Skip to main content

Chave Geral 916

Page 1


Gestão Zema na Cemig é condenada por prática antissindical

Págs. 03

A Justiça do Trabalho condenou a gestão Zema na Cemig por prática antissindical em ação movida pelo Sindieletro. A condenação foi pela divulgação de comunicado interno em 01/02/2023 com a tentativa de interferir na liberdade dos trabalhadores na decisão sobre a proposta da PLR deste ano.

As ações do VII Encontro dos Comitês

Populares e Sindicais de Minas: retomada dos comitês populares, novo encontro em agosto e campanha de mobilizações permanentes

Pág. 04

Na terceira aula do curso Carlos Marighella, o mediador conduziu o debate pela metodologia da escuta, apontando os desafios para o movimento sindical

Pág. 03 e 04

ENTRE NOS GRUPOS DE WHATSAPP E TELEGRAM DO SINDIELETRO PARA RECEBER NOSSOS CONTEÚDOS EM PRIMEIRA MÃO! LINKS E INFORMAÇÕES NO SITE: WWW.SINDIELETROMG.ORG.BR

Jornal dos eletricitários e eletricitárias de Minas Gerais - Nº 916 2

Como devolver o lobo mau para a floresta? Ou seria... adormecer nosso malvado favorito?

As histórias infantis, sejam elas contadas em livros ou em filmes, sempre apresentam vários aprendizados por associação. Na história do Chapeuzinho, o lobo mau fantasia de vovozinha para devorar a netinha. No filme, “O meu Malvado Favorito”, o vilão, para construir mais um dos seus planos malvados, aproxima-se de 3 garotinhas órfãs para obter vantagens do relacionamento com elas. O comportamento e a má intenção do governador Zema com os trabalhadores e a sociedade mineira têm uma relação muito próxima com esses vilões das histórias infantis.

Identificar o verdadeiro vilão dos trabalhadores da Cemig e tam-

bém de toda a classe trabalhadora mineira não parece ser uma tarefa difícil. O governador Zema sempre aparece como um desses personagens citados acima. Tem momentos que ele se apresenta como o lobo fantasiado de vovozinha, em outra hora ele é o lobo em pessoa e sempre está fazendo o papel do “Malvado Favorito”. Aí fica a pergunta: como a classe trabalhadora poderá adormecer esse malvado ou mandar esse lobo de volta para a floresta?

Para adormecer esse vilão da vida real é importante fazer o dever de casa, a organização da categoria é mais que necessária neste momento, planejar a luta dialogando com a sociedade mineira em busca da derrocada desse vilão governador ZEMA. Os trabalhadores não podem parar por aí, pois o nosso vilão - o “Bolsonaro de sapatênis” - não é só uma ameaça para o povo mineiro, mas também para todas e todos os trabalhadores brasileiros.

O governador, através dos meios de comunicação, sempre está a mostrar para a sociedade a sua personalidade do lobo mau fantasiado de vovozinha.“Minha moradia é simples, eu que lavo minha própria louça, eu não utilizo fundo eleitoral” são alguns de seus discursos. Ele tenta passar uma imagem de um bom

moço, mas é preciso que a classe trabalhadora seja a caçadora desse abominável lobo e se organize para despir dele essa fantasia da vovozinha.

Está na sua essência ser o lobo, sente prazer em expor os trabalhadores mineiros ao ridículo, com acusações levianas e com falta de respeito com todos aqueles que ajudam e ajudaram a construir este Estado. É preciso que os trabalhadores estejam conscientes do risco que é manter esse vilão por perto; eles devem tomar medidas imediatas contra esse devorador de trabalhadores.

O malvado anda à solta e a praticar seus planos de vilania, e todos os trabalhadores devem expor essas malvadezas. São tantas, mas é importante citar algumas aqui. A educação nunca é e nem será prioridade para essa gestão, além de não garantir o piso nacional dos professores; ele ataca as instituições que organizam esses trabalhadores para lutar pelos seus direitos. O que podemos esperar também de um indivíduo que defende e acha normal uma trabalhadora ganhar menos de meio salário mínimo mensal?

