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ESPECIAL PARA OS EMPREGADOS DA CAIXA

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Ano 85 | Nยบ 8 | 15 de maio de 2018


2 O Bancário

Porto Alegre, 15 de maio de 2018

CAIXA

Em defesa do Saúde Caixa Já há algum tempo, a diretoria da Caixa vem com a conversa de que o modelo de custeio do plano de saúde é insustentável. Mesmo que o Saúde Caixa seja saudável e registre recordes de superávits a cada ano. Como podemos reconhecer que a atual diretoria da Caixa ataca a saúde dos empregados do único banco 100% público do país? Basta lembrarmos de outro ataque, que ocorreu pelas determinações da Resolução nº 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). O documento exige, na negociação específica da Campanha Salarial 2018, que a Caixa impeça o detalhamento dos benefícios do plano de saúde no Acordo Coletivo. Com isso, o banco não quer ser cobrado posteriormente. A Caixa já altera premissas gerais, como a fixação de limite de gastos com assistência à saúde a 6,5% da folha de pagamento de ativos e aposentados. Além disso, a direção reduz a participação da Caixa de 70% para 50% no custo assistencial. O mais grave de tudo é impedir que novos concursados ingressem no Plano de Saúde. Isso impede a solidariedade entre as gerações, tornando o plano cada vez mais caro e inviável. Em pouco tempo, o plano terá que reduzir benefício e aumentar o valor da mensalidade como qualquer plano do mercado.

Clóvis Victória Jr./SindBancários

A luta é pelo Acordo Coletivo Já sabemos que o atual governo colocou pessoas desqualificadas na diretoria da Caixa para manobrá-los e esses diretores dançam conforme a música. Mas, um governo fraco precisa de mais apoio. Ele vai ao Congresso Nacional e faz a sua base de golpistas aprovar a Reforma Trabalhista. A Lei 13.467 (nova CLT) criou um fantasma. Ataca direitos de trabalhadoras e trabalhadores.

Privatização com discurso de eficiência O Sindicato empre repete que o desmonte da Caixa tem a ver com a política neoliberal. Eles pensam no único banco 100% público como um ativo para vender. Por isso fazemos o alerta. O governo do Michel Temer acha que um banco que faz tudo o que a Caixa faz tem que ser privatizado. Eles querem entregar o FGTS para banqueiros privados, acabar com o Minha Casa Minha Vida e com o financiamento público. O saneamento básico também pensam em privatizar. Eles querem acabar com o papel so-

Participar é tudo

É fato que o fim da ultratividade colocou em risco as nossas conquistas. Podermos ficar sem benefícios como a PLR da Caixa, os tíquetes, vales, APIP, plano de sáude, cláusulas de segurança no trabalho e licenças previstas no Acordo.

Com a Reforma Trabalhista, a partir de 31 de agosto podemos perder tudo que já conquistamos com muita luta e greves em nossos Acordos Coletivos Nacionais. Isso porque agora vale o negociado sobre o legislado e acabou a ultratividade. Dia 1º de setembro, nosso Acordo Coletivo perderá seu efeito, por causa do fim da ultratividade. O negociado sobre o legis-

A gente pode e deve defender desses ataques com unidade e participação. No sábado, 19/5, a partir das 9h, a empregada e o empregado da Caixa têm um compromisso com a luta por direitos e benefícios. Vamos ao Encontro Estadual da Caixa

cial da Caixa que ajuda o país a se desenvolver e superar crises. Mas eles não vendem direto o patrimônio público. Vão desmontando. Fecham agências, extinguem departamentos e unidades de áreas meio, retiram funções técnicas. A conversa fiada é de que tudo isso é para tornar a Caixa mais eficiente. É mentira! O discurso da eficiência esconde a intenção de diminuir a estrutura para agradar o mercado e facilitar a venda. A verdade é que lutar por preservar direitos é lutar em defesa da Caixa 100% pública. ade Ultrativid ua das clá ti n ra a g Éa oletivo Acordo C o d s la u s nego nquanto e r o ri te an m novo. ciamos u

buscar juntos o caminho da resistência. Um dos caminhos, nós já sabemos. É participar!

Jornal dos Empregados da Caixa | Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235. Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Ilustração: Augusto Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Gráfica Relâmpago. Tiragem: 2 mil exemplares. Fetrafi-RS/SindBancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230, Porto Alegre/RS fone: 51- 3433 1200

lado tentará jogar um colega contra o outro. O banco poderá propor a um empregado um acordo de horas, por exemplo, burlando nossas conquistas e afastando o Sindicato das mesas de negociação. O nosso Acordo Coletivo específico é fundamental para mantermos a Caixa 100% pública e assegurar nossas conquistas feitas com muita luta!

Funcef

Uma das regras do atual estatuto da Funcef que protege os participantes e seu patrimônio é o impedimento da utilização do voto de Minerva para alteração do estatuto. Mas esta e outras garantias correm risco de acabar. A Funcef até já informou que o Conselho Deliberativo decidiu iniciar a revisão do estatuto. Essa conduta da Funcef é autoritária. Eles delegaram a um grupo de trabalho o processo de revisão e limitaram a contribuição dos participantes a uma consulta pública de duas semanas sobre uma proposta que já estará pronta. Faltou transparência para um assunto tão importante. E é muito complicada a conduta da Funcef de não envolver os participantes desde o início do processo. Isso porque a decisão de modificar o estatuto foi tomada em janeiro e divulgaram no início de maio as mudanças sem nenhuma negociação. O Estatuto da Funcef foi construído pelos participantes em 2007. Foi nesse estatuto que conquistamos uma representação dos empregados por meio de eleições diretas na composição da diretoria. Agora, podemos perder tudo por um canetaço de dirigente que veio trabalhar para vender a Caixa.

Bancario caixa 15052018  
Bancario caixa 15052018  
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