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REVISTA Ano 1 - Nº 2 - Março de 2009 Revista mensal de atualidades para os assinantes e anunciantes do projeto Large Lovers

Tendências

Plus size, um novo verbete para o dicionário da moda Estilo de vida

O charme, nada discreto, de fumar charutos Ponto de encontro

Um oásis francês em um bairro de São Paulo

Comportamento

Uma mulher que agora está de bem com a vida


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Chegamos ao número dois com disposição redobrada Ano 1 - Nº 2 - março de 2009

por Roberto Paes Quando lançamos o projeto Large Lovers, há exatos 30 dias, pensamos que choveriam mensagens de desagravo e críticas à nossa política de valorizar as pessoas que estão acima do peso. Na verdade tivemos uma tempestade sim, mas de e-mails elogiando nossa iniciativa e apontando para a ausência de uma publicação deste tipo no mercado editorial brasileiro. É claro que recebemos críticas. Para ser sincero um e-mail que comentava que emagrecer não era uma questão de estética, mas sim de saúde. Concordo com a afirmação desta mensagem. A obesidade traz problemas para a saúde física, mas também alertei esta leitora, quando respondi sua mensagem, sobre os problemas emocionais que a dificuldade de emagrecer causa às pessoas. Nesta edição entrevistamos uma mulher que passou boa

parte de sua juventude correndo atrás de regimes milagrosos e conseguiu apenas acumular frustrações, até o dia em que conheceu seu atual marido, um apreciador de seu tipo físico, e hoje sente-se feliz, amada e de bem com a vida. Ela se preocupa em fazer exercícios e come com moderação, mas não para entrar em um jeans tamanho pequeno ou médio. Além desta entrevista, nossos leitores encontrarão também, uma matéria sobre Simone Fiúza, uma modelo plus size que ganha a vida desfilando modelitos criados para atender quem está acima do peso. Falamos também sobre estilo de vida, gastronomia, pontos de encontro, música, literatura, locais transados para comprar alimentos e bebidas e artigos de colaboradores sobre diversos assuntos. Boa leitura e navegação.

A revista Large Lovers é uma publicação eletrônica periódica editada pela Writers Editora e Comunicação Ltda., dirigida aos anunciantes e aos assinantes do projeto Large Lovers. Os artigos publicados aqui não refletem, necessariamente, as posições ideológicas da projeto Large Lovers e são de inteira responsabilidade de seus autores. Editores Roberto Paes e Francisco Reis contato@largelovers.com.br Jornalista responsável Francisco Reis (MTb: 14.887) freis@largelovers.com.br Comercialização Roberto Paes rpaes@largelovers.com.br Writers Editora e Comunicação Ltda. Rua Prof. Guilherme Belfort Sabino, 1347 - Cj 112 Jd. Marajoara - São Paulo - SP - 04678-002 Tel.: 55 (11) 3729-3534 ou 55 (11) 3628-4825 Web site: www.writers.com.br E-mail: contato@writers.com.br Envie suas colaborações para Large Lovers Para enviar mensagens com sugestões, críticas ou comentários ao conteúdo desta publicação, utilize o endereço eletrônico contato@largelovers.com.br. A partir do segundo número desta revista os emails recebidos serão selecionados e posteriormente publicados em uma seção específica.

Assuntos desta edição e ainda...

8 9 4NossaComportamento entrevistada é uma mulher que na adolescência sofreu com os regimes, mas agora está de bem com a vida.

Tendências 10 O mercado da moda, no Brasil e no mundo, se rende aos que estão acima do peso e surgem as modelos plus size.

Viver Melhor Sua cidade pode ser um lugar melhor. Artigo de Paulo Visani Rossi

Gastronomia São Paulo Restaurant Week chega à cidade e você deve aproveitar

Música 20 Rossa Nova, uma banda eclética no que diz respeito a gêneros musicais

Literatura 21 Dicas sobre livros que vão ajudar você a entrar no mundo da gastronomia

Estilo de vida 14Os charutos parecem escandalosos, mas para quem os fuma não há nada mais charmosas que fumá-los.

de encontro 17QuemPonto Lição de casa 22 Aprenda mora ou trabalha no e preparar um centro velho de São Paulo pode se sentir na França quando visita o Le Tire Bouchon.

risoto de Shitake com medalhões de Filet Mignon

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Editorial


Revista Large Lover 4 Comportamento

Uma mulher que agora está de bem com a vida Quem acaba de conhecer a Rita, custa a acreditar que um dia ela se preocupou com regimes. Com mais de cem quilos, é responsável pela implantação de sistemas de um dos maiores bancos no Brasil, encontra tempo para nadar, se divertir com a família, com os amigos e fazer tudo aquilo que adora.

A paella desta foto foi feita por Humberto Monteiro em uma de suas aulas, no mês de janeiro.


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o entanto, o excesso de peso nem sempre foi uma questão bem resolvida na vida desta paulistana de 41 anos. Durante a entrevista, o rosto sorridente chegou a se fechar, principalmente quando ela lembra de sua infância e adolescência. Rita nos conta que sempre teve tendência para engordar e que sua família a obrigava a fazer um novo regime toda semana. “Até hoje não me esqueço de um maldito regime. Não me lembro o nome, mas sua essência era comer algo diferente todos os dias. Era um saco, eu ficava com fome, mal humorada e tudo isso para entrar numa calça tamanho p”, desabafa Rita. “Mas o que me deixava profundamente irritada durante esta época é que as pessoas não me perguntavam se eu queria ser uma top model. Elas imaginavam o que eu gostaria de ser, ou quem sabe o que elas gostariam de ter sido e transportavam isso para mim”, explica Rita, que não tem raiva da família por agirem assim. Para ela, os pais pensam que estão sempre fazendo o melhor pelos filhos. E assim, os anos vão passando até o dia em que os filhos se tornam donos do próprio nariz e dizem a todos o que querem ser. “Minha família não foge à regra e imagino que muitas famílias pensem da mesma maneira com relação a seus filhos, afinal quem quer ver o filho ser apelidado de ‘bola’, ‘rolha de poço’ ou, no meu caso, ‘baixa combustão’, diz Rita enquanto solta uma tremenda gargalhada. “Provavelmente, quando tiver o meu filho, vou ser um pouco paranóica com o peso dele, não da forma exagerada que minha família foi comigo, mas não vou deixar de ser, com certeza. E a briga vai ser feia porque meu marido é um apreciador de gordas e eu não me espantaria se ele mandasse instalar uma geladeira do quarto do menino”, sentencia Rita enquanto imagina a cena e sorri. Estar bem está relacionado com aceitação pessoal Toda a desenvoltura com que Rita lida com seu peso não surgiu da noite para o dia. Depois de passar por “todo tipo de regime” como ela diz, aceitar-se, ou melhor, amar-se, acabou sendo uma luta quase que diária, muitas vezes, alternando situações felizes e outras bastante irritantes. Ela conta que até hoje, um de seus principais problemas e fonte de grande irritação é encontrar roupas que lhe caiam bem. Mas, ao mesmo tempo, afirma que não existe nada melhor do que chegar em casa e ser chamada de “gostosa” pelo marido. “Eu conheci meu marido há 14 anos, na casa de uns

“... Hoje, se tenho vontade de comer torta de chocolate eu como. Não a torta inteira, apenas um pedaço que me satisfaça. Se tenho vontade de fumar um charuto, fumo. Sei que pode parecer egoísmo, mas se eu não me amar, como poderei amar outra pessoa, ou as pessoas que estão à minha volta? ...”

