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REVISTA DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CHAPECÓ Abril 2017

MARKETING SERVICE – 6 ACIC oferece nova solução empresarial

ENTREVISTA – 12 e 13 Marcos Moschetta analisa desafios de Chapecó

DESENVOLVIMENTO – 17 Conselho de Núcleos estimula fortalecimento dos negócios


Punir e valorizar dos produtores rurais e das agroindústrias. Entretanto, a forma imprudente como a operação foi divulgada causou grandes estragos. Afinal, tratavam-se de casos pontuais envolvendo um punhado de indústrias (21) em um universo de quase cinco mil plantas frigoríficas. Santa Catarina e o Brasil possuem as mais avançadas cadeias produtivas de carnes, com base numa agropecuária sustentável e uma indústria moderna. Os crimes investigados pela Polícia Federal representam uma excepcionalidade que deve ser reprimida com a força da lei. O agronegócio – do qual a indústria da carne é um reconhecido expoente – tornou-se um orgulho nacional. Para certificar-se da qualidade da indústria brasileira desse setor basta visitar a Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne – MERCOAGRO – realizada bienalmente em Chapecó pela ACIC. Essa feira é um

Chapecó é um centro internacional de excelência em produção de proteína animal. Por isso, as classes produtoras locais ficaram particularmente contrafeitas com a forma como a “Operação Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal, foi divulgada no Brasil e no mundo. A ACIC, assim como todas as entidades do agronegócio, condena veementemente ações criminosas praticadas por funcionários de frigoríficos do País mancomunados com fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. A venda e o uso de carnes sem as condições adequadas de consumo humano no processamento de produtos industrializados é um crime contra a saúde pública que deve ser rigorosamente apurado e, seus autores, penalizados. Essa conduta ilícita, que deve ser reprimida, causa prejuízos à imagem do Brasil e cria embaraços junto aos mercados mundiais duramente conquistados nas últimas décadas através de esforços

eloquente testemunho da qualidade e da segurança das empresas brasileiras de processamento e industrialização da carne. Os delitos eventualmente cometidos devem ser apurados e punidos. Mas esses casos não empanam a importância, o valor, a segurança e a seriedade da indústria da carne no Brasil.

Josias Mascarello - Presidente Chapecó, abril de 2017

Agenda Abril 04, 05 e 06 – Curso “Estratégias e práticas de cobrança e negociação” 07 – Workshop Prêmio Mulher de Negócios 10 – Visita técnica do Núcleo de Sustentabilidade à Azeplast 10, 11 e 12 – Curso “Marketing digital para pequenas e médias empresas” 17, 18 e 19 – Curso “Neurovendas - neurociência aplicada às vendas” 18 – Capacitação Empresas Nucleadas (CENA) - Desenvolvimento de Equipes 24, 25 e 26 – Curso “Arquitetura de RH - tendências e inovações” 25 – Reunião do Conselho de Núcleos 26 – Missão empresarial do NTIC à Florianópolis MISSÃO ACIC Representar os segmentos econômicos de Chapecó, estimulando a livre iniciativa e trabalhando como agente de mudanças. Atender com eficiência e eficácia as necessidades dos associados correspondendo às suas expectativas. Ser a indutora de Av. Getúlio Vargas, 1748N CEP: 89805-000 - Chapecó/SC Fone/Fax: 49 3321-2800 E-mail: acic@acichapeco.com.br facebook.com/acic.chapeco

ações para o fortalecimento da classe empresarial, oportunizando condições para o surgimento de novos mercados de trabalho e ampliação dos já existentes.

Diretoria Executiva Gestão 2016/2017 Diretor Presidente Josias Antonio Mascarello Diretor 1° Vice Presidente e do Micro Empreendimento Cidnei Luiz Barozzi Diretor 2° Vice Presidente Gilson Carlos Confortin Diretor Administrativo Lenoir Antonio Broch Diretor Administrativo Adjunto Lenoir Carminatti Diretor Financeiro Sergio Perondi Diretor Financeiro Adjunto Jefferson Garcez da Luz Diretora de Desenvolvimento de Núcleos Carla de Almeida Martins Basso Diretora de Responsabilidade Social Márcia Berticelli Diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior André João Telocken Diretor de Feiras e Eventos Bento Zanoni Diretor de Desenvolvimento Industrial, Comercial e Inovação Francis Marcel Post Diretor de Assuntos Econômicos e Tributários Dalvair Jacinto Anghében Diretor de Projetos Especiais Marcia Damo Diretor de Relações Institucionais Nelson Eiji Akimoto Diretor de Agronegócio Vincenzo Francesco Mastrogiacomo Diretor de Gestão Ambiental Djalma Aquino Azevedo

TODOS OS DIRETORES DA ACIC COLABORAM DE FORMA VOLUNTÁRIA, SEM REMUNERAÇÃO ESTRUTURA ORGNIZACIONAL Conselho Deliberativo: Presidente: Marcos Moschetta Vice-Presidente: Leandro Sorgato Secretária: Leandra Merisio Conselho Consultivo: Mauricio Zolet Diretor Executivo: Fabio Luis Magro Gerente de Núcleos: Taisa Bonassi Brassanini

Jornalista Responsável: Marcos Antônio Bedin (M.T.B.: SC-0085 JP) Edição: Lisiane Kerbes | Redação: Marcos Antônio Bedin, Lisiane Kerbes, Kaehryan Fauth, Silvana Cuochinski e Caroline Figueiredo Projeto Gráfico: Rodrigo Felchilcher | Impressão: Gráfica Arcus | Tiragem: 2.000 unidades | Fechamento da Edição: 05/04/2017


Mercoagro 2018 É apresentada em feira no México Apresentar e divulgar a próxima edição da Mercoagro (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne) programada para o período de 11 a 14 de setembro de 2018, em Chapecó. Com este objetivo, a diretora da Enterprise Feiras & Eventos, Maria Antonia S. Ferreira, e a representante comercial da empresa na Argentina, Devora Dorensztein, viajaram para Monterrey no México, onde aconteceu a a Expocarnes e Lácteos 2017. Maria Antônia ressaltou que a exposição do México é uma das mais importantes do segmento cárneo da América Latina. “Participar deste evento representou uma excelente oportunidade para divulgarmos a Mercoagro ao nosso público-alvo, já que reúne expositores e visitantes do setor do mundo todo”, observou.

Divulgação ocorreu em uma das mais importantes feiras do segmento cárneo da América Latina

Promovida pela ACIC a cada dois anos, a Mercoagro apresenta inovações de empresas fornecedoras dos mais diversos setores da indústria mundial da carne, entre eles refrigeração, automação industrial, ingredientes e aditivos, embalagens, transporte e armazenagem, equipamentos e acessórios. Também participarão da exposição fabricantes de máquinas, equipamentos, implementos, insumos e instalações para todas as etapas do processo industrial, desde o abate até o embalamento, congelamento, higiene, segurança

e análise de processos. Aliado a isso, uma extensa programação paralela de eventos técnicos e científicos apresenta novidades e tendências do mercado mundial de carnes. A Mercoagro está localizada no centro de uma região com mais de 600 pequenas, médias e grandes indústrias frigoríficas de abate e processamento de aves, suínos e bovinos. Chapecó é um dos principais polos tecnológicos de industrialização de carnes do planeta, situada em uma região com grande concentração de frigoríficos.

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Capacitação Profissional Investimento Seguro Confira as capacitações oferecidas pela ACIC para o mês de abril e início de maio.

10, 11 e 12 de Abril 18h30 às 22h30 ACIC Chapecó MARKETING DIGITAL PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

17, 18 e 19 de Abril 18h30 às 22h30 ACIC Chapecó

OBJETIVO Capacitar os empresários para explorar ao máximo todo o poder do Marketing Digital, e ter mais clareza na hora de cobrar resultados da sua equipe ou agência. PÚBLICO-ALVO Empreendedores que querem obter melhores resultados na internet; Profissionais de marketing, publicidade, jornalismo, RP e demais interessados em aprender a usar os recursos do Marketing Digital. OBJETIVO Proporcionar aos participantes conhecimentos, técnicas e ferramentas de neurociência de fácil aplicação para melhorar o resultados das vendas. PÚBLICO-ALVO Gerentes, supervisores, vendedores e profissionais de vendas em geral.

