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Monika

nº 120 – dezembro de 2017

Leandro Osório

O IPE é nosso! Páginas 6 a 9

Veja o que o novo presidente do TJ planeja para os servidores Páginas 4 e 5

Maciej Szewczyk


Sede Administrativa: Rua Vigário José Inácio, nº 630/502 Fones: (051) 3224-4421e 3221-4585 CEP: 90020-110 - Porto Alegre RS www.asjrs.org.br e-mail: asj-rs@via-rs.net

Diretoria Executiva

Paulo Sebastião Gonçalves Olympio Presidente

Luís Fernando Alves da Silva 1º Vice-Presidente

Dione Vargas Pinto Burlamarque 2ª Vice-Presidente

Aguinaldo Sotto Mayor Prates 3º Vice-Presidente

Sandra Regina Frantz Füelber 4ª Vice-Presidente

Paulo Chiamenti Secretário-Geral

Marisa Comin 1ª Secretária

Valentina Emilia Martignago 2ª Secretária

Luciane Canella Tesoureira-Geral

José Carlos Felippin 1º Tesoureira

Geraldo Fumo Warth 2º Tesoureiro

Conselho Fiscal

Ana Maria Torres Porto Eduardo Santos da Silva Luiz Gonzaga Rodrigues Souza Nair Bez Zélio Antonio Freitas dos Santos Titulares

João Carlos Lopes Brum Kathia Rejane Faria Prado Marcio Bressane Suplentes

Conselho Deliberativo

Gilson Renato Fernandes de Azevedo João Batista Colle Fenalti Roco Antonio Cosenza Rimolo Vera Beatriz Seelig Franzen

Editorial

Expediente

Por um 2018 melhor

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ezembro chegou e, com o fim do ano, sempre vem aquele tradicional momento de reflexão sobre os meses que se passaram. 2017 não foi fácil. Por sinal, que ano bem difícil para os servidores públicos. Tivemos lutas contra as reformas da previdência e trabalhista, mobilizações enérgicas, mas com efeito limitado, milhares de brasileiros revoltados com a corrupção do país e outros milhões em total e absoluto silêncio. E isso é o que mais marca o ano: a inércia. Por mais que se tenha feito e dito, a grande massa dos brasileiros cruzou 2017 trabalhando como loucos para driblar a crise sem saber que a falta de reflexão exatamente sobre esse movimento mecânico é que lhe levou ao fundo do poço. Se é que já chegamos lá. A época é de festas natalinas, mas há pouco a ser comemorado. O ano vindouro promete novo embate nas urnas e a grande dúvida é qual cenário se formará à frente de nossos olhos. Na lama de corrupção que tomou o Brasil, quem despontará para concorrer ao Palácio do Planalto, quem se candidatará a assumir o

Palácio Piratini. A falta de opções é chocante. Por isso, aproveitando que Papai Noel está quase chegando, a hora é de fazer uma cartinha de pedidos de Natal. Quem sabe ele traga um saco cheio de boas surpresas para 2018. Aqui começamos nossa lista de pedidos de Natal. Acrescente os seus e não perca as esperanças de construir um mundo melhor. - Políticos honestos e bem intencionados concorrendo às eleições de 2018. - Uma campanha limpa e focada nos dilemas da sociedade. - Um futuro promissor ao IPE. - Uma rotina de trabalho mais saudável aos servidores do Judiciário gaúcho. - Mais amor e compreensão nas relações de trabalho. Agora é a sua vez: _________________________________ _________________________________ _________________________________ _________________________________ Boas Festas!

