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Jornal Sporting n. 4065

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RUGIDO DE LEÃO NA TAÇA DE PORTUGAL

ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO, UNIÃO E UMA CRENÇA

INABALÁVEL

ATÉ AO ÚLTIMO SEGUNDO.

O basquetebol do Sporting Clube de Portugal voltou a escrever uma página de Glória na sua História ao conquistar, três anos depois, e pela nona vez, a Taça de Portugal.

Mais do que um troféu, esta vitória representa identidade, ambição e a confirmação de que o Leão está sempre entre os grandes do basquetebol nacional.

Num jogo de intensidade e enorme exigência competitiva, a equipa Leonina demonstrou aquilo que define o ADN Sporting: espírito de sacrifício, união e uma crença inabalável até ao último segundo.

Cada defesa agressiva, cada ressalto conquistado, cada lan-

çamento decisivo reflectiu não apenas talento, mas sobretudo carácter.

Esta conquista tem um significado especial. A Taça de Portugal é uma prova de superação, que exige consistência, maturidade e mentalidade vencedora e o Sporting CP mostrou tudo isso. Mostrou que o projecto desportivo está sólido, que a aposta na modalidade continua a dar frutos e que o trabalho diário compensa.

Num clube ecléctico como o Sporting CP, cada título reforça uma cultura vencedora transversal a todas as modalidades.

Parabéns, Leões!

PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTORA: MAFALDA BARBOSA • MJBARBOSA@SPORTING.PT COORDENADOR‑ADJUNTO: LUÍS SANTOS CASTELO LSCASTELO@SPORTING.PT REDACÇÃO: FILIPA SANTOS LOPES FALOPES@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE MGANDRADE@ SPORTING.PT; NUNO MIGUEL SIMAS • NQSIMAS@SPORTING.PT; XAVIER COSTA XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: ISABEL SILVA; JOÃO PEDRO MORAIS; JOSÉ LORVÃO COLABORADOR PERMANENTE: JUVENAL CARVALHO AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES • JBTORRES@SPORTING. PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501‑806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E‑MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA, S.A., QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739‑511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: FUNCHALENSE: RUA DA CAPELA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Nº 50 - MORELENA 2715-029 PÊRO PINHEIRO ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO‑EDITORIAL ASSINATURAS: E‑MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta‑feira das 10h00 às 20h00)

NA HISTÓRIA AO SALTAR MAIS DE 14 METROS

PATRÍCIA MAMONA BATEU DUAS VEZES O RECORDE NACIONAL DE PISTA COBERTA EM FEVEREIRO DE 2014.

2014

Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: Museu Sporting – Centro de documentação

A 23 de Fevereiro de 2014, Patrícia Mamona conseguiu tornar-se na primeira atleta portuguesa a saltar mais de 14 metros em pista coberta. Tudo aconteceu nos Campeonatos Nacionais de pista coberta, actualmente designados de pista curta, em Pombal. Até então, nunca uma portuguesa tinha atin-

gido a marca dos 14 metros no triplo salto. Foi Patrícia Mamona a quebrar esse ‘enguiço, com um salto a 14,01 metros e no mesmo dia, a conseguir melhorar esse registo em mais 35 centímetros, até fixar a marca em 14,36 metros. Foi no triplo salto, no primeiro e no último ensaios do concurso.

Um resultado que ajudou o Sporting CP a conquistar mais um título colectivo e a conseguir qualificar-se para os Mundiais de Sopot, na

Polónia, que iriam realizar-se entre 7 e 9 de Março, naquela cidade.

Patrícia Mamona dava conta ao Jornal Sporting da grande felicidade pelas marcas alcançadas, minutos depois do registo conseguido em Pombal.

“Sabia que estava muito bem e esperava apenas pelo salto certo. Bati o recorde de Portugal e fiz o mínimo para o Mundial. Foi óptimo e estou muito contente”, disse a atleta, que guardou mesmo o melhor para o final, com o último salto a 14,36 metros:

“Foi no último dia, na última prova e no último salto. Parece que preciso de estar pressionada para conseguir superar-me… A verdade é que sou um pouco atleta de emoções, algo que não é muito bom”, disse na altura.

Patrícia Mamona ‘quebrou’ nessa altura uma importante barreira que lhe começou a abrir

portas para mais marcas histórias, provavelmente a maior de todas a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, realizados em 2021, um ano depois da data prevista, devido à pandemia de COVID-19. Certo é que Patrícia Mamona protagonizou sempre uma carreira em ascensão e ainda melhorou em quase um metro (feito extraordinário), a melhor marca que tinha conseguido em Fevereiro de 2014, ao terminar a prova na capital do Japão com um notável salto de 15,01 metros. Tudo isto no espaço de sete anos, proezas dignas de uma enorme Campeã.

Mas foi em Fevereiro de 2014 que Patrícia Mamona começou a inscrever o nome na lista dos foras-de-série. Com a camisola do Sporting CP e a contribui para um título colectivo do Clube.

A atleta entrou na História como a primeira a saltar 14 metros em pista coberta
Patrícia Mamona num grande salto em pista coberta

BRUNO SÁ

LISTA A

IMAGINE UM SPORTING QUE GANHA E RESPEITA

O Sporting voltou a ganhar!

O Sporting Clube de Portugal voltou a ganhar. Campeonatos, taças, noites europeias respeitáveis. Voltou a discutir títulos até ao fim. Voltou a celebrar.

Mas esta história começa antes das celebrações. Começa num tempo de incerteza, de decisões erradas acumuladas, de investimentos que não criavam futuro, de futebol sem identidade. Um tempo em que a bancada perguntava em voz alta o que se estava a passar. Um tempo em que se procurava uma solução como quem procura uma boia em mar revolto.

E a boia apareceu. Um treinador que, em poucas semanas, venceu cinco jogos frente aos três grandes. Que conquistou um troféu. Que fazia a sua equipa jogar um futebol elogiado dentro e fora de Portugal. Dez milhões por uma certeza destas, numa altura de incerteza e de caminhada no sentido único da porta de saída, foi muito? Claro que não!

Muito mais do que um treinador, contratou-se estrutura, visão critério e liderança.

E o clube voltou a ganhar! A questão que se coloca é: até quando? Mas já lá vamos...

O que as vitórias não mostram...

Um Clube não vive apenas de resultados. Vive de relação. Vive de identidade. Vive da forma como trata quem o sustenta. E é aqui que esta história muda de tom.

O Sporting é um clube onde os Sócios sentem distância. O Estádio modernizou-se, mas para quem, se a entrada é mais difícil e mais fria do que uma noite de inverno? Comprar bilhetes continua a ser um processo complicado, com critérios que nem sempre premeiam a lealdade e a assiduidade e o site falha mais do que devia. As Assembleias Gerais

deixaram de ser espaços vivos de participação. Muitos Núcleos espalhados pelo País e pelo Mundo sentem-se abandonados. Há decisões importantes que não são suficientemente explicadas.

Imagine o que é ouvir de um sportinguista: “Não me tiraram o amor, mas tiraram-me a paixão!”.

Sporting a ganhar e a respeitar quem o sustenta? É possível!

Imagine, agora, um Sporting que continua a ganhar, mas que ganha com um projeto definido pelo Clube, e não dependente de uma circunstância. Sim, porque os sinais de que o projeto construído em torno da certeza que custou 10 milhões se está a esvaziar são mais do que muitos e até Suárez e Ioannidis são peças desse puzzle em clara desconstrução.

Mas imagine, então, um futebol com modelo claro, planeamento sustentado, sucessão preparada, scouting estruturado e decisões explicadas. Imagine modalidades respeitadas, valorizadas e tratadas com a mesma dignidade do futebol. Imagine transparência real nas contas e nas opções estratégicas. Imagine critérios justos que premeiem a lealdade e a assiduidade dos Sócios. Imagine assembleias participadas, onde a palavra conta. Imagine Núcleos integrados, escutados e envolvidos. Imagine um estádio vibrante, onde se sente pertença e não apenas protocolo. Imagine um Clube que volta a colocar os Sócios no centro. Imagine um Sporting que volta a tratar os Sócios como Sócios e não como clientes. Imagine um Sporting onde quem pensa diferente não é afastado, mas sim ouvido. Já imaginou? Agora, acredite: É possível!

20 MEDIDAS IMEDIATAS

1. Criação do Gabinete do Provedor do Sócio

2. Convocar uma Assembleia Geral imediata para que os Sócios decidam sobre os nomes das portas do Estádio e dos campos da Academia

3. Reunião imediata com os GOAs

4. Reunião imediata com os Núcleos do Sporting

5. Reestruturar o Gabinete de Scouting

6. Restruturar a Unidade de Performance

7. Analisar e rever o modelo de formação centrado no jogador

8. Realizar obras e melhorias na Academia

9. Criar um Gabinete de ADN

10. Implementação de uma política de prémios, de reconhecimento e de valorização dos atletas das modalidades

11. Criar um gabinete de scouting para as modalidades

12. Retomar a aposta no desporto feminino

13. Análise do empréstimo de 225 milhões de euros

14. Avaliação da criação/fusão da Sporting Entertainment, S.A.

15. Alargamento do departamento comercial

16. Remodelação urgente das instalações sanitárias e bares dos lugares superiores

17. Fim da cultura do medo e castigo

18. Modernizar o website oficial do clube

19. Desenvolver e lançar aplicação móvel Sporting

20. Criação da Casa do Atleta

Consulte o programa completo em www.brunosapresidente.pt

FREDERICO VARANDAS LISTA B

EXECUÇÃO ESTRATÉGICA E AMBIÇÃO SUSTENTÁVEL

2026-2030

O Programa de Acção 2026-2030 para o Sporting Clube de Portugal consubstancia a materialização operacional, para um novo ciclo de quatro anos, das orientações definidas no Plano Estratégico 2024–2034 – Future is Coming

Constitui um instrumento de consolidação estratégica que assegura coerência, continuidade e rigor na execução, reforçando a ambição institucional de longo prazo. Mais do que um exercício programático, representa um compromisso de responsabilidade perante os Sócios, assente numa visão clara, mensurável e orientada para resultados.

Este ciclo não assenta em rupturas, mas na consolidação de um caminho que tem afirmado o Clube como instituição moderna, financeiramente robusta, competitiva e socialmente relevante. A prioridade reside na excelência da execução, na eficiência dos processos e na antecipação estratégica num contexto global cada vez mais exigente. A visão projecta o Clube como plataforma global de referência no desporto, entretenimento e lifestyle, ao serviço dos Sócios e da sociedade. Esta ambição assenta em três princípios estruturantes – Identidade, Liderança e Sustentabilidade – pilares de todas as decisões institucionais.

A Identidade preserva o ADN Leonino como núcleo da evolução estratégica. História, valores, cultura formativa e compromisso com a excelência constituem a base do

crescimento. A expansão internacional e a diversificação de actividades respeitarão sempre a matriz identitária do Sporting Clube de Portugal, assegurando coerência e autenticidade.

A Liderança traduz-se numa postura ética, íntegra e responsável, no plano desportivo e institucional, sustentada por ambição competitiva permanente, inovação e cultura de mérito e exigência.

A Sustentabilidade orienta a criação de valor de longo prazo, promovendo equilíbrio financeiro, rigor orçamental, diversificação de receitas e solidez patrimonial, integrando responsabilidade social e ambiental e alinhamento com as melhores práticas de governação.

O Programa estrutura-se em três áreas complementares.

No Bem Estar, o foco incide nas pessoas – atletas, Sócios, colaboradores e comunidade. Pretende-se garantir excelência nas condições de treino e acompanhamento, valorizando o atleta e reforçando a experiência do Sócio, promovendo proximidade, participação e pertença, num ecossistema desportivo integrado.

No Entretenimento, o Clube afirma-se como plataforma activa 365 dias por ano, potenciando os seus activos estratégicos. O Estádio José Alvalade assume centralidade como

infraestrutura multifuncional, integrando eventos culturais, corporativos e comunitários, gerando receitas não dependentes da competição e reforçando a integração urbana.

No Lifestyle, consolida-se a marca Sporting como expressão cultural contemporânea, relevante além do desporto. A internacionalização, a personalização da experiência e o desenvolvimento de produtos próprios ampliam o alcance global e criam novas fontes de receita sustentáveis.

O compromisso com os princípios ESG é transversal. No plano ambiental, reforçam-se políticas de eficiência energética e redução da pegada carbónica. No plano social, o desporto mantém-se instrumento de inclusão e coesão. Na governação, transparência, ética e prestação regular de contas consolidam a confiança institucional.

O ciclo 2026-2030 afirma-se, assim, como período de consolidação, entrega e responsabilidade. Com visão definida, método estruturado e cultura de exigência, o Sporting Clube de Portugal continuará a afirmar a sua identidade, exercer liderança e crescer de forma sustentável.

Preparado para enfrentar os desafios de um contexto global em permanente transformação, o Clube manterá uma ambição colectiva firme, sustentada em rigor estratégico, inovação contínua e compromisso inabalável com os seus Sócios.

ELEIÇÕES 2026

CANDIDATOS

À PRESIDÊNCIA DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL EXPLICAM VISÃO PARA O CARGO

NO ÂMBITO DA PRÓXIMA ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL ORDINÁRIA DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, AGENDADA PARA DIA 14 DE MARÇO DE 2026, OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL APRESENTAM AS RAZÕES DA CANDIDATURA, A EXPERIÊNCIA QUE CONSIDERAM RELEVANTE E AS PRIORIDADES PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÕES, BEM COMO A FORMA COMO ENTENDEM QUE DEVE SER MEDIDO O SUCESSO DO ÓRGÃO.

Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: João Pedro Morais

NÉLSON NAVE

LISTA A

Porque é que se candidata a este cargo?

Candidatei-me a este cargo por sentido de serviço ao Sporting CP e por acreditar que este é um bom momento para que o Clube reforce a sua ligação aos Sócios. A

Assembleia Geral é o órgão da vida democrática do Clube.

Nela ouvem-se os Sócios, tomam-se posições importantes e serve também para aferir a vitalidade do Clube. Pessoalmente, creio que a Mesa deve ter um papel activo na aproximação aos Sócios. Durante o curso da minha vida militar aprendi a servir em instituições maiores do que nós, com sentido de responsabilidade, dignidade e respeito pelas pessoas. São esses atributos que quero trazer comigo e que me acompanharão no exercício desta função.

Considera que tem a experiência necessária para desempenhar o cargo máximo deste órgão social?

As pessoas gostam de se sentir válidas e eu, pessoalmente, sinto-me. Depois, se os outros são capazes de sentir o mesmo, é diferente.

Qual é, para si, a competência mais importante do presidente da MAG?

Tenho algo que carrego comigo e que reputo essencial: experiência de liderança, gestão de pessoas e tomada de decisões, muitas vezes em contextos extremamente exigentes. Durante décadas da minha vida militar habituei-me a conduzir reuniões, a ouvir pessoas com sentidos diferentes, a garantir disciplina e respeito e a tomar decisões com imparcialidade. Além disso, quero rodear-me de pessoas com experiência nas áreas jurídica e estatutária, porque acredito no trabalho em equipa e na preparação rigorosa.

Quais serão as suas linhas de orientação para o desempenho de funções no cargo?

As minhas linhas de orientação são claras. Primeiro, reforçar a ligação aos Sócios, garantindo Assembleias Gerais participadas, bem organizadas e onde todos sejam respeitados. Depois, quero que a Assembleia Geral seja rigorosamente independente, para que aquilo que se discute e decide tenha em vista o futuro do Sporting CP. Além disso, quero que a Assembleia Geral represente para os Sócios a defesa e o cumprimento dos estatutos e o funcionamento democrático do Clube. Quero também que a Assembleia Geral funcione para os Sócios como se fosse a sua casa.

Como é que se pode medir o sucesso do trabalho desenvolvido pela MAG?

Mede-se na confiança dos Sócios. Se se sentirem ouvidos e respeitados e a Mesa funcionar com dignidade e transparência, então cumpriu a sua missão. Mede-se também pela participação dos Sócios, porque se participarem sentem que há funcionamento democrático na vida do Clube. E mede-se pela estabilidade institucional, porque uma Assembleia Geral bem conduzida ajuda a unir o Clube. No final, se todas estas condições estiverem reunidas e sentir que os Sócios voltaram a ganhar confiança nas Assembleias Gerais, então sairei satisfeito e com a missão cumprida.

PEDRO ALMEIDA

CABRAL

LISTA B

Porque é que se candidata a este cargo?

Tenho desempenhado este serviço ao Clube nos últimos oito anos, primeiro como Secretário da Mesa e depois como Vice-Presidente. Agora, entendo que poderei servir o Clube nestas funções de Presidente, continuando o trabalho que tem sido desenvolvido pelas Mesas anteriores, que deram uma grande solidez institucional ao Clube e garantiram que os Sócios foram ouvidos em todas as decisões relevantes nas Assembleias Gerais. Acho que posso continuar a servir o Clube e dar esse contributo que é relevante para o Sporting CP. Só um Clube solidamente institucional pode ser um Clube ganhador.

Considera que tem a experiência necessária para desempenhar o cargo máximo deste órgão social?

É um cargo que exige, sobretudo, uma ligação muito profunda ao Clube. Sou Sócio do Sporting CP e acompanho a vida associativa desde muito novo, praticamente desde os meus dez anos. Tenho essa ligação forte que me permite estar em linha com as dinâmicas do Clube e com a projecção que o Clube deseja para o futuro. Além disso, devido à minha função profissional como advogado, que exerço há várias décadas, e sendo o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral também de forte componente jurídica, creio que essas características combinadas me ajudam a ter a experiência necessária para desempenhar o cargo e servir o Clube da melhor forma.

Qual é, para si, a competência mais importante do presidente da MAG?

Há várias competências importantes. Uma delas é garantir que os Sócios são escutados, ouvidos e podem, em liberdade, tomar decisões na Assembleia Geral. Para isso, é preciso ter uma noção clara das funções da Mesa da Assembleia Geral, do seu Presidente e de como a Assembleia Geral deve servir para expressar a vontade dos Sócios. Talvez a característica mais importante seja compreender os desígnios profundos do Clube, a sua missão histórica e garantir que o património material e os valores associados ao Sporting CP permanecem intactos e são transmitidos às gerações seguintes. Apesar de o Presidente da Mesa ter funções relacionadas com a realização das Assembleias Gerais, deve garantir que o Clube é preservado para o futuro.

Quais serão as suas linhas de orientação para o desempenho de funções no cargo?

A principal linha de orientação é garantir que a missão da Mesa e do seu Presidente são cumpridas integralmente e que os Sócios podem livremente expressar a sua vontade nas Assembleias Gerais, participar na vida do Clube e discutir as questões que lhe dizem respeito de forma cordial e participativa. Acima de tudo, assegurar que as Assembleias Gerais se realizam e cumprem o seu objectivo de expressar a vontade soberana dos Sócios. Como é que se pode medir o sucesso do trabalho desenvolvido pela MAG?

Mede-se em função da capacidade de organizar, garantir e assegurar que as Assembleias Gerais decorrem com normalidade. Quanto mais invisível for o papel da Mesa e do seu Presidente, maior será o sucesso, porque significa que as Assembleias Gerais decorreram com normalidade e que os Sócios puderam expressar a sua vontade. Gerais, então sairei satisfeito e com a missão cumprida.

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

TRIUNFO DA ARTE E DO EN‑ GENY‑ O

DEPOIS DE UMA PRIMEIRA PARTE DE INSISTÊNCIA PERANTE A BEM ORGANIZADA DEFENSIVA DO MOREIRENSE FC, OS LEÕES

REGRESSARAM PARA O SEGUNDO TEMPO COM MAIOR FLUIDEZ PELAS ALAS E TRADUZIRAM O DOMÍNIO ABSOLUTO EM GOLOS. UMA VITÓRIA CONQUISTADA COM IGUAIS DOSES DE ENGENHO, TALENTO E (MAIS) UM MOMENTO DE ABSOLUTA INSPIRAÇÃO DE GENY CATAMO.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: José Lorvão

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, ao final da tarde do passado sábado, o Moreirense FC por 0-3, em jogo a contar para a jornada 23 da Liga Portugal. Frente a um dos emblemas-surpresa do campeonato, os Leões precisaram de vestir o fato-macaco, mas foram premiados pela insistência, mostraram arte e engenho, e acabaram, de forma incontestável, a somar mais três pontos importantíssimos na luta pelo campeonato.

Sem poder contar com Pedro Gonçalves para o duelo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, Rui Borges promoveu duas alterações ao onze que defrontou o FC Famalicão na última ronda da prova: Luis Suárez, de regresso após castigo, surgiu na frente de ataque na companhia de Geny Catamo, com o moçambicano colado à direita. Com o pôr-do-sol como moldura, cedo os Leões assumiram o controlo da partida, instalados confortavelmente no meio-campo defensivo da equipa da casa. Apostando no jogo exterior, Luís Guilherme e Geny Catamo apareciam como desequilibradores óbvios, mas até foi Francisco Trincão quem teve nos pés a primeira ocasião clara de golo. Aos

8 minutos, o camisola 17 apareceu na cara de André Ferreira, obrigando o guardião moreirense à primeira grande intervenção da partida. Pouco depois, foi Luís Guilherme a entrar pela esquerda e, com um remate à figura do guarda-redes, tentar a sua sorte. Sem dar qualquer espaço ao Moreirense FC, os verdes e brancos, equipados de preto, continuaram à procura de desbloquear

caminhos para a baliza adversária e, aos 15’, Maxi Araújo descobriu Francisco Trincão no coração da área. O cabeceamento do internacional português, enquadrado mas sem força, não ofereceu contudo grandes dificuldades a André Ferreira. Muito pressionado, o Moreirense FC só conseguiu desenhar a primeira jogada de ataque aos 22 minutos. Rui Silva, até então um espectador mais da partida, encaixou sem problemas o remate de Rodrigo Alonso, que apareceu sem marcação na zona central, e o Sporting CP voltou a balancear-se para a frente – sem conseguir, apesar do pendor, criar oportunidades flagrantes para inaugurar o marcador. Com o relógio a aproximar-se da meia hora de jogo, e uma ténue neblina a baixar sobre o relvado, mantinha-se a dificuldade verde e branca para encontrar linhas de último passe: aos 31’, Maxi Araújo ‘rompeu’ pela esquerda e cruzou com intenção para Geny Catamo, mas a defensiva da casa desviou para canto.

