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Duarte Belo Magna Terra Miguel Torga e outros lugares

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ÍNDICE Abertura São Martinho Mundo próximo Estrada Casa Penedos Fotografias

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Abertura Foi um século de profundas mudanças em Portugal e no mundo, mas, para a nossa realidade, há uma determinada constância que se relaciona com o isolamento, com um regime político opressor que vigorou durante quase 50 anos. Se na sua fase inicial o Estado Novo conseguiu arrumar as «contas» de uma primeira República caótica, vinda do fim da monarquia, em 1910, rapidamente se fechou até, contraditoriamente, enviar para as frentes de combate dos territórios ultramarinos, a sua mais poderosa força de trabalho. O país já estava a entrar num período de aceleradas mudanças. A emigração esvaziava os campos e não tardaria o tempo em que as novas arquiteturas, casas de habitação, se farão erguer nas aldeias, sobretudo, do norte de Portugal. Um país, um escritor, o seu verbo e a descodificação de um mundo outrora perdido, hoje em perda. Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras presas a uma antiguidade remota, de feição animal, faminta, de uma sobrevivência em luta tenaz contra a pobreza na mais absoluta falta de liberdade. Torga fala-nos deste passado, mas também da permanência, da dureza das matérias do quotidiano, da suavidade amarga da memória de homens e mulheres. Dignidade e resistência. Esta é a magna terra que nos acolhe, Miguel Torga, escritor de um século. Agora, caminhamos sobre uma ausência deixada na terra.

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Antiga escola primĂĄria de SĂŁo Martinho de Anta


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Vilar de Celas – Madorras. São Martinho de Anta


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Serra do AlvĂŁo


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Serra do AlvĂŁo


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Casa de Miguel Torga. SĂŁo Martinho de Anta


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Casa de Miguel Torga. SĂŁo Martinho de Anta


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Fotografias Este trabalho surge na sequência de uma proposta da direção do Espaço Miguel Torga/Câmara Municipal de Sabrosa, pelo Dr. João Luís Sequeira Rodrigues, para a realização de uma exposição. Acordámos numa leitura do universo geográfico, próximo, de Miguel Torga: São Martinho de Anta e os territórios envolventes. São as paisagens do santuário de Nossa Senhora da Azinheira até ao Douro, de Sabrosa à Serra do Alvão. Há outros lugares que foram muito marcantes na vivência de Torga, particularmente Coimbra. A opção de ficarmos pela região onde nasceu, prende-se com o significado que a mesma assume na génese e no carácter de toda a sua obra literária. Há uma marca nestas terras transmontanas que permanece, há aqui um vinco telúrico de que Torga foi um exímio descodificador e singular voz. As suas palavras refletem paisagens que nenhuma fotografia pode revelar. Não deixámos, no entanto, de ensaiar uma viagem imaginária. Praticamente todas as fotografias foram feitas em 2017, especificamente para esta edição e exposição; há duas exceções, as fotografias do Santuário Rupestre de Panóias, de 2015, e as últimas fotografias, a preto e branco, retiradas de um arquivo que, há mais de 30 anos, constrói aproximações à representação do espaço português.

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Este livro foi publicado por ocasião da exposição de Duarte Belo Magna Terra – Miguel Torga e outros lugares no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, Sabrosa, de 17 de janeiro a 31 de março de 2018

© Duarte Belo, 2018 © Sistema Solar, Crl (Documenta) Rua Passos Manuel, 67 B, 1150-258 Lisboa 1.ª edição, janeiro de 2018 ISBN 978-989-8902-02-3 Revisão: António d’Andrade Depósito legal: 436015/18 Pré-impressão, impressão e acabamento: Gráfica Maiadouro SA Rua Padre Luís Campos, 586 e 686 (Vermoim) 4471-909 Maia Portugal


Duarte Belo, «Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares»  

Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras pre...

Duarte Belo, «Magna Terra: Miguel Torga e outros lugares»  

Torga foi um dos mais singulares intérpretes de um tempo que passou, de uma comunidade, quase um país inteiro, que tinha raízes e garras pre...