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ESCOLA DO PORTO

www.sistemalupo.com


ESCOLA DO PORTO

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Introdução Competências & Material didático Superlupo Conselhos de utilização Glossário Sistema Lupo

Introduction Competences & Teaching materials Superlupo Use tips Glossary Sistema Lupo

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Da tradição ao futuro Tradição - CUBO DO PORTO

From tradition to the future Tradition - PORTO CUBE

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- FRENTE MARÍTIMA

- WATERFRONT

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- CASA TRADICIONAL DO

- TRADITIONAL HOUSE IN PORTO

PORTO (SÉC. XIX)

(XIX CENTURY)

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Composição - PAVILHÃO CARLOS RAMOS

- CARLOS RAMOS PAVILLION

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- BLOCOS DA FAUP

- FAUP PAVILLIONS

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- IGREJA DE MARCO DE

- MARCO DE CANAVESES

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Compositionn

CANAVESES

CHURCH

- RESIDENTIAL BUILDING IN

DOURO

FOZ DO DOURO

Technique / Construction

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Técnica / Construção - ESTÁDIO DE BRAGA - PAVILHÃO DE PORTUGAL

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50 52

- HABITAÇÃO NA FOZ DO

- BRAGA STADIUM

- PORTUGAL PAVILLION

- GALICIAN CENTRE FOR

CONTEMPORÂNEA

CONTEMPORARY ART

O Espaço - CASA DAS HISTÓRIAS

The space

- CASA DAS HISTORIAS

PAULA REGO

PAULA REGO

- 27 CASAS NAS SETE

- 27 HOUSES IN

CIDADES

SETE CIDADES

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- CASA DOS 24

66 70

Do Local ao Internacional A Caixa

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- CENTRO GALEGO DE ARTE

- CASA DOS 24

From local to international The Box


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Brincando cos Mestres Escola do Porto.

A pretexto da organização do IV Encontro PLAYGROUNDS - Ludic Architecture na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, o Sistema Lupo, com o patrocínio do Proxecto Terra e a colaboração da ArkiPlay, propõe uma didática para dar a conhecer aos mais pequenos, através do jogo, a arquitetura de alguns dos autores que representam a chamada Escola do Porto.

On the occasion of the 4th PLAYGROUNDS - Ludic Architecture Meeting at the Faculty of Architecture of Porto, Sistema Lupo, with the sponsorship of Proxecto Terra and the collaboration of ArkiPlay, proposes a didactic to make known to the smallest, through playing and building with blocks, the architecture of some authors representing the so-called Porto School.

Esta didática, desenvolvida pela equipa do Sistema Lupo, consiste numa atividade prática de ação lúdica, na qual se utiliza um jogo com blocos de construção de grandes dimensões.

This teaching is developed by the Lupo System team, and is an activity of action and play through the use of large building blocks.

No seu desenvolvimento estabeleceram-se um conjunto de conteúdos didáticos e lúdicos que permitirão aos participantes aproximarem-se do mundo das estruturas, de um ponto de vista empírico e experimental.

A mixture of didactic and playful contents allow the participants to approach the world of the structures from an empirical and experimental point of view.

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que me contaram, “ I hear “ Oesqueci; and I forgot; O que vi, entendi; O que fiz, aprendi.

I see and I remember; I do and I understand.

Confúcio

A “Escola do Porto” é uma referência internacional no mundo da arquitetura, consolidada através do trabalho de várias gerações de arquitetos com uma forte ligação ao território da sua origem e na sua formação, e hoje mundialmente reconhecida e respeitada. Através do jogo vamos refletir sobre a sua importancia e aproximar as crianças dos seus valores, enquanto disfrutamos e nos apropriamos de alguns dos seus espaços. Aceitando os desafios de construção com blocos, os participantes vão conhecer as principais características da arquitetura portuense em geral, alguns dos seus representantes mais notáveis e algumas das suas obras mais relevantes. Fernando Távora, Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura são quem mais notavelmente representou internacionalmente esta forma de fazer arquitetura, ao longo de três gerações consecutivas e, com base no seu trabalho e nas suas obras, poderemos começar a conhecer esta “Escola do Porto”.

The “School of Porto” is an international reference for architecture, consolidated through the work of several generations of architects and closely linked to the territory in which it is born, it is today world-renowned and respected. Throughout the game we will reflect on its importance and to bring their values to children while they enjoyed their spaces. Facing challenges of construction with blocks we will know the main characteristics of the architecture of Porto, its most important figures and some of his most outstanding works. Fernando Távora, Álvaro Siza Vieira and Eduardo Souto de Moura are those who have most notably represented this form of architecture. Through three consecutive generations and based on their works we can begin to know this “School of Porto”.

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COMPETÊNCIAS O jogo com blocos de grandes dimensões gera, pela sua própria natureza, uma motivação tríplice formada pelo movimiento físico (psicomotricidade), a necessidade de compreender e usar regras específicas, e o jogo simbólico. Os desafíos propostos incidem, por sua vez, em conteúdos teóricos relacionados com a história, a geometría, a sociedade, a observação da envolvente próxima… na qual a construção funciona como “coluna vertebral” multidisciplinar, na experiência. Através da teoría, a prática incide na perceção a duas e três dimensões, motivando a capacida-

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MATERIAL DIDÁTICO de de visualização espacial através dos blocos. Cada sessão visa um projeto ou edifício específico, com o objetivo de chegar a uma construção protótipo do desafio proposto. Mantém-se a estrutura de “design thinking” desde a fase guiada do exercício, até à sua fase criativa. Complementarmente ao já referido, a dinâmica proposta visa também implementar relações sociais de cooperação e de trabalho em equipa, tanto quanto a autonomía de cada indivíduo no grupo através da tomada de decisões inerente ao proprio desafio.

O Sistema Lupo adapta a sua didática utilizando ferramentas prórias, onde a escala e o tipo de material são parte do todo educativo. Os materiais de trabalho em pequena escala são o ECO LUPO e o LUPO PLOT. Para a grande escala são usados os blocos de SUPERLUPO e a licença de utilização livre do LUPO DIGITAL (a versão virtual de videojogo) que deve ser instalada num computador. Pode ser instalada num equipamento da instituição ou nos dispositivos individuais dos participantes, estando à disposição as versões para PC e Android.


COMPETENCES

TEACHING MATERIALS

The game of blocks generates by its very nature a motivation: physical exercise (psychomotricity), the need to understand and use specific rules, and symbolic play.

the aim of reaching a prototype construction of the proposed challenge. The structure of design thinking is maintained from a guided phase to a creative one.

The proposed challenges, in turn, affect theoretical contents full of history, geometry, society, observation of the immediate environment ... where the construction is a multidisciplinary vertebral axis. After the theory, the practice falls on the vision in two and three dimensions triggering the capacity of vision through the blocks.

