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SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC PR

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S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

março | abril 2009


PALAVRA D O P R E S I D E N T E

REVISTA DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC PARANÁ

www.fecomerciopr.com.br www.sescpr.com.br www.pr.senac.br FECOMÉRCIO 41 3883-4500 | 41 3883-4530 imprensa@fecomerciopr.com.br

Presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac Darci Piana Diretor Regional do Sesc Paulo Cruz Diretor Regional do Senac Vitor Monastier Coordenação Geral – NCM Núcleo de Comunicação e Marketing

Walter Xavier Coordenação Sesc Paulo Schubert Diretor Regional Adjunto

Coordenação Senac Ito Vieira Diretor de Educação Profissional e Tecnologia

Editor e Jornalista Responsável João Alceu Julio Ribeiro

Creio, firmemente, na livre iniciativa. ou um dos ardorosos defen-

S

É por crer na livre iniciativa que fize-

sores da máxima que pre-

mos essa parceria. É por acreditar que

ga: menos governo, mais li-

podemos usar recursos da sociedade

E por ter essa crença, defendo que

assinamos este convênio com o Prefeito

berdade para investir.

para beneficiar a própria sociedade, que

muitas das iniciativas que hoje são dos governos, passem para a iniciativa privada.

Beto Richa. Trabalhamos em conjunto para demonstrar que o empreendedor pode,

Saúde, educação e segurança são as atividades que nossos governantes deveriam ter como fundamentais. E investir nelas para atender ao cidadão.

sim, fazer obras que estejam sob responsabilidade do poder público. O que precisamos, agora, é que o poder público, em todas as esferas –

Outras atividades podem ser assu-

municipal, estadual e nacional – com-

midas pelos empresários, em forma de

preenda essa parceria como uma via

parceria, quando for necessária partici-

de duas mãos: menos carga tributária

pação do poder público.

sobre as empresas e sobre o cidadão,

Estamos, Sistema Fecomércio Sesc

para que tanto empresa quanto empre-

Reg. 0293/DRT-PR

Senac Paraná e Prefeitura de Curitiba,

endedor possam retribuir realizando

Reportagens João Alceu J. Ribeiro, Karen Bortolini, Silvia Bocchese de Lima, Paula Diniz, Karla Santin e Karina Mikowski

dando um exemplo de quando a inicia-

obras e participando ativamente da

tiva privada pode colaborar com o po-

construção da nação.

Fotos Nilson Santana – Reg. 3394/DRT-PR Ivo José de Lima Revisão Silvia Bocchese de Lima, Karen Bortolini, Karla Santin e Karina Mikowski Arte e Diagramação Vera Andrion Impressão - CTP Graciosa Gráfica – Curitiba Tiragem 10 mil exemplares

der público. Estamos entregando aos paranaenses e ao mundo mais uma obra patrimônio do Estado, que estava Darci Piana

abandonada e degradada. Através do Sesc, recuperamos o an-

Presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac Paraná

tigo Paço Municipal, que já foi prefeitura, museu e – sabe-se agora – mercado público e câmara municipal, transformando-o no Paço da Liberdade. Será utilizado pelo Sesc como um centro irradiador de cultura, de lazer e de preservação histórica.

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PAÇO DA LIBERDADE: UM PRESENTE AO PARANÁ

ÍNDICE Palavra do Presidente ...................................................................... 3

Senac Cascavel .............................................................................. 22

O pinhão na culinária do Paraná ..................................................... 5

Dia Internacional da Mulher ........................................................... 23

Reforma Tributária ........................................................................... 6

A história que o Paraná não conhece ............................................ 26

Paço da Liberdade ........................................................................... 8

Colégio Sesc São José .................................................................. 28

Senac Cataratas ............................................................................ 14

Unidade Móvel de Gastronomia .................................................... 30

Certificação de Sindicatos ............................................................. 16

Paranaenses na Esem ................................................................... 32

Comércio na Páscoa ...................................................................... 18

Senac Empresa ............................................................................. 34

Triathlon ......................................................................................... 20

Casa Londres ................................................................................. 36

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SENAC CATARATAS

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S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

HOMENAGEM ÀS MULHERES EMPREENDEDORAS

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UNIDADE MÓVEL DE GASTRONOMIA

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O pinhão na

culinária do Paraná

Livro traz a história da semente e seu uso através dos tempos O título já diz quase tudo: “Pinhão Indígena – A Culinária do Paraná”, de Helena Menezes, é o primeiro livro patrocinado pelo Senac PR e traz em suas páginas uma extensa pesquisa sobre a história do pinhão, como símbolo e como ingrediente, além de outros pratos típicos da culinária do Estado. Mas, além disso, a obra também apresenta grande valor educacional. Já durante sua realização, o livro deu aos alunos do Restaurante-escola do Senac a oportunidade de trabalhar com uma imensa gama de pratos à base de pinhão, em cardápios que foram elaborados para quatro terças te-

O VICE-PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO ARI BITTENCOURT; O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA; O MINISTRO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, JOSÉ PIMENTEL E O DIRETOR REGIONAL DO SENAC PR,VITOR MONASTIER, NA ENTREGA DO LIVRO AO MINISTRO EM VISITA AO RESTAURANTE-ESCOLA DO SENAC PR.

máticas. Futuramente, será ainda uma

pulsionou a pesquisa. Pude várias ve-

dígenas nascidos no Paraná e envi-

referência sobre o assunto.

zes ouvir histórias de antigos mora-

ados para trabalhar nas minas ge-

A autora explica que a idéia veio de

dores, principalmente dos Campos

rais, fato mencionado no livro.

um trabalho de pesquisa do pinhão

Gerais, onde as florestas de araucári-

O presidente do Sistema Feco-

na culinária, que começou nas biblio-

as estão melhor preservadas”. Este

mércio Sesc Senac, Darci Piana, pre-

tecas e culminou no intercâmbio de

intercâmbio de receitas e experiênci-

senteou o Ministro da Previdência

informações sobre o uso da semente

as durou 18 anos, tempo em que He-

Social, José Pimentel, com um

em receitas que já frequentavam as

lena atuou como chefe de cozinha.

exemplar do livro, por ocasião da sua

mesas de muitos paranaenses. “O

Durante essas pesquisas, histó-

visita a Curitiba, onde realizou uma

complexo gastronômico do Senac é o

rias curiosas e “causos” não deixa-

reunião na sede da Fecomércio PR.

melhor capacitado para explorar o po-

riam de aparecer. A mais surpreen-

“Esperamos que a obra ajude a le-

tencial de uma gastronomia regional

dente foi a de um homem de Rorai-

var essa parte tão importante da cul-

baseada na árvore símbolo e torná-

ma, que em visita a Curitiba, provou

tura paranaense, a sua gastronomia,

la conhecida no Brasil”, diz Helena.

a paçoca de amendoim salgada e

a muitos lugares do Brasil. Os pra-

A culinarista diz também que a tro-

confirmou que era uma receita para-

tos feitos com pinhão carregam con-

ca de informações e receitas entre ela

naense. Ele contou com saudade

sigo grande parte da história do Pa-

e outras pessoas do ramo da gastro-

que seus dois avós já falecidos, pa-

raná e este livro também tem a mis-

nomia foi espontânea. “Vi surgir com

terno e materno, sabiam fazê-la,

são de transmitir essa história para

elas, um orgulho paranaense que im-

aprenderam com seus parentes in-

gerações futuras”, diz Piana.

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Reforma tributária Se o consumidor consome mais, o comércio vende mais e a indústria produz

F

aça seus cálculos: se um caderno custa R$ 10, onde estão embutidos R$ 1,80

(18%) de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e essa alíquota é reduzida para 12%. O imposto cai para R$ 1,20. São R$ 0,60 de diferença, na compra de apenas um caderno, que pode ser vendido ao consumidor por R $ 9,40. Imagine isso, agora, em centenas de produtos da chamada “cesta básica de consumo”, que inclui mais de 95 mil itens. De centavo em centavo, a economia é enorme. Esse é o cálculo mais simples para se compreender a minirreforma tributária promovida pelo Governo do Estado do Paraná, e que entra em vigor de forma ampla a partir de abril, abrangendo produtos que vão de televisores a têxteis. “A Federação do Comércio do Paraná, juntamente aos sindicatos que a compõem, tem, constantemente, apresentado pleitos ao Governo do Estado do Paraná visando à redução da carga tributária incidente sobre as atividades do comércio”, diz o diretor de planejamento da Fecomércio PR, Dieter Lengning. “Quando a proposta

O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA, COM O GOVERNADOR ROBERTO OMBROS DOS EMPRESÁRIOS.

foi discutida nas audiências públicas, a Federação se fez presente para levar sua visão favorável ao processo.

iríamos, em hipótese alguma, deixar

par, além de líderes empresariais do

Na última audiência realizada em Cu-

o empresariado paranaense em con-

comércio varejista, colhendo informa-

ritiba essa visão foi referendada pelo

dições inferiores de competição”.

ções e subsídios de suporte ao proje-

A Fecomércio também promoveu

to, acreditando que ele não só favore-

O governador Roberto Requião foi

reuniões com os vários setores empre-

ce os estabelecimentos comerciais,

enfático ao assinar o documento que

sariais do Estado, representados pela

mas também o consumidor. E se o con-

confirma a redução do imposto: “Não

Ocepar, Faep, Fiep, Faciap, Fetrans-

sumidor sai ganhando, acaba promo-

presidente Darci Piana”, completa.

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beneficia toda cadeia de consumo mais. Esse é o objetivo da redução de alíquotas do ICMS no Estado mais e todos saem ganhando,

âmbito nacional, influencie na adoção

inclusive o governo, que compen-

das alíquotas nacionais uniformes, o

sa a redução da alíquota pela

que está previsto para acontecer ape-

maior quantidade de produtos

nas por volta de 2021.

vendidos”, analisa o presidente

Enquanto isso, o Ipardes (Institu-

do Sistema Fecomércio Sesc Se-

to Paranaense de Desenvolvimento

nac, Darci Piana, um dos gran-

Econômico e Social), estrutura meto-

des estimuladores da medida,

dologia para fazer acompanhamento

estudada e analisada juntamen-

dos preços e verificar se a redução

te ao secretário da Fazenda, He-

da alíquota do imposto se refletiu no

ron Arzua.

preço final dos produtos. Segundo o

Com peso menor sobre os

Instituto, a variação dos 95 mil itens a

ombros, o empresário, tanto do

partir de abril – quando a lei entra em

comércio quanto da indústria ou

vigor na sua totalidade – será acom-

da área de serviços, pode pla-

panhada como subproduto da pes-

nejar melhor sua atividade. E

quisa do IPC (Índice de Preços ao

uma consequência direta pode

Consumidor), que é calculado com

ser o aumento na geração de

base em metodologia desenvolvida

emprego, porque quanto maior

em parceria com a Fipe (Fundação

movimento, mais consumidor e

Instituto de Pesquisas Econômicas).

maior necessidade de ter al-

REQUIÃO: MENOR CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE OS

guém atrás do balcão para aten-

Arrecadação

der à demanda. Porém, para

Apesar de a redução do imposto

que isso aconteça, é importante

incidir em um número grande de itens,

– ressalta o secretário – que os

ela não irá gerar perda de arrecada-

empresários repassem o des-

ção para o Estado. Segundo o Secre-

conto no imposto para o preço

tário, “um elemento que norteou o pro-

final do produto.

jeto foi que a redução e a elevação de

Para Arzua, a medida não tem,

alíquotas tivesse impacto neutro na

isoladamente, dimensão sufici-

arrecadação, ou seja, para que a mo-

ente para solucionar todas as di-

dulação nas alíquotas não implicasse

ficuldades do comércio ou da eco-

em perda ou ganho de receita do pon-

vendo a movimentação da engrena-

nomia de um modo geral. O que se

to de vista do Estado. Para tanto, a

gem da economia.

espera é um efeito multiplicador virtuo-

quantidade de produtos eleitos para a

“Maior poder de compra do con-

so, após a redução das alíquotas. Tam-

redução de alíquota e o seu corres-

sumidor, com preços de produtos

bém é possível que a medida parana-

pondente impacto na arrecadação é

mais acessíveis, proporciona maior

ense tenha desdobramentos em ou-

que balizou quanto seria necessário

consumo. Isso faz com que o comér-

tros estados e que, na hipótese de apro-

elevar nas alíquotas dos itens previa-

cio venda mais, a indústria produza

vação da reforma tributária do ICMS em

mente selecionados”.

