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COMO A INTERNET DAS COISAS NA INDÚSTRIA PODE AFETAR A PRODUÇÃO DE PAPEL DO FUTURO UM PAÍS EM RECONSTRUÇÃO: O QUE ESPERAR ATÉ 2022 BRASIL: EXPORTAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS CRESCE 13,9% NO ACUMULADO DO ANO

Panorama ELDORADO BRASIL

Com sucessivos avanços e um time de profissionais de alto desempenho a Eldorado Brasil tornou-se a empresa de celulose mais competitiva do mundo


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EDITORIAL Quando em 1999, foi lançado o MADEIRA TOTAL, primeiro portal de informações e negócios para ocupar no ranking o primeiro lugar de leituras em suas (diversas) telas, não podíamos imaginar quanto ao longo do tempo tudo isso evoluiria. Afinal de contas, nesta data, a internet no Brasil ainda era “discada”, muitos lugares não possuíam acesso, e a capacidade de navegação era limitada mesmo nas capitais. Quando o projeto foi criado, sabia-se que a missão seria infinita: lançar um olhar inovador, inteligente e ágil na comunicação da cadeia produtiva da madeira. E quando algumas pessoas me perguntam se eu acredito no fim da mídia impressa, a minha resposta é sempre a mesma: Não! A evolução da internet não representa o fim desta forma de se comunicar, e sim a reinvenção de tudo o que já existia - na adequação das ferramentas. Somos seres humanos, onde os cinco sentidos visão, audição, paladar, olfato e tato unem-se para formar nossas percepções e transformá-las em algo palpável. O fato é, que muita novidade vem por aí. De cada canto deste mundo, as startups, as novas tecnologias, a consciência em evolução, as novas oportunidades, os novos mercados, e os anseios da nova geração, somados ao crescimento populacional, vão nos “obrigar” a trilhar caminhos nunca antes percorridos. A única certeza que temos nesta vida é a da transformação, que muitas vezes viaja sem nossa permissão, mas nos mantém evolutivos. E para quem nos acompanha durante estas duas décadas de trajetória, vale recordar que conteúdo é tudo! A REVISTA MADEIRA TOTAL, ao longo do tempo, cresceu em tiragem e formato, apostou em novos talentos, destacou personagens, histórias, produtos, empresas e reflexões de pessoas que tem um jeito inteligente de encarar os desafios, a vida, e os negócios, cujo sucesso não se mede por seu faturamento, mas pela sua capacidade de inovar, reinventar-se e pensar no todo. Aqui, bem como você, pensamos minuto a minuto em como transformar cada ideia em informação útil, apresentada de forma ímpar, prazerosa e imparcial. É assim que se constrói credibilidade. Este reconhecimento, aliado ao de vocês, nossos leitores, parceiros, clientes e amigos conquistados ao logo destes 20 anos, é que nos mostra que apostamos no formato certo, para a efetividade da comunicação para sua empresa, em feiras e eventos, no seu celular e computadores. Falando nisso, a onipresença dos dispositivos móveis com acesso à internet e a demanda mundial nos fizeram apostar em uma plataforma digital, que soma-se a revista impressa (também com versão digital), compondo um mix de canais ainda mais completo. Então, se o que você gosta mesmo é estar sempre atualizado, sente-se e fique à vontade; sinta o toque do papel, aprecie os números desta edição e fique tranquilo, a inovação está presente para que possamos continuar caminhando juntos! Outras novidades, você pode ler diariamente no Portal MadeiraTotal! Boas eleições! ;) Sol Andreassa Publisher

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ÍNDICE

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MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

18 STEFAN KOLLER: UMA HISTÓRIA QUE ULTRAPASSA FRONTEIRAS

22 PANORAMA ELDORADO BRASIL: A FABRICANTE MAIS COMPETITIVA DO MUNDO

34 PRODUTIVIDADE ALTA OU ERGONOMIA? OS DOIS.

40 INVESTIR EM COLHEITA FLORESTAL. DÚVIDA OU CERTEZA?

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UM PAÍS EM RECONSTRUÇÃO: A ASCENSÃO DE UM O QUE ESPERAR ATÉ 2022 GIGANTE 6 I

MADEIRA TOTAL

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eSOCIAL: A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS E DO APOIO DAS ASSOCIAÇÃO E SINDICATOS EMPRESARIAIS

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COMPRAR. UMA ESTRATÉGIA PARA CRESCER AINDA MAIS


PANORAMA ELDORADO BRASIL

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE APÓS DECISÃO DO STF, INDÚSTRIAS MADEIRA INTEGRA COALIZÃO TERÃO MAIS SEGURANÇA PELA CONSTRUÇÃO PARA BUSCAR SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DETERCEIROS

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BRASIL: EXPORTAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS CRESCE 13,9% NO ACUMULADO DO ANO

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COMO A INTERNET DAS COISAS NA INDÚSTRIA PODE AFETAR A PRODUÇÃO DE PAPEL DO FUTURO I

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MADEIRA TOTAL PUBLISHER Sol Andreassa MTB 0011255/PR DIRETORIA Marcelo Colaço JORNALISMO jornalismo@grupomultimidia.com.br ASSINATURAS assinaturas@grupomultimidia.com.br PROJETO GRÁFICO & DIAGRAMAÇÃO Adriana de Oliveira COMERCIAL COMERCIAL comercial@grupomultimidia.com.br Luiz Tonello tonello@grupomultimidia.com.br TI Adilson Alves da Cruz COLUNISTAS MANOEL Francisco Moreira Paulo Pupo CONSELHO EDITORIAL Toru Sato COLABORADORES Charles Mendes Elisandra Escudero Juliane Ferreira LEONARDO OLIVEIRA Rodrigo Lopes Rogério Santana Gustavo Moura THIAGO LACERDA Valéria Allegrini PRÉ IMPRESSÃO & IMPRESSÃO Ajir Gráfica

GRUPO MULTIMÍDIA SÃO PAULO - SP (11) 3675.4114

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MADEIRA TOTAL A Revista Madeira Total é uma publicação trimestral do Grupo Multimidia Comunicação Corporativa Ltda., Rua Raul Obladen, 939 – Jardim Itália – São José dos Pinhais, CEP: 83020-500. A revista MADEIRA TOTAL não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões emitidos nos artigos assinados. madeiratotal.com.br

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Fotografia: Ema Peter

DOSSIÊ FLORESTAL

British Columbia, Canadá - 2014 - Arquitetos: Michael Green Architecture

MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 10 I MADEIRA TOTAL


Fotografia: Ema Peter

British Columbia, Canadá - 2014 - Arquitetos: Michael Green Architecture A madeira é um dos materiais mais antigos utilizados no mundo. Desde a antiguidade até os dias atuais, a arte de trabalhar a madeira tem evoluído constantemente. Nossos antepassados descobriram a utilidade da madeira para se aquecer, cozinhar, fabricar armas e utensílios domésticos, construir casas, muitas que duram centenas de anos, barcos e jangadas. Estima-se a possibilidade de gerar mais de 5 mil produtos das árvores plantadas, além dos diversos usos atuais, como carvão vegetal, celulose, papel, painéis de madeira e piso laminado. São soluções para indústrias como aeronáutica, automobilística, alimentícia, cosmética, farmacêutica, química, têxtil, entre outras. Agora, a madeira na construção civil passa por uma nova revolução. A indústria de base florestal investe significativamente em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Esses novos desenvolvimentos estão propiciando o aparecimento de novas soluções construtivas com base em madeira industrializada e que permitem projetos com uso da madeira estrutural com múltiplos andares. Leves, com alta resistência, fácil manutenção e durabilidade, a madeira industrializada é um ótimo isolante térmico e acústico, além de ser desenvolvido para ter bom desempenho em situação de incêndio. Materiais como woodframe, gullam e CLT oferecem conjuntos pré-fabricados com obras limpas e mais efetivas, com um resultado mais econômico. O uso da madeira industrializada em um projeto pode diminuir em até 30% os custos

de uma obra, agilizar o tempo de construção, reduzindo o tempo até a entrega em até 50%. O material também é mais eficiente, com índice de desperdício até 30% menor, reforçando os esforços de conceito de consumo consciente. Vale ressaltar que os produtos engenheirados de madeira têm resistência maior ao choque e à deformidade pelo fogo, diferente de outros materiais, que podem perder sua função quando exposto a altas temperaturas. Quanto à resistência ao fogo, a madeira é um material inflamável, porém durante um incêndio oferece alta resistência mecânica e estabilidade estrutural. Para isso é prevista uma espessura maior nas dimensões da seção transversal das peças estruturais de madeira.

Madeira de reflorestamento No Brasil as madeiras provenientes de áreas reflorestadas estão sendo introduzidas de forma crescente para uso na construção civil. Essa utilização tem se expandido significativamente, superando obstáculos e preconceitos. Somente no Brasil, a indústria de base florestal possui 7,84 milhões de hectares para fins comerciais, entre os quais está a utilização da madeira em construção civil, seja estrutural ou para acabamento. Versáteis, a madeira industrializada vai desde a estrutura até revestimentos de paredes e móveis, permitindo texturas,

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Fotografias: Benoit Wehrle´

Marselha, França - 2017 - Arquitetos: A+Architecture desenhos e acabamentos inovadores. Os pisos de madeira tem isolamento acústico, térmico e têm cores que ajudam a aumentar o espaço ou dar uma personalidade exclusiva. Além disso, a sua aplicação é rápida e sem sujeira. Madeiras de reflorestamento, como Pinus e Eucalipto, cultivadas no Brasil de forma sustentável, apresentam estabilidade para o uso estrutural, pois são provenientes de árvores mais maduras. A madeira na construção civil é aplicada de três maneiras, em acabamentos, formas de concreto e estruturalmente. Peças de madeira serrada, painéis laminado colado, caibros, pranchas e tábuas utilizadas em estruturas de telhado; forros, painéis, lambris e guarnições, além de amplo uso decorativo, como Esquadrias, portas, venezianas, caixilhos, molduras; pisos, assoalhos, tacos, tacões e parquetes e os pisos laminados de alta resistência. Está presente até mesmo na construção tradicional com andaimes, escoramento e formas para concreto.

