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A REVISTA DO FUTEBOL ALTERNATIVO OUT. 2018 -- N.21

11 HISTÓRIAS, UMA REVISTA


A equipe feminina sub-18 de Bangladesh, que foi campeã da primeira edição do Campeonato Sul Asiático da categoria, com direito a uma goleada de 17 a 0 contra o Paquistão. L Assessoria/Bangladesh FF


NOSSO TIME EDITOR, PROJETO GRÁFICO e DIAGRAMAÇÃO, REVISÃO, REDAÇÃO E PESQUISA Felipe Augusto

REDAÇÃO e PESQUISA Gustavo Johnson João Victor Cardoso Leandro Santiago AGRADECIMENTOS Kaike Duarte Maurício Wiklicky

onde estamos revistaseriez.org issuu.com/seriezrevista cdf/revistaseriez


E S C A L A Ç Ã O

6 ABRE ASPAS Liberdade de torcida

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CONEXÃO FUTEBOL Entrevista: Nathan Ribeiro

APITO INICIAL Um dia histórico

LADO B Bernardo na Segundona Saudita!

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2-3-5 O Leeds United de Bielsa

BOLA DE CAPOTÃO Os forasteiros da Sul-Americana

44 GUIA Tocantinense 2a Divisão 2018

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ESCUDINHOS Segundona Feminina da Argentina

CORTA-LUZ A Série C da Champions

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SÉRIE OLÍMPICA Entrevista: Roberta Avery

E-SÉRIE Z Setembro em textos


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ABRE ASPAS

Torça para quem você quiser

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u, você, nós! Tanto faz, mas cada um tem uma ideologia, um pensamento de vida, um modo de ver a sociedade. Diariamente, acessamos nossas redes sociais (não que seja a melhor forma de se analisar isso, mas não deixa de ser uma referência) e, pelo menos no meu caso, vemos muitas opiniões que se assemelham ao que temos. Acredito que ocorra na maioria das vezes. Porém, algo incomoda quando essa preocupação social, que muitos têm na vida, não se assemelha a esta visão no esporte, mais especificamente, no futebol, o desporto de massa do Brasil. O esporte é um reflexo da sociedade, mas há discursos que se diferem em muitos casos, como por exemplo, o clube que você torce. Há vários casos de torcida: aqueles que torcem para um clube grande que não é da cidade onde reside; os que torcem para os clubes pequenos da cidade onde moram/ nasceram; os mistos; os que torcem para um clube europeu (grande ou pequeno); aqueles que torcem por uma equipe grande e residem na cidade, entre outros.

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São diferentes casos, que possivelmente você conhece pelo menos uma pessoa que se enquadre em algum tipo. E você pode me perguntar, o porquê de tanta gente se incomodar e apontar o dedo para uma escolha que é sua? “Você tem que torcer para o clube da tua cidade! É um absurdo!”. É assim mesmo, que muitos esbravejam opiniões sobre algo particular, individual, próprio. No lado social, muitos destes defendem a luta pela igualdade, liberdade de escolha e são apoiadores de causas humanas, mas chega ao esporte e tudo se transforma. O desrespeito parece que toma conta e a pessoa passa a apontar o dedo “cagando regras” sobre como tal indivíduo precisa e para quem tem que torcer. Não é assim que as coisas funcionam! E se for por redes sociais, isso traz outro aspecto, você dificilmente conhece a história da pessoa que você está dando sermão. É muito fácil pegar um número de pessoas que você conhece

que não se enquadrem no “seu estilo de torcer” e colocar no mesmo balaio! O balaio da generalização! Generalização, uma palavra triste, que serve apenas em casos específicos, mas que no geral denota uma falta de vontade de conhecer. Cada ser, indivíduo, cidadão carrega consigo uma história única e exclusiva. Repetindo, única e exclusiva. Dessa forma, para quem você torce há uma relação com a carga de experiência, cultura e vivência que tem. Cada um é cada um. Se você torce para quem quer seja, eu sempre lutarei pelo seu direito de escolher aquilo que quer, seja na sociedade e no esporte. Muitos podem não entender, respeitar, aceitar ou qualquer outro verbo que se enquadre aqui, mas você tem o direito, repetindo, de ser aquilo que quer. Torça pelo clube que quiser, acompanhe o campeonato que quiser, mas deixe o outro fazer o mesmo que você faz!

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CONEXÃO FUTEBOL

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NATHAN RIBEIRO: ESTABILIDADE E EXPERIÊNCIA Dois meses sem Copa e estamos pensando no novo ciclo! Essa entrevista com Nathan Ribeiro, zagueiro do Kashiwa Reysol, do Japão, que tem nacionalidade brasileira e catari, estreia uma nova série da Revista Série Z: Projeto Catar 2022, onde acompanharemos como a seleção anfitriã chegará para o Mundial. O que podemos dizer é que Nathan não estará lá (infelizmente). Nessa entrevista, ele fala sobre a carreira, onde se iniciou profissionalmente no Qatar, mas o fato de vir ao Brasil o tirou a chance de servir a seleção. Ele teve uma curta passagem pelo Fluminense e conta um pouco sobre a história no futebol

2010-2017 L Assessoria/Kashiwa Reysol

2018

2018

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Você fez a base no Brasil, incluindo uma passagem no Toledo, da sua cidade. Como foi essa troca “repentina” de um dia estar no Brasil e outro dia era profissional no Catar? Tive uma breve passagem pelo Toledo, aí surgiu uma oportunidade para eu ir para Curitiba, jogar lá, e aí eu vim para cá. As possibilidades eram grandes, com objetivos de jogar na seleção local, e aí não pensei duas vezes e acabei indo para o Catar. O quanto o seu irmão, Wagner Ribeiro, que tem anos no país, teve de participação na sua decisão de ir para lá? Na realidade eu que fui primeiro, meu irmão estava na Grécia. Aí surgiu a oportunidade dele ir para lá. Eu conversei com ele e acabou dando tudo certo. Depois de um tempo voltei para o Brasil, e aí sim meu irmão me convenceu a voltar para lá. O Al-Rayyan é um dos clubes mais conhecidos pelos brasileiros que acompanham o futebol local e tem vários brasileiros no histórico de contratações. Como é o clube, a torcida e estrutura? É um clube muito bom para jogar, uma estrutura bacana. Agora com a Copa lá, estão melhorando ainda mais. Sempre teve brasileiros por lá, fui muito feliz,

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gosto bastante do clube, é o time que mais tem torcida. Tem uma vibração boa com o torcedor, o país abraça o brasileiro, são muito bem vistos lá. Apesar das diferenças comportamentais de sociedade entre Catar e Brasil, a gente percebe que há um tratamento muito interessante com os jogadores brasileiros (e estrangeiros) dentro dos clubes. Como é isso? Financeira e socialmente compensa jogar no Catar? Jogar no Catar compensa não só financeiramente, mas como moradia também. Hoje em dia estou vendo que tem atraso de salário lá, mas na minha época não tinha isso. É um país de Primeiro Mundo, tem tudo da melhor qualidade. Eu aconselharia a qualquer jogador que se tivessem oportunidade de ir para lá, para os familiares é um grande lugar para viver. E no aspecto esportivo, em que nível você vê a seleção e o campeonato local? Futebol do Catar evoluiu bastante. Antigamente, os clubes tinham muitos estrangeiros, eram sete por clube, então o campeonato era disputado. Hoje é menor o número de estrangeiros, e isso fez com que o futebol local produzisse mais jogadores, com qualidade e potencial. Evoluíram internamente para criar uma liga que valoriza os atletas locais e que tem potencial para a seleção.

1 Assessoria/Kashiwa Reysol | 2 Assessoria/Fluminense FC | 3 Karim Jaafar/Getty Images

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“Se o país (Catar) tem a possibilidade e a necessidade de naturalizar, não vejo problema nisso. Se eles acreditam que vai agregar bastante, eles não estão errados” 12


Que histórias inusitadas você vivenciou no futebol catari? Eu vivi bastante coisa lá, teve um jogo lá, um clássico entre Al Rayyan e Al Arabi, e aí o pessoal falou que uma torcida jogou um jacaré na outra, bem engraçado. Uma vez também o nosso motorista ficou com dor de barriga, estávamos atrasados para o jogo, aí ele pegou e saiu do volante, e não puxou o freio de mão. Aí o ônibus desceu a avenida lá sem parar, bateu nos carros que estavam na frente, mas aí conseguimos puxar o freio e chegamos aquecidos para o jogo (risos). No final deu tudo certo. Nesse ano, você teve uma curta passagem pelo Fluminense. O que difere o futebol jogado aqui do Catar, seja a questão física, tática e qualidade? A respeito do Brasil e do Catar, é difícil comparar. O futebol brasileiro é um dos melhores do mundo, está bem acima de lá, técnica, tática, físico, tudo... Não

L Divulgação/Kashiwa Reysol

tem como comparar. Lá é um país em formação, então é tudo novo, fora que o tamanho do país também é bem menor que o Brasil. Isso não tem o que comparar, o Brasil está anos à frente em relação ao futebol. Talvez em estrutura o Catar seja um pouco melhor, mas só. As seleções estão iniciando um novo ciclo para a Copa no Catar. Na sua apresentação no Fluminense, você disse sonhar com a seleção brasileira e que ficou impossibilitado de jogar pelo Catar por ter saído de lá. Há alguma chance de uma reviravolta, caso tenha interesse, em voltar a ter a chance de jogar na seleção catari? Quando cheguei no Brasil eu falei que tive alguns problemas que me impediram de jogar na seleção. Treinadores que me treinaram e que comandaram a seleção tentaram me levar para jogar, mas aí as coisas não aconteceram. Isso hoje é página virada na minha vida, nem passa mais pela minha cabeça jogar pelo Catar.

