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Revista SESVESP • Nº 100

REVISTA

SESVESP Ano XIV • Nº 100 • Março / Abril 2011 R

Edição histórica!

www.sesvesp.com.br

Perfis:

Paulo Lofreta Cel. Paulo Roberto Cardoso Laércio Oliveira Adelar Anderle Luiz Flávio Borges D´Urso Barros Munhoz

Pacto Coletivo

Garante Mudança Social

“Bico Oficial”

Alastra-se pelo País


editorial

Em defesa do

preçojusto A

José Adir Loiola Presidente do SESVESP

O que queremos é que se estabeleçam parâmetros para a prática de preços legais e justos, que protejam de fato o erário público e os tomadores de serviços

prestação de serviços de vigilância está se consolidando como atividade séria, que moderniza relações de trabalho, gera empregos e complementa a segurança pública, reduzindo a criminalidade preventivamente. Esses benefícios, porém, sofrem com distorções em cuja raiz estão vários aspectos que necessitam de aprimoramento. Em primeiro lugar, destacaria a prática de empresas que exercem concorrência desleal com empreendimentos sérios da atividade, não raro precarizando os direitos trabalhistas e prejudicando os que contratam seus serviços. A atividade dessas empresas atinge a imagem das demais e de todo o setor. Causam, ainda, reações de autoridades do executivo, legislativo e judiciário, materializadas em normas restritivas e/ou encarecedoras da prestação de serviços. O princípio que faz o êxito da atividade de vigilância fica, assim, comprometido. O principal ganho das empresas que contratam serviços de vigilância é a concentração em seu principal negócio. Entretanto, para que essa estratégia seja eficaz é preciso que o serviço oferecido pelas prestadoras tenha como princípio a busca por excelência, até porque a ousadia da criminalidade nos impõe desafios na proteção de pessoas e patrimônios. Não há espaço para o amadorismo. É por essa razão que as empresas sérias do segmento estão sempre preocupadas em selecionar, preparar e treinar recursos humanos, o que implica custos. E é aqui onde ocorrem as distorções que mencionei. Evidentemente, em uma economia de mercado a busca pela contratação de serviços tem como um dos critérios a obtenção pelo menor preço. Mas não pode ser o critério único, sob pena de se contratar empresas não qualificadas e que não honram as normas constitucionais para contratação

de seus trabalhadores – gerando prejuízos aos tomadores, seja sob a forma de ações na Justiça do Trabalho, seja na ineficácia dos serviços prestados. Tenho defendido que nosso segmento precisa de preceitos compactuados com os envolvidos para eliminar as distorções. Um exemplo é a prática de pregões cujo critério é o menor preço. Refiro-me tanto aos pregões eletrônicos – em si uma boa prática – como aos que desconsideram as características acima. O ideal seria que tomadoras, pregões e pregoeiros se orientassem por claros critérios que, além do preço, incluíssem a competência profissional e, sobretudo, a seriedade com que as concorrentes cumprem suas obrigações trabalhistas. Ninguém está propondo algo que possa ser confundido com nefasta reserva de mercado. Ao contrário, queremos a livre concorrência, base de uma sociedade que procura se aperfeiçoar a cada dia. Estamos apenas alertando ao fato de que o critério isolado de menor preço pode estar mascarando sérios indícios de ilegalidades. Lembro que, nas empresas sérias, a formação do preço final inclui provisões para fazer frente a encargos trabalhistas, como verbas rescisórias, férias, 13º salário, substituições, avisos prévios. Essas provisões variam, mas, em geral, giram em torno de 15% do contrato. São elas, porém, a garantia que tem o tomador do serviço de que não herdará um enorme passivo trabalhista, caso a prestadora contratada pelo critério de menor preço acabe revelando-se inidônea. Sei que o tema necessita de debates aprofundados. Tenho certeza, contudo, que a delonga para iniciá-los produz prejuízo aos envolvidos: trabalhadores, tomadores privados, governos, prestadores de serviços idôneos e eficazes de segurança. A proposta é simples: vamos logo debater critérios que, sem eliminar os saudáveis princípios da concorrência, afastem a possibilidade de adoção de preços que, ao final, se revelem inexequíveis. Em poucas palavras, o que queremos é estabelecer parâmetros para a prática de preços legais e justos, que protejam de fato o erário público e os tomadores de serviços.

março/abril 2011

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sumário

8 10 12 14 16 18 20

10

22 26 32

26

39 40 41 42 43

32 em revista

3

Certidões apresentadas pelas empresas devem estar válidas no momento do protocolo

6

Abrevis ministra palestra na Seção de Inteligência do Ministério da Defesa

Artigo As vantagens da terceirização de serviços Mercado Grupo Mave: uma história de sucesso no tamanho certo Perfil: Paulo Lofreta Ele traz o empreendedorismo em seu DNA Perfil: Cel. Paulo Roberto Cardoso Um amigo da Segurança Privada Perfil: Dep. Laércio Oliveira “Trabalhador não é mercadoria” Perfil: Dr. Adelar Anderle Regulação do mercado requer interação Perfil: Luiz Flávio Borges D´Urso Fortalecimento da segurança privada beneficia a segurança pública Perfil: Dep. Barros Munhoz Mais Autonomia para as Assembléias Legislativas Inclusão (foto em destaque) Pacto coletivo garante Mudança Social Polêmica (foto em destaque) “Bico oficial” alastra-se pelo país Prêmio Destaque 2011 Enaltecendo os profissionais de Segurança Privada Palestra Laércio Oliveira no SESVESP Evento 8° Congresso Infra – Facility & Property Management Showroom Lobtec realiza showroom na sede do SESVESP Qualidade Colaborador faz a diferença no SESVESP

48

Opinião Terceirização, vantagens para as empresas, mais emprego e maior arrecadação de impostos

50

TI Boas práticas para gestão da Tecnologia da Informação

Seções

Editorial........................................................ 3 Cursos........................................................... 6 Conselho & Comissões.............................. 36 Certificados CRS e ISO............................... 44 CEBRASSE.................................................... 53 ABSEG.......................................................... 54 Agenda........................................................ 56 Reflexão...................................................... 57 Expediente.................................................. 58


OSOSMELHORES MELHORES PLANOS PLANOSDEDESAÚDE SAÚDE PARA PARAASASEMPRESAS EMPRESAS DO DOSESVESP SESVESP .

MATOS MATOS&&MONTEIRO MONTEIRO Consultoria Consultoria Empresarial Empresarial emem Planos Planos de de Saúde Saúde

.

Contratos Contratos Familiares Familiares - Reajuste - Reajuste Anual Anual pelo pelo dissídio dissídio - Acidente - Acidente de de Trabalho Trabalho Plano Plano Odontológico Odontológico - PCMSO - PCMSO - Seguro - Seguro de de Vida Vida Estudos Estudos de de Custos Custos emem todas todas as as Operadoras, Operadoras, Seguradoras, Seguradoras, Cooperativas Cooperativas Médicas. Médicas.

ESPECIALIZADA ESPECIALIZADA NONO SETOR SETOR DEDE SEGURANÇA SEGURANÇA PRIVADA PRIVADA GESTÃO GESTÃO DE DE ASSISTÊNCIAS ASSISTÊNCIAS MÉDICAS: MÉDICAS: LINHA LINHA DIRETA DIRETA COM COM O DEPARTAMENTO O DEPARTAMENTO DE DE RECURSOS RECURSOS HUMANOS HUMANOS E DE E DE PESSOAL: PESSOAL: ACOMPANHAMENTO ACOMPANHAMENTO DE DE SINISTRALIDADE SINISTRALIDADE SERVIÇOS SERVIÇOS DE DE INCLUSÃO, INCLUSÃO, EXCLUSÃO EXCLUSÃO DE DE FUNCIONÁRIOS; FUNCIONÁRIOS; ANTECIPAÇÃO ANTECIPAÇÃO DE DE CONSULTAS CONSULTAS MÉDICAS; MÉDICAS; ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO DE DE FATURAS; FATURAS;

Nossos Nossos clientes clientes

ACOMPANHAMENTO: ACOMPANHAMENTO: GUIAS GUIAS DE DE EXAMES; EXAMES; INTERNAÇÕES; INTERNAÇÕES; PROCEDIMENTOS; PROCEDIMENTOS; REMOÇÕES REMOÇÕES HOSPITALARES. HOSPITALARES. CONSULTORIA CONSULTORIA CONTRATUAL: CONTRATUAL: MODIFICAÇÕES MODIFICAÇÕES DE DE CLÁUSULAS; CLÁUSULAS; NEGOCIAÇÃO NEGOCIAÇÃO CONJUNTA CONJUNTA DE DE REAJUSTES; REAJUSTES; IMPLANTAÇÃO IMPLANTAÇÃO ELABORAÇÃO ELABORAÇÃO DODO “LAY “LAY OUT” OUT” INICIAL; INICIAL; SEPARAÇÃO SEPARAÇÃO DE DE CARTEIRINHAS, CARTEIRINHAS, LIVRETOS LIVRETOS INFORMÁTICOS. INFORMÁTICOS.

Escolha Escolha as melhores as melhores Operadoras Operadoras de de Planos Planos ODONTOLÓGICOS: ODONTOLÓGICOS: Planos Planos a parti a parti r der de R$ R$ 8,00 8,00 porpor pessoa!! pessoa!!

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março/abril 2011

|5| Revista SESVESP


cursos Programação de cursos realizados pelo Sesvesp Dia

Local

Horário Tema Instrutor Maio

3

ABC

9 às 18 hs

CFTV na Segurança Patrimonial

Marcy C. Verde

5

São Paulo

9 às 18 hs

B.O.P. na Seg. Privada - Brigada Operacional Pró-Ativa

Ricardo Fera

9

S. J. Campos

9 às 18 hs

Sistemas de Alarmes na Segurança Patrimonial

Marcy C. Verde

9

São Carlos

9 às 18 hs

As Leis da Persuasão no Dia a Dia das Empresas

Marcos Menichetti

10

Bauru

9 às 18 hs

Negociação de Vendas - Foco 2014

Ricardo Fera

10

ABC

9 às 18 hs

Direção Preventiva - Acidentes ou Situações Evitáveis

Sérgio Berti

11

Campinas

9 às 18 hs

CFTV na Segurança Patrimonial

Marcy C. Verde

11

São Carlos

9 às 18 hs

Metas Pessoais e Profissionais

Carlos M. Nunes

12

São Paulo

9 às 18 hs

Como Elaborar um Procedimento

Marcy C. Verde

Gestão Estratégica da Segurança das Informações e do Conhecimento

Tácito A. S. Leite

12 Campinas 9 às 18 hs

17

Santos

9 às 18 hs

Sistemas Físicos de Proteção e Tecnologias Utilizadas

Maurício de Faria

17

S. J. Campos

9 às 18 hs

Direção Preventiva - Acidentes ou Situações Evitáveis

Sérgio Berti

19

ABC

9 às 18 hs

Gestão de Proteção Executiva

Roberto Z. Costa

23

São Carlos

9 às 18 hs

Sustentabilidade na Seg. 2014 é Atitude Empreendedora Ricardo Fera

24

S. J. Campos

9 às 18 hs

A Direção Preventiva e a Legislação

Sérgio Berti

24

Bauru

9 às 18 hs

Gerenciamento de Crises em Segurança Empresarial

Roberto Z. Costa

31

Campinas

9 às 18 hs

A Vez do Valor no Marketing de Relacionamento

Marcos Menichetti

junho

3

ABC

9 às 18 hs

As Leis da Persuasão no Dia a Dia das Empresas

Marcos Menichetti

3

São Paulo

9 às 18 hs

Segurança Integrada

Maurício de Faria

6

São Carlos

9 às 18 hs

Atendimento e Recepção no Século XXI

Marcos Menichetti

7

São Carlos

9 às 18 hs

Negociação de Vendas - Foco 2014

Ricardo Fera

7

Campinas

9 às 18 hs

Sistemas Físicos de Proteção e Tecnologias Utilizadas

Maurício de Faria

7

Santos

9 às 18 hs

Direção Preventiva - Acidentes ou Situações Evitáveis

Sérgio Berti

7

Bauru

9 às 18 hs

Gestão de Proteção Executiva

Roberto Z. Costa

8

São Paulo

9 às 18 hs

Metas Pessoais e Profissionais

Carlos M. Nunes

Gestão Estratégica da Segurança das Informações e do Conhecimento

Tácito A. S. Leite

8 ABC 9 às 18 hs

3

S. J. Campos

9 às 18 hs

B.O.P. na Seg. Privada - Brigada Operacional Pró-Ativa

Ricardo Fera

14

Santos

9 às 18 hs

Como Elaborar um Procedimento

Marcy C. Verde

14

São Paulo

9 às 18 hs

O Poder da Equipe de Segurança na Alta Performance

Ricardo Fera

Revista SESVESP

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As inscrições deverão ser feitas no www.sesvesp.com.br ou pelo email: decom@sesvesp.com.br

Programação de cursos realizados pelo Sesvesp Dia

Local

Horário Tema Instrutor junho

14

São Carlos

9 às 18 hs

Gerenciamento de Crises em Segurança Empresarial

Roberto Z. Costa

15

ABC

9 às 18 hs

Gerenciamento de Crises em Segurança Empresarial

Roberto Z. Costa

16

Bauru

9 às 18 hs

Como Elaborar um Procedimento

Marcy C. Verde

20

Bauru

9 às 18 hs

Atendimento e Recepção no Século XXI

Marcos Menichetti

28

Campinas

9 às 18 hs

Sustentabilidade na Seg. 2014 é Atitude Empreendedora Ricardo Fera

28 Santos 9 às 18 hs 29

São Paulo

9 às 18 hs

Gestão Estratégica da Segurança das Tácito A. S. Leite Informações e do Conhecimento Como Elaborar um Plano de Segurança

Marcy C. Verde

julho

1

São Paulo

9 às 18 hs

As Leis da Persuasão no Dia a Dia das Empresas

Marcos Menichetti

4

São Paulo

9 às 18 hs

Sistemas de Controle de Acesso na Seg. Patrimonial

Marcy C. Verde

5

São Carlos

9 às 18 hs

A Direção Preventiva e a Legislação

Sérgio Berti

6

Campinas

9 às 18 hs

Planejamento Estratégico de Segurança

Maurício de Faria

11

Bauru

9 às 18 hs

B.O.P. na Seg. Privada - Brigada Operacional Pró-Ativa

Ricardo Fera

12

ABC

9 às 18 hs

B.O.P. na Seg. Privada - Brigada Operacional Pró-Ativa

Ricardo Fera

12

São Paulo

9 às 18 hs

A Direção Preventiva e a Legislação

Sérgio Berti

14

Santos

9 às 18 hs

As Leis da Persuasão no Dia a Dia das Empresas

Marcos Menichetti

Gestão Estratégica da Segurança das Informações e do Conhecimento

Tácito A. S. Leite

18 São Paulo 9 às 18 hs

19

Bauru

9 às 18 hs

Planejamento Estratégico de Segurança

Maurício de Faria

19

Campinas

9 às 18 hs

Direção Preventiva - Acidentes ou Situações Evitáveis

Sérgio Berti

20

Santos

9 às 18 hs

Barreiras Físicas na Segurança Patrimonial

Marcy C. Verde

21

ABC

9 às 18 hs

Sustentabilidade na Seg. 2014 é Atitude Empreendedora Ricardo Fera

25

S. J. Campos

9 às 18 hs

O Poder da Equipe de Segurança na Alta Performance

Ricardo Fera

26

São Paulo

9 às 18 hs

Liderança Situacional

Marcy C. Verde

27

Santos

9 às 18 hs

Metas Pessoais e Profissionais

Carlos M. Nunes

28

ABC

9 às 18 hs

Atendimento e Recepção no Século XXI

Marcos Menichetti

Visando incentivar a participação das empresas associadas nos cursos e treinamentos oferecidos pelo SESVESP, informamos que o valor da inscrição será estabelecido conforme o número de participantes da mesma empresa, na seguinte proporção: Empresas associadas (adimplentes): de 1 a 2 participantes R$ 50,00 (cada) de 3 a 4 participantes R$ 40,00 (cada) mais de 5 participantes R$ 30,00 (cada)

Empresas não associadas: R$ 150,00 (cada) Empresas fora do segmento:

R$ 300,00 (cada)

Obs.: A presente programação pode ser alterada por motivo de força maior ou adequação às necessidades do SESVESP

março/abril 2011

|7| Revista SESVESP


terceirização

As vantagens da terceirização de serviços

N Gabriel Ribeiro Tinoco Administrador de Empresas pela PUC-SP, MBA em Direção de Segurança Empresarial pela Universidade Comillas de Madrid – Espanha, MBA em Gestão Estratégica de Segurança pela Universidade Anhembi-Morumbi

Revista SESVESP

|8| março/abril 2011

o início dos anos 90 chegou ao Brasil um conceito amplamente adotado em outros países, principalmente nos Estados Unidos: a terceirização de serviços ou, em inglês, outsourcing. Ainda hoje existem muitas dúvidas em relação à terceirização: o que é exatamente a terceirização de serviços? Quais áreas de uma empresa estão sujeitas a terceirização? Como implantar um processo de terceirização? Quais os benefícios e vantagens? Terceirizar um serviço significa transferir a um terceiro (pessoa jurídica) a responsabilidade pelo planejamento, execução e controle de determinada atividade. Atualmente, entre os setores que mais terceirizam, podemos destacar as áreas de informática, contabilidade, logística, telemarketing, portaria, segurança, limpeza e conservação. São passíveis de terceirização, todas as “atividadesmeio” de uma empresa ou organização, ou seja, aquelas que suportam seu produto ou serviço final. Não estão sujeitas à terceirização as “atividades-fim” de uma empresa, ou seja, aquelas que constam no contrato social e que a definem em um contexto empresarial e econômico. Por exemplo: uma empresa de informática pode terceirizar seu serviço de vigilância, mas não pode terceirizar o suporte de TI (tecnologia da informação); em contrapar-

tida uma empresa de vigilância pode terceirizar seus serviços de informática, mas não pode terceirizar a sua segurança. Para que o processo de terceirização seja bem sucedido é fundamental escolher corretamente o parceiro. A empresa de terceirização é aquela que conhece o segmento; que tem know-how. Será a responsável pelo planejamento, execução e controle. Deve otimizar os recursos materiais e humanos e racionalizar a infraestrutura, gerando excelência técnica. Não confundir terceirização de serviços com empresas fornecedoras ou locadoras de mão-de-obra, que apenas disponibilizam pessoas, sem gerar valor agregado ao cliente. É preciso fazer um acompanhamento administrativo eficiente, que controle e fiscalize mensalmente o

A terceirização possibilita uma análise simplificada e objetiva das despesas que compõe o serviço, que se traduz em um controle mais eficiente dos gastos e na redução de custos

pagamento de salários e benefícios e o recolhimento de encargos e impostos. Essa prática visa minimizar o surgimento de passivos fiscais e trabalhistas, da qual o cliente também é responsável, na forma de subsidiário. A terceirização possibilita uma análise simplificada e objetiva das despesas que compõem o serviço, que se traduz em um controle mais eficiente dos gastos e na redução de custos. A diluição de despesas ao longo de doze meses, como férias e 13º salário, alonga o fluxo de caixa e viabiliza a alocação de recursos em outros projetos e investimentos. Em caso de faltas, justificadas ou não, licença maternidade e/ou paternidade, férias e afastamentos médicos, a empresa terceirizada repõe de imediato, e com qualidade compatível, o posto de trabalho que ficou descoberto, mantendo o padrão de produtividade do cliente. No cenário econômico atual, onde a globalização se faz cada vez mais presente, acirrando a competitividade e aumentando os níveis de exigência, a terceirização de serviços, quando bem implantada, é uma excelente opção para empresas que buscam reduzir custos e obter excelência técnica em atividades específicas, concentrando suas energias onde é mais importante, no seu core business.


marรงo/abril 2011

|9| Revista SESVESP


mercado

Grupo MAVE:

uma história de sucesso

O

Grupo MAVE foi fundado por gente: gente que tem a prestação de serviços como seu motivo de vida e trabalho. E é o que se vê e se sente na pessoa de seu fundador Carlins Ferraz, um empresário determinado a trabalhar no segmento de Segurança Privada e serviços fazendo a diferença, para o cliente e para o seu colaborador. No Grupo, cliente e empresa prestadora formam um só time que joga junto, com regras bem estabelecidas e metas conjuntas. Afinal, no campo da segurança privada e de serviços, apesar das regras, há que se ter habilidade para driblar os imprevisíveis desafios do dia-a-dia, frente a um mundo em constante transformação. No Grupo MAVE, o colaborador é muito bem recebido, passando por processos seletivos e de integração, que valorizam a dignidade do trabalhador. “Os profissionais são selecionados segundo sua experiência e performance em campo; selecionamos pensando no tipo de negócio do cliente, personalizando a atuação e a prestação do serviço, o mesmo ocorrendo com o acompanhamento dos serviços ao longo da parceria”, diz Miguel Mota, Gerente Operacional. Para completar o cuidado com seus colaboradores e clientes o Grupo MAVE vale-se de modernas ferramentas do campo da Tecnologia da Informação, como conta Jefferson Oliveira, Analista de T.I.: “utilizamos um moderno software de gestão Integrada para E.R.P, possibilitando a gestão integral da empresa. Privilegiamos o software livre utilizando servidores Linux, barateando a operação e garantindo

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no tamanho certo

São 15 anos de serviços prestados com a seriedade e a determinação de um grupo que, a cada ano, vem marcando o segmento de segurança privada e serviços com qualidade, confiabilidade e respeito por seus colaboradores

