Modelo de Programa Educativo para o combate a violencia contra as mulheres-PT
Modelo de Programa Educativo para o combate à violência contra as mulheres.
Ensino básico e secundário.
Dezembro de 2025
Autoria do relatório
Equipa de Consultoria Socioeducativa Capicúa: Marina Leanez, Anna Rodríguez Casadevall e Davinia de Ramón Felguera.
Revisão e contributos
Secretariado Técnico e Presidência da Iniciativa para Prevenir e Erradicar a Violência contra as Mulheres (IIPEVCM) e Divisão de Género da Secretaria-Geral IberoAmericana (SEGIB).
ÍNDICE
1. Introdução
2. Resultado do diagnóstico
3. Objetivos centrais
4. Decálogo para a utilização adequada dos guias
5. O antidecálogo: o que este modelo não é
6 Estratégias pedagógicas que encontrará nestes guias
7. Competências e resultados de aprendizagem
8. Fio condutor dos guias: metodologia de desafio
9. Guias dos desafios: ensino básico e secundário
Guias para o ensino básico (9-12 anos)
Desafio 1:Todos somos diferentes
Desafio 2: Colocar-se no lugar do outro
Desafio 3: À procura de estereótipos
Desafio 4: Construímos um mundo mais justo
Desafio 5: Bom tratamento e mau tratamento
Desafio 6: Cuidar de nós é importante
Guias para o ensino secundário (13-16 anos)
Desafio 1: Compreender a interseccionalidade
Desafio 2: Empatia e diversidade
Desafio 3: Identificar estereótipos de género
Desafio 4: Construir novas perspetivas
Desafio 5: Reconhecer sinais de violência
Desafio 6: Atuar desde o cuidado
10. Indicadores de padrões de qualidade
10.1 Indicadores de resultados
10.2 Indicadores de impacto
11. Lista de recursos e referências por país
11 1 Recursos práticos
11.2. Referências por país
Introdução 1
O presente Modelo de Programa Educativo (MPE) é uma ferramenta desenvolvida pela Iniciativa Iberoamericana para Prevenir e Erradicar a Violência contra as Mulheres (VCM) destinado às escolas Este material resulta de um processo de auscultação de atores-chave de oito países ibero-americanos (Andorra, Bolívia, Colômbia, Espanha, Panamá, Portugal, República Dominicana e Uruguai), no qual foram recolhidos, sistematizados e analisadosos temas prioritários e as linhas estratégicas que nortearam a sua elaboração O seu objetivo é ir além da mera consciencialização, focando-se no profundo processo de mudança cultural desde a base da convivência escolar
O MPE representa um roteiro abrangente, organizado para garantir a coerência e a qualidade das intervenções nas escolas. O material é especificamente dirigido a agentes educativos que trabalham com dois públicos cruciais: Ensino Básico (9 aos 12 anos) e o Ensino Secundário (13 aos 16 anos)
Nas páginas seguintes, apresentamos um conjunto de atividades estruturado em torno de “Desafios” pedagógicos. Estes desafios temáticos abordam conteúdos essenciais, que vão desde a compreensão das desigualdades e o questionamento dos estereótipos de género até à ativação segura de protocolos de apoio e à promoção da responsabilidade partilhada A metodologia baseada em desafios garante que os alunos estão envolvidos ativamente na procura e na construção de soluções
Cada sessão é estruturada com um foco claro na ação e na aquisição de competências que visam capacitar os alunos como agentes de mudança A aplicação deste Modelo visa consolidar os espaços educativos como ambientes seguros, equitativos e livres de violência, refletindo a visão da Iniciativa
A implementação eficaz deste modelo está intrinsecamente ligada e complementada por uma estratégia de formação abrangente Esta estratégia fornece orientações detalhadas sobre os fundamentos conceptuais que sustentam o MPE e sobre a metodologia ativa necessária para a sua correta aplicação nos diversos contextos educativos Recomenda-se a consulta desta estratégia para reforçar a utilização do modelo
Resultado do diagnóstico 2
Entre os meses de junho e agosto de 2025, realizou-se o diagnóstico para a elaboração do Modelo de Programa Educativo Nele foram recolhidos, sistematizados e analisados os contributos obtidos na fase de consulta junto de atores de oito países ibero-americanos participantes (Andorra, Bolívia, Colômbia, Espanha, Panamá, Portugal, República Dominicana e Uruguai), com o fim de identificar prioridades, boas práticas, atores-chave, dificuldades, desafios comuns e linhas estratégicas
A análise permitiu identificar padrões comuns, desafios partilhados e prioridades regionais, lançando as bases para a elaboração do Modelo de Programa Educativo Com base na divulgação do relatório e nas sessões de diálogo com os países, definiu-se uma série de consensos, refletindo os pontos de convergência mais relevantes entre os contextos nacionais. Estes consensos foram organizados de acordo com a frequência com que os países os identificaram como prioridades para a elaboração do Modelo Foram revistos em relação aos acordos alcançados durante o processo participativo e comparados com os resultados do diagnóstico
Com vista a propor uma formação contextualizada, prática e com ferramentas úteis, foram priorizados os três itens mais frequentes em cada categoria Os restantes aspetos, embora não prioritários, foram também incorporados na proposta final
A partir deste processo, os consensos alcançados são agrupado em três dimensões principais: conteúdo, princípios e metodologia.
1. Conteúdo Interseccionalidade
Estereótipos sociais e de género
Deteção precoce de sinais de violência contra as mulheres. Prioritários
Complementares
Violência sexual e gravidez forçada
Educação sexual abrangente e direitos humanos
Masculinidades não violentas.
Violência digital
Normalização da violência
Cuidados
2. Princípios
3. Metodologia
Adaptação aos contextos culturais, territoriais e educativos
Envolvimento ativo das famílias e das equipas de direção
Abordagem interseccional/inclusiva/diversificada
Flexibilidade metodológica.
Metodologias ativas, participativas e vivenciais
Trabalho coletivo
Metodologia fundamentada na prática escolar
Avaliação e atualização sistemáticas
Utilização de recursos digitais e redes sociais.
Institucionalização da formação
Apoio institucional
Desmantelamento das estruturas patriarcais
Envolvimento da comunidade educativa
O diagnóstico permitiu a construção de um quadro partilhado de significados entre os países, consolidando consensos sobre os eixos conceptuais, os princípios pedagógicos e as condições de implementação necessárias
Objetivos centrais 3
Este Modelo de Programa Educativo (MPE) é uma ferramenta concebida para a comunidade educativa. O seu propósito é promover a mudança cultural na prevenção da Violência contra as Mulheres (VCM), intervindo precocemente sobre os estereótipos de género e alinhando a prática pedagógica com os compromissos de igualdade da Iniciativa Iberoamericana para Prevenir e Erradicar a Violência contra as Mulheres
O material pretende ser um instrumento transformador com um duplo propósito:
Promover a mudança cultural
Reforçar o trabalho da Iniciativa
Ser uma ferramenta clara e prática para questionar os estereótipos e as manifestações de violência normalizada que sustentam a VCM no meio escolar, gerando novas formas de convivência baseadas no respeito e nos bons tratos.
Dar continuidade e reforçar o trabalho que a Iniciativa já realiza na prevenção da violência, proporcionando um quadro pedagógico de qualidade que garanta a coerência e a replicabilidade das estratégias na região
1. Os guias são flexíveis.
Adapte-os de acordo com o seu contexto, recursos e tempo disponíveis e as características do grupo.
2. Utilize os guias como ponto de partida.
Este Modelo pode ser implementado de forma independente No entanto, recomenda-se a consulta da Estratégia de formação para o combate à violência contra as mulheres. Ferramentas para agentes educativos do ensino primário e secundário, para compreender o seu enquadramento conceptual e a sua articulação com outras ações formativas
3. Esteja atento à sua linguagem.
Utilize uma linguagem inclusiva e aberta Substitua as categorias fechadas (“raparigas/rapazes”, “migrantes/locais”) por expressões que reconheçam a diversidade (“pessoas com diferentes experiências”, “formas de ser e estar no mundo”) O objetivo não é “adivinhar desigualdades”, mas sim observar a realidade com empatia e pensamento crítico
Convide as famílias, as equipas de direção e os professores a participarem como cofacilitadores/as ou acompanhantes O seu envolvimento fortalece o compromisso e o impacto coletivo.
6. Promova o compromisso dos alunos.
Os compromissos que surgem em cada desafio permitem que as crianças e os adolescentes se tornem agentes de mudança, tanto dentro como fora da escola
7.Acompanhe, não imponha.
O seu papel é facilitar a reflexão, gerar questões e promover espaços de diálogo Trata-se de apoiar os processos de pensamento crítico e não de oferecer respostas definitivas.
8 Evite reforçar estereótipos
Faça perguntas abertas (“Porque é que esta mensagem não trata todos de forma igual?”, “De que outra forma poderia esta situação ser expressa?”) e incentive a reflexão sem atribuir culpas.
Educar para a igualdade passa por criar ambientes de respeito onde seja possível questionar as desigualdades através da empatia, da escuta e da colaboração Dar prioridade ao autocuidado previne a revitimização no espaço educativo e protege a exposição de raparigas, rapazes e adolescentes.
10 Utilize os indicadores como ferramenta de melhoria
Utilize os indicadores propostos para identificar como o Modelo se integra na prática diária
Estes indicadores permitem observar o progresso específico da comunidade educativa, destacando as mudanças que ocorrem nas salas de aula e nas escolas.
Oantidecálogo:oqueestemodelonãoé
1. Não se trata de uma receita de pastelaria.
Foi concebido para ser flexível e adaptado às necessidades, capacidades e realidades de cada país, escola e grupo.
2 Não eliminará a violência contra as mulheres na sua escola
Este modelo é uma ferramenta para continuar a abrir caminho, mas não oferece, por si só, uma solução para o problema
3. Não se destina a qualquer agente educativo.
Destina-se a pessoas que conhecem e têm formação prévia na matéria
4. Não é um documento fechado.
É um documento vivo e em constante revisão: deve ser enriquecido pela prática, pelo feedback e pela experiência de quem o implementa.
5 Não substitui o compromisso institucional
Requer apoio político, recursos e acompanhamento contínuo para gerar um impacto real
6. Não se aplica isoladamente.
A sua eficácia depende da integração com as políticas educativas, os planos de convivência e outras iniciativas de formação na escola
7. Não procura homogeneizar experiências.
Promove uma diversidade de abordagens e reconhece que não existe um único caminho para a igualdade e para o cuidado.
8. Não é uma lista de atividades.
Os guias não são exercícios isolados, mas sim parte de um processo pedagógico integral que visa a mudança cultural
9. Não garante resultados imediatos.
Atransformação educativa e cultural exige tempo, coerência e continuidade
10. Não se trata de um recurso para transmitir conteúdos, mas sim para provocar reflexão.
O seu objetivo é ativar o pensamento crítico, o diálogo e a ação coletiva, mais do que oferecer respostas definitivas
Estratégias pedagógicas que encontrará nestes guias 6
Aqui encontrará todas as metodologias, princípios orientadores, estratégias metodológicas e ferramentas utilizadas nos guias desenvolvidos neste documento Para aprofundar estes conceitos, consulte o documento Estratégia de Formação, apresentado em conjunto com este documento
Aprendizagem baseada em projetos (ABP)
Aprendizagem baseada em desafios (ABD)
Metodologia
Princípios orientadores
Estratégias metodológicas
Teatro Participativo
Educação popular
Educação emocional
Ética digital
Análise e reflexão crítica
Princípios artísticos
Trabalho cooperativo
Aprendizagem experiencial
Aprendizagem artística
Aprendizagem expressiva
Aprendizagem reflexiva
Reflexão guiada
Simulação de Intervenção
Estudos de caso
Expressão através das artes
Análise dos media audiovisuais e redes sociais
Análise de recursos comunitários
Ferramentas
Reflexão coletiva
Teatro fórum
Murais de ação coletiva
Círculos de reflexão
Dramatização crítica
Diálogo orientado
Competências e resultados de aprendizagem.
Esta secção define as competências que ambicionamos que os alunos desenvolvam entendidas como a capacidade integrada de mobilizar conhecimentos, competências, atitudes e valores em contextos reais e materializam-se nos resultados de aprendizagem (RA), ou seja, aquilo que os alunos saberão, compreenderão e serão capazes de demonstrar ao concluir o processo formativo Esta articulação permite orientar o planeamento da ação de formação para resultados concretos e mensuráveis e alinhados com os objetivos deste modelo, promovendo a prestação de contas e garantindo que cada competência se manifesta em comportamentos observáveis
Desafio 1
INTERSECCIONALIDADE
Foco: diversidade e empatia
Desafio 2
INTERSECCIONALIDADE
Foco: género
Desafio 3
ESTEREÓTIPOS
Foco: violência digital
Compreender que as pessoas têm características, origens e estilos de vida diferentes e que todos merecem respeito e igualdade de oportunidades.
Desenvolver a empatia para com pessoas de diferentes géneros e origens e aprender a valorizar a diversidade como uma mais-valia.
Identificar situações em que algumas pessoas enfrentam maiores dificuldades devido ao seu sexo, origem ou circunstâncias pessoais
Explica por palavras suas que nem todas as crianças têm as mesmas experiências.
Reconhecer situações de desigualdade ou de tratamento injusto entre raparigas e rapazes, propondo formas de agir mais equitativas e respeitadoras
Participa em atividades partilhadas, demonstrando empatia, colaboração e respeito
Reconhecer estereótipos e papéis de género presentes nos jogos, na escola, nos media digitais e no quotidiano
Desafio 4
ESTEREÓTIPOS
Foco: cuidado e masculinidade
Promover a igualdade e o respeito criando novas formas de relacionamento baseadas na igualdade
Identificar frases, ideias ou imagens que limitem o que as meninas e os meninos conseguem fazer.
Questionar atitudes ou mensagens que não tratam
Propor formas mais igualitárias e respeitadoras de convivência nas tarefas de cuidado e na expressão de emoções (com foco na masculinidade)
Participar ativamente em ações ou projetos que promovam a igualdade na distribuição dos cuidados no seu meio
Desafio 5
DETEÇÃO PRECOCE DE SINAIS DE VIOLÊNCIA
Foco: normalização da violência
Desafio 6
DETEÇÃO PRECOCE DE SINAIS DE VIOLÊNCIA
Foco: Educação AfetivoSexual Integral (EASI) e Direitos Humanos (Direitos Humanos)
Desafio 1
INTERSECCIONALIDADE
Foco: compreensão do conceito
Desafio 2
INTERSECCIONALIDADE
Foco: diversidade e empatia
Desafio 3
ESTEREÓTIPOS
Foco: violência digital
Desafio 4
ESTEREÓTIPOS
Foco: cuidado e masculinidade
Desafio 5
DETEÇÃO PRECOCE DE SINAIS DE VIOLÊNCIA
Foco: normalização da violência e violência sexual
Desafio 6
DETEÇÃO PRECOCE DE SINAIS DE VIOLÊNCIA
Foco: Exploração e Abuso Sexual Infantil (EASI) e Direito
Distinguir entre condutas de bons-tratos e de maus-tratos, aprendendo a identificar sinais de alerta precoces de violência ou abuso
Promover os bons-tratos e saber como agir ou pedir ajuda numa situação injusta ou violenta
Compreender como as diferentes características de uma pessoa (sexo, origem, classe social, deficiência ou orientação sexual, entre outras) se combinam ou cruzam para gerar uma maior discriminação, afetando a sua vida e oportunidades
Desenvolver a empatia por pessoas com experiências diversas, valorizando a diferença como fonte de riqueza social
Analisar a reprodução de estereótipos e papéis de género presentes na escola, nos media digitais e no quotidiano
Promover uma cultura de igualdade, questionando as crenças e comportamentos discriminatórios.