Sustentabilidade Além das vantagens das propriedades do material e de custos, o setor de base florestal oferece ainda o diferencial de sustentabilidade. As preocupações de sustentabilidade do mundo indicam uma necessidade de revisitar as formas construtivas, isso porque a construção civil da forma que conhecemos hoje é uma das atividades humanas que mais consome recursos naturais. Estima-se que entre 40% e 75% dos recursos existentes são consumidos por esse setor. Só no Brasil, a construção gera cerca de 25% do total de resíduos da indústria e 60% do lixo sólido das cidades.

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A construção civil responde por 47% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do mundo, segundo World Wide Fund for Nature (WWF) e as edificações respondem por 40% do consumo global de energia Segundo a UNEP (United Nations Environment Programme). O governo brasileiro apresentou, em dezembro de 2008, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima - que visa incentivar o desenvolvimento e aprimoramento de ações de mitigação no Brasil. O País assumiu compromissos de redução de emissões nas últimas COP’s, por isso, precisa evoluir para construções mais limpas, que utilizem matérias-primas renováveis e materiais atóxicos e que, ao mesmo tempo, levem em consideração a gestão de resíduos e a eficiência no uso dos recursos naturais, água e energia, além da urgente redução de emissões de CO2. A fabricação e tratamento de peças de madeira consomem muito menos energia que outros materiais. Enquanto o cimento consome 1.750 quilowatts/hora para a produção de um metro cúbico, a madeira consome 350 quilowatts/hora por metro cúbico. Dentre as vantagens ambientais considera-se que a madeira é um recurso natural renovável e sob o ponto de vista energético tem baixo consumo de energia. No caso de construções de madeira o consumo energético por metro quadrado é duas vezes menor que a de alvenaria. Outra vantagem ambiental seria a economia em recursos hídricos, pois a água não é empregada em nenhuma etapa de seu processo industrial. Por isso, mundialmente, busca-se novas formas de construir, reduzindo a pegada na construção e um uso mais inteligente durante a vida útil do prédio, consumindo menos energia e água, por exemplo.


Dentro do direcionamento para o equilíbrio entre o consumo de produtos oriundos de recursos naturais finitos, como petróleo e minerais, o uso consciente de produtos feitos de recursos naturais renováveis ganha espaço. Os produtos de base florestal possuem essa vantagem e podem amplamente substituir o uso de cimento, plástico, pisos cerâmicos por pisos laminados.

a não conformidade sistemática às normas técnicas, bem como analisa se as normas brasileiras existentes do produto discriminam objetivamente os requisitos necessários para o bom desempenho dos painéis de madeira.

Qualidade e origem

Histórico da madeira na construção brasileira

O uso de florestas plantadas é uma das formas de diminuir a pressão nas florestas naturais e tornar o setor de construção civil mais sustentável. Mas, é importante observar a procedência da madeira utilizada na obra. O setor conta com uma série de programas de qualidade e selos de origem, como Madeira Controlada, programa com objetivo diminuir o comércio ilegal de madeira e promover o consumo responsável desta matéria-prima, assinado por 26 instituições – incluindo o WWF-Brasil; e as normas de madeira controlada do FSC® que têm como objetivo orientar as empresas certificadas a evitarem produtos com origem florestal de categorias consideradas inaceitáveis com controle da origem dos materiais usados para a composição dos produtos “FSC Misto”. Entre os programas de qualidade, destacam-se PNQM – Programa Nacional de Qualidade da Madeira, uma certificação que visa o controle de qualidade do processo produtivo até as especificações do produto de Painéis de Partículas de Madeira (MDP) e Painéis de Fibras de Madeira (MDF); e Programa Setorial da Qualidade que realiza sistematicamente a verificação do desempenho dos painéis de madeira (MDP e MDF) comercializados no Brasil, combate

Para pisos laminados, o principal é o Programa Setorial da Qualidade de Pisos Laminados em Réguas – PSQ.

A madeira sempre foi um produto de valor reconhecido no Brasil. É a base de muitos métodos construtivos tradicionais, desde ocas dos índios, até nas casas coloniais dos descendentes alemães e construções ribeirinhas e de pescadores. A cobiça por esse material gerou regulamentações pela coroa portuguesa na época do Brasil Colônia, com a denominação de madeira de lei. Isto é, algumas espécies de árvores consideradas extremamente valiosas não poderiam ser exploradas por qualquer um, dependiam da autorização do então governo real. Muitas construções de madeira seguem culturalmente forte de Norte a Sul do País e completamente adaptadas para a realidade local. Alguns prédios históricos de madeira brasileiros têm relevância mundial por sua arquitetura e valor cultural. Mesmo em Brasília, o templo para concreto armado, um prédio inteiro de madeira, conhecido como Palácio de Tábuas ou Catetinho foi a primeira residência oficial do próprio Juscelino Kubitschek.

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Mineápolis, MN, Estados Unidos - 2016 - Arquitetos: DLR Group , Michael Green Architecture -Arquitetos Responsáveis: Michael Green, Candice Nichol

Projetos de arranha-céu de madeira pelo mundo A consolidação da tecnologia de Cross Laminated Timber (CLT), que em português significa painéis de madeira laminada cruzada, traz a construção em madeira para novos patamares. Essa nova tecnologia de laminação cruzada permite usar o material como um elemento estrutural e autoportante de projetos de tamanhos inovadores para a madeira. Segundo o artigo, “A madeira laminada cruzada: aspectos tecnológicos, construtivos e de dimensionamento”, de Silvia Teixeira Andrade Amorim, Judy Norka Rodo Mantilla, Edgar Vladimiro Mantilla Carrasco, o CLT é formado por lâminas de madeira com grandes dimensões arranjadas ortogonalmente e unidas com adesivo estrutural sob alta pressão. Mais leve e mais resistente, o CLT tem trazido possibilidade de projetos de prédios mais altos. Um dos países mestre na

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construção de madeira, que já domina essa arte desde antes de século VI d.c, o Japão pretende ter o prédio mais alto do mundo de madeira. A Sumitomo Forestry Co anunciou a intenção de construir um prédio de madeira de 350 metros de altura em 2041. Serão 70 andares com estrutura de madeira. Nos Estados Unidos, são mais de 400 projetos desse material anunciados, sendo mais de um quarto em CLT. Um deles é o projeto Timber Towers, na Filadélfia (EUA). As Timber Towers terão 58.761 m3 de produtos de madeira, facilmente reabastecidos pelas florestas norte-americanas em menos de 3 horas. O cálculo da empresa de arquitetura responsável pelo projeto é que 73.278 toneladas métricas de CO2 serão sequestradas pela madeira a ser utilizada. A economia total de emissões equivale a tirar 12.073 carros das ruas durante um ano inteiro. O Canadá tem sido um dos líderes desse movimento com a universidade British Columbia incentivando novos desenvolvimentos. Dois exemplos são o Brock Commons Tallwood House e o Wood Innovation Center, em Prince Ge-


Mineápolis, MN, Estados Unidos - 2016 - Arquitetos: DLR Group , Michael Green Architecture -Arquitetos Responsáveis: Michael Green, Candice Nichol orge, um prédio de oito andares com quase 5 mil m² com escritórios e espaço educacional que inclui o Mestrado em Engenharia no programa de Design Integrado de Madeira da universidade. O projeto do Wood Innovation Center é do arquiteto de Vancouver, Michael Green, um dos patronos desse novo movimento arquitetônico e construtivo em madeira. Ele costuma fazer grandes statements com o uso de madeira também no revestimento externo e nas áreas internas de convivência, não só aplicando o material na estrutura. Michael Green defende a substituição do uso do concreto e aço pela madeira contribuindo com a redução das emissões de gases de efeito estufa no meio ambiente e solucionando o desafio de déficit habitacional. Outro projeto no campus da University of British Columbia em Vancouver é o Brock Commons Tallwood House, com 18 andares e é um prédio residencial, desenvolvido por Acton Ostry Architects. Os desavisados não saberão que o projeto

tem a madeira na base estrutural, pois o exterior terá um tradicional revestimento metalizado. A universidade defende que esse é o prédio de madeira mais alto hoje do mundo. Mas o título está em risco com novos projetos cada vez mais altos sendo anunciados. Outros países que estão ampliando o uso de CLT em prédios de múltiplos pavimentos são Áustria, Alemanha, Suíça, Suécia, Noruega e Reino Unido. A Noruega tem um dos prédios mais altos, o Treet, que tem a sustentabilidade no seu cerne dos seus 14 andares.

O Brasil fazendo história Em breve São Paulo começará a deixar o estigma de selva de pedra para trás. Um projeto ambicioso da Amata prevê a construção de um prédio de 13 andares totalmente em madeira. Será a materialização da modernidade aliada a sustentabilidade.