Carlins Ferraz, presidente do Grupo Mave

a estabilidade, confiabilidade e baixo custo na prestação de serviços aos nossos clientes, com plataformas seguras de trabalho para os nossos colaboradores”. Na busca por novas ferramentas gerenciais de impacto, iniciou-se a

implantação de metodologia de gerenciamento da rotina, de modo a aumentar a eficácia das suas operações e proporcionar aos colaboradores ferramentas para facilitar o trabalho diário da prestação de seus serviços. O reflexo destas iniciativas não poderia ser outro senão o aumento da eficácia operacional e da proporcional satisfação de seus clientes. Outro ponto forte do Grupo MAVE é a valorização da mulher dentro de seus quadros de colaboradores, atuando como executivas, prestadoras de serviços e também no Departamento Operacional. “As mulheres fazem o diferencial no Grupo MAVE”, nas palavras de Elenice D’amico, Gestora de R.H. do Grupo. E de nada adiantaria tanto trabalho se não houvesse dentro das fronteiras do Grupo MAVE, o guardião dos centavos dos clientes, muito queri-

Carlins Ferraz e sua equipe, que faz do Grupo Mave uma das líderes do mercado


por Lilian Ferracini

do por todos, mas linha dura nas finanças, Domingos Carvalho: “cada centavo de economia gera redução de custos na planilha e refletirá em um serviço prestado com qualidade e preço competitivo. Respeitamos o nosso dinheiro e o dinheiro do nosso cliente”, afirma. A segurança privada e os serviços são o forte do Grupo e a maneira MAVE de trabalhar é traduzida pelas palavras do Gestor de Marketing do Grupo, Ailton Barbosa: ”Trabalhamos para atender às necessidades de nossos clientes, com qualidade e profissionalismo. Buscamos apresentar soluções integradas e inteligentes. Percebemos que o mercado tomador deixou de buscar somente ‘preço’ e atualmente é necessário apresentar soluções eficazes, profissionais competentes e qualidade nos serviços prestados. Nossos colaboradores são treinados

e passam por um processo de integração e ambientação desenvolvido especialmente para o cliente, pois cada cliente é único, e a nossa prestação de serviços é personalizada”. Foco em Recursos Humanos – Para melhorar ainda mais a vida de seus colaboradores, a diretoria instituiu durante o período de trabalho dois intervalos para café de dez minutos cada, um no período da manhã e outro no período da tarde, proporcionando momentos de relaxamento, bom convívio, qualidade de vida, além de um delicioso coffee-break. O Grupo Mave é formado por gente, e para receber os novos colaboradores, integrá-los à cultura do Grupo Mave e treiná-los para a prestação de serviços, Carlins Ferraz fundou o IPPInstituto de Potencialização Pessoal, que tem por objetivo único a valorização do ser humano, através de sua preparação e treinamento para a realização da missão principal do Grupo Mave: que é a de prestar ótimos serviços. “Em nosso segmento, percebemos que a capacitação é um processo len-

to, sendo necessária uma estrutura que capacite nossos profissionais com programas de desenvolvimento humano. O pensamento do Grupo MAVE é aprimorar os nossos profissionais, e a nossa capacitação passa por crivos importantes: paciência e tolerância com o outro que ainda não sabe, mas ainda vai saber, o que fazer. “Hoje as organizações estão comprando os braços e as pernas das pessoas para trabalhar, mas não os seus corações e as suas cabeças. Quando as corporações entenderem que o ser humano é um ser integral, passarão a criar sistemas saudáveis de organizações mais comprometidas com as pessoas e conseqüentemente, passarão a produzir resultados sustentáveis nas operações, nos negócios e no lucro”, ensina Carlins Ferraz, Presidente do Grupo Mave. Perguntado sobre os resultados dessa política, Carlins declarou: “Temos resultados que considero extraordinários porque tenho uma empresa onde as pessoas estão mais conscientes, onde o trabalho é dividido de maneira equânime. Cada um desenvolve as suas atribuições com muito mais liberdade, pois não tenho a necessidade de controles absurdos e rigorosos. Há controle, sim, mas o mínimo necessário. Isso, para mim, é um ganho extraordinário sobre o ponto de vista de estilo de vida de uma organização saudável. Estou muito satisfeito com isso”.

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perfil: Paulo Lofreta

Ele traz o empreendedorismo

em seu DNA Reconduzido à presidência da CEBRASSE, empresário tem se destacado como um dos principais líderes classistas do país

A

criação da CEBRASSE Central Brasileira do Setor de Serviços motivou-se pela necessidade de uma representatividade ativa e com competência para influenciar as decisões e diretrizes traçadas pelos dirigentes do país, levando ao poder público e à sociedade as reivindicações do setor de Serviços. Organização empresarial sem fins lucrativos, fundada em abril de 2004 e inicialmente denominada Associação Brasileira do Setor de Serviços – ABRASSE, a Central surgiu como forte representação política da qual empreendedores brasileiros do setor de Serviços tanto necessitavam, em razão de serem geradores de riquezas traduzidas em geração de postos de trabalho e recolhimento de impostos – a base da economia brasileira. Em junho de 2007, a Diretoria Executiva da ABRASSE atendeu aos pedidos de seus filiados, e transformou a entidade na primeira Central Sindical de Empreendedores do Setor de Serviços. A Central é o resultado da união de lideranças empreendedoras que promovem a defesa e a valorização de interesses do setor produtivo, em especial o de Serviços. A estrutura horizontal da entidade possibilita aos empreendedores uma ampla participação nas principais discussões e debates de interesse da sociedade, visando o equilíbrio entre a administração pública, o mercado e a sociedade. Atualmente, a CEBRASSE reúne aproximadamente 140 entidades empresariais do setor de Serviços em todo o País – entre Federações,

Revista SESVESP

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Sindicatos, Associações, Institutos e Conselhos de classes. São entidades que, juntas, abrigam cerca de 600 mil empresas que geram mais de 9 milhões de empregos formais. À frente da entidade, Paulo Lofreta foi recentemente reeleito para mais três anos de mandato. O empreendedorismo sempre fez parte do DNA desse empresário que atualmente, além de Presidente da CEBRASSE, é Presidente do Grupo Planinvesti (Planvale), Presidente do Clube Atlético Diadema, responsável pelo futebol profissional do Clube Juventus, e Diretor da ADORC – Associação dos Operadores de Documentos de Refeição-Convênio. Muito trabalho? Não para esse egresso do CPOR – Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército. Sem ajuda de pais abastados, resolveu trilhar seu próprio caminho, aos 21 anos, ao montar sua própria empresa de telecomunicações, depois posto de gasolina, restaurante, etc. “Montei quase todo tipo de negócio, sempre no setor de serviços. Até que um dia, entrei em contato com o pessoal da Kraft e passei a ser parceiro deles em alguns projetos. Então, contrataram-me para administrar a empresa de vale-refeição, até que a empresa foi vendida e eu abri a Planvale, oito anos depois, em 1997”, lembra Lofreta. Com a ajuda de seus sócios e funcionários, tem conseguido tornar a Planvale uma das principais empresas de meios de pagamentos do país. Pois, além dos vales-refeições, administra as recargas de bilhete único e de telefonia celular. “Temos uma estrutura

enxuta, por conta da transformação do vale em papel para cartão. Quando era em papel, tínhamos quatro vezes mais funcionários do que hoje. Atualmente, contamos com cerca de 130 funcionários, atendemos no Brasil inteiro, mas o forte da nossa atuação é São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal”. Casado e pai de dois filhos, Lofreta diz que sua motivação vem de constantemente estipular novas metas a serem alcançadas. “Sempre procuro fazer algo a mais. Quando alcanço um objetivo procuro criar um novo porque assim há sempre uma meta para atingir. Creio que a desmotivação acontece quando a pessoa entra em uma rotina e acaba sempre fazendo a mesma coisa. No meu caso, tanto na empresa, quanto na Cebrasse, e até no esporte, nunca tenho rotina, em cada dia há uma novidade, e isso acaba me motivando. Acho que você tem que se manter ativo para ter motivação”. “Eu vim de uma família de classe média baixa, meu pai era operário, e tudo que eu consegui foi por conta própria, eu não tive ninguém que me ajudasse a dar o primeiro passo. O que meus pais me deram foi educação formal, mesmo assim muitas vezes estudei em escola pública. Muitas das coisas que tenho hoje, nem imaginava que teria. Sou feliz demais com minha vida e não posso reclamar de nada. Só tenho a agradecer a Deus todo dia, pois tenho minha família, filhos, uma empresa que está indo bem, e muitos amigos, o que é muito importante. Acho que minha vida está completa, só tenho que agradecer”, finaliza.


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Arquivo Exército Brasileiro

perfil: Cel. Paulo Roberto Cardoso

Um amigo da Segurança Privada O Coronel Paulo Roberto Cardoso, do Exército, vê similaridades entre as Forças Armadas e a Segurança Privada, principalmente na qualificação de seus integrantes

Revista SESVESP

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U

m dos maiores apoiadores do setor de segurança privada é o Cel. Paulo Roberto Carsoso, Chefe da Seção de Inteligência da Subchefia de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa. Incorporado às fileiras do Exército Brasileiro na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1977, Cel. Cardoso ocupou os cargos de Comandante de Esquadrão do 1º Regimento de Carros de Combate; Oficial de Operações do 20º Regimento de Cavalaria Blindado; Chefe da Seção de Logística, do Comando da 2ª Divisão de Exército; Oficial da Subchefia de Política de Pessoal do Estado-Maior do Exército; Oficial da Subchefia de Inteligência do Estado-Maior do Exército; Comandante do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército de São Paulo; Subchefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste; Subchefe do Centro de Operações do Comando Militar do Oeste; e Chefe da Seção de Defesa Externa do Comando de Operações Terrestres. Sobre sua vocação,

acredita que “os laços cognitivos com a carreira das armas foram firmados a partir de visitas ao Regimento Itororó, Organização Militar que participou da Força Expedicionária Brasileira, hoje 5º Batalhão de Infantaria Leve, e sediado em Lorena/SP. Creio que essa relação se desenvolveu, principalmente, em decorrência de apreciar os desfiles cívico-militares de Sete de Setembro, e pelas participações nas antigas exposições de materiais da Força Terrestre, denominadas “Expo Ex”, e realizadas nas cidades de Santos e São Paulo”. Suas principais conquistas profissionais foram aquelas desfrutadas no início da carreira até o posto de Capitão. “A honra e a vibração de comandar um Pelotão de Carros de Combate pode e deve ser uma extraordinária conquista para um jovem oficial. Em seguida, a experiência de servir em São Paulo, no tradicional Esquadrão Anhanguera, uma das experiências mias significativas da vida de caserna, pela gama de conquistas durante


por Lilian Ferracini um período de profundas mudanças lado ao comparar o profissionalismo político-sociais no País. Assim, todas dos respectivos integrantes, a partir as conquistas foram desfrutadas ao do rigoroso processo de seleção para o ingresso e composição dos quadros, seu tempo. As iniciais foram operaseguido e relacionado à formação e cionais e, portanto, mais vibrantes. às qualificações para a manutenção As subseqüentes estão relacionadas ao trabalho no ambiente de estadosde profissionais nesses importantes maiores, até mesmo o Comando de segmentos da sociedade.  Além disuma Organização Militar com a missão so, são muitas as qualidades morais precípua de contribuir para a formação exigidas para permanência nessas atide Oficiais da Reserva, em São Paulo. vidades, que apesar de distintas na Desta forma, as mais recentes conquissua origem e destinação contribuem tas são decorrentes de um esforço de significativamente para a sociedade. equipe e exigiriam o relacionamento “Um exemplo que marcou essa relade todos aqueles que contribuíram ção foi a participação das Forças ArCel. Carsoso, chefe da seção de madas em conjunto com o segmento para os verdadeiros sucessos alcaninteligência da Subchefia de Inteligência das empresas de Segurança Privada, çados”, declara o Coronel. Estratégica do Ministério da Defesa por ocasião da substituição da moeda No presente, o Cel. Cardoso tem a sociedade brasileira necessita de brasileira, no ano de 1994. Naquele esperança de ter saúde para planepessoas que trabalhem com idealismomento histórico para o País, foi jar e desenvolver muitos projetos na mo, em prol dessa Nação que está desencadeada a Operação Real Plus, esfera profissional. Os objetivos esem âmbito nacional, quando tivemos assumindo um novo patamar polítão relacionados ao atual cargo que o privilégio de conhecer e iniciar a tico-econômico, no contexto global. desempenha, Gerente no âmbito do Ministério da Defesa. Atua integrado interação com profissionais da SeguAssim, temos muito que fazer, em a um Sistema, que apresenta amplas rança Privada. Assim,  recordo e posso todos os segmentos da sociedade, e perspectivas de interação, em benefípara tal, todos precisam ou devem estestemunhar o esforço desenvolvido cio do Estado soberano. “Os desafios tar motivados”. por esses profissionais (empresários desse novo tempo que estamos vivenEm sua opinião, as Forças Armadas e funcionários) para que o transporte, do podem servir de motivação, desde e a Segurança Privada andam lado a a guarda, e escolta, a distribuição e que nos dediquemos posterior entrada em a alcançar objetivos circulação do Real fos...a experiência de servir em São Paulo, no legítimos no futuro. tradicional Esquadrão Anhanguera, uma das sem realizadas com seConsidero que o País gurança e inigualável experiências mais significativas da vida de caserna, sucesso. Essa perfeita está atingindo uma pela gama de conquistas durante um período de relação de trabalho renova fase de desenvolvimento. Todavia, profundas mudanças político-sociais no País. presentou e ainda representa um exemplo de extraordinária competência para o mundo”, relembra o Militar. Por isso, ele considera que  a organização, a coordenação e a defesa dos legítimos interesses das empresas do setor apresenta e enaltece a importância das entidades representativas, como o SESVESP. “Na minha opinião,  torna-se fundamental reconhecer, manter e estimular a atuação de tais entidades, tudo isso com o objetivo precípuo de aprimorar os resultados a serem alcançados pelas próprias empresas que prestam imTreinamento portantes serviços para a sociedade Tropas Especias brasileira”, finaliza.

Arquivo Exército Brasileiro


perfil: Deputado Laércio Oliveira

“Trabalhador não é mercadoria”

E

stá tramitando na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de autoria do Deputado Federal Laércio Oliveira (PR/SE) que dispõe sobre a realização de licitação na modalidade Pregão Eletrônico no âmbito da Administração Pública. Ele discorda que os serviços comuns sejam contratados por essa modalidade. “Há uma economia com a aplicação desse tipo de licitação, mas, em contrapartida, perdemos na qualidade dos bens e dos serviços prestados”, afirmou o parlamentar. Segundo Laércio, a principal ferramenta é o trabalhador. “Não se pode tratar a pessoa, o empregado, como uma mercadoria tangível e capaz de ser submetida a um leilão”. Com a edição da Lei nº 5.450/2005, foi criada a modalidade de licitação denominada Pregão Eletrônico no âmbito de contratações realizadas pela administração pública. O Pregão inclui a contratação de serviços comuns. “Não podemos aceitar que esse contrato seja objeto de leilão, já que mais de 90% dos custos do setor de prestação de serviços são destinados exclusivamente ao pagamento dos salários de seus funcionários. Não é possível utilizar essa modalidade para reduzir os valores de contrato, pois dados técnicos, como por exemplo, a base salarial da categoria, devem ser levados em conta”, informou. “Contratar mão-de-obra pelo menor preço é um erro gravíssimo. O menor preço precariza a atividade de terceirização e as conseqüências são as piores possíveis, porque a corda arrebenta sempre para o lado dos trabalhadores. Precisamos criar uma lei definitiva que melhore esse ambiente” Segundo o Deputado, a maioria dos problemas relacionados à terceiriza-

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ta e tem um legítimo representante do setor de serviços. Eu tenho muito orgulho de ser protagonista desse momento. Creio que tenho a obrigação de colocar o gabinete à disposição e de deixar as portas abertas para todos, para que eu possa demandar projetos, iniciativas que ajudem o setor de serviços. Porque o nosso setor sempre esteve na defensiva, todas as vezes que nos levantamos foi para nos defender; nunca buscamos ações que nos favorecessem. Na Câmara dos Deputados, estou aos poucos me rotulando como o deputado do setor de serviços. Tenho um extremo orgulho em ser reconhecido dessa forma”.

ção, como o não pagamento de direitos trabalhistas, ocorre no serviço público. “O governo só quer contratar pelo menor preço. Mas, para prestação de serviço, deve-se contratar por outros critérios”, disse. “O pregão eletrônico é para comprar produtos”. Para debater esse e outros assuntos, o Deputado pretende criar uma frente pró-terceirização. “Vou buscar o apoio dos colegas deputados, pois preciso de um terço de assinaturas para encaminhar Estatuto da Segurança o requerimento pe– Sobre a nova legisdindo a instalação da lação que está tramifrente parlamentar do tando no Congresso, setor de serviços. Eso Deputado declarou: tou muito empolgado “o setor precisa descom essa iniciativa, se Estatuto imediae tenho certeza que tamente, principalvai dar certo. Iremos mente para que não marcar terreno dentro vejamos a precarizada Câmara dos Depução dentro dessa atitados a favor do nosso vidade de uma forma setor”, garantiu. tão acentuada, com O Deputado Laérinvasão de emprecio Oliveira considera sas clandestinas. o setor de seguranNós iremos ajudar a Contratar mão-deça privada importanobra pelo menor preço construir esse camitíssimo para o país, nho porque teremos é um erro gravíssimo. porque faz parte dos um futuro muito proO menor preço serviços terceirizáveis missor para o setor precariza a atividade e sem a terceirização através dos eventos o Brasil para. “Não que acontecerão no de terceirização e as tem como o país caconseqüências são as nosso país e precisaminhar sem utilizar mos estar preparapiores possíveis essa ferramenta tão dos e perfeitamente importante de gestão, principalmente qualificados para isso. E avançaremos na administração pública”. muito mais, por isso o Estatuto é uma ferramenta indispensável para que No entanto, o deputado reconheconsigamos regulamentar o que for ce que não há disposição da classe preciso. Meu gabinete está à dispoempresarial do setor de serviços em demandar ações politicamente. “Mas sição de todos para contribuir com não existe o sucesso sem que passe tudo isso. Se eu puder fazer parte, emprestarei minha experiência, com pela política. E esse é um momento importante, pois hoje o setor despero maior prazer”.


Quando o assunto é segurança, informação de qualidade faz toda a diferença.

Uma homenagem do Grupo Protege à Revista SESVESP, que há 100 edições promove a integração e o fortalecimento do segmento de Segurança Privada.

PROTEGE. DE PESSOAS PARA PESSOAS.


perfil: Dr. Adelar Anderle

Regulação do Mercado

requer interação

A

Coordenador Geral de Controle da Segurança Privada promove o controle e o desenvolvimento do setor

delar Anderle tem se destacado à frente da Coordenação Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP) em virtude do excelente trabalho que vem desenvolvendo no combate à clandestinidade, reformulação da legislação do segmento e modernização da atividade, entre outras ações. Com uma experiência de 10 anos como oficial da Polícia Militar do Rio Grande do Sul e 16 anos como policial federal, Adelar Anderle traz em seu currículo cursos como o de Gestão de Segurança Pública na Academia do FBI nos Estados Unidos; pós-graduação e mestrado em Direito Constitucional e MBA e Gestão de Segurança Pública na Fundação Getúlio Vargas, o que o credencia como uma das maiores autoridades em segurança do país. À frente da Coordenação, o desafio inicial e vencido foi estudar profundamente a questão da segurança privada buscando o embasamento teórico e jurídico constitucional para que ele pudesse direcionar os seus trabalhos. O segundo ponto foi propor uma mudança cultural dentro da Polícia Federal. “O nosso policial é mais treinado para fazer polícia judiciária investigativa. Portanto, ele vê do outro lado da mesa sempre a possibilidade de se capturar um bandido. Enquanto que nas atividades de polícia administrativa da PF, como é o caso do controle da segurança privada, controle de produtos químicos, o porte e registro de armas, necessita-se da interação com a sociedade. Ou seja, a Polícia Federal precisa interagir junto

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ao mercado para que possa regulá-lo e fazer com que ele cresça com saúde. Ora, colocar na cabeça de policiais treinados para combater o crime, que eles vão regular um mercado é uma missão muito difícil. Ela ainda não está vencida por inteiro, mas muitos já entenderam a mensagem e já estão adotando essa prática de um estado gerencial e que interage com o segmento”, conta Dr. Adelar. Mas não é só isso. Além de uma campanha de conscientização interna, Dr. Adelar continuou e aperfeiçoou o trabalho iniciado pelo Dr. Wantuir Jacini, implantando o GESP – Gestão Eletrônica da Segurança Privada, automatizando e acelerando os trâmites processuais da segurança privada. Mas o maior esforço tem sido realmente criar um Estatuto da Segurança que contemple todos os segmentos que compõem a segurança privada e que reúna em si todas as propostas de diversos projetos de lei que tramitam

Adelar Anderle, Coordenador Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP)

no Congresso sobre o tema. E com o Estatuto ainda em tramitação, Dr. Adelar já se dedica a um novo projeto: acompanhar os trabalhos de preparo do país para a Copa 2014 e para as Olimpíadas no tocante à segurança privada. “O GESP é uma realidade e está provando dar certo. Desde 2006, tivemos muitas promessas, muitas quedas, muitos erros, mas nos levantamos de novo, fizemos ajustes e hoje o GESP está em pleno funcionamento. Eu tenho orgulho em dizer que já assinei diversos processos de compra de armas que duraram dois dias, desde o pedido da empresa. Imagine que antes o processo durava meses pelo malote, e hoje, em dois dias, um processo desses é eletronicamente aprovado. Existem empresas recebendo sua revisão em 10, 15 dias porque elas entram no sistema com toda a documentação necessária. Agora, para aquelas empresas que não entram com a documentação ou praticam algum erro no GESP, o processo vai demorar um pouco mais porque a empresa é notificada, são feitos os ajustes, além do retrabalho, pois o analista tem que rever tudo depois que as inconsistências são sanadas. Atualmente, muitas empresas estão manifestando-se a favor do GESP, mas um pequeno percentual ainda enfrenta problemas por conta dessas inconsistências e erros”, garante Dr. Adelar. Quanto ao Estatuto, o Delegado lamenta muito que a Comissão Especial criada pelo então Presidente da Câmara, Michel Temer, sob a presidência do Deputado Federal Felipe Pereira,


por Lilian Ferracini

não tenha concluído os seus trabalhos e aprovado o Projeto na Câmara porque nesse momento, o Estatuto já poderia estar no Senado num ambiente favorável à aprovação final. “Nós perdemos uma grande oportunidade, pois essa comissão já estava em fase de aprovação. Hoje, o Projeto está na Câmara aguardando um relator para formar uma nova comissão. Assim, para que o trabalho não ficasse parado, o Ministro da Justiça está com o Estatuto em mãos para encaminhálo como Projeto do Governo em regi-

me de urgência. Se o ministro fizer isso, vai dar celeridade ao processo e a nova legislação poderá ser aprovada em pouco tempo. Então, atualmente, o ator principal é o Ministro da Justiça que poderá dar o impulso necessário para a aprovação”, conclui. O Coordenador Geral da Segurança Privada diz que o que o motiva a continuar trabalhando e travando lutas “hercúleas” é o fato do Brasil clamar por segurança, saúde, educação, etc. “Segurança é um dos itens de clamor público. E eu vejo que os órgãos de

segurança pública têm uma missão constitucional de reduzir a criminalidade nos espaços públicos e a segurança privada tem um papel muito grande dentro dos espaços privados. Com os dois tipos de segurança compondo uma força única, através da integração, nós poderemos chegar à redução da criminalidade. Isso é real, é palpável. Assim, minha motivação vem de acreditar nisso e querer fazer com que todos entendam, principalmente policiais e vigilantes, que precisam trabalhar de forma integrada, mas cada qual no seu próprio campo de atuação, sem se confundir”, explica o Delegado. Dr. Adelar diz que a importância da segurança privada no contexto social brasileiro é indiscutível. “Cada vez mais a segurança privada é indispensável até porque os vigilantes ocupam postos de trabalho em espaços comunais. Há vigilantes em hospitais, shoppings, bancos, etc., então todos os que circulam por essas áreas são beneficiados por uma segurança regular. Fora isso, eu diria hoje que a segurança privada não pode ser suprimida no país, mesmo porque todo o nosso dinheiro circula nas mãos de vigilantes. Imagina se o dinheiro não circular, o que acontece com o país! Assim, a segurança privada permite a redução da criminalidade e a continuidade da ordem social”.

