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R$ 1,00 ISSN

ANO I EDIÇÃO 3

DISTRITO FEDERAL, GOIÁS, MINAS GERAIS, SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO E TOCANTINS www.kvooka.com

NOVEMBRO 2012

Joaquim Barbosa inaugura o fim da firula e do rapapé no Judiciário

A atitude de Joaquim Barbosa durante solenidade de posse na presidência do Supremo, foi o principal sinal da verdadeira mudança que o estilo do ministro deve imprimir ao assumir o comando do Judiciário: menos firula e rapapé e mais resultado. Modos de pensar e de agir que acabaram explicitados no discurso de posse: “É importante

que se diga: o Judiciário a que aspiramos ter é um Judiciário sem firulas, sem floreios, sem rapapés. O que buscamos é um Judiciário célere, efetivo e justo”. Desde a véspera, Barbosa já rejeitava os excessos na celebração do fato de ser ele o primeiro negro a assumir a presidência da mais alta corte de Justiça do país. “Gente!

Saneago é notícia no Valor Econômico, um dos mais bem conceituados jornais do Brasil A Saneago, estatal de saneamento de Goiás, abriu na tarde desta segunda-feira, as propostas da licitação que vai escolher as empresas que serão responsáveis pelos serviços de esgoto das cidades de Aparecida de Goiânia e Trindade, ambas na região metropolitana da capital, e de Rio Verde e Jataí, no sudoeste doEstado. Pag. 7

Vamos deixar de esteriótipos, tá?!” - chegou a dizer, com irritação, ao repreender repórteres que insistiam em perguntas sobre o tema, e que também aludiam ao seu temperamento forte. Até meados de 2013, a presidente Dilma Rousseff, com pouco mais da metade do mandato presidencial, terá indicado quase

a metade dos integrantes do Supremo Tribunal Federal. Com as aposentadorias de Cesar Peluso, Ayres Britto e a de Celso de Mello, prevista para março do ano que vem, a presidente completará 5 indicações para a mais alta corte de justiça do país. Pag. 3

Pantanal, uma viagem O Pantanal, maior planície alagável do mundo, é o elo entre as duas maiores bacias da América do Sul: a do Prata e a Amazônica, o que lhe confere a função de corredor biogeográfico, ou seja, permite a dispersão e troca de espécies de fauna e flora entre essas bacias. Está situado na parte alta da Bacia do rio Paraguai a qual possui uma superfície de aproximadamente 500.000 quilômetros quadrados. Pag. 9

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JUNHO/JULHO/AGOSTO 2012

Aqui no Tocantins tem um Brasil melhor. O Governo Federal, em parceria com o Estado e os Municípios, investe para melhorar a sua vida e a de todos os brasileiros. Para melhorar o transporte, o escoamento da produção e o desenvolvimento do Estado Construção da Ferrovia Norte-Sul. Obras nas Rodovias Federais, BR 242 e 153. Hidrelétrica de Estreito em operação.

Minha Casa, Minha Vida - Palmas

Para melhorar a qualidade de vida das famílias tocantinenses O Minha Casa, Minha Vida vai realizar o sonho da casa própria de 12.683 famílias, como nos Residenciais Flores do Cerrado e Flores da Amazônia em Palmas. Para superar a pobreza extrema Bolsa Família amplia benefícios chegando a 133 mil famílias. Brasil Carinhoso tira da miséria 22 mil famílias com filhos de 0 a 6 anos, garantindo renda mínima de 70 reais por pessoa. Amplia o acesso à saúde e aumenta vagas em creches.

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Medicamentos gratuitos

49 ônibus transportam alunos com segurança para as escolas. 18 mil vagas em cursos técnicos pelo Pronatec, em Institutos Federais.

Ano I NÚMero 3 NOVEMBRO 2012 PUBLISHER Kléber Oliveira Veloso Jornalista Responsável Sueli Raul - DRT-GO/011263JP EDITOR DE FOTOGRAFIA Edmar Wellington - MTb 1842

COMERCIAL 55 62 3954.8201 55 62 8545.0028 | 9921.1028 mkt@kvooka.com jornalkvooka@gmail.com

Conteúdo, desenvolvimento, DESIGN, projeto gráfico, publicação, IMPRESSÃO, REDAÇÃO E ORTOGRAFIA Agência odisseia comunicação cnpj 11.026.604/0001-23 Esta é uma publicação da Odisseia Comunicação, a g ê n c i a d e p u b l i c i d a d e e p ro p a g a n d a . A agência é comprometida com a ética, com o desenvolvimento sustentável, com o respeito ao consumidor e com a responsabilidade social. Os pontos de vista aqui expressos refletem a experiência e as opiniões dos autores. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida por quaisquer meios empregados sem a autorização prévia, por escrito, da agência e dos autores dos artigos.