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“Na realidade eu que fui primeiro, meu irmão estava na Grécia. Depois de um tempo voltei para o Brasil, e aí sim meu irmão (Wágner, de branco) me convenceu a voltar para lá”


L Karim Jaafar/Getty Images


Você teve convite para jogar pelo Catar? Eu tive na seleção olímpica do Catar, fiz alguns treinos. Logo quando eu cheguei, com 21, 22 anos, eles falavam muito que eu iria jogar pela seleção, mas aí acabou não acontecendo. A seleção do Catar tem naturalizado alguns jogadores com anos de país. Você acreditava que esse processo seria mais feito ou acredita que mais jogadores que já estão lá se naturalizarão? O Catar sempre teve brasileiros que jogaram pela seleção, se o país tem a possibilidade e a necessidade de naturalizar, não vejo problema nisso. Se eles acreditam que vai agregar bastante, eles não estão errados. Depois do Fluminense, você acertou com o Kashiwa Reysol. O que aconteceu para o seu retorno à Ásia? Minha volta para a Ásia foi difícil para mim. Eu estava muito feliz no

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Fluminense, por tudo que tinham feito por mim, a torcida estava me apoiando bastante também. Resolvi voltar pra Ásia pensando no futuro dos meus filhos, na minha família. Meu filho é superdotado, precisa de uma atenção a mais, então viemos para cá para focar um pouco nele, e claro, financeiramente pesou bastante. Mas eu estou por aqui emprestado até o final do ano, meu contrato com o Flu é até 2019. (Vamos) esperar chegar no final do ano para decidir o que vai acontecer na minha carreira Quais são as suas primeiras impressões do futebol japonês? A respeito do futebol japonês, as minhas primeiras impressões foram boas. Jogadores aplicados, futebol rápido, com espaço e liberdade. Os times sempre têm muitas chances de gol. É muito bom jogar aqui. Os japoneses são muito honesto. A vida aqui é simples e muito boa


Uma palavra Seu ídolo no futebol?

Melhor jogador que enfrentou? Xavi

Seu ídolo na vida?

Com quem sonha trabalhar? Pep

Diego Ribeiro Jesus

Um jogo inesquecível seu? Final da Copa

local, em 2011, minha primeira decisão, e o professor Paulo Autuori me colocou pra jogar Melhor jogador com quem atuou? Rodrigo

Tabata, que está lá até hoje

Guardiola

Quem gostaria de marcar? Ibrahimovic Com quem gostaria de formar dupla de zaga?

Thiago Silva

O futebol é... minha

vida

O Catar é... futuro O Brasil é... alegria O Japão é... disciplina 17


23/ 23/09/ 2018

UM DIA PARA A HISTÓRIA No último dia 23 de setembro, o futebol alternativo teve um dia para gravar na história, mesmo que escondido, com grandes resultados na Europa

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ra mais um domingo de futebol. Para quem acompanha um pouco de tudo do que acontece no esporte bretão, é dia para ficar vidrado na TV, com ouvido no rádio, de olho nas telas digitais ou recebendo inúmeras notificações dos aplicativos especializados em resultados esportivos. Durante o domingo, dia 23, e segunda, 24, nas redes sociais postamos alguns resultados fantásticos que aconteceram no Velho Continente. Vamos passear por Alemanha, Chipre, Escócia, Espanha e Suíça para mostrar histórias desse dia, de uma maneira cronológica. Aqui no Brasil, o relógio marcava 8h30. Hamburgo e Celtic entravam em campo para um jogo com obrigação da vitória. O clube alemão, obviamente, por estar na segunda divisão e ter o confronto inédito com o Jahn Regensburg, jogava em casa, e tinha toda expectativa por vitória. Os escoceses foram até a casa do Kilmarnock, na cidade de mesmo nome,

para se recuperar no campeonato, pois para o Celtic das últimas temporadas, não ser líder desde a primeira rodada é crise na certa. No Volksparkstadion, um armênio transformava a tarde dos alemães em pesadelo: Sargis Adamyan. Com mais de 30 partidas pelo Jahn Regensburg, ele tinha anotado cinco gols na temporada passada e eis que em meio tempo contra o Hamburgo, anotou três. O vexame estava feito, com um pênalti perdido por Aaron Hunt antes do intervalo, para piorar. Não houve reação para o Hamburgo, com o time todo indo para o ataque, deixando desprotegida a defesa e o Jahn fez mais dois gols (Correia e George). No primeiro encontro entre as duas equipes na história, 5 a 0 para o Jahn Regensburg, clube que, por enquanto, nunca disputou a Bundesliga. Foi a grande vitória nos 111 anos do clube, acostumado a disputar o terceiro e quarto nível nacional. Foi um triunfo e tanto.

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23/ O dia que o Jahn Regensburg. Essa é a primeira comemoração das cinco feitas no dia da goleada (Foto: Assessoria/Jahn Regensburg)

A pedra no sapato do Celtic em 2018. O Kilmarnock não sabe o que é perder para o clube da capital esse ano (Foto: Assessoria/ Kilmarnock FC)

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/9 Enquanto isso, na Escócia, o Celtic saía na frente, com Griffiths, com um gol aos 34 minutos da etapa inicial. Na volta do intervalo, o Kilmarnock teve menos posse de bola e o mesmo número de tentativas de gol. Aos 19’, Burke empatou a partida. Nos quinze minutos seguintes, Brendan Rodgers, técnico do Celtic, fez as três alterações e nos dez minutos finais foi a vez de Steve Clarke, do Kilmarnock, fazer as três substituições permitidas. As trocas seguidas foram melhores para os donos da casa. Nos acréscimos, Burke cobrou escanteio e Findlay desviou para fazer o gol da vitória. O Kilmarnock faz o Celtic de freguês em 2018, pois o clube da capital não venceu nenhuma partida contra o adversário, com duas vitórias do Kilmarnock e um empate. O feito é grandioso, pelo retrospecto. Desde 1998, o Kilmarnock tem apenas três vitórias no confronto. O Escocês dessa temporada tende a ter uma competitividade dificilmente vista nas últimas temporadas.

A maior goleada do dia ocorreu na Suíça, um jogo histórico e que pode ter marcado uma mudança na hegemonia local. O Young Boys parece mudar de patamar e o Basel está à deriva na temporada. No encontro: 7 a 1 para os “Jovens Garotos”. Na temporada passada, o Young Boys quebrou sequências e conquistou o título nacional. Foram 32 anos de espera, o clube acabou com a hegemonia de oito títulos do Basel e conseguiu vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões. O Basel não conseguiu vaga em nenhuma competição europeia e o retrato da má fase da equipe veio na vexatória derrota. O aurinegro teve sete jogadores diferentes marcando os gols da partida. Neste século, foram poucas goleadas no confronto. A última vez que o time de Berna tinha goleado o rival foi em 2007, quando meteu 5 a 1. O Young Boys já aparenta conquistar o bicampeonato suíço, enquanto o Basel busca se reconstruir. Esperemos os próximos capítulos!

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Quando na Suíça, se iniciava o segundo tempo, era a hora de APOEL Nicosia e DOXA entrarem em campo pelo Campeonato Cipriota. No Chipre, há uma clara divisão das forças. O APOEL é multicampeão e o DOXA recorrentemente disputa o hexagonal do rebaixamento. Desde 1998, as equipes se encontraram por 40 vezes, com 33 vitórias do APOEL, cinco empates e apenas duas vitórias do DOXA, incluindo o recente triunfo. A outra vitória foi em 2016, também, fora de casa, por 2 a 1. No dia 23 de setembro, uma goleada histórica: 5 a 2. Foram seis brasileiros relacionados para a partida. O grande destaque foi o finlandês Berat Sadik, que anotou três gols. O feito pode parecer superestimado, mas para se ter ideia, em janeiro desse ano, o APOEL havia aplicado sonoros 8 a 0. No fim da tarde, aqui no Brasil, olhos atentos para Messi, Suárez e companhia. O Barcelona entrava em campo para um

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confronto catalão contra o Girona. Os culés jogavam em casa. Era o apenas o terceiro encontro oficial das equipes, pois o Girona estreou em La Liga na temporada passada, onde foi derrotado duas vezes pelo Barça. Messi abriu o placar, dando demonstração que o jogo seria tranquilo, mas Lenglet deu uma cotovelada em Pons e foi expulso. Stuani, então, empatou no final do primeiro tempo e aos seis minutos da etapa final, virou a partida. O Barcelona partiu para o ataque e Piqué conseguiu empatar, mas parou por aí. O Girona conquistava o primeiro ponto em um jogo contra o Barcelona. A sensação da vitória não veio, mas não houve muitas lamentações. O dia foi encerrado com cinco partidas que marcaram um dia, ao menos para nós! Foi um dia para demonstrar que mesmo escondido, pode se tornar algo importante. Para nós, 23 de setembro é uma data para sempre lembrar...


/9 Foram sete vezes que o goleiro Hansen viu a bola passar e nada pôde fazer. O jogo pode ser tratado como uma nova era do futebol suíço (Foto: Assessoria/BSC Young Boys)

Sadik, artilheiro da partida, é abraçado após a acachapante e surpreendente vitória contra o maior campeão cipriota (Foto: DOXA Katokopia FC)

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LADO B

PARA VIRAR

NOTÍCIA Em 2018, o futebol brasileiro passou por mais um “desmanche” provocado por um novo rico. Dessa vez, a Arábia Saudita! Jogadores de boa parte dos clubes brasileiros acertaram a ida para a Ásia, incluindo a comissão técnica quase que completa do Corinthians. Depois de devastar os times daqui, partiram para a Europa, com contratações como de Giuliano, Musa, Gomis e Sousa. Escondido dessa mudança na elite local, a Prince Mohammad bin Salman League, nome do Campeonato Saudita da Segunda Divisão não tiveram apostas tão altas, mas contam com brasileiros que tiveram certo destaque no Brasil, buscando se tornar o novo integrante da primeira divisão e se tornar notícia tirando jogadores conhecidos de outras ligas...