NEURO VENDAS - NEUROCIÊNCIA APLICADA ÀS VENDAS

24, 25 e 26 de Abril 18h30 às 22h30 ACIC Chapecó ARQUITETURA DE RH - TENDÊNCIAS E INOVAÇÕES

09, 10 e 11 de Maio 18h30 às 22h30 ACIC Chapecó DESTRAVE-SE - TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO E ORATÓRIA

OBJETIVO Fornecer técnicas de recursos humanos com foco em subsistemas; Trabalhar com o ciclo completo de gestão de pessoas; Fornecer técnicas e subsistemas de RH; Criar ferramentas práticas de estímulo à gestão de pessoas. PÚBLICO-ALVO Profissionais de RH, Departamento Pessoal, encarregados administrativos, assistentes, ou ainda profissionais ligados à área. OBJETIVO O curso visa desenvolver as ferramentas necessárias para que o participante consiga se comunicar de forma clara, natural e convincente, transmitindo credibilidade no momento de expor ideias em público. O curso é prático, interativo e dinâmico. PÚBLICO-ALVO Pessoas de todas as áreas, interessadas em aprimorar sua comunicação e que estejam comprometidas com seu crescimento pessoal e profissional. Acesse: www.acichapeco.com.br/cursos e confira a programação completa de cada curso.

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“Não gosto de estar na zona de conforto” Afirma Acari Menestrina Ser o melhor no que faz com produtos de alto valor agregado. Essa é a “receita” de sucesso segundo o empresário Acari Luiz Menestrina, da Gran Mestri, que foi o convidado da primeira edição do Programa Almoço Empresarial deste ano. A iniciativa, da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), foi promovida em março. O evento teve apoio institucional do Banco de Desenvolvimento Regional do Extremo Sul (BRDE) e da Sicredi Região da Produção. A trajetória de Menestrina é de muito trabalho, dedicação e amor pelo que faz. Natural de Rio dos Cedros, no Vale de Itajaí, filho de pequenos agricultores e descendente de italianos da região de Trento, norte da Itália, o empresário atuou como técnico agrícola e extencionista rural da Acaresc, atual Epagri. Chegou ao Oeste em 1976 e iniciou a profissionalização do campo. “Apaixonei-me pela região e fiz muitos projetos inovadores”, relatou. Realizou cerca de mil reuniões em mais de 150 municípios do Oeste para formar e concretizar a bacia leiteira da região. Menestrina trouxe para o Oeste as primeiras vacas das raças Holandesa e Jersey, a primeira pastagem de inverno, o primeiro aparelho de cerca elétrica, o primeiro tanque de coleta granalizada, o primeiro biodigestor, entre outras novidades e tecnologias que tornaram o Oeste a principal região produtora de leite do Estado. “Hoje, 80% das famílias rurais tem o leite como a principal atividade, com uma bacia leiteira que é referência no País”, frisou. Com o conhecimento adquirido em estudos, no trabalho e em viagens por mais de 30 países, Menestrina fundou a Cedrense, atual Gran Mestri, que produz o queijo mais nobre do mundo, o Grana Padano – Gran Mestri. “Não

Acari Luiz Menestrina relatou sua trajetória profissional

Almoço Empresarial proporciona troca de conhecimento

Josias Mascarello, Acari Menestrina, Marcos Moschetta e Aline Menestrina

gosto de estar na zona de conforto. É preciso ter um diferencial e ser o melhor no que se faz. Quem não oferecer produtos de alto valor agregado ficará de fora do mercado. Além disso, é preciso ter excelência na gestão empresarial”, assegurou. Além dos queijos, o empresário também fundou a Agro Sopramonte, atuando nos ramos de plantio de oliveiras para produção de azeite de oliva extra virgem, de leite de ovelha e está iniciando a produção de mozzarella de búfalo. Menestrina também projetou a atividade de ovinocultura de leite que resultou na produção de queijo pecorino, um produto nobre e com sabor diferenciado. Sua trajetória lhe rendeu mais de 100 prêmios e menções e, também, a conquista de três edições do Top de Marketing ADVB/

SC. Em 2008, lançou o livro “A Cabeça do Empreendedor”, de autoria de Anacleto Ortigara, que relata sua caminhada empreendedora. O presidente da ACIC, Josias Mascarello, enfatizou que o Almoço Empresarial proporciona troca de conhecimento, que contribui para a implementação de atitudes na busca de melhores resultados. SOBRE A GRAN MESTRI Localizada em Guaraciaba, no Extremo Oeste de Santa Catarina, a Gran Mestri é a maior fábrica de queijos duros da América Latina, com capacidade de estocagem de um milhão e trezentos mil quilos. Com 150 colaboradores, produz, além do queijo mais nobre do mundo, o Grana Padano, iguarias que mantém a tradição italiana presente em Santa Catarina, Brasil e exterior. 5 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Marketing Service Ferramenta disponibilizada pela ACIC auxilia na prospecção de clientes

Novo serviço é oferecido pela ACIC em parceria com a Boa Vista Serviços

da Boa Vista Serviços, Ricardo Albuquerque, visitou a ACIC. De acordo com ele, atualmente o empresário tem condições de se prevenir de possíveis problemas se souber quem, na sua carteira de clientes, possui alto ou baixo risco de inadimplência. “Com o Marketing Service é possível avaliar clientes ativos e inativos e definir focos de atuação, com trabalhos direcionados, buscando clientes com um perfil de risco mais adequado e com probabilidades bem menores de inadim-

A ACIC disponibiliza para os associados diversas ferramentas para que o empresário melhore sua gestão e, consequentemente, o crescimento dos negócios. Recentemente, em parceria com a Boa Vista Serviços, passou a oferecer uma nova solução: o Marketing Service. Trata-se de um conjunto de ferramentas para análise de carteira, enriquecimento de dados, reativação e prospecção de clientes. Para esclarecer dúvidas sobre o serviço, o gerente regional

plência”, explicou. A prospecção de clientes identifica potenciais consumidores para a empresa. Albuquerque comentou que essa deve ser uma atividade ininterrupta e contínua, pois é uma maneira de sobreviver perante aos desafios do mercado atual e a concorrência. A executiva de contas da ACIC, Angela Ferronatto, frisou que a solução tem uma base rica de informações de pessoas e empresas para o aumento da carteira de clientes que possibilita a ampliação da atuação da empresa no mercado de forma mais assertiva e eficaz. Entre os benefícios estão a segmentação de mercado, redução do custo e tempo, diferenciais competitivos e campanhas mais precisas. Os principais produtos e serviços disponibilizados são análise de carteira (total ou amostra) com comparação cadastral; reativação de clientes e prospecção ou estudo de regiões; deduplicação; e modelagem de dados. Mais informações pelo e-mail servicos@acichapeco.com.br ou pelo telefone (49) 3321-2800.

Novos Associados Todos os meses empresas de Chapecó ingressam no quadro de associados da ACIC, em busca dos benefícios oferecidos pelas soluções empresariais e das vantagens de fazer parte de uma entidade forte e representativa. A diretoria executiva da entidade recebe, a cada 15 dias, os novos associados para entregar o certificado de sócio para consolidar a parceria. Leonardo Secchi (Nuctramix), Maria Cristina Breda Canal (Cris Canal Eventos), James Antonini (Unochapecó), Bruno Mucelini Mergen (DUOBR Sistemas), Cristiano Oliveira Morais (Grupo CEI Centro de Educação Integrado), Josias Mascarello (presidente da ACIC), Albeneir Antonio de Mello (Anna Julia Store), Roberto Alves de Lima (Lima e Coelho Consultores Associados), Rodrigo Zonta (Giulietta Cafés), Richard Taube (Impritec Soluções em Impressões), Cristiany Martiori (Profiseg Assessoria), Diego Lencina Xhabiaras (Profiseg Assessoria), Cidnei Barozzi (vice-presidente da ACIC) e Sergio Perondi (diretor Financeiro da ACIC).

Nelson Akimoto (diretor de Relações Institucionais da ACIC), Maria Cristina Breda Canal (Cris Canal Eventos), Mancio Luis Gabriel (Cotraoca), Rodinei de Oliveira (Açochap), Cristiane Bourscheid (Clínica Catarinense de Dermatologia), Josias Mascarello (presidente da ACIC), Bruno Faccio (Tojô Cozinha Oriental e Cher Chapecó), Sandriellen Durante (Amadai Comida Oriental), André João Telöcken (Clínica Integrada Oeste), Cidnei Barozzi (vice-presidente da ACIC), Sergio Perondi (diretor Financeiro da ACIC) e Lenoir Antonio Broch (Diretor administrativo da ACIC).

