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Patricia D. Telles

O CAVALEIRO BRITO E O CONDE DA BARCA dois diplomatas portugueses e a missão francesa de 1816 ao Brasil

D O C U M E N TA


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Sumário

Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A caravana de artistas e o mito de uma missão francesa . . . Francisco José Maria de Brito, o chevalier Brito. . . . . . . . António de Araújo de Azevedo, o futuro Conde da Barca . Dois homens no mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Relacionamentos complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Anexo documental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fontes e bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Índices Índice onomástico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Índice geográfico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Índice analítico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Introdução

Em 2016 comemorou-se no Brasil o bicentenário da chegada da missão francesa1 – um grupo de artistas e artesãos que levaria à fundação da primeira Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios portuguesa, na sede da Corte: o Rio de Janeiro. Para desvendar o que teria sido essa inusitada expedição aos trópicos, acompanhamos a trajectória de dois homens que a tornaram possível, membros da última geração do Grande Império luso: Francisco José Maria de Brito (1760-1825), o generoso chevalier, pequeno fidalgo português, e o seu amigo António de Araújo de Azevedo (1754-1817), futuro Conde da Barca. Desvendamos também um pouco da sua fascinante rede de amizades, composta, entre muitos, pelo poeta Filinto Elísio (1734-1819), o médico brasileiro formado em Coimbra, Manuel Luís Álvares de Carvalho (1751-1824?), e dois naturalistas, um do Alentejo, outro de São Paulo: o abade José Correia da Serra (1751-1823) e José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838). Entre os franceses, destacamos apenas Joachim Lebreton (1760-1819), secretário perpétuo da Classe de Belas Artes do Institut de France, sem o qual a missão não teria acontecido. Mas como começa essa história? Segundo o pintor Jean Baptiste Debret (1768-1848), o grupo de franceses entre os quais se incluía partiu para o Brasil por vontade do Príncipe Regente, D. João, influenciado por um dos seus ministros, o diplomata António de Araújo de Azevedo, elevado a Conde da Barca em 1815 (Debret, 1975). Ciente da vontade real, o embaixador em Paris, o sofisticado D. Pedro Joaquim Vito de Menezes, Marquês de Marialva (c.1775-1823), transmitiu-a ao naturalista Alexander von Humboldt (1769-1859), membro do Institut de France, __________ 1 Usaremos itálico para substituir as aspas. Textos sublinhados em citações estão sublinhados no texto original.

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que a fez chegar aos ouvidos de Joachim Lebreton, seu colega naquela instituição e líder da missão (Campofiorito, 1983; Bandeira, 2004; Lebrun-Jouve, 2003). Ora, novos documentos levaram os historiadores brasileiros a uma reviravolta completa: a maioria hoje atribui a iniciativa da missão não mais ao rei, mas apenas a Lebreton (Barata, 1959; Ribeiro, 1996; Schwarcz, 2008; Lago, 2008), quase obliterando a importância da participação portuguesa nessa aventura. A correspondência privada que examinamos permitiu-nos uma certa ponderação. Ao deixarmos falar os personagens dessa história, podemos analisar e re-organizar com vagar o que sabemos de facto, e conhecer um pouco melhor os homens por trás dos documentos. Pouco adiantam hoje as suas cartas cifradas, os seus protestos de fidelidade ao rei e de amizade recíproca, as suas frustrações e os seus segredos: são apenas elementos que ajudam a desvendar quem eram, e como começou essa famosa missão francesa ao Brasil, graças à qual entraram na história. As negociações principiaram em meados de 1815, entre a queda de Napoleão e a revolução liberal em Portugal em 1820. Vinte anos antes, Bonaparte incentivara a reunião de um conjunto de sábios das mais diferentes disciplinas sob um único tecto. Era o chamado Institut de France, do qual ele mesmo era membro, assim como diversos cientistas, filólogos, artistas, escritores e historiadores das antigas Academias fechadas pela Revolução Francesa. Era um oásis num mundo estremecido e perigoso. A lembrança da Revolução, da alternância de anos de esperança e terror ainda assombrava a todos. Esgarçara o tecido político e social do Antigo Regime. Como uma senhora a espremer-se nas roupas da sua juventude, a França de 1815 tentava reenquadrar-se em modelos ultrapassados, e acolhia novamente um rei, Luís XVIII, como se não houvesse vivido os anos loucos do Consulado e do Império. Mas as ideias revolucionárias haviam-se espalhado pela Europa afora; na Península Ibérica, primeiro em Espanha, depois em Portugal, as instituições estabelecidas vacilavam e ameaçavam romper-se diante dos novos ideais supostamente mais igualitários de Cortes Constitucionais. D. João VI, a salvo em terras do Brasil, foi forçado pelo novo governo de Lisboa a deixar o Rio de Janeiro, onde escolhera ser aclamado, e a embarcar em Abril de 1821 para Portugal, onde chegou em Julho. A 9 de Janeiro de 1822, começava a delinear-se a independência do Brasil: o seu filho e herdeiro D. Pedro recusou-se a obedecer às mesmas ordens e, da 8

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janela do seu palácio carioca, declarou ao povo que ficava nas terras onde crescera. Em Setembro, proclamava a independência às margens do rio Ipiranga, embora o país permanecesse ligado à antiga metrópole por vínculos dinásticos. Este seria, em traços largos, o delicado pano de fundo entre a partida da missão e os seus primeiros anos nos trópicos. Com a separação de Portugal, reconhecida apenas em 1825 pelo que hoje chamamos comunidade internacional, a vinda de uma missão francesa ajudava a suprir a necessidade de afirmação de uma personalidade própria do Brasil, enquanto país, como cultura «não-portuguesa» – uma ideia que inspiraria, por exemplo, a fundação em 1838 do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Telles, 2015). A ideia de existir – por trás dos franceses – todo um projecto português de desenvolvimento cultural, de uma Academia de Belas Artes (que só seria criada em Portugal em 1836), ainda mais por ordem do rei, por iniciativa do Conde da Barca, não apenas conferia maior prestígio ao empreendimento como um todo, mas ecoava o sabor intrépido do Grito do Ipiranga. Seria como se o Brasil, por assim dizer, subvertesse em benefício próprio o projecto inicial português. Não há controvérsia sobre o envolvimento do Conde, pelo menos no acolhimento da suposta missão e na sua transformação numa instituição de ensino, mas ele morreu em 1817, um ano após a chegada dos franceses – privando-os do seu principal apoio na Corte. O próprio Joachim Lebreton não resistiria muito mais tempo, falecendo no Rio de Janeiro em 1819. Outros importantes membros da missão tinham voltado à França, como o gravador Charles Simon Pradier (1783-1847) em 1818, e o pintor Nicolas Antoine Taunay (1755-1830) em 1821. Não era a sua presença que importava, mas a sua vinda: a ideia do exílio voluntário de um grupo de artistas franceses que acudira a um chamado do rei e criara, no Brasil, a primeira Academia de Belas Artes de cunho régio. Nos seus primórdios, a historiografia tradicional brasileira elevou-os à fama de pioneiros da arte no Brasil. E não tardaria em transformar o que poderia ter sido inicialmente uma intenção portuguesa de consolidação da sua arte no modelo neoclássico internacional – veremos que nem sequer era isso – num momento de viragem para modelos internacionais supostamente mais modernos. Aproveitavam-se os relatos da disputa entre Debret e os seus colegas portugueses pelo domínio da Academia, para neles ver a génese da separação artística entre a colónia e a metrópole (Freire, 1916; Taunay, 1916; Debret, 1975). Introdução |

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Ora, mesmo se de facto a chegada dos franceses levou em 1816 à criação de uma Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, transformada em 1820 em Academia Real de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura Civil, esta só viria a funcionar plenamente em 1826 – já como Academia Imperial de Belas Artes. Naquela época, restavam poucos membros do grupo inicial. Na inauguração da Academia, encontravam-se no Brasil apenas o arquitecto Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny (1776-1850) e o pintor Jean Baptiste Debret – que deixou a capital poucos anos depois, em 1831, com o imperador D. Pedro I. O resto eram diversos assistentes e artífices, a maioria excluída do projecto académico, aos quais se tinham somado, em 1817, artistas completamente desvinculados do projecto inicial de Lebreton, como os irmãos Marc (1788-1850) e Zéphyrin Ferrez (1797-1851). Mas a nossa investigação não se atem a tentar esclarecer as intenções nacionalistas da historiografia, os porquês da escolha de Lebreton pelo Brasil, e o papel do Conde da Barca – interessamo-nos sobretudo por outro diplomata português, quase desconhecido, que mesmo a historiografia mais tradicional (Taunay, 1956) comprova ter emprestado os fundos necessários para a viagem: o chevalier Francisco José Maria de Brito. E foram as suas cartas – quase esquecidas nos arquivos – que nos levaram a escrever. Talvez por tratar-se de um oficial menor, encarregado de negócios na ausência do embaixador, não mereceu destaque. Ora, a sua actuação devolve à diplomacia portuguesa incontestável importância na história da arte brasileira. Nas Secretarias de Estado portuguesas do início do século XIX, onde as noções de hierarquia burocrática e até de público e privado ainda não estavam completamente estabelecidas, alguns oficiais dispunham de uma certa liberdade frente aos seus superiores hierárquicos (Almeida, 2008). Brito usou dessa liberdade; mas porquê? Embora parte da sua correspondência tenha sido publicada (Alcochete, 1973; 1976), não existe nenhuma biografia organizada: quase ninguém se interessou até agora pelo cavaleiro Brito. Mas quando nos debruçamos sobre a documentação – sobretudo quatro caixas em curso de catalogação2 no Arquivo __________ 2 Estas caixas, n.º 57 a 60, com cerca de 600 documentos, formam praticamente um subfundo dentro do Arquivo do Conde da Barca (ACB), no Arquivo Distrital de Braga (ADB). A não ser menção em contrário, todas as cartas entre Brito e Araújo de Azevedo provêm desse conjunto; referimos assim

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Distrital de Braga, contendo anotações, contas e dezenas de cartas entre o chevalier e Araújo de Azevedo3, percebemos que a proximidade entre os dois era muito grande. Amigos de longa data, partilhavam os mesmos interesses, frequentavam os meios artísticos e bibliográficos do seu tempo. Talvez a extensão desses interesses comuns pudesse explicar a liberdade de Brito – inserido, como o amigo, numa vasta rede de contactos com intelectuais da época. E essa questão direccionou a partir de então a nossa pesquisa. Quem eram? Quem frequentavam? Quais os limites desses relacionamentos? Não se trata aqui de biografias, apenas de apontamentos complementares a trabalhos mais extensos – existentes ou necessários. Nosso objectivo é, na medida do possível, deixar os dois amigos falarem através de extratos das suas cartas, verificar e cruzar as informações que fornecem, colaborar na compreensão dessas personagens, começar a mapear a sua vasta rede de contactos. Ao contrário de Brito, o Conde da Barca é bem conhecido dos historiadores. Personalidade polémica, dado o seu posicionamento político considerado pró-francês às vezes injustamente, a sua actuação política e diplomática mereceu diversos estudos sobretudo graças a Eurico Malafaia (Malafaia, 2004). Mas a maioria das publicações sobre Araújo de Azevedo, geralmente editadas no âmbito minhoto, são lacunares quanto à sua actuação cultural. No que diz respeito à missão francesa, repete-se em Portugal a versão disseminada no Brasil a partir de 1916 (Barreiros, s/d; Araújo, 1940; Leite, 1962). Passado o bicentenário da missão, cabe esclarecer o papel português na contratação desses artistas e os motivos que levaram Brito e/ou Barca a viabilizarem a sua viagem, contribuindo para revelar a sua inserção no ambiente artístico de um mundo em transição. Teria gostado que este livro tivesse uma dimensão e uma profundidade que o tempo não permite. A parte inédita do material que analisamos originou quase __________ apenas os números das caixas e dos documentos. Analisamos também fundos da família Araújo de Azevedo no ADB, os arquivos da legação portuguesa em Paris na Torre do Tombo (ANTT), e peças em bibliotecas e arquivos particulares. Ressalva-se que o ADB mudou-se para um edifício novo e encontra-se em curso de organização. 3 Cerca de duzentas cartas encontram-se inteira ou parcialmente cifradas, mas a cifra principal entre Araújo e Brito encontra-se no mesmo arquivo, disponível on-line em http://pesquisa.adb.uminho. pt/viewer?id=1411834 (visto a 31 de Agosto de 2017).

