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Este livro foi publicado por ocasião da exposição «No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho», de Pedro Valdez Cardoso, realizada pela Galeria Bessa Pereira e apresentada na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, entre 6 e 31 de Março de 2018

This book was published on the occasion of “In the middle of the road there was a bone, there was a bone in the middle of the road”, an exhibition by Pedro Valdez Cardoso, produced by Galeria Bessa Pereira and presented at Fundação Portuguesa das Comunicações, Lisbon, from 6 to 31 March 2018

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PEDRO VALDEZ CARDOSO no meio do caminho tinha um osso tinha um osso no meio do caminho in the middle of the road there was a bone there was a bone in the middle of the road

texto | text

Filipa Oliveira

D O C U M E N TA


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Pedro Valdez Cardoso. O Fazedor de Mapas Filipa Oliveira

O arqueólogo, à semelhança de um visitante de uma galeria de arte contemporânea, procura compreender e decifrar o mundo material à sua frente, seja ele uma instalação artística ou os objectos, artefactos e edifícios revelados por uma escavação arqueológica. (…) O processo arqueológico pode ser visto como produção artística, tanto em termos das modificações do terreno pela revelação de velhas estruturas e criação de novas, como através de práticas materiais, tais como fotografar estruturas, objectos e paisagens arqueológicas e produzir textos sobre estes. Michael Shanks e Randall H. McGuire, «The Craft of Archaeology», 1996

A arqueologia não trata apenas do passado. Trata mais de uma esperança de passado – um sonho de um passado (…). A narrativa arqueológica consiste, talvez acima de tudo, no fascínio de descobrir e mediar, no tempo presente, coisas cujas histórias nos vemos compelidos a construir ou reconstruir a partir de vestígios e resíduos, ausências e presenças. Ian Russell, «Art, Archaeology and the Contemporary», 2008

A exposição «No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho» de Pedro Valdez Cardoso reúne um conjunto de trabalhos realizados entre 2004 e 2018 que nunca tinham sido mostrados juntos. Podendo ser considerados como uma única série ampla, estas obras têm em comum um fascínio do artista pelo Árctico e pela construção de mapas, bem como uma forte presença de um imaginário arqueológico. Na sua maioria desenhos, viajam ao passado, a um passado mitológico e fictício, para nos proporem uma reflexão sobre o período em que vivemos hoje, no qual a actividade humana interferiu dramaticamente com o planeta e os seus ecossistemas. Serão os mapas de Valdez Cardoso vestígios do passado ou visões do futuro? As regiões polares, e em particular o Árctico, rechearam o imaginário popular no século XIX e no início do XX com ideais utópicos e românticos. Esse encantamento pode ser interpretado como o desafio de desbravar o último território selvagem no planeta – um desafio cultural, humanista e também científico. O facto de ter permanecido inacessível durante muito tempo, ligado a condições climatéricas excepcionais para a preservação, tornou-o 31


