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SGS global REVISTA DO GRUPO SGS PORTUGAL

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NOVEMBRO DE 2009 | ANO 9

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DO CONHECIMENTO À QUALIFICAÇÃO

QUALIDADE NO TERCEIRO SECTOR MODELOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE


Entre no mundo

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Formação: A Solução do Mercado Exigente O mundo actual apresenta um conjunto de dinâmicas nunca outrora patentes. Uma delas é o forte mercado concorrencial que caracteriza a economia global, onde a aposta na valorização e na qualificação das pessoas é o factor de incidência das recentes estratégias levadas a cabo pelas organizações multinacionais e países em clara expansão. Estamos perante um cenário económico que tem como pano de fundo um mercado cada vez mais exigente, onde interagem organizações com uma capacidade competitiva exponencial. Estas procuram responder às pressões permanentes que se lhes apresentam, no sentido da obtenção de ganhos, aumento dos níveis de produção e de vendas que fazem, cada vez mais, parte do quotidiano empresarial. Neste sentido, a aposta na qualificação dos recursos humanos é um instrumento de desenvolvimento de competitividade determinante para o alcance dos fins empresariais, no que se refere ao aumento de produtividade. De facto, esta é cada vez mais viabilizada graças à melhoria do desempenho profissional na execução das funções que lhe são adstritas.

Paulo Gomes Director do Departamento de Comunicação e Imagem do Grupo SGS Portugal

A SGS, atenta a esta realidade, reforçou a aposta no Departamento de Formação criando a rede SGS Academy, que beneficia da partilha do conhecimento de recursos entre as Academias das diversas afiliadas mundiais da SGS. Neste número da SGS Global apresentamos esta nova identidade – SGS Academy Portugal – assim como as parcerias que estabeleceu com diversos estabelecimentos de ensino superior na criação de cursos para pós-graduados, onde se alia o conhecimento académico à vasta experiência dos formadores SGS Academy. Outro tema em destaque neste número é a qualificação das organizações do Terceiro Sector, onde apresentamos as vantagens de implementarem Sistemas de Gestão como a ISO 9001 e os Modelos de Avaliação da Qualidade do Instituto da Segurança Social. É fundamental colocar este sector na rota da competitividade, tornando as suas organizações eficientes e sustentáveis. Nesta revista começamos por homenagear António Almeida Júnior, o ‘pai’ da Qualidade em Portugal, por ocasião do 40º aniversário da Associação Portuguesa para a Qualidade, da qual foi fundador. As empresas muito devem a este visionário que ainda hoje contribui com o seu conhecimento para apoiar o Desenvolvimento Sustentável das Organizações.

EDITORIAL FICHA TÉCNICA PROPRIEDADE Grupo SGS Portugal | Pólo Tecnológico de Lisboa, Lote 6, Pisos 0 e 1, 1600-546 Lisboa, pt.info@sgs.com, Tel: 707 200 747, Fax: 707 200 329. DIRECÇÃO Paulo Gomes | REDACÇÃO Comunicação & Imagem do Grupo SGS Portugal | DESIGN Comunicação & Imagem do Grupo SGS Portugal | FOTOGRAFIA Comunicação & Imagem do Grupo SGS Portugal, SGS Image Bank, iStockphoto, António Almeida Júnior, Apolónia Supermercados, Associação Dianova Portugal, Associação Portuguesa de Ética Empresarial, Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental do Porto, Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais, Bela Vista - Centro de Educação Integrada, CNIS, Colégio S. Francisco de Assis, Comunicação & Imagem do Grupo SGS Portugal, COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação, Dolce Vita Tejo, Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Fundação D. Laura dos Santos, Fundação Porto Social, grupo Portucel Soporcel, Inofor, Instituto da Segurança Social, I.P., Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, ISLA Lisboa, iStockphoto, Junta de Freguesia de Pinhal Novo, Kidzania, Learn 4U, Loja do Condomínio, Millennium BCP, Movijovem, Munícipio do Bombarral, Município do Cartaxo, NERA - Associação Empresarial da Região do Algarve, NPF - Pesquisa e Formação, Obra Social Nossa Senhora da Boa Viagem, Refinaria de Sines, Santa Casa da Misericórdia de Lamego, Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, SGS China, SGS Image Bank, Teatro Municipal de Faro, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Aveiro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade dos Açores, Universidade Fernando Pessoa, Vida Imobiliária | IMPRESSÃO Ginocar - Porto | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA | TIRAGEM 12.000 Exemplares

índice

Grande Entrevista

02

António de Almeida Júnior

Dia Mundial da Metrologia

06

IPQ – Instituto Português da Qualidade

Tema de Capa

08

SGS Academy Portugal

12

Universidade dos Açores

14

Universidade Fernando Pessoa

16

Instituto Politécnico de Viana do Castelo

18

Universidade de Aveiro

20

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

22

IRCA – Auditores

24

Formação Superior

Terceiro Sector

28

Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade

30

Instituto da Segurança Social, I.P.

32

Modelos de Avaliação da Qualidade

36

Infografia

Serviços SGS

39

Refinaria de Sines

42

Um dia com um Inspector Industrial

44

Grupo Portucel Soporcel

46

Loja do Condomínio

48

Dolce Vita Tejo

49

Kidzania

SGS na Primeira Pessoa

50

Luís Neves

Norma em Destaque

52

Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndios em Edifícios

SGS no Mundo

54

China

56

Notícias & Eventos


António Almeida Junior

Grande Entrevista

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A Qualidade em Portugal

por António de Almeida Júnior

António de Almeida Júnior constitui ele próprio um lugar comum, quando se fala da Qualidade em Portugal. E pelas melhores razões. Fundador da Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) e ‘arquitecto’ do Sistema Português da Qualidade (SPQ), é a referência incontornável e obrigatória no rescaldo da celebração de 40 anos da APQ e de 25 anos do SPQ.

SGS: É considerado uma das nossas grandes figuras da Qualidade. Pode falar-nos das suas actividades neste âmbito, como começou a Qualidade em Portugal e como influenciou o desenvolvimento da Gestão da Qualidade? António Almeida Junior: Eu penso que a Qualidade sempre existiu, atravessando os séculos, em alguns produtos e nuns mais do que noutros. Mas em Portugal, a década de 60 foi muito rica. Com a queda de Salazar, verificou-se uma certa agitação em todas as vertentes sociais, nomeadamente a industrial, facto que se acentuou com a Guerra Colonial. O que existia em termos de qualidade industrial, até à data, estava ligado à indústria militar através da Fábrica Militar de Braço de Prata, que possuía um sistema de metrologia já bastante evoluído, e das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico. Na altura, a CUF e a Siderurgia Nacional eram os expoentes máximos da nossa indústria, pelo que todos os recém licenciados almejavam por integrar estas empresas. Mas, em 1962, surgiu uma oportunidade de estágio na empresa Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal. O patrão começou logo por dizer que tinha um cargo para mim, mas que não sabia muito bem o que era, “mas os franceses dizem que é muito giro. Quer arriscar?”. Os ‘franceses’ eram uma empresa de consultoria que colaborava com a Metalúrgica Duarte Ferreira. Nesta empresa fiquei responsável por criar o serviço de Controlo de Qualidade. E assim, todo o meu trajecto profissional foi marcado pela Qualidade. Daqui parti para um estágio em França, onde passei por diversas empresas e onde muitos me recomendaram entrar em contacto com a AFCIQ - Associação Francesa para o Controlo Industrial da Qualidade. Assim o fiz, associei-me e, quando re-

gressei a Portugal, comecei por criar o Gabinete de Qualidade e Normalização, na Metalúrgica Duarte Ferreira, muito influenciado pela indústria automóvel francesa e recusando a nomenclatura de mero Controlo de Qualidade. Com recurso a inspectores e outros profissionais da empresa criámos o Laboratório de Metrologia com Temperatura e Humidade Controladas, em 1962. Mais tarde, o Gabinete evoluiu para a Direcção de Qualidade, Normalização e Informação Técnica (absorvendo a função biblioteca). É claro que, marcado pela minha experiência em França, pensei que se poderia fazer algo em Portugal. E haveria outros que teriam pensado a mesma coisa, mas eu não conhecia ninguém. Entretanto, o Instituto Nacional de Investigação Industrial tinha também um acordo com um congénere francês e estava a ‘importar’ novas ideias e inúmeros documentos sobre a gestão das organizações, incentivando-as a auto organizarem-se. E durante esse período, Portugal aderiu à EFTA e realizaram-se diversos congressos muito importantes, que enriqueceram e revolucionaram a mentalidade da nossa indústria. Também a Associação Industrial Portuguesa tinha sessões de formação dedicadas ao tema, nas quais eu também participei. Nesses cursos, durante o ano de 1963, travei conhecimento com muitas outras pessoas, de onde nasceu um grupo de trabalho que, anos mais tarde, se tentou formalizar na APCIQ - Associação Portuguesa para o Controlo Industrial da Qualidade, obviamente inspirada na AFCIQ. Mas a palavra ‘Controlo’ não era aceite pelo Governo que sugeriu a expressão ‘Exame’, devido a conotações políticas. Deste processo acabou por nascer, em 31 de Julho de 1969, a APQI - Associação Portuguesa para a Qualidade Industrial, a única associação do mundo nesta área que nunca teve a palavra ‘Controlo’.


”... a entrada na CEE representou um grande salto qualitativo, impulsionando muito a nossa actividade e todas as questões relacionadas com a Qualidade em Portugal.” Como eu era a pessoa com mais contactos a nível internacional, devido à minha filiação na AFCIQ e participação nos congressos europeus, sempre com muito apoio da minha empresa, transmitia toda a informação actualizada aos meus colegas, porque na altura não havia Internet (risos). Assim, fui o primeiro presidente da APQI, agora APQ - Associação Portuguesa para a Qualidade. SGS: Qual(is) o(s) período(s) e o(s) sector(es) de actividade que considera mais decisivo(s) para o actual estado da arte da Gestão da Qualidade e porquê? A.A.J.: Esta questão é indissociável da história da APQ. 1974 foi um ano difícil para a Associação, que esteve quase a desaparecer. Fez-se um colóquio para a indústria alimentar em que se mobilizaram diversas empresas e que deu origem a um apoio financeiro do governo, que permitiu a sua sobrevivência. Em 1985, a entrada na CEE representou um grande salto qualitativo, impulsionando muito a nossa actividade e todas as questões relacionadas com a Qualidade em Portugal. Por exemplo, este foi o ano do primeiro Congresso da Organização Europeia para a Qualidade realizado no nosso país. O Sistema Português da Qualidade, que festejou recentemente 25 anos, foi muito importante para todo o desenvolvimento da própria Gestão da Qualidade. Obviamente que houve muitos erros, como por exemplo alguns excessos de burocracia. Também surgiram demasiados consultores, auditores e gestores que tentavam substituir a Gestão da Qualidade pela Certificação e que queriam apenas a ‘bandeira’. Mas foi um movimento francamente positivo, em que na década

António de Almeida Júnior Consultor de Gestão

Foi o primeiro presidente da APQI, agora APQ - Associação Portuguesa para a Qualidade.


António Almeida Junior

Grande Entrevista

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”... de há uns dez anos a esta parte, as empresas começaram a perceber que o grande valor da Certificação está na preparação e no próprio funcionamento do Sistema de Gestão.”

de 1985-1995, a Qualidade era entendida cada vez mais como Gestão. Este foi, realmente, um período de grande desenvolvimento e divulgação dos conceitos, assim como de formação de muitos profissionais. Além do que já referi, o sector metalomecânico foi um sector impulsionador do desenvolvimento industrial no mundo inteiro. Mais em particular a construção de centrais de produção de energia (centrais termoeléctricas, barragens, etc.) que trouxe consigo um grande desenvolvimento tecnológico. Outro sector muito importante para o desenvolvimento das questões relacionadas com a Qualidade foi o têxtil que, a partir dos anos 70, começou logo a demonstrar preocupações neste âmbito, nomeadamente devido ao grande peso da exportação na sua actividade. Depois outros sectores se seguiram, mais ou menos relacionados, como o sector automóvel (que veio revolucionar completamente a indústria do nosso país), da aviação, dos moldes, o mobiliário e, mais recentemente, o sector alimentar. E penso que hoje todos os sectores da sociedade terão inserido em si princípios da Qualidade. SGS: Como avalia a actuação dos Organismos de Certificação ao longo da sua presença no mercado? A.A.J.: O balanço da actuação dos Organismos de Certificação é claramente positivo, porque num dado momento da nossa história vieram trazer mais-valias para as organizações. Nas vertentes do ambiente e da segurança a sua actuação ainda tem mais-valias, mas no âmbito da Qualidade isso já não se verifica. Houve a questão da burocracia em excesso. Perdemos quase uma geração em que o único interesse da empresa era o papel para a Certificação. Mas de há uns dez anos a esta parte, as empresas começaram a perceber que o grande valor da Certificação está na preparação e no próprio funcionamento do Sistema de Gestão. Por outro lado, agora, muitas empresas precisam de se certificar por uma questão de aceder a concursos públicos ou por exigência dos clientes. Assim, não tiram partido das auditorias porque o seu objectivo não é melhorar, mas sim manter o certificado para mostrar aos clientes. E a concorrência feroz dá origem a outra situação. Quem dá valor à Certificação é o cliente da organização certificada e não apenas ela própria. Se uma organização certificada se ‘porta mal’, é óbvio que aquele Organismo de Certificação também fica mal visto. Chegámos a um ponto em que a Certificação,

por estar muito generalizada, está desacreditada mas, simultaneamente, é muito procurada pelas organizações. Este novo problema é causado pela pouca exigência de alguns Certificadores. Basta um mau exemplo para se generalizar a todos os Certificadores no mercado. Mas, felizmente, há outras organizações que precisam e que querem boas auditorias, muito exigentes e com rigor. SGS: Os consultores são outros dos actores com uma forte presença no âmbito da Qualidade. Partindo do princípio que o maior investimento das organizações é na implementação e não na Certificação (auditorias), acha que os consultores deveriam ser acreditados à semelhança dos Organismos de Certificação? A.A.J.: Esta é uma discussão muito longa. Na APQ criámos diversas estruturas ao longo dos anos e houve algumas tentativas, mas foi sempre difícil. Os consultores viram a sua actividade crescer com o aparecimento da Certificação, na altura da Comissão Técnica 80, responsável pelas Normas Portuguesas da série 3000 na década de 80. Vieram responder à necessidade das empresas se prepararem para serem certificadas. A Certificação foi uma actividade que se desenvolveu a partir deste período, muito por causa de algumas dezenas de empresas fortes exportadoras para a Europa, onde o nível de exigência era muito maior do que, por exemplo, no mercado africano. Sabe que, inicialmente, os consultores eram profissionais com experiência efectiva de trabalho nas empresas, que posteriormente optavam por esta actividade. Mas depois começou a suceder o contrário. Hoje em dia, os consultores são maioritariamente pessoas saídas de escolas, sem experiência prática.

“...Há uma geração de novos empresários que entende muito melhor os princípios da Qualidade.”


SGS: Concorda com a multiplicação de Sistemas de Gestão e de normas a que temos assistido nos últimos anos? Acha que no futuro vamos assistir a uma crescente integração destes Sistemas de Gestão?

Uma Vida para a Qualidade

A.A.J.: Isso vai depender da visão de cada organização. Se uma organização abordar a Qualidade como mera conformidade de requisitos, então terá um Sistema de Gestão muito limitado. Mas se uma organização entender a Qualidade no sentido lato, prevendo todas as vertentes da sua actividade, então tudo tem de estar inserido no seu Sistema de Gestão.

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Vale a pena falarmos de Sistemas de Gestão ou falar num só Sistema? E já há algumas coisas extraordinárias: se a nova ISO 9004 for aprovada como a sua versão FDIS, e associada à ISO 1014, teremos um elemento essencial para avaliar a maturidade de uma organização. Normas que apontam para “o Sistema”.

SGS: Considera que se ensina bem a Qualidade em Portugal?

A.A.J.: Depende. Numa ou outra em que eu ensino, acho que sim (risos)! Penso que hoje se ensina mal a Qualidade em Portugal em muitas entidades por uma única razão: começa-se por dizer que existe uma norma. As primeiras palavras que saem da boca dos professores/formadores é a norma ISO 9001. Nem sequer se referem à ISO 9004! Ou às questões de gestão ou mesmo de custos. Por exemplo, em algumas instituições que, no início, se dedicavam apenas ao controlo estatístico, actualmente já se ensina bem. Até porque já há professores que vieram das empresas e trazem a suas experiências. Há ferramentas que são iguais em qualquer lado, mas a vertente da gestão é muito importante ser transmitida.

SGS: Em retrospectiva, ao fim de 40 anos de Associação e 25 anos de Sistema Português da Qualidade, sente-se realizado?

A.A.J.: Sinto-me muito bem com o trabalho que fizemos. Sinto-me bem porque participei fortemente em todo este movimento e sei que fui um agente mais activo do que passivo. Ao ver o actual ‘edifício’ do Sistema Português da Qualidade, não posso deixar de me lembrar que algumas coisas que ainda continuam actuais. Há 45 anos já falávamos da avaliação dos fornecedores, ou dos custos da qualidade.

Só me arrependo de uma coisa: de não ter escrito um livro. SGS: Os empresários e gestores portugueses têm sabido tirar partido da Qualidade? A.A.J.: Já numa outra entrevista eu referi que considero que há dois tipos de gestores: os inteligentes e os menos inteligentes. Os inteligentes pensam na Qualidade primeiro e na Certificação em segundo lugar; os menos inteligentes pensam na Certificação primeiro e talvez nunca pensem na Qualidade. Penso que houve uma evolução muito grande dos empresários portugueses. Há uma geração de novos empresários que entende muito melhor os princípios da Qualidade. §

1- (1971) 2º Colóquio da Qualidade APQ (Porto) 2 – (1987) Seminário Círculos de Qualidade 3 – (1989) XIII Seminário Brasileiro de Controle da Qualidade (Rio de Janeiro) 4 – (1993) Seminário Internacional sobre Tecnologia da Qualidade (Curitiba – Brasil) 5 – (1994) 3ª Jornada Nacional para a Qualidade no Ensino 6 – (1994) Condecoração de Mérito Industrial (CCB – Lisboa) 7 – (1996/1997) Colóquio da Qualidade APQ 8 – (2003) 28º Colóquio da Qualidade (Lisboa)


Dia Mundial da Metrologia

IPQ - Inst. Port. Qualidade

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Da Metrologia Legal

para uma Metrologia Leal

O Instituto Português da Qualidade é a Instituição Nacional de Metrologia a quem compete, além da realização, manutenção e desenvolvimento dos padrões das unidades de medida, garantir o rigor e a exactidão das medições realizadas. Neste âmbito, delega parte da função de Verificação Metrológica numa rede composta por 760 entidades. A SGS Global conversou com Jorge Marques dos Santos, presidente do Conselho Directivo do IPQ, António Cruz, director do Departamento de Metrologia e Cartaxo Reis, director da Unidade de Metrologia Legal, a propósito do Dia Mundial da Metrologia e dos inovadores projectos que o Instituto está a realizar. As actividades de medição que a Metrologia abrange têm uma grande importância económica e social na vida das nações, representando em média cerca de 5% do Produto Nacional Bruto nos países desenvolvidos. A vida dos cidadãos e das empresas está permanentemente dependente de medições, seja para satisfação das suas necessidades individuais ou colectivas, seja nas actividades do comércio, da indústria, nas operações fiscais, de segurança, de saúde ou ambientais. Por todas estas razões, o IPQ - Instituto Português da Qualidade não deixa passar em branco o Dia Mundial da Metrologia, este ano assinalado com um evento que contou com a participação do Secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação e com importantes entidades como a Direcção-Geral das Actividades Económicas, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a Direcção-Geral do Consumidor, Direcção Regional da Economia de Lisboa e Vale do Tejo, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, o Instituto de Soldadura e Qualidade, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e a Sociedade Portuguesa de Metrologia. António Cruz, director do Departamento de Metrologia, explicou na sua intervenção que “a Metrologia é um motor de desenvolvimento, desde a génese da Humanidade. Se a Metrologia parar de evoluir, o progresso tecnológico fica sem capacidade de se avaliar a si próprio”. Num mundo globalizado, é crescente a exigência para que os produtos estejam conformes com normas internacionais, o que implica a realização de ensaios, o que exige Metrologia. Em algumas actividades, os Estados entendem tornar obrigatória a verificação dos ins-

trumentos de medição utilizados, actividade que se designa de Controlo Metrológico, objecto da Metrologia Legal. Cartaxo Reis, director da Unidade de Metrologia Legal defende que “a Metrologia Legal desempenha um papel importante na defesa do consumidor e sempre que existem interesses contraditórios nos resultados das medições”. Foi neste sentido que Jorge Marques dos Santos, presidente do Conselho Directivo do IPQ, se referiu durante o debate a uma “Metrologia Leal porque contribui para uma maior confiança nas transacções comerciais”.

A rede de verificação metrológica Estima-se que se efectuem anualmente, no nosso país, cerca de 4 milhões de verificações, envolvendo um universo de 70 milhões de instrumentos em utilização e verificados, o que reflecte bem a dimensão da cobertura que é necessário assegurar em permanência. Para melhor executar esta função, o IPQ delega essa parte da sua actuação numa rede de 760 entidades, como por exemplo as Direcções Regionais do Ministério da Economia e da Inovação ou Organismos de Verificação Metrológica (OVM), como a SGS. Os OVM actuam por delegação de competência do IPQ para a verificação metrológica, consoante as suas necessidades de cobertura, quer em termos territoriais quer em termos de tipologia de equipamento. São avaliados de acordo com requisitos definidos pelo IPQ relativos a habilitações das pessoas, equipamentos e outros procedimentos. Para garantir que estas entidades agem em conformidade com a qualificação que


lhe foi conferida, o IPQ realiza auditorias anuais e auditorias de acompanhamento. Além disso, há um acompanhamento constante que pode incluir reuniões periódicas ou outro tipo de comunicação, para assegurar uma grande coordenação dentro da rede, em termos de uniformização, eficácia e eficiência. Desta forma, o IPQ consegue assegurar que uma verificação metrológica segue exactamente os mesmos procedimentos e paga exactamente as mesmas taxas, seja efectuada no Algarve ou no Minho, além de racionalizar meios e optimizar recursos, evitando a existência de uma estrutura interna gigantesca, bem à medida da tarefa que se afigura todos os anos. Como forma de incentivar a comunicação e a discussão na rede da verificação metrológica, são realizados seminários técnicos ao nível das Direcções Regionais, para os quais são convidadas as entidades da rede dessa área de influência. São encontros em que se dá voz às partes envolvidas e onde se discutem questões que vão surgindo decorrentes da sua actividade. Outro palco de discussão e da evolução da Metrologia são as diversas Comissões Técnicas criadas no âmbito da Normalização e coordenadas por Organismos de Normalização Sectorial, que actualmente englobam as questões da Metrologia que lhes são afectas, nomeadamente através da participação voluntária das entidades de verificação metrológica.