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Fotos: Roberto Paes


amigos. Eles sabiam que ele gostava de gordas e planejaram o encontro. Lembro até hoje que estava frio, ele estava muito bem vestido e passamos um começo de noite bastante social, conversando entre amigos e trocando alguns olhares”, diz Rita. “No final da noite, quando estávamos na calçada, ele me convidou para ir até uma casa de jazz e lá acabamos trocando nosso primeiro beijo. Nos meses seguintes, passamos a nos encontrar todos os finais de semana e passados alguns meses nos casamos e vivemos felizes até hoje”, conclui Rita. Ela assegura que nunca teve problemas de aceitação. Depois dos 18 anos, sempre saia com as amigas para dançar e azarar os meninos. E modestamente, nunca voltava desacompanhada para casa. A vida dela era namoricos, ou o que hoje se chama de “ficar”. Sempre teve a sensação de ser sexy à sua maneira e que era desejada. Mas, adulta, chegou à conclusão de que nada disso se compara ao amor maduro de

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“Quando as pessoas me vêem na piscina do prédio, dançando de lá para cá, fazendo exercícios esquisitos, elas devem me achar louca ...”

“... ele me convidou para ir até uma casa de jazz e lá acabamos trocando nosso primeiro beijo. Nos meses seguintes, passamos a nos encontrar todos os finais de semana...”

um casamento. Foram nos primeiros anos de matrimônio que ela percebeu o que é ser realmente desejada por alguém que não mede esforços para fazer a outra pessoa feliz. Vivendo como quer, mas sem abusos E ser amada, pelo visto, foi um regime que fez muito bem à nossa entrevistada. Ao longo destes 14 anos de convivência com seu marido, Rita deixou o cargo de chefe de caixas numa agência do banco onde trabalha até hoje e alçou vôos maiores. Passou por diversas áreas, executou diversas funções e cresceu em sua carreira profissional. Quando perguntamos se seu peso causou algum empecilho no emprego, ela responde sorrindo “meus chefes e minha equipe avaliam minha competência e não o meu peso”. Apesar de não sofrer mais nenhuma restrição familiar ao


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aumento de peso e ainda contar com o apoio do marido, Rita não descuida da saúde. Ela regularmente pratica esportes adequados ao seu peso, passa por check-ups semestrais e gosta de se achar “uma gorda equilibrada”. A prática de hidroginástica é sua fonte de equilíbrio, tanto físico quanto mental e quando ela se vê impedida de ir à academia, apela para a piscina do prédio ou da chácara de seus pais. “Quando as pessoas me vêem na piscina do prédio, dançando de lá para cá, fazendo exercícios esquisitos, elas devem me achar louca”, brinca Rita. “Mas eu preciso me exercitar, manter o peso e não ganhar mais”, explica Rita. “Quem sou eu pra passar receita de viver bem”, diz logo de cara Rita quando perguntamos o que ela aconselhava aos nossos leitores. Mas em seguida, com uma feição de quem gostaria de ter ouvido o que ela mesmo ia dizer há muitos anos, respondeu “o que eu aprendi em minha vida é que às vezes passei muito tempo pensando no que as pessoas iam

“Provavelmente, quando tiver o meu filho, vou ser um pouco paranóica com o peso dele, não da forma exagerada que minha família foi comigo...”

“Minha família não foge à regra e imagino que muitas famílias pensem da mesma maneira com relação a seus filhos, afinal quem quer ver o filho ser apelidado de ‘bola’, ‘rolha de poço’...”

achar e esqueci da única pessoa que importa: eu. Hoje, se tenho vontade de comer torta de chocolate eu como. Não a torta inteira, apenas um pedaço que me satisfaça. Se tenho vontade de fumar um charuto, fumo. Sei que pode parecer egoísmo, mas se eu não me amar, como poderei amar outra pessoa, ou as pessoas que estão à minha volta?”, preconiza Rita. Gorda, bem casada, em paz com a balança e feliz com sua vida pessoal e profissional, Rita é um exemplo de mulher que passou por cima das piadinhas na escola, das balconistas que sempre dizem que não tem seu número de roupa e que conheceu alguém que a ama com ela é. Em seu dia-a-dia não há lugar para vergonha, medo e insegurança. Sobram motivos e vontade para curtir a vida da maneira que melhor lhe convier. Algo que ela espera que um dia todos os gordos e gordas possam fazer. O caminho ele já encontrou: amar a si prórpria e ter ao seu lado alguém que a apoie.


Fotos: Paulo Visani Rossi

Revista Large Lover 8 Viver melhor

Árvore repleta de orquídeas na frente do Bistrô Charlô, na Barão de Capanema (ao lado). As orquídeas florescem o ano inteiro nos Jardins (foto acima).

Sua cidade pode ser um local agradável Por Paulo Visani Rossi Sempre quis escrever sobre a cidade de São Paulo, seu povo e suas inúmeras e impressionantes nuances. Assim estreio esta coluna falando de pequenas ações que, ao serem implantadas, mudam o nosso cotidiano e a paisagem de uma cidade que abriga, segundo dados da prefeitura, aproximadamente 11 milhões de habitantes. Adriana Irigoyen é um bom exemplo de como uma ação simples pode repercutir positivamente pela cidade. Ao perceber que muitos dos moradores de seu prédio jogavam orquídeas no lixo, quando estas perdiam a floração, ela decidiu transformar este ato de desperdício em uma ação social e embelezar a cidade. Movida por um espírito de mudança, ela começou a recolher as orquídeas do lixo e amarrá-las nos troncos das árvores que ficam no meio fio da Avenida Nove Julho, em frente ao prédio onde mora. Sua ação solitária incentivou outros moradores e alguns vizinhos. Hoje, com o apoio da empresa de decoração Rubens Flores que lhe doa semanalmente 50 mudas de orquídeas, seu grupo ficou conhecido no bairro, como os Caçadores de Orquídeas. Segundo Adriana, sua intenção é que outros paulistanos façam o mesmo e dêem um novo colorido à cidade. Inspirada nessa ação simples, o Clube Atlético Paulistano lançou uma campanha de doação de orquídeas e já amarrou mais de 400 orquídeas nas inúmeras árvores espalhadas pelo Clube. Charlô Whately é outro personagem paulistano que também é adepto dessa prática há anos. Quem frequenta seu bistrô, na rua Barão de Capanema, tem o prazer de observar duas imensas árvores com mais de 100 orquídeas que florescem o ano todo, deixando a fachada de seu restaurante e a rua ainda mais coloridos. Há quem diga, que o espetáculo das orquídeas é ainda maior em frente ao prédio onde Charlô mora. Mas estes não os únicos exemplos na cidade. Basta andar a pé pelas ruas dos Jardins ou pelo Jardim Europa, que já

Avenida 9 de Julho, o lugar onde tudo começou.

notamos a presença de orquídeas enfeitando as árvores das calçadas e mudando a paisagem urbana. Diante de uma atitude tão simples, mas transformadora, nosso conselho é um só: faça a diferença. Você pode. Paulo Visani Rossi é advogado formado pela PUCSP e com pos graduação na FGV em Terceiro Setor e colunista do site www.cesargiobbi.com.br (sua coluna sai sempre as quartas-feiras). Ajude o Paulo a encontrar novas iniciativas... Se, como o Paulo, você é uma pessoa preocupada com a qualidade de vida dos moradores de São Paulo, ou conhece iniciativas em outras cidades que melhoraram a qualidade de vida dos seus cidadãos, entre em contato pelo e-mail contato@largelovers.com.br e nós teremos prazer em passar sua mensagem para ele.