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imediatamente apresentações em colóquios e artigos no Brasil e na França. Esta publicação ofereceu-me a rara oportunidade de poder agora rever esse material, reuni-lo a outras peças de arquivo e à bibliografia anterior, e assim corrigir detalhes que passaram despercebidos – por mim – em outras publicações. Na tentativa de rever a história de um grupo tão vasto de pessoas, franceses, portugueses e brasileiros, e analisar como, através dos anos, aquilo que começou como uma caravana de artistas e artesãos transformou-se na colónia Lebreton e depois numa missão francesa, detalhes importam. Espero voltar a ter a oportunidade de me debruçar sobre o fascinante grupo de artistas e intelectuais, diplomatas e maçons sobre o qual incidiu esta pesquisa. Nunca conseguiremos uma visão global de personagens tão ricos, num período tão complexo, se não esmiuçarmos a extensa documentação que o grupo de amigos de Brito e Barca – seu network – deixou disseminada em arquivos e bibliotecas. Encontraremos alguns desses personagens neste trabalho: o abade José Correia da Serra, o médico Manuel Luís Álvares de Carvalho, e até José Bonifácio de Andrada e Silva. Cada um contribuiu à sua maneira para compor um enorme mosaico de relações, pano de fundo sobre o qual se encena todo um jogo de sombras. É preciso muito mais! Considerem este livro como um convite para criar uma equipa. Tivemos o privilégio de ajudas incontáveis, tanto físicas, braçais, como metodológicas. A abordagem proposta por Alexandre Mansur Barata de uma sociabilidade maçónica no contexto iluminista (Barata, 2006) foi simplesmente fundamental. Nossa gratidão para a análise precisa, a paciência e sagacidade de Nuno Daupias d’Alcochete não tem limites. Devemos-lhe os muitos anos que dedicou por nós todos à leitura e à transcrição de uma grafia ingrata e de uma ortografia impossível, na correspondência entre Brito e Frei Manuel do Cenáculo, e tantos outros. Agradecemos novamente à Fundação Calouste Gulbenkian, e também ao Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora (CHAIA), na pessoa do seu director, Paulo Simões Rodrigues (que orientou a nossa tese de doutoramento, e tem incentivado os nossos projectos, por mais quixotescos que pareçam), ao Centro de Estudos em Arqueologia, Arte e Ciências do Património da Universidade de Coimbra (CEAACP), a Manuel Guilherme Teixeira de Vasconcelos, a Miguel Ayres de Campos-Tovar, seu pai e avós, que tiveram a bondade de receber-me e ajudar-me; ao apoio e amizade de Ana Barata, 12

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Isabel Lopes Cardoso, Elisabete Pimentel, Maria Filomena Barros, Nuno Gonçalo Monteiro, e sobretudo ao empenho e à generosidade de António Armando Ferreira Silva Sousa, director do Arquivo Distrital de Braga e à competência e boa vontade de toda a sua equipa; a António Filipe Pimentel e a Anísio Franco, respectivamente director e conservador do Museu Nacional de Arte Antiga, a minha sempre conselheira editorial Filipa Valladares, e aos membros dos grupos Entreséculos e Gosto Neoclássico, Ana Pessoa e Margareth da Silva Pereira mas igualmente a Ana Cavalcanti, Ana Lúcia Vieira dos Santos e Sônia Gomes Pereira. Agradeço em particular a Vasco Rosa, revisor insígne e autor dos índices, a Marize Malta, que teve a grandeza de rever comigo o livro inteiro e ao meu editor e novo amigo Manuel Rosa! E não posso esquecer Christine Ayorinde, Sergio Avelar Duarte, Guillaume Nicoud, Catarina Lobo de Vasconcelos, Nuno Pombo, Maria José Lobo de Vasconcelos, a infindável paciência do meu marido e fotógrafo Pedro Lobo, Vera Delayti, Hans Welling e Elisa Bilro e todos aqueles que, directa ou indirectamente, colaboraram para esta publicação.

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A caravana de artistas e o mito de uma missão francesa

Um livro começa geralmente pela apresentação dos seus personagens – mas estes virão depois, com os seus sonhos, viagens, leituras e desconsolos. Nós temos que apresentar, de início, a história de uma história: da mais controversa, da mais contestada pela historiografia brasileira, mas também da mais difundida – da versão oficial, por assim dizer, das origens da missão francesa. Não é a mais antiga. Foi inaugurada por Afonso d’Escragnolle Taunay, cem anos depois do acontecido (Taunay, 1916; Taunay, 1956). O seu livro, A missão artística de 1816, comemorava de facto o centenário da chegada ao Rio desses franceses, até então conhecidos como colónia Lebreton4 (e nem sempre louvados pela crítica). Premiado pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1917, foi actualizado, em 1956, para uma segunda edição pelo Ministério da Educação e Cultura. Enaltecendo a actuação de D. João VI no Brasil, o livro de d’Escragnolle Taunay estabelecia o mito elitista e francófilo de uma missão quase civilizatória (Squeff, 1996), contratada oficialmente por influência do Conde da Barca, para fundar no Rio de Janeiro uma Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios que seria a menina dos seus olhos (Taunay, 1956, 4, 9), embora não chegasse a vê-la concluída. Segundo ele, Barca pretende[ra] contratar em França os artistas indispensáveis à nova instituição. Concede que não o fizera sozinho. Admite até que o __________ 4 No livro em que relata a sua estada no Brasil, Voyage Pittoresque et Historique au Brésil, Jean Baptiste Debret refere-se ao grupo do qual participou como notre colonie – termo depois empregado pelos fundadores da história da arte brasileira: o seu discípulo Manuel de Araújo Porto-Alegre, Félix Ferreira (1885) e Gonzaga Duque (1888) (Squeff, 1996, 134).

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pensamento e desejos [do conde] só podiam ser compreendidos e satisfeitos por outro homem que compartilhasse os mesmos sentimentos, mas afirma que teve a sorte de encontrar tal alma-gémea – não em Francisco José Maria de Brito, mero funcionário, que ignora – mas na pessoa do Marquês de Marialva5. Este, embaixador de Portugal em Paris, gozava do mais alto prestígio pelo talento, elegância, distinção, luxo em que vivia, e recursos de fortuna (Taunay, 1956, 4, 9). Dada essa compreensão recíproca e a similitude de interesses, Marialva teria consultado Alexander von Humboldt que já conhecia a América, a respeito dos propósitos do Conde da Barca. E Humboldt o apresentou à pessoa a seu ver mais adequada para solucionar o assunto: Joaquim Lebreton, secretário recém-demitido do Instituto de França, do qual também se vira excluído (Taunay, 1956, 4, 9). Não pretendemos contestar o luxo em que vivia Marialva, nem os sonhos de progresso através da educação que o futuro Conde da Barca acalentava. Partilhavam inclusive com outros aristocratas e plebeus da sua época a vontade de criar uma instituição de ensino de Belas Artes em solo português, sobretudo se tivesse aplicações práticas na melhora da indústria e das manufacturas. O governo luso chegara a manter em Roma uma Academia de Belas Artes de Portugal, dirigida pelo coleccionador e crítico de arte italiano Giovanni Gherardo De Rossi (1754-1827), amigo de Canova (1757-1822), mas esta foi fechada em 1798, quando as tropas francesas invadiram a cidade. Veremos que, ainda em Lisboa, Araújo de Azevedo tentou reabri-la e até teria encomendado ao escultor, por intermédio de Rossi, uma imagem do Génio da Independência da Nação Portuguesa (Neto, 2014), infelizmente inacabada. Porém, num mundo em que a informação circulava de forma escrita ou impressa, a principal paixão do Conde da Barca eram os livros – e todo o conhecimento que neles residia, pronto para ser reencontrado, ou reescrito. O seu interesse pelas artes inseria-se nesse contexto. Era inegável: ele próprio escreve – por exemplo – que durante a sua viagem pelos estados alemães em 1800, deteve-se na Saxónia para rever com vagar as suas colecções de arte: __________ 5 D. Pedro José Joaquim Vito de Meneses Coutinho, 6.º Marquês de Marialva e 8.º Conde de Cantanhede, seu superior hierárquico, sempre menciona Brito com muito carinho nas cartas para Araújo de Azevedo: trata-o por o nosso Brito, ou nosso bom Brito.

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Para o meio do mez que vem passarei daqui [Berlim] pa Dresde, porque não me contento com ter visto no tempo que lá estive as famozas coleçoens que ha naquela Capital relativas às Belas artes; alugarei lá um coarto [sic], mas pouco depois da ma chegada irei fazer um giro na Luzacia Silezia e em parte da Hungria, e Bohemia voltando a Dresde no principio do Outono (Araújo a Brito, 17 de Junho de 1800, caixa 58, doc. 143).

A viagem não se realizou na sua totalidade, mas em Dresden visitou o que pretendia. Escreveu a Brito elogiando a cidade onde encontrou abertas todos os dias, não só a pinacoteca e a biblioteca, mas as colecções de gravuras e a de cópias em gesso de esculturas antigas que haviam pertencido ao pintor Anton Rapahel Mengs (1728-1779). O tom satisfeito indica mais de uma visita: (…). Não ha sítio de rezidencia mais agradavel que Dresde no verão; não ha incomodo de sociedades e a Galeria aberta todos os dias, assim como a colecção de estatuas de gessos de Mengs de estampas, Biblioteca etc. ocupão agradavelmente (…) (Araújo a Brito, 23 de Agosto de 1800, caixa 59, docs. 4 e 5).

Porém, de um modo geral, as cartas que restaram entre o futuro conde e o seu amigo Brito pouco mencionam as artes plásticas. Preocupavam-se sobretudo com literatura, ciências, e com a manutenção das suas bibliotecas6. Como outros fidalgos do seu tempo, parecem ter concebido o estudo das Belas Artes como estreitamente ligado à prosperidade Nacional. Essa visão é flagrante, por exemplo, numa Memoria sobre a possível reabertura da Academia de Portugal em Roma, redigida por De Rossi e por um diplomata português, e enviada para Araújo em 1806. O futuro conde, então Ministro, terá aprovado o documento pouco antes do translado da Corte para o Brasil (Degortes e Neto, 2016), o que demonstra o seu interesse por esse tipo de estabelecimento de ensino artístico que os artistas portugueses tanto reinvindicavam (Machado, 1922). A instalação nos trópicos da corte portuguesa encerrou as esperanças romanas, e interrompeu as tentativas dos artistas portugueses de criar uma instituição __________ 6 Transferido para São Petersburgo em 1802, Araújo de Azevedo deixou a maioria dos seus livros em Haia, temendo expô-los aos perigos da viagem.

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semelhante em Lisboa. Acusado de simpatias francesas, Araújo foi temporariamente afastado do governo. E este, no Brasil, confrontou-se nos primeiros anos com centenas de dificuldades – muitas aparentemente prosaicas mas fundamentais, como o alojamento dos cortesãos. Não admira que uma proposta de emigração de artistas romanos apresentada em 18087, não tenha recebido qualquer atenção. Sete anos depois, com o futuro conde de volta ao poder, a emigração de artistas – estrangeiros ou não – continuava a não ser uma prioridade. Veremos que, ao contrário do que afirmava Escragnolle Taunay, não houve ordens concretas para contratações em Franca. Também não era Marialva quem partilhava e satisfazia o pensamento e os desejos do Conde da Barca, mas sim Brito. Quanto a Lebreton [imagem 1], pediu licença para ausentar-se do seu posto de Secretário Perpétuo da Classe de Belas Artes do Institut em Dezembro de 1815, provando assim que, quando procurou a legação portuguesa em Paris, não fora ainda demitido, nem muito menos excluído, como seria de facto em 1816. Mas Escragnolle Taunay flerta com a verdade. Refere que Marialva ausentara-se de Paris, não tendo a glória de concluir as negociações. E até menciona o chevalier Brito, num amálgama onde ficção, exagero, lisonja e facto se misturam, como esperamos esclarecer: Muito coadjuvou, nos entendimentos necessários à vinda da Missão Artística, e prosseguiu-os até terminá-los, (…) Francisco José Maria de Brito. Grande amigo do Conde da Barca, exercera, com habilidade e discrição, numerosas missões diplomáticas. Enviado extraordinário na Holanda, assinara, em 1815, o tratado entre as potências aliadas e a França, assim como a convenção relativa à Guiana restituída por Portugal. Homem de distinção e elevada cultura literária escrevia sob o pseudônimo de «Cândido Lusitano», no jornal Padre Amaro, editado em Londres, e ao mesmo tempo era o prestigioso «Chevalier de Brito» – como muitas vêzes se assinava – na vida mundana e diplomática. __________ 7 Nesta Cidade se acham alguns Artistas que teriao grande satisfacao de poder andar ao Brasil para la exercitar os diversos ramos das Bellas Artes, que professao, se tivessem a certeza de ser protegidos pela Corte. No cazo que V.E. julgue que cumpre ao Bem publico que elles partao se dignara participar-mo, porque (…) he mui facil na presente occaziao fazer esta acquizicao que talvez em diversas circunstancias seria mui difficil e dispendioza (carta de José Manuel Pinto de 1808, apud Desgortes in Cavalcanti et all., 2016, nota 12).

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Relacionamentos Complexos

Desde os primórdios da historiografia da arte no Brasil sabe-se que diversos membros da chamada missão francesa conheciam-se há muitos anos. Privilegiava-se apenas, à luz de um suposto convite real para criar uma Academia, os laços profissionais sobre os pessoais. Quanto aos portugueses envolvidos, além de notar-se que eram todos diplomatas, pouco se investigou. Ao publicar as cartas de Francisco José Maria de Brito para o seu tio Frei Manuel do Cenáculo, Nuno Daupias d’Alcochete colocou o relacionamento entre o chevalier e Araújo de Azevedo em termos quase profissionais: era o seu secretário, amigo e confidente (Alcochete, 1976, 3). Não há como contestá-lo. Contudo, em 1819 Trigoso descrevia o chevalier de modo bem mais enfático: intimo amigo de Araújo de Azevedo, fora seu companheiro, e digno avaliador do seu merecimento, razão pela qual recorreu a ele para escrever o Elogio do Conde, hum homem que tanto lhe foi caro266. As cartas entre os dois, e entre os amigos que partilhavam, apontam para sentimentos complexos. Jean des Pins publicou a correspondência de três mulheres, duas para o Conde da Barca: a apaixonada Selli Capadoce Pereira, que encontramos viajando com ele e dividindo por muitos anos a casa com Brito, e a lamurienta Maria Urbana de Lima Barreto, Baronesa de Beaumont (1778?-1831), viúva, sempre a lembrar amores passados e – ao que tudo indica – breves. Esta sempre pedia ao Ministro, como bem escreve Jean des Pins: testemunhos tangíveis do seu reconhecimento para aqueles do seu clã (Pins, 1984,128): dinheiro, cargos, comendas… A terceira senhora, Marianne da Silva (1777-1843) escreve entre 1821 e 1823 ao próprio chevalier, já entrado __________ 266 A ele gostosamente reconhecemos dever huma grande parte das noticias que deixamos referidas [Trigoso, 1823, t. VIII, p. II, XXXV].