Comunicação e modernização Do debate entre as diversas entidades presentes no evento e a audiência presente, ficou claro que é necessário um esforço adicional de informação, a toda a sociedade, esclarecendo de forma acessível sobre os equipamentos abrangidos pela obriga-

toriedade legal do Controlo Metrológico, qual o planeamento e os procedimentos necessários para assegurar o seu cumprimento e quais as potenciais consequências do seu incumprimento. O IPQ aceitou este desafio de mais e melhor comunicação já há algum tempo através de projectos dirigidos, por exemplo, aos mais jovens, como o Projecto Juventude ou a inserção da temática da Normalização nos currículos escolares por parte do Ministério da Educação. Mas foi iniciado este ano um projecto que irá ser decisivo para melhorar a eficácia e a eficiência de toda a rede na cobertura da verificação metrológica de um tão grande universo de instrumentos de medição e para prestar um melhor e mais atempado serviço aos seus utentes, cidadãos, consumidores e à sociedade em geral: o projecto EFICAZMET. Integrado num projecto mais amplo de plataformas colaborativas, estendido também à Normalização, o PROQUAL, que também já foi apresentado e aprovado no âmbito do Sistema de Apoios à Modernização Administrativa, o EFICAZMET irá permitir a todos os interessados terem acesso, dentro de dois anos, a um portal onde poderão aceder a informação actualizada sobre os seus instrumentos de medição, colocar os pedidos de verificação, registar os dados dos ensaios, obter os respectivos certificados e pagar electronicamente as respectivas taxas. “Chamaremos as diversas entidades a partilhar connosco as suas ideias para nos ajudarem a reflectir melhor sobre os caminhos da metrologia”, conclui o presidente do Conselho Directivo do IPQ. Estes são apenas alguns dos muitos projectos, inclusivamente internacionais, em que o IPQ participa em colaboração com diversas instituições, sempre com o objectivo de contribuir para um desenvolvimento sustentado da Metrologia em Portugal.§

António Cruz, Director do Departamento de Metrologia; Jorge Marques dos Santos, Presidente do Conselho Directivo do IPQ; Cartaxo Reis, Director da Unidade de Metrologia Legal


89 Portugal

SGS Academy


SGS Academy

Evolução e crescimento

Susana Iglésias Directora da SGS Academy

A formação é uma das actividades que tem ganho maior relevo no seio do Grupo SGS. A SGS Academy é a identidade que dá rosto a uma equipa experiente e muito dinâmica. Em Portugal, a sua directora, Susana Iglésias, aposta na inovação, em parcerias estratégicas e num relacionamento privilegiado com os melhores formadores e técnicos do mercado para conseguir um crescimento sustentável.

SGS: Como evoluiu o Departamento de Formação da SGS para a SGS Academy? Susana Iglésias: O Departamento de Formação da SGS Portugal nasceu em Novembro de 2003, enquanto área de negócio da empresa, assumindo a designação de SGS Training. Embora a formação tenha existido sempre integrada noutras áreas de negócio, como actividade complementar aos serviços prestados, foi objectivo da Administração da SGS criar um departamento distinto, com metodologias e recursos próprios da formação profissional. Existiam todas as competências para fazer da formação mais um sucesso SGS e, simultaneamente, poder proporcionar aos nossos clientes e parceiros a possibilidade de aprender e partilhar experiências com os nossos especialistas. Seguiram-se as acreditações, homologações de cursos de determinadas áreas, a aproximação ao mercado e… aposta ganha! Tem sido crescente o sucesso da SGS, com um posicionamento cada vez mais forte e diferenciador no mercado da formação (ver caixa “Crescimento da Formação SGS”). Esta evolução não se verificou apenas em Portugal. As afiliadas de todo o mundo, incluindo na América do Sul, têm verificado um crescimento substancial das suas actividades de formação. E, pela própria natureza do Grupo SGS, começámos a trabalhar em rede aprofundando a colaboração entre afiliadas também neste âmbito. Foi assim que nasceu a SGS Academy, uma marca forte, capaz de dar uma identidade à actividade da formação da SGS a nível internacional, à semelhança das outras áreas de negócio já existentes, como a Industrial, a Automotive ou a Consumer Testing.

SGS: Verificou-se, também, uma grande evolução da oferta de formação, quer nas tipologias dos cursos quer na sua abrangência territorial. S. I.: Inicialmente apenas em Lisboa, o Departamento de Formação foi criando oportunidades de crescimento e evolução, fazendo apostas em cursos estratégicos que lhe permitiram ganhar dimensão e o reconhecimento dos clientes. A SGS Academy recebe diariamente clientes de todas as áreas de negócio da empresa mas permite, ao mesmo, que novos clientes conheçam a SGS. Somos, cada vez mais, uma porta de entrada para o mundo SGS! Com o amadurecimento de alguns projectos e a evolução sentida, surgiu a oportunidade de alargar a formação a outros locais, criando o pólo do Porto, nas instalações de Leça da Palmeira e estendendo-se, progressivamente, às delegações regionais da SGS nos Açores e na Madeira. Actualmente a SGS Academy demonstra um enorme dinamismo, com um portfolio de formação extenso e disponível em todos estes locais e outros, através de parcerias e da formação desenvolvida na modalidade intra-empresa. A flexibilidade e a polivalência da nossa equipa permitem desenvolver formação à medida nos nossos clientes, satisfazendo as suas necessidades e indo sempre ao encontro dos seus objectivos. Estamos mais perto dos nossos clientes e disponíveis para encontrar as melhores soluções. O desenvolvimento de novas áreas de formação, promovendo novos cursos, é um enorme desafio que enfrentamos na concepção, homologação ou reconhecimento pelas respectivas entidades, mas que fazem da SGS Academy uma referência no mercado da formação.


Portugal

SGS Academy

10 11

1

2 3

1 - Equipa SGS Academy Portugal Continental (esq./dir.) - Mafalda Jesus, Isabel Abreu, Sílvia Mendes, Rute Bértolo, Rita Arsénio 2 - SGS Academy Açores - Cátia Costa; 3 - SGS Academy Madeira - Susana Silva

SGS: O que diferencia a SGS Academy de outras entidades? Como funciona a rede internacional e como podem os formandos beneficiar dela? S. I.: São várias as afiliadas SGS, nos mais diversos países, com quem colaboramos actualmente, trocamos experiências, partilhamos informação e fazemos, até, intercâmbio de formandos e de formadores. Desta forma, faz todo o sentido que a actividade de formação da SGS demonstre a sua dimensão e presença constituindo-se como uma Academia de Formação. É isto que distingue a SGS Academy de qualquer outra entidade formadora: a sua abrangência territorial, a diversidade de conhecimentos e culturas, a multidisciplinaridade das suas competências e, sobretudo, a capacidade de resposta. O facto de sermos uma multinacional, líder mundial em inspecção, verificação, análise e certificação, permite-nos aceder com grande facilidade ao know-how internacional e contar com a colaboração desses especialistas ao serviço da formação em Portugal. Prova disso são os seminários e cursos (sua maioria de reconhecidos pelo IRCA) que temos vindo a realizar com convidados de outras afiliadas. Se em Portugal não temos um especialista em determinada área, recorremos às nossas afiliadas mundiais para satisfazer o nosso cliente. Outra vantagem que advém da rede internacional é o reconhecimento mútuo dos certificados de formação. O certificado de formação emitido pela SGS Academy Portugal será reconhecido junto de outra SGS Academy. O benefício é portanto evidente, sobretudo para aqueles que ambicionam fazer carreira noutro país onde a SGS exista (e não será difícil, já que a SGS está em cerca de 140 países!). SGS: De que recursos dispõe a SGS Academy e como é que

estes são determinantes para o seu sucesso? S. I.: A SGS Academy conta actualmente com uma equipa jovem, muito profissional e dinâmica que procura diariamente contribuir para a satisfação dos nossos clientes, conquistando cada vez mais a sua confiança. Contamos ainda com uma bolsa de formadores especializados, de elevadas e reconhecidas competências técnicas e pedagógicas, distribuídos por todo o território nacional. Os nossos formadores são, na maioria, consultores seniores e auditores pertencentes à bolsa de auditores do nosso Organismo de Certificação. São profissionais experientes que procuram partilhar essa experiência com os formandos, contribuindo para o enriquecimento pessoal e profissional de cada um. O crescimento da SGS tem sido notório mesmo ao nível da nossa bolsa de formadores. Contamos, cada vez mais, com profissionais das mais diversas áreas, que nos permitem ter segurança no serviço que prestamos ao cliente, acreditando que em cada formador está o espírito e o know-how SGS, seja qual for a área de formação. Este facto, aliado à existência de pólos de formação em Lisboa, Porto, Ponta Delgada e Funchal, confere à SGS Academy uma posição privilegiada: conseguimos garantir a cobertura nacional, a estrutura e os recursos necessários para apoiar as organizações com serviços pertinentes e inovadores ao nível da formação. As parcerias que temos vindo a estabelecer com diversas entidades, reforçaram ainda mais esta cobertura territorial, bem como permitiram a adaptação dos conteúdos às realidades locais e organizacionais. A fidelização dos clientes mostra-nos que estamos a desenvolver um bom trabalho e que estamos no caminho certo. Sentimos que a marca SGS faz a diferença! A nossa formação transmite confiança num bom resultado. Acreditamos que temos


contribuído para a qualificação e melhoria das competências dos profissionais de muitas organizações no nosso país. E essa tem sido uma das formas de crescimento e evolução da SGS Academy, porque sentimos que os nossos clientes acreditam no nosso valor e voltam a procurar a nossa formação. SGS: Há uma preocupação com a inovação? S. I.: Só organizações dinâmicas e com receptividade à mudança são capazes de ultrapassar momentos que a conjuntura diz serem de crise. Na SGS Academy acreditamos que inovar é crescer e procurarmos incutir valor à formação que ministramos. Acompanhamos as tendências de modernidade, conscientes das dificuldades, mas com uma perspectiva de progressão.

teriais e pedagógicos da SGS estão a ser melhorados, apostamos na qualificação dos nossos profissionais e acreditamos que somos capazes de fazer ainda melhor. Promovemos o uso/consulta da documentação em suporte digital, no âmbito da nossa Política Ambiental, estamos a melhorar a nossa ferramenta de e-learning e acreditamos que as sinergias criadas com os nossos parceiros nos permitem inovar e chegar mais perto das necessidades formativas de cada indivíduo, de cada organização, de cada região, do país!§

Acreditamos que só uma organização inovadora será capaz de persistir ao longo do tempo. Por isso, inovamos na nossa formação, na organização do nosso trabalho, no contacto com o cliente, no desenvolvimento de novos cursos. Os recursos ma-

Crescimento da Formação SGS

3406

1º Semestre

2208 1167 1050 572

2004

2005

2006

2007

Acreditações, Reconhecimentos e Homologações da SGS Academy

2905

2008

2009

Formandos

Em seis anos mais de 1.000 cursos e 12.000 formandos


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Universidade

ao serviço da Sociedade Uma das críticas mais comuns às universidades é o seu isolamento e carácter demasiado académico. A postura da Universidade dos Açores contraria este preconceito, através de uma forte ligação e apoio ao desenvolvimento da região, baseada em ofertas pedagógicas e projectos de investigação adequados às necessidades dos Açores.

A UAC - Universidade dos Açores é uma instituição nova mas que foi construída de acordo com o modelo das universidades clássicas, sendo que desenvolve uma variedade de actividades de ensino e de investigação, das humanidades até às tecnologias. Dividida em três pólos, que se mantêm desde o seu início em 1976 (sede em S. Miguel - Ponta Delgada; Terceira e Faial), tem-se desenvolvido sempre com base nesta tripolaridade. As suas infra-estruturas em Ponta Delgada correspondem, efectivamente, às suas necessidades. Relativamente à Terceira e à Horta, Avelino Freitas Meneses, reitor da UAC, refere “os planos de execução de infra-estruturas que decorrem neste momento e que atribuirão também a esses pólos, ainda hoje instalados provisoriamente, a dignidade que merecem e que depois, obviamente, terão influência no desenvolvimento da sua acção pedagógica e cientifica”. Na sua génese, a actuação da UAC teve carácter universitário, mas desde 2005, com a integração das Escolas Superiores de Enfermagem de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, passou a ser também de cariz politécnico. Caracteriza-se pela diversificação, na medida em que entende que deve corresponder às carências da sua circunstância imediata - o arquipélago dos Açores - oferecendo até à pós-graduação e desde o pós-secundário (cursos de especialização tecnológica que facultam um grau de especialização muito importante para a integração dos estudantes no mercado de trabalho e para a sua prossecução dos estudos no ensino superior). “É no domínio das licenciaturas que se encontra a maioria dos nossos estudantes, mas tem-se verificado nos últimos anos um desenvolvimento acelerado dos cursos de pós-graduação, nomeadamente dos mestrados, e também o aparecimento dos primeiros doutoramentos com componente curricular. Isso deve-se ao facto

da sociedade dos nossos dias exigir uma especialização cada vez maior. No próximo ano gostaria de multiplicar os cursos de mestrado e doutoramento com componente curricular”, declara Avelino Freitas Meneses. A formação ao longo da vida e o ensino à distância são as duas novas apostas da UAC. O reitor justifica estas apostas analisando a nossa sociedade como uma em que “os conhecimentos tendem a desactualizar-se com muita rapidez, onde é preciso estudar sempre e onde um estudante sai da Universidade para um dia mais tarde voltar e actualizar-se. Por outro lado, estamos num arquipélago. O nosso ambiente geográfico repartido implica que haja uma maior aproximação das partes e a tecnologia fornece essa possibilidade. Por isso, o ensino à distância pode dar uma resposta importante aos profissionais que não têm possibilidade de assistir presencialmente a todas as aulas”.

O ensino superior e a relação com a sociedade Avelino Freitas Meneses aponta uma grande irracionalidade na rede de ensino superior em Portugal. À custa de uma forte procura demasiado transitória criou-se um sistema sobredimensionado para o país. Todavia não tem muitas esperanças de que se venha a modificar capazmente, na medida em que há muita pressão de natureza política que ultrapassa aqueles que trabalham no sistema. Apesar de tudo, a UAC tem como objectivo aumentar com sustentabilidade o número de estudantes, contribuindo assim para a qualificação indispensável da nossa sociedade. Hoje em dia a Universidade é fundamentalmente um centro de formação, não é uma solução por si própria. O reitor da UAC vê o curso universitário “como um instrumento que ajuda, e muito, o


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jovem cidadão a construir a sua própria carreira e, por isso, mais importante que formar um estudante que consiga rapidamente um emprego, é formar um estudante que tenha um espírito empreendedor”.

Residência Universitária - Ponta Delgada

Importantes, também, são as colaborações e protocolos que a UAC tem desenvolvido com empresas da mais diversa índole, com um resultado positivo. De facto, Avelino Freitas Meneses classifica a relação entre Universidade e empresas como vital “porque está ultrapassado o tempo em que a liderança na sociedade pertencia fundamentalmente ao sector público. Hoje, inequivocamente, as lideranças são privadas e a comunicação entre a Universidade e as empresas constitui uma necessidade do dia a dia. A relação da UAC e da SGS, em concreto, é um bom exemplo, que conta já com alguns anos, da colaboração que procuramos com o mundo empresarial no seu conjunto”. Ao nível da investigação, a UAC tem actividades muito diversificadas, nomeadamente na área das humanidades. Mas é claro que há domínios onde a UAC acaba por ser um laboratório natural como a vulcanologia e os estudos que se prendem com o mar (oceanografia, pescas, biologia marinha), e com o aproveitamento da terra (agricultura, a pecuária). “O nosso objectivo é fazer investigação de excelência que corresponda a necessidades concretas da sociedade, para que seja uma investigação essencial e efectivamente útil. Os Açores estão como que transfigurados, para melhor, e creio que um dos seus principais agentes de mudança nos últimos 30 anos foi exactamente a UAC, nos mais variados domínios, respondendo quotidianamente aos desafios e às necessidades que a região coloca. Não é por acaso que o Governo Regional dos Açores e os municípios são os nossos principais ‘compradores’ de serviços que respondem a necessidades muito concretas das ilhas.

Aula Magna e Complexo Científico - Ponta Delgada

A UAC conta, cada vez mais, com melhores recursos materiais e sobretudo com melhores recursos humanos. A generalidade dos nossos docentes e investigadores atingiu o patamar do doutoramento. Significa isto, que a Universidade, a cada ano que passa, tem maior capacidade de responder aos desafios que lhe são colocados quotidianamente”, conclui o reitor.§

www.uac.pt

Avelino Freitas Meneses Reitor da Universidade dos Açores


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com relevância social e independência Num momento em que comemora 20 anos de existência, a Universidade Fernando Pessoa mantém a sua filosofia de ser diferente. Tentando fazer sempre melhor e procurando o seu espaço próprio, a instituição quer construir uma identidade e estabelecer uma marca baseadas na completa independência do Estado, de poderes económicos, políticos ou religiosos. O reitor Salvato Trigo dá uma grande ênfase ao papel social da Universidade, defendendo uma educação científica, mas também cultural e cívica.

O projecto da UFP - Universidade Fernando Pessoa começou em 1989 com dois institutos, o Instituto Erasmus de Ensino Superior e o Instituto Superior de Ciências da Informação e da Empresa, a funcionar autonomamente até 1994, altura em que se fundiram para criar a UFP. O reitor da UFP, Salvato Trigo, justifica esta decisão com o seu “enorme respeito pela instituição Universidade que deriva da circunstância de eu ser um universitário de profissão e, portanto, nunca aceitaria criar uma Universidade sem que tivesse substância em infra-estruturas e em recursos humanos. Actualmente, a UFP ultrapassou, inclusivamente, o rácio exigido de professores doutorados por número de alunos. O diploma de reconhecimento público, em 1996, fez retroagir antiguidade dos diplomas e dos graus ao início do projecto, em 1989. Por isso, nós comemoramos, este ano, 20 anos de existência”.

na área das ciências humanas e sociais, a UFP seguiu outro caminho. “A grande aprendizagem que tirei das minhas viagens pelo mundo, foi que temos de fugir à estratégia tradicional do ensino expositivo e ir pelo ensino de partilha, participação e co-geração de conhecimento entre os alunos e os professores.

Numa época em que o ensino superior particular era apelidado de ‘ensino de lápis e papel’, devido à sua aposta essencialmente

Não queríamos um projecto que vivesse das sobras do ensino superior público, mas sim um projecto alternativo. Nós atrevemo-nos em áreas novas onde, na época, praticamente não existia formação superior, como a área das chamadas ciências da empresa (marketing, publicidade, relações públicas), e algumas áreas da ciência, tecnologia e engenharias, que não faziam parte da oferta do ensino superior público tradicional. Fomos também a primeira instituição a começar uma estratégia de ensino por unidades de crédito capitalizáveis. Assim, não nos situamos como instituição supletiva, procuramos oferecer formação que seria necessária com o tempo e dada a modernização da própria economia e do mercado”, lembra Salvato Trigo.

Edifício da Reitoria

Consolidadas estas áreas, foi altura de avançar para a área nobre da Universidade, a área da saúde. Implicando grande risco, investimento permanente e muito intensivo, a UFP entendeu ser essencial entrar num território que, na opinião do reitor, “sofria de hiper protecção de natureza corporativa da parte das entidades representativas dos profissionais do sector”. Agora, a fase seguinte passa pela medicina, a que UFP já concorre desde o ano 2000. “Até agora não temos tido sucesso, porque as pessoas que integram as comissões responsáveis são corporativamente contra a abertura da medicina ao sector privado. Mas havemos de lá chegar”, afirma o responsável com optimismo. De qualquer forma, já foi dado um passo decisivo com o início do processo de construção de um hospital-escola em


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www.ufp.pt Gondomar. Este processo, financiado na sua totalidade com capitais próprios, baseia-se num projecto de arquitectura feito internamente na UFP pelo Departamento de Arquitectura, envolvendo professores e alunos. O reitor espera “tê-lo a funcionar nos próximos dois anos. É uma infra-estrutura para nós indispensável para ganharmos a auto-suficiência completa na formação clínica”.

Interesse social e participação cívica da Universidade O processo de Bolonha está a mexer com o panorama geral do ensino superior em Portugal. Para Salvato Trigo, este “é um momento histórico para podermos fazer uma reforma do nosso ensino superior, mudarmos os hábitos instalados e fazer com que a Universidade perceba que se o conhecimento gerado não tiver interesse público e social, não tem razão de existir, porque a Universidade tem de ser olhada como uma instituição estruturante das sociedades modernas e naturalmente geradora de desenvolvimento. Para isso tem que mudar completamente a sua filosofia de funcionamento. Eu sou muito adepto da Universidade com uma estrutura empresarial, porque acredito que temos uma boa relação qualidade/preço neste bem transaccionável e de primeira necessidade que é o conhecimento”. Outra das conquistas, que o processo de Bolonha trouxe consigo, foi a convalidação das competências obtidas em seio profissional. As empresas não são estruturas académicas mas, na opinião do reitor da UFP, “também têm conhecimentos e o conhecimento das empresas deve obviamente poder ser certificado a nível universitário, para que as pessoas possam transportar consigo os créditos do conhecimento decorrente da sua actividade profissional. É nessa perspectiva que eu entendo que o nosso relacionamento com a SGS tem sido exemplar e a nossa experiência de leccionação conjunta tem sido fantástica. É um relacionamento que nós vamos aprofundar, porque é isto que a Universidade deve fazer para ter, de facto, o tal interesse social que é sua obrigação”. Nesta perspectiva, há a necessidade de criar novos canais entre a Universidade e as empresas em que

Pólo de Ponte de Lima

“as empresas não podem mais apostar em baixas qualificações e, por outro lado, a Universidade tem de ensinar as pessoas a pensar, porque quem sabe pensar, sabe analisar os problemas e sabe apontar para eles soluções, ganhando poder interventivo quer ao nível do emprego quer ao nível do desenvolvimento da comunidade”, defende o responsável. Quanto à sua componente comunitária, a UFP entende que ela faz parte do seu projecto de formação cívica dos alunos. Através das suas clínicas pedagógicas de fisioterapia, por exemplo, oferece tratamentos gratuitos a todas as crianças até aos 12 anos de idade, enquanto que as unidades móveis de saúde prestam um grande serviço social. Salvato Trigo vê a UFP “como uma casa de formação não apenas no sentido científico, mas também de formação no sentido cultural e cívico. Verificamos que os alunos saem da UFP com um espírito empreendedor diferente e, seja no mercado interno ou fora do país, muito dificilmente há alunos da UFP desempregados 6 meses após a conclusão do seu curso”. Num futuro muito próximo, a principal aposta é o ensino à distância no sentido de alargar à Universidade o seu carácter territorial. A UFP defende que o conceito de campus físico está a ficar ultrapassado e que o conhecimento deve circular e ir ter com as pessoas, algo muito facilitado pelas novas tecnologias. Assim, a UFP pretende alargar a formação a outros públicos que procuram educação nos mercados internacionais e não têm localmente oferta suficiente para as suas necessidades, principalmente na Europa. Já com delegação nas Canárias (Las Palmas), a UFP estará em Nice dentro de um ou dois anos. O desafio para os próximos cinco anos é aumentar o número de estudantes vindos de outros países, quer para o campus físico quer através da Universidade virtual. Mas também fazer com que a UFP seja cada vez mais uma instituição actuante a nível das estruturas de actividade económica, apostando nas Universidades Corporativas e na Inteligência Competitiva.§

Salvato Trigo Reitor da Universidade Fernando Pessoa


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Politécnico como activo do desenvolvimento local O Ensino Politécnico tem como vocação o conhecimento inerente ao exercício das profissões. Estrategicamente colocados em praticamente todas as capitais de Distrito, os Institutos Politécnicos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento local. O Instituto Politécnico de Viana do Castelo procura, de forma consciente e permanente, fortalecer as suas relações com a região contribuindo, simultaneamente, para uma maior integração dos graduados no mercado de trabalho.

O IPVC - Instituto Politécnico de Viana do Castelo resulta da integração de Escolas já existentes e de Escolas criadas dentro do próprio Instituto. Com mais de 20 anos de história, o IPVC compreende, actualmente as Escolas Superiores de Educação, Agrária, de Tecnologia e Gestão, de Saúde e de Ciências Empresariais. A sua oferta formativa tem uma ‘coluna vertebral’ que é o 1º ciclo, onde o IPVC aloca recursos aos quase 30 cursos que oferece. A jusante estão os Cursos de Especialização Tecnológica (CET), que atribuem certificação profissional de nível IV, e a montante está o 2º ciclo que são os mestrados. Enquanto que os outros níveis oferecem uma maior especialização, a formação de 1º ciclo é concebida de forma a ser de ‘banda larga’ pretendendo cobrir o que é essencial para a região do Alto Minho. No IPVC, o aluno é visto como o motor central da aquisição do seu próprio conhecimento. “Pretendemos que os alunos, findo o seu curso e lançados no mundo, tenham a capacidade de empreender e estejam preparados para construir o seu próprio projecto de trabalho na nossa região”, declara Rui Teixeira, presidente do IPVC.

