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Nesta edição Bancários entregam reivindicações a Agnelo Queiroz Página 6 www.bancariosdf.com.br

Brasília, 18 de agosto de 2010

Ano 16 - Número 1.270

Outro banco é preciso E

ste foi o recado dado à população pelo Sindicato nesta terça-feira (17), durante o lançamento oficial da Campanha Nacional 2010 em Brasília, marcado por uma série de atividades no Setor Comercial Sul. Primeira rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) acontece dia 24 e discutirá saúde e condições de trabalho, um dos principais eixos da Campanha este ano. Bancários cobram um sistema financeiro que coloque as “pessoas em 1º lugar”. Dia 24 Campanha chega à Ceilândia e dia 27, ao SBS.

As principais reivindicações dos bancários Fenaban

Banco do Brasil

Mais contratações

PCCS digno

Fim das metas abusivas e do assédio moral

Jornada de seis horas sem redução nos salários

Valorização dos pisos

Garantia do piso salarial do Dieese

Reajuste salarial de 11%

Licença prêmio

Regulamentação do sistema financeiro

Férias de 35 dias para os pós-98, após 20 anos de serviço

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Diante dos lucros exorbitantes dos bancos, categoria exige valorização

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Caixa: ação na Justiça para empregados nos planos REG/Replan não saldados

Caixa Não exigência dos REG/Replan saldados para migração para o PFG

BRB Revisão do PCS

Jornada de 6 horas sem redução salarial

Jornada de seis horas sem redução no salário

Progressão horizontal em cada cargo/ função, por tempo de exercício

Reajuste salarial de 11%

Fim das atividades de correspondentes bancários onde existem agências

Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese

Isonomia

Mais contratações

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Solução de denúncias está vinculada à independência da Ouvidoria do BB

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Blitizes fecham oito agências do Itaú Unibanco no Distrito Federal


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Sindicato dos Bancários de Brasília

Campanha nas ruas

S

ob o mote “Outro Banco é Preciso. Pessoas em 1º Lugar”, o Sindicato lançou oficialmente nesta terça-feira (17) a Campanha Nacional 2010 em Brasília, com a realização de uma série de atividades no Setor Comercial Sul (SCS), que contou com faixas, balões, música, malabares e a distribuição de panfletos para os bancários e a população. “O tema da Campanha resume o que queremos. Queremos outro banco para os funcionários e para os clientes, que os valorize, que contrate mais, onde haja menos discriminação, melhor remuneração, taxas e juros menores, melhores condições de trabalho e atendimento”, ressalta André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato. “Vamos lutar pelas reivindicações tiradas nos congressos junto aos representantes dos bancos. Ainda mais depois dos altos lucros divulgados”, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato. Os dirigentes sindicais visitaram todas as agências do SCS para conversar com a categoria e com os usuários dos bancos. “A Campanha começou já há algum tempo, com a realização dos congressos e seminários. Agora estamos divulgando com força total, junto à população,

População apoia bancários

O diretor do Sindicato Eduardo Araújo explica a bancários e clientes os temas da campanha

A população também começou a se engajar na luta dos bancários durante a abertura da Campanha. Algumas pessoas que passavam pelo local comentaram sobre os problemas enfrentados nas agências. “As filas são longas e os bancos ainda cobram taxas altas dos clientes em serviços simples. Até limitam o número de saques para cobrar os excedidos depois. Isso dá diferença quando colocamos as contas na ponta do lápis.” Maria Marques, comerciante “Você é classificado de acordo com a conta bancária e só é bem tratado se tiver muito dinheiro no banco. Eu acho que existe um tratamento discriminatório na estrutura dos bancos.” Marcos Roberto, analista

Clientes e usuários de agências apoiam a luta dos bancários pela redução de tarifas e juros

o que precisamos mudar nos bancos”, comenta Rosane Alaby, secretária de Imprensa do Sindicato. “Falamos com a população também sobre as dificuldades que os ban-

cários enfrentam, porque isso se reflete no atendimento, e que também estamos reivindicando tarifas e juros mais baixos”, completa Wandeir Souza, diretor do Sindicato.

“Os bancos não cumprem a Lei das Filas. Ficamos esperando atendimento muito tempo porque o número de funcionários é insuficiente. Em relação às taxas cobradas pelos serviços bancários eu acho que são muito altas.” Ludmila Duque, assistente administrativa.