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Em um espaço de 4.700m², o edifício reunirá diversas funcionalidades, como coworking, coliving e restaurante. A construção será totalmente em CLT, um produto de alta tecnologia formado com multicamadas de madeira maciça em duas diferentes direções. Ao uni-las, criam-se painéis capazes de estruturar grandes construções em altura e aproveita-se da capacidade estrutural da madeira. Localizado no bairro da Vila Madalena, o prédio será um primeiro respiro para a cidade. Não será somente bonito de se ver. Toda a madeira utilizada será proveniente de reflorestamento certificado, o que garante a procedência da matéria-prima. Para o meio ambiente é fundamental um projeto como este, já que as árvores são um recurso renovável, estocam carbono e seu uso substitui materiais não renováveis e poluentes em seu processo produtivo. As empresas do setor de florestas plantadas não somente deixam de emitir Gases de Efeito Estufa (GEE), mas retiram GEE da atmosfera. O Brasil tem total capacidade de suprir uma crescente nessa demanda. Para se ter uma ideia, proporcionalmente, as florestas da Amata crescem um prédio de 8 andares a cada 2 dias. E cada 1m³ de madeira reflorestada é capaz de absorver em média uma tonelada de CO² do ambiente. Não podemos continuar com o mesmo modelo de negócios, levando em consideração somente os resultados financeiros. Sustentabilidade é redefinir o que é sucesso. Ser positivo no balanço financeiro, mas também no balanço

Projeto Amata social e ambiental. E desenvolver mercado para produtos que venham da floresta plantada com valor agregado é uma maneira de capitalizar, fazendo do reflorestamento um negócio viável. A população deverá atingir 259,8 milhões de pessoas em 2050, de acordo com o IBGE. Isto significa que precisaremos de mais infraestrutura e mais moradias. Se soluções como estas não se tornarem uma tendência, corremos um sério risco ambiental. Temos dois caminhos para entrar para a história. Acompanharmos a derrocada do meio ambiente, mesmo com um potencial enorme, ou investirmos em modelos sustentáveis. O projeto da Amata é um alento e um impulso para conscientização da sociedade. Certamente seguiremos o caminho da sustentabilidade e posicionaremos o Brasil como um protagonista nesse movimento.

Projeto Amata

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Fotografia: Arkitekter

SkellefteĂĽ, Sweden - 2016 Arquitetos: Oskar Norelius, Robert Schmitz


ENTREVISTA | HISTÓRIA DO SEU MUNDO

STEFAN KOLLER: UMA HISTÓRIA QUE ULTRAPASSA FRONTEIRAS Uma viagem de navio para um país desconhecido, que durou quase três semanas. Sua mãe também estava na lista de europeus que decidiram recomeçar a vida no Brasil. Ele, um jovem capaz de superar a perda precoce de seu pai que lutou na Segunda Guerra Mundial, e construir um futuro respeitável em nosso País. O patriarca da empresa familiar que completa em 2018, seus 55 anos de mercado, produzindo máquinas e equipamentos para a indústria da madeira. Um imigrante, que com mãos firmes, constrói um legado junto das mais representativas indústrias de transformação. São longas conversas em alemão, grandiosos e inúmeros projetos executados, e para relaxar, sempre que possível, vai até a chácara para pescar e recarregar as energias. Conheçam mais sobre a vida de Stefan Koller, fundador da tradicional empresa brasileira Indumec, o entrevistado especial desta edição. Madeira Total: em 1951, aconteceram grandes mudanças em sua vida pessoal. Como você vê este período? Stefan: sem dúvida um período de grandes aprendizados. Eu tinha 17 anos, e esta foi a época em que minha mãe e eu viemos para o Brasil, saindo da Segunda Guerra Mundial. Chegamos no porto, em Paranaguá, e de lá viajamos via trem até a cidade de Entre Rios, próximo à Guarapuava, no Paraná. No começo as barreiras de linguagem eram limitantes. Fomos aprendendo devagar, e com pouco mais de um ano morando no Brasil, matriculei-me no Ginásio e iniciei minha jornada.

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Madeira Total: conte-nos sobre suas inspirações e experiências no começo de sua carreira na indústria metalomecânica. Stefan: Na Áustria iniciei minha carreira em fábricas, como aprendiz de mecânica, e foi assim que começou a minha paixão. Em Guarapuava atuei em uma oficina mecânica, e em Curitiba, trabalhei nove anos, como projetista. Felizmente, tive a possibilidade de desenhar e desenvolver o primeiro Secador de Lâminas do Brasil. Madeira Total: Sua empresa é familiar e conta com a sucessão de seus filhos Anne Marie e Eduardo na continuidade dos negócios. Qual a sua percepção das relações familiares e cultura, no que tange o mundo business? Stefan: A Indumec foi criada com uma base familiar, meus filhos e netos participaram a vida toda desse crescimento, por esse motivo a sucessão é algo muito natural. O mundo muda de forma muito rápida, e as novas gerações estão assumindo funções para que a Indumec acompanhe essa mudança. Madeira Total: qual foi seu primeiro projeto de transportadores via Indumec? Conte-nos sobre a experiência de vender e produzir este equipamento. Stefan: nosso grande projeto foi atendendo a IACO Agrícola, no Mato Grosso, na Usina de Álcool e Açúcar, com um transportador, auxiliando na movimentação do bagaço de cana, reduzindo custos da empresa e contribuindo com meio ambiente. Madeira Total: o mercado foi se transformando ao longo dos anos. Com seus 84 anos, além de proprietário e gestor comercial, inicialmente você também desenhava e projetava grande parte das máquinas produzidas. Como você vê o futuro da indústria madeireira no Brasil e no mundo para as próximas décadas? Stefan: o setor da madeira continuará crescendo no Brasil e no mundo, especialmente com o aumento da população, e a imensa variedade de produtos de madeira, creio em um futuro de grandes desdobramentos. Madeira Total: das inúmeras crises do setor, alguma foi mais marcante para vocês? Por quê? Quais suas estratégias para superá-la?

Madeira Total: vivemos uma nova era em que a inteligência virtual mudou os hábitos de consumo do mundo todo. Como você vê essas mudanças no setor da madeira? Stefan: a tecnologia não envolve apenas os maquinários, mas tudo o que tange o relacionamento com os clientes, inclusive atendimento no dia a dia, da pós venda inclusive. Neste sentido, a Indumec acompanha a nova era, também apostando em ferramentas online de interação, disponibilizando atendimento mais rápido em todas as etapas. Madeira Total: algum tempo atrás ocorreram mudanças na demanda de produtos oriundos da madeira no mercado brasileiro, como a migração da utilização do compensado para o MDF na indústria moveleira, por exemplo. Houve uma antecipação tecnológica para a mudança dos equipamentos e maquinários oferecidos por sua empresa? Como foi esse processo? Stefan: nossos clientes continuaram no mercado de compensados e nós acompanhamos tecnologias e exigências. Dentro do setor madeireiro, a Indumec produz hoje mais de 20 equipamentos diferentes para a produção de compensado e portas, como prensas, secadores de lâminas, serras esquadrejadeiras, lixadeiras entre outras. Para empresas de MDF, oferecemos opções de transportadores de correia, roscas, rolos e correntes, sempre desenvolvendo o projeto conforme a necessidade do cliente. Madeira Total: quais as especialidades da Indumec atualmente? Stefan: atualmente nossa empresa se posiciona muito bem no setor madeireiro, buscou com o decorrer dos anos especializar-se também no nicho de Biomassa, Celulose e Papel e ainda Usinas com os transportadores. Madeira Total: existem lançamentos ou novidades da Indumec para o mercado neste ano? Stefan: recentemente firmamos uma parceria com uma empresa holandesa SACO Airport Equipment, em busca de melhores soluções em armazenamento e transporte interno de carga de diversos materiais em aeroportos e tecas no Brasil. No setor da madeira estamos com novidades no Secador e Passadeira de cola, com foco no aumento da produtividade dos clientes.

Stefan: em 2008, tivemos uma soma de fatores que atrapalhou muito o mercado, especialmente a queda do dólar e queda no volume de exportação. Manter qualidade, confiabilidade nos clientes sempre foi a nossa visão, acredito que isso nos ajudou a superá-las.

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NOSSA CAPA

PANORAMA ELDORADO BRASIL: A FABRICANTE MAIS COMPETITIVA DO MUNDO 22 I MADEIRA TOTAL


Referência global na produção de celulose, com sucessivos recordes, avanço em todas as áreas e um time de profissionais de alto desempenho a Eldorado Brasil tornou-se a fabricante de celulose mais competitiva do mundo