Motor de desenvolvimento local O aluno é o cliente intermédio, mas o cliente final do IPVC é a sociedade. Por isso, o IPVC participa nos mais variados projectos e organizações como as Associações de Municípios e as Associações de Desenvolvimento Local. Com a consciência de que é um dos mais importantes activos ao desenvolvimento da

região, reconhece que tal só é possível porque tem bons stakeholders, que possibilitam que os alunos se tornem eles próprios agentes do desenvolvimento regional. Com esse desígnio, a formação é integrada com um programa de investigação e com um programa de prestação de serviços especializados à comunidade, que funcionam numa lógica de rede. “Estes programas são desenvolvidos numa perspectiva complementar da oferta já existente, nomeadamente empresarial, e sobretudo em áreas onde o IPVC sabe que pode oferecer mais-valias que advêm do seu negócio que é produzir conhecimento”, esclarece Rui Teixeira. A adaptação da oferta formativa à envolvente regional é, obviamente, uma grande directriz para o IPVC. Exemplos não faltam. Não havia um curso dirigido às energias renováveis, mas quando surgiu este cluster na região, rapidamente foi criado. Quando o IPVC se apercebeu da grave crise que o sector da filigrana e da joalharia regional atravessava, orientou o curso de Design de Produto para as jóias. “Foi um sucesso tremendo”, lembra o presidente do IPVC, “com participação na Porto Jóia, com passagens de modelos, com os nossos alunos a fazerem um brilharete de verdadeiros designers e a conseguirem boas colocações profissionais”. Tendencialmente pró-activo, o IPVC promove em Valença o primeiro curso de Logística e Distribuição em Portugal, porque entendeu que existia essa lacuna de formação, mas não só. Também muito devido à plataforma logística de Valença inaugurada recentemente. Além disso, está a ser construído o maior porto seco do mundo em Salvaterra del Miño, por onde vão passar 65% do comércio com o MERCOSUL. Apesar de ter sido um curso inicialmente complicado de ‘vender’, vai agora avançar o seu 2º ciclo de estudos.


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www.ipvc.pt

O IPVC recebeu, em Março, o Certificado da Qualidade ISO 9001 relativo a toda a sua actividade, desde a formação em todas as suas Escolas, passando pelos Serviços de Acção Social e até à elaboração de estudos e projectos. A ligação ao mundo empresarial A relação com as empresas é alvo de inúmeras acções e projectos. “A nossa preocupação é tanta, que penso sermos a primeira Instituição de Ensino Superior com um Ninho de Empresas de base tecnológica, juntamente com a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e a Comunidade Urbana Valimar, com naves industriais e não um mero escritório de apoio”, diz Rui Teixeira. As pessoas que mais ‘habitam’ o espaço do IPVC são pessoas de empresas e associações empresariais que procuram respostas a questões muito específicas, nomeadamente ao nível tecnológico. Um projecto que já está em andamento e que demonstra claramente uma mudança de atitude no sentido de maior abertura do IPVC, é a OTIC – Oficina de Transferência de Inovação e Conhecimento, que está directamente direccionada às empresas para lhes vender as suas competências. Um outro projecto paradigmático que o IPVC acompanhou desde o início, em parceria com os municípios do Alto Minho, foi a rede regional digital, onde já estão instalados cerca de 400 km de fibra óptica. “Estamos cada vez mais pró-activos e, actualmente, temos investimentos em comum com as mais diversas entidades na ordem dos 80 milhões de euros”, resume o responsável.

Objectivos estratégicos e desafios A aposta na criação de uma forte identidade organizacional do IPVC está associada a uma marca que se tem construído de forma sólida e permanente. O modelo até agora seguido passou por uma reorganização interna que passou, também, pela certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). O Certificado foi oficialmente entregue pela SGS ICS, no passado mês de Março, relativamente a toda a sua actividade, desde a formação em todas as suas Escolas, passando pelos Serviços de Acção So-

cial e até à elaboração de estudos e projectos. Foi um processo que tomou quatro anos e meio, no qual foi muito importante “a garra e a dedicação da nossa equipa neste projecto. O nosso SGQ auto controla-se, é algo de contínuo e de permanente na nossa actividade. A Melhoria Contínua, graças a este processo, é já uma cultura no IPVC. A Qualidade, neste momento, é o eixo central ao nosso funcionamento”, congratula-se o presidente do IPVC. No curto prazo, um dos objectivos internos do IPVC é completar a formação avançada dos seus docentes, apesar de estar em segundo lugar nacional como o Politécnico com mais docentes doutorados, o que irá implicar custos substanciais por parte do IPVC. Já em termos estratégicos, Rui Teixeira considera fundamental conseguir, com os stakeholders do IPVC, que “uma significativa parte dos nossos alunos encontre capacidade de empreender na nossa região. Este objectivo estratégico, como disse, não depende apenas de nós, mas também das sinergias que consigamos criar, nomeadamente com o poder político”. Mas, apesar do muito que já foi feito, o presidente do IPVC ainda não está satisfeito “com o nível de relacionamento com as empresas, do ponto de vista do volume e da qualidade. Já fizemos muitas coisas e temos muitos projectos, mas ainda não temos uma política madura. Ainda não é um esforço devidamente planeado como, por exemplo, planeamos o próximo ano lectivo. Não sendo algo de obrigatório a nível legal, o relacionamento com o mundo empresarial tem de ser obrigatório do ponto de vista da cultura. O que é importante é que já todos perceberam que é por aqui o caminho, o que até há relativamente pouco tempo não acontecia”.§

Rui Teixeira Escola Superior de Agronomia

Presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo


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Universidade

cria conhecimento

através da investigação

O impacto das Instituições de Ensino Superior é mais visível, num primeiro momento, ao nível regional. Mas a Universidade de Aveiro, pelas suas actividades de investigação e forte marca institucional, projecta a sua influência a nível nacional e com reconhecimento internacional.

A Universidade de Aveiro (UA) iniciou o seu percurso em 1973 tendo, desde logo, desenvolvido uma forte ligação com a região no sentido de contribuir para a resposta às necessidades do tecido económico e social, quer no que se refere às qualificações das pessoas, quer no que se refere ao desenvolvimento do conhecimento e à sua aplicação nos processos de criação de valor. Ao longo do seu percurso, a UA transformou-se numa verdadeira rede com implantação regional, ministrando formação de nível universitário, politécnico e pós-secundário, com presença em Aveiro, Águeda e Oliveira de Azeméis, e com parcerias muito significativas com autarquias, entidades formadoras e empresas. Contudo, Maria Helena Nazaré, reitora da UA, considera que “o projecto da Universidade não se confina à região e assume claramente um contributo ao nível nacional e internacional nas três vertentes da sua missão: formação, investigação e cooperação com a sociedade”.

pus da UA, como um projecto que terá um desenvolvimento e um efeito estruturante na sua relação com as empresas, constituindo uma inegável mais-valia para os agentes económicos, para os investigadores e para os alunos”. Não menos importante é o papel da Universidade em matéria de inserção no mercado de trabalho e na relação com os seus antigos alunos. O trabalho efectuado ao longo dos cursos, a promoção de estágios e o desenvolvimento de projectos com empresas, práticas correntes da UA, permitem promover tal inserção e obter informação sobre a adequação entre os perfis de formação e as necessidades e expectativas dos empregadores. Mas a reitora reconhece que “precisamos ainda de melhorar significativamente o nosso conhecimento sobre o percurso dos diplomados pela UA, de modo a traçar um retrato mais informado sobre a situação, o que estamos a fazer, designadamente, através de inquéritos aos diplomados e aos empregadores e da actualização sistemática de dados”.

Parcerias na transmissão do conhecimento O acolhimento de empresas, e em particular das suas unidades de I&D no seio do Campus, a incubação de empresas, o desenvolvimento de projectos e estágios patrocinados por empresas são instrumentos muito valorizados pela UA, pois facilitam a transferência de conhecimento, a identificação de lacunas e a detecção de oportunidades. A UA, com recurso a fundos próprios e aos programas de financiamento existentes, participa em múltiplas parcerias com empresas (como Pólos de Competitividade e clusters criados no âmbito do QREN) e com os municípios da região (designadamente no âmbito de parcerias para a regeneração urbana). Um reforço da abordagem estratégica desta importante valência e marca da UA é o seu novo modelo de organização. Maria Helena Nazaré aponta também a ”criação de um Parque de Ciência e Inovação, nas imediações do cam-

Investigação, desenvolvimento e interdisciplinaridade No decurso de 2009, a UA, ao abrigo do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, viu concretizada a sua pretensão de se transformar em Fundação Pública com regime de direito privado, tendo firmado um contrato-programa com o Estado Português que inclui ambiciosos objectivos em matéria de formação pós-graduada, investigação científica e cooperação. Este novo estatuto institucional, em conjunto com os recursos a afectar pelo Estado e pela própria Universidade, constituem importantes instrumentos ao dispor deste projecto de serviço público. “A criação do conhecimento através da investigação é a justificação para a designação de Universidade e tem sido uma nossa continuada aposta. Contudo é necessário fazer,


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Alameda da UA

mais ainda, e em particular no que concerne aos processos de apropriação do conhecimento disponível, pela economia e pela sociedade. Importa promover uma maior aproximação entre os diversos agentes de produção e utilização do conhecimento, nas suas variadas formas”, afirma Maria Helena Nazaré em tom de reflexão. A UA é conhecida, e reconhecida, como uma instituição de excelência no domínio da investigação, com uma forte aposta no domínio das ciências e engenharias, mas que se afirma também nos domínios das ciências sociais e humanas, artes e saúde. Segundo a reitora da UA, “este modelo de convivência e articulação dos diferentes domínios do conhecimento é, sem dúvida, uma das razões do sucesso da UA num mundo que requer, de um modo cada vez mais evidente, uma abordagem integrada de diferentes saberes e trabalho conjunto de pessoas de diversas áreas disciplinares. Mas, simultaneamente, é importante articular também os diversos programas de ensino, visando facilitar uma formação continuada ao longo da vida, e uma aposta continuada na melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, através do envolvimento de docentes e alunos”.

Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática

Maria Helena Nazaré conclui, considerando “fundamental que a UA continue a desempenhar o seu papel como fonte de reflexão independente e crítica, de forma a contribuir para expandir continuamente a base de conhecimento de que dispomos, capaz de projectar futuros e de estimular o debate, bases indispensáveis ao desenvolvimento de uma verdadeira sociedade do conhecimento”.§

www.ua.pt

Maria Helena Nazaré Reitora da Universidade de Aveiro


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Instituto Cresce e Evolui com e para a região

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave encara a sua influência no desenvolvimento local como um dos seus principais objectivos, procurando adaptar a sua oferta pedagógica às necessidades regionais, desenvolvendo parcerias com outras entidades e pautando a sua actuação por exigente critérios de qualidade e competitividade.

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave - iniciou a sua actividade pedagógica no ano lectivo 1996/97 com dois cursos de bacharelato – Contabilidade Empresarial e Contabilidade e Finanças Públicas. Desde então, numa lógica de diversificação da oferta de ensino superior e como resposta quer à procura quer às necessidades concretas de formação científica, técnica e profissional do meio envolvente, diagnosticadas junto do sector empresarial privado e do sector público, foram criados novos cursos de diversos níveis (cursos de especialização tecnológica, licenciatura, pós-graduação, mestrado) e em diferentes áreas científicas (contabilidade, fiscalidade, gestão, informática, design e engenharia). Em Junho passado, o Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade (CICF), unidade de investigação científica da Escola Superior de Gestão, tornou-se o primeiro reconhecido pela

Escola Superior de Técnologia

Fundação para a Ciência e Tecnologia na área da contabilidade e fiscalidade, tendo recebido a distinção de Bom. Mas o presidente do IPCA, João Carvalho, destaca naturalmente os prémios ganhos por estudantes, “uma vez que são eles a razão do IPCA existir. Em 2008 foram vários os premiados nas áreas de design industrial, design gráfico e informática, tendo conseguido presenças em eventos internacionais e publicações de referência”. Além do CICF, o IPCA conta com outras unidades como o Centro de Investigação em Design e Desenvolvimento do Produto, o Laboratório de Imagem, Produção e Percepção, o Centro de Gestão da Qualidade e Desenvolvimento do Produto, e o VOrgNet - Virtual Organizations Research Group. Desde 2004, o IPCA disponibiliza ainda a Tékhne – Revista de Estudos Politécnicos. Esta é uma revista científica, nos domínios das áreas científicas ministradas nas Escolas e Institutos Superiores em Portugal e no estrangeiro, que publica e divulga diferentes correntes do pensamento científico, tão importantes na abordagem da realidade do ensino ministrado nos politécnicos. Ao longo dos seus onze números já publicados, a revista tem recebido pedidos de publicação das mais variadas e prestigiadas instituições de ensino superior de Portugal e do estrangeiro. Depois de 13 anos a funcionar em instalações provisórias, o IPCA tem agora o seu campus, no qual estão localizadas a Escola Superior de Gestão e a Escola Superior de Tecnologia, e está a ser construído o edifício da Cantina, que deverá ficar concluído no início de 2010. O seu presidente considera que com um universo de mais de 3.000 estudantes, “o IPCA dispõe, agora, de um conjunto de serviços de apoio ao ensino, que facilitam a integração e contribuem para o sucesso da aprendizagem”.


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Qualidade na resposta às necessidades locais O Vale do Cávado e do Ave tem uma boa oferta ao nível da qualificação dos recursos humanos, decorrente da formação dada pela Universidade do Minho e, mais recentemente, pelo IPCA. João Carvalho reconhece o elevado índice de colocações nos cursos oferecidos pelo IPCA como “o melhor indicador da preocupação e cuidado que temos na escolha dos cursos. Um crescimento sustentado e adaptado às necessidades da região, a oferta de cursos não existentes em outras instituições e o conhecimento das necessidades do mercado são os factores que a direcção do IPCA tem seguido ao nível do planeamento da oferta formativa. No entanto, as áreas do turismo, do marketing, do empreendedorismo e das relações internacionais merecem maior intervenção”. Na organização binária do sistema de ensino superior em Portugal, coexistem o ensino universitário e politécnico, dando-se resposta de forma distinta e complementar às necessidades do país e, consequentemente, à relação entre o mercado de trabalho e as instituições de ensino superior. O ensino politécnico, subsistema criado nos finais dos anos 70, tinha como objectivo dotar o país de cursos de formação mais curta e de carácter profissionalizante, sendo ao mesmo tempo instrumento do desenvolvimento a nível regional, tornando-se, assim, num elo fundamental nas relações entre o sistema educativo e o sistema produtivo. Esta relação entre o ensino superior e o mercado de trabalho pode gerar algumas ‘imperfeições’ no mercado profissional. De facto, João Carvalho considera importante “conhecer e reflectir, não só sobre a relação entre estudantes e empregadores no mercado de trabalho, mas também, e essencialmente, sobre a ligação e interacção que o ensino superior pode estabelecer entre estes. O ensino superior politécnico deverá, assim, projectar-se para além da educação e da formação profissional, uma vez que àqueles que o frequentam deverá ser dada a oportunidade de efectivar e, de uma forma produtiva, swdemonstrar no mundo do trabalho os conhecimentos e competências adquiridas”. Assim, o responsável defende a complementaridade entre as empresas e as instituições de ensino superior. A colaboração com a SGS enquadra-se nesta visão, em que se procura transmitir aos estudantes aspectos muito práticos da formação que estão a adquirir. Sendo o Vale do Cávado e do Ave uma região com elevado número de pequenas e médias empresas, e no âmbito da articulação escola/meio envolvente, o IPCA tem estabelecido relações com outras entidades nacio-

www.ipca.pt

nais e internacionais, públicas e privadas, sob a forma de convénio ou protocolo. De diversos âmbitos e com as mais diversas finalidades, uma ideia comum preside a todas as suas parcerias: a vontade de congregar esforços com todas as instituições empenhadas na promoção do desenvolvimento cultural, científico e tecnológico da região, dando cumprimento ao espírito que presidiu à criação do ensino superior. Ao longo de toda a intervenção do IPCA, a qualidade desempenha um papel fundamental na sua cultura/estrutura organizacional. Os processos são transparentes, existe a elaboração anual de inquéritos de satisfação que são utilizados para a melhoria contínua e foi criado um Provedor do Estudante. Graças a isto e outras iniciativas, o IPCA tem o 3.º lugar do ranking de colocações de estudantes a nível do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, apenas ultrapassados pelos Institutos Politécnicos de Lisboa e do Porto. É neste espírito que o IPCA pretende consolidar os cursos actualmente oferecidos, concluir o campus, construir uma residência e um edifício para a Escola Superior de Tecnologia, assim como aumentar o número de docentes habilitados com o grau de doutor. “E, obviamente,” afirma o seu presidente, “terminar com o regime de instalação, para passar para o regime normal, com todas as autonomias conferidas pelo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior para as instituições do ensino superior politécnico”. §

João Carvalho Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave


IRCA - Auditores

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IRCA Formação de Auditores O IRCA (International Register of Certificated Auditors – Registo Internacional de Auditores Certificados) foi criado em 1984 pelo Governo do Reino Unido, com o objectivo de tornar as empresas mais competitivas através da implementação de princípios e boas práticas de qualidade. Actualmente, o IRCA tem duas funções: certificar auditores de Sistemas de Gestão e aprovar entidades formadoras e os seus cursos para auditores. Até agora, o IRCA só aprovou pouco mais de 90 entidades formadoras em todo o mundo.

Como entidade formadora aprovada pelo IRCA desde 1992, a SGS demonstra que tem um Sistema de Gestão apropriado para o desenvolvimento, realização e controlo dos seus cursos de formação para auditores. “Tal como as organizações certificadas pela SGS, nós próprios somos auditados anualmente de acordo com os requisitos exigidos pelo IRCA, para assegurar que o nosso Sistema de Gestão se mantém eficaz. Estes requisitos incluem resultados dos cursos, documentos e materiais de formação, controlo de subcontratados e, no caso das afiliadas SGS, instalações de formação, requisitos dos formadores, avaliação contínua e exames escritos, registos, etc.. Grande parte das auditorias é realizada em Camberley (Reino Unido), onde está centralizada a aprovação. Mas o IRCA também audita, ocasionalmente, as nossas afiliadas”, explica Peter Crack, gestor internacional de Formação IRCA da SGS. Em resultado das avaliações positivas, a SGS ostenta o logótipo IRCA em certificados de formação e materiais promocionais dos seus cursos para auditores.

Prestígio e rigor O objectivo dos cursos para auditores aprovados pelo IRCA é assegurar que os auditores têm acesso a formação especializada, para obterem as competências necessárias à realização das suas funções enquanto auditores. A aprovação do IRCA oferece uma certificação dos programas de formação e um reconhecimento das competências dos seus participantes. Em cada especialidade, existem quatro tipos de cursos: curso básico sobre a norma internacional de cada especialidade, curso de auditor interno, curso de auditor coordenador e curso de conversão de auditores. Para cada um destes cursos, o IRCA emite as suas directrizes que incluem os objectivos de aprendizagem, as metodologias a aplicar, o conteúdo e duração do curso, bem como os requisitos dos formadores, os critérios de avaliação e os exames

escritos. Aos participantes que concluem o curso com sucesso, é emitido um Certificado com o logótipo IRCA. Se o participante depois se quiser candidatar a um registo como auditor certificado, a SGS pode tratar deste processo que envolve preencher um formulário, apresentar o seu Certificado de Formação, um histórico da sua experiência como auditor e o pagamento de uma taxa. Mas o próprio Certificado é motivo de orgulho, prestigiando o currículo do seu detentor, pois comprova que conseguiu efectuar uma formação altamente especializada e muito exigente. Sobre este elevado nível de exigência, que já se tornou famoso entre os candidatos dos cursos IRCA, Peter Crack reconhece que “os cursos são intensivos. Há muito conteúdo para um específico espaço de tempo. Os participantes têm de lidar com a pressão de estarem a ser avaliados constante e continuamente durante o curso, e ainda com um exigente exame escrito. Os formandos têm de ser muito pró-activos, fazer apresentações, analisar documentos, desenvolver check-lists, trabalhar como membro de uma equipa auditora e fazer parte de exercícios de ‘role playing’. Assim, é essencial para o sucesso dos formandos que estes seleccionem um curso de nível adequado à sua formação e experiência anteriores”.

Avaliação e acompanhamento Em termos de metodologias, os cursos IRCA não aplicam a tradicional apresentação de conteúdos em slides. As técnicas são centradas no formando com metodologias que permitem uma aprendizagem acelerada. São metodologias testadas pelo IRCA e provadas como sendo as mais motivadoras. Para os participantes, isto significa que irão aprender tomando parte activa numa grande diversidade de actividades e exercícios, que convidam ao convívio e até poderão ser considerados divertidos, não obstante a seriedade da avaliação. Estas actividades serão,


obviamente, adaptadas pelo formador consoante cada grupo em questão, as instalações e outros recursos disponíveis, mas sempre dentro das directrizes definidas pelo IRCA. Pretende-se, desta forma, que os cursos sejam interactivos, interessantes e num ambiente ideal de aprendizagem. Além de serem um dos elementos de avaliação, as actividades servem inicialmente para avaliar o grau de preparação do grupo e colmatar, dentro do possível, as necessidades identificadas. Os formadores tentam sempre que o curso contribua para a evolução pessoal e profissional dos formandos, para que estes beneficiem ao máximo da experiência proporcionada. O gestor internacional de Formação IRCA da SGS sabe que os formandos frequentam os seus cursos para auditores porque “sabem que esta qualificação representa um elevado nível de excelência dos profissionais envolvidos no desenvolvimento, implementação e manutenção de Sistemas de Gestão. Por isso, têm de aproveitar ao máximo todos os momentos da formação”

Curso em Portugal

Regiões e áreas de especialização Em 2008 a SGS realizou mais de 800 cursos, em 57 países e em 16 línguas, com mais de 7.000 participantes. Peter Crack confidencia à SGS Global que “apesar do IRCA não o declarar oficialmente, temos conhecimento que este é o maior número de cursos e de formandos de qualquer entidade formadora aprovada pelo IRCA”. Os países com maior adesão a este tipo de formação são o Reino Unido, a China, Hong Kong, Taiwan e Espanha, mas verifica-se uma tendência de crescimento em pelo menos uma das especializações de formação, em praticamente todas as regiões do mundo.

