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Novembro/Dezembro de 2007 - Ano V - Número 26

Fechamento autorizado. Pode ser aberto pela ECT.

Revista

Um marco na pesca:

Sindipi inaugura sede própria e elege nova diretoria

Indústria de pesca lança produtos

Novos terminais x Pesca

Os encantos de Porto Belo

e muito mais


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Revista SINDIPI


João Souza

Índice Editorial - Três brindes.............................................................................................4 Palavra do Presidente - Um relato de duas gestões...........................................6 Artigo - A implementação de terminais portuários ameaça a pesca......................8 Especial - Sindipi inaugura o Centro Executivo da Pesca....................................10

Especial - Nova sede

- Dario Vitali eleito presidente do Sindipi................................................12 João Souza

Economia - A percentagem de impostos em produtos pesqueiros.....................17 - Mais crédito para pesca de pequenas embarcações......................18 Projetos de Pesquisa - Pesquisas marítimas pioneiras no Brasil.....................20 Inovação - Praticidade e requinte: a nova aposta no mercado............................22 Empresa que Faz - Papytex comemora 27 anos ...............................................24 Meio-Ambiente - Alterações climáticas: o impacto sobre o mar.........................26

Especial - Eleição Sindipi André Balestra

- Créditos de carbono para indústria da pesca.........................28 Educação - Parceria oferece desconto aos associados.......................................30 Turismo - Porto Belo: beleza exuberante de SC...................................................32 Fotografia - A vida escondida do oceano............................................................36 Livro - O Brasil visto do Mar sem Fim....................................................................38 História de Vida - Nunca é tarde para buscar um sonho....................................40

Turismo - Porto Belo

Gastronomia - Amadeus: cultivo próprio de ostras e mariscos...........................42 Maecello Sokal

- Dressing, restaurante tradicional da Rua Amauri.........................44 Eventos - Giovanni Perciavale inaugura o Alalunga VII.........................................46 - II Festa & Pesca em Navegantes..........................................................48 Mensagem - As cores dos amigos: um arco-íris para 2008.................................50

Evento - Alalunga VII

A Revista Sindipi é uma publicação do Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região Diretoria do Sindipi: Antônio Carlos Momm( Presidente); Dario Luiz Vitali (Vice-Presidente); João Manoel da Silva ( Tesoureiro)Departamento Jurídico: Marcus Vinícius Mendes Mugnaini(OAB/SC 15.939)- Sede: Rua Lauro Muller, 386, Centro, Itajaí, Santa Catarina- Cep:88301-400; e mail: sindipi@sindipi.com.br- Fone: (47)3348.1083 site: www.sindipi.com.br. Coordenação Editorial: Antônio Carlos Momm.Jornalista Responsável: Daniela Maia (SC.01259-JP); Designer Gráfico: Geraldo Rossi; Direção Comercial: SINDIPI; Fotografia: Marcello Sokal. Impressão: Gráfica Coan - Circulação: setor pesqueiro nacional, profissionais do setor, parlamentares, imprensa. As matérias jornalísticas e artigos assinados na Revista Sindipi somente poderão ser reproduzidos, parcial ou integralmente, mediante autorização da Diretoria. A Revista Sindipi não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados. Eles não representam, necessariamente, a opinião da revista. Fale conosco: REDAÇÃO: envie cartas para a editora, sugestão de temas e opiniões: redacao@sindipi.com.br PUBLICIDADE: para anunciar na Revista, entre em contato: revista@sindipi.com.br ou por telefone: (47)-3348.1083

w w w. s i n d i p i . c o m . b r Capa: sede do Sindipi, Itajaí (SC). foto: João Souza


Editorial

Marcello Sokal

Três Brindes!

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amos brindar a 26ª edição, as conquistas dos associados, entre elas, a sede própria do Sindipi, destaque de capa da Revista. Uma sede digna do setor pesqueiro que merece ficar na história. Dedico este editorial com o 3º brinde especial: ao armador Antônio Carlos Momm que encerra no final de 2007, seu segundo mandato como Presidente do Sindicato. Durante estes dois anos prestando serviço de assessoria ao Sindicato e na edição da Revista, posso afirmar que trabalhar ao lado de um representante de um sindicato como o Antônio Momm é uma oportunidade ímpar de ter mais conhecimento, saber admirar o setor pesqueiro e o mais importante, é estar ao lado de uma pessoa com vários atributos: ético, transparente, lutador, que não mede esforços quan-

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Revista SINDIPI

do pode ajudar, super dedicado ao Sindicato , que não teme falar a verdade, um guerreiro por justiça, cidadania, um amante da pátria, da família, das crianças e um amigo de verdade. Este brinde, com certeza é erguido por milhares de pessoas que vivem da pesca direta ou indiretamente e que sabem da importância de cada ato do Presidente Antônio Momm para o crescimento do setor. Quando perguntei ao Presidente quais foram suas principais conquistas, ele rapidamente respondeu: “os amigos que fiz e que tenho até hoje”. Por esse motivo compartilho com você leitor (a) a mensagem “As cores dos amigos” no final da Revista. Agradeço cada instante de 2007 e desejo a todos: a equipe da Revista, aos funcionários do Sindipi, associados, profissionais e empresários do ramo, anunciantes, colaboradores da

Revista, meus colegas da imprensa, ao leitor(a): MUITA ENERGIA, PAZ, SAÚDE, ESPERANÇA E FÉ nesta passagem de ano. Que cada um aposte nas cores da amizade. Um abraço ,

Daniela Maia, editora comunicacao@sindipi.com.br


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Palavra do Presidente

Um relato de seis anos de Sindicato Presidente dos dois últimos mandatos, Antônio Momm revela o grande patrimônio conquistado: os amigos

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Estou encerrando meu último mandato, que exerci com satisfação e dedicação que o cargo merece, foram anos, na verdade seis, em que tive como prioridade em minha vida profissional administrar esse sindicato com toda a galhardia que nosso setor é merecedor. As dificuldades existiram, as conquistas fizeram parte juntamente com as derrotas do nosso dia-a-dia, aprendemos a conviver com isso, saber esperar e conhecer as pessoas, o meio político, já que a representação do sindicato nada mais é que representar politicamente uma categoria. Conheci vários tipos de políticos, os oportunistas de última hora, os desconfiados, os soberbos que trataram o setor com desdém e os mais importantes: aqueles que querem mudar alguma coisa, construir algo novo. Tive a sorte de encontrar políticos assim, como estes últimos, dispostos a quebrar paradigmas. Cito quatro sem magoar os demais que nos apoiaram, pela magnitude de suas idéias e apoio ao nosso setor: o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, o Sr. Luiz Henrique da Silveira, Sr. Volnei Morastoni e Edson Andrino, políticos de primeira hora que não mediram esforços em apoiar nosso setor, promover as mudanças que solicitávamos. As mudanças acontecem na vida política, mas com 6

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enhores, criamos esta revista a fim de ser nossa voz e nossa vitrine, temos com ela um instrumento poderoso formador de opinião e um meio de expressarmos nossos anseios, verdades, conquistas e frustrações, mas não é somente a revista, temos um informativo diário para todos os associados com as notícias e publicações que acontecem no dia-a-dia da pesca no Brasil, além disso temos o terceiro canal de comunicação que é o nosso site: www.sindipi.com. br , assim estamos inseridos no mundo moderno e prontos para divulgar de forma generalizada para todos os envolvidos com nosso setor qualquer medida que venha ferir os interesses da pesca no Brasil. Em paralelo aos canais de divulgação, criamos canais de defesa, pois todos informados saberão trabalhar para defender nossos interesses.

certeza não na velocidade que o empresariado deseja e necessita, muitas sementes plantadas hoje renderão frutos somente daqui alguns anos, mas o importante é semear, aguardar e colher no futuro. Quanto mais tempo demoramos em propor mudanças ou se desistirmos porque irá demorar, a certeza é uma só: nada mudará. Nossa diretoria e nosso sindicato passaram horas difíceis, momentos que estávamos sozinhos, existiram momentos que plantaram a discórdia entre nós, existiram momentos de tensão, mas tudo isso soubemos superar e nos tornamos uma classe


mais unida. Somos um setor que tem vários segmentos, com modalidades diferentes, mas que interagem entre si na busca pelo alimento, e, muitas vezes interagem de forma conflitante, mas o amadurecimento veio à tona depois de anos submerso. Realizamos várias manifestações em conjunto, armadores, industriais, pescadores, caminhoneiros, todos ligados à pesca, na busca de um objetivo comum: a continuidade de nossa atividade de forma sustentável. Algumas vezes fui questionado por pessoas não ligadas ao setor se eu tinha o apoio da pesca quando falava em atividade sustentável com algumas sugestões de restrição ao nosso setor; a resposta eram sempre três, a primeira que só não encontrava apoio em aventureiros que aportavam na pesca só de passagem, a segunda que somente as pessoas do setor que não acompanhavam a evolução e a nossa capacidade atual e que vivem do passado criavam alguma resistência e a terceira e mais importante resposta é que o nosso setor hoje tem visão de futuro e acredita na própria pesca, assim sabe que existem limites. Foram seis anos de aprendizado que enriqueceram meus conhecimentos e me deram uma visão de quanto somos importantes para a economia local e nacional, mostrou-me o potencial que temos para crescer e o quanto podemos gerar de alimentos para gerações futuras. Sempre destaco que a pesca precisa de atitudes, atitudes que

como narrei acima são difíceis e morosas, mas em suas concepções são simples de implantar e de resultado rápido já que somos uma atividade atípica e temos em nossas características o manejo, a persistência, a vontade de aprender, a fé e a esperança que se renovam diariamente. Das tratativas políticas que realizei e as palavras que empenhei aos nossos associados procurei cumprir de todas as formas sem medir esforços. Travei várias discussões, mas o importante é o resultado e os amigos que conquistei, as pessoas que estão ao meu lado e me querem bem, que estarão convivendo comigo, por isto eu afirmo: valeu a pena todos estes anos de alegrias, tristezas, angústias, esperança pelos amigos e amigas que hoje tenho. E gostaria de agradecer efusivamente todas as pessoas que contribuíram e dedicaram-se de forma irretorquível nesta gestão. Um forte abraço a todos, sucesso, um ótimo e feliz 2008, e eu estarei sempre onde um amigo(a) estiver.

Saudações, Antônio Carlos Momm Presidente Sindipi

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Artigo

A implantação de terminais portuários ameaça a pesca A dragagem de 9,5 km do rio Itajaí-Açu a montante do Porto de Itajaí para a implantação dos novos terminais pode afetar o desenvolvimento sustentável da região e as atividades que demandam e necessitam do rio Itajaí-Açu.

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atores relacionados ao tema vêm nos preocupando nos últimos meses. Trata-se das implantações dos novos terminais portuários a serem instalados às margens do rio Itajaí-Açu, incluindo as margens de Navegantes e Itajaí. O que inicialmente nos aparenta um grande salto na qualidade de vida, com um incremento na melhoria da renda e poder de compra, por outro lado irá nos cobrar caro, no desemprego da força de mão de obra da pesca e dos estaleiros navais, com mais de 15 mil empregos diretos, ocupados atualmente nas indústrias de processamento da pesca, de captura industrial e artesanal, nos estaleiros de reparos e fabricação de embarcações, instalados a mais de 40 anos na região. Conseqüentemente, na desmobilização do setor pesqueiro local e regional, com impacto na política econômica nacional para o setor pesqueiro e naval, e do atendimento dos acordos internacionais existentes na utilização das 200 milhas náuticas para exploração comercial e pesqueira. Outra preocupação são as modificações da geomorfologia do ambiente de depósito do bota-fora marinho, e pelos motivos de segurança das embarcações, acaba por exigir grandes manobras ampliando os custos operacionais e afastando em definitivo a fauna (peixes e crustáceos) da região causando dificuldades econômicas para a pesca industrial e artesanal das localidades de Bal. Camboriú, Itajaí, Navegantes,

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Gravatá, Praia de São Miguel, Armação e Piçarras. A nossa preocupação é esclarecida diante dos fatos: a exceção do Terminal Portuário Portonave que se adequou totalmente para as suas operações defronte ao Porto de Itajaí, todos os demais terminais a montante desses dois terminais terão problemas de operação e causarão conseqüências irreparáveis ao setor pesqueiro e dos estaleiros localizados em Navegantes e em Itajaí. O rio Itajaí-Açu tem um traçado geográfico de curvas acentuadas desde a sua entrada da barra, e depois a montante do Porto de Itajaí tais problemas se acentuam. O calado existente acima do Porto de Itajaí varia em média entre 4 a 8 metros de profundidade, segundo estudos apresentados em duas Audiências Públicas. As empresas de pesca, os estaleiros de reparos e produção de embarcações, assim como os trapiches comerciais e das empresas pesqueiras estão instaladas preferencialmente nos locais de maior profundidade do canal natural existente. O interesse desses novos terminais portuários é o de operar navios que irão variar de 150 a 200 metros de comprimento sem os quais se tornarão improdutivos e, portanto não justificando os seus investimentos. Além dos temas acima, outro fator preponderante para as futuras operações daqueles terminais é que o canal necessário deverá ter uma profundidade de 9,50 m. e 100 m. de largura. A partir deste diagnóstico cumpre-

nos lembrar que a instalação do terminal de cargas da Estinave, em Itajaí, a se implantar no futuro próximo colocará em risco diversas empresas, visto que assim como não será economicamente viável a operação de navios de pequeno porte por parte daquele terminal, também não será viável para as empresas de pesca instaladas operarem com capacidade reduzida e controladas nas suas operações. Outro fator que nos causa estranheza é o fato de que para esses terminais portuários, previstos em número de quatro para as margens de Itajaí e um para as margens de Navegantes, não se dão conta que o rio é a divisa das duas cidades e que cabe, portanto, a cada uma delas a sua parcela de responsabilidade e de autoridade que lhes é de direito, não podendo nem a um nem a outro se utilizar de maneira inapropriada e sem o prévio consentimento e autorização por parte das autoridades constituídas.Desta forma, cabe também a esta Associação (ACIN), por sua responsabilidade e representatividade a não omissão pelos eventos que poderão nos atravancar o futuro e nos limitar o desenvolvimento. Reunião Portanto, a pedido da ACIN foi realizada uma reunião, no último dia 07 de novembro, no qual foram apresentadas as novas medidas a serem adotadas quanto ao início e as delimitações das margens e trapiches para a dragagem do rio Itajaí-Açu nos seus 9,5 km a montante do Porto de Itajaí. O Presidente da ASSUHI, Associação


