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Lugar de lixo é onde mesmo?

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Menos é mais

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Agora é sua vez

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De olho no prato

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Quer uma sacolinha?

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Não seria “legal”...?

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Afinal, é ou não é reciclável?

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Quem se anima a... compostar?

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Ih! Não cabe no caminhão...

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Ligações perigosas

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Pequenos venenos

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Certamente lugar de lixo não é nas vias públicas, estradas, praias, jardins, terrenos vagos. Embora isso seja óbvio para muitos, promover esta percepção é um objetivo do Sesc. Mas qual seria o local “devido” para o lixo? O Sesc São Paulo quer contribuir para um novo sentido de limpeza pública. E para a manutenção dessa limpeza. Após estudo da quantidade e dos caminhos percorridos por tudo o que descarta, o Sesc São Paulo lançou o programa Lixo: menos é mais, voltado à minimização e destinação responsável de resíduos, atualmente implantado em todas as suas Unidades. A intenção deste guia é compartilhar um pouco dos conceitos, informações e recomendações práticas do programa Lixo: menos é mais. Mas antes de responder para onde “mandar” o lixo, o programa pergunta: precisamos, mesmo, descartar tanto?

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Menos é... mais! Como muitas instituições, empresas, governos e pessoas, o Sesc propõe que adotemos 3 ações básicas (que começam com R)... Reduzir o consumo e o desperdício, isto é, gerar menos resíduos em primeiro lugar. Mais do que amenizar o problema da sua destinação, a redução alivia o uso de água, energia elétrica, combustíveis, ecossistemas, solo e outros recursos naturais envolvidos na produção de bens que, uma hora, viram resíduos. Para reduzir, simplifique, seja criativo, improvise, gaste menos, recuse supérfluos. Reduzir significa sujar menos, prevenir. Reutilizar, quando não der para reduzir. Inclui doar inservíveis a quem possa aproveitá-los. Reciclar é devolver produtos às indústrias. É importante, mas causa mais impacto ambiental (novamente consumo de água, energia, etc.) do que evitar seu uso. Enfim, reciclar é remediar. O programa Lixo: menos é mais vem conseguindo reduzir a quantidade de resíduos do Sesc. Mantendo a qualidade dos serviços prestados, eliminou o uso de sacos para talheres, forros de bandejas, sachês de sal e açúcar, garrafas de água de uso interno, copos descartáveis...

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Agora é sua vez.

Que tal trocar...

por...?

água engarrafada................................ água filtrada bandeja de isopor e papelão................ produtos sem bandeja barbeador descartável......................... barbeador elétrico canudos............................................... ... são necessários? filtro de papel...................................... coador de pano ou cafeteira “italiana” inseticida............................................. chinelo e mata-moscas latas e garrafas plásticas de bebidas... garrafas de vidro retornáveis “papel” alumínio ou filme plástico....... vasilha com tampa post it.................................................. post it eletrônico saquinho de chá.................................. peneira ou infusor, com chá a granel absorventes descartáveis.................... absorventes laváveis ou copo menstrual* sorvete em copo.................................. sorvete em casquinha *Nunca ouviu falar disso? Pesquise.

Se você tiver outras ideias “redutoras”, compartilhe.

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De olho no prato... Se olharmos atentamente, parece que nosso lixo está melhor alimentado que nosso povo: mais da metade do peso dos resíduos é comida, descartada aos milhares de toneladas por... dia! Triste, já que parte da população passa fome ou não tem acesso a alimentos em quantidade e composição adequadas. E também porque produzir alimentos consome energia, florestas e outros ecossistemas importantes e: • •

água, na proporção de 500 litros para cada quilo de batatas e 15.000 litros/kg de carne terra; por erosão, contaminação ou outros fatores, 1 kg de soja, por exemplo, implica a perda de 10 kg de solo.

Portanto, quem ainda diz que é chique deixar sobras... está bem enganado! É chique: - comprar só o que for preparar (cuidado com promoções, que podem gerar excessos) - preparar o necessário e o que pode ser consumido antes de estragar - por no prato o que for DE FATO comer.

Estimulando novos hábitos alimentares, o Programa Mesa Brasil SESC oferece receitas com talos, folhas e cascas, normalmente desprezadas. Confira em: sescsp.org.br/mesabrasil

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Quer uma sacolinha?

“Não, obrigado. Eu trouxe a minha de casa.” É com grande satisfação, por parte de quem afirma, e crescente compreensão, de quem ouve, que esta frase vem se repetindo em mercados, lojas, padarias, farmácias. Afinal, descartável é um termo curioso: descreve um produto que foi criado para logo virar lixo (!?). Se você ainda tem dúvida sobre que sacola adotar nas compras, tenha em mente: • •

a produção de qualquer sacola causa impacto ambiental; não é só uma questão de trocar uma de plástico por outra de papel o descarte de qualquer sacola nos aterros é problema: as de plástico se acumulam, enquanto as biodegradáveis apodrecem, liberando gases de efeito-estufa, poluentes.