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RAFAEL DONATO Al-Kawkab 29 anos | Zagueiro L Divulgação/Al-Kawkab FC

Em 2012, o defensor se destacou no Bahia. Chamou atenção do Cruzeiro e teve uma estreia inesquecível e contraditória. O clube mineiro perdeu, por 3 a 2, para o São Paulo, com Donato falhando no primeiro gol, depois fazendo dois tentos a favor, com direito a sangue saindo da cabeça após um dos lances de gols. Fez apenas 11 jogos na Raposa e depois foi emprestado nas quatro temporadas seguintes. É a primeira temporada no AlKawkab.

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BERNARDO Al-Khaleej 28 anos | Meio-campo 26

Criado no Cruzeiro, Bernardo não teve destaque no clube, mas sim, no Vasco, onde em 2011 teve um ano mágico, com 18 gols e se colocando como importantíssimo no um elenco que tinha Juninho Pernambucano, Fernando Prass, Diego Souza e Dedé, onde conquistou a Copa do Brasil. Parecia tratar de um excelente nome para o futuro, mas teve problemas com lesão e acusações de agressão a uma ex-companheira. Não conseguiu se resgatar e hoje está na Segundona Saudita.


DIJA BAIANO Al-Orobah 28 anos | Atacante L Divulgação/Al-Khaleej | Divulgação/Al-Orobah FC

Apesar de não ter carreira em clubes das duas primeiras divisões nacionais, Dija Baiano se tornou famoso para quem acompanha as séries D e C. Em 2016, foi a grande estrela do título da quarta divisão do Volta Redonda. No ano seguinte, estava no América de Natal, mas foi irregular. Nas duas últimas temporadas voltou ao Rio para defender o Voltaço. Desde o acesso à Série C, se cogitava a saída de Dija para o exterior, que aconteceu somente ao final da salvação do rebaixamento.

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DIEGO BARBOZA Al-Qaisomah 29 anos | Meia-atacante 28

Em uma década difícil para o Paulista de Jundiaí, poucos jogadores conseguiram algum destaque como Diego Barboza. Do tempo que a Band ainda passava o Campeonato Paulista para boa parte dos estados, Diego chamou atenção pelo bom futebol, chegando ao Guarani para disputar a Série A 2010. Teve três anos disputando a Série B, mas não conseguiu estabilidade. O Al-Qaisoma é a terceira estadia fora do país, sendo a segunda temporada no clube, após jogar no Kuwait e Bahrein.


ESQUERDINHA Najran 28 anos | Meia-atacante L Divulgação/Al-Qaisomah | Divulgação/Najran FC

Em 2014, Esquerdinha teve um salto na carreira. Após seis anos como profissional, conseguiu se destacar no Ituano disputando o Paulista. De lá, acertou com o Goiás, onde fez um bom Brasileirão. No ano seguinte, não foi bem no Esmeraldino e partiu para o Coritiba, quando não repetiu a temporada goiana. Depois disso, passou pelo Náutico, mas não conseguiu estabilidade nos últimos anos. Fez apenas uma partida pelo Cuiabá, em 2018, e acertou ida para a Arábia Saudita.

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2-3-5

BIELSA

E O SEU LEEDS por GUSTAVO JOHNSON e JOÃO VICTOR CARDOSO redatores do MW Futebol

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CLIQUE AQUI PARA LER A PRIMEIRA PARTE

epois de falarmos de Marcelo Bielsa, que você pode conferir clicando na caixa acima, iremos analisar o seu atual time, o Leeds United. Passadas nove rodadas da EFL Championship (segunda divisão da Inglaterra), o Leeds de Marcelo Bielsa já chamou atenção, não só pela liderança, mas principalmente pelas boas atuações em um modelo de jogo pouco comum na liga inglesa. Em resumo, o estilo que “El Loco” propõe parte das bases do Juego de Ubicacion (jogo de posição) que vários treinadores utilizam, como Pep Guardiola, Juan Carlos Osorio, Maurizio Sarri. Porém, aplicando ao Leeds, tem as variantes de qualidade técnica dos jogadores e da competição, por exemplo. Então é mais comum vermos um jogo mais apoiado, uma espécie de embrião do jogo de posição, ou seja, há a aproximação de jogadores para a criação de triangulações, mas não é o ponto fundamental em que se desenrola o esquema do Leeds. Há a busca pela superioridade numérica, da amplitude e da profundidade, mas o terceiro homem não é um dos princípios que Bielsa buscar cobrar de seus comandados.

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Modelo de Jogo Na organização defensiva, a equipe se formata em um tradicional 4-1-4-1, isso se não consegue a recuperação da bola logo após a perda. Essa pressão pós-perda é característica dos times de Bielsa, como o próprio treinador já afirma “La única manera que entiendo el fútbol es la presión constante, jugar en el campo rival y el dominio de la pelota”. Ou seja, sempre que se perde a bola em ataque, já há uma comoção para recuperá-la. Muito bem representada por jogadores como Klich e Roofe, que partem como feras atrás da bola perdida. Se o time adversário vence essa pressão, o time se organiza então em seu próprio campo. Os laterais fazem encaixes nos pontas adversários, mas não os acompanham todo o campo. O pivote (1º volante) Phillips fica nas coberturas na frente da primeira linha. Já na defesa, um dos zagueiros faz o encaixe e o outro fica na sobra. Assim, há um sistema muito equilibrado de compensações nas linhas, embora alguns jogadores ainda sofram para interpretá-lo.

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Pressรฃo do Leeds no campo adversรกrio. (Imagem: @LUFCDATA)

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Como dito, o volante Phillips tem uma função importantíssima dentro de campo. Primeiro homem de meio que é o ponto de equilíbrio do time. Muito seguro nas interceptações defensivas e nas vigilâncias, mantendo as compensações dos encaixes completas. Porém, a principal qualidade do jogador de 22 anos não é na cobertura defensiva, mas sim quando atua nas construções. As vezes baixa para a altura dos zagueiros, como líbero, permitindo que os laterais avancem como alas, oferecendo amplitude e profundidade. Além disso é um grande líder em campo, sempre com coragem para furar as linhas adversárias e se apresentando para as jogadas.

(Reprodução/LUTV)

Agora partindo para a construção de jogo do Leeds, é necessário focar muito na saída de bola. Como todo time que busca praticar alguma espécie de jogo posicional, a saída de bola é algo que é tratado com grande relevância. Como supracitado, Phillips é um jogador que impacta com uma magnitude tremenda nas ações de saída. Sempre a frente dos zagueiros, permitindo que os laterais avancem. Quando sofre com pressões mais altas, Phillips é um jogador chave. Orienta as linhas para atrair os adversários enquanto Alioski, Hernandez/Harrison e Roofe se movimentam nas entrelinhas, tentando criar linhas de passe suscetíveis de ativação.

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L Divulgação/Leeds United FC

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Quando o time vence essa primeira barreira de marcação adversária, entra em ação o principal nome criativo da equipe: Samu Sáiz. Um grande condutor e armador de meio. O espanhol consegue desenvolver muito bem as transições ofensivas do time de Elland Road, com bons dribles curtos e grande liberdade para se movimentar entrelinhas, sempre se aproximando da bola para melhorar a circulação e criar triangulações. Pelo lado esquerdo isso ocorre muito, pelo fato de se juntar ao ponta macedônio Ezgjan Alioski. Os dois juntos formam uma dupla brutal nas criações do Leeds, com ótimas jogadas

(Reprodução/LUTV)

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individuais e aproximações. Em seu ataque posicional, o Leeds busca criar amplitude com seus laterais, profundidade com seu centroavante Roofe, e muita aproximação dos interiores, Saiz e Hernandez possuem bastante liberdade para flutuar entrelinhas e Roofe costuma se movimentar muito para criar espaços para infiltrações de Klich ou dos extremos, a equipe sempre busca a criação de triângulos associativos para criar jogadas. O Leeds é capaz de se adaptar ao seu adversário, mas não abre mão de ter um jogo apoiado e intenso como Marcelo Bielsa gosta.


Como podem ver, a equipe de Bielsa é muito organizada com seus conceitos próprios. Claro que ainda há muitas imperfeições a serem acertadas, como dito as coberturas defensivas ainda deixam a desejar, normal por ser início de temporada, mas já é um princípio de trabalho muito bom. Como diria Cruyff: “Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo”. “Loco” Bielsa desconstrói a ideia que muitas pessoas possuem, erroneamente, que para ter uma equipe que propõe o jogo é necessário um apoio milionário. Senso comum. Com muito trabalho e empenho é possível, sim, propor bem o jogo.

Samu Sáiz e Alioski comemorando uma vitória pelo Leeds. (Foto: Getty Images)

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BOLA DE CAPOTÃO

OS ESTRANHOS

NO NINHO Atualmente sem forasteiros, a Copa Sul-Americana contou, além dos mexicanos, com clubes de Honduras, Costa Rica e Estados Unidos. Uma história finalizada há dez anos

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éxico, país filiado a Concacaf, mas que desde 1998 disputara a Libertadores da América, ou seja, virou (infelizmente) um “membro sul-americano”. Clubes mexicanos são “normais” na América do Sul, mas a Copa Sul-Americana reservou a entrada de outros clubes da parte de cima das Américas. Entre 2005 e 2008, três clubes usufruíram da bondade da Conmebol, disputaram a Copa Sul-Americana e ainda tiveram privilégios. Sem critérios permanentes para a classificação, os clubes eram convidados de acordo com diferentes competições da parte de cima das Américas. Mesmo com regalias, o retrospecto não foi bom: em quatro participações, apenas uma vitória, um empate e seis derrotas. Vamos relembrar ou saber quem foram esses clubes.