Jornalista Responsável: Carolina Jardine (Reg. Prof. 9.486) Colaboração: Letícia Breda, Letícia Szczesny e Mauren Xavier Projeto Gráfico: Rodrigo Vizzotto Produção e Editoração Eletrônica: Samuel Guedes - stastudio.com.br Impressão: Ideograf Tiragem: 4.000 exemplares Fechamento dessa edição: 04/12/2017 As informações publicadas nesse jornal são de responsabilidade da ASJ

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Frases

Titulares

“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.” Charles Chaplin “A mudança é a lei da vida. E aqueles que olham somente para o passado ou para o presente estão destinados a perder o futuro.” John F. Kennedy “A grandeza vem não quando as coisas sempre vão bem para você, mas a grandeza vem quando você é realmente testado, quando você sofre alguns golpes, algumas decepções, quando a tristeza chega. Porque apenas se você esteve nos mais profundos vales você poderá um dia saber o quão magnífico é se estar no topo da mais alta montanha.” Richard Milhous Nixon


Justiça

Ação da ASJ garante mais vantagens a associados

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onvicto da importância da especialização para maximizar os resultados, o escritório de advocacia que atende a ASJ inicia uma nova fase de sua atuação. Comandada pelo advogado José Vecchio Filho, a banca Vecchio e Emerim Advogados trabalha com um conceito de boutique, onde profissionais especializados atuam nas causas dos servidores estaduais. Apesar da mudança ocorrida após a cisão do escritório Araújo & Vecchio, a relação com a ASJ já é antiga. Formado pela Unisinos e pós-graduado pela UFRGS, Vecchio teve passagem de 14 anos como assessor na Assembleia Legislativa e está à frente das causas da ASJ há 16 anos. Nesse período, conta ele, se estabeleceu uma relação de confiança e comprometimento que resulta em um grau de vitórias diferenciado em causas judiciais. “As ações da ASJ têm índice de sucesso superior a 90%”, informa o advogado. Entre os destaques, cita ele, está a ação que busca ressarcimento de contribuição previdenciária sobre um terço de férias descontada indevidamente. Com a causa ganha e favorecendo os 380 associados que aceitaram participar, os advogados estão em fase de coleta de documentação para os cálculos finais. Os servidores que participaram do processo estão sendo contatados pela equipe da ASJ. Vecchio explica que a ASJ conquistou vantagens em relação a outras categorias que também tiveram o mérito reconhecido. “A ação da ASJ inclui dois anos a mais de retroatividade e será calculada com juros de 12% ao ano e pelo IGPM. As outras vão receber valores corrigidos pela TR com juros de poupança. Isso é um quarto do ganho que a ASJ conseguirá para seus associados”, explica. O advogado garante que as constantes vitórias são decorrentes de um caminhar muito firme sobre a seriedade das proposições feitas “Os associados devem acreditar nas demandas que a ASJ indica. A Justiça é morosa e sabemos que a tendência do servidor é ficar desanimado. Mas agora que estamos mandando

Diretoria da ASJ visitou banca Vecchio e Emerim, que está com novas instalações no Centro da Capital as cartas para cálculo tem muita gente arrependida de não ter ingressado com a ação lá em 2011”. Entre os desafios à frente quando o assunto é a garantia dos direitos dos servidores, Vecchio cita o impasse que é cobrar os valores devidos do Estado. “A dificuldade do associado da ASJ é a mesma de outros tantos servidores. É efetivar as decisões de suas vitórias judiciais porque o Estado recorre de uma forma automática tentando procrastinar o resultado dos processos”. Além de cuidar das causas coletivas da ASJ, o escritório também presta ser-

viços diretamente aos associados com valores diferenciados. Segundo Vecchio, servidores que apresentarem carteirinha de sócio da ASJ têm redução de 50% no valor dos honorários advocatícios. “Estamos focando em áreas que já temos expertise, o que nos torna capazes de prestar um serviço diferenciado”. Vecchio e Emerim Advogados Rua Siqueira Campos, 1171 6º andar - Centro Histórico Porto Alegre - RS Telefone: (51) 3012-0202

Papel do servidor em debate Divulgação CNSP

O papel dos servidores públicos na sociedade e as mudanças enfrentadas na era da tecnologia foram as tônicas centrais do seminário anual da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP) promovido de 26 a 29 de outubro. O encontro, que contou com o presidente da ASJ, Paulo Olympio, é sempre um importante momento de reflexão e projeto.

