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Lendas da Ilha Terceira


Autores Alunos do 4.º ano da EBS Tomás de Borba Ilustrado por Alunos do 4.ºano da EBS Tomás de Borba Ilustração da capa e contracapa José Trigueiro e Catarina ??? Impressão e acabamento Fantabulástica Editora ISBN 123-456-789-1 Depósito Legal 123456/03


LENDAS DA ILHA TERCEIRA


A Lenda da Lagoa do Ginjal A Lenda da Lagoa do Ginjal é uma tradição açoriana da ilha Terceira sobre a Lagoa do Ginjal no interior da ilha Terceira, e de Pérola Rego, uma menina herdeira de uma imensa fortuna nascida na ilha Terceira no século XV. Nessa época, na freguesia dos Altares vivia a bela Pérola Rego, menina muito rica, herdeira de uma imensa fortuna. Descendente das famílias Rego e Baldaya pela linha paterna, e da família Pamplona pela linha feminina. Pérola Rego era bela, com cabelos louros escuros, brilhantes e fartos. Os seus olhos eram castanhos da cor do cetim. A pela apresentava um rosa alegre e era muito fina.Estes atributos, aliados a uma grande candura e bondade de espírito e coração levaram a que um elevado número de rapazes se enamorassem dela. Uma bela manhã ensolarada, Pérola desceu o eirado do solar de seu pai e foi ver a sua imagem reflectida nas águas da cisterna da casa. Uma fada que vivia nas imediações queria defender Pérola dos pretendentes, visto que estes não a amavam e apenas queriam o seu dinheiro. Escondida dentro da cisterna à espera da rapariga, fez um encanto e tomou poder sobre a imagem da Pérola que se reflectia nas águas paradas da cisterna. Depois começou a engendrar uma forma de a surpreender durante o sono e levá-la para um local seguro no seu castelo encantado, longe do olhar dos homens. O palácio encontrava-se no interior da ilha, perto do Pico do Vime; tinha lindos jardins e magníficos bosques de árvores típicas das florestas exóticas da Macaronésia. Tinha lindos Azevinhos, Sanguinhos, altos Cedros, belas árvores de Pau-Branco e gigantescos e antiquíssimos Dragoeiros. Era rodeado pelos dourados campos de trigo que se enfeitavam de vermelhas papoilas. No centro destes campos encontrava-se o grandioso castelo feito de brancas pedras de mármore, brilhante marfim, prata e ouro. À meia-noite do dia de São João, quando as estrelas brilham com suavidade e a lua é rainha nos céus, a bela Pérola foi levada durante o sono envolta nas asas brancas da fada. Pela manhã a notícia do seu desaparecimento espalhou-se, deixando os pais em pânico, o solar em alvoroço e os seus enamorados em ansiedade. Em grupo, os pretendentes recorreram a uma velha feiticeira que vivia no cimo de uma serra e lhes revelou a existência do palácio encantado. Alguns pretendentes quiseram atacar o castelo, deitando abaixo as muralhas pela força das armas. Outros mais cuidadosos consultaram também uma velha benzedeira que morava na freguesia dos Biscoitos. Esta disse que tinham de levar alaúdes e, à maneira dos antigos trovadores, irem cantando versos mágicos e executando marchas de magia que ela lhe ensinaria. Assim veriam ao longe o castelo encantado, visto que uma coisa encantada só se desencanta com outro encanto. A benzedeira ainda os avisou que iriam encontrar uma inscrição sobre um enorme rochedo: se estivesse gravada a prata, conteria nas suas palavras o modo de atrair Pérola; mas se a tivesse sido gravada a fogo, os seus poderes não tinham força para vencer e nenhum deles merecia o amor da jovem. Os pretendentes partiram de madrugada, mal o sol raiou. Pelos caminhos iam cantando os versos ensinados pela velha benzedeira dos Biscoitos. Ao fim de muitas horas de caminhada foi ouvido um grito de alegria. Ao longe via-se recortado na paisagem o palácio da fada, lindo, brilhando à luz do sol nascente.