O malvado continua a vender patrimônio do povo mineiro para a turma que defende a desigualdade social, que escraviza o povo, que destrói nosso meio ambien-

te, mata nossos ribeirinhos e realiza tantas outras maldades. Em troca, o malvadão recebe doações milionárias para continuar a destruir Minas Gerais, indo nas mídias declarar que não utiliza fundo eleitoral. Mas aceita as doações do seu “clã”, que, em troca, entrega o Estado para os devoradores de lucros que não se preocupam com o ser humano.

O malvado Zema, em conjunto com essa nova gestão da Cemig, trabalha incansavelmente para concretizar o plano de privatizar a Cemig, uma empresa do povo mineiro, uma empresa que, além de lucro, sempre teve a preocupação com o social do Estado.

Que os trabalhadores continuem a amar suas vovozinhas, contudo,que tenham muito cuidado com os lobos fantasiados de vovozinha, pois eles querem chamar a sua atenção e trazê-lo para perto deles na intenção de apenas te devorar. Não permitam que as fantasias da infância te deixem enganar. Por isso, é importantíssimo que você dialogue com o sindicato e converse com os seus próximos sobre a incrível missão para combater os principais inimigos, Zema e sua corja.

Trabalhadores e trabalhadoras, o momento pede aproximação, organização e unidade.

A caminho da luta de classe!

Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190

Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva, Emerson Andrada • Edição: Mariângela Castro • Redação: Mariângela Castro • Revisão: Jefferson Silva • Diagramação: Júlia Rocha • Foto de Capa: Jefferson Silva Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026 - Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares

Foto: Mariângela Castro
Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas

O juiz substituto da 9ª Vara de Trabalho de Belo Horizonte, Adriano Marcos Soriano Lopes, decidiu, na ação movida pelo Departamento Jurídico do Sindieletro, condenar a gestão Zema na Cemig por prática antissindical pela divulgação de comunicado interno no dia 1º de fevereiro deste ano, interferindo na liberdade dos trabalhadores de decidirem sobre a proposta da PLR 2023.

Pela prática antissindical comprovada, a Justiça do Trabalho condenou a gestão da Cemig a excluir definitiva e imediatamente, dos seus canais de comunicação ou qualquer outro meio de divulgação, a publicação efetuada em 01/02/2023;

Justiça do Trabalho condena gestão Zema na Cemig

por prática antissindical configurada em comunicado sobre

a PLR 2023

Na sentença, o juiz defendeu o diálogo, a negociação coletiva e a autonomia da organização sindical. Gestão da empresa terá que se retratar e pagar indenização

emitir nova publicação nos mesmos meios utilizados para a retratação, com alcance geral de todos os trabalhadores, com o propósito de informar o decidido, a fim de reconhecer a conduta antissidical praticada no curso da negociação coletiva para celebração de ACT Específico da PLR.

Além disso, a gestão foi condenada a pagar, a título de danos morais coletivos, a importância de R$20 mil reais, valor reversível para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Defesa da negociação e autonomia da organização sindical

O juiz Adriano Marcos manifestou-se nos autos a defesa

do diálogo, da negociação coletiva e da autonomia da organização sindical. Ele citou a Constituição Federal, que prevê a negociação coletiva como uma “forma de pacificar os conflitos e estabilizar as relações trabalhistas, harmonizando os interesses” da empresa e dos trabalhadores. O magistrado também disse que os acordos coletivos devem ser negociados e cumpridos com boa-fé e transparência. E declarou: “Existem sistemáticas de desgaste à atuação dos sindicatos, as quais são denominadas práticas antissindicais, que são contrárias à liberdade sindical”

Lembrando: A decisão confirmou a liminar concedida em fevereiro pela qual reconheceu a

3º encontro do curso Carlos Marighella: dinâmica

pela reflexão e o diálogo

interferência indevida da gestão da Cemig na liberdade dos trabalhadores de decidirem sobre a PLR 2023, configurando-se em prática antissindical, com a determinação para que a empresa retirasse imediatamente o comunicado interno de circulação.

O comunicado da gestão Zema na Cemig sobre a PLR 2023, para o Sindieletro, foi estarrecedor, imoral, antidemocrático e caracterizado como prática antissindical. Essa vitória fortalece nossa luta pela PLR, onde a gestão Zema na Cemig segue negando a previsão legal e o resultado das assembléias.

Cemig: esse “trem” é nosso!