As a complement to the aforementioned, the dynamic seeks to implement social relations and teamwork, but also the autonomy of the individual in the group through decision making.

Sistema Lupo adapts the didactics using its own tools where the scale and the type of material are also an educational part. The small-scale work materials will be ECO LUPO and LUPO PLOT. For the large scale, the blocks of SUPERLUPO and the license of the LUPO DIGITAL (the virtual version of video game) that must be installed in a computer are used. It can be installed on the center computer or on the devices of the participants (PC or Android).

Each session proposes a specific project or building, with

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* O material está certificado para utilização pelos laboratorios AIJU, e está protegido pela patente n.º 200902060. The material has the certificates from the AIJU laboratories, and it is protected by the patent 200902060.

Fig. 1

Fig. 2

SUPERLUPO O Super Lupo é o material mais especial entre todos os utilizados pelo Sistema Lupo. A originalidade do Super Lupo reside nas características dos seus componentes: blocos de grandes dimensões, modulares e muito leves, preparados para serem montados por justaposição. Com estes blocos trabalha-se com uma grande escala e proporção se compararmos com outros jogos de construção convencionais, o que permite realizar construções de grandes dimensões, obrigando ao trabalho de equipa. O material com que são feitas as peças do Super Lupo é o EPS, um material inóquo que, graças à sua extraordinária leveza e capacidade de isolamento, viu o seu campo de aplicação extendido das indústrias alimentares, à de embalagem, passando pela construção civil, sendo as sua características idóneas para 10

o tipo de peças com que se trabalha neste jogo. As peças podem ser divididas em 7 formas diferentes (fig.1). A cada peça é dado um nome relacionado com cada uma destas formas, evidenciando a sua estrutura, conforme são identificáveis com letras (U, L, I, O, C), ou com conceitos como interior (IN) ou exterior (OUT). Existe ainda outra característica formal que as diferencia: as peças curvas (C, In, Out) ou as peças retas (U, L, I, O). Todas as peças podem ser acopladas entre si, graças à sua proporsionalidade a três dimensões, o que favorece o seu aparelho (fig.1). Observemos esta proporcionalidade nas peças retas: a peça I é o dobro da peça da unidade (O); a peça L é uma I com uma unidade O justaposta; a peça U são duas peças L, mas sendo também esta peça U a maior de todas as retas, poderá ser formada por um conjunto combinado de qualquer das outras menores.

As peças curvas também se podem acoplar com as retas e entre si. Juntando os lados convexos das peças curvas, elas formam um prisma quadrangular perfeito (fig.2). As peças do Sistema Lupo podem ser unidas utilizando três sistemas distintos (fig.3): a) Através da sua própria geometría; b) Com cunhas de entalhe c) Com elásticos Geralmente, as necesidades resistentes das montagens previstas pelos desafios prevêm a opção por um destes sistemas. Em todo o caso, as uniões devem ser sempre reversíveis, permitindo que as construções possam ser completamente desmontadas para repetir o desafio, ou iniciar um novo. O mesmo número de peças pode ser usado para construir um monolugar de Fórmula 1, duas galinhas, ou quatro palmeiras, variando a sua geometría e sistema estrutural.


Fig. 3

Super Lupo is the most special material of all used within the Lupo System. The originality of the Super Lupo lies in the characteristics of its components: large and very light modular blocks ready to be assembled with each other. With these blocks working at very large scales and proportions compared to conventional construction toys, creating large-scale construction requires teamwork. The material of which the pieces of the Super Lupo are made is EPS, an innocuous material that thanks to its extraordinary lightness and insulation capacity has extended its field of application in the food industry, packaging or construction, being its characteristics suitable for the type of pieces used in this game. The pieces are divided into 7 different shapes (fig.1). Each one of the pieces receives a

definitive name according to its structure and its similarity with the letters (U, L, I, O, C) or with concepts like interior (in) or exterior (out). At the same time there is another quality that differentiates them: curved pieces (C, In, Out) or straight (U, L, I, O). The pieces are coupled together thanks to their proportionality in the three dimensions which favors their bonding (fig.1). We observe this proportionality in the straight pieces: the piece I is the double that the unit; The L is an I with a Unit and the U are two L, but at the same time the U piece, the largest, can be formed by any of the previous lines. The curved pieces can be assembled with the straight ones and between themselves. Putting together the curves by their convex side will form a perfect square (fig.2).

modes (fig. 3): a) by its own geometry b) with dovetail wedges c) with rubber Generally the resistant needs of the assembly will have to opt for one of these connections. In any case, the joints must be reversible allowing the constructions to be completely removable to repeat the activity or to undertake a new one. The same number of pieces can generate a Formula 1 car, two hens, or four palm trees by varying its geometry and structural system.

To join the pieces the Lupo system proposes 3 connection 11


Se quiseres experimentar o jogo em total autonomía, ignora estes conselhos. If you want to experiment on your own, forget about these tips.

ANTES DE INICIAR A OFICINA

DETERIORAÇÃO POR USO INCORRETO OU EXCESIVO

1. Confirmar que a superficie do pavimento onde se vai realizar a oficina é lisa e não tem pendentes.

pos de trabalho, com tarefas determinadas, antes de se iniciar o processo de construção efetivo.

2. Fomentar nos participantes o conhecimento individual do nome e possibilidades de utilização de cada uma das 7 formas das peças.

6. Recomenda-se a subdivisão em pares ou tríos, para fomentar dinâmicas encadeadas que levam a um objetivo comum.

3. Separar e dispor as peças por tipo, criando um estaleiro ao qual todas as peças serão devolvidas depois de cada desafio.

7. Algumas das fases da construção das estruturas de cada desafio podem ser complexas, desenvolvendo-se em altura. É aconselhável, se a complexidade fôr julgada demasiada para o grupo em causa, que as estruturas se montem primeiro deitadas sobre o pavimento, para depois se tentar a construção na vertical.

4. Fazer cópias em papel ou projetar para todo o grupo a ficha com o desafio do desafío que se vai realizar. Desta forma todos os participantes têm a possibilidade de interpretar bem o plano da construção a realizar, enquanto o educador ou monitor dispõe do seu guião para melhor poder guiar a atividade. Resulta muito eficaz ilustrar as estruturas das atividades com exemplos reais e familiares ao grupo de trabalho. 5. É conveniente explicitar os objetivos, as distintas fases da atividade, e dividir os participantes em sub-gru-

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8. Caso seja necessário construir um cimbre, ou estrutura auxiliar, para a execução do desafio, não se devem apertar demasiado as ligações (cunhas de entalhe), para facilitar a desmontagem posterior.

