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Ano 84 | Nº 1 | 13 janeiro de 2017 Fotos AHSBPoA/Sindbancários

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SINDBANCÁRIOS

faz Everton Gimenis*

O

Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região está fazendo 84 anos. A entidade foi fundada em 18 de janeiro de 1933, em uma Assembleia Geral com 185 bancários. Em 84 anos, o SindBancários desenhou uma trajetória de presença marcante na construção do sindicalismo bancário brasileiro. No Estado, teve papel crucial na luta por mais dignidade para os trabalhadores e na construção da democracia em diversos períodos históricos. O SindBancários sofreu quatro intervenções. A primeira, em 1946, quando caiu o Estado Novo. Novamente, em 1964, durante o Golpe Militar. Outra intervenção foi em 1968, no recrudescimento do regime militar, com o Ato Institucional n°5 (AI-5). Em 6 de setembro de 1979, em uma das maiores greves da história dos bancários porto-alegrenses, ocorreu a quarta e última intervenção. Ela durou 10 meses e cinco dias. A ação interventora terminou com a cassação dos dirigentes Aquiles Notti, Câncio Vargas, Felipe Nogueira e do então presidente do Sindicato, Olívio Dutra. A Ditadura acreditava que, com a prisão das principais lideranças, a greve terminaria. Grande equívoco. A greve que antes era por motivos econômicos, continuou a partir dali com a bandeira da libertação dos seus dirigentes. Isso mostra o grande sentido coletivo que sempre norteou nossa categoria em momentos difíceis. Agora, neste ano de comemoração dos 84 anos do nosso Sindicato, esse espírito coletivo e combativo será cada vez mais importante para superarmos os obstáculos que a conjuntura apresenta. Nossa categoria, junto com os demais trabalhadores, terá o

1979: bancários realizam greve heróica

Ditadura: prisão de lideranças sindicais

84 anoS

desafio de derrotar as propostas do governo Temer de ataque aos nossos direitos. As reformas da Previdência e trabalhista, o projeto de terceirização e outros, revelam a natureza patronal e anti-povo do atual governo. Todas estas propostas só serão barradas no Congresso Nacional com muita luta e união dos trabalhadores. Além disso, nós bancários sofremos no momento a tentativa de desmonte do Banco do Brasil e da Caixa Federal. Estamos tendo demissões, fechamento de agências, corte de funções e possibilidade de privatização e extinção. No Estado, enfrentamos o mesmo processo no Banrisul e no Badesul. Sem falar no chamado banco digital, que já começa a dar sinais da sua perversidade, com demissões nos bancos privados. Neste 2017, ao comemorarmos os 84 anos do nosso sindicato, vamos renovar a esperança e reafirmar o valor da luta e da união para obter conquistas e garantir respeito aos nossos direitos. Tenho certeza de que, apesar do momento difícil, sairemos vitoriosos. Nós sabemos: é a união que conquista, e com nossa união vamos seguir em frente. Viva a categoria bancária! Viva o SindBancários! *Presidente do SindBancários

Anselmo Cunha/Sindbancários

Caixa: defesa dos empregos e das políticas públicas Jonatas Dias/Sindbancários

Campanha salarial de 2015: “zumbis” nas ruas

Carlos Alberto Silva/AHSBPoA/Sindbancários

2002: categoria festeja PEC do plebiscito para estatais Roberto Vinicius/Sindbancários

AL: bancários pressionam por um Banrisul forte


Porto Alegre, 13 de janeiro de 2017

2 O Bancário PRIVATIZAÇÃO

2017, um ano de riscos e desafios para bancos públicos Este novo ano começa com grandes desafios à sociedade gaúcha e aos bancários em particular, pois o governo privatista de Sartori pretende colocar em votação na Assembleia Legislativa, já no início de fevereiro, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com a exigência de plebiscito para vender as empresas públicas. Ou seja, além da ameaça direta a CEEE, Sulgás e CRM, por exemplo, também ficam em risco o Banrisul e o Badesul. Com a decisão de realizar a votação em fevereiro na Assembleia Legislativa, a administração Sartori evita convocar sessão extraordinária neste mês de janeiro - para colocar em pauta os 13 projetos remanescentes de seu “pacotaço” neoliberal - fugindo do risco de não haver quórum suficiente para aprovação.