A Eldorado Brasil ocupa um espaço relevante no mapa global da celulose. Atualmente possui capacidade nominal para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, mas em 2017 superou a marca de 1,7 milhão de toneladas, estabelecendo um novo patamar para a indústria, localizada em Três Lagoas (MS). Conta com diferenciais como: florestas próprias certificadas, geração de energia própria a partir de biomassa, reaproveitamento de recursos, e baixa emissão de carbono. Promove também o desenvolvimento socioeconômico das comunidades em que atua com foco em saúde e educação, transformando positivamente o IDH regional. Além do complexo industrial, a companhia possui uma vasta base florestal no Mato Grosso do Sul, onde ocupa uma área total superior a 230 mil hectares. Para dar suporte a esta robusta operação - que inclui ainda todo o time de logística, comercial e corporativo - a empresa conta com o trabalho de aproximadamente 4 mil colaboradores. A companhia também possui um viveiro em São Paulo, com capacidade de produção de 26 milhões de mudas de eucalipto por ano. A produção de toda a celulose da Eldorado Brasil está distribuída nos principais mercados consumidores do mundo, com destaque para a Ásia, destino de cerca de 40% de tudo o que é produzido na fábrica. Exportações representam cerca de 90% de suas vendas. Com operação nos principais portos do país, a companhia consegue atender com qualidade seus clientes ao redor do mundo. A empresa possui um terminal portuário próprio em Santos, de onde partem os principais embarques da celulose da Eldorado. A Companhia também mantém escritórios próprios nas principais regiões consumidoras de seu produto, como em Xangai (China), Viena (Áustria) e Connecticut (Estados Unidos), garantindo seu diferencial de atender de maneira personalizada e direta a cada cliente. A celulose produzida pela Eldorado destina-se a vários segmentos, entre eles papéis especiais ou térmicos, papel sanitário, embalagem e papel branco ou reprográfico. A estratégia comercial de continuamente desenvolver um portfólio de clientes sólido e diversificado nos segmentos e regiões, estabelecendo relacionamento de longo prazo e que possa reduzir sua dependência de um mercado ou cliente, continua como o principal direcionador da empresa. O mercado de celulose mantém uma trajetória de crescimento, ancorado principalmente pela demanda global crescente de papéis sanitários. O segmento de tissue continua se expandindo de forma consistente. No ano de 2017, de acordo com dados do PPPC (Global Tissue Report), a demanda cresceu 3,3% (1,2 milhão de toneladas) globalmente. Os segmentos de papéis tissue e imprimir e escrever foram as principais aplicações para a celulose da Eldorado com 35% e 29% de participação das vendas.

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Resultados 1º trimestre de 2018 (1t18) Volume de Produção (mil toneladas)

Receita Líquida: R$ 1,1 bilhão, aumento de 60% em comparação ao 1° Trimestre de 2017 Volume de produção: 424,8 mil toneladas Volume de vendas: 424,7 mil toneladas EBITDA: R$ 728 milhões, com margem de 65%, aumento de 14% em comparação ao 1T17 Alavancagem: 3,09x EBITDA, redução de 29% em relação aos 4,33x registrados em 1T17 Lucro Líquido: R$ 336 milhões

–2% 433

441

425

1T17

4T17

1T18

Volume diário médio de produção no 1T18: 4,9 mil toneladas

Desempenho comercial 1T18 Vendas por Região - 1T18

Volume de Vendas (mil toneladas)

América do Norte 9%

–2,2% 442

434

1T17

4T17

Vendas por Segmento - 1T18

425

América Latina 14%

Europa 37%

Ásia 40%

1T18

Tissue 37%

Board/ packaging 16%

P&W 29% Specialty 18%

Preço médio líquido da celulose (US$/t): aumento de 45% em comparação ao 1T17 Receita Líquida: aumento de 60% com relação ao 1T17, equivalente a R$ 416 milhões

Geração de energia 1T18 Geração de Energia (mil MWh)

Exportação de Energia (mil MWh)

8,4% 342

1T17

26 I MADEIRA TOTAL

17,4% 371

21,6% 17.974

67 57

1T18

Vendas de Energia (R$ mil)

1T17

14.781

1T18

1T17

1T18

Expansão do limite de exportação para o grid de 30 para 40 MWm a partir de nov/17, o que permitiu um aumento de receita no 1T18 na ordem de 22% em comparação ao mesmo período do ano anterior.


Desempenho operacional florestal 1T18 Balanço de Suprimento de Madeira 1° Tri (%)

Plantio próprio

Plantio de terceiros

100%

100%

100%

31%

54%

60%

Distância Média de Transporte 1° Tri (km) –52 279

–16 228

69%

46%

40%

1T16

1T17

1T18

1T16

1T17

212

1T18

Aumento de 11% de madeira própria em 1T18 em relação à proporção de 1T17 e, levando em conta a sazonalidade do período, a empresa continua projetando utilizar mais de 70% de madeira própria no acumulado de 2018. Redução de 7% na Distância Média de Transporte do 1T17 para 1T18.

I

27


Resultados financeiros 1T18 Lucro Bruto (R$ milhões)

EBITDA (R$ milhões)

106%

+14% 666

728

600

638

606

1T17

4T17

322

1T17

4T17

1T18

1T18

Aumento de R$ 343 milhões no Lucro Bruto em relação ao 1T17, e aumento de R$ 89 milhões no EBITDA em relação ao 1T17.

Dívida Líquida / EBITDA (UDM) –29%

4,33

4,37

3,62

3,36

1T17

2T17

3T17

4T17

3,09

1T18

Redução de 29% da alavancagem. A Eldorado continua comprometida em sua desalavancagem, de forma sustentável, durante o ano de 2018, mantendo sua excelência operacional e rigorosa gestão de custo e caixa.

28 I MADEIRA TOTAL


Resultados 2º trimestre de 2018 Receita Líquida: R$ 1,14 bilhão, aumento de 39% em comparação ao 2T17 Volume de produção: 444 mil toneladas Volume de vendas: 430 mil toneladas, em linha com os últimos trimestres. (Resultado bastante robusto, considerando a greve de caminhoneiros) EBITDA: R$ 789 milhões, maior da história da Companhia, registrando aumento de 66% em comparação ao 2T17. Margem de 69%, a maior dos últimos 12 meses Alavancagem: 2,81x EBITDA (UDM), forte redução de 36% em comparação a 2T17. Pela primeira vez abaixo de 3,0x Volume de Produção (mil toneladas)

Receita Líquida (milhões R$) 39%

4% 444

425

444

2T17

1T18

2T18

1.112

1.143

1T18

2T18

824

2T17

I

29


Desempenho comercial 2T18 Vendas por Região - 2T18

Volume de Vendas (mil toneladas)

América do Norte 11%

1,3% 436

425

2T17

1T18

430

Europa 34%

Vendas por Segmento - 2T18 Tissue 35%

América Latina 15%

2T18

Ásia 40%

Board/ packaging 18%

P&W 26% Specialty 21%

Geração de energia 2T18 Geração de Energia (mil MWh)

Exportação de Energia (mil MWh)

10% 345

Vendas de Energia (R$ mil)

49%

21% 79

380

26.428 21.815

53

2T17

30 I MADEIRA TOTAL

2T18

2T17

2T18

2T17

2T18

Expansão do limite de exportação para o grid de 30 para 40MWm a partir de nov/17, o que permitiu um aumento de receita no 2T18 na ordem de 21% em comparação ao mesmo período do ano passado.


Desempenho operacional florestal 1T18 Balanço de Suprimento de Madeira 2° Tri (%) 100%

100%

Distância Média de Transporte 2° Tri (km)

100%

+9 203

Plantio próprio

Plantio de terceiros

76%

60%

55%

24%

40%

45%

2T17

1T18

2T18

2T17

+5 212

217

1T18

2T18

A Companhia segue otimizando seu planejamento estratégico florestal, sendo que, atualmente, 100% da madeira colhida é fruto de plantio próprio ou de contratos já firmados anteriormente.

I

31


Resultados financeiros 2T18 EBITDA (R$ milhões)

% Margem EBITDA

+66% 728

789

476

2T17

1T18

2T18

58%

2T17

65%

69%

1T18

2T18

Aumento de R$312 milhões no EBITDA em relação ao 2T17. Custo Caixa de 2T18 foi de R$563/t, R$ 9/t inferior ao 1T18.

Dívida Líquida (R$ milhões) 7.846

Alavancagem (Dívida Líquida / EBITDA)

–470

–36% 7.375

7.143

2T17

1T18

2T18

4,37

3,09

2,81

2T17

1T18

2T18

Redução de R$ 470 milhões na dívida líquida em relação ao mesmo período de 2017, mesmo com impacto negativo de R$ 676MM da variação cambial. Mantendo seu compromisso de higidez financeira, a Eldorado atinge, pela primeira vez, alavancagem inferior a 3x, resultado de seu contínuo trabalho de liabilitty management e melhora da imagem da Companhia pelo mercado.

32 I MADEIRA TOTAL


43% 10%

16%

Connecticut EUA

31%

Viena Austrália

Xangai CHINA

BRASIL

São Paulo, SP Santos, SP Andradina, SP Três Lagoas, MS Aparecida do Taboado, MS

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MERCADO & NEGÓCIOS

PRODUTIVIDADE ALTA OU ERGONOMIA? OS DOIS. 34 I MADEIRA TOTAL


Atualmente existe uma valorização vinda dos consumidores do mundo todo, quando o assunto é sustentabilidade. A onda ecológica do abandono de hábitos não sustentáveis é fortíssima e cresce a cada click, em cada cantinho deste planeta. Uma nova forma de consciência coletiva fará com que estas experiências tornem-se novos e mais saudáveis hábitos de consumo em pouco tempo. Com mais de 5.000 itens oriundos da madeira atualmente, somado ao aumento crescente da população, vê-se que o mercado está em franca expansão, e a tendência é melhorar. Depois de passar pelo laboratório de sementes, plantio e desbastes, entre outros cuidados fundamentais, inicia-se o processo de colheita de madeira. O que antigamente era manual, (quase pré-histórico), agora é super tecnológico, já utiliza a internet das coisas, comunicação satelital ininterrupta, e incontáveis soluções para o dia a dia na floresta. Atuando em um dos mercados mais promissores do mundo, aliando produtividade, ergonomia e conforto, o Ponsse ScorpionKing oferece ainda direção e visibilidade excelentes, estabilidade, potência e produtividade inigualáveis preservando o meio ambiente, com a mínima pressão de superfície.