9. Tratar o material com delicadeza já que, mesmo sendo rígido, é fácil danificar as partes mais delgadas e os cantos das peças. É importante advertir os participantes desta particularidade. 10. Ainda assim, as peças danificadas podem ser reconstrituídas facilmente, por meio de cola adequada (própria para EPS). 11. Outros conselhos importantes para aumentar a durabilidade do material: tentar manter as peças limpas, guardando-as de forma ordenada na sua caixa (pode ser a caixa de embalagem do próprio jogo, seguindo a ordem do plano de embalagem) e utilizar apenas quando necessário, e o menos possível, a acoplagem por meio de cunhas (apenas quando imprescindível e assinalado no plano do exercício), para evitar um maior desgaste das peças.


Conselhos de utilização.

BEFORE STARTING THE WORKSHOP

DETERIORATION BY INCORRECT OR EXCESSIVE USE

1. Check that the surface where the workshop is to be made is smooth and not sloped.

6. It is recommended to divide the participants into pairs or trios to foster chained dynamics that lead to a common goal.

2. To encourage in the participants the individual knowledge of the name and possibilities of use of each one of the 7 forms of the pieces.

7. Some of the phases in which the structures are mounted can be very complicated if they develop in height. It is advisable that if it is too complex they are first mounted on the ground plane and then attempted to build vertically.

3. Separate parts by type creating a quarry to come back after each challenge for the necessary materials. 4. Make a photocopy or project in large for the whole group the tab of the challenge that is going to be realized. In this way the participants have the possibility to interpret the construction plan better, while the educator has the solution in the booklet to be able to guide the activity better. It is very effective to illustrate the structures of the activities with close and real examples to the working group.

8. In the case of having to make cimbras or auxiliary structures for the execution of the challenge, do not tighten the joints strongly to facilitate the later disassembly.

9. Treat the material with delicacy since, although rigid, strong blows can easily break the more flimsy and thin parts of the pieces. It is important to warn the participants of this condition. 10. Still, the broken pieces can easily be reconstituted with adhesives (EPS glue). 11. Other important tips to increase the durability of the material: try to keep the pieces clean by keeping them neatly in a box (it can be the same packaging box in the order of the plane instruction) and use as little as possible the assembly of the pieces using wedges to avoid further wear of the parts.

5. It is advisable to explain the objectives, the phases of the activity and divide participants into subgroups with their tasks before you start building.

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aparelho de tipo 1 bond type 1

aparelho de tipo 2 bond Type 2 chave ou fecho key

flecha rise

aduelas voussoir empuxe horizontal horizontal thrust

arranque ou nascença springer

imposta impost carga vertical vertical thrust estribo

lintel lintel

pilar pillar

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tração tensile stress

flecha deflection

compressão compression stress

vão span


Glossário. Glossary.

Abóbada Teto feito com uma superfície curva. Aparelho Nome com que se denominam as diferentes formas de colocar as peças integrantes de um muro ou parede. Arco Parte superior de uma abertura de forma curva (perfeita ou quebrada), que cobre a distância de um vão entre dois pilares ou dois tramos de parede. Cimbre Armação de madeira ou metal destinada a suportar as peças estruturais dos arcos ou abóbadas durante a sua construção. Colapso Queda repentina de uma estrutura ou construção, por ação de uma força. Compressão Ação que, por meio de pressão com duas forças convergentes e de sentido oposto, leva à redução do volume de um corpo.

Empuxo Esforço oblícuo ou horizontal, feito por um arco sobre os seus apoios (pilares ou tramos de parede). Estrutura Conjunto de elementos ou partes resistentes de uma construção. Flecha 1. Deformação de uma viga resultante da pressão da carga que suporta. 2. Altura máxima de um arco ou abóbada, acima da sua corda ou linha de impostas (linha imaginária que une os pontos de apoio do arco). 3. Elemento piramidal ou cónico que remata torres, campanários e certos edifícios notáveis, por vezes com decoração. Lintel Elemento resistente de betão armado ou outro material que se coloca na parte superior de um vão, na posição horizontal, para suportar uma carga. Muro Parede ou tapamento.

Pilar Elemento resistente de uma construção, vertical e esbelto, que se destina a suportar uma carga (geralmente uma laje ou viga). Tração Forças divergentes, de sentidos opostos, aplicadas a um corpo segundo um eixo, de modo a produzir-lhe um alongamento na direção desse eixo. Vão Dimensão horizontal interior ou distância entre os dois pontos de apoio de um arco, viga, etc. Viga Elemento horizontal linear que vence a distância entre dois apoios laterais (pilares ou tramos de parede), geralmente suportando cargas e resistindo a esforços de flexão.

Arch Top finish of an opening in the form of a curve, covering a gap between two pillars or fixed points. Beam Horizontal element which is supported at two lateral supports to save a span and at the same time must resist a load that makes it work by flexural strength. Bond Name of the different ways the parts of a wall are placed. Collapse Abrupt deformation or destruction of a structure by the action of a force. Compression Effort to which a body is subjected by the action of two opposing forces that tend to diminish its volume.

Deflection Degree to which a structural element is displaced under a load. Falsework Template for building arches and vaults. Lintel Any element that in horizontal position and supported by its two ends, serves to support a load. Pillar Resistant element of a construction, vertical and slender, whose mission is to support a load. Rise Height of the key of an arch or vault from the base. Span Interior horizontal dimension between the two supports of an arch, beam, etc.

Structure Set of elements or resistant parts of a construction. Tensile stress Effort to which a body is subjected by the action of two opposing forces that tend to lengthen it. Thrust Oblique effort caused by an arc loading in the buttress. Vault Ceiling resolved on curved surface.

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Sistema Lupo, uma ferramenta didática Lupo System, a didactic tool

A partir do tradicional jogo de blocos de construção, o Lupo extende a sua didática de um modo transversal às matemáticas, ao desenho, à física, à arte, à história, à música e ao projeto.

Starting from the traditional game of building blocks, Lupo extends his didactics transversally towards mathematics, drawing, physics, art, history, music or design.

A experiência Lupo permite aos participantes aprofundar determinadas habilidades / destrezas de caráter técnico, intelectual, visual (2D e 3D), ou motor, mas fundamentalmente visa desenvolver aptidões criativas e sociais, através de dinâmicas de grupo, potenciadas pelo tamanho e características dos desafios propostos.

The Lupo experience allows the participant to deepen certain technical, intellectual, visual (2D or 3D) or motor skills, but fundamentally seeks to develop the creative and social skills through group dynamics by virtue of the size and characteristics of the Challenges.