dos Usuários da Hidrovia do rio Itajaíaçú, Augusto Emílio Dalçóquio, os técnicos da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI coordenados pelo Prof. Luiz Fernando Pedroso Sales apresentaram as alterações. Na reunião ficou estabelecido com as partes interessadas: 1. Canal de Navegação Seguindo o projeto inicial, o Canal de Navegação contará com uma profundidade aproximada de 10 metros, com largura estabelecida para as linhas retas do rio de 90 metros e para as linhas curvas do rio com uma largura prevista de 110 metros. Para tanto, ficou acordado que haverá e será mantida uma distância mínima de 35 metros das bordas externas dos trapiches/cais já existentes em ambas as margens, onde a partir deste espaçamento será iniciada a dragagem de aprofundamento do canal. 2.Atracação das embarcações pesqueiras Estabelecido o espaçamento marginal para o início da dragagem de aprofundamento do Canal de Navegação, ficou consignado que as embarcações pesqueiras poderão se utilizar tais dimensões para as suas operações de atracação, embarque e desembarque de produtos e/ou serviços, sem que haja a necessidade e interferência por parte das operações com os navios e/ou barcaças mercantes operantes, na operacionalidade das atividades da pesca. 2.1 Sinalização Para tanto, todo o Canal de Navegação no trecho compreendido e que atenderá aos novos terminais portuários a serem instalados a montante do Porto de Itajaí, deverá ser sinalizado por bóias ou qualquer outra forma visível de instrumentação indicada e sugerida pela Marinha do Brasil, com a finalidade de se buscar o máximo de segurança nas operações naquela hidrovia. 3. Trapiches e dragagens Por informação do Prof. Luiz Fernando Pedroso Sales, apresentador das mudanças sugeridas e contratado pela ASSUHI para executar os estudos que irão atender aos pré-requisitos estabelecidos pelas Licenças Ambientais já consignadas pela Fundação de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina - FATMA, pontuou que na

execução daqueles estudos poderá Reserva Biológica do Arvoredo, ser identificado a impossibilidade da com incremento e quantidade de resistência de algum trapiche existente navios e operações que demandaao longo da hidrovia, e que para tanto, rão concentradas num único amdeverá haver concordância das partes biente; a ampliação da cunha salina envolvidas no processo de ajuste das com o aprofundamento do Canal despesas decorrentes da estruturação de Acesso; um novo Bota-fora Maadequada para o suporte das ope- rinho e/ou Terrestre que deverá ser rações que irão demandar a partir da autorizado pelos órgãos ambientais dragagem do rio, bem como das ope- e pela Marinha do Brasil; a trafegarações advindas com as embarcações bilidade e a segurança na hidrovia; que irão operar naquela hidrovia. a possibilidade de enchentes com 3.1 Avaliação de estruturas a ampliação do volume de água no Ficou também entendido e estabe- interior da hidrovia; os novos delecido junto aos participantes, que a mandantes da hidrovia - Petrobrás ASSUHI assume desde já o compro- e a Bacia Petrolífera de Santos) que misso de avaliar todas as estruturas por certo irá de ser analisado e dedos trapiches existentes ao longo da batido oportunamente em data a hidrovia, sugerindo e estabelecendo, ser marcada. se for o caso, viabilidade para atender Além do acima descrito ficou as necessidades apresentadas. comprometido ao Dr. Genésio Nolli 4. Bota-fora Marinho Filho, neste ato Representante e ProEntendeu-se que a praia de Nave- curador da AGU - Advocacia Geral gantes, bem como a localidade pos- da União e Procurador do Ibama em terior a Boca da Barra (saída e entra- Itajaí, e perante a todos os presenda das embarcações à hidrovia) são tes que a ASSUHI irá encaminhar fatores não negociáveis quanto a sua a Associação dos Empresários de degradação ou inapropriação para o Navegantes - ACIN a cópia integral uso. Assim, e em razão da retificação (frente e verso) da Licença Ambiendo projeto para o Canal de Navegação, tal Prévia e de Instalação - LAP/LAI n. estabelecendo conseqüentemente um 050/2007, emitida em 26 de setemmaior volume de material a ser reti- bro de 2007 pela FATMA - Coorderado do rio quando da execução da nadoria Regional de Desenvolvimendragagem, deverá ser estudado um to Ambiental de Blumenau - Codam, novo local para o bota-fora daqueles e suas exigências, para que todos materiais, pois certamente, os locais possam ter o devido conhecimento inicialmente autorizados não compor- e acompanhamento das obrigações tariam tais demandas e assim com- consignadas naquele documento. prometeriam a praia de Navegantes, Além da minha participação, estipatrimônio e fonte de renda do municí- veram presentes na reunião: Sr. Mapio na sua balneabilidade e turismo, e noel Xavier de Maria, Secretário de poria em risco a navegação causando Aqüicultura e Pesca do município maiores riscos de acidentes e como de Itajaí, o Sr. Edílson Vieira Salles conseqüência ampliação dos custos - Capitão de Fragata e Delegado da operacionais para a pesca. Capitania dos Portos de Itajaí e o Sr. Outros questionamentos sobre os Hamilton Jorge da Gama Henrique impactos ambientais não menos im- - Capitão de Mar e Guerra e Capitão portantes e ponderações foram apre- dos Portos de Santa Catarina e o sentadas e debatidas, e outros mais Presidente da ACIN, José Gonzaga ainda o serão, como a ampliação das dos Santos, além de outras autoáguas de lastros trazidas por um nú- ridades, Secretários Municipais, mero maior de navios-o alto risco da Vereadores de Navegantes e emcontaminação das águas costeiras por presários interessados ao tema. elementos e seres vivos exóticos e exógenos da nossa fauna marinha trazidos Francisco Carlos Gervásio pelos navios nas suas águas de lastro, com possibilidade de se desenvolver, Vice-Presidente para Assuntos da Pesca da com possibilidade de destruição da ACIN, Associação Comercial e Industrial de Navegantes-SC fauna ora existente; a proximidade da

Revista SINDIPI 9 Revista SINDIPI 9


Especial

Sindipi inaugura o Centro Executivo da Pesca A sede própria da entidade é um marco na história do Sindipi em seus 27 anos. O investimento, mais de 1milhão de reais tornou-se o cartão postal do setor pesqueiro.

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como laboratórios técnicos, salas exclusivas para os associados etc. Na sede tem um espaço para uma grande loja térrea. O Centro Executivo da Pesca está localizado em um ponto estratégico e de fácil acesso, no centro de Itajaí, na Rua Lauro Muller, nº 386. O prédio tem design moderno e arrojado, com funcionalidade que garante o desempenho de serviços administrativos, estacionamento interno para 14 veículos e espaço para reuniões. A obra é personalizada com a nova logo do Sindipi fixada na fachada do prédio. A sede servirá de suporte para atender a demanda dos associados que aumenta a cada ano. De acordo com dados da entidade, são cerca de 500 embarcações cadastradas no Sindicato e 50 indústrias pesqueiras. Na lista de associados estão as maiores indústrias enlatadoras, as pequenas e médias empresas que se destacam no beneficiamento do pescado, uma frota pesqueira de diversas modalidades, as empresas líderes de

Fotos João Souza

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undado em 1980, hoje o Sindipi é considerado o maior sindicato patronal do setor pesqueiro do país. Segundo o Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm, a construção da sede estava entre os planos de ação desde que assumiu a Presidência em 2002. Na inauguração, dia 13 de dezembro, participaram diversas autoridades, associados e imprensa, que compartilharam o descerramento da placa inaugural e a visitação ao novo edifício sede, com muitos aplausos e fogos de artifício. Na solenidade o Presidente agradeceu pelo voto de confiança e a oportunidade de representar os associados em duas gestões e concluiu: “aqui é a nossa casa”. Com investimento de mais de 1 milhão de reais em uma área total construída de 1600 m², a entidade tem 5 pavimentos: sendo 2 para a parte administrativa, um para o auditório, com capacidade para 204 pessoas, salão de recepção, copa e os outros dois para futuros projetos e inovações,

pescado congelado no Brasil. Além destes dados, a sede da entidade, está localizada em ponto estratégica: no município de Itajaí- considerado o maior pólo pesqueiro do Brasil. O Secretário da Sepesca de Itajaí, Manoel Xavier de Maria, o vice-presidente regional da FIESC, Rui Altenburg, o Superintendente da Seap em SC, Luiz Cezer Cerutti, o Comandante do 1º BPM, tenente-coronel José Adalberto Bendlin,o Capitão-de-Fragata Edílson Vieira Salles,Presidente da Fepesca, Ivo da Siva, Deputado Federal pelo Estado do Cerá e Presidente da Comissão da Frente Parlamentar da Pesca, Flávio Bezerra, a secretária de Saúde e Presidente da Combemi, Nausicaa da Silva Morastoni,o Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, o Ministro da Pesca, Altemir Gregolin, , o Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional da Mesorregião de Itajaí, João Olindino Dão Koedermann e o Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm.


Antônio Momm, o Sub-Secret. Seap/PR, Karim Bacha, o Secretário da Sepesca de Itajaí, Manoel Xavier de Maria e João Manoel da Silva.

O armador Joaquim Felipe Anacleto, o presidente do Conepe, Fernando Ferreira, o Deputado Federal Flávio Bezerra, o empresário José Kowalsky, o Presidente do Sindipi Antônio Momm, o Ministro da Pesca Altemir Gregolin, Noemi Cruz, o armador Antônio Faustino e o Superintendente da Seap em SC, Luiz Cezer Cerutti.

Os armadores Ilton dos Santos, Márcio Andriani, Giovani Genázio Monteiro e Luis Fernando Leal.

O fundador do Estaleiro Ebrasa, Noemi dos Santos Cruz, o Presidente da Intersindical Patronal, Ademar Avi e o Diretor do SPC e Profissionalização da CDL de Itajaí, Reinaldo Lourenço Inácio.

O empresário Attilio Leardini, Antônio Carlos Momm e o construtor Renato kleis.

As amigas Beatriz Vanzuita, Sabrina e sua mãe Natalicia da Costa, Margareth Momm e Sandra Bendlin.

Os armadores Nicácio Hermógenes Aparício e Nereu Ramos Caldeira com suas esposas.

O anfitrião, Antônio Momm mostrando aos convidados o 1º andar da sede e o espaço com os quadros dos Presidentes do Sindipi até 2007.

O diácono Adilson da Costa procedeu a benção da sede. Descerramento da placa inaugural do novo edifício sede Sindipi

O Presidente eleito do Sindipi, Dario Luiz Vitali, o gerente de contas do Banco do Brasil, agência centro Itajaí, Gilson José Lueckmann, o diretor da FIESC, Valter Ros de Souza e o gerente geral da agência centro Itajaí do BB, Jaime Rosa.

Os casais Antônio Momm e Margareth, Hilson Manoel Siqueira e Lucimar, Dario Vitali e Lucimara Ferreira.

O Presidente do Sitrapesca, Jairo da Veiga, o Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, o Capitão-de-Fragata Edílson Vieira Salles e Antônio Momm.

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Especial

Dario Vitali eleito Presidente do Sindipi

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á duas gestões consecutivas a frente do Sindipi, desde 2002, o armador Antônio Carlos Momm encerra seu 2º mandato com chave de ouro: com diversas conquistas(ver box 1) e repassa o cargo ao empresário Dario Luiz Vitali, seu parceiro na vicepresidência da entidade. A eleição para a escolha da nova diretoria do Sindipi (triênio 2008/2010) foi realizada no dia 29 de novembro, na sede do Sindipi. Mesmo com uma única chapa inscrita, a participação foi expressiva dos associados. A partir do dia 1º de janeiro de 2008, o empresário Dario Luiz Vitali assume a presidência da entidade, o armador Giovani Genázio Monteiro será o secretário e o armador Márcio Andriani, o tesoureiro. Ao total, são 15 componentes da diretoria. Na nova diretoria também tem os componentes das Câmaras Setoriais, um setor criado na atual gestão para oferecer suporte à diretoria do Sindicato, uma forma de planejar e definir de maneira mais democrática as ações da pesca de acordo com a modalidade de pesca e a área industrial. Ao todo são oito Câmaras: emalhe, atum, sete-barbas, camarão rosa, sardinha, arrasto, indústria e óleo diesel. De acordo com Dario Vitali, a proposta da nova administração é dar continuidade as ações implementadas e seguir a filosofia da atual gestão: a união do setor em busca do desenvolvimento sustentável, econômico e o fortalecimento de toda a cadeia produtiva do Estado, destacando-se na qualidade do pescado, movimentando a economia e gerando empregos. A confraternização anual de final de ano e a cerimônia de diplomação da nova diretoria – gestão 2008/2010 foi realizada após a inauguração da sede, com um jantar festivo no dia 13 12

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Fotos: João Souza

O Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm faz a entrega de Diploma ao Presidente eleito Dario Luiz Vitali.

Na mesa de honra: O Delegado da Capitania dos Portos em Itajaí, o Capitão-de-Fragata Edílson Vieira Salles, Deputado Federal Flávio Bezerra, Presidente da Comissão Parlamentar da Pesca, o Prefeito de Itajaí, Volnei José Morastoni, o Ministro da Seap/PR, Altemir Gregolin, o Presidente do Sindipi , Antônio Carlos Momm, o Presidente eleito do Sindipi, Dario Luiz Vitali, o juiz de Direito da Comarca de Itajaí, Eduardo Mattos Galo Júnior, o vice-presidente regional da FIESC, Rui Altenburg e o Presidente do Conepe, Fernando Ferreira e o Comandante do 1º BPM, tenente-coronel José Adalberto Bendlin.

de dezembro no salão do Clube Itamirim em Itajaí. Durante o evento, que contou com a participação de 500 convidados, o Presidente do Sindipi recebeu uma placa em homenagem a sua dedi-

cação à entidade e o empresário Francisco Carlos Gervásio apresentou uma dedicatória ao Presidente, ressaltando sua atuação no Sindipi e sua luta em favor de todo setor pesqueiro.