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FIESC apresenta propostas Para melhoria das rodovias do Oeste A infraestrutura é um fator fundamental para o desenvolvimento econômico de uma região, Estado ou País. Por isso, a ACIC, ao defender o fortalecimento das empresas associadas, engajou-se em campanhas que beneficiam Chapecó e toda a região. Entre as ações defendidas pela entidade está a melhoria das rodovias do Oeste, como a duplicação da BR-282. Na condição de espinha dorsal do sistema rodoviário catarinense, a BR-282 é essencial para o escoamento da vasta produção agroindustrial do Oeste de Santa Catarina aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo. O presidente da ACIC, Josias Mascarello, frisa que o pavimento asfáltico – especialmente no trecho localizado no grande Oeste catarinense – foi destruído pelo uso contínuo sem manutenção reparativa ou com obras de baixíssima qualidade e curta durabilidade. Pensando nisso, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) lançou, no mês de março, em Chapecó, o Grupo Técnico Rodovias Oeste SC do Futuro, com estratégias e propostas para a melhoria da segurança e eficiência da malha rodoviária da região. O vice-presidente da FIESC e presidente da Câmara de Transporte e Logística, Mário Cezar de Aguiar, apresentou as propostas que foram divididas em três matrizes: investimentos, planejamento e política e gestão. O valor estimado para sinalização das rodovias federais no Oeste é de R$ 30 milhões. Para a adequação de trevo e trecho rodoviário (terceira faixa) da BR282 de Ponte Serrada a Chapecó o valor estimado é de R$ 77 milhões; de Chapecó a São Miguel do Oeste de R$ 158 milhões; para travessias urbanas R$ 140 milhões; projeto e construção do contorno de São Miguel do Oeste

Evento teve a participação de empresários e entidades do município

R$ 80 milhões; e nova ponte do rio Peperiguaçu R$ 40 milhões. Também foram feitos cálculos de estimativas para melhorias nas BRs 163 e 158. Para as rodovias estaduais o Grupo Técnico (GT) deve articular um levantamento dos recursos necessários para restauração e manutenção das rodovias. A intenção é realizar um planejamento sistêmico e integrado da malha de transporte da região, considerando a intermodalidade e a infraestrutura atual e futura da região para o curto, médio e longo prazo. Foi apresentada a proposta de corredores rodoviários para o Oeste catarinense. O corredor principal inclui as BRs 163, 282 e 470, de Dionísio Cerqueira com alternativa para acesso aos portos de São Francisco e Itapoá. Aguiar argumenta que as BRs 282 e 470 juntas apresentam grande movimentação de veículos e movimentam cerca de 80% do volume de carnes destinadas aos portos. Além do corredor principal, foram apresentadas três possibilidades de corredores secundários, abrangendo as principais rodovias da região: um deles inclui as SCs 283, 305 e 480, outro integra a BR-158 e as SCs 155, 157 e 160 e um terceiro abrange as SCs 135, 150, 350, 355 e 390.

Outras propostas são fortalecer o DNIT e o Deinfra e criar um projeto de humanização das rodovias catarinenses, com campanhas e educação no trânsito. Aguiar explicou que a intenção é compor o GT com representantes de entidades e parlamentares e realizar reuniões trimestrais para acompanhar resultados e definir ações e estratégias. PESQUISA Um estudo da FIESC que analisou o estado de conservação e manutenção de 2.478 quilômetros de rodovias estaduais foi apresentado pelo engenheiro Ricardo Saporiti, que realizou o trabalho com apoio do CREA-SC. De acordo com ele, as intervenções que estão sendo feitas são insuficientes para melhorar a situação e a segurança das estradas. “O montante total dos recursos alocados em 2016 para as regiões analisadas, de R$ 4.603,42 por km, permite somente intervenções paliativas de forma precária e insuficiente, não atendendo às necessidades prementes de preservação. A conservação da malha rodoviária estadual exige investimentos mais robustos e que garantam uma solução definitiva para os problemas existentes, bem como um planejamento adequado da manutenção corretiva, preventiva e rotineira”, expôs. 7 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Missões empresariais proporcionam conhecimento e troca de experiências

Missões empresariais contribuem para aprimoramento de conhecimento e networking

Uma oportunidade para atualização de conhecimentos, troca de experiências e relacionamento. É isso o que proporcionam as missões empresariais. A ACIC realiza uma missão para a ExpoGestão, que ocorre em Joinville de 09 a 11 de maio de 2017. A viagem é operacionalizada pela Agência Nova Turismo e possui vagas limitadas. Os palestrantes abordarão temas baseados nos cenários atuais que contribuirão para o aprimoramento tanto profissional como pessoal. Também haverá painéis e debates, feira de produtos, serviços, soluções empresariais e sessões de workshops gratuitos. No primeiro dia da ExpoGestão (09 de maio) haverá a palestra “O poder e a eficácia da comunicação para as empresas e pessoas”, com o astronauta, engenheiro aeronáutico, piloto de testes, coach, trainer e palestrante Marcos Pontes; painel com o presidente do Page Group Brasil, Gil Van Delft, e com o presidente da Odgers Berndtson, Luiz Wever, que falarão sobre “Os desafios da liderança no novo mundo; por último, haverá palestra com o artista plástico Juarez Machado com o tema “Talento, determinação e paixão que rompem fronteiras”. No dia 10 de maio a programação iniciará com a palestra “Conheça uma estratégia para fazer sua empresa ser 10X maior” com o diretor executivo da Consultoria 8 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

IXL Center Hitendra Patel; após, haverá painel com o empresário, chef de cozinha e presidente da rede de restaurantes Madero, Junior Durski, e com o presidente do Conselho de Administração da Tramontina, Clovis Tramontina, sobre “Cultura de gestão e a visão empreendedora”; para encerrar, o economista e apresentador do programa Manhattan Connection do canal Globo News, Ricardo Amorim, falará sobre o tema “Depois da tempestade”. No último dia da feira (11 de maio) serão realizados três painéis: o primeiro sobre “O novo mundo da internet industrial com o presidente da GE Brasil, Gilberto Peralta, e com o diretor executivo da Industrial Internet Consortium, chairman e CEO do Object Management Group e diretor executivo da Cloud Standards Customer Council, Richard Mark Soley; o segundo sobre “Novos tempos, novos modelos: Corporate Venture Capital” com o co-fundador da Rubicon Venture Capital e autor do livro “Masters of Corporate Venture Capital”, Andrew Romans, e com o cofundador e CEO da Aceleratech e empreendedor Pedro Waengertner; “Pessoas felizes, empresas produtivas” será o tema abordado pela professora de Ciência da Felicidade na Universidade de Monterrey (México), palestrante internacional, especialista em psicologia positiva, consultora do The Edge Group, Nicole Fuentes, e pelo presidente e

fundador do Grupo Gaia, criador da cultura e autor do livro Onda Azul, João Paulo Pacífico. MISSÃO À FLORIANÓPOLIS Com apoio da ACIC, por meio do Núcleo das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (NTIC) e da Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), a Nova Turismo realiza uma missão técnica para Florianópolis entre os dias 26 e 28 de abril. Haverá visitas ao LABelectron, à Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), ao DesignLab da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ao Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (CELTA), ao Sapiens Parque, à Secretaria de Desenvolvimento do Estado e à Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate). Os participantes da viagem são integrantes do NTIC e da Deatec. EXPOMEAT Outra missão será para a Feira Internacional de Processamento e Industrialização de Aves, Bovinos, Ovinos, Suínos e Pescado (Expomeat) que ocorrerá de 09 a 11 de maio em São Paulo. Paralelo ao evento acontecerá a Feira Internacional de Embalagem (Packfair). O evento abordará temas como frigorífico modelo e licenciamento ambiental. Também haverá o Seminário da Industrialização e Processamento da Proteína Animal, Seminário de Gestão de Custos para Frigoríficos, Seminário Desafios da Cadeia Produtiva da Carne Bovina Brasileira Custo/Benefício e a Atenção com o Consumidor Final, além de palestras técnicas dos expositores. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Os pacotes incluem passagens aéreas, passaporte para o evento, transfer, hotel e seguro viagem. Mais informações sobre as três missões pelos e-mails eventos@ novaturismo.com.br e comercial@ novaturismo.com.br e pelo telefone (49) 9 8437-9247.


Conselho Deliberativo da ACIC debate ações para 2017

Conselho Deliberativo da ACIC se reuniu na sede da entidade

O Conselho Deliberativo da ACIC reuniu conselheiros, diretores e associados da entidade em março para tratar de assuntos de relevância para a comunidade empresarial. A reunião ordinária foi conduzida pelo presidente do Conselho Deliberativo, empresário Marcos Moschetta. Durante o encontro, os conselheiros se manifestaram com sugestões de temáticas que a ACIC pode apoiar durante este ano. Entre elas, a melhoria da segurança pública, do aeroporto Serafim Enoss Bertaso, das rodovias e a construção de ferrovias. O Conselho Deliberativo irá elencar indicadores do município (como IDH, saúde, educação, economia) e, junto com a diretoria

executiva, atuar para que os índices do município sejam melhorados, tornando a cidade mais atrativa para investidores e moradores. “Convidaremos a administração municipal para apresentar esses indicadores e, no fim da gestão, cobraremos quais foram as conquistas do governo”, comentou Moschetta. Também foi citada a necessidade de melhorias no trânsito e a diminuição da morosidade em setores da prefeitura. A construção de parques em Chapecó foi outra sugestão dos conselheiros. O presidente da entidade, Josias Mascarello, participou do encontro e atualizou os conselheiros sobre as ações da diretoria execu-

tiva da ACIC. O destaque foi a participação em reunião de trabalho na Câmara de Vereadores que debateu as normas de acessibilidade. “O encontro foi produtivo e, em princípio, os alvarás das micro e pequenas empresas estão sendo liberados”, informou. Mascarello lembrou que em dezembro de 2016 foi feita uma reunião com entidades e órgãos públicos na ACIC para discutir melhorias e agilidade nos processos de abertura de empresas. Na época, existiam 1.325 processos pendentes e mais 1.250 não analisados na prefeitura. “Atualmente não há nenhum pedido de alvará pendente”, acrescentou. Moscheta lembrou que o Conselho contribuirá com a entidade encaminhando sugestões e recomendações para a diretoria executiva referente aos anseios dos associados. “Muitos temas relevantes para a classe empresarial contribuem também para a melhoria do município. A ACIC tem um histórico de ações nesse sentido e é nosso dever discutir e dar encaminhamentos com responsabilidade”, finalizou.

