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Nossavoz 21092015 a

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Porto Alegre, 21 de setembro de 2015

CAMPANHA SALARIAL 2015

AS BANRIPELEIAS A Fenaban declarou que vai apresentar a proposta global no dia 25/09, com índice de reajuste, PLR e demais cláusulas. O Banrisul já se comprometeu com a Convenção Nacional (Fenaban) e com a renovação do acordo específico reajustado pelo índice da Fenaban, mas se nega a discutir o Plano de Carreira. Mas nós queremos mais, temos uma extensa pauta com diferentes questões abarcando os anseios dos banrisulenses. Na reunião sobre saúde e segurança, o banco apenas garantiu a manutenção das comissões paritárias, jogando para estas discutir as nossas questões. Não apresentou nenhuma proposta, não garantiu nenhum avanço e nem se comprometeu com nenhum dos nossos pleitos. No dia 23/09, vamos novamente nos reunir com o banco. Na pauta, a valorização profissional, democratização das relações de trabalho, prêmios e auxílios, e novamente vamos cobrar proposta. Não vamos aceitar este descaso. Vamos dar uma resposta à altura. Vamos nos mobilizar e, se for necessário, vamos à GREVE sim para avançar na nossa pauta. Tudo que conquistamos foi na luta e com luta conquistaremos mais.

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Frente em Defesa do Patrimônio Parece um pesadelo, mas é verdade. Os anos Britto voltaram. Por um lado, o governador Sartori faz o discurso de crise sem fim e apresenta a venda de patrimônio público como única solução. Por outro lado, deputados aliados a esta política apresentam PECs e PLs que colocam em risco as Estatais. Protegidas pelo artigo 22 da Constituição Estadual, que condiciona extinção, fusão, incorporação ou cisão das empresas Banrisul, Corsan, CEEE, CRM, CESA, Sulgás e Procergs à consulta popular, o plebiscito. A manobra que está sendo ensaiada na Assembleia Legislativa é retirar esta exigência e entregar ao governador a decisão sobre o futuro das Estatais. Os bancários do Banrisul, os funcionários da Corsan e os eletricitários da CEEE estão mobilizados para impedir a privatização do patrimônio público. Vamos engrossar estas fileiras em defesa do nosso patrimônio. Constrangendo os deputados privatistas a não alterar a Constituição, denunciando o Governador Sartori e sua política de entrega de patrimônio e debatendo com a sociedade. A mensagem é esta: NÃO DEIXE PRIVATIZAR O QUE É TEU.

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Marisane Pereira/Fetrafi-RS


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Porto Alegre, 21 de setembro de 2015

CHEGA DE ENROLAÇÃO

Vamos mostrar a força da nossa história de lutas Na primeira mesa, os representantes da diretoria disseram que o banco não vai debater o Plano de Carreira. Na segunda rodada, eles até reconheceram que a gestão do banco está entre as causas do afastamento dos Banrisulenses por doenças ocupacionais. Mas isso já havia sido admitido pela Fenaban. E, quando o assunto é segurança,o banco acha que deve continuar investindo na proteção do patrimônio. Nós achamos que a vida dos Banrisulenses é muito mais importante. Queremos um futuro mais seguro, Banrisul.

Na sexta-feira, 11/9, o SindBancários, a Fetrafi-RS e os Sindicatos do Interior comemoraram os 87 anos do Banrisul. O banco foi fundado em 12 de setembro de 1928. A passagem do aniversário foi marcada pelo lançamento da Frente em Defesa do Patrimônio Público. Cortamos o bolo com os colegas Banrisulenses na Praça da Alfândega (foto), em frente à Agência Central, em Porto Alegre. Parabéns a todos os Banrisulenses!