O Lupo é um projeto aberto, em desenvolvimento contínuo, que funciona através de patentes próprias e cresce com base em parcerias com empresas, organizações e centros educativos ou culturais. De cada colaboração surgem novas aplicações e essa experiência enriquece progressivamente o projeto. Atualmente o Lupo conta com um dossier de mais de 300 desafios de construção, adaptados a diferentes idades, circunstâncias e requisitos. Nos últimos anos os nossos sistemas foram utilizados em numerosos centros educativos e artísticos, tanto na forma de oficinas específicas como através de uma utilização autónoma por parte dos responsáveis pelo serviço educativo de cada centro.

Lupo is an open, continuously developing project that operates through its own patents and grows through partnerships with companies, agencies and educational or cultural centers. New applications emerge from each collaboration and that experience progressively enriches the project. Currently Lupo has a dossier of more than 300 challenges adapted to different ages, circumstances and requirements. In the last years our systems have been applied in many educational and artistic centers either in the form of specific workshops or through an autonomous use by the heads of didactics of each center.

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* A metodologia foi analisada e

avaliada pela Universidade de Santiago de Compostela, para conhecer o seu nível de boas práticas, tendo-se concluído que o projeto cumpre, em alto grau, os critérios de boas práticas na educação a partir da perspectiva comunitária. Foi analisado sob os pontos de vista de inovação, sustentabilidade, eficácia, replicabilidade, ética e a capacidade de gerar empoderamento e trabalho em rede.

Acreditamos no ideal pestalozziano do trabalho sobre a ardósia -apagar para continuar a avançar-, sem dar mais importância do que a justamente devida, ao trabalho anteriormente realizado. Por este motivo o final de cada oficina é sempre análogo: a caixa arrumada, esperando uma nova oficina. Esta imagen final fala-nos da nossa confiança no processo, quebrando com a ideia pré-concebida da “obra de arte” como objetivo. O trabalho colaborativo nega a propriedade individual da obra realizada, o desafio é alcançado pela intervenção de todos, e todos participam do seu sucesso (ou fracasso em caso de colapso estrutural). O trabalho individual é recolhido nos cadernos de oficina, onde também é compilada a informação do projeto, desde os esboços aos textos ou imagens. As oficinas utilizam várias estratégias e ferramentas, desde as mais tradicionais, que implicam destreza manual, às aplicações digitais com software adaptado ao Sistema Lupo.

CARÁCTER EFÉMERO

A PARTICIPAÇÃO

DIDÁCTICA ACTIVA

Todas as oficinas Lupo prevêm as fase de montagem e desmontagem, que se resumem à ideia da caixa como início e final da ação. O caráter efémero das construções reforça o valor do processo e relativiza a importância do resultado final.

A didática está centrada em valorizar a participação do indivíduo no grupo, numa relação difícil que prevê a participação, a discussão, a criatividade e a resiliência em consequência do fracasso do colapso, ou demolição, e a sua reconstrução.

O Lupo é pensar e fazer, é pensar com as mãos. Trata-se de uma experiência pedagógica ativa, baseada no ato construtivo e mental, na conexão entre a teoría e a prática.

A CRIATIVIDADE

INDIVIDUALIDADE NO COLETIVO

APOIO AO EDUCADOR

As sessões prevêm um campo de jogo com regras mas sem final fechado, que é a chave para uma oficina criativa. Iniciam-se com uma explicação teórica, passam por uma atividade guiada e conduzem os participantes para uma fase criativa, nem sempre por esta ordem.

A experiência Lupo favorece a aproximação individual ou em pequenos grupos, à fase de trabalho em grande grupo. O intercâmbio de ideias entre os participantes é fundamental antes de iniciar a grande construção.

O Sistema Lupo visa servir de apoio aos educadores, dotando-os de ferramentas adaptáveis, de forma natural, aos objetivos do curriculum académico.

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The methodology has been analyzed and evaluated, from the University of Santiago de Compostela, to know the level of good practices. The final conclusion has been that the project meets, to a high degree, the criteria of good practices in education from the community perspective. It was analyzed on the points of view of innovation, sustainability, efficiency, replicability, ethics and the capacity to generate empowerment and networking.

We believe in the pestalozzian ideal of working on the blackboard, erasing to continue advancing without giving more importance than that due to what has already been done. For this reason the end of a workshop is always the same, the box collected waiting for a new workshop. This final image tells of our confidence in the process, breaking the preconceived idea of ​​ “the work of art” as an objective. The collaborative work denies the individual ownership of the work done. The challenge is reached between all and all we participate in its success (or failure, in case of structural collapse). The individual work is collected in the workbooks where the information and the project also come together, from sketches, texts or images. The workshops use multiple strategies and tools from the traditional ones that involve the manual skills to the digital applications with software adapted to the lupo system.

EPHEMERAL NATURE

PARTICIPATION

ACTIVE DIDACTICS

Every Lupo workshop contains the phases of assembly and disassembly that are summarized in the idea of the box as start and end. The ephemeral nature of the constructions reinforces the value of the process and tries to relativize the importance of the result.

The didactics is centered in valuing the participation of the individual in the group. It is a difficult relation that includes the participation, the discussion, the creativity and the resilience consequence of the failure of the demolition and its reconstruction.

Lupo is thinking and doing, is thinking with your hands. It is an active pedagogical experience based on the constructive and mental act, in the connection between theory and practice.

CREATIVITY

INDIVIDUALITY WITHIN THE GROUP

EDUCATIONAL COMPLEMENT

Sessions open an even playing field with rules, but with no clear end, which is the key to a creative workshop. Start with a theoretical approach, it passes through a guided activity and lead to creative phase, not always in that order.

The Lupo experience favors the individual or small group approach in the group work phase. The exchange of ideas between participants is essential before facing the big construction.

Sistema Lupo focuses on complementing educators and providing experiences that naturally fit into the objectives of the curriculum.

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É uma ferramenta através da qual se aplicam programas didáticos adaptáveis a qualquer grupo de participantes. Tratando-se de um sistema, pode ser utilizado em formatos e materiais muito distintos, segundo a sua finalidade. As explicações científicas de reconhecido conteúdo didático, em articulação com o apoio de profissionais da pedagogía, permitem que este material de construção sirva para trabalhar os diferentes conteúdos a que se propõe, com grupos de pessoas de qualquer idade e condição. Por se tratar de um jogo construtivo, o objetivo didático fundamental é chegar à compreensão de três conceitos básicos: o que é, como se constrói e para que serve o esqueleto resistente de uma construção, seja ela natural (animais vertebrados ou estruturas vegetais) ou artificial (edifícios, mobiliário, muros e vãos, etc.). A consola, a ponte, a grúa, as árvores, o galo-corredor (da animação Coiote e o Pápaléguas), o violoncelo, a mesa… todos são exemplos que ajudam a entender o porquê das

formas que nos rodeiam. A realização da aprendizagem destes conteúdos, através de peças de grande formato, com a experimentação de ações de tensão, de amarração, ou de criação de equilíbrio ou desiquilíbrio das estruturas durante a sua montagem (com a influência sempre presente da força da gravidade), tornam praticamente inviável a construção feita de forma individual, por apenas um indivíduo, promovendo inevitavelmente a cooperação em grupo, e consequentemente, a socialização dos indivíduos envolvidos na realização das atividades. No entanto, o mesmo processo didático também convida ao desenvolvimento criativo dos indivíduos. Ainda que se disponibilize um guía de atividades e modelos, o objetivo último é deixar margem à criatividade dos participantes. Daí o caráter neutro dos modelos disponibilizados, passíveis de serem adaptados, interpretados, manipulados, coloridos, etc. O Sistema Lupo é um jogo aberto à interpretação e à intervenção.