L Martin Bernetti/Getty Images | Martin Bernetti/Getty Images | Tim Sloan/Getty Images | Orlando Sierra/Getty Images

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2005 | DC UNITED

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ão foi a primeira vez que um clube estadunidense participaria de uma competição sul-americana. Em 2001, o New York MetroStars (atual New York Red Bulls) e o Kansas City Wizards (atual Sporting KC) disputara a Copa Merconorte, onde não foram bem. O DC United, então, foi o primeiro clube não-mexicano da Concacaf a disputar uma Copa Sul-Americana. O clube entrou como convidado, por ter sido campeão da MLS 2004. Além do convite, a agremiação entrou diretamente na fase final (oitavasde-final). O elenco do DC United contava com uma das maiores promessas do futebol mundial, o atacante Freddy Adu, em sua segunda temporada como profissional, quando tinha apenas 16 anos. Além dele, se destacavam o meia Ben Olsen, que disputou a Copa 2006 com os

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EUA, e o boliviano Jaime Moreno, um dos ídolos do clube e que esteve na Copa do Mundo 1994. Os cruzamentos da primeira etapa colocaram a Universidad Católica, do Chile, como oponente. O primeiro jogo foi em Washington, empate por 1 a 1, com o gol do DCU marcado por Jamil Walker. A segunda partida foi emocionante e decepcionante para o DC. Os americanos abriram 2 a 0, com Christian Gómez e José Buljubasich (contra); desperdiçaram um pênalti, permitiram o empate, resultado que ainda qualificava a equipe. Mas aos 41 minutos do segundo tempo, Jorge Quinteros virou o placar e colocou a equipe chilena nas quartas-de-final. O segundo gol dos chilenos foi marcado por Dario Conca, ex-Vasco e Fluminense. Caso passassem, os americanos enfrentariam o Fluminense na fase seguinte.


2006 | ALAJUELENSE

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ficialmente, a Alajuelense foi o primeiro clube nãomexicano da Concacaf a disputar um torneio sulamericano. Em 2000, dois anos depois da entrada mexicana na Libertadores, a Liga foi convidada para a disputa da Copa Merconorte, onde quase conseguiu vaga para a segunda fase no grupo que tinha Atlético Nacional, Necaxa (México) e Alianza Lima. Seis anos se passaram e a Liga Alajuelense foi a convidada pela Conmebol para a disputa da Copa SulAmericana 2006, como campeã da Copa Interclubes da UNCAF (União Centro-Americana de Futebol) do ano anterior. O clube costarriquenho entrou diretamente nas oitavas-de-final. Quase todos os jogadores costarriquenhos do elenco rubro-negro tiveram ou teve passagem por alguma categoria

da seleção, com destaque para atletas que participaram de Mundiais em 2002, 2006 e 2014, como os goleiros Permberton e Wardy Alfaro, o lateral Harold Wallace, os meias Wilmer López e Carlos Hernandéz e os atacantes Rolando Fonseca e Victor Nuñez. Outro clube chileno teve a chance de enfrentar um “nãomexicano”, o Colo-Colo foi o adversário. No agregado, sonoros 11 a 2 para os mapuches, de longe, o pior resultado entre os “estranhos no ninho”! No primeiro jogo, em Alajuela, nem mesmo a torcida ajudou, resultado final: Alajuelense 0 x 4 Colo-Colo. Em Santiago, a goleada foi maior, 7 a 2 para os chilenos, com os gols da LDA marcados por Fonseca. Desde então, a Alajuelense não voltou a ter uma chance desse tipo.

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2007 | DC UNITED

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DC United retornou a Copa Sul-Americana em 2007, novamente como convidado, mas por ter sido semifinalista da Concachampions de 2006. A confederação sul-americana resolveu ter um critério melhor para o convite, pois o segundo (o Chivas Guadalajara) e terceiro colocados da competição da parte alta das Américas foram chamados. Entre 2005 e 2007, o clube manteve uma base, onde do trio destacado anteriormente, apenas Adu tinha saído. Olsen e Moreno se mantinham, na época, com a companhia dos brasileiros Fred (meio) e Luciano Emílio (atacante). A campanha foi a melhor entre os “não-mexicanos”. Mesmo não conseguindo passar de fase, o rubro-negro conseguiu uma vitória, a única entre os “estranhos no ninho”

dcu 42

nas oito partidas realizadas. O confronto foi “caseiro”: o Guadalajara era o adversário. Na primeira partida, em Washington, o DC venceu por 2 a 1, com gols de Olsen e Simms. No jogo de volta a equipe entrou classificada, mas os mexicanos venceram pelo placar mínimo, com um gol na primeira metade da etapa final. O gol marcado fora de casa os classificou para as quartas-definal. O DC United pode se orgulhar de ter o melhor currículo internacional dos clubes dos Estados Unidos. Foi o primeiro clube do país a vencer a Concacaf Cup (atual Concachampions), venceu o Vasco na final da extinta Copa Interamericana e tem duas participações fora da confederação. Além disso, é um dos grandes clubes da MLS.


2008 | MOTAGUA

S

em dúvida é o clube mais alternativo que disputou a Copa Sul-Americana, fora da parte baixa das Américas. O Motagua é o segundo maior campeão hondurenho, com 15 títulos. Em 2008, o clube da capital do país, Tegucigalpa, foi convidado para disputar a Copa Sul-Americana como campeão da Copa Interclubes da UNCAF 2007. Tinha no elenco, cinco jogadores que participaram das Copas de 2010 e/ou 2014, com destaque para Izaguirre e Bernárdez. Ao invés de entrar nas oitavas-de-final, como nas outras edições, o Motagua disputou a fase anterior, onde teve o Arsenal Sarandí, da Argentina, como adversário. A expectativa de Josue Daniel Alvarado, 35 anos, torcedor do clube e que administra um grupo de adeptos no Facebook era que

passasse ao menos de fase. Ele não pôde ir ao estádio devido ao momento profissional que vivia. “Eu neste ano pertencia a Marinha Hondurenha. Em alto mar, estava assistindo esse jogo em uma TV de 3 polegadas e meia de baterias (risos). Lembro bem que eu disse que se o Motagua ganhasse, eu nadaria mil metros à noite sem equipamento. O que mais ele queria era uma vitória contra um sulamericano, pois no jogo de ida, em Sarandí, goleada por 4 a 0 para os argentinos. Em alto mar, sabia que a classificação argentina estava caminhada e foi confirmada na volta, com nova vitória, por 2 a 1. O único gol do Motagua foi marcado pelo brasileiro Joscimar, o Lambiru, que teve sete temporadas no time e em 2018 atuou no Tupy (ES).

mot 43


GUIA

GUIA

TOCANTINENSE SEGUNDA DIVISÃO

2018


QUATRO VAGAS, DEZ CLUBES introdução de LEANDRO SANTIAGO chefe de núcleo de Esportes da TV Anhaguera

Q

uem assistiu “Bye, Bye Brasil”, filme de 1979, descobriu um Brasil que até hoje é desconhecido pelos Brasileiros. Se Salomé, Lorde Cigano e Andorinha, os protagonistas tivessem aproveitado para conferir o futebol de outras paragens, veriam que o futebol profissional, assim como sua trupe, ainda tem um ar mambembe. Prova disso, é a Segunda Divisão Tocantinense, com seu asterisco no número de participantes, 10 no total. Isso porque no momento da edição desse guia, o Arsenal de Tocantinópolis ainda se via em dificuldades, devido a falta de dinheiro para pagar as taxas de inscrição. Fora isso, clubes empresa como o Capital convivem com equipes de apoio político (costume mais que enraizado no futebol tocantinense), e até gente que vem de outros ramos e que sonham em fazer dinheiro com o futebol. Em campo, veteranos em reta final em suas carreiras, meninos de outros estados do Brasil em busca de um sonho e peladeiros jogando pela paixão. Em meio a tudo isso, o sonho de conquistar uma das 4 vagas para a elite em 2019 e quem sabe tirar o futebol tocantinense do ostracismo. A história dos 10, a gente conta agora. Boa leitura!


GRUPO

a

c

A

f por FELIPE AUGUSTO editor da Revista Série Z

t

u


alvorada

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA ALVORADA FUNDAÇÃO

26 de janeiro de 1993 CIDADE

Alvorada REDES SOCIAIS

c/ Associação-Atlética-

Alvorada-291665491341616

1

ESTÁDIO

Elias Natan Coelho (1.200 pessoas) TÍTULOS

Procura-se um time?

Tocantinense (1998) Copa Tocantins (1997) TÉCNICO

Gil Fernandes

a

Entre todos os clubes do Tocantinense Segunda Divisão, o que reúne o menor número de informações sobre o elenco é o Alvorada. É a grande incógnita do campeonato. Não será novidade quem estará no banco: Gil Fernandes, que treinou o clube em 2008 e desde 2013 (com o hiato profissional em 2015 e 2016), quando retornou, está no comando da Águia do Norte. A campanha ano passado não foi satisfatória, com o clube se classificando com a penúltima posição do grupo. Fora da elite desde 2008, o clube deve seguir a tendência da disputa, com a utilização de jogadores da equipe sub-19, que fez apenas um ponto no Estadual da categoria. Tudo são apostas para o time de Alvorada...

RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO

2013 (10°) | 2014 (4°) | 2015 (8°) | 2017 (7°) 1 Reprodução/GloboEsporte.com

47


capital

CAPITAL FUTEBOL CLUBE FUNDAÇÃO

21 de maio de 2012 (como Ricanato FC) CIDADE

Palmas REDES SOCIAIS

c/CapitalFCTO d/CapitalFCTO f/capitalfc

1

A força da base

ESTÁDIO

Nílton Santos (12.000 pessoas) TÉCNICO

Wilsomar Sena

c 2

Pedro Balu

30 anos | Lateral/Volante Último clube: Independência (AC) - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO

2014 (3°) | 2015 (2°) | 2017 (4°)

48

Sem títulos ou boas campanhas na primeira divisão do futebol profissional, o Rei do Cerrado não tem do que reclamar do trabalho das categorias de base, sendo o atual bicampeão tocantinense sub-19 (em 2012, também, conquistou a taça) e com participação na Copa SP 2018. Essa é a principal aposta do time para a disputa do campeonato, com maior parte do elenco sendo formado por jogadores sub-19, como o goleiro Wanderson, o zagueiro Paulino, os laterais Welington e Vinícius, o meia Diego e os atacantes Edmundo e Juninho. Para dar experiência, a equipe contratou jogadores com rodagem local, como o lateral/volante Pedro Balu e o meia Rodrigo, ambos com passagem pelo Interporto, clube que aliás era o de Wilsomar Sena, treinador do rubro-negro. 1 Assessoria/Capital FC | 2 João Paulo Maia/GloboEsporte.com


força jovem

FORÇA JOVEM ESPORTE CLUBE FUNDAÇÃO

22 de abril de 2012 CIDADE

Lavandeira ESTÁDIO

Complexo Esp. Professor Leyvalmir Rodrigues (5.000 pessoas)

1

TÉCNICO

O time do especialista

Célio Ivan

f 2

KENIA

25 anos | Atacante Último clube: Araguaína - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2012 (4°)

1 Assessoria/Força Jovem FC | 2 Reprodução/TV Anhanguera

Em 2012, o clube de Lavandeira participou dessa divisão, mas nem mesmo a campanha digna na disputa, com o 4º lugar, manteve o Força Jovem nas edições seguintes. Seis anos depois, a equipe retorna com o desejo de lutar pelo acesso. Para a temporada, o treinador é Célio Ivan, que passou pelo Araguaína esse ano e, o mais importante, tem dois acessos na Segunda Divisão Tocantinense, com o Tocantins de Miracema (2013) e o Paraíso (2014). Metade do elenco é formado pelo plantel sub-19, eliminado na segunda fase do estadual, sendo que o último time titular estará em disputa com o goleiro Robson, os laterais Arthur e Talisson, os zagueiros Vitor e Matheus, os meias Marcus, Vinicius, Thiago e Marabá e os atacantes Junior Barros e Samuel. A confiança é no entrosamento.

49


taquarussú

ASSOCIAÇÃO TAQUARUSSÚ ESPORTE CLUBE FUNDAÇÃO

8 de fevereiro de 1991 CIDADE

Palmas REDES SOCIAIS

c/ Associação-

1

Taquarussu-EsporteClube-312646349493471

Orgulho do distrito

ESTÁDIO

Nílton Santos (12.000 pessoas) TÉCNICO

Juvenal Bugrão

t 2

deivisson paredÃO Goleiro

Último clube: não encontrado RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2014 (6°)

50

Taquaruçu é um distrito pertencente à Palmas, com cerca de cinco mil habitantes. Devido ao contexto geográfico, o local não tem um estádio para receber jogos, por isso mandará as partidas na capital, no Nilton Santos. Será a segunda participação, após quatro anos fora. Para disputar a elite tocantinense pela primeira vez, o elenco foi formado com jogadores de vários estados, como BA, RJ e SP. O comando será de Juvenal Bugrão, com 12 anos de futebol palmense, incluindo a participação histórica na Copa do Brasil 2004, e que tem mais uma experiência como treinador em Tocantins. O elenco é jovem e conta Deivisson Paredão, goleiro, como mais experiente do elenco e com passagem anterior pelo clube. O Taquarussú conta com discrição para surpreender. 1/2 Reprodução/TV Anhanguera


união de palmas

ASSOCIAÇÃO RECREATIVA UNIÃO ESPORTE CLUBE FUNDAÇÃO

12 de janeiro de 1993 CIDADE

Palmas REDES SOCIAIS

c/ Associação-Recreativa-

1

União-Esporte-Clube-dePalmas-1279929032141137

A busca da repetição

ESTÁDIO

Nílton Santos (12.000 pessoas) TÉCNICO

Huberlan Silva

u 2

Jonailton

20 anos | Defensor Último clube: categoria de base RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2015 (3°) | 2016 (4°) | 2017 (3°)

1 Assessoria/AR União EC | 2 Reprodução/Facebook

Nesse ano, o Tocantinense da Segunda Divisão dá quatro vagas de acesso à elite estadual. Nas últimas três edições, o União ficou perto do acesso, com dois terceiros lugares e um quarto lugar, o que nesse não significaria decepção, mas sim, redenção. Essa é a busca do clube da capital: repetir as campanhas passadas para debutar na primeira divisão. Fincado no trabalho de base, a equipe tem Huberlan Silva como treinador para a disputa. Mesmo com apenas 36 anos, tem duas passagens pela divisão, com São José e Imagine. Para o campeonato, o clube se planejou bem, com um elenco que mescla idades, como a dupla de defensores que tem Iuri, de 29 anos, e Jonailton, 20 anos. O União parece pronto para buscar no mínimo o quarto lugar para ter o ápice de sua história.

51


GRUPO

a

c

B

g

k

por LEANDRO SANTIAGO chefe de núcleo de Esportes da TV Anhaguera

n


arsenal

ARSENAL ESPORTE CLUBE FUNDAÇÃO

2015

CIDADE

Tocantinópolis REDES SOCIAIS

c/arsenal.tocantinopolis.5 1

ESTÁDIO

Lauro Assunção (5.000 pessoas)

Os ingleses do Rio Tocantins

TÍTULOS

Tocantinense Amador (2018) TÉCNICO

Neto Costa

a 2

GAMA

24 anos | Meio-campo Último clube: Tocantinópolis - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO ----

1 Divulgação/TocNotícias | 2 Assessoria/Tocantinópolis EC

Tocantinópolis sempre foi conhecida pelo time homônimo. Com apenas 22 mil habitantes e o bom histórico do TEC, três vezes campeão, a cidade parecia pequena para um segundo time profissional, mas o Arsenal pagou (ou não) pra ver. O xará do time inglês foi campeão Amador em 2018 e assim, conseguiu o direito de disputa. Mas no momento em que essas palavras são escritas, ainda negociava com a FTF o parcelamento da taxa de profissional. Se as pendengas forem resolvidas, o Arsenal começa no profissional como um irmão gêmeo do outro representante da cidade, começando pelo técnico Neto Costa, com anos de Tocantinópolis na bagagem. Com ele, trouxe vários jogadores dos tempos de Verdão, como os volantes Geovanni e Bidelli, junto com os meias Gama e Wanderson.

53


atlético cerrado

CLUBE ATLÉTICO CERRADO FUNDAÇÃO

30 de setembro de 2006 CIDADE

Paraíso do Tocantins REDES SOCIAIS

c/clubeatleticocerrado d/atleticocerrado f/atleticocerrado

1

ESTÁDIO

Não deixe a bola morrer

Pereirão (2.300 pessoas) TÉCNICO

Wicelmo Rodrigues

c 2

Lourival

39 anos | Atacante Último clube: Paraíso - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO

2009 (4°) | 2010 (3°) | 2011 (4°) | 2012 (5°) | 2013 (7°) | 2015 (7°)

54

Natural de Paraíso do Tocantins, o Atlético Cerrado estava ausente desde 2015. Voltou para não deixar a cidade sem futebol, já que o Paraíso, principal time do quinto maior município do Tocantins, foi suspenso por dois anos. E justamente do irmão mais velho que vieram vários dos reforços, como os zagueiros Allan Kardec e Hugo e o atacante Lourival. Ex-Paraíso em outros carnavais, o meia João Grilo vem para dar o toque de classe no meio. Outro que retorna à cidade é o lateral Marcelinho, campeão da em 2018 pelo Palmas. No melhor estilo “faça você mesmo”, o técnico Wicelmo Rodrigues chegou a assumir a presidência do clube. Mas com a ajuda de última hora da prefeitura, preferiu deixar a responsabilidade dentro de campo para Carlos Magno. 1 Assessoria/Atlético Cerrado | 2 Wilton Dias Medeiros/TV Anhanguera


guaraí

SPORT CLUB GUARAÍ FUNDAÇÃO

7 de setembro de 1983 CIDADE

Guaraí REDES SOCIAIS

c/ Sport-Club-GuaraíTvLobãocom743456542339647 f/sportclubguarai

1

Quero voltar

ESTÁDIO

Delfinão (3.500 pessoas) TÍTULOS

Tocantinense 2ª Divisão (2010 e 2014) TÉCNICO

Fernandão

g 2

Tozin

33 anos | Atacante Último clube: Gurupi - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO

2009 (3°) | 2010 (1°) | 2014 (1°) | 2015 (4°) | 2016 (6°) | 2017 (5°) 1 Divulgação/Guaraí Notícias | 2 Assessoria/Rogério Rodrigues

Na primeira divisão o Guaraí nunca conseguiu chegar perto do título. Mas na Segunda Divisão, o Lobão é merecedor do sufixo “ão”. É bi-campeão da Segundona e no papel, deixou claro que está não só atrás do acesso, mas também da taça. No ataque, tem o experiente Tozin, artilheiro do Tocantinense 2018 e que depois de passagens por Luverdense e futebol japonês, parece que vai ficar de vez no estado natal. E para servi-lo, o meia Renatinho, conhecido pelo temperamento forte e pela habilidade com a perna esquerda. Mas o técnico Fernandão ainda tem opções na defesa. Destaque para o veterano Dentinho, outro andarilho do futebol local e o ídolo da cidade, o volante Pedro Panca, uma das principais figuras nativas do Lobão junto com o atacante Robinho.

