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SEXTA-FEIRA 18 DE OUTUBRO DE 2019 | R$ 1,00

Edição: 4.284 - Ano XXI - www.bomdiaonline.com

Garimpando esperanças

Capoeirana: extração de esmeraldas continua suspensa e famílias pedem socorro Página 5

Megaleilão do pré-sal: João Monlevade receberá mais de 4 milhões até dezembro

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Acom PMJM

Os Morcegos, uma das bandas mais antigas do Brasil Página 6

PREVENÇÃO Ações veem sendo desenvolvidas ao longo deste ano pela Prefeitura de João Monlevade, através da Defesa Civil, já se preparando para o período de chuvas. Página 2

“Dia D” da vacinação no próximo sábado A Prefeitura de João Monlevade realiza, no próximo sábado, dia 19, o dia “D” da Campanha de Vacinação contra o Sarampo e Acerto do Cartão. As crianças, com idade de 6 meses até menores de 5 anos, que ainda não foram vacinadas, poderão comparecer ao posto de saúde mais próximo de sua casa, no horário de 8h às 17h, para receber as vacinas que estão faltando e colocar o cartão de vacinação em dia.


sexta-feira, 18 de outubro de 2019

BOM DIA

opinião

2. EXPEDIENTE

BOM DIA

Com a ocupação irregular dessas áreas – muitas vezes causada pela ausência de planejamento adequado –, as pessoas estão sujeitas à ocorrência de inundações. Além disso, o povo ainda remove a vegetação que compõe o entorno do rio e isso intensifica o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos que vão para o leito e aumentam o nível das águas.

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Os colunistas do jornal BOM DIA escrevem de forma colaborativa e não têm qualquer vínculo empregatício com o jornal, sendo

MONLEVADE, A VENEZA DA ÁGUA SUJA Você está achando graça? Então espere as chuvas começarem. Todo ano é a mesma coisa: entre Novembro e Dezembro acontecem enchentes incríveis e parece e que as pessoas já se acostumaram ou naturalizaram. Será um problema insolúvel? Será que o povo tem mesmo de se conformar e comprar barcos para essa época? 1º VILÂO: O LIXO Em primeiro lugar temos os sistemas ineficientes de coleta de lixo ou de distribuição de lixeiras pela cidade, além dos problemas causados pela poluição gerada por empresas e outros órgãos. Disso decorre o entupimento dos bueiros que seriam responsáveis por conter parte da água que eleva o nível dos córregos e do rio. O lixo gerado é levado pelas enxurradas e contribui ainda mais para elevar o volume das águas. 2º VILÃO: DRENAGEM INEFICIENTE As enchentes também podem estar relacionadas com problemas nos sistemas de drenagem. Às vezes, não há bueiros ou outras construções que seriam responsáveis pela contenção ou desvio da água que corre para os rios, provocando os transbordamentos. Além disso, somente a construção de bueiros e sistemas de drenagem pode não ser suficiente, isso porque as demais ações podem elevar gradualmente a vazão das enxurradas ao longo dos anos, fazendo com que as drenagens existentes não consigam atender toda a demanda.

responsáveis cível e criminalmente pelo que escrevem e pelas imagens que publicam.

3º VILÃO: OCUPAÇÃO URBANA Outro agravante é a ocupação irregular ou desordenada do espaço geográfico. Como algumas áreas correspondem ao leito maior de um rio que, esporadicamente, inunda.

4º VILÃO: ASFALTO E CIMENTO DEMAIS A causa considerada principal para as enchentes é, sem dúvida, a impermeabilização do solo. Com a pavimentação das ruas e com os pisos cerâmicos e cimentos nos quintais e calçadas, a maior parte da água, que deveria infiltrar no solo, escorre na superfície, provocando o aumento das enxurradas e a elevação dos rios. E pra completar, essa mania de asfaltar tudo, contribui para a elevação da velocidade desse escoamento, provocando erosões e causando outros tipos de desastres ambientais urbanos. TEM JEITO DE RESOLVER O PROBLEMA? Algumas cidades colocaram funcionários como olheiros, encarregados de detectar o início de inundações em áreas de risco. Eles teriam a função de monitorar pra evitar as inundações que ocorrem em um curtíssimo tempo. Outras ações envolvem construção de barragens e desassoreamento do leito dos rios, em que todos os sedimentos do fundo são removidos, aumentando a sua profundidade. Mas convenhamos: todas essas medidas são paliativas, ou seja, são apenas para minimizar ou combater uma situação existente. A melhor forma de lidar com o problema é realizar um estudo, projetando a devida prevenção, através da construção de sistemas eficientes de drenagem, a desocupação de áreas de risco, criação de reservas florestais nas margens dos rios, diminuição dos índices de poluição e geração de lixo, além de um planejamento urbano mais consistente. Importante salientar também que as inundações, além de danos materiais, provocam doenças, como a leptospirose. Portanto, também uma questão de saúde pública. OPINIÃO DE DJALMA BASTOS Em entrevista para o jornal BOM DIA, o vereador Djalma Bastos deu opinião de