LOW TECH

A DERROTA

O MANUAL

A potencialidade do jogo resulta da simplicidade do material necessário. O sistema admite diferentes graus de dificuldade e posibilidades, com o uso de apenas 7 tipos de peças distintos, com acoplagem elementar.

Os frequentes colapsos durante as oficinas são vividos dentro da normalidade, o que ajuda a treinar a capacidade de nos re-erguermos e a fortalecer a nossa resiliência. O fracasso é sempre parcial e faz parte do processo de fazer.

O trabalho com base no manual de apoio é uma constante no Sistema Lupo. Os conteúdos desenvolvidos no manual são a chave para avaliar o potencial educativo do jogo.

A REPETIÇÃO E AS VARIANTES

A AUTO-SUPERAÇÃO

EMPODERAMENTO INFANTIL

O projeto modular e a existencia de peças retas e curvas propicia a possibilidade de múltiplas combinações. O jogo é, graças a isso, infinito, tanto para o planeamento dos desafios a propôr, como para a realização de exercícios criativos.

O elemento competitivo numa dinâmica de grupo deve ser sempre conduzido no sentido da auto-superação pessoal ou do grupo. Perder, ou fracassar ao tentar fazer, não deve ser vivido como um drama e ajuda a treinar a gestão da frustração.

As oficinas favorecem naturalmente a visibilidade do trabalho das crianças. Um efeito de empoderamento que ajuda a imprimir um valor muito positivo ao trabalho como atividade humana de crucial valor social.

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It is a tool through which didactic programs can be adapted to any group of participants. Being a system can be used in formats and materials very different according to their purpose. The scientific explanations of a didactic content, together with the support of pedagogy professionals, allow this construction material to serve the different contents that are proposed, with groups of people of any age and condition. Because it is a constructive toy, the basic teaching objective is to arrive at an understanding of three basic concepts: what is it, how is it constructed and what does the resistant skeleton of a construction either natural (vertebrate animals or plant structures) or artificial (buildings, furniture, walls and bays, etc.). The rocker, the bridge, the crane, the trees, the roadrunners, the cello, the table ... are all examples that help to understand the reason of the forms that surround us.

and tying activities or creating balances and imbalances of the structures during the assembly, make it practically unworkable by a single individual, inevitably promoting group cooperation and consequently the socialization of the individuals involved in the realization of the activities. But the same didactic process also invites the creative development of individuals. Although a guide to activities and models is proposed, the ultimate objective is to leave room for the participant’s creativity, hence the neutral nature of the models arranged to be adapted, interpreted, manipulated, colored, etc. The Lupo system is a toy open to interpretation and intervention.

Achieving the learning of these contents through large format pieces, with stretching

LOW TECHNOLOGY

THE DEFEAT

THE MANUAL

Gaming power derives from the simplicity of equipment. The system admits different degrees of difficulty and possibilities with the use of only 7 types of pieces with elementary unions.

Collapses often appear in workshops and are lived within a normality that should help us rise again. Failure is always partial and is included in the process of doing.

The work with a supporting manual is a constant in the Lupo System. The contents developed in it are the key to assess the educational strength of the toy.

REPETITION AND VARIANTS

SELF-OVERCOMING

CHILD EMPOWERMENT

The modular design and the existence of straight and curved pieces favor the possibility of multiple combinatorial. The game is, as a result, infinite, both for the construction of proposed challenges and for the development of creativity exercises.

The competitive nature of a group dynamic must always be channeled in favor of personal or group self-improvement. Losing or failing in the attempt should not be experienced as a drama and helps to train management frustration.

The workshops often favor the visibility of the child’s work. An empowering effect that helps to produce a very positive assessment of the work.

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Da tradiรงao ao futuro From tradition to the future

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Fernando Távora (Porto, 1923-2005) estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, diplomando-se como arquiteto em 1952. Posteriormente integrou o corpo docente desta instituição, tendo a sua ação pedagógica contribuído de forma muito relevante para a afirmação do curso de arquitetura, sendo hoje considerado um dos pais da “Escola do Porto”. Foi ainda professor convidado no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que ajudou a constituir no final da década de 1980. Participou nas últimas edições dos CIAM, a partir das quais defende que ao Movimento Moderno faltou “cultura local e história”. Além de uma importante contribuição como pensador e pedagogo, deixou obras de arquitetura de enorme importância como a recuperação do Centro Histórico de Guimarães (1987), a ampliação do edifício da Assembleia da República em Lisboa (1994), o Mercado Municipal de Santa Maria da Feira (1953), a Casa dos 24 no Porto (1995) ou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1994).

Fernando Távora (Porto, 1923-2005) studied at the Superior School of Fine Arts in Porto, graduating as an architect in 1952. He later integrated the faculty of this institution, and his pedagogical action contributed in a very relevant way to architecture, being today considered one of the parents of the “School of Porto”. He was also a visiting professor at the Department of Architecture of the Faculty of Sciences and Technology of the University of Coimbra, which he helped set up in the late 1980s. Participated in the last editions of CIAM, from which he argues that the Modern Movement lacked “local culture and history”. In addition to an important contribution as a thinker and pedagogue, he left important architectural works such as the restoration of the Historic Center of Guimarães (1987), the expansion of the Assembly of the Republic in Lisbon (1994), the Municipal Market of Santa Maria da Feira (1953), the House of the 24 in Porto (1995) or the Faculty of Law of the University of Coimbra (1994).

27


Álvaro Siza (Matosinhos, 1933) estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto e diplomou-se como arquiteto em 1955. Em 1966 é convidado a lecionar naquela instituição por um periodo de 3 anos, regressando em 1976 como assistente da disciplina de Construção.

Álvaro Siza (Matosinhos, 1933) studied at the Superior School of Fine Arts in Porto and graduated as an architect in 1955. In 1966 he was invited to teach at that institution for a period of 3 years, returning in 1976 as assistant to the construction course.