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“Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor. (...) Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito.” ] Profissão de Fé – Olavo Bilac ]

Ao relatar o

lhes sejam os mesmos. Trata-se do

cuidado de um

trabalho de mais de 50 restaurado-

escritor com a

res, que como o dedicado ourives,

língua, Olavo

cuidaram, cada um nas suas espe-

Bilac demons-

cialidades, de um dos mais impor-

tra sua paixão

tantes prédios de Curitiba, o Paço

por escrever, a

da Liberdade, uma obra de riqueza

preocupação

ímpar e com variedade de estilos.

com a métrica

O trabalho de restauro foi resul-

e rima e também o trabalho minucio-

tado de uma parceria do Sistema Fe-

so de um joalheiro em sua obra. En-

comércio Sesc Senac Paraná e da

tretanto, a matéria-prima em desta-

Prefeitura de Curitiba. Coube ao po-

que, agora, não são palavras, nem

der público ceder o espaço e ao Sesc

versos e, tão pouco, metais, embora

as obras de revitalização do prédio

a dedicação e cuidado com os deta-

que já abrigou o gabinete de 42 pre-

O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA, E O PREFEITO DE CURITBA, BETO RICHA, QUANDO DA ASSINATURA DO CONVÊNIO QUE POSSIBILITOU A REFORMA DO PRÉDIO.

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feitos e foi sede do Museu Parana-

informa o diretor regional do Sesc

ense. O imóvel estava desocupado

Paraná, Paulo Cruz.

Entorno Além da preocupação de manu-

desde 2002 e foi preciso mais de

A parceria com a Prefeitura não

tenção de um imóvel histórico para

um ano e meio de obras para que

foi apenas nas obras de revitaliza-

Curitiba, viu-se a necessidade de re-

no aniversário da capital paranaen-

ção. O prefeito de Curitiba, Beto Ri-

cuperação, também, do seu entorno.

se, na comemoração dos seus 316

cha, salienta que o Sesc passa a

Novos parceiros aderiram ao proje-

anos, todo o Estado recebesse de

ser responsável pelo projeto cura-

to, e o Serviço Brasileiro de Apoio às

presente, um novo espaço para a

torial e pelas ações culturais e pro-

Micro e Pequenas Empresas (Se-

cultura e para as artes.

gramações artísticas. Já a Prefeitu-

brae-PR), concluiu o diagnóstico no

No local, funcionará a Unidade

ra, através da Fundação Cultural,

entorno do Paço da Liberdade, reali-

Paço da Liberdade Sesc Paraná, um

participará de ações culturais espe-

zando um censo empresarial, atra-

centro cultural inovador, que vai pos-

cíficas.

vés da entrevista com empresários e

“A iniciativa do Sistema Feco-

consumidores, avaliando o nível dos

tistas, o desenvolvimento de talen-

mércio Sesc Senac é ímpar. A insti-

empreendimentos localizados na re-

tos e divulgação de trabalhos. “No

tuição está fazendo um trabalho

gião. “Chamamos empresas e insti-

Paço, o processo de fomento da pro-

exemplar e o poder público está re-

tuições para que juntos pudéssemos

dução artística estará intimamente

alizando a sua parte, transforman-

analisar o diagnóstico e construirmos

ligado à formação contínua, através

do a região do Paço em um local

um plano de ações. Não podemos

de cursos de curta e longa duração,

mais aprazível, atraente e seguro

trabalhar de forma desconectada.

oficinas pedagógicas, debates e

para as famílias e para os visitan-

Precisamos direcionar as ações e os

workshops com artistas renomados”,

tes da cidade”, avalia o prefeito.

recursos para atendermos à neces-

Nilson Santana

sibilitar a reflexão e o debate de ar-

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compromete-se com a revitalização das ruas Riachuelo e São Francisco, Praça 19 de dezembro, Passeio Público e com a região do Terminal Guadalupe. “Estamos trabalhando em um plano global para o centro expandido e nossa ideia é consolidar uma parceria com a sociedade para que isto se concretize. A cooperação do Sistema Fecomércio Sesc Senac nos mostrou isso: com a participação de todos, conseguimos transformar a cidade”, avalia Beto Richa. De acordo com o arquiteto Abrão Assad, responsável pelos projetos Arquitetônico de Reciclagem e de Arquitetura de Interiores da edificação, a plena reabilitação do local propiciará, também, a revitalização do seu entorno. “Sua privilegiada localização, no coração da cidade, aliada a uma programação adequada, transformará este local na ‘sala de visitas’ de Curitiba”, acredita Assad.

Arquitetura A riqueza dos detalhes encontradas em cada ambiente do Paço da Liberdade foi resultado do trabalho e talento dos antigos artesãos europeus que moravam na cidade no início do século passado. O arquiteto revela que os imigrantes alemães e AS PINTURAS DO PRÉDIO DO PAÇO DA LIBERDADE SÃO ATRIBUÍDAS A ARTISTAS COMO JOÃO GHELFI, JOÃO ORTALI E ANACLETO GAUBACCIO.

poloneses destacaram-se na marcenaria presente na obra e que os trabalhos com pedras e cantarias, são

sidade de melhoria do entorno do

mentos e bebidas, o consumidor foi

próprios da cultura italiana. Ele expli-

Paço da Liberdade”, avalia a gestora

enfático ao afirmar que seriam impor-

ca que a construção é neoclássica,

Projeto Varejo, do Sebrae-PR, Walde-

tantes outras opções de lanchonetes,

formada por uma junção de estilos.

res de Lourdes Bello.

restaurantes e, também, o comércio

Humberto Fogassa, arquiteto respon-

de artesanato.

sável pela obra de restauração, a

A gestora salienta que o relatório

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classifica como “eclética”, de-

mostrou oportunidades para novos

Para Beto Richa, o objetivo des-

empreendimentos na região. Embo-

sas ações é estimular a ocupação

tendo detalhes em estilo

ra a pesquisa tenha revelado que 49%

do centro de Curitiba. “Queremos que

art-nouveau.

dos visitantes consomem algum pro-

as pessoas voltem a morar e consu-

duto e que a maioria busca por ali-

mir na região central”, diz o prefeito e

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Para Assad, este edifício é um dos mais importantes de Curitiba, sendo único prédio curitibano com tombamento nas três instâncias: municipal, estadual e federal e enfatiza que a ação do Sesc-PR em restaurá-lo é digna de louvor. As escavações na obra revelaram o piso do antigo Mercado Municipal de Curitiba e, para resgatar a história curitibana, Fossaga informa que foram construídas quatro vitrines para que o público possa visualizar este bem arqueológico.

UMA DAS QUATRO VITRINES QUE POSSIBILITA AO PÚBLICO VISUALIZAR O PISO DO ANTIGO MERCADO MUNICIPAL DE CURITIBA.

Ambientes Segundo Assad, o aspecto mais delicado na reutilização dos espaços já existentes foi conciliar esses ambientes com a inclusão de equipamentos funcionais, que proporcionassem conforto e acessibilidade. Em seu projeto, fez um detalhamento do mobiliário, iluminação cênica e funcional, além do tratamento paisagístico. “Desenvolver um projeto de reciclagem em arquitetura é desafiador e este grau de responsabilidade se acentua quando a edificação é tombada. Nesta equação, os componentes novos e originais, o antigo e o mo-

O PRÉDIO ABRIGOU O GABINETE DE 42 PREFEITOS E FOI SEDE DO MUSEU PARANAENSE.

derno, apresentam-se com clareza e em perfeita harmonia”, informa Assad.

composto de recepção, biblioteca,

salas de aulas multiuso e laboratóri-

Nos quatro pavimentos do prédio,

sala de leitura, livraria, café cultural e

os de produção eletrônica. No tercei-

serão desenvolvidas atividades inter-

musical, além de uma plataforma di-

ro andar, em homenagem ao prefeito

dependentes, com eixos teórico e

gital de Internet para consultas e pes-

responsável pela edificação do pré-

quisas de trabalho.

dio, há a “Sala Cândido Abreu”, onde

prático. Paulo Cruz, diretor regional do Sesc PR, revela que o espa-

A palavra chave do segundo pavi-

seu gabinete foi reconstruído e repre-

ço térreo, denominado de

mento é “Trabalho” e é composto por

senta a estima e a gratidão da comu-

“Interação”, será

salão de exibição áudio visual, pa-

nidade curitibana, que sabe guardar

lestras e debates de filmes culturais,

e valorizar sua memória. Os móveis

temáticos, educativos e minicinema,

formam um conjunto harmonioso por

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A CONSTRUÇÃO NEOCLÁSSICA REVELA VARIEDADES DE ESTILOS E A RIQUEZA DO TRABALHO DOS ARTESÃOS DO INÍCIO DO SÉCULO XX.

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serem em estilo manuelino. Este era

tísticas e culturais. “Esta unidade do

o estilo em voga naquela época e, ago-

Sesc já nasceu distinta das demais,

ra, pode-se reagrupá-los no mesmo

trata-se de um ponto turístico de gran-

espaço original. Além deste ambien-

de visibilidade. O Sistema Fecomér-

te, haverá salas de debates, interação,

cio Sesc Senac está proporcionando

conferência e apresentações cultu-

aos empresários do comércio de

rais, camarim e estúdio de gravação.

bens, serviços e turismo, a oportuni-

Como o objetivo do Paço da Li-

dade de presentear a cidade de Curi-

berdade é o resgate, desenvolvimen-

tiba, no seu aniversário, com um es-

to e difusão da arte em todas as suas

paço cultural que resgatará e difundi-

expressões, o quarto pavimento é de-

rá a cultura e a história do Paraná”,

nominado de “Expressão” – um am-

conclui o diretor regional do Sesc PR,

plo salão para abrigar exposições ar-

Paulo Cruz.

SE EN NA AC C PR PR SISTEMA FECOMÉRCIO SESC S

“Está sendo uma honra entregarmos a Curitiba o Paço da Liberdade em pleno aniversário da cidade. Este local será, dentro de pouco tempo, um marco cultural. Todos estamos trabalhando – Fecomércio, Sesc e Senac – , para colocá-lo no lugar que merece estar, em destaque”. A opinião é do presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, Darci Piana, o principal articulador da reforma, em conjunto com o prefeito Beto Richa. Da visão dos dois empreendedores surgiu o convênio que possibilitou entregar ao Sesc a restauração do prédio histórico e a sua posterior utilização como centro cultural. “Envolvemos mais de duzentos profissionais na restauração do prédio, que é um marco na história da cidade e, por extensão, do Paraná”, continua Piana, entusiasmado com a repercussão e com o gabarito do trabalho realizado. A partir da assinatura do convênio, técnicos do Sesc, do Senac e da Fecomércio foram envolvidos nos trabalhos que não se resumiram ao prédio em si, mas também na formulação de estratégias de revitalização do entorno, levando aos empreendedores do comércio de bens, serviços e turismo, ações de estímulo para a melhoria não apenas da parte física

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dos prédios, como também na formação profissional de trabalhadores e gestores. “O investimento que estamos fazendo no Paço Municipal – agora Paço da Liberdade – significa dizer que todos os empreendedores do comércio de bens, serviços e turismo estão, através de suas entidades representativas, devolvendo à sociedade curitibana um prédio de valor ímpar na nossa história. Resgatamos um patrimônio que estava abandonado, e entregamos para usufruto de todos, com a realização de várias ações culturais”, explica Darci Piana. Para o empresário, Curitiba já é um centro irradiador de cultura, reconhecida nacional e internacionalmente. “Com a restauração do Paço e os investimentos no seu entorno, queremos trazer o cidadão de volta para o centro da cidade, possibilitando a ampliação do comércio da região. Vamos desenvolver não apenas ações culturais, através do Sesc, mas também projetos de qualificação do trabalhador, através do Senac, e do empreendedor, em parceria com o Sebrae. A parceria com a prefeitura vai possibilitar ampliar a segurança na região e a recuperação dos prédios históricos ou não, do local”.