Fotos: Divulgação

O evento firmou-se como um importante marco no cenário gastronômico de São Paulo. Na edição de verão, entre os dias 2 e 15 de março, participam mais de cem casas. Entre elas, nomes famosos como Bistrô Charlô; Na Cozinha, nova casa de Carlos Ribeiro; Tordesilhas, de Mara Salles; Arábia, Consulado Mineiro, Marcel, de Raphael Despirite; Boa Bistrô, da chef Tatiana Szeles; Octávio Café, Sal Gastronomia, Shintori entre outros. A expectativa da organização do evento é de que mais de 200.000 pessoas aproveitem os baixos preços durante os 15 dias do evento, nos mais de 100 restaurantes já confirmados. No último SPRW, que contou apenas com a metade do número de restaurantes já cadastrados para essa edição, o público estimado girou em torno de 150.000 pessoas. O sucesso do último evento, ocorrido em agosto de 2008, estimulou vários novos restaurantes a se unirem a esse movimento, agitando o turismo gastronômico da cidade. Um comitê formado por importantes nomes de São Paulo avalia os restaurantes inscritos para ter certeza de que só casas de qualidade façam parte desse evento. Estas casas aceitaram o desafio de preparar cardápios diferenciados com entrada, prato e sobremesa a um preço fixo, igual em todas participantes do evento, almoço por R$ 25,00 + R$ 1,00 e jantar por R$39,00 + R$ 1,00. O um real acrescentado na conta será revertido em doação para a Fundação Ação Criança. Hugo Delgado, chef do Obá, comentou que, na ultima edição, já nos primeiros dias do evento a casa “parecia uma festa”, com um aumento expressivo nas vendas. “Que delícia trabalhar com a casa cheia e que lindo quando nossos fregueses de carteirinha nos parabenizam ao ver a casa lotada. É muito positivo contribuir para uma boa causa como a Fundação Ação Criança, e ver nossos funcionários vestir a camisa como voluntários para conseguir o máximo de participação dos clientes”, comentou Hugo Delgado. Para Alessandro Segato, da La Risoteria, trata-se de “um evento inteligente e diferenciado, com forte apelo social, que se tornou um acontecimento anual obrigatório no universo gastronômico de São Paulo”. Mukesh Rebolo, do restaurante Govinda, também expressou sua alegria: “foi uma excelente surpresa do início ao fim. Os clientes tradicionais aprovaram, recebemos inúmeros novos clientes que saíram satisfeitos, a equipe trabalho motivada e a receita foi muito boa. O social foi o ponto forte”, lembrou Mukesh. Emerson Silveira, o empresário responsável por trazer o

Acima o “Polpettone” com mozzarella do Dolce Villa e, ao lado, o Pastel de 3 leches do Oba.

evento Restaurant Week para o Brasil, dono do Bar Câmara, da Vila Madalena, estava muito contente com o resultado do evento no ano passado. “Foram cinco anos tentando emplacar a ideia em São Paulo e todos diziam que não ia dar certo”, afirma Silveira que prepara a organização de eventos do mesmo porte nas cidades do Rio de Janeiro, Recife (entre 20 e 31 de julho) e Brasília (entre 6 e 19 de julho, data sujeita a confirmação). E o lado social fica evidenciado ao verificar o aumento das doações à Fundação Ação Criança. Em agosto de 2007, quando surgiu o projeto do Restaurant Week, a Fundação recebeu uma modesta contribuição de R$ 6.000,00. No segundo ano, em duas edições do evento, a arrecadação subiu para R$ 62.100.00, com a participação ativa de 58 renomados restaurantes. Para saber quais os restaurantes estão participando do São Paulo Restaurant Week, seus cardápios e horários de funcionamento, e se participam só durante o almoço, durante o jantar ou nos dois períodos, entre no site www.restaurantweek.com.br, e pegue todas as informações.

Revista Large Lover 9 Gastronomia

São Paulo Restaurant Week: aproveite os últimos dias


Revista Large Lover 10 TendĂŞncias


O termo plus size está ficando cada vez mais conhecido e usado no mundo da moda. Um sinal de que os consumidores acima do peso estão chamando a atenção de estilistas e das confecções em todo o mundo.

Plus size: um novo verbete no dicionário da moda Para alguns ser gordo ou gorda é um grande problema, mas para Simone Fiúza seus “quilos a mais” lhe valeram o título de modelo e uma carreira de sucesso nas passarelas ma linda menininha, de oito anos de idade, com as perninhas gordinhas, buchechas cheinhas, até meio vermelhinhas, bracinhos “fofinhos” e olhar carinhoso, fez a classe inteira rir ao responder uma pergunta da professora: “Simone, o que você quer ser quando crescer?”. A menina não titubeou e com a sinceridade que só as crianças têm, respondeu: modelo. A classe quase veio abaixo. A professora riu, os amiguinhos riram, todos riram. Simone não. Ficou triste e nunca mais esqueceu desse dia. Depois de quinze anos, encontramos aquela menininha “rechonchudinha”. Bem, agora não mais menininha, mas sim, um bela mulher, jovem, risonha, ativa e, se me permitem os leitores, “com excesso de gostosura”.

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Fotos: Divulgação/Arquivo Simone Fiúza


Simone cresceu e se tornou uma das pioneiras da nova tendência mundial: as modelos plus size. Numa versão literal, tamanho a mais. Na prática, modelos que usam roupas com números a partir do 44. “Fiz faculdade de jornalismo, tive bons empregos, mas um dia, pela internet, descobri que existem modelos gordinhas, que no exterior recebem o nome de plus size”, conta Simone Fiúza. “Fiz meu book (álbum com várias fotos), me inscrevi em uma agência de modelos e começaram a surgir os trabalhos. A partir desse momento, descobri a felicidade. Encontrei o que eu gostava de fazer. E, graças a Deus, hoje vivo da minha carreira”. Quem diria. Como ficariam os coleguinhas de classe de Simone se a vissem hoje desfilando, sendo fotografada para revistas e catálogos de confecções femininas. E ela não pára por ai. Em três anos de atividade, já fez vários desfiles com diferentes tipos de vestuário. Fez comerciais, fotos, campanhas, desfiles em programas de TV, inclusive desfile de lingerie. Para ela, a passarela é algo fascinante, difícil de explicar. “É, um momento mágico, onde posso explorar minha beleza”, diz Simone. “É um momento mágico, mas quando percebo, já acabou. É tudo muito rápido”. E a nova profissão trouxe muita alegria para Simone Fiúza, não apenas pela satisfação de fazer o que gosta, e ser valorizada por isso, mas também pela reação que causa nas pessoas ao falar o que faz. “Quando eu digo que sou modelo,