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Brasil Carinhoso


POLÍTICA NACIONAL

JUNHO/JULHO/AGOSTO 2012

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Joaquim Barbosa inaugura o fim da firula e do rapapé no Judiciário que foi uma surpresa vê-lo chegar onde chegou. E reconhece que ele merece estar na presidência do Supremo. Homenagem à família A mãe de Joaquim Barbosa, Benedita Gomes da Silva, sentou-se na primeira fila de cadeiras do plenário para ver de perto o filho se tornar presidente do STF. Ao lado dela estava o filho de Barbosa e os irmãos do ministro. Durante o discurso de posse, o presidente fez questão de homenagear a família fazendo referência à sua “querida mãezinha”. Dilma fará 5 ministros do STF até 2013

A atitude de Joaquim Barbosa durante solenidade de posse na presidência do Supremo, foi o principal sinal da verdadeira mudança que o estilo do ministro deve imprimir ao assumir o comando do Judiciário: menos firula e rapapé e mais resultado. Modos de pensar e de agir que acabaram explicitados no discurso de posse: “É importante que se diga: o Judiciário a que aspiramos ter é um Judiciário sem firulas, sem floreios, sem rapapés. O que buscamos é um Judiciário célere, efetivo e justo”. Desde a véspera, Barbosa já rejeitava os excessos na celebração do fato de ser ele o primeiro negro a assumir a presidência da mais alta corte de Justiça do país. “Gente! Vamos deixar de esteriótipos, tá?!” - chegou a dizer, com irritação, ao repreender repórteres que insistiam em perguntas sobre o tema, e que também aludiam ao seu temperamento forte. Foi exatamente o que o ministro fez durante a cerimônia de posse. Recebeu as muitas homenagens com formalidade e educação, mas evitou de todas as formas estimular os perigosos conceitos - ou preconceitos - formulados em torno de sua figura pública: o de que será sempre um juiz que decide orientado por valores raciais, e que por isso reage de forma agressiva quando contestado. Sabe o ministro que tal imagem afeta profundamente a isenção e a credibilidade de seu trabalho, já que estes não são valores nos quais a Justiça deva estar calcada, se quiser ser justa. Não por acaso, Barbosa retirou todo traço de emoção de seu discurso de posse. O importante não era o modo de dizer, nem a teatralidade da situação, nem a oratória antiquada e a linguagem empolada - tão ao gosto de juízes e advogados. O importante era o sentido do que o novo presidente tinha a dizer:

basta de uma Justiça inacessível, que discrimina e privilegia, que se aliena da realidade e que se rende ao poder político e aos rapapés de praxe. Eis a nova ordem que traz Joaquim Barbosa: é hora de expurgar tudo o que vem de fora da essência da Justiça, que destorce sua natureza e a desvia de seu fim. Da bajulação à corrupção e à falta de ética. Menos firula e mais eficiência. O estilo de Joaquim Barbosa pode ser chocante, pode quebrar os cristais dos palácios da Justiça, mas é a notícia mais promissora dos últimos tempos. Tomara que dê certo. Christina Lemos é jornalista em Brasília. Especializada em política, testemunhou os principais acontecimentos da vida pública dos últimos vinte anos na esfera federal. É repórter especial do Jornal da Record e comanda o programa de entrevistas diário Brasília ao Vivo, na RecordNews. Joaquim Barbosa era briguento no futebol e sempre foi titular do time A família de Joaquim Barbosa compareceu em peso à cerimônia de posse do ministro na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (22), em Brasília. Além da mãe, do filho e dos irmãos de Barbosa, primos, tios e amigos íntimos da família estavam visivelmente orgulhosos do parente famoso. Depois da solenidade e de cumprimentarem o dono da festa, os parentes se abraçavam entre si e eram constantes as exclamações de “tio, há quanto tempo!”. A posse de Joaquim Barbosa reuniu parte da família que há muito tempo não se encontrava. E todos queriam contar as histórias vividas com o presidente do Supremo. Silvano Soares de Sousa é primo de Barbosa e ainda mora em Minas Gerais. Ele trabalha como servidor público e conta que passou a infância e