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faustoso em fósseis e um campo fértil para a descoberta de novos conhecimentos sobre a história da humanidade e do próprio planeta. O fascínio pelo desconhecido, pela aventura da descoberta, pelo encantamento por um mundo estranho e por um passado anónimo serviu de mote aos trabalhos de Valdez Cardoso reunidos nesta exposição. Ao entrarmos nas salas da Fundação Portuguesa das Comunicações, somos convidados a uma viagem que nos leva talvez ao imaginário de um arquivo de uma sociedade geográfica, de um gabinete de curiosidades ou de uma expedição arqueológica. Aqui encontramos uma apresentação orientada por uma lógica documental e museográfica na qual mapas, muitos mapas, semelhantes a desenhos-de-campo arqueológicos, revelam conjuntos de figuras – esqueletos humanos e de outros animais – dispostos sobre grelhas. Essa ficção documental é desmascarada por um olhar mais atento. O rigor científico próprio de um arqueólogo é substituído por um desenho caótico, no qual os vários esqueletos se sobrepõem, se misturam e se transformam em imagens irreconhecíveis. Transformam-se em híbridos, talvez seres fantásticos, ainda por catalogar ou mesmo por descobrir. Uma maior proximidade aos desenhos revela ainda que os materiais onde esses mapas são traçados não são os próprios de um cientista. Um arqueólogo não utilizaria panos de limpeza, tecidos ou outros materiais banais do quotidiano (contemporâneo) para assentar as suas ideias e descobertas. Nem seria digno ou sério bordar os seus registos gráficos, uma vez que estes nem sequer são desenhos, mas antes linhas costuradas. A escolha de materiais nunca é inocente em Valdez Cardoso. Os panos de limpeza são por um lado absorventes: retêm os líquidos, a história, as informações, mas por outro são também frequentemente utilizados como apagadores. A ideia de fixar uma narrativa é explorada de forma mais assertiva com a tapeçaria também apresentada na exposição. Historicamente nas tapeçarias, bem como nas pinturas, firmavam-se os grandes mapas, achados, ou feitos dignos de louvor e glória de um qualquer palácio ou casa nobre. Valdez Cardoso usa este suporte para tornar permanente um desenho inacabado e pouco preciso, o qual nunca seria digno para tal glória. São documentos imperfeitos, quase anti-heróicos, tornados intemporais. A palavra cartografia tem origem em duas palavras gregas: chartis, que significa mapa, e graphein, que significa escrever. Esta disciplina estuda a técnica de fazer mapas. Consideramos sempre mapas como certezas, como lugares da verdade, de procura e de conhecimento. Os mapas têm guiado a actividade humana desde 7000 a.C. e as suas funções são inseparáveis do nosso quotidiano. A cartografia foi indispensável para a expansão dos diversos impérios. Os territórios que eram «descobertos» tinham de ser controlados e passavam a ser pertença de outros territórios; esse exercício de poder era feito através do seu mapeamento. A contemporaneidade tem vindo a questionar em primeiro lugar a própria ideia de «verdade» em si, e também a verdade nas ciências sociais. Os mapas, como a história, como 32


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a antropologia, como tantas outras disciplinas, são hoje considerados construções, ou melhor, projecções. Visões do mundo. Um exemplo disso será o mapa com que visualizamos o mundo hoje em dia, que é uma projecção cartográfica de um matemático, cartógrafo e geógrafo chamado Gerhard Mercator e data de 1569. Sim, o mapa com que olhamos o mundo de hoje data do século XVI. Nesse mapa, por exemplo, a Gronelândia é maior do que a América do Sul, quando na verdade é bem mais pequena; todos os países do Norte são maiores do que os do Sul, e a Europa aparece ao centro. Valdez Cardoso cria novos mapas, novas narrativas ficcionadas. Sem intenções de os tornar em verdades universais, apropria-se de ferramentas e discursos protocientíficos, mascara-os e infunde-os com elementos de fantasia e de imaginação. Reconhece também o poder simbólico e evocativo destes objectos e a sua capacidade de corporalizar a história e a memória. Aqui, o artista suspende o tempo e a verdade histórica, geográfica e antropológica para explorar o mistério e o desconhecido com inscrições de territórios que nunca existiram. Estes desenhos têm também a característica de serem visões parciais e já bastante deterioradas pelo tempo. Vemos sempre, e apenas, uma secção, uma parte do mapa. O que não está mapeado é desconhecido. Território dos dragões. William Burroughs chamou os artistas de fazedores de mapas. Não no sentido de escreverem uma geografia de fronteiras e sistemas, mas por criarem uma cartografia poética que dá sentido e forma ao mundo onde vivemos hoje. Actualmente, o fascínio pelo Árctico prende-se não tanto com uma visão exploradora e utópica, mas, antes pelo contrário, com o facto de este ser o primeiro lugar onde as alterações climáticas se tornaram profundamente presentes e visíveis. Representa agora o fim da utopia, o fim da coabitação harmoniosa do homem no mundo. Vivemos hoje num novo período da história, no qual a nossa acção mudou definitiva e irremediavelmente o nosso planeta: ecossistemas a falhar, subida do nível da água, clima com comportamentos anormais. Esta é a era do chamado Antropoceno. Esta era da ruína dos sistemas, a era de um novo mapa, pode ser lida nestas cartografias inventadas por Valdez Cardoso. Os desenhos são provas da degradação e da falência dos próprios mapas. Poderão eles questionar a ideia de mapa como lugar de aprisionamento e da fixação do poder? Ou poderão mesmo representar a falência da ficção? Ou talvez sejam um lugar de utopia de um novo futuro, de novas raças, de novos entendimentos entre homens e animais. Assim, talvez representem premonições ficcionadas, intuições de uma possível genealogia do desastre ou do futuro. De certa forma, estes mapas de Valdez Cardoso são sempre uma forma de memento

mori, uma lembrança da mortalidade e uma declaração da fragilidade e da transitoriedade de todas as vidas. São cemitérios com uma ironia macabra e, simultaneamente, são espaços virtuais, do-que-está-por-vir, definidos por uma narrativa imaginária e uma cartografia subversiva. 33