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em anos, de maneira inequivocamente carinhosa. Demonstra também um certo ciúme, descrente que Madame Capadoce fosse de facto, como ele alegava, apenas o seu anjo (Pins, 1984). Devemos a Jean des Pins quase tudo o que sabemos sobre estas mulheres. Segundo o que descobriu nos arquivos parisienses, Abraham Capadoce-Pereira abjurou a religião judaica em 1807 assim como toda a família. A 17 de Junho do mesmo ano, casou-se em Paris com Suzanne Lévy Capadoce-Pereira (1760?-1831), com a qual possivelmente já era casado pelo rito hebraico, pois tinham filhos. Ao baptizar-se, Suzanne adoptou o nome Célie Célestine Jeanne Baptiste Capadoce Pereira (Pins, 1984, 125-152). A correspondência entre os dois diplomatas ajuda-nos a completar esse conjunto. Não faltam indícios que foi examinada e que Nuno Daupias d’Alcochete, conforme testemunha Des Pins, pretendia publicá-la: algumas das cartas escritas em cifra e/ou em código estão parcialmente descodificadas a lápis, certos fragmentos esparsos contêm anotações apócrifas posteriores. Mas alguns elementos delicados podem tê-lo detido. O primeiro é que as cartas parecem indicar que, se amor houve entre estes dois senhores e alguma mulher, terá sido por Selli Capadoce Pereira, a culta, explosiva e apaixonada discipula de botânica, duplamente proibida por ser casada e judia. Terá sido platónico? Talvez em relação a Brito. Jean des Pins garante que Selli foi amante de Araújo nalgum período entre 1790 e 1803, mas hesita quanto ao chevalier, sem saber determinar o que, nessa relação, relève d’une communauté d’interêt et ce qui est attribuable au souvenir de Barca (Pins, 1984, 126, 128). Porém existem nas cartas elementos mais incómodos. São subtis, interpretá-los é tarefa delicada. Não oferecem certezas, apenas novas indagações. No entanto, sem pretender oferecer respostas definitivas, entendemos que não devíamos deixar de mencioná-los. A própria Madame Capadoce parece ter aventado o que nos perturba. Como poderia uma mulher tão culta, tão próxima a dois importantes bibliófilos, escolher ao converter-se o nome Célestine? Certamente deriva de Celeste – e para alguém fluente em inglês poderia remeter para o romance homónimo de Charlotte Smith (1791), que retrata uma mulher independente. Sucesso na época, teve 4 edições em finais do século. Mas não saberia Sélli que, numa das publicações mais marcantes do início do Renascimento espanhol, a Tragico146

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media de Calisto y Melibea, Celestina era uma entremetteuse entre amores proibidos? O livro, escrito em finais do século XV por Fernando de Rojas, ele próprio descendente de judeus convertidos, já era conhecido pelo nome daquela personagem… A documentação privada que examinamos aponta realmente para relações sociais e afectivas complexas. Vimos que o relacionamento entre Araújo, Brito e Sélie – e o seu marido, que ela sempre menciona nas cartas – estendeu-se por quase trinta anos. É natural que tivesse se modificado ao longo das décadas. Em cartas escritas na Holanda, Araújo já mencionava Célie, e a discipula de botanica estava com ele, e o marido, durante a viagem à Alemanha. Quando seguiu para Hamburgo, relatava a Brito o péssimo comportamento do seu filho (Araújo a Brito, 22 de Março de 1800, caixa 58, doc. 116) e incluiu o casal em sua visita a Goethe. Quando Brito chegou a Paris, em Março de 1807, foi em casa dos Capadoce que se instalou, no 97 rue du Bac (Pins, 1987, 127), no Faubourg Saint Germain – coração do Paris aristocrático, do lado esquerdo do rio Sena. Mais particularmente, como explicava a Araújo, alojou-se em casa dela: (…) a única circunstancia que me dá algum alívio foi a determinação de alojarme com a dissipula de botanica, como lhe avizei nas minhas ultimas [cartas], que ainda recebeu antes do encidio [sic] d’Illion 267 (…) (Brito a Araújo, rue du Bac n.º 97 [Paris], 7 de Agosto de 1809, caixa 57, doc. 14).

Mudaram-se mais tarde, os dois, conforme referimos, para o Hôtel de Brancas, na rue de Tournon, e depois para a rue de Sèvres em 1817. Finalmente quando ordenaram ao chevalier que voltasse novamente dos Países Baixos para substituir Marialva em Paris, instalaram-se na rue Saint Florentin – quase ao lado do grande hotel particulier onde morava Talleyrand. Lá Brito faleceu, em casa de Sélli e do marido Abraham, sempre a par de uma coabitação que não parece perturbá-lo. Mais do que um simples amigo, Brito fora uma das testemunhas do seu casamento pelo rito católico na igreja de Saint Germain des Prés, em Junho de __________ 267 Como Brito mudou-se em Março de 1807, e antes do encidio de Illion é um indício temporal, sendo Ilion o nome da antiga Tróia, deduzimos que se refere às invasões francesas.

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1807, meses após a sua chegada à capital francesa (Pins, 1984,126-127 nota 348). No ano seguinte, a 6 de Outubro, faria o mesmo papel no casamento de outra pretendente ao coração de Araújo, Maria Urbana de Oliveira Barreto, com o General Jean Louis Chrétien Carrière (1771-1813), mais tarde Barão de Beaumont – ao qual assistiram também o Marquês de Marialva e Correia da Serra (Pins, 1984, 85-86). Mas a julgar pelas cartas, o seu relacionamento com os Capadoce parece ter sido mais intenso. Por mais que fossem casados anteriormente, talvez há muitos anos, não deixa de ser curioso que em Setembro de 1807, meses depois da cerimónia em Saint Germain, Abraham deixasse mulher e filhos em Paris e partisse para a Dinamarca, assumir o posto de Cônsul Geral de Portugal para o qual fora nomeado graças à protecção de Araújo268. Jean des Pins desconfiava que a vinda de Abraham para Paris explicar-se-ia pelo lado financeiro. Acreditava que, sous la direction de Brito, il s’y occupait de réunir les fonds réclamés par le gouvernement impérial au titre des indemnités de guerre (Pins, 1984, 127). As cartas relatam diversos negócios em benefício da Coroa portuguesa que não cabe a nós examinar, mas entre verbas secretas para a assegurar assinaturas de tratados, acusações caluniosas, intrigas e verdades encontram-se em jogo, durante esse período, milhões em fundos governamentais, e diamantes! Não podemos excluir completamente que entre alguns destes personagens, além de interesses políticos entremeados aos laços afectivos, houvesse pelo menos a perspectiva ou a vaga esperança de lucrativas transacções financeiras. Não saberemos nunca as nuances dos seus relacionamentos – todos os envolvidos expurgaram com muito cuidado uma correspondência já repleta de códigos e meias palavras, ao ponto de termos que ler não apenas o que escrevem, mas também o que omitem. Foi novamente Sélli Capadoce a chamar a nossa atenção. A de 21 de Maio de 1812, após quase dois anos sem notícias, escrevia radiante por ter finalmente recebido uma carta do seu Araújo. Descrevia um júbilo que afirmava partilhar __________ 268 Alguém assinando Veritas (Brito? Selli?), escreve de Paris ao Investigador Português a 6 de Junho de 1816 pedindo rectificação de artigo anterior (n.º 24, Abril de 1816): relata o trajecto de Capadoce através do Norte da Europa entre 1807 e 1816, as dificuldades de ver reconhecida a sua posição de Cônsul Geral, e a sua actuação como comissário correspondente da Companhia do Alto Douro (Investigador Português, vol XVI, 1816, pp. 124-125).

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com Brito – garantindo-lhe que estavam reconfortados por saber que estava vivo, bem – e vivia com um médecin ami, Manoel Luiz. Chamava porém a atenção, com toda a ênfase de palavras sublinhadas, para um verso que omitia: (…) Votre ami et moi nous nous sommes jetés dans les bras l’un de l’autre, en répendant les plus douces larmes!! (…) Le Ciel soit bénit que vous avez un médecin ami auprès de vous, qu’il soigne vos jours, votre santé, votre esprit; qu’il adoucit vos peines, vous distrait de vos chagrins et je l’aimerois, le bénirois comme un bienfaiteur à qui je devrois plus que la vie. (…) Adieu, je veux finir par des vers de votre poète favori; j’en omette [sic] le premier, ce serez [sic] une recommandation inutile, mais je vous pardonne pourvu que j’occupe toujours la première place dans votre coeur. De cela je suis jalouse et le serai toujours. Mais… pensa ch’io resto e peno E qualche volte almeno Ricordati di me Ch’io per virtu d’amore Parlando col mio core Ragioneró con te.

A carta termina sem qualquer fórmula de despedida e deixa no ar o verso ausente: Conservati fedele – conserva-te fiel (Pins, 1984, 234, nota 10). A inteligente senhora compreendia perfeitamente a situação. Fosse qual fosse, o relacionamento entre ela e Brito ancorava-se no amor que professavam por Araújo de Azevedo. Escreveram-lhe, saudosos, regularmente, mesmo após meses sem resposta, às vezes partilhando o papel de uma mesma carta269, lembrando que o amavam – embora o tratem por Excelência e amigo. Em carta para Araújo de Agosto de 1809, Brito alegou enfaticamente que o seu amor comum era a principal razão do conforto dessa coabitação: (…) a única circunstancia que me dá algum alívio foi a determinação de alojarme com a dissipula de botanica (…): a melhor sociedade, toda a consolação e a satisfação __________ 269 (…) Largo a pena para quem o ama tanto quanto eu, e que não seremos felizes [sic] senão com a sua felicide. Vale et me ama (…) escreve Brito antes de ceder lugar a Selli Capadoce (Brito e Selli a Araújo, 27 de Maio de 1811, caixa 57, doc. 23).

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de não se passar dia em que nos não lembre Osmia e em que brindemos ao amigo auzente, hé o que enche a carreira de pezados anos: nesta orfandade em tanta distancia, e na dura incerteza do futuro assim se engôda a saudade, e se fabricão esperanças de ainda hum dia nos reunirmos; e porque não terão elas de realizarse! (Brito a Araújo, rue du Bac n.º 97 [Paris], 7 de Agosto de 1809, caixa 57, doc. 14).

Pragmaticamente, constata-se que dividirem a mesma moradia explicava-se também pela comunidade de seus interesses e por uma necessidade de protecção recíproca, de um lado financeira – com o pobre Brito sem rendimentos por quase uma década, numa embaixada que a França napoleónica não reconhecia – e de outro social, pois a senhora Capadoce fora deixada sozinha em Paris pelo marido. Se as cartas sobre as quais nos debruçamos chegaram até nós, terá sido em parte pelo cuidado com que foram guardadas, primeiro por seu receptor, Araújo de Azevedo, depois por seu irmão e herdeiro, ou pelo bom, querido, amado mas sobretudo amigo Brito. Terá sido também, talvez, por comprovarem de modo inequívoco os seus relacionamentos com mulheres, sobretudo com Madame Capadoce, com a qual o chevalier desfilava por Paris, levando o Marquês da Fronteira a afirmar que substituíra o Conde da Barca como seu amante: [Brito] havia herdado do seu chefe mobília, creados e, inclusive, M.me Cappadocci [sic], antiga bella do Conde da Barca, a qual, a pesar dos seus sessenta e tal annos, ainda fazia as delícias do nosso representante. Residia no segundo andar dum grande palacio, na Rue de St. Florentin (…)270 (Mascarenhas, 1928, vol. II, 8).

Cabe lembrar agora que expressões de carinho entre dois homens eram na época muito mais enfáticas do que actualmente. A saudação corrente de Cenáculo a Brito Amado sobrinho e senhor do meu coração (Alcochete, 1976) era fórmula usual entre irmãos, primos e amigos. No caso do chevalier, quantas cartas não termina, como na antiga Roma, pela frase latina vale et me ama que significa fique com saúde e me ame271! Mas assim escrevia também frequentemente aos amigos __________ 270 A última morada de Brito, onde faleceu em 1825. 271 Brito despede-se assim de Araújo em diversas cartas (Brito a Barca, 12 de Dezembro de 1811, caixa 57, doc. 26; 13 de Março e 4 de Julho de 1813, caixa 57, doc. 46 e 47, etc.).

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Porta da adega na Casa de SĂĄ, Ponte de Lima. Fotografia de Pedro Lobo.


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Fotografia de Pedro Lobo.


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imagem 1: Retrato de Joachim Lebreton, Adelaïde Labille-Guiard (1749-1803), assinado e datado Labille d.tte Guiard l’an 3em de la R:· [république] [1795], óleo sobre tela, 73 × 59,7 cm, colecção The Nelson Atkins Museum of Art, Kansas City, Misouri, Estados Unidos. Purchase: William Rockhill Nelson Trust through the George H. And Elizabeth O. Davis Fund and the exchange of the besquest of Ethlyne Jackson Seligman and William Rockhill Nelson, the gifts of Robert C. Bloch and Kenneth Baum, and other Trust properties 94-34. O uso desta fotografia foi autorizado pelo The Nelson Atkins Museum of Art mediante a exposição das informações acima.


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imagem 2: Retrato de Araújo de Azevedo pintado por Pellegrini, Gregório Francisco Queirós (1768-1845), gravura a buril assinada e datada Lisboa 1804. 34 × 26,5 cm (medidas da matriz). Cópia digitalizada feita pela Biblioteca Nacional a partir do original a esta pertencente, acessível sem restrições em http://purl.pt/5624


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imagem 3: Qui mores hominum multorum vidit et urbes — retrato do Duque de Lafões pintado por Trinquesse em 1779, Juste Chevillet (1729-1801). Gravura a buril assinada e datada 1781 42 × 28,3 cm (medidas da matriz). Cópia digitalizada feita pela Biblioteca Nacional a partir do original a esta pertencente, acessível sem restrições em http://purl.pt/5624


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imagem 4: Casa de Sá, Casa Grande de Sá ou Casa da Lage, arredores de Ponte de Lima, Portugal. Fotografia de Pedro Lobo.


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imagem 5: Retrato de Araújo de Azevedo em uniforme diplomático, atribuído a Domenico Pellegrini (1759-1840) c. 1805, óleo sobre tela, colecção particular, Portugal. Fotografia de Pedro Lobo.


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imagem 6: Prato de um serviço de porcelana pertencente a Araújo de Azevedo, porcelana chinesa pintada a partir de um desenho por Francesco Bartolozzi, finais do século XVIII, 25 cm aprox. (diâmetro) colecção particular, Portugal. Fotografia de Pedro Lobo.


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imagem 7: Ex-libris e ou Carte de visite de Araújo de Azevedo, Francesco Bartolozzi (1727-1815) assinado, mas não datado, c. 1797, 7,5 × 8 cm, colecção particular, Évora. Fotografia: Pedro Lobo. imagem 8: Ex-libris e ou Carte de visite de Araújo de Azevedo [3 figuras] Francesco Bartolozzi (1727-1815), assinado mas não datado, 11,8 × 19,3 cm (matriz) colecção particular, Évora. Fotografia de Pedro Lobo.