Os Leões só voltaram a visar a baliza de André Ferreira aos 44 minutos, apesar do controlo quase total

das incidências. O remate de Luís Guilherme, ainda de fora da área, saiu bem colocado, mas ligeiramente por cima do travessão. Logo depois, a poucos segundos do intervalo, Luis Suárez desperdiçou aquela que terá sido mesmo a melhor ocasião de toda a primeira parte: a passe de Luís Guilherme, que trabalhou bem desde a esquerda, o colombiano rematou rasteiro, mas a centímetros do golo. Sem conseguir ultrapassar a bem organizada defensiva do Moreirense FC, os Leões desceram assim aos balneários com um resultado algo penalizador pelo domínio, embora justificado também pelas poucas ocasiões concretas para desfazer o nulo no marcador.

O Sporting CP voltou a acelerar o jogo no regresso para o segundo tempo e, aos 49 minutos, esteve novamente muito próximo de inaugurar as contas: Hidemasa Morita descobriu Luis Guilherme na esquerda, o brasileiro combinou com Francisco Trincão e o português cruzou para a pequena área. André Ferreira não conseguiu desviar, tal como nenhum dos avançados verdes e brancos, e a bola

acabou por perder-se pela linha de fundo.

Parecia ser uma questão de tempo e foi mesmo. Novamente em velocidade e novamente pela esquerda, após uma recuperação em zona alta de Morten Hjulmand, a dupla Luís Guilherme-Maxi Araújo desequilibrou e o camisola 20 colocou o esférico no coração da área. Francisco Trincão, que já tinha ameaçado por duas vezes, não desperdiçou a terceira e com um remate rasteiro colocou o Sporting CP a vencer merecidamente aos 52 minutos.

Os muitos e ruidosos Leões em Moreira de Cónegos não precisariam de esperar para celebrar o 0-2. E que obra de arte de Geny Catamo, a valer o preço do bilhete! Aos 56 minutos, o moçambicano recebeu na linha, meteu para dentro e, em arco, rematou para o fundo das redes e para um dos mais bonitos golos da carreira. Aos 64 minutos, Rui Borges lançou Daniel Bragança para o lugar de Hidemasa Morita e foi já em campo que o médio verde e branco testemunhou a melhor oportunidade do Moreirense FC na partida. A surgir bem a uma segunda bola, o também recém-entrado Nile John rematou rasteiro e aparentemente pouco

21.02.2026

Liga Portugal – 23.ª Jornada Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, Moreira de Cónegos

0-0 ao intervalo

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Giorgios Vagiannidis, 77’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 64’), Geny Catamo (Souleymane Faye, 77’), Francisco Trincão, Luís Guilherme (João Simões, 82’), Luis Suárez (Fotis Ioannidis, 77’). Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Ousmane Diomande (38’).

Francisco Trincão (52’), Geny Catamo (56’), Luis Suárez (75’)
Numa grande jogada individual, Geny Catamo marcou o segundo golo dos Leões em Moreira de Cónegos
Moreirense FC ‘segurou’ o nulo nos primeiros 45 minutos

enquadrado; contudo, a bola desviou caprichosamente em Morten Hjulmand, ganhou altura e embateu com estrondo na barra da baliza de Rui Silva.

Sem desistir de procurar a baliza, os Leões chegariam ao terceiro golo aos 75 minutos. Na sequência de um pontapé de canto, a bola sobrou para o inevitável Luis Suárez e o ponta-de-lança, com um remate de primeira à meia-volta, juntou o seu nome à lista de marcadores com mais um grande golo – o 20.º na Liga Portugal.

Logo depois, o colombiano daria o seu lugar a Fotis Ioannidis, de regresso à competição aproximadamente um mês e meio depois da lesão contraída na meia-final da Taça da Liga. O grego, que entrou

para os últimos 15 minutos de jogo, juntamente com Souleymane Faye e Giorgios Vagiannidis, até podia ter marcado aos 84’, depois de uma rápida contra-resposta conduzida precisamente pelo camisola 15. Valeu André Ferreira, a desviar pela linha de fundo.

Antes, aos 82’, também João Simões entrara já para o terreno de jogo, e o Sporting CP continuou a mover-se confortável pelo relvado, somando mais uma mão-cheia de jogadas que podiam ter terminado em golo.

Assim, e contas feitas, os verdes e brancos, que desde Janeiro não venciam por margem tão dilatada, viram já as atenções para a recepção ao GD Estoril-Praia, a contar também para a Liga Portugal.

Trincão desbloqueou o marcador

RUI BORGES: “VITÓRIA NÃO MERECE CONTESTAÇÃO”

Em conferência de imprensa após a partida, Rui Borges analisou o triunfo e destacou a personalidade da equipa num campo tradicionalmente difícil. O treinador agradeceu ainda o apoio dos adeptos e falou sobre o regresso de Fotis Ioannidis.

Análise ao jogo

“Um campo difícil, algo mole, mas a equipa não se escondeu do início ao fim do jogo. Quis ter qualidade perante uma boa equipa – a quem se dessemos espaço e tempo ganharia confiança a jogar em sua casa – e não fugimos à nossa ideia de jogo.

Deixem-me dizer que, para mim, foi muito importante o apoio dos nossos adeptos: fizeram-nos sentir em casa, só via Sportinguistas em todo o lado nas bancadas, e foi muito importante a equipa sentir essa ambição dos adeptos, que passa para a equipa. Temos tido essa ambição independentemente do resultado. Podíamos ter feito mais, o Moreirense FC só tem dois lances já depois do 2-0, mas a história do início ao fim do jogo é Sporting CP, por mérito nosso e da mentalidade vencedora que os jogadores mostraram”.

Triunfo fácil?

“Foi um jogo difícil, ao intervalo estava 0-0. Controlámos o jogo, não deixámos o Moreirense FC chegar perto da nossa baliza, só teve um livre perto do final da primeira parte. Controlámos com bola, mas cada vez mais as equipas defendem bem, querem pontos. Na segunda parte voltámos a entrar bem, a procurar mais a baliza, mais dinâmicos, e o jogo acabou por se desenrolar, mas fizemos por isso. A vitória não merece qualquer contestação, a equipa não se escondeu e a energia esteve sempre em cima. Nunca baixámos perante um grande adversário, num campo difícil para nós nos últimos anos.

Nós é que tornámos o jogo fácil pela ambição e qualidade que tivemos. Feliz, acima de tudo, por ver a equipa, mesmo a ganhar, a não baixar os braços, ligada no momento defensivo e a partir para o momento ofensivo. Isso enaltece o espírito de família e união desta equipa”.

Jogo especial para Rui Borges “Para mim, é claramente muito especial. Vou ser grato ao Moreirense FC e às pessoas da sua estrutura por toda a minha vida. Deram-me a oportunidade de chegar à Primeira Liga num início de campeonato onde jogámos com os três grandes, num futebol muito fértil a despedir treinadores, e fizemos uma grande época. Senti-me em casa, é um clube muito próprio e familiar, e pela amizade que tenho por todos e eles por mim, esse agradecimento estará sempre presente”.

Boa exibição dificulta opções na frente/Pedro Gonçalves com lugar em perigo? “O Pote é mais uma solução e tem de estar preparado para jogar ou não jogar, como qualquer outro. Dentro de cada estratégia e perante cada adversário pensaremos no que faz sentido, mas ficámos mais fortes. O Pote é diferenciado. Acima de qualquer coisa, é um jogador que a qualquer momento decide o jogo. Ter todos de volta torna o colectivo mais forte, mais vivo, mais exigente, porque eles sabem que a qualquer momento qualquer um pode jogar”.

Regresso de Fotis Ioannidis

“Muito feliz por ver o Fotis voltar, muito feliz mesmo. É, também ele, especial e diferenciado. Em termos de carácter e personalidade, é fantástico no dia a dia, merece estar com o grupo e merece ajudar a equipa”.

Família presente

“Fui festejar com a minha afilhada, que dá sorte; ganhamos sempre que está presente. Fui dar-lhe um beijinho. Fui dar também um beijinho a toda a minha família. Não estava o meu pai, que sofre muito, mas um beijinho para ele também. Acho que foi a primeira vez que o meu sobrinho veio a um campo de futebol ver o tio e deixa-me feliz ter os meus por perto”.

Mensagem ao intervalo e pressão

“A única diferença na pressão é que o Geny [Catamo] estava a baixar a cinco e não tinha necessidade. Estávamos a bater-nos 4 para 3, com o Luís Guilherme alto e o Moreirense FC ganhava superioridade com o número 8 a jogar a seis. Nós estávamos a tentar ajustar, mas mesmo assim o Moreirense FC não conseguiu ligar. Fomos fortes e, com bloco meio-alto, recuperámos mais bolas, mas se ajustássemos estaríamos ainda mais perto de conseguir ser agressivos em encurtamentos. O Geny não precisava de baixar tanto (…) porque isso podia criar-lhes uma superioridade de 3 para 2 em zona intermédia e nós não queríamos que acontecesse isso. Mesmo nessa pequena superioridade muito pouco ou nada eles conseguiram ligar, dada a intensidade da equipa”.

Velocidade nos corredores

“Estávamos à espera, porque já aconteceu em Alvalade: melhorámos na segunda parte porque fomos mais dinâmicos e não parámos tantas vezes a bola. Se ganhamos superioridade num lado, temos de insistir nela. O que é que estava a acontecer à nossa esquerda e à direita do Moreirense FC? Eles estavam com dúvidas nas marcações e isso dava-nos espaço à largura para tomada de decisão, fosse do Maxi Araújo ou do Luís Guilherme. Quem não estivesse na largura tinha de rasgar, porque quem acompanhava esse rasgo era o médio deles, que não tinha capacidade para acompanhar os nossos dois homens.

Faltava chegar com mais gente à área e o [Francisco] Trincão acabou por aparecer em zona de penálti. Davamnos espaço para cruzamentos, tínhamos de explorar e chegar com mais gente. Ao intervalo disse que tínhamos de insistir nisso, mas ser mais rápidos, porque estávamos a dar tempo para o Moreirense FC ajustar”.

Luis Suárez já leva 20 golos na Liga Portugal
Fotis Ioannidis, que não jogava desde 6 de Janeiro, regressou à competição
Francisco

FUTEBOL EQUIPA B

45 MINUTOS INICIAIS MERECIAM PONTOS

LEÕES DOMINARAM O PRIMEIRO TEMPO EM CASA DO LÍDER CS MARÍTIMO E SÓ NÃO REGRESSARAM AO CONTINENTE COM UMA VITÓRIA OU UM EMPATE PORQUE SAMU, GUARDA-REDES VISITADO, BRILHOU.

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Liga Portugal

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no sábado, por 1-0 no terreno do líder CS Marítimo para a 23.ª jornada da Liga Portugal 2.

O encontro teve um emblema a dominar cada uma das partes e o que os jovens Leões fizeram na primeira metade merecia pontos, mas Romain Correia, dos insulares, fez o único golo do desafio já no quarto de hora final.

Num duelo entre duas das melhores equipas do campeonato, um belo dia de sol e um estádio muito bem composto no Funchal viu um início de encontro equilibrado. O primeiro ascendente foi do CS Marítimo, que rematou aos 8’, para fora, por intermédio de Martín Tejón.

Os madeirenses conseguiram, também, alguns cruzamentos e ataques perigosos, mas Diego Callai não estava a ser verdadeiramente incomodado. A partir do primeiro quarto de hora, contudo, a toada mudou e o Sporting CP começou a crescer a olhos vistos. O primeiro sinal surgiu aos 19’, quando Rodrigo Dias serviu

Rafael Nel e este deu para Mauro Couto, que entrou na área e atirou contra a malha lateral.

Pouco depois, Salvador Blopa apareceu na direita para oferecer a Samuel Justo, que por sua vez assistiu, com o calcanhar, Mauro Couto, o qual rematou e Samu, guardião dos visitados, defendeu com qualidade.

Só dava Sporting CP nesta fase e, ligeiramente após a meia-hora, Mauro Couto descobriu Paulo Cardoso na esquerda e este só não marcou nem assistiu um colega por Samu teve uma excelente intervenção ao sair dos postes.

O guarda-redes do CS Marítimo afirmou-se como a principal figura do primeiro tempo e voltou a salvar as suas cores aos 38’, minuto em que um grande cruzamento de Rodrigo Dias foi parar a Rafael Nel, que dominou e atirou de forma acrobática para (mais uma) grande defesa de Samu.

Logo a seguir, ainda mais perigo: remate de Mauro Couto de muito longe para… defesa de Samu, com a bola a acertar ainda na trave verde-rubra. Salvador Blopa ainda procurou a recarga, mas não chegou a tempo. Ao intervalo, o 0-0 só era uma reali-

dade graças à tremenda exibição de Samu e já se justificava a vantagem do Sporting CP, que estava a ser bastante superior.

A história mudou no segundo tempo, com o controlo a passar para os pés dos jogadores do CS Marítimo. Aos 54’, Bruno Ramos conseguiu um fantástico corte que evitou o remate de Martín Tejón, enquanto Mauro Couto, do outro lado, atirou de longe à figura de Samu.

Martín Tejón ficou ainda mais perto do golo aos 60’, quando tinha espaço e cabeceou para fora, enquanto Salvador Blopa, de forma bem menos ameaçadora, fez o mesmo pouco depois. Aos 71’, Eduardo Felicíssimo deu lugar a Manuel Mendonça e João Gião, nem cinco minutos mais tarde, voltou a mexer: saíram Mauro Couto e Samuel Justo, entraram Zaïd Bafdili e Kauã Oliveira.

Por cima no jogo, ainda que sem muitas oportunidades claras, o CS Marítimo fez o único golo da tarde aos 77’ e por intermédio de Romain Correia na insistência após um canto da esquerda.

Na resposta, Gabriel Silva substituiu Mateo Tanlongo e o Sporting CP ten-

JOÃO GIÃO:

“MUITO ORGULHOSO DO QUE FIZEMOS”

tou chegar, pelo menos, ao empate, mas não conseguiu voltar ao nível do primeiro tempo. A melhor ocasião chegou aos 87’, quando Gabriel Silva, depois de um bom trabalho de Zaïd Bafdili, rematou ao lado. Houve ainda tempo para duas investidas de Paulo Cardoso, ambas para fora, e o 1-0 prevaleceu. Na próxima jornada, o Sporting CP recebe o Leixões SC (sábado, 28 de Fevereiro, 11h00, Estádio Aurélio Pereira).

21.02.2026

Liga Portugal 2 – 23.ª Jornada Estádio do Marítimo, Funchal CS MARÍTIMO SPORTING CP

1 0

0-0 ao intervalo

Romain Correia (77’)

Sporting CP: Diego Callai [GR], Bruno Ramos, David Moreira [C], Rodrigo Dias, Salvador Blopa, Eduardo Felicíssimo (Manuel Mendonça, 71’), Mateo Tanlongo (Gabriel Silva, 81’), Samuel Justo (Kauã Oliveira, 75’), Paulo Cardoso, Mauro Couto (Zaïd Bafdili, 75’) e Rafael Nel. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Rodrigo Dias (33’).

No final, João Gião analisou o encontro e começou por elogiar Samu, guardião dos madeirenses. “Não me lembro de jogos com histórias tão iguais na primeira e segunda volta. O melhor em campo voltou a ser o Samu, e muito bem, que fez mais uma exibição extraordinária. É, possivelmente, o jogador mais decisivo do campeonato, está a fazer uma grande época. Tirou-nos a hipótese de levarmos daqui pontos porque tivemos quatro ou cinco oportunidades claríssimas. Na única intervenção menos feliz, a bola foi à trave”, disse ao microfone da Sport TV O treinador verde e branco mostrou-se, depois, satisfeito com o rendimento do grupo que lidera: “Estou muito orgulhoso do que fizemos. Não há vitórias morais e já lhes disse no balneário que não podemos sair daqui contentes, mas não posso deixar de enaltecer a evolução de uma equipa que há um ano jogava na Liga 3. São mais ou menos os mesmos jogadores e, passado um ano, estão a jogar em casa do, se calhar, principal candidato a subir e a ser campeão. O CS Marítimo é um grande clube, teve um grande investimento, grandes jogadores, grande treinador, grande estrutura e um grande estádio com 9000 pessoas. Chegámos aqui com a personalidade de assumir o jogo e termos mais dados estatísticos, que valem o que valem. Parabéns ao CS Marítimo, mas não posso deixar de enaltecer a nossa prestação, sobretudo na primeira parte. (…) O resultado acaba por ser bastante injusto e penalizador para nós”.

Por fim, e quando questionado sobre uma eventual luta pela conquista da Liga Portugal 2, João Gião foi claro.

“Nunca olhámos para a conquista do título. Olhamos jogo a jogo, querendo, logicamente, acabar o mais acima possível. O nosso objectivo é continuar a formar jogadores e hoje foi um dia fantástico nesse sentido. (…) O meu trabalho é que consigam ter personalidade neste tipo de contextos”, concluiu.

Rafael Nel em acção nos Barreiros

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

‘TOMAZ’ CERTEIRAS DE DECISÃO GARANTEM VITÓRIA

NUM ENCONTRO QUE SE FOI PARTINDO COM O AVANÇAR DO RELÓGIO, AS LEOAS NUNCA DEIXARAM DE PROCURAR O GOLO E FORAM RECOMPENSADAS NOS INSTANTES FINAIS. A HEROÍNA? ANA TOMAZ, JOVEM PROMOVIDA HÁ POUCAS

SEMANAS DA EQUIPA B VERDE E BRANCA E QUE, COM ARROJO E UM MUITO CELEBRADO BIS, GARANTIU TRÊS IMPORTANTES PONTOS PARA O CONJUNTO DE MICAEL SEQUEIRA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Federação Portuguesa de Futebol

A equipa principal feminina de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, na tarde do passado domingo, o Valadares Gaia FC por 0-2, em jogo da 12.ª jornada da Liga. No Estádio Municipal Dr. Jorge Sampaio, as Leoas orientadas por Micael Sequeira foram recompensadas ao cair do pano e superiorizaram-se no primeiro de dois encontros consecutivos entre os emblemas. O segundo, a contar para as meias-finais da Taça da Liga, está já marcado para o próximo dia 11 de Março.

Ainda antes do apito inicial, Valadares Gaia FC e Sporting CP protagonizaram, em conjunto, o melhor lance do jogo. Num momento de solidariedade, as capitãs dos dois clubes entregaram duas camisolas a uma menina de nove anos, com limitações motoras significativas. Também as receitas integrais do encontro reverterão para a Constança e para os tratamentos de que necessita.

Já com a bola a rolar, e numa partida repartida e bem disputada desde os minutos iniciais, o primeiro lance de perigo surgiu aos 13 minutos pelo pé de Brittany Raphino, que, a aparecer na profundidade após um bom passe de Ashley Barron, obrigou Erin Seppi a duas intervenções de grande qualidade.

Seis minutos depois, e num duelo particular entre as duas, a guardiã da equipa da casa voltou a levar a melhor, com mais uma excelente defesa após novo desvio de Raphino, desta vez a responder da melhor forma a um cruzamento preciso de Flor Bonsegundo. Com domínio quase total da posse de bola, as verdes e brancas foram controlando as tentativas de contragolpe das anfitriãs e só aos 22 minutos o Valadares Gaia FC subiu pela primeira

vez à área visitante. Ainda assim, o cabeceamento de Daniela Areia Santos, na sequência de um pontapé de canto, saiu desenquadrado e não chegou a assustar Anna Wellmann. Aos 29 minutos, contrariedade para Micael Sequeira. Após um lance disputado na área, Brittany Raphino, que vinha a ser a jogadora mais perigosa da equipa, ficou em evidentes dificuldades físicas e acabou por sair, cedendo o lugar a Jeneva Hernández-Gray.

Com Flor Bonsegundo mais subida no terreno e balanceadas para o ataque, as Leoas foram encostando o Valadares Gaia FC ao seu meio-campo defensivo. No entanto, as constantes paragens para assistir jogadoras de ambos os lados impediram que o Sporting CP conseguisse impor, de forma continuada, um ritmo mais elevado à partida.

A tentar responder à maior pressão verde e branca, a formação da casa voltou a aproximar-se com algum perigo da baliza Leonina aos 44 minutos, mas o desvio de Daniela Santos saiu ao lado da baliza de Anna Wellmann. Já para lá do tempo regulamentar, e com mais bola nesta fase final do primeiro tempo, o Valadares Gaia FC ainda ameaçou, mas a guardiã alemã manteve-se atenta.

Com um cabeceamento de Carolina Santiago e nova defesa de Erin Seppi a fechar o primeiro tempo, as Leoas recolheram aos balneários com um nulo no marcador que não traduzia por completo o ascendente que evidenciaram ao longo da primeira parte. No regresso após o descanso, manteve-se o pendor ofensivo das verdes e brancas. Aos 50 minutos, Carla Armengol rematou da esquina da área, sem grandes dificuldades para a guardiã da casa.

A somar oportunidades, a espanhola voltou a surgir em evidência aos 57 minutos: isolada e de cara para a baliza, a camisola 20 não conseguiu

finalizar da melhor forma e desperdiçou uma oportunidade clara para inaugurar o marcador. Mérito também para Joana Silva, que, com um corte providencial, negou o 0-1 ao Sporting CP. Um minuto depois, Armengol tentou novo remate, mas continuou sem sorte e pontaria.

A meia hora do final, Micael Sequeira promoveu uma dupla alteração e lançou Daniela Arques e Matilde Nave no terreno de jogo. Disputado sobretudo no miolo e algo partido, o encontro foi-se desenrolando mais longe das balizas e, com o cronómetro a avançar, persistia o nulo.

Ainda assim, as Leoas continuaram à procura de caminhos para desbloquear o resultado e, aos 80 minutos, Carolina Santiago rematou no coração da área para mais um alívio da bem organizada linha defensiva do Valadares Gaia FC. Aos 84’, a camisola 13 obrigou Erin Seppi a nova intervenção de excelência, mas encontrava-se em posição irregular e o lance foi invalidado.

A cinco minutos do fim, último  pressing desde o banco Leonino: a jovem Ana Tomaz entrou para o lugar da desgastada Flor Bonsegundo, numa deci-

22.02.2026

Liga – 12.ª jornada – Estádio Municipal Dr. Jorge Sampaio, Gaia VALADARES GAIA FC SPORTING CP 0 2

0-0 o intervalo

Ana Tomaz (90+3’, 90+7’)

Sporting CP: Anna Wellmann [GR], Mackenzie Cherry, Ashley Barron, Érica Cancelinha, Brenda Pérez [C], Andreia Bravo (Daniela Arques, 60’), Beatriz Fonseca, Flor Bonsegundo (Ana Tomaz, 85’), Carla Armengol (Matilde Nave, 60’), Brittany Raphino (Jeneva Hernández-Gray, 32’), Carolina Santiago. Treinador: Micael Sequeira. Disciplina: cartão amarelo para Daniela Arques (63’).

são que mudaria o rumo do encontro. Antes, seria, contudo, outra Leoa da formação, Maísa Correia, emprestada pelo Sporting CP ao conjunto de Gaia, a ficar perto do golo. Valeu, então, o corte fundamental da defesa verde e branca.