Apressando o passo, percorreram o longo caminho até ao castelo. Desceram encostas, percorreram vales e subiram serras e colinas. Ao chegarem ao local onde devia estar o castelo, este tinha desaparecido na bruma. No seu lugar encontrava-se uma bela, serena e plácida lagoa de águas claras. Numa das margens, uma mensagem gravada a fogo numa pedra dizia: "Aqui, neste espaçoso lago, escondeu-se o palácio da linda Pérola, a donzela de cabelos loiros". Desiludidos, pensaram que Pérola estava perdida para sempre. Mas a mãe desta, cristã piedosa, logo na manhã em que a fada lhe levara a filha fora-se ajoelhar diante de uma imagem de São Roque e pedir a sua intervenção. No fim de uma das suas muitas preces, ouviu uma voz ao ouvido que lhe segredou: "Vai tranquila, a tua filha está ao anjo da guarda". No dia de São Pedro à hora do por sol, Pérola apareceu no terraço do solar de seu pai, acompanhada por um Arcanjo. Vinham num batel de marfim puxado por um cisne de uma brancura imaculada. Anos mais tarde apareceu o verdadeiro amor de pérola, um cavaleiro na demanda do Santo Graal, vestido com uma armadura refulgente. Séculos depois de esta lenda ter tido início, ainda existe o lago encantado onde se escondeu o castelo da fada - a Lagoa do Ginjal. Reescrito por José Trigueiro


Lenda de Angra e o Monte Brasil Segundo a tradição, o senhor dos mares era completamente apaixonado por uma linda princesa de cabelos loiros que vivia próxima dos seus domínios, mas a princesa já amava outro príncipe. Como o senhor dos mares vivia cheio de ciúmes, chamou a fada do seu reino marinho com o objectivo de os separar. A fada veio e tentou durante bastante tempo fazer com que a princesa desistisse do seu amor e se apaixonasse pelo senhor dos mares. Fez magias e feitiços, mas não conseguiu nada. O amor da princesa era demasiado forte. O senhor dos mares ficou furioso e expulsou a fada do seu reino. Um dia, os dois apaixonados deram o primeiro beijo, foi um beijo rápido, mas o sussurro deste beijo foi ouvido pelo senhor dos mares que acordou da sua sesta. A fada também ouviu e voou rapidamente até ao senhor dos mares. Quando chegou ao pé do senhor dos mares, viu-o furioso a bater com as ondas cobertas de espuma branca e disse-lhe sussurrando: “Senhor dos mares, está na hora da nossa vingança, farei tudo o que quiseres.”Completamente cheio de ciúme e raiva, ordenou à fada num tom de ódio: ”-Correi fada e matai o príncipe que roubou a minha amada, mas, lembra-te, só a ele!” A fada aceitou o desfio e convidou o senhor dos mares para assistir à vingança. Foram até à praia onde estavam os apaixonados. Rapidamente, a fada largou a mão do senhor dos mares colocou-se em cima do apaixonado da princesa e, fazendo um encanto, transformou o príncipe no Monte Brasil coberto de árvores. A princesa não quis deixar o seu apaixonado e ficou para sempre no local onde se encontrava. Com o passar dos anos, a princesa transformou-se na cidade de Angra do Heroísmo. Desta forma, encontraram-se os dois unidos para sempre embalados todas as noites e todos os dias, pelo eterno choramingo do Atlântico, príncipe e senhor dos mares. Reescrito por Inês Antunes