Antônio Carlos Momm, presidente nas gestões (2002-2004/ 2005-2007). “Fôlego, vontade e garra... O 1º mandato é pouco, o 2º é importante e agora está na hora de renovar, com pessoas com disposição, garra, vontade de trabalhar... Nossa filosofia de trabalho é a união... Agradeço a todos que trabalharam, uma equipe forte, o nosso Sindicato está de parabéns, a todos desejo sucesso e que continuem forte e na luta, Deus nos abençoe”.

Ministro da Seap/PR, Altemir Gregolin. “Uma grande sede para o maior pólo pesqueiro do país: demonstração de força e organização... O setor fechou a boca da barra duas vezes, admiro o setor quando faz reivindicações, isso fortalece. Nós somos Governo, somos passageiros, nós saímos e o setor fica, e precisa saber valer o que é de direito ...Precisamos fazer um trabalho conjunto e articulado, uma política a longo prazo... O setor tem que ser competitivo, tem que estar articulado com a cadeia produtiva... parabéns Momm pelo seu trabalho.”

1645- O juiz Eduardo Mattos Galo Júnior recebendo das mãos do Dario Vitali um livro de Itajaí, de Azor Oliveira sorteado na noite do evento.

Prefeito de Itajaí, Volnei José Morastoni. “A pesca em Itajaí conquistou seu endereço próprio. A pesca é um caminho de desenvolvimento, geração de empregos, distribuição de renda e Itajaí orgulha de ser o maior porto brasileiro da pesca industrial”.

O Presidente eleito/diplomado, Dario Luiz Vitali. “A sede é um sonho materializado, grande o suficiente para agregar todas as necessidades do setor, o trabalho e a luta que iremos enfrentar. Precisamos ser persistentes e agradecer em 1º lugar a Deus, em 2º a minha família que muito contribuiu, em 3º agradecer a diretoria participativa, engajada. Faço um apelo aos associados: que enfrentamos os próximos anos unidos, por um bem comum. Vamos assumir a gestão com responsabilidade e dar continuidade ao trabalho que foi desenvolvido até hoje. Faço um agradecimento especial para quem deu ao setor credibilidade e visibilidade: Antônio Momm. Enfim, tudo que o Sindipi tem, o Antônio tem uma participação especial”.

O casal Dario Vitali e Lucimara Ferreira entregou para o Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm (ao lado a esposa Margareth Momm) a placa em homenagem as suas ações no Sindicato.

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O Presidente eleito Dario Luiz Vitali entrega o diploma à nova diretoria triênio 2008/2010:

Giovani Genázio Monteiro – Secretário

Márcio Andriani – Tesoureiro

Benício Silvestre Marques – Supl. Secretário

Edson Vaz Pires – Suplente Tesoureiro

José Kowalsky – Conselho Fiscal

José Domingos Bento – Supl. Cons. Fiscal

Alírio Pinto Filho – Supl. Conselho Fiscal

Madalena V. Martinez Feller– Delegado

Marcos Augusto Onishi – Supl. Delegado

Na foto, os integrantes da nova diretoria do Sindipi diplomados no evento. Também faz parte da Diretoria(2008/2010): Genadi Pawlenko – Conselho Fiscal, Luciano Cabral – Conselho Fiscal, Wanderley Antonio Khun – Suplente Conselho Fiscal e Odair Rosa – Delegado

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Jantar de Confraternização dos associados e a diplomação da nova diretoria no salão de eventos do Itamirim Clube com cerca de 500 participantes.

O empresário Francisco Carlos Gervásio, Antônio Momm e o armador José Domingos Bento em clima de descontração.

O Presidente eleito Dario Luiz Vitali, com os pais, Lázaro e Amélia e a irmã Maria Helena Vitali.

A engenheira Luciane Aliprandini, o casal Manoel e Janaina Jacinto Rosa(Dona Bella Pescados) e o casal Lucimara Ferreira e Dario Vitali.

O Deputado Federal Flávio Bezerra, o Presidente do Conepe, Fernando Ferreira, o Ministro da Pesca Altemir Gregolin, Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm, Prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni e o tesoureiro do Sindipi, João Manoel da Silva.

O casal Liliane Miranda Gervásio e Francisco Carlos Gervásio, Fernanda Reichert com o noivo Dante de Miranda Gervásio, os empresários Eduardo Nunes e Argemiro Nunes da Nuntec Soluções, Rodrigo Bender e Julia Gervásio.

Niziara Maria de Borba Duarte, José Felix Duarte (Natubrás Pescados) e esposa Nazidir Nair de Borba Duarte e Írio Rossa (Sócio da Pesqueira Catarinense).

Os empresários Attilio Leardini (Leardini Pescados) com a esposa Zoraia e no meio o empresário Luzaldo Pscheidt (Costa Sul Pescados) e esposa Valdirene.

A assessora de imprensa (DM Assessoria), jornalista Daniela Maia, o Presidente eleito, Dario Luiz Vitali, a secretária executiva do Sindipi, Liria Aninha dos Santos e a auxiliar administrativa do Sindipi, Cristina da Maia.

Rodrigo Momm e Francieli Lima, Jorge Carneiro de Souza e Denise Momm, Margareth Momm e o casal Lucimar e Hilson Siqueira.

De frente: o diretor da FIESC, Valter Ros de Souza, o vice-presidente regional da FIESC, Rui Altenburg, o procurador Genésio Nolli Filho, o engenheiro Paulo Arias.

O casal Eder e Rose de Castro( Pesc Pescados) com o armador Antônio Faustino e sua esposa Lea.

Revista SINDIPI

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Confira as principais iniciativas da diretoria do Sindipi de 2002 a 2007: A retirada de barcos estrangeiros da região sul e sudeste em 2002; A criação da Seap/PR a pedido do setor; A redução do ICMS sobre o pescado no Governo Luiz Henrique; A intervenção do Sindicato para a aplicação do decreto federal para o ganho da subvenção do óleo diesel marítimo. A isenção do ICMS estadual do óleo di esel beneficiando as embarcações nacionais; Criação da Secretaria Municipal de Pesca em Itajaí; A revisão da Instrução Normativa nº 5; Conquista de novos associados. Dos 14 que começaram o movimento em 1980, agora são cerca de 250. A realização das duas maiores paralisações do setor pesqueiro realizado no Brasil, contribuindo para a união do setor. Aumento do percentual da subvenção federal em 5% diminuindo o preço do óleo diesel para as embarcações, ganho que beneficiou todos os armadores de pesca do Brasil. Através de diversos ofícios, audiências, a liberação da linha de crédito do custeio pecuário tradicional para a pesca em agosto de 2006; Parcerias nas áreas da saúde (Ex.Sesi, Servmed, etc.), jurídica(criação departamento jurídico do Sindipi), educacional(Centro Educacional Eliana) cidadania (Ex. ABRAPI), pesquisa(Projeto Isca-Viva; monitoramento de área de cultivo do molusco bivalve etc.) , cultural (ex: Concurso Memórias da Pesca etc.) Sócia (apoio para atletas, coral infantil etc.) e qualificação profissional (Ex: Senai etc.). Participação na criação da Cooperativa de Crédito-Credifoz Iniciativa inédita na área industrial: a defesa na padronização nos rótulos de pescado congelado; O respeito e a representatividade da entidade conquistados nos órgãos federais, estaduais, municipais e na esfera política. O investimento em comunicação: a criação da Revista do Sindipi com 26 edições publicadas até o final do ano com distribuição nacional; o informe interno aos associados sobre leis, reuniões e fatos importantes; a clipagem de notícias publicadas no Brasil referentes ao setor pesqueiro além de questões econômicas e culturais, oferecendo um suporte de informações aos sindicalizados; a criação do site: www.sindipi.com.br. Criação das câmaras setoriais, uma política de descentralização, oferecendo a oportunidade para discussões em grupos, de forma organizada e democrática para o planejamento das ações. Foram criadas oito Câmaras: emalhe, atum, sete-barbas, camarão rosa, sardinha, arrasto, indústria e óleo diesel. A construção e entrega da sede própria da entidade.

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Revista SINDIPI


Economia

O percentual de impostos em produtos pesqueiros A Abrapi é parceira do Sindipi em diversas campanhas, entre elas, divulgar e alertar a quantidade de impostos incidentes em produtos que usamos no setor produtivo da pesca

A

ABRAPI, Associação Brasileira dos Contribuintes, fundada em julho de 2000 é uma entidade sem fins lucrativos, com a proposta de defender os legítimos interesses de toda a classe produtiva brasileira, representada pelos pagadores de tributos, sejam eles, pessoas físicas ou jurídicas. Os princípios fundamentais que regem suas ações estão voltados para resultados e focados em todo e qualquer cidadão que produz neste país. De acordo com o Presidente da Abrapi, Rubens Franz, a participação da Associação com informações na Revista Sindipi é uma grande parceria no setor de comunicação. A partir desta edição, algumas pesquisas e dados coletados da Associação serão divulgados na Revista. Segundo o Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm, o sindicato entre outras entidades já realizou ações relevantes de conscientização em parceria com a Abrapi, como a cartilha que detalha em linguagem simples e dinâmica sobre os impostos brasileiros em diversos setores. Este é apenas o início de um trabalho de informação, com o objetivo de conscientizar que os cidadãos não possuem só o dever de contribuição, mas também o direito a um retorno justo por meio do Governo que tem o dever de prestar melhores serviços e proporcionar condições de vida mais digna à sua população.

Marcello Sokal

Produtos essenciais para a pesca como a rede e o barco são altamente taxados

Produtos e carga tributária ANZÓIS REDE DE PESCA CORDA CHUMBADA FACA LANTERNA

47,28% 34,21% 35,01% 38,47% 42,70% 44,92%

Fonte de pesquisa: IBPT Rua Ingo Hering, nº 20 - Sala 801 8º andar - Neumarkt Trade Center CEP 89010-205 - Blumenau - SC Tel. (47) 3322-0479 / Fax (47) 3326-1230 e-mail: abrapi@abrapi.org.br www.abrapi.org.br

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Economia

Mais Crédito para pesca de pequenas embarcações O valor máximo de financiamento para investimento pelo PROGER é de 100 mil reais por beneficiário, em empreendimento individual. Para duas ou mais pessoas o teto é de acordo com o número de beneficiários.

O

Plano Agrícola e Pecuário 2007/2008 deu continuidade ao compromisso do Governo Federal, apoiando o setor pesqueiro principalmente na faixa de pequeno e médio produtor, com o objetivo de reduzir as taxas de juros e ampliar os limites de crédito rural por tomador e elevar o nível de renda

PROGER

O Programa de Geração de Emprego e Renda – PROGER é um programa que tem como objetivo promover o desenvolvimento das atividades dos

pequenos produtores e proporcionar o aumento de renda e geração de emprego. É condição do programa que o proponente tenha no mínimo 80% da renda originária da atividade pesqueira e que não tenha renda bruta anual acima de R$ 220.000,00 por participante envolvido no empreendimento. Para que o armador/pescador te-

Condições do Crédito

Safra 2006/2007

Safra 2007/2008

Renda bruta Anual para Enquadramento no PROGER

Até R$ 100.000,00

Até R$ 220.000,00

R$ 48.000,00

Custeio/Investimento: R$ 100.000,00/beneficiário

Taxa Efetiva de Juros

8% ao ano

6,25% ao ano

Prazo

Até 8 anos

Até 8 anos

Anual/ Sem.

Anual ou Semestral

Hipoteca Terreno ou Barco

Hipoteca de Terreno ou Barco

Limite de Crédito (Teto)

Forma de Pagamento Garantia

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bruta para fins de enquadramento no PROGER RURAL.

Revista SINDIPI


nha essa renda bruta, já que o sistema da pesca é em parceria de 50%, é necessário que a receita bruta anual da embarcação seja no máximo de R$ 440.000,00. Considerando que o número de viagens por ano seja em média de 13, a embarcação não pode produzir mais que R$ 34.000,00 por viagem. O valor máximo (teto) de financiamento para investimento pelo PROGER é de R$ 100.000,00 por beneficiário, por ano agrícola (01/Julho à 30/Junho) em empreendimento individual. Para empreendimento coletivo (duas ou mais pessoas) o teto é de acordo com o número de beneficiários, respeitado o teto individual de R$ 100.000,00 por participante. Neste caso um grupo de três pescadores pode fazer o financiamento, pelo PROGER, no valor máximo de R$ 300.000,00 para comprar uma embarcação. Para a reforma da embarcação o valor do financiamento pode ser até de R$ 200.000,00 se a embarcação pertencer a dois proponentes. Se for só de um proprietário o valor máximo do financiamento será de R$ 100.000,00.

Em todos os casos de investimento, seja individual ou coletivo o prazo de pagamento pode ser até oito anos com até três anos de carência. Para a compra de embarcação usada ou para compra de motor e equipamentos usados, pode ser feita de particular, porém excepcionalmente de outro produtor cliente do banco, desde que apresente a documentação comprobatória de propriedade de bem (nota fiscal ou recibo) e a certidão negativa comprovando a inexistência de ônus. O pagamento é feito diretamente na conta do vendedor, mediante autorização do financiado.

Para que o SINDIPI possa encaminhar o projeto de financiamento ao Banco é necessário ter cadastro e conta na agência onde pretende financiar.

Por Claudionor Gonçalves

Para maiores informações SEPESCA (47) 3344 2308 e fale com Manoel Xavier ou Claudionor Gonçalves (47) 84329903. Para agendar seu atendimento a fim de elaborar a proposta ou projeto de financiamento da pesca industrial ligue no Sindicato das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região-SINDIPI e fale com Liria: (47) 3348-1083. Se o financiamento for na pesca artesanal, ligue diretamente na Secretaria Municipal da Pesca – SEPESCA e fale com Claudionor (47) 3344-2308 ou (47) 84329903. e-mail: claudionor@itajai.sc.gov.br.