O DA LIBERDADE. DO PRÉDIO DO PAÇ DETALHE EXTERNO

Um exemplo a ser seguido A entrega aos paranaenses desta jóia histórica que é o Paço da Liberdade, não apenas restaurado, mas funcional como polo de cultura e arte, é um exemplo eloquente do que o entendimento e o sentido de parceria entre o setor público e o privado podem fazer em benefício da comunidade. É também um exemplo que sintetiza a própria razão de ser do Sesc. Um profundo sentido social, que se traduz na preservação de uma referência da memória da cidade de Curitiba, na criação de mais espaço para as manifestações artísticas, culturais, educativas e na contribuição para a revitalização do espaço urbano. Ao valorizar essas dimensões, o projeto faz uma ponte unindo passado, presente e futuro. É com iniciativas assim que ajudamos a reafirmar o sentido de cidadania e a construir uma sociedade mais forte, que se conhece e se respeita. Parabéns ao Sistema Fecomércio Sesc Senac e à prefeitura de Curitiba por este belo exemplo de trabalho coordenado que vem do Paraná. ANTONIO OLIVEIRA SANTOS – Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

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Novo Senac em Foz do Iguaçu

O HOTEL CASSINO IGUAÇU FOI CONSTRUÍDO EM 1939 E FOI GERENCIADO INICIALMENTE POR UM CASAL DE ARGENTINOS, SUBSTITUÍDOS NO FINAL DA DÉCADA DE 40 POR JOSÉ ACYLINO E ROSA CIRILO DE CASTRO. ATÉ 1946, O HOTEL TINHA UM CASSINO, MAS COM A PROIBIÇÃO DO JOGO NO BRASIL NO GOVERNO DUTRA, SUAS INSTALAÇÕES PASSARAM A SER UTILIZADAS APENAS PARA ATENDER À DEMANDA HOTELEIRA. NELE HOSPEDARAM-SE PERSONALIDADES ILUSTRES COMO MOISÉS LUPION, GETÚLIO VARGAS E JUSCELINO KUBITSCHECK. NOS ÚLTIMOS ANOS, O PRÉDIO ABRIGOU INSTITUIÇÕES LIGADAS AO SETOR DE TURISMO E, ANTES DA REFORMA, FUNCIONAVA NO LOCAL O ESCRITÓRIO REGIONAL DA SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO E PARANÁ TURISMO.

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A REFORMA DO PRÉDIO JÁ FOI CONCLUÍDA E O LOCAL PASSA AGORA PELO PROCESSO DE MONTAGEM DE EQUIPAMENTOS COMPLEMENTARES, INSTALAÇÃO DO AR-CONDICIONADO E DO MOBILIÁRIO.

“Esta obra trará grande benefício

Nacional de Aprendizagem Comer-

“Queremos nos aprofundar nos

para a estrutura hoteleira de Foz do

cial), que colocou outros R$ 450 mil

cursos de gestão nas áreas de comér-

Iguaçu, que é a segunda maior do

para adaptações estruturais, além

cio e turismo, além de dar oportunida-

País. O município passa a contar ago-

de R$ 1,25 milhão em equipamen-

de à formação de profissionais empre-

ra com uma escola de formação de

tos. A partir da sua inauguração, jo-

endedores, com a implantação de em-

mão-de-obra qualificada. E isto signi-

vens e trabalhadores de Foz do Igua-

presas pedagógicas como salões de

fica melhores salários para quem tra-

çu e de todo o Estado terão à dispo-

beleza, restaurantes, lanchonetes e la-

balha e atendimento excepcional, que

sição cursos profissionalizantes vol-

boratórios de podologia, entre outros”,

certamente trará mais turistas para Foz

tados para o setor de hotelaria, tu-

acrescenta o Diretor Regional do Se-

do Iguaçu”. A afirmação foi feita pelo

rismo e gastronomia.

nac, Vitor Monastier. “Com isso, acres-

governador do Estado, Roberto Re-

“Todos os espaços do Senac Ca-

centa ele, vamos proporcionar aos

quião, depois de ter feito visita ao Cen-

taratas estão sendo projetados de

nossos alunos uma vivência profissio-

tro de Educação Profissional – Senac

forma a atender essa demanda por

nal, ao mostrar a dinamicidade de uma

Cataratas, quando ainda estava em

cursos que vão formar profissionais

empresa no seu dia-a-dia”, conclui.

obras. O prédio – o antigo Hotel Cas-

para a hotelaria, o turismo e a gas-

De acordo com o secretário do

sino – tem 2,4 mil metros quadrados

tronomia brasileira”, acentua o pre-

Turismo, Celso de Souza Caron, esta

de área construída e será entregue à

sidente do Sistema Fecomércio Sesc

foi a melhor destinação que o gover-

comunidade paranaense ainda nes-

Senac, Darci Piana, um dos entusi-

no poderia dar ao imóvel, que é parte

te primeiro semestre.

astas da nova unidade do Senac no

do patrimônio histórico de Foz do

A reforma do prédio está sendo

Estado. “Foz do Iguaçu é o nosso

Iguaçu. “O centro de formação e ca-

possível graças a uma parceria en-

maior pólo de atração turística, e a

pacitação de mão-de-obra para o

tre o Governo do Estado – que in-

partir dele vamos disseminar para o

setor turístico vai atender à demanda

vestiu R$ 1,5 milhão – e o Sistema

resto do mundo nossos profissio-

da região, além de contribuir com o

Fecomércio Sesc Senac, represen-

nais, reconhecidamente qualificados

desenvolvimento local”, disse.

tado pelo braço institucional de edu-

para atender a esse setor em suas

cação profissional, o Senac (Serviço

diferentes áreas”, diz o empresário.

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15


Certificação de sindicatos Primeira etapa do Sistema de Excelência em Gestão Sindical já mudou a vida das entidades

Acima: CLAUDINEI HERREIRO, PRESIDENTE DO SINDILOJAS UMUARAMA; ANTÔNIO CARLOS PARIETI, PRESIDENTE DO SINCAP; GÉLCIO MIGUEL SCHIBELBEIN, PRESIDENTE DO SESFEPAR; UZIER DE CARVALHO, REPRESENTANTE DO SINCOVAL; PAULO CÉSAR NAUIACK, PRESIDENTE DO SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS DO PARANÁ; CESAR LUIZ GONÇALVES, PRESIDENTE DO SIMACO; ZILDO COSTA, PRESIDENTE DO SINDITIBA; CARLOS RODRIGUES DO NASCIMENTO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE FOZ DO IGUAÇU; ANTONIO EDSON GRUBER, PRESIDENTE DO SINDILOJISTAS CASCAVEL; NELCIR ANTÔNIO FERRO, PRESIDENTE DO SINFARMA; DANILO TOMBINI, PRESIDENTE DO SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE MEDIANEIRA E LEONARDO FONSECA, ASSESSOR TÉCNICO DA CNC. Abaixo: ARI FARIA BITTENCOURT, PRESIDENTE DO SINDILOJAS CURITIBA; DIÓGENES SZPAK, REPRESENTANTE DO SINDILOJAS UNIÃO DA VITÓRIA; RUBERLEI GOMES CARNEIRO, PRESIDENTE DO SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA PONTA GROSSA; NICOLAU BULCACOV JÚNIOR, PRESIDENTE DO SINDIOPTICA/PR; JOÃO ODORICO DE SOUZA, PRESIDENTE DO SINDICOMAR; LUÍS CARLOS FAVARIN, PRESIDENTE DO SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE IVAIPORÃ; VALDECI APARECIDO DA SILVA, PRESIDENTE DO SIMATEC; DARCI PIANA, PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO/PR; LILIANA RIBAS TAVARNARO, REPRESENTANTE DO SECOVI/PR; NELSON JOSÉ BIZOTO, PRESIDENTE DO SINDICATO EMPRESARIAL DO COMÉRCIO DE CAMPO MOURÃO E REGIÃO; UMBERTO MARINEU BASSO, PRESIDENTE DO SINDCCAL; OSNEI JOSÉ SIMÕES SANTOS, REPRESENTANTE DO SIVANA; CARLOS ALBERTO MACHADO, REPRESENTANTE DO SINDIPLAN E GUILHERME CASTRO, ASSESSOR TÉCNICO DA FECOMÉRCO PR.

16

Foi uma abertura de novos ho-

cio de Bens, Serviços e Turismo) em

de Serviços Funerários do Estado do

rizontes. Os sindicatos vão

todo o País e que teve 25 entidades

Paraná). Diz ele: “Estamos muito con-

crescer muito mais a partir

participantes no Paraná. No fim de

tentes por termos participado, apren-

de agora”, a frase, em tom de satis-

fevereiro, esses sindicatos recebe-

demos muita coisa sobre como de-

fação, é de Carlos Nascimento, pre-

ram a certificação por participação

senvolver melhor o sindicato e cuidar

sidente em exercício do Sindicato do

no programa.

mais do associado”.

Comércio Varejista de Foz do Igua-

Quem compartilha com ele a

A certificação ocorreu ao fim do

çu. Ele se referia à realização de

mesma visão de “abertura” proporci-

ciclo 2008, nível 1, treinamento intitu-

mais uma etapa do Segs (Sistema

onada pelo programa é o também

lato “Rumo à excelência na gestão

de Excelência em Gestão Sindical),

presidente de sindicato, Gélcio Miguel

sindical”. E os resultados foram ex-

programa desenvolvido pela CNC

Schibelbein, que administra o Sesfe-

celentes, segundo confirma Leonar-

(Confederação Nacional do Comér-

par (Sindicato dos Estabelecimentos

do Fonseca, da CNC, que esteve em

S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

março | abril 2009


truturado, com al-

ra “premiação” dos sindicatos partici-

gumas mudan-

pantes. Segundo ele, “o balanço foi

ças quanto às

muito positivo. A expectativa é maior

perguntas e con-

para esse ano. O ciclo de 2009 deve

ceitos. Nos dias

ter 35 sindicatos participando”, informa.