Siza Vieira foi ainda professor convidado nas Universidades de Lausanne, Pensylvania, Bogotá y Harvard, sendo o seu trabalho de enorme e crucial valor para a internacionalização da arquitetura portuguesa em geral.

Siza Vieira was also invited professor at the Universities of Lausanne, Pensylvania, Bogotá and Harvard, and his work is of enormous and crucial value for the internationalization of Portuguese architecture in general.

Entre as suas obras mais relevantes é importante destacar a Casa de Chá da Boa Nova (1958), as Piscinas das Marés em Leça da Palmeira (1966); a Schlesisches tor Housing em Berlín (1988), o Centro de Meteorología de Barcelona (1992), o Centro Gallego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela (1993), a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (1988), a Igreja de Marco de Canaveses (1996) e a Fundação de Serralves no Porto (1999).

Among his most important works it is important to highlight the Boa Nova Tea House (1958), the Tide Pools in Leça da Palmeira (1966); the Schlesisches tor Housing in Berlin (1988), the Meteorology Center in Barcelona (1992), the Galician Center for Contemporary Art in Santiago de Compostela (1993), the Faculty of Architecture of the University of Porto (1988), San Marco de Canaveses church (1996) and the Serralves Foundation in Porto (1999).

28


Eduardo Souto de Moura (Porto, 1952) frequentou o curso de arquitetura da Escola Superior de Belas Artes do Porto e licenciou-se como arquiteto pela recém formada Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto em 1980. De 1981 a 1990 é assistente convidado daquela instituição, e de novo em 2003.

Eduardo Souto de Moura (Porto, 1952) attended the architecture course of the Superior School of Fine Arts of Porto and graduated as an architect by the newly formed Faculty of Architecture of the University of Porto in 1980. From 1981 to 1990 he is a guest assistant of that institution, And again in 2003.

Foi ainda profesor convidado em diversas Universidades: París-Belleville, Harvard, Dublín, Navarra, ETH de Zurich e Lausanne.

He was also invited professor in several Universities: Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Navarra, ETH of Zurich and Lausanne.

Foi colaborador no ateliê de Álvaro Siza Vieira entre 1974 e 1979 e iniciou a sua atividade como arquiteto independente, no Porto em 1980. Construiu cerca de 60 dos seus projetos, na sua maioria em Portugal, contando, no entanto, com obras também em Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido e Suiça. Entre as suas obras destacam-se aquelas do Mercado Municipal de Braga (1980), as Torres do Burgo no Porto (1991) e o Estádio Municipal de Braga (2000).

He was a collaborator in Álvaro Siza Vieira’s atelier between 1974 and 1979 and began his activity as an independent architect in Oporto in 1980. He built about 60 of his projects, mostly in Portugal, but also in Spain, Italy, Germany, the United Kingdom and Switzerland. Among his works are those of the Municipal Market of Braga (1980), the Towers of Burgo in Porto (1991) and the Municipal Stadium of Braga (2000).

29


“ Não acredito em destruir tudo para construir, prefiro ser fio condutor da história. ” “ I do not believe in destroying everything to build, I prefer to continue the way of history. ”

Alvaro Siza Vieira

DICA LUPO A TIP FROM LUPO

Cobre a tua construção com post-it´s e pinta-os para recriar as tradicionais fachadas de azulejos do Porto. Cover your construction with post-it and paint them to recreate the popular tile facades of Porto.

30


A tradiçao. Tradition.

O que fez da Escola do Porto um movimento arquitetónico em si mesmo foi o facto de ser impossível dissociá-la do seu territorio e da tradição do Porto, mesmo tendo-se tornado internacional. Quando Távora inicia este movimento não adapta simplesmente a proposta do Movimento Moderno a Portugal, mas com lógica, e partindo da tradição construtiva do lugar, propõe uma nova arquitetura portuguesa.

What makes the “School of Porto” an architectural movement itself is that it is impossible to dissociate the territory and the tradition of Porto, yet has become international. When Távora starts this movement does not adapt the proposal of the Modern Movement to Portugal, if not with its logic and based on the constructive tradition of the place it proposes a new Portuguese architecture.

Construindo réplicas de algumas das obras icónicas da arquitetura histórica portuense, poderemos entender, mais à frente, como se posicionam estes três arqutetos face à composição formal, aos espaços, ao uso de materiais e técnicas construtivas, e à implantação da obra no lugar. E como sempre se fez nesta cidade, poderemos mesmo revestir de azulejos as nossas construções, bastando para tal usar post-it’s, marcadores coloridos e muita criatividade!

Building some of the iconic pieces of the historical architecture of Porto we will be able to understand later how these three architects raised the formal composition, the spaces, the use of materials and constructive techniques and the implantation in a place. And as it has always been done here, we can even cover them with tiles, just have post-it, colored markers and lots of creativity!

31


Cubo do Porto Porto cube

6 CAIXAS / BOXES

dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / necessary pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

5

10

(30)

IN

(53)

(-)

L

(60)

C

(57)

(-)

I

(55)

OUT

(57)

O

(29)

1.80 m

3

U

2.00 m Arco Modernista

32

2.00 m Torre da Cidade


3.00 m 2.50 m 2.00 m Sé de Porto

2.00 m Torre dos Clérigos

33


Frente marĂ­tima Waterfront

1 CAIXA / BOX

dificuldade / difficulty 1

2

peças necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

34

5

10

U

(05)

IN

(10)

(23)

L

(10)

C

(10)

(-)

I

(10)

OUT

(09)

O

(05)


1.60 m

1.80 m

35


Casa tradicional do Porto (SĂŠc. XIX) Traditional house in Porto (XIX century) dificuldade / difficulty 1

2

peças necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

5

10

U

(10)

IN

(19)

(93/01)

L

(20)

C

(16)

(-)

I

(20)

OUT

(20)

O

(20)

3.08 m

3

2 CAIXAS / BOXES

1.70 m

36


37


“ Para ele [o arquiteto], porém, projetar, planear, desenhar, devem significar apenas encontrar a forma justa, a forma correta, a forma que realiza com eficiência e beleza a síntese entre o necessário e o possível [...] ” “For the architect, to project, to plan, to draw, must mean to look for the precise form, the right form, the form that performs with efficiency and beauty the synthesis between what is necessary and possible [...].”

Fernando Távora en “Da Organização do Espaço”, FAUP publicações, Porto, 1996

DICA LUPO A TIP FROM LUPO

Tenta encontrar caras e formas familiares nas fachadas dos edificios da tua cidade. Com certeza vais ficar surpreendido! Try looking for familiar faces and shapes on the facades of buildings in your city. Surely you will be surprised!

38


A composição. The composition.