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“Eu sou gordinha, me alimento bem, faço dieta, faço ginástica e mantenho meu peso com muita saúde. Não quer dizer que eu seja doente ou desleixada pelo contrário, cansei de lutar contra a balança, agora sou amicíssima dela!...” a primeira coisa que eles fazem é olhar para o meu corpo, com aquela cara de ‘mas você é gordinha’, soltam um sorriso, mas aí eu explico na sequência, que sou modelo plus size, ‘gordinha’. Quando estou com meus trabalhos e mostro, elas ficam pasmas, pois a grande maioria das pessoas nunca imaginou que existisse esse segmento. As pessoas ficam chocadas, vejo o espanto ao notarem que de fato, uma gordinha pode ser fotografada de uma forma bonita e sexy e que as gordinhas podem e devem se sentir dessa forma também.” A “ignorânça” é que “estravanca” o progresso Há muitos anos, um quadro em um programa humorístico, o personagem falava que “a ignorânça” é que “estravanca” o progresso. A maioria das pessoas desconhecem esta profissão que está engatinhando no Brasil, mas que faz muito sucesso no exterior, inclusive com modelos brasileiras, que só voltam ao nosso país para rever a família, curtir férias, ou fazer um trabalho muito bem remunerado. Talvez, por discriminarem pessoas acima do peso, seja difícil compreender que existe um mundo igual para todos e do mesmo modo que as magrinhas precisam ver como suas possíveis roupas ficam no corpo, as pessoas que têm um peso acima dos padrões também têm o mesmo direito. E para isso, só com o trabalho das plus size. Simone, de bem com a vida e com o seu peso, garante que ser gorda não atrapalha em nada. “Nunca tive problemas


O longo caminho da descoberta Mas, apesar de nunca ter se importado em sempre estar acima do “peso normal”, Simone passou por aquelas fases de regime. “Na adolescência, sempre encanamos. A sua amiga é mais magra, os meninos olham mais pra ela, ela entra em qualquer roupa. Já encanei muito com isso, mas a partir do momento em que me aceitei e cheguei a conclusão de que este é o meu biótipo, nunca mais estar acima do peso foi problema”, diz sorrindo. Mas até chegar a esta conclusão, passou por regimes e tratamentos para emagrecer. Todo mês era uma dieta nova, um remédio novo, um tratamento que emagrecia 10, 15 quilos e um mês depois, engordava o dobro. “Honestamente, não acho que magreza esteja relacionada à beleza ou à felicidade”, afirma nossa modelo plus size. “Afinal, quem consegue viver à base de alface?”

“Quando eu digo que sou modelo, a primeira coisa que eles fazem é olhar para o meu corpo, com aquela cara de ‘mas você é gordinha’, soltam um sorriso, mas aí eu explico na sequência, que sou modelo plus size, ‘gordinha’.” Simone Fiúza não concorda com a relação: belo = magro, feio = gordo. “Eu sou gordinha, me alimento bem, faço dieta, faço ginástica e mantenho meu peso com muita saúde. Não quer dizer que eu seja doente ou desleixada pelo contrário, cansei de lutar contra a balança, agora sou amicíssima dela! O importante é gostar primeiro de você mesma. Isso é o que te leva a retribuir o sucesso aos outros. Nos EUA, por exemplo, grandes agências têm uma divisão especialmente dedicada as modelos plus size. Nesta categoria se enquadram mulheres com as medidas acima do 44, pode? Nos anos 70, o modelo plus size era a partir dos manequins 36 e 38.” Simone se sente uma “libertadora”. “A parte mais gratificante do meu trabalho é saber que estou ajudado milhões de meninas, mulheres a se aceitarem como são. Acho que consigo transmitir que a felicidade não está apenas no tamanho de roupa, mas sim na forma como você se vê. Então, em vez de ficar em guerra contra minha própria natureza, eu me aceitei e sou feliz”. É claro que isso não significa se descuidar da saúde. “Com 1,70 metro de altura, 110 cm de busto, 110 cm de quadril e 89 quilos, sou uma gordinha muito bonita e que mantém uma rotina saudável”, explica Simone. “Faço caminhadas, me alimento bem como frutas, verduras, tomo bastante água e sempre faço exames de rotinas. Não podemos vacilar. Então, você que também não está dentro dos ‘padrões de peso normais’ se cuide, fique de olho, se ame. Se está acima do peso e se sente bem assim, seja feliz!”

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com relacionamentos, nem amizades. Sou uma pessoa normal independente do meu peso e amada como todas as outras”, garante. “Inclusive, eu acho que os homens gostam mais é das gordinhas”, diz com um lindo sorriso nos lábios. “Para falar a verdade, acho que há gostos variados, tanto os que gostam de gordinhas quanto os das magrinhas. Mas confesso que nunca sofri com isso não. Já tive namorados malhados, gordinhos, magros, lindos, modelos. Afinal, o que seria do azul se todos gostassem do rosa?”


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ode ser que nunca saibamos quem inventou o charuto, mas quem é aficionado pelo sabor, aromas e pela sensação de contentamento e prazer que umas bafarodas são capazes de produzir, há de agradecer este “patrono anônimo do tabaco” por sua descoberta. E se você leitor, acha que são poucos os que têm que agradecer, fique sabendo que o número de adeptos cresce a cada ano, tanto em outros países, quanto no Brasil. Segundo Arthur Avedissian, que durante muitos anos gerenciou no Brasil a conceituada marca de charutos Davidoff e, há dois anos, tornou-se proprietário da Premium Cigars, o número de degustadores tem crescido ano após ano.

Revista Large Lover 14 Estilo de vida

Sem fazer espalhafato Os produtores e os revendedores de charutos, ao contrário do que ocorre com os que produzem e revendem bebidas alcoólicas, são proibidos por lei de propagandear as virtudes de seus produtos. Mas, ao que parece, o boca a boca positivo em torno do charuto tem dado bons resultados. Para Arthur Avedissian, os bons resultados obtidos com a comercialização de charutos reside em diversos fatores, mas, o principal, é que as pessoas estão começando a entender a diferença entre os cigarros e os charutos. Segundo Arthur, os produtos que ele comercializa na Premium Cigars são feitos apenas de tabaco, ou seja, folhas da planta conhecida cientificamente como Nicotiana tabacum e que são submetidas a um processo de secagem e fermentação sem a adição de nenhum produto químico. Já o cigarro, como o próprio Ministério da Saúde adverte, contém mais de 4 mil substâncias tóxicas, além da nicotina e do alcatrão. “Não vou dizer às pessoas que o charuto não causa mal à saúde”, explica Arthur. “A questão é que uma pessoa não é capaz de fumar charutos numa quantidade equivalente à que ela fuma em cigarros e, se pensarmos que o charuto não se traga, os malefícios que ele poderia trazer ao pulmão devem ser bem menores”, finaliza. Outro fator ligado à crescente aceitação do charuto, até mesmo por aqueles que não suportam o cigarro, está ligado ao charme que sua degustação tem. O charuto pode chegar a custar R$ 350,00 a unidade. Os acessórios tem requintes de ostentação. As caixas onde são comercializados são verdadeiras obras de arte. Finamente decoradas com as logomarcas e arabescos que lembram o início do século passado. Existem os umidores, caixas preparadas para armazenar charutos em casa. Elas são feitas ou revestidas de cedro, madeira que não interfere nos aromas do charuto. Algumas são laqueadas, outras possuem um lindo trabalho

“A questão é que uma pessoa não é capaz de fumar charutos numa quantidade equivalente à que ela fuma em cigarros e, se pensarmos que o charuto não se traga, os malefícios são muito menores.”