19 e 20 de março os

tendemos que a relação entre sindicato e associado é

Juntamente ao presidente do Sis-

representantes dos

tema Fecomércio Sesc Senac, Darci

sindicatos participa-

Piana, Fonseca passou às mãos de

ram de um treinamen-

representantes dos sindicatos o cer-

to para entendimento

tificado emitido pela CNC, durante a

do novo guia e o próxi-

100ª reunião de diretoria da Federa-

mo passo é uma auto-

AGORA FAZEMOS REUNIÕES DE DIRETORIA QUINZENAIS E ESTAMOS PROCURANDO MELHORAR PARA ATENDER O ASSOCIADO

ção do Comércio do Paraná. A certifi-

avaliação. Já estão pla-

– Gélcio Miguel Schibelbein –

cação é resultado de um programa ini-

nejados encontros em

ciado em outubro do ano passado

Curitiba, Londrina e

que foi complementado pelo Projeto

Cascavel para a reali-

de Desenvolvimento de Lideranças

zação de oficinas sobre

Sindicais (PDLS), promovido pela Fe-

esses critérios.

comércio PR desde 2007.

uma via de mão du-

ndicatos

Curitiba para acompanhar a verdadei-

pla”, completa. A CNC desenvol-

veu o Segs com o propósito de manter a sustentabilidade dos sindicatos dian-

te das ameaças do mercado. Ele é composto de ciclos de avaliação, aprendizado e aperfeiçoamento da

gestão das Federações e dos sindi-

Schibelbein também aponta mu-

catos filiados ao Sicomércio. A Fede-

O Segs é composto por inúmeras

danças. “Agora fazemos reuniões de

ração do Comércio do Paraná tam-

etapas e as entidades certificadas es-

diretoria quinzenais e estamos pro-

bém participou dos cursos e recebeu,

tão apenas começando. Fonseca ex-

curando melhorar para atender o as-

no dia 22 de janeiro, sua própria cer-

plica que os ciclos são anuais e o des-

sociado que é nosso cliente e, as-

tificação. O título foi entregue ao pre-

te ano começa com um novo treina-

sim, ajudá-lo a atender melhor ao cli-

sidente do Sistema Fecomércio Sesc

mento porque o guia utilizado foi rees-

ente dele. A nossa visão mudou, en-

Senac, Darci Piana, pelo presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, durante a reunião de diretoria da entidade, na cidade do Rio de Janeiro. O presidente Darci Piana manifestou-se sobre a importância, tanto do PDLS quanto do Segs. Segundo ele, “já havia dito que a história vai registrar, dentro de poucos anos, os resultados que vamos obter com a realização destes programas. Os sindicatos – e a própria Federação – precisam estar preparados para as mudanças que estão ocorrendo, de forma rápida e urgente, nas relações entre o capital e o trabalho, por isso é tão importante a realização destes cursos”.

DARCI PIANA RECEBE O CERTIFICADO DAS MÃOS DE ANTONIO OLIVEIRA SANTOS.

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17


Páscoa movimenta não apenas Data comemorativa gera 25 mil vagas temporárias e fabricantes focam em

H

á quem não acredite

mento de chocolates, apontou um

alavancar vendas na data. É o caso

nele, mas será o Coelhi-

crescimento de vendas variável entre

das empresas de perfumaria, bebi-

nho da Páscoa quem

10% a 12% no produto para essa Pás-

das e telefonia. “Elas oferecem pro-

aquecerá o comércio em tempos de

coa, se comparado ao ano passado.

dutos com um apelo grande ao pre-

crise. A tradição dos ovinhos é de lon-

De acordo com o consultor econômi-

sente e ofertam alternativas a quem

ga data e, independente dos demais

co, há indicativos que levam a prever

não consome as guloseimas”, ex-

setores, os chocolates têm garantida

esses dados. “O comércio percebe

plica. Um exemplo disso são os ce-

sua saída das prateleiras. Uma curio-

fatores estimulantes à compra. Per-

lulares dentro de ovos, como ela

sidade é que a venda de outros produ-

cebe que esse é um bom momento

mesma cita. Há também quem co-

tos, não só alimentícios, também au-

para vender mais, logo, as indústrias

loque outros produtos dentro de ces-

mentará. A data comemorada nacional-

produzem mais, e os contratos tem-

tas. “Todos aproveitam esse mo-

mente movimentará não só o comér-

porários de mão-de-obra também au-

mento doce da Páscoa”, comenta

cio em geral, mas também o setor in-

mentam”, diz. Um dos estímulos apon-

Débora.

dustrial, gerando contratações tempo-

tados por Santana é o período do ano

Dados da Associação Brasileira

rárias a muitos desempregados.

em que acontece a Páscoa e aumen-

da Indústria de Chocolates, Cacau,

O consultor econômico da Feco-

to do valor do salário mínimo. “O con-

Amendoim, Balas e Derivados (Abi-

mércio, Vamberto Santana, diz que as

sumidor tem um fôlego nessa época,

cab) revelam que a Páscoa de 2009

vendas na Páscoa apresentam forte

pois não tem grandes gastos com

vai gerar mais de 25 mil vagas para

concentração nos chocolates e deri-

material escolar nem outra data co-

temporários, em todo o País. Dessas,

vados, mas que, a idade do presente-

memorativa e, com o aumento do sa-

70% para a comercialização e os ou-

ado influencia na hora da compra.

lário, pode programar melhor seu di-

tros 30% para a produção de ovos. A

“Esse é um fator que estimula a ven-

nheiro”, pondera.

instituição aponta, ainda, que a con-

da de outros produtos”, avalia o espe-

18

tratação será maior em algumas em-

cialista. No entanto, ele aponta uma

Contratos temporários

presas do que a do ano passado.

estimativa de crescimento considerá-

A diretora comercial da Pró-Even-

Para o presidente da Associação,

vel nas vendas no varejo de brinque-

tos – uma das líderes em contrata-

Getulio Ursulino Neto, “as indústrias

dos e roupas para crianças, pois há

ção temporária no segmento – , Dé-

focaram no aumento da eficiência das

pais que preferem alternativas aos

bora Mattos de Macedo, informa que

linhas de produção para poder inves-

doces, comprovando a movimentação

as empresas que mais recrutam

tir mais em ajudar o varejista a ven-

no comércio de outros produtos.

neste período são as indústrias de

der e auxiliar o consumidor na esco-

Uma avaliação da Fecomércio, re-

chocolate, mas que outros segmen-

lha mais adequada aos seus ansei-

sultante do contato com lojas do seg-

tos também veem a possibilidade de

os e necessidades”.

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março | abril 2009


não apenas o comércio de chocolates s e fabricantes focam em ponto de venda Comércio otimista

defende Larissa Diniz, gerente de tra-

Em 2008, foram comercializadas 22,9

Este é o primeiro grande momen-

de marketing da Kraft Foods Brasil.

mil toneladas de produtos para Pás-

to de vendas do ano para o comércio

Ela acredita que a “vitrine” dos produ-

coa, segundo a Abicab. O presidente

de chocolates. Neste ano, duas van-

tos é um segredo de sucesso nesta

da Associação Paranaense de Super-

tagens podem impulsionar o comér-

Páscoa. Além da exposição, o vare-

mercados (Apras), Everton Muffato,

cio, conforme apontam grandes re-

jista precisa estar atento às condi-

afirma que a expectativa de vendas

des varejistas. A primeira está relaci-

ções de armazenamento. O ideal é

em lojas do varejo para esse ano

onada com o calendário, pois a Pás-

que a temperatura esteja entre 18 e

supera 10% a do ano anterior. Mas

coa acontecerá no dia 12 de abril,

22ºC, a umidade relativa do ar de no

não só os chocolates ganharão des-

segunda semana do mês, o que pos-

máximo 70%, e o mais distante pos-

taque no consumo. Demais produ-

sibilita mais tempo de exposição dos

sível de produtos ou materiais que

tos típicos da ocasião também terão

produtos nos supermercados. “A ex-

exalam cheiros fortes.

mais saída como é o caso de azei-

posição correta dos ovos de choco-

A outra vantagem é a forte tradi-

late é um ponto importantíssimo”,

ção de se dar chocolates nessa data.

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tes, peixes e vinhos.

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19


Uma grande Sesc Triathlon, em sua 21.ª edição, levou

OS VENCEDORES NA CATEGORIA ELITE FORAM FÁBIO CARVALHO, DE SANTOS (SP), E MARIANA OHATA, DE SÃO CARLOS (SP).

A

junção de garra, determi

mo e 10 quilômetros de corrida, em

1h11m34s, ressaltando que para

nação, comprometimen-

1h52m55s, e Mariana Ohata, de São

amadores o trajeto é a metade do percorrido pelos profissionais.

to, segurança e planeja-

Carlos (SP), que fez o mesmo trajeto

mento resultaram na 21º Edição do

em 2h07m36s. Bruno Matheus, tam-

Estavam presentes durante a re-

Sesc Triathlon Circuito Nacional, eta-

bém de Santos, ficou em segundo lu-

alização das provas o presidente do

pa Caiobá. O evento, já tradicional no

gar; João Alfredo Morgado, de Curiti-

Sistema Fecomércio Sesc Senac,

litoral paranaense e reconhecido na-

ba, em terceiro. No feminino, em se-

Darci Piana, o diretor regional do

cionalmente, reuniu 670 atletas pro-

gundo lugar ficou Vanessa Gianinni,

Sesc, Paulo Cruz, o governador do

fissionais e amadores, o que garan-

de Campinas (SP); e em terceiro lu-

Estado do Paraná, Roberto Requião,

tiu sucesso em mais um ano de reali-

gar Gisele Rodrigues Bertucci, de Flo-

o vice-governador Orlando Pessuti, o

zação. A movimentação foi grande no

rianópolis (SC). A prova aconteceu

prefeito do município de Matinhos,

município de Matinhos. Atletas, famili-

com largada na Praia Mansa de Cai-

Eduardo Dalmora, entre outras auto-

ares e demais envolvidos no Triathlon

obá, percorreu ruas da cidade de Ma-

ridades. Toda a prova foi transmitida

deram um impulso no comércio local,

tinhos, incluindo a Alexandra e Aveni-

ao vivo pela TV Paraná Educativa, que

não só nos dias 14 e 15 de fevereiro,

da Atlântica, beira-mar, e foi concluída

teve seu set montado na praça de Cai-

datas do simpósio técnico e realiza-

na praça central da Cidade.

obá, o que possibilitou maior proxi-

ção das provas, respectivamente, mas, na semana antecedente.

20

O vencedor da categoria amador,

midade com os atletas e equipe téc-

masculino, foi Edmilson Pereira, de

nica. Além da Educativa, jornalistas

Os vencedores na Categoria Elite

Blumenau (SC), que cumpriu o traje-

da grande imprensa eletrônica e im-

foram Fábio Carvalho, de Santos (SP),

to em 59m06s. No feminino, a vence-

pressa fizeram cobertura do Triathlon.

que fez o percurso de 1.500 metros

dora foi Priscila da Silva Rocha, de

Para o diretor da Divisão de Es-

de natação, 40 quilômetros de ciclis-

Santos (SP) com o tempo de

portes, Lazer e Turismo, e coorde-

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março | abril 2009


festa do esporte paranaense grande público a Caiobá

À frente do pódio: O VICE-PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO, ARI BITTENCOURT; O PREFEITO DE MATINHOS, EDUARDO DALMORA; O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA; O VICE-GOVERNADOR DO PARANÁ, ORLANDO PESSUTI E DIRETOR REGIONAL DO SESC PARANÁ, PAULO CRUZ.