Presidente da ACIC participa de reunião de trabalho sobre acessibilidade

Reunião reuniu autoridades e entidades no Legislativo

O presidente da ACIC, Josias Mascarello, participou, em março, de reunião de trabalho na Câmara de Vereadores que debateu a agilidade na abertura das empresas e a adequação quanto à acessibilidade. De acordo com Mascarello, a acessibilidade é

um tema que está sendo levado muito a sério pelas entidades empresariais de Chapecó devido a sua extrema importância no contexto da inclusão social e mobilidade urbana. “A ACIC tem contribuído muito para o avanço e entendimento nesta questão, ponderando na direção do bom senso e da razoabilidade entre o rigor da aplicação e da lei (nua e crua) e a sobrevivência das micro e pequenas empresas, além de centenas de outras atividades que geram emprego, renda e harmonia social”, realçou. Participaram o vereador Cleber Ceccon, que propôs o re-

querimento para a realização da reunião, o Promotor de Justiça da 13ª Promotoria de Justiça de Chapecó, Eduardo Sens dos Santos, o procurador da prefeitura de Chapecó, Ricardo Cavalli, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Franklin Brum Junior, o representante do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COMDE/Chapecó), Paulo Martins, e o representante do Sindicato das Empresas e Serviços Contábeis de Santa Catarina (Sescon/SC), Avacir Gazoni, além de demais entidades, sindicatos e associações. 9 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Operação Carne Fraca Causa prejuízos milionários para a economia de SC

As indústrias adotam o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, processos e recursos tecnológicos

A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) – assim como toda a sociedade brasileira – condena veementemente as ações criminosas praticadas por funcionários de alguns dos maiores frigoríficos do País em cumplicidade com fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. A venda e o uso de carnes sem as condições adequadas de consumo humano no processamento de produtos industrializados é um crime contra a saúde pública que deve ser rigorosamente apurado e, seus autores, penalizados. Essa conduta ilícita causa prejuízos à imagem do Brasil e pode criar embaraços junto aos mercados mundiais duramente conquistados nas últimas décadas através de esforços dos produtores rurais e das agroindústrias. Santa Catarina e o Brasil possuem as mais avançadas cadeias produtivas de carnes, com base numa agropecuária sustentável e uma indústria moderna. Porém, os crimes investigados pela Polícia Federal na “Ope10 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

ração Carne Fraca” representam uma excepcionalidade que deve ser reprimida com a força da lei. A indústria brasileira de carne e, em especial, a indústria catarinense, atingiram nas últimas décadas um elevado nível de segurança e qualidade em sua operação, condição internacionalmente admirada e reconhecida. Os padrões de biosseguridade, os avanços genéticos e a atenção extrema à sanidade e ao manejo fizeram da nossa produção agropecuária uma das mais seguras de todas as cadeias produtivas, graças ao empenho e profissionalização dos produtores rurais e aos pesados, intensos e contínuos investimentos das agroindústrias. As indústrias brasileiras e catarinenses de carnes, notadamente as de aves e suínos, adotam o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, processos e recursos tecnológicos, assegurando alimentos cárneos confiáveis e de alta qualidade. Essas características permitiram à agroindústria brasileira e catarinense exportar carne para

mais de 160 países, entre eles, os mais exigentes do planeta em termos de qualidade e sanidade. As plantas habilitadas a exportar recebem, a cada ano, cerca de 200 inspeções técnicas de missões estrangeiras. No final de março, com a suspensão dos embargos à carne brasileira, imposta por mercados mundiais depois da deflagração da “Operação Carne Fraca” da Polícia Federal, as indústrias do setor desenvolvem intensos esforços para recuperar o terreno perdido. EFEITOS Os efeitos dessa situação afetam diretamente Chapecó e o grande oeste catarinense. Os prejuízos são imensos e irreversíveis e, até o fim do ano, devem atingir 1 bilhão de dólares na esfera nacional, dos quais 260 milhões de dólares serão amargados pelas agroindústrias catarinenses, de acordo com a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE). Essa cifra refere-


-se a queda nas receitas totais das empresas com o mercado interno e o mercado mundial. O mercado doméstico é prioridade das indústrias, pois absorve 80% da produção de todas as carnes. A queda nas exportações, que atingiu 99% nos primeiros dias, recuou para 19% e deve entrar em lenta marcha de recuperação até dezembro. Mesmo assim, em razão do volume, as perdas no ano atingirão uma cifra bilionária. China, Hong Kong, Egito, Chile e outros países retiraram as restrições, mas o mercado ainda não retornou à normalidade. No primeiro semestre deste

ano a redução das exportações será mais acentuada e o ano deve encerar com queda de 10% em faturamento e de 5% a 6% em volume. A cadeia da avicultura industrial catarinense responde por 26% da exportação brasileira. Santa Catarina produz a melhor e a mais segura carne do planeta. As indústrias são as mais modernas e as condições sanitárias são as mais qualificadas, livre de febre aftosa sem vacinação e de outras doenças. Ninguém vende para 150 países se não tiver qualidade e segurança. Das 21 plantas brasileiras indiciadas pela Polícia Federal na operação

Carne Fraca, apenas seis estavam vendendo ao mercado externo. Os mercados não serão retomados automaticamente e exigirão muitos esforços das empresas e do governo. Os embarques não realizados e os preços impactados negativamente (muitos países importadores barganham redução em razão do desgaste que o episódio provocou) determinarão a queda de receita. Por isso, haverá uma fase de ajustes no setor produtivo e, possivelmente, muitas indústrias reduzirão o rítmo de produção e algumas darão férias coletivas.

A agricultura de Santa Catarina é uma das mais avançadas e sustentáveis do País. Baseada em uma estrutura minifundista, onde pequenos produtores rurais, organizados em cooperativas ou trabalhando em rede, atingem notáveis índices de produtividade, tornou-se paradigma nacional de eficiência. Amplas e modernas cadeias produtivas – como a avicultura, a suinocultura e a pecuária leiteira – são eloquentes testemunhas dessa realidade.

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Marcos Moschetta fala dos desafios dos 100 anos de Chapecó Eleito neste ano presidente do Conselho Deliberativo da ACIC, o empresário Marcos Antônio Moschetta faz uma análise do crescimento de Chapecó, da contribuição da classe empresarial e os desafios do município para os próximos anos. Também faz uma avaliação das reformas trabalhista, previdenciária e tributária e do atual momento econômico.

Marcos Antônio Moschetta

Marcos Antônio Moschetta é administrador de empresas (ESAG), economista (UFSC), diretor do Brasão Supermercados S/A e diretor da I.M Participações e Investimentos S/A. Foi vice-presidente da ACIC, da Acats e de Varejo da Fecomércio/SC, além de secretário e diretor de Relações de Trabalho do Sicom. Atualmente, é presidente do Conselho Deliberativo da ACIC, membro do Conselho da Acats e diretor adjunto de Relações de Trabalho do Sicom. Quais os desafios que enfrenta Chapecó nos seus 100 anos? Os mesmos de uma cidade grande. Cidade polo que cresceu de forma acelerada, especialmente nas últimas décadas, e sua infraestrutura não acompanhou esse crescimento. O sistema viário começa a se estrangular, nossas principais avenidas foram projetadas há 100 anos pelo Coronel Bertaso e ninguém mais fez uma 12 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

nova Getúlio Vargas ou Fernando Machado. Faltam parques e praças para o convívio das famílias. Na saúde, seria necessário mais um hospital na grande Efapi, que já é uma cidade. Temos os problemas de segurança das grandes cidades. E por incrível que pareça, aos 100 anos, o maior problema que o empreendedor chapecoense enfrenta é a burocracia para abrir uma empresa, sem contar a morosidade para a resolução dos problemas. São tantas leis e obrigações que dificultam e desestimulam começar ou ampliar um negócio. São problemas que todas as cidades de grande porte enfrentam. Se tivermos bons administradores que vejam a longo prazo, poderemos amenizar e conviver bem com isso. Vamos continuar liderando o desenvolvimento regional e atraindo investimentos? Seguramente que sim. A condição de cidade polo se consoli-