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Tribunal de Justiça

Carlos Eduardo Duro planeja retomar debate sobre Plano de Carreira

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Fotos: Carol Jardine

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leito novo presidente do Tribunal de Justiça do RS com 83 votos de 135, o desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro anunciou que pretende retomar o debate sobre o Plano de Carreira dos servidores do Judiciário gaúcho. A ideia, explicou ele durante a primeira entrevista, após uma tarde de disputas cargo a cargo, é examinar a proposta já em tramitação, executar as correções necessárias e implementar o projeto. “Um Plano de Carreira será bom para o Judiciário para ter maior flexibilização dos funcionários, que poderão trabalhar no primeiro e no segundo graus”, pontuou. Em encontro rápido nos corredores do plenário com o presidente da ASJ, Paulo Olympio, Duro falou sobre o projeto e colocou-se à disposição para diálogo. Entre as prioridades do novo presidente, que comandará o Judiciário no biênio 2018/2019, está manter o trabalho que já vem sendo realizado pela atual Administração, na qual atua como 1º vice-presidente. Também espera assegurar a alta produtividade que vem concedendo ao Rio Grande do Sul, nos últimos nove anos, os melhores índices entre os tribunais do país. Ainda foram eleitos a desembargadora Maria Isabel de Azevedo Souza para o cargo de 1ª vice-presidente, o desembargador Almir Porto da Rocha Filho para a 2ª vice-presidência e Túlio Martins para a 3ª vice-presidência. A desembargadora Denise Oliveira Cezar assumirá como corregedora-geral da Justiça. A posse da nova Administração do TJ está prevista para 1º de fevereiro de 2018. Preocupado com a qualidade dos serviços prestados à sociedade, o desembargador admite que tem muitos desafios à frente tanto no aspecto político quanto legislativo, como a questão orçamentária e o abuso de autoridade. Em relação às dificuldades financeiras, Duro lembrou que o orçamento prevê reajuste de 3%, o que viabiliza apenas o cres-

Paulo Olympio com novo presidente do Tribunal de Justiça no dia 4 de dezembro, após a eleição cimento vegetativo da folha. “Isso traz dificuldades e precisará ser trabalhado”. Para superar as adversidades, o desembargador espera aumentar os recursos próprios e, evidentemente, administrar as despesas. Objetivo e determinado, o novo presidente do TJ/RS garante que qualquer investimento terá que ser bem analisado, incluindo a criação de novas comarcas e varas que viabilizem uma boa jurisdição aos gaúchos. Sobre o projeto de reajuste dos servidores que tramita na Assembleia Legislativa, informou que pretende acompanhar a matéria para que “seja aprovada e que os servidores tenham sua justa recuperação de remuneração”. Questionado sobre como pretende interagir com as entidades de classe, o desembargador foi categórico: “Como eu sempre lidei a minha vida inteira: bem”.

Dirigente parabenizou desembargadora Maria Isabel de Azevedo Souza que assumirá a 1ª vice-presidência


Almir Porto da Rocha Filho é 2º vice-presidente

Túlio Martins atuará na 3ª vicepresidência do Judiciário gaúcho

O resultado da votação nem mesmo havia sido anunciado oficialmente pelo presidente Luiz Felipe Difini, e Carlos Eduardo Zietlow Duro já recebia abraços dos colegas em comemoração pela vitória em relação à desembargadora Liselena Schifino Robles Ribeiro, que obteve 50 votos. Foram registrados dois votos em branco. Para acompanhar o processo, servidores e lideranças reuniram-se no plenário. Além do presidente Paulo Olympio, também acompanhou o pleito o secretário-geral da ASJ, Paulo Chiamenti, e a 2ª secretária, Valentina Martignago.