quem vivencia os problemas na prática. “ Na verdade a nossa cidade tem dificuldades por causa da topografia. Asfaltamos todos os bairros então o escoamento da água é muito rápido. Mais do que nunca, precisamos revegetar as cabeceiras e investir em pequenas barraginhas. Esse encontro da Wilson Alvarenga, com a Getulio Vargas, com a Castelo Branco e Rodrigues Alves que desce é muito apertado. Precisamos melhorar muito essa drenagem e contenção. Lá embaixo na saída do canal, melhorar o escoamento da água. Temos de quebrar também essa questão da Rua do Andrade, da Rua Floresta, na antiga ESCON, da água entrar em T no Canal. Isso é um risco enorme e causa um colapso do sistema e muitos alagamentos. Volta a água. Precisamos fazer com que a água entre em Y no Canal. Acho que com essas ações dá pra minorar muito os problemas.

Prefeitura prepara ações para o período chuvoso Várias ações veem sendo desenvolvidas ao longo deste ano pela Prefeitura de João Monlevade, através da Defesa Civil, já se preparando para o período de chuvas. Segundo a engenheira Natália Miorini, responsável pelo setor, a prefeitura vem atuando continuamente em limpeza de córregos, principalmente em áreas onde acontecem estrangulamentos e transbordos, limpeza de bueiros que dão mais problemas, cadastramento de famílias que moram na área de influência do rio Piracicaba, monitoramento de áreas de risco e previsões climatológicas. A Defesa Civil de João Monlevade criou perfil no Instagram (defesacivil.joaomonlevade) onde já vem postando informações úteis ao cidadão, avisos e orientações necessárias para se preparar para o período chuvoso, como, por exemplo, podar árvores que correm risco de cair, limpar calhas, proteger-se de raios, etc. No momento, segundo Natália, está sendo montada a equipe de plantonistas para atuar durante o período, o que posteriormente será divulgado, com os respectivos telefones.


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cidade

3. Megaleilão do Pré-sal

Médio Piracicaba receberá cerca de R$31 milhões até dezembro Geral – Com a aprovação da partilha dos recursos obtidos com o Megaleilão do pré-sal essa semana em Brasília, o Médio Piracicaba receberá, até dezembro, cerca de R$31 milhões, que deverão ser investidos em dívidas previdenciárias e investimentos. Itabira receberá o maior valor da região, R$ 5.368.847,94 e João Monlevade receberá R$ 4.105.582,50, o segundo maior valor. Megaleilão O megaleilão de petróleo está previsto para o dia 6 de novembro. De acordo com o projeto (PL

5.478/2019), serão repartidos cerca de R$ 22 bilhões entre estados e municípios. Minas Gerais terá direito a R$ 850 milhões, e os 853 municípios mineiros a R$ 1,4 bilhão. Belo Horizonte será o município mais bem aquinhoado, com R$ 56,1 milhões. As cidades polo receberão, cada, R$ 8,7 milhões. Os municípios menores, terão R$ 947, 4 mil. Para o estado, o critério adotado foi misto, de 2/3 do Fundo de Participação dos Estados e 1/3 da Lei Kandir. Para os municípios, foi usado o do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O fundo municipal levou em conta os índices como população e renda per capita. Com a sanção presidencial prevista para

esta sexta (18), o dinheiro deverá chegar aos municípios até dezembro. Divisão do “bolo” Após o pagamento de R$ 33 bilhões à Petrobras, o dinheiro do megaleilão vai ser distribuído entre a União (67%), Estados (15%) e municípios (15%). Será pago ainda 3% do total para o Rio de Janeiro, devido à plataforma continental onde ocorre a extração petrolífera. O texto aprovado também fixa regras para o uso do dinheiro. Os Estados deverão usá-los, primeiramente, para despesas previdenciárias, depois para fundos de previdência de servidores públicos e, depois, em investimentos.