Sem vibrações

Com o aumento da demanda mundial de produtos oriundos da madeira de florestas plantadas, o alto rendimento é fundamental para conciliar os anseios da população mundial e as indústrias de transformação. Logo, o segredo para que o tripé produtividade + ergonomia + conforto para o operador na floresta seja mantido, é fundamental escolher máquinas de alta resistência, durabilidade e desempenho

Com apresentação nacional durante a feira Expoforest 2018, o PONSSE ScorpionKing eleva a produtividade e a ergonomia em colheitas para um nível completamente novo e estabelece o futuro padrão do ambiente de trabalho do operador. Com oito rodas oferece a melhor configuração possível para trabalho eficiente e produtivo. A nova solução exclusiva da Ponsse com a grua por trás da cabine oferece excelente visibilidade em todas as direções, permitindo trabalho suave e flexível em qualquer condição. A boa visibilidade nos dois lados da cabine permite operação eficiente e ilimitada: as árvores que serão derrubadas, a direção do tombamento e a posição das pilhas podem ser selecionadas, observando-se alta eficiência. Vale destacar que como a cabine está localizada no centro da máquina, o operador pode ver facilmente os extremos até mesmo das rotas de desbaste densas. Além disso, o operador fica posicionado no meio do círculo de giro da cabine, ou seja, quando a cabine gira, o operador não se sente como em um 'carrossel', e isso tem um efeito significativo no conforto e bem estar. O nivelamento da cabine mantém o operador estável, mesmo em terrenos difíceis. O chassi da máquina consiste em três partes ligadas pelos pontos de rotação. A cabine fica localizada no chassi central, que é mantido hidraulicamente equilibrado, enquanto os chassis frontal e traseiro se inclinam de acordo com o terreno. Como resultado, o ponto articulado é o menor possível, não só minimizando a inclinação, mas também ajudando a evitar que o operador balance de um lado a outro.

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36 I MADEIRA TOTAL


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Ficou mais fácil avançar A estabilidade do PONSSE Scorpion é proveniente de suas oito rodas e do sistema de estabilização ativa. O sistema de estabilização patenteado é baseado na detecção da direção e posição da grua e então no pressionamento do chassi traseiro na direção de trabalho, sendo assim o Scorpion o único Harvester de pneu do mercado que pode se deslocar para a frente e trás independentemente da posição do cabeçote e sem a necessidade de recolher o cabeçote próximo da máquina a fim de não gerar riscos a integridade da máquina e do operador. O pressionamento das rodas traseiras contra o solo e o peso do chassi traseiro melhoram a estabilidade da máquina significativamente ao trabalhar em um lado – inclusive quando a máquina estiver em movimento. Além do nivelamento da cabine, a estabilidade ajuda a fornecer condições de trabalho ergonômicas para o operador.

Na linha de frente Recentemente dois destes gigantes foram entregues no Sul do Brasil. Os executivos da Timber Forest, responsáveis pela comercialização na região, comemoram junto dos clientes, o sucesso no aumento da produtividade e eficiência já no período de adaptação dos operadores. As negociações iniciaram-se há pouco mais de 4 meses, e as demonstrações de eficiência conquistaram o coração dos gestores do Grupo Remasa, o Sr. Gilson Geronasso – e também do Sr. Sergio Otalakoski da Empreiteira Santo Inácio. Para estas empresas, a concretização das negociações aconteceu em meio a uma guinada no sentido de utilizar novas tecnologias, com real ganho de produtividade mesmo em terrenos difíceis. Para isso, é necessário que além de estabilidade, o equipamento possua sensores capazes de otimizar a visibilidade, um supercomputador de bordo muito mais veloz, capaz de enviar as informações em tempo real, com desdobramento de transparência nas informações, agilidade e conforto extra para o operador.

38 I MADEIRA TOTAL


Visão de mercado, cases de sucesso GRUPO REMASA Uma das primeiras empresas a investir nesta tecnologia de ponta para colheita de madeira no Brasil é a Remasa. A empresa localizada na região centro-sul do Paraná e norte de Santa Catarina, produz florestas de alta qualidade para atender a indústria de base florestal do Brasil e do mundo. Atualmente está entre os cinco maiores fornecedores independentes no mercado brasileiro de toras de pinus, com capacidade de produção de mais de 600 mil toneladas/ano. São mais de 36 mil hectares de terras com aproximadamente 18.000 hectares de florestas plantadas. Realizando a colheita com o harvester Scorpion King 8w (tração 8x8) e forwarder Búffalo King 8w, especialmente pelas dificuldades do terreno, (grandes declives), e custos de operação, optou-se pela máquina de pneu. Estes equipamentos já eram objetos de desejo da companhia por sua versatilidade e eficiência, e agora o conjunto já está em operação.

EMPREITEIRA SANTO INÁCIO O proprietário da Empreiteira Santo Inácio, o Sr. Sérgio Otalakoski, tem uma história bastante interessante. Um profissional que já experimentou diversas fases da colheita florestal, inclusive quando ainda não era mecanizada. Atuou como operador de motosserra e motorista de caminhão na empresa da família, e posteriormente, já em fase de expansão, iniciou suas atividades como prestador de serviços de colheita florestal. Já em 2014, adquiriu a Escavadeira com Cabeçote da Timber Forest para dar o start em colheita mecanizada nas florestas da Araupel em diversas localidades, considerando-se uma produtividade de aproximadamente 12 mil toneladas por mês. No ano de 2016, adquiriu o Forwarder Ponsse BuffaloKing 8W, expandindo suas atividades com a contratante. Recentemente, adquiriu o Harvester Scorpion para galgar um acréscimo de produtividade, gerando um total de 22 mil toneladas para cada 30 dias. Sua evolução no setor é reconhecida, e com certeza contribui nestes 31 anos no setor, com ótimos resultados para a cadeia produtiva da madeira.

EMPREITEIRA SANTO INÁCIO / Sr. Sérgio Otalakoski

PRÊMIOS PONSSE DE TECNOLOGIA 1992: O harvester Ergo HS15 recebe menção honrosa do Pro Finnish Design para o design de máquinas florestais PONSSE. 2003: O harvester PONSSE Beaver recebe menção honrosa do Prêmio Fennia para a concepção de um equipamento de controle, cabine e aparência. 2012: O PONSSE Comfort, recebe uma menção honrosa do Prêmio Fennia para a nova ergonômica interface de usuário, projetado sobre os termos de usuários. PONSSE Comfort também está incluído no PONSSE Scorpion. 2013: PONSSE Scorpion harvester recebe o prêmio Automação Viva! para o trabalho de desenvolvimento do sistema de estabilização e nivelamento. 2014: O PONSSE Scorpion recebe o prêmio Inovação Qualidade do Ano 2015: Harvester Ponsse Scorpion recebe o prêmio Swedish Steel Prize

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ARTIGO | COLHEITA FLORESTAL

INVESTIR EM COLHEITA FLORESTAL. DÚVIDA OU CERTEZA? Por Manoel Francisco Moreira

Imagem: Madeira Total

As grandes corporações florestais não têm problemas com o investimento em mecanização da colheita, pois já ensaiaram os benefícios e riscos, algumas à exaustão. Porém os médios e pequenos empresários florestais, proprietários ou prestadores de serviço, têm alguma dificuldade na tomada de decisão de investir em máquinas modernas, como as que existem no mercado. Há poucas décadas atrás, a presença da motosserra era vista como grau de mecanização, pois substituía a serra manual. Sua introdução sofreu alguma resistência. Em seguida os tratores agrícolas começaram sofrer adaptações para o trabalho florestal e daí em diante o desenvolvimento foi crescente. Porém investir em máquinas que custam mais de 1 milhão de reais, requer realmente muito planejamento e análise financeira. Devido às circunstâncias legais do trabalho, às certificações da atualidade, entre outros motivos, o emprego de mão de obra intensiva na colheita torna-se inviável cada dia mais. Por isso, a decisão da mecanização é inquestionável. Resta saber como, e no que investir, da melhor maneira possível. Por esta razão o planejamento de médio prazo é imprescindível, e saber que tipo de terreno será trabalhado, qual o tamanho médio das áreas, se será realizado desbaste ou corte raso, a espécie de árvores - entre outras variáveis, tornam-se fundamentais. Pequenos e médios empresários tendem a usar os autocarregáveis como máquinas base para a operação, fazendo a derrubada com motosserra. Para pequenas áreas realmente, sob o ponto de vista de custo, o sistema é imbatível,