Curso na Colômbia

A Qualidade mantém-se, desde o início da actividade de formação IRCA da SGS, como a especialização mais procurada. As especializações preferidas logo em seguida são a Ambiental e Segurança e Saúde do Trabalho. Enquanto que novas áreas de especialização, como Sistemas Sociais e Segurança da Informação, têm um crescimento mais lento mas sempre estável. §

Áreas especializadas dos cursos SGS para auditores, aprovados pelo IRCA 1. Qualidade 2. Ambiente 3. Segurança Alimentar 4. Segurança da Informação 5. Gestão de Serviços de Tecnologias da Informação 6. Business Continuity 7. Segurança e Saúde do Trabalho 8. Sistemas Sociais

Curso na China

Cursos IRCA da SGS em 2008 [[ 7. 322 Formandos [[ 809 Cursos [[ 57 Países [[ 16 Línguas


Formação Superior

SGS Academy

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Formação Superior parcerias de sucesso Mestrados Pós-graduações Formação de Auditores

SGS: O que levou a SGS Academy a apostar em cursos de pós-graduação e de formação de auditores IRCA? Mafalda Jesus: Sendo a Auditoria uma das actividades centrais do Grupo SGS, a qualificação de auditores é, sem dúvida, uma formação essencial. Para além de qualificarmos auditores internos, que permitem aos nossos clientes desenvolver ferramentas e metodologias de trabalho para a melhoria contínua dos seus Sistemas de Gestão, a SGS Academy, com o reconhecimento do IRCA - International Register of Certificated Auditors, qualifica auditores coordenadores nas mais diversas áreas. Os cursos IRCA têm sido uma aposta da SGS Academy, mas também uma aposta dos nossos formandos, que perspectivam nesta formação uma possibilidade não apenas de desenvolvimento de novas competências, mas também de progressão profissional com novas perspectivas de carreira. A formação pós-graduação oferece aos nossos formandos o acesso a uma formação qualificante, permitindo-lhes frequentar um curso de longa duração capaz de lhes transmitir um conhecimento mais profundo e conciso das temáticas abordadas. Pretendemos formar profissionais capazes de dar resposta às necessidades e exigências do mercado de trabalho. A SGS, no âmbito das suas actividades de inspecção, verificação, análise e certificação, contacta diariamente com organizações e pes-

soas, conhecendo quais as suas prioridades, necessidades e expectativas. Este conhecimento permite-nos dar-lhes resposta, desenhando formação específica. Com uma extensa e diversa bolsa de formadores, a SGS conta com profissionais experientes que trazem para o contexto de formação todo o know-how que adquirem diariamente no terreno, fazendo da formação SGS muito mais do que a transmissão de teorias e perspectivas, transformando-a num espaço de partilha de experiência e de desenvolvimento de novas competências. SGS: Que vantagens adicionais/diferentes oferecem estes cursos? M. J.: Procuramos incutir nestes cursos mais-valias significativas que fazem com que os formandos percebam a diferença da formação SGS. Criamos cursos de formação específica, mas também com um carácter qualificante, como é o caso da qualificação enquanto auditores internos. A conciliação entre a teoria e a prática é um factor privilegiante na nossa formação, que procura criar oportunidades para os formandos desenvolverem no terreno os conhecimentos que adquirem em sala. Não sendo uma Instituição de Ensino Superior, focamos as nossas vantagens no contacto privilegiado com profissionais que conhecem o mercado e que sabem quais as necessidades mais prementes das organizações. Assim, procu-


SGS: Que tipo de cursos foram e estão a ser desenvolvidos? E como surgiram os projectos de parceria com Instituições de Ensino Superior e outras entidades? M. J.: Até ao final de 2009 temos confirmadas seis edições do curso IRCA “Lead Auditor ISO 9001:2008”, o que demonstra o crescente interesse por estes cursos, mas também em outras áreas temáticas. Para 2010 estão já planeadas edições na área da qualidade, ambiente, segurança, higiene e saúde do trabalho, responsabilidade social e segurança alimentar. Pretendemos continuar a qualificar auditores e a renovar as competências dos auditores da SGS que continuam eles próprios a ser nossos clientes. Muitos dos nossos formandos das pós-graduações acreditam que a frequência de um curso IRCA é o passo seguinte no seu percurso formativo.

Há elementos básicos que se procuram na formação como competência ou qualidade: Mas há, também, elementos que fazem toda a diferença no percurso profissional do formando como a qualificação, a partilha de experiências práticas e a inovação. É neste sentido que a SGS Academy tem desenvolvido a sua oferta formativa, sempre em sintonia com as reais necessidades das organizações. Mafalda Jesus, coordenadora de Formação da Delegação Norte da SGS Academy, explica à SGS Global como tem sido possível crescer recorrendo à diferenciação de conteúdos e a parcerias estratégicas.

Mafalda Jesus Coordenadora de Formação da Delegação Norte da SGS Academy

ramos qualificar profissionais polivalentes e multifacetados. SGS: A formação pós-graduada e de auditores IRCA têm objectivos diferentes do restante plano de formação da SGS Academy? A quem se dirigem? M. J.: Dentro da complexidade do leque de áreas de negócio do Grupo SGS, a SGS Academy procura fornecer aos seus clientes uma formação diversificada, mas, ao mesmo tempo, diferenciadora e abrangente. Desta forma, podemos dizer que a nossa formação não tem um público nem objectivos únicos. Por exemplo, temos desde formação pedagógica de formadores, com a homologação do Instituto do Emprego e Formação Profissional, à formação de peritos qualificados no âmbito do Sistema de Certificação Energética reconhecido pela ADENE para a Energia. Ou da qualificação de auditores, à qualificação de manobradores de equipamento de elevação e movimentação de cargas. Para além dos cursos disponíveis no plano de formação, a SGS desenvolve formação à medida das necessidades dos seus clientes. Tem sido muito interessante verificar a diversidade de cursos que temos desenvolvido apenas porque procuramos dar sempre a melhor resposta aos nossos clientes. Novas oportunidades de negócio têm surgido desta forma.

Ao nível da formação pós-graduada, a SGS promove cursos de mestrado, pós-graduação e de Técnicos Superiores de Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho. Alguns destes cursos são desenvolvidos em parceria, outros em nome próprio (ver mapa), procurando criar formação diversificada que vai ao encontro das especificidades territoriais onde se desenvolvem. Com pólos de formação em Lisboa, Porto, Açores e Madeira, procuramos estar cada vez mais perto dos nossos clientes e criar uma maior oferta formativa e mais diversificada. A ideia das parcerias passou pela aposta em parceiros que permitissem crescer de uma forma sustentada, criando mais-valia à já prestigiada marca SGS. O Mestrado em Ambiente e Segurança, em parceria com a Universidade dos Açores, foi o primeiro curso pós-graduado promovido pela SGS cujo sucesso impulsionou todo o trabalho desenvolvido nesta área. Foi o início de várias parcerias. Em 2007, em consequência do desenvolvimento do Departamento de Formação a Norte, surgiu a Pós-Graduação em Sistemas Integrados, com o convite à Universidade Fernando Pessoa. Depois seguiram-se outras parcerias, por exemplo, com a Universidade de Aveiro, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Fundação Porto Social, o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, o NERA, apenas para citar alguns. Em alguns casos, a SGS tomou a iniciativa de contactar o parceiro; noutros acabou por ser o reconhecimento do nosso trabalho e das nossas competências que levou os nossos parceiros a encetar o contacto para o desenvolvimento de sinergias. Na SGS acreditamos que a proximidade Escola/Empresa é uma mais-valia para o país, que o desenvolvimento passa pela união de esforços, pela partilha de conhecimentos e experiências e que com o trabalho em parceria e as sinergias criadas, são os formandos quem mais ganha. Ao inegável conhecimento dos nossos parceiros procuramos aliar a experiência dos especialistas SGS, promovendo cursos diferenciadores, qualificando profissionais e permitindo-lhes, num contexto de elevada competitividade, a aquisição das competências essenciais ao desempenho das funções no seu dia-a-dia. Actualmente temos formação pós-graduada em vários pontos do país: Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Algarve, Açores e Madeira, graças ao excelente trabalho que tem sido desenvolvido com os nossos parceiros, procurando cada vez mais aperfeiçoar os cursos existentes, adaptando-os às mudanças, mas também desenvolver e criar novos cursos acompanhando as necessidades do mercado.


Ensino Pós-Graduado SGS Curso Nível 5 Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho Pós-Graduações • Sistemas Integrados de Gestão • Segurança Infantil

Curso de Formação Avançada Gestão Ambiental das Organizações

Pós-Graduações • Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho • Sistemas Integrados de Gestão • Gestão e Coordenação da Segurança na Construção Civil • Sistemas de Gestão da Qualidade;

Mestrado Ambiente, Saúde e Segurança Pós-Graduação Segurança Alimentar e Saúde Pública

Pós-Graduação Pós-Graduação Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão da Segurança Alimentar Curso Nível 5 Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho


SGS: Há novos projectos neste âmbito? Quando se prevê o seu lançamento?

Pós-Graduação Consultoria e Auditoria Alimentar

Mestrado Sistemas Integrados de Gestão

M. J.: Em Outubro arrancou uma nova Pós-Graduação em Sistemas Integrados de Gestão, com o NERA, no Algarve, que nos permitiu cobrir mais uma zona geográfica. Temos uma nova pós-graduação com a Universidade Fernando Pessoa, em Segurança Infantil, com início previsto em Novembro, direccionada a um público diferente do ‘habitual’. Ainda no Porto, a SGS Academy vai promover uma Pós-Graduação em Gestão pela Qualidade na Saúde destinada àqueles que, face às novas exigências do mercado, procuram qualificar-se e adquirir novas competências de Gestão da Qualidade neste sector. Ao nível dos cursos IRCA, vamos ter, pela primeira vez, o “Auditor Conversion ISO 9001:2008” que, destinando-se a formandos já auditores, permitirá a qualificação enquanto Auditores Coordenadores em mais um referencial. Por exemplo, auditores na área ambiental poderão qualificar-se e começar a auditar também a área da qualidade.

Pós-Graduação Gestão da Qualidade no Terceiro Sector

Pós-Graduações • Gestão da Energia, Eficiência Energética e Sustentabilidade de Edifícios • Six Sigma (qualificação de Green Belts e Black

Mas há novos projectos em desenvolvimento, pelo que muito em breve surgirão novidades. Em Janeiro de 2010 teremos mais formação pós-graduada e de auditores IRCA na SGS Academy. Como referi, procuramos acompanhar a evolução do mercado, apresentando soluções formativas de qualidade que permitem aos profissionais encontrar respostas para as suas necessidades. E as sucessivas edições de muitos cursos é prova dessa qualidade e da sua grande aceitação por parte do mercado. Os projectos têm tido muito sucesso e as boas experiências dos nossos formandos são sempre um factor motivador para continuar. Acreditamos que todos os projectos terão seguimento e que as parcerias foram feitas para durar!§

Belts)

Financiamento à Formação

Pós-Graduação Sistema de Gestão da Segurança Alimentar

Com a intenção de melhor apoiar os seus formandos, a SGS Academy celebrou um protocolo com o Millennium BCP, para o financiamento aos cursos de formação com condições especiais de acesso ao crédito. Para conhecer as condições oferecidas, consulte qualquer balcão do Millennium BCP e solicite informação sobre o “Protocolo SGS/Millennium BCP”, ou contacte-nos através da Linha de Informações da SGS com o nº 707 200 747.

Pós-Graduação Sistemas Integrados de Gestão


CNIS - Lino Maia

Terceiro Sector

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Terceiro Sector

Autonomia e Responsabilidade

As Instituições Particulares de Solidariedade Social representam 70,03% das Respostas Sociais em Portugal. Uma responsabilidade assumida por dirigentes voluntários e concretizada com fundos escassos. A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade representa 2.600 destas organizações. Em entrevista, o seu presidente, Lino Maia, revela os maiores desafios do Sector Solidário, defendendo um novo modelo de cooperação e uma maior responsabilização da comunidade.

A CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade é uma das três organizações representativas das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s), a par da União das Misericórdias e da União das Mutualidades. Actualmente tem mais de 2.600 IPSS’s filiadas (algumas das quais também Misericórdias e Mutualidades), pelo que o seu presidente, Lino Maia, considera que “a CNIS representa também um movimento de pensamento e acção social”. Recentemente foi assinado o Protocolo de Cooperação 2009. Este Protocolo, em princípio, é celebrado anualmente com o Governo. O de 2009 vem na sequência dos anteriores, com alguma evolução e inovação. “As necessárias num percurso em andamento”, reflecte Lino Maia. E continua ”algumas marcas estão a ser agora aprofundadas e poderão gerar um Protocolo em 2010 bem melhor. Entretanto, foi actualizada a comparticipação do Estado em 2,6% (correspondente à inflação verificada em 2008)”. Em termos de actividades, a CNIS apoia as suas filiadas nas áreas jurídicas, da sustentabilidade e da formação tanto dos seus trabalhadores como dos dirigentes, representa e lidera o sector na cooperação e contratação colectiva. Este apoio deriva, por um lado, da multiplicidade de estruturas organizacionais das IPSS’s Portuguesas e, por outro, das suas necessidades e dificuldades. A tipologia de organização é muito variada, tendo como exemplos misericórdias, fundações de solidariedade social, mutualidades, associações, centros sociais, centros paroquiais, cooperativas de solidariedade social, casas do povo, obras, institutos,


entre outros. O presidente da CNIS explica que “há IPSS’s por todo o país, desde o interior nordestino à mais ocidental das ilhas, que brotam do exercício de cidadania e são expressões comunitárias de caridade e sociais. Todas elas são dirigidas por voluntários e responsáveis por 70,03% das Respostas Sociais em Portugal”. Esta enorme responsabilidade e peso na comunidade criam dificuldades resultantes das muitas solicitações de que são alvo e dos muitos serviços criados em actividade, acompanhados dos escassos fundos, próprios ou afectados. “Há ainda dificuldades em cativar voluntariado. Apesar da grande disponibilidade dos voluntários, esta é sempre insuficiente porque os desafios são ingentes”, sublinha o responsável. Actualmente, as IPSS’s são comprovadamente o mais eficaz agente para a superação da crise e dos seus efeitos, quer mantendo e alargando os seus serviços, como atraindo desempregados de longa duração e com idade superior aos 40 anos. Lino Maia faz questão de referir que “nenhum dos mais de 600.000 utentes foi despedido por não satisfação dos seus compromissos na comparticipação financeira (que diminuiu muito significativamente por causa da crise e do desemprego) e nenhuma IPSS fechou as suas portas. Foram criados novos serviços e mais famílias estão a ser beneficiadas”.

mente podem verificar-se alguns exemplos. Mas, no seu conjunto, este Sector aceita ser avaliado e quer ser avaliado”. O presidente da CNIS não concorda que a falta de qualificação de alguns dirigentes dificulte e impeça estas organizações de cumprirem o seu principal objectivo e recusa expressões adjectivantes como ‘carácter solidário’ ou ‘mentalidade assistencialista’, dizendo que “provavelmente, haverá mais assistencialismo e menos qualidade nas iniciativas estatais do que neste Sector. A excelência é o limite deste Sector, mas passos muito significativos estão a ser dados”. A inovação e o empreendedorismo são estilos que devem ser, e que estão a ser, interiorizados e assumidos pelas IPSS’s Portuguesas. “Porém, qualquer obsessão tanto pela inovação como pelo empreendedorismo deve ser acautelada: um passo em frente não pode ser dado à custa do abandono de compromissos, relações e serviços”, alerta Lino Maia.§

A formação dos dirigentes é um outro desafio destas organizações. De acordo com o presidente da CNIS, os processos de qualificação das IPSS’s estão em curso por todo o país e com uma adesão notável por parte dos dirigentes. No entanto, as organizações não têm tido suficiente capacidade de resposta devido, mais uma vez, à disponibilidade limitada e aos custos envolvidos. O responsável sabe que “muito se tem feito nesta área, com resultados visíveis. Inclusivamente, são muitas as IPSS’s que estão a ser certificadas e a adesão aos programas de formação de iniciativa da CNIS têm ultrapassado as melhores expectativas. Mas há um longo caminho a percorrer relacionado com a especificidade deste mundo das IPSS’s”.

IPSS’s: organizações em nome próprio As IPSS’s são organizações que, tradicionalmente, sofrem de falta de sustentabilidade e autonomia, em termos organizacionais e mesmo em termos financeiros. Algumas medidas debatidas passam pela formação e pela qualificação das pessoas, assim como pela adopção de modelos de gestão mais corporativos como sejam os Sistemas de Gestão, previstos por normas como a ISO 9001 e pelos próprios Manuais de Qualidade do Instituto da Segurança Social. Lino Maia considera que estes instrumentos são importantes, mas algo desenquadrados do Sector Solidário. Defendendo que este Sector é muito específico, a que deverá corresponder uma norma adequada e própria e manuais menos estandardizados, generalistas e burocratizados, o presidente da CNIS também entende que “o tema da sustentabilidade não se esgota no tema da gestão. A questão da sustentabilidade interpela o Estado e passa também por um novo enquadramento legal, e por um novo modelo de cooperação associado a um processo de crescente autonomia das IPSS’s e de responsabilização da comunidade”. Quanto a algumas críticas relativas a más práticas, nomeadamente a nível dos serviços prestados, desrespeito pela condição humana, falta de condições de higiene e segurança, etc., o responsável classifica-as como “claramente desajustadas. Pontual-

Lino Maia Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade

”São muitas as IPSS’s que estão a ser certificadas e a adesão aos programas de formação de iniciativa da CNIS têm ultrapassado as melhores expectativas.”


ISS - Cristina Fangueiro

Terceiro Sector

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Qualidade das Respostas Sociais

para uma diferenciação positiva A recente publicação de Manuais de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais, pelo Instituto da Segurança Social, I.P., constitui uma clara aposta na qualidade e na certificação. Os Modelos apresentados assumem-se como abertos ao contributo de todas as partes envolvidas, para que o seu impacto nos serviços prestados possa evoluir e ser avaliado, tornando-se uma mais-valia para as organizações que prestam serviços de apoio social.

Os serviços de apoio social, ou Respostas Sociais, podem ser prestados por diferentes entidades como organizações do Terceiro Sector e outras instituições públicas ou privadas. A relação do Instituto da Segurança Social, I.P. (ISS) com o Terceiro Sector é particularmente forte, duplamente caracterizada pela cooperação e confiança por um lado, e pela responsabilidade e exigência, por outro. Tal deriva do “facto de se reconhecer às organizações do Terceiro Sector um papel fundamental para a realização das finalidades sociais, através de uma rede de serviços de proximidade às comunidades locais, bem como de equipamentos de diferentes valências e que garantem a satisfação das necessidades dos cidadãos”, explica Cristina Fangueiro, directora do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS. Esta rede é maioritariamente apoiada financeiramente pelo Estado, através da celebração de Acordos de Cooperação. No âmbito do Sistema da Acção Social gerido pelo ISS, foram publicados oito Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais (MAQRS): Lar Residencial; Centro de Actividades Ocupacionais; Lar de Infância e Juventude; Centro de Acolhimento Temporário; Estrutura Residencial para Idosos; Creche; Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. Segundo Cristina Fangueiro “a prioridade foi enquadrar as três áreas-chave com maior expressão no país e que incluem a maioria dos utentes abrangidos pelos Acordos de Cooperação, i.e., Idosos, Pessoas com Deficiência e Infância e Juventude”.

Modelos de melhoria contínua e excelência Os oito MAQRS estabelecem os requisitos do Sistema de Gestão

da Qualidade dos serviços prestados pelas Respostas Sociais, sendo consubstanciados em três produtos: Modelo de Avaliação da Qualidade; Manual de Processos-Chave e Questionários de Avaliação da Satisfação (Clientes, Colaboradores e Parceiros). A melhoria contínua é a sua filosofia base, pelo que foram estabelecidos três níveis de exigência: C, B e A (do mais básico ao mais exigente), permitindo a sua implementação gradual ao longo do tempo. A certificação é voluntária e não há sanções implícitas mas é ambição do ISS que todas as Respostas Sociais em funcionamento garantam a qualidade de nível C, sendo sempre exigido o cumprimento do estipulado em sede de Acordo de Cooperação. O objectivo do ISS é que as Respostas Sociais procurem a excelência dos seus serviços, garantam a sua sustentabilidade através da qualidade, se preocupem com a sua viabilidade através da mudança organizacional e fortaleçam uma identidade que melhor responda às necessidades das suas comunidades. A directora do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS está convicta de que “os MAQRS reflectem uma necessidade há muito sentida pelas organizações que apostam num trabalho de qualidade, em que a participação, o saber e o compromisso de todos, a eficácia e a eficiência das acções desenvolvidas, concorrem directamente para uma gestão qualificada”. Está prevista a edição de mais um Modelo para a Resposta Social ‘Acolhimento Familiar’ (de idosos, de pessoas com deficiência e de crianças e jovens) que será apenas composto pelo Manual de Processos e Questionários de Avaliação da Satisfação. Mas de momento, a prioridade do ISS não é a de conceber novos MAQRS e sim fomentar a implementação dos actuais, avaliando posteriormente os seus resultados e o impacto no funciona-


mento e na qualidade dos serviços prestados, bem como as eventuais alterações ao modelo de avaliação que possam decorrer desta implementação. Como Cristina Fangueiro faz questão de referir, “este é um processo de melhoria contínua não só do funcionamento das Respostas Sociais, mas também do próprio Modelo de Avaliação pois é um processo aberto e sujeito a aperfeiçoamentos que resultem do contributo de todos”. A responsável continua, focando “a colaboração inestimável das Uniões representativas das IPSS’s, Misericórdias e Mutualidades, que têm aqui também um papel relevante, na articulação com as instituições que representam, na medida em que todo este processo não se constrói sem um gigantesco processo de qualificação de todos os agentes e colaboradores envolvidos nas Respostas Sociais”.

A responsável conclui com um comentário de valorização do Terceiro Sector, que na sua opinião “constitui uma força empregadora substancial em muitas zonas do país, cuja importância e papel no tecido económico e social local é preponderante para o desenvolvimento dos territórios. O investimento feito nos últimos anos em matéria de edificado, na qualificação dos profissionais e gestores desta área e no seu funcionamento interno são exemplos acabados do que o torna cada vez mais competitivo e atractivo até para outros sectores de actividade económica. Numa relação de cooperação transparente, gostaria de continuar a ver reforçada a relação entre o Estado/ ISS e o Terceiro Sector, capacitando-nos para responder em quantidade, qualidade e diversidade, aos serviços necessários a todos os cidadãos, privilegiadamente aos que se encontrem em situação de maior vulnerabilidade”.§

Como em outras áreas de actividade, haverá organizações mais preparadas do que outras para responder a este desafio. Para algumas que ainda se encontrem num patamar mais embrionário de gestão, o processo poderá ser mais moroso, mas concretizável, uma vez que a implementação deverá ser gradual, cabendo a cada organização a adaptação do MAQRS respectivo. Para outras organizações, o caminho será bastante rápido, pois já desenvolveram trabalho neste sentido e estão familiarizadas com todo o processo, como é o caso das 149 Respostas Sociais já certificadas pela ISO 9001 e cuja qualificação pelo modelo do ISS será mesmo possível a um nível mais complexo. A este respeito, a directora do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS sublinha que a “Certificação da Qualidade de acordo com a norma ISO 9001 não substitui a qualificação pelo modelo do ISS. Entende-se, contudo, que se a Resposta Social já estiver certificada por este referencial, e porque há efectivamente requisitos coincidentes, a auditoria de concessão só deverá incidir sobre os requisitos adicionais referidos nos Modelos de Avaliação.

O apoio do ISS Instituto da Segurança Social, I.P., em Lisboa

A disponibilização gratuita dos Manuais em suporte papel e digital foi o grande contributo do ISS para o processo de qualificação das Respostas Sociais. No entanto, também acompanha a sua implementação, quer na qualidade de organismo regulador do esquema de certificação, quer através do apoio técnico que já desenvolve no âmbito dos Acordos de Cooperação, quer ainda desenvolvendo acções específicas. “É aliás neste âmbito que estamos a qualificar técnicos de referência em cada um dos 18 Centros Distritais de Segurança Social. Também disponibilizaremos, no site da Segurança Social, um conjunto de informações complementares, legislação, descrição de todo o Sistema de Qualificação das Respostas Sociais, identificação das entidades acreditadas para a certificação, FAQ´s e documentos de apoio”, refere Cristina Fangueiro. Assim, o ISS garante o apoio técnico a todas as Respostas Sociais, com o objectivo de minimizar as dificuldades que possam impedir o adequado cumprimento do estipulado e que impeçam a prestação de um serviço de qualidade aos cidadãos. As instituições poderão esclarecer as suas dúvidas junto dos técnicos de acompanhamento das Respostas Sociais, dos Técnicos de referência para este assunto, dos Centros Distritais, e também podem contar com os Serviços Centrais do ISS para qualquer informação adicional.

Cristina Fangueiro Directora do Departamento de Desenvolvimento Social do Instituto da Segurança Social, I.P.