O charme nada discreto, mas elegante, dos charutos


Para quem pretende se iniciar no “mundo das baforadas”, um conselho sábio é começar sem preconceitos, experimentando charutos de todas as procedências até encontrar aquele mais adequado ao seu paladar.”

de marchetaria, chegando a custar em torno dos R$ 2.300,00. As charuteiras, para você levar seus charutos no bolso são feitas de couro e acomodam de uma a três unidades. Existem as guilhotinas, usadas para cortar a ponta que é levada à boca e os isqueiros, geralmente com chama de maçarico, que, em alguns casos podem chegar a custar R$ 7.500,00. Mas existem charutos, importados e nacionais, que custam em torno de R$ 17,00 a unidade e você não precisa adquirir caixas fechadas do produto. As guilhotinas podem ter acabamento não tão requintado e, algumas vezes, são oferecidas como brinde aos charuteiros e, finalmente, os isqueiros também possuem versões mais modestas, mas não menos eficientes, entre R$ 15,00 e R$ 30,00. Para quem deseja começar

Ninguém sabe ao certo quando, ou quem, criou e fumou o primeiro charuto, mas, certamente, ele caiu nas graças da alta burguesia européia do século XVI e até hoje encanta pessoas do novo e do velho mundo

Charutos e carros têm muita semelhança quando comparamos a quantidade de marcas e modelos existentes em ambos os produtos. Existem os famosos charutos cubanos, os preferidos do nosso presidente, mas também podemos encontrar os feitos na República Dominicana, no Equador, México, Estados Unidos, Camarões, Indonésia, Filipinas e no Brasil. A qualidade de cada um deles está relacionada com a combinação perfeita entre o solo, o clima e a variedade de fumo plantada. Cuba, sem discussão entre quem entende de charutos, tem a melhor combinação do planeta e lá são produzidos os mundialmente conhecidos Cohiba. No entanto, em outros países, como República Dominicana, local para onde foi a maioria dos proprietários das fábricas de charutos da Cuba pré-Castro, e no Brasil, também são produzidos excelentes charutos. Para quem pretende se iniciar no “mundo das baforadas”, um conselho sábio é começar sem preconceitos, experimentando charutos de todas as procedências até encontrar aquele mais adequado ao seu paladar. Quem pode ajudá-lo nesta tarefa é o proprietário ou um funcionário experiente daquela tabacaria onde você pretende comprar. Muito cuidado desde o plantio até a torcedura Quem pensa que é fácil fazer um charuto de qualidade está enganado. Para que uma folha de fumo entre na fábrica são necessários 18 meses, três períodos distintos de seis semanas, que as pessoas do ramo chamam de “seis mágicos”. Nos primeiros seis, a planta do tabaco germina para depois ser transplantada para o terreno onde será cultivada. Nos seguintes, já na terra, a planta se desenvolve e

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Fotos: Divulgação/Emporium Cigars


amadurece. Nos últimos seis, ela é colhida e levada para a res, mas que não enrolam os charutos nas coxas como comufábrica. Lá as folhas são empilhadas e começa o processo mente se pensa, pegam estas folhas, em média quatro, e as de fermentação, que ocorre naturalmente onde as folhas, umeenrolam. Em seguida, as colocam sobre uma folha que é decidas, podem alcançar temconhecida como capote e terFoto: Divulgação/Premium Cigars peraturas de até 60 graus minam a formatação do chacentígrados. Estas pilhas são ruto que é colocado em um abertas várias vezes e o fumo molde de madeira e prensado que está no centro, é passado para adquirir a forma cilíndrica. para as bordas e o que estava Depois de uma hora, as fornas bordas, é levado para o mas são devolvidas ao torcecentro. dores e estes apanham os Depois de terminada a charutos moldados e aplicam fermentação, o fumo é colocasobre eles uma última folha, do em fardos para envelhecer conhecida como capa. Depois durante um período que pode de terminado, o charuto é levariar entre 18 meses a dois vado para uma bitola onde é anos, sendo que alguns fabrimedido e aparado. Em seguicantes podem ir mais longe e da, vai para a câmara de enveguardar seus fardos por até lhecimento, onde passa em mais de uma década, fase que média 21 dias. Depois disso é conhecida como amadurecisão acomodados em suas caimento. Depois, o fumo é levaxas e seguem para as tabado para as mãos dos torcecarias de todo o mundo para dores para que estes façam os serem vendidos. charutos. Mas antes, as folhas Para quem quiser conhecer são trabalhadas e umedecidas melhor o universo dos charupara adquirirem certa elasticitos a Premium Cigars fica na dade. Um mestre charuteiro Av. Paulista, 807, loja 61 e fica determina qual o blend (mistuaberta de segunda a sextara) de folhas que será usado feira, das 9 às 20 horas e aos naquele dia e determina que sábados das 10 às 18 horas. bitola de charutos será proO telefone para contato e duzida. informações é o (11) 3266Os torcedores, que na 5002 e o endereço do site é o Arthur Avedissian, além de comercializar charutos nacionais maioria das vezes são mulhewww.premiumcigars.com.br. e importados é um grande aficcionado pelo produto.

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Construindo um charuto passo a passo 1

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As fotos utilizadas nesta matéria foram gentilmente cedidas pela Emporium Cigars, uma empresa carioca que importa para o Brasil com exclusividade os charutos cubanos. Para conhecer mais visite o site www.emporiumcigars.com.br. Para aqueles leitores que quiserem dar suas baforadas, a Premium Cigars oferecerá descontos especiais na compra de charutos e acessórios.


Fotos: Roberto Paes

Cercado de prédios e construções antigas o Le Tire Bouchon se destaca por seu visual moderno e sofisticado. Um colírio para os olhos.