adolescência junto com o ministro. — Nós crescemos juntos, estudamos na mesma escola em Paracatuzinho. Paracatuzinho é um bairro da periferia da cidade mineira de Paracatu, onde Joaquim Barbosa nasceu. Silvano conta, orgulhoso, que o primo sempre se destacou nos estudos. — Ele sempre foi um aluno de destaque, tirando boas notas, muito independente. Sempre foi muito ciente das atividades dele. A irmã de Silvano não se cansava de interromper a fala dele para enaltecer ainda mais as qualidades do primo. — Ele era muito estudioso. Eu convivi muito com ele, nós somos da mesma idade. Bom de bola A personalidade forte de Joaquim Barbosa se manifestava até nos jogos de futebol com os amigos durante a juventude. O primo do ministro conta que apesar de briguento, ele sempre era titular. — Ele era bom de bola, não era reserva, né? Como sempre, era líder! Mas era briguento, sempre foi muito dono de si. O primo conta que nunca duvidou da capacidade de Barbosa, mas admite

Até meados de 2013, a presidente Dilma Rousseff, com pouco mais da metade do mandato presidencial, terá indicado quase a metade dos integrantes do Supremo Tribunal Federal. Com as aposentadorias de Cesar Peluso, Ayres Britto e a de Celso de Mello, prevista para março do ano que vem, a presidente completará 5 indicações para a mais alta corte de justiça do país. Dilma nomeou Luiz Fux em março de 2011 e por Rosa Weber, em dezembro daquele ano. A terceira indicação da presidente é Teori Zavascki, que toma posse no próximo dia 29. Somados aos ministros escolhidos por Lula que ainda atuam no Tribunal, os dois petistas completarão 9 indicações para o STF, integrado por 11 ministros. Os dois juízes que fogem à regra são Gilmar Mendes, nomeado por Fernando Henrique Cardoso, e Marco Aurélio Mello, por Collor. Há uma lista de cotados para a vaga de Ayres Britto, que inclui o Advogado Geral da União, o ministro Luis Inácio Adams, que, no entanto, também é lembrado para a Casa Civil, em substituição a Gleisi Hoffmann. A ministra deve sair candidata ao governo do Paraná em 2014. Entre os cotados estariam ainda Humberto Bergmann Avila e Heleno Torres, ambos tributaristas, com padrinhos importantes no governo e no PT.


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POLÍTICA REGIONAL

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Baldy ressalta evolução da cadeia de consumo goiana

O secretário de Indústria e Comércio de Goiás e presidente do Conselho de Secretários de Desenvolvimento, Indústria e

Comércio (Consedic), Alexandre Baldy, participou, em Brasília, no Centro de Convenções Brasil 21, do 1º Simpósio Brasileiro de Políticas Públicas Para

o Comércio e Serviços (Simbracs). A pauta de discussões do evento incluiu assuntos relevantes para os setores de logística, serviços e comércio nacionais. Baldy levou a contribuição da experiência de Goiás enquanto Secretário de Indústria e Comércio do Estado, onde, segundo ele, “a cultura da exportação no setor da micro e pequena empresa recebe apoio do governo de Goiás em programas especialmente desenvolvidos dentro da pasta que representa, apoiados em parcerias com instituições do próprio Estado, entidades sindicais e representativas dos setores afins e também com o Governo Federal, como o próprio MDIC, nosso importante parceiro nesse aspecto do apoio ao comércio e à indústria,” afirmou. Baldy ressaltou ainda a importância da movimentação de consumo e venda dentro da economia, enfatizando o papel do consumidor “cada dia mais exigente e seguro, o que funciona fundamentalmente no sentido inverso, que é o de impor aos alimentadores

dessa cadeia produtiva o compromisso com a qualidade”, disse. Baldy avaliou também que nenhuma economia se faz sem o comércio nos dois sentidos, comerciante e consumidor. O Simbracs reuniu autoridades dos setores públicos e empresários da iniciativa privada de todo o País, em torno de ampla pauta de discussões acerca de Relações de Consumo, Relações de Trabalho e Capacitação e Qualificação Profissional, Crédito, Inovação, Comércio Exterior de Serviços, Empreendedorismo, Oportunidades de Investimentos no Brasil, entre outros assuntos. O evento foi coordenado pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC, com a parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial-ABDI, e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas-Sebrae.