Gestão da Qualidade

Terceiro Sector

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O Modelo de Excelência

para as Organizações do Terceiro Sector

A sociedade portuguesa vive, actualmente, momentos de incerteza e fragilidade, sendo marcada por processos rápidos em constante transformação, aliados ao aumento da competitividade e dos níveis de exigência. O aumento das taxas de desemprego, a crise económica, a diminuição dos rendimentos familiares e as dificuldades de inserção dos jovens no mercado de trabalho fragilizam a estrutura social, potenciando os riscos sociais. Neste contexto, as organizações do Terceiro Sector assumem um papel preponderante na manutenção da coesão social pois são chamadas a intervir na resolução de problemas sociais que afectam um número cada vez maior de indivíduos. Conceito em aberto e em constante evolução, o Terceiro Sector é consensualmente definido como um conjunto de organizações muito diversificadas entre si, que representam formas de organização de actividades de produção e distribuição de bens e prestação de serviços, distintas dos dois agentes económicos (os poderes públicos e as empresas privadas com fins lucrativos) designados geralmente por Estado e Mercado. Deste

modo, o Terceiro Sector é composto pelas organizações que, não sendo Estado, produzem bens e serviços de interesse geral e que, sendo privadas, não têm como objectivo principal a obtenção de lucro. Podemos então perceber que este conceito integra realidades sociais heterogéneas e distintas, abarcando um conjunto diverso de organizações tais como associações, cooperativas, mutualidades, instituições particulares de solidariedade social (IPSS’s), organizações não governamentais, sindicatos, fundações, clubes recreativos e associações religiosas. Também designado como Economia Social, o Terceiro Sector é responsável por milhares de postos de trabalho e movimenta anualmente milhões de euros. Trata-se de um sector marcado pela competitividade, pela exigência de cumprimento de requisitos estabelecidos em acordos de cooperação, pela escassez de recursos financeiros, pela necessidade de obter resultados e pela necessidade de optimizar os seus processos de gestão operacionais e administrativos. As instituições da Economia Social confrontam-se com um conjunto de desafios interrela-


“... Ainda que as organizações do Terceiro Sector não tenham como objectivo gerar lucro, elas têm de assegurar a sua sustentabilidade e a obrigação de serem eficientes e de prestarem contas às suas partes interessadas.”

cionados que contribuem decisivamente para a sua sustentabilidade e que se focalizam, principalmente, na necessidade de qualificação do sector.

a participação e a aprendizagem, potencia o desenvolvimento e a aquisição de competências e permite avaliações de desempenho transparentes.

Desempenhar um papel responsável através do cumprimento da sua missão, garantir aos cidadãos o acesso crescente a serviços de qualidade cada vez mais adequados à satisfação das suas necessidades e expectativas, melhorar a qualidade da gestão adoptando metodologias e abordagens organizacionais já utilizadas em outros sectores, estimular, reforçar e orientar a gestão das competências de todos os seus profissionais, são alguns dos principais objectivos aos quais estas instituições têm de responder. Como agentes de transformação social que promovem o desenvolvimento integrado da sociedade, as organizações do Terceiro sector devem focalizar a sua cultura na prestação de serviços de excelência e na procura constante pela melhoria contínua.

Clarificar, explicitar e comunicar a missão, os valores e princípios cria um maior envolvimento e compromisso interno, previne os desvios da missão e, de forma transparente, revela à comunidade o que se pode esperar dela. Ainda que as organizações do Terceiro Sector não tenham como objectivo gerar lucro, elas têm de assegurar a sua sustentabilidade e a obrigação de serem eficientes e de prestarem contas às suas partes interessadas. Neste sentido, a demonstração do cumprimento dos requisitos estabelecidos em acordo de cooperação, da sua qualidade, reputação, ética, transparência, enfim de responsabilidade, surge através da certificação pela ISO 9001. Só assim será possível assegurar uma prestação de serviços de excelência, satisfazer as necessidades e exigências da comunidade, utentes, parceiros e colaboradores e marcar uma posição diferenciada num mercado cada vez mais competitivo.

A Gestão da Qualidade como fonte de competitividade Os Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) são uma ferramenta poderosa para responder de forma eficaz e estratégica a todos estes desafios.

Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas

Baseado em princípios como a focalização nos utentes, liderança, envolvimento das pessoas, abordagem por processos, gerir com base num sistema, melhoria contínua, tomar decisões baseadas em factos e estabelecimento de relações benéficas com todos os stakeholders (Estado, parceiros, comunidade, utentes, familiares, colaboradores, entre outros), o SGQ permite às organizações analisar detalhadamente e reflectir sobre os diversos processos, funções e tarefas sistematizando-os, melhorando-os e obtendo, desta forma, ganhos de produtividade, qualidade e competitividade.

O Estado é o responsável directo pelo exercício da acção social e um dos principais stakeholders das organizações que compõem o Terceiro Sector. Sendo a prestação de Respostas Sociais com elevados níveis de qualidade um dos seus principais objectivos, o Instituto da Segurança Social, I.P. (ISS) desenvolveu oito Modelos de Avaliação da Qualidade com o objectivo de estes se constituírem num instrumento que permita a avaliação da qualidade dos serviços prestados e, simultaneamente, diferenciar positivamente as Respostas Sociais.

Para além de reforçar e divulgar a imagem junto dos seus stakeholders, a certificação do SGQ de acordo com a ISO 9001, norma internacionalmente reconhecida, é uma óptima ferramenta de benchmarking pois possibilita monitorizar os resultados e os impactos no desempenho das organizações, mas também co-nhecer o seu posicionamento face aos seus concorrentes mais directos. A criação de uma cultura de partilha e excelência promove lideranças fortes e motivadoras, incentiva

Sociais do ISS

Baseados na ISO 9001 e nos modelos de excelência EFQM - European Foundation for Quality Management, estes Modelos de Avaliação da Qualidade são referenciais normativos voluntários e certificáveis que promovem a qualidade das Respostas Sociais, apoiam o desenvolvimento e implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade, são um instrumento de auto-avaliação e permitem a harmonização a nível nacional das regras de funcionamento para os serviços prestados por IPSS’s, Misericórdias, Mutualidades e outros Estabelecimentos Integrados.


Gestão da Qualidade

Terceiro Sector

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Os 8 Modelos de Avaliação da Qualidade do Instituto da Segurança Social

Dirigidos a todas as instituições com acordos de cooperação com o ISS, estes referenciais são compostos por três níveis de exigência (C, B e A) que permitem uma adopção gradual ao longo do tempo. A necessidade de garantir a qualidade e o cumprimento dos requisitos definidos nos Modelos de Avaliação da Qualidade levou à criação de um grupo de trabalho no IPAC – Instituto Português de Acreditação com a participação do ISS e dos vários Organismos de Certificação acreditados em Portugal, no âmbito do Sistema Português da Qualidade, para definir um esquema de acreditação para a certificação das Respostas Sociais. Publicado em Julho, este esquema de acreditação contempla a certificação das oito Respostas Sociais para as quais o ISS já desenvolveu Modelos de Avaliação da Qualidade. A certificação das Respostas Sociais segundo estes Modelos é um investimento de cada organização em que por um lado têm de responder a um conjunto de exigências e que, por outro, vai contribuir para uma melhor organização interna. Este é um processo que implica uma mudança das mentalidades, a reorganização da estrutura documental e uma estratégia de gestão sistematizada mais eficiente e eficaz. A certificação das Respostas Sociais de acordo com os Modelos de Avaliação da Qualidade do ISS, permite às organizações evidenciar o cumprimento dos requisitos estabelecidos em acordo de cooperação, assumir um posicionamento de diferenciação

pela qualidade dos serviços prestados e demonstrar a sua preocupação com a qualidade, segurança alimentar e segurança, higiene e saúde no trabalho. As organizações que já certificaram o seu SGQ de acordo com a ISO 9001 já demonstram o seu compromisso com a qualidade na prestação dos seus serviços, cumprindo parte considerável dos requisitos estabelecidos nos modelos de avaliação do ISS. Deste modo, estas organizações estão mais aptas e melhor preparadas para enveredarem por um processo de certificação das suas Respostas Sociais, beneficiando inclusive de uma redução que pode atingir os 30% na duração das auditorias de acompanhamento e renovação. A integração dos Modelos de Avaliação da Qualidade com a ISO 9001 permite responder de forma inequívoca a todas as exigências com que as organizações da Economia Social se confrontam e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações.§

Patrícia Pereira

Patrícia Monteiro

Directora de Certificação do Serviço

Técnica de Certificação para a Área Social


Terceiro Sector

com Certificação da Qualidade O Terceiro Sector caracteriza-se, não apenas pela diversidade de tipologias das organizações que o constituem, mas também por um elevado nível de empreendedorismo e inovação. Estas são algumas das organizações que desde há algum tempo apostam na Qualidade como forma de se organizarem internamente, comunicarem com o mercado e assegurarem a sua sustentabilidade.

Fundação D. Laura dos Santos, Certificada desde Maio de 2003 Âmbito da Certificação: Lar de Idosos, Creche, Actividades de Tempos Livres (ATL), Actividades Desportivas e Serviços de Formação Profissional. Associação Dianova Portugal, Certificada desde Agosto de 2005 Âmbito da Certificação: Reabilitação e Reinserção de Toxicodependentes na Comunidade Terapêutica da Quinta das Lapas.

Obra Social Nossa Srª. da Boa Viagem, Certificada desde Novembro de 2005 Âmbito da Certificação: Prestação de Serviços de Acção Social à 3ª Idade (Serviço de Apoio Domiciliário, Centro de Dia, Centro de Acolhimento Temporário de Idosos e Lar de Idosos) e Intervenção Comunitária (Centro Comunitário).

Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental do Porto, Certificada desde Maio de 2006 Âmbito da Certificação: Atendimento a Pessoas com Atraso de Desenvolvimento, Deficiência Mental ou em Risco e as suas Famílias nas seguintes Valências: Centros de Actividades Ocupacionais, Actividades de Tempos Livres, Intervenção Precoce e Sócio Educativo.

Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, Certificada desde Maio de 2007 Âmbito da Certificação: Prestação de Serviços Médicos, Hoteleiros e Assistenciais do Lar de Idosos de S. Manuel.

Colégio S. Francisco de Assis, Certificada desde Setembro de 2008 Âmbito da Certificação: Prestação de Serviços Educativos, Cuidados Pessoais e Nutrição e Alimentação nas Valências de Creche e Jardim-de-infância.

Santa Casa da Misericórdia de Lamego, Certificada desde Outubro de 2008 Âmbito da Certificação: Lar de Crianças, Creche, Jardim Infantil, ATL e Centro de Acolhimento Temporário.

Bela Vista - Centro de Educação Integrada, Certificada desde Outubro de 2008 Âmbito da Certificação: Prestação de Serviços nas Respostas Sociais de Creche, Jardim de Infância, Centro de Actividades de Tempos Livres (CATL) e Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP).


Infografia

Terceiro Sector

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Formação

Ambiente e Eficiência Energética

Plano de Formação SGS Academy

Gestão de Resíduos

Pós-graduação em Sistemas Integrados

Medição do Ruído

de Gestão (Qualidade, Ambiente, Segurança,

Gestão de Resíduos

Responsabilidade Social, Recursos Humanos e

Controlo de Água Potável

Inovação)

Controlo de Odores

Pós-graduação Segurança Alimentar

Impacte Ambiental

Pós-graduação Segurança Infantil

Auditorias Energéticas

Pós-graduação Qualidade no 3º Sector

Planos de Eficiência Energética

Segurança Alimentar

Higiene e Segurança

Planos de Segurança Alimentar

Segurança Contra Incêndios

Auditorias Regulares de Segurança Alimentar

Plano de Segurança, Saúde e Higiene no

Análise e Apoio Técnico Nutricionais para

Trabalho

Crianças e Idosos

Planos de Emergência de Edifícios

Laboratório Alimentar

Análise de Risco às Instalações e Postos

Gestão da Construção/Remodelação de Cozinhas e Cantinas

Auditorias de Qualificação de Fornecedores

de Trabalho


Edifícios •

Inspecção de Redes de Gás e Eléctricas

Inspecção de Equipamentos Sob Pressão (regulamentar acima dos 5 bar)

Manutenção de Edifícios

Termografia

Acessibilidades - Facilidade de acessos a pessoas com mobilidade reduzida

SCE - Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior de Edifícios

DomusNatura – Certificação da Sustentabilidade de Edifícios

Certificação •

Qualidade – ISO 9001

Modelos de Avaliação da Qualidade do ISS

Higiene e Segurança no Trabalho – OHSAS 18001 Segurança Alimentar –

A Cidade Social

HACCP e ISO 22000 •

Responsabilidade Social – NP 4469 e SA8000

Destinatários • • • • •

Creches, Jardim-de-Infância, ATL Estrutura Residencial para Idosos Lar Residencial Serviço de Apoio Domiciliário Centros de Dia

• • • • •

Centros de Acolhimento Temporário Centros de Actividades Ocupacionais Lar de Infância e Juventude Centros de Fisioterapia Centros de Reabilitação


38 39 Inspecções Técnicas

Serviços SGS

Serviços SGS em destaque


A força de uma cultura de segurança e de prevenção A Refinaria de Sines, por imperativos da sua actividade, gere as obrigações relativas ao Licenciamento de Equipamentos Sob Pressão através de um projecto adequado às suas características operacionais e em coordenação com a metodologia Risk Based Inspection em vigor na instalação. Nesta indústria de risco nada é deixado ao acaso. Tudo é planeado ao pormenor, no âmbito de uma das mais avançadas e restritas Políticas de Segurança em Portugal.

No âmbito do Decreto-Lei n.º 97/2000, de 25 de Maio (DL 97/2000), é determinado o Regulamento de Instalação, Funcionamento, Reparação e Alteração de Equipamentos Sob Pressão (ESP’s). A Refinaria de Sines está abrangida por esta legislação, tendo a decorrer 1.122 processos de licenciamento. José Cordeiro Catarino, director da Refinaria de Sines entende que além da obrigação legal, “esta legislação faz todo o sentido porque é importante para nós, em termos de segurança, termos o Sistema totalmente controlado”. O projecto de licenciamento de ESP’s iniciou-se em 2006, visando numa primeira fase a classificação e o levantamento exaustivo de todos os ESP’s abrangidos por esta legislação, tais como aero-arrefecedores, permutadores de calor, colunas, fornos, caldeiras, reactores, entre outros. Nesse âmbito, foi contratada a SGS, entidade reconhecida pelo Sistema Português da Qualidade, que fez as diligências necessárias para a preparação de toda a documentação no sentido de a apresentar junto da Direcção Regional da Economia do Alentejo (DREA), por forma a obter a autorização de funcionamento dos ESP’s visados. Numa segunda fase do projecto identificaram-se todos os Órgãos e Dispositivos de Protecção, como indicadores de pressão, manómetros ou válvulas de segurança que existiam nas unidades, no sentido de proteger determinados equipamentos. No entanto, mais tarde entrou em vigor uma Instrução Técnica Complementar (ITC) que veio obrigar a uma abordagem distinta por conjuntos processuais e à redefinição da gestão do projecto. “Identificaram-se os equipamentos sujeitos às mesmas condições de operação, pressão, temperatura assim como os dispositivos/meios existentes para os proteger e para actuar relativamente a alguma contingência que ocorresse”, explica Manuela Ferreira, responsável da Inspecção da Refinaria de Sines.

Acompanhamento personalizado e profissionalismo A terceira fase foi a mais crítica e intensa do projecto, que decorreu durante a paragem geral de 2008. Aí, apresentou-se uma janela de oportunidade de cerca de um mês para intervencionar 620 ESP’s, realizar Ensaios Não destrutivos (END) bem como os respectivos Ensaios de Pressão Hidráulica. Manuela Ferreira considera que “não sendo a fase mais importante do projecto, foi sem dúvida a mais intensa, pois foi necessário realizar todos estes ensaios à luz dos recursos disponíveis e em tempo útil”. Nesta fase, a SGS realizou END, analisou essa informação e elaborou notas de cálculo sempre que necessário. Teve um outro papel muito importante, que foi assistir e aprovar os quase 500 testes de pressão hidráulica. A responsável realçou “o empenhamento e a forma como a SGS agarrou o desafio e se dedicou durante a paragem geral, alocando todos os meios necessários ao bom andamento do projecto e à realização de todos os testes. Houve um aproveitamento em pleno e uma adequação dos recursos às nossas necessidades, o que, de facto, foi extremamente positivo e respondeu claramente às expectativas que tínhamos nessa fase”. Actualmente decorrem 1.122 processos de licenciamento. Alguns ESP’s em que a inspecção é extrusiva, é possível inspeccionar fora das paragens gerais. Todos aqueles que têm carácter intrusivo, por razões operacionais, têm de ser inspeccionados durante uma paragem geral. “Esta instalação está pensada para laborar em contínuo e seria desejável que ela nunca parasse. Então foi muito útil e proveitosa a forma como foi planeado e gerido este projecto, identificando os ESP’s e os meios envolvidos, por forma a realizar inspecções fora da paragem geral”, lembra a responsável da Inspecção. Finalmente, a SGS irá completar a sua actuação compilando toda a informação e documentação, analisando os relatórios dos END realizados durante a paragem geral e em funcionamento das unidades processuais, avaliando a documentação


Inspecções Técnicas

Serviços SGS

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José Cordeiro Catarino, Director da Refinaria de Sines; Manuela Ferreira, Responsável da Inspecção da Refinaria de Sines; Manuel Prego, Director Técnico da Refinaria de Sines

Metodologia RBI e Prevenção para a Segurança

ESP Refinaria de Sines relativa à calibração e verificação dos instrumentos de protecção e preparando o relatório final caso a caso, que permita emitir um parecer final para submeter à apreciação da DREA. Mas em projectos desta envergadura há sempre obstáculos a ultrapassar. Um deles foi a referida ITC, introduzida já quando o projecto estava em curso. Outro prendeu-se com os diversos projectos da SGS no complexo, nomeadamente como Organismo de Inspecção, o que criou a necessidade de, por vezes, realocar meios. Mas Manuela Ferreira faz um balanço positivo afirmando que “as dificuldades têm sido superadas. Muito devido ao próximo acompanhamento por parte da Direcção Industrial da SGS, com quem fazemos um ponto de situação quinzenalmente. O que permite redefinir e discutir a estratégia sempre que necessário. Há, também, uma relação muito boa com os recursos humanos da SGS. Eu considero que estas questões mais críticas do ponto de vista da rotação de recursos humanos foram sendo colmatadas ao longo do tempo e com gente mais nova mas muito dedicada, foi possível contornar o que poderia ser um problema”.

Este projecto de licenciamento de ESP’s da Refinaria de Sines não ocorre isoladamente, interagindo com os outros no sentido de uma total coordenação em termos de segurança das instalações. O facto da Refinaria de Sines cumprir o disposto pelo DL 97/2000 não lhe configura planos de manutenção. Isto porque a Galp, designadamente a Refinaria de Sines, está mais além do mero cumprimento legal, recorrendo à metodologia Inspecção Baseada no Risco (Risk Based Inspection - RBI). De acordo com Manuel Prego, director técnico da Refinaria de Sines, “a RBI é uma ferramenta de gestão que nos permite identificar o grau de risco de todos os equipamentos e, dessa forma, optimizar os nossos meios. Numa indústria em que só cerca de 20% dos equipamentos são muito críticos, não faz sentido tratá-los todos da mesma forma, se sabemos que um não tem praticamente risco nenhum enquanto que outro é de risco elevado”. Com esta ferramenta, a Refinaria de Sines conseguiu implementar a ITC muito vocacionada para instalações com uma abordagem desta natureza. A RBI tem um impacto grande sobre a forma como é gerida a integridade e a fiabilidade dos equipamentos, assim como em assegurar a gestão dos meios com impacto na segurança de pessoas, bens e ambiente. Porque licenciar de acordo com o que a legislação determinava antes da ITC obrigava a paragens do aparelho produtivo incompatíveis com este negócio, foram estendidos os prazos de licenciamento porque se verificou que a RBI, através de níveis de inspecção mais exigentes e com recurso a técnicas distintas das consignadas no DL 97/2000, consegue garantidamente assegurar níveis mais elevados de fiabilidade e disponibilidade em períodos maiores do que os determinados no DL 97/2000. No contexto do Programa de Segurança da Refinaria de Sines, a RBI desempenha um papel de relevo na questão da integridade mecânica. No entanto, José Cordeiro Catarino destaca que “o nosso objectivo é ter zero acidentes, algo que prosseguimos todos os dias. Isto passa muito pelos comportamentos. Por exemplo, uma das conclusões a que chegámos, é que cerca de 90% dos acidentes são evitáveis, derivados de comportamentos humanos e não por outro tipo de questão técnica. Por isso, o meio em que é investido mais dinheiro, é precisamente nos recursos humanos. Agimos sobre todos os funcionários da Refinaria, mas


ESP Refinaria de Sines

também sobre todas as outras pessoas que trabalham nas nossas instalações. As empresas que trabalham connosco enviam-nos um plano de compromisso com a segurança em que nos indicam quais os seus objectivos, princípios, políticas e abordagem de formação e, nós próprios, auditamos estes elementos. Desta forma, garantimos que os nossos fornecedores têm as melhores práticas”. O que a Refinaria de Sines faz é gerir o risco de forma a minimizá-lo, logo na fase de projecto de equipamentos e instalações. Depois, nas fases de construção e de exploração, há uma continuidade baseada nas melhores tecnologias e metodologias

de gestão do risco. É o caso da nova fábrica em construção e com data de arranque apontada para o primeiro semestre de 2013, que representa um dos maiores investimentos do nosso país, na ordem dos mil milhões de euros. A nova fábrica vai aumentar a produção de gasóleo em detrimento do fuel óleo, mantendo a capacidade nas gasolinas e, assim, colmatando as necessidades internas. Além de abastecer o mercado nacional, vai permitir exportar gasóleo como já exportamos gasolina. O objectivo último, conclui o director da Refinaria de Sines “é evitar que existam acidentes, mas no caso de acidente temos as melhores técnicas e os melhores meios à nossa disposição para confinar e limitar”. §

A Equipa Industrial da SGS em Sines

Luís Martins, Lúcia Prudêncio, David Sobral e Hugo Pinela

João Pires e Paulo Campinhos


Um dia com...

... um Inspector Industrial 2. Briefing com responsáveis dos trabalhos

A inspecção em ambiente industrial tem sempre um carácter específico, consoante o tipo de instalação visitada. Nesta edição, a SGS Global teve o privilégio de acompanhar uma equipa dos Serviços Industriais da SGS num dos dias de inspecção que decorreram durante uma paragem da Caldeira Auxiliar do Complexo Industrial da Figueira da Foz, do grupo Portucel Soporcel. Comunicação, competência técnica, cooperação com o cliente e muito espírito de equipa são os ingredientes essenciais à coordenação dos trabalhos.

1. Chegada à instalação.

12. Análise e tratamento de dados com feedback ao cliente em reuniões de obra. Posteriormente são emitidos relatórios finais para licenciamento dos equipamentos inspeccionados, junto da Direcção Regional de Economia.


3. Acesso ao equipamento a inspeccionar - Caldeira Auxiliar.

4. Distribuição de tarefas em equipa.

6. Avaliação de fenómenos de degradação em curso.

8. Medição localizada de espessuras por ultra-sons – Pulse Echo.

11. Vista geral do Complexo Industrial.

5. Vista interior da Caldeira Auxiliar. Foram montados meios de acesso (andaimes) até ao nível a inspeccionar – Sobreaquecedor.

7. Parametrização do equipamento de inspecção de Ensaios Não Destrutivos – Medidor de Espessuras.

9. Acompanhamento de reparações no Sobreaquecedor – inspecção visual e Ensaios Não Destrutivos (radiografia).

10. Equipa à saída do acesso ao interior da Caldeira Auxiliar.


Inspecções Técnicas

Serviços SGS

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Manutenção Industrial Essencial à Segurança O Complexo Industrial do grupo Portucel Soporcel na Figueira da Foz foi, até há muito pouco tempo, a maior fábrica de papel do país. Pedro Coelho, director da Manutenção da Fábrica, explica o papel essencial que a Manutenção Industrial desempenha na segurança de pessoas e equipamentos, assim como no próprio sucesso da empresa assegurando as necessárias condições de operação aos níveis de produtividade exigidos.