A segurança na Copa do Mundo de 2014

C

om relação à Copa de 2014, Dr. Adelar diz que não será a Polícia Federal que irá dizer qual o modelo de segurança que será aplicado dentro dos estádios durante a Copa. Se será o modelo integrado onde a segurança privada faz toda a operação nos estádios e as polícias ficam em stand by intervindo sob demanda em caso de crime ou em caso de grave perturbação da ordem, que é o modelo FIFA, ou se será descartada a participação da segurança privada. No entanto, Dr. Adelar acredita que

“no momento em que o Governo Federal assinou um acordo com a FIFA, que diz que os regulamentos da FIFA serão empregados durante os jogos no Brasil e que a FIFA vai respeitar a legislação brasileira, fica claro pelo regulamento de segurança da FIFA que a segurança nos estádios deve ser privada. Mas, de qualquer forma, falta o Governo deliberar sobre qual modelo será adotado. E essa deliberação não cabe à Polícia Federal, mas deve ser decidida pelo Ministro dos Esportes ou pela Presidente da República”.

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perfil: Luiz Flávio Borges D’Urso

Fortalecimento

da segurança privada beneficia

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massacre covarde de crianças indefesas dentro da escola pública Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, mereceu o repúdio de todos os brasileiros e abriu um importante debate sobre a necessidade de a sociedade buscar respostas que possam aplacar esta dor, motivada por uma brutalidade tão desmedida. De acordo com o que se apurou até o momento, uma das armas utilizadas pelo assassino das crianças no Rio de Janeiro estava entre as roubadas de civis e demonstra que o país ainda carece de medidas adicionais às previstas no Estatuto do Desarmamento para controlar de forma mais eficaz o registro e o porte de armas de fogo. Atualmente, o Brasil tem em circulação 16 milhões de armas, sendo que 14,5 milhões estão nas mãos de civis. Agora, sob o impacto da brutalidade do massacre dos estudantes no Rio de Janeiro, propõe-se um novo plebiscito, formulando a mesma pergunta ao povo brasileiro em um espaço de tempo de apenas seis anos. Segundo o Presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, “uma nova consulta popular não será o remédio tão esperado para combater os males decorrentes da violência, que cresce, toma novas formas e, muitas vezes, nos deixa perplexos diante de um ato

a segurança pública

Luiz Flávio Borges D’Urso, Presidente da OAB/SP, vê com reservas o plebiscito sobre a proibição das armas e lei de licitações para a contratação de serviços de barbárie que até então desconhecíamos, perpetrado pelo fácil acesso a uma arma de fogo, ceifando vidas inocentes. Além disso, os recursos para uma nova consulta -a anterior custou R$ 250 milhões- poderiam ser aplicados em outras áreas mais prioritárias para o país, como a própria segurança pública, no setor de inteligência e de prevenção ao crime, para equipar melhor as polícias federal e estaduais e combater o ingresso de armas ilegais”. Uma das formas de se garantir a minoração da violência na sociedade é através do fortalecimento da segurança privada, que hoje é fundamental. O Estado não tem condições de sozinho suprir todas as necessidades da população. Assim, pelo atual estágio de desenvolvimento do Brasil torna-se indispensável a articulação da sociedade civil. A segurança privada em conjugação com as iniciativas do Governo traz um resultado positivo. As empresas – controladas pelo Estado, através de limites que a legislação específica lhes impõe, tem realizado um papel muito importante para a sociedade, de modo

Na nossa estrutura, o Estado tem um papel de coordenar as atividades de toda a sociedade, mas a construção da riqueza, no Brasil, repousa nas mãos da iniciativa privada, classes sociais, segmentos profissionais e as entidades que representam esses segmentos

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que aqueles que advogam contra as empresas de segurança privada deveriam mudar o foco e trabalhar no sentido de contribuir para que a segurança privada pudesse efetivamente ampliar os aspectos de sua atuação, melhorando os resultados que toda população espera”, declara o Presidente da OAB/SP, reeleito por duas vezes e um dos mais proeminentes juristas do país. Ainda sobre a iniciativa privada, o advogado também destaca a importância das entidades representativas, na construção de um país melhor: “na nossa estrutura, o Estado tem o papel de coordenar as atividades de toda a sociedade, mas a construção da riqueza, no Brasil, repousa nas mãos da iniciativa privada, classes sociais, segmentos profissionais e as entidades que representam esses segmentos. As entidades não só traduzem as aspirações dos segmentos, mas constróem a concretização de um Brasil melhor. Eu tenho muita confiança nesta articulação da sociedade, não acredito que o Governo faça tudo, não acredito que o governo resolva os problemas que afligem o Brasil, mas se a sociedade organizada se põe em marcha unida nessa articulação que o governo tem a obrigação de fazer, ai sim, nós teremos condições de superar muitos dos problemas brasileiros, que ainda são imensos”. Um desses problemas é o desemprego. No setor de segurança, ele acon-


tes que tem o menor preser no âmbito público. ço, por regra, é o próprio Quando o Estado lança A conjugação Governo. Através da Lei mão de licitações para de qualidade e 8666/93, o Estado contrata complementar a segupreço é o que mão-de-obra pelo merança pública com sedeve ser alvo gurança privada, é obvio nor preço, assim como faz com insumos, como de interesse que a busca exclusiva de canetas e papéis. preço faz com que haja para aquele não só a frustração, mas Para Dr. D´Urso, “”a que contrata, problemas seriíssimos. lei de licitações preciseja no plano sa ser aperfeiçoada, pois Temos que ressaltar que público, seja não atende mais os inestamos trabalhando com privado um ser humano armado teresses, inclusive dos entes públicos, até pela e isto traz a necessidade necessidade de um sistema mais ágil. de preparo. Em segundo lugar, esse Além disso, escolher um prestador ser humano armado atua dentro de um espaço de autorização legal, que de serviços pelo menor preço precise não tiver um absoluto preparo e sa ser revisto, porque muitas vezes controle, gera desastres”, finaliza o o menor preço não traz o melhor jurista que tem amor à sua profissão, produto ou a melhor qualidade. A justamente porque ela lhe dá condiconjugação de qualidade e preço é o ções de melhorar a sociedade em que que deve ser alvo de interesse para vive, debatendo temas importantes aquele que contrata, seja no plano público, seja no privado. Assim deveria e propondo soluções.

tece muitas vezes porque as empresas que cobram preços muito abaixo do mercado, chamadas de inexequíveis, acabam não pagando os encargos sociais, nem benefícios, até que não conseguem nem mesmo pagar os salários e terminam por fechar as portas, deixando os profissionais “na rua. E o pior é que um dos contratan-

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perfil: Deputado Barros Munhoz

Mais autonomia

para as Assembléias Legislativas

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presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e presidente do Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas do Brasil, Barros Munhoz, coordenou no dia 24 de fevereiro passado, em Brasília, um evento promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), que debateu alternativas para o fortalecimento parlamentar. No encontro, os presidentes de assembleias legislativas de todo país discutiram os próximos passos na luta pela ampliação da autonomia dos Estados para legislar sobre temas atualmente reservados apenas ao Congresso Nacional e à União. Para isso, encaminharam ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC). Os projetos de decretos legislativos já aprovados pelas assembleias legislativas e a proposta de emenda à Constituição, permitem que as assembleias passem a legislar e regulamentar temas como trânsito e transporte, propaganda comercial, direito agrário, licitação e contratação e matéria processual. Os parlamentares estaduais também propõem a transferência do poder decisório aos Estados e municípios para a fixação dos percentuais para investimentos em saúde, bem como as Diretrizes de Bases na área da Educação que, por força da Constituição Federal, estão afetas à União.  Segundo Barros Munhoz, as assembleias legislativas são cobradas para que atuem em questões mais próximas ao cidadão e encontram-se

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Caso a Proposta seja aprovada, questões como licitações e contratações públicas poderão ser legisladas em âmbito estadual travadas no seu direito de legislar. E este, em sua avaliação, é o momento oportuno para rever o quadro atual e avançar no sentido de dar mais poder aos legislativos estaduais.

consenso das bancadas, no primeiro semestre de 2009 foram votados mais de 70% do estoque desses projetos. Quase todos os projetos aprovados pelo Plenário tiveram emendas acolhidas; melhorando, adequando o texto inicialmente proposto. Entre eles, vale Atuação na ALESP – Barros Munhoz foi eleito, pelos seus pares, Presidendestacar a Lei da Billings, que teve, te da Assembléia, em 15 de março inclusive, emenda de Plenário elabode 2009. O fortalecimento da reprerada tendo por base as explanações feitas nas audiências públicas promosentação política norteia sua gestão. vidas. Foi aprovada também a lei que Enfatizam-se os vários canais de inproíbe o fumo em lugares fechados, terlocução da Alesp com a sociedaa que estabeleceu o piso salarial no de, a ampliação das atividades das comissões temáticas permanentes e Estado, a que garantiu a manutenção as audiências públicas no interior e do sistema de previdência da Ordem capital. Na área administrativa, por dos Advogados, além da LDO (Lei de meio de decisão conjunta da atual Mesa Diretrizes Orçamentárias), entre tanDiretora, foram enxugadas despesas tas outras. previstas para este ano e, com os reCom o encerramento da 16ª Lecursos assim economizados, sem onegislatura, em 15 de março passado, o rar o Orçamento, foi possível concluir Deputado Barros Munhoz teve a opora obra do Anexo da Assembleia, com tunidade de fazer um balanço das atitodas as providências para integrá-lo vidades nos últimos quatro anos: “a 16ª ao prédio principal. Legislatura apresentou Cada um resultados muito conÀ frente do maior parlamento estadual da sistentes. Só um exemdos 645 América Latina, logo que plo: foram aprovados municípios tem assumiu Barros Munhoz mais de 2.400 projetos. sua própria encontrou 1.721 projetos A começar pela criação de decreto legislativo na realidade, seus da SPPREV (São Pauordem do dia, prontos próprios problemas lo Previdência), que para serem votados. Es- e suas próprias pode ser considerado ses PDLs são pareceres um dos mais imporreivindicações, do Tribunal de Contas tantes trabalhos parque geralmente do Estado e é a forma lamentares da história da Casa, possivelmente do Legislativo fiscali- dependem do zar o Executivo. Com o auxílio do Estado superado apenas pela


A


perfil: Deputado Barros Munhoz

Constituinte de 1989. Um enorme esforço de discussão envolveu cerca de 20 entidades do funcionalismo. Realizaram-se mais de 50 reuniões, inclusive com a participação dos secretários da Fazenda, Casa Civil e Justiça, e ainda do ministro da Previdência e do presidente do INSS. A emenda aglutinativa afinal aprovada incorporou 26 pontos ao projeto original do Executivo, que assim foi aprimorado. Conseguiu-se resolver a situação de mais de 200 mil trabalhadores temporários (a maioria da Educação e da Saúde). A economia gerada para os cofres públicos chegou a R$ 20 bilhões. Pode-se dizer que esse foi o modelo com que a Assembleia tratou as propostas do governador, que normalmente referem-se a temas sobre os quais os próprios deputados não têm o poder de apresentar projetos. É assim que legislamos nesses casos: debatendo amplamente, ouvindo democraticamente todos os interessados, sugerindo emendas e aperfeiçoando

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As Comissões Parlamentares de Inquérito voltaram a funcionar plenamente, em função também da reforma do Regimento Interno, que as regulamentou. Nesse período, foram instaladas 21 CPIs

o texto inicial”, explicou o Deputado Barros Munhoz. O Deputado citou mais alguns exemplos • a Lei Antifumo, trouxe para o Palácio 9 de Julho renomados especialistas e militantes anti-tabaco, como o dr. Drauzio Varella, que debateram em audiência pública com representantes do setor de bares e restaurantes; • a Política Estadual de Mudanças Climáticas é a primeira e a mais mo-

derna legislação do País, e também mobilizou a sociedade em quatro audiências públicas. Foram acolhidas 13 emendas, sendo a mais importante aquela que determina a redução de 20 por cento na emissão de gases poluentes até 2020; • a Nota Fiscal Paulista representou avanço no combate à sonegação e no estímulo à cidadania. Mais de 10 milhões de paulistas já se cadastraram, e mais de R$ 3,3 bilhões já foram distribuídos em créditos e prêmios. Os sorteios, aliás, foram previstos numa das oito emendas aprovadas. Houve, ainda, propostas do Executivo que aproveitaram projetos de deputados que tinham sido aprovados, mas vetados por questão de iniciativa. Criou-se, nessa situação, o projeto de isenção ou dispensa do pagamento do IPVA dos carros furtados ou roubados; e o projeto que ampliou os períodos de licença-maternidade, licençapaternidade e licença por adoção no funcionalismo. “No que se relaciona à fiscalização, a Assembleia deu grandes e expressivos passos em sua 16ª Legislatura. As Comissões Parlamentares de Inquérito voltaram a funcionar plenamente, em função também da reforma do Regimento Interno, que as regulamentou. Nesse período, foram instaladas 21 CPIs (ante apenas duas no período anterior)”, lembra Barros Munhoz que também fez questão de ressaltar o papel do parlamentar como interlocutor e intermediário entre os municípios e o governo do Estado. “Cada um dos 645 municípios tem sua própria realidade, seus próprios problemas e suas próprias reivindicações, que geralmente dependem do auxílio do Estado. Nesse sentido, os deputados e deputadas atuam permanentemente em conjunto com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, representantes de setores empresariais e de trabalhadores, seja em suas bases, seja no Palácio 9 de Julho, transformando a Alesp na verdadeira Casa do Povo”.


Figueira de Almeida Formação de Vigilantes Ltda Com tradição e competência no ensino de segurança privada, oferece os seguintes cursos: CURSO DE FORMAÇÃO DE VIGILANTES RECICLAGEM DA EXTENSÃO EM ESCOLTA ARMADA CURSO DE EXTENSÃO EM SEGURANÇA PESSOAL PRIVADA RECICLAGEM DA EXTENSÃO EM SEGURANÇA PESSOAL PRIVADA EXTENSÃO EM EQUIPAMENTOS NÃO LETAIS I CENL I EXTENSÃO EM EQUIPAMENTOS NÃO LETAIS II CENL II CURSO EXTRA CURRICULAR DE SUPERVISOR CURSO EXTRA CURRICULAR DE PORTEIRO CURSO EXTRA CURRICULAR DE SEGURANÇA EM CONDOMINIOS CURSO EXTRA CURRICULAR DE SEGURANÇA EM EVENTOS CURSO EXTRA CURRICULAR DE DEFESA PESSOAL COM TONFAS CURSO EXTRA CURRICULAR DE MANUTENÇÃO EM ARMAS

Regional Sorocaba: Avenida Washington Luiz, 202 - Jardim Emília - CEP: 18031-000 SOROCABA - SP Fone/fax 15 3388-2100 - E-mail: engefortso@engefort.com.br

Regional Ribeirão Preto: Rua General Osório, 1081 - Centro CEP: 14010-000 RIBEIRÃO PRETO SP Fone/fax 16 3515-2300 E-mail: engefortrpo@engefort.com.br

Regional São Carlos Passeio das Quaresmeiras, 211 - Parque Faber 13561-350 SÃO CARLOS - SP Fone/fax 16 2107-4400 E-mail: engefort@engefort.com.br


inclusão

Pacto Coletivo garante

Mudança Social As medidas celebradas vêm sendo cumpridas pelas partes, melhorando a vida de centenas de pessoas

E

m 18 de janeiro passado, o Pacto Coletivo pela Inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho foi renovado com a Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo – SRTE/SP, por mais dois anos. Com esse acordo, as empresas de segurança signatárias do pacto assumem o compromisso de empregar um percentual da cota imposta pela Lei 8213/91 (a chamada “Lei de Cotas”) em seu quadro administrativo, uma vez que a Lei 7102/83 impõe que o vigilante esteja em plenas condições físicas e mentais. Para o auditor José Carlos do Carmo, a Lei de Cotas vem reparar uma “injustiça histórica”, à qual as pessoas com deficiência foram submetidas. De acordo com o auditor, se não fosse a ameaça da multa, seria muito difícil que houvesse avanços na emprega-

bilidade. José Carlos, porém, revela que aplicar a multa não atinge o resultado almejado. Por isso, o auditor é favorável ao “pacto pela inclusão”, entre sindicatos de trabalhadores e empresas. Duas das medidas que devem ser adotadas pelas empresas e pelas entidades sindicais signatárias já vinham sendo cumpridas como parte dos acordos anteriores. Promover a capacidade profissional de pessoas com deficiência, por meio de cursos adequados às

Considero o pacto coletivo um trabalho muito importante. É fundamental que as empresas contratem também pessoas com deficiências para seus quadros administrativos, além de incentivarmos a capacitação profissional e a prática de esportes através de entidades assistenciais

Jose Fortunato Gatti Lanza, Presidente do Sindicato de Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância de Presidente Prudente

É gratificante e estimulador para nós, como dirigentes sindicais e promotores de justiça social e trabalhista, a oportunidade de tornarmo-nos participantes da divulgação desse pacto coletivo pela inclusão de pessoas com deficiência, que se propagou na segurança patrimonial privada envolvendo empresas, SESVESP, FETRAVESP, Ministério do Trabalho, organizações estas que juntas se prontificaram a desenvolver uma campanha de conscientização envolvendo a sociedade, trabalhadores e empresas. É preciso que haja um despertar para  o entendimento de que os “deficientes”  também são seres humanos sujeitos a todos os deveres e direitos que a sociedade oferece a todo cidadão. E essa luta não termina aqui. Ela tem história e precisa ser respeitada e incentivada, pois em 09/12/1975, foi aprovada a “declaração dos direitos das portadoras de deficiência, no qual destacamos o artigo 3º. “as pessoas portadoras de deficiência têm o direito inerente de respeito por sua dignidade humana. Qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, os seus portadores têm os mesmos direitos fundamentais que os cidadãos da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar uma vida decente, tão normal e plena quanto possível

José Antonio de Souza, Presidente do Sindicato de Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância de Bauru)

Revista SESVESP

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por Lilian Ferracini

O pacto é importantíssimo para o setor, pois vem ao encontro dos questionamentos das empresas de segurança por ocasião da publicação da Lei de Cotas. A questão era como atender a legislação, uma vez que o vigilante precisa estar pleno de suas capacidades. Assim, o pacto criou caminhos para cumprir a lei, sem afetar os serviços e a maneira da prestação de serviços de segurança