da a cada dia. Temos várias áreas bem pontuadas: as agroindústrias, reconhecidas mundialmente; as universidades, de qualidade aprovada; o setor eletromecânico se destacando; o segmento de inovação avançando; a área médica e de saúde se consolidando; as feiras, aeroporto, comércio local forte, a Chapecoense. Só vamos perder essa posição de liderança se pararmos de investir ou de manter a atenção nessas áreas. Temos que considerar que Chapecó é uma cidade simpática e acolhedora que atrai e faz as pessoas criarem raízes e amor pelo município. Qual deve ser o papel da ACIC nesse contexto? O papel da ACIC é, principalmente, fazer o empresariado interagir entre si, com o poder público e com a comunidade chapecoense. Se tivermos um empresariado forte, teremos uma cidade, uma região forte. A ACIC pode ter uma


parcela importante nesse desenvolvimento e aprimoramento dos empresários, com o trabalho que vem fazendo atualmente, por meio dos núcleos empresariais, congressos e eventos, capacitações, feiras que organiza, missões empresariais e, principalmente, a representatividade do empresariado chapecoense. Se o senhor fosse o prefeito, quais as três obras ou investimentos que priorizaria em sua gestão? O projeto e execução dos dois contornos viários: Leste e Oeste. Isso criaria uma nova infraestrutura de acesso e desenvolvimento com vias estruturantes de ligação ao centro, criando um novo espaço para a expansão da cidade. Alteraria o modelo do nosso plano diretor, que é de uma cidade vertical. Acho que é um modelo de curto prazo, que só pensou no município economizar em infraestrutura, mas que logo mais as pessoas vão perceber o erro que estamos incorrendo. Já vi cidades sem verde, sem água, mas as mais tristes são as sem sol. Nosso modelo atual está tirando o sol das ruas, casas e praças, as pessoas já estão percebendo isso. Prepararia a cidade para um verdadeiro “polo de feiras e eventos” por meio de um multiparque já discutido pelas entidades empresariais. Poucos municípios do Brasil têm uma boa estrutura para eventos e, esse diferencial deslocaria para Chapecó muitos eventos. Nossa cidade tem um bom aeroporto, com muitos voos diários, e uma rede hoteleira em expansão. Não precisaríamos realizar tudo logo, isso pode e deve ser feito em etapas que podem levar anos, mas necessitam de um projeto moderno e ousado. Toda a região ganharia vendendo serviços, turismo de negócios. É uma indústria limpa e de valor agregado. Qual o legado que os empresários deixam para Chapecó em seu primeiro centenário? Uma das lembranças que tenho da faculdade é que um professor um dia me disse: “Você (sua empresa) tem no mínimo que

acompanhar o crescimento da sua cidade”. Sinto que essa é a grande virtude do empresariado chapecoense: crescer com o município e fazer ele crescer, o que não é fácil quando estamos cercados de empresas gigantes. Mas se fizermos uma análise veremos que praticamente mais de 90% do comércio e indústria são liderados por empresas genuinamente chapecoenses, como hotéis, revendas de automóveis, supermercados, construtoras, cooperativas, atacados, shopping center. É um orgulho, pois demonstra a evolução do empresariado e a grande participação das nossas entidades nesse desenvolvimento. Sem o empreendedor não existe cidade dinâmica. Considero esse o maior legado: o empreendedorismo do empresário e do povo chapecoense. Por que, em sua opinião, o empresário continua relutante em participar do processo político? As relações entre as pessoas e o mundo estão se tornando muito complexas, exigindo respostas e soluções também complexas. Os governantes precisam ser mais bem preparados, vivendo 24 horas por dia a causa que abraçaram. O mesmo se aplica para o empresariado: não há mais espaço para “brincar ou curtir” ser empresário. Isso faz com que cada um assuma seu papel na sociedade. O empresário convive num contexto em que pode tomar ações e decidir o que é melhor para a empresa, para o seu negócio, e no mundo político tudo é decidido no que é melhor para o projeto político pessoal ou do partido. Daí o interesse de inchar a máquina pública ou aumentar o poder do Estado. Acho que isso afasta o empresário da política, pois não é essa a forma como conduz sua empresa. Mas estamos vendo uma mudança significativa que o povo está querendo, pedindo e exigindo. Ninguém aprova mais esse modelo, assim como está, de gerir a máquina pública. Na sua opinião, estamos superando a recessão, o País volta a crescer neste ano? É possível

traçar um quadro da economia brasileira para 2017? Será o ano da retomada do crescimento, como preveem alguns economistas? Desde a minha época de estudante, em congressos, feiras e palestras, sempre ouço falar em “crise/recessão” e durante esse tempo todo acompanhei o crescimento e consolidação de várias empresas de sucesso em nossa cidade, região e no Brasil. Todas com um aspecto em comum: “crescimento sustentável”, aquele construído em cima de uma história de trabalho e não fruto de um sucesso repentino e inexplicável. Portanto, acredito que está mais difícil e cuidadoso manter nossas empresas. Não existe ganho fácil, mas as empresas bem estruturadas, focadas no seu negócio, terão a criatividade para superar esse momento que é delicado. Acredito que voltaremos a crescer, mas a partir do próximo ano, 2017 já está comprometido. Depois de décadas falando em reformas que nunca prosperaram, o Congresso prepara para votar duas reformas duras – porém necessárias – a trabalhista e a da previdência. O senhor acha que elas avançarão desta vez? Nessa mesma linha, é possível acreditar em uma reforma tributária? Acho que os governantes já perceberam a necessidade dessas reformas, trabalhista e previdenciária, e principalmente a sociedade, que sabe que mesmo contrária aos seus interesses elas são necessárias e que não têm mais volta, apenas alguns ajustes. Considero que a mais difícil de ser realizada é a tributária, por vários aspectos. Dificilmente o governo vai reduzir impostos e legislar contra seu próprio caixa, aí vem a cobrança das nossas entidades e do próprio povo que é quem realmente paga os impostos nesse País, sobre nossos representantes no Congresso que sempre se manifestam a favor, mas na hora de avançar, tudo se paralisa nas manobras políticas. 13 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Lixo eletrônico

Descarte-os corretamente Entre os problemas que o descarte incorreto pode causar estão a contaminação do solo e da água

Computadores, telefones celulares, tablets, baterias, televisores, impressoras e vários outros itens eletrônicos possuem um tempo de vida útil e, quando precisam ser descartados, muitas vezes vão para o lixo comum. Porém, esse tipo de material tem se tornado um grande problema ambiental porque são tóxicos e trazem riscos à saúde e ao meio ambiente. Além disso, muitas vezes são jogados a céu aberto, contribuindo para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Entre os problemas que o descarte incorreto pode causar estão a contaminação do solo e da água, uma vez que esses materiais possuem plásticos e substâncias químicas em sua composição, tais como chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc. Esses componentes químicos também podem causar doenças graves às pessoas e animais. Para auxiliar as pessoas a dar o destino correto, a ACIC, por meio do Núcleo das Empresas de Tecnologia da Informação e Comuni14 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

cação (NTIC) possui o projeto “Coleta Lixo Eletrônico”, em parceria com a empresa Reciclagem de Eletrônicos Chapecó – REC. Todos os moradores de Chapecó podem utilizar o serviço gratuitamente. A ACIC também apoiou a iniciativa promovida pelas paróquias Santo Antônio e São Cristóvão, de Chapecó, que no dia 9 de abril fizeram uma grande campanha de arrecadação de lixo eletrônico. Jhonnis Bruno Netto de Araujo, da Pastoral da Juventude das paróquias, explica que a ação fez parte da Campanha da Fraternidade deste ano, com pontos de coleta em todas as 132 comunidades do município. “A coleta foi realizada somente no dia 9 de abril e depois o material foi destinado à REC, que deu o destino correto”, expôs. Araujo comenta que a ideia surgiu a partir da experiência do grupo de catequese do bairro Vila Real. “Foi feita uma gincana e, em dois meses, foram recolhidas mais de 60 televisores, mais de 40 mil pilhas, 3 mil garrafas PET, mais de

80 quilos de alumínio e mais de 30 litros de óleo de cozinha”, relatou. Foram coletados itens como: ar condicionado, catalisadores de veículos, eletrodomésticos em geral, notebooks, computadores, celulares, aparelhos de DVD e vídeos-cassete, estabilizadores e nobreaks, máquinas de lavar roupa e louça, pilhas e baterias, climatizadores, fogão a gás ou a lenha, micro-ondas, fornos elétricos, televisores, cabos de todos os tipos, monitores e ventiladores. Lâmpadas não foram recolhidas. O proprietário da REC, André Correa, informa que todo o material é destinado para reciclagem. “Levamos para um depósito, onde fizemos a triagem, e depois encaminhamos para reaproveitamento”, explica. A entrega do material pode ser feita durante todo o ano, com agendamento por meio do site da ACIC (www.acichapeco.com.br). É só clicar no ícone do projeto “Coleta Lixo Eletrônico”, preencher o formulário e aguardar e-mail de confirmação e contato da empresa recolhedora.


