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Encontro, Possibilidades e Efemeridades 18 de agosto de 2020

Mediadores: Beatriz Lemos e Isabela Maia Relatoria crítica: Mônica Hoff

articulação


Criar espaços seguros. Estruturar trocas. Marcar hora para filosofar. Gerar boas perguntas. A importância e a dificuldade de gerar boas perguntas. A melhor pergunta não é aquela que responde, mas a que sacode. Pedagogia da sacudida. A tensão entre educação e mediação. A todo tempo montando-se e desmontando-se, enchendo e esvaziando, e. A partir de nossos corpos, conhecimento necessariamente incorporado. Suar o discurso. A exaustão como medida da eficiência. O neutro como uma mentira mal contada. O núcleo educativo não é uma massa amorfa. O embate com as instituições não é um debate fofo. As instituições são muito dinâmicas. Os agentes são as gentes. Os núcleos educativos não são só (os) educativos. Quem é educadore sabe que as palavras importam. As técnicas que desenvolvemos não se separam do corpo. Por que o educativo chega por último se a educação chega primeiro? As “sutilezas” das relações hierárquicas para além das relações humanas. Atuar no vácuo, ou no paraíso. No buraco, mas “com ar condicionado”. Estabilidade financeira e saúde mental: tempo para experimentar e errar — sinto muito, custa caro, não podemos pagar. Aprender a planejar. Quando não planejamos [assumimos] a agenda dos outros. Pensar a educação ou o sentido de_ dentro das_. 6 dias por semana. 8 horas por dia. 2, 5, 15 anos. Uma vida. Resultados longitudinais. Com pausa para o almoço. Mas sem bolo. O dinheiro não chega. Sudar el discurso de novo. A educação como parâmetro. E como chão. Que constrói diferentes formas de se manter no mundo. Com coragem: autônoma, livre, radical. A educação não é um anexo de. Tomar os caminhos não óbvios. Caminhos opostos às narrativas H. Performar urgências: escutar o território: colocar-se em estado de aprendizagem. A aprendizagem como protagonista (contrapedagógica). Os episódios efêmeros como eventos que contam histórias de continuidade: trans_disciplinaridade extra_ institucional. Atuar contra os brancos poderes. Você é educadore porque imagina politicamente, a tua atuação como curadore é um ato educativo, toda expografia é um dispositivo de educação. Responsabilidade afetiva, corresponsabilidade política, justiça social, tarefa ética. Taticamente dentro, estrategicamente fora. Whatever, mas bem pago, por favor. Como um lugar de êxtase — o educativo — como o estômago. Onde tudo chega primeiro — o que comemos o que nos dói o que engolimos, e o que não. O lugar da máxima potência da de-composição: transforma em partículas tudo o que engole, quebrando-as em fragmentos quaselíquidos maiores que o óbvio. Um filtro de barro no jardim das certezas discursivas. A educação (só é radical) se liberta. É onde (ela) se cria radicalmente e com responsabilidade. Fazer o que é permitido é também definir quando e como sair do programa. Suar o discurso até o talo. A gente se forma. A gente se deforma. A gente se dá formas. A gente se constrói entre nós. E sente no estômago. Nas entranhas superiores. Uma função mais útil e presente para além de cuidar da obra, sem dúvida. O que é a visita? Produção coletiva de memória. Produção de pensamento que se mistura no próprio corpo. Suor. Calor. Rumor. Atrito. Produção de dissenso e não de consenso. Tesão. Fora do eixo Rj-Sp. Autoformação tática. Episteme própria. Contrapedagogia aplicada. Porque onde não há tesão não há nada. Como você quer utilizar esta instituição? Pelas brechas. Pela baga. A escuta não é arbitrária. A educação não é arbitrária. Desaguar as memórias é desarticular as pedagogias do poder. Desaguar é um ato de poder. Para poder seguir. Em todos os casos estamos falando disso. Fazer desaguar também os jogos de_. E o jogo é coisa séria. Não sabemos direito nem como somos chamades. A raiva é legítima. A física, contudo, nem sempre exata. Dois corpos podem ocupar o mesmo espaço, a mesma luta. A medida do encontro não está em sua efemeridade. A do efêmero tampouco se dá pelo que finda. Mas pelo que segue – livre, não-dirigido, autônomo. Contrapedagogia educativa. Oxímoro perfeito, paradoxo primeiro. Talvez o poder da educação resida exatamente nisto: em nunca estar disposta a caber “devidamente” em nada.¹