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Projetos de Pesquisa

Pesquisas marítimas pioneiras no Brasil Projetos Agulhões do Atlântico; Tubarões Oceânicos do Brasil; ESCALAR e ECOBAN fazem parte de pesquisas do Subcomitê Científico do CPG de atuns e afins.

O

Subcomitê Científico do CPG de atuns e afins, com o apoio da SEAP/ PR, tem envidado um grande esforço de pesquisa, o qual, além de incluir a coleta sistemática e rotineira de dados de esforço de pesca, captura e desembarques, tem envolvido o desenvolvimento de pesquisas pioneiras no País, entre as quais se destacam os projetos: Agulhões do Atlântico- Estudo sobre a Biologia de Agulhões da Família Istiophoridae capturados no Oceano Atlântico Sul; Tubarões Oceânicos do Brasil; ESCALAR- Estudo do Comportamento da Albacora Laje no Arquipélago de São Pedro e São Paulo; e ECOBAN- Ecologia da Albacora Bandolim no Atlântico Tropical. O primeiro, já iniciado desde meados de 2005, a respeito dos agulhões, envolve, além do estudo da biologia reprodutiva e do crescimento dos agulhões negro e branco, a utiliza-

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Revista SINDIPI

Divulgação

Os pesquisadores Fábio Hazin (Presidente eleito do ICCAT) e Paulo Travassos.

ção de marcas PSAT- Pop-up Satellite Archival Tags1, para identificação do comportamento e uso do habitat pelos mesmos, sendo esta a primeira vez no Brasil que este tipo de marcas

é utilizada em peixes. O projeto, que é desenvolvido em cooperação com pesquisadores norte-americanos da Universidade de Miami, do Instituto de Ciências Marinhas da Virginia e


do Centro de Ciência Pesqueira do Sudeste (NMFS/ NOAA2), envolve também uma pesquisa com anzóis circulares, cujos resultados preliminares apontam para um significativo aumento do rendimento pesqueiro e do tempo de vida pós-captura das espécies alvo da pesca, reduzindo, ao mesmo tempo, as capturas incidentais. O projeto Tubarões Oceânicos do Brasil, também em curso, assemelha-se ao projeto dos agulhões, focando, contudo nas principais espécies de tubarão capturadas na pesca atuneira (tubarão azul, estrangeiro, mako, raposa, e cachorro, além da raia roxa pelágica). Da mesma forma, também será conduzido em cooperação com pesquisadores norte-americanos da Universidade da Flórida, do Instituto de Ciências Marinhas da Virginia e do Centro de Ciência Pesqueira do Sudeste (NMFS/ NOAA). O Projeto ESCALAR, por sua vez, objetiva estudar o comportamento da albacora laje, face à variabilidade do ambiente oceanográfico, no entorno do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, principalmente em relação à distribuição vertical da temperatura da água, prevendo-se, para a realização do mesmo, a utilização de telemetria acústica e marcas PSAT.

Já o ECOBAN pretende aprofundar os conhecimentos técnicos e científicos sobre a pesca e biologia da albacora bandolim, contribuindo para a exploração sustentável deste importante recurso pesqueiro oceânico pela frota atuneira nacional, prevendo-se a realização de pesca experimental com espinhel profundo, com a utilização de hook timers3 e minilogs4, além de marcas PSAT. Além destes projetos, há outro em fase inicial que analisa os efeitos da variabilidade climática e a oceanográfica do Atlântico Sul, em parceria com o Instituto de Recherche pour le Developpement - Montpellier, França. O principal objetivo é avaliar quais as influências das mudanças no clima e no ambiente oceânico em média e larga escalas: espaço-temporais, distribuição, abundância e capturabilidade de grandes peixes pelágicos como os atuns e afins. Esta pesquisa avalia desde as variações sazonais do meio ambiente as influências de fenômenos como o El Nino sobre os recursos pesqueiros.

Participação especial Fábio Hazin e Paulo Travassos-

Notas explicativas 1. São marcas que, uma vez fixadas no peixe, coletam dados a respeito da temperatura da água, profundidade, e posição geográfica. Após um período de tempo pré-programado, normalmente entre 1 e 6 meses, as mesmas se liberam automaticamente, vindo até a superfície, a partir de onde passam a transmitir todos os dados coletados durante o período em que permaneceu presa ao peixe, através do sistema de satélite ARGOS, para uma base em terra. 2. NMFS- National Marine Fisheries Service/NOAA- National Oceanic and Atmospheric Administration. 3. Dispositivos que permitem identificar a hora em que o peixe foi fisgado. 4. Equipamento que, unido à linha secundária, registra continuamente a temperatura da água da mar.

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Inovação

Praticidade e requinte: a nova aposta no mercado KIT Fácil e Leardini Gourmet são as duas novas linhas da Leardini Pescados lançadas no mercado brasileiro com destaque nas embalagens, produtos in natura e pratos prontos em até 20 minutos.

N

ão basta investir em novas tecnologias, equipamentos, profissionais e não acompanhar as transformações no hábito alimentar. No Brasil, pesquisas revelam tendências que transformam em grandes apostas das indústrias alimentícias. É o exemplo da Leardini Pescados, indústria pioneira no setor pesqueiro, com sede em Navegantes, litoral catarinense e considerada uma das líderes do setor de pescado congelado no Brasil, que atua desde a captura do pescado, com sua própria frota de embarcações até o produto final para o consumidor. O diretor comercial da empresa, Wilmar Spengler, anuncia as duas novas linhas da empresa: a Leardini Fácil (KIT FÁCIL) e a Leardini Gourmet.

Lançamentos Leardini Kit Fácil

porções de cada espécie. No KIT Paella, o camarão, lula, polvo e mexilhão encontram-se na dose ideal para a receita. O KIT Fácil está disponível em todas as regiões do Brasil, e pode ser encontrado em supermercados e hipermercados. Modo de descongelar os kits: Coloque o produto imerso em água fria (20°C), sem retirá-lo da embalagem, por aproximadamente 10 minutos ou até que a camada de gelo tenha descongelado.

KIT FÁCIL

Uma linha lançada em todo mercado brasileiro, inspirada em receitas internacionais. O KIT Fácil tem três opções: o KIT Moqueca de Cação à Baiana; o KIT Paella ou o KIT Risoto de Camarão e Lula. Os produtos são inspirados em pratos apreciados e típicos do Brasil, Itália e Espanha. A nova linha KIT Fácil oferece a praticidade ao consumidor. Em poucos minutos, o prato está pronto para servir e ser saboreado. “Oferecer ao consumidor a facilidade e a oportunidade de saborear receitas 22

Revista SINDIPI

consagradas e nutritivas à base de peixes e frutos do mar é a proposta do Kit Fácil da Leardini”, destaca o Diretor-Presidente, Attilio Leardini. Além da garantia em estar adquirindo um produto que é produzido e embalado pela própria empresa, outra grande vantagem é a economia. No desejo de saborear uma Paella, o consumidor não precisa comprar diversas

LEARDINI GOURMET

Peixes, moluscos e crustáceos selecionados são os destaques da nova Leardini Gourmet. Os camarões, por exemplo, são de diversos tamanhos e congelados a bordo. Em bandejas ou embalados a vácuo, os 12 produtos gourmet lançados pela Leardini


Fotos: divulgação

Pescados (SC) oferece aos apreciadores da alta gastronomia a inspiração necessária para o preparo das mais saborosas e requintadas receitas a base de peixes e frutos do mar. Uma variedade de espécies compõe a Linha Gourmet: lula, linguado, camarão, salmão, cação e abadejo. Para filés maiores e porções, a Leardini Gourmet adotou Lançamentos Leardini Gourmet bandejas a embalagem a vácuo que preserva a qualidade do produto, as características do momento da mantendo a umidade natural, textura captura. No processo industrial, todos e sabor. os camarões são devenados, ou seja, Além do sabor leve e marcante, os através de um fino corte na lateral as produtos têm qualidade em todo pro- vísceras são retiradas. cesso. Os camarões são congelados A empresa criou na espécie camarão a bordo o que garante ao consumidor rosa uma nova identificação, apostando a certeza de adquirir um produto com em uma comunicação mais direta. “O consumidor não precisa mais observar códigos técnicos, geralmente usados pelas indústrias nacionais de pescado. Com os nomes Pistola, Jumbo e Grande fica mais fácil identificar o produto e o tamanho do camarão que ele deseja”, explica o diretor comercial da Leardini Pescados, Wilmar Spengler. Camarão Provençal

Os produtos como salmão, cação e abadejo são importados de empresas credenciadas por órgão internacionais. Para oferecer mais opções, o salmão da Linha Leardini Gourmet apresenta vários cortes: filé grande, médio e em porções. O diretor comercial da empresa destaca que no processo industrial foi selecionada uma equipe exclusivamente para trabalhar com a Linha Gourmet, com treinamento especial na manipulação do pescado. Os consumidores poderão encontrar a nova linha em delicatessen, lojas especializadas em alta gastronomia e supermercados dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Para o próximo ano a perspectiva da empresa é ampliar a Leardini Gourmet para outras regiões do Brasil.

Leardini Pescados www.leardini.com.br

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Empresa que Faz

Informe Publicitário

Papytex comemora 27 anos no mercado Empresa de fabricação de redes de proteção e pesca é destaque no Brasil a partir das conquistas: ISO 9001 -2000; logística eficiente; produtos de qualidade e sob medida; filiada ao BNDES.

A

Papytex é uma das mais importantes fabricantes de redes de proteção e pesca, telas estruturantes, telas para construção civil e telas para indústria automobilística. A Papytex está no mercado há quase 30 anos e é reconhecida pelo atendimento personalizado, garantia, assistência técnica, seus excelentes produtos sob medida e em multifilamento de nylon sem nó (rachel). Iniciou suas atividades em 1980, como uma empresa pequena e familiar, fundada por Armando de Freitas Baião, Álvaro de Oliveira e Rubens Latanzi. A iniciativa em investir no setor pesqueiro partiu da facilidade em diversificar produtos e a busca por no-

MÁQUINA MODERNA COM FÁCIL DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS

ARRASTÃO PARA DESPESCA UTILIZADA NA PSICULTURA

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vos mercados. O parque industrial da empresa tem um espaço amplo, cerca de 2 mil e 500 m², em São Paulo. Um dos pontos fortes é o desenvolvimento de tecnologia própria através de um departamento técnico, a logística e o atendimento ao cliente em todo Brasil. Segundo o coordenador do departamento de vendas da Papytex, Renato Francisco da Silva, a empresa tem como foco a qualidade, fornecendo os melhores produtos de acordo com as necessidades técnicas e logísticas de cada cliente. Uma das estratégias da empresa é apostar em seus colaboradores, oferecendo

MATÉRIA-PRIMA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE PARA CONFECÇÕES DE REDES


capacitação constante, para alcançar eficiência no trabalho, alcançando os melhores resultados, além da gratificação em poder contribuir em todo processo. “Estamos estreitando a parceria com nossos fornecedores na busca por melhores negociações”, relata. Renato também destaca que a empresa é filiada ao BNDES, o que possibilita ao cliente opções de parcelamento de compras até em 36 vezes. Uma das grandes conquistas da empresa é a certificação de aprovação ISO 9001 -2000. O coordenador de vendas explica que o sistema de gestão depende da dedicação da empresa em investir em todas as áreas, buscando a eficácia e eficiência em todas as ações. De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Produtos, Robson de Freitas Baião, um dos diferenciais da Papytex é a confecção de produtos sob medida, entre eles: rede anti-pássaro (polietileno preto com proteção uv), rede para despesca (com ou sem saco), tanque rede (tipo berçário) com ou sem tampa, rede para pesca profissional e amadora, rede de proteção, além dos excelentes produtos em multifilamento sem nó (rachel). Outro destaque da empresa é a fabricação de redes para pesca oceânica (traineiras). O gerente aponta outro diferencial

REDES DE PROTEÇÃO EM VÁRIAS CORES E MALHAS DE ALTA RESISTÊNCIA E DURABILIDADE 100% NYLON - POLIAMIDA

da empresa, o atendimento personalizado. “A Papytex a cada ano se solidifica no mercado como destaque em sua área, oferecendo aos clientes atendimento personalizado, garantia e assistência técnica, além de oferecer rede de qualidade”, relata. Segundo Robson Baião, a perspectiva da Papytex é trabalhar com metas em curto prazo, ampliando o mercado em redes de acordo com a demanda do setor. “A motivação dos dirigentes da empresa é deixar sua marca no futuro, um legado de valor em melhoria contínua, saúde humana e ambiental”, aponta.

Além da comercialização de diversos produtos, a Papytex estimula ações importantes ao setor pesqueiro e ao consumidor. Um exemplo é a divulgação de receitas de peixes e frutos do mar no site da empresa ( www. papytex.com.br), uma forma sugestiva de dizer: coma peixe que é nutritivo e saudável.

FABRICAÇÃO DE TELAS INDUSTRIAIS - ESTRUTURANTES E PARA IMPERMEABILIZAÇÃO E NA FOTO AO LADO MATÉRIA-PRIMA PARA FABRICAÇÃO DOS PRODUTOS OBEDECENDO PADRÕES DE QUALIDADE INTERNACIONAL

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Marcello Sokal

Meio Ambiente

Alterações climáticas: o impacto sobre o mar

A

temperatura do planeta está subindo e a atividade humana é a principal responsável. Esta realidade é hoje amplamente aceita pela comunidade científica e pela maioria das autoridades políticas. A realidade não deixa espaço para dúvidas: os ecossistemas já estão sofrendo os efeitos deste aquecimento e, se não reagirmos rapidamente, ocorrerão alterações tão importantes que afetarão substancialmente o ambiente e todas as atividades humanas. Sobretudo as que dependem da exploração dos recursos naturais, como é o caso da pesca.