O grupo Portucel Soporcel é uma das maiores empresas portuguesas, responsável por cerca de 3% das nossas exportações de bens que, em conjunto com as vendas no mercado interno, correspondem a 0,7% do PIB nacional. No seu conjunto, emprega mais de 2.200 colaboradores directos e gera um volume de negócios anual superior a 1.100 milhões de euros, exportando mais de 950 milhões de euros. Com o arranque da Nova Fábrica de Papel de Setúbal, em Agosto de 2009, o Grupo tornar-se-á o maior produtor de papéis finos não revestidos (UWF – Uncoated Woodfree Paper) da Europa. É também o maior produtor europeu e um dos maiores a nível mundial, de pasta branca de eucalipto. A sua matéria-prima provém de florestas geridas de forma sustentável. O Grupo é responsável pela gestão de cerca de 120.000 hectares de floresta na sua maioria certificada pelos sistemas internacionais FSC - Forest Stewardship Council e PEFC - Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes. O grupo Portucel Soporcel acredita na gestão florestal responsável e na promoção de uma gestão activa da biodiversidade, tendo neste domínio estabelecido parcerias com a WWF - World Wide Fund for Nature. Tem também investido fortemente na prevenção e apoio ao combate aos incêndios florestais. A política de sustentabilidade da empresa contempla, também, a eficiência energética, no âmbito da qual o Grupo assume o estatuto de maior produtor nacional de energia a partir de um combustível renovável, a biomassa florestal. A sua estrutura produtiva é composta por três complexos industriais: em Cacia (produção exclusiva de 285.000 toneladas/ ano de pasta); em Setúbal (produção anual de 510.000 toneladas de pasta e de 310.000 toneladas de papel agora reforçadas

em 500.000 com a maior e mais sofisticada máquina de papel do mundo); e na Figueira da Foz (integra verticalmente as operações da floresta ao papel, produzindo anualmente 555.000 toneladas de pasta e 770.000 toneladas de papel). Foi nesta última fábrica que, durante uma paragem anual, a SGS verificou as condições de segurança e aptidão ao uso da Caldeira Auxiliar (CA, caldeira de biomassa). Para tal, a SGS realizou uma inspecção exterior e interior da caldeira e fez o testemunho à realização do ensaio de pressão hidráulica. Durante a inspecção, a equipa técnica verificou que alguns elementos de tubagem dos sobreaquecedores apresentavam espessuras inferiores aos mínimos estabelecidos como critério de aceitação, tendo como referência as notas de cálculo. Procedeu-se então à reparação, por substituição e por soldadura, de alguns elementos tubulares, cujo acompanhamento foi efectuado também pela SGS. Fez-se depois o ensaio de pressão hidráulica à caldeira, tendo a SGS concluído que este equipamento estava em condições de poder funcionar normalmente. Foi emitido o relatório necessário para a Renovação de Funcionamento da Caldeira, pela Direcção Regional de Economia do Centro (DREC), o que aconteceu, de acordo com o Decreto-Lei nº 97/2000 de 25 de Maio. Apesar das reparações e da aprovação pela DREC, grande parte dos tubos apresentava espessuras ligeiramente acima das notas de cálculo. Pedro Coelho, director da Manutenção da Fábrica explica que “esta situação não era confortável e traria problemas a curto prazo. Decidiu-se, então, substituir os tubos do sobreaquecedor, durante a seguinte paragem anual da CA. Este trabalho foi supervisionado pela SGS junto da empresa que forneceu e substituiu os tubos. A SGS verificou a confor-


midade dos materiais e acompanhou a preparação dos tubos em oficina. Durante a substituição, a SGS avaliou a competência e monitorizou a qualificação dos intervenientes, garantindo a qualidade das intervenções”. A Manutenção tem um papel fundamental no sucesso das estruturas industriais, ao capacitar os equipamentos de produção para os níveis de desempenho exigidos. Para esta capacitação é determinante a inspecção, de acordo com requisitos de manutenção e regulamentares, no âmbito da Segurança e Ambiente. Para as operações de Manutenção Industrial, o grupo Portucel Soporcel consulta empresas que têm boa classificação no seu Sistema de Avaliação de Fornecedores. Pedro Coelho reconhece a SGS como “uma das Empresas Inspectoras credenciadas do nosso País, que contribui com as suas competências, o seu profissionalismo e o seu rigor para a actividade e bom desempenho da manutenção desta fábrica. A SGS tem sido seleccionada porque tem proposto as competências técnicas exigidas, com boas condições comerciais e pronta disponibilidade”. §

Equipamento Sob Pressão do Complexo Industrial na Figueira da Foz do grupo Portucel Soporcel

Alguns serviços prestados pela SGS no Complexo industrial da Figueira da Foz do grupo Portucel Soporcel [[ Inspecções Regulamentares; [[ Ensaios para licenciamento de Equipamentos Sob Pressão; [[ Ensaios Não Destrutivos (medição de espessuras, inspecção visual de soldaduras); [[ Inspecções de Segurança a Equipamentos de Trabalho; [[ Supervisão de equipamentos no Canadá e nos EUA, garantindo a sua correcta execução e a conformidade dos materiais.

Pedro Coelho Director de Manutenção do Complexo Industrial da Figueira da Foz do grupo Portucel Soporcel


SGS ICS - Certificação

Serviços SGS

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Crescimento com base na inovação e na qualidade

A Certificação do Serviço baseia-se no conhecimento das necessidades e expectativas do clientes, transformando-as em características do serviço e em requisitos auditáveis. Foi este processo pelo qual a Loja do Condomínio decidiu diferenciar-se pela qualidade, indo o encontro daquilo que o mercado realmente procura e apostando numa marca forte.

A Loja do Condomínio (LDC) é um franchising português especializado em administração de condomínios presente no mercado desde 2002. Em relação ao ano passado, a LDC teve um crescimento de 16% e, hoje, está presente em mais de 95 pontos na Península Ibérica e conta com mais de 500 profissionais. Ao longo deste tempo, a marca alcançou uma notoriedade exponencial. A rápida expansão da LDC baseia-se, em primeiro lugar, na inovação da ideia e sustenta-se na forte constatação de que a administração de condomínios é, cada vez mais, um serviço imprescindível, num país onde mais de dois milhões e meio de famílias habitam em propriedade horizontal. Este resultado positivo foi anunciado no dia 18 de Setembro, no âmbito da VII Convenção da marca, realizada no Algarve e subordinada ao lema “Eu Sou LDC”, abordando temas como a liderança, a dedicação e a comunicação, a franchisados, colaboradores e parceiros da empresa. Procurando convergir sinergias e usando o seu poder negocial para estabelecer parcerias e protocolos que tragam vantagens para os condóminos, a LCD também presta serviços ao nível da limpeza, da manutenção, serviços de portaria, gestão de pedidos, entre outros. Paulo Antunes, presidente do Conselho de Administração da LDC, aproveitou o evento para anunciar o início de uma nova área de actividade da empresa e a criação de uma nova marca associada à rede – a LDC Seguros. A LDC Seguros é uma empresa do grupo Franquiger, que visa dar apoio a toda a rede LDC e seus clientes na vertente de seguros. A Convenção ficou ainda marcada pela entrega dos Certificados da Qualidade do Serviço de administração de condomínios às primeiras 21 unidades LDC certificadas. Este foi o culminar da primeira fase de um projecto elaborado em parceria com a SGS ICS que visa certificar toda a rede de franchisados, de acordo com uma Especificação Técnica própria que servirá de padrão

para o serviço de administração de condomínios em Portugal. Reconhecimento da Qualidade A LDC entrou num mercado não regulado, “onde se notava muita desconfiança nas empresas e o nosso primeiro desafio foi criar um sistema que trouxesse confiança ao mercado”, lembra Paulo Antunes. Uma confiança que a LDC foi ganhando ao longo do tempo através de todos os procedimentos de informação ao condómino, como por exemplo, o acesso on-line a toda a informação sobre o seu condomínio e, agora, com a Certificação do Serviço pela SGS ICS. Este processo de certificação foi despoletado pela grande necessidade da LDC se diferenciar pela qualidade e também enquanto sinal ao próprio mercado ainda não regulado, de que há forma de o auto-regular com mecanismos e ferramentas de gestão. Paulo Antunes vê duas vertentes nas quais a Certificação do Serviço beneficia a sua empresa, “por um lado, cria uma motivação interna às nossas unidades, aos nossos franchisados, aos colaboradores, porque vamos todos estar no ‘barco’ da qualidade e ter alguém que reconhece o nosso esforço de organização interna e de sistematização de procedimentos. Por outro lado, a Certificação do Serviço demonstra externamente que nós cumprimos o nosso compromisso com a qualidade e com aquilo que a marca, que hoje é reconhecida como líder no mercado, tem obrigação de dar com estes passos evolutivos de inovação”. A SGS ICS revelou-se um parceiro extremamente importante para a LDC, não apenas devido à sua experiência e apoio na criação da Especificação Técnica, mas também porque era muito importante ter um parceiro de dimensão internacional. O responsável renova a intenção que a LDC tem de “abarcar novos mercados, pelo que, para nós, era extremamente importante ter um parceiro que facilmente nos pudesse levar este modelo,


esta certificação a outros países, como entidade reconhecida que é”. Como franchisador, a LDC reconhece a importância do Organismo de Certificação enquanto entidade independente de avaliação. Todo o acompanhamento fornecido pela LDC é muito de proximidade, de colaboração e de empatia com o próprio franchisado, apesar das suas auditorias, que são constantes às unidades, quer in loco quer remotamente, através dos sistemas informáticos. “Mas é muito importante ter uma entidade externa, que faz o acompanhamento e a monitorização de uma forma um pouco diferente, mais distanciada daquilo que é o trabalho do dia-a-dia que nós fazemos. É muito benéfico termos uma entidade que ‘não é tida nem achada’ neste processo, mas mais objectiva, diria mais imparcial”, explica Paulo Antunes.

pacto na rede de franchisados como “muito positivo, em que todas as unidades até agora certificadas compreenderam com muita facilidade a Especificação Técnica e tudo aquilo que têm de cumprir”. O responsável conclui com um desafio ao mercado, esperando que “no futuro, outras empresas de administração de condomínios venham também a ter compromissos e a chegar a outros patamares de qualidade”. §

O processo de Certificação do Serviço A Especificação Técnica consiste num referencial que determina os requisitos e as características do serviço necessários à satisfação do cliente. Assim, foi efectuado um levantamento das necessidades e expectativas dos clientes da LDC, cujos resultados foram incorporados no referencial. A elaboração da Especificação Técnica foi um processo relativamente simples, porque todo o sistema LDC já estava todo ele estandardizado e bem estruturado. No entanto, foi necessário um trabalho em parceria com a SGS ICS para a identificação de requisitos, estruturação da Especificação Técnica, criação do Processo de Certificação e outros procedimentos necessários ao projecto. A Especificação Técnica também se baseou nos procedimentos de trabalho já existentes da LDC, levando igualmente em conta boas práticas identificadas ao longo de exercícios envolvendo os colaboradores de toda a rede de franchisados . Finalmente, a Especificação Técnica foi aprovada por uma Comissão Técnica independente e imparcial, onde estiveram presentes entidades públicas e privadas, e ainda por peritos técnicos ficando desta forma salvaguardado o interesse de todos os clientes e partes interessadas. A avaliação para a concessão da Certificação do Serviço tem duas fases que envolvem, numa primeira etapa, uma auditoria marcada entre a empresa e a SGS ICS, levada a cabo por uma equipa auditora perfeitamente identificada e, numa segunda fase, a avaliação anónima do serviço. Esta última, também chamada de Auditoria Mistério, consiste na visita em anonimato de auditores especificamente treinados e formados para avaliar este serviço, que se fazem passar por clientes. Neste tipo de auditoria, as lojas auditadas nunca sabem que estão a ser testadas no âmbito das suas obrigações enquanto unidade certificada. Assim, consegue-se ter uma percepção do real nível de serviço prestado pela loja. O presidente do Conselho de Administração da LDC avalia o im-

Equipa LDC na VII Convenção

Um dos 21 Certificados do Serviço, entregues por Paulo Antunes, Presidente do Conselho de Administração da LDC (à direita)


Segurança

Serviços SGS

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Dolce Vita Tejo

aposta na segurança

Os centros comerciais representam espaços por excelência de grandes aglomerados de pessoas. Enquanto maior centro comercial de Portugal, o Dolce Vita Tejo não descurou o seu planeamento de emergência recorrendo aos equipamentos mais sofisticados e às competências da SGS para assegurar os mais elevados níveis de segurança.

O centro comercial Dolce Vita Tejo (DVT), promovido pela Chamartín, é o maior investimento privado em 2009, na ordem dos 300 milhões de euros. É igualmente, o maior centro comercial de Portugal com área bruta locável de 122.000 m2, 300 lojas e 9.000 lugares de estacionamento e com a maior praça coberta do país, recorrendo à utilização de ETFE em grande escala. Para a elaboração do seu Plano de Emergência, o DVT, além de recorrer à sua equipa, contou com a colaboração da SGS. O Plano de Emergência do DVT foi concebido numa lógica de complementaridade de meios técnicos e humanos conjugados de forma a responder eficientemente a ocorrências de carácter excepcional que acarretem algum tipo de risco para os utentes do centro comercial. “Tem como base fundamental a definição de uma estrutura organizada gerida pela Administração, com o apoio no terreno das equipas de segurança e de manutenção. Em caso de detecção de uma ocorrência, a segurança/manutenção comunica o incidente à Central de Segurança que, de imediato, coordena e faz actuar os meios necessários ao controle da ocorrência e faz a avaliação da necessidade de evacuação parcial/total do centro comercial. Neste último caso é de imediato reunida a comissão de segurança do centro comercial liderada pela Administração que toma, na Central de Segurança, todas as decisões e coordenação com apoios das entidades de segurança e actuação locais”, explica Paulo Ruivo Silva, director do DVT. A implementação do Plano de Emergência contou, também, com elementos afectos às equipas de vigilância e de manutenção do centro comercial, essenciais à sua operação diária. O director do DVT considera “fundamental o envolvimento e a comunicação entre todos os elementos para que a actuação seja coordenada, rápida e eficaz. Todo o Centro Comercial foi dotado em projecto de equipamentos de última geração que, para além de cumprir a legis-

lação em vigor, possui um sistema que integra os dispositivos de segurança com o Circuito Fechado de Televisão, permitindo fazer a gestão de todos os locais e rápida detecção e actuação em caso de sinistro. Todos os equipamentos estão, ainda, ligados a um sistema de gestão central integrado com o Circuito Fechado de Televisão, permitindo não apenas a detecção electrónica, mas também ‘ver’ as ocorrências em tempo real, o que auxilia na avaliação e intervenção. Destaque também para o posto de primeiros socorros equipado no DVT, que presta apoio imediato e acompanha uma ocorrência antes da chegada de ambulância ao local. A gestão do Plano de Emergência é assegurada pela equipa de gestão do DVT com o acompanhamento pró-activo da comissão de emergência, responsável pela sua avaliação e actualização. “A comissão de emergência reúne-se com bastante frequência de modo a avaliar constantemente o Plano de Emergência com vista à melhoria contínua, porque um centro comercial é dinâmico e todas as alterações devem ser monitorizadas sempre na óptica da segurança”, reforça Paulo Ruivo Silva. Em perfeita integração com o plano de Emergência do DVT, funciona o do parque temático Kidzania também desenvolvido pela Chamartín, tendo sido dada especial atenção à coordenação e actuação conjunta em caso de emergência.§

Paulo Ruivo Silva Director do Dolce Vita Tejo


Numa cidade a brincar a segurança é assunto muito sério

Integrado no Dolce Vita Tejo, a KidZania é um parque temático onde, numa cidade construída à sua escala, as crianças escolhem profissões em réplicas dos estabelecimentos mais representativos de uma cidade real: aeroporto, fábricas, teatro, lojas, banco, supermercado, posto de gasolina, esquadra de polícia, bombeiros, imprensa, estádio e muitos outros.

O planeamento da segurança foi um ponto primordial na definição da própria cidade Kidzania. Luís Augusto, gestor de Projecto que acompanhou a criação da Kidzania em Portugal e actual responsável de Manutenção e de Gestão do Património, ainda se lembra dos “brainstormings com o objectivo de adequar o conceito Kidzania a Portugal. Foi difícil encontrar um compromisso em que não se rompesse com a estética e se cumprisse na íntegra a legislação e normas aplicáveis, mas penso que concebemos um lugar em que as pessoas se sentem bem não só porque o espaço é bonito e divertido, mas também seguro. De facto, não foi a segurança que se adaptou à arquitectura, foi a arquitectura que se adaptou à segurança”. A Kidzania é muito diferente de um centro comercial onde o promotor é responsável pelas zonas comuns e infra-estruturas, sendo que os logistas submetem um projecto próprio à aprovação do centro comercial. “Na Kidzania, a nossa responsabilidade é total. Todos os pavilhões são construídos por nós em parceria com os patrocinadores. As suas necessidades são transpostas para o projecto, conjugando-as com as melhores práticas de segurança”, explica o responsável.

vertente tecnológica porque esta “pode tornar-se perigosa quando é encarada como uma ferramenta de auto-gestão e não de auxílio. Se um detector de incêndio é accionado, a câmara de vigilância mais próxima identifica a situação. Mas isso não basta. Tem de haver acção humana, neste caso, o centralista contacta de imediato o segurança móvel que vai confirmar a ocorrência. Por isso, apesar da intensa formação da equipa, nós ainda não estamos satisfeitos. Continuamos a trabalhar no sentido de melhorar e de sensibilizar”. Assim, vão ser efectuados alguns ajustes ao Plano de Emergência, decorrentes do funcionamento operacional do parque, num processo interactivo com a SGS. Está a ser elaborado um plano de formação contínua e a ser estudada a realização de dois simulacros, um deles em conjunto com o Dolce Vita Tejo. Para uma maior coordenação, entendeu-se que seria importante ter uma única empresa responsável por ambos os Planos de Emergência. Apesar de serem projectos diferentes, existe uma ligação inegável entre as equipas e as instalações. Luís Augusto exemplifica: “existe uma transmissão bidireccional de informação entre as Centrais da Kidzania e do Dolce Vita Tejo. Há uma simbiose entre as duas equipas que, apesar de distintas, são equipas irmãs a trabalhar com o mesmo objectivo”.§

O Plano de Emergência foi definido com o apoio da SGS, estando estruturado em vários níveis hierárquicos. A equipa da Kidzania divide-se em diversas áreas: um núcleo administrativo, coordenadores que gerem cada sector e 60 monitores que acompanham continuamente as crianças. Nesta estrutura, a comunicação é bidireccional. “Na cidade temos 120 olhos atentos e estamos abertos a novas perspectivas. O sentido crítico das pessoas é muito importante para se evitar que o sistema se acomode”, defende Luís Augusto. A Central de Segurança é o centro nevrálgico de toda a instalação. Foram instalados equipamentos comuns (como detecção de incêndios, carretéis e um reforço muito grande de 150 extintores), mas a Central de Segurança tem ferramentas sofisticadíssimas. O gestor de Projecto da Kidzania alerta sobre a

Luís Augusto Gestor de Projecto da Kidzania


Luís Neves

SGS na Primeira Pessoa

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SGS

na primeira pessoa Auditoria, Certificação e Melhoria Contínua A avaliação da conformidade está no código genético da SGS. Assim pensa Luís Neves, director de Certificação da SGS ICS. Com 20 anos de casa, conheceu de perto as várias actividades SGS. Mas elege uma preferida: a auditoria, palco de aprendizagem mútua e onde sente que faz, realmente a diferença.

Luís Neves

Com o objectivo de prosseguir uma carreira que vinha do mar, Luís Neves, actual director de Certificação da SGS ICS, integrou os quadros da SGS em 1989 como adjunto de operações para a área AGRI/MINDIV/MARINE, essencialmente, para fazer peritagens marítimas e acompanhar a superintendência de cargas e descargas de cereais e minérios ou de outro tipo de cargas com ‘avarias’. O responsável lembra-se da “imagem de independência e profissionalismo que já conhecia da SGS porque, por exemplo, quando ia à Líbia carregar metanol, os tanques dos navios eram inspeccionados por técnicos da SGS. Portanto, era uma boa maneira de fazer a ponte entre a vida ‘no mar’, que já levava 10 anos, para prosseguir a carreira ‘em terra’”. O seu percurso profissional na SGS levou-o, ainda, às áreas de Petróleos & Petroquímicos, e Governos & Instituições.

Foi nesta última área que teve o seu primeiro contacto com a Certificação. Entre 1993 e 1999 foi responsável de operações e também responsável do Sistema de Gestão da Qualidade que foi entretanto certificado em 1998, pela ISO 9001. Nesse mesmo ano começou a fazer as primeiras auditorias para a SGS ICS (Organismo de Certificação do Grupo SGS em Portugal) e, em 1999, passou de vez para a SGS ICS, crescendo profissionalmente como auditor para auditor-coordenador, depois como responsável de Operações para director de Operações e, desde 2001, como director de Certificação. Luís Neves manifesta uma clara satisfação com a evolução da sua carreira na SGS “porque é muito variada. Nós lidamos com muitas realidades quando estamos a fazer inspecção ou ensaio ou auditoria. É, de facto, muito variado e identifico-me com a missão da SGS, que é contribuir para a confiança dos mercados, através de serviços que asseguram a qualidade dos produtos e dos serviços, para todos os consumidores e para a sociedade em geral. Quando a SGS é chamada a constatar qualquer facto, avalia a situação e a reporta - quer seja num relatório, num boletim de ensaio ou num certificado -, transmite informações em que as pessoas confiam. Creio firmemente na mais-valia da SGS como organização e nos serviços que presta, creio firmemente que as actividades de avaliação de conformidade, que é, digamos assim, o código genético da SGS, contribuem para criar confiança nos mercados e ajudar a economia. O verdadeiro desafio reside em os dias terem apenas 24 horas, e ser necessário um equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal/familiar”.


As actividades no âmbito da certificação A SGS ICS faz auditorias e certifica Sistemas de Gestão, Produtos, Serviços, faz Auditorias de 2ª Parte, Marcação CE como Organismo Notificado, entre outros serviços. Todas estas áreas têm dois momentos: a avaliação da conformidade - que é o momento tipicamente conduzido por uma equipa auditora -, e a revisão do processo com decisão sobre a certificação. “Estas duas componentes têm que ser feitas por pessoas separadas”, explica o responsável, “portanto, quando eu tomo estas decisões estou a executar a minha função central de Direcção de Certificação, ou seja, rever processos, dar direcções à nossa bolsa de auditores, tirar dúvidas técnicas a clientes, auditores e mesmo outras entidades. Mas também não deixo de ser membro da bolsa de auditores. Quando integro uma equipa auditora perco a posição de Director de Certificação e o processo em que eu estiver envolvido é revisto por outro Director de Certificação”. Para além destas duas actividades, Luís Neves também participa em fóruns técnicos do Instituto Português de Acreditação ou da Agência Portuguesa do Ambiente; mas a que prefere é a auditoria, “porque é o cerne quando estamos realmente em campo, junto dos nossos clientes a auditar os seus sistemas, vendo os seus processos e confirmando a sua robustez e, por vezes, identificando algumas falhas o que também é uma maneira de melhorar. O que mais me marca é quando, depois de passar alguns dias numa organização, falando com as pessoas, se apresentam as constatações da auditoria, e também se identificam algumas falhas nas famosas reuniões de fecho, ver que a gestão de topo reconhece a auditoria como uma mais-valia. Ou seja, reconhece que o facto de se identificar aquelas fraquezas é um passo em frente na melhoria, porque o primeiro passo é identificar a falha, reconhecê-la como válida e oportuna evitando, assim, que se venha a revelar com impacto nos clientes, nos negócios, no ambiente ou nos seus próprios colaboradores, no caso de assuntos segurança. Esses são os momentos mais marcantes porque acabam por ser o culminar da nossa função, mais do que falarmos em ‘não-conformidade’ existe uma carga positiva relacionada com a melhoria”.

entregue ao cliente e tudo o resto era tratado com discrição e confidencialidade, para uma exposição pública muito grande”. Mas a evolução da organização é muito mais profunda. Por exemplo, tal como os referenciais normativos foram evoluindo para outros campos, também a SGS ICS foi acompanhando essas necessidades e hoje tem uma gama de oferta de serviços que abrange a qualidade, o ambiente, a segurança, a responsabilidade social, a inovação, o recursos humanos e muitos mais. Esta progressão traz ganhos de eficácia e mais-valias para as organizações, mas também para as suas partes interessadas que depois reconhecem, igualmente, mais-valias nessas certificações. A própria actividade de auditoria sofreu alterações, muito fruto do papel de actores como a SGS ICS, que impulsionou a mudança de uma visão mais rígida e burocrática para outras visões mais pragmáticas de avaliação dos referenciais. Como auditor, Luís Neves sabe que “a SGS ICS introduziu no nosso mercado uma perspectiva internacional e mais aberta, auditando de uma maneira mais escorreita e voltada para a avaliação dos processos, sua robustez e eficácia. De facto, houve logo uma diferença, quanto mais não seja porque éramos o primeiro organismo privado internacional a entrar no mercado para além do único Organismo Certificador na altura. Mas creio que essa evolução é geral, por parte das empresas e dos consultores que as ajudam a integrar os referenciais nas suas actividades. Há, realmente, maior maturidade de todas as partes interessadas na aplicação das normas de Certificação”. §

Evolução e melhoria contínua Quer no mundo, quer em Portugal, a SGS cresceu. Há 20 anos a SGS era uma companhia de low profile, embora muito conhecida no meio industrial onde operava. O facto de realizar, desde os anos noventa, a actividade da certificação, levou a um posicionamento de high profile porque a certificação pressupõe a divulgação da marca. Luís Neves reconhece que “foi interessante passar de uma situação em que havia intervenções profissionais essencialmente de business to business entre indústrias e clientes institucionais onde o output era um relatório que era

“... o que mais me marca é quando, depois de passar alguns dias numa organização, falando com as pessoas, se apresentam as constatações da auditoria, e também se identificam algumas falhas nas famosas reuniões de fecho, ver que a gestão de topo reconhece a auditoria como uma mais-valia...”