Identificar sinais precoces de violência contra as mulheres e relações de poder desiguais no ambiente imediato
Reconhecer comportamentos de respeito, ajuda e cuidado.
Identifica sinais de alerta em relações ou situações que não são saudáveis.
Saber a quem ou a que locais pode recorrer se necessitar de ajuda
Participa em compromissos ou ações que promovam o cuidado e o respeito mútuos.
Identificar exemplos do quotidiano onde se combinam diferentes formas de discriminação.
Explicar por palavras suas porque é que nem todas as mulheres vivenciam a violência da mesma forma
Demonstra atitudes de respeito em relação a colegas com diferentes realidades.
Participa em atividades que promovem a inclusão e o reconhecimento da diversidade.
Participar ativamente na promoção dos bons-tratos e na ativação de protocolos de proteção
Distingue entre condutas respeitosas e de maus tratos nas relações afetivas
Enumera sinais de alerta de potenciais situações de violência
Sabe quem contactar ou como agir perante uma situação de violência.
Envolve-se na criação de compromissos ou campanhas
Fio condutor dos guias: metodologia de desafio
A proposta metodológica baseia-se numa metodologia de desafios, entendida como uma estratégia ativa e participativa que coloca o grupo no centro do processo de aprendizagem e transformação Cada sessão apresenta um desafio diferente, ligado aos objetivos do projeto, que o grupo deve superar colaborativamente Pode encontrar as sessões na secção seguinte “Guias dos desafios” diferenciadas por nível de ensino
O desafio funciona como força motriz da sessão, promovendo o envolvimento emocional, o pensamento criativo e a coesão do grupo Ao resolver cada desafio, os participantes desenvolvem competências socioemocionais, refletem sobre valores e adquirem aprendizagens significativas através da experiência
Cada grupo terá um mapa do desafios (Anexo 1), um recurso visual e simbólico que servirá de guia para o seu percurso ao longo do projeto Neste mapa, serão registadas as conquistas alcançadas em cada sessão, permitindo a visualização do processo, a superação de obstáculos e o progresso coletivo
Reconhecimento final: Diploma da equipa bússola: para relações justas
Ao concluir o mapa de desafios, cada grupo receberá um Diploma da Equipa Bússola (Anexo 2), como símbolo do processo vivenciado e do compromisso coletivo com os valores trabalhados
Este reconhecimento não se centra unicamente na conquista dos desafios, mas também na forma como o grupo os abordou: através da cooperação, empatia, respeito e igualdade
Esta metodologia visa fomentar a motivação intrínseca, o sentimento de pertença e a aprendizagem significativa. Além disso, promove a avaliação formativa, uma vez que permite a observação contínua e participativa do progresso do grupo e estimula a interiorização de valores através da experiência e da ação
Guias dos desafios: ensino básico
e secundário
Duração
Desafios
Mapa de Desafios
Indicadores
Recursos humanos
Adaptação
Diploma
Cada desafio (sessão) tem uma duração estimada de 55 minutos.
Cada desafio pode ser realizado individualmente para abordar um conteúdo específico
No entanto, este guia foi concebido para ser concluído na íntegra: Seis desafios em que os/ alunos/as do ensino básico aprendem, através de experiências práticas, avaliações sumativas e aprendizagens adaptadas à sua idade, sobre a prevenção da violência contraasmulheresnoseucontexto
A conclusão dos 6 desafios completará o Mapa de Desafios e recomendamos a utilização dos indicadores para medir o seu impacto São simples: trata-se de um pré-teste e um pós-teste (ver Anexo 3), devem ser aplicados antes do primeiro desafio e, novamente, ao concluir o mapa, após o último desafio.
Para grupos de até 20 alunos, recomendamos um/a facilitador/a Para grupos com mais de 20 alunos/as, recomendam-se dois/duas facilitadores/as.
Lembre que cada desafio pode ser adaptado ao seu contexto cultural, etário e educativo
CONTEÚDO
Interseccionalidade (foco na diversidade e empatia)
FUNDAMENTAÇÃO
Nem todos partimos do mesmo ponto: cada pessoa tem características e situações diferentes. Estas diferenças cruzam-se e levam a que cada pessoa tenha experiências diferentes Por exemplo, não é a mesma coisa ser uma menina que acabou de chegar a outro país e tem uma deficiência do que ser um menino que nasceu cá e não tem nenhuma deficiência. Com esta atividade, não estamos a tentar aprender palavras difíceis, mas sim a aprender a colocar-nos no lugar do outro e a compreendermos que nem todas as pessoas têm as mesmas oportunidades. Queremos descobrir que as diferenças entre as pessoas são valiosas e que a justiça significa que ninguém é deixado para trás por ser quem é.
CONCEITOS-CHAVE
Diversidade: As pessoas são diferentes, e isso é bom. Compreender estas diferenças ajuda-nos a compreender e avalorizar os outros.
Empatia crítica: Colocar-se no lugar de outra pessoa e também pensar por que vivencia determinadas coisas
Não apenas sentir, mas compreender e querer melhorar o mundo.
COMPETÊNCIA
Compreender que as pessoas têm características, origens e estilos de vida diferentes e que todos merecem respeito e igualdade de oportunidades.
MATERIAIS
Tiras de papel, cartões.
Desigualdade: Nem todos têm as mesmas oportunidades. Por vezes, o género, o local de nascimento ou a riqueza podem tornar a vida mais fácil ou mais difícil.
Interseccionalidade: Somos todos diferentes por muitos motivos: os nossos corpos, a nossa origem, a língua que falamos, se somos rapazes ou raparigas. Quando várias destas diferenças se combinam, algumas pessoas podem ter mais facilidades e outras mais dificuldades. Por isso, é importante considerar todos estes fatores em conjunto e tratar todos com respeito e justiça
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Identifica situações em que algumas pessoas enfrentam maiores dificuldades devido ao seu sexo, origem, situação pessoal, etc.
Explica por palavras suas que nem todas as crianças têm as mesmas experiências
Opção 1: Revistas, jornais, tesouras, cola, cartolinas, marcadores, autocolantes, fitacola ou corda e molas da roupa (para pendurar colagens)
Opção 2: Projetor, áudio e ligação à internet ou vídeo descarregado, texto impresso, cartolina, marcadores.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Aprendizagem experiencial e reflexiva
Metodologia artística: A colagem como ferramenta para a exploração simbólica.
Trabalho colaborativo em pequenos grupos. Diálogo orientado e construção coletiva.
Encerre com um compromisso pessoal e comunitário
Introdução e boas-vindas
Somos muitas coisas ao mesmo tempo
1 Em círculo, cada pessoa completa a frase: “Eu sou ” (por exemplo: “Eu sou curioso/a, feliz, bom/boa a matemática”) Prepare duas ou três frases de exemplo e realce que todas as pessoas têm muitas facetas; umas são visíveis, outras não. Transmita a ideia de que cada pessoa tem uma história diferente e que todas importam.
2. Depois do círculo, comente brevemente: O que descobrimos uns sobre os outros?, Que coisas que não sabíamos que poderiam ser importantes? Queremos destacar a diversidade dentro do grupo e estabelecer as bases para a compreensão de que todas as pessoas têm múltiplas identidades.
Desenvolvimento
Opção 1
Colagem de identidades
Opção 2
Diferentemente iguais
1. Cada aluno/a cria uma colagem que mostra quem é ou como se imagina uma pessoa com muitas partes (pode representar-se a si próprio/a ou inventar uma personagem). Sugere-se a inclusão de aspetos como gostos, família, língua, identidade de género, o que é capaz de fazer, sonhos, ambiente, etc É normal que surjam temas sensíveis (por exemplo, pobreza, migração, deficiência) Acolha-os com naturalidade, validando o que as crianças expressam e oferecendo exemplos que relacionem com valores de justiça e cuidado.
2. Uma vez terminados, realiza-se uma exposição coletiva o galeria de colagens.
Canção e vídeo Diferentemente iguais, de Bebe: https://youtu.be/4CPc7qNDI5A?si=6tla-0tORd2Px3fh
1. Pergunta inicial para ativar ideias: O que significa para vocês ser "diferentemente igual"? Acham possível ser muito diferente e, ao mesmo tempo, ter coisas em comum?
2. O videoclipe completo é apresentado duas vezes. Na primeira vez, ouvem simplesmente a música. Na segunda vez, as crianças são convidadas a observar que imagens ou frases os fazem pensar em amizade, ajuda, diferenças ou luz.
3 Em grupos de 4 ou 5, conversa a partir de perguntas guiadas escritas em cartolinas ou projetadas: Que sentimentos transmite a música? Que diferenças aparecem? (por exemplo: lugares, pessoas, formas de vida...), Porque diz “dás-me a tua luz”? Como é que as diferenças nos podem ajudar a crescer ou a aprender? Cada grupo escolhe uma frase ou uma imagem do vídeo que represente o que mais gostaram ou o que acham que significa ser “diferentemente iguais”
4. Numa cartolina grande ou mural intitulado “Dás-me a tua Luz”, cada grupo: Desenha uma luz (uma estrela, uma lanterna, um sol, uma vela, etc ) No interior, escreve a frase escolhida ou uma mensagem própria sobre como as diferenças iluminam a vida em comum Se houver tempo, podem decorar o mural (a perfeição não é o objetivo, mas sim a expressão).
5. Quando terminarem, lêem algumas das luzes em voz alta e pendurase o mural na sala de aula ou no corredor As pessoas, embora diferentes, podem preocupar-se umas com as outras, apoiar-se umas às outras e aprender u
Encerramento e compromisso
1 Em círculo, o grupo partilha o que descobriu durante a atividade: O que aprendemos sobre as diferenças entre as pessoas? Que coisas novas compreendemos sobre nós próprios/as ou sobre os/as outros/as? Por que é importante respeitar e valorizar o que nos torna diferentes?
Quero partilhar que...
2. A ideia central é reforçada: Todas as pessoas têm muitas formas de ser e todas as pessoas merecem respeito e consideração. As diferenças não nos separam; ajudam-nos a aprender, a descobrir coisas novas e a conviver melhor
3. Como compromisso, cada aluno/a completa a frase: “Em casa, quero dizer a todas as pessoas são diferentes e…” (por exemplo: “ … isto é bonito”, “ … é por isso que nos devemos tratar com respeito”, “ … cada um traz a sua própria luz”).
4 Escrevem em tiras de papel ou cartões decorados e levam-nos para casa para partilhar a mensagem com a família ou com as pessoas com quem vivem. Se desejarem, podem devolvê-los à sala de aula mais tarde para criar um mural coletivo intitulado “O que aprendemos sobre ser diferentes”.
Avaliação
O que aprendi hoje?
Breve fecho oral com três questões a serem respondidas com uma única palavra: O que aprendi hoje? Damos um minuto a cada aluno/a para partilhar a sua palavra
FUNDAMENTAÇÃO CONTEÚDO
Interseccionalidade (com foco no género)
Nesta oficina, vamos aprender que nem todas as pessoas têm as mesmas oportunidades ou experiências Ser rapaz ou rapariga pode influenciar a nossa vida, mas o mesmo acontece com outras coisas, como a nossa origem, a língua que falamos, a nossa personalidade, os nossos corpos e os nossos costumes. Por vezes, estas diferenças cruzam-se e combinam-se, tornando as coisas mais fáceis para algumas pessoas e mais difíceis para outras. É por isso que queremos olhar para o mundo a partir de muitas perspetivas diferentes, para compreender que a justiça não significa que todos sejam iguais, mas sim garantir que ninguém é deixado para trás por causa de ser quem é Através da arte e da criatividade, esta oficina convida-nos a criar, partilhar e conversar sobre as coisas que nos tornam mais fortes e as coisas que nos podem limitar, aprendendo a valorizar a diversidade e a cuidarmos uns dos outros.
CONCEITOS- CHAVE
Género: Ideias e normas que ditam como as meninas e os meninos se "devem" comportar. Por vezes, estas ideias são injustas e podem limitar o que cada pessoa quer fazer. Aprender sobre o género ajuda-nos a respeitar todas as formas de estar e de nos expressarmos.
COMPETÊNCIA
Interseccionalidade:
Cada pessoa tem muitas coisas que a tornam única: o seu corpo, a sua língua, a sua origem, o seu género... Quando estas coisas se cruzam e se combinam, podem tornar a vida mais fácil ou mais difícil, mesmo que a pessoa não o decida Compreender isto ajuda-nos a tratar todas as pessoas com respeito e justiça.
Desenvolver a empatia para com pessoas de diferentes géneros e origens e aprender a valorizar a diversidade como uma mais-valia.
MATERIAIS
Imagens de diferentes tipos de sapatos (podem ser desenhadas, impressas ou simplesmente recortadas com diferentes formas), três folhas grandes de cartolina (verde, amarela e vermelha) para a avaliação final.
Opção 1: Cartolinas em forma de sapato ou pegada em duas cores contrastantes, lápis de cor e cartolina.
Opção 2: Papel azul, papel verde (ou giz de duas cores e quadro)
Normas e expetativas sociais: Regras externas não escritas que ditam como as pessoas "deveriam" ser. Por vezes, limitam e impedem a liberdade.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Reconhecer situações de desigualdade ou de tratamento injusto entre raparigas e rapazes, propondo formas de agir mais equitativas e respeitadoras.
Participa em atividades partilhadas, demonstrando empatia, colaboração e respeito pelas diferenças individuais e culturais
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Educação popular e aprendizagem experiencial Diálogo reflexivo orientado. Trabalho cooperativo e ambiente acolhedor.