E

No centro velho de São Paulo, um casal montou um charmoso empório onde se pode comprar vinhos, saborear pratos deliciosos e participar de cursos e eventos

m um sábado à tarde, sob 33º de temperatura, andando pelas ruas do bairro de Santa Cecília, de repente um ar fresco me faz olhar para o lado e ver algo muito diferente, mas, ao mesmo tempo bem conhecido. Uma ampla loja, montada onde havia uma antiga oficina abandonada, oferece à primeira vista, um visual limpo, com excelente iluminação e um pé direito muito alto. O teto de uma antiga oficina recebeu um revestimento especial que imita espuma. Ao fundo, uma estante muito alta na qual se acomodam centenas de vinhos das mais variadas procedências. Mas vinho de qualidade não foi feito para beber. Deve ser degustado. E para isso, nada melhor que um wine bar, ou, como preferem os franceses, um bar a vin. E se você não se julga com o conhecimento necessário

para desfrutar de tudo o que um bom vinho pode lhe proporcionar, não fique constrangido. Atrás da estande com os vinhos, há uma sala com capacidade para 20 pessoas onde são ministradas aulas e degustações. E para garantir a qualidade e características dos vinhos, adegas de vinhos, onde as garrafas são mantidas cuidadosamente a 14 graus. Depois de tudo isso, é impossível sair desse lugar sem levar pelo menos uma garrafa para casa. Neste ponto, a única dúvida é escolher o vinho que melhor se encaixe no seu paladar. Para isso, quatro vendedores foram treinados para explicar minuciosamente cada tipo de vinho e suas características. Na verdade, não são simples vendedores. São sommeliers, pessoas especializadas em vinho que sabem diferenciar um do outro apenas pelo cheiro. No fundo da loja, onde havia um buraco para depositar entulho, surgiu um sofisticado restaurante. Pequeno, com

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Um oásis francês no bairro de Santa Cecília


Anexo ao salão da loja há jum espaço muito aconhcegante para jantar ou apenas passar o tempo degustando uma boa bebida.

poucas mesas, mas muito charmoso. Uma parede com tijolos aparentes acaba em uma outra adega, também climatizada, que armazena alguma preciosidades da casa.

Com um galpão enorme, com teto em forma de arco e a lembrança de um hangar, foi impossível controlar um vôo ainda mais alto. “O Le Tire Bouchon não é apenas um empório de vinhos. É um lugar também para se ter aulas sobre vinhos, se tomar vinho no final da tarde no wine bar, e a noite, em um restaurante charmoso e muito bonito, provar as delícias preparadas com técnica e carinho por um experiente chef”, explica Jean. “Nunca pensei em ter um restaurante, mas a idéia é trazer as pessoas para dentro da loja, assim como o wine bar, os cursos de degustação e harmonização, e, de repente, se a pessoa quiser levar um dos vinhos que saboreou conosco, ele terá a assessoria especializada para fazer a melhor compra”.

Sempre voando

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O famoso já que Mas como um local charmoso sem ser sofisticado, espaçoso sem ser suntuoso, grande sem ser exagerado foi surgir em um lugar que definitivamente não combina com ele. “Estava procurando um local para montar minha importadora de vinhos e queria que fosse perto de casa”, explica Jean Raquin, proprietário do Le Tire Bouchon. “Quando passei e vi o prédio onde funcionou uma oficina mecânica, me apaixonei e fechei o negócio”. Aquela velha e abandonada oficina cativou Jean por dois detalhes. Mais do que estar a apenas 200 metros de sua casa, possuía um teto alto, em forma de hangar, local onde Jean passou a maior parte de sua vida. Aposentado depois de muitos anos na presidência de uma subsidiária francesa do ramo de aviação aqui no Brasil, Jean nunca esqueceu de sua paixão por aviões. Assim como não esqueceu de sua infância nos vinhedos da França onde nasceu. “Sempre fui muito ligado a vinho”, conta Raquin. “Até porque na França não dá para você não se envolver com vinho. Tanto assim que brincamos entre nós dizendo que francês não nasce na maternidade, nasce em tonéis. Sempre quis fazer algo com vinho”. Decidiu trazer vinhos bons, e, principalmente, passar conhecimento para o brasileiro, que não tem costume de beber vinho. “Esse segmento é muito bom, porque você encontra gente linda, que conhece a natureza, trabalhadora, que assume risco, tem uma cultura enorme, são humildes, inclusive aqui no Brasil, são gracinhas de pessoas”, afirma Jean.

No piso inferior é possível participar de jantares harmonizados e de degustações num ambiente que lembra as caves francesas.

A princípio, a idéia de Jean era ter apenas uma importadora. Mas depois, pensando bem na situação, achou melhor ter um local para expor e vender os vinhos. Com isso a importadora ganhou uma loja. Mas, inquieto e com um tino comercial de quem presidia uma empresa aérea, Jean pensou: já que tenho a loja, por que não criar um local onde as pessoas pudessem degustar alguns vinhos?”. E desse pensamento surgiu o wine bar. Para difundir seus conhecimentos e tornar seus clientes conhecedores do que é um bom vinho, pensou-se em aulas. Já que importo, vendo e faço degustação, por que não dar aulas. Assim criou a sala de degustação e harmonização. Entre um gole e outro de um bom vinho francês, outro pensamento: já que as pessoas podem passar um bom tempo aqui, por que não oferecer refeição? É claro que ele não vende “quentinha”. Montou um belo restaurante que também serve para a preparação de pratos que são harmonizados com os vinhos. E todas as previsões de Jean deram certo. O restaurante que foi criado a princípio para auxiliar nas harmonizações,


começou abrindo duas vezes por semana, só para o jantar e hoje já funciona de terça a sábado para janta, mas já existe uma forte pressão para que ele abra para almoço, pelo menos às sextas e sábados. Mas já atende grupos especiais, inclusive para almoço, é só reservar. A cozinha não é apenas francesa. O cardápio é variado e de acordo com o vinho que o cliente pretende tomar, há sempre um prato que combina perfeitamente. E o sucesso foi apenas com a propaganda boca-a-boca. O amigo que conta pro amigo e assim vai. Prós e contras O Brasil é um dos poucos países do mundo, onde se encontram vinhos de todos os países. Isso é muito bom, porém, exige de quem tem a tarefa de selecionar um bom vinho, muito conhecimento. Experiente, o proprietário do Le Tire Bouchon, trouxe vinhos de regiões específicas, como da Córsega e fez um trabalho de educação. O resultado é que há dois ou três anos ninguém queria beber vinho rose. Hoje, ele conseguiu mostrar que existem ótimos vinhos desse tipo, sendo que muitos deles já caíram no gosto de seus clientes. “Vamos tentar explorar também o lado de formação, aumentando as atividades de palestras, cursos, de degustações, harmonizações que é onde você coloca em prática a parte teórica e o cliente conhece uma maior variedade de vinhos”, explica Jean. No Le Tire Bouchon, o cliente encontra vinhos de outros importadores, que foram escolhidos e são provenientes de 14 países. Para ter uma proposta completa, é preciso ter os vinhos que correspondam ao perfil que você deseja com o tipo de vinho e o preço. O paladar brasileiro, segundo Jean Raquin, é formado pelo chileno e argentino. Por isso oferece vinhos argentinos e chilenos. Para atender um fatia específica, ele tem os vinhos kascher,

apreciados pela comunidade judáica, que não come nem bebe nada que não seja produzido segundo suas tradições. O vinho não tem nada de diferente no processo de produção, a única diferença é que um rabino acompanha o processo para garantir que não haja a ruptura de continuidade, o que tira a qualidade kascher do vinho. Também é possível encontrar no Le Tire Bouchon, vinhos orgânicos. O vinho em si não tem diferença nenhuma, o que diferencia é a maneira de trabalhar do produtor que não usa produtos químicos, só adubos naturais e filtra o mínimo possível. O ideal seria decantar tudo, porém, isso requer grandes quantidades, longos períodos o que inviabiliza economicamente esse tipo de processo. Para quem não sabe ler em francês, le tire buchon, em português, nada mais é do que o nosso conhecido saca-rolhas. Se você quiser conhecer esse francês, genial como Zidane, mas muito mais educado e gentil, e ver o que o sonho e um belo projeto podem fazer, passe no Le Tire Bouchon, na rua Barão de Tatuí, 285, Santa Cecília. Informações pelo telefone (11) 3822-0515, ou no site: www.letirebouchon.com.br.