Fonte: Goiás Agora

Governador apoia luta de prefeitos por royalties do petróleo de produção. Os não-produtores já garantiram na lei aprovada o rateio igualitário dos royalties e caberá à presidente Dilma Rousseff dar a palavra final sobre o impasse. De acordo com cálculos iniciais da equipe econômica do Governo Federal, os 246 municípios goianos receberiam R$ 169 milhões, em 2013, e o Estado receberia R$ 130 milhões, se o projeto for aprovado da forma que está.

R$ 169 milhões, em 2013,

O governador Marconi Perillo incentivou os prefeitos goianos a intensificarem a mobilização pela sanção, na íntegra, do projeto de lei que trata da divisão dos royalties do petróleo, durante audiência com o

presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), prefeito Luiz Stival. A principal divergência envolve os Estados produtores e não produtores. Pelas regras atuais, a divisão beneficia os Estados que abrigam plataformas


MEIO AMBIENTE E ECOLOGIA

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Saneago é notícia no Valor Econômico, um dos mais bem conceituados jornais do Brasil

A Saneago, estatal de saneamento de Goiás, abriu na tarde desta segunda-feira, as propostas da licitação que vai escolher as empresas que serão responsáveis pelos serviços de esgoto das cidades de Aparecida de Goiânia e Trindade, ambas na região metropolitana da capital, e de Rio Verde e Jataí, no sudoeste doEstado. Participam da disputa quatro consórcios: Centro-Oeste, formado por Foz do Brasil e pelas construtoras Central do Brasil e Norberto Odebrechet; Mendes Júnior, composto pela construtora Mendes Júnior e pela Agbar (Águas de Barcelona); Águas de Goiás, constituído pelas empresas Ferreira Guedes, Trail

Incorporadora, Enorsul Saneamento e grupo Evolutti; e consórcio Aegea, empresa holding do grupo Equipav voltada ao setor de saneamento. A Saneago está promovendo uma subdelegação dos serviços de esgotamento sanitário, o que funciona como uma concessão, mas a estatal permanece como concessionária e terceiriza os serviços por meio de uma licitação. A empresa vencedora será responsável pela realização dos investimentos necessários para atingir a universalização dos serviços em seis anos, contados a partir de 2013, e vai prestar todo serviço de esgotamento sanitário, assumindo a infraestrutura

e a manutenção por 30 anos, prazo de duração do contrato. A gestão comercial será compartilhada com a Saneago. O valor mínimo de outorga exigido é de R$ 90 milhões e será ainda necessário um investimento em torno de R$ 1 bilhão para o contrato, dos quais R$ 580 milhões apenas nos primeiros seis anos. A subdelegação deve garantir receita líquida de R$ 49 milhões à empresa vencedora na época de assinatura do contrato e, a partir de 2019, após a universalização dos serviços, o valor deve aumentar para R$ 105,5 milhões ao ano. Fonte: Valor Econômico

R$

580

milhões apenas nos primeiros seis anos


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SAÚDE

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Medicamentos biológicos: inovação e complexidade como opção de tratamento para muitas doenças Biofármacos são cerca de cinco vezes mais testados do que os medicamentos convencionais

Muitas pessoas podem ter utilizado algum tipo de medicação imunobiológica, mas quando perguntadas se poderiam definir ou citar alguma das opções, a maioria não sabe responder. Medicamento biológico é derivado de material vivo (plantas, animais ou microorganismos), geralmente, baseado em proteínas ou ácidos nucleicos, a exemplo de insulina, vacinas e dos derivados de sangue. São produtos desenvolvidos a partir da biologia molecular e, geralmente, usados no tratamento de doenças crônicas, como hepatites A e B, câncer, artrite e psoríase, entre outras. Os biológicos possuem grande peso molecular e alta complexidade estrutural, quando comparados com substâncias ativas biologicamente produzidas por síntese química como a maioria dos medicamentos tradicionais. “Os medicamentos biológicos para artrite reumatoide, lúpus e psoríase