Conclusão: caixas (reutilizadas), carrinhos e sacolas duráveis tiram menos recursos do planeta e devolvem menos lixo. Adote estes utensílios, lavando-os de vez em quando.

Para adquirir menos sacos para dispor seus resíduos, pelo menos nos sanitários, veja a receita de “saco de jornal” em: www.akatu.org.br

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Não seria “legal”...? À medida que as pessoas se dão conta da seriedade da questão dos resíduos, fazem perguntas como: por que o governo não restringe ou proíbe a produção de descartáveis? ” ou, “por que a reciclagem não é obrigatória? ” Boa notícia: temos leis sobre isso!!! Nossa Política Estadual de Resíduos Sólidos, reforçada pela Política Nacional sobre o tema, está finalmente regulamentando a gestão do lixo em São Paulo. Aliás, agora “lixo”é chamado oficialmente de resíduos. E a legislação diz que: •

as prefeituras devem apresentar planos de gestão dos resíduos incluindo programas de coleta seletiva das seguintes categorias: RECICLÁVEIS embalagens e utensílios fabricados com materiais que podem voltar à indústria COMPOSTÁVEIS resíduos orgânicos que podem ser processados por organismos e devolvidos ao solo REJEITO (LIXO) resíduos ainda não aproveitáveis; só estes poderão ser aterrados

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• • • •

cooperativas de catadores são parceiras prioritárias na coleta seletiva, pois geram postos de trabalho e renda para pessoas excluídas do mercado formal embalagens precisarão ser fabricadas de modo a serem reutilizáveis ou recicláveis resíduos perigosos terão tratamento especial lixões devem ser substituídos por aterros para a disposição final de rejeito. Diferente de um lixão, onde os resíduos são dispostos sem qualquer tratamento, o aterro é uma técnica para confinar os resíduos sólidos a menor área possível, cobrindo-os com terra e tratando seus subprodutos (gases e chorume).

Quer saber mais? Acompanhe as ações na sua cidade. E aprofunde-se: Política Nacional de Resíduos Sólidos - (Lei 12.305/2010) http://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm

Política Estadual de Resíduos Sólidos de SP - (Lei 12.300/2006) http://www.ambiente.sp.gov.br/legislacao/leis/lei-estadual-n°-12-300/

Todas as Unidades do Sesc São Paulo têm coleta seletiva e os recicláveis são doados para cooperativas de catadores. Repare nos cestos diferenciados para recicláveis e não recicláveis (rejeito) e participe!

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Afinal, é ou não é reciclável? Depende. O Brasil é grande, não há indústrias recicladoras em todas as regiões e, por enquanto*, são de fato recicláveis apenas os resíduos aceitos comercialmente por quem faz a coleta seletiva onde você está. Em geral, pelo menos no estado de São Paulo, são: RECICLÁVEIS: papel, papelão, plásticos, metais, vidros, caixas multicamadas e óleo de cozinha** (em frascos bem fechados) REJEITO: embalagens laminadas, plastificadas, metalizadas (como sacos de salgadinhos), borracha, espumas, isopor, cerâmica, louça, embalagens sujas, resíduos sanitários, sobras orgânicas e madeira (mas só enquanto nas cidades não houver sistemas de compostagem). Antes de organizar seus resíduos, então, confira e complete estas listas consultando a prefeitura e/ou cooperativas de catadores locais. Descubra também se a coleta é feita porta-a-porta ou em postos de entrega - muitas vezes chamados de PEVs - públicos (em praças, escolas, etc.) ou em estabelecimentos como mercados, lojas e shoppings. O mapa neste guia mostra onde tem coleta seletiva e PEVs, nas cidades com Unidades do Sesc, no estado de São Paulo. * As políticas de resíduos deverão melhorar esta situação. ** Para destinar o óleo, consulte em: www.oleosustentavel.com.br

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Vale para todos!

Nossos resíduos recicláveis são, na verdade, matéria-prima, que volta à indústria passando por muita gente – coletores, triadores, etc. Portanto, muito carinho na hora de separar. Enxague o que for possível, sempre utilizando a água de maneira responsável. Uma caixa de pizza, por exemplo, será reciclável se não estiver toda suja com sobras de molho, queijo, etc. Caso contrário, é rejeito.