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COMEX

Associativismo fortalece empresas nucleadas no mercado internacional Ercoex reuniu profissionais e discutiu o desenvolvimento da cultura exportadora da região na última edição

Com a missão de compartilhar informações para o crescimento contínuo das empresas de comércio exterior e logística internacional, fortalecendo o ambiente de negócios às empresas nucleadas, o Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional (Comex) da ACIC promoverá diversas ações durante este ano. Entre elas está o Encontro Regional de Comércio Exterior (Excoex) e uma missão à Brasília. O Excoex tem por objetivo desenvolver a cultura exportadora na região por meio de informações atualizadas sobre o mercado e contribuir para o crescimento socioeconômico da região. A intenção também é gerar negócios, conhecimento e ampliação da rede de contatos. O evento chega em 2017 em sua 12ª edição, é promovido em Chapecó e discutirá a estrutura brasileira de comércio exterior e negócios internacionais com palestras sobre assuntos atuais, workshops e divulgação de produtos e serviços dos nucleados. O evento vem se renovando e se consolidando a cada ano como referência na área de comércio exterior na região Oeste. A cada edição, supera as expecta16 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

tivas com a discussão de temas extremamente importantes e informações estratégicas para a tomada de decisão de empresários e investidores. Outra ação do núcleo será uma missão para Brasília, com objetivo de gerar conhecimento, integração com órgãos e entidades públicas federais, ampliar a rede de contatos e conhecer a estrutura do comércio exterior no Brasil. De acordo com a coordenadora do Comex, Suzana Faccio Pezzini, além do conhecimento, a iniciativa cria vínculos entre os nucleados, fortalecendo o grupo. “A realização de missões nacionais e internacionais, assim como o desenvolvimento de projetos e ações que geram conhecimento, troca de informações e que integram e aproximam os empresários são fundamentais para o fortalecimento e crescimento tanto das empresas como do Núcleo”, frisou. COMEX O Núcleo do Comércio Exterior e Logística Internacional surgiu em 2006 com a missão de contribuir para o crescimento contínuo das empresas com a oferta de produtos e serviços que atendam as exigências dos

mercados globalizados. A visão do núcleo é utilizar o associativismo como instrumento para fortalecer as empresas nucleadas no mercado internacional e proporcionar o crescimento sócio-econômico-ambiental regional. Entre os objetivos do núcleo estão proporcionar reflexão, network, movimentar o setor, desenvolver as empresas, capacitar empresários e colaboradores, estimular intercâmbio de experiências, promover missões empresariais e participar de eventos e feiras que contribuam para o crescimento e fortalecimento do grupo e das empresas nucleadas. NUCLEADOS As empresas que integram o núcleo são: Banco do Brasil, Casa do Estofador, Clarice Eletrodomésticos, Difference Etiquetas, Correios, Eletro Zagonel, Gelnex, iCentro Tecnologia e Sistemas, Nova Soluções, Prefeitura de Chapecó, Safetrading, Seven Comércio Internacional, Unochapecó, Unoesc, Messtechnik, Kemin, Sempre Sementes, Móveis Daico, Brasitália, Fornari, Agrosul, Bio Aromas do Brasil, Vemat e Casa da Cuca.


Conselho de Núcleos estimula

o desenvolvimento empresarial a partir da capacitação de gestores Criar oportunidades de integração, relacionamento e ações em conjunto para o fortalecimento dos núcleos da ACIC. Essa é uma das metas do Conselho de Núcleos, que está cada vez mais fortalecido com a gestão participativa dos associados e possui, neste ano, mais de 50 nucleados participantes. O envolvimento dessas pessoas faz do Conselho um grupo muito importante dentro da Associação, já que discute melhorias e pensa em soluções para o crescimento dos núcleos e das empresas. Para isso, estimula e apoia a troca de experiências e a realização capacitações, missões empresariais, entre outras atividades desenvolvidas pelos Núcleos. Para contribuir nesse processo, o Conselho, através da Diretoria e Setor de Núcleos, promove, neste ano, o programa de Capacitação para Empresas Nucleadas ACIC (CENA) que vai proporcionar que os gestores se capacitem, adquiram no-

vos conhecimentos para aplicar nas empresas e gerem enriquecimento das discussões em cada grupo. A diretora de Desenvolvimento de Núcleos da ACIC, Carla Basso, reforçou que o programa foi pensando a partir das necessidades das empresas e é uma excelente oportunidade para investir em atualização e aprimoramento profissional. “O objetivo é capacitar os empresários para que possam aplicar o conhecimento adquirido em suas empresas”, enfatizou. Outra oportunidade de aperfeiçoamento e relacionamento entre os nucleados e com outras associações e empresas é a missão da ACIC à Expogestão 2017. Realizada pela Associação Comercial e Industrial de Joinville, a feira acontecerá entre os dias 09 e 11 de maio. As parcerias também são importantes para o fortalecimento e crescimento das empresas. Nesse sentido, a coordenadora do curso de Administração da Unochapecó,

Conselho de Núcleos apresentou oportunidades de desenvolvimento empresarial

Cleunice Zanella, apresentou ao Conselho de Núcleos uma oportunidade de adesão ao Projeto de Estudo de Casos Aplicados do Curso de Administração. A intenção é que os estudantes tenham a possibilidade de vivenciar situações reais por meio da realização de trabalhos com as empresas nucleadas. Após o término do trabalho, haverá uma devolução para as empresas. “A iniciativa auxilia muito na formação dos alunos e para termos profissionais mais qualificados no mercado”, frisou a coordenadora do Conselho de Núcleos, Fabiana Funk.

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A responsabilidade na era do conhecimento e da informação Autora: Márcia Paula Bonamigo, assessora jurídica da ACIC (OAB/SC 37.443A)

Basta digitar “carne fraca” em qualquer site de buscas e surgem inúmeras informações, para todos os gostos: favoráveis e desfavoráveis, até os extremistas que chegam a odiar quedados tanto para opiniões favoráveis quanto desfavoráveis à operação. Longas considerações sobre o tema brotam desde o momento da veiculação da operação. Chama a atenção como uma operação divulgada em 17/03/2017 teve repercussão tão grande e tão avassaladora para a economia brasileira, assim como muitos se dão o direito de tratar do tema com argumentos tão ferrenhos em curto espaço de tempo e logo em seguida colocarem dúvida em suas próprias afirmações. Os produtos químicos encontrados na investigação primeiramente eram cancerígenos, depois se “esclareceu” não serem cancerígenos como divulgados; que o papelão em embutidos, também não se tratava de incluir no produto, mas mudar a embalagem de plástico para pape18 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

lão; entre outras barbaridades! E assim a notícia divulgada para o mundo com a indigna alcunha “carne fraca” causou não apenas às empresas que há décadas estão construindo mercado externo com competência e muita estratégia diante de economias tão competitivas, mas também a parcela da população rural que sobrevive do agronegócio. A divulgação de uma “operação” realizada em pontuais frigoríficos acabou por taxar toda a produção de carne nacional! Vejamos o grau de (ir)responsabilidade quando se trata do que move o País, as bases do setor produtivo. Vige a lei de quem atira primeiro, para chamar o máximo de atenção e, depois, se algum problema houver, acham-se as famosas e tão conhecidas desculpas. Tentativas de remendar o que já ficou marcado e sacramentado, ao menos temporariamente. Naturalmente que situações pontuais sempre existam e sempre existirão. Fiscalização existe justamente para manter higidez

de produção de acordo com extensa e rígida legislação pertinente a produção de alimentos nacional e internacional. Contudo, a responsabilidade atinente aos reflexos de atitudes profissionais, integrante de todos os discursos de formatura em cursos superiores no País, acredita-se estarem esquecidos, assim como o bom senso. Ademais não apresenta-se crível que países de primeiro mundo recebam proteína brasileira e nunca, jamais em tempo algum, tenham ao menos sentido o cheiro, ou ainda feito alguma análise mais criteriosa do que estavam adquirindo. A era do conhecimento e da informação traz um misto de agilidade e de produção de infortúnios tamanhos, os quais sequer se pode aquilatar o grau de prejuízo que podem causar. Quiçá se tenha a agilidade na divulgação de informações sem consistência como se efetive a investigação e o combate à corrupção e informalidade. De todas as supostas provas, a única efetivamente provada foi de que se as empresas à frente do mercado externo perdem com desmandos e inconsequências, consequentemente haverá reflexo no restante da economia e, naturalmente, todos os brasileiros dependem da economia.