Valdemar Donizete de Oliveira, Presidente do Sindicato dos Empregados Operacionais e Administrativos das Empresas de Segurança, Vigilância e seus Anexos de São Paulo-SP

necessidades do mercado, ao longo veis, não só para as empresas de segurança, como também para qualquer da vigência do pacto. outro ramo de atividade. O SESVESP realizou, em parceria com o Instituto Hippocampus de Psi“Eu trabalho nesse setor há mais cologia, com imenso sucesso a capade 20 anos, atuei muito tempo na citação profissional de AACD – Associação de aproximadamente 800 Apoio à Criança DefiEsse pacto muito ciente, no Hospital Albert pessoas portadoras de importante. Um avanço deficiência, com cursos Einstein, onde fiz atendimuito grande para o oferecidos em São Paulo, mento clínico das pessoas mercado de segurança. Campinas, Cotia, Santos que sofriam acidentes e Apoiamos! Estamos e São José dos Campos. ficavam paraplégicas ou juntos nessa batalha Após cada turma capatinham membros ampuJorge Roberto Zacarias, Presidente do Sindicato dos tados. Foi, então que percitada, os currículos são Empregados em Empresas inseridos no site do sincebi que se não houver de Segurança e Vigilância de Araraquara-SP dicato, ficando disponía reabilitação profissio-

Antes de mais nada, incluir as pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho é uma questão de cidadania. Muitas vezes uma pessoa não tem um dedo, ou a mão, ou outro membro, mas intelectualmente é muito capaz, muitas vezes até acima da média. E, assim pode contribuir muito para o mercado. Acho que todos ganhamos com isso, mas principalmente a sociedade. Afinal, essas pessoas têm uma sensibilidade maior, têm histórias de superação que acabam inspirando todos à sua volta. E os sindicatos têm o dever de lutar por formas de facilitar a inclusão social dessa parte da população, conscientizando a sociedade para a importância desse processo, respeitando essas pessoas como elas merecem Jorge Francisco da Silva, Presidente do Sindicato dos Empregados Vigilantes e Seguranças em Empresas de Segurança e Afins de São Bernardo do Campo-SP

ADD – Associação Desportiva para Deficientes

C

riada em 1996 pelo professor de educação física Steven Dubner juntamente com a administradora de empresas Eliane Miada, a ADD - Associação Desportiva para Deficientes é uma instituição sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento de pessoas com deficiência por meio de práticas esportivas adaptadas, ensino e cursos

de capacitação, facilitando o processo de resgate da auto-estima, integração e inclusão social. Contando com o patrocínio de empresas como Aliança do Brasil, Atlas Schindler, Bicbanco, Carglass, Converplast e SESVESP, a ADD apóia atletas nas modalidades basquete em cadeira de rodas, natação, atletismo, ciclismo tandem e surf. Em 13 anos de atividades, a ADD possui um total de 11 mil pessoas com deficiência atendidos diretamente e outros milhares indiretamente. A idéia - Em 1980, o então aluno do curso de Educação Física Steven Dubner foi questionado por um deficiente fí-

sico se era possível jogar basquete em cadeira de rodas. Depois de sentar na cadeira para “sentir” os movimentos e tentar adaptá-los ao que conhecia do basquete convencional, concluiu que seria possível. Esse foi o ponto de partida para o interesse de Steven pela iniciativa da aprendizagem do basquete pelas pessoas com deficiência. Em 1993, ao retornar de um período de sete anos trabalhando com esporte adaptado nos Estados Unidos, Steven trouxe ao Brasil novas técnicas e muitas inovações que contribuíram para o desenvolvimento desta prática desportiva que são utilizadas até hoje. Com o objetivo de disseminar sua experiência e conhecimentos adquiridos para outros treinadores, Steven percebeu que seria necessário criar uma entidade que pudesse potencializar, profissionalizar e promover a cultura desse esporte.

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inclusão

Reconhecemos que o pacto celebrado entre as categorias laboral e econômica com interveniência do Ministério do Trabalho e Emprego veio favorecer a inclusão social das pessoas portadoras de deficiência. A iniciativa é válida, porém há que se aperfeiçoar futuramente, vislumbrando-se um horizonte melhor para que atenda as reais necessidades dos valorosos trabalhadores que se encontram marginalizados, muitos deles vítimas do próprio excesso de trabalho

Amaro Pereira da Silva Filho, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Segurança e Vigilância de Barueri-SP

nal dessas pessoas, todo o trabalho de atendimento psicológico feito no hospital acaba se perdendo porque vão acabar deprimidas e sentindo-se excluídas da sociedade. Assim, decidi dedicar-me à causa da reabilitação profissional das pessoas com deficiência”, conta Carlos A M. Jorge, Coordenador do Instituto Hippocampus. Sobre a parceria com o SESVESP, fruto do pacto coletivo, Carlos elogia mui-

É preciso abrir mais o campo de trabalho para as pessoas portadoras de deficiência, pois ainda há muita discriminação na sociedade. Como na vigilância, é inviável por causa das características da atividade, devemos criar outras condições de inserção, seja na área administrativa das empresas e de sindicatos ou de outros meios propostos pelo pacto

Edivan Dias Guarita, Presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de São Paulo – SEEVISSP-SP

to a iniciativa. “Essa ação é fabulosa! Através dela, estamos conseguindo atingir uma população bastante carente, que de outra forma não teria condições de ser inserida ou de se recolocar profissionalmente”. O SESVESP, com o apoio das empresas aderentes, tem incentivado o esporte paraolímpico com vista à capacidade profissional e inclusão no mercado formal de trabalho dos

Apesar de não podermos inserir pessoas com deficiências na categoria de vigilância, sempre há a possibilidade de empregá-los em atividades acessórias como monitoramento de imagens e alarmes ou em outros departamentos das empresas de segurança. Por isso acho que é muito importante lutarmos pela inclusão social dessas pessoas, além do patrocínio de equipes de paraatletas

José Carlos da Silva, Presidente do Sindicato da Categoria Prof.dos Empreg. e de Trabalhadores em Vigilância na Seg. Privada, Conexos e Similares de Piracicaba e Região “Sindivigilância Piracicaba

atletas com deficiência, inclusive na condição de aprendizes. Após uma seleção rigorosa, o SESVESP passou então a patrocinar quatro equipes paraolímpicas: Atletismo; Basquete em Cadeiras de Rodas, Natação e Vôlei. As equipes selecionadas utilizam o logotipo do SESVESP em seus uniformes e levam faixas e banners em suas apresentações. Todas as equipes foram campeãs em mui-

Cruz de Malta

A

Ordem de Malta surgiu no século XI, diante da necessidade de se construir em Jerusalém um hospital dedicado a São João Batista, ao lado de sua igreja. A vocação humanitária da então chamada Ordem de São João ficou logo conhecida, pois apesar do hospital destinar-se a acolher peregrinos, também prestava assistência à população local, dedicando-se igualmente a cristãos, judeus e muçulmanos. Com a expulsão dos cristãos dos Lugares Santos, os Cavaleiros de São João transferiram-se para Rodes e mais tarde para a Ilha de Malta. Daí o nome Ordem de Malta. Em 1798, obrigados por Napoleão a abandonar a ilha, finalmente se estabeleceram em Roma. Hoje, a Ordem de Malta é reconhecida como Estado Soberano e mantém relações diplomáticas

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com mais de 90 nações, desenvolvendo ações humanitárias em cerca de 160 países. As relações diplomáticas da Ordem de Malta com o Brasil iniciaram-se em 1952 e sua atuação no país, através de Associações Nacionais, vem aliviando o sofrimento de muitas famílias desde 1957. O Centro Assistencial Cruz de Malta, implantado pela Associação de São Paulo e Brasil Meridional na periferia sul da capital paulistana, atende gratuitamente à faixa mais carente da população, sendo conhecido pela assistência prestada aos necessitados, em sua maioria, com saúde precária, baixa escolaridade e sem profissão definida, o que acarreta sérias dificuldades. Há nove séculos, a maior riqueza da Ordem de Malta são as pessoas que, com dedicação e amor, cola-

boram para o desenvolvimento das ações humanitárias ao redor do mundo. Além da equipe de profissionais remunerados, estagiários, contribuintes, padrinhos e membros da Ordem, milhares de voluntários em vários dedicam parte de seu tempo livre ao amor ao próximo e formam a base de sustentação da Entidade, contribuindo para transformar a triste realidade dos menos favorecidos.


Considero a iniciativa interessante porque o sindicato tem que explorar o seu lado social. Claro que não há como aproveitar essas pessoas na vigilância, por causa das características da profissão, mas sempre é possível encontrar outras funções que os portadores de deficiências possam desempenhar. O importante é buscar soluções para que a inclusão social aconteça, criando oportunidades e melhor qualidade de vida

Claudio Justino da Silva, Presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de Mogi das Cruzes e Região – SEEVIS – MC – SP)

tos de seus campeonatos disputados, inclusive em internacionais, como foi o caso do atletismo, campeão da maratona de Nova Iorque. Assim, o SESVESP tem patrocinado quatro entidades assistenciais desportivas, que atendem pessoas portadoras de necessidades especiais: a ADD – Associação Desportiva para Deficientes; o Instituto Mara Gabrilli; o Centro Assistencial Cruz de Malta e a J.R. Ferraz.

Instituto Mara Gabrilli

O

Instituto é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve e executa projetos que contribuam para a melhoria da vida de pessoas portadoras de deficiências. Atua em quatro frentes principais: comunicação educativa e cultural, fomento às pesquisas científicas para cura de paralisias, apoio ao paradesporto e promoção do desenho universal. Buscando apoio junto a empresas, agências de publicidade, poder público e iniciativas individuais, o Instituto desenvolve estratégias filantrópicas para que seus projetos possam ser interessantes mercadologicamente ou como compromisso social e/ou contribuição institucional. A missão do Instituto é trabalhar para eliminar as barreiras físicas e atitudinais para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida em todos os âmbitos sociais visando promover a sua inclusão educacional, econômica, cultural, esportiva, e na defesa de um mundo de acessos universais, sem segregações.

Seus projetos caminham em várias direções: pesquisa para cura de paralisias, reabilitação, capacitação de profissionais, esportes, programas de prevenção, comunicações educativas, entretenimento e artes. Tudo para criar estratégias filantrópicas para desenvolver e executar projetos na área de deficiências causadas por distúrbios neurotraumáticos ou neurodegenerativos.

Associação Paradesportiva J.R. Ferraz

A

Associação Paradesportiva JR Ferraz foi criada em 04 de setembro de 2000 com a finalidade de contribuir com a integração da Pessoa com Deficiência na sociedade através do esporte. Atualmente, este projeto atende a 90 atletas que participam de eventos esportivos nacionais e internacionais nas modalidades de Natação, Futebol de Campo, Futebol de Salão (Futsal),

Ginástica Olímpica e Ginástica Rítmica. A Associação Paradesportiva JR Ferraz é pioneira neste tipo de projeto social, ou seja, desenvolver exclusivamente o esporte para o deficiente mental. Com grandes resultados obtidos em campeonatos estaduais, nacionais e internacionais, a JR Ferraz é hoje uma das principais equipes esportivas para pessoas portadoras de deficiência mental do país. Seus objetivos são: • Promover a Inclusão da Pessoa Portadora de Deficiência Mental na sociedade através do esporte; • Contribuir na formação de cidadãos conscientes e saudáveis, divulgando seu potencial através de participação em eventos esportivos; • Proporcionar à Pessoa Portadora de Deficiência Mental atividade esportivs

em todos os niveis de aprendizagem; • Tirar o Deficiente Mental de baixa renda da marginalidade, na qual ele é mais facilmente envolvido, trazendo-o para um ambiente mais saudável; • Formar equipes de alto nível de competição para participação em Campeonatos Regionais, Estaduais, Nacionais e principalmente Campeonatos Mundiais e Paraolímpicos; • Contribuir para uma melhoria na qualidade de vida, através da atividade física, desenvolvendo o emocional e o social.

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em revista

Nesta edição:

3

Certidões apresentadas pelas empresas devem estar válidas no momento do protocolo

6

Abrevis ministra palestra na Seção de Inteligência do Ministério da Defesa

página

página

Sempre aqui

página 7 Leitura página 8 Associados


abrevis em revista Diretoria abrevis Presidente José

Jacobson Neto da Silva Torres 2º VP Marcos Emanuel Torres de Paiva 1º VP Edson

GP/SP Dinâmica/RJ Nordeste/PE

Regional Norte VP José

Pacheco Ferreira VP Adjunto Oziel Matos Carneiro

Visam/AM Saga/PA

Regional Nordeste VP Urubatan

E. Romero North Segurança/CE V. Pereira Filho Sacel/SE

VP Adjunto Antonio

Regional centro-oeste VP Mauricio

da Silva Alves Integral/MT Luiz Costa Machado Escudo/GO

VP Adjunto André

Regional sudeste VP Marcos

Félix Loureiro de Souza Leite

Vigserv/ES

VP Adjunto Gibson

CJF/MG

Regional sul VP Ivan Zanardo Onseg/SC VP Adjunto Silvio

Renato M. Pires

Portoalegrense/RS

finaceiro Diretor Lelivaldo

Benedicto Marques

Power/SP

Dir. Adjunto Flávio Sandrini Baptista Verzani & Sandrini/SP administrativo Diretor Victor

Saeta de Aguiar Tadeu Correa

Pentágono/SP

Diretor Adjunto Ricardo

MS/SP

conselho fiscal Presidente Aguinaldo

Pedroso da Silva Suporte/SP N. Caldeira da Silva Transexcel/AM Titular Soely Ferraro Barcellos Loyal/SP Suplente Ladislau Paulino Campos Vsg/ES Suplente Raimundo N. Rodrigues Coelho Transvig/RR Suplente Arquimedes Gonzaga Gonçalves Mega/MS Titular Raimundo

Diretoria Assuntos Jurídicos Sérgio

Luiz B. Borges Mão Forte/SP Baptista de Oliveira Protege/SP Relações Internacionais João Eliezer Palhuca Evik/SP Pequenas Empresas Roberto Magela Roma/RO Escolta Autair Iuga Macor/SP Seg. Eletrônica Erik Muldgaard Christensen Graber/SP Cursos Cel. Franscico Lopes Ideal/SP Assuntos Legislativos João Batista Diniz Junior Cadiz/SP Com. Social e Eventos Marco dos Santos Suhai Suhai/SP Suplente Sandro Maurício Smaniotto Special/PR Rel. do Mercado Mário

Suplente Rafael

Cavalcanti Prudente 5 Estrelas/DF Aparecido Alves Treze Listas/SP Suplente Francisco de Assis Moura Cifra/MS Suplente Paulo Helder Bordin Ondrepsb/SC Suplente Humberto C. de Aragão Filho Locabras/CE Suplente Wagner

Abrevis em revista

Órgão oficial da Associação Brasileira de Empresas de Vigilância e Segurança – Abrevis Rua Bernardino Franganiello, 691 – CEP 02512-000 São Paulo - SP – Tel/Fax: (11) 3858-7360 Diretor Responsável Victor Saeta de Aguiar Editora e Jornalista Responsável Lilian Ferracini – MTB 27029 – aci@sesvesp.com.br Revisão: CN Editorial e Serviços Ltda. A redação da Abrevis em revista não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em matérias assinadas por colaboradores

ABREVIS em revista

|2| março/abril 2011

100!

Número

A

nossa Revista Sesvesp chega à fantástica marca de 100 edições. Temos que comemorar com muito entusiasmo esse feito histórico. Na imprensa brasileira não são muitas as revistas especializadas em um segmento específico que atingem essa longevidade com independência e qualidade. Alguns fatores foram decisivos para essa realização. Todos os profissionais que trabalham, assim como os que atuaram na revista contribuíram com muito esforço, criatividade e competência em cada número, em cada publicação. Ao longo de todos esses anos que a revista foi distribuída aos associados, às autoridades e ao público interessado na segurança privada tivemos matérias importantíssimas sobre todos os aspectos que envolvem a nossa missão de ser um dos esteios na manutenção da lei, como apoio às autoridades e à sociedade. A Revista do SESVESP é um veículo que leva informações e conhecimento para todo o Brasil. Além disso, a sua distribuição internacional é um motivo de orgulho para a imprensa especializada. Através da revista, levamos para praticamente toda a América do Sul as notícias geradas no Brasil sobre os muitos fatores que envolvem a nossa atividade. É uma realização que nos enche de orgulho José Jacobson Neto Presidente da ABREVIS e muitos agradecimentos devem ser feitos. A revista sempre se manteve fiel à sua proposta de ser um porta-voz do segmento e o fez através de seus articulistas, colaboradores, anunciantes e, principalmente, seus leitores que sempre apoiaram não apenas lendo a revista, mas principalmente divulgando-a. Foram longos anos até aqui. As mudanças na sociedade, na política e nas leis foram pontualmente analisadas, cada uma a seu tempo Victor Saeta de Aguiar Diretor Administrativo e com sua importância. As mudanças internas da nossa entidade não alteraram a publicação, que se mostra a todos os leitores como o órgão oficial do SESVESP e de todas as entidades que têm encartes inseridos em cada publicação. Seu centésimo número, portanto, deve ser considerado como uma síntese dos momentos de sua travessia, da história da revista e dos assuntos da segurança privada que sempre foram tratados de forma aprofundada e criativa. Em suas páginas estão registradas as dimensões e os grandes desafios da nossa atividade, sempre com vistas para a tão almejada qualidade com responsabilidade. Nós, da ABREVIS, temos o justificado orgulho de ser parte da revista desde o princípio. Através dela temos as notícias da entidade levadas aos mais distantes leitores. A ABREVIS se orgulha de fazer parte dessa festa que comemora o Número 100 da nossa Revista do SESVESP!


Certidões apresentadas pelas empresas devem estar válidas no momento do protocolo Demora no processo de análise gerava, por vezes, necessidade de nova apresentação de documentos, contrariando o entendimento legal

A

s certidões a serem apresentadas pelas empresas à Polícia Federal devem estar válidas por ocasião do protocolo de requerimento e não no momento da análise do processo. Essa é a orientação do Dr. Vinicius Saraiva de Oliveira, da DAPEX/CGCSP/DIREX/DPF, em resposta recente à consulta formulada pela ABREVIS, em 17 de janeiro passado. A ABREVIS – enquanto entidade de classe que zela pelos interesses de suas associadas, inclusive para auxiliar na divulgação de procedimentos que devem ser padronizados – fez uma consulta formal à Coordenadoria Geral de Controle da Segurança Privada, sobre o entendimento do texto do inciso VII, do artigo 10 da Portaria 387/2006-DG/DPF.

Artigo 10 da Portaria 387/2006 Art. 10. Para obter a revisão da autorização de funcionamento, as empresas de vigilância patrimonial deverão apresentar requerimento dirigido ao Coordenador-Geral de Controle da Segurança Privada instruído com: (texto alterado pela Portaria n° 358/2009-DG/DPF). VII – certidões negativas de registros criminais expedidas pelas Justiças Federal, Estadual, Militar dos Estados e da União, onde houver, a Eleitoral, relativamente aos sócios, administradores, diretores e gerentes de onde mantenham domicílio e da sede da empresas da Unidade da Federação. (Texto alterado pela Portaria n° 781/2010-DG/DPF).

A questão é que para diversos processos junto ao órgão fiscalizador, as empresas devem apresentar certidões criminais para sua regular instrução, a exemplo, os processos de revisão de autorização de funcionamento. Veja-se a prescrição do artigo 10 da Portaria 387/2006, que trata do processo de revisão da autorização de funcionamento das empresas de segurança e elenca os documentos que deverão ser juntados para fins de instrução do requerimento, com destaque para as certidões: Embora não conste textualmente, é indiscutivelmente conhecido que as certidões deverão estar em vigor por ocasião da apresentação do procedimento, quer transmitido via sistema GESP, ou protocolado na forma tradicional, em papel. No entanto, a demora na análise, avaliação e finalização do processo leva, às vezes, ao limite da validade das certidões, antes da finalização do feito. Pois bem, a empresa cumpriu com sua obrigação de apresentar a certidão (ou certidões) dentro da sua validade legal. Apesar de válida por ocasião de sua apresentação, existia a imposição de alguns analistas de que a empresa apresentasse novas certidões dentro da validade. Ora, o texto legal não estabelece que as certidões devam estar válidas no momento em que o processo de revisão for analisado, mas sim no momento em que for iniciado – e essa exigência é cumprida pelas empresas. E agora esse entendimento é ratificado pela Polícia Federal, em correspondência enviada à ABREVIS.

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|3| Revista SESVESP


informe publicitário

abrevis em revista

SOLUÇÃO EM SISTEMA

DE GESTÃO ESPECIALISTA

GRUPO LOBTEC APRESENTA A MAIS COMPLETA SOLUÇÃO EM SISTEMA DE GESTÃO PARA EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS EM LIMPEZA, PORTARIA E SEGURANÇA PATRIMONIAL. Onis é a mais nova solução especialista de ERP para o segmento de Limpeza, Portaria e Segurança Patrimonial.

O seu desenvolvimento foi conduzido pelo grupo paulista LOBTEC, presente no mercado de soluções em gestão empresarial há 27 anos. O grupo conta com mais de 100 colaboradores diretos e 250 clientes no Brasil. A nova solução possui o Suporte de uma equipe qualificada, com know-how específico do segmento, estrutura técnica e demais fatores que a colocam em destaque no mercado.

ORIGEM

ÁREAS DE COBERTURA

Você sabe o que siginifica o-nis? O nome o-nis vem do latim e deu origem a palavra união. Esta é a própria essência da solução o-nis, que nasceu da integração de sistema já consagrados no mercado para atender às necessidades das empresas de todos os portes do segmento.

A solução o-nis já se encontra disponível para todos os estados do Brasil.