Autonomia a destinação Com a pressão dos prefeitos, ainda foi garantida autonomia para uso

dos recursos. Ou seja, poderá ser usado para pagamento de dívidas previdenciárias ou para investimentos. Lembrando que esses va-

lores são estimados. Eles podem sofrer alterações se o valor arrecadado no leilão for menor ou maior do que a expectativa do Governo Federal.

Divisão para o Médio Piracicaba Alvinópolis Barão de Cocais Bela Vista de Minas Bom Jesus do Amparo Catas Altas Dionísio Dom Silvério Itabira João Monlevade Nova Era Rio Piracicaba São Domingos do Prata São Gonçalo do Rio Abaixo Santa Maria de Itabira São José do Goiabal Santa Bárbara

R$ 1.579.065,03 R$ 2.526.517,47 R$ 1.263.252,03 R$ 947.439,02 R$ 947.439,02 R$ 947.439,02 R$ 947.439,02 R$ 5.368.847,94 R$ 4.105.582,50 R$ 1.894.878,04 R$ 1.579.065,03 R$ 1.894.878,04 R$ 1.263.252,03 R$1.263.252,03 R$ 947.439,02 R$ 2.526.504,05

Revetrie participa de primeira reunião após licença médica João Monlevade - O vereador Revetrie Silva Teixeira (MDB) participou nessa quarta-feira, 16, de sua primeira reunião ordinária após nove meses afastado de suas funções na Câmara Municipal de João Monlevade para tratamento médico. Ainda em recuperação e apesar de algumas limitações, Revetrie demonstra confiança ao retornar ao Legislativo monlevadense. Em seu discurso na reunião de ontem, o vereador agradeceu aos colegas pelo apoio durante o período em que esteve ausente. “Agradeço a todos vocês, vereadores e servidores da Casa, que todo

Maria Tereza Bicalho – Acom CMJM

esse tempo estiveram presentes junto a mim e minha família. O apoio de vocês foi muito importante para que eu chegasse até aqui. Não foi fácil passar por tudo isso, mas com a ajuda de todos e, principalmente, da minha esposa Rosy e de nossas famílias, estou aqui hoje. Me sinto feliz em voltar a esta Casa e disposto a fazer o melhor para nossa cidade”, afirmou. Os vereadores desejaram boas-vindas ao colega Revetrie e manifestaram apoio ao parlamentar. “Enquanto presidente da Casa, desejo que o seu retorno seja próspero e que você possa dar conti-

nuidade ao bom trabalho desempenhado enquanto vereador. Estamos muito felizes com a sua recuperação e continue contando com o apoio desta Casa para o que precisar”, disse Leles Pontes (Republicanos). Revetrie Teixeira, que é um grande defensor da área de saúde, retoma a partir de agora a presidência da Comissão de Saúde, Saneamento Básico e Meio Ambiente da Câmara. “Estou retornando depois de nove meses, enfrentando uma nova realidade, onde a gente enxerga a necessidade de uma cidade melhor para pessoas com

deficiência. Hoje sou vítima e estou convivendo com o que é preciso melhorar. E vou contar com os nobres pares da Casa para que a gente consiga levar uma saúde de qualidade às pessoas com deficiência. Hoje eu me encontro nessa situação e sei o quanto é preciso ser respeitada. Não é fácil enfrentar o que essas pessoas enfrentam. Eu estou sentindo isso na pele e sei bem como é. E é por isso que precisamos valorizar o direito de todos à acessibilidade. Contem sempre comigo. Estou voltando para contribuir e somar aos trabalhos desta Casa”, destacou.


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região

4.

Rua de lazer reúne centenas de crianças em São Gonçalo Acom PMSGRA

São Gonçalo do Rio Abaixo - Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo promoveu na manhã de sábado, dia 12 de outubro, uma Rua de Lazer para celebrar o Dia das Crianças. Centenas de pessoas prestigiaram a ação realizada na Praça Central e rua Henriqueta Rubim. Uma variedade de brinquedos surpreendeu e divertiu a criançada. A estudante Mirella Silva Martins, 8 anos, por exemplo, moradora do

Elídia e Rafael Rezende levaram o pequeno Joaquim de 2 aninhos para se divertir. “Festa linda, muito bem programada e organizada. Oportunidade para pais e crianças curtirem juntos”, elogiou Elídia. Pintura facial, salão de beleza, balões ornamentais e atividades pedagógicas com massinha para modelar comple-

mentou a passatempo da criançada. A enfermeira Thalita Rodrigues Guimarães prestigiou a festa em companhia da filha Maria Fernanda, 4 anos, e do esposo Marco Antônio. “Excelente investimento da Prefeitura porque estimula o ambiente familiar, promovendo interação das crianças com seus pais”, observou Thalita.