Bancários em alerta

A determinação de aprovar alteração na Constituição do Estado, que exige realização de plebiscito para a venda de estatais, comprova que, de fato, os bancos públicos gaúchos também correm risco real, até o final do mandato do privatista José Ivo Sartori. O governador vem mostrando que não hesita em mentir e negar suas intenções, enquanto age concretamente contra a ideia de um estado forte e com políticas sociais e estrutura bancária própria. O que só demonstra que os bancários, como outras categorias profissionais do estado, não podem baixar a guarda com o atual governo do estado.

Bancários: união de todos é fundamental para preservar bancos estaduais

VOTO

SAÚDE

Crise e “presenteísmo” Fenae e Sindicato apoiam pioram adoecimento Chapa 1 na eleição da Caixa O Brasil teve 613 mil acidentes de trabalho registrados em 2015, queda de 14% em relação ao ano anterior. Embora o dado seja positivo, a diminuição pode ser consequência de menor emissão de CATs, os comunicados de acidentes, que em sua maior parte são de iniciativa das empresas. Além disso, a pesquisadora Maria Maeno, da Fundacentro (Ministério do Trabalho), em entrevista ao site da Contraf-CUT, aponta a possibilidade de crescimento do chamado “presenteísmo”, que é a permanência de alguém no local de trabalho mesmo sem ter condições para isso. Muitas vezes, por medo de perder o emprego.  “Os estudos mostram que o presenteísmo é um dos determinantes para a piora da saúde dos trabalhadores. Tende a aumentar

quando há uma insegurança dos trabalhadores quanto ao seu futuro perante o afastamento temporário por um adoecimento”, observa a pesquisadora, destacando a possibilidade de piora do quadro com as propostas de reformas em andamento. Bancos privados Estudo da Contraf, utilizando dados do Banco Central e Dieese, mostra: redução do número de empregados foi uma tendência quase geral entre os grandes bancos privados. A pesquisa, que trabalha com dados de 2009 até 2015, abordou, entre outras instiuições, os bancos Bradesco, Itaú e Santander. Enquanto o lucro líquido dos bancos cresceu, no mesmo período o número de funcionários do Itaú e Santander foi reduzido – provocando maior adoecimento.

Atenção, empregados da Caixa, ativos, em férias ou em licença médica: o segundo turno da eleição para representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, iniciado dia 16, vai até a sexta-feira, 20 de janeiro. Concorrem ao pleito a Chapa 1 e a Chapa 25.  No primeiro turno, 27.947 trabalhadores escolheram candidatos entre as mais de 40 chapas concorrentes.

O SindBancários, junto com a Fenae e a maioria das outras entidades, apoia a Chapa 1, de Rita Serrano e Orency Francisco, que estão há muito tempo na defesa da categoria. “Entendemos que a Chapa 1 tem o melhor perfil para continuar a luta em defesa da Caixa 100% pública”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. Demissão e aposentadoria Sobre os planos de demissão

e aposentadorias na Caixa, Rita Serrano acrescenta que a medida representa “menos empregados, piores condições de trabalho, adoecimento e aumento da pressão sobre todos, principalmente os gestores”. Maria Rita foi presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, em São Paulo. É mestra em Administração e graduada em História, e conclue sua especialização em Governança.

FREDERICO WESTPHALEN

Política de Sartori gera ataque a tiros à agência do Banrisul no interior Agora passou dos limites! A revolta da população e do funcionalismo estadual contra a política cruel de Sartori - que antes de acabar com várias fundações estaduais e jogar no olho da rua mais de mil servidores públicos, ao final do ano, já tinha congelado e fatiado os salários - explodiu na madrugada do dia 10 deste mês, em Frederico Westphalen. A agência do Banrisul naquele município recebeu cinco tiros e uma pichação na vitrine: “Governo lixo, 13º já”! “Este fato mostra o desespero a que chegaram os servidores

Rádio Guaíba

Agência do banco: tiros e pichação contra o governo estaduais”, diz o presidente do SindBancários. “E abre um novo patamar de revolta que pode atingir os colegas bancá-

rios do Banrisul, que nada têm a ver com a política recessiva do neoliberal Sartori”, alerta Everton Gimenis.


Edicao a3 13012017