ABREVIS em revista

|4| março/abril 2011


MindsOn Comunicação

SOLUÇÃO ESPECIALISTA

DIFERENCIAL COMPETITIVO

Não é novidade que diversos segmentos de negócio necessitam de soluções de sistemas especialistas, focados e conhecedores de suas necessidades específicas. Para as empresas prestadoras de serviços na área de Limpeza, Portaria e Segurança Patrimonial, esta necessidade por controles específicos é evidente quando se fala de composição de encargos, formação de preços, planos orçamentários, distribuição de materiais, PLR, GESP, gestão operacional e, principalmente, a agilidade para tomadas de decisões estratégicas, com a apuração de resultados por unidades de negócio, que neste caso são representadas pelos contratos e postos de serviços. Além das necessidades específicas do segmento, existe ainda a questão de apoio operacional e técnico para utilização da solução em sistemas, que deve abranger a pequenas, médias e grandes empresas do setor. Este apoio deve levar em consideração ainda o turn-over de mão-de-obra diretamente relacionada a operação da solução. Pensando em tudo isso, o Grupo LOBTEC trabalhou por dois anos no projeto de uma solução - totalmente integrada e especialista - composta por uma ferramenta de negócio aliada a um eficiente sistema gestor de pessoas (folha/RH), respaldados por um robusto ERP (backoffice) com financeiro, estoques, fiscal e contábil, além da gestão de resultados. Contando ainda com um módulo exclusivo de workflow (BPM), aderente a toda solução apresentada, bem como a todos os processos das empresas, informatizados ou não.

t É a solução mais completa e referência para o segmento; t Equipe técnica e de negócios altamente qualificadas para suporte; t Estrutura adequada para atender empresas de todos os portes; t Estratégia colaborativa composta por sistemas robustos, eficazes e de plena aderência; t Capacitação básica permanente e gratuita na ferramenta de negócio; t Abrangência do sistema de folha/ RH e backoffice para atender as áreas administrativa e contábil das empresas, contemplando todas as exigências legais do segmento; t Flexibilidade na política comercial e metodologia de implantação da solução, adequando-se a realidade de cada empresa; t Ferramentas específicas para qualquer tipo de customização e também interfaces com outros aplicativos.

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|5| Revista SESVESP


abrevis em revista

João Batista Diniz Jr., Victor Saeta de Aguiar, Carlos Duarte Pontual de Lemos, Comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, Cel. Paulo Roberto Cardoso, Chefe da Seção de Inteligência da Subchefia de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa e Cel. Francisco Lopes

Abrevis ministra palestra na Seção de Inteligência do Ministério da Defesa

N

o dia 10 de março passado, a ABREVIS foi convidada pela Seção de Inteligência da Subchefia de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa, chefiada pelo Cel. Paulo Roberto Cardoso, para ministrar uma palestra sobre o segmento de segurança privada. Assim, acompanhado dos diretores João Batista Diniz Jr e Cel. Francisco Lopes, o Diretor Administrativo da entidade, Victor Saeta de Aguiar, proferiu a palestra abordou os seguintes pontos: 1. O papel da Segurança Privada no Brasil é complementar a segurança pública na proteção às pessoas e do patrimônio e integrar-se à Segurança Pública para contribuir na redução da criminalidade; 2. A Legislação Federal, no Brasil, contempla na segurança privada cinco áreas de atuação: • Patrimonial • Segurança Pessoal • Escolta Armada • Transporte de Valores • Cursos de Formação (empresa específica)

ABREVIS em revista

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• Segurança Eletrônica será incluída no Estatuto que está sendo discutido no Senado. 3. As exigências para o profissional da segurança privada são: capacitação profissional e reciclagem permanente de conhecimentos. Além disso, os profissionais devem sempre portar: • CNV - Carteira Nacional do Vigilante (validade de quatro anos) ou protocolo de sua solicitação; • Crachá (validade de seis meses); • Uniforme autorizado; • Armamento e colete quando em serviço. Em postos armados, é obrigatório o uso do Colete à Prova de Balas pelos vigilantes somente quando estiverem portando armas de fogo (Portaria 191, de 04.12.06 - MTE). O responsável pela fiscalização é o Departamento de Polícia Federal através das Delesps Delegacias de Controle da Segurança Privada e Comissões de Vistoria. Essas unidades respondem pela fiscalização, autuação de empresas irregulares, encerramento de atividades clandestinas.


Sugestões de leitura Decisões Mais Inteligentes

Harvard Business Review Os benefícios de uma decisão tomada com inteligência são claros e contribuem para que sua empresa alcance a inovação, a eficiência e o foco estratégico necessários para deixar os competidores em dificuldades. Mas, para gerar esses benefícios, você precisa encontrar formas de trabalhar dentro das limitações que constituem a inegável realidade dos gerentes. Isso significa adotar uma abordagem estratégica para tomar uma decisão, o que sempre implica risco. Os artigos contidos neste livro oferecem técnicas e instrumentos

poderosos para ajudá-lo a tomar decisões inteligentes, com especial ênfase em como selecionar e utilizar o processo adequado à tomada de decisões, como colocar em prática valiosas táticas na ação decisória, como combater desvios cognitivos e como estimular sua intuição no momento de decidir. Esse livro apresenta o pensamento de líderes em negócios e idéias marcantes que contribuíram para definir a série Harvard Business Review como leitura obrigatória para pessoas ambiciosas ligadas a empresas do mundo inteiro.

Gerenciamento Pelas Diretrizes Vicente Falconi Campos O Gerenciamento pelas Diretrizes representa o lado motivante, agressivo e revolucionário da GQT - Gestão pela Qualidade Total no estilo japonês. É um sub sistema da GQT voltado para a competição e engloba não só o melhoramento dos produtos e processos existentes mas princi-

palmente a inovação, representada pelas novas tecnologias. O conhecimento humano é o seu combustível e é aqui que a Alta Administração vai perceber a necessidade de uma nova política de recursos humanos para o terceiro milênio.

março/abril 2011

|7| Revista SESVESP


empresas associadas abrevis Alagoas Nordeste Alagoas Vigilância e Transp. de Valores Ltda. Security Escola de Formação e Aperfeiçoamento em Segurança Ltda. Amazonas Amazon Security Ltda. Metta Serviço de Vigilância Ltda. Polonorte Segurança da Amazônia Ltda. Prosegur Brasil S/A Transexcel Segurança e Transporte de Valores Ltda. Ceará Locabras Segurança de Valores Ltda. Distrito Federal 5 Estrelas Sistema de Segurança Ltda. Espírito Santo Visel Vigilância e Segurança Ltda. VSG Vigilância e Segurança Em Geral Ltda. Goiás Escudo Vigilância e Segurança Ltda. Maranhão Cefor Segurança Privada Ltda. Mato Grosso Integral Segurança e Vigilância Patrimonial Ltda. Sawage Empresa de Segurança e Vigilância Ltda. Mato Grosso do Sul Cifra Vigilância, Segurança e Transporte de Valores Ltda. Mega Segurança Ltda. Minas Gerais C.J.F. de Vigilância Ltda. Pará Puma Serv. Especializado em Vig. e Transp.Val. S/C Ltda Saga Serviços de Vigilância Ltda. Paraíba Nordeste Segurança de Valores Ltda. Paraná Special Service Segurança Rio de Janeiro Husky Assessoria de Seg. e Serviços de Vigil. Ltda. Transegur Vigilância e Segurança Ltda. Rio Grande do Sul Empresa Portoalegrense de Vigilância Ltda. MD Serviços de Segurança Ltda. Mobra Serviços de Vigilância Ltda. SELTEC Vigilância Especializada Ltda. STV Segurança e Transporte de Valores Ltda. Vigitec Segurança Ltda. Rondônia Roma Segurança Ltda. Roraima Transvig Transporte de Valores e Vigilância Ltda. Santa Catarina Ondrepsb Serviços de Guarda e Vigilância Ltda. Onseg Serviços de Vigilância e Segurança Ltda. Sergipe Sacel Escola de Formação e Aperfeiçoamento ao Tiro Ltda. Sacel Serviço de Vigilância e Transporte de Valores Ltda. União Segurança Patrimonial

ABREVIS em revista

|8| março/abril 2011

São Paulo Adarga Serviços de Segurança e Vigilância Ltda. Alerta Serviços de Segurança S/C Ltda. Assegur Vigilância e Segurança Ltda. Belfort Segurança de Bens e valores ltda Blue Angels Segurança Privada e Transporte de Valores Ltda. Cadiz Segurança e Vigilância Ltda. Capital Serviços de Vigilância e Segurança Ltda Centurion Segurança e Vigilância Ltda. Comando Segurança Especial S/C Ltda. Copseg Segurança e Vigilância Ltda. Empresa de Seg. Bancária Domingues Paes Cia. Ltda. Empresa Nacional de Segurança Ltda. Engefort Sistema Avançado de Segurança Ltda. Engeseg Empresa de Vigilância Computadorizada Ltda. Escolta Serviços de Vigilância e Segurança Ltda. Essencial Sistema de Segurança Ethics Serviço de Vigilância e Segurança Ltda. Evik Segurança e Vigilância Ltda. Fort Knox Sistemas de Segurança S/C Ltda. Garantia Real Empresa de Segurança S/C Ltda. Gocil Serviços de Segurança e Vigilância S/C Ltda. GP Guarda Patrimonial de São Paulo S/C Ltda. Graber Sistemas de Segurança Ltda. Grasp Sistemas e Comércio Ltda. Impacto Serviços de Segurança Ltda. Infratec Segurança e Vigilância Ltda. Iron Segurança Especializada Ltda. Loyal Serviços de Vigilância Ltda. Macor Segurança e Vigilância Ltda. Mão Forte Vigilância e Segurança Ltda. Marvin Segurança Patrimonial Ltda. Master Security Segurança Patrimonial Ltda. MS Serviços de Segurança Privada Ltda. Muralha Segurança Privada Ltda. Orpan - Organização Panamericana de Segurança Patrimonial Ltda. Pentágono Serviços de Segurança Ltda. Plansevig Planej. Segurança e Vigilância S/C Ltda. Plesvi- Planejamento Execução Segurança e Vigilância Inter. S/A Port Segurança Especializada Ltda Power Segurança e Vigilância Ltda. Proevi - Proteção Especial de Vigilância Ltda. Protege S/A Proteção e Transporte de Valores RRJ - Transporte de Valores, Segurança e Vigilância Ltda. Scorpions Centro de Formação de Vigilantes S/C Ltda. Security Vigilância e Segurança Ltda. Serv. Esp. de Seg. e Vig. Internas Sesvi de São Paulo Ltda. Soldier Segurança S/C Ltda. Souza Lima Segurança Patrimonial Ltda. SP Interseg Sistemas de Segurança Ltda. Starseg Segurança Empresarial Ltda. Suhai Segurança e Vigilância Ltda. Suporte Serviços de Segurança Ltda. Suprema Segurança Patrimonial Ltda. Top Premium Segurança e Vigilância Ltda. Treze Listas Segurança e Vigilância Ltda. União Segurança Patrimonial Ltda. Vanguarda Segurança e Vigilância Ltda. Verzani & Sandrini Segurança Patrimonial Ltda. Vise Vigilância e Segurança Ltda.


polêmica

Utilização de policiais militares em horários de folga divide opiniões e alerta segmento de segurança

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“Bico Oficial”

riada em 02 de dezembro de 2009, a partir de um convênio entre a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, e o Governo do Estado, a Operação Delegada instituiu o “Bico Oficial” dos policiais militares que atuam na cidade de São Paulo. Dessa forma, em suas horas de folga, passaram a fiscalizar os ambulantes da Capital. O militar contratado usa parte do seu tempo de folga para trabalhar em patrulhamento pela cidade, sob coordenação e custeio do município. O valor pago ao trabalhador gira em torno dos R$ 100 por dia, com uma jornada extra de, no máximo, nove horas e limite de 12 dias para cada policial. No Estado, um policial militar ganha R$ 2.170 mil, com 12 horas de trabalhos e 36 de descanso. Os policiais que participam da Operação Delegada cumprem escalas feitas pela PM, usam farda, viaturas, arma e colete de proteção da corporação e estão completamente protegidos diante de qualquer situação de risco inclusive com seguro e assistência médica. Desde a implantação desse programa, a iniciativa já se alastrou por todo o país. Começou a se expandir pelo interior do Estado de São Paulo, com a adesão das prefeituras de Barretos e Sorocaba. Outras 15 cidades paulistas já estudam aderir ao “bico” oficial, segundo o governo estadual. Por afetar o período de folga, a alternativa é alvo de críticas de especialistas e entidade de classe. No Rio de Janeiro, o Governo do estado abriu as inscrições para os policiais militares interessados em

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alastra-se pelo país


por Lilian Ferracini participar do Programa Estadual de No entanto, a portaria, publicada em 12 de abril e assinada pelo comanIntegração na Segurança (Proeis). A iniciativa permite que os PMs desemdante-geral da PM, coronel Ricardo da penhem atividades extras, conheciFonseca Martins, será alvo de questionamento na Justiça. De acordo com o das como bico, para prefeituras. IniMinistério Público, a portaria precisa cialmente, apenas o município do de uma regulamentação mais clara Rio firmou convênio com o estado. e precisa. Na avaliação do Ministério Assim, somente os PMs lotados na capital poderão participar agora, mas Público, alguns casos podem ser reguoutras cidades devem ingressar no larizados pela portaria, como os dos Proeis em breve. policiais que exercem atividade de Cada turno de oito horas que o professores fora da corporação. policial trabalhar para as prefeituras Muita gente vê, essa oficialização vai render para os praças R$ 150 e do bico como um malefício tanto para para os oficiais, R$ 175. Como os PMs a sociedade como para o próprio popoderão fazer, no máximo, 12 desses licial, que se submete a exaustivas turnos a cada 30 dias, o rendimento horas de trabalho a mais do que o mensal dessa atividade poderá cheregular para a sua profissão. Outros gar a R$ 1.800 para os praças e a R$ vêem como atividade concorrente 2.100 para os oficiais. da segurança privada, uma vez que No Distrito Federal, todos os poé sabido que os policiais militares liciais militares estão autorizados a muitas vezes atuam fazendo a “seprestar serviços particulares nas horas gurança” de propriedades privadas de folga. O Comando-Geral da corpoem seus horários de folga. Segundo ração baixou portaria que permite ao o que afirmou o Coronel Álvaro BaPM exercer atividade remunerada, na iniciativa privada, desde Os policiais têm que não comprometa escalas que permitem sua escala de trabalho. A medida vem tempo de descanso consolidar uma situde dois a três ação irregular que faz dias, exatamente parte a muito tempo por a função ser da rotina de milhares considerada de alto policiais: fazer bico nas horas vagas, prindesgaste, necessitando cipalmente como sede um período maior gurança, para reforde folga. Mas, na çar os rendimentos no realidade, a maioria fim do mês - o salário aproveita o tempo inicial de um PM no DF é de R$ 4,5 mil, o livre para fazer bico, mais alto do país. Os que com a medida policiais têm escalas passa a ser legal que permitem tempo de descanso de dois a três dias, exatamente por a função ser considerada de alto desgaste, necessitando de um período maior de folga. Mas, na realidade, a maioria aproveita o tempo livre para fazer bico, que com a medida passa a ser legal.

tista Camilo, Comandante-Geral da PM à imprensa, um dos objetivos é justamente coibir a informalidade, pois o “bico” não-oficial é proibido pela corporação. “(Na operação) o policial tem um complemento na sua renda, trabalhando fardado, armado e com segurança”. Controverso, o assunto tem gerado protestos no meio privado, principalmente entre os Sindicatos de Vigilantes, mas também no meio policial. No artigo “Violência e Impunidade da Polícia Militar - Críticas e Sugestões”, o 1° Tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo, acadêmico de Ciências Jurídicas da PUC-SP, defende que “cm tão irrisórios salários, grande maioria dos policiais vê-se obrigada a buscar uma atividade extra-corporação, o famoso “bico”. Com uma má seleção, não se pode exigir que estes homens compreendam conceitos muitos elevados de cidadania nem que ajam com completa isenção diante de fatos cri-

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polêmica

minosos que abalam e revoltam até os mais esclarecidos. Já a atividade extra-corporação acarreta sérias conseqüências tanto a nível profissional, como em termos pessoais. Profissionalmente o chamado ‘bico’, sendo exercido nas horas de folga, leva o policial ao “stress” físico e mental em pouco tempo. Muitas vezes trabalhando durante toda a noite na PM, policiais deixam o necessário repouso para trabalharem fora durante o dia, o que traz como conseqüência que venha a dormir durante seu serviço, seja na PM seja no ‘bico’. Os que trabalham de manhã vivem o mesmo regime, apenas invertendo-se os horários. Neste dia-a-dia, muitos são vitimados nas ações por estarem fisicamente pouco dispostos. Ainda no campo profissional, ocorre que por vezes, o “bico” paga mais que o Governo, o que leva o policial a ser mais pontual e melhor cumpridor do seu dever fora da corporação, passando, em pouco tempo, a desprezar sua profissão principal. Com este sentimento acaba por ser um profissional tendente ao relaxo, ao pouco caso, à ausência de empenho. O “bico” é voraz, implacável; não

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O número de divórcios na PM é grande, mesmo assustador; os suicídios também ocorrem, mas não com tanta freqüência. A causa não é o regime militar como querem alguns, mas o baixo salário que leva o homem a buscar seu sustento fora da Corporação

concede folgas, não dá garantias, pode fazer do PM um mercenário. Logo o policial pode passar a ver a PM como “bico”, e o “bico” como profissão. É no “bico” que muitos morrem, já que esta atividade, via de regra, constitui-se em segurança patrimonial ou pessoal; é no “bico” que surgem as corrupções, as inversões de papéis, sendo freqüente que o superior hierárquico seja comandado por seu subordinado. A vida pessoal do policial, também aí encontra sua ruína. Com pouco

tempo para a família - já que nas horas de folga está trabalhando -, massacrado por um “stress” desumano, estará exposto a vícios de bebidas e drogas. O número de divórcios na PM é grande, mesmo assustador; os suicídios também ocorrem, mas não com tanta freqüência. A causa não é o regime militar como querem alguns, mas o baixo salário que leva o homem a buscar seu sustento fora da Corporação. Vemos que – como sempre aliás – ataca-se a PM por fatos dos quais ela é a primeira vítima. O Estado é o primeiro responsável pela pés-sima distribuição de rendas no país, pela insuportável concentração humana nos grandes centros, e pelas conseqüências claras destas omissões. Aí nascem as favelas, as crianças de rua, os inúmeros vícios, os crimes. A Polícia Militar sofre implacavelmente todos esses efeitos, pois como já dissemos, está visceralmente ligada a eles. Igualmente, é o próprio Estado que coloca o PM no interior de uma favela para perseguir traficantes armados até os dentes, com apenas um revólver nas mãos. Nesta circunstância a violação de direitos humanos é eminente já que o PM tem que cumprir seu dever e, ao mesmo tempo, defender sua vida”. Já Sérgio Ricardo dos Santos, Presidente do Sindicato da Categoria Profissional dos Trabalhadores e de Empregados em Vigilância e Segurança Privada, Conexos e Similares e Região de Sorocaba, diz que “não somos contra o ‘bico’, desde que para exercer a função de vigilância, ele tenha a formação adequada e a Carteira Nacional do Vigilante. O problema do bico é o desgaste que esse profissional terá, acumulando horas e horas de trabalho, com pouco descanso. E é claro que essa piora na qualidade de vida do policial acabará refletida na qualidade do serviço prestado à sociedade. Enquanto isso, há milhares de vigilantes desempregados em busca de uma recolocação”.


Campanha de Valorização do Vigilante Assista ao filme O Vigilante, ação central da campanha que visa valorizar esse importante profissional.

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O filme está disponível no site do SESVESP, e no Youtube. Seus vigilantes já assistiram? Divulgue em seu site e faça parte dessa ação de reconhecimento! Conte para nós as suas ações em prol da Campanha para divulgarmos na Revista SESVESP. E-mail: aci@sesvesp.com.br

REVISTA SESVESP | JANEIRO / FEVEREIRO 2011


conselho&comissões

Comissão de Relacionamento com o Departamento de Polícia Federal: Respeito e Credibilidade

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ara otimizar e esclarecer os assuntos de dúbios entendimentos e interpretações subjetivas da legislação vigente, relacionados às empresas de segurança privada, cursos de formação, escolta armada e segurança pessoal no Estado de São Paulo, o SESVESP criou a Comissão de Relacionamento com o Departamento de Polícia Federal (DPF). O principal objetivo da Comissão é manter um canal direto com a DPF no sentido de que as Leis e Portarias que regem o segmento sejam bem entendidas e cumpridas pelos associados/empresariado, evitando assim, desgastes desnecessários entre as partes. Para isso, a comissão propõe projetos de melhorias que podem dar celeridade às ações policiais junto às empresas regularmente constituídas. Em um segundo cenário,  outra meta é a formulação de pedidos de fiscalização em empresas

clandestinas e com certificados/alvarás de funcionamento vencidos  que predatoriamente atuam no mercado da segurança privada, escolta armada, segurança pessoal entre outros, prejudicando sensivelmente as empresas legalmente constituídas.                   Muitos resultados já foram colhidos através desse trabalho. Entre eles, a agilização de Guias de Tráfego; maior aglutinação de armas por guia/trajeto com economia de escala de taxas federais; melhor facilidade no Controle de Registro de Armas e munições através de planilhas eletrônicas (Excel) e não somente através de livro de arma e munições; agilidade e entendimento único de registro de turmas de reciclagem e formação,  conseguindo que a Polícia Federal baixasse um normativo disciplinando o entendimento sobre a documentação e envio para registro dos alunos formados pelas academias além de uma maior brevidade

João Palhuca, Frederico Junqueira, Soely Barcellos, Amauri Soares e Autair Iuga

no retorno dos certificados assinados pelo agente, bem como a validação dos registros junto ao SISVIP, foco de grande preocupação das academias e das empresas de segurança no momento da renovação dos alvarás de funcionamento. Outro ponto de suma importância foi a maior divulgação para o DPF das prisões arbitrárias realizadas pelas Delegacias Estaduais e Polícias Rodoviárias quanto aos vigilantes especiais de segurança privada e escolta em serviço, gerando ao DPF. Portarias e pareceres detalhados dessas funções aos Órgãos Estaduais e Federais. “Desde a criação desta Comissão, o SESVESP esteve sempre presente junto à Polícia Federal procurando esclarecer dúvidas e interpretações. A comissão

procura atender as necessidades e anseios dos associados, orientando-os sobre o posicionamento correto a ser realizado. Com a exposição dos principais problemas do segmento, a Comissão conseguiu estreitar os laços de relacionamento e respeitabilidade com o DPF, pois certamente todos os participantes deste grupo tratam-se de excelentes pessoas e empresários, diminuindo as lacunas que existiam antes entre o DPF e o setor empresarial. Cabe destacar também o excelente diálogo criado, iniciandose com a Dra. Carla Barbi e atualmente com o Dr. Marcelo Daher, pelos quais a Comissão tem o maior respeito e credibilidade nas conversações mantidas”, finaliza Amauri Soares, Coordenador do grupo.  