Denise Cezar será nova corregedora-geral da Justiça

Diretoria da ASJ também esteve com a desembargadora Liselena Schifino Robles Ribeiro

Edu Nichele/TJ

Diretoria 2018/2019

Carlos Eduardo Zietlow Duro Formado pela PUCRS em julho de 1984, Duro exerceu a advocacia desde a formatura até a posse como Juiz de Direito, que ocorreu em 5 de setembro de 1986. Atuou nas comarcas de Panambi e São Francisco de Assis. Foi promovido para as comarcas de Candelária em março de 1989, Alvorada (1ª Vara Judicial) em outubro de 1989, e Porto Alegre, em agosto de 1992. Na Capital atuou no Projeto Conciliação (Cível e Família). Foi titular da 5ª Vara Cível, 1º Juizado; 10ª Vara Cível, 1º Juizado e 4ª Vara da Fazenda Pública, 1º Juizado, além de ter atuado como Juiz de Direito convocado do Tribunal de Justiça na 2ª Câmara de Férias e 1ª Câmara Especial Cível. Foi Juiz Eleitoral da 1ª Zona Eleitoral de Porto Alegre, bem como Coordenador Administrativo das Zonas Eleitorais da Capital. Promovido por merecimento ao cargo de desembargador no Tribunal de Justiça do Estado, tomou posse em 25 de março de 2002. Atuou na 1ª Câmara Especial Cível; 12ª Câmara Cível e foi membro da 22ª Câmara Cível de outubro de 2004 até 3 de fevereiro de 2016.

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Leandro Osório

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Os últimos meses têm sido de batalhas árduas e constantes para manter o IPE como um instituto público e com serviços que atendam às necessidades de seus segurados. À frente do Conselho Deliberativo do Instituto, o vice-presidente da ASJ, Luís Fernando Alves da Silva, é presença constante em mesas de negociação junto ao governo e Assembleia Legislativa para manter os direitos dos servidores públicos de terem serviços de previdência e saúde de qualidade. Junte-se ao movimento por um IPE realmente nosso.

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Luta pelo

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IPE

Conselho Deliberativo do Instituto de Previdência do Estado (IPE) aprovou, no dia 22 de novembro, a Resolução 06/2017, que suspende qualquer alienação de imóveis vinculados ao Fundo de Assistência à Saúde do IPE. O presidente do Conselho Deliberativo, Luís Fernando Alves da Silva, informou que este é um posicionamento formal, político e jurídico do colegiado no sentido da proteção das suas prerrogativas. Sustentou que servirá também como subsídio para encaminhamento do tema ao Ministério Público. No dia 30 de outubro, foi publicada no Diário Oficial a autorização para a venda de dois imóveis do IPE, um em frente à sede do instituto, onde fica o estacionamento, e outro na avenida Ipiranga quase esquina com a avenida Getúlio Vargas. Além disso, o Projeto de Lei Complementar 211/2017 também pretende que os imóveis vinculados ao Fas sejam destinados ao Estado. De acordo com Silva, a proposta de venda dos imóveis deveria ter passado pelo conselho antes de ser aprovada, o que não aconteceu. “O conselho não foi consultado, então, fazendo uso das suas competências, está publicando essa resolução para suspender a venda dos imóveis”, disse.


Urgência derrubada por unanimidade Depois de muita pressão, reuniões e uma audiência pública efervescente no Plenarinho da Assembleia Legislativa, os parlamentares retiraram a urgência dos Projetos de Lei Complementares 206 e 207, que promovem mudanças no IPE Previdência. As matérias integram o plano de desmonte do instituto apresentado pelo governo do Estado e que foi fatiado em cinco projetos de lei. A vitória por unanimidade foi comemorada pelos servidores que acompanharam a votação no dia 7 de novembro, mas é só um primeiro passo para sentar e conversar sobre as mudanças que a atual administração pretende imprimir no instituto. A partir de agora, os projetos integram a pauta normal da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo o presidente do Conselho Deliberativo Luís Fernando Alves da Silva, o próximo passo é verificar junto às comissões de Segurança e Serviço Público e de Saúde e Meio Ambiente, responsáveis pelo Fórum de Debates sobre os rumos do IPE, onde as entidades podem auxiliar.