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MĂŁo, 2015

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Pedro Valdez Cardoso. The Mapmaker Filipa Oliveira

The archaeologist, much like a visitor at a gallery of contemporary art, attempts to make sense of and to figure out the material world in front of them, be it an art installation, or the objects, the artefacts and buildings unearthed from an archaeological excavation. (…) The archaeological process can be seen as art production, through the features created on the ground by expositing old structures and creating new ones, but also through material practices, such as photographing archaeological features, objects, and landscapes and producing texts about them. Michael Shanks and Randall H. McGuire, “The Craft of Archaeology”, 1996

Archaeology is not simply about the past. It is more about a hope for a past – a dream of a past (…). The narrative of archaeology is as much, if not more so, about the fascination of encountering and mediating things today whose stories one is compelled to construct or reconstruct from traces and residues, absences and presences. Ian Russell, “Art, Archaeology and the Contemporary”, 2008

Pedro Valdez Cardoso’s exhibition “No meio do caminho tinha um osso, tinha um osso no meio do caminho” [In the middle of the road there was a bone, there was a bone in the middle of the road] assembles a set of works created between 2004 and 2018 that had never been shown together before. These pieces, which may be seen as a single large series, have in common the artist’s fascination with the Arctic and map-making, besides a strong presence of archaeological imagery. Largely consisting of drawings, they travel to the past, a mythological, fictitious past, to present to us a reflection on our present time, a time in which human activity has dramatically altered the planet and its ecosystems. Are Valdez Cardoso’s maps traces of the past or visions of the future? The polar regions, especially the Arctic, filled the popular imagination of the 19th and early 20th centuries with utopian, romantic ideals. That fascination can be seen as the challenge of exploring the last wild territory on the planet – a challenge that was cultural and humanistic, as well as scientific. The fact that the Arctic had remained unreachable for so long, combined with climate conditions with remarkable preservation qualities, made it 35


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extremely rich in fossil vestiges and a fertile source of new information on the history of humankind and the planet itself. The fascination for the unknown, for the adventure of discovery, for the enchantment of an unfamiliar world and a nameless past has inspired the works by Valdez Cardoso assembled here. As we enter the Fundação Portuguesa das Comunicações rooms, we find ourselves invited to a journey that will perhaps take us into the imaginary archives of some geographic society, cabinet of curiosities or archaeological expedition. Here, were are confronted by a presentation that follows a documentary and museographic logic: maps, many maps, evocative of archaeological field drawings, show sets of figures – human and animal skeletons – arranged on top of grids. That documentary fiction does not resist a more attentive gaze. The scientific exactitude that befits an archaeologist is replaced here with a chaotic drawing, in which the various skeletons overlap and mingle, turning into unrecognisable images. They become hybrids, perhaps fantastic beings, yet uncatalogued and maybe even undiscovered. A closer look at the drawings also reveals that the materials on which these maps are drawn are not suitable for scientific use. An archaeologist would not employ cleaning cloths, pieces of fabric or other common materials of (contemporary) everyday life to set down their ideas and findings. Nor would it be dignified or serious for them to embroider their graphic records, since these are not even drawings: they are sewn lines. Valdez Cardoso’s choice of materials is never innocuous. On the one hand, cleaning cloths are absorbent, taking in liquids, history and other bits of information; on the other, they are also frequently used as erasers. The concept of setting down a narrative is more assertively explored in the tapestry that can also be seen at the exhibition. In the past, tapestries, like paintings, were traditionally used to record the great maps, discoveries or glorious deeds of some palace or noble house. Now, Valdez Cardoso uses this form to make permanent an unfinished, imprecise drawing, which in older times would never have been considered worthy of such glory. Imperfect, almost anti-heroic documents are thus made timeless. The word “cartography” stems from two Greek words: chartis, which means map, and

graphein, which means to write. Cartography is the study and technique of map-making. We always see maps as certainties, as places of truth, investigation and knowledge. Maps have been guiding human activity since 7000 BC, and they continue to fulfil important everyday needs. Cartography was indispensable to the expansion of the various empires. “Discovered” territories had to be controlled as they became the possession of other territories; that exercise of power was exerted through their mapping. Lately, contemporaneity has been putting into question the very notion of “truth”, as well as truth in social sciences. Maps, like history, anthropology and many other subjects, are presently seen as constructions or, more precisely, projections. Visions of the world. An example of that can be found in the map we use today to visualise the world: a cartographic 36