Pauta entregue O Comando Nacional dos Bancários entregou à Fenaban a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha 2010 no dia 11 de agosto. As principais bandeiras são: valorização dos pisos salariais, PLR maior, mais contratações, fim do assédio moral e das metas abusivas, plano de cargos e salários, reajuste de 11%,

previdência complementar e igualdade de oportunidade para todos.

Bancos públicos

As negociações específicas do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BRB serão realizadas paralelamente às gerais da categoria com a Fenaban. As pautas

específicas deliberadas nos congressos nacionais do BB e da Caixa serão entregues nos próximos dias às direções dos bancos. No BRB, o Sindicato entrega a pauta específica ao presidente em exercício do banco, Nilban de Melo Júnior, nesta quarta-feira (18). Paralelo às reivindicações

específicas, os bancários do BRB querem o cumprimento das decisões acordadas na mesa com a Fenaban, mantendo as cláusulas já pactuadas, que porventura sejam mais vantajosas. Confira a íntegra das pautas específicas do BB, da Caixa e do BRB no site www.bancariosdf.com.br.

Negociação marcada Um dia após a entrega da pauta à Fenaban, foi marcada a primeira rodada de negociações da Campanha 2010 entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos bancos. Será no dia 24 de

agosto, às 15h, em São Paulo. O tema definido para a primeira reunião é saúde e condições de trabalho, um dos principais da pauta de reivindicações da categoria. “Esse é um dos assuntos mais

caros à categoria, que vem sofrendo dia após dia com o resultado da política dos banqueiros de obterem lucros cada vez mais altos às expensas dos trabalhadores, que sofrem com o assédio moral e as doenças

relacionadas a um modelo de gestão altamente perverso. Não à toa estamos reivindicando o fim das metas abusivas e da violência organizacional”, destacou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.


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Com lucros dos bancos nas alturas,

categoria exige valorização

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alanços dos bancos públicos e privados divulgados no primeiro semestre de 2010 mostram que as instituições financeiras continuam multiplicando seu patrimônio. No segundo trimestre de 2010, o Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 2,725 bilhões, um crescimento de 16,1% sobre o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, o lucro líquido é de R$ 5,1 bilhões, alta de 26,5% em relação ao mesmo intervalo de 2009, com retorno anualizado sobre o patrimônio líquido de 28,7%. A Caixa atingiu lucro líquido de R$ 1,7 bilhão nos seis primeiros meses deste ano, montante 44,1% superior em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Itaú Unibanco, maior instituição financeira privada do país, apresentou R$ 6,3 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre deste ano, aumento de

39,5% comparado ao mesmo período do ano anterior. “Os números mostram que um outro banco é preciso. A Campanha Nacional dos Bancários 2010 está nas ruas e a primeira negociação está marcada. Esperamos com-

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Contraf-CUT lança campanha “Menos Metas, Mais Saúde” “Menos Metas, Mais Saúde” é o tema da campanha que será lançada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nesta quarta (18). A campanha é lançada em um momento de luta e representa mais um passo na conquista pelos direitos à qualidade de vida do bancário. Com o objetivo de discutir a influência que as novas formas de gestão e cobrança por produtividade têm na saúde mental e dignidade do trabalhador bancário, a campanha servirá como viés para o debate desses temas em todas as bases sindicais do país.

A imposição de metas individuais aos bancários por parte das instituições financeiras e as formas de gestão que visam minimização dos custos e ampliação de serviços, entre outros, têm levado a categoria a ficar cada vez mais doente por problemas relacionados ao trabalho. A Contraf-CUT convida a todos para se juntar à campanha. “É fundamental que estes assuntos sejam debatidos para que o trabalhador não ‘naturalize’ o problema e se conscientize da importância de se contrapor às metas abusivas e à prática do assédio moral”, afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT.