Centenas de pessoas prestigiaram a ação realizada na Praça Central

bairro Vale do Ouro, aproveitou a festa em companhia de parentes e demonstrou encanta-

Mirella de 8 anos se mostrou encantada com a festa

mento com a festa. “A bola gigante é muito legal e gostei muito do brinquedo da bola flutuante e o escorrega grande”, elogiou. Outro ponto de destaque do evento foi a distribuição de cachorro quente, picolé, refrigerante, pipoca e algodão doce. A gratuidade foi observada pela diretora de ensino Laís Trícia da Silva Cota. “Interessante os alimentos gratuitos porque muitas

famílias não têm condições de pagar”, observou. Os fãs dos super heróis (Huck, Mulher Maravilha, Homem Aranha e muitos outros) tiveram oportunidade de fazer fotos com seus personagens favoritos e a festa contou ainda com o Show da Luna e apresentações dos personagens do Patrulha Canina. A Rua de Lazer também promoveu interação familiar. O casal Maria

Pintura facial e salão de beleza

A Rua de Lazer também promoveu interação familiar


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região

5. Garimpo de Capoeirana

Após mais de 30 anos de atividades, extração de esmeraldas está suspensa desde 2017 e famílias pedem socorro Nova Era - O famoso Garimpo de Capoeirana, situado nas proximidades da cidade vizinha de Nova Era, completou recentemente 31 anos de atividades, porém, não há muito que comemorar, já que as 14 minas utilizadas para a extração de esmeraldas estão fechadas há cerca de dois anos. De acordo com a comunidade local, o fechamento gera prejuízos e desemprego, o que afeta aproximadamente 120 famílias, sendo que algumas delas afirmam passar por dificuldades financeiras. Ainda segundo informações da direção da Associação de Moradores e Amigos do Garimpo de Capoeirana, muitos moradores do local continuam garimpando todos os dias na “Montoeira”, trecho assim denominado por possuir montes de rejeitos descartados pelas mineradoras, na luta incessante pelo sustento das famílias. A “Montoeira” recebe a visita de muitos homens e mulheres todos os dias, de todas as idades, até de idosos. A situação desses trabalhadores é precária

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Fechamento gera prejuízos e desemprego, o que afeta aproximadamente 120 famílias

e, segundo alguns relatos, apesar de passar o dia no local quebrando pedras, realizando um trabalho pesado, a maioria passa um mês inteiro sem conseguir encontrar nenhuma pedra e, consequentemente, sem conseguir nenhum valor em dinheiro. Com a situação precária na “Montoeira”, a comunidade pede pela reabertura urgente do garimpo.

De acordo com a Cooperativa Mista dos Garimpeiros do Centro-leste de Minas Gerais (COOGEMIG), que é detentora do direito da extração de pedras preciosas no Garimpo de Capoeirana, a entidade recebeu, em 2008, a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), que foi renovada em 2012. Porém, em julho de 2016, em fiscalização

federal para renovação da PLG, O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) exigiu, entre vários itens, a apresentação de Licença Ambiental em dez dias, quando foi solicitada a prorrogação do prazo e a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto à Superintendência Regional de Meio Ambiente do Leste Mineiro (Supran), que foi firmado em maio de 2017. Porém, no mesmo mês, a COOGEMIG teve o pedido de renovação da PLG indeferido sob o argumento do não cumprimento da exigência de apresentação de Licença Ambiental ou documento similar. Mesmo assim, ao longo da tramitação dos processos, a COO-

GEMIG alega não ter perdido nenhum prazo para a apresentação de documentos e afirma que sempre manteve em dia a documentação do local. Sendo assim, recentemente, o DNPM/ANM emitiu um parecer técnico que certifica que a Cooperativa cumpriu todas as exigências e que a renovação foi indeferida erroneamente, sendo que será publicada a renovação do título minerário e aberto um novo prazo para a apresentação da Licença Ambiental, que está em processo de tramitação. Atualmente, a COOGEMIG possui 80 associados, sendo que 14 trabalham ativamente no Garimpo de Capoeirana. Manifestos No último dia 12 de setembro foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Nova Era, ocasião em que foi debatido amplamente o assunto e o impacto social causado aos moradores do Garimpo de Capoeirana. A audiência buscou discutir soluções para que o garimpo fosse reaberto o mais breve possível. Dias após o encontro, uma comissão formada para tomar providências sobre o fechamento se dirigiu à sede da Supram, em Governador Valadares, onde foi entregue o pedido de autorização ao presidente da COOGEMIG para a elaboração do TAC, que as-