Mediador adotou a metodologia da escuta sobre os desafios do movimento sindical hoje

No sábado, 6 de maio, o Sindieletro realizou o 3º encontro do curso de Formação Carlos Marighella, com a aula: Trabalho de base e construção da luta sindical. O mediador foi o educador popular e assessor técnico do Dieese, Thomaz Jensen. O curso é organizado pela Secretaria de Formação do Sindieletro.

A aula iniciou-se com uma mística apresentada pelo grupo Abelharte. Cristina Nonato e seus filhos Christian e Regiane Abelha apresentaram a performance poética Tal Mãe Tal Filha, recitando vários poemas que abordam a realidade das periferias, o racismo e relações de gênero. O grupo Abelharte rea-

liza a Feira Colaborativa Sarau de Poesia e está no Instagram: @regis.abelha; @sarauefeira; @abelharte_ ; @cristina.nonato.33º.

O educador popular Thomaz Jensen trouxe para a aula uma dinâmica de reflexão por meio do diálogo. O encontro foi conduzido com perguntas e respostas, numa escutatória sobre o que os participantes poderiam avaliar e apontar como desafios para o movimento sindical nos dias de hoje.

A partir das mobilizações, o que podemos identificar como principais dificuldades e desafios para o movimento sindical? Essa pergunta, entre outras, levou o público a dar o tom do debate. O co-

ordenador-geral do Sindieletro, Emerson Andrada, respondeu que a legislação trabalhista criminaliza a atividade sindical, assim como as empresas, citando o exemplo do “cercadinho” imposto pela gestão da Cemig para impedir o trabalho de base. “Isso afeta a atividade sindical, assim como a criminalização legal das relações trabalhistas, como a lei de greve”, afirmou. O secretário-geral do Sindieletro, Jefferson Silva, avaliou que são dois os fatores da organização dos trabalhadores que representam desafios para o plano de mobilizações: redução da burocracia sindical e a terceirização como fator de fragmentação na organização dos

trabalhadores. Já o secretário de Formação, Geovan Aguiar, refletiu que um grande desafio é sabermos escutar os trabalhadores. “Muitas vezes falamos muito e ouvimos pouco. Construir os espaços de escuta é muito importante”, destacou.

Os participantes como um todo apontaram que o país viveu na última década um cenário bastante desfavorável para os trabalhadores, com a reforma trabalhista, o governo Bolsonaro e a pandemia. Em Minas, a situação de retrocesso continua com o governo Zema. Sindicatos fecharam as portas e a classe trabalhadora perdeu direitos históricos. Além disso, há

Jornal dos eletricitários e eletricitárias de Minas Gerais - Nº

da cultura do silêncio. O ‘colaborador’ precisa se adequar ao patrão, vestir a camisa, manter o sindicato longe. Assim, o grande desafio do movimento sindical é romper com esse processo de alienação”, observou.

Segundo o educador, há também o desejo de ser o outro. A pessoa se identifica com outras pessoas de sucesso, o que a propaganda utiliza muito bem para alienar. A expressão “influencer” é um dos padrões para a identificação com o outro. Aliás, todas as redes sociais se utilizam desse

Foto: Divulgação, Levante Popular

Quais as perspectivas e o plano de lutas definidos pelo VII Encontro dos Comitês e Movimentos Populares e Sindicais de Minas Gerais que serão conduzidos a partir de agora? O Encontro foi realizado nos dias 29 e 30 de abril, e 1° de maio, com a participação do Sindieletro. Viabilizado por uma construção coletiva, o evento contou com a participação de mais de 200 organizações dos movimentos sociais e sindicais no Estado, além de mandatos parlamentares afins com as lutas sociais e sindicais.

É a Ana Carolina Vasconcelos, da coordenação do Levante Popular da Juventude e do Movimento Brasil Popular (MBP) que esclarece sobre os desafios e a concretização do plano de lutas aprovado no Encontro.

“O objetivo central do Encontro foi traçar as tarefas da luta contra o proje-

modelo de identificação com o outro.

Educação popular

inúmeros trabalhadores que não enxergam os sindicatos “com bons olhos”. E, por isso, os grandes desafios são superar a desmobilização e a alienação, realizando um trabalho profundo de conscientização de que somos classe trabalhadora.