Nossas lutas, nossas conquistas

As duas mesas de negociação até agora frustraram os integrantes do Comando Nacional dos Banrisulenses. Por isso é importante ouvir o chamado à mobilização. Chegou a hora de pressionar os representantes do banco. Chamar concurso público, parar de fechar caixas, ampliar a PLR e valorizar o funcionalismo é o que cada um de nós quer. Filas menores significam melhores Comando Nacional dos Banrisulenses cobrou avanços nas duas rodadas de negociação com representantes da diretoria do banco condições de trabalho. Vamos à luta, Banrisulenses, e, se a enrolação continuar, vamos mostrar a força da nossa greve. A luta coletiva honra a nossa história. E greve fortalece a instituição Banrisul. Quando lutamos por direitos mostramos comprometimento com o banco que é de todos. O banco alega que o momento é de crise financeira. Então, anuncia como avanço que vai honrar o Acordo Coletivo Aditivo assinado no ano passado. O Banrisul tem condições de atender à nossa pauta. O lucro cresceu muito no primeiro semestre deste ano.Na nossa pauta de reivindicações específicas, apontamos a importância de o banco investir em segurança, reduzir a cobrança de metas abusivas e olhar com atenção e respeito para colegas, como ONs, plataformistas, pessoal do Call Center, da TI. Chega de meta abusiva para reduzir RVs e para descomissionar. Na próxima quarta-feira, 23/9, às 14h, vamos para uma mesa decisiva com os representantes da diretoria do Banrisul. Será o momento de debatermos as nossas cláusulas econômicas. Chegou a hora da pressão. Não vamos aceitar mais choradeira por causa de uma crise que não existe para os bancos. Os lucros crescem sem parar. Se há crise, não somos nós os culpados. Somos sim responsáveis pelos ótimos resultados do banco. O lucro não para de crescer. Enrolação não nos deixa seguros, nem melhora a nossa saúde. Queremos proposta que nos deem melhores condições de vida e garantam o futuro do nosso banco público. Está na hora de a direção do Banrisul vir para a mesa com avanços. É tempo de mostrar a força e honrar nossa história de lutas!

Muita saúde e felicidade ao nosso banco

A mobilização vestiu preto Agências de todo o Estado deram um recado bem claro à diretoria do Banrisul no dia da segunda mesa de negociação. Na quinta-feira, 10/9, colegas de agências de todo o Estado aderiram ao movimento que pressionou por respostas concretas às propostas da nossa pauta de reivindicações.

Exigimos proposta decente É certo que a Comissão de Saúde é uma conquista dos Banrisulenses. Mas ela não pode ser usada pelo banco para enrolar e passar para o ano que vem a resolução de problemas. Por exemplo, o banco atacou a pesquisa realizada pelo SindBancários, Fetrafi-RS e Universidade Federal de Ciências Médicas da Saúde (UFCSA), mas não tem dados para mostrar. Ficou acertado que 20 dias após a assinatura do Aditivo deste ano começarão as reuniões desse grupo que é formado por representantes do banco e dos Banrisulenses. Investir em saúde é melhor para o banco e para os Banrisulenses. u46,9% dos Banrisulenses que responderam ao questionário admitem uso de medicação u21,7% dos colegas do banco usam medicamento psiquiátrico por causa do trabalho u45,4% dos colegas sofrem de depressão e ansiedade. Nossa Voz Jornal dos Funcionários do Banrisul

A nossa vida vale mais

Agosto bateu todos os recordes de ataques a bancos desde 2006. Foram 34. E isso se deve a uma política de cortes de salários do atual governo Sartori que depositou R$ 600 na conta de Policiais Militares e da maioria dos servidores públicos. Quem sofre são os bancários. O Banrisul não ficou imune. Explosões, arrombamentos de caixas eletrônicos e assaltos com sequestro apavoram os colegas de todo o Estado. Na mesa de negociação sobre segurança, o banco diz que tem feito investimentos em inteligência e quer que continuemos debatendo na Comissão de Segurança. Não podemos esperar. Queremos, por exemplo, que a chave da agência fique nas mãos de empresa de segurança para evitar sequestros. A nossa vida vale muito mais do que o patrimônio do banco.

3ª Mesa de negociação com a diretoria do Banrisul – Cláusulas econômicas

Quarta-feira, 23/9 | 14h | Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre)

Isto tem que mudar

u Sistema de valorização profissional u Prêmios e auxílios u Democratização do banco e trabalho de terceiros

u O lucro cresce, mas não entra no nosso bolso. É que as metas são ampliadas e há cortes nas Remunerações Variáveis (RVs) e comissões sobre as vendas. Sim, a RV2, no fim do semestre pode cair muito mesmo que a agência atinja as suas metas.