trouxeram uma evolução no tratamento destas doenças. Isto porque os biológicos substituem as altas doses de corticóides presentes em alguns medicamentos”, afirma Morton Scheinberg, coordenador de pesquisas clínicas e diretor científico do Hospital Abreu Sodré-AACD (especializado em sistema músculo esquelético) e clínico reumatologista e imunologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo o especialista, o tratamento da artrite reumatoide, por exemplo, é predominantemente ambulatorial com o uso de anti-inflamatórios e visa restaurar a qualidade de vida e prevenir a destruição articular. “Porém, em aproximadamente dois terços dos casos, os pacientes não respondem aos tratamentos com estas drogas e passam a necessitar do uso de imunobiológicos, medicamentos conhecidos como terapia-alvo”, explica Scheinberg.

Os medicamentos biológicos, denominados também biofármacos, atuam de forma mais seletiva e são elaborados utilizando matéria-prima de origens: • biotecnológica: proteínas obtidas a partir de células modificadas geneticamente, e • biológica: extraído de microorganismos, órgãos e tecidos de origem vegetal ou animal, células ou fluídos de origem humana ou animal. A principal diferença entre os medicamentos biológicos (moléculas grandes, semelhantes a proteínas produzidas pelo próprio organismo) e os tratamentos tradicionais (moléculas pequenas com ação em múltiplos locais) são os alvos atingidos. Os medicamentos biológicos são desenvolvidos para atingir as moléculas específicas do sistema imunológico que são responsáveis pelo surgimento da doença. A complexidade molecular consiste em outro diferencial entre os biológicos e os medicamentos convencionais. Enquanto as moléculas dos medicamentos tradicionais são pequenas e simples, as de um biofármaco possuem uma estrutura espacial mais complexa e com peso mais elevado. Como são produzidos por organismos vivos, os biológicos são sensíveis a qualquer mudança no processo de manufatura, alterando os parâmetros de fabricação, equipamentos e ingredientes. Por estes motivos, produzir uma cópia de um biológico não segue os mesmos procedimentos de produção e controle de qualidade utilizados na fabricação e comercialização dos genéricos. Além disso, essa denominação não se aplica às cópias de biofármacos, sendo estes chamados, dependendo do país, de biossimilares, similares bioterapêuticos (OMS) ou “follow-on biologics” (FDA).

Na prática A produção de medicamentos biológicos exige constante avaliação durante o processo de manufatura. Os biofármacos são cerca de cinco vezes mais testados do que os medicamentos convencionais: enquanto são realizados de 40 a 50 testes críticos de um produto químico, um biológico chega a ser testado 250 vezes. O passo inicial para o desenvolvimento de um medicamento biológico é modificar geneticamente uma célula ou microorganismo, com intuito de produzir a proteína escolhida. Esta célula ou microorganismo fica conservada e réplicas são cultivadas ao longo do processo de fabricação. A partir de determinadas condições de crescimento, dá-se início à colheita da proteína, juntamente, com outros resíduos. Posteriormente, esse material passa por um processo de purificação, que contempla vários passos até atingir o componente ativo desejado. Assim chega-se à fase de fabricação, na qual o medicamento estabilizado e formulado passa por ensaios clínicos para o tratamento terapêutico e finalmente é produzido. É importante ressaltar que qualquer modificação no processo deve ser submetida à nova avaliação pelas autoridades. Atualmente, existem medicamentos imunobiológicos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o combate de doenças como artrite reumatoide, artrite idiopática juvenil, espondilite anquilosante, artrite psoriásica e psoríase. Estas doenças contam com tratamentos disponíveis muito efetivos, a exemplo do etanercepte, que atua bloqueando o Fator de Necrose Tumoral – TNF (espécie de proteína que estimula a inflamação), produzido em excesso, e interrompem assim a cascata inflamatória que está associada a essas doenças. Fonte: Camila Costantini, Pfizer