A cultura do silêncio para alienar

Thomaz elencou desafios como, o modelo de relações empresariais impostas aos trabalhadores por meio de metas, remuneração variável, terceirização, flexibilização dos direitos, entre outros. Uma das formas de reforçar esse modelo, apontou, é a cultura do silencio, que as elites usam para introjetar os valores cultivados pelos opressores. “O capitalismo usa a palavra colaborador e essa é uma expressão

De acordo com Thomaz, uma alternativa eficiente de trabalho de base para conscientizar de que somos protagonistas da nossa história, é o projeto de educação popular. Essa educação é tocada por militantes dos movimentos sociais e sindicais em defesa de um projeto popular.

Thomaz citou a organização Levante Popular da Juventude como um modelo de trabalho de base

pela educação. “O Levante tem o conceito de trabalho de base com a educação como uma forma de construir nosso sonho”, citou.

“A construção pela educação popular deve ser permanente, sempre pautada pelo diálogo. O momento é de reconstrução do movimento sindical”, finalizou.

capital representado por Zema e acumular forças para construirmos um projeto popular para Minas Gerais”, finaliza Luiz Paulo.

O plano de lutas do VII Encontro dos Comitês

e Movimentos Populares e Sindicais de Minas Gerais

to neoliberal e autoritário do governo de Minas, sob o comando de Romeu Zema. Tivemos o momento de leitura coletiva, sobre a conjuntura do Estado e do Brasil, e momento de debates temáticos, em setores como os da educação, saúde, mineração, defesa das estatais, moradias, combate à fome e meio ambiente. Buscamos compreender, dentro desses setores da sociedade, quais as contradições colocadas pelo governo Zema e quais as perspectivas de lutas, ou seja, nossas possibilidades de atuação para construir a resistência a partir dessas temáticas”, destacou.

Ela acrescentou que outro objetivo foi o de construir um processo mais prolongado de lutas para o próximo período, com uma campanha permanente contra o projeto neoliberal do governo Zema.

Retomar comitês populares

Uma das tarefas fundamentais do plano de lutas e já em andamento, de acordo com Ana Vasconcelos, é retomar, nos bairros, nas cidades, nos locais de trabalho, de moradias, de estudos, entre outros, a reconstrução dos comitês populares como ferramenta de aglutinação da militância e também das pessoas com disposição para a mobilização. “Essa é a síntese

que a gente aponta, reconstruir os comitês populares, para os devidos debates e pensar as ações concretas de mobilizações”, enfatizou.

Outras ações do plano de lutas são: realizar tarefas de propaganda e comunicação sobre as lutas e cenários em municípios de Minas, com destaque para as contradições do governo Zema; reuniões com lideranças para leituras coletivas sobre a realidade da cidade; analisar e pensar tarefas específicas para cada município e como os comitês podem se movimentar para essas tarefas.

As mobilizações nas cidades são o primeiro passo dos comitês populares, pois, conforme Ana, vai-se avançar para a organização em articulações regionais em Minas. “Vamos começar pelas regiões de todo o Estado, Sul, Norte, Sudeste, Leste, Oeste, Zona da Mata, Jequitinhonha, entre outras, para unificarmos as articulações; a orientação é que façamos plenárias e intercâmbios entre as lideranças para organizarmos as lutas”, destacou.

Novo encontro em agosto, campanha permanente

A programação definida para o próximo período inclui também a realização do VIII Encontro dos Comitês e Movimentos Populares em agosto próximo.

“A intenção é realizarmos um balanço do plano de lutas retirado no VII Encontro; e garantirmos um momento de formação de formadores. Um momento em que reforçaremos para cada militante a necessidade de se apropriar das contradições do governo Zema de forma a fortalecer as lutas em seu setor de atuação. Que o militante da saúde compreenda melhor as contradições do Zema na saúde, os da educação compreendam melhor as contradições nessa área, e os de defesa das estatais, também, por aí”, revelou.

Organização das Mulheres e o Grito dos Excluídos

O VII Encontro também garantiu o momento da auto-organização das mulheres com ações para o próximo período. Elas contaram com uma mesa específica de debates, apontando que são as mulheres as mais atingidas em vários cenários da conjuntura nacional e estadual, como o desemprego, a desigualdade salarial, a violência de gênero e a falta de políticas públicas do governo Zema. “O plano de lutas das mulheres será um processo de retomada da auto-organização feminista”, afirmou.

Foto: Maria Paula/Brasil de Fato

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Chave Geral 916 by Sindieletro-MG - Issuu