, Rita Ora, Eric Johnson, Luke Grimes e Hugh Dancy.

ANA MARIA PELLEGRINI NAHN sempre de bem com a vida

A ANIVERSARIANTE Gleice Anselmet ganhou do marido Seni Rippel um belo conjunto

VEM VERÃO: Valéria e Luiz Alberto Pupe apreciando a natureza

O JUIZ Pedro Henrique Alves amou conhecer sua sobrinha Luiza filha linda de Francine Sepulveda e Patrick Alves Carneiro

PATRÍCIA LINHARES curtindo o mar com as filhas Maria e Luma Valentina

PUNTA DEL ESTE: Juliana Viana e Rafael Abreu

APROVEITANDO AS FÉRIAS: Carla e Wheber Boroto GUARAPARI: Heloisinha Beshara e Charles Velasco com o filho Gabriel com o filho Caio

COMEMORANDO 1 ANINHO: Fabrícia e Júlia Maciel


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SOY LOUCO POR TI BRASIL Minha cabeça grita Brasil! Do Arroio ao Chui Numa luta histérica Que não pode ser registrada aqui! São séculos e séculos De história Que não cabem na memória De quem não cabe em si Quando a música toca O pássaro canta O índio que mora em mim Dança! Tambores e chocalhos clamam E reclamam por justiça no país E o Brasil pulsa Como as “veias abertas” Da América Latina Ama e expulsa Tudo que nela cretina Mesmo que seja espoliada maltratada e abusada Essa é a terra amada de onde fiz morada!

Carolina Aguiar Andrade, Ariuza Kury Izar e Renata Kury Izar. Em dias de alegrias em Atafona.

O Charme e a elegância de Igor Gomes.

Entre as flores - Simone Campos. Vívia Chagas e Italo dos Santos em grande dia por Moacir Sales. Casal afinado: Ana Helena Patrão Boeschenstein e Ralf Boeschenstein.

O semblante greco-romano de Ramon Machado.

A bela Amanda Coutinho Ribeiro.

Mais um grande dia! Polliana Figueiras e Lucas Araújo fotografados por A bela de Daniela Tudesco retratada em P&B. Gilmar Ramos.


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Assistência Veterinária

COLUNA PET

TRANSFUSÃO SANGUÍNEA Vocês sabiam que cães e gatos também podem receber transfusões de sangue ?? Em muitos casos é graças a esse procedimento que os nossos pacientes permanecem vivos. O processo é igual a transfusão de sangue em pessoas, onde um animal necessitado recebe o sangue de um doador da mesma espécie. O sangue utilizado nessas transfusões pode vir de “Bancos de Sangue” doados por cães e gatos saudáveis. Na sua grande maioria, as transfusões são realizadas em caráter de emergência, em pacientes extremamente anêmicos e sujeitos a risco de vida imediato, independente da causa.

do procedimento da transfusão sanguínea, cada animal é submetido a testes de controle de Hematócrito e não devem ter contato com carrapatos e pulgas, assim como com qualquer outro ectoparasita. Os gatos devem ser vacinados anualmente contra a Raiva, Rinotraqueíte, Calicinose e Panleucopenia Felina, e demais testes solicitados pelo médico veterinário que comprovem a situação clínica de um doador. Os cães devem ter peso mínimo entre 20 e 30 kg e não podem ter recebido transfusões anteriores. Para gatos, o peso mínimo é de 4 kg. Vários proprietários levam seus animais para a coleta de sangue, entendendo a necessidade de salvar a vida de outros animais de estimação ou porque, simplesmente já passaram por situações de necessidade de uma transfusão em seu próprio animal. Uma vez o proprietário autorizando a coleta de sangue, o animal é completamente examinado e feito os exames laboratoriais acima citados.