Lenda da Lagoa do Negro Segundo a lenda, há alguns séculos existia uma família nobre na ilha Terceira que tinha, como era costume na época, escravos negros. A filha do morgado, habituada a receber as ordens do pai que eram compridas de forma inquestionável por todos, aceitou com naturalidade um casamento imposto por conveniência de união de terras e mais poder. Era um casamento sem amor mas, por boa educação e honestidade, ela submetia-se ao marido. No entanto, a morgada tinha um amor proibido e impensável por um escravo negro, que retribuía o sentimento. Os escravos não eram vistos como pessoas dotadas de sentimentos, e proibidos ao amor de uma dama branca, sob pena de prisão, desterro ou morte. Um dia o escravo negro falou com a sua apaixonada, e juntos chegaram à conclusão que o seu amor era impossível no mundo em que viviam. Só poderiam viver juntos de fugissem. No entanto, o marido da morgada tinha ordenado a uma das aias da esposa que a seguisse por todo o lado. Tendo ouvido a conversa entre a morgada e o escravo, esta informou o amo, que ordenou aos seus capatazes que prendessem o escravo. Ao ouvir o ladrar dos cães de caça ao longe, e sabendo que não era dia de caçada, o escravo desconfiou que andavam à sua procura e pôsse em fuga pelos campos, em direcção às cercanias do interior da Terceira. Depois de um dia e uma noite em fuga, caminhando por montes e vales e difíceis veredas, o fugitivo cansado e sentia os cavalos já próximos e não tinha mais forças para correr ou sequer andar. Sem ter onde se esconder, resolveu parar e por ali ficar, abandonando-se à sua sorte. Começou a chorar, e as suas lágrimas rapidamente se multiplicaram e fizeram nascer uma linda lagoa à sua frente, aninhada ao lado de uma colina arborizada. Quando se apercebeu da lagoa, os cavalos já estavam quase sobre ele. Não tendo mais para onde fugir, atirou-se da colina para as águas escuras e serenas da bela lagoa, onde se afogou. Reescrito por José Trigueiro e António


Lenda de Nossa Senhora da Ajuda de Santa Bárbara No início do povoamento da Terceira, pelos princípios do século dezasseis, algumas pessoas passavam pela Ribeira das Sete, quando viram sobre a água a Virgem Nossa Senhora que lhes disse: - “Estai atentos, aqui próximo, no mar, há-de aparecer uma imagem minha”. Ao afirmar isto, pôs o pé na rocha e desapareceu deixando marcada uma pegada. As pessoas ficaram alvoraçadas e a pensar no que tinha acontecido. Mais admiradas ficaram ainda, quando, passados dias, um caixote de madeira foi arrojado à costa, ficando depositado no fundo de um poço e ao ser aberto depararam-se com uma imagem de Nossa Senhora da Ajuda. Trouxeram-na para a igreja paroquial, pensando até dedicar-lhe um altar. De noite ela mudava-se para uma furninha que ficava na rocha, onde tinha aparecido, sem que ninguém lhe tivesse tocado. Uma mulher do lugar viu, numa dessas noites, a imagem passar na sua viagem da igreja para a lapinha, transportada por anjos. Num certo dia o padre e alguns homens tentaram pegar na imagem para a trazer de volta à igreja, mas, inesperadamente, ela tornou-se tão pesada que não foi possível deslocá-la dali, apesar da força dos homens. Então o povo apercebeu-se que a Senhora da Ajuda queria ficar naquele lugar, junto ao mar, e edificaram-lhe uma ermidinha onde colocaram a imagem de pedra. A essa ermida, edificada perto do mar, na freguesia de Santa Bárbara, a poucos quilómetros da cidade de Angra, passaram a acorrer muitos fiéis e a Senhora da Ajuda fez muitos milagres àqueles que lhe eram devotos. Reescrito por José Trigueiro e João Barcelos


Lenda da Canada do Mistério dos Biscoitos

Há centenas de anos atrás, um vulcão explodiu na ilha Terceira. A lava deste vulcão chegou até à freguesia dos Biscoitos passando por um lugar chamado “Mistério” (que se situa acima da Canada do Rego). A lava destruiu tudo o que encontrou no caminho. Com tanta destruição as pessoas entraram em pânico.Então, uma senhora idosa pôs umas santinhas (alguns dizem que eram umas coroas do Espírito Santo) no caminho da destruição do vulcão. Quando a lava e a destruição chegaram a este local, o abalo parou e a lava cessou de destruir tudo.