sinado, libera a reabertura do garimpo. O assunto foi amplamente debatido durante a reunião ordinária do Legislativo novaerense no último dia 7 de outubro. Já na manhã do último dia 10, uma manifestação foi feita pela comunidade, associados da cooperativa e donos de serviços em frente ao Fórum de Nova Era, com o objetivo que a imprensa regional divulgasse o ato e iniciativas fossem tomadas em prol da reabertura do garimpo. Perigo na “Montoeira” A chegada do período chuvoso torna a situação ainda mais tensa e deixa a população em estado de alerta, já que os montes de rejeitos da chamada “Montoeira” apresentam grande risco à comunidade. Por se tratar de um material muito fino, semelhante a areia, os rejeitos podem escorrer com as chuvas e até invadir casas de moradores do local. Recentemente, uma rua de acesso ao vilarejo foi invadida e impediu o acesso ao trecho. De acordo com alguns moradores, há receio que aconteça uma grande tragédia. “Autoridades responsáveis já foram acionadas, mas é preciso tomar providências com urgência, pois já se passaram dois anos e nada foi resolvido”, desabafou uma moradora do local.


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cultura

6.

Os Morcegos: mais de meio século de história O CENÁRIOS dessa semana foi conversar com o pessoal da banda OS MORCEGOS de Alvinópolis. Deve ser um dos conjuntos de maior longevidade no Estado de Minas Gerais, quiçá do Brasil. Tocam o fino da Jovem Guarda e também repertório atualizado. É uma banda mítica de Alvinópolis, que influenciou todas que vieram depois. Vamos, então, à entrevista. CENÁRIOS: Vocês tem mais de meio século de história. Já pesquisaram pra saber se são uma das que tem mais tempo em atividade? Olha o Guiness book hein? OS MORCEGOS: Acreditamos que seja uma das mais antigas até do Brasil ainda em atividade. Neste quesito, do qual não podemos ter modéstia (rsrsrs), talvez concorramos com Renato e seus Blue Caps. E internacionalmente, podemos perder somente para os Rolling Stones. RSRSRS. . Há também que se destacar que s Morcegos abriram caminhos para várias bandas que surgiram em Alvinópolis, no fim da década de 60 e início dos anos 70. CENÁRIOS: Quando e como surgiu a ideia e o nome da banda? OS MORCEGOS: “OS MORCEGOS” é um Conjunto Musical criado entre o segundo semestre de 1.965 e o primeiro semestre de 1.966. A ideia surgiu quando o então pároco da cidade, Olau de Sales Filho, muito dinâmico, contratou para um Show no Cine Providência, o conjunto “ OS ABUTRES “. O Show “balançou” a cidade. Os Abutres, era uma famosa banda de Belo Horizonte. Sobre o nome, num ensaio, à noite, no Cine Providência, que ficava perto da Igreja Matriz, uns morcegos fizeram uns sobrevôos no palco, de onde o José Silvério teve a

ideia, sugeriu e foi aceita a denominação de OS MORCEGOS, para a banda. CENÁRIOS: Quais foram as dificuldades encontradas pra formar a banda e como foram superadas? OS MORCEGOS: As dificuldades foram muitas, a maior delas, os equipamentos, dos quais não dispúnhamos. Elas foram superadas contando com a boa vontade do Pe Olau e do Sr. Júlio Batista Papa, que nos cederam o equipamentos para as primeiras apresentações. Não podemos nos esquecer de que ninguém tinha formação musical, e os que tocavam algum instrumento, era pelo dom artístico, sem experiência de palco, exceto, Paulo César,Vidrilho (José Silvério), Franquinho e Lete, que chegaram a tocar com a Orquestra Líderes do Ritmo, comandada pelo Sr Júlio Papa. CENÁRIOS: Como foi que adquiriram os primeiros instrumentos? Como eram? OS MORCEGOS: O então baixista Vicente Trindade, se dispôs a comprar a guitarra solo. O Lete, fez um empréstimo de determinado valor (sem data de vencimento, porém com juros, exigência nossa) para que déssemos a entrada num futuro financiamento, para compra de grande parte dos equipamentos. Compramos uma bateria usada, em Carneirinhos, e complementamos com os cedidos pelo Pe.Olau. Um detalhe