Pouco depois, aos 87’, foi a barra quem ‘salvou’ o conjunto de Micael Sequeira. O cabeceamento de Margaux Chauvet bateu com estrondo no ferro da baliza de Anna Wellmann e, com o aproximar do apito final, ficava a sensação de que o jogo podia cair para qualquer um dos lados. E caiu para o lado verde e branco. Já para lá do tempo regulamentar,

e a culminar uma jogada rápida de Carolina Santiago pela ala esquerda, a recém-entrada Ana Tomaz enganou Erin Seppi e, com a tranquilidade de uma veterana, estreou-se a marcar pela equipa principal com um 0-1 efusivamente celebrado.

Mas o melhor estava guardado para o fim. Aos 90+7’, Beatriz Fonseca descobriu a jovem de 19 anos na profundidade e a ponta-de-lança, rapidíssima, galgou metros, flectiu da direita para dentro e, ainda de fora da área, rematou em arco para fechar o resultado com um golaço que selou o triunfo da persistência e premiou a aposta na juventude.

MICAEL SEQUEIRA: “MERECÍAMOS ESTA VITÓRIA”

Após a vitória ao cair do pano, Micael Sequeira mostrou-se satisfeito com a vitória e destacou a boa resposta da equipa na ressaca da eliminação europeia. Em declarações ao  Canal 11, o técnico reconheceu que o Sporting CP foi feliz nos instantes finais, mas frisou que a equipa fez por merecer a sorte.

“Acabámos por ser felizes na parte final do jogo, mas penso que tivemos uma entrada muito boa. Na segunda parte também criámos várias situações para finalizar e, a partir daí, começou a surgir um cansaço mental e físico tremendo. Tivemos na quarta-feira um jogo com uma intensidade brutal e era difícil pedir mais do que isto. Tinha de ser exactamente desta forma: muita união, muito espírito e grande vontade de disputar cada lance”, começou por analisar Micael Sequeira. Num encontro em que voltou a recorrer à juventude, o treinador verde e branco valorizou a resposta das jogadoras mais novas e, em particular, o impacto de Ana Tomaz na partida.

“Sem dúvida que o impacto de todas as jogadoras que chegaram da equipa B tem sido bastante positivo. Acrescentam sempre. São jogadoras que trabalham muito e esperam pela sua oportunidade. A Ana Tomaz tem tido essa oportunidade e hoje acabou por ser compensada pelo seu trabalho. Estamos naturalmente muito satisfeitos por termos ganho num campo muito difícil, perante uma equipa sempre muito bem organizada. Sabíamos que seria muito complicado, também pelo que passámos na quarta-feira: uma vitória épica, num ambiente incrível, e depois a derrota nos penáltis. Foi um prémio merecido para as jogadoras por tudo o que passaram e pela forma como representaram o país. Mereciam ter um pouco de estrela e hoje acabámos por ter”, frisou ainda.

O técnico verde e branco destacou também a importância do triunfo na luta pelos lugares cimeiros da Liga, sublinhando a ambição da equipa em manter-se na perseguição ao topo da tabela.

“Sabíamos que esta era uma jornada decisiva. Era importante ganhar porque olhamos para cima, não para baixo. O nosso rival directo ganhou e isso obrigava-nos a vencer para manter a distância. Felizmente conseguimos e agora é continuar a trabalhar e preparar bem o próximo jogo, que também será muito importante para nós”, concluiu.

Golos da jovem Ana Tomaz foram efusivamente celebrados

FUTEBOL FORMAÇÃO UEFA YOUTH LEAGUE

EM FRENTE NA UEFA YOUTH LEAGUE

TRIUNFO DOS LEÕES POR 0-1, EM CASA DO EINTRACHT FRANKFURT, NOS OITAVOS-DE-FINAL DA COMPETIÇÃO EUROPEIA.

Salvador Blopa fez o cruzamento que resultou no golo do Sporting CP e que valeu o triunfo dos Leões

Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: Gerhard Schultheiß/FJH

O Sporting Clube de Portugal venceu, na última terça-feira, os alemães do Eintracht Frankfurt por 0-1 e apurou-se para os quartos-de-final da UEFA Youth League.

Um golo na própria baliza de Siljevic, guarda-redes da formação germânica, aos 19’, no seguimento de uma arrancada e cruzamento de Salvador Blopa, assegurou a entrada nos oito melhores desta prova europeia, onde o Sporting CP aguarda agora pelo desfecho do jogo entre o Real Madrid CF e o Chelsea FC para conhecer o próximo adversário, num jogo em que os Leões vão voltar a jogar fora de casa. O triunfo do Sporting CP é justíssimo e peca até por escasso, uma vez que as melhores oportunidades de golo do desafio pertenceram ao grupo orientado por João Gião, que foi encontrando forte oposição nas defesas do guarda-redes Siljevic, um dos jogadores em maior evidência no conjunto alemão.

Aos 6’, Miguel Gouveia fez uma defesa atenta e segura a

24.02.2026

UEFA Youth League – Oitavos-de-final Sportpark Dreieich, Frankfurt, Alemanha EINTRACHT FRANKFURT SPORTING CP 0 1

0-1 ao intervalo

Siljevic (19’ AG)

Sporting CP: Miguel Gouveia [GR], Rayhan Momade (Afonso Lee, 72’), Daniel Costa, Lucas Taibo, Rafael Mota, Eduardo Felicíssimo [C], Manuel Kissanga (Miguel Almeida, 55’), Zaïd Bafdili (Paulo Simão, 90+4’), Gabriel Silva (Rafael Camacho, 72’), Flávio Gonçalves, Salvador Blopa. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Eduardo Felicíssimo (6’), Rayhan Momade (32’), Salvador Blopa (49’) e Rafael Mota (73’).

cabeceamento de Ilicevic, na área, mas foi caso isolado no domínio da formação Sportinguista. Com futebol apoiado na zona central e muito verticalizado nas saídas rápidas para o ataque, aos 19’, nasceu o golo do Sporting CP, em arrancada de Salvador Blopa pela direita, com cruzamento que o guarda-redes Siljevic não resolveu e acabou por introduzir a bola na própria baliza. A formação Leonina adiantava-se no marcador.

Aos 29’, Alexander Staff teve oportunidade de igualar após pontapé de canto, com o remate do ponta-de-lança a sair por cima da baliza Leonina. Mais perto do intervalo, canto na direita e cabeceamento de Eduardo Felicíssimo por cima, enquanto Lucas Taibo, já nas compensações, cabeceou ao lado após livre na meia esquerda.

No segundo tempo, o Sporting CP foi ainda mais forte no ataque. Aos 48’, Salvador Blopa rematou cruzado, para defesa difícil do guarda-redes do Eintracht Frankfurt. Pouco depois, o mesmo Salvador Blopa escapou pela direita após passe de Eduardo Felicíssimo e entregou a Gabriel Silva, que se enquadrou para rematar, mas saiu ao lado da baliza visitada. Aos 58’, foi Rayhan Momade a atirar para golo com Siljevic a evitar novo golo Leonino com uma boa defesa. Não demorou muito até Gabriel Silva cabecear após um livre na meia direita, com Siljevic a desviar para canto.

A formação da casa só conseguiu criar verdadeiro perigo aos 70’, quando Miguel Gouveia fez uma grande defesa a remate na área de Staff.

Aos 78’, Miguel Almeida (entrado na segunda parte) arrancou para a área, com o remate a ser defendido pelo guarda-redes alemão. Já nos dez minutos finais, Flávio Gonçalves conseguiu isolar-se e tentou picar a bola sobre o guardião, que defendeu o tiro do número dez Leonino. Flávio Gonçalves, num outro remate, e Salvador Blopa, na última jogada do encontro após lance na esquerda, ficaram perto do 0-2, mas o fundamental foi ga -

JOÃO GIÃO: “FOMOS MUITO MADUROS NO JOGO”

Após o triunfo, João Gião, técnico da formação Leonina, fez a análise para os meios de comunicação do emblema de Alvalade.

“Fomos muito maduros no jogo. De um modo geral, não foi um jogo muito bem jogado, mas também é compreensível numa fase em que um erro pode deitar tudo a perder. São só 90 minutos, nem sequer há prolongamento, portanto aqui sofrer golos custa caro. Acho que assentámos a vitória numa boa solidez defensiva, muito agressivos nos duelos, muito aguerridos. Soubemos defender muito bem e depois definimos o jogo em ataques rápidos. Tínhamos identificado que a velocidade que tínhamos na frente era um ponto a explorar e acho que pecámos em não fazer o 0-2 com esse tipo de acções”. João Gião falou de uma vitória merecida da equipa que orienta. “Acaba por ser um resultado justo pela margem mínima perante uma equipa que também nos criou dificuldades, com bons executantes, internacionais de grande nível de vários países, perante o seu público. Boa moldura humana, no seu próprio terreno, habituados a jogar neste campo. Não era, de todo, uma missão fácil, mas há que ressalvar o espírito de equipa, sobretudo nesta parte final, com o Eintracht Frankfurt a dar tudo, a carregar muito jogo directo. Fomos muito Leões a defender e isso acaba por ser a chave do jogo. A nossa consistência, a solidez defensiva e a nossa maturidade”. O treinador realçou o carácter, personalidade e espírito de união do grupo verde e branco: “Em todas as jornadas que temos da UEFA Youth League recordo-lhes o nosso primeiro jogo frente ao FC Kairat, que foi uma prova de humildade que definiu o nosso percurso até agora. Não tínhamos equipa e, a partir daí, eles começaram a perceber que a equipa, o colectivo, está sempre acima de qualquer individualidade. Sem isso não há nada. É o que tem sido a chave do nosso percurso”. João Gião vê evidentes progressos desta equipa do Sporting CP desde o primeiro jogo na UEFA Youth League. “A partir daí, temos sido muito mais maduros nesse sentido, muito mais solidários, nem sempre a jogar da forma como pretendíamos em função das vicissitudes desta competição, do facto de não termos treinos para entrosar a equipa dentro do que seria a nossa ideia de jogo. É muito o lado estratégico, mas só o lado estratégico, se não tivermos estes valores, esta humildade, esta crença, esta união de perceber que o Sporting CP está sempre acima de qualquer indivíduo, não há nada. Eles [jogadores] perceberam isso depois da primeira jornada, isso tem sido a chave para o nosso sucesso e para atingirmos esta marca, que é importante, de chegarmos às oito melhores equipas da Europa. Só duas gerações do Sporting CP o tinham conseguido, nós somos a terceira e estamos de parabéns por isso”.

rantido. O Sporting CP está nos quartos-de-final da UEFA Youth League graças a um triunfo com muito mérito da formação verde e branca e vai, agora, visitar o Real Madrid CF para os 'quartos', marcados para 17 ou 18 de Março na capital espanhola.

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-23

OPORTUNISMO AÇORIANO FOI CASTIGO SEVERO

NUM JOGO REPARTIDO E MUITO DISCUTIDO, GANHOU QUEM MENOS ERROU. FOI UM ERRO NA SAÍDA DE BOLA QUE CUSTOU

A CAMINHO DO FIM, UM CONTRA-ATAQUE ACABOU COM A ESPERANÇA DO SPORTING CP QUANDO TENTAVA O TUDO POR TUDO FINAL.

No Estádio Aurélio Pereira, a equipa sub-23 de futebol do Sporting CP perdeu com o CD Santa Clara por 0-2, no último sábado, em partida referente à sétima jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação.

21.02.2026

Liga Revelação – Ap. Campeão 7.ª jornada | Estádio Aurélio Pereira SPORTING CP CD SANTA CLARA 0 2

0-0 ao intervalo

Adriel Moraes (70’), Isaac Valença (85’)

Sporting CP: Alexandre Tverdohlebov [GR], Daniel Costa (Konstantin Nikitenko, 46’), Atanásio Cunha, Miguel Alves [C], Afonso Lee (Rafael Mota, 60’), Bento Estrela (Délcio Aurélio, 75’), Rafael Camacho, Simão Soares, Duarte Tomás (Daniel Lopes, 60’), Rayhan Momade (Guilherme Santos, 60’), Diogo Martins. Treinador: Filipe Neto. Disciplina: cartão amarelo para Rafael Camacho (55’) e Délcio Aurélio (90’).

Perante um CD Santa Clara que não perdia há dois jogos (agora três), os jovens Leões apresentaram-se com um ‘onze’ muito renovado, porque comparativamente à jornada anterior só Daniel Costa, Miguel Alves, Rafael Camacho e Rayhan Momade repetiram a titularidade. No primeiro quarto de hora, ambas as formações somaram as suas primeiras aproximações perigosas, mas se o guardião João Afonso conseguiu – após uma má abordagem inicial – resolver o lance verde e branco, do outro lado foi o fora-de-jogo assinalado a evitar males maiores na sequência de um cruzamento.

O encaixe entre as duas equipas foi grande e prevaleceu, o que afastou a acção das duas balizas e o nulo acabou por seguir inalterado para os segundos 45 minutos. Ainda assim, o Sporting CP teve num pontapé de canto uma boa hipótese para desfazer a igualdade, ainda no primeiro

tempo, só que o cabeceamento de Daniel Costa ao segundo poste errou o alvo.

Já no reatamento da partida, com Konstantin Nikitenko no lugar de Daniel Costa do lado Leonino, o CD Santa Clara ficou logo muito perto do golo. Primeiro, na área, Tiago Queiroz teve tudo para marcar e atirou ligeiramente desenquadrado, seguindo-se uma defesa apertada de Alexandre Tverdohlebov – em estreia absoluta no escalão – a um remate em arco de Martim Madeira. Perante esta entrada mais atrevida dos açorianos, Rafael Mota, Daniel Lopes e Guilherme Santos entraram de uma assentada a partir do banco para tentar relançar a formação verde e branca no encontro. Contudo, as dificuldades não só subsistiram como tudo piorou aos 70 minutos, quando um erro desfez o ‘nó’ no marcador. Alexandre Tverdohlebov falhou um passe em zona proibida e Adriel Moraes aproveitou para fazer o 0-1 a favor dos visitantes. Para tentar reagir e evitar a derro-

FILIPE NETO: “TIVEMOS MUITA DIFICULDADE NO ÚLTIMO TERÇO”

Após a derrota, o treinador dos sub-23 fez o rescaldo da partida em declarações à Sporting TV “O primeiro tempo foi algo estranho, com algumas oportunidades, mas a bola a chegar poucas vezes à baliza. Na segunda parte, quando estava equilibrada, acontece o golo e nós sofremos bastante isso. O CD Santa Clara é uma equipa maturada em termos de idade, mas também cognitiva e fisicamente e tivemos muitas dificuldades nos duelos durante todo o jogo. Depois, usufruíram mais do seu jogo, mais à espera e em transição, como conseguiram fazer o 0-2”, resumiu, acrescentando: “Foram justos vencedores e nós sentimo-nos um bocadinho frustrados”.

Apesar das mudanças tentadas, o técnico considerou que faltou outra capacidade em termos ofensivos. “Este espaço de sub-23 é de fluxo de jogadores, temos a UEFA Youth League proximamente e também teremos jogadores lá. Dentro disso e das substituições que fizemos, tivemos oportunidades, mas não conseguimos que a bola chegasse à baliza. Tivemos muita dificuldade no último terço, principalmente na segunda parte, a definir”, referiu.

Neste jogo, Filipe Neto promoveu mais uma estreia – a 25.ª da época neste escalão –, neste caso a do guardião Alexandre Tverdohlebov, que apesar de defesas importantes cometeu o erro que resultou no golo inaugural. “Todos erram. Claro que a posição de guarda-redes é mais sensível, mas não vemos isso assim. O erro faz parte, a forma como lidamos com ele é que faz a diferença”, realçou o técnico verde e branco.

ta, o treinador Filipe Neto arriscou tudo ao tirar o médio Bento Estrela para introduzir o avançado Délcio Aurélio e o Sporting CP tornou-se mais proactivo e controlador até final, mas nunca ameaçou verdadeiramente a baliza adversária. Mais objectivo e eficaz foi o CD Santa Clara, que aproveitou esse balanceamento ofensivo dos jovens

Leões para ‘matar’ o jogo com um contra-ataque implacável, finalizado por Isaac Valença a cinco minutos dos 90’.

Após esta derrota por 0-2, os sub23 do Sporting CP, que continuam no oitavo lugar (dois pontos), recebem o Leixões SC na próxima jornada, onde vão em busca da primeira vitória nesta fase final.

Texto: Xavier Costa
Fotografia: Isabel Silva
Sub-23 continuam sem sorrir na fase de apuramento de campeão

BANCO DE SUPLENTES GARANTIU A VITÓRIA

JOSÉ MENDES E DUARTE ROSA, AMBOS LANÇADOS NA SEGUNDA PARTE, APONTARAM OS GOLOS DOS JUNIORES CONTRA O GIL VICENTE FC (2-0).

Texto: Luís Santos Castelo

A equipa sub-19 de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, no último sábado, o Gil Vicente FC por 2-0 na quarta jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional.

Com este triunfo conseguido na segunda parte e com tentos apontados pelos suplentes-utilizados José Mendes e Duarte Rosa, os jovens Leões chegaram aos dez pontos e são líderes isolados da tabela classificativa, tendo ainda o menor número de golos sofridos (dois).

Favorito e dominador, o conjunto de José João chegou ao intervalo com o nulo a prevalecer, apesar de ter mais posse de bola, remates, cruzamentos ou cantos.

Finalmente, aos 72’, o Sporting CP inaugurou o marcador graças a uma pressão alta e agressiva, o que fez com que o guardião visitante cometesse um erro e permitisse o corte a Frederico Gomes. A bola sobrou para o recém-entrado José Mendes, que, perante a baliza deserta, não desperdiçou e fez o 1-0.

Apesar de estar na frente, o emblema de Alvalade sabia que apenas um golo de diferença deixava tudo em aberto até ao fim. Nesse sentido, tratou de acabar com as dúvidas aos 90+4’: Estefânio Rúben colocou o pé no acelerador e

OPINIÃO

conduziu um contra-ataque pela esquerda até conseguir servir Duarte Rosa, que havia saltado do banco no minuto anterior e que atirou para o fundo das redes. 2-0 e apito final pouco depois. Os Leões vão, agora, visitar o CD Santa Clara aos Açores no final da manhã deste domingo, 1 de Março.

21.02.2026

Campeonato Nacional Sub 19

Ap. Campeão – 4.ª Jornada

Estádio Aurélio Pereira

0-0 ao intervalo

José Mendes (72’)

Duarte Rosa (90+4’)

Sporting CP: William Lodmell [GR], André Machado, Jakub Stasiak, Diego Coxi, João Rijo (Duarte Rosa, 90+3’), Leonardo Tavares (Argyris Christodoulou, 81’), Sergio Siza (Brandão Baptista, 81’), Sandro Gambôa, Miguel Almeida [C] (José Mendes, 61’), Leonardo Varela (Estefânio Rúben, 61’) e Frederico Gomes.

Treinador: José João.

O ENORME NELSON SERRA

Sou, comum dos mortais, uma pessoa com defeitos e com virtudes. Mas uma das minhas virtudes é saber ser grato e reconhecido.

E no último “Eu lembro-me de ti”, um programa dos muitos que vejo religiosamente na Sporting TV, este da autoria do meu amigo Vítor Cândido, que é uma enorme referência do Sportinguismo, que sabe do Clube como poucos e que dá a conhecer as muitas lendas que tanto deram ao símbolo do Leão rampante, foi com o Nelson Serra. E, ao ouvir deliciado aquele que é um dos melhores jogadores portugueses de basquetebol de todos os tempos, que começou por agradecer ao Sporting Clube de Lourenço Marques e ao Sporting Clube de Portugal por tudo aquilo que o ajudaram a ser quem foi; que o verde e branco, clube que é o seu amor de

JOSÉ JOÃO: “EQUIPA COM MUITO COMPROMISSO”

Após o apito final, José João analisou o encontro na zona de entrevistas rápidas do Estádio Aurélio Pereira.

“Na primeira parte, o Gil Vicente FC apresentou-se com uma linha de cinco a pressionar com três na frente e não estávamos à espera que o fizessem aqui. Tivemos algumas dificuldades na adaptação a essa situação. Tivemos sempre mais iniciativa, mas com poucas chegadas à área também por mérito do adversário. Nas vezes que chegámos, podíamos ter preenchido melhor as zonas de finalização e falei com os jogadores sobre isso ao intervalo”, disse aos meios de comunicação Leoninos, continuando.

“Chegámos ao golo graças à nossa pressão. Mérito do Frederico [Gomes] e o José [Mendes] consegue depois fazer o golo. Fica a imagem de uma equipa com muito compromisso. Nem sempre dá para ter nota artística, mas estiveram representados os nossos valores de humildade, espírito de equipa, capacidade de superação. Tudo isso faz com que esta equipa esteja numa série de três jogos consecutivos a ganhar. Não nos vale de nada e olhamos já para o próximo jogo nos Açores, onde queremos ser competitivos contra o CD Santa Clara, uma equipa muito bem trabalhada”, referiu.

Para o treinador dos juniores do Sporting CP, “todos os jogadores têm trabalhado bem” e o facto de acreditar no grupo que orienta ajuda a perceber o facto de dois suplentes utilizados terem apontado os golos: “Alguns até mereciam mais minutos do que os que têm tido. Saltaram os dois do banco e fizeram os golos e fico feliz quando isso acontece. O segredo é acreditar em todos e fazer com que se sintam importantes”.

Por fim, José João falou do momento da equipa, que lidera agora a tabela classificativa de forma isolada.