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ALTERAÇÕES CLIMÁRICAS X. PESCA O Grupo de Peritos Intergovernamental sobre a Evolução do Clima - GIEC (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC), que reúne investigadores de todo o mundo, avaliou o impacto atual e futuro das alterações climáticas. O GIEC baseia os seus cálculos num aumento da temperatura global de 0,2ºC em cada dez anos. Como tal, pode-se supor que a temperatura dos oceanos ainda aumentará e que o deslocamento das espécies continuará… É mais fácil migrar no mar do que em terra! Mas existem ainda muitas incertezas, pois além do aquecimento, existem outros parâmetros que intervêm na evolução dos ecossistemas e tornam a situação complexa.

As conclusões do relatório são, de uma forma geral, um pouco inquietantes. O GIEC afirma que inúmeros ecossistemas estão ameaçados por uma combinação sem precedentes de perturbações associadas às alterações climáticas, como a acidificação das águas oceânicas, e a outros fatores como a poluição e a sobre-exploração dos recursos. Cerca de 20% a 30% das espécies vegetais e animais acabarão provavelmente por ficar à beira da extinção se a subida da temperatura média da atmosfera ultrapassar um intervalo estimado de 1,5-2,5°C. Estes números surgem numa altura em que todos os cenários estudados prevêem subidas mínimas de temperatura de 1,5°C para o final do século. É


evidente que uma tal evolução não poupará os ecossistemas marinhos, que já estão sofrendo alguns impactos das alterações climáticas, como por exemplo: O AQUECIMENTO DA ÁGUA DO MAR O aumento da temperatura do ar repercute nas massas de água. A temperatura das águas de superfície subiu cerca de 1,5ºC desde os anos 60 e estudos recentes permitiram registrar um aquecimento das águas do mar até 3000 metros de profundidade. A ACIDIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DE SUPERFÍCIE Os mares e os oceanos têm a capacidade para absorver o CO2 da atmosfera. Uma vez que a concentração deste gás não parou de aumentar, a quantidade absorvida pelo mar também aumentou, o que provocou a acidificação das suas águas. O pH oceânico passou de 8,2 a 8,1 desde meados do século XIX . A SUBIDA DO NÍVEL DO MAR O aquecimento global provoca o degelo, tanto das calotas polares, como

oxigênio na água (eutrofização), uma forma de poluição que há já muito tempo afeta todas as águas costeiras, dando origem do aumento do número de marés verdes, vermelhas ou castanhas e do desenvolvimento de comunidades planctônicas nas faixas litorâneas. Estas manifestações representam um perigo para a vida subaquática, devido à privação de oxigênio e à ocasional libertação de substâncias tóxicas. Além dos problemas que colocam à aqüicultura, provocam ainda uma elevada taxa de mortalidade entre os juvenis de organismos marinhos que vivem ao longo destas faixas costeiras.

sistemas, de interações ecológicas entre espécies e de áreas de distribuição das espécies, com conseqüências essencialmente negativas para a biodiversidade e para os bens e serviços que provêm dos ecossistemas, como, por exemplo, o aprovisionamento em água e alimento. Os ecossistemas marinhos já dão sinais de estarem a sofrer o impacto das alterações climáticas. Atualmente, tais alterações traduzem se na acidificação dos oceanos, na subida do nível do mar, no aumento do número de tempestades e na subida da temperatura da água.

CONSIDERAÇÕES FINAIS A evolução a que assistimos atualmente é de natureza diferente. As atuais alterações climáticas são provocadas pelo homem e pelas suas emissões artificiais de gases com efeito de estufa. Esta evolução está ocorrendo a um ritmo nunca visto: desde meados do século XIX, a temperatura global aumentou 0,76°C e os dez últimos anos foram os mais quentes desde que se

REFERÊNCIAS A European Commission publication, Directorate General for Fisheries and Maritime Affairs (2007), Climate change: What impact on fisheries? In: Fisheries and aquaculture in Europe, N° 35 August 2007. Climate Change 2007: Climate Change Impact, Adaptation and Vulnerability – Summary for Policymakers, Bruxelas, 6 de Abril de 2007.

Pesquisas prevêem subidas mínimas de temperatura de 1,5°C para o final do século. Assim, é avaliado que tal evolução não poupará os ecossistemas marinhos, com alguns impactos das alterações climáticas. dos glaciares de montanha. Toda essa água, armazenada na forma sólida, flui agora para os oceanos, fazendo inevitavelmente subir o nível do mar. Desde 1870, as águas subiram 19,5 cm, provocando grandes mudanças ao nível da faixa costeira. A manifestação mais visível das alterações climáticas prende se com o deslocamento das espécies (peixes, moluscos e crustáceos) em busca de águas mais frias, com mais oxigênio, mais plâncton e outros organismos marinhos dos quais se alimentam. Alimentada pela poluição provocada pela agricultura e pelas águas usadas e não tratadas, a vegetação aquática desenvolve se de forma exagerada, provocando a rarefação de

começaram a registrar as temperaturas. Nos anteriores períodos de alterações climáticas, a natureza sempre teve a possibilidade de se adaptar às novas condições climáticas e de reencontrar um equilíbrio (os animais migram ou alteram o seu regime alimentar, a vegetação desenvolve-se para absorver o CO2, etc.). Neste caso, isso não é possível, pois o homem fragiliza a natureza e impede a de evoluir e de se adaptar a um processo em que as alterações se dão a um ritmo nunca visto… Com uma subida da temperatura média superior a 1,5-2,5ºC e um aumento equivalente da concentração de CO2 na atmosfera, as previsões apontam para alterações importantes em termos de estrutura e função dos ecos-

Alex Augusto Gonçalves Oceanólogo, Mestre em Eng. Alimentos, Doutor em Eng. Produção Coordenador do GI-Pescado

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Meio Ambiente

Créditos de carbono para a indústria da pesca A partir do óleo de peixe, um produtor em Honduras produz 3,3 milhões de litros de biodiesel/ano e gera toda a eletricidade consumida na planta e abastece sua frota de veículos.

A

indústria da pesca no Brasil captura aproximadamente 1 milhão de toneladas de pescado por ano, entre pesca extrativista e aqüicultura, porém mais de um terço dessa quantidade de pescado vira resíduo e na maioria das vezes é descartado sem aproveitamento econômico. Há um crescimento do volume dos resí-

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Revista SINDIPI

duos de pescado, que são a pele e as vísceras, e praticamente sem aproveitamento pelas indústrias. A crescente preocupação com a qualidade ambiental faz com que haja um tratamento dos resíduos, minimizando sua quantidade no meio ambiente. Existem tecnologias que promovem a reentrada desses resíduos na cadeia produtiva, sendo esta uma alternativa interessante, já que a utilização dessas matérias recicladas reduz custos ambientais, como energia elétrica, pois consome menos energia por tonelada de produção. O aproveitamento de resíduos se faz necessário para que exista

sustentabilidade no setor pesqueiro e também pode diminuir a capacidade ociosa desse parque industrial, o que o enquadraria em propostas de “carbono zero”, sustentabilidade e responsabilidade sócio-ambiental. Os resíduos sólidos e líquidos são comumente enviados para aterros sanitários, onde serão transformados em gás metano por bactérias anaeróbicas. Caso esses resíduos sejam aproveitados (para produção de farinha ou biodiesel p.ex.) evitando assim a emissão desses gases para atmosfera há a possibilidade de obtenção de créditos de carbono. Quando a disposição dos resíduos é feita em lagoas anaeróbicas há também produção de gás metano que pode ser capturado e utilizado como fonte de energia renovável (biogás). O óleo de peixe pode ser transformado em biodiesel, já que este pode ser produzido a partir de todo óleo vegetal e animal, e ambos


os Projetos podem gerar créditos de carbono. Aqua Finca Saint Peter Fish, produtor de pescado em Honduras, produz atualmente 3.300 milhões de litros de biodiesel por ano a partir do óleo de peixe. Com o combustível a empresa gera toda a eletricidade consumida na planta e abastece sua frota de veículos. Já existem metodologias apro-

vadas pelo Conselho Executivo do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) na ONU, órgão responsável por aprovar os projetos de MDL capazes de gerar créditos de carbono, no que diz respeito à produção de biodiesel a partir de óleos de origem animal e captura de gás metano para Projetos de MDL, através dos quais se obtém os créditos de carbono.

Flavio Rufino Gazani Tel. (11) 3094-3488 www.ecoadvance.com.br info@ecoadvance.com.br

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Educação

Parceria oferece desconto aos associados O Centro Educacional Eliana e o Sindipi firmam acordo voltado à educação. Afeto e responsabilidade para ensinar a construir o próprio conhecimento é a proposta.

A

Educação configura-se, na atualidade, como um grande desafio. Vivemos tempos de profundas e aceleradas transformações mundiais que implicam o nascimento de novas necessidades sociais e, em conseqüência, mudanças no papel da escola, que deve preparar as crianças e os jovens para sua inserção nessa sociedade em movimento. O dia-a-dia conectado e acelerado pela inovação exige indivíduos autônomos, que aprendam por si mesmo, pessoas que “sejam capazes de aprender a aprender”. É longa a lista de habilidades cognitivas, sociais e emocionais necessárias para enfrentar este mundo moderno globalizado, repleto de informações e avanços tecnológicos. Autoconfiança, responsabilidade, autodisciplina, auto-estima, aprendizagem em erros, colaboração, resolução de conflitos e problemas, pensamento criativo, raciocínio lógico, planejamento, execução e trabalho em equipe são algumas das habilidades essenciais na formação dos nossos alunos. O Sindipi conectado com a educação assinou em outubro de 2007 um termo de parceria com o Centro Educacional Eliana (Sossego da Mamãe/ Colégio Vetor), em Itajaí, que oferece Berçário, Educação Infantil e Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série (na nova grade de 9 anos), com projeto para implantação da 5ª a 8ª série nos próximos anos. Segundo o Presidente do 30

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Divulgação

As turmas reduzidas são um dos diferenciais da escola

Sindipi, Antônio Carlos Momm, a proposta da entidade é buscar convênios com diversas áreas, oferecendo alternativas que possam contribuir na área social, educativa e econômica. “A educação, especificamente, é o alicerce para as mudanças, para o desenvolvimento de habilidades, competências e, principalmente, para a preparação das crianças ao mundo”, ressalta. De acordo com o termo de parceria, os associados do Sindipi e os funcionários das empresas pesqueiras associadas terão um desconto de 10 a 20% no valor da mensalidade, com isenção da taxa de matrícula.

Segundo a proprietária e Diretora Técnica-Pedagógica do Sossego da Mamãe, Colégio Vetor, Eliana Maria Gonçalves, esta parceria é inédita e com certeza será uma oportunidade de mostrar o trabalho de equipe e o comprometimento das escolas. A diretora destaca que o fortalecimento da prática de ensino, a busca por novos conhecimentos e subsídios que fundamentam as mudanças teóricas necessárias no currículo são prioridades (aulas passeio, pesquisa de campo, acampamento ecológico, etc), buscando focar o desenvolvimento de habilidades e competências.


Na linha pedagógica, o Sossego da Mamãe | Colégio Vetor busca nas teorias de Feuerstein, Vygotsky, Piaget, Freire, entre outros autores interacionistas, conhecimentos que salientam a importância do aluno ser o centro do processo da aprendizagem e que esta aprendizagem tenha significado e que provoque a modificabilidade cognitiva por meio da experiência mediada. “Defendemos também que o afeto é indispensável na atividade de ensinar. Entendemos que as relações entre ensino e aprendizagem são movidas pelo desejo e a paixão e que, portanto, é possível identificar e prever condições afetivas favoráveis, que facilitam a aprendizagem”, completa a diretora. Segundo a diretora, a responsabilidade com afetividade está sempre à frente de nossos projetos. “Prestamos atendimento quase individualizado, temos a preocupação de sermos uma escola moderna, fugindo do cotidiano da educação. A escola é a casa da criança. O que nos diferencia é a forma como utilizamos os elementos pedagógicos. Somos uma escola alegre, voltada para a formação dos alunos e sua preparação para a vida. Nossos professores pensam não apenas no ensino, mas na aprendizagem. Para nós, o aluno é o centro de tudo”, relata. Na Educação Infantil, afeto é sinônimo de sentimento maternal, pois muitas vezes a criança passa mais tempo na Escola do que na sua própria casa. Com o slogan: “Educando com

Ambiente familiar, com muito afeto e atendimento de profissionais especializados

responsabilidade e sentimento maternal”, o Centro Educacional Eliana (Sossego da Mamãe | Colégio Vetor),

após 15 anos de trabalho, pretende compartilhar os serviços educacionais com o setor pesqueiro.

O DIFERENCIAL DO CENTRO EDUCACIONAL: Opção por períodos matutino, vespertino, integral ou programado com atividades pedagógicas, recreação e atividades de férias, inclusive no Ensino Fundamental; Atendimento do Berçário ao Ensino Fundamental, com funcionamento de janeiro a janeiro, das 7 às 19 horas; Turmas reduzidas de no máximo 10 alunos; Inglês, espanhol, francês, técnicas de laboratório e informática no Ensino Fundamental; Ambiente familiar, onde os pais têm livre acesso ao interior da Escola a qualquer hora;

Centro Educacional Eliana site: www.sossegoevetor.com.br Sossego da Mamãe sossegodamamae@matrix.com.br |47| 3348-0511- Itajaí-SC

Colégio Vetor colegiovetor@matrix.com.br |47| 3344-3679-Itajaí-SC Rua Uruguai, 193 - Centro

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Turismo

Porto Belo

Beleza exuberante de SC Típica cidade de colonização açoriana, a geografia favorece a prática de esportes náuticos e a beleza das praias encantam os visitantes. Para completar, o charme de uma vila de pescadores.

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belo estado de Santa Catarina, conhecido e admirado pela multiplicidade étnica do seu povo e as belezas incomparáveis das suas praias, revela-se também destino preferido dos amantes da natureza. Porto Belo está entre as mais belas localidades do litoral catarinense, com diversas opções de lazer e entretenimento. Praticar esportes náuticos como jet-ski, wakeboard, 32

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canoagem, windsurf, parasail (páraquedas puxado por lancha) é uma das opções de lazer em Porto Belo. Aliada a beleza natural, está a riqueza da cultura local com artesanato tradicional de rendas de bilro, objetos de cerâmica, entalhes de madeira, couro, pinturas e miniaturas de barcos. Porto Belo tem uma localização estratégica, próxima dos grandes centros turísticos como Florianópolis (ao sul) e Balneário Camboriú (ao norte).