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imagem 9: Primeira edição da tradução de Os Mártires por Filinto Elísio, dedicada a Antonio de Araújo de Azevedo. Com retrato do autor, Francisco Manoel do Nascimento, desenhado por Paul, gravado por J.P. Larcher, 1816. Colecção particular, Borba, Évora. Fotografia de Patricia Telles.


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Conclusão

Pretendíamos, de início, apenas devolver ao chevalier Brito um pouco do protagonismo que lhe cabe na história da arte no Brasil. Parecia tarefa relativamente simples. As suas cartas estavam à espera, davam-lhe voz, demonstravam que não era afinal apenas um burocrata seguindo ordens superiores – mas um homem culto, bom, interessado, apaixonado pelas ciências, pelos livros, por seu país. Vislumbrado num espelho embaçado por 200 anos, poderia ser qualquer um de nós. Mas bastou sentarmo-nos à frente da primeira página, no primeiro arquivo, para ver que, como qualquer um de nós, o chevalier não poderia ser estudado sozinho. Ao mover-se no mundo real que lhe coube em vida, inseria-se num círculo feliz e desgraçadamente povoado por outros seres humanos. Todos com as suas personalidades, angústias, planos, expectativas, segredos e meias-verdades, num período histórico de transição particularmente complexo. Por trás dele, ao seu redor, surgia toda uma geração fascinante – a última de um Portugal verdadeiramente transatlântico – composta por personagens bem conhecidos, como o Conde da Barca, o Abade Correia da Serra, José Bonifácio de Andrada e Silva ou Frei Manuel do Cenáculo, sobre os quais já se debruçaram outros historiadores, ou carentes de mais visibilidade histórica, como Manuel Luís Álvares de Carvalho ou a independente Selli Capadoce, e todos os fidalgos, criados, cientistas, artistas, artesãos, padres e maçons com os quais conviveu – muitos dos quais poderiam ter mudado a história. A sua visão de mundo enquadrava-se nalgumas das ideias expressas por Correia da Serra, personagem sobre o qual gostaríamos de ter-nos detido. Acreditavam que o desenvolvimento português passava pela melhora do seu potencial produtivo, que este desvendar-se-ia pelo conhecimento dos seus recursos, e que para tal, era fundamental o estudo das ciências e da história. Eis Conclusão |

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os dois vértices dos interesses de Brito e da sua geração. Pois o conhecimento da História estava em manuscritos e livros, que cabia descobrir, transcrever, publicar, em nome do conhecimento do que (…) ja nos serviu de proveito, ou de ruina, e as causas, porque crescemos, ou diminuimos em numero, em forças, em luzes, em riquezas. O conhecimento do que a nação é, e do que pode ser, pelo que já tem sido (Serra, 1789, 10, apud Martins, 2017, 572). O programa de Correia da Serra delineia a criação da Academia de Ciências de Lisboa, pois todo esse conhecimento só pode esperar-se dos esforços unidos de um corpo tal, como a Academia (Serra, 1789, 10, apud Martins, 2017, 572). É bem de uma Academia que se trata aqui: não de Belas Artes – como a História, com os seus contratempos, quis que se criasse no Brasil – mas de uma mais modesta Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, fundamental para o bem da grey e o desenvolvimento de um Brasil sede de Portugal, possível Quinto Império – sem ofuscar os brios de Lisboa. Esse vislumbrar dos sonhos de portugueses dos dois lados do Atlântico mudou o foco das nossas pesquisas. Não cabia mais, apenas, apresentar o chevalier, ao qual se juntara a figura de seu cúmplice e amigo Araújo de Azevedo, futuro Conde da Barca. Cabia ordenar – ou desordenar – muito daquilo que pretendíamos saber. Mais do que notas biográficas, pretendemos fazer um convite. Precisamos estudar a fundo e em conjunto toda uma geração, nascida ou renascida nos escombros do terramoto de Lisboa, frequentadora ou curiosa dos trabalhos da Academia de Ciências, dos primórdios da Revolução Francesa, das sociabilidades iluministas, um grupo de homens e mulheres cosmopolitas por acção ou por pensamento, grupo heterogéneo embora coeso, próximo – fossem amigos ou inimigos – ao longo das suas vidas, com muitos livros e poucos recursos financeiros, agarrados aos seus sonhos de juventude. É neste grupo português que crescem os diplomatas por trás daquilo que conhecemos no Brasil como missão francesa. Não fosse um generoso chevalier sempre sem dinheiro, vivendo de favor em casa de uma amiga, não fosse a sua amizade de 30 anos por um homem que admirava profundamente, ao qual devia favores, ofício – ora, a quem devia o mundo! – não haveria a caravana de artistas que lhe pôde oferecer, assim que milagrosamente recebeu anos de rendimento em atraso. E não, não teria havido nada disso se não existisse, no Brasil, o Conde da Barca. 188

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Como ousamos, depois de tão altos estudiosos, abordar homens como estes? Pois não pensem que ousamos. Começamos. Mal desvendamos quem terá sido realmente António de Araújo de Azevedo – não se percebe o personagem sem aprofundar-se a sua trajetória política, cuja importância e complexidade só pode ser revelada quando juntarmos à documentação portuguesa os arquivos ingleses, franceses e holandeses. Buscando, como no caso de Brito, o homem por trás do diplomata, encontrámo-lo sujeito a crises nervosas, desprezando a saúde malgrado a preocupação dos amigos. Não nos detivemos em análises de conjuntura. Urge que alguém nos complete: as cartas revelam um homem inteligente, corajoso, atento, uma mente política focada no trabalho e no Real serviço – preocupado sempre com a grandeza de Portugal, que via – tal como Brito – inelutavelmente vinculada à do Brasil. Dissemos que eram extremamente próximos. A mentalidade vigente neste início de milénio pede que especulemos se haveria ou não algum relacionamento físico entre os dois, mas não acreditamos que isso seja relevante para um maior conhecimento dos personagens e da sua inserção nos meios culturais da época. É isso que nos interessa: são apenas dois homens em toda uma geração, empenhada em melhorar Portugal pelo aperfeiçoamento das artes e indústria no modelo norte-europeu, consciente da necessidade de emulação de sábios estrangeiros. Batiam-se todos contra um problema: a situação geográfica portuguesa, irremediavelmente periférica frente aos centros do saber europeu. Para reverter essa situação, era imprescindível alçar a ciência portuguesa ao nível das outras potências. Ora, para que a transmissão do conhecimento ocorresse sem a intermediação de material escrito, sempre sujeito a interpretações, era necessário enviar alunos para outros países da Europa, ou atrair para Portugal os ditos sábios. Essa política de intercâmbio não era nova. Vinha se aprimorando nos últimos anos, paradoxalmente graças ao detestado Pina Manique, com o envio pela Coroa de jovens cientistas para se aperfeiçoarem em outras cortes, como José Bonifácio de Andrada e Silva. A esperança que aplicassem os seus conhecimentos e transmitissem a sua experiência às gerações seguintes pecava, contudo, sempre, como hoje, pela falta de continuidade. As invasões francesas e a consequente partida da corte para o Brasil pareciam pôr fim a essas esperanças iluministas. Conclusão |

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A proposta de Lebreton de trazer para a Corte um conjunto de sábios adequava-se perfeitamente a essa percepção das necessidades do país. Mais ainda: modelada pelas conversas com Brito, parecia uma oportunidade extraordinária. O chefe da suposta missão artística insistiu quanto ao seu conteúdo científico, e Brito até se desculpou pelo envio de artistas de luxo, quando são os úteis que nos faltam. Interessavam-lhe muito mais o arquitecto, o boticário, o charron, o químico que – segundo afirmava Lebreton – integravam o seu grupo. Supomos que, a princípio, o antigo tribuno revolucionário tenha tentado ajudar artistas ou artesãos que já conhecia, e talvez tenham se aproximado, procurando conselhos para emigrar. Bonapartistas, inspirados pelos relatos sobre as Américas publicados por Humboldt, na época o grande expert sobre o novo continente, pretendiam colocar um oceano de distância entre suas famílias e o Terror Branco que assolara Paris no verão de 1815. A partir desse núcleo, Lebreton – ele próprio influenciado pelas ideias de Humboldt – tentou reunir uma colónia mais ou menos coerente. É possível que o primeiro destino tenha sido a América espanhola, pois mencionou dificuldades em emigrar para lá (Dias, 2007), mas é provável que conhecesse Brito e o abade Correia da Serra – como ele, maçons. E estes, por sua vez, conheciam Humboldt e outros cientistas de diferentes áreas do Institut. Essa rede de relações, mesmo superficiais, terá facilitado a aproximação; e tudo indica que o entusiasmo inicial do chevalier e a sua proposta de apoio financeiro tenham pesado sobre a escolha do Brasil – mais atraente ainda pela presença de uma corte europeia. Lebreton recrutou artistas e artesãos? A partir desse primeiro momento, sem dúvida. Quanto mais talentos pudesse oferecer, melhores as chances de aceitação do grupo. Mas se olharmos de perto para a caravana, entrevemos critérios muito subjetivos por trás da sua composição. Um olhar mais atento poderá revelar vínculos assentes em relacões de amizade, amor e parentesco – talvez políticos, talvez maçónicos, quem sabe semelhantes aos que tornaram possível o seu envio para o Rio de Janeiro e a sua acolhida pelo Conde da Barca. Em todo caso, o grupo evolui ao longo das conversas com Brito – alguns artistas, artesãos e cientistas inicialmente incluídos, como o músico Sigismund Neukomm, escusar-se-ão por diversas razões, seguindo mais tarde; outros, como Lelieur, simplesmente não puderam ou não quiseram ir, enquanto outros, de menor currículo, como Pierre Dillon, juntaram-se a eles no último momento. 190

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Aflito para distanciar-se da França, protegendo a si mesmo e aos seus companheiros, Lebreton poderá ter exagerado dos dois lados: tanto os talentos de alguns, quanto as benesses que os aguardavam no Brasil. Articulou como pôde, numa emigração conjunta, projectos separados, balanceando as expectativas de Brito, com as ambições daqueles que agora liderava. Na complexa mistura entre necessidades públicas e privadas, o bem da grey e o bem dos amigos, tão normal no século XVIII que surpreenderia ser hoje motivo de disputa, não dispor de ordens, nem de fundos governamentais, acabaria por ser uma bênção aos olhos da posteridade – pois isenta de mácula os sonhos de Brito quanto ao destino da caravana, que afinal enviava como offrenda, não apenas à Corte, mas ao Conde da Barca. Ao chegar, o grupo como um todo – e em particular Lebreton, o seu articulador – beneficiar-se-ia, como sabemos, da protecção de Araújo de Azevedo, mas também, paradoxalmente, do fracasso dos projectos iniciais de cada um. A história da arte brasileira comprova que Debret não era rico, nem conseguiu trabalhar para as Igrejas, Taunay não criou uma escola exclusiva à família que trouxera, e estes percalços os terão encorajado a reunir-se – ou a aceitar serem reunidos – num projecto comum, o da Escola Real de Ciências, Artes e Oficios que abarcava todos os seus talentos. A Academia que resultou desta primeira instituição, após a morte de Araújo de Azevedo e do chefe da colónia, afastava-se bastante do projeto inicial. Não que o Conde não acalentasse algum projecto futuro nesse sentido, nem que faltasse em Portugal o sonho de criar uma Academia, nem mesmo a vontade. Mas a emigração de artistas de luxo simplesmente não era uma prioridade; e nunca houvera por isso qualquer medida concreta nesse sentido. Projetos como o de Lebreton, havia outros, como o da Academia em Roma, ou mais tarde o da escola de Charles Albert. Sem o entusiasmo e a generosidade financeira do chevalier Brito, assentes numa complexa rede de amizades com interesses comuns, a caravana dificilmente teria meios de chegar ao Brasil, ou os contactos necessários para uma recepção favorável. Ter-se-ia juntado, nas gavetas dos ministérios, a tantas outras ideias interessantes, consideradas pouco prioritárias por sucessivos governos.

Conclusão |

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Anexo documental*

Anexo 1: Documentos Familiares

1.1. Registro de óbito de José Rodrigues de Brito Aos quinze de Fevereiro de mil Setecentos e noventa e seis faleceo nesta freguezia na sua Quinta do Oiteiro Jozé Rodrigues de Britto cazado com D. Roza Angélica das Estrelas recebeo os sacramentos e foi sepultado no Convento de S. Francisco da Cidade [ilegível]. Freguesia de Benfica, Registo de Óbitos, Livro 5, 1790-1818, p. 62

1.2. Registro de baptismo de Inácia Caetana de Brito Aos dezasseis dias domes de Agosto de mil Stte Centos Sessenta e dois baptizou o Rdo Florencio da Costa Coadjor desta Igreja a Ignacia Caetana nascida no primeiro dia do Corrente mes filha de Joze Rodrigues de Brito baptizado na freguesia de Santa Maria do Abade [sic] Comarca de Barcelos Arcebispado de Braga e de sua mulher Dona Roza Angelica das Estrelas baptizada na freguesia de Santos desta Cidade Recebidos na mesma moradores na travessa do Guarda mor foi padrinho do Dezembargador Estevão Pedro de Carvalho [assina]. Freguesia da Encarnação, Livro 15-B [Baptismos 1755-1762] , caixa 6, p. 249 verso

__________ * As transcrições mantêm a ortografia e a pontuação originais.

Anexo Documental |

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1.3. Registro de baptismo de João de Brito Aos dezassete diaz do mes de Junho de mil setecentos e setenta e tres baptizei João nascido aos vinte e sete do mez de Mayo do corrente, filho de Jozé Roiz.e de Brito, baptizado na freg.a de Santa Maria do Abade de Neiva termo de Barcelos Arcepdo de Braga e de sua mulher D. Roza Angellica das Estrellas baptizada na freg.a de Santos Velho desta Cidade e nella recebidos moradores na travessa do Guarda Mor, foi padrinho o Exmo Sr. Conde de Oeyras D. Henrique Jozé de Carvalho e Mello (…) Paróquia da Encarnação, Registo de baptismos 1762-1774, livro 16, caixa 6, f.