“A nossa mentalidade é sermos competitivos em cada jogo. Não somos candidatos a nada para além de ganhar o próximo jogo e vê-se que os jogadores acreditam nisso. O Campeonato é muito competitivo e os adversários são muito bem trabalhados. Podemos perder pontos em qualquer campo e o próximo jogo vai ser muito difícil”, concluiu.

uma vida e que foi o único emblema que serviu como jogador, entre outras estórias arrebatadoras e emocionantes, falou dos enormes dirigentes que foram os saudosos Vítor Salgado e Edgar Vital até que chegou a vez do Juvenal Carvalho, que sim, era um miúdo então quando entrou pela porta do dirigismo pelo basquetebol. Um miúdo que o Edgar Vital apostou para ser dirigente de uma equipa sénior. Da equipa que eras o treinador. Do miúdo, que ainda mais miúdo então, te viu jogar e encestar de todo o lado com aquele teu lançamento que destruía as equipas adversárias com a mão atrás da cabeça. Que já te idolatrava quando ainda não te conhecia pessoalmente. Que, quando te conheceu pessoalmente vi, além do jogador e treinador, um extraordinário ser humano, daqueles que ficam como amigos para a vida. Nelson, assumo que me fizeste chorar pela surpresa que me fizeste – apesar de saber da tua estima para comigo, que sabes ser recíproca. Recordo-me perfeitamente daquele momento em que te anunciei seres Prémio Stromp pela segunda vez, depois de jogador do ano, como treinador do ano. Como disseste, senti uma alegria genuína e sei que o partilhaste por todo o grupo que contigo trabalhava.

Este “miúdo” de hoje, já avô de duas Leoas – como o tempo voa – tem um orgulho imenso de contigo ter trabalhado. De contigo tanto ter aprendido de Sporting. De contigo saber que os valores leoninos estavam simbolizados na perfeição.

Deste “miúdo”, vai daqui um humilde agradecimento por ter sido por ti referenciado no “Eu lembro-me de ti”.

Porque eu, por mais que o tempo passe, lembro-me de ti sempre... e para sempre. És uma lenda. És um Campeão. És um ser humano de excelência.

Eu serei apenas aquele então miúdo que durante anos serviu o Sporting Clube de Portugal como dirigente e que, com tanto orgulho, me cruzei contigo.

P.S – E que melhor forma teria para acabar este texto, em que falei de uma lenda da “minha” modalidade, quando quis o destino que o momento coincidisse com o basquetebol a escrever mais uma página a letras de ouro da sua História e a trazer a sua 9.ª Taça de Portugal para o Museu Sporting.

Parabéns, basquetebol!

Parabéns, Sporting Clube de Portugal!

JUVENAL CARVALHO

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-17

CHOQUE DE INVENCÍVEIS DEU EM EMPATE PREMATURO

FC PORTO ENTROU COM EFICÁCIA MÁXIMA E ADIANTOU-SE ANTES DOS DEZ MINUTOS, MAS A FECHAR O PRIMEIRO TEMPO MARTIM RIBEIRO APONTOU UM GOLAÇO DE FORA DA ÁREA E SENTENCIOU O CLÁSSICO, EMBORA SÓ O SPORTING CP TENHA PROCURADO ALGO MAIS NO SEGUNDO TEMPO.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: Isabel Silva

No Estádio Aurélio Pereira, a equipa sub-17 de futebol do Sporting CP empatou 1-1 com o FC Porto, no último domingo, no encontro da quarta jornada da fase final do Campeonato Nacional do escalão.

Frente-a-frente estiveram as únicas duas equipas que só sabiam ganhar nesta fase, mas não só (Leões somavam dez vitórias seguidas e os dragões oito), só que em Alcochete tiveram de partilhar pontos e ambas ficaram com dez.

Em manhã ensolarada, o clássico começou com intensidade máxima em cada duelo, mas também de mira nas balizas. Tcherno Jamanca, avançado do FC Porto, rematou rasteiro e cruzado ao lado na primeira investida, seguindo-se uma forte e ameaçadora resposta verde e branca, que o guardião Francisco Mendes susteve com defesas a David Almeida e Martim Ribeiro, além de a barra ter desviado um cruzamento venenoso de Afonso Marques.

Melhor pontaria teve, no entanto, a formação azul e branca, que antes dos dez minutos chegou à vantagem no seu primeiro e único remate enquadrado na primeira parte. O lance foi bem trabalhado no corredor direito e acabou com Rodrigo Gonçalves a entrar de segunda linha na área, solto, para marcar. Apesar dos esforços para reagir, o Sporting CP sentiu algumas dificuldades para impor logo o seu jogo e só mais perto da meia hora voltou a aproximar-se com perigo da baliza adversária. Já depois de um remate de Afonso Marques encaixado com segurança, o guardião teve de se aplicar junto ao chão para sacudir um bem direccionado pontapé de fora da área de Martim Almeida. O FC Porto, pelo meio, ainda deixou um aviso através de contra-ataque, mas foram os jovens Leões a justificarem cada vez mais o golo, que chegou ainda (merecidamente) neste primeiro tempo. Primeiro, David Almeida ainda desperdiçou uma boa

situação, após flectir da direita para dentro e atirar muito por cima, mas aos 43’ foi à ‘bomba’ que se repôs a igualdade quando o jogo estava a ficar mais quente.

O avançado Martim Ribeiro roubou a bola no último terço, rodou e, sem hesitar, encheu o pé para um fortíssimo remate de longe que só parou no fundo das redes – sexto golo no escalão para o jovem de apenas 15 anos. Embora os dragões ainda tenham avistado uma resposta por Gabriel Lança, cujo desvio na área saiu por cima, o 1-1 vigorou até ao intervalo e estava para ficar em definitivo. Tanto Sporting CP como FC Porto não sofriam golos há dois jogos, registo que ‘morreu’ no clássico.

Na reentrada em campo, os jovens

Leões mostraram-se novamente mais confortáveis na partida e em cima da hora de jogo ameaçaram o segundo golo, com Martim Ribeiro

a sair ‘disparado’ na transição antes de atirar para defesa à figura. Do outro lado, Afonso Redondo também foi colocado à prova, desde fora da área, por Rodrigo Gonçalves, porém, com o avanço dos minutos, o clássico pendeu sempre mais para o lado verde e branco – revigorado com as entradas de Paulo Rodrigues, Francisco Simões, José Garrafa, Diego Farinha e, mais tarde, José Lino.

O Sporting CP de Pedro Pontes procurou e arriscou sempre mais, com os extremos a emprestarem os seus desequilíbrios no 1v1, mas a acutilância ofensiva já não foi a mesma da primeira parte e o melhor que se criou foi um remate por cima de Afonso Marques e outro, demasiado enrolado para o que a situação prometia, de Diego Farinha.

Assim, o empate, trazido dos primeiros 45 minutos, foi mesmo final em Alcochete. Na próxima jornada, os

juvenis do Sporting CP enfrentam outro rival, o SL Benfica, desta feita fora de casa.

22.02.2026

Campeonato Nacional Sub 17

Ap. Campeão – 4.ª jornada Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP FC PORTO

1 1

1-1 ao intervalo

Rodrigo Gonçalves (9’) Martim Ribeiro (43’)

Sporting CP: Afonso Redondo [GR], Salvador Fortuna (Francisco Simões, 64’), Mário Almeida (Paulo Rodrigues, 64’), Alexandre Rosado, Francisco Cabeçana, Rodrigo Nogueira, Martim Almeida [C], Afonso Marques (José Lino, 81’), David Almeida (Diego Farinha, 72’), Vítor Conceição (José Garrafa, 64’), Martim Ribeiro. Treinador: Pedro Pontes. Disciplina: cartão amarelo a Salvador Fortuna (24’), Mário Almeida (41’), Rodrigo Nogueira (53’).

PEDRO PONTES:

“É COM ESTES JOGOS QUE VAMOS SER MELHORES”

No fim do clássico, o treinador dos juvenis do Sporting CP analisou o empate em declarações aos meios de comunicação Leoninos.

“Acho que no cômputo geral fomos uma melhor equipa dentro de campo, a que quis assumir mais o jogo e a iniciativa, procurando chegar à frente e criar mais perigo. Na primeira parte de forma mais acutilante e na segunda o jogo foi caindo. Houve algum desgaste acumulado de ambas as equipas e isso fez com que as aproximações não fossem tão perigosas”, resumiu, destacando ainda a capacidade dos seus jogadores para “reagir a uma desvantagem num jogo ‘grande’”. “Tiveram essa personalidade e carácter e, com o decorrer do jogo, expuseram o nosso futebol e, em muitos momentos, fomos melhores”, realçou o técnico verde e branco, sem dúvidas de que houve “muitos pontos positivos a retirar” do clássico. “A continuidade de jogos sem perder já vai para mais de cinco meses e isso reflecte a capacidade desta equipa. É com estes jogos que vamos ser melhores”, sublinhou Pedro Pontes, ciente do caminho que ainda há por fazer. “O nosso foco está, sobretudo, naquela que é a nossa capacidade de jogar e no crescimento”, sentenciou.

Martim Ribeiro apontou o (grande) golo verde e branco no clássico

MODALIDADES BASQUETEBOL

A GLÓRIA VOLTOU!

LEÕES DO BASQUETEBOL SUPERAM FC PORTO NA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL E CONQUISTAM O TROFÉU PELA NONA VEZ. FOI

O REGRESSO DO CONJUNTO DE LUÍS MAGALHÃES AOS TÍTULOS E A CONFIRMAÇÃO DO CLARO CRESCIMENTO DESDE O INÍCIO DA TEMPORADA.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: João Pedro Morais

Mais de três anos depois, a equipa masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal regressou aos títulos ao vencer, no último domingo, a Taça de Portugal pela nona vez em toda a história [ver caixa].

Em Albufeira, onde decorreu a final four da competição, o emblema de Alvalade superou a UD Oliveirense na meia-final e, depois, o FC Porto num clássico que decidiu o vencedor da prova.

Em claro crescimento desde o início de 2025/2026, o Sporting CP juntou a Glória ao Esforço, à Dedicação e à Devoção e provou que tem capacidade para lutar por qualquer título em Portugal.

TERCEIRO QUARTO

GARANTIU PRESENÇA NA FINAL

Tudo começou ainda no sábado, quando os Leões superaram a UD Oliveirense por 97-77 nas meias-finais e assegurou um lugar no derradeiro encontro.

A vitória foi garantida no terceiro quarto, em que o Sporting CP se distanciou definitivamente do adversário, que não mais se conseguiu aproximar significativamente. O marcador foi inaugurado por Francisco Amarante, seguindo-se também pontos de Maleeck Harden-Hayes, Stephan Swenson e Brandon Johns Jr.. Claude Robinson empatou a nove pontos num belo trabalho e Brandon Johns Jr. protagonizou um tremendo lance individual com afundanço para o 11-9. Logo a seguir, novo afundanço, mas de Maleeck Harden-Hayes após roubo de bola de Stephan Swenson (13-9).

22.02.2026

Taça de Portugal – Final Pavilhão Desportivo de Albufeira

25-23, 21-22, 23-28 e 15-13

CP:

O melhor momento do primeiro quarto veio das mãos de Malik Morgan, que acertou três triplos consecutivos que deixaram o Sporting CP a vencer por 22-17, mas a UD Oliveirense não deixou fugir e recuperou, encostando a 2221. Houve ainda tempo para Diogo Ventura fazer o 24-21 com que o período terminou.

Rui Palhares foi a principal arma ofensiva no início do segundo quarto, acertando no cesto de várias formas e feitios, assim como André Cruz, também em bom plano. Quase sempre com ligeiro ascendente, o Sporting CP ia conseguindo curtas vantagens, mas a formação de Oliveira de Azeméis nunca deixou que fosse cavado um grande fosso no resultado.

A dominar o jogo interior e as tabelas, Brandon Johns Jr. deu espectáculo no 39-33 e no 41-35, com afundanços vistosos, tendo a UD Oliveirense reagido e passado para a frente (41-43). Foi o Sporting CP a fechar melhor a primeira parte e Malik Morgan e Brandon Johns Jr. contribuíram para a vantagem ser verde e branca quando estavam

decorridos 20 minutos: 46-43. O equilíbrio, nota dominante dos dois primeiros períodos, desapareceu no terceiro quarto, onde o Sporting CP esteve absolutamente imparável. A entrada foi logo com um parcial de 9-0, fruto do lançamento após grande ressalto de Brandon Johns Jr., do triplo de Maleeck Harden-Hayes e da jogada de quatro pontos de Francisco Amarante. Brandon Johns Jr. e Francisco Amarante continuaram a dar espectáculo, este último com mais dois triplos, e Stephan Swenson também acertou da linha de três pontos. Do outro lado, a UD Oliveirense pouco ou nada conseguia fazer perante a defesa Leonina e a diferença atingiu os 20 pontos de diferença no 71-51.

A festa Leonina em Albufeira
Sporting
Brandon Johns Jr. (19), Uwais Razaque, Maleeck Harden-Hayes (1), Miguel Correia, Rui Palhares (3), Francisco Amarante (22), Claude Robinson (15), Diogo Ventura [C] (14), André Cruz (2), João Fernandes (2), Malik Morgan (6) e Stephan Swenson (2). Treinador: Luís Magalhães.

No final do quarto, 75-56 e Sporting CP muito perto da vitória. A precisar de pontos urgentemente, a UD Oliveirense entrou no período final mais intensa e certeira, mas Diogo Ventura respondeu com o seu primeiro triplo do desafio (78-61). Francisco Amarante adicionou mais um ponto da linha de lance livre, Maleeck Harden-Hayes acertou um lançamento de dois pontos e Brandon Johns Jr., com uma jogada de 2+1, deixou as contas em 84-62. Com a partida resolvida, ainda houve tempo para bons momentos de André Cruz e para tanto Uwais Razaque como Miguel Correia, que inscreveram os nomes na lista de marcadores com um triplo cada um. No final, 97-77 para o Sporting CP. Com 18 pontos cada um, Francisco Amarante e Brandon Johns Jr. estiveram em evidência no ataque, assim como Maleeck Harden-Hayes e Malik Morgan, ambos com 13.

EQUILÍBRIO ATÉ AO

SORRISO FINAL DO LEÃO

No domingo, Luís Magalhães apostou no mesmo cinco inicial do dia anterior: Stephan Swenson, Francisco Amarante, Maleeck Harden-Hayes, Claude Robinson e Brandon Johns Jr.. O português e o poste dos EUA voltaram a ser as principais armas do ataque, tendo Francisco Amarante aberto o marcador e Brandon Johns Jr. afundado para o 5-7. Pelo meio, Claude Robinson acertou um triplo, algo que o internacional por Portugal imitou (5-10).

Brandon Johns Jr. continuava a afundar, mas o FC Porto respondeu e empatou (12-12). Contudo, pouco depois e mais uma vez com os dois Leões em evidência, o Sporting CP conseguiu um parcial de 8-0, transformando um 14-14 num 14-22. Mais uma vez, os dragões voltaram a acelerar e conseguiram mesmo chegar ao final do quarto na frente

por 25-23.

A toada continuou para o segundo período, tendo o FC Porto aproveitado por bom momento para aumentar a diferença para oito pontos (35-27), obrigando Luís Magalhães a pedir um desconto de tempo. Aos poucos, o Sporting CP foi conseguindo voltar a equilibrar o desafio e com os protagonistas do

costume, a quem se juntou Claude Robinson. Destacaram-se um triplo de Francisco Amarante (35-30), um ressalto e consequente lançamento certeiro de Claude Robinson (3935), um triplo do camisola 7 (44-40) e mais um do 6 (46-45).

Um tremendo momento defensivo de Brandon Johns em cima do intervalo, negando dois pontos a Javian Davis, fez com que essa diferença de apenas um ponto a favor do FC Porto se registasse com dois quartos disputados. O poste tinha, por esta altura, 12 pontos e oito ressaltos, enquanto Francisco Amarante somava 15 pontos.

O regresso do descanso trouxe uma verdadeira chuva de triplos para os dois lados. Do lado do Sporting CP, foram cinco consecutivos – e três de Diogo Ventura – que viraram o marcador para 53-62, mas o FC Porto conseguiu equilibrar em 61-62. Brandon Johns Jr. voltou a aparecer com cinco pontos seguidos e tanto Diogo Ventura como Malik Morgan ou Francisco Amarante facturaram até ao final do terceiro quarto. Com 30 minutos jogados, o Sporting CP vencia por 69-73 fruto de um período muito bom, mas continuava tudo em aberto quanto ao vencedor da Taça de Portugal.

Na derradeira fase do tempo regulamentar, os pontos de Stephan

Swenson e João Fernandes não impediram uma aproximação azul e branca (76-77) que só proporcionou maior emoção ao clássico. Forte no ressalto ofensivo, o Sporting CP aumentou a vantagem com (mais) um afundanço de Brandon Johns Jr. e com dois lances livres convertidos por Malik Morgan (76-81). Com as naturais muitas faltas e paragens nos instantes finais, algo habitual em duelos deste calibre e especialmente em finais renhidas, Diogo Ventura e Francisco Amarante acertaram da linha de lance livre e os Leões venciam por uns escassos 84-85 a dez segundos do fim.

Com posse de bola, o Sporting CP voltou a conquistar dois lances livres, mas Diogo Ventura apenas converteu um e o FC Porto teve uma última oportunidade para forçar o prolongamento ou até vencer o clássico. Ainda assim, o 84-86 não sofreu mais alterações e a buzina final soou para grande felicidade do emblema de Alvalade, vencedor da Taça de Portugal. Mais uma vez, Francisco Amarante (22 pontos e seis assistências) e Brandon Johns Jr. (duplo-duplo com 19 pontos e 13 ressaltos, MVP) foram os melhores do Sporting CP, seguindo-se Claude Robinson (15 pontos) e Diogo Ventura (14).

Francisco Amarante apontou 40 pontos ao longo do fim-de-semana
Brandon Johns Jr. não se cansou de dar espectáculo e foi eleito o MVP da final
O Algarve foi o palco do regresso do basquetebol aos títulos

MODALIDADES BASQUETEBOL

AS REACÇÕES DOS VENCEDORES DA TAÇA DE PORTUGAL

MOMENTOS DEPOIS DA CONQUISTA DO TROFÉU, TREINADORES E JOGADORES FALARAM COM A SPORTING TV

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: João Pedro Morais

Luís Magalhães (treinador)

“É uma Taça de Portugal para o nosso Museu e esperamos, em breve, poder levá-la ao presidente [Frederico Varandas], que merece e tem feito um excelente trabalho no Sporting CP. Uma equipa toda nova, malta jovem, a lutar e com a alma do Sporting CP, sem desculpas quando perdemos e sem bicos de pés quando ganhamos. É uma equipa fabulosa, que trabalha muito. São excelentes profissionais, nunca viram a cara à luta. Mesmo em viagens nas competições europeias que desgastam muito, todos descansam e recuperam com cuidado. Para esta final four, tivemos uma semana limpa que nos permitiu preparar melhor os jogos e procurar o sucesso. Estava à espera de ganhar mais à vontade porque a equipa merecia, mas o FC Porto tem excelentes jogadores e é muito bem orientada. Dificultou muito, mas valorizou a nossa vitória”.

Ivan Kostourkov (treinador‑adjunto)

“Em primeiro lugar, envio um abraço para o nosso dirigente António José Coelho, que está em casa e vai ser operado em breve. Desde que chegou, trabalhou muito para este momento e dedico-lhe esta vitória. Esta é a minha terceira Taça de Portugal com o Sporting CP e estamos muito felizes. Passámos por um período sem troféus e, fruto do trabalho da Direcção, dos treinadores e da equipa, voltámos a conquistar. O FC Porto começou mal a época, mas trouxe novos jogadores e tem valor. É uma equipa

difícil que nos ganhou há poucas semanas no nosso pavilhão, mas hoje fomos fortes e inteligentes e conseguimos ganhar o troféu. Estão todos de parabéns”.

Diogo Ventura

“Foram dois anos e meio muito complicados, com épocas que não foram positivas. Aprendi que, no Sporting CP, os altos e baixos são para se viver e temos de estar preparados para trabalhar mais, nunca desistir. Quero acreditar que é um ponto de viragem. Conseguimos, finalmente, um troféu para o nosso Museu e estou muito contente. Para mim, foi como se fosse a primeira. Parecia que tinha um grande peso em cima dos ombros e que o tirei de cima, mas não vamos relaxar. Vamos trabalhar, ainda faltam a Taça Hugo dos Santos e a Liga. Vai ser extremamente difícil e precisamos do apoio dos Sportinguistas. Só assim será possível. Temos um balneário muito bom. Os jogadores são muito trabalhadores e já entenderam o clube onde jogam, um clube enorme, com muitos adeptos e responsabilidade. Eles sentem isso. Ganhámos a final, mas não fizemos um jogo assim tão bom, mas foi como diz Rui Borges: quando falta o talento, que venha a atitude. Hoje foi um pouco assim”.

João Fernandes

“Foi um jogo intenso. A equipa estava pronta para este momento. Treinámos muito para estar aqui e sabíamos que era uma Taça de Portugal importante para o Clube. Aproveitámos a oportunidade e vamos levar o troféu para casa. É um grupo novo, apesar da experiência do treinador Magalhães nestes momentos. Conseguiu juntar um grupo unido, que luta e quer mais. É o início e esta Taça de Portugal deixa-nos mais prontos para a Taça Hugo dos Santos e para a Liga. Estamos aqui para lutar, continuar a representar o Sporting CP da melhor maneira e trazer títulos para o Clube”.

Maleeck Harden Hayes

“Trabalhámos muito ao longo da época para este momento. Estivemos com energia hoje. Sabíamos que seria uma batalha dura e continuámos a lutar, é isso que este grupo faz. Adoro esta equipa e o Clube. Sinto-me em família no Sporting CP e temos mais troféus pela frente. O trabalho não está concluído”.

Claude Robinson

“É um sonho tornado realidade. Vir para o Sporting CP já foi muito bom e vencer o meu primeiro troféu é surreal. Espero ganhar mais.

Estou muito feliz. O FC Porto é uma equipa muito boa, foi muito equilibrado. Estivemos juntos, jogámos de forma colectiva, confiámos uns nos outros e conseguimos a vitória. Vamos procurar ganhar as próximas competições”.

André Cruz

“É um sentimento inexplicável. Ganhámos esta Taça de Portugal alguns anos depois da minha primeira. Para mim, é muito especial ganhar este troféu pouco tempo depois do meu regresso após longa paragem por lesão. Todos os jogadores sabiam, desde o primeiro dia, que o objectivo principal é conquistar troféus. Fizemo-lo na primeira final em que estivemos inseridos. Agora teremos a Taça Hugo dos Santos e a Liga, que é o mais importante e que queremos ganhar”.

Rui Palhares

“Não podia ser melhor. É uma sensação única. É a minha primeira Taça de Portugal e primeira de muitas, espero. Estamos a trabalhar bem, duas vezes por dia e compensou hoje. É um troféu importante para o Clube e para todos nós. Não desistimos nunca e estivemos todos juntos”.

