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Chave Geral 915

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Dia de Luta no 1° de maio, para reconstruir o Brasil com Lula, derrotar Zema e devolver

Minas ao povo

Págs. 02 e 03

O Sindieletro participou do VII Encontro dos Comitês e Movimentos Populares e Sindicais de MG nos dias 29 e 30 de abril, levando para os debates informações sobre o projeto privatista da gestão Zema na Cemig e seu impacto para os trabalhadores e a sociedade mineira. E no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora fomos para as ruas de BH manifestar contra o governo Zema.

CONTINUAMOS COBRANDO do superintendente de Gestão de Pessoas da Cemig, Brunno Viana, a REUNIÃO PARA TRATAR DO TRABALHO HÍBRIDO e da PLR para todos os trabalhadores

ENTRE NOS GRUPOS DE WHATSAPP E TELEGRAM DO SINDIELETRO PARA RECEBER NOSSOS CONTEÚDOS EM PRIMEIRA MÃO! LINKS E INFORMAÇÕES NO SITE: WWW.SINDIELETROMG.ORG.BR

PALAVRA DO DIRETOR

Trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo, uni-vos!

Dentre os vários assuntos que se destacaram no cenário da relação trabalhista dentro da Cemig na última semana, dois merecem destaque: O calote na PLR e a extinção arbitrária do trabalho híbrido.

Sobre o Calote da PLR, medidas jurídicas, políticas e, principalmente, de mobilização estão em andamento. Sobre o trabalho híbrido, ainda aguardamos o início de uma prometida negociação.

Importante, nestes dois casos, perceber como a Gestão Zema se utiliza de temas tão relevantes para causar a divisão da categoria. Pagar a PLR para apenas uma parcela da categoria, pagar valores altíssimos aos privilegiados da hierarquia da empresa, incentivar a filiação a sindicatos de fora da própria base territorial, escolher, dentro destes sindicatos, a quem deseja e a quem não deseja pagar e, por fim, deixar a maior parte da categoria sem acesso ao seu direito de receber PLR, inclusive com pagamentos irregulares e ilegais, embora seja uma atitude covarde e insensível, que está bastan-

te alinhada com a metodologia de trabalho que pretende dividir para conquistar.

No tema do trabalho híbrido, a tática tem sido semelhante. Ao restringir o direito a apenas parte da categoria, alijando, inclusive, trabalhadores e trabalhadoras que, pela natureza da função, facilmente poderiam exercê-la de forma remota, a gestão da Cemig já tinha demonstrado que não pretendia democratizar o tema. Agora, ainda mais, ao suprimir o trabalho híbrido, faz parecer que está se extinguindo um privilégio. Não foram consideradas as particularidades da parcela feminina da força de trabalho que atua em jornada dupla ou tripla, os ganhos de produtividade obtidos com o trabalho remoto ou a falta de estrutura da empresa para receber os trabalhadores e trabalhadoras em regime presencial neste momento.

A conquista de um direi-

to por uma parcela da categoria precisa ser compreendida como uma conquista de toda a classe trabalhadora, porque aponta para a construção de uma relação de trabalho mais avançada, e prepara condições para novos avanços que venham a contemplar aqueles ou aquelas que talvez não tenham sido contemplados(as) em um primeiro momento. Importa também que a classe trabalhadora possa apropriar-se das novas tecnologias para criar alternativas que abarquem não só as intencionalidades do capital, mas também as necessidades da força de trabalho. Apoiar a luta do outro, seja pela PLR ou pelo regime híbrido, é apenas uma das possíveis formas de expressar nossa solidariedade. Apenas a solidariedade de classe é capaz de criar uma força coletiva capaz de enfrentar a agressividade e a truculência dos donos do Capital e daqueles que agem a seu mando.

Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é dia de Luta!

Nos

dias 29 e 30 de abril, o Sindieletro participou do VII Encontro dos Comitês

e Movimentos Populares e Sindicais de MG. Dia 1° de maio fomos às ruas de Belo Horizonte manifestar contra o governo Zema

Dirigentes e militantes de sindicatos, de movimentos populares e mandatos parlamentares estiveram reunidos nos dias que antecederam ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora para debater sobre o atual momento político que estamos vivendo em Minas Gerais e organizar a luta para o próximo período.