Os primeiros relatos sobre a localidade chegaram à Europa em 1703 e por volta de 1753 o Rei de Portugal enviou 60 casais das ilhas dos Açores para colonizar a região, que passou a se chamar Vila de Porto Belo, devido à beleza e tranqüilidade de suas águas. Cidade rica em histórias, Porto Belo é o sexto município mais antigo de Santa Catarina, com 175 anos de emancipação política.


Enseada do Caixa D´aço

Atrativos Turísticos Trapiche dos Pescadores

Situado no centro da cidade, abriga a Associação dos Pescadores que disponibiliza vários serviços náuticos, como passeios pela baía e pesca esportiva; além dos transfers que são realizados com toda a segurança nos barcos dos pescadores para a Ilha de Porto Belo.

Ilha de Porto Belo

Na ilha de Porto Belo, os turistas desfrutam de completa infra-estrutura e várias opções de lazer, atrativos e serviços, com área exclusiva para grupos de excursões. O uso turístico-recreativo respeita a capacidade máxima de visitantes, avaliada em 1.879 turistas ao dia, de acordo com profissionais especializados em turismo sustentável. Na alta temporada, o atendimento é feito por estagiários capacitados na área de Turismo e Hotelaria, do Proje-

A 900 metros do continente, a Ilha de Porto Belo é um das principais atrações da cidade. Lugar exclusivo, único no litoral sul do Brasil, que encanta pela beleza paradisíaca. Uma das dicas é passar o dia na Ilha de Porto Belo, com mergulho nas trilhas subaquáticas, proporcionando aos iniciantes a chance de desfrutar de incríveis paisagens submarinas. A natureza conservada é um atrativo especial em meio à comodidade da infra-estrutura oferecida ao visitante. O Iate Clube Paulo Varella no Centro da cidade

to Gentis Orientadores, parceria com a Universidade do Vale do Itajaí. O passeio embarcado é realizado com a Associação dos Pescadores e as escunas do Porto dos Piratas, garantindo um passeio descontraído, onde os turistas desfrutam as lindas paisagens, além de conhecer um pouco da história da baía até chegar à ilha de Porto Belo. O local recebe não apenas turistas do Brasil, mas também de vários lugares do mundo, através dos navios de cruzeiros. Em 1998 a cidade recebeu o primeiro transatlântico, o navio Costa Allegra utilizando as dependências do Iate Clube Porto Belo. Neste verão 2007/2008, Porto Belo é destaque como um dos principais destinos dos navios de turismo em SC. No início da temporada, cerca de 40 escalas confirmadas. O MSC Ópera, da Cia. Italiana MSC foi o primeiro navio desta temporada que fundeou na baía com dois mil passageiros a bordo e desembarcaram através do trapiche municipal. Na Ilha de Porto Belo está a Adventure House, base dos Schürmann em terra, Revista SINDIPI

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com exposição de fotos e objetos recolhidos pela família nas suas viagens marítimas ao redor do mundo.

da visitação aos alambiques. São degustados e comercializados licores, cachaças e alguns doces.

Centro Comercial Vila Porto Belo

Sertão de Santa Luzia

Um charmoso conjunto comercial, encantador pela beleza de sua fachada reproduzida com base nos traços da arquitetura açoriana. A obra reproduz, fielmente, o estilo de construção dos antigos colonizadores do município. Vila Porto Belo já se consolida como um dos pontos de visita mais charmosos da Costa Esmeralda.

Igreja Matriz Senhor Bom Jesus dos Aflitos

Sua capela foi erguida em 1814, tendo sido a segunda construção em alvenaria de Porto Belo, construída antes mesmo da emancipação política do município em 1832. A Igreja, construída em típico estilo colonial, utilizou-se de mão-de-obra escrava, suas paredes foram solidificadas com óleo de baleia (material utilizado nas construções açorianas, já que naquele tempo não havia cimento). Nos fundos há uma parede aonde ainda é possível observar vestígios nítidos da construção original. A Igreja Matriz Senhor Bom Jesus dos Aflitos foi tombada pelo patrimônio histórico e está aberta diariamente para visitação; sendo um dos principais atrativos culturais do município.

Alambique do Pedro Alemão

De tradição familiar, o Alambique do Pedro Alemão fabrica de forma artesanal a melhor cachaça da região. No local, aprende-se todo o processo de fabricação através

Praias Praia do Perequê O nome vem do Tupi-Guarani “PiraIquê” (local de entrada de peixes para se alimentarem e desovar). É a praia mais extensa do município; ideal para o lazer em família, própria para banho e prática de esportes de areia e náuticos. Praia de Porto Belo Na área urbana da cidade, com areia escura e fina e águas tranqüilas protegidas pela Ilha de Porto Belo. No meio da praia existem oficinas líticas, conhecidas na região como “panelas de bugre”, vestígios dos índios carijós, da tribo Tupi Guarani, que habitavam esta região e deixaram estas superfícies polidas nas rochas através da preparação de armas e ferramentas. Costão das Vieiras Bela praia entre o Perequê e a Baia de Porto Belo, de águas claras e tranqüilas, rodeada de pedras e densamente arborizada. A praia é própria para mer34

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Bairro localizado no interior do município, aonde existe engenhos para a fabricação de farinha e açúcar e também tem um grande potencial para turismo rural e ecológico. Possui exemplares do patrimônio arquitetônico e histórico com casas que mostram “eiras” e “beiras”.

A Vila Artesanal de Pesca

Santa Luzia reúne toda a comunidade pesqueira de Porto Belo, local onde os pescadores nativos foram construir suas moradas, após a grande “especulação imobiliária” da região central da cidade. Local tranqüilo, agradável e repleto de peixarias que comercializam frutos do mar. É possível saboreá-lo na tradicional “Petisqueira do Nelinho” que atende diariamente diversos visitantes, mantendo o estilo da tradicional da culinária local “a moda do pescador”.

Sertão do Valongo

Antigamente, muitos engenhos da região utilizavam mãode-obra escrava, e em 1888, com a abolição da escravatura, muitas famílias de escravos refugiaram-se na região hoje conhecida como Sertão do Valongo, aonde até hoje a maioria da população é de descendência negra. A comunidade foi recentemente reconhecida como o primeiro remanescente de quilombo no estado.

gulho. Seu nome é uma referência as “vieiras” que se criavam no local, um molusco comestível de concha bivalve. Praia do Baixio Localizada defronte a Ilha de Porto Belo, detalhe que a torna especial. É uma praia tranqüila com ótimas con-

Vista aérea da praia de Perequê

dições para a prática de esportes na areia e náuticos, como o windsurf, além de oferecer um belíssimo visual do pôr-do-sol. Praia do Araçá Seu nome originou-se de uma pequena fruta característica da região. A lo-

calidade constitui-se numa bucólica vila de pescadores, onde conserva os costumes dos colonizadores açorianos e suas manifestações populares como “boi de mamão”, “terno de reis”, “pau de fita”. Uma visita no local nos remete a vida dos pescadores, suas tradições e belas histórias de vida. A maioria dos habitantes de Araçá sobrevive da pesca. Enseada do Caixa D´aço Recebeu este nome em 1777 do almirante português Robert McDoaull, quando este fugiu de uma esquadra espanhola refugiando-se na enseada, que ele considerou segura como uma “caixa forte”. Ideal para banho e atividades náuticas, possui serviço de três bares flutuantes que oferecem o melhor da culinária local. Praia do Estaleiro Praia agreste, com águas incrivelmente transparentes, ótimas para banho e mergulho. Sua costa é densamente arborizada, o que constitui um atrativo extra para esta belíssima praia.


Fotos André Balestra

Tradição e cultura Boi-de-Mamão – encenação folclórica muito forte no litoral de Santa Catarina. Uma dramatização da morte e ressurreição do Boi, com a participação de figuras personalizadas como o Boi Malhado, o Vaqueiro, a Maricota entre outros, além da cantoria. Pau-de-Fita – dança típica que simboliza a fertilidade da terra, um grupo de pessoas dança em volta de um mastro de madeira com fitas coloridas que vão sendo entrelaçadas durante a execução da dança. Queima das Cruzes – Procissão da igreja católica, composta por fiéis de várias localidades inclusive cidades vizinhas a Porto Belo. Todos saem em romaria de suas paróquias carregando cada qual a sua cruz, rezando e cantando durante procissão que vai até a Igreja Matriz de Porto Belo. Em frente à igreja é rezada uma missa e após a celebração é feita a queima das cruzes que cada fiel carregou durante a procissão. A “Fogueira das Cruzes” simboliza a eliminação dos erros e dos pecados de cada um.

Os povos que migraram da Ilha dos Açores em Portugal, tiveram que adaptar a sua cultura (costumes, crenças, gastronomia) com as condições que encontraram nesta região. No geral, sua forma de vida era do sustento do mar. Povo valente, que enfrentava os perigos do oceano para conseguir seu sustento, possuía arquitetura, gastronomia, dança, música, religiosidade e costumes únicos. Fortes traços desta cultura podem ser encontrados na cidade de Porto Belo, em suas tradições e costumes ainda preservados e pouco modificados ao longo do tempo. Terno de Reis é uma manifestação religiosa de herança de base açoriana. O evento tem início em 24 de dezembro e vai até 06 de janeiro, dia de Reis. O grupo de Terno de Reis sai pela cidade cantando e louvando o nascimento de Deus menino, percorrendo várias casas a cada noite, onde são recebidos com bebida e comida.

Fotos:Divulgação

Gastronomia Delícias da terra: a gastronomia do litoral catarinense é baseada na culinária de frutos do mar que com as influências portuguesas, espanholas, italianas, alemãs e libanesas, resultando em uma gastronomia diversificada, condimentada e muito saborosa. Após um longo dia de praia e muita curtição, nada melhor do que uma deliciosa refeição para recompor as energias. Pratos a base de camarão, peixes frescos e muito sabor compõem o principal atrativo gastronômico de Porto Belo. É possível ainda degustar algumas delícias de tradição local como as famosas “Empadas de Porto Belo” e a cachaça do Pedro Alemão. Mesmo no centro da cidade é possível ter momentos de socesso e beleza

Fonte: Secretaria Municipal de Turismo de Porto Belo e Santur

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Fotografia

A vida escondida do Oceano A exposição apresenta imagens inéditas de corais, águas-vivas e outros organismos marinhos de rara beleza estética.

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preciadores da diversidade e beleza das profundezas do mar, amantes do estudo da vida marinha, assim, um grupo de biólogos viajam pelo Brasil para divulgar os registros de diversas espécies encontradas no oceano. A exposição fotográfica “Oceano: vida escondida” percorre diversas cidades brasileiras. Os registros são de seres dificilmente vistos fora do meio científico. Um dos expositores, é o biólogo blumenauense, Alberto Lindner, que aprendeu a amar sua profissão, desde pequeno nas praias do litoral catarinense. Hoje é pós-doutorando do Centro de Biologia Marinha da USP. Detalhe da superfície do corpo do ouriçodo-mar Lytechinus variegatus. As estruturas brancas entre os espinhos verdes são chamadas de pedicelárias. Elas ajudam a manter o corpo limpo de detritos e impedem que pequenos organismos se alojem entre os espinhos. Foto: Alvaro E. Migotto- diretor do CEBIMar- professor associado da Universidade de São Paulo.

O esqueleto calcário que sustenta o corpo das larvas de bolachas-do-mar é revelado sob luz polarizada. Braços da larva da bolacha-domar Clypeaster subdepressus, responsáveis pela captura do alimento através do batimento ciliar. Fotos: Bruno C. Vellutini- biólogo e mestrando do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Atualmente trabalha no CEBIMar com o desenvolvimento e ciclo reprodutivo de uma bolacha-do-mar do Canal de São Sebastião.

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A lula Loligo plei é capturada em abundância no litoral sul e sudeste do Brasil no verão. Foto: José Eduardo Marian.

Coral do gênero Stylaster. Os corais da família Stylasteridae ocorrem em todos os oceanos, em profundidades que podem chegar a mais de 2500 metros. No Brasil, estudos indicam a ocorrência destes corais em águas profundas ao largo de estados das regiões Nordeste, Sudeste, e Sul do país. Foto: Alberto Lindner(curador) é biólogo pela USP e doutor em biologia pela Duke University.

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Livro

O Brasil visto do Mar Sem Fim O jornalista e músico João Lara Mesquita lança no mercado uma obra rica em detalhes, com relatos a partir de diversas entrevistas e de sua viagem onde percorreu mais de 6 milhas em um veleiro. Fotos: João Lara Mesquira

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ntre abril de 2005 e abril de 2007, João Lara Mesquita desceu a costa brasileira a bordo de seu veleiro, o Mar Sem Fim, produzindo uma série de noventa documentários para a TV Cultura de São Paulo. Foram 33 etapas (era preciso voltar sempre a São Paulo, para a edição dos programas), nas quais percorreu mais de 6 mil milhas – ou 11 mil quilômetros – entre o Oiapoque e o Chuí. Mesquita registrou com sua máquina fotográfica e em seu diário um material diversificado, sempre acom-

panhado de sua equipe, relatando as dezenas de conversas, entrevistas, impressões sobre a ocupação da zona costeira. O resultado: dois volumes, 312 páginas, com cerca de 600 fotos e o texto fiel ao registrado em seu diário: uma obra rica e importante documento sobre a costa brasileira. Confira trechos do livro “ O Brasil Visto do Mar Sem Fim”, de João Lara Mesquita: “Saímos da cidade de Oiapoque em direção a Mont Dargent – uma localidade fora do estuário do rio, no lado francês –, onde pretendíamos passar a noite. Só que, umas quinze milhas antes de chegarmos, o Mar Sem Fim encalhou num banco de areia. A maré

Antônio Carlos Momm com Mesquita em Itajaí.