Caligrafia Médica Herberth Marçal - Médico ginecologista e obstetra O receituário médico em tempos atuais está sendo escopo de propagandas nacionais no sentido de incentivar o profissional a redigi-lo de uma forma legível. Grande parte das vezes o medicamento prescrito pelo profissional não é identificado ou até mesmo embaido por outro, por conta de uma caligrafia ilegível. Julgo que nós, médicos, deveríamos diligenciar melhor a prescrição de uma forma que seja traduzida pelo próximo, evitando assim consequências nefastas para o paciente. Também, os Conselhos de Medicina e Farmácia estão promovendo campanhas educativas no sentido de melhorar o receituário médico. Legítimos esses esforços para consecução de melhorias de resultados manuscritos do receituário profissional. Todavia, a grafia legível veio para ficar, tratando-se no futuro de uma atitude inevitável. E, isto é evolução. Em seguida a esse processo, lembramos que o médico tem que cumprir o seu dever, ou seja, tem que fazer uma boa anamnese, examinar o paciente, em alguns casos solicitar exames, anotar

minuciosamente no prontuário, preencher formulários e relatórios e finalmente tratar prescrevendo com letra legível. Devemos, no entanto, estar preparados para constatar e, sobretudo, somos forçados a admitir que é necessário tempo para atendermos uma consulta com toda esta arte acadêmica respeitando e atendendo o paciente de uma forma integrada. Uma consulta pelos planos de saúde ou mesmo um procedimento cirúrgico, os valores são aviltantes, imaginem então o médico que atende pelo SUS ou opera por este sistema. Assim, para ter uma remuneração digna tem que atender um grande volume de pacientes em um curto espaço de tempo. Não seria de bom tamanho, antes ou mesmo associado a esse intento, defender uma remuneração justa, proporcionando uma qualidade melhor da consulta médica em todos os sentidos, inclusive na caligrafia. Outrossim, para que o profissional cumpra o seu dever de uma forma plena, necessita que seus direitos sejam respeitados. Ou seja, precisa de tempo para exercer a arte da

medicina de uma forma cabal. Não se deve olvidar, ainda, que temos que dar condições a esse profissional, atropelado pelos planos de saúde e, principalmente, pela saúde pública, a prerrogativa de ouvir, escutar, auscultar, examinar, solicitar exames, enfim, proceder a arte médica e só depois

tratar, prescrevendo com letra legível, num intervalo de tempo legítimo. Entretanto, obviamente, como imaginar uma caligrafia descente sem antes dar condição ao médico de fazê-la sem atropelos. Igualmente, o bom senso é a observação da realidade.


TURISMO

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Pantanal, uma viagem

O Pantanal, maior planície alagável do mundo, é o elo entre as duas maiores bacias da América do Sul: a do Prata e a Amazônica, o que lhe confere a função de corredor biogeográfico, ou seja, permite a dispersão e troca de espécies de fauna e flora entre essas bacias. Está situado na parte alta da Bacia do rio Paraguai a qual possui uma superfície de aproximadamente 500.000 quilômetros quadrados. A planície cobre uma área de quase 210 mil quilômetros quadrados, dos quais 70% estão no Brasil (nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), 20% na Bolívia e 10% no Paraguai. É uma região única na qual encontram-se o Cerrado (Leste, Norte e Sul); o Chaco (Sudoeste); a Amazônia (Norte); a Mata Atlântica (Sul) e o Bosque Seco Chiquitano (Noroeste). Esta situação, somada aos pulsos de inundação, permite particular diversidade e variabilidade de espécies. A taxa de endemismo é relativamente baixa, porém, conforme exposto, as características múltiplas da região possibilitam a interação entre material genético (animais e plantas) que em outras regiões, não estariam em contato. Muitas vezes encontramos a denominação “pantanais”, pois a planície pode ser dividida em onze

sub-regiões distintas, cada qual com especificidades quanto ao regime de inundação, drenagem, vegetação e relevo. Uma das características marcantes do Pantanal é seu regime de cheias e secas e a relação entre a parte alta da bacia (planalto) e a parte baixa (planície). Na planície a declividade é, aproximadamente, de 1 a 2 centímetros por quilômetro no sentido norte - sul e 6 a 12 centímetros por quilômetro no sentido leste-oeste. Esta situação faz com que região funcione como uma grande “esponja” que, durante o período das chuvas, recebe as águas da parte alta as quais são retidas e escoadas lentamente alcançando o rio Paraguai. Esta situação promove um fenômeno interessante que é cheia durante um período seco: as águas que entraram há meses na planície nas partes mais altas por fim chegam em grande volume na parte mais ao Sul, provocando crescida das águas sem que ocorram chuvas em quantidade suficiente para provocar o fenômeno. Em 2003 isto passou-se durante o mês de agosto, em geral o mês mais seco do ano na região. A água é “retida” na planície através do transbordamento natural dos rios, forma canais e lagunas ou abastece lagoas permanentes e baias.