Comissão de Ética construindo um mercado mais competitivo

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riada com o objetivo de fiscalizar e orientar as empresas de segurança que estão em desacordo com o mercado e a legislação em vigor, a Comissão de Ética desempenha um importante papel no sentido de levar o setor de segurança à adoção de práticas idôneas na condução das empresas. “Os processos que passam pela comissão, na sua maioria, referem-se à prática inexeqüível de preços, não cumprimento do acordo coletivo, principalmente quando se trata de escala de trabalho. Depois de análise e votação e direito de defesa, os processos são

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encaminhados para a diretoria para as devidas providências. Os processos de filiação também são analisados pela comissão para verificação de restrições ou denúncias, selecionando, assim, empresas sérias para o nosso sindicato”, explica Gelson Passolongo, atual Presidente da Comissão, mas que já colocou em pauta uma votação para a escolha de uma nova liderança. “Ocupo essa função desde 2006, por isso creio que chegou o momento de renovação”. Os resultados foram muitos, desde encaminhamentos a órgãos fiscalizadores,

multa e exclusão do quadro associativo e veto à filiação de empresa em desacordo com a política do Sindicato. “Acredito que neste período todo, fomos muito

imparciais nas decisões, pensando como mercado, visando sempre a livre concorrência e a honestidade na oferta dos serviços”, encerra Passolongo.

Fábio César Garbus, Luiz Felipe Junqueira, Soely Barcellos, Gelson Passolongo, Hélvio Rodrigues


Comissão de Mídia trabalha pelo resgate da boa imagem da Segurança Privada Paulista

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riada com a missão precípua de resgatar a boa imagem da Segurança Privada paulista perante a opinião pública, informando e orientando a sociedade sobre suas competências, sua esfera de alcance e sua contribuição para com o desenvolvimento do país, a Comissão de Mídia do SESVESP tem trabalhado com afinco desde que foi criada, em 2010. Os integrantes foram convidados pela presidência do sindicato, dentre os empresários que têm trabalhado na elaboração de programas e tarefas relacionados aos principais objetivos do SESVESP no contexto da divulgação dos trabalhos realizados pelo setor econômico.

Os principais objetivos da Comissão de Mídia, dentre tantos que poderiam ser lembrados, são: divulgar os trabalhos do SESVESP com a maior abrangência possível, colher opiniões e orientações para elaboração das políticas de interesse do empresariado, e auscultar os diversos campos de atuação do mercado encontrando respostas adequadas para as principais questões que afligem o setor visando o seu desenvolvimento. “Os principais resultados alcançados até agora e em fase de execução são: divulgação do CRS – Certificado de Regularidade em Segurança, divulgação da Campanha de Valorização do Vigilante, a reformula-

Comissão de Midia: Waldemar Pellegrino Jr, Amauri Soares, José Evaldo Vieira, João Palhuca e Cel Clodomir Marcondes

ção de nossa revista periódica, a elaboração de um vídeo institucional moderno e atualizado, participação em congressos e feiras, a contratação de empresa especializada em assessoria de imprensa e tantos outros trabalhos já realizados, em andamento e em fase de planejamento para aplicação”, explica João Palhu-

ca, Coordenador da Comissão e 1° Vice-Presidente do SESVESP. “Somos uma atividade de expressão e necessitamos da participação de todos os empresários do setor para divulgação e esclarecimentos à opinião pública das nossas atividades e de nossas ações empresariais, econômicas e socioambientais”.

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conselho&comissões

Conselho Fiscal aprova as contas de 2010 do SESVESP

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om a missão de fiscalizar as receitas e despesas do SESVESP, sua legitimidade, sua procedência e adequação à legislação e orçamento da instituição, o Conselho Fiscal do sindicato passa por um novo momento de sua história. O atual Conselho Fiscal está normatizando suas atividades de modo que elas sejam fundamentais para o futuro do sindicato. “Isso não significa que não tínhamos normas, mas a fiscalização atual é feita de uma forma realmente profissional e educativa. Os componentes atuais do conselho advogam teses financeiras e fiscais que são fundamen-

tais à permanência do atual sistema de fiscalizar. Os associados terão maior segurança dentro de uma linguagem fácil e universal de conferência de suas receitas e seus gastos”, garante Antonio Morante, Presidente do Conselho Fiscal. A indicação de Morante a essa função partiu de alguns diretores da gestão anterior, motivados pela formação de professor universitário especializado em assuntos financeiros que o empresário detém. Além dessa qualificação, Morante é administrador, economista e contabilista. Foi controller de grandes empresas nacionais por 20 anos. É

Integrantes do Conselho: Fiscal Flavio Sandrini, João Bosco, James Silva de Azevedo, Antonio Morante e Carlins Ferraz

empresário no ramo de serviços há 15 anos e professor universitário por 34 anos em instituições renomadas. Além de autor de seis livros na área financeira e contábil, tem sido conferencista e palestrante convidado por universidades e organizações sindicais. A última auditoria nas contas do SESVESP foi realizada no dia 13 de abril pas-

Comissão de Valorização dos Vigilantes: pelo devido reconhecimento desse importante profissional

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alorizar e reconhecer o trabalho do vigilante. Esse é o desafio que o SESVESP decidiu enfrentar através de um grupo de empresários. Liderados por Ereni Ribeiro Tinoco, os associados Tatiana Diniz, Carlins Ferraz, Frederico Junqueira e Ricardo Tadeu Corrêa idealizaram o projeto para trazer o devido reconhecimento da sociedade à profissão e aos profissionais de vigilância patrimonial privada. “Os empresários que estão nos trabalhos desde o início, ‘compraram’ nossos argumentos e assim nasceu o grupo que mantém o entusiasmo inicial na incansável luta de mostrar o lado produtivo da atividade de vigilância e seu valor no mercado”, conta Ereni. “Se houver algum empresário que queira fazer parte do grupo, contribuindo conosco, será muito bem vindo”. A idéia da campanha surgiu do fato do que se vê e se lê no noticiário cons-

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tantemente são casos isolados de ocorrências que mancham a imagem desses profissionais: conivência em assaltos, reação inadequada, etc. Entretanto, os milhares de ocorrências que são evitadas, todas as vidas protegidas e salvas pelo pronto- atendimento, todos os bens guardados e preservados por todos esses profissionais não são

lembrados, nem mencionados pelos noticiários. Segundo Ereni Tinoco, “a campanha é uma iniciativa fundamental para o nosso segmento porque atua em três linhas mestras”: a) Necessidade de valorizar o trabalho do vigilante; b) Fazer com que ele (o profissional) sinta orgulho de sua atividade; c) Mostrar ao mercado con-

Ricardo Tadeu Corrêa, Ereni Riberio Tinoco, Carlins Ferraz, Tatiana Diniz e Frederico Junqueira

sado. Caso o Conselho não aprovasse as contas, seria apresentada uma moção explicativa à Diretoria que, então, seria exposta em uma assembléia. Assim, diante de um Conselho independente, o associado tem mais segurança e confiança de que os recursos do sindicato estão sendo geridos com responsabilidade e transparência.

tratante e a sociedade em geral a importância desse trabalho. A campanha foi concebida para revelar os bastidores da profissão e demonstrar a necessidade de humanizar o profissional vigilante demonstrando seu envolvimento no contexto sócio familiar e mostrar a importância de seu trabalho e a integração com o contratante e com os demais trabalhadores nesses ambientes. Para isso, o primeiro passo foi a criação e a elaboração de um vídeo que demonstrasse o real valor do profissional de vigilância evidenciando suas tarefas nos mais variados trabalhos das mais diversas áreas em que atuam. “Gostaria de solicitar a todos os empresários que compactuam com nossos ideais que informem que ações foram ou estão sendo feitas com suas equipes, pois queremos que todos os vigilantes pelo menos do Estado de São Paulo assistam o vídeo e percebam o sentido desta campanha”, finaliza a Coordenadora.


prêmio destaque 2011

J

Enaltecendo os profissionais de segurança privada

da Revista Security, agradecer a toosé Adir Loiola, Presidente do SESdos os associados que votaram não VESP; José Jacobson Neto, Presisó em mim, mas nos outros profisdente da ABREVIS; Tatiana Diniz, sionais que também vão receber a Diretora da ABSEG; Dr. Adelar Anderle, homenagem”. Coordenador-Geral de Controle da SeJá Dr. Adelar Anderle declarou: gurança Privada da Polícia Federal; e “é uma honra estar aqui recebendo Roberto Zapotoczny Costa, Consultor essa distinção da Revista da First foram os preSecurity e a gente permiados do ramo da secebe aqui a seriedade gurança privada (Revista ...a segurança com que é tratada toda Security) do Prêmio Desprivada está a questão da segurantaque 2011, entregue no ça privada e a do trabadia 19 de abril passado. recebendo lho. É muito bom sentir Instituído em 2001, pelo cada vez essa seriedade, porque Grupo Cipa, o prêmio é estou trabalhando há 32 uma homenagem anual mais anos como policial semaos profissionais que se destaque pre preocupado com as destacam em atividades pela sua políticas públicas. Esnos setores de segurantou há cinco anos traça e saúde no trabalho, importância balhando no controle da segurança privada e de dentro dos segurança privada, e é prevenção e combate a espaços realmente um desafio incêndios. muito grande porque a Os vencedores do Prêprivados segurança privada está mio Destaque foram esDr. Adelar Anderle presente no mundo incolhidos por votação em teiro e está recebendo cada vez mais três etapas. Na primeira, os leitores destaque pela sua importância dene internautas apontaram seis profistro dos espaços privados. Obrigado sionais que se destacaram em seus pelo prêmio”! setores de atuação durante o ano de Por sua vez, Roberto Zapotoczny 2010 e as razões da escolha dos nomes. A votação foi feita por meio de formulários encartados nas revistas (Cipa, Incêndio e Security) do Grupo Cipa e pela internet. Na segunda fase, os nomes indicados foram apresentados às entidades do setor e selecionados dez candidatos; finalmente, na terceira e última etapa, os vencedores das edições anteriores escolheram cinco profissionais da lista. Os três profissionais mais votados receberam o Prêmio Destaque 2011 e os outros dois receberam o título Menção Destaque. Tatiana Diniz mostrou-se honrada: “eu só tenho a agradecer por receber mais uma vez esse Prêmio Destaque

Costa comentou: “Quero agradecer imensamente a todos aqueles que me fizeram hoje receber esse prêmio. Eu recebi o mundo de uma maneira e o estou entregando de outra forma, assim como todos nós estamos. Então, eu quero que nós sejamos portadores de um mundo melhor para todos que o receberão das nossas mãos. Por isso, esse prêmio vai para todos aqueles profissionais que direta ou indiretamente fazem com que isso aconteça. Teremos uma geração muito mais segura. Muito obrigado”. Ausentes, José Jacobson Neto e José Adir Loiola foram representados respectivamente por Rafael Jacobson e João Batista Diniz Jr. Rafael disse que era uma honra estar recebendo o prêmio em nome do pai. “A todos os que votaram nele, muito obrigado”! Finalizando, João Batista Diniz Jr. enalteceu as qualidades do ganhador do Prêmio, José Adir Loiola: “Loiola é uma pessoa com um caráter imenso, um excelente empresário, um ícone do segmento empresarial e como Presidente do Sindicato, também está indo muito bem, com o seu jeito pacato, calmo, conciliador, está fazendo a diferença no segmento de segurança”.

Dr Adelar Anderle, João Batista Diniz, Tatiana Diniz, Rafael Jacobson e Roberto Zapotoczny Costa

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palestra

Um café da manhã recepcionou o Deputado Federal Laércio Oliveira, empresários e presidentes de entidades na sede do SESVESP

Waldemar Pellegrino Jr, Dep. Laércio Oliveira, Autair Iuga e Pres. José Adir Loiola

Laércio Oliveira no SESVESP

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m café da manhã recepcionou o Deputado Laércio Oliveira, empresários e presidentes de entidades como Paulo Lofreta, Presidente da CEBRASSE - Central Brasileira do Setor de Serviços; Carlos Massaru Watanabe, Presidente da APRAG - Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas; Luciano Galea, Presidente da ABRALIMP - Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional; Antonio Guimarães, Presidente da ABERC - Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas; Autair Iuga, Presidente do SEMEESP Sindicato das Empresas de Escolta do Estado de São Paulo; Percival Maricato, Vice-Presidente da CEBRASSE; José de Alencar Leite Magalhães, Diretor Superintendente do SEAC-RJ; Maristela Moreira, representando Haroldo Silveira Piccina, Vice-Presidente da FECOMERCIO- Federação do Comércio do Estado de São Paulo, além de José Adir Loiola, Presidente do SESVESP Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de S.Paulo, em sua sede, no dia 21 de março passado. O Deputado Laércio Oliveira representa a área de serviços e de vigilância e para nós é muito prazeroso estar aqui para recepcioná-lo, afirmou Loiola. Para Lofreta, Oliveira é um parlamentar atuante. “É um orgulho para Sergipe. Se fosse de São Paulo, certamente votaria nele”. O congressista fez uma explanação sobre os projetos de sua autoria, te-

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mas que defende na Câmara dos Deno Congresso e no meio político como o representante da área de serviços, putados e representações classistas pois veio desse meio; era empresádas quais ele participa, a exemplo do rio de limpeza e conservação e sabe Conselho Nacional das Relações do das dificuldades enfrentadas. Laércio Trabalho, a vice-presidência institucomprometeu-se a defender o setor de cional da FEBRAC - Federação Brasileira das Empresas de Serviços e Limserviços, respondendo a comentário peza Ambiental e a vice-presidência contra a área e também a criar a Frente Parlamentar para o Setor de Serviços da CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços. Além da para discutir os principais problemas participação na Frente Parlamentar e encontrar novos caminhos. das Micro e Pequenas Empresas, nas Por sua vez, os empresários de Comissões do Trabalho e de Minas segurança entregaram uma série de e Energia, na Frente Parlamentar da reivindicações, entre elas a atuação Pesca e como vice-líder do PR - Partido Deputado na defesa do Estatuto da Segurança Privada, uma legislação do da República. que moderniza o setor de segurança, Laércio Oliveira informou aos rehoje sob a regulação da Lei 7102/83. presentantes das entidades de clasEntre outros problemas e desatualise algumas metas e desafios para o seu mandato, a exemplo da defesa de zações, as empresas vêem-se prejudiuma reforma tributária que desonere cadas por essa norma antiga porque o investimento produtivo e as exportanão prevê punição rigorosa ao conções. “Defendo também metas fiscais tratante do serviço de vigilância irrerigorosas para buscar reduzir as elegular / clandestina; situação de pronvadas taxas de juros, to atendimento em que tanto limitam o casos de disparo de crescimento da nossa alarme; trânsito do economia. É imporprofissional em via pública (ronda externa); tante também a reforma da Previdência punição ao profissioSocial, sem abrir mão nal autônomo (vigia do respeito aos direide rua, fiscal de piso, tos adquiridos dos traetc); e a proibição da balhadores que estão prisão do vigilante e hoje no mercado de apreensão de arma trabalho”, declarou. de fogo quando em O Deputado Federal exercício regular da João Diniz entrega pasta de reivindicações a Laercio Oliveira quer ser reconhecido atividade.


evento

8º Congresso Infra – Facility & Property Management

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os dias 13 a 15 de abril passado, foi realizado o 8º Congresso Infra – Facility & Property Management, um dos maiores encontros de profissionais de gestão de serviços e de infraestrutura em ambientes construídos, responsável por administrar múltiplas disciplinas de serviços e infraestrutura para assegurar a funcionalidade do ambiente, integrando pessoas, espaços, processos e tecnologias de forma sustentável. Sob o tema Vamos Juntos com o Brasil, o evento aconteceu na sede da FECOMÉRCIO, e foi pautado nas posturas que as empresas devem ter para participar do crescimento, neste momento histórico da conjuntura brasileira. O objetivo dos organizadores também foi apontar caminhos para que todos - compradores e prestadores de serviços - possam usufruir as oportunidades de negócios, empregos e melhorias dos serviços e da infraestrutura das operações nos equipamentos prediais. Idealizado e coordenado pela equipe da Revista Infra, o evento contou com um bloco voltado à segurança. Sob o tema “A Dicotomia entre a necessidade de mercado e o que é ofertado” teve por objetivo apontar qual deveria ser a visão sistêmica de quem contrata segurança. A base da exposição foi o Estatuto da Segurança, projeto em aprovação, que integra a inteligência de organismos de várias frentes da atividade. Com o debate, os congressistas puderam obter um “modelo mental” do que significa a singular arte de contratar segurança, considerando todas as mudanças que estão por vir. Desse bloco, participaram os profissionais:

Antonio Celso Ribeiro Brasiliano diretor-executivo da Brasiliano & Associados Em sua fala, Brasiliano apresentou as diversas normas internacionais sobre gestão de riscos corporativos. Além disso, mostrou matrizes e métodos de avaliação de riscos para a mensuração e melhor defesa do investimento em segurança perante a alta gestão. “O senhores conhecem todos os riscos que envolvem a operação de suas empresas? Conhecem as causas reais dos respectivos riscos”? João Eliezer Palhuca 1º vice-presidente do SESVESP Sua apresentação mostrou como o Estatuto da Segurança, que está sendo discutido no Congresso, irá afetar a contratação de segurança privada. Um dos maiores benefícios dos debates ao redor do Estatuto tem sido a maior conscientização da sociedade de que a contratação regular de serviços de segurança é muito mais vantajosa para o contratante. “No Brasil, temos por volta de 1300 empresas legais e cerca de 4000 ilegais. Essa é a realidade difícil que nós enfrentamos porque a legislação atual é fraca. A lei 7102/83 não consegue dar à autoridade pública os instrumentos para combater a ilegalidade”. Jorge Luis Carrera Fernandes Presidente da ABSO - Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança Orgânica Carrera apresentou a ABSO e o CES – Certificado de Especialista em Segurança. “Entendemos como primordial a capacitação dos vigilantes, profissionais muitas vezes esquecidos nos postos. É importante conhecer as escolas de formação e verificar como estão sendo dadas as aulas, checar a grade curricular e horária”. Marcos Nascimento Silva Presidente da ABSEG- Associação Brasileira de Profissionais de Segurança Privada Silva apresentou a ABSEG e o ASE – Analista de Segurança Empresarial. Também falou sobre gestão de segurança: “A segurança não pode ser entendida como algo desconecto da realidade empresarial. Ela tem que estar alinhada com os objetivos e metas da empresa. O desafio do gestor de segurança é criar um modelo que consiga integrar segurança da informação, área de emergências, alinhar o corpo de funcionários juntos aos indicativos de metas da corporação, etc. Segurança tem que agregar valor. A contratação correta de segurança passa por um planejamento maior, estabelecer processos e ter ferramentas adequadas de gestão para obter o melhor resultado com o menor esforço”. Carlos Alberto Progianti Presidente Nacional da ABESE - Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança Apresentou a entidade que preside, o SAQA – Selo Amarelo de Qualidade ABESE e alguns números do setor: “Mais de 10 mil empresas de segurança eletrônica, gerando cerca de 125 mil empregos diretos e mais de 1,4 milhão de empregos indiretos. A segurança eletrônica tem tido um crescimento expressivo, muito acima da média do crescimento do país. Ao contratar empresas de segurança deve-se observar alguns critérios: contratação de profissionais capacitados para fazer a análise de risco do local a ser protegido; realizar o projeto de segurança e buscar uma empresa integradora de sistemas de segurança para executar o planejado; verificar se é associado à ABESE e se tem o SAQA”.

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showroom

Lobtec realiza Showroom na sede do SESVESP

O

s Showrooms realizados no SESVESP visam aproximar o mercado de segurança privada de seus fornecedores, propiciando a realização de contatos de alta qualidade. Uma vez por mês, os associados reúnem-se para discutir os problemas do setor na Reunião Plenária, que acontece na segunda quarta-feira de cada mês. O Grupo Lobtec fornece aos seus clientes soluções inovadoras em sistemas de gestão para empresas de todos os portes e segmentos. São soluções que garantem maior competitividade, além de proporcionarem a agilidade na tomada de decisões estratégicas com a apuração de resultado por unidade de negócio.   Diferenciais • metodologia de implementação • atendimento personalizado • padronização de processos • integração dos processos entre áreas • controle gerencial para tomada de decisões • redução de custos.