Todos dizem que foi um milagre de Deus. Actualmente, decorre o ano de 2009 e nenhum vulcão, voltou a explodir, na ilha Terceira, até então… Reescrito por Tomás e José Trigueiro


Lenda do Mistério Consta, na história da freguesia, que há mais de meio século houve um milagre num dos sítios mais altos dos Biscoitos. Num certo dia, um dos vulcões entrou em erupção e a lava era, então, atirada para vários sítios até começar a pôr em risco a vida das várias pessoas que ali moravam. Perante esta situação alarmante, a fé era, ainda, a única esperança que eles tinham. Por entre lágrimas e lamentos foram, assim, a uma das casas e trouxeram a pomba, símbolo do Divino Espírito Santo. Puseram-na o mais perto possível da lava que devastava tudo por onde passava e assim se deu um milagre: de repente tudo parou. Conta a história que, devido à presença do símbolo do Divino Espírito Santo, o milagre aconteceu. Reescrito por José Trigueiro e André


A Lenda da Coroa do Raminho Quando o Raminho ficou independente da freguesia dos Altares, havia o império do teatro a meio. Esse império acabou e a coroa foi levada para os Altares sem conversarem antes com as pessoas do Raminho. Uns homens do Raminho sabiam que tinha sido um senhor dos Altares que a tinha levado. Foram a casa dele e encontraram-no sentado em cima de uma caixa de madeira e perguntaram-lhe: – Onde está a coroa do Raminho? O homem respondeu: – Se ela está nos Altares que me caiam agora as orelhas. Nesse preciso momento, as orelhas caíram-lhe aos pés. Reescrito por José Trigueiro e Joaquim Oliveira


O Menino do Coro e a Pomba No tesouro da Sé de Angra do Heroísmo há uma curiosa imagem de Santo António com a vestimenta de menino de coro. Os menos avisados surpreendem-se, decerto não suspeitando de que se trata de um ex-voto. E a lenda conta-nos que isto já vem do século XVII, num qualquer dia de festa na catedral. Um mestre de capela, nervoso porque aquilo tinha de estar tudo nos conformes, zangou-se a valer com um dos meninos do coro, ameaçando bater-lhe. Apavorada, a criança andou a fugir pelas dependências, até que enfiou para as altas torres. Mas não encontrava onde ocultar-se, pelo que subiu as escadas que lhe faltavam para o ponto mais alto da maior das torres, e, sentindo o mestre de capela na peugada, lançou-se. Terá valido um vento muito especial que tomou o menino do coro nos seus braços, usando-lhe a opa da função, e, passando três ruas, foi depositar o corpo do espavorido no telhado do Convento de Nossa Senhora da Esperança, onde as religiosas o recolheram. O pai, emocionado, mandou fazer a referida imagem e levou-a à Sé. Esteve exposta alguns anos antes de dar entrada no tesouro. No entanto, para o menino do coro estava reservado outro voo, ser padre. Já agora continuamos no século XVII, exactamente em 1640, na altura da aclamação de D. João IV como novo rei de Portugal. Tendo assistido na capital do reino às referidas solenidades, D. Francisco Ornelas da Câmara, capitão-mor de Vila da Praia, regressou à sua ilha Terceira com a missão de tomar aos espanhóis o Castelo de Angra, que eles ainda retinham em seu poder. Não foi fácil a missão, porque durou 11 meses o cerco e as frequentes batalhas e escaramuças não davam os resultados almejados pelos portugueses. Os espanhóis do castelo passavam privações tais que chegaram a comer ratos. Por fim, houve um acordo de rendição e a bandeira portuguesa foi hasteada no Castelo de Angra, retirando-se os espanhóis. Porém, as intrigas na nova corte já tinham começado, e o marquês de Castelo Rodrigo conseguiu que Ornelas da Câmara e outros fidalgos da Terceira fossem encarcerados. Profundamente cristão, Francisco Ornelas viveu com os seus companheiros as amarguras da prisão. Evocava Deus e oferecia-lhe o seu sacrifício. A sua filha, Emília de Ornelas, também orava. Mas parecia nada resultar, que a sentença foi de morte. Os condenados apelaram para os tribunais da corte. Os debates demoraram dias, pois os juízes achavam os autos pouco claros. Por fim, o Tribunal da Relação de Lisboa ratificou a sentença. No entanto, quando o presidente ia assiná-la, entrou pela janela uma pomba branca, que, voando rente à mesa, voltou o tinteiro, tornando elegível o que estava escrito. Confundidos com o que acabara de suceder, os juízes declararam ter aquilo sido um sinal de Deus. E reescreveram a acta, mas em sentido oposto: a absolvição dos réus. Devoto do Espírito Santo, Ornelas da Câmara prometeu dar todos os anos um grande bodo aos pobres, que ele servia descalço, e edificar aquela Ermida do Espírito Santo, que lá está na Rua dos Quatro Cantos, em Angra. E no seu brasão incluiu o emblema do Senhor. Reescrito por José Trigueiro e Mariana Ferreira