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Quem se anima a... compostar? A compostagem é um tipo de decomposição controlada de resíduos, conhecida há séculos, que transforma sobras de alimentos e de jardim, dentre outras, em adubo. Quem tem composteira ou minhocário em casa ou no apartamento, no trabalho, na escola, sabe que o processo é simples e prazeroso, e que compostar significa: • • •

diminuir muito a quantidade de rejeito a ser aterrado, e todos os gastos públicos envolvidos recuperar recursos naturais e nutrientes produzir um excelente fertilizante do solo, a ser usado em vasos, jardins e hortas. Enquanto sua cidade não tem um sistema de compostagem, aventure-se com esta “receita” da Universidade de São Paulo-USP: www.usprecicla.com/apostila-compostagem

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Ih! Não cabe no caminhão...

Sabe aqueles resíduos de obra pesados e volumosos - móveis, colchões, equipamentos, poda e outros que o serviço público não coleta? Como para todos os resíduos, o “truque” é descartar menos. Será que precisamos mesmo de tanta demolição e reforma? Não dá, pelo menos, para reaproveitar ou doar parte das peças e sobras? E compostar poda e capina? Para os resíduos inevitáveis, consulte a prefeitura e descubra: • •

se tiver pequena quantidade, onde há pontos de entrega (às vezes chamados de ecopontos; ver mapa neste guia), e se tiver muito, a relação de empresas cadastradas para transportar estes resíduos a um aterro ou bota-fora licenciado. Há normas para estes resíduos que obrigam a separação dos recicláveis (p.ex. canos, latas vazias, fios, sacos de cimento), entulho reaproveitável, gesso e perigosos (sobras de tintas, solventes, colas). Saiba mais: Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA Resoluções 307/2002 e 348/2004

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Ligações perigosas Não há como negar: somos “ligados” em aparelhos elétricos e eletroeletrônicos. Mas estes objetos do desejo estão ficando menos duráveis. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, são descartadas no Brasil mais de 1.100 toneladas só de equipamentos pequenos, como celulares e notebooks... por dia! Embora tenha crescido o entendimento de que esses produtos, como também pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, têm componentes muito tóxicos, e precisam de tratamento especial, a gente ainda não imagina seus verdadeiros custos social e ambiental. Só os inúmeros metais que compõem nossos eletrônicos demandam vastas quantidades de minerais e solo. E muitas vezes são extraídos de outros países, o que implica também grande impacto ambiental associado ao transporte.

A fabricação de um chip de memória - com apenas 2 gramas! - exige 800 vezes seu peso em combustíveis fósseis e substâncias químicas.

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Portanto, enquanto nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos regulamenta a logística reversa: ...devolução obrigatória de alguns produtos aos fabricantes para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada 1) não caia na tentação de substituir seu equipamento pelo modelo mais moderno enquanto ainda estiver funcionando. 2) contate fabricantes sobre a durabilidade dos produtos e suas baterias, questionando sua qualidade. Atenção para a obsolescência programada: estratégia de marketing e prática industrial em que um produto é deliberadamente projetado para deixar de funcionar certo tempo após a compra, obrigando os consumidores a comprar sua nova versão. Investigue! 3) troque a pilha pela tomada, evitando equipamentos sem fio 4) se precisar de pilha, prefira a recarregável, e 5) destine seus resíduos eletrônicos a locais confiáveis; consulte o mapa neste guia e também a Prefeitura de sua cidade.

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Pequenos venenos Diariamente usamos produtos perigosos (para a saúde e para o ambiente), que uma hora viram resíduos. Novamente o melhor a fazer é REDUZIR seu uso. E destiná-los com muita atenção: embalagens de produtos tóxicos (inseticidas, tintas, solventes, etc.)

desde que vazias, encaminhe para reciclagem

sobras de produtos tóxicos

consulte o fabricante

medicamentos

procure postos de saúde e farmácias com pontos de descarte

óleo lubrificante*

deixe nas oficinas

pneus*

deixe nas oficinas e borracharias

* Já existem leis sobre isso.

Outros resíduos? Antes de descartar avalie se dá para aproveitar. E doe tudo para outras pessoas e instituições: brinquedos, ferramentas, livros, móveis, peças, roupas, tintas. Faça circular...

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Estas cidades tÊm:

SÃO PAULO

Coleta seletiva ou pontos para recicláveis São José do R. Preto

Cooperativa de catadores

Entulho e volumosos

Pilhas e baterias

Lâmpadas fluorescentes

Ribeirão Preto

Birigui

Estas cidades tÊm locais para entrega de:

Catanduva

Araçatuba

Araraquara

São Carlos Presidente Prudente Bauru Piracicaba Campinas

São José dos Campos

Medicamentos Osasco

Eletrônicos

Sorocaba São Paulo

São Paulo Osasco

São Caetano

Santo André São Caetano

Outubro de 2014

Taubaté

CAPITAL E GRANDE SÃO PAULO

Santo André

Santos


Desenvolvimento de conteúdo: Menos Lixo - Projetos e Educação em Resíduos Sólidos.


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