Segurança Contra Incêndios

Normalização

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Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndios em Edifícios A introdução do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro, estabelece o novo Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndios em Edifícios (RJ SCIE), tendo entrado em vigor no dia 1 de Janeiro de 2009. A legislação sobre segurança contra incêndios à data da publicação do actual Regime Jurídico encontrava-se dispersa por um número excessivo de diplomas, dificilmente harmonizáveis entre si e geradores de dificuldades na sua compreensão. Para além disso, verificavam-se lacunas e omissões no vasto articulado deste quadro normativo. Tal devia-se parcialmente ao facto de, para um conjunto elevado de edifícios, não existirem regulamentos específicos de segurança contra incêndios, nomeadamente para as instalações industriais, armazéns, lares de idosos, museus, bibliotecas, arquivos, entre outros.

A auto-protecção e a gestão de segurança contra incêndios em edifícios e recintos, durante a exploração ou utilização dos mesmos baseiam-se em medidas preventivas (procedimentos de prevenção ou planos de acordo com a categoria de risco); medidas de intervenção em caso de incêndio (procedimentos de emergência ou planos de acordo com a categoria de risco); registos de segurança; formação e simulacros. As medidas de auto-protecção aplicam-se a todos os edifícios e recintos, incluindo os existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, e têm que ser enviadas à ANPC - Autoridade Nacional de Protecção Civil, por via electrónica, no prazo máximo

A legislação complementar ao RJSCIE a considerar é: [[

Regulamento Técnico (Portaria n.º 1532/2008, de 29 de Dezembro), que estabelece as condições técnicas gerais e específicas da SCIE;

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Regime de credenciação de entidades para emissão de pareceres, realização de vistorias e inspecções (Portaria n.º 64/2009, de 22 de Janeiro);

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Procedimento de registo relativo à actividade de comercialização, instalação e manutenção de produtos e equipamentos de SCIE (Portaria n.º 773/2009, de 21 de Julho);

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Regulamentação do funcionamento do sistema informático da ANPC (Portaria n.º 610/2009, de 8 de Junho).

O RJ SCIE engloba as disposições regulamentares de segurança contra incêndio a aplicar a todos os edifícios e recintos, distribuídos por 12 utilizações-tipo (UT), sendo cada uma delas, por seu turno, estratificada por quatro categorias de risco de incêndio e os locais dos respectivos edifícios classificados em seis grupos, em função da natureza do risco e designados por Locais de Risco A, B, C, D, E e/ou F. São considerados não apenas os edifícios de utilização exclusiva (uma única UT), mas também os edifícios de ocupação mista (várias UT). As condições técnicas gerais e específicas da SCIE aplicáveis às UT dos edifícios e recintos são estabelecidas em função das respectivas categorias de risco. Os factores de risco a considerar para a classificação das categorias de risco são, tendo em atenção as UT dos edifícios ou recintos, a altura, o número de pisos abaixo do plano de referência, o efectivo calculado em locais de risco e a densidade de carga de incêndio modificada.

Utilizações-tipo de edifícios e recintos: UT

Descrição

I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII

Habitacionais Estacionamentos Administrativos Escolares Hospitalares e lares de idosos Espectáculos e reuniões públicas Hoteleiros e restauração Comerciais e gares de transportes Desportivos e de lazer Museus e galerias de arte Bibliotecas e arquivos Industriais, oficinas e armazéns

Categorias de risco: [[

1.ª Categoria: Risco reduzido;

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2.ª Categoria: Risco moderado;

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3.ª Categoria: Risco elevado;

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4.ª Categoria: Risco muito elevado


Os responsáveis pelos edifícios ou sua exploração têm até ao final deste ano (2009) para enviarem as medidas de auto-protecção à ANPC. (Decreto-Lei nº220/2008)

de um ano após a data de entrada em vigor do presente decreto-lei. O que significa que os responsáveis pelos edifícios ou sua exploração, têm de cumprir com esta obrigação até ao final do corrente ano (2009). Para obras de construção nova, de alteração, ampliação ou mudança de uso, este envio tem de ser efectuado até 30 dias anteriores à sua entrada em utilização. A tramitação dos projectos e planos de SCIE é realizada informaticamente. O sistema informático em causa é regulamentado no seu funcionamento pela Portaria nº 610/2009, de 8 de Junho. As comunicações são realizadas por via electrónica, nas quais deve ser aposta assinatura electrónica. Os projectos de edifícios e recintos, cujo licenciamento ou comunicação prévia tenha sido requerida até 31 de Dezembro de 2008 são apreciados e decididos de acordo com a legislação vigente à data da sua apresentação. Este diploma define e clarifica as responsabilidades dos autores de projectos, coordenadores de projectos de operações urbanísticas, empresa responsável pela execução da obra, directores de obras, directores de fiscalização de obras, dos responsáveis de segurança e delegados de segurança e também as competências das entidades licenciadoras e fiscalizadoras no âmbito do cumprimento das condições de SCIE. A responsabilidade pela elaboração dos projectos e planos de segurança internos referentes a edifícios classificados na 3.ª e 4.ª categorias de risco, tem de ser assumida exclusivamente por técnicos associados das Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros e Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos, propostos pelas respectivas associações profissionais. Os autores de projecto e planos de SCIE têm que estar registados na ANPC, que publicita a lista dos técnicos autorizados. Quem projecta (elabora projectos e planos de SCIE) não pode emitir pareceres, realizar vistorias e inspecções.

Os edifícios ou recintos e suas fracções estão sujeitos a inspecções regulares para verificação da manutenção das condições de SCIE. As inspecções devem ter a seguinte periodicidade: [[

3 anos para a 1.ª categoria de risco (edifícios escolares e hospitalares, não estão sujeitas a inspecção);

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2 anos para a 2.ª categoria de risco;

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Anualmente para as 3.ª e 4.ª categorias de risco.

São competentes para realizar estas inspecções, a ANPC, municípios (1.ª categoria de risco) e ASAE (no que respeita à colocação no mercado dos equipamentos previstos no regulamento). O RJ SCIE lista 33 acções que podem ser objecto de contra-ordenação e respectivas coimas. Está prevista a aplicação de sanções acessórias que consistem na interdição de uso do edifício, exercício da actividade profissional, no âmbito da certificação e no âmbito da credenciação, podendo atingir 2 anos.§

Cristina Rosa Ribeiro Técnica Sénior de Segurança/Coordenadora, da Direcção de Ambiente e Segurança da SGS Portugal

Serviços de Apoio SGS: [[

Elaboração de projectos e planos de segurança internos, para todas as UT e categorias de risco;

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Elaboração de Diagnósticos ou Análises de Riscos, para verificação das condições de Segurança Contra Incêndios que existem na instalação (cumprimento da Portaria n.º 1532/09, de 29 de Dezembro);

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Representação da entidade responsável para executar as medidas de auto-protecção.


Helmut Chik

SGS CHINA

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SGS Helmut Chik Chief Operating Officer da SGS China

A SGS tornou-se um parceiro essencial às empresas chinesas. Reconhecida como uma referência de qualidade e integridade, a SGS trouxe uma credibilidade acrescida aos produtos chineses e maior transparência à cadeia de valor local. A SGS China é o indiscutível líder de mercado no controlo da qualidade de produtos de consumo, mas os seus projectos de crescimento já estão a dar frutos com cada vez mais clientes para as suas soluções sustentáveis de negócio.

A SGS China (SGS-CSTC Standards Technical. Services Co., Ltd.) é uma joint venture, constituída em 1991, entre o Grupo SGS e a China Standard Technology Development Corp., sob a Administração do Estado para a Supervisão da Qualidade Técnica. Com mais de 40 escritórios e 50 laboratórios, abrangendo as maiores cidades Chinesas no Continente, a SGS tem mais de 7.000 colaboradores. A equipa é constituída por técnicos altamente qualificados e especializados mas, de forma a manter a sua equipa actualizada e competitiva, a SGS China implementa continuamente um alargado programa de formação.

do com Helmut Chik, “há alguns factores que contribuem para esta realidade:

A SGS China desenvolve as principais actividades e áreas de negócio do Grupo, ou seja, Inspecção, Ensaios e Certificação nos sectores Agrícola, Mineral, Petroquímico, Industrial, Ambiental, Automóvel, Ciências da Vida e Produtos de Consumo. Também na China, a SGS é notoriamente o líder na prestação destes serviços. Helmut Chik, Chief Operating Officer (COO) da SGS China e da SGS em Hong Kong, destaca que “os nossos relatórios e certificados são um claro facilitador de negócio para as empresas chinesas, transmitindo confiança nos seus produtos num contexto internacional”.

2) O comércio internacional cresceu significativamente e a China tornou-se um dos maiores países produtores no mundo. Esta evolução contribuiu para o crescimento em ‘alta velocidade’ das actividades de controlo da qualidade de produtos de consumo.”

O negócio mais significativo para a SGS China é o controlo de Produtos de Consumo (produtos alimentares, peças automóveis, mobília, materiais de construção, brinquedos, têxteis, calçado, produtos eléctricos e electrónicos, etc.). De acor-

1) Muitas indústrias ligadas aos recursos naturais, como minerais, agricultura e petróleo são muito legisladas pelo Governo. Desta forma, o mercado das inspecções e controlo da qualidade nestes sectores é dominado por entidades estatais. No caso dos produtos de consumo, o contexto local é muito mais flexível e comercial, em que a maioria das necessidades de serviços tem fonte no sector privado.

De facto, a SGS constitui-se um parceiro essencial às empresas chinesas na melhoria da sua qualidade e produtividade, permitindo reduzir os riscos das transacções dos seus clientes. O COO da SGS China & Hong Kong lembra que “na crise dos brinquedos de 2007, foi a SGS que assessorou muitos fabricantes chineses na garantia que estes precisavam de prestar sobre a qualidade das suas exportações, aumentando a sua credibilidade enquanto operadores e da própria marca ‘Made in China’. E durante a recente crise dos lacticínios contaminados com


Sociedade e Cultura A China é o país com mais população no mundo e, por isso, verifica-se uma grande diversidade em termos étnicos, linguísticos e religiosos. A etnia maioritária é a Han constituindo 90% da população.

SGS em Guangzhou

Embora em 2007 a China tenha sido considerada a segunda maior economia do mundo, depois dos EUA, em termos per capita o rendimento médio ainda se situa entre o baixo e o médio. É claro que a população das áreas costeiras no oriente e no Sul têm um nível de vida mais elevado, devido a um desenvolvimento económico desequilibrado. Existem, também, mega-cidades como Xangai, Pequim e Guangzhou onde o rendimento per capita está 10 vezes acima da média nacional, sendo escolhidas como a sede asiática de grandes multinacionais. A cultura chinesa evoluiu principalmente a partir da etnia Han, mas foi influenciada por outras raças e religiões. Os símbolos culturais incluem a Ópera de Pequim, a Grande Muralha, a teoria de Confúcio, o Mandarim (língua oficial originária dos dialectos locais do Norte), o ícone Dragão e o Calendário Chinês segundo o qual são agendados muitas festividades tradicionais como o Novo Ano Chinês, o Festival de Outono e outros.

Inspectores SGS

melamina, os laboratórios SGS em Xangai, Tianjin e Guangzhou foram dos primeiros a serem reconhecidos pelo Governo Chinês para despistar esta substância”. Recentemente, a aposta tem sido em soluções sustentáveis de negócio, como sejam a eficiência energética, a pegada de carbono, verificação e validação no comércio de licenças para a redução de emissões de gases com efeito estufa e serviços para ‘eco-produtos’. “Recentemente desenvolvemos as nossas competências nestas áreas, pois os industriais chineses estão atentos às novas tendências e precisam de as acompanhar de forma competitiva”, refere Helmut Chik. Mas continua, dizendo que “a sustentabilidade é, acima de tudo, um compromisso da SGS para com a comunidade. Pretendemos introduzir no mercado tecnologias e serviços que permitam lidar com os desafios do desenvolvimento sustentável”.

Economia A economia chinesa é muito dinâmica, cresceu muito rapidamente e sofreu alterações estruturais radicais nos últimos 30 anos. A estratégia de reforma nacional desde 1978 alterou a lógica de um sistema de planeamento centralizado para um sistema mais orientado para o mercado. Beneficiando de uma estratégia de maior abertura ao exterior, as exportações e importações chinesas têm crescido consideravelmente nos últimos anos, colocando o país no terceiro lugar mundial das transacções internacionais, em 2007.

Laboratório Químico em Shanghai

E por falar em desafios, a SGS China prevê um crescimento na ordem dos dois dígitos até ao final do ano, apesar do contexto económico difícil e dos crescentes custos da mão-de-obra. Com uma maior diversidade de serviços e com o enorme esforço de Investigação & Desenvolvimento efectuado para acompanhar os requisitos legais e novas metodologias de ensaios, a SGS China está neste momento a captar novos clientes das indústrias da energia eólica, construção, automóvel e ciências da vida.

Câmara Anecóica em Guangzhou


SGS

Notícias & Eventos

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Qualidade nas Autarquias: Sessões Públicas Câmara Municipal do Cartaxo com Qualidade certificada O Município do Cartaxo recebeu, a 23 de Abril, o Certificado do seu Sistema de Gestão da Qualidade, de acordo com a norma ISO 9001, atribuído pela SGS ICS. O Certificado foi entregue por Ana de Pina Teixeira, presidente do Conselho de Administração do Grupo SGS Portugal, a Paulo Caldas, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo. O processo de implementação do Sistema de Gestão da Qualidade iniciou-se no ano de 2007, culminando em Abril de 2009 com a atribuição da referida certificação. Em todo este projecto esteve envolvida uma vasta equipa empenhada em prol de serviços que contribuam, efectivamente, para a melhoria da qualidade de vida do seu município.

SGS ICS certifica Município do Bombarral O Município do Bombarral recebeu o Certificado relativo ao seu Sistema de Gestão da Qualidade segundo os princípios da norma ISO 9001, conferido pela SGS ICS. Com esta certificação, o Município de Bombarral compromete-se a cumprir os requisitos desta reconhecida norma internacional ao nível da prestação dos seus serviços nas seguintes áreas: Atendimento ao Público, Taxas e Licenças; Licenciamento de Obras Particulares e Planeamento Urbanístico; Controlo da Qualidade da Água da Rede Pública.

Atribuição do Certificado da Qualidade ao Teatro Municipal Faro O Teatro Municipal de Faro recebeu a certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade por parte da SGS ICS. A Entrega do Certificado da Qualidade decorreu no dia 7 de Setembro, durante a Sessão Solene do Dia da Cidade de Faro. O Certificado foi entregue por Patrícia Monteiro, do Departamento de Comunicação do Grupo SGS Portugal, a José Apolinário, presidente da Câmara Municipal de Faro. Com esta certificação, o Teatro Municipal de Faro compromete-se a cumprir os requisitos da norma ISO 9001, ao nível da prestação dos seus serviços de Gestão de Espectáculos.

Junta de Freguesia de Pinhal Novo obtém Certificação da Qualidade No passado dia 25 de Setembro decorreu a Cerimónia de Entrega do Certificado da Qualidade da Junta de Freguesia de Pinhal Novo. O referido certificado foi entregue por Isabel Berger, gestora de Produto e auditora da SGS ICS. A certificação do Sistema de Gestão da Qualidade da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, atribuída de acordo com a reconhecida norma internacional para a Qualidade ISO 9001, é relativa à “Prestação de Serviços à Comunidade e Gestão, Reparação e Conservação de Espaços e Equipamentos sob a responsabilidade da Freguesia”.

Matosinhos: Loja do Munícipe, Bibliotecas e Turismo recebem Certificação da Qualidade A Câmara Municipal de Matosinhos deu mais um passo decisivo para a Qualidade Total ao obter o Certificado ISO 9001 para as áreas de: Atendimento, Tratamento e Encaminhamento de Pedidos Realizados na Loja do Munícipe, Call Center, Loja do Munícipe On-Line e Expediente, Promoção do Livro e da Leitura, Gestão de Empréstimos de Documentos e Tratamento Documental nas Bibliotecas Municipais, Atendimento e Promoção Turística e de Animação e Gestão dos Apoios ao Associativismo Desportivo. Foi com grande satisfação que o presidente da Câmara, Guilherme Pinto, recebeu das mãos de Paulo Gomes, director de Comunicação do Grupo SGS Portugal, o documento oficial que atesta os elevados parâmetros de qualidade dos serviços da autarquia.


SGS ICS certifica Ideias do Futuro No dia 25 de Março, foi oficialmente entregue à Ideias do Futuro – Projectos e Empreendimentos, SA, o Certificado da Qualidade de acordo com a norma, internacionalmente reconhecida, ISO 9001. O Certificado, relativo ao Sistema de Gestão da Qualidade da Ideias do Futuro, para a actividade de “Execução de Projectos de Arquitectura”, foi atribuído pela SGS ICS, constituindo uma mais-valia, visto oferecer confiança adicional, nomeadamente aos clientes em sectores fortemente regulamentados como a Construção e o Imobiliário.

Quinzena da Arquitectura e Engenharia da Universidade Fernando Pessoa A SGS marcou presença na Quinzena da Arquitectura e Engenharia UFP, no passado dia 20 de Abril, com uma apresentação de Carla Lima, auditora e gestora de Clientes do Grupo SGS Portugal, sobre Certificação de Produto Alimentar.

Seminário “Ferramentas da Qualidade e Segurança Alimentar na Restauração e Hotelaria” A apertada legislação, fiscalização e a maior exigência, principalmente, por parte dos consumidores, numa região com forte presença hoteleira, como é o caso da Madeira, tornou fulcral à SGS apresentar os vários serviços disponíveis para este sector. Assim a SGS, em colaboração com a ACIF – Associação Comercial e Industrial do Funchal, organizou, no dia 23 de Abril, o Seminário “Ferramentas da Qualidade e Segurança Alimentar na Restauração e Hotelaria”, que permitiu aos cerca de 100 participantes sedimentar os seus conhecimentos a nível de Análises Laboratoriais, Segurança Alimentar e Auditorias Mistério.

Seminário “Metodologias de Avaliação de Riscos Profissionais” No dia 24 de Abril decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC), um Seminário subordinado ao tema “Metodologias de Avaliação de Riscos Profissionais”, que contou com a presença de prestigiados oradores. O objectivo do Seminário prendeu-se com a necessidade de discutir várias metodologias de avaliação de riscos nas suas diversas vertentes e o seu impacto no trabalho prático dos Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho, uma temática cada vez mais pertinente para a actualidade.


SGS

Notícias & Eventos

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Workshop “Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social na Cadeia de Valor” A Fundação Calouste Gulbenkian recebeu, no dia 6 de Maio, o Workshop “Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social na Cadeia de Valor”, no âmbito da 4ª Edição da Semana da Responsabilidade Social, organizado pelo Grupo SGS Portugal. A Responsabilidade Social apresenta-se um tema cada vez mais importante no comportamento das organizações, exercendo impactos nos objectivos, estratégias e no próprio significado de organização. Desta forma, este Workshop teve como objectivo debater, de forma clara e objectiva, os conceitos de Responsabilidade Social e Sustentabilidade e apresentar as melhores práticas e estratégias de algumas das maiores organizações portuguesas. Este evento apresentou um formato inovador criando dois espaços de debate: uma tertúlia e um período de apresentação de testemunhos. Para tal, conceituadas organizações de variados sectores tais como a Portugal Telecom, Auchan, Valnor, Águas do Cávado, Ramos Catarino e CITEVE que apresentaram o seu contributo para esta temática.

Conferência “Certificação da Qualidade nos Serviços” O Mestrado em Gestão de Serviços da Universidade Católica Portuguesa contou com a presença do Grupo SGS Portugal através de uma conferência sobre Certificação da Qualidade nos Serviços, proferida por Patrícia Franganito, directora do Departamento Comercial da SGS Portugal.

SGS Adventure Day V O Encontro Anual do Grupo SGS Portugal teve mais uma edição, desta vez tendo como pano de fundo Mira, um palco de aventuras memoráveis vividas pela equipa da SGS. Boa disposição, garra e energia foram os elementos que marcaram a quinta edição do Adventure Day, onde foram entregues os prémios aos vencedores, do já tradicional Programa Ideiafix – Programa de Ideias da SGS.

Seminário COTEC “Requisitos de um Sistema de Gestão, Investigação de Desenvolvimento e Inovação” No dia 22 de Maio, em Lisboa, a COTEC realizou o seminário “Requisitos de um Sistema de Gestão, Investigação de Desenvolvimento e Inovação (SGIDI)”. Luís Neves, director de Certificação da SGS ICS abordou os Requisitos para a certificação de um SGIDI e o respectivo processo de certificação.

Simpósio de Novas Metodologias de Controlo Alimentar A SGS marcou presença no Simpósio de Novas Metodologias de Controlo Alimentar decorrido na Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, no passado dia 22 de Maio, com uma intervenção sobre Metodologias de Controlo Microbiológico em Alimentos, onde foi enfatizada a necessidade de implementação de um sistema preventivo de controlo da segurança alimentar, de que é exemplo o HACCP. Procurou-se, ainda, salientar a importância de identificar os perigos específicos e as medidas preventivas para o seu controlo em todas as etapas de produção.


Protocolo de Cooperação SGS/ Universidade Fernando Pessoa A Universidade Fernando Pessoa (UFP) e o Grupo SGS Portugal apresentaram, no dia 26 de Maio, no Salão Nobre da UFP-Porto, o Protocolo de Cooperação inserido no âmbito da oferta formativa UFP CORPORATE EDUCATION para o próximo ano lectivo 2009/2010, que inclui diversos cursos, nomeadamente a Pós-Graduação em Sistemas Integrados de Gestão e a Pós-Graduação em Segurança Infantil. A SGS foi representada pela sua presidente do Conselho de Administração, Ana Pina Teixeira, que considerou esta iniciativa “uma concretização da abordagem da SGS perante o conhecimento e o desenvolvimento”.

CTT modernizam Correios em Braga Os CTT – Correios de Portugal anunciaram, no passado dia 4 de Junho, em Braga, o Plano de Modernização dos Correios no distrito, sendo atribuída nesta mesma data, a Certificação do Serviço ao Centro de Distribuição Postal de Maximinos, depois de um processo que se prolongou durante meses. A SGS ICS foi o Organismo de Certificação deste processo, verificando e auditando a Qualidade dos Serviços do Centro de Distribuição Postal. Em todo este processo esteve envolvida uma vasta equipa, ficando, mais uma vez, comprovado que a Certificação é uma ferramenta de evolução, identificando oportunidades de melhoria e representando verdadeiros compromissos para com o Cliente.

Dia Mundial do Ambiente no Hospital de São Marcos O Hospital de São Marcos organizou, no dia 5 de Junho, um seminário para celebrar o Dia Mundial do Ambiente. Joana de Castro, auditora da SGS ICS abordou a temática da Certificação Ambiental e os desafios que se apresentam no contexto actual. Este seminário teve como intuito destacar os recursos e as iniciativas que promovem uma economia com diminuição da emissão de carbono e de mudanças nos estilos de vida, como a melhoria da eficiência energética, a utilização de energias alternativas, a conservação florestal e o consumo ecológico.