Dagmar Barbosa, Presidente da Lobtec e José Adir Loiola, Presidente do SESVESP

Equipe da Lobtec e James Silva Azevedo (Escolta)

Ailton Barbosa (VMave) também visitou o estande

José Evaldo Vieira (Iron) recebendo explicações sobre o sistema da Lobtec Reinilda Magalhães, Virginia Escariolano, Vanessa Garcia e convidada. Mulheres fazem a diferença na segurança e no evento da Lobtec

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qualidade

Colaborador faz a diferença no Sesvesp

C

om uma equipe enxuta e eficiente, o SESVESP vem trabalhando em prol do desenvolvimento do setor de segurança. Liderado pelo Secretário Executivo, Edson Rodrigues, o time tem sido reconhecido pelos associados do sindicato. Nestes últimos anos, graças ao apoio da diretoria, muito já foi conquistado. Entre os principais trabalhos desenvolvidos pela equipe do SESVESP, destacam-se as reformas estruturais, modernização do setor de informática, reformulação do site, instalação da biblioteca, salas de lazer, centro de treinamento, assessoria/acompanhamento dos processos licitatórios, criação do prêmio empresa do ano e vigilante padrão, vídeos institucionais, diversas publicações (Revista SESVESP, guia do contratante, manual do TI, livro de leis, cartilhas educativas, código de ética), diversos procedimentos operacionais, sistema de informática, eventos (fóruns, feiras, reuniões ple-

nárias, assembléias, cafés da manhã, jantares), certificações “CRS”, cursos de capacitação dos colaboradores e associados, programas sociais (alfabetização de adultos, patrocínio das equipes paraolímpicas, doações, capacitação de portadores de deficiências), serviços jurídicos (realização do pacto coletivo de inserção de pessoas com deficiência, impugnação de editais, liminares, mandatos de segurança, dissídio, convenção coletiva, e acom-

panhamento de atos legislativos do interesse da categoria). “Mas tudo isso não teria acontecido sem o desenvolvimento e a capacitação das pessoas. Foi graças a isso e ao comprometimento do grupo, inclusive das secretárias das delegacias regionais, que todo o restante foi alcançado”, destaca o Secretário Executivo. “O amadurecimento veio em decorrência da capacitação das pessoas e no interesse em fazer o melhor para o SESVESP”.

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certificações

Confira as Certificações CRS Empresa

Ethics Segurança Protege Proteção e Transp. de Valores Belfort Segurança Escolta Segurança Haganá Segurança Escola Paulista Curso V Mave Segurança Iron Valinhos Rv Segurança Patrimonial Cadiz Segurança Master Security Segurança Focus Segurança Madri Serviços de Segurança Segvap Segurança Suprema Segurança Suporte Segurança Fort Knox Segurança Prosegur Brasil S/A Segurança Evik Segurança e Vigilância Vanguarda Segurança Graber Segurança Nacional - Segurança Engefort Sistema de Segurança Pollus Serviços de Segurança Verzani & Sandrini Segurança Generall In Protection - Vigilância Sudeste - Segurança Estrela Dourada - Segurança GP - Guarda Patrimonial Quality - Segurança Colt Security Ltda Power Segurança IGS Segurança Pro Security Segurança Starseg Padrão - Segurança Adarga - Vigilância Impacto Segurança Garantia Real Segurança Macor Segurança Soldier Segurança S/C Ltda World Segurança Infratec Segurança Scorpions Centro de Formação GPS Segurança

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Cidade

Nº Crs

Validade

Jundiaí São Paulo São Paulo São Caetano do Sul São Paulo Campinas São Paulo Valinhos São Caetano do Sul São Paulo São Paulo São Paulo Campinas São José dos Campos Campinas São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo Barueri São Paulo São Carlos São Paulo Santo André São Paulo Franca São Paulo Indaiatuba Campinas Paulínia São Paulo São Paulo São Paulo S. Bernardo do Campo Mogi Das Cruzes São Caetano Do Sul São Paulo São Paulo São Paulo Santos São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo

S-001 S-003 S-005 S-006 S-007 S-008 S-009 S-010 S-011 S-012 S-013 S-014 S-015 S-018 S-020 S-023 S-025 S-027 S-029 S-036 S-038 S-039 S-041 S-042 S-043 S-044 S-045 S-046 S-047 S-050 S-053 S-055 S-057 S-061 S-067 S-068 S-069 S-070 S-071 S-072 S-075 S-076 S-078 S-080 S-081

7/7/2011 9/11/2011 17/3/2012 15/8/2011 24/5/2011 26/1/2012 25/7/2011 14/9/2011 30/6/2011 27/5/2011 27/7/2011 13/10/2011 8/11/2011 9/2/2012 13/1/2012 1/12/2011 13/10/2011 11/5/2011 7/7/2011 20/12/2011 28/9/2011 27/1/2012 25/7/2011 6/6/2011 7/7/2011 8/11/2011 20/10/2011 22/3/2012 19/4/2012 21/2/2012 17/2/2012 11/5/2011 15/8/2011 21/7/2011 3/10/2011 10/1/2012 1/9/2011 11/4/2012 22/11/2011 22/11/2011 27/5/2011 9/8/2011 14/9/2011 1/9/2011 20/9/2011


Dados atualizados em 5/4/11

Empresa

Liberdade Segurança e Vigilância Engeseg Vigilância Autodefesa Segurança Patrimonial Força e Apoio Segurança Privada Suhai Segurança e Vigilância MC Segurança e Vigilância S/S Ltda Valmac Vigilância Labor - Segurança GSS - Segurança Valentini Segurança Prever Vigilância e Segurança Souza Lima Segurança Patrimonial Proguarda Vigilância e Segurança Ltda Uniseg Vigilância Patrimonial Ltda Embrasil Empresa Brasileira MTS Segurança Faqui Segurança Dacala Segurança Atual Segurança Oliveira Mendes Segurança Privada Marcondes Serviços de Segurança E Vig. Yamam Segurança Patrimonial Ltda. Blinder - Segurança Patrimonial Brasforce Segurança Privada

Cidade São Paulo São José dos Campos Marilia São Paulo São Paulo Mogi Das Cruzes Osasco Salto São Paulo Batatais São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo São Paulo Araraquara São Paulo São Paulo São Paulo Sorocaba Campinas São Paulo São Paulo São Paulo

Nº Crs S-083 S-089 S-098 S-105 S-109 S-111 S-116 S-119 S-120 S-121 S-122 S-124 S-125 S-127 S-129 S-130 S-131 S-132 S-133 S-134 S-135 S-136 S-137 S-138

Validade 25/4/2012 9/11/2011 12/12/2011 6/12/2011 23/6/2011 2/11/2011 10/5/2011 18/10/2011 7/7/2011 20/10/2011 6/6/2011 22/7/2011 25/10/2011 23/2/2012 16/6/2011 22/6/2011 1/9/2011 13/10/2011 18/10/2011 27/10/2011 2/11/2011 2/11/2011 17/4/2012 25/4/2012

Confira as Certificações Iso

A tabela abaixo mostra as empresas certificadas ISO no Brasil * Os dados da tabela abaixo só serão atualizados mediante o envio de cópia do certificado, devidamente protocolada, para o Departamento de Assessoria de Comunicação Interna do SESVESP. E-mail: aci@sesvesp.com.br Tel: (11) 3858-7360 rm 218. Assim, a Revista SESVESP isenta-se de qualquer divulgação desatualizada, uma vez que as cópias dos certificados já foram solicitadas para as empresas que constam desta tabela.

Segurança Privada

Certificadora

Certificado

Belfort Centurion Dinâmica Segurança Embrasil Empresa Nacional de Segurança Engeseg Escolta Fort Knox Sistemas de Segurança Gp - Guarda Patrimonial Gp - Guarda Patrimonial Graber Grupo Engefort

Germanischer Lloyd Dnv Bureau Veritas Bureau Veritas Fundação Vanzolini Brtüv Brtüv Bureau Veritas Brtüv Brtüv Abs Dqs do Brasil

9001:2000 9001:2008 9001:2000 9001:2008 9001:2000 9001:2008 9001:2008 9001:2008 9001:2008 14001:2004 9001:2000 9001:2008

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certificações

Dados atualizados em 5/5/11

Confira as Certificações Iso Segurança Privada

Certificadora

Certificado

Grupo Engefort Iron Segurança Especializada Limger Master Security Nordeste Segurança Eletrônica Ondrepsb Padrão Pollus Power Preserve Segurança e Transporte De Valores Proforte S/A - Transporte de Valores Proguarda Vigilância e Segurança Protege S/A Protege Segurança Eletrônica Quality Segurança e Vigilânia Rrj Servi Souza Lima Suhai Transegur Vigilância e Segurança Treze Listas Valmac Vanguarda Verzani & Sandrini Verzani & Sandrini Vise Visel Vigserv

Dqs Do Brasil Germanischer Lloyd Dnv Bureau Veritas Bureau Veritas Dnv Sgs Brtüv Germanischer Lloyd BurEau Veritas Bureau Veritas Icq Brasil Bureau Veritas Bureau Veritas Abnt Sas Certificadora Bureau Veritas Bureau Veritas Dnv Bureau Veritas Bureau Veritas Brtüv Fundação Vanzolini Bureau Veritas Bvqi Bureau Veritas Bureau Veritas Dnv

14001:2004 9001:2008 9001:2000 9001:2000 9001:2008 9001:2000 9001:2000 9001:2000 9001:2000 9001:2008 9001:2008 9001:2008 9001:2008 9001:2008 9001:2008 9001:2000 9001:2000 9001:2008 9001:2000 9001:2000 9001:2000 9001:2008 9001:2000 9001:2008 14001:2004 9001:2000 9001:2000 9001:2000

* Nota: Bvqi Alterou O Seu Nome Para Bureau Veritas Certification - Fonte: Www.Bureauveritascertification.Com.Br

Cursos de Formação Cursos De Formação

Certificadora

Certificado

Academia Emforvigil Figueira de Almeida FiGueira de Almeida Provig

Engeseg Brtüv Bureau Veritas Dqs Do Brasil Dqs Do Brasil Bureau Veritas

9001:2008 9001:2000 9001:2008 14001:2004 9001:2000

Sindicatos Sindicato

Certificadora

Sesvesp Sindesp-Go

Brtüv Abnt

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Certificado 9001:2008 9001:2008


opinião

Terceirização, vantagens para as empresas, mais emprego, maior arrecadação de impostos para o país

A

Carlins Ferraz dos Santos Mestre em Psicologia Educacional, MBA – Executivo em Gestão Estratégica Empresarial pelo NAIPPE/ USP; Graduado em Administração de Empresas, Psicanalista e Empresário.

A necessidade de criar e sustentar vantagens competitivas tem proporcionado o surgimento de novos negócios com o intuito de reduzir custos e tornar os produtos e serviços mais competitivos

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realização das atividades organizacionais por pessoas jurídicas distintas da organização tem sido definida como terceirização. Na realidade, terceirização consiste em transferir a terceiros a execução de tarefas para as quais a relação custo/benefício da execução interna não é das mais vantajosas, seja do ponto de vista financeiro, da qualidade, ou mesmo de especialidade. Essa prática surgiu inicialmente nas áreas ditas de apoio como: conservação e limpeza, assistência médica e alimentação de funcionários. Atualmente, sob o impacto das novas tecnologias de gestão, as atividades empresariais já adotam terceirização em outros segmentos, além daqueles ligados à logística, tais como, operações relacionadas com processamento de dados, assistência jurídica, contábeis, vigilância e várias outras. De maneira positiva na adoção deste tipo de modalidade de contratação de serviços, é que se torna desnecessária a manutenção de uma equipe própria, envolvendo todos os custos, tais como: salários, encargos sociais, treinamento, livros técnicos, espaço ocupado dentro da organização e gastos com equipamentos. Diante dessa importância o objetivo do presente artigo é ressaltar os

principais aspectos da terceirização, buscando evidenciar as principais vantagens para a gestão empresarial. A necessidade de criar e sustentar vantagens competitivas tem proporcionado o surgimento de novos negócios com o intuito de reduzir custos e tornar os produtos e serviços mais competitivos. Nesse contexto surgiu a terceirização, que ganha destaque e se solidifica como uma das atividades mais eficientes na racionalização de recursos humanos. Essa nova modalidade de buscar fora tudo aquilo que não é essencial e estratégico para a atividadefim das empresas, já é uma prática antiga nas grandes economias mundiais, entretanto, apesar de ter surgido no Brasil no final da década de 50, com as montadoras de automóveis, a terceirização somente agora está tomando impulso no país. Na iniciativa privada, o método de contratar terceiros, surgiu nos Estados Unidos antes da Segunda Guerra Mundial e consolidou-se como técnica de administração empresarial a partir da década de 50 com o desenvolvimento acelerado da indústria. No Brasil, a terceirização foi gradativamente implantada com a vinda das primeiras empresas multinacionais, principalmente as

automobilísticas no início da década de 80. Essas fábricas adquiriam as peças de outras empresas, guardando para si a atividade fundamental de montagens de veículos. Desde aquela época até aproximadamente 1989, a terceirização era conhecida como contratação de serviços de terceiros e vinha sendo aplicada apenas para reduzir custo de mão-de-obra. As empresas utilizavam-se desse recurso simplesmente para obter algumas economias em gerar ganho de qualidade, eficiência, especialização, eficácia e produtividade. As pequenas e médias empresas mais ágeis, percebendo o momento de mudança, aproveitaram-se da situação e começaram a conquistar parcelas significativas do mercado, mas logo as grandes organizações tiveram que, buscar novas saídas que as colocassem novamente no mercado de forma competitiva. A partir daí, passou-se a transferir para terceiros a incumbência pela execução das atividades secundárias. Surge então o outsourcing, expressão em inglês, que significa terceirização, referenciado sempre pela concepção estratégica de implementação. A terceirização “consiste na possibilidade de contratar terceiro para a realização de atividades que não


por Lilian Ferracini

A terceirização, ao gerar novas empresas, gera também novos empregos e em contrapartida, aumento de arrecadação de impostos na área de serviços, com isso engordando os cofres do governo

constituem o objeto principal da empresa”. Essa contratação pode envolver tanto a produção de bens como serviços, como ocorre na necessidade de contratação de serviços de limpeza de vigilância ou até de serviços temporários. É possível vislumbrar em tese, a diferenciação entre as atividades-fim e as atividades-meio da empresa tomadora dos serviços terceirizados. Não há, entretanto, critério absolutamente seguro para diferenciação dessas atividades, a tal ponto de o critério tornar-se determinante no que tange à responsabilidade das empresas na intermediação de mão-de-obra. Na realidade, tais conceitos não são conceitos jurídico-trabalhistas. São conceitos inerentes à atividade empresarial, que hoje conta com uma especialização tecnológica em suas necessidades, praticamente alheia ao Direito. Na dinâmica empresarial, em questão de pouco tempo a atividade-meio pode converter-se em atividade-fim e vice-versa. O Enunciado n° 331 consagrou-se como uma tendência flexibilizadora, viabilizando a terceirização nos serviços de vigilância (Lei n° 7102/83), nos 256 - Contrato de prestação de serviços. Legalidade – Revisto pelo Enunciado n° 331 Salvo os casos de traba-

lho temporário e de serviço de vigilância, previsto nas Leis 6019, de 3.1.74 e 7102, de 20.6.83, é ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, formando-se vínculo empregatício diretamente com o tomador dos serviços. Uma das vantagens da terceirização é o aspecto administrativo, que fornece alternativa para melhorar a qualidade o produto ou serviço vendido e também a produtividade. Seria uma forma também de se obter um controle de qualidade total dentro da empresa, sendo que um dos objetivos básicos dos administradores é a diminuição de encargos trabalhistas e previdenciários, além da redução do preço final do produto ou serviço, adotando a terceirização, a empresa poderá concentrar seus recursos e esforços na sua própria área produtiva, na área em que é especializada, melhorando a qualidade do produto e sua competitividade no mercado. Com isso, pretendese uma redução de custos, principalmente dos custos fixos, transformando-os em variáveis e aumentando os lucros da empresa, gerando eficiência e eficácia em suas ações, além de economia de escala com a eliminação de desperdícios, além da diminuição do espaço ocupado na empresa, atividades que

antes lhe pertenciam foram terceirizadas, não só de pessoal como de material, ocorrerá a criação de empregos na terceirizada, um aperfeiçoamento de mão-de-obra, distribuição de rendas entre os participantes do processo, concentração de esforços na atividade-fim da empresa, especialização no serviço, concorrência e produtividade para todo o mercado. A terceirização, ao gerar novas empresas, gera também novos empregos e em contrapartida, aumento de arrecadação de impostos na área de serviços, com isso engordando os cofres do governo. Aqui faço um alerta aos tomadores de serviços terceirizados: um dos principais riscos da terceirização é contratar empresas inadequadas para realizar os serviços, sem competência e idoneidade financeira, pois poderão advir problemas principalmente de natureza trabalhista. Outro risco é o de pensar a terceirização apenas como forma de reduzir custos, se esse objetivo não for alcançado,

Uma das vantagens da terceirização é o aspecto administrativo, que fornece alternativa para melhorar a qualidade o produto ou serviço vendido e também a produtividade

ou no final a terceirização não der certo, implicará no desprestígio de todo o processo. “Aquele que pretende terceirizar uma atividade de sua empresa, deve acima de tudo, buscar qualidade para que a relação dê certo, deve confiar no parceiro, tendo em vista à necessidade de fazer a escolha correta na hora de terceirizar”. As empresas estão buscando cada vez mais a modernização com a finalidade de tornar-se mais aptas para enfrentar seus concorrentes, pois a terceirização é uma tendência atual e irreversível das organizações que buscam alcançar maior produtividade, elevar o nível de qualidade e reduzir custos, para assim sobreviver em ambientes de alta competitividade. Nesse sentido, o processo de terceirização deve começar através de um planejamento do que se pretende terceirizar, portanto é fundamental ter uma visão estratégica daquilo que pretende fazer dentro de sua empresa dessa forma, a terceirização vem a ser um novo estágio entre empresa prestadora de serviços e a empresa que a contrata. Esta união só irá se concretizar se as parcerias forem completamente autônomas umas das outras. Entretanto, ao buscar terceirizar com êxito, deve-se procurar um parceiro e não apenas um prestador de serviços, adequando suporte às atividades a ele confiadas. Para tanto, faz-se necessário ter meios de avaliar a capacidade que esse parceiro tem de oferecer bens e serviços, com qualidade desejada.

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ti

Boas Práticas para Gestão de Tecnologia da Informação

I Rodrigo Matos Bacharel em Sistemas de Informação. Pós Graduando em Governança de TI. Coordenador de TI do SESVESP.

nformação é fator de produção. Tal afirmação pode ser observada pelo avanço constante da Tecnologia da Informação, que oferece possibilidades quase que ilimitadas de recursos e soluções, tanto de hardware como de software, para processar informações que serão utilizadas em todos os niveis hierárquicos das organizações. Em nível estratégico a provisão dinâmica das informações facilita a tomada de decisões sobre as metas e diretrizes que serão seguidas pelas empresas. Em nível tático, esta provisão facilita a transformação dos objetivos traçados em ações específicas na busca dos resultados almejados,

passando, ainda, pelo setor operacional, a parte não administrativa da empresa, que utiliza os recursos tecnológicos para efetiva produção do bem ou serviço, de acordo com a área de atuação empresarial. Com tantos recursos tecnológicos disponiveis passa a surgir uma figura de extrema relevância na atuação empresarial, o gestor de Tecnologia da Informação, também conhecido modernamente como CIO (Chief Information Officer), que tem como missão principal abrir a caixa preta da TI, mostrando uma visão abrangente não só em conhecimentos técnicos, mas também de forma ampla a toda atividade empresarial

desenvolvida, gerindo esses recursos em total alinhamento com as necessidades da organização, sem deixar de zelar pela proteção e segurança dessas informações. Diante da importância do assunto, o SESVESP, em parceria com seus associados, desenvolveu um guia/ manual de boas práticas de gestão de recursos de Tecnologia da Informação, observando as disposições contidas na norma ISO 27002, que trata da segurança da informação, bem como nos frameworks COBIT 4.1 e ITIL V3, que tratam, respectivamente, da governança de TI em nível estratégico, e do gerenciamento desses serviços.

Como nasceu o Sistema de Emissão de Certidões

N

o ano de 2007, como Coordenador de Licitações do SESVESP, percebi as dificuldades das associadas para obter certidões para fins de licitações, CRS, etc.. Essas dificuldades se agravavam para as empresas instaladas no interior do Estado, pois, para retirar os documentos, tinham que viajar até a Capital, ou solicitar seu envio pelo correio, correndo risco de extravios, tendo em vista que estas certidões só possuíam validade se apresentadas na via original, o que tornava oneroso e moroso o atendimento ao associado. Com a tecnologia cada vez mais presente no dia-a-dia, fizemos uma análise crítica dos processos, e em conjunto com o Coordenador de TI do SESVESP, no ano de 2008 nasceu o plano

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de fornecermos as certidões pela internet, através do site da entidade, espelhando-nos na forma de emissão de certidões utilizada pela Receita Federal, Caixa Econômica, entre outros órgãos. Transformamos essa ideia em Objetivo da Qualidade e avançamos com o projeto. As dificuldades foram várias, desde o nascimento até a implantação foram quase dois anos, mas com todo suporte técnico no TI do SESVESP, e a visão de como deveria funcionar a emissão, controles, resultados, economia, redução de custos, foco e muito empenho o Sistema de Emissão de Certidões foi implantado com sucesso. Também tivemos o prazer de ser consulta-


Antes a rotina de emissão desses documentos era onerosa e burocrática, pois exigia solicitação formal, na qual deveriam ser indicadas as informações necessárias para constar na certidão, bem como um prazo mínimo de dois dias úteis entre a solicitação e retirada do documento, isso sem falar nos custos com impressão e deslocamento

Angelo Martins Birgolin

Esse manual tem como objetivo orientar e disseminar as boas práticas de utilização da tecnologia, levando às empresas que queiram aprimorar seus conhecimentos um conjunto de diretrizes para aperfeiçoar a gestão de TI em prol dos resultados, elevando a segurança e o sigilo de suas informações. As diretrizes contidas nas normas utilizadas no desenvolvimento do manual já tiveram suas aplicabilidades comprovadas quando o SESVESP desenvolveu, através de seu Departamento de TI, em parceria com o Departamento de Licitações, o sistema de emissão de certidões on line, hoje

disponível aos associados na área de acesso restrito de nosso site. Esse sistema atende muitos dos critérios de segurança, governança e gerenciamento contidos nas normas que norteiam a gestão de TI, e principalmente, alinha-se com a necessidade da entidade no que diz respeito ao fornecimento de certidões, demonstrando a eficácia das aplicações dos recursos tecnológicos em efetivo benefício da organização. Esperamos com isso contribuir com nossos associados, compartilhando nossos conhecimentos nessa área, sempre buscando a modernização e o crescimento de nosso segmento.