Introdução e boas-vindas
Catálogo de sapatos
1. Coloque as imagens no chão ou na parede. Em pequenos grupos, os/as alunos/as escolhem um sapato e inventam um nome ou uma pequena história para o mesmo Pode começar por esta reflexão para introduzir a ideia de elementos que tornam o caminho fácil ou difícil: “Cada pessoa segue um caminho diferente. Por vezes, as ideias sobre como devemos ser por causa do género, da língua, do tipo físico ou dos costumes tornam o caminho mais fácil ou mais difícil” Exemplos: “Sapatos que caminham sobre pedras, mas continuam em frente”, “Sapatos que correm sem medo”, “Sapatos em que ninguém repara, mas que são muito fortes”
2. Partilham-se as histórias e conversa-se: Por que é que alguns sapatos parecem mais confortáveis ou mais difíceis de usar? O que torna o caminho de algumas pessoas mais fácil do que o de outras?
Desenvolvimento
1. Cada aluno/a cria dois sapatos simbólicos: Um numa cor alegre que representa o que lhe dá força para caminhar (apoio, amizade, justiça, confiança, liberdade, respeito, oportunidades, comunidade) O outro numa cor neutra ou discreta que, simboliza o que por vezes o sobrecarrega ou impede de avançar (provocações, desigualdade, regras rígidas, falta de escuta, preconceitos). Decoram-nos com desenhos, palavras ou recortes
2. Em pequenos grupos, observam os seus sapatos e dialogam: Que coisas nos ajudam a caminhar com firmeza? Que coisas costumam fazer-nos tropeçar ou sentir-nos mal? O que podemos fazer para tornar os caminhos de todos mais fáceis?
Opção 1
Desenhamos os nossos sapatos para ver o mundo
3. Estenda o cartaz no chão ou numa mesa grande. Nele já deverá ter desenhado vários caminhos ou trilhos que se cruzam, simulando uma rede de trajetórias Peça aos grupos que coloquem os seus sapatos nestes caminhos: Os sapatos de cores vivas (aqueles que dão força) podem ser colocados em subidas, zonas ensolaradas ou abertas. Os sapatos de cores escuras/neutras (aqueles que nos pesam) podem ser colocados em zonas com obstáculos, curvas ou bifurcações.
Este “mapa de caminhos” representa a matriz interseccional adaptada: um espaço onde muitas realidades se cruzam e onde alguns caminhos encontram mais obstáculos do que outros
Opção 2
Observação:
Caminhar pela vida
1. “Por vezes, não nos apercebemos de que algumas pessoas têm caminhos mais fáceis e outras mais difíceis, não por causa do que fazem, mas por causa de quem são ou de como os outros as vêem.” Em pares ou trios, os alunos/as alunas observam um espaço próximo (recreio, corredor, sala de aula, refeitório, etc.) ou, se não puderem sair, uma cena ou imagem do ambiente escolar. Recebem as seguintes perguntas: “Quem vejo a participar mais?” Quem parece estara manter-se à margem ou em silêncio? Há algo neste espaço que possa dificultar a participação de alguém (por exemplo, por causa da língua, da forma de se movimentar, da timidez, das roupas, da cor da pele, da religião, do sexo)?“O que poderíamos mudar ou fazer de forma diferente para que todas as pessoas se sintam confortáveis e valorizadas?
2. De regresso à sala de aula, cada grupo partilha uma observação e uma proposta. Desenham-se duas colunas numa cartolina ou quadro: �� “Coisas que ajudam a incluir”, �� “Coisas que podemos melhorar” O diálogo é orientado sublinhando o significado de igualdade. Discutem-se perguntas como: Em que coisas não tínhamos reparado antes? Porque é que algumas diferenças tornam o caminho mais fácil ou mais difícil? O que podemos fazer todos os dias para que ninguém fique para trás?
Encerramento e compromisso
Os nossos caminhos e os nossos compromissos importam
1 Agora que já vimos elementos do ambiente que nos dão força e que pesam, propomos perguntas que instigam a reflexão. Ao centro, escreve-se: “Na nossa escola, todos os caminhos importam.” Cada participante escolhe uma palavra para ajudar a tornar o caminho mais justo (por exemplo, ouvir, preocupar-se, partilhar, respeitar, defender, perguntar, incluir) e escreve um compromisso relacionado com essa palavra para partilhar e trabalhar em casa.
2 O mural é apresentado como um lembrete coletivo da aprendizagem
3. Podemos terminar a oficina com uma frase como: “Caminhar com os sapatos de outra pessoa não significa pensar da mesma forma, mas sim compreender que cada caminho tem as suas próprias pedras e a sua própria força.”
Avaliação
Pegadas de um caminho comum
1. Peça ao grupo que reflita sobre o que aprendeu ou sentiu durante a oficina. Coloque as três cartolinas (pegadas) e os seus significados no chão: �� Pegada a avançar com força (Aprendi algo novo e quero lembrar-me disso), �� Pegada que hesita um pouco (Tenho perguntas ou coisas que ainda não compreendi completamente), �� Pegada que observa (Gostei de ouvir e pensar sobre o que os outros disseram )
2. Cada aluno/a escolhe uma pegada e dirige-se àquela que melhor representa a sua experiência.
3. Pergunte: Que ideia gostarias de levar desta oficina? O que achas que significa “caminhar com os sapatos do outro”?
4. Agradeça as participações e realce que todas as pegadas fazem parte do caminho comum.
FUNDAMENTAÇÃO CONTEÚDO
Estereótipos (com foco em violência digital)
Todos os dias, raparigas e rapazes recebem muitas mensagens sobre como “deveriam” ser, vestir-se ou comportar-se. Estas mensagens aparecem nos videojogos, nas redes sociais ou nas séries. Por vezes, parecem normais ou engraçadas, mas, na realidade, podem reforçar ideias injustas, como a de que existe apenas uma forma “certa” de se apresentar ou de agir Quando estas mensagens são utilizadas para ridicularizar alguém, compará-la com os outras pessoas ou fazê-la sentir-se mal com o seu corpo ou personalidade, tornam-se uma forma de violência digital. Nesta oficina, refletiremos em conjunto sobre estas mensagens, aprenderemos a reconhecer os estereótipos e exploraremos formas de comunicar com respeito e empatia, também no mundo digital. Vamos também incentivar as famílias a continuarem a discutir este tema em casa, para que todos possamos construir espaços mais acolhedores e seguros
CONCEITOS- CHAVE
Estereótipo: Uma ideia que se repete muito sobre como as pessoas “são” ou “deveriam ser”, mas que nem sempre é verdadeira ou justa.
Papéis de género: Ideias sobre como as raparigas e os rapazes se “devem” comportar Por vezes, estas ideias não são justas ou úteis a que a pessoa seja ela mesma
COMPETÊNCIA
Reconhecer estereótipos e papéis de género presentes nos jogos, na escola, nos media digitais e no quotidiano.
MATERIAIS
Quadro ou papel mural, marcadores, cartões ou cartolinas pequenas para compromissos; imagens, emojis, leitor ou ligação à internet para mostrar vídeos.
Opção 1: Papel mural, computador, projetor, áudio e vídeo da ACNUR Chile #CortaOHate descarregado ou ligação à internet
Opção 2: Computador, projetor, áudio e vídeo curto de uma rotina de "facial care" infantil ou conteúdo de beleza feito por raparigas ou rapazes.
Empatia digital: Antes de escrever ou partilhar algo na internet, pensar se pode fazer alguém sentir-se mal.
Violência digital: Quando alguém utiliza a internet, as redes sociais ou um telemóvel para fazer mal, assediar ou humilhar outra pessoa Partilhar imagens ou mensagens sem autorização também é violência. Aprender a utilizar a tecnologia com respeito protege-nos a todos.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Identificar frases, ideias ou imagens que limitem o que as meninas e os meninos conseguem fazer
Questionar atitudes ou mensagens que não tratam todas as pessoas de forma igual.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO:
Aprendizagem experiencial e reflexão guiada Trabalho cooperativo.
Educação emocional e ética digital.
Actividade Estratégias metodológicas e conselhos
Introdução e boas-vindas
O que vemos todos os dias
1. Em grupos, os/as alunos/as discutem três locais onde vêem imagens ou mensagens todos os dias (séries, redes sociais, jogos, escola) Partilham: a) O que se repete com frequência? b) Quem aparece com mais frequência e o que faz? c) Todos são representados de igual forma?
2. Anote no quadro quaisquer palavras ou ideias que surjam (por exemplo: força, beleza, poder, fama) Serão utilizadas posteriormente para ligar aos estereótipos.
Desenvolvimento
Vídeo da ACNUR Chile #CortaElHate (link acima) Perfil de Sandy Joseph @diosa.haitina
1 Mostre o vídeo e discuta brevemente: O que acontece no vídeo? Por que razão estas palavras magoam? O que poderiam ter feito de diferente?
Opção 1
Corta o hate (violência digital e redes)
Opção 2
Detetives de estereótipos: a Face que Mostramos
2 Divida o grupo em pequenas equipas e distribua cartões com situações digitais da vida real (comentários nas redes sociais, grupos de chat, jogos online). Cada grupo classifica os exemplos como: �� “Mensagens que cuidam” / �� “Mensagens que causam danos”
3 Em seguida, escolhem uma situação que magoa e criam uma forma de a “impedir”: A que responderiam / O que não partilhariam / Como apoiariam a pessoa afetada. Lembre-se que “cuidar online” significa também não se calar perante uma mensagem injusta e pensar antes de a reencaminhar ou comentar.
4 Partilham-se ideias e cria-se um mural coletivo com o slogan #CortaOHate: as nossas palavras importam.
1. Mostre um vídeo curto de “facial care” ou maquilhagem infantil (conteúdo real das redes sociais, adaptado para o grupo)
2. Oriente a observação com perguntas: O que mostra este vídeo? O que se repete (gestos, produtos, frases, música)? O que nos ensina sobre como alguém "deveria" parecer para ser aceite ou admirado?
3. Em pequenos grupos, analisam o vídeo como "detetives de estereótipos": Que mensagens ou ideias sobre o corpo ou o género transmite? Que outras formas de demonstrar o autocuidado poderão existir?
4. Cada grupo cria uma nova versão livre de estereótipos: pode ser um cartaz, um desenho ou uma ideia para um novo vídeo intitulado “Cuidarse também é amar-se tal como se é”. Partilham as suas propostas com o grupo e refletem sobre como os conteúdos digitais influenciam a autoestima e a convivência
Encerramento e compromisso
1. Em círculo, conversam: O que aprendemos sobre os estereótipos e as palavras que magoam? O que podemos fazer para tornar a internet e a escola locais mais respeitosos?
Para levar para casa
2. Cada aluno/a escreve o seu compromisso familiar num cartão: uma pequena ação para partilhar em casa o que aprendeu. (Exemplos: Explicar em casa o que são estereótipos; Ver um anúncio publicitário ou um vídeo em conjunto e discuti-lo; Ensinar a um familiar uma frase positiva que aprenderam hoje )
3. Os cartões são expostos num mural com o título: “Para Levar para Casa: o que aprendi também se partilha em família.”
Avaliação
O emoji do respeito
1 Desenhe ou mostre a imagem de três emojis no quadro Também pode pendurar imagens grandes de emojis em 4 partes da sala: �� Gostei e aprendi algo de novo. �� Fez-me pensar. �� Tive dificuldade em perceber. �� Não gostei.
2. Peça a cada aluno/a que escolha um emoji levantando a mão ou ficando perto do emoji que melhor representa a sua resposta Faça perguntas para esclarecer: O que mais te fez pensar ou aprender hoje? O que descobriste sobre os estereótipos ou as mensagens na internet? Houve alguma coisa que te surpreendeu ou que te fez ver as coisas de forma diferente? O que poderias contar à tua família sobre o que aprendemos hoje? Que mensagem gostarias de ver ou partilhar nas redes sociais ou na tua escola?
Não é necessário que todos falem; ouvir algumas respostas é suficiente para ter uma ideia geral do grupo Conclua reforçando a ideia de que todas as opiniões são valiosas e que refletir é também uma forma de aprender.
Estereótipos (foco no cuidado e masculinidade)
FUNDAMENTAÇÃO CONTEÚDO
Neste desafio, falaremos sobre os estereótipos, ou seja, as ideias que ditam como as pessoas “devem ser” com base apenas no seu sexo ou noutras características. Por vezes, estes estereótipos impedem que todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades. Queremos desconstruir a ideia de que cuidar é uma coisa exclusiva das mulheres. Cuidar significa ajudar, ouvir, respeitar e zelar pelo bemestar dos outros e é algo que todas as pessoas podem e devem fazer Aprender a cuidar ajuda-nos também a conviver melhor, a compreender que todos/as precisamos de apoio alguma vez e a construir uma escola e uma sociedade mais justas. Nesta oficina, falaremos também de formas de ser rapaz ou homem que não recorrem à violência, mas sim ao respeito, à empatia e à colaboração, para que todas e todos possamos viver juntos/as de forma mais igualitária e feliz.
CONCEITOS-CHAVE
Novas formas de se relacionar: Conviver e partilhar com respeito, igualdade e cuidado. Construir amizades e relações onde todas as pessoas possam ser elas próprias, sem medo ou violência
COMPETÊNCIA
Promover a igualdade e o respeito criando novas formas de relacionamento baseadas na igualdade
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Propor formas mais igualitárias e respeitadoras de convivência nas tarefas de cuidado e na expressão de emoções (com foco na masculinidade)
Participar ativamente em ações ou projetos que promovam a igualdade na distribuição dos cuidados no seu meio.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Oficina experiencial/Teatro fórum.
Aprendizagem baseada em desafios (ABD). Murais de ação coletiva.
MATERIAIS
Marcadores vermelhos e verdes, tiras de papel para que escrevam as suas ideias sobre igualdade, caderno ou cartões/papel para a reflexão, canetas ou lápis, imagem grande da Bússola do Respeito visível por todos (Ver Anexo 5). Opcional: Cartões impressos com o desenho de uma bússola para cada aluno/a marcar, cartões ou postits autocolantes para apontamentos
Opção 1: Espaço livre para a dramatização (uma área da sala de aula), adereços simples para a cena (por exemplo, materiais de limpeza, objetos para movimentar, decorações da sala de aula).
Opção 2: Flip chart ou folha de cartolina grande (Mural), marcadores, lápis de cor
Introdução e boas-vindas
1 Quem facilita introduz a atividade perguntando: “Alguma vez te disseram que não consegues sentir uma determinada emoção porque és rapaz ou rapariga?”
O semáforo das emoções proibidas
2. Identificação de emoções: Peça às pessoas participantes que nomeiem uma emoção que socialmente “não é permitida” aos rapazes ou raparigas sentirem (por exemplo, “os rapazes não choram”, “as raparigas não ficam tão zangadas”). Apresente as emoções mencionadas de forma clara num cartaz ou quadro branco
3. Semáforo e reflexão: Desenhe um semáforo simples. Peça ao grupo para classificar se esta "proibição" é �� (Alto/Perigo) porque limita muito o respeito próprio e o cuidado, ou �� (Avançar/Permitido).