Conferência “Eficiência Energética na Função Pública” O Tiara Park Atlantic recebeu, nos dias 16 e 17 de Junho, a conferência “Eficiência Energética na Administração Pública: alcançar mais-valias económicas e ambientais”. A evolução do consumo de energia nas designadas zonas desenvolvidas do Globo, nomeadamente em Portugal e na Europa em geral, apresenta uma tendência de crescimento preocupante e que é consequência de diversos factores. A constatação de tal facto reforça a importância da necessidade da auditoria energética, afigurando-se esta uma ferramenta fundamental para a procura da eficiência no consumo de energia nos diversos sectores da actividade. Foi neste âmbito que Hugo Carrasqueira, director dos Serviços Industriais da SGS Portugal, participou nesta conferência com uma intervenção intitulada “Condução eficaz de uma Auditoria Energética”.


SGS

Notícias & Eventos

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II Jornadas Nacionais de Saúde em Meio Prisional As II Jornadas Nacionais de Saúde em Meio Prisional, realizaram-se nos dias 17, 18 e 19 de Junho, na Universidade Católica Portuguesa, no Pólo da Foz (Porto). A sessão de formação do dia 17 de Junho, restrita a convidados, contou com a participação de Joana de Castro, auditora da SGS ICS que abordou a Certificação/Acreditação em unidades hospitalares e prisionais.

Pousadas da Juventude comemoram 50 anos No dia 10 de Julho, no LX Factory, em Lisboa, as Pousadas da Juventude festejaram o seu quinquagésimo aniversário assinalando assim um importante marco na sua história. Com 25 Pousadas da Juventude da rede certificadas pela SGS, a Movijovem procurou reunir clientes, colaboradores, parceiros e amigos numa festa, que contou com a presença da SGS.

Encontro Automotive No passado dia 5 de Setembro realizou-se em Mira mais um Encontro Anual Automotive da SGS Portugal, reunindo mais de 90 colaboradores desta Direcção. O principal objectivo desta reunião anual é o team building entre os peritos, averiguadores, inspectores, coordenadores e equipa administrativa.

Ferramentas de Qualidade e Segurança Alimentar na Restauração e Hotelaria: Auditorias de Segurança e Auditorias Mistério A hotelaria e restauração são dos sectores mais predominantes na Região Autónoma dos Açores, pelo que tem de ser assegurado um serviço seguro, de qualidade e excelência. Assim, o Grupo SGS, no dia 2 Junho, na Sala de Conferências do Hotel Marina Atlântico, sediado em Ponta Delgada, realizou o seminário “Ferramentas de Qualidade e Segurança Alimentar na Restauração e Hotelaria: Auditorias de Segurança e Auditorias Mistério”, onde apresentou o conjunto de serviços que tem ao dispor, que vão de encontro às exigências do mercado e às necessidades das empresas, garantindo a qualidade, a segurança e a rastreabilidade dos produtos alimentares.

Seminário “PCR em Tempo Real” Os avanços do PCR (Reacção em Cadeia da Polimerase) em tempo real é uma das mais recentes técnicas de genética molecular, que fornece aos laboratórios novas ferramentas de rotina com uma eficiência nunca atingida, em termos de rapidez e de performance. Neste sentido, no dia 25 de Junho, em Lisboa, foi realizado pela SGS o Seminário “PCR em Tempo Real”, onde se pretendeu dar a conhecer as mais recentes tecnologias utilizadas pelo SGS MultiLab e demonstrar a todos os clientes o pioneirismo e qualidade do laboratório da SGS. Os participantes tiveram ainda a oportunidade de presenciar a realização de análises laboratoriais.


APPP-FN promove Workshop “Certificação em Portugal” No dia 11 de Setembro decorreu o Workshop “Certificação em Portugal” promovido pela APPP-FN – Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais, que contou com uma intervenção de Natacha Simões, da Direcção Consumer Testing Services da SGS Portugal, sobre os Serviços de Apoio e Certificação em Floricultura e Plantas Naturais e de Isabel Berger, da SGS ICS, que abordou o Sistema de Certificação GlobalGap. Neste workshop foram ainda permitidas explorações Ana Lúcia Lopes e Hera Verde.

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Seminário “Proteja a sua Marca através da Segurança Alimentar” O Algarve é a região turística mais desenvolvida em Portugal Continental. Por este motivo, a Segurança Alimentar reveste-se de fulcral importância na prestação de serviços com excelentes padrões de qualidade. Tendo em conta tal facto, o Grupo SGS Portugal organizou o Seminário “Proteja a sua Marca através da Segurança Alimentar” no dia 23 de Setembro no Meeting Room do Lagunamar Suites – Parque Natural da Ria Formosa. Este evento contou com a participação de profissionais qualificados no apoio às empresas, bem como o testemunho da AHETA e dos Supermercados Apolónia. Este Seminário teve como principais objectivos informar os operadores sobre as ferramentas ao seu dispor para a qualidade e segurança alimentar, identificar as oportunidades de melhoria nos serviços prestados e elucidar sobre como fidelizar os seus clientes.

SGS participa no Seminário “Qualidade nos Serviços de Apoio Social” A APQ – Associação Portuguesa para a Qualidade, através do seu Grupo Dinamizador da Qualidade nos Serviços realizou, no dia 23 de Setembro, o Seminário “Qualidade dos Serviços de Apoio Social”. Patrícia Monteiro, do Departamento de Comunicação & Imagem do Grupo SGS Portugal, representou o Organismo Certificador SGS ICS na Mesa Redonda subordinada ao tema “Certificação em Qualidade de Serviços de Apoio Social”, que muito contribuiu para o debate e esclarecimento de dúvidas por parte das organizações presentes na sessão.

1ª Edição da Conferência “Sustentabilidade no Imobiliário” No dia 1 de Outubro decorreu a Conferência “Sustentabilidade no Imobiliário”, organizada em parceria pela Vida Imobiliária e pela PREA. Esta conferência contou com a participação de Cláudia Rocha, responsável do Departamento Construção e Edifícios da SGS, que apresentou o Sistema de Certificação da Sustentabilidade de Edifícios DomusNatura. A referida conferência foi constituída por dois painéis temáticos: o primeiro abordou a questão da Eficiência e Certificação Energética e o segundo a Gestão da Sustentabilidade no Imobiliário.


SGS

Notícias & Eventos

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Webinar’s BRC Global Standard for Food Safety No dia 9 de Junho, a SGS apresentou um seminário gratuito online sobre o referencial de Segurança Alimentar BRC – Global Standard for Food Safety. O objectivo do referido seminário foi elucidar sobre o processo de certificação BRC – Global Standard for Food Safety (Versão 5) e ficar a conhecer os problemas mais comuns identificados em auditoria. Nesta sessão pretendeu-se, ainda, conhecer as principais alterações da Versão 5 deste referencial e perceber como integrá-lo com outros Sistemas de Gestão como a ISO 9001, HACCP e a ISO 22000.

Medical Devices No dia 7 de Julho, o Grupo SGS apresentou novo Seminário gratuito on-line, com o tema Medical Devices – Revisão da Directiva 93/42/EEC (2007/47/EC). Através de uma plataforma interactiva, fácil e intuitiva, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as alterações à Directiva 93/42/EEC, na sequência da nova legislação 2007/47/EC e os seus prazos de implementação. Este Webinar centrou-se nos novos requisitos que os operadores têm de cumprir e nos efeitos nas futuras auditorias e certificados de Organismos Notificados. Foram ainda apresentados os mais recentes pontos de vista discutidos a nível europeu.

FSSC 22000 A Fundação para a Certificação da Segurança Alimentar (FSSC) organizou, no dia 31 de Agosto, um seminário gratuito on-line sobre a FSSC 22000. O Conselho de Administração GFSI acaba de reconhecer o esquema FSSC 22000, o que se traduz num grande avanço para a aceitação da ISO 22000 em toda a cadeia alimentar. Neste seminário gratuito on-line foi analisada a norma FSSC 22000, as características do esquema de certificação, os requisitos e as exigências a estabelecer com os stakeholders.

A Caminho da Responsabilidade Social – Requisitos da NP4469-1:2008 Um novo seminário on-line da SGS apresentou, no dia 2 de Julho, a NP 4469-1:2008 – Sistema de Gestão da Responsabilidade Social. Através da plataforma interactiva, os participantes tiveram a oportunidade de ficar a conhecer os principais requisitos da Norma Portuguesa de Responsabilidade Social, as suas vantagens e como poderão integrá-la com outros Sistemas de Gestão. A pertinência e o interesse pela temática da Responsabilidade Social e, em particular, pela NP 4469-1:2008, levaram a SGS a organizar 3 edições deste Webinar, onde a lotação esteve sempre esgotada.


s SGS Princípios do Equador Os Princípios do Equador constituem a referência mundial para a avaliação e gestão dos riscos sociais e ambientais em financiamento de projectos. A SGS apresentou um seminário on-line gratuito, no dia 24 de Setembro, com o objectivo de apresentar às instituições financeiras uma perspectiva geral sobre os riscos sociais e ambientais no financiamento de projectos. Pretendeu-se, ainda, enquadrar os Princípios do Equador enquanto referencial específico para a gestão de riscos. O seminário foi dirigido, principalmente, a gestores com responsabilidades nas vertentes ambiental, social, risco e financiamento de projectos.

Hygiene Monitored Controlo Regular de Higiene A SGS comprova a existência de boas práticas de segurança alimentar nas unidades hoteleiras, através da Marca “Hygiene Monitored”. Neste contexto, numa acção de sensibilização inédita em Portugal, a SGS avançou com um ciclo de seminários gratuitos on-line decorridos nos dias 7, 14 e 22 de Outubro, sobre a Segurança e Higiene Alimentar. Esta iniciativa teve como objectivo apresentar aos sectores da restauração, da hotelaria e da grande distribuição, uma ferramenta flexível e de fácil implementação de apoio aos Sistemas de Segurança Alimentar

Em Agenda Eventos

Webinar’s

4 Novembro Seminário IPQ “Certificação: Presente e Futuro” (Coimbra)

16 Novembro Certificação da Qualidade das Respostas Sociais (Modelos de Avaliação da Qualidade do ISS)

11 e 12 Novembro 34º Colóquio da Qualidade da APQ (Porto)

17 e 18 Novembro Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndios em Edifícios

21 Novembro Encontro da Divisão Industrial da SGS Portugal 17 Dezembro Workshop Responsabilidade Social Instituto Politécnico de Viana do Castelo 16 Janeiro 2010 Encontro de Auditores SGS ICS 23 Março 2010 Seminário Gestão do Risco em Transacções Internacionais (Lisboa)

Para mais informações e inscrições vá a:

http://www.pt.sgs.com/pt/events-pt

http://www.pt.sgs.com/pt/webinar-pt


EM PORTUGAL MAIS DE 25.000 ORGANIZAÇÕES CONFIAM NA SGS O Grupo SGS – Société Générale de Surveillance S.A. é a maior organização mundial no domínio da inspecção, verificação, análise e certificação. Com mais de 56.000 colaboradores, a SGS opera uma rede de mais de 1.000 escritórios e laboratórios em todo o mundo. A actividade do Grupo SGS rege-se pelos valores fundamentais da Independência, Integridade e Inovação, privilegiando a troca internacional de conhecimentos e experiências, reunindo competências que permitem oferecer as melhores soluções do mercado. Presente em Portugal desde 1922, a SGS conta com uma vasta equipa de colaboradores especializados, apoiados por uma rede de modernos laboratórios acreditados nas áreas Agro-Alimentar, Ambiental, Ensaios Não Destrutivos e Metrologia.

Certificação & Auditorias

Comércio Internacional

Engenharia Industrial

Supervisão

Sistemas de Gestão Serviços e Produtos Auditorias de 2ª parte Verificação de Relatórios Auditorias Mistério

Controlo da qualidade e quantidade de produtos em 140 países Auditorias a fornecedores Contratos Governamentais – Inspecção Pré-Embarque Entrepostagem Aduaneira

Construção – Qualidade, Ambiente e Segurança Certificação da Sustentabilidade de Edifícios Inspecções Técnicas Laboratórios: Ensaios Não Destrutivos e Metrologia

Ambiente, Energia & Segurança

Monitorizações e Medições (ar, água, solo, ruído) Qualidade Ambiental em Interiores Certificação Energética de Edifícios Resíduos Licenciamento Industrial Ambiental Laboratório Ambiental Energia (auditorias, renováveis) Avaliação de Riscos Higiene e Segurança no Trabalho Planos de Emergência Equipamentos de Trabalho

Segurança Alimentar

Auditorias Regulares de Higiene Rastreabilidade na Produção Rotulagem Laboratório Alimentar

707 200 747

PT.INFO@SGS.COM WWW.PT.SGS.COM

Cargas e descargas de navios Amostragem Automática Inspecções de Limpeza de Tanques de navios

Automotive

Peritagem e Averiguação de sinistros Avaliação de danos Inspecção de Veículos Novos Inspecção para remarketing Avaliação da Qualidade em redes de distribuição Avaliação da Qualidade em oficinas

Formação

Intra e Inter-empresas E-learning Up*Sourcing – Gestão da Formação Pós-Graduações

Gabinete de Projectos

Apoio a Candidaturas ao QREN

A SGS É LÍDER MUNDIAL EM INSPECÇÃO, VERIFICAÇÃO, ANÁLISE E CERTIFICAÇÃO


Empresas Certificadas SGS ICS

de Março de 2009 a Setembro de 2009

NP EN ISO 9001 3S SOLVAY SHARED SERVICES, Lda. A.M. Barriga, Engenharia e Construção, Lda. ACTICONSTROI - Soc. de Construções, SA ADRAVE - Agência Des. Regional Vale do Ave Águas do Vouga- Exp. Gest. Sist. Reg. Carvoeiro ALCIMA - Construções Metalicas, Lda. ALFREEZE, Lda. ALL WAYS CARGO PORTUGAL - Transitários, SA ALVES & CA. (IRMÃOS), Lda. AMBIL - Art. Motorizadas e Bicicletas, Lda. AMBISITUS - Proj., Gestão e Aval. Amb., Lda. ANTOBETÃO - Betão Pronto, SA ANTÓNIO BRANCO TAVARES & FILHOS, Lda. ARROZEIRAS MUNDIARROZ, SA Associação Académica da Univ. Trás-os-Montes e Alto Douro ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS INDUSTRIAS DE VESTUARIO E CONFECÇÃO BAFRUTAL - Imp., Exp. e Comércio de Frutas BI-BLOCO - Produtos de Comunicação, SA BRITEFIL - Fábrica Nacional de Bombas, SA CÂMARA MUNICIPAL DO BOMBARRAL CARLA ALEXANDRA CATARINO SILVA CARLOS ALBERTO & FILHOS, Lda. CARNES LANDEIRO, SA CASTRO E ALVES, Lda. CIDADE DE TRABALHO - Emp. Trabalho Temp. COMTEMP - Companhia dos Temperos, Lda. CONSDEP - Engenharia e Construção, SA CONTROLAUTO - Cont. Téc. Automóvel, SA CORTESIA - Realização de Eventos Lda. CRIAGÁS, ENERGIA E COMUNICAÇÕES, SA CUSHMAN & WAKEFIELD HEALEY & BAKER Med. Imob., Lda. DA HORA - Artigos de Embalagem, Lda. DESENTOP AMBIENTE, Lda. DISDIS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, Lda. EDIMARANTE - Soc. de Construções, Lda. ELECTRO VIMEÃ - Inst. Eléctricas, Lda. ENEIDA - Energia Nat. Eléct. Inst. Alentejo ERI - Engenharia, SA ESEGUR-Soluções BackOffice, SA (ESBO) ETANOR/PENHA - Prod. Alimentar e Consult. Técnica, SA ETE - Logística, SA EUROGALVA - Galvanização e Met., SA EVONIK CARBOGAL, SA FICACEM - Com. e Rep. de Automóveis, SA FINIECO - Ind. e Com. de Embalagens, Lda. GARRA PUBLICIDADE, SA GIPP - Gestão Int. de Proj. E Planeamento GLASSLIS - Com. Mont. de Vidros Automóveis Lda. GPSAÚDE - Sociedade Gestora do CMRSul, SA HAUT DE GAMME, Mestres em Mobiliário, Lda. HOSPITAL NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO IBERFAR, Indústria Farmacêutica, SA IBERTAL - Empresa Trabalho Temporário, Lda. IMI - Imagens Médicas Integradas, SA INOXAVE - Metalúrgica, Lda. IPAD - Inst. Port. Apoio ao Desenvolvimento IRRICAMPO, Sistemas de Rega, Lda. ITEUVE PORTUGAL, Soc. Unipessoal, Lda. J. PALMEIRO - Ind. e Comércio Alimentar, SA JMS - Prest. Serv. Administrativos e Op. ACE JOLUCOR - Fabricação e Man. Industrial, Lda. JOSÉ MACIEIRINHA, PEDRO MACIEIRINHA E ASSOCIADOS JUNTA DE FREGUESIA DO PINHAL NOVO JUVIMEÃ - Instalações Eléctricas, Lda. LETA - Prestação de Serviços, Lda. LUSEDIVIDRO - Alumínios e Vidros, Lda. MARCELINO & FILHOS, Lda. MARTINHO AUGUSTO & ALZIRA OLIVEIRA, Lda. MASITRAVE, Lda. MATOSINHOSHABIT-MH, EEM MENDES & CANHA, Eq. de Segurança, Lda. MIGUEL & MIGUEL, Lda. MIGUEL SARAIVA & ASSOCIADOS arquit. e urb. MUNICÍPIO DE PENICHE MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE PAIVA O2A POLSKA Z.O.O. OLIGALVANICA - Óleos e Galvânica, Lda. PASCOAL PINTO CONSTRUÇÕES, SA

PLANTALGARVE - Viveiros Agrícolas, Lda. PLÁSTICOS IPA, SA PONTAUTOS, Lda. PRIMAVERA - Business Software Solutions, SA QUADROMOR - Electricidade e Instrum., Lda. RAPORAL - Rações de Portugal, SA RENATO RESENDES, Lda. SARAMED - Importação e Exportação, Lda. SICAPREP MADEIRA, Lda. SINISCARGA, Soc. Reg. de Sinistros, Lda. Soc. de Construções JOSÉ COUTINHO, SA SOCIEDADE PORTUGUESA CAVAN, SA SOPROSEG - Inst. Com. Equip. de Segurança SOSIFLEX - Produtos Metálicos, Lda. TEIXEIRA & MATOS - Soc. de Construções Lda. TEMA - Técnicas de Mobiliário, SA TENMEGA PORTUGAL, Lda. TEORIA ORIGINAL - Sol. Serv. de Consultoria TGA - Técnicos de Gestão Associados, Lda. TMF - TEATRO MUNICIPAL DE FARO - E.M. TMI - Instalações Especiais, Lda. TOYOTA CAETANO PORTUGAL, SA TRANSPORTES BRE, Lda. TTO - Tratamentos Térmicos do Oeste, Lda. ULTRA-CONTROLO - Projectos Industriais, Lda. URBIS-Gab. Urbanismo, Arq. e Eng. Lda. VIDROSSINTRA - Vidros Sintra, Lda. VOUGACOR - Produtos Sinalização Rodoviária WALTER OLIVEIRA DA PONTE, Lda. ZAGA’S, SA

NP EN ISO 14001 AIR LIQUIDE MEDICINAL, SA AVELEDA - Soc. Agrícola e Com. da Quinta BARATA & MARCELINO - Inst. Eléctricas, Lda. CONSDEP - Engenharia e Construção, SA CONTINENTAL LEMMERZ (Port), Comp.Auto.,Lda. CTT EXPRESSO - Serviços Postais e Log., SA ECOAMBIENTE, SA ERI - Engenharia, SA ESTEREOFOTO - Geoengenharia, SA EUROGALVA – Galvanização e Metalomec., SA EVONIK CARBOGAL SA FAURECIA Sistemas de Interior Portugal, SA GASOXMED - Gases Medicinais, SA GPSAÚDE - Soc. Gestora do CMRSul, SA HAUT DE GAMME, Mestres em Mobiliário,Lda. IBERFAR, Indústria Farmacêutica, SA NAVARRA - Extrusão de Alumínio, SA PONTAUTOS, Lda. PROMO - Serv. Integrados de Marketing, SA PROSPECTIVA - Proj., Serviços, Estudos, Lda. RENATO RESENDES, Lda. SAINT GOBAIN WEBER PORTUGAL SA SECURITAS - Serv. Tecnologia de Seg., SA TEMA - Técnicas de Mobiliário, SA TPF PLANEGE - Cons. de Eng. e Gestão, SA WALTER OLIVEIRA DA PONTE, Lda.

OHSAS 18001 A.M. BARRIGA, Engenharia e Construção, Lda. AIR LIQUIDE MEDICINAL, SA BARATA & MARCELINO - Inst. Eléctricas, Lda. CONSDEP - Engenharia e Construção, SA CTT EXPRESSO - Serviços Postais e Log., SA CUNHA SOARES & FILHOS, Lda. ECOAMBIENTE, SA ERI - Engenharia, SA Eurogalva - Galvanização e Metalomec., SA FAURECIA, Assentos Automóvel, Lda. IBERFAR, Indústria Farmacêutica, SA MANUEL RODRIGUES GOUVEIA, SA PROSPECTIVA - Proj., Serviços, Estudos, Lda. TPF PLANEGE - Consult. de Eng. e Gestão, SA

EMAS EUROGALVA – Galvanização e Metalomec., SA

ISO 22000 A SUPER 2000 - Maq. Auto. de Bebidas, SA ARROZEIRAS MUNDIARROZ, SA

ETANOR/PENHA - Prod. Ali. Consult. Téc., SA J. PALMEIRO - Ind. e Comércio Alimentar, SA LACTOGAL Produtos Alimentares, SA MONTIQUEIJO - Queijos de Montemuro, Lda. SILOPOR - Empresa de Silos Portuários, SA SILVA & DIAS - Ind. de Alim., Imp. e Comércio

HACCP MOURAVIS - Com. de Prod. Alimentares, Lda. PROSILAR, Lda. SDL - Silos de Leixões Unipessoal, Lda.

Serviço ESCOLA DE CONDUÇÃO A GARCIA, Lda. ESCOLA DE CONDUÇÃO JL - Jose Luis da Fonte ESCOLAS DE CONDUÇÃO VIRIATO, SA FERREIRA & ARACI, Lda. FRANQUIGER - Gestão De Franquias, SA ORBITUR - Intercâmbio de Turismo, SA TRANSMISSÃO SADO - Rep. Caixas Velocidade

NP 4397:2001 ERI - Engenharia, SA

NP 4413:2006 AUGUSTO SILVA - Venda Man. Mat. Incêndio MENDES & CANHA, Equip. de Segurança Lda. SAFE TARGET - Equip. Seg. e Protecção, Lda. SECURIFORM - Hig. e Seg. no Trab. Unip. Lda. SOPROSEG - Inst. Com. Equip. Segurança, SA VIVA - Produtos e Serviços do Ambiente, Lda. VOUGAFOGO Unipessoal, Lda.

Produto Industrial HIDRACINCA Portugal SA LUSEDIVIDRO - Alumínios e Vidros, Lda. MOTA-ENGIL, Betão e Pré-Fab., Soc. Unip. Lda. SOSIFLEX - Produtos Metálicos, Lda. VIDRARIA BRACARENSE, Lda. VIDRARIA S, Miguel Ferreira e Irmão, Lda. VIDROSSINTRA - Vidros Sintra, Lda. VITRALIA DO NEIVA - Com., Indústria Vidro, Lda.

Normas Laboratório OF MANUEL PIMENTA, Lda.

IFS COMTEMP - Companhia dos Temperos, Lda. MONTEBRAVO - Prod. Com. Prod. Aliment.,SA SOGRAPE - Vinhos, SA

FSC FINIECO - Indústria e Com. de Embalagens, Lda. RIBADÃO - Indústria de Madeiras, SA

BRC DFJ VINHOS SA Fábrica de Conservas LA GONDOLA, Lda. SOGRAPE - Vinhos, SA VIEIRA DE CASTRO - Produtos Alimentares, SA WELL PICT PORTUGAL, Lda.


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