Uma das caraterísticas que tornam mais reconhecíveis as obras destes três arquitetos é a sua composição formal, que nasce da tradição e que, graças ao uso do betão armado, adquire um caráter muito próprio. Jogos formais, linhas fechadas -retas e curvas-, assimetrias, grandes vãos e consolas, mudanças de escala e até a cor, tudo serve para compor plantas e fachadas.

One of the characteristics that make the works of these three authors more recognizable is their formal composition, which is born of tradition and, thanks to the use of reinforced concrete, acquires its own character. Formal games, emphatic shapes (straight and curved lines), asymmetries, large vents and cantilevers, scale changes and even color, are used to compose plants and facades.

A brincar vamos reproduzir algumas das fachadas para experimentar essa composição, em alguns casos séria e solene, noutros bem mais alegre, de tal forma que quase parece que nos olham com cara de espanto. Poderemos ainda criar a nossa própria fachada com cara, depois de termos compreendido os segredos desta composição. Poderemos também fazer jogos de escala, construindo a mesma composição em tamanho mais pequeno, ou utilizando bonecos de diferentes tamanhos, que possam “habitar” as nossas maquetas.

We will play to reproduce some of the façades to see that composition, in some cases more serious and solemn and in others more relaxed, so much so that it seems to look at us with a look of amazement. We can even create our own facade with face after having discovered all the secrets of its composition. And also scale games, also building in tiny or looking for dolls of different sizes that can “inhabit” our models.

39


SIZA

Pavilhรฃo Carlos Ramos Carlos Ramos Pavillion dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

5

2 CAIXAS / BOXES

10

U

(10)

IN

(18)

(22)

L

(20)

C

(18)

(2)

I

(20)

OUT

(18)

O

(19)

0.3

0m

0m

0.2

40


1.60 m

0.30 m

1.80 m

0.40 m

1.50 m

41


SIZA

Blocos da FAUP / FAUP Pavillions

3 CAIXAS / BOXES

2

3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

5

10

(15)

IN

(30)

(42)

L

(29)

C

(30)

(-)

I

(23)

OUT

(30)

O

(18)

1.30 m

3

U

1.10 m

1.10 m

2.10 m

1

peรงas necesarias / required pieces

1.70 m

dificuldade / difficulty

1.10 m

0.50 m

1.10 m

0.50 m

1.10 m

5.50 m Bloco / Pavillion A

42

Bloco / Pavillion B

Bloco / Pavillion C


0.2

0m

0m

1.1

Bloco / Pavillion A

0.2

0m

0m

0.9

0.2

0m

Bloco / Pavillion B

0m

1.1

0.2

0m

0m

1.1

Bloco / Pavillion C

0.2

0m

0.3

0m

0m

1.1 0.3

0m

43


44


45


SIZA

Igreja de Marco de Canaveses Marco de Canavesas church dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

5

2 CAIXAS / BOXES

10

U

(10)

IN

(15)

(14)

L

(20)

C

(15)

(-)

I

(20)

OUT

(15)

O

(18)

A

C

B E

D

46


1.40 m B

0.60 m

A C

D

E

1.40 m

D

B

A

C

E

47


TAVORA

Habitação na Foz do Douro Residential building in Foz do Douro dificuldade / difficulty 1

2

peças necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

5

10

U

(14)

IN

(30)

(36/8)

L

(30)

C

(30)

(16)

I

(30)

OUT

(30)

O

(23)

2.70 m

3

3 CAIXAS / BOXES

1.40 m

48

1.40 m


49


“ A arquitetura, para ser boa, tem implícito ser sustentável.”

“ Architecture to be good, implies being sustainable. ”

Eduardo Souto de Moura

DICA LUPO A TIP FROM LUPO

Procura, na Lupo TV, em sistemalupo. com, o video da construção de uma ponte e, depois de a construíres, experimenta fazê-la aguentar o maior peso possível. Look in the Lupo TV of sistemalupo.com the video of the construction of a bridge and try to withstand the greatest possible weight.

50


Técnica / Construção

Technique / Construction.

O uso do betão armado é de importancia chave para esta Escola de arquitetura. A maioria dos edificios teriam sido impossíveis de construir sem ele e para alguns, nem o betão armado foi “suficiente”. O Pavilhão de Portugal em Lisboa, ou o Estádio Municipal de Braga, entre outros, precisaram de estruturas de betão pré-esforçado. A habilidade com que o usam os arquitetos da Escola do Porto é outra das particularidades que a faz grande. Porque é que parece que em Portugal há edificios que se seguram no ar? O que significa pré-esforçado? E como se projetam e constroem estas estruturas? Mais uma vez, brincando vamos explorar estas questões, enquanto reproduzimos à escala algumas destas peças estruturais, pondo-as depois à prova, levando-as ao limite – uma tarefa para os mais valentes!

The use of reinforced concrete is key to this arquitecture, most buildings would have been impossible without it and in others it was not enough. For the construction of the Portugal Pavillion in Lisbon or the Municipal Stadium in Braga among others, prestressed concrete structures were needed. The skill with which the architects of the School of Porto use it is another of the things that makes it great. Why does it seem that in Portugal there are buildings that stand in the air? What does prestressed mean? And how is one of these structures designed and constructed? Again we will find out all this by playing and reproducing some of these structural works. Only for the brave, we can test them with loads until they reach the limit.

51


SOUTO DE MOURA

Estรกdio de Braga Braga Stadium

4 CAIXAS / BOXES

dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

5

10

U

(20)

IN

(20)

(208)

L

(37)

C

(32)

(-)

I

(38)

OUT

(40)

O

(40)

3 P.

4 P.

1 P.

3 P.

2 P.

1 P.

52


1.90 m

0.65 m

1.30 m

5.89 m

P. 1

P. 2

P. 4

P. 3

53


SIZA

Pavilhรฃo de Portugal Portugal Pavillion dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

54

5

4 CAIXAS / BOXES

10

U

(20)

IN

(40)

(108/80)

L

(40)

C

(40)

(-)

I

(40)

OUT

(40)

O

(40)


1.50 m 1.30 m

0.60 m

0.80 m

5.50 m

0.80 m

7.10 m

55


SIZA

Centro Galego de Arte Contemporânea Galician Centre for Contemporary Art dificuldade / difficulty 1

2

peças necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

5

1 CAIXA / BOX

10

U

(10)

IN

(20)

(16)

L

(20)

C

(20)

(-)

I

(18)

OUT

(20)

O

(6)

4.30 m

0.90 m

0.60

56

1.10 m

0.50 m

Rúa Ramón del Valle-Inclán

Museo do Pobo Galego


57


“ O trabalho do arquiteto é uma resposta ao que o lugar pede, e também a uma pergunta: como o posso transformar? ” The architect’s work is a response to space, which demands, and also a question: how to transform it.