Anexo 2: Carta do Abade Correia da Serra a James Edward Smith, recomendando António de Araújo de Azevedo

Lisbonne, 28 May 1789 Monsieur et cher confrère, Je prends la Liberté de vous addresser Mr. le Chevalier d’Araujo, Envoyé de notre Reine prés des Etats Generaux, mon ancien et intime ami, et que vous trouverez surement tres superieur a l’idee que l’on à communement des Portugais, et surtout dela [sic] Noblesse; mais franchement je vous previens que nous n’en avons [pas] beaucoup comme lui. Il desire connaitre vos Naturalistes et Philosophes et je compte sur votre amitié et bonté pour moi que vous voudrez bien lui rendre ce service. Je vous en tiendrai compte, et vous serez payé en bonne monnoye Botanique, que je me flatte vous ferà du plaisir. Ce printems ma santé a été de nouveau attaquer par des foiblesses de poitrine et des crachements de sang, mais l’usage du lait et le repos m’ont mis en etat de donner quelque attention a nos plantes, et vous aurez par le paquebot de Juin de mes nouvelles. Mr. le Chevalier d’Araujo pourra vous donner des nouvelles aussi par rapport aux Sciences et a notre Academie, qui vous feront voir que je passe mon temps occupé a bien de la besogne, mais qu’enfin le Portugal vá se convertir aux Lettres et a la Philosophie, et que c’est un rude metier que celui d’Apotre. Votre memoire sur l’irritabilité des vegetaux vient d’etre traduite en Portugais et imprimee dans le journal de Lisbonne, on fera autant des autres que vous 194

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Fontes e bibliografia

Arquivos Arquivo Distrital de Braga (ADB): Arquivo do Conde da Barca, Sub-fundo Brito (em curso de organização) Registos Paroquiais, Santa Maria do Abade Neiva, Barcelos Arquivo Histórico do Itamaraty, Rio de Janeiro Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), Lisboa Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra (MNE), Registos Paroquiais, Nossa Senhora da Encarnação, Lisboa Registos Paroquiais, Santos o Velho, Lisboa Arquivo Militar, Lisboa

Fontes impressas Periódicos Almanach de 25.000 adresses de Paris pour l‘année 1817. Paris: Panckoucke, 1817 Almanach de Lisboa, Lisboa: Typogafia da Academia Real das Sciencias [1788], [1793], [1800], [1823] e [1826] Almanach Royal des Pays-Bas pour l’an 1818, Bruxelles: P.J. de Mat, 1818 Correio Braziliense, Londres, Março de 1817 e Janeiro de 1818 Diário do Governo, Junho de 1822 Diário Fluminense, Abril de 1826 Gazeta de Lisboa, n 1798, 1814, 1819, 1825 Gazeta do Rio de Janeiro, n.os 51 (1817) e n.º 29, (1820) Jornal de Coimbra, vol. 1, n.º II, Fevereiro de 1812 La décade philosophique, littéraire et politique, IV trimestre, an IV (1796), Paris: bureau de la Décade. O Espelho, n.º 135, 1823 O Investigador Português em Inglaterra ou Jornal Literario, Politico, etc. Londres: T.C. Hansard, vol. XII [1815], vol. XVI [1816], vol. XXIII, [1819]. [TESTU] Almanach Impérial. Paris: Testu [1807, 1812, 1813]. [TESTU] Almanach National de France année commune MDCCXCIII, l’an II de la République. Paris: Testu Fontes e bibliografia |

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[TESTU] Almanach Royal pour les années M.DCCC.XIV et M.DCCC.XV [1814 e 1815] Paris: Testu. Tynna, J. de la. Almanach du Commerce de Paris, des departements de la France et des principales villes du monde pour l’année 1817. Paris: Bureaux de l’Almanach du Commerce

Outros AA.VV. História e Memórias da Academia Real das Sciencias de Lisboa, tomo IX, parte II, Lisboa: na Typographia da Academia, 1825 «Almanaque do Rio de Janeiro para o ano de 1816» in Separata da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 268, Julho-Setembro, 1965, pp. 179-330 Almeida, M.L. de. Notícias históricas de Portugal e Brasil (1751-1800). Coimbra: [Imprensa da Universidade], 1964 Adams, C.F. (ed.) Memoirs of John Quincy Adams comprizing portions of his Diary from 1795 to 1848. Philadelphia: J.B. Lippincott & Co, 1874 Adams, J.Q. Diary 24, Diary 28 [5 August 1809- 31 July 1813], Diary 29 [1 August 1813- 31 May 1816] Manuscritos. Disponível on-line em http://www.masshist.org/jqadiaries/php/ Alcochete, N.D. d’. Humanismo e Diplomacia: correspondência literária (1789-1804) de Francisco José Maria de Brito com Dom Frei Manuel do Cenáculo. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, 1976. _____ Lettres de Diogo Ratton à António de Araújo de Azevedo, Comte de Barca (1812-1817). Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, 1973 Andrada, E. de C. de (coord.) Memórias do Marquês da Fronteira e d’Alorna, D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto (1824-1833). Coimbra: Imprensa da Universidade, 1928 Arnault, A.V, Novins, J. et all. Biographie Nouvelle des Contemporains ou Dictionnaire Historique et Raisonné de tous les hommes qui, depuis la Révolution Française, ont acquis la celébrité par leurs actions, leurs écrits, leurs erreurs ou leurs crimes, soit en France soit à l’Étranger… Paris: Émile Babeuf, T. 11, 1823. Balbi, A. Essai statistique sur le royaume du Portugal et d’Algarve comparé aux autres états de l’Europe. Paris: chez Rey et Garnier Libraires, 1822, 2 vols. Barradas, L.A. da C. Recordação de alguns serviços prestados ao Imperio do Brasil e submettidos a alta consideração do (…) Visconde de Paranagua. Rio de Janeiro: Imperial Typographia Plancher, 1826 Barreiros, J.B. Correspondência inédita entre o conde da Barca e José Egídio Álvares de Almeida, secretário particular de El-rei D. João VI, Separata da Revista Militar, Braga: Delegação Bracarense da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, 1962 Blanc, M.C. Histoire des peintres de toutes les écoles – École française – François Gérard, tome III. Paris: Vve. Jules Renouard, 1863 Bluteau, R. Vocabulario Portuguez e Latino, áulico, anatómico, architectonico… Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1712-1728, 8 vols. Catalogue des livres provenant de la bibliothèque de feu M. le chevalier de Brito, ancien ministre de Portugal à Paris. Paris: J. P. Aillaud, 1826 [Conceição, Fr. C.]. Gabinete historico que a Sua Majestdade Fidelissima o Senhor D. Miguel I em o dia dos seus felicissimos annos 26 de Outubro de 1828 offerece Fr. Claudio da Conceição (…) tomo XII desde 31 de Julho de 1750 até ao fim do anno de 1754. Lisboa: Impressão Régia, 1829 Costa, L.X. da (org.). Cartas do pintor Sequeira, da filha e do genro, depois da emigração de 1823. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes, 1940

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| Fontes e bibliografia


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Índices

ÍNDICE ONOMÁSTICO Abrantes, Duque de, v. Junot, Jean Andoche Adams, John Quincy, 85, 89-91 e n., 94 e n., 129, 131, 132, 195-97 Aguiar, Marquês de, v. Castro, Fernando de Portugal e Albert, Charles, 35 e n., 36 Alcochete, Nuno Daupias d’, 10, 12, 51n., 52 e n., 66-67 e n., 69-71, 72n., 74, 76, 81, 86, 92 e n., 94, 98, 110, 114, 115 e n., 117n., 118, 119 e n., 120, 145-146, 150, 159, 214 Alembert, d’Jean, 151 Alexandre I (Czar da Rússia), 115, 120, 136n. Alexandrino, Pedro, 122 Almeida, José Egídio Álvares de (Marquês de Santo Amaro), 114, 125n., 128n., 214 Almeida, Joana Estorninho de, 10, 55, 56n. Almeida, D. João de, 113, 115, 136, 152 Almeida, Manuel Lopes de, 214 Andrade, Helena Josefa de, 43 Andrade, Rodrigo Navarro de, 124, 151n., 153, 196 Andrade, Sebastião Navarro de, 151n., 153, 203n. Andrade, Vicente Navarro de, 124, 151 e n., 153-154, 160 e n., 196, 203n. Anglas, François Boissy d’, 91-92 Anhalt-Dessau, Friedrich Franz von (Príncipe), 104n. Aragão, D. Ana Peregrina de, 210 Araújo, Artur da Cunha, 11, 58, 59, 62-64, 70, 74 e n., 80, 94, 96, 98n., 115, 124, 154n. Araújo, Gaspar Pinto de, 128, 137, 159 Araújo Porto-Alegre, v. Porto-Alegre, Manuel de Araújo Ariosto, Ludovico, 90, 94n., 196 Arnault, Antoine Vincent, 29 e n., 214, 221 Aulps, Pierre Louis Jean de Blacas d’, 204 e n. Azevedo, D. Anna de Araújo de, 58 Azevedo, D. Antónia de Araújo de, 58 Azevedo, António Fernando Araújo de (Abade de Lóbrigos), 58, 128, 137 e 159 Azevedo, D. Clara Vitória de Araújo de, 58 Azevedo, Daniel Cohen d’, 92n. Azevedo, Francisco António de Araújo de, 59 e n. Azevedo, D. Joanna de Araújo de, 58 Azevedo, João António de Araújo de, 58, 59n. e 127 Azevedo, Luiz António de Araújo de, 58-59, 87 Azevedo, D. Marquesa Francisca de Araújo de, 58, 126 Azevedo, D. Rosa Ignácia de Araújo de (Viscondessa de Midões, 59 Bailly, Jean Sylvain, 77 Balbi, Adrien, 55n., 58n., 123n., 214

Balsemão, Visconde de, v. Coutinho, Luís Pinto de Sousa Bandeira, Domingos Pires, 44 Bandeira, Júlio, 8, 218 Bampfylde, Sir Charles, 70n. Banks, Sir Joseph, 62 e n., 71-72 e n., 73 e n., 74-75, 77, 88 e n., 172 Barata, Alexandre Mansur, 8, 12, 61-62, 202n., 203n., 216, 218 Barata, Mário, 24, 27n., 216 Barbé-Marbois, François, 204 e n. Baretti, Giuseppe, 109n. Barradas, Luís António da Costa, 128, 214 Barreiros, José Baptista, 11, 58, 59n., 114, 120, 125n., 214, 218 Barreto, Maria Urbana de Lima, 145, 148 Barros, Domingos Borges de (Barão e Visconde da Pedra Branca), 41n., 49, 120, 124, 141 e n., 142n., 153, 203n., 218 Barros, Eleutério Manuel de, 122 Bartolozzi, Francesco [Francisco], 64, 75 e n., 90, 97 e n., 101, 112-113, 118, 121, 124, 184f., 185f., 196, 219 Baskerville, John, 90 e n., 196 Beaumont, Barão de, v. Carrière, Jean Louis Chrétien Beaumont, Baronesa, v. Barreto, Maria Urbana de Lima Beethoven, Ludwig van, 108n. Belfosse [Delfosse], Louis, 143 Bello Vázquez, Raquel, 152, 153, 221 Benevento, Príncipe de, v. Talleyrand-Périgord, Charles Maurice de Bernier, Claude, 164 Bielfeld, Freiherr von (Barão), 89 e n., 90-91 Blacas, Duque de, v. Aulps, Pierre Louis Jean de Blacas d’ Blanc, Charles, 163n., 214 Bluteau, Rafael, 25, 44n., 59n., 214 Bocage, Manuel Maria Barbosa du, 121-122 Bodoni, Giambattista, 101 e n. Boerhaave, Herman, 151 Böhlan, Hermann, 103n. Boilly, Louis-Léopold, 78 Boissy d’Anglas, v. Anglas, François Boissy d’ Bom, António Pedro, 48, 210 Bonaparte, Louis, 120 Bonaparte, Lucien, 115 Bonrepos, François, 207 Bourdon, Léon, 90n., 95, 97, 216, 219 Braga, Teófilo, 67n. Bragança, D. João Carlos de (Duque de Lafões), 25, 60-65, 70 e n., 72, 88 e n., 181f., 220 Brault, 175-176 Breyner, Teresa de Mello (Condessa do Vimieiro), 152, 221

Índice onomástico |

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Brito, António José Maria de, 45 e n., 46 e n., 48, 66n., 142n., 211 Brito, Inácia Caetana de, 45, 98, 193 Brito, Inácia Pereira de, 43 Brito, João José Maria de, 47-48 Brito, José Maria de, 46, 48, 103n., 107, 126, 142n., 210 Brito, José Rodrigues de, 43, 44-45 Brito, Manoel Francisco Monteiro de, 98 Britto, Bento Gomes de, 43n. Brotero, Félix de Avelar, 121 e n. Broussonet, Pierre Marie Auguste, 70n., 88 e n., 216 Brunswick-Volfembutel, Carlos Guilherme Fernando de (Duque regente de Brunswick), 102 Buffon, Georges-Louis Leclerc (Conde de Buffon), 65n. Büsch, Margarethe Augusta, 100 e n. Cachoeira, Visconde da, v. Mello, Luís José de Carvalho e Caldas, João Pereira de Souza, 202n. Cambacérès, Jean Jacques Régis de (Duque de Parma), 163 Camões, Luís Vaz de, 79, 99 e n., 101-102, 121, 139, 151, 155, 219 Campo y Villar (Marquês de), v. Muñiz, D. Alonso Campeão Portuguez, 154n. Campofiorito, Quirino, 8, 216, 219 Campos-Tovar, Miguel Ayres de, 12 Canova, António, 16, 139 Capadoce Pereira, Selli, 33, 34, 85 e n., 99, 100, 124, 129-131, 140 e n., 142-143, 145-147, 151, 165n., 167, 203 e n., 211 Carlos Augusto (Duque), 104 D. Carlota Joaquina (Rainha), 30, 162n., 168 Carneiro Leão, Brás, 30, 48 Carneiro Leão, Fernando, 29, 30 e n. Carneiro Leão, José Alexandre, 29, 30, 48, 202 e n. Caro, Hannibal, 196 Carré, Jean, 139n. Carrière, Jean Louis Chrétien, 148 Carvalho, Estêvão Pedro de, 45 e n., 193 Carvalho, Manuel Luís Álvares de, 7, 12, 37 e n., 48, 53 e n., 54 e n., 55n., 59, 66, 106, 128, 138, 149, 151 e n., 160 e n., 161n., 168, 187, 211 Carvalho, Manuel Luís Alves de, v. Carvalho, Manuel Luís Álvares de Castlereagh, Robert Stewart (Visconde de), 134 Castro, Fernando de Portugal e (Marquês de Aguiar), 19, 22 e n., 26, 28 e n., 29, 135, 136, 137n., 138, 201, 202, 207, 210 Castro, D. Francisco de Menezes da Silveira e (Marquês de Valada), 128n. Castro, D. João de Almeida de Melo e, v. Almeida, D. João de Cavroé, Pedro Alexandre, 55n. Cenáculo Vilas Boas, D. Frei Manuel do, 12, 51-52 e n., 63, 69, 70, 71, 72n., 74, 86, 92n., 94, 109, 110, 114, 118, 119 e n., 145, 150, 158-159, 187, 214, 216, 219-221 Charpentier, Johann Friedrich Wilhelm von, 103 Chateaubriand, François René (Visconde de), 76, 204 e n. Chatelet, Jean François, (Duque de), 109n.