Desde uma episteme própria, até fazer suar o discurso “Criar espaços seguros”. Com esta frase Natália Martins começou sua fala de boas-vindas no primeiro encontro do Projeto Sala Zero de Mediação, intitulado Encontro, Possibilidades e Efemeridades, realizado no dia 18 de agosto de 2020 via plataforma Zoom. O projeto, concebido e coordenado pelo grupo de mediadores do Sesc Santana, tem como um de seus objetivos principais a reflexão e construção de espaços seguros para a troca, a prática e o debate sobre mediação, e contou nesta primeira conversa com a participação da pesquisadora e curadora Bia Lemos e da educadora e gestora Isabela Maia. É curioso pensar, talvez porque mais do que nunca extremamente necessário, sobre o significado de criar espaços seguros, principalmente quando tudo parece estar desmoronando ao redor, inclusive a própria noção de segurança. Muitas são as camadas políticas, sociais e econômicas que atravessam este termo tornando-o mais ou menos necessário, mais ou menos excludente, e mais ou menos urgente. Seu sentido etimológico, contudo, parece precisá-lo para o que, neste projeto, aparece como foco: “ocupar-se de si mesmo”. Ou seja, ocupar-se da prática da educação/mediação e teorizá-la desde uma episteme própria até fazer suar o discurso. Este é o lugar que nos foi compartilhado neste primeiro encontro. A provocação inicial de Natália foi, neste sentido, tão pontual como nevrálgica, pois não apenas resumiu o desejo do grupo de olhar para a sua prática e refletir sobre ela, como gritou, a modo de ação, a urgência de um debate maior e coletivo que precisamos encarar se queremos seguir adiante e de outra forma. Criar espaços seguros tem a ver, assim, com o duplo processo de “deságue e produção coletiva de memórias”, como colocou Raylander Mártis dos Anjos, integrante do grupo, no final da conversa. Não só para imaginar e construir outros possíveis, mas para revisar os passados, escutá-los e, se necessário, confrontá-los, num processo individual e coletivo de estar presente no presente.


Foi a partir deste contexto (de desejo de trocas) que Isabela e Bia foram convidadas a compartilhar suas percepções, pesquisas e práticas em educação, e eu a escrever este relato. Isabela desde a sua experiência de sete anos atuando como mediadora em diferentes projetos e instituições culturais e, mais recentemente como gestora do Núcleo de Educação do Museu da Imigração, em São Paulo. Bia desde a experiência do Lastro – Intercâmbios Livres em Arte, uma plataforma de curadoria, investigação e educação totalmente autogerida, criada por ela há quinze anos que tem atualmente como um de seus principais projetos um grupo de estudos que se dedica à pesquisa de processos anticoloniais na América Latina. Embora suas investigações rumem por caminhos diferentes — Isabela, com uma reflexão sediada a partir de suas experiências institucionais e Bia com um pensamento que se estrutura junto a um extenso projeto de investigação e prática concebidos principalmente extra-institucionalmente — suas reflexões produziram faíscas importantes que nos possibilitaram ir além dos binarismos e enxergar pontos de fricção e espaços conjuntos de aprendizagem. “Que pedaços de nós [mediadores] ficam por aí? Como as mãos que costuram também se tornam visíveis? Que técnicas são estas que desenvolvemos? Que responsabilidades assumimos para nós quando adotamos a educação como prática? O núcleo educativo é uma massa amorfa? Por que a equipe de educação chega por último quando a educação é o que chega primeiro?” — estas foram algumas das perguntas lançadas por Isabela durante sua fala. Elas evidenciam com pontualidade os questionamentos que enfrentamos não apenas na prática da mediação, mas sobretudo na prática educativa em contextos institucionais. Se as três primeiras parecem aproximar-se da prática específica da mediação e suas reflexões, as três últimas deslocam o debate para o sentido de educação enquanto postura ética e lugar de imaginação política dentro das instituições. São perguntas para as quais geralmente muitas respostas não são dadas, não porque não existam, mas porque respondê-las significa ter que alterar a ordem das coisas assumindo novas condutas institucionais e nem sempre há interesse ou disposição para isso.