ALGACI TÚLIO, DA TV EDUCATIVA, GOVERNADOR, ROBERTO REQUIÃO, PRESENÇA MARCANTE NO TRIATHLON E DARCI PIANA.

nador técnico do Sesc Triathlon, Mar-

êxito de todas atividades realizadas,

ristas é grande, e isso aquece o co-

cus Vinicius Mello, cada edição do Tri-

desde a montagem de estruturas, até

mércio na rede hoteleira, em restau-

athlon é um aprendizado. “Aprende-

a organização de cerimoniais. Se-

rantes e lojas. “Em um período em

mos com as necessidades locais,

gundo ele, é essa soma de forças

que os veranistas estão voltando do

com os atletas, com os parceiros,

que garante o bom resultado.

litoral, o movimento volta com o Tria-

com a equipe de trabalho, e é esse

thlon”, afirma. Um exemplo disso é o

aprendizado que nos faz crescer a

Comércio

Hotel Parque Balneário Caiobá, que,

cada ano”, diz. Um exemplo desse

De acordo com Piana, um dos ob-

na segunda semana de fevereiro re-

crescimento, conforme cita Mello, foi

jetivos do Sesc Triathlon é dar um

cebeu sua capacidade máxima de

o aumento de participantes nessa

maior suporte aos empresários do

hóspedes. “O hotel lotou. Hospeda-

edição. “Trabalhamos com um limite

comércio, serviços e turismo, pois a

mos atletas e pessoal da organiza-

de segurança. Essa é a capacidade

vinda do grande público esperado

ção”, conta o gerente Paulo César

da praça”, explica. O número limite

movimenta bastante os setores lo-

Arias Fernandes. Nesta época do ano

de inscrições nesse ano foi atingido

cais. O prefeito de Matinhos concor-

a média é de 20 quartos ocupados,

cinco horas depois de abertas.

da com Piana e destaca o turismo

e, na semana no Triathlon, a marca

A qualidade no atendimento a atle-

como um ponto importante. “Temos

pulou para 80. Após o evento a queda

tas e público também é um ponto po-

pessoas vindas de várias partes do

foi considerável, e, de acordo com

sitivo do evento. “Há um diferencial

Brasil, que acabam conhecendo nos-

Fernandes, ficaram apenas seis apar-

no tratamento desde a chegada no

so litoral”, comenta.

tamentos com hóspedes.

simpósio até à premiação”, conta Me-

O presidente da Associação Co-

llo. Ele parabeniza a equipe de cola-

mercial das Indústrias de Matinhos

boradores por ter contribuído para o

(Acima) afirma que o número de tu-

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21


Senac em Cascavel terá cara nova Obras aumentarão a capacidade de atendimento do CEP

Cascavel está crescendo e

tura será refeita, além da climatiza-

com ela cresce a deman-

ção naquelas que ainda não pos-

da de educação profissional”. Esse

suem ar-condicionado. A adminis-

é um dos pontos levantados por An-

tração ganhará um novo layout e o

tonio Edson Gruber, presidente do

prédio será adaptado para o aces-

Sindicato dos Lojistas e do Comér-

so de pessoas com deficiência. A

cio Varejista de Cascavel e Região

biblioteca será modernizada, rece-

(Sindilojista), para ressaltar a im-

berá pontos de Internet e os alu-

portância das obras que estão

nos dos cursos de cabeleireiro e

sendo realizadas no Centro de

depilação terão novas salas para

Educação Profissional (CEP) da ci-

as aulas práticas. A segunda etapa

dade. “A revitalização irá oferecer

da revitalização, ainda sem data

mais flexibilidade na realização dos

prevista, envolverá a troca de equi-

cursos, já que permitirá melhor

pamentos e mobiliário.

aproveitamento do espaço e que mais pessoas sejam atendidas.”

retora em exercício do Senac em

A partir do segundo semestre

Cascavel, diz que as mudanças

deste ano, a população de Casca-

trarão mais conforto para o clien-

vel contará com um Senac total-

te. “Iniciamos esse processo com

mente renovado, já que as obras

a reforma do Instituto de Beleza-

contemplarão 100% dos espaços

escola no ano passado e a revita-

pedagógicos. Externamente, está

lização irá permitir que o Senac

sendo construída uma estrutura

ofereça ambientes ainda melho-

para abrigar materiais de trabalho

res para os alunos e instrutores

da equipe de limpeza e jardina-

aqui de Cascavel, principalmente

gem, que servirá de depósito e for-

em relação às salas de aulas que

necerá algumas vagas cobertas

serão mais claras e amplas. Além

para automóveis. A previsão de tér-

disso, a nova biblioteca terá uma

mino dos trabalhos é no início de

acervo mais completo e terminais

agosto.

de computador. A revitalização au-

Dentro do CEP serão trocados os pisos de todas as salas e a pin-

22

Maria Elice Sasso Fontana, di-

S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

mentará ainda mais a qualidade dos nossos serviços”. março | abril 2009


Homenagem às mulheres empreendedoras

A

determinação e a garra

À frente do departamento, Tânia

giou a ação de todas as câmaras e

constantes para vencer

desenvolveu projetos visando ao in-

salientou que o Paraná está sendo

desafios fazem as histó-

centivo e fortalecimento das ativida-

exemplo a ser copiado pelo Sistema,

rias das empreendedoras do Para-

des culturais da cidade e promoveu

em Santa Catarina. Ele ressaltou que

ná semelhantes entre si. Para home-

eventos na ocasião dos 50 anos do

o trabalho das CMEGs é despertar

nagear aquelas que se destacaram

município e do Cinquentenário da

nas empresárias paranaenses uma

pelo tempo de atuação e sucesso em

Revolta dos Posseiros. “Com este

visão ampla sobre o mercado e so-

seus empreendimentos, o Sistema

trabalho, ela conseguiu resgatar a

bre a necessidade constante de apri-

Fecomércio Sesc Senac, através da

história dos pioneiros que coloniza-

moramento e qualificação.

Câmara da Mulher Empreendedora

ram o Sudoeste do Estado”, avalia Eli-

Tendo como enfoque a gestão de

e Gestora de Negócios do Paraná

zabeth Lobo Elpo, diretora executiva

pessoas e motivação, Leila Navarro

(CMEG), entregou troféus a 16 mu-

da CMEG.

e José Maria Gasalla, palestraram às

lheres de todo o Estado.

Tânia salienta a importância do

Durante o evento, realizado em co-

estudo da história do Paraná pelos

memoração ao Dia Internacional da

paranaenses. “Infelizmente, o Sul pro-

Mulher, em Curitiba, cada câmara ho-

jetou-se com a cultura gaúcha e sobre

menageou uma empresária do muni-

a história do nosso Estado dispomos

cípio sede e todas entregaram uma

de muito pouca biografia. Estudamos

honraria especial à Tânia Maria Penso

tanto sobre a História Geral e tão pou-

Ghedin, atual Diretora do Departamen-

co sobre a do Paraná”, avalia Tânia.

to de Cultura de Francisco Beltrão, por ser uma empreendedora cultural.

O presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, Darci Piana, elo-

mais de mil mulheres empreendeversidade Federal do Paraná cedoras, vindas de 18 cidades paranaderá uma equipe de estudantes de Fienses. sioterapia e Educação Física para dar suporte aos atletas.

PALESTRA

A chegada será na Praça de CaioGPC=7C. A junção de letras e núbá e a premiação acontecerá logo meros mais parece uma fórmula maapós o término da competição, durantemática, mas segundo Gasalla, este te evento solene, no Ginásio de Esé o segredo para uma administração portes do Sesc Caiobá. de sucesso. Ele acredita que a Ges-

PRESIDENTE PIANA FALA ÀS INTEGRANTES DAS CÂMARAS DA MULHER EMPREENDEDORA E GESTORA DE NEGÓCIOS.

ELIZABETH LOBO SALIENTOU A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO REALIZADO PELAS CÂMARAS, EM TODO PARANÁ. ATLETAS LARGANDO PARA A NATAÇÃO. NESTE ANO, UM TAPETE COM SENSOR SERÁ IMPLANTADO TAMBÉM NA AREIA. www.fecomerciopr.com.br | www.sescpr.com.br | www.pr.senac.br

SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC PR

23


tão Por Confiança (GPC) só é possí-

responsabilidade sócio-ambiental e

que a câmara já realizou na cidade

vel quando são adotados comporta-

à capacitação constante.

mais de 20 eventos e já se somam

mentos que fazem os outros acredita-

Apucarana foi a primeira cidade a

135 mulheres, visando agora, à parti-

rem em você, ou seja, os 7Cs: consci-

receber a Câmara da Mulher, em de-

cipação dos municípios vizinhos, liga-

ência própria e do outro como seres

zembro de 2006 e, desde então, ou-

dos ao sindicato. Em Umuarama, a

humanos; clareza ao dizer o que es-

tras 14 cidades foram contempladas.

câmara passa a desenvolver, em par-

pera do outro; cumprimento da pala-

Hoje, são mais de cinco mil empre-

ceria com o Sebrae, o projeto “Varejo

vra dada; comprometimento com o

sárias filiadas em todo o Paraná, en-

Mais” e o “Mulher Empreendedora”.

que se propõe a fazer; coerência na-

gajadas em diversos projetos.

Para 2009, Elizabeth revela que em

quilo que fala e faz; consciência e ma-

Tendo pouco mais de nove me-

abril, haverá a instalação da CMEG em

nutenção de valores e identidade e co-

ses de criação, Nadir Maciel, presi-

Londrina e outros quatros municípios

ragem para ser único.

dente da CMEG, em Ivaiporã, conta

também serão contemplados.

Segundo Leila, as atuais crises são desencadeadas pela carência de confiança e ela acredita que esta é a chave para relacionamentos bem sucedidos. Os palestrantes instigaram as empresárias a transformarem as crises emocionais, financeiras e familiares em oportunidades de aprendizado e crescimento.

CMEG Com as instalações das Câmaras das Mulheres na capital e em municípios do interior, as empresárias paranaenses passaram a desenvolver atividades conjuntas, visando a ações de

4

24

1

2

3

5

6

S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

março | abril 2009


1. A presidente da Câmara da Mulher Empreendedora de Francisco Beltrão, VÂNIA LÚCIA ROSA FAUST; a diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura de Francisco Beltrão, TÂNIA MARIA PENSO GHEDIN e o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, DARCI PIANA.

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8

2. A presidente da Câmara da Mulher de Foz do Iguaçu, CAMILA DAMIM e a empresária IRACI PISSINI SOSSELLA. 3. A presidente da Câmara da Mulher de Castro, ERIKA MUELLER MEZZADRI DE OLIVEIRA e a empresária homenageada, MITSUKO MAEDA. 4. A presidente em exercício da Câmara de Ponta Grossa, TALITA GRAEF e a empresária MAGDA CLAIRA SCHEIDT DE PAULA. 5. A presidente da Câmara da Mulher de Cornélio Procópio, LUIZA SUGUIAMA DE OLIVEIRA e a empresária EUSLAYNE DE OLIVEIRA MARQUES.

9

10

6. A presidente em exercício da Câmara da Mulher de Toledo, ANE PRISCILA BRANDALIZE KREUZ e a empresária LENI DA SILVA. 7. A presidente da Câmara da Mulher de Francisco Beltrão, VÂNIA LÚCIA ROSA FAUST e a empresária MÁRCIA KRINDGES. 8. A presidente da Câmara da Mulher de Maringá RAQUEL DE ALMEIDA COSTA e a empresária FLORA ACÁCIA DOS SANTOS.

11

12

9. A presidente da Câmara da Mulher de Marechal Cândido Rondon, CLECI DELCI GÜTTGES e a empresária, OLIDES SCHNEIDER. 10. A presidente da Câmara da Mulher de Prudentópolis em exercício, ROSIANE PIZZALOTTO BINI e a empresária MARIA ITÁLIA DAL SANTOS. 11. A empresária GLORIA LEITÃO SIMÕES e a presidente da Câmara da Mulher de Curitiba, JOY LADY MICHELS ROSSI.

13

14

12. A presidente da Câmara da Mulher de Cascavel, ADRIANA DAL PONTE MOCELIN e a empresária LENITA HEDEL. 13. A presidente da Câmara da Mulher de Ivaiporã, NADIR MACIEL e a empresária HELENA BOSCARDIN. 14. A presidente da Câmara da Mulher de Umuarama, JANE MARCIA BITENCOURT e a empresária ELZIRA DE LIMA ARAÚJO. 15. A presidente da Câmara da Mulher de Medianeira, ELZA ALVES e a empresária MARGARET CAOVILA.

15

16

www.fecomerciopr.com.br | www.sescpr.com.br | www.pr.senac.br

16. A presidente da Câmara da Mulher de Apucarana, AIDA SANTOS ASSUNÇÃO e a empresária homenageada MARILÉIA GIRALDI.

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Barão do Serro Azul:

T

ornar a história do Para-

guá-Curitiba, por ordem do general

ná conhecida dos para-

Ewerton Quadros.

naenses. Este é objetivo

da parceria firmada entre o Sistema

Libelo de Defesa

Fecomércio Sesc Senac, a Associa-

O filme “O Preço da Paz” é um li-

ção Comercial do Paraná e a Junta

belo de defesa, ou seja, uma apre-

Comercial do Paraná, que custeou a

sentação dos fatos que ocorreram

produção de cinco mil cópias em

em Curitiba, durante a revolta. Appel

DVD, do filme “O Preço da Paz” (2003),

revela que o filme foi baseado no li-

que serão distribuídas em escolas,

vro “A última viagem do Barão do Ser-

bibliotecas e universidades.

ro Azul”, de Túlio Vargas e lançado no

O filme, produzido por Maurício

setor comercial, em 2003.