peculiar: pela falta de grana, alguns membros da banda chegaram a montar uma guitarra com o corpo construído artesanalmente. Penávamos na afinação da dita cuja. E uma curiosidade: a primeira guitarra a entrar em Alvinópolis, uma Giannini com o corpo vermelho e branco comprada pela Líderes do Ritmo, e que chegou a nos ser emprestada, está hoje como o Neguinho. Uma raridade. CENÁRIOS: E as aparelhagens de som? Quem comprou? E quando davam defeito, como faziam pra consertar? E cordas para os instrumentos e outros? OS MORCEGOS: – Humberto, juntamente com o Sr Júlio Papa, foi a BH, na Mesbla, com o prestimoso aval do Sr. Carlos Fernando Rodrigues, e adquiriram grande parte da aparelhagem. Possíveis defeitos eram corrigidos pelo técnico Duia, na cidade de DomSilvério. CENÁRIOS: Qual era a formação original? Quem permanece na banda até hoje, desde a primeira formação. Quem passou pela banda até hoje e qual a formação atual? OS MORCEGOS: - Sebastião do Nascimento (Tão, de Ruão – in memoriam), na guitarra solo, eu, Humberto Drumond, na guitarra base, Vicente Trindade, no contrabaixo, Paulo César, na bateria, José Silvério, no sax, Franklin e

Lete, como cantores, e José Carlos, na apresentação. Da primeira formação, temos hoje, José Silvério, Paulo Cesar e Humberto Drumond. O Neguinho entrou em 1968, permanece até hoje e nós o consideramos como se fosse da primeira formação. O Sr. Júlio Papa teve passagem com piston.In memorian, passaram: Paulo Rodrigues (piston), Dojão (trombone de vara), e Chico Policarpo (sax), estes últimos oriundos da Orquestra Líderes do Ritmo e da Banda Santo Antônio. E não nos esquecendo do saudoso Melro, que nos acompanhava nas apresentações e shows. CENÁRIOS: Na época antiga, havia uma cena musical em Alvinópolis? Havia festivais em que a turma se juntava para tocar juntos? MORCEGOS: Não. A não ser a Orquestra Líderes do Ritmo, da qual já mencionamos, tocando em bailes. Os festivais da canção vieram depois, creio que a partir da segunda metade da década de 70, mas que teve a participação do Neguinho, juntamente com David de Cindinha, o primeiro, nas dependências do Colégio. CENÁRIOS: A banda era boa para arrumar namoradas? Os morcegos eram namoradores? OS MORCEGOS: Era “otima” - rsrsrsrs. Namorávamos bastante rsrsrsrs.... mas o fã clube não se limitava a Alvinópolis, mas nas várias cidades que chegamos a tocar. CENÁRIOS: Qual era o papel de José Carlos de Lírio na banda? OS MORCEGOS: Apresentador e animador. Ficava com a melhor parte: “conversando” com as fãs, durante os bailes. CENÁRIOS: Qual foi o show inesquecível? OS MORCEGOS: Quando ganhamos o Festival de Jovem Guarda em Car-

neirinhos, disputando dentre muitos Conjuntos, com “OSBRASAS”, de S Paulo, onde fomos “APEDREJADOS” com balas e bombons. Até descobrirmos que a plateia estava jogando balas e bombons, todos nós ficamos achando que fossem pedras, por não estarem gostando. Mas foi o contrário, e acabamos ganhando o festival. Ah! E chegamos a emprestar nosso baixo para Os Brasas, pois o deles havia arrebentado alguma corda, ou algo assim. CENÁRIOS: Qual é o segredo da longevidade da banda? Quando tempo mesmo de Morcegos? Conhecem algum conjunto com mais tempo de atividades? OS MORCEGOS: Amor à música. E também a amizade e respeito que há entre seus membros, inclusive com os novos integrantes, Thiago (violão e vocal), Maurinho (teclado), e com a dupla Ronildson (guitarra solo e vocal) e Nely (vocal). Todos são alvinopolenses, exceto a Nely, que já é assim considerada. Aliás, este novos integrantes vieram revigorar a banda, tanto em qualidade como pela possibilidade de tocar músicas da atualidade e forrós, essenciais para um bom baile. Como dissemos no início da entrevista, no quesito longevidade não somos modestos, pois ainda em atividade frequente somente Renato e Seus Blue Caps e os Rolling Stones. Rsrsrsrs CENÁRIOS: Todos os Morcegos são bem resolvidos na vida e não precisam de cachê para sobreviver. O dinheiro que vocês arrecadam, reinvestem em equipamento? OS MORCEGOS: Sim. Entretanto, os novos integrantes têm o cachê como um adicional para sobrevivência. Infelizmente, nem sempre conseguimos um bom cachê, não somente pela não valorização dos