INDICAÇÕES Esse procedimento não deve ser encarado como um tratamento, mas como um suporte que oferece ao paciente uma sobrevida até que seja possível o diagnóstico, o tratamento e consequentemente, a recuperação. Assim, não se deixe enganar pela impressão de pronta recuperação que o animal pode apresentar logo após uma transfusão, porque este estado pode ser passageiro se a causa do problema e suas consequências não foram eliminadas. A maior parte dos casos que exigem transfusões é séria, de surgimento repentino e inesperado, onde só o clínico pode tomar a decisão por esta escolha já que existem riscos graves associados. A maioria dos casos de transfusão está associada à anemia crítica ou perda sanguínea, por problemas hepáticos ou renais, infecções por parasitas do sangue (Babesiose, Erlichiose, Haemobartonelose), intestinais (verminoses ou protozooses) ou mesmo parasitas externos (pulgas e carrapatos), deficiências alimentares, acidentes, intoxicações e grandes cirurgias.

PROCEDIMENTOS DA TRANSFUSÃO Existem duas formas de ser feita essa coleta sanguínea: a direta e a indireta. A forma direta é aquela feita quando se tem o objetivo de uma transfusão direta do doador ao paciente, porém esse método tem se mostrado ineficiente na maioria das vezes, levando-se em conta a agitação dos pacientes e dos doadores. A forma indireta é aonde o sangue coletado é armazenado em um recipiente apropriado para sua conservação (Bolsa de Transfusão), sem dúvida nenhuma é o método mais utilizado na rotina. O doador deverá ser previamente tranquilizado para que possa ser feita a punção em um vaso calibroso no pescoço ou na pata dianteira, onde será retirada uma quantidade específica de sangue para cada necessidade. Um cão tem aproximadamente 100 ml de sangue corporal/kg, sendo que pode ser doado em torno de 20 ml/kg somente, num intervalo não inferior a 30 dias sem prejuízo ao Cão Doador. Esse sangue deve ser acondicionado em uma Bolsa de Transfusão numa temperatura de 2 a 8 °C, podendo ser armazenado para utilização por aproximadamente até 21 dias. Esse sangue pode ser transfundido pelas vias: endovenosa, intraperitoneal e intraóssea, dependendo principalmente da idade do animalzinho. A Transfusão Sanguínea em gatos é bastante semelhante, onde o gato pode doar em torno de 100 a 170 ml de sangue, mas só poderemos utilizar em torno de 80 a 90 ml desse sangue, pois os efeitos adversos são maiores nessa espécie.

CONTRA INDICAÇÕES E TIPAGEM SANGUÍNEA Deve ser considerada no que diz respeito à incompatibilidade do sangue transfundido com o do receptor. No entanto, em pacientes com hemorragia aguda e/ou quando se encontram em risco de vida, o sangue deve ser aplicado como recurso de emergência. Cães e gatos podem doar e receber sangue de seus semelhantes, e, assim como o homem, também tem diferentes tipos e grupos sanguíneos. No Brasil, a tipagem destas espécies ainda não é tão acessível na grande maioria das Clínicas Veterinárias por isso ainda realizamos alguns testes “cruzando” o sangue dos doadores e do receptor para prever possíveis reações (formação de grumos). Essas provas não substituem a tipagem sanguínea, nem conseguem ser absolutamente seguras, mas podem prever e evitar possíveis e graves reações. Como dissemos anteriormente, os cães e gatos têm tipos sanguíneos diferentes, mas a sorotipagem dos animais não é no sistema ABO como a dos humanos. Enquanto em nós, seres humanos, existem somente 04 tipos sanguíneos diferentes (A, B, AB e O), os cães têm 13 tipos sanguíneos e os gatos apenas 03. Modernamente, os grupos sanguíneos são classificados com a abreviação CEA (Canine Erythrocytes Antigens). SUCESSO DA TRANSFUSÃO O sucesso de uma transfusão depende sem dúvida nenhuma da escolha do cão ou gato doador. Os cães que se tornam doadores devem ser vacinados anualmente contra Raiva, Cinomose, Hepatite Infecciosa, Leptospirose, Parvovirose e Coronavirose. Antes do início

REAÇÕES ADVERSAS As reações adversas nos cães são bem leves e costumam passar bem rápidas, mas na maioria dos casos, sequer são sentidas. As reações mais comuns são enjoos, vômitos e alterações de temperatura corporal. Efetivamente, as reações mais graves são em sua grande maioria evitadas através do exame da Tipagem Sanguínea e da Compatibilidade, realizado antes da transfusão e já mencionado anteriormente. Toda Clínica Veterinária pode realizar transfusões sanguíneas, desde que estejam com todo o equipamento adequado como as bolsas para coleta, os equipos de transfusão e geladeira para armazenagem do sangue. Também é importante ter pelo menos 02 animais doadores a disposição para qualquer emergência.