Livro que analisa realidade do trabalho no Brasil será lanççado dia 25

promisso dos patrões com os trabalhadores que ajudam a construir esses bons resultados”, frisa Eduardo Araújo, diretor do Sindicato. O Bradesco e o Santander Real também tiveram lucros expressivos. O Bradesco encerrou o semestre com montante de R$ 4,6 bilhões, crescimento de 16,4% em comparação com mesmo período de 2009. Já o Santander Real registrou ganho líquido de R$ 3,5 bilhões na primeira metade do ano - o lucro do Santander Real no Brasil é o maior do banco no mundo. O britânico HSBC duplicou seu lucro líquido no primeiro semestre, com ganhos de US$ 6,763 bilhões. “Queremos a valorização da categoria pelos bancos diante dos lucros apresentados. As instituições financeiras têm crescido e batido recordes a cada ano, mas as condições de trabalho não acompanham o mesmo ritmo”, completa Araújo, acrescentando que os bancos têm todas as condições de atender as reivindicações da categoria.

A realidade dos trabalhadores brasileiros é o tema de estudo do livro Psicodinâmica e Clínica do Trabalho – Temas, interfaces e casos brasileiros. Os temas são amplos: modelo de organização do trabalho, assédio moral, saúde dos empregados, exclusão de pessoas com deficiência, discriminação, violência, entre outros tópicos. Todas essas questões estão presentes no cotidiano dos bancários, que também foi analisado para compor o estudo. Os organizadores do estudo são Ana Magnólia Mendes, Álvaro Roberto Crespo, Carla Faria e Emílio Peres. O lançamento da obra será no dia 25 de agosto, às 19h, no Teatro dos Bancários.


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Sindicato dos Bancários de Brasília

Sindicato ingressará com ação coletiva para empregados com os REG/Replan não saldados

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Sindicato ingressará na Justiça com ação coletiva contra a Caixa Econômica Federal com o objetivo de reparar as discriminações criadas com a introdução do Plano de Funções Gratificadas (PFG) para os empregados que participam dos planos REG/Replan não saldados, como a impossibilidade de ascensão na carreira. Essa foi a decisão, unânime, da assembleia realizada na sede do Sindicato no dia 12 e que reuniu expressivo número de funcionários da Caixa que estão nessa situação. Segundo a assessoria jurídica do Sindicato, que participou da assembleia, a ação será construída de forma que, caso seja exitosa, não torna-

Regras para substituições e PSIs mudam. Discriminação permanece No último dia 12, a direção da Caixa divulgou a CI SURSE 099/10, que altera as regras para as substituições e os Processos Seletivos Internos (PSIs). Pelas novas regras, os empregados que optaram por permanecer no antigo Plano de Cargos e Carreira (PCC) passam a poder substituir funções gratificadas. No entanto, o comunicado restringe a possibilidade aos empregados que “atendam às condições de adequação ao PFG”, excluindo os trabalhadores que estão nos Reg/Replan não saldados.

O advogado do Sindicato José Eymard (em pé) diz que há grandes chances de sucesso no pleito

rá a mudança para o PFG obrigatória para quem está nos REG/Replan não saldados. Segundo item da CI 35/10, que anuncia o PFG, os bancários que estão nesses planos não têm possibi-

lidade de participar dos Processos de Seleção Interna (PSIs), além de não poderem aderir ao PFG. De acordo com o advogado José Eymard, da assessoria jurídica do

A avaliação nos PSIs também foi alterada. A experiência prévia de quem permanece no PCC também será levada em conta nas seleções. Anteriormente, ao participar do PSI, o bancário que permanecesse no PCC não teria sua atuação anterior contabilizada. Vale lembrar que, segundo a CI 35/10, que anuncia o PFG, os bancários que estão no PCC com os REG/Replan não saldados não têm possibilidade de participar dos PSIs ou migrar para o PFG.

de 40% do salário no regime de oito horas. O movimento sindical rechaçou a proposta, considerada insuficiente. Ao apresentar o PFG, a mudança de oito para seis horas foi tornada opcional, mas não houve uma nova proposta de indenização para os bancários que decidissem fazer a transição. “Não bastasse costumeiramente desrespeitar a jornada de 6 horas dos bancários, a Caixa nunca mais tocou no assunto da indenização. Continuaremos cobrando da empresa uma nova proposta de indenização, já que o anúncio dessa possibilidade, ainda em fevereiro, causou expectativa entre os trabalhadores. A estratégia da empresa é buscar um acordo aditivo, de forma que o movimento sindical endosse a introdução do PFG. Entretanto, como reconhecemos muitos problemas e debilidades no plano, não o faremos, seguindo a decisão da 12ª Conferência Nacional”, explica Alexandre Severo, diretor da FETEC - CN.