músicos, pelos contratantes, mas também por causa da concorrência do “kit” voz/violão/teclado e sampler. Até hoje, após pagar o cachê dos novos integrantes, tudo que recebemos foi reinvestido em equipamentos, além de uma contribuição pecuniária que os morcegossauros fazem mensalmente. CENÁRIOS: Vocês mantém a fórmula de tocar só Jovem Guarda ou atualizaram repertório? Se o contratante quiser um show só de jovem guarda, vocês tem repertório pra isso? O que vocês tocam hoje em dia? OS MORCEGOS: Não, Jovem Guarda é nossa linha, nosso perfil, mas nosso repertório é eclético e temos um “ESTOQUE” suficiente para qualquer eventualidade. Além dos sucessos nacionais e internacionais dos anos 60/70/80, estamos tocando também músicas mais atuais, inclusive forrós e boleros, essenciais para um bom baile. Assim, seja para um baile ou para um show, estamos prontos pra tocar o que o contratante desejar. CENÁRIOS: Quais os planos futuros? Não acham importante entrar em algum estúdio e deixar um registro da qualidade de vocês? OS MORCEGOS: Sim. Tocar, tocar, tocar, até quando Deus quiser. As dificuldades para entrar num estúdio são grandes, mas esperarmos poder, a qualquer hora, fazer um registro da Banda Os Morcegos. CENÁRIOS: A apresentação de vocês é uma aula de amor à música e ao prazer de levar felicidade às pessoas. Quem quiser contratar Os Morcegos deve ligar para qual telefone? Deixem contato, email, etc para quem quiser OS MORCEGOS para o seu evento. OS MORCEGOS - Whatsapp: (31) 9.9305-0710 - ( Paulo César)


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cidade

7.

Para Associação Médica, uso político atrapalha Hospital Margarida Entidade afirma que atrasos nos pagamentos de honorários médicos são de oito meses João Monlevade - O médico e representante da Associação Médica de João Monlevade, Antônio Gabriel de Vasconcelos Costa, utilizou a tribuna popular da Câmara Municipal durante a reunião ordinária da última quarta-feira, 16, e teceu duras críticas à atual direção administrativa e provedoria do Hospital Margarida. Antônio Gabriel, que atua no Margarida há décadas, utilizou a tribuna representando a classe médica para expor a situação financeira e administrativa do hospital, principalmente, em relação às dívidas da casa de saúde com médicos e fornecedores. Segundo o médico, a unidade de saúde estaria utilizando

os recursos que seriam para pagar os honorários médicos para quitar outras dívidas, como com fornecedores, e os profissionais estariam há mais de seis meses sem receber seus vencimentos. Ele também foi duro ao criticar a atual gestão administrativa do hospital, a chamada provedoria, mantida pela Associação São Vicente de Paulo e que tem à frente o empresário José Roberto Fernandes. De acordo com Gabriel, a gestão é política e isso afeta a administração da casa de saúde. “Os problemas são sérios e a dívida do hospital só aumentou nos últimos anos. Venho aqui para trazer esse alerta e buscar apoio dessa casa. Há atrasos nos honorá-

rios médicos há oito meses. Também entendemos que a atual gestão do hospital é marcada pelo forte perfil político. Acreditamos que esse fator prejudica na administração do hospital, que necessita de austeridade, gestão enxuta e de contenção de gastos. As entidades que administraram o hospital no passado também enfrentavam problemas, mas os perfis eram técnicos e de formação e vasto conhecimento e currículo na área hospitalar”, destacou o médico. Em defesa da provedoria do Hospital Margarida, o líder do governo no Legislativo monlevadense, vereador Sinval Jacinto Dias (PSDB), afirmou que a gestão do hospital é séria e responsável e