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| Patricia D. Telles

Chaudon, Louis Mailleul, 169n. Chevillet, Juste Aurèle, 65, 181f. Choffat, Paul, 155n. Cipriani, Giovanni Battista, 75, 90 Cloquet, Jean Baptiste Nicolas, 174 Cloquet, Jules Germain, 174 Combe, Charles, 102 Connaissance des Temps, 106 Correio Braziliense, 137n., 164, 198, 201, 209 e n., 213 Correia da Serra, José Francisco (Abade), v. Serra, José Francisco Correia da Corte-Real, Manuel Inácio Martins Pamplona (Conde de Subserra), 53, 143 Corvetto, Louis Emmanuel, Conde de, 204 e n. Costa, Bartolomeu da, 75n. Costa, Francisco Feliciano Velho da, 45 e n. Costa, Luís Xavier da, 41n., 214 Costa, Fernando Dores, 64n., 88n. Coutinho, D. Domingos António de Sousa, (Conde e Marquês do Funchal), 74 e n., 76, 80, 81, 205n. Coutinho, Luís Pinto de Sousa, 87n., 108, 114, 115, 152 e n., 157, 210 Coutinho, D. Pedro José Joaquim Vito de Menezes, v. Meneses Coutinho, D. Pedro José Joaquim Vito de (Marquês de Marialva) Coutinho, D. Rodrigo de Sousa, Conde de Linhares, 113n., 74n., 95 e n., 106n., 109, 112, 113n., 118, 123 e n., 128, 155n., 156n., 203, 220 Coutinho, D. Vicente de Sousa, 87n. Cunha, D. José Vasques Álvares da, 26 e n. Darcet, Jean, 87 Debret, Jean Baptiste, 7, 9, 10, 15n., 19, 20, 21 e n., 22, 23 e n., 27, 37, 39, 66n., 122, 175, 191, 203, 205, 215, 218 Degortes, Michela, 27, 216 Delandine, Antoine-François, 169n. Delavigne, Esther, 120n. Delille, Jacques (Abbé / Abade), 90, 196 Dellessert, Étienne, 140n. Denis, Ferdinand, 55n. Diniz, Tomásia Maria Felizarda, 44 Denon, Dominique Vivant, 173 Diário Fluminense, 47n. Dias, Elaine, 24, 28, 135n. Dictys de Creta, 90 e n. Didot, Firmin, 99n. Dillon, Pierre, 190, 207 Douai, Philippe Antoine Merlin de, 91 Dryander, Jonas Carlsson, 73 e n. Dumonceau, Jean Baptiste, 89n. Dumourier, Charles, 109n. Düntzer, Heinrich, 98n. Duplessis, Joseph, 65n. Elísio, Filinto, 7, 55, 67n., 78, 79, 82, 83n., 85, 89, 90 e n., 93, 95, 97, 120, 124, 131, 139, 186f. Enout, Nicolas Magliore, 25 e n. Estrada, Luiz Gonzaga Duque, 15n.


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Estrela, Paulo Jorge, 154n., 219 Estrelas, Rosa Angélica das, 42-43, 52, 118, 193-194 Fabry, Jean Baptiste Germain, 209n. Faden, William, 170 e n. Fagundes, António Pereira Pinto de Araújo de Azevedo, 58 Faria, António, 63 e n., 70n., 78, 88, 219 Ferreira, Félix, 15n. Ferreira, Silvestre Pinheiro, 85n., 96, 99, 111 e n., 112, 117, 118 Ferrez, Zéphyrin e Marc, 10, 21n., 175 Filipa Carlota da Prússia, 102 Fontaine, Pierre, 163 e n., 164 Fouché, Joseph (Duque de Otranto), 134 Fourcroy, Antoine François de, 77, 78 e n., 96, 130, 139n., 215 Francisco II (Imperador), 120 Franco, Luiz Antonio d’Araújo, 143 Franklin, Benjamin, 60, 65n., 78 Franqueville, Charles (Conde de), 172n., 215 Frederico II da Prússia, dito O Grande, 102 Freire, Laudelino, 9, 23, 24, 44n., 219 Fronteira, Marquês da, v. Mascarenhas Barreto, José Trazimundo Funchal, Conde e Marquês do, v. Coutinho, D. Domingos António de Sousa Galveias, Conde das, v. Almeida, D. João de Almeida Gama, D. Francisco Saldanha da, 45 Garric, Jean Philippe, 163n., 164 Gazeta de Lisboa, 48, 66n., 67, 98 e n., 120, 124, 203n., 213 Gazeta do Rio de Janeiro, 138, 140, 154n., 213 Gérard, François, 78, 99n., 163n., 173, 214, 220 Godoy, Manuel de [Príncipe da Paz], 205 e n. Goethe, Johann Wolfgang von, 98 e n., 100n., 101n., 103 e n., 104 e n., 147 Gonzaga Duque, v. Estrada, Luiz Gonzaga Duque Goulu, Jean-Philippe, 175 Grandjean de Montigny, v. Montigny Gray, Edward Whitaker, 75, 90 Gray, Thomas, 90, 99 e n., 196 Gresset, Jean-Baptiste-Louis, 90, 196 Greuze, Jean-Baptiste, 77, 90 Groot, Hugo de [Grotius], 200n. Guilherme V (Príncipe de Orange), 81 Guilhermina (Princesa), 81 Guillot-Duhamel, Jean Pierre François, 79n. Hahn, Jacob George Hieronymus, 96 e n. Habsburgo-Lorena, Leopoldina de (Imperatriz), 143, 162 e n., 163 Hegel, Georg Wilhelm Friedrich, 104n. D. Henrique (Infante), 203 e n. Heyne, Christian Gottlob, 102 Hénault, Charles-Jean-François, 90 Henriques, José Joaquim de Miranda, 45 Herder, Siegmund August Wolfang, 98n., 100 e n., 101 e n. Herzogliches Museum, 104

Hickling, Thomas, 70n. Hoffman, Joana Frederika, 143 Hogendorp, Thierry, (Conde de), 136 e n., 220 Hope, família, 84, 219 Horácio, 65n., 79, 85, 101n., 102 Houdon, Jean-Antoine, 78 Humboldt, Alexander von (Barão), 7, 16, 21n., 72n., 80, 130, 132, 155 e n., 164n., 169-173, 190, 197, 221 Humboldt, Wilhelm von (Barão), 169 Humphreys, David, 70n. Hunter, John, 71n. Hunter, William, 71 e n. Inhomirim, Barão de, v. Silva, José Seabra da Investigador Português em Inglaterra, 139n., 148n., 154n., 213 Isabey, Jean-Baptiste, 78 Izquierdo, Eugenio, 205 e n. Januário, Caetano José, 128n. Jefferson, Thomas, 170 e n., 171 e n., 172 e n. D. João VI, 7-8, 15, 29-30, 32, 52, 54, 96, 106, 111-112, 125 e n., 126, 128, 140, 142 e n., 143, 153, 154 e n., 159-160, 168, 174, 202 e n., 204, 208, 209 e n., 214, 218-219 Jorge III, rei, 72-73, 74, 81 D. José (Príncipe Herdeiro), 52 D. José I, 44n., 45n., 47, 49, 61, 62 José Bonifácio, v. Silva, José Bonifácio de Andrada e Josefina (Imperatriz), 23n. Junot, Jean Andoche (Duque de Abrantes), 161 Junot, Laure (Duquesa de Abrantes), 122 Juromenha, Visconde de, 139, 219 Klaproth, Heinrich, 104, 172 Klopstock, Friedrich Gottlieb, 98 e n., 99, 100 e n., 101 e n., 102, 104, 116, 220 Kotzebue, August von, 102 La Bédoyère, Charles de la, Conde de, 134 Labille-Guiard, Adelaïde, 92, 179f. Lafões, Duque de, v. Bragança, D. João de Lago, Pedro Corrêa do, 8, 24, 218, 219 Lajard, Saint Aimé, 139 e n. La Harpe, Jean François de, 121 Lalande, Jérôme, 77, 95 Lannes, Jean (Duque de Montebello), 134 Larcher, J. P., 186f. Lavoisier, Antoine, 77 Leão, ver Carneiro Leão Lebreton, Joachim, 8-9, 21 e n., 22, 23 e n., 24-26, 27n., 28-31, 78, 80, 87, 92, 94, 130-131, 132n., 134, 135 e n., 139 e n., 143, 160, 163n., 169 e n., 171-175, 179f., 190-191, 202, 204-205, 207, 215-217 Lebrun, Charles-François (Duque de Plaisance), 163n. Lebrun-Jouve, Claudine, 8, 219 Leite, António Pedro de Sousa, 11, 75, 219 Lelieur, 28 e n.

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Le Moniteur, 24, 31, 202, 204 Lenz, Johann Georg, 98n., 104 L’Évêque, Henri, 36 e n., 37 e n. Levasseur, Charles Henri, 207 Levsen, Christian, 89 e n., 91 Lima, Oliveira, 164n. Linhares, Conde de, v. Coutinho, D. Rodrigo de Sousa Linné, Carl von, 63, 73, 210n. Lobo, Bento Fernandes, 43 Loder, Justus Christian, 104 e n. Louis, Joseph Dominique (Barão), 204 e n. Lucano, Marco Anneo, 151 Lucrécio, 90 Luís XVI (rei da França) 76, 203 Luís XVIII (rei da França) 8, 31, 132, 134, 141,143 Luxemburgo, Duque de, 138, 168n., 170, 207n., 209 Machado, José Alberto Gomes, 219 Machado, Cirilo Volkmar, 17, 122, 215 Malafaia, Eurico, 11, 64n., 95, 96, 97, 98, 217, 219 Malta, Marize, 13, 46, 126, 127, 216, 217, 218, 219 Manique, Diogo Inácio de Pina, 25, 27, 189 D. Manuel I, 90 e n. D. Maria I, 44n., 49, 52, 60, 62, 63, 78, 97 Maria Antonieta (Rainha), 87 Marialva, Marquês de, v. Menezes Coutinho, D. Pedro José Joaquim Vito de Marmontel, Jean François de, 77 Marques, António Henrique Rodrigo de Oliveira, 61, 70 e n. Martins, Henrique, 39, 96n., 105 e n., 106 e n., 109 e n., 110 e n., 111n., 123 e n., 155n., 159n., 188n. Mascarenhas, Francisco de Assis, 48 Mascarenhas Barreto, José Trazimundo (Marquês de Fronteira), 142, 150 Maskelyne, Nevil, 106n. Mateus, Morgado de, v. Vasconcelos, D. José Maria de Sousa Botelho Mourão e Mazarin (Cardeal), 132 McCormick, Ian, 165, 220 Mecklenburg-Strelitz, Sofia Carlota de (Rainha), 74 Mello, Luís José de Carvalho e, 141 e n., 142 Mello Júnior, Donato, 24, 217 Melo, Henrique José de Carvalho e (2.º Conde de Oeiras), 47 e n., 194 Melo, Sebastião José de Carvalho e (Marquês de Pombal), 46-47, 47n., 49, 53n., 56, 61, 63 Mélon, Pierre, 136 e n., 220 Menezes, D. Isabel de 75n. Menezes, D. Nuno da Silva Tello de, 138 Menezes, D. Pedro José Joaquim Vito de, (Marquês de Marialva), 7, 16 e n., 18, 20-21 e n., 22-23, 28n., 41n., 54n., 97, 113, 124, 133, 135 e n., 136 e n., 139-140, 147-148, 162, 165n., 169, 173 Meunié, Louis Symphorien, 207 Michaud, Louis-Gabriel, 55n. Midleton, Senhor, 91 D. Miguel, 62n., 214 Mirabeau, Conde de, v. Riqueti, Gabriel Honoré