Olympio pediu retirada da urgência de projetos de lei

Audiência com casa cheia e muita pressão As comissões de Segurança e Serviço Público e de Saúde e Meio Ambiente pretendem promover um Fórum de Debates sobre os rumos do IPE ao lado do Conselho Deliberativo do instituto. A ideia, encaminhada durante audiência pública em 1 de novembro, é debater o mérito dos cinco projetos em tramitação na Assembleia Legislativa e que tratam da reformulação do IPE (PLs 206, 207, 211, 212 e 213). A proposta foi apresentada pelo deputado Tarcisio Zimmermann e validada pelas entidades presentes.

Presente no encontro, o presidente da ASJ, Paulo Olympio, destacou a importância de se manter uma relação democrática como caracteriza a república brasileira. “Pedimos a retirada do regime de urgência dos projetos 206 e 207. A formação de um fórum como sugeriu aqui o deputado Tarcisio Zimmermann é essencial para discutir o IPE, para o futuro dos servidores públicos e para a sociedade”, salientou. Também participaram da audiência os diretores da ASJ Dione Burlamarque, Paulo Chiamentti e Marisa Comin.

Encontro debateu o futuro do instituto na Assembleia no dia 1º de novembro

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s cinco projetos de alteração do IPE em tramitação na Assembleia Legislativa impõem uma gestão autocrática do instituto, onde o governo terá o comando dos processos e os servidores serão relegados a um segundo plano. A posição foi defendida pelo presidente do Conselho Deliberativo do IPE, Luís Fernando Alves da Silva, durante audiência pública. Segundo ele, as propostas trazem mudanças importantes como alterações na concessão de pensões e posicionando o IPE como escada entre o governo e o Tribunal de Contas, que chancela os benefícios previdenciários. "No que diz respeito à paridade, há obrigatoriedade que o presidente do conselho seja sempre do governo. Na diretoria, teremos uma forma autocrática de gestão. Não estamos aqui dizendo que somos contrários totalmente aos projetos, mas que temos que debater. Estamos aqui para preservar o instituto", pontuou Silva, que tem sido presença constante nos gabinetes para articulação pelo instituto. Segundo Silva, muitas bancadas ainda não têm conhecimento profundo sobre os PLs e isso pode ser um gatilho positivo na hora de obter a sensibilidade dos parlamentares. Sobre a proposta de criação de um fundo financeiro para custear o IPE, Silva indicou que pode ser uma alternativa interessante. “Contudo, temos que debater isso à exaustão”. Além disso, alertou para o risco desse fundo acabar sendo corroído por intervenções como as previstas pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 422/2017 proposto pelo deputado Alceu Moreira na Câmara Federal que permite aos entes públicos a captação de recursos dos fundos previdenciários. Alves lembrou que o Conselho Deliberativo foi surpreendido pelos projetos de reformulação do IPE apresentados pelo governo. O assunto já é alvo de estudo há 3 anos e o colegiado nem foi consultado. “Precisamos tratar a matéria com mais consistência para poder fazer

proposições, inclusive colaborando para o convencimento dos parlamentares. Os projetos são complexos”. Presente ao encontro, o presidente do IPE, Otomar Vivian, pontuou que os projetos de reestruturação não são uma ação de governo, mas uma “ação de Estado”. E argumentou que os PLs não trazem novidade. "É um projeto que está em construção há 12 anos desde o governo Rigotto". Vivian reforçou que a separação do IPE e a criação de uma autarquia para gerir o plano de saúde é uma forma de viabilizar que ele continue público e com gestão profissionalizada. Alegou que o Rio Grande do Sul compromete 40% da receita corrente líquida com a previdên-

Lumix Designer

Capa

Contra uma gestão autocrática do Instituto

cia. "Isto leva a um custo anual de R$ 13,7 bilhões frente a uma contribuição de R$ 4,7 bilhões, o que resulta em aporte de mais de R$ 9 bilhões pelos cofres públicos", informou.