Indenizações Em fevereiro deste ano, a Caixa apresentou uma proposta de indenização aos bancários que sofreriam redução salarial ao reduzir sua jornada de trabalho de oito para seis horas, no âmbito do PFG. No cálculo proposto, a indenização teria o valor aproximado

Sindicato, as possibilidades de derrota na ação coletiva são relativamente pequenas. “Há grandes chances de sermos bem sucedidos neste pleito, já que existe jurisprudência favorável”, frisou Eymard. “Independente do resultado da ação coletiva, vamos continuar pressionando a Caixa pelo fim da discriminação contra os funcionários que estão com os REG/Replan não saldados, mesmo que o número de envolvidos seja pequeno. A maioria das nossas conquistas foi obtida por intermédio da organização e da luta dos trabalhadores, e não por meio da boa vontade do judiciário”, afirma Enilson da Silva, diretor do Sindicato e empregado da Caixa.

Jornada de seis horas:

desrespeito constante

Na décade de 1980, depois de uma luta histórica, os funcionários da Caixa foram reconhecidos oficialmente como bancários, passando a ter direito legal à jornada de seis horas diárias. Mas esse direito vem sendo desrespeitado sistematicamente pela empresa. Por causa disso, a garantia da jornada de seis horas sem redução salarial é uma pauta levantada em praticamente todas as campanhas salariais da Caixa. “Nos últimos anos, a Justiça vem dando ganho de causa aos bancários que reclamam indenizações pelas 7ª e 8ª horas. Por isso, no PFG, a maioria das funções de oito horas foi extinta, a fim de evitar problemas”, afirma Wandeir Severo, diretor do Sindicato.

Bancários cobram mais contratações da Caixa O déficit de funcionários na Caixa tem causado problemas para a população, além de sobrecarregar os bancários. Uma das cláusulas do acordo específico 2009/2010 prevê a contratação de cinco mil trabalhadores até o fim de 2010. “Em julho deste ano, numa

reunião da mesa de negociação permanente, a Caixa mostrou um balanço pelo qual havia efetivado cerca de 3.300 contratações. Entretanto, no mesmo período, uns 2.500 funcionários deixaram a empresa via PAA (Plano de Apoio à Aposentadorial), deixando apenas um pequeno saldo de

contratações”, afirma Jair Pedro, coordenador da CEE/Caixa. Em julho passado, acabou o prazo de validade do concurso realizado pela Caixa em 2008. Um novo concurso foi realizado em maio deste ano, e apesar das contratações já terem começado, o ritmo ainda é lento.

“A falta de funcionários é tanta que há estagiários e terceirizados fazendo serviço exclusivo de empregado. Nem a pausa legal de dez minutos a cada cinquenta trabalhados está sendo respeitada”, afirma Antonio Abdan, diretor do Sindicato.


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OUVIDORIA

Solução das denúncias está vinculada à independência do órgão

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epresentantes do Sindicato se reuniram na quinta-feira (12) com o gerente de divisão da Ouvidoria interna do Banco do Brasil, Luiz Machado, para cobrar avanços e independência do órgão. No encontro, os representantes sindicais mostraram preocupação com o efetivo papel do setor na resolução dos conflitos encaminhados pelos trabalhadores. Presente à reunião, Rafael Zanon, diretor do Sindicato e funcionário do BB, critica o pouco poder da Ouvidoria na cadeia hierárquica na empresa, o que dificulta a real solução dos problemas. “As pessoas não estavam procurando o órgão porque talvez perceberam dificuldades na resolução de seus questionamentos”, diz o

Comitês de ética

Dirigentes sindicais relatam preocupações a Luiz Machado (centro), gerente da Ouvidoria do BB

representante dos trabalhadores. Luiz Machado relatou que o objetivo da Ouvidoria é a intermediação de conflitos baseada na imparcialidade. “As ocorrências podem ser identificadas ou anônimas. O proble-

ma dos processos não identificados é que não temos como dar um retorno”, explica. Luiz, que assumiu o cargo há pouco mais de quatro meses, pediu a confiança do funcionalismo para formalizar suas denúncias.