4 Encerramento do diálogo: Reflita sobre a forma como estes estereótipos limitam o autocuidado e o respeito próprio e pelos outros e reforce que todas as emoções são válidas.
Desenvolvimento
1. Apresentação da cena estereotipada: Quem facilita apresenta uma cena breve de cuidado estereotipado (Exemplo: Apenas as raparigas são responsáveis por decorar a sala de aula, enquanto os rapazes são apenas responsáveis por mover objetos pesados).
Opção 1
Teatro fórum:
Ajo com corresponsabilidade
Opção 2
Mural colaborativo: A mesa pela igualdade
2. Teatro fórum e questionamento: Lance o desafio: Como podemos transformar esta cena para a tornar igualitária e respeitosa? Interrompa a cena num ponto-chave e pergunte o que fariam de diferente.
3. Proposta e transformação: Selecione participantes para se apresentarem e representarem a nova forma de relacionamento, garantindo que os homens liderem ativamente as tarefas de cuidado (corresponsabilidade).
4 Análise breve: pergunte como se sentiram em relação à divisão justa das tarefas (tratamento justo).
1 Instrução artística: Anuncie que vão criar o "Mural da Igualdade" para registar as novas ideias da sessão Explique que o mural deve representar como serão as novas formas de relacionamento e partilha de cuidado e emoções.
2. Trabalho colaborativo: Distribua os materiais e incentive cada aluno/a a contribuir ativamente para o projeto (desenhando, pintando, escrevendo ideias) Garanta que todos têm espaço para expressar as suas ideias sobre o tratamento justo e o cuidado mútuo
3. Evento de visibilidade: Organize o mural para o exibir.
4. Torne a mudança visível! Exiba o mural num local central da escola para que o compromisso com a igualdade se torne uma norma visível para toda a comunidade
Encerramento e compromisso
1. Reflexão escrita: Peça a cada participante que escreva no seu caderno ou num cartão uma ação específica de corresponsabilidade ou de expressão emocional não estereotipada que implementará em casa/na escola (Diários Reflexivos/Compromisso)
A ação pelo respeito
2. Assinatura simbólica: Cada participante partilha brevemente a sua ação Em seguida, convide o grupo a aproximar-se do Mural da Igualdade (ou de um cartaz de compromisso) e a assinar simbolicamente com uma impressão da mão ou um nome, como símbolo de participação ativa na mudança cultural.
3 Ligação familiar: Lembre-lhes a importância de envolver as famílias neste processo para fortalecer a mudança cultural em casa. Peça-lhes que partilhem a sua "Ação pelo respeito" com um familiar
Avaliação
A bússola do respeito
1. Apresente o desenho da Bússola do Respeito (com os seus eixos de respeito pelos limites, cuidado mútuo, emoções partilhadas e tratamento justo, e a igualdade no centro).
2. Peça a cada participante que aponte com o dedo (ou um lápis) para onde aponta a sua bússola pessoal: O que aprenderam a fazer melhor que promova o respeito e a igualdade?
3. Convide dois ou três alunos/as a partilharem a direção que escolheram e porquê (por exemplo, "A minha bússola aponta para o CUIDADO MÚTUO porque vou ajudar o meu irmão a limpar sem que ele tenha de me pedir")
4. Registo de encerramento: O/A facilitador/a toma notas das aprendizagens partilhadas para verificar a concretização dos Resultados de Aprendizagem Sentidos da Bússola do Respeito:
Respeito pelos limites Fundamental para a igualdade: Saber dizer "não" e ouvir o "não" da outra pessoa. Cuidado mútuo. Indica progresso em direção à responsabilidade partilhada e ao tratamento justo. Emoções partilhadas. Mostra o caminho para que homens e mulheres expressem ternura, medo ou tristeza Tratamento justo. A direção que visa evitar a discriminação nos jogos e nas tarefas
Deteção precoce de sinais de VCM (foco na normalização da violência)
FUNDAMENTAÇÃO CONTEÚDO
Neste exemplo, vamos aprender a distinguir entre bons-tratos e maus-tratos. Os bons-tratos significam respeitar, cuidar e ajudarmo-nos uns aos outros, enquanto os maus-tratos ocorrem quando alguém magoa, insulta, ignora ou maltrata outra pessoa, mesmo que pareça algo insignificante ou uma brincadeira Por vezes, os maus-tratos não são imediatamente óbvios: podem estar ocultos em comentários, provocações, exclusão ou faltas de respeito. Por isso, é importante aprender a identificar estes sinais e a reconhecer quando uma relação não é saudável nem justa. Utilizaremos o Modelo do Iceberg (ver Anexo 2) para compreender que o que é visível (como os gritos ou a pancada) é apenas parte do problema e que, por baixo, existem muitas outras formas de violência que também causam danos e que devemos saber identificar.
CONCEITOS-CHAVE
Maus-tratos: Qualquer ação ou palavra que magoe ou faça alguém sentir-se mal
Sinais de alerta: Indícios que nos fazem ver que uma relação ou situação não é saudável nem respeitosa
Deteção precoce da violência contra as mulheres: Reconhecer, atempadamente, quando uma mulher ou rapariga está a ser maltratada ou desrespeitada Quanto mais cedo nos apercebermos, mais fácil será ajudar, ouvir e proteger.
COMPETÊNCIA
Distinguir entre condutas de bons-tratos e de maus-tratos, aprendendo a identificar sinais de alerta precoces de violência ou abuso.
MATERIAIS
Marcadores, mãos de papel de cor verde (bons-tratos) e vermelho (maus-tratos).
Opção: Quadro ou cartaz com um desenho de um iceberg, cartões com situações de bons e maus-tratos
Opção 2: Mural ou folha de papel grande (com secções vermelho/amarelo), postits ou cartões pequenos.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Reconhecer comportamentos de respeito, ajuda e cuidado na sua vida quotidiana
Identifica sinais de alerta em relações ou situações que não são saudáveis.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Oficinal vivencial. Aprendizagem através da arte (mapeamento de emoções).
Círculos de reflexão.
Introdução e boas-vindas
1 Peça ao grupo que se ponham de pé e formem um círculo Explique que a atividade consiste em nomear uma ação de cuidado e, em seguida, representá-lo com um gesto sincronizado
2. Início da ronda: Quem facilita começa por nomear uma ação de cuidado e respeito
Exemplos:
"Pedir desculpa quando cometo um erro" Gesto: tocar suavemente no ombro do/a colega (Fomenta a responsabilidade emocional e quebra o mandato de "ser forte")
Ronda dos cuidados e dos gestos
"Dar a palavra sem silenciar ninguém". Gesto: estender as mãos para os lados, convidando os outros a falarem. (Consciência para dominar o espaço e impor o silêncio).
"Respeitar o 'não' do/a meu/minha amigo/a." Gesto: fazer um sinal claro de alto com a mão (Fomenta o respeito pelos limites e pelo consentimento)
"Defender quem está a ser incomodado" Gesto: manter-se firme ou proteger com o braço de um lado. (Fomenta o papel ativo do/a observador/a e o cuidado mútuo).
3. Cada participante repete a ação e o gesto. Em seguida, convide a 2-3 alunos/as a nomearem uma nova ação e gesto de cuidado para que o grupo os imite
4. Encerramento do diálogo: Conclua reforçando que os bons-tratos são uma linguagem do corpo que todos podemos praticar de forma ativa.
Desenvolvimento
1. Desenhe um iceberg no ecrã com a maior parte submergida. Explique que as situações de Maus-tratos que estão "debaixo de água" são as que parecem normais, mas que nos fazem mal
Opção 1
Identificar os Maus-tratos (o iceberg inverso)
2. Leia em voz alta situações escritas em cartões (por exemplo, "Tratamme por alcunhas de que não gosto", "Ignoram-me quando peço ajuda", "Riem-se da minha roupa") O grupo decide se se trata de "Bons-tratos" (parte visível do icebergue) ou "Maus-tratos normalizados" (parte submersa).
Exemplos:
Um colega diz sempre a uma rapariga: "Não podes jogar futebol porque és uma rapariga, só podes ver.”
Alguém pega no meu lápis sem autorização e, quando reclamo, dizem: " É só uma brincadeira, não sejas tão sensível"
No grupo de amigos, se um rapaz chora, os outros dizem-lhe: "Aguenta-te, pareces uma rapariga."
Duas amigas dividem as tarefas do projeto: uma escreve e desenha sempre (as coisas "bonitas") e a outra leva sempre os materiais pesados, mesmo quando está cansada
Uma colega zanga-se muito e grita com o seu amigo quando ele não lhe dá razão, e este fica em silêncio com medo de a irritar ainda mais
Um adulto da família diz a uma rapariga: "Tu só pões a mesa e fazes a limpeza porque as mulheres são melhores nisso."
Opção 2
O meu alarme interior
Um grupo faz um rapaz sentir-se mal porque leva uma mochila "colorida", dizendo-lhe que "isso é coisa de mulher e é uma vergonha" Quando um rapaz pede ajuda ao amigo para uma tarefa difícil, o amigo diz-lhe: "Não te vou ajudar; os homens resolvem os seus problemas sozinhos."
Pode simular, de forma neutra e breve, situações de maus-tratos "normalizados" que identifiquem, para gerar uma experiência corporal de desconforto e rejeição no grupo.
3 Classifique as situações submersas como "Sinais de Alerta Precoce" que necessitam de ser tornados visíveis.
1. Peça-lhes que pensem numa ocasião na escola ou em casa em que sentiram que algo não estava bem, mesmo que não tenha sido uma agressão visível.
2 Registo de alertas: Distribua post-its Peça-lhes que desenhem ou escrevam 1 ou 2 sinais de alerta que tenham identificado (por exemplo, "Os gritos assustam-me", "Alguém está sempre sozinho", "Dizem-me que não posso estar triste").
3 Mural do semáforo de alerta: Cole os post-its num mural com duas secções: �� (Perigo), �� (Alerta).
4 Oriente os alunos para que etiquetem cada sinal de alerta com uma "Ação de ajuda" que possam realizar (por exemplo, Gritos: Procurar (pessoa adulta de confiança); Tristeza: fazer a ronda dos cuidados, relacionando o alerta com a ação)
Encerramento e compromisso
1. Entregue a cada participante duas "mãos" de papel pré-cortadas, uma verde e outra vermelha.
2. Registo de compromissos. Peça-lhes que:
Na mão verde, escrevam um comportamento de respeito/cuidado que irão praticar (Bons-tratos).
As mãos dos cuidados.
Na mão vermelha, escrevam um sinal de alerta que agora identificam e rejeitam (Maus-tratos).
3. Mural do compromisso. Peça ao grupo para colar as mãos no "Mural dos Cuidados" da sala de aula (as verdes para praticar, as vermelhas para recordar o que rejeitar).
4. Agradeça-lhes a participação ativa e o compromisso com os Bonstratos
O polegar do alerta
1. Peça aos/ás participantes que pensem na sua capacidade para distinguir os Bons-tratos dos Maus-tratos.
2. Peça a todos/as que levantem o polegar. Quem facilita regista mentalmente ou anota o número de polegares médios: Polegar para cima: distingo bem, tenho ferramentas Polegar médio: tenho dúvidas ou preciso de saber mais
3. Peça a quem levantar o polegar médio (Dúvidas) que escrevam de forma anónima a sua dúvida num papel dobrado. Recolha os papéis, permitindo abordar os temas difíceis na sessão seguinte sem os expor e reforçando a confiança no processo.
CONTEÚDO
Deteção precoce de sinais de VCM (foco na Exploração e Abuso Sexual Infantil EASI e Direitos Humanos DH)
FUNDAMENTAÇÃO
Nesta sessão, aprenderemos o que fazer e a quem contactar caso alguém esteja a sofrer maus tratos ou se encontre numa situação de insegurança. Todos e todas temos direito a ser bem tratados/as e a viver sem violência. Vamos aprender sobre pessoas e locais que nos podem ajudar (como professores/as, orientadores/as, familiares ou vizinhos/as) para que saibamos onde pedir ajuda quando precisamos ou quando alguém precisa Falaremos também sobre o tratamento respeitoso e os direitos das pessoas, e sobre como podemos cuidar uns dos outros. Assumir compromissos e agir com solidariedade e apoio é uma forma muito importante de demonstrar cuidado e de nos protegermos enquanto comunidade.
CONCEITOS-CHAVE
Cuidado mútuo
Cuidar uns dos outros significa preocuparmo-nos com o nosso próprio bem-estar e com o bem-estar dos outros.
COMPETÊNCIA
Recursos de apoio
Pessoas ou locais onde pode se pedir ajuda quando algo está mal.
Promover os bons-tratos e saber como agir ou pedir ajuda numa situação injusta ou violenta.
MATERIAIS
Quadro ou cartaz, marcadores, lápis de cor
Opção 1: Folha grande de papel ou cartolina, post-its ou autocolantes
Opção 2: Cartão com o cenário de risco, "Mapa de Apoio" (ou lista de recursos) visível para o grupo, espaço livre para a dramatização.
Direito à proteção
Todas as crianças e adolescentes têm o direito de se sentir seguros e protegidos.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Saber a que pessoas ou a que locais podem recorrer se necessitarem de ajuda (mapeamento de apoio).
Participa em compromissos ou ações que promovam o cuidado e o respeito mútuos.
METODOLOGIAS,
ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Mapeamento de apoio (trabalho colaborativo)
Simulação de Intervenções. Rondas de compromisso.
Actividade Estratégias metodológicas e conselhos
Introdução e boas-vindas
O Superpoder da ajuda
1 Pergunta central: Que características deve ter uma pessoa para ser um/a "super-herói/heroína da ajuda"?.
2. Brainstorming e registo. Anotam-se as características-chave (por exemplo, ser corajoso/, saber ouvir, ser confiável).
3 Ligação com a realidade Apresenta-se o conceito de Bons-tratos e proteção, explicando que estes "superpoderes" são possuídos por pessoas reais às quais podem recorrer na escola e em casa.
Desenvolvimento
1. Vão criar um "Mapa de tesouros seguros" da turma: um mapa que mostra onde encontrarão ajuda e cuidado quando necessitem.
2. Coloque a folha de papel num local visível. Peça que desenhem, de forma colaborativa, os três círculos principais de apoio:
A Escola/Centro,
A minha Casa/Família,
A Comunidade/Vizinhança.
Opção 1
Mapeamento de apoio: A quem posso recorrer?
Opção 2
Role play e ativação da ajuda
3. Identificação de Recursos. Peça ao grupo para identificar e nomear as pessoas ou lugares seguros (recursos) em cada círculo: escola (por exemplo, professor/a, orientador/a, diretor/a, enfermeiro/a), casa (por exemplo, mãe, pai, irmão/ã mais velho/a, avô/avó), comunidade: (por exemplo, polícia, centro de saúde, loja de confiança, linha telefónica de ajuda).