55


kaburé

KABURÉ ESPORTE CLUBE FUNDAÇÃO

5 de janeiro de 1985 CIDADE

Colinas do Tocantins REDES SOCIAIS

c/kabureesporteclube d/kabure_ofc f/kabure.ofc

1

ESTÁDIO

Cansei de ser (só) famoso

Bigodão (2.000 pessoas) TÍTULOS

Tocantinense (1989 e 1991) Copa Tocantins (1993, 1994 e 1996) TÉCNICO

André Gomes

k 2

fÁBIO BAHIA

33 anos | Zagueiro Último clube: RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2014 (10°) | 2017 (8°)

56

O Kaburé pode até não ser o maior vencedor tocantinense, mas para os fãs do futebol alternativo, talvez seja um dos times mais pops do estado, tanto pelo sonoro nome quanto pelas participações em Copas do Brasil. Dali em diante, o clube foi rebaixado, se licenciou. Até suspenso foi. De volta em 2017, foi a campo com meninos da terra natal. Para 2018, permanece com os jovens, mas o elenco turbinado pela experiência, como o zagueiro Fábio Bahia e o atacante Edcarlos, destaque do Tocantins de Miracema vice em 2016. No comando, o ex-jogador André Gomes, com passagens como jogador pela Alemanha e Portugal. Mas ninguém chama mais a atenção que o meia China, que aos 38 anos, decidiu interromper a aposentadoria para levar a Coruja aos velhos tempos. 1 Assessoria/Kaburé EC | 2 Lia Mara /Reprodução do Jto


nova conquista

NOVA CONQUISTA ESPORTE CLUBE FUNDAÇÃO

6 de fevereiro de 2005 CIDADE

Santa Fé do Araguaia ESTÁDIO

Sebastião Chaves (atuará no Mirandão - 10.000 pessoas)

1

TÉCNICO

Conquista só no nome

Raniere Castro

n 2

DANILO

26 anos | Atacante Último clube: Belo Jardim - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2015 (10°) | 2016 (5°) | 2017 (10°)

1 Luiz Maravilha | 2 Reprodução/oGol.com

Desde que estreou no profissionalismo, em 2015, o Nova Conquista coleciona um feito (no mau sentido). Não conseguiu vencer um jogo sequer. No ano passado, chamou a atenção por uma contratação inusitada: Aloisio Chulapa. Desta vez, nada de nomes de expressão. O mais experiente é o zagueiro Danilo, natural de Santa Fé do Araguaia, volta a terra natal para defender o clube da sua cidade. Mas para fugir dessa sina de derrotas, nem adianta contar com o apoio do torcedor. O estádio da cidade continua sem condições, e a casa dessa vez será a vizinha Aragominas. Muitos abacaxis para serem descascados por um novato. Depois de várias experiências como preparador físico, Raniere Castro é quem vai tentar fazer com que faça jus ao nome.

57


camp 2017 AraguaĂ­na

58


peões 2016

2015

Sparta

Tocantins

2014

2013

Guaraí

Tocantins

2012

2011

Araguaína

Tocantins

2010

2009

Guaraí

Interporto

L Edson Reis/GloboEsporte.com

(Miracema)

(Miracema)

(Palmas)

59


tab primeira fase UNIÃO DE PALMAS FORÇA JOVEM NOVA CONQUISTA ARSENAL

FORÇA JOVEM TAQUARUSSÚ KABURÉ ARSENAL

TAQUARUSSÚ CAPITAL KABURÉ GUARAÍ

FORÇA JOVEM UNIÃO DE PALMAS ARSENAL NOVA CONQUISTA

FORÇA JOVEM TAQUARUSSÚ ARSENAL KABURÉ

1ª RODADA

2ª RODADA

13-14/10

20-21/10

x x x x

CAPITAL TAQUARUSSÚ GUARAÍ KABURÉ

CAPITAL ALVORADA GUARAÍ ATLÉTICO CERRADO

x x x x

3ª RODADA

4ª RODADA

27-28/10

02/11

x x x x

ALVORADA CAPITAL GUARAÍ ATLÉTICO CERRADO

UNIÃO DE PALMAS ALVORADA NOVA CONQUISTA ATLÉTICO CERRADO

x x x x

5ª RODADA

6ª RODADA

04/11

10-11/11

x x x x

UNIÃO DE PALMAS ALVORADA NOVA CONQUISTA ATLÉTICO CERRADO

CAPITAL TAQUARUSSÚ GUARAÍ KABURÉ

x x x x

7ª RODADA

8ª RODADA

15/11

18/11

x x x x

CAPITAL ALVORADA GUARAÍ ATLÉTICO CERRADO

ALVORADA CAPITAL GUARAÍ ATLÉTICO CERRADO

x x x x

9ª RODADA

10ª RODADA

24-25/11

01/12

x x x x

UNIÃO DE PALMAS ALVORADA NOVA CONQUISTA ATLÉTICO CERRADO

UNIÃO DE PALMAS ALVORADA NOVA CONQUISTA ATLÉTICO CERRADO

x x x x

FORÇA JOVEM UNIÃO DE PALMAS ARSENAL NOVA CONQUISTA

FORÇA JOVEM TAQUARUSSÚ ARSENAL KABURÉ

UNIÃO DE PALMAS FORÇA JOVEM NOVA CONQUISTA ARSENAL

FORÇA JOVEM TAQUARUSSÚ KABURÉ ARSENAL

TAQUARUSSÚ CAPITAL KABURÉ GUARAÍ


bela fase final

SEMIFINAL Dezembro de 2018

4° --------------------------------

x

--------------------------------

--------------------------------

x

-------------------------------- 4°

3° --------------------------------

x

-------------------------------- 2°

2° --------------------------------

x

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FINAL Dezembro de 2018

-------------------------------------------

-------------------------------------------

x

x

-------------------------------------------

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CLIQUE AQUI E BAIXE A TABELA


ESCUDINHOS

62


DA HEBRAICA AO DEPORTIVO ARMENIO O futebol feminino sul-americano ainda engatinha em comparação a Europa, Estados Unidos e centros maiores da Ásia. No Brasil, apenas em 2017 que se teve uma segunda divisão nacional. Um ano antes, a Argentina criava um escalão de acesso, motivado muito pelas exigências da Conmebol que clubes criassem categorias para mulheres. Em setembro, a quarta edição do torneio começou. Desde que foi fundada, 37 equipes participaram da Segunda División Femenina. Clubes que no futebol masculino possuem histórias diferentes, mas que entre as mulheres se nivelaram. Desde então, apenas duas equipes participaram das quatro edições: Liniers e Luján. Além desses, tradicionais Racing, Independiente e Ferro Carril Oeste fizeram companhia aos alternativos Defensores del Chaco, Fernando Caceres, SATSAID, por exemplo.

L Assessoria/Racing Club

Club ALMAGRO Buenos Aires 2016

Club Atlético ATLANTA Buenos Aires 2016

Club Atlético BELLA VISTA Córdoba 2016

Club Atlético DEFENSORES DEL CHACO Moreno 2016, 2016/17, 2017/18

Club Atlético DEFENSORES UNIDOS Zárate 2016

Club DEPORTIVO MORÓN Morón 2016, 2016/17 {

63


64

Club EL PORVENIR Gerli 2016

Club Atlético EXCURSIONISTAS Buenos Aires 2016, 2016/17

FERNANDO CACERES Futbol Club Ciudad Evita 2016

Sociedad HEBRAICA Argentina Pilar 2016, 2016/17

Club Social y Deportivo LINIERS La Matanza 2016, 2016/17, 2017/18, 2018/19

Club LUJÁN Luján 2016, 2016/17, 2017/18, 2018/19

CLUB ATLÉTICO VILLA SAN CARLOS Berisso 2016 {

Club Atlético Social y Deportivo CAMIONEROS Esteban Echeverría 2016/17, 2017/18, 2018/19

LIMA Football Club Zárate 2016/17, 2018/19

Club Atlético PUERTO NUEVO Campana 2016/17, 2017/18, 2018/19

Club ATLETICO PILAR Pilar 2017/18

Club Atlético ARGENTINO DE QUILMES Quilmes 2017/18, 2018/19

Club ALMIRANTE BROWN Isidro Casanova 2017/18, 2018/19

Club COMUNICACIONES Buenos Aires 2017/18, 2018/19

Club DEPORTIVO ESPAÑOL de Buenos Aires Buenos Aires 2017/18, 2018/19

Club Social y Deportivo DEFENSA Y JUSTICIA Florencio Varela 2017/18, 2018/19


Club Social y DEPORTIVO MERLO Merlo 2017/18, 2018/19

Club Atlético INDEPENDIENTE Avellaneda 2017/18 {

Club Atlético LANÚS Lanús 2017/18

RACING Club Avellaneda 2017/18

REAL PILAR Fútbol Club Pilar 2017/18, 2018/19

Sindicato Argentino de Televisión, Servicios Audiovisuales, Interactivos y de Datos - SATSAID Buenos Aires 2017/18, 2018/19

Club Atlético ALL BOYS Buenos Aires 2018/19

Asociación Atlética ARGENTINOS JUNIORS Buenos Aires 2018/19

Club Atlético ARGENTINO (DE ROSARIO) Rosario 2018/19

Club Atlético ATLAS Buenos Aires 2018/19

Club Atlético BANFIELD Banfield 2018/19

Club DEPORTIVO ARMENIO Buenos Aires 2018/19

Club Atlético ESTUDIANTES Buenos Aires 2018/19

Club FERRO CARRIL OESTE Buenos Aires 2018/19

Club de GIMNASIA Y ESGRIMA LA PLATA La Plata 2018/19

arg 65


CORTA-LUZ

{

COMO SERIA A NOSSA

Î

Î

TERCEIRONA EUROPEIA?