Núcleo das Indústrias Gráficas

Há 20 anos, grupo fomenta melhorias e avanços no setor a partir da troca de experiências

Profissionais da Toyo Ink Brasil trouxeram tendências de mercado em curso promovido em 2016

Ao completar 20 anos, o Núcleo das Indústrias Gráficas da ACIC constrói um legado para Chapecó ao promover, por meio do associativismo, ações que ampliam, aprimoram e fortalecem o setor gráfico no município. O núcleo foi fundado em 1997 com o principal objetivo de integrar o maior número de empresas possíveis. Desde seu início, o grupo promove o associativismo, a capacitação empresarial e técnica com foco na melhoria constante dos produtos e serviços das empresas envolvidas. Durante toda a história do Núcleo, as empresas vêm investindo em tecnologia de ponta, o que permite a produção de material de alta qualidade, e qualificação dos empresários e colaboradores por meio de workshops, capacitações, palestras e participação em feiras e eventos. O Núcleo é um ambiente fomentador de novas oportunidades. “São desenvolvidas ações voltadas ao crescimento e fortalecimento da imagem das gráficas nucleadas, além da busca conjunta de soluções para problemas e dificuldades em comum”, enfatizou o coordenador do Núcleo, Carlos Giovani Biguelini. Atualmente, as gráficas nucleadas atendem com excelência o mercado de Chapecó, que é exigente em qualidade e tecnologia. “As empresas estão qualificadas para atender qualquer parte de Santa Catarina e do Brasil. O Núcleo tem suma importância

nesse aspecto, pois é por meio dele que unimos força em busca do crescimento dos negócios”, afirmou. O nucleado Flavio Trojan, que participa desde a fundação do grupo, lembra que no início havia concorrência entre as empresas. “Com o tempo, houve aproximação e o entendimento da importância do Núcleo para a discussão e a busca de soluções para problemas em comum. Atualmente, somos parceiros, trocamos trabalhos e uma empresa indica outra quando necessário”, relatou. Para o nucleado Cidnei Barozzi, o grupo não apenas integrou o setor, mas teve papel fundamental para a consolidação do mercado gráfico no município. Barozzi chegou em Chapecó em 2005, associou-se à ACIC e começou a participar do Núcleo. “Eu estava chegando em uma cidade nova e precisava ficar próximo do mercado. Além disso, sempre acreditei no associativismo para buscar crescimento e aperfeiçoamento”, frisou. Nesses 12 anos, desde que cheguei na cidade, o mercado mudou e, com ele, o papel do núcleo. Barozzi expôs que se discutia muito a questão ambiental e o tratamento de resíduos químicos gerados pelas indústrias gráficas. “Houve tanta transformação que, atualmente, usa-se tinta a base de soja e as chapas não precisam mais de produtos químicos para a revelação. Os papéis e as chapas

de alumínio são encaminhados para reciclagem. O processo passou a ser limpo e sustentável. Então, começou-se a mudar o foco do Núcleo com atuação mais forte em capacitação”, relembrou. De acordo com o nucleado, a qualificação de empresários e colaboradores foi fundamental para a melhoria da gestão das empresas e para a produção de materiais altamente qualificados. “As agências de publicidade não precisam mais sair de Chapecó para fazer suas compras. Temos condições plenas de atender todas as demandas do mercado. Além disso, geramos empregos e renda para o município. O Núcleo das Indústrias Gráficas é o grande fomentador de todas essas melhorias e avanços a partir da troca de experiências, diálogos e ações de qualificação”, destacou Barozzi. A consolidação do mercado gráfico estimulou também a sucessão familiar nas empresas. Um exemplo é Josilaine de Souza Mello, que desde 2010 trabalha na empresa. “Cursei Administração e, para mim, é uma realização profissional levar o negócio da família adiante”, contou. Desde o início, Josilaine participa das ações do núcleo e, neste ano, assumiu o desafio de ser vice-coordenadora. “Muitas ações as empresas não teriam como fazer sozinhas e, em conjunto, é possível. É fundamental ser nucleado, pois participar do grupo agrega muito conhecimento. Melhoramos como pessoas e como empresas e fortalecemos o setor gráfico”, concluiu. NUCLEADOS Atualmente, dez empresas integram o Núcleo das Indústrias Gráficas. São elas: Arcus Indústria Gráfica, Gráfica ABC, Gráfica Expresso, Gráfica Inovar, Gráfica Mércur, Gráfica Plastijô, Gráfica Valgraf, Pegepel Impressões, Rota Impressos Gráficos e Trojarte Artes Gráficas. 19 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Fique Alerta! Enxurrada de boletos falsos deixa empresários de Chapecó em alerta Um novo golpe do boleto falso vem sendo aplicado em todo o País e deixado em alerta empresários de Chapecó. Está se tornando uma prática comum empresas receberem, por e-mail e correio, correspondências com boleto bancário fraudulento em nome de organizações que mantêm relações comerciais para que seja pago em substituição ao boleto verdadeiro encaminhado pelo fornecedor. A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e a Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec) orientam os empresários e colaboradores sobre como proceder caso desconfie de algum boleto. O golpe funciona da seguinte maneira: o e-mail fraudulento informa que devido a problemas operacionais no sistema de faturamento de notas fiscais da empresa (usando o nome de um fornecedor), houve divergência no cálculo da alíquota de PIS/Cofins e CSLL e, por isso, foi cobrado um valor maior. Para equalizar o erro, o falso solicitante pede para desconsiderar o boleto já enviado e considerar o que está em anexo, com o suposto valor correto. O boleto emitido segue os padrões normais, com informações do cedente. Os fraudulentos utilizam o XML da nota fiscal eletrônica, copiando exatamente as letras e números do campo da duplicata. O coordenador do Núcleo das Empresas da Tecnologia de Informação e Comunicação (NTIC) da ACIC, Rudimir Araldi, frisa que esse é mais um dos golpes cibernéticos relacionados com o uso descuidado da internet. Ele explica que, para que o boleto possa ser clonado ou espelha20 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

do, é necessário, por parte dos hackers, a implantação de um programa vírus no computador do fornecedor que emite a nota fiscal e o boleto de cobrança ou no computador de quem recebe a nota fiscal e o boleto. “Esse vírus é instalado no descuido do uso da internet, como por exemplo, abrindo e-mails suspeitos ou navegando em redes sociais não seguras. O hacker, de posse dos dados da nota emitida ou recebida e do e-mail do cliente que vai pagar a cobrança, simplesmente envia um novo boleto, com dados alterados, sendo que o valor cobrado vai cair em outra conta que não a do fornecedor”, explica. De acordo com Araldi, é muito difícil identificar se um boleto é falso ou não devido às diversas informações que constam nele. “Geralmente o boleto clonado ou falsificado vem praticamente igual ao boleto verdadeiro, com mudanças apenas nos números do código de barras que direcionam o valor cobrado para outra conta”, expõe. Uma forma de evitar o recebimento desses boletos falsos é utilizar o DDA do banco (informe-se no banco sobre isso). Nesse caso, o boleto vai estar registrado e o sistema do banco vai identificar se é ou não legítimo. Outra maneira é ficar atento. “Ao receber o boleto, se for de um fornecedor assíduo, veja se é do mesmo banco dos boletos anteriores. Se o valor tiver desconto, mesmo sendo uma boa notícia, desconfie e ligue para o fornecedor, se for verdade, aproveite e agradeça”, acrescenta Araldi. O diretor de Infraestrutura da Deatec, Fernando Mangold, especialista em segurança on-

-line, também orienta empresários e demais profissionais sobre como identificar golpes e fraudes. Ele explica que os fraudulentos podem utilizar tanto e-mail quanto celular, WhatsApp, redes sociais ou tablet para aplicar as fraudes. “Os estelionatários vêm aplicando cada vez mais golpes utilizando essas tecnologias, aproveitando o fato de que não fomos educados para o uso seguro e adequado de todas essas mídias”, comenta. Segundo ele, a maioria dos golpes, como o do boleto falso, pode ser identificada estando atento antes de efetuar o pagamento. “Normalmente esses boletos carecem de informação, vem de endereços de e-mail suspeitos ou mesmo os telefones que constam não existem”, explica. Mangold dá algumas dicas para identificar boletos falsos: verificar se o número do código de barras corresponde ao da parte de cima da fatura e se os primeiros algarismos se referem ao banco de destino do pagamento; observar a data de vencimento e desconfiar de faturas vencidas; consultar o CNPJ da empresa beneficiária; observar a padronização do boleto como cabeçalhos, espaçamento, fonte, marcas e sinalizações que dificilmente mudam de um mês para outro; observar erros de português, pois atestam que o documento é fraudado; e comparar a qualidade do papel com boletos antigos.