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| Patricia D. Telles

Molini, irmãos Pietro e Giovanni Claudio, 90 Moniz, D. Diogo José António de Noronha Camões de Albuquerque Sousa (Conde de Vilaverde), 124 Monteiro, Nuno Gonçalo, 42 e n., 49 e n., 56n., 60, 62n., 64n., 88n., 217, 220 Montigny, Auguste Henri Victor Grandjean de, 10, 19-20, 25-27, 29, 30-32, 175, 202, 205, 207-208 Montmorency-Logny, Louise de,203 e n. Montmory, Pauline de, 76 e n. Moraes, João Pedro Carvalho de, 128n. Morales de los Rios Filho, Adolfo, 19, 27n. Muñiz, D. Alonso (Marquês de Campo y Villar), 152 Murphy, James, 109n. Napoleão Bonaparte, 8, 92, 94, 105, 114, 120, 127, 129, 132-134, 136, 150, 163 e n., 164 e n., 169, 203n., 205n., 209n. Nascimento, Francisco Manuel do, v. Elísio, Filinto Necker, Jacques, 76, 77, 88 Nelson Atkins Museum of Art, The, 179f. Nemours, Pierre Samuel Dupont de, 171-72, 172n. Neto, Maria João, 16, 17, 216, 218 Neukomm, Segismund, 19, 80, 190, 203, 205 Neuville, Hyde de, 204 e n. Newton, Isaac, 60 Nöel, Jean François, 96 Noronha, D. João José Ausberto de (Conde de São Lourenço), 44 North, George Augustus, 74n. Nunes, Pedro, 109-10, 203 e n. Oeiras, 1.o Conde de, v. Melo, Sebastião José de Carvalho e Oeiras, 2.o Conde de, v. Melo, Henrique José de Carvalho e O Espelho, 168, 213 Oliveira, Manuel Dias de, 27 e n., 175 Oliveira Marques, v. Marques, António Henrique Rodrigo de Oriola, Conde de, v. Silveira, Joaquim Lobo da Orléans, Duque de, 196 Osório, Jerónimo, 90 e n. Otranto, Duque de, v. Fouché, Joseph Ovide, François, 19, 25-26, 28-30, 32-34, 36, 202, 205-208 Palma, Conde da, v. Mascarenhas, Francisco de Assis Palmela, Conde, Marquês e Duque de, v. Sousa-Holstein, Pedro de Parma, Duque de, v. Cambacérès, Jean Jacques Régis de Pasquier, Étienne-Denis, 204 e n. Paulo I (Czar da Rússia), 108n., 115 D. Pedro I (Imperador), 8-9, 10, 44n., 47n., 122, 159, 162 Pedra Branca, Barão e Visconde de, v. Barros, Domingos Borges de Pedrosa, Mário, 30n., 135, 220 Pellegrini, Domenico, 65, 97, 122, 126, 180f., 183f. Percier, Charles, 78, 163, 164 Pereira, Abraham Capadoce, 85 e n., 94, 99, 116n., 124, 143 Péricles, 33 Pessoa, Ana, 13, 137n., 217


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Pessoa, Manoel Rodrigues Gameiro, 205 e n. Pina Manique, v. Manique, Diogo Inácio de Pina Pinheiro, Manoel José, 128n. Pins, Jean des, 85n., 87n., 146, 147, 148, 149, 151, 156n., 165n., 215 Pintassilgo, Joaquim António de Sousa, 76n., 80n., 87n., 220 Pinto, António Luiz Pereira, 58 Pinto, José Manuel, 18n. Pinto, Luís, v. Coutinho, Luís Pinto de Sousa Pio IX (Papa), 61-62 Plaisance, Duque de, v. Lebrun, Charles-François Planta, Joseph, 75 Pléssis, Armand Emmanuel de (Duque de Richelieu), 135, 204n. Poel, Friederike Elisabeth, 100n. Pombal, Marquês de, e 1.o Conde de Oeiras, v. Melo, Sebastião José de Carvalho e Pope, Alexander, 90, 196 Porfírio, Manuel José, 124n. Porto-Alegre, Manuel de Araújo, 15n. Pottker, Giselle, 97n., 217 Pradier, Charles Simon, 9, 19, 20, 25- 27, 29-32, 34, 66n., 173-175, 202, 205, 207-208 Pradier, James, 174 Pradt, Dominique Dufour de (Abade), 210 e n. Príncipe da Paz, v. Godoy, Manuel de Príncipe Regente, v. D. João VI Pufendorf, Samuel von, 200n. Queirós, Gregório Francisco, 65, 66n., 97, 113n., 121, 122, 180f. Rapp, Jean (Conde de), 163n. Ratton, Diogo, 121, 214 Ratton, Jácome [Jacques], 121 e n. Razoumovski, Andrei Kirilovitch, 108 Razoumovski, Grigori Kirilovitch, 108 e n. Razoumovski, Kirill Grigorievitch, 108 Redouté, Pierre Joseph, 78 Ribeiro, Manuel Rodrigues, 43 Ribeiro, Marcus, 8, 24, 31, 217 Richelieu, Duque de, v. Pléssis, Armand-Emmanuel de Riqueti, Gabriel Honoré (Conde de Mirabeau), 151 Robert, Hubert, 78 Robespierre, Maximilien de, 87, 91 Rocha, Joaquim Manuel da, 122 Rochefoucauld-Liancourt, François Alexandre de la, 34 Rochette, Louis Stanislas de la, 170n. Rodrigues, Paulo Simões, 12 Rojas, Fernando de, 147 Romilly, Sir Samuel, 151 Rossi, Giovanni Gherardo De, 16, 17 Rousseau, Jean Jacques, 89, 93, 151, 215 Roy, Louis Joseph e Hippolyte, 25 e n. Sage, Balthazar Georges, 79 e n. Saint-Fond, Barthélémy Faujas, 96 Saint-Hilaire, Auguste de, 170

Saint-Hérem, Armand Marc Aurèle de Montmorin, 76-77 Saint Lambert, Charles, 170 Saldanha, António de (Conde de Porto Santo), 162, 208 Sané, Alexandre Marie, 55n. Santo Amaro, Marquês de, v. Almeida, José Egídio Álvares de Santos, Ana Lúcia Vieira dos, 13, 127, 137n., 217 Santos, Renata, 142, 220 Schama, Simon, 81, 96, 220 Schelling, Caroline, 100n., 103 e n., 104 e n. Schelling, Friedrich Wilhelm Joseph, 104 e n. Schiller, Friedrich von, 98n., 101n., 102 Schlegel, August Wihelm, 103, 104 e n. Schubart, Herman (Barão), 89n., 91 Schwarcz, Lilia Moritz, 8, 24 Sellow [Sello], Friedrich, 171 Sequeira, Domingos António, 27n., 41 e n., 121, 141, 142, 214, 217, 218 Serra, José Francisco Correia da (Abade), 7, 12, 25, 27, 39, 54n., 59 e n., 60, 62, 63 e n., 64, 70n., 71, 73 e n., 78, 88 e n., 95 e n., 96, 120 e n., 123n., 124, 131, 148, 151, 155, 169 e n., 170, 171 e n., 172, 187-188, 190, 194-195, 215, 219 Shakespeare, William, 104 Shubach Filho, 108 Sievecen de Hamburgo, 211 Sieveking, Johanna Margarete, 100n. Silius Italicus, 90 Silva, Henrique José da, 22n., 23, 121-22, 175 Silva, Inocêncio da, 50 e n., 55 e n., 152 Silva, José Bonifácio de Andrada e, 7, 12, 46, 52n., 77-78, 85, 87n., 103n., 113 e n., 123n., 140, 187, 189, 210n., 218, 221 Silva, José Seabra da, 151 e n., 152 Silva, Marianne da, 145 Silveira, Joaquim Lobo da (Conde de Oriola), 133, 203 e n., 211 Simpson, James, 88n. Smith, Charlotte, 146 Smith, Sir James Edward, 73 e n., 88 e n. Sousa, D. José Luís de (Conde de Vila Real), 163 Sousa-Holstein, Pedro de (Conde, Marquês e Duque de Palmela), 133 Souza, Octávio Tarquínio de, 79, 80, 103, 113n., 114, 220 Soyé, Luís Rafael, 22-23, 135 Squeff, Letícia Coelho, 15 e n., 24, 218 Stäel, Madame de, v. Stäel-Holstein, Anne-Louise Germaine de Stäel-Holstein, Erik de, 76 Stäel-Holstein, Anne-Louise Germaine de, 76, 77, 162n. Stott, Douglas W., 100n., 101n., 103n. Subserra, Conde de, v. Corte-Real, Manuel Inácio Martins Pamplona Taborda, José da Cunha, 101, 121 Talleyrand-Périgord, Charles Maurice de, 77, 80, 92, 95, 105, 134-135, 147, 163n., 165n., 172-174, 203n., 204, 217, 221 Taunay, Auguste Marie, 19, 20, 27 e n., 28, 109, 203n., 205, 207

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Taunay, Afonso d’Escragnolle, 15, 16, 19-20, 23-24, 36, 57, 137, 218, 220 Taunay, Félix-Émile, 27n., 217 Taunay, Nicolas Antoine, 9, 10, 19, 22, 24, 27 e n., 28 e n., 32, 57, 78, 173, 175, 191, 205, 207, 217-219 Thoüin, André, 171 Tischbein, Johann Friedrich August, 104n. Trigoso, Sebastião Francisco de Mendo, 70 e n., 72, 74, 75, 76n., 80, 81-82, 85, 86, 98, 99, 100 e n., 102, 103, 104, 105, 114, 116n., 120, 121 e n., 123, 124 e n., 125, 126, 139, 145 e n., 152, 216 Trinquesse, Louis Roland, 62, 65, 181f. Troni, Giuseppe, 65, 122 Trousson, R., 29, 221 Twiss, Richard, 109n. Vagos, Marquês de, v. Menezes, D. Nuno da Silva Tello de Valada, Marquês de, v. Castro, D. Francisco de Menezes da Silveira e Vandelli, Domenico Agostino [Domingos], 48, 210 e n. Vandelli, Alexandre, 210n. Varela, Alex Gonçalves, 52n., 53n., 78n., 79n., 123n., 218, 221 Vasconcelos, Francisco Jácome de Sousa Pereira de, 45n. Vasconcelos, D. José Maria de Sousa Botelho Mourão e (Morgado de Mateus), 99 e n., 143, 198 Vasconcelos, Manuel Guilherme Teixeira de, 12, 58 Vaudemont, Princesa de, v. Montmorency-Logny, Louise de Verdier, Timóteo Lecusson, 35 Vernet, Carle, 78 Viale, Giuseppe, 122 Vieira, António, 32 Vieira, Francisco, dito Vieira Portuense, 101, 102, 113 Vila Real, Conde de, v. Sousa, D. José Luís de Vila Verde, Conde de, v. D. Diogo José António de Noronha Camões de Albuquerque Sousa Moniz Vimieiro, Condessa do, v. Breyner, Teresa de Mello Virgílio, 90 Voigt, Christian Gottlob von, 103 e n., Voltaire (François-Marie Arouet, dito), 78, 90, 93, 196 Vreede, Pieter, 96n. Waresquiel, Emmanuel de, 174, 203n., 204n., 221 Webb, William, 70 e n. Wellesley, Arthur (Duque de Welligton), 209 Wellington, Duque de, v. Wellesley, Arthur Werner, Abraham Gottlob, 103, 125, 172 Weston-Hugessen, Dorothea, 73 Wieland, Christoph Martin, 102 Willdenow, Carl Ludwig, 104-5 Wulf, Andrea, 72n., 221 Zach, Franz Xaver von, 105 e n., 106 e n., 109 e n., 110

ÍNDICE GEOGRÁFICO Alemanha, alemães, 16, 46, 54, 64n., 86, 98, 100, 103, 114, 119, 147, 155n., 158, 165-166, 219 Alentejo, alentejanos, 7, 51, 62-63, 171 Amazónia, 198n. América espanhola (tb. Nova Espanha), 16 155, 190 Amesterdam, 104 e n., 111, 117, 124, 166 Antuérpia, 120 Argentina, 175, 205 Austrália, 73 e n. Baden, 210 Bahia, bahianos, 34, 53 e n., 54, 124n., 125, 141, 163, 203n., 205n., 220 Báltico, mar, 116 Barcelona, 32, 208 Barcelos, 43 e n. Beja, 51, 118, 158 Bélgica, 64n., 81, 120, 124 Berlim, 17, 46, 104-106, 115, 117, 138, 153, 172, 203n. Academia das Ciências de Berlim, 104 Boémia, 17 Botnia (Bothenca, Bothencia), golfo de, 116 e n,, 117 Brabante, 81 Brasil: Academia Imperial de Belas Artes, 9, 10, 20-21, 23, 34, 37, 39, 122, 188 Aula Pública de Desenho e Figura, 27n., 122 Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, 97, 216 Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, 7, 9-10, 15, 34, 37-39, 175, 188, 191, 206 Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia, 54 Historiografia, 8-10, 15 e n., 24, 45, 57, 58, 122, 145 Impressão Régia, 57, 113-114 Independência, 8, 9, 79, 141, 168, 205, 214, 218 Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 9, 15, 53, 128 e n., 214, 217-218 Secretaria dos Negócios da Justiça, 140 Bristol, 70 Brunswick, 102 Bruxelas, 119n. Buenos Aires, 205 Cabo da Boa Esperança, 32 Cabo Verde, 20 Cádis, 111 e n. Caiena (v. tb. Guiana Francesa), 164 e n., 198-199, 200 Ceuta, 32 Châlons-sur-Marne, 26, 34 Coimbra, 7, 12, 34, 37n., 52n., 53 e n., 54, 56, 59, 66, 105, 110, 113 e n., 114, 120-121, 128, 143, 151, 155, 203n., 210n. Constantinopla, 162n. Copenhague, 74, 116, 167 Cornualha, 69, 88n. Danúbio, rio, 203 e n., 204 Dinamarca, 80, 89, 91, 103, 118n., 148

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Dresden, 17, 91, 104n., 107, 166 Engenho Velho (Rio de Janeiro), 137n. Espanha, espanhóis, 8, 87, 88n., 92, 110n., 115, 134, 148, 152, 163n., 190n., 205 e n., 210 Estados Unidos da América, 52, 57, 63, 70 e n., 76, 88n., 89, 91, 120n., 124n., 155, 171, 179f., 202n. American Academy of Arts and Sciences, 72n. Estocolmo, 116, 117 Évora, 12, 51, 86, 118, 119, 184, 186, 219, 220 Exeter, 69, 70 e n. Filadélfia, 131, 170, 172 Finlândia, 116n., 117n. França, franceses: 18 de Brumário, 105 Académie des Beaux-Arts, 92n. Académie des Inscriptions et Belles Lettres, 92n. Académie des Sciences, 77, 79n., 87n., 88, 92n. Académie des Sciences Morales et Politiques, 92n. Académie Française, 77, 92n. Assemblée Législative, 88n. Antigo Regime, 8, 92 Collège des Quatre Nations, 92, 132 Comité de Salut Public, 91 Consulado, 8, 76 Directório, 105, 166n. École Royale d’Arts et Métiers de Châlons, 26, 34 École Royale des Mines, 79n. Institut de France, 7-8, 18, 21n., 22, 29, 77, 80, 87 e n., 92 e n., 106, 130, 131 e n., 132, 135n., 169 e n., 171 e n., 172 e n., 173, 174, 190, 196, 204, 205, 209, 215 Jardin des Plantes, 31 Musée du Louvre, 78n., 94, 132, 163n. Palais des Arts, 132, 196 Revolução francesa, 8, 76, 77, 81-82, 87, 105, 188, 201, 214, 216, 219, 220 Société d’Agriculture de Paris, 171 Société d’Encouragement por l’Industrie Nationale, 130, 173, 216 Terreur Blanche, 134, 190 Frankfurt, 98n., 109 Freiberg, 100n., 102, 103 e n., 172 Genebra, 108n. Gotha, 102, 106n., 109, 110 Observatório de Seeberg, 105 e n. Göttingen, 100n., 102, 203 Grécia, 71, 94n. Guiana Francesa (v. tb. Caiena), 18, 115, 164n., 198n. Guimarães, 43 Haarlem, 84 Haia, 17n., 26n., 67, 77, 80n., 81, 82, 84, 86, 88-89 e n., 90n., 91-93, 95-96, 98, 112, 115, 116 e n., 119, 122, 152, 166n., 196, 215 Hamburgo, 46, 98, 99, 101, 103n., 108, 115, 116 e n., 117, 147, 211