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projection created by mathematician, cartographer and geographer Gerhard Mercator in 1569. Yes, the map through which we look at today’s world dates from the 16th century. On it, for instance, Greenland is larger than South America, when in fact it is quite smaller; all the Northern countries are larger than the Southern ones, and Europe is at its centre. Valdez Cardoso creates new maps, new fictional narratives. Without intention of turning them into universal truth, he appropriates a number of protoscientific tools and discourses, alters them and imbues them with elements of fantasy and imagination. He also acknowledges the symbolic and evocative power of these objects, and their ability to embody history and memory. Here, the artist suspends time and historic, geographic and anthropological truth in order to explore the mysterious and the unknown via the depiction of territories that never were. These drawings are also characterised by the fact that they are incomplete and quite time-worn. We never see more than just a section, a part of the map. That which is not on the map is unknown. Here be dragons. William Burroughs once called artists mapmakers, not because they wrote a geography of frontiers and systems, but because they created a poetic cartography that gives meaning and shape to the world in which we live today. Nowadays, our fascination with the Arctic is no longer associated with a vision of utopian discovery, much to the contrary: it has to do with the fact that this is the first place in the world where the effects of climate change have become deeply present and visible. Now it stands for the end of utopia, the end of man’s harmony with the world. We live now in a new time in history, one in which our actions have decisively and irremediably changed our planet: failing ecosystems, rising sea levels, abnormal weather. We live in the so-called Anthropocene age. This age of ruined systems, this age of a new map, can be read on these cartographies invented by Valdez Cardoso. These drawings are proof of the degradation and bankruptcy of the maps themselves. Can they put into question the notion of the map as a place of imprisonment and consolidation of power? Can they even depict the bankruptcy of fiction? Or perhaps they are a place for the utopia of a new future, of new races, of new understandings between men and animals. As such, they may offer fictional premonitions, intimations of a possible genealogy of disaster, or of the future. In a certain way, these maps by Valdez Cardoso are always a kind of memento mori, a reminder of mortality and an assertion of the fragility and transitiveness of all lives. They are cemeteries filled with macabre irony and, at the same time, virtual spaces of what-is-tocome, defined by an imaginary narrative and a subversive cartography.

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I Wrote You a Letter, 2004-2007

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Desenho de Campo I, 2004-2013

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Desenho de Campo II, 2004-2013


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Sem tĂ­tulo | Untitled (Mapas), 2004-2015

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Tattoo, 2006

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Mapa, 2006


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Sem tĂ­tulo | Untitled (da sĂŠrie | from the series Desenhos de Campo) I, 2008-2018

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Sem tĂ­tulo | Untitled (da sĂŠrie | from the series Desenhos de Campo) II, 2008-2018


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Desenho de Campo #15, 2011-2013

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Desenho de Campo #16, 2011-2013

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Notebook, 2012

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Ă lbum de FamĂ­lia, 2012

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Hic Sunt Dracones (#13, #8, #2, #3, #18), 2012

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Hic Sunt Dracones (#1), 2012

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Hic Sunt Dracones (#2, #3, #4), 2012

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Hic Sunt Dracones (#5, #6, #7), 2012


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Sem tĂ­tulo | Untitled, 2018

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LISTA DE OBRAS | LIST OF WORKS

34 Mão, 2015 Plástico, cimento, couro artificial e cordão | Plastic, cement, artificial leather and cord 60 × 12 × 5 cm 38 I Wrote You a Letter, 2004-2007 Gravação em papel químico e caneta sobre envelope de papel | Carbon paper and pen print on paper envelope 25 × 35 cm 40 Desenho de Campo I, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm 41 Desenho de Campo II, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm 42 Desenho de Campo III, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm 43 Desenho de Campo IV, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm 44 Desenho de Campo V, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm 45 Desenho de Campo VI, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm 46 Desenho de Campo VII, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite,