Alô, UEFA! A Revista Série Z coloca no papel como seria o terceiro torneio que o Velho Continente deve implantar a partir de 2021/22

N

o começo de setembro, o presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA), Andrea Agnelli, afirmou que o futebol europeu terá uma terceira competição continental, para diminuir o número de clubes da Liga Europa e dar mais espaço para países com menor ranking. A informação foi divulgada, primeiramente, pelo jornal alemão Bild, que se confirmou dias depois. O início está previsto para a temporada 2021/22, com as três divisões tendo 32 equipes.

66


c “Ainda pendente de aprovação do comitê executivo da Uefa, a luz verde foi dada para introduzir uma terceira competição, levando o número total de clubes a 96 a partir da temporada 2021/22”, citou Agnelli. A intenção foi vista como algo positivo pelos adeptos do futebol alternativo, mesmo com a desconfiança que se tem, pois se tem que os centros periféricos disputarem as fases preliminares da Liga dos Campeões não seja excluída. Por isso, a Revista Série Z imaginou como seria essa terceira divisão europeia, que ainda não tem nome, mas que aqui será chamada de “Copa das Confederações da UEFA (UEFA Confederations Cup)”. O nosso foco é que todas as federações filiadas a UEFA estejam com Drita La Fiorita FC Santa Coloma Lincoln Red Imps Vikingur Gota The New Saints Valletta Suduva Crusaders

ao menos um clube entre as 96 equipes competidoras (Champions, Liga Europa e “Copa das Confederações da UEFA”). Com isso, ao fim das fases preliminares das duas competições existentes, todos os campeões nacionais sem clubes nos dois torneios tenham vaga. Em 2018/19, 25 vencedores de ligas nacionais não conseguiram vagas na UCL ou UEL, assim, todos garantiriam vaga na “Copa das Confederações Europeias, como também, o campeão da Copa de Liechtenstein, único país filiado que não conta com um campeonato. Primeiramente, temos 26 vagas preenchidas das 32 possíveis. Luxemburgo que, tradicionalmente, não tem times nesse estágio não contaria com participantes, pois o Dudelange está na fase de grupos da Liga Europa dessa época.

Alashkert Sutjeska Flora Tallin Shkendija Spartaks Jurmala Torpedo Kutaisi Zrinjski Mostar Cork City

Kukesi HJK Helsinki Valur Sheriff Tiraspol Vaduz Olimpija Ljubljana Hapoel Be’er Sheva Legia Varsóvia CFR Cluj

s 67


a As outras seis vagas serão destinadas aos eliminados no caminho dos não-campeões dos playoffs da Liga Europa. Clubes de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Rússia, Portugal, Ucrânia, Bélgica e Turquia não poderiam participar da competição. A República Tcheca teve vagas garantidas na fase de grupos da UCL e UEL, mas pelo último campeão da Liga Europa ter conquistado vaga na UCL via nacional, por isso está liberado Dos treze eliminados no caminho dos não-campeões dos playoffs da Liga Europa, Burnley, Atalanta, Ufa e Zorya não poderiam participar. Sobrariam nove clubes: Gent, Sigma Olomouc, Basel, Steaua Bucareste, Brondby, 059 Legia Varsóvia 097 Sheriff Tiraspol 124 Hapoel Be’er Sheva 148 HJK 227 CFR Cluj 301 Olimpija Ljubljana 307 Vaduz 349 Valur

018 Basel 056 Gent 202 The New Saints 217 Kukesi 257 Zrinjski Mostar 278 Shkendija 291 Valletta 295 Vikingur Gota

Maccabi Tel Aviv, Molde, Partizan e Trencin. Os três primeiros clubes são dos países com melhor coeficiente e por isso garantem vaga direta. Os seis restantes se garantiriam em uma preliminar, com o melhor coeficiente pegando o pior: Steatua Bucareste x Trencin, Brondby x Partizan e Maccabi Tel-Aviv x Molde. Agora, vamos a divisão dos potes. Os 26 campeões nacionais foram listados segundo o último ranking de coeficientes, com oito clubes no pote I, oito no pote II, oito no pote III e dois no pote IV. Em seguida, as três equipes com vaga direta na “Copa das Confederações da UEFA” e, subsequentemente, os vencedores dos playoffs, que aqui não se separaram. 299 Crusaders 308 FC Santa Coloma 309 Lincoln Red Imps 315 Alashkert 318 Sutjeska 328 Suduva 339 Spartaks Jurmala 341 Cork City

342 La Fiorita 386 Flora Tallin 404 Torpedo Kutaisi ---- Drita ---- Sigma Olomouc 997 Steaua/Trencin 998 Brondby/Molde 999 Mac Tel-Aviv/Partizan

t 68


Não realizamos sorteio dos grupos. Fizemos uma escolha guiada, com os melhores dos potes I e IV e os piores do II e III, com um grupo formado pelo 1°P1, 8°P2, 8°P3, 1°P4, outra chave com 2°P2, 7°P2, 7°P3 e 2°P4 e assim sucessivamente. Fizemos assim, pois os clubes nas posições baixas do último podem ser teoricamente melhores que boa parte das outras equipes. No nosso chaveamento, os grupos ficaram assim:

e

A C E G

Legia Varsóvia Cork City La Fiorita Vikingur Gota Hapoel Be’er Sheva Suduva Torpedo Kutaisi Shkendija CFR Cluj Alashkert Sigma Olomouc Kukesi Vaduz FC Santa Coloma Brondby/Molde Gent

B D F H

Sheriff Tiraspol Spartaks Jurmala Flora Tallin Valletta HJK Sutjeska Dita Zrinjski Mostar Olimpija Ljubljana Lincoln Red Imps Steaua Bucareste/Trencin The New Saints Valur Crusaders Maccabi Tel-Aviv/Partizan Basel

O formato seria igual ao da Champions League atual, com primeira fase em turno e returno e o mata-mata com sorteio. Quem seria um possível campeão fica na imaginação de cada um que chegar até ao final desse texto.

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SÉRIE Z OLÍMPICA

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ROBERTA MORETTI AVERY:

A POLIESPORTISTA Na Revista Série Z sempre que podemos damos espaço ao esporte alternativo, uma versão maior da nossa linha editorial. Já fizemos um Guia das Olimpíadas Rio 2016 e vez e outra publicamos algo fora do futebol, que é a nossa base, mas queríamos mais. Histórias relacionadas aos outros esportes são muitas. Naquela de procurar algo diferente de tudo, encontramos Roberta, mineira de Poços de Caldas, ela conciliou por anos dois esportes, mas não por lazer: pela competição. Ela é a capitã da seleção feminina de críquete e desde os 12 anos joga golfe como desporto. É uma entrevista que traz muitas análises sobre o amor ao esporte

f CRÍQUETE L Divulgação/Cricket Brasil

GOLFE

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Você é jogadora de críquete e golfe. Como você conheceu os esportes e definiu que queria jogá-los simultaneamente? Eu conheci o golfe bastante nova. Poços de Caldas tem a sorte de ser uma das poucas cidades de MG a ter um clube de golfe, e meus pais jogavam. Eu acabei passando minha infância no clube e com 10 anos comecei a jogar, passando a competir com 12. É uma paixão! E o cricket veio como uma surpresa – eu sabia que o esporte existia, mas não tinha muito interesse. Em 2012, meu marido foi convidado para dar aulas em um inovador projeto de Cricket em Poços de Caldas, idealizado por um inglês chamado Matt Featherstone. E em 2013 tive minhas primeiras aulas. Gostei do esporte, comecei a investir mais tempo e em virou uma segunda paixão. Inicialmente o cricket era um esporte que praticava durante os dias úteis e o golfe era dos fins de semana. E a combinação deu certo por anos... Esses dois esportes não são tão vistos pelos brasileiros. Quais são as dificuldades que cada esporte apresenta para o praticante durante a carreira? O amor pelo esporte é o que mantém o atleta competindo? Com certeza o amor pelo esporte te leva adiante. O Brasil não tem estrutura ampla de bolsas escolares para atletas, carreiras esportivas para você levar o esporte

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como uma ferramenta profissional. Então você treina, compete, joga pelo amor ao esporte. E o cricket e o golfe têm algumas similaridades e diferenças para o praticante. São semelhantes na falta de espaços para prática, na dificuldade de encontrar materiais, falta de professores e centros especializados para alta performance – é uma dificuldade generalizada de ter um desenvolvimento desde base até alto rendimento pelo país, não somente em cidades específicas. E tem algumas diferenças: o golfe tem um preconceito enorme – chamado de elitista, ou que é para pessoas mais velhas, não atlético... Quem assiste um atleta de golfe hoje na televisão sabe que estamos longe de ser um esporte não atlético. O cricket não tem esse preconceito. E acredito que não terá. Mas ainda é um esporte pouco conhecido pelo país, apesar de alguns projetos estarem dando os primeiros passos para mudar esse cenário e tendo muito sucesso. O que o críquete te ajuda no golfe e o que golfe te traz de benefícios para a prática do críquete? O golfe me ajuda mais no cricket que o cricket no golfe. Já pensei muito sobre isso! O golfe te exige uma concentração, uma mente muito forte, uma perseverança que te auxilia em qualquer esporte e na vida. Você não pode se abater, você tem que se manter positivo e batalhar na próxima tacada. Você é seu maior aliado

Divulgação/Cricket Brasil | Arquivo Pessoal

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sempre. Isso te molda como atleta. Mas ao mesmo tempo, o cricket me ensinou a ter um espírito coletivo e de liderança que foi me fortalecendo e consequentemente afetou o golfe – de forma positiva. Passei a ser mais resiliente e mais confiante jogando os dois esportes juntos. O críquete é um esporte coletivo, enquanto o golfe é individual. No desenvolvimento competitivo, o que essa diferença proporciona ao atleta? Um complementa o outro. Jogando o esporte individual você sabe que tudo é seu mérito ou seu fracasso. Para você treinar, depende de você. Para você melhorar, depende de você. É seu esforço que faz a sua trajetória. Você tem que correr atrás. E o esporte coletivo se beneficia muito disso – eu treino e puxo minha equipe para isso – lembro a todos que o mérito vem do esforço e assim vamos crescendo. Ao mesmo tempo, o coletivo me ensinou a ter calma, a ter positividade, a aprender a lidar com as adversidades minhas e do meu time. Aflorou minha liderança e me fez pensar de forma mais ampla sobre minha influência no esporte.