Péssimas condições de trabalho nas

PSOs fazem bancários exigir mudanças Extremamente prejudicados com as transferências frequentes de local de trabalho, estresse e adoecimento, os bancários do Banco do Brasil lotados nas Plataformas de Suporte Operacional (PSOs) participaram de reunião organizada pelo Sindicato no último dia 9, em sua sede. Os trabalhadores relataram total descontentamento com o ambiente laboral. Todos os bancários do BB presentes à reunião, em sua maioria caixas submetidos ao sistema das PSOs, consideram péssima a atual situação. A posição contrária dos trabalhadores também havia sido tomada durante o Congresso Distrital dos Bancários do BB e reafirmada durante o Congresso Nacional dos Funcionários do banco, realizado em São Paulo, que definiu o fim das plataformas como reivindicação específica para a Campanha Nacional 2010. “As Plataformas de Suporte Operacional se tornaram um verdadeiro inferno para o bancário do BB. Como

poucos querem trabalhar lá, as condições só pioram para os que ficam, num ciclo vicioso. Prova disso é que o número de bancários licenciados por motivos de saúde é alto e vários companheiros querem sair de lá para outras diretorias ou pedir demissão”, sustenta Wadson Boaventura, diretor do Sindicato e funcionário do BB.

PABs A situação é ainda pior nos chamados Postos de Atendimento Bancário, os PABs, onde um bancário com cargo de caixa realiza sozinho um trabalho que deveria ser acompanhado por um gerente. “É uma situação que nos submete a uma sobrecarga e a um perigo constantes. Muitas vezes, temos de sair de nosso local de trabalho, durante a jornada, para atender uma demanda em outro próximo, e nem sempre esse deslocamento é custeado. As transferências de local de

trabalho também são frequentes e arbitrárias, acompanhadas às vezes de assédio”, relata uma bancária que não quis se identificar. “As agências onde existem as PSOs se tornaram verdadeiros guetos para os caixas, que se sentem, com razão, prejudicados em relação aos outros. Acompanhamos a implementação desse modelo com reservas desde o início, mas agora as previsões de falhas se tornaram reais”, afirma Jeferson Meira, diretor do Sindicato e bancário do BB. A PSO Brasília foi implantada em meados do ano passado, com o intuito de reduzir custos na operação dos caixas das agências. Com mudanças na direção do BB, entretanto, o projeto está estagnado ainda no início. Desde então, as unidades que operam sob esse modelo enfrentam dificuldades variadas, como atribuição desproporcional de responsabilidades e, principalmente, falta de funcionários, com sobrecarga para os restantes.

Representantes eleitos da Previ conquistam redução da taxa de administração para 4%. Leia mais no site www.bancariosdf.com.br

Os comitês de ética, cuja criação está prevista no Acordo Coletivo, terão a missão de julgar os casos de assédio moral e outros desvios de conduta no BB. De 25 a 27 de agosto serão realizadas as primeiras eleições para os comitês. Os bancários poderão participar do pleito pelo SisBB (sistema interno de comunicação do banco). A Ouvidoria interna será a porta de entrada das denúncias que serão julgadas pelos comitês de ética. Para formalizar uma queixa, basta escrever um e-mail para ouvidoriainterna@bb.com.br ou telefonar para o número 3310-4888.

Sindicato realiza reunião com grupos para ações de 7ª e 8ª horas O Sindicato realizou nas últimas semanas diversas reuniões para a formação de grupos homogêneos com o intuito de ingressar com ações coletivas de 7ª e 8ª horas. O departamento jurídico do Sindicato está à disposição para esclarecer dúvidas e iniciar as ações. É necessário agendamento. Os bancários, de qualquer localidade, que queiram marcar reunião podem entrar em contato no telefone 32629001 (Neusa) ou pelo email sejur@bancariosdf. com.br.