Neste sentido, são perguntas-sintoma, pois perguntam não o que não sabem, senão o que já conhecem muito bem, anunciando-se assim menos como simples indagações, e mais como indícios de um problema crônico maior para o qual devemos olhar com dedicação se queremos realmente pensar a educação de maneira estrutural no âmbito das instituições de arte. Uma pergunta que me ocorreu às perguntas de Isabela, e que me levou à fala de Bia na sequência, foi: como ser uma instituição, organização ou plataforma de arte que, estruturada para compartilhar seus saberes e tecnologias, aprende mais do que ensina? Ou ainda, como gerar aprendizagem e, ao mesmo tempo, colocar-se em estado de aprendizagem? Estes me parecem ter sido pontos de conexão (por desvio e complementação) importantes entre as duas falas. (‘Aprender mais do que ensinar’ é um exercício que as instituições infelizmente ainda não conseguiram fazer, muitas sequer tentam ou mesmo entendem esta matemática, diferente de organizações e plataformas de arte que têm a investigação e a educação como objetivo e motor, nas quais esta equação aparece como condição de existência.) Enquanto Isabela versou sobre a educação a partir de sua prática educativa em contextos institucionais — as problemáticas e dificuldades ali enfrentadas bem como as metodologias criadas para ampliar experiências, a necessidade de saber planejar (para não ter que seguir agendas alheias) e o constante e exaustivo exercício de entender, falar e, ao mesmo tempo, produzir fissuras no idioma institucional –, Bia abordou o tema a partir de sua prática curatorial em projetos extra-institucionais de longa duração, como o Lastro, que segundo ela, sempre “tiveram a educação como parâmetro” e “a aprendizagem como protagonista”. Para a pesquisadora e curadora é importante podermos “imaginar [e exercitar] outras formas de ensino e aprendizagem para além da ideia de educação [formal, institucional]”. De acordo com Bia, “uma residência é um processo de pesquisa, portanto de educação [...] você é educadora porque imagina politicamente, a tua atuação como curadora é [neste sentido] um ato educativo”.


“É importante pensar de forma crítica as práticas dos agentes do campo [...] a educação não é um anexo das práticas artísticas”, complementou ao falar sobre sua prática e sobre a importância de pensar-nos criticamente. “Fazer educação, arte e pesquisa de forma livre e com coragem — escolher seguir caminhos não óbvios; opostos às narrativas hegemônicas; pensar vida e política de forma urgente; performar estas urgências; fazer uma escuta ativa do território; atuar como uma contraproposta à estrutura política capitalística e aos brancos poderes”—, assim Bia nos apresentou os princípios do Lastro, “um projeto que é em sua própria estrutura [não em seu discurso] uma proposta de educação radical e anticolonial”. Diante de sua fala, e ainda em meio às reverberações da fala de Isabela, novas perguntas surgiram: como pensar a educação dentro de instituições de arte quando este dentro, muitas vezes, significa, colocar-se e posicionar-se fora delas? E ainda, quem (não) pode falar em nome da educação? (Em contextos demasiadamente hierárquicos, a divisão de funções não interessa apenas porque organiza as especialidades mas também porque garante o saber/poder como um lugar absoluto e intransponível, sobrepondo assim autoria/ autoridade à autonomia, propriedade à partilha, serviço à comunhão, dever à direito, discurso jurídico à justiça social.) Ao longo da conversa, as falas de Isabela e Bia foram se chocando e misturando na minha cabeça, minhas nove páginas iniciais de anotações já haviam se transformado em dezesseis, e começavam a despertar memórias, além dos tantos questionamentos. Tomo a liberdade de acessar uma destas memórias — de uma conversa que realizei em junho passado com Luis Camnitzer, por ocasião da Catedra Inés Amor organizada pelo MUAC/ UNAM. No momento das perguntas, questionado por Amanda de la Garza, atual diretora do museu e mediadora da conversa, sobre como poderíamos dar um passo adiante para que a educação seja compreendida e praticada como componente estrutural dentro de museus e instituições de arte, Camnitzer foi sucinto e direto, disse algo como: “Simples, passemos a atuar e assinar todes como educadores [começando pela direção das instituições, incluindo curadoria, equipe de segurança,