4 Utilize marcadores ou post-its de cores diferentes para tornar cada recurso mais memorável (por exemplo, �� para pessoas adultas de confiança, �� para lugares seguros).
5. Sugira ao grupo que escolha o recurso mais importante identificado no mapa Realize uma saudação coletiva ou uma simulação de abordagem ("Vamos em grupo cumprimentar [Nome do recurso] e dizer: Obrigado por cuidar de nós!”). Isto ajuda a praticar a ação contactar um recurso de forma segura e positiva
1 Revisão do mapa de apoio: Quem facilita deve ter à mão um "Mapa de Apoio" (ou a lista de recursos-chave/protocolos existentes na escola/centro ou região). Peça ao grupo que nomeie rapidamente dois adultos de confiança na escola e um lugar seguro na comunidade. Isto garante que os recursos estão frescos na memória dos/as alunos/as antes da simulação Exemplo de mapa de apoio:
1.Círculo Interno: Escola/Centro (Pessoas a contactar de imediato): Professor/a ou Tutor/a de confiança Orientador/a ou Psicólogo/a escolar Diretor/a o Subdiretor/a
2.Círculo próximo: Casa/Família (Pessoas de máxima confiança): Mãe, Pai ou Tutor/a legal Avó/ô ou Tio/a que viva perto
3.Círculo externo: Comunidade e linhas (recursos de ativação especializada): Linha telefónica nacional de ajuda à infância Centro de saúde ou Consultório médico Polícia (em caso de risco iminente)
2. Apresentação do Cenário. Apresenta-se um cenário de risco (ver exemplos de cenários).
3 Ensaio de Intervenção O grupo ensaia a simulação de como atuar ou pedir ajuda utilizando os recursos identificados no mapa
4. Centre as simulações no primeiro passo e as primeiras palavras que devem dizer para pedir ajuda, assegurando que a ação é clara e precisa.
Exemplos de cenários:
Cenário 1: Utilização inapropriada de fotos
Vês que uma colega (que te disse que te contaria o que lhe acontecera) está a chorar porque um colega partilhou sem a sua autorização uma foto que ela pensava ser privada e agora todos se estão a rir dela no recreio. Ela pede-te que não digas a ninguém.
Recomendações de análise para quem facilita.
Primeiro passo: Quebrar o segredo e Procurar ajuda
Primeiras palavras: Dirigir-se à colega: "Sei que me pediste para ficar calada, mas isto são Maus-tratos Precisas de ajuda e eu apoio-te Vamos juntos/as procurar [pessoa de confiança]".
Cenário 2: O 'amigo' que não deixa brincar
Um amigo está sempre a dizer a uma rapariga: "Não andes com a X, ela é uma má influência" ou "Se quiseres brincar comigo, tens de deixar de ser amiga da Y " Está muito confusa e sozinha, mas obedece ao rapaz com medo de ficar sem amigos
Recomendações de análise para quem facilita.
Primeiro passo: intervir e reportar.
Primeiras palavras: Dirigir-se ao amigo: “Isto não são bons-tratos! A amizade não é uma ordem. Vamos procurar [recurso: docente] para que nos ajude a estabelecer regras justas para o jogo "
Encerramento e compromisso
Pacto de Cuidado Mútuo
1 Redação do Pacto O grupo elabora colaborativamente um Pacto de Cuidado Mútuo com ações específicas (por exemplo, "Se vejo alguém triste, pergunto se está bem", "Se presencio maus-tratos, procuro ajuda no mapa")
2. Compromisso físico. O grupo assina o Pacto. Pode incentivar os participantes a assinar ou selar o pacto com um gesto físico (por exemplo, um choque de palmas das mãos ou um grito de guerra), tornando o compromisso mais memorável e emocionante
Avaliação
A Força do meu compromisso (Nível de ruído)
1. Peça a quem participa que se concentre no seu compromisso com o cuidado mútuo (o Pacto).
2 Representação coletiva Peça ao grupo que represente, através do ruído de aplausos ou batidas de pés, a força do seu compromisso: Silencioso: Lembro-me pouco Forte: Fá-lo-ei sempre!
3. A energia coletiva representa o compromisso de participação ativa no pacto.
Duração
Desafios
Mapa de Desafios
Indicadores
Cada desafio (sessão) tem uma duração estimada de 55 minutos
Cada desafio pode ser realizado individualmente para abordar um conteúdo específico
No entanto, este guia foi concebido para ser concluído na íntegra: 6 desafios em que os/as alunos/as do ensino secundário aprendem, de forma experiencial, sumativa e adequada à sua idade, sobre a prevenção da violência contra as mulheres no seu contexto
A conclusão dos 6 desafios completará o Mapa de Desafios e recomendamos a utilização dos indicadores para medir o seu impacto São simples: trata-se de um pré-teste e um pós-teste (ver Anexo 3), devem ser aplicados antes do primeiro desafio e, novamente, ao concluir o mapa, após o último desafio
Recursos humanos
Adaptação
Diploma
ara grupos de até 20 alunos/as, recomendamos um/a facilitador/a Para grupos com mais de 20 alunos/as, recomendam-se dois/duas facilitadores/as.
Lembre que cada desafio pode ser adaptado ao seu contexto cultural, etário e educativo
Superem os 6 desafios do Mapa e o vosso grupo receberá o Diploma da Equipa Bússola: para relações justas!
CONTEÚDO
Interseccionalidad (Foco en comprender el concepto)
FUNDAMENTAÇÃO
A interseccionalidade é uma forma de compreender as desigualdades que nos convida a olhar para além de uma única causa Em vez de pensar em “sexo”, “raça” ou “classe” separadamente, esta abordagem mostra como estas dimensões se cruzam e geram experiências distintas de exclusão ou privilégio Para os adolescentes, esta perspetiva é essencial: permite-lhes reconhecer a complexidade do mundo em que vivem, questionar osestereótipos e compreender que a justiça não significa que todos tenham o mesmo, mas sim que ninguém seja deixado para trás. A oficina utiliza a arte e a experiência corporal como linguagens inclusivas e acessíveis para expressar ideias complexas. A criação visual e a experiência corporal promovem a empatia crítica e a reflexão partilhada, ligando o pensamento, a emoção e a ação transformadora
CONCEITOS-CHAVE
Interseccionalidade: Cada pessoa vive o mundo de forma diferente, dependendo da forma como se cruzam fatores como o sexo, a origem, a língua e o corpo. Compreender isto ajuda-nos a ver as desigualdades e a agir com respeito e justiça.
COMPETÊNCIA
Privilégio: Vantagens que algumas pessoas têm sem as terem escolhido, devido à sua origem, corpo ou identidade.
Compreender como as diferentes características de uma pessoa (sexo, origem, classe social, deficiência ou orientação sexual, entre outras) se combinam ou cruzam para gerar uma maior discriminação, afetando a sua vida e oportunidades.
MATERIAIS
Papel vermelho, laranja e azul
Opção 1: Cartolina grande, flip chart ou papel mural, marcadores, fita-cola. Opcional: revistas e material visual, tesouros.
Opção 2: Cartões com personagens, lista de afirmações
Desigualdade estrutural: Diferenças que são mantidas não por escolhas pessoais, mas por regras sociais, económicas ou culturais que estão fora do controlo da pessoa.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Identificar exemplos do quotidiano onde se combinam diferentes formas de discriminação.
Explicar por palavras suas porque é que nem todas as mulheres vivenciam a violência da mesma forma.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Aprendizagem experiencial e artística Reflexão guiada a partir de experiências e exemplos próximos.
Introdução e boas-vindas
As diferenças nem sempre são visíveis
1 No quadro, escreva a palavra “diferenças” e peça ao grupo que partilhe exemplos em voz alta (aparência, língua, gostos, origem, sexo, etc.).
2. Pergunte: Todas as diferenças criam desigualdade? O que faz com que algumas pessoas enfrentem mais obstáculos do que outras?
3. Conclua apresentando a ideia de interseccionalidade (veja conceito ativa acima).
Desenvolvimento
1. Divida o grupo em equipas de 4 ou 5 alunos/as e dê a cada equipa uma silhueta humana em cartolina/papel mural (pode ser um contorno desenhado pelos/as próprios/as alunos/as) ou uma folha com um grande círculo dividido em secções. Se o grupo for grande, podem criar um mural colaborativo onde cada pessoa desenha apenas uma parte (mão, olho, caminho, coração) e expressa o que representa a sua experiência.
Opção 1
Corpos, vozes e caminhos: género que nos cruza
2 Cada equipa decora la figura utilizando diversos materiais para representar: 1) Elementos que fortalecem ou capacitam (amizade, apoio, comunidade, direitos, educação, liberdade para decidir); 2) Elementos que limitam ou oprimem (preconceito, pobreza, racismo, homofobia, sexismo, comentários sobre o corpo, violência digital); e 3) Interseções: locais onde estas forças se cruzam ou entram em conflito (por exemplo, “ser mulher de uma zona rural”, “ser jovem e deficiente”, “ser rapaz e ter de provar que não sou fraco”, “ser não-binária e não me chamarem pelo meu nome”, “ser jovem e não ter a minha voz ouvida”)
4. Quando terminam, colam as suas figuras num mural comum intitulado: “Tudo o que se cruza”.
Opção 2
Caminhar pela vida
A , rapariga de 15 anos, usa hijab e, por vezes, recebe olhares ou comentários incómodos
S., 16 anos, trabalha aos fins de semana para ajudar a sua família.
Y., 15 anos, provém de uma família com um elevado nível económico e pode pagar aulas particulares
M , 15 anos, trans, nem todos na escola usam o seu nome correto
C. 16 anos, desportista, mas dizem-lhe “pouco masculino” porque gosta de dançar.
2 Os e as estudantes alinham-se no centro da sala de aula ou do recreio Ouvirão uma série de afirmações e deverão dar um passo em frente ou atrás, dependendo se a sua personagem se enquadra na condição.
Afirmações (adaptadas com foco no género):
1 Dá um passo em frente se consegues estudar sem trabalhar ou cuidar de alguém.
2.Dá um passo atrás se já te fizeram sentir que és diferente por causa da tua língua, sotaque, nome ou apelido
3 Dá um passo à frente se podes participar em qualquer desporto ou atividade sem que ninguém questione o teu género.
4.Dá um passo atrás se alguma vez ocultaste algo sobre ti (gostos, roupa, identidade) por medo de ser julgado/a
5 Dá um passo à frente se tens internet e um espaço tranquilo para estudar
6.Dá um passo atrás se alguma vez fizeram comentários sobre o teu corpo, forma de vestir ou maneira de te comportares “por seres como és”.
7 Dá um passo atrás se se a tua família ou professores acreditam que podes chegar longe, independentemente do teu género
8.Dá um passo atrás se alguma vez te trataram de forma diferente por causa da tua religião, identidade de género ou expressão de género.
9 Dá um passo à frente se consegues movimentar-te livremente pela rua ou nas redes sociais sem te sentires inseguro/a
10.Dá um passo atrás se alguma vez te pregaram partidas, tocaram ou olharam de forma incómoda sem o teu consentimento.
3 Após a caminhada, peça que observem as posições: Quem terminou à frente? Quem terminou atrás? Convide cada participante a partilhar brevemente como se sentiu no seu lugar.
4 Encere com uma ideia comum: “Avançar ou recuar não significa ganhar ou perder. Representa os diferentes pontos de partida de cada pessoa. A igualdade não significa que todos estejam no mesmo ponto, mas sim que todos possamos chegar”
Encerramento e compromisso
O que experiencio torna-me quem sou
1. Diálogo final: Que desigualdades surgiram mais? Que estereótipos de género? O que ajuda a resistir ou a transformar estas situações? Que outros aspetos se cruzaram com o género (língua, corpo, religião, dinheiro, identidade)? Por que algumas pessoas têm mais liberdade ou segurança do que outras? Que emoções é que esta atividade suscitou: força, medo, esperança, cansaço? O que poderíamos fazer enquanto grupo ou escola para garantir que ninguém é deixado para trás por ser quem é?
2. Cada estudante deve escrever uma ideia da atividade ou algo que o/a tenha feito refletir, escreve-o com o compromisso de falar com alguém da sua família (mãe, pai, avó, irmão/ã, etc.) e conversar sobre a ideia escolhida Depois da conversa, escreve uma frase ou ideia que o/a tenha feito pensar, o/a tenha surpreendido ou tenha feito ver algo de diferente
Avaliação
El termómetro
1 Coloque os três cartazes alinhados no chão (o mais frio em baixo e o mais quente em cima) e peça a cada estudante que se desloque até ao cartaz que melhor representa a forma como se sente: VERMELHO Consigo explicar o que é a interseccionalidade e consigo dar um exemplo. / LARANJA Compreendo um pouco, mas tenho dificuldade em aplicar. / AZUL Ainda me confunde ou não tenho a certeza.
2 Encerre com uma pergunta aberta para relacionar com a aprendizagem: O que mais te ajudou a perceber? Que exemplo te fez pensar de forma diferente?
Empatía y diversidad
CONTEÚDO
interseccionalidade (com foco na diversidade e empatia)
FUNDAMENTAÇÃO
A empatia é uma competência pessoal essencial para a convivência democrática e o reconhecimento da diversidade. Envolve a capacidade de compreender as emoções, perspetivas e experiências das outras pessoas sem julgar ou impor o próprio ponto de vista. Em contextos educativos, trabalhar a empatia ajuda a desconstruir preconceitos e a promover uma cultura do cuidado em que as diferenças são percebidas como uma fonte de aprendizagem e não como uma ameaça Abordar a empatia juntamente com a diversidade ajuda os/as alunos/as a compreenderem que cada pessoa tem a sua própria história, identidade e forma de viver as emoções e que todos merecem respeito e valorização. Nesta perspetiva, a empatia não se ensina apenas com palavras, mas através de experiências que estimulam a escuta, a imaginação e a capacidade de se colocar no lugar do outro.
CONCEITOS-CHAVE
Diversidade afetiva e relacional; Reconhecimento de que existem muitas formas de sentir, amar e relacionarse, todas elas igualmente valiosas e merecedoras de respeito
Cuidado mútuo: Construção de vínculos baseados no respeito, na escuta e na responsabilidade partilhada pelo bem-estar dos demais.
COMPETÊNCIA
Desenvolver a empatia por pessoas com experiências diversas, valorizando a diferença como fonte de riqueza social.
MATERIAIS
FFolhas, post-its ou cartões pequenos, tesouras
Opção 1: Folha em branco, marcadores, caixa ou cesto
Opção 2: Leitor de áudio/vídeo e ligação à internet (ou vídeo descarregado). Vídeo O amor verdadeiro (Rebeca Lane e Audry Funk) letra da canção impressa, papéis pequenos ou post-its. Opcional: flip chart para o mural
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Demonstra atitudes de respeito em relação a colegas com diferentes realidades.