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Sindicato dos Bancários de Brasília

PLR do BRB deve pagar 15%

do lucro líquido de R$ 101 milhões

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pesar de a direção do BRB ainda não ter divulgado oficialmente o balanço semestral da instituição, reportagem publicada pela imprensa revelou que o banco deve apresentar lucro líquido de R$ 101,1 milhões, referente aos primeiros seis meses de 2010. Levando-se em conta esse resultado e considerando a informação de que a estatal vai apresentar

evolução próxima a 18% em seu patrimônio líquido, a rentabilidade do BRB na primeira metade do ano será superior a 14%, valor que permite o pagamento de 15% do lucro líquido a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A melhora no percentual de distribuição foi resultado do atual acordo de PLR, que prevê a gradação conforme a rentabilidade do

Bancários entregam reivindicações a Agnelo Queiroz

O secretário-geral do Sindicato André Nepomuceno entrega propostas ao candidato Agnelo

Dentro da perspectiva de demudança no Governo do Distrito Federal e empenhados em melhorar a gestão do BRB, os bancários

entregaram, no último dia 31 de julho, documento ao candidato a governador da coligação Novo Caminho para o DF, Agnelo Queiroz,

banco, dentre outros avanços. Considerando esses indicadores, a subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Sindicato elaborou uma simulação. O cálculo aponta um valor de piso a ser distribuído para os escriturários próximo a R$ 4.900 (bruto), levando-se em conta o atingimento dos percentuais de metas conforme acordo.

“Assim que o balanço for publicado, divulgaremos com mais detalhes a simulação elaborada pela subseção do Dieese”, afirma Antonio Eustáquio, diretor do Sindicato e funcionário do BRB. O Sindicato, que já havia reivindicado a antecipação do pagamento da PLR, reiterará o pleito ao presidente em exercício do BRB, Nilban de Melo Júnior, nesta quarta-feira (18).

com 13 propostas ao programa de governo em relação à estatal. O texto, elaborado pelo Sindicato, pede que o postulante ao Palácio do Buriti se empenhe pela valorização e contratação de novos funcionários, implantação da paridade nas diretorias da Regius (fundo de pensão) e BRB-Saúde (caixa de O pontapé da campanha assistência), e inicial composição da dino BRBdoserá dado quartaretoria banco comnesta profissionais feira (18), equando o técnicos. Sindicato qualificados com perfis entrega ao pre-o Logoa pauta depoisespecífica que recebeu sidente em exercício do banco, texto, entregue, em mãos, pelo Nilban de Melo do Júnior. Entre ose secretário-geral Sindicato itens do documento, construído funcionário do BRB, André Nepodurante seminário dos funcionámuceno,oAgnelo Queiroz assinou rios, estão a revisão de o documento e elogioudoa Plano iniciativa Cargos e Salários (PCS) para dos bancários. “Acreditamos quega-o rantir a jornada de seis horas programa de governo não podesem ser redução de salário, outros obra de uma pessoa dentre só, de um iluajustes, contratações, reaminado. mais Por isso estamos nose reujuste de 11%.organizações nindosalarial com diversas Os bancários BRB também da sociedade civil,doprincipalmente dos trabalhadores, para formatar nosso programa. São apartes como esse dos bancários que enriquecem

e aprimoram a gestão. Tenham certeza que, depois da eleição, esse canal de diálogo entre nós deve permanecer e se intensificar”, disse Agnelo. Ao lembrar que o GDF controla 97% do BRB, Nepomuceno destacou que a instituição financeira deve ser utilizada como agente propulsor do desenvolvimento econômico e social do DF. “Acreditamos que a candidatura de Agnelo é a única de acordo com as expectativas dos trabalhadores para o próximo período, e, por isso, a apoiamos”, salientou André.

Bancários apoiam Agnelo Ao final do seminário, os bancários do BRB referendaram apoio a Agnelo Queiroz como o candidato a governador do DF por entender que ele representa as reivindicações dos trabalhadores, em especial os do BRB.

Eleição da Regius está nas mãos da diretoria do BRB. Sindicato cobra agilidade A Regius, o fundo de pensão dos funcionários do BRB, está próxima de democratizar sua gestão com os trabalhadores. Isso porque foi aprovada uma alteração estatutária pelo Conselho Deliberativo, prevendo criação de uma quarta diretoria, com eleição direta para duas destas. Agora, o processo se encontra com a direção do BRB, patrocinador da Regius. O Sindicato cobra dos diretores empenho

e agilidade nos trâmites. “Esperamos um desfecho favorável da matéria junto aos gestores do banco”, diz Antonio Eustáquio, diretor do Sindicato e funcionário do BRB Após o aval da direção do banco, a matéria segue para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão que regula os fundos de pensão no Brasil. Concomitante ao processo, o Sindicato

solicitou à Regius, juntamente com a Associação dos Funcionários Aposentados do BRB (AFABRB), a participação em comissão responsável pela condução do processo eleitoral. “É uma conquista histórica, que caminha rumo à verdadeira democratização da Regius, bem como do estabelecimento de uma governança justa”, ressalta Cida Sousa, diretora do Sindicato e funcionário do BRB.