Uwais Razaque

“É um sentimento de orgulho. É o meu primeiro troféu da carreira e não podia ser melhor. Estou aqui para aprender e é inexplicável. Ganhar troféus motiva sempre a equipa e, estando no Sporting CP, este era um dos objectivos. Não vamos ficar por aqui, a época ainda não acabou e temos mais dois objectivos. Estar neste clube é isso, temos essa responsabilidade todos os dias”.

Malik Morgan

“É uma honra tremenda. Sinto-me muito bem ao vencer com esta camisola. Espero que consigamos muitos mais troféus e hoje é uma boa noite para o Sporting CP. O FC Porto tem jogadores muito bons e temos de os respeitar, mas conseguimos a vitória. Temos mais dois objectivos esta temporada e vamos dar tudo para os conseguir”.

Francisco Amarante

“É muito importante para mim. Já não ganhava nada há muito tempo e queria muito ganhar este título. Poder fazê-lo no Sporting CP é muito relevante para mim. Sabíamos que o jogo ia ser de luta e entrega e conseguimos deixar tudo dentro de campo. Essa foi a chave para conseguirmos ganhar. Queremos ganhar tudo o que conseguirmos, é para isso que trabalhamos”.

Brandon Johns Jr.

“Sinto-me muito bem. É muito bom fazê-lo perante os nossos adeptos com este grande grupo. Lutámos muito para isto, mas o trabalho não está concluído e ainda há muito para fazer. Não podia pedir mais, somos como irmãos e temos uma grande química dentro e fora de campo. Gosto muito de estar aqui e fico feliz por fazer parte desta equipa”.

Miguel Correia “É incrível. É o primeiro troféu que disputamos e conseguir a vitória é muito motivador e recompensador por todas as horas que temos dedicado ao trabalho. A nossa química é um dos pontos mais fortes. Foi um jogo decidido até à última posse de bola e sem união não seria possível. Tenho a certeza de que isto vai contribuir para nos deixar mais prontos para as próximas conquistas”.

“É uma equipa fabulosa, que trabalha muito. São excelentes profissionais, nunca viram a cara à luta”, disse Luís Magalhães (ao centro)
Claude Robinson e Malik Morgan foram dois dos muitos atletas que conquistaram o primeiro título pelo Sporting CP
Diogo Ventura conquistou o nono troféu desde que chegou ao Sporting CP, em 2019

SOFIA LAVRESHINA

SOFIA LAVRESHINA, DE 22 ANOS, ESTEVE EM DESTAQUE AO LONGO DO ÚLTIMO MÊS POR TER, NUM ESPAÇO DE DUAS SEMANAS, BATIDO TRÊS VEZES O RECORDE NACIONAL DOS 400 METROS EM PISTA CURTA, DEIXANDO A MARCA EM 52’’07. EM ENTREVISTA AO JORNAL SPORTING, A LEOA DO ATLETISMO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL GARANTIU QUE NÃO VAI FICAR POR AQUI E LANÇOU O FUTURO: QUER ESTAR NOS MUNDIAIS EM PISTA CURTA E NOS EUROPEUS AO AR LIVRE EM 2026, ASSIM COMO NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LOS ANGELES EM 2028.

Fotografia: João Pedro Morais

Tem sido um início de ano fantástico para si. Antes de mais nada, como se sente?

Estou muito contente, obviamente. Não esperava bater o recorde nacional logo na primeira prova, ainda que sou-

besse que estava na minha melhor forma de sempre. O facto de ter batido o recorde nacional três vezes consecutivas demonstra que estou a valer muito mais e que a época ao ar livre vai ser muito boa.

Sim e não. Sabia que conseguia chegar perto dos 52’’, mas comecei a prova sozinha, muito rápida, e não tinha a certeza se ia aguentar os últimos 200 metros.

Uma semana depois, tirou 23 centésimos a essa marca (52’’19 em Glasgow). No fim de semana seguinte, em

O primeiro recorde (52’’42 no Meeting Internacional da Catalunha a 23 de Janeiro, tirando um centésimo à ante rior marca de Cátia Azevedo) foi o mais surpreendente?

Texto: Luís Santos Castelo

Madrid, voltou a reduzir bastante o recorde nacional (52’’07). Como explica estas grandes melhorias em tão pouco tempo?

Uma das razões pode ser o facto de estar de regresso a Portugal. Estive quatro anos a estudar nos EUA e agora é o meu primeiro ano sem estudos - estou a tirar um gap year [ano sabático] e no próximo ano vou tirar um mestrado. Também estou num grupo de treino diferente, num ambiente diferente e com outro treinador. Fiz algumas mudanças.

Que impacto tiveram essas mudanças?

Gosto do ambiente onde estou. Antes, estava sempre no quarto, a estudar, e não tinha tempo para fazer coisas fora da minha vida académica e desportiva. Agora, sinto que passo muito tempo com os meus amigos, estou mais calma e relaxada, descanso melhor, durmo mais. Isso é muito importante.

Já se habituou à ideia de ser recordista nacional?

Acho que já me habituei. Já tinha batido o recorde nacional noutros escalões, mas agora é completamente diferente. Era um dos meus objectivos.

A juntar a esses resultados individuais, contribuiu di rectamente para a conquista do Campeonato Nacional de clubes em pista curta com vitórias nos 400 metros e 4x400 metros. Já é o melhor ano da sua carreira de atleta?

Posso dizer que sim.

“NÃO

CONSIGO ESCOLHER ENTRE 400 METROS E 400 METROS BARREIRAS”

Quais são os próximos objectivos?

Os Mundiais em pista curta [20-22 de Março em Toruń, na Polónia], para os quais ainda estou à espera para saber se vou estar presente. Mas o objectivo principal são os Europeus ao ar livre, em Agosto [de 10 a 16], em Birmingham [Inglaterra]. Espero ir nos 400 metros barreiras.

Prefere os 400 metros em pista curta ou ao ar livre? Ou os 400 metros barreiras?

É uma questão difícil. Ainda sou nova e acho que tenho os horizontes abertos. Entre pista curta e ar livre, prefiro ar livre, que é o mais importante do ano, mas entre 400 metros e 400 metros barreiras não consigo escolher qual é que gosto mais.

Ao ar livre, o recorde nacional de Cátia Azevedo dos 400 metros está fixado nos 50’’59 (2021). É uma marca realista para si a curto prazo?

Para este ano ainda não sei, ainda há uma diferença grande, mas é realista para os próximos anos.

É natural de Pombal. Como é que o atletismo entrou na sua vida?

Estive vários anos na natação e, no terceiro ano, participei no corta-mato escolar, que era obrigatório. Ganhei e fui convidada a praticar atletismo. No entanto, juntava atletismo, natação, dança e aulas de inglês. Não estava a conseguir conciliar tudo e fiquei só com o atletismo. A partir daí, começou a história.

Quando percebeu que tinha talento para o atletismo?

Talvez logo no início. Sempre diziam que tinha talento, mas por volta de 2020, quando bati o recorde nacional sub-18 percebi que talvez tivesse mesmo jeito para isto. Já tinha ido a vários pódios nacionais, mas percebi melhor

quando bati um recorde nacional.

A escolha pelos 400 metros deu se rapidamente ou de morou a perceber o caminho que queria seguir?

Fiz muitas disciplinas, mas em 2018 mudei de treinador. Era mais ou menos decente a tudo e ele explicou que, como tinha velocidade e resistência, podia-me focar nos 400 metros. Esse meio-termo foi bom e consegui uma boa marca logo na minha primeira prova. Na segunda, já estava num pódio nacional e foi aí que entendi que era a minha prova.

Passou a representar o Sporting CP em 2022. O que sig nificou esse salto para si?

Nos primeiros anos, passei a maior parte do tempo nos EUA, mas este ano tenho sentido bastante diferença. Vivo bastante perto da pista onde treino e, também, perto do Estádio José Alvalade, pelo que posso usufruir mais das condições do Clube.

Nos últimos anos, esteve a conjugar a carreira de atleta de alto rendimento com os estudos, tendo se licencia do em business economics nos EUA. Quer, também, dar continuidade à carreira académica através de um mes trado. A vontade é continuar com os dois percursos em paralelo?

Sim. Já decidi o que vou estudar: ciências actuariais. Vou começar em Setembro.

Tem alguma profissão em mente?

Nunca tive um trabalho de sonho. Tirei business economics, negócios e economia, na minha licenciatura e queria seguir algo relacionado com isso. Ciências actuariais é um bocado de nicho, mas achei interessante e consigo conjugar com o atletismo. Tive isso em conta.

Voltando ao atletismo: quem é a sua maior referência na modalidade?

A Allyson Felix, dos EUA. Já se reformou, mas era uma

atleta de grande valor.

O que seria um 2026 perfeito para si?

Conseguir ir aos Mundiais em pista curta nos 400 metros, conseguir a marca de qualificação directa para os Europeus ao ar livre nos 400 metros barreiras e ter um grande recorde pessoal de 400 metros barreiras.

Já marcou presença em Campeonatos da Europa de seniores ao fazer parte da estafeta de 4x400 metros na edição de 2024. Como é fazer parte de provas dessa dimensão? Deixa a com mais motivação para voltar?

É um ambiente completamente diferente. Gosto sempre de representar Portugal em provas internacionais e, comparando com as competições sub-20 ou sub-23, é muito diferente. Estar com os melhores atletas do planeta… É muito bom.

Estar nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, é o maior objectivo para os próximos dois anos e meio?

Sem dúvida alguma.

“SE

ESTAR NOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2028 É O MAIOR OBJECTIVO DOS PRÓXIMOS ANOS? SEM DÚVIDA ALGUMA”

Nos 400 metros ou nos 400 metros barreiras? [Risos] Não sei, onde o vento me levar.

Qual é o seu maior sonho no atletismo?

Estar presente nos Jogos Olímpicos.

O que pode prometer aos Sportinguistas?

Melhores marcas virão. Estejam atentos porque ainda tenho melhor para dar.

Sofia Lavreshina representa o Sporting CP desde 2022

JOSÉ CAUTELA

“NUNCA NA VIDA ACHEI QUE PUDESSE CHEGAR A ESTE PATAMAR”

AOS 18 ANOS FOI OBRIGADO A PARAR. VIU ANTIGOS COLEGAS CHEGAREM À FÓRMULA 1 ENQUANTO SEGUIA OUTRO CAMINHO PROFISSIONAL. ANOS DEPOIS, REGRESSOU ÀS PISTAS, VOLTOU A GANHAR E PREPARA-SE AGORA PARA COMPETIR NO EUROPEAN LE MANS SERIES, UM DOS CAMPEONATOS DE RESISTÊNCIA MAIS EXIGENTES DA EUROPA. ENTRE SONHOS INTERROMPIDOS, OPORTUNIDADES INESPERADAS E O ORGULHO DE REPRESENTAR O SPORTING CP, JOSÉ CAUTELA VIVE UM DOS MOMENTOS MAIS INTENSOS DA SUA CARREIRA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

José, muitos parabéns pela oportunidade de participar no European Le Mans Series (ELMS). Para começarmos por contextualizar quem não acompanha o automobilismo de perto, que campeonato é este e que dimensão representa na sua carreira?

Muito obrigado. Este campeonato é completamente diferente daquele que fiz o ano passado. Em 2025 corri no Supercars Championship, que é um campeonato de Gran Turismo, com carros de luxo e alto desempenho, mas que estamos habituados a ver na rua, como um McLaren, um Ferrari ou um Porsche. Aqui, estamos a falar do campeonato da Europa de Protótipos, carros específicos de pista. É outra liga, por assim dizer.

Pode dizer se, então, que subiu de divisão, colocando as coisas em termos desportivos mais acessíveis?

Sim, é um salto gigantesco. Nunca pensei dar este salto. Não é subir um degrau, é subir três ou quatro de repente. O que está a acontecer comigo é um sonho autêntico. Nunca na vida achei que pudesse chegar a este patamar e fazer um

campeonato como este. Estava completamente fora dos meus planos e, até, dos meus sonhos mais malucos. Quando soube que teria essa oportunidade, comecei a chorar ao telefone, liguei às pessoas mais importantes da minha vida, estava a tremer. Foi mesmo assim [risos]

Na prática, mudam os carros, mas também o formato do campeonato é diferente. Quais são as principais diferen ças e que tipo de exigência vai encontrar no ELMS? Agora é tudo muito diferente. São corridas de quatro horas. Tenho stints, que são os períodos em que estou dentro do carro, que podem ir de uma hora e meia até duas, dependendo da gestão da corrida. Tenho mais dois companheiros de equipa e fazemos essa gestão entre os três.

O carro é realmente diferente. Dá 300 km/h, tem 500 cavalos para 900 quilos. É uma completamente diferente do que era o ano passado. Estes protótipos têm uma carga aerodinâmica muito forte, a velocidade em curva é muito maior do que no GT. Fisicamente é muito mais exigente. O GT parece quase uma corrida a brincar ao pé destes carros. Depois, há a parte da vida fora da pista. Eu tenho outra profissão, tenho uma clínica dentária com o meu pai. Ele é o meu patrão e vai ser bonito, porque vou ter de faltar muito mais

vezes [risos]. É uma competição muito mais profissional do que a anterior. Há muitos pilotos de Fórmula 1 que deixaram de correr e ingressaram neste campeonato e eu vou estar a correr contra eles. Estou muito entusiasmado com as portas que isto pode abrir.

Este salto permite lhe também competir em alguns dos mais históricos circuitos europeus. O que significa para si enquanto piloto?

Sim, é incrível. Vamos correr em pistas como Ímola, onde o Ayrton Senna faleceu e que é uma das pistas mais míticas do mundo, e também em Spa-Francorchamps, Silverstone, Barcelona e Portimão no final do ano. E abrindo um parênteses, gostava muito que os Sportinguistas viessem ver a corrida a Portimão. Estão todos convidados. Se tudo correr bem, podemos estar a festejar mais um título para o Sporting CP. Fechando o parênteses, é um salto muito grande, não só a nível de mediatismo, mas pela dimensão do campeonato em si e pelos próprios carros. São 46 carros em pista, muitos pilotos muito bons, todos profissionais. Só espero estar ao nível da exigência do campeonato e daquilo que eu próprio projecto. Qualquer piloto que está no ELMS quer ganhar. O objectivo passa sempre por ganhar o campeonato.

Os melhores classificados no ELMS recebem um convite para correr naquela que é, para muitos, a melhor prova de automobilismo do mundo. As 24 Horas de Le Mans já pairam no seu imaginário? O José persegue essa oportu nidade numa fase da carreira em que, como disse, atingir certo patamar parecia já inalcançável. Essa é a parte mais bonita de todas [suspiro]. Eu estive muito tempo parado. Quando era miúdo, o meu sonho era ser piloto de Fórmula 1. Depois, fui obrigado a parar e foi muito difícil ver colegas meus chegarem lá. Foi de facto muito difícil, durante algum tempo, ligar a televisão e saber que mais da metade daqueles pilotos correram comigo.  2025 foi o meu ano de regresso ao automobilismo, fiz um campeonato muito bom e tive a oportunidade de participar na prova de Portimão da Le Mans Cup, que também é com este carro. Ganhámos. Essa vitória foi provavelmente a maior abertura de portas para fazer, agora, este campeonato. É surreal. Nunca achei que fosse possível, nesta fase da minha vida, ter esta oportunidade. Fazendo o paralelo, é como o Sporting CP estar na disputa pela conquista da UEFA Champions League. Eu nunca achei que pudesse sequer jogar a Liga dos Campeões, e agora estou lá com possibilidade de a disputar.

Por isso, e respondendo, sonho todos os dias com as 24 Horas de Le Mans. É impossível não sonhar, não vou mentir. É muito difícil fazer as 24 horas de Le Mans, é o sonho de qualquer piloto, tal como é competir na Fórmula 1. As 24 horas é a corrida mais mítica de sempre, provavelmente a melhor corrida do mundo. Mas são demasiados sonhos ao mesmo tempo [risos]. Um passo de cada vez: já dei três ou quatro de repente e agora é focar neste campeonato. Só fazer este campeonato é realmente fantástico. Se correr bem, provavelmente teremos a oportunidade de fazer as 24 horas de Le Mans, mas vamos com calma.

Como já antes mencionou, o José será provavelmente dos poucos pilotos em pista que não faz do automobilis‑ mo a sua profissão principal, ou pelo menos exclusiva. Que malabarismos serão necessários para gerir as dife rentes facetas da sua vida sem negligenciar uma prepa ração que, física e mentalmente, será mais exigente do que nunca?

Esse é provavelmente o maior desafio da minha carreira – e da minha vida - neste momento. Pensar que todos os pilotos são profissionais, muitos deles saídos da Fórmula 1, e que o campeonato é muito difícil. Há a exigência do carro, a exigência das horas… temos corridas em Agosto, com 40 graus cá fora, e a temperatura dentro do carro sobe até aos 65/70 graus, em stints de hora e meia.

Podem imaginar o ambiente. Temos de estar superconcentrados, fazer o mínimo de erros possível. Para mim, em concreto, tendo outra profissão, ter de treinar fisicamente, estar apto para ter a melhor performance possível, conciliar com as minhas consultas na clínica e os meus outros projectos, e sem negligenciar também a minha própria família, que é a base mais importante de todas, será muito complicado. A maior parte dos pilotos na ELMS vive para correr este tipo de campeonato e tudo na sua vida, desde que acordam até dormir, gira à volta desse foco. O meu será tentar fazer a melhor preparação possível, sabendo que tenho outras responsabilidades às que também não posso fugir.

Será a primeira vez que precisará de fazer essa gestão com outros colegas e em que competirá em regime de tri pla? Outro desafio mais…

Em tripla é a primeira vez. O ano passado dividi o carro com o Lourenço Monteiro, na McLaren, e foi muito giro. Agora vou ter um companheiro dinamarquês e outro italiano, mais novos do que eu, mas que já me disseram ser autênticas balas [risos] Estou contente com isso e vou tentar ser tão rápido como eles para conseguirmos um bom resultado no final do ano.

Com o foco no futuro, queria também olhar consigo para o último ano. 2025 foi, como o José mencionou, o ano do seu regresso ao automobilismo, mas também o ano em que, enquanto atleta, se associou ao Sporting Clube de Portugal. Como é que correu este primeiro ano de Leão ao peito?

Só tenho de agradecer ao Sporting CP e a toda a comunidade Sportinguista, foram fantásticos comigo. Ter o Clube associado ao automobilismo não é normal ou comum, mas é fantástico. Nós sabemos que o carácter do Sporting CP passa pelo eclectismo e eu senti muito isso.

Fiz alguns eventos com o Sporting CP e com os jogadores da equipa profissional de futebol, recebi imensas mensagens de apoio, e não posso esquecer toda a ajuda que o Sporting CP me deu durante o último ano. Todos sonham representar o seu clube, seja de que forma for, e eu sou realmente um Sportinguista fanático, toda a minha família é. Poder usar o emblema do Sporting CP quando estou nas minhas corridas é fantástico. Nem sei como agradecer sinceramente todo o apoio que me tem dado.

Sente, de alguma forma, que essa parceria também o im pulsionou para as pistas que está prestes a pisar agora?

Sem dúvida nenhuma. O facto de estar associado a marcas e clubes como o Sporting CP ajuda muito a ‘chegar lá’. Toda a imagem que o Clube me ajudou a construir abriu muitas portas. Neste momento, com este campeonato agora a chegar, no qual pela sua dimensão as corridas são transmitidas em directo em todo o mundo, acho que posso ‘devolver’ isso. Ter o Sporting CP associado a este campeonato pode também ser motivo de orgulho para os Sportinguistas. Não por ser eu, mas por ser o Sporting CP associado a um carro. Acho que é fantástico para toda a gente.

É um dos seus objectivos? Acredita que como atleta do Sporting CP também pode cativar novos adeptos para a modalidade?

Eu espero bem que sim. Houve recentemente um grande boom à volta do automobilismo, as pessoas estão a ficar cada vez mais interessadas, e há muita gente que não percebe de corridas mas quer saber mais, perguntam-me, abordam-me, e não raras vezes por ser atleta do Sporting CP. Eu sou aquele adepto da roulotte antes dos jogos, estive sempre do lado da bancada, e agora estando do lado, não do campo, mas do lado das pistas, é muito engraçado ver que os adeptos me reconhecem, vêm ter comigo com questões e perguntas, querem saber mais, e me dão apoio. É fantástico.

Ao mesmo tempo, pode também servir de inspiração aos pequenos Leões que têm o sonho de chegar um dia a um patamar alto mo automobilismo.

Eu vivi o quebrar de um sonho. Naquela altura, não tinha outra hipótese se não parar e sofri muito. Foi uma fase crucial na minha vida, uma altura em que estava a deixar de ser adolescente e a passar a ser adulto.

E agora, do nada, literalmente do nada, surgiu esta oportunidade. Acho que sou o melhor exemplo possível do importante que é não desistir dos nossos sonhos. E se eu consegui, talvez outros também consigam fazê-lo.

Sou muito adepto da frase do tudo acontece por uma razão. Eu nunca desisti deste sonho, de perseguir aquilo que mais gosto de fazer, que é estar num carro, numa pista de corrida, é o que eu mais gosto de fazer na minha vida. E de facto, ter tido esta oportunidade… a minha mãe já cá não está, e acho que há uma ajuda quase divina. Há coisas que não fazem muito sentido, mas cá estou eu.

Se pudesse agora fazer o guião perfeito da sua carreira, daquilo que ainda está por vir, que história seria essa que teremos nós aqui no Jornal Sporting para contar sobre si? Essa é uma boa pergunta. Acho que para escrever o futuro

é preciso perceber a história que vem antes. Sou um miúdo que começou a fazer corridas em karts com 10 anos, que viveu em Itália praticamente sozinho, durante temporadas e temporadas a perseguir o sonho de chegar à Fórmula 1, que teve de parar e dedicar-se a outra profissão – de que gosto muito – e agora viver isto…

É uma história muito surpreendente. É uma coisa que não costuma acontecer. E por isso é que eu tenho de agradecer a tanta gente. Ao Sporting CP, a toda a gente que me apoia, ao Duarte Félix da Costa que é o meu manager e me conseguiu esta oportunidade. Estou aqui, sim, fruto de muito acreditar e muito trabalho da minha parte e do que consegui este ano fazer em pista. Mas também é mérito das pessoas que me apoiam. Mas já que estamos aqui, vou dar o meu máximo e fazer o melhor possível para escrever mais capítulos. Não quero ser mais um em pista, dizer um dia aos meus filhos que corri naquele campeonato. Não. Gostava de dizer que fui campeão neste campeonato. E ser campeão aqui pode abrir outras portas, sim, mas… como dizia há pouco, um passo a cada vez.