Hanover, 203n. Havre, 31, 201, 205 Holanda, 18, 26, 66, 74 e n., 76, 80-82 e n., 83n., 85, 86, 90 e n., 91-96 e n., 97-99, 107, 108, 111-112, 116, 118-120, 136 e n., 140, 147, 151, 155n., 158, 162. 189, 200 Hungria, 17 Iena, 100, 103 e n., 104, 108n. Inglaterra (tb. Grã-Bretanha), 52, 57 e n., 63-64, 67, 70, 72, 74n., 75-76, 81, 86-88 e n., 91-92, 96, 109, 112, 115, 125, 161, 165 e n., 172, 198n., 201n., 208, 209 e n., 213, 219 British Museum, 72n., 75, 119 Society of Dilettanti, 73 Linnean Society, 71, 73 e n., 88n., 195 Observatório de Greenwich, 106n. Royal Society of Arts, 75 Royal Society of London for Improving Natural Knowledge, 60-61, 61n., 62 e n., 71 e n., 72 e n., 73, 74, 75, 77, 88 e n., 170, 172, 219 Ipiranga, rio, 9 Kassel, 32, 104n. Leipzig, 104n., 109 Leyden (tb. Leiden), 82, 108n., 219-220 Linz, 133 Lisboa (tb. Ulisseia), 8, 16, 18, 25n., 27n., 37 e n., 39, 41n., 42-45, 46 e n., 51, 52 e n., 53-55, 59n., 60 e n., 61-63, 64 e n., 65, 66 e n., 67, 69-71, 74, 76, 78-79, 82, 88 e n., 90n., 92, 98 e n., 102, 103n., 105, 108, 110, 112, 113 e n., 115, 118-120, 122, 124n., 125n., 126-128, 139, 141, 147, 151-152, 154 e n., 155n., 160, 165, 166 e n., 168, 172, 180f., 188, 199, 203, 209, 210n., 213-214, 216-218 Londres, 18, 36 e n., 37 e n., 46, 55, 60, 61, 62, 64, 69, 71 e n., 73, 74, 75, 88n., 96, 101, 102, 112, 113, 115, 118, 124n., 125, 139n., 170 e n., 213 Lubeck, 117 Madrid, 76, 88, 114, 198 Marrocos, 88 Mataporcos (Rio de Janeiro), 137n. México, 130, 155 Minho, minhotos, 11, 43-45, 56, 58, 63-64, 219-220 Neva, rio, 204 e n. Nova Zelândia, 73 Oiapoque, rio, 164n. Olivença, 115 Ouro preto v. Vila Rica Oxford, 70 Países Baixos, 74n., 81, 84n., 86, 88, 120, 147, 158n. Paris, 7, 11n., 16, 18-20, 21 e n., 23 e n., 27n., 32n., 34-35, 41 e n., 48, 55, 63, 66n., 75n., 76, 77 e

Índice geográfico |

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n., 78 e n., 79 e n., 80, 82, 86, 87 e n., 88n., 89-92, 94, 95 e n., 96-98, 99n., 100, 120 e n., 124, 125 e n., 129-133, 134n., 136 e n., 139-140, 141 e n., 142 e n., 146-147, 148 e n., 150, 151n., 152-153, 154n., 163 e n., 168n., 171-172, 174, 190, 196, 198 e n., 199, 201 e n., 204n., 205 e n., 207, 211, 213-214 Peniche, 125 Pensilvânia, 170 Penzace, 88n Pernambucano, 125 Piemonte, 35 Polónia, 64n., 91, 104 e n. Ponte da Barca, 121 Porto, 58 e n., 59, 70 e n., 218, 220 Portugal: Academia das Ciências de Lisboa, 39, 50n., 52, 59n., 60 e n., 63, 72, 73, 76n., 77, 78, 82, 88, 121, 140, 152, 172, 188, 210n., 216 Academia de Belas Artes, 9 Academia de Belas Artes de Portugal em Roma, 16, 18 Academia Real de História, 44 Antigo regime, 43, 49, 56n., 220 Arquivo Distrital de Braga, 10-11 e n., 22 e n., 23, 28n., 35n., 36 e n., 37 e n., 43n., 45n., 48n., 53n., 73n., 92n., 95n., 105, 108n., 113n., 121n., 125 e n., 128, 131, 133, 135 e n., 137n., 151n., 161, 166 Arquivo Histórico Militar, 45n., 46n., 121n., 124n. Arsenal Real do Exército, 121 Casa da Suplicação, 45n. Casa Pia de Lisboa, 27n. Companhia do Alto Douro, 148 Congregação do Oratório, 44n., 51 Conselho da Fazenda, 48n., 210 Conselho de Estado, 120, 124, 126, 207 Cortes de Lisboa, 8, 141 Guerra das Laranjas, 110 e n., 115 Guerras liberais, 62n. Hospital Real Militar, 160n. Impressão Régia, 113, 114 Invasões francesas, 37n., 46, 121n., 114, 121n., 122, 125, 147n., 164n., 189, 196 Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, 121, 210n. Junta dos Três Estados, 48, 210 Mesa da Consciência e Ordens, 44 Montepio Literário, 139 Observatório de Coimbra, 105, 110 Quinto Império, 32, 188 Real Colégio de Mafra, 49-52, 217 Real Colégio dos Nobres, 49-50 Real Erário, 137, 206 Real Junta do Comércio, 123 Real Laboratório da Casa da Moeda de Lisboa, 113 Secretaria dos Negócios do Reino, 55, 66, 67, 159 Sociedade Económica dos Bons Compatriotas Amigos do Bem Público de Ponte de Lima, 60 e n., 63

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Sociedade Real Marítima, Militar e Geográfica, 105, 110, 123 e n. Revolução liberal de 1820, 8, 140 Torre do Tombo, 11n., 42n., 43n., 74n., 76n., 80n., 87n., 142n., 143, 158n., 213 Universidade de Coimbra, 52, 53, 113-14, 113n., 114 Prússia, 64n., 66, 81, 89 e n., 104, 111, 131, 134 e n., 169-170, 173, 203n. Queluz, 114, 118, 127, 168 República Bátava, 88, 91, 96n., 115, 120 Riga, 104n. Rio de Janeiro, 7-9, 15, 19, 24, 27, 30n., 32, 34, 36, 37, 47n., 53 e n., 54, 57, 109, 122, 125, 127, 128 e n., 133, 136, 137n., 138, 139 e n., 140, 142, 154-155, 162, 171, 175, 190, 199, 202, 206, 207, 213-214, 216 Roma (v. tb Vaticano), romanos, 16, 17, 18, 27 e n., 63, 142, 150, 191, 216 Roterdam, 112 Rússia, 32, 64n., 108n., 115-116, 118, 120, 136n., 157, 158, 208 Salvador, v. Bahia São Petersburgo, 17n., 104n., 108, 113n., 115, 117 e n., 118-119, 136 e n., 138, 204n. Saxónia 16 Settin, 117 Silésia, 17 Sintra, 127, 161 Spree, rio, 203n. Suécia, 116n., 203n. Real Academia Sueca de Ciências, 73 Tomar, 208 Ulm, 133 Versailles, 139n. Viana do Castelo, 58 Viena, 47, 60, 64n., 108n., 115, 133-134, 136, 138, 162-164, 199, 203 e n. Vila Rica (Ouro Preto), 47n., 48 Waterloo, 134 Weimar, 102, 103n. Westphalia, 203n. Wittenberg, 100n.


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ÍNDICE ANALÍTICO Arquitectos, arquitectura, 10, 27, 51, 59n., 78, 163, 164, 190, 207 Artes e ofícios mecânicos, 20, 25 e n., 26, 28, 32, 33, 38, 52, 59 e n., 175, 202, 205, 206, 207, 208 Bibliofilia, bibliófilos, 16, 51, 55, 67, 70, 71, 85, 86, 89, 90, 92, 94, 99, 116 e n., 126, 143, 146, 152, 155, 169, 187, 188, 196, 220 Botânicos, botânica, 28, 54n., 63, 71-75, 78, 88n., 104, 121 e n., 128, 130, 151, 166, 170, 171, 194, 210n. Cartografia, cartógrafos, 66, 105, 123, 170 e n., 218 Católicos, catolicismo, clero, 50, 51, 62, 147, 187 Cifras e códigos, 8, 11n., 72, 102, 105, 108, 111, 112, 115, 116n., 117 e n., 119, 146, 151, 156, 157, 165 e n., Comendas e insígnias, 44, 64, 97 e n., 98 e n., 139n., 141, 143, 145, 154 e n., 159 Coleccionadores, coleccionismo, 16, 17, 51, 70, 71, 75, 94, 104, 113, 114, 172, 219 Congresso de Viena, 133, 164n., 203n. Diplomatas, diplomacia, 7, 10-12, 17-19, 22 e n., 24, 41, 46, 48, 50, 51n., 55, 56 e n., 57, 59, 63-65, 66 e n., 70-71, 74, 76-78, 80-82, 85-86, 89-92, 95-97, 101, 105, 108, 111, 115-117, 129, 133, 140-141, 145-146, 153, 155, 158, 164-165, 169, 173n., 183f., 189, 198 e n., 199, 201n., 205 e n., 210n., 214-215, 217, 219-220 Embaixadas e legações, 7, 11n., 18, 26n., 41n., 74n., 80n., 97, 118, 124-125, 142, 150, 168 e n., 173 e n., 200, 201n., 205n., 207, 219 Ex-libris, 64 e n., 65, 75 e n., 97 e n., 184f., 217 Exilados e foragidos políticos, 9, 19, 20, 62, 96, 119, 131, 134, 160, 163n.

Laboratórios químicos, 78n., 104, 113n., 127, 130, 140, 160, 172 Liberdade religiosa, 92 Literatura, 17, 18, 55n., 63, 67, 74, 76, 86, 89, 103, 109n., 130, 131, 146-47, 149, 152, 155, 156, 168, 169, 171, 172, 197, 213, 214 Judeus, judaísmo, 63, 83n., 85, 92, 94, 104, 109, 146, 147, 165, 200 Maçonaria, maçons, lojas e símbolos, 12, 27, 29, 61 e n., 62 e n., 65, 66n., 70 e n., 72, 75, 77 e n., 78, 88 e n., 108, 115, 124n., 141, 163-164, 169, 174, 187, 190, 202n., 203n., 216, 218-219 Minas, mineralogia, 35, 38, 46, 69, 74, 78, 79n., 100 e n., 102-104, 108n., 113-114, 125, 170, 172, 206 Miniaturistas, pintura em miniatura, 9, 19-20, 25, 27, 25n., 29, 32, 34, 36, 65, 66n., 78, 122, 173, 175, 202, 205, 207-208 Museus e galerias, 17, 23, 27, 51, 61n., 71 e n., 72n., 75 e n., 78n., 94, 104, 113, 119, 132, 163n., 171, 179f., 217, 218, 221 Observatórios astronómicos, 105 e n., 106n., 110, 160 Protestantes, protestanismo, 92 Retratos, 22n., 27n., 34, 41 e n., 52, 62, 65 e n., 66 e n., 78, 92, 97, 98, 121, 122, 142, 143, 163n., 179f., 180f., 181f., 183f., 186f., 218, 220 Terramoto de 1755, 42, 44-45, 47, 188 Tipografia, tipógrafos e impressores, 57, 90, 99n., 101, 113, 123n., 124 e n., 125, 160, 196 Tráfico de escravos, 70, 199 Tratados e convenções, 18, 57, 91, 95-96, 114-115, 127, 133, 142, 148, 156-157, 163, 164 e n., 198n., 208-209

Geógrafos, geografia, 50, 105, 106, 109, 123 e n., 164n., 170n., 189 Gravura e gravadores, 9, 17, 22n., 25-27, 34, 36-37, 51, 64, 65 e n., 66 e n., 75, 86, 90, 97 e n., 101, 112, 113, 119, 121, 123 e n., 124 e n., 126, 143, 174, 180f., 181f., 186f., 202, 215, 220 História natural (tb. naturalistas), 7, 27n., 46, 51, 59, 63, 65n., 71, 73n., 75, 78n., 79, 88 e n., 100n., 108, 128, 131, 155n., 171, 194, 210n., 218 Iluminismo, iluministas, 12, 25, 27, 38, 60, 61, 188, 189 Indemnizações de guerra, 92, 148 Inquisição (tb. Santo Ofício), 44, 61, 62, 79, 88n., 90, 93, 165, 196, 220 Intrigas, boatos e suspeitas, 28, 30, 108, 112, 125, 148, 156, 164, 157 e n., 162, 166, 174, 176, 197, 202 e n.,

Índice analítico |

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Patricia D. Telles, «O Cavaleiro Brito e o Conde da Barca»  

Quem eram estes dois diplomatas que, um no Rio, o outro em Paris, acreditavam no progresso através da educação e sonhavam com um mundo moder...

Patricia D. Telles, «O Cavaleiro Brito e o Conde da Barca»  

Quem eram estes dois diplomatas que, um no Rio, o outro em Paris, acreditavam no progresso através da educação e sonhavam com um mundo moder...