Na opinião de Eustáquio, “é fundamental, no processo de eleição de representantes, a observação dos candidatos que efetivamente sempre lutaram pela transparência da Regius e pela participação real dos associados na gestão da entidade, pois certamente aparecerão aventureiros que nunca lutaram por isso, e até trabalharam contra, fazendo agora falsas promessas”, observa.


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ITAÚ UNIBANCO

Blitizes fecham oito agências do DF por falta de condições de trabalho

Agência Palácio do Comércio (SCS)

O

s bancários fecharam, com o apoio do Sindicato, várias agências do Itaú Unibanco com problemas de infraestrutura e falta de segurança. Desde junho já foram fechadas oito agências (516 e 510 Sul, SIA, SCS, Ceilândia, Taguatinga, 708 e 504 Norte), a maioria devido às reformas para unificação das bandeiras. Em muitos casos, a situação gerou problemas para a saúde de trabalhadores, clientes e usuários.

Agência Itaú Unibanco 504 Sul

Os problemas são diversos: ar condicionado quebrado, problemas na fossa sanitária, porta giratória quebrada, banheiros em condições insalubres, entre outras. “As agências estão passando por reformas para se adequar à nova identidade visual adotada pelo conglomerado, resultante da fusão das duas empresas, mas sem oferecer as condições adequadas de trabalho e atendimento”, explica Louraci Morais, diretora do Sindicato e funcionária do Itaú Unibanco. “Es-

Agência SIA

ses problemas na reforma são sérios porque atingem a saúde das pessoas, por isso o banco tem que se preocupar”, completa Edmilson Lacerda, diretor do Sindicato. A situação das agências foi denunciada à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), Vigilância Sanitária e ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do DF (CREA-DF). O Sindicato já enviou um ofício às instituições solicitando uma reunião

para discutir o descumprimento da legislação aplicada nesses casos. O Itaú Unibanco ainda não se manifestou sobre as irregularidades.

Precariedade

O Sindicato continua com as blitizes visitando bancos privados e públicos. Num só dia, por exemplo, as quatro agências localizadas no TJDFT (Banco do Brasil, Caixa, BRB e Santander Real) foram fechadas devido aos mesmos problemas.

Trabalhadores participam da 4ª Reunião Conjunta da Rede Sindical Internacional Pela primeira vez, a direção do Itaú Unibanco recebeu dirigentes sindicais do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. O encontro aconteceu em São Paulo, no último dia 10, com a intenção de fortalecer a unidade entre os trabalhadores e ampliar o diálogo com o banco em busca

de uma solução para os problemas semelhantes entre os bancários da América Latina. Na ocasião também foi debatida a construção de um acordo marco global. Segundo esse instrumento, estariam garantidos os direitos básicos para os bancários do Itaú Unibanco

em todos os países em que ele estiver presente. Entre os direitos destacamse a liberdade de organização sindical e o direito à negociação coletiva. Agora, o Sindicato também participa, em parceria com a UNI Finanças – entidade com sede na Suíça que representa 20 milhões de trabalhadores

–, do processo de assinatura de acordos marco com o Santander e HSBC. Outras multinacionais já assinaram com a UNI acordos desse tipo, que são uma forma de garantir direitos trabalhistas fundamentais em locais onde existem falhas nas leis e onde a liberdade sindical não esteja garantida.

Prazo para aderir ao “pijama” no Santander vai até dia 31 Cerca de dois mil funcionários em todo o Brasil já fizeram a adesão à Licença Remunerada PréAposentadoria (LRPA) e estão em casa ou no aguardo da data de liberação e recebendo como se estivessem na ativa. Os bancários que podem fazer a adesão devem ficar atentos ao prazo, que vai até o dia 31 de agosto.