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ainda que o conjunto precise de um trator de apoio dotado de lâmina e guincho, dada as limitações do deslocamento do auto carregável no terreno. Porém, mesmo este sistema, está cada vez mais, com os dias contados, na medida em que motosserristas profissionais estão ficando mais raros. Já não se trata de custo, mas de disponibilidade. Daí os harvesters montados em uma escavadeira nacional, dotados de cabeçote de corte para diâmetros menores (até 60cm no pé), começam a se mostrar viáveis. O investimento num conjunto harvester/cabeçote destes, hoje deve alcançar cerca de 800 mil reais. Tal investimento requer planejamento: com sorte em não faltar área, nem sofrer grandes perdas com deslocamento, ou seja, maior que um dia. Quando analisamos investimentos maiores como um conjunto harvester e forwarder de grande porte, nosso planejamento já deve preconizar áreas maiores (menos mudanças) e, principalmente, disponibilidade para trabalho em 2 turnos (16 horas). Em nossa economia é inviável manter operando somente em um turno equipamentos que hoje custariam em torno de R$ 1,8 milhões o forwarder, e R$ 2 milhões o harvester de pneu. Embora o investimento inicial seja possivelmente assustador, temos que considerar não o investimento, e sim a produtividade de tais equipamentos e se organizar para tirar o máximo dela. Estimamos o custo da hora do conjunto em R$ 400,00 e o rendimento 25t/h, portanto um custo de R$ 16,00/h, cujo custo deve nortear a negociação da tarifa. É claro que o rendimento poderá ser superior ou inferior. Foi apenas um cálculo médio para demonstrar que mesmo para equipamentos maiores existe economicidade teórica para o sistema, ainda que o investimento inicial seja um tanto intimidante. Amadorismos nessa atividade já não são mais tolerados. O empresário deve profissionalizar ao máximo a atividade para não correr riscos desnecessários. Ainda é comum ver-se pequenas empresas improvisando a manutenção de tais máquinas, usando da “gambiarra” para resolver problemas, desprezando ou desconhecendo recomendações técnicas quanto ao uso de óleos, do diesel ou mesmo da limpeza que deve acompanhar as manutenções, etc. Além disso as perdas por administração não podem ser toleradas, tipo máquina parada por falta de combustível, porque a prancha (lowboy) não chegou na hora da mudança, porque não tem roda montada com pneu reserva, ou até porque o ponto de almoço está muito distante. O controle da produção e produtividade, bem como dos insumos, não pode jamais ser relegado. Ter uma planilha com esses dados tabelados, permitindo comparações, é fundamental para uma boa administração e tomada de decisão. Mas afinal investir em maquinário médio ou pesado para colheita florestal é ou não é factível? Dizemos que sim, é perfeitamente viável, como toda a atividade empresarial requerendo os cuidados mínimos apontados que ainda estão longe de serem uma receita completa de bolo. O investidor deve, repito, cercar-se de profissionais que o assessorem, para o empreendimento ter sucesso, mesmo neste País, paraíso dos impostos e da burocracia inútil. Manoel Francisco Moreira é Engenheiro Florestal & Consultor.

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ECONOMIA | ARTIGO

DionisioMG

UM PAÍS EM RECONSTRUÇÃO: O QUE ESPERAR ATÉ 2022

Paulo Roberto Pupo, Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).

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Serão quatro longos anos pela frente. O Brasil se prepara para um novo ciclo, independente de quem assuma a liderança da Nação, dos Estados e do Poder Legislativo. Estaremos preparados para construir de forma colaborativa com as representações políticas, as instituições setoriais e nossos pares? É fato que precisaremos de um ambiente favorável, onde as políticas públicas estejam claras, que exista o comprometimento macro das esferas governamentais em melhorar os investimentos em infraestrutura em relação ao PIB, potencializando assim o reaquecimento de setores essenciais para a economia do país, entre eles a construção civil e, ao mesmo tempo, proporcione condições mínimas para o setor produtivo atuar. As políticas públicas precisarão passar, necessariamente, pela segurança jurídica, melhoria de acesso ao crédito e estímulo ao capital privado, além do fundamental avanço nas reformas estruturantes, como a tributária e previdenciária. A iniciativa privada está mais do que nunca atenta, participativa e propositiva para ajudar na reconstrução do melhor ambiente social e de negócios que o Brasil tão necessita. São várias ações estratégicas acontecendo, coalizões nacionais sendo formadas para atuar em um mesmo plano de


trabalho, instituições em defesas de interesses dos principais setores da economia. Uma soma de esforços e união de ações para destravar esse ciclo vulnerável que nossa economia está passando para, assim, retomarmos o crescimento. Parte do dever de casa a cargo das empresas e do setor produtivo como um todo deve passar por um melhor controle de custos, investimentos em renovação tecnológica, assertividade nas ações de inovação – caminho esse sem volta para uma melhor sustentabilidade – e de um olhar aberto e constante para novas tendências de consumo e comportamento dos mercados emergentes, acompanhando o avanço imensurável da tecnologia – cenário esse impensável há pouco tempo, que está mudando hábitos e conceitos de todos. O segmento madeireiro e de base florestal não fica de fora dessa realidade, e com todas suas cadeias de suprimento e de consumo, a sua complexidade, capilaridade e abrangência, por si só já um desafio dos mais difíceis de convergir e proporcionar crescimento na velocidade que necessitamos. A Abimci, representando as indústrias de madeira do país, tem atuado cada vez mais próxima e alinhada das princi-

pais ações em curso, apresentando as demandas e propondo soluções viáveis para grande parte dos problemas e das demandas, muitas já sistêmicas, que afetam a grande maioria dos industriais brasileiros. Se tivermos um cenário político e econômico favorável, com melhorias reais e democráticas de acesso ao crédito, projetos plausíveis de investimentos em infraestrutura, certamente saberemos como aproveitar e produzir riquezas, gerar empregos e levar desenvolvimento para o país. Com uma atuação nacional ampla, com representatividade em todos os Estados brasileiros que possuem atividade madeireira, a Abimci exercita a proximidade e a identificação necessárias junto às realidades do setor e tem exercido o papel fundamental de porta-voz na defesa de interesses em várias esferas e linhas de atuação política e comercial. Que se defina logo o cenário político do país, que as investigações em curso continuem, que os culpados sejam punidos, que a democracia e isonomia de justiça sejam praticadas em tempo integral. Com isso, teremos um caminho natural de reconstrução do Brasil, esperança essa de todos nós.

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Imagem: Carlos Ferrari

ACONTECE 2019

A ASCENSÃO DE UM GIGANTE Em relatório recentemente produzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), constatou-se um avanço considerável das exportações dos três produtos do setor de base florestal, resultando em alta de 31,3% nos primeiros sete meses do ano. Celulose (+40,7%), papel (+4,6%) e painéis de madeira (+6,7%) puxaram o crescimento, com R$ 6,3 bilhões comercializados com outros países. O saldo da balança comercial do setor também foi positivo (+34,0%), com resultado final de R$ 5,6 bilhões. A representatividade do setor também aumentou de janeiro a julho, totalizando 4,6% da balança comercial brasileira e 10,6% da balança comercial do agronegócio. Esses dados, comprovam o gigantismo consolidado e expectativa de um futuro de crescimento do mercado con-

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sumidor de produtos oriundos da madeira. Assim, com os olhos voltados para a cadeia produtiva da madeira e móveis, no ano de 2019 o segmento florestal ganhará área exclusiva na FIMMA Brasil. Dado sua relevância, a feira potencializará o segmento com uma área disponibilizada para a exposição contemplando desde insumos, matérias-primas para viveiros, plantio de mudas, colheita florestal; biomassa e passando pelos transportes florestais, beneficiamento da madeira, produção de celulose, produção de chapas e painéis derivados da madeira, produção de embalagens e equipamentos. Além do espaço de exposição, os participantes terão a oportunidade de conferir palestras com temas pertinentes para o setor durante o Workshop FIMMA.


EMPRESAS

eSOCIAL: A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS E DO APOIO DAS ASSOCIAÇÕES E SINDICATOS EMPRESARIAIS

Por Odair Fantoni

Que o eSocial não é tarefa fácil nem mesmo para as grandes corporações todo mundo já sabe. Fato é que, acompanhando, através de alguns grupos de profissionais, diversas empresas do primeiro grupo a ingressar no eSocial, encontramos relatos que, ainda agora (08/2018) milhares de empresas não conseguiram entregar suas respectivas folhas desde a competência maio de 2018. Os problemas são diversos, muitos deles relacionados aos sistemas, mas, também, por desconhecimentos em relação ao próprio eSocial por parte dos usuários. Fatos como “as bases de cálculo não batem entre as apontadas pelo eSocial e as do sistema de folha”, “férias de diretores não empregados não foram aceitas pelo eSocial” ou “o eSocial não aceitou PLR para não-empregados”, entre outras questões,

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são comuns de se encontrar entre os participantes destes grupos de profissionais responsáveis pelo eSocial em suas respectivas empresas. Se o eSocial fosse futebol, talvez o Galvão Bueno perguntasse, “pode isso Arnaldo”? E, se com as grandes corporações encontramos problemas, imagine o que pode acontecer com as pequenas e médias? Para piorar, as obrigações de SST – Segurança e Saúde do Trabalho, ainda estão por vir, para todos os empregadores! Neste aspecto, além do eSocial exigir pelo menos integração total entre os sistemas de folha e de gestão da saúde e segurança no trabalho, exigirá um alto grau de conhecimento de todas as exigências existentes nas NRs – Normas Regulamentados do Ministério do Trabalho. Apenas como exemplo, uma empresa que não está obrigada a constituir CIPA, deverá designar e treinar um profissional, que ficará encarregado de algumas obrigações a cargo da CIPA. Além disso, algumas questões como revisão dos processos de PPRA, PCMSO e PPP deverão ser revistos e adequados as exigências legais, pois, a partir do eSocial, serão prestadas ao governo em vez de simplesmente documentada e “arquivadas na gaveta do chefe de pessoal”.

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Também existem obrigações que deverão ser cumpridas à risca e, quanto a isso, citamos como exemplo os exames de retorno ao trabalho. Imagine um profissional que, ao retornar ao trabalho, em razão de sua atividade, o ASO de retorno exige exames complementares, alguns que levam até 15 dias para ficar pronto. Será que podemos colocá-los para laborar na sua atividade respectiva? Ou será necessário indicar-lhe outra atividade provisória até que se efetive o apto para sua atividade real? Assim, começamos a perceber que, sistemas necessitam de ajustes e, além disso, integração entre eles (folha e SST). Também será necessário maior nível de conhecimento dos profissionais. Por fim, será obrigatório rever os processos, adequando a realidade exigida por lei que, agora, com o eSocial, tudo será entregue ao governo e, tanto a entrega de informações em não conformidades, como a falta da entrega de informações, podem gerar sérios problemas para as empresas. Neste contexto, entendemos, as Associações e Sindicatos Empresariais têm e continuarão tendo papel importante na preparação e apoio dos seus respectivos associados, seja preparando-os para o ingresso consciente nesta nova obrigação acessória, seja no respaldo futuro, esclarecendo dúvidas que surgirão ao longo do caminho chamado eSocial.