montagem, artistas e também equipe de educação, etc]”. O que Luis queria com esta provocação seguramente não era acabar com os programas educativos, nem desmerecer a prática de mediação, tampouco defender práticas curatoriais como modelos de educação ou apoiar a ocupação de programas educativos por artistas — raciocínio bastante habitual quando este tipo de debate se instaura – pelo contrário. Sua proposta era bastante concreta, e menos binária. E, ainda que na prática pareça inviável, nos proporciona um conjunto de perguntas extremamente interessantes, uma vez que nos fazem imaginar outras formas de participar e construir este chão que habitamos, redistribuindo e compartilhando a responsabilidade sobre o sentido de educação em contextos institucionais, e não apenas. Afinal, o que aconteceria se a educação fosse realmente um assunto de todes dentro das instituições de arte? Se dirigentes de instituições, curadores, equipe de manutenção, artistas, produtores, mediadores, editores, montadores e todas as pessoas que atuam em tal contexto atuassem e assinassem como educadores? O que sucederia com um museu se a pessoa que o dirige assinasse como educadore e não como diretore? O que aconteceria com uma exposição se a pessoa responsável pela curadoria assinasse como educadore e não como curadore? O que sobraria dos jogos e das relações de poder, como sobreviveriam as hierarquias frente a este tipo de organograma? Que mudanças em termos de pensamento, práticas e postura ética este exercício poderia suscitar? Que alterações nas noções de encontro, continuidade e economia poderiam surgir? Que contribuições esta inversão na lógica de ascensão profissional — de que mediadores/educadores são bem-sucedidos quando se tornam artistas/curadores — poderiam ser geradas? Que câmbios tal deslocamento acarretaria ao mundo da arte? E à educação? É claro que este rearranjo não resolveria de todo o problema, longe disso, inclusive poderia gerar algumas outras complicações como a superestetização da educação (algo que já vimos há alguns anos) e seu consequente esvaziamento de sentido (algo que estamos vendo na atitude de algumas instituições neste momento atual, tanto com a demissão em massa de suas equipes de educação como com a criação de ações educativas emergenciais, deliberadas pela direção e desenhadas por


equipes outras que não a de educação, para o cumprimento de agendas econômicas). Mas imaginá-lo criticamente, como o fez Camnitzer, nos ajuda a dar uma boa sacudida nas certezas, desestabiliza as cadeiras, tira o pó do que está posto e nos ajuda a formular novas perguntas — sobre quem somos nós, e o que não somos nós, por exemplo. Parece ser este o exercício que Bia faz desde sua prática criando projetos de curadoria, investigação e educação que são organismos vivos e políticos, e o que propõe Isa com suas questões e ao apropriar-se do ato de planejar como forma de não ter que seguir agendas alheias dentro da instituição e poder ter alguma autonomia sobre seu trabalho e pensamento – ambas imaginam politicamente, e na prática. É, sem dúvida, também o que busca este grupo de mediação, ao propor pensar-se de dentro e olhar-se de fora — coletivamente —, conforme ficou evidente nas perguntas que surgiram na rodada final da conversa, e também naquelas não respondidas que ficaram em aberto para os próximos encontros. Bruno Makia abriu a roda comentando sobre o poder de educadores e o quanto, no entendimento das instituições, isto pode ser perigoso, pois ameaça o status quo; Paula Garrefa falou do paradoxo (mas também do poder) que há em pensar o planejamento e a continuidade de uma prática (a de mediação) que (institucionalmente) está fadada a ser efêmera (ou descontinuada); Caio Araújo trouxe uma importante questão, e que justifica, me parece, a própria realização do projeto: “por que não podemos nós mesmos ser os pensadores teóricos do que fazemos todos os dias?”, o que em minhas notas iniciais, que introduzem este relato, chamo de sudar el discurso. Ao que Juliana Biscalquin complementou dizendo “a gente se forma, se deforma, constrói entre nós”, o que sem dúvida é uma “função mais útil e presente para além de cuidar da obra de arte”, como apontou Jucélia, também integrante do grupo. E isso me parece responder a algumas perguntas lançadas no caminhar deste relato sobre como sair dos pacotes fechados da educação para compreender a aprendizagem como protagonista (contrapedagógica) – ou seja, como um processo que é para dentro e para fora, coletivo e individual, corpóreo e anímico, racional e emocional ao mesmo tempo e agora,


portanto político e radical.“Produção coletiva de memória, fora do eixo Rj-Sp, produção de pensamento que se mistura no próprio corpo, produção de dissenso e não de consenso. Desaguar as memórias [para poder seguir]”, como tão bem pontuou Raylander em algum momento daqueles minutos finais. Afinal, como é mesmo que queremos usar as instituições? — para não deixar de citar uma pergunta fundamental trazida ao debate por Grazi Kunsch, originalmente dirigida aos públicos das instituições, tratando aqui de fazê-la um pouco nossa também. por Mônica Hoff

¹

Conjunto de anotações feitas durante a realização do encontro a partir das falas e comentários do grupo de mediadores idealizadores do projeto, das convidadas e demais participantes do debate, apresentadas aqui como uma introdução, ou provocação inicial. Importante: o termo “Pedagogia da sacudida” faz alusão à metodologia utilizada pelo artista e educador espanhol Jordi Ferrero (Pedagogía de la sacudida) em seu trabalho de mediação no qual provoca os públicos ao debate e à tomada de decisões. “Suar o discurso”, por sua vez, é um termo emprestado de Aimar Pérez Galí que, em sua conferência performática Sudando el discurso: una crítica encuerpada, discute e questiona o lugar de subalternidade outorgado historicamente a bailarines na conceituação e teorização de suas próprias práticas.