Participa em atividades que promovem a inclusão e o reconhecimento da diversidade
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Aprendizagem experiencial e expressiva. Trabalho cooperativo.
Análise crítica de expressões culturais, Avaliação formativa
Actividade Estratégias metodológicas e conselhos
Introdução e boas-vindas
Ver com outras lentes
1 O/A facilitador/a escreve no quadro a palavra empatia e pergunta: O que acham que significa? Como se sentem quando alguém nos compreende sem nos julgar? Só podemos ser empáticos com aqueles que são parecidos connosco?
2 Apresenta o propósito: “Hoje vamos explorar como a empatia nos ajuda a compreender e a valorizar a diversidade que existe entre nós.”
Desenvolvimento
1 Cada estudante recebe uma pequena folha de papel em branco e escreve anonimamente uma breve situação (real ou imaginária) em que alguém se sentiu diferente, excluído/a ou incompreendido/a. Exemplos: Uma vez riram-se do meu sotaque, Senti-me deslocado porque não conhecia os costumes, Os meus colegas não me incluíram num grupo porque sou muito tímido, etc
Opção 1
A minha história nas tuas mãos
Opção 2
O amor tem muitas formas
2 As folhas são dobradas e colocadas numa caixa ou cesto Cada estudante tira uma folha ao calhas. Lê a folha silêncio.
3. Em pequenos grupos, escolham uma forma de representar o que a pessoa possa ter sentido: com uma pequena cena sem palavras, com um gesto, desenho ou palavra que resuma a emoção, ou criando uma pequena “mensagem de apoio” para essa pessoa
4. Discussão em grupo: cada grupo partilha a sua representação e comenta-se: O que aprendemos ao colocarmo-nos no lugar de outra pessoa? Que emoções vimos repetirem-se? Como podemos ser mais conscientes das nossas palavras e ações?
Vídeo O amor verdadeiro, de Rebeca Lane e Audry Funk
1 As artistas são apresentadas de forma breve, explicando que a música celebra o amor livre de rótulos, numa perspetiva inclusiva e respeitosa. Ouve-se a música completa uma vez.
2. Dão-se alguns minutos para que cada pessoa possa escrever em pequenos pedaços de papel ou post-its as palavras ou ideias que lhe vierem à mente enquanto ouve a música
3. Em pequenos grupos, dialoga-se a partir de perguntas como: Que tipos de amor aparecem na música? Que mensagens transmite sobre o respeito e a liberdade? Porque é que o amor também envolve empatia? Que estereótipos ou ideias tradicionais sobre o amor a música desafia?
4 Volta-se a ouvir a música e, em seguida, cada grupo cria uma frase ou desenho que expresse a sua ideia de “amor verdadeiro”. Estas criações podem ser coladas num mural comum intitulado “O amor tem muitas formas” ou gravadas em grupo num pequeno áudio.
Encerramento e compromisso
1 O grupo reflete: Que pequenos gestos diários demonstram empatia? Como podemos cuidar de pessoas que pensam, sentem ou vivem de forma diferente de nós? Como podemos demonstrar o nosso amor por elas sem recorrer ao romantismo?
Um gesto, mil maneiras de cuidar
2. Cada aluno/a escreve num post-it uma ação específica para praticar a empatia com a sua família nessa semana (por exemplo: ouvir sem interromper, defender alguém que está a ser julgado, fazer um elogio sincero, reconhecer que amar também significa cuidar, apoiar e não prejudicar; dizer uma palavra simpática a alguém a quem normalmente não digo coisas bonitas, mas sei que se preocupa comigo, respeitar as diferentes formas como as pessoas expressam afeto ou amor, etc.).
3. As notas são coladas num mural por baixo do título: “A empatia é… ” .
Avaliação
Semente de empatia
1 Cada estudante escreve num pequeno pedaço de papel (ou num papel recortado em forma de semente ou coração): “Algo que aprendi nesta sessão e que quero cultivar.”
2. Colocam num vaso simbólico ou num mural com o título “Sementes de empatia e diversidade”.
CONTEÚDO
Estereótipos (com foco na violência digital)
FUNDAMENTAÇÃO
As redes sociais desempenham um papel central na vida dos adolescentes: é onde obtêm informações, onde se ligam a outras pessoas e constroem a sua identidade No entanto, este mesmo espaço pode reproduzir e amplificar estereótipos de género e várias formas de violência digital contra as mulheres que, muitas vezes, passam despercebidas. Comentários, imagens, desafios ou até mesmo "gosto" (likes) podem reforçar subtilmente ideias de controlo, assédio ou modelos únicos de beleza e sucesso, perpetuando, assim, práticas de violência. Além disso, é essencial compreender que participar nas redes sociais implica exercer uma cidadania digital responsável: todas as pessoas têm o direito de participar nestes ambientes, mas este direito também acarreta responsabilidades relacionadas com o respeito, a convivência e a proteção da própria identidade e da identidade dos outros. Incorporar esta perspetiva ajuda os/as adolescentes a reconhecerem-se como agentes ativos na construção de uma presença digital mais livre, empática e solidária.
CONCEITOS-CHAVE
Estereótipo de género: Crença fixa sobre como as mulheres, os homens, as pessoas não binárias e as pessoas com identidades de género diversas “devem ser”. Perpetua as desigualdades e limita a liberdade.
Violência simbólica: Forma de violência que opera através de mensagens, imagens ou normas que parecem naturais, mas transmitem desigualdade ou exclusão.
COMPETÊNCIA
Consentimento digital: Direito de decidir o que se partilha ou publica sobre uma pessoa Partilhar sem autorização também é violência
Violência digital contra as mulheres: Ações realizadas pela internet ou nas redes sociais para magoar, humilhar ou controlar raparigas, adolescentes e/ou mulheres. Inclui troça, insultos, partilha de imagens sem autorização ou mensagens que reforçam estereótipos e desigualdades.
Analisar a reprodução de estereótipos e papéis de género presentes na escola, nos media digitais e no quotidiano
MATERIAIS
Pequenas folhas de papel
Opção 1: Computador, projetor, áudio e internet ou vídeos descarregados Vídeos da campanha 10 formas de violência digital contra as mulheres #HáSaída #Fuerzaenmivoz: flip chart, marcadores ou lápis de cores.
Opção 2: Computador, projetor, áudio e internet ou vídeos descarregados 2 ou 3 vídeos curtos nas redes sociais sobre pressão estética, post-its ou papéis de duas cores, marcadores. Opcional: papel mural.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Reconhece estereótipos que limitam as oportunidades das mulheres e dos homens
Questiona mensagens, imagens ou atitudes que reproduzem a desigualdade.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Aprendizagem crítica e participativa. Análise dos media audiovisuais e redes sociais. Debate guiado e reflexão coletiva
Actividade Estratégias metodológicas e conselhos
Introdução e boas-vindas
O que vemos online
1. Em grupos, os/as alunos/as mencionam conteúdos que vêem frequentemente nas redes sociais (vídeos, desafios, música, influencers, memes) Em seguida, respondem: Que temas se repetem?, Que tipo de pessoas aparecem com mais frequência?, Que mensagens transmitem sobre beleza, sucesso ou valor?
2 Anote as palavras recorrentes (famoso(a), branco(a), magro(a), forte, perfeito(a), viral, bonito(a), bem-sucedido(a), influencer). Isto ajudará a identificar os estereótipos mais frequentes.
Desenvolvimento
1 Escolha vídeos curtos da campanha “10 Formas de Violência Digital Contra as Mulheres #HáSaída #Forçanaminhavoz (recomendamos um máx de 3, duração de 47’) e projete-os
2. Após a exibição, pergunte brevemente: Qual os impactou mais? Porquê?
Opção 1
Violência digital contra as mulheres
3 Cada grupo (4-5 pessoas) recebe uma silhueta grande de um telemóvel desenhado em cartolina (também pode ser projetada e completada num quadro) O telemóvel tem três ecrãs ou balões de chat, um para cada vídeo. Em cada "ecrã", devem escrever ou desenhar: ❓O que aconteceu: uma frase curta que descreva a situação. �� O que não fazer: uma ação que agrave a violência. �� O que fazer: uma proposta para prevenir, abrandar ou apoiar. Exemplo: Assédio por mensagens Não ignorar nem difundir Falar com alguém de confiança ou denunciar)
4. Cada grupo apresenta um dos seus “ecrãs” e explica o que fariam diferente. O/A facilitador/a reforça ideias-chave: respeito, consenciente, cuidado mútuo e pedir ajuda.
Opção 2
Filtros, corpos e likes: a estética como violência simbólica
1. Projete 2 ou 3 vídeos ou publicações de redes de “rotinas de beleza”, “transformações”, “corpos ideais”, “desafios de ginásio” ou “filtros de rosto”.
2 Peça que observem sem comentar, pensando: O que nos dizem estas mensagens sobre como devemos ser ou parecer? Em grupos, devem refletir e discutir as seguintes perguntas: Que tipos de corpo, tons de pele, idades ou estilos aparecem com maior frequência? O que está associado ao sucesso ou ao valor? O que se passa com quem não se enquadra nestes modelos (pessoas gordas, racializadas, trans ou não-normativas)? Que emoções geram estes conteúdos? Porque podemos dizer que isto também é violência simbólica?
3. O “Mapa de beleza real”. Cada grupo recebe post-its ou folhas de duas cores e pede-se aos/às alunos/as que escrevam ⚠ Mensagens que nos pressionam (por exemplo, “tens de ser magra”, “os homens não choram”, “a pele clara é mais bonita”), e �� Mensagens que libertam (por exemplo, “o meu corpo não necessita de filtros”, “todas as peles são belas”, “a beleza também é respeito”)
4. Num flip chart ou num quadro, fazem-se duas colunas (⚠ Mensagens que pressionam e �� Mensagens que libertam), cada grupo cola as suas mensagens na coluna correspondente e faz-se um mural comum: “É assim que nos queremos ver: livres e diversos.”
5 No grupo grande discutem-se as seguintes frases: Qual a diferença entre cuidar de si e mudar para agradar aos outros? Quem decide o que é "bonito"? O que podemos fazer para evitar repetir estas mensagens?
Encerramento e compromisso
1. Em círculo, convide o grupo a refletir: Que situações na internet ou nas redes sociais que presenciámos poderão também afetar alguém da minha família? O que posso ensinar ou partilhar para ajudar a prevenir estas situações? Que conversas devo ter em casa sobre redes sociais, privacidade ou respeito digital?
Para levar para casa: redes que cuidam
2. Entregue a cada aluno/a uma pequena ficha ou uma cartolina onde possam escrever uma ação específica para realizar em casa durante a semana, relacionada com a prevenção da violência digital. Não se trata de uma tarefa, mas sim de uma conversa ou ação real, algo breve e sincero que possam fazer em casa. Podem escolher entre várias propostas ou criar a sua:
Exemplos de compromissos possíveis: Ver vídeos de #HáSaída #Forçanaminhavoz ou de estereótipos de beleza com a minha família e comentar o que pensamos sobre o que dizem; explicar em casa o que é violência simbólica ou digital e porque nem sempre se vê; Falar com as pessoas com quem vivo sobre como reagir se alguém estiver a ser assediado online; Rever em conjunto as definições de privacidade ou segurança dos nossos perfis; Mostrar-lhes o mural da oficina ou criar uma versão familiar em conjunto.
3 Após assumirem o compromisso, as fichas são colocadas num mural comum com o título: “Para levar para casa: redes que cuidam e respeitam”
Avaliação
1.Desenhe ou mostre a imagem de três emojis no quadro. Também pode pendurar imagens grandes de emojis em 4 partes da sala:
�� Gostei e aprendi algo de novo.
�� Fez-me pensar ou ver as coisas de maneira diferente.
�� Tive dificuldade em perceber
�� Não gostei
2. Peça a cada aluno/a que escolha um emoji levantando a mão ou ficando perto do emoji que melhor representa a sua resposta Faça perguntas para esclarecer: O que mais te fez pensar ou aprender hoje? O que descobriste sobre os estereótipos ou as mensagens na internet? Houve alguma coisa que te surpreendeu ou que te fez ver as coisas de forma diferente? O que poderias contar à tua família sobre o que aprendemos hoje? Que mensagem gostarias de ver ou partilhar nas redes sociais ou na tua escola? Não é necessário que todos falem; ouvir algumas respostas é suficiente para ter uma ideia geral do grupo Conclua reforçando a ideia de que todas as opiniões são valiosas e que refletir é também uma forma de aprender.
Construir novas perspetivas
CONTEÚDO
Estereótipos (foco no cuidado e masculinidade)
FUNDAMENTAÇÃO
Este exemplo centra-se na análise crítica dos estereótipos e papéis de género que condicionam as expetativas e perpetuam as desigualdades. Aborda-se a masculinidade hegemónica como a forma dominante de ser homem que limita a ternura e reforça o estereótipo de que o cuidado é da exclusiva responsabilidade das mulheres. A sessão promove as masculinidades alternativas e corresponsáveis, convidando os/as alunos/as a questionar crenças discriminatórias e a propor alternativas igualitárias.
CONCEITOS-CHAVE
Masculinidade hegemónica: Norma social dominante que reprime a gestão e a expressão das emoções e o exercício de cuidados (próprios e para com terceiros) nos homens, reforçando a desigualdade e perpetuando uma cultura de alto risco.
Corresponsabilidade:
Distribuição justa das tarefas de cuidado entre todos/as.
COMPETÊNCIA
Promover uma cultura de igualdade, questionando as crenças e comportamentos discriminatórios.
MATERIAIS
Cartões pequenos ou pedaços de papel, canetas ou lápis, quadro/flip chart, portefólio ou caderno.
Opção 1: Cópia impressa do caso ou projetálo, quadro/flip chart
Opção 2: Papel e marcadores para esboços.
Opcional: acesso à internet/dispositivos para pesquisa de conceitos de campanha.
Alternativas igualitárias:
Práticas e propostas que promovem a igualdade face a comportamentos discriminatórios.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Propõe alternativas igualitárias para situações estereotipadas relacionadas com o cuidado e os mandatos de género.
Colabora numa atividade criativa (poster, mural, vídeo, peça de teatro, etc.) que promova a igualdade de género e a corresponsabilidade na comunidade educativa.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Estudo de caso e análise crítica
Aprendizagem baseada em projetos (ABP) Reflexão crítica e debate guiado.
Actividade Estratégias metodológicas e conselhos
Introdução e boas-vindas
Dinâmica de reflexão: O
Mandato Silencioso
1 Entregue um cartão ou um papel a cada participante Peça-lhes que escrevam anonimamente um "Mandato" ou crença discriminatória que tenham ouvido sobre como um homem ou uma mulher "devem ser".
2. Recolha, baralhe e leia os cartões em voz alta. Peça ao grupo que classifique se o mandato impõe a dureza (masculinidade) ou a submissão (feminilidade).