Quanto aos sistemas, percebemos que alguns, realmente buscam levar aos seus usuários, facilitadores que serão essenciais, por exemplo, automatizando totalmente a mensageria, ou seja, por exemplo, ao fazer a admissão de um novo colaborador, basta dar o OK ao cadastro que o sistema se encarrega do resto, avisando o usuário apenas se ocorrer algum erro no aceite das informações prestadas. Por outro lado, devemos ter cuidado com os sistemas que, para enviar um evento ao eSocial, exigem diversos comandos extras por parte dos usuários. Por exemplo, gerar arquivo, transferir o arquivo para um outro sistema de mensageria, marcar o arquivo e enviar ao eSocial, aguardar e voltar ao aplicativo de mensageria para verificar se foi ou não aceito o arquivo, voltar novamente para verificar se as informações enviadas estavam ou não ok. Em sã consciência, qual o método e sistema você prefere? Por outro lado, quando os sistemas de folha de pagamento e SST não são os mesmos, será necessário um alto grau de integração entre eles e, neste aspecto sistemas como SOC e SIGOWeb, saem na frente, pois, já buscam integração com diversos outros sistemas do Mercado. Por fim, empresas de Saúde e Segurança Ocupacional também devem buscar pelo auxilio destes sistemas que buscam pela total integração aos sistemas de folha. Além disso, deverão disponibilizar um novo “menu” de serviços aos

seus clientes a fim de possibilitar uma adequação total às necessidades do eSocial. É o caso, por exemplo, da UNIBEM Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho que, desde 2013, vem revisando processos e buscando novos serviços a serem ofertados aos seus clientes. E por fim, aqui, mais uma vez, destacamos o importante papel das Associações e Sindicatos Empresariais que podem, e devem buscar parcerias com sistemas e empresas de saúde e segurança no trabalho a fim de oferecer aos seus associados um conjunto de serviços e aplicativos capaz de minimizar os impactos trazidos com a chegada do eSocial. Odair Fantoni é Coach do sistema ISOR®, com certificação internacional instituto Holos reconhecida pela ICF, International Coach Federation. Palestrante, Executivo de RH, Especialista Pós-graduado em Direito do Trabalho. Profissional atuante há mais de 35 anos em RH e Sistemas de Gestão de RH nas seguintes empresas: Editora Abril, Círculo do Livro, IPL Informática, Sênior Sistemas, Construtora Rodrigues Lima, Elenco Informática e Nydus Systems. Palestrante sobre diversos temas, tais como: Danos Morais no Ambiente de Trabalho, Desoneração da Folha de Pagamento e eSocial. É também diretor de conteúdo da ABF Educação. Autor do livro eSocial Fácil: Implantação Consciente, publicado de Editora LTR. E ainda parceiro da Unibem Saúde Ocupacional no desenvolvimento de boletins sobre o eSocial.

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MERCADOS & NEGÓCIOS

COMPRAR. UMA ESTRATÉGIA PARA CRESCER AINDA MAIS A aquisição da fábrica de 250 mil toneladas de celulose em Lençóis Paulista (SP) está alinhada com a estratégia da RGE de aumentar sua capacidade global de celulose para obter vantagem competitiva

Com a conclusão da aquisição efetivada no dia 31 de agosto deste ano, a Lwarcel será administrada como membro do Grupo Bracell, que opera os negócios de celulose da RGE no Brasil. Assim, o Grupo Bracell passa a controlar a Lwarcel Celulose e a Bahia Specialty Cellulose (BSC), uma das maiores produtoras de celulose especial do mundo. A sede do grupo ficará baseada em Cingapura, com escritórios de vendas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Com localização geográfica privilegiada, a Lwarcel, está no centro do Estado de São Paulo, possui a maior produtividade florestal do País, alta eficiência operacional, equipe capacitada e um projeto de crescimento bem estruturado. Segundo informações anteriormente divulgadas pela empresa, com a venda, o Grupo Lwart manterá a sua atuação com a Lwart Lubrificantes e passa a buscar novas oportunidades de diversificação de forma mais ativa em áreas com possíveis sinergias, e nas quais suas competências possam representar vantagem competitiva.

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Royal Golden Eagle A RGE (Royal Golden Eagle) gerencia um grupo de indústrias que trabalham globalmente com recursos renováveis e eficiência de energia. Elas ocupam posições estratégicas no mercado de celulose e papel (APRIL, Asia Symbol), óleo de palma (Asian Agri, Apical), celulose especial (Bracell), viscose (Sateri) e energia (Pacific Oil & Gas). Ativos gerenciados pelas companhias da RGE ultrapassam os US$ 18 bilhões. O Grupo tem mais de 60.000 colaboradores em todo o mundo.

O Mercado Lwarcel Fundada em 1986, a Lwarcel Celulose produz, anualmente, mais de 250 mil toneladas de celulose de eucalipto branqueada, das quais 30% são destinadas à exportação - que abastecem o mercado de papéis para imprimir, escrever, embalagens, papéis especiais e sanitários no Brasil e no exterior. Toda a madeira consumida é proveniente de florestas plantadas de eucalipto, que contam com investimentos contínuos em melhoramento genético e técnicas modernas em todas as etapas, do plantio à colheita.


SOLUÇÕES INTELIGENTES

55 ANOS DE EXPERIÊNCIA NA INDÚSTRIA DA MADEIRA

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ABIMCI EM AÇÃO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MADEIRA INTEGRA COALIZÃO PELA CONSTRUÇÃO Principais instituições representativas ligadas à cadeia da construção civil se unem para propor medidas que destravem o setor

As indústrias brasileiras de madeira, por meio da representação da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), passam a integrar a Coalizão pela Construção, ação coordenada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), que reúne 26 das mais importantes associações e entidades da indústria. O objetivo é unir esforços para o desenvolvimento de ações e adotar medidas a fim de destravar o setor e permitir a recuperação da construção civil brasileira. Uma das ações imediatas e de grande repercussão nacional foi a apresentação das demandas do setor produtivo aos principais candidatos à presidência da República pelas entidades que compõem a coalizão.

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Na avaliação da entidade, a aliança entre entidades representativas das mais expressivas do país mostra ao poder público e à sociedade a força desse segmento, que tanto contribui para a geração de emprego e renda no país. A expectativa das entidades que integram a Coalizão é de que o próximo governante atue para garantir a segurança jurídica, o acesso ao crédito e, que haja planejamento e estímulo ao capital privado. Para o presidente da Abimci, José Carlos Januário, a participação da indústria de madeira nesse movimento vem em um momento importante, já que o setor se mostra alinhado às principais demandas do setor produtivo do país.


“Esperamos a retomada do crescimento interno, a melhoria do ambiente de negócios, prosseguimento das reformas estruturantes do país, novos financiamentos e investimentos para a produção e renovação tecnológica. Ainda enfrentamos uma baixa competitividade comercial por conta do fator politico, da falta de acordos comerciais e entraves burocráticos, logística portuária mais cara do mundo e baixo nível de investimentos e de crédito. Precisamos avançar de forma significativa em diversas frentes para que a construção civil volte a contribuir com o desenvolvimento do país”, afirma Januário.

AS 26 ENTIDADES QUE FAZEM PARTE DA COALIZÃO PELA CONSTRUÇÃO ABCEM - Associação Brasileira de Construção Metálica ABCIC - Associação Brasileira de Construção Industrializada de Concreto ABCON - Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto ABCP - Associação Brasileira de Cimento Portland ABECE - Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural ABIFER - Associação Brasileira da Indústria Ferroviária ABILUX - Associação Brasileira da Indústria de Iluminação ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos ABIMCI - Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente ABRAMAT - Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção ABRAVIDRO - Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos AFEAL - Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio ANAMACO - Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção ANICER - Associação Nacional da Indústria Cerâmica ANFACER - Associação Nacional Fabricantes Cerâmicas Revestimento ASBEA - Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura CBCA - Centro Brasileiro da Construção em Aço CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção DRYWALL - Associação Brasileira do Drywall FENAPC - Federação Nacional dos Pequenos Construtores FORÇA SINDICAL INSTITUTO AÇO BRASIL INSTITUTO DE ENGENHARIA SINAENCO - Sindicato da Arquitetura e da Engenharia SNIC - Sindicato Nacional da Indústria do Cimento SINICON - Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada - Infraestrutura

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FAST NEWS

APÓS DECISÃO DO STF, INDÚSTRIAS TERÃO MAIS SEGURANÇA PARA BUSCAR SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE TERCEIROS A validação da possibilidade de terceirização em qualquer etapa produtiva, entra como fator importante para atração de novos investimentos no parque industrial brasileiro

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Imagem: Gelson Bampi - Sistema Fiep Imagem: Divulgação

Edson Campagnolo, Presidente da Federação das Indústrias do Paraná – Fiep A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a possibilidade de terceirização em qualquer etapa dos processos produtivos vai dar mais segurança e trazer competitividade às empresas. A opinião é do presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, comentando o resultado de julgamento encerrado na quinta-feira, dia 30 de agosto.

