Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) O Caramujo Africano (Achatina fulica) é um animal exótico que foi introduzido no Brasil na década de 80. Ele tornou-se uma praga por não haver predador natural que possa controlar a sua população. É um molusco hermafrodita e pode colocar 200 ovos por mais de uma vez ao ano, o que ocasiona grandes infestações em vários estados brasileiros. Devido ao insucesso na substituição ao escargot, vários caramujos foram soltos à natureza. Em ambiente urbano, a população desses moluscos destroem hortas e jardins e são potencial transmissores de doenças parasitárias. O Caramujo Africano pode transmitir dois tipos de doenças quando infectados por parasitas. A angiostrangilíase abdominal, causada pelo parasita Angiostrongylus costaricensis; e meningite eosinofílica, causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis. Esta última é a única que teve casos registrados no país. O acúmulo de resíduos orgânicos, entulhos, pilhas de telhas e tijolos, restos de alimentos, entre outros também servem de refúgios importantes para o Caramujo Africano.
medidas de controle Controle Manual: O controle manual é o mais recomendável no caso do Caramujo Africano, além de se mostrar realmente eficiente, ele tem a vantagem de ser adaptado a qualquer realidade, desde que exista um diagnóstico prévio sobre a biologia populacional do caramujo invasor e ocorra integração e participação social através da educação ambiental. A catação é melhor se realizada nas primeiras horas da manhã ou à noite, horários em que os caramujos estão mais ativos, sendo possível coletar uma maior quantidade de exemplares.
As mãos devem estar protegidas com luvas ou sacos plásticos para evitar o contato com o animal
É preciso descartar tudo, principalmente suas conchas, que podem servir de reservatório para proliferação de mosquitos como o Aedes aegypti.
Cuidados na catação e descarte dos caramujos Para realizar a catação, as mãos devem estar protegidas com luvas ou sacos plásticos para evitar o contato com o animal; Os ovos, que são esféricos, amarelados e ficam semienterrados também devem ser catados; Os caramujos e ovos recolhidos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados; Para enterrar deve-se fazer uma vala com 40 a 80 cm de profundidade, colocar a cal no fundo, despejar os restos do caramujo e em seguida jogar terra e fechar. Lembrando que está prática precisa ser realizada longe de rios, córregos , cisterna e riachos; Outra alternativa é usar solução de cloro (três partes iguais de água para uma de cloro): os ovos e caramujos devem ser deixados totalmente cobertos pela solução durante 24 horas, antes de serem descartados; Jogar água fervente e incinerar também são opções, mas estes procedimentos devem ser realizados com segurança; O material ensacado pode ser descartado em lixo comum, mas é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água, tornando-se possíveis focos para reprodução de mosquitos.
Os caramujos e ovos recolhidos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados
O CARAMUJO AFRICANO ESTÁ A SOLTA! PREVINA-SE E AJUDE A COMBATÊ-LO.
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