Núcleo das Academias

Mercado fitness cresce no Brasil

Pessoas estão cada vez mais preocupadas em manter uma vida saúdável com prática de atividades físicas

O Brasil é o segundo maior mercado de academias em número de estabelecimentos, de acordo com a revista Exame de maio de 2016. São quase 32 mil unidades em todo o País, que fica atrás apenas dos Estados Unidos. O mercado norte americano é o quarto em número de alunos (8 milhões) e o décimo em faturamento (2,4 bilhões de dólares), de acordo com dados da IHRSA – associação in-

ternacional do mundo fitness. A preocupação em praticar atividades físicas regulares está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas em todo o mundo e, consequentemente, a procura por academias no Brasil vem aumentando nos últimos anos. Entre os motivos para a maior dedicação à prática de atividades físicas está a obesidade, sedentarismo, recomendação médica ou mesmo a busca pelo bem-estar. Além da prática de atividades físicas, também cresce na população a preocupação em fazer exercícios de forma orientada. Muitas pessoas têm receio de se lesionar ou não ter um atendimento que supra suas necessidades. Por isso, os gestores das academias integrantes do Núcleo das Academias da ACIC têm a preocupação em promover cursos para os colaboradores, visando a melhoria de todas

as empresas nucleadas e padronização dos atendimentos dentro das normas do Conselho Regional de Educação Física (CREF). Nesse sentido, foi feita uma ação de identificação visual das academias nucleadas para que, ao chegar, o cliente consiga distinguir quais são integrantes do Núcleo. A intenção é fomentar a excelência na gestão das empresas, ou seja, estimular as organizações que se unam a fim de discutir e buscar práticas de excelência na gestão e no aperfeiçoamento no setor fitness e wellness. As academias nucleadas são: Oxigênio Academia, Sport Center Reação, Qualitá Saúde, Vida Ativa Premiun, Conceito A Academia, Aquatic Center, Training Park Academia, V02 Treinamento Personalizado, Wave Esporte e Saúde e Academia Point.

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Núcleo de Saúde e Bem-Estar

Olhe pelas suas costas Muitas pessoas e muitos pacientes queixam-se todos os dias de dor nas costas. Alguns começam contando aquela velha história de que ao abaixar-se não se ergueram mais ou ainda que ao acordar simplesmente estava com o pescoço duro. A verdade é que a maior parte das dores nas costas que sentimos é uma resposta há anos de má postura. Tanto em casa, quanto no trabalho e, inclusive, no hobby preferido. Uma pesquisa realizada em 2008, intitulada Dimensões Sociais das Desigualdades, realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), apontou que cerca de 36% dos brasileiros sofrem com algum problema de dores nas costas. De acordo com o estudo, esse problema também é uma das principais causas de afastamento pela Previdência Social. Desses casos, mais de 80% poderiam e ainda podem ser solucionados de forma clínica e com mudanças de hábitos num prazo de dois meses. O Núcleo da Saúde e Bem Estar da ACIC tem neste ano em seus objetivos sensibilizar e informar a população sobre saúde e bem estar. As dores servem como um alerta para as suas consequências na vida pessoal e profissional, além de educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. Olhe pelas suas costas você também! Não nos damos conta, mas quando a cabeça está alinhada na posição correta a coluna cervical tem de sustentar um peso de 4,5 kg. Caso a cabeça esteja um pouco a frente, a coluna cervical e os músculos do pescoço precisam suportar 9 kg, o dobro do peso. Se a pessoa estiver sentada incorretamente e olhando para baixo a cabeça chega a pesar 13,5 kg. O resultado ao fim do dia 22 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br 22 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

só pode ser dor na nuca, dor de cabeça e músculos do pescoço tencionados – e nem percebemos por quê. Um dado curioso é que ao sentarmos corretamente a coluna recebe uma pressão de 140 newtons em comparação com 100 newtons quando estamos em pé. Ao sentarmos de maneira incorreta fica ainda mais prejudicial, pois a pressão se eleva para 185 newtons. Agora você deve estar se perguntando se está sentado de forma correta ou não ao ler este texto, certo? A prevenção e o diagnóstico precoce das doenças da coluna podem devolver às pessoas conforto e segurança. Segundo a Osteopatia e Quiropraxia, que se dedica à análise, cura e prevenção das disfunções mecânicas no sistema neuro-músculo-esquelético através de uma técnica de terapia manual, grande parte das dores na coluna tem origem em algum trauma. As consequências desses desajustes articulares podem ser sentidos até anos mais tarde. Sabendo que 90% das dores nas costas tem origem mecânica, buscamos nas técnicas de terapia manual o seu alívio. A terapia manual é a aplicação de técnicas com as mãos sobre o corpo com o objetivo de promover o retorno a função normal dos seus sistemas, poupando tempo e energia, já que a maioria das condições músculo-esqueléticas reage rapidamente a esse tipo de tratamento fisioterápico. Porém, além de buscar o alívio imediato das dores, devemos sim abordar a longo prazo o tratamento, com métodos que propiciem a correção postural e o fortalecimento do corpo todo. A nossa sugestão é procurar aulas de pilates, RPG, yoga, musculação funcional ou ainda outras práticas que auxiliem a manter a postura mais ereta – e você de olho nas suas costas!


Núcleo das Automecânicas

Mulheres estão cada vez mais exercendo profissões que no passado eram exclusivas dos homens

Elas são bonitas, mães, corajosas, firmes e educadas. Por todos os cantos da cidade, as mulheres exercem profissões antes consideradas masculinas e chamam atenção da população pela competência profissional e serenidade única das mulheres. Atualmente, a presença de mulheres em profissões antes ocupadas apenas por homens também é vista como a conquista de novos espaços. Está comprovado, por meio de pesquisas, que as mulheres são mais estudiosas e se preocupam mais com a independência financeira do que os homens. De acordo com o IBGE, entre os universitários de 18 a 24 anos de idade as mulheres representam 57% do total de estudantes. Consequentemente,

o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens na faixa etária dos 25 anos ou mais. Analisando as diversas áreas de predominância masculina nas quais a mulheres estão se inserindo, a engenharia, a informática e a construção civil se destacam. Em Chapecó, mais precisamente no Núcleo das Automecânicas da ACIC, várias mulheres se destacam à frente da gerência e muitas vezes até “colocando a mão na massa” nas oficinas. Além disso, cargos de diretoria têm apresentado maior porcentagem de colaboradoras, ou seja, o número de executivas de alto padrão também tem aumentado. Porém, elas ainda enfrentam preconceito e algumas empresas ainda hesitam em contratar profissionais mulheres para cargos de direção ou de tradição masculina. Pode ser por receio de que os filhos e as famílias atrapalhem o desempenho profissional, já que as mulheres, em sua maioria, também lideram os afazeres domésticos. Além disso, as mulheres ainda recebem salá-

rios cerca de 30% menores que o dos homens que ocupam os mesmos cargos e que possuem a mesma escolaridade. Por outro lado, o mercado atual exige dos profissionais algumas características que são mais predominantes nas mulheres, como sensibilidade, percepção, afetividade, bom relacionamento interpessoal e versatilidade. Nas automecânicas, esse perfil é importante tanto para as atividades administrativas como para recepção e para reparos e consertos nos veículos. Elas são dedicadas, cuidadosas e sensíveis ao que o cliente precisa. O Núcleo das Automecânicas da ACIC foi criado em 1998 e reúne, em sua maioria, empresas familiares com empresárias e filhas envolvidas. Aos poucos, as empresas estão rompendo a barreira de que o segmento é tradicionalmente masculino e provando que as mulheres também podem entender de mecânica de automóveis e, principalmente, que há respeito, seriedade e profissionalismo no setor.

Gestão organizacional Liderança, tomada de decisão, motivação, trabalho em equipe e mudança organizacional foram os temas abordados pelo professor do curso de Administração da Unoesc Chapecó, doutor Nelson Santos Machado, durante o curso “Gestão Organizacional”, promovido em março para o Núcleo das Automecânicas da ACIC. A capacitação foi uma contrapartida do curso que, por meio do Projeto Integrado de Aprendizagem, desenvolveu uma pesquisa de iniciação científica nas automecânicas nucleadas. Profissionais trocam experiências durante capacitação

Gerando resultados positivos Empresários e colaboradores das automecânicas nucleadas participaram, em março, de um momento de confraternização e troca de experiências. Para comemorar o Dia do Mecânico, o Núcleo promoveu uma palestra com o consultor, professor e jornalista Emmanoel José Lourenço, que integra o Núcleo de Assessorias e Consultorias (NAC). Lourenço explanou sobre “Comportamento: o DNA do sucesso”. A palestra fez uma reflexão sobre como o comprometimento traz resultados e atitudes positivas melhoram o relacionamento interpessoal, a comunicação e o trabalho em equipe. Palestra fez reflexão sobre comprometimento 23 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


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Revista Empresa Forte - Abril 2017  
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