Appel, com roteiro de Walter Ne-

Appel revela que

grão e direção de Paulo Mo-

a produção já foi pre-

relli, conta a história do

miada com três Kikitos,

Barão do Serro Azul e sua

no Festival de Gramado,

atuação no conflito que en-

em 2003 e também rece-

volveu Curitiba e seus habitan-

beu o Troféu Barroco, na

tes durante a Revolução Federa-

Mostra de Cinema de Tira-

lista.

dentes, em 2004.

O elenco do filme é formado por

O produtor defende que o

artistas de renome no cenário nacio-

Barão do Serro Azul foi um em-

nal e internacional. Herson Capri no

preendedor. Possuía um engenho de

papel de Barão do Serro Azul; Giulia será julgado sobre os atos cometi-

nou-se o maior exportador paranaen-

como Gumercindo Saraiva, líder dos

dos em terras paranaenses, em

se deste produto e de pinho para os

maragatos, que lutavam pela revolu-

1894, durante a Revolta Federalista.

países platinos. Ildefonso Pereira

ção. A produção conta ainda com a

A acusação salienta que o réu foi

Correia também contribuiu a consoli-

participação de Camila Pitanga, José

um traidor da pátria, ao patrocinar os

dação de Curitiba e sua moderniza-

de Abreu e Danton Mello.

revoltosos do Rio Grande do Sul, com

ção, instalando na capital, o telégrafo

Considerado pelos comerciantes

dinheiro arrecadado junto aos comer-

e uma indústria gráfica. Appel lembra

de Curitiba com herói e pelo governo

ciantes, concedendo um empréstimo

que o Barão foi condecorado diversas

brasileiro como traidor da pátria, o Ba-

de guerra e agindo contrário ao go-

vezes, ainda em vida e, durante a visi-

rão jamais chegou a ser julgado. Se

verno do Marechal Floriano Peixoto.

ta do imperador Dom Pedro II, o casal

isso tivesse ocorrido, há 114 anos, qual

Este seria o provável início do jul-

do Serro Azul causou simpatia ao mo-

gamento a que seria submetido o

narca. Mesmo após a morte do Ba-

Barão do Serro Azul, no Rio de Ja-

rão, Appel defende que ele continua a

Julgamento

neiro. Segundo relatos históricos,

empreender. “Com a produção deste

A sessão de julgamento está

antes de chegar a então capital bra-

filme, acredito que o Barão do Serro

aberta! No banco dos réus, Ildefonso

sileira, o barão foi morto a tiros, no

Azul traz ao Paraná mais uma indús-

Pereira Correia, o Barão do Serro Azul,

km 65 da Estrada de Ferro Parana-

tria, a cinematográfica”, enfatiza.

seria o resultado? Herói ou traidor?

26

erva-mate e como comerciante, tor-

Gam, a Baronesa e Lima Duarte,

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março | abril 2009


herói ou traidor? Testemunhas

aspectos culturais, de linguagem e

aiss, escarmento é uma advertência

De acordo com o presidente do

mesmo da história do Paraná. “Que-

pelo prejuízo e pela punição recebi-

Sistema Fecomércio Sesc Senac,

remos proporcionar aos estudantes

da) desta geração, uma pintura fiel e

Darci Piana, o filme proporciona ao pa-

e ao cidadão paranaense, o conheci-

minuciosa desses incríveis suces-

ranaense um encontro com sua pró-

mento de suas raízes”, diz o diretor.

sos, que encheram de mágoa e de

pria história. “Muitos curitibanos, pa-

Com a divulgação do filme pela RPC

santa revolta até a alma dos mais in-

ranaenses e o Brasil desconhecem

e pelos parceiros, Cruz acredita que

diferentes, que fizeram esquecer de

quem foi o Barão do Serro Azul e o que

será despertado no espectador o de-

todos os males, os insignificantes

ele representou para a construção do

sejo de conhecer, ainda mais, a his-

males da revolução”, diz a carta.

nosso Estado e da nossa capital”,

tória do Estado.

Veredicto

acentua. Ele revela que as estruturas

Para Appel, o filme vem ao encon-

do Sesc e do Senac vão disseminar

tro do que a Baronesa do Serro Azul

Com a assinatura do Presidente

ainda mais essa história, levando para

escreveu ao Barão de Ladário, um ano

da República, Luiz Inácio Lula da Sil-

salas de aula e para as ações que

e meio após a morte do seu esposo,

va, sancionando a Lei nº 11.863, em

são desenvolvidas nas unidades es-

quando enfatizou que haveria um dia

dezembro de 2008, o Barão de Serro

palhadas pelo interior do Estado.

em que os verdadeiros acontecimen-

Azul é declarado inocente. Seu nome

O diretor regional do Sesc, Paulo

tos sobre a Revolução Federalista vi-

passa a fazer parte do Livro de Aço

Cruz, acrescenta que a instituição

riam à tona. “Um dia, há de haver quem

dos Heróis da Pátria, depositado no

contribuirá para que a obra cinema-

se incumba de dar à América, para es-

Salão Principal do Panteão da Liberdade

tográfica seja trabalhada em seus

carmento (segundo dicionário Hou-

e da Democracia, em Brasília.

LÍLIAN VARGAS, VIÚVA DE TÚLIO VARGAS, AUTOR DO LIVRO QUE INSPIROU O PRODUTOR DO FILME; MAURÍCIO APPEL, PRODUTOR DE “O PREÇO DA PAZ”; A JORNALISTA JURIL CARNASCIALI; O VICE-GOVERNADOR ORLANDO PESSUTI; O EX-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ, JONEL CHEDE; A PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ, AVANI TORTATO SLOMP RODRIGUES; O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA ACOMPANHADO DO PRESIDENTE DA JUNTA COMERCIAL DO PARANÁ, JULIO MAITO FILHO. www.fecomerciopr.com.br | www.sescpr.com.br | www.pr.senac.br

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27


Educação para o mercado de trabalho Aluno recebe educação de qualidade e é preparado para o trabalho no comércio

E

ducação e empregabilida-

sino, material didático e uniforme.

paração para a vida. “As disciplinas

de de mãos dadas. Esta

O diferencial do colégio começa

mostrarão a ampla variedade de cam-

é a proposta do modelo

por seu plano de estudos. De acordo

pos de trabalho disponíveis no setor

educativo do Colégio Sesc São José.

com a diretora da divisão de Educa-

do comércio, processos de negocia-

Criado através de uma parceria entre o

ção e Cultura do Sesc PR, Marússia

ção, construção social do conhecimen-

Sistema Fecomércio Sesc Senac e a

de Souza Santos Fernandes, a pro-

to e os alunos terão a oportunidade de

Associação Franciscana de Ensino

posta de ensino é preparar o aluno

aplicar e colocar em ação o método

Senhor Bom Jesus, o colégio oferta, em

também para o mercado de trabalho.

científico, estimulando a aprendizagem

seu primeiro ano de atividade, 174 va-

O plano de estudos inclui as discipli-

permanente”, destaca Marussia.

gas gratuitas a alunos nos períodos ma-

nas curriculares estabelecidas por lei,

O diretor regional do Sesc PR,

tutino, vespertino e noturno, durante os

além de conteúdos específicos de pre-

Paulo Cruz, salienta que a parceria

três anos do Ensino Médio. As bolsas

paração para a carreira do comércio,

será contínua e serão ofertados aos

de estudo incluem a gratuidade do en-

princípios do mundo comercial e pre-

alunos, capacitação, educação, cultu-

FREI CLAUDINO GILZ, INTEGRANTE DA DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO FRANCISCANA DE ENSINO SENHOR BOM JESUS; O DIRETOR REGIONAL DO SENAC PR, VITOR MONASTIER; O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA E O DIRETOR REGIONAL DO SESC PR, PAULO CRUZ, ACOMPANHARAM O INÍCIO DA PRIMEIRA AULA.

28

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HÁ ANOS, AS DUAS CASAS TÊM SE COLOCADO À DISPOSIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE SONHOS E TODO O EMPENHO É DADO À EDUCAÇÃO PARA QUE OS JOVENS SEJAM BEM SUCEDIDOS, INCLUSIVE DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO. O PRESIDENTE DO SISTEMA FECOMÉRCIO SESC SENAC, DARCI PIANA, ENTREGA À ALUNA MARIA LUANE PRADO DE LARA, UM KIT COM OS MATERIAIS DIDÁTICOS QUE SERÃO UTILIZADOS DURANTE ESTE ANO, NAS AULAS NO COLÉGIO SESC SÃO JOSÉ.

– Frei Claudino Gilz –

ra, saúde e lazer. Ao Senac caberá a

to de vista econômico”, enfatiza o frei.

mará pela qualidade do ensino capa-

capacitação dos alunos para o traba-

Camila Fernandes, aluna do colé-

citando os alunos para competirem

lho no comércio e ao Sesc, o acesso

gio, revela a satisfação em ter sido

com igualdade em vestibulares e no

aos serviços da instituição. Integrante

uma das selecionadas. “Moro no bair-

mercado de trabalho. “O Sesc assu-

da diretoria da associação, Frei Clau-

ro Fazendinha, e não me incomodo

miu um desafio de ampliar ainda mais

dino Gilz, destaca que tanto o Sesc

em ter que acordar mais cedo para

o seu compromisso e atuação junto à

quanto o Colégio São José contribuem

estudar no centro. Todo o meu esfor-

sociedade. Destinaremos maiores in-

na construção de uma sociedade mais

ço vai valer a pena. Esta é uma opor-

vestimentos em ações gratuitas com

igualitária. “Há anos, as duas casas têm

tunidade que nem todos têm”, desta-

caráter educativo. Temos a missão de

se colocado à disposição para a cons-

ca a adolescente.

ofertar um ensino de qualidade. Que-

trução de sonhos e todo o empenho é

O presidente do Sistema Fecomér-

remos ser modelo a ser seguido no

dado à educação para que os jovens

cio Sesc Senac, Darci Piana, enfati-

Paraná e no Brasil e isso será graças

sejam bem sucedidos, inclusive do pon-

zou que o Colégio Sesc São José pri-

a esta parceria”, conclui Piana.

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29


D

urante os séculos XVIII,

tória para contar sobre esse movimen-

de Rio Negro, inclui ainda Campo do

XIX e parte do século XX,

to que promoveu a maior parte do po-

Tenente em abril, Lapa em maio e Palmeira, no mês de junho.

grupos de homens per-

voamento do planalto paranaense,

correram os caminhos de Viamão, no

além de fazer a ligação comercial en-

Rio Grande do Sul, atravessaram San-

tre o extremo Sul e o resto do País.

ta Catarina e o Paraná, até chegarem

30

O diretor regional do Senac PR, Vitor Monastier, diz que a iniciativa foi muito bem recebida pelos municípios.

à cidade paulista de Sorocaba, levan-

UNIDADE MÓVEL

“O Senac está sempre atento às de-

do gado e mulas. Os caminhos per-

O Senac PR sabe que a Rota dos

mandas do turismo e da gastronomia

corridos pelas mulas eram sinuosos,

Tropeiros é um importante patrimônio

paranaenses e está também ciente de

e os grupos faziam diversas paradas

para a história e o turismo do Estado.

que na Rota dos Tropeiros foram ins-

antes de chegar ao seu destino.