3 Ligação com a igualdade: Introduza a sessão explicando que estes mandatos são os que vamos questionar. Desafie a criação de um "Antimandato" ou um novo slogan que promova a ternura e a corresponsabilidade para difundir.
Desenvolvimento
Opção 1
Análise situacional e questionamento crítico
1. Apresentação e leitura do caso "O Código de Encobrimento" Mateo sabe que um amigo do seu grupo, Thiago, está a partilhar e a fazer comentários depreciativos sobre uma foto íntima da sua ex-namorada, Laura, num grupo de chat. Outros amigos dizem a Mateo para não se envolver, porque é normal gozar com uma ex. E se falares, expulsamos-te do grupo. Mateo sente-se pressionado para manter o código de silêncio para não trair os seus amigos, mesmo sabendo que está a perpetuar uma violência digital direta contra Laura.
2. Debate guiado. Lance a pergunta orientadora. Conduza o debate para identificar a crença discriminatória subjacente ao problema (por exemplo, "A lealdade masculina é mais importante do que o respeito pelas mulheres"):
Exemplo de pergunta: O grupo do Matías diz-lhe que "aguentar" é ser homem O que é mais corajoso nesta situação: permanecer em silêncio para ser "leal" ao grupo ou quebrar o silêncio para proteger Laura e a sua própria consciência? O que faria um amigo de verdade?
3 Proposta Crítica: Peça ao grupo que proponha uma alternativa igualitária para a situação, focada no cuidado mútuo e na responsabilidade como verdadeiros pontos fortes do grupo de pares.
1 Organize subgrupos Explique que vão criar uma atividade criativa (poster, vídeo curto, esboço de mural) que proponha uma alternativa igualitária a uma crença discriminatória
Opção 2
ABP: Desenhar a Campanha pela igualdade
2. Trabalho colaborativo: Os grupos definem a mensagem-chave, o formato e criam o esboço da campanha (Colabora numa atividade criativa).
3 Alcance comunitário: Incentive a apresentação das propostas criativas a um público externo (outra turma, diretores) para validarem o seu trabalho e alargarem o seu alcance de mudança para além da sala de aula
Encerramento e compromisso
1. Reflexão e registro: Peça a cada participante que registe no seu portefólio/caderno uma alternativa igualitária que se compromete a implementar ou difundir no seu círculo (por exemplo, "Vou praticar a corresponsabilidade em casa", "Vou promover a bondade nas minhas amizades").
A minha alternativa ativa
2 Convide 3 a 4 participantes a partilhar a sua "Alternativa ativa" Caso se tenha trabalho a opção ABP, partilham-se os desenhos criativos desenvolvidos.
3 Compromisso e acção imediata: Peça a cada participante que nomeie o primeiro passo que dará ao sair da sala de aula para demonstrar que questionou essa crença, gerando uma ação visível.
Avaliação
Avaliação narrativa (A pergunta-chave)
1 Peça ao grupo que forme um círculo para o encerramento final
2. Lance a pergunta-chave: Como é que a minha perspetiva sobre o cuidado ou a masculinidade mudou após esta sessão? Que crença discriminatória consegui questionar?
3 Peça a 2 ou 3 participantes que partilhem brevemente as suas respostas em formato narrativo, focando-se na crença que conseguiram desconstruir graças à sessão
CONTEÚDO
Deteção precoce de sinais de VCM (foco na normalização da violência e violência sexual contra as mulheres)
FUNDAMENTAÇÃO
O foco é a deteção precoce no contexto das relações amorosas dos jovens. Utiliza-se a análise crítica para destacar as relações desiguais de poder e a normalização da violência no namoro (por exemplo, ciúmes, controlo, isolamento) A sessão centra-se no desenvolvimento da capacidade de distinguir entre bons-tratos e maus-tratos, enfatizando o consentimento como o limite inegociável de qualquer relação sem violência (livre, entusiasta e revogável). A compreensão do consentimento permite aos/ às alunos/as enumerarem sinais de alerta (ciúmes, pressão sexual ou social) que previnem riscos maiores como a violência sexual.
CONCEITOS-CHAVE
Consentimiento
Qualquer forma de maustratos, controlo ou discriminação que se exerce contra as mulheres. Pode ser física, psicológica, sexual, económica, digital, entre outras.
O acordo livre, entusiasmado e revogável para qualquer interação física, emocional ou sexual. É o indicador-chave dos bons-tratos.
Indicadores de Alerta
Sinais ou comportamentos que demonstram que uma pessoa pode estar a viver uma situação de maustratos, controlo ou violência Isto pode incluir mudanças de humor, isolamento, medo ou receção de mensagens ou pressão constantes Reconhecer estes sinais ajuda-nos a procurar ajuda a tempo e a protegernos e a proteger os outros.
COMPETÊNCIA
Identificar sinais precoces de violência contra as mulheres e relações de poder desiguais no ambiente imediato
MATERIAIS
Quadro branco ou folha de papel grande, marcadores/canetas, bandeiras pequenas de papel vermelhas e verdes, corda e molas da roupa pequenas (estendal).
Opção: Caso de estudo impresso ou projetado, marcadores ou post-its para a identificação
Opção 2: Folha de papel (semáforo), marcadores vermelhos e amarelos, cartolina, cartões ou pedaços de papel (indicador).
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Distingue entre condutas respeitosas e de maus tratos nas relações afetivas
Enumera sinais de alerta de potenciais situações de violência.
METODOLOGIAS, ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Estudo de caso e análise de situação
Debate guiado.
Teatro fórum ou role play crítico
Introdução e boas-vindas
O Mapa Mental do Consentimento
1 Inicia-se perguntando o que significa um “Sim” de verdade
2 Criação do Mapa: Desenha-se um mapa mental (mindmap) do consentimento, assegurando que se incluem as suas característicaschave: Livre, Entusiasta e Revogável.
RECOMENDAÇÃO: Desafie o grupo a criar um "Decálogo do consentimento digital" para aplicar os princípios do respeito pelas interações nas redes sociais e ambientes virtuais
Desenvolvimento
1. Apresenta-se um estudo de caso que demonstra a falta de consentimento ou a manipulação
Caso de Risco: "O Favor da Confiança":
Opção 1
Análise de situação: A ausência de consentimento
Dois alunos, Alex e Daniela, namoram. Um dia, Alex pede a Daniela que lhe envie uma fotografia íntima, argumentando que "é um favor para mostrar que confias realmente em mim". Daniela sente-se muito desconfortável e diz: "Não me sinto preparada, estou um pouco assustada". Alex responde: "Se realmente me amasse e confiasse em mim, farias isso Além disso, já somos um casal, qual é o problema? Só a vou mostrar a um amigo, mas apenas se me deres autorização, não sejas tão dramática". Daniela acede relutantemente para "não chatear" Alex.
2. O grupo discute e analisa como as relações desiguais de poder se manifestam no caso. É crucial que a pessoa facilitadora conduza o debate sem impor conclusões
Foco-chave do debate: O caso evidencia a manipulação emocional ("demonstrar confiança/amor"), a anulação do "Não" ("não sejas dramática") e coação como formas de se alcançar algo na ausência do consentimento livre, entusiasmado e revogável.
3 Peça aos/às alunos/as que identifiquem e "rotulem" no caso os momentos exatos em que o consentimento foi ignorado ou manipulado, tornando visível a violência subtil
Opção 2
O Semáforo de alerta com foco no consentimento
1. O grupo, de forma colaborativa, enumera e classifica os indicadores de alerta que ameaçam o consentimento (Ex: Se insiste depois de um "não", se te faz sentir culpada) em �� (precaução) e �� (perigo).
2 Cria-se um mural visível com o Semáforo de Alerta
3. Peça ao grupo de alunos que associe cada indicador �� a uma "Ação Imediata" (por exemplo, Sair do local, procurar um par que dê apoio) para passar da identificação à ação de proteção.
Encerramento e compromisso
Decálogo dos bonstratos e o respeito pelo consentimento
1 O grupo elabora um breve decálogo dos "Bons-tratos nas relações afetivas" em que a primeira regra é o Consentimento
2. Compromisso pessoal: Cada participante leva um indicador de alerta (Red Flag) que se compromete a recordar para reconhecer os maustratos.
3 Incentive-os a ensinar o decálogo a um adulto de sua confiança (familiar, docente) para ampliar o impacto dos bons-tratos e do consentimento a toda a comunidade.
Avaliação
Avaliação coletiva e lúdica: O estendal de bandeiras vermelhas e verdes
1 Entrega-se a cada participante duas pequenas bandeiras de papel (�� e ��)
2. Na �� , devem escrever um indicador de alerta (Red Flag). Na �� , devem escrever uma legenda de bons-tratos/consentimento (Green Flag).
3 As bandeiras são penduradas num estendal RECOMENDAÇÃO: Utilize as bandeiras verdes mais repetidas para criar uma campanha de comunicação positiva sobre relações saudáveis na escola, promovendo a mudança cultural.
CONTEÚDO
Atuar desde o cuidado
Deteção precoce de sinais de VCM (foco na Exploração e Abuso Sexual Infantil EASI e Direitos Humanos DH)
FUNDAMENTAÇÃO
Esta sessão passa da identificação à ação. Aborda-se a necessidade de ativar protocolos de proteção e enfatiza-se a participação ativa dos/as alunos/as na promoção dos bons-tratos. Utiliza-se a EASI como quadro para a autonomia e o conhecimento dos direitos. A metodologia centra-se na simulação de intervenções e na criação de campanhas como ferramentas de participação e cuidado mútuo
CONCEITOS-CHAVE
Assédio: quando uma pessoa incomoda, persegue ou prejudica repetidamente outra pessoa com palavras, gestos ou ações. Pode acontecer na escola, na rua ou nas redes sociais, e provoca sempre medo, vergonha ou angústia à pessoa que o sofre
Bons-tratos: Relacionar-se com respeito, cuidado e empatia, ouvindo, ajudando e valorizando as outras pessoas. Significa criar vínculos baseados na confiança, igualdade e apoio mútuo.
COMPETÊNCIA
Participar ativamente na promoção dos bonstratos e na ativação de protocolos de proteção
MATERIAIS
Maus-tratos: qualquer ação ou palavra que magoa outra pessoa. Pode ser física, emocional ou verbalmente e inclui insultos, troça, controlo, exclusão ou pancada. Não é amor.
Recurso de confiança: Pessoa ou local a que pode recorrer quando precisa de ajuda ou apoio. Pode ser uma professora, uma amizade, um familiar, a orientadora ou um serviço de proteção São estas pessoas que te ouvem, acreditam em ti e te ajudam a sentir-te seguro(a).
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM (RA)
Sabe quem contactar ou como agir perante uma situação de violência
Quadro/flip chart, marcadores, caixa decorada, esboços da campanha (se aplicável), cartões ou pedaços de papel, três cartões por participante com as palavras-chave: PROCURAR AJUDA, INTERVIR, REPORTAR
Opção 1: Cartão com a situação de risco, espaço livre para a simulação.
Opção 2: Papel e marcadores para esboços e brainstorming, portefólio/caderno, canetas Opcional: acesso à internet/dispositivos para pesquisa de ideias de campanha.
Envolve-se na criação de compromissos ou campanhas escolares pelos bonstratos.
METODOLOGIAS,
ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS DE ENSINO
Simulação de intervenções críticas. Aprendizagem baseada em projetos (ABP). Análise de recursos comunitários: Mapeamento de pessoas e instituições de apoio
Introdução e boas-vindas
O telefone da confiança (sensibilização)
1 Pergunte a quem recorreriam imediatamente se um/a amigo/a lhes pedisse ajuda numa situação de risco Peça que indiquem um recurso de confiança.
2. Introdução ao protocolo: Introduza o conceito do "Telefone da confiança" (percurso de apoio).
RECOMENDAÇÃO: Assegure-se de que o "Telefone" inclui os recursos de apoio externo vigentes (linhas de ajuda, serviços sociais) para garantir um percurso de proteção amplo e acessível.
Desenvolvimento
1. Apresente uma situação de violência ou risco
Exemplos:
Situação 1: Assédio no grupo de WhatsApp
Recebes capturas de ecrã de um chat de grupo onde um/a colega da turma está a ser ridicularizado/a pela sua aparência física e ameaçado/a de ter informações privadas divulgadas caso não se cale. A vítima pede em privado que não intervenhas.
Opção 1
Simulação e ativação de protocolos
Situação 2: A “piada” da dominação nas aulas
Durante uma apresentação, um/a aluno/a interrompe constantemente a sua colega com comentários sexistas e piadas que menosprezam o seu trabalho. A docente ignora a situação. A colega fica visivelmente nervosa e fica calada.
2 Simulação de Intervenção: O grupo debate e simula como atuar Foque a simulação no momento da intervenção (a ação de ajuda), centrando-se na segurança do/a aluno/a e da vítima, e não apenas na procura do adulto.
3. Debate pós-simulação: O protocolo foi ativado de forma segura? Qual foi o primeiro passo correto?
RECOMENDAÇÃO: Quem facilita deve ter um conhecimento claro dos procedimentos vigentes no centro/escola ou a nível regional a fim de orientar com precisão. Recomenda-se a colaboração e diálogo prévio noutros organismos.
Opção 2
ABP: Desenho da campanha de bons-tratos
1 Organize grupos Explique que vão iniciar o planeamento de uma campanha escolar pelos bons-tratos e a ativação de protocolos. Devem definir a mensagem principal e a ação a realizar.
2. Trabalho colaborativo: Os grupos trabalham na conceção (esboço, slogan, estratégia)
3. Incentive a campanha a centrar-se na promoção do papel ativo dos/as observadores/as na construção de uma cultura de cuidado mútuo, e não apenas na sensibilização para a vítima.
Encerramento e compromisso
1 Entregue um cartão ou um papel a cada participante Peça que escrevam individualmente a sua "promessa de intervenção" (que ação específica de ajuda tomarão se presenciarem uma situação de risco).
A cápsula do tempo dos bons-tratos.
2. Se tiver sido utilizada a opção ABP, cada subgrupo coloca o seu esboço da campanha dentro da caixa decorada ("Cápsula do tempo"). Os participantes depositam também as suas "promessas de intervenção" individuais
3. Cerimónia de selagem: Peça ao grupo que defina uma data exata (3 meses) para abrir a cápsula do tempo e solicite à direção do centro que organize uma cerimónia pública de abertura. Isto valida o esforço do grupo e da visibilidade e apoio institucional ao compromisso.
Avaliação
O check-in de protocolos: Conheces o percurso?
1 Entregue a cada participante três cartões com palavras-chave: PROCURAR AJUDA, INTERVIR, REPORTAR (ou os códigos do protocolo local).