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João Lara Mesquita é músico de formação e jornalista. Entre 1982 e 2003 foi diretor da Rádio e Estúdio Eldorado, criou o Prêmio Eldorado de Música, foi um dos fundadores do Núcleo União-Pró Tietê. De 1992 a 1995, foi diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM. Foi conselheiro do Greenpeace de 2001 a 2004. Capitão amador desde os anos 1990, hoje acumula cerca de 40 mil milhas navegadas.

estava começando a baixar, e em alguns minutos o veleiro já estava quase “deitado” de lado, bastante adernado. Não houve jeito: tivemos que passar a noite ali mesmo. Uma das ameaças é a enorme falta de saneamento básico. Esgotos correm soltos. No município do Oiapoque, pudemos observar que todo o esgoto dos mais de 12 mil habitantes é despejado diretamente no rio – a despeito das inúmeras placas colocadas pelo Governo do Estado e pela Prefeitura, em português e francês, pedindo aos moradores que preservem o rio, “fonte de vida”. Muitos dos velejadores que conheço, quando souberam que eu pretendia trazer meu barco para o extremo norte do país, foram enfáticos em me


desaconselhar. Segundo eles, eu enfrentaria uma pauleira infernal para descer, sempre com ventos e correntes contrários. Mais uma vez estávamos encalhados – e com a maré baixando. Em questão de segundos o rio ficou praticamente seco, e dessa vez o Mar Sem Fim chegou a deitar de lado. Foi feio e a tripulação ficou assustada. Bem, depois de muitas milhas pelo grande canal do Vieira, entramos no furo dos Macacos. Belo caminho. Bem estreito, com matas lindas nas margens, aqui e ali uma casinha montada em palafitas, no geral bem tratadas, limpas, apesar de muito simples. Sempre que passamos defronte de alguma delas, as crianças pegam suas montarias (pequenas canoas) e remam em nossa direção. É preciso ser ágil e desviar, caso contrário corre-se o risco de afundá-las. Felizmente, no Maranhão, as grandes ameaças estão localizadas aqui, na área do Golfão Maranhense. Ao norte e ao sul de São Luís não existem muitas indústrias e a pesca artesanal, as atividades extrativistas e a agricultura baseada especialmente em roças de babaçu, arroz, milho, mandioca e algodão são predominantes e incomparavelmente menos danosas ao ambiente. A parte antiga de Parnaíba, a região do Porto das Barcas, tem um lindo conjunto de prédios dos séculos XVIII e XIX. Eles são do tempo em que Parnaíba era um porto importante para escoar a produção de gado, que seguia daqui direto para a Europa. Muitos pescadores arriscam suas vidas utilizando o compressor, e dois terços dos barcos não têm permissão de pesca. Grande parte deles captura lagostas abaixo do tamanho mínimo. (na divisa do Ceará com Piauí). (em referência ao litoral oeste do Ceará): Comentando esse assunto no diário de bordo da etapa oito, eu disse que iria descobrir o que estava por trás. Pois bem, descobri. Trata-se de uma área comprada há vinte anos, ao que parece por um grupo italiano. E pretendem construir 27 hotéis cinco estrelas ali! Quem nos falou sobre isso foi o professor Jeovah Meireles, da Universidade do Ceará.”

Navio e rebocador no porto ilha: maior terminal salineiro do país.

Ilha do Mel, praias e fabulosa restinga.

Janelas do Recife Pescadores artesanais

Mais informações: www.terceironome.com.br e mail: editora@terceironome.com.br (11) 3816 0333.

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Daniela Maia

História de Vida

Nunca é tarde para buscar seu sonho Com espírito de ano novo, vamos compartilhar uma bela história do Brás Moreira, que aos 50 anos, buscou um ideal e descobriu uma arte que virou sucesso em sua vida profissional.

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trabalho faz parte do diaa-dia de milhares de brasileiros e esperamos que no próximo ano, gente com garra, vontade de aprender e que ainda esteja procurando uma colocação no mercado de trabalho, consiga um espaço para mostrar todo seu potencial. E o mais importante, jamais desistir, e sim, ser persistente e ter Fé e Esperança, duas palavras que acompanham o trabalho de pescadores, armadores e empresários do ramo pesqueiro. Vamos compartilhar com você, leitor, uma história simples, mas rica em conteúdo, que não faz parte da pesca, mas que pode servir de impulso para quem ainda não buscou seu sonho, seu ideal e tem planos para o futuro, que dependem, talvez, de um pequeno “empurrão”. Era uma vez... um jovem chamado Brás Moreira, que trabalhou por anos em São Paulo, capital, como motorista e entregador de jornais, uma labuta de segunda a segunda, sem feriado e durante a madrugada, com o intuito de oferecer a família um futuro. Aos 50 anos de idade, Brás teve coragem para mudar e apostar em uma atividade que sempre gostou, mas jamais acreditou ser possível crescer profissionalmente: a arte em fazer bolosdecorativos, uma habilidade nata que se tornou sua profissão. Para buscar 40

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aperfeiçoamento, Brás participou de diversos cursos. Ele conta que aprendeu muito com sua primeira orientadora, a professora Isamara Manso, que o ensinou durante três anos técnicas de confecção de bolos artísticos. A maior contribuição para realização do seu sonho tem um nome: Licina Fátima, sua esposa, mais conhecida como “Cininha”, a maior incentivadora. Com a receita: habilidade, amar o que faz, dedicação, persistência, muita leitura, treinamento, acreditar no sonho e o apoio da família, o resultado não poderia ser melhor: em poucos anos, Brás se tornou conhecido e respeitado no ramo. Segundo o artista dos bolos, o diferencial está no acabamento, equilibrando o sabor com um bolo úmido aliado aos produtos comestíveis próprios para decoração. Ele compara cada bolo a uma obra: “cada bolo inicio um dia antes, preparo a massa, recorto, recheio. O acabamento precisa ser perfeito, e, dependendo da decoração pode levar de 2 a 6 horas de trabalho”, conta. A inspiração no mar também pode ser encontrada em uma de suas criações, no bolo que confeccionou para um casal de Santos-SP, apreciador da vida marinha. Para confeccionar o bolo, Brás criou uma base com açúcar para representar o fundo do mar, modulou com pasta americana e pin-

tou com um produto alimentício cada elemento: conchas, polvo, estrela do mar, cavalo marinho. Para ser competitivo no mercado, Brás, hoje com 58 anos, destaca que o importante é sempre estar aprendendo, ler revistas internacionais e participar de cursos nos métodos mais modernos em confeitaria. Outro sonho, a pedido do filho Fábio (in memorian) realizado há 4 anos, foi a vinda para Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mesmo diante da perda do único filho, o casal expressa que sonhos são ideais na vida e que devem ser alcançados e servem como motivação para o dia-a-dia, mesmo diante de dificuldades. A passagem de 2007 e 2008 é comemorada com uma extensa agenda de encomendas e cursos onde o casal Brás e Licina se desdobra para atender os Estados de São Paulo e Santa Catarina. Um exemplo de vida, que merece ser compartilhado com o leitor da Revista Sindipi. E deixamos este espaço para histórias que podem servir de exemplo e motivação para cada um de nós.

Contato Brás Moreira: 47-91160046/ 11-69462325


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Gastronomia

Amadeus: símbolo da gastronomia paulistana Restaurante completa duas décadas de excelência em pescado; comemoração conta com menus especiais assinados por três gerações da família, com o toque da chef Bella Masano

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“esquina dos peixes de São Paulo” (mais precisamente Rua Haddock Lobo com Alameda Jaú) é comandada com carinho pelos restaurateurs Ana e Tadeu Masano. Na cozinha, quem dita as regras é a filha mais nova do casal, Bella, que aos 24 anos já é uma das chefs revelação da cidade. Para comemorar as duas décadas de sucesso, entre os menus escolhidos figuram as Ostras Frescas do cultivo em Florianópolis, o Cuscuz de Camarão, além de combinações de sucesso como o Camarão “Frisson”, no cardápio desde o início. Ao estilo Bella Masano, o menu da Chef ressalta sempre os sabores e o frescor das matérias-primas.

Um restaurante voltado ao mar

Tudo começou com o sonho do casal Ana e Tadeu Masano, que há 20 anos enviou um convite aos amigos dizendo “ampliamos nossa sala de jantar”. No início, o cardápio do Amadeus

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apresentava receitas de família e incluía carnes como cabrito, vitela, pato, entre tantas outras coisas. Até que tiveram a idéia de implantar ali o primeiro balcão de ostras ao ar livre de São Paulo. Num movimento encorajado, quase que comandado pelos clientes, o restaurante foi se voltando para o mar. Aos poucos o mar foi tomando conta do Amadeus, e ele do dia-a-dia da família, com apoio dos filhos (Bella, Tadeu, Carolina). Cada um exerce seu papel com a mesma dedicação, sem distinção entre protagonista e coadjuvante. Todos os dias estão lá, circulando entre as mesas, de sorriso aberto, recebendo os clientes-amigos. Se o mar é um mundo misterioso

BELLA MASANO Formada em Hotelaria e Turismo, Bella traz também no currículo uma temporada na renomada escola de culinária Le Cordon Bleu, em Paris; e estágios no Brasil e na França. Por seu trabalho no restaurante, Bella tem sido reconhecida pela mídia especializada como uma das chefs de maior destaque de sua geração. Bella costuma receber colegas de outros restaurantes para festivais, além daqueles de que participa Brasil afora. “É uma experiência muito enriquecedora, em que cada um agrega suas experiências e suas técnicas. Discutimos conceitos gastronômicos e juntos construímos um menu”, conta.

e repleto de vida, a cozinha que nasce dele não poderia ser diferente. Diversas espécies, com texturas e sabores próprios, exigem muita técnica, atenção e delicadeza de um cozinheiro. “A seleção das matérias-primas e o pré-preparo ocupam a maior parte do tempo”, segundo Bella. Panelas ao lume, a atenção voltase para a cocção: o ponto deve ser preciso. “No fogo, normalmente tudo tem que ser muito rápido. Uma vieira, por exemplo, que chega viva ao Amadeus, fica pronta em minutos, ou acaba sacrificada em textura, suculência, sabor...”, ensina a chef.


Na cozinha do Amadeus: cultivo próprio de ostras e mariscos, no litoral de SC

Outro item fundamental para o sucesso é a qualidade da matéria-prima, fato que levou o Amadeus, anos atrás, a desenvolver um cultivo próprio de ostras e mariscos, no litoral de Santa Catarina, além do desenvolvimento constante de fornecedores. A garantia de qualidade e procedência da matéria prima é fundamental para o resultado final dos pratos. “Escolho cuidado-

samente cada ingrediente, e trabalho de maneira a respeitá-lo, na tentativa de extrair o máximo sabor de cada um deles.”, diz Bella. “Esse é o segredo do Amadeus”, confessa. Os camarões, pescados livremente no mar, são escolhidos criteriosamente ainda no porto. “Normalmente de 100 kg ficamos com 8 kg ou 10 kg, apenas”, conta a chef. No restauran-

te, os crustáceos, sempre frescos, são preservados na casca até o momento do preparo, resguardando ao máximo o seu sabor. Todo este cuidado resulta em um produto sempre dentro do mesmo padrão de qualidade. Texto: Kalinka Merkel

Panelinha de Lulas e Cogumelos Paris Para 4 pessoas

Ingredientes . Lula fresca em anéis (450g) . Cogumelos Paris fresco (12 unidades) . Alho picado (6 dentes) . Azeite (6 col de sopa) . Sal . Pimenta do Reino . Salsinha picada Preparo: . Temperar as lulas com sal e pimenta do reino. . Em um frigideira, esquentar bem o azeite. Colocar as lulas, em seguida o alho, e depois os cogumelos. . Deixar em fogo alto por pouco mais de um minuto (se fritarem muito, as lulas perdem a maciez). Salpicar salsinha bem picada e servir imediatamente, enfeitando com uma malaguetinha. Restaurante Amadeus Al. Haddock Lobo, 807 - Jardins- Sao Paulo Tel.: (11) 3061-2859

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Gastronomia

Dressing, restaurante tradicional da Rua Amauri Em ambiente acolhedor, o Dressing tem uma cozinha minimalista e própria dos grandes chefs do mercado gastronômico brasileiro. Agora sob o comando do chef Edinaldo Santana

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convite dos sócios João Paulo Diniz e Sergio Cusin, o chef Edinaldo Santana assumiu recentemente a cozinha do restaurante Dressing, coroando a equipe no vigésimo ano de vida da casa. O novo menu contemporâneo assinado pelo chef apresenta pratos saborosos e encantadores. O aroma proveniente das ervas e especiarias trabalhadas na composição das iguarias exala-se pelo salão, enquanto o visual delicado, marcante e atrativo dos pratos aguça o paladar do cliente à degustação. A constatação da saborosa receita é imediata. Os condimentos usados compõem o equilíbrio essencial entre os molhos agridoces, os temperos picantes e a matéria-prima de alta qualidade que, harmonizados com maestria pelo chef Edinaldo, resultam numa cozinha minimalista e própria dos grandes chefs do mercado gastronômico brasileiro. Pernambucano radicado em São Paulo, Edinaldo, 33 anos, apreendeu a cozinhar com a avó materna e aos 12

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Fotos: José Amaral

anos já era o responsável pelo preparo das refeições da família. Sua grande escola, entretanto, foi mesmo o dia-adia, dividindo as panelas com Laurent Suaudeau, Alex Atala, Emanoel Bassoleil, Erick Jacquin e Deff Haupt. Para acompanhar as saborosas receitas, o restaurante traz também uma carta de vinhos conceituada, elaborada pela sommelière Débora Breginski, que buscou em cada país as diferenças atrativas provenientes do

solo, clima, tipo de uva e produção para uma composição harmoniosa e qualificada de rótulos. O Dressing é um dos restaurantes mais tradicionais da rua Amauri. A casa possui um aconchegante lounge na entrada do restaurante, com sofás e mesas, decorados com fibras e sedas rústicas, dividindo o ambiente com o tradicional bar e suas sofisticadas banquetas. Texto: Marina Zyngery


Camarão crocante com risoto de rúcula (Porção: duas pessoas)

Ingredientes do camarão: * 200g de camarão (em média 4 unidades grandes) * duas batatas graúdas * 2 litros de óleo * sal e pimenta branca em pó a gosto. Modo de preparo do camarão: Descasque as duas batatas e com uma máquina própria corte-as em fios longos, como um spaguetti. Em uma panela fervente coloque o macarrão de batata durante um minuto somente para perder um pouco da rigidez e retire em seguida. Coloque em uma vasilha com água gelada para dar um choque térmico à massa. Pegue as unidades de camarão, tempere com sal e pimenta a gosto. Tire a massa de batata da água, escorra e cubra os camarões enrolando os fios paralelamente, um ao lado do outro, bem juntinhos, formando um casulo. Em uma panela funda coloque os 2 litros de óleo e quando ele estiver bem quente, jogue os camarões apenas para dourar a casca. Quando o macarrão de fora estiver dourado e crocante retire as peças de camarão e coloque-as no guardanapo para retirar o excesso de óleo.