Por isso realizará ações de qualifica-

talados um número significativo de

Esses caminhos ficaram conheci-

ção profissional em cidades da Rota,

pousadas, restaurantes e outros esta-

dos como Rota dos Tropeiros, e as pa-

por meio de cursos gratuitos na Uni-

belecimentos turísticos. Prestaremos

radas deram origem a diversas cidades.

dade Móvel de Gastronomia. O rotei-

um serviço que, certamente, irá quali-

Hoje, essas localidades têm muita his-

ro, que começou neste mês na cidade

ficar o atendimento a este segmento

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março | abril 2009


por meio do convênio com as prefeitu-

de. Nela, os monges residentes rea-

cidade, tanto na zona rural como ur-

ras locais que, de pronto, aplaudiram

lizam vigílias e orações. O prefeito

bana. A igreja matriz, no centro, é cons-

a idéia.”

Celso Wenski explica que, tanto o mu-

truída em estilo barroco colonial. Ain-

Cada cidade possui características

nicípio quanto a região têm deman-

da, no centro, estão o museu históri-

e encantos próprios. Rio Negro tem

da para diversos tipos de cursos e

co e a Capela Bom Jesus. Na zona

como principal atração o Seminário

que está ansioso com a ida da Uni-

rural também existem várias atrações

Seráfico São Luiz de Tolosa, que foi

dade Móvel para a cidade. “Ela deve

como a Colônia Santa Bárbara e o

construído entre 1918 e 1923 e tem

atender a muitas das nossas neces-

Memorial Polonês.

forte ligação com a história e a cultura

sidades de qualificação no segmen-

do município. O seminário encontra-

to de gastronomia e turismo.”

se dentro de um parque eco-turístico que possui várias atrações, além de

“As principais necessidades da cidade incluem, principalmente, a oportunidade de qualificação aos jovens,

OPORTUNIDADES

aqueles que estão em busca de seu

“Essa ação é muito relevante, pois

primeiro emprego, pois sem uma qua-

O secretário de educação do mu-

a possibilidade de qualificar as pesso-

lificação específica e sem a experiên-

nicípio, James Karson Valério, diz que

as lhes dá a oportunidade de buscar

cia profissional, a inserção em uma

os cursos da Unidade Móvel vão auxi-

melhores chances de trabalho, e para

vaga no mercado de trabalho torna-

liar na transformação de trabalhado-

o município isso é extremamente po-

se bastante difícil. Nos últimos tem-

res em empreendedores para a cida-

sitivo”, explica o prefeito de Lapa, Pau-

pos, temos percebido que as empre-

de. “Acredito que a principal meta é

lo Furiati. Lá, o visitante encontra, en-

sas instaladas no município estão ne-

qualificar, de maneira efetiva, para que

tre outras atrações, um centro históri-

cessitando, cada vez mais, de profis-

o comércio local possa demonstrar

co, com 14 quadras plenamente con-

sionais capacitados para preenchi-

mais qualidade nos serviços que pres-

servadas e o Parque Estadual do Mon-

mento de vagas”, diz Cocheva.

ta”. Ele ainda conta que existe em Rio

ge, “que será reestruturado e reinau-

Negro um Clube dos Tropeiros que

gurado no final desse ano”, diz.

uma lanchonete.

promove reuniões, festas, concursos de poesias, tudo para promover o tro-

Os cursos oferecidos pela Unidade Móvel, além de fomentar a atividade turística dessas localidades, tam-

Em Palmeira, o turismo está forte-

bém têm como objetivo deixar uma

mente ligado à história e cultura do

marca permanente nos municípios por

Campo do Tenente, por sua vez,

município. Segundo Antônio Elves

onde vai passar, traduzida em mais

tem como um dos principais pontos

Cocheva, secretário de Indústria, Co-

pessoas qualificadas e capazes de

turísticos a capela do Mosteiro Trapis-

mércio e Turismo, as principais atra-

movimentar a economia local por meio

ta, que tem o formato de uma pirâmi-

ções turísticas estão espalhadas pela

de suas próprias conquistas.

peirismo.

ROTEIRO DO NORTE PIONEIRO

UNIDADE MÓVEL DE INFORMÁTICA E GESTÃO O roteiro é diferente, mas o objetivo é o mesmo, levar qualificação profissional para municípios que não possuem um Centro de Educação Profissional do Senac. A Unidade Móvel de Informática e Gestão está percorrendo cidades do norte pioneiro do Paraná, oferecendo cursos gratuitos que promovem a inclusão digital, a auto estima profissional e aumentam as chances de integrantes da população encontrarem sua colocação no mercado, movimentando a economia local. Bandeirantes foi a primeira cidade, em fevereiro. Neste mês, é a vez de Santa Mariana e, em abril, a Unidade Móvel segue para Congonhinhas. www.fecomerciopr.com.br | www.sescpr.com.br | www.pr.senac.br

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31


Estudantes paranaenses selecionados para a

Todos ficamos muito felizes,

individual com os pais e alunos, para

apesar da falta que ela nos fará. Des-

avaliar se o candidato se adaptaria

Por mais que haja a distância, os

de que soubemos que ela foi selecio-

com o sistema implantado pelo colé-

pais dos integrantes da nova turma

nada iniciou a comemoração. A torci-

gio, incluindo o projeto de ensino inte-

aprovam a decisão dos filhos. “Ele

da dos amigos foi grande e fizemos

gral (dois turnos), e se ele estaria pre-

estudou muito e passou no teste. Fico

até uma festa de despedida. Sei que

parado para enfrentar a distância de

muito satisfeito em saber que ele tem

ela tem um objetivo e fico feliz de es-

casa. Por fim, somente 11 foram es-

grande interesse pelos estudos. Isso

tar sendo cumprido”, afirma Maria

colhidos e ganharam a oportunidade

já é uma grande realização, uma con-

Lourdes Hamulak, mãe da aluna Ana

de ingressar no Esem. As cidades do

quista. Acredito que o melhor cami-

Beatriz Paulovski, 15 anos, uma das

Parará contempladas com o progra-

nho para o crescimento é a escola”,

11 paranaenses selecionadas para

ma de ensino foram Francisco Bel-

comemora o pai de Fábio Henrique

ingressar na Escola Sesc de Ensino

trão, Cornélio Procópio, Paranavaí,

Machado, Claudinei Ferreira Macha-

Médio (Esem), no Rio de Janeiro.

Cascavel, Jacarezinho, Marechal Cân-

do. Ele disse que incentiva sempre o

dido Rondon e Lon-

filho ao crescimento pessoal e pro-

drina. Essa é a se-

fissional. “Estou certo de que ele está

alunos partiu, no início de março para o Rio de Janeiro, local onde

estudarão. Eles per-

manecerão afastados da suas cidades natais por, no mínimo dois anos, quando estarão na primeira e se-

ELES VOLTAM COM GRANDE PREPARO PARA O MERCADO DE TRABALHO – Diretora de Educação e Cultura do Sesc Paraná, Marússia de Souza Santos Fernandes –

gunda séries do Ensino Médio, na escolaresidência mantida pelo Sesc, integrante do Sistema Fecomer-

32

O grupo de

rússia de Souza Santos Fernandes

gunda turma que o

ingressando em uma instituição, com

Estado envia ao Rio

uma excelente estrutura. Agradeço a

de Janeiro. No ano

Deus e ao Sesc por essa oportuni-

de 2008, foram se-

dade”, complementa o pai.

lecionados 13 adolescentes.

Ao chegar a Jacarepaguá, cada um dos alunos receberá um note-

Os alunos sele-

book para usar para os estudos,

cionados em cada

pesquisa, e para se comunicarem

cidade beneficiada

com os pais e amigos via internet. A

pelo progra-

turma receberá orientações sobre

ma vão resi-

como fazer bom uso da rede. O con-

dir em uma

teúdo acessado é constantemente

comunidade

fiscalizado pela equipe técnica. Si-

acolhedora,

tes de conteúdo inadequado aos jo-

cio Sesc Senac, no bairro de Jacare-

com segurança e integralmente vol-

vens são bloqueados, para evitar o

paguá. Todas as despesas dos sele-

tada ao conhecimento. A instituição

envolvimento a assuntos imperti-

cionados são custeadas pela entida-

recebe jovens de todo o País. Anual-

nentes à educação.

de, desde a moradia, alimentação e o

mente, ingressam 160 alunos novos,

transporte de ida e volta à cidade de

sempre na primeira série do ensino

origem.

Conhecendo o Esem

médio, e cursam o terceiro ano na

A estrutura e metodologia de en-

A concorrência pelas vagas foi

cidade natal. “Eles voltam com gran-

sino do Esem são de alta qualida-

grande. Ao todo, foram 220 inscritos.

de preparo para o mercado de traba-

de. O complexo é composto por uma

Todos eles fizeram prova escrita em

lho e prontos para enfrentar um vesti-

vila de quatro prédios, onde há os

uma primeira etapa. A segunda fase,

bular de qualquer instituição, federal

dormitórios. Todos os andares con-

que contou com a participação de 50

ou pública”, frisa a diretora de Educa-

tam com sala de estudo e copa de

pré-selecionados, foi uma entrevista

ção e Cultura do Sesc Paraná, Ma-

apoio, em cada um deles reside um

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março | abril 2009


es selecionados para a ESEM no Rio de Janeiro

ALUNOS APROVADOS NA ESEM RUMO AO RIO DE JANEIRO. acima: FÁBIO HENRIQUE MACHADO, LEANDRO SILVÉRIO NONATO FILHO, EZEQUIEL ERIC FREIRE, A ANALISTA DE APOIO OPERACIONAL, ELISA RODEIRO, DUÍLIO DALLA COSTA NETO, BRUNA PEREIRA E ANA CLARA FERREIRA. Abaixo: FELIPE MATHEUS JARGAS, ANA BEATRIZ PEDROSO, LAURA FREIRE, PATRÍCIA SATIE MAEDA E JANAÍNA PATRÍCIA MALACARNE.

professor e sua família. Os demais

e artes plásticas. Há um cuidado

gares do país, é comum que suas

professores e suas famílias também

grande também com alimentação.

culturas sejam diferentes. Para que

moram na comunidade escolar, mas

Todo o cardápio é elaborado por nu-

todos estejam no mesmo ritmo de

em outra vila. O conjunto esportivo

tricionistas, que propõem refeições

aprendizado é feito um nivelamento

conta com um ginásio de esportes,

de qualidade, atendendo às neces-

nos primeiros meses. “É comum

piscina semiolímpica, campo de fu-

sidades alimentares.

que no primeiro bimestre o rendi-

tebol e quadras poliesportivas, sa-

Os pais recebem periodica-

mento acadêmico caia um pouco.

las de dança, ginástica e muscula-

mente a avaliação dos filhos, para

Isso é normal durante a adaptação,

ção. Além dos esportes, o Esem in-

que façam o acompanhamento. Ma-

porém o aluno tem condições de re-

centiva a cultura através de cursos

rússia explica que, como a Escola

cuperar facilmente, pois contamos

de música, teatro, fotografia, pintura

recebe alunos vindos de vários lu-

com aulas de apoio”, explica.