2. Quem facilita lê em voz alta 3 perguntas-chave sobre o protocolo:
Pergunta 1: Qual é o primeiro passo se uma amiga te confidenciar uma emergência muito grave? (Resposta: REPORTAR)
Pergunta 2: Como fazes parar uma situação de troça no momento, sem discutir? (Resposta: INTERVIR
Pergunta 3: O que fazes se notares um sinal de alerta subtil, como a tristeza persistente? (Resposta: [a pessoa de apoio]).
3. A rapidez e a precisão ao levantar o cartão correto indicam o nível de internalização do protocolo.
Esta secção são apresenta os indicadores-chave que servem de sistema de controlo de qualidade e de bússola de eficácia do Modelo de Programa Educativo (MPE)
Medir a qualidade e o impacto de um programa centrado na interseccionalidade, na revisão dos estereótipos de género e na prevenção de violências contra raparigas e mulheres exige ir além da simples contagem de atividades Como tal, esta seleção de indicadores foi concebida para ser simples, exequível e fundamentalmente útil
A sua função reside em destacar a utilidade transformadora do MPE: permitem-nos saber, com dados concretos, se estamos a conseguir uma mudança cultural, se o compromisso pedagógico é genuíno na sala de aula e se a escola se está a tornar um ambiente mais seguro e igualitário
Estes indicadores demonstram que o modelo está a funcionar internamente (salas de aula e centros/escolas), gerando mudanças imediatas no "fazer" e no "saber" da comunidade educativa.
Indicador de Resultado N.° 1 (IR1): Incentiva quem educa a implementar os guias que desenvolvem a compreensão da diversidade e da desigualdade, o reconhecimento de estereótipos e a promoção dos bons-tratos (ensino básico) ou a análise das desigualdades de género (ensino secundário)
Indicador de Resultado N.° 2 (IR2): Mede diretamente se os/as estudantes conseguiram compreender a diversidade, reconhecer estereótipos e distinguir entre bons tratos/maus-tratos (ensino básico) ou analisar estereótipos e identificar sinais precoces de violência contra as mulheres (ensino secundário)
Indicador de Resultado N ° 3 (IR3): Mede a aplicação dos conhecimentos adquiridos para promover os bons-tratos e fomentar uma cultura de igualdade através da resposta organizada do centro/escola
Mede o compromisso real do/a docente com a metodologia central do MPE e a sua aplicação na sala de aula
Mede o quanto o/a estudante e o/a agente melhoram na identificação de estereótipos, na compreensão da diversidade e dos direitos, mostrando a utilidade formativa
Mede a capacidade do centro para reagir de forma eficaz e imediata perante os maus-tratos ou riscos, refletindo a utilidade institucional do Modelo
Agente educativo (Registo) e Diretor ou pessoa responsável pelo programa (Verificação)
Agente educativo (Aplicação) e Diretor ou pessoa responsável pelo programa (Análise)
Diretor ouAgente Público (Registo e Supervisão)
Mapa de Desafios (Registo de progresso e reflexão sobre a implementação)
Questionário Pré-Post (Questionário breve e padronizado)
VerAnexo 3
Registo de Casos (Sistematizado): Um sistema de registo simples e confidencial de incidentes de violência e discriminação
VerAnexo 6
Estes indicadores visibilizam a utilidade social e transformadora do modelo, medindo mudanças culturais mais alargadas e a longo prazo no clima e no ecossistema comunitário
Esquema Longitudinal de Monitorização (ELM)
Para medir a mudança social, transformadora e a sustentabilidade a longo prazo do MPE, estabelece-se um quadro de monitorização longitudinal para os Indicadores de Impacto (I1, I2, I3) O princípio fundamental é que cada indicador é acompanhado ao longo do tempo para verificar a eficácia duradoura do MPE.
1 Linha de Base (Início do MPE): Medição da situação antes da intervenção (pré-teste)
2 Pós-Intervenção (Fim do ciclo): Medição imediatamente após a implementação completa do MPE (mensal/semestral, dependendo da aplicação)
3 Sustentabilidade (12 meses pós-intervenção): Medição realizada um ano após a conclusão do ciclo de intervenção para verificar se a mudança se mantém sem a intervenção direta do programa.
Indicador de Impacto 1 (I1): É o reflexo direto da mudança cultural. Um centro/escola com uma elevada perceção de segurança e igualdade significa que as normas de género e os preconceitos discriminatórios estão a diminuir.
Indicador de Impacto 2 (I2): Mede o impacto primário na VCM Reflete o facto de que uma maior consciencialização e novas competências estão a gerar dissuasão e mudança comportamental a nível social, reduzindo a frequência de atos violentos a longo prazo
Indicador de Impacto 3 (I3): Garante a sustentabilidade e qualidade do MPE Um modelo enfocado na prevenção da VCM deve ser ágil e responder a novas formas de violência
Dinâmicas de grupo
Recursos para trabalhar com os/as alunos/as
700 dinâmicas de grupo
100 formas de animar grupos: Jogos para utilizar em oficinas, reuniões e na comunidade
700 Dinâmicas de grupo – DH Facilitadores
Dinâmicas de grupo Gerza Dinâmicas por categorias: autodescoberta, comunicação, comportamento em grupo, competências de liderança, processo de instrução
Pantallas Amigas [blogue]: Promover a utilização segura e saudável da internet e de outras TIC, assim como promover a cidadania digital responsável na infância e na adolescência
Fanzine Programa Letras en Género [fanzine]
Acnur Chile (2025) #CortaOHate #ATuaMenteÉOMelhorFiltro com Sandy Joseph [vídeo]
Penamérica: Glossário de violência online
Fundação Karisma: Glossário sonoro de violência digital
Ana Matos Fernandes (Portugal)
Lido Pimienta (Colômbia)
La Melaza Candombe (Uruguai)
CIPAF | Organización Feminista desde 1979 (República Dominicana)
Fémina Panamá (Panamá)
Adriana Guzmán (Bolivia)
Acció FeministaAndorra (Andorra)
Rozalén (Espanha). Embaixadora cultural de la SEGIB
Para seguir ou adicionar exemplos nas redes sociais
Inés Hernand (Espanha)
Carla Galeote (Espanha)
Mujeresquenofuerontapa (Argentina)
Rebeca Lane (Guatemala)
Audry Funk (México)
Lele Pons (Venezuela)
Danna Paola (México)
Yuya (México)
Sol Carlos (Argentina)
SindyTakanashi (Venezuela)
ANDORRA
Audiovisuais
Govern d’Andorra (2019) No t’equivoquis És violència [video]
BOLÍVIA
Materiais
Ministério da Educação. (2022). Guía para una educación despatriarcalizadora.
Ministério da Educação (s f b) Protocolo de prevención, actuación y denuncia en casos de Violencia Física, Psicológica y Sexual en unidades educativas y centros de educación especial
ONU Bolivia (s f ) Historieta "Mujeres Extremas"
Audiovisuais
UNFPABolivia. (2018). La historia de Paola brigadista agente de cambio [Video].YouTube.
UNFPA Bolivia (2019) La historia de Rubén y las masculinidades [Video] YouTube https://youtu be/sfmBJta CM0
ONU Mulheres (2019) Campaña interagencial #CambiaElChip [Video] YouTube
COLÔMBIA
Materiais
ColombiaAprende (s f a) Coleções:
Coleção Ángel de dos caras [áudios]
Coleção Manos amigas y familia [áudios]
Coleção Sexualidad y relaciones de género [áudios]
Coleção Violencia contra mujeres y niñas [áudios]
Prevención de las violencias basadas en el género [infografía]
Prevención del ciberacoso y delitos en medios digitales [infografía]
Fundación Telefónica Movistar & Ministerio de Educación Nacional (s f ) Contigo Conectados [Chatbot]
ESPANHA
Materiais
Ministério da Educação, Formação Profissional e Desporto (s f ) Publicaciones
Ministério da Igualdade (s f ) Educación para la sensibilización contra la trata
Ministério da Educação, Formação Profissional e Desporto (s f ) Campañas
Materiais
Secretaria Nacional de Infância, Adolescência e Família (SENNIAF) (2021a) Manual para el Fortalecimiento de Familias con NNA Víctimas sobrevivientes de Agresiones Sexuales.
Secretaria Nacional de Infância, Adolescência e Família (SENNIAF) (2021 b) Manual para el tratamiento NNA víctimas violencia sexual.
Secretaria Nacional de Infância, Adolescência e Família (SENNIAF) (2020) Prevención de la violencia sexual contra niños, niñas y adolescentes
PORTUGAL
Materiais
Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (2020) Guia de intervenção integrada junto de crianças ou jovens vítimas de violência doméstica
Direção-Geral da Educação (2019) Notícias: #PortugalContraAViolência
Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (25 nov 2020). #EuSobrevivi [Vídeo].
REPÚBLICA DOMINICANA
Materiais
Centro de Estudios de Género (CEG) do Instituto Tecnológico de Santo Domingo (INTEC). (2023). Educar para la Igualdad en República Dominicana. Desafíos y propuestas para la educación preuniversitaria
Ministério da Mulher República Dominicana (2024) Violencia de género en el espacio virtual Material educativo para la prevención de la violencia de género
Materiais URUGUAI
Administração Nacional de Educação Pública (ANEP) (2024) Orientaciones para el abordaje Educación en Sexualidad
Ministério do Desenvolvimento Social. (s.f.). Noviazgos Libres de Violencia. Recuperado de
Materiais Municipio D (s f ) Campanha “Cuidemos nuestra niñez, libres de violencia” [Lista de reprodução] YouTube
Municipio D (s f ) Videos de concientización sobre la violencia familiar y el rol de las familias [Lista de reprodução].YouTube.
Modelo questionário pré-pós desafios do MPE
Nível de ensino (básico/secundário)
Idade
Sexo: (Feminino / Masculino / Não binário / Prefiro não dizer)
Papel: (Estudante / Docente)
Nome do/a participante
NÍVELPRIMÁRIO
Pergunta 1 (Reconhecimento de estereótipos): Se dissermos que "as raparigas são fracas a matemática e os rapazes são desorganizados", o que acontece se acreditares nisto?
É útil porque cada pessoa sabe o que deve fazer
Faz com que raparigas e rapazes tenham medo de fazer coisas de que gostam
Não há problema, é apenas uma opinião
Pergunta 2 (Distinção de maus-tratos): Se um/a colega de turma te ignora e não te deixa brincar só porque és novo na turma, será isto uma forma de maus-tratos?
Sim, é uma forma de maus-tratos
Não, simplesmente não quer brincar
Só são maus-tratos se houver violência física
Pergunta 3 (Interseccionalidade simples): Se um/a colega de turma precisa de uma cadeira de rodas e também tem dificuldade em falar espanhol, será justo dar-lhe mais ajuda ou um apoio diferente na escola?
Sim, é justo dar-lhe mais apoio ou um apoio diferente para que possa participar igualmente
Não, todos devem receber o mesmo apoio
Só se uma pessoa mais velha o solicitar
Pergunta 4 (Promoção dos bons-tratos) Se vês uma pessoa triste ou sozinha, tentas incluí-la na brincadeira ou ficas calado/a?
Tento sempre incluí-la
Às vezes, se não tiver vergonha
Fico calado/a
NÍVELSECUNDÁRIO
Pergunta 1 (Reconhecimento de estereótipos): Uma frase popular diz: "As mulheres são mais emotivas e os homens são mais racionais" Considera que esta frase é:
Um facto biológico
Um mito ou estereótipo
Uma verdade cultural
Pergunta 2 (Identificação de VCM): Um colega de turma publica uma fotografia comprometedora de uma colega de turma numa rede social sem autorização Isto é considerado um tipo de violência?
Sim, é violência digital
Não, é apenas uma brincadeira
Depende da intenção
Pergunta 3 (Interseccionalidade e Direitos): Uma estudante migrante, que vive com deficiência, necessita da mesma ou de maior atenção e apoio que um colega homem sem nenhuma condição extra, para assegurar os seus direitos?
Maior atenção e apoio
Amesma atenção é suficiente
Os direitos são iguais para todos, sem necessidade de ajuda extra
Pergunta 4 (Promoção dos bons-tratos): Com que frequência promove ativamente o respeito e a igualdade de género nas suas interações?
Nunca
Poucas vezes
Quase sempre
Sempre
Privilégios / Normas sociais
Opressão
EQUIDADE
Modelo Registo de Casos
Dados do Relatório
N° de Caso:
Origem da denúncia/relatório: (estudante/ docente/ família/ comunidade/ anónimo)
Género da pessoa afetada
Dados da situação
Data e hora da denúncia/relatório:
Tipo de violência principal: (VCM física / psicológica / digital / discriminação / outro)
Nível de escolaridade da pessoa afetada:
O caso justificou a ativação do protocolo institucional? (SIM/NÃO)
Seguimiento del Protocolo (APA)
Avaliação inicial e medidas de proteção (SIM/NÃO)
Ativação do percurso interinstitucional (SIM/NÃO e referência)
Documentação e encerramento do caso na escola (SIM/NÃO)
Prazo total de resposta (dias): (para verificar se cumpre o prazo padrão)
Modelo InquéritoAnual de Perceção
Sexo (Mulher / Homem / Outro)
(Estudante / Docente)
Papel
Nível de escolaridade
Região/Sede
Secção
Pergunta
Escala de 1 a 5, em que 5 éTotalmente de acordo
Segurança 1 Neste/a centro/escola, sinto-me seguro/a e tranquilo/a
2 Sinto que docentes e diretores tratam todos (raparigas, rapazes, identidades diversas) de forma justa e igualitária
Prevenção da VCM
Linguagem respeitosa
3. Considero que este/a centro/escola sabe o que fazer caso alguma colega sofra maus-tratos ou violência
4 Neste centro, tolera-se linguagem discriminatória ou que ridiculariza com base na violência, sexo ou identidade de género
Modelo de relatório de feedback
Secção 1:AConclusão (O Problema)
Data do relatório de conclusão
Indicador que mostra o problema
Descrição da conclusão crítica: (Máx Duas linhas que descrevem o que correu mal, por exemplo: "Os docentes do ensino secundário referem que o material n.º 4 é muito denso e que não o conseguem utilizar por falta de tempo").
Causa profunda proposta: (Por que razão isto aconteceu? Exemplo: Problema de desenho, não de compromisso)
Secção 2: OAjuste (ASolução)
AjusteAprovado (Ação Concreta): (Máx. 2 linhas sobre a solução. Exemplo: "Simplifica-se o guia N ° 5 com uma infografia e cria-se um guia didático de utilização rápida").
Data limite para o ajuste:
Impacto esperado (Meta do ajuste): (vinculado ao indicador do problema)
Secção 3: Encerramento
Data de verificação do ajuste:
Responsável pelo relatório
Resultado obtido
Responsável pela implementação do ajuste:
Recursos (tempo/custo) necessários:
Resultado obtido (O ajuste funcionou?): (Sim/Não/Parcial)