VOLTA RÁPIDA

Ritual antes de entrar em pista

Ouço sempre a mesma música. Gosto muito de ouvir house music porque se ouço uma coisa um pouco mais calma depois entro lá para dentro e estou demasiado calmo [risos]. Falo com as pessoas de que mais gosto. Tenho um momento meu, em que penso nas pessoas que já cá não estão. Quando aparecem as placas de 30 segundos é aí que o coração começa a bater forte. Faço exercícios, como saltar à corda, para controlar a frequência cardíaca e conseguir pensar melhor.

Rotina no paddock

Comer bem, hidratar-me muito, porque podemos perder entre quatro a cinco quilos numa corrida. Falar com engenheiros, definir estratégia. Até à bandeira de xadrez é foco máximo.

Fora das pistas também gosta de acelerar ou é mais tranquilo?

Hoje sou muito tranquilo. Desde que voltei às corridas deixei de acelerar na estrada. Mas gosto de motocross para não perder a adrenalina.

Momento para desconectar da adrenalina nas pistas  Para desconectar da adrenalina da corrida, penso na minha filha. Dizem que os pilotos quando são pais deixam de ser rápidos. Espero bem que isso não esteja a acontecer comigo [risos], mas de facto penso muito na minha família, penso muito na minha filha, nos meus amigos. É nestas alturas que percebemos que há muitas pessoas que gostam de nós. Felizmente não posso queixar, tenho amigos fantásticos, nunca tive uma corrida sozinho.

Ídolo no automobilismo e na vida

No automobilismo, Ayrton Senna. Tenho muitas inspirações na minha família, no meu pai, na minha irmã, na minha mulher. Tento tirar o melhor de cada um.

Se tivesse de escolher um atleta do Sporting CP para seu companheiro de equipa numa corrida de resistência, quem seria?

O Rafael Cardeira, porque é rápido nos ralis e já nos damos bem dentro e fora da pista.

Uma palavra para descrever este momento da sua carreira Exigência.

MODALIDADES FUTSAL

ELIMINATÓRIA PARA DECIDIR NO PAVILHÃO JOÃO ROCHA

DESAIRE DO SPORTING CP POR 4-3 FRENTE AO SL BENFICA, NO PAVILHÃO DA LUZ, NA PRIMEIRA-MÃO DOS QUARTOS-DE-FINAL DA UEFA FUTSAL CHAMPIONS LEAGUE.

Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: João Pedro Morais

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal perdeu, na última segunda-feira, por 4-3 frente ao SL Benfica no Pavilhão da Luz, na primeira-mão dos quartos-de-final da UEFA Futsal Champions League. Um resultado injusto, mas que deixa tudo para decidir no dia 6 de Março, no Pavilhão João Rocha, no jogo da segunda-mão da eliminatória que dá acesso à final four O Sporting CP foi, no cômputo geral, superior, conseguiu estar três vezes em vantagem no marcador, mas sofreu a reacção da equipa do SL Benfica, num jogo electrizante, pleno de intensidade, com o golo que decidiu o vencedor da partida a ser marcado no último segundo por Diego Nunes. O resultado obriga a equipa de Nuno Dias a recuperar de um golo de desvantagem na segunda-mão. Com 19’40 para o intervalo Tomás Paçó obrigou Léo Gugiel a boa defesa e com 19’26 para jogar, Zicky rodou e rematou a lado. Antes, tinha sido Higor Souza a rematar ao lado. Com 17’09 para o intervalo, Lúcio Jr. recuperou uma bola perante Diogo Santos e obrigou Bernardo Paçó a excelente defesa, num início de jogo muito intenso, como se perspectiva-

23.02.2026

UEFA Futsal Champions League Quartos-de-final – 1ª Mão

Pavilhão n.º 1 da Luz, Lisboa

SL BENFICA SPORTING CP

4 3

1-1 ao intervalo

Jacaré (19’), Arthur (31’), Raúl Moreira (33’), Diego Nunes (40’)

Bruno Pinto (15’), Merlim (28’), Zicky (31’)

Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Diogo Santos, Alex Merlim [C], Rocha, Henrique Rafagnin [GR], Zicky, Wesley França, Pauleta, Allan Guilherme, Felipe Valério, Ivan Chiskala, Bruno Pinto, Bruno Maior. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Zicky (17’) e Diogo Santos (35’).

va. Com 15’24 para jogar, por pouco Pauleta não conseguiu encostar um bom lance na ala de Wesley.

Com 24’35, Allan Guilherme teve uma excelente jogada individual na ala, e cruzou para uma zona onde não houve acompanhamento Leonino para dar seguimento à jogada.

Com 13’47 para jogar, Allan Guilherme voltou a ter uma grande jogada, só resolvida com boa defesa de Léo Gugiel.

O jogo estava ‘rasgadinho’, com o Sporting CP a ser a equipa mais perigosa e o SL Benfica a tentar mais o contra-ataque, pois a equipa Leonina tinha maior posse de bola.

Com pouco mais de 11’ para jogar, Tomás Paçó obrigou Léo Gugiel a nova boa defesa. Num jogo muito intenso, nos limites da entrega e do vigor, à entrada para a segunda metade da primeira parte continuava o 0-0, com a melhor oportunidade a surgir com 8’51 para jogar.

Pauleta recuperou uma bola e entregou a Allan Guilherme que rematou e viu a bola ser salva quase sobre a linha por um corte decisivo de um jogador benfiquista.

Os segundos 10’ da primeira parte foram estratégicos, mas com golos. Com cerca de 7’30, Silvestre teve uma oportunidade na área, com o remate do jogador das águias a sair ao lado da baliza defendida por Bernardo Paçó, numa das raríssimas situações em que o SL Benfica teve algum espaço na área Leonina.

Com 5’37 para jogar, numa bola parada perfeita, depois de falta sobre Allan Guilherme, Merlim bateu ao segundo poste, onde Bruno Pinto encostou de pé esquerdo e colocou o Sporting CP na frente do marcador e quase a seguir, o Sporting CP ficou perto do 0-2, novamente com Léo Gugiel a intervir de forma decidida. Com 4’40 para jogar, foi pedida uma pausa técnica e, pouco depois, houve um choque entre Zicky e Léo Gugiel, que deixou os dois jogadores mal tratados, felizmente sem consequências.

Com 2’37 para o intervalo, Pauleta conseguiu arranjar espaço para rematar da meia esquerda após boa assistência de Allan Guilherme, com o remate do ala Leonino a sair ao lado. Com 1’19 para o intervalo e segundos depois de Zicky ter de sair, lesionado (voltaria na segunda parte), Jacaré encostou um cruzamento na direita de Diego Nunes e empatou o jogo a um golo, resultado que se registava ao final dos primeiros 20 minutos. No segundo tempo, o jogo começou acidentado, com um choque de cabeças entre Diogo Santos e Arthur, seguido e uma queixa física do capitão do SL Benfica, Afonso Jesus. Tudo com 17 segundos apenas, com André Coelho a ter de sair pouco depois, também com queixas físicas. Ultrapassados os problemas físicos, com um minuto jogado, em boa jogada, Pauleta teve espaço para um remate, defendido por Léo Gugiel, após boa troca de bola Leonina. Com cerca de 17’, foi Tomás Paçó a servir Allan Guilherme, que rematou, mas viu a bola a ser cortada, já sem Léo Gugiel na baliza.

O Sporting CP voltava a entrar melhor na segunda parte, mas não conseguia a finalização desejada. Diogo Santos tentou de meia distância, para boa defesa de Gugiel, com novo sinal mais da equipa de Nuno Dias. Com 12’55 para o final, Wesley conseguiu isolar-se, mas à saída de Léo Gugiel, viu o guarda-redes das águias fechar-lhe a direcção do remate. Wesley foi travado em falta na sequência do lance e, na transformação do livre directo, Merlim atirou colocado para nova vantagem Leonina no marcador, muito justa para o ascendente Leonino até então.

O SL Benfica procurou reagir e Arthur obrigou Bernardo Paçó a boa defesa.

Com 10’54, Tomás Paçó quase fazia o 1-3, com o remate do fixo Leonino a sair um pouco ao lado, num jogo que estava de parada e resposta, com Arthur a ter mais um remate perigoso, do lado dos encarnados.

Com 9’45 para o final, Jacaré encon-

NUNO DIAS: “FOMOS MELHORES,

COMPLETAMENTE INJUSTO ESTE RESULTADO”

No final da partida, Nuno Dias, treinador do Sporting CP, fez a análise ao dérbi em conferência de imprensa. “Foi um jogo diferente do da Liga. Hoje fomos melhores, bem melhores. O SL Benfica no outro dia fez por merecer, cresceu no jogo e depois aproveitou os nossos erros. Hoje, as grandes oportunidades, as claras oportunidades de golo foram do Sporting CP. A quantidade de vezes que o Sporting CP teve um contra o guarda-redes, conto quatro, cinco vezes, mais uma do Pauleta e do Allan [Guilherme], dois contra o guarda-redes, duas grandes penalidades que ficaram por marcar, uma na primeira parte sobre o Zicky e uma na segunda parte sobre o Rocha”, referiu.

Nuno Dias lamentou o 4-3 sofrido pelo Sporting CP: “Claramente demérito nosso, podem dizer que o SL Benfica acreditou, que lutou até ao fim, teve a ver com demérito nosso. A bola estava na nossa mão, não tínhamos de sofrer aquele golo. Espero que esse golo não vá fazer a diferença, porque temos mais 40 minutos ainda, esta eliminatória está no intervalo. É eliminatória de 80 minutos, temos 40 minutos no Pavilhão João Rocha para melhorar, para vencer o jogo e para seguir em frente”.

“Perdemos este jogo de uma forma ingénua, mas demonstrámos que hoje fomos melhores do que o nosso adversário. Se calhar, na quinta-feira, fomos iguais, se calhar no jogo da Luz para a Liga fomos mais fracos, se calhar no jogo da Supertaça fomos muito melhores, hoje fomos melhores, na minha opinião e acabámos por perder. Acho completamente injusto este resultado, diria o mesmo se o resultado tivesse ficado 3-3. Acho que o Sporting CP foi melhor, principalmente porque criou as oportunidades mais claras e mais flagrantes no que diz respeito ao desenrolar do jogo”, salientou o técnico.

Quanto a aspectos a melhorar no jogo da segunda-mão, no Pavilhão João Rocha, Nuno Dias observou: “Se tivemos cinco vezes na ‘cara do guarda-redes’ e não marcámos, esse é um aspecto em que temos de melhorar. Há pequenos pormenores individuais, em que cada um individualmente pode melhorar, um palmo à frente, um centímetro à frente, um segundo mais rápido”.

Futsal Champions League

trou Arthur solto na área, que atirou colocado para o 2-2 no marcador, sem possibilidades de defesa para Bernardo Paçó.

Mas a resposta do Sporting CP não tardou e com 9’06 para o final, um trabalho magistral de Zicky terminou em remate indefensável do pivô Leonino para o 2-3 no marcador, que repunha justiça à superioridade Leonina no jogo.

Com 7’01 para o final, Raúl Moreira voltou a empatar (3-3), em remate de pé esquerdo, ao canto, inferior esquerdo da baliza defendida por Bernardo Paçó.

Bernardo Paçó fez quase a seguir uma boa ‘mancha’ perante Diego

Nunes, num jogo electrizante, de grande empenho e que tinha oportunidades nas duas balizas por esta altura. Tomás Paçó, de pé esquerdo, ficou perto do 3-4 para a formação Sportinguista.

Allan Guilherme ainda teve nos pés uma boa oportunidade para dar nova vantagem aos Leões, mas rematou ao lado e no último segundo, em contra-ataque, o SL Benfica fez o 4-3 final, por Diego Nunes, em remate de pé esquerdo.

Um resultado inglório para o Sporting CP, que tem na segunda-mão todas as possibilidades de reverter a desvantagem de um golo que leva do dérbi na Luz.

Bruno Maior em iniciativa atacante do Sporting CP no dérbi frente ao SL Benfica da UEFA

MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

TUDO SOBRE RODAS PARA VOLTAR A VENCER

RESPOSTA DE LEÃO FRENTE AO CH CARVALHOS CHEGOU, EM FORÇA, NA SEGUNDA PARTE. ROC PUJADAS BRILHOU, RAMPULLA CONTINUOU DE PONTARIA AFINADA, FACUNDO BRIDGE VOLTOU ÀS PISTAS (NOVE MESES DEPOIS) E ZÉ DIOGO FOI HOMENAGEADO PELOS 400 JOGOS NO CLUBE.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa de hóquei em patins do Sporting CP recebeu e goleou o CH Carvalhos por 6-1, na passado sábado, em encontro da 17.ª ronda da fase regular do Campeonato Nacional.

Após o deslize em casa do HC Braga (3-3), que terminou uma série de cinco vitórias consecutivas, os Leões de Edo Bosch retomaram esse caminho, no Pavilhão João Rocha, com um sólido triunfo construído em crescendo. Brilharam Danilo Rampulla (hat-trick) e Roc Pujadas (‘bis’) e marcou, também, Henrique Magalhães.

Antes da acção começar no Pavilhão João Rocha, Zé Diogo foi homenageado por ter atingido a impressionante marca de 400 jogos de Leão ao peito e, em pista, houve ainda outra grande novidade. Após longa ausência por lesão, Facundo Bridge voltou às opções de Edo Bosch – e deixaria a sua marca no jogo. Iniciado o encontro, rapidamente o Sporting CP mostrou ao que vinha e deixou dois sérios avisos através de Rampulla, mas o ‘aflito’ HC Carvalhos (13.º e penúltimo) não se coibiu, também, de se aventurar no ataque, testando Xano Edo por duas ocasiões.

Ainda assim, o conjunto nortenho compacto junto à sua baliza e os Leões a insistir no ataque foi a toada dominante. Prova disso foram as perigosas stickadas de Roc Pujadas (defendida) e de Facundo Bridge (por cima), até que o catalão fez mesmo balançar as redes, aos 12 minutos, com um ‘tiro’ cruzado. No entanto, o 1-0 não durou mais do que uns instantes, porque um cartão azul a Xano Edo e respectivo penálti deram a hipótese da igualdade a Diogo Casanova, que não a desperdiçou. Por momentos, o duelo ficou mais ‘partido’ e reequilibrado, mas um lance rápido recolocou os Leões no controlo. Facundo Bridge, com um passe a ‘rasgar’, encontrou a entrada na área de Rampulla e o camisola 10

fez o desvio certeiro para o 2-1. Uma margem que durou até ao intervalo, mas não por falta de oportunidades: só os ferros negaram golos a Rampulla e ‘Nolito’ Romero (penálti), mas também a Miguel Afonso, do HC Carvalhos.

Já na entrada para a segunda parte, o Sporting CP acelerou e começou claramente por cima, encontrando consistentemente caminhos para a baliza – e só deu Sporting CP. Uma ‘bomba’ de Henrique Magalhães fez o 3-1 e a vantagem só não ‘disparou’ nesta fase porque os Leões desperdiçaram mais dois penáltis –Rampulla atirou ao poste e Romero acertou no capacete do guarda-redes André Almeida.

Não foi à força, teve de ser com magia – e que dose! Para elevar esta fase de domínio total e, até, de espectáculo ofensivo dos Leões, Roc Pujadas protagonizou um lance genial, com uma estonteante rotação sobre o último defesa (para ver e rever), antes de assinar o 4-1.

A seguir, os comandados de Edo Bosch mostraram também a sua capacidade defensiva, superando dois períodos de inferioridade numérica consecutivos - azul a Pujadas e, depois, Magalhães – antes de volta-

rem ao ataque com plena eficácia. O principal ‘culpado’ foi Rampulla, que em força fez dois golos consecutivos - o segundo de muito longe – para sentenciar a goleada e o perfazer o seu  hat-trick no jogo (24 golos na prova).

Somados 42 pontos no segundo lugar, o Sporting CP continua a cinco da liderança do SL Benfica, mas

EDO BOSCH: “NA SEGUNDA PARTE TIVEMOS MUITAS OCASIÕES”

Após a goleada, o treinador do Sporting CP reagiu à partida em declarações aos meios de comunicação Leoninos. “Sabíamos que teríamos de impor um ritmo alto desde o princípio e fizemo-lo. Se não conseguimos marcar muitos golos na primeira parte, seguramente que na segunda parte iriamos consegui-lo com o cansaço do adversário. Custou-nos um pouco a abrir o marcador, mas na segunda parte tivemos muitas ocasiões para fazer um resultado mais dilatado”, resumiu, destacando ainda o regresso de Facundo Bridge às opções como a “notícia especial do dia”.

ganhou terreno ao OC Barcelos (37), que caiu em Tomar e, assim, atrasou-se nas contas. Retomado o caminho das vitórias no Campeonato de forma categórica, os Leões de Edo Bosch viram atenções para a fase de grupos da WSE Champions League, que reserva uma deslocação à Luz para defrontar o SL Benfica hoje, quinta-feira (20h30).

21.02.2026

Campeonato Nacional Fase Regular – 17.ª Jornada Pavilhão João Rocha

SPORTING CP CH CARVALHOS

6 1

2-1 ao intervalo

Roc Pujadas (12’, 37’), Danilo Rampulla (17’, 45’, 47’), Henrique Magalhães (30’)

Diogo Casanova (13’)

Sporting CP: Diogo Barata, Danilo Rampulla, Roc Pujadas, Facundo Navarro, Xano Edo [GR], Santiago Honório, Facundo Bridge, Henrique Magalhães, Zé Diogo [GR], Gonzalo Romero [C]. Treinador: Edo Bosch.

Disciplina: cartão azul para Xano Edo, Roc Pujadas e Henrique Magalhães.

“É um jogador que fez um trabalho muito duro no ginásio e a nível mental. Foi um momento duro, mas voltou e é mais uma peça para ajudar no resto da temporada”, frisou o técnico verde e branco, sem esquecer a homenagem a Zé Diogo que ocorreu antes do jogo. “É um elemento da casa. 400 jogos não é para qualquer um e isso é de enaltecer. É uma pessoa que merece tudo”, realçou Edo Bosch.

Depois, o próprio Facundo Bridge falou do desejado regresso à pista. “Esperei muito por este momento. Passei muito tempo sem conseguir treinar, quase tive de voltar a aprender a caminhar novamente e agora quero desfrutar, treinar ao máximo e poder ajudar a equipa dentro da pista, que é o que mais gosto”, apontou, após ter feito uma assistência na partida. “É bom para a minha confiança voltar e produzir coisas boas para a equipa e espero continuar por esta senda, bem como a equipa”, referiu o argentino.

Exibição em crescendo acabou em espectáculo ofensivo de hóquei em patins
Guardião atingiu impressionante número redondo de Leão ao peito

MODALIDADES ANDEBOL

INVICTO SEGUE O LEÃO

COM CONTROLO TOTAL DO JOGO, PROFUNDIDADE DE PLANTEL E UMA EXIBIÇÃO COLECTIVA CONSISTENTE, O CONJUNTO LIDERADO POR RICARDO COSTA VOLTOU A IMPOR O SEU RITMO NO CAMPEONATO E SOMOU MAIS UMA VITÓRIA SEGURA FORA DE PORTAS.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu a AA Avanca por 30-40, no passado domingo ao final da tarde, em jogo a contar para a 20.ª jornada da fase regular do campeonato. Os Leões de Ricardo Costa continuam assim a escrever a sua caminhada no campeonato de forma firme e sem desvios, com mais uma exibição colectiva séria e competente do primeiro ao último minuto. O encontro em Avanca começou, porém, equilibrado, com diferenças curtas no marcador e sem que o conjunto verde e branco conseguisse impor de imediato o compasso e ritmo desejados.

A vencer por 7-10 aos dez minutos, o Sporting CP procurava soluções através da rotação e de um ataque paciente, enquanto o AA Avanca respondia com boa réplica, impedindo uma fuga prematura no marcador. A marcar um golo por minuto, a vantagem verde e branca era construída com esforço e sem espaço para relaxamentos.

A tentar contrariar a cadência morna e equilibrada, o Sporting CP começou a espaçar a diferença.

Martim Costa, aos 18 minutos, fixou o 11-17 e deu o mote para um período em que a vantagem foi crescendo de forma progressiva. Ainda assim, o AA Avanca mantinha-se competitivo, como demonstrava o 13-19 aos 20 minutos, altura em que Natan Suárez colocou os Leões nas duas dezenas de golos.  Com o aproximar do intervalo, a eficácia ofensiva e a solidez defensiva permitiram ao Sporting CP cavar um fosso mais confortável. Com Mohamed Ali a fechar a baliza e Carlos Álvarez e Natan Suárez a apontar seis golos cada, a equipa chegou ao descanso a vencer por onze golos de diferença (16-27).

A segunda parte demorou a ganhar ritmo ofensivo e o primeiro golo surgiu apenas aos 32 minutos, por Mamadou Gassama, que quebrou

um breve período de ineficácia e fixou o 16-28.

Pouco depois, aos 35 minutos, o Sporting CP atingia a marca dos 30 golos (17-30), com muito tempo ainda por jogar e o controlo total das operações. André Kristensen assumiu a baliza e a equipa verde e branca continuou a circular a bola com critério, pausando o ritmo e gerindo o esforço, como ilustrava o 19-31 aos 40 minutos.

A AA Avanca ainda reduziu distâncias, chegando ao 23-33 aos 45 minutos, mas o domínio visitante nunca esteve verdadeiramente em causa: com André Kristensen em evidência entre os postes, o

Sporting CP voltou a ultrapassar a barreira dos dez golos de diferença, atingindo o 25-39 aos 52 minutos.

Num jogo onde também o jovem Tiago Dias teve oportunidade de somar minutos, os Leões evidenciaram uma vez mais a profundidade do plantel. Até ao apito final, e mesmo com o guardião da casa em destaque, o Sporting CP geriu a vantagem com maturidade e competência, venceu o encontro por 30-40 e prolongou a invencibilidade na competição. Segue-se agora novo desafio europeu, com a recepção ao Aalborg Håndbold marcada para esta quinta-feira, 26 de Fevereiro.

RICARDO COSTA: “FOI UM JOGO MUITO POSITIVO”

Após o final da partida, Ricardo Costa, que se mostrou muito satisfeito com o triunfo em casa do AA Avanca, destacou a boa exibição colectiva e frisou a importância de somar os três pontos antes de novo compromisso europeu.