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perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm Desenho de Campo VIII, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm Desenho de Campo IX, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm Desenho de Campo X, 2004-2013 Marcador, grafite, furos e fita adesiva de papel sobre papel vegetal esquisso | Marker, graphite, perforations and paper adhesive tape on tracing paper 42 × 29,5 cm Sem título | Untitled (Mapas), 2004-2015 Impressão digital, costuras, café e recortes sobre papel, cartão | Digital print, seams, coffee and cut-outs on paper, cardboard 66 × 45 × 8,5 cm Tattoo, 2006 Gravação com papel químico, esferográfica, linha e café sobre envelopes de papel | Carbon paper print, ballpoint pen, thread and coffee on paper envelopes 101 × 101 cm Mapa, 2006 Gravação com papel químico sobre avental em couro artificial | Carbon paper print on artificial leather apron 117 × 69 × 5 cm Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) I, 2008-2018 Esferográfica, costuras e furos sobre esponja de limpeza e feltro | Ballpoint pen, seams and perforations on sponge cloth and felt 44,5 × 44,5 cm Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) II, 2008-2018 Esferográfica, costuras e furos sobre esponja de limpeza e feltro | Ballpoint pen, seams and perforations on sponge cloth and felt 44,5 × 44,5 cm


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56 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) III, 2008-2018 Esferográfica, costuras e furos sobre esponja de limpeza e feltro | Ballpoint pen, seams and perforations on sponge cloth and felt 44,5 × 44,5 cm 57 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) VI, 2008-2018 Esferográfica, costuras e furos sobre esponja de limpeza e feltro | Ballpoint pen, seams and perforations on sponge cloth and felt 44,5 × 44,5 cm 59 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2008 Gravação com papel químico, esferográfica e rasgões sobre esponja de limpeza | Carbon paper print, ballpoint pen and rips on sponge cloth 39 × 30,5 cm 60 Desenho de Campo I, 2008-2013 Papel químico gravado e fita adesiva de papel sobre papel | Carbon paper print and paper adhesive tape on paper 86,5 × 68 cm 61 Desenho de Campo II, 2008-2013 Papel químico gravado e fita adesiva de papel sobre papel | Carbon paper print and paper adhesive tape on paper 74 × 54 cm 62-63 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2008-2015 Grafite, rasgões e fita adesiva sobre papel | Graphite, rips and adhesive tape on paper 50 × 70 cm 64 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) I, 2008-2015 Costuras, caneta de acetato e rasgões sobre esponja de limpeza | Seams, acetate pen and rips on sponge cloth 60 × 48,5 cm 65 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) II, 2008-2015 Costuras, caneta de acetato e rasgões sobre esponja de limpeza | Seams, acetate pen and rips on sponge cloth 60 × 48,5 cm 66 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) III, 2008-2015 Costuras, caneta de acetato e rasgões sobre esponja de limpeza | Seams, acetate pen and rips on sponge cloth 60 × 48,5 cm 67 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) VI, 2008-2015 Costuras, caneta de acetato e rasgões sobre esponja de limpeza | Seams, acetate pen and rips on sponge cloth 60 × 48,5 cm

68 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) V, 2008-2015 Costuras, caneta de acetato e rasgões sobre esponja de limpeza | Seams, acetate pen and rips on sponge cloth 60 × 48,5 cm 69 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo) VI, 2008-2015 Costuras, caneta de acetato e rasgões sobre esponja de limpeza | Seams, acetate pen and rips on sponge cloth 60 × 48,5 cm 71 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2008-2015 Esferográfica e furos sobre papel | Ballpoint pen and perforations on paper 57 × 47 cm 72 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2008-2015 Costuras, grafite e furos sobre papel | Seams, graphite and perforations on paper 35 × 35 cm 73 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2008-2015 Grafite e costuras sobre papel | Graphite and seams on paper 39,5 × 40 cm 74-75 Sem título | Untitled (Mapa), 2008-2018 Esferográfica, costuras e recortes sobre esponja de limpeza | Ballpoint pen, seams and cut-outs on sponge cloth 53 × 97 × 23 cm 76-77 Sem título | Untitled, 2008-2017 Cartão, papel Kraft, fita adesiva de papel e ossos em plástico | Cardboard, Kraft paper, paper adhesive tape and plastic bones 47 × 59 × 17 cm 78 Sem título | Untitled (Mapa), 2009 Gravação com papel químico, grafite e furos sobre papel | Carbon paper print, graphite and perforations on paper 30 × 41,5 cm Colecção particular | Private collection 79 Sem título | Untitled (Mapa), 2008 Esferográfica sobre esponja de limpeza | Ballpoint pen on sponge cloth 47 × 19,5 cm Colecção Figueiredo Ribeiro – Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes 80 Mapa, 2009 Marcador sobre pano de limpeza | Marker on cleaning cloth 30 × 30 cm 81 Mapa, 2009 Marcador sobre pano de limpeza | Marker on cleaning cloth 30 × 30 cm