Regras para adesão Veja as regras para adesão: Só vale a primeira aposentadoria possível (proporcional ou integral) O termo de opção para o cumprimento do requerimento da LRPA deverá ser entregue no prazo de até 15 dias contados a

partir do início do período com direito a obtenção da estabilidade pré-aposentadoria via Sindicato Verificar se terá 12 meses ou 24 meses de estabilidade préaposentadoria (de acordo com as regras da CCT e do Aditivo Santander) No caso de estabilidade de 12

meses, o bancáriotem de ter no mínimo 15 anos na empresa Apesar de ter sido renovada por dois anos, a LRPA vence no dia 31 de agosto. Já foi enviado ao banco um pedido de prorrogação do programa, que é resultado de muita luta dos trabalhadores em parceria com o Sindicato.


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Dia 28 tem a Festa dos Bancários.

s o d n u m i ra é a atração principal arco das lutas históricas da categoria por melhores condições de trabalho, o Dia do Bancário – celebrado em 28 de em grande agosto – será comemorado Na edição . res ado estilo pelos trabalh ios contacár Ban dos ta Fes a deste ano, mundos, Rai rá com shows das bandas da dupla e, lon Cic e Clima de Montanha Patife DJ’s dos n, Rua e rick Hen sertaneja e Miura e do VJ Sasha. o uma O Sindicato está preparand ética Atl o megaestrutura na Associaçã eber rec a par BB) Banco do Brasil (AA aaliz dic sin ios cár ban de os milhares dia o xim pró dos e seus convidados no 21h, os DJ’s 28 (sábado). A par tir das

M

postos para Patife e Miura estarão a go da noiabrir a festa, que terá ao lon mundos Rai dos te o punk/hardcore o vocacom iva lus exc (veja entrevista www. em lista Digão na TV Bancários os ritiad var os ), .br bancariosdf.com ba sam e axé o e, lon Cic da mos da ban ejo tan ser o e da Clima de Montanha, sem contar da dupla Henrick e Ruan,

28 de agosto

ões prepaos variados sons e projeç ha. Sas VJ o rados pel distriOs convites estão sendo ados aliz dic sin ios cár buídos aos ban será Não ho. bal tra de ais nos loc 21h sos res ing de a A partir das permitida a entreg é a convite para outros colegas. Cad (bancário e s soa pes s dua a par válido 1kg de alimento não perecível acompanhante).

ASetAorBdeBClubes Sul

ciários n a n fi e s o ri á v ti ra e p o co s o d Animação total no arraiá eira A noite da última sexta-f a clim o sília Bra a par uxe (13) tro reio dáp car de interior. Com um ao som pleto de comidas típicas e s, fiário ativ per coo ró, for ito de mu m rara ent s ado nanciários e convid iost Ag aiá Arr do pira no clima cai O . ato dic no promovido pelo Sin pessoevento reuniu cerca de 450 y. Wa k as no Par cioDiretora do Sindicato e fun ia Rég ta Tali e, ort pef nária da Coo ções ma gra pro que lica exp (foto) ortancomo a do Arraiá são imp

zação e tes para reforçar a mobili o entre ent nam cio rela o cer fortale nidade rtu opo os segmentos, uma ários e ativ per coo os er para envolv egoria. cat da s luta nas ios ciár finan adores “Proporcionar aos trabalh idades ativ e r laze de s momento lidade qua r lho me vam mo pro que preodas a um é de vida também ta. Tali diz ”, ato dic Sin do es cupaçõ perCoo da O delegado sindical plecom s, Rio ira Vie z forte, Haikal Lui ótimo “É : nto eve do rca ace , menta ração para fortalecer, promover inte

r para e fomentar momentos de laze ita”. ess nec to tan que a categoria, e Para Severino Luiz Júnior ios nár cio fun bos José Borges, am iliar e a da Poupex, o ambiente fam vidas mo pro organização das festas s. De ciai ren dife são pelo Sindicato cia“ini ios, ciár nan fi os com acordo ão paç ocu pre o tivas que têm com imito mu são r laze proporcionar adores”. portantes para os trabalh forte, per Coo da n, Já Kátia Rechde a form a um s çõe ma gra pro vê nas ria. ego cat da de demonstrar o valor

Veja a programação do Cineclube dos dias 23 e 30 de agosto no site www.bancariosdf.com.br

Sindicato dos Bancários de Brasília

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Informativo 1270  

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