“A terceirização em todas as etapas de um processo produtivo é uma prática altamente utilizada em todo o mundo”, afirma Campagnolo. “Mesmo após a aprovação e sanção da lei que regulamentou o serviço terceirizado no Brasil, no ano passado, ainda existiam muitos questionamentos em relação a sua validade para as atividades-fim das empresas. Agora, com a maioria dos ministros do STF entendendo que esse instrumento é válido, as indústrias terão mais segurança para buscar serviços especializados de terceiros, aumentando sua produtividade e competitividade. Isso pode, inclusive, ser um fator para atração de novos investimentos no parque industrial brasileiro”, acrescenta. O presidente da Fiep ressalta, ainda, que a medida não traz prejuízos aos trabalhadores. Isso porque, pela lei, o empregado terceirizado segue tendo os mesmos direitos trabalhistas garantidos aos trabalhadores efetivos de uma empresa. “A lei é clara ao explicar quais são as obrigações das empresas contratantes e contratadas nesse processo de terceirização. Isso dá mais segurança não somente às empresas envolvidas, mas principalmente aos trabalhadores”, diz. Colaborou fundamentalmente para este conteúdo, Rodrigo Lopes.

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INDUSTRIAL

BRASIL: EXPORTAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS CRESCE 13,9% NO ACUMULADO DO ANO Ao apresentar os dados conjunturais do setor no mês de julho, José Velloso, Presidente Executivo da Abimaq, fez uma comparação com 2012, ano em que o Brasil mais exportou na sua história, chegando a US$11 bilhões em vendas externas

José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)

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“O Brasil está voltando ao pico das exportações”. A análise é do Presidente Executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, que em entrevista coletiva, no dia 28 de agosto, projetou exportações de US$ 10,2 bilhões neste ano. Velloso também destacou que é relevante considerar o destino das exportações brasileiras, sendo que 45,5% delas têm como destino os Estados Unidos e a Europa. “Isso mostra que é uma indústria competitiva, que tem muita tecnologia e que está em linha do que o primeiro mundo consome”. Também reforçou que, além do exportador estar exportando mais, ele está tendo mais receita em função de uma desvalorização de 20% do real. “As empresas que exportam terão, no ano, um resultado muito bom, pois com o dólar mais caro, os exportadores estão tendo mais receita nas exportações”, afirmou.


Os dados conjunturais das importações também chamam a atenção com forte aumento. No mês de julho – em relação ao mês imediatamente anterior – o crescimento foi de 11,7% e, em relação ao mesmo mês de 2017, a alta foi de 21%. Com isso, as importações realizadas em 2018 acumularam crescimento de 18% em relação a 2017 (janeiro a julho). Para Velloso, isso representa “o início de uma reação”.

CONSUMO APARENTE DE BENS No consumo aparente de bens da indústria brasileira – que corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações – também houve crescimento. No ano, os investimentos passaram a acumular expressivos 10,5% e quem contribuiu para isso foram as importações, que ocupam a maior parte do consumo do país com 60,3%.

RECUPERAÇÃO DO EMPREGO Outro ponto relevante dos dados conjunturais de julho é a questão da empregabilidade, em que foram recuperados 10 mil empregos diretos. “O empregador está voltando a empregar e isso é um indicativo de retomada de crescimento, apesar das más notícias da situação macroeconômica brasileira que tem piorado, no entanto, o setor de máquinas e equipamentos está melhor devido às exportações”, afirmou o presidente executivo da Abimaq. Colaborou fundamentalmente para este conteúdo, Brisa Teixeira.

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TECNOLOGIA

COMO A INTERNET DAS COISAS NA INDÚSTRIA PODE AFETAR A PRODUÇÃO DE PAPEL DO FUTURO Voith apresenta tendências para a Internet das Coisas na Indústria (IIoT) no evento RISI Latin America Conference

Leandro Oliveira, Senior Vice-President Sales e Marketing da Voith Digital Solutions para a América Latina.

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“Como as tecnologias emergentes da Internet das Coisas na Indústria (IIoT) podem afetar a produção de papel no futuro” foi o tema da palestra da Voith na 13ª edição do evento RISI Latin America Conference, que aconteceu de 13 a 15 de agosto no Hotel Renaissance, em São Paulo, e reuniu os principais nomes do mercado de celulose, papel e embalagens. O palestrante da Voith, o Senior Vice-President Sales and Marketing da Voith Digital Solutions para a América Latina, Leandro Oliveira, mostrou como as novas tecnologias vêm impactando de maneira positiva o setor, e como a IIoT tem transformado as empresas e suas estratégias de mercado, alavancando sua produtividade, gerando rentabilidade e criando valor para seus clientes. Ao final da palestra, Leandro recebeu diversos questionamentos da plateia relacionados a Big Data, análise de dados, modernização de fábricas antigas, automação de processos, segurança da informação, entre outros.


OnCare AR da Voith possibilita o uso da tecnologia de Realidade Aumentada para visualizar informações em campo Além disso, os participantes da RISI Latin America Conference tiveram, durante os três dias de evento, uma live experience do OnCare da Voith, solução de mobilidade para gestão de manutenção de instalações industriais baseada em Realidade Aumentada. A implementação desta ferramenta tem por objetivo aumentar a eficácia das atividades de manutenção, além de reduzir custos e economizar recursos. O OnCare AR possibilita: • o uso da tecnologia de Realidade Aumentada para visualizar informações em campo (p.ex. Dados de processo, documentos, tarefas, etc.) • integração de sistemas de manutenção, controle, gerenciamento de documentação (PDM), ERP entre outros; • através da mobilidade, traz as informações para o campo que são necessárias para a realização das tarefas de manutenção, inspeção, comissionamento, gerenciamento de paradas, aquisição de dados (para fazer as built) etc.; • é bidirecional, tanto visualiza como possibilita a entrada de informações, criação de tarefas, check list, anotações, upload de fotos e vídeos, possibilidade de conferência etc.; • tem a vantagem de trabalhar online e ou offline (onde não é possível ter um sinal de internet fazendo uma sincronização posteriormente); • através do dispositivo móvel possibilita o acesso aos manuais, esquemas elétricos, documentação de engenharia, vídeos, abertura de tarefas de manutenção etc. trazendo mobilidade ao campo;

• tem a vantagem de ter um ambiente simples e de fácil utilização; • permite a consolidação de dados e informações em um único sistema. “Atualmente, 80% do desempenho das empresas é determinado pelas pessoas. Conhecimento, trabalho em equipe e comunicação são habilidades de profissionais que têm impacto significativo no sucesso de um negócio. No futuro, 80% da performance do trabalho será controlada e gerenciada por sistemas. Os 20% restante ainda estarão nas mãos de humanos. No entanto, isso deve ser estruturado por meio de processos e procedimentos que terão real impacto na vida de todos nós”, explica Leandro Oliveira, Senior Vice -President Sales and Marketing da Voith Digital Solutions para a América Latina.

A Voith Paper A Voith Paper é uma divisão do Grupo Voith e a principal parceira e pioneira na indústria de papel. Por meio de inovações constantes, está continuamente otimizando o processo de fabricação de papel com foco no desenvolvimento de produtos que preservam recursos. Graças ao Papermaking 4.0, os fabricantes de papel podem interconectar seus equipamentos de maneira otimizada e aumentar sua competitividade por meio do uso efetivo e seguro dos dados gerados. Com o Servolution, a Voith Paper oferece aos seus clientes um amplo portfólio de serviços para todas as seções do processo de fabricação de papel.

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AGENDE-SE | Feiras & Eventos

2018 Nacionais

CURSO BÁSICO DA FLORESTA AO PRODUTO ACABADO 2018 Local: ABTCP – São Paulo - SP Data: 03 e 04 de Outubro

NACIONAIS

51º CONGRESSO E EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE CELULOSE E PAPEL Local: Transamérica Expo Center – São Paulo - SP Data: 23 e 25 de Outubro

2019

FIMMA BRASIL Local: Fenavinho – Bento Goncalves - RS Data: 26 a 29 de marco de 2019

CONSTRUSUL Local: Porto Alegre - RS Data: 30 de Julho a 02 de Agosto de 2019

FEICON BATIMAT Local: São Paulo Expo - SP Data: 09 a 12 de Abril de 2019

8ª EDIÇÃO FÓRUM SUSTENTABILIDADE & GOVERNANÇA Local: Curitiba – PR Data: Agosto de 2019

CIBIO Local: FIEP - Curitiba - PR Data: Junho de 2019

LIGNUM Local: Expo Renault Barigui – Curitiba - PR Data: 11 a 13 de Setembro de 2019

5º SEMINÁRIO DE PAPEL TISSUE Local: Ipel - Indaial – Santa Catarina Data: 07 de Novembro

INTERNACIONAIS

BAU Local: Munich Data: 14 a 19 de janeiro de 2019

LIGNA HANNOVER Local: Hannover - Alemanha Data: 27 a 31 de maio de 2019

DUBAI WOODSHOW Local: Dubai World Trade Centre - Dubai Data: 12 a 14 de marco de 2019

TRÄ & TEKNIK Local: Centro de Exposições Sueco – Suécia Data: 28 a 31 de Agosto de 2019

MADE EXPO Local: Milão – Itália Data: 13 a 16 de março de 2019

BATIMAT PARIS Local: Parc des Expositions Paris Nord Villepinte – Paris – França Data: 04 a 08 de novembro de 2019

Florestais em o dia que a colheita parou

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UMA VERDADEIRA FERA

NA COLHEITA PONSSE SCORPION

Revista Madeira Total  
Revista Madeira Total  
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