Beatriz Lemos (Rio de Janeiro, RJ. Vive em São Paulo), curadora e pesquisadora, mestre em História Social da Cultura pela PUC-RJ. É idealizadora da plataforma de pesquisa Lastro – Intercâmbios Livres em Arte e atua na promoção, ensino e curadoria de processos de criação anticoloniais, antirracistas e feministas no Brasil e América Latina. Integrou as comissões curatoriais do 20º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil (São Paulo, 2017) e Bolsa Pampulha 2018/2019 (Belo Horizonte, MG) e a coordenação da residência artística Travessias Ocultas – Lastro Bolívia, que ganhou desdobramento em exposição no Sesc Bom Retiro (São Paulo, 2018). Atualmente, organiza o Grupo de Estudos Lastro e faz parte do grupo curatorial da 3ª Frestas – Trienal de Artes (Sesc Sorocaba, SP). Isabela Maia possui Bacharelado em Comunicação Social com Habilitação em Midialogia pela Unicamp e seguiu os estudos na área de Gestão Cultural no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. Trabalha principalmente como educadora em exposições de arte, história e tecnologia, tendo atuado em instituições como Sesc, Instituto Tomie Ohtake, MAB-FAAP e, hoje, Museu da Imigração, onde é gestora do Núcleo Educativo. Paralelamente, realiza traduções Português-Inglês e revisa conteúdos educativos para publicações e exposições. Interessa-se por estratégias de mediação cultural; planejamento e processos participativos na educação e na cultura; relações de gênero, corpo e identidade; fotografia e audiovisual. Mônica Hoff (1979, Porto Alegre) é artista, curadora e pesquisadora. Doutora em Artes Visuais na linha de Processos Artísticos Contemporâneos, pelo PPGAV/UDESC (2019), com pesquisa sobre artists-run art schools e como metodologias artísticas se convertem em pedagogias instituintes e estas em escolas. Mestre em Artes Visuais, na linha de História, Teoria e Crítica de Arte, pelo PPGAV/UFRGS (2014), com pesquisa sobre o fenômeno educational turn e o contexto de arte brasileiro. De 2006 a 2014, coordenou o projeto educativo da Bienal do Mercosul, atuando também como curadora adjunta na nona edição do evento, em 2013. Entre 2014-18, desenvolveu, com a curadora Fernanda Albuquerque, o Laboratório de Curadoria, Arte e Educação, com edições realizadas em diferentes cidades do país. Co-dirigiu, entre 2016-18, o Espaço Embarcação, em Florianópolis, onde coordenou, com Kamilla Nunes, dois grupos de estudos em processos curatoriais dos quais resultaram os projetos Oficina Pública de Perguntas e La Grupa. Em 2018 realizou com Kamilla Nunes, Cristina Ribas, Daniela Castro e Fabio Tremonte a Escola Extraordinária, projeto agraciado com o edital Elisabete Anderle/2017. Em 2019 fez parte da Comissão de Acompanhamento da Bolsa Pampulha 2018/19, em Belo Horizonte; e co-curou com Andrea Pacheco, a mostra Corazón Pulmones Hígado, no Centro de Residencias Artísticas do Matadero Madrid (Madri). Atua como professora convidada no Mestrado PERMEA – Programa Experimental de Mediación y Educación a través del Arte, em Valência, Espanha. Para 2021 prepara Ni apocalipsis ni paraíso, programa da segunda edição de Materia Abierta, escola de verão na Cidade do México. Co-organizou as publicações Pedagogia no Campo Expandido, com Pablo Helguera, em 2011; A Nuvem e Manual para curiosos, ambos com Sofía Hernandez Chong Cuy, em 2013; e a versão em português da Tijuana Maid, novela escrita pela atista norte-americana Martha Rosler nos anos 70, com Regina Melim em 2018. Realiza conferências, workshops e participa de publicações de diversas instituições no Brasil e no mundo.


Sala Zero de Mediação Proposta e curadoria Bruno Makia, Caio Oliveira, Jucelia da Silva, Juliana Biscalquin, Paula Garrefa e Raylander Mártis Acompanhamento horizontal Graziela Kunsch Equipe Sesc Santana André Martins, Caroline Freitas, Guilherme Guimarães, Jacqueline de Oliveria Souza, Leonardo Borges, Natália Martins, Ricardo Ribeiro, Sidnei Martins, Suellen Barbosa, Wendell Vieira.

Sesc Santana Av. Luiz Dumont Villares, 579 São Paulo – SP Tel.: +55 11 2971-8700 /sescsantana sescsp.org.br/santana

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