Implantação do projeto

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implantação do sistema eletrônico para emissão de certidões trouxe agilidade, segurança e praticidade no atendimento aos nossos associados. Antes a rotina de emissão desses documentos era onerosa e burocrática, pois exigia solicitação formal, na qual deveriam ser indicadas as informações necessárias para constar na certidão, bem como um prazo mínimo de dois dias úteis entre a solicitação e retirada do documento, isso sem falar nos custos com impressão e deslocamento. Hoje, com a implantação do sistema, isso faz parte do passado, pois o próprio associado retira sua certidão acessando o site do SESVESP de qualquer computador conectado a internet, bastando estar de posse da senha que permite esse acesso. São Inúmeras as vantagens trazidas, pois além da economia de tempo e dinheiro, o sistema permite, por exemplo, que em eventual necessidade o documento seja substituído imediatamente, como nos casos em que ocorram rasuras ou perda de sua validade. É importante destacar que em nenhum momento o departamento de Tecnologia e Informação do SESVESP abriu mão da segurança e do sigilo das informações, garantindo a confiabilidade da ferramenta para os usuários. Não há como não reconhecer que se tratou de um projeto desafiador, cuja elaboração exigiu uma visão ampla e sistêmica das necessidades da organização, alinhando e gerenciando os recursos utilizados, em total atendimento às normas utilizadas para o desenvolvimento do manual de boas práticas para gestão de tecnologia da informação, otimizando os serviços tanto interna como externamente. Angelo Martins Birgolin Coordenador de Licitações do SESVESP

dos por outros sindicatos e federações que se interessaram pela ferramenta. Em 2010, já no Grupo Mave, como Coordenador Comercial, tive o prazer de participar de uma apresentação de nosso Sistema de Emissão de Certidões, no Departamento de Polícia Federal do Estado de São Paulo, com objetivo de demonstrar seu funcionamento, pois a construção de um sistema similar ao nosso para emissão de Guias de Tráfego de Armas e Munições chegou a ser estudado, inclusive com elaboração de um projeto piloto que foi encaminhado para análise do Departamento de Polícia Federal em Brasília, com possibilidade de se agregar valor ao Sistema GESP. Ailton Barbosa – Gerente Comercial do Grupo Mave. Bacharelando em Direito pela FAFE

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CEBRASSE apresenta a sua Nova Diretoria para o Triênio 2011/2013

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aulo Lofreta assume a presidência da Central Brasileira do Setor de Serviços – CEBRASSE – e Amábile Pácios a vice, com projetos para uma representação política cada vez mais forte no país A Central, que engloba uma das áreas que mais empregam profissionais formais e que contribuiu com mais de 50% do PIB no Brasil no ano de 2010, reuniu na segunda-feira (04 de abril de 2011), cerca de 200 empresários, autoridades, presidentes de entidades, sindicatos, associações e a diretoria e Conselho da CEBRASSE para cerimônia de posse da diretoria nacional eleita para o triênio 2011/2013. A nova diretoria está representada por empresários de diferentes segmentos de atuação com vistas ao empreendedorismo brasileiro. O evento, seguido de almoço, ocorreu no Iate Clube de Santos, região de Higienópolis, em São Paulo, como forma de agradecimento pelas conquistas no setor. Na abertura das atividades foi apresentado um vídeo institucional da CEBRASSE, demonstrando sua influência e as diretrizes adotadas pela classe para uma cultura participativa entre o poder público e a sociedade. Estiveram presentes o Presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, o Deputado Barros Munhoz, os Deputados Federais Walter Ihoshi, Laércio Oliveira, Arnaldo Faria de Sá, Roberto Santiago, Jonas Donizeti e Protógenes Queirós, os

Deputados Estaduais Fernando Capez, Jorge Caruso e Luiz Carlos Gondim, o Secretário de Emprego e Relação do Trabalho, Davi Zaia, representando o governador Geraldo Alckmin, Carlos Nabil Ghobril – Chefe de Gabinete do Vice Governador do Estado de São Paulo, o coronel Paulo Roberto Cardoso (Assuntos Estratégicos da Defesa), o Senador Eduardo Suplicy, os vereadores de São Paulo, Antonio Goulart, Célio Lucas de Almeida, o Secretário de Esportes e Lazer – Diadema SP, Rube ns Xavier Martins, o Presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac) Ricardo Garcia, o Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, os Promotores de Justiça, Fábio Antonio Guimarães e José Carlos Blat, entre outras autoridades. Unir esforços – Em discurso, o presidente reeleito, Paulo Lofreta, agradeceu a presença de todos e reforçou que muitos são os desafios que serão enfrentados, porém, todos estão dispostos a trabalhar com afinco e empenho para economias saudáveis, com estímulo à geração de renda e atenção do setor na elaboração de projetos e serviços voltados a um país cada vez mais sustentável. José Adir Loiola, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp), e Conselheiro Nato

Pres. Paulo Lofreta, Dep. Barros Munhoz, Dep. Federal Jonas Donizetti e Secretário de Emprego e Relação do Trabalho, Davi Zaia

Paulo Lofreta, Presidente da CEBRASSE

da CEBRASSE lembrou do papel social da entidade no cenário brasileiro. “Nossa missão é árdua, porém, compensatória. Para este trabalho é preciso pessoas de coragem e ousadia, pois se trata do setor de maior empregabilidade do país”. Principais ações para o triênio ~;X]VdPVT\_PSaÊ^R^\eXbcPbP^bX]cTresses do setor; ~ATP a\Pa^R^\_a^\Xbb^S^V^eTa]^ com o setor de serviços; ~ 4bcPQT[TRTa aT[PÎÜTb \PXb R[PaPb ST trabalho; ~1dbRPaR^]RTbbÜTbTR^]caPc^bSTcaPbalho para respeitar e honrar este importante setor do país; ~1dbRPaaTR^]WTRX\T]c^Yd]c^P^<Xnistério do trabalho; ~ <^QX[XiPa Vad_^ ST _Pa[P\T]cPaTb para aumento do emprego e trabalho; ~?T]bPa]P[TVXb[PÎÊ^R^\]^ePb\^SPlidades de serviços. Eventos representativos – Os participantes ainda puderam acompanhar alguns dos esforços da categoria para dois importantes eventos que serão realizados também no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas – para esta recepção serão estruturados e dinamizados diferentes serviços, disse o presidente Paulo Lofreta. Segundo o advogado, Percival Maricato, a entidade faz uma gestão horizontal permitindo o diálogo e a aproximação entre as organizações empresariais cada vez mais democráticas e eficientes, representando o setor com excelentes resultados.


abseg

Caros associados (as) A ABSEG consolida-se, cada vez mais, como um caso de sucesso de instituição que foca a reunião de profissionais de segurança privada em torno de um objetivo comum: o crescimento pessoal e profissional de seus associados e a sua contribuição, enquanto agente de interação social, para o crescimento da segurança privada no Brasil. O sucesso tem sua origem no verbo “suceder”, isto significa “vir depois de  ou acontecer em conseqüência de”. Em síntese ser bem-sucedido, fazer sucesso, é sempre conseqüência de algo bem feito e esta é uma das marcas fortes da nossa instituição, fazer bem feito as nossas ações. Em 2011, não será diferente e fortaleceremos as nossas ações. Temos firme o compromisso de mantermos a parceria com o SESVESP. Há 23 anos, o SESVESP presta excelentes serviços ao mercado de segurança privada no Brasil e a ABSEG é uma grande e forte parceira nesta empreitada. Assumimos a responsabilidade de fomentarmos em nossos associados a contratação correta de empresas prestadoras de serviços através de discussões internas em nossos fóruns, na capacitação de nossos associados, grande parte tomadores de serviços, bem como na identificação e iniciativas como o CRS - Certificado de Regularidade em Segurança como uma das boas práticas de gestão que possibilitam habilitar empresas com diferencial competitivo. A busca do SESVESP em eliminar a clandestinidade no segmento de segurança privada é um dos direcionadores das ações da ABSEG. Em 2011, vamos estreitar esta ação e formatarmos uma performance mais estratégica e voltada à educação continuada de nossos profissionais de Segurança Privada. A palavra de ordem será conscientização. A revista SESVESP chega à sua edição de número 100. É com grande satisfação que fazemos parte desta história de sucesso. Veículo ímpar na comunicação com as empresas de segurança privada e com nossos associados, pois todos recebem um exemplar, a revista SESVESP é uma forma de unificar profissionais de segurança privada em um país de dimensão continental tão plural em sua formação e que necessita de unidade para competir em basilares de igualdade no cenário nacional e internacional. A Revista SESVESP cumpre este papel, o da integração. Parabenizamos a incansável Lilian Ferracini e equipe da Ferracini Assessoria de Comunicação Ltda pela trajetória de sucesso à frente da Revista SESVESP e agradecemos o Presidente Loiola pela parceria por ele incentivada entre o SESVESP e a ABSEG. Uma associação forte se faz com associados motivados e participantes. Participe dos eventos da ABSEG, mande as suas críticas ou sugestões, ajude a escrever a histórica da ABSEG. Convide amigos a serem sócios e fortaleça a nossa associação. Marcos Silva Presidente

Revista SESVESP

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O ano será marcado por várias campanhas de atuação da ABSEG, escreveremos a nossa história de sucesso promovendo e ofertando benefícios diferenciados aos nossos associados, seja através de ações de capacitação e treinamento, ou oportunidades de espaços para relacionamentos onde a prática e o fortalecimento da networking

será presente e ativa. Uma das oportunidades oferecidas é o XXIII- COBRASE- Congresso Brasileiro de Segurança Privada que abordará o tema: Cenários Competitivos da Segurança Privada no Brasil. Acesso a grade completa do Congresso: http://www.pacin. com.br/_scripts/ seminario290.asp

A nossa parceria com o Grupo CIPA continua e a cada ano esta mais forte. Em 2011, não será diferente pois é certa a nossa participação em feiras que é uma grande oportunidade ao associado de estar em contato com novos conhecimentos em equipamentos e sistemas e ainda

poder dispor de um local agradável para realizar networking. Nós estaremos presentes, de 24 a 26 de maio de 2011, na EXPOSEC - International Security Fair com um espaço voltado aos nossos associados para realizarem reuniões formais e informais de integração. Venha e participe.

Uma novidade foi a nossa participação na LAAD – Defence & Security – a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que reúne bienalmente empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamentos e serviços para as três Forças Armadas, polícias, forças especiais, serviços de segurança, consultores e agências governamen-

tais. Em sua 8ª edição, confirmando sua vocação de ser um importante fórum de debates e de apresentação do estado da arte em tecnologia de defesa e segurança, a ABSEG se fez presente através de uma parceria com a Clarion Eventos que nos cedeu um estande para recebermos nossos associados e divulgarmos a marca ABSEG. Em 2012, a parceria continua.


A distinção é uma forma de estabelecer um referencial ou ainda uma ação de identificar características e qualidades por que um profissional difere de outro. Seja por suas competências e capacidade técnica, pelas suas prerrogativas, as suas realizações para o mercado de segurança privada, a elegância de suas maneiras e o respeito com as pessoas e conduta, este profissional, no sentido amplo da análise, atinge uma classificação

mais alta em um exame; grau dez. É um referencial para seus pares. O nosso segmento é extenso em figuras de referencial, isto é importante para que outros possam espelhar-se e seguir os caminhos trilhados, na ABSEG são inúmeras as pessoas que fazem a diferença e ajudam a elevar o nível de importância da Segurança Privada no Brasil. A ABSEG destaca-se como um centro de excelência de agregação de profissionais de Segurança Privada que são referência de mercado e cada vez mais performam e realizam interface com outras áreas que são importantes para a troca de experiência mútua e que necessitam de conhecer mais sobre os desafios da Segurança Privada no Brasil.

O título de ASE - Analista de Segurança Empresarial está mais perto de você. O manual de certificação ASE - Analista de Segurança Empresarial foi revisado e apresentará mudanças substanciais que dizem respeito ao formato mais simples e direto de ler cada uma das duas modalidades de certificação. Os critérios de pontuação também sofreram pequenas alterações. Com essa revisão, estamos 70% alinhados com a Nor-

ma Brasileira ABNT NBR ISO/IEC 17024 (Avaliação de conformidade - Requisitos gerais para organismos que realizam certificação de pessoas). Outra inovação do ASE - Analista de Segurança Empresarial é a nova formatação da carteira de identidade de profissional de segurança privada certificado. Acesse www.abseg.com. br e saiba como obter sua certificação.

Estivemos presentes no 8º Congresso de Infra estrutura ao lado da ABESE/ SESVESP/ABSO. Principal local de encontro de toda a comunidade de gerenciamento de facilidades e de propriedades do Brasil, nossa participação teve o foco em pautar a importância do profissional de Segurança Privada para o gestor de Facilidades e Propriedades  (Facility e  Property Manager - FM) que é o profissional que administra múltiplas disciplinas de serviços e infraestrutura, inclu-

sive segurança privada, com vistas a assegurar a funcionalidade do ambiente, integrando pessoas, espaços, processos e tecnologias de forma sustentável. Foi notória a importância dispensada que os profissionais desta área depositam nos profissionais de Segurança Privada e na necessidade constante de integração destes segmentos complementares na prestação de serviços. Informações: http://www. temfeirasecongressos. com.br/

Estamos sendo identificados por outras organizações e associações pelo nosso excelente nível de organização. Este mês foi marcado por algumas realizações significativas para o fortalecimento da nossa marca ABSEG como referencial e as pessoas da nossa associação, os nossos sócios, são a nossa maior riqueza e o nosso diferencial.

Assinamos um acordo de intenções com a AFCEA Armed Forces Communications & Electronics Association (Associação Internacional AFCEA). Foi criada em 1946 e é uma associação sem fins lucrativos que servem as forças armadas, governo, indústria e academia como um fórum de ética para o avanço do conhecimento profissional e as relações nas áreas de comunicações, informática e segurança mundial. AFCEA

possui 34.000 membros individuais; 13.500 associados que são os patrocinadores e colaboradores que estão entre os principais designers do mundo, projetistas, fabricantes, testadores e usuários de sistemas, serviços e componentes para comunicações, imagem e sistemas de informação voltados para o mercado de defesa e segurança. Mais informações: http://www.afceanaples. it/marzo_2010.html

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Agenda

Feiras & Eventos 18 a 19 de maio de 2011

9ª Feira ABS 2011 Feira de Destinos, Espaços e Fornecedores para Eventos Local: São Paulo - SP Organização: Grupo Evento Fácil Informações: www.feiraebs.com.br 20 a 21 de maio de 2011

8ª Mega Pró-Síndico Local: São Paulo - SP Inf.: www.prosindico.com.br 23 a 27 de maio de 2011

Maio a Setembro de 2011 15 a 18 de junho de 2011

11ª Brasilshop Sudeste 2011 Local: São Paulo - SP Organização: Alshop - www.alshop.com.br 28 a 30 de junho de 2011

5ª FORIND 2011 Feira de Fornecedores Industriais do Interior de S.Paulo Local: Sertãozinho - SP Informações: www.forindsp.com.br 2 a 5 de agosto de 2011

Local: Flórida – USA Organização: Núcleo Consultoria em Segurança Informações: uspit@nucleoconsult.com.br

26ª MOVIMAT 2011 Feira de Logística, Movimentação, Armazenagem, Transporte e Embalagem de Materiais

24 a 25 de maio de 2011

Local: São Paulo - SP Informações: www.feiramovimat.com.br

Curso SWAT para Executivos

VII Fórum de Gerenciamento de Crises: Combatendo o Crime Organizado Local: São Paulo - SP Organização: Pacin Eventos Informações: www.pacin.com.br 24 a 26 de maio de 2011

XIV Exposec Feira Internacional de Segurança Local: São Paulo - SP Organização: Grupo Cipa Informações: www.cipanet.com.br 25 a 26 de maio de 2011

Curso de CFTV Digital Local: São Paulo - SP Organização: Pacin Eventos Informações: www.pacin.com.br 08 de junho de 2011

II INFRA NORDESTE Local: Salvador/BA Organização: Revista Infra Informações: WWW.temfeirasecongressos.com.br 14 a 17 de junho de 2011

2ª Feira Internacional de Logística 2011 Local: Jundiaí - SP

Organização: Adelson Eventos Informações: www.feiradelogistica.com

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3 a 5 de agosto de 2011

21ª HIGIEXPO 2011 Feira de Produtos e Serviços para Higiene, Limpeza e Conservação Ambiental Local: São Paulo - SP Informações: www.higiexpo.com.br 18 a 21 de agosto de 2011

15ª Festas e Noivas 2011 Exposição de Produtos e Serviços para Casamentos, Formaturas e Festas Local: Campinas - SP Informações: www.festasenoivascampinas.com.br 24 a 26 de agosto de 2011

Braseg Feira Brasileira de Segurança e Proteção Local: Belo Horizonte - MG Organização: Grupo Cipa Informações: www.cipanet.com.br 22 a 25 de setembro de 2011

17ª Expo Síndico SECOVI Condomínios

Local: São Paulo - SP Informações: www.exposindico.com.br


reflexão

Desiderata Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão de sua dignidade. Fale a sua verdade, clara e mansamente. Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história. No meio do barulho e da agitação, caminhe tranqüilo, pensando na paz que você pode encontrar no silêncio.

Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito. Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo. Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar. Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja: ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

Seja prudente em tudo que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. Mas não fique cego para o bem que sempre existe. Há muita gente lutando por nobres causas. Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Sobretudo não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude. Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa. Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão. Ao lado de uma sadia disciplina, conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade. Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui. E mesmo se você não puder perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino. Procure, pois, estar em paz com DEUS, seja qual for o nome que você lhe der.

DESIDERATA: Do Latim Desideratu: aquilo que se deseja, aspiração. Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692. O texto é de Max Ehrmann e foi registrado pela primeira vez em 1927.

No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do ser, a harmonia e a paz. Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito. Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade.

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Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo

Presidente 1º Vice Pres. Executivo 2º Vice Pres. Executivo

José Adir Loiola João Eliezer Palhuca Autair Iuga

Nacional Evik Macor

Francisco Lopes Waldemar Pellegrino Jr. Carlos Eduardo Escobal Antonio Dias Felipe Amauri de Oliveira Soares Sérgio Luiz Barbosa Sérgio João Laganá Pinto Clober Toledo José Evaldo Vieira Washington Umberto Cinel João Batista Diniz Jr. Berardino Antonio Fanganiello Sidney Tinoco Victor Saeta de Aguiar José Jacobson Neto Frederico M. J. de Almeida Lindolpho Valentim Cunha Jr. Alfredo Vieira Ibiapina Neto Clodomir Ramos Marcondes

Ideal Ethics Prosegur Power Master Security Mão Forte Impacto Centurion Iron Gocil Cadiz GP Muralha Pentágono GP Scorpions Essencial Embrasil Power

Antonio Salvador Morante Marcelo Baptista de Oliveira Flávio Sandrini Baptista Marco dos Santos Suhai Odiva Oliveira Sene James Silva de Azevedo Florisvaldo S. Leão Ferreira Carlins Ferraz dos Santos João Bosco Suzano Giantaglia Luiz Fernando Bazeggio

Proevi Protege Verzani & Sandrini Suhai Vanguarda Escolta Treze Listas V.Mave Haganá Suporte

José Adir Loiola João Eliezer Palhuca Maurice Braunstein Mário G. Baptista de Oliveira

Nacional Evik Garantia Real Provig

Manoel Santalla Montoto Mirian Bazote João José A. de Almeida Félix Maia Deuci Fátima Soares Erasmo Aparecido Prioste

Comando Port Engefort Engeseg Escola Paulista Security

Diretoria

revista sesvesp Órgão Oficial do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo R. Bernardino Fanganiello, 691 CEP 02512-000 São Paulo/SP Fone/Fax: 11 3858-7360 aci@sesvesp.com.br Editora e jornalista responsável Lilian Ferracini – MTB 27029 Fotografia Lilian Ferracini João Rubens Shinkado Revisão CN Editorial e Serviços Ltda. Diagramação Jairo Bittencourt Projeto Gráfico WE2 Design

Publicação Bimestral MARÇO / ABRIL 2011

A redação da Revista Sesvesp não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em matérias assinadas por colaboradores

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Cursos de Formação Segurança Eletrônica Escoltas Administrativo Financeiro Assuntos Jurídicos Relações de Mercado Social Pequenas Empresas Marketing Institucional InterSindical Patrimonial Suplente Suplente Suplente Suplente Suplente Suplente conselho fiscal

Presidente Titular Titular Titular Titular Suplente Suplente Suplente Suplente Suplente delegados

Federativo Titular Federativo Titular Federativo Suplente Federativo Suplente delegacias regionais

Santos ABC São Carlos São José dos Campos Campinas Bauru


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