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33


Com custos vantajosos em rela-

Como investir em treinamentos

líderes. Por isso era preciso capaci-

ção aos cursos abertos – até 40%

Apenas destinar verbas para a

tá-los para exercer a função de en-

mais baratos – e particularmente fle-

área de capacitação interna não é su-

carregado, tais como planejar as ati-

xíveis, os treinamentos fechados ma-

ficiente. Sem planejamento, um trei-

vidades diárias, treinar pessoas, de-

ximizam os investimentos na qualifi-

namento pode representar perda de

legar funções e, principalmente, sa-

cação de equipes. A analista de edu-

tempo, dinheiro e energia.

ber se relacionar com os liderados”, revela a supervisora de recursos hu-

cação profissional do Senac, Márcia

O primeiro passo, segundo Már-

Wolaniuk Carvalho, ressalta que a

cia, é fazer um diagnóstico das ne-

“principal vantagem dos programas in

cessidades e expectativas da orga-

Ao longo de 2008, a Globoaves

company é apresentar uma solução

nização. “É com base nestes itens

desenvolveu o Programa de Desen-

exclusiva, adaptada de acordo com as

que a instituição que irá ministrar o

volvimento de Líderes, que contou com

necessidades e características da

curso poderá montar um programa

o apoio do Senac Cascavel. 93 cola-

empresa e dos participantes”.

com conteúdos que venham a atingir

boradores que exercem cargos de

os objetivos da empresa”, afirma.

chefia da linha de produção participa-

Além dos cursos abertos minis-

manos, Elenice Balbinotti.

trados em todos os Centros de Edu-

Após constatar problemas de re-

ram de treinamentos sobre liderança

cação Profissional, o Senac desen-

lacionamento entre os encarregados

e gestão de pessoas, administração

volve planos customizados de con-

de produção e as equipes sob sua

de conflitos e desenvolvimento de

sultoria, assessoria e educação cor-

coordenação, a Globoaves, empresa

competências interpessoais de equi-

porativa a organizações públicas, pri-

que atua na produção e abate de

pes. Concluídas as atividades, a em-

vadas e do terceiro setor. Em 2008, a

aves, decidiu realizar seu primeiro

presa verificou que os funcionários es-

instituição realizou 73 mil atendimen-

treinamento na modalidade in com-

tavam mais comprometidos com os

tos através do Programa Senac na

pany. “Muitos desses profissionais vi-

resultados, além da melhora no cli-

Empresa.

eram da área operacional e não es-

ma organizacional e diminuição do tur-

tavam preparados para atuar como

nover. “Após várias reuniões com os


profissionais do Senac, formatamos

necessários para o programa entrar

nhã. O contraste entre o turno matuti-

um programa com a cara da empre-

em prática efetivamente. Mas era pre-

no, que já havia participado do treina-

sa, focado em nossa realidade. O trei-

ciso que o curso estivesse ajustado

mento, e o noturno foi evidente, de

namento atingiu o objetivo proposto,

aos aspectos abordados no manual

acordo com a gerente de recursos hu-

o que acabou refletindo também na

recém criado.

manos, Cristina Soares Rorato. “Per-

produtividade”, avalia Elenice.

Mais uma vez, a opção escolhida

cebemos uma clara mudança nas ati-

Pelo mesmo caminho seguiu a

foi a educação corporativa por meio

tudes dos colaboradores, que passa-

A. J. Rorato, indústria do ramo move-

da contratação de instituição de ensi-

ram a demonstrar mais respeito com

leiro localizada em Araruna, no Norte

no especializada. Nesse caso, o Se-

os colegas, a valorizar o emprego e a

do Paraná. A empresa havia acaba-

nac Campo Mourão. Para começar,

ter mais responsabilidade sobre o

do de desenvolver o “Manual do Co-

foram realizadas 20 turmas do curso

produto final”, relata. Não demorou

laborador”, com as diretrizes da or-

de “Gestão de pessoas, mudanças e

muito e os efeitos da atividade desen-

ganização, sua visão, missão, obje-

resultados”, que qualificaram 600 co-

volvida pelo RH surpreenderam posi-

tivos e normas do programa de qua-

laboradores do setor de produção da

tivamente o departamento financeiro.

lidade, o PRQ, que começava a ser

A. J. Rorato. Esse número correspon-

O índice de falhas foi reduzido, a pro-

implantado. A orientação e o treina-

de à metade dos funcionários da em-

dutividade aumentou e, consequente-

mento dos colaboradores fazem-se

presa, a que opera no turno da ma-

mente, os lucros também.


tamente isso que aconteceu,

Após algum tempo de expo-

segundo relato que fez, no fim

sição e vendidas algumas

dos anos 70, Jorge Santos

obras, o, à época, ainda desco-

Wallbach, proprietário da anti-

nhecido Guido Viaro foi se acer-

ga Casa Londres, que funcio-

tar com Jorge Wallbach. Como

nou por mais de seis déca-

este não quis cobrar aluguel

das na Rua XV de Novembro,

pelo uso de sua “vitrine-galeria”,

entre as ruas Monsenhor Cel-

o desconhecido artista Guido Vi-

so e Barão do Rio Branco.

aro deu-lhe, então, como con-

A Casa Londres, para Jorge Wallbach, talvez tenha

JORGE WALLBACH (À ESQUERDA) E DOIS AMIGOS NA PORTA DA CASA LONDRES NO FIM DOS ANOS 50.

C

que restaram da exposição.

sido a primeira “Galeria de

Certamente por ter passado

Artes” de Curitiba, pois não ha-

por ali durante esta primeira “ex-

via, pelos anos 20, 30 e 40, um

posição”, um outro interessado

local específico para a exposi-

acabou procurando Wallbach

ção de obras de arte. Como a

com o mesmo objetivo. Esse

loja possuía, na entrada, duas

atendia, em seu atelier, pelo

vitrines em forma de cunha, com

nome de Theodoro De Bonna.

omo não conse

vestuários formais de um lado e

Ele também expõe suas

guiu vender os

esportivos de outro, acabou atra-

obras ali na vitrine da Casa

três quadros que

indo a atenção de um senhor si-

Londres, por algum tempo, ven-

ficaram expostos por uns dois

sudo, que indagou ao proprietá-

de alguns quadros e depois

meses, Miguel Bakun trocou

rio da casa se poderia expor ali

será acertar com o dono do es-

dois deles por meia dúzia de

seus quadros. Essa conversa

tabelecimento, que já estava se

cuecas.

deu-se lá pelos anos 30. O inte-

tornando uma “galeria de arte”.

ressado atendia pelo nome de

Jorge Wallbach, da mesma for-

Guido Viaro.

ma como fez com o expositor

Hoje, essa afirmação pode parecer absurda, mas foi exa-

36

trapartida, dois quadros entre os

S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

março | abril 2009


anterior, nada quis receber pela

ser um desconhecido e seus

em Curitiba, cedendo seu es-

cessão do espaço. De Bonna,

quadros mostrarem um expres-

paço de comércio tradicional

então, deixa-lhe duas obras

sionismo fora do convencional.

de roupas e armarinhos, para

como forma de pagamento pelo

Depois de algumas sema-

a venda de obras de arte. Cor-

uso daquela vitrine estratégica.

nas em exposição, sem vender

dato, discreto, respeitado no

E assim a “galeria” da Casa

nenhuma obra, o autor procurou

seu ramo de comércio, Jor-

Londres foi chamando a aten-

o dono da loja e, como precisa-

ge Wallbach foi pegando

ção de vários pintores da épo-

va de dinheiro para sobreviver,

gosto pelas obras de arte.

ca, que procuravam esse espa-

propôs-lhe trocar alguns quadros

Comprando ou recebendo

ço privilegiado da Rua XV de No-

por roupas. Negócio fechado:

como forma de pagamento,

vembro para expor suas obras.

dois quadros em troca de cami-

ele deixou para seus herdei-

E Jorge Wallbach foi vendo sua

sas, calças e meia dúzia de cu-

ros, quando faleceu, em janei-

pinacoteca crescer cada vez

ecas. Fica difícil imaginar que

ro de 1985, dezenas de obras

mais, de uma forma inusitada.

Miguel Bakun, um ícone da pin-

de autores famosos. Além dos

Viaro voltou, De Bonna também.

tura paranaense, cujas obras va-

já citados, ele tinha em sua

Até que um dia, no final dos

lem atualmente uma fortuna,

coleção quadros de Ander-

anos 50, apareceu um sujeito

chegou a trocar seus quadros

sen, Frysleben, Kurt Boyger,

estranho querendo expor seus

por meia dúzia de cuecas.

entre outros.

quadros. Uma meia dúzia. Esse

Não só de Bakun, mas qual-

A Casa Londres fechou

senhor, com sotaque carregado,

quer obra de um desses lendá-

suas portas no começo dos

atendia pelo nome de Miguel

rios pintores, que expuseram na

anos 70, após mais de 60

Bakun. Como a vitrine estava com

“vitrine-galeria” da Casa Lon-

anos de funcionamento, ten-

a “agenda de exposições” em

dres, vale, atualmente, milhares

do se tornado uma referência

aberto, Jorge Wallbach cedeu-lhe

de reais.

no comércio de roupas, alfai-

o espaço. Suas obras ficaram ex-

E, assim, Jorge Santos Wall-

ataria e armarinhos de boa

postas por um bom tempo, mas

bach se tornou um “mecenas”

qualidade. A Casa Londres

ninguém se interessou, talvez por

involuntário das artes plásticas

vestiu várias gerações.

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Inserção social pelo trabalho Curso de Aprendizagem do Senac resgata pessoas com capacidade intelectual inferior à média

A

38

inserção de pessoas

al à frente de tudo.

te de suas especifi-

portadoras de necessi

Devemos

sentir

cidades, o Senac foi

dades

no

que são pessoas

convidado a apre-

mercado formal de trabalho ainda

especiais e mere-

sentar o projeto

apresenta muitas dificuldades no

cem oportunidades

como case durante a

País, inclusive no Paraná. Não por

como as demais”,

I Conferência Nacio-

falta de vagas, pelo contrário. As em-

completa Gusso.

nal da Aprendizagem

especiais

presas estão com vagas abertas,

A carga horária

Profissional, realiza-

aguardando os interessados, cujo

do curso, de 800

da no ano passado

número é insuficiente. E se já está

horas, será dividida

em Brasília.

difícil encontrar esses trabalhadores,

entre as disciplinas

Para o assessor

a questão da capacitação é outro

teóricas ministra-

da Secretaria de

agravante.

das pelo Senac e a

Estado do Traba-

Em Araucária, uma parceria entre

prática profissional

lho, Emprego e Pro-

o Senac, Risotolândia/Risa, Prefeitu-

na empresa. Como

moção Social, José

ra, Apae, Ministério Público do Traba-

se trata de uma tur-

Stczaukoski, a atua-

lho e Secretaria de Estado do Traba-

ma para pessoas

ção do Senac para

lho, Emprego e Promoção Social, irá

com deficiência, al-

a inserção da pes-

capacitar 20 jovens com funciona-

gumas atividades

mento intelectual inferior à média atra-

práticas, indispen-

vés do curso de aprendizagem em

sáveis à formação

Auxiliar de Cozinha.

de um auxiliar de

soa com deficiência

SÓ FAZIA BOLO DE BARRO QUANDO CRIANÇA, AGORA VOU APRENDER A FAZER COMIDA DE VERDADE.”

no mercado formal de trabalho é fundamental. “Para equi-

A Risotolândia/Risa assinou um

cozinha e que ofe-

termo de comprometimento e já con-

recem certo nível de

tratou os alunos na modalidade de

periculosidade e

aprendizes, com carteira assinada e

risco aos alunos,

salário mensal. Após a conclusão do

serão realizadas

curso eles passarão a fazer parte do

em ambiente peda-

corpo funcional efetivo.

gógico monitorado.

muito sutil na so-

– Diego Smaha Zubek, 18 anos, aprendiz em auxiliar de cozinha –

paração das oportunidades, ainda é preciso quebrar o paradigma da discriminação. Existe um

preconceito

O presidente da Risotolândia/

A preocupação

ciedade como um

Risa, Carlos Gusso considera o con-

em manter as com-

todo. Também te-

vênio de extrema importância em fun-

petências funda-

ção das dificuldades que a empresa

mentais da profissão foi uma cons-

ves nas políticas governamentais,

vem encontrando para recrutar pes-

tante durante a estruturação do cur-

que deveriam ser mais inclusivas. Só

soas com deficiência capacitadas

so. Isso porque mesmo com algu-

assim vamos atingir um patamar

para o trabalho e até mesmo aque-

mas limitações, a pessoa com qual-

onde não precisaremos mais brigar

las sem qualquer experiência. “Nós

quer deficiência é capaz de realizar

por direitos que a constituição já con-

temos que colocar nosso dever soci-

suas atividades profissionais. Dian-

cede há muito tempo”.

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mos muitos entra-

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Revista Fecomércio PR - nº 70