A lenda dos nove irmãos

Num maravilhoso reino, vivia um rei e os seus nove filhos, todos eles muito amigos e muito unidos. O rei já estava velhinho, e decidiu dar algumas propriedades aos seus filhos, pois, já não conseguia tomar conta delas, sozinho. Todos escolheram uma montanha. Como no reino existiam nove montanhas e os irmãos eram muito amigos não houve problema. No dia em que todos os filhos se mudaram para as suas montanhas, houve um grande temporal e as únicas partes do reino que não ficaram submersas, foram as montanhas. Os nove irmãos tinham combinado encontrar-se dali a um ano, mas agora era muito complicado, porque não tinham meio de chegar de uma montanha até à outra. Então, decidiram construir cada um o seu barco. Se pensaram, logo puseram mãos à obra, trabalhando a todo a velocidade. Passado algum tempo, já todos tinham os seus castelos construídos e os seus meios de transporte prontos e encontraram-se para matar as saudades. Quando estavam todos juntos decidiram dar ao conjunto das nove montanhas o nome de Açores. Reescrito por Rita Andrade.


A Bela Eufémia Eufémia era uma das quinze filhas do rei Atlas e neta do Deus Júpiter. Como jovem muito boa e de beleza incrível inspirou os mais célebres escultores do seu tempo e encantou os dez filhos do rei Neptuno. Eufémia, contendo uma grande elevação de espírito, desprezou a condição terrena que lhe ofereciam e preferiu tornar-se uma estrela da constelação das “Myades”, suas irmãs. Mesmo assim continuou a apreciar o bem e a sabedoria pregada por Jesus foi-lhe transmitida por um Anjo, que lhe pôs na alma o desejo de voltar à terra para espalhar a paz e a harmonia. O desejo de Eufémia acabou por realizar-se e veio habitar na ilha das Sete Cidades, onde foi tomada e amada como filha de um riquíssimo príncipe, mantendo-se jovem, bela e bondosa. A presença de Eufémia fez-se sentir logo que chegou à terra. Nos banquetes os convidados eram deliciados com música de cítaras e flautas e comiam-se as mais divinas guloseimas. A partir de então o sofrimento e a miséria desapareceram dessa ilha de encanto e passou a dominar a alegria e a paz. Num lindo dia calmo de Outono, dia de São Cosme, famoso médico árabe e patrão dos médicos, Eufémia apareceu transformada numa planta. Dessa planta, que pulula nos matos da freguesia das Sete Cidades, se prepara um chá que é remédio para todas as dores e que tem o condão de defender as pessoas de todos as desgraças. Já passaram quase dois mil anos desde que Eufémia se instalou na terra, mas ainda continua espalhando o bem e é por isso que a paz impera nas Sete Cidades, em São Miguel e quem aí vai não pode deixar de se sentir deliciado pela tranquilidade do ambiente paradisíaco. Reescrito por Margarida Pereira


Lenda da canada da fonte Antigamente, a Canada da Fonte era habitada quase unicamente por pessoas da mesma família. Não havia água canalizada e as pessoas serviam-se de arcas de água com bicas (torneiras). Era muito difícil e penosa a tarefa de ir buscar água à fonte pois a água era transportada em tachos de barro. Muitos morreram pão carregar esta água fresca para sua casa e por isso a Canada da Fonte, que ainda hoje existe, é considerada um local mágico. Reescrito por Catarina.