“Foi um jogo muito positivo da nossa equipa, principalmente na primeira parte, onde estivemos quase excepcionais na parte ofensiva e marcámos 27 golos”, começou por sublinhar o técnico, em declarações ao  Jornal Sporting, realçando ainda o contributo dos guarda-redes no resultado final (30-40).

“Com o [Mohamed] Ali também a ajudar, tanto ele como o André [Kristensen] na segunda parte, acho que fizemos um jogo completo. Toda a gente colaborou, toda a gente esteve presente e era importante carimbar estes três pontos antes de mais um jogo na EHF Champions League”, elogiou Ricardo Costa.

22.02.2026

Campeonato Nacional Fase Regular – 20.ª Jornada Pavilhão Municipal Comendador Adelino Dias Costa, Avanca AA AVANCA SPORTING CP

30 40

16-27 ao intervalo

Sporting CP: Edy Silva (2), Emil Berlin (5), Carlos Álvarez (6), Natán Suárez (6), Jan Gurri (5), Pedro Martínez, Orri Þorkelsson (3), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [C], Diogo Branquinho (3), Filipe Monteiro, Christian Moga (1), Tiago Dias (2), Martim Costa (5), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (1). Treinador: Ricardo Costa.

Entre jornadas europeias, o treinador verde e branco reforçou a importância de manter o foco na competição interna e de regressar aos triunfos após a exibição menos conseguida em Nantes. “Era fundamental voltarmos às vitórias, voltarmos àquele que é o nosso campeonato, e não facilitámos nada. Por isso, estou muito contente com os atletas e com a resposta dada”, frisou ainda. Com os pontos na bagagem e prolongada a invencibilidade a nível nacional, o pensamento do grupo está já no próximo desafio a contar para a EHF Champions League, agendado para dia 26 de Fevereiro, às 19h45.

“Estamos, agora, focados no jogo de quinta-feira, diante de uma superequipa do Aalborg Håndbold. Vamos fazer tudo para preparar este jogo e enchermos o Pavilhão João Rocha”, concluiu.

Muito eficaz, o Sporting CP marcou 27 golos na primeira parte

MODALIDADES VOLEIBOL

CADA VEZ MAIS PERTO DO PRIMEIRO OBJECTIVO

SEM DAR A MAIS MÍNIMA HIPÓTESE AO CA MADALENA, O SPORTING CP SOMOU A SÉTIMA VITÓRIA SEGUIDA PARA TODAS AS COMPETIÇÕES

E, COM DUAS JORNADAS EM FALTA ATÉ AOS PLAY-OFFS, NÃO CEDE NA LIDERANÇA ISOLADA DA LIGA.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: Isabel Silva

É de vitória em vitória que continua a ser trilhado o caminho dos Campeões Nacionais em título. A equipa masculina de voleibol do Sporting CP recebeu e bateu de forma clara o CA Madalena por 3-0, no passado domingo, em duelo da 20.ª jornada e antepenúltima da primeira fase da Liga.

Graças a mais uma exibição imparável no Pavilhão João Rocha, os Leões de João Coelho encadearam o sétimo triunfo seguido e estão cada vez mais perto de garantir o primeiro lugar rumo aos  play-offs. À falta de duas jornadas, o Sporting CP lidera com 57 pontos, mais três que o SL Benfica.

Antes do jogo, João Coelho recebeu o prémio de treinador do mês de Janeiro, entregue por Marco Garcias, membro da Associação Nacional de Treinadores de Voleibol e técnico da equipa feminina do Sporting CP em 2021/2022. Além disso, entre sets, o Pavilhão João Rocha testemunhou, também, a entrega dos troféus e medalhas de Campeões Regionais às equipas masculinas de infantis e juniores A do Sporting CP.

Em campo, para superar o nono classificado, que já vinha de três derrotas seguidas, os Campeões Nacionais entraram em cena com Tiago Pereira, Kelton Tavares, Jan Pokeršnik, Armando Velásquez, Nicolás Perren e Edson Valencia, sendo que este úl-

timo foi o responsável por ‘carregar’ no serviço e começar a dilatar a vantagem (9-3). O bloco verde e branco, a seguir, impôs-se uma e outra vez e o marcador chegou aos 15-7 de forma natural. Daí à conquista do set inaugural no Pavilhão João Rocha foi apenas um passo. O CA Madalena somou impre-

cisões, continuou com muitas dificuldades para contornar os blocos Leoninos e a diferença de 11 pontos aos 24-11 ilustrou tudo isso. Valencia foi o autor do 25-14 que deu o tónico perfeito para o que seria mais um triunfo implacável dos comandados de João Coelho, feito em pouco mais de uma hora de jogo. Foi também de controlo total o parcial seguinte, embora não tão expressivo (11-8) no arranque. Só que de imediato os Leões ‘dispararam’ no marcador com autoridade e nota artística, fruto de um subtil toque de Tiago Barth junto à rede e (mais) um ás de Valencia (17-9). Com sentido único até ao fim, o 2-0 confirmou-se em 25-13, assinado por Kelton Tavares, que terminaria como máximo pontuador do encontro (18). E, apesar dos esforços, nada pôde fazer o conjunto de Vila Nova de Gaia para mudar o rumo dos acontecimentos. Rumo à vitória pela diferença máxima – a quinta seguida em provas nacionais – as acções ofensivas

de Edson Valencia, Kelton Tavares e Tiago Pereira começaram por desequilibrar o resultado (13-6) e, de seguida, houve novamente ‘prego a fundo’ sem oposição até ao fecho do parcial, sentenciado em 25-12 com muitas falhas do adversário. Depois de cinco jogos consecutivos no Pavilhão João Rocha, todos vencidos, os Leões de João Coelho têm na próxima jornada – a penúltima – uma deslocação a casa do SC Espinho.

22.02.2026

Liga – 1.ª Fase – 20.ª Jornada Pavilhão João Rocha SPORTING CP CA MADALENA

3 0

25-14, 25-13 e 25-12

Sporting CP: Tiago Pereira [C] (11), Jan Galabov, Sergey Grankin, Kelton Tavares (18), Edson Valencia (13), Gonçalo Sousa [L], Tiago Barth (4), Jonas Aguenier, Jan Pokeršnik (9), Armando Velásquez, Nicolás Perren [L], Mads Kyed Jensen, Lourenço Martins. Treinador: João Coelho.

JOÃO COELHO:

“A ATITUDE ESTEVE LÁ”

Após mais um triunfo na Liga, o treinador do Sporting CP fez a leitura da partida em declarações aos meios de comunicação Leoninos.

“Todos os jogos são importantes e o respeito que temos pelo adversário é aquilo que temos, também, por nós próprios. Não demos uma bola por perdida, tivemos qualidade nas acções, abrimos o marcador e controlámos as incidências. A atitude esteve lá e é isso que se exige numa caminhada difícil. Todos os jogadores têm correspondido quando são chamados”, destacou, garantindo que “daqui para a frente são só finais”. E é com muita motivação que os Leões encaram estas últimas duas jornadas da Liga, bem como os momentos decisivos na Taça de Portugal que se avizinham também. “Saímos mais motivados com a resposta que demos nos últimos dois jogos na CEV Champions League e a exibição que fizemos hoje reflecte o bom espírito que existe no balneário. É um aspecto que tem de andar connosco até final”, frisou João Coelho.

A junção Sporting CP e Pavilhão João Rocha continua uma ‘muralha’ intransponível no voleibol
Vitória dos seniores e títulos regionais da formação festejados em conjunto

MODALIDADES VOLEIBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

TUDO PARECIA BEM ENCAMINHADO…

LEOAS DO VOLEIBOL ESTIVERAM A VENCER EM CASA DO SL BENFICA POR 1-2, MAS DEIXARAM-SE EMPATAR E, NA ‘NEGRA’, VOLTARAM A FICAR MUITO PERTO DA VITÓRIA. NO ENTANTO, ACABARAM DERROTADAS POR 3-2.

Texto: Luís Santos Castelo, Xavier Costa

Fotografia: Sérgio Martins

A equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no domingo, por 3-2 na deslocação ao reduto do SL Benfica para a 20.ª jornada da fase regular da Liga. As águias entraram melhor no dérbi e chegaram ao 6-2, primeiro, e depois ao 10-4. As Leoas recuperaram para 11-8 e o jogo entrou numa fase de maior equilíbrio, mas em que a vantagem inicial conseguida pelas visitadas fazia a diferença no marcador. Na parte final do set, o SL Benfica foi mais forte e voltou a conseguir um fosso maior, fechando o 1-0 com 25-19.

Para não deixar o rival fugir, o Sporting CP sabia que o segundo set

era essencial e entrou bem, com 1-3, mas a nota dominante foi mesmo o equilíbrio.

4-4, 10-10, 14-14, 17-17 e parecia que nenhum dos conjuntos disparava no marcador. Até que, quando estava 20-19 para as encarnadas, o Sporting CP acelerou e conseguiu cinco pontos consecutivos com Amanda Cavalcanti no serviço, virando para 20-24. O fantástico fecho de set terminou com 21-25 e 1-1 no encontro, deixando tudo em aberto.

O dérbi ficou ainda mais verde e branco no terceiro set, em que a equipa de Rui Pedro Silva foi claramente superior e não deu hipóteses ao SL Benfica.

O fosso começou a ser criado num parcial de 4-0 com Jady Gerotto ao serviço que deixou as contas em 4-8. Depois desse momento, não mais as

águias conseguiram encostar nas Leoas, que até aumentaram a diferença (11-18).

O SL Benfica ainda esboçou uma ligeira recuperação (16-20), mas o Sporting CP soube controlar bem a vantagem e fechar o set em 18-25, atingindo o 1-2 no desafio. Contudo, a toada alterou-se para o quarto set e, desta vez, foi o SL Benfica a dominar. Entrou melhor, ainda que o Sporting CP tenha recuperado (11-10), mas voltou a distanciar-se até vencer por 25-14 e fazer o 2-2, obrigando a realização da ‘negra’.

Aí, voltaram a ser as da casa a entrar mais fortes, mas as Sportinguistas reagiram muito bem e até viraram para 6-7. Pouco depois, um bom momento das visitantes permitiu chegar ao 7-10, mas foi o SL Benfica a ter-

RUI PEDRO SILVA: “ESTAMOS FRUSTRADOS”

Após a reviravolta sofrida na Luz, Rui Pedro Silva, analisou a derrota em declarações à Sporting TV. “Segurámos bem a parte inicial em que o adversário vai arriscar um pouco mais e entrar com mais agressividade. Nos últimos tempos temos sabido contornar isso com alguma tranquilidade, o que é importante, e ainda conseguimos reverter e passar para a frente. Foi um momento importante para dar conforto para assumir o jogo, foi o que aconteceu, mas houve dois fundamentos em que não fomos regulares: no serviço e a nossa inteligência de ataque nas bolas altas. Nos momentos finais, em que era preciso ter calma e paciência para trabalhar o ponto, faltou-nos isso. Custou-nos bastante caro”, resumiu. A derrota no dérbi confirmou-se na ‘negra’, depois de as Leoas não só terem estado a vencer por 1-2 em sets, mas também por 9-12 no derradeiro parcial, o que acabou por tornar tudo mais difícil de digerir, de acordo com o técnico verde e branco.

minar por cima, conseguindo vencer por 15-12, chegando ao 3-2 final.

As Leoas vão, agora, visitar o Leixões SC (domingo, 1 de Março, às 16h00).

22.02.2026

Liga – Fase Regular – 20.ª Jornada Pavilhão n.º 2 da Luz, Lisboa

3 2

25-19, 21-25, 18-25, 25-14 e 15-12

Sporting CP: Maria Carlos Marques [L], Jéssica Miranda (4), Amanda Cavalcanti (8), Leslie Tagle (8), Anahí Tosi (21), Özge Kırdar Kinasts, Tainá Alessandra, Jady Gerotto (10), Ingrid Felix (6), Daniela Loureiro [C] [L], Kanna Hanazawa (1) e Ana Clara Nunes. Treinador: Rui Pedro Silva.

“Sinto que temos uma boa dinâmica de grupo e a prova disso é que entrámos aqui, depois da derrota no Porto, com ambição, confiança, crença e carácter para vencer. Conseguimos uma margem importante no quinto set, mas não conseguimos fechar. Estamos frustrados porque tínhamos o pássaro na mão e deixamo-lo fugir”, atentou, Rui Pedro Silva, antes de olhar em frente na Liga.

“Neste momento ainda vamos jogar com o Leixões SC e o SC Braga, mais dois jogos extremamente difíceis, e vai estar o segundo lugar em discussão. O primeiro já está difícil”, considerou.

SL BENFICA SPORTING CP
Anahí Tosi foi uma das principais armas do Sporting CP no dérbi

NÚCLEOS: REINAUGURAÇÃO DO SOLAR DO NORTE

O Núcleo do Sporting Solar do Norte, fundado em 1990, foi reinaugurado na passada sexta-feira após um processo de reabilitação que devolveu vida ao emblemático espaço Leonino na cidade do Porto.

A cerimónia contou com a presença de Frederico Varandas, presidente do Sporting Clube de Portugal, e assinalou a conclusão de um conjunto de obras iniciadas em 2022, que visaram dotar o edifício de melhores condições para receber os Sócios e adeptos da região Norte do país. Para António Magalhães, presidente do Núcleo, o momento representa um marco importante na história da instituição. “Estou naturalmente muito orgulhoso, é um dia muito especial para o Solar do Norte. Tivemos connosco o nosso presidente, que veio abrilhantar a inauguração das nossas obras”, começou por referir em declarações à Sporting TV, antes de destacar o esforço colectivo que tornou possível a reabilitação.

O dirigente sublinhou que as intervenções resultaram “do esforço dos Sócios do Solar do Norte e da sua Direcção”, num trabalho faseado que se prolongou pelos últimos quatro anos. Recordando que o edifício é propriedade do Clube, após doação dos Sócios-fundadores do Núcleo, António Magalhães relembrou que cabe ao Solar do Norte a responsabilidade de preservar o icónico edifício, património verde e branco.

“Este é o Solar do século XXI. Há aqui um novo paradigma, rompemos um pouco com aquilo que vivemos no passado. Vive-se um novo clima, uma nova exigência também e, portanto, julgamos estar preparados para os novos desafios que se avizinham. Uma vez que criámos as condições necessárias para que os Sócios e os adeptos do Sporting CP venham até nós em maior número, estou certo de que o Solar do Norte não parará de crescer. Todos aqueles que nos visitem vão sentir-se seguramente confortáveis nas nossas instalações”, garantiu.

Também José Duarte, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Núcleo, destacou a transformação profunda das instalações e considerou evidente o impacto das obras. “Quem viu este edifício e o vê agora provavelmente pensa que mudámos de instalações. Qualquer pessoa que tenha entrado aqui há uns meses e entre agora provavelmente não reconhece o espaço, a não ser pela fachada”, referiu. Entre os presentes esteve também Júlio Santos, um dos Sócios-fundadores do Solar do Norte, que evocou a génese por detrás da criação do Núcleo.

“Entendíamos que era necessário haver uma extensão da sede. Além de servir o Clube, precisávamos de ter aqui no Norte algo que pertencesse ao Sporting CP”, recordou, mostrando-se impressionado com a transformação agora concluída. “Já não entrava no edifício há mais de 25 anos e estou estupefacto com a transformação para melhor. Isto já é [digno do] Sporting CP”, frisou.

Durante a cerimónia, o presidente Frederico Varandas, em representação dos órgãos sociais do Sporting CP, ofereceu ao Núcleo uma camisola autografada pelo plantel Bicampeão Nacional, gesto que assinalou simbolicamente a nova fase do Solar do Norte. Já em funcionamento, o renovado espaço pretende assim reforçar a vivência verde e branca na região, proporcionando melhores condições de conforto e acolhimento a todos os que ali se reúnem diariamente para viver o Sporting CP.

GRUPO "OS CINQUENTENÁRIOS": CONVÍVIO E CULTURA EM MAIS UMA REUNIÃO TRIMESTRAL

No passado sábado, dia 21 de Fevereiro, o Grupo “Os Cinquentenários” reuniu-se para mais um almoço-convívio no restaurante Primeiro Direito, em Monsanto. O encontro contou com a presença de mais de 50 activos participantes e decorreu, como habitual, em ambiente de franca confraternização, amizade e entusiasmado Sportinguismo. Pela manhã, “Os Cinquentenários” efectuaram uma visita-guiada ao Palácio dos Condes da Ribeira Grande, que alberga o valioso espólio de arte contemporânea do prestigiado coleccionador Armando Martins. Composta por relevantes obras portuguesas e estrangeiras que remontam aos séculos XX e XXI, o conjunto é conhecido como MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins.

14/02 – SÁBADO

FUTEBOL

Competição: Liga 2 – 24.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. Leixões SC

Horário e local: 11h00 – Estádio Aurélio Pereira

Transmissão: directo e exclusivo

FUTSAL

Competição: CN Sub-15 – 2.ª Fase – 6.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. CR Leões Porto Salvo

Horário e local: 11h30 – Pavilhão João Rocha

Transmissão: directo e exclusivo

ANDEBOL

Competição: CN Andebol 1 – 21.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. Vitória SC

Horário e local: 15h00 – Estádio Aurélio Pereira

Transmissão: directo e exclusivo

FUTSAL

Competição: CN Sub-19 – 1.ª Fase – 20.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. SC Braga

Horário e local: 18h30 – Pavilhão João Rocha

Transmissão: directo e exclusivo

RESULTADOS

ANDEBOL MASCULINO

Seniores – Liga Camp.

HBC Nantes 38-27 Sporting CP

Seniores – Camp. Nac.

AA Avanca 30-40 Sporting CP

Equipa B – Camp. Nac. Sporting CP B 29-30 AD Carvalhos

Sub 20 – Camp. Nac.

CCR A. Moinho 22-29 Sporting CP

Sub 18 – Camp. Nac.

CCR A. Moinho 20-36 Sporting CP

Sub 16 – Camp. Nac. Sporting CP B 47-15 CFB/EAM B

FEMININO

Sub-18 – Camp. Nac. Sporting CP 24-20 Lagoa AC

Sub 16 – Camp. Nac. Nazaré DF AC 17-29 Sporting CP ATLETISMO MASCULINO

Absolutos – III Noite Atlética AA Braga

60 m 1.º Gabriel Maia 6’’80

200 m 1.º Gabriel Maia 21’’97

800 m 2.º Alexandre Lucas 1’53’’32 3000 m

Fábio Santos 8’54’’88

Absolutos – Meet. Hauts De France

Pas De Calais 1500 m

José C. Pinto 3’36’’13

Absolutos – Camp. Nac. Lanç.

7.º Matheo Ferreira 43,17 m

2.º Ilírio Nazaré 73,95 m

3.º João Fernandes 66,59 m Seniores – Meet. Intern. Ourense

800 m 3.º Omar Elkhatib 46’’71

7.º João Coelho 47’’12

800 m 9.º David Garcia 1’48’’52 Altura

2.º Gerson Baldé 8,14 m Seniores – Camp. Reg. Inverno

60 m 1.º Willian Costa 6››83 - CAMP. REG.

2.º Igor

5.º

3.º José M. Gama 2›09››21 3000 m

2.º Tomás Costa 8›37››36

Comprimento

1.º Rudinho Djata 6,63 m - CAMP.

REG.

2.º Micoly David 6,11 m 4.º Diogo Xavier 4,94 m

Triplo

1.º Rudinho Djata 14,34 m - CAMP.

REG. Peso 7,26 kg

1.º Duarte Encarnação 11,80 m - CAMP. REG. Clubes

1.º Sporting CP 103 pts - CAMP. REG.

Sub 20 Camp. Nac. Lanç. Longos Dardo 800 g

4.º David Aguiar 40,31 m

Sub 20 – Camp. Nac. S20 Pista Curta

60 m Marcos Lara 7’’046 (não class.estrang.)

6.º Martim Noronha 7’’047 20.º Francisco Pereira 7’’28

60 m barreiras

1.º Pedro Vieira 8’’19 – CAMP. NAC. Yunilson Brito 8’’48 (não class.estrang.)

10.º Micael Miranda 8’’70

200 m 5.º Martim Noronha 22’’65 Lucca Reis 22’’91 (não class.estrang.)

400 m Lucca Reis 49’’67 (não class.estrang.)

16.º Márcio Alves 53’’04

800 m 5.º Bernardo Arvelos 1’57’’57 12.º Diogo Pinto 2’00’’65

1500 m 8.º Bernardo Arvelos 4’04’’74

10.º Afonso Oliveira 4’07’’34

12.º Fábio Santos 4’09’’85

14.º Francisco Jogo 4’13’’56

3000 m 1.º Afonso Oliveira 8’33’’62 - CAMP. NAC.

11.º Salvador Santos 8’49’’46

15.º Leonardo Borrego 9’06’’04

18.º Fábio Santos 9’21’’20

4X400 m

1.º Sporting CP (Márcio Alves, Yunilson Brito, Miguel Gavinhos e Lucca Reis) 3’26’’95 - CAMP. NAC.

Altura

8.º Pedro Vieira 1,79 m 10.º Micael Miranda 1,79 m

Vara

6.º Edgar Rodrigues 3,75 m Tiago Rodrigues SM

Comprimento Yunilson Brito 6,35 m (não class.estrang.)

Marcos Lara SM

Triplo

4.º Gabriel Guliy 13,84 m 17.º Luís Coelho 11,90 m

Peso 6 kg

2.º Sacha Sambú 13,75 m Eritson Veiga 12,78 m (não class.estrang.)

Leonaldo Pereira 10,16 m (não class. - estrang.)

Clubes

1.º Sporting CP 124.5 p. - CAMP. NAC.

Sub 18 III Noite Atlética AA Braga Peso 5 kg

3.º David Aguiar 10,51 m

Sub 18 Camp. Nac. Lanç. Longos

Dardo 700 g

2.º Rafael Garibaldi 49,88 m Micoly David 48,86 m (não class.estrang.)