Os Banrisulenses querem u Plano de Carreira u Fim do achatamento da carreira e cortes de letras u Valorização profissional com critérios claros de promoções e processos seletivos transparentes com gratificação de função u Retorno do anuênio u Fim da redução do número de caixas na GMD e do número de ONs u PLR Banrisul de 4% sobre o lucro líquido u Não às terceirizações u Retorno das férias antiguidade

u O Comando Nacional dos Banrisulenses cobra o fim dos redutores de desempenho individual que começam por cobranças verticais. A cobrança é feita de forma estrutural. Passa da superintendência, pela gerência e chega nas agências. O Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD) e o Compliance (verificação de documentos físicos emitidos nas agências) não podem ser usados como ferramentas de pressão por metas, nem para ameaça de descomissionamento. Isso é abuso. Até o uso do ar-condicionado entra no GMD. Agências quentes afastam clientes, Banrisul!

Nossa caminhada até agora Quinta-feira 10/9 u Banrisulenses vestem preto em Dia Nacional de Mobilização uPrimeira rodada de negociação Sexta-feira, 11/9 u Lançamento da Frente em Defesa do Patrimônio Público dos Gaúchos. u Aniversário de 87 anos do Banrisul.

u Já demorou demais e até agora só ouvimos promessas, mas nada de concreto. Está na hora de a diretoria lançar um edital com número de vagas e critérios claros para o concurso público. Há promessas na mesa de negociação, mas, de concreto, nada ainda.

O que estará nessa mesa

u Processo de Seleção Interna: por que suprimir a prova objetiva?

Sindicatos do Interior

Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235 e Marisane Pereira (MTb 9519). Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Arte: Gerson Schneider. Impressão: Gráfica Relâmpago. Tiragem: 8 mil exemplares. Fetrafi-RS/SindBancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230, Porto Alegre/RS fone: 51- 3433 1200

Nestes últimos 11 anos de greve dos bancários, tivemos muitos avanços. A partir de 2006 retomamos as mobilizações no Banrisul. E em 2009 conseguimos avanços além da Fenaban. Já em 2011, conquistamos o nosso Acordo Específico, de lá para cá só acumulamos direitos. Ano

Reajuste

INPC

Aumento Real

Banrisul

2004

8,5 a 12,77%

6,64%

1,74 a 5,75%

-

2005 6%

5,09% 0,94% -

2006 3,5%

2,85% 0,63% -

2007 6%

4,82% 1,13% -

2008

7,15%

8,15 a 10%

0,93 a 2,66%

-

2009 6% 4,44% 1,5% de

- Licença maternidade 180 dias - PLR aos afastados por doença até 12 meses

2010

7,5%

4,29%

3,21%

- Reajuste após 4 anos das verbas fixas e RV3

2011

9%

7,5%

1,5%

- 17,87% de reajuste para Gratificação e Abono de Caixa

- Gratificação fixa de ON R$ 300,00 - Reajuste da RV2 de 1,30% e extensão aos plataformistas

- RV3, garantindo um mínimo de R$ 100,00

- Auxílio Cesta Alimen tação extensivo aos afastados por até 12 meses - 13º Cesta Alimentação no valor de R$ 1.000,00 - PLR aos afastados por doença ou acidente de trabalho 2012 7,5 a 8,5% 5,5% 2 a 2,95% - PLR Banrisul 1% linear - Comissão paritária Plano de Carreira 2013 8 a 8,5% 6,18% 1,82 a 2,29% - PLR Banrisul 1,8% linear 2014 8,5 a 9% 6,5% 2,02 a 2,49% - Intervalo de 30 minutos - Pedido de movimenta ção renovado por mais 6 meses


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Porto Alegre, 21 de setembro de 2015

DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO

Ato de lançamento da Frente abraça o Banrisul e a Corsan Marisane Pereira/Fetrafi-RS