A luta em defesa das nossas estatais e contra o projeto privatista do Zema esteve presente no debate e na construção da pauta unificada para o enfrentamento ao atual governo de Minas Gerais. O coordenador-geral do Sindieletro, Emerson Andrada, explicitou como o projeto privatista tem prejudicado os trabalhadores da estatal e o atendimento ao consumidor de energia

elétrica, o que estamos chamando de antecipação da privatização. “Os movimentos populares e sindicais de Minas Gerais entendem a importância de enfrentar a sanha entreguista de Romeu Zema e defender o patrimônio do povo mineiro. O Encontro deste final de semana traçou estratégias para que a luta pela defesa das empresas públicas não seja somente uma luta dos eletricitários ou dos trabalhadores do saneamento, mas de toda a nossa sociedade”, destacou.

Saímos do VII Encontro fortalecidos e afirmando o compromisso da luta unitária em Minas Gerais contra o projeto neoliberal do Zema, entendendo que cada sindicato, comitê, movimento popular e mandato parlamentar devem as-

Foto: Jair Gopefi
Foto: Mariângela Castro

sumir as tarefas construídas no VII Encontro dos Comitês e Movimentos Populares e Sindicais de Minas Gerais.

1° de maio nas ruas

No dia 1° de maio fomos às ruas de Belo Horizonte junto com as centrais sindicais anunciar a luta para o próximo período e denunciar Zema e seu projeto entreguista e de desmonte do Estado. Nos discursos no caminhão da CUT, durante a nossa marcha, a defesa das estatais e dos serviços públicos foi de grande relevância no dia que marca a luta da classe trabalhadora.

A postura do Zema no 21 de abril, em Ouro Preto, condecorando

Sérgio Moro e Michel Temer com a Medalha da Inconfidência, e seu discurso golpista também foram denunciados com muita indignação no ato. Assim como o reajuste do seu salário e do secretariado em 298%.

Como o dia era de comemoração, os blocos de luta do Levante Popular da Juventude e o bloco Sou Vermelho abrilhantaram nosso dia com muita batucada e muita animação. No repertório, várias músicas que fizeram parte da luta popular no último período da nossa história ecoaram nas ruas da capital mineira, revigorando o espírito da necessária luta em Minas.

Cemig: esse “trem” é nosso!

A luta contra a mineração predatória com apoio de Zema em Minas ganha força

O MAM (Movimento pela Soberania na Mineração) vai realizar o Encontro Estadual “Por territórios livres, controle social e soberania popular na mineração” nos dias 8 e 11 de junho

Há quase 11 anos o MAM (Movimento pela Soberania na Mineração) foi criado e desde então atua com a proteção dos biomas e comunidades atingidas. O Movimento se destaca pelas pautas de defesa da soberania popu-

lar a partir de propostas de controle social dos bens minerais e a demarcação de territórios livres de mineração.

O MAM surgiu nas regiões do Pará e da Amazônia e se expandiu por vários estados bra-

sileiros, entre eles, Minas Gerais, com a experiência acumulada de lutas junto aos povos vítimas da mineração, como camponeses, quilombolas, indígenas, ribeirinhas, caboclas e camponeses de fronteira.

Em Minas Gerais, o MAM luta contra a mineração de destruição socioambiental e violação de direitos humanos, favorecida pelo governo Zema, que privilegia as empresas e ignora os atingidos.

Foto: Ana Patrícia Souza
Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG

Encontro em Minas

As lutas do Movimento em Minas ganharão mais força com o Encontro Estadual do MAM – “Por territórios livres, controle social e soberania popular na mineração”-, nos dias 8 e 11 junho, na Escola Municipal Belo Horizonte (av. José Bonifácio, 189 - São Cristóvão). O Encontro está sendo construído em parceria com os movimentos sociais e sindicais e conta com o apoio do Sindieletro.

O dirigente estadual do MAM, Luiz Paulo Siqueira, destaca que o Encontro é um marco da construção do Movimento

O

Sindieletro,

pela Soberania Popular na Mineração em Minas Gerais. “São dez anos de caminhada, de muita organização, articulações, lutas e conquistas. Estamos em um momento de forte ofensiva da mineração em Minas, conluiada e patrocinada pelo governo Zema”, afirmou. Luiz Paulo disse também que o evento tem os objetivos de celebrar essa jornada, aprofundar debates sobre os desafios políticos da organização e apontar as principais tarefas para derrotar o capital mineral e o governo Zema.

A importância do evento, lembra, é marcada pelo momento histórico em que será realizado.

“A vitória do governo Lula abre

Senge,

ABCF e

melhores condições de conquistas para a classe trabalhadora, é preciso fortalecer nossas organizações, intensificar as lutas e disputar os rumos de projeto de país, e a mineração tem papel fundamental nesse debate”, acrescenta.