Ingredientes do risoto: * 100g de arroz Arbório * ½ unidade de cebola picada * 2 dentes de alho picado * 20g de queijo parmesão ralado * 2 xícaras (chá) de caldo de frango * 1 colher (café) de manteiga de trufa * 100ml de molho agridoce * 10 folhas de rúcula Modo de preparo do risoto: Em uma panela, frite o alho na manteiga de trufa, junte a cebola e o arroz por uns 2 minutos. Deixe puxar bem e acrescente aos poucos o cal-

do, mexendo sempre até o arroz chegar ao ponto al dente. Junte o parmesão e a rúcula. Montagem do prato: Coloque uma porção de risoto no centro do prato e acomode duas unidades de camarão trançadas em cima do risoto. Sirva e bom apetite!

Dressing Rua Amauri, 337 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP Fone: (11) 3167-5347

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Eventos

Giovanni Perciavalle inaugura o Alalunga VII A embarcação para pesca de atum no sistema de vara e isca-viva, com 32 metros de comprimento é batizada em clima de comemoração, no estaleiro da família em Itajaí.

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maior pólo pesqueiro do Brasil, Itajaí, é consagrado com mais um atuneiro para captura da espécie Bonito Listrado na modalidade Vara e Isca-Viva. O proprietário, o armador Giovanni Perciavalle, tradicional no ramo pesqueiro, inaugurou o Alalunga VII no dia 3 de novembro deste ano. Para comemorar, a família do armador foi a anfitriã de uma bela festa, com direito a batismo da embarcação, almoço especial e convidados que compartilharam da alegria do armador. “Hoje representa a realização de um sonho, três anos de luta, onde participaram várias pessoas. Gostaria de agradecer a Deus por ter dado força, aos filhos e esposa que não mediram esforços para ajudar na realização desse sonho e aos meus funcionários”, disse emocionado aos convidados. O entusiasmo é maior ao ver a embarcação pronta e equipada com alta tecnologia, com sistema de refrigeração do pescado por salmoura, ar condicionado central, guindastes para movimento de carga, tecnologia de ponta para localização dos cardumes, autonomia no mar por um período de 30 dias. De acordo com Giovanni Perciavalle, a embarcação tem possibilidade de navegar de 24 a 200 milhas da costa, respeitando a ZEE- Zona Econômica Exclusiva, com estimativa de produção de cerca de 1 mil e 800 toneladas/ano. A estrutura de 32 metros de comprimento e casco de aço tem 46

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Fotos: Marcello Sokal

Alessandra e Felipe de Souza Perciavalle, os anfitriões, o casal Mirian e Giovanni Perciavalle, Fabrizzio de Souza Perciavalle, Ana Carolina de Souza Perciavalle e Giovanni de Souza Perciavalle.

capacidade para armazenar 180 toneladas a bordo. De acordo com a Seap/PR, a embarcação Alalunga VII é a segunda em Santa Catarina e a quinta no país construída com recursos do Profrota Pesqueira. A embarcação, construída no estaleiro Meditarrâneo em Itajaí, teve o custo total de R$ 5.099.849,00. Segundo o empresário Giovanni, o Profrota financiou 35% do valor total da embarcação. Criado pela SEAP em 2005, o Profrota Pesqueira é um programa financiado pelo Fundo da Marinha Mercante, Fundo Constitucional do Norte e Fundo

Constitucional do Nordeste e se destina a empresas pesqueiras industriais, armadores de pesca, cooperativas e associações de produtores. Segundo dados da Secretaria da Pesca, 38 projetos já foram aprovados pelo Programa. No evento, o Ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP), Altemir Gregolin, destacou a aposta de empresários do setor e as ações do Governo Federal como o Profrota e o subsídio do óleo diesel que contribuem no desenvolvimento da indústria pesqueira no país. O vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, lembrou da época


Batismo da embarcação e cerimônia de inauguração teve a participação do Ministro da Seap/PR, Altemir Gregolin, do vice- governador, Leonel Pavan, de prefeitos e lideranças do setor pesqueiro catarinense.

em que Giovanni iniciou na pesca em Santos-SP, aos oito anos de idade, e destacou a contribuição do Estado de Santa Catarina na redução do valor do custo do óleo diesel ao armador, que representa em média uma economia para o setor em SC de cerca de 8 milhões de reais/ano. Na ocasião, citou que grandes conquistas partiram do representante do Sindipi, Antônio Carlos Momm, que nunca mediu esforços para lutar em favor da pesca e pedir ajuda. “O setor

pesqueiro é importante para nossa economia, geração de empregos, profissionalização, e queremos continuar e estar ao lado, apostando no setor, porque a pesca oferece oportunidade de viver melhor, representa alimento saudável e empregos”, destacou. Para o Presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm, a construção de um barco que captura o bonito-listrado, contribui para o abastecimento das indústrias enlatadoras. “O pólo pesqueiro

de Itajaí e Navegantes domina a produção nacional de atuns em conserva, produzindo em média 1 milhão de latas por dia”, cita. A embarcação Alalunga VII também segue cuidados com o meio ambiente: os efluentes sanitários são tratados, o lixo, separado e conservado no barco até o desembarque (nada é jogado no mar) e o óleo fica depositado em um tanque para destinação adequada no porto.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

* Comprimento Total: 32,00m. * Comprimento entre Perpendiculares: 28,55 m. * Boca Moldada: 8,20m. * Pontal: 4,20m. * Calado de Projeto: 4,30m. * Deslocamento Leve: 157,51t. * Capacidade de Água Doce: 39,77 m3 * Capacidade de Óleo Diesel: 45,80 m3 * Capacidade de óleo lubrificante: 1 m3 * Volume do Porão de Carga: 251,77 m3 * Tripulação: 27 * Características do Motor Principal: Motor Diesel Cummins, modelo KTA 19 M3, 640 HP a 1800 RPM * Características do Motor Auxiliar: Duas unidades de gerador de energia Cummins modelo T 275 D64, potência de 360 KVA ; A embarcação é equipada com 10 porões de pescado (tinas) com capacidade total de 251, 77 m³.Estas tinas têm função dupla: a) Transporte e conservação da isca-viva com sistema de troca de água constante para manter a oxigenação necessária à sobrevivência da isca. b) Congelamento e armazenamento do pescado através de refrigeração do tipo salmoura, onde o pescado é congelado a uma temperatura de menos 20 graus centígrados. c) Na medida em que as tinas forem sendo esvaziadas de isca viva as mesmas serão preenchidas com pescado e salmoura de congelamento. ACOMODAÇÃO DA TRIPULAÇÃO A embarcação é equipada com beliches duplos para a tripulação e cama para o mestre e armários individuais. As acomodações para mestre, tripulantes e a ponte de comando têm sistema de climatização quente e frio.

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Eventos

Festa & Pesca em Navegantes A 2a edição do evento reuniu diversos representantes e empresários do setor pesqueiro. A iniciativa é do Posto Náutico Farol, um dos mais destacados centros de fornecimento de produtos e serviços.

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Posto Náutico Farol de Navegantes-SC realizou no último dia 13 de novembro a II Festa & Pesca e anunciou que o evento será anual, sendo, portanto, um novo espaço no calendário promocional do setor. A iniciativa tem como proposta a confraternização, informar as novidades de empresas parceiras nos negócios da pesca, buscando uma maior integração e interação com seus clientes, amigos e fornecedores. De acordo com o sócio-gerente do Posto Náutico Farol, Francisco Carlos Gervásio, a cada festa é reforçado o vínculo com os clientes, fornecedores e com o setor. “Assim a propositura simples e clássica de fornecedor X cliente ganha novos contornos, sendo a principal delas a de possibilitar a todos os participantes um ambiente propício para um relacionamento duradouro, visando a busca pelo lucro e a continuidade do ambiente de negócios, mas principalmente a busca pela amizade, sinceridade, honestidade, carinho, num grupo de pertencimento, sentimentos e fatos relegados a planos menores neste ambiente concorrencial.”, relata. Durante o evento, foram apresentados os novos fornecedores e os parceiros do Posto: Lapesca; DiskCamarão; Ariasat Monitoração e Rastreamento; Nobre Sistemas – Serviços de Depachos Marítimos, Morsing Cabos de Aço, Equipesca Redes e Fios e a Mime Distribuidora de Combustíveis. Com investimentos para adequa48

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A II Festa & Pesca no Posto Náutico Farol em Navegantes

dação de suas instalações no último ano, o Posto Náutico Farol hoje se torna um referencial no atendimento ao setor pesqueiro, com estrutura de um Centro de Fornecimento de Produtos e Serviços. Ou seja, além do fornecimento de combustível, o Posto conta ainda com uma loja com produtos e fornecedores diversos e toda planejada para facilitar o atendimento; uma fábrica de gelo em escamas; serviços de despachante marítimo para atender as dúvidas e necessidades dos armadores e o Clube do Farol: com cancha de bocha, churrasqueira e área de lazer aberta a todos do ramo. Segundo Francisco Carlos Gervásio, a perspectiva é de crescimento para os próximos anos, sempre alian-

do serviços para o armador ganhar tempo para a sua embarcação, agregando valor aos produtos oferecidos e reforçar que o Posto além de ser um espaço de compras, é um espaço de lazer e descanso. A Festa também contou com atrações artísticas, sorteios, brindes, animação do músico e show-man Vilmar Aguiar, além do jantar de confraternização com javali e atum no arado. E no final a mensagem aos convidados: “Deus proporciona o mar e os peixes, a força para o trabalho e o sustento de nossas vidas. É importante agradecer a quem nos possibilita tanto, e render a nossa gratidão e reconhecimento, que Deus nos abençoe, sempre”, concluiu o empresário Gervásio.


Fotos: divulgação

Paulo Chiodini – Diretor da Mime Distribuidora de Petróleo, Fernando das Neves – Armador de Pesca, Aldo Manoel Pedro Junior – Gerente de Produção da NaveShip, Francisco Carlos Gervásio – Sócio Proprietário do Posto Náutico Farol, Antonio Amaral – Armador de Pesca e Manoelzinho – Mestre do Amaral XVI

O empresário e anfitrião Francisco Carlos Gervásio , Paula Corsi Honório e Fernando Mariangelo da Ariasat

José C Rebello – Leal Santos Pescados, Francisco Carlos Gervásio – Posto Náutico Farol, Benício Marques – Armador de Pesca, Claudionor Gonçalves - Secretaria de Pesca de Itajaí, Severino Cordeiro- da Sepesca, Manoel Xaxier de Maria – Secretario da Sepesca de Itajaí, Luiz Passos-da Sepesca.

A armadora Lucimara Ferreira, com sua sobrinha, Carolina, Dario Luiz Vitali da Vitalmar Pescados e Presidente eleito do Sindipi (2008-2010) e Dante de M. Gervásio – Posto Náutico Farol, filho de Francisco Gervásio.

Alírio Pinto Filho – Armador de Pesca Francisco Carlos Gervásio – Sócio-Proprietário do Posto Náutico Farol

A radialista Bernadete Felício, Francisco Carlos Gervásio, Dr.Cláudio Miguel de Souza( Dinho), Antonio Rodrigues (Tonho),Dante de Miranda Gervásio – Posto Náutico Farol e o armador de pesca João Manoel da Silva

Vitor Hugo Lins do Carmo da Leardini Pescados, Jean Priftif-Dismatal, Jucélio João Simão da loja do Posto Náutico Farol, e os armadores de pesca Fernando das Neves, Edson Vaz Pires e Gelásio Sabel

O casal Madalena Martinez Feller e Sergio Eduardo Feller acompanhados do filho Eduardo Augusto e a comadre Rubia Magda Martins, Antônio Carlos Momm – Presidente do Sindipi e José Pedro Cunha, “Zequinha”

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Mensagem

As cores dos amigos: um arco-íris para 2008 Amigos são “cores”, cada qual com seu matiz, e um jeito sempre muito marcante. Há o Amigo “cor verde”: é aquele que em tudo ressalta a beleza da vida e põe esperança nela. Ele nos ergue! Há o Amigo “cor azul”: ele sempre traz palavras de paz e de serenidade, dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, de que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar. Ele nos eleva! Há o Amigo “cor amarela”: ele nos aquece, assim como o sol; faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos. Há o Amigo “cor vermelha”: é aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue. Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor. Há o Amigo “cor laranja”: ele nos traz a sensação de vigor, saúde, enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento.

Há o Amigo “cor cinza”: ele nos ensina o silêncio, a internalização e o autoconhecimento. É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda-nos a nos aprofundarmos em nós mesmos. Há o Amigo “cor roxa”: ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos. Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria. Há o Amigo “cor preta”: ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras, atinge-nos sem “anestesia” e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida. ... E há o Amigo “cor branca”: esse nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos. Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros, têm verdades aprendidas para partilhar conosco. Se reunirmos a todos num grande encontro, veremos um arco-íris de amor! Neste arco-íris aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos. E que boa família são os amigos que escolhemos. Amigo é aquele que diz no início de um ano: “aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro. O nosso futuro ainda está por vir”. Então... Aprendemos com nossos amigos: a descruzar os braços, vencer o medo e partir em busca dos nossos sonhos sempre apostando nas cores da amizade. Autor desconhecido

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