Plebiscito protege patrimônio público

No dia 20 de novembro de 2002, a Assembleia Legislativa do Estado publicou no Diário Oficial o conteúdo de uma mudança histórica na Constituição Estadual. Neste dia, a Emenda Constitucional número 33, alterava oficialmente três parágrafos do Artigo 22 da Constituição Estadual. O SindBancários, a Fetrafi-RS e os Sindicatos do Interior participaram ativamente da construção do segundo parágrafo. A Emenda impede que empresas públicas sejam vendidas com um canetaço do governador de plantão. Para vender patrimônio público só com plebiscito. Mesmo que o atual presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga, tenha firmado a palavra de

que o banco não está à venda, nós sabemos que eles podem fazer isso e de duas maneiras. Até porque Gonzaga era presidente da Cia União de Seguros quando o governador Antônio Britto a vendeu. Uma das maneiras de acabar com o patrimônio público é aprovando uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altere os parágrafos 2º, 4º e 5º e retire a obrigatoriedade de submeter a Plebiscito a venda das empresas estatais mencionadas. A outra é chamando um plebiscito. Seria então como uma eleição em que os gaúchos decidiriam sobre o futuro das estatais e de seus trabalhadores. Nos dois casos, vamos ter que lutar muito para impedir que o nosso patrimônio seja vendido.

Etapas da luta em defesa do que é nosso legenda O SindBancários, a Fetrafi-RS, os Sindicatos do Interior, junto com os trabalhadores da CEEE e da Corsan, representados por seus sindicatos, Sindiágua e o Sinergisul, realizaram um grande ato de lançamento da Frente em Defesa dos Serviços Públicos com um objetivo muito claro.

Precisamos impedir que o governo Sartori entregue o patrimônio público. Era por volta das 13h, da sexta-feira, 11/9, quando balões nas cores verde, vermelho e amarelo coloriram o céu ensolarado da Praça

da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Minutos antes, os participantes do ato haviam dado as mãos e envolvido a sede do Banrisul depois de termos cortado o bolo de aniversário dos 87 anos do nosso banco. Não existe fórmula mágica. Crise se combate com muito trabalho, com Estado solidário e ajudando quem mais precisa com hospitais abertos, professores motivados e agências do Banrisul com mais trabalhadores para prestar um serviço de melhor qualidade.

Sim, porque fechar caixas e aumentar filas é desmontar o Estado. Assim, os clientes do banco passam a reproduzir os factoides que ficam repetindo que o que é público não funciona. Os Banrisulenses não têm culpa por nenhuma crise financeira nem os funcionários de empresas estatais como a CEEE e a Corsan. É o funcionalismo público que garantem com seu esforço e dedicação a qualidade do serviço prestado. É tempo de abraçar o que é teu e de todos!

Se uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altere um dos parágrafos do Artigo 22 da Constituição Estadual entrar em pauta na Assembleia Legislativa, nós vamos inaugurar mais uma etapa da nossa luta em defesa do patrimônio e dos serviços públicos. São necessárias 19 assinaturas de deputados para

que uma PEC possa tramitar na Assembleia Legislativa. A PEC também pode ser proposta pelo Poder Executivo, quer dizer, pelo governador do Estado. O Artigo 58 da Constituição Estadual regula o regime de tramitação e votação de uma PEC na Assembleia Legislativa.

Pressão no Legislativo Se uma PEC com esse teor for a Plenário, ela só será aprovadase três quintos dos deputados estaduais votarem a favor. São necessários 33 votos dos 55 deputados que compõem o legislativo estadual para derrubar a proteção do plebiscito. Nossa luta será pressionar os deputados estaduais. Em caso de plebiscito, vamos trabalhar juntos para dizer NÃO à privatização dos serviços públicos. Em qualquer um das duas possibilidades, a Frente em Defesa do Patrimônio Público irá atuar na defesa do que é nosso.

O que diz a Constituição Estadual

Art. 22. § 2.º Especialmente no caso das Sociedades de Economia Mista Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e Companhia Riograndense de Saneamento a alienação ou transferência do seu controle acionário, bem como a sua extinção, fusão, incorporação ou cisão dependerá de consulta popular, sob a forma de plebiscito. § 4.º A alienação, transferência do controle acionário, cisão, incorporação, fusão ou extinção da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE, Companhia Rio-grandense de Mineração – CRM, Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS e Companhia Estadual de Silos e Armazéns – CESA, somente poderão ser realizadas após manifestação favorável da população expressa em consulta plebiscitária. § 5.º A alienação ou transferência do controle acionário, bem como a extinção, fusão, incorporação ou cisão da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul - PROCERGS -, dependerá de manifestação favorável da população, sob forma de plebiscito.


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