Na foto ao lado uma gôndola com produtos alimentícios, um complemento necessário a quem comercializa bebidas. Na foto acima Jean Raquin e Nina Bastos, os responsáveis pela transformação do galpão de uma oficina mecânica num oásis de sabor, conforto e sofisticação.

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O Le Tire Bouchon tem um espaço reservado para a realização de cursos, uma sala bem montada e com todos os recursos necessários.


Fotos: Divulgação

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Alegria e simplicidade aliados ao bom gosto. Este é o tempero usado pela banda em seu primeiro CD (detalhe).

Rossa nova começa a dar frutos Três amigos unem-se e fazem um som que impressiona pela alegria, vitalidade e por suas belas letras. O que Raul Seixas tem a ver com samba? A princípio nada, mas é dessa mistura que sai a essência musical que deixa todo mundo “Maluco Beleza”. Juka, Bezão e Xamã se reuniram para mostrar o que sabiam de música e desse encontro, surgiu a nova MPB – Mistura Popular Brasileira. O ritmo vai do rock rural passando por baladas, moda de viola e até mesmo música tribal, com identidade própria. E o produto final é tão bom, que o grupo já gravou pelo “selo” Circuito Musical, seu primeiro trabalho fonográfico, o CD ROSSA NOVA. Inovando não apenas na música, mas também em ações, quem compra o CD, ganha três sementes de ipês: roxo, branco e amarelo, com folhetos explicativos de como plantar. Além de mostrarem seu talento através da música, procuram estimular a conscientização sócio-ambiental como uma forma diferenciada de uma nova consciência solidária. A música “Mantra” é uma homenagem ao Ano Internacional do Planeta Terra, instituído pela ONU no ano passado. E o Rossa Nova já voa longe, está lançando o CD na Espanha, pela gravadora Discmedi, de Barcelona, pela iniciativa da Circuito Musical. Bezão havia tocado em um grupo de samba junto com o amigo Xamã, que, muito eclético, além de gostar de pandeiro, havia participado de uma banda cover de Raul Seixa. Ao encontrar Juka, jamais poderia imaginar que teria naquele novo amigo, um parceiro de letras e de músicas. Foi num dos encontros que Xamã fazia em sua casa para

reunir os amigos, que Bezão apresentou-lhe Juka. A partir daí, os três criaram uma amizade sem igual. A casa de Xamã passou a ser o cenário para os ensaios, até que receberam um convite de Nilton Bustamante, para participarem do sarau “Sopa de Letrinhas”. Durante esta apresentação, Bezão e Juka convidaram Xamã para subir ao palco e assim formou-se o grupo ROSSA NOVA. A popularidade e qualidade do trabalho acabaram levando o grupo ao Estúdio Haick, em São Paulo, de onde saiu o CD “ROSSA NOVA”, que ficou pronto em quatro meses. A princípio, eram apenas 14 músicas, mas alguém teve a idéia de incluir uma 15ª canção, e ela saiu em 24 horas, e é um dos destaques do CD. “Bagagem” conta a história do grupo e de seu atual momento. “Ao raiar do dia faço a prece pra buscar, força da magia na poeira do meu chão, como companheiros, meus amigos, meus irmãos....”. Das 15 canções, 13 são de autoria dos próprios rapazes. O repertório é uma mistura de sons que reflete a personalidade do “ROSSA NOVA”. Canções que falam de amor, da relação com a natureza e da maneira de se encarar a vida, convidam a sonhar, nos envolvendo numa viagem musical além do imaginário. O ROSSA NOVA já está em estúdio gravando seu segundo CD. Para conhecer a banda ao vivo, ela se apresenta sempre na primeira quinta-feira de cada mês no Ao vivo music, no bairro de Moema, São Paulo. Para mais informações visite o web sites www.aovivomusic.com.br ou www.rossanova.com.br.


Rico em informações do folclore e história, este livro é uma celebração que enche os olhos e instiga o apetite. Aqui, Caloca Fernandes, Senac São Paulo e Sonia Robatto, Editora Estúdio, promovem a recuperação das características mais autênticas da culinária nacional, num conjunto em que o requinte do conteúdo e o bom gosto da forma aliam-se para fazer uma fascinante viagem gastronômica através do Brasil. Uma obra de categoria tornada possível graças ao patrocínio da Fundação Nestlé Brasil, viabilizado pelo Ministério da Cultura no âmbito da Lei de Incentivo à Cultura. Os Sabores do Alentejo História, vinhos e receitas 1ª edição, 2006 Senac - 232 págs. - capa flexível R$ 45,00 Neste livro, o autor fala da região do sul de Portugal que, da reputação de pobre e produtora de maus vinhos que detinha na primeira metade do século XX, passou a ser talvez a que apresenta o melhor padrão de qualidade do país em cerca de cinqüenta anos de esforço e modernizações. Indica três roteiros para que os aficionados do vinho, além das tradicionais herdades, suas castas de uvas autóctones, suas modernas adegas e seus principais rótulos. Conheçam também as lindas cidades dessa região portuguesa marcada pela influência cultural de fenícios, romanos, celtas, visigodos e árabes, povos que invadiram a região ao longo da história. Em poucas pinceladas, Záckia escreve sobre o rico patrimônio histórico, descrevendo as ruelas de casas brancas de cal, as antigas mansões senhoriais, os castelos medievais, monumentos e os locais de interesse, museus e, lista os restaurantes. Certo de que os amantes do bom vinho se interessam também por cultura e pela boa mesa, Záckia dedica um capítulo à história da gastronomia do Alentejo e outro ainda às receitas tradicionais de uma cozinha saborosa e variada, que hoje atrai turistas de todo o mundo. Os Sabores da Borgonha Emmanuel Bassoleil 2ª edição, 2008 Senac - 264 págs. - capa flexível R$ 55,00 Considerada o coração da França, a Borgonha é conhecida em todo o mundo, como uma das mais importantes regiões vitivinicultoras desse país e um centro de cultura gastronômica. Neste livro, Emmanuel Bassoleil, premiado chef francês nascido em Dijon e radicado há vinte anos em São Paulo, mostra a rica culinária borgonhesa com a experiência de quem cresceu numa família de gour-