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82 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2009 Esferográfica, linha e recortes sobre esponja de limpeza | Ballpoint pen, thread and cut-outs on sponge cloth 26,5 × 38 cm 83 Mapa, 2009 Grafite, gravação com papel químico e rasgões sobre papel | Graphite, carbon paper print and rips on paper 69 × 30 × 3 cm 85 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 86-87 Desenho de Campo #1, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 88-89 Desenho de Campo #2, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 90-91 Desenho de Campo #3, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 92-93 Desenho de Campo #4, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 94-95 Desenho de Campo #5, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 96-97 Desenho de Campo #6, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 98-99 Desenho de Campo #7, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de

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arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 100-101 Desenho de Campo #8, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 102-103 Desenho de Campo #9, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 104-105 Desenho de Campo #10, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 106-107 Desenho de Campo #11, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 108-109 Desenho de Campo #12, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 110-111 Desenho de Campo #13, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 112-113 Desenho de Campo #14, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 114-115 Desenho de Campo #15, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite, adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 116-117 Desenho de Campo #16, 2011-2013 Grafite, fita adesiva e costuras sobre papel vegetal de arquitecto amachucado e rasgado | Graphite,


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adhesive tape and seams on crumpled and torn architectural tracing paper 41,5 × 50 cm 119 Notebook, 2012 Caneta de tinta permanente, tinta correctora, grafite, furos e linha sobre caderno | Fountain pen, correction fluid, graphite, perforations and thread on notebook 10 × 15 cm Colecção particular | Private collection 120-121 Álbum de Família, 2012 Cartão, papel Canson, marcador, papel químico, furos, linha e fita de seda | Cardboard, Canson paper, marker, carbon paper, perforations, thread and silk ribbon 65 × 100 × 0,5 cm Colecção Museu da Carris, Lisboa | Lisbon 122-123 Hic Sunt Dracones (#13, #8, #2, #3, #18), 2012 124-125 Hic Sunt Dracones (#1), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 126 Hic Sunt Dracones (#2), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 126 Hic Sunt Dracones (#3), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 126 Hic Sunt Dracones (#4), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 127 Hic Sunt Dracones (#5), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 127 Hic Sunt Dracones (#6), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm

127 Hic Sunt Dracones (#7), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 128 Hic Sunt Dracones (#8), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 128 Hic Sunt Dracones (#9), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 128 Hic Sunt Dracones (#10), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 129 Hic Sunt Dracones (#11), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 129 Hic Sunt Dracones (#12), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 129 Hic Sunt Dracones (#13), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 130 Hic Sunt Dracones (#14), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 130 Hic Sunt Dracones (#15), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson |

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Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Hic Sunt Dracones (#16), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection Hic Sunt Dracones (#17), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection Hic Sunt Dracones (#18), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection Hic Sunt Dracones (#19), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection Hic Sunt Dracones (#20), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection Hic Sunt Dracones (#21), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Hic Sunt Dracones (#22), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Hic Sunt Dracones (#23), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm

133 Hic Sunt Dracones (#24), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm Colecção particular | Private collection 133 Hic Sunt Dracones (#25), 2012 Gravação com papel químico, esferográfica, furos e linha sobre papel-manteiga e papel Canson | Carbon paper print, ballpoint pen, perforations and thread on parchment paper and Canson paper 31 × 45 cm 135 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2015 Técnica mista sobre papel, cartão e fio | Mixed media on paper, cardboard and thread 81 × 65,5 × 11 cm 136 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2015 Colagem, papel Kraft, papel vegetal, costuras, café, caneta de acetato e tinta correctora | Collage, Kraft paper, tracing paper, seams, coffee, acetate pen and correction fluid 33 × 47 cm 137 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2015 Colagem, papel Kraft, papel vegetal, costuras, café, caneta de acetato e tinta correctora | Collage, Kraft paper, tracing paper, seams, coffee, acetate pen and correction fluid 26 × 33 cm 138-139 Mapa, 2015 Tapeçaria em lã | Wool tapestry 150 × 200 cm 140 Sem título | Untitled (da série | from the series Desenhos de Campo), 2015-1018 Caneta de acetato, furos e café sobre papel vegetal | Acetate pen, perforations and coffee on tracing paper 48,5 × 22 cm 141 Sem título | Untitled (Mapa), 2018 Madeira, viochene, serrapilheira e linha | Wood, vieux chêne wood stain, burlap and thread 61 × 50,5 × 8,5 cm 143 Sem título | Untitled, 2018 Silicone líquido sobre plástico | Liquid silicon on plastic 40 × 43 × 33 cm


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Pedro Valdez Cardoso Lisboa, 1974. Vive e trabalha em Lisboa. Expõe regularmente desde 2001, tendo participado em inúmeras exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. A obra que tem vindo a desenvolver, com um maior foco na escultura e na instalação, centra-se sobretudo em problemáticas relacionadas com a identidade (social, sexual e cultural). Encontra-se representado em diversas colecções públicas, das quais se destacam: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Açores; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; Fundação Carmona e Costa, Lisboa; DA2 – DOMUS ARTIUM 2002, Salamanca, Espanha; IVAM – Institut Valencià d'Art Modern, Valência, Espanha; MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, Calheta, Madeira; Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto; Fundação PLMJ, Lisboa; MACUF – Museo de Arte Contemporáneo Unión Fenosa, A Coruña, Espanha.

Lisbon, 1974. Lives and works in Lisbon. Since 2001, his work has been regularly featured in many solo and group shows, in Portugal and abroad. His output, largely centred in sculpture and installation, tends to deal with subjects connected to (social, sexual and cultural) identity issues. Several public collections feature his work; these include: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisbon; Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Azores; Caixa Geral de Depósitos, Lisbon; Fundação Carmona e Costa, Lisbon; DA2 – DOMUS ARTIUM 2002, Salamanca, Spain; IVAM – Institut Valencià d'Art Modern, Valencia, Spain; MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, Calheta, Madeira; Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto; Fundação PLMJ, Lisbon; MACUF – Museo de Arte Contemporáneo Unión Fenosa, A Coruña, Spain.


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AGRADECIMENTOS | ACKNOWLEDGEMENTS Fundação Portuguesa das Comunicações Maria da Graça Carmona e Costa Carlos Bessa Pereira Fernando Figueiredo Ribeiro Filipa Oliveira Francisca Rodrigues Manuel Rosa Margarida Sá Costa Maria Torrada Nuno Moreira Inácio Patrícia Valdez Ricardo Leite Rui Orfão Rute Delgado

© Pedro Valdez Cardoso, 2018 © Sistema Solar, Crl (chancela Documenta) Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa texto | text © Filipa Oliveira Março | March 2018 ISBN 978-989-8902-12-2 Fotografias | Photography: Nuno Moreira Inácio Tradução | Translation: José Gabriel Flores Revisão | Proofreading: Helena Roldão Depósito legal | Legal deposit: 439051/18 Impressão e acabamento | Printing and binding: Gráfica Maiadouro SA Rua Padre Luís Campos, 586 e 686 (Vermoim) 4471-909 Maia Portugal


Pedro Valdez Cardoso, «No Meio do Caminho Tinha um Osso, Tinha um Osso no Meio do Caminho» (pt/en)  

Pedro Valdez Cardoso, «No Meio do Caminho Tinha um Osso, Tinha Um Osso no Meio do Caminho» (“In the Middle of the Road There was a Bone, The...

Pedro Valdez Cardoso, «No Meio do Caminho Tinha um Osso, Tinha um Osso no Meio do Caminho» (pt/en)  

Pedro Valdez Cardoso, «No Meio do Caminho Tinha um Osso, Tinha Um Osso no Meio do Caminho» (“In the Middle of the Road There was a Bone, The...