As lutas futuras

O Encontro vai apontar três bandeiras prioritárias para as lutas do próximo período: a defesa dos territórios com limitação e demarcação de áreas livres de mineração; maior controle popular e social na política mineral; e o avanço para um projeto de uso dos nossos bens minerais vincu-

promoveram uma palestra com a DRP da Forluz

A DRP, Claudia Ricaldoni, abordou sobre opção de transformação de benefício vitalício em renda variável no Plano B. Cerca de 60 participantes compareceram ao evento

Na terça-feira (25), o Sindieletro juntamente com as entidades parceiras, organizou uma reunião com a diretora de Relações com os Participantes da Forluz, Claudia Ricaldoni. O debate contou com a presença e participação do diretor do Sindieletro e conselheiro eleito da Fundação, Guilherme Fernandes. Houve participação maciça dos participantes, que lotaram o auditório do Sindieletro para uma apresentação especial sobre a Transformação do Plano B vitalício em temporário (cota).

A três dias da data limite para a decisão sobre a transição, Claudia explicou detalhes sobre o plano para que os participantes possam realizar sua escolha com tranquilidade.

“Não é definindo o que é bom, o que é ruim, em tese. É explicando qual é o cardápio que a Forluz oferece em termos de benefício, e tentando fazer com que o participante entenda e se aproprie desse conhecimento para

que possa tomar a decisão que é melhor pra ele. Porque, em tese, não tem plano melhor nem pior. Tem o que é melhor e o que é pior pra cada um de nós”, detalhou, lembrando que a decisão é individual.

Durante o último ano, Claudia viajou pelo estado com o DRP com você – foram 36 palestras, de Passos até Janaúba. “De fato, a gente correu o Estado inteiro, sempre no sentido de levar a informação. Assim como essa palestra aqui foi muito boa, muito rica. Eu espero que a gente consiga fazer outros eventos com aposentados falando muito do que é a Forluz, porque, embora todos nós tenhamos benefício, a gente conhece muito pouco do que tem. Esse conhecimento é meio fechado, hermético. E não é tão difícil assim. Tem conceitos atuariais mais complicados, mas a regra geral é de muito fácil compreensão”, diz.

“Conhecimento é que nem água parada. Se você não trans-

lados a um projeto de desenvolvimento calcado na soberania nacional.

“Buscaremos elencar as linhas políticas para derrotar Zema e avançar na construção de um programa popular para a mineração em Minas. A relação mais estreita com o conjunto de organizações do campo progressista, em especial as sindicais das estatais mineiras, será estratégica para fortalecer uma aliança que impeça o avanço do projeto do capital representado por Zema e acumular forças para construirmos um projeto popular para Minas Gerais”, finaliza Luiz Paulo.

mite, ele apodrece. Conhecimento é para circular, informação é para circular, vai e volta. É o que eu aprendi aqui. Aprendi muito hoje, também, com as perguntas que as pessoas fazem. A gente tem que aprender a voltar lá atrás, pegar conceito, e aí a gente aprende. Eu tive que parar duas vezes para rebobinar o raciocínio para entender. Encerrei um ciclo aqui no Sindieletro e não podia ser diferente. Só tenho a agradecer à ABCF, ao Sindieletro, à AEA e ao Senge. Historicamente estamos juntos e agora também”, completa.

Quais são os próximos temas de interesse na Forluz?

“Nós temos uma discussão grande do plano A, que é o acionamento do plano A, que nos preocupa muito. Então, a gente precisa focar nisso agora”, disse Claudia, lembrando que há mui-

tos temas para tratar na Forluz. “É uma entidade em aperfeiçoamento. Eu acredito que esse processo que se encerrou agora, dia 28, trouxe muitas lições para o pessoal da Forluz. Espero que essas lições sejam aprendidas e sirvam para melhorar o rol de serviços prestados”.

E as viagens, continuam?

Segundo Claudia, sim. “Discutir Forluz é um mundo. Nós focamos aqui numa coisa muito pequenininha, sobre como funciona renda vitalícia e renda variável. Mas é um mundo. Então eu pretendo continuar viajando. Não tem sentido o diretor eleito ficar só dentro da Forluz. Bem ou mal, o povo de Belo Horizonte é mais atendido, o pessoal do interior menos. Por isso há o DRP itinerante. Eu pretendo itinerar mais vezes por aí!”, conclui.

Foto: Maria Beatriz Castro
Cláudia Ricaldoni dialogou com dezenas de eletricitários em encontro no Sindieletro

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