mets e iniciou sua formação profissional aos 15 anos de idade. Bassoleil apresenta alguns dos melhores pratos da cozinha borgonhesa, preparados a partir de ingredientes típicos da região, e indica ainda os vinhos com os quais se harmonizam. Integram a parte culinária, formando um menu completo, seis receitas de alguns dos chefs estrelados da Borgonha. Completam esta edição, um capítulo sobre a história e a cultura da Borgonha e uma entrevista com Emmanuel Bassoleil, assinados por Maria da Paz Trefaut, além de um capítulo do enólogo Jorge Lucki sobre os excepcionais vinhos borgonheses. Os sabores da Borgonha é mais uma publicação do Senac São Paulo destinada a enriquecer o conhecimento e aprimorar o paladar de estudantes, profissionais e apreciadores da boa mesa. Comida e Vinho Harmonização Essencial José Ivan Santos e José Maria Santana 1ª edição, 2008 Senac - 180 págs. - capa flexível R$ 40,00 O Senac São Paulo traz para o amante da cozinha um livro que aborda um problema crucial para aquele que transita pela gastronomia, Comida e vinho: harmonização essencial. Trata-se de como oferecer a bebida certa que complementa os sabores dos alimentos presentes num prato. Comida e vinho, juntos, garantem o prazer de uma boa refeição, e sempre foram parceiros ideais. Mas para que esse casamento seja realmente saboroso há um segredo: a harmonização. O livro percorre as várias instâncias do sabor e do saber reconhecer as diferentes texturas não só dos alimentos, como também dos vinhos, procurando estabelecer não regras fixas, mas um conjunto de compatibilizações possíveis e agradáveis ao prazer da boa mesa. É mais uma importante referência para chefs, professores, estudantes e demais profissionais ligados ao mundo da gastronomia, como jornalistas e críticos da área. Azeite – História, Produtores, Receitas Luciano Percussi 2ª edição, 2007 Senac - 288 págs. - capa flexível R$ 55,00 Neste livro, o autor coloca sua experiência como empresário do ramo da gastronomia e enologia a serviço da apresentação de um alimento muito tradicional em nossa cultura: o azeite de oliva. Aliando receitas culinárias criadas e testadas pela chef Silvia Percussi a um roteiro para a degustação do azeite, o texto proporciona ao leitor não só indicações sobre pratos de execução simples em que esse óleo é um componente importante, como ensina e comenta a maneira de melhor identificar suas características mais sutis. Rico em informações culturais e técnicas, Azeite história, produtores e receitas é um livro que certamente agradará aos mais variados paladares. Indo dos iniciantes na arte da cozinha aos profissionais da culinária, empresários do comércio e do público em geral.

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Revista Large Lover 21 Literatura

Viagem Gastronômica através do Brasil Caloca Fernandes 8ª edição, 2007 Senac - 258 págs. - capa dura R$ 110,00


Risoto de shitake com medalhões e filetes de alho

Revista Large Lover 22 Lição de casa

Por Humberto Monteiro O risoto leva em média 20 minutos para ficar pronto e deve ser servido rapidamente. Já os medalhões levam cerca de seis minutos para atingirem o ponto de serem servidos. Por isso, comece o preparo do prato pelo risoto e, quando faltar pouco para que ele esteja pronto, comece a preparar o filet. Lave, limpe bem os cogumelos e em seguida corte-os em fatias com aproximadamente cinco milímetros de espessura. Descarte os caules se eles ainda não tiverem sido retirados. Leve ao fogo em uma frigideira de bordas altas e derreta metade da manteiga junto com o azeite de oliva. Acrescente o shitake e refogue-os por quatro ou cinco minutos, mexendoos para que cozinhem por igual. Passados esse tempo, retireos da frigideira com uma escumadeira e reserve-os. Despeje em uma panela, a manteiga e o azeite usados para refogar os cogumelos e acrescente a manteiga restante. Quando o líquido estiver homogêneo, acrescente o arroz e deixe-o fritar por mais ou menos quatro minutos mexendo sempre. Em seguida, despeje o vinho branco na panela, mexa suavemente até evaporar. Quando o vinho evaporar, acrescente duas conchas de caldo de legumes ao arroz e mexa-o suavemente, sem parar. Quando o líquido tiver sido absorvido pelo arroz, acrescente outras duas conchas e repita o procedimento até que o arroz esteja cozido. O cozimento levará em torno de 20 minutos e serão necessárias de oito a dez conchas de caldo. Após 10 minutos de cozimento, acrescente os cogumelos ao arroz e continue mexendo continuamente e de forma suave para não quebrar os grãos. Depois de finalizado o cozimento, acrescente o queijo parmesão ralado (se possível rale o queijo antes de iniciar o preparo, não utilize queijo ralado pronto). Mexa uma última vez, tape a panela e aguarde um ou dois minutos antes de destampar. Este será o momento ideal para acertar o sal e usar o arroz para a montagem dos pratos que serão servidos. Coloque os filés em uma assadeira, ou prato, ou tábua de cortar e polvilhe em ambos os lados uma pitada de sal e pimenta-do-reino. Coloque uma frigideira antiaderente para aquecer e despeje o azeite e a manteiga para que sejam derretidos. Quando o líquido estiver homogêneo, coloque os filés para serem fritos, três minutos de cada lado. Isso fará com que eles tenham poucos milímetros de sua parte externa fritos e o interior ainda mal passado. Após retirar os medalhões e colocá-los nos pratos onde serão servidos, despeje as lâminas de alho na frigideira e deixe-as dourar. Cuidado, elas douram rapidamente. Assim que as lâminas de alho estiverem douradas, retireas da frigideira e despeje uma pequena porção delas sobre os filés. Em seguida, coloque uma porção do risoto ao lado deles. Polvilhe a salsa picada sobre o risoto e use um pouco dela para decorar o prato, assim como os filetes de alho também. Harmonização O sabor do shitake, do parmesão e dos filés (de carne vermelha) pede um vinho tinto elaborado com uma uva potente, de cor e intensidade fortes, com aromas e sabores que lembrem frutas vermelhas, especiarias e, além disso, uma nota de madeira. Um vinho de bom corpo, com boa acidez,

taninos leves e boa graduação alcoólica. Quando testamos esta receita, optamos por um Cabernet Sauvignon Reserva, safra 2005, que nos foi gentilmente enviado pela Cooperativa Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. O casamento entre o prato e o vinho foi aprovado por todos que o degustaram. Ingredientes para o risoto 160 gramas de arroz Carnarolli ou arbóreo. 150 gramas de cogumelos shitake frescos. 1 litro de caldo de legumes. 80 gramas de manteiga com sal. Meia taça de vinho branco seco. 1 maço de salsa. 40 gramas de queijo parmesão em pedaço. 1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem. Ingredientes para os medalhões 300 gramas de filet mignon (4 medalhões) . 70 gramas de manteiga. Sal e pimenta-do-reino. 50 gramas de alho cortado em lâminas.


Revista Large Lover 23

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A Sociedade da Mesa tem um presente especial para você . leitor da revista LARGE LOVERS. A Sociedade da Mesa leva com exclusividade a seus associados as melhores seleções de vinhos, cursos, viagens e acessórios, e mais do que isso, uma oportunidade única para entrar no mundo do vinho. Como funciona a Sociedade da Mesa Todos os meses o sócio recebe uma caixa de vinho de 4 ou 6 garrafas juntamente com o informativo. No informativo encontrará uma descrição do vinho que o acompanha com a indicação de qual será o vinho do mês seguinte e seu preço. Em caso de não querer receber o próximo vinho, o sócio pode suspender seu recebimento avisando por e-mail (atendimento@sociedadedamesa.com.br) ou telefone. No mês seguinte, receberá somente o informativo pelo correio.

O sócio pode suspender o recebimento do vinho quantas vezes quiser. O preço por garrafa poucas vezes superará os R$ 35,00 Não há quota de associação ao clube.

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Ed. 2 - Ano 1 - 03/2009