Baby e John John

Milla

Zequinha, Lola e Zig

TER DESAFIOS É O QUE FAZ A VIDA INTERESSANTE E SUPERÁ-LOS É O QUE FAZ A VIDA TER SENTIDO


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@natalia.munizz

nataliamuniznutri@gmail.com

Do que você se alimenta?

A chef baiana Mirna Ribeiro afirma que comer e se alimentar podem ser coisas bem diferentes. Criada pela health coach e natural chef baiana Mirna Ribeiro, a Gastronomia Intuitiva enxerga culinária e nutrição de uma forma bem peculiar. A Chef usa o conceito de alimentação integral para se referir a um estilo de vida que se preocupa com a nutrição do ser de forma global, envolvendo desde a comida que ingerimos até o que assistimos na televisão. “O conceito de Gastronomia Intuitiva vai muito além da cozinha. É uma forma de viver, de ver o mundo e de ser relacionar com a saúde, com os alimentos e com você mesmo, seguindo a sua própria intuição. Se adquirimos essa capacidade de nos observar, somos capazes de selecionar aquilo que nos faz bem e eliminar o que nos prejudica”, explica a Chef. Mirna Ribeiro nasceu vegetariana. Desde a infância estuda e vivencia a culinária saudável. Com a mãe, que tinha práticas de alimentação e saúde bastante diferentes da maioria das famílias que conheciam na Bahia naquela época, aprendeu os primeiros conceitos do que viria a ser a Gastronomia Intuitiva. “Com 4 anos de idade tive uma doença nos rins, uma nefrite, e os médicos já não acreditavam na minha cura. Minha mãe, em um momento de surto, ou iluminação espiritual, após rodar a baiana me tirou do hospital e me tratou em casa, com base nos princípios da naturopatia”, brinca. Após diversas experiências alimentares e profissionais, há alguns anos decidiu retirar de sua dieta todos os produtos de origem animal e resolveu fazer o que realmente ama. Assim deu mais um passo rumo à alimentação integral e se tornou o que já era há bastante tempo, uma natural Chef. Formada pela primeira escola de Saúde Integral do Brasil, a NOS Escola, atualmente se dedica inteiramente à culinária saudável. Com base em conceitos próprios e mesclando conhecimentos adquiridos ao longo da sua caminhada, criou a marca Gastronomia Intuitiva. Os principais serviços oferecidos são a consultoria at home e os cursos de alimentação saudável. A consultoria é um programa personalizado intitulado Mirna Ribeiro Na Sua Cozinha, que tem o objetivo de transformar hábitos alimentares através de conhecimentos e práticas que dão autonomia aos clientes para que possam construir o seu próprio caminho no universo da alimentação saudável, sempre com muito sabor e baianidade. Os cursos seguem na mesma linha, oferecendo aos alunos dicas e ferramentas para elaboração de pratos equilibrados, saudáveis e saborosos. Para 2017 a agenda já está movimentada. Estão previstos cursos sobre diversos temas em 7 (sete) estados do Brasil, além de duas semanas intensas de consultorias em Nova York. Além disso, será lançada uma série de vídeos em que, por meio da culinária, Mirna irá disseminar um estilo de vida intuitivo, criativo, espontâneo e alegre. Também está gestando um projeto especial, uma marca de produtos que mesclam gastronomia e moda para trazer ao público beleza, utilidade e reflexão sobre uma forma intuitiva de viver. Pela lista de atividades dá para perceber que essa baiana tem energia de sobra, segundo ela, fruto do estilo de vida que adota. Alimentação sem glúten e sem produtos de origem animal, meditação e atividades físicas diárias, sol, boas músicas e boas notícias, contato com a natureza e uma mentalidade alegre e positiva. Uma afirmação constante da Chef é que precisamos aprender a comer menos e nos alimentar mais. Nos alimentar de forma integral, atentos a tudo aquilo que chega até nós, selecionando sempre as melhores opções para nosso corpo e nossa alma. Além de tudo isso, Mirna afirma que “a alimentação saudável pode e deve ser saborosa e, por isso, sou uma apreciadora da fina arte de harmonização de temperos e especiarias. Da mesma forma, tenho plena certeza de que todos têm uma capacidade inata de se tornarem grandes Chefs, bastando que aprendam a ouvir a sua intuição e utilizem algumas técnicas”. Com essa forma profunda e ao mesmo tempo extremamente vibrante, a Chef baiana, que descobriu seu verdadeiro dom em Brasília, está começando a conquistar o mundo com a sua alegria e espontaneidade. Como ela faz isso? Apenas ouvindo a sua intuição.