O pacote de desmonte do IPE O governo remeteu os PLs 206, 207, 211, 212 e 213 à Assembleia Legislativa em setembro e outubro de 2017. Os dois primeiros, que tramitaram em regime de urgência, tratam de mudanças na previdência. Os PLs 211, 212 e 213 versam sobre a criação de um novo modelo para o IPE-Saúde.


Definidos os relatórios dos projetos da Saúde A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) escolheu os relatores dos projetos que determinarão o futuro do IPE Saúde. Segundo a deliberação, o PLC 211/17 ficará a cargo do deputado João Fischer (PP), o PLC 212/17, com o deputado Ciro Simoni (PDT) e o PLC 213/17, com o deputado Frederico Antunes (PP). Os relatores ficam designados a apresentar o parecer sobre matéria de competência do colegiado.

União Gaúcha articula movimento de defesa

PLC 193/2017 O Projeto de Lei Complementar (PLC) 193/2017, que estabelece a indenização aos servidores ativos, inativos e pensionistas por conta do parcelamento de salários, também foi pauta da União Gaúcha na reunião do dia 20 de novembro. O texto foi aprovado no dia 31 de outubro, na Assembleia Legislativa, e apresenta um avanço no direito garantido aos funcionários públicos. A preocupação da UG é como serão pagos os devidos juros e demais proposições aos servidores. Para isso, o presidente da ASJ, Paulo Olympio, e o vice-presidente da ASOFBM, Coronel Marcos Paulo Beck, formaram uma dupla de trabalho que vai realizar um estudo jurídico da legalização das taxas da poupança da população para remunerar os pagamentos feitos em atraso.

Investimentos em debate Leticia Szczesny

O colegiado da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) entrou com força na briga pelo IPE. Em reunião no dia 20 de novembro, foram debatidas articulações de combate aos projetos de leis que integram a reformulação (206, 207, 211, 212 e 213). Para a UG, o Conselho

Deliberativo do IPE é uma das chaves principais no combate aos projetos de reestruturação. Uma das alternativas debatidas pelo colegiado é o desenvolvimento de emendas, em nome da União Gaúcha, que deixem a reestruturação do governo mais parecida com o projeto estudado, pensado e enviado para a Casa Civil pelo Conselho Deliberativo em 2015. O vice-presidente da Associação dos Servidores da Justiça (ASJ), Luís Fernando Alves da Silva, afirmou que o Conselho Deliberativo do Instituto de Previdência do Estado (IPE), o qual preside, está se reunindo periodicamente com a Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, movimento que une parlamentares e entidades do funcionalismo público. “Temos uma necessidade, sim, de juntar as entidades de todos os servidores para verificar uma estratégia de enfrentamento a esses projetos”, disse Silva.

Luís Fernando pediu debate mais aprofundado dos temas propostos

O 2º Fórum de Investimentos, realizado no dia 22 de novembro, debateu o cenário econômico, oportunidades de investimentos para Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e suas perspectivas para 2018. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do IPE e vice-presidente da ASJ, Luís Fernando Alves da Silva, o evento é importante porque discute os investimentos dos valores arrecadados dos segurados e permite acumular conhecimento numa área essencial para o regime previdenciário dos setores públicos. Representante do Banrisul, Vitor Manghi abordou questões sobre renda

fixa e as mudanças no cenário econômico para 2018. Manghi afirmou que, segundo dados do relatório de mercado Focus do Banco Central, a inflação deve ficar em 3,95% no próximo ano. Além disso, a taxa básica do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) deve ficar em 7% e a meta atuarial em 9,15%. Quem também palestrou foi o representante do Banco do Brasil, João Medeiros Fonseca. Na ocasião, falou sobre renda variável e suas vertentes. O fórum, que teve sua primeira edição em agosto deste ano, foi realizado em parceria entre a Diretoria de Previdência e o Conselho Deliberativo do IPE.

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Verão

Hora de curtir as piscinas da ASJ ao custo de R$ 10,00 e limite de cinco por matrícula/dia. O serviço de bebidas e lanches na área das piscinas será feito unicamente através do Economato, devendo as bebidas serem servidas em copos plásticos. Não é permitido animais domésticos na Sede Campestre. Para garantir o maior conforto e segurança, estão disponíveis armários nos vestiários e duchas aquecidas. O espaço conta com duas piscinas, sendo uma semi-olímpica e outra infantil e solarium. Para maiores informações acesse o regulamento atualizado no site da ASJ.