7.º David Aguiar 42,53 m 12.º Vicente Rodrigues 39,83 m Martelo 5 kg

6.º João D. Silva 44,68 m

Sub 16 – Meet. Jovem SCUT

300 m 1.º Chester Oliveira 39’’33

2.º Alfa B. Li 39’’79

3.º Jair Narciso 40’’02

4.º Wilson Monteiro 41’’92

6.º Rodrigo Costa 44’’63

11.º Santiago Pedro 50’’54

12.º Ángel Lara 52’’81

800 m 3.º Manuel Nunes 2’26’’34

4.º Chester Oliveira 2’29’’54

5.º Rodrigo Relvas 2’29’’64

Altura

1.º Diego Sanchez 1,50 m

3.º Ángel Lara 1,30 m

Peso 4 kg

4.º Rodrigo Costa 7,16 m Alfa B. Li SM

Sub 14 150 m

1.º Lucas Corte 19’’64

2.º Diego Rato 20’’16

3.º Rodrigo Ribeiro 20’’96

6.º Pedro Rocha 22’’40 13.º Frederico Oliveira 25’’13

16.º Francisco Vieira 25’’50

18.º Francisco Fonseca 26’’35

600 m 1.º Daniel Graça 1’50’’41

7.º Francisco Fonseca 2’11’’29

8.º Francisco Vieira 2’23’’77

Vara em distância 1.º Pedro Rocha 3,89 m 2.º Afonso Quade 3,83 m

4.º Rodrigo Ribeiro 3,46 m 5.º Rúben Isaac 3,14 m 7.º Rafael Loureiro 2,99 m 9.º Frederico Oliveira 2,88 m

Quadruplo 1.º Lucas Corte 13,45 m 2.º Rúben Isaac 11,78 m 3.º Diego Rato 11,60 m 4.º Afonso Quade 11,22 m

5.º Gabriel Monteiro 11,11 m

6.º Rafael Loureiro 10,70 m 7.º Daniel Graça 10,44 m

Dardo 500 g 2.º Gabriel Monteiro 12,38 m

FEMININO

Absolutos – III Noite Atlética AA Braga

60 m 3.º Mariana António 8’’00 Altura

1.º Anabela Neto 1,68 m

Absolutos – Meet. Hauts De France Pas De Calais 2000 m Patrícia Silva DNF

Absolutos Camp. Nac. Lanç. Longos

Disco 1 kg 1.º Liliana Cá 61,88 m - CAMP. NAC. Lafaete Saraiva 42,88 m (não class. - estrang.)

Dardo 600 g 1.º Jéssica Barreira 51,81 m - CAMP. NAC.

2.º Marta Trovoada 46,93 m

6.º Joana Pereira 36,37 m

Martelo 4 kg

1.º Catarina Flor 51,61 m - CAMP. NAC.

5.º Rita Paciência 35,87 m

Seniores – Meet. Intern. Ourense

60 m 3.º Beatriz Castelhano 7’’34

5.º Beatriz Andrade 7’’40 (7’’33 elimin.)

400 m 2.º Carina Vanessa 54’’07

Altura

2.º Anabela Neto 1,75 m

3.º Marta Lisboeta 1,70 m Peso 4 kg

5.º Mariana Câmara 14,24 m

Seniores – Camp. Reg. Inverno

60 m 2.º Ana S. Alves 7››72 (7››67 elim.)

60 m barr.

1.º Olímpia Barbosa 8››34 – CAMP.

1.º Mariana Ribeiro 1,54 m - CAMP.

Letícia Oro 6,40 m - CAMP. REG. 2.º Jéssica Barreira 6,34 m Peso 4 kg

1.º Jéssica Inchude 18,50 m - CAMP. REG. Triplo

1.º Mariana Ribeiro 10,51 m - CAMP. REG. Clubes

1.º Sporting CP 55 pts - CAMP. REG.

Sub 23 – Camp. Reg. Inverno

60 m 1.º Lurdes Oliveira 7››66 - CAMP. REG.

3.º Sílvia Trindade 8››04

4.º Beatriz Barbosa 8››27 (8››12 elim.)

5.º Rita Figueira 8››34 (8››29 elim.)

6.º Matilde Raposo 8››39

8.º Marina Antunes 8››65

12.º Matilde Viana 8››92 60 m barr.

2.º Sílvia Trindade 9››57

3.º Matilde Viana 12››28 (12››04 elim.)

200 m

1.º Lurdes Oliveira 24››57 - CAMP. REG.

3.º Inês Alves 25››53

4.º Beatriz Barbosa 26››60

5.º Rita Figueira 27››52

06.º Matilde Raposo 28››08

9.º Marina Antunes 28››87

400 m 1.º Inês Alves 57››07 - CAMP. REG.

2.º Maria Poppe 58››03 Lúcia Martinha DNF

3000 m

1.º Leonor Rijo 10›13››37 - CAMP. REG.

2.º Maria Rijo 10›26››13 Vara 1.º Joana Barreto 3,70 m - CAMP. REG.

2.º Filipa Dinis 3,45 m

4.º Diana Ribeiro 2,50 m Comprimento

1.º Tatiana Pereira 5,82 m - CAMP. REG.

4.º Gentilânia Simão 4,06 m Peso 4 kg

1.º Lafaete Saraiva 12,28 m - CAMP. REG. 2.º Carla Mendes 11,16 m

3.º Gentilânia Simão 9,48 m Clubes

1.º Sporting CP 112 pts - CAMP. REG.

Sub 20 Camp. Nac. Lanç. Longos Disco 1 kg

2.º Carla Mendes 40,68 m

9.º Márcia Gomes 31,38 m Dardo 600 g Margarida António 37,08 m (não class. - estrang.) Martelo 4 kg

2.º Beatriz Sobral 45,39 m

Sub 20 – Camp. Nac. S20 Pista Curta

60 m

13.º Lara Nunes 7’’96

20.º Matilde Mateus 8’’11

23.º Beatriz Ferrari 8’’14

60 m barreiras

14.º Inês Vila 9’’64

200 m

1.º Margarida Oliveira 24’’86 –CAMP. NAC.

2.º Diana Indeque 25’’07

400 m 1.º Margarida Oliveira 55’’78 - CAMP. NAC.

4.º Diana Indeque 56’’51

800 m

3.º Teresa Delfino 2’15’’54

10.º Maria Vitorino 2’23’’59

16.º Beatriz Almeida 2’30’’93

1500 m

8.º Beatriz Almeida 4’53’’17

14.º Rafaela Sá 5’01’’63

3000 m

11.º Rafaela Sá 10’44’’31

13.º Teresa Amado 10’46’’14

3000 m marcha

Natalia González 14’12’’76 (não class. - estrang.)

Laura Vidal 17’23’’23 (não class. –estrang.)

4x400 m

2.º Sporting CP (Carolina Veríssimo, Diana Indeque, Teresa Delfino e Margarida Oliveira) 3’59’’23

Altura

2.º Mariana Miranda 1,65 m

4.º Mariana Pontes 1,60 m Jursileny Santana 1,47 m (não class. - estrang.)

Vara

2.º Carolina Veríssimo 3,30 m

7.º Nádia Mata 2,90 m Comprimento

3.º Naycira Varela 5,48 m

9.º Joana Wever 5,09 m

13.º Rita Quirino 4,97 m

15.º Inês Vila 4,90 m

Triplo 1.º Naycira Varela 12,05 m - CAMP. NAC.

7.º Joana Ghira 11,08 m

8.º Joana Wever 10,91 m

13.º Rita Quirino 10,56 m Peso 4 kg

1.º Adarlene Binta 13,80 m - CAMP. NAC.

2.º Margarida Bento 12,16 m 9.º Eliane Varela 10,02 m Clubes

1.º Sporting CP 126 p. - CAMP. NAC.

Sub 18 Camp. Nac. Lanç. Longos Disco 1 kg Clara Injai 32,40 m (não class.estrang.)

Dardo 500 g 5.º Beatriz Patrício 32,14 m 13.º Jocelina Cabral 277,34 m Clara Injai 24,24 m (não class.estrang.)

BASQUETEBOL MASCULINO

Seniores – Taça Portugal Sporting CP 97-77 UD Oliveirense FC Porto 84-86 Sporting CPVENCEDOR

Sub 23 – Camp. Nac. 1.ª div. Sporting CP 64-74 Barreirense

Sub 18 Camp. Nac. Sporting CP 97-64 Portimonense

Sub 16 Camp. Nac. Sporting CP 75-42 Ginásio CO

Sub 14 Camp. Nac. Sporting CP 81-42 SL Benfica

FEMININO

Seniores – Liga CAB 71-70 Sporting CP

Sub 18 Camp. Nac. Sporting CP 52-44 Estoril BC

Sub 16 Camp. Nac. Sporting CP 98-19 CCD E. Zêzere

Sub 14 Camp. Nac. Sporting CP 65-47 Portimonense

BOXE

MASCULINO

Seniores Open Marvila -63,5 kg Ían Coxxe venceu Christian Porter (AJP) - KO 3.º assalto

ESGRIMA

MASCULINO

Cadetes – Camp. Europa

Espada 116.º Francisco Louro (6 D) Espada equipas 20.º Portugal (Francisco Louro Xavier Melo, Joaquim Joanes e Martim Catarino) - 1 D

FUTEBOL

MASCULINO

Seniores Liga Moreirense FC 0-3 Sporting CP

Equipa B – Liga 2 CS Marítimo 1-0 Sporting CP B

Sub 23 Liga Revelação

Sub 17 Camp. Nac. 1.ª div. Sporting CP 1-1 FC

AGENDA

ANDEBOL

QUINTA, 26 DE FEVEREIRO

19h45 Seniores M

SPORTING CP vs. Aalborg

12.ª jorn. Gr. A Liga Campeões

Pavilhão João Rocha

SEXTA, 27 DE FEVEREIRO

21h00 Equipa B M

SPORTING CP B vs. Boa Hora

FC

21.ª jorn. Camp. Nac. Div. Honra

Pavilhão João Rocha

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

11h00 Sub-14 M

SPORTING CP B vs. ADC

Benavente

1.ª jorn. 2.ª fase/R. Final/Gr. 2/ NA Camp. Reg.

Multidesportivo Sporting

14h45 Sub-14 M

CF Estrela A. vs. SPORTING

CP C

1.ª jorn. 2.ª fase/R. Final/Gr. 3/ NB Camp. Reg.

Pav. Esc. Fernando Namora (Amadora)

15h00 Sub-16 F

CDES Gil Eanes vs. SPORTING

CP

2.ª jorn. 2.ª fase/Z4 Camp. Nac.

Pav. ES Gil Eanes (Lagos)

18h30 Sub-18 M

SPORTING CP vs. CSS Pinhal Frades

2.ª jorn. 2.ª fase/Gr. A/Z2 Camp. Nac.

Pavilhão João Rocha

DOMINGO, 1 DE MARÇO

11h30 Sub-14 F

SIM Porto Salvo vs. SPORTING CP

1.ª jorn. 2.ª fase/R. Final/Gr. 1/ NA Camp. Reg.

Pav. Esc. Vieira Silva (Carnaxide)

14h00 Sub-16 M

SPORTING CP vs. “Os Belenenses”/Esfera AM

1.ª jorn. 2.ª fase/Z6 Camp. Nac.

Pav. Fernando Tavares (Lisboa)

15h00 Seniores M

SPORTING CP vs. Vitória SC

21.ª jorn. 1.ª fase Camp. Nac. Pavilhão João Rocha

15h00 Sub-18 F SL Benfica vs. SPORTING CP

2.ª jorn. 2.ª fase/Z4 Camp. Nac.

Pav. Esc. Qta. Marrocos (Lisboa)

17h00 Sub-16 M

GC Odivelas vs. SPORTING CP B

2.ª jorn. F. Inicial / SA F. Complem. Camp. Nac.

Pav. Mun. Odivelas

19h30 Sub-20 M

SPORTING CP vs. Boa Hora FC

2.ª jorn. 2.ª fase/Z3 Camp. Nac.

Pav. Fernando Tavares (Lisboa)

QUARTA, 4 DE MARÇO

19h45 Seniores M

Kielce vs. SPORTING CP

13.ª jorn. Gr. A Liga Campeões

Hala Legionow (Kielce, Polónia)

ATLETISMO

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

14h30 Absolutos

SPORTING CP

Camp. Portugal PC

Forum Braga

DOMINGO, 1 DE MARÇO 10h30 Absolutos

SPORTING CP

Camp. Portugal PC Forum Braga

BASQUETEBOL

QUINTA, 26 DE FEVEREIRO

21h00 Sub-21 M CF “Os Belenenses” vs. SPORTING CP

13.ª jorn. F1G1 Camp. Dist. Manuel Campos

Pav. ES Lumiar (Lisboa)

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

9h00 Sub-12 M SL Benfica vs. SPORTING CP B

4.ª jorn. F2G4 Circ. Dist. Mário

Lemos

Pav. ES Matias Aires (Cacém)

10h15 Sub-12 F SPORTING CP vs. CRC Qta. Lombos

4.ª jorn. F2G2 Circ. Dist. Mário

Lemos

Pav. ES Matias Aires (Cacém) 11h30 Sub-12 M

SPORTING CP vs. CA Queluz

4.ª jorn. F2G1 Circ. Dist. Mário

Lemos

Pav. ES Matias Aires (Cacém)

14h30 Sub-14 M SPORTING CP B vs. CF “Os Belenenses”

2.ª jorn. F5G2-A Taça Dist. Pav. Mun. Casal Vistoso (Lisboa)

16h15 Sub-14 M SPORTING CP C vs. CA Queluz

C

2.ª jorn. F5G4-A Taça Dist. Pav. Henrique Miranda (Queluz)

16h30 Sub-16 F Chamusca BC vs. SPORTING CP

3.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. EB 2/3 Chamusca

16h30 Sub-14 M Imortal BC vs. SPORTING CP

2.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Mun. Francisco Neves (Albufeira)

20h30 Sub-16 M

SPORTING CP B vs. CN Natação

4.ª jorn. F5G2-B Taça Dist. Multidesportivo Sporting

21h30 Sub-22 F Boa Viagem vs. SPORTING CP

1.ª jorn. 2.ª fase/Manut. Camp. Nac. 1.ª div.

Pav. Mun. Angra Heroísmo (Açores)

DOMINGO, 1 DE MARÇO

9h30 Sub-16 F

SPORTING CP vs. Odivelas BC

4.ª jorn. F5G1 Taça Dist.

Pav. ES Lumiar (Lisboa)

11h00 Sub-14 F

Rio Maior vs. SPORTING CP

2.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Polid. Rio Maior

11h30 Sub-23 M

CB Albufeira vs. SPORTING CP

4.ª jorn. 2.ª fase/Prom. Sul Camp. Nac. 1.ª div. Pav. Desp. Olhos de Água (Albufeira)

11h30 Sub-18 F Santarém BC vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Nave Desp. Mun. Santarém

11h30 Sub-16 M

SPORTING CP vs. GDRAR

4.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. ES Lumiar (Lisboa)

14h15 Sub-14 M

SPORTING CP B vs. Estoril BC

3.ª jorn. F5G2-A Taça Dist. Pav. EB 2/3 Alapraia (Estoril)

15h30 Seniores F

BC Barcelos vs. SPORTING CP

20.ª jorn. F. Reg. Liga

Pav. ES Barcelos

17h30 Sub-16 F

SPORTING CP vs. Os Pimpões

4.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Multidesportivo Sporting

18h30 Sub-18 M

ABA vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Gimn. ES Educação Castelo Branco

FUTEBOL

SEXTA, 27 DE FEVEREIRO

20h45 Seniores M

SPORTING CP vs. Estoril Praia

24.ª jorn. Liga Portugal

Estádio José Alvalade

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

11h00 Equipa B M

SPORTING CP vs. Leixões SC

24.ª jorn. Liga 2

Estádio Aurélio Pereira

11h00 Sub-15 M

Estoril Praia vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 1.ª div.

Campo n.º 2 CTFD Estoril DOMINGO, 1 DE MARÇO

11h00 Sub-19 M

Santa Clara vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 1.ª div.

Campo Bom Jesus (Açores)

11h00 Sub-16 M

CS Marítimo vs. SPORTING

CP B

6.ª jorn. 2.ª fase/Manut./S4

Camp. Nac. 2.ª div. S17

Campo n.º 2 Comp. Desp. CS Marítimo (Madeira)

11h30 Sub-17 M

SL Benfica vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 1.ª div.

Campo n.º 1 Benfica Campus (Seixal)

15h00 Sub-17 F

SPORTING CP B vs. GD “Os Vidreiros”

3.ª jorn. 2.ª fase / Sul Camp. Nac. 2.ª div. S19

Campo Tojal (Sto. Antão Tojal)

18h30 Sub-14 M

EFBO vs. SPORTING CP B

7.ª jorn. 2.ª fase/Manut./S4

Camp. Nac. 2.ª div. S15 Comp. Desp. Porto Salvo

TERÇA, 3 DE MARÇO

15h00 Sub-23 M SPORTING CP vs. Leixões SC 8.ª jorn. Ap. Campeão Liga Revelação

Estádio Aurélio Pereira

20h45 Seniores M

SPORTING CP vs. FC Porto

1.ª mão Meias-finais Taça

Portugal

Estádio José Alvalade

FUTSAL

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

15h00 Sub-17 F

Leões P. Salvo vs. SPORTING CP

15.ª jorn. Camp. Interdist. Pav. Leões de Porto Salvo

19h00 Equipa B F

SPORTING CP B vs. Oriental

RC

15.ª jorn. Camp. Dist.

Pav. Mun. José Gouveia (S. João Talha)

21h00 Seniores M

CRC Qta. Lombos vs. SPORTING CP

17.ª jorn. F. Reg. Liga

Pav. Desp. Lombos (Carcavelos)

DOMINGO, 1 DE MARÇO

11h30 Sub-15 M

SPORTING CP vs. Leões P. Salvo

6.ª jorn. 2.ª fase/Ap. Campeão Camp. Nac.

Pavilhão João Rocha

15h30 Sub-17 M

CRC Qta. Lombos vs. SPORTING CP

6.ª jorn. 2.ª fase/Ap. Campeão Camp. Nac.

Pav. Desp. Lombos (Carcavelos)

16h00 Sub-15 F SPORTING CP vs. Novasemente

6.ª jorn. 2.ª fase/S. Sul Camp. Nac.

Pav. Mun. José Gouveia (S. João Talha)

18h00 Sub-19 F SPORTING CP vs. SL Benfica 7.ª jorn. 2.ª fase/Sul Camp. Nac.

Pav. Mun. José Gouveia (S. João Talha)

18h30 Sub-19 M

SPORTING CP vs. SC Braga

20.ª jorn. 1.ª fase Camp. Nac.

1.ª div.

Pavilhão João Rocha

HÓQUEI EM PATINS

SEXTA, 27 DE FEVEREIRO

21h30 Sub-15 M

SPORTING CP vs. SA Benfica

1.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac.

Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

21h00 Equipa B M

SPORTING CP B vs. Alcobacense

18.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac.

2.ª div.

Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

DOMINGO, 1 DE MARÇO

19h00 Seniores M

OC Barcelos vs. SPORTING CP

18.ª jorn. Camp. Nac.

Pav. Mun. Barcelos

TERÇA, 3 DE MARÇO

21h30 Sub-19 M

SPORTING CP vs. SA Benfica

1.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac.

Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

KARATE

DOMINGO, 1 DE MARÇO

9h00 Vários escalões

SPORTING CP

Open Lourinhã Pav. Polid. Mun. Lourinhã

NATAÇÃO

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

9h00 Absolutos

SPORTING CP

Torn. Cidade Ponte de Sor Piscina Mun. Ponte de Sor 16h00 Absolutos

SPORTING CP

Torn. Cidade Ponte de Sor

Piscina Mun. Ponte de Sor 16h00 Cadetes

SPORTING CP

Festival Reg. Clubes

Piscina Mun. Loures

DOMINGO, 1 DE MARÇO

16h00 Cadetes

SPORTING CP

Festival Reg. Clubes

Piscina Mun. Loures

POLO AQUÁTICO

QUINTA, 26 DE FEVEREIRO

21h45 Equipa B M

Aminata vs. SPORTING CP B

Camp. Portugal A2

Multidesportivo Sporting

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

15h00 Equipa B M

FOCA vs. SPORTING CP B

Camp. Portugal A2

Piscina Mun. Felgueiras

19h00 Seniores F SPORTING CP vs. CF

Portuense

7.ª jorn. Camp. Portugal A1

Multidesportivo Sporting

DOMINGO, 1 DE MARÇO

17h00 Seniores F Cascais WPC vs. SPORTING CP

8.ª jorn. Camp. Portugal A1

Piscina Abóbada (Cascais)

RUGBY

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

15h00 Seniores M

Moita vs. SPORTING CP

12.ª jorn. Camp. Nac. 2.ª div. Campo Desp. D. Luís Roberto

Saldanha (Gaio, Rosário)

DOMINGO, 1 DE MARÇO 14h00 Seniores F SPORTING CP vs. Bairrada / Tondela

Meias-finais Taça Portugal

Campo n.º 2 Pólo SCP Lisboa 14h00 Sub-14 Mx SPORTING CP

4.ª jorn. 2.ª fase Torn. Desenvolvimento Reg. Campo Rugby Sporting CP

TÉNIS DE MESA

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

15h00 Seniores M

SPORTING CP vs. Guilhabreu

17.ª jorn. F. reg. Camp. Nac. 1.ª div.

Sala Treinos Estádio José Alvalade

DOMINGO, 1 DE MARÇO 11h00 Seniores M SPORTING CP vs. CTM Mirandela

18.ª jorn. F. reg. Camp. Nac. 1.ª div.

Sala Treinos Estádio José Alvalade

VOLEIBOL

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

15h00 Sub-21 F

SPORTING CP vs. SL Benfica

2.ª jorn. 2.ª fase/Primeiros Camp. Nac.

Multidesportivo Sporting 15h00 Juvenis M

SPORTING CP vs. Gama Barros

4.ª jorn. 2.ª fase/SC Camp. Nac.

Pavilhão João Rocha 16h00 Seniores M SC Espinho vs. SPORTING CP

21.ª jorn. F. Reg. Liga Pav. Nave Desp. Espinho 17h00 Juniores M

SPORTING CP vs. SC Caldas

3.ª jorn. 2.ª fase/SC Camp. Nac.

Multidesportivo Sporting DOMINGO, 1 DE MARÇO 17h00 Seniores F Leixões SC vs. SPORTING CP

21.ª jorn. F. Reg. Liga Centro Desp. Congr. Matosinhos

17h30 Sub-21 M

SPORTING CP vs. VC Viana

2.ª jorn. 2.ª fase/Últimos Camp. Nac.

Pav. Col. Planalto (Lisboa)

XADREZ

SÁBADO, 28 DE FEVEREIRO

9h45 Sub-16 / Sub-12 SPORTING CP

Camp. Nac. Rápidas Pav. Col. Calvão

*Informação sujeita a alterações após o fecho de edição. Consulte a agenda actualizada em sporting.pt

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