que o seu grupo politico sempre foi o que mais ajudou a casa de saúde. “A verdade é que vocês têm que aceitar que quem mais investiu no Hospital Margarida foi o nosso grupo político. Isso vocês têm que engolir. Essa casa vai ajudar a buscar soluções para o problema do hospital. Não só a Comissão de Saúde, mas todos os vereadores”, afirmou. Empréstimos A questão dos empréstimos na ordem de R$14 milhões que a Prefeitura de João Monlevade pretende fazer através do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para realizar obras de asfaltamento e

calçamento pela cidade ainda tem gerado debates acalorados na Câmara Municipal. Quem tocou no assunto na última quarta-feira, durante a reunião ordinária, foi o vereador Pastor Carlinhos (MDB), que, mais uma vez, criticou o projeto e taxou os empréstimos de vergonhosos. “Volto a dizer, esse empréstimo é politiqueiro, é vergonhoso. Feito para outros pagarem. Esse governo tem é que tomar vergonha na cara. O problema de infraestrutura no bairro Sion, por exemplo, poderia ter sido resolvido há muito tempo, com recursos próprios. Isso é politicagem”, desabafou. Em defesa do governo municipal, o vereador Sin-

val Jacinto Dias lembrou que a capacidade de endividamento do Executivo é de R$200 milhões e que o valor pretendido não afetaria os cofres públicos. “Eu mesmo já votei e aprovei mais de dez empréstimos nos últimos 23 anos nessa casa e nunca causou tanta polêmica. Isso é pura politicagem”, disse. Pastor Carlinhos se referiu ao bairro Sion pelo fato de alguns moradores do local estarem no plenário da Câmara, empunhando cartazes com dizeres sobre a situação estrutural do bairro, em protesto pacífico e silencioso. Os empréstimos solicitados pela Prefeitura têm que ser votados e aprovados pela Câmara Municipal antes de serem efetivados.

Câmara realiza projeto Cidadão Legal no dia 26 João Monlevade - A Câmara Municipal de João Monlevade, em parceria com a Prefeitura e diversas entidades do município, realiza no próximo dia 26, sábado, a 29ª edição do projeto “Cidadão Legal”. O evento será na Escola Estadual Dona Jenny Faria, de 8h às 12h. Serão oferecidas à comunidade várias atividades entre serviços de saúde, vacinação, consultoria jurídica, apresentações artísticas e culturais, oficinas, salões infantil e adulto, pintura facial e distribuição de guloseimas. O Ônibus da Saúde também estará no local prestando atendimento odontológico.

Arquivo / Acom CMJM

O evento será na Escola Estadual Dona Jenny Faria

Além disso, o Cartório de Registro Civil irá emitir segunda via das certidões de nascimento, casamento e óbito. Para isso, o solicitante deverá apresentar a carteira de identidade, o CPF e um comprovante de endereço. Já o Cartório Eleitoral fará o cadastramento biométrico. Neste caso, os interessados deverão apresentar o título de eleitor,

documento oficial com foto e comprovante de endereço atual. Também será realizado o agendamento de 100 carteiras de identidade. Os interessados deverão apresentar os seguintes documentos: certidão de nascimento ou casamento original ou cópia autenticada em cartório sem defeito ou rasura; em caso de divórcio apresentar certidão

de casamento averbada; CPF ou comprovante de situação cadastral no PIS/PASEP originais, caso o cidadão queira inserir estes documentos na identidade; comprovante de residência original. No caso de menores de 16 anos, o pai ou a mãe deverá acompanhá-los. A 29ª edição do Cidadão Legal vai contar com a parceria de diversas empresas e entidades como Rede Doctum, ArcelorMittal Monlevade, SEST/ SENAT, CAT/Sine, Procon, Justiça Eleitoral, Cartório de Registro Civil, cabeleireiro Éder Torres e muitos outros. A locução do evento ficará a cargo de Walex Ribeiro.

Prefeitura abre licitação para reforma da quadra do CEJM

Será realizada, no próximo dia 30, às 14h, no auditório da Prefeitura de João Monlevade, a licitação para contratação da empresa que irá realizar as reformas da quadra do Centro Educacional. A licitação tem valor global estimado em R$ 109.334,68 (cento e nove mil, trezentos e trinta e quatro reais e sessenta e oito centavos), e será considerado vencedor, o licitante que apresentar proposta de menor preço global. De acordo com o Edital publicado pela Prefeitura, as obras a serem feitas são: demolição e troca de reboco, parte do azulejo, cerâmica, vidros nas janelas, troca das portas dos vestiários, reformas do piso, fechamento lateral com telhas galvanizadas, reforço das estruturas metálicas e revisão de parte da rede hidráulica.


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18out2019  

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