Fique de Olho Festa de Natal Será realizada no próximo dia 16 de dezembro, na Sede Campestre, em Porto Alegre mais uma festa de Natal da ASJ. Neste ano, além dos já tradicionais brinquedos infláveis, haverá apresentação teatral“Os três Contam o Natal”, roteiro inspirados na obra “Um Conto de natal” de Charles Dickens. A surpresa para a criançada deve ser a chegada do Papai Noel. Traga seus filhos e participe. A entrada é franca para sócios e convidados.

Fim de Ano no DTG Venda de convites agora é realizada apenas na Sede Campestre

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erão é a temporada ideal para tirar as crianças da frente da televisão e do smartphone para curtir o que a vida tem de melhor. Uma boa pedida nesses meses de calor é aproveitar as belezas da Sede Campestre da ASJ, localizada na Avenida Juca Batista, na Zona Sul de Porto Alegre. A grande atração é o complexo de piscinas, composto por um tanque para adultos e outro infantil, cercado por um amplo espaço para banho de sol e recreação. A Temporada de Piscinas 2017/2018 teve início no dia 18 de novembro e segue até o dia 18 de março, de terça-feira

a domingo, das 9h às 19h. Neste ano, diferente das temporadas anteriores, os ingressos serão vendidos somente na Sede Campestre e o acesso ao local deverá ser feito por meio de identificação biométrica, que pode ser realizada no Pórtico. Para quem pretende aproveitar a temporada é importante estar atento a algumas recomendações. É obrigatório o banho de chuveiro antes de acessar à área das piscinas. Para as crianças, é recomendado o uso de boias. Familiares e convidados acompanhados de sócios poderão desfrutar do complexo de piscinas desde que adquiram convite

O DTG Morro da Tapera concluiu a agenda de 2017 com jantar festivo no dia 02 de dezembro. Os integrantes do movimento fizeram confraternização sempre entre amigos e cultuando as tradições. Organize sua agenda e, em 2018, junte-se a nós.

Carnaval 2018

Ainda falta tempo, mas os sócios da ASJ já podem ir pensando na fantasia que irão produzir para o Baile de Carnaval Infantil de 2018. A diretoria da ASJ já prepara o evento, que será realizado na segunda quinzena de fevereiro. Sempre muito animada, a festa conta com concurso de fantasia e muito samba no pé.


Espaço no Tupi

Elo Nacional reúne grupos na sede da ASJ

Nos dias 28 e 29 de outubro, a Sede Campestre da ASJ foi palco de uma grande atividade escoteira distrital: o Elo Nacional. Estiveram presentes, além do Tupi-Guarani, os grupos escoteiros Monsenhor André Pedro Frank, Nimuendajú e Lídia Moschetti. O tema deste ano foram os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. Uma das bases foi a montagem de uma maquete de uma cidade, onde os jovens deveriam cuidar de toda a infraestrutura da cidade, solucionando dilemas sobre água, saúde, escola, segurança, luz, etc. Fotos: Carmem Vera

O encontro contou com mais de 150 pessoas acampadas. A chefe do Tupi, Alessandra Rychescki, agradeceu às chefes Keli Sangalli e Kátia Pereira que participaram da Base de Reaproveitamento de Alimentos e ensinaram os jovens a fazer deliciosos bolos de casca de banana, saladas e também bolos salgados com feijão. “Além de ser uma atividade escoteira que mostrou aos jovens a importância do desenvolvimento sustentável, também foi um local para encontro de grandes amigos”, pontuou Alessandra.

Albuquerque

No dia 11 de novembro, o Grupo de Escoteiros Tupi Guarani concedeu condecorações muito importantes. O chefe Elton Dorneles recebeu sua medalha de 10 anos de boas atividades no movimento escoteiro. Parabéns Lobo Gris, que venham mais 10 anos de boas atividades.