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Vamos entrar no críquete, especificamente, agora. Como é o cenário do esporte no Brasil, digo em número de atletas, clubes e campeonatos? Hoje o Brasil tem um projeto chamado Cricket Poços de Caldas, que se iniciou em 2011 com 26 jogadores e 2 professores. Hoje contamos com 1600 participantes, nove professores e a participação somente aumentando. É um projeto que ensina o cricket em escolas públicas para crianças acima de 6 anos e dele é formado equipes para jogarem campeonatos municipais, nacionais e internacionais. Um projeto que vale a pena conhecer. Temos Campeonatos Nacionais Femininos, com base maior em Poços de Caldas e Brasília, e Masculinos, com times de São Paulo, Rio, Brasília, Minas – e tivemos já a presença de Paraná, Manaus, Espirito Santo... Você é jogadora da seleção brasileira. Em que nível nossa seleção está em relação ao continente aos adversários das Américas? Crescemos enormemente nesses últimos quatro anos – hoje somos tricampeãs Sul Americanas de Cricket. Esse ano


“Com certeza. Tive a imensa sorte de viver em uma cidade que me permite jogar golfe e cricket ao mesmo tempo� L Juliana Anwar/Cricket Brasil

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“O golfe me ajuda mais no cricket que o cricket no golfe. Já pensei muito sobre isso!” 76


foi o primeiro que o Campeonato Sul Americano valeu pontos para o Ranking Mundial da ICC (Organização Internacional de Cricket) e isso é um grande passo. Agora enfrentaremos países que estão na nossa frente na tabela para buscar melhores posições. A Seleção Feminina tem uma grande chance de crescimento e as jogadoras criadas pelo projeto estão vindo com muita técnica, força e vontade de levar a camisa verde e dourada para o pódio. Então estamos investindo nisso! Em 2018, a seleção feminina foi campeã sul-americana e você esteve no elenco. Como foi conquistar o título e, também, ser eleita a melhor fielder do campeonato? Foi maravilhoso. Esse foi meu segundo Campeonato como capitã e a Seleção viajou com um elenco muito forte, demonstrando domínio em todos os jogos. Planejamos e trabalhamos muito para que isso acontecesse e ver todas as jogadoras superando as expectativas foi de arrepiar. Levantar a taça em nome da Seleção sempre será algo que trarei nas minhas lembranças com muito carinho. E o prêmio de Melhor Fielder foi uma ótima surpresa! Batalhei muito para chegar com boas condições físicas e

L Juliana Anwar/Cricket Brasil

técnicas nesse campeonato e fiquei muito feliz em poder contar com esse prêmio. No Cricket, até os prêmios individuais tem influência da forma que a equipe joga, então só foi possível receber esse troféu porque a equipe também jogou de forma muito concreta. Você é atleta do Cricket Poços de Caldas. Como é a estrutura do clube? Qual sua relação com o time e currículo de vitórias com a equipe? Estamos com uma estrutura bem legal aqui em Poços. Temos uma área de treinamento que acabou de ser reformada, conseguimos através do apoio da nossa Prefeitura local um campo para a prática exclusiva de Cricket e até 2019 teremos outro Centro de Treinamento de Alto Rendimento, com o apoio da ICC e Prefeitura. Isso permitirá que pessoas que trabalham, estudam também pratiquem Cricket em horários diferenciados! Pouco a pouco a cidade vem se tornando uma referência do esporte no país. Eu estou jogando pelo Cricket Poços de Caldas desde o 1° Campeonato Nacional Feminino em 2013. E fui uma superjornada – conseguimos nossa primeira vitória em 2015 e desde 2017 somos campeãs nacionais. Também sou capitã da equipe

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e é um prazer enorme ajudar jogadoras em potencial a se tornarem atletas de alto rendimento. Não é sobre somente ganhar os campeonatos, mas transformar meninas adolescentes em jogadoras confiantes, com valores diferenciados e com vontade de ser sempre melhores. Sobre o golfe. Me parece que o esporte é mais conhecido no Brasil que o críquete. Como está o cenário atual do esporte, ainda mais depois de se tornar olímpico? O golfe está no Brasil há bem mais tempo que o cricket – há mais campos, mais jogadores e já tivemos vários atletas de destaque local e mundial. Com o retorno as Olimpíadas, principalmente aqui no Brasil, o golfe teve um marketing bastante legal. Inclusive hoje é fácil encontrar campeonatos profissionais de golfe sendo transmitidos em TVs por assinatura. Acredito que atualmente a confederação está fazendo um trabalho de profissionalização do esporte, e as federações regionais trabalhando em quebrar mitos do golfe como esporte para aumentar a participação. Se o foco for no golfe de base, juvenis e golfe feminino, acho que há grandes chances de sucesso.

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“A Seleção Feminina tem uma grande chance de crescimento e as jogadoras criadas pelo projeto estão vindo com muita técnica, força e vontade de levar a camisa verde e dourada para o pódio” L Arquivo Pessoal | Divulgação/Cricket Poços de Caldas | Divulgação/Cricket Brasil

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Você encerrou sua carreira no golfe esse ano. Como você avalia a sua trajetória no esporte? Eu a considero bastante positiva! Fiquei mais de oito anos fora do golfe competitivo, voltei e consegui atuar bem no Ranking Paulista e Nacional, então fiquei feliz que mesmo com esse hiato eu tive possibilidades de competir no esporte que está comigo desde criança. É uma sensação boa! Além dos títulos, o golfe traz relacionamentos maravilhosos, campos espetaculares e a competição é eletrizante. Ainda tenho intenção de jogar socialmente e alguns torneios do Ranking Paulista, talvez até alguns no Nacional. Porém sem seguir o calendário de competições como o que fiz nesses últimos 3 anos. Sobre 2018, segundo o ranking da Confederação Brasileira de Golfe, você terminou na sexta colocação e quatro eventos. Como foi essa última temporada? A temporada de 2018 foi uma montanha russa – tive resultados surpreendentes que me deixaram muito

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feliz em ver que o trabalho mental, físico e técnico estavam alinhados. Foi muito bom buscar o pódio em dois desses campeonatos, mas ao mesmo tempo eu sabia que estava pensando em deixar a temporada. E isso foi uma decisão muito difícil porque eu realmente amo competir e amo o golfe. Mas acredito que a sequência de 2017 e 2018 foi ótima – tive a oportunidade de representar o Brasil no Sul Americano por equipes no ano passado e mais dois eventos depois. Então apesar do coração partido, saio feliz! Você era filiada ao Poços de Caldas Golf Club. Pelo que vejo a cidade está bem no cenário esportivo alternativo, digamos. Isso facilitou sua trajetória nos esportes, por residir em uma cidade que conta com esses clubes? Com certeza. Tive a imensa sorte de viver em uma cidade que me permite jogar golfe e cricket ao mesmo tempo, além de ter um clima maravilhoso, cidade bonita, mineiros felizes! Acho que nasci com o espírito de atleta competitiva no lugar certo!


Uma palavra Seu ídolo no críquete? Meg

Lanning

Seu ídolo no golfe? Tiger

Woods

Seu ídolo na vida? Matt

Featherstone

Um jogo inesquecível seu no críquete? Final do Sul

Americano 2016, contra a Argentina, no RJ Um jogo inesquecível seu no golfe? Primeira rodada do

Melhor jogadora que enfrentou no golfe? Nossa, difícil essa!

Não consigo definir!!

Com quem sonha enfrentar no golfe? Lexy Thompson O críquete é... uma

forma de contribuir para uma melhor sociedade da mesma forma que o esporte me ajudou a me tornar uma pessoa melhor.

Campeonato Bandeirantes, em Itu, esse ano

O golfe é... um

Melhor jogadora com quem atuou no críquete? Claire Taylor, ex-

O esporte brasileiro é... um

capitã da seleção inglesa

Melhor jogadora que enfrentou no críquete? Suzie Bates, capitã

da Nova Zelândia

constante.

desafio

potencial ainda não aproveitado. Muito mais que somente o futebol! Poços de Caldas é... a

melhor cidade para se viver!!!

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Setembro de 2018 n

As versĂľes alternativas de Corinthians x Cruzeiro, finalistas da Copa do Brasil

Clubes que fazem falta ao futebol piauiense


no

revistaseriez.org Três perguntas para os presidenciáveis

Guia dos Debutantes da Champions League 2018/19

A história do Brasiliense Terceira Divisão em um mapa interativo


REVISTA SÉRIE Z #21  

Uma edição para relembrar os velhos tempos da nossa revista, com 11 editorias formando nosso time. Vamos falar de Tocantinense Segunda Divis...

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