“O conceito de Gastronomia Intuitiva vai muito além da cozinha. É uma forma de viver, de ver o mundo e de se relacionar com a saúde , com os alimentos e com você mesmo(a), seguindo a própria intuição”.

Contato: 61 9 95005995 Instagram: @gastronomia.intuitiva / @ribeiromirna Facebook: mirnaribeiro.gastronomiaintuitiva e-mail: mirnaribeiro.emcasa@gmail.com


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@ju_ribeiros

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O show da banda O Rappa fez Guarapari bombar ainda mais de campistas. Além das praias lindas e a clássica gastronomia capixaba, a noite também tá mara!

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Janine Raposo e sua princesa Branca estão curtindo a gostosa casa da família em Atafona, conhecida também por ser point certo da turma jovem e animada.

Que saúde! Tati Aquino, Carol Silveira, Sâmia Luiza e Karla Bernardes

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Patrícia Moll aproveitando em grande estilo sua trip pela Tailândia ao lado de seis amigas. Menina esperta, colecionando destinos e experiências.

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Mariah Leal está devidamente renovada depois de uma temporada bacana pela Chapada dos Veadeiros. Na programação teve cachoeira, natureza e visuais de tirar o fôlego.

Casal lindo: Artur Paes e Paula Artiles

Segura esse bonde: Fernanda Guimarães, Bia Assed, Suelen Lemos e Thalita Pereira

Renata Artiles enriquecendo a paisagem :) O verão tá lindo para Fernanda Vilaça

Magya pura: Layla Abdu e Rico Carneiro

O estresse versus queda do cabelo. O estresse é uma das causas mais comuns de queda do cabelo. O estresse determina muitas mudanças para o organismo gerando indiretamente alterações bioquímicas, hormonais e imunológicas. Nas mulheres, em especial, o estresse parece ter um peso significativo em relação à queda de cabelo. Está demonstrado que níveis de estresse exagerado interferem no crescimento capilar induzindo o fio de cabelo a entrar precocemente na fase de repouso. Esta alteração aumenta o percentual de cabelos que estão na fase de queda e representa, então, muito mais do que 100 fios por dia. O estresse pode também provocar alterações hormonais, principalmente na mulher, aumentando andrógenos e prolactina. Estes hormônios, por sua vez, induzem à queda de cabelo. A ansiedade exagerada também pode facilitar outras doenças, infecções e distúrbios que também facilitam a queda de cabelo. O estresse não é causa especifica da calvície, que é um problema de origem genética. No entanto, é importante salientar que homens e mulheres predispostos à calvície têm uma acentuação e piora da mesma. Desta maneira, para tratar a queda de cabelo, é preciso encontrar a causa e abordá-la adequadamente. O dermatologista é o médico mais capacitado para avaliar a alopecia

Os irmão e parceiros de trabalho, Rildo Júnior e Cláudio Anomal

Edi 18  
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