Lenda do Malhão Há muitos anos atrás, quando a freguesia do Raminho se separou da freguesia dos Altares, havia um grupo de altarenses que não queriam pertencer à freguesia do Raminho. Quando o regedor colocou o malhão na divisão das freguesias, a Canada dos Morros passou a pertencer ao Raminho. Descontentes com esta decisão, Mas os altarenses foram lá de noite e mudaram o malhão e a canada passou a pertencer novamente aos altarenses. Ao saber que o malhão já não se encontrava onde o colocará o regedor do Raminho perguntou: -Quem foi o feiticeiro que fez isto? Até hoje, as gentes do Raminho pensam que foi obra de um feiticeiro. Reescrito por Maria Oliveira.


Lenda da Fonte do Bastardo Na ilha Terceira sobrevive a crença de que, em fontes, ribeiras e grutas há pessoas encantadas. Na Fonte do Bastardo há uma fonte de água, chamada Fonte da Bica, que segundo a tradição tem gente encantada. Quem passa por ali perto, ao meio dia ou à noitinha, sente o cheiro de refeições quentes e ouve barulhos, como o de pôr comidas nas mesas. Reescrito por Carina


Lenda da espada do Rei D. Sebastião Nos Biscoitos há uma crença de que a espada do Rei D. Sebastião, se encontra numa pedra, no Rolo do Mar. Assim no ano de 1578, o Rei D. Sebastião vindo de cima, da freguesia, desceu a Rua Longa, para seguir viagem. E, quando passou o Rolo do Mar, cravou a sua espada num calhau e disse: - “Aqui te fanco, minha espada cristalina, que não saias daqui, senão pela Graça Divina. A Terceira será combatida, e nunca será vencida.” E nunca mais ninguém conquistou a ilha. Reescrito por Dioclésio.


Lenda da Canada do Morto Era uma vez um homem que vivia muito triste porque todas as pessoas o enganavam mas, como era boa pessoa, continuava a ser amigo de toda a gente. Com o passar do tempo a sua tristeza foi aumentando cada vez mais. Até que chegou um dia em que ele não aguentou mais e suicidou-se num local chamado até então de “Canada da Abraçada”. É por isso que, actualmente, as pessoas chamam a esse local “Canada do Morto”. Reescrito por Rafael


Lenda da Praia da Vitória Na cidade da Praia da Vitória há uma lenda de que na Ponta da Má Merenda existe uma ilha enfeitiçada. Diz-se que vive lá escondido o Rei D. Sebastião. O povo diz que, perto do Forte de Santa Catarina aparecem, às vezes, cavalheiros vestidos com trajes antigos, andando pela areia em direcção ao mar para a ilha onde vive o Rei D. Sebastião. Reescrito por Jacklyn Rocha


Lenda da Ermida de São Fernando Brum Nos tempos dos Reis um vulcão entrou em erupção. O senhor Fernando Brum jurou que se a lava não tocasse nas suas terras construía uma ermida. O vulcão vinha todo embalado em fúria e quando chegou ao pé das terras do senhor Fernando Brum rodeou-a e não tocou numa única pedra dele. Por isso, hoje em dia, está construída uma ermida perto da Junta de Freguesia. Reescrito por Ricardo Sousa


Índice Lenda de Nossa Senhora da Ajuda de Santa Bárbara Lenda da Canada do Mistério dos Biscoitos Lenda da Lagoa do Negro A Lenda da Lagoa do Ginjal Lenda do Mistério A Lenda da Coroa do Raminho O Menino do Coro e a Pomba A lenda dos nove irmãos A Bela Eufémia Lenda de Angra e o Monte Brasil Lenda da canada da fonte Lenda do Malhão Lenda da Ermida de São Fernando Brum Lenda da Praia da Vitória Lenda da Canada do Morto Lenda da espada do Rei D. Sebastião Lenda da Fonte do Bastardo



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