Alvaro Siza Vieira

DICA LUPO A TIP FROM LUPO

Visita as obras de que construíste a maqueta e vê como as percebes na realidade. Visit the works you have built to see how you perceive them in reality.

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O espaço. The space.

Com o uso mais ou menos complexo de técnicas construtivas e de composição -pensadas levando em consideração o uso, a luz, a envolvente e a escala-, o que a arquitetura de Távora, Siza Vieira e Souto de Moura consegue são espaços interiores únicos, nos quais as pessoas são parte importante, e interagem diretamente com o edificio.

With more or less complex construction techniques used and the composition designed considering the use of light, the environment and sclae, what the architectures of Távora, Siza and Souto de Moura achieve are unique interior spaces, in which People come to form part of that architecture and interact directly with the building.

Não se pode simular a sensação espacial que temos dentro de um edificio, porque depende de muitas coisas que são impossíveis de reproduzir. Mas podemos fazer uma ideia próxima de como são esses espaços graças à construção de maquetas. Principalmente se pudermos entrar nelas. Assim, vamos de novo construir modelos de alguns edificios notáveis pelo seu espaço interior e, desta vez sim, poderemos entrar e habitar a nossa pequeña arquitetura.

You can not simulate the space sensation that we have inside a building, because it depends on so many things that it is impossible to reproduce, but we can get an idea of how these spaces are thanks to the models. Especially if we can get into them. So let’s go back to building models of exemplary buildings for their interior space, and this time yes, we can enter and inhabit our small architecture.

59


SOUTO DE MOURA

Casa das histรณrias Paula Rego Casa das Historias Paula Rego dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

60

5

4 CAIXAS / BOXES

10

U

(20)

IN

(40)

(130)

L

(40)

C

(40)

(-)

I

(40)

OUT

(40)

O

(40)


10

9

8

7

6

5

4

3

1.50 m

2

1.60 m

1

1.50 m

61


SOUTO DE MOURA

27 casas nas Sete Cidades 27 houses in Sete Cidades dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

5

10

U

(05)

IN

(08)

(15/01)

L

(10)

C

(08)

(-)

I

(10)

OUT

(08)

O

(10)

0.86 m

0.80 m

3

1 CAIXA / BOX

1.30 m

62


0.5

0m

0m

1.3

0m

0.5

Coberta de cartรณn Cardboard roof 1.00 x 1.30 m.

63


TAVORA

Casa dos 24 Casa dos 24

4 CAIXAS / BOXES

dificuldade / difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

64

5

10

U

(20)

IN

(40)

(20/30)

L

(40)

C

(40)

(-)

I

(40)

OUT

(40)

O

(40)


1.30 m

65

2.60 m

1.20 m


“ Viagem muito, vejam muitas obras e conheçam as pessoas de outros países. ” “ Travel a lot, see lots of work, and meet people from other countries. ”

66

Alvaro Siza Vieira Conselhos para jovens arquitetos Advice for young architects


Do local ao internacional. From local to international.

Vimos até aquí como, no Porto, nasceu uma arquitetura fantástica, que se admira em todo o mundo. E que todos gostariam de ter por perto... Isto será possível?

With all this, we have seen that in Porto has been born a fantastic architecture and that is admired around the world. And that everyone would want to have close ... It’s possible?

O que acontece quando um destes arquitetos portuenses projeta para um lugar longínquo? Que tradição vai ter presente no seu pensamento? E as formas; e os materiais? Mudarão? Os arquitetos estrangeiros também podem fazer este tipo de arquitetura?

What happens when one of these Porto architects does a project for a distant place? What tradition will he have in his head? And the forms and materials, will they change? Can foreign architects do this architecture?

Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura fizeram edificios em distintos pontos do planeta, estudando como são esses lugares e, graças a tudo o que aprendemos com eles até agora, podemos ver o que decidiram mudar e o que decidiram manter, mesmo bem longe do Porto. Desta forma podemos saber quais dos procedimentos base que investigámos são mais constantes no seu método de trabalho e independentes do lugar, e quais se podem e devem adaptar aos novos lugares de projeto.

Álvaro Siza and Souto de Moura have made buildings in different parts of the world. Studying how they are and thanks to everything we have discovered so far, we can see what things they have decided to change and what others are still keeping so far from Porto. In this way we will know which of the bases we have researched are more linked to the territory and which can adapt to new sites.

67


68


69


A caixa The Box

1 CAIXA / BOX

dificuldade/ difficulty 1

2

peรงas necesarias / required pieces 3

idade / age

18

65

99

participantes / participants

3

70

5

U

(05)

IN

(10)

(20/150)

L

(10)

C

(10)

(-)

I

(10)

OUT

(10)

O

(10)


INSTRUÇÕES O sistema de arrumar e guardar o jogo na sua Caixa de transporte realiza-se mediante a sobreposição de 5 camadas idênticas. Cada camada contém 7 tipos de peças para que todas elas sejam acessíveis desde o início da atividade. As camadas empilham-se umas sobre as outras. DICA LUPO Recomenda-se a montagem das camadas diretamente no interior das caixas. CONCLUSÕES Se se tentar arrumar as peças de um modo desordenado, elas irão ocupar muito mais espaço.

INSTRUCTIONS The storage system of the toy is made by 5 identical trays. Each tray contains the 7 types of parts so that they are all accessible from the start. The trays are stacked on top of each other. A TIP FROM LUPO It is recommended to mount the trays inside the box. CONCLUSIONS If you try to keep the pieces in a disorderly way they will take up much more space.

66 cm

66 cm

66 cm

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twitter.com/sistemalupo facebook.com/sistemalupo instagram.com/sistemalupo

Mr Lupo Fermín G. Blanco FAUP Marco Ginoulhiac Coordenação das oficinas / Workshops coordination Ana Neiva Equipa didática / Teaching team María Bescansa Borja Díaz David Fernández Luis Miguel Fernández Berta Pérez Carolina Queipo Colaboradores da equipa Arkiplay / Arkiplay collaborators Maria Teresa Penas Márcia Santos Sílvia Pereira Catarina Casanova Catarina Frois

Organização / Organization

Colaboradores / Collaborators

Desenho Gráfico / Graphic Design Borja Díaz Carro Fotografía / Photography Alex del Río (ADR) Inés Salvado Gontad (ISG) Estudio Fermin Blanco (EFB) ___ Sistema Lupo +34 981225267 info@sistemalupo.com

www.sistemalupo.com Junho / June 2017. 72

Patrocínio das oficinas / Workshops patronage


ESCOLA DO PORTO

www.sistemalupo.com

Brincando cos Mestres [POR/ENG]  
Brincando cos Mestres [POR/ENG]  

Con motivo de la celebración del IV Encuentro PLAYGROUNDS - Ludic Architecture en la Facultad de Arquitectura de Porto, Sistema Lupo, con el...

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