Cordões coloridos

de novembro Também no dia 11 s cordões Verde ocorreu a entrega do as Denis Gavinsk, e Amarelo aos coleg nz o Ar m eli m e Jo ão Qu iri no, Vi ce ões vermelho e Luiza Gallo. Os cord tados por Gabriel branco foram conquis am Machado e Ribeiro, Macmanam béns a todos pela Marcus Quirino. Para ginia Máxima da conquista e rumo à ins é a Lis de Ouro. Tropa Escoteira que

GE em férias

Boas Fest as

O Grupo d e E s c o te Tupi Gua ir o s rani dese ja a todos os associa do e um Pró s um Feliz Natal spero An o Novo e deixa aqu i um con vite para 2018: ve nham co n hecer o movimen to escoteir o.

Medalhas de 2017

Ações encerraram agenda do Grupo Tupi Guarani

O G. E. Tupi Guarani entra em férias no dia 16 de dezembro. Retornamos nossas atividades somente no segundo fim de semana de março de 2018, com previsão de grandes ações e muitas surpresas já que será o ano de comemoração dos 25 anos de existência do grupo. Aguardem!

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Monika

nº 120 – dezembro de 2017

RETROSPECTIVA 2017 Laura Berrutti

Contra o plano de saúde próprio

O Conselho Deliberativo do IPE se manifestou contrário à possibilidade de a administração do Judiciário criar um plano de saúde próprio. O serviço seria destinado a servidores e magistrados. O documento elaborado em 29 de março foi encaminhado ao presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Luiz Felipe Silveira Difini.

Gratificação pelos plantões Valéria Possamai

Homenagem aos Lanceiros Fotos: Carolina Jardine

O DTG Morro da Tapera retomou os encontros tradicionalistas no mês de maio e a programação seguiu ao longo do ano. O primeiro baile foi realizado em 27 de maio e a agenda intensa se acentuou durante os Festejos Farroupilhas, quando foi apresentado o projeto cultural Lanceiros Negros: os heróis do Silêncio. No mês de setembro, diversas escolas foram recebidas no galpão do Parque da Harmonia para apresentação teatral.

Baile na Sogipa A agenda de 2017 ainda contou com baile para mais de 350 pessoas nos salões da Sogipa. Para comemorar seus 73 anos, a associação reuniu servidores e amigos em um encontro no dia 5 de agosto com boa música, apresentações cênicas, boa comida e muita animação comandada pela Aeroporto Banda Show e pela escola Imperadores do Samba.

Recomposição salarial A ASJ foi atuante para garantir a remessa de projeto de reajuste dos servidores para a Assembleia Legislativa, o que foi aprovado pelo Órgão Especial em 9 de outubro. O texto prevê recomposição de 5,58% a contar de 1º de janeiro de 2018 sem retroatividade.

Após ser aprovado pelos deputados estaduais no final de 2016, a presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti, promulgou, no dia 2 de janeiro, o projeto de lei que garante a gratificação pelo regime de plantão. Isso ocorreu porque o governador José Ivo Sartori, dentro do prazo regulamentar, não sancionou a proposta aprovada no Legislativo.

Passeatas e protestos

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O ano foi de mobilizações e passeatas. A ASJ participou da greve geral no dia 28 de abril e de dia de mobilização nacional contra as reformas da Previdência em 30 de junho. Em 29 de setembro, a associação também esteve ao lado de outras entidades de classe, centrais sindicais e servidores públicos em ato contra os pacotes dos governos federal e estadual que atacam o funcionalismo público.

Licença Classista O Projeto de L ei (PL) 148/2017, que trata de limitações referentes à licença de servidores públicos para atividade classista, foi aprovado pela Assembleia Legislativa em 17 de outubro, com 27 votos favoráveis e 21 contrários. A decisão foi apontada como articulação pelo enfraquecimento do movimento em defesa dos servidores.

Asj ed 120 site  

Informativo 120

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