Assim, na cheia, rios, lagoas e riachos ficam interligados, permitindo o deslocamento de espécies. Este processo é um dos principais responsáveis pela constante renovação da vida no Pantanal e pelo fornecimento de nutrientes. Na época de seca, quando a quantidade de água que chega é menor , o escoamento é lento em direção ao rio Paraguai - a grosso modo. Forma-se então lagoas e corixos isolados, os quais retêm grande quantidade de peixes e plantas aquáticas. Lentamente estes corpos d’água vão secando o que atrai aves e outros animais em busca de alimentos, promovendo concentração de fauna. Coincide em algumas regiões com a florada de várias espécies, provocando cenários de raríssima beleza. Vale lembrar que o Pantanal é uma das áreas mais importantes para as aves aquáticas e espécies migratórias, que usam a região para abrigo, alimentação e reprodução. Parte de um Sistema. O Pantanal faz parte do maior conjunto de áreas úmidas do mundo. Este “sistema” com cerca de 400 mil quilômetros quadrados, está localizado do vale central que corre de norte a sul dentro da “Grande Depressão da

América do Sul” ou “Depressão Subandina” da bacia do Prata. Este sistema se estrutura ao longo de mais de 3.400 km dos rios Paraguai e Paraná (médio e inferior). O Paraguai é um dos poucos rios livre de represas e o Paraná também não ´barrado no trecho indicado. É o segundo maior sistema hídrico da América do Sul - o primeiro é Amazonas - e uma das maiores reservas de água doce do mundo. Aproximadamente 20 milhões de pessoas vivem nesta região o que permite afirmar que constitui uma unidade hidrológica, ecológica, cultural e populacional. Este fato determina a necessidade de manutenção dos ciclos hidrológicos e da conservação da biodiversidade para a sustentabilidade do sistema e sua população *Alcides Faria é diretor executivo da ong Ecoa (alcidesf@riosvivos.org. br) e Rafaela Nicola é coordenadora do Programa Pantanal da Ecoa (rnicola@ riosvivos.org.br). Atividades no Pantanal

econômicas

As principais atividades econômicas desenvolvidas na planície pantaneira são a pecuária, a pesca, o turismo, a extração de minérios e em menor escala mas crescendo, a agricultura.


FEBRE AMARELA MATA O QUE É A FEBRE AMARELA? A febre amarela é uma doença grave causada por vírus que apresenta quadros leves e até graves que podem levar à morte. COMO A DOENÇA É TRANSMITIDA? A febre amarela é transmitida pela picada de alguns mosquitos infectados que vivem nas matas, nas beiras dos rios ou nas cidades. QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA FEBRE AMARELA? Febre alta repentina; Mal-estar e vômitos; Dores no corpo; Pele e olhos amarelados (ictéricia). Na fase avançada da doença, os sintomas se agravam: Sangramentos no nariz, gengiva; Fezes com cor de borra de café; Aumento da barriga e diminuição da urina. QUEM DEVE SE VACINAR? Todas as pessoas que não foram vacinadas; Todas as pessoas que receberam a vacina a mais de 10 anos. QUEM NÃO DEVE SE VACINAR? Mulheres grávidas; Crianças menores de 6 anos. ONDE POSSO RECEBER A VACINA? Nos Postos de Saúde, durante todo o ano. Em caso de dúvidas procure os postos ou a Secretaria de Saúde do seu município ou pelo: Disque Epidemiologia - 0800 283 2255.


ECONOMIA

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País poderá crescer até 4% ao ano em 2013 e 2014, estima Meirelles

O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (PSD) afirma que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve voltar a crescer com mais força em 2013 e 2014. Há, segundo ele, chance de a economia do país se expandir cerca de 4% ao ano nos próximos dois anos. “Minha opinião é a de que o Brasil deve voltar a crescer a taxas maiores no ano que vem. Não é algo certo. Mas meu palpite é que a atividade deve se recuperar”, disse Meirelles, após palestra sobre as perspectivas da economia brasileira na Associação Comercial de São Paulo.

O ex-chefe do BC estima que o PIB potencial (capacidade de o país crescer sem gerar inflação) brasileiro tenha recuado para cerca de 3,5% ao ano, depois de ter chegado a 5% entre 2004 e 2010, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o país deve “reagir”, afirmou. “É possível crescer a taxas superiores a essa em 2013 e em 2014”. Para Meirelles, a provável reação terá como base os vários estímulos concedidos pelo governo, os salários e consumo elevados, e o baixo desemprego. Para ele, um PIB potencial de 3,5% não é dos piores.

“Em termos internacionais não é uma taxa muito ruim”, afirmou. “É menor do que a dos emergentes, mas não é ruim. É uma taxa maior do que a europeia, a americana”, comparou. “O grande desafio é aumentarmos nossa capacidade de crescer no longo prazo.” Para o economista, o Brasil tem um “bônus demográfico” nos próximos 20 anos, que ajudará a manter o crescimento. “A população economicamente ativa tende a crescer 1,3% ao ano porque a população é relativamente jovem ainda.” Mas diz serem necessárias reformas estruturais.

“Vamos crescer só 3,5% a partir de 2015? Não necessariamente. Se não se fizer nada, se não houver grandes problemas de infraestrutura, aí sim, é este o potencial de hoje. Mas considerando o que está sendo feito atualmente, com tudo funcionando como esperamos que funcione, o país pode crescer mais do que 3,5%”. Meirelles presidiu o Banco Central entre 2003 e 2010, nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Emprego na indústria cresce 0,4% em outubro, diz IBGE

Por Alessandra Saraiva | Valor Econômico O total de empregados na indústria brasileira aumentou 0,4% em outubro em relação a setembro, na série com ajustes sazonais, apontou a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com outubro de 2011, o emprego industrial caiu 1,2%. No acumulado do ano, o indicador recuou 1,4%. Em 12 meses encerrados

em outubro, o emprego industrial cedeu 1,2%. A Pimes mostrou que o número de horas pagas na indústria subiu 1,1% em outubro na comparação com setembro, descontando-se os efeitos sazonais. Na comparação com igual mês de 2011, as horas pagas recuaram 1,1%, enquanto o acumulado do ano apontou para uma baixa de 2,1%. No acumulado em 12 meses, o número de horas pagas caiu 2%. O IBGE observou que a folha de pagamento real teve aumento de 0,1% na passagem de setembro para outubro,

já descontando os efeitos sazonais. Em relação a outubro de 2011, a folha de pagamento real subiu 3% enquanto no acumulado do ano o indicador avançou 3,2%. No acumulado em 12 meses, o índice também subiu 3,2%. Desempenho regional O emprego industrial caiu em dez de 14 locais pesquisados pelo IBGE, e em doze dos dezoito ramos analisados pelo instituto, ambos em outubro ante outubro do ano passado. Na análise por regiões, o instituto informa que a principal influência para o recuo no emprego industrial, na comparação com igual mês de ano anterior, foi originada do recuo de vagas no setor industrial da região Nordeste (-3,8%). Houve, ainda, quedas nos empregos industriais de São Paulo (-1,4%), Rio Grande do Sul (-3,7%) e Pernambuco (-6,8%), na mesma comparação. Entretanto, o saldo negativo poderia ser ainda pior, não fosse parcialmente compensado por avanços no número de vagas nas indústrias de Minas Gerais (0,7%) e Paraná (0,8%), no mesmo período de comparação. No conjunto das 14 regiões, o emprego industrial caiu 1,2% em outubro, ante outubro de 2011. Por setores, os recuos mais

expressivos no emprego industrial, em outubro ante outubro do ano passado, foram apurados em vestuário (-10,5%), calçados e couro (-5,9%), meios de transporte (-3,3%), têxtil (-5,5%), outros produtos da indústria de transformação (-3,7%), madeira (-6,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-2,4%) e papel e gráfica (-2,5%). Entretanto, o instituto apurou aumentos no número de vagas em setores como alimentos e bebidas (4,0%), borracha e plástico (2,1%) e indústrias extrativas (3,6%) – o que ajudou a diminuir a intensidade da